Escrita Lição 4, Betel, O Senhor ama a verdade, mas abomina a mentira, 3Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
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Silva
EBD | 3° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL |
TEMA: PROVERBIOS: SABEDORIA QUE EDIFICA A VIDA – Princípios
divinos que moldam o caráter, fortalecem a fé e abençoam a familia. | Escola
Bíblica Dominical
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- A MENTIRA
NOS AFASTA DE DEUS
1.1. Os
mentirosos semeiam contendas entre os irmãos
1.2. A mentira
é uma escravidão
1.3. Fuja da
mentira
2- A MENTIRA
DESTRÓI, MAS A VERDADE EDIFICA
2.1. A família
deve viver na verdade
2.2. DEUS é a
Verdade
2.3. O castigo
dos que proferem mentiras
3- O VIVENDO A
VERDADE
3.1. Um caminho
de paz
3.2. Verdade e
ética devem andar juntas
3.3. Guarde a
verdade como tesouro valioso
TEXTO ÁUREO
“A testemunha
verdadeira não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras”,
Provérbios 14.5
VERDADE
APLICADA
Como nova
criatura, devemos falar a verdade e viver em verdade para o bem do próximo e a
Glória de DEUS.
OBJETIVOS DA
LIÇÃO
Ressaltar as consequências negativas da mentira
Saber que a verdade abre as portas do Céu
Reconhecer a mentira como uma característica da testemunha falsa.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA - Provérbios 12.11, 18-23
11 O que diz a verdade manifesta a justiça, mas
a testemunha falsa engana.
18 Há alguns cujas palavras são como pontas de espada, mas a língua dos sábios
é saúde. 19 O lábio de verdade ficará para sempre, mas a língua mentirosa dura
só um momento. 20 Engano há no coração dos que maquinam o mal, mas alegria têm
os que aconselham a paz. 21 Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os ímpios
ficam cheios de mal. 22 Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os
que obram fielmente são o seu deleite. 23 O homem avisado encobre o
conhecimento, mas o coração dos tolos proclama a estultícia.
LEITURAS
COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Jó
8.44 O pai da mentira é o diabo.
TERÇA | Ef 4.25 DEUS abomina a mentira.
QUARTA | Êx 20.16 Devemos fugir da mentira.
QUINTA | Cl 3.9 Não mintam uns aos outros.
SEXTA | Pv 12.22 O Senhor odeia os lábios mentirosos.
SÁBADO | Rm 1.25 Alguns trocam a verdade por mentira.
HINOS SUGERIDOS: 306, 322, 514
MOTIVO DE
ORAÇÃO – Ore para que lábios mentirosos não
prosperem entre os santos.
PONTO DE
PARTIDA – A mentira é abominável a DEUS.
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SUBSÍDIOS
EXTRAS – BÍBLIAS, INTERNET, LIVROS E REVISTAS ANTIGAS
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Lição 4, Betel, O Senhor ama a verdade, mas abomina a mentira
Introdução
Geral
A mentira é uma
distorção da verdade com a intenção de enganar. É pecado grave porque se opõe à
santidade e à natureza de DEUS, que é a Verdade (João 14.6). Mentir não apenas
afasta o homem de DEUS, mas destrói relacionamentos e mina a confiança. Na
teologia bíblica, a verdade é fundamento da vida cristã. JESUS afirmou:
“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32). Portanto, viver
na verdade é viver em CRISTO, e viver na mentira é servir ao diabo, pai da
mentira (João 8.44).
1️. A MENTIRA
NOS AFASTA DE DEUS
1.1. Os
mentirosos semeiam contendas entre os irmãos
Provérbios
6.19: “O que semeia contendas entre
irmãos.” A mentira é instrumento de divisão. A testemunha falsa destrói
amizades, famílias e comunidades. DEUS abomina esse comportamento porque Ele é DEUS
de unidade (João 17.21). 📖 Termo
Grego: ψεῦδος (pseûdos) – falsidade, mentira. O pseûdos é a negação da
verdade divina e causa ruptura na comunhão.
|
Aspecto |
Resultado |
Referência |
|
Testemunha
falsa |
Destrói relacionamentos |
Pv 6.19 |
|
Lábios
mentirosos |
DEUS abomina |
Pv 12.22 |
|
Verdade |
DEUS se
agrada |
Pv 3.32 |
Comentário
Teológico: A mentira é contrária ao caráter de
DEUS, que é luz e não tem trevas (1 João 1.5). Quando alguém mente, não apenas
fere o próximo, mas também rompe com a comunhão divina. A mentira é raiz de
contendas, e onde há divisão, o ESPÍRITO SANTO não opera. Por isso, o crente
deve cultivar a verdade como virtude essencial para manter a unidade do corpo
de CRISTO.
1.2. A mentira
é uma escravidão
João 8.44: “Vós tendes por pai ao diabo... porque é mentiroso e pai da
mentira.” Quem mente torna-se escravo da própria falsidade, vivendo preso ao
engano.
📖 Termo
Grego: δουλεία (douleía) – escravidão. A mentira aprisiona, mas a verdade
liberta (João 8.32).
|
Aspecto |
Resultado |
Referência |
|
Origem |
O diabo é pai
da mentira |
Jo 8.44 |
|
Consequência |
Escravidão
espiritual |
Pv 13.21 |
|
Libertação |
CRISTO é a
verdade |
Jo 8.32 |
Comentário
Teológico: A mentira é uma cadeia espiritual.
O mentiroso precisa sustentar sua falsidade, tornando-se prisioneiro dela. O
diabo usa a mentira como instrumento de opressão, pois ela destrói a confiança
e impede relacionamentos saudáveis. Em contraste, CRISTO liberta pela verdade,
oferecendo ao crente uma vida de autenticidade e paz. A mentira é servidão; a
verdade é liberdade.
1.3. Fuja da
mentira
Efésios 4.25: “Deixai a mentira e falai a verdade cada um com o seu próximo.” 📖 Termo Grego: ἀλήθεια (alḗtheia) – verdade, realidade
divina. A alḗtheia é a essência de DEUS e fundamento da fé cristã.
|
Aspecto |
Resultado |
Referência |
|
Mentira |
Afasta de DEUS |
Ef 4.25 |
|
Verdade |
Une os irmãos |
Pv 2.1–5 |
|
Autenticidade |
Vida plena |
Jo 17.17 |
Comentário
Teológico: Fugir da mentira é um ato de
santificação. O cristão deve rejeitar qualquer forma de falsidade, pois somos
membros uns dos outros. A mentira destrói a comunhão, mas a verdade edifica.
Paulo exorta a Igreja a viver em transparência, porque a verdade é o cimento
que une o corpo de CRISTO. Fugir da mentira é viver em santidade.
2️. A MENTIRA
DESTRÓI, MAS A VERDADE EDIFICA
2.1. A família
deve viver na verdade
Colossenses
3.9: “Não mintais uns aos outros.” Provérbios
12.17: “O que diz a verdade manifesta a justiça.”
|
Aspecto |
Resultado |
Referência |
|
Mentira |
Quebra de
confiança |
Cl 3.9 |
|
Verdade |
Justiça e paz |
Pv 12.17 |
|
Fruto |
Harmonia
familiar |
Ef 6.4 |
Comentário
Teológico: A família é o primeiro espaço de
convivência cristã. Quando há mentira, instala-se desconfiança e mágoa. Mas
quando há verdade, há justiça e paz. A verdade é o alicerce da vida familiar, e
DEUS deseja que Seus filhos vivam em transparência. A mentira destrói lares; a
verdade edifica gerações.
2.2. DEUS é a
Verdade
João 1.14: “O Verbo se fez carne... cheio de graça e de verdade.” Tiago
1.17: “Toda boa dádiva vem do Pai das luzes.” Salmos 5.6:
“Destruirás aqueles que proferem a mentira.”
|
Aspecto |
Resultado |
Referência |
|
Natureza |
DEUS é
verdade |
Jo 1.14 |
|
Imutabilidade |
Não há
variação |
Tg 1.17 |
|
Juízo |
DEUS destrói
os mentirosos |
Sl 5.6 |
Comentário
Teológico: DEUS é a Verdade absoluta. Em Sua
essência não há sombra de variação. Por isso, Ele exige que Seus filhos vivam
em honestidade. A mentira é incompatível com a santidade divina. O salmista
declara que DEUS destruirá os mentirosos, mostrando que a mentira não tem lugar
na presença do Senhor. A verdade é reflexo da natureza divina.
2.3. O castigo
dos que proferem mentiras
Provérbios
19.9: “A falsa testemunha não ficará sem
castigo.” Apocalipse 22.15: “Ficarão de fora... todo aquele que ama e
pratica a mentira.”
|
Aspecto |
Resultado |
Referência |
|
Castigo |
Perecerá |
Pv 19.9 |
|
Exclusão |
Fora da
eternidade |
Ap 22.15 |
|
Caminho |
Verdade
conduz à vida |
Pv 4.24 |
Comentário
Teológico: A mentira traz juízo. DEUS não
apenas reprova, mas pune os mentirosos. O Apocalipse declara que os que amam e
praticam a mentira ficarão de fora da eternidade. Isso mostra que a mentira não
é apenas falha moral, mas pecado que exclui da comunhão eterna. O caminho da
verdade é o único que conduz à vida.
3️. VIVENDO A
VERDADE
3.1. Um caminho
de paz
Provérbios
12.19: “O lábio veraz permanece para
sempre.” Provérbios 14.25: “A testemunha verdadeira livra as almas.”
|
Aspecto |
Resultado |
Referência |
|
Verdade |
Permanece
para sempre |
Pv 12.19 |
|
Mentira |
Leva à morte |
Pv 14.12 |
|
Testemunho |
Salva vidas |
Pv 14.25 |
Comentário
Teológico: A verdade é caminho de paz e
salvação. O lábio veraz permanece para sempre, enquanto a mentira leva à morte.
A testemunha verdadeira salva vidas, mostrando que a verdade tem poder
redentor. Viver na verdade é viver em paz com DEUS e com os homens.
3.2. Verdade e
ética devem andar juntas
Provérbios
22.12: “Os olhos do Senhor preservam o
conhecimento.” Êxodo 23.1: “Não admitirás falso rumor.”
|
Aspecto |
Resultado |
Referência |
|
Verdade |
Preservada
por DEUS |
Pv 22.12 |
|
Ética |
Não admitir
falso rumor |
Êx 23.1 |
|
Justiça |
Palavras
corretas |
Pv 10.32 |
Comentário
Teológico: A verdade não pode ser separada da
ética cristã. DEUS preserva o conhecimento verdadeiro, mas transtorna as
palavras do infiel. A ética exige que não se admita falso rumor. O justo fala
palavras corretas
3.2. Verdade e
ética devem andar juntas
Provérbios
22.12: “Os olhos do Senhor preservam o
conhecimento, mas ele transtorna as palavras do infiel.” Êxodo 23.1:
“Não admitirás falso rumor.” Provérbios 10.32: “Os lábios do justo sabem
o que agrada, mas a boca dos ímpios só perversidades.”
|
Aspecto |
Resultado |
Referência |
|
Verdade |
Preservada
por DEUS |
Pv 22.12 |
|
Ética |
Não admitir
falso rumor |
Êx 23.1 |
|
Justiça |
Palavras
corretas |
Pv 10.32 |
📖 Termo
Grego: ἠθικός (ēthikós) – relativo à conduta moral. A ética cristã é
inseparável da verdade, pois ambas refletem o caráter de DEUS.
Comentário
Teológico: A verdade não pode ser dissociada
da ética. O justo fala palavras que agradam a DEUS, enquanto o ímpio usa a
mentira para ferir e destruir. A ética cristã exige que o crente rejeite
rumores falsos e viva em integridade. A mentira é uma violação da justiça
divina, mas a verdade preserva o conhecimento e edifica a comunidade. Assim,
viver na verdade é também viver em ética, pois ambas caminham juntas na vida
cristã.
3.3. Guarde a
verdade como tesouro valioso
Provérbios
23.23: “Compra a verdade e não a vendas;
sim, a sabedoria, a instrução e o entendimento.” Salmos 119.30: “Escolhi
o caminho da verdade; propus-me seguir os teus juízos.” João 8.32: “E
conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
|
Aspecto |
Resultado |
Referência |
|
Valor |
Verdade é
tesouro |
Pv 23.23 |
|
Escolha |
Caminho da
verdade |
Sl 119.30 |
|
Libertação |
CRISTO
liberta |
Jo 8.32 |
📖 Termo
Grego: θησαυρός (thēsaurós) – tesouro, riqueza preciosa. A verdade é o
maior tesouro espiritual, pois conduz à liberdade em CRISTO.
Comentário
Teológico: A verdade deve ser guardada como um
tesouro valioso. O sábio nos orienta a comprá-la e nunca vendê-la, mostrando
que ela exige investimento e dedicação. O salmista escolheu o caminho da
verdade, revelando que viver na verdade é uma decisão consciente. JESUS afirmou
que a verdade liberta, mostrando que ela não é apenas conceito, mas poder
espiritual que rompe cadeias. Guardar a verdade é preservar a fé, pois CRISTO é
a Verdade que nos conduz à vida eterna.
🕊️ Conclusão
Geral
A verdade é um
bem precioso que deve ser guardado e vivido diariamente. A mentira é obra do
diabo, pai da mentira (João 8.44), e aprisiona o homem em falsidades. DEUS
abomina a mentira (Provérbios 12.22) e promete juízo aos que a praticam
(Provérbios 19.9; Apocalipse 22.15). Por outro lado, viver na verdade é viver
em CRISTO, que é o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14.6). A verdade edifica
famílias, fortalece comunidades e liberta indivíduos. Ela é tesouro espiritual
que deve ser preservado como virtude essencial da fé cristã.
📌 Versículo
final: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” — João 8.32
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REVISTA NÃO TÃO
ANTIGA SOBRE ESTE ASSUNTO:
Escrita Lição
6, CPAD, Uma Igreja Não Conivente Com A Mentira, 3Tr25, Com. Extras Pr.
Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 99991520454 (Tel) Luiz
Henrique de Almeida Silva
Escrita Lição 6, CPAD, Uma Igreja Não Conivente Com A Mentira, 3Tr25, Com. Extras
Pr. Henrique, EBD NA TV
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Vídeo https://youtu.be/FxTtizDLg9U?si=n6Claq-Trj69YgkY
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2025/07/escrita-licao-6-cpad-uma-igreja-nao.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2025/07/slides-licao-6-cpad-uma-igreja-nao.html
PowerPoint https://pt.slideshare.net/slideshow/slides-licao-6-cpad-uma-igreja-nao-conivente-com-a-mentira-3tr25-pptx/282094474
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – O
DIABO, O PAI DA MENTIRA
1. É da natureza satânica mentir.
2. A mentira como um ardil maligno
3. Não superestime o Inimigo!
II – O CRISTÃO E A MENTIRA
1. Mentir é uma escolha
2. Atraídos pela mentira
3. Mentir tem consequências
III – A IGREJA QUE REPELE A MENTIRA
1. Uma igreja temente
2. Uma igreja forte
TEXTO ÁUREO
“Disse,
então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses
ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade?” (At 5.3)
VERDADE
PRÁTICA
Como toda
forma de engano, a mentira é pecado. Devemos, pois, andar sempre na luz da
verdade.
LEITURA
DIÁRIA
Segunda
- Tt 1.2 A mentira não faz parte da natureza divina
Terça - Pv 12.22 DEUS abomina a mentira
Quarta - Jo 8.44 O Diabo é o pai da mentira
Quinta - Ef 4.25 O cristão deve abandonar a mentira
Sexta - Ap 22.15 Os mentirosos ficarão de fora do Céu
Sábado - Pv 23.23 Devemos valorizar a verdade e não praticar a
mentira
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 5.1-11
1- Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma
propriedade
2- e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte,
a depositou aos pés dos apóstolos.
3- Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que
mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade?
4- Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por
que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS.
5- E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio
sobre todos os que isto ouviram.
6- E, levantando-se os jovens, cobriram
o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram.
7- E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não
sabendo o que havia acontecido.
8- E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse:
Sim, por tanto.
9- Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar
o ESPÍRITO do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e
também te levarão a ti.
10- E logo caiu aos seus pés e expirou. E, entrando os jovens, acharam-na morta
e a sepultaram junto de seu marido.
11- E houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas
coisas.
HINOS SUGERIDOS: 77, 302, 388 da Harpa Cristã
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO
LIÇÕES ANTIGAS E LIVROS – LEIA TUDO E
PODERÁ DAR UMA EXCELENTE AULA
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Escrita Lição 11, CPAD, Os Prejuízos Da Mentira
Na Família, 2Tr23
https://youtu.be/ksZS6hAy8Uw Vídeo
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2023/05/escrita-licao-11-cpad-os-prejuizos-da.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2023/05/licao-11-cpad-os-prejuizos-da-mentira.html
https://pt.slideshare.net/henriqueebdnatv/slides-lio-11-cpad-os-prejuzos-da-mentira-na-famlia-2tr23-pr-henrique-ebd-na-tvpptx
Resumo da Lição 11, CPAD, Os Prejuízos Da Mentira Na Família,
I – UMA CONVERSÃO DUVIDOSA
1. Por que uma conversão duvidosa?
2. A comunhão na igreja de Atos.
3. A inveja e a hipocrisia de Ananias e Safira.
4. Quando a mentira e o engano enchem os corações.
II – O PROBLEMA DA MENTIRA DENTRO DA FAMÍLIA
1. A mentira produzida dentro da família.
2. Quem faz uso da mentira está dominado pelo poder da carne.
III – PROTEGENDO A FAMÍLIA DA MENTIRA E DA HIPOCRISIA
1. Cuidado contra os defeitos morais no lar.
2. Precisamos agir contra a hipocrisia e a mentira.
3. Não deixe o Inimigo agir na família.
PALAVRA-CHAVE - Mentira
MENTIRA (Strong Português) - שקר shaqar
(hebraico) - agir ou tratar com falsidade, ser falso, trapacear, enganar
MENTIRA (Strong Português) - כזב kazab
(hebraico) - mentira, inverdade, falsidade, coisa enganosa
שקר sheqer (hebraico) - mentira,
engano, desapontamento, falsidade, fraude, erro, injúria no testemunho, jurar
falsamente, língua falsa, em vão
ψευδος pseudos (Grego) - mentira, falsidade consciente e intencional, num
sentido amplo, tudo que não é o que parece ser, de preceitos perversos, ímpios,
enganadores.
ψευδολογος pseudologos (Grego) - que fala (ensina) falsamente, que fala
mentiras
Ananias e Safira (q.v.), marido e mulher, de Atos 5.1-11. Em um
profundo contraste com a falta de egoísmo de outros membros da igreja, eles
fingiram dar à igreja o valor total da venda de sua propriedade, mas na
realidade estavam separando uma parte para si mesmos. Pedro repreendeu Ananias,
que imediatamente caiu morto por um julgamento Divino. Algumas horas mais
tarde, Safira foi igualmente julgada pelo mesmo esforço de enganar. É
importante perceber que Pedro previa, mas não decretava esses julgamentos, que
eram atos exclusivos de DEUS. A severidade do julgamento de DEUS é um aviso
para todos, e se repetiu no caso de Paulo com Elimas, mas depois, não mais, por
causa da sua tolerância e do desejo que tem de que nos arrependamos. Existe a
possibilidade de estar sendo exercido, como avisado em 1 Co 11.30.
Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem
1 Coríntios 11:30
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COMENTÁRIOS DIVERSOS PARA AJUDAR
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
COMENTÁRIO BEP - CPAD
5.3 MENTISSES AO ESPÍRITO SANTO. A fim de obterem prestígio e
reconhecimento, Ananias e Safira mentiram diante da igreja a respeito das suas
contribuições. DEUS considerou um delito grave essas mentiras contra o ESPÍRITO
SANTO. As mortes de Ananias e Safira ficaram como exemplos perpétuos da atitude
de DEUS para com qualquer coração enganoso entre aqueles que professam ser
cristãos. Note, também, que mentir ao ESPÍRITO SANTO é a mesma coisa que mentir
a DEUS, logo, o ESPÍRITO SANTO também é DEUS (vv. 3,4; ver Ap 22.15)
5.4 POR QUE FORMASTE ESTE DESÍGNIO...? A raiz do pecado de Ananias e de Safira
era seu amor ao dinheiro e elogio dos outros. Isto os fez tentar o ESPÍRITO
SANTO (v. 9). Quando o amor ao dinheiro e o aplauso dos homens tomam posse de
uma pessoa, seu espírito fica vulnerável a todos os tipos de males satânicos (1
Tm 6.10). Ninguém pode estar cheio de amor ao dinheiro e, ao mesmo tempo, amar
e servir a DEUS (Mt 6.24; Jo 5.41-44).
5.5 ANANIAS... CAIU E EXPIROU. DEUS feriu com severidade a Ananias e Safira
(vv. 5,10), para que se manifestasse sua aversão a todo engano, mentira e
desonestidade no reino de DEUS. Um dos pecados mais abomináveis na igreja é
enganar o povo de DEUS no tocante ao nosso relacionamento com CRISTO, trabalho
para Ele, e a dimensão do nosso ministério. Entregar-se a esse tipo de
hipocrisia significa usar o sangue derramado de CRISTO para exaltar e
glorificar o próprio eu diante dos outros. Esse pecado desconsidera o propósito
dos sofrimentos e da morte de CRISTO (Ef 1.4; Hb 13.12), e revela ausência de
temor do Senhor (vv. 5,11) e de respeito e honra ao ESPÍRITO SANTO (v. 3), e
merece o justo juízo de DEUS.
5.11 HOUVE UM GRANDE TEMOR EM TODA A IGREJA O julgamento divino contra o pecado
de Ananias e Safira levou a um aumento de humildade, reverência e temor do povo
para com um DEUS santo. Sem o devido temor do DEUS santo e da sua ira contra o
pecado, o povo de DEUS voltará, em pouco tempo, aos caminhos ímpios do mundo,
cessará de experimentar o derramamento do ESPÍRITO e a presença milagrosa de
DEUS e então lhe será cortado o fluxo da graça divina. Este é um elemento
essencial da fé neotestamentária e do cristianismo bíblico hoje em dia.
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EBD 4° Trimestre 2019 – Lição 4 – Ananias e Safira e a mentira ao ESPÍRITO
SANTO
LIÇÕES BÍBLICAS JOVENS – CPAD
Interação
Parece-nos, às vezes, que existem “pecadinhos” e “pecadões”. Na verdade não
existe! O que diferencia os erros são as consequências. Você já contou uma
mentirinha? Quais foram as consequências? Na lição desse domingo veremos que
uma mentira custou a vida de um casal. Isso pode parecer cruel, mas ao longo da
lição veremos que a falta de temor a DEUS e a mentira podem trazer sérios danos
e graves consequências para o crente. Que a lição de hoje possa conscientizar
seus alunos de que o temor a DEUS evita que o crente peque.
Orientação Pedagógica
Pergunte aos seus alunos quais as mentiras mais comuns que eles costumam ouvir.
Depois de ouví-los, sugira que falem a respeito de alguma técnica que podemos
utilizar para saber se alguém está mentindo. Em seguida faça a
seguinte pergunta: “Como podemos vencer a tentação de mentir ou de
não falar toda a verdade?” Faça-os refletirem a respeito do fato de que podemos
cair no mesmo pecado que tanto condenamos em outras pessoas. Oriente-os a
discutirem a respeito de como a mentira pode causar sérias consequências às
pessoas, sejam crentes ou não. Finalize explicando que o jovem crente deve ser
padrão dos fiéis em tudo, por isso deve sempre falar a verdade (1 Tm 4.12).
INTRODUÇÃO
Os relatos a respeito dos acontecimentos sobrenaturais no livro de
Atos continuam no capítulo cinco. A comunidade dos crentes do primeiro
século crescia e todos estavam em comunhão. Havia um compartilhamento dos bens
materiais naquele momento a fim de que ninguém passasse necessidade. Os
apóstolos testemunhavam com poder a respeito do CRISTO ressurreto. O ambiente
era tão fraterno que muitos vendiam suas propriedades e davam à Igreja para
abençoar os mais carentes. Contudo, nesse ambiente, ainda havia os falsos
irmãos em CRISTO. Por falta de temor e verdade, um casal quis enganar os
apóstolos e entregar apenas parte do dinheiro de uma venda como se fosse o
valor total. Isso trouxe terríveis consequências para o casal e em um temor
muito grande sobre o Corpo de CRISTO.
I – O ENGANO NA OBRA DE DEUS
A comunidade cristã.
O capítulo quatro do livro de Atos diz que era um o coração e alma da
multidão dos que criam (v.32). Tudo era em comum, pois as pessoas que possuíam
propriedades vendiam e traziam o valor aos apóstolos que o distribuíam entre os
necessitados (At 4.32-35). A igreja de Jerusalém era realmente uma família, de
forma que as necessidades de qualquer irmão, principalmente das viúvas sem
sustento, foram supridas por essa arrecadação central. A generosidade era o
traço principal daqueles irmãos que não colocavam os bens materiais, o
dinheiro, como prioridade em suas vidas (1 Tm 6.10).
Dando lugar ao Diabo.
Mesmo em meio a um ambiente fraterno no qual temos o belo exemplo de Barnabé,
que vendeu sua propriedade e colocou o dinheiro aos pés dos apóstolos (At
4.36,37), houve um casal que deu lugar ao Diabo. Os nomes deles eram Ananias e
Safira. O texto nos diz que eles venderam uma propriedade e retiveram parte do
valor (At 5.1,2) e levaram, então, uma parte aos apóstolos. O apóstolo Pedro,
cheio do ESPÍRITO SANTO, logo o repreendeu dizendo que ele (Ananias) tinha dado
lugar ao Diabo. A Bíblia diz: “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso
adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”
(1 Pd 5.8). Temos de estar em constante vigilância para não darmos lugar ao
Diabo em nossas intenções ou atitudes. Cuidar do coração, pois é enganoso (Jr
17.9) e fugir da aparência do mal (1 Ts 5.22) são atitudes que todos devem
praticar.
A mentira.
Ananias e Safira mentiram em relação à quantia da venda da propriedade. O que
se destaca no texto é que Pedro afirma que o casal não mentiu aos homens, mas
mentiram e tentaram enganar a DEUS (At 5.4). O ato deles foi uma fraude. Um
ditado popular diz que “a mentira tem pernas curtas”. Porém, mais do que isso,
sabemos que a mentira é uma afronta ao ESPÍRITO SANTO de DEUS e que o pai da
mentira é o Diabo (Jo 8.44). Apocalipse 22.15 afirma que “ficarão de fora os
cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras,
e qualquer que ama e comete a mentira”. Dizer que é crente e burlar contas,
fraudar governo, empresas ou igreja, é um ato abominável diante de DEUS. Nossa
palavra deve ser sim, sim, ou, não, não. O que for fora isso é de procedência
maligna (Mt 5.37)
Pense
Por que em uma comunidade de pessoas cristãs havia um casal que se deixou
corromper?
Ponto Importante
Mesmo nos ambientes cristãos haverá pessoas que não foram transformadas pelo
ESPÍRITO SANTO.
II – AS CONSEQUÊNCIAS DA FRAUDE
Morte do casal.
A consequência da fraude foi a pior possível para o casal. Assim que Pedro
repreendeu Ananias, a respeito da mentira a DEUS, ele caiu e morreu. Três horas
depois, sua esposa Safira aparece e Pedro a questionou. Porém, ela
também mentiu (v.8). Assim sendo, a sentença de morte é pronunciada,
e ela, da mesma forma, caiu e morreu. A mentira sempre trará consequências
terríveis. Paulo diz que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23) e embora DEUS
perdoe aqueles que se arrependem de seus pecados (1 Jo 1.9), eles terão sempre
que encarar as consequências. O rei Davi, mesmo reconhecendo e recebendo o
perdão do Senhor pelo seu adultério e homicídio, enfrentou duras consequências
no meio de sua família.
Temor entre o povo.
Podemos questionar o fato de que esse casal mereceu a morte por causa de uma
mentira. Atualmente, não seria muita gente morta em virtude do mesmo pecado?
Talvez tal punição tenha se dado por se tratar de uma situação singular. A
Igreja estava no seu nascedouro e a hipocrisia e o engano, sem punição,
poderiam causar grande estrago àquela primeira comunidade. A Palavra de DEUS
diz que assim que Ananias caiu e expirou, veio um grande temor sobre todos os
que ouviram; da mesma forma aconteceu quando Safira morreu (vv.5,11). Esse
juízo rápido e severo da parte do Senhor ajudou os crentes a manter o respeito
pelas coisas de DEUS. Infelizmente vivemos dias em que o temor a DEUS e às suas
coisas está longe de muitas pessoas. DEUS não se deixa escarnecer (Gl 6.7); e
não há nada escondido que não venha ser revelado (Lc 12.2). Por isso andemos
com temor e tremor diante do Senhor, com zelo pela sua obra (Jr 48.10).
Continuação dos milagres.
É Interessante notar que aquele trágico episódio não causou uma evasão na
igreja, ou uma repreensão aos apóstolos de que estavam sendo duro demais com as
pessoas da comunidade. Pelo contrário, logo após o triste episódio, podemos ver
que muitos sinais e prodígios eram feitos pelas mãos dos apóstolos (v. 12).
Aquela severa punição causou um grande temor entre todos (v.11) e muitos sinais
e prodígios eram feitos fazendo aumentar o número de crentes (v.14). Quando há
temor a DEUS a glória do Senhor desce. Portanto, precisamos nos despir do velho
homem e estar na presença do Senhor com integridade para vermos a sua
glória (Cl 3.9,10).
Pense
Você já pensou nas consequências que a mentira pode trazer para a sua vida?
Ponto Importante
Através de uma mentira, pessoas, relacionamentos e instituições podem sofrer
duramente. O cristão deve evitar a mentira sob quaisquer circunstâncias.
III – SINCERIDADE, INTEGRIDADE E VERDADE COMO TRAÇOS DO CARÁTER CRISTÃO
O cristão precisa ser sincero.
O vocábulo sincero vem de duas palavras latinas, “sine” sem e “cera”. Alguns
trabalhadores cobririam imperfeições nas esculturas com cera. O senado romano
teria decretado que toda escultura deveria ser entregue “sine cera”, ou seja
“sem cera”. A partir daí, o termo teria assumido o significado de “sem
trapaça”, e posteriormente, sincero. O crente em CRISTO também precisa viver
uma vida “sem cera”, ou seja, deve ser autêntico. Muitos hoje em dia são como
aquelas esculturas da Roma antiga, querem maquiar suas ações reprováveis. JESUS
disse que somos a luz do mundo (Mt 5.14), e que nossas obras devem resplandecer
para glorificarem a DEUS Pai (Mt 5.16). O oposto de sincero é falso, fingido,
hipócrita. JESUS chamou de hipócritas os mestres da Lei e fariseus que exigiam
das pessoas coisas que eles não conseguiam fazer, além da vaidade exterior que
se esforçavam em possuir, mas cujo interior era como um sepulcro (Mt 23.1-31).
Integridade em todo o tempo.
Em tempos difíceis como esses, em que há falta de integridade e caráter,
precisamos prezar por uma vida íntegra em todo o tempo. Sejamos como Daniel,
cuja integridade e lealdade eram tão pungentes que os seus inimigos não
encontravam nada de que pudessem acusá-lo.
A verdade acima de tudo.
JESUS disse que conheceríamos a verdade e ela nos libertaria (Jo 8.32). Ele é a
própria verdade (Jo 14.6). O mesmo apóstolo João, em suas cartas, escreve:
“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em
verdade” (1 Jo 3.18). A vida do cristão deve ser um exemplo de alguém que anda
na verdade. Mesmo que ela custe caro, como Daniel que, por andar na verdade de
DEUS, foi parar na cova dos leões. Contudo, o Senhor esteve ali com ele. Mesmo
que custe o desprezo desse mundo que jaz no maligno (1 Jo 5.19). Mesmo que
custe o abandono de amigos e a incompreensão da família. No entanto, a verdade
deve sempre ser seguida em amor.
Pense
Você está disposto(a) a não negociar a verdade, custe o que custar?
Ponto Importante
DEUS revela a sua vontade para aqueles que andam em sinceridade.
SUBSÍDIO 1
Ananias…caiu e expirou
“DEUS feriu com severidade a Ananias e Safira (vv. 5,10), para que se
manifestasse sua aversão a todo engano, mentira e desonestidade no reino de
DEUS.
Um dos pecados mais abomináveis na igreja é enganar o povo de DEUS no tocante
ao nosso relacionamento com CRISTO, trabalho para Ele, e a dimensão de nosso
ministério.
Entregar-se a esse tipo de hipocrisia significa usar o sangue derramado de
CRISTO para exaltar e glorificar o próprio eu diante dos outros.
Esse pecado desconsidera o propósito do sofrimento e da morte de CRISTO (Ef
1.4; Hb 13.12), e revela ausência de temor do Senhor (vv. 5,11) e de respeito e
honra ao ESPÍRITO SANTO (v. 3), e merece o justo juízo de DEUS” (Bíblia de
Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1638).
SUBSÍDIO 2
“E não se achava nele nenhum vício ou culpa” (6.4)
Quando abrimos os jornais ou constatamos na mídia televisiva a realidade das
confabulações mentirosas, caluniosas envolvendo nossos políticos podemos
entender como é difícil a vida política. […] Daniel foi alvo dessa maldade dos
seus pares dentro do palácio da Babilônia. Aqueles se tornaram inimigos de
Daniel, sem que ele tivesse ofendido a qualquer um deles. Confabularam contra
Daniel buscando alguma falha moral, material e mesmo religiosa, mas foram
frustrados pela integridade dele (Dn 6.4,5). Osvaldo Litz escreveu em um livro:
A Estátua e a Pedra, que o ‘sucesso sempre exige um tributo’. Também o sucesso
conseguido através da fidelidade e do esmero. A intenção do rei de promover a
Daniel para o posto de maior poder no governo suscitou a inveja dos outros
presidentes. Eles seriam passados para trás e um estrangeiro teria poder sobre
eles. A integridade moral e política de Daniel para com o rei era
incontestáveis. Porém, destacava-se, também, a fidelidade de Daniel para com o
seu DEUS” (CABRAL, Elienai. Integridade Moral e Espiritual: O Legado do Livro
de Daniel para a Igreja Hoje. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 92
CONCLUSÃO
O triste episódio de Ananias e Safira nos traz importantes lições a respeito do
temor e do andar em verdade. Em um mundo mergulhado na corrupção e no engano,
DEUS ainda nos chama para ser pessoas sinceras e íntegras, um exemplo de boas
obras e a fim de que ninguém tenha nenhum mal para dizer de nós (Tt
2.7,8).
HORA DA REVISÃO
Cite algumas características dos irmãos da Igreja Primitiva.
O coração e alma deles era um só. Tudo era em comum. Não havia necessitado
entre eles. Vendiam suas propriedades e colocavam aos pés dos apóstolos.
Qual foi a mentira que o casal Ananias e Safira contaram?
Eles venderam uma propriedade e retiveram parte do valor quando foram entregar
aos apóstolos (v.2).
Cite as consequências da fraude de Ananias e Safira.
A morte do casal e um temor muito grande que caiu sobre todos (vv. 5,10,11).
Segundo a lição, cite um exemplo bíblico de integridade.
A sinceridade e integridade devem ser valores inegociáveis na vida de todo
crente. João e Paulo nos exortam a viver uma vida regida pela verdade em todos
os momentos.
Como permanecer sincero em um mundo corrompido?
Resposta pessoal.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
O Caso de Ananias e Safira - Com. Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e
NT
Atos 5:1-11
O capítulo começa com um termo melancólico: mas (v. 1), o qual detém o
prospecto agradável e feliz das coisas que vimos nos capítulos anteriores. Como
se dá com cada pessoa, assim toda igreja, mesmo em seu melhor estado, tem o seu
mas.
1. Os discípulos eram muito santos e sublimes, e parecia que todos eram
sumamente bons, mas havia hipócritas entre eles, cujo coração não era reto
diante de DEUS (Atos 8.21). Eram pessoas que, quando foram batizadas e
assumiram a aparência de piedade, negaram a eficácia dela (2 Tm 3.5) e ficaram
aquém. Mesmo nas melhores sociedades terrenas há uma mistura de maus e bons. O
joio cresce junto com o trigo até a colheita.
2. Era digno de nota que os discípulos tivessem alcançado essa perfeição para a
qual JESUS recomendou o jovem rico: eles venderam o que tinham e deram tudo aos
pobres (Mt 19.20,21). Mas até isso serviu de véu e disfarce para a hipocrisia,
pois se cria que a venda de posses e a doação do valor da venda fosse prova
irrefutável de sinceridade.
3. Os sinais e maravilhas que os apóstolos operaram até aqui eram milagres de
misericórdia, mas agora ocorre um milagre de juízo. Este é um exemplo de
severidade que ocorre após exemplos de bondade, para que DEUS seja amado e
temido.
I
O pecado de Ananias e Safira, sua esposa. É bom vermos marido e
mulher unidos no que é bom, mas juntos na prática do mal é ser como Adão e Eva,
quando concordaram em comer o fruto proibido e foram um na desobediência. 1. O
pecado de Ananias e Safira consistiu na ambição de serem considerados
discípulos eminentes, do primeiro escalão, quando na verdade não eram
verdadeiros discípulos. Queriam passar por uma das árvores mais frutíferas na
videira de CRISTO, quando na realidade não tinham raiz. Eles venderam uma
propriedade e depositaram o preço (como fez Barnabé) aos pés dos apóstolos (vv.
1,2) para que não ficassem para trás dos próprios dirigentes dos cristãos. Eles
tinham em mira o aplauso e a aclamação para ficarem em posição mais digna
possível de promoção na igreja, pois talvez pensassem que ela em breve se
destacaria em pompa e grandeza secular. Veja que é possível os hipócritas
negarem alguma coisa a eles mesmos para se servirem de outra. Eles se privam de
vantagem secular em um caso, com vistas a obter crédito em outro. Ananias e
Safira aceitariam a confissão do cristianismo para mostrar boa aparência na
carne (Gl 6.12), e assim escarneceriam de DEUS e enganariam as pessoas, pois
sabiam que não iriam até ao fim com a confissão cristã. É digno de nota e até
determinado ponto correto que o jovem rico não fingiu seguir JESUS, mas
retirou-se triste (Mt 19.22), pois sabia que, numa situação difícil, ele não se
sustentaria até o fim. Ananias e Safira fingiram ir até o fim para receberem o
crédito do discipulado, quando na verdade não iriam. Veja que a consequência é
muitas vezes fatal quando a pessoa mantém a confissão cristã por um período
maior do que admite o seu princípio interior. 2. O pecado de Ananias e Safira
foi cobiçarem as riquezas do mundo e desconfiarem de DEUS e sua providência:
Eles venderam uma propriedade (v. 1), e talvez, num repentino impulso de zelo,
resolveram dedicar o valor total da venda para fins caridosos. Em seguida,
fizeram um voto, ou pelo menos concordaram entre si em agir assim. Mas, quando
receberam o dinheiro, o coração deles fraquejou e retiveram parte do preço (v.
2), porque amaram o dinheiro, pensaram que era muito para ser entregue de uma
só vez às mãos dos apóstolos e o quiseram para si. Embora agora todas as coisas
fossem comuns entre os membros da igreja, não o seriam por muito tempo, e o que
fariam em tempos de necessidade se não deixassem nada reservado para si? Eles
não podiam confiar na palavra de DEUS para que lhes provesse o sustento, mas
julgaram que seriam mais espertos que os demais, guardando para tempos de
privações. Pensaram que podiam servir a DEUS e a Mamom ao mesmo tempo (Mt
6.24): a DEUS, depositando parte do dinheiro aos pés dos apóstolos, e a Mamom,
guardando a outra parte nos próprios bolsos. Agiram como se não houvesse plena
suficiência em DEUS para lhes recompor a totalidade da fazenda, exceto se
retivessem uma parte em suas próprias mãos mediante caução. O coração estava
dividido, por isso foram culpados (Os 10.2). Eles coxearam entre dois
pensamentos (1 Rs 18.21): se tivessem sido legítimas pessoas mundanas, não
teriam vendido a propriedade; se tivessem sido legítimos cristãos, não teriam
retido parte do preço. 3. O pecado de Ananias e Safira se caracterizou por
acharem que enganariam os apóstolos, fazendo-os entender que entregaram o valor
total da venda, quando na verdade era apenas uma parte. Eles chegaram com muita
firmeza, grande demonstração de devoção e religiosidade, como os outros, e
depositaram o dinheiro aos pés dos apóstolos (v. 2) como se fosse o total. Eles
dissimularam com DEUS e seu ESPÍRITO, com CRISTO e sua igreja e ministros. Foi
este o pecado deles.
II
O indiciamento de Ananias que comprovou a sua condenação e execução por este
pecado. Quando ele levou o dinheiro, esperava ser elogiado e aprovado, como os
outros o foram, mas Pedro o censurou. Sem investigar ou interrogar testemunhas
relacionadas ao caso, o apóstolo o acusou categoricamente do crime. A seguir,
agravou o crime, aumentando-lhe a culpa e mostrando-lhe o delito em suas
verdadeiras cores (vv. 3,4). O ESPÍRITO de DEUS em Pedro revelou o fato sem
qualquer informação (quando talvez ninguém mais no mundo o soubesse, exceto
Ananias e sua mulher) e discerniu o princípio de infidelidade predominante do
coração de Ananias, instaurando imediatamente processo contra ele. Se tivesse
sido um pecado de fraqueza, pela surpresa de uma tentação, Pedro teria levado
Ananias para o lado, mandado que fosse para casa buscar o restante do dinheiro
e recomendado que se arrependesse da tolice de tentar ludibriá-los. Mas ele
sabia que o coração de Ananias estava inteiramente disposto para praticar o mal
(Ec 8.11), por isso não lhe deu chance para se arrepender. Pedro aqui mostrou:
1. A origem do pecado de Ananias: Encheu Satanás o teu coração (v. 3). O diabo
não só lhe sugeriu o pecado e o colocou na cabeça, mas também o instigou
firmemente que o fizesse. Tudo que for contrário ao bom ESPÍRITO procede do mau
espírito, e tais corações são cheios por Satanás nos quais a mundanalidade
reina e tem ascendência. Certos estudiosos afirmam que Ananias era um dos que
tinham recebido o ESPÍRITO SANTO e foi cheio dos seus dons. Contudo, tendo
provocado o ESPÍRITO, este se retirou dele. Agora Satanás encheu o seu coração,
semelhantemente quando o ESPÍRITO do Senhor se retirou de Saul, e o assombrava
um espírito mau, da parte do Senhor (1 Sm 16.14). Satanás é um espírito de
mentira, como o foi na boca dos profetas de Acabe (2 Cr 18.21), assim foi na
boca de Ananias, com isso dando a entender que ele encheu o seu coração.
2. O pecado de Ananias: Ele mentiu ao ESPÍRITO SANTO (v. 3). Era um pecado de
natureza extremamente hedionda, do qual ele não poderia ter sido culpado caso
Satanás não lhe tivesse enchido o coração.
(1) Certos eruditos traduzem a frase: para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO,
pseusasthai se to pneuma to hagion, por: “para que desmentisses o ESPÍRITO
SANTO”. Essa tradução pode ser analisada de duas maneiras: [1] Ananias
desmentiu o ESPÍRITO SANTO que nele estava. Esta é a opinião do Dr. Lightfoot
ao supor que Ananias não era um crente leigo, mas um ministro, um dos cento e
vinte que receberam o dom do ESPÍRITO SANTO (pois ele é mencionado
imediatamente depois de Barnabé). Todavia, ele ousa, por dissimulação,
desmentir e envergonhar esse dom. Outra sugestão é que os que tinham vendido
suas propriedades e depositado o dinheiro aos pés dos apóstolos, o fizeram por
impulso especial do ESPÍRITO SANTO, o qual os capacitou a agir de modo tão
grandioso e generoso. Ananias fingiu que foi movido pelo ESPÍRITO SANTO para
fazer o que fez. Em seu ato vil, ele não estava sob a influência do bom
ESPÍRITO, pois, caso estivesse, teria sido uma obra perfeita. [2] Ananias
desmentiu o ESPÍRITO SANTO que estava nos apóstolos, a quem ele levou o
dinheiro. Ele deturpou o ESPÍRITO pelo qual eles eram movidos, quer por suspeita
de que eles não seriam fiéis na distribuição das ofertas confiadas a eles
(pensamento infame, como se eles fossem falsos à responsabilidade assumida), ou
por certeza de que eles não descobririam a fraude. Ele desmentiu o ESPÍRITO
SANTO quando, pelo que fez, teria pensado que os que são dotados com os dons do
ESPÍRITO SANTO podem ser facilmente enganados como outros. Foi o que pensou
Geazi, a quem seu senhor o convenceu do erro por esta palavra: Porventura, não
foi contigo o meu coração? (2 Rs 5.26). Foi a acusação feita contra a casa de
Israel e Judá, pois quando, como Ananias, agiram traiçoeiramente, desmentiram o
Senhor, dizendo: Não é ele (Jr 5.11,12). Ananias pensou que os apóstolos eram
exatamente como ele, desmentindo dessa forma o ESPÍRITO SANTO que neles estava.
Não imaginou que o ESPÍRITO SANTO os orientava a discernir os espíritos uma vez
que todos tinham os dons do ESPÍRITO, enquanto outros cristãos os receberam
separadamente (veja 1 Co 12.8-11). Os que fingem ter a inspiração do ESPÍRITO,
enganando a igreja com suas próprias fantasias, seja de opinião ou de prática,
que afirmam que são movidos pelos céus quando na verdade agem por orgulho,
cobiça ou simulação de poder, desmentem o ESPÍRITO SANTO.
(2) Mas lemos a frase grega assim: Para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO (v. 3),
cuja leitura é apoiada pelo versículo seguinte: Não mentiste aos homens, mas a
DEUS (v. 4). [1] Ananias contou uma mentira, uma mentira deliberada, com o
propósito de enganar. Ele disse para Pedro que tinha vendido uma propriedade
(v. 1; casa ou terras) e este era o valor da venda. Talvez tivesse se
expressado em palavras que possibilitassem um significado duplo, usado
equivocações a respeito, na intenção de disfarçar o assunto um pouco e
isentá-lo da culpa de uma mentira franca. Ou quem sabe não disse nada. Seja
como for, o resultado é o mesmo. Ele fez como os demais que levaram o valor
total do que venderam para dar a impressão de estar fazendo o mesmo e receber
os elogios que os outros receberam, além de receber o mesmo privilégio e acesso
ao fundo público. A ação era uma declaração implícita de que ele levou o valor
total. Mas isso era mentira, porque ele guardara uma parte do que arrecadara.
Veja que muitos são levados a mentir grosseiramente por orgulho dominante e presunção
do aplauso dos homens, em especial nas obras de caridade para os pobres. Que
não haja em nós lugar para o orgulho de um falso dom dado a nós ou dado por nós
(Pv 25.14), e que nem nos orgulhemos de um verdadeiro dom, que foi o que nosso
Salvador quis dizer com esta advertência sobre obras de caridade: Não saiba a
tua mão esquerda o que faz a tua direita (Mt 6.4). Os que se orgulham das obras
que nunca praticaram ou que não cumprem com a promessa de praticar boas obras
ou ainda que pensam que suas obras são melhores do que, de fato, são,
permanecem na mentira de Ananias. E como devemos temer as consequências dessa
mentira! [2] Ananias contou esta mentira ao ESPÍRITO SANTO (v. 3). O dinheiro
não foi levado tanto aos apóstolos quanto foi ao ESPÍRITO SANTO que neles
estava: Não mentiste aos homens (não somente aos homens, não principalmente aos
homens, embora os apóstolos fossem meros homens), mas a DEUS (v. 4). Portanto,
deduzimos que o ESPÍRITO SANTO é DEUS, pois quem mente ao ESPÍRITO SANTO mente
a DEUS. “Dos que mentiram aos apóstolos, movidos e agindo pelo ESPÍRITO de
DEUS, é dito que mentem a DEUS, porque os apóstolos agiram pelo poder e
autoridade de DEUS. Daí, concluímos (como o Dr. Whitby bem observa) que o poder
e a autoridade do ESPÍRITO são o poder e a autoridade de DEUS.” E, como ele
argumenta mais adiante: “Ananias mentiu a DEUS, porque ele mentiu ao ESPÍRITO
que estava nos apóstolos que os capacitou a discernir os segredos do coração e
ações dos homens. Como propriedade exclusiva de DEUS, aquele que mente para ele
tem de mentir a DEUS, porque mente àquele que tem a propriedade incomunicável
de DEUS, e, por conseguinte, a essência divina”.
3. As agravações do pecado de Ananias: Guardando-a, não ficava para ti? E,
vendida, não estava em teu poder? (v. 4), que podem ser entendidas de duas
maneiras: (1) “Tu não estavas sendo tentado a reteres parte do preço (v. 2).
Antes que a propriedade fosse vendida era tua. Não estava hipotecada, onerada a
impostos, nem presa por dívidas. Quando foi vendida, estava em teu poder dispor
do dinheiro conforme quisesses, de forma que podias dar o total ou uma parte.
Tu não tinhas dívidas a pagar, talvez nem filhos a sustentar; de forma que não
havia nenhum induzimento em particular que te influenciasse a reteres parte do
preço. Tu foste transgressor sem causa.” Ou: (2) “Tu não tinhas necessidade de
vender tuas terras, nem de levar o dinheiro aos pés dos apóstolos. Tu podias
ter guardado o dinheiro e as terras, se quisesses, e nunca haver fingido este
teatro de perfeição.” Como regra de caridade, o apóstolo Paulo preconiza que as
pessoas não sejam pressionadas e nem exigidas como por necessidade, porque DEUS
ama ao que dá com alegria (2 Co 9.7). Filemom tinha de fazer o benefício não
[...] como por força, mas voluntário (Fm 14). Como melhor é que não votes do
que votes e não pagues (Ec 5.5), assim melhor teria sido que Ananias não
tivesse vendido suas terras do que ter retido parte do preço; que não tivesse
fingido fazer a boa obra do que tê-la feito pela metade. “Quando a propriedade
foi vendida, [...] estava em teu poder (v. 4), mas quando foi votada, não
estava mais em teu poder: tu abriste a boca ao Senhor, e não podias voltar
atrás.” Quando entregamos nosso coração a DEUS, não se admite que o dividamos.
Satanás, como a mãe cujo filho não era seu, aceitaria a metade; mas DEUS terá
tudo ou nada.
4. Ananias é culpado de todas estas acusações com os agravantes
supramencionados: Por que formaste este desígnio em teu coração? (v. 4). Veja
que, embora Satanás lhe tivesse enchido o coração para mentir, o apóstolo
declara que Ananias o designou no coração, o que mostra não podermos abrandar
nossos pecados pondo a culpa no diabo. Ele tenta, mas não pode forçar. Cada um
de nós é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência (Tg
1.14). É o pecador que concebe no próprio coração a coisa má que é dita ou
feita. Portanto, se fores escarnecedor, tu só o suportarás (Pv 9.12). O
encerramento da acusação é muito grave, mas igualmente justo: Não mentiste aos
homens, mas a DEUS (v. 4). Veja como o profeta enfatiza a acusação feita contra
Acaz: Pouco vos é afadigardes os homens, senão que ainda afadigareis também ao
meu DEUS? (Is 7.13). E Moisés na acusação feita contra Israel: As vossas
murmurações não são contra nós, mas sim contra o Senhor (Êx 16.8). O mesmo
ocorre aqui: “Tu podias nos enganar, pois somos homens como tu, mas não erreis:
DEUS não se deixa escarnecer (Gl 6.7)”. Se pensarmos que conseguimos trapacear
DEUS, constataremos que no fim das contas teremos trapaceado fatalmente a nós
mesmos.
III
A morte e o sepultamento de Ananias (vv. 5,6).
1. Ananias morreu imediatamente: Ananias, ouvindo estas palavras (v. 5),
emudecido, no mesmo sentido que ficou sem fala aquele que foi acusado de
adentrar a festa de casamento sem a roupa nupcial (Mt 22.12). Nada teve a dizer
em sua defesa. Mas isso não foi tudo. Ele foi atacado de mudez, na presença de
uma testemunha, porque foi ferido de morte: Ele caiu e expirou. Ao que parece,
Pedro não intentou nem esperava que a morte sobreviesse a Ananias após proferir
aquelas palavras. Mas é provável que intentasse e esperasse que Safira, a
esposa de Ananias, morresse, pois lhe falou especificamente de morte (v. 9).
Certos estudiosos entendem que um anjo feriu Ananias, matando-lhe, como sucedeu
com Herodes (Atos 12.23). Ou pode ser que a sua própria consciência o feriu com
tamanho horror e estupefação ao sentir o peso da culpa que ele sucumbiu e
morreu. E, talvez, quando permaneceu sob a convicção de ter mentido ao ESPÍRITO
SANTO, a lembrança da imperdoabilidade da blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO (Mt
12.31) o golpeou como um punhal no coração. Veja o poder da palavra de DEUS que
havia na boca dos apóstolos. Como para algumas pessoas era cheiro de vida para
vida, assim para outras era cheiro de morte para morte (2 Co 2.16). Como há
aqueles a quem o evangelho justifica, assim há aqueles a quem ele condena. Este
castigo de Ananias pode parecer severo, mas estamos certos de que foi justo.
(1) O castigo tinha o propósito de preservar a honra do ESPÍRITO SANTO, que
fora recentemente derramado sobre os apóstolos para estabelecer o reino do
evangelho. Ananias afrontou grandemente o ESPÍRITO SANTO, como se fosse
possível enganá-lo. Havia a tendência direta de invalidar o testemunho dos
apóstolos, pois se, pelo ESPÍRITO, eles não descobrissem esta fraude, como, por
este mesmo ESPÍRITO, descobririam as coisas profundas de DEUS, as quais tinham
de revelar aos filhos dos homens? Era necessário que o crédito dos dons e
talentos dos apóstolos fosse defendido, ainda que a este custo. (2) O castigo
tinha o propósito de intimidar outras pessoas igualmente presunçosas, agora que
esta dispensação começava. Mais tarde, Simão, o Mágico, e Elimas, o Encantador,
não foram castigados. Ananias foi feito de exemplo neste princípio de
dispensação para mostrar que, como há provas irrefutáveis de que é consolador
receber o ESPÍRITO, também há provas irrefutáveis de que é perigoso resistir ao
ESPÍRITO e menosprezá-lo. A adoração ao bezerro de ouro e o ajuntamento de
lenha no dia de sábado foram castigados com extremo rigor, pois fazia pouco
tempo que os israelitas haviam recebido as leis do segundo e quarto mandamento.
A oferta de fogo estranho feita por Nadabe e Abiú e o motim de Corá e seu grupo
também foram castigados com extremo rigor, pois fazia pouco que fogo do céu
havia caído e que a autoridade de Moisés e Arão havia sido estabelecida. A
atitude de Pedro, o discípulo que negou o Mestre recentemente, mostra que sua
ação não foi fundamentada no ressentimento de uma injustiça que lhe fora feita,
pois ele, que errara, teria sido tolerante com aqueles que o ofendessem; ele,
que se arrependera e fora perdoado, teria perdoado essa afronta e se empenhado
em levar o ofensor ao arrependimento. Esse foi, portanto, um ato do ESPÍRITO de
DEUS em Pedro: a indignidade foi feita ao ESPÍRITO e por Ele o castigo foi
executado.
2. Ananias foi sepultado imediatamente, pois este era o costume entre os
judeus: Os jovens (v. 6), provavelmente nomeados na igreja para a função de
sepultar mortos, como havia entre os romanos os libitinarii e os polinctores,
ou eram os jovens que estavam a serviço dos apóstolos, cobriram o corpo morto
com mortalhas e, transportando-o para fora da cidade, o sepultaram
decentemente, embora tivesse morrido em pecado e por golpe imediato da vingança
divina.
IV
O ajuste de contas com Safira, mulher de Ananias, que talvez tenha sido a
primeira na transgressão e tentado seu marido a comer este fruto proibido. Ela
entrou (v. 7) no lugar onde os apóstolos estavam. Deduzimos que era o Alpendre
de Salomão, pois ali os encontramos (v. 12), e consistia numa parte do templo
onde JESUS costumava passear (Jo 10.23). Ela entrou [...] passando um espaço de
quase três horas, esperando tomar parte nos agradecimentos da casa por sua
entrada e consentindo na venda das terras, nas quais ela tinha direito ao dote
ou a terça parte. Ela não sabia o que havia acontecido. É estranho que ninguém
tivesse ido à sua casa para lhe contar da morte súbita do seu marido a fim de
que ela se mantivesse afastada. Talvez alguém o tivesse feito, mas ela não
estava em casa. Quando ela se apresentou diante dos apóstolos como benfeitora
para o fundo da igreja, deparou-se com infração e não com bênção.
1. A culpa de Safira na participação do pecado de Ananias, seu marido, foi
comprovada por uma pergunta que Pedro lhe fez: Dize-me, vendestes por tanto
aquela herdade? (v. 8), citando a soma que Ananias trouxera e depositara aos
pés dos apóstolos. “Isto foi tudo que vós recebestes pela venda das terras? Não
recebestes nada mais por isso?” “Não”, respondeu ela. “Não recebemos nada mais.
Isto foi cada centavo que recebemos.” Ananias e sua esposa concordaram em
contar a mesma história e, visto que o acordo foi feito em particular e por
consentimento mútuo mantido em segredo, ninguém poderia contestá-los. Pensaram
que conseguiriam sustentar a mentira e com isso ganhar crédito. É triste ver
que as relações que deveriam incentivar as pessoas para o que é bom fortalecem
para o que é mau.
2. Pedro profere a sentença de Safira: Ela participará do destino de Ananias,
seu marido (v. 9).
(1) Pedro revela o pecado de Safira: Por que é que entre vós vos concertastes
para tentar o ESPÍRITO do Senhor? (v. 9). Antes de proferir a sentença, ele faz
com que ela conheça as abominações que cometeu e lhe mostra o mal do pecado
cometido. Observe: [1] Ananias e Safira tentaram o ESPÍRITO do Senhor, como os
israelitas tentaram DEUS no deserto, quando disseram: Está o Senhor no meio de
nós, ou não? (Êx 17.7), depois de terem visto tantas provas miraculosas do
poder divino; não só a sua presença, mas a sua presidência, quando disseram:
Poderá DEUS, porventura, preparar-nos uma mesa no deserto? (Sl 78.19). O mesmo
ocorre aqui: “O ESPÍRITO SANTO que está nos apóstolos pode descobrir esta
fraude? Será que eles conseguirão discernir que esta é somente uma parte do
preço, quando lhes falarmos que é o total?” Porventura, julgará [DEUS] por
entre a escuridão? (Jó 22.13). Eles viram que os apóstolos tinham o dom de
línguas. Mas será que tinham o dom de discernir os espíritos? Os que presumem
que estão seguros e impunes ao pecado tentam o ESPÍRITO de DEUS. Eles tentam
DEUS como se fosse exatamente um deles. [2] Ananias e Safira tomaram juntos
essa decisão, transformando o laço do casamento (o qual pela instituição divina
é um laço sagrado) em laço de iniquidade. É difícil dizer qual é o pior entre
cônjuges e outras relações – o desacordo no bem ou o acordo no mal. Pelo visto,
a concordância em praticarem o mal juntos denota que foi mais uma forma de
tentarem o ESPÍRITO. Era como se, quando eles combinaram guardar segredo da
resolução tomada sobre este assunto, nem mesmo o ESPÍRITO do Senhor pudesse
descobrir. Eles queriam esconder profundamente o seu propósito do Senhor (Is
29.15), mas acabam vendo que isso é impossível. “Como é que sois tão cegos? Que
estupidez bizarra se apoderou de vós a ponto de arriscardes a fazer prova do
que está acima de contestação? Como é que vós, cristãos batizados, não sabíeis
disso? Como ousais correr risco tão grande?”
(2) Pedro profere o destino de Safira: Eis aí à porta os pés (talvez ele
tivesse ouvido os passos se aproximando ou soubesse que os jovens não estavam
longe) dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti (v. 9). Como
Adão e Eva, que concordaram em comer o fruto proibido, foram expulsos juntos do
paraíso, assim Ananias e Safira, que concordaram em tentar o ESPÍRITO do
Senhor, foram afugentados juntos do mundo.
3. A própria sentença se executa a si mesma. Não houve necessidade de executor,
pois um poder mortal apoiou a palavra de Pedro, como acontece às vezes com o
poder curador. O DEUS, em cujo nome o apóstolo falou, mata e faz viver, e da
sua boca (neste momento, Pedro era sua boca) sai o mal e o bem (Dt 32.29; Lm
3.38). E logo Safira caiu aos seus pés e expirou (v. 10). Com alguns pecadores
DEUS trata imediatamente, ao passo que com outros Ele é paciente. Claro que há
boas razões para essa diferença, mas Ele não nos deve explicações a respeito
dos seus atos. Somente agora ela ficou sabendo que o seu marido havia morrido.
A descoberta do seu pecado e a sentença de morte vieram sobre ela como um raio
e a levaram embora como em um vendaval. Há muitos exemplos de morte súbita que
não devem ser considerados castigo de algum pecado medonho, como sucedeu aqui.
Não devemos pensar que todos os que morrem de repente sejam mais pecadores que
os outros. Talvez seja um ato de generosidade o fato de terem uma passagem
rápida. Não obstante, faz bem que todos sempre estejamos preparados. Mas aqui
está claro que a morte foi causada por um ato de julgamento. Certos eruditos
levantam a questão relativa ao estado eterno de Ananias e Safira e se inclinam
a pensar que a destruição da carne ocorreu para que o espírito seja salvo no
Dia do Senhor JESUS (1 Co 5.5). Eu me associaria à essa visão, caso tivessem
recebido oportunidade para arrepender-se, como aconteceu com o coríntio
incestuoso. Mas as coisas secretas não nos pertencem. Ela caiu aos [...] pés de
Pedro, onde deveria ter depositado o preço total da venda, mas não o fez. A
própria Safira fez seu depósito, como que a completar a parte faltante. Entrando
os jovens que cuidavam dos serviços e funerários, acharam-na morta. Eles não
cobriram o corpo morto como fizeram com Ananias (v. 6), mas a transportaram do
jeito que estava e a sepultaram junto de seu marido. Provavelmente colocaram
lápides nas sepulturas, sugerindo que eram monumentos conjuntos da ira divina
contra os que mentem ao ESPÍRITO SANTO. Há quem pergunte se os apóstolos
aceitaram o dinheiro que o casal trouxe. Estou inclinado a pensar que sim. Eles
não tinham a superstição dos que diziam: Não é lícito metê-lo no cofre das
ofertas (Mt 27.6), pois todas as coisas são puras para os puros (Tg 1.15). O
que eles levaram não estava contaminado para aqueles a quem eles levaram; mas o
que eles retiveram estava contaminado para os que o retiveram. Moisés e os
sacerdotes usaram os incensários dos amotinados de Corá (Nm 16.36-40).
V
A impressão que este fato causou no povo. Enquanto a história transcorria, o
povo tomava conhecimento dela: E um grande temor veio sobre todos os que isto
ouviram (v. 5), que ouviram o que Pedro disse e viram o que se seguiu; ou sobre
todos os que [...] ouviram a história, pois não há dúvida de que era o assunto
da cidade inteira. E novamente: E houve um grande temor em toda a igreja e em
todos os que ouviram estas coisas (v. 11). 1. Veio sobre os que tinham se unido
à igreja um grande medo de DEUS e seus julgamentos e também uma reverência
maior pela dispensação do ESPÍRITO na qual agora se encontravam. Não foi um
desalento ou coibição à alegria santa que tinham, mas lhes ensinou a serem
sérios na alegria e se alegrarem com tremor. Depois destes acontecimentos,
todos os que depositaram o dinheiro aos pés dos apóstolos tinham medo de reter
qualquer parte do preço. 2. Todos que ouviram a história ficaram atemorizados e
estavam prontos a dizer: Quem poderia estar em pé perante o Senhor, este DEUS
santo, e o seu ESPÍRITO que está nos apóstolos? (1 Sm 6.20).
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Poder para julgar: Ananias e Safira (5.1-11) - Comentário - NVI (F F Bruce)
O momento histórico. Muitos cristãos, nominais ou sinceros, têm cometido o
pecado de Ananias e não caíram mortos logo em seguida, mas lembremos o
seguinte: (a) que ele e sua esposa pecaram contra a luz brilhante
do testemunho quase perfeito da igreja primitiva; (b) que DEUS com
frequência mostra a sua desaprovação abertamente quando o pecado mancha o
início de um novo estágio do seu testemunho no mundo, para que
todos que seguem possam, ao menos, saber o que está na mente dele com
relação a esse assunto (v. Acã, Js 7; Nadabe e Abiú, Lv 10.1-7).
A natureza voluntária das ofertas. A declaração de Pedro em 5.4 mostra
claramente que não era exercida nenhuma pressão sobre os crentes para
induzi-los a vender as suas propriedades ou trazer o valor da venda
para o fundo comum. Supostamente o casal poderia ter declarado que queria
reter uma parte do valor, e a outra parte teria sido aceita.
A natureza do pecado. Não podemos determinar se Ananias e Safira eram
cristãos carnais ou nominais, e isso não faz diferença para a
avaliação da situação. Eles queriam aparecer diante da igreja com a mesma fé e
generosidade que Barnabé demonstrara, e pessoas assim que buscam a glória
humana caem debaixo da condenação severa do Senhor (Jo 5.44). Não somente
isso, mas estavam preparados para manter em segredo as suas
reservas financeiras e, ainda assim, conseguir a reputação pela qual
ansiavam. Isso significou uma mentira encenada diante dos outros, que
Safira, ao menos, estava preparada para suportar com uma inverdade proposital
(5.8). Que ninguém se admire diante do fato de que em dias de
plenitude do ESPÍRITO de santidade a desaprovação divina tenha sido
manifestada por meio do juízo imediato. A mentira estava sendo
cometida diante de DEUS (e do ESPÍRITO SANTO, que é DEUS), embora eles
quisessem encenar o seu papel diante dos homens. O fato de terem
concordado em tentar o ESPÍRITO do Senhor foi especialmente
abominável, visto que esse pecado remonta à rebeldia de Israel no
deserto — o pecado de “ver até onde o homem pode ir” com seus desejos
e anseios em oposição a DEUS e diretamente na sua presença (Mt 4.7;
Êx 17.2; Dt 6.16).
O juízo e seus efeitos (5.5,6,10,11). Do ponto de vista da comunidade cristã,
a morte de Ananias e Safira foi um exemplo drástico de ICo 5.7 — um
ato de disciplina para que a “massa fresca” da igreja
primitiva pudesse continuar não levedada. Não se pode deduzir disso
que doença e morte entre o povo de DEUS sempre estão diretamente
relacionadas a algum pecado especial, mesmo que a disciplina por meio de
sofrimentos talvez seja a experiência especial daqueles que trilham o
caminho da santidade (Hb 12.4-11). Em casos excepcionais, há visitações
desse tipo para a promoção da saúde da igreja local (ICo 11.30).
O Nome se mostrou poderoso não somente para o testemunho e cura, mas também
para juízo, e o temor que caiu sobre a igreja e os outros foi totalmente
saudável.
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Morte de Ananias e Safira. 5:1-16. Comentário Bíblico Moody
Este incidente nos mostra que a igreja primitiva não estava livre de
problemas fritemos. Lucas não procura atenuar a situação mas conta o
acontecimento com cores negras.
1, 2. Safira no aramaico significa linda. Tal como Barnabé, ela e seu marido
venderam uma propriedade. Ananias, com o conhecimento de sua mulher, planejou
levar apenas parte do dinheiro aos apóstolos, fingindo que estava dando tudo.
3. Não somos informados de como Pedro reconheceu a fraude; foi provavelmente
por iluminação divina. Pedro acusou Ananias não por enganá-lo mas por tentar
enganar o ESPÍRITO SANTO. O ESPÍRITO SANTO é obviamente uma pessoa, e o
versículo 4 mostra que o ESPÍRITO SANTO também é DEUS.
4. O programa de partilhar riquezas na igreja primitiva era puramente
voluntário e não compulsório. Permanecendo de posse da terra, Ananias tinha o
direito de fazer o que entendia; e mesmo depois de vendê-la, o dinheiro era seu
para usá-lo como quisesse. O pecado de Ananias não foi o de guardar o dinheiro,
mas o de pretender uma consagração completa a DEUS enquanto deliberadamente
guardou parte do dinheiro. Foi o pecado de uma consagração desonesta, pois ele
mentiu a DEUS.
5. Encarando a enormidade do seu pecado, Ananias sentiu-se completamente
vencido e imediatamente caiu ao chão e expirou. Não somos informados da causa
do seu mal. Certamente Pedro não invocou sua morte. Quer Ananias tenha ou não
expirado devido a um choque emocional, sua morte foi um juízo de DEUS sobre sua
consagração hipócrita.
6. Antigamente no Oriente o sepultamento era feito logo após a morte sem
maiores delongas por causa da rápida decomposição dos corpos.
7. Safira devia estar longe da cena, caso contrário a morte de seu marido
tê-la-ia alcançado mais cedo.
9. Pedro acusou-a de cumplicidade de estar brincando com DEUS. Tentar a DEUS
(Êx. 17:2; Dt. 6:16), isto é, ver até onde se pode ir tomando liberdades com a
bondade de DEUS, é um pecado perigoso. Essa foi uma das tentações que nosso
Senhor enfrentou (Mt. 4:7).
10. Safira teve o mesmo destino de Ananias. Ela também caiu e expirou. Não
temos motivos para crer que Ananias e Safira não fossem salvos. Sua morte
física foi um juízo divino que não envolveu a salvação deles. O próprio fato de
serem crentes determinou a enormidade do seu pecado. Estavam fingindo uma
"submissão total" mas deliberadamente guardaram algo para si. Este é
um pecado que só pode ser cometido por um cristão.
11. Este acontecimento despertou grande espanto e temor de DEUS na igreja e
produziu influência purificadora. Aqui pela primeira vez em Atos aparece a
palavra igreja (ekklésia). Significa, chamados e refere-se ao chamado feito aos
cidadãos gregos para que saíssem de suas casas a fim de assistirem assembleias
públicas com propósitos cívicos. A palavra foi usada no V.T. grego em relação a
Israel na qualidade de povo de DEUS. Seu uso no N.T., portanto, indica que a
Igreja é o novo povo de DEUS. A palavra nunca foi usada com referência a um
edifício. Ela se refere tanto à igreja como um todo (5:11; 9:31; 20:28) como às
congregações locais dos crentes (11:26; 13:1).
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A falsidade ou a mentira é outro atributo do egoísmo. Teologia Sistemática
de Charles Finney
A falsidade pode ser objetiva ou subjetiva. A falsidade objetiva é a que se
opõe à verdade. A falsidade subjetiva é um coração conformado com o erro e com
a falsidade objetiva. A falsidade subjetiva é um estado mental ou um atributo
do egoísmo. E a vontade numa atitude de resistência à verdade e apego ao erro e
às mentiras. Isso é sempre e necessariamente um atributo do egoísmo.
O egoísmo consiste na escolha de um fim oposto a toda verdade e não pode senão
passar à realização desse fim, em conformidade com o erro ou falsidade, em
lugar da verdade. Se em algum momento ele lança mão da verdade objetiva, como
faz com freqüência, é com falsa intenção. É com a intenção em guerra com a
verdade, a natureza e as relações das coisas.
Se algum pecador, em algum momento e em alguma circunstância, diz a verdade, é
por um motivo egoísta; é para obtenção de um fim falso. Ele possui uma mentira
no coração e uma mentira na mão direita. Ele se firma na falsidade. Ele vive
para isso, e se não falsifica a verdade de maneira constante e aberta, é porque
a verdade objetiva é coerente com a falsidade subjetiva. Seu coração é falso,
tão falso quanto possível. Seu coração abraçou a maior mentira do universo e
vendeu-se a ela. Na prática, o egoísta proclamou que seu bem é o bem supremo;
além disso, que não há outro bem, senão o dele; que não há outros direitos,
senão os dele; que todos devem servi-lo e que todos os interesses devem
contribuir para o dele. Ora, tudo isso, conforme eu disse, é a maior falsidade
que já houve ou pode haver. Ainda assim, essa é a solene declaração prática de
todo pecador. Sua escolha afirma que DEUS não tem direitos, que não se deve
amar e obedecer a DEUS, que DEUS não tem o direito de governar o universo, mas
que DEUS e todos os seres devem obedecer e servir ao pecador. É possível haver
falsidade maior e mais desavergonhada que essa? E tal pessoa fingiria em
relação à verdade? Também sim, com certeza. O próprio fingimento é só um
exemplo e ilustração da verdade de que a falsidade é um elemento essencial de
seu caráter.
Se todo pecador sobre a Terra não falsifica de maneira aberta, a todo momento,
a verdade, não é pela veracidade de seu coração, mas por algum motivo
puramente egoísta. É preciso que assim seja. Seu coração é totalmente falso. E
impossível que, permanecendo pecador, tenha alguma consideração para com a
verdade. Ele é um mentiroso no coração; esse é um atributo essencial e eterno
de seu caráter. E verdade que seu intelecto condena a falsidade e justifica a
verdade, e que, com frequência, por meio do intelecto, existe em sua
sensibilidade a presença ou a formação de uma profunda impressão em favor da
verdade; mas se o coração não for mudado, ele se apega às mentiras e mantém, na
prática, a proclamação da maior mentira do universo, a saber, que não se deve
acreditar em DEUS, que CRISTO não merece confiança, que o interesse próprio é o
bem supremo; e que todos os interesses devem ser considerados de menor valor
que os próprios.
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Lição 11, CPAD, Os Prejuízos Da Mentira Na Família, 2Tr23 -
REVISTA NA ÍNTEGRA
Escrita Lição 11, CPAD, Os Prejuízos Da Mentira Na Família, 2Tr23
Para me ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
TEXTO ÁUREO
“Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com
os seus feitos.” (Cl 3.9)
VERDADE PRÁTICA
A mentira pode até dar flores, mas não produz fruto para o bem.
LEITURA DIÁRIA
SEGUNDA – Lv 19.11 A mentira viola o mandamento de DEUS
TERÇA – Gl 5.17,24,25 A mentira é obra da carne e nada tem a ver com o ESPÍRITO
SANTO
QUARTA – Jo 8.44 O Diabo é o pai da mentira
QUINTA – Sl 64.6 A mentira revela a malícia do coração
SEXTA – Tg 3.14 Não se pode mentir contra a verdade
SÁBADO – Nm 23.19; Tt 1.2; Hb 6.18 DEUS não pode mentir
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 5.1-11
1 – Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma
propriedade
2 – e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e levando uma parte,
a depositou aos pés dos apóstolos.
3 – Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para
que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade?
4 – Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por
que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS.
5 – E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio
sobre todos os que isto ouviram.
6 – E, levantando-se os jovens, cobriram o morto e, transportando-o para fora,
o sepultaram.
7 - E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não
sabendo o que havia acontecido.
8 - E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela
disse: Sim, por tanto.
9 – Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para
tentar o ESPÍRITO do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu
marido, e também te levarão a ti.
10 – E logo caiu aos seus pés e expirou. E, entrando os jovens, acharam-na
morta e a sepultaram junto de seu marido.
11 – E houve um grande temor em toda igreja e em todos os que ouviram estas
coisas.
Hinos Sugeridos: 306, 322, 499 da Harpa Cristã
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A história de Ananias e Safira foi marcada negativamente pela mentira que o
casal proferiu no início da Igreja. Ao longo da história da igreja
pós-pentecostes, no livro de Atos dos Apóstolos, um sentimento amoroso de
partilha a respeito dos pobres dominava na igreja cheia do ESPÍRITO SANTO. Para
que os necessitados não tivessem carência, alguns dos novos convertidos, que
tinham posses, negociavam suas propriedades e depositavam o dinheiro recebido
junto aos pés dos apóstolos para a distribuição aos necessitados. Nesse
contexto, o casal, Ananias e Safira, deixou-se dominar pela inveja e o desejo
de chamar a atenção dos demais. Por isso, eles mentiram contra os apóstolos e a
igreja. Nesta lição, estudaremos o perigo que a mentira traz para a família
cristã. Além de tragédia espiritual, ela também traz uma tragédia familiar.
I – UMA CONVERSÃO DUVIDOSA
1. Por que uma conversão duvidosa? Porque as atitudes do casal não
revelavam a transformação de vida alcançada pelo poder do Evangelho (Rm 1.16).
Embora atraídos pela prática da igreja, simpáticos à causa do Evangelho,
Ananias e Safira não corresponderam à obra de regeneração do ESPÍRITO SANTO, ou
seja, eles não foram genuinamente transformados (Jo 3.3-7). É importante
enfatizar que, no início do movimento do Pentecostes, Ananias e Safira
uniram-se à igreja local, passando a fazer parte dela. Entretanto, a velha
natureza se revelava na hipocrisia, na cobiça e na mentira do casal.
2. A comunhão na igreja de Atos. Em Atos dos Apóstolos, está claro que uma das
caraterísticas dos primeiros dias da igreja, entre outras coisas, era a
“comunhão” (At 2.42). Os convertidos a CRISTO daquele tempo, advindos do grande
grupo dos quase três mil novos cristãos, tinham tudo em comum, pois o ESPÍRITO
SANTO gerou no coração desses cristãos o amor generoso e voluntário. A marca
dessa igreja era a ajuda mútua, pois seus membros vendiam suas propriedades e
depositavam todo o valor arrecadado aos pés dos apóstolos. Esse dinheiro tinha
o objetivo de ajudar os mais pobres de Jerusalém (At 4.34,35). Um exemplo desse
“espírito” na primeira igreja foi um homem chamado Barnabé. Ele vendeu suas
terras e entregou todo o dinheiro, de forma voluntária, para suprir a
necessidade dos cristãos carentes (At 4.36,37).
3. A inveja e a hipocrisia de Ananias e Safira. Quando viram o desprendimento
generoso de Barnabé, Ananias e Safira encheram seus corações de inveja. No
lugar de agirem de maneira generosa, eles cultivaram um sentimento carnal,
tramando um plano para impressionar os apóstolos e a igreja (At 5.1,2). O plano
era o seguinte: vender uma propriedade e levar o dinheiro como oferta à igreja,
mas reter uma parte desse valor para eles mesmos e entregar a outra como se
fosse o valor completo. Ananias e Safira fingiriam dar todo o dinheiro à
igreja. É muito triste quando a hipocrisia e o engano se instalam no coração do
homem. Mais trágico ainda quando essa realidade acontece no seio da família
cristã. Devemos estar vigilantes, o Diabo age para desfazer a unidade do
ESPÍRITO na vida da família.
4. Quando a mentira e o engano enchem os corações. Cheio do ESPÍRITO, incisivo
e com autoridade espiritual, o apóstolo Pedro disse a Ananias: “Ananias, por
que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e
retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E,
vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu
coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS” (At 5.3,4). O apóstolo Pedro
também tratou com a esposa de Ananias, sem ela saber que o esposo havia caído
morto na presença de todos: “Por que é que entre vós vos consertastes para
tentar o ESPÍRITO do Senhor?” (At 5.9a). Portanto, vemos que a mentira e o
engano dominaram o coração do casal para tentar ludibriar a igreja e,
consequentemente, a liderança apostólica. Ao tentar enganar a liderança local
da primeira igreja, na verdade, eles mentiram contra o ESPÍRITO SANTO (At 5.3),
voltando-se diretamente contra DEUS (At 5.4).
SINÓPSE I - A igreja primitiva vivia uma verdadeira comunhão. Entretanto,
Ananias e Safira dissimulava nessa comunhão com a mentira.
AUXÍLIO devocional
“À SUA DISPOSIÇÃO
[Ananias e Safira] Esse casal conspirou, e combinou que deveria vender suas
propriedades, guardando uma parte do dinheiro, mas fingiu dar tudo, colocando o
dinheiro aos pés dos apóstolos, como os outros cristãos tinham feito. A morte
deles aconteceu imediatamente, não porque tivesse guardado o dinheiro, mas
porque o seu ato foi uma mentira: um engano para manipular a comunidade cristã
e encobrir os seus verdadeiros motivos. O mais fascinante é o fato de que, se
tivessem guardado todo o dinheiro, e o tivessem investido em alguma atividade
comercial [...], provavelmente teriam vivido ‘felizes para sempre’. Como disse
Pedro, a propriedade não deles, em primeiro lugar? O dinheiro não estava à sua
disposição? (v.5) Agora, antes que você fique com a impressão errada, este não
é um devocional sobre o modo de vida americano, ou uma exortação para ‘investir
em riquezas’. É simplesmente uma observação de que aquilo que você ou eu temos
é nosso. O que nós possuímos, possuímos. Quando temos dinheiro, ele está à
nossa disposição. Os capítulos 4 e 5 de Atos não suscitam a questão do
comunismo cristão, de maneira alguma. Mas esses capítulos suscitam uma
pergunta. A pergunta é: nós estamos ou não à disposição de DEUS?” (RICHARDS,
Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2013,
p.725).
II – O PROBLEMA DA MENTIRA DENTRO DA FAMÍLIA
1. A mentira produzida dentro da família. Ananias e Safira imaginaram que
poderiam tirar proveito do desconhecimento das pessoas da igreja sobre a
artimanha de esconder a verdade sobre a venda da propriedade, mentindo com o
objetivo de chamar a atenção para si mesmos (At 5.1). Isso fala a respeito de
pessoas que se dizem cristãs, mas mantêm velhos hábitos da vida mundana. O
ESPÍRITO SANTO se entristece quando, dentro da família, esposo, esposa, filhos
e filhas, ou outros membros, fazem da mentira um estilo de vida. Por isso, o
apóstolo Paulo exorta a não mentir uns aos outros (Cl 3.9).
2. Quem faz uso da mentira está dominado pelo poder da carne. Em Gálatas, o
apóstolo Paulo escreve que a carne cobiça contra o ESPÍRITO, e este se opõe à
carne para que não façamos o que ela quer, ou seja, se espera dos cristãos que
crucifiquem a sua carne com suas respectivas paixões, isto é, vícios da alma;
assim, devemos viver dominados pelo ESPÍRITO (Gl 5.17,24,25). Toda e qualquer
mentira, por mais ingênua que possa parecer, tem sua fonte no Diabo, que é o
seu pai (Jo 8.44,45). Se ela domina o crente, significa que este não está mais
no ESPÍRITO, mas na carne (cf. Rm 8.1; 13.14).
SINÓPSE II - O uso da mentira revela a escravidão da carne. Conjugada com a
hipocrisia, a mentira traz consequências sérias para toda a família.
AUXÍLIO VIDA CRISTÃ
O PECADO DE ANANIAS E SAFIRA
“O pecado que Ananias e Safira cometeram não foi o da mesquinhez, por
guardarem parte do dinheiro; eles tinham a opção de vender ou não a terra; e,
caso decidissem vendê-la, poderiam dar quanto quisessem. O pecado deles foi
mentir diante de DEUS e do seu povo, dizendo que deram a quantia total, quando,
na verdade, guardaram parte para si; eles mentiram, a fim de parecerem mais
generosos do que realmente eram. Tal pecado foi severamente julgado, porque a
desonestidade, a cobiça e a avareza são destrutivas para a Igreja, pois impede
que o ESPÍRITO SANTO trabalhe eficazmente. Toda mentira é ruim, mas quando
mentimos para tentar enganar a DEUS e a seu povo sobre o nosso relacionamento
com Ele, destruímos nosso testemunho a favor de CRISTO” (Bíblia de Aplicação
Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2020, p.1486).
III – PROTEGENDO A FAMÍLIA DA MENTIRA E DA HIPOCRISIA
1. Cuidado contra os defeitos morais no lar. Quando se permitem certos
defeitos morais como a prática da mentira, do fingimento e da hipocrisia dentro
de um lar, essa família está fadada ao fracasso. Semelhantemente ao que
aconteceu com Ananias e Safira, no Antigo Testamento, lemos a história de uma
família israelita, cujo chefe era Acã. Dominado pela cobiça e pela hipocrisia,
ele furtou certos objetos da cidade de Jericó, considerados amaldiçoados e que,
por isso, Israel não deveria tomar como despojo. Esse pecado de desobediência
trouxe maldição para todo o povo. A ira do Senhor se acendeu contra Acã e toda
a sua família (Js 7.1).
2. Precisamos agir contra a hipocrisia e a mentira. Ninguém está livre de se
achar dominado pelas mesmas hipocrisias e mentiras que se acharam no casal
Ananias e Safira. Por isso, a Bíblia nos ensina que não podemos trocar a
verdade de DEUS pela mentira, como fazem as pessoas dominadas pelo pecado (Rm
1.25). Aos servos de DEUS cabe fazer um autoexame diante dEle contra a
hipocrisia (Mt 7.3,5). Sim, a consequência direta da mentira é a hipocrisia.
Esses dois vícios são obras carnais que podem dilacerar uma família.
3. Não deixe o Inimigo agir na família. O versículo 3 diz: “Ananias, por que
encheu Satanás o teu coração? [...]”. É indiscutível que Satanás age ativamente
na Terra e, especialmente, contra as famílias da Igreja de CRISTO. Ele trabalha
contra essa importante instituição, investindo contra os seus membros.
Infelizmente, como Ananias, há muitos que permitem a Satanás encher seus
corações para desestabilizar a família. Por isso, cabe-nos estar em oração e
vigilância (Mt 26.41). Então, podemos fazer o que a Bíblia diz: “Sujeitai-vos,
pois, a DEUS; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).
SINÓPSE III
É preciso estabelecer uma camada de proteção na família cristã contra os
instrumentos da mentira e da hipocrisia.
CONCLUSÃO
Como aconteceu com Ananias e Safira, que foram punidos pelo Senhor com morte
instantânea, membros da família, que praticam a mentira, podem experimentar
consequências gravíssimas por causa dessa prática. A Bíblia diz que a Igreja é
a coluna e a firmeza da verdade (1 Tm 3.15). Portanto, ainda que, num primeiro
momento possa parecer difícil, o caminho da verdade sempre é o melhor.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Segundo a lição, por que se pode dizer que a conversão de Ananias e Safira
foi duvidosa?
Porque as atitudes do casal não revelavam a transformação de vida alcançada
pelo poder do Evangelho (Rm 1.16).
2. Qual era o plano do casal?
Vender uma propriedade e levar o dinheiro como oferta à igreja, mas reter uma
parte desse valor para eles mesmos e entregar a outra como se fosse o valor
completo. Ananias e Safira fingiriam dar todo o dinheiro à igreja.
3. O que a mentira de Ananias e Safira, com o objetivo de chamar a atenção para
si mesmos, pode ilustrar?
Isso fala a respeito de pessoas que se dizem cristãs, mas mantêm velhos hábitos
da vida mundana.
4. Que história no Antigo Testamento pode ser comparada à de Ananias e Safira?
Semelhantemente ao que aconteceu com Ananias e Safira, no Antigo Testamento,
lemos a história de uma família israelita, cujo chefe era Acã.
5. O que cabe à família cristã?
Cabe estar em oração e vigilância (Mt 26.41).
LEITURAS PARA APROFUNDAR
Qualidade Total de Vida; Os Dez Mandamentos para o dia de hoje
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A lição desta semana traz uma reflexão muito pertinente. Mesmo depois de
receber o derramamento do ESPÍRITO SANTO, a igreja primitiva foi atacada por
Satanás por meio de um instrumento que é capaz de levar destruição para as
relações humanas: a mentira. O capítulo 5 de Atos apresenta o casal Ananias e
Safira que, no lugar de entregar uma oferta voluntária e desprendida,
dissimulou e manipulou uma oferta diante de uma causa tão nobre. A história
bíblica de Ananias e Safira é um alerta quanto ao malefício da mentira em nossa
família.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Investigar a natureza da “conversão” de Ananias e
Safira; II) Refletir a respeito do problema da mentira na família; III) Expor o
conselho bíblico de como proteger a família da mentira e da hipocrisia.
B) Motivação: Há um pensamento bem interessante e que faz todo o sentido para
esta lição: “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns
por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos o tempo todo”. Esse
pensamento revela a fraqueza da mentira, pois ela não dura o tempo todo. Sempre
há um vestígio que, em algum momento, será confrontado pela verdade.
C) Sugestão de Método: Para introduzir a lição desta semana reproduza o pensamento
acima e solicite que a classe dê sua opinião a respeito. Ouça com atenção! Em
seguida, exponha o conteúdo do primeiro tópico, mostrando como o pensamento
apresentado no início da aula é um exemplo concreto da história bíblica
revelada nas Escrituras.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: É preciso estabelecer a cultura da verdade dentro de uma família
cristã. Onde há verdade, há confiança e segurança. DEUS se agrada disso. Essa
cultura da verdade na família deve começar pelos pais. Ela passa também pelo
confronto das famosas “mentirinhas” das crianças. Não por acaso, em nosso país,
há o conhecido dia da mentira, 1º de Abril, onde culturalmente se é permitido
“mentir”. Precisamos confrontar esse tipo de cultura em nossa família e em
nossas demais relações com a verdade da Palavra de DEUS.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz
reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas
Adultos. Na edição 93, p.41, você encontrará um subsídio especial para esta
lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão
suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “À Sua Disposição”, localizado ao
final do primeiro tópico, aprofunda o episódio bíblico da mentira de Ananias e
Safira, levantando a questão da disponibilidade voluntária a DEUS. 2) O texto
“O Pecado de Ananias e Safira”, localizado ao final do segundo tópico, expande
o tema da mentira em relação a DEUS e o seu povo.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
ESCRITA LIÇÃO 6, CPAD, UMA IGREJA NÃO CONIVENTE COM A MENTIRA – NA ÍNTEGRA COMO NA
REVISTA
Escrita Lição 6, CPAD, Uma Igreja Não Conivente Com A Mentira, 3Tr25, Com. Extras
Pr. Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 99991520454 (Tel) Luiz
Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – O
DIABO, O PAI DA MENTIRA
1. É da natureza satânica mentir.
2. A mentira como um ardil maligno
3. Não superestime o Inimigo!
II – O CRISTÃO E A MENTIRA
1. Mentir é uma escolha
2. Atraídos pela mentira
3. Mentir tem consequências
III – A IGREJA QUE REPELE A MENTIRA
1. Uma igreja temente
2. Uma igreja forte
TEXTO ÁUREO
“Disse,
então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses
ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade?” (At 5.3)
VERDADE
PRÁTICA
Como toda
forma de engano, a mentira é pecado. Devemos, pois, andar sempre na luz da
verdade.
LEITURA
DIÁRIA
Segunda
- Tt 1.2 A mentira não faz parte da natureza divina
Terça - Pv 12.22 DEUS abomina a mentira
Quarta - Jo 8.44 O Diabo é o pai da mentira
Quinta - Ef 4.25 O cristão deve abandonar a mentira
Sexta - Ap 22.15 Os mentirosos ficarão de fora do Céu
Sábado - Pv 23.23 Devemos valorizar a verdade e não praticar a
mentira
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 5.1-11
1- Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma
propriedade
2- e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte,
a depositou aos pés dos apóstolos.
3- Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que
mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade?
4- Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por
que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS.
5- E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio
sobre todos os que isto ouviram.
6- E, levantando-se os jovens, cobriram
o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram.
7- E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não
sabendo o que havia acontecido.
8- E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse:
Sim, por tanto.
9- Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar
o ESPÍRITO do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e
também te levarão a ti.
10- E logo caiu aos seus pés e expirou. E, entrando os jovens, acharam-na morta
e a sepultaram junto de seu marido.
11- E houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas
coisas.
HINOS SUGERIDOS: 77, 302, 388 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Na vida cristã, a verdade deve ser um valor inegociável. A história de Ananias
e Safira dentro da comunidade de Jerusalém revela a seriedade do compromisso
com a honestidade diante de DEUS e da Igreja. Movidos pela cobiça e pela busca
de reconhecimento, tentaram enganar os apóstolos, mas foram desmascarados e
sofreram juízo imediato. Esta lição nos ensina que a mentira não apenas
compromete nosso caráter, mas também fere a santidade da Igreja. A justiça
divina se manifesta para preservar a pureza do povo de DEUS, destacando a
necessidade de temor, integridade e sinceridade na caminhada cristã.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Apresentar a origem da mentira como uma estratégia de
Satanás para enganar os crentes; II) Mostrar que mentir é uma escolha moral e
que todo crente deve rejeitar o engano; III) Valorizar a santidade da Igreja e
a necessidade de viver em verdade diante de DEUS.
B) Motivação: A verdade é um pilar inegociável da vida cristã, e a história de
Ananias e Safira nos ensina que DEUS não compactua com o engano. Satanás usa a
mentira para desviar os crentes, mas cada um tem a responsabilidade de escolher
a verdade. Como cristãos, devemos rejeitar qualquer forma de falsidade, pois a
mentira traz consequências espirituais e prejudica a comunhão com DEUS. A
Igreja deve preservar sua santidade, mantendo-se firme na transparência e
integridade, pois o temor ao Senhor nos conduz a uma vida autêntica e
irrepreensível.
C) Sugestão de Método: Para reforçar o tópico "O Cristão e a
Mentira", você pode utilizar o método do estudo de caso. Apresente uma
situação hipotética de um cristão enfrentando a tentação de mentir para obter
vantagem, como em uma entrevista de emprego ou na declaração de imposto renda.
Peça à classe que analise as consequências dessa escolha, relacionando
com Atos 5.1-11. Em seguida, promova uma reflexão guiada, incentivando os
alunos a aplicarem os princípios os bíblicos contra a mentira, como Efésios
4.25. Finalize destacando que, assim como Ananias e Safira sofreram
consequências, todo engano traz perdas espirituais e morais.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Como servos de DEUS, devemos viver em integridade, rejeitando
toda forma de engano, pois a verdade fortalece nossa comunhão com CRISTO e
preserva a santidade da Igreja.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz
reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas
Adultos. Na edição 102, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta
lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão
suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "O Pecado da
Hipocrisia", localizado depois do primeiro tópico, traz uma reflexão sobre
a ação de Satanás para semear mentira e hipocrisia no meio do povo de DEUS; 2)
No final do segundo tópico, o texto "Evite que o pecado germine"
promove uma reflexão sobre a importância de erradicar o pecado da mentira desde
a sua origem, ou seja, no nível do pensamento.
PALAVRA-CHAVE - Mentira
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Um casal, aparentemente despretensioso, achou que podia lucrar às custas da
santidade da Igreja. Ao combinarem um ardil para enganar os apóstolos, Ananias
e Safira estavam, na verdade, a serviço do Diabo, o pai da mentira. Nesta
lição, aprenderemos que é possível um crente não vigilante estar a serviço do
Diabo em vez de agir em favor do Reino de DEUS. Foi exatamente isso o que
aconteceu com Ananias e Safira – tentaram obter lucro negociando valores do
Reino. Como crentes não podemos usar de engano porque DEUS sonda os corações.
Cabe, portanto, a nós, nos afastarmos do pecado pelo temor do Senhor.
I – O DIABO, O PAI DA MENTIRA
1. É da natureza satânica mentir
A Escritura afirma que Satanás induziu Ananias a mentir: “Disse, então,
Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração...?” (At 5.3). Motivado
pela cobiça, pelo desejo de obter lucro fácil, Ananias deu lugar ao Diabo, que
o levou a mentir. JESUS já havia afirmado que o Diabo é o pai da mentira (Jo
8.44). Satanás está por trás de toda mentira e engano (2 Ts 2.9,10). O apóstolo
Paulo viu esse espírito de engano quando enfrentou Elimas, o mágico (At 13.10).
O Diabo será sempre mentiroso, nunca mudará.
2. A mentira como um ardil maligno
Satanás não obrigou nem forçou Ananias a mentir, mas, evidentemente plantou
a semente do engano e da mentira em seu coração. A mentira é um dos seus ardis.
A Escritura é bem clara: “não deis lugar ao diabo” (Ef 4.27). Por certo,
Ananias sabia disso, pois estava numa igreja doutrinada pelos apóstolos (At
2.42). A questão, portanto, não estava em não saber fazer a coisa certa, mas em
subestimar o ardil do Inimigo que possui a capacidade de induzir a fazer a
coisa errada. É possível que o casal tenha flertado com a possibilidade de
ganhar lucro e fama fingindo estar fazendo a coisa certa. Duas coisas que não
são em si mesmas pecaminosas, mas quando buscadas com a intenção errada, se
tornam pecado.
"Para haver responsabilidade moral é necessário que os nossos atos sejam
feitos livremente [...].”
3. Não superestime o Inimigo!
O apóstolo Paulo orienta os crentes a perdoarem e a não guardarem nenhuma
raiz de amargura (2 Co 2.10,11). Se por um lado não podemos superestimar o
inimigo, visto ele ter sido derrotado na cruz (Cl 2.15); por outro lado, não
podemos subestimá-lo. Paulo orienta os crentes a se revestirem de toda armadura
de DEUS para que possam ficar firmes contra as “astutas ciladas do diabo” (Ef
6.11). A expressão grega “astutas ciladas” traduz o termo grego methodeias, de
onde procede nosso termo português “método”. O Diabo é meticuloso e trabalha
metodicamente para enganar os cristãos. Vigiemos!
SINÓPSE I - Satanás é a origem do engano e usa a mentira para afastar as
pessoas de DEUS.
AUXÍLIO BIBLICO-TEOLÓGICO
“O PECADO DA HIPOCRISIA. Os crentes, movidos por amor cristão, vendiam seus
imóveis espontaneamente. Faziam isto para distribuírem a importância apurada
conforme a necessidade de cada um. [...] No meio daquele entusiasmo, Ananias e
Safira venderam uma propriedade. Ananias entrou em acordo com sua mulher e
reteve parte do preço, depositando o restante aos pés dos apóstolos. Até ali,
tudo havia sido glorioso na vida da igreja. Suas características típicas eram o
amor fraternal, a bondade altruísta, a coragem heroica e a real devoção a
CRISTO. Não era, no entanto, nenhum Milênio espiritual. Satanás, longe de estar
amarrado, trabalhava com vigor! Não conseguiu destruir a Igreja através das
perseguições vindas de fora. Procurou, então, estragá-la por dentro, seduzindo
alguns dos seus membros. Não conseguindo destruir o trigo, semeou seu joio (Mt
13.24-30). Suas primeiras vítimas, aliás indesculpáveis, foram Ananias e
Safira. Daquele tempo para cá, a hipocrisia sempre tem seguido a realidade da
religião como uma sombra negra” (PEARLMAN, Myer. Atos: Estudo do Livro de Atos
e o Crescimento da Igreja Primitiva. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, pp.59,60).
II – O CRISTÃO E A MENTIRA
1. Mentir é uma escolha
Um fato fica evidente em Atos 5.1-11: tanto Ananias quanto sua mulher,
Safira, agiram livremente na questão envolvendo a venda de uma propriedade (At
5.1,2). Isso fica ainda mais claro quando Pedro, sob o discernimento do
ESPÍRITO SANTO, reprova Ananias por ter tentado enganar a igreja acerca do real
valor da propriedade (v.3). Ananias não foi obrigado, nem tampouco
constrangido, a agir da forma como agiu. Tanto ele como sua esposa, que foi
conivente com a ação dele, tomaram uma decisão livre. Mentir é uma escolha que
envolve a natureza moral. Ora, para haver responsabilidade moral é necessário
que os nossos atos sejam feitos livremente, isto é, não estejam sob nenhuma
força externa que nos obrigue a praticá-los. Nesse aspecto, como veremos mais a
frente, eles não poderiam culpar a ninguém, nem mesmo o Diabo, pelo que
fizeram.
"Ninguém pode agir na Igreja de DEUS da
forma que achar mais conveniente, pensando
que não estará sujeito ao julgamento divino.”
2. Atraídos pela mentira
Se por um
lado Ananias e Safira tomaram decisões livres, por outro lado, sofreram
implicações de suas decisões: “E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e
expirou” (At 5.5). Não podemos saber o que se passou pela cabeça de Ananias e
Safira para agirem como agiram. O certo é que quiseram obter vantagem com a
negociação feita. É possível que, ao verem os demais crentes fazendo ações
louváveis, quando doavam seus bens, tivessem visto nesse gesto uma oportunidade
de obterem, além do reconhecimento, o lucro pelo patrimônio que fora vendido e,
supostamente, doado.
3. Mentir tem consequências
Ao agirem
assim, Ananias e Safira não pensaram nas consequências de suas ações. Mesmo
fazendo parte de uma igreja pentecostal, onde os dons do ESPÍRITO SANTO estavam
em evidência, se expuseram a uma ação mesquinha quando resolveram mentir, não
somente aos apóstolos, mas ao próprio DEUS. Contudo, o preço pago por essas
ações foi muito caro – custou-lhes suas próprias vidas. Antes de se praticar
qualquer ação de natureza pecaminosa, é necessário pensar nas consequências que
isso produzirá. Quantos crentes, muitos deles experientes, hoje lamentam por
não terem levado em conta as consequências de suas ações? Vigiemos!
SINÓPSE II - O crente deve rejeitar toda falsidade, pois a mentira compromete
seu testemunho e comunhão com DEUS.
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“EVITE QUE O PECADO GERMINE. Tomás Kempis escreveu: “Em primeiro lugar,
chega à mente um simples pensamento sobre o mal, então chega à mente uma forte
impressão do mesmo, e, depois, o deleite no mal com o impulso de praticá-lo, e
finalmente, o consentimento”. Estas palavras descrevem o caráter gradual do
pecado. [...] Ananias e Safira se deixaram encantar por Satanás. Deixaram seu
amor a DEUS ceder lugar à concupiscência pelo ouro. Houve, no entanto, um tempo
em que tinham a possibilidade de resistir à tentação. E a lição que tiramos é:
evite que o pecado germine. O pecado começa com um pensamento. É nesta altura
que se trava a batalha decisiva contra o pecado. Devemos nos apegar firmemente
à doutrina bíblica de que o diabo pode ser resistido (Tg 4.7)” (PEARLMAN, Myer.
Atos: Estudo do Livro de Atos e o Crescimento da Igreja Primitiva. Rio de
Janeiro: CPAD, 2023, p.64).
III – A IGREJA QUE REPELE A MENTIRA
1. Uma igreja temente
Lucas destaca que os fatos ocorridos com Ananias e Safira trouxeram um
grande temor dentro e fora da Igreja (At 5.11). A palavra “temor” traduz o
termo grego phobos, que também aparece no versículo 5 deste mesmo capítulo.
Muitas vezes essa palavra é traduzida com o sentido de “medo” (Mt 28.4; Lc
21.26; Jo 7.13). Contudo, aqui nesse contexto o sentido é de “reverência” e
“respeito” como em Atos 2.43 e outras passagens neotestamentárias (cf At 9.31;
19.17; 1 Co 2.3; 2 Co 7.1; 2 Co 7.15). Se DEUS não tivesse usado Pedro para
parar o intento daquele casal, o pecado teria entrado na Primeira Igreja e, sem
dúvidas, causado danos irreparáveis. Esse julgamento de DEUS, além do fato de
punir o pecado do casal, serviu para mostrar quão séria é a Igreja de DEUS.
Ninguém pode agir na Igreja de DEUS da forma que achar mais conveniente,
pensando que não estará sujeito ao julgamento divino.
2. Uma igreja forte
Mais uma vez, Lucas destaca que “muitos sinais e prodígios eram feitos entre o
povo pelas mãos dos apóstolos” (At 5.12). Isso mostra que uma igreja santa, que
trata o pecado como pecado e não arranja desculpas para justificá-lo, é uma
igreja forte. A prova disso é a manifestação dos dons espirituais que levou os
apóstolos a fazerem milagres extraordinários. Uma igreja fraca, anêmica por
falta de disciplina espiritual e que aprendeu a tolerar o pecado em seu meio,
torna-se inoperante.
SINÓPSE III - A Igreja deve zelar pela verdade, pois DEUS exige santidade e
transparência em seu povo.
CONCLUSÃO
É possível um crente pecar e se acostumar com o pecado sem se arrepender. É
possível que ele encontre até mesmo justificativas plausíveis para
comportamentos notadamente pecaminosos. Contudo, uma coisa é certa: não é
possível escapar do juízo divino. No caso da igreja de Jerusalém, o juízo
divino veio de forma rápida e precisa. Contudo, em outros, como no caso de
Corinto, o apóstolo Paulo cobrou uma ação enérgica por parte da igreja que
havia se tornado tolerante em relação ao comportamento pecaminoso de um crente
(1 Co 5.1-13). Em outra situação, Paulo deixou claro que DEUS exerceu seu
direito de juiz com aqueles que havia pecado (1 Co 11.30-32). Fica o alerta:
ninguém é capaz de enganar a DEUS.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Segundo a lição, o que motivou Ananias a mentir?
Motivado pela cobiça, pelo desejo de obter lucro fácil, Ananias deu lugar ao
Diabo que o levou a mentir.
2. O que Satanás semeou no coração de Ananias?
Satanás não obrigou nem forçou Ananias a mentir, mas, evidentemente semeou a
semente do engano e da mentira em seu coração.
3. O que fica evidente em Atos 5.1-11?
Um fato fica evidente em Atos 5.1-11: tanto Ananias quanto sua mulher,
Safira, agiram livremente na questão envolvendo a venda de uma propriedade.
4. O que é necessário pensar antes de qualquer prática de natureza pecaminosa?
É necessário pensar nas consequências que isso produzirá, ou seja, as
consequências espirituais e morais do pecado.
5. O que, de acordo com a lição e o contexto de Atos 5.1-11, Atos 5.12 mostra?
Isso mostra que uma igreja santa, que trata o pecado como pecado e não arranja
desculpas para justificá-lo é uma igreja forte
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
NA
ÍNTEGRA COMO NA REVISTA DO 3º TRIMESTRE DE 2026
Escrita Lição 4, Betel, O Senhor ama
a verdade, mas abomina a mentira, 3Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD
NA TV
Para nos ajudar
PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
EBD | 3° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL |
TEMA: PROVERBIOS: SABEDORIA QUE EDIFICA A VIDA – Princípios
divinos que moldam o caráter, fortalecem a fé e abençoam a familia. | Escola
Bíblica Dominical
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- A MENTIRA
NOS AFASTA DE DEUS
1.1. Os
mentirosos semeiam contendas entre os irmãos
1.2. A mentira
é uma escravidão
1.3. Fuja da
mentira
2- A MENTIRA
DESTRÓI, MAS A VERDADE EDIFICA
2.1. A família
deve viver na verdade
2.2. DEUS é a
Verdade
2.3. O castigo
dos que proferem mentiras
3- O VIVENDO A
VERDADE
3.1. Um caminho
de paz
3.2. Verdade e
ética devem andar juntas
3.3. Guarde a
verdade como tesouro valioso
TEXTO ÁUREO
“A testemunha
verdadeira não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras”,
Provérbios 14.5
VERDADE
APLICADA
Como nova
criatura, devemos falar a verdade e viver em verdade para o bem do próximo e a
Glória de DEUS
OBJETIVOS DA
LIÇÃO
Ressaltar as consequências negativas da mentira
Saber que a verdade abre as portas do Céu
Reconhecer a mentira como uma característica da testemunha falsa.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA - Provérbios 12.11, 18-23
11 O que diz a verdade manifesta a justiça, mas
a testemunha falsa engana.
18 Há alguns cujas palavras são como pontas de espada, mas a língua dos sábios
é saúde. 19 O lábio de verdade ficará para sempre, mas a língua mentirosa dura
só um momento. 20 Engano há no coração dos que maquinam o mal, mas alegria têm
os que aconselham a paz. 21 Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os ímpios
ficam cheios de mal. 22 Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os
que obram fielmente são o seu deleite. 23 O homem avisado encobre o
conhecimento, mas o coração dos tolos proclama a estultícia.
LEITURAS
COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Jó
8.44 O pai da mentira é o diabo.
TERÇA | Ef 4.25 DEUS abomina a mentira.
QUARTA | Êx 20.16 Devemos fugir da mentira.
QUINTA | Cl 3.9 Não mintam uns aos outros.
SEXTA | Pv 12.22 O Senhor odeia os lábios mentirosos.
SÁBADO | Rm 1.25 Alguns trocam a verdade por mentira.
HINOS SUGERIDOS: 306, 322, 514
MOTIVO DE
ORAÇÃO – Ore para que lábios mentirosos não
prosperem entre os santos.
PONTO DE
PARTIDA – A mentira é abominável a DEUS.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que a mentira é uma distorção da verdade com a
intenção de enganar o outro. É considerada um pecado grave porque opõe tanto
à Santidade quanto à Natureza de DEUS, que é a Verdade. Assim, além
de afastar dEle quem a profere, a mentira destrói os relacionamentos.
1- A MENTIRA NOS AFASTA DE DEUS
A mentira engana e ilude o próximo. Aprendemos, no Livro de
Provérbios, que o Senhor DEUS odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os
que falam a verdade (Pv 12.22). Portanto, Ele se agrada de quem é sincero e se
afasta da mentira e do engano (Pv 3.32).
1.1. Os mentirosos semeiam contendas entre os irmãos
O sábio teve o cuidado de ressaltar que o Senhor DEUS odeia a
testemunha falsa, que profere mentiras e semeia contendas entre os irmãos (Pv
6.19). Esse tipo de comportamento destrói amizades, relacionamentos familiares
e profissionais, além de afastar de DEUS os mentirosos.
A
Bíblia deixa claro que DEUS reprova profundamente toda atitude que produz
divisão entre pessoas. A fé cristã se apoia no amor ao próximo como fundamento
da vida comunitária, e qualquer ação que rompa essa unidade afronta diretamente
o que o Senhor deseja para Seu povo. A história registra situações em que a
palavra mal empregada se tornou instrumento de destruição. Um exemplo marcante
é o de Doegue, cuja denúncia irresponsável contra Os sacerdotes em Nobe ampliou
o conflito entre Saul e Davi e terminou em derramamento de sangue inocente (1
Sm 22.6-19). O que poderia ter sido evitado transformou-se em Tragédia por
causa de alguém que escolheu espalhar suspeita onde havia necessidade de
justiça. Esse episódio demonstra o quanto a língua pode ser usada para ferir,
dividir e arruinar vidas quando não é guiada pela verdade. Por isso, as
Escrituras chamam os servos de DEUS a agir como promotores da paz, sustentando
relacionamentos com responsabilidade e integridade, e não abrindo espaço para
atitudes que semeiam discórdia.
1.2. A mentira é uma escravidão
O diabo é descrito na Bíblia como o “pai da mentira” (Jo 8.44). Ele
faz com que a mentira impeça a construção de alicerces sólidos ao minar a
confiança entre as pessoas. Quem mente vira escravo da sua própria mentira, uma
vez que não pode se esquecer da falsidade que criou, vivendo preso àquela
mentira. É justamente em casos assim que o diabo age, aprisionando e afastando
os mentirosos de DEUS. Portanto, o cristão deve estar atento e resistir a esse
mal, porque a desgraça persegue os pecadores por toda a parte, mas os corretos
serão recompensados com o bem (Pv 13.21).
Vivemos
dias em que a mentira se tornou comum, quase naturalizada. Já não se percebe,
em muitos casos, qualquer desconforto entre o que é verdadeiro e o que é
falsificado, embora a Palavra declare que “os lábios mentirosos são abominação
ao Senhor” (Pv 12.22). Mentir por motivos banais: para justificar atrasos,
encobrir ausências, evitar responsabilidades ou disfarçar dívidas não pagas. Há
pessoas tão enredadas em suas próprias invenções que já não distinguem o peso
que carregam e não percebem que a verdade, além de mais digna, é sempre menos
custosa do que sustentar a aparência construída pela falsidade. JESUS ensinou
que a verdade liberta (Jo 8.32), e o Apóstolo Paulo orienta que os servos de DEUS
abandonem a mentira e falem a verdade uns com os outros (Ef 4.25), lembrando
que viver com Transparência é parte essencial do caráter cristão.
1.3. Fuja da mentira
Quem vive de mentiras não conhece o prazer de viver com
autenticidade. O Livro de Provérbios é uma fonte de orientações para uma vida
repleta da verdade, da sabedoria e do conhecimento de DEUS (Pv 2.1-5).
Portanto, devemos fugir da mentira e não compactuar com os mentirosos, como
ensinou o Apóstolo Paulo aos efésios: “Pelo que deixai a mentira e falai a
verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros”, Ef
4.25.
Os
filhos de DEUS são chamados a abandonar toda forma de falsidade, porque a
mentira corrói relacionamentos, distorce a realidade e pode desencadear
consequências profundas. DEUS é absolutamente santo, e a Escritura afirma que
nEle não existe possibilidade de engano (Hb 6.18). Por isso, a vida cristã é um
chamado à santidade (1Ts 4.7) e à conformidade com o caráter de CRISTO, que
assumiu forma humana para nos mostrar o caminho da obediência e da verdade (Fp
2.5-8). Aquele que declarou ser “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6)
estabelece o padrão pelo qual Seus seguidores devem viver: integridade,
transparência e fidelidade em cada palavra.
EU ENSINEI QUE:
O Senhor DEUS
odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade. A
mentira destrói, mas a verdade edifica.
2- A MENTIRA
DESTRÓI, MAS A VERDADE EDIFICA
Os valores bíblicos são imutáveis e nos conduzem ao Céu. Por outro
lado, quem ama e pratica a mentira não desfrutará da Eternidade com DEUS (Ap
22.15).
2.1. A família deve viver na verdade
O Apóstolo Paulo nos orienta a não mentir, pois já
deixamos a velha natureza e seus hábitos (Cl 3.9). Na família, todos devem
prezar pela verdade, pois somente assim é possível criar um ambiente de
confiança, amizade e paz entre seus membros. Esta é a vontade de DEUS para a
família: transparência, fidelidade e harmonia, para que Seus bons frutos se
propaguem para as próximas gerações. A mentira sempre traz quebra de confiança,
mágoa e desordem; mas, quando se diz a verdade, a justiça é feita (Pv 12.17).
DEUS
tem propósitos específicos para a família cristã; mas, para que Seus planos
sejam concretizados, precisamos viver na verdade. A comunicação entre o casal
deve ser clara e sincera para o sucesso do relacionamento (Pv 15.23). Em um
relacionamento saudável, os pais dedicam afeição e cuidado aos filhos, para que
cresçam alicerçados na verdade, íntegros e idôneos em seu relacionamento
pessoal com DEUS e o próximo.
2.2. DEUS é a Verdade
DEUS condena a mentira porque Sua natureza é a Verdade (Jo 1.14).
NEIe não existe mentira nem sombra de variação (Tg 1.17), por esse motivo
deseja que Seus filhos sejam verdadeiros, honestos e obedientes (2Tm 2.2). O
rei Davi se posicionou contra a mentira, dizendo que o Senhor acaba com os
mentirosos (Sl 5.6). No Livro de Provérbios, somos exortados a não mentir nem
dizer palavras perversas (Pv 4.24), porque o que dizemos pode edificar ou
destruir o outro. Portanto, devemos estar atentos ao que falamos, usando bem as
palavras para não desagradar a DEUS.
Bispo
Abner Ferreira: (2024, p.269): “Lembro-me de que, quando criança, ouvi alguém
dizer: `A mentira tem perna curta’. Confesso que foi engraçado idealizar a
mentira (uma imagem) de perna curta. Hoje, porém, percebo que essa frase
significa que aquele que faz uso da mentira não consegue ir muito longe, porque
cedo ou tarde as pessoas vão perceber a mentira’
2.3. O castigo dos que proferem mentiras
A Bíblia nos ensina que a falsa testemunha é castigada, e o que
profere mentiras perecerá (Pv 19.9); portanto, os justos não devem compactuar
com situações que envolvam mentiras. Por ser um Livro de Sabedoria, os
conselhos em Provérbios nos ensinam o caminho que devemos seguir para
permanecer juntos a DEUS, e esse caminho é a verdade.
O
Apóstolo Paulo nos aconselha a deixar a mentira e a falar a verdade (Ef 4.25).
O sábio registrou que, quando a verdade é dita, a justiça é feita (Pv 12.17); e
a falsa testemunha não escapará do castigo (Pv 19.5). Devemos, portanto,
conhecer a Bíblia e buscar intimidade com DEUS para acatar a verdade e rejeitar
a mentira.
EU ENSINEI QUE:
Os valores
bíblicos são imutáveis e nos conduzem ao Céu.
Aprendemos, no
Livro de Provérbios, que o Senhor DEUS odeia os lábios mentirosos, mas se
deleita com os que falam a verdade (Pv 12.22).
3- O VIVENDO A VERDADE
O mundo moderno é volátil e instável; por isso, devemos nos
esforçar para sermos sinceros e transparentes em tudo. John Huss disse: “Ame a
verdade, viva a verdade, pregue a verdade, defenda a verdade. Porque quem não
fala a verdade trai a verdade’: Os crentes devem ser conhecidos como pessoas
que vivem a verdade e prezam pela verdade. Assim sendo, não devemos compactuar
com pessoas mentirosas, que estão sempre dispostas a enganar o outro. Como
discípulos de CRISTO, não podemos entristecer o ESPÍRITO SANTO (Ef 4.29,30)
3.1. Um caminho de paz
Não há dúvidas de que viver na verdade é o melhor caminho.
Infelizmente, muitos gostam de viver em meio a mentiras, distantes da verdade,
e isso desagrada a DEUS. A Bíblia nos garante que a verdade perdurará para
sempre (Pv 12.19). Assim, como nascidos de novo, devemos caminhar na verdade a
fim de alcançar a Eternidade, fugindo do caminho dos mentirosos, que leva à
morte (Pv 14.12). Portanto, o caminho que devemos seguir é verdadeiro,
incorruptível e honesto, e isso nos dá a certeza de que estamos realmente
vivendo os propósitos de DEUS para nós. Viver a verdade é uma virtude, e aquele
que fala a verdade salva vidas (Pv 14.25).
Bispo
Abner Ferreira (2024, p. 270): “Quando adolescente, ouvi uma história sobre a
mentira que nunca mais me esqueci. Trata-se da história de um menino que
adorava fingir que estava se afogando. Toda vez que ocorria, ele ria, falava
que eles tinham sido enganados. Até que se repetiu algumas vezes, até que, um
dia, ele realmente se afogou, mas ninguém lhe deu atenção. A parcela mais
significativa desta pequena história é que a mentira pode ter um resultado
infeliz, que é o afastamento e a falta de confiança.”
3.2. Verdade e ética devem andar juntas
Quando somos verdadeiros, ficamos em paz, pois fazemos o bem a nós
mesmos e aos que nos cercam. DEUS tem compromisso com a verdade e com aqueles
que falam a verdade (Pv 22.12). Isso porque os justos sabem dizer coisas
agradáveis, mas os ímpios somente falam em ofender os outros (Pv 10.32). Sendo
assim, viver na verdade avalia a ética cristã, que diz: “Não admitirá falso
rumor” (Êx 23.1).
Bispo
Abner Ferreira (2024, p. 270): “Hoje, virou rotina ouvir a expressão fake news,
que revela as bolhas de desinformação e boatos falsos, que desestruturam a
sociedade. Sabemos que a verdade trata valores éticos profundos e, por essa
razão, a ética e a verdade caminham conectadas: O lábio de verdade ficará
sempre, mas a língua mentirosa dura só um momento.”
3.3. Guarde a verdade como tesouro valioso
O sábio nos orienta a comprar e nunca vender a verdade (Pv 23.23),
ou seja, a fazer um investimento elevado para obter a verdade (Pv 4.5-7). Não
renuncie à verdade. O salmista nos afirma que escolheu o caminho da verdade e
se propôs a segui-lo (Sl 119.30). A verdade é preciosa porque JESUS é a Verdade
que nos liberta do poder do pecado (Jo 8.32).
R.N.
Champlin (2001, p. 2556): “A verdade que um homem compra é a verdade da Lei.
Agora, o livro de Provérbios a explicar como algo que contém elementos de
sabedoria, instrução e entendimento, descrições padronizadas da Lei e seus
benefícios. As declarações de sabedoria foram compostas para possibilitar a sua
compra.
EU ENSINEI QUE:
Viver a verdade
é uma virtude, e aquele que fala a verdade salva vidas.
CONCLUSÃO
A verdade é um bem precioso, do qual não devemos nos afastar
jamais. O mentiroso vive preso em suas mentiras, servindo de joguete para o
diabo, que é o pai da mentira. Mentir é um pecado que DEUS abomina, e os
desdobramentos de palavras mentirosas podem causar sérios prejuízos.
