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24 outubro 2026
Vídeo Lição 6, BETEL, A gloriosa volta de Cristo: promessa, sinais e propósitos, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
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Escrita Lição 6, BETEL, A gloriosa volta de Cristo: promessa, sinais e propósitos, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
Escrita Lição 6, BETEL, A gloriosa volta de CRISTO: promessa, sinais e propósitos, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
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ESBOÇO DA LIÇÃO
1- A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
1.1. Entendendo a Segunda Vinda
1.2. As profecias bíblicas do AT
1.3 As profecias bíblicas do NT
2- OS SINAIS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA
2.1. Sinais na natureza
2.2. Sinais na moral humana
2.3. Apostasia e engano espiritual
3- OS ASPECTOS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA
3.1. O propósito da Manifestação Gloriosa
3.2. A Vinda de JESUS em glória
3.3. Israel e a Manifestação Gloriosa
TEXTO ÁUREO
Porque,
assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será
também a vinda do Filho do Homem”. Mateus 24.27
VERDADE APLICADA
A
promessa quanto à Segunda Vinda de JESUS deve levar o crente a viver em
vigilância, Santidade e firme esperança.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Compreender
a distinção entre o Arrebatamento e a Manifestação Gloriosa de CRISTO
Destacar os sinais bíblicos relacionados aos últimos dias.
Identificar os principais aspectos e propósitos da Segunda Vinda de JESUS.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - 2 PEDRO 3.8-10
8 Mas, amados,
não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos
como um dia.
9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é
longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos
venham a arrepender-se.
10 Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão
com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as
obras que nela há, se queimarão.
LEITURA COMPLEMENTARES
SEGUNDA |
Ap 1.7 A volta gloriosa de CRISTO.
TERÇA | 2Ts 2.3 A grande apostasia.
QUARTA | Mt 24.12 O esfriamento do amor
QUINTA | Is 26.20 Proteção durante o juízo.
SEXTA | Ap 19.1-11 A vitória e as bodas do Cordeiro.
SÁBADO | Dn 9.25-27 A profecia das setenta semanas
HINOS SUGERIDOS: 70, 98, 157
MOTIVO DE ORAÇÃO: Ore para que a Igreja permaneça firme, vigilante e cheia de
esperança, aguardando a Volta de CRISTO com fidelidade.
PONTO DE PARTIDA: A Volta de JESUS fortalece a esperança cristã.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
SUBSÍDIOS EXTRAS – BÍBLIAS, LIVROS, REVISTAS, COPILOT,
CHATGPT, GEMINI
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
As
explicações abaixo desenvolvem a leitura adotada no material fornecido,
procurando distinguir as declarações explícitas das Escrituras das
interpretações teológicas sobre sua ordem cronológica.
LIÇÃO 6 — BETEL - A GLORIOSA VOLTA DE CRISTO: PROMESSA,
SINAIS E PROPÓSITOS
INTRODUÇÃO — A CERTEZA DA ESPERANÇA ESCATOLÓGICA
A
doutrina da Segunda Vinda de JESUS CRISTO constitui um dos pilares da fé cristã
e representa a consumação da esperança anunciada nas Escrituras. A história
humana não caminha para um desfecho incerto, mas para o cumprimento dos
propósitos soberanos de DEUS, que conduzirá todas as coisas à realização de Sua
vontade. A promessa do retorno de CRISTO foi pronunciada pelo próprio Senhor,
confirmada pelos apóstolos e anunciada, em diferentes aspectos, pelos profetas
do Antigo Testamento. Essa verdade não foi revelada para alimentar curiosidade
sobre datas ou produzir especulações, mas para fortalecer a fé, estimular a
santidade e despertar a Igreja para sua missão. A esperança escatológica também
nos ensina que a injustiça, a morte, a corrupção e a oposição a DEUS não
prevalecerão eternamente. CRISTO vem nos arrebatar e depois de sete anos voltará,
manifestará Sua autoridade e executará perfeitamente os propósitos divinos.
Portanto, estudar a volta do Senhor significa compreender o futuro à luz da
Palavra e viver o presente com vigilância, perseverança e fidelidade.
Observação: Distinção entre Arrebatamento e Vinda em Glória
OITO DIFERENÇAS ENTRE AS DUAS FASES DA SEGUNDA VINDA DE
JESUS - ARREBATAMENTO E VINDA EM GLÓRIA
Diferenças
das duas fases da Segunda Vinda de JESUS - passagens bíblicas (2 Pedro 2:9 e
Apocalipse 3:10) sobre a proteção divina aos justos durante o período de
provação e o julgamento dos injustos.
1ª
Fase (Arrebatamento) 2ª Fase (Segunda Vinda em Glória) - oito pontos
principais:
·
Visibilidade: A primeira fase ocorre em segredo,
enquanto a segunda é um evento público.
·
A
Igreja: CRISTO
vem para buscar a Igreja na primeira fase, e volta com a Igreja na segunda.
·
Cronologia: O Arrebatamento dá-se antes da Grande
Tribulação; a Vinda em Glória ocorre após esse período.
·
Localização: Na primeira fase, o encontro é nos
ares; na segunda, JESUS pisa o Monte das Oliveiras.
·
Testemunhas: Apenas os santos O veem inicialmente,
mas na segunda fase, todo o mundo O verá.
·
Sentimento: É um momento de alegria para os
crentes, em contraste com a lamentação que marcará a segunda fase.
·
Destino
dos Incrédulos:
São deixados para trás no Arrebatamento e enfrentam a destruição na Segunda
Vinda.
·
Âmbito: A primeira fase tem um impacto global,
ao passo que a segunda ocorre fisicamente em Israel.
Referências bíblicas introdutórias
·
João
14.1-3 — JESUS
promete preparar lugar para os Seus e voltar para recebê-los.
·
Atos
1.9-11 — Os
anjos confirmam que JESUS voltará de maneira pessoal, assim como subiu ao céu.
·
Tito
2.11-13 — A
graça nos ensina a viver piedosamente enquanto aguardamos a bendita esperança.
·
Filipenses
3.20,21 — A
pátria dos cristãos está nos céus, de onde aguardam o Salvador.
·
Hebreus
9.28 — CRISTO
aparecerá segunda vez para trazer a plenitude da salvação aos que O aguardam.
·
Apocalipse
22.12,20 — JESUS
anuncia Sua vinda e a Igreja expressa o desejo de que Ele venha.
·
1
João 3.2,3 — A
esperança de ver CRISTO estimula a purificação e a santidade.
E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão,
dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos;
Judas 1:14 | ACF – SE JESUS VEM EM GLÓRIA NO FINAL DA
GRANDE TRIBULAÇÃO COM A IGREJA, ENTÃO DEDUZIMOS QUE PRIMEIRO ELE LEVOU A
IGREJA.
Para
defender exegeticamente e biblicamente que os "santos" (hagioi, no
grego) em Judas 14 se referem (ou incluem) os salvos / a Igreja, é preciso
analisar o uso da palavra no Novo Testamento, a profecia de Daniel e o contexto
das promessas de CRISTO.
Aqui
está a argumentação estruturada em três pilares principais:
1.
O Significado de "SANTOs" no Novo Testamento (Hagioi)
No
Grego do Novo Testamento, a palavra usada em Judas 14 é ἅγιοι (hagioi), que
significa literalmente "pessoas ou coisas separadas/consagradas a DEUS".
Nas
epístolas apostólicas, o termo "santos" é a designação padrão para os
cristãos vivos e a Igreja, e não apenas para anjos ou pessoas de superlativa
virtude:
* Romanos 1:7: "A todos os que estão em
Roma, amados de DEUS, chamados para serem santos..."
* 1 Coríntios 1:2: "À igreja de DEUS que
está em Corinto, aos santificados em CRISTO JESUS, chamados para serem
santos..."
* Efésios 1:1: "Paulo, apóstolo de CRISTO
JESUS pela vontade de DEUS, aos santos que estão em Éfeso e fiéis em CRISTO JESUS..."
Se
ao longo de todo o Novo Testamento os crentes redimidos por CRISTO são chamados
de "santos", a aplicação do termo aos salvos na vinda do Senhor é
perfeitamente coerente com o vocabulário apostólico.
2.
O Apelo à Profecia de Daniel (A Raiz do Antigo Testamento)
Embora
Judas cite o Livro de Enoque, a linguagem bíblica de "santos"
recebendo o reino e vindo com o Senhor tem suas raízes diretas no profeta
Daniel. Em Daniel 7, os "santos" claramente denotam o povo de DEUS
(os salvos):
* Daniel 7:18: "Mas os santos do
Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre..."
* Daniel 7:22: "Até que veio o Ancião de
Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos
possuíram o reino."
Aqui,
os "santos" que triunfam e reinam na vinda do Messias são os remidos
humanos que permaneceram fiéis diante da perseguição.
3.
O Retorno de CRISTO Acompanhado da Sua Igreja
Outros
textos do Novo Testamento confirmam explicitamente que, no momento do
julgamento e da consumação, os salvos (a Igreja) estarão com CRISTO e
participarão da Sua manifestação gloriosa:
* 1 Tessalonicenses 3:13: "Para que o
coração de vocês seja fortalecido em santidade... na vinda de nosso Senhor JESUS
com todos os seus santos."
* 1 Tessalonicenses 4:14: "Assim também DEUS
trará, mediante JESUS, juntamente com ele, os que nele dormiram." (Os
crentes que já morreram voltam com Ele).
* Colossenses 3:4: "Quando CRISTO, que é
a vida de vocês, se manifestar, então vocês também se manifestarão com ele em
glória."
* 1 Coríntios 6:2-3: "Vocês não sabem que
os santos hão de julgar o mundo? [...] Não sabem que haveremos de julgar os
próprios anjos?" (O tema do julgamento em Judas 14-15 conecta-se
diretamente com a Igreja julgando o mundo).
Síntese
do Argumento
>
Nota Teológica sobre a Expressão "Milhares de SANTOs":
>
Na língua grega (e no hebraico do Antigo Testamento), a palavra santos pode
englobar tanto os anjos (como em Deuteronômio 33:2 e Zacarias 14:5) quanto os
remidos humanos (como em Daniel 7 e 1 Tessalonicenses 3:13).
>
Portanto, provar biblicamente que se refere à Igreja não significa excluir os
anjos, mas demonstrar que a Igreja glorificada faz parte desse exército
celestial. Visto que os crentes falecidos já estão com o Senhor (2 Coríntios
5:8) e retornarão com Ele em glória para o julgamento e o estabelecimento do
Reino, os "santos" em Judas 14 necessariamente incluem a Igreja
redimida.
Tabela de síntese — Introdução
|
Elemento |
Resumo teológico |
|
Fundamento |
A promessa do
retorno de JESUS está firmada na Palavra de DEUS. |
|
Propósito |
Consumação dos
planos divinos para a redenção e o governo de CRISTO. |
|
Efeito espiritual |
Esperança,
santidade, vigilância e perseverança. |
|
Responsabilidade da
Igreja |
Evangelizar, ensinar
a verdade e permanecer fiel. |
|
Referência central |
Tito 2.13 — A Igreja
aguarda o arrebatamento e crê na manifestação gloriosa de CRISTO no final da
Grande Tribulação. |
1. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
A
Segunda Vinda de CRISTO é a manifestação futura do Senhor que completará a obra
redentora em seus aspectos finais e revelará publicamente Sua soberania –
acontece logo após o arrebatamento e sete anos de Grande Tribulação. A promessa
não se fundamenta em tradições humanas, mas nas palavras de JESUS e no
testemunho inspirado dos apóstolos. Em João 14.3, o próprio Senhor assegurou
que voltaria para receber os Seus, enquanto Atos 1.11 confirma a expectativa de
Seu retorno pessoal. O Antigo Testamento anuncia o Messias como Rei, Juiz e
Governante universal, e o Novo Testamento amplia essa revelação ao apresentar
Sua primeira vinda em humildade e Sua futura manifestação, primeiro no
arrebatamento e depois, em glória. A doutrina escatológica demonstra que a
encarnação, a morte e a ressurreição de JESUS não são acontecimentos isolados,
mas partes essenciais do plano redentor. Aquele que veio para salvar também
voltará para julgar com justiça e estabelecer plenamente Sua autoridade. Assim,
a Segunda Vinda, segunda fase, em glória, é simultaneamente motivo de consolo
para os fiéis, advertência aos que rejeitam a verdade e certeza de que DEUS
cumprirá tudo o que prometeu.
Comentários teológicos extras
A Segunda Vinda pertence à revelação
divina e deve ser estudada a partir do conjunto das Escrituras, respeitando o
contexto de cada passagem.
1. A esperança cristã é cristocêntrica,
porque seu centro não é uma época histórica, mas a pessoa glorificada de JESUS CRISTO.
2. A escatologia bíblica relaciona a obra
realizada na cruz com a consumação futura da redenção e a derrota definitiva do
mal.
3. As profecias do Antigo Testamento
revelam progressivamente o Messias, enquanto o Novo Testamento esclarece
aspectos de Sua missão e de Seu retorno.
4. A promessa da volta do Senhor confirma
que a história permanece sob a providência divina, mesmo quando os
acontecimentos parecem caóticos.
5. A expectativa escatológica não dispensa
a responsabilidade presente; ao contrário, exige serviço, santidade, amor e
testemunho fiel.
6. A Igreja deve anunciar a volta de CRISTO
com convicção bíblica, evitando sensacionalismo, previsões de datas e
afirmações que ultrapassem o texto sagrado.
Termos gregos centrais
·
Parousía
(παρουσία) —
Presença, chegada ou vinda; termo empregado para falar da vinda de CRISTO.
·
Apokálypsis
(ἀποκάλυψις) —
Revelação ou desvelamento; destaca a manifestação daquilo que estava oculto.
·
Epipháneia
(ἐπιφάνεια) —
Manifestação ou aparecimento; usado para destacar a manifestação gloriosa de CRISTO.
·
Elpís
(ἐλπίς) —
Esperança; expectativa confiante fundamentada nas promessas de DEUS.
Referências bíblicas comentadas
·
João
14.3 — JESUS
promete voltar e receber os Seus para que estejam com Ele.
·
Atos
1.11 — O retorno
de CRISTO é apresentado como uma expectativa real, pessoal e futura.
·
Daniel
7.13,14 — O
Filho do Homem recebe domínio, glória e um reino que não passará.
·
Mateus
24.30 — O Filho
do Homem será visto vindo sobre as nuvens com poder e grande glória.
·
1
Coríntios 15.22-26
— CRISTO vencerá os inimigos e a morte será finalmente destruída.
·
1
Tessalonicenses 1.9,10
— Os cristãos aguardam dos céus o Filho de DEUS.
·
Apocalipse
11.15 — O reino
do mundo será submetido ao governo de DEUS e de Seu CRISTO.
Tabela de síntese — Tópico 1
|
Aspecto |
Resumo |
|
Natureza |
Retorno futuro e
real de JESUS CRISTO. |
|
Fundamento |
Promessa do Senhor e
testemunho profético e apostólico. |
|
Objetivo |
Consumação dos
propósitos divinos e manifestação da soberania de CRISTO. |
|
Aplicação |
Viver em santidade,
serviço e expectativa perseverante. |
|
Termo-chave |
Parousía — chegada
ou vinda. |
1.1. ENTENDENDO A SEGUNDA VINDA
O
estudo da Segunda Vinda requer atenção às diferentes passagens que descrevem a
reunião da Igreja com CRISTO e Sua manifestação pública em glória. Na
interpretação escatológica adotada neste material, o Arrebatamento e a
Manifestação Gloriosa são acontecimentos relacionados, porém distintos quanto
ao propósito e ao cenário descritos. Em 1 Tessalonicenses 4.16,17, Paulo ensina
que o Senhor descerá do céu, os mortos em CRISTO ressuscitarão e os cristãos
vivos serão arrebatados para encontrá-Lo nos ares. Em 1 Coríntios 15.51-53, o
apóstolo acrescenta que os crentes serão transformados e revestidos de
incorruptibilidade. Já Mateus 24.29-31 e Apocalipse 19.11-21 descrevem a manifestação
gloriosa de CRISTO em contexto de juízo, vitória sobre as forças do mal e
exercício de Sua autoridade régia. Nessa perspectiva, o Arrebatamento enfatiza
a reunião dos salvos com o Senhor, enquanto a Manifestação Gloriosa destaca a
revelação pública de Seu triunfo e governo. A distinção cronológica entre esses
acontecimentos é defendida por algumas tradições evangélicas, embora outros
cristãos interpretem as passagens como aspectos de um único complexo de
acontecimentos relacionados à volta de CRISTO.
Comentários teológicos extras
1. O Arrebatamento é apresentado como uma
intervenção divina que reunirá os salvos com CRISTO e transformará os que
estiverem vivos.
2. A ressurreição dos mortos em CRISTO
demonstra que a morte física não anula a esperança da vida eterna.
3. A transformação do corpo mortal revela
que a salvação alcançará também a dimensão corporal da existência humana.
4. A Manifestação Gloriosa enfatiza a
revelação pública do Rei, cuja autoridade supera todos os poderes terrenos e
espirituais.
5. A expressão “encontrar o Senhor nos
ares”, em 1 Tessalonicenses 4.17, ressalta o encontro dos crentes com CRISTO,
sem apresentar por si só todos os detalhes da cronologia escatológica.
6. A distinção entre Arrebatamento e
Manifestação Gloriosa deve ser apresentada como interpretação de uma sequência
profética, e não como se cada detalhe cronológico estivesse explicitamente
descrito em um único versículo.
7. A certeza de estar para sempre com o
Senhor oferece consolo aos enlutados, encorajamento aos fiéis e estímulo para
uma vida de santidade.
Termos gregos centrais
·
Harpázō
(ἁρπάζω) —
Arrebatar, tomar repentinamente; empregado em 1 Tessalonicenses 4.17.
·
Anástasis
(ἀνάστασις) —
Ressurreição; refere-se ao levantar dos mortos.
·
Allagēsometha
(ἀλλαγησόμεθα) —
Seremos transformados; forma verbal relacionada à mudança descrita em 1
Coríntios 15.52.
·
Áphthartos
(ἄφθαρτος) —
Incorruptível; descreve a condição que substituirá a corrupção do corpo mortal.
Referências bíblicas comentadas
·
João
14.1-3 — JESUS
promete receber os Seus para que estejam onde Ele estiver.
·
1
Tessalonicenses 4.13-18
— Paulo consola os cristãos com a ressurreição e o encontro com o Senhor.
·
1
Coríntios 15.51-54
— Os salvos serão transformados e a mortalidade dará lugar à imortalidade.
·
Filipenses
3.20,21 — CRISTO
transformará o corpo de humilhação dos cristãos.
·
Mateus
24.29-31 — O
Filho do Homem será manifestado em glória e reunirá os Seus escolhidos.
·
2
Tessalonicenses 2.8
— O Senhor destruirá o iníquo pela manifestação de Sua vinda.
·
Apocalipse
19.11-21 — CRISTO
aparece como Rei vitorioso e derrota as forças que se opõem a DEUS.
Tabela de síntese — Subtópico 1.1
|
Aspecto |
Arrebatamento |
Manifestação
Gloriosa |
|
Ênfase |
Reunião dos salvos
com CRISTO |
Revelação pública do
Rei e de Sua vitória |
|
Texto central |
1 Ts 4.16,17 |
Ap 19.11-21 |
|
Acontecimento
destacado |
Ressurreição e
transformação dos crentes |
Juízo e derrota das
forças do mal |
|
Esperança |
Estar para sempre
com o Senhor |
Ver o triunfo e o
governo de CRISTO |
|
Observação
|
A distinção
cronológica é escatológica. |
No final da Grande
Tribulação. |
1.2. AS PROFECIAS BÍBLICAS DO ANTIGO TESTAMENTO
O
Antigo Testamento apresenta uma revelação progressiva sobre o Messias, Sua
autoridade e o estabelecimento de Seu governo. Daniel 7.13,14 descreve alguém
semelhante a um filho do homem que recebe domínio, glória e um reino eterno,
revelando a dimensão universal do governo messiânico. Zacarias 14.4,9 associa o
Dia do Senhor à intervenção divina e ao reconhecimento de Sua soberania sobre
toda a terra. Malaquias 3.1-3 anuncia a vinda do Senhor e a obra purificadora
que acompanhará Sua intervenção. Isaías 61.1,2 proclama boas-novas, libertação
e o anúncio do favor divino, ao mesmo tempo que menciona o dia da vingança de DEUS.
Em Lucas 4.16-21, JESUS aplica a si mesmo a missão de proclamar as boas-novas e
declara cumprida aquela parte da Escritura, sem ler naquele momento a expressão
referente ao dia da vingança. Muitos intérpretes entendem essa diferença como
indicação de um intervalo entre a missão salvadora da primeira vinda e o juízo
associado à futura manifestação. Dessa maneira, o Antigo Testamento fornece
fundamentos importantes para compreender o Messias como Salvador, Rei e Juiz,
embora nem todas as profecias revelem isoladamente a sequência completa dos
acontecimentos futuros.
Comentários teológicos extras
1. A profecia veterotestamentária revela o
propósito de DEUS para o Messias por meio de imagens reais, judiciais e
escatológicas.
2. Daniel apresenta o Filho do Homem
recebendo domínio eterno, indicando que os impérios humanos não terão a palavra
final sobre a história.
3. Zacarias anuncia a intervenção divina e
o reconhecimento universal do governo do Senhor, vinculando o juízo à soberania
divina.
4. Malaquias destaca que a vinda do Senhor
também confronta o pecado e exige purificação, não sendo apenas motivo de
celebração.
5. Isaías 61 une a proclamação da salvação
à perspectiva do juízo, mostrando que a graça divina não elimina Sua justiça.
6. A leitura de Lucas 4 evidencia o
cumprimento da missão messiânica de JESUS
7. O estudo responsável das profecias exige
observar o contexto histórico, literário e canônico, evitando aplicar cada
imagem profética de maneira arbitrária.
Termos hebraicos centrais
·
Mashíach
(מָשִׁיחַ) —
Ungido; termo hebraico de onde deriva a palavra “Messias”.
·
YHWH
(יהוה) — Nome
próprio de DEUS revelado nas Escrituras hebraicas, tradicionalmente
representado em português como SENHOR.
·
Malkût
(מַלְכוּת) —
Reino, realeza ou domínio; conceito importante para compreender o governo
divino.
·
Yôm
YHWH (יוֹם יְהוָה)
— Dia do Senhor; expressão profética associada à intervenção divina, ao juízo e
à salvação.
Referências bíblicas comentadas
·
Gênesis
3.15 — A
promessa de que a descendência da mulher venceria a serpente é tradicionalmente
entendida pelos cristãos à luz da vitória de CRISTO.
·
Salmo
2.6-9 — O Ungido
de DEUS recebe autoridade régia sobre as nações.
·
Salmo
110.1-4 — O
Senhor anuncia a exaltação e o sacerdócio do Messias.
·
Isaías
9.6,7 — O Filho
prometido exercerá um governo de justiça e paz.
·
Isaías
11.1-10 — O
descendente de Jessé governará com justiça e trará uma ordem marcada pela paz.
·
Isaías
61.1,2 — O
Ungido anuncia libertação, favor divino e o dia da justiça de DEUS.
·
Daniel
7.13,14 — O
Filho do Homem recebe um domínio eterno.
·
Zacarias
12.10 — O texto
anuncia um olhar de arrependimento e lamentação relacionado àquele que foi
traspassado.
·
Zacarias
14.4,9 — O Dia
do Senhor é relacionado à intervenção divina e ao governo universal.
·
Malaquias
3.1-3 — O Senhor
virá para purificar e julgar.
Tabela de síntese — Subtópico 1.2
|
Profecia |
Ênfase principal |
|
Daniel 7.13,14 |
Domínio eterno do
Filho do Homem. |
|
Zacarias 14.4,9 |
Intervenção divina e
soberania universal. |
|
Malaquias 3.1-3 |
Purificação e juízo. |
|
Isaías 61.1,2 |
Missão salvadora e
perspectiva da justiça divina. |
|
Salmos 2.6-9 |
Reinado do Ungido
sobre as nações. |
|
Síntese |
O Antigo Testamento
anuncia o Messias como Salvador, Sacerdote, Rei e Juiz. |
1.3. AS PROFECIAS BÍBLICAS DO NOVO TESTAMENTO
O
Novo Testamento desenvolve de maneira mais explícita a esperança da volta de CRISTO
e relaciona essa promessa à ressurreição, ao juízo e à consumação do plano
divino. Após a ascensão, os anjos declararam que JESUS voltaria assim como
havia sido visto subindo ao céu, reforçando a expectativa de um retorno pessoal
e futuro. Paulo ensinou que os mortos em CRISTO ressuscitarão e que os fiéis
serão reunidos ao Senhor, enquanto Hebreus 9.28 apresenta a expectativa de Sua
segunda aparição para a plenitude da salvação dos que O aguardam. Pedro
relaciona a esperança futura à necessidade de uma vida santa e à expectativa de
novos céus e nova terra. Tiago, por sua vez, utiliza a figura do agricultor que
espera o fruto da terra para ensinar paciência e firmeza até a vinda do Senhor.
Embora JESUS tenha advertido que ninguém conhece o dia e a hora, a ausência de
uma data revelada não significa ausência de certeza quanto à promessa. A
Igreja, portanto, deve interpretar as profecias com reverência, rejeitar
cálculos especulativos e permanecer ativa na evangelização, na comunhão e na
obediência à Palavra.
Comentários teológicos extras
1. O testemunho apostólico estabelece a
volta de CRISTO como parte essencial da esperança cristã e da proclamação do
Evangelho.
2. A ascensão confirma a exaltação de JESUS,
enquanto a promessa de Seu retorno mantém a Igreja orientada para a consumação
futura.
3. A ressurreição dos mortos demonstra que
a redenção não se limita à dimensão espiritual, mas inclui a vitória sobre a
morte.
4. A esperança dos novos céus e da nova
terra aponta para a renovação da criação e para a plena manifestação da justiça
divina.
5. A ordem de vigiar não significa
abandonar os deveres cotidianos, mas realizá-los com fidelidade diante do
Senhor.
6. A ignorância da data protege a Igreja da
presunção e exige perseverança constante, independentemente das circunstâncias
históricas.
7. A verdadeira expectativa escatológica
produz frutos presentes: santidade, serviço, amor fraternal, discernimento e
anúncio do Evangelho.
Termos gregos centrais
·
Grēgoréō
(γρηγορέω) —
Vigiar, manter-se desperto; descreve a vigilância espiritual.
·
Hypomonē
(ὑπομονή) —
Perseverança ou constância diante das dificuldades.
·
Hagiasmós
(ἁγιασμός) —
Santificação; separação para DEUS e vida de consagração.
·
Sōtēría
(σωτηρία) —
Salvação; libertação e restauração realizadas por DEUS.
Referências bíblicas comentadas
·
Atos
1.9-11 — A
ascensão de JESUS é acompanhada da promessa de Seu retorno.
·
1
Tessalonicenses 4.13-18
— A ressurreição e o encontro com o Senhor oferecem consolo aos cristãos.
·
Hebreus
9.28 — CRISTO
aparecerá para completar a esperança daqueles que O aguardam.
·
Tiago
5.7,8 — A Igreja
deve esperar com paciência e fortalecer o coração.
·
2
Pedro 3.10-14 —
A expectativa do Dia do Senhor deve estimular santidade e diligência.
·
Mateus
24.36,42-44 — A
data desconhecida exige vigilância permanente.
·
Apocalipse
22.12,20 — JESUS
promete vir e a Igreja responde com expectativa.
·
1
João 2.28 — A
permanência em CRISTO prepara o cristão para comparecer diante dEle com
confiança.
Tabela de síntese — Subtópico 1.3
|
Elemento |
Resumo |
|
Testemunho |
Apóstolos e profetas
confirmam a esperança da volta de CRISTO. |
|
Certeza |
JESUS voltará,
embora a data não tenha sido revelada. |
|
Resposta |
Vigilância,
santidade, perseverança e evangelização. |
|
Esperança futura |
Arrebatamento, Ressurreição
e consumação da salvação. |
|
Termo-chave |
Hypomonē —
perseverança. |
2. OS SINAIS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA
As
Escrituras descrevem os últimos dias por meio de acontecimentos que revelam a
fragilidade da ordem presente, o agravamento da rebelião humana e a necessidade
de discernimento espiritual. JESUS mencionou guerras, fomes, terremotos, falsos
profetas e o esfriamento do amor, enquanto os apóstolos advertiram sobre a
corrupção moral e o afastamento da verdade. Esses acontecimentos devem ser
estudados em seu contexto, pois o próprio JESUS advertiu que guerras e rumores
de guerras não significariam, por si sós, que o fim havia chegado
imediatamente. Os sinais proféticos não foram fornecidos para que a Igreja
estabelecesse calendários secretos, mas para que permanecesse espiritualmente
desperta. O cristão precisa distinguir entre a observação responsável dos
acontecimentos e a tentativa de atribuir a cada tragédia uma interpretação
profética definitiva. Ao mesmo tempo, a esperança futura não deve produzir
indiferença diante do sofrimento humano, pois a Igreja é chamada a servir,
consolar e anunciar o Evangelho. A leitura bíblica dos sinais deve conduzir à
vigilância, ao discernimento, à compaixão e à fidelidade.
Comentários teológicos extras
1. Os sinais devem ser interpretados a
partir das palavras de JESUS e do testemunho apostólico, não por meio de
especulações sensacionalistas.
2. A expressão “princípio das dores” indica
uma realidade de sofrimento e expectativa, mas não fornece isoladamente um
calendário detalhado do fim.
3. A deterioração moral revela as
consequências da rejeição da verdade divina e da centralidade de DEUS na vida
humana.
4. O engano religioso demonstra que a
aparência espiritual nem sempre corresponde à fidelidade doutrinária.
5. A Igreja precisa exercer discernimento
sem perder a compaixão, servindo às pessoas afetadas por guerras, doenças,
crises e injustiças.
6. O reconhecimento dos sinais deve
aprofundar a oração, a comunhão e a responsabilidade missionária, em vez de
gerar pânico.
7. A esperança cristã aponta para a
intervenção final de DEUS e para a renovação da criação sob a justiça de CRISTO.
Termos gregos centrais
·
Sēmeîon
(σημεῖον) —
Sinal; indica algo que aponta para uma realidade ou confirma uma mensagem.
·
Pístis
(πίστις) — Fé,
confiança ou fidelidade; resposta de confiança a DEUS.
·
Diákrisis
(διάκρισις) —
Discernimento ou capacidade de distinguir.
·
Alḗtheia
(ἀλήθεια) —
Verdade; aquilo que corresponde ao que é verdadeiro e fiel.
Referências bíblicas comentadas
·
Mateus
24.4-8 — JESUS
adverte sobre enganos, conflitos e calamidades, chamando-os de princípio das
dores.
·
Mateus
24.12-14 — A
multiplicação da iniquidade ameaça o amor, enquanto o Evangelho deve ser
anunciado.
·
Lucas
21.25-28 — Os
acontecimentos abalam as nações, mas os discípulos são chamados a levantar a
cabeça em esperança.
·
2
Timóteo 3.1-5 —
Paulo descreve a corrupção moral que caracteriza tempos difíceis.
·
1
Timóteo 4.1 — O
apóstolo alerta para o afastamento da fé por causa de ensinos enganosos.
·
Efésios
5.8-11 — Os
cristãos devem viver como filhos da luz e rejeitar as obras das trevas.
·
Filipenses
2.14-16 — A
Igreja deve brilhar no mundo por meio de uma vida íntegra.
·
2
Pedro 3.13,14 —
A promessa da nova criação incentiva uma vida santa e irrepreensível.
Tabela de síntese — Tópico 2
|
Categoria |
Manifestação |
Resposta cristã |
|
Natureza |
Catástrofes e
sofrimento da criação |
Compaixão, prudência
e esperança. |
|
Moral |
Egoísmo, injustiça e
esfriamento do amor |
Santidade e
testemunho do Evangelho. |
|
Espiritual |
Falsos ensinos e
apostasia |
Discernimento e
fidelidade bíblica. |
|
Propósito do estudo |
Compreender os
alertas de JESUS |
Vigilância sem
especulação. |
|
Termo-chave |
Diákrisis —
discernimento. |
2.1. SINAIS NA NATUREZA
JESUS
mencionou guerras, fomes, terremotos e outras calamidades ao ensinar sobre os
acontecimentos que precederiam a consumação. Em Mateus 24.6-8, Ele advertiu que
tais ocorrências seriam o princípio das dores, orientando os discípulos a não
se deixarem dominar pelo medo. Romanos 8.19-22 apresenta a criação como sujeita
à corrupção e aguardando a libertação que acompanhará a manifestação dos filhos
de DEUS. Essa passagem amplia a compreensão teológica do sofrimento do mundo,
relacionando-o à condição da criação após a entrada do pecado e à esperança de
sua renovação. Entretanto, uma interpretação responsável exige reconhecer que
catástrofes naturais e conflitos ocorreram ao longo de toda a história humana,
de modo que um acontecimento isolado não permite afirmar categoricamente que
determinada profecia se cumpriu naquele momento. O próprio texto de Mateus
distingue o início das dores da consumação, recomendando cautela diante de
conclusões precipitadas. A esperança bíblica não consiste em negar a gravidade
das tragédias, mas em confiar que DEUS conduzirá a criação à restauração
prometida.
Comentários teológicos extras
1. A criação manifesta a grandeza de DEUS,
mas também experimenta sofrimento, corrupção e limitações que aguardam a
restauração divina.
2. As calamidades descritas por JESUS
lembram a fragilidade da existência humana e a necessidade de não depositar
confiança absoluta na segurança terrena.
3. A imagem das dores de parto sugere
sofrimento associado à expectativa de um novo estágio, sem fornecer por si
mesma uma data para a consumação.
4. Romanos 8 ensina que a esperança cristã
inclui a criação, mostrando que o propósito de DEUS não se restringe à salvação
individual.
5. Diante de desastres, a Igreja deve
praticar misericórdia, socorrer os necessitados e consolar os que sofrem.
6. A prudência exegética impede que toda
tempestade, terremoto ou epidemia seja anunciada como prova conclusiva de um
evento escatológico específico.
7. A promessa de novos céus e nova terra
fortalece a esperança de uma ordem renovada na qual a justiça habitará
plenamente.
Termos gregos centrais
·
Ōdín
(ὠδίν) — Dor de
parto; imagem empregada para descrever as dores mencionadas em Mateus 24.8.
·
Ktísis
(κτίσις) —
Criação; pode designar a ordem criada ou as criaturas.
·
Phthorá
(φθορά) —
Corrupção, deterioração ou decadência.
·
Apokaradokía
(ἀποκαραδοκία) —
Expectativa intensa ou aguardante; termo empregado em Romanos 8.19.
Referências bíblicas comentadas
·
Mateus
24.6-8 — Guerras
e calamidades são descritas como princípio das dores, não como prova automática
do fim imediato.
·
Lucas
21.11 — JESUS
menciona grandes terremotos, fomes, pestes e acontecimentos assustadores.
·
Romanos
8.19-22 — A
criação geme e aguarda libertação da corrupção.
·
Salmo
46.1-3 — DEUS é
refúgio mesmo quando a terra parece abalada.
·
Naum
1.3-7 — O Senhor
exerce soberania sobre a natureza e protege os que confiam nEle.
·
2
Pedro 3.13 — DEUS
promete novos céus e nova terra onde habita a justiça.
·
Apocalipse
21.1-5 — A nova
criação está associada ao fim da morte, do luto e da dor.
Tabela de síntese — Subtópico 2.1
|
Elemento |
Resumo |
|
Sinais mencionados |
Guerras, fomes,
terremotos e calamidades. |
|
Contexto |
O princípio das
dores, conforme Mateus 24. |
|
Significado
teológico |
A criação sofre e
aguarda sua restauração. |
|
Cuidado
interpretativo |
Não atribuir
automaticamente cada desastre a uma profecia específica. |
|
Aplicação |
Socorrer os que
sofrem e perseverar na esperança. |
2.2. SINAIS NA MORAL HUMANA
A
Bíblia adverte que o afastamento de DEUS produz consequências profundas no
comportamento humano e nas estruturas da sociedade. Em Mateus 24.12, JESUS
ensina que a multiplicação da iniquidade provocaria o esfriamento do amor de
muitos, indicando que a prática persistente do mal pode endurecer o coração.
Paulo descreve, em 2 Timóteo 3.1-5, uma sociedade marcada por egoísmo, avareza,
orgulho, desobediência, crueldade e amor aos prazeres acima do amor a DEUS.
Romanos 1.21-25 apresenta o processo pelo qual a humanidade rejeita a glória do
Criador e passa a servir às criaturas, distorcendo a ordem moral. Isaías 5.20
condena a inversão dos valores, quando o mal é chamado de bem e o bem é tratado
como mal. Contudo, a denúncia bíblica do pecado não autoriza a Igreja a
desprezar pessoas, pois o Evangelho anuncia perdão, arrependimento e
transformação. A resposta cristã deve unir firmeza doutrinária e amor ao
próximo, proclamando a verdade sem comprometer a santidade e demonstrando, por
uma vida íntegra, o poder transformador da graça.
Comentários teológicos extras
1. O declínio moral não se limita a atos
isolados, pois envolve desejos, valores e padrões de pensamento que se afastam
da vontade divina.
2. O egoísmo transforma o próximo em
instrumento de interesse pessoal, contrariando o mandamento de amar a DEUS e ao
próximo.
3. O esfriamento do amor é uma consequência
espiritual grave, porque a iniquidade persistente pode enfraquecer a compaixão
e a responsabilidade moral.
4. A consciência humana necessita da
iluminação da Palavra, uma vez que as sociedades podem normalizar práticas
contrárias à justiça de DEUS.
5. A Igreja deve denunciar o pecado com
fidelidade bíblica, sem substituir o anúncio da graça por condenação
indiscriminada das pessoas.
6. O arrependimento envolve mudança de
mente, reconhecimento do pecado e disposição para viver segundo a vontade de DEUS.
7. O testemunho cristão torna-se
especialmente relevante quando combina verdade, santidade, misericórdia,
justiça e amor prático.
Termos gregos centrais
·
Anomía
(ἀνομία) —
Iniquidade ou transgressão da lei; descreve a rejeição da ordem moral de DEUS.
·
Agápē
(ἀγάπη) — Amor;
especialmente o amor que busca o bem do próximo segundo o caráter de DEUS.
·
Metánoia
(μετάνοια) —
Arrependimento ou mudança de mente e orientação.
·
Póthos
(πόθος) — Desejo
intenso; termo que ajuda a compreender, em sentido geral, a força dos desejos
humanos, embora não seja o vocábulo central de 2 Timóteo 3.
Referências bíblicas comentadas
·
Mateus
24.12 — A
multiplicação da iniquidade está associada ao esfriamento do amor.
·
2
Timóteo 3.1-5 —
Paulo descreve atitudes e comportamentos que revelam a degradação moral.
·
Romanos
1.21-25 — A
rejeição do Criador conduz à desordem espiritual e moral.
·
Isaías
5.20 — O profeta
denuncia a inversão dos valores éticos.
·
Efésios
4.17-24 — O
cristão deve abandonar a antiga maneira de viver e renovar a mente.
·
Gálatas
5.19-23 — As
obras da carne são contrastadas com o fruto do ESPÍRITO.
·
1
Coríntios 6.9-11
— Paulo afirma que pessoas podem ser transformadas pela obra de DEUS.
·
Efésios
4.15 — A verdade
deve ser comunicada em amor.
·
Miqueias
6.8 — DEUS
requer justiça, misericórdia e humildade diante dEle.
Tabela de síntese — Subtópico 2.2
|
Problema moral |
Consequência |
Resposta bíblica |
|
Egoísmo e orgulho |
Desprezo pelo
próximo |
Humildade e serviço. |
|
Iniquidade
persistente |
Endurecimento do
coração |
Arrependimento e
santificação. |
|
Inversão de valores |
Confusão moral |
Fidelidade à
Palavra. |
|
Esfriamento do amor |
Indiferença e
crueldade |
Amor prático e
comunhão. |
|
Desejos desordenados |
Escravidão moral |
Vida no ESPÍRITO. |
2.3. APOSTASIA E ENGANO ESPIRITUAL
O
Novo Testamento adverte que a comunidade religiosa pode ser atingida por falsos
ensinos, distorções doutrinárias e abandono consciente da verdade. JESUS
anunciou que falsos cristos e falsos profetas surgiriam para enganar muitos, e
advertiu que alguns sinais extraordinários poderiam ser utilizados para
conferir aparência de legitimidade ao engano. Em 2 Tessalonicenses 2.3, Paulo
menciona a apostasia no contexto dos acontecimentos associados ao Dia do
Senhor, enquanto 1 Timóteo 4.1 alerta para pessoas que se afastariam da fé ao
dar ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas falsas. Em 2 Timóteo 4.3,4, o
apóstolo descreve ouvintes que rejeitariam a sã doutrina e procurariam mestres
que confirmassem seus próprios desejos. A resposta bíblica não é a desconfiança
indiscriminada, mas o discernimento fundamentado nas Escrituras, na oração e na
comunhão cristã. Atos 17.11 elogia os bereanos por examinarem diariamente as
Escrituras, enquanto 1 João 4.1 ordena que os espíritos sejam provados. A
maturidade espiritual cresce quando o cristão conhece a Palavra, permanece em CRISTO
e avalia ensinos, experiências e manifestações à luz da revelação bíblica.
Comentários teológicos extras
1. A apostasia designa afastamento ou
abandono da fé, mas seu significado deve ser definido conforme o contexto
específico de cada passagem.
2. O engano espiritual pode surgir tanto
por negação explícita da verdade quanto por distorções sutis que preservam
linguagem religiosa.
3. A aparência de piedade não garante
fidelidade doutrinária, pois o conteúdo do ensino precisa ser examinado à luz
da Escritura.
4. A experiência religiosa não deve
substituir a revelação bíblica, mas ser avaliada por ela, inclusive quando
envolve sinais ou alegações extraordinárias.
5. A sã doutrina protege a Igreja de erros
que comprometem o conhecimento de CRISTO e a compreensão do Evangelho.
6. A oração, a comunhão, o ensino bíblico e
a maturidade cristã contribuem para a formação do discernimento espiritual.
7. A Igreja deve corrigir os que erram com
verdade e amor, perseverando na doutrina apostólica e evitando tanto a
credulidade quanto a suspeita sem fundamento.
Termos gregos centrais
·
Apostasía
(ἀποστασία) —
Afastamento, deserção ou abandono; em 2 Tessalonicenses 2.3, é traduzido como
apostasia.
·
Planáō
(πλανάω) —
Desviar, enganar ou conduzir ao erro.
·
Didaskalía
(διδασκαλία) —
Ensino ou doutrina.
·
Dokimázō
(δοκιμάζω) —
Examinar, provar ou verificar a autenticidade.
·
Hygiaínō
(ὑγιαίνω) —
Estar saudável; aplicado figurativamente à doutrina sadia ou sã.
Referências bíblicas comentadas
·
Mateus
24.4,5,11,24 — JESUS
adverte contra enganos e falsos profetas.
·
2
Tessalonicenses 2.3-12
— Paulo trata da apostasia e da atuação do iníquo no contexto escatológico.
·
1
Timóteo 4.1-5 —
O apóstolo alerta para doutrinas enganosas e orienta a comunidade a permanecer
na verdade.
·
2
Timóteo 4.3,4 —
Alguns rejeitarão a sã doutrina para seguir ensinamentos que satisfaçam seus
desejos.
·
Atos
17.11 — Os
bereanos examinam as Escrituras para avaliar a mensagem recebida.
·
1
João 4.1-3 — Os
cristãos devem provar os espíritos e examinar a confissão acerca de JESUS CRISTO.
·
Efésios
4.13-15 — A
maturidade protege a Igreja contra doutrinas instáveis e enganosas.
·
Colossenses
2.6-8 — Os
cristãos devem permanecer em CRISTO e evitar filosofias que os afastem da
verdade.
·
Atos
2.42 — A Igreja
persevera no ensino apostólico, na comunhão, no partir do pão e nas orações.
·
Hebreus
10.23-25 — A
comunidade deve conservar a esperança, estimular o amor e não abandonar a
congregação.
Tabela de síntese — Subtópico 2.3
|
Elemento |
Resumo |
|
Apostasia |
Afastamento da fé ou
abandono da verdade, conforme o contexto. |
|
Engano |
Falsos ensinos que
desviam da revelação bíblica. |
|
Defesa |
Conhecimento das
Escrituras, oração e comunhão. |
|
Discernimento |
Examinar doutrinas e
experiências à luz da Palavra. |
|
Termo-chave |
Dokimázō — examinar
e provar. |
3. OS ASPECTOS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA
A
Manifestação Gloriosa de CRISTO é apresentada nas Escrituras como a revelação
pública de Sua autoridade, a derrota dos poderes que se opõem a DEUS e a
execução de Seus justos propósitos. Apocalipse 19 descreve o Senhor como Fiel e
Verdadeiro, que julga e peleja com justiça, enquanto 2 Tessalonicenses 2.8
anuncia a derrota do iníquo pela manifestação da vinda de CRISTO. Somos
pré-milenistas - esses acontecimentos culminam na vitória do Messias e no
estabelecimento de Seu Reino Milenial, descrito em Apocalipse 20.1-6. As
profecias também relacionam a manifestação do Senhor ao juízo das nações e ao
cumprimento das promessas divinas concernentes a Israel. A a mensagem central
permanece: CRISTO triunfará, a justiça divina será manifestada e nenhum poder
poderá impedir o cumprimento da vontade de DEUS. Essa esperança deve produzir
fidelidade presente, reverência diante do Senhor e confiança em Sua vitória
definitiva.
Comentários teológicos extras
1. A manifestação de CRISTO em glória
revela publicamente a identidade e a autoridade daquele que foi rejeitado e
crucificado.
2. A figura do Rei vitorioso em Apocalipse
19 destaca que o juízo de CRISTO é justo, não arbitrário, e está de acordo com
a verdade divina.
3. A derrota do iníquo demonstra que o mal
possui limites e não pode frustrar indefinidamente os propósitos de DEUS.
4. O Reino de CRISTO expressa a soberania
divina e a esperança de uma ordem caracterizada por justiça e retidão.
5. Apocalipse 20 descreve um período de mil
anos relacionado ao reinado de CRISTO (Milênio).
6. As promessas relativas a Israel devem
ser examinadas considerando Romanos 9–11, as profecias do Antigo Testamento e a
unidade do plano redentor (o remanescente será salvo).
7. A expectativa da glória futura chama os
cristãos a perseverarem na verdade e a viverem de modo digno do Senhor que
aguardam.
Termos gregos centrais
·
Basileía
(βασιλεία) —
Reino, reinado ou governo.
·
Dikaiosýnē
(δικαιοσύνη) —
Justiça ou retidão.
·
Níkē
(νίκη) —
Vitória.
·
Kýrios
(κύριος) —
Senhor; título que expressa autoridade e soberania.
·
Basileùs
basiléōn (βασιλεὺς βασιλέων)
— Rei dos reis, título de supremacia régia atribuído a CRISTO.
Referências bíblicas comentadas
·
Mateus
24.29-31 — O
Filho do Homem será manifestado em poder e grande glória.
·
Mateus
25.31-46 — O
Filho do Homem aparece como Rei e Juiz das nações.
·
2
Tessalonicenses 2.8
— CRISTO destruirá o iníquo pela manifestação de Sua vinda.
·
Apocalipse
1.7 — A vinda do
Senhor será acompanhada de reconhecimento público.
·
Apocalipse
19.11-16 — CRISTO
aparece como Rei vitorioso, Fiel e Verdadeiro.
·
Apocalipse
19.19-21 — As
forças que se opõem ao Senhor são derrotadas.
·
Apocalipse
20.1-6 — João
descreve o aprisionamento de Satanás e o reinado de mil anos.
·
Isaías
11.1-9 — O
governo do descendente de Jessé é associado à justiça e à paz.
·
Romanos
11.25-29 — Paulo
trata do mistério relacionado a Israel e reafirma a fidelidade de DEUS às Suas
promessas.
Tabela de síntese — Tópico 3
|
Aspecto |
Resumo |
|
Manifestação |
CRISTO será revelado
em glória e autoridade. |
|
Juízo |
O Senhor confrontará
e vencerá as forças do mal. |
|
Reino |
A instauração gloriosa
do Reino Milenial. |
|
Israel |
As promessas
bíblicas devem ser estudadas no contexto de Romanos 9–11 e dos profetas (o
remanescente será salvo). |
|
Esperança |
A vitória de CRISTO
e a manifestação da justiça divina. |
3.1. O PROPÓSITO DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA
A
Manifestação Gloriosa possui dimensões de juízo, vitória, revelação e
cumprimento profético.
Ap
1.7 anuncia que CRISTO vem com as nuvens e que todo olho O verá, destacando o
caráter público de Sua manifestação.
Zc
14.4 descreve o Monte das Oliveiras no contexto do Dia do Senhor
2Ts
2.8 afirma que o Senhor destruirá o iníquo pela manifestação de Sua vinda.
Ap
19.19-21 retrata a derrota das forças reunidas contra CRISTO - vitória divina
sobre a rebelião.
Mt
25.31-46 descreve o Filho do Homem assentado em Seu trono glorioso para julgar
as nações.
Ap
20.1-6 apresenta o aprisionamento de Satanás e o reinado milenar associado à
vitória de CRISTO.
Esses
textos, considerados em conjunto, revelam que a manifestação do Senhor não é
apenas um espetáculo de poder, mas o cumprimento da justiça divina, a derrota
da oposição a DEUS e a revelação de Seu governo.
Comentários teológicos extras
1. O caráter público da manifestação mostra
que o senhorio de CRISTO será revelado de maneira incontestável, e não
permanecerá restrito à confissão dos fiéis.
2. O juízo divino manifesta a santidade de
DEUS e demonstra que a injustiça não permanecerá sem resposta.
3. A derrota do Anticristo representa a
intervenção decisiva de CRISTO contra a oposição organizada contra Israel.
4. O julgamento das nações destaca a
responsabilidade humana diante de DEUS e a seriedade das escolhas morais e
espirituais.
5. A prisão de Satanás em Apocalipse 20 é
compreendida como parte da sequência que antecede o Reino Milenial.
6. A esperança do Reino deve ser
relacionada à justiça e à paz, sem transformar as profecias em justificativa
para violência ou triunfalismo humano.
7. O propósito final da manifestação é
exaltar a soberania de DEUS, revelar a justiça de CRISTO e conduzir a história
ao cumprimento de Sua vontade.
Termos gregos centrais
·
Krísis
(κρίσις) — Juízo
ou julgamento.
·
Krínō
(κρίνω) —
Julgar, avaliar ou emitir sentença.
·
Parousía
(παρουσία) —
Vinda ou presença.
·
Exousía
(ἐξουσία) —
Autoridade ou direito de exercer poder.
·
Thronos
(θρόνος) —
Trono; símbolo de governo e autoridade régia.
Referências bíblicas comentadas
·
Zacarias
14.3-9 — O
profeta descreve a intervenção do Senhor e Seu governo sobre toda a terra.
·
Mateus
25.31-46 — CRISTO
aparece como Rei e Juiz, separando os povos segundo o quadro apresentado no
texto.
·
2
Tessalonicenses 2.8
— O iníquo é vencido pela manifestação de CRISTO.
·
Apocalipse
1.7 — A
manifestação do Senhor será pública.
·
Apocalipse
19.19-21 — As
forças reunidas contra CRISTO são derrotadas.
·
Apocalipse
20.1-6 — João
descreve o aprisionamento de Satanás e o reinado de mil anos.
·
Salmo
96.10-13 — O
Senhor vem julgar o mundo com justiça e fidelidade.
·
Atos
17.30,31 — DEUS
estabeleceu um dia de juízo por meio do Homem que designou, confirmando-o pela
ressurreição.
Tabela de síntese — Subtópico 3.1
|
Propósito |
Significado |
|
Revelação pública |
O senhorio de CRISTO
será manifestado. |
|
Juízo |
DEUS demonstrará Sua
justiça. |
|
Vitória |
A oposição ao
governo divino será derrotada. |
|
Reino |
CRISTO reinará
durante o milênio. |
|
Termo-chave |
Exousía —
autoridade. |
3.2. A VINDA DE JESUS EM GLÓRIA
A
primeira vinda de JESUS ocorreu no contexto da encarnação, quando o Filho de DEUS
assumiu a condição humana e cumpriu Sua missão redentora em humildade e
obediência. Filipenses 2.5-11 apresenta o movimento da humilhação de CRISTO até
Sua exaltação, declarando que todo joelho se dobrará diante dEle e toda língua
confessará Seu senhorio. Esperamos o arrebatamento da Igreja e depois Sua
futura manifestação em glória. Apocalipse 19.11-16 apresenta JESUS como Fiel e
Verdadeiro, Rei dos reis e Senhor dos senhores, ressaltando Sua autoridade para
julgar e vencer o mal. A diferença entre a primeira vinda e a manifestação
gloriosa não significa que JESUS possua naturezas ou identidades diferentes,
mas que as etapas de Sua missão apresentam aspectos distintos de Sua obra. Na
primeira vinda, Ele realizou a redenção por meio de Sua morte e ressurreição;
na manifestação futura, revelará publicamente Sua vitória e Seu governo. A
Igreja acompanha CRISTO em Sua manifestação, conforme a imagem dos exércitos
celestiais em Apocalipse 19.14. Dessa forma, a glória futura do Senhor confirma
a eficácia da obra redentora e a fidelidade de DEUS às promessas anunciadas em
Sua Palavra.
Comentários teológicos extras
1. A encarnação demonstra que o Filho de DEUS
entrou verdadeiramente na história humana para cumprir o propósito redentor do
Pai.
2. A humildade de CRISTO não foi sinal de
fraqueza, mas expressão de Sua obediência e de Sua missão salvadora.
3. A exaltação descrita em Filipenses 2
confirma que o Crucificado é o Senhor diante de quem toda a criação prestará
reconhecimento.
4. A manifestação gloriosa revela a
autoridade daquele que venceu o pecado e a morte, mostrando que a cruz não
terminou em derrota.
5. O juízo de CRISTO está associado à
verdade e à justiça, distinguindo Sua autoridade de qualquer forma de poder
humano arbitrário.
6. A participação da Igreja no séquito
celestial é determinada nas leituras de Apocalipse 19.14 e de outros textos
sobre os santos com CRISTO.
7. A esperança da glória deve produzir
adoração, fidelidade e perseverança, pois os cristãos aguardam o Senhor que os
amou e se entregou por eles.
Termos gregos centrais
·
Dóxa
(δόξα) — Glória,
honra ou esplendor.
·
Tapeínōsis
(ταπείνωσις) —
Humilhação ou rebaixamento.
·
Hypsoō
(ὑψόω) — Exaltar
ou elevar.
·
Sōtḗr
(σωτήρ) —
Salvador.
·
Kýrios
(κύριος) —
Senhor; título de autoridade e soberania.
Referências bíblicas comentadas
·
Filipenses
2.5-11 — CRISTO
se humilhou e foi exaltado pelo Pai.
·
Isaías
52.13–53.12 — O
Servo do Senhor sofre, leva as iniquidades e é posteriormente exaltado.
·
João
1.14 — O Verbo
se fez carne e manifestou Sua glória.
·
Hebreus
1.1-4 — O Filho
é o resplendor da glória de DEUS e a expressão exata de Seu ser.
·
Apocalipse
19.11-16 — CRISTO
aparece como Rei dos reis e Senhor dos senhores.
·
Tito
2.13 — A Igreja
aguarda a manifestação da glória de JESUS CRISTO.
·
Colossenses
3.4 — Quando CRISTO
se manifestar, os que pertencem a Ele também serão manifestados em glória.
·
1
Pedro 4.13 — Os
cristãos são chamados a perseverar na esperança da glória futura de CRISTO.
Tabela de síntese — Subtópico 3.2
|
Aspecto |
Primeira Vinda |
Manifestação
Gloriosa |
|
Ênfase |
Encarnação e missão
redentora |
Revelação pública da
glória e do governo |
|
Obra destacada |
Morte e ressurreição |
Vitória sobre as
forças do mal e juízo |
|
Revelação |
O Messias em
humildade |
O Rei manifestado em
glória |
|
Resposta cristã |
Fé na obra redentora |
Esperança,
fidelidade e perseverança |
|
Termo-chave |
Dóxa — glória. |
3.3. ISRAEL E A MANIFESTAÇÃO GLORIOSA
As
profecias bíblicas atribuem importância à história de Israel no desenvolvimento
do plano divino, e Romanos 9–11 oferece uma exposição fundamental sobre a
eleição, a incredulidade, a misericórdia e a fidelidade de DEUS. Em Romanos
11.25-29, Paulo trata do mistério relacionado a Israel e afirma que os dons e a
vocação de DEUS são irrevogáveis. Zacarias 12.10 descreve um movimento de
arrependimento e lamento, associado àquele que foi traspassado, enquanto
Zacarias 14 apresenta o Dia do Senhor em linguagem de intervenção e vitória.
Ezequiel 37.1-14 utiliza a visão dos ossos secos para comunicar a restauração
de Israel no contexto da profecia, apresentando a ação vivificadora de DEUS. Na
leitura pré-milenista dispensacionalista, essas passagens são relacionadas a um
cumprimento futuro das promessas concernentes à nação de Israel e à
manifestação do Messias. Outros intérpretes cristãos compreendem algumas dessas
promessas à luz de CRISTO e da incorporação dos gentios ao povo de DEUS, por
isso é necessário reconhecer a existência de diferentes posições teológicas. Em
qualquer leitura responsável, a passagem de Romanos 11 impede que a Igreja
trate com desprezo as raízes judaicas da fé cristã e convida todos a
reconhecerem a misericórdia divina. A fidelidade de DEUS às Suas promessas deve
estimular humildade, gratidão e esperança, jamais arrogância étnica ou
hostilidade contra qualquer povo.
Comentários teológicos extras
1. A história de Israel ocupa lugar
significativo na narrativa bíblica, desde as alianças do Antigo Testamento até
a reflexão apostólica sobre a salvação.
2. Romanos 11 adverte os cristãos gentios
contra a arrogância, lembrando que foram alcançados pela misericórdia de DEUS.
3. A expressão “todo o Israel será salvo”,
em Romanos 11.26, recebe diferentes interpretações cristãs e deve ser estudada
no argumento completo de Paulo.
4. A visão dos ossos secos, em Ezequiel 37,
comunica restauração nacional e espiritual no contexto profético, mas sua
aplicação escatológica detalhada é objeto de debate.
5. Zacarias 12 relaciona o reconhecimento
daquele que foi traspassado a um movimento de lamentação e arrependimento.
6. A leitura pré-milenista entende que as
promessas concernentes a Israel incluem um cumprimento futuro particular,
enquanto outras tradições destacam seu cumprimento em CRISTO e no povo de DEUS.
7. A fidelidade divina deve levar a Igreja
a rejeitar o antissemitismo, honrar a história bíblica de Israel e proclamar
que a salvação está em JESUS CRISTO.
Termos hebraicos e gregos centrais
·
Berít
(בְּרִית) —
Aliança; termo hebraico para um compromisso estabelecido no âmbito da relação
de DEUS com Seu povo.
·
Yisra'el
(יִשְׂרָאֵל) —
Israel; nome associado ao patriarca Jacó e à nação que dele descende.
·
Éleos
(ἔλεος) —
Misericórdia; compaixão divina demonstrada aos necessitados.
·
Klēsis
(κλῆσις) —
Chamado ou vocação; termo importante em Romanos 11.29.
·
Pōrōsis
(πώρωσις) —
Dureza ou insensibilidade; usado em Romanos 11.25 para descrever parcialmente o
endurecimento de Israel no argumento de Paulo.
Referências bíblicas comentadas
·
Gênesis
12.1-3 — DEUS
promete abençoar Abraão e fazer dele um instrumento de bênção para as famílias
da terra.
·
Gênesis
17.7,8 — A
aliança com Abraão inclui promessas relacionadas à sua descendência e à terra.
·
Deuteronômio
7.6-9 — A
eleição de Israel é relacionada ao amor e à fidelidade de DEUS.
·
Ezequiel
36.24-28 — DEUS
promete restauração, purificação e renovação espiritual ao Seu povo.
·
Ezequiel
37.1-14 — A
visão dos ossos secos comunica a restauração prometida no contexto profético.
·
Zacarias
12.10 — O texto
anuncia arrependimento e lamentação relacionados àquele que foi traspassado.
·
Zacarias
14.1-9 — O
profeta descreve a intervenção do Senhor e Seu governo universal.
·
Romanos
9.1-5 — Paulo
reconhece os privilégios históricos de Israel na narrativa das alianças.
·
Romanos
11.11-29 — O
apóstolo adverte contra a arrogância gentílica e reafirma a fidelidade divina.
·
Efésios
2.11-22 — Judeus
e gentios são reconciliados com DEUS por meio de CRISTO e constituídos em um só
povo reconciliado.
·
Gálatas
3.26-29 — Os que
pertencem a CRISTO são herdeiros segundo a promessa feita a Abraão.
·
Apocalipse
7.4-9 — A visão
apresenta os selados de Israel e uma grande multidão de todas as nações.
Tabela de síntese — Subtópico 3.3
|
Elemento |
Resumo |
|
Alianças |
As promessas a
Abraão e a Israel integram a história bíblica da redenção. |
|
Profecias |
Zacarias e Ezequiel
descrevem intervenção, arrependimento e restauração. |
|
Romanos 11 |
Paulo ensina sobre o
mistério de Israel e a fidelidade de DEUS. |
|
Interpretação |
O cumprimento futuro
particular das promessas a Israel. O remanescente será salvo (Is 1.9; Sf
3.13; Rm 9.27. |
|
Aplicação |
Humildade, gratidão,
rejeição do antissemitismo e fidelidade ao Evangelho. |
CONCLUSÃO — VIVER PREPARADOS PARA A GLÓRIA FUTURA
A
esperança da volta de JESUS CRISTO oferece à Igreja uma perspectiva segura para
compreender a história e enfrentar as dificuldades do presente. As Escrituras
anunciam que o Senhor cumprirá Suas promessas, ressuscitará os mortos em CRISTO,
transformará os salvos e manifestará Sua soberania de maneira plena. Na
interpretação escatológica desenvolvida neste estudo, o Arrebatamento reúne a
Igreja ao Senhor, enquanto a Manifestação Gloriosa destaca Sua vitória pública,
o juízo contra o mal e o estabelecimento de Seu governo. Os sinais descritos
por JESUS não devem alimentar medo, sensacionalismo ou tentativas de marcar
datas, mas fortalecer o discernimento e a fidelidade cristã. As advertências
contra a corrupção moral e o engano espiritual chamam a Igreja a permanecer na
verdade, cultivando santidade, amor e comunhão. As profecias relacionadas a
Israel também recordam que DEUS permanece fiel e que Sua misericórdia deve
conduzir o Seu povo à humildade. Portanto, aguardar a volta de CRISTO significa
viver com os olhos voltados para a eternidade e os pés firmes na missão
presente, proclamando o Evangelho, servindo ao próximo e perseverando até o
fim. A última palavra da história não pertencerá à morte, ao pecado ou aos
poderes humanos, mas ao Senhor JESUS, Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Comentários teológicos extras
1. A esperança escatológica sustenta a fé
porque está fundamentada no caráter fiel de DEUS e na promessa do CRISTO
ressuscitado.
2. A ressurreição futura demonstra que a
morte não possui domínio definitivo sobre aqueles que pertencem ao Senhor.
3. A certeza do juízo divino assegura que a
injustiça não será ignorada e que a verdade prevalecerá.
4. A expectativa da manifestação gloriosa
deve produzir santidade, pois a esperança futura transforma a maneira de viver
no presente.
5. O discernimento diante dos sinais
protege a Igreja tanto do engano quanto da indiferença espiritual.
6. A missão cristã continua urgente, porque
a esperança da volta do Senhor não cancela o chamado de fazer discípulos e
testemunhar o Evangelho.
7. A oração “Vem, Senhor JESUS” expressa
confiança, amor e perseverança, enquanto a Igreja aguarda o cumprimento da
promessa divina.
Termos gregos centrais
·
Elpís
(ἐλπίς) —
Esperança fundamentada na promessa de DEUS.
·
Pístis
(πίστις) — Fé e
fidelidade.
·
Hypomonē
(ὑπομονή) —
Perseverança diante das dificuldades.
·
Hagiasmós
(ἁγιασμός) —
Santificação e consagração.
·
Marán
athá (μαρὰν ἀθά)
— Expressão aramaica preservada em 1 Coríntios 16.22, geralmente entendida como
“Nosso Senhor vem” ou “Vem, Senhor nosso”, conforme a segmentação e a
interpretação da expressão.
Referências bíblicas finais
·
João
14.1-3 — CRISTO
voltará para receber os Seus.
·
1
Tessalonicenses 4.16-18
— A ressurreição e o encontro com o Senhor oferecem consolo.
·
1
Coríntios 15.51-57
— A transformação dos salvos culminará na vitória sobre a morte.
·
Tito
2.11-14 — A
bendita esperança orienta uma vida de santidade e boas obras.
·
2
Pedro 3.11-14 —
A expectativa do Dia do Senhor exige diligência e vida piedosa.
·
1
João 3.2,3 — A
esperança de ver CRISTO estimula a purificação.
·
Apocalipse
19.11-16 — JESUS
é apresentado como Rei dos reis e Senhor dos senhores.
·
Apocalipse
21.1-5 — DEUS
promete uma nova criação sem morte, luto, clamor ou dor.
·
Apocalipse
22.12,20 — CRISTO
afirma que vem sem demora, e a Igreja clama por Sua vinda.
Tabela de síntese — Conclusão
|
Verdade bíblica |
Aplicação prática |
|
CRISTO voltará |
Conservar a
esperança e a confiança. |
|
Os mortos serão
ressuscitados |
Enfrentar o luto com
consolo cristão. |
|
O mal será julgado |
Praticar justiça e
perseverar na verdade. |
|
Os sinais exigem
discernimento |
Rejeitar
especulações e permanecer vigilante. |
|
A esperança exige
santidade |
Viver em obediência
e amor. |
|
A missão continua |
Evangelizar,
discipular e servir. |
|
O Senhor cumprirá
Suas promessas |
Permanecer firme até
o fim. |
QUADRO GERAL DE TERMOS TEOLÓGICOS
|
Termo |
Idioma |
Significado |
Aplicação escatológica |
|
Parousía |
Grego |
Vinda, chegada ou presença |
Esperança da vinda de CRISTO. |
|
Apokálypsis |
Grego |
Revelação ou desvelamento |
Manifestação da glória do Senhor. |
|
Epipháneia |
Grego |
Aparição ou manifestação |
Aparecimento glorioso de CRISTO. |
|
Harpázō |
Grego |
Arrebatar |
Reunião dos crentes com o Senhor. |
|
Anástasis |
Grego |
Ressurreição |
Vitória sobre a morte. |
|
Áphthartos |
Grego |
Incorruptível |
Condição futura dos salvos. |
|
Basileía |
Grego |
Reino ou reinado |
Governo de DEUS e de CRISTO. |
|
Dikaiosýnē |
Grego |
Justiça ou retidão |
Juízo justo e governo messiânico. |
|
Apostasía |
Grego |
Afastamento ou abandono |
Advertência contra o abandono da fé. |
|
Diákrisis |
Grego |
Discernimento |
Avaliação de ensinos e manifestações. |
|
Hypomonē |
Grego |
Perseverança |
Firmeza enquanto se aguarda o Senhor. |
|
Hagiasmós |
Grego |
Santificação |
Preparação espiritual para a vinda de CRISTO. |
|
Mashíach |
Hebraico |
Ungido |
Expectativa messiânica do Antigo Testamento. |
|
Berít |
Hebraico |
Aliança |
Promessas de DEUS no desenvolvimento da redenção. |
|
Yôm YHWH |
Hebraico |
Dia do Senhor |
Intervenção divina, juízo e salvação. |
QUADRO FINAL — PANORAMA DAS PRINCIPAIS REFERÊNCIAS
|
Tema |
Referências |
Mensagem central |
|
Promessa da volta |
Jo 14.1-3; At 1.9-11 |
JESUS voltará para
receber os Seus. |
|
Arrebatamento |
1 Ts 4.13-18; 1 Co
15.51-54 |
Ressurreição,
transformação e encontro com CRISTO. |
|
Profecias do AT |
Dn 7.13,14; Zc
14.4,9; Is 61.1,2 |
O Messias salvará,
julgará e reinará. |
|
Profecias do NT |
Hb 9.28; Tg 5.7,8; 2
Pe 3.13,14 |
A esperança futura
exige perseverança e santidade. |
|
Sinais na natureza |
Mt 24.6-8; Rm
8.19-22 |
A criação sofre e
aguarda restauração. |
|
Declínio moral |
Mt 24.12; 2 Tm 3.1-5 |
A iniquidade ameaça
o amor e a integridade. |
|
Apostasia |
2 Ts 2.3; 1 Tm 4.1;
2 Tm 4.3,4 |
A Igreja deve
discernir e permanecer na verdade. |
|
Vitória de CRISTO |
2 Ts 2.8; Ap
19.11-21 |
O Senhor vencerá as
forças do mal. |
|
Reino Milenial |
Ap 20.1-6 |
A interpretação
pré-milenista espera um reinado de mil anos. |
|
Israel e as
promessas |
Zc 12.10; Ez
37.1-14; Rm 11.25-29 |
A fidelidade de DEUS
deve ser compreendida à luz das alianças e da misericórdia. |
|
Nova criação |
2 Pe 3.13; Ap 21.1-5 |
DEUS fará novas
todas as coisas. |
|
Vigilância cristã |
Mt 24.42-44; Tt
2.11-13 |
A esperança da volta
de CRISTO deve transformar a vida presente. |
PALAVRA FINAL PARA A CLASSE
A Igreja não foi chamada a descobrir uma data secreta, mas
a permanecer fiel ao Senhor que prometeu voltar. A doutrina da volta de CRISTO deve
transformar a maneira como cremos, pensamos, servimos e esperamos. Quanto mais
compreendemos a esperança bíblica, maior deve ser nosso compromisso com a
santidade, a verdade, o amor fraternal e a evangelização. O futuro pertence ao
Senhor, e o dever da Igreja é permanecer preparada, proclamando com fidelidade
a mensagem do Evangelho: JESUS CRISTO morreu, ressuscitou, reina e voltará.
Sugestão para ministrar a lição
Para
uma aula de Escola Bíblica Dominical, recomendo utilizar as tabelas como
revisão ao final de cada seção e selecionar algumas das referências comentadas
para leitura em voz alta. Isso ajuda a turma a compreender não apenas o que a
Bíblia ensina sobre a volta de CRISTO, mas também como essa esperança deve
influenciar a vida cristã.
Versículo-chave
sugerido: Tito 2.13 — a Igreja aguarda a bendita esperança e a manifestação da
glória de JESUS CRISTO.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Terça - Jo 14.2,3 JESUS foi preparar-nos um lugar no céu, mas Ele prometeu voltar
Quarta - Mq 2.10 A corrupção "destrói grandemente" a humanidade
Sábado - Ap 16.16 Muitos não creem, todavia o mundo verá a batalha do Armagedom
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 24.29, 30; Apocalipse 19.19, 20; 20.1,2,3.
Ap 19.19 - E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exército. 20 - E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre.
Ap 20.1 - E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. 2 - Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. 3 - E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.
Explicar que JESUS voltará para dar a devida recompensa aos ímpios;
Compreender como será o Milênio.
Na lição de hoje veremos que depois do período da Grande Tribulação, JESUS voltará para implantar seu Reino Milenial. Neste período, Satanás ficará preso por mil anos no abismo. A terra, neste período, estará livre de toda e qualquer ação demoníaca. Você consegue imaginar a paz que este mundo vai desfrutar? Depois deste período de reclusão, Satanás será solto por um pouco de tempo, antes de receber o castigo eterno no lago de fogo. O Inimigo tem um propósito neste mundo - matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Ele vem cumprindo seus desígnios, porém JESUS CRISTO veio ao mundo para destruir as obras do Diabo e nos dar a vida eterna. Não precisamos temer Satanás, pois seus dias estão contados e logo suas ações vão se findar.
Depois do período da Grande Tribulação JESUS voltará para implantar seu Reino Milenial.
1. JESUS voltará com poder e glória.
2. O cortejo que acompanhará o Rei.
1. A recompensa dos ímpios.
2. A batalha do Armagedom.
3. O Anticristo se voltará contra JESUS (Ap 19.19).
4. O fim da batalha do Armagedom.
5. O julgamento divino.
6. A separação dos "bodes" das "ovelhas" (Mt 25.31-33).
1. Satanás é preso por mil anos.
2. Quem estará no Milênio com CRISTO?
SÍNTESE DO TÓPICO II - O Senhor JESUS virá e dará a devida recompensa àqueles que não se arrependerem dos seus pecados. Quanto a Israel, Ele irá livrá-los do extermínio.
Professor, enfatize logo no primeiro tópico da lição que o principal enfoque do "Milênio não é Satanás, mas o Salvador, o Senhor JESUS CRISTO. Será o momento de sua manifestação, a hora da sua revelação. CRISTO, em toda a sua glória, instituirá seu reino de justiça e paz. Durante o Milênio, a glória manifesta de CRISTO resplandecerá em sua plenitude.
Salmos 2.6-9 mostra o plano de DEUS para CRISTO, seu Filho, reinar sobre a terra, apesar do ódio das nações e da rebelião contra DEUS. Seu propósito soberano será levado a cabo. Daniel 7.13,14 também fala sobre este evento" (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.317).
"Enfrentamento bélico-espiritual que se dará entre as nações de CRISTO e as do mal na derradeira etapa da Septuagésima Semana de Daniel (Ap 16.14-16). A batalha terá como palco as montanhas de Megido, localizadas a 24 quilômetros de Nazaré. No vale de Megido, foram travadas as memoráveis batalhas de Israel. Aqui, Baraque obteve grande vitória sobre os cananeus, e Gideão, sobre os midianitas (Jz 4,5 e 7). Também em Megido morreram dois reis hebreus: Saul e Josias (1 Sm 31.8; 2 Cr 35.22)." Leia mais em Dicionário de Profecia Bíblica, CPAD, p. 31.
No segundo subtópico, o assunto a ser estudado é a Batalha do Armagedom. Inicie fazendo a seguinte indagação: "O que é o Armagedom?" Ouça os alunos com atenção. Explique aos alunos o significado utilizando o texto abaixo.
"O termo 'Armagedom' vem da língua hebraica. Har é a palavra para 'montanha' ou 'colina'. Mageddon provavelmente diz respeito às ruínas da antiga cidade de Megido, que fica acima do Vale de Esdrelom no norte de Israel, onde os exércitos do mundo se reunirão.
De acordo com a Bíblia, grandes exércitos do oriente e do ocidente se reunirão nesta planície. O Anticristo derrotará os exércitos do sul, pelo fato de estes ameaçarem o seu poder, e destruirá uma Babilônia reconstruída a leste - antes de finalmente voltar as suas forças para Jerusalém a fim de dominá-la e destruí-la. Quando ele e seus exércitos marcharem contra Jerusalém, DEUS entrará em ação e JESUS CRISTO voltará para resgatar o seu povo, Israel. O Senhor, com seu exército angelical, destruirá os exércitos, capturará o Anticristo e o Falso Profeta e lança-los-á no lago de fogo (Ap 19.11-21).
Quando o Senhor voltar, o poder e domínio do Anticristo terão fim. Charles Dyer afirma: 'Daniel, Joel e Zacarias identificam Jerusalém como o local onde ocorrerá a batalha final entre CRISTO e o Anticristo. Os três predizem que DEUS interferirá na história do seu povo e destruirá o exército do Anticristo em Jerusalém. Zacarias profetiza que a batalha terá um fim quando o Messias voltar à terra e seus pés tocarem o Monte das Oliveiras. Esta batalha será concluída com a segunda vinda de JESUS'.
A campanha do Armagedom - na verdade, em Jerusalém - será um dos acontecimentos mais desapontadores da história. Com exércitos tão gigantescos reunidos em ambos os lados, seria de se esperar um confronto épico entre o bem e o mal. Não importa, todavia, quão poderoso alguém é na terra. Ninguém é páreo para o poder de DEUS" (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, pp.74,75).
"O aprisionamento de Satanás evidencia que o reino milenial de CRISTO ainda é um evento futuro (Ap 20.2). Apocalipse 20.1-3 mostra que DEUS impedirá Satanás de enganar as nações. Esta passagem ensina que Satanás não será apenas limitado, mas que ficará totalmente inativo durante o Milênio. Isto é completamente diferente do que vemos atualmente. A respeito de sua atividade, o apóstolo Pedro diz: 'Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar' (1 Pe 5.8).
Embora Satanás não esteja preso nesta era, ele está sob o controle soberano de DEUS, o que se pode ver claramente nas conversas entre Satanás e DEUS a respeito de Jó (Jó 1.6-22). A prisão de Satanás durante o Milênio efetivamente possui um propósito divino: DEUS manifestará sua justiça perfeita e dará ao homem circunstâncias ideais para viver e adorar o Messias" (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.317).
Com quem JESUS voltará depois das Bodas do Cordeiro?
Após as Bodas do Cordeiro, JESUS voltará com os santos, como prometeu aos seus discípulos (Jo 14.2,3).
Qual será a recompensa dos ímpios?
O castigo eterno.
Quanto tempo durará a Batalha do Armagedom?
A batalha durará só um dia.
Para onde irão os que foram derrotados na Batalha do Armagedom?
JESUS lançará o Anticristo e o Falso Profeta "no ardente lado de fogo e de enxofre" (Ap 19.20; Mt 25.41).
Quem estará no Milênio com CRISTO?
Todos os salvos em JESUS CRISTO.
|
APOCALIPSE – ESCATOLOGIA – EVENTOS FINAIS |
|||
|
ARREBATAMENTO (ANTES DA GRANDE TRIBULAÇÃO) |
ESPÍRITO SANTO RETIRADO COM A NOIVA (DESTINO – NOVA
JERUSALÉM) |
TRIBUNAL DE CRISTO |
BODAS DO CORDEIRO |
|
SATANÁS ASSUME GOVERNO DA TERRA |
7 ANOS DE GOVERNO DE SATANÁS – ANTICRISTO (BESTA DO MAR),
FALSO PROFETA (BESTA DA TERRA) E DRAGÃO (3,5 ANOS PAZ FALSA E 3,5 ANOS DE
GUERRAS E JUÍZOS DE DEUS) |
3,5 ANOS DE ENGANO – ANTICRISTO E FALSO PROFETA
(CONSTRUÇÃO DO TEMPLO, PRIMEIRA GUERRA DE MAGOGUE CONTRA ISRAEL) – 144 MIL |
ANTICRISTO DESCOBERTO 3,5 ANOS DE GUERRAS E JUÍZOS DE DEUS
SOBRE ISRAEL. MARCA DA BESTA. DUAS TESTEMUNHAS - |
|
VINDA DE JESUS EM GLÓRIA - DERROTA DE SATANÁS E SEUS
EXÉRCITOS - |
ANTICRISTO E FALSO PROFETA LANÇADOS NO LAGO DE FOGO -
SATANÁS PRESO POR MIL ANOS |
JUÍZO DE BODES E OVELHAS. |
BODES FICAM PARA MILÊNIO. BODES MORTOS E VÃO PARA O
INFERNO. |
|
MILÊNIO (IGREJA NO CÉU, NA NOVA JERUSALÉM, SUA CASA) |
JESUS GOVERNA SOBRE ISRAEL E DEMAIS NAÇÕES |
RESTAURAÇÃO DA TERRA E TRILHÕES DE PESSOAS NA TERRA (PAZ,
PROSPERIDADE, LONGEVIDADE, MULTIPLICAÇÃO) |
SATANÁS SOLTO – GUERRA CONTRA CRISTO – MAGOGUE - VENCIDO
SATANÁS LANÇADO NO LAGO DE FOGO E ENXOFRE – APOIADORES DE SATANÁS - INFERNO |
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ARREBATAMENTO DE TODOS – RESSURREIÇÃO FINAL (UNS PARA VIDA
ETERNA E OUTROS PARA PERDIÇÃO ETERNA) |
VIVOS DO MILÊNIO E MORTOS EM TODAS AS ÉPOCAS (INFERNO E
MORTE) |
TRONO BRANCO (SALVOS E PERDIDOS) – JUÍZO FINAL SÓ PARA
ÍMPIOS DE TODAS AS ÉPOCAS |
SALVOS PARA NOVA TERRA E NOVOS CÉUS COM IGREJA NA NOVA
JERUSALÉM E DEUS MORANDO LÁ (ETERNIDADE COM DEUS). |
Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse JESUS, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir. Atos 1:9-11
Os judeus. Em nossa cultura não há isso, mas na cultura judaica o que o pai fez o filho fez. Como todos são descendentes de um mesmo pai, Abraão, são uma família só.
Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram. João 6:49
Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Mateus 23:32
Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao ESPÍRITO SANTO; assim vós sois como vossos pais. Atos 7:51
Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre. Lucas 1:55
Respondeu-lhe JESUS: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim?
Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
Respondeu JESUS: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.
Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? JESUS respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
João 18:33-37
3 Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como quando peleja no dia da batalha.
4 Naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; se o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, do oriente para o ocidente e haverá um vale muito grande; e metade do monte se removerá para o norte, e a outra metade dele para o sul.
9 E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome.
São 3 batalhas, mas creio que este evento de 7 meses enterrando os mortos será no final da Grande Tribulação devido à grande quantidade de mortos e por estar no cap 39 de Ezequiel.
Verdade Prática: Juntamente com a sua Igreja, virá o Senhor para derrotar o Anticristo, e implantar, aqui na terra, o glorioso reino milenial.
Zacarias 14.5 E fugireis pelo vale dos meus montes (porque o vale dos montes chegará até Azel) e fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu DEUS, e todos os santos contigo, ó Senhor.
Mateus 25.31 E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória;
2 Tessalonicenses 1.7 e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor JESUS desde o céu, com os anjos do seu poder,
Apocalipse 1.7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!
2.8 A QUEM O SENHOR DESFARÁ. Depois que Satanás e "o homem do pecado" realizarem sua obra de engano e maldade (vv. 9,10), serão aniquilados quando da vinda de CRISTO à terra, no fim da tribulação (ver Ap 19.20)
Quarta Ap 17.14 Ele virá como Rei dos reis
17.14 COMBATERÃO CONTRA O CORDEIRO. CRISTO destruirá o anticristo e aos que a ele se aliam na batalha final de Armagedom (ver 16.14,16).
Quinta Ap 17.14 Ele virá como o Senhor dos senhores
19.11 VI O CÉU ABERTO. Este versículo narra o começo da segunda vinda de CRISTO à terra, como Rei dos reis e Senhor dos senhores (v. 16). Ele vem do céu como o Messias-Vencedor (cf. 2 Ts 1.7,8) para estabelecer a verdade e a justiça (Sl 96.13), julgar as nações e aniquilar o mal (cf. Jo 5.30). É esse o evento que os fiéis de todas as gerações aguardam.
Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Definir a expressão Volta Triunfal de CRISTO.
2- Explicar a divisão da Septuagésima Semana de Daniel.
3- Compreender os objetivos da Volta Triunfal de CRISTO.
19.11 VI O CÉU ABERTO. Este versículo narra o começo da segunda vinda de CRISTO à terra, como Rei dos reis e Senhor dos senhores (v. 16). Ele vem do céu como o Messias-Vencedor (cf. 2 Ts 1.7,8) para estabelecer a verdade e a justiça (Sl 96.13), julgar as nações e aniquilar o mal (cf. Jo 5.30). É esse o evento que os fiéis de todas as gerações aguardam.
19.14 EXÉRCITOS QUE HÁ NO CÉU. Estes exércitos celestiais que voltam com CRISTO incluem todos os santos que já estão no céu (cf. 17.14). Suas vestes brancas confirmam esse fato.
19.15 FERIR... AS NAÇÕES. Quando CRISTO voltar à terra, castigará as nações ímpias e rebeladas contra Ele. Reger "com vara de ferro" significa destruí-las (cf. Sl 2.9). Pisar o lagar indica quão terrível é seu julgamento (cf. Is 64.1,2; Zc 14.3,4; Mt 24.29,30; cf. Ap 14.19).
19.15 DO FUROR E DA IRA DO DEUS TODO-PODEROSO. Esta é uma séria advertência da aversão de DEUS pelo pecado. A idéia humanista de que CRISTO faz vista grossa ao pecado e à imoralidade por causa do seu amor não tem lugar na revelação que Ele faz de si mesmo neste livro.
19.17 À CEIA DO GRANDE DEUS. Esta sinistra ceia tem a ver com a batalha de Armagedom (ver 16.16 *). (1) Nessa ocasião, a destruição dos inimigos de DEUS na terra será tão grande, que será preciso um excessivo número de aves para limpar o campo da batalha. É chamada a "ceia do grande DEUS", porque DEUS a ordenará para as aves de rapina. (2) Trata-se da cena de julgamento da terrível crueldade e impiedade deste mundo. Outras profecias que, com toda a probabilidade, referem-se a esse evento vindouro, são: 14.14-20; 16.13-16; 17.14; Jr 51.27-36; Ez 39.17-20; Jl 3.9-15; Sf 3.8; Zc 14.2-5.
19.20 FALSO PROFETA... FIZERA OS SINAIS. João volta a descrever o falso profeta e a sua religião mediante uma só característica destacada: enganava a muitos, operando sinais, maravilhas e milagres (cf. 13.13-15; cf. 2 Ts 2.9,10). A conclusão é óbvia: nos últimos dias, aqueles que forem fiéis a CRISTO e aos seus mandamentos (cf. 14.12) não devem avaliar a verdade tão somente por haver sucesso ou milagres. O próprio Senhor adverte solenemente: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos" (Mt 24.24)
19.21 OS DEMAIS FORAM MORTOS. DEUS destrói os ímpios em toda a terra (ver Jr 25.29-33). Logo, nenhuma pessoa não-salva entrará no reino milenial de DEUS (20.4). Durante a tribulação, o evangelho foi devidamente anunciado pelos 144.000 e pelas duas testemunhas e também com os anjos que vieram com JESUS em sua glória e pelo próprio JESUS em sua aparição gloriosa a todos os que habitavam na terra. Aqueles que rejeitaram a verdade, receberam "a operação do erro, para que creiam a mentira, para que sejam julgados todos os que não creram a verdade" (2 Ts 2.11,12). Note que os injustos "não hão de herdar o Reino de DEUS" (1 Co 6.9-11; cf. Gl 5.21). Eles serão separados dos justos, depois que CRISTO voltar em glória e serão destinados ao castigo eterno (Mt 25.31-46).
História de Megido ou Armagedom, palco da maior batalha terrestre de todos os tempos.
Quando da divisão da terra, meia tribo de Manassés, inclusive os descendentes de Abiezer, herdaram o território compreendido entre o mar e os territórios das tribos de Aser, Issacar e Efraim.
É a volta de CRISTO em sua segunda fase, pois na primeira, Ele veio sobre as nuvens, ninguém o viu e Ele veio para arrebatar a Igreja e levá-la ao Tribunal de CRISTO e Bodas do Cordeiro, para receberem galardão e serem definitivamente livres da morte e do juízo.
1. O que é a volta triunfal de CRISTO.
Dn 7.13 VINHA... UM COMO O FILHO DO HOMEM. Este ser majestoso apresenta-se diante de DEUS Pai como uma pessoa separada e distinta dEle, a fim de receber um reino eterno que jamais será dado a outros (conforme os reinos precedentes). As "nuvens do céu" são provavelmente nuvens de glória (cf. Êx 40.34,38; At 1.9,11; 1 Ts 4.17; Ap 1.7), uma indicação de que se trata do Filho divino (Mt 26.64), nosso Senhor JESUS CRISTO (cf. Lc 21.27; Jo 1.51).
6.10 VENHA O TEU REINO. A oração deve ocupar-se com o reino de DEUS na terra agora e com seu pleno cumprimento no futuro. (1) Devemos orar pela volta de CRISTO e pelo estabelecimento do reino eterno de DEUS no novo céu e na nova terra (Ap 21.1; cf. 2 Pe 3.10-12; Ap 20.11; 22.20). (2) Devemos orar pela presença e manifestação espiritual do reino de DEUS agora. Isso inclui a operação do poder de DEUS entre o seu povo para destruir as obras de Satanás, curar os enfermos, salvar os perdidos, promover a justiça e derramar o ESPÍRITO
SANTO sobre seu povo.
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ARREBATAMENTO E
SEGUNDA VINDA |
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ARREBATAMENTO |
SEGUNDA VINDA |
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Será em segredo (Mt
24.36) |
Será pública (Ap
1.7) |
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CRISTO vem para a Igreja (1
Ts 4.17) |
CRISTO vem com a Igreja (Judas
14) |
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Antes da Grande Tribulação (Ap
3.10) |
Após a Grande Tribulação (Mt
24.29-30) |
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JESUS vem nos ares (1
Ts 4.17) |
JESUS pisa no Monte das Oliveiras (Zc
14.4) |
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Os santos o verão (1
Ts 4.17) |
Todo olho verá (Ap
1.7) |
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Tempo de Alegria (I
Jo 3.2 Ap 1.6) |
Tempo de Lamentação (Mt
24.30 Sf 1.17) |
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Incrédulos deixados (Mt
24.40) |
Incrédulos destruídos (Mt
25. 41-46 Sf 1.17) |
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Em todo o Planeta |
Fisicamente em Israel |
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2. Como se dará o retorno triunfal de CRISTO.
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O Glorioso Aparecimento de CRISTO
do Céu para Julgar e Guerrear |
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CRISTO voltará com os crentes e com seus anjos |
2 Ts 1.7-10; Jd 14, 15; Ap 19.14 |
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CRISTO reunirá os santos da tribulação |
Mt 24.31; 25.31-40; Mc 13.27; Ap 20.4 |
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Os incrédulos não estarão preparados para isso |
Mt 24.38,39,43 |
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CRISTO separará os homens na terra |
Mt 13.40,41, 47-50; 25.31-46 |
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As nações ficarão enfurecidas diante desse evento |
Ap 11.18 |
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Os santos se regozijarão diante desse evento |
Ap 19.1-8 |
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CRISTO julgará e destruirá os ímpios, inclusive o
Anticristo, |
Is 13.6-12;Ez 20.34-38; Mt 13.41-50; 24.30; |
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Os santos da tribulação receberão galardões |
Mt 5.11,12; 1Co 3.12-14; 9.25-27; Gl 6.9,10; |
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Os santos da tribulação compartilharão da glória de CRISTO |
Mt 25.31-40; Rm 8.29; 2Ts 2.13,14; Ap 20.4 |
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II. QUANDO SE DARÁ A VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO
Enquanto estivermos nos céus, participando das bodas do Cordeiro e, de suas mãos, recebendo os galardões a que farão jus os trabalhos que realizamos em prol do Reino de DEUS, estará a terra vivendo a Septuagésima Semana de Daniel que, profeticamente, terá a duração de sete anos, e pode assim ser dividida:
1. A primeira metade da semana, cuja duração será de três anos e meio, será ocupada pelo governo do Anticristo.
2. A segunda metade da semana, que terá a mesma duração da primeira, caracterizar-se-á pela Grande Tribulação. Por conseguinte, a Septuagésima Semana de Daniel terá, ao todo, a duração de sete anos (Dn 9.27). Logo: a volta triunfal de CRISTO, que se fará acompanhar por sua Igreja, ocorrerá sete anos após o arrebatamento. O termo original traduzido por “semana” em Daniel 9.27 é literalmente “setenário”, isto é, sete anos.
Dn 9.27 SOBRE A ASA DAS ABOMINAÇÕES VIRÁ O ASSOLADOR. CRISTO referiu-se à visão de Daniel quando disse: "Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel... " (Mt 24.15). Estas palavras de JESUS podem referir-se à futura destruição do templo de Jerusalém pelo Anticristo (cf. 2 Ts 2.3,4; Ap 13.14,15)
* Chambers, Joseph. A Palace for the Antichrist: Saddam Hussein’s Drive to Rebuild Babylon and Its Place in Bible Prophecy. Green Forest, AR: New Leaf Press, 1996.
III. OBJETIVOS DA VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO
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OBJETIVOS DA VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO |
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1. Punir os ímpios. |
Dn 7.10; Mt 25.31; 2 Ts
1.7; |
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2. Socorrer Israel. |
Zc 14.1-4; Ap 16.16;
19.19; |
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3. Levar Israel à
conversão nacional. |
Zc 12.7-10 |
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4. Derrotar as forças do Anticristo |
1 Sm 12.17; Ap 20.1-4 |
De acordo com o que podemos depreender dos vários textos proféticos, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, estes são os principais objetivos da volta triunfal de Nosso Senhor JESUS CRISTO:
1. Punir os ímpios. “Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele” (Jd vv.14,15).
Zacarias 14.5 E fugireis pelo vale dos meus montes (porque o vale dos montes chegará até Azel) e fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu DEUS, e todos os santos contigo, ó Senhor.
Mateus 25.31 E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória;
2 Tessalonicenses 1.7 e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor JESUS desde o céu, com os anjos do seu poder,
Apocalipse 1.7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!
2. Socorrer Israel. Zacarias, antevendo a angústia de Israel durante a Grande Tribulação, mostra de que forma o Senhor intervirá em favor de seu povo: “Eis que vem o dia do SENHOR, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres,
forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o resto do povo não será expulso da cidade. E o SENHOR sairá e pelejará contra estas nações, como pelejou no dia da batalha. E, naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente,
e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele, para o sul” (Zc 14.1-4).
14.2 AJUNTAREI TODAS AS NAÇÕES... CONTRA JERUSALÉM. As nações darão a entender terem ganho uma vitória militar, mas acabarão por serem destruídas (ver 12.3-9 *).
14.3 E O SENHOR SAIRÁ. O Senhor intervirá na batalha, e derrotará as nações.
3. Levar Israel à conversão nacional. No exato momento em que o Senhor JESUS estiver intervindo em favor dos israelitas, estes, de imediato, haverão de reconhecê-lo como o seu Messias. É o que profetiza Zacarias: “E o SENHOR primeiramente salvará as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não sejam exaltadas acima de Judá. Naquele dia, o SENHOR amparará os habitantes de Jerusalém; e o que dentre eles tropeçar, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como DEUS, como o anjo do SENHOR diante deles. E acontecerá, naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém. E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o ESPÍRITO de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zc 12.7-10). Trata-se, como vemos aqui, de uma operação do ESPÍRITO SANTO.
4. Derrotar as forças do Anticristo e implantar o Milênio.
Ap 20.2 PRENDEU O DRAGÃO... E AMARROU-O POR MIL ANOS. Depois da volta de CRISTO e dos eventos do capítulo 19, Satanás será preso e amarrado por mil anos para que não mais engane as nações. Isso implica numa cessação total da sua influência durante mil anos. Depois dos mil anos, ele será solto por pouco tempo para enganar aqueles que se rebelarem contra o domínio de DEUS (vv. 3,7-9).
A obra mais comum de Satanás é enganar (ver Gn 3.13; Mt 24.24; 2 Ts 2.9,10).
20.3 PARA QUE MAIS NÃO ENGANE AS NAÇÕES. As nações que existirão durante o reino de CRISTO na terra são formadas pelos crentes que estavam vivos no fim da tribulação (ver 19.21 *; 20.4 *). Embora a palavra "nações" seja, às vezes, especificamente usada para os ímpios, João também a usa para representar os salvos (21.24; 22.2).
20.4 REINARAM COM CRISTO DURANTE MIL ANOS. Este reino de CRISTO por mil anos é, às vezes, chamado "o milênio", termo de origem latina que significa "mil anos".
CONCLUSÃO
Olhando para as coisas futuras que hão de acontecer, cabe a cada um de nós, estarmos prontos para o arrebatamento e escaparmos das coisas que acontecerão após o mesmo.
A. A descrição:
1. Os reinos se reúnem para a peleja (Ap 19:15)
2. Este ajuntamento se dá num lugar chamado Armagedom (Ap 16:16)
3. Lá DEUS julgará as nações por:
a. haverem perseguido Israel (Jl 3:2)
b. por causa de sua iniquidade (Ap 19:15)
c. por causa de sua impiedade (Ap 16:9)
B. A localização:
1. O monte Megido:
#Importantes batalhas de Israel (Jz 4; 5; 7; I Sm 31:8; II Rs 9:27; II Rs 23:29,30)
2. Vale de Josafá (Jl 3:2,13)
3. Edom ou Iduméia (Is 34; 63)
4. Jerusalém (Zc 2:2-11; 14:2)
C. Os participantes:
1. A federação de dez reinos, sob a liderança da besta.
2. A federação do norte (gogue e magogue).
3. Os reis do leste.
4. O rei do sul.
5. O Senhor e seus exércitos celestiais.
· Embora a hostilidade dos quatro primeiros seja de um contra os outros e contra Israel (Zc 12:2,3; 14:2) é particularmente contra o DEUS de Israel que eles lutam (Sl 2:2; Is 34:2; Zc 14:3; Ap 16:14; 17:14; 19:11,14,15,19,21)
D. Os resultados:
1. Os exércitos do Sul são destruídos na campanha.
2. Os exércitos da Confederação do Norte são destruídos pelo Senhor.
3. Os exércitos da Besta e do Leste são destruídos pelo Senhor na Segunda Vinda.
4. A Besta e o Falso Profeta são lançados no Lago de Fogo (Ap 19:20)
5. Os incrédulos são eliminados de Israel (Zc 13:8)
6. Os crentes são purificados graças a essas invasões (Zc 13:9)
7. Satanás é preso (Ap 20:2)
# Deste modo, todas as forças hostis ao reinado de CRISTO são destruídas.
REVELAÇÃO DE CRISTO
I. Passagens chaves:
A. Zacarias 14:3,4
B. Mt 24:27-30
C. Ap 19:11-21
D. I Ts 1:7-10
II. Descrição:
A. Israel estará quase derrotado.
B. CRISTO aparece nos céus com a igreja.
C. Seus pés tocarão o Monte da Oliveiras que se fenderá ao meio.
D. As tropas do Anticristo tentarão lutar, mas não terão oportunidade.
E. O Anticristo e o Falso Profeta são lançados vivos no Lago de fogo.
F. Os corpos do exército do Anticristo servirão de comida de aves.
III. A preparação para o reino:
A. Os judeus aceitam a CRISTO como Messias (Zc 12:10; 13:9; Ez 26:24-31; Rm 11:26)
B. Juízo de judeus (Ez 20:33-38; Ml 3:1-5)
C. O julgamento dos gentios (Mt 25:31-46; Dn 12:11)
D. Ressurreição dos que mnorreram na Grande Tribulação (Ap 20:4-6; Dn 12:2 cf 12:13)
E. A prisão de Satanás (Ap 20:1-3)
F. O estabelecimento do reino (II Tm 2:12; Ap 20:4; Gn 15:18)
IV. PROPÓSITOS
A. CRISTO ser manifesto a todo o mundo (Is 52.10; Ap 1.7; Mt 24.30)
B. Reunir Seus escolhidos, sendo glorificado neles (Mt 24.31 2 Ts 1.10)
C. Exterminar os ímpios (2 Ts 1.8; Is 42.13,14; 63.3-6)
D. Livrar Israel e destruir seus inimigos (Jl 3.16; Is 31.4,5; Is 49.24-26; Zc 14.3)
E. Ser contemplado pelos judeus e recebido como Seu Messias (Zc 12.10)
F. Julgar as nações, determinando quem participará do Milênio (Mt 25.31-46)
G. Estabelecer o Reino Milenar (Zc 14.9)
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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA 4TR26
Escrita Lição 6, BETEL, A gloriosa volta de CRISTO:
promessa, sinais e propósitos, 4Tr26, Com. Extras do
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ESBOÇO DA LIÇÃO
1- A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
1.1. Entendendo a Segunda Vinda
1.2. As profecias bíblicas do AT
1.3 As profecias bíblicas do NT
2- OS SINAIS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA
2.1. Sinais na natureza
2.2. Sinais na moral humana
2.3. Apostasia e engano espiritual
3- OS ASPECTOS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA
3.1. O propósito da Manifestação Gloriosa
3.2. A Vinda de JESUS em glória
3.3. Israel e a Manifestação Gloriosa
TEXTO ÁUREO
Porque,
assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será
também a vinda do Filho do Homem”. Mateus 24.27
VERDADE APLICADA
A
promessa quanto à Segunda Vinda de JESUS deve levar o crente a viver em
vigilância, Santidade e firme esperança.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Compreender
a distinção entre o Arrebatamento e a Manifestação Gloriosa de CRISTO
Destacar os sinais bíblicos relacionados aos últimos dias.
Identificar os principais aspectos e propósitos da Segunda Vinda de
JESUS.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - 2 PEDRO 3.8-10
8 Mas, amados,
não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos
como um dia.
9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é
longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos
venham a arrepender-se.
10 Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão
com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as
obras que nela há, se queimarão.
LEITURA COMPLEMENTARES
SEGUNDA |
Ap 1.7 A volta gloriosa de CRISTO.
TERÇA | 2Ts 2.3 A grande apostasia.
QUARTA | Mt 24.12 O esfriamento do amor
QUINTA | Is 26.20 Proteção durante o juízo.
SEXTA | Ap 19.1-11 A vitória e as bodas do Cordeiro.
SÁBADO | Dn 9.25-27 A profecia das setenta semanas
HINOS SUGERIDOS: 70, 98, 157
MOTIVO DE ORAÇÃO: Ore para que a Igreja permaneça firme, vigilante e cheia de
esperança, aguardando a Volta de CRISTO com fidelidade.
PONTO DE PARTIDA: A Volta de JESUS fortalece a esperança cristã
INTRODUÇÃO
A
volta de JESUS constitui uma promessa segura das Escrituras e ocupa lugar
central na esperança cristã. O Novo Testamento apresenta diferentes aspectos
desse acontecimento, mostrando que o Senhor cumprirá plenamente Seu propósito
para a Igreja, Israel e as nações. Conhecer essa verdade fortalece nossa
confiança na fidelidade de DEUS e orienta nossa vida no presente (Jo 14.1-3; At
1.11; Tt 2.13).
1- A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
A
promessa da Volta de JESUS ocupa lugar de destaque nas Escrituras. Ele mesmo
declarou que voltaria, e os apóstolos reafirmaram essa esperança em seus
ensinamentos. A Segunda Vinda, portanto, não é uma ideia criada pela Igreja,
mas uma verdade revelada por DEUS em Sua Palavra. Os profetas do AT anunciaram
a Vinda e o Governo do Messias. Embora não tivessem recebido todos os detalhes
posteriormente revelados no NT, eles falaram sobre Sua glória, justiça e
vitória.
1.1. Entendendo a Segunda Vinda
O
Arrebatamento e a Manifestação Gloriosa de CRISTO são acontecimentos
relacionados; porém, distintos. No Arrebatamento, JESUS virá buscar Sua Igreja,
os mortos nEle ressuscitarão, e os crentes que estiverem vivos serão
transformados para encontrá-Lo nos ares e permanecerem para sempre com Ele (1
Ts 4.16,17;1Co 15.51-53). Já na Manifestação Gloriosa, CRISTO retornará
visivelmente, ao final da Grande Tribulação, quando todo olho O verá, e Sua
autoridade, Sua majestade e Seu senhorio serão plenamente reconhecidos (Mt
24.29,30; Ap 1.7). Nesse momento, JESUS derrotará o Anticristo e estabelecerá
Seu Reino de justiça e paz (2Ts 2.8; Ap 19.11-21). Portanto, no Arrebatamento, CRISTO
virá para a Igreja; e, na Manifestação Gloriosa, Ele virá com a Igreja.
Em “O Calendário da Profecia”, Antônio Gilberto, ao organizar os
acontecimentos proféticos, destaca que a distinção entre Israel e Igreja ajuda
a compreender os propósitos relacionados à volta de CRISTO. No Arrebatamento,
completa-se a reunião da Igreja com o Senhor; na Manifestação Gloriosa,
cumprem-se promessas relacionadas ao juízo das nações e ao estabelecimento do
Reino messiânico (Dn 7.13,14; lTs 4.16,17; Ap 19.11-16).
1.2. As profecias bíblicas do AT
Daniel
viu o Filho do Homem vindo com as nuvens para receber domínio, glória e um
reino eterno (Dn 7.13,14). Zacarias anunciou que o Senhor Se manifestaria no
Monte das Oliveiras e reinaria sobre toda a terra (Zc 14.4,9). Malaquias
destacou a santidade e a obra de purificação que acompanhariam a Vinda do
Senhor (MI 3.2,3). Isaías profetizou o “ano aceitável do Senhor” e o “dia da
vingança do nosso DEUS” (Is 61.1,2). Ao ler essa passagem em Nazaré, JESUS
anunciou o cumprimento de Sua missão salvadora, encerrando a leitura antes da
referência ao dia da justiça divina (Lc 4.17-21). Essa parte da profecia aponta
também para a futura Manifestação de CRISTO em glória. Ou seja, o AT apresenta
o Messias que veio para salvar e que voltará em glória para reinar.
Stanley M. Horton (Teologia Sistemática) ressalta que as
profecias messiânicas frequentemente apresentam, em uma mesma perspectiva,
acontecimentos ligados à Primeira e à Segunda Vinda de CRISTO. O Novo
Testamento permite distinguir o cumprimento relacionado à Sua Obra Redentora
daquele que ainda ocorrerá em Sua manifestação gloriosa. Essa compreensão
evidencia a unidade das Escrituras e o desenvolvimento progressivo da revelação
divina (Is 61.1,2; Lc 4.17-21).
1.3 As profecias bíblicas do NT
O
NT confirma, de maneira clara, a promessa da Volta de JESUS. Após Sua Ascensão,
os anjos declararam que Ele retornaria de forma pessoal e visível, assim como
havia subido ao Céu (At 1.9-11). Os apóstolos também ensinaram sobre a
ressurreição dos mortos, a transformação dos crentes e a esperança daqueles que
aguardam o Senhor (lTs 4.16,17; Hb 9.28). Pedro e Tiago destacaram a
importância de uma vida santa, firme e perseverante até a Vinda de CRISTO (2Pe
3.13,14; Tg 5.7,8). A Bíblia não revela o dia nem a hora desse acontecimento
(Mt 24.36); por isso, a Igreja deve evitar especulações, permanecer vigilante,
anunciar o Evangelho e viver em fidelidade, aguardando o retorno do Senhor.
Myer Pearlman (2006) ensina que a volta de CRISTO também
confirma a responsabilidade do crente como mordomo. Ao retornar, o Senhor
encontrará Seus servos exercendo ou negligenciando as responsabilidades que
lhes foram confiadas (Mt 24.45-47; Lc 12.35-40). A expectativa cristã,
portanto, envolve prontidão, diligência e fidelidade no serviço até que Ele
venha.
EU ENSINEI QUE: O Arrebatamento será o encontro de CRISTO com a Igreja nos
ares, e a Manifestação Gloriosa será Sua volta visível, em poder e glória, a
esta terra.
2- OS SINAIS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA
JESUS
e os apóstolos ensinaram que os últimos dias seriam marcados por acontecimentos
relacionados ao cumprimento das profecias e à Sua Manifestação Gloriosa. Entre
eles, destacam-se: eventos naturais, decadência moral e crescimento da
apostasia religiosa. Esses sinais não foram dados para calcular datas, mas para
despertar responsabilidade, fortalecer a vida cristã e impulsionar a Igreja no
cumprimento de sua missão. Portanto, precisamos permanecer firmes na Palavra,
rejeitar as obras das trevas e viver como luz neste mundo (Ef 5.8-11; Fp 2.15).
2.1. Sinais na natureza
JESUS
ensinou que haveria guerras, fomes, pestes e terremotos em vários lugares,
descrevendo-os como “o princípio das dores” (Mt 24.6-8). Esses sinais revelam
que a criação ainda sofre os efeitos do pecado e aguarda sua plena restauração
por DEUS (Rm 8.19-22). Contudo, é necessário equilíbrio: nem toda calamidade
deve ser interpretada isoladamente como cumprimento de uma profecia específica,
pois JESUS afirmou que essas coisas aconteceriam, mas ainda não seria o fim. A
esperança cristã não está na estabilidade deste mundo, mas na promessa do
Senhor, que fará novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça (2Pe
3.13).
William Barros (Editora Betel, 2022), destaca que os sinais na
natureza também revelam a fragilidade das estruturas humanas. O progresso
científico e tecnológico não elimina a dependência da criação em relação ao seu
Criador. Esses acontecimentos lembram que somente o Reino de DEUS é inabalável
e convidam a Igreja a testemunhar com compaixão em meio ao sofrimento humano
(Hb 12.26-28; Mt 5.16).
2.2. Sinais na moral humana
JESUS
ensinou que a multiplicação da iniquidade provocaria o esfriamento do amor de
muitos (Mt 24.12), enquanto o Apóstolo Paulo descreveu os últimos dias como
tempos trabalhosos, marcados por egoísmo, avareza, desobediência, crueldade e
amor aos prazeres acima do amor a DEUS (2Tm 3.1-5). O declínio moral começa
quando o ser humano rejeita a verdade divina e passa a tratar o pecado como
algo banal (Rm 1.21-25). A Bíblia adverte contra aqueles que chamam o mal de
bem e o bem de mal (Is 5.20), normalizando a mentira, a violência, a injustiça,
a impureza e a falta de amor (2Tm 3.2-4; Ef 4.17-19). Diante desse cenário, a
Igreja deve anunciar a Verdade com amor, acolher os que se arrependem e
testemunhar o poder transformador do Evangelho (Ef 4.15; 1Co 6.9-11).
A decadência moral também pode ser percebida quando o pecado
deixa de produzir constrangimento e passa a ser exibido como motivo de orgulho.
A Escritura descreve pessoas cuja consciência se tornou insensível e que
perderam a percepção da gravidade de seus atos (Jr 6.15; 1Tm 4.2). Paulo ainda
menciona aqueles que se gloriam no que deveria causar vergonha, demonstrando
uma profunda inversão de valores (Fp 3.18,19). Esse quadro revela que o
problema moral não está apenas nas ações praticadas, mas também na perda do
temor de DEUS e da capacidade de reconhecer o mal.
2.3. Apostasia o engano espiritual
JESUS
alertou que os últimos dias seriam marcados pelo surgimento de falsos cristas,
falsos profetas e ensinamentos capazes de desviar muitas pessoas da Verdade (Mt
24.11,24). A Bíblia nos alerta da apostasia, isto é, do afastamento consciente
da fé e da verdade revelada por DEUS (2Ts 2.3), quando alguns abandonarão a fé
por dar ouvidos a espíritos enganadores e a falsas doutrinas ( 1 Tm 4.1).
Outros ainda deixariam de suportar a sã doutrina e buscariam mestres que
ensinassem segundo seus próprios desejos (2Tm 4.3,4). Diante dessa realidade, a
Igreja deve permanecer firme na Palavra, na oração e na comunhão (At 2.42; Hb
10.25), examinando todo ensinamento à luz da Escritura e com discernimento
espiritual (At 17.11; 1Jo 4.1). Somente o crescimento no conhecimento de CRISTO
produz maturidade espiritual, ajudando o cristão a reconhecer e rejeitar o
engano (Ef 4.13,14; Cl 2.6-8).
O engano espiritual geralmente não se apresenta como rejeição
aberta a toda verdade bíblica, mas como distorção parcial da mensagem. Por
isso, a maturidade cristã exige conhecimento do conjunto das Escrituras, e não
apenas familiaridade com textos isolados. A Igreja permanece protegida quando
persevera na doutrina apostólica, discerne os espíritos e mantém CRISTO como
centro de sua fé (At 2.42; Ef 4.13- 15; 1Jo 4.1-3).
EU ENSINEI QUE:
JESUS
e os apóstolos ensinaram que os últimos dias seriam marcados por acontecimentos
relacionados ao cumprimento das profecias e à Sua Manifestação Gloriosa.
3- OS ASPECTOS DA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA
A
Manifestação Gloriosa será visível, poderosa e triunfante. Ao final da Grande
Tribulação, o Senhor JESUS voltará à Terra em poder e grande glória, destruirá
as forças do mal, cumprirá as profecias e estabelecerá Seu Reino milenial de
justiça e paz (Mt 24.29,30; 2Ts 2.8; Ap 19.11-16; 20.1-6).
3.1. O propósito da Manifestação Gloriosa.
Na
Manifestação Gloriosa, o Senhor JESUS voltará de maneira visível, de modo que
todos O verão (Ap 1.7). Conforme profetizado por Zacarias, Seus pés estarão
sobre o Monte das Oliveiras (Zc 14.4). Ele destruirá o poder do Anticristo pelo
resplendor de Sua vinda e vencerá todos os que se levantarem contra DEUS (2Ts
2.8; Ap 19.19-21). Israel reconhecerá o Messias, as nações serão julgadas, e
Satanás será aprisionado por mil anos (Zc 12.9,10; Mt 25.31-46; Ap 20.1-3).
Então, o Senhor estabeleceu o Seu Reino milenial de justiça e paz, manifestando
plenamente Sua autoridade como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16;
20.4-6).
William Barros (Apocalipse, Editora Betel) apresenta o Livro do
Apocalipse como uma mensagem de edificação e esperança, não como uma fonte de
medo ou de especulações intermináveis. A Manifestação Gloriosa revelará o
triunfo de CRISTO sobre o Anticristo e todas as forças do mal. O Seu retorno
mostrará que a História está sob o controle de DEUS e que Seu Reino será
plenamente estabelecido.
3.2. A Vinda de JESUS em glória
Em
Sua Primeira Vinda, JESUS veio em humildade; na Manifestação Gloriosa, virá
revestido de poder, majestade e glória. João viu o céu aberto, de onde CRISTO
virá como Fiel e Verdadeiro, com autoridade para julgar e reinar (Ap 19.11-
16). Para Israel, se manifestará como Messias e Libertador; para as nações
rebeldes, como Justo Juiz. Por sua vez, a Igreja estará com Ele, participando
do Seu Reino (Rm 11.25-27; Ap 19.14; 20.4). A Manifestação de CRISTO confirmará
a fidelidade divina e o pleno cumprimento das promessas anunciadas na Palavra
de DEUS (Tt 2.13).
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical) destaca que a
manifestação gloriosa revelará publicamente a identidade e a autoridade daquele
que o mundo rejeitou. O DEUS que compareceu diante de governantes humanos será
visto como o Juiz e Rei universal (Jo 18.36,37; Ap 1.7; 19.11-16). Essa
inversão confirma que a avaliação definitiva da história pertence a DEUS, e não
aos poderes deste mundo.
3.3. Israel e a Manifestação Gloriosa
Israel
tem um lugar importante nas profecias sobre a Manifestação Gloriosa de CRISTO.
Durante a Grande Tribulação, a nação sofrerá forte perseguição, mas o Senhor
agirá em seu favor (Zc 14.1-4). Naquele dia, Israel reconhecerá JESUS como o
Messias e se voltará para Ele com arrependimento (Zc 12.9,10). No AT, a visão
dos ossos secos revela a restauração de Israel pela ação divina (Ez 3 7 .1-
14). Por fim, JESUS destruirá o Anticristo e cumprirá os planos de DEUS para a
nação de Israel (2Ts 2.8; Rm 11.25-27). Também a Igreja estará presente na
Manifestação Gloriosa e participará do Reino (Ap 19.14; 20.4). Assim, a
Manifestação de JESUS mostrará que DEUS é fiel e cumpre Suas promessas à Igreja
e a Israel.
Abraão de Almeida (Israel, Gogue e o Anticristo) ressalta que a
restauração profética de Israel evidencia a irrevogabilidade das promessas de DEUS.
O Senhor conduz Seu plano sem confundir as responsabilidades atribuídas a
Israel e à Igreja, e a fidelidade demonstrada à nação confirma que nenhuma
palavra divina ficará sem cumprimento (Rm 11.25-29). Assim, a escatologia
preserva tanto a unidade do plano redentor quanto os propósitos específicos
revelados nas Escrituras.
EU ENSINEI QUE: Na Manifestação Gloriosa, CRISTO voltará com a Igreja,
julgará as nações e estabelecerá Seu Reino milenial.
CONCLUSÃO
A
volta de CRISTO revela que a história caminha para o triunfo definitivo do
Senhor. No Arrebatamento, a Igreja será reunida com Ele; na Manifestação
Gloriosa, Sua autoridade será publicamente reconhecida, o mal será vencido e o
Reino messiânico será estabelecido. Essa certeza deve manter nossa confiança na
fidelidade de DEUS e nosso compromisso com a missão recebida (lTs 4.16,17; Ap
19.11-16).
Pr Henrique, EBD NA TV, Cajamar, SP, Revista Lições Bíblicas, CPAD, Assembleia de Deus Belém, Missões, Central Gospel, ADVEC, BETEL, Madureira, adultos, estudantes, professores, Imperatriz, MA, Ervália, MG, estudos bíblicos, gospel, DEUS, ESPÍRITO SANTO, JESUS, Slides, Trimestres, Tema diversos, meu telefone, 99-99152-0454, Luiz Henrique de Almeida Silva, Canal YouTube, Henriquelhas, Rodovia Edgar Máximo Zambotto, 354, Residencial Vista Bella, Torre A, Apto 95, Jordanésia, Cajamar, SP. CEP: 07786-015
