24 outubro 2026

Vídeo Lição 6, BETEL, A gloriosa volta de Cristo: promessa, sinais e propósitos, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV

 

Escrita Lição 6, BETEL, A gloriosa volta de Cristo: promessa, sinais e propósitos, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV

 Escrita Lição 6, BETEL, A gloriosa volta de CRISTO: promessa, sinais e propósitos, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV

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Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2026/10/slides-licao-6-betel-gloriosa-volta-de.html

ESBOÇO DA LIÇÃO

1- A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

1.1. Entendendo a Segunda Vinda   

1.2. As profecias bíblicas do AT  

1.3 As profecias bíblicas do NT   

2- OS SINAIS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA

2.1. Sinais na natureza   

2.2. Sinais na moral humana  

2.3. Apostasia e engano espiritual  

3- OS ASPECTOS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA

3.1. O propósito da Manifestação Gloriosa

3.2. A Vinda de JESUS em glória  

3.3. Israel e a Manifestação Gloriosa  

 

TEXTO ÁUREO

Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem”. Mateus 24.27

 

VERDADE APLICADA

A promessa quanto à Segunda Vinda de JESUS deve levar o crente a viver em vigilância, Santidade e firme esperança.

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Compreender a distinção entre o Arrebatamento e a Manifestação Gloriosa de CRISTO
Destacar os sinais bíblicos relacionados aos últimos dias.
Identificar os principais aspectos e propósitos da Segunda Vinda de JESUS.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA - 2 PEDRO 3.8-10
8 Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
10 Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.

 

LEITURA COMPLEMENTARES

SEGUNDA | Ap 1.7 A volta gloriosa de CRISTO.
TERÇA | 2Ts 2.3 A grande apostasia.
QUARTA | Mt 24.12 O esfriamento do amor
QUINTA | Is 26.20 Proteção durante o juízo.
SEXTA | Ap 19.1-11 A vitória e as bodas do Cordeiro.
SÁBADO | Dn 9.25-27 A profecia das setenta semanas


HINOS SUGERIDOS: 70, 98, 157

MOTIVO DE ORAÇÃO: Ore para que a Igreja permaneça firme, vigilante e cheia de esperança, aguardando a Volta de CRISTO com fidelidade.

 

PONTO DE PARTIDA: A Volta de JESUS fortalece a esperança cristã.

 

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SUBSÍDIOS EXTRAS – BÍBLIAS, LIVROS, REVISTAS, COPILOT, CHATGPT, GEMINI

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As explicações abaixo desenvolvem a leitura adotada no material fornecido, procurando distinguir as declarações explícitas das Escrituras das interpretações teológicas sobre sua ordem cronológica.

 

LIÇÃO 6 — BETEL - A GLORIOSA VOLTA DE CRISTO: PROMESSA, SINAIS E PROPÓSITOS

 

INTRODUÇÃO — A CERTEZA DA ESPERANÇA ESCATOLÓGICA

A doutrina da Segunda Vinda de JESUS CRISTO constitui um dos pilares da fé cristã e representa a consumação da esperança anunciada nas Escrituras. A história humana não caminha para um desfecho incerto, mas para o cumprimento dos propósitos soberanos de DEUS, que conduzirá todas as coisas à realização de Sua vontade. A promessa do retorno de CRISTO foi pronunciada pelo próprio Senhor, confirmada pelos apóstolos e anunciada, em diferentes aspectos, pelos profetas do Antigo Testamento. Essa verdade não foi revelada para alimentar curiosidade sobre datas ou produzir especulações, mas para fortalecer a fé, estimular a santidade e despertar a Igreja para sua missão. A esperança escatológica também nos ensina que a injustiça, a morte, a corrupção e a oposição a DEUS não prevalecerão eternamente. CRISTO vem nos arrebatar e depois de sete anos voltará, manifestará Sua autoridade e executará perfeitamente os propósitos divinos. Portanto, estudar a volta do Senhor significa compreender o futuro à luz da Palavra e viver o presente com vigilância, perseverança e fidelidade.

 

Observação: Distinção entre Arrebatamento e Vinda em Glória

OITO DIFERENÇAS ENTRE AS DUAS FASES DA SEGUNDA VINDA DE JESUS - ARREBATAMENTO E VINDA EM GLÓRIA

Diferenças das duas fases da Segunda Vinda de JESUS - passagens bíblicas (2 Pedro 2:9 e Apocalipse 3:10) sobre a proteção divina aos justos durante o período de provação e o julgamento dos injustos.

1ª Fase (Arrebatamento) 2ª Fase (Segunda Vinda em Glória) - oito pontos principais:

·        Visibilidade: A primeira fase ocorre em segredo, enquanto a segunda é um evento público.

·        A Igreja: CRISTO vem para buscar a Igreja na primeira fase, e volta com a Igreja na segunda.

·        Cronologia: O Arrebatamento dá-se antes da Grande Tribulação; a Vinda em Glória ocorre após esse período.

·        Localização: Na primeira fase, o encontro é nos ares; na segunda, JESUS pisa o Monte das Oliveiras.

·        Testemunhas: Apenas os santos O veem inicialmente, mas na segunda fase, todo o mundo O verá.

·        Sentimento: É um momento de alegria para os crentes, em contraste com a lamentação que marcará a segunda fase.

·        Destino dos Incrédulos: São deixados para trás no Arrebatamento e enfrentam a destruição na Segunda Vinda.

·        Âmbito: A primeira fase tem um impacto global, ao passo que a segunda ocorre fisicamente em Israel.

 

Referências bíblicas introdutórias

·        João 14.1-3 — JESUS promete preparar lugar para os Seus e voltar para recebê-los.

·        Atos 1.9-11 — Os anjos confirmam que JESUS voltará de maneira pessoal, assim como subiu ao céu.

·        Tito 2.11-13 — A graça nos ensina a viver piedosamente enquanto aguardamos a bendita esperança.

·        Filipenses 3.20,21 — A pátria dos cristãos está nos céus, de onde aguardam o Salvador.

·        Hebreus 9.28 — CRISTO aparecerá segunda vez para trazer a plenitude da salvação aos que O aguardam.

·        Apocalipse 22.12,20 — JESUS anuncia Sua vinda e a Igreja expressa o desejo de que Ele venha.

·        1 João 3.2,3 — A esperança de ver CRISTO estimula a purificação e a santidade.

 

E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos;

Judas 1:14 | ACF – SE JESUS VEM EM GLÓRIA NO FINAL DA GRANDE TRIBULAÇÃO COM A IGREJA, ENTÃO DEDUZIMOS QUE PRIMEIRO ELE LEVOU A IGREJA.

Para defender exegeticamente e biblicamente que os "santos" (hagioi, no grego) em Judas 14 se referem (ou incluem) os salvos / a Igreja, é preciso analisar o uso da palavra no Novo Testamento, a profecia de Daniel e o contexto das promessas de CRISTO.

Aqui está a argumentação estruturada em três pilares principais:

1. O Significado de "SANTOs" no Novo Testamento (Hagioi)

No Grego do Novo Testamento, a palavra usada em Judas 14 é ἅγιοι (hagioi), que significa literalmente "pessoas ou coisas separadas/consagradas a DEUS".

Nas epístolas apostólicas, o termo "santos" é a designação padrão para os cristãos vivos e a Igreja, e não apenas para anjos ou pessoas de superlativa virtude:

 * Romanos 1:7: "A todos os que estão em Roma, amados de DEUS, chamados para serem santos..."

 * 1 Coríntios 1:2: "À igreja de DEUS que está em Corinto, aos santificados em CRISTO JESUS, chamados para serem santos..."

 * Efésios 1:1: "Paulo, apóstolo de CRISTO JESUS pela vontade de DEUS, aos santos que estão em Éfeso e fiéis em CRISTO JESUS..."

Se ao longo de todo o Novo Testamento os crentes redimidos por CRISTO são chamados de "santos", a aplicação do termo aos salvos na vinda do Senhor é perfeitamente coerente com o vocabulário apostólico.

2. O Apelo à Profecia de Daniel (A Raiz do Antigo Testamento)

Embora Judas cite o Livro de Enoque, a linguagem bíblica de "santos" recebendo o reino e vindo com o Senhor tem suas raízes diretas no profeta Daniel. Em Daniel 7, os "santos" claramente denotam o povo de DEUS (os salvos):

 * Daniel 7:18: "Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre..."

 * Daniel 7:22: "Até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino."

Aqui, os "santos" que triunfam e reinam na vinda do Messias são os remidos humanos que permaneceram fiéis diante da perseguição.

3. O Retorno de CRISTO Acompanhado da Sua Igreja

Outros textos do Novo Testamento confirmam explicitamente que, no momento do julgamento e da consumação, os salvos (a Igreja) estarão com CRISTO e participarão da Sua manifestação gloriosa:

 * 1 Tessalonicenses 3:13: "Para que o coração de vocês seja fortalecido em santidade... na vinda de nosso Senhor JESUS com todos os seus santos."

 * 1 Tessalonicenses 4:14: "Assim também DEUS trará, mediante JESUS, juntamente com ele, os que nele dormiram." (Os crentes que já morreram voltam com Ele).

 * Colossenses 3:4: "Quando CRISTO, que é a vida de vocês, se manifestar, então vocês também se manifestarão com ele em glória."

 * 1 Coríntios 6:2-3: "Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? [...] Não sabem que haveremos de julgar os próprios anjos?" (O tema do julgamento em Judas 14-15 conecta-se diretamente com a Igreja julgando o mundo).

Síntese do Argumento

> Nota Teológica sobre a Expressão "Milhares de SANTOs":

> Na língua grega (e no hebraico do Antigo Testamento), a palavra santos pode englobar tanto os anjos (como em Deuteronômio 33:2 e Zacarias 14:5) quanto os remidos humanos (como em Daniel 7 e 1 Tessalonicenses 3:13).

> Portanto, provar biblicamente que se refere à Igreja não significa excluir os anjos, mas demonstrar que a Igreja glorificada faz parte desse exército celestial. Visto que os crentes falecidos já estão com o Senhor (2 Coríntios 5:8) e retornarão com Ele em glória para o julgamento e o estabelecimento do Reino, os "santos" em Judas 14 necessariamente incluem a Igreja redimida.

 

Tabela de síntese — Introdução

 

Elemento

Resumo teológico

Fundamento

A promessa do retorno de JESUS está firmada na Palavra de DEUS.

Propósito

Consumação dos planos divinos para a redenção e o governo de CRISTO.

Efeito espiritual

Esperança, santidade, vigilância e perseverança.

Responsabilidade da Igreja

Evangelizar, ensinar a verdade e permanecer fiel.

Referência central

Tito 2.13 — A Igreja aguarda o arrebatamento e crê na manifestação gloriosa de CRISTO no final da Grande Tribulação.

 

 

1. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A Segunda Vinda de CRISTO é a manifestação futura do Senhor que completará a obra redentora em seus aspectos finais e revelará publicamente Sua soberania – acontece logo após o arrebatamento e sete anos de Grande Tribulação. A promessa não se fundamenta em tradições humanas, mas nas palavras de JESUS e no testemunho inspirado dos apóstolos. Em João 14.3, o próprio Senhor assegurou que voltaria para receber os Seus, enquanto Atos 1.11 confirma a expectativa de Seu retorno pessoal. O Antigo Testamento anuncia o Messias como Rei, Juiz e Governante universal, e o Novo Testamento amplia essa revelação ao apresentar Sua primeira vinda em humildade e Sua futura manifestação, primeiro no arrebatamento e depois, em glória. A doutrina escatológica demonstra que a encarnação, a morte e a ressurreição de JESUS não são acontecimentos isolados, mas partes essenciais do plano redentor. Aquele que veio para salvar também voltará para julgar com justiça e estabelecer plenamente Sua autoridade. Assim, a Segunda Vinda, segunda fase, em glória, é simultaneamente motivo de consolo para os fiéis, advertência aos que rejeitam a verdade e certeza de que DEUS cumprirá tudo o que prometeu.

 

Comentários teológicos extras

A Segunda Vinda pertence à revelação divina e deve ser estudada a partir do conjunto das Escrituras, respeitando o contexto de cada passagem.

1.     A esperança cristã é cristocêntrica, porque seu centro não é uma época histórica, mas a pessoa glorificada de JESUS CRISTO.

2.     A escatologia bíblica relaciona a obra realizada na cruz com a consumação futura da redenção e a derrota definitiva do mal.

3.     As profecias do Antigo Testamento revelam progressivamente o Messias, enquanto o Novo Testamento esclarece aspectos de Sua missão e de Seu retorno.

4.     A promessa da volta do Senhor confirma que a história permanece sob a providência divina, mesmo quando os acontecimentos parecem caóticos.

5.     A expectativa escatológica não dispensa a responsabilidade presente; ao contrário, exige serviço, santidade, amor e testemunho fiel.

6.     A Igreja deve anunciar a volta de CRISTO com convicção bíblica, evitando sensacionalismo, previsões de datas e afirmações que ultrapassem o texto sagrado.

 

Termos gregos centrais

·        Parousía (παρουσία) — Presença, chegada ou vinda; termo empregado para falar da vinda de CRISTO.

·        Apokálypsis (ἀποκάλυψις) — Revelação ou desvelamento; destaca a manifestação daquilo que estava oculto.

·        Epipháneia (ἐπιφάνεια) — Manifestação ou aparecimento; usado para destacar a manifestação gloriosa de CRISTO.

·        Elpís (ἐλπίς) — Esperança; expectativa confiante fundamentada nas promessas de DEUS.

 

Referências bíblicas comentadas

·        João 14.3 — JESUS promete voltar e receber os Seus para que estejam com Ele.

·        Atos 1.11 — O retorno de CRISTO é apresentado como uma expectativa real, pessoal e futura.

·        Daniel 7.13,14 — O Filho do Homem recebe domínio, glória e um reino que não passará.

·        Mateus 24.30 — O Filho do Homem será visto vindo sobre as nuvens com poder e grande glória.

·        1 Coríntios 15.22-26 — CRISTO vencerá os inimigos e a morte será finalmente destruída.

·        1 Tessalonicenses 1.9,10 — Os cristãos aguardam dos céus o Filho de DEUS.

·        Apocalipse 11.15 — O reino do mundo será submetido ao governo de DEUS e de Seu CRISTO.

 

Tabela de síntese — Tópico 1

 

Aspecto

Resumo

Natureza

Retorno futuro e real de JESUS CRISTO.

Fundamento

Promessa do Senhor e testemunho profético e apostólico.

Objetivo

Consumação dos propósitos divinos e manifestação da soberania de CRISTO.

Aplicação

Viver em santidade, serviço e expectativa perseverante.

Termo-chave

Parousía — chegada ou vinda.

 

 

1.1. ENTENDENDO A SEGUNDA VINDA

O estudo da Segunda Vinda requer atenção às diferentes passagens que descrevem a reunião da Igreja com CRISTO e Sua manifestação pública em glória. Na interpretação escatológica adotada neste material, o Arrebatamento e a Manifestação Gloriosa são acontecimentos relacionados, porém distintos quanto ao propósito e ao cenário descritos. Em 1 Tessalonicenses 4.16,17, Paulo ensina que o Senhor descerá do céu, os mortos em CRISTO ressuscitarão e os cristãos vivos serão arrebatados para encontrá-Lo nos ares. Em 1 Coríntios 15.51-53, o apóstolo acrescenta que os crentes serão transformados e revestidos de incorruptibilidade. Já Mateus 24.29-31 e Apocalipse 19.11-21 descrevem a manifestação gloriosa de CRISTO em contexto de juízo, vitória sobre as forças do mal e exercício de Sua autoridade régia. Nessa perspectiva, o Arrebatamento enfatiza a reunião dos salvos com o Senhor, enquanto a Manifestação Gloriosa destaca a revelação pública de Seu triunfo e governo. A distinção cronológica entre esses acontecimentos é defendida por algumas tradições evangélicas, embora outros cristãos interpretem as passagens como aspectos de um único complexo de acontecimentos relacionados à volta de CRISTO.

 

Comentários teológicos extras

1.     O Arrebatamento é apresentado como uma intervenção divina que reunirá os salvos com CRISTO e transformará os que estiverem vivos.

2.     A ressurreição dos mortos em CRISTO demonstra que a morte física não anula a esperança da vida eterna.

3.     A transformação do corpo mortal revela que a salvação alcançará também a dimensão corporal da existência humana.

4.     A Manifestação Gloriosa enfatiza a revelação pública do Rei, cuja autoridade supera todos os poderes terrenos e espirituais.

5.     A expressão “encontrar o Senhor nos ares”, em 1 Tessalonicenses 4.17, ressalta o encontro dos crentes com CRISTO, sem apresentar por si só todos os detalhes da cronologia escatológica.

6.     A distinção entre Arrebatamento e Manifestação Gloriosa deve ser apresentada como interpretação de uma sequência profética, e não como se cada detalhe cronológico estivesse explicitamente descrito em um único versículo.

7.     A certeza de estar para sempre com o Senhor oferece consolo aos enlutados, encorajamento aos fiéis e estímulo para uma vida de santidade.

 

Termos gregos centrais

·        Harpázō (ἁρπάζω) — Arrebatar, tomar repentinamente; empregado em 1 Tessalonicenses 4.17.

·        Anástasis (ἀνάστασις) — Ressurreição; refere-se ao levantar dos mortos.

·        Allagēsometha (ἀλλαγησόμεθα) — Seremos transformados; forma verbal relacionada à mudança descrita em 1 Coríntios 15.52.

·        Áphthartos (ἄφθαρτος) — Incorruptível; descreve a condição que substituirá a corrupção do corpo mortal.

 

Referências bíblicas comentadas

·        João 14.1-3 — JESUS promete receber os Seus para que estejam onde Ele estiver.

·        1 Tessalonicenses 4.13-18 — Paulo consola os cristãos com a ressurreição e o encontro com o Senhor.

·        1 Coríntios 15.51-54 — Os salvos serão transformados e a mortalidade dará lugar à imortalidade.

·        Filipenses 3.20,21 — CRISTO transformará o corpo de humilhação dos cristãos.

·        Mateus 24.29-31 — O Filho do Homem será manifestado em glória e reunirá os Seus escolhidos.

·        2 Tessalonicenses 2.8 — O Senhor destruirá o iníquo pela manifestação de Sua vinda.

·        Apocalipse 19.11-21 — CRISTO aparece como Rei vitorioso e derrota as forças que se opõem a DEUS.

 

Tabela de síntese — Subtópico 1.1

 

Aspecto

Arrebatamento

Manifestação Gloriosa

Ênfase

Reunião dos salvos com CRISTO

Revelação pública do Rei e de Sua vitória

Texto central

1 Ts 4.16,17

Ap 19.11-21

Acontecimento destacado

Ressurreição e transformação dos crentes

Juízo e derrota das forças do mal

Esperança

Estar para sempre com o Senhor

Ver o triunfo e o governo de CRISTO

Observação

 

A distinção cronológica é escatológica.

No final da Grande Tribulação.

 

 

1.2. AS PROFECIAS BÍBLICAS DO ANTIGO TESTAMENTO

O Antigo Testamento apresenta uma revelação progressiva sobre o Messias, Sua autoridade e o estabelecimento de Seu governo. Daniel 7.13,14 descreve alguém semelhante a um filho do homem que recebe domínio, glória e um reino eterno, revelando a dimensão universal do governo messiânico. Zacarias 14.4,9 associa o Dia do Senhor à intervenção divina e ao reconhecimento de Sua soberania sobre toda a terra. Malaquias 3.1-3 anuncia a vinda do Senhor e a obra purificadora que acompanhará Sua intervenção. Isaías 61.1,2 proclama boas-novas, libertação e o anúncio do favor divino, ao mesmo tempo que menciona o dia da vingança de DEUS. Em Lucas 4.16-21, JESUS aplica a si mesmo a missão de proclamar as boas-novas e declara cumprida aquela parte da Escritura, sem ler naquele momento a expressão referente ao dia da vingança. Muitos intérpretes entendem essa diferença como indicação de um intervalo entre a missão salvadora da primeira vinda e o juízo associado à futura manifestação. Dessa maneira, o Antigo Testamento fornece fundamentos importantes para compreender o Messias como Salvador, Rei e Juiz, embora nem todas as profecias revelem isoladamente a sequência completa dos acontecimentos futuros.

 

Comentários teológicos extras

1.     A profecia veterotestamentária revela o propósito de DEUS para o Messias por meio de imagens reais, judiciais e escatológicas.

2.     Daniel apresenta o Filho do Homem recebendo domínio eterno, indicando que os impérios humanos não terão a palavra final sobre a história.

3.     Zacarias anuncia a intervenção divina e o reconhecimento universal do governo do Senhor, vinculando o juízo à soberania divina.

4.     Malaquias destaca que a vinda do Senhor também confronta o pecado e exige purificação, não sendo apenas motivo de celebração.

5.     Isaías 61 une a proclamação da salvação à perspectiva do juízo, mostrando que a graça divina não elimina Sua justiça.

6.     A leitura de Lucas 4 evidencia o cumprimento da missão messiânica de JESUS

7.     O estudo responsável das profecias exige observar o contexto histórico, literário e canônico, evitando aplicar cada imagem profética de maneira arbitrária.

 

Termos hebraicos centrais

·        Mashíach (מָשִׁיחַ) — Ungido; termo hebraico de onde deriva a palavra “Messias”.

·        YHWH (יהוה) — Nome próprio de DEUS revelado nas Escrituras hebraicas, tradicionalmente representado em português como SENHOR.

·        Malkût (מַלְכוּת) — Reino, realeza ou domínio; conceito importante para compreender o governo divino.

·        Yôm YHWH (יוֹם יְהוָה) — Dia do Senhor; expressão profética associada à intervenção divina, ao juízo e à salvação.

 

Referências bíblicas comentadas

·        Gênesis 3.15 — A promessa de que a descendência da mulher venceria a serpente é tradicionalmente entendida pelos cristãos à luz da vitória de CRISTO.

·        Salmo 2.6-9 — O Ungido de DEUS recebe autoridade régia sobre as nações.

·        Salmo 110.1-4 — O Senhor anuncia a exaltação e o sacerdócio do Messias.

·        Isaías 9.6,7 — O Filho prometido exercerá um governo de justiça e paz.

·        Isaías 11.1-10 — O descendente de Jessé governará com justiça e trará uma ordem marcada pela paz.

·        Isaías 61.1,2 — O Ungido anuncia libertação, favor divino e o dia da justiça de DEUS.

·        Daniel 7.13,14 — O Filho do Homem recebe um domínio eterno.

·        Zacarias 12.10 — O texto anuncia um olhar de arrependimento e lamentação relacionado àquele que foi traspassado.

·        Zacarias 14.4,9 — O Dia do Senhor é relacionado à intervenção divina e ao governo universal.

·        Malaquias 3.1-3 — O Senhor virá para purificar e julgar.

 

Tabela de síntese — Subtópico 1.2

 

Profecia

Ênfase principal

Daniel 7.13,14

Domínio eterno do Filho do Homem.

Zacarias 14.4,9

Intervenção divina e soberania universal.

Malaquias 3.1-3

Purificação e juízo.

Isaías 61.1,2

Missão salvadora e perspectiva da justiça divina.

Salmos 2.6-9

Reinado do Ungido sobre as nações.

Síntese

O Antigo Testamento anuncia o Messias como Salvador, Sacerdote,  Rei e Juiz.

 

 

1.3. AS PROFECIAS BÍBLICAS DO NOVO TESTAMENTO

O Novo Testamento desenvolve de maneira mais explícita a esperança da volta de CRISTO e relaciona essa promessa à ressurreição, ao juízo e à consumação do plano divino. Após a ascensão, os anjos declararam que JESUS voltaria assim como havia sido visto subindo ao céu, reforçando a expectativa de um retorno pessoal e futuro. Paulo ensinou que os mortos em CRISTO ressuscitarão e que os fiéis serão reunidos ao Senhor, enquanto Hebreus 9.28 apresenta a expectativa de Sua segunda aparição para a plenitude da salvação dos que O aguardam. Pedro relaciona a esperança futura à necessidade de uma vida santa e à expectativa de novos céus e nova terra. Tiago, por sua vez, utiliza a figura do agricultor que espera o fruto da terra para ensinar paciência e firmeza até a vinda do Senhor. Embora JESUS tenha advertido que ninguém conhece o dia e a hora, a ausência de uma data revelada não significa ausência de certeza quanto à promessa. A Igreja, portanto, deve interpretar as profecias com reverência, rejeitar cálculos especulativos e permanecer ativa na evangelização, na comunhão e na obediência à Palavra.

 

Comentários teológicos extras

1.     O testemunho apostólico estabelece a volta de CRISTO como parte essencial da esperança cristã e da proclamação do Evangelho.

2.     A ascensão confirma a exaltação de JESUS, enquanto a promessa de Seu retorno mantém a Igreja orientada para a consumação futura.

3.     A ressurreição dos mortos demonstra que a redenção não se limita à dimensão espiritual, mas inclui a vitória sobre a morte.

4.     A esperança dos novos céus e da nova terra aponta para a renovação da criação e para a plena manifestação da justiça divina.

5.     A ordem de vigiar não significa abandonar os deveres cotidianos, mas realizá-los com fidelidade diante do Senhor.

6.     A ignorância da data protege a Igreja da presunção e exige perseverança constante, independentemente das circunstâncias históricas.

7.     A verdadeira expectativa escatológica produz frutos presentes: santidade, serviço, amor fraternal, discernimento e anúncio do Evangelho.

 

Termos gregos centrais

·        Grēgoréō (γρηγορέω) — Vigiar, manter-se desperto; descreve a vigilância espiritual.

·        Hypomonē (ὑπομονή) — Perseverança ou constância diante das dificuldades.

·        Hagiasmós (ἁγιασμός) — Santificação; separação para DEUS e vida de consagração.

·        Sōtēría (σωτηρία) — Salvação; libertação e restauração realizadas por DEUS.

 

Referências bíblicas comentadas

·        Atos 1.9-11 — A ascensão de JESUS é acompanhada da promessa de Seu retorno.

·        1 Tessalonicenses 4.13-18 — A ressurreição e o encontro com o Senhor oferecem consolo aos cristãos.

·        Hebreus 9.28 — CRISTO aparecerá para completar a esperança daqueles que O aguardam.

·        Tiago 5.7,8 — A Igreja deve esperar com paciência e fortalecer o coração.

·        2 Pedro 3.10-14 — A expectativa do Dia do Senhor deve estimular santidade e diligência.

·        Mateus 24.36,42-44 — A data desconhecida exige vigilância permanente.

·        Apocalipse 22.12,20 — JESUS promete vir e a Igreja responde com expectativa.

·        1 João 2.28 — A permanência em CRISTO prepara o cristão para comparecer diante dEle com confiança.

 

Tabela de síntese — Subtópico 1.3

 

Elemento

Resumo

Testemunho

Apóstolos e profetas confirmam a esperança da volta de CRISTO.

Certeza

JESUS voltará, embora a data não tenha sido revelada.

Resposta

Vigilância, santidade, perseverança e evangelização.

Esperança futura

Arrebatamento, Ressurreição e consumação da salvação.

Termo-chave

Hypomonē — perseverança.

 

 

2. OS SINAIS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA

As Escrituras descrevem os últimos dias por meio de acontecimentos que revelam a fragilidade da ordem presente, o agravamento da rebelião humana e a necessidade de discernimento espiritual. JESUS mencionou guerras, fomes, terremotos, falsos profetas e o esfriamento do amor, enquanto os apóstolos advertiram sobre a corrupção moral e o afastamento da verdade. Esses acontecimentos devem ser estudados em seu contexto, pois o próprio JESUS advertiu que guerras e rumores de guerras não significariam, por si sós, que o fim havia chegado imediatamente. Os sinais proféticos não foram fornecidos para que a Igreja estabelecesse calendários secretos, mas para que permanecesse espiritualmente desperta. O cristão precisa distinguir entre a observação responsável dos acontecimentos e a tentativa de atribuir a cada tragédia uma interpretação profética definitiva. Ao mesmo tempo, a esperança futura não deve produzir indiferença diante do sofrimento humano, pois a Igreja é chamada a servir, consolar e anunciar o Evangelho. A leitura bíblica dos sinais deve conduzir à vigilância, ao discernimento, à compaixão e à fidelidade.

 

Comentários teológicos extras

1.     Os sinais devem ser interpretados a partir das palavras de JESUS e do testemunho apostólico, não por meio de especulações sensacionalistas.

2.     A expressão “princípio das dores” indica uma realidade de sofrimento e expectativa, mas não fornece isoladamente um calendário detalhado do fim.

3.     A deterioração moral revela as consequências da rejeição da verdade divina e da centralidade de DEUS na vida humana.

4.     O engano religioso demonstra que a aparência espiritual nem sempre corresponde à fidelidade doutrinária.

5.     A Igreja precisa exercer discernimento sem perder a compaixão, servindo às pessoas afetadas por guerras, doenças, crises e injustiças.

6.     O reconhecimento dos sinais deve aprofundar a oração, a comunhão e a responsabilidade missionária, em vez de gerar pânico.

7.     A esperança cristã aponta para a intervenção final de DEUS e para a renovação da criação sob a justiça de CRISTO.

 

Termos gregos centrais

·        Sēmeîon (σημεῖον) — Sinal; indica algo que aponta para uma realidade ou confirma uma mensagem.

·        Pístis (πίστις) — Fé, confiança ou fidelidade; resposta de confiança a DEUS.

·        Diákrisis (διάκρισις) — Discernimento ou capacidade de distinguir.

·        Alḗtheia (ἀλήθεια) — Verdade; aquilo que corresponde ao que é verdadeiro e fiel.

 

Referências bíblicas comentadas

·        Mateus 24.4-8 — JESUS adverte sobre enganos, conflitos e calamidades, chamando-os de princípio das dores.

·        Mateus 24.12-14 — A multiplicação da iniquidade ameaça o amor, enquanto o Evangelho deve ser anunciado.

·        Lucas 21.25-28 — Os acontecimentos abalam as nações, mas os discípulos são chamados a levantar a cabeça em esperança.

·        2 Timóteo 3.1-5 — Paulo descreve a corrupção moral que caracteriza tempos difíceis.

·        1 Timóteo 4.1 — O apóstolo alerta para o afastamento da fé por causa de ensinos enganosos.

·        Efésios 5.8-11 — Os cristãos devem viver como filhos da luz e rejeitar as obras das trevas.

·        Filipenses 2.14-16 — A Igreja deve brilhar no mundo por meio de uma vida íntegra.

·        2 Pedro 3.13,14 — A promessa da nova criação incentiva uma vida santa e irrepreensível.

 

Tabela de síntese — Tópico 2

 

Categoria

Manifestação

Resposta cristã

Natureza

Catástrofes e sofrimento da criação

Compaixão, prudência e esperança.

Moral

Egoísmo, injustiça e esfriamento do amor

Santidade e testemunho do Evangelho.

Espiritual

Falsos ensinos e apostasia

Discernimento e fidelidade bíblica.

Propósito do estudo

Compreender os alertas de JESUS

Vigilância sem especulação.

Termo-chave

Diákrisis — discernimento.

 

 

2.1. SINAIS NA NATUREZA

JESUS mencionou guerras, fomes, terremotos e outras calamidades ao ensinar sobre os acontecimentos que precederiam a consumação. Em Mateus 24.6-8, Ele advertiu que tais ocorrências seriam o princípio das dores, orientando os discípulos a não se deixarem dominar pelo medo. Romanos 8.19-22 apresenta a criação como sujeita à corrupção e aguardando a libertação que acompanhará a manifestação dos filhos de DEUS. Essa passagem amplia a compreensão teológica do sofrimento do mundo, relacionando-o à condição da criação após a entrada do pecado e à esperança de sua renovação. Entretanto, uma interpretação responsável exige reconhecer que catástrofes naturais e conflitos ocorreram ao longo de toda a história humana, de modo que um acontecimento isolado não permite afirmar categoricamente que determinada profecia se cumpriu naquele momento. O próprio texto de Mateus distingue o início das dores da consumação, recomendando cautela diante de conclusões precipitadas. A esperança bíblica não consiste em negar a gravidade das tragédias, mas em confiar que DEUS conduzirá a criação à restauração prometida.

 

Comentários teológicos extras

1.     A criação manifesta a grandeza de DEUS, mas também experimenta sofrimento, corrupção e limitações que aguardam a restauração divina.

2.     As calamidades descritas por JESUS lembram a fragilidade da existência humana e a necessidade de não depositar confiança absoluta na segurança terrena.

3.     A imagem das dores de parto sugere sofrimento associado à expectativa de um novo estágio, sem fornecer por si mesma uma data para a consumação.

4.     Romanos 8 ensina que a esperança cristã inclui a criação, mostrando que o propósito de DEUS não se restringe à salvação individual.

5.     Diante de desastres, a Igreja deve praticar misericórdia, socorrer os necessitados e consolar os que sofrem.

6.     A prudência exegética impede que toda tempestade, terremoto ou epidemia seja anunciada como prova conclusiva de um evento escatológico específico.

7.     A promessa de novos céus e nova terra fortalece a esperança de uma ordem renovada na qual a justiça habitará plenamente.

 

Termos gregos centrais

·        Ōdín (ὠδίν) — Dor de parto; imagem empregada para descrever as dores mencionadas em Mateus 24.8.

·        Ktísis (κτίσις) — Criação; pode designar a ordem criada ou as criaturas.

·        Phthorá (φθορά) — Corrupção, deterioração ou decadência.

·        Apokaradokía (ἀποκαραδοκία) — Expectativa intensa ou aguardante; termo empregado em Romanos 8.19.

 

Referências bíblicas comentadas

·        Mateus 24.6-8 — Guerras e calamidades são descritas como princípio das dores, não como prova automática do fim imediato.

·        Lucas 21.11 — JESUS menciona grandes terremotos, fomes, pestes e acontecimentos assustadores.

·        Romanos 8.19-22 — A criação geme e aguarda libertação da corrupção.

·        Salmo 46.1-3 — DEUS é refúgio mesmo quando a terra parece abalada.

·        Naum 1.3-7 — O Senhor exerce soberania sobre a natureza e protege os que confiam nEle.

·        2 Pedro 3.13 — DEUS promete novos céus e nova terra onde habita a justiça.

·        Apocalipse 21.1-5 — A nova criação está associada ao fim da morte, do luto e da dor.

 

Tabela de síntese — Subtópico 2.1

 

Elemento

Resumo

Sinais mencionados

Guerras, fomes, terremotos e calamidades.

Contexto

O princípio das dores, conforme Mateus 24.

Significado teológico

A criação sofre e aguarda sua restauração.

Cuidado interpretativo

Não atribuir automaticamente cada desastre a uma profecia específica.

Aplicação

Socorrer os que sofrem e perseverar na esperança.

 

 

2.2. SINAIS NA MORAL HUMANA

A Bíblia adverte que o afastamento de DEUS produz consequências profundas no comportamento humano e nas estruturas da sociedade. Em Mateus 24.12, JESUS ensina que a multiplicação da iniquidade provocaria o esfriamento do amor de muitos, indicando que a prática persistente do mal pode endurecer o coração. Paulo descreve, em 2 Timóteo 3.1-5, uma sociedade marcada por egoísmo, avareza, orgulho, desobediência, crueldade e amor aos prazeres acima do amor a DEUS. Romanos 1.21-25 apresenta o processo pelo qual a humanidade rejeita a glória do Criador e passa a servir às criaturas, distorcendo a ordem moral. Isaías 5.20 condena a inversão dos valores, quando o mal é chamado de bem e o bem é tratado como mal. Contudo, a denúncia bíblica do pecado não autoriza a Igreja a desprezar pessoas, pois o Evangelho anuncia perdão, arrependimento e transformação. A resposta cristã deve unir firmeza doutrinária e amor ao próximo, proclamando a verdade sem comprometer a santidade e demonstrando, por uma vida íntegra, o poder transformador da graça.

 

Comentários teológicos extras

1.     O declínio moral não se limita a atos isolados, pois envolve desejos, valores e padrões de pensamento que se afastam da vontade divina.

2.     O egoísmo transforma o próximo em instrumento de interesse pessoal, contrariando o mandamento de amar a DEUS e ao próximo.

3.     O esfriamento do amor é uma consequência espiritual grave, porque a iniquidade persistente pode enfraquecer a compaixão e a responsabilidade moral.

4.     A consciência humana necessita da iluminação da Palavra, uma vez que as sociedades podem normalizar práticas contrárias à justiça de DEUS.

5.     A Igreja deve denunciar o pecado com fidelidade bíblica, sem substituir o anúncio da graça por condenação indiscriminada das pessoas.

6.     O arrependimento envolve mudança de mente, reconhecimento do pecado e disposição para viver segundo a vontade de DEUS.

7.     O testemunho cristão torna-se especialmente relevante quando combina verdade, santidade, misericórdia, justiça e amor prático.

 

Termos gregos centrais

·        Anomía (ἀνομία) — Iniquidade ou transgressão da lei; descreve a rejeição da ordem moral de DEUS.

·        Agápē (ἀγάπη) — Amor; especialmente o amor que busca o bem do próximo segundo o caráter de DEUS.

·        Metánoia (μετάνοια) — Arrependimento ou mudança de mente e orientação.

·        Póthos (πόθος) — Desejo intenso; termo que ajuda a compreender, em sentido geral, a força dos desejos humanos, embora não seja o vocábulo central de 2 Timóteo 3.

 

Referências bíblicas comentadas

·        Mateus 24.12 — A multiplicação da iniquidade está associada ao esfriamento do amor.

·        2 Timóteo 3.1-5 — Paulo descreve atitudes e comportamentos que revelam a degradação moral.

·        Romanos 1.21-25 — A rejeição do Criador conduz à desordem espiritual e moral.

·        Isaías 5.20 — O profeta denuncia a inversão dos valores éticos.

·        Efésios 4.17-24 — O cristão deve abandonar a antiga maneira de viver e renovar a mente.

·        Gálatas 5.19-23 — As obras da carne são contrastadas com o fruto do ESPÍRITO.

·        1 Coríntios 6.9-11 — Paulo afirma que pessoas podem ser transformadas pela obra de DEUS.

·        Efésios 4.15 — A verdade deve ser comunicada em amor.

·        Miqueias 6.8 — DEUS requer justiça, misericórdia e humildade diante dEle.

 

Tabela de síntese — Subtópico 2.2

 

Problema moral

Consequência

Resposta bíblica

Egoísmo e orgulho

Desprezo pelo próximo

Humildade e serviço.

Iniquidade persistente

Endurecimento do coração

Arrependimento e santificação.

Inversão de valores

Confusão moral

Fidelidade à Palavra.

Esfriamento do amor

Indiferença e crueldade

Amor prático e comunhão.

Desejos desordenados

Escravidão moral

Vida no ESPÍRITO.

 

 

2.3. APOSTASIA E ENGANO ESPIRITUAL

O Novo Testamento adverte que a comunidade religiosa pode ser atingida por falsos ensinos, distorções doutrinárias e abandono consciente da verdade. JESUS anunciou que falsos cristos e falsos profetas surgiriam para enganar muitos, e advertiu que alguns sinais extraordinários poderiam ser utilizados para conferir aparência de legitimidade ao engano. Em 2 Tessalonicenses 2.3, Paulo menciona a apostasia no contexto dos acontecimentos associados ao Dia do Senhor, enquanto 1 Timóteo 4.1 alerta para pessoas que se afastariam da fé ao dar ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas falsas. Em 2 Timóteo 4.3,4, o apóstolo descreve ouvintes que rejeitariam a sã doutrina e procurariam mestres que confirmassem seus próprios desejos. A resposta bíblica não é a desconfiança indiscriminada, mas o discernimento fundamentado nas Escrituras, na oração e na comunhão cristã. Atos 17.11 elogia os bereanos por examinarem diariamente as Escrituras, enquanto 1 João 4.1 ordena que os espíritos sejam provados. A maturidade espiritual cresce quando o cristão conhece a Palavra, permanece em CRISTO e avalia ensinos, experiências e manifestações à luz da revelação bíblica.

 

Comentários teológicos extras

1.     A apostasia designa afastamento ou abandono da fé, mas seu significado deve ser definido conforme o contexto específico de cada passagem.

2.     O engano espiritual pode surgir tanto por negação explícita da verdade quanto por distorções sutis que preservam linguagem religiosa.

3.     A aparência de piedade não garante fidelidade doutrinária, pois o conteúdo do ensino precisa ser examinado à luz da Escritura.

4.     A experiência religiosa não deve substituir a revelação bíblica, mas ser avaliada por ela, inclusive quando envolve sinais ou alegações extraordinárias.

5.     A sã doutrina protege a Igreja de erros que comprometem o conhecimento de CRISTO e a compreensão do Evangelho.

6.     A oração, a comunhão, o ensino bíblico e a maturidade cristã contribuem para a formação do discernimento espiritual.

7.     A Igreja deve corrigir os que erram com verdade e amor, perseverando na doutrina apostólica e evitando tanto a credulidade quanto a suspeita sem fundamento.

 

Termos gregos centrais

·        Apostasía (ἀποστασία) — Afastamento, deserção ou abandono; em 2 Tessalonicenses 2.3, é traduzido como apostasia.

·        Planáō (πλανάω) — Desviar, enganar ou conduzir ao erro.

·        Didaskalía (διδασκαλία) — Ensino ou doutrina.

·        Dokimázō (δοκιμάζω) — Examinar, provar ou verificar a autenticidade.

·        Hygiaínō (ὑγιαίνω) — Estar saudável; aplicado figurativamente à doutrina sadia ou sã.

 

Referências bíblicas comentadas

·        Mateus 24.4,5,11,24 — JESUS adverte contra enganos e falsos profetas.

·        2 Tessalonicenses 2.3-12 — Paulo trata da apostasia e da atuação do iníquo no contexto escatológico.

·        1 Timóteo 4.1-5 — O apóstolo alerta para doutrinas enganosas e orienta a comunidade a permanecer na verdade.

·        2 Timóteo 4.3,4 — Alguns rejeitarão a sã doutrina para seguir ensinamentos que satisfaçam seus desejos.

·        Atos 17.11 — Os bereanos examinam as Escrituras para avaliar a mensagem recebida.

·        1 João 4.1-3 — Os cristãos devem provar os espíritos e examinar a confissão acerca de JESUS CRISTO.

·        Efésios 4.13-15 — A maturidade protege a Igreja contra doutrinas instáveis e enganosas.

·        Colossenses 2.6-8 — Os cristãos devem permanecer em CRISTO e evitar filosofias que os afastem da verdade.

·        Atos 2.42 — A Igreja persevera no ensino apostólico, na comunhão, no partir do pão e nas orações.

·        Hebreus 10.23-25 — A comunidade deve conservar a esperança, estimular o amor e não abandonar a congregação.

 

Tabela de síntese — Subtópico 2.3

 

Elemento

Resumo

Apostasia

Afastamento da fé ou abandono da verdade, conforme o contexto.

Engano

Falsos ensinos que desviam da revelação bíblica.

Defesa

Conhecimento das Escrituras, oração e comunhão.

Discernimento

Examinar doutrinas e experiências à luz da Palavra.

Termo-chave

Dokimázō — examinar e provar.

 

 

3. OS ASPECTOS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA

A Manifestação Gloriosa de CRISTO é apresentada nas Escrituras como a revelação pública de Sua autoridade, a derrota dos poderes que se opõem a DEUS e a execução de Seus justos propósitos. Apocalipse 19 descreve o Senhor como Fiel e Verdadeiro, que julga e peleja com justiça, enquanto 2 Tessalonicenses 2.8 anuncia a derrota do iníquo pela manifestação da vinda de CRISTO. Somos pré-milenistas - esses acontecimentos culminam na vitória do Messias e no estabelecimento de Seu Reino Milenial, descrito em Apocalipse 20.1-6. As profecias também relacionam a manifestação do Senhor ao juízo das nações e ao cumprimento das promessas divinas concernentes a Israel. A a mensagem central permanece: CRISTO triunfará, a justiça divina será manifestada e nenhum poder poderá impedir o cumprimento da vontade de DEUS. Essa esperança deve produzir fidelidade presente, reverência diante do Senhor e confiança em Sua vitória definitiva.

 

Comentários teológicos extras

1.     A manifestação de CRISTO em glória revela publicamente a identidade e a autoridade daquele que foi rejeitado e crucificado.

2.     A figura do Rei vitorioso em Apocalipse 19 destaca que o juízo de CRISTO é justo, não arbitrário, e está de acordo com a verdade divina.

3.     A derrota do iníquo demonstra que o mal possui limites e não pode frustrar indefinidamente os propósitos de DEUS.

4.     O Reino de CRISTO expressa a soberania divina e a esperança de uma ordem caracterizada por justiça e retidão.

5.     Apocalipse 20 descreve um período de mil anos relacionado ao reinado de CRISTO (Milênio).

6.     As promessas relativas a Israel devem ser examinadas considerando Romanos 9–11, as profecias do Antigo Testamento e a unidade do plano redentor (o remanescente será salvo).

7.     A expectativa da glória futura chama os cristãos a perseverarem na verdade e a viverem de modo digno do Senhor que aguardam.

 

Termos gregos centrais

·        Basileía (βασιλεία) — Reino, reinado ou governo.

·        Dikaiosýnē (δικαιοσύνη) — Justiça ou retidão.

·        Níkē (νίκη) — Vitória.

·        Kýrios (κύριος) — Senhor; título que expressa autoridade e soberania.

·        Basileùs basiléōn (βασιλεὺς βασιλέων) — Rei dos reis, título de supremacia régia atribuído a CRISTO.

 

Referências bíblicas comentadas

·        Mateus 24.29-31 — O Filho do Homem será manifestado em poder e grande glória.

·        Mateus 25.31-46 — O Filho do Homem aparece como Rei e Juiz das nações.

·        2 Tessalonicenses 2.8 — CRISTO destruirá o iníquo pela manifestação de Sua vinda.

·        Apocalipse 1.7 — A vinda do Senhor será acompanhada de reconhecimento público.

·        Apocalipse 19.11-16 — CRISTO aparece como Rei vitorioso, Fiel e Verdadeiro.

·        Apocalipse 19.19-21 — As forças que se opõem ao Senhor são derrotadas.

·        Apocalipse 20.1-6 — João descreve o aprisionamento de Satanás e o reinado de mil anos.

·        Isaías 11.1-9 — O governo do descendente de Jessé é associado à justiça e à paz.

·        Romanos 11.25-29 — Paulo trata do mistério relacionado a Israel e reafirma a fidelidade de DEUS às Suas promessas.

 

Tabela de síntese — Tópico 3

 

Aspecto

Resumo

Manifestação

CRISTO será revelado em glória e autoridade.

Juízo

O Senhor confrontará e vencerá as forças do mal.

Reino

A instauração gloriosa do Reino Milenial.

Israel

As promessas bíblicas devem ser estudadas no contexto de Romanos 9–11 e dos profetas (o remanescente será salvo).

Esperança

A vitória de CRISTO e a manifestação da justiça divina.

 

 

3.1. O PROPÓSITO DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA

A Manifestação Gloriosa possui dimensões de juízo, vitória, revelação e cumprimento profético.

Ap 1.7 anuncia que CRISTO vem com as nuvens e que todo olho O verá, destacando o caráter público de Sua manifestação.

Zc 14.4 descreve o Monte das Oliveiras no contexto do Dia do Senhor

2Ts 2.8 afirma que o Senhor destruirá o iníquo pela manifestação de Sua vinda.

Ap 19.19-21 retrata a derrota das forças reunidas contra CRISTO - vitória divina sobre a rebelião.

Mt 25.31-46 descreve o Filho do Homem assentado em Seu trono glorioso para julgar as nações.

Ap 20.1-6 apresenta o aprisionamento de Satanás e o reinado milenar associado à vitória de CRISTO.

Esses textos, considerados em conjunto, revelam que a manifestação do Senhor não é apenas um espetáculo de poder, mas o cumprimento da justiça divina, a derrota da oposição a DEUS e a revelação de Seu governo.

 

Comentários teológicos extras

1.     O caráter público da manifestação mostra que o senhorio de CRISTO será revelado de maneira incontestável, e não permanecerá restrito à confissão dos fiéis.

2.     O juízo divino manifesta a santidade de DEUS e demonstra que a injustiça não permanecerá sem resposta.

3.     A derrota do Anticristo representa a intervenção decisiva de CRISTO contra a oposição organizada contra Israel.

4.     O julgamento das nações destaca a responsabilidade humana diante de DEUS e a seriedade das escolhas morais e espirituais.

5.     A prisão de Satanás em Apocalipse 20 é compreendida como parte da sequência que antecede o Reino Milenial.

6.     A esperança do Reino deve ser relacionada à justiça e à paz, sem transformar as profecias em justificativa para violência ou triunfalismo humano.

7.     O propósito final da manifestação é exaltar a soberania de DEUS, revelar a justiça de CRISTO e conduzir a história ao cumprimento de Sua vontade.

 

Termos gregos centrais

·        Krísis (κρίσις) — Juízo ou julgamento.

·        Krínō (κρίνω) — Julgar, avaliar ou emitir sentença.

·        Parousía (παρουσία) — Vinda ou presença.

·        Exousía (ἐξουσία) — Autoridade ou direito de exercer poder.

·        Thronos (θρόνος) — Trono; símbolo de governo e autoridade régia.

 

Referências bíblicas comentadas

·        Zacarias 14.3-9 — O profeta descreve a intervenção do Senhor e Seu governo sobre toda a terra.

·        Mateus 25.31-46 — CRISTO aparece como Rei e Juiz, separando os povos segundo o quadro apresentado no texto.

·        2 Tessalonicenses 2.8 — O iníquo é vencido pela manifestação de CRISTO.

·        Apocalipse 1.7 — A manifestação do Senhor será pública.

·        Apocalipse 19.19-21 — As forças reunidas contra CRISTO são derrotadas.

·        Apocalipse 20.1-6 — João descreve o aprisionamento de Satanás e o reinado de mil anos.

·        Salmo 96.10-13 — O Senhor vem julgar o mundo com justiça e fidelidade.

·        Atos 17.30,31 — DEUS estabeleceu um dia de juízo por meio do Homem que designou, confirmando-o pela ressurreição.

 

Tabela de síntese — Subtópico 3.1

 

Propósito

Significado

Revelação pública

O senhorio de CRISTO será manifestado.

Juízo

DEUS demonstrará Sua justiça.

Vitória

A oposição ao governo divino será derrotada.

Reino

CRISTO reinará durante o milênio.

Termo-chave

Exousía — autoridade.

 

 

3.2. A VINDA DE JESUS EM GLÓRIA

A primeira vinda de JESUS ocorreu no contexto da encarnação, quando o Filho de DEUS assumiu a condição humana e cumpriu Sua missão redentora em humildade e obediência. Filipenses 2.5-11 apresenta o movimento da humilhação de CRISTO até Sua exaltação, declarando que todo joelho se dobrará diante dEle e toda língua confessará Seu senhorio. Esperamos o arrebatamento da Igreja e depois Sua futura manifestação em glória. Apocalipse 19.11-16 apresenta JESUS como Fiel e Verdadeiro, Rei dos reis e Senhor dos senhores, ressaltando Sua autoridade para julgar e vencer o mal. A diferença entre a primeira vinda e a manifestação gloriosa não significa que JESUS possua naturezas ou identidades diferentes, mas que as etapas de Sua missão apresentam aspectos distintos de Sua obra. Na primeira vinda, Ele realizou a redenção por meio de Sua morte e ressurreição; na manifestação futura, revelará publicamente Sua vitória e Seu governo. A Igreja acompanha CRISTO em Sua manifestação, conforme a imagem dos exércitos celestiais em Apocalipse 19.14. Dessa forma, a glória futura do Senhor confirma a eficácia da obra redentora e a fidelidade de DEUS às promessas anunciadas em Sua Palavra.

 

Comentários teológicos extras

1.     A encarnação demonstra que o Filho de DEUS entrou verdadeiramente na história humana para cumprir o propósito redentor do Pai.

2.     A humildade de CRISTO não foi sinal de fraqueza, mas expressão de Sua obediência e de Sua missão salvadora.

3.     A exaltação descrita em Filipenses 2 confirma que o Crucificado é o Senhor diante de quem toda a criação prestará reconhecimento.

4.     A manifestação gloriosa revela a autoridade daquele que venceu o pecado e a morte, mostrando que a cruz não terminou em derrota.

5.     O juízo de CRISTO está associado à verdade e à justiça, distinguindo Sua autoridade de qualquer forma de poder humano arbitrário.

6.     A participação da Igreja no séquito celestial é determinada nas leituras de Apocalipse 19.14 e de outros textos sobre os santos com CRISTO.

7.     A esperança da glória deve produzir adoração, fidelidade e perseverança, pois os cristãos aguardam o Senhor que os amou e se entregou por eles.

 

Termos gregos centrais

·        Dóxa (δόξα) — Glória, honra ou esplendor.

·        Tapeínōsis (ταπείνωσις) — Humilhação ou rebaixamento.

·        Hypsoō (ὑψόω) — Exaltar ou elevar.

·        Sōtḗr (σωτήρ) — Salvador.

·        Kýrios (κύριος) — Senhor; título de autoridade e soberania.

 

Referências bíblicas comentadas

·        Filipenses 2.5-11 — CRISTO se humilhou e foi exaltado pelo Pai.

·        Isaías 52.13–53.12 — O Servo do Senhor sofre, leva as iniquidades e é posteriormente exaltado.

·        João 1.14 — O Verbo se fez carne e manifestou Sua glória.

·        Hebreus 1.1-4 — O Filho é o resplendor da glória de DEUS e a expressão exata de Seu ser.

·        Apocalipse 19.11-16 — CRISTO aparece como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

·        Tito 2.13 — A Igreja aguarda a manifestação da glória de JESUS CRISTO.

·        Colossenses 3.4 — Quando CRISTO se manifestar, os que pertencem a Ele também serão manifestados em glória.

·        1 Pedro 4.13 — Os cristãos são chamados a perseverar na esperança da glória futura de CRISTO.

 

Tabela de síntese — Subtópico 3.2

 

Aspecto

Primeira Vinda

Manifestação Gloriosa

Ênfase

Encarnação e missão redentora

Revelação pública da glória e do governo

Obra destacada

Morte e ressurreição

Vitória sobre as forças do mal e juízo

Revelação

O Messias em humildade

O Rei manifestado em glória

Resposta cristã

Fé na obra redentora

Esperança, fidelidade e perseverança

Termo-chave

Dóxa — glória.

 

 

3.3. ISRAEL E A MANIFESTAÇÃO GLORIOSA

As profecias bíblicas atribuem importância à história de Israel no desenvolvimento do plano divino, e Romanos 9–11 oferece uma exposição fundamental sobre a eleição, a incredulidade, a misericórdia e a fidelidade de DEUS. Em Romanos 11.25-29, Paulo trata do mistério relacionado a Israel e afirma que os dons e a vocação de DEUS são irrevogáveis. Zacarias 12.10 descreve um movimento de arrependimento e lamento, associado àquele que foi traspassado, enquanto Zacarias 14 apresenta o Dia do Senhor em linguagem de intervenção e vitória. Ezequiel 37.1-14 utiliza a visão dos ossos secos para comunicar a restauração de Israel no contexto da profecia, apresentando a ação vivificadora de DEUS. Na leitura pré-milenista dispensacionalista, essas passagens são relacionadas a um cumprimento futuro das promessas concernentes à nação de Israel e à manifestação do Messias. Outros intérpretes cristãos compreendem algumas dessas promessas à luz de CRISTO e da incorporação dos gentios ao povo de DEUS, por isso é necessário reconhecer a existência de diferentes posições teológicas. Em qualquer leitura responsável, a passagem de Romanos 11 impede que a Igreja trate com desprezo as raízes judaicas da fé cristã e convida todos a reconhecerem a misericórdia divina. A fidelidade de DEUS às Suas promessas deve estimular humildade, gratidão e esperança, jamais arrogância étnica ou hostilidade contra qualquer povo.

 

Comentários teológicos extras

1.     A história de Israel ocupa lugar significativo na narrativa bíblica, desde as alianças do Antigo Testamento até a reflexão apostólica sobre a salvação.

2.     Romanos 11 adverte os cristãos gentios contra a arrogância, lembrando que foram alcançados pela misericórdia de DEUS.

3.     A expressão “todo o Israel será salvo”, em Romanos 11.26, recebe diferentes interpretações cristãs e deve ser estudada no argumento completo de Paulo.

4.     A visão dos ossos secos, em Ezequiel 37, comunica restauração nacional e espiritual no contexto profético, mas sua aplicação escatológica detalhada é objeto de debate.

5.     Zacarias 12 relaciona o reconhecimento daquele que foi traspassado a um movimento de lamentação e arrependimento.

6.     A leitura pré-milenista entende que as promessas concernentes a Israel incluem um cumprimento futuro particular, enquanto outras tradições destacam seu cumprimento em CRISTO e no povo de DEUS.

7.     A fidelidade divina deve levar a Igreja a rejeitar o antissemitismo, honrar a história bíblica de Israel e proclamar que a salvação está em JESUS CRISTO.

 

Termos hebraicos e gregos centrais

·        Berít (בְּרִית) — Aliança; termo hebraico para um compromisso estabelecido no âmbito da relação de DEUS com Seu povo.

·        Yisra'el (יִשְׂרָאֵל) — Israel; nome associado ao patriarca Jacó e à nação que dele descende.

·        Éleos (ἔλεος) — Misericórdia; compaixão divina demonstrada aos necessitados.

·        Klēsis (κλῆσις) — Chamado ou vocação; termo importante em Romanos 11.29.

·        Pōrōsis (πώρωσις) — Dureza ou insensibilidade; usado em Romanos 11.25 para descrever parcialmente o endurecimento de Israel no argumento de Paulo.

 

Referências bíblicas comentadas

·        Gênesis 12.1-3 — DEUS promete abençoar Abraão e fazer dele um instrumento de bênção para as famílias da terra.

·        Gênesis 17.7,8 — A aliança com Abraão inclui promessas relacionadas à sua descendência e à terra.

·        Deuteronômio 7.6-9 — A eleição de Israel é relacionada ao amor e à fidelidade de DEUS.

·        Ezequiel 36.24-28 — DEUS promete restauração, purificação e renovação espiritual ao Seu povo.

·        Ezequiel 37.1-14 — A visão dos ossos secos comunica a restauração prometida no contexto profético.

·        Zacarias 12.10 — O texto anuncia arrependimento e lamentação relacionados àquele que foi traspassado.

·        Zacarias 14.1-9 — O profeta descreve a intervenção do Senhor e Seu governo universal.

·        Romanos 9.1-5 — Paulo reconhece os privilégios históricos de Israel na narrativa das alianças.

·        Romanos 11.11-29 — O apóstolo adverte contra a arrogância gentílica e reafirma a fidelidade divina.

·        Efésios 2.11-22 — Judeus e gentios são reconciliados com DEUS por meio de CRISTO e constituídos em um só povo reconciliado.

·        Gálatas 3.26-29 — Os que pertencem a CRISTO são herdeiros segundo a promessa feita a Abraão.

·        Apocalipse 7.4-9 — A visão apresenta os selados de Israel e uma grande multidão de todas as nações.

 

Tabela de síntese — Subtópico 3.3

 

Elemento

Resumo

Alianças

As promessas a Abraão e a Israel integram a história bíblica da redenção.

Profecias

Zacarias e Ezequiel descrevem intervenção, arrependimento e restauração.

Romanos 11

Paulo ensina sobre o mistério de Israel e a fidelidade de DEUS.

Interpretação

O cumprimento futuro particular das promessas a Israel. O remanescente será salvo (Is 1.9; Sf 3.13; Rm 9.27.

Aplicação

Humildade, gratidão, rejeição do antissemitismo e fidelidade ao Evangelho.

 

 

CONCLUSÃO — VIVER PREPARADOS PARA A GLÓRIA FUTURA

A esperança da volta de JESUS CRISTO oferece à Igreja uma perspectiva segura para compreender a história e enfrentar as dificuldades do presente. As Escrituras anunciam que o Senhor cumprirá Suas promessas, ressuscitará os mortos em CRISTO, transformará os salvos e manifestará Sua soberania de maneira plena. Na interpretação escatológica desenvolvida neste estudo, o Arrebatamento reúne a Igreja ao Senhor, enquanto a Manifestação Gloriosa destaca Sua vitória pública, o juízo contra o mal e o estabelecimento de Seu governo. Os sinais descritos por JESUS não devem alimentar medo, sensacionalismo ou tentativas de marcar datas, mas fortalecer o discernimento e a fidelidade cristã. As advertências contra a corrupção moral e o engano espiritual chamam a Igreja a permanecer na verdade, cultivando santidade, amor e comunhão. As profecias relacionadas a Israel também recordam que DEUS permanece fiel e que Sua misericórdia deve conduzir o Seu povo à humildade. Portanto, aguardar a volta de CRISTO significa viver com os olhos voltados para a eternidade e os pés firmes na missão presente, proclamando o Evangelho, servindo ao próximo e perseverando até o fim. A última palavra da história não pertencerá à morte, ao pecado ou aos poderes humanos, mas ao Senhor JESUS, Rei dos reis e Senhor dos senhores.

 

Comentários teológicos extras

1.     A esperança escatológica sustenta a fé porque está fundamentada no caráter fiel de DEUS e na promessa do CRISTO ressuscitado.

2.     A ressurreição futura demonstra que a morte não possui domínio definitivo sobre aqueles que pertencem ao Senhor.

3.     A certeza do juízo divino assegura que a injustiça não será ignorada e que a verdade prevalecerá.

4.     A expectativa da manifestação gloriosa deve produzir santidade, pois a esperança futura transforma a maneira de viver no presente.

5.     O discernimento diante dos sinais protege a Igreja tanto do engano quanto da indiferença espiritual.

6.     A missão cristã continua urgente, porque a esperança da volta do Senhor não cancela o chamado de fazer discípulos e testemunhar o Evangelho.

7.     A oração “Vem, Senhor JESUS” expressa confiança, amor e perseverança, enquanto a Igreja aguarda o cumprimento da promessa divina.

 

Termos gregos centrais

·        Elpís (ἐλπίς) — Esperança fundamentada na promessa de DEUS.

·        Pístis (πίστις) — Fé e fidelidade.

·        Hypomonē (ὑπομονή) — Perseverança diante das dificuldades.

·        Hagiasmós (ἁγιασμός) — Santificação e consagração.

·        Marán athá (μαρὰν ἀθά) — Expressão aramaica preservada em 1 Coríntios 16.22, geralmente entendida como “Nosso Senhor vem” ou “Vem, Senhor nosso”, conforme a segmentação e a interpretação da expressão.

 

Referências bíblicas finais

·        João 14.1-3 — CRISTO voltará para receber os Seus.

·        1 Tessalonicenses 4.16-18 — A ressurreição e o encontro com o Senhor oferecem consolo.

·        1 Coríntios 15.51-57 — A transformação dos salvos culminará na vitória sobre a morte.

·        Tito 2.11-14 — A bendita esperança orienta uma vida de santidade e boas obras.

·        2 Pedro 3.11-14 — A expectativa do Dia do Senhor exige diligência e vida piedosa.

·        1 João 3.2,3 — A esperança de ver CRISTO estimula a purificação.

·        Apocalipse 19.11-16 — JESUS é apresentado como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

·        Apocalipse 21.1-5 — DEUS promete uma nova criação sem morte, luto, clamor ou dor.

·        Apocalipse 22.12,20 — CRISTO afirma que vem sem demora, e a Igreja clama por Sua vinda.

 

Tabela de síntese — Conclusão

 

Verdade bíblica

Aplicação prática

CRISTO voltará

Conservar a esperança e a confiança.

Os mortos serão ressuscitados

Enfrentar o luto com consolo cristão.

O mal será julgado

Praticar justiça e perseverar na verdade.

Os sinais exigem discernimento

Rejeitar especulações e permanecer vigilante.

A esperança exige santidade

Viver em obediência e amor.

A missão continua

Evangelizar, discipular e servir.

O Senhor cumprirá Suas promessas

Permanecer firme até o fim.

 

 

QUADRO GERAL DE TERMOS TEOLÓGICOS

Termo

Idioma

Significado

Aplicação escatológica

Parousía

Grego

Vinda, chegada ou presença

Esperança da vinda de CRISTO.

Apokálypsis

Grego

Revelação ou desvelamento

Manifestação da glória do Senhor.

Epipháneia

Grego

Aparição ou manifestação

Aparecimento glorioso de CRISTO.

Harpázō

Grego

Arrebatar

Reunião dos crentes com o Senhor.

Anástasis

Grego

Ressurreição

Vitória sobre a morte.

Áphthartos

Grego

Incorruptível

Condição futura dos salvos.

Basileía

Grego

Reino ou reinado

Governo de DEUS e de CRISTO.

Dikaiosýnē

Grego

Justiça ou retidão

Juízo justo e governo messiânico.

Apostasía

Grego

Afastamento ou abandono

Advertência contra o abandono da fé.

Diákrisis

Grego

Discernimento

Avaliação de ensinos e manifestações.

Hypomonē

Grego

Perseverança

Firmeza enquanto se aguarda o Senhor.

Hagiasmós

Grego

Santificação

Preparação espiritual para a vinda de CRISTO.

Mashíach

Hebraico

Ungido

Expectativa messiânica do Antigo Testamento.

Berít

Hebraico

Aliança

Promessas de DEUS no desenvolvimento da redenção.

Yôm YHWH

Hebraico

Dia do Senhor

Intervenção divina, juízo e salvação.

 

 

QUADRO FINAL — PANORAMA DAS PRINCIPAIS REFERÊNCIAS

 

Tema

Referências

Mensagem central

Promessa da volta

Jo 14.1-3; At 1.9-11

JESUS voltará para receber os Seus.

Arrebatamento

1 Ts 4.13-18; 1 Co 15.51-54

Ressurreição, transformação e encontro com CRISTO.

Profecias do AT

Dn 7.13,14; Zc 14.4,9; Is 61.1,2

O Messias salvará, julgará e reinará.

Profecias do NT

Hb 9.28; Tg 5.7,8; 2 Pe 3.13,14

A esperança futura exige perseverança e santidade.

Sinais na natureza

Mt 24.6-8; Rm 8.19-22

A criação sofre e aguarda restauração.

Declínio moral

Mt 24.12; 2 Tm 3.1-5

A iniquidade ameaça o amor e a integridade.

Apostasia

2 Ts 2.3; 1 Tm 4.1; 2 Tm 4.3,4

A Igreja deve discernir e permanecer na verdade.

Vitória de CRISTO

2 Ts 2.8; Ap 19.11-21

O Senhor vencerá as forças do mal.

Reino Milenial

Ap 20.1-6

A interpretação pré-milenista espera um reinado de mil anos.

Israel e as promessas

Zc 12.10; Ez 37.1-14; Rm 11.25-29

A fidelidade de DEUS deve ser compreendida à luz das alianças e da misericórdia.

Nova criação

2 Pe 3.13; Ap 21.1-5

DEUS fará novas todas as coisas.

Vigilância cristã

Mt 24.42-44; Tt 2.11-13

A esperança da volta de CRISTO deve transformar a vida presente.

 

PALAVRA FINAL PARA A CLASSE

A Igreja não foi chamada a descobrir uma data secreta, mas a permanecer fiel ao Senhor que prometeu voltar. A doutrina da volta de CRISTO deve transformar a maneira como cremos, pensamos, servimos e esperamos. Quanto mais compreendemos a esperança bíblica, maior deve ser nosso compromisso com a santidade, a verdade, o amor fraternal e a evangelização. O futuro pertence ao Senhor, e o dever da Igreja é permanecer preparada, proclamando com fidelidade a mensagem do Evangelho: JESUS CRISTO morreu, ressuscitou, reina e voltará.

 

Sugestão para ministrar a lição

Para uma aula de Escola Bíblica Dominical, recomendo utilizar as tabelas como revisão ao final de cada seção e selecionar algumas das referências comentadas para leitura em voz alta. Isso ajuda a turma a compreender não apenas o que a Bíblia ensina sobre a volta de CRISTO, mas também como essa esperança deve influenciar a vida cristã.

 

Versículo-chave sugerido: Tito 2.13 — a Igreja aguarda a bendita esperança e a manifestação da glória de JESUS CRISTO.

 

 

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Lição 9, A Vinda de JESUS em Glória - 1º trimestre de 2016 - O Final de Todas as Coisas - Esperança e Glória Para os Salvos
Comentarista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva
 
TEXTO ÁUREO
"Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem, vindo sobre as nuvens [...]." (Mt 24.30)
 
VERDADE PRÁTICA
A vinda de JESUS para implantar o Milênio porá fim a todas as forças do mal e dará início a um futuro glorioso na Terra.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Ap 1.7 JESUS vem com as nuvens e todo o olho o verá
Terça - Jo 14.2,3 JESUS foi preparar-nos um lugar no céu, mas Ele prometeu voltar
Quarta - Mq 2.10 A corrupção "destrói grandemente" a humanidade
Quinta - Mt 24.31 JESUS virá e enviará seus anjos para ajuntar os escolhidos
Sexta - Mt 25.33 JESUS virá e apartará as suas ovelhas dos bodes
Sábado - Ap 16.16 Muitos não creem, todavia o mundo verá a batalha do Armagedom

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 24.29, 30; Apocalipse 19.19, 20; 20.1,2,3.
Mt 24.29 - E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. 30 - Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
Ap 19.19 - E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exército. 20 - E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre. 
Ap 20.1 - E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. 2 - Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. 3 - E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.
 
OBJETIVO GERAL - Mostrar que JESUS vem sobre as nuvens e que todo o olho o verá.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Saber que JESUS voltará e que todos o verão;
Explicar que JESUS voltará para dar a devida recompensa aos ímpios;
Compreender como será o Milênio.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje veremos que depois do período da Grande Tribulação, JESUS voltará para implantar seu Reino Milenial. Neste período, Satanás ficará preso por mil anos no abismo. A terra, neste período, estará livre de toda e qualquer ação demoníaca. Você consegue imaginar a paz que este mundo vai desfrutar? Depois deste período de reclusão, Satanás será solto por um pouco de tempo, antes de receber o castigo eterno no lago de fogo. O Inimigo tem um propósito neste mundo - matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Ele vem cumprindo seus desígnios, porém JESUS CRISTO veio ao mundo para destruir as obras do Diabo e nos dar a vida eterna. Não precisamos temer Satanás, pois seus dias estão contados e logo suas ações vão se findar.
 
PONTO CENTRAL
Depois do período da Grande Tribulação JESUS voltará para implantar seu Reino Milenial.
 
Resumo da Lição 9, A Vinda de JESUS em Glória
I - JESUS VOLTARÁ E TODOS O VERÃO
1. JESUS voltará com poder e glória. 
2. O cortejo que acompanhará o Rei.
II - JESUS VOLTARÁ PARA DAR A DEVIDA RECOMPENSA
AOS ÍMPIOS E PARA LIVRAR ISRAEL DO EXTERMÍNIO
1. A recompensa dos ímpios. 
2. A batalha do Armagedom. 
3. O Anticristo se voltará contra JESUS (Ap 19.19). 
4. O fim da batalha do Armagedom.  
5. O julgamento divino. 
6. A separação dos "bodes" das "ovelhas" (Mt 25.31-33).
III - PREPARAÇÃO PARA O MILÊNIO
1. Satanás é preso por mil anos. 
2. Quem estará no Milênio com CRISTO? 
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - Depois das Bodas do Cordeiro, JESUS voltará com os santos e todos o verão.SÍNTESE DO TÓPICO II
SÍNTESE DO TÓPICO II - O Senhor JESUS virá e dará a devida recompensa àqueles que não se arrependerem dos seus pecados. Quanto a Israel, Ele irá livrá-los do extermínio. 
SÍNTESE DO TÓPICO III - O mundo está sendo preparado para o Milênio, onde os salvos reinarão com JESUS CRISTO.
 
SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO - TÓPICO I
Professor, enfatize logo no primeiro tópico da lição que o principal enfoque do "Milênio não é Satanás, mas o Salvador, o Senhor JESUS CRISTO. Será o momento de sua manifestação, a hora da sua revelação. CRISTO, em toda a sua glória, instituirá seu reino de justiça e paz. Durante o Milênio, a glória manifesta de CRISTO resplandecerá em sua plenitude.
Salmos 2.6-9 mostra o plano de DEUS para CRISTO, seu Filho, reinar sobre a terra, apesar do ódio das nações e da rebelião contra DEUS. Seu propósito soberano será levado a cabo. Daniel 7.13,14 também fala sobre este evento" (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.317).
 
CONHEÇA MAIS - TÓPICO I - Batalha do Armagedom
"Enfrentamento bélico-espiritual que se dará entre as nações de CRISTO e as do mal na derradeira etapa da Septuagésima Semana de Daniel (Ap 16.14-16). A batalha terá como palco as montanhas de Megido, localizadas a 24 quilômetros de Nazaré. No vale de Megido, foram travadas as memoráveis batalhas de Israel. Aqui, Baraque obteve grande vitória sobre os cananeus, e Gideão, sobre os midianitas (Jz 4,5 e 7). Também em Megido morreram dois reis hebreus: Saul e Josias (1 Sm 31.8; 2 Cr 35.22)." Leia mais em Dicionário de Profecia Bíblica, CPAD, p. 31.
 
SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO - TÓPICO II
No segundo subtópico, o assunto a ser estudado é a Batalha do Armagedom. Inicie fazendo a seguinte indagação: "O que é o Armagedom?" Ouça os alunos com atenção. Explique aos alunos o significado utilizando o texto abaixo. 
"O termo 'Armagedom' vem da língua hebraica. Har é a palavra para 'montanha' ou 'colina'. Mageddon provavelmente diz respeito às ruínas da antiga cidade de Megido, que fica acima do Vale de Esdrelom no norte de Israel, onde os exércitos do mundo se reunirão.
De acordo com a Bíblia, grandes exércitos do oriente e do ocidente se reunirão nesta planície. O Anticristo derrotará os exércitos do sul, pelo fato de estes ameaçarem o seu poder, e destruirá uma Babilônia reconstruída a leste - antes de finalmente voltar as suas forças para Jerusalém a fim de dominá-la e destruí-la. Quando ele e seus exércitos marcharem contra Jerusalém, DEUS entrará em ação e JESUS CRISTO voltará para resgatar o seu povo, Israel. O Senhor, com seu exército angelical, destruirá os exércitos, capturará o Anticristo e o Falso Profeta e lança-los-á no lago de fogo (Ap 19.11-21). 
Quando o Senhor voltar, o poder e domínio do Anticristo terão fim. Charles Dyer afirma: 'Daniel, Joel e Zacarias identificam Jerusalém como o local onde ocorrerá a batalha final entre CRISTO e o Anticristo. Os três predizem que DEUS interferirá na história do seu povo e destruirá o exército do Anticristo em Jerusalém. Zacarias profetiza que a batalha terá um fim quando o Messias voltar à terra e seus pés tocarem o Monte das Oliveiras. Esta batalha será concluída com a segunda vinda de JESUS'.
A campanha do Armagedom - na verdade, em Jerusalém - será um dos acontecimentos mais desapontadores da história. Com exércitos tão gigantescos reunidos em ambos os lados, seria de se esperar um confronto épico entre o bem e o mal. Não importa, todavia, quão poderoso alguém é na terra. Ninguém é páreo para o poder de DEUS" (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, pp.74,75).
 
SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO - TPICO III
"O aprisionamento de Satanás evidencia que o reino milenial de CRISTO ainda é um evento futuro (Ap 20.2). Apocalipse 20.1-3 mostra que DEUS impedirá Satanás de enganar as nações. Esta passagem ensina que Satanás não será apenas limitado, mas que ficará totalmente inativo durante o Milênio. Isto é completamente diferente do que vemos atualmente. A respeito de sua atividade, o apóstolo Pedro diz: 'Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar' (1 Pe 5.8).
Embora Satanás não esteja preso nesta era, ele está sob o controle soberano de DEUS, o que se pode ver claramente nas conversas entre Satanás e DEUS a respeito de Jó (Jó 1.6-22). A prisão de Satanás durante o Milênio efetivamente possui um propósito divino: DEUS manifestará sua justiça perfeita e dará ao homem circunstâncias ideais para viver e adorar o Messias" (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.317).
 
PARA REFLETIR - A respeito da Escatologia Bíblica, responda: 
Com quem JESUS voltará depois das Bodas do Cordeiro?
Após as Bodas do Cordeiro, JESUS voltará com os santos, como prometeu aos seus discípulos (Jo 14.2,3).
Qual será a recompensa dos ímpios?
O castigo eterno.
Quanto tempo durará a Batalha do Armagedom?
A batalha durará só um dia.
Para onde irão os que foram derrotados na Batalha do Armagedom?
JESUS lançará o Anticristo e o Falso Profeta "no ardente lado de fogo e de enxofre" (Ap 19.20; Mt 25.41).
Quem estará no Milênio com CRISTO?
Todos os salvos em JESUS CRISTO.
 
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 65, p40. 
 
SUGESTÃO DE LEITURA - As Disciplinas da Vida Cristã; A Doutrina Bíblica dos Anjos; Doutrinas dos Anjos e Demônios

 
Comentários de vários autores com alguma modificações do Pr. Luiz Henrique
Pontos difíceis e polêmicos discutidos durante a semana em nossos grupos de discussão no WhatsApp (minhas conclusões)
 
É certeza que JESUS virá coma Igreja e que a Igreja já subiu antes?
A palavra grega faneróo de epifaneia, em Cl 3.4, significa, manifestar, aparecer - esse texto revela que JESUS voltará com a igreja, ver: 1 Ts 3.13;
Pergunta:
Como JESUS voltará com a igreja se antes não a levou? Por isso é que somos pré-tribulacionistas, vamos subir antes da Grande Tribulação.
Cl 3.4 Quando CRISTO, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.
1 Ts 3.13 Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso DEUS e Pai, na vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO com todos os seus santos.
 
A igreja não estará mais sujeita ao pecado e nem ao contato físico com os seres humanos no milênio, pois, além de ser casada agora com um marido, a saber, CRISTO, eles não têm corpos mortais capazes de se relacionar com os seres humanos mais.
Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus. Marcos 12:25 - Em questão de sexo, JESUS estava explicando -  o contexto é esse. Mc 12.23 Na ressurreição, pois, quando ressuscitarem, de qual destes será a mulher? porque os sete a tiveram por mulher.
 
QUEM SERÁ O ANTICRISTO - DE ONDE VEM?
Podemos supor que em todas as épocas Satanás já tenha alguém para assumir o governo da Terra porque ele não sabe que dia JESUS vem. Podemos também deduzir da bíblia que ele será homossexual devido a se levantar contra tudo o que DEUS ensina. Podemos também deduzir que será descendente de Judeu, talvez com árabe, para fazer acordo com esses povos e reconstruir o templo em Jerusalém, também deve ser da descendência de Davi para que possa enganar os judeus se fazendo passar pelo messias. Tudo é suposição, nada podemos afirmar. 
Batalha Sangrenta - Apocalipse: 14. 20. E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até os freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios.
 
  
APOCALIPSE – ESCATOLOGIA – EVENTOS FINAIS
ARREBATAMENTO (ANTES DA GRANDE TRIBULAÇÃO)
ESPÍRITO SANTO RETIRADO COM A NOIVA (DESTINO – NOVA JERUSALÉM)
TRIBUNAL DE CRISTO
(NOVA JERUSALÉM)
BODAS DO CORDEIRO
(NOVA JERUSALÉM)
SATANÁS ASSUME GOVERNO DA TERRA
(GRANDE TRIBULAÇÃO – 7 ANOS)
7 ANOS DE GOVERNO DE SATANÁS – ANTICRISTO (BESTA DO MAR), FALSO PROFETA (BESTA DA TERRA) E DRAGÃO (3,5 ANOS PAZ FALSA E 3,5 ANOS DE GUERRAS E JUÍZOS DE DEUS)
3,5 ANOS DE ENGANO – ANTICRISTO E FALSO PROFETA (CONSTRUÇÃO DO TEMPLO, PRIMEIRA GUERRA DE MAGOGUE CONTRA ISRAEL) – 144 MIL
ANTICRISTO DESCOBERTO 3,5 ANOS DE GUERRAS E JUÍZOS DE DEUS SOBRE ISRAEL. MARCA DA BESTA.  DUAS TESTEMUNHAS -
SELOS – TROMBETAS - TAÇAS E BATALHA DO ARMAGEDOM – MAGOGUE.
VINDA DE JESUS EM GLÓRIA - DERROTA DE SATANÁS E SEUS EXÉRCITOS -
ARREBATAMENTO DOS DEGOLADOS (SALVOS DURANE A GRANDE TRIBULAÇÃO)
ANTICRISTO E FALSO PROFETA LANÇADOS NO LAGO DE FOGO - SATANÁS PRESO POR MIL ANOS
JUÍZO DE BODES E OVELHAS.
BODES FICAM PARA MILÊNIO. BODES MORTOS E VÃO PARA O INFERNO.
MILÊNIO (IGREJA NO CÉU, NA NOVA JERUSALÉM, SUA CASA)
JESUS GOVERNA SOBRE ISRAEL E DEMAIS NAÇÕES
RESTAURAÇÃO DA TERRA E TRILHÕES DE PESSOAS NA TERRA (PAZ, PROSPERIDADE, LONGEVIDADE, MULTIPLICAÇÃO)
SATANÁS SOLTO – GUERRA CONTRA CRISTO – MAGOGUE -  VENCIDO SATANÁS LANÇADO NO LAGO DE FOGO E ENXOFRE – APOIADORES DE SATANÁS - INFERNO
ARREBATAMENTO DE TODOS – RESSURREIÇÃO FINAL (UNS PARA VIDA ETERNA E OUTROS PARA PERDIÇÃO ETERNA)
VIVOS DO MILÊNIO E MORTOS EM TODAS AS ÉPOCAS (INFERNO E MORTE)
TRONO BRANCO (SALVOS E PERDIDOS) – JUÍZO FINAL SÓ PARA ÍMPIOS DE TODAS AS ÉPOCAS
SALVOS PARA NOVA TERRA E NOVOS CÉUS COM IGREJA NA NOVA JERUSALÉM E DEUS MORANDO LÁ (ETERNIDADE COM DEUS).
ÍMPIOS LANÇADOS NO LAGO DE FOGO E ENXOFRE (ETERNIDADE SEM DEUS).
 
 
TODO OLHO O VERÁ
Naquele tempo não tinha tecnologia, por isso nem todos puderam ver JESUS subir. Se tivesse TV, celular e tudo o mais que já inventaram e ainda vão inventar, todo olho o teria visto subir. Mas como agora, temos a tecnologia e ainda se terá mais ainda no final da Grande Tribulação, então todo o olho o verá voltar, da mesma forma que subiu, visível a todos (naquela época poucos O viram subir, mais de 500 irmãos), agora bilhões O verão descer. 
Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel? E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. Atos 1:6,7 
E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco.
Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse JESUS, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir. Atos 1:9-11
Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. 1 Co 15.6. 
 
JUDEUS SUPLICARÃO PELA VINDA DO MESSIAS
Como que os que transpassaram a JESUS verão a sua vinda em glória se estes já morreram a muitos anos?
Os judeus. Em nossa cultura não há isso, mas na cultura judaica o que o pai fez o filho fez. Como todos são descendentes de um mesmo pai, Abraão, são uma família só.
Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram. João 6:49
Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Mateus 23:32
Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao ESPÍRITO SANTO; assim vós sois como vossos pais. Atos 7:51
Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre. Lucas 1:55
Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o ESPÍRITO de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. Zacarias 12:10.
 
JESUS VEIO PARA REINAR - ATÉ OS DEMÔNIOS SABIAM DISSO
Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a JESUS, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus?
Respondeu-lhe JESUS: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim?
Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
Respondeu JESUS: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.
Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? JESUS respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
João 18:33-37
Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo -  JESUS confirmou que era rei era para reinar que veio ao mundo
JESUS deu testemunho da verdade. JESUS disse claramente - Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo - ESSA passagem é sobre o reino milenial que era para começar exatamente naqueles dias se os judeus o tivessem recebido como Messias. --- Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. João 1:11 ---- E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Mateus 15:24 --- OS DEMÔNIOS SABIAM - E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, JESUS, Filho de DEUS? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? Mateus 8:29. 
 
MONTE DA OLIVEIRAS
ZACARIAS Cap. 14
3 Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como quando peleja no dia da batalha.
4 Naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; se o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, do oriente para o ocidente e haverá um vale muito grande; e metade do monte se removerá para o norte, e a outra metade dele para o sul.
9 E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome.
 
SATANÁS PRESO - ANTICRISTO E FALSO PROFETA LANÇADOS NO LAGO DE FOGO E ENXOFRE, IMPIOS PARA O INFERNO ESPERAR O JUÍZO FINAL E LAGO DE FOGO E ENXOFRE
Apocalipse: 19. 17. E vi um anjo em pé no sol; e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, ajuntai-vos para a grande ceia de DEUS, 18. Para comerdes carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e dos que neles montavam, sim, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes. 19. E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava montado no cavalo, e ao seu exército. 20. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. 21. E os demais foram mortos pela espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo; e todas as aves se fartaram das carnes deles.
 
3 BATALHAS - SETE MESES ENTERRANDO OS  MORTOS DA GRANDE BATALHA, NO FINAL DA GRANDE TRIBULAÇÃO
 ISRAEL SERÁ ATACADA POR GOGUE DO EXTREMO NORTE PROVAVELMENTE RUSSIA, E AS DEMAIS SÃO NAÇÕES CONHECIDAS COMO INIMIGAS DE ISRAEL NA ATUALIDADE; DEPOIS NA BATALHA DO ARMAGEDOM, O LÍDER É O ANTICRISTO E ESTÁ COM SEUS EXÉRCITOS DO MUNDO INTEIRO e ainda haverá abatalha final na guerra com Gogue e Magogue, no final do milênio.
São 3 batalhas, mas creio que este evento de 7 meses enterrando os mortos será no final da Grande Tribulação devido à grande quantidade de mortos e por estar no cap 39 de Ezequiel.
Ezequiel: 39. 11. Naquele dia, darei a Gogue como lugar de sepultura em Israel, o vale dos que passam ao oriente do mar, o qual fará parar os que por ele passarem; e ali sepultarão a Gogue, e a toda a sua multidão, e lhe chamarão o Vale de Hamom-Gogue. 12. E a casa de Israel levará sete meses em sepultá-los, para purificar a terra. 13. Sim, todo o povo da terra os enterrará; e isto lhes servirá de fama, no dia em que eu for glorificado, diz o Senhor DEUS. 14. Separarão, pois, homens que incessantemente percorrerão a terra, para que sepultem os que tiverem ficado sobre a face da terra, para a purificarem. Depois de passados sete meses, farão a busca; 15. e quando percorrerem a terra, vendo alguém um osso de homem, levantar-lhe-á ao pé um sinal, até que os enterradores o enterrem no Vale de Hamom-Gogue.
Não confunda uma batalha com a outra - uma no meio da GT - outra no final da GT e outra no final do milênio.
 
A IGREJA PARTICIPARÁ DA BATALHA DO ARMAGEDOM?
APENAS ASSISTINDO A VITÓRIA DE CRISTO, POIS OS EXÉRCITOS INIMIGOS SERÃO DESTRUÍDOS PELO ASSOPRO DA BOCA DE JESUS E PELA ESPADA QUE SAI DE SUA BOCA. --- E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; 2 Tessalonicenses 2:8 --- Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio, Isaías 11:4 --- E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes. Apocalipse 19:21
 
NO MILÊNIO TODOS VÃO SER AMIGOS DOS JUDEUS
Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que DEUS está convosco. Zacarias 8:23.
Esta nação foi chamada para mostrar DEUS às outras nações. Assim será no milênio.
Contai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas. 1 Crônicas 16:24. Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas. Salmos 96:3.  Louvar-te-ei entre os povos, Senhor, e a ti cantarei louvores entre as nações. Salmos 108:3. Louvar-te-ei, Senhor, entre os povos; eu te cantarei entre as nações. Salmos 57:9
 
Lição 9- Vem O Fim, O Fim Vem - A Volta Triunfal De CRISTO
4º Trimestre De 2004 - VEM O FIM, O FIM VEM  - A Doutrina Das Últimas Coisas -
COMENTÁRIOS Pr. Claudionor Corrêa De Andrade
 
Texto Áureo: “Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele” (Jd vv.14,15).
 
Verdade Prática: Juntamente com a sua Igreja, virá o Senhor para derrotar o Anticristo, e implantar, aqui na terra, o glorioso reino milenial.
 
Leitura Bíblica Semanal:
Segunda Jd vv. 14,15 A volta triunfante de CRISTO com a sua Igreja
14 Concernente a estes profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão: Vede, o Senhor vem com milhares de seus santos, 15 para fazer juízo contra todos, e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram, e de todas as duras palavras que ímpios pecadores contra ele proferiram
Daniel 7.10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.
 Zacarias 14.5 E fugireis pelo vale dos meus montes (porque o vale dos montes chegará até Azel) e fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu DEUS, e todos os santos contigo, ó Senhor.
 Mateus 25.31 E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; 
2 Tessalonicenses 1.7 e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor JESUS desde o céu, com os anjos do seu poder,
 Apocalipse 1.7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!
 
Terça 2 Ts 2.8 Ele virá para destruir o Anticristo
 8 E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo sopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda.
2.8 A QUEM O SENHOR DESFARÁ. Depois que Satanás e "o homem do pecado" realizarem sua obra de engano e maldade (vv. 9,10), serão aniquilados quando da vinda de CRISTO à terra, no fim da tribulação (ver Ap 19.20)

Quarta Ap 17.14 Ele virá como Rei dos reis
14 Guerrearão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, chamados eleitos, e fiéis.
17.14 COMBATERÃO CONTRA O CORDEIRO. CRISTO destruirá o anticristo e aos que a ele se aliam na batalha final de Armagedom (ver 16.14,16).

Quinta Ap 17.14 Ele virá como o Senhor dos senhores
14 Guerrearão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, chamados eleitos, e fiéis.
 
Sexta Ap 19.11 Ele virá para pelejar e julgar com justiça
11 Vi o céu aberto, e apareceu um cavalo branco. O seu cavaleiro chama-se Fiel e Verdadeiro, e julga e peleja com justiça.
19.11 VI O CÉU ABERTO. Este versículo narra o começo da segunda vinda de CRISTO à terra, como Rei dos reis e Senhor dos senhores (v. 16). Ele vem do céu como o Messias-Vencedor (cf. 2 Ts 1.7,8) para estabelecer a verdade e a justiça (Sl 96.13), julgar as nações e aniquilar o mal (cf. Jo 5.30). É esse o evento que os fiéis de todas as gerações aguardam.

Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Definir a expressão Volta Triunfal de CRISTO.
2- Explicar a divisão da Septuagésima Semana de Daniel. 
3- Compreender os objetivos da Volta Triunfal de CRISTO.
 
Leitura Bíblica Em Classe: Ap 19.11-21
11 E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. 12 E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo. 13 E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de DEUS. 14 E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. 15 E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as 14regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do DEUS Todo-poderoso. 16 E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. 17 E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde e ajuntai-vos à ceia do grande DEUS, 18 para que comais sa carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam, e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes. 19 E vi a besta, te os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exército. 20 E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre. 21 E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes.

19.11 VI O CÉU ABERTO. Este versículo narra o começo da segunda vinda de CRISTO à terra, como Rei dos reis e Senhor dos senhores (v. 16). Ele vem do céu como o Messias-Vencedor (cf. 2 Ts 1.7,8) para estabelecer a verdade e a justiça (Sl 96.13), julgar as nações e aniquilar o mal (cf. Jo 5.30). É esse o evento que os fiéis de todas as gerações aguardam.
19.14 EXÉRCITOS QUE HÁ NO CÉU. Estes exércitos celestiais que voltam com CRISTO incluem todos os santos que já estão no céu (cf. 17.14). Suas vestes brancas confirmam esse fato.
19.15 FERIR... AS NAÇÕES. Quando CRISTO voltar à terra, castigará as nações ímpias e rebeladas contra Ele. Reger "com vara de ferro" significa destruí-las (cf. Sl 2.9). Pisar o lagar indica quão terrível é seu julgamento (cf. Is 64.1,2; Zc 14.3,4; Mt 24.29,30; cf. Ap 14.19).
19.15 DO FUROR E DA IRA DO DEUS TODO-PODEROSO. Esta é uma séria advertência da aversão de DEUS pelo pecado. A idéia humanista de que CRISTO faz vista grossa ao pecado e à imoralidade por causa do seu amor não tem lugar na revelação que Ele faz de si mesmo neste livro.
19.17 À CEIA DO GRANDE DEUS. Esta sinistra ceia tem a ver com a batalha de Armagedom (ver 16.16 *). (1) Nessa ocasião, a destruição dos inimigos de DEUS na terra será tão grande, que será preciso um excessivo número de aves para limpar o campo da batalha. É chamada a "ceia do grande DEUS", porque DEUS a ordenará para as aves de rapina. (2) Trata-se da cena de julgamento da terrível crueldade e impiedade deste mundo. Outras profecias que, com toda a probabilidade, referem-se a esse evento vindouro, são: 14.14-20; 16.13-16; 17.14; Jr 51.27-36; Ez 39.17-20; Jl 3.9-15; Sf 3.8; Zc 14.2-5.
19.19 PARA FAZEREM GUERRA. DEUS permitirá que agentes demoníacos reúnam as tropas das nações, na região de Armagedom, como parte dos preparativos para esta cena (ver 16.16 *; Jr 25.32,33; Jl 3.2; Sf 3.8; Zc 14.2,3). (1) Este conflito durará pouco. O anticristo será destruído e também todos os ímpios (vv. 19-21). (2) O julgamento divino não somente abrange os exércitos ali reunidos, mas também o mundo inteiro (Jr 25.29-33).
19.20 FALSO PROFETA... FIZERA OS SINAIS. João volta a descrever o falso profeta e a sua religião mediante uma só característica destacada: enganava a muitos, operando sinais, maravilhas e milagres (cf. 13.13-15; cf. 2 Ts 2.9,10). A conclusão é óbvia: nos últimos dias, aqueles que forem fiéis a CRISTO e aos seus mandamentos (cf. 14.12) não devem avaliar a verdade tão somente por haver sucesso ou milagres. O próprio Senhor adverte solenemente: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos" (Mt 24.24)
19.21 OS DEMAIS FORAM MORTOS. DEUS destrói os ímpios em toda a terra (ver Jr 25.29-33). Logo, nenhuma pessoa não-salva entrará no reino milenial de DEUS (20.4). Durante a tribulação, o evangelho foi devidamente anunciado pelos 144.000 e pelas duas testemunhas e também com os anjos que vieram com JESUS em sua glória e pelo próprio JESUS em sua aparição gloriosa a todos os que habitavam na terra. Aqueles que rejeitaram a verdade, receberam "a operação do erro, para que creiam a mentira, para que sejam julgados todos os que não creram a verdade" (2 Ts 2.11,12). Note que os injustos "não hão de herdar o Reino de DEUS" (1 Co 6.9-11; cf. Gl 5.21). Eles serão separados dos justos, depois que CRISTO voltar em glória e serão destinados ao castigo eterno (Mt 25.31-46).
 
Comentários: INTRODUÇÃO
Conflito! O livro de Apocalipse está cheio de guerras: o dragão contra o filho varão, Miguel contra os anjos de Satanás, as bestas contra os cristãos. Quando cada lado é descrito, a tensão aumenta. Qual será o resultado da batalha? Quando as almas sob o altar serão vingadas (6:9-11)? Seja bem vindo ao Apocalipse.

História de Megido ou Armagedom, palco da maior batalha terrestre de todos os tempos.
O VALE DE JEZREEL - (VALE DO MEGIDO = VALE DO ARMAGEDOM) CENÁRIO HISTÓRICO DA BATALHA TRAVADA POR GIDEÃO E OS SEUS TREZENTOS 
Quando da divisão da terra, meia tribo de Manassés, inclusive os descendentes de Abiezer, herdaram o território compreendido entre o mar e os territórios das tribos de Aser, Issacar e Efraim.
Naquela região ficava o vale de Megido, também conhecido como vale de Jezreel. Megido ( meghiddô ) foi uma das cidades tomadas por Josué, quando invadiu Canaã (Js 12.21).
Pertencia ao território de Issacar, mas foi dada por herança à tribo de Manassés (Js 17.11), a qual não conseguiu expulsar os seus antigos moradores cananeus, que continuaram nela como tributários (Jz 1.27,28; 1 Rs 4.12; 9.15-19; 1 Cr 7.29).
Era localizada ao sopé da região montanhosa do lado norte da serra do Carmelo, na planície de Esdrelon, também conhecida como planície de Megido (antigamente era chamada vale de Jezreel - Js 17.11,16), que se estende desde os montes de Nazaré, ao norte, até aos montes de Samaria, ao sul, e entre os montes Carmelo e Gilboa.
Ao longo do vale de Jezreel (planície de Esdrelon), corria o rio Quisom (atual Nahr el-Muqatta), começando nas colinas do norte de Samaria, atravessando a planície e banhando, entre outras, as cidades de Suném, Jezreel (1 Rs 18.40), Megido (Jz 5.19), e Jocneão (Js 19.11), indo finalmente desaguar junto ao monte Carmelo, no mar de Acra, próximo a atual cidade israelita de Haifa.
Em toda aquela região, os reis que antecederam Josué, tinham carros de ferro (Js 17.16). Por ela passavam as principais rotas norte-sul, que atravessavam a Palestina ocidental, e também a importante rota que corria de leste para oeste.
Nela passava a estrada principal que ligava a Mesopotâmia ao Egito, e a estrada de comércio que vinha do sul da Arábia e ia até Gaza, na Filístia (Jz 6.3,4). Devido à sua localização estratégica, a região era conhecida como campo de batalha das nações. Ao longo dos séculos, ela tem sido palco de inúmeras guerras:
Durante a permanência de Israel na terra prometida, ali aconteceu a batalha de Débora e Baraque contra Jabim, rei de Canaã (Jz caps. 4 e 5); de Gideão contra os midianitas (Jz 7); a última batalha de Saul contra os filisteus (1 Sm 28 a 31); de Elias contra os profetas de Baal (1 Rs 18.40); de Ben-Hadade, rei da Síria contra Israel (1 Rs 20); de Josias, rei de Judá, contra Faraó Neco (2 Rs 23.29,30).
No Novo Testamento a área de Megido é chamada de Armagedom (har-meghiddôn) , que significa "monte de Megido". Ali ocorrerá a terrível batalha final dos reis da terra contra Israel, e da grande vitória de Israel que será promovida por CRISTO (Os 1.10,11; 2.14-23; 13.4, 14; Zc 12.1-11; Ap 16.12-16; 19.11-19), quando então se darão as prisões da tríade maligna: Satanás, o anticristo e o falso profeta (Ap 19.19-21; 20.1,2), e terá início o reino milenial. 
  
 
O Glorioso Aparecimento de CRISTO do Céu para Julgar e Guerrear
1 Co 15.51 Eis que eu lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados (grifo nosso). 2ª VINDA - 1ª FASE
 
1Ts 4.15 Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. 16 Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de DEUS, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em CRISTO ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre (grifo nosso). 2ª VINDA - 1ª FASE
 
No arrebatamento da Igreja nos encontraremos com o Senhor nas nuvens, nos ares e ninguém verá ao Senhor, exceto os que são arrebatados, os crentes. Ele vem para nos tirar do mundo e levar-nos para Ele (Jo 14) - Já, no dia do Senhor, Ele vem com a nuvens e todo olho o verá, Ele vem para juízo das nações e de Satanás e seus seguidores, vem também trazendo livramento para Israel (aqueles que o traspassaram), iniciará a grande batalha do Armagedom, no vale Megido (grifo nosso).  2ª VINDA - 2ª FASE
 
Mt 24.30 "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. 31 E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus (grifo nosso). 2ª VINDA - 2ª FASE
Ap 1.7 Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dele. Assim será! Amém. 8 "Eu sou o Alfa e o Ômega", diz o Senhor DEUS, "o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso." (grifo nosso). 2ª VINDA - 2ª FASE
 
I. O QUE É A VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO
É a volta de CRISTO em sua segunda fase, pois na primeira, Ele veio sobre as nuvens, ninguém o viu e Ele veio para arrebatar a Igreja e levá-la ao Tribunal de CRISTO e Bodas do Cordeiro, para receberem galardão e serem definitivamente livres da morte e do juízo.
Desta vez, porém será visto por todo o mundo, pois as TV'S estarão mostrando sua decida sobre o monte das Oliveiras, em Jerusalém, num momento trágico para os judeus que estarão sendo sitiados por exércitos do anticristo, mas clamarão a DEUS pelo Messias prometido e então DEUS enviará o Senhor dos Senhores e o Rei dos Reis, JESUS CRISTO. Ele desce devagarzinho e com grande poder e glória. (Mt 24.30; Ap 1.7 acima)

1. O que é a volta triunfal de CRISTO. 
É o glorioso retorno de CRISTO que, juntamente com a sua Igreja, virá instaurar, neste mundo, o Reino de DEUS, de conformidade com o que predisseram os profetas, os apóstolos e o próprio CRISTO (Is 9.6; Dn 7.13; Mt 6.10).
Is 9.6 =  PORQUE UM MENINO NOS NASCEU. Aqui temos a predição do nascimento do Messias, JESUS CRISTO (ver também 7.14 ). Seu nascimento ocorreria num tempo e lugar específicos na história, e esse Filho Messiânico nasceria de modo único e maravilhoso. Isaías registra os nomes que caracterizariam sua missão como o Messias. (1) Maravilhoso. O próprio Messias em si seria uma maravilha sobrenatural. A palavra hebraica, aqui, para maravilhoso é pele , a qual é usada exclusivamente a respeito de DEUS, e nunca a respeito de seres humanos ou de obras humanas (cf. 28.29). O Messias demonstraria o seu caráter através das suas obras e milagres. (2) Conselheiro. O Messias seria a personificação da perfeita sabedoria e teria as palavras da vida eterna. Como conselheiro, Ele revelaria o plano perfeito da salvação (cf. cap. 11). (3) DEUS Forte. No Messias, toda a plenitude da deidade existiria em forma corpórea (Cl 2.9; cf. Jo 1.1,14). (4) Pai da Eternidade. Ele não somente viria a fim de revelar o Pai celestial, como também Ele mesmo agiria eternamente em favor do seu povo como um pai compassivo que ama, que guarda e que supre as necessidades dos seus filhos (cf. Sl 103.13). (5) Príncipe da Paz. O reino do Messias traria a paz com DEUS à humanidade, mediante a libertação do pecado e da morte (11.6-9; cf. Rm 5.1; 8.2).
Dn 7.13  VINHA... UM COMO O FILHO DO HOMEM. Este ser majestoso apresenta-se diante de DEUS Pai como uma pessoa separada e distinta dEle, a fim de receber um reino eterno que jamais será dado a outros (conforme os reinos precedentes). As "nuvens do céu" são provavelmente nuvens de glória (cf. Êx 40.34,38; At 1.9,11; 1 Ts 4.17; Ap 1.7), uma indicação de que se trata do Filho divino (Mt 26.64), nosso Senhor JESUS CRISTO (cf. Lc 21.27; Jo 1.51).
6.10 VENHA O TEU REINO. A oração deve ocupar-se com o reino de DEUS na terra agora e com seu pleno cumprimento no futuro. (1) Devemos orar pela volta de CRISTO e pelo estabelecimento do reino eterno de DEUS no novo céu e na nova terra (Ap 21.1; cf. 2 Pe 3.10-12; Ap 20.11; 22.20). (2) Devemos orar pela presença e manifestação espiritual do reino de DEUS agora. Isso inclui a operação do poder de DEUS entre o seu povo para destruir as obras de Satanás, curar os enfermos, salvar os perdidos, promover a justiça e derramar o ESPÍRITO 
SANTO sobre seu povo.
 
ARREBATAMENTO E SEGUNDA VINDA
ARREBATAMENTO
SEGUNDA VINDA
Será em segredo (Mt 24.36)
Será pública (Ap 1.7)
CRISTO vem para a Igreja (1 Ts 4.17)
CRISTO vem com a Igreja (Judas 14)
Antes da Grande Tribulação (Ap 3.10)
Após a Grande Tribulação (Mt 24.29-30)
JESUS vem nos ares (1 Ts 4.17)
JESUS pisa no Monte das Oliveiras (Zc 14.4)
Os santos o verão (1 Ts 4.17)
Todo olho verá (Ap 1.7)
Tempo de Alegria (I Jo 3.2 Ap 1.6)
Tempo de Lamentação (Mt 24.30 Sf 1.17)
Incrédulos deixados (Mt 24.40)
Incrédulos destruídos (Mt 25. 41-46 Sf 1.17)
Em todo o Planeta
Fisicamente em Israel
 
 


2. Como se dará o retorno triunfal de CRISTO. 
 
O Glorioso Aparecimento de CRISTO do Céu para Julgar e Guerrear
 
CRISTO voltará com os crentes e com seus anjos
2 Ts 1.7-10; Jd 14, 15; Ap 19.14
CRISTO reunirá os santos da tribulação
Mt 24.31; 25.31-40; Mc 13.27; Ap 20.4
Os incrédulos não estarão preparados para isso
Mt 24.38,39,43
CRISTO separará os homens na terra
Mt 13.40,41, 47-50; 25.31-46
As nações ficarão enfurecidas diante desse evento
Ap 11.18
Os santos se regozijarão diante desse evento
Ap 19.1-8
CRISTO julgará e destruirá os ímpios, inclusive o Anticristo,
e Satanás será aprisionado por mil anos
Is 13.6-12;Ez 20.34-38; Mt 13.41-50; 24.30;
25.41-46;Lc 19.11-17;1Ts 5.1-11; 2Ts 2.7-10,
12;Ap 6.6,17; 11.18; 17.14; 18.1-24; 19.11-20.3
Os santos da tribulação receberão galardões
Mt 5.11,12; 1Co 3.12-14; 9.25-27; Gl 6.9,10;
2Tm 4.8; Ap 20.4
Os santos da tribulação compartilharão da glória de CRISTO
e do seu Reino
Mt 25.31-40; Rm 8.29; 2Ts 2.13,14; Ap 20.4
 
 

II. QUANDO SE DARÁ A VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO
Enquanto estivermos nos céus, participando das bodas do Cordeiro e, de suas mãos, recebendo os galardões a que farão jus os trabalhos que realizamos em prol do Reino de DEUS, estará a terra vivendo a Septuagésima Semana de Daniel que, profeticamente, terá a duração de sete anos, e pode assim ser dividida:
1. A primeira metade da semana, cuja duração será de três anos e meio, será ocupada pelo governo do Anticristo.
2. A segunda metade da semana, que terá a mesma duração da primeira, caracterizar-se-á pela Grande Tribulação. Por conseguinte, a Septuagésima Semana de Daniel terá, ao todo, a duração de sete anos (Dn 9.27). Logo: a volta triunfal de CRISTO, que se fará acompanhar por sua Igreja, ocorrerá sete anos após o arrebatamento. O termo original traduzido por “semana” em Daniel 9.27 é literalmente “setenário”, isto é, sete anos.
Dn 9.27 SOBRE A ASA DAS ABOMINAÇÕES VIRÁ O ASSOLADOR. CRISTO referiu-se à visão de Daniel quando disse: "Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel... " (Mt 24.15). Estas palavras de JESUS podem referir-se à futura destruição do templo de Jerusalém pelo Anticristo (cf. 2 Ts 2.3,4; Ap 13.14,15)
 
O Que a Bíblia Diz Sobre Armagedom?
Lemos sobre Armagedom em Daniel 11.40-45; Joel 3.9-17; Zacarias 14.1-3; Apocalipse 16.14-16. Essa grande batalha acontecerá nos últimos dias da Tribulação. João nos fala que os reis do mundo se reunirão "...para a peleja do grande dia do DEUS Todo-Poderoso. ...no lugar que em hebraico se chama Armagedom" (Apocalipse 16.14,16). O local da reunião dos exércitos é a planície de Esdraelom, ao redor da colina chamada Megido, que fica no norte de Israel, a cerca de 32 quilômetros a sudeste de Haifa.
Segundo a Bíblia, grandes exércitos do Oriente e do Ocidente se reunirão nessa planície. O Anticristo reagirá a ameaças ao seu poder provenientes do sul. Ele também tentará destruir a Babilônia restabelecida no leste antes de finalmente voltar suas forças contra Jerusalém. (Durante centenas de anos a Babilônia, localizada no atual Iraque, foi uma das cidades mais importantes do mundo. Segundo Apocalipse 14.8; 16.9; e 17-18, ela será reconstruída novamente nos últimos dias como uma cidade religiosa, social, política e economicamente poderosa). Enquanto o Anticristo e seus exércitos atacarem Jerusalém, DEUS intervirá e JESUS CRISTO voltará. O Senhor destruirá os exércitos, capturará o Anticristo e o Falso Profeta e os lançará no lago de fogo (Apocalipse 19.11-21).
Quando o Senhor voltar, o poder e o governo do Anticristo terminarão. O Dr. Charles Dyer escreve sobre esse evento:
Daniel, Joel, Zacarias identificam Jerusalém como o local onde a batalha final entre o Anticristo e CRISTO acontecerá. Todos os três prevêem que DEUS intervirá na história para salvar Seu povo e destruir o exército do Anticristo em Jerusalém. Zacarias prevê que a batalha terminará quando o Messias voltar à terra e Seus pés tocarem o Monte das Oliveiras. Essa batalha termina com a Segunda Vinda de JESUS à terra... A batalha termina antes mesmo de começar.*
A batalha de Armagedom – na verdade em Jerusalém – será o combate mais anticlimático da história. À medida em que João descreve os exércitos reunidos de ambos os lados, esperamos testemunhar um conflito épico entre o bem e o mal. Mas não importa quão poderoso alguém seja na terra, tal indivíduo não é páreo para o poder de DEUS.
O conflito de Armagedom será uma batalha real?
A profecia de Armagedom não é uma alegoria literária ou um mito. Armagedom será um evento real de proporções trágicas para aqueles que desafiam a DEUS. Será uma reunião de forças militares reais no Oriente Médio, numa das terras mais disputadas de todos os tempos – uma terra que nunca conheceu paz duradoura. Armagedom será também uma batalha espiritual entre as forças do bem e as do mal. Ela terá o seu desfecho com a intervenção divina e o retorno de JESUS CRISTO. (Thomas Ice e Timothy Demy - http://www.chamada.com.br)
Nota
* Chambers, Joseph. A Palace for the Antichrist: Saddam Hussein’s Drive to Rebuild Babylon and Its Place in Bible Prophecy. Green Forest, AR: New Leaf Press, 1996.


III. OBJETIVOS DA VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO
 
OBJETIVOS DA VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO
1. Punir os ímpios.
Dn 7.10;  Mt 25.31; 2 Ts 1.7;
Jd vv.14,15;  Ap 1.7
2. Socorrer Israel.
Zc 14.1-4; Ap 16.16; 19.19;
Lc 24.50,51; At 1.9-12
3. Levar Israel à conversão nacional.
Zc 12.7-10
4. Derrotar as forças do Anticristo
e implantar o Milênio.
1 Sm 12.17; Ap 20.1-4

De acordo com o que podemos depreender dos vários textos proféticos, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, estes são os principais objetivos da volta triunfal de Nosso Senhor JESUS CRISTO: 
1. Punir os ímpios. “Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele” (Jd vv.14,15).
Daniel 7.10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.
 Zacarias 14.5 E fugireis pelo vale dos meus montes (porque o vale dos montes chegará até Azel) e fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu DEUS, e todos os santos contigo, ó Senhor.
 Mateus 25.31 E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; 
2 Tessalonicenses 1.7 e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor JESUS desde o céu, com os anjos do seu poder,
 Apocalipse 1.7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!

2. Socorrer Israel. Zacarias, antevendo a angústia de Israel durante a Grande Tribulação, mostra de que forma o Senhor intervirá em favor de seu povo: “Eis que vem o dia do SENHOR, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres, 
forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o resto do povo não será expulso da cidade. E o SENHOR sairá e pelejará contra estas nações, como pelejou no dia da batalha. E, naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, 
e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele, para o sul” (Zc 14.1-4).
Zc 14.1 VEM O DIA DO SENHOR. "O dia do Senhor" é uma ocasião tanto de juízo quanto de restauração. Temos aqui uma referência ao tempo em que CRISTO voltará para julgar as nações, e estabelecer seu reino terrestre.
14.2 AJUNTAREI TODAS AS NAÇÕES... CONTRA JERUSALÉM. As nações darão a entender terem ganho uma vitória militar, mas acabarão por serem destruídas (ver 12.3-9 *).
14.3 E O SENHOR SAIRÁ. O Senhor intervirá na batalha, e derrotará as nações.
14.4 NAQUELE DIA, ESTARÃO OS SEUS PÉS SOBRE O MONTE DAS OLIVEIRAS. Esta profecia será cumprida quando JESUS CRISTO, na sua segunda vinda, voltar ao lugar de onde partira (Lc 24.50,51; At 1.9-12). A topografia da área será mudada dramaticamente. O monte fender-se-á: uma metade avançará para o Norte, a outra, para o Sul, deixando um vale entre ambas as metades.

3. Levar Israel à conversão nacional. No exato momento em que o Senhor JESUS estiver intervindo em favor dos israelitas, estes, de imediato, haverão de reconhecê-lo como o seu Messias. É o que profetiza Zacarias: “E o SENHOR primeiramente salvará as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não sejam exaltadas acima de Judá. Naquele dia, o SENHOR amparará os habitantes de Jerusalém; e o que dentre eles tropeçar, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como DEUS, como o anjo do SENHOR diante deles. E acontecerá, naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém. E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o ESPÍRITO de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zc 12.7-10). Trata-se, como vemos aqui, de uma operação do ESPÍRITO SANTO.
Zc 12.3-9 AJUNTAR-SE-ÃO CONTRA ELA TODAS AS NAÇÕES DA TERRA. No fim dos tempos, as nações reunir-se-ão contra Jerusalém e Israel. DEUS, porém, intervirá, destruindo os inimigos de seu povo. As potências mundiais serão derrotadas na batalha do Armagedom (ver Ap 16.16; 19.19).

4. Derrotar as forças do Anticristo e implantar o Milênio.
O Governo da Terra estará de acordo com a vontade de DEUS, ou seja, será Teocracia, governo de DEUS. Nenhum outro sistema de governo é representante de DEUS na terra, DEUS nunca intentou que houvesse monarquia (Os Hebreus é que pediram, com inveja dos governos ímpios à sua volta). Democracia nunca foi e nunca será o sistema de governo idealizado por DEUS, pois está mais do que provado que os homens não sabem se governar; somente JESUS é senhor dos senhores e rei dos reis e pode governar sobre todos.
1 Sm 12.17 Pedirei ao SENHOR que envie trovões e chuva para que vocês reconheçam que fizeram o que o SENHOR reprova totalmente, quando pediram um rei". 18 Então Samuel clamou ao SENHOR, e naquele mesmo dia o SENHOR enviou trovões e chuva. E assim todo o povo temeu grandemente o SENHOR e Samuel. 19 E todo o povo disse a Samuel: "Ora ao SENHOR, o teu DEUS, em favor dos teus servos, para que não morramos, pois a todos os nossos pecados acrescentamos o mal de pedir um rei".
 
“E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles  a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de JESUS e pela palavra de DEUS, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com CRISTO durante mil anos” (Ap 20.1-4).

Ap 20.2 PRENDEU O DRAGÃO... E AMARROU-O POR MIL ANOS. Depois da volta de CRISTO e dos eventos do capítulo 19, Satanás será preso e amarrado por mil anos para que não mais engane as nações. Isso implica numa cessação total da sua influência durante mil anos. Depois dos mil anos, ele será solto por pouco tempo para enganar aqueles que se rebelarem contra o domínio de DEUS (vv. 3,7-9). 
A obra mais comum de Satanás é enganar (ver Gn 3.13; Mt 24.24; 2 Ts 2.9,10).
20.3 PARA QUE MAIS NÃO ENGANE AS NAÇÕES. As nações que existirão durante o reino de CRISTO na terra são formadas pelos crentes que estavam vivos no fim da tribulação (ver 19.21 *; 20.4 *). Embora a palavra "nações" seja, às vezes, especificamente usada para os ímpios, João também a usa para representar os salvos (21.24; 22.2).
20.4 TRONOS; E ASSENTARAM-SE SOBRE ELES. Aqueles que se assentam nos tronos são provavelmente os vencedores oriundos de todos os tempos (cf. 2.7 *) e possivelmente incluem os santos do AT (ver Ez 37.11-14; Ef 2.14-22; 3.6; Hb 11.39,40). Aqueles que "viveram" (i.e., voltaram à vida) depois da volta de CRISTO são, conforme é declarado, os que foram fiéis a Ele e que morreram durante a tribulação (6.9; 12.17). João não menciona a ressurreição dos santos da igreja que morreram, porque ela já ocorreu quando CRISTO retirou sua igreja da terra e a levou ao céu (ver Jo 14.3 *; 1 Co 15.51)
20.4 REINARAM COM CRISTO DURANTE MIL ANOS. Este reino de CRISTO por mil anos é, às vezes, chamado "o milênio", termo de origem latina que significa "mil anos".

CONCLUSÃO
Olhando para as coisas futuras que hão de acontecer, cabe a cada um de nós, estarmos prontos para o arrebatamento e escaparmos das coisas que acontecerão após o mesmo.
O poder de Satanás não é, nem jamais será, capaz de resistir ao poder de DEUS. Já vimos que Satanás é um derrotado (capítulo 12). Ele só pode fazer o que DEUS permite, e DEUS não lhe permite derrotar seus discípulos fiéis (1 Coríntios 10:13). É admirável que tantas igrejas e pregadores de hoje apliquem tanta da sua atenção ao trabalho do diabo derrotado. A mensagem de Apocalipse é clara, deveremos ver além do seu poder limitado e confiar no poder superior do Vencedor.
 
Características do reino Milenar de CRISTO:
(1) Foi predito no AT (Is 9.6; 65.19-25; Dn 7.13,14; Mq 4.1-8; Zc 14.1-9; cf. Ap 2.25-28).
(2) Satanás estará preso (ver vv. 2,3 *s).
(3) Do reino milenial de CRISTO participarão os salvos da igreja (2.26,27; 3.21; 5.10; 20.4), e, possivelmente, os santos ressurretos do AT (ver Ez 37.11-14; Ef 2.14-22; Hb 11.39,40), e os santos mártires da tribulação (ver a * precedente).
(4) O povo do milênio a ser governado por CRISTO consistirá dos que permanecerem fiéis a Ele durante a tribulação e até à sua vinda; e dos que nascerem durante o milênio (14.12; 18.4; Is 65.20-23; ver Mt 25.1 *).
(5) Nenhum inconverso entrará nesse reino (ver 19.21 *).
(6) Aqueles que reinarem com CRISTO terão autoridade sobre todas as nações, e servirão e governarão Israel e as demais nações (v. 6; 3.21; 5.10; 20.6; Mt 19.28; ver Sf 3.9-20 *).
(7) Haverá paz, segurança, prosperidade e justiça em toda a terra (Is 2.2-4; Mq 4.4; Zc 9.10; ver Zc 2.5 *; 9.8 *). (8) A natureza será restaurada à sua condição original, de ordem, perfeição e beleza (Sl 96.11-13; 98.7-9; Is 14.7,8; 35.1,2,6,7; 51.3; 55.12,13; 65.25; Ez 34.25; Rm 8.18-23; ver Is 65.17-25 *; Ez 36.8-15 *; Zc 14.8 *).
(9) Todos que optarem pela senda da impiedade, da rebelião e da desobediência serão castigados (vv. 7-10). (10) No fim dos mil anos, o reino será entregue ao Pai, por JESUS (1 Co 15.24); então começará o reino final, eterno e perfeito de DEUS e do Cordeiro (21.1-22.5).
 
Resumo:
A campanha do Armagedom: 
A. A descrição: 
1. Os reinos se reúnem para a peleja (Ap 19:15) 
2. Este ajuntamento se dá num lugar chamado Armagedom (Ap 16:16) 
3. Lá DEUS julgará as nações por: 
a. haverem perseguido Israel (Jl 3:2) 
b. por causa de sua iniquidade (Ap 19:15) 
c. por causa de sua impiedade (Ap 16:9) 
B. A localização: 
1. O monte Megido: 
#Importantes batalhas de Israel (Jz 4; 5; 7; I Sm 31:8; II Rs 9:27; II Rs 23:29,30) 
2. Vale de Josafá (Jl 3:2,13) 
3. Edom ou Iduméia (Is 34; 63) 
4. Jerusalém (Zc 2:2-11; 14:2) 
C. Os participantes: 
1. A federação de dez reinos, sob a liderança da besta. 
2. A federação do norte (gogue e magogue). 
3. Os reis do leste. 
4. O rei do sul. 
5. O Senhor e seus exércitos celestiais. 
· Embora a hostilidade dos quatro primeiros seja de um contra os outros e contra Israel (Zc 12:2,3; 14:2) é particularmente contra o DEUS de Israel que eles lutam (Sl 2:2; Is 34:2; Zc 14:3; Ap 16:14; 17:14; 19:11,14,15,19,21) 
D. Os resultados: 
1. Os exércitos do Sul são destruídos na campanha. 
2. Os exércitos da Confederação do Norte são destruídos pelo Senhor. 
3. Os exércitos da Besta e do Leste são destruídos pelo Senhor na Segunda Vinda. 
4. A Besta e o Falso Profeta são lançados no Lago de Fogo (Ap 19:20) 
5. Os incrédulos são eliminados de Israel (Zc 13:8) 
6. Os crentes são purificados graças a essas invasões (Zc 13:9) 
7. Satanás é preso (Ap 20:2) 
# Deste modo, todas as forças hostis ao reinado de CRISTO são destruídas. 

REVELAÇÃO DE CRISTO 
I. Passagens chaves: 
A. Zacarias 14:3,4 
B. Mt 24:27-30 
C. Ap 19:11-21 
D. I Ts 1:7-10 

II. Descrição: 
A. Israel estará quase derrotado. 
B. CRISTO aparece nos céus com a igreja. 
C. Seus pés tocarão o Monte da Oliveiras que se fenderá ao meio. 
D. As tropas do Anticristo tentarão lutar, mas não terão oportunidade. 
E. O Anticristo e o Falso Profeta são lançados vivos no Lago de fogo. 
F. Os corpos do exército do Anticristo servirão de comida de aves. 

III. A preparação para o reino: 
A. Os judeus aceitam a CRISTO como Messias (Zc 12:10; 13:9; Ez 26:24-31; Rm 11:26) 
B. Juízo de judeus (Ez 20:33-38; Ml 3:1-5) 
C. O julgamento dos gentios (Mt 25:31-46; Dn 12:11) 
D. Ressurreição dos que mnorreram na Grande Tribulação (Ap 20:4-6; Dn 12:2 cf 12:13) 
E. A prisão de Satanás (Ap 20:1-3) 
F. O estabelecimento do reino (II Tm 2:12; Ap 20:4; Gn 15:18) 

IV. PROPÓSITOS 
A. CRISTO ser manifesto a todo o mundo (Is 52.10; Ap 1.7; Mt 24.30) 
B. Reunir Seus escolhidos, sendo glorificado neles (Mt 24.31 2 Ts 1.10) 
C. Exterminar os ímpios (2 Ts 1.8; Is 42.13,14; 63.3-6) 
D. Livrar Israel e destruir seus inimigos (Jl 3.16; Is 31.4,5; Is 49.24-26; Zc 14.3) 
E. Ser contemplado pelos judeus e recebido como Seu Messias (Zc 12.10) 
F. Julgar as nações, determinando quem participará do Milênio (Mt 25.31-46) 
G. Estabelecer o Reino Milenar (Zc 14.9) 
 

 

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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA 4TR26

 

Escrita Lição 6, BETEL, A gloriosa volta de CRISTO: promessa, sinais e propósitos, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV

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ESBOÇO DA LIÇÃO

1- A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

1.1. Entendendo a Segunda Vinda   

1.2. As profecias bíblicas do AT  

1.3 As profecias bíblicas do NT   

2- OS SINAIS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA

2.1. Sinais na natureza   

2.2. Sinais na moral humana  

2.3. Apostasia e engano espiritual  

3- OS ASPECTOS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA

3.1. O propósito da Manifestação Gloriosa

3.2. A Vinda de JESUS em glória  

3.3. Israel e a Manifestação Gloriosa  

 

TEXTO ÁUREO

Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem”. Mateus 24.27

 

VERDADE APLICADA

A promessa quanto à Segunda Vinda de JESUS deve levar o crente a viver em vigilância, Santidade e firme esperança.

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Compreender a distinção entre o Arrebatamento e a Manifestação Gloriosa de CRISTO
Destacar os sinais bíblicos relacionados aos últimos dias.
Identificar os principais aspectos e propósitos da Segunda Vinda de JESUS.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA - 2 PEDRO 3.8-10
8 Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
10 Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.

 

LEITURA COMPLEMENTARES

SEGUNDA | Ap 1.7 A volta gloriosa de CRISTO.
TERÇA | 2Ts 2.3 A grande apostasia.
QUARTA | Mt 24.12 O esfriamento do amor
QUINTA | Is 26.20 Proteção durante o juízo.
SEXTA | Ap 19.1-11 A vitória e as bodas do Cordeiro.
SÁBADO | Dn 9.25-27 A profecia das setenta semanas


HINOS SUGERIDOS: 70, 98, 157

MOTIVO DE ORAÇÃO: Ore para que a Igreja permaneça firme, vigilante e cheia de esperança, aguardando a Volta de CRISTO com fidelidade.

 

PONTO DE PARTIDA: A Volta de JESUS fortalece a esperança cristã

INTRODUÇÃO

A volta de JESUS constitui uma promessa segura das Escrituras e ocupa lugar central na esperança cristã. O Novo Testamento apresenta diferentes aspectos desse acontecimento, mostrando que o Senhor cumprirá plenamente Seu propósito para a Igreja, Israel e as nações. Conhecer essa verdade fortalece nossa confiança na fidelidade de DEUS e orienta nossa vida no presente (Jo 14.1-3; At 1.11; Tt 2.13).

 

1- A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A promessa da Volta de JESUS ocupa lugar de destaque nas Escrituras. Ele mesmo declarou que voltaria, e os apóstolos reafirmaram essa esperança em seus ensinamentos. A Segunda Vinda, portanto, não é uma ideia criada pela Igreja, mas uma verdade revelada por DEUS em Sua Palavra. Os profetas do AT anunciaram a Vinda e o Governo do Messias. Embora não tivessem recebido todos os detalhes posteriormente revelados no NT, eles falaram sobre Sua glória, justiça e vitória.

 

1.1. Entendendo a Segunda Vinda   

O Arrebatamento e a Manifestação Gloriosa de CRISTO são acontecimentos relacionados; porém, distintos. No Arrebatamento, JESUS virá buscar Sua Igreja, os mortos nEle ressuscitarão, e os crentes que estiverem vivos serão transformados para encontrá-Lo nos ares e permanecerem para sempre com Ele (1 Ts 4.16,17;1Co 15.51-53). Já na Manifestação Gloriosa, CRISTO retornará visivelmente, ao final da Grande Tribulação, quando todo olho O verá, e Sua autoridade, Sua majestade e Seu senhorio serão plenamente reconhecidos (Mt 24.29,30; Ap 1.7). Nesse momento, JESUS derrotará o Anticristo e estabelecerá Seu Reino de justiça e paz (2Ts 2.8; Ap 19.11-21). Portanto, no Arrebatamento, CRISTO virá para a Igreja; e, na Manifestação Gloriosa, Ele virá com a Igreja.

 

Em “O Calendário da Profecia”, Antônio Gilberto, ao organizar os acontecimentos proféticos, destaca que a distinção entre Israel e Igreja ajuda a compreender os propósitos relacionados à volta de CRISTO. No Arrebatamento, completa-se a reunião da Igreja com o Senhor; na Manifestação Gloriosa, cumprem-se promessas relacionadas ao juízo das nações e ao estabelecimento do Reino messiânico (Dn 7.13,14; lTs 4.16,17; Ap 19.11-16).

 

1.2. As profecias bíblicas do AT   

Daniel viu o Filho do Homem vindo com as nuvens para receber domínio, glória e um reino eterno (Dn 7.13,14). Zacarias anunciou que o Senhor Se manifestaria no Monte das Oliveiras e reinaria sobre toda a terra (Zc 14.4,9). Malaquias destacou a santidade e a obra de purificação que acompanhariam a Vinda do Senhor (MI 3.2,3). Isaías profetizou o “ano aceitável do Senhor” e o “dia da vingança do nosso DEUS” (Is 61.1,2). Ao ler essa passagem em Nazaré, JESUS anunciou o cumprimento de Sua missão salvadora, encerrando a leitura antes da referência ao dia da justiça divina (Lc 4.17-21). Essa parte da profecia aponta também para a futura Manifestação de CRISTO em glória. Ou seja, o AT apresenta o Messias que veio para salvar e que voltará em glória para reinar.

 

Stanley M. Horton (Teologia Sistemática) ressalta que as profecias messiânicas frequentemente apresentam, em uma mesma perspectiva, acontecimentos ligados à Primeira e à Segunda Vinda de CRISTO. O Novo Testamento permite distinguir o cumprimento relacionado à Sua Obra Redentora daquele que ainda ocorrerá em Sua manifestação gloriosa. Essa compreensão evidencia a unidade das Escrituras e o desenvolvimento progressivo da revelação divina (Is 61.1,2; Lc 4.17-21).

 

1.3 As profecias bíblicas do NT   

O NT confirma, de maneira clara, a promessa da Volta de JESUS. Após Sua Ascensão, os anjos declararam que Ele retornaria de forma pessoal e visível, assim como havia subido ao Céu (At 1.9-11). Os apóstolos também ensinaram sobre a ressurreição dos mortos, a transformação dos crentes e a esperança daqueles que aguardam o Senhor (lTs 4.16,17; Hb 9.28). Pedro e Tiago destacaram a importância de uma vida santa, firme e perseverante até a Vinda de CRISTO (2Pe 3.13,14; Tg 5.7,8). A Bíblia não revela o dia nem a hora desse acontecimento (Mt 24.36); por isso, a Igreja deve evitar especulações, permanecer vigilante, anunciar o Evangelho e viver em fidelidade, aguardando o retorno do Senhor.

 

Myer Pearlman (2006) ensina que a volta de CRISTO também confirma a responsabilidade do crente como mordomo. Ao retornar, o Senhor encontrará Seus servos exercendo ou negligenciando as responsabilidades que lhes foram confiadas (Mt 24.45-47; Lc 12.35-40). A expectativa cristã, portanto, envolve prontidão, diligência e fidelidade no serviço até que Ele venha.

 

EU ENSINEI QUE: O Arrebatamento será o encontro de CRISTO com a Igreja nos ares, e a Manifestação Gloriosa será Sua volta visível, em poder e glória, a esta terra.

 

2- OS SINAIS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA

JESUS e os apóstolos ensinaram que os últimos dias seriam marcados por acontecimentos relacionados ao cumprimento das profecias e à Sua Manifestação Gloriosa. Entre eles, destacam-se: eventos naturais, decadência moral e crescimento da apostasia religiosa. Esses sinais não foram dados para calcular datas, mas para despertar responsabilidade, fortalecer a vida cristã e impulsionar a Igreja no cumprimento de sua missão. Portanto, precisamos permanecer firmes na Palavra, rejeitar as obras das trevas e viver como luz neste mundo (Ef 5.8-11; Fp 2.15).

 

2.1. Sinais na natureza   

JESUS ensinou que haveria guerras, fomes, pestes e terremotos em vários lugares, descrevendo-os como “o princípio das dores” (Mt 24.6-8). Esses sinais revelam que a criação ainda sofre os efeitos do pecado e aguarda sua plena restauração por DEUS (Rm 8.19-22). Contudo, é necessário equilíbrio: nem toda calamidade deve ser interpretada isoladamente como cumprimento de uma profecia específica, pois JESUS afirmou que essas coisas aconteceriam, mas ainda não seria o fim. A esperança cristã não está na estabilidade deste mundo, mas na promessa do Senhor, que fará novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça (2Pe 3.13).

 

William Barros (Editora Betel, 2022), destaca que os sinais na natureza também revelam a fragilidade das estruturas humanas. O progresso científico e tecnológico não elimina a dependência da criação em relação ao seu Criador. Esses acontecimentos lembram que somente o Reino de DEUS é inabalável e convidam a Igreja a testemunhar com compaixão em meio ao sofrimento humano (Hb 12.26-28; Mt 5.16).

 

2.2. Sinais na moral humana   

JESUS ensinou que a multiplicação da iniquidade provocaria o esfriamento do amor de muitos (Mt 24.12), enquanto o Apóstolo Paulo descreveu os últimos dias como tempos trabalhosos, marcados por egoísmo, avareza, desobediência, crueldade e amor aos prazeres acima do amor a DEUS (2Tm 3.1-5). O declínio moral começa quando o ser humano rejeita a verdade divina e passa a tratar o pecado como algo banal (Rm 1.21-25). A Bíblia adverte contra aqueles que chamam o mal de bem e o bem de mal (Is 5.20), normalizando a mentira, a violência, a injustiça, a impureza e a falta de amor (2Tm 3.2-4; Ef 4.17-19). Diante desse cenário, a Igreja deve anunciar a Verdade com amor, acolher os que se arrependem e testemunhar o poder transformador do Evangelho (Ef 4.15; 1Co 6.9-11).

 

A decadência moral também pode ser percebida quando o pecado deixa de produzir constrangimento e passa a ser exibido como motivo de orgulho. A Escritura descreve pessoas cuja consciência se tornou insensível e que perderam a percepção da gravidade de seus atos (Jr 6.15; 1Tm 4.2). Paulo ainda menciona aqueles que se gloriam no que deveria causar vergonha, demonstrando uma profunda inversão de valores (Fp 3.18,19). Esse quadro revela que o problema moral não está apenas nas ações praticadas, mas também na perda do temor de DEUS e da capacidade de reconhecer o mal.

 

2.3. Apostasia o engano espiritual   

JESUS alertou que os últimos dias seriam marcados pelo surgimento de falsos cristas, falsos profetas e ensinamentos capazes de desviar muitas pessoas da Verdade (Mt 24.11,24). A Bíblia nos alerta da apostasia, isto é, do afastamento consciente da fé e da verdade revelada por DEUS (2Ts 2.3), quando alguns abandonarão a fé por dar ouvidos a espíritos enganadores e a falsas doutrinas ( 1 Tm 4.1). Outros ainda deixariam de suportar a sã doutrina e buscariam mestres que ensinassem segundo seus próprios desejos (2Tm 4.3,4). Diante dessa realidade, a Igreja deve permanecer firme na Palavra, na oração e na comunhão (At 2.42; Hb 10.25), examinando todo ensinamento à luz da Escritura e com discernimento espiritual (At 17.11; 1Jo 4.1). Somente o crescimento no conhecimento de CRISTO produz maturidade espiritual, ajudando o cristão a reconhecer e rejeitar o engano (Ef 4.13,14; Cl 2.6-8).

 

O engano espiritual geralmente não se apresenta como rejeição aberta a toda verdade bíblica, mas como distorção parcial da mensagem. Por isso, a maturidade cristã exige conhecimento do conjunto das Escrituras, e não apenas familiaridade com textos isolados. A Igreja permanece protegida quando persevera na doutrina apostólica, discerne os espíritos e mantém CRISTO como centro de sua fé (At 2.42; Ef 4.13- 15; 1Jo 4.1-3).

 

EU ENSINEI QUE:

JESUS e os apóstolos ensinaram que os últimos dias seriam marcados por acontecimentos relacionados ao cumprimento das profecias e à Sua Manifestação Gloriosa.

 

3- OS ASPECTOS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA

A Manifestação Gloriosa será visível, poderosa e triunfante. Ao final da Grande Tribulação, o Senhor JESUS voltará à Terra em poder e grande glória, destruirá as forças do mal, cumprirá as profecias e estabelecerá Seu Reino milenial de justiça e paz (Mt 24.29,30; 2Ts 2.8; Ap 19.11-16; 20.1-6).

 

3.1. O propósito da Manifestação Gloriosa.

Na Manifestação Gloriosa, o Senhor JESUS voltará de maneira visível, de modo que todos O verão (Ap 1.7). Conforme profetizado por Zacarias, Seus pés estarão sobre o Monte das Oliveiras (Zc 14.4). Ele destruirá o poder do Anticristo pelo resplendor de Sua vinda e vencerá todos os que se levantarem contra DEUS (2Ts 2.8; Ap 19.19-21). Israel reconhecerá o Messias, as nações serão julgadas, e Satanás será aprisionado por mil anos (Zc 12.9,10; Mt 25.31-46; Ap 20.1-3). Então, o Senhor estabeleceu o Seu Reino milenial de justiça e paz, manifestando plenamente Sua autoridade como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16; 20.4-6).

 

William Barros (Apocalipse, Editora Betel) apresenta o Livro do Apocalipse como uma mensagem de edificação e esperança, não como uma fonte de medo ou de especulações intermináveis. A Manifestação Gloriosa revelará o triunfo de CRISTO sobre o Anticristo e todas as forças do mal. O Seu retorno mostrará que a História está sob o controle de DEUS e que Seu Reino será plenamente estabelecido.

 

3.2. A Vinda de JESUS em glória   

Em Sua Primeira Vinda, JESUS veio em humildade; na Manifestação Gloriosa, virá revestido de poder, majestade e glória. João viu o céu aberto, de onde CRISTO virá como Fiel e Verdadeiro, com autoridade para julgar e reinar (Ap 19.11- 16). Para Israel, se manifestará como Messias e Libertador; para as nações rebeldes, como Justo Juiz. Por sua vez, a Igreja estará com Ele, participando do Seu Reino (Rm 11.25-27; Ap 19.14; 20.4). A Manifestação de CRISTO confirmará a fidelidade divina e o pleno cumprimento das promessas anunciadas na Palavra de DEUS (Tt 2.13).

 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical) destaca que a manifestação gloriosa revelará publicamente a identidade e a autoridade daquele que o mundo rejeitou. O DEUS que compareceu diante de governantes humanos será visto como o Juiz e Rei universal (Jo 18.36,37; Ap 1.7; 19.11-16). Essa inversão confirma que a avaliação definitiva da história pertence a DEUS, e não aos poderes deste mundo.

 

3.3. Israel e a Manifestação Gloriosa   

Israel tem um lugar importante nas profecias sobre a Manifestação Gloriosa de CRISTO. Durante a Grande Tribulação, a nação sofrerá forte perseguição, mas o Senhor agirá em seu favor (Zc 14.1-4). Naquele dia, Israel reconhecerá JESUS como o Messias e se voltará para Ele com arrependimento (Zc 12.9,10). No AT, a visão dos ossos secos revela a restauração de Israel pela ação divina (Ez 3 7 .1- 14). Por fim, JESUS destruirá o Anticristo e cumprirá os planos de DEUS para a nação de Israel (2Ts 2.8; Rm 11.25-27). Também a Igreja estará presente na Manifestação Gloriosa e participará do Reino (Ap 19.14; 20.4). Assim, a Manifestação de JESUS mostrará que DEUS é fiel e cumpre Suas promessas à Igreja e a Israel.

 

Abraão de Almeida (Israel, Gogue e o Anticristo) ressalta que a restauração profética de Israel evidencia a irrevogabilidade das promessas de DEUS. O Senhor conduz Seu plano sem confundir as responsabilidades atribuídas a Israel e à Igreja, e a fidelidade demonstrada à nação confirma que nenhuma palavra divina ficará sem cumprimento (Rm 11.25-29). Assim, a escatologia preserva tanto a unidade do plano redentor quanto os propósitos específicos revelados nas Escrituras.

 

EU ENSINEI QUE: Na Manifestação Gloriosa, CRISTO voltará com a Igreja, julgará as nações e estabelecerá Seu Reino milenial.

 

CONCLUSÃO

A volta de CRISTO revela que a história caminha para o triunfo definitivo do Senhor. No Arrebatamento, a Igreja será reunida com Ele; na Manifestação Gloriosa, Sua autoridade será publicamente reconhecida, o mal será vencido e o Reino messiânico será estabelecido. Essa certeza deve manter nossa confiança na fidelidade de DEUS e nosso compromisso com a missão recebida (lTs 4.16,17; Ap 19.11-16).

 

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