Escrita Lição 3, Betel, Lidando com vozes contrárias, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar
PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
1. NEEMIAS
IDENTIFICOU A OPOSIÇÃO LOCAL
1.1. Os opositores.
1.2. Os
inimigos da Obra de DEUS são unidos.
1.3. Os
opositores se revelam diante da obediência.
2. NEEMIAS
BUSCOU CONHECIMENTO E AGIU COM PRUDÊNCIA
2.1. Neemias
guardou tudo em secreto.
2.2. Neemias
buscou conhecimento.
2.3. Neemias
dependia de DEUS.
3. NEEMIAS
PREPAROU O POVO PARA VENCER
3.1. Neemias
anima o povo.
3.2. O
propósito uniu o povo.
3.3. Neemias
encorajou seu povo a ter fé.
TEXTO
AUREO
"Então
lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada
e que as suas portas têm sido queimadas a fogo; vinde, pois, e reedifiquemos o
muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio", Neemias 2.17.
VERDADE
APLICADA
É preciso
buscar equilíbrio e maturidade em DEUS para enfrentar as oposições que venham a
surgir em tempos de reconstrução.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA - Neemias 2.18-20
18. Então lhes
declarei como a mão do meu DEUS me fora favorável, como também as palavras do
rei, que ele me tinha dito. Então disseram: Levantemo-nos e edifiquemos. E
esforçaram as suas mãos para o bem.
19. O que
ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o
arábio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que
fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?
20. Então lhes
respondi, e disse: O DEUS dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus
servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça,
nem memória em Jerusalém".
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
SUBSÍDIOS
EXTRAS – LIVROS, REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
RESUMO
RÁPIDO DO Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
A Lição de
Neemias apresenta um poderoso relato de liderança espiritual, perseverança e
dependência total de DEUS diante de grandes desafios. Inserido em um contexto
de ruínas físicas, morais e espirituais, Neemias surge como um instrumento
levantado por DEUS para restaurar os muros de Jerusalém e, ao mesmo tempo,
renovar a esperança e a identidade do povo. Ao longo dessa narrativa, vemos que
a obra de DEUS não avança sem oposição, mas também não se sustenta sem oração,
prudência e propósito claro. Este estudo destaca como Neemias discerniu a
resistência dos inimigos, buscou conhecimento e direção divina antes de agir, e
preparou o povo para vencer, mostrando que a obediência, aliada à fé e à ação
organizada, conduz à vitória. A história de Neemias nos ensina que grandes
obras exigem preparo espiritual, sabedoria estratégica e confiança constante na
boa mão do Senhor.
1.
NEEMIAS IDENTIFICOU A OPOSIÇÃO LOCAL
Neemias
identificou a oposição local, liderada principalmente por Sambalate, o
horonita, Tobias, o amonita, e Gesém, o árabe. Eles tentaram impedir a
reconstrução dos muros de Jerusalém através de zombaria, intimidação,
conspiração e falsas acusações, mas Neemias respondeu com oração, vigilância e
determinação, não interrompendo a obra.
Principais
Opositores:
- Sambalate: Governador persa de Samaria,
principal líder da oposição.
- Tobias: O amonita, aliado de Sambalate.
- Gesém: O árabe, que tentou difamar
Neemias.
Estratégias de
Oposição Identificadas:
- Zombaria e
Escárnio: Tentaram desanimar os
trabalhadores (Neemias 2:19; 4:1-3).
- Ameaças e
Conspiração: Planejaram
atacar Jerusalém fisicamente (Neemias 4:7-8).
- Intimidação
e Suborno: Tentaram
atrair Neemias para uma armadilha em Ono (Neemias 6:1-4).
- Falsos
Profetas e Difamação: Tentaram
assustar Neemias com falsas profecias de Semaías e cartas
difamatórias de Sambalate (Neemias 6:10-14).
Reação de
Neemias:
- Oração: Neemias recorreu a DEUS
constantemente (Neemias 4:4-5).
- Vigilância: Colocou guardas dia e noite (Neemias
4:9).
- Foco e
Ação: Respondeu que estava
fazendo uma "grande obra" e não podia parar (Neemias 6:3).
- Organização: Armou os trabalhadores para que
pudessem construir e se defender simultaneamente (Neemias 4:13-18).
1.1. Os opositores.
Os principais
inimigos de Neemias na reconstrução dos muros de Jerusalém foram Sambalate,
o horonita, Tobias, o amonita, e Gesém, o árabe.
Eles lideraram uma oposição política e psicológica, usando deboche,
conspiração, cartas de ameaça e falsas acusações para tentar parar a obra e
assustar Neemias.
Aqui estão os
detalhes sobre quem eram e como agiram:
- Sambalate
(o horonita): Principal
opositor, governador de Samaria, que ficou furioso com a reconstrução.
- Tobias (o
amonita): Chamado de
"servo", tinha conexões em Judá e enviava cartas ameaçadoras
para intimidar Neemias.
- Gesém (o
árabe): Juntou-se a Sambalate e Tobias
para zombar e planejar ataques.
Táticas
dos Inimigos:
- Zombaria e
Desprezo: Questionaram a capacidade dos
judeus e disseram que até uma raposa derrubaria o muro.
- Ameaças de
Ataque: Planejaram criar confusão e
atacar Jerusalém.
- Intimidação e
Calúnia: Tentaram marcar encontros para
emboscadas e espalharam boatos de que Neemias queria se rebelar contra a
Pérsia.
- Falsos
Profetas: Tentarão subornar profetas
para assustar Neemias e levá-lo a cometer um erro.
Apesar da forte
oposição, Neemias manteve o foco, a oração e a vigilância, concluindo a obra, o
que frustrou os planos de seus inimigos.
1.2.
Os inimigos da Obra de DEUS são unidos.
A união
de Sambalate, Tobias e Gesém contra Neemias foi uma aliança estratégica de
oposição à reconstrução dos muros de Jerusalém. Eles zombaram, conspiraram e
ameaçaram fisicamente os judeus para impedir a obra. No entanto, Neemias
manteve o povo focado no trabalho, orando e organizando a defesa, resultando na
conclusão dos muros.
Principais
Inimigos e Táticas:
- Sambalate,
o Horonita: Governador
de Samaria, líder da oposição, usou zombaria e fúria.
- Tobias, o
Amonita: Funcionário aliado a
Sambalate, tentou intimidar e espalhar notícias falsas.
- Gesém, o
Árabe: Aliado que conspirou para
distrair Neemias e paralisar a obra.
Como Neemias
Enfrentou a Oposição:
- Oração e
Ação: Neemias orou pedindo
proteção divina e manteve a guarda dia e noite.
- Discernimento: Ele percebeu que as conspirações,
como o convite para um falso "diálogo", eram ciladas.
- Unidade do
Povo: Os trabalhadores
construíam com uma das mãos e seguravam armas com a outra.
A obra foi
concluída em 52 dias porque Neemias não se intimidou e manteve o foco no
propósito de DEUS, superando a união dos seus opositores.
A união de
inimigos para opor-se à obra de Deus é um padrão recorrente na Bíblia,
mostrando que, quando o propósito divino avança, forças contrárias se aliam.
Exemplos marcantes incluem a aliança
entre Sambalate, Tobias e Gesém contra Neemias, e a
união entre Herodes e Pilatos contra Jesus.
Aqui estão os
principais exemplos bíblicos dessa aliança opositora:
- Neemias e
a Reconstrução dos Muros (Neemias 2-6): Sambalate (governador de Samaria),
Tobias (oficial amonita) e Gesém (árabe) uniram forças para zombar,
ameaçar e tentar parar a reconstrução dos muros de Jerusalém. Eles
tentaram desviar Neemias através de conspirações e intimidação física.
- A União
contra Jesus (Lucas 23:12): Herodes
e Pilatos, que eram inimigos entre si, tornaram-se amigos no dia do
julgamento de Jesus, unindo-se para condená-lo e atender à pressão da
multidão, mesmo reconhecendo que Ele não tinha culpa.
- As Nações
Contra Israel (Salmo 83:5-8): O
salmista descreve uma coligação de nações inimigas (Edom, Ismaelitas,
Moabe, Amon, Amalek, Filístia, Tiro e Assíria) que, com "um só
coração", conspiraram contra o povo de Deus para destruir a nação de
Israel.
- Faraó e o
Egito (Êxodo 14): Faraó
reuniu todo o seu exército e carruagens para perseguir os israelitas após
a saída do Egito. Essa união de forças militares visava reescravizar o
povo que Deus estava libertando.
- A
Conspiração contra os Judeus (Ester 6-7): Hamã, um inimigo jurado, aliou-se ao
sistema do império persa para planejar o extermínio dos judeus, mas o
plano foi revertido por Deus.
Esses exemplos
mostram que, embora os inimigos se unam, a Bíblia ensina que "operando
Deus, quem impedirá?", e que a resistência geralmente serve para
evidenciar o poder divino.
Os principais
grupos religiosos que se uniram contra Jesus foram os Fariseus e
os Saduceus, muitas vezes apoiados pelos Herodianos. Embora tivessem divergências doutrinárias significativas, esses
grupos colaboraram para se opor ao ministério de Jesus, principalmente por medo
de perderem influência religiosa e política.
Aqui estão os
detalhes sobre os principais opositores:
- Fariseus: Eram rigorosos observadores da Lei
mosaica e das tradições orais. Incomodaram-se com a interpretação de Jesus
sobre a Lei, especialmente quanto ao sábado, e sua popularidade entre o
povo.
- Saduceus: Grupo da aristocracia sacerdotal que
controlava o Templo. Eles não acreditavam na ressurreição e viam Jesus
como uma ameaça à estabilidade política com o Império Romano.
- Herodianos: Um grupo político-religioso que
apoiava a dinastia de Herodes e, por extensão, o domínio romano. Eles se
uniram aos fariseus para tentar prender Jesus com perguntas armadas sobre
o pagamento de tributos.
- Anciãos e
Escribas: Membros do Sinédrio (o
tribunal religioso judaico) que viam Jesus como um mestre rebelde que
desafiava sua autoridade teológica.
A união desses
grupos, historicamente rivais, demonstrou o nível de ameaça que consideravam
que Jesus representava para o status quo na Palestina do século
1.3.
Os opositores se revelam diante da obediência.
A obediência de
Neemias em reconstruir os muros de Jerusalém (Neemias 2-6) revelou e
intensificou a oposição de inimigos externos, principalmente Sambalate,
Tobias e Gesém. À medida que a obra avançava, esses líderes locais reagiram com
zombaria, fúria, intimidação e tramas de conspiração, evidenciando seu desejo
de interromper o cumprimento da vontade de DEUS.
- Reação à
Obediência: A
conclusão das muralhas gerou medo e frustração nos inimigos, pois
reconheceram que a obra foi realizada com o auxílio de DEUS (Neemias
6:16).
- Estratégias
de Oposição: Os
opositores usaram intimidação e falsas acusações, tentando enganar Neemias
para que parasse o trabalho (Neemias 6:11).
- Firmeza de
Neemias: Mesmo diante das ameaças
e convites enganosos, Neemias manteve o foco, recusando-se a parar uma
"grande obra" (Neemias 6:3).
A história
mostra que a obediência e o progresso espiritual frequentemente trazem
resistência, mas a perseverança, baseada na oração e na vigilância, supera a
oposição
2.
NEEMIAS BUSCOU CONHECIMENTO E AGIU COM PRUDÊNCIA
Neemias agiu
com profunda prudência e buscou conhecimento estratégico antes de iniciar a
reconstrução dos muros de Jerusalém. Ele demonstrou liderança ao orar, planejar
com discrição, investigar a situação real da cidade à noite e organizar o povo
para a obra.
Principais
Atitudes de Prudência de Neemias:
- Busca de
Conhecimento: Neemias não
iniciou a obra sem antes informar-se sobre a situação deplorável de
Jerusalém.
- Inspeção
Discreta: Ao chegar, ele examinou
as muralhas à noite, sem contar seus planos a ninguém inicialmente,
garantindo um planejamento sem interferências.
- Oração e
Planejamento: Ele
reportou o problema a DEUS e planejou cuidadosamente como proceder.
- Liderança
Consciente: Neemias soube
dividir tarefas e motivar o povo, demonstrando maturidade espiritual e
segurança, mesmo diante de oposição externa.
Essa combinação
de fé, busca de conhecimento e planejamento prudente permitiu a reconstrução
bem-sucedida em 52 dias.
2.1.
Neemias guardou tudo em secreto.
Neemias guardou
seus planos de reconstruir os muros de Jerusalém em segredo, conforme relatado
em Neemias 2:12, para evitar a oposição precoce de inimigos como Sambalate e
Tobias. Ele examinou as ruínas à noite, agindo com sabedoria, silêncio e
dependência de DEUS antes de compartilhar a visão com os líderes locais.
Pontos-chave da
estratégia de Neemias:
- Discrição
Divina: Ele não contou a ninguém
o que DEUS colocara em seu coração.
- Inspeção
Noturna: Avaliou pessoalmente os
estragos das muralhas de noite, com poucos homens de confiança.
- Foco na
Reconstrução: O
segredo foi essencial para evitar comprometer o projeto.
- Revelação
no Tempo Certo: Apenas
após avaliar a situação é que ele mobilizou os judeus.
Este
comportamento demonstra sabedoria estratégica e a compreensão de que, antes de
realizar uma grande obra, é preciso prepará-la em oração e silêncio
2.2.
Neemias buscou conhecimento.
Neemias buscou
conhecimento principalmente orando e jejuando para entender a
vontade de DEUS ao saber da destruição dos muros de Jerusalém. Ele buscou
discernimento espiritual antes de agir, analisou a situação com sabedoria,
planejou a reconstrução e confiou nas promessas divinas.
Como Neemias
buscou conhecimento e direção:
- Oração e
Jejum: Ao receber notícias
tristes de seu povo e da cidade de Jerusalém, Neemias recorreu a DEUS em
oração intensa.
- Avaliação
Realista: Ele investigou
pessoalmente a situação dos muros derrubados.
- Apoio na
Palavra: Ele buscou o cumprimento
das promessas de DEUS.
- Planejamento
Estratégico: Antes
de falar com o rei ou agir, ele planejou, buscando autorização necessária.
- Envolvimento
do Povo: Ele promoveu a união e
delegou tarefas, demonstrando liderança sábia.
Neemias, um
copeiro do rei, demonstrou que a busca por conhecimento espiritual e a oração
são os primeiros passos para uma ação eficaz.
E, se algum de
vós tem falta de sabedoria, peça-a a DEUS, que a todos dá liberalmente, e o não
lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando;
porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e
lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor
alguma coisa. Tiago 1:5-7
2.3.
Neemias dependia de DEUS.
A dependência
de DEUS era o fundamento da liderança de Neemias, evidenciada por sua
oração constante, ação estratégica e confiança na "boa mão de DEUS"
(Neemias 2:8) para reconstruir os muros de Jerusalém. Ele enfrentou oposição
com oração e foco, reconhecendo o Senhor como sua força.
Principais
aspectos da dependência de Neemias em DEUS:
- Oração
Constante: Neemias
orava antes de agir, buscando direção divina em todas as decisões.
- Foco e
Determinação: Mesmo
sob ameaças de Sambalate e Tobias, ele se recusou a parar a obra,
confiando na proteção divina.
- Reconhecimento
da Soberania: Ele
atribuía o sucesso da reconstrução à "boa mão" de DEUS (Neemias
2:8), e não apenas aos seus próprios esforços.
- Coragem e
Liderança: Ele
encorajou o povo a não temer, lembrando-os de lutar confiando no
"grande e temível Senhor".
Neemias
demonstra que a verdadeira liderança espiritual nasce da dependência total de DEUS,
unindo oração e ação.
3.
NEEMIAS PREPAROU O POVO PARA VENCER
Neemias
preparou o povo de Judá para vencer a oposição e reconstruir os muros de
Jerusalém combinando liderança estratégica, oração fervorosa e trabalho
diligente. Ele uniu o povo, organizou a segurança, motivou com a visão de DEUS
e manteve o foco, mesmo diante de ameaças.
Estratégias de
Neemias para a Vitória:
- Oração e
Ação: Neemias intercedia a DEUS,
mas também tomava medidas práticas, como inspecionar os muros e organizar
o povo para o trabalho.
- Organização
e Liderança: Ele
dividiu o trabalho, atribuindo tarefas específicas a famílias, sacerdotes
e levitas, permitindo que cada um construísse a parte em frente à sua
própria casa.
- Visão
Clara: Motivou o povo ao lembrar
que a obra era do "grande e temível Senhor", incentivando-os a
lutar por suas famílias e lares.
- Discernimento
e Coragem: Não
se deixou intimidar por inimigos como Sambalate e Tobias, discernindo que
a obra era de DEUS e recusando-se a parar.
- Defesa
Armada: Diante de ameaças,
Neemias posicionou o povo para trabalhar com uma mão na obra e a outra
segurando uma arma, garantindo a proteção contra-ataques inimigos.
Neemias
demonstrou que a perseverança e a confiança em DEUS são essenciais para superar
desafios e alcançar a vitória.
3.1.
Neemias anima o povo.
Neemias animou
o povo judeu a reconstruir os muros de Jerusalém relatando como a "boa mão
de DEUS" (Neemias 2:8) estava com ele e mencionando o apoio do rei, o que
motivou a todos a dizerem: "Levantemo-nos e edifiquemos" (Neemias
2:18). A ação, narrada no capítulo 2 de Neemias, visava vencer o desânimo e a
oposição de inimigos como Sambalate e Tobias.
Ações de
Neemias para Animar o Povo:
- Relato de
fé: Contou como DEUS
facilitou sua missão e o apoio oficial que obteve.
- Liderança
inspiradora: Neemias
inspecionou as ruínas e motivou os líderes e o povo a reconstruir,
fortalecendo suas mãos para a obra.
- Encorajamento
contra o medo: Disse
ao povo para não temer os inimigos, lembrando-os do "grande e temível
Senhor".
- Ação
prática: Organizou a reconstrução
das muralhas, dividindo o trabalho entre as famílias.
O resultado
dessa liderança foi o início da reconstrução dos muros e a união do povo para
fortalecer a cidade.
3.2.
O propósito uniu o povo.
A frase "o
propósito uniu o povo" reflete um conceito central na liderança bíblica,
especialmente na história de Neemias, onde um objetivo comum — reconstruir
os muros de Jerusalém — superou o medo e desânimo, unindo o povo.
- União por
Propósito: A
ideia central é que a vontade divina ou um objetivo maior alinha
propósitos e concilia chamados.
- Contexto
Bíblico: Neemias 10:29 mostra
o povo se unindo aos líderes para assumir um compromisso após encontrar
motivação no propósito.
- Resultados: Ezequiel 37:22 relata a
promessa de transformar um povo dividido em uma única nação, com um só
coração e um só propósito.
- Conceito
Popular: A frase é comumente
citada no contexto cristão como "DEUS não une pessoas, DEUS une
propósitos".
Essa unidade é
vista como uma força que permite superar críticas e desafios, focado no
cumprimento de um plano maior.
3.3.
Neemias encorajou seu povo a ter fé.
Neemias
encorajou seu povo a ter fé e agir com determinação na reconstrução dos muros
de Jerusalém, combatendo o desânimo e o medo diante das ameaças inimigas. Ele
motivou os judeus lembrando-os da grandeza de DEUS, declarando que "nosso DEUS
lutará por nós" (Neemias 4:14), unindo oração e estratégia prática.
Pontos-chave do
encorajamento de Neemias:
- Foco na
Reconstrução: Neemias
não aceitou a miséria e a vergonha do seu povo, liderando a reconstrução
dos muros.
- Fé em Meio
à Luta: Mesmo sob ameaças de
Sambalate e Tobias, Neemias incentivou a fé em DEUS e a resistência.
- Ação e
Confiança: Ele
organizou a defesa, colocando trabalhadores como guardas, ensinando que a
fé deve ser acompanhada de ação.
- Liderança
e Oração: Neemias orava e jejuava,
mostrando que a dependência de DEUS traz direção e coragem para vencer.
- Propósito
e Unidade: Neemias
motivou o povo a se unir, restaurando a identidade e a segurança de
Jerusalém.
CONCLUSÃO
A trajetória de Neemias revela que
toda obra realizada segundo a vontade de DEUS exige mais do que boa intenção:
requer obediência, preparação espiritual, discernimento e perseverança. Diante
da oposição, Neemias não se deixou paralisar pelo medo nem distrair por ameaças
ou enganos, mas permaneceu firme em oração, vigilante e focado no propósito que
DEUS lhe confiara. Sua liderança prudente, fundamentada na dependência do
Senhor, foi essencial para unir o povo, restaurar a esperança e concluir uma
obra que parecia impossível aos olhos humanos. Assim, o livro de Neemias nos
ensina que, quando há fé ativa, propósito claro e confiança na boa mão de DEUS,
os obstáculos se transformam em testemunhos de vitória, e o povo de DEUS é
fortalecido para vencer qualquer desafio.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Neemias 2:9-20
Neemias É Bem-Sucedido quanto aos Inimigos
Aqui nos é dito:
I
Agora Neemias foi despedido pela corte de onde
foi enviado. O rei nomeou chefes do exército e cavaleiros (v. 9), tanto para
sua guarda como para mostrar que ele era um homem de cuja honra o rei se agrada
(veja Et 6.6), para que todos os servos do rei pudessem respeitá-lo
devidamente. Aqueles a quem o Rei dos reis envia, Ele também os protege e os
dignifica com uma hoste de anjos para assisti-los.
II
Como ele foi recebido pelo país para o qual
foi enviado.
1. Pelos judeus e seus amigos em
Jerusalém. É-nos dito:
(1) Que, enquanto ocultava sua missão, não
lhe deram muita atenção. Ele esteve em Jerusalém três dias (v. 11), e não
parece que qualquer um dos homens importantes da cidade esperasse por ele para
dar-lhe as boas-vindas na sua chegada, mas ele permaneceu desconhecido. O rei
enviou cavaleiros para auxiliá-lo, mas os judeus não enviaram ninguém para
recepcioná-lo; ele não tinha animal, a não ser sobre o qual montava (v. 12).
Homens sábios, e aqueles que são dignos de honra dobrada, não anelam por ser
vistos, por fazer um show, ou por fazer barulho, não, não quando vêm com as
maiores bênçãos. Esses que em breve terão domínio na manhã (veja Sl 49.14), o
mundo agora não os conhece, porque estão escondidos (1 Jo 3.1).
(2) Que, embora não o notassem, ele
prestou muita atenção neles e no seu estado. Neemias levantou-se de noite e
observou as ruínas dos muros, provavelmente com o luar (v. 13), para que
pudesse ver o que precisava ser feito e o método a ser usado. Ele precisava se
certificar se o antigo fundamento serviria, e se algum material dos escombros
poderia ser usado. Observe: [1] Uma boa obra será bem feita se forem tomadas as
devidas providências. [2] É sábio da parte daqueles que estão engajados em
atividades públicas, tanto quanto for possível, ver com os próprios olhos, e
não agir, de modo geral, de acordo com os relatórios e exposição dos fatos de
outros, e mesmo assim fazê-lo sem barulho e, se possível, despercebidos. [3]
Aqueles que edificam as paredes da Igreja devem, antes de tudo, observar as
ruínas dessas paredes. Esses que sabem como reformar devem investigar o que
está defeituoso, o que precisa de reforma, e o que serve do jeito que está.
2. Por aqueles que desejavam mal aos judeus. Aqueles a quem DEUS e seu Israel abençoavam, eles amaldiçoavam. (1) Quando ele apenas mostrou o seu rosto, eles ficaram contrariados (v. 10). Sambalate e Tobias, dois dos samaritanos, mas o primeiro moabita, e o último amonita, de nascimento, quando viram alguém vindo armado com uma delegação do rei para servir a Israel, isso lhes causou um grande desagrado, pois que todos os seus pequenos e desprezíveis artifícios para enfraquecer Israel estavam sendo frustrados por meio de um projeto justo, nobre e generoso para fortalecê-los. Nada é mais aborrecedor para os inimigos de pessoas justas, que as apresentaram aos príncipes como turbulentas, facciosas e indignas de viver, do que vê-las legitimadas pelos seus magistrados, sua inocência, esclarecida, e seu opróbrio, afastado, e que não eram dignas somente de viver, mas dignas de receber confiança. Quando observaram um homem vindo com essa conduta, que procurava o bem dos filhos de Israel, isso os aborreceu profundamente. O ímpio verá isto e se enraivecerá (veja Sl 112.10). (2) Quando ele começou a agir, eles se uniram para impedi-lo, mas em vão (vv. 19,20). [1] Veja aqui que mesmo sem motivo algum eles procuraram desencorajá-lo. Eles descreveram o empreendimento como uma coisa tola: zombaram de nós, e desprezaram-nos como construtores tolos, que não teriam condições de terminar o que começaram. Eles descreveram o empreendimento também como uma coisa perversa, como uma traição: Quereis rebelar-vos contra o rei? Porque essa era a velha condenação invejosa, embora agora eles tivessem uma delegação do rei e estivessem debaixo de sua proteção, mesmo assim são chamados de rebeldes. [2] Veja também os motivos que fizeram os judeus desprezar essas ações de desalento. Eles se animaram mutuamente com a certeza de que eram servos do DEUS do céu, o único e verdadeiro DEUS, que estavam agindo em favor dele, e que, portanto, os defenderia e os faria prosperar, apesar da amotinação das nações (Sl 2.1). Eles também consideraram que a razão de os seus inimigos agirem tão perversamente era que não tinham direito sobre Jerusalém, mas invejavam o direito deles. Da mesma forma, as ameaças impotentes dos inimigos da Igreja podem ser facilmente desprezadas pelos amigos da igreja.
A Construção do Templo Enfrentou Oposição
https://www.youtube.com/watch?v=QrUfIaeIARc
Esdras 4.7,9,11-13, 15,16,21-24
7 - E, nos dias de Artaxerxes, escreveu Bislão, Mitredate, Tabeel e os outros da sua companhia a Artaxerxes, rei da Pérsia; e a carta estava escrita em caracteres aramaicos e na língua siríaca.
9 - Então, escreveu Reum, o chanceler, e Sinsai, o escrivão, e os outros da sua companhia: dinaítas e afarsaquitas, tarpelitas, afarsitas, arquevitas, babilônios, susanquitas, deavitas, elamitas
11 - Este, pois, é o teor da carta que ao rei Artaxerxes lhe mandaram: Teus servos, os homens daquém do rio e em tal tempo. 12 - Saiba o rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós a Jerusalém, e edificam aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e reparando os seus fundamentos. 13 - Agora, saiba o rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, eles não pagarão os direitos, os tributos e as rendas; e assim se danificará a fazenda dos reis.
15 - para que se busque no livro das crônicas de teus pais, e, então, acharás no livro das crônicas e saberás que aquela foi uma cidade rebelde e danosa aos reis e províncias e que nela houve rebelião em tempos antigos; pelo que foi aquela cidade destruída. 16 - Nós, pois, fazemos notório ao rei que, se aquela cidade se reedificar e os seus muros se restaurarem, desta maneira não terás porção alguma desta banda do rio.
21 - Agora, pois, dai ordem para que aqueles homens parem, a fim de que não se edifique aquela cidade, até que se dê uma ordem por mim. 22 - E guardai-vos de cometerdes erro nisso; por que cresceria o dano para prejuízo dos reis?
23 - Então, depois que a cópia da carta do rei Artaxerxes se leu perante Reum, e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, apressadamente foram eles a Jerusalém, aos judeus, e os impediram à força de braço e com violência. 24 - Então, cessou a obra da Casa de DEUS, que estava em Jerusalém, e cessou até ao ano segundo do reinado de Dario, rei da Pérsia.
Aqui vemos um momento especial na vida do povo de DEUS após o exílio, a reedificação do Templo, um lugar de adoração e comunhão com o Todo-Poderoso. O altar, centro do culto judaico, já tinha sido restaurado, havia sacrifício e expiação pelo pecado sendo oferecidos ao Senhor. Como "reino sacerdotal e povo santo", o povo devia oferecer sacrifícios a DEUS. Porém, o Templo precisa ser restaurado e a restauração deveria ser vista como uma prioridade para eles. Então, os que haviam voltado do cativeiro lançaram os alicerces do Templo. "Todavia, o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá e inquietava-os no edificar" (Ed 4.4). Zorobabel , juntamente com o povo, além de trabalhar arduamente na construção, tiveram que enfrentar inimigos externos e internos. Homens que se infiltraram no meio dos trabalhadores, cujo único objetivo era atrapalhar e impedir a reconstrução. Porém, os judeus sobre a liderança de Zorobabel não se deixaram intimidar pelos adversários. Sempre que desejamos empreender algo em favor do povo de DEUS, os adversários se levantam, mas quando confiamos no Todo-Poderoso inteiramente, recebemos forças e coragem para lutar. Talvez, você esteja enfrentando algumas lutas, porém não desanime. Não olhe para os inimigos e não dê atenção as suas críticas, mas continue a olhar firmemente para JESUS e seja um vencedor.
Resumo
I - OS ALICERCES DO TEMPLO SÃO LANÇADOS
1. O lançamento dos alicerces foi celebrado com uma solenidade.
2. A reedificação do Templo.
II - OS SAMARITANOS OPÕEM-SE À CONSTRUÇÃO DO TEMPLO
1. Entre os moradores da terra estavam os samaritanos.
2. Os samaritanos tentam frustrar a construção do Templo (Ed 4.4,5).
III - COMO SE EXPLICA A FALTA DE RESISTÊNCIA DOS JUDEUS?
1. Os judeus deveriam ter ido ao rei da Pérsia para assegurar a construção.
2. Os judeus deveriam ter recorrido a DEUS.
3. O motivo da falta de resistência dos judeus era de ordem espiritual:
IV - A REACÃO DOS SAMARITANOS, QUANDO OS JUDEUS CESSARAM A OBRA
1. A tristeza dos judeus.
2. A alegria dos samaritanos.
3. O desânimo dos judeus.
BEP - CPAD
4.1 OS ADVERSÁRIOS DE JUDÁ. Os crentes sempre sofrerão alguma forma de oposição da parte dos ímpios (2 Co 11.13-15; Ef 6.12; 2 Tm 3.12). Os justos, que proclamam a verdade e que dependem inteiramente de DEUS, devem responder a essas ameaças com a oração constante e fé sincera (ver Ef 6.11)
Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; Efésios 6:11).
4.2 DEIXAI-NOS EDIFICAR CONVOSCO. Os inimigos de DEUS (provavelmente samaritanos, ver 2 Rs 17.24,34)
E o rei da Assíria trouxe gente de Babel, e de Cuta, e de Ava, e de Hamate, e de Sefarvaim e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e tomaram a Samaria em herança e habitaram nas suas cidades. 2 Reis 17:24
Até ao dia de hoje fazem segundo os primeiros costumes; não temem ao Senhor, nem fazem segundo os seus estatutos, e segundo as suas ordenanças e segundo a lei, e segundo o mandamento que o Senhor ordenou aos filhos de Jacó, a quem deu o nome de Israel. 2 Reis 17:34
Procuraram se infiltrar entre os judeus e interromper a construção do templo. Fingiram união, e hipocritamente ofereceram ajuda num trabalho conjunto para o progresso da obra de DEUS.
(1) Esses inimigos de Judá (v. 1), afirmavam que adoravam ao Senhor DEUS e que sacrificavam a Ele, igualmente como os judeus. Entretanto, tinham seus próprios deuses, e não aceitavam a Palavra de DEUS escrita como a autoridade suprema para seu povo (ver 2 Rs 17.24).
E o rei da Assíria trouxe gente de Babel, e de Cuta, e de Ava, e de Hamate, e de Sefarvaim e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e tomaram a Samaria em herança e habitaram nas suas cidades. 2 Reis 17:24
Essa oferta enganosa de ajuda era um sinistro complô para subverter a fé e dedicação do remanescente que voltara.
(2) As Escrituras advertem que Satanás procurará perverter a mensagem de DEUS e arruinar o santo remanescente, mediante ofertas de cooperação da parte de falsos crentes que não são leais à inspirada revelação da Palavra de DEUS (ver Mt 24.24; At 20.27-31; 2 Co 11.13-15; Ap 2-3).
porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Mateus 24:24
porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de DEUS. Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o ESPÍRITO SANTO vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de DEUS, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Atos 20:27-30
(3) A unidade entre os que adoram ao Senhor é um importante ensino bíblico, mas essa unidade deve basear-se na fé sincera, na justiça obediente e na verdade revelada por DEUS (ver Ef 4.3-13).
procurando guardar a unidade do ESPÍRITO pelo vínculo da paz: há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só DEUS e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos. Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de CRISTO. Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens. Ora, isto — ele subiu — que é, senão que também, antes, tinha descido às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de CRISTO, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de DEUS, a varão perfeito, à medida da estatura completa de CRISTO, Efésios 4:3-13
4.3 NÃO CONVÉM QUE VÓS E NÓS... Zorobabel e Jesua recusaram-se a associar-se a "o povo da terra" (v. 4), pois os israelitas viviam segundo o princípio bíblico da separação da idolatria e do comprometimento com o mundo. Essa recusa de aceitar uma religião mista levou à oposição e perseguição contra os fiéis de DEUS (vv. 4-24; ver 2 Tm 3.12).
E também todos os que piamente querem viver em CRISTO JESUS padecerão perseguições. 2 Timóteo 3:12
Os adversários desanimaram o povo fiel, por meio de intimidação, ameaça e deturpação das intenções dos fiéis (vv. 4-6)
4.5 ATÉ AO REINADO DE DARIO, REI DA PÉRSIA. Esta referência ao reinado de Dario é repetida no versículo 24. Este tipo de repetição é o método usado no AT para indicar que o versículo 24 continua onde o versículo 5 parou. A matéria entre esses dois versículos é um parêntese que completa o relato da perseguição movida pelos samaritanos até aos dias do próprio Esdras. A seguir, o escritor retorna ao relato da reconstrução do templo. Note que os versículos 7-23 falam da reconstrução da cidade e não do templo. Certamente, Esdras recebera um decreto autorizando-o a reconstruir a cidade, e os samaritanos queriam que o mesmo fosse revogado.
4.6 SOB O REINADO DE ASSUERO... ESCREVERAM UMA ACUSAÇÃO. Assuero (hb. ? Ahashwerosh), reinou na Pérsia em 485-465 a.C. Inscrições antigas revelam que os gregos o chamavam de Xerxes. Os eventos do livro de Ester ocorreram no período acima, do seu reinado.
4.11 ESTE, POIS, É O TEOR DA CARTA QUE AO REI ARTAXERXES LHE MANDARAM. Esdras não menciona os pormenores da acusação que os inimigos de Judá fizeram ao rei Assuero (v. 6), mas uma cópia da carta foi enviada, nos dias de Esdras, ao rei seguinte, Artaxerxes (que reinou de 465 a 424 a.C.). Infelizmente, a carta continha alguma verdade Jerusalém se rebelara contra os babilônios mais de uma vez.
4.23 E OS IMPEDIRAM À FORÇA DE BRAÇO E COM VIOLÊNCIA. Neemias 1.3 fornece mais detalhes do que fizeram os adversários dos judeus para impedir todo e qualquer progresso na reconstrução dos muros da cidade. Este versículo conclui o relato da perseguição dos samaritanos (ver v. 5).
4.24 ENTÃO, CESSOU A OBRA DA CASA DE DEUS. A construção do templo cessou pouco depois de ter começado, em 538 a.C., e somente recomeçou dezoito anos mais tarde, em 520 a.C.
Esdras 4:1-5 - Os Samaritanos se Oferecem para Ajudar na Construção - Com. Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT
Temos aqui um caso de um antigo inimigo que foi colocado entre a semente da mulher e a semente da serpente. O Templo de DEUS não será edificado sem que Satanás se enfureça e as portas do inferno combatam contra ele. O reino do evangelho, de maneira semelhante, seria estabelecido com muita luta e contenda. Nesse sentido, a glória da última casa será maior do que a glória da anterior, e era mais uma figura do Templo da Igreja de CRISTO, do que quando Salomão construiu o seu Templo, em que adversário não havia, nem algum mal encontrou (1 Rs 5.4); mas esse segundo Templo foi edificado apesar de grande oposição, na remoção e conquista da qual, e ao levar a obra à perfeição enfim, apesar dela, a sabedoria, o poder e a bondade de DEUS foram grandemente glorificados, e a Igreja foi encorajada a confiar nEle.
I
Os empreendedores são chamados de os que tornaram do cativeiro (v. 1), o que os torna muito insignificantes. Eles tinham recentemente voltado do cativeiro, nasceram no cativeiro e ainda traziam as marcas do cativeiro. Embora não fossem agora cativos, estavam debaixo do controle daqueles de quem tinham sido cativos recentemente. Israel era filho de DEUS, seu primogênito; mas pela iniqüidade deles, o povo se vendeu e escravizou-se, e assim tornaram-se filhos do cativeiro. Mas, pelo que parece, esse pensamento estimulou-os para essa obra, porque foi por negligenciarem o Templo que perderam sua liberdade.
II
Os opositores desse empreendimento são aqui chamados de os adversários de Judá e Benjamim. Não são eles os caldeus ou persas (esses não os perturbaram — “que construam e sejam bem-vindos”), mas o restante das dez tribos, e os estrangeiros que haviam se ajuntado a eles, e remendavam essa religião mestiça: ao SENHOR temiam e também a seus deuses serviam (veja 2 Rs 17.33). Eles são chamados de o povo da terra (v. 4). Os piores inimigos de Judá e Benjamim eram aqueles que se diziam ser judeus e não eram (Ap 3.9).
II
I. Os adversários tinham muito da sutileza da antiga serpente. Quando ouviram que o Templo estava sendo edificado, logo estavam cientes que seria um golpe fatal para a sua superstição, e dedicaram esforços para opor-se a essa construção. Eles não tinham poder para fazê-lo pela força, mas tentaram outras formas para serem bem-sucedidos.
1. Eles ofereceram seus serviços para construírem junto com os israelitas, para que dessa forma tivessem uma oportunidade de atrasar a obra, embora fingissem estar ajudando na construção. No entanto: (1) Sua proposta era razoável e parecia bondosa: “Deixai-nos edificar convosco, planejar e contribuir com as despesas, porque, como vós, buscaremos a vosso DEUS” (v. 2). Isso era falso, porque, embora buscassem o mesmo DEUS, não buscavam somente a Ele, nem o buscavam da maneira como Ele havia ordenado e, portanto, não o buscavam como os israelitas. Dessa forma, planejavam, dentro do possível, atrapalhar a construção do Templo, pelo menos atrapalhar que usufruíssem confortavelmente dele; era melhor não ter o Templo do que não tê-lo só para si mesmos para a adoração pura do verdadeiro DEUS e dele somente. Assim os beijos do que aborrece são enganosos (veja Ct 1.2); suas palavras são mais macias do que a manteiga, mas no seu coração há guerra (veja Sl 55.21). Mas: (2) A recusa da ajuda deles era muito justa (v. 3). Os chefes dos pais de Israel logo perceberam que não tinham a intenção de ser amáveis, mas realmente planejavam causar-lhes dano e, portanto, (embora tivessem necessidade de ajuda, desde que fosse confiável) disseram claramente a eles: “Não convém que vós e nós edifiquemos casa a nosso DEUS; vós não tenhais parte nessa questão, não são israelitas de nascença nem fiéis adoradores de DEUS. Vós adorais o que não sabeis (Jo 4.22). Não ousamos ter comunhão convosco, portanto, nós mesmos edificaremos esse Templo”. Eles não argumentam com eles em relação a lei do seu DEUS, que os proibia de misturar-se com estrangeiros (embora esse fosse o motivo principal que tinham em mente), mas ressaltaram aquilo que chamaria mais a atenção deles, ou seja, a ordem do rei, que era dirigida somente a eles: “O rei da Pérsia nos mandou edificar essa casa, e o afrontaríamos e trairíamos a sua confiança caso pedíssemos a ajuda de fora”. Observe: Ao fazermos o bem, necessitamos da prudência da serpente, bem como da simplicidade da pomba, e temos a necessidade de acautelar-nos dos homens (Mt 10.16,17). Deveríamos cuidadosamente considerar com quem estamos aliados e para que lado estamos tendendo. Enquanto confiamos em DEUS com uma convicção zelosa, devemos confiar nos homens com um zelo e cautela prudente.
2. Quando essa conspiração fracassou, fizeram o possível para distraí-los da obra e desanimá-los. Eles debilitavam as mãos do povo de Judá ao contar-lhes que sua tentativa era em vão, chamando-os de construtores tolos, que começavam algo que não tinham condições de terminar, e com sua insinuação os importunavam e inquietavam. Nem todos apresentavam o mesmo zelo na obra. Os apáticos e indiferentes, que queriam a ajuda deles, desanimaram com suas artimanhas (v. 4). E, visto que os judeus suspeitavam daquilo que os adversários diziam, e não se deixavam influenciar, os inimigos, então, de forma traiçoeira, alugaram contra eles conselheiros, que fingindo aconselhá-los para o melhor, buscavam dissuadi-los em dar continuidade a obra e frustrar, assim, o seu plano (v. 5); ou buscavam dissuadir os homens de Tiro e Sidom a fornecer-lhes a madeira que necessitavam (3.7); qualquer negócio que tinham com a corte persa, em que precisavam solicitar a concessão ou favor deles, conforme o édito geral de sua liberdade, havia aqueles que tinham sido “alugados” para aconselhar contra eles e frustrar os seus planos. Não devemos ficar admirados com a inquietação dos inimigos da Igreja em suas tentativas contra a edificação do Templo de DEUS. Aquele que eles servem, e cujo trabalho estão fazendo, é incansável em andar pela terra para causar dano (veja Zc 6.7). Que aqueles que buscam tirar o ânimo de uma boa obra e debilitar as mãos daqueles que estão empregados nela vejam bem de quem é o padrão que estão seguindo.
Os exilados que retomaram enfrentam oposição (4.1-24) - Comentário - NVI (F.F. Bruce)
O cap. 4 descreve casos de oposição que os exilados que retornaram enfrentaram por parte dos vizinhos do Norte. Os v. 1-5 descrevem a oposição que estes fizeram aos judeus já desde o tempo em que estes começaram a reconstruir o templo (quando Ciro era rei da Pérsia), e que continuou durante 16 anos até o segundo ano do reinado de Dario I (522—486 a.C.). O relato é completado (em conformidade com v. 1-5) com o v. 24. O cronista, tendo registrado essa campanha hostil, decidiu que inseriria aqui na sua narrativa a história de campanhas posteriores de hostilidade perpetradas por esses vizinhos do Norte contra os judeus. Uma dessas, brevemente relatada no v. 6, ocorreu durante o reinado de Xerxes I, 486—465 a.C. (conhecido também como Assuero); na cronologia, isso ocorreu durante o intervalo de 58 anos entre os caps. 6 e 7. A outra campanha é relatada em detalhes nos v. 7 a 23 e ocorreu durante a primeira metade do reinado de Artaxerxes I (465—424 a.C.); na cronologia, isso ocorreu durante o período de 13 anos entre o final do livro de Esdras e o início do livro de Neemias.
a) Oposição durante os reinados de Giro, Cambises e Dario I (4.1-5)
Os que são chamados inimigos de Judá e de Benjamim no v. 1 e a gente da região no v. 4 eram os descendentes de povos que, depois de os assírios terem derrotado o Reino do Norte de Israel e levado para o exílio a maioria da população masculina, tinham sido importados para a área da Palestina ao norte da Judéia e contraído casamentos mistos com os que haviam permanecido (como descrito em 2Rs 17.24). Houve uma sucessão de tais importações, uma delas feita por Esar-Hadom (v. 2; também mencionada em 2Rs 19.39, e que reinou na Assíria entre 681—669 a.C.), e outra por Assurbanipal (v. 10), (669—627 a.C.). A comunidade assim formada adorava a Javé (v. 2), mas era caracterizada por crenças e práticas que não se harmonizavam com isso. Mais tarde, tornaram-se conhecidos como os “samaritanos”. Estes pediram aos líderes dos judeus que lhes permitissem cooperar na reconstrução do templo de Jerusalém (v. 2), afirmando que não havia diferenças essenciais entre as respectivas práticas religiosas. Mas os líderes dos judeus rejeitaram o seu pedido (v. 3), sem dúvida porque consideravam que esses seus vizinhos estavam completamente enganados em relação às suas práticas religiosas (2Rs 17.32-34) e que permitir essa cooperação conduziria à contaminação da fé dos judeus. Os vizinhos do Norte ficaram indignados com essa recusa e realizaram uma campanha de oposição aos judeus que fez estes abandonarem por um período a obra de reconstrução do templo (v. 4,5).
b) Oposição durante o reinado de Xerxes I (4.6)
Na época em que Xerxes se tornou rei da Pérsia, o templo em Jerusalém já tinha sido concluído havia 30 anos. Mas assim que chegou ao trono, no início do seu reinado, os inimigos dos judeus tentaram influenciá-lo contra os judeus. No entanto, não é registrado aqui que ele tenha dado atenção a essa acusação difamadora. Informações mais detalhadas acerca do relacionamento entre o rei Xerxes e os judeus é fornecida no livro de Ester.
c) Oposição durante o reinado de Artaxerxes I (4.7-23)
Durante o governo de Esdras em Jerusalém, antes da chegada de Neemias, mais uma carta de queixas contra os judeus foi escrita ao rei persa pelos vizinhos do Norte. Parece que a queixa foi feita primeiramente por Bislão, Mitredate e Tabeel (v. 7), e a partir daí foi levada adiante por alguns oficiais de patente mais elevada, i.e., comandante Reum e o secretário Sinsai (v. 8), que talvez fosse o seu secretário particular. O conteúdo da queixa era que os judeus em Jerusalém estavam reconstruindo e levantando o seu muro (v. 12), e eles se queixaram de que, uma vez que os judeus tivessem permissão para concluir a sua obra, eles se rebelariam contra o rei e aí não pagariam mais impostos, tributos ou taxas (v. 13), e isso geraria a desonra do rei (v. 14) e diminuiria o território sobre o qual reinava (v. 16). Eles também contaram a Artaxerxes que a pesquisa nos arquivos históricos mostraria que Jerusalém era uma cidade rebelde, problemática para reis e provindas (v. 15). O rei Artaxerxes respondeu a essa carta de Reum e Sinsai dizendo que tinha pesquisado os arquivos em questão e descoberto que de fato os judeus em Jerusalém tinham se envolvido repetidas vezes em rebeliões e revoltas (v. 19) e, assim, ele autorizou Reum e Sinsai a ordenarem o seguinte aos judeus: que parem a obra, para que essa cidade não seja reconstruída (v. 21); mas ele acrescentou uma frase condicional: enquanto eu não mandar, o que significava que ele poderia, mais tarde, revogar sua decisão. E, de fato, mais tarde, ele revogou sua decisão, quando, no vigésimo ano do seu reinado, autorizou Neemias a organizar a reconstrução dos muros da cidade (Ne 2). Nesse momento, no entanto, ele ordenou que a construção dos muros fosse interrompida; e assim que Reum e Sinsai receberam a carta, eles foram depressa a Jerusalém e forçaram os judeus a parar a obra (v. 23). Aliás, fizeram ainda mais do que Artaxerxes tinha autorizado, destruindo parte dos muros que já tinham sido construídos e queimando os portões; e essa foi a destruição relatada a Neemias em Susã, em Ne 1.3.
O último versículo do capítulo (v. 24) está relacionado não à história que acabou de ser relatada, mas à dos v. 1-5. Ela relata que, em virtude das ações obstrutivas dos vizinhos do Norte durante o reinado de Giro, a obra do templo de DEUS em Jerusalém foi interrompida, e ficou parada até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia, i.e., por 16 anos, até 520 a.C.
CAPÍTULO 4 - (535 aC) - COMENTARIOS EXPOSITOR BIBLIA THE WORD
ZOROBABEL SE RECUSA A AJUDA DE SEUS ADVERSÁRIOS N OW quando os adversários de Judá e Benjamim souberam que os filhos do cativeiro construiu o Templo ao Senhor, DEUS de Israel (Satanás envia agora seus adversários, tentando impedir a construção do Templo) ;
2 Em seguida, vieram a Zorobabel e aos chefes dos pais, e disse-lhes: vamos construir com você: para nós buscaremos a vosso DEUS, como você faz; e nós lhe sacrificamos desde os dias de
Esar-Hadom, rei da Assíria(Assíria) , o que nos trouxe até aqui (estes eram os samaritanos, que ocupou o que antigamente era conhecido como o reino do norte de Israel) .
3 Porém Zorobabel, e Josué, e os outros chefes dos pais de Israel, disse-lhes: Não tem nada a ver com a gente para construir uma casa a nosso DEUS; mas nós sozinhos a edificaremos ao Senhor, DEUS de Israel, como o rei Ciro, rei da Pérsia, nos ordenou (o plano fomentou aqui por Satanás foi projetado para destruir o povo de DEUS, a sua proposta através do Samaritanos para ajudar, o que não foi dúvida extremamente necessário, possivelmente parecia atraente na superfície, no entanto, o Maligno tinha muito mais em mente do que o templo, ele queria diluir o povo judeu por meio de casamentos com os samaritanos, destruindo assim a linhagem pura, através do qual o Messias deve vir) .
4 Então o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá, e inquietava-os no prédio,
5 E contratou conselheiros contra eles, para frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até ao reinado de Dario, rei da Pérsia (o Senhor permitiu que esta oposição, a fim de testar a fé do seu povo; infelizmente, eles não conseguiram , na verdade, tudo o que acontece com o crente é, em essência, um teste de fé).
A INTERRUPÇÃO DO TRABALHO NO TEMPLO POR ARTAXERXES, O REI
6 No reinado de Assuero, no princípio do seu reinado, escreveram-lhe uma acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém (um novo rei assumiu o trono, então representações frescos foram feitas a ele pelos "adversários" para que o trabalho do Templo deve continuar) .
7 E nos dias de Artaxerxes escreveram Bislão, Mitredate, Tabeel, e o resto de seus companheiros, a Artaxerxes, rei da Pérsia; e da escrita da carta foi escrita na língua síria, e interpretadas na língua síria (Artaxerxes agora assume o reino persa, e os adversários apelar para ele, também!) .
8 Reum, e Sinsai, o escrivão, escreveram uma carta contra Jerusalém, ao rei Artaxerxes neste tipo:
9 Então escreveu Reum, o chanceler, e Sinsai e o resto de seus companheiros; os Dinaites, o Apharsathchites, o Tarpelites, o afarsaquitas, o Archevites, os babilônios, os Susanchites, o deavitas, e os elamitas (tanto os samaritanos não foram agora reunidas num só povo, ou então eles pensaram, listando todos esses nomes diferentes, que tal iria retratar poder e força para o rei, e ele seria, portanto, aderir a seu pedido) ,
10 E o resto das nações que o grande e nobre Asnapper trazidos, e estabelecidos nas cidades de Samaria, e o resto que estão deste lado do rio, e em tal hora (que esta "grande e nobre Asnapper" foi , que não é dito, pois eles estavam falando do "Rio Jordão") .
11 Esta é a cópia da carta que lhe mandaram, até Artaxerxes o rei; Seus servos, os homens dalém do rio, e em tal tempo.
12 Seja conhecido ao rei, que os judeus que subiram de ti vieram a nós em Jerusalém, construindo aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e juntou-se às fundações.
13 Agora saiba o rei, ainda que, se aquela cidade for reedificada e os muros se restaurarem, então eles não pagar portagem, tributo, e costume, e por isso você deve se danificará a fazenda dos reis.
14 Agora, pois temos a manutenção do palácio do rei, e não foi nos convém ver a desonra do rei, por isso tem que fomos e certificado o rei;
15 Essa busca pode ser feita no livro dos registros de seus pais: então você deve encontrar no livro dos recordes, e saber que esta cidade é uma cidade rebelde, e danosa aos reis e províncias, e que nela houve rebelião dentro da mesma de tempos antigos; por esta causa foi esta cidade destruída.
16 Certificamos ao rei que, se aquela cidade se reedificar, e os seus muros em configurar, por isso significa que você não terão parte deste lado do rio. (Os inimigos do Senhor disse a meias-verdades e mentiras, em a fim de impedir a reconstrução do Templo.)
A RESPOSTA DO REI À LETRA
17 Então enviou o rei (Artaxerxes) uma resposta a Reum, e Sinsai, o escrivão, e aos demais seus companheiros, que habitavam em Samaria, e até o resto além do rio (a leste do rio Jordão) , Paz, e em tal momento.
18 A carta que você enviou para nós foi claramente lida na minha.
19 E eu ordenei, e foi feita a pesquisa, e verificou-se que esta cidade, desde tempos antigos fez insurreição contra os reis, e que a rebelião e sedição foram feitas nele.
20 Houve reis poderosos sobre Jerusalém, os quais dominavam igualmente toda a província dalém do Rio; e pedágio, tributo, e costume, foi pago a eles.
21 Dai agora ordem para que aqueles homens parem, a fim de que esta cidade não ser construído, até que outro mandamento será dado de mim.
22 Acautelai-vos, agora que você não para não fazer isso: por que deve crescer para danificar o prejuízo dos reis?
23 Agora, quando a cópia da carta do rei Artaxerxes foi lida perante Reum e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, foram eles apressadamente a Jerusalém, aos judeus, e os impediram à força e com violência (os "adversários" perdido nenhum momento em brandindo a carta do rei persa, exigindo que a parada de trabalho; por ameaça de força, o trabalho fez parar) .
24 Então cessou a obra da casa de DEUS, que está em Jerusalém. E cessou até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia (se o trabalho foi retomado no início de segundo ano de Dario, todo o período de suspensão não pode ter muito excedeu um ano e meio, no entanto, os judeus permitiu que muitos outros coisas para atrapalhar, que se estendia em cerca de 15 anos de inatividade, como considera a reconstrução do Templo) .
- “Não foi antes da primavera, o segundo mês (abril/maio) do segundo ano da sua volta, que os judeus, sob o comando de Zorobabel, começaram a tarefa de reconstruir o Templo. Nesse ínterim, houve muita coisa a ser feita. Era necessário contratar pedreiros carpinteiros; as pedras deveriam ser cortadas e a madeira obtida nas colinas do Líbano. Esta era a mesma fonte da qual Salomão obteve a matéria-prima para o primeiro Templo (2 Cr 2.8,9). Parte do dinheiro necessário para isto conseguiu-se graças á concessão que lhes tinha feito Ciro, rei da Pérsia. Devido à santidade da tarefa, os levitas foram designados para supervisionar os trabalhadores. Jesua, ou Josué, era o sumo sacerdote (cf. 2.2; 3.2; Zc 3.1-10).Com a colocação das últimas pedras do alicerce, realizou-se uma elaborada cerimônia. Os sacerdotes e os levitas, vestidos adequadamente, tocaram suas trombetas e seus címbalos, e os corais entoaram em duas vozes o Salmo 136. E o povo jubilou com grande júbilo, louvando ao Senhor pelo que Ele tinha ajudado a realizar” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.493).'
- “Ao ouvir que Jerusalém era reconstruída e o Templo restaurado, os samaritanos e outros povos das redondezas perturbaram-se. Eles temiam que, se permitisse que os judeus se estabelecessem em Jerusalém, representariam uma ameaça à sua segurança e ao seu poder. Traiçoeiramente, pediram a Zorobabel e Jesua que deixassem que eles ajudassem a reconstruir o Templo, alegando que eles, como os judeus, adoravam o DEUS verdadeiro. Quando foram rejeitados, como naturalmente devem ter suposto que seriam eles imediatamente começaram a atrapalhar os judeus de todas as formas possíveis. Alugaram contra eles conselheiros e aparentemente deram uma impressão enganosa sobre os judeus ao rei da Pérsia. Em todo caso, os trabalhos de construção foram interrompidos e não foram reiniciados até quinze anos mais tarde, durante o reinado de Dario.
Muitos estudiosos pensam que a interrupção dos trabalhos de reconstrução do Templo é um simples exemplo de falta de fé por parte daqueles que estavam encarregados da obra. Eles tiveram a autorização de Ciro, a autoridade e a bênção de DEUS no início do empreendimento. Eles, como Neemias, deveriam ter continuado firmes no trabalho apesar da oposição, e DEUS certamente teria tornado possível a conclusão do trabalho, conforme havia planejado. Com base em Ageu 1.4, parece que durante esse período de estagnação os judeus se voltaram para a construção e a decoração de suas próprias casas” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.494).
Embora esta mensagem tenha sido entregue a Zorobabel, é aplicável a todos os crentes (cf. 2 Tm 3.16). Nem o poderio militar, nem o político, nem as forças humanas poderão efetivar a obra de DEUS. Só conseguiremos fazer a sua obra se formos capacitados pelo ESPÍRITO SANTO. JESUS iniciou o seu ministério no poder do ESPÍRITO (Lc 4.1,18). E a igreja foi revestida pelo poder do ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecoste para cumprir a grande comissão (At 1.18). Somente se o ESPÍRITO governar e capacitar a nossa vida, é que poderemos cumprir a vontade de DEUS. É por isso que JESUS batiza seus seguidores no ESPÍRITO SANTO” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p.717).
- “Os samaritanos
No período do Antigo Testamento, este era um termo que se referia aos residentes da cidade ou da província de Samaria (2 Rs 17.29). Algumas desavenças entre os residentes da Palestina média e do sul eram evidentes no período dos juízes, mas os sentimentos foram intensificados com a formação do reino do norte de Israel sob Jeroboão I.
De uma forma geral, os residentes de Israel e os cananeus praticavam uma mistura racial, social e religiosa.
Os descendentes dessa população mista desejaram ajudar Zorobabel na construção do Templo, afirmando que adoravam ao mesmo DEUS. Mas, quando tiveram seu pedido negado, eles se opuseram a construção. Depois que Neemias começou a reconstruir os muros de Jerusalém, este servo do Senhor sofreu forte oposição por Sambalate, Gesém e Tobias. Sambalate era governador de Samaria” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.1748).
PARA REFLETIR
A respeito de “A Construção do Templo Enfrentou Oposição”, responda:
• Como foi feito o lançamento dos alicerces do Templo?
Com solenidade.
• De que forma podemos considerar a reedificação do Templo?
Como um resultado do reavivamento que moveu o coração do rei Ciro.
• Que povo vizinho a Israel tentou frustrar a construção do Templo?
Os samaritanos.
• Por que os judeus deveriam procurar o rei da Pérsia?
Para assegurar a construção do Templo.
• Por que os judeus deveriam ter recorrido a DEUS?
Porque DEUS era quem os estava dirigindo naquele negócio.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
1. NEEMIAS IDENTIFICOU A OPOSIÇÃO LOCAL
1.1. Os opositores.
1.3. Os opositores se revelam diante da obediência.
2. NEEMIAS BUSCOU CONHECIMENTO E AGIU COM PRUDÊNCIA
2.1. Neemias guardou tudo em secreto.
2.2. Neemias buscou conhecimento.
2.3. Neemias dependia de DEUS.
3. NEEMIAS PREPAROU O POVO PARA VENCER
3.1. Neemias anima o povo.
3.2. O propósito uniu o povo.
3.3. Neemias encorajou seu povo a ter fé.
"Então lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada e que as suas portas têm sido queimadas a fogo; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio", Neemias 2.17.
É preciso buscar equilíbrio e maturidade em DEUS para enfrentar as oposições que venham a surgir em tempos de reconstrução.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - Neemias 2.18-20
18. Então lhes declarei como a mão do meu DEUS me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito. Então disseram: Levantemo-nos e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem.
19. O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o arábio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?
20. Então lhes respondi, e disse: O DEUS dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém".
Depois que Neemias recebeu permissão do rei Artaxerxes para ir a Jerusalém, ele enfrentou o desafio de lidar com a realidade da cidade e de seus moradores no pós-guerra. Foi preciso unir e animar o povo, além de enfrentar as vozes contrárias à reconstrução da cidade então destruída.
Enquanto Neemias e sua comitiva seguiam viagem para Jerusalém, antes mesmo de iniciarem a reconstrução da cidade, os opositores já haviam se levantado: "O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, lhes desagradou com grande desagrado que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel", Ne 2.10.
Na história de Neemias, três pessoas relevantes se uniram contra a obra de restauração de Jerusalém. Também em outras passagens, vemos opositores se unirem contra os que estavam fazendo a Vontade de DEUS ou para pecar, como: Dată, Coré e Abirão (Nm 16.25); Acabe e Jezabel (1Rs 21.25); Ananias e Safira (At 5.1-4); entre outros. Certa ocasião, acusaram JESUS de expulsar demônios por Belzebu, ao que Ele replicou: "Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo será assolado; e a casa dividida contra si mesma cairá. E, se também Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu: Lc 11.17,18. O reino das trevas é mau e unido, e sua intenção é destruir os que obedecem ao Senhor e separar o povo de DEUS.
A maneira como algumas pessoas reagem ao ver o sucesso alheio revela o caráter delas. No caso dos inimigos de Neemias, a reação foi imediata à sua chegada em Jerusalém (Ne 2.10). Quando Maria, irmã de Lázaro, derramou um vaso com bálsamo de nardo puro e de grande valor nos pés de JESUS, Judas Iscariotes se indignou com aquele ato de adoração e honra (Jo 12.1-8). O motivo dessa reação é revelada no próprio texto: "Ora, ele disse isso não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava" (Jo 12.6). Eis a lição que todos devemos aprender: sermos prudentes, vigilantes e atentos aos sinais à nossa volta, agindo com sabedoria diante dos opositores que surgem quando estamos fazendo a Vontade de DEUS.
Neemias sabia da oposição que o esperava em Jerusalém. Sendo assim, agiu com prudência e sabedoria para vencer os inimigos e cumprir a obra para a qual tinha sido chamado.
Ao chegar em Jerusalém, Neemias não falou com ninguém sobre os seus planos, pois sabia que isso despertaria a atenção de seus inimigos: "Não declarei a ninguém o que o meu DEUS me pôs no coração para fazer em Jerusalém" (Ne 2.12). A Bíblia nos ensina que há tempo de calar e tempo de falar (Ec 3.7), e nós não devemos abrir o nosso coração para pessoas que não conhecemos ou que sabemos ser de caráter duvidoso. Tão importante quanto a habilidade de falar é saber o momento de guardar segredo. O silêncio pode ser mais do que a ausência de palavras e ser decisivo na comunicação eficaz e estratégica. Neemias soube utilizá-lo: falou na hora certa e com as pessoas certas. Que possamos assimilar essa lição e colocá-la em prática sempre que necessário.
Neemias reconheceu a oposição em Jerusalém e, com prudência, manteve seus planos em sigilo no momento crítico. Faltava-lhe, porém, um elemento indispensável: conhecer a realidade no terreno. Por isso, ao chegar, fez uma inspeção noturna dos muros e das portas, avaliando com precisão o que precisava ser reconstruído (Ne 2.13-15). Só então avançou para o próximo passo. Esse caminho é bíblico: "O temor do Senhor é o princípio do conhecimento" (Pv 1.7). Ou seja, dependência de DEUS, mais informação correta, é igual a decisões sábias. Projetos feitos em oração, mas também com dados, diagnóstico e estratégia (Pv 15.22; Lc 14.28-30), tendem a prosperar, porque unem reverência, discernimento e diligência.
Neemias não tinha recursos financeiros e o conhecimento necessário para executar seu projeto, mas decidiu depender de DEUS para isso. Ele orou para falar com o rei, conseguiu os recursos de que precisava e reconheceu que a mão de DEUS era com ele (Ne 2.8). Também diante de seus inimigos, ele mostrou uma confiança inabalável em DEUS (Ne 2.20). Portanto, nem o conhecimento da situação nem os recursos necessários devem anular nossa dependência de DEUS; pelo contrário, eles devem andar juntos. Muitos cristãos se perderam ao longo da caminhada por se julgarem autossuficientes, pois somente os que confiam no Senhor permanecem para sempre (Sl 125.1). Sentir-se seguro pela condição financeira ou por estar em uma posição de destaque é o caminho para o fracasso. DEUS resiste ao soberbo, mas ajuda os que são humildes (Tg 4.6).
Nós podemos até fracassar sozinhos, mas o sucesso só vem se estivermos acompanhados. Sabendo disso, logo após tomar conhecimento do real estado da cidade, Neemias foi falar com os judeus em Jerusalém.
Neemias mostrou aos judeus a triste e difícil realidade em que eles viviam; além disso, tocou num ponto sensível: a humilhação a que estavam submetidos. Depois da grandeza e do esplendor que tinham a cidade e o Templo nos dias de Salomão, viver em meio a ruínas era algo terrível. Porém, Neemias se identificou com a dor deles e os incentivou a mudar a situação, dizendo: "Estais vendo a miséria em que estamos, Jerusalém assolada, e as suas portas, queimadas; vinde, pois, reedifiquemos os muros de Jerusalém e deixemos de ser opróbrio”, Ne 2.17. Ele desafiou os judeus em Jerusalém a saírem da situação miserável em que se encontravam, e isso lhes reacendeu o ânimo. Em vez de pessimismo e incredulidade, Neemias reacendeu o ânimo de seu povo para lutar por uma vida nova. Que possamos fazer o mesmo com as pessoas à nossa volta.
Para transformar o povo em uma equipe, Neemias precisava de algo além do fato de serem todos judeus (Ne 2.17; 4.6). Ele precisava que todos trabalhassem juntos, em união, e protegessem uns aos outros (Ne 4.13-14). Para isso, ele se identificou com os problemas do seu povo e se colocou na situação deles. Foi como se dissesse: “Esta humilhação não é somente de vocês, ela é nossa!" (Ne 2.17). Havia apenas uma visão e um só propósito, e esse fato os uniu (Ne 2.18;). O salmo 133.1 diz: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”. A unidade pavimenta o caminho para alcançarmos nossos objetivos e nos realizarmos (1Co 1.10). Nós dependemos uns dos outros; juntos, reunimos todos os dons e ministérios do ESPÍRITO, conciliando as mais variadas profissões e níveis de conhecimento (1Co 12.4-7,12-27). Separados, somos alvo fácil para o reino das trevas (1Pe 5.8).
Neemias contou aos magistrados, aos sacerdotes e ao povo como tinha sido abençoado: "Então lhes declarei como a mão do meu DEUS me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito", Ne 2.18a. Com certeza, uma coisa é enfrentar desafios por desobediência à Palavra de DEUS, e outra coisa é olhar nos olhos das pessoas ao redor e dizer que foi DEUS que nos levou ali. O testemunho de Neemias resultou numa atitude de ânimo e fé. Naquele momento, a reconstrução de Jerusalém deixou de ser uma atitude patriótica para se tornar um feito de caráter espiritual. E o povo declarou: "Disponhamo-nos e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra", Ne 2.18b. A partir desse momento, não importava se a tarefa era difícil demais ou se os inimigos eram muitos. O povo tinha uma fé viva e um foco claro.
Apesar do escárnio e das ameaças de Sambalate, Tobias e Gesém, Neemias permaneceu firme em sua missão, confiando em DEUS e inspirando os judeus a reconstruírem os muros de Jerusalém. Sua liderança determinada, aliada à fé e ao trabalho coletivo, transformou o desânimo em coragem e unidade.
