08 outubro 2026

Vídeo Lição 3, BETEL, Daniel e a revelação dos acontecimentos futuros, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV

 

06 outubro 2026

Escrita Lição 3, BETEL, Daniel e a revelação dos acontecimentos futuros, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 3, BETEL, Daniel e a revelação dos acontecimentos futuros, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV

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Vídeo https://youtu.be/swDFYjezZAw?si=BPxJWF-QzGNI4e1Z
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2026/10/escrita-licao-3-betel-daniel-e.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2026/10/slides-licao-3-betel-daniel-e-revelacao.html
PowerPoint  https://docs.google.com/presentation/d/1FJIQYnrHkY34p2fkXX59yLFqATUl5_ANJreUeU6KOo8/edit?usp=sharing   

ESBOÇO DA LIÇÃO
1- O SONHO DO REI NABUCODONOSOR
1.1. A visão da estátua   
1.2. A visão de impérios humanos   
1.3. A visão do Reino de DEUS   
2- A VISÃO DE DANIEL 
2.1. Os quatro animais simbólicos  
2.2. O animal terrível e o chifre pequeno  
2.3. O Reino que não será destruído  
3- AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL 
3.1. O significado   
3.2. A divisão das semanas  
3.3. A última semana profética  
 
TEXTO ÁUREO
“Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz”. Daniel 2.22
 
VERDADE APLICADA
A revelação do plano de DEUS fortalece nossa fé, renova a esperança e nos conduz à perseverança em CRISTO.
 
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Identificar o aspecto es-catológico no sonho de Nabucodonosor.
Compreender a visão dos quatro animais e sua interpretação.
Examinar a profecia das setenta semanas.
Compreender a visão dos quatro animais e sua interpretação.
Examinar a profecia das setenta semanas.
 
TEXTOS DE REFERÊNCIA - DANIEL 12.1-4
1 E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.
2 E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.
3 Os entendidos, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente.
4 E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.
1 E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.
2 E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.
3 Os entendidos, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente.
4 E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Dn 2.44 O Reino de DEUS é eterno e vencerá todos os reinos.
TERÇA | Dn 7.14 O domínio do Filho do Homem é universal e eterno.
QUARTA | Dn 7.27 Os santos receberão o Reino eterno de DEUS.
QUINTA | Dn 9.24 O plano de DEUS traz redenção e justiça eterna.
SEXTA | Dn 10.14 DEUS revela o futuro para preparar Seu povo.
SÁBADO | Jo 5.28-29 Todos ressuscitarão para vida ou condenação.

TERÇA | Dn 7.14 O domínio do Filho do Homem é universal e eterno.
QUARTA | Dn 7.27 Os santos receberão o Reino eterno de DEUS.
QUINTA | Dn 9.24 O plano de DEUS traz redenção e justiça eterna.
SEXTA | Dn 10.14 DEUS revela o futuro para preparar Seu povo.
SÁBADO | Jo 5.28-29 Todos ressuscitarão para vida ou condenação.
HINOS SUGERIDOS: 123, 323, 442
MOTIVO DE ORAÇÃO - Ore por sabedoria para compreender as profecias do fim dos tempos.
PONTO DE PARTIDA: O futuro está sob o governo de DEUS.
 
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SUBSÍDIOS EXTRAS – BÍBLIAS, LIVROS, REVISTAS ANTIGAS, COPILOT, GEMINI, CHATGPT
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COMENTÁRIOS EXTRAS
 
NOVA INTRODUÇÃO
O capítulo 2 do livro de Daniel apresenta uma das mais importantes revelações proféticas das Escrituras. Por meio do sonho de Nabucodonosor, DEUS descortina o desenrolar da história humana desde o Império Babilônico até a consumação do Reino Messiânico. A narrativa demonstra que os acontecimentos políticos, militares e econômicos das nações não ocorrem de forma aleatória, mas estão sujeitos ao governo soberano do Senhor. A profecia também revela o caráter transitório dos reinos humanos em contraste com a eternidade do Reino de DEUS.
Do ponto de vista teológico, essa passagem enfatiza a doutrina da providência divina, segundo a qual DEUS governa todas as coisas segundo o propósito de Sua vontade. O texto demonstra que o Altíssimo é Senhor da história e possui conhecimento perfeito do futuro. Além disso, apresenta uma das mais claras antecipações do Reino de CRISTO, que destruirá toda estrutura humana rebelde e estabelecerá Seu governo universal. Essa revelação fortalece a fé dos crentes ao demonstrar que DEUS permanece no controle mesmo em tempos de crise política, moral e espiritual.
 
Palavras Gregas Importantes

Palavra Grega

Transliteração

Significado

Βασιλεία

Basileia

Reino

Κύριος

Kyrios

Senhor

Παντοκράτωρ

Pantokratōr

Todo-Poderoso

Δόξα

Doxa

Glória

Πρόνοια

Pronoia

Providência


 
1. O SONHO DO REI NABUCODONOSOR
O sonho de Nabucodonosor constitui uma revelação divina acerca do curso da história mundial. O rei possuía autoridade sobre um vasto império, mas desconhecia os planos de DEUS para o futuro. Isso demonstra a limitação do conhecimento humano diante da onisciência divina. O Senhor permitiu que o monarca fosse perturbado para evidenciar que nem a sabedoria dos magos, astrólogos ou adivinhos poderia explicar Seus mistérios.
Teologicamente, o capítulo revela a superioridade da revelação divina sobre toda forma de conhecimento humano. Daniel reconhece que a interpretação não procedia de sua própria capacidade, mas do DEUS que revela segredos. O episódio também ensina que DEUS dirige o destino das nações e estabelece limites ao poder dos governantes. A visão da estátua apresenta uma sequência de impérios que surgiriam e desapareceriam conforme o decreto divino.
A narrativa mostra ainda que os reinos deste mundo são temporários, enquanto o Reino de DEUS é eterno. Aquilo que parecia invencível aos olhos humanos seria reduzido a pó pela intervenção do Senhor. O sonho aponta profeticamente para a manifestação do Reino Messiânico e para o triunfo definitivo da justiça divina.
 
Referências Bíblicas - Daniel 2.20-21, 2.27-28; Isaías 46.9-10; Salmos 103.19; Efésios 1.11; Romanos 11.33-36; Colossenses 1.16-17
 
Tabela-Resumo do Tópico 1

Aspecto

Resumo

Tema central

DEUS governa a história

Revelação

A sucessão dos impérios mundiais

Ensinamento

A limitação do poder humano

Aplicação

Confiança na soberania divina

Cumprimento final

Reino eterno de CRISTO


 
1.1. A VISÃO DA ESTÁTUA
A grande estátua vista por Nabucodonosor simboliza a sucessão dos governos gentílicos na história humana. Cada metal representa uma fase distinta do domínio mundial, revelando a progressão dos impérios segundo o plano divino. A cabeça de ouro indica o esplendor da Babilônia, enquanto os demais metais demonstram a continuidade dos reinos seguintes.
A diminuição gradual do valor dos metais possui significado teológico. Embora os impérios posteriores fossem militarmente poderosos, observa-se uma decadência moral e espiritual crescente. O brilho exterior dos reinos não correspondia necessariamente à sua verdadeira condição diante de DEUS.
Os pés de ferro misturados com barro representam uma estrutura política marcada simultaneamente por força e fragilidade. Tal simbolismo indica instabilidade interna, falta de unidade e vulnerabilidade mesmo em sistemas aparentemente fortes.
A pedra cortada sem auxílio de mãos manifesta a origem sobrenatural do Reino de DEUS. Essa expressão indica que o Reino Messiânico não é resultado de revoluções humanas, estratégias militares ou projetos políticos. Sua origem é inteiramente divina.
A destruição da estátua demonstra o juízo escatológico sobre os sistemas humanos rebeldes. O Reino de DEUS não coexistirá permanentemente com os poderes corruptos deste mundo; antes, exercerá juízo definitivo sobre eles.
A transformação da pedra em um monte que enche toda a terra aponta para a universalidade do governo messiânico. O Reino de CRISTO alcançará todas as nações e estabelecerá justiça perfeita.
Essa visão destaca a doutrina da soberania absoluta de DEUS sobre a história mundial e reforça a esperança escatológica dos fiéis.
 
Referências Bíblicas por Extenso - Daniel 2.31-35, 2.44-45; Salmos 2.1-12; Isaías 9.6-7; Zacarias 14.9; Mateus 21.42-44; Apocalipse 11.15
 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Λίθος (Lithos)

Pedra

Βασιλεία (Basileia)

Reino

Αἰώνιος (Aionios)

Eterno

Δύναμις (Dynamis)

Poder

 
Tabela-Resumo do Subtópico 1.1

Elemento

Significado

Cabeça de ouro

Babilônia

Prata

Medo-Pérsia

Bronze

Grécia

Ferro

Roma

Ferro e barro

Reino dividido

Pedra

Reino de DEUS

Monte

Domínio universal de CRISTO


 
 
1.2. A VISÃO DOS IMPÉRIOS HUMANOS
Os impérios apresentados na estátua representam o desenvolvimento do poder humano ao longo da história. Apesar de sua grandiosidade, todos possuem uma característica comum: são temporários. A sucessão dos reinos demonstra que nenhuma potência terrestre é permanente.
A Babilônia foi simbolizada pelo ouro devido à sua riqueza e glória. O Império Medo-Persa, representado pela prata, expandiu seu domínio mediante organização administrativa e força militar. O Império Grego, figurado pelo bronze, espalhou sua cultura e língua por vastas regiões. Roma, representada pelo ferro, destacou-se por sua capacidade militar e administrativa.
Sob a perspectiva da teologia bíblica, esses impérios ilustram a incapacidade humana de estabelecer justiça perfeita sem DEUS. Mesmo os governos mais poderosos tornam-se instrumentos de opressão quando afastados dos princípios divinos.
Daniel retrata aquilo que a escatologia chama de "tempos dos gentios", período em que as nações exercem domínio político até a intervenção final de DEUS. Os reinos humanos surgem e desaparecem, mas o governo divino permanece.
A profecia demonstra também a precisão da revelação bíblica. Séculos antes do surgimento desses impérios, DEUS revelou sua ascensão e queda. Isso evidencia Sua onisciência e autoridade sobre a história.
A perspectiva dispensacionalista relaciona os dez dedos aos dez chifres de Daniel 7 e Apocalipse 17. Tal interpretação entende que haverá uma futura confederação de poderes políticos relacionada aos eventos finais.
Independentemente das diferentes interpretações escatológicas, a mensagem central permanece: DEUS controla o surgimento e a queda dos impérios.
 
Referências Bíblicas por Extenso - Daniel 2.37-43, 7.17-24; Isaías 40.15-17; Jeremias 27.5-7; Atos 17.26; Romanos 13.1; Apocalipse 17.12-14
 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Ἔθνος (Ethnos)

Nação

Ἀρχή (Archē)

Governo

Ἐξουσία (Exousia)

Autoridade

Κόσμος (Kosmos)

Mundo

 
Tabela-Resumo do Subtópico 1.2

Império

Metal

Característica

Babilônia

Ouro

Glória e riqueza

Medo-Pérsia

Prata

Expansão administrativa

Grécia

Bronze

Influência cultural

Roma

Ferro

Poder militar

Reinos finais

Ferro e barro

Força e fragilidade

 
 
1.3. A VISÃO DO REINO DE DEUS
A pedra cortada sem auxílio humano constitui o elemento central da profecia. Ela representa a intervenção soberana de DEUS na história humana. Diferentemente dos impérios representados pelos metais, o Reino de DEUS possui origem celestial e natureza eterna.
À luz do Novo Testamento, essa pedra aponta claramente para JESUS CRISTO. O próprio Senhor aplicou a Si a imagem da pedra rejeitada pelos construtores. Aqueles que rejeitam Seu senhorio tropeçam espiritualmente, mas aqueles que creem encontram salvação e firme fundamento.
A cristologia bíblica identifica CRISTO como o Rei prometido que estabelecerá o Reino eterno anunciado pelos profetas. Sua primeira vinda inaugurou esse Reino em seu aspecto espiritual, enquanto Sua segunda vinda consumará plenamente Seu governo visível e universal.
A destruição completa da estátua simboliza a derrota definitiva dos sistemas mundanos que se opõem a DEUS. Nenhum poder político ou religioso rebelde permanecerá diante do governo do Messias.
O crescimento da pedra até tornar-se um grande monte revela a expansão universal do Reino divino. Essa imagem harmoniza-se com as promessas feitas a Abraão de que todas as nações seriam alcançadas pela obra redentora de DEUS.
A doutrina escatológica ensina que CRISTO retornará em glória para julgar vivos e mortos. Nesse dia, todo joelho se dobrará diante de Sua autoridade e toda língua confessará Seu senhorio.
Portanto, a visão não apenas descreve acontecimentos futuros, mas oferece esperança aos servos de DEUS. O triunfo final pertence ao Senhor e ao Seu CRISTO.
 
Referências Bíblicas por Extenso - Daniel 2.34-35, 2.44-45; Salmos 118.22-23; Isaías 28.16; Mateus 21.42-44; Atos 4.11-12; Filipenses 2.9-11; 1 Pedro 2.4-8; Apocalipse 19.11-16, 22.3-5
 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Χριστός (Christos)

Messias, Ungido

Κύριος (Kyrios)

Senhor

Δόξα (Doxa)

Glória

Κρίσις (Krisis)

Juízo

Σωτηρία (Soteria)

Salvação

 
Tabela-Resumo do Subtópico 1.3

Símbolo

Interpretação

Pedra sem mãos

Origem divina

Pedra atingindo a estátua

Juízo de DEUS

Destruição dos metais

Fim dos impérios humanos

Grande monte

Reino universal

Reino eterno

Governo de CRISTO

 
 
CONCLUSÃO DO TÓPICO 1
O sonho de Nabucodonosor revela que DEUS dirige os acontecimentos da história e conhece o fim desde o princípio. Os impérios representados pelos metais surgem, florescem e desaparecem segundo os decretos do Altíssimo. Nenhuma potência terrestre possui autoridade independente ou permanente diante do Senhor.
A profecia também apresenta uma das mais gloriosas revelações messiânicas do Antigo Testamento. A pedra cortada sem auxílio humano aponta para CRISTO e Seu Reino eterno. Enquanto os reinos humanos são marcados pela transitoriedade, pelo pecado e pela fragilidade, o Reino de DEUS é eterno, santo e incorruptível.
Assim, Daniel 2 não é apenas uma previsão histórica. Trata-se de uma poderosa declaração da soberania divina, da fidelidade das profecias bíblicas e da certeza de que JESUS CRISTO reinará para sempre. Os crentes são chamados a viver em esperança, santidade e perseverança, sabendo que o Reino do Senhor triunfará sobre todos os poderes deste mundo.
“Mas nos dias desses reis o DEUS do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo permanecerá para sempre” (Daniel 2.44).
 
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2. A VISÃO DE DANIEL
A visão registrada em Daniel 7 complementa e amplia a revelação apresentada no sonho de Nabucodonosor em Daniel 2. Enquanto o rei pagão contemplou os impérios sob a aparência gloriosa de uma estátua composta por metais preciosos, Daniel recebeu a mesma verdade sob uma perspectiva celestial. Aquilo que parecia majestoso aos olhos humanos é apresentado diante de DEUS como bestas ferozes que emergem do mar agitado.
O contraste entre as duas revelações possui profundo significado teológico. O ser humano valoriza o poder, a riqueza e a influência política; entretanto, DEUS vê os sistemas dominados pelo pecado como estruturas marcadas pela corrupção moral e pela violência. A visão enfatiza a depravação dos poderes humanos quando estes se afastam da vontade divina.
O mar revolto simboliza instabilidade, rebelião e inquietação das nações. Em diversas passagens bíblicas, o mar aparece associado às forças caóticas que se opõem à ordem estabelecida por DEUS. Apesar do tumulto das nações, o Senhor permanece assentado em Seu trono, governando soberanamente todos os acontecimentos.
Um dos temas centrais deste capítulo é a escatologia do Reino de DEUS. Os impérios chegam ao seu término, mas o Reino do Messias permanece para sempre. Assim, Daniel 7 apresenta uma das mais importantes revelações messiânicas do Antigo Testamento, apontando para CRISTO como o Filho do Homem glorificado.
 
Referências Bíblicas - Daniel 7.1-14; Salmos 2.1-6; Isaías 40.22-24; Ezequiel 1.26-28; Mateus 24.30; Apocalipse 1.7, 11.15
 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Θρόνος (Thronos)

Trono

Κρίσις (Krisis)

Julgamento

Βασιλεία (Basileia)

Reino

Δόξα (Doxa)

Glória

Παντοκράτωρ (Pantokratōr)

Todo-Poderoso

 
Tabela-Resumo do Tópico 2

Aspecto

Resumo

Revelação

Os impérios vistos da perspectiva divina

Simbolismo

Bestas emergindo do mar

Tema central

Julgamento dos poderes humanos

Personagem principal

Filho do Homem

Resultado final

Reino eterno de DEUS

 
 
2.1. OS QUATRO ANIMAIS SIMBÓLICOS
A visão dos quatro animais revela a natureza espiritual dos grandes impérios mundiais. Diferentemente da estátua de Daniel 2, aqui os reinos não são representados por metais valiosos, mas por criaturas ferozes, demonstrando a brutalidade presente nos sistemas políticos dominados pelo pecado.
O primeiro animal, semelhante a um leão com asas de águia, aponta para o Império Babilônico. O leão comunica majestade, força e autoridade. As asas indicam rapidez nas conquistas realizadas sob Nabucodonosor. Entretanto, a retirada das asas demonstra que todo poder humano permanece sujeito ao governo divino.
O segundo animal, semelhante a um urso, é tradicionalmente associado ao Império Medo-Persa. Sua postura desigual reflete a predominância persa sobre os medos. As três costelas em sua boca revelam conquistas militares significativas e a expansão de seu domínio.
O terceiro animal, semelhante a um leopardo com quatro asas e quatro cabeças, representa o Império Grego. As asas retratam a velocidade das conquistas de Alexandre Magno. Após sua morte, o império foi dividido entre seus sucessores, fato simbolizado pelas quatro cabeças.
O quarto animal ultrapassa todos os anteriores em ferocidade. Daniel nem sequer encontra comparação zoológica adequada para descrevê-lo. Sua natureza extraordinária evidencia o enorme poder que exerceria sobre as nações.
Teologicamente, os quatro animais demonstram que a humanidade sem DEUS tende à autossuficiência, à opressão e ao abuso do poder. A narrativa confirma a doutrina da depravação humana e a necessidade da intervenção divina na história.
Apesar da aparência ameaçadora desses poderes, sua autoridade é transitória. O Senhor determina seus limites e estabelece o momento de sua queda.
 
Referências Bíblicas por Extenso - Daniel 7.2-7, 7.17, 7.23; Jeremias 50.17; Habacuque 1.6-8; Isaías 13.17-19; Apocalipse 13.1-2
 
Comentário Teológico Adicional
A simbologia animal enfatiza uma verdade fundamental da antropologia bíblica: quando a humanidade rejeita a autoridade divina, suas estruturas sociais tendem à bestialidade moral. O pecado distorce a imagem de DEUS no homem e afeta inclusive os sistemas governamentais. A visão de Daniel denuncia o orgulho imperial, demonstrando que a força militar jamais substituirá a justiça de DEUS. Os reinos humanos frequentemente constroem sua estabilidade sobre violência, exploração e idolatria. Por isso, o julgamento divino torna-se uma necessidade moral do universo. A visão convida os crentes a colocarem sua esperança não em governos terrenos, mas no Reino eterno do Senhor. A verdadeira segurança está no governo messiânico.
 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Θηρίον (Therion)

Animal feroz, besta

Δύναμις (Dynamis)

Poder

Ἀρχή (Archē)

Governo

Ἔθνος (Ethnos)

Nação

 
Tabela-Resumo do Subtópico 2.1

Animal

Império

Característica

Leão

Babilônia

Majestade e força

Urso

Medo-Pérsia

Expansão militar

Leopardo

Grécia

Rapidez nas conquistas

Animal terrível

Roma

Poder sem precedentes

Aplicação

Limitação dos poderes humanos

 
 
2.2. O ANIMAL TERRÍVEL E O CHIFRE PEQUENO
O quarto animal ocupa posição central na visão profética de Daniel. Sua descrição ultrapassa qualquer criatura conhecida. Ele possui dentes de ferro, enorme poder destrutivo e capacidade de esmagar tudo o que encontra diante de si.
Historicamente, muitos intérpretes identificam esse animal com o Império Romano. Sua força militar, extensão territorial e influência sobre o mundo antigo correspondiam perfeitamente à simbologia empregada na visão.

Os dez chifres representam reis ou poderes que surgem a partir do mesmo sistema político. O chifre pequeno aparece posteriormente, destacando-se por sua arrogância, blasfêmias e oposição aos santos do Altíssimo.
A figura do chifre pequeno possui importante relevância escatológica. Muitos estudiosos o relacionam ao Anticristo descrito em Segunda aos Tessalonicenses capítulo 2 e Apocalipse capítulo 13. Trata-se da manifestação culminante da rebelião humana contra DEUS.
Daniel observa que esse poder promove intensa perseguição contra o povo de DEUS. Contudo, a visão deixa claro que sua atuação possui limites estabelecidos pelo próprio Senhor. Nenhuma força maligna atua fora da permissão divina.
A cena muda do cenário terrestre para o celestial. O Ancião de Dias assenta-se para julgamento e o tribunal celestial entra em ação. Isso demonstra que a autoridade final não pertence às estruturas humanas, mas ao DEUS eterno.
A derrota do chifre pequeno confirma que a justiça divina prevalecerá. O mal possui prazo de validade determinado por DEUS.
 
Referências Bíblicas por Extenso - Daniel 7.7-8, 7.20-26, 8.23-25; Mateus 24.21-22; 2 Tessalonicenses 2.3-8; Apocalipse 13.1-8, 19.19-21
 
Comentário Teológico Adicional
A figura do chifre pequeno representa a intensificação máxima da oposição satânica ao governo de DEUS. Sua arrogância expressa a tentativa humana de alcançar autonomia absoluta sem submissão ao Criador. A cristologia bíblica ensina que toda rebelião contra DEUS encontrará seu fim diante da manifestação gloriosa de CRISTO. O juízo do Ancião de Dias revela que a história caminha em direção a um tribunal divino inevitável. Nenhum império, governo ou líder escapará dessa prestação de contas. A perseguição aos santos não significa derrota definitiva, mas participação nos sofrimentos do Reino. O povo de DEUS é chamado à perseverança escatológica enquanto aguarda a vitória final do Messias.
 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Ἀνομία (Anomia)

Iniquidade

Βλασφημία (Blasphemia)

Blasfêmia

Θλῖψις (Thlipsis)

Tribulação

Κρίμα (Krima)

Sentença judicial

 
Tabela-Resumo do Subtópico 2.2

Elemento

Significado

Quarto animal

Império Romano

Dez chifres

Reis ou poderes

Chifre pequeno

Governante blasfemo

Guerra contra os santos

Perseguição

Tribunal celestial

Julgamento divino

Resultado final

Vitória de CRISTO

 
 
2.3. O REINO QUE NÃO SERÁ DESTRUÍDO
A culminação da visão não está nos impérios humanos, mas no estabelecimento do Reino eterno de DEUS. Toda a narrativa conduz ao momento em que o Filho do Homem recebe domínio, honra e glória diante do Ancião de Dias.
A expressão "Filho do Homem" possui enorme relevância messiânica. JESUS empregou esse título repetidamente durante Seu ministério terreno para identificar-Se como o personagem profético anunciado por Daniel.
O Reino recebido pelo Filho do Homem possui características únicas. Diferentemente dos impérios anteriores, não será estabelecido por guerras de conquista nem será derrubado por revoluções futuras. Seu governo é eterno, perfeito e justo.
A teologia do Reino encontra aqui uma de suas maiores bases veterotestamentárias. O Messias não recebe apenas uma nação, mas autoridade universal sobre povos, tribos e línguas.
Daniel também destaca a participação dos santos nesse governo. Os servos de DEUS compartilham da vitória do Filho do Homem e recebem parte de Sua herança real. Essa promessa encontra desenvolvimento pleno no Novo Testamento.
A escatologia cristã ensina que os redimidos participarão do Reino futuro em comunhão perfeita com CRISTO. O sofrimento presente não pode ser comparado à glória futura que será revelada.
A certeza desse Reino produz esperança, perseverança e fidelidade. Os reinos da terra passam, mas o Reino do Senhor permanece eternamente.
 
Referências Bíblicas por Extenso - Daniel 7.13-14, 7.18, 7.27; Salmos 145.13; Isaías 9.6-7; Mateus 26.64; Lucas 1.32-33; Filipenses 2.9-11; 2 Timóteo 2.11-12; Apocalipse 5.9-10,  22.5
 
Comentário Teológico Adicional
O Reino eterno representa o ápice da história da redenção. Desde Gênesis até Apocalipse, DEUS conduz Seu plano para restaurar plenamente Sua criação. O Filho do Homem aparece como mediador entre DEUS e os homens, recebendo autoridade universal. A doutrina da glorificação dos santos encontra apoio nesse texto, pois os redimidos partilharão do Reino messiânico. O juízo divino não é meramente destrutivo, mas também restaurador, pois estabelece uma nova ordem de justiça. O Reino de CRISTO manifesta a perfeita união entre soberania, santidade e misericórdia. Sua duração eterna demonstra a impossibilidade de qualquer futura corrupção ou decadência. A esperança cristã repousa na certeza desse governo perfeito.
 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Υἱὸς τοῦ Ἀνθρώπου (Huios tou Anthropou)

Filho do Homem

Βασιλεύς (Basileus)

Rei

Δόξα (Doxa)

Glória

Αἰώνιος (Aionios)

Eterno

Κληρονομία (Klēronomia)

Herança

 
Tabela-Resumo do Subtópico 2.3

Elemento

Significado

Filho do Homem

CRISTO

Ancião de Dias

DEUS Pai

Reino eterno

Governo messiânico

Santos do Altíssimo

Os salvos

Herança dos santos

Reinar com CRISTO

Resultado final

Vitória eterna do Reino de DEUS

 
CONCLUSÃO DO TÓPICO 2
A visão de Daniel 7 revela que os grandes impérios da história, embora pareçam invencíveis, permanecem sujeitos ao julgamento do DEUS soberano. Os animais simbólicos demonstram a realidade espiritual dos sistemas humanos corrompidos pelo pecado, enquanto o tribunal celestial revela que toda autoridade é temporária diante do Senhor.
O capítulo aponta de forma extraordinária para a pessoa e obra de JESUS CRISTO, o Filho do Homem glorificado. Nele convergem todas as promessas messiânicas do Antigo Testamento. Seu Reino não sofrerá declínio, corrupção ou substituição. Os santos participarão dessa vitória, herdando o Reino preparado por DEUS.
Assim, Daniel 7 não foi escrito para gerar medo quanto aos acontecimentos futuros, mas para fortalecer a esperança dos fiéis. A mensagem central permanece atual: DEUS continua governando a história, CRISTO reinará para sempre, e os santos do Altíssimo participarão do Reino que jamais será destruído. “Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e possuirão o reino para todo o sempre e de eternidade em eternidade” (Daniel 7.18).
 
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3. AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL
A profecia das setenta semanas, registrada em Daniel 9.24-27, ocupa posição central na escatologia bíblica. Trata-se de uma das mais extraordinárias revelações proféticas do Antigo Testamento, pois apresenta um panorama dos propósitos divinos para Israel, Jerusalém e o plano da redenção. Nela observamos a soberania de DEUS governando o tempo, a história e a consumação de Seu propósito salvífico.
O contexto da profecia surge quando Daniel compreende, pelos escritos do profeta Jeremias, que os setenta anos do cativeiro babilônico estavam chegando ao fim. Em vez de permanecer passivo diante da promessa divina, Daniel respondeu com oração, jejum, arrependimento e intercessão. Isso revela um importante princípio teológico: as promessas de DEUS não anulam a necessidade da oração; ao contrário, elas a estimulam.
A resposta divina veio por intermédio do anjo Gabriel, que apresentou uma revelação muito mais ampla do que o retorno dos exilados. DEUS mostrou a Daniel acontecimentos que alcançariam séculos futuros, culminando na vinda do Messias, na expiação do pecado, nos juízos escatológicos e no estabelecimento da justiça eterna.
A profecia possui caráter messiânico, escatológico e soteriológico. Ela aponta simultaneamente para a obra redentora de CRISTO, para o futuro de Israel e para a consumação dos propósitos eternos de DEUS.
 
Referências Bíblicas - Daniel 9.24-27; Jeremias 25.11-12, 29.10; Isaías 46.9-10; Efésios 1.9-10; Gálatas 4.4; Apocalipse 21.1-5
 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Χρόνος (Chronos)

Tempo cronológico

Καιρός (Kairos)

Tempo determinado por DEUS

Σωτηρία (Soteria)

Salvação

Δικαιοσύνη (Dikaiosyne)

Justiça

Μεσσίας (Messias/Christos)

Ungido

 
 
Tabela-Resumo do Tópico 3

Aspecto

Resumo

Tema principal

O programa profético de DEUS para Israel

Revelação

Setenta semanas determinadas por DEUS

Ênfase

Expiação, redenção e juízo

Personagem central

O Messias

Consumação

Justiça eterna e Reino de DEUS

 
 
3.1. O SIGNIFICADO DAS SETENTA SEMANAS
Daniel estava estudando os escritos de Jeremias quando percebeu que o período do exílio estava se aproximando do fim. Essa atitude destaca a importância do estudo das Escrituras como meio de compreensão da vontade divina. O profeta não recebeu a revelação enquanto buscava curiosidades proféticas, mas enquanto examinava a Palavra de DEUS.
Ao compreender a situação espiritual de seu povo, Daniel assumiu postura de profundo arrependimento e intercessão. Sua oração em Daniel 9 é considerada uma das mais notáveis confissões coletivas da Bíblia. Embora fosse um homem fiel, ele identificou-se com os pecados nacionais de Israel.
A resposta divina veio por meio do anjo Gabriel, revelando que DEUS tinha um plano muito maior do que simplesmente encerrar o exílio babilônico. As setenta semanas foram determinadas para tratar definitivamente do pecado, da transgressão e da reconciliação do povo com DEUS.
A expressão "setenta semanas" tem sido amplamente associada a setenta conjuntos de sete anos. Essa compreensão encontra apoio na estrutura dos anos sabáticos descrita em Levítico 25.8. Assim, muitos intérpretes entendem que a profecia abrange um período de 490 anos.
A finalidade da profecia é descrita por seis objetivos divinos: acabar com a transgressão, dar fim aos pecados, expiar a iniquidade, trazer a justiça eterna, selar a visão e a profecia e ungir o SANTO dos Santos.
Sob o ponto de vista soteriológico, esses objetivos encontram seu cumprimento supremo na obra redentora de CRISTO. Sua morte e ressurreição estabeleceram o fundamento para a reconciliação entre DEUS e os homens.
A passagem demonstra que DEUS não apenas conhece o futuro, mas também dirige a história rumo ao cumprimento exato de Seus propósitos eternos.
 
Referências Bíblicas por Extenso - Daniel 9.2-24; Jeremias 25.11-12, 29.10; Levítico 25.8; Isaías 53.4-12; Romanos 3.21-26; Hebreus 9.11-15
 
Comentário Teológico Adicional
A oração de Daniel ilustra a doutrina da mediação intercessória. O profeta coloca-se diante de DEUS em favor de sua nação, antecipando em pequena escala a obra mediadora de CRISTO. A revelação recebida evidencia a relação entre profecia e redenção. O objetivo principal da profecia nunca é meramente informar eventos futuros, mas manifestar o plano salvador de DEUS. O pecado é apresentado como o grande problema da humanidade, e a expiação como a solução oferecida pela graça divina. A revelação das setenta semanas revela que a história não caminha para o caos, mas para o cumprimento do propósito eterno do Senhor. Tudo ocorre segundo o "kairos" divino, o tempo determinado por DEUS.
 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Μεσιτεία (Mesiteia)

Mediação

Προφητεία (Propheteia)

Profecia

Μετάνοια (Metanoia)

Arrependimento

Ἐξιλασμός (Exilasmos)

Expiação

 
Tabela-Resumo do Subtópico 3.1

Elemento

Significado

Estudo de Jeremias

Busca da vontade de DEUS

Oração de Daniel

Intercessão e arrependimento

Gabriel

Mensageiro divino

Setenta semanas

Programa profético

Objetivo principal

Redenção e justiça eterna

 
 
3.2. A DIVISÃO DAS SEMANAS
As setenta semanas são apresentadas em três períodos distintos. Essa divisão demonstra a precisão da profecia bíblica e a forma meticulosa pela qual DEUS conduz a história humana.
As primeiras sete semanas estão relacionadas à restauração e reconstrução de Jerusalém. Muitos estudiosos associam esse período ao decreto concedido por Artaxerxes a Neemias para reedificar a cidade e seus muros. O contexto revela o compromisso divino com a preservação de Seu povo e com o cumprimento das promessas da aliança.
O segundo período compreende sessenta e duas semanas adicionais. Durante esse intervalo, Jerusalém permaneceria reconstruída, e a história avançaria em direção ao aparecimento do Messias prometido.
Daniel anuncia que, após esse período, o Ungido seria morto. Essa profecia encontra extraordinário cumprimento na crucificação de JESUS CRISTO. Séculos antes do nascimento de CRISTO, DEUS já havia revelado Sua morte sacrificial.
A passagem também menciona a destruição da cidade e do santuário. Historicamente, Jerusalém foi destruída pelos romanos no ano 70 d.C., cumprindo exatamente a palavra profética.
A divisão das semanas demonstra que DEUS controla não apenas os eventos, mas também os tempos determinados para seu cumprimento. A precisão dessa profecia constitui uma das maiores evidências da inspiração divina das Escrituras.
A revelação fortalece a confiança dos crentes na veracidade da Palavra de DEUS e em Sua fidelidade em cumprir cada uma de Suas promessas.
 
Referências Bíblicas por Extenso - Daniel 9.25-26; Neemias 2.1-9; Isaías 46.10; Zacarias 9.9; Mateus 21.1-11; Lucas 19.41-44; João 19.16-37
 
Comentário Teológico Adicional
A divisão das semanas evidencia a doutrina da providência divina aplicada à história. DEUS coordena acontecimentos políticos, militares e religiosos para cumprir Seus propósitos redentivos. O surgimento do Messias no tempo determinado demonstra que a encarnação não ocorreu por acaso, mas segundo um plano eterno. A morte do Ungido destaca a centralidade da cruz na revelação bíblica. Toda a história converge para a obra expiatória de CRISTO. O juízo sobre Jerusalém também ilustra a seriedade da rejeição à revelação divina. Assim, a profecia une graça e justiça em uma única manifestação do propósito divino.
 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Πρόνοια (Pronoia)

Providência

Χριστός (Christos)

Ungido

Σταυρός (Stauros)

Cruz

Οἰκονομία (Oikonomia)

Administração divina

 
Tabela-Resumo do Subtópico 3.2

Período

Evento

7 semanas

Reconstrução de Jerusalém

62 semanas

Caminho até o Messias

Morte do Ungido

Crucificação de CRISTO

Destruição da cidade

Jerusalém em 70 d.C.

Ensinamento

Precisão das profecias

 
 
3.3. A ÚLTIMA SEMANA PROFÉTICA
Segundo a interpretação dispensacionalista clássica, a última semana ainda aguarda cumprimento futuro. Ela corresponde a um período de sete anos frequentemente associado à Grande Tribulação.
O início dessa semana é marcado por uma aliança envolvendo o governante escatológico conhecido como Anticristo. Esse acordo produz uma sensação temporária de estabilidade e segurança. Entretanto, tal paz é apenas aparente.
Na metade desse período ocorre a ruptura da aliança. O governante profana o lugar sagrado e promove intensa perseguição contra aqueles que permanecem fiéis a DEUS. JESUS referiu-se a esse acontecimento ao mencionar a “abominação da desolação”, prevista pelo profeta Daniel.
A segunda metade da semana é caracterizada pelo aumento dos juízos divinos sobre a terra. O livro de Apocalipse descreve esse período mediante selos, trombetas e taças, demonstrando a manifestação progressiva da justiça divina.
Sob a ótica dispensacionalista, a Igreja já terá sido arrebatada antes desse período de ira. DEUS voltará Sua atenção para o cumprimento de Seus propósitos específicos relacionados a Israel e às nações.
Ao final da tribulação, CRISTO retornará em glória para destruir o Anticristo, julgar as nações e estabelecer Seu Reino messiânico.
A última semana destaca a vitória definitiva de DEUS sobre o mal. O pecado, a rebelião e os poderes anticristãos não prevalecerão contra o plano eterno do Senhor.
 
Referências Bíblicas por Extenso - Daniel 9.27, 7.25; Mateus 24.15-31, 2 Tessalonicenses 2.3-8; 1 Tessalonicenses 1.10, 5.9; Apocalipse 3.10, Apocalipse 12.6, 13.5-7, 19.11-21.
 
Comentário Teológico Adicional
A última semana enfatiza a doutrina escatológica do conflito final entre o Reino de DEUS e as forças da rebelião humana. Embora o mal pareça triunfar temporariamente, sua derrota já está determinada pelo decreto divino. A figura do Anticristo representa a culminação da oposição satânica ao governo de DEUS. A Grande Tribulação manifesta simultaneamente juízo e misericórdia, pois DEUS continua chamando pessoas ao arrependimento mesmo em meio aos julgamentos. O retorno glorioso de CRISTO encerra o domínio do mal e inaugura uma nova etapa do plano redentor. A esperança cristã encontra seu ápice na manifestação visível do Senhor dos senhores e Rei dos reis.
 
Palavras Gregas Centrais

Grego

Significado

Θλῖψις (Thlipsis)

Tribulação

Παρουσία (Parousia)

Vinda de CRISTO

Ἀντίχριστος (Antichristos)

Anticristo

Νίκη (Nikē)

Vitória

Κρίσις (Krisis)

Juízo

 
Tabela-Resumo do Subtópico 3.3

Elemento

Significado

Última semana

Sete anos finais

Aliança inicial

Falsa paz

Ruptura da aliança

Início da perseguição

Grande Tribulação

Juízos divinos

Retorno de CRISTO

Vitória final

Resultado

Estabelecimento do Reino

 
 
CONCLUSÃO DO TÓPICO 3
A profecia das setenta semanas constitui uma das mais impressionantes demonstrações da soberania divina sobre a história. Por meio dela, DEUS revelou acontecimentos que abrangem séculos e que convergem para a obra redentora do Messias. A precisão da profecia confirma a inspiração sobrenatural das Escrituras e fortalece a confiança dos crentes na fidelidade do Senhor.
O foco principal da profecia não está na especulação cronológica, mas na revelação do propósito redentor de DEUS. O Messias viria, morreria pelos pecados, estabeleceria o fundamento da justiça eterna e conduziria a história ao cumprimento definitivo dos planos divinos.
A última semana aponta para a consumação escatológica e para a vitória absoluta de CRISTO sobre toda forma de maldade. Assim, Daniel 9 ensina que DEUS controla os tempos, dirige os acontecimentos e cumprirá integralmente tudo o que prometeu. A esperança dos fiéis não repousa nos sistemas humanos, mas no Senhor da história, que consumará Seu Reino eterno em perfeita justiça, santidade e glória.
“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna” (Daniel 9.24).
 
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CONCLUSÃO GERAL
O estudo das profecias de Daniel conduz o leitor a uma das mais grandiosas verdades das Escrituras: DEUS é o Senhor absoluto da história. Desde os dias do Império Babilônico até os eventos finais da consumação dos séculos, nada ocorre fora do controle de Sua vontade soberana. Os sonhos, as visões e as revelações concedidas a Daniel demonstram que o Altíssimo dirige o curso das nações, estabelece limites aos governantes e conduz todos os acontecimentos para o cumprimento de Seus propósitos eternos.
Ao examinarmos o sonho da grande estátua em Daniel 2, aprendemos que os impérios humanos, por mais poderosos que pareçam, são transitórios. Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma tiveram seu tempo determinado por DEUS. Seus governos exerceram influência significativa sobre a história, mas todos foram limitados pela soberania divina. Em contraste com esses reinos temporais, surge a Pedra cortada sem auxílio de mãos, símbolo do Reino de DEUS e, à luz da revelação neotestamentária, uma figura de JESUS CRISTO, o Messias prometido.
A visão dos quatro animais em Daniel 7 amplia esse entendimento ao apresentar os impérios mundiais não segundo a perspectiva humana, mas segundo a avaliação divina. O que parecia esplendoroso aos homens era visto por DEUS como poderes marcados pela violência, orgulho e corrupção. Contudo, o foco da revelação não repousa na força das bestas, mas na majestade do Ancião de Dias e no domínio concedido ao Filho do Homem. Essa cena celestial aponta diretamente para o triunfo de CRISTO e para o estabelecimento do Reino que jamais será destruído.
As profecias também revelam que a história possui um propósito redentivo. Em Daniel 9, as setenta semanas demonstram que DEUS determinou tempos específicos para tratar do pecado, realizar a expiação e trazer a justiça eterna. A vinda do Messias, Sua morte sacrificial e a consumação dos eventos futuros não são acontecimentos aleatórios, mas parte do plano eterno elaborado pelo Senhor antes da fundação do mundo. O DEUS que revelou o futuro a Daniel é o mesmo que cumpriu Suas promessas em CRISTO e continuará cumprindo tudo o que ainda permanece profeticamente pendente.
Do ponto de vista escatológico, Daniel apresenta uma poderosa mensagem de esperança. Embora as Escrituras falem de perseguições, tribulações e da manifestação final da iniquidade, elas também afirmam que o mal possui prazo determinado. O Anticristo será destruído, os poderes rebeldes serão julgados, Satanás será derrotado e CRISTO reinará em glória. A vitória final não pertence aos impérios humanos, mas ao Reino do Senhor.
Sob a perspectiva cristológica, todas essas revelações convergem para a pessoa de JESUS CRISTO. Ele é a Pedra que destrói a estátua, o Filho do Homem que recebe domínio eterno, o Messias anunciado nas setenta semanas e o Rei dos reis que voltará em glória. Nele encontram cumprimento as promessas da aliança, as expectativas dos profetas e a esperança da Igreja. CRISTO é o centro da história, da profecia e da redenção.
Do ponto de vista pastoral, o Livro de Daniel não foi escrito para satisfazer curiosidades sobre o futuro, mas para fortalecer a fé dos servos de DEUS. Daniel permaneceu fiel em meio ao exílio, cercado por uma cultura pagã e hostil. Da mesma forma, a Igreja é chamada a viver em santidade, perseverança e fidelidade em meio aos desafios do presente século. A certeza do governo soberano de DEUS deve produzir confiança, estabilidade espiritual e esperança.
A doutrina da providência divina é amplamente confirmada em todas as páginas deste livro. DEUS levanta reis e os remove; estabelece impérios e os derruba; revela mistérios e determina os tempos. Nada escapa ao Seu conhecimento, à Sua autoridade ou ao Seu propósito. Aquilo que parece confuso aos olhos humanos já está plenamente conhecido pelo Senhor.
Por isso, a maior lição das profecias de Daniel não é a identificação de datas ou eventos específicos, mas a convicção de que DEUS reina. A história não caminha para o caos, mas para a manifestação plena do Reino de CRISTO. O futuro dos justos não é a derrota, mas a glorificação. O destino da Igreja não é a destruição, mas o Reino eterno.
Assim, devemos viver aguardando o cumprimento final das promessas divinas com fé, vigilância, oração e perseverança. O mesmo DEUS que preservou Daniel na cova dos leões, que revelou mistérios ocultos e que dirigiu o curso dos impérios continua governando todas as coisas. Sua Palavra permanece verdadeira, Seu Reino permanece inabalável e Seus propósitos serão plenamente cumpridos.
 
CONCLUSÃO RESUMIDA:
O livro de Daniel revela que DEUS governa soberanamente toda a história e cumpre seus propósitos eternos.
Os grandes impérios humanos são temporários, enquanto o Reino de DEUS é eterno e inabalável.
As profecias mostram que a história segue um plano redentivo culminando na obra e no reinado de CRISTO.
JESUS é o centro das revelações de Daniel: o Messias prometido, o Filho do Homem e o Rei eterno.
Apesar das tribulações e do avanço do mal, a vitória final pertence a DEUS e ao Seu Reino.
A mensagem de Daniel fortalece a fé, incentivando a fidelidade, a perseverança e a esperança dos servos de DEUS.
Assim, os cristãos devem viver confiantes, aguardando com fé o cumprimento definitivo das promessas divinas.
 
 
Palavras Gregas Fundamentais do Estudo

Palavra Grega

Transliteração

Significado

Βασιλεία

Basileia

Reino

Χριστός

Christos

CRISTO, Messias

Κύριος

Kyrios

Senhor

Παντοκράτωρ

Pantokratōr

Todo-Poderoso

Δόξα

Doxa

Glória

Κρίσις

Krisis

Juízo

Σωτηρία

Soteria

Salvação

Δικαιοσύνη

Dikaiosyne

Justiça

Παρουσία

Parousia

Vinda de CRISTO

Αἰώνιος

Aionios

Eterno

 
Tabela-Resumo Geral de Todo o Estudo

Tema

Ensinamento Principal

Daniel 2

DEUS controla a sucessão dos impérios

Grande Estátua

Os reinos humanos são temporários

Pedra sem mãos

CRISTO e Seu Reino eterno

Daniel 7

Perspectiva divina sobre os impérios

Quatro Animais

A corrupção dos poderes humanos

Filho do Homem

O governo messiânico de CRISTO

Setenta Semanas

O plano profético da redenção

Morte do Messias

A obra expiatória de CRISTO

Última Semana

Consumação dos eventos escatológicos,

Grande Trtibulação, Vinda em Glória

Reino Eterno

Vitória definitiva de DEUS

Aplicação Prática

Fidelidade, esperança e perseverança

 
Referências Bíblicas Finais por Extenso - Daniel 2.20-22, 44-45, 7.13-14, 18; 7.27; 9.24-27; Isaías 9.6-7, 46.9-10; Salmos 145.13; Mateus 24.30, 26.64; Lucas 1.32-33; João 14.1-3; Filipenses 2.9-11; 2 Timóteo 2.11-12; 1 Pedro 1.3-5; Apocalipse 11.15, 19.11-16, 21.1-7, 22.3-5
 
“Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e possuirão o reino para todo o sempre e de eternidade em eternidade” (Daniel 7.18).
“E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão” (Daniel 7.27).
 
 
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QUESTIONÁRIOS:
 
1. QUESTIONÁRIO COM 20 PERGUNTAS E 20 RESPOSTAS  – PARA PROFESSORES
1. Qual é a principal mensagem do Livro de Daniel?
Resposta: Que DEUS governa soberanamente as nações e conduz a história segundo Seus propósitos.
2. O que aconteceu com Nabucodonosor em Daniel 2?
Resposta: Ele teve um sonho perturbador que o deixou inquieto e sem conseguir dormir.
3. Quem revelou o significado do sonho ao rei?
Resposta: DEUS revelou o mistério ao profeta Daniel.
4. O que a grande estátua representava?
Resposta: A sucessão dos grandes impérios humanos ao longo da história.
5. O que representava a cabeça de ouro da estátua?
Resposta: O Império Babilônico.
6. O que representavam o peito e os braços de prata?
Resposta: O Império Medo-Persa.
7. O que representavam o ventre e as coxas de bronze?
Resposta: O Império Grego.
8. O que representavam as pernas de ferro?
Resposta: O Império Romano.
9. O que significavam os pés de ferro misturado com barro?
Resposta: Um reino dividido, caracterizado por força e fragilidade.
10. O que simboliza a pedra cortada sem auxílio de mãos?
Resposta: O Reino de DEUS estabelecido por Sua própria autoridade (JESUS).
11. O que aconteceu quando a pedra atingiu a estátua?
Resposta: Toda a estátua foi destruída e reduzida a pó.
12. Como os impérios aparecem na visão de Daniel 7?
Resposta: Como quatro animais ferozes que saem do mar agitado.
13. O que simboliza o mar agitado em Daniel 7?
Resposta: Caos, instabilidade e forças hostis.
14. Quais eram os quatro animais da visão?
Resposta: Leão, urso, leopardo e um quarto animal terrível.
15. O que representava o quarto animal?
Resposta: O Império Romano.
16. O que surgiu entre os dez chifres do quarto animal?
Resposta: Um chifre pequeno que falava com arrogância.
17. Quem recebeu domínio, glória e um Reino eterno?
Resposta: O Filho do Homem (JESUS).
18. Sobre quem foram determinadas as setenta semanas?
Resposta: Sobre Israel e Jerusalém.
19. Quem anunciou a profecia das setenta semanas a Daniel?
Resposta: O anjo Gabriel.
20. Qual é o propósito principal das profecias de Daniel?
Resposta: Fortalecer a fidelidade e a confiança do povo de DEUS.
 
 
2. QUESTIONÁRIO COM 20 PERGUNTAS (SEM AS RESPOSTAS – PARA ALUNOS)
1. Qual é a principal mensagem do Livro de Daniel?
 
2. O que aconteceu com Nabucodonosor em Daniel 2?
 
3. Quem revelou o significado do sonho ao rei?
 
4. O que a grande estátua representava?
 
5. O que representava a cabeça de ouro da estátua?
 
6. O que representavam o peito e os braços de prata?
 
7. O que representavam o ventre e as coxas de bronze?
 
8. O que representavam as pernas de ferro?
 
9. O que significavam os pés de ferro misturado com barro?
 
10. O que simboliza a pedra cortada sem auxílio de mãos?
 
11. O que aconteceu quando a pedra atingiu a estátua?
 
12. Como os impérios aparecem na visão de Daniel 7?
 
13. O que simboliza o mar agitado em Daniel 7?
 
14. Quais eram os quatro animais da visão?
 
15. O que representava o quarto animal?
 
16. O que surgiu entre os dez chifres do quarto animal?
 
17. Quem recebeu domínio, glória e um Reino eterno?
 
18. Sobre quem foram determinadas as setenta semanas?
 
19. Quem anunciou a profecia das setenta semanas a Daniel?
 
20. Qual é o propósito principal das profecias de Daniel?
 
 
3. QUESTIONÁRIO DE MÚLTIPLA ESCOLHA COM GABARITO – PARA PROFESSORES
1. Qual é o tema central do Livro de Daniel?
a) O crescimento de Israel
(X) b) A soberania de DEUS sobre a história
c) A construção do Templo
d) A vida de Neemias
2. Quem teve o sonho da grande estátua?

a) Daniel
(X) b) Nabucodonosor
c) Ciro
d) Dario
3. Quem interpretou o sonho?
a) Os magos
b) Os astrólogos
(X) c) Daniel
d) Os sacerdotes
4. O que representava a cabeça de ouro?
a) Grécia
b) Roma
(X) c) Babilônia
d) Medo-Pérsia
5. O que representava a prata?
a) Roma
(X) b) Medo-Pérsia
c) Egito
d) Assíria
6. O bronze representava qual império?
a) Babilônia
b) Roma
(X) c) Grécia
d) Assíria
7. As pernas de ferro representavam:
a) Babilônia
b) Grécia
(X) c) Roma
d) Egito
8. Os pés de ferro e barro simbolizam:
a) Paz mundial
b) Poder espiritual
(X) c) Força e fragilidade em um reino dividido
d) O Reino Eterno
9. A pedra cortada sem mãos representa:
a) Jerusalém
b) Israel
c) Daniel
(X) d) O Reino de DEUS
10. Quantos animais Daniel viu?
a) Dois
b) Três
(X) c) Quatro
d) Cinco
11. De onde surgiam os animais?
a) Do céu
b) Do deserto
(X) c) Do mar agitado
d) Das montanhas
12. O primeiro animal era:
(X) a) Um leão
b) Um urso
c) Um leopardo
d) Um carneiro
13. O quarto animal representava:
a) Grécia
b) Babilônia
(X) c) Roma
d) Egito
14. O que surgiu entre os dez chifres?
a) Um rei bondoso
(X) b) Um chifre pequeno
c) Um anjo
d) Uma estrela
15. Quem recebeu o Reino eterno?
a) Gabriel
b) Daniel
(X) c) O Filho do Homem
d) Nabucodonosor
16. Sobre quem foram determinadas as setenta semanas?
a) Babilônia
b) Roma
(X) c) Israel e Jerusalém
d) Egito
17. Quem comunicou a profecia das setenta semanas?
a) Miguel
(X) b) Gabriel
c) Rafael
d) Elias
18. Quantas etapas principais compõem as setenta semanas?
a) Duas
(X) b) Três
c) Quatro
d) Cinco
19. O que ocorrerá na última semana profética?
a) O retorno do exílio
b) A reconstrução do Templo
(X) c) A Grande Tribulação
d) A queda de Babilônia
20. Qual é o objetivo das profecias de Daniel?
a) Produzir medo
b) Satisfazer curiosidade
(X) c) Fortalecer a fidelidade dos servos de DEUS
d) Narrar a história da Babilônia
 
 
4. QUESTIONÁRIO DE MÚLTIPLA ESCOLHA (SEM GABARITO – PARA ALUNOS)
1. Qual é o tema central do Livro de Daniel?
a) O crescimento de Israel
b) A soberania de DEUS sobre a história
c) A construção do Templo
d) A vida de Neemias
2. Quem teve o sonho da grande estátua?
a) Daniel
b) Nabucodonosor
c) Ciro
d) Dario
3. Quem interpretou o sonho?
a) Os magos
b) Os astrólogos
c) Daniel
d) Os sacerdotes
4. O que representava a cabeça de ouro?
a) Grécia
b) Roma
c) Babilônia
d) Medo-Pérsia
5. O que representava a prata?
a) Roma
b) Medo-Pérsia
c) Egito
d) Assíria
6. O bronze representava qual império?
a) Babilônia
b) Roma
c) Grécia
d) Assíria
7. As pernas de ferro representavam:
a) Babilônia
b) Grécia
c) Roma
d) Egito
8. Os pés de ferro e barro simbolizam:
a) Paz mundial
b) Poder espiritual
c) Força e fragilidade em um reino dividido
d) O Reino Eterno
9. A pedra cortada sem mãos representa:
a) Jerusalém
b) Israel
c) Daniel
d) O Reino de DEUS
10. Quantos animais Daniel viu?
a) Dois
b) Três
c) Quatro
d) Cinco
11. De onde surgiam os animais?
a) Do céu
b) Do deserto
c) Do mar agitado
d) Das montanhas
12. O primeiro animal era:
a) Um leão
b) Um urso
c) Um leopardo
d) Um carneiro
13. O quarto animal representava:
a) Grécia
b) Babilônia
c) Roma
d) Egito
14. O que surgiu entre os dez chifres?
a) Um rei bondoso
b) Um chifre pequeno
c) Um anjo
d) Uma estrela
15. Quem recebeu o Reino eterno?
a) Gabriel
b) Daniel
c) O Filho do Homem
d) Nabucodonosor
16. Sobre quem foram determinadas as setenta semanas?
a) Babilônia
b) Roma
c) Israel e Jerusalém
d) Egito
17. Quem comunicou a profecia das setenta semanas?
a) Miguel
b) Gabriel
c) Rafael
d) Elias
18. Quantas etapas principais compõem as setenta semanas?
a) Duas
b) Três
c) Quatro
d) Cinco
19. O que ocorrerá na última semana profética?
a) O retorno do exílio
b) A reconstrução do Templo
c) A Grande Tribulação
d) A queda de Babilônia
20. Qual é o objetivo das profecias de Daniel?
a) Produzir medo
b) Satisfazer curiosidade
c) Fortalecer a fidelidade dos servos de DEUS
d) Narrar a história da Babilônia
 
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Lição 10 - As Setenta Semanas
Lições Bíblicas - 4º Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: A Integridade Moral e Espiritual - O Legado Do Livro De Daniel Para A Igreja Hoje.
Comentários: Pr. Elienai Cabral
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva
 
Resumo da Lição 10 - As Setenta Semanas
I. DANIEL INTERCEDE A DEUS PELO SEU POVO (Dn 9.3-19)
1. O tempo da profecia de Jeremias (vv. 1,2).
2. A confissão dos pecados de um povo (vv.3-11,20).
3. Daniel reconheceu a justiça de DEUS (vv.7,16).
II. DEUS REVELA O FUTURO DO SEU POVO (Dn 9.24-27)
1. As setenta semanas (v.24).
2. Os três príncipes são mencionados na profecia (vv.25,26).
3. O intervalo que precede a septuagésima semana (v.27).
III. OS PROPÓSITOS DA SEPTUAGÉSIMA SEMANA (Dn 9.27)
1. Revelar o "homem do pecado" (2 Ts 2.3).
2. A Grande Tribulação (Mt 24.15,21).
3. Revelar a vitória gloriosa do Messias.
 
AS SETENTA SEMANAS
O capítulo nove de Daniel é um dos mais controvertidos e especulados da Bíblia. Quantas datas foram marcadas para a vinda de JESUS a partir desse capítulo? Quantas pessoas pensaram que o Anticristo foi o Hitler? Ou o Papa? Tudo a partir da leitura desse capítulo.
O que se tem no capítulo nove é a terceira visão dos mistérios proféticos a respeito do tempo do fim onde de forma direta e através do anjo Gabriel o profeta Daniel recebeu de DEUS tais informações. Duas divisões naturais aparecem neste capítulo: a oração de Daniel (vv.3-19) e a resposta divina transmitida pelo anjo Gabriel (vv.20-27).
A respeito da oração de Daniel é importante que o professor considere algumas questões importantes:
1. A oração de Daniel foi motivada por uma reflexão acerca das profecias de Jeremias. O povo judeu passaria setenta anos cativo e desolado (v.2);
2. Enquanto empenhava-se por entender a mensagem do profeta Jeremias, Daniel humilhou-se na presença de DEUS e jejuou (v.3);
3. Daniel suplica ao Senhor confessando o pecado do povo e colocando-se, juntamente com o povo cativo, responsável por aquele pecado (vv.4-14);
4. Suplicou também pela misericórdia divina lembrando esta mesma misericórdia quando o Senhor livrou o Seu povo do Egito e, igualmente, usou de justiça para castigar o pecado de Jerusalém (vv.15,16).
5. Por fim, Daniel pede a DEUS para libertar a cidade santa, Jerusalém, e a nação cujo DEUS é o Senhor (vv.17-19);
6. O anjo Gabriel responde a Daniel após o processo de busca por resposta divina. É interessante destacar que é a primeira vez que um anjo aparece se locomovendo no Antigo Testamento. Antes, outros anjos apenas apareciam.
O capítulo pelo qual estamos estudando revela a disposição e a motivação de Daniel em buscar os desígnios de DEUS. Embora não seja, neste espaço, a nossa intenção criar uma espécie de receita de bolo para buscarmos a DEUS, pois entendemos que as experiências espirituais são de caráter subjetivo, cada pessoa tem a sua experiência com o Pai, mas é impossível não observarmos algumas características que chama-nos atenção na atitude de Daniel: a sua sede de conhecer a vontade de DEUS, a humildade; a sinceridade; a disposição em orar e jejuar. Que a atitude de Daniel estimule-nos a buscarmos a vontade de DEUS para a nossa vida!
Revista Ensinador Cristão nº 60. Editora CPAD. pag. 41.
 
COMENTÁRIOS DE VÁRIOS LIVROS E AUTORES
INTRODUÇÃO
O capítulo 9 é, indiscutivelmente, a profecia mais importante do livro de Daniel. Neste capítulo a profecia ganha um sentido histórico especial e ao mesmo tempo escatológico, tanto em relação a Israel, quanto em relação ao mundo. Diferentemente dos capítulos anteriores, esta revelação não se preocupa com os poderes mundiais, mas trata de uma revelação especial sobre o futuro de Israel que afeta, indiscutivelmente, todo o mundo. Nos capítulos anteriores, tais como os capítulos 2,4, 7 e 8, se percebe que DEUS utilizou figuras diferentes do mundo mineral (metais), bem como, figuras do mundo animal para ilustrar os acontecimentos futuros do mundo. Na realidade, DEUS usa elementos neutros como os metais (ouro, prata, cobre, ferro e barro), e elementos do mundo animal, para tratar de aspectos políticos, morais e espirituais. Todos esses capítulos tem uma relação especial com Israel que é o alvo da profecia. No capítulo 9, DEUS revela a Daniel fatos futuros do povo de Israel utilizando número de semanas, dias e anos. Esses números ganham uma linguagem especial na sua interpretação em relação ao povo de Israel. Daniel, ao rever o livro do profeta Jeremias descobriu uma profecia literal que estava chegando ao seu cumprimento. O período de 70 anos predito para um tempo de escravidão e exílio do povo judeu em terras estrangeiras estava chegando ao fim. Porém, DEUS toma esta circunstância histórica para revelar outra verdade futura acerca do seu povo. Seria outro período de 70 semanas de anos totalizando 490 anos literais, sob o qual Israel experimentaria a força da soberania de DEUS sobre Israel que afetaria o mundo inteiro. Depois da visão estarrecedora dos capítulos 7 e 8, quando Daniel visualiza espiritualmente o futuro com “um rei feroz de semblante” que prefigura numa perspectiva escatológica o futuro Anticristo, ou seja, “o homem do pecado”, Daniel enfraqueceu física e emocionalmente e lhe restou, tão somente, orar e buscar o socorro de DEUS.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 127-128.
 
As setenta semanas de anos (cap. 9)
As duas principais profecias do livro de Daniel são as do capítulo 2 e do capítulo 9. A do capítulo 2, como já vimos, revela o futuro do mundo gentílico, terminando pelo reino dos dez dedos dos pés da grande estátua, quando a pedra (que representa CRISTO na sua vinda para julgar) bateu violentamente nos pés da estátua e esmiuçou-a. Três vezes está dito isto (2.34,40,44). Portanto, as nações ímpias não findarão pacificamente, mas de modo violento e catastrófico, como veremos à vinda de JESUS, com poder e grande glória. Vemos ainda que o reino final será o do Céu (2.44).
A segunda profecia mais importante do livro de Daniel é esta do capítulo 9, revelando o futuro da nação israelita, incluindo também o período da Igreja, se bem que parentético, como veremos durante o estudo. Podemos dizer que esta profecia é o futuro de Israel no plano de DEUS.
Se não entendermos bem a profecia das Setenta Semanas, tampouco entenderemos o Sermão Profético de Mateus 24, e nem o livro de Apocalipse, uma vez que ela abrange esses dois. Quase todo o livro de Apocalipse (caps. 6 a 22) é apenas uma aplicação da profecia preditiva das Setenta Semanas de Daniel. Noutras palavras: DEUS deu a Daniel um quadro geral dos eventos futuros relacionados com Israel; e a João, no Apocalipse, deu os detalhes desses eventos.
Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de DEUS Para os últimos dias. Editora CPAD.
 
I - DANIEL INTERCEDE A DEUS PELO SEU POVO (Dn 9.3 19)
1.O tempo da profecia de Jeremias (vv. 1,2).
Daniel examina o tempo da profecia de Jeremias (9.1-4)
“No ano primeiro de Dario,filho de Assuero, da nação dos medos” (9.1). Em 539 a. C., Daniel já tinha mais de 80 anos de idade. Era um ancião respeitado por mais de 60 anos em reinos anteriores, mas ainda exercia atividades políticas sob o domínio de Dario. Dario era filho de Assuero, rei conhecido pelo nome que não pode ser confundido com o rei Assuero da história de Ester (Et 1.1).
(9.2) Daniel entende que o número de anos da profecia de Jeremias havia chegado. Ele disse: “entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias”. Consultando a profecia, Daniel descobre o que DEUS disse ao profeta Jeremias: “quando se cumprirem os setenta anos, castigarei a iniquidade do rei da Babilônia”(]v 25.11,12). Uma vez que a punição já havia acontecido contra a Babilônia, Daniel entendeu que o momento de cessarem as assolações de Jerusalém havia chegado. Ele descobre que a profecia que o tempo dos 70 anos de cativeiro estava chegando ao fim, “Setenta anos” era o tempo da indignação divina contra Jerusalém e as cidades de Judá conforme falou Zacarias 1.12, que disse: “Então o anjo do Senhor respondeu e disse: O Senhor dos Exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estiveste irado estes setenta anos?” Outra profecia está descrita em 2 Cr 36.21 que diz: “para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram”. No texto de Daniel 9.2, o servo de DEUS orou com todas as suas forças pedindo a DEUS que cumprisse a promessa da sua graça sobre Israel, restaurando o seu reino e a sua cidade.
Daniel ora objetivamente a DEUS: “e eu dirigi o meu rosto ao Senhor” (9.3). Daniel demonstrou que a oração precisa ter ousadia e temor de DEUS no coração. Ele dirigiu seu rosto ao Senhor, isto é, ele não usou de subterfúgios para falar com DEUS, mas expôs sua face para se apresentar ao Senhor. A oração foi o meio providencial para que se cumprisse o que já estava determinado por DEUS (Is 42.24,25; 43.14,15; 48.9-11;Jr 49.17-20; 50.4,5,20).
Daniel orou e intercedeu pelo seu povo. “E orei ao Senhor, meu DEUS, e confessei... ” (9.4-6). Daniel teve a humildade de confessar o pecado do seu povo incluindo ele mesmo. Ele não viu apenas a culpa da sua gente, mas a sua também. Ele usa a expressão: “pecamos cometemos iniquidade” (9.5). A despeito de ser homem íntegro, não foi presunçoso diante da justiça de DEUS. mas colocou-se debaixo da mesma culpa pedindo perdão a DEUS. Daniel teve uma atitude de intercessão que dominou seu coração diante de DEUS. Essa atitude em favor do seu povo foi demonstrada com total humildade. Ele estava convencido da soberania de DEUS e seu poder para manifestar o seu perdão, mas acima de tudo, para cumprir a sua palavra. Daniel sabia que não podia adiantar nem atrasar o cumprimento dos desígnios divinos para com Israel. Ele preferia colocar-se diante de DEUS como alguém que sabia da incapacidade do seu povo para entender que a disciplina do Senhor estava se cumprindo, mas que havia algo futuro que ainda se cumpriria na história de Israel. Daniel depois de haver expressado seu reconhecimento da grandeza de DEUS, se volta para si mesmo e para seu povo, se identificando com os pecados de Israel (Dn 9.5,6).
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 128-129.
 
Dn 9.1 O assunto principal deste capítulo que, em suma, encerra uma série de 27 versículos, é a oração do profeta Daniel, para que DEUS desse início ao regresso de seu povo. (Ver Salmo 126). Podemos dividir o presente capítulo da seguinte maneira: 1) A introdução (versículos 1 e 3). 2) A oração propriamente dita (versículos 4 a 19). 3) A resposta da oração: DEUS enviando o anjo Gabriel (versículos 20 a 27). Então o capítulo é dividido em duas partes: 1) A introdução (versículos 20 a 23). 2) A resposta propriamente dita (versículos 24 a 27). Agora a consolidação: A grande profecia das “setenta semanas”. Os versículos 1 e 2 do presente capítulo, apontam no tempo esta oração: foi no primeiro ano do governo de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos. Alguns comentadores aceitam que o Assuero do texto é Xerxes, e o nome “Assuero” pode ser um “título real aquemênida”.
Dn 9.2 “Era de setenta anos”. Daniel primeiro examina com cuidado as predições do profeta Jeremias sobre os “setenta anos de cativeiro” (Jr 25.11, 12). Setenta anos de cativeiro sobre a nação foi para “que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram” (2 Cr 36.21). DEUS ordenou a Israel, no deserto, que trabalhasse seis dias em sete e, semelhantemente, seis anos em sete. (Ver Ex 20.9, 10; Lv 25.1-7). A guarda do sábado à risca foi observada por Israel logo no deserto, e um homem foi morto porque apanhou lenha no sábado. (Ver Nm 15.32-36). A segunda ordem de DEUS para que se guardasse o ano sabático só entraria em vigor com a entrada da nação na terra prometida. (Ver Lv 25.2-4). Isto significa que todo o “tempo pertence a DEUS”. Durante esse ano (de repouso), a terra não era lavrada, o fruto era livre, e a confiança do povo em DEUS era provada. Aprendemos de Deuteronômio 31.10-13, que este ano era empregado para dar instrução religiosa ao povo. Durante os 490 anos da monarquia, esta lei não foi observada, como devia ter sido por 70 vezes. Por isso, foram dados ao povo 70 anos de cativeiro. DEUS, apenas, como sempre, só exigiu o dízimo dos 490 anos. (Ver 2 Cr 36.21). Daniel sabia que DEUS é o “Justo Juiz” e só cobraria o “dízimo” dos anos, e pôs-se a orar confiantemente por um repatriamento. (Comp. SI 126).
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 165-166.
 
O estudo desta profecia torna-se mais edificante e empolgante quando consideramos que estamos vivendo agora no “tempo do fim”, de que falou o profeta Daniel em 8.17,19; 10.14; 12.4.
1. O cenário histórico da profecia (9.1,2). "No primeiro ano de Dario" (v. 1). Isso teve então lugar após 5.31. Estava chegando o final dos setenta anos de cativeiro do povo judeu. "Eu, Daniel, entendi pelos livros" (v. 2). Daniel possuía uma biblioteca, cujos livros ele estudava, e entre esses estavam os da Bíblia de então. Ele menciona aqui, no versículo 2, as profecias de Jeremias. Hoje podemos ter mais conhecimentos ainda, porque dispomos de livros das Escrituras como o de Apocalipse, que ele não tinha. A profecia de Jeremias, em apreço, diz: "Toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos. Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, castigarei a iniquidade do rei de Babilônia..." (Jr 25.11,12). Esse rei de que fala a profecia já fora castigado. Daniel considerava então que já estava no tempo para terminarem as "assolações de Jerusalém", a qual continuava destruída.
2. A oração de Daniel (9.3-19). Daniel era homem de oração e jejum. Certamente temos aí uma das razões por que sempre permaneceu firme na fé, vivendo e trabalhando nas "alturas" palacianas. Davi deu o mesmo testemunho no Salmo 18.33. "E me firmou nas minhas alturas". DEUS pode guardar o crente nas altas posições, sejam quais forem que venha a ocupar. Muitos crentes, ao subirem nesse sentido, infelizmente começam a "descer" espiritualmente. O caminho certo nesses casos é o da oração e da Palavra, como fez Daniel.
Uma coisa tocante nesta oração de Daniel (vv. 3-19) é o fato de ele confessar os pecados da sua nação como se fossem os seus, identificando-se, assim, com o seu povo. "Temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos" (v. 5). Ele sabia conjugar os verbos bíblicos na primeira pessoa...
Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de DEUS Para os últimos dias. Editora CPAD.
 
A Ocasião da Oração de Daniel (9.1-3)
Uma mudança no governo trouxe à mente de Daniel a convicção aguda de que alguma mudança providencial de grandes proporções estava para acontecer com o remanescente do seu povo no exílio. O reino dos caldeus tinha chegado ao fim com a queda da Babilônia (5.30-31). O governo dos persas e seus aliados medos o tinha destituído. Se Dario, que foi constituído rei sobre o reino dos caldeus (1), era, na verdade, o parente idoso do persa Ciro, a situação política continuava instável. O equilíbrio do poder estava passando da Média para a Pérsia. Ciro, dentro de dois anos, assumiria a liderança civil e militar.
Mas Daniel estava acima do cenário secular. Ele entendeu pelos livros [...] que falou o Senhor (2). Daniel estava ciente de quão minuciosamente exato havia sido o cumprimento das advertências que DEUS tinha dado ao seu povo. Ele tinha passado pelos dias angustiantes de calamidade descritos detalhadamente em Levítico 26.14-35. O castigo imposto por causa da negligência dos anos sabáticos estava ficando claro. A promessa de DEUS de misericórdia e restauração baseadas na aliança que Ele havia feito com os pais (Lv 26.40-45), com a condição indispensável de arrependimento, continuava valendo. DEUS estava aguardando a reação do povo. Então Daniel lembrou da referência profética alarmante de Jeremias em relação a uma série de ciclos sabáticos que culminava naqueles dias: “Porque assim diz o Senhor: Certamente que, passados setenta anos na Babilônia, vos visitarei e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando-vos a trazer a este lugar” (Jr 29.10; cf. 29.11-13; 2 Cr 36.12). Ele sabia que o tempo estava próximo e sabia exatamente o que deveria fazer. Na profecia de Jeremias, Daniel descobriu o plano de DEUS para a época em que vivia.
A seriedade da luta na oração de Daniel pode ser percebida na seguinte frase: E eu dirigi o meu rosto ao Senhor DEUS, para o buscar com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza (3).
Aqui estava um homem empenhado em uma busca profunda e sincera pela ajuda divina. Calvino observa que “quando DEUS promete algo singular e valioso, devemos estar alertas e sentir essa expectativa como um estímulo aguçado”. Calvino então ressalta que o uso do pano de saco, da cinza e do jejum por Daniel, foi usado, não como obras meritórias para alcançar o favor de DEUS, mas como auxílio para aumentar o ardor na oração. “Assim, observamos que Daniel fez o uso correto do jejum, não desejando agradar a DEUS por meio dessa disciplina, mas em conferir-lhe mais seriedade em suas orações”.
Em Daniel 9.1-3, encontramos os “Fatores da Oração Eficaz”: 1) Um coração aberto para “a palavra do Senhor” (2a, NVI). 2) Uma convicção esmagadora de que o tempo de DEUS é agora (2b). 3) A observância das disciplinas da oração insistente (3).
Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 532-533.
 
 
2. A confissão dos pecados de um povo (vv.3-11,20).
Dn 9.3 Daniel, como já ficou demonstrado, sabia que DEUS só exigia o que é seu e, numa confiança inaudita na grande misericórdia dele, e numa inteireza de fé, pediu a DEUS que virasse o cativeiro do seu povo "... como as correntes do sul”. (Ver SI 126.4). O ardente desejo deste servo fiel era ver seu povo perdoado, e a cidade de Jerusalém, mormente o templo do Senhor, reedificados. Ele permaneceu em oração “velando nela com ação de graças”. (Ver Cl 4.2). Às três horas da tarde (a hora do sacrifício da tarde), Daniel permaneceu em oração, exemplificando o centurião Cornélio (At 10.30). Então chegou Gabriel, um embaixador da corte celestial. A oração, na vida de Daniel, era um costume regular. No seu aposento de janelas abertas, na direção de Jerusalém, ele podia ser encontrado orando três vezes por dia. (Ver 6.10). Há uma promessa para aqueles que, em tempo de angústia, buscam a DEUS virados para o santo templo. (Ver 1 Rs 46-49). Davi orava a DEUS três vezes no dia e, por essa razão, era bem sucedido (SI 55.15). - Quantas vezes o leitor ora por dia? Dn 9.4 "... e confessei, e disse”. O texto em foco mostra Daniel assumindo a posição de sacerdote (ainda que não o fosse) e fazendo confissão. A confissão é a expressão pública da fé. Enquanto o testemunho se dirige aos homens, a confissão dirige-se a DEUS, num movimento espontâneo de gratidão e louvor. No Novo Testamento, a “confissão” possui três significados especiais: 1) Louvar ou celebrar. 2) Proclamar o Senhor e sua libertação. 3) Reconhecer as próprias culpas. Nessa parte da Bíblia, a palavra traduzida por “confessar” significa, inicialmente, “entrar em conciliação, concordar sobre uma base comum”. Daniel, o grande servo de DEUS, não se sentia culpado, mas, mesmo assim, não se dava por justificado. (Ver Rm 8.33). Ainda no N. T., a confissão acompanha o ministério do Senhor JESUS CRISTO (Lc 5.8; 19.8), e está em parábolas por Ele proferidas. (Veja Lucas 15). Acompanha também o ministério apostólico. (Ver Jo 20.23; At 19.18). Faz também parte das recomendações apostólicas (1 Jo 1.9; Tg 5.16).
Dn 9.5 “Pecamos, e cometemos iniquidade”. Daniel demonstra sua grande humildade diante de DEUS, em confessar o pecado de seu povo, mas se coloca também numa posição de culpa, como se fosse um pecador: Ele se apresenta como se fosse um anátema diante da situação. Paulo desejou também ser até separado de CRISTO por amor a Israel. (Ver 1 Rm 9.3). Moisés desejava ser riscado do livro da vida se porventura DEUS não perdoasse o seu povo (Ex 32.33). Daniel, como já ficou explícito em outras notas expositivas, sabia que, segundo as Escrituras, o pecado “cortava” quaisquer laços de comunhão entre o homem e DEUS, como declara o profeta Isaías (Is 59.2). Em relação a JESUS, Ele disse aos judeus de seus dias: “Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque, se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados” (Jo 8.24). JESUS retrata a vida humana ideal, de comunhão com DEUS, em todo o Novo Testamento. O pecado é a falta dessa comunhão. JESUS também localiza a fonte do pecado no íntimo dos homens. O pensamento de JESUS, em cada elemento de seus ensinos, aprofunda muito o senso de culpa. Daniel, sendo possuidor do mesmo ESPÍRITO de DEUS, aprofunda-se também nele o senso da culpa do seu povo e pede a DEUS remissão.
Dn 9.6 "... não demos ouvidos aos teus servos, os profetas”. A presente passagem nos lembra as recomendações do Senhor JESUS em seus ensinamentos doutrinários, tanto nos Evangelhos como no Apocalipse. Esta recomendação para “ouvir” a Palavra de DEUS, da parte de CRISTO, é feita em solene aviso, nos evangelhos. (Ver Mt 13.9,43; Mc 4.23). No texto de Ap 3.6, a recomendação é feita a “todas as igrejas”, e se repete nos caps. 2 e 3 por sete vezes. Os ouvidos de um homem são sua sensibilidade espiritual, e o seu “ouvir” e o uso de meios espirituais que produzem mudanças em seu íntimo, conforme se vê exigido nas advertências e promessas anteriores. Daniel nos informa que o castigo caído sobre a nação israelita era resultado do “não ouvir” a Palavra de DEUS enviada pelos profetas do Senhor. Um dos mais solenes estudos da Bíblia inteira é aquele concernente ao “ouvido que ouve”.
Dn 9.8 “Porque pecamos contra ti. O velho profeta em sua oração intercessora continua pedindo a DEUS a expurgação do pecado, tanto praticado no presente como no passado. Daniel conhecia muito bem os males que o grande tirano (o pecado), tinha causado ao seu povo. Há o pecado congênito, herdado de Adão. Há ainda o pecado praticado; este é transgressão (Ver 1 Jo 1.9). O primeiro vem no singular, o segundo no plural. Quanto à prática do pecado, há duas espécies de pecado: a primeira por comissão. (Ver Tg 1.15). A segunda por omissão. (Ver Tg 4.17). Há pessoas que se exercitam conscientemente na prática do pecado, e, por conseguinte, são os obreiros da iniquidade (SI 14.4). Ainda no que diz respeito aos aspectos maus do pecado, podemos analisar a posição do crente em relação ao pecado. 1) Somos salvos do pecado, mas não de sua presença que tão de “perto nos rodeia” (Hb 12.1). 2) Na mudança e transladação dos santos, que se chama “a redenção do corpo”, seremos para sempre salvos da presença do pecado. (Ver Rm 8.23; 1 Co 15.52, 53).
Dn 9.9 “...a misericórdia e o perdão”. Essa é uma das mais conhecidas palavras da Bíblia. Isto é, a palavra “perdão”. Toda uma série de expressões, no Antigo e no Novo Testamento designam o ato de perdão e permitem definir sua natureza. A expressão mais correta é “remir”, “abandonar” (uma transgressão), em comparação com a remissão de uma dívida (SI 32.1; Mt 9.2; Lc 7.48). Há as expressões “não imputar” (Nm 12.11; SI 32.2; Rm 4.8), “cobrir”, como algo que mais não se quer ver. (Ver SI 85.3; Rm 4.7). Paulo diz que o perdão humano está baseado no perdão divino: “antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também DEUS vos perdoou em CRISTO” (Ef 4.32). Em Mt 26.28, essa palavra é também traduzida por “remissão”; ela significa “mandar embora”. No Novo Testamento há diversos pontos notáveis. Um deles é que o pecador perdoado deve também perdoar aos outros. Isso é manifestado em Lc 6.37, na oração do Pai Nosso, e noutras passagens paralelas. No texto em foco, porém, Daniel pede a DEUS, um perdão de cunho nacional, isto é, um perdão extensivo à nação como um todo.
Dn 9.10 "... não obedecemos à voz do Senhor". São muitas as passagens correlatas da Bíblia, quanto ao assunto da desobediência. 1) Por um lado, esta revolta dos homens não desconcerta a DEUS: os desobedientes não escapam do seu controle. DEUS leva a sério a desobediência deles: DEUS não os abandona a si mesmos: Ele endurece o homem desobediente (Êx 7.3; Jo 12.40). Ele o entrega ao pecado (Rm 1.24). Porém, muito mais: DEUS usa a desobediência do homem, a qual, em lugar de contrariar a salvação divina, colabora com ela tornando-a “gratuita”. 2) Por outro lado, DEUS prepara o caminho para a vida de uma humanidade nova, obediente. Ele escolheu Abraão, elegeu Israel, deu sua lei, e, assim, a “queda” se torna em “elevação” (Comp. Rm cap. 11).
Dn 9.11 “Por isso a maldição”. A maldição é uma palavra pela qual DEUS faz cair a desgraça e a morte sobre o homem ou sobre as coisas, por causa do pecado. A serpente foi alvo de maldição (Gn 3.14), e até o solo (Gn 3.17 e 5.29), e também Caim, o fratricida (Gn 4.11): todos esses são malditos. Na boca de um homem a maldição atrai o julgamento de DEUS para o inimigo (Nm 22.6; 23.8; 2 Rs 2.24; Lm 3.65). A cidade de Jericó foi também alvo de maldição por parte de Josué (Js 6.26), caindo muito depois sobre Hiel, o betelita, e fazendo morrer seus dois filhos (1 Rs 16.34). Há também aquela dirigida contra o próprio DEUS. (Ver Lv 24.11,15; Jó 2.9). Ela é o pecado por excelência e conduz à morte: aquele que maldiz a DEUS se exclui da aliança e da vida. O mesmo acontece com aquele que maldiz seus pais, pois é por intermédio deles que DEUS lhe deu a vida (Êx 21.17; Pv 20.20; 30.11), ou com aquele que maldiz o rei, representante terrestre do rei divino. Morrerá sem misericórdia (1 Rs 21.13, etc...). No texto em foco, Daniel nos diz que a maldição veio a seu povo por causa da desobediência contra DEUS. O homem, por esta razão, foi privado da bênção.
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 166-171.
 
Oração de Confissão de Daniel (9.4-14)
Quando Daniel se engajou nesse ministério da intercessão ele fez o que cada verdadeiro intercessor deveria fazer. Ele identificou-se com aqueles por quem estava intercedendo. Os pecados do seu povo eram os seus pecados. A aflição deles era a sua aflição. O castigo deles era o seu castigo, plenamente merecido. Ele não se colocou acima do seu povo, julgando-o de uma posição exaltada. E verdade que Daniel pessoalmente não era um rebelde idólatra contra DEUS. Mas ele escolheu descer ao vale da humilhação onde estava seu povo errante e tomou a culpa e vergonha deles sobre si. Isso ilustra de forma vívida o estado do nosso Senhor ao levar sobre si os pecados de um mundo perdido! Quão claramente isso sugere a todos que entram na comunhão do seu sofrimento que devemos de uma maneira real identificar-nos com o pecador que apresentamos diante do trono da graça!
Ao aproximar-se de DEUS, Daniel teve uma clara visão da natureza do caráter de DEUS, cuja face buscava. DEUS era pessoal e acessível, porque Daniel se dirigiu a Ele como meu DEUS (4). Ele também era soberano e santo, DEUS grande e tremendo. DEUS era fiel, que guarda o concerto e a misericórdia para com os que o amam.
A confissão de Daniel era mais do que generalizações e chavões. Ele foi específico ao abrir os horrores do pecado do seu povo. Existe um significado profundo nos quatro termos hebraicos que Daniel usa para descrever o mal de Israel. Pecamos (5; chata) significa dar um passo em falso ou afastar-se do que é justo. Cometemos iniquidade (’awah) se aprofunda nos motivos; iniquidade implica em ser perverso. Procedemos impiamente (rasha’) significa proceder mal em rebelião contra DEUS. Fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos, serve para reforçar esse terceiro termo. Confusão do rosto (7 e 8) significa vergonha ou ignomínia.
O pecado de Israel era muito mais sério do que algum tipo de erro superficial. Era uma maldade profundamente enraizada que controlava as ações de maneira perversa. Essa maldade tinha fechado os ouvidos e cegado os olhos e endurecido os corações do rei e do povo de tal forma que os esforços de DEUS para influenciá-los por meio dos seus servos, os profetas, foram em vão. DEUS é justo e santo. Os homens são maus e corruptos. DEUS é misericordioso e gracioso. O povo é rebelde e teimoso. Os julgamentos de DEUS são justos. A adversidade de Israel é merecida; ela é simplesmente o cumprimento exato do juramento que está escrito na Lei de Moisés, servo de DEUS (11). A maldade do homem serve para ressaltar a justiça de DEUS.
Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 533-534.
 
3. Daniel reconheceu a justiça de DEUS (vv.7,16).
“A ti, Senhor, pertence a justiça” (9.7). Esta é uma declaração teológica que dá sustentação à nossa fé. Em relação aos homens, toda
justiça é relativa, porque nossas justiças são como trapos de imundícia. Porém, em relação à natureza divina, a justiça de DEUS faz parte da sua essência, isto é, a justiça “é a maneira ou modo pela qual sua essência é expressa para com o mundo”. A santidade é sua essência, por isso, a justiça é a retidão da natureza divina que o revela como um DEUS justo. DEUS sendo DEUS, ele é o que ele é, e não precisa ser nem se esforçar. Quando Daniel confessa e declara que a “justiça pertence a DEUS”está, de fato, proclamando a perfeição dessas qualidades morais como intrínsecas a DEUS. No caso da oração de confissão de Daniel sobre o seu povo, mesmo que não pudesse entender totalmente a manifestação da justiça de DEUS contra sua gente permitindo sua humilhação e extradição, Daniel sabia que a justiça de DEUS é perfeita. Ele mesmo diz: “A ti, Senhor, pertence a justiça” (9.7).
“mas a nós, a confusão de rosto” (9.7). Ora, o que isto quer significar? “Confusão de rosto” significa “corar de vergonha”, ficar com a cara vermelha de vergonha. Por quê? Por causa dos pecados enumerados por Daniel e que estavam na sua memória, tanto para as tribos do norte como as tribos do sul. Todo o Israel, por causa dos seus pecados foi deportado para fora de sua terra. Porque “a confusão de rosto”? Na oração, Daniel é específico e diz: “Porque pecados contra Ti” (9.8). O pecado de Israel em toda a sua dimensão de prevaricação, desobediência, impiedade, e toda sorte de pecados que afastou Israel dos mandamentos divinos, provocou a manifestação da justiça de DEUS.
“A solução para o pecado”. “Ao Senhor, nosso DEUS, pertence a misericórdia e o perdão”(9.9,10). Esta declaração enfática do profeta revela que a justiça de DEUS manifesta-se em ações de misericórdia e perdão. Jeremias contribui com este conceito, quando diz: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim”(Lm 3.22). Subtende-se por estes versículos que Israel não tinha nada que pudesse evitar a punição divina, senão a misericórdia e o perdão, que são manifestações do caráter de DEUS. Não há nada que justifique Israel dos seus pecados e Daniel sabia disso. Então, apelou ao caráter de DEUS para perdoar e restaurar o seu povo.
(9.11-14) “Daniel reconhece a soberania de DEUS sobre todas as coisas. No versículo 7, Daniel vê a DEUS como DEUS justo em sua natureza divina, e no versículo 9, ele o vê como alguém que sabe perdoar e usar de misericórdia. Nos versículos 10-14, Daniel mostra os pecados do seu povo e declara que a maldição por isso, trouxe o exílio, a opressão, a perda de sua terra, a exploração estrangeira e, permitindo tudo isso, DEUS estava ensinando Israel a manter a sua fidelidade para com Ele.
(9.15-19) Daniel intercede pelo seu povo e relembra a libertação milagrosa do Egito (v. 15).No versículo 16, ele ora e intercede pela sua cidade de Jerusalém que ficou sob o domínio dos inimigos estrangeiros. No versículo 17, Daniel ora pela restauração do Templo de Jerusalém, que foi destruído por Nabucodonosor no ano 586 a. C. Esses versículos revelam a oração de Daniel que se apresenta diante de DEUS sem apelar para própria justiça, mas amparado nas “muitas misericórdias” de DEUS. No versículo 19, Daniel pede a DEUS “que não tarde em responder” a sua oração. Esse pedido é típico do homem em relação a DEUS. Sempre temos pressa em nossa angústia e desejamos respostas imediatas. Mas DEUS não tarda nem se atrasa em suas respostas. Ele é DEUS Soberano e absoluto sobre todas as coisas.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 129-131.
 
II - DEUS REVELA O FUTURO DO SEU POVO (Dn 9.24-27)

1. As setenta semanas (v.24).
“setenta semanas estão determinadas...” (9.24). A profecia ganha um sentido especial, porque depois que Daniel descobriu que o profeta Jeremias, seu contemporâneo, havia profetizado que o exílio de Israel duraria setenta anos, ele entendeu que esse número tinha um significado especial (Jr 25.11-13; 19.10). Não se tratava de um tempo aleatório, mas, de fato, significava um tempo especial de anos que envolveria o seu povo Israel. O número setenta, então, ganha um sentido escatológico, para significar, na linguagem bíblica, cada dia da semana significando um ano, e assim, cada semana pode referir-se a um período de sete anos. Portanto, as setenta semanas compreendem, a 70 x 7 = 490 anos. A contagem dessas setenta semanas teria o seu início a partir do decreto de Artaxerxes (445 a.C.). No versículo 24 está escrito que estas semanas “estão determinadas” por DEUS.
A profecia divide as “setenta semanas” em três períodos distintos. O primeiro período de “sete semanas”, é equivalente a 49 anos, ou seja, sete períodos de sete anos. O segundo período seria de sessenta e duas semanas. Subtende-se que se trata de 62 x 7= 434 anos. Essas sessenta e duas semanas, somadas às sete primeiras semanas, chegariam ao tempo da restauração de Jerusalém até a vinda do Messias. O terceiro período implica em “uma semana”, ou seja, sete anos, quando haverá uma invasão do Anticristo e se iniciará um tempo de tribulação para Israel. E o período denominado como o da “grande tribulação”(9.27).
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 132-133.
 
Dn 9.24 “Setenta semanas...” Entre os hebreus, em lugar da palavra “semana” usava-se a palavra “shabua”. Em hebraico “shabua” significa, literalmente, um “sete”. Pode ter o sentido de um “sete” de dias como também um “sete” de anos. Precisamente nesta profecia tem o sentido profético de anos e não de dias. (Ver Nm 14.34 e Ez 4.6). Assim sendo, estas “setenta semanas” são setenta “grupos de sete anos”, ou seja, 490 anos. A grande profecia das setenta semanas, visava, não somente ao “povo” mas também à restauração da cidade que se encontrava em grande ruína. (Ver Ne 1.3). Seis acontecimentos marcantes deviam acontecer no decorrer das setenta semanas escatológicas:
1) Extinguir a transgressão, em grego é “anomia”, e significa “violação da lei, desordem, anarquia; declínio para a margem esquerda ou direita da linha da santidade”; tudo isso Israel tinha praticado em grau supremo e, segundo o anjo intérprete, esta “transgressão” na vida da nação israelita não podia ultrapassar a “septuagésima semana”.
2) Dar fim aos pecados. O termo “pecado”, no grego, é “hamartia”, significa “tortuosidade” no sentido próprio, e “errar o alvo” no sentido religioso. Segundo o anjo, o pecado tinha de ser "tirado” da vida da nação, antes da introdução do reino milenar de CRISTO. (Ver Rm 11.26).
3) Expiar a iniquidade. O termo “iniquidade” tem sentido lato, tanto no Antigo como no Novo Testamento, como por exemplo: “rãshã”, “ponêros”, “athesmos”, etc. Isso significa “desobediência, insubordinação”. Essa iniquidade na vida de Israel seria “expiada”, de acordo com o texto em foco, dentro dos limites das setenta semanas. Isso porém, não aconteceu por desobediência de Israel, de não aceitar JESUS como seu Messias. (Ver Jo 1.11).
4) Trazer a justiça eterna. A “justiça eterna” do presente texto é a “Justiça de CRISTO”, que ele ganhou na cruz. A promessa para Israel é que, antes do reino milenar CRISTO será introduzido no mundo com essa “justiça”, e a nação inteira desfrutará dela em plenitude.
5) Selar a visão e a profecia. A “profecia” do texto em foco, sem dúvida, é a das setenta semanas; ela precisava ser selada com seu cumprimento. Isso terá seu cumprimento em plenitude, quando DEUS “restaurar o reino a Israel”. (Ver At 1.6).
6) Ungir o SANTO dos santos. Em algum sentido, todos os templos, isto é, o de Salomão; o de Esdras; o de Herodes, e o que será usado pelos judeus descrentes sob a aliança com o Anticristo (Dn 9.27; Mt 24.15; 2 Ts 2.4), e o templo escatológico de Ezequiel (Ez caps. 40 a 48), todos são tratados como uma só casa: a “casa de DEUS”. Assim, CRISTO purificou o “templo dos seus dias”, embora construído (ou reconstruído) por um usurpador idumeu (Herodes) para agradar aos judeus. A nova promessa, segundo o anjo, é de que este “santuário” onde ficava o “SANTO dos santos”, será “ungido” por CRISTO antes que as setenta semanas expirem. Todas essas “seis coisas” terão seu cumprimento pleno com o retorno de CRISTO a este mundo com poder e grande glória, isto é, sete anos após o arrebatamento da igreja deste mundo. (Ver Ap 1.7).
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 178-179.
 
"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo..." (9.24). Circunstâncias e observações sobre a profecia das setenta semanas:
a. Findaram-se os 70 anos e não ocorria o repatriamento dos judeus. (Ler Daniel 9.2; Jeremias 25.11,12; 29.10.)
b. Por que 70 anos de cativeiro e nem mais nem menos? Tratava-se de disciplina de Israel por quebra deliberada dos preceitos divinos exarados em Levítico 25.3-5; 26.14, 33-35; 2 Crônicas 36.21. O cativeiro de Judá foi, em grande parte, fruto da desobediência dos judeus quanto às palavras do Senhor, acima exaradas. Vemos na passagem de Levítico que DEUS determinou a observância de um ano sabático, ou de descanso, quando a terra descansava. Isso devia ser observado cada 7 anos. Ora, durante os quase 500 anos que vão da monarquia de Israel ao seu cativeiro, eles não cumpriram o preceito do Senhor. Resultado: DEUS mesmo fez a terra repousar, mantendo seus maus "inquilinos" fora por 70 anos. Ora, 70 anos é o total de anos sabáticos ocorridos no espaço de 490 anos.
DEUS lida muito bem com pessoas e nações que quebram as suas leis, mesmo as civis, como esta que acabamos de mencionar.
c. As setenta semanas da profecia em foco (9.24-27) são semanas de anos; não de dias. Eis o porquê disso:
1) O original não diz "semana", e sim "setes" ("setenta setes"). Quando se trata de semana de dias, como em Daniel 10.2,3, é acrescentado, em hebraico, a palavra para dias: "yamin".
2) É bíblica a expressão "semana de anos". (Ler Levítico 25.8; Números 14.34; Ezequiel 4.7.) Aplicação prática de uma "semana de anos" (Gn 29.20,27).
3) Os seis ditosos eventos preditos, a respeito de Israel, em 9.24, ainda não se cumpriram.
4) Em 9.27, por ocasião da última das setenta semanas, a Bíblia diz: "E ele fará firme aliança com muitos por uma semana". É algo ridículo um pacto entre nações por uma semana de dias, quando somente o protocolo e as celebrações muitas vezes tomam mais de uma semana...
d) A autenticidade desta profecia (9.24-27) foi atestada por JESUS, em Mateus 24.15, onde ele também mostra que a última das setenta semanas é ainda futura, uma vez que o fato ali citado por JESUS ainda não ocorreu depois que Ele proferiu aquelas palavras.
5. A divisão das 70 semanas em três grupos. A leitura da passagem (w. 24-27) mostra que as semanas estão divididas em três grupos. Sendo semanas de anos, totalizam 490 anos. Os três grupos são: um de 7 semanas, um de 62, e um de uma.
Comparando-se Apocalipse 12.6 com 13.5 vê-se que o ano bíblico ou profético é de 360 dias, pois 1.260 dias dá 42 meses de 30 dias. Também em Gênesis 7.11 e 8.4 temos a expressão "cinco meses", e, em 7.24 e 8.3, do mesmo livro, vemos que esses cinco meses equivalem a 150 dias, ou seja, 5 meses de 30 dias, o que significa anos de 360 dias na Bíblia. O calendário religioso de Israel era lunar. A lua nova marcava o início dos meses, sendo essa uma ocasião festiva. Esse ano era de 354 dias, mas nos fatos gerais e nas profecias era arredondado para 360 dias. O calendário solar é posterior, e é relacionado com as estações do ano.
a. O 1º grupo de semanas - 7 semanas ou 49 anos (v. 25). Esse período começaria com a expedição do decreto de reconstrução de Jerusalém, o qual foi baixado em 445 a. C. por Artaxerxes Longímano, de acordo com as maiores autoridades no assunto. O capítulo 2 de Neemias descreve a ocasião desse decreto; Neemias foi comissionado pelo rei para dar cumprimento a esse ato. De acordo com a profecia em estudo, no fim dos 49 anos a cidade de Jerusalém estaria reconstruída (ano 397 a.C.)
Houve dois decretos ligados à reconstrução de Jerusalém, que muitos estudiosos da Bíblia confundem. Um em 457 a. C., de embelezamento do templo e restauração do culto, a cargo de Esdras (Ed cap 7). O outro foi o da reconstrução dos muros e, portanto, da cidade, a cargo de Neemias. É deste que estamos tratando - foi baixado o ato em 445 a. C. A partir daí, começaria a contagem das setenta semanas proféticas.
b. O 2º grupo de semanas - 62 semanas ou 434 anos (vv. 25,26). Nesse período surge o Messias e é morto. A cidade de Jerusalém é destruída e há guerras até o fim. Os 434 anos vão de 397 a. C. até os dias da morte de CRISTO. Logo depois ocorreu a destruição de Jerusalém pelos romanos, em 70 d. C. Conforme o versículo 26, após a morte de JESUS seguiu-se a destruição de Jerusalém. Assim, de acordo com a profecia (v. 26), o Messias morreria antes da destruição da cidade, o que de fato ocorreu.
Um retrospecto histórico do nosso calendário. O nosso calendário, isto é, o que está em uso entre nós, foi primeiramente organizado por Rômulo, tido como o primeiro rei de Roma. Tinha dez meses. Numa Pompílio - outro rei de Roma - acrescentou-lhe dois meses. Júlio César reformou-o posteriormente. Em 526 d. C. Dionísio elaborou novo calendário, mas enganou-se nos cálculos, resultando num erro de atraso de quase 5 anos. O ano 33 do atual calendário corresponde ao 29 do calendário correto, mas inexistente. (O limitado escopo deste livro não permite um tratamento minucioso deste ponto, mas o estudante que ignorar isso ver-se-á em complicações quando quiser situar a revelação divina no tempo, quando lidar com os tempos do Novo Testamento.)
c. O 3º grupo de semanas - o de uma semana, isto é, 7 anos (v.27). Esta semana é futura. Para ver isso é bastante comparar o versículo 27 com as palavras de JESUS em Mateus 24.15, que ainda não se cumpriram. Esta última semana não começará enquanto Israel estiver fora da sua terra, disperso, o que pode ser visto no versículo 26. No começo deste século, Israel iniciou a volta à Palestina e continua o retorno.
Há um intervalo de tempo entre 69º e a 70º semanas, indicado no versículo 26, pela expressão "e até o fim". Neste intervalo (que já vai para mais de 2.014 anos), enquanto Israel é rejeitado (ver Lucas 13.34,35), a Igreja é formada e arrebatada para o Céu. Realmente, à luz de Daniel 9.24, a profecia das Setenta Semanas nada tem com a Igreja, a não ser indiretamente, como já mostramos, no caso do intervalo: "e até o fim".
Após o arrebatamento da Igreja terá início então a 70º semana - os sete anos em que ocorrerá a Grande Tribulação, a qual é descrita em detalhes em Apocalipse, capítulos 6 a 18. É assombrosa a precisão da profecia bíblica!
6. Análise resumida das Setenta Semanas. Essas semanas tratam das provações e sofrimentos pelos quais Israel terá de passar antes que o seu Libertador apareça, para que, como diz o final do versículo 24 da profecia em estudo, os pecados de Israel tenham fim, e para trazer a justiça eterna. Estas "semanas" não se referem à Igreja, mas a Israel. "Sobre o teu povo [o povo de Daniel], e sobre a tua santa cidade" (a cidade de Jerusalém - v. 24).
a. "Setenta semanas estão determinadas". Terão seu fiel cumprimento, pois estão determinadas por DEUS.
b. As seis coisas preditas, que estão para acontecer durante as setenta semanas (ou 490 anos) a Israel: 1) "fazer cessar a transgressão": o tipo de transgressão do seu povo, que Daniel acabara de confessar em oração. 2) "dar fim aos pecados". O sentido original é de reter, deter, restringir. O mesmo vocábulo original é traduzido "tornar inativo" em Jó 37.7. 3) "expiar a iniquidade". A obra realizada por CRISTO no Calvário operará então em favor de Israel. 4) "trazer a justiça eterna". Isto terá lugar em Israel pela transformação interior, conforme o que está escrito em Jeremias 31.33,34. 5) "selar a visão e a profecia". Quando o povo andar em retidão, abandonando as suas transgressões, a visão e a profecia podem ser seladas. (Ver Jeremias 31.34.) 6) "ungir o SANTO dos santos". Certamente isto tem a ver com a purificação do templo de Jerusalém que foi profanado pela "abominação desoladora" mencionada em Daniel 11.31 e à qual se referiu JESUS em Mateus 24.15.
c. Estas seis coisas, para terem lugar, necessário se faz que CRISTO venha e que Israel seja restaurado e convertido.
Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de DEUS Para os últimos dias. Editora CPAD.
 
2. Os três príncipes são mencionados na profecia (vv.25,26).
O primeiro período contém “sete semanas” equivalentes a 49 anos literais, que começaram ainda no reino de Artaxerxes, no mês de Nisã (abril) de 445 a. C. O seu início deu-se a partir “da saída da ordem para restaurar e para edificar a Jerusalém” (9.25). Nesse período de 49 anos (sete semanas) foram reconstruídos os muros e a cidade de Jerusalém.
O segundo período contém “sessenta e duas semanas” equivalentes a 434 anos literais (9.25). Esse segundo período refere-se ao tempo do final da Antiga Aliança com Israel até a chegada do “Ungido”, o Messias profetizado, revelado, porém ultrajado e rejeitado pelo seu povo, foi morto e foi cortado (9.26).
O terceiro período contém apenas “uma semana” equivalente à “sete anos” quando o 3° príncipe”, identificado no Novo Testamento como “Anticristo”  "Fará uma aliança com muitos por uma semana” (9.27). Profeticamente, esta “última semana” complementa as “setenta semanas profetizadas”. Entretanto, uma vez cumpridos os dois períodos de sessenta e nove semanas, resta, tão somente, a última semana. Independente das interpretações discordantes, o pensamento pré-tribulacionista, entende que esse período de “uma semana” chegará ao seu cumprimento após um intervalo profético entre a 69a e 70a semanas. Esse intervalo profético é identificado na Bíblia como “o tempo dos gentios” quando a união entre judeus e gentios formaria um novo povo, a igreja (Ef 2.12-16). Estamos vivendo esse tempo da igreja (1 Pe 2.9). Outrossim, esse período de “uma semana” é, também, identificado pelas profecias bíblicas como um tempo de “grande tribulação”, especialmente, para o povo judeu. Nesse tempo virá “o assolador”(Anticristo), ou seja, “o homem do pecado”, “o filho da perdição”, o “anticristo” que virá sobre “a asa das abominações” (Dn 9.27).
A igreja de CRISTO não entrará nessa fase das abominações praticadas pelo “homem do pecado”, ainda que sintamos os sinais da sombra desse personagem, a igreja será, antes, arrebatada. Os que esperam entrar na primeira fase da Grande tribulação esquecem que só se justifica o arrebatamento da Igreja pelo fato de que ela não conhecerá o anticristo, nem experimentará a força do seu domínio no mundo (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.14-17).
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 134-135.
 
Dn 9.25 As setenta semanas do capítulo em foco apresentam três divisões principais, e a última semana está dividida em dois períodos de três anos e meio cada um.
a) “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Messias, o Príncipe, sete semanas”. Aqui está o ponto de partida para a contagem das setenta semanas: a saída da ordem”. São encontradas duas ordens nesse tempo do cativeiro; a primeira foi promulgada por Ciro, rei dos persas, e a segunda por Artaxerxes Longímano. Examinando Esdras 1.2, 3, fica esclarecido que a primeira “ordem”, dada por Ciro, não foi para “restaurar e para edificar Jerusalém”, e sim, para edificar o templo. (Ver 2 Cr 36.23; Ed 1.2). É evidente que a “ordem” referida por Gabriel não é a de Ciro e sim, a de Artaxerxes, que a promulgou no dia 14 do mês de Nisã (abril) do ano 445 a. C., data da ordem para reedificação da cidade Santa (Ne cap. 2): durou “sete semanas” segundo o calendário profético. Mas a construção levou 49 anos pelo calendário humano. (A frase 49 anos aparece também em Lv 25.8 com sentido especial), b) “E sessenta e duas semanas: as ruas (praças) e as tranqueiras (circunvalações) se reedificarão, mas em tempos angustiosos”. O primeiro período que começou no ano 445 a. C., terminou em 396 a. C. A partir daí se iniciaria um novo período que cobriria um lapso de tempo de 434 anos, dando seqüência ao primeiro que foi de 49 anos. O segundo período que é o das “sessenta e duas semanas” está ligado ao primeiro que, juntos, somam 483 anos, tempo esse em que “as ruas e as tranqueiras” seriam reedificadas, "mas em tempos angustiosos”. Esses tempos sombrios, marcam as atrocidades sofridas por Israel debaixo do poder dos monarcas selêucidas, e do domínio romano. Dentro deste período de 69 semanas, (483 anos), um fato notável deveria acontecer: O nascimento do Messias, o Príncipe, e só depois da morte do Messias é que viria o terceiro período: uma semana, c) “E ele firmará um concerto com muitos por uma semana”. Essa terceira divisão seria dividida em duas seções de três anos e meio cada. Ela se refere ao tempo sombrio da Grande Tribulação. Observemos agora um cômputo geral das semanas: vejamos desde seu ponto de partida até sua chegada, no Novo Testamento. A primeira divisão é de 49 anos; a segunda de 434 anos; as duas somam 483 anos. O ponto de contagem dos 483 anos, foi marcado no ano 445 a. C. Se somarmos os 49 a. C. com os 33 da vida de CRISTO, temos apenas, 478 e não 483 anos. Mas é evidente que, 69 semanas não são 478 anos, mas 483. A predição dizia que o Messias, o Príncipe, seria morto no final das 69 semanas. (Ver v. 26), e realmente foi o que aconteceu. CRISTO morreu, como sabemos, na 69ª semana. (Ver Lc 24.44). O nosso calendário atual teve sua origem em Dionísio Exiguus, abade romano, tendo como ponto de partida a fundação de Roma em 754 a. C. Segundo os anais da história deste império, na hora da coroação de Rômulo, houve um eclipse lunar; os astrônomos calcularam que esse eclipse teria ocorrido no ano 750 a. C. Há, portanto, uma diferença de 4 anos não computados; isso é realmente o que lemos nas margens e rodapés de nossas Bíblias: 4 anos antes de CRISTO. Observemos: de 445 a. C. a 33 d. C. são 478 anos. De 1 a. C. a 1 d. C. é um ano. Este ano, junto aos 478, com mais 4 não computados, soma exatamente 483 anos; assim, as profecias são imortais e se combinam entre si em cada detalhe! A 69ª semana terminou no dia 10 de Nisã (abril) - segunda-feira, quando JESUS entrou em Jerusalém montado em um jumentinho e “chorou sobre ela”. (Ver Lc 19.41). Há apenas uma diferença de 4 dias, em virtude de 483 anos divididos por séculos, teriam 119 anos bissextos, pois os anos proféticos não marcam décadas, mas séculos. “A duração de um ano solar é de 365 dias e 1/4. Esta fórmula não se acha primariamente nos livros; está descrita nos céus, na mecânica celeste que rege os astros. O dia solar por exemplo, é o espaço em horas e minutos em que a Terra faz uma revolução completa em torno do seu eixo. A duração exata do dia solar é de 23 horas, 56 minutos, 4 segundos e 9/10 de segundos. Os anos hebraicos são de 12 meses, e os meses são de 30 dias. Notemos que, tanto os acréscimos em dias como a diminuição em horas e minutos aqui são significativos; além disso, os anos contados em séculos absorvem os anos bissextos.
“Em 4 séculos temos um verdadeiro ano bissexto”. (Sir R. Anderson). Com o aumento de dias em anos, e com a diminuição de horas em dias no que diz respeito à mecânica celeste, e com a absorção dos anos bissextos pelos séculos, temos os 4 dias computados pela mecânica divina. (Ver Jr 1.12). DEUS vela sobre os dias, horas e meses e anos no cumprimento de suas predições (comp. Ap 9.15).
Dn 9.26 “E depois das sessenta e duas semanas será tirado o Messias”. "... do príncipe, que há de vir”. Dois príncipes são citados nos versículos 25 e 26; o primeiro está seu nome escrito com “p” maiúsculo, enquanto que o segundo, com “p” minúsculo. No versículo 25, o “Príncipe” escrito com “P” maiúsculo é chamado também, o Messias. No versículo 27, o “príncipe” escrito com “p” minúsculo é chamado “ele” que fará um concerto com muitos por uma semana. Aí surge grande dificuldade entre os comentadores, se “ele” aí se refere a CRISTO ou ao Anticristo. “Gramaticalmente falando, poderia referir-se a qualquer um, porém, a presunção favorece o último por estar mais perto do pronome”. O primeiro Príncipe (é CRISTO) aparecerá dentro das 69 semanas; o segundo, porém, só na última semana. Observe bem a frase “e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário”. O texto em foco, não diz que “o príncipe” destruiria a cidade, e sim, o “seu povo”. Essa profecia se refere ao “povo romano” que destruiu a cidade de Jerusalém no ano 70 d. C. Portanto, o “Príncipe” (O Anticristo), ainda virá, não para destruir a cidade e o santuário, mas para o profanar. (Ver 2 Ts 2.4).
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 179-182.
 
Dn 9.25 a. "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém". Aqui temos a indicação do tempo em que começaria a primeira semana. Essa ordem ou decreto, como já abordamos (Ne 2.1), foi entregue a Neemias para sua execução no ano 445 a. C.
b. "até o Messias, sete semanas e sessenta e duas semanas". Isso totaliza 69 semanas de anos, ou seja, 483 anos. É o tempo que vai da reconstrução de Jerusalém pelos repatriados até a morte e ascensão do Messias.
Dn 9.26 a. "sessenta e duas semanas". A isso acrescentem-se mais as 7 semanas do versículo 25, com o que perfaz 69 semanas até a morte e ascensão de JESUS.
b. "será morto o Ungido". (Ler Isaías 53.8 onde isso é mais bem explicado.)
c. "e já não estará". (Ler Mateus 23.39.)
d. "e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário". Jerusalém foi destruído no ano 70 d. C.
O povo que a destruiu foi o romano. Logo, de acordo com as palavras deste versículo, é de área do antigo Império Romano que deve proceder o futuro Anticristo. [Essa área incluía a Grécia, que era parte do dito império, bem como os demais territórios situados em todo o contorno do mar Mediterrâneo.]
e. "o seu fim". Isto é, o fim da cidade (Jerusalém) e seu santuário ( o templo). Isso fala de sua destruição no ano 70 d.C., à qual já nos referimos.
f. "será como num dilúvio". Isto é, será irresistível e esmagador, assim como foi quando Tito, o general, arrasou a cidade e o povo, com suas tropas.
g. "e até o fim haverá guerra". Esse tempo indefinido entre as semanas 69ª e 70ª não é contado como parte delas, como está bem claro mediante o exame dos versículos 26 e 27. Tal tempo não determinado: "até o fim", já vai para mais de 2.014 anos! É esse o tempo em que a Igreja está sendo constituída, edificada, e preparada para ser arrebatada da Terra para o Céu. Os eventos desse tempo não concernem a "teu povo e tua santa cidade" (isto é, de Daniel). Por que o tempo chamado "até o fim", situado entre a 69ª e a 70ª não é contado quanto a Israel? É pelo fato de Israel durante esse tempo estar fora de sua terra, o que ocorreu após o ano 70 d. C. até 1948. Mas o certo é que há ainda muitos milhões de judeus fora da Palestina.
Há na Bíblia outros exemplos de longos intervalos de tempo numa mesma passagem, como:
Isaías 61.1,2. O ano aceitável do Senhor, e o dia da vingança do nosso DEUS. Hão já decorridos mais de 2.014 anos entre esses eventos citados num mesmo versículo.
Isaías 9.6,7. Entre o nascimento do Menino e a época do "DEUS Forte" estão muitos séculos, como bem sabemos pela história.
Gênesis 1.1,2. Entre esses dois versículos devem ter ocorrido muitos milênios.
h. "Desolações são determinadas". Os tempos do fim serão caracterizados por guerras e suas misérias.
Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de DEUS Para os últimos dias. Editora CPAD.
 
3. O intervalo que precede a septuagésima semana (v.27).
Dn 9.27 "... ele firmará um concerto com muitos por uma semana”. Tem sido afirmado por alguns que o hebraico “berith” (aliança), empregado aqui não pode ser uma “aliança” entre homens, mas tem de referir-se a uma aliança da parte de DEUS. Eles porém, se esquecem de que o mesmo termo hebraico é usado acerca da aliança entre Acabe e Benadabe. (Ver 1 Rs 20.34), da aliança entre Efraim e a Assíria. (Ver Os 12.1), e também da aliança entre Antíoco e Ptolomeu. (Ver Dn 11.22). Essa “aliança” ou “concerto” é o que o profeta Isaías chama de “concerto com a morte” (Is 28.15), e continua o profeta: “O vosso concerto com a morte se anulará; e a vossa aliança com o inferno não subsistirá”. (Ver v. 18). O objetivo do Anticristo neste concerto é exclusivamente tomar o lugar santo (o templo) e profaná-lo. (Ver 11.31). O Anticristo se assentará, como DEUS, no templo de DEUS, querendo parecer DEUS (2 Ts 2.4); será esse o momento em que “a abominação da desolação de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo” (Mt 24.15). Os judeus não aceitarão esse tipo de “abominação” na casa de DEUS, e, certamente, reclamarão ao Anticristo; ele, indignado, “romperá” o concerto com eles, deflagrando uma grande perseguição. (Ver Mt 24.15-22). Eis a razão, por que, no retorno de CRISTO à terra para exterminar o Anticristo e estabelecer o reino milenar, Ele purificará novamente o “santuário” e “ungirá o SANTO dos santos”, conforme a profecia.
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 184.
 
Dn 9.27 Cinco coisas terão lugar durante a última "semana ", os sete anos de ascendência do Anticristo:
a. Ele fará uma aliança de peso, com os judeus, por sete anos. Note as palavras da profecia "fará firme aliança".
b. A aliança ele (o Anticristo) a quebrará no meio da semana, isto é, decorridos três anos e meio.
c. A Grande Tribulação terá início sobre Israel. "Sobre a asa das abominações virá o assolador".
d. O Anticristo dominará "até que a destruição... se derrame sobre ele".
e. CRISTO aparecerá para destruir o Anticristo e suas hostes, livrando assim Israel da destruição total quando toda esperança de salvação estiver perdida, "até que a destruição que está determinada, se derrame sobre ele". Isso ocorrerá na batalha do Armagedom.
a. "Ele". Trata-se do Anticristo.
b. "fará firme aliança". Deve ser uma falsificação do divino concerto prometido por DEUS em Jeremias 31.31-33.
c. "com muitos". Uma referência ao povo de Israel, já reunido em sua terra.
d. "por uma semana". É a última das Setenta Semanas proféticas, que terá lugar na terra, após o arrebatamento da Igreja.
e. "na metade da semana". Isto é, após três anos e meio. (Ler aqui Daniel 7.24,25; Apocalipse 11.2,3; 12.6,14; 13.5). Nos últimos três anos e meio ocorre a Grande Tribulação propriamente dita, de que falou JESUS em Mateus capítulo 24. Disso também se ocupa o livro de Apocalipse, nos capítulos 11 a 18.
f. "fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares". Isso demonstra que o templo de Jerusalém estará então reconstruído. Disso falou JESUS em Mateus 24.15b ("está no lugar santo"). (Ver também 2 Tessalonicenses 2.3,4.)
g. "sobre a asa das abominações". Esta expressão é de mui difícil interpretação. O termo "abominação" é muito usado na Bíblia para significar ídolos. Comparando-se as passagens paralelas de Daniel 11.31; 12.11 e Mateus 24.15, vê-se que se trata de um ídolo que será colocado no Lugar SANTO do templo, que estará então reconstruído. Outras passagens que falam da reconstrução do templo são 2 Tessalonicenses 2.4 e Apocalipse 11.1-2.
h. "virá o assolador". Uma referência ao Anticristo.
i. "até que a destruição, que está determinada se derrame sobre ele". Essas palavras da profecia referem-se à derrota total e completa do Anticristo e seus exércitos confederados, ao descer JESUS em glória sobre o monte das Oliveiras, conforme Zacarias 14.1-5; Mateus 24.30; Atos 1.11; Apocalipse 19.11-16.
Sim, a última semana culminará com a vinda de JESUS em glória com todos os seus santos para socorrer Israel, destruir a Besta e seus exércitos, e julgar as nações.
Virá em seguida o Milênio, que será uma preparação do mundo por mil anos, sob o governo de CRISTO, seguindo-se o Juízo Final ou do Grande Trono Branco, e o perfeito Estado Eterno, conforme 1 Coríntios 15.24,25; Apocalipse 20.5,6.
É com o Milênio que terá início o cumprimento das seis bênçãos de DEUS sobre Israel, preditas no versículo 24 da profecia que estamos estudando.
Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de DEUS Para os últimos dias. Editora CPAD.
 
III - OS PROPÓSITOS DA SEPTUAGÉSIMA SEMANA (Dn 9.27)
1. Revelar o “homem do pecado” (2 Ts 2.3).
O versículo 27 nos obriga a reconhecer que nem Antíoco Epifânio, nem Tito têm cumprido os terríveis presságios da declaração dessa escritura do v. 27. As ações realizadas neste versículo não correspondem ao personagem do versículo 26. Na realidade, a predição do versículo 27 remonta a uma época escatológica.
A escritura começa com o pronome “ele” (v. 27). Quem? Que personagem será esse? O personagem é identificado, também, como “o rei de cara feroz”;“o chifre pequeno” que surge do “animal terrível e espantoso”, representando o império romano. Do ressurgimento desse antigo império romano surgirá “o príncipe romano” (Dn 7.25). Esse personagem é, também, identificado na linguagem do Novo Testamento como “o anticristo” (1 Jo 2.18; 4.3) e como “a Besta que saiu do mar” (Ap 13.1). O personagem é apresentado numa linguagem figurada mas a sua existência será literal. Ele será um líder mundial que chamará a atenção das nações da terra pela inteligência que demonstrará na diplomacia e na astúcia política.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 135.
 
 
2. A Grande Tribulação (Mt 24.15,21).
O texto diz que “ele fará uma aliança com muitos por uma semana” (9.27). Será, na verdade, uma aliança que Ele fará com Israel. O texto diz: “com muitos”, indicando que ele não terá a unanimidade do apoio israelense, mas o suficiente para se impor com sua liderança política, que inicialmente alcançará sucesso e aceitação. Sua força política será notada e reconhecida no estabelecimento de um sistema político, alavancado e apoiado pelo velho mundo, a Europa, ou seja, o antigo império romano ressurgido. Os três primeiros anos e meio, a metade da semana, serão marcados pela quebra do pacto feito entre esse Líder e Israel, e se iniciará um grande período de sofrimento, perseguição e morte em Israel. Na interpretação pré-tribulacionista. A igreja já não estará na terra, porque antes, ela será arrebatada e estará com CRISTO na sua glória nos céus. Portanto, a igreja não entrará na Grande Tribulação. Ela não estará na terra, quando o Anticristo fizer o acordo com Israel (Dn 9.27). A Tribulação diz respeito ao mundo de então e a Israel especialmente.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 136.
 
A GRANDE TRIBULAÇÃO
Mt 24.21. “Porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais.”
Começando com 24.15, JESUS trata de sinais especiais que ocorrerão durante a grande tribulação (as expressões “grande aflição”, de 24.21, e “grande tribulação”, de Ap 7.14, são idênticas no grego).
Tais sinais indicam que o fim dos tempos está muito próximo (24.15-29). São sinais conducentes à, e indicadores da volta de CRISTO à terra, depois da tribulação (24.30,31; cf. Ap 19.11–20.4).
O maior desses sinais é “a abominação da desolação” (24.15), um fato específico e visível, que adverte os fiéis vivos durante a grande tribulação de que a vinda de CRISTO à terra está prestes a ocorrer. Esse sinal-evento, visível, relaciona-se primeiramente com a profanação do templo judaico daqueles dias em Jerusalém, pelo Anticristo (ver Dn 9.27; 1Jo 2.18). O Anticristo, também chamado o homem do pecado, colocará uma imagem dele mesmo no templo de DEUS, declarando ser ele mesmo DEUS (2Ts 2.3,4; Ap 13.14,15).
Seguem-se fatos salientes a respeito desse evento crítico.
(1) A “abominação da desolação” marcará o início da etapa final da tribulação, que culmina com a volta de CRISTO à terra e o julgamento dos ímpios em Armagedom (24.21,29,30; ver Dn 9.27; Ap 19.11-21).
(2) Se os santos da tribulação atentarem para o fator tempo desse evento (“Quando, pois, virdes”, 24.15), poderão saber com bastante aproximação quando terminará a tribulação, época em que CRISTO voltará à terra (ver 24.33). O decurso de tempo entre esse evento e o fim dos tempos é mencionado quatro vezes nas Escrituras como sendo três anos e meio ou 1260 dias (ver Dn 9.25-27; Ap 11.1,2; 12.6; 13.5-7).
Por causa da grande expectativa da volta de CRISTO (24.33), os santos daqueles dias devem acautelar-se quanto a informes afirmando que CRISTO já voltou. Tais informes serão falsos (24.23-26). A “vinda do Filho do homem” depois da tribulação será visível e conhecida de todos os que viverem no mundo (24.27-30; Ap 1.7).
Outro sinal que ocorrerá, então, será o dos falsos profetas que, a serviço de Satanás, farão “grandes sinais e prodígios” (24.24).
(1) JESUS admoesta a todos os crentes a estarem especialmente alerta para discernir esses profetas, mestres e pregadores, que se declaram cristãos sendo falsos, porém apesar disso, operam milagres, curas, sinais e maravilhas e que demonstram ter grande sucesso nos seus ministérios. Ao mesmo tempo, torcerão e rejeitarão a verdade da Palavra de DEUS.
(2) Noutra parte, as Escrituras admoestam os crentes a sempre testarem o espírito que atua nos mestres, líderes e pregadores (ver 1Jo 4.1). DEUS permite o engano acompanhado de milagres, a fim de testar os crentes no tocante ao seu amor por Ele e sua lealdade às Sagradas Escrituras (Dt 13.3). Serão dias difíceis, pois JESUS declara em 24.24, que naqueles últimos tempos o engano religioso será tão generalizado que será difícil até mesmo para “os escolhidos” (i.e., os crentes dedicados) discernirem entre a verdade e o erro.
(3) Quem entre o povo de DEUS não amar a verdade será enganado. Não terá mais oportunidade de crer na verdade do evangelho, depois do surgimento do Anticristo (ver 2Ts 2.11).
Finalmente, a “grande tribulação” será um período específico de terrível sofrimento e tribulação para todos que viverem na terra. Observe:
(1) Será de âmbito mundial (ver Ap 3.10).
(2) Será o pior tempo de aflição e angústia que já ocorreu na história da humanidade (Dn 12.1; Mt 24.21).
(3) Será um tempo terrível de sofrimento para os judeus (Jr 30.5-7).
(4) O período será controlado pelo “homem do pecado” (i.e., o Anticristo; cf. Dn 9.27; Ap 13.12).
(5) Os fiéis da igreja de CRISTO recebem a promessa de livramento e “escape” dos tempos da tribulação (ver Lc 21.36; 1Ts 5.8-10; Ap 3.10).
(6) Durante o período da tribulação, muitos entre os judeus e gentios crerão em JESUS CRISTO e serão salvos (Dt 4.30,31; Os 5.15; Ap 7.9-17; 14.6,7).
(7) Será um tempo de grande sofrimento e de perseguição pavorosa para todos quantos permanecerem fiéis a DEUS (Ap 12.17; 13.15).
(8) Será um tempo de ira de DEUS e de juízo seu contra os ímpios (1Ts 5.1-11; Ap 6.16,17).
(9) A declaração de JESUS de que aqueles dias serão abreviados (24.22) não pressupõe a redução dos três anos e meio, ou 1260 dias preditos. Pelo contrário, parece indicar que o período é tão terrível que se não fosse de curta duração a totalidade da raça humana seria destruída.
(10) A grande tribulação terminará quando vier JESUS CRISTO em glória, com sua noiva (Ap 19.7,8,14), para efetuar o livramento dos fiéis remanescentes e o juízo e destruição dos ímpios (Ez 20.34-38; Mt 24.29-31; Lc 19.11-27; Ap 19.11-21).
(11) O trecho principal das Escrituras que descreve a totalidade da tribulação de sete anos de duração é encontrado em Ap 6–18.
STAMPIS. Donald C. (Ed) Bíblia de Estudo Pentecostal: Antigo e Novo testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
 
3. Revelar a vitória gloriosa do Messias.
JESUS CRISTO, o Messias prometido, se revelará de modo especial na sua vinda pessoal e visível sobre o Monte das Oliveiras (Zc 9.9,10). Ele virá e instalará um reino de paz e harmonia no mundo, desfazendo por completo o Anticristo, o falso profeta e ao próprio Diabo (Ap 19.19-21). Na Grande Tribulação, os juízos de DEUS serão manifestos sobre Israel, mas na vinda pessoal, Israel será restaurado e governará com CRISTO por mil anos (Ap 20.2,5).
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 136.
 
Ap 19.19 Esta besta é a mesma que tinha vindo do mar (capítulo 13; veja o comentário ali). Os reis da terra referem-se aos “dez chifres” que João tinha visto na besta (veja 13.1), e, muito provavelmente, o seu número simboüza todos os reis da terra que prometem lealdade ao Anticristo. Com o derramar da sexta taça da ira de DEUS, “espíritos de demônios, que fazem prodígios... vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande Dia do DEUS Todo-poderoso... no lugar que em hebreu se chama Armagedom” (16.14-16). O capítulo 16 nos deu uma prévia daquilo que estava por vir e de como viria; o capítulo 19 descreve o evento propriamente dito. Aqui, o versículo 19 fala da congregação para a batalha do Armagedom.
A besta e os reis da terra e seus exércitos reuniram-se para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo (CRISTO) e ao seu exército (os redimidos). As linhas da batalha tinham sido traçadas, e o maior confronto da história mundial estava prestes a acontecer.
Ap 19.20 Os dois exércitos posicionaram-se um de frente para o outro - a besta e todos os reis da terra versus o Cavaleiro do cavalo branco e o seu povo redimido. De repente, a batalha tinha se acabado. Náo houve luta, pois, em um segundo, o fim tinha chegado. Não havia necessidade de uma batalha, porque a vitória tinha sido obtida séculos antes, quando o Cavaleiro do cavalo branco, CRISTO, tinha morrido em uma cruz.
Naquela ocasião, Satanás tinha sido derrotado; aqui, no Armagedom, ele é finalmente despido de todo o seu poder. A besta de Satanás (o Anticristo, descrito em 13.1-10) foi presa, juntamente com o seu falso profeta, que tinha enganado os que receberam o sinal da besta.
Isto está descrito em 13.11-18. A besta e o Falso profeta foram presos e lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre. Este é o destino final de todos os ímpios. Neste ponto, entretanto, somente estes dois seres iníquos receberam esta punição. Este lago é diferente do abismo mencionado em 9.1; ele é mencionado em 14.10,11 e 19.3. Há diversas declarações a respeito de poderes espirituais e pessoas sendo lançados no lago de fogo. Aqui, o Anticristo e o falso profeta foram lançados no lago ardente. A seguir, o seu líder, o próprio Satanás, será lançado naquele lago (20.10), e finalmente a morte e o inferno também serão lançados ali (20.14). Depois disto, aqueles cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida serão atirados no lago de fogo (20.15).
Ap 19.21 Com os dois líderes presos (a besta e o falso profeta), o exército ficou abandonado para ser destruído. CRISTO, com a espada que saia da sua boca (19.15), mata todo o exército de reis e soldados rebeldes com um único ataque mortal. A sua espada do julgamento atinge e destrói tudo. As aves de rapina, que tinham sido chamadas anteriormente pelo anjo (19.17,18), se fartaram das carnes dos mortos. Como náo havia sobrado ninguém da batalha para sepultar estes mortos, eles foram abandonados para que as aves de rapina os devorassem.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 907-908.
 
A Derrota do Anticristo e de seus Exércitos (Ap 19.19-21)
"E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre. E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes."
As aves de rapina são chamadas (Ap 19.17) numa antecipação do desfecho da batalha. Elas estarão prontas e esperando o Anticristo entrar no grande vale ao sul de Nazaré. Este lugar já foi designado em Apocalipse 16.16 como Armagedom, o monte ou a colina de Megido que, em hebraico, significa "o lugar de rebeliões unidas". Há os que o definem como "a cidade ou monte de matança". O profeta Joel (3.12) designou o lugar como "o vale de Josafá", ou seja: "o vale onde Jeová julga".
Megido não é o vale referido em Zacarias 14.4,5, onde JESUS aparecerá quando de sua volta em toda sua glória. Seus pés pisarão o monte das Oliveiras, que será rachado em duas partes, uma metade se movendo em direção ao norte, e a outra em direção ao sul, deixando um grande vale entre o Leste e o Oeste. Depois, aparentemente, irá Ele locomover-se em direção a Megido. (Megido é também o nome do vale de Taanaque (Jz 5.19), que é a Planície de Esdrelom. Foi neste lugar que Débora e Baraque derrotaram os cananeus. Foi aqui que Josias foi morto por Faraó Neco, rei do Egito (2 Rs 23.29). Não foram poucas as batalhas travadas no vale do Megido).
João vê ainda o Anticristo acompanhado pelo seu falso profeta e os "reis e outros governadores da terra", cujos exércitos haviam sobrevivido à Grande Tribulação. Por haverem se submetido ao Anticristo (Ap 17.13), estes reis finalmente são chamados, e ajuntam-se aos espíritos demoníacos. Os exércitos de todas as nações unem-se sob a bandeira do Anticristo para desafiar a CRISTO que estará acompanhado por todos seus verdadeiros seguidores.
As agências demoníacas fazem, nesta hora, exatamente o que DEUS quer; preparam-se para a guerra (Jr 25.32,33; Sf 3.8; Zc 14.2,3; Ap 16.12,16). A guerra termina com a derrota do Anticristo e de seus exércitos, mas o julgamento divino afetará todo o resto do mundo (Jr 25.29-33).
Muitos falsos mestres ensinam que o bem gradualmente triunfará sobre o mal; que uma melhor educação trará a paz e a prosperidade ao um mundo. Até mesmo alguns crentes apegam-se a certas promessas bíblicas que falam de amor e esperança, achando que o mundo mudará antes da volta de CRISTO. Sem dúvida, haverá bom solo para receber a palavra de DEUS. Haverá arrependimento e mudança de vidas até o tempo da volta de JESUS (At 3.19). Mas é totalmente oposta ao ensino bíblico a suposição de que todos os seres humanos serão eventualmente salvos. Pelo contrário: quase todo o mundo, nesta hora, seguirá o Anticristo, e há de tomar a marca da besta. Consequentemente, quando JESUS voltar para reinar, será necessário, antes de mais nada, julgar os que aqui tiverem ficado.
Embora o capítulo 19 de Apocalipse não descreva esta grande batalha, a aparência de CRISTO sobre o cavalo branco há de confundir os exércitos do Anticristo (Ap 6.15-17). A batalha é de pouca duração. O Anticristo e o Falso Profeta serão imediatamente presos.
O Falso Profeta é o último de uma longa fila de falsos cristos e profetas que vêm operando enganos e mentiras (Mt 24.24). Seus milagres haviam enganado os que levavam a marca da Besta. Com os seus feitos, conseguia enganar a muitos (2 Ts 2.9,10; Ap 13.13-15), mas nada disto o ajuda a escapar. Juntamente com o Anticristo, é lançado vivo no "lago de fogo que arde com enxofre". Embora o lago de fogo tenha sido preparado para Satanás e seus anjos, esses seus dois agentes nele perecerão.
Satanás não é lançado imediatamente no lago de fogo (Ap 20.10). Somente o será depois do Milênio. Quando isto acontecer, lá encontrará o Anticristo e o Falso Profeta. Os demais ímpios serão afiançados após o juízo do grande trono branco (Ap 20.15). O lago de fogo é o destino final dos ímpios.
No Novo Testamento, há três palavras traduzidas como "inferno" - hades, tártaro e geena. Hades é usado para referir-se ao estado intermediário, onde os ímpios vão quando morrem (Mt 11.23; 16.18; Lc 10.15; 16.23; At 2.27,31; Ap 1.18; 6.8; 20.13,14). As vezes, é usado para traduzir a palavra hebraica "sheol" do Antigo Testamento. "Tártaro" é praticamente sinônimo de "hades", porque também é um estado intermediário entre a vida e o juízo, do qual não há retorno ou possibilidade de mudança (2 Pe 2.4). "Geena", entretanto, é o estado final, "inferno", ou "fogo de inferno" (Mt 5.22,29,30; 10.28; 18.9; 23.15,33; Mc 9.43,45,47; Lc 12.5; Tg 3.6) e refere-se ao "lago de fogo".
"Geena" foi o nome aramaico para o vale de Hinon, onde eram oferecidas crianças em holocausto a Moloque. No Novo Testamento, "geena" tinha se tornado o lugar da queima de lixo. JESUS usou-a por causa do seu fogo intenso e contínuo, como um tipo do julgamento divino, e fez deste nome um sinônimo para o fogo do castigo eterno.
Para os outros seguidores do Anticristo, também não há escape. O remanescente dos reis da terra e seus exércitos são mortos. JESUS usará a "espada de sua boca", isto é: falará a palavra de DEUS e a "espada do juízo divino" matará a todos. Estes são os povos que rejeitaram o Evangelho pregado a "toda nação, tribo, língua e povo" pelo primeiro dos três anjos do capítulo 14 durante a Grande Tribulação. Todos os mortos no Armagedom já haviam tido a oportunidade de ouvir o Evangelho. Mas por haverem rejeitado a CRISTO, foi-lhes permitido cair em completo engano para que creiam na mentira, e para que sejam julgados todos os que não creram na verdade (2 Ts 2.11,12). Pelo seu modo de viver, já haviam esgotado qualquer possibilidade de herdar o Reino de DEUS (1 Co 6.9-11; G1 5.21).
Mais uma vez, João chama a atenção às aves de rapina que agora estão fartas com as carnes dos mortos. Finalmente, não se encontra mais ninguém sobre a terra para impedir o estabelecimento do reino milenial de CRISTO.
HORTON. Stanley. M. Serie Comentário Bíblico Apocalipse As coisas que Brevemente devem acontecer. Editora CPAD.
 
 
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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA
ESCRITA LIÇÃO 3, BETEL, DANIEL E A REVELAÇÃO DOS ACONTECIMENTOS FUTUROS, 4TR26, COM. EXTRAS DO PR HENRIQUE, EBD NA TV
 
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- O SONHO DO REI NABUCODONOSOR
1.1. A visão da estátua   
1.2. A visão de impérios humanos   
1.3. A visão do Reino de DEUS   
2- A VISÃO DE DANIEL 
2.1. Os quatro animais simbólicos  
2.2. O animal terrível e o chifre pequeno  
2.3. O Reino que não será destruído  
3- AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL 
3.1. O significado   
3.2. A divisão das semanas  
3.3. A última semana profética  
 
TEXTO ÁUREO
“Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz”. Daniel 2.22
 
VERDADE APLICADA
A revelação do plano de DEUS fortalece nossa fé, renova a esperança e nos conduz à perseverança em CRISTO.
 
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Identificar o aspecto es-catológico no sonho de Nabucodonosor.
Compreender a visão dos quatro animais e sua interpretação.
Examinar a profecia das setenta semanas.
Compreender a visão dos quatro animais e sua interpretação.
Examinar a profecia das setenta semanas.
Compreender a visão dos quatro animais e sua interpretação.
Examinar a profecia das setenta semanas.
 
TEXTOS DE REFERÊNCIA - DANIEL 12.1-4
1 E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.
2 E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.
3 Os entendidos, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente.
4 E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Dn 2.44 O Reino de DEUS é eterno e vencerá todos os reinos.
TERÇA | Dn 7.14 O domínio do Filho do Homem é universal e eterno.
QUARTA | Dn 7.27 Os santos receberão o Reino eterno de DEUS.
QUINTA | Dn 9.24 O plano de DEUS traz redenção e justiça eterna.
SEXTA | Dn 10.14 DEUS revela o futuro para preparar Seu povo.
SÁBADO | Jo 5.28-29 Todos ressuscitarão para vida ou condenação.

TERÇA | Dn 7.14 O domínio do Filho do Homem é universal e eterno.
QUARTA | Dn 7.27 Os santos receberão o Reino eterno de DEUS.
QUINTA | Dn 9.24 O plano de DEUS traz redenção e justiça eterna.
SEXTA | Dn 10.14 DEUS revela o futuro para preparar Seu povo.
SÁBADO | Jo 5.28-29 Todos ressuscitarão para vida ou condenação.
TERÇA | Dn 7.14 O domínio do Filho do Homem é universal e eterno.
QUARTA | Dn 7.27 Os santos receberão o Reino eterno de DEUS.
QUINTA | Dn 9.24 O plano de DEUS traz redenção e justiça eterna.
SEXTA | Dn 10.14 DEUS revela o futuro para preparar Seu povo.
SÁBADO | Jo 5.28-29 Todos ressuscitarão para vida ou condenação.
HINOS SUGERIDOS: 123, 323, 442
MOTIVO DE ORAÇÃO - Ore por sabedoria para compreender as profecias do fim dos tempos.
PONTO DE PARTIDA: O futuro está sob o governo de DEUS.
 
INTRODUÇÃO
O livro de Daniel reúne acontecimentos históricos e revelações proféticas que confirmam o governo de DEUS sobre as nações (Dn 2.20,21; 4.17). Por meio de sonhos e visões, o Senhor revelou o avanço dos reinos humanos e o triunfo definitivo de Seu Reino (Dn 2.28,44; 7.13,14). Sua mensagem fortalece a confiança dos fiéis, mostrando que a história permanece sob o controle do Altíssimo.
 
1- O SONHO DO REI NABUCODONOSOR
Nabucodonosor teve um sonho que o deixou profundamente inquieto e sem conseguir dormir (Dn 2.1). DEUS revelou o mistério a Daniel, que reconheceu que somente o Senhor conhece e anuncia os acontecimentos futuros (Dn 2.19,22,28). Por meio da grande estátua, foram apresentados reinos que se sucederam ao longo da história até a consumação do Reino eterno de DEUS.
 
1.1. A visão da estátua   
Nabucodonosor viu, em sonho, uma grande estátua que representava a sucessão dos reinos humanos ao longo da história (Dn 2.31-33). A cabeça era de ouro; o peito e os braços, de prata; o ventre e as coxas, de bronze; e as pernas, de ferro (Dn 2.37-40). Os pés e os dedos, formados de ferro misturado com barro, indicavam um reino dividido, marcado ao mesmo tempo pela força e pela fragilidade (Dn 2.41-43). Em seguida, uma pedra cortada sem auxílio de mãos atingiu os pés da estátua e destruiu toda a sua estrutura (Dn 2.34,35). Essa pedra aponta para o Reino estabelecido por DEUS, que porá fim aos domínios humanos e permanecerá para sempre (Dn 2.44,45).
 
Essa visão revela que DEUS governa a história e que todo poder humano é limitado e passageiro (Dn 2.21,37,38). Os impérios representados na estátua exerceram grande poder e alcançaram ampla influência, mas nenhum deles permaneceu para sempre. A mudança dos materiais, do ouro ao ferro misturado com barro, evidencia o enfraquecimento e a instabilidade dos domínios humanos. Todos são transitórios e limitados. Em contraste, o Reino estabelecido por DEUS vencerá todo poder terreno, encherá toda a Terra e jamais será destruído (Dn 2.35,44).
 
1.2. A visão de impérios humanos   
A estátua era grande, brilhante e de aparência terrível (Dn 2.31). A cabeça de ouro representava o Império Babilônico, cujo domínio terminou em 539 a.C. (Dn 2.37,38). O peito e os braços de prata apontavam para o Império Medo-Persa; o ventre e as coxas de bronze, para o Império Grego; e as pernas de ferro, para o Império Romano. Os pés de ferro e barro indicam uma fase marcada simultaneamente por força e fragilidade (Dn 2.41-43). Na leitura dispensacionista, os dez dedos são associados aos dez chifres mencionados em Daniel 7.24 e Apocalipse 17.12, sendo compreendidos como figura de uma futura confederação de dez reinos. Essa relação, porém, resulta da comparação entre as passagens, pois Daniel 2 não atribui significado específico a cada dedo.
 
A visão de Daniel revela que os impérios humanos, embora poderosos, permanecem sujeitos aos limites estabelecidos por DEUS (Dn 2.21; 4.17). Α fragilidade final da estátua demonstra a incapacidade dos governos terrenos de produzir unidade permanente. Em contraste, o Reino messiânico não resulta da evolução política das nações, mas da intervenção soberana de DEUS, quando CRISTO receberá domínio universal e eterno (Dn 2.44,45; 7.13,14).
 
1.3. A visão do Reino de DEUS   
A pedra cortada sem auxílio de mãos representa o Reino que o DEUS do céu estabeleceu por Sua própria autoridade, sem depender da iniciativa ou do poder humano (Dn 2.34,44,45). À luz do Novo Testamento, essa imagem também aponta para CRISTO, a pedra rejeitada pelos homens, mas escolhida por DEUS, que triunfará sobre toda oposição (Mt 21.42-44; At 4.11; 1Pe 2.4-8). Ao atingir os pés da estátua, a pedra reduz a pó todos os materiais que simbolizavam os impérios humanos. O vento os leva sem deixar vestígios, enquanto a pedra se transforma em um grande monte e enche toda a terra (Dn 2.35). A visão revela, portanto, que os poderes deste mundo são transitórios, mas o governo de DEUS é soberano, universal e permanente.
 
Bispo Primaz Manoel Ferreira destaca que o Reino de DEUS não estará sujeito às alianças humanas nem ao domínio transitório das nações, porque sua origem, autoridade e permanência procedem do próprio Senhor (FERREIRA, 2005). Trata-se do Reino confiado ao Filho do Homem, cujo domínio é eterno, universal e incontestável (Dn 7.13,14). Sua manifestação definitiva revelará a soberania de CRISTO sobre todos os poderes da História e cumprirá o propósito divino de reunir todas as coisas debaixo do Seu governo.
 
EU ENSINEI QUE: O sonho de Nabucodonosor revelou o domínio passageiro dos impérios e a supremacia eterna do Reino de DEUS.
 
2- A VISÃO DE DANIEL 
Anos após interpretar o sonho de Nabucodonosor, Daniel teve a visão de quatro grandes animais, um diferente do outro. Eles surgiam do mar agitado, símbolo clássico de caos, instabilidade e forças hostis na literatura bíblica. DEUS lhe revelou os impérios terrenos e universais do mundo antigo. Entretanto, diferentemente do sonho de Nabucodonosor, a visão de Daniel mostrava aspectos bestiais e nefastos dos grandes impérios vindouros (Dn 7.1-6).
 
2.1. Os quatro animais simbólicos   
Na visão de Daniel, os grandes impérios não aparecem com o brilho dos metais, mas sob a forma de animais ferozes que emergem de um mar agitado (Dn 7.2-7). Essa imagem revela como os poderes humanos são vistos quando se afastam da justiça e exercem domínio pela força. O leão, o urso, o leopardo e o quarto animal são tradicionalmente relacionados aos Impérios Babilônico, Medo-Persa, Grego e Romano (Dn 7.17,23). Contudo, a mensagem principal da visão não está apenas na identificação desses reinos, mas na certeza de que sua autoridade é limitada. O julgamento pertence a DEUS, e o domínio definitivo será entregue ao Filho do Homem (Dn 7.9-14).
 
À luz do conjunto das Escrituras, o Reino anunciado por Daniel não representa apenas a substituição dos governos humanos. Ele revela o Governo justo do Messias, no qual a vontade de DEUS será estabelecida e toda autoridade estará sujeita a CRISTO. Diferentemente dos sistemas marcados pelo pecado, esse Reino será caracterizado por justiça, paz e perfeita ordem (Is 9.6,7; 11.1-5). Assim, a esperança profética não se limita ao encerramento dos impérios, mas aponta para o tempo em que o Senhor JESUS exercerá Seu domínio e todas as coisas estarão subordinadas ao propósito de DEUS (Sl 2.6-12; 1Co 15.25-28).
 
2.2. O animal terrível e o chifre pequeno   
O quarto animal, descrito como terrível e espantoso (Dn 7.7), representava o Império Romano. Indecifrável a Daniel, ele possuía dentes de ferro e dez chifres, destacando-se um chifre pequeno, que tinha olhos e boca, que falava com arrogância (Dn 7.8,20). Daniel viu o chifre desse animal fazendo guerra contra os santos do Altíssimo, a quem vencia (Dn 7.21; Ap 13.7; 20.4). Essa perseguição contra os santos seria por um tempo determinado (Dn 7.25). A visão apresenta alguém “como o Filho do Homem” recebendo do Ancião de Dias domínio, glória e um Reino eterno (Dn 7.13,14). O tribunal celestial retira o domínio do poder ímpio, e o Novo Testamento revela que JESUS CRISTO destruirá o iníquo na manifestação de Sua vinda (Dn 7.26; 2Ts 2.8).
 
Na sequência da visão, o cenário deixa a agitação dos reinos terrenos e se volta para o tribunal celestial. O Ancião de Dias se assenta, e os livros são abertos, indicando que as palavras e as ações dos governantes estão diante do conhecimento e do juízo de DEUS (Dn 7.9-11). Nenhum poder será avaliado apenas por sua grandeza ou influência, pois todos prestarão contas ao Juiz de toda a Terra. Assim, a aparente força do mal não elimina a responsabilidade de seus agentes nem impede a execução da justiça divina (Dn 7.26; Sl 9.7,8).
 
2.3. O Reino que não será destruído   
Os capítulos 2 e 7 do Livro de Daniel apresentam, nas revelações, a visão panorâmica de um período da História a partir do tempo em que vivia Daniel, Impérios Babilônico e Medo-Persa. Essas revelações culminam na intervenção divina e no estabelecimento do Reino eterno, apresentados pela pedra em Daniel 2 e pelo domínio concedido ao Filho do Homem em Daniel 7 (Dn 2.34,35,44,45; 7.13,14). Nesses textos de Daniel, a ênfase está no juízo e no estabelecimento do Reino Eterno. A intervenção divina será precisa, completa e no tempo estabelecido por DEUS. O NT revela que “os santos do Altíssimo” (Dn 7.18,27), ou seja, os salvos, reinarão com CRISTO (2Tm 2.11-12; Ap 5.9-10).
 
William Barros (2022) destaca a centralidade de JESUS CRISTO no cum-primento do propósito divino. Todas as coisas foram criadas por meio dEle, e Seu Governo ocupará o centro do Reino Milenial (Jo 1.3; Cl 1.16,17). Como Filho de Abraão, CRISTO é o herdeiro das promessas e Aquele por meio de quem a bênção alcança todas as nações; como Filho de Davi, é o Rei mes-siânico cujo domínio não terá fim (Gn 12.3; Gl 3.16,29; Lc 1.32,33). Como Filho do Homem, recebeu autoridade para exercer o juízo e manifestará Seu Governo sobre toda a Terra (Jo 5.27; Zc 14.9; Fp 2.9-11).
 
EU ENSINEI QUE: DEUS governa a História, limita o poder dos reinos humanos e estabelece o domínio eterno de CRISTO.
 
3- AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL 
As setenta semanas foram determinadas sobre Israel e Jerusalém e tratam da expiação do pecado e do estabelecimento da justiça eterna (Dn 9.24). A profecia também anuncia a vinda e a morte do Messias, além de acontecimentos ligados à cidade, ao santuário e ao juízo determinado por DEUS (Dn 9.25-27).
 
3.1. O significado   
Ao compreender, pelos escritos de Jeremias, que as desolações de Jerusalém durariam setenta anos, Daniel voltou-se ao Senhor em oração, jejum e confissão (Dn 9.2-19; Jr 25.11,12; 29.10). Enquanto ainda orava, o anjo Gabriel foi enviado para comunicar-lhe a profecia das setenta semanas, determinadas sobre Israel e sobre Jerusalém (Dn 9.20-24). A linguagem das “semanas” pode ser relacionada ao uso de períodos de sete anos em Levítico 25.8. Essa comparação auxilia na compreensão da passagem, embora Daniel não estabeleça expressamente essa associação nem informe como a revelação foi inicialmente recebida por Israel.
 
O propósito das setenta semanas ainda não se cumpriu plenamente, sendo consumido apenas ao final de toda a sua contagem, conforme estabelecido na revelação divina (Dn 9.24). De acordo com a interpretação escatológica clássica, sessenta e nove semanas proféticas já se cumpriram historicamente, restando apenas a última semana, que terá seu cumprimento no período da grande tribulação. Essa semana final representa um tempo decisivo, marcado por intensos acontecimentos espirituais e pelo agir direto de DEUS na História. Ao término desse período, virá a manifestação gloriosa do Messias, que estabelecerá Seu Reino de forma plena, derrotará o anticristo, e exercerá juízo sobre as nações, conforme testemunha a Escritura (Ap 19.15).
 
3.2. A divisão das semanas   
As setenta semanas de Daniel são divididas em três etapas: sete semanas desde a ordem para restaurar e edificar Jerusalém (Dn 9.25). Acredita-se que o marco inicial da contagem seja a autorização concedida a Neemias para a reconstrução de Jerusalém, geralmente datada de 445/444 a.C., quando Artaxerxes I deu a Neemias a ordem para reedificar a cidade e os muros de Jerusalém (Ne 2.1-9); sessenta e duas semanas foi o período que se iniciou com a restauração de Jerusalém e abrange a vinda e morte do Messias. A seguir, a profecia menciona a destruição de Jerusalém (Dn 9.25,26), que ocorreu em 70 d.C. pelo exército romano; uma semana é o que resta para que as setenta semanas se cumpram na totalidade (Dn 9.24,27).
 
William Barros (Editora Betel, 2022): As setenta semanas de Daniel são um tratamento de DEUS com Israel e a cidade de Jerusalém, não com a Igreja de CRISTO: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade”, Dn 9.24. A Igreja sequer existia naquele momento, pois surge na História ao fim da 69ª semana, marcada pela morte e consequente ressurreição do Messias: “Depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais”, Dn 9.26. A prioridade do cristão, neste tempo da Igreja, é ser cheio do ESPÍRITO SANTO e ser testemunha de JESUS (At 1.6-8).
 
3.3. A última semana profética   
A última semana corresponde ao período de sete anos da Grande Tribulação. No início, o Anticristo firmou uma aliança com Israel, estabelecendo uma aparente segurança. Contudo, na metade desse período, romperá o acordo e profanará o lugar sagrado, Dn 9.27; Mt 24.15; 2Ts 2.3-8. A segunda metade será marcada pelo agravamento dos juízos divinos e pela perseguição aos que permanecerem fiéis a DEUS naquele período (Dn 7.25; Ap 12.6; 13.5-7). A Igreja já terá sido arrebatada antes da Grande Tribulação (1 Ts 1.10; 5.9; Ap 3.10). Ao final, CRISTO se manifestará em glória, vencerá o Anticristo e cumprirá Seu propósito soberano (2Ts 2.8; Ap 19.19-21).
 
Bispo Primaz Manoel Ferreira (2005): “Esta última semana não segue imediatamente às sessenta e nove. Com a rejeição do Messias pelos judeus e a expulsão da sua terra, há um intervalo de acontecimentos destacado no tempo. A Igreja é formada, edificada e arrebatada antes que comece esta última semana de sete anos.” Após a 69ª semana temos o período conhecido como o tempo dos gentios (Lc 21.24; Rm 11.25). Depois do arrebatamento da Igreja, terá início a 70ª semana – os 7 anos em que terá lugar o surgimento do Anticristo (Dn 9.27) e a tribulação, descrita em detalhes em Apocalipse capítulos 6 a 18.
 
EU ENSINEI QUE:
Daniel se colocou em oração após estudar a profecia de Jeremias sobre o tempo para “acabar as assolações de Jerusalém”.
 
CONCLUSÃO
As profecias de Daniel não foram dadas para alimentar curiosidades, mas para fortalecer a fidelidade do povo de DEUS. Diante das mudanças da história, devemos permanecer em oração, obediência e perseverança, confiando que o Senhor cumprirá tudo o que revelou (Dn 9.2,3; 12.13). Assim, permanecemos preparados e firmes na segurança que temos em CRISTO.
 


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