30 outubro 2026

Escrita Lição 7, BETEL, A esperança da ressurreição e o juízo eterno, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 7, BETEL, A esperança da ressurreição e o juízo eterno, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
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ESBOÇO DA LIÇÃO
1- A RESSURREIÇÃO NO AT E NO NT
1.1. A ressurreição no AT.
1.2. A ressurreição no NT.
1.3. A ordem cronológica da ressurreição.
2- A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO
2.1. A importância da ressurreição para o cristianismo.
2.2. Se CRISTO não ressuscitou é vã a nossa fé.
2.3. O poder da Ressurreição de CRISTO.
3- A PRIMEIRA E A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
3.1 A primeira ressurreição.
3.2. A segunda ressurreição.
3.3. A ordem cronológica das ressurreições.
 
TEXTO ÁUREO
“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Daniel 12.2
 
O versículo de Daniel 12:2 é uma das declarações mais claras do Antigo Testamento sobre a ressurreição dos mortos e o juízo final:
·        "Dormem no pó da terra": É uma metáfora bíblica comum para a morte física (o túmulo).
·        "Ressuscitarão": Aponta para o despertar e a restauração da vida física por ato de Deus.
·        "Uns para a vida eterna": Refere-se à salvação e à comunhão perpétua com Deus concedidas aos justos.
·        "Outros para vergonha e desprezo eterno" (ou horror eterno, dependendo da tradução): Indica a condenação, a rejeição e as consequências definitivas para aqueles que rejeitaram a justiça de Deus.
No contexto do livro de Daniel, esse anúncio serve como uma mensagem de esperança e consolo em meio ao sofrimento e à perseguição, garantindo que a história caminha para um acerto de contas moral onde a justiça divina prevalecerá. No Novo Testamento, essa doutrina é reforçada, entre outros trechos, por Jesus em João 5:28-29.
 
·        Em João 5:28-29, Jesus diz: "Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação."
·        Em Mateus 25:46, Ele também contrasta o destino final: "E estes irão para o suplício eterno, mas os justos, para a vida eterna."
·        Em Atos 24:15, o apóstolo Paulo reforça a mesma esperança compartilhada pelos judeus da época: "tendo esperança em Deus... de que há de haver ressurreição dos mortos, tanto dos justos como dos injustos."
O significado do texto:
·        "Dormem no pó da terra": Uma metáfora bíblica comum para a morte física (o corpo retorna ao pó, mas a existência não é aniquilada).
·        Uns para a vida eterna: A recompensa e a comunhão definitiva com Deus para aqueles que creram e andaram na justiça.
·        Outros para vergonha e desprezo eterno: O resultado da rejeição a Deus, simbolizando a rejeição e a condenação moral/espiritual diante do Criador.
 
A frase "Eu sou a ressurreição e a vida" originária do Evangelho de João (João 11:25-26) é dita por Jesus Cristo a Marta, logo antes da ressurreição de Lázaro.
O Significado Bíblico e Teológico
·        A Pessoa e o Poder: Jesus afirma que Ele próprio não apenas anuncia ou traz a ressurreição, mas é a própria ressurreição e a fonte da vida.
·        Vida Física e Espiritual: O termo grego anástasis significa "ficar de pé novamente" ou "levantar". A mensagem aponta para a superação da morte física e, fundamentalmente, para a concessão da vida eterna a quem crê.
·        Presente e Futuro: Quem tem fé em Cristo vive uma dimensão de eternidade que começa no presente e não é anulada pela morte corporal
 
VERDADE APLICADA
A ressurreição de CRISTO é a garantia de que a esperança cristã não se limita ao nosso viver nesta terra.
 
A ressurreição de Cristo é o pilar central que garante que a esperança cristã ultrapassa os limites desta vida terrena. Sem ela, a fé cristã perderia o seu propósito final e a sua vitória sobre a morte.
A Bíblia aborda essa realidade de forma muito direta, com destaque para as palavras do apóstolo Paulo e de Jesus:
O Argumento de 1 Coríntios 15
O apóstolo Paulo dedica um capítulo inteiro para explicar que a ressurreição de Jesus não é apenas um fato histórico, mas a promessa de que os crentes também ressuscitarão. Ele afirma categoricamente:
·        "Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens." (1 Coríntios 15:19)
·        Ele complementa dizendo que Cristo ressuscitou como as "primícias" dos que dormem (1 Coríntios 15:20). Na cultura da época, as primícias eram a primeira colheita, o que garantia que o restante da colheita viria depois. Ou seja, a ressurreição dEle é o protótipo e a garantia da nossa.
O Ensino de Jesus
Antes de sua crucificação e ressurreição, Jesus já preparava seus discípulos para entenderem que o Reino de Deus e a vida que Ele oferecia iam muito além do plano terreno:
·        João 11:25-26: Na ressurreição de Lázaro, Ele declarou: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente."
·        João 14:1-3: Ele prometeu que a nossa habitação final não é aqui: "Na casa de meu Pai há muitas moradas... vou preparar-vos lugar."
O impacto prático dessa esperança
·        Consolo no luto: A morte deixa de ser um ponto final e passa a ser uma transição, uma "espera" pela ressurreição.
·        Resiliência no sofrimento: As dores, injustiças e perseguições desta terra tornam-se suportáveis porque o cristão sabe que este mundo não é o destino final.
·        Redefinição de valores: O viver terreno ganha um novo propósito: investir no que é eterno (amor, fé, o Reino de Deus) em vez de acumular apenas o que é passageiro.
 
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Compreender as duas ressurreição
Destacar a Ressurreição de CRISTO
Identificar a ordem desseS acontecimentos
Destacar a Ressurreição de CRISTO
Identificar a ordem desseS acontecimentos
Destacar a Ressurreição de CRISTO
Identificar a ordem desseS acontecimentos
 
TEXTO REFERÊNCIAS - 1 CORÍNTIOS 15.16-18, 20, 22-23
16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também CRISTO não ressuscitou.
17 E, se CRISTO não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
18 E também os que dormiram em CRISTO estão perdidos.
20 Mas agora CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em CRISTO.
23 Mas cada um por sua ordem: CRISTO as primícias; depois, os que são de CRISTO, na sua vinda
16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também CRISTO não ressuscitou.
17 E, se CRISTO não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
18 E também os que dormiram em CRISTO estão perdidos.
20 Mas agora CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em CRISTO.
23 Mas cada um por sua ordem: CRISTO as primícias; depois, os que são de CRISTO, na sua vinda
16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também CRISTO não ressuscitou.
17 E, se CRISTO não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
18 E também os que dormiram em CRISTO estão perdidos.
20 Mas agora CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em CRISTO.
23 Mas cada um por sua ordem: CRISTO as primícias; depois, os que são de CRISTO, na sua vinda
 
LEITURA COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Sl 16.10 Vitória sobre a morte
TERÇA | Fp 3.11 Esperança da ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição

TERÇA | Fp 3.11 Esperança da ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição
TERÇA | Fp 3.11 Esperança da ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição
HINOS SUGERIDOS: 126,459,469
MOTIVO DE ORAÇÃO: Ore para que a Igreja permaneça firme na esperança da ressurreição.
 
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SUBSÍDIOS EXTRAS – BÍBLIAS, LIVROS, REVISTAS, COPILOT, CHATGPT, GEMINI
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COMENTÁRIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO
 
INTRODUÇÃO GERAL (NOVA E AMPLIADA)
A doutrina da ressurreição ocupa posição de destaque entre as verdades fundamentais da fé cristã. Ela atravessa toda a revelação bíblica, desde as sombras e promessas encontradas no Antigo Testamento até sua plena manifestação na Pessoa e Obra de JESUS CRISTO. Nenhuma outra doutrina demonstra tão claramente o poder soberano de DEUS sobre a vida, a morte e a eternidade.
A ressurreição não deve ser compreendida apenas como um retorno à vida física, mas como a manifestação suprema da vitória divina sobre as consequências do pecado. Desde a queda de Adão, a morte tornou-se uma realidade universal da existência humana (Rm 5.12). Entretanto, DEUS estabeleceu um plano redentor que culmina na derrota definitiva do pecado, da morte e de Satanás.
Em CRISTO, a esperança da ressurreição tornou-se uma certeza inabalável. Sua vitória sobre o sepulcro garantiu que todos os que estão unidos a Ele pela fé também participarão da glorificação futura. A ressurreição de JESUS é a prova histórica e espiritual de que a salvação foi consumada com êxito e de que as promessas divinas jamais falham.
As Escrituras ensinam que haverá duas ressurreições distintas: a ressurreição da vida e a ressurreição da condenação. Ambas revelam aspectos complementares do caráter divino. A primeira manifesta Sua graça, misericórdia e fidelidade para com os remidos; a segunda revela Sua santidade, justiça e retidão diante daqueles que rejeitaram Sua salvação.
O estudo das ressurreições possui profunda importância escatológica, pois esclarece a sequência dos acontecimentos finais, a esperança da Igreja, a consumação do Reino de DEUS e o destino eterno da humanidade. Além disso, fortalece a perseverança dos crentes diante das lutas presentes, lembrando-lhes que a morte não terá a última palavra.
Portanto, refletir sobre a doutrina da ressurreição é contemplar o triunfo absoluto de CRISTO e renovar a esperança na promessa de que um dia os salvos receberão corpos glorificados e viverão eternamente na presença do Senhor.
 
 
1. A RESSURREIÇÃO NO AT E NO NT 
A revelação da ressurreição segue o princípio da revelação progressiva. DEUS não revelou todos os detalhes de uma só vez, mas desenvolveu gradualmente esse ensino ao longo da história bíblica. No Antigo Testamento encontramos as sementes da doutrina; no Novo Testamento encontramos sua plena manifestação em CRISTO.
A esperança da ressurreição demonstra que a morte não possui a palavra final. Embora a morte física tenha entrado no mundo pelo pecado, DEUS providenciou um meio de restaurar completamente Sua criação. A ressurreição é a demonstração máxima do poder divino sobre os efeitos da Queda.
Sob a perspectiva teológica, a ressurreição está associada à doutrina da redenção completa. DEUS não salvará apenas a alma do crente, mas também seu corpo. A salvação bíblica é integral, abrangendo corpo, alma e espírito (1Ts 5.23).
A revelação progressiva culmina em JESUS CRISTO. Tudo o que foi anunciado pelos profetas encontra nele seu cumprimento. Sua ressurreição valida as profecias antigas e confirma Sua identidade como Filho de DEUS.
A esperança da ressurreição também reforça a fidelidade divina. As promessas feitas aos patriarcas ultrapassavam os limites da vida terrena, apontando para uma realidade eterna preparada pelo Senhor.
Além disso, essa doutrina serve como fonte de consolo diante da morte. Os que morrem em CRISTO não estão perdidos, mas aguardando o momento glorioso da ressurreição.
Finalmente, a doutrina da ressurreição fortalece a perseverança cristã, pois o sofrimento presente não pode ser comparado com a glória futura que será revelada nos santos (Rm 8.18).
 
Palavra Grega Importante

Palavra

Grego

Significado

Ressurreição

Anástasis (ἀνάστασις)

Levantar-se novamente

Vida

Zoé (ζωή)

Vida divina e eterna

Morte

Thanatos (θάνατος)

Separação física ou espiritual

Esperança

Elpis (ἐλπίς)

Esperança confiante baseada em DEUS

 
Tabela Resumo do Tópico 1

Tema

Resumo

Revelação Progressiva

Desenvolvida do AT ao NT

Centro da Doutrina

CRISTO ressuscitado

Objetivo

Vitória sobre a morte

Resultado

Vida eterna para os salvos

Fundamento

Promessas de DEUS

 
 
1.1 A RESSURREIÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
Embora o Antigo Testamento não apresente a doutrina da ressurreição com a mesma clareza que o Novo Testamento, diversos textos revelam essa esperança. A fé dos patriarcas demonstrava convicção de que DEUS tinha poder até mesmo sobre a morte.
Abraão é um dos principais exemplos. Ao levar Isaque para o sacrifício, acreditava que DEUS seria capaz de ressuscitá-lo caso fosse necessário. Isso demonstra uma fé extraordinária no poder criador do Senhor.
Jó também expressou esperança escatológica ao afirmar que veria seu Redentor. Mesmo em meio ao sofrimento extremo, sua confiança estava além da morte física.
Os Salmos frequentemente revelam a expectativa de livramento do Sheol. Embora o conceito ainda não fosse totalmente desenvolvido, existia a convicção de que DEUS não abandonaria Seus fiéis ao poder da morte.
Isaías profetizou sobre a derrota definitiva da morte. Suas palavras antecipam a futura restauração operada pelo Messias e a vitória final do Reino de DEUS.
Daniel apresenta uma das declarações mais explícitas do Antigo Testamento. Ele descreve duas categorias de ressuscitados: uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno.
Dessa forma, o AT estabelece os fundamentos doutrinários que posteriormente seriam ampliados por CRISTO e pelos apóstolos.
 
Comentário Teológico Extra
A escatologia veterotestamentária revela que DEUS governa além dos limites da existência terrena. A esperança dos santos do AT não estava baseada apenas em bênçãos materiais, mas também na expectativa da redenção futura. Mesmo sem compreender todos os detalhes do plano divino, os fiéis confiavam na aliança estabelecida por DEUS. Essa fé antecipava a revelação plena trazida por CRISTO. A doutrina da ressurreição mostra que a morte nunca anulou as promessas de DEUS. O pacto divino transcende a sepultura. A fidelidade do Senhor garante a continuidade da vida para aqueles que lhe pertencem.
 
Referências Bíblicas Complementares

Referência

Resumo

Gn 22.5

Fé de Abraão na intervenção divina

Jó 19.25-27

Esperança no Redentor

Sl 16.10

DEUS vence a corrupção

Sl 49.15

DEUS resgata da morte

Is 25.8

Destruição definitiva da morte

Is 26.19

Promessa de ressurreição

Dn 12.2

Dupla ressurreição

 
Palavras Hebraicas Importantes

Palavra

Hebraico

Significado

Vida

Chayyim

Vida

Morte

Maveth

Morte

Sheol

Sheol

Lugar dos mortos

 
Tabela Resumo – 1.1

Aspecto

Ensino

Abraão

DEUS pode ressuscitar

Jó

Esperança no Redentor

Salmos

Vitória sobre a morte

Isaías

Derrota da morte

Daniel

Ressurreição dos justos e injustos

 
 
1.2 A RESSURREIÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
No Novo Testamento a doutrina da ressurreição alcança sua revelação completa. CRISTO não apenas ensinou sobre a ressurreição, mas tornou-se a prova viva dela por Sua própria vitória sobre a morte.
A expressão grega "ek nekrōn" destaca a ideia de sair dentre os mortos. Ela enfatiza a distinção entre CRISTO e aqueles que permanecem no estado de morte espiritual.
JESUS ensinou claramente que haverá uma ressurreição para a vida e outra para o juízo. Isso elimina qualquer interpretação universalista que negue a responsabilidade moral do ser humano.
Paulo desenvolveu amplamente essa doutrina em 1 Coríntios 15. Segundo ele, CRISTO é as primícias de uma grande colheita futura de ressuscitados.
O corpo glorificado dos salvos será incorruptível e apropriado para a eternidade. Não será mera reanimação de cadáveres, mas transformação completa pela ação divina.
A ressurreição dos santos representa o clímax da redenção iniciada na cruz. Aqueles que foram justificados serão finalmente glorificados.
Assim, o Novo Testamento apresenta a ressurreição não apenas como esperança futura, mas como realidade já garantida na obra consumada de CRISTO.
 
Comentário Teológico Extra
A ressurreição de CRISTO constitui o fundamento da cristologia, da soteriologia e da escatologia. Sem ela, não haveria certeza da justificação nem da glorificação futura. O CRISTO ressuscitado tornou-se o modelo da nova humanidade redimida. Sua vitória inaugurou uma nova ordem espiritual. O mesmo poder que o levantou dentre os mortos opera atualmente na Igreja. A ressurreição é a confirmação pública da aceitação do sacrifício de CRISTO pelo Pai. Ela representa o selo divino sobre a obra da redenção.
 
Palavras Gregas Importantes

Palavra

Grego

Significado

Ek Nekrōn

ἐκ νεκρῶν

Dentre os mortos

Anástasis

ἀνάστασις

Ressurreição

Aphtharsia

ἀφθαρσία

Incorrupção

Doxa

δόξα

Glória

 
Referências Complementares

Referência

Resumo

Mt 28.6

CRISTO ressuscitou

Lc 24.39

Ressurreição corporal

Jo 11.25

CRISTO é a Ressurreição

Rm 6.5

União com CRISTO

1Co 15.42-44

Corpo glorificado

Fp 3.21

Transformação do corpo

1Ts 4.16-17

Ressurreição da Igreja

 
Tabela Resumo – 1.2

Aspecto

Ensino

CRISTO

Primícias

Igreja

Ressurreição futura

Corpo Glorificado

Incorruptível

Esperança Cristã

Vida eterna

Destino dos Salvos

Glorificação

 
 
1.3 A ORDEM CRONOLÓGICA DA RESSURREIÇÃO
A Bíblia revela que os eventos escatológicos seguem uma sequência estabelecida pela soberania divina. Nada ocorrerá de maneira aleatória.
Paulo utiliza o termo grego "tagma" para indicar uma ordem organizada, semelhante à formação de tropas militares. Isso demonstra que DEUS administra a história de forma precisa.
CRISTO ressuscitou primeiro como as primícias. Sua ressurreição abriu o caminho para todos os demais participantes do plano redentivo.
No Arrebatamento ocorrerá a ressurreição dos mortos em CRISTO e a transformação dos crentes vivos. Esse evento marca uma etapa fundamental da esperança da Igreja.
Posteriormente, os mártires da Grande Tribulação participarão da primeira ressurreição e reinarão com CRISTO durante o Milênio.
Após o Reino Milenial acontecerá a ressurreição dos ímpios para comparecerem diante do Grande Trono Branco.
Portanto, a cronologia bíblica demonstra a perfeita administração divina da história e a certeza do cumprimento de todas as profecias.
 
Comentário Teológico Extra
A ordem escatológica evidencia a soberania absoluta de DEUS. Nenhum acontecimento futuro está sujeito ao acaso. Cada etapa do plano redentivo foi determinada antes da fundação do mundo. A palavra "tagma" reforça a existência de uma estrutura divina para a consumação dos séculos. A ressurreição dos santos ocorrerá em conformidade com a promessa feita por CRISTO. O juízo dos ímpios também seguirá o cronograma estabelecido pelo Senhor. Todo o programa escatológico glorifica a justiça e a fidelidade divinas.
 
Palavra Grega Central

Grego

Transliteração

Significado

τάγμα

Tagma

Ordem, sequência organizada

 
Referências Bíblicas Complementares

Referência

Resumo

1Co 15.23

Cada um em sua ordem

1Ts 4.16

Mortos ressuscitam primeiro

1Co 15.52

Transformação instantânea

Ap 20.4-6

Primeira ressurreição

Ap 20.11-15

Grande Trono Branco

Mt 24.31

Reunião dos eleitos

Fp 3.20-21

Corpo glorificado

 
Tabela Resumo – 1.3

Etapa

Evento

1

Ressurreição de CRISTO

2

Ressurreição da Igreja

3

Ressurreição dos mártires

4

Reinado Milenial

5

Ressurreição dos ímpios

6

Juízo Final

 
 
2. A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO
A ressurreição de CRISTO é o coração da mensagem cristã. Não se trata apenas de um acontecimento histórico extraordinário, mas da maior demonstração do poder de DEUS na história da redenção. Toda a teologia cristã está profundamente ligada à realidade da ressurreição, pois ela valida a encarnação, o sacrifício expiatório, a justificação e a esperança da glorificação futura.
A cruz e a ressurreição formam uma única obra salvadora. A cruz revela o preço pago pelo pecado; a ressurreição demonstra a aceitação desse sacrifício pelo Pai celestial. Sem a ressurreição, a morte teria prevalecido; mas com ela, CRISTO triunfou sobre todos os poderes das trevas.
A ressurreição também confirma a divindade de CRISTO. Ao vencer a morte, JESUS demonstrou ser verdadeiramente o Filho de DEUS, conforme havia declarado durante Seu ministério terreno.
No aspecto soteriológico, a ressurreição garante a justificação dos crentes. O pecador arrependido pode ter plena segurança de sua salvação porque CRISTO vive eternamente para interceder por Seu povo.
Do ponto de vista escatológico, a ressurreição de CRISTO assegura a futura ressurreição da Igreja. O mesmo CRISTO que saiu do túmulo voltará para buscar Seu povo.
A vitória de CRISTO sobre a morte inaugura uma nova criação. O Reino de DEUS já foi inaugurado e alcançará sua plena manifestação no futuro.
Portanto, a ressurreição não é apenas uma doutrina, mas a garantia viva de que DEUS cumprirá todas as Suas promessas.
 
Palavras Gregas Importantes

Palavra

Grego

Significado

Anástasis

ἀνάστασις

Ressurreição

Nikē

νίκη

Vitória

Dikaiosis

δικαίωσις

Justificação

Zoe Aionios

ζωή αἰώνιος

Vida eterna

 
Referências Bíblicas Complementares

Referência

Resumo

Mt 28.6

CRISTO venceu a morte

Rm 1.4

Declarado Filho de DEUS

Rm 4.25

Ressuscitou para nossa justificação

Ef 1.19-20

Poder de DEUS manifestado

Cl 2.12

União com CRISTO ressuscitado

Hb 7.25

Intercessão permanente

Ap 1.18

As chaves da morte pertencem a CRISTO

 
Tabela Resumo do Tópico 2

Aspecto

Ensina

Cruz

Sacrifício pelos pecados

Ressurreição

Vitória definitiva

Justificação

Confirmação da salvação

Escatologia

Garantia da glorificação

Esperança Cristã

Vida eterna

 
 
2.1. A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO PARA O CRISTIANISMO
A fé cristã distingue-se de todas as demais religiões porque seu Fundador venceu a morte. O cristianismo não está baseado na memória de um líder falecido, mas na realidade de um Salvador vivo.
A ressurreição é o eixo central da pregação apostólica. Em cada sermão registrado no livro de Atos, a ressurreição ocupa lugar de destaque. Os apóstolos anunciavam CRISTO crucificado, morto e ressuscitado.
Do ponto de vista apologético, a ressurreição constitui uma das maiores evidências da veracidade do Evangelho. Centenas de testemunhas confirmaram que JESUS apareceu vivo após Sua morte.
A ressurreição valida todas as profecias messiânicas. Aquilo que havia sido anunciado pelos profetas encontrou cumprimento perfeito em CRISTO.
A ressurreição também sustenta a esperança da Igreja em meio às perseguições. Os mártires mantiveram sua fé porque sabiam que a morte não era o fim.
Sem a ressurreição não existiria Evangelho genuíno. Haveria apenas a memória de um mestre moral, e não a obra completa da redenção.
Assim, o cristianismo permanece vivo porque seu Senhor permanece vivo.
 
Comentário Teológico Extra
A ressurreição constitui o fundamento ontológico da Igreja. Ela autentica a identidade messiânica de CRISTO e legitima Sua autoridade universal. Toda proclamação cristã depende desse evento central. A Igreja não anuncia um ideal filosófico, mas um acontecimento histórico e redentor. O túmulo vazio tornou-se símbolo da derrota das forças do pecado. A fé cristã é essencialmente cristocêntrica e ressurrecional. O CRISTO vivo continua governando Sua Igreja mediante o ESPÍRITO SANTO.
 
Referências Bíblicas Complementares

Referência

Resumo

At 2.24

DEUS ressuscitou JESUS

At 3.15

Autor da vida venceu a morte

At 4.33

Testemunho apostólico poderoso

Rm 10.9

Confissão ligada à ressurreição

1Co 15.3-8

Testemunhas do CRISTO vivo

2Tm 2.8

Lembre-se de JESUS ressuscitado

1Pe 1.3

Viva esperança pela ressurreição

 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Transliteração

Significado

Martyria

μαρτυρία

Testemunho

Elpis

ἐλπίς

Esperança

Dynamis

δύναμις

Poder

 
Tabela Resumo – 2.1

Tema

Resumo

Centro da Fé

CRISTO vivo

Pregação Apostólica

Ressurreição

Evidência

Testemunhas oculares

Resultado

Esperança eterna

Igreja

Fundada no CRISTO ressuscitado

 
 
2.2. SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU É VÃ A NOSSA FÉ
Em 1 Coríntios 15, Paulo apresenta um dos argumentos mais importantes das Escrituras. Ele afirma que toda a estrutura do cristianismo depende da ressurreição de CRISTO.
Se JESUS não tivesse ressuscitado, os apóstolos seriam falsas testemunhas. Sua mensagem não passaria de um engano religioso.
Sem a ressurreição, o pecado continuaria sem solução definitiva. A cruz não teria sido confirmada pelo Pai.
Sem a ressurreição, não existiria esperança após a morte. Os crentes permaneceriam condenados e privados da salvação.
A vitória sobre Satanás também seria impossível. O império da morte continuaria dominando a humanidade.
Por essa razão, Paulo enfatiza: "Mas agora CRISTO ressuscitou dos mortos" (1Co 15.20). Toda a argumentação muda a partir dessa gloriosa realidade.
A fé cristã é verdadeira porque seu fundamento histórico e espiritual permanece inabalável.
 
Comentário Teológico Extra
Paulo combate um dos mais perigosos erros doutrinários da Igreja primitiva: a negação da ressurreição. Esse erro atacava diretamente o evangelho. A ressurreição não é um elemento secundário da fé, mas seu alicerce principal. Negar esse evento compromete toda a doutrina da salvação. CRISTO não apenas morreu pelos pecados; Ele ressuscitou para assegurar a eficácia eterna de Sua obra. A justificação está ligada à Sua vitória sobre a morte. A esperança cristã repousa em fatos redentivos concretos e não em especulações humanas.
 
Referências Bíblicas Complementares

Referência

Resumo

1Co 15.12-19

Argumento de Paulo

Rm 8.11

ESPÍRITO vivificador

Jo 14.19

Porque Ele vive

Gl 2.20

CRISTO vive em mim

Cl 3.1

Ressuscitados com CRISTO

Hb 13.20

Grande Pastor ressuscitado

Ap 1.17-18

Vivo para sempre

 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Kenos

Vazio, inútil

Pistis

Fé

Zoe

Vida

 
Tabela Resumo – 2.2

Verdade

Resultado

CRISTO Ressuscitou

Fé verdadeira

CRISTO Vive

Salvação garantida

CRISTO Venceu

Pecado derrotado

CRISTO Reina

Esperança eterna

 
 
2.3. O PODER DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO
A ressurreição representa a maior manifestação do poder divino na história da redenção. O mesmo DEUS que criou o universo demonstrou Seu poder ao levantar CRISTO dentre os mortos.
A morte é consequência do pecado e sempre foi inimiga da humanidade. Contudo, CRISTO venceu esse inimigo de maneira definitiva.
A ressurreição revelou a supremacia de CRISTO sobre Satanás, sobre o pecado e sobre a morte. Nenhuma força pôde impedir o cumprimento do plano divino.
Esse poder continua operando na vida dos crentes. A regeneração espiritual é resultado da ação do mesmo ESPÍRITO que ressuscitou CRISTO.
Os crentes que morrem permanecem conscientes na presença do Senhor aguardando a redenção do corpo.
A futura ressurreição gloriosa será a manifestação final desse mesmo poder divino.
Portanto, a vitória obtida por CRISTO não foi apenas pessoal; tornou-se patrimônio espiritual de todos os que pertencem a Ele.
 
Comentário Teológico Extra
O poder da ressurreição transcende o evento histórico da manhã da Páscoa. Ele continua ativo na santificação da Igreja. O ESPÍRITO SANTO aplica nos crentes os benefícios da obra redentora de CRISTO. A regeneração é uma antecipação da futura glorificação. O mesmo poder que venceu a morte física também vence diariamente a morte espiritual. A ressurreição demonstra o triunfo absoluto da graça divina. Ela aponta para a consumação da redenção em toda a sua plenitude.
 
Referências Bíblicas Complementares

Referência

Resumo

Ef 1.19-20

Poder que ressuscitou CRISTO

Rm 8.11

ESPÍRITO vivificador

Fp 3.10

Poder da ressurreição

At 2.24

Impossível ser retido pela morte

Jo 14.6

CRISTO é a Vida

1Jo 5.11-12

Vida no Filho

Ap 21.4

Fim definitivo da morte

 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Dynamis

Poder

Kratos

Força dominadora

Zoe

Vida

 
Tabela Resumo – 2.3

Tema

Resumo

Poder Divino

Ressuscitou CRISTO

Vitória

Sobre a morte

ESPÍRITO SANTO

Opera nos salvos

Futuro

Ressurreição gloriosa

Resultado

Vida eterna

 
 
3. A PRIMEIRA E A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
A doutrina das duas ressurreições destaca a justiça e a soberania de DEUS no encerramento da história humana. Todos os seres humanos comparecerão diante de DEUS, mas não terão o mesmo destino eterno.
A Escritura distingue a ressurreição dos justos e a ressurreição dos ímpios. Embora ambas sejam reais, possuem propósitos diferentes.
A primeira ressurreição está relacionada à vida eterna e ao Reino de CRISTO. A segunda ressurreição está ligada ao juízo final.
Essa distinção mostra que DEUS trata separadamente aqueles que receberam Sua graça e aqueles que a rejeitaram.
A escatologia bíblica enfatiza que existe um intervalo cronológico entre essas duas ressurreições.
CRISTO ocupa posição central em ambas, pois Ele será tanto Salvador dos remidos quanto Juiz dos ímpios.
Portanto, as duas ressurreições revelam simultaneamente a misericórdia e a justiça divinas.
 
Palavra Grega Importante

Grego

Significado

Krisis (κρίσις)

Julgamento

Anástasis (ἀνάστασις)

Ressurreição

Dikaios (δίκαιος)

Justo

 
Tabela Resumo do Tópico 3

Aspecto

Ensino

Primeira Ressurreição

Vida eterna

Segunda Ressurreição

Juízo

Autoridade

CRISTO

Objetivo

Justiça divina

 
 
3.1. A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO
A primeira ressurreição envolve todos aqueles que pertencem a CRISTO. Ela tem início com a própria ressurreição do Senhor, as primícias da grande colheita espiritual.
Os mortos em CRISTO serão ressuscitados com corpos glorificados. Os crentes vivos serão transformados instantaneamente.
Essa ressurreição é chamada de ressurreição da vida e ressurreição dos justos.
Os participantes da primeira ressurreição não estarão sujeitos à segunda morte.
Ela demonstra a eficácia completa da redenção operada por CRISTO.
Os santos participarão da glória do Reino e desfrutarão eternamente da presença de DEUS.
A primeira ressurreição representa a consumação da esperança cristã.
 
Comentário Teológico Extra
A primeira ressurreição revela a dimensão escatológica da salvação. Aqueles que foram justificados pela fé serão plenamente glorificados. O corpo da humilhação será transformado em corpo de glória. A redenção alcançará sua plenitude absoluta. A união do crente com CRISTO será manifestada visivelmente. Os participantes dessa ressurreição desfrutarão da bem-aventurança eterna. Trata-se da vitória definitiva da graça sobre os efeitos da Queda.
 
Referências Bíblicas Complementares

Referência

Resumo

Jo 5.29

Ressurreição da vida

Lc 14.14

Ressurreição dos justos

1Ts 4.16-17

Encontro com CRISTO

Fp 3.21

Corpo glorificado

Rm 8.23

Redenção do corpo

Ap 20.6

Bem-aventurados os participantes

1Jo 3.2

Seremos semelhantes a CRISTO

 
Tabela Resumo – 3.1

Tema

Resumo

Participantes

Os salvos

Resultado

Vida eterna

Corpo

Glorificado

Destino

Reino de DEUS

 
 
3.2. A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
A segunda ressurreição diz respeito aos ímpios que comparecerão diante do Grande Trono Branco.
Nenhuma pessoa ficará fora desse julgamento. Todos os que rejeitaram a salvação responderão perante DEUS.
As Escrituras afirmam que os livros serão abertos e as obras dos homens serão examinadas.
Esse juízo revela a perfeita justiça divina, sem parcialidade ou erro.
Os que não tiverem seus nomes inscritos no Livro da Vida sofrerão a segunda morte.
O lago de fogo representa a separação eterna de DEUS.
Essa realidade enfatiza a urgência do arrependimento e da fé em CRISTO.
 
Comentário Teológico Extra
A segunda ressurreição manifesta o aspecto judicial do governo divino. DEUS julgará toda rebelião contra Sua santidade. O juízo final não será arbitrário, mas perfeitamente justo. Todas as obras serão avaliadas diante da onisciência divina. A condenação não resulta da ausência de oportunidade, mas da rejeição consciente da graça oferecida. O Grande Trono Branco revela a santidade absoluta de DEUS. A justiça triunfará definitivamente sobre toda forma de pecado.
 
Referências Bíblicas Complementares

Referência

Resumo

Dn 12.2

Vergonha eterna

Jo 5.29

Ressurreição para condenação

At 24.15

Justos e injustos ressuscitarão

Rm 2.5-6

Juízo segundo as obras

Ap 20.11-15

Grande Trono Branco

Mt 25.46

Castigo eterno

Hb 9.27

Juízo após a morte

 
Tabela Resumo – 3.2

Tema

Resumo

Participantes

Os injustos

Momento

Após o Milênio

Julgamento

Grande Trono Branco

Resultado

Segunda morte

 
 
3.3. A ORDEM CRONOLÓGICA DAS RESSURREIÇÕES
A cronologia escatológica demonstra que DEUS dirige a história segundo Seu propósito eterno.
a- CRISTO ressuscitou primeiro, tornando-se as primícias.
b- No Arrebatamento ocorrerá a ressurreição dos mortos em CRISTO e a transformação dos crentes vivos.
c- Os santos da Tribulação participarão igualmente da primeira ressurreição.
Em seguida ocorrerá o período do Reino Milenial.
d- Após o Milênio acontecerá a ressurreição dos ímpios diante do Grande Trono Branco.
Finalmente, os novos céus e a nova terra marcarão a consumação plena do plano redentor de DEUS. Nela entrarão os salvos do Milênio.
 
Comentário Teológico Extra
A ordem das ressurreições demonstra que DEUS governa a história com absoluta precisão. Nenhum evento escatológico ocorrerá fora do cronograma divino. A palavra "tagma" enfatiza a organização do plano celestial. CRISTO permanece no centro de todas as etapas proféticas. O Arrebatamento, o Milênio e o Juízo Final integram um único programa redentivo. Cada acontecimento manifesta um aspecto da glória divina. O fim da história será também o início da eternidade perfeita preparada por DEUS.
 
Referências Bíblicas Complementares

Referência

Resumo

1Co 15.23

Cada um em sua ordem

1Ts 4.16-17

Ressurreição da Igreja

1Co 15.51-52

Transformação dos vivos

Ap 20.4-6

Primeira ressurreição

Ap 20.11-15

Juízo final

Ap 21.1

Novos céus e nova terra

Ap 22.5

Reino eterno

 
Palavra Grega Central

Grego

Transliteração

Significado

Tagma

τάγμα

Ordem estabelecida

Krisis

κρίσις

Julgamento

Basileia

βασιλεία

Reino

 
Tabela Resumo – 3.3

Ordem

Evento

1

Ressurreição de CRISTO

2

Arrebatamento da Igreja

3

Ressurreição dos santos da Tribulação

4

Milênio

5

Segunda ressurreição

6

Grande Trono Branco

7

Estado Eterno

 
CONCLUSÃO GERAL (NOVA E AMPLIADA)
A doutrina da ressurreição é um dos pilares inegociáveis da fé cristã. Por meio dela compreendemos que a obra redentora de CRISTO não terminou na cruz, mas foi plenamente confirmada quando Ele ressuscitou dentre os mortos, vencendo definitivamente o pecado, a morte e o inferno. A ressurreição do Senhor constitui a garantia de que todas as promessas divinas serão cumpridas integralmente.
O estudo das Escrituras revela que DEUS estabeleceu uma ordem perfeita para os acontecimentos futuros.
CRISTO ressuscitou como as primícias; os que lhe pertencem participarão da primeira ressurreição; e, posteriormente, ocorrerá a ressurreição para o juízo diante do Grande Trono Branco. Nada acontecerá fora do controle soberano do Senhor, pois toda a história está sendo conduzida segundo Seu propósito eterno.
A primeira ressurreição representa a culminação da esperança dos santos. Nela, os salvos receberão corpos glorificados e incorruptíveis, livres para sempre da presença do pecado, da dor, da enfermidade e da morte. Será a manifestação plena da redenção conquistada por CRISTO. Aqueles que participaram da justificação pela fé participarão também da glorificação eterna.
Por outro lado, a segunda ressurreição evidencia a santidade e a justiça divinas. DEUS não ignora o pecado nem relativiza Sua própria santidade. O Juízo Final demonstrará que todos os homens são responsáveis diante do Criador e que somente em CRISTO existe salvação. Essa verdade reforça a urgência da evangelização e da proclamação do Evangelho enquanto ainda há oportunidade de arrependimento.
A certeza da ressurreição deve produzir efeitos práticos na vida cristã. Ela inspira santificação, fidelidade, perseverança, compromisso com DEUS e dedicação à Sua obra. O crente vive olhando além das circunstâncias presentes, sabendo que seu trabalho no Senhor não é vão (1Co 15.58).
Diante dessas verdades, somos chamados a permanecer firmes na fé, aguardando a gloriosa manifestação de nosso Senhor JESUS CRISTO. A esperança cristã não está baseada em teorias humanas nem em expectativas incertas, mas em um fato histórico e redentor: CRISTO ressuscitou.
Porque CRISTO vive, a Igreja vive.
Porque CRISTO venceu a morte, os salvos também vencerão.
Porque CRISTO ressuscitou, a eternidade dos remidos está garantida.
“Mas, agora, CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.” (1 Coríntios 15.20)
“Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (João 11.25)
“E assim estaremos sempre com o Senhor.” (1 Tessalonicenses 4.17)
Maranata! Ora vem, Senhor JESUS! (Apocalipse 22.20).
 
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QUESTIONÁRIOS
 
1. Questionário com 20 perguntas e respostas (PARA PROFESSORES)
 
1. Quantas ressurreições principais a Bíblia apresenta?
Resposta: Duas ressurreições: a dos justos e a dos injustos.
2. O que JESUS ensinou em João 5.28,29 sobre a ressurreição?
Resposta: Que haverá uma ressurreição para a vida e uma ressurreição para a condenação.
3. Como o Antigo Testamento apresenta a esperança da ressurreição?
Resposta: Mostrando o poder de DEUS sobre a morte e a esperança da vida futura.
4. Qual personagem bíblico creu que DEUS poderia ressuscitar Isaque?
Resposta: Abraão.
5. O que Daniel revelou sobre a ressurreição?
Resposta: Que alguns ressuscitarão para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno.
6. Como CRISTO é apresentado em relação à ressurreição dos mortos?
Resposta: Como as primícias dos que dormem.
7. O que significa a expressão grega "ek nekrõn"?
Resposta: "Dentre os mortos".
8. O que acontecerá com os mortos em CRISTO no Arrebatamento?
Resposta: Ressuscitarão primeiro.
9. O que acontecerá com os salvos vivos no Arrebatamento?
Resposta: Serão transformados.
10. O que significa o termo grego "tagma"?
Resposta: Ordem ou sequência organizada.
11. Por que a Ressurreição de CRISTO é fundamental para a fé cristã?
Resposta: Porque confirma a eficácia da Obra Redentora e garante a salvação.
12. O que aconteceria com a fé cristã se CRISTO não tivesse ressuscitado?
Resposta: Seria vã e sem fundamento.
13. Quem negava a ressurreição nos dias de JESUS?
Resposta: Os saduceus.
14. O que a Ressurreição de CRISTO demonstrou sobre a morte?
Resposta: Que CRISTO venceu completamente a morte.
15. Onde estão os salvos que já partiram desta vida?
Resposta: Estão com CRISTO aguardando a ressurreição do corpo.
16. Quem participará da primeira ressurreição?
Resposta: Aqueles que pertencem a CRISTO.
17. Quando ocorrerá a segunda ressurreição?
Resposta: Após o Milênio.
18. Diante de qual tribunal comparecerão os injustos ressuscitados?
Resposta: Diante do Grande Trono Branco.
19. O que acontecerá aos que não forem encontrados no Livro da Vida?
Resposta: Serão lançados no lago de fogo.
20. Qual deve ser a atitude dos cristãos diante dessa esperança?
Resposta: Permanecer firmes em CRISTO, vivendo em santidade e aguardando Sua volta.
 
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2. Questionário com 20 perguntas - Responda às perguntas (PARA ALUNOS)
 
1. Quantas ressurreições principais a Bíblia apresenta?
 
2. O que JESUS ensinou em João 5.28,29 sobre a ressurreição?
 
3. Como o Antigo Testamento apresenta a esperança da ressurreição?
 
4. Qual personagem bíblico creu que DEUS poderia ressuscitar Isaque?
 
5. O que Daniel revelou sobre a ressurreição?
 
6. Como CRISTO é apresentado em relação à ressurreição dos mortos?
 
7. O que significa a expressão grega "ek nekrõn"?
 
8. O que acontecerá com os mortos em CRISTO no Arrebatamento?
 
9. O que acontecerá com os salvos vivos no Arrebatamento?
 
10. O que significa o termo grego "tagma"?
 
11. Por que a Ressurreição de CRISTO é fundamental para a fé cristã?
 
12. O que aconteceria com a fé cristã se CRISTO não tivesse ressuscitado?
 
13. Quem negava a ressurreição nos dias de JESUS?
 
14. O que a Ressurreição de CRISTO demonstrou sobre a morte?
 
15. Onde estão os salvos que já partiram desta vida?
 
16. Quem participará da primeira ressurreição?
 
17. Quando ocorrerá a segunda ressurreição?
 
18. Diante de qual tribunal comparecerão os injustos ressuscitados?
 
19. O que acontecerá aos que não forem encontrados no Livro da Vida?
 
20. Qual deve ser a atitude dos cristãos diante dessa esperança?
 
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3. Questionário com Apenas as respostas (PARA PROFESSORES)
 
1. Duas ressurreições: a dos justos e a dos injustos.
2. Haverá uma ressurreição para a vida e uma ressurreição para a condenação.
3. Mostrando o poder de DEUS sobre a morte e a esperança da vida futura.
4. Abraão.
5. Alguns ressuscitarão para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno.
6. Como as primícias dos que dormem.
7. "Dentre os mortos".
8. Ressuscitarão primeiro.
9. Serão transformados.
10. Ordem ou sequência organizada.
11. Porque confirma a eficácia da Obra Redentora e garante a salvação.
12. Seria vã e sem fundamento.
13. Os saduceus.
14. Que CRISTO venceu completamente a morte.
15. Estão com CRISTO aguardando a ressurreição do corpo.
16. Aqueles que pertencem a CRISTO.
17. Após o Milênio.
18. Diante do Grande Trono Branco.
19. Serão lançados no lago de fogo.
20. Permanecer firmes em CRISTO, vivendo em santidade e aguardando Sua volta.
 
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4. Questionário com 20 perguntas de múltipla escolha com respostas corretas marcadas (PARA PROFESSORES)
 
1. Quantas ressurreições principais a Bíblia apresenta?
a) Uma
x b) Duas
c) Três
d) Quatro
2. JESUS falou sobre quais tipos de ressurreição?
a) Dos ricos e dos pobres
x b) Para a vida e para a condenação
c) Dos judeus e gentios
d) Dos anjos e homens
3. Quem creu que DEUS poderia ressuscitar Isaque?
a) Jacó
x b) Abraão
c) Moisés
d) José
4. Quem declarou que veria o Redentor?
a) Davi
b) Isaías
x c) Jó
d) Elias
5. Quem revelou destinos diferentes para justos e injustos?
a) Jeremias
b) Ezequiel
x c) Daniel
d) Oséias
6. CRISTO ressuscitou como:
a) Rei de Israel
x b) As primícias dos que dormem
c) Servo sofredor
d) Juiz eterno
7. O que significa "ek nekrõn"?
a) Vida eterna
b) Transformação
x c) Dentre os mortos
d) Reino dos céus
8. No Arrebatamento, quem ressuscitará primeiro?
a) Os anjos
b) Os patriarcas
x c) Os mortos em CRISTO
d) Os mártires da tribulação
9. O que acontecerá aos salvos vivos no Arrebatamento?
a) Permanecerão iguais
x b) Serão transformados
c) Dormirão primeiro
d) Serão julgados
10. O termo "tagma" significa:
a) Poder
b) Vitória
x c) Ordem
d) Julgamento
11. A Ressurreição de CRISTO é:
a) Um símbolo apenas
b) Uma tradição religiosa
x c) O fundamento da fé cristã
d) Um evento secundário
12. Sem a Ressurreição de CRISTO, a fé seria:
a) Mais forte
b) Mais simples
x c) Vã
d) Completa
13. Quem negava a ressurreição?
a) Fariseus
x b) Saduceus
c) Essênios
d) Zelotes
14. O que a Ressurreição provou?
a) O poder romano
b) O poder dos discípulos
x c) A vitória de CRISTO sobre a morte
d) O fim do sofrimento
15. Onde estão os salvos que morreram?
a) No lago de fogo
b) No sono da alma
x c) Com CRISTO
d) No purgatório
16. A primeira ressurreição envolve:
a) Apenas os anjos
b) Apenas os mártires
x c) Os que pertencem a CRISTO
d) Toda a humanidade
17. Quando ocorrerá a segunda ressurreição?
a) Antes do Arrebatamento
b) Durante o Milênio
x c) Após o Milênio
d) Antes da cruz
18. Qual é o tribunal do juízo final?
a) Sinédrio
b) Tribunal de Pilatos
x c) Grande Trono Branco
d) Tribunal dos Apóstolos
19. Quem será lançado no lago de fogo?
a) Todos os ressuscitados
b) Apenas Satanás
x c) Os que não estiverem no Livro da Vida
d) Apenas os reis da terra
20. Como os cristãos devem viver aguardando a volta de CRISTO?
a) Com medo
b) Sem compromisso
x c) Em santidade e fidelidade

d) Isolados da sociedade
 
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5. Questionário de múltipla escolha: marque somente as respostas corretas (PARA ALUNOS)
 
1. Quantas ressurreições principais a Bíblia apresenta?
a) Uma
b) Duas
c) Três
d) Quatro
2. JESUS falou sobre quais tipos de ressurreição?
a) Dos ricos e dos pobres
b) Para a vida e para a condenação
c) Dos judeus e gentios
d) Dos anjos e homens
3. Quem creu que DEUS poderia ressuscitar Isaque?
a) Jacó
b) Abraão
c) Moisés
d) José
4. Quem declarou que veria o Redentor?
a) Davi
b) Isaías
c) Jó
d) Elias
5. Quem revelou destinos diferentes para justos e injustos?
a) Jeremias
b) Ezequiel
c) Daniel
d) Oséias
6. CRISTO ressuscitou como:
a) Rei de Israel
b) As primícias dos que dormem
c) Servo sofredor
d) Juiz eterno
7. O que significa "ek nekrõn"?
a) Vida eterna
b) Transformação
c) Dentre os mortos
d) Reino dos céus
8. No Arrebatamento, quem ressuscitará primeiro?
a) Os anjos
b) Os patriarcas
c) Os mortos em CRISTO
d) Os mártires da tribulação
9. O que acontecerá aos salvos vivos no Arrebatamento?
a) Permanecerão iguais
b) Serão transformados
c) Dormirão primeiro
d) Serão julgados
10. O termo "tagma" significa:
a) Poder
b) Vitória
c) Ordem
d) Julgamento
11. A Ressurreição de CRISTO é:
a) Um símbolo apenas
b) Uma tradição religiosa
c) O fundamento da fé cristã
d) Um evento secundário
12. Sem a Ressurreição de CRISTO, a fé seria:
a) Mais forte
b) Mais simples
c) Vã
d) Completa
13. Quem negava a ressurreição?
a) Fariseus
b) Saduceus
c) Essênios
d) Zelotes
14. O que a Ressurreição provou?
a) O poder romano
b) O poder dos discípulos
c) A vitória de CRISTO sobre a morte
d) O fim do sofrimento
15. Onde estão os salvos que morreram?
a) No lago de fogo
b) No sono da alma
c) Com CRISTO
d) No purgatório
16. A primeira ressurreição envolve:
a) Apenas os anjos
b) Apenas os mártires
c) Os que pertencem a CRISTO
d) Toda a humanidade
17. Quando ocorrerá a segunda ressurreição?
a) Antes do Arrebatamento
b) Durante o Milênio
c) Após o Milênio
d) Antes da cruz
18. Qual é o tribunal do juízo final?
a) Sinédrio
b) Tribunal de Pilatos
c) Grande Trono Branco
d) Tribunal dos Apóstolos
19. Quem será lançado no lago de fogo?
a) Todos os ressuscitados
b) Apenas Satanás
c) Os que não estiverem no Livro da Vida
d) Apenas os reis da terra
20. Como os cristãos devem viver aguardando a volta de CRISTO?
a) Com medo
b) Sem compromisso
c) Em santidade e fidelidade
d) Isolados da sociedade
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Lição 13 - A Ressurreição de JESUS - 2º trimestre de 2015 -Comentarista da CPAD: Pastor: José Gonçalves
  
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 24.1-8
1 - E, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. 2 - E acharam a pedra do sepulcro removida. 3 - E, entrando, não acharam o corpo do Senhor JESUS. 4 - E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecentes. 5 - E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? 6 - Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, 7 - dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite. 8 - E lembraram-se das suas palavras.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A Bíblia declara que a ressurreição de JESUS e o seu posterior aparecimento aos discípulos foram eventos dignos de notas meticulosas dos apóstolos: "E apareceu [JESUS] a Cefas e, depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem. Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo" (1 Co 15.5-8 - ARA). JESUS ressuscitado é a razão da fé. A certeza para vivermos o presente e esperança para aguardarmos a nossa plena redenção. A ressurreição de CRISTO significa que, igualmente a Ele, ressuscitaremos da morte para a vida eterna; que passamos do pecado para a salvação; da injustiça para a justiça eterna. Ele está vivo, assentado à direita do Pai, intercedendo por nós como um verdadeiro advogado fiel.
 
PONTO CENTRAL
JESUS CRISTO ressuscitou ao terceiro dia. Isso é confirmado por muitas infalíveis provas (At 1.3).
 
Resumo da Lição 13 - A Ressurreição de JESUS
I. A DOUTRINA DA RESSURREIÇÃO
1. No Contexto do Antigo Testamento.
2. No contexto do Novo Testamento.
II. A NATUREZA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS
1. Uma ressurreição literal.
2. Uma ressurreição corporal.
III. EVIDÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS
1. Evidências diretas.
2. Evidências indiretas.
IV. O PROPÓSITO DA RESSURREIÇÃO DE JESUS
1. Salvação e justificação.
2. A redenção do corpo.
 
 
*O Sepulcro Vazio
"Na tradição judaica da época de JESUS, os sepultamentos normalmente tinham dois estágios. No primeiro, o corpo seria lavado e ungido, a boca amarrada, e o corpo envolvido em tiras de linho depositado em uma prateleira em uma caverna. O clima quente fazia com que os corpos se decompusessem com muita rapidez e, algumas vezes, a caverna poderia ser usada por mais de um corpo, assim especiarias eram acrescentadas para atenuar o mau cheiro da decomposição."
Leia mais em Guia Cristão de Leitura da Bíblia.
 
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, neste tópico, é interessante enfatizar que, após o sepultamento de JESUS, algumas mulheres foram ao túmulo de CRISTO: Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago (Lc 24.10). Chegando lá, acharam a pedra do túmulo removida, mas o corpo do Senhor não estava mais lá. De modo que ouviram de dois homens vestidos com roupas brilhantes: "Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite" (Lc 24.6,7). Aqui, estamos diante de um versículo que afirma com clareza que JESUS foi crucificado, mas ressuscitou ao terceiro dia, isto é, no domingo pela manhã bem cedo. Por isso nos reunimos todos os domingos, o dia do Senhor, para celebrarmos JESUS CRISTO ressuscitado.
Conduza o seu aluno à conclusão de que a ressurreição do nosso Senhor foi um acontecimento tão extraordinário que os primeiros seguidores de JESUS, todos judeus que guardavam o sábado, passaram a observar o primeiro dia da semana, o domingo, como um dia especial. Não se pode desconsiderar o dia em que o nosso Senhor ressuscitou. Portanto, a doutrina da ressurreição é maravilhosa, confortante e enche-nos de esperança. Esperança para o presente, esperança para o futuro, e, acima de tudo, a suficiente certeza de que o nosso Senhor estará conosco para sempre.
SUBSÍDIO DIDÁTICO
"Antes de JESUS sair da terra, Ele leva os discípulos fora, a Betânia. Erguendo as mãos, Ele ora para que DEUS os abençoe. Enquanto está orando, parte e é levado ao céu pelo Pai celestial. Sua ascensão significa que Ele entrou na glória (Lc 24.26), foi exaltado e entronizado à mão direita do Pai.
A partida de CRISTO, e sua ascensão, completa sua obra na terra. Seus seguidores não o verão na terra como viram no passado. Ele levou para o céu a humanidade que assumiu quando entrou na terra. Apesar de sua partida, os discípulos estão cheios 'com grande júbilo' e o adoram. Eles vieram a entender muito mais que antes. Em vez de esta separação final ser um tempo de tristeza, é ocasião de alegria, gratidão e louvor. Agora eles reconhecem que Ele é o Messias, o Filho divino de DEUS, e o adoram como Senhor e Rei.
Os discípulos esperam ser cheios com o ESPÍRITO. Eles obedecem à ordem do Senhor, e voltam a Jerusalém" (ARRINGTON, French L. Lucas. In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.479).
 
PARA REFLETIR - Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:
-Cite os casos de ressurreição registrados no ministério de Elias e Eliseu.
Em 1 Reis 17.17-24, Elias ressuscita o filho da viúva de Sarepta; em 2 Reis 4.32-37 encontramos Eliseu ressuscitando o filho da Sunamita. O outro caso está em 2 Reis 13.21, em que um morto torna à vida quando toca os ossos do profeta Eliseu.
-Por que a doutrina da ressurreição dos mortos ainda não era plenamente revelada no Antigo Testamento?
Somente com o advento da Nova Aliança a doutrina da ressurreição foi demonstrada em sua plenitude (2 Tm 1.10).
-JESUS ressuscitou com o mesmo corpo com o qual foi sepultado?
Sim, apesar de transformado, CRISTO ressuscitou com o mesmo corpo físico que fora sepultado.
-Como os apologistas classificam as evidências da ressurreição de JESUS?
Os apologistas classificam essas evidências em diretas e indiretas.
-Quais os propósitos da ressurreição de JESUS?
Salvar, justificar e redimir o homem e o seu corpo mortal e corruptível.
 
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 62, p. 42.
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SUGESTÃO DE LEITURA CPAD
Dicionário de Educação Cristã, Dicionário Teológico e Ressurreição
 
Comentários de vários autores com algumas modificações do Pr. Luiz Henrique
Jo 20.8 – Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
Lembramos aqui, ao leitor que tudo que João escreveu foi para provar aos incrédulos de sua época que JESUS CRISTO ressuscitou e que era o filho de DEUS (Jo 20.30,31)
 
Sendo João mais jovem correu mais depressa que Pedro, mas sendo mais reverente parou na entrada, mas quando Pedro chegou, com sua irreverência natural entrou correndo e ficou olhando e estudando o que havia acontecido; João agora entra e se lembra de que JESUS foi embalsamado (Jo 19.38-42) com muita mirra e aloés (cem arréteis = aproximadamente 80 Kg daquele composto) e o envolveram com lençóis como era costume judaico (enrolavam o corpo nos lençóis como múmia) e amarraram, com um lenço o seu queixo à sua cabeça para não ficar aberta a sua boca.
Vendo João que os lençóis estavam arrumados como se um corpo estivera ali dentro e o lenço à parte, separado, no lugar onde estivera antes a cabeça de JESUS, boquiaberto João creu maravilhado de que seu senhor ressuscitara com um corpo glorioso, espiritual e celeste (1 Co 15.44). Só é salvo quem crer nisso, na ressurreição de JESUS (1 Co 15.14, Rm 10.9-13).
O amigo leitor já pensou em ter um corpo assim? Nós teremos um corpo semelhante ao de JESUS quando da sua volta para nos levar para as moradas eternas (1Co 15.48; Rm 8.29,30; 1Jo 3.2).
Pr. Luiz Henrique
 
A ressurreição do Filho do Homem
Se o registro da crucificação de JESUS CRISTO fosse o fim da história dos Evangelhos! Foi justamente isso que pensavam os apóstolos na manhã da ressurreição. Não reconhecendo que seus pecados foram cravados na cruz, achavam que sua esperança foi cravada lá, v.21. O Evangelho, sem a ressurreição, não é evangelho. A ressurreição de JESUS CRISTO é uma das grandes pedras fundamentais do cristianismo.
 
O TÚMULO VAZIO, 24.1-12.
24.1 “E, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado”. 2 “E acharam a pedra do sepulcro removida”. 3 “E, entrando, não acharam o corpo do Senhor JESUS”. 4 “E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecentes”. 5 “E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos”? 6 “Não está aqui, mas ressuscitou”. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, 7 “dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite”. 8 “E lembraram-se das suas palavras”. 9 “E, voltando do sepulcro, anunciaram todas essas coisas aos onze e a todos os demais”. 10 “E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam as que diziam estas coisas aos apóstolos”. 11 “E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram”. 12 “Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso”.
A ressurreição de CRISTO é o nascer do Sol da justiça que dissipa as trevas espessas do Calvário.
Muito de madrugada, foram elas ao sepulcro (v.l): O grande amor destas mulheres que tinham vindo com Ele da Galileia (cap. 23.55), não reconhecia perigo nem qualquer horror em visitar, no escuro de madrugada, o sepulcro evitado pelos outros discípulos, cap. 23.49.
Levando as especiarias (v.l): Não para tirar, talvez, o lençol como José de Arimatéia o deixara, mas para ungir a cabeça, os pés e as mãos feridas, e espalhar aromas sobre o corpo e em redor dele, como temos o costume de espalhar flores sobre os corpos e túmulos de nossos queridos.
Entrando não acharam o corpo... (v.3): Justamente como vem o dia em que os túmulos de nossos queridos ficarão vazios. Por que buscais o vivente entre os mortos? (v.5): Por que buscais CRISTO entre os heróis mortos do mundo? Por que buscais CRISTO entre as imagens, crucifixos e tradições dos homens? Por que buscais na letra morta da lei aquilo que se acha somente no ESPÍRITO SANTO? Por que buscais em vós mesmos, mortos, aquilo que se encontra apenas no CRISTO vivo?
Estando ainda na Galileia (v. 6): Falavam às mulheres que tinham vindo com Ele da Galileia, cap. 23.55.
LUCAS - ESPADA CORTANTE 2 - Orlando Boyer - CPAD
 
A RESSURREIÇÃO (24:1-53)
Nenhum dos quatro Evangelhos descreve a ressurreição, que, de qualquer maneira, nenhum ser humano viu. Todos, porém, ressaltam sua importância crítica, embora de maneiras grandemente diferentes. Algumas coisas existem em comum em todos os relatos, tais como o túmulo vazio, a relutância dos discípulos de crerem que JESUS ressuscitara. O fato de que os primeiros aparecimentos foram a mulheres, e o número limitado de aparecimentos. Até mesmo quando estão falando do mesmo aparecimento, cada Evangelista o conta da sua própria maneira individual (e.g. Lc 24:36ss.; Jo 20:19ss.). Coisas desta natureza tomam difícil a disposição dos aparecimentos numa sequência coerente, e alguns críticos sustentam que as discrepâncias nos vários relatos tornam impossível semelhante disposição. Que esta ideia é incorreta é demonstrado pelo fato de que Arndt, por exemplo, elaborou uma harmonia possível (assim como fizeram outras pessoas). Podemos ou não sentir-nos capazes de aceitar a solução de Arndt, mas não se pode negar que ele elaborou uma sequência que abrange todos os aparecimentos mencionados nos relatos. O tesouro de Lucas e a história maravilhosa da caminhada para Emaús. Suas outras histórias da ressurreição também possuem o cunho próprio dele, e são diferentes daquilo que lemos alhures. É digno de nota que se concentra em Jerusalém e nada diz acerca dos aparecimentos do Senhor ressurreto na Galileia. O aparecimento às mulheres (24:1-11)
1. O sábado era, naturalmente, o sétimo dia, de modo que o primeiro dia da semana foi nosso domingo. O sábado teria terminado ao pôr do sol no sábado, mas pouca coisa poderia ser feita durante as horas de escuridão. Destarte, as mulheres já estavam aflitas bem cedo no domingo, e foram caminhando para o túmulo no começo da aurora. Que levaram consigo os aromas demonstram que tinham em mente a completação do sepultamento de JESUS.
2,3. Marcos nos conta que enquanto caminhavam, discutiam o problema de remover a pedra pesada da entrada do túmulo. Lucas simplesmente diz que quando chegaram, acharam-na já removida do sepulcro. Quando, mais tarde, o discípulo amado chegou ao túmulo, sentia dificuldade quanto ao entrar nele (Jo 20:5), mas as mulheres não tinham nenhuma hesitação desta natureza. Quando entraram, no entanto, não acharam o corpo.
4. Não sem motivo, as mulheres estavam totalmente perplexas. Os dois homens que agora ficaram ali com vestes resplandecentes (cf. At 1:10) evidentemente devem ser entendidos como sendo anjos. Mateus fala de um anjo que removeu a pedra e também falou as mulheres. Marcos se refere a um jovem com manto branco, a quem viram depois de entrarem no túmulo. João menciona dois anjos vestidos de branco que falaram a Maria Madalena. Fica claro que todas estas referências dizem respeito a anjos. O fato de que as vezes ouvimos falar de um, e as vezes de dois, não precisa preocupar-nos. Conforme indicam muitos comentaristas, um porta-voz destaca-se mais do que seus companheiros e pode ser mencionado sem referências aos outros. Nem sequer devemos ser grandemente preocupados porque os anjos possam estar sentados (em João) ou em pé (aqui), nem que suas palavras não são idênticas em todos os vários relatos. E critica exagerada que não permite os anjos a mudarem de posição, e não ha razão alguma para sustentar que falaram uma só vez. Além disto, João fala deles em conexão com um incidente diferente. Há problemas, sem duvida, mas a coisa principal que estas diferenças pequenas nos contam é que os relatos são independentes entre si. É possível, também, que no caso de anjos seja requerida a percepção espiritual, e que nem todos tenham visto a mesma coisa.
5-7. A reação das mulheres era de medo. Baixar o rosto para o chão era uma marca de respeito diante de seres tão grandiosos. Os anjos perguntaram primeiro: Por que buscais entre os mortos ao que vive? Esta pergunta surpreendente chega imediatamente a raiz do assunto. Não se deve pensar que JESUS está morto: logo, não deve ser procurado entre os mortos. As palavras: Ele não está aqui, mas ressuscitou, são rejeitadas por muitos críticos, visto que não se acham em um dos MSS gregos importantes, e faltam nalgumas poucas outras autoridades. É argumentado que é provável que fossem importadas de Mc 16:6. Contra isto, porém, são atestadas por uma maioria esmagadora de MSS, inclusive o antiquíssimo P75. Além disto, parecem ser subentendidas pelo v. 23. Devem ser aceitas. E mesmo se não fossem, o que as palavras declaram deve ser subentendido. Os anjos passam a lembrar às mulheres que isto estava de acordo com a predição feita por JESUS enquanto Ele ainda estava na Galileia. Naquela ocasião dissera que seria crucificado e ressuscitaria no terceiro dia (cf. 9:22; este ensino continuou depois da Galileia, 17:25; 18:32-33). Mateus e Marcos omitiram esta declaração, mas nos informam, como não faz Lucas, que JESUS iria para a Galileia diante dos discípulos, e que eles O veriam ali. Talvez Lucas omitisse esta parte porque não tinha o propósito de incluir qualquer relato dos aparecimentos de JESUS na Galileia.
8, 9. Lembraram-se, e é evidente que isto lhes trouxe certa medida de convicção. Já tinham ouvido aquelas palavras antes, mas JESUS frequentemente tinha falado metaforicamente, e provavelmente tinham entendido as palavras estranhas acerca da ressurreição de alguma maneira semelhante. Agora perceberam que JESUS pretendia que Suas palavras fossem tomadas literalmente. As mulheres foram levar suas notícias aos onze e também as contaram a todos os mais que com eles estavam, i.e, os demais seguidores de JESUS que havia naquele local.
10. Lucas passa a alistar os nomes dalgumas das mulheres. Maria Madalena, a primeira a ver o Senhor ressurreto (cf. Mc 16:9), e mencionada em cada um dos quatro Evangelhos na narrativa da ressurreição. Mas a parte da sua conexão com a crucificação e a ressurreição, ouvimos falar dela somente em 8:2. Joana é mencionada somente aqui e em 8:2. Maria mãe de Tiago (Mc 16:1) e aparentemente “a outra Maria” de Mt 28:1. Estas, e as demais mulheres (que incluem Salomé, mencionada em Mc 16:1) contaram aos apóstolos o que viram e ouviram.
11. Os homens altivos, no entanto, não ficaram impressionados. Consideraram a história como delírio. Lucas sublinha este conceito ao acrescentar "e não acreditaram nelas". Os apóstolos não eram homens balançados a beira da crença, que precisassem de uma sombra de uma desculpa antes de lançar-se numa proclamação da ressurreição. Estavam totalmente céticos. Até mesmo quando mulheres que O conheciam bem contavam-lhes as experiências delas, recusaram-se a crer. É claro que uma evidencia irrefutável seria necessária para convencer estes céticos.
Lucas - Introdução e Comentário - Leon L. Morris - SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA, Caixa Postal 21266, São Paulo-SP - www.vidanova.com.br
 
A Ressurreição - Texto: Lucas 24.1-12
Introdução
Se a carreira de CRISTO tivesse terminado na cruz, morreriam com Ele as promessas, as profecias e a esperança de salvação para a humanidade. Mas CRISTO vive, e também a sua causa. E foi o túmulo vazio e o CRISTO ressurreto que primeiramente convenceram os discípulos desta verdade. A feliz descoberta foi feita por um grupo de mulheres que seguiam a JESUS.
I. O Amoroso Serviço (Lc 24.1)
1. Quem o fez. Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras mulheres que estavam com elas (cf. Mt 28.1; Mc 16.1; Lc 8.2,3; 23.55,56; Jo 20.1). Provavelmente dois grupos de mulheres visitaram o túmulo. Isto explica as diferenças entre as narrativas. Não era intenção dos quatro evangelistas fazer um relatório minucioso das circunstâncias que envolveram aquela Páscoa; preocuparam-se simplesmente em narrar de forma breve o fato da ressurreição de JESUS, comprovado pelos discípulos e outras testemunhas. Cada escritor o apresenta de um ponto de vista, mencionando apenas os detalhes necessários ao seu propósito. Este fato explica as diferenças de detalhes, tais como o número de mulheres, a posição dos anjos e o número deles.
2. Quando foi feito. “No primeiro dia da semana, muito de madrugada”. Segundo Mateus, “No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana”; segundo João: “No primeiro dia da semana... de madrugada, sendo ainda escuro”. Conclusão: as mulheres visitaram o túmulo bem cedo, na manhã do domingo, antes do nascer do sol e pouco tempo após a ressurreição.
3. Por que feito. “Foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado”. O embalsamamento era o costume judaico de colocar especiarias aromáticas nas ataduras em que envolviam o corpo. O propósito da visita ao túmulo indica que não esperavam um CRISTO ressurreto. O escuro pano de fundo do desespero fez brilhar ainda mais o amor destas mulheres. A morte, acreditavam, destruíra as reivindicações de CRISTO, mas não o amor que sentiam por Ele. A nação estava contra Ele, mas elas desejavam prestar-lhe uma última homenagem. É possível, também, segundo o costume da época, que tenham ido lamentar por Ele.
No entanto, seu trabalho era desnecessário, porque Nicodemos já embalsamara o corpo (Jo 19.39,40). Além disso, o Senhor ressuscitara. É certo, porém, que JESUS nunca rejeita um ato de amor. Do serviço malfeito ou errado, jamais diz: “Para que este desperdício?”
Há momentos em que a vista é maior que a fé. As mulheres tinham ouvido que JESUS ressuscitaria no terceiro dia, e mesmo assim vieram embalsamar o corpo. Como explicar isto? Viram JESUS morrer, e isto era maior que a sua fé.
Quantas vezes as coisas materiais sacodem as verdades invisíveis em que acreditamos! Na verdade, as coisas reais da vida são invisíveis. DEUS, que é invisível, é mais real que o universo visível. O lar, composto de influências invisíveis, é mais real que a casa. “As [coisas] que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Co 4.18). Vida espiritual não é crer no que vemos, mas ver o que cremos.
“E ele desapareceu-lhes” (Lc 24.31). Ele está ausente da nossa vista, mas não da nossa fé. “Ao qual, não havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais” (1 Pe 1.8). Virá o dia em que a fé se transformará em vista, e o veremos conforme Ele é.
II. Uma Descoberta Assombrosa (Lc 24.2,3)
“E acharam a pedra revolvida do sepulcro”. As mulheres disseram umas às outras: “Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro?” (Mc 16.3). Tinham visto a grande rocha colocada à entrada do túmulo em forma de caverna, e sabiam que removê-la era trabalho para vários homens. No entanto, a exemplo dos aparentes obstáculos entre o pecador e CRISTO, a pedra já fora removida. Um anjo a deslocara (Mt 28.2), não para que CRISTO saísse, porque seu corpo glorificado podia passar por qualquer barreira, mas para deixar entrada aos primeiros arautos da ressurreição. “E, entrando, não acharam o corpo do Senhor. E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito...” Sua primeira impressão foi de que os inimigos do Senhor haviam furtado o corpo para impedir o embalsamento. Maria Madalena, num impulso, correu à cidade, e comunicou seus temores a Pedro e João: “Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram” (Jo 20.2).
III. Os Visitantes Celestiais (Lc 24.4)
Enquanto Maria Madalena caminhava para a cidade, suas companheiras entraram timidamente no túmulo, e “eis que pararam junto delas dois varões, com vestidos resplandecentes”. Os críticos afirmam que os escritores dos evangelhos não concordam na descrição dos anjos, quanto ao número, posição etc. Mas é possível que grande número de anjos estivessem presentes, tornando-se um ou dois visíveis segundo a necessidade. O fato de serem chamados “varões”, demonstra que os mensageiros celestiais, quando em missão na terra, apresentam-se na forma humana. Quase sempre apresentam um rosto humano, falando a língua dos homens (cf. Gn 18,1,2,13 e 19.2,5). Neste caso, foram as vestes resplandecentes que convenceram as mulheres de que se tratava de seres celestiais.
IV. A Mensagem Angelical (Lc 24.5-8)
1. Uma pergunta. “Por que buscais o vivente entre os mortos?” Os anjos queriam dizer: “Vocês estão surpresas de Ele não estar aqui, mas surpresa seria se estivesse. Lembrem-se de que Ele, como Filho de DEUS, prometeu voltar ao Pai. Não é razoável procurá-lo no lugar dos mortos”.
Muitas pessoas cometem o mesmo erro, hoje. A quem procura o CRISTO verdadeiro numa igreja que lhe nega a divindade e a ressurreição, podemos perguntar: “Por que buscais entre os mortos ao que vive?” Também a mesma pergunta pode ser feita àqueles que o buscam em tradições ultrapassadas e liturgias mortas.
A história a seguir foi tirada de uma revista de Escola Dominical.
“Em nossa casa havia um quadro que mostrava CRISTO dizendo suas palavras de despedida aos discípulos, a promessa suprema: ‘Eis que estou convosco sempre’. Certo dia, um vendedor judeu passou, estando eu sozinho em casa. O judeu ficou fascinado pelo quadro. Contemplou-o longamente e depois, virando-se para mim, perguntou: ‘É este o seu Messias, o seu DEUS?’ Disse-lhe que era CRISTO, o Salvador, e expliquei o significado do quadro. ‘E o que Ele diz?’ perguntou. Li a promessa escrita na parte de baixo: “E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. O judeu pensou um pouco, e, voltando-se para mim, disse: ‘Que Messias maravilhoso vocês, cristãos, têm. Ele está sempre com vocês’. Olhou mais uma vez o quadro, tomou a maleta e deixou a sala, enquanto repetia, suavemente: ‘Que Messias maravilhoso: sempre está convosco!’ CRISTO não somente morreu por nós, mas vive por nós”.
2. Uma declaração. Seguem-se palavras que são o único epitáfio apropriado a um crente: “Não está aqui, mas ressuscitou”. Estas palavras podem perfeitamente coroar o túmulo de cada cristão: “Sua verdadeira personalidade não está aqui, mas ressuscitou para estar com CRISTO”.
Podemos dizer que são mortos os cristãos, mas realmente vivem - são mortos vivos. Após um breve período chamado “morte” passam à condição permanente: a vida. Estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor (2 Co 5.8. cf. Lc 23.43; Fp 1.23). A morte não é um estado, para o cristão, apenas uma ponte do humano para o celestial, do imperfeito para o perfeito, da canseira para o descanso. Contrário a certos ensinamentos, a expressão “adormecer”, não significa perda de consciência até ao dia da ressurreição. A morte do cristão é chamada “sono” por duas razões. Primeiro, porque o alivia dos fardos da vida; segundo, porque assim como o sono é o desligamento com o mundo externo, a morte rompe as conexões com a existência terrena. Isto, porém, não implica em estar a pessoa inconsciente. O espírito continua ativo. Ao olharmos para o túmulo de um cristão, podemos dizer: “Não está aqui, graças a DEUS. Está junto do Mestre”.
3. Uma lembrança. “Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado e ao terceiro dia ressuscite. E lembraram-se das suas palavras”. Quando o Senhor anunciou sua morte vindoura e ressurreição, os discípulos guardaram a profecia, perguntando entre si o que seria a ressurreição dentre os mortos. Por serem espiritualmente imaturos, não a supunham literal. O anjo relembra a promessa que, corretamente interpretada, teria iluminado o sepulcro vazio e solucionado o mistério. Quantas dores desnecessárias suportamos porque, nos momentos de provações e perplexidades, esquecemos as promessas de DEUS.
“Ressuscitou, como havia dito” (Mt 28.6). Estas palavras são uma suave repreensão às mulheres, por terem esquecido as palavras do Senhor. Cultive sua memória espiritual. As vitórias espirituais, se esquecidas, amanhã parecer-lhe-ão escuras. Lembre-se das antigas batalhas e vitórias, e de como a luz da presença de DEUS transformou tudo em bênção.
A adversidade muitas vezes afasta de nossa memória as promessas que deveriam sustentar-nos: “E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu DEUS te guiou” (Dt 8.2).
V. O Estranho Ceticismo (Lc 24.9-11)
As mulheres, “voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos demais [cf. vv. 13-22], E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram”. Os apóstolos e os outros discípulos aguardavam a ressurreição, mas na realidade, era a última coisa que esperavam. A prisão e a crucificação do Mestre paralisara por um tempo a sua fé, de modo que não podiam crer no testemunho das mulheres. Descrença indesculpável, porque as mulheres viram o túmulo vazio, ouviram a mensagem dos anjos, e viram, tocaram e ouviram o próprio JESUS (Mt 28.9). Mas até esta descrença se toma em fundamento para a nossa fé, porque os apóstolos não teriam crido e pregado a ressurreição sem evidência convincente. Esta evidência, receberam-na quando o viram com seus próprios olhos, e o tocaram, e ouviram a sua voz (Lc 24.36-43).
VI. A Investigação (Lc 24.12)
Dois dos apóstolos, o amoroso João e o enérgico Pedro, resolveram investigar, e correram para o túmulo, encontrando as roupas do sepultamento (cf. Jo 20.1-10). João chegou primeiro e viu os lençóis de linho. “Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro, e, abaixando-se, viu só os lenços ali postos; e retirou-se admirando consigo aquele caso”. O lençóis eram o sinal de que o corpo não havia sido arrebatado por inimigos, que não o teriam desembrulhado. Aliás, a aparência era a de que o corpo passara através deles, sem os desenrolar. João viu e creu (Jo 20.8), mas Pedro ficou perplexo. Teria sido perturbada a sua consciência por ter negado a CRISTO? De qualquer forma, o Senhor apareceu a Ele em particular para dar-lhe segurança.
Concluindo, assim como foi impossível conservar CRISTO na sepultura, também a verdade divina não pode ficar perpetuamente suprimida. Algumas semanas após a ressurreição, os líderes judaicos, ante um milagre operado em nome de JESUS, determinaram: “Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais neste nome a homem algum” (At 4.16,17). Mas não tinham como aprisionar o Evangelho de CRISTO.
Dizia um pastor, preso na Alemanha por sua posição corajosa em prol do Evangelho: “Não importa quantos obstáculos estão no caminho; não importa quantas rochas são roladas contra a Palavra de DEUS. A Palavra é como fogo, e como martelo que esmiúça as rochas”.
VII. A Evidência da Ressurreição
Agora não é mais suposição e nem pelo que o anjo disse, mas é uma realidade palpável: JESUS mesmo se apresenta vivo. primeiro à Maria Madalena e depois aos discípulos.
E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de JESUS, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu JESUS em pé, mas não sabia que era JESUS. Disse-lhe JESUS: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe JESUS: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni, que quer dizer: Mestre. Disse-lhe JESUS: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu DEUS e vosso DEUS. Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto. (João 20:11-18). Maria Madalena se torna a primeira evangelista do JESUS ressurreto. Começam ai uma série de aparições de JESUS em seu corpo ressurreto (Comentários extras do Pr. Henrique).
A ressurreição de CRISTO é o grande milagre do Cristianismo. Uma vez estabelecida a realidade deste acontecimento, a discussão dos demais milagres torna-se desnecessária. Sobre o milagre da ressurreição está firmada a nossa fé. Porque o Cristianismo é histórico, e baseia seus ensinamentos em acontecimentos ocorridos há quase 20 séculos, na Palestina. São estes eventos o nascimento e ministério de JESUS CRISTO, culminando na sua morte, sepultamento e ressurreição. De tudo isto, é a ressurreição a pedra de esquina, porque, se CRISTO não ressuscitou, não era o que alegava ser. Sua morte não seria morte expiadora
- os cristãos estariam sendo enganados há séculos; os pregadores, proclamando erros; e os fiéis, acalentando falsas esperanças. Mas, graças a DEUS, podemos proclamar esta doutrina: “Mas de fato CRISTO ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem!”
1. Como sabemos que Ele ressuscitou? “Vocês, cristãos, vivem na fragrância de um túmulo vazio”, disse um cético francês. É fato que os que vieram embalsamar o corpo de JESUS, naquela notável manhã de Páscoa, encontraram vazio o túmulo. Este fato não pode ser explicado à parte da ressurreição de JESUS. Quão facilmente os judeus poderiam ter refutado o testemunho dos primeiros pregadores, apresentando o cadáver do Senhor! Não o fizeram, porém - porque não podiam! Quando se lhes exigia uma explicação, alegavam terem os discípulos furtado o corpo, como se um pequeno bando de homens desanimados pudesse arrancar de guardas treinados o corpo do Mestre, cuja morte parecia ter-lhes tirado todas as esperanças.
Que faremos do testemunho dos que viram JESUS após a ressurreição, muitos dos quais falaram com Ele, tocaram- no, comeram com Ele? Centenas deles ainda viviam no tempo de Paulo, segundo ele mesmo testifica. Outros, dão seu inspirado testemunho no Novo Testamento.
Como rejeitar o testemunho de homens que pregavam a mensagem com o sacrifício da própria vida? Como explicar a conversão de Paulo, antes perseguidor do Cristianismo, transformado num dos maiores missionários?
Há apenas uma resposta a estas perguntas: CRISTO ressurgiu! O túmulo vazio desafia o mundo: À filosofia, diz: “Explique este evento!”
À História, diz: “Reproduza este evento!”
Ao tempo, diz: “Apague este evento!”
À Fé, diz: “Receba este evento!”
Alguns naturalistas oferecem outras explicações: “Foi uma visão que os discípulos tiveram”. Não é possível que centenas tivessem a mesma visão. Outros dizem: “ JESUS não morreu de fato; foi tirado inconsciente da cruz”. Mas um farrapo de homem não poderia ter persuadido os discípulos de que era o Senhor da vida! São explicações tão fracas que trazem consigo a sua própria refutação. Outra vez afirmamos: CRISTO ressuscitou! De Wette, grande estudioso racionalista, depois de um exame científico, afirmou: “A ressurreição de JESUS CRISTO não pode ser mais questionada que a certeza histórica do assassinato de Júlio César”. Que firme fundamento à fé de alguém - o fato histórico de um Salvador ressuscitado!
2. O que significa a nós? Significa que JESUS é tudo quanto declarava ser: Filho de DEUS, Salvador e Senhor. O mundo respondeu às suas reivindicações com a cruz; a resposta de DEUS foi a ressurreição. Como Senhor ressuscitado, pede que dediquemos nossas vidas a Ele.
Significa que a morte expiadora de CRISTO foi uma realidade, e que os homens podem achar perdão para os seus pecados e assim ter paz com DEUS. A ressurreição completa a morte expiadora de CRISTO. Não foi uma morte comum
- porque Ele ressuscitou!
Significa que temos um Sumo Sacerdote no Céu que simpatiza conosco, que já viveu a nossa vida, conheceu nossas tristezas e enfermidades e pode dar-nos o poder de viver a vida nEle.
Significa que podemos ser batizados no ESPÍRITO SANTO e receber poder para testificar deste CRISTO ressurreto.
Significa uma vida no porvir. A objeção comum é: “Ninguém voltou para contar acerca do outro mundo”. Mas alguém já voltou de lá, sim - JESUS CRISTO. À pergunta: “Se um homem morrer, viverá outra vez?” responde a ciência: “Não sei”; a filosofia: “Deveria haver”. O Cristianismo, porém, afirma: “Porque Ele vive, viveremos nós; porque Ele ressuscitou dos mortos, ressuscitaremos também”.
Significa certeza de juízo para os pecadores. Como disse o inspirado apóstolo: “[DEUS] tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At 17.31).
A inexorável justiça de Roma deu origem ao provérbio: “Quem quiser fugir de César, fuja para César”. Aos não-convertidos, advertimos: o juízo é certo, e a única maneira de escapar de CRISTO, o Juiz, é fugir para CRISTO, o Salvador.
Lucas - O Evangelho do Homem Perfeito - Myer Pearlman - CPAD
 
Introdução ao Capítulo 24
As mulheres que vêm cedo ao sepulcro no primeiro dia da semana, trazendo suas especiarias, encontrar a pedra removida e o túmulo vazio, Lucas 24:1-3. Eles veem uma visão de anjos, que anunciam a ressurreição de CRISTO, Lucas 24: 4-8. As mulheres retornar e dizer isso para os onze, Lucas 24:9, Lucas 24:10. Eles não acreditam, mas Pedro vai e examina o túmulo, Lucas 24:11, Lucas 24:12. CRISTO, desconhecido, aparece a dois dos discípulos que iam para Emaús, e conversa com eles, vv. 13-29. Enquanto eles estão comendo juntos, ele se dá a conhecer, e imediatamente desaparece, Lucas 24:30, Lucas 24:31. Eles voltam para Jerusalém, e anunciar a sua ressurreição para o resto dos discípulos, Lucas 24:32-35. O próprio JESUS lhes aparece, e dá-lhes a prova mais completa da realidade de sua ressurreição, Lucas 24: 36-43. Ele prega a eles, e dá-lhes a promessa do ESPÍRITO SANTO, Lucas 24: 44-49. Ele os leva a Betânia, e sobe ao céu, à vista deles, Lucas 24:50, Lucas 24:51. Eles adoram, e retornam a Jerusalém, Lucas 24:52, Lucas 24:53.
 
Versículo 1
Levando as especiarias - Para embalsamar o corpo de nosso Senhor: mas Nicodemos e José de Arimatéia tinham feito isso antes que o corpo fosse colocado no sepulcro. Veja João 19:39, João 19:40. Mas houve um segundo embalsamamento encontrado necessário: o primeiro deve ter sido apressadamente e imperfeitamente realizado; as especiarias agora trazidos pelas mulheres tinham a intenção de concluir a operação anterior.
Versículo 2
Eles encontraram a pedra removida - Um anjo de DEUS tinha feito isso antes de chegarem ao túmulo, Mateus 28:2: Nesta caso, não podemos deixar de observar que, quando as pessoas têm uma forte confiança em DEUS, os obstáculos não irão impedi-los do compromisso que eles têm em amara a DEUS, mesmo porque as dificuldades desaparecerão diante deles.
Versículo 3
E não acharam o corpo do Senhor - Lucas 23:43; e o evangelista menciona o corpo particularmente, para mostrar que Ele estava sujeito à morte.
Versículo 5
Por que buscais o vivente entre os mortos? - Esta foi uma expressão que parece ser aplicada aos que estavam absurdamente se esquecendo das promessas do Senhor.
Versículo 8
Lembraram-se de suas palavras - Mesmo a simples recordação das palavras de CRISTO torna-se muitas vezes uma fonte de conforto e apoio para aqueles que estão angustiados ou tentados: as suas palavras são as palavras de vida eterna.
Versículo 10
E Joanna - Ela era a esposa de Cuza, procurador de Herodes. Veja Lucas 8: 3.
Versículo 12
E levantou-se Pedro - João foi com ele, e chegou ao túmulo antes dele. Veja João 20:2, João 20:3.
Os panos de linho por si mesmos - ou, apenas as fitas de linho. Este foi o linho fino que José de Arimatéia comprou, e envolveu o corpo de JESUS como está registrado em Marcos 15:46. Esta circunstância pode, à primeira vista parecer pequena, mas, no entanto, é uma grande prova da ressurreição de nosso Senhor. Se o corpo tivesse sido roubado, tudo o que foi envolvido nele teria sido levado com ele. O atraso que haveria com a retirada dos lençóis e do unguento do corpo de JESUS poderia levar os discípulos a serem descobertos roubando seu corpo, se isso tivesse acontecido. Nem que tivesse ocorrido esse fato os discípulos não teriam motivos para retirar os lençóis de JESUS. .Esta circunstância é ainda mais relacionada particularmente por João, em João 20: 5-7. Pedro vê as ataduras de linho, e o lenço que antes estava sobre a sua cabeça, mas não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. Todas estas circunstâncias provam que o corpo que antes estava dentro dos lençóis passou por eles, sem os desenrolar.
Comentário de Adam Clarke - Evangelho de Lucas
 
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REVISTA CPAD - LIÇÃO 11 - A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 2º TRIMESTRE DE 2009
Comentários do Pr. Antônio Gilberto
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Coríntios 15.1-10.
1 Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis; 2 pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão. 3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que CRISTO morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, 5 e que foi visto por Cefas e depois pelos doze. 6 Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. 7 Depois, foi visto por Tiago, depois, por todos os apóstolos 8 e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo. 9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de DEUS. 10 Mas, pela graça de DEUS, sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de DEUS, que está comigo.
 
INTERAÇÃO
Nesta lição estudaremos a doutrina da Ressurreição de CRISTO. Todavia, o texto de 1 Coríntios 15, não trata somente da ressurreição de JESUS, mas também da natureza e características da ressurreição dos justos. No primeiro caso, Paulo apresenta (vv. 3-8) quatro eventos que compõem a essência do evangelho e da mensagem cristã: A morte, o sepultamento, a ressurreição, e as provas irrefutáveis da ressurreição de JESUS, segundo as Escrituras (vv.3,4). Portanto, nesses dias de confiança na razão e de incredulidade na religião, reafirmar a crença e as evidências históricas e doutrinárias na ressurreição de JESUS é indispensável.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Ressuscitar significa despertar, levantar dentre os mortos. Converse com seus alunos sobre a imprescindibilidade dessa doutrina. Enfatize que CRISTO foi feito "as primícias dos que dormem", e os que morrerem nEle, em sua vinda ressuscitarão à semelhança de sua ressurreição.
Pergunte aos alunos: Como será o corpo da ressurreição? Diga-lhes que será:
a) Visível (Lc 24.39); b) Incorruptível (1 Co 15.42,54); c) Palpável (Jo 20.27); d) Corpo celestial (2 Co 5.1-4); e) Vivificado (Rm 8.11).
 
Palavra-Chave: Ressurreição: Tornar à vida.
 
Definição no dicionário Priberam (http://www.priberam.pt/default.aspx):
Ressurreição: do Lat. resurrectione s. fato de ressurgir; reaparecimento; renovação; por ext. cura imprevista.
 
 

Ressurreição e Ascensão

Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que CRISTO morreu por nossos pecados, segundo as

Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; (1 Coríntios 15:3-4)

Data:

Acontecimento:

Local:

Textos:

33 d.C. - Madrugada

do 1º dia Domingo

As mulheres visitam o sepulcro

Jerusalém

Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-11

Sua aparição a Pedro

Jerusalém

Lc 24:34 1Co 15:5

Pedro e João Vêem o sepulcro vazio

Jerusalém

Lc 24.12; Jo 20.1-10

JESUS aparece a Maria Madalena

Jerusalém

Mc 16,9-11; Jo 20.11-18

JESUS aparece a outras mulheres

Jerusalém

Mt 28.9-19

O relato dos guardas sobre a ressurreição

Jerusalém

Mt 28.11-15

Domingo

JESUS aparece a 2 discípulos

Emaús

Mc 16.12-13; Lc 24.13.35

JESUS aparece aos 10 discípulos, sem Tomé

Jerusalém

Lc 24.36-43; Jo 20.19-25; 1Co 15:5

1 Semana depois

JESUS aparece aos discípulos, com Tomé

Jerusalém

Mc 16:14-18; Jo 20.26-31

Durante os 40 dias

até a ascensão

JESUS aparece a sete discípulos na Galileia

Mar Galileia

Mt 28:16-20; Jo 21.1-15

A grande comissão

 

Mt 28.16-20; Mc 16.14-18; Lc 24.44-49

Sua aparição aos quinhentos

Galileia

1Co 15:6

Sua aparição a Tiago

1Co 15:7

 

A Ascensão

Monte das Oliveiras

Mc 16.19-20; Lc 24.50-53; At 1:4-9

 

 
I- TODOS VÃO RESSUSCITAR
Jo 11.25- Disse-lhe JESUS: “Eu Sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”.
Em Daniel 12.2 e João 5.28,29; vemos que uns ressuscitarão para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno, mostrando-nos claramente que:
1- Todos vão Ressuscitar, declaração essa contrária à doutrina que muitos pregam dizendo que quando morremos se acabou tudo;
2- Haverá dois tipos de ressurreição, uns para a vida eterna e outros para a vergonha e desprezo eterno (vão ver os salvos gozando da companhia de DEUS e não vão poder desfrutar);
3- O destino de cada um é de acordo com o que creram e fizeram, enquanto estavam vivos e aqui na terra;
4- Haverá duas ressurreições, separadas por mil anos (Ap 20.5,6; 1 Ts 4.16).
 
Quantos túmulos que têm a inscrição “Repouso Eterno ou Jazigo Perpétuo”, por causa da ignorância do homem, mas quando se ouvir a voz de CRISTO todos ressuscitarão. 
A conta tem que ser paga, ninguém dá calote em DEUS, cada um prestará contas com DEUS, os salvos, no tribunal de CRISTO sem condenação, só para receber galardão; mas o incrédulo estará diante do trono branco juízo final, para ser lançado no lago de fogo e enxofre, junto com seu companheiro Satanás. Ap 19.20; 20.10-15; 
 
II- A RESSURREIÇÃO DE JESUS:
QUAL A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS PARA A FÉ CRISTÃ? (Bíblia Ilúmina)
Mateus 28:1-10 VERSÍCULO CHAVE: Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a JESUS, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia; (Mateus 28:5-6)
 
A RESSURREIÇÃO DE JESUS É O ALICERCE DA FÉ CRISTÃ. A ressurreição é a chave para a fé cristã. Porque?
(1) Como ele havia prometido, ele ressurgiu dos mortos. Nós podemos estar confiantes, portanto, que ele cumprirá tudo que ele prometeu.
(2) A ressurreição do corpo nos mostra que o CRISTO vivo é soberano no reino eterno de DEUS, não um falso profeta ou impostor.
(3) Nós podemos ter certeza de nossa ressurreição porque ele foi ressuscitado. A morte não é o fim, existe a vida após a morte.
(4) O poder que trouxe JESUS de volta a vida está disponível para nós trazermos o nosso ser espiritual morto de volta a vida.
(5) A Ressurreição é à base do testemunho da igreja para o mundo. JESUS é mais que um líder humano, ele é o Filho de DEUS.
 
LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios 15:1-11 VERSÍCULO CHAVE: Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que CRISTO morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; (1 Coríntios 15:3-4)
 

A RESSURREIÇÃO É O PONTO DECISIVO DA FÉ CRISTÃ:
Sempre haverá pessoas dizendo que JESUS não ressurgiu dos mortos. Paulo nos garante que muitas pessoas viram JESUS depois de sua ressurreição: Pedro, o discípulo (os Doze), Mais de quinhentos crentes (a maioria ainda estavam vivos quando Paulo escreveu isto), Thiago (irmão de JESUS), todos os apóstolos e finalmente Paulo em si. A Ressurreição é um fato histórico. Não seja desencorajado por pessoas que negam a Ressurreição. Seja cheio de esperança, pois um dia todos virão a prova viva quando JESUS voltar.
 
III- NOSSA RESSURREIÇÃO
O QUE QUE A BÍBLIA NOS ENSINA SOBRE A NOSSA RESSURREIÇÃO?
 
LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios 15:12-28 VERSÍCULO CHAVE: Ora, se se prega que CRISTO foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos?
A NOSSA RESSURREIÇÃO INCLUI O NOSSO CORPO E A NOSSA ALMA.
A maioria dos gregos não acreditavam que o corpo de uma pessoa poderia ser ressuscitado depois da morte. Eles viam a vida após a morte como algo só para a alma. De acordo com filósofos gregos, a alma era a pessoa de verdade presa a um corpo físico, e na morte a alma era liberta. Não havia imortalidade para o corpo, mas a alma entrava num estado eterno. O cristianismo, no entanto, afirma que o corpo e a alma serão unidos depois da ressurreição. A igreja de Corinto estava no coração da cultura grega, desta maneira, muitos crentes tinham dificuldade em acreditar na ressurreição do corpo.
 
NOSSA RESSURREIÇÃO É CERTA POR CAUSA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO.
A ressurreição de CRISTO é o centro da fé cristã. Porque CRISTO ressuscitou, como ele havia prometido, nós sabemos que o que ele disse é a verdade – ele é DEUS. Porque ele ressuscitou, nós temos certeza de que nossos pecados são perdoados. Porque ele ressuscitou, ele vive e nos representa perante DEUS. Porque ele ressuscitou e venceu a morte, sabemos que nós também ressuscitaremos.
 
A NOSSA RESSURREIÇÃO É A NOSSA ÚNICA ESPERANÇA PARA A VIDA ETERNA.
Nos dias de Paulo, o cristianismo levava a pessoa à execução, exclusão da família e, em muitos casos, a pobreza. Havia pouca vantagem em ser cristão naquela sociedade. O mais importante, no entanto, é que se CRISTO não tivesse ressuscitado, os cristãos não poderiam ser perdoados pelos seus pecados e não teriam nenhuma esperança de vida eterna.
 
IV- CRER NA RESSURREIÇÃO DE JESUS É BÁSICO PARA SALVAÇÃO.
É tão importante crer na ressurreição de JESUS que Paulo afirma que aquele que não crê nisso a sua fé é vã e sem sentido.
1Co 15.17 E, se CRISTO não foi ressuscitado, a fé que vocês têm é uma ilusão, e vocês continuam perdidos nos seus pecados. 18 Se CRISTO não ressuscitou, os que morreram crendo nele estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em CRISTO só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo. 20 Mas a verdade é que CRISTO foi ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados.
 
Na verdade Paulo nos assegura que para sermos salvos precisamos não só crer na morte expiatória de JESUS, mas também na sua ressurreição dentre os mortos, sendo esta uma exigência de DEUS para nossa justificação, uma condição para sermos salvos.
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor JESUS, e em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Romanos 10:9)
 
O CRISTO glorificado 
A visão de Estêvão At 7:55,56 
A visão de Paulo At 26:13-15 
A visão de João Ap 1:12-16
 
"Lembra-te de que JESUS. CRISTO, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o meu evangelho." (2 Tm 2.8).
A ressurreição do Senhor será sempre um dos mais importantes fatos de todos os tempos. Ela significa a aurora espiritual da nossa fé.
 
O Corpo Glorioso
Jo 20.8 – Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
Lembramos aqui, ao leitor que tudo que João escreveu foi para provar aos incrédulos de sua época que JESUS CRISTO ressuscitou e que era o filho de DEUS (Jo 20.30,31)
Sendo João mais jovem correu mais depressa que Pedro, mas sendo mais reverente parou na entrada, mas quando Pedro chegou, com sua irreverência natural entrou correndo e ficou olhando e estudando o que havia acontecido; João agora entra e se lembra de que JESUS foi embalsamado (Jo 19.38-42) com muita mirra e aloés (cem arréteis = aproximadamente 80 Kg daquele composto) e o envolveram com lençóis como era costume judaico (enrolavam o corpo nos lençóis como múmia) e amarraram, com um lenço o seu queixo à sua cabeça para não ficar aberta a sua boca.
Vendo João que os lençóis estavam arrumados como se um corpo estivera ali dentro e o lenço à parte, separado, no lugar onde estiver a cabeça de JESUS, boquiaberto João creu maravilhado de que seu senhor ressuscitara com um corpo glorioso, espiritual e celeste (1 Co 15.44). Só é salvo quem crer nisso, na ressurreição de JESUS, tenha certeza. (1 Co 15.14).
 
O amigo leitor já pensou em ter um corpo assim? Nós teremos um corpo semelhante ao de JESUS quando da sua volta para nos levar para as moradas eternas (1Co 15.48; Rm 8.29,30; 1Jo 3.2).
 
Certamente as doutrinas da divindade e da ressurreição do Senhor JESUS são as mais odiadas e hostilizadas por Satanás. O Evangelho que proclamamos não finda no Monte Calvário. Ele passa pelo túmulo vazio, desponta no cenáculo e segue a trajetória celestial. Se CRISTO não houvesse ressuscitado seria vã a nossa fé e nulo o nosso testemunho.
 
V- O FATO DA RESSURREIÇÃO
"Se CRISTO não houvesse ressuscitado, de Sua morte não teria havido qualquer fruto". Os dois fatos se completam. A ressurreição de CRISTO é o fato que consuma os fundamentos da fé cristã. Os "deuses" mortos a nada levam. O CRISTO ressuscitado nos conduz à presença do Pai.
1. Predito por Davi.
Como um profeta habilmente inspirado por DEUS, o rei Davi predisse a ressurreição de JESUS (SI 16.10).
2. Predito por Isaias.
O profeta messiânico no capítulo 53 de seu livro, por muitos considerados" o Evangelho do Antigo Testamento", aborda a ressurreição do Senhor, nos versos 10 a 12.
3. Predito pelo próprio CRISTO.
Lemos tais predições em vários lugares, tais como: Mt 12.38-40; 17.22,23; 20.18,19; 26.32; Lc 9.22; Jo 2.18-22,etc. Pelas Escrituras, JESUS demonstrou que já estava escrito, desde séculos passados, que o CRISTO (o Messias, o Ungido de DEUS) padeceria, para depois ressuscitar dentre os mortos ao terceiro dia.
 
VI- AS PROVAS DA RESSURREIÇÃO
1. As provas são Inequívocas, porque estão fundamentadas na Infalível Palavra de DEUS.
a. O túmulo vazio.
É considerado o grande troféu do Cristianismo. Um testemunho absolutamente incontestável é que exalta o extraordinário poder de DEUS. Emesto Renan, o ateísta francês do século passado, escarnecendo dos crentes declarou: "Os cristãos vivem na fragrância de um túmulo vazio". Ele cria que estava zombando dos cristãos, mas na realidade, estava proclamando uma das mais profundas verdades do cristianismo: o túmulo vazio de JESUS, prova irrefutável de que Ele venceu a morte, coisa que ninguém jamais fez, nem fará.
b. O silêncio dos fariseus e dos romanos.
Jamais qualquer pessoa destes dois grupos ousou negar a ressurreição de JESUS, tão evidente que ela se tomou. Eles odiavam essa mensagem mas não puderam refutá-la.
c. A mudança do dia de adoração dos discípulos.
A ressurreição causou um impacto tão grande na mente e no coração dos discípulos que eles fixaram em suas mentes um novo dia para suas reuniões. Deixaram o tradicional e legal sétimo dia e passaram a usar o primeiro dia da semana (Mc 16.2), isto é, o domingo.
 
2. As aparições pessoais de JESUS
a. A Maria Madalena (Mc 16.9-11; Jo 20.18).
b. A algumas mulheres (Mt 28.9,10)
c. A Pedro, no domingo da ressurreição (Lc 24.34; 1 Co 15.5).
d. Aos dois discípulos, no caminho de Emaús (Mc 16.12; Lc 24.13-35).
e. Aos discípulos (Mc 16.14; Lc 24.36-43; Jo 20.19,20).
f. Aos onze discípulos com Tomé (Jo 20.26).
g. Aos sete discípulos, no Mar da Galileia (Jo 21.1).
h. A quinhentos irmãos (1 Co 15.6).
i. A Tiago (1Co 15.7).
j. A Paulo (como um abortivo).
 
Há outras aparições, mas cremos que estas são suficientes.
 
VII- OS RESULTADOS DA RESSURREIÇÃO
A ressurreição do Senhor JESUS não é um fato isolado e inconsequente. São muitos os resultados que dele emanaram. Estudemos alguns:
1. JESUS está vivo.
Se CRISTO não houvesse ressuscitado, seria um defunto. Se Ele fosse um defunto, a igreja não seria a Esposa do Cordeiro (Ap 21.9), e sim sua viúva Mas Ele de fato ressuscitou e está vivo para sempre. E porque vive, intercede pelos seus (Hb 7.25) e também pelos transgressores (ls 53.12).
2. Ele está presente.
O CRISTO ressuscitado é um CRISTO onipresente (Mt 28.20b). Por toda parte podemos sentir a manifestação dessa presença gloriosa e amiga. Ele está inspirando os pregadores que proclamam sua Palavra, as ações dos que proclamam. Entemecidamente está salvando os que nEle crêem, de todo o coração.
3. Ele está conduzindo a Igreja.
O CRISTO ressuscitado é Senhor, Rei e Cabeça da igreja. Como Senhor, todos lhe servimos de coração. Como Rei, dita as normas de ação de seu governo; como Cabeça nos mantém junto a Si, inseparavelmente ligados, pois somos o seu corpo: o complemento daquele que cumpre tudo em todas as coisas (Cl 1.18; Ef 1.23). Ele é quem dá ministros à igreja (Ef 4.11,12). Ele dá dons aos homens (Ef 4.8). A Igreja O glorifica. exalta, louva e adora.
4. Ele está unindo a igreja.
Se CRISTO não estivesse realmente vivo não poderia executar o milagre de reunir em um só corpo homens e mulheres de todas as raças tribos e nações (Ap 5.9). Veja o que Ele mesmo diz em Ap 1.17, 18.
5. Ele está batizando a Igreja.
Isso prova que CRISTO ressuscitou e está vivo, Ele continua batizando os salvos com o ESPÍRITO SANTO.
6. JEUS continua fazendo milagres e maravilhas.
Alguém duvida disso? Basta assistir um pouquinho de Tv ou ir a algum culto em legítima Igreja de CRISTO.
7. Ele voltará brevemente.
Se CRISTO não estivesse vivo, não teríamos razão de esperá-lo a segunda vez. Mas Ele está vivo! Ele voltará! A cada dia, e em todos os lugares, os sinais estão acontecendo. O CRISTO ressuscitado está às portas. O Rei está voltando.
 
VIII- OS PROPÓSITOS DA RESSURREIÇÃO
 A compreensão natural do homem pecador não está apta a discernir os elevados propósitos de tão extraordinário acontecimento. Temos que ter a mente de CRISTO para avaliar as razões, profundas e misteriosas, de Sua ressurreição.
1. Demonstrar sua divindade.
A não ressurreição de JESUS tê-lo-ia deixado no túmulo, no mesmo nível dos demais homens. Ele teria sido apenas um mortal a mais. Através de Sua ressurreição o Pai declarou solenemente sua divindade (Rm 1.4). Pela ressurreição, CRISTO demonstrou ser impossível à morte detê-lo (At 2.24). Por causa de uma deliberada e amorosa vontade de salvar os homens, o Pai permitiu a JESUS ficar por três dias na região de sombra da morte, mas a sua divindade não lhe permitiu ficar entre os mortos, pois Ele é o Senhor da vida.
2. Aniquilar o medo.
"Não vos atemorizeis" , disse o anjo às mulheres (Mc 16.6). O medo, como estado, paralisa a pessoa, tira o ânimo e conduz à morte.
Foi o medo a primeira consequência do pecado: "Tive medo e me escondi " (Gn 3.10). JESUS muitas vezes bradou com autoridade: "Não temas" (Mt 10.26; 14.27;28.10; Mc 5.36; Lc 5.10; 8:50; 12.7; 12.32).
3. Garantir a nossa justificação.
Ao entregar-se à morte, na Cruz do Calvário, JESUS lançou a base do edifício de nossa justificação, que somente se tornou concluído com sua ressurreição (Rm 4.25).
4. Tornar-se as primícias dos que dormem.
Os atuais habitantes do Céu sabem que algum dia, a igreja do Senhor subirá, para lá também habitar. Eles olham para o CRISTO ressuscitado, sentado à destra do Pai e, sabendo que Ele aqui embaixo provou a morte e sobre ela triunfou mediante a ressurreição, sabem também que na sua ressurreição consiste a garantia da nossa. Ele subiu primeiro. Nós subiremos depois.
5. Dinamizar a pregação.
A crença na ressurreição de JESUS, produziu uma nova transformação na vida dos discípulos. Antes eram homens fracos, medrosos e desprezados (Lc 24.37,38). Veja por exemplo o intrépido Pedro, que negou o seu mestre por três vezes. Cf. Lc 22.34,54-60.
Após a ressurreição surgem como propagadores alegres, militantes e agressivos. Será que uma crença equivocada em supostas aparições, produziria uma convicção contagiante como a dos discípulos?
6. Quantos deram suas vidas, defendendo essa ressurreição? Será que morreriam em vão?
Um grande exemplo está marcado na memória do mundo, o Coliseu, em Roma, palco do derramamento do sangue de milhares de cristãos que testificaram assim a morte e ressurreição de JESUS.
 
 IX- A RESSURREIÇÃO DO CORPO (BEP-CPAD)
1Co 15.35 “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?”
A ressurreição do corpo é uma doutrina fundamental das Escrituras. Refere-se ao ato de DEUS, de ressuscitar dentre os mortos o corpo do salvo e reuni-lo à sua alma e espírito, dos quais esse corpo esteve separado entre a morte e a ressurreição.
(1) A Bíblia revela pelo menos três razões por que a ressurreição do corpo é necessária.
(a) O corpo é parte essencial da total personalidade do homem; o ser humano é incompleto sem o corpo. Por conseguinte, a redenção que CRISTO oferece abrange a pessoa total, inclusive o corpo (Rm 8.18-25).
(b) O corpo é o templo do ESPÍRITO SANTO (6.19); na ressurreição, ele voltará a ser templo do ESPÍRITO.
(c) Para desfazer o resultado do pecado em todas as áreas, o derradeiro inimigo do homem (a morte do corpo) deve ser aniquilado pela ressurreição (15.26).
(2) Tanto as Escrituras do AT (cf. Hb 11.17-19 com Gn 22.1-4; Sl 16.10 com At 2.24ss; Jó 19.25-27; Is 26.19; Dn 12.2; Os 13.14), como as Escrituras do 
NT (Lc 14.13,14; 20.35,36; Jo 5.21,28,29; 6.39,40,44,54; Co 15.22,23; Fp 3.11; 1Ts 4.14-16; Ap 20.4-6,13) ensinam a ressurreição futura do corpo.
(3) Nossa ressurreição corporal está garantida pela ressurreição de CRISTO (ver Mt 28.6; At 17.31; 1Co 15.12,20-23).
(4) Em termos gerais, o corpo ressurreto do crente será semelhante ao corpo ressurreto de Nosso Senhor (Rm 8.29; 1Co 15.20,42-44,49; Fp 3.20,21; 1Jo 3.2). Mais especificamente, o corpo ressurreto será:
(a) um corpo que terá continuidade e identidade com o corpo atual e que, portanto, será reconhecível (Lc 16.19-31);
(b) um corpo transformado em corpo celestial, apropriado para o novo céu e a nova terra (15.42-44,47,48; Ap 21.1);
(c) um corpo imperecível, não sujeito à deterioração e à morte (15.42);
(d) um corpo glorificado, como o de CRISTO (15.43; Fp 3.20,21);
(e) um corpo poderoso, não sujeito às enfermidades, nem à fraqueza (15.43);
(f) um corpo espiritual (i.e., não natural, mas sobrenatural), não limitado pelas leis da natureza (Lc 24.31; Jo 20.19; 1Co 15.44);
(g) um corpo capaz de comer e beber (Lc 14.15; 22.16-18,30; 24.43; At 10.41).
(5) Quando os crentes receberem seu novo corpo se revestirão da imortalidade (15.53). As Escrituras indicam pelo menos três propósitos nisso:
(a) para que os crentes venham a ser tudo quanto DEUS pretendeu para o ser humano, quando o criou (cf. 2.9);
(b) para que os crentes venham a conhecer a DEUS de modo completo, conforme Ele quer que eles o conheçam (Jo 17.3);
(c) a fim de que DEUS expresse o seu amor aos seus filhos, conforme Ele deseja (Jo 3.16; Ef 2.7; 1Jo 4.8-16).
(6) Os fiéis que estiverem vivos na volta de CRISTO, para buscar os seus, experimentarão a mesma transformação dos que morrerem em CRISTO antes do dia da ressurreição deles (15.51-54). Receberão novos corpos, idênticos aos dos ressurretos nesse momento da volta de CRISTO. Nunca mais experimentarão a morte física.
(7) JESUS fala de uma ressurreição da vida, para o crente, e de uma ressurreição de juízo, para o ímpio (Jo 5.28,29).
 
Faça a seus alunos a seguinte pergunta: Como será o corpo da ressurreição?
Diante do estudo logo acima (A RESSURREIÇÃO DO CORPO), coloque as respostas no quadro e explique-as com todo cuidado.
   
Exercício:
Como será o corpo da ressurreição?
Respostas corretas são:
a) Visível (Lc 24.39); 
b) Incorruptível (1 Co 15.42,54);
c) Palpável (Jo 20.27);
d) Vivificado (Rm 8.11).
    
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Teológico - "A ressurreição"
A ressurreição de JESUS como um evento real e histórico tem sido a pedra de esquina do cristianismo através dos séculos. O fato de que isso é crido por inúmeras pessoas por uma sucessão ininterrupta de gerações, tem dado pouca oportunidade para o surgimento de repentinos "mitos de JESUS" ou lendas. Além disso, sempre podemos comparar a crença moderna com milhares de escritos antigos do Novo Testamento, e com escritos não-cristãos, para verificar a coerência de vários relatos e garantir a exatidão histórica na doutrina e nas crenças. Diferente de outras religiões, o cristianismo é baseado em fatos históricos. Ele não é uma filosofia ilusória. Se a ressurreição de JESUS nunca tivesse acontecido, não haveria absolutamente nenhuma base para a igreja cristã. Ela não existiria. Como vimos, há uma história contínua da igreja sem interrupção. Podemos voltar ao passado recorrendo aos documentos mais antigos da igreja (primeiros manuscritos do Novo Testamento) e encontrar o dogma essencial da igreja, que permanece o mesmo. Os muitos mártires da fé cristã morreram todos por essencialmente uma coisa - defender o fato histórico de que JESUS CRISTO ressuscitou dos mortos. Os inimigos da igreja esperavam que a execução dos líderes da igreja fizesse a expansão do cristianismo cessar. Em vez disso, aumentou a determinação dos cristãos e fornece evidências pungentes da historicidade da ressurreição de JESUS às gerações posteriores." (MUNCASTER, R. O. Examine as evidências. RJ: CPAD, 2007, pp. 409-10.)
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996.
MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas bíblicas. RJ: CPAD, 1995.
SAIBA MAIS Revista Ensinador Cristão, CPAD.
 
APLICAÇÃO PESSOAL
A Bíblia declara que seremos como JESUS quando o virmos por ocasião de sua vinda (1 Jo 3.2). Nossos corpos serão gloriosos e dotados de esplendor e beleza; serão corpos poderosos e apropriados às regiões celestiais. Essa mudança será repentina e sobrenatural. Isto acontecerá ao soar da última trombeta. Então, encontrar-nos-emos com o Senhor nos ares; e, com Ele estaremos para sempre (1 Ts 4.17).
Não são poucos os que, amedrontados com as guerras e a poluição ambiental, dizem que já não nos resta qualquer esperança. Mas DEUS não permitirá que as circunstâncias lhe prejudiquem os planos, nem que lhe frustrem os decretos. O certo é que JESUS voltará, e porá fim à corrupção, à miséria e às artimanhas. Ele instaurará o seu reino glorioso.
 
Se Judas havia morrido, e Matias, seu substituto, ainda não havia sido empossado, como JESUS poderia ter aparecido aos doze apóstolos?
Texto-base: 
“E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze” (1Co 15.5).
Analisando os eventos da aparição de JESUS após sua ressurreição, encontramos a informação, do apóstolo Paulo, de que JESUS apareceu aos doze apóstolos logo ao deixar a tumba. A dúvida gerada é: se Judas havia morrido e Matias ocupou seu lugar tempos depois, JESUS não deveria ter aparecido somente para onze discípulos? Por que Paulo citou doze ao escrever aos crentes de Corinto? Isso não afeta e denigre a inspiração da Bíblia e a crença na ressurreição de JESUS?
Primeiramente, “é um erro comum, não raramente feito pelos cristãos, mas também pelos não cristãos, pensar que a ressurreição de CRISTO é crida pela Igreja cristã com base na inspiração da Bíblia, colocando-se, assim, em primeiro lugar, a crença na inspiração e, depois, como resultado dela, a crença na ressurreição [...] A crença na ressurreição de CRISTO existia durante quase uma geração antes de serem escritos os primeiros documentos do Novo Testamento [...] Por ser esta a ordem histórica, é também a ordem lógica”. Ou seja, a ressurreição é verdadeira por si só, pelas testemunhas oculares, pelas inúmeras provas históricas e, para os cristãos da Igreja primitiva, isso não dependia do fato de a Bíblia ser inspirada ou não. As Escrituras trataram apenas de documentar esse evento. 
Em segundo lugar, os opositores da Bíblia e da ressurreição de JESUS vão dizer que são poucos e contraditórios os argumentos cristãos que defendem esse acontecimento sobrenatural. Mas isso não condiz com a verdade. Devido à prolixidade do assunto, não serão debatidas, neste espaço, as provas da ressurreição, mas somente a aparição de JESUS “aos doze”.
Os cristãos não têm apenas parcos argumentos da ressurreição de CRISTO, como dizem os opositores. Não são apenas dois ou três argumentos a favor, mas inúmeros. Ao longo do tempo, todas as dúvidas postas pelos críticos foram respondidas com muito requinte pelos teólogos e apologistas. Basta pesquisar em bons livros de teologia e apologética, por exemplo, que as defesas elaboradas são muitas e totalmente convincentes. A verdade é uma só, como sempre ocorre: as críticas são fundamentadas em pressupostos “viciados”. Se o crítico partir para uma análise partidária de qualquer disciplina cristã, de forma tendenciosa, prevendo um final que lhe interessa, tentando tão-somente “desmascarar” os pontos imprescindíveis da fé, sua análise não será verdadeiramente séria e, no fundo, inclinará aos seus interesses particulares. 
Em terceiro lugar, a negação da ressurreição de CRISTO coaduna melhor com os ideais filosóficos e materialistas dos céticos. O próprio JESUS alertou sobre o fato de que muitas pessoas preferem viver à margem da verdade ética, moral, religiosa, porque seus hábitos não são condizentes com os princípios estabelecidos por Ele e pelo evangelho (Jô 3.19-24). Todavia, isso não significa que todos os intelectuais não-cristãos são céticos quanto à ressurreição ou que não há possibilidade de admiti-la sob hipótese alguma. 
Em quarto lugar, não há contradições nos relatos bíblicos das aparições de JESUS aos seus apóstolos e seguidores. A sequência das aparições é a que segue: 
 

APARIÇÃO DE JESUS RESSURRETO

REFERÊNCIAS BÍBLICAS

1) A Maria Madalena

Marcos 16.9

2) Às mulheres que retornavam da tumba

Mateus 28.8-10

3) A Pedro, em Jerusalém

Lucas 24.34

4) Aos dois discípulos que iam para Emaús

Marcos 16.12 e Lucas 24.13-32

5) Aos dez discípulos

João 20.19-25

6) Aos onze discípulos

João 20.26-29

7) Aos sete discípulos junto ao Mar da Galileia

João 21

8) A mais de 500 pessoas

1Coríntios 15.6

9) A Tiago

1Coríntios 15.7

10) Aos onze discípulos em um monte da Galileia

Mateus 28.16

11) No Monte das Oliveiras, em Betânia

Lucas 24.50-53

12) Ao apóstolo Paulo no caminho para Damasco

Atos 9.3-6 e 1Coríntios 15.8


O apóstolo Paulo menciona poucas pessoas e situa Pedro em primeiro lugar. Isso, no entanto, tem uma explicação: “Paulo não deu uma lista completa, mas somente a que tinha importância para o seu propósito. Desde que apenas o testemunho de homens era considerado legal ou oficial no primeiro século, é compreensível que o apóstolo não tenha listado mulheres na defesa que ele fez da ressurreição”. 
Em último lugar, tanto Paulo (1Co 15.5) quanto Marcos (Mc 16.14; Jo 20.19-25) redigiram números cheios naturalmente, pois utilizavam o termo no sentido coletivo, tendo em mente o colegiado apostólico e não um número definido de pessoas. “A expressão, ‘os doze’, entretanto, era usada como termo genérico para se referir aos apóstolos originais de CRISTO, designando seu ofício apostólico e não seu número exato”. 
 
Afinal, o testemunho de JESUS é verdadeiro ou não?
Textos-base: 
“Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro” (Jo 5.31).
“Respondeu JESUS, e disse-lhes: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro” (Jo 8.14).
Diante desses dois textos que aparentam contrariedade, devemos perguntar: 
• O testemunho de JESUS só pode ser validado por outro homem? 
• O testemunho a respeito de si próprio é válido? 
• Por que precisava de outros testemunhos?
Para responder à primeira e à terceira pergunta, temos de ser sinceros e aceitar que realmente alguém só deveria ser acreditado se pudesse provar, por testemunhas, suas reivindicações. Se alguém testemunhasse de si mesmo às autoridades rabínicas, diante de um tribunal, seu testemunho não seria considerado válido. Ora, esse não é o procedimento normal, até mesmo na sociedade contemporânea, alguém apelar para a justiça dos homens quando seu caso é julgado diante de um juiz? Isto é, de alguma forma, JESUS necessitava de algum tipo de testemunho a seu respeito para que provasse sua messianidade, por exemplo. JESUS não precisava testemunhar de si próprio que Ele era o Messias tão esperado pelos judeus, mas, para que os judeus acreditassem nele, outras pessoas deveriam dar testemunho a seu respeito. Para isso, JESUS contava com testemunhas externas. E teve essa prova em diversas ocasiões. Em resumo: seus milagres foram vistos por inúmeras pessoas. João Batista deu testemunho a seu respeito (Jo 1.7,15,19). E o próprio DEUS deu testemunho de JESUS em dois episódios: no batismo e no momento da transfiguração (Mt 3.16,17; 17.5). 
É relevante atentar para a história do povo hebreu. A vinda de um Messias, salvador e libertador, era um pensamento normal na cultura judaica. O povo judeu, por diversas vezes, esteve sob jugos estrangeiros: egípcios, babilônicos, persas, gregos, sírios, romanos, entre outros. Na época dos juízes, ainda que as pressões sobreviessem dos povos semitas, alguns “parentes” dos judeus, DEUS levantava juízes que, na verdade, eram libertadores do domínio inimigo. Não foram poucos os anos passados em terras distantes, estranhas e em situações adversas. Por isso, o assunto sobre a vinda de um Messias enchia de esperança o povo judeu. Chegando o tempo proposto por DEUS o Messias veio, porém, os judeus estavam equivocados quanto às suas atribuições. 
Em João 1.41, o discípulo André disse a seu irmão Simão Pedro: “Achamos o Messias (que, traduzido, é o CRISTO)”. Filipe disse a Natanael: “Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: JESUS de Nazaré, filho de José” (Jo 1.45). Ao dialogar com JESUS, a mulher samaritana disse: “Eu sei que o Messias (que se chama o CRISTO) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo” (Jo 4.25). Ao que JESUS, prontamente, respondeu: “Eu o sou, eu que falo contigo” (Jo 4.26). Daí em diante, a mulher passa a testemunhar de JESUS. “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o CRISTO? Saíram, pois, da cidade, e foram ter com ele. E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito” (Jo 4.29,30,39). 
Esses exemplos provam que as pessoas têm necessidade de testemunhar sobre JESUS. Ou seja, Ele não precisava falar de si próprio que era o Messias prometido no Antigo Testamento. Os testemunhos a respeito de JESUS procederam de pessoas simples, sinceras, e eram testemunhos verdadeiros (se bem que não de todos). A questão do “testemunho de JESUS não ser verdadeiro” deve ser entendida no sentido de que “palavras sem a necessária confirmação de santidade e poder não convencem. Os judeus, baseados nos seus preconceitos, atribuíram maldade a JESUS. E JESUS, por sua vez, defendendo suas reivindicações messiânicas, apela para a regra bíblica que exigia duas testemunhas (Nm 35.30; Dt 17.6)”. 
Em suma, a resposta à segunda pergunta (O testemunho a respeito de si próprio é válido?) é afirmativa: SIM! JESUS não era somente o Messias prometido, mas também DEUS encarnado. Sendo assim, apenas o testemunho humano não é pleno. Ora, JESUS falava com propriedade do que já havia experimentado na eternidade. Ao orar ao DEUS Pai, disse: “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo 17.5). Para Nicodemos, asseverou: “Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu” (Jo 3.13). 
O texto de João 8 sugere que a discussão tinha a ver com o perdão de JESUS outorgado à mulher pecadora. Quando JESUS diz “quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”, obviamente está se referindo a algo muito maior do que ter o messianismo endossado pelos judeus. Fala de algo espiritual, místico, metafísico e, neste sentido, Ele não precisa do endosso de um ser humano. Tanto é assim que os fariseus disseram a JESUS: “Tu testificas de ti mesmo; o teu testemunho não é verdadeiro”. Ao que JESUS rebateu: “Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou” (Jo 8.13,14).
Pelo fato de JESUS ser o Emanuel (DEUS conosco), não necessita de provas humanas. JESUS, como todo bom judeu, conhecia bem as normas e os regimentos prescritos aos judeus e, logicamente, como em outros casos muito mais complexos, não os violaria. Contudo, no caso em questão, CRISTO não falava como um simples judeu, mas, sim, como o Soberano do Universo, por isso não precisava de testemunhos. Até porque, os inquiridores de JESUS não estavam aptos a testemunharem a respeito dele, e muito menos a aceitarem seu próprio testemunho.
Norman Geisler arremata: “O testemunho de JESUS não era verdadeiro: oficialmente, legalmente e para os judeus, mas era verdadeiro “factualmente, pessoalmente e em si mesmo”. JESUS tinha os testemunhos completos: das pessoas alcançadas por Ele, de, até mesmo, alguns de seus inimigos e dele próprio.
 
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Teológico
"A ressurreição de CRISTO
Era o tema central da pregação da Igreja Primitiva. Devemos tê-la também como o centro de nossa mensagem, porquanto ela é a garantia de nossa própria ressurreição. A ressurreição de CRISTO é a base de nossa fé e esperança. Uma das grandes afirmações do Novo Testamento encontra-se nestas palavras de JESUS: '... porque eu vivo, e vós vivereis' (Jo 14.19). Paulo classifica a ressurreição de mistério; algo que não havia sido revelado nos tempos do Antigo Testamento, mas que agora é-nos descoberto: 'Eis aqui vos digo um mistério' (1 Co 15.51-54). Tal como o corpo de JESUS, o corpo ressurreto, do qual Ele é a vida animadora, não será nem este corpo mortal que hoje possuímos, nem o espírito desencarnado, mas um corpo espiritual. Um corpo real e espiritual".
 
APLICAÇÃO PESSOAL
Receberemos do Senhor um corpo glorioso. A lei da gravidade não é mais forte do que nosso novo tabernáculo. Subiremos às nuvens para nos encontrar com o Senhor. Tudo o mais ficará preso à temporalidade e a gravidade deste mundo. Mas os salvos, juntos do Senhor, descansarão de sua militância; de nossas agruras terrenas não nos lembraremos mais (2 Co 5.1,2). Tudo será passado, e a única coisa importante será a eternidade que passaremos com o Senhor. Nossos corpos mortais serão revestidos de imortalidade. Nossos corpos naturais revestir-se-ão de espiritualidade. Não sentiremos mais cansaços físicos, pois nossos novos corpos não se enfadam. Não sofreremos mais as longas primaveras da vida, pois seremos revestidos de glória, jamais envelheceremos. O "mortal", diz Paulo, será "absorvido pela vida" (2 Co 5.1-4). Maranata!
 
A RESSURREIÇÃO DE JESUS
É com muita alegria que estamos estudando este precioso assunto.
Certamente as doutrinas da divindade e da ressurreição do Senhor JESUS são as mais odiadas e hostilizadas por Satanás. O Evangelho que proclamamos não finda no Monte Calvário. Ele passa pelo túmulo vazio, desponta no cenáculo e segue a trajetória celestial. Se CRISTO não houvesse ressuscitado seria vã a nossa fé e nulo o nosso testemunho. 
  
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A RESSURREIÇÃO DE JESUS
O milagre da Páscoa é o âmago da fé e da mensagem cristã. A ressurreição e a cruz são os temas principais do livro de Atos e das Epístolas. Em seu discurso no dia de Pentecostes (At 2.24), Pedro fala daquele “ao qual DEUS ressuscitou, soltas as ânsias da morte”. Esta frase ou alguma expressão equivalente ocorre por diversas vezes em Atos (At 3.15; 4.10; 5.30; 10.40; 13.23,30,37; 26.8) e da mesma maneira nas Epístolas de Paulo (Rm 8.11; 10.9; 1 Co 6.14; 15.15; 2 Co 1.9; 4.14; Gl 1.1; Ef 1.20; 1 Ts 1.10; cf. 1 Pe 1.21). A morte expiatória de CRISTO e a sepultura vazia são mencionadas juntas por nosso Senhor no que pode ser chamado de um complexo de redenção. O Senhor associou as duas em seu ensino (Mt 16.21; 20.18,19; Mc 8.31; 9.31; 10.33,34; Lc 18.32,33; Jo 10.17,18), e o apóstolo Pedro faz o mesmo (1 Pe 1.2-4; 3.18ss.).
 
A TEOLOGIA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO
A ressurreição é a prova miraculosa de que o Senhor JESUS CRISTO fez a expiação pelo pecado (At 2.24,38; 13.37,38; Rm 1.4), e venceu a morte (2 Tm 1.10; Ap 1.18). Através dela, ele foi declarado como sendo o Senhor e CRISTO (At 2.32-36) e o Filho de DEUS com poder (Rm 1.4; Fp 2.6-11; cf. At 13.33). Como o primogênito dentre os mortos, ele foi declarado o Cabeça da Igreja e o Soberano do universo (Cl 1.16-18; Ef 1.19-23; cf. Hb 1.3). Ele mesmo é a ressurreição, aquele que concede a vida eterna (Jo 11.25). Quando ressuscitou dos mortos e subiu às alturas, Ele enviou o ESPÍRITO SANTO (At 2.33,38; cf. Jo 15.26; 16.7).

E o Senhor ressurrecto que, como nosso Sumo Sacerdote, apresentou o seu sangue sacrificial a DEUS, o Pai (Hb 10.19-22; cf. 8.3; 10.10-14), agora intercede por nós (Rm 8.34; 1 Jo 2.1), e é habilitado e ordenado para tirar os selos dos juízos no fim dos tempos (Ap 5.1-7) e ser o juiz final do homem (Jo 5.21,22; At 10.42; 17.31).
Soteriologia da ressurreição. Para que o pecado do homem seja expiado, deve haver uma vida perfeita de justiça, vivida em completa obediência à santa lei de DEUS, para ser oferecida “sem mácula”; CRISTO realizou esta importante obra através de sua vida (Rm 5.19; 10.4; Hb 4.15; 5.8,9). Também deve haver uma expiação satisfatória para os pecados do homem e a lei infringida que exige a pena de morte (Rm 6.23), e isto Ele proveu submetendo-se à morte como o nosso substituto. DEUS mostrou sua absoluta satisfação com a obediência ativa e passiva de CRISTO, ressuscitando o seu Pilho dos mortos, e assim atestando que sua obra que visava alcançar a nossa justificação foi aprovada e aceita (Rm 4.25).
Escatologia da ressurreição. A ressurreição revela a vitória completa e final sobre a morte e o pecado, e sobre os seus efeitos no homem e na criação. Pelo fato de CRISTO ter ressuscitado, os crentes também ressuscitarão em corpos transformados (1 Co 15). Por meio deste mesmo fato, a natureza também será libertada da maldição. Esta é a explicação da ressurreição do crente ou a manifestação dos filhos de DEUS através da “redenção do nosso corpo”, e a remoção da “servidão da corrupção’’ na segunda vinda de CRISTO serem mencionados como ocorrendo simultaneamente em Romanos 8.1823־ (cf. Is 11.6- 12; 65.25; Zc 14.5).
 
Negações da Ressurreição
Têm sido sugeridas várias teorias que negam a ressurreição corpórea de CRISTO.
Teoria da fraude. Seus discípulos roubaram o seu corpo da sepultura e o esconderam em algum lugar. Esta opinião falha em explicar como os supostos covardes tornaram-se homens corajosos da noite para o dia, e também ignoram o fato da presença da guarda romana. Esta teoria presume que a mentira dos soldados deva ser aceita ao invés do testemunho dos crentes em CRISTO. Uma variação desta opinião é que os inimigos de CRISTO roubaram o corpo e o esconderam. Por que, então, eles não usaram isto mais tarde para refutar as alegações dos discípulos de que o Senhor havia ressuscitado?
Teoria da alucinação. Os discípulos apenas pensaram ter visto JESUS. Esta teoria falha em levar em conta o fato de que eles sentiram suas mãos e seus pés, falaram com ele, e comeram com ele e ele com eles (Lc 24.42,43). Uma variação disto é a teoria da razão histórica de Richard Niebuhr, de que os discípulos tinham uma lembrança histórica tão vivida de CRISTO, que pensavam e falavam dEle como se Ele estivesse vivo. Esta opinião falha pelas mesmas razões que as da teoria da alucinação. Além disso, como na teoria anterior, ela deve negar a sepultura vazia.
Teoria da visão objetiva. DEUS concedeu aos seguidores de JESUS visões reais para lhes dar a certeza de que o ESPÍRITO de JESUS havia sobrevivido. Esta opinião, da mesma forma, não consegue levar em conta a sepultura vazia, nem o seu corpo tangível em suas aparições. Teoria do corpo espiritual transformado. A fim de tentar explicar como os lençóis foram deixados intactos e como o CRISTO ressurrecto passou através de uma porta fechada, alguns têm afirmado com base em uma interpretação errônea de 1 Coríntios 15.44 que JESUS ressuscitou com um corpo completamente ״espiritual”, completamente imaterial; porém Ele comeu na presença de seus discípulos.
Teoria do desmaio. CRISTO estava apenas desmaiado e seus discípulos o raptaram da sepultura e o reanimaram. Esta opinião envolve os discípulos em uma fraude. Enganadores não arriscariam a vida mais tarde por causas justas como fizeram os discípulos. Esta teoria falha em fazer justiça ao exame e pronunciamento dos soldados romanos de que JESUS estava morto. Isto é ainda mais aviltante para os fundadores da Igreja primitiva.
Teoria da sepultura errada. Kirsopp Lake sugere que as mulheres foram para a sepultura errada e encontraram um estranho, de quem elas fugiram. Esta é uma tentativa um tanto desesperada de explicar o fenômeno que Lake considera a priori impossível, isto é, o milagre de uma ressurreição. Esta teoria falha em explicar tanto a experiência dos soldados tomando conta da sepultura na qual JESUS estava sepultado, como o fato da sepultura da qual as mulheres fugiram estar vazia.
 
PROVAS DA RESSURREIÇÃO
A validade da ressurreição de CRISTO baseia- se na certeza da morte e sepultamento de JESUS e no selamento da sepultura, a pedra removida e a sepultura vazia, a condição ordenada dos lençóis, e no registro de dez diferentes aparições físicas do JESUS ressurrecto. As aparições são atestadas em seis relatos - em todos os quatro Evangelhos, em Atos e 1 Coríntios 15:
1.       A Maria Madalena (Jo 20.11-18).
2.       Às outras mulheres (Mt 28.9,10).
3.       A Pedro, em particular (1 Co 15,5; Lc 24.34).
4.       A Cleopas e seu companheiro na estrada para Emaús (Lc 24.13-35).
5.       A dez dos apóstolos em uma sala trancada (Jo 20.19-25; Lc 24.36-43).
6.       A Tomé e aos outros uma semana depois (Jo 20.26-29).
7.       A mais de 500 discípulos em uma ocasião (1 Co 15.6). E provável que este fato tenha ocorrido na Galileia, como cumprimento de Mateus 28.7,8 e Marcos 16.7. Esta pode ter sido a mesma ocasião em que o Senhor JESUS encarregou os seus seguidores da grande tarefa de evangelização (Mt 28.16-20).
8.       A Tiago, o irmão do Senhor (1 Co 15.7).
9.       A sete discípulos perto do Mar da Galileia (Jo 21.1-23).
10.     Aos apóstolos e talvez a outros em Jerusalém no momento de sua ascensão (Lc 24.50-52; Act 1.4-9).
Outras aparições como estas são mencionadas em Atos 1.3.
A ressurreição de CRISTO é historicamente atestada por: (1) o fato da súbita mudança na vida dos apóstolos - os 11 se comportaram de forma covarde na ocasião da crucificação, mas se comportaram como homens prontos a dar suas próprias vidas 50 dias depois no Pentecostes; (2) a descida do ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecostes, em cumprimento à promessa do Senhor JESUS (Jo 14.16; 15.26; 16.7; cf. 7.37-39; Act 2.32,33); (3) a mudança do dia de adoração do sábado judaico para o primeiro dia da semana, como um testemunho do dia em que CRISTO ressuscitou; (4) o súbito e espantoso crescimento da Igreja cristã; (5) a existência do NT, cuja mensagem depende da autenticidade da ressurreição.
A ressurreição corpórea de JESUS CRISTO é o acontecimento melhor atestado na história antiga. E como Merril) C. Tenney resume: “A ressurreição é relevante para a necessidade humana de propósito e segurança... O evento está fixado na história; a dinâmica é potente para toda a eternidade” (The Reality ofthe Ressurrectton, p. 19). R. A. K. Dicionário Bíblico Wycliffe – CPAD
 
A RESSURREIÇÃO DO CORPO
A ressurreição do corpo é uma ideia distintamente bíblica. Os gregos, e a filosofia grega em geral, tinham pouco respeito pelo corpo, considerando-o um estorvo, e ensinavam apenas a imortalidade da alma. A Bíblia vê o homem criado tanto com o corpo como com a alma, e, portanto, incompleto durante o estado intermediário até que receba o seu corpo ressurrecto. O NT acrescenta à mera ideia de uma ressurreição do corpo a revelação de que os cristãos terão um corpo glorificado como aquele que foi recebido pelo Senhor JESUS CRISTO (Fp 3.21; 1 Jo 3.2).
Ressurreição no AT. A doutrina de uma ressurreição corpórea é claramente ensinada no AT, particularmente em Jó (Jó 14.13-15; 19.23-27), nos Salmos (Sl 16.9-11; 49.14ss.), Isaías (Is 26.19) e Daniel (Dn 12.2). A existência consciente da alma entre a morte e a ressurreição também é claramente afirmada. O fato de ser falado mais da condição dos ímpios do que dos justos no estado intermediário não diminui o fato dos mortos permanecerem conscientes, mesmo estando os seus corpos na sepultura (Is 14.9-20; Ez 32.17-32).
O texto em Jó (Jó 14.14,15a) traz uma pergunta: “Morrendo o homem, porventura, tornará a viver? Todos os dias de meu combate esperaria, até que viesse a minha mudança. Chamar-me-ias, e eu te respondería...” No cap. 19, ele toca neste assunto novamente. Jó sabe que seu Redentor vive e que se levantará sobre a terra nos dias futuros, e ele tem a certeza de que, mesmo que os vermes destruam o seu corpo na sepultura, “em” sua carne e com seus próprios olhos verá a DEUS naquele grande dia (Jó 19.25-27). Alguns preferem a tradução “de minha carne” ao invés de “em minha carne”, baseando-se no termo heb. mibbesari (min, “de”; basar, “carne”; veja BDB. min, “o lugar do qual”, p. 579a). Tanto a LXX como Jerônimo apoiam a opinião de que Jó está se referindo à sua futura ressurreição.
O Salmo 16.9-11 traz a promessa: “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu SANTO veja corrupção". Aquilo que Pedro mostra em seu sermão no Pentecostes se aplica ao Davi Maior, CRISTO (A  t 2.25-31). Esta é a menção mais importante da ressurreição nos Salmos, embora ela seja citada ao menos no Salmo 49.14ss. Em Daniel 12.2, há uma profecia muito importante sobre a ressurreição. Uma tradução literal do heb. seria: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno”, e é justificada pelas palavras heb. rabbim miyyshere (veja JFB, que baseia tal tradução nos dados de Tregelles). A tradução “uns... e outros" é uma tradução melhor ao heb. ,elleh...relleh do que a expressão “alguns... alguns” da versão KJV em inglês. Esta passagem é muito importante, uma vez que, traduzida literalmente, ensina duas ressurreições; uma dos justos e uma segunda, dos ímpios, como encontramos em Apocalipse 20.4-6 (cf. Jo 5.28,29).
O profeta Zacarias prediz O cerco final de Jerusalém juntamente com o arrependimento de Israel na segunda vinda do Senhor, e escreve: “Virá o Senhor, meu DEUS, e todos os santos contigo”, mostrando que os crentes que morreram estão com o Senhor e voltarão para reinar com Ele na terra (Zc 14.5; cf. Ap 5.10). Alguns têm criticado o AT por sua falta de informação sobre a imortalidade da alma, e têm sugerido que mesmo o que é mencionado apareceu apenas bem tarde. Todas estas criticas são injustificadas. O NT também não entra em detalhes quanto ao estado da alma imediatamente após a morte, isto é, o estado intermediário. Tanto no AT como no NT, DEUS concentrou sua revelação na ressurreição e nas bênçãos do reino.
Ê difícil provar que a idéia da imortalidade aparece apenas mais tarde no AT. Muitos consideram Jó um livro muito antigo, e este livro é muito claro tanto sobre a imortalidade como sobre a ressurreição do corpo. Seja como for, os patriarcas criam em uma vida futura. Enoque nem sequer morreu, mas foi estar diretamente com DEUS (Gn 5.24; Hb 11.5). Abraão “esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é DEUS” (Hb 11.10). Todos os santos do AT aguardavam ansiosamente pelo reino (Hb 11.13-16; cf. Lc 13.28,29) desde os dias da aliança com Abraão, não só para os seus descendentes distantes mas também para si mesmos.
Ressurreição no NT. No NT, o termo gr. anastasis refere-se à ressurreição do corpo morto à vida. Somente em Lucas 2.34 a palavra é traduzida de outra forma, e mesmo ali o termo ressurreição pode ser a tradução correta. Isto não tem de ser um ajuntamento de parte por parte ou a restituição do antigo corpo de carne, uma vez que o corpo da ressurreição é um corpo com qualidades completamente diferentes do antigo corpo, mas significa a constituição de nm corpo como aquele que foi recebido pelo Senhor JESUS CRISTO (Fp 3.21), e apropriado para o estado eterno da alma.
O NT claramente ensina uma ordem ou série na ressurreição. Paulo revela em 1 Coríntios 15.20-24 que deve ser “cada um por sua ordem. CRISTO, as primícias; depois, os que são de CRISTO, na sua vinda. Depois, virá o fim”. Isto concorda com o que o próprio Senhor JESUS CRISTO havia dito em João 5.28ss.: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação”. Daniel, como já visto, indica duas ressurreições, e Apocalipse 20.4-6 fala de uma primeira ressurreição dos santos como distinta de uma segunda, a dos “outros mortos” ou a do “restante” dos mortos, os perdidos, e diz que a segunda está separada da primeira por mil anos. Em 1 Tessalonicenses 4.16,17 são apenas os mortos em CRISTO que são ressuscitados em sua vinda, e estes são imediatamente levados, arrebatados, ao céu (cf. a advertência de CRISTO para estarmos prontos para o arrebatamento em Mateus 24.40-44; Marcos 13.28,29; Lucas 21.29-31).
O CORPO DA RESSURREIÇÃO.
É revelado que o crente será como o seu Senhor (Fp 3.21; 1 Jo 3.2), tendo um corpo tangível “como o seu corpo glorioso”. A identidade será retida entre o corpo mortal e o novo corpo da ressurreição, embora este não necessite de uma reconstituição dos mesmos átomos. Mesmo nesta vida, as matérias do corpo mudam constantemente. Elas são inteiramente substituídas de um modo progressivo dentro de um período de alguns anos.
O Senhor JESUS CRISTO ressuscitou no corpo tio qual havia sofrido, deixando um túmulo vazio. Seu novo corpo tinha “carne e ossos”, mas embora Ele tenha sido absolutamente reconhecido, suas qualidades estavam gloriosamente mudadas. O novo corpo do crente não deverá ter “carne e sangue”, pois esta é a natureza de seu corpo mortal. Ele será como os anjos que não se casam nem se dão em casamento (Mt 22.29,30). Este novo corpo é descrito em 1 Coríntios 15.35-50.
Implicações espirituais e morais. O homem é uma criatura composta por uma parte material (o corpo) e uma parte espiritual (a alma e o espírito). Ele faz parte de uma raça. Por ser assim, ele pode conhecer a supremacia do primeiro Adão na qual ele caiu e se perdeu, e pode participar dos benefícios da supremacia do último Adão, JESUS CRISTO, e ser salvo. “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em CRISTO” (1 Co 15,22). CRISTO não redimiu somente a alma, mas também o corpo, como ficou provado na ressurreição de seu próprio corpo.
O corpo do crente é o Templo do ESPÍRITO SANTO e deve ser mantido puro (1 Co 6.19,20). Ele será finalmente transformado de uma forma miraculosa para se adaptar às necessidades eternas dos filhos de DEUS. Por causa da importante função do corpo, não se deve desprezá-lo nem destruí-lo através de uma vida devassa.
R. A. K. Dicionário Bíblico Wycliffe – CPAD
  
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Escrita Lição 12, CPAD, Do julgamento à ressurreição, 2Tr25, 2Tr25, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
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ESBOÇO DA LIÇÃO
A RESSURREIÇÃO DE JESUS
1. O Túmulo Vazio
2. A Ressurreição como base da Fé Cristã
3. O CRISTO Ressurreto quebra a incredulidade
  
Na cruz, JESUS triunfou sobre o pecado; na Ressurreição, conquistou a vitória sobre a Morte.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 20.6-10
6 - Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis
7 - e que o lençol que tinha estado sobre a sua cabeça não estava com os lençóis, mas enrolado, num lugar à parte.
8 - Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
9 - Porque ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos mortos.
10 - Tornaram, pois, os discípulos para casa.
  
A RESSURREIÇÃO DE JESUS
1. O Túmulo Vazio
Na manhã do primeiro dia da semana (domingo), ocorreu um terremoto na área do sepulcro, e um anjo de DEUS deslocou a pedra, sentando-se sobre ela (Mt 28.2). Foi nesse instante que JESUS ressuscitou do lugar onde o seu corpo se encontrava. O túmulo ficou vazio, servindo como uma evidência clara da ressurreição de JESUS dentre os mortos. No Evangelho de João, é relatado que, após o sábado judaico, Maria Madalena dirigiu-se ao sepulcro (Jo 20.1), acompanhada por Maria, mãe de Tiago, e Salomé (Mc 16.1-3), com a intenção de ungir o corpo de JESUS. Ao chegarem lá, a pedra já tinha sido retirada (Mc 16.4) e ao entrarem no sepulcro escavado na rocha, não encontraram o corpo de JESUS. O túmulo estava vazio.
 
“Ao chegarem lá, a pedra já tinha sido retirada (Mc 16.4) e ao entrarem no sepulcro escavado na rocha, não encontraram o corpo de JESUS. O túmulo estava vazio.”
 
2. A Ressurreição como base da Fé Cristã       
Em sua abordagem sobre a importância da Ressurreição, o apóstolo Paulo dirigiu-se aos coríntios afirmando que “CRISTO ressuscitou dos mortos” e que, se essa afirmação não fosse verdadeira, a nossa fé e a nossa mensagem seriam inúteis (1 Co 15.12-14). Existem pelo menos duas razões para crermos na ressurreição do Senhor. A primeira baseia-se nas palavras de JESUS que afirmara ser necessário que Ele ressuscitasse dentre os mortos (Jo 20.9). A segunda razão é o fato de Pedro e João terem verificado que JESUS já não estava no sepulcro quando souberam do túmulo vazio (20.6-7). No entanto, quando Maria Madalena olhou novamente para dentro do túmulo e viu dois anjos de DEUS que lhe asseguraram que JESUS estava vivo, ela não conseguiu imaginar que seria a primeira pessoa a contemplar JESUS de forma gloriosa (Jo 20.11-17). Ele a instruiu para comunicar aos discípulos que Ele estava vivo e que brevemente teriam a oportunidade de vê-lo também (20.18,19).
 
3. O CRISTO Ressurreto quebra a incredulidade
Apesar do receio e da incredulidade de alguns dos discípulos, mesmo após ouvirem o testemunho de Pedro e João, e em especial, de Maria Madalena, que viu JESUS e falou com Ele pessoalmente, JESUS apareceu entre os discípulos no primeiro dia da semana. Ele surgiu no meio deles e disse: “Paz seja convosco!” (Jo 20.19). Em outras ocasiões, nosso Senhor também se manifestou aos discípulos antes da sua ascensão ao céu (Jo 21.1,2). A Pedro e a alguns outros que o seguiam, JESUS revelou-se novamente e realizou o milagre da pesca abundante (Jo 21.3-11), uma prova do poder do CRISTO ressuscitado. Seria impossível permanecer incrédulo depois de testemunhar o CRISTO que venceu a morte.
 
SINÓPSE III - A Ressurreição de JESUS, evidenciada pelo túmulo vazio, é a base da fé cristã e transforma a incredulidade em convicção.
 
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO - RESSURREIÇÃO
“O capítulo 20 é o clímax do Evangelho. Quatro das cinco seções neste capítulo contêm estados semelhantes para os discípulos. Cada seção começa com um estado de medo e/ou dúvida (i.e., fé fraca) e termina com alegria e fé fortalecida. As aparições pós-ressurreição fazem com que a fé vivifique. No capítulo 20, todas estas aparições acontecem em Jerusalém. 
[...] A crença vem com esta compreensão da ressurreição. A ressurreição é a base da fé cristã. Paulo em 1 Coríntios 15 também confirma este fato concernente à fundação do cristianismo. Agora a fé pode vir à existência. Sua meta está no lugar certo. Esta é a razão das pessoas não serem salvas à parte de JESUS e sua ressurreição.
É essencial que os dois apóstolos mais importantes vejam o sepulcro vazio, e que sua fé se complete, depois de ter começado em João 2.11. Este é o testemunho apostólico. Contudo João comenta que eles ainda não entendem a Escritura; em outras palavras, algo está faltando, se bem que eles passaram do medo para a fé. No Novo Testamento, o fator mais importante que o sepulcro vazio é as aparições pós-ressurreição” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, pp.605,06).
 CONCLUSÃO
A Ressurreição do Senhor JESUS é o evento mais significativo do Novo Testamento. Este acontecimento concretiza a nossa esperança na Ressurreição do Corpo, tal como está expresso no Credo Apostólico, um importante documento da tradição cristã: “Creio na ressurreição da carne”. Assim, à luz deste fato, somos encorajados a manter a nossa fé, pois depositamos a nossa esperança naquEle que triunfou sobre a morte de forma definitiva.
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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA DO 4º TRIMESTRE DE 2026
Escrita Lição 7, BETEL, A esperança da ressurreição e o juízo eterno, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
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ESBOÇO DA LIÇÃO
LIÇÃO 7, BETEL, A ESPERANÇA DA RESSURREIÇÃO E O JUÍZO ETERNO
1- A RESSURREIÇÃO NO AT E NO NT
1.1. A ressurreição no AT.
1.2. A ressurreição no NT.
1.3. A ordem cronológica da ressurreição.
2- A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO
2.1. A importância da ressurreição para o cristianismo.
2.2. Se CRISTO não ressuscitou é vã a nossa fé.
2.3. O poder da Ressurreição de CRISTO.
3- A PRIMEIRA E A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
3.1 A primeira ressurreição.
3.2. A segunda ressurreição.
3.3. A ordem cronológica das ressurreições.
 
TEXTO ÁUREO
“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Daniel 12.2
 
VERDADE APLICADA
A ressurreição de CRISTO é a garantia de que a esperança cristã não se limita ao nosso viver nesta terra.
 
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Compreender as duas ressurreições
Destacar a Ressurreição de CRISTO
Identificar a ordem desseS acontecimentos
Destacar a Ressurreição de CRISTO
Identificar a ordem desseS acontecimentos
Destacar a Ressurreição de CRISTO
Identificar a ordem desseS acontecimentos
 
TEXTO REFERÊNCIAS - 1 CORÍNTIOS 15.16-18, 20, 22-23
16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também CRISTO não ressuscitou.
17 E, se CRISTO não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 E também os que dormiram em CRISTO estão perdidos. 20 Mas agora CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. 22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em CRISTO. 23 Mas cada um por sua ordem: CRISTO as primícias; depois, os que são de CRISTO, na sua vinda.
 
LEITURA COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Sl 16.10 Vitória sobre a morte
TERÇA | Fp 3.11 Esperança da ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição

TERÇA | Fp 3.11 Esperança da ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição
TERÇA | Fp 3.11 Esperança da ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição
HINOS SUGERIDOS: 126,459,469
MOTIVO DE ORAÇÃO: Ore para que a Igreja permaneça firme na esperança da ressurreição.
 
INTRODUÇÃO
A Bíblia é clara acerca das duas ressurreições: uma destinada aos justos; e outra, aos injustos. JESUS falou da ressurreição para a vida e da ressurreição para a condenação (Jo 5.28,29). A luz das Escrituras, compreendemos que esses acontecimentos ocorreram em momentos distintos do plano divino (1Co 15.51-52; Ap 20.4-6,11-15). Nesta lição, observamos os principais aspectos desses fatos e a esperança reservada aos que pertencem a CRISTO.
 
1- A RESSURREIÇÃO NO AT E NO NT
A revelação acerca da ressurreição tornou-se progressivamente mais clara ao longo das Escrituras. O Antigo Testamento estabelece seus fundamentos, enquanto o Novo Testamento apresenta CRISTO como as primícias e esclarece a ordem dos acontecimentos futuros (Dn 12.2; Jo 5.28,29; 1Co 15.20-23).
 
1.1. A ressurreição no AT   
O AT apresenta a esperança da ressurreição e o poder de DEUS sobre a morte. Abraão creu que DEUS poderia ressuscitar Isaque (Gn 22.5; Hb 11.17-19); Jó afirmou que veria o Redentor (Jó 19.25-27); e s salmistas confiaram no livramento da sepultura (SI 16.10; 49.15). Também Isaías anunciou a destruição da morte e a ressurreição dos mortos (Is 25.8; 26.19), enquanto. Daniel revelou destinos distintos para justos e injustos (Dn 12.2). No NT, essa revelação é ampliada para a ressurreição dos salvos e a ressurreição para o juízo (Jo 5.28,29; lCo 15.20-23; Ap 20.4-6,11-15).
 
William Barros (Editora Betel, 2022) destaca que a revelação bíblica é progressiva: “Daniel recebeu anúncios breves sobre os acontecimentos futuros, enquanto o Apocalipse apresenta detalhes que ampliam sua compreensão. Do mesmo modo, o Antigo Testamento anuncia a esperança da ressurreição, e o Novo Testamento esclarece sua ordem e seus diferentes momentos. Assim, ambos se completam e confirmam o poder soberano de DEUS sobre a morte (Dn 12.2; Jo 5.28,29; Ap 20.4-6)”.
 
1.2. A ressurreição no NT   
No NT, o ensinamento da ressurreição é apresentado com maior clareza. A expressão ek nekrõn, “dentre os mortos”, aparece em passagens que tratam da esperança daqueles que pertencem ao Senhor (Me 12.25; Lc 20.35,36; At 4.1,2; Fp 3.10,11). JESUS falou sobre dois tipos de ressurreição: para a vida e para a condenação (Jo 5.28,29). O Apóstolo Paulo afirmou que CRISTO ressuscitou como as primícias e, em Sua vinda, ressuscitarão os que Lhe pertencem (lCo 15.20-23). Os mortos em CRISTO ressuscitarão incorruptíveis, e os salvos vivos serão transformados (1Co 15.42-44, 51-54; 1 Ts 4.13-17). Essa ressurreição confirma a vitória de CRISTO sobre a morte e integra a primeira ressurreição anunciada nas Escrituras (Rm 6.4,5; 1Co 15.54-57; Ap 20.4-6).
 
César Roza de Melo destaca que a ressurreição dos salvos não será simples retorno às condições atuais da existência. O corpo ressuscitado será incorruptível, glorioso, poderoso e plenamente adequado à vida futura com DEUS (1Co 15.42-49). A redenção alcançará, assim, a totalidade da pessoa, cumprindo o propósito divino de restaurar aquilo que foi atingido pelo pecado.
 
1.3. A ordem cronológica da ressurreição   
O Apóstolo Paulo ensina que a ressurreição acontecerá segundo a ordem estabelecida por DEUS. CRISTO ressuscitou primeiro, como as primícias dos que dormem, garantindo a futura ressurreição dos que Lhe pertencem (1Co 15.20,23). O termo grego tagma, traduzido como “ordem”, indica uma sequência organizada no cumprimento do plano divino. No Arrebatamento, os mortos em CRISTO ressuscitarão primeiro, e os salvos que estiverem vivos serão transformados para encontrar o Senhor nos ares (1Ts 4.16,17; 1Co 15.51,52). As Escrituras asseguram ainda que os mártires que permanecerem fiéis a CRISTO durante a Grande Tribulação participarão da primeira ressurreição e reinarão com o Senhor durante o Milênio (Ap 20.4-6).
 
William Barros (2020): “Na ordem estabelecida por DEUS, CRISTO ressuscitou como as primícias, tornando-se a garantia da ressurreição daqueles que Lhe pertencem. Cada etapa desse plano acontecerá no tempo determinado pelo Senhor, sem falha e sem atraso. Essa verdade não foi revelada para alimentar especulações, mas para consolar a Igreja, fortalecer a fé e renovar a esperança na vitória final sobre a morte (1Co 15.20,23; lTs 4.16-18)”.
 
EU ENSINEI QUE: A Doutrina da Ressurreição é apresentada progressivamente às Escrituras, que revelam CRISTO como as primícias dos que Lhe pertencem.
 
2- A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO
A Ressurreição de CRISTO não é apenas um evento glorioso, mas o pilar que sustenta a fé cristã. Ela confirma, de maneira definitiva, que Sua Obra Redentora foi plenamente eficaz: o sacrifício na cruz não terminou em derrota, mas em triunfo. Sem a Ressurreição, nossa fé seria inútil; porém, porque Ele ressuscitou, temos a certeza da Salvação, da Vida Eterna e da vitória sobre a morte (lCo 15.14,17,20; Rm 4.25).
 
2.1. A importância da ressurreição para o cristianismo   
A Ressurreição de JESUS é uma verdade essencial da fé cristã. Ele anunciou que seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia, e tudo aconteceu conforme a Escritura (Mt 12.40; Me 8.31; Lc 24.6,7). Depois de ressuscitar, CRISTO apareceu aos discípulos e a muitas testemunhas, confirmando que verdadeiramente venceu a morte (At 1.3; 1Co 15.3-8). Sem a Sua Ressurreição, a pregação do Evangelho e a fé cristã não teriam fundamento. Porém, CRISTO ressuscitou dos mortos, confirmando Sua vitória, a eficácia de Sua Obra Redentora e a esperança da Vida Eterna (Rm 4.25; 1Co 15.14,17,20). Porque Ele vive, os salvos também ressuscitarão e participarão plenamente da vitória conquistada pelo Senhor (Jo 11.25,26; 1Co 15.21,22,54-57).
 
Bispo Samuel Ferreira (1996): “A ressurreição de CRISTO confirma a veracidade de Suas palavras e manifesta Seu poder sobre a morte (Jo 2.19-22). Ela é urna verdade central da missão redentora de JESUS e revela que Ele é o Filho de DEUS, enviado para salvar a humanidade. Por meio de Sua vitória, a morte deixou de representar o fim para tornar-se esperança de Vida Eterna. Porque CRISTO vive, os que nEle creem também viverão (Jo 14.19; Rm 6.8; 1Co 15.20-22)”.
 
2.2. Se CRISTO não ressuscitou é vã a nossa fé   
Nos dias de JESUS e dos apóstolos, havia pessoas que negavam a ressurreição dos mortos, como os saduceus (Lc 20.27-38; At 23.8). O Apóstolo Paulo combateu esse erro, mostrando que a Ressurreição de CRISTO é o fundamento da fé cristã. Sem ela, a pregação seria inútil, a fé não teria valor, e permanecería – mos em nossos pecados ( 1 Co 15 .14, 17). Contudo, CRISTO ressuscitou dentre os mortos e tornou-se as primícias dos que dormem (lCo 15.20). Sua vitória garante que aqueles que Lhe pertencem também ressuscitarão e viverão para sempre com Ele (lCo 15.21-23; 1 Ts 4.14-17). Assim, nossa confiança ultrapassa os limites da morte, pois está firmada em JESUS, que venceu o sepulcro e nos assegura a vida eterna (Jo 11.25,26).
 
A doutrina da ressurreição revela que a Salvação alcança o ser humano em sua totalidade. DEUS não considera o corpo algo descartável, pois o mesmo ESPÍRITO que ressuscitou JESUS também vivificará nossos corpos mortais (Rm 8.11). Na consumação, o corruptível será revestido de incorruptibilidade, e o mortal, de imortalidade (1 Co 15.53,54). Portanto, a esperança cristã não consiste em escapar da criação, mas em participar de sua redenção, quando os salvos serão plenamente restaurados e conformados à glória de CRISTO (Rm 8.23; lJo 3.2).
 
2.3. O poder da Ressurreição de CRISTO   
A Obra Redentora de JESUS alcançou sua plena confirmação na Ressurreição. Ao ressuscitar, Ele venceu a morte e demonstrou que nenhum poder poderia retê-Lo no sepulcro (At 2.24; Rm 6.9; Ap 1.18). A ressurreição de alguns santos, registrada por Mateus, foi um sinal extraordinário dessa vitória (Mt 27.52,53). As Escrituras também ensinam que os salvos que partem estão com CRISTO, desfrutando de Sua presença enquanto aguardam aressurreição do corpo (Lc23.43; 2Co 5.8; Fp 1.23). Porque JESUS ressuscitou como as primícias, os que Lhe pertencem também ressuscitarão para a vida eterna (1Co 15.20-23; lTs 4.14-17).
 
Em Lucas 16.19-31, JESUS apresenta destinos distintos para justos e injustos após a morte. Lázaro aparece em lugar de consolo, enquanto o homem rico se encontra em sofrimento, separados por um grande abismo. O NT ensina que os salvos que partem desta vida estão com CRISTO, aguardando a ressurreição do corpo (Lc 23.43; 2Co 5.8; Fp 1.23). Os injustos, por sua vez, aguardam o juízo final (Ap 20.11-15).
 
EU ENSINEI QUE: A ressurreição de CRISTO confirma a nossa fé e garante aos salvos a vitória sobre a morte.
 
3- A PRIMEIRA E A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
A ressurreição para a vida e a ressurreição para a morte representam dois destinos eternos distintos e que não acontecerão ao mesmo tempo. Há um intervalo determinado por DEUS entre as duas ressurreições, que se iniciará a partir do Arrebatamento da Igreja (Ap 20.5). Assim, a Escritura revela não apenas a diferença de destino, mas também a diferença de tempo, mostrando que DEUS conduz a História com ordem, propósito e justiça.
 
3.1 A primeira ressurreição   
A primeira ressurreição compreende aqueles que pertencem a CRISTO, tendo o Senhor ressuscitado como as primícias ( 1 Co 15.20,23). No Arrebatamento, os mortos em CRISTO ressuscitarão primeiro, e os salvos que estiverem vivos serão transformados para encontrar o Senhor nos ares (lTs 4.16,17; 1Co 15.51,52). As Escrituras também apresentam essa esperança como a ressurreição da vida e a ressurreição dos justos (Jo 5.29; Lc 14.14). Ela manifesta a vitória de CRISTO sobre a morte e assegura aos salvos a participação na vida eterna e no Reino do Senhor (1Co 15.54-57; Ap 20.4-6).
 
William Barros (2020): “A primeira ressurreição manifesta a fidelidade de DEUS à Sua promessa. Ao soar da trombeta, os mortos em CRISTO serão levantados, e os salvos vivos serão transformados (1Co 15.51,52; lTs 4.16,17). Assim, a morte não terá a palavra final sobre os que pertencem ao Senhor, pois eles serão revestidos de incorruptibilidade e permanecerão para sempre com CRISTO (1Co 15.53,54; 1 Ts 4.17)”.
 
3.2. A segunda ressurreição   
Os injustos também ressuscitarão para comparecer diante do Juízo Final (Dn 12.2; Jo 5.28,29; At 24.15). Apocalipse revela que essa ressurreição ocorrerá após o Milênio, quando os mortos estarão diante do Grande Trono Branco e serão julgados segundo as suas obras (Ap 20.5,11-13). Aqueles cujos nomes não forem encontrados no Livro da Vida serão lançados no lago de fogo, que é a segunda morte (Ap 20.14,15). Essa verdade manifesta a perfeita Justiça de DEUS e ressalta a necessidade de receber, pela fé, a Salvação oferecida em JESUS CRISTO.
 
William Barros (2020) destaca que, no Juízo do Grande Trono Branco, os ímpios ressuscitarão e comparecerão diante de DEUS, sem distinção de posição ou influência, para serem julgados segundo suas obras (Ap 20.11-13). Esse acontecimento revela a Santidade e a perfeita Justiça do Senhor, lembrando- -nos da urgência do arrependimento e da pregação do Evangelho (Mc 1.15; Ap 20.14,15).
 
3.3. A ordem cronológica das ressurreições   
A Bíblia apresenta a ressurreição segundo a ordem estabelecida por DEUS. CRISTO ressuscitou como as primícias, garantindo a ressurreição dos que Lhe pertencem (1Co 15.20,23). No Arrebatamento, os mortos em CRISTO ressuscitarão primeiro, e os salvos que estiverem vivos serão transformados para encontrá-LO nos ares (1 Ts 4.16, 17; 1Co 15.51,52). As Escrituras também mostram que os que permanecerem fiéis durante a Grande Tribulação participarão da primeira ressurreição e do Reino de DEUS (Ap 20.4-6). Depois do Milênio, os demais mortos comparecerão diante do Grande Trono Branco para o juízo final (Ap 20.5,11-15). Assim, cada acontecimento se cumprirá no tempo determinado pelo Senhor, conforme a justiça e a perfeita ordem do plano divino.
 
William Barros (2020) destaca que a ordem das ressurreições revela o domínio de DEUS sobre a História e sobre a morte. CRISTO ressuscitou como as primícias, garantindo a ressurreição dos salvos; por ocasião do Arrebatamento, os mortos em CRISTO ressuscitaram primeiro (lCo 15.20; lTs 4.16). Ao final do plano divino, os ímpios ressuscitarão para comparecer diante do Juízo do Grande Trono Branco (Ap 20.11-13). Assim, a Palavra mostra que nenhum acontecimento ocorrerá fora do tempo, da justiça e da soberania do Senhor.
 
EU ENSINEI QUE: A ressurreição acontecerá conforme o plano perfeito de DEUS.
 
CONCLUSÃO
A Ressurreição de CRISTO é o fundamento da fé cristã e a garantia da vitória dos salvos sobre a morte (lCo 15.20-22). Todos ressuscitarão segundo a ordem de DEUS: uns para a vida e outros para o juízo (Jo 5.28,29; Ap 20.4-6, 11-15). Por isso, devemos permanecer firmes em CRISTO, vivendo em Santidade e aguardando a Sua volta (lTs 4.16,17; Fp 3.20,21).
 

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