04 setembro 2026

Escrita Lição 11, CPAD, Entre tempestades e promessas, 3Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 11, CPAD, Entre tempestades e promessas, 3Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

 


ESBOÇO DA LIÇÃO

I – A TEMPESTADE QUE SURGE NA VIAGEM

1. A decisão precipitada de navegar apesar da advertência de Paulo (vv.9-12)   

2. A fragilidade humana diante das forças da natureza (vv.13-17)   

3. A perda da esperança diante da adversidade (vv.18-20)   

II – A INTERVENÇÃO DE DEUS NA HORA DO DESESPERO

1. A palavra de encorajamento de Paulo (vv.21-26)   

2. A promessa de DEUS em meio à crise (vv.23,24)   

3. A fé e a liderança espiritual de Paulo (vv.33-36)   

III – A PROVIDÊNCIA DIVINA NO NAUFRÁGIO (At 27.39-44)

1. O cuidado de DEUS preservando vidas (vv.39-44)  

2. A soberania divina acima das decisões humanas (vv.42,43)   

3. O cumprimento fiel da promessa de DEUS (v.44)   

 

TEXTO ÁUREO

“Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio.” (At 27.22)

 

VERDADE PRÁTICA

Mesmo quando perdas materiais são inevitáveis, DEUS preserva a vida e cumpre suas promessas àqueles que confiam nEle.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - At 27.22-25 - DEUS preserva a vida dos que confiam nEle em meio às perdas

Terça - Sl 46.1,2 - O Senhor é refúgio seguro quando tudo ao redor parece desmoronar

Quarta - Is 43.2 - As tempestades não anulam o cuidado fiel de DEUS

Quinta - 2 Co 4.8,9 - Podemos estar abatidos, mas nunca abandonados por DEUS

Sexta - Hb 10.23 - A esperança permanece firme por causa da fidelidade de DEUS

Sábado - Mt 10.29,31 - Mesmo em meio às crises, a vida está sob o cuidado de DEUS

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 27.9-15, 21-26

9 - Passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava, 10 - dizendo-lhes: Varões, vejo que a navegação há de ser incômoda e com muito dano, não só para o navio e a carga, mas também para a nossa vida. 11 - Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre do que no que dizia Paulo. 12 - E, como aquele porto não era cômodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali para ver se podiam chegar a Fenice, que é um porto de Creta que olha para a banda do vento da África e do Coro, e invernar ali. 13 - E, soprando o vento sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam, e, fazendo-se de vela, foram de muito perto costeando Creta. 14 - Mas, não muito depois, deu nela um pé de vento, chamado Euroaquilão.

15 - E, sendo o navio arrebatado e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir à toa.

21 - Havendo já muito que se não comia, então, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó varões, terme ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perdição. 22 - Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. 23 - Porque, esta mesma noite, o anjo de DEUS, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, 24 - dizendo: Paulo, não temas! Importa que sejas apresentado a César, e eis que DEUS te deu todos quantos navegam contigo. 25 - Portanto, ó varões, tende bom ânimo! Porque creio em DEUS que há de acontecer assim como a mim me foi dito. 26 - É, contudo, necessário irmos dar numa ilha.

 

Mapa da Viagem de Paulo a RomaEscola Bíblica Dominical - EBD: Mapas da Viagem de Paulo à RomaSEMEANDO A BÍBLIA: MAPA 52 - VIAGEM DE PAULO PARA ROMA - 1Quarta viagem – a prisão de Paulo em Jerusalém e a viagem a Roma ..."Naufrágio e Milagres: A Jornada de Paulo para Roma" Atos 27-28 - YouTube

 

Rota Principal (Atos 27–28)

1.    Cesareia Marítima (Israel) – ponto de partida.

2.    Sidom – Paulo recebe permissão para visitar irmãos da igreja.

3.    Chipre – navegação ao abrigo da ilha por causa dos ventos contrários.

4.    Mira da Lícia – troca para um navio alexandrino com destino à Itália.

5.    Cnido – navegação difícil devido aos ventos.

6.    Creta (Bons Portos/Laseia) – Paulo adverte que a viagem será perigosa.

7.    Fenice (destino planejado em Creta) – não conseguem chegar por causa da tempestade

8.    Cauda (Cláuda) – tentativas de reforçar o navio durante a tempestade.

9.    Mar Mediterrâneo – o navio é arrastado pelo vento Euroaquilão durante vários dias.

10.                   Malta – ocorre o naufrágio; todos sobrevivem conforme a promessa de Deus.

11.                   Siracusa (Sicília) – retomada da viagem após três meses.

12.                   Régio – porto no sul da Itália.

13.                   Putéoli – encontro com irmãos cristãos

14.                   Praça de Ápio e Três Vendas – recepção dos irmãos vindos de Roma.

15.                   Roma – cumprimento do propósito divino para Paulo testemunhar na capital do Império.

estudosdabiblia.net - pt.wikipedia.org - https://www.pecadorconfesso.com/2014/06/a-magnifica-historia-da-vida-e-da-obra.html

 

Resumo

Etapa

Local

Evento Principal

1

Cesareia

Início da viagem

2

Sidom

Visita aos irmãos

3

Mira

Troca de navio

4

Creta

Advertência de Paulo

5

Euroaquilão

Grande tempestade

6

Malta

Naufrágio e livramento

7

Putéoli

Encontro com cristãos

8

Roma

Cumprimento da promessa

 

Versículo-Chave

"Não temas, Paulo; importa que sejas apresentado a César." (Atos 27.24)

Lição Teológica Central

A viagem a Roma demonstra que a providência de Deus é maior que as tempestades, as decisões humanas e os perigos da vida. O navio naufragou, mas a promessa de Deus permaneceu intacta. (Atos 27–28)

 

http://www.cpad.com.br/harpa-crista-grande-90-anos-luxocor-preta-/p

Hinos Sugeridos: 4, 515, 578 da Harpa Cristã

 

Palavra-Chave - TEMPESTADE

 

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SUBSÍDIOS EXTGRAS – BÍBLIAS, LIVROS, REVISTAS, COPILOT E GEMINI

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RESUMO RÁPIDO Pr. Henrique

 

ENTRE TEMPESTADES E PROMESSAS

Atos 27.9-44

NOVA INTRODUÇÃO

A narrativa de Atos 27 é uma das mais impressionantes demonstrações da providência divina em toda a literatura bíblica. O capítulo descreve uma viagem marítima marcada por decisões humanas equivocadas, forças naturais incontroláveis e intervenção sobrenatural de DEUS. Mais do que um relato histórico, o texto apresenta uma profunda lição teológica acerca da soberania divina sobre a criação, os governos humanos e as circunstâncias da vida.

Mesmo sendo prisioneiro, Paulo surge como a principal autoridade moral e espiritual dentro da embarcação. Os marinheiros possuíam experiência náutica, os soldados possuíam autoridade militar e o centurião possuía poder político, mas somente Paulo possuía a revelação divina capaz de conduzir todos à preservação da vida.

A tempestade enfrentada pelo apóstolo torna-se uma figura das crises que acometem o povo de DEUS ao longo da história. O capítulo revela que a presença das adversidades não significa ausência da ação divina. Pelo contrário, frequentemente é durante as maiores tempestades que o Senhor manifesta sua graça, confirma suas promessas e fortalece a fé de seus servos.


I – A TEMPESTADE QUE SURGE NA VIAGEM

1. A decisão precipitada de navegar apesar da advertência de Paulo (At 27.9-12)

Ampliação Teológica

O texto apresenta o conflito entre a sabedoria humana e a revelação divina.

A análise dos marinheiros baseava-se em dados técnicos e observações práticas. O porto não era adequado para passar o inverno. A navegação parecia possível. Os ventos pareciam favoráveis.

Entretanto, Paulo discernia algo que transcendia a observação natural.

Esse episódio ilustra um princípio recorrente nas Escrituras: o ser humano frequentemente coloca sua confiança na capacidade intelectual, enquanto DEUS convida seus servos a dependerem da direção divina.

O livro de Provérbios afirma:

"Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento" (Provérbios 3.5).

A desobediência à advertência de Paulo não anulou a graça divina, mas aumentou o sofrimento da jornada.

Aspecto Doutrinário

Este texto demonstra a doutrina da:

  • Revelação divina
  • Providência de DEUS
  • Responsabilidade humana

Os passageiros foram responsáveis por suas escolhas, mas DEUS continuou governando soberanamente os acontecimentos.

Palavra Grega

Palavra

Grego

Significado

Advertir

νουθετέω (noutheteō)

Admoestar, alertar, corrigir

Convencer

πείθω (peithō)

Persuadir, confiar

Referências Complementares

  • Provérbios 3.5-7
  • Provérbios 14.12
  • Jeremias 10.23
  • Isaías 55.8-9
  • Tiago 4.13-17
  • Primeira Carta aos Coríntios 1.25
  • Segunda Carta aos Coríntios 11.25

Resumo do Subtópico

Ensino

Aplicação

DEUS adverte antes do juízo

Precisamos ouvir a voz de DEUS

Nem toda oportunidade vem de DEUS

Nem todo vento favorável é direção divina

A experiência humana é limitada

A revelação divina é superior


2. A fragilidade humana diante das forças da natureza (At 27.13-17)

Ampliação Teológica

O vento Euroaquilão expõe a vulnerabilidade humana.

O homem moderno acredita controlar praticamente tudo através da ciência e da tecnologia. Todavia, a Bíblia ensina que toda criatura é dependente de DEUS.

O mar sempre representou, no pensamento bíblico, as forças caóticas sobre as quais somente DEUS exerce domínio absoluto.

A tempestade demonstrou que:

  • a experiência dos marinheiros falhou;
  • a habilidade dos navegadores falhou;
  • os equipamentos falharam;
  • os cálculos falharam.

Mas o governo divino permaneceu intacto.

O Salmo 107 apresenta situação semelhante:

"Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as ondas."

Aspecto Doutrinário

Este evento destaca:

  • A soberania de DEUS sobre a criação.
  • A limitação da autonomia humana.
  • A dependência absoluta da graça divina.

Palavra Grega

Palavra

Grego

Significado

Vento

ἄνεμος (ánemos)

Vento forte

Tempestade

χειμών (cheimōn)

Tempestade violenta

Referências Complementares

  • Salmo 46.1
  • Salmo 89.9
  • Salmo 107.23-30
  • Jó 38.8-11
  • Marcos 4.39
  • Colossenses 1.16-17

Resumo do Subtópico

Realidade Humana

Verdade Divina

Limitação

Onipotência

Medo

Segurança

Controle perdido

Governo de DEUS


3. A perda da esperança diante da adversidade (At 27.18-20)

Ampliação Teológica

A ausência do sol e das estrelas possuía significado literal e simbólico.

Literalmente, eles perderam os instrumentos de orientação.

Espiritualmente, a cena retrata pessoas caminhando sem referência.

A esperança humana entrou em colapso.

Entretanto, quando os recursos naturais acabam, DEUS frequentemente inicia uma nova etapa de sua manifestação sobrenatural.

A crise chega ao seu ponto máximo exatamente antes da intervenção divina.

Palavra Grega

Palavra

Grego

Significado

Esperança

ἐλπίς (elpis)

Expectativa confiante

Salvação

σωτηρία (sōtēria)

Livramento, preservação

Referências Complementares

  • Salmo 42.5
  • Salmo 121.1-2
  • Isaías 40.29-31
  • Lamentações 3.21-26
  • Romanos 5.1-5
  • Romanos 15.13

Resumo do Tópico I

Elemento

Lição Espiritual

Advertência ignorada

Consequências da imprudência

Tempestade

Limitação humana

Perda da esperança

Necessidade da intervenção divina


II – A INTERVENÇÃO DE DEUS NA HORA DO DESESPERO

1. A palavra de encorajamento de Paulo (At 27.21-26)

Ampliação Teológica

Paulo assume a função de líder espiritual no momento em que as lideranças humanas fracassam.

Uma das evidências da maturidade espiritual é ser instrumento de esperança em momentos coletivos de crise.

Observe que Paulo não negou a realidade da tempestade.

A fé bíblica não é negação dos problemas.

A fé bíblica é confiança em DEUS apesar dos problemas.

Palavra Grega

Palavra

Grego

Significado

Coragem

εὐθυμέω (euthymeō)

Ter bom ânimo

πίστις (pistis)

Confiança firme

Referências

  • Isaías 41.10
  • Josué 1.9
  • João 16.33
  • Romanos 15.13
  • Hebreus 6.19

2. A promessa de DEUS em meio à crise (At 27.23-24)

Ampliação Teológica

A promessa foi dada quando a tempestade ainda existia.

DEUS nem sempre remove imediatamente a crise.

Frequentemente Ele primeiro fortalece o crente com sua promessa.

A base da esperança cristã não é a mudança das circunstâncias, mas a fidelidade divina.

Paulo fundamenta sua confiança em duas verdades:

  • "De quem eu sou."
  • "A quem eu sirvo."

Essas afirmações revelam identidade e missão.

Palavra Grega

Palavra

Grego

Significado

Pertencer

εἰμί (eimi)

Ser, pertencer

Servir

λατρεύω (latreuō)

Prestar culto e serviço

Referências

  • Números 23.19
  • Isaías 46.10
  • Romanos 8.28
  • Segunda Timóteo 1.12
  • Hebreus 10.23

3. A fé e a liderança espiritual de Paulo (At 27.33-36)

Ampliação Teológica

Paulo não apenas crê.

Paulo influencia.

A fé genuína sempre produz impacto comunitário.

Ao agradecer a DEUS diante de todos, transforma um navio dominado pelo medo em um ambiente marcado pela esperança.

Seu gesto lembra:

  • JESUS multiplicando os pães.
  • JESUS na Última Ceia.
  • A prática da igreja primitiva.

Referências

  • Mateus 5.16
  • Lucas 22.19
  • João 6.11
  • Filipenses 4.6-7
  • Primeira Tessalonicenses 5.18

Resumo do Tópico II

Realidade

Resposta Divina

Medo

Encorajamento

Crise

Promessa

Desânimo

Incerteza

Palavra de DEUS


III – A PROVIDÊNCIA DIVINA NO NAUFRÁGIO

1. O cuidado de DEUS preservando vidas (At 27.39-44)

Ampliação Teológica

A providência é a ação contínua de DEUS sustentando e governando sua criação.

O navio foi perdido.

A promessa não.

Os bens materiais foram destruídos.

As vidas foram preservadas.

A narrativa demonstra que DEUS pode permitir perdas secundárias para preservar propósitos eternos.

Palavra Grega

Palavra

Grego

Significado

Guardar

φυλάσσω (phylassō)

Proteger, vigiar

Livrar

ῥύομαι (rhyomai)

Resgatar, libertar

Referências

  • Isaías 43.2
  • Salmo 33.18-19
  • Salmo 91.1-16
  • Lucas 21.18

2. A soberania divina acima das decisões humanas (At 27.42-43)

Ampliação Teológica

A decisão dos soldados era matar os prisioneiros.

A decisão de DEUS era salvá-los.

A vontade humana mostrou-se incapaz de impedir o propósito divino.

A Bíblia revela constantemente que DEUS governa reis, impérios, exércitos e autoridades.

Nada escapa ao controle do Senhor.

Referências

  • Provérbios 21.1
  • Daniel 4.35
  • Isaías 14.27
  • Romanos 8.31
  • Efésios 1.11

3. O cumprimento fiel da promessa de DEUS (At 27.44)

Ampliação Teológica

O versículo final é a confirmação da fidelidade divina.

Não houve uma única baixa.

A palavra de DEUS cumpriu-se integralmente.

O capítulo inteiro aponta para uma das características mais importantes do caráter divino: sua fidelidade.

Palavra Grega

Palavra

Grego

Significado

Fiel

πιστός (pistos)

Confiável, digno de confiança

Promessa

ἐπαγγελία (epangelia)

Compromisso declarado

Referências

  • Números 23.19
  • Josué 21.45
  • Primeira Carta aos Reis 8.56
  • Segunda Carta de Pedro 3.9
  • Hebreus 10.23

Resumo do Tópico III

Evento

Resultado

Naufrágio

Livramento

Plano humano

Frustrado

Promessa divina

Cumprida

Perigo

Testemunho


NOVA CONCLUSÃO

Atos 27 ensina que a vida cristã não está isenta de tempestades, mas está totalmente debaixo da soberania de DEUS. A viagem para Roma demonstra que os propósitos divinos não podem ser impedidos por ventos contrários, decisões equivocadas, crises inesperadas ou ameaças humanas. Em cada etapa da narrativa, a providência do Senhor conduz os acontecimentos para o cumprimento de sua vontade.

Paulo entrou na tempestade como prisioneiro, mas revelou-se o homem mais livre do navio, pois possuía algo que ninguém mais tinha: confiança absoluta na Palavra de DEUS. Sua fé não dependia das circunstâncias favoráveis, mas da fidelidade daquele que havia prometido conduzi-lo até Roma.

Assim também ocorre na caminhada cristã. Nem sempre DEUS remove imediatamente as tempestades, mas sempre permanece presente nelas. O Senhor continua governando os ventos, sustentando seus servos e cumprindo suas promessas. Por isso, o crente pode avançar com segurança, sabendo que a mesma mão que permitiu a tempestade é a mão que conduz ao porto seguro. A história termina com um naufrágio do navio, mas com a preservação de todas as vidas, demonstrando que quando DEUS faz uma promessa, nenhuma força da terra, do mar ou do inferno pode impedir o seu cumprimento.

 

 

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COMENTÁRIOS BEP - CPAD
27.24 PAULO, NÃO TEMAS. Enquanto DEUS tiver um lugar e um propósito na vida de alguém aqui na terra, e tal pessoa buscar a DEUS e seguir a direção do ESPÍRITO SANTO (cf. At  23.11; 24.16), o Senhor o protegerá da morte. Todos os fiéis de DEUS têm o direito de orar: Ó Senhor, sou teu, sirvo a ti; sê tu meu protetor (cf. Sl 16.1,2).
27.25 TENDE BOM ÂNIMO. Paulo é um prisioneiro no navio sem deixar de ser um homem livre em CRISTO e viver na presença de DEUS, liberto do medo; ao passo que os demais que estão com ele no navio achavam-se aprisionados pelo terror por causa dos perigos que os cercam em alto-mar. Nesta vida, somente o crente sincero e fiel, que experimenta a presença de DEUS, pode enfrentar os perigos da vida com coragem e certeza em CRISTO.
27.31 SE ESTES NÃO FICAREM NO NAVIO. Esta declaração de Paulo parece colidir com os vv. 22,24. Se DEUS prometera a Paulo que pouparia as vidas de todos aqueles que navegavam com o apóstolo (v. 24), e Paulo lhes cita essa promessa incondicional dizendo: não se perderá a vida de nenhum de vós (v. 22), como a deserção dos marinheiros poderia provocar a morte dos passageiros? A resposta jaz na verdade bíblica de que as promessas de DEUS ao seu povo são normalmente sujeitas à condição da obediência à sua vontade (ver Gn 1.26-31; 6.5-7; Êx 3.7,8; Nm 14.28-34; 2 Sm 7.12-16; 1 Rs 11.11-13; 12.16).
 
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Comentário Bíblico BEACON - Antigo e Novo Testamentos.
K. A VIAGEM A ROMA, Atos 27.1-28.16.
Os dois últimos capítulos do livro de Atos estão repletos de termos náuticos, muitos dos quais não são encontrados em nenhuma outra passagem. Em seu livro, Luke the Historian in the Light of Research,' A. T. Robertson dedica um capítulo inteiro aos "ter­mos náuticos encontrados no capítulo 27 do livro de Atos". James Smith, um notável iatista escocês e uma autoridade em navios antigos, interessou-se pelo assunto. Ele comparou cuidadosamente a narrativa de Lucas com o seu amplo conhecimento do Mediterrâneo —passou o inverno de 1844-45 em Malta — e escreveu um livro sobre a viagem de Paulo. Ele diz: "Lucas, pelo seu uso preciso de termos náuticos, dá grande exatidão a esta linguagem, e expressa em uma única palavra, o que normalmente exigiria diversas"."
Foakes-Jackson caracteriza este relato da viagem de Paulo como "entre as mais belas peças de escrita descritiva do Novo Testamento".' Macgregor a chama de "Aparte mais dramática do texto de todo o livro"."
1. De Cesaréia a Malta (Atos 27.1-44)
O grupo partiu de Cesaréia com a intenção de ir diretamente a Roma. Mas uma severa tempestade impediu-os de fazê-lo, e assim passaram o inverno na ilha de Malta.
a. De Cesaréia a Creta (Atos 27.1-8). A expressão Como se determinou [ou como se "decidiu"] que havíamos de navegar para a Itália — traz Lucas de volta ao cenário. A última menção a "nós" foi feita em Atos 21.18, quando Paulo e seus companheiros chegaram a Jerusalém. O que Lucas esteve fazendo nos dois anos intermediários, enquanto Paulo era prisioneiro em Cesaréia? A resposta é que ele provavelmente esteve coletando infor­mações para escrever o seu Evangelho. Pode ser que nesta época, tivesse tido um encon­tro com a idosa mãe de JESUS, o único ser humano que poderia lhe fornecer algumas das informações encontradas nos dois primeiros capítulos do Evangelho de Lucas.
Sempre se observa que a narrativa do livro de Atos é mais vívida e detalhada quan­do Lucas está incluído. Isto certamente é verdade a respeito deste capítulo, que só pode­ria ter sido escrito por uma testemunha ocular.
Navegar — lit., "partir em barco" — é o primeiro termo náutico encontrado neste relato da viagem. A palavra grega só aparece no livro de Atos (cf. Atos 13.4; 14.26; 20.15).
O termo Eles, subentendido em algumas versões, é uma referência indefinida a Festo e aos seus soldados — entregaram Paulo e alguns outros presos a um centurião por nome Júlio. Como um cidadão romano que tinha apelado a César, Paulo tinha uma condição especial. "Com toda a probabilidade, os demais tinham sido condenados à morte, e estavam indo atender à perpétua demanda de Roma, que exigia das províncias vítimas humanas para divertir o populacho através de sua morte na arena".573
Júlio era um centurião da Coorte Augusta. Esta expressão criou uma discussão considerável. Em um artigo intitulado "The Roman Army" [O exército romano], T. R. S. Broughton identifica-o como "um auxiliar Sírio da Coorte Augusta"' que estava estaci­onada na Palestina no século I. Diversos comentaristas sugeriram que a referência é a um serviço especial (frumentarii), subordinado diretamente ao imperador. Com respeito a esta questão, Blaiklock escreve: "Os frumentarii, ou agentes especiais do imperador enviados ao estrangeiro em tarefas de inspeção, parecem ter sido uma invenção posterior; mas a informação está longe de ser completa, e aqueles que interpretam a Coorte Augusta como um grupo de tropas destacado das formações regulares para alguns servi­ços especiais podem estar corretos".' Esta é a melhor conclusão a que se pode chegar. Como diz Broughton, "a questão deve ser deixada em aberto".'
Embarcando (2) — lit., "tendo embarcado" — nós em um navio adramitino ­em um porto na costa oeste da Ásia Menor, ao sul de Trôade (ver o mapa 3) — partimos navegando ou "navegamos". Este é outro termo náutico, encontrado seis vezes na narrativa desta viagem a Roma (Atos 27.2,4,12,21; 28.10-11), e significa "lançar ao mar" (cf. Atos 13.13). Estando conosco Aristarco, macedônio de Tessalônica. Como pode ser expli­cado que Aristarco e Lucas tivessem permissão de acompanhar um prisioneiro imperial?
Moe sugere: "O governador deve ter dado a Lucas e a Aristarco uma permissão especial para acompanhar a viagem, e isto provavelmente com base em que eles deveriam estar ali como servos do apóstolo".' A expressão conosco, no entanto, parece sugerir uma condição diferente para Lucas. Será que ele estaria atendendo Paulo como seu médico pessoal, como parece ter feito mais tarde, na última vez que o apóstolo foi preso? (2 Tm 4.11 — "só Lucas está comigo"). Aristarco parece ter sido um dos amigos particularmen­te fiéis que Paulo teve (cf. Atos 20.4) e estava com o apóstolo durante a sua primeira prisão em Roma (Cl 4.10; Fm 24).
No dia seguinte à sua partida de Cesaréia, eles chegaram a Sidom (3). Este verbo (katago) significa literalmente "ser trazido". Somente Lucas o usa como um termo náutico, com o sentido de "ser trazido à terra" (cf. Atos 28.12; Lc 5.11). Assim, uma boa tradução seria "atingir" (a maioria das versões recentes) ou "chegar à terra" (Berk.). Sidom ficava a aproximadamente 112 quilômetros ao norte de Cesaréia. Os fortes ventos oeste daque­la estação do ano tinham impulsionado o grupo com boa velocidade.
Júlio, tratando — ou "tratou" — Paulo humanamente. Em nenhuma outra pas­sagem do Novo Testamento, o verbo grego tem este sentido, mas o significado ficou claro nos papiros daquela época.' Humanamente é um advérbio, philanthropos, que significa "com gentileza", "de forma humana". É surpreendente observar que todos os centuriões romanos mencionados no Novo Testamento sejam apresentados sob uma luz favorável (cf. Mt 8.5-13; 27.54; Atos 10.1-4). Assim, aqui Júlio tratou Paulo com gentileza e lhe per­mitiu ir visitar os seus amigos na cidade, para que cuidassem dele — lit., "para obter cuidados". Aparentemente, o navio ficou no porto por um ou dois dias carregando ou descarregando.
 
E partindo (4) — "indo ao mar" — em Sidom, o navio navegou abaixo — a sotavento — de Chipre, ou seja, para o leste e o norte daquela ilha, entre ela e a terra firme. A rota mais curta poderia ter sido para o oeste, pelo mar aberto (ver o mapa 3). Barclay comen­ta: "O vento dominante daquela época do ano era o vento oeste e eles somente poderiam chegar a Mirra deslizando sob Chipre, e então seguindo uma rota em zigue-zague até à costa"." Isto é o que é chamado de "manobrar" contra o vento. Eles adotaram este proce­dimento porque os ventos eram contrários.
Eles atravessaram o mar (5) — lit., "navegaram através do mar", lit., "das profundezas" — da Cilicia e Panfília. Assim, eles seguiam rumo oeste, contra o vento. O texto ocidental (ver a Introdução) diz que eles navegaram "por quinze dias", o que pode ter de fato ocorrido.58° Finalmente, chegaram a Mirra, na Lícia.
Achando ali o centurião um navio de Alexandria, que navegava para a Itá­lia (6). Uma olhada no mapa mostrará que para um navio seguir da Alexandria (Egito) até a Itália, pelo caminho de Mirra significava viajar por dois lados de um triângulo (viajando para o norte e depois para o oeste). A rota direta seria seguir pela hipotenusa, quase a noroeste para a Itália. Em seu excelente artigo "Roads and Travei [inNT]", Sir William Ramsay descreve assim a situação:
A viagem de Alexandria a Roma era um percurso muito mais difícil e tedioso do que a de Roma a Alexandria, devido à ocorrência predominante de ventos oeste no Mediterrâneo durante o verão. Os navios tinham de socorrer-se mutuamente devido às incertas brisas da costa. Era inseguro manter um curso muito ao sul devido aos grandes bancos de areia movediça, Sirte, das costas africanas. Mesmo que os ventos permitissem, os navios não poderiam se aventurar de Alexandria em um curso que os deixasse próximos à costa de Cirene, para que o vento não pudesse desviá-los do norte e levá-los ao sul (Atos 27.17). Eles eram obrigados a adotar um curso norte, tentando ir tanto para o oeste, tanto quanto o vento permitisse. Assim poderiam chegar à costa da Lícia... mas seria considerado como absolutamente cer­to que eles nunca deveriam tentar cruzar o mar da costa egípcia diretamente para a Itália ou Sicília.'
Agora o quadro fica claro. Como os ventos dominantes eram do oeste, era impossível navegar diretamente para a Itália. Os navios deviam ir para o norte, tentando ir tanto para o oeste quanto possível. Algumas vezes, eles viam a extremidade oeste de Chipre. Mas os ventos fortes do oeste fizeram com que fosse necessário que o navio de Paulo navegasse a sotavento de Chipre e manobrando contra o vento na costa da Ásia Menor para Mirra. A seguir o navio seguiria para oeste, para Creta, fazendo uso dos ventos norte da costa que pudessem estar soprando.
O navio de Alexandria seria carregado com trigo. Winn observa: "Os cereais egíp­cios eram a matéria prima da dieta de Roma, e o seu transporte ininterrupto era tão importante para a vida da cidade que o próprio governo possuía e operava uma frota de navios de grãos".'
O centurião colocou seus prisioneiros a bordo do navio de Alexandria. A mudan­ça de embarcação ocorreu porque a primeira iria em breve seguir para o norte, em direção ao seu porto de Adranrítio, enquanto o centurião e os seus prisioneiros tinham de continuar para o oeste. Mas os ventos contrários ainda impediam o seu progresso ­eles navegavam vagarosamente (7). Esta é uma única palavra em grego, encontrada somente aqui no Novo Testamento. James Smith lista sete compostos de pleo que são usados somente por Lucas em um sentido náutico.'" Depois de navegar vagarosamen­te por muitos dias, manobrando contra o vento oeste, ...havendo chegado apenas defronte de Cnido — ou "com dificuldade chegaram a Cnido" (NASB). Eles tinham chegado a uma distância de cerca de duzentos quilômetros de Mirra. Cnido (ver o mapa 3) ficava no canto sudoeste da Ásia Menor, e formava a linha divisória entre as costas oeste e sul.
Até este ponto, o navio estaria consideravelmente protegido dos ventos noroeste. Mas quando ele passou por Cnido e seguiu para o mar aberto, sofreu todo o seu impacto. Isto fica sugerido pela expressão não nos permitindo o vento ir mais adiante (trad. literal). Esta sentença se relaciona com a posterior, e não com a anterior. O significado deste versículo é: "E quando tínhamos navegado vagarosamente durante muitos dias, e com dificuldade chegamos a Cnido, uma vez que o vento não nos permitia ir mais adian­te, navegamos abaixo de Creta, junto de Salmona" (NASB). O caminho mais curto para a Itália está ao norte de Creta (ver o mapa 3), mas aparentemente um vento noroeste obrigou este navio a navegar para o leste, para o sul de Creta. Smith fornece uma docu­mentação adequada para a afirmação de que "este é precisamente o vento que pode ter sido esperado naqueles mares perto do final do verão"."' Com um vento noroeste sopran­do fortemente, o "único curso do navio seria passar a sota-vento de Creta, em direção a Salmona... que é a extremidade oriental daquela ilha".'
E a narrativa prossegue: E, costeando-a dificilmente — "com dificuldade", che­gamos a um lugar chamado Bons Portos (8). Arndt e Gingrich dizem que a palavra grega costeando é um termo técnico náutico que significa "navegar margeando a cos­ta".' Esta é a tradução na versão NASB. Uma vez que o significado de "passar margeando a costa" (RSV, Phillips) é o de conservar-se próximo à costa por razões de segurança, a versão NEB apresenta a expressão "abraçando a costa".
A respeito deste porto aqui mencionado, Smith escreve: "Bons Portos é o último porto antes de chegar a Cabo Matala, o porto mais distante a que um navio antigo pode­ria chegar com os ventos noroeste".' Assim, eles foram quase forçados a se instalar ali. Embora Bons Portos "não seja mencionado por nenhum escritor antigo",' existe uma baía na costa sul de Creta que ainda leva um nome quase exatamente igual à expressão grega utilizada aqui. As ruínas de Laséia, a cerca de onze quilômetros a leste de Bons Portos, foram identificadas com razoável segurança em 1856.
b. Uma Decisão Perigosa (Atos 27.9-12). O navio permaneceu em Bons Portos por muito tempo (9). Hackett interpreta a expressão: "A esta altura muito tempo tinha sido perdi­do" (NEB) como incluindo "desde o embarque em Cesaréia".589 Ele escreve: "Ao sair da Palestina, eles esperavam chegar à Itália antes da chegada da estação das chuvas, e teriam cumprido o seu objetivo, não fosse pelos atrasos imprevistos"."' Entretanto, Knowling diz: "não a partir do início da viagem... mas desde que eles permaneceram à mercê do clima"."1Este é também o ponto de vista de Ramsay.5" Concordando com James Smith, ele afirma que um navio não poderia passar em segurança por Cabo Matala, a quase dez quilômetros a oeste de Bons Portos, enquanto soprasse o vento noroeste.
Devido ao atraso, era já perigosa a navegação, pois também o jejum já tinha passado. A referência aqui é ao grande Dia da Expiação anual, o único jejum prescrito na lei Mosaica (Lv 16.29-31). Como os judeus utilizavam um calendário lunar, e não solar, a data desta festa anual tem lugar em setembro ou outubro. Em 59 d.C., a data defendida por Ramsay para esta viagem, a festa ocorreu aproximadamente no dia 5 de outubro. Em 58 d.C., o Dia da Expiação foi aproximadamente quinze de setembro."' A respeito das condições para a navegação nesta época do ano, Ramsay escreve: "A estação perigosa para a navegação durava de 14 de setembro a 11 de novembro, quando toda a navegação em mar aberto era interrompida"," e continua: "O navio chegou a Bons Por­tos no final de setembro, e ali ficou detido por uma série de ventos desfavoráveis até depois de 5 de outubro"." Ele opina que a viagem original começou em Cesaréia aproximadamente em 17 de agosto.' Isto está de acordo com a observação de Hackett de que, naquela época (por volta de 1850), a estação náutica ativa em Alexandria começava perto do primeiro dia de agosto. Ele escreve: "A cheia do Nilo está tão avançada nesta época que a produção do interior pode ser trazida até aquela cidade, onde é embarcada imedi­atamente e enviada para diferentes partes da Europa".'
Sobre a data da viagem de Paulo a Roma, este autor sempre preferiu a conclusão de C. H. Turner, no seu monumental artigo intitulado "Chronology of the New Testament", no Dictionary of the Bible, de Hastings — de que Paulo chegou em Roma na primavera de 59 d.C. e, portanto, teria deixado Cesaréia em 58 d.C.' Esta é a opinião de Moe, no seu elucidativo trabalho sobre a vida de Paulo."
G. Ogg, em seu artigo "Chronology of the New Testament", fixa a partida de Paulo de Cesaréia em 61 d.C., e a sua primeira prisão em Roma em 62-64." Mas isto, de qualquer maneira, seria muito tarde. A maioria dos estudiosos americanos do Novo Testamento na atualidade fixa os dois anos de Paulo na prisão em Roma em 59 a 61, ou 60-62 d.C.
Favorável a 60-62 d.C. está G. B. Caird, no seu artigo "Chronology of the New Testament", em The Interpreter's Dictionary of the Bible.' Ele fixa o julgamento de Paulo diante de Festo em 59 d.C., e a sua chegada a Roma no ano 60. F. F. Bruce defende fortemente o ano 59 d.C. como sendo a época da viagem de Cesaréia a Malta (com a chegada de Paulo a Roma no ano 60). Ele afirma que a distância até a ilha de Cauda (16) era de apenas cerca de 80 a 96 quilômetros, e outros catorze dias os levaram até Malta (27), onde passaram três meses. E conclui: "Os mares estavam proibidos pelo menos até o começo de fevereiro... os três meses passados em Malta, portanto, devem ter sido (aproximadamente) novembro, dezembro e janeiro; eles devem ter deixado Bons Portos não muito tempo antes da metade de outubro, e este cálculo está coerente com a data do jejum em 59 d.C. (5 de outubro), mas não em algum dos anos vizinhos entre 57 e 62, quando o jejum ocorreu mais cedo"."
Bruce pode ter razão. Cadbury acrescentou um item que apoia esta data em seu recente trabalho, The Book of Acts in History. Depois de observar que "uma nova cunhagem de moedas judaicas teve início no quinto ano do governo de Nero, que se deu antes de outubro de 59 d.C.", ele pergunta: "Não é provável que isto se devesse à chegada de um novo procurador?"' Caso isto seja assim, 59 d.C. é o ano da ascensão de Festo, e época em que Paulo partiu para Roma. O melhor que podemos fazer é fixar 58 ou 59 como a data dos capítulos 25 e 27 do livro de Atos, e 59-61 ou 60-62 para os dois anos de prisão de Paulo em Roma (28.30).
Paulo os admoestava (9). Mas a quem? Alexander comenta: "Paulo admoestava (ou exortava) é um verbo grego usado somente neste capítulo (ver os comentários sobre o v. 22), mas originalmente significava elogiar, e mais tarde recomendar, aconselhar, especialmente em público, como um orador das assembleias gregas"." Ele acrescenta: "Por­tanto, é provável que esta exortação fosse dirigida a todo o grupo e não meramente aos chefes e oficiais"."
Paulo advertiu: A navegação há de ser incômoda e com muito dano, não só para o navio e a carga, mas também para a nossa vida (10). Mais tarde, o apóstolo recebeu uma revelação divina de que não seria perdida nenhuma vida (24), e assim aconteceu. Isto sugere que o termo vejo, neste versículo, refere-se a uma intuição ou observação humana, e não a uma inspiração divina, podendo estar dentro do discernimento espiritual de Paulo.
Infelizmente, ao invés de aceitar o conselho de Paulo, o centurião cria mais no piloto e no mestre (11). A palavra grega para piloto significa "timoneiro", conforme confirmado por escritores desde Homero e a Septuaginta até inscrições e papiros contemporâneos, juntamente com Filo e Josefo." A tradução de mestre como "proprietário do navio" (somente aqui no NT) é confirmada por Arndt e Gingrich, que, entretanto, acrescentam: "Mas também significa capitão, uma vez que o mestre de um navio em serviço era chamado naukleros" .6°7 Ramsay acredita fortemente que "capitão", e não "pro­prietário", é a tradução correta aqui, uma vez que "o navio pertencia à frota da Alexandria no serviço Imperial"." Ele também afirma que "o centurião... é representado como sendo o superior, o que implica que o barco era um barco do governo, e o centurião tinha o posto mais alto a bordo"."
Bons Portos não era um lugar cômodo (12) — lit., "não bem situado" ou "não ade­quado" (NASB) — para invernar. Bruce comenta: "E protegido por pequenas ilhas, mas não um bom porto para o inverno, porque tem uma abertura de quase 180 graus".
Assim, os mais deles — ou "a maioria" — foram de parecer que se deixasse este lugar inadequado e se tentasse chegar a Fenice (Fênix), 64 quilômetros a oeste. Lake e Cadbury observam que "de maneira diferente de outros nomes de lugares nesta seção, Fênix é mencionada por geógrafos antigos e sem muita variação de grafia".
O porto de Fênix olha para a banda do vento da África e do Coro. Talvez ne­nhuma expressão no livro de Atos tenha um significado tão incerto. O texto grego significa literalmente "olhando para o vento sudoeste e para o noroeste". Um exame das versões irá destacar a confusão em que os tradutores se encontram. Contrariamente à ver­são KJV, a ASV, a RSV e a NASB apresentam "olhando (ou de frente para) o nordeste e o sudeste". Mas as duas últimas têm o comentário à margem "ou sudoeste e noroeste", que é a leitura das versões Phillips e NEB. Obviamente, ambas não podem estar corretas. Qual é a certa?
Os dois substantivos em grego são lips e choros. Em um artigo intitulado "The Winds" [os ventos], Lake e Cadbury escrevem: "Na LXX, lips geralmente significa sul, mas nos papiros — que são mais importantes para os nossos objetivos — essa palavra invariavelmente significa oeste".' Sobre choros, eles dizem: "Esta palavra não parece ser encon­trada em nenhum lugar no texto grego"."3 É um latinismo. Depois de citar uma passagem de Plínio (em latim), concluem: "Assim, em Atos 27.12, kata liba significa oeste com uma tendência de apontar ao sul, e kata choron deve significar oeste com uma tendência ao norte".' Isto estaria de acordo com as versões KJV e NEB, a favor de um porto que estivesse de frente para o oeste. Eles também fazem uma interessante observação sobre a linguagem aqui utilizada: "A combinação de palavras gregas e latinas na descrição que Lucas faz da tempestade e do porto de Fênix sugere a possibilidade de que ele estivesse influenciado pelo linguajar misturado dos marinheiros, em parte de Alexandria e em parte italianos"." Os primeiros falavam grego, os últimos, latim. Isto pode explicar a estranha expressão dupla (uma palavra em grego, outra em latim) usada aqui para des­crever o porto de Fênix.
Diante de todas estas evidências, pode surgir a pergunta sobre como as versões ASV, RSV e NASB vieram a adotar uma tradução que apresenta o porto de frente para o leste. A resposta está na interpretação que James Smith faz desta passagem. Ele assume que a preposição kata significa "na mesma direção que", e prossegue: "Se eu estou correto, bleponta kata liba não significa, como em geral se supõe, que está aberto para o ponto de onde sopra aquele vento (Libs), mas para o ponto para onde ele sopra — i.e., não está aberto para o sudoeste, mas para o nordeste"."
Na localização que se aceita para Fênix, existe um promontório que se projeta a uma distância considerável da costa. No lado leste, está o porto de Lutro, que Smith identifica como sendo Fênix No lado oeste está Phineka. A similaridade deste nome moderno com Fênix, assim como o significado mais natural das palavras gregas, parecer favorecer a identificação com Phineka, que tem o porto de frente para o oeste.'
c. A Tempestade (Atos 27.13-20). Soprando o vento sul brandamente (13) — o verbo grego significa literalmente "soprar por baixo", e assim "soprar suavemente"." Fazer vela significa literalmente "levantar as velas". Arndt e Gingrich dizem que nesta passa­gem o verbo pode ter o sentido náutico de "levantar âncora"' (cf. ASV, NASB).
Tendo levantado âncora, foram de muito perto costeando Creta. Costear é o mesmo verbo usado no versículo 8. De perto é, literalmente, "mais perto". A frase é mais bem traduzida como "começaram a navegar acompanhando de perto a costa de Creta" (NASB), desta forma sentindo-se seguros.
Mas quando tinham percorrido cerca de 5 ou 6 quilômetros rumo oeste, eles passa­ram por Cabo Matala e se encontraram desprotegidos pelo lado norte. Repentinamente, foram atingidos por um pé de vento — em grego, um tufão — chamado Euroaquilão (14). Este é outra combinação de grego e latim: euros, palavra grega que significa vento leste, e aquilo, palavra latina para o vento norte. Assim, ele significa do "Nordeste" (Goodspeed).
A frase soprando o vento sul brandamente tem uma aplicação significativa em sermões. Quando os jovens são atraídos para fora do porto seguro que são o lar, a igreja e os padrões do Novo Testamento, pelos suaves ventos dos sedutores prazeres modernos, eles podem ser atingidos por furacões enfurecidos e encontrar os seus frágeis navios levados furiosamente pelos mares da vida, para naufragar em algum lugar nas costas do tempo. Com base nesta passagem, poderíamos perfeitamente dizer: "Esteja atento àque­les ventos do sul que sopram suavemente".
Sendo o navio arrebatado (15) — um verbo composto forte que significa "violen­tamente aprisionado" ou "aprisionado e levado" — e não podendo navegar contra o vento. O verbo significa literalmente "encarar", e aqui é usado como um termo náutico, com o sentido de "combater o vento".620 Então, nos deixamos ir à toa — lit., "tendo desistido, estávamos sendo levados". Ou seja, eles não tinham nenhum poder contra o vento. Smith resume estes dois versículos da seguinte maneira: "O navio foi 'tomado' (synarpasthentos) em um tufão (anemos typhonikos) que soprava com tanta violência que eles não podiam lutar contra ele, mas foram forçados... a correr diante dele, pois este é o significado evidente da expressão epidontes epherometha — 'entregando o navio a ele, éramos levados por ele"'.
E correndo abaixo (16) — ou seja, "ao abrigo de" — de uma pequena ilha cha­mada Cauda — hoje chamada Gaudo em grego, e Gozzo em italiano, cerca de 40 quilômetros a sudoeste de Bons Portos — apenas pudemos ganhar o batel, i.e., "mal conseguimos controlar o bater.' Aqui se trata do pequeno escaler que é rebocado pelo barco. Mas agora ele estava sem dúvida cheio de água e talvez chocando-se perigosa­mente contra a popa. A palavra nós (subentendida em português) pode sugerir que Lucas ajudou a trazê-lo a bordo.
Quando finalmente conseguiram colocar o batel sobre o convés, usaram de todos os meios (17). Este "provavelmente é um termo náutico técnico... eles usaram suportes (talvez cabos)".623 Em uma passagem paralela intrigante, Aristóteles (séc. IV a.C.) usa a palavra em relação a uma tempestade no mar. Ele diz: "Assim, quando em perigo no mar, as pessoas podem sentir-se confiantes quanto ao que irá acontecer... porque a sua expe­riência lhes dá os meios para lidar com ela"' — lit., "ter os meios".
O significado exato de cingindo o navio é incerto. Alguns sustentaram que foram esticadas cordas desde a proa até a popa. Mas parece muito mais provável que cordas (ou cabos) fossem passadas por sobre a proa, passadas por baixo do casco e amarradas firmemente transversalmente no convés. James Smith fornece a seguinte citação do Falconer's Marine Dictionary: "Amarrar um batel... é passar quatro ou cinco voltas de uma corda longa, como um cabo, ao redor do casco de um batel, para firmá-lo no meio de uma grande tempestade... quando se percebe que ele não é forte o suficiente para resistir aos violentos apelos do mar; no entanto, este expediente raramente é colocado em prática".625 Smith também cita a descrição de Sir George Black de ter amarrado o seu batel desta maneira quando ele estava fazendo água, no seu retorno de uma via­gem ao ártico em 1837.'
Cadbury aceita esta opinião como sendo a mais provável. Ele comenta: "colocavam-se pranchas longitudinalmente sob o casco do batel, e uma corda era passada sob a qui­lha e amarrada na amurada em lados opostos, ou no convés, e atada fortemente por torcedura ou com um molinete, e assim as pranchas seriam mantidas firmes da mesma maneira que um arco mantém firmes as tábuas de um barril".'
Ramsay ressaltou o perigo especial que este navio enfrentou. Ele escreve: "Um na­vio antigo com uma vela imensa estava exposto a um perigo extremo com tal rajada de vento; a tensão da grande vela no único mastro era muito mais do que o casco poderia suportar, e o navio estaria exposto a um risco que as embarcações modernas já não te­mem, o de afundar em mar aberto"." Os navios mais modernos tinham três mastros, para distribuir a tensão.
Lucas prossegue: temendo darem à costa na Sirte — areias movediças — amai­nadas as velas, assim foram à toa. A palavra grega para areias movediças é Syrtis. Aqui, se refere aos bancos de areia da costa da África, a oeste de Cirene (ver o mapa 3). Eram chamadas de Sirte Maior para diferenciá-las de Sirte Menor, mais a leste. Lake e Cadbury observam: "Tinham aproximadamente três vezes a extensão que eles já tinham navegado (i.e., desde Cnido) e se depositavam a sotavento com o vento que vinha do nordeste, de modo que o perigo era sério".'
Dar significa literalmente "cair de". Aqui (como também nos vv. 26 e 29) é um "ter­mo náutico técnico", que significa "sair do curso"."
A frase Amainadas as velas é traduzida com mais exatidão como "diminuindo a marcha" (RSV). O verbo é o mesmo usado no versículo 30, referindo-se a baixar o batel ao mar. A respeito deste substantivo, Smith escreve: "Skeuos, que eu traduzi como 'marcha', quando aplicada a um navio significa acessórios de diversos tipos, tais como mastros, velas, cordame, âncoras e cabos, etc."' Este substantivo, skeuos, é traduzido como "embarcação" em dezenove das 23 vezes em que aparece no Novo Testamento (incluindo Atos 9.15; 10.11, 16; 11.5). Somente aqui, é traduzido como "velas". A expressão pode signifi­car "baixar a vela" (NEB). Smith opina que "marcha" não se "refere ao mastro, mas à verga com a vela presa a ela".632 Para usar o leme efetivamente para seguir para o oeste, para evitar serem levados para o sudoeste aos bancos de areia da África, eles precisavam ter uma pequena vela aberta durante a tempestade. Ramsay descreve assim a situação: "... Deixar a vela levantada apenas o suficiente para manter o barco navegando com o vento, e abaixar tudo o que pudesse ser abaixado"."
Agora eles estavam à mercê do mar, à toa (lit., "levados") pela tempestade. Smith fez um cálculo muito cuidadoso da distância entre Cauda e Malta (cerca de 760 quilômetros), considerou o período de navegação (13,5 dias, cf. v. 27), e chegou à conclusão de que eles navegaram a uma velocidade de cerca de 2,4 quilômetros por hora. Dois capitães da marinha Real, ambos posicionados no Mediterrâneo, separadamente concordaram que esta seria a velocidade média de um navio levado por uma severa tempestade. Desta forma, a exatidão de Lucas nesta narrativa foi surpreendentemente confirmada.'
Uma boa tradução para o versículo 18 é: "No dia seguinte quando estavam sendo violentamente arremessados pela tempestade, começaram a jogar a carga ao mar" (NASB).
Mas deixaram algum trigo na parte inferior do navio para dar estabilidade (cf. 38). Ao terceiro dia, nós mesmos, com as próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio (19). O melhor texto grego traz o termo "eles" ao invés de nós. Quanto ao significado de armação, Smith diz: "Suponho que o significado seja o da verga grande; um imenso mastro, provavelmente tão comprido quanto o navio, que exigiria a união dos esforços dos passageiros e dos tripulantes para ser lançado ao mar".
O versículo 20 descreve a situação a bordo do navio, quando o estado de ânimo ficou todo o tempo "baixo". Não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas.
Deve-se lembrar que naqueles dias não havia bússola, e os marinheiros dependiam total­mente da navegação pelos astros. Sem o sol durante o dia ou as estrelas à noite, estavam perdidos. É provável, também, que o navio estivesse fazendo água. Caindo sobre nós uma não pequena tempestade, não é de surpreender que fugiu-nos toda a espe­rança de nos salvarmos — lit., "a nossa esperança estava sendo totalmente levada".
d. A Certeza (Atos 27.21-26). Durante os dias duros da tempestade, havia já muito que se não comia (21). A palavra grega é asitia, que é formada de a (negação) e sitos, "trigo" (como no v. 38). Então, ela significa literalmente "ausência de trigo". A palavra parece irônica à luz do fato de que era um navio que transportava trigo.
 
Smith cita diversas descrições de um navio em uma tempestade para dar suporte a sua conclusão de que a comida teria sido estragada ou as instalações para preparo de comida estariam avariadas, com o navio fazendo água.' Uma explicação mais provável é a de Arndt e Gingrich: "Quase ninguém queria comer devido à ansiedade ou a alguma enfermidade".' Tanto o substantivo asitia quanto o adjetivo asitos ("jejuando"), no versículo 33, aparecem somente aqui. Eles são "muito empregados na linguagem médi­ca... o substantivo frequentemente quer dizer 'falta de apetite."
Deve-se observar que praticamente todos os comentaristas e tradutores recentes interpretam a viagem sem comida como aplicando-se a todo o grupo. Não se tratava de um jejum religioso exclusivo de Paulo, como pode ser entendido a partir da versão KJV.
Agora, Paulo lembra os seus companheiros de sofrimentos que eles deviam ter-lhe dado ouvidos quando ele foi contrário à saída de Bons Portos. A palavra grega para ouvido significa literalmente "obedecido". Arndt e Gingrich traduzem a frase como: "Vocês deveriam ter seguido o meu conselho e não ter partido"' (cf. NASB). Se eles tivessem permanecido em Bons Portos, como ele tinha aconselhado (cf. 9-10, RSV, NASB), teriam evitado este incômodo — "dano" ou "avaria" — e esta perdição.
Paulo prosseguiu: Mas, agora, vos admoesto — "aconselho" ou "insisto"' — a que tenhais bom ânimo (22) — "que se animem" ou "que continuem com coragem". Embora o navio estivesse condenado, não haveria perda de vidas — "não se perderá a vida de nenhum de vós"•641
Qual era a base da certeza confiante de Paulo? Esta mesma noite (23) — i.e., "a noite passada" — havia estado com ele o anjo de DEUS — melhor "um anjo de DEUS, de quem eu sou e a quem sirvo" (NASB). Este anjo lhe disse: "Paulo, não temas!" Importa que sejas apresentado a César (24) — DEUS assim tinha ordenado — e ele não deixa­ria de chegar vivo a Roma.
Como um favor especial, DEUS te deu — o verbo significa "graciosamente te deu" ou "te deu como um presente"' — todos quantos navegam contigo. Parece evidente que Paulo tinha orado não somente por si mesmo, mas por todos os que estavam a bordo. Lumby afirma: "Em meio a tanta dificuldade, embora não tenha sido feita nenhuma menção a esse fato, não devemos duvidar que em seu desespero o apóstolo orou ao Se­nhor, e a resposta graciosa foi a concessão de que todos seriam salvos".'
Com base nesta revelação divina, Paulo exortou os seus ouvintes a terem coragem — porque creio em DEUS (25). A fé se afirma mais significativamente diante das piores circunstâncias. Aparentemente, o anjo também o tinha informado de que era necessá­rio que fossem dar numa ilha (26).
Nesta passagem, existem algumas observações dignas de menção que podem ser reunidas sob o título "Ouvindo a DEUS na Tempestade". 1. DEUS pode ser encontrado por aqueles que o servem (Atos 21-23); 2. Ouvir traz a confiança e a força pessoal (24); 3. Ouvir a DEUS traz a certeza e a coragem e as refletem naqueles que estão a nossa volta (22,25). (A. F. Harper)
e. Aproximando-se da Terra Firme (Atos 27.27-32). Na décima quarta noite (27), de­pois da saída de Bons Portos, eles estavam sendo impelidos de uma e outra banda no mar Adriático — melhor "à deriva no mar Adriático" (RSV) — porque estavam eviden­temente sendo levados pelo vento na mesma direção durante todo o tempo. Sobre Adriático, Knowling escreve: "não no sentido restrito do Adriático, o Golfo de Veneza, ou como atualmente nos referimos ao 'Adriático', mas incluindo todo o mar que está entre Malta, a Itália, a Grécia e Creta; Lucas provavelmente usou o termo como era coloquialmente utilizado pelos marinheiros, no seu sentido mais amplo".'
Lá pela meia-noite, suspeitaram — ou "começaram a sentir" (NASB) — os ma­rinheiros que estavam próximos de alguma terra — lit., "que algum tipo de terra se aproximava". Smith observa: "Lucas aqui usa a linguagem gráfica dos homens do mar, para quem o navio é o assunto principal, enquanto é a terra que sobe e afunda, se aproxima e recua"." Ramsay acompanha Smith, julgando que eles ouviram as ondas que arrebentavam, quando passaram pelo ponto rochoso de Koura a caminho da Baía de São Paulo, o lugar tradicional do naufrágio.'
Lançando o prumo, os marinheiros (28) — trad. literal — acharam vinte bra­ças. Uma braça equivale a 1,80 metros, assim a água tinha 36 metros de profundidade neste ponto. Tornando a lançar o prumo, acharam somente quinze braças (27 metros). Smith verificou cuidadosamente o provável curso do navio condenado de Paulo, e desco­briu que o intervalo de tempo decorrido entre as duas medidas deveria ter sido de apro­ximadamente meia hora."'
Percebendo que eles estavam se aproximando rapidamente da costa rochosa, lança­ram da popa quatro âncoras (29). Normalmente, um barco deveria ser ancorado preferi­velmente pela proa. Mas esta era uma situação peculiar. O barco estava sendo levado pelo vento. Ancorar pela proa deixaria o barco oscilando e ele não poderia ser manejado ade­quadamente (cf. 39). Quando tudo o que era possível tinha sido feito para a segurança do barco, aqueles que estavam a bordo desejaram — lit., "oraram para" — que viesse o dia.
Mas os membros da tripulação decidiram abandonar o navio (30). Eles baixaram o batel ao mar, como que — "com o pretexto de" ou "com a desculpa de" — querendo lançar as âncoras pela proa.
O homem mais importante a bordo era Paulo. Ele percebeu os planos de fuga dos marinheiros e disse ao centurião e aos soldados que eles estariam todos perdidos, a me­nos que os marinheiros permanecessem com o navio (31). A esta altura, o centurião e provavelmente os soldados também já teriam percebido que Paulo era o homem a quem deveriam dar ouvidos. Então os soldados cortaram os cabos que sustentavam o batel, que se afastou (32). A partir de então, a tripulação e os passageiros estariam juntos, a despeito do que pudesse acontecer.
f. Um Exemplo de Coragem (Atos 27.33-38). A esta altura, já era quase dia. Provavelmen­te não havia ninguém dormindo estavam todos no convés. Paulo sabia que todos preci­sariam ter coragem e forças para as árduas horas que estavam por vir. Então Paulo exortava a todos a que comessem alguma coisa (algum alimento, 33). Ele os lem­brou de que não tinham comido nada durante catorze dias.
E continuou: Portanto, exorto-vos (34) — o verbo significa "suplicar" ou "incenti­var" (a mesma palavra usada no v. 33) — a que comais alguma coisa, pois é para"' a vossa saúde — lit., "salvação", e assim "segurança" ou "preservação". Ele lhes lembrou: Nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós. Esta era uma antiga expres­são proverbial comum para descrever uma libertação ou um resgate total (cf. 1 Sm 14.45; 2 Sm 14.11; 1 Reis 1.52; Mt 10.30; Lc 21.18).
Então Paulo deu o exemplo. Tomando o pão, deu graças a DEUS na presença de todos e, partindo-o, começou a comer (35). Não parece ser necessário interpretar esta refeição como sacramental. Pão significa literalmente "pãozinho", do tamanho de um biscoito pequeno.
Com o incentivo e o exemplo de Paulo, tendo já todos bom ânimo, puseram-se também a comer (36). Mais tarde, isto seria comprovado como importante, devido à inesperada dificuldade de ter de nadar até à costa.
Durante todo o tempo destas severas provações, o apóstolo tinha se mostrado "um exemplo para todos os cristãos" de três maneiras: 1. Coragem em meio ao perigo (21-22); 2. Confiança em DEUS (23-25); 3. Comando ou autoridade em meio à crise (31-36).
Afirma-se que o navio tinha 276 pessoas a bordo (37). Lumby escreve: "O motivo de mencionar o número foi provavelmente a expectativa de ir à costa e por isso era necessá­rio que fossem todos informados, inclusive o capitão, a respeito da tripulação, e o centurião, de que dentre todos os seus prisioneiros e soldados nenhum deveria escapar ou ser dado como desaparecido".' Ele acrescenta: "A menção ao número a esta altura da história é uma das muitas características muito naturais da narrativa".6"
Ao invés de 276, o manuscrito grego mais antigo (Vaticano) e a versão Sahidica apresentam "aproximadamente setenta e seis". Westcott e Hort, que conferiram maior autenticidade ao manuscrito Vaticano, adotaram a última leitura. Lake e Cadbury tam­bém a escolhem para a sua tradução, embora admitam: "Mas não há nada de impossível em um número maior". "'Bruce diz que a leitura do manuscrito Vaticano deve "provavel­mente ser rejeitada" a favor da outra, que é "muito melhor confirmada".6" É verdade que Lucas gosta de usar a expressão "aproximadamente" (hos) antes de números redondos. Mas "aproximadamente setenta e seis" não parece razoável.
Como justificativa para a possibilidade do número maior, muitos comentaristas chamam a atenção para o relato que Josefo faz da sua viagem a Roma em um navio com aproximadamente seiscentas pessoas a bordo. A passagem também apresenta alguma correspondência com o naufrágio de Paulo. "Portanto cheguei a Roma, embora houvesse um grande número de dificuldades no mar; pois o nosso navio afundou no Mar Adriático, e nós, que estávamos nele, nadamos durante a noite para salvar a nossa vida. Quando, depois da primeira luz do dia, e avistando um navio de Cirene, eu, e alguns outros, oitenta no total, pela providência de DEUS, precedemos os demais e fomos recolhidos pelo outro navio".653
Quando aqueles que estavam no navio de Paulo já estavam refeitos com a comi­da (38) — lit., "estavam satisfeitos" — aliviaram o navio, lançando o seu carrega­mento de trigo ao mar. A razão para isto é óbvia. Eles queriam que o navio se manti­vesse na superfície para alcançar um ponto que fosse o mais próximo possível da praia, de forma que assim pudessem estar a uma distância da costa que fosse facilmente percorrida a nado.
g. O Naufrágio e o Salvamento (27.39-40). Quando nasceu o dia, todos os olhos esta­vam ansiosamente fitos na praia. Mas ninguém "reconheceu" (39) a terra. No entanto, enxergaram — lit., "perceberam" ou "observaram" — uma enseada que tinha praia — melhor "uma baía onde havia uma praia". Lumby comenta: "A palavra aigialos é usada para significar uma praia de areia que permitia que um navio aportasse nela sem o perigo de ficar imediatamente destruído".'" Consultaram-se — lit., "estavam resol­vendo" ou "decidindo" — sobre se deveriam encalhar nela o navio.
Levantando as âncoras (40) pode provavelmente ser "desamarrando... as ânco­ras".655 A expressão deixaram-no ir ao mar deve estar ligada à frase anterior. As duas juntas poderiam ser corretamente lidas como: "Desprendendo as âncoras, abandona­ram-nas no mar". Ao mesmo tempo, largando também as amarras do leme — ou "afrouxaram os controles do leme" (NEB). Lake e Cadbury comentam: "Os navios anti­gos tinham um leme, ou melhor, uma espécie de remo de leme em cada lado"."' A seguir, eles alçaram a vela maior ao vento. Algumas versões recentes apresentam o termo "traquete". Lake e Cadbury escrevem: "A palavra não é conhecida em outros textos gre­gos, exceto em lexicógrafos, provavelmente dependentes desta passagem".' Mas Smith parece ter demonstrado satisfatoriamente que artemon era o "traquete" do navio."' Ten­do concluído todos estes preparativos, dirigiram-se para a praia.
Dando, porém, num lugar de dois mares — onde as ondas do mar encontraram a corrente entre a praia e uma minúscula ilha próxima à praia — encalharam ali o navio (41). Smith descreve vividamente a provável identificação deste lugar, chamando a aten­ção para a exatidão da narrativa de Lucas.'" Ele observa: "As rochas de Malta se desinte­gram em partículas extremamente pequenas de areia e argila, que, quando sob as corren­tes ou alguma agitação da superfície, formam um depósito de argila viscosa".'" Ele diz que um navio grande se aproximaria até uma posição que tivesse aproximadamente 5,5 me­tros de profundidade, que é exatamente a profundidade onde se encontra esta argila, não agitada pelas águas superficiais. Ele conclui: "Portanto, um navio, impelido pela força de um vento até uma enseada com um fundo como o que foi apresentado, atingiria o fundo de lama que se transformava em argila pegajosa, na qual a parte dianteira iria se fixar e seria firmemente presa, enquanto a sua traseira ficaria exposta à força das ondas".661
É exatamente isto o que está descrito no texto de Lucas. Ramsay ressalta: "Um dos serviços mais completos que já foi prestado ao estudo do Novo Testamento é a prova de James Smith de que todas estas circunstâncias estão reunidas na Baía de São Paulo".'"
As palavras das ondas (41) não são encontradas na maioria dos manuscritos mais antigos. Ramsay observa acertadamente: "No versículo 41, 'a força' é a expressão usada por uma pessoa em pé na praia que observa as ondas estraçalhando o navio: ele não precisa especificar o tipo de força".663 E acrescenta: "O escriba mais humilde pode incluir kymaton Nas ondas') aqui, e muitos deles teriam feito isto"' (cf. itálicos nas versões ASV e NASB).
A idéia dos soldados foi que matassem os presos para que nenhum fugisse, escapando a nado (42). Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, lhes estorvou — "impediu" — este intento (43). Ele ordenou que aqueles que pudessem nadar se lançassem primeiro ao mar e se salvassem seguindo até a terra. Outros deveriam fazê-lo em tábuas, e outros em coisas do navio (44). Os que tivessem ido nadando estariam na praia para ajudar que estes extraviados chegassem em segurança à terra. O resultado foi que todos chegaram à terra, a salvo — melhor "todos chegaram à terra em segu­rança" (NEB). Foi somente por causa da corajosa liderança de Paulo, sob a orientação de DEUS, que esta viagem agonizante chegou a um final satisfatório. O centurião teve o bom-senso e a justiça de salvar a vida do seu prisioneiro, que foi essencial para salvar todos os que estavam a bordo.
Um esboço sugerido para este capítulo pode ser intitulado "AAdvertência aos Im­prudentes": 1. A falsa sedução (13); 2. A furiosa tempestade (14-38); 3. O fatídico nau­frágio (39-44).


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QUESTIONÁRIOS

 

QUESTIONÁRIO COM 20 PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA PROFESSORES

1.    Para onde Paulo estava viajando? Resposta: Para Roma.

2.    Quem advertiu sobre o perigo da viagem? Resposta: O apóstolo Paulo.

3.    Em quem o centurião confiou mais do que em Paulo? Resposta: No piloto e no mestre do navio.

4.    Qual vento violento atingiu a embarcação? Resposta: O Euroaquilão.

5.    O que a tempestade revelou acerca da humanidade? Resposta: A fragilidade humana diante das forças da natureza.

6.    O que a tripulação lançou fora para aliviar o navio? Resposta: A carga e depois os equipamentos.

7.    O que os viajantes perderam após muitos dias sem sol e estrelas? Resposta: A esperança de salvação.

8.    Quem apareceu a Paulo durante a tempestade? Resposta: Um anjo do Senhor.

9.    O que o anjo prometeu acerca das vidas a bordo? Resposta: Que nenhuma vida seria perdida.

10.         Quantas pessoas havia no navio? Resposta: 276 pessoas.

11.         O que seria destruído segundo a revelação divina? Resposta: O navio.

12.         Como Paulo encorajou os passageiros? Resposta: Com palavras de fé e esperança em DEUS.

13.         O que Paulo fez antes de comer? Resposta: Deu graças a DEUS.

14.         Quem impediu que os prisioneiros fossem mortos? Resposta: O centurião Júlio.

15.         Por que Júlio poupou Paulo? Resposta: Porque desejava salvá-lo.

16.         Todos chegaram vivos à terra? Resposta: Sim.

17.         O naufrágio impediu o cumprimento da promessa? Resposta: Não.

18.         Qual atributo divino é destacado no capítulo? Resposta: A providência e soberania de DEUS.

19.         O que Paulo demonstrou durante a crise? Resposta: Fé e liderança espiritual.

20.         Qual a principal lição de Atos 27? Resposta: DEUS cumpre suas promessas e preserva os que estão em Seus propósitos.


 

QUESTIONÁRIO COM 20 PERGUNTAS (SEM RESPOSTAS) PARA ALUNOS

1.    Para onde Paulo estava viajando?

2.    Quem advertiu sobre o perigo da viagem?

3.    Em quem o centurião confiou mais do que em Paulo?

4.    Qual vento violento atingiu a embarcação?

5.    O que a tempestade revelou acerca da humanidade?

6.    O que a tripulação lançou fora para aliviar o navio?

7.    O que os viajantes perderam após muitos dias sem sol e estrelas?

8.    Quem apareceu a Paulo durante a tempestade?

9.    O que o anjo prometeu acerca das vidas a bordo?

10.                   Quantas pessoas havia no navio?

11.                   O que seria destruído segundo a revelação divina?

12.                   Como Paulo encorajou os passageiros?

13.                   O que Paulo fez antes de comer?

14.                   Quem impediu que os prisioneiros fossem mortos?

15.                   Por que Júlio poupou Paulo?

16.                   Todos chegaram vivos à terra?

17.                   O naufrágio impediu o cumprimento da promessa?

18.                   Qual atributo divino é destacado no capítulo?

19.                   O que Paulo demonstrou durante a crise?

20.                   Qual a principal lição de Atos 27?


SOMENTE AS RESPOSTAS PARA PROFESSORES

1.    Roma.

2.    Paulo.

3.    No piloto e no mestre do navio.

4.    Euroaquilão.

5.    A fragilidade humana.

6.    A carga e os equipamentos.

7.    A esperança de salvação.

8.    Um anjo do Senhor.

9.    Nenhuma vida seria perdida.

10.                   276 pessoas.

11.                   O navio.

12.                   Com palavras de fé e esperança.

13.                   Deu graças a DEUS.

14.                   O centurião Júlio.

15.                   Porque desejava salvá-lo.

16.                   Sim.

17.                   Não.

18.                   A providência e soberania de DEUS.

19.                   Fé e liderança espiritual.

20.                   DEUS cumpre suas promessas.


 

QUESTIONÁRIO DE MÚLTIPLA ESCOLHA (COM GABARITO) PARA PROFESSORES

1.    Para onde Paulo estava viajando?

A)   Jerusalém

B)   Roma

C)  Antioquia

D)  Éfeso

2.    Quem advertiu sobre o perigo da viagem?

A)   Lucas

B)   Paulo

C)  Júlio

D)  Pedro

3.    Em quem o centurião confiou mais?

A)   Paulo

B)   No piloto do navio

C)  Lucas

D)  Nos soldados

4.    Qual vento atingiu a embarcação?

A)   Siroco

B)   Euroaquilão

C)  Levante

D)  Nordeste

5.    O que a tempestade demonstrou?

A)   A riqueza humana

B)   A fragilidade humana

C)  O poder romano

D)  A força dos marinheiros

6.    O que foi lançado fora primeiro?

A)   Âncoras

B)   Carga

C)  Tripulação

D)  Velas

7.    O que perderam durante a tempestade?

A)   Comida

B)   Esperança

C)  Água

D)  Coragem militar

8.    Quem apareceu a Paulo?

A)   Um soldado

B)   Um anjo

C)  Um marinheiro

D)  Lucas

9.    O que foi prometido?

A)   Rico tesouro

B)   Nenhuma perda de vidas

C)  Novo navio

D)  Calmaria imediata

10.         Quantas pessoas estavam no navio?

A)   175

B)   300

C)  276

D)  212

11.         O que seria destruído?

A)   Porto

B)   Navio

C)  Cidade

D)  Exército

12.         Como Paulo encorajou os passageiros?

A)   Com silêncio

B)   Com palavras de fé

C)  Com dinheiro

D)  Com ordens militares

13.         O que Paulo fez antes de comer?

A)   Dormiu

B)   Jejuou

C)  Deu graças a DEUS

D)  Nadou

14.         Quem salvou os prisioneiros?

A)   Piloto

B)   Júlio

C)  Lucas

D)  Governador

15.         Por que Júlio agiu assim?

A)   Medo

B)   Desejava salvar Paulo

C)  Interesse financeiro

D)  Ordem de César

16.         Todos sobreviveram?

A)   Não

B)   Apenas Paulo

C)  Apenas os soldados

D)  Sim

17.         O naufrágio anulou a promessa?

A)   Sim

B)   Não

C)  Parcialmente

D)  Não informado

18.         Qual atributo de DEUS aparece em destaque?

A)   Providência

B)   Ira

C)  Silêncio

D)  Distância

19.         O que Paulo demonstrou?

A)   Medo

B)   Liderança espiritual

C)  Rebeldia

D)  Indiferença

20.         Qual a principal mensagem do texto?

A)   DEUS cumpre suas promessas

B)   A navegação é perigosa

C)  Os romanos eram poderosos

D)  O mar deve ser evitado


 

QUESTIONÁRIO DE MÚLTIPLA ESCOLHA (SEM GABARITO) PARA ALUNOS

1.    Para onde Paulo estava viajando?

A)   Jerusalém

B)   Roma

C)  Antioquia

D)  Éfeso

2.    Quem advertiu sobre o perigo da viagem?

A)   Lucas

B)   Paulo

C)  Júlio

D)  Pedro

3.    Em quem o centurião confiou mais?

A)   Paulo

B)   No piloto do navio

C)  Lucas

D)  Nos soldados

4.    Qual vento atingiu a embarcação?

A)   Siroco

B)   Euroaquilão

C)  Levante

D)  Nordeste

5.    O que a tempestade demonstrou?

A)   A riqueza humana

B)   A fragilidade humana

C)  O poder romano

D)  A força dos marinheiros

6.    O que foi lançado fora primeiro?

A)   Âncoras

B)   Carga

C)  Tripulação

D)  Velas

7.    O que perderam durante a tempestade?

A)   Comida

B)   Esperança

C)  Água

D)  Coragem militar

8.    Quem apareceu a Paulo?

A)   Um soldado

B)   Um anjo

C)  Um marinheiro

D)  Lucas

9.    O que foi prometido?

A)   Rico tesouro

B)   Nenhuma perda de vidas

C)  Novo navio

D)  Calmaria imediata

10.                   Quantas pessoas estavam no navio?

A)   175

B)   300

C)  276

D)  212

11.                   O que seria destruído?

A)   Porto

B)   Navio

C)  Cidade

D)  Exército

12.                   Como Paulo encorajou os passageiros?

A)   Com silêncio

B)   Com palavras de fé

C)  Com dinheiro

D)  Com ordens militares

13.                   O que Paulo fez antes de comer?

A)   Dormiu

B)   Jejuou

C)  Deu graças a DEUS

D)  Nadou

14.                   Quem salvou os prisioneiros?

A)   Piloto

B)   Júlio

C)  Lucas

D)  Governador

15.                   Por que Júlio agiu assim?

A)   Medo

B)   Desejava salvar Paulo

C)  Interesse financeiro

D)  Ordem de César

16.                   Todos sobreviveram?

A)   Não

B)   Apenas Paulo

C)  Apenas os soldados

D)  Sim

17.                   O naufrágio anulou a promessa?

A)   Sim

B)   Não

C)  Parcialmente

D)  Não informado

18.                   Qual atributo de DEUS aparece em destaque?

A)   Providência

B)   Ira

C)  Silêncio

D)  Distância

19.                   O que Paulo demonstrou?

A)   Medo

B)   Liderança espiritual

C)  Rebeldia

D)  Indiferença

20.                   Qual a principal mensagem do texto?

A)   DEUS cumpre suas promessas

B)   A navegação é perigosa

C)  Os romanos eram poderosos

D)  O mar deve ser evitado.

 

 

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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA 3º TRIMESTRE DE 2026

 

ESCRITA LIÇÃO 11, CPAD, ENTRE TEMPESTADES E PROMESSAS, 3TR26, COM. EXTRAS PR. HENRIQUE, EBD NA TV

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

I – A TEMPESTADE QUE SURGE NA VIAGEM

1. A decisão precipitada de navegar apesar da advertência de Paulo (vv.9-12)   

2. A fragilidade humana diante das forças da natureza (vv.13-17)   

3. A perda da esperança diante da adversidade (vv.18-20)   

II – A INTERVENÇÃO DE DEUS NA HORA DO DESESPERO

1. A palavra de encorajamento de Paulo (vv.21-26)   

2. A promessa de DEUS em meio à crise (vv.23,24)   

3. A fé e a liderança espiritual de Paulo (vv.33-36)   

III – A PROVIDÊNCIA DIVINA NO NAUFRÁGIO (At 27.39-44)

1. O cuidado de DEUS preservando vidas (vv.39-44)  

2. A soberania divina acima das decisões humanas (vv.42,43)   

3. O cumprimento fiel da promessa de DEUS (v.44)   

 

TEXTO ÁUREO

“Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio.” (At 27.22)

 

VERDADE PRÁTICA

Mesmo quando perdas materiais são inevitáveis, DEUS preserva a vida e cumpre suas promessas àqueles que confiam nEle.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - At 27.22-25 - DEUS preserva a vida dos que confiam nEle em meio às perdas

Terça - Sl 46.1,2 - O Senhor é refúgio seguro quando tudo ao redor parece desmoronar

Quarta - Is 43.2 - As tempestades não anulam o cuidado fiel de DEUS

Quinta - 2 Co 4.8,9 - Podemos estar abatidos, mas nunca abandonados por DEUS

Sexta - Hb 10.23 - A esperança permanece firme por causa da fidelidade de DEUS

Sábado - Mt 10.29,31 - Mesmo em meio às crises, a vida está sob o cuidado de DEUS

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 27.9-15, 21-26

9 - Passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava, 10 - dizendo-lhes: Varões, vejo que a navegação há de ser incômoda e com muito dano, não só para o navio e a carga, mas também para a nossa vida. 11 - Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre do que no que dizia Paulo. 12 - E, como aquele porto não era cômodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali para ver se podiam chegar a Fenice, que é um porto de Creta que olha para a banda do vento da África e do Coro, e invernar ali. 13 - E, soprando o vento sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam, e, fazendo-se de vela, foram de muito perto costeando Creta. 14 - Mas, não muito depois, deu nela um pé de vento, chamado Euroaquilão.

15 - E, sendo o navio arrebatado e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir à toa.

21 - Havendo já muito que se não comia, então, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó varões, terme ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perdição. 22 - Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. 23 - Porque, esta mesma noite, o anjo de DEUS, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, 24 - dizendo: Paulo, não temas! Importa que sejas apresentado a César, e eis que DEUS te deu todos quantos navegam contigo. 25 - Portanto, ó varões, tende bom ânimo! Porque creio em DEUS que há de acontecer assim como a mim me foi dito. 26 - É, contudo, necessário irmos dar numa ilha.

 

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Hinos Sugeridos: 4, 515, 578 da Harpa Cristã

 

Palavra-Chave - TEMPESTADE

 

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

À luz de Atos 27, esta lição nos convida a contemplar o agir soberano de DEUS quando os ventos são contrários e as decisões humanas falham. Em meio às perdas e incertezas, o Senhor continua presente, sustentando a vida e cumprindo suas promessas. Que possamos confiar não na estabilidade do navio, mas na fidelidade daquEle que governa as tempestades.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: I) Explicar como decisões humanas precipitam crises espirituais; II) Demonstrar que a promessa divina sustenta o crente na crise; III) Conduzir o aluno a confiar na providência de DEUS nas perdas.

B) Motivação: Estudar Atos 27 é reconhecer que as tempestades não anulam os propósitos de DEUS. Ao refletir sobre crises, decisões e promessas cumpridas, somos desafiados a enxergar a fidelidade divina em meio às perdas. Esta lição fortalece a esperança e renova a confiança na soberania do Senhor.

C) Sugestão de Método: Desenvolva o Tópico II em três movimentos: leitura de At 27.21-26, destacando o contraste entre desespero humano e promessa divina; breve exposição doutrinária sobre a fidelidade de DEUS que fala no auge da crise; e aplicação dialogada, perguntando: “Que promessa sustenta você hoje?”. Incentive testemunhos breves, reforçando que a intervenção divina não elimina a tempestade de imediato, mas renova o ânimo e confirma o propósito de DEUS.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO 

A) Aplicação: Na vida cristã, as tempestades não significam abandono, mas oportunidade de ouvir a voz de DEUS com mais clareza. Quando tudo parece perdido, somos chamados a permanecer firmes na promessa e agir com fé. Confiar no Senhor em meio à crise transforma desespero em testemunho vivo de esperança.

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 106, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A Intervenção Divina em Meio à Crise”, localizado depois do segundo tópico, amplia a reflexão a respeito da realidade bíblica de que DEUS intervém na hora do desespero; 2) O texto “Paulo, não Temas”, localizado ao final do terceiro tópico, aprofunda o tema providência divina como o fundamento do cumprimento de promessas e preservação da vida dos fiéis.

 

 

COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO

O episódio de Atos 27 narra a dramática viagem de Paulo rumo a Roma, marcada por perigos, decisões humanas equivocadas e uma violenta tempestade no mar. Mesmo como prisioneiro, o apóstolo se destaca como instrumento da providência divina, sendo usado por DEUS para preservar vidas em meio ao naufrágio. Essa narrativa revela que, nas crises da caminhada cristã, o Senhor continua soberano, ensinando-nos a confiar em sua direção, mesmo quando tudo parece fora de controle.

 

I – A TEMPESTADE QUE SURGE NA VIAGEM

1. A decisão precipitada de navegar apesar da advertência de Paulo (vv.9-12)   Mesmo na condição de prisioneiro, Paulo demonstra discernimento espiritual ao alertar que a viagem seria perigosa e traria prejuízos (v.10). Contudo, o centurião e a tripulação confiaram mais na experiência técnica do piloto do que na orientação que DEUS concedia por meio do apóstolo (v.11). Essa escolha revela uma tendência recorrente do ser humano: priorizar a lógica humana em detrimento da direção divina. A Escritura adverte que caminhos que parecem certos podem conduzir à ruína (Pv 14.12; Tg 4.13-17). Paulo não falava apenas por experiência — embora tivesse sobrevivido a naufrágios anteriores (2 Co 11.25) —, mas por sensibilidade espiritual. A preservação das vidas ocorreu não pela decisão humana, mas pela misericórdia do Senhor (v.24).

 

2. A fragilidade humana diante das forças da natureza (vv.13-17)   

Um vento favorável levou a tripulação a acreditar que a decisão fora correta (v.13), mas logo foram surpreendidos pelo Euroaquilão, um vendaval que tirou completamente o controle do navio (vv.14,15). Todo esforço humano mostrou-se insuficiente: cordas, manobras e estratégias falharam (v.17). A tempestade expôs os limites da força humana e revelou a necessidade de depender de DEUS. É nas crises que o crente também aprende que o Senhor é refúgio seguro nas angústias (Sl 46.1) e que sua graça se manifesta plenamente quando nossas forças se esgotam (2 Co 12.9).

 

3. A perda da esperança diante da adversidade (vv.18-20)   

Com o agravamento da tempestade, a tripulação lançou fora a carga e os próprios equipamentos do navio (vv.18,19). Após muitos dias sem sol ou estrelas, perderam toda referência e esperança de salvação (v.20). A ausência de luz simboliza o desespero que se instala quando não se enxerga saída. Contudo, mesmo nesse cenário, DEUS não abandona os seus. A fidelidade do Senhor se renova diariamente (Lm 3.22,23), e Ele permanece como auxílio certo (Sl 121.1,2). Essa crise prepara o cenário para a intervenção divina, onde a Palavra de DEUS trará ânimo, direção e vida.

 

SINÓPSE I - Decisões humanas sem DEUS geram crises e expõem fragilidades.

 

II – A INTERVENÇÃO DE DEUS NA HORA DO DESESPERO

1. A palavra de encorajamento de Paulo (vv.21-26)   

Após muitos dias de jejum forçado e absoluto desânimo, Paulo se levanta com autoridade espiritual para falar aos que estavam no navio. Antes de encorajá-los, relembra que sua advertência fora ignorada, o que confere peso às palavras de ânimo que se seguem. Em meio ao caos, o apóstolo transmite esperança, afirmando que não haveria perda de vidas (v.22). Essa esperança não era ilusória, mas fundamentada em DEUS, que fortalece os abatidos (Is 41.10) e enche seus servos de esperança pelo poder do ESPÍRITO SANTO (Rm 15.13). Assim como a âncora sustenta o navio na tempestade, a esperança em DEUS mantém firme a alma do crente (Hb 6.19). A fé do apóstolo Paulo renova o ânimo de todos e revela que o Senhor comunica sua vontade aos que o temem (Am 3.7; Sl 25.14).

 

2. A promessa de DEUS em meio à crise (vv.23,24)   

Quando toda expectativa humana se esvaiu, DEUS interveio sobrenaturalmente. Um anjo do Senhor apareceu a Paulo, assegurando que nenhum dos 276 homens pereceria, embora o navio fosse destruído. Essa promessa reafirma que muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas (Sl 34.19). Ao declarar “DEUS, de quem eu sou” (v.23), Paulo reconhece sua total pertença ao Senhor, lembrando que fomos comprados por alto preço (1 Co 6.19,20). As promessas divinas não dependem das circunstâncias, mas da fidelidade daquEle que prometeu (Hb 10.23).

 

3. A fé e a liderança espiritual de Paulo (vv.33-36)   

Fortalecido pela promessa divina, Paulo assume liderança espiritual e prática. Ele exorta todos a se alimentarem, pois precisariam de forças para sobreviver ao desfecho da crise. Ao partir o pão e dar graças a DEUS diante de todos, testemunha uma fé viva que inspira coragem e esperança (Mt 5.16). A intervenção divina não elimina imediatamente a tempestade, mas garante o cumprimento do propósito de DEUS. Assim, aprendemos que, mesmo em meio à adversidade, a fé obediente prepara o caminho para a salvação e aponta para a fidelidade do Senhor, que se revelará plenamente no desfecho da viagem.

 

SINÓPSE II - DEUS intervém na crise e renova o ânimo pela promessa.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

A INTERVENÇÃO DIVINA EM MEIO À CRISE.

“O prisioneiro judeu seguia ao longo das estradas, para Roma. Talvez despertasse olhares de zombaria enquanto passava. Os cristãos que o acompanhavam, no entanto, sabiam que andavam ao lado do embaixador de CRISTO. Um embaixador em cadeias (Ef 6.20; 2 Co 5.20). Paulo nunca disse que era prisioneiro do Império Romano. Não! Chamava-se “prisioneiro de JESUS CRISTO” (Fm 1). Dizia com isso que estava preso à vontade de DEUS. Cumpria o plano de DEUS para sua vida e sua obra. E, também, que todas as coisas cooperam para o bem. Humanamente, a detenção de Paulo parecia um duro golpe contra o Cristianismo, pois suas viagens missionárias foram interrompidas. Contudo, na soberania divina, tudo foi transformado em bênção para o mundo inteiro (Fp 1.12). Preservado das ciladas dos judeus, o apóstolo teve tempo para descanso, oração e meditação após intensas labutas. Do cativeiro surgiram epístolas como Filipenses, Colossenses, Efésios e Filemom. Além disso, acorrentado a guardas romanos, testificava continuamente; as frequentes trocas faziam com que seus ensinos se espalhassem pelas casernas, tabernas, cortes e palácios. Embora não visitasse as igrejas, muitos obreiros o procuravam para receber orientação pessoal e profunda” (PEARMAN, Myer. Atos: A Igreja Primitiva na força e na unção do ESPÍRITO. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp.250-51).

 

III – A PROVIDÊNCIA DIVINA NO NAUFRÁGIO (At 27.39-44)

1. O cuidado de DEUS preservando vidas (vv.39-44)   

A promessa do Senhor cumpriu-se integralmente: todos chegaram em segurança à terra, conforme havia sido anunciado (Lc 21.18). O naufrágio do navio não impediu o agir de DEUS, antes confirmou sua fidelidade. Aquilo que parecia o fim tornou-se instrumento para glorificar o Senhor e fortalecer a fé. Como declara o profeta: “Quando passares pelas águas, esterei contigo” (Is 43.2). DEUS permitiu a perda do navio, mas preservou o que era essencial: a vida. Assim aprendemos que a verdadeira segurança não está nos recursos humanos, mas na providência divina, pois o Senhor guarda aqueles que confiam no seu amor e os livra da morte (Sl 33.18,19).

 

2. A soberania divina acima das decisões humanas (vv.42,43)   

Diante do risco de fuga dos prisioneiros, os soldados decidiram matá-los para evitar punições severas, prática comum no contexto romano (At 12.19; 16.27). No entanto, esse plano humano foi frustrado. Júlio, o centurião, desejando salvar Paulo, impediu a execução. Assim, vemos que até as decisões das autoridades estão sob o governo de DEUS. Como ensina a Escritura: “Como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor” (Pv 21.1). Nenhum poder poderia impedir o propósito divino, pois DEUS havia determinado que Paulo testemunharia em Roma (At 27.24).

 

3. O cumprimento fiel da promessa de DEUS (v.44)   

Conforme a palavra do Senhor, todos escaparam com vida. A fidelidade de DEUS prevaleceu sobre o caos da tempestade. Durante toda a crise, Paulo permaneceu sustentado pela promessa divina, demonstrando que a esperança firmada em DEUS não decepciona. A Escritura afirma que DEUS é fiel para cumprir o que prometeu (Hb 10.23), não tarda em agir (2 Pe 3.9) e jamais mente (Nm 23.19). O naufrágio, longe de ser derrota, tornou-se testemunho vivo de que o Senhor governa todas as coisas e honra a fé daqueles que confiam plenamente em sua Palavra.

 

SINÓPSE III - A providência divina cumpre promessas e preserva vidas.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

“PAULO, NÃO TEMAS

 Enquanto DEUS tiver um lugar e um propósito não concluído para a vida de uma pessoa na terra, e enquanto essa pessoa estiver buscando um relacionamento mais profundo com DEUS e seguindo a orientação do ESPÍRITO SANTO (cf. 23.11; 24.16), o Senhor irá proteger essa pessoa da morte. Todos os servos fiéis de DEUS têm o direito de orar dizendo: ‘Ó, Senhor, sou Teu; eu te sirvo; protege-me’ (cf. Sl 16.1-2). [...] Paulo é um prisioneiro no barco, no entanto, ele é um homem livre, espiritualmente, por causa do seu relacionamento com CRISTO. Por causa da presença de DEUS, ele está livre do temor, ao passo que aqueles que navegam com ele estão paralisados de terror, por causa deste perigo no mar. Somente o crente sincero e fiel que vivencia a proximidade de DEUS pode encarar os perigos desta vida com coragem e confiança em CRISTO” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2004).

 

CONCLUSÃO

O naufrágio de Paulo não representou derrota, mas o cumprimento do propósito de DEUS em sua jornada até Roma. A narrativa nos ensina que, mesmo quando as circunstâncias parecem fora de controle, a providência divina continua conduzindo os que confiam no Senhor. As tempestades da vida cristã não anulam as promessas de DEUS; antes, tornam-se ocasiões para testemunhar sua fidelidade. Assim, aprendemos que confiar em DEUS é descansar na certeza de que Ele nos guia em segurança em meio às maiores adversidades.

 

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Por que a advertência de Paulo sobre os perigos da viagem foi ignorada, e o que isso revela sobre a confiança humana diante da direção de DEUS?

O centurião e a tripulação confiaram mais na experiência técnica do piloto do que na orientação que DEUS concedia por meio do apóstolo

(v.11). Essa escolha revela uma tendência recorrente do ser humano: priorizar a lógica humana em detrimento da direção divina.

2. Que fatores naturais e circunstanciais demonstraram a fragilidade humana diante da tempestade enfrentada pelo navio?

Um vento favorável levou a tripulação a acreditar que a decisão fora correta (v.13), mas logo foram surpreendidos pelo Euroaquilão, um vendaval que tirou completamente o controle do navio (vv.14,15).

3. Qual foi a mensagem recebida por Paulo da parte de DEUS durante a crise, e como essa promessa restaurou a esperança dos que estavam a bordo?

Um anjo do Senhor apareceu a Paulo, assegurando que nenhum dos 276 homens pereceria, embora o navio fosse destruído. Essa promessa reafirma que muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas (Sl 34.19).

4. De que maneira a fé e a liderança espiritual de Paulo influenciaram a tripulação em meio ao desespero?

Fortalecido pela promessa divina, Paulo assume liderança espiritual e prática. Ele exorta todos a se alimentarem, pois precisariam de forças para sobreviver ao desfecho da crise.

5. Como o naufrágio confirma a promessa divina, tornando-se testemunho da soberania e da fidelidade de DEUS?

O naufrágio, longe de ser derrota, tornou-se testemunho vivo de que o Senhor governa todas as coisas e honra a fé daqueles que confiam plenamente em sua Palavra.

 

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