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LIÇÕES CPAD, 2º Trimestre de 2026, Lições Bíblicas Adulto, Título:
Homens dos quais o Mundo não Era Digno, O Legado de Abraão, Isaque e Jacó,
Comentarista, Elinaldo Renovato, Pr. Pres. AD Parnamirim, RN
Sumário:
01. Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé
02. A Fé de Abrão nas Promessas de DEUS
03. A Impaciência na Espera do Cumprimento da Promessa
04. A Confirmação de Uma Promessa
05. O Juízo contra Sodoma e Gomorra
06. O Nascimento de Isaque
07. Uma Prova de Fé - A Entrega de Isaque
08. Isaque- Herdeiro da Promessa
09. Jacó e Esaú - Irmãos em Conflito
10. A Experiência Transformadora de Jacó
11. Jacó: De Enganador a Homem de Honra
12. A Reconciliação de Jacó com Esaú
13. O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó
Escrita Lição 1, CPAD, Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé,
2Tr26
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – DEUS CHAMA ABRÃO
1. A fé de Abrão diante do chamado (Gn
12.1)
2. A promessa para Abrão
3. As bênçãos de DEUS para Abrão
II – A OBEDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS
1. Atendendo o chamado
2. Um descuido
3. A passagem por Harã
III – AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO
CHEGAR A CANAÃ
1. A dificuldade contra a fome
2. A dificuldade de ir para o lugar
certo
3. A dificuldade em falar a verdade
TEXTO ÁUREO
“Ora, o SENHOR
disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI,
para a terra que eu te mostrarei.” (Gn 12.1)
VERDADE PRÁTICA
O chamado de DEUS
na vida de Abrão e na nossa exige obediência irrestrita, fé e perseverança.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 12.3 O chamado para todas as famílias da Terra
Terça - Gn
12.1 O chamado de Abraão e a origem de uma
nação
Quarta - Hb 11.1 Abraão não sabia definir a fé, mas a viveu
Quinta - Gn 12.10 Obstáculos no chamado divino
Sexta - Gn 12.15,16 Desafios éticos na chamada
Sábado - Gn 12.17,18 DEUS zela pelos que Ele chama
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 12.1-9
1 - Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da
tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI, para a terra que eu te
mostrarei.
2 - E far-te-ei uma grande nação, e
abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção.
3 - E abençoarei os que te abençoarem e
amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias
da terra.
4 - Assim, partiu Abrão, como o SENHOR lhe
tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos,
quando saiu de Harã.
5 - E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a
Ló, FILHO de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas
que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à
terra de Canaã.
6 - E passou Abrão por aquela terra até ao
lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na
terra.
7 - E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À
tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe
aparecera.
8 - E moveu-se dali para a montanha à
banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao
oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.
9 - Depois, caminhou Abrão dali, seguindo
ainda para a banda do Sul.
HINOS SUGERIDOS: 84, 126, 186 da Harpa
Cristã
PALAVRA-CHAVE – Fé
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SUBSÍDIOS EXTRAS – LIVROS, REVISTAS
ANTIGAS E GOOGLE
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O
pai de Abraão, era idólatra
A Bíblia indica
que Terá, o pai de Abraão, era idólatra. Em Josué 24:2, é declarado que os
antepassados de Israel, incluindo Terá, "adoravam outros deuses" além
do rio Eufrates, na Mesopotâmia. Tradições judaicas sugerem que ele também fabricava
ídolos.
Pontos
principais sobre Terá e a idolatria:
·
Contexto Cultural: A
família de Abraão vivia em Ur dos Caldeus, um grande centro de adoração ao deus
da lua, Nannar.
·
A Bíblia Menciona: O
livro de Josué deixa claro que a família de Abraão era pagã antes do chamado de
DEUS.
·
O Chamado de Abraão: A
escolha de Abraão por DEUS é vista como um ato soberano, tirando-o do meio da
idolatria de seu pai e de sua terra natal
.
·
Tradições sobre Terá: Além de Josué, tradições judaicas retratam Terá como um comerciante
de ídolos que ficou irritado quando Abraão, ainda jovem, começou a questionar e
rejeitar essa adoração.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
CHAMADOS
POR AMOR
¹ Quando o Senhor teu DEUS te houver
introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas
nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os
cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas
e mais poderosas do que tu;
² E o Senhor teu DEUS as tiver dado diante
de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem
terás piedade delas;
³ Nem te aparentarás com elas; não darás
tuas filhas a seus Filhos, e não tomarás suas filhas para teus Filhos;
⁴ Pois fariam desviar teus Filhos de mim,
para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós,
e depressa vos consumiria.
⁵ Porém assim lhes fareis: Derrubareis os
seus altares, quebrareis as suas estátuas; e cortareis os seus bosques, e
queimareis a fogo as suas imagens de escultura.
⁶ Porque povo santo és ao Senhor teu DEUS;
o Senhor teu DEUS te escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de
todos os povos que há sobre a face da terra.
⁷ O Senhor não tomou prazer em vós, nem
vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros
povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos;
⁸ Mas, porque o Senhor vos amava, e para
guardar o juramento que fizera a vossos Pais, o Senhor vos tirou com mão forte
e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito.
⁹ Saberás, pois, que o Senhor teu DEUS,
ele é DEUS, o DEUS fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações
aos que o amam e guardam os seus mandamentos.
¹⁰ E retribui no rosto qualquer dos que o
odeiam, fazendo-o perecer; não será tardio ao que o odeia; em seu rosto lho
pagará.
¹¹ Guarda, pois, os mandamentos e os
estatutos e os juízos que hoje te mando cumprir.
¹² Será, pois, que, se ouvindo estes
juízos, os guardardes e cumprirdes, o Senhor teu DEUS te guardará a aliança e a
misericórdia que jurou a teus Pais;
¹³ E amar-te-á, e abençoar-te-á, e te fará
multiplicar; abençoará o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, o teu
grão, e o teu mosto, e o teu azeite, e a criação das tuas vacas, e o rebanho do
teu gado miúdo, na terra que jurou a teus Pais dar-te.
¹⁴ Bendito serás mais do que todos os
povos; não haverá estéril entre ti, seja homem, seja mulher, nem entre os teus
animais.
¹⁵ E o Senhor de ti desviará toda a
enfermidade; sobre ti não porá nenhuma das más doenças dos egípcios, que bem
sabes, antes as porá sobre todos os que te odeiam.
Deuteronômio 7:1-15
A
frase "Não vos chamei porque fosses povo grande" é uma referência teológica baseada em Deuteronômio
7:7-8, onde DEUS explica a Israel que a escolha deles como seu povo não se
baseou no seu tamanho, força ou mérito, mas no seu amor e fidelidade.
Aqui estão os
pontos principais desse conceito bíblico:
·
A Eleição é baseada na Graça, não no Mérito: DEUS enfatiza que escolheu o menor dos povos para que a sua
força fosse manifestada, não a grandeza humana.
·
Amor e Fidelidade de DEUS: DEUS
escolheu Israel por amor e para cumprir a promessa feita aos antepassados.
·
Dependência, não Autossuficiência: A mensagem destaca que somos fracos por nós mesmos e que a
nossa dependência deve estar na força de DEUS.
·
Contraste com "ser do mundo": Em contextos do Novo Testamento, essa escolha (eleição) é
vista como DEUS chamando um povo "do mundo", o que, por consequência,
o torna diferente e, por vezes, rejeitado pelo mundo.
Em suma, essa
passagem ressalta a soberania de DEUS na escolha e a importância de reconhecer
que a capacitação vem dEle, não da própria grandeza ou força.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
RESUMO
RÁPIDO Pr. Henrique
Para melhor fixação
da lição vamos repetir alguns fatos na explanação da Lição.
INTRODUÇÃO
O chamado de DEUS
a Abrão marca um dos momentos mais decisivos da história bíblica, pois inaugura
a aliança divina que daria origem ao povo de Israel e, espiritualmente, à
bênção estendida a toda a humanidade. Ao ordenar que Abrão deixasse sua terra,
parentela e segurança, DEUS exigiu fé, obediência e renúncia total. Mesmo sem
conhecer o destino, Abrão confiou na promessa e partiu, demonstrando uma fé
prática e ativa. Ao longo de sua jornada, ele recebeu promessas de uma grande
descendência, de uma terra específica e de um nome engrandecido, que se
cumpririam plenamente em CRISTO. Contudo, essa caminhada não foi isenta de
lutas, falhas e provações. Abrão enfrentou fome, conflitos familiares, guerras,
longas esperas e momentos de medo que o levaram a decisões equivocadas. Ainda
assim, DEUS permaneceu fiel, protegendo-o e reafirmando Sua aliança. A
trajetória de Abrão revela que a fé verdadeira é construída na obediência,
amadurecida nas dificuldades e sustentada pela fidelidade de DEUS.
I – DEUS CHAMA ABRÃO
DEUS ordenou
que Abrão saísse de sua terra, parentela e da casa de seu pai, indo para um
lugar desconhecido que Ele mostraria Gênesis 12:1-3. Em troca, DEUS
prometeu fazer dele uma grande nação, abençoá-lo e tornar seu nome famoso.
Abrão obedeceu, partindo, primeiro de Ur dos Caldeus e depois da morte de seu Pai,
de Harã para Canaã com sua esposa Sarai e sobrinho Ló.
Pontos-chave do
chamado de Abraão:
·
O Comando: "Sai
da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai".
·
A Promessa: DEUS
prometeu uma nova terra, descendência numerosa e que ele seria uma bênção,
tornando seu nome célebre (Uma aliança e sangue).
·
A Obediência: Abrão,
aos 75 anos, saiu de Harã confiando na promessa e saiu sem saber exatamente
para onde ia, demonstrando fé (Gn 12.4).
·
O Propósito: A
separação da família e do lar (conforto/estagnação) foi necessária para receber
a bênção divina e cumprir o propósito de DEUS.
O episódio
marca o início da aliança de DEUS com Abraão e a formação do povo que herdaria
a Terra Prometida – Hebreus (Gn 14.3 - Hebreu Abrão – DEUS confirma este nome Hebreu
em várias passagens bíblicas Êx 21.1 – Depois são chamados Israelitas, quando
entram na Terra Prometida e depois Judeus quando voltam do cativeiro babilônico).
1. A fé de Abrão diante do chamado (Gn
12.1)
A fé de Abrão
em Gênesis 12:1 foi demonstrada por uma obediência radical e imediata,
deixando sua terra, parentela e segurança (Ur dos Caldeus) para seguir ao
destino desconhecido mostrado por DEUS. Ele confiou na promessa de bênção e se
tornou um exemplo de fé prática, priorizando a ordem divina.
·
A Ordem Radical: DEUS
exigiu renúncia total: terra, parentela e a casa do pai, o que representava
deixar toda a sua segurança social, familiar e econômica.
·
A Promessa: Em troca,
DEUS prometeu fazer de Abrão uma grande nação, abençoá-lo, engrandecer seu nome
e torná-lo uma bênção para todas as famílias da terra, pois seu descendente,
que é CRISTO, trouxe a salvação a todos os que imitam a fé de Abrão. (Ef 1.13,
2.8; Gl 3.13,14,16).
·
A Fé de Ação: A fé de
Abrão não foi teórica. Ele obedeceu e foi para um lugar que não conhecia
(Hebreus 11:8), demonstrando confiança no caráter de DEUS. Sua esperança estava
na cidade celestial, por isso mesmo, nunca construiu uma casa aqui na Terra (Hb
11.9).
·
Significado do Chamado: O
chamado tinha um propósito de longo alcance, abençoando a humanidade através da
descendência de Abraão (CRISTO Gl 3.16).
Abrão creu que
o DEUS que prometeu era fiel para cumprir, mesmo sem ter detalhes sobre o
futuro.
2. A promessa para Abrão
A promessa de DEUS
a Abraão, central na Bíblia (Gênesis 12, 15, 17), baseia-se em três
pilares principais: uma numerosa descendência (nação grande), uma terra própria
(Canaã) e a bênção divina que se estenderia a todas as famílias da terra,
tornando Abraão pai de muitas nações e abençoando seus descendentes (em CRISTO)
Em Gálatas
3:16, Paulo explica que as promessas de DEUS foram feitas a Abraão e ao seu
único descendente, que é CRISTO. Diferente da interpretação de muitos
descendentes (plural), o texto aponta para CRISTO como o herdeiro singular da
promessa. Isso confirma que a aliança de DEUS é centrada em JESUS, não pela
lei, mas pela fé..
Pontos-Chave da
Aliança:
·
Terra: DEUS prometeu a terra de Canaã
para os descendentes de Abraão.
·
Descendência: Promessa
de um filho (Isaque) e uma posteridade inumerável, como as estrelas do céu.
·
Bênção Universal: Abraão
seria uma bênção, e através de sua linhagem todas as nações da terra seriam
abençoadas, o que se estende ao Messias
·
Nome Grande: DEUS
prometeu engrandecer o nome de Abraão.
·
Aliança e Sinais: A
promessa incluiu a mudança de nome (de Abrão para Abraão) e a instituição da
circuncisão como sinal físico da aliança entre DEUS e sua descendência.
·
Fidelidade: Abraão
acreditou na promessa, mesmo na velhice, demonstrando fé e paciência.
O cumprimento
inicial deu-se com o nascimento de Isaque e a ocupação de Canaã, estendendo-se
no contexto bíblico como uma aliança eterna.
Gênesis
15:18-21 As reais fronteiras da terra prometida por DEUS a Israel.
¹⁸ Naquele
mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho
dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;
¹⁹ E o queneu,
e o quenezeu, e o cadmoneu, ²⁰ E o heteu, e o perizeu, e os refains,
²¹ E o amorreu,
e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. Gênesis 15:18-21
3. As bênçãos de DEUS para Abrão
DEUS prometeu a
Abrão transformar sua descendência em uma grande nação, dar-lhe a terra de
Canaã e adjacências, engrandecer seu nome e torná-lo uma bênção, abençoando
todas as famílias da terra por meio dele (Gênesis 12:1-3). Essas bênçãos
incluíam proteção divina e uma descendência numerosa, estendendo-se também à
sua posteridade que é CRISTO (Gl 3.16).
Principais
Bênçãos e Promessas:
·
Terra Própria: A
promessa de Canaã como herança para seus descendentes.
·
Grande Descendência: Promessa
de um povo numeroso e uma "grande nação".
·
Nome Engrandecido: DEUS
prometeu tornar o nome de Abrão famoso e honrado.
·
Bênção Universal: Abrão
seria uma fonte de bênçãos para todas as famílias da terra.
·
Proteção Divina: "Abençoarei
os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem".
·
Prosperidade e Proteção: DEUS
garantiu riqueza e provisão em sua caminhada.
Essas
promessas, frequentemente chamadas de Aliança Abraâmica, estabeleceram o
alicerce para a nação de Israel e, segundo a teologia bíblica, estendem-se
espiritualmente a todos os que creem, tornando-os herdeiros dessas bênçãos.
II – A OBEDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS
A obediência
de Abraão a DEUS foi marcada por uma fé inabalável, caracterizada pela
prontidão em seguir ordens divinas, mesmo sem compreender todos os detalhes ou
diante de sacrifícios extremos. Ele deixou sua terra natal, família e conforto,
e demonstrou sua confiança máxima ao estar disposto a sacrificar seu filho,
Isaque.
Principais
Momentos da Obediência de Abraão:
·
O Chamado (Gênesis 12): DEUS
ordenou que Abraão deixasse Ur dos Caldeus para uma terra desconhecida (Canaã).
Ele obedeceu imediatamente, sem questionar.
·
A Promessa e a Espera: Abraão
acreditou que DEUS cumpriria a promessa de lhe dar um filho, mesmo sendo idoso
e com a esposa estéril, mantendo a confiança ao longo dos 25 anos de espera (Gn
21.5).
·
O Sacrifício de Isaque (Gênesis 22): O maior teste de sua obediência. Abraão não negou seu único
filho quando DEUS pediu, confiando que DEUS proveria ou resolveria a situação
colocando um substituto para seu filho (Gn 22.8 – DEUS proverá).
O Significado
da Obediência de Abraão:
·
Fé Ativa: A
obediência de Abraão foi prática; ele agiu com base na confiança, provando sua
fé através de suas ações (Tiago 2:17-20).
·
Renúncia e Confiança: Ele abriu
mão da própria vontade e segurança terrena para seguir o propósito divino.
·
Recompensa e Legado: Por sua
obediência, Abraão foi chamado "amigo de DEUS" (Tg 2.23), tornou-se
pai de uma grande nação (Gn 12.2, 46.13; Êx 12.37 – 600 mil homens, sem contar crianças
e mulheres) e um exemplo de fé para todas as gerações (Chamado Pai da Fé – Rm 4.16,
Gl 3.7).
A trajetória de
Abraão demonstra que a verdadeira obediência a DEUS, muitas vezes, envolve
romper com o passado e confiar no futuro que Ele promete
1. Atendendo o chamado
Abrão atendeu
ao chamado de DEUS (Gênesis 12) saindo de Harã aos 75 anos, deixando sua terra,
parentela e segurança para ir a Canaã, um lugar desconhecido, confiando apenas
na promessa divina de se tornar uma grande nação. Sua obediência foi imediata,
agindo pela fé, mesmo sem saber o destino exato.
·
A Atitude de Abrão: Ele
partiu com sua esposa Sarai, seu sobrinho Ló e seus bens. Ele demonstrou fé,
obediência e confiança ao deixar seu conforto para seguir a direção de DEUS.
·
A Jornada: Ao chegar
em Canaã, DEUS apareceu a ele novamente e prometeu dar aquela terra à sua
descendência. Em resposta, Abrão construiu altares ao Senhor como gesto de
gratidão e adoração.
Essa obediência
foi o marco inicial para a formação do povo de Israel e destacou Abrão como um
homem de fé.
2. Um descuido
O descuido de Abrão foi ocasionado por
levar seu sobrinho Ló consigo. Aconteceram alguns problemas com seu sobrinho
(Gn 13.8,9).
DEUS mandou
Abrão sair do meio da parentela de seu pai, mas ele levou consigo seu sobrinho
Ló.
Ló era filho do irmão de Abrão, Harã, que faleceu ainda na terra de Ur. O pai
de Abrão trouxe consigo Ló e Abrão na viagem rumo a terra de Canaã. Harã era
irmão de Abraão e Naor (Gênesis 11:27).
O Pai de Abrão, Terá, levou Ló para Harã junto com Abrão e Sarai. Após a morte
de seu Pai, Terá, em Harã, Abrão segue para Canaã e leva Ló, entretanto a
mensagem era para sair do meio dos parentes! Mais à frente, no capítulo 13, é
relatado divergências que aconteceram entre os pastores de Ló e de Abrão, e
assim foi necessário realizar a separação dos dois. Ló escolhe a terra do
pecado que lhe era linda a sua vista. Depois Ló é ameaçado de ser destruído
junto com Sodoma e Gomorra e Abrão intercede por ele junto a JESUS (teofania).
Essa história nos lembra que a ordem dada pelo Senhor deve ser cumprida
exatamente na medida. Não tente dar um jeitinho para você caber na situação. Se
ele mandar ir, vá! Se ele mandar deixar ir, deixe! Não insista em quem não vale
apena insistir. Ore e entregue ao Senhor. Peça mudança ao Senhor, mas não pense
que você tem obrigação de tentar sempre! Quando DEUS diz basta, é porque acabou
e o rumo tem que ser seguido em frente!
3. A passagem por Harã
A passagem de
Abrão por Harã foi uma etapa crucial de obediência antes de chegar a
Canaã. Aos 75 anos, após a morte de seu pai Terá, Abrão deixou Harã obedecendo
ao chamado de DEUS, levando sua esposa Sarai, seu sobrinho Ló e todos os bens
adquiridos, conforme descrito em Gênesis 12:1-5 e Gênesis 12:4-5.
Postos-chave da
passagem de Abrão por Harã:
·
O Chamado e a Parada: DEUS
ordenou que Abrão saísse da terra dos caldeus (Ur) e de sua parentela. A
caminho de Canaã, a família de Abrão fixou residência em Harã, onde moraram até
que seu pai, Terá, falecesse, informa o relato bíblico, como citado em Atos
7:2-4 e Gênesis 11:32.
·
A Partida: Após a
morte de seu pai, Abrão, aos 75 anos, obedeceu ao chamado de DEUS e saiu de
Harã em direção a Canaã. Ele levou Sarai, Ló, seus bens e as pessoas que haviam
adquirido em Harã.
·
A Promessa: Ao sair
de Harã, DEUS prometeu a Abrão torná-lo uma grande nação, abençoá-lo e
engrandecer seu nome.
·
Continuidade da Jornada: A
jornada de Harã levou Abrão à terra de Canaã, passando por Siquém e indo para o
carvalho de Moré, conforme Gênesis 12:4-6.
A saída de Harã
marcou o início definitivo da trajetória de Abraão como um patriarca itinerante
em direção à terra prometida.
III – AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO
CHEGAR A CANAÃ
Ao chegar a
Canaã, Abraão enfrentou lutas como fome severa, conflitos familiares entre
pastores, a necessidade de separar-se de Ló e a necessidade de resgatar seu
sobrinho capturado por reis. Ele também viveu como estrangeiro entre cananeus e
perizeus, dependendo totalmente da fé e da proteção divina para sobreviver.
As principais
lutas de Abrão incluíram:
·
Fome na Terra Prometida: Logo
após chegar, uma fome severa o forçou a descer ao Egito para sobreviver, onde
também enfrentou o perigo de ter sua esposa tomada.
·
Conflitos de Pastores: A
abundância de gado de Abraão e Ló gerou atritos entre os funcionários de ambos,
forçando Abraão a decidir pela separação para manter a paz, onde Ló escolheu as
terras férteis e perigosas de Sodoma.
·
Guerra e Resgate de Ló: Ló
foi capturado durante um conflito entre reis da região. Abraão teve de
organizar uma força militar com seus 318 homens treinados para resgatar seu
sobrinho e reaver os bens roubados.
·
Desafios Emocionais e Espirituais: Enfrentou a longa espera pela promessa de um herdeiro, 25
anos, lidando com a esterilidade de Sara e as tensões familiares, incluindo o
nascimento de Ismael, seu filho com a escrava egípcia Agar.
Abraão superou
esses desafios construindo altares e mantendo sua confiança em DEUS, sendo, no
entanto, um homem pacificador e de fé inabalável.
1. A dificuldade contra a fome
A fome na terra
de Canaã foi um dos primeiros e mais severos testes de fé na vida de Abraão,
levando-o a buscar refúgio em regiões estrangeiras, onde enfrentou dificuldades
morais e de segurança, especificamente no Egito (Gênesis 12) e em Gerar
(Gênesis 20). Em ambas as ocasiões, o medo da morte e a fome o levaram a
tomar decisões questionáveis, escondendo que Sara era sua esposa.
Principais
Desafios e Lições:
·
Fé vs. Medo: A fome testou a
confiança de Abraão na provisão de DEUS. A decisão de ir ao Egito é
interpretada como um momento em que ele agiu por medo, em vez de depender da
promessa divina.
·
Falha Ética: Abraão mentiu
em ambas as situações para proteger sua própria vida, colocando sua esposa em
perigo e demonstrando fraqueza humana, apesar de sua grande fé.
·
Fidelidade de DEUS: Em
ambas as experiências, DEUS interveio para proteger Abraão e Sara, garantindo o
cumprimento da promessa, mesmo diante dos erros do patriarca.
2. A dificuldade de ir para o lugar
certo
A jornada de
Abraão (inicialmente Abrão) para o "lugar certo" — a terra de Canaã —
foi marcada por obediência, mas também por dificuldades significativas,
incertezas e desvios que testaram sua fé. Embora ele seja conhecido como o
"pai da fé" por ter deixado sua terra natal, o caminho até a promessa
não foi direto nem simples.
Principais
dificuldades e desvios de Abraão:
·
A Saída sem Destino Definido: A primeira grande dificuldade foi obedecer sem saber
exatamente para onde ia. DEUS disse para sair de sua parentela e casa,
prometendo mostrar a terra depois. Isso exigiu uma confiança cega no chamado de
DEUS, saindo da zona de conforto (Ur e Harã) para o desconhecido.
·
Fome na Terra Prometida: Logo
ao chegar em Canaã, Abraão enfrentou uma severa fome. Esse teste foi difícil
porque o lugar de bênção (Canaã) parecia não ter sustento, levando-o a duvidar
e a sair do lugar certo para buscar recursos no Egito.
·
O Desvio para o Egito e o Medo: No Egito, Abraão, com medo de ser morto por causa da beleza
de Sara, mentiu dizendo que ela era sua irmã. Esse episódio mostra a falha
humana e a dificuldade em confiar totalmente na proteção divina em um lugar
estranho, resultando em perigo para sua família.
·
A Presença de Ló (Influência Familiar): Abraão foi chamado para deixar sua parentela, mas levou Ló,
seu sobrinho, o que causou conflitos e brigas entre os pastores, evidenciando
que a presença de quem não foi chamado pode atrapalhar o foco no lugar certo.
·
Demora na Promessa e Dúvida: Abraão esperou anos para que a promessa de um filho (Isaque)
se cumprisse, o que gerou momentos de dúvida e desânimo, levando a tentativas
humanas de cumprir a promessa, como o caso de Hagar.
·
Ocupação Canaanita: Quando
Abraão chegou a Canaã, a terra já era habitada pelos cananeus, o que
significava que ele teve que viver como um estrangeiro em tendas, em vez de
assumir a posse imediata da terra.
Lição da
Jornada: Apesar desses desafios, Abraão
continuou voltando para o local de sua fé (Betel), construindo altares e
aprendendo a depender da providência de DEUS, e não apenas de suas próprias
forças
3. A dificuldade em falar a verdade
U, homem fora
da direção de DEUS pode tomar decisões totalmente contrárias a vontade de DEUS.
Um dos maiores
descuidos, ou falhas de fé, de Abrão (mais tarde Abraão) foi mentir
sobre sua esposa, Sara (então Sarai), ao dizer que ela era sua irmã. Esse
episódio ocorreu quando ele desceu ao Egito devido a uma grande fome na terra
de Canaã.
Detalhes do
Descuido:
·
Medo e Desconfiança: Com medo
de ser morto pelos egípcios, que poderiam cobiçar a beleza de Sara, Abrão não
confiou na proteção divina.
·
A Mentira: Ele pediu
que Sara dissesse ser sua irmã, o que levou o Faraó a levá-la para seu harém.
Ele repetiu isso depois em Gerar com Abimeleque.
·
Consequências: Como
resultado da ação de Abrão, Sara ficou em perigo na casa do Faraó, e o Egito
foi assolado por pragas, conforme descrito em Gênesis 12.
Este episódio é
frequentemente citado como uma prova de que, apesar de ser um homem de fé,
Abraão não estava livre de fraquezas e imperfeições humanas. Ele repetiu
comportamento semelhante mais tarde com Abimeleque.
a) A
Dificuldade no Egito (Gênesis 12:10-20)
·
A Fome Severa: Após chegar a
Canaã, uma fome severa forçou Abrão a descer ao Egito, conhecido como o
"celeiro" da região devido ao Nilo.
·
O Medo e a Mentira: Com
medo de ser morto pelos egípcios por causa da beleza de Sara, Abrão pediu que
ela dissesse ser sua irmã.
·
Consequência: Sara foi levada
para a casa de Faraó, e Abraão recebeu bens em troca, colocando em risco a
promessa divina de descendência.
·
Intervenção: DEUS castigou
Faraó e sua casa com pragas, forçando-os a devolver Sara e expulsar Abraão.
b) A
Dificuldade em Gerar (Gênesis 20)
·
A Mudança para Gerar: Mais tarde, Abraão peregrinou na região de Gerar.
·
Repetição do Erro: Por
temor ao rei Abimeleque, Abraão mentiu novamente, dizendo que Sara era sua
irmã.
·
Intervenção Divina: Novamente,
DEUS interveio, desta vez através de um sonho a Abimeleque, para impedir que
ele tocasse em Sara.
·
Desfecho: Abimeleque
repreendeu Abraão, devolveu Sara e ofereceu riquezas, evidenciando que, apesar
das falhas de Abraão, DEUS o protegeu.
CONCLUSÃO
A lição revela
que o chamado de DEUS a Abrão foi o ponto de partida para uma história de fé,
obediência e desafios, cujos efeitos se estendem até hoje. Abrão respondeu ao
chamado divino com coragem, deixando para trás sua terra e família, confiando
plenamente nas promessas de DEUS. Ao longo de sua jornada, enfrentou
dificuldades como fome, conflitos familiares, guerras e longas esperas, mas
manteve-se firme, demonstrando uma fé ativa e perseverante. Suas falhas, como
mentir sobre Sara, ter o filho Ismael com Agar e levar Ló consigo, mostram que
mesmo os grandes homens de fé são suscetíveis a erros, mas DEUS permanece fiel,
protegendo e guiando seus escolhidos. As promessas feitas a Abrão — uma terra,
uma descendência numerosa e bênçãos universais — foram cumpridas parcialmente
em sua vida e plenamente em CRISTO, segundo a teologia bíblica. A obediência de
Abrão, mesmo diante de sacrifícios extremos, como o teste com Isaque, tornou-o
exemplo para todas as gerações, sendo chamado “amigo de DEUS” e “pai da fé”.
Sua história ensina que a verdadeira fé exige renúncia, confiança e ação, e que
a bênção divina está ligada à obediência e ao propósito maior de DEUS. Por fim,
a jornada de Abrão destaca que, apesar das lutas e imperfeições humanas, a
fidelidade de DEUS é constante, e a aliança estabelecida com ele permanece como
fundamento para a esperança e a redenção de todos os que creem.
Abraão – homem de altares, fé e oração
Abraão, o "pai da fé", foi um notável construtor de altares durante sua jornada bíblica. Onde acampava, erguia um altar para adorar a DEUS, invocando Seu nome e consagrando o território, demonstrando adoração e obediência contínua. Seus altares marcavam alianças, gratidão, momentos de aflição e de restauração.
- Significado dos Altares: Os
altares de Abraão representam um estilo de vida de comunhão com DEUS, não
apenas lugares físicos, mas o posicionamento de seu coração de colocar DEUS
em primeiro lugar, antes de sua própria moradia (tenda) – Ouvia DEUS e
falava com Ele. Intimidade. Amigo de DEUS.
- Locais e Momentos:
- Siquém (Carvalho de Moré): Onde
recebeu a promessa de terra e construiu o primeiro altar.
- Entre Betel e Ai: Construiu
o segundo altar ao chegar em Canaã, invocando a DEUS.
- Hebrom (Carvalhais de Manre): Estabeleceu
um altar após separar-se de Ló, representando um lugar de comunhão e
aliança.
- Monte Moriá: O
altar de entrega total, onde foi provado a entregar seu filho Isaque,
provando sua confiança absoluta em DEUS.
- Lição Espiritual: A
vida de Abraão como "homem de altares" destaca a prioridade da
adoração, o caráter obediente e a restauração pela misericórdia divina,
ensinando a importância de vivermos com um "altar de adoração"
no coração.
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ESTUDOS – BÍBLIA BEP – CPAD
A CHAMADA DE ABRAÃO
Gn 12.1-3 “Ora, o SENHOR disse a Abrão:
Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que
eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e
engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te
abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas
as famílias da terra.”
A chamada de Abrão (posteriormente chamado
Abraão, 17.5), conforme a narrativa de Gênesis 12, dá início a um novo capítulo
na revelação do AT sobre o propósito divino de redimir e salvar a raça humana.
A intenção de DEUS era que houvesse um homem que o conhecesse e o servisse e
guardasse os seus caminhos (ver 18.19). Dessa família surgiria uma nação
escolhida, de pessoas que se separassem das práticas ímpias doutras nações,
para fazerem a vontade de DEUS. Dessa nação viria JESUS CRISTO, o Salvador do
mundo, o prometido descendente da mulher (ver 3.15; Gl 3.8,16,18). Vários
princípios importantes podem ser deduzidos da chamada de Abraão. (1) A chamada
de Abraão levou-o a separar-se da sua pátria, do seu povo e dos seus familiares
(12.1), para tornar-se estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.13). Em Abraão, DEUS
estava estabelecendo o princípio importante de que os seus deviam separar-se de
tudo quanto possa impedir o propósito divino na vida deles. (2) DEUS prometeu a Abraão uma terra, uma
grande nação através dos seus descendentes e uma bênção que alcançaria todas as
nações da terra (12.2,3). O NT ensina claramente que a última parte dessa
promessa cumpre-se hoje na proclamação missionária do evangelho de CRISTO (At
3.25; Gl 3.8). (3) Além disso, a chamada de Abraão envolvia, não somente uma
pátria terrestre, bem como uma celestial. Sua visão alcançava um lar definitivo
não mais na terra, e sim no céu; uma cidade cujo artífice e construtor é o
próprio DEUS. A partir de então, Abraão desejava e buscava uma pátria celestial
onde habitaria eternamente com DEUS em justiça, alegria e paz (Hb
11.9,10,14;16; Ap 21.1-4; 22.1-5). Até então, ele seria estrangeiro e peregrino
na terra (Hb 11.9,13). (4) A chamada de Abraão continha não somente promessas,
como também compromissos. DEUS requeria de Abraão tanto a obediência quanto a
dedicação pessoal a Ele como Senhor para que recebesse aquilo que lhe fora
prometido. A obediência e a dedicação demandavam: (a) confiança na palavra de DEUS,
mesmo quando o cumprimento das promessas parecia humanamente impossível
(15.1-6; 18.10-14), (b) obediência à ordem de DEUS para deixar a sua terra
(12.4; Hb 11.8), e (c) um esforço sincero para viver uma vida de retidão
(17.1,2). (5) A promessa de DEUS a Abraão e a sua bênção sobre ele,
estendem-se, não somente aos seus descendentes físicos (i.e., os judeus
crentes), como também a todos aqueles que com fé genuína (12.3) aceitarem e
seguirem a JESUS CRISTO, a verdadeira “posteridade” de Abraão (Gl 3.14,16).
Todos os que são da fé como Abraão, são “filhos de Abraão” (Gl 3.7) e são
abençoados juntamente com ele (Gl 3.9). Tornam-se posteridade de Abraão,
herdeiros segundo a promessa (Gl 3.29), o que inclui o receber pela fé “a
promessa do ESPÍRITO” em CRISTO JESUS (ver Gl 3.14). (6) Por Abraão possuir uma
fé em DEUS, expressa pela obediência, dele se diz que é o principal exemplo da
verdadeira fé salvífica (15.6; Rm 4.1-5,16-24; Gl 3.6-9; Hb 11.8-19; Tg
2.21-23; ver 15.6). Biblicamente, qualquer profissão de fé em JESUS CRISTO como
Salvador que não requer obediência a Ele como Senhor não é a classe de fé que
Abraão possuía e, portanto, não é a verdadeira fé salvífica (ver Jo 3.36).
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Auxílio de
revista antiga
ABRAÃO - ÊXITOS
E FRACASSOS DO AMIGO DE DEUS
4º Trimestre De
2002 – Comentários: Pr. Elienai Cabral
(Consultoria
Doutrinária e Teológica: Pr. Antônio Gilberto)
LIÇÃO
1 - A CHAMADA DE ABRAÃO - 06/10/2002
TEXTO
ÁUREO
"Pela
fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por
herança; e saiu, sem saber para onde ia" (Hb 11.8).
ORA, A FÉ É. O capítulo 11 demonstra a natureza do único tipo de fé aceita
por DEUS e que triunfará na pior das situações. É uma fé que crê nas realidades
espirituais (v. 1), que leva à justiça (v. 4), que busca a DEUS (v. 6), que crê
na sua bondade (v. 6), que tem confiança na sua palavra (vv. 7,11), que obedece
aos seus mandamentos (v. 8), que vive segundo as promessas de DEUS (vv. 13,29),
que rejeita o espírito deste presente mundo mau (v. 13), que busca um lar
celestial (vv. 14-16; cf. 13.13,14), que abençoa a geração seguinte (v. 21),
que recusa os prazeres do pecado (v. 25), que suporta a perseguição (v. 27),
que pratica poderosos atos de justiça (vv. 33-35), que sofre por amor a DEUS
(vv. 25,35-38) e que não volta àquela pátria donde haviam saído, i.e., o mundo
(vv. 14-16)
PELA FÉ ABRAÃO... OBEDECEU. A fé e a obediência são inseparáveis
entre si, assim como também são inseparáveis a incredulidade e a desobediência
(3.18,19; ver Jo 3.36).
11.10 PORQUE
ESPERAVA A CIDADE. Abraão sabia que a terra que
lhe fora prometida, aqui no mundo, não era o fim da sua jornada. Pelo
contrário, o fim era bem além, na cidade celestial, que DEUS preparara para
seus servos fiéis. Abraão serve de exemplo a todo o povo de DEUS; devemos
reconhecer que estamos apenas de passagem neste mundo, caminhando para nosso
verdadeiro lar no céu. Não devemos pensar em segurança plena neste mundo, nem
ficar fascinados por ele (vv. 14,16; 13.14). Devemos nos considerar estrangeiros
e exilados na terra. Esta não é a nossa pátria, mas território estrangeiro; o
fim da nossa peregrinação será uma pátria melhor (v.16), a "Jerusalém
celestial" (12.22) e a "cidade permanente" (13.14).
Js 24.2 Disse
então Josué a todo o povo: Assim diz o Senhor DEUS de Israel: Além do
Rio habitaram antigamente vossos Pais, Tera, PAI de Abraão e de Naor; e
serviram a outros deuses. 3 Eu, porém, tomei a vosso PAI Abraão dalém
do Rio, e o conduzi por toda a terra de Canaã; também multipliquei a sua
descendência, e dei-lhe Isaque.
Abraão
veio de um povo idólatra, mas ouviu a voz de DEUS e creu em DEUS e em suas
promessas, sendo justificado por sua fé, assim como todo aquele que aceitar a
JESUS CRISTO como Senhor e Salvador de sua vida, pela fé em seu sacrifício na
cruz do calvário, levando sobre ELE nossos pecados.
VERDADE
PRÁTICA
A chamada de
DEUS desafia o homem para uma vida de fé e sem fronteiras.
O caminho da
bênção é sempre o da obediência incondicional a DEUS.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
GÊNESIS
11.31,32; 12.1-6
Gênesis 11.31 -
E tomou Terá a Abrão, seu FILHO, e a Ló, FILHO de Harã, FILHO de seu FILHO, e a
Sarai, sua nora, mulher de seu FILHO Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus,
para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã e habitaram ali. 32 E foram os dias
de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Terá em Harã.
ABRÃO, SEU
FILHO. A Bíblia, em Gn 11.27, começa
a história de uma única família escolhida por DEUS, para por ela trazer a
redenção da raça humana. O chefe daquela família era Abrão (nome esse
posteriormente mudado para Abraão, ver 17.5), o qual viveu cerca de 2.100 a.C.
Em Atos 7.2,3, Estêvão declara que DEUS apareceu a Abrão, em Ur dos Caldeus,
antes de ele habitar em Harã (cf. 15.7; Ne 9.7). A chamada de DEUS a Abrão foi
provavelmente o fator motivante na mudança para Harã, de Terá, seu PAI.. Abrão
descendia de Sem (11.10) e tornou-se o PAI da nação judaica
DEUS chama
Abrão e lhe faz promessas
Gn 12.1 Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua
parentela, e da casa de teu PAI, para a terra que eu te mostrarei.2 E far-te-ei
uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma
bênção.3 E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te
amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.4 Assim, partiu
Abrão, como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de
setenta e cinco anos, quando saiu de Harã.
5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, FILHO de seu irmão, e toda a sua
fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram
para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã.6 E passou Abrão por
aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então,
os cananeus na terra.
12.1 SAI-TE DA
TUA TERRA. Nessa ocasião, DEUS não disse
a Abrão para onde o conduziria (Hb 11.8). Ao invés de ser informado disso, ele
teve de viajar sob a orientação direta do Senhor.
12.3 EM TI SERÃO BENDITAS TODAS AS FAMÍLIAS DA TERRA. Esta
é a segunda profecia das Escrituras sobre a vinda de JESUS CRISTO a este mundo
(ver 3.15).
(1) O texto
fala de uma bênção espiritual que viria através de um descendente de Abraão.
Paulo declara que esta bênção se refere ao evangelho de CRISTO, oferecido a
todas as nações (Gl 3.8,14,16).
(2) A promessa
de DEUS a Abrão revela que, desde os primórdios da raça humana, o propósito do
evangelho era abençoar todas as nações com salvação. DEUS está agora realizando
seu propósito através de JESUS e seu povo fiel, que compartilha da sua vontade
de salvar os perdidos, enviando pregadores para proclamar o evangelho a todas
as famílias da terra. Este versículo serve de fundamento motivador da obra
missionária no mundo inteiro.
12.4 PARTIU ABRÃO, COMO O SENHOR LHE TINHA DITO. A narrativa de Abraão,
desde o início, chama a atenção para a seguinte verdade: a obediência a DEUS é
essencial para o usufruto da salvação nEle.
(1) Abrão
obedeceu à palavra do Senhor. Sua obediência incluiu deixar seu lar e sua
pátria e confiar-se ao cuidado de DEUS, na sua orientação divina e nas suas
promessas (ver v. 1; Tg 2.17; 1 Jo 2.4).
(2) Assim como
Abraão, todos os crentes em CRISTO são conclamados a deixar sua terra...
parentela... e casa do PAI (12.1) para seguir a JESUS, no sentido de buscar uma
pátria melhor, isto é, a celestial.
LEITURA DIÁRIA
Segunda:
Gn 11.24,26-32 = A Família de Abraão
24 E viveu Naor
vinte e nove anos e gerou a Terá.
26 E viveu Terá
setenta anos e gerou a Abrão, a Naor e a Harã.27 E estas são as gerações de
Terá: Terá gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló. 28 E morreu Harã,
estando seu PAI Terá ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus.
29 E tomaram Abrão e Naor mulheres para si; o nome da mulher de Abrão hera
Sarai, e o nome da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, PAI de Milca e PAI
de Iscá. 30 E Sarai foi estéril e não tinha Filhos. 31 E tomou Terá a Abrão,
seu Filho, e a Ló, Filho de Harã, Filho de seu Filho, e a Sarai, sua nora,
mulher de seu Filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra
de Canaã; e vieram até Harã e habitaram ali. 32 E foram os dias de Terá
duzentos e cinco anos; e morreu Terá em Harã.
11.28 UR DOS CALDEUS. Essa cidade
antiga ficava cerca de 160 km a sudeste da cidade de Babilônia, perto do rio
Eufrates, na região hoje chamada Iraque. Sin , o deus-lua, era o deus padroeiro
dessa cidade.
11.31 ABRÃO, SEU FILHO. A Bíblia, em Gn 11.27, começa a história de
uma única família escolhida por DEUS, para por ela trazer a redenção da raça
humana. O chefe daquela família era Abrão (nome esse posteriormente mudado para
Abraão, ver 17.5), o qual viveu cerca de 2.100 a.C. Em Atos 7.2,3, Estêvão
declara que DEUS apareceu a Abrão, em Ur dos Caldeus, antes de ele habitar em
Harã (cf. 15.7; Ne 9.7). A chamada de DEUS a Abrão foi provavelmente o fator
motivante na mudança para Harã, de Terá, seu PAI, Abrão descendia de Sem
(11.10) e tornou-se o PAI da nação judaica. Abraão, nona geração depois de Sem,
nasceu por volta do ano 2000 aC. Abraão foi FILHO de Terá. e irmão de Naor e
Ara. (SCR) Abraão casou-se com Sarai, e Naor casou- se com Milca (Gn 11.27.29).
Morava com Abraão seu sobrinho Ló, FILHO de Ara. que havia falecido (Gn
11.27.28).
Terça:
Gn 12.1-9 = O desafio da fé ultrapassa fronteiras.
1 Ora, o SENHOR
disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI,
para a terra que eu te mostrarei. 2 E far-te-ei uma grande nação, e
abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. 3 E
abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti
serão benditas todas as famílias da terra. 4 Assim, partiu Abrão, como o SENHOR
lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos,
quando saiu de Harã. 5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, FILHO de seu
irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe
acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de
Canaã. 6 E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao
carvalho de Moré; e estavam,
então, os cananeus na terra. 7 E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua
semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao
SENHOR, que lhe aparecera. 8 E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente
de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel
ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome
do SENHOR. 9 Depois, caminhou Abrão dali, seguindo ainda para a banda do Sul.
12.1 SAI-TE DA
TUA TERRA. Nessa ocasião, DEUS não disse
a Abrão para onde o conduziria (Hb 11.8). Ao invés de ser informado disso, ele
teve de viajar sob a orientação direta do Senhor.
12.3 EM TI
SERÃO BENDITAS TODAS AS FAMÍLIAS DA TERRA. Esta é a segunda profecia das Escrituras sobre a vinda de
JESUS CRISTO a este mundo (ver 3.15).
(1) O texto
fala de uma bênção espiritual que viria através de um descendente de Abraão.
Paulo declara que esta bênção se refere ao evangelho de CRISTO, oferecido a
todas as nações (Gl 3.8,14,16).
(2) A promessa
de DEUS a Abrão revela que, desde os primórdios da raça humana, o propósito do
evangelho era abençoar todas as nações com salvação. DEUS está agora realizando
seu propósito através de JESUS e seu povo fiel, que compartilha da sua vontade
de salvar os perdidos, enviando pregadores para proclamar o evangelho a todas
as famílias da terra. Este versículo serve de fundamento motivador da obra
missionária no mundo inteiro.
12.4 PARTIU ABRÃO, COMO O SENHOR LHE TINHA DITO. A narrativa de
Abraão, desde o início, chama a atenção para a seguinte verdade: a obediência a
DEUS é essencial para o usufruto da salvação nEle.
(1) Abrão
obedeceu à palavra do Senhor. Sua obediência incluiu deixar seu lar e sua
pátria e confiar-se ao cuidado de DEUS, na sua orientação divina e nas suas
promessas (ver v. 1; Tg 2.17; 1 Jo 2.4).
(2) Assim como
Abraão, todos os crentes em CRISTO são conclamados a deixar sua terra...
parentela... e casa do PAI (12.1) para seguir a JESUS, no sentido de buscar uma
pátria melhor, isto é, a celestial (Hb 11.16)
12.7 E APARECEU O SENHOR A ABRÃO. Esta é a primeira ocasião em que
as Escrituras declaram explicitamente que DEUS apareceu a alguém, porém, é
justo crer que DEUS já tivesse antes aparecido a Adão e outros (1.28,29;
2.15,16,22; 3.8-21). Esse aparecimento foi uma manifestação objetiva e visível
de DEUS na semelhança de um ser humano (c.f. 18.1-3,9-33; Êx 33.18-23). As
aparições visíveis do Senhor são chamadas teofanias i.e., manifestações ou
aparições visíveis de DEUS (ver Êx 3.2). A terra que DEUS prometeu que daria a
Abrão era a terra de Canaã (o nome antigo da Palestina), ao longo do litoral
sudeste do mar Mediterrâneo.
Quarta: At 7.1-8 = O Testemunho da fé de Abraão
1 E disse o
sumo sacerdote: Porventura, é isto assim?2 E ele disse: Varões irmãos e Pais,
ouvi. O DEUS da glória apareceu a Abraão, nosso PAI, estando na Mesopotâmia,
antes de habitar em Harã, 3 e disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua
parentela e dirige-te à terra que eu te mostrar. 4 Então, saiu da terra dos
caldeus e habitou em Harã. E dali, depois que seu PAI faleceu, DEUS o trouxe
para esta terra em que habitais agora. 5 E não lhe deu nela herança, nem ainda
o espaço de dum pé; mas prometeu que lhe daria a posse dela e, depois dele, à
sua descendência, não tendo ele FILHO. 6 E falou DEUS assim: que a sua
descendência seria peregrina em terra alheia, e a sujeitariam à escravidão e a
maltratariam por quatrocentos anos. 7 E eu julgarei a nação que os tiver
escravizado, disse DEUS. E, depois disto, sairão e me servirão neste lugar. 8 E
deu-lhe o pacto da circuncisão; e, assim, gerou a Isaque e o circuncidou ao
oitavo dia; e Isaque, a Jacó; e Jacó, aos doze patriarcas.
7.2 IRMÃOS E PAIS, OUVI. O discurso de Estêvão diante do sinédrio é
uma defesa da fé propagada por CRISTO e pelos apóstolos. Ele é o precursor de
todos quantos defendem a fé bíblica contra os que se opõem ao seu ensino ou o
distorcem, e é o primeiro que morreu por essa causa. JESUS vindica a ação de
Estêvão, ficando em pé para honrá-lo diante de seu PAI, no céu (v. 56). O amor
de Estêvão à verdade e sua disposição em dar a vida para salvaguardá-la,
contrastam-se nitidamente com aqueles que pouco se interessam por batalhar pela
fé que uma vez foi dada aos santos (Jd v.3) e que, em nome do amor, da paz e da
tolerância, não vêem qualquer necessidade de oposição aos falsos mestres, nem
àqueles que distorcem o evangelho puro, em favor do qual CRISTO morreu.
Quinta:
Rm 4.1-22 = Abraão justificado pela fé
Abraão foi
justificado pela fé
1 Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso PAI segundo a carne? 2 Porque,
se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de
DEUS. 3 Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em DEUS, e isso lhe foi imputado
como justiça. 4 Ora, àquele que faz qualquer obra, não lhe é imputado o
galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. 5 Mas, àquele que não pratica,
porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.
6 Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem DEUS imputa a justiça
sem as obras, dizendo: 7 Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas,
e cujos pecados são cobertos.
8 Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado. 9 Vem, pois, esta
bem-aventurança sobre a circuncisão somente ou também sobre a incircuncisão?
Porque dizemos que a fé foi imputada como justiça a Abraão. 10 Como lhe foi,
pois, imputada? Estando na circuncisão ou na incircuncisão? Não na
circuncisão, mas na incircuncisão. 11 E recebeu o sinal da circuncisão,
selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse PAI de
todos os que crêem (estando eles também na incircuncisão, a fim de que também a
justiça lhes seja imputada), 12 e fosse PAI da circuncisão, daqueles que não
somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé de Abraão, nosso PAI, que tivera na incircuncisão. 13
Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei
a Abraão ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. 14 Pois, se os que são
da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada. 15 Porque a lei
opera a ira; porque onde não há lei também não há transgressão. 16 Portanto, é
pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a
toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de
Abraão, o qual é PAI de todos nós. 17 (como está escrito: Por PAI de muitas
nações te constituí.), perante aquele no qual creu, a saber,
DEUS, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se já
fossem. 18 O qual, em esperança, creu contra a esperança que seria feito PAI de
muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. 19
E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo já amortecido
(pois era já de quase cem anos), nem tampouco para o amortecimento do ventre de
Sara.
20 E não duvidou da promessa de DEUS por incredulidade, mas foi fortificado na
fé, dando glória a DEUS; 21 e estando certíssimo de que o que ele tinha
prometido também era poderoso para o fazer. 22 Pelo que isso lhe foi também
imputado como justiça.
4.3 CREU ABRAÃO
EM DEUS. A salvação pela fé, e não
pelas obras (i.e., pela guarda da Lei), não é uma doutrina peculiar do NT; é,
também, característica do AT. Paulo retrocede no tempo, para além de Moisés, e
toma Abraão como exemplo de fé. Abraão tinha fé em DEUS, i.e., cultivava um
dedicado e leal relacionamento com seu DEUS, cria nas suas promessas (vv.
20,21; Gn 12.1-3; 15.5,6) e vivia em obediência ao Senhor (Gn 12.1-4; 22.1-19;
Hb 11.8-19; Tg 2.21,22.
4.5 FÉ IMPUTADA COMO JUSTIÇA. A Abraão, a fé foi "imputada"
por justiça. "Imputar" significa creditar na conta da pessoa (ver a
forma negativa no v. 8). Isso significa que a fé salvífica do cristão é tida
como equivalente à justiça no tocante ao seu efeito.
(1) Paulo fala
seis vezes, em Rm 4, de "imputar" ou "atribuir a justiça"
ao crente, e, em cada caso, Paulo afirma claramente
que é a "fé" do crente que lhe é contada ou imputada como
"justiça" (vv. 3,5,6,9,11,22; ver Gn 15.6).
(2) Imputar a
fé do crente como justiça não é, porém, resultado exclusivo da nossa fé em
CRISTO ou da nossa entrega a Ele; é, acima de tudo, um ato de graça e
misericórdia divinas (v.16).
(3) Quando DEUS
vê o coração do crente voltado para CRISTO com fé, Ele lhe perdoa,
graciosamente, os pecados, imputa-lhe a fé como justiça e aceita-o como seu FILHO
(vv. 5-8). Juntamente com essa imputação da fé como justiça, DEUS também
outorga sua graça para a santificação (ver v. 16; 5.2; Fp 3.9; Tt 3.5-7).
(4) A fé, que é
imputada como justiça e que traz o perdão, é a fé em CRISTO, tendo em vista a
sua morte expiatória (3.24-26). Absolutamente nada mais, a não ser a morte
sacrificial de CRISTO na cruz constitui o fundamento da reconciliação do
pecador com DEUS (ver 5.10)
4.7 AQUELES CUJOS PECADOS SÃO COBERTOS. Esta citação do Sl 32.1,2
mostra que tanto Davi como Paulo criam que a fé contada como justiça, abrange o
perdão do pecado e a reconciliação com DEUS. É uma dádiva da misericórdia de
DEUS através da morte de CRISTO na cruz (ver v. 5; cf. 2 Co 5.19,21).
4.12 A FÉ DE NOSSO PAI ABRAÃO. A fé que Abraão tinha era uma fé
genuína, pela qual ele perseverava, cria, confiava, obedecia, fortalecia-se e
dava glória a DEUS (vv. 16-21). Esse é o tipo de fé que nos torna Filhos de
DEUS.
4.16 É PELA FÉ. Os crentes são salvos somente pela fé, mediante a
graça. Devem ser notadas, no entanto, duas verdades bíblicas a respeito da
natureza da fé para salvação.
(1) Embora a
pessoa seja salva pela fé somente, a fé que salva não é algo único. Tiago
declara que "a fé sem obras é morta" (Tg 2.14-26); Paulo diz que é
"a fé que opera por caridade" (Gl 5.6). A fé, para a salvação, é uma
fé tão vital que não pode prescindir da expressão do amor, da obediência para
com o Salvador e de serviço ao próximo. A fé que consiste na confiança em DEUS,
para o perdão dos pecados, mas que não inclui, da parte do pecador, um sincero
arrependimento do pecado e também um compromisso ativo com CRISTO como Senhor,
não corresponde à fé para salvação segundo o NT.
(2) É
antibíblico enfatizar a "fé" em si mesma, e ignorar o amplo desígnio
da salvação e daquilo que ela significa. A salvação pela fé inclui não somente
ser salvo da condenação, mas também ser salvo para comunhão com DEUS, para
santidade e para serviço, i.e., a prática das boas obras (Ef 2.10)
4.16 PARA QUE SEJA SEGUNDO A GRAÇA. Se a salvação, a justificação e
a justiça que DEUS outorga viessem pela nossa perfeita obediência à Lei,
ninguém seria salvo, porque ninguém jamais a cumpriu de modo perfeito. Mas,
posto que a salvação é pela fé, mediante a graça, poderão ser salvos todos
aqueles que buscam a DEUS. Ele, por sua misericórdia, perdoa os nossos pecados
e outorga-nos a sua graça (i.e., seu ESPÍRITO e seu poder), para regenerar
nossa vida e nos tornar seus Filhos.
Sexta: Jo 8.37-56 = A Justiça de DEUS imputada a Abraão pela fé
37 Bem sei que
sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha
palavra não entra em vós. 38 Eu falo do que vi junto de meu PAI, e vós fazeis o
que também vistes junto de vosso PAI.39 Responderam e disseram-lhe: Nosso PAI é
Abraão. JESUS disse-lhes: Se fôsseis Filhos de Abraão, faríeis as obras de
Abraão. 40 Mas, agora, procurais matar-me a mim, homem que vos tem dito a
verdade que de DEUS tem ouvido; Abraão não fez isso. 41 Vós fazeis as obras de
vosso PAI. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um
PAI, que é DEUS.42 Disse-lhes, pois, JESUS: Se DEUS fosse o vosso PAI,
certamente, me amaríeis, pois que eu saí e vim de DEUS; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.43 Por que anão entendeis
a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.44 Vós tendes por PAI
ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso PAI; ele foi homicida desde o
princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele
profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e PAI da
mentira.
45 Mas porque vos digo a verdade, não me credes.46 Quem dentre vós me convence
de pecado? E, se vos digo a verdade, por que não credes? 47 Quem é de DEUS
escuta as palavras de DEUS; por isso, vós não as escutais, porque não sois de
DEUS. 48 Responderam, pois, os judeus e disseram-lhe: Não dizemos nós bem que és
samaritano e que tens demônio?49 JESUS respondeu: Eu não tenho demônio; antes,
honro a meu PAI, e vós me desonrais.50 Eu não busco a minha glória; há quem a
busque e julgue.51 Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a
minha palavra, nunca verá a morte.52 Disseram-lhe, pois, os judeus: Agora,
conhecemos que tens demônio. Morreu Abraão e os profetas; e tu dizes: Se alguém
guardar a minha palavra, nunca provará a morte.53 És tu maior do que Abraão, o
nosso PAI, que morreu? E também os profetas morreram; quem te fazes tu ser?54
JESUS respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada;
quem me glorifica é meu PAI, o qual dizeis que é vosso DEUS.55 E vós não o
conheceis, mas eu conheço-o; e, se disser que não o conheço, serei mentiroso
como vós; mas conheço-o e guardo a sua palavra.56 Abraão, vosso PAI, exultou
por ver o meu dia, ne viu-o, e alegrou-se.
8.42 SE DEUS
FOSSE O VOSSO PAI. Aqui, JESUS declara um
princípio fundamental da salvação, a saber, a evidência de sermos verdadeiros Filhos
de DEUS (i.e., nascidos de novo da parte de DEUS) está na nossa demonstração de
amor a JESUS. Então, devemos manifestar uma fé sincera e obediente. Do
contrário, é falsa a afirmação de sermos Filhos de DEUS (vv. 31,42;
10.2-5,14,27,28; 14.15,21).
8.44 É
MENTIROSO E PAI DA MENTIRA. A mentira
é uma destacada característica do diabo. Ele é a fonte geradora de toda a
falsidade (Gn 3.1-6; At 5.3; 2 Ts 2.9-11; Ap 12.9). É um pecado totalmente
contrário à mente de DEUS, que é a verdade (Ap 19.11). A indiferença para com o
pecado da mentira é um dos sintomas mais claros da impiedade de uma pessoa. Tal
pessoa
ainda não nasceu do ESPÍRITO (3.6) e está sob a influência de Satanás, como seu
PAI espiritual (ver 4.24; Ap 22.15).
Sábado:
Gl 3.6-18 A justiça de DEUS imputada a Abraão pela fé.
6 É o caso de
Abraão, que creu em DEUS, e isso lhe foi imputado como justiça. 7 Sabei, pois,
que os que são da fé são Filhos de Abraão.
8 Ora, tendo a Escritura previsto que DEUS havia de justificar pela fé 2os
gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão
benditas em ti.9 De sorte que os que são da fé são benditos com o crente
Abraão.10 Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da
maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas
as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.11 E é evidente
que, pela lei, ninguém será justificado diante de DEUS, porque o justo viverá
da fé.
12 Ora, a lei não é da fé, mas o homem que fizer estas coisas por elas
viverá.13 CRISTO nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós,
porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;14 para
que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por JESUS CRISTO e para que, pela
fé, nós recebamos a promessa do ESPÍRITO.15 Irmãos, como homem falo. Se o
testamento de um homem for confirmado, ninguém o anula nem lhe acrescenta
alguma coisa.16 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua posteridade.
Não diz: E às posteridades, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua
posteridade, que é CRISTO.17 Mas digo isto: que tendo sido o testamento
anteriormente confirmado por DEUS, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos
depois, não o invalida, de forma a abolir a promessa.18 Porque, se a herança
provém da lei, já não provém da promessa; mas DEUS, pela promessa, a deu
gratuitamente a Abraão.
3.11 O JUSTO VIVERÁ DA FÉ. Paulo
cita Hc 2.4 para ilustrar a justificação pela fé (cf. Rm 1.17). Habacuque
enfatiza que quem é justificado pela fé possui a verdadeira justiça interior,
pois ele contrasta o justo com o ímpio, cuja alma "não é reta nele"
(Hc 2.4). Sendo assim, Paulo cria que a justificação envolvia uma verdadeira justiça
interior mediante o ESPÍRITO SANTO habitando na pessoa.
3.14 A BÊNÇÃO DE ABRAÃO. O conteúdo da promessa de DEUS a Abraão (v.
8) é definido como a promessa do ESPÍRITO pela fé (cf. Lc 24.49; At 1.4,5).
Receber o ESPÍRITO é ter a justiça, a vida e todas as bênçãos espirituais (ver
3.5; 4.6).
OBJETIVOS
Após esta aula,
seu aluno deverá estar apto a:
Descrever a
conjuntura histórica da chamada de Abraão.
Identificar as principais
personagens da narrativa.
Reconhecer que
a soberania divina não anula o livre arbítrio.
SÍNTESE TEXTUAL
Este homem
perderia todas as conveniências de uma cidade civilizada para ir a um lugar
desconheci- do, sujeito a toda sorte de peripécias, a fim de aprender a
depender continuamente dAquele que o chamou. Abraão foi este homem. Ele estava
talhado para este empreendimento divino. De fidelidade e obediência
incontestáveis prestou-se resolutamente aos planos de DEUS. O Altíssimo cercou-
lhe de todas as promessas e pôs- lhe à frente um supremo alvo: ser PAI de uma
numerosa nação.
ORIENTAÇÃO
DIDÁTICA
Ur foi o centro
de uma grande cultura pagã ao sul da Mesopotâmia. Provavelmente fundada em
cerca de 2800 a.C., já vivia o seu apogeu nos dias de Abraão. Exercia enorme
influência social, religiosa e comercial na região mesopotâmica e além dela.
Não obstante, Abraão e seu PAI estavam preparados para deixá-la, em obediência
às instruções divinas. Alguns anos depois de Abraão partir, a cidade foi
saqueada por assaltantes elamitas e ficou perdida para a História durante
muitos séculos.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
São muitos os
exemplos de fé descritos na Bíblia, mas destaca- se, com especial tratamento, o
de Abraão, o qual é denominado "PAI da fé". A palavra fé, do ponto de
vista escriturísticos, tem o significado básico de "fidelidade" (Dt
32.4; SI 36.5; 37.5). Na verdade, o estudo da vida de Abraão é de grande valor
pelo fato de ser ele o pai da nação eleita - Israel, e PAI na fé de todos os
que crêem em DEUS. A sua chamada divina se reveste de um caráter especial, por
ser o ponto de partida para a formação do povo que, em meio aos cananeus
idólatras, serviria a DEUS, como único, invisível e verdadeiro DEUS.
A vida do
patriarca Abraão sem dúvida alguma causa admiração em qualquer leitor da Bíblia
Sagrada, pois este homem, sem ter acesso a nenhum escrito sagrado, vivendo 430
anos antes da lei ser promulgada, obteve testemunho e justificação da parte de
DEUS, uma vez que a Bíblia declara que Abraão creu, e isso lhe foi imputado
como justiça (Gl 3.6; Gn 15.6). Se a experiência de Abraão não fosse
registrada, a justificação pela fé (Rm 5.1), um dos pilares da fé cristã, não
poderia ter sido completamente formulada, pois Abraão é o protótipo do cristão
e sua fé o protótipo da fé de um cristão. Muito há o que aprender com o
patriarca, e para você, estudante da palavra de DEUS, que quer ser enriquecido
e sentir DEUS falando com você, recomendamos a leitura dos capítulos 12 a 25 de
Gênesis, que narram a história do patriarca.
|
Nascimento |
Quando seu PAI tinha 130 anos. |
|
Canaã |
Entrou na Palestina aos 75 anos. |
|
Ló |
Libertou seu sobrinho quando tinha 80 anos. |
|
Ismael |
Tinha 86 anos quando seu primeiro FILHO nasceu. |
|
Sodoma e Gomorra |
As cidades foram destruídas quando tinha 99 anos |
|
Isaque |
Nasceu quando tinha 100 anos. |
|
Sara |
Tinha 137 anos quando sua mulher morreu. |
|
Esaú e Jacó |
Quando seus netos nasceram tinha 160 anos. |
|
Morte |
Aos 175 anos de idade. |
I. A VIDA DE
ABRAÃO ANTES DA SUA CHAMADA
1. O
primitivo nome de Abraão.
ABRÃO, SEU
FILHO. A Bíblia, em Gn 11.27, começa a história de uma única família escolhida
por DEUS, para por ela trazer a redenção da raça humana. O chefe daquela
família era Abrão (nome esse posteriormente mudado para Abraão, ver 17.5), o
qual viveu cerca de 2.100 a.C.
NÃO... ABRÃO, MAS ABRAÃO. Abrão significa PAI elevado; Abraão
significa PAI de uma multidão; Ne 9.7; Rm 4.17). Na Bíblia, uma nova
experiência com DEUS, muitas vezes, requeria um novo nome para a pessoa,
simbolizando aquele novo relacionamento.17.7 PARA TE SER A TI POR DEUS. A razão
de ser e a realidade do concerto de DEUS com
Abraão era DEUS ser o DEUS único de Abraão e dos seus descendentes (vv. 7,8). A
promessa de DEUS de te ser a ti por DEUS é a promessa mais grandiosa das
Escrituras. É a primeira promessa, a promessa fundamental, na qual se baseiam
todas as demais promessas. Significa que DEUS assume o compromisso, sem
reservas, com o seu povo fiel, para ser o seu DEUS, seu escudo e seu galardão
(ver 15.1). Significa, também, que a graça de DEUS, seu perdão, promessas,
proteção, orientação, bondade, ajuda e bênção são dados aos seus com amor (Jr
11.4; 24.7; 30.22; 32.38; Ez 11.20; 36.28; Zc 8.8). Todos os crentes herdam
essa mesma promessa mediante sua fé em CRISTO (Gl 3.16).
Quanto à troca do nome de Abraão é devido à ALIANÇA que
DEUS fez com o mesmo, vejamos:
TROCA
DE NOMES: significa que o meu nome
passa a ter direito sobre tudo o que o teu nome tem direito e o teu nome passa
a ter direito sobre tudo o que o meu nome tem direito, inclusive dívidas. (Gn
17.5/28.13). Eu passo a ter um pedaço do seu nome e você passa a ter um pedaço
do meu nome.
Exemplo: Gn
17.4 "Quanto a mim, eis que o meu pacto é contigo, e serás PAI de muitas
nações; 5 não mais serás chamado Abrão, mas Abraão será o teu nome; pois por PAI
de muitas nações te hei posto;"
A partir daí
Abrão passou a se chamar AbraHão (esse "H" é importante, pois vem do
nome de DEUS ( YHWH ); infelizmente no português não traduziram com o 'H",
porém nas outras línguas, sim.
DEUS também
teria que mudar o seu nome; a partir daí ELE se apresenta como o DEUS de
Abrahão.
Gn 26.24
"E apareceu-lhe o Senhor na mesma noite e disse: Eu sou o DEUS de Abraão,
teu PAI; não temas, porque eu sou contigo, e te abençoarei e multiplicarei a
tua descendência por amor do meu servo Abraão."
Gálatas 3.13=
Abrahão recebe o H de DEUS e fica com um novo nome, ABRAHÃO, (recebe o H
= ESPÍRITO, pela fé).
2.
Os ancestrais de Abraão.
Em Atos 7.2,3,
Estêvão declara que DEUS apareceu a Abrão, em Ur dos Caldeus, antes de ele
habitar em Harã (cf. 15.7; Ne 9.7). A chamada de DEUS a Abrão foi provavelmente
o fator motivante na mudança para Harã, de Terá, seu PAI. Abrão descendia de
Sem (11.10) e tornou-se o PAI da nação judaica.
3. A
esposa de Abraão, Sara (Gn 11.29-31; 12.5).
11.29 E tomaram
Abrão e Naor mulheres para si; o nome da mulher de Abrão hera Sarai, e o nome
da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, PAI de Milca e PAI de Iscá.30 E
Sarai foi estéril e não tinha FILHOs.31 E tomou Terá a Abrão, seu FILHO, e a
Ló, FILHO de Harã, FILHO de seu FILHO, e a Sarai, sua nora, mulher de seu FILHO
Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram
até
Harã e habitaram ali.
12.5 E tomou
Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, FILHO de seu irmão, e toda a sua fazenda,
que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem
à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã.
Nome: Gn 17.15 SARA. Sara significa princesa e
denota a posição dela como mãe das nações e reis (v. 16)
Fé: Hb
11.11 Pela fé, também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber e deu à luz já
fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.
Modelo de esposa e Obediência: 1 Pe 3.6 como Sara obedecia a Abraão,
chamando-lhe senhor, da qual vós sois filhas, fazendo o bem e não temendo
nenhum espanto.
Morte: Gn 23.1 E foi a vida de Sara cento e vinte e sete anos; estes foram
os anos da vida de Sara.2.E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na
terra de Canaã; e veio Abraão lamentar a Sara e chorar por ela.
Sepultura: Gn 23.19 E, depois, sepultou Abraão a Sara, sua mulher,
na cova do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de
Canaã.
II. A CHAMADA DE ABRAÃO
1. A
tríplice ordem de DEUS a Abraão (Gn 12.1). Na chamada de DEUS a Abraão, há três
determinações nas quais estão a essência do plano divino para ele.
Gn 12.1 Ora, o
SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu
PAI, para a terra que eu te mostrarei.
Nessa ocasião, DEUS não disse a Abrão para onde o conduziria (Hb 11.8). Ao
invés de ser informado disso, ele teve de viajar sob a orientação direta do
Senhor esperando a hora de poder cumprir integralmente as ordens de DEUS.
A primeira foi:
"Sai-te da tua terra",
A segunda ordem
de DEUS foi: "sai-te do meio da tua parentela".
A terceira
exigência divina foi: "vai para a terra que eu te mostrarei".
Nenhuma das
três ordens de DEUS havia sido atendida: Abraão não deixou a sua terra, pois
parou em Harã, outra cidade do mesmo país; Abraão não saiu de sua parentela,
pois seu PAI era o líder da peregrinação; a promessa de que DEUS lhe mostraria
uma terra não foi aproveitada, uma vez que a direção estava com Terá.
2.
Abraão vai para Harã e Siquém (Gn 12.4-8). Abraão acumulou riquezas em Harã,
mas o seu coração não estava naquele lugar.
4 Assim, partiu
Abrão, como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de
setenta e cinco anos, quando saiu de Harã.5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher,
e a Ló, FILHO de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as
almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram
à terra de Canaã.6 E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até
ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na terra.7 E apareceu o
SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar
ao SENHOR, que lhe aparecera.8 E moveu-se dali para a montanha à banda do
oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao oriente;
e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.
PARTIU ABRÃO,
COMO O SENHOR LHE TINHA DITO. A narrativa de Abraão, desde o início, chama a
atenção para a seguinte verdade: a obediência a DEUS é essencial para o
usufruto da salvação nEle.
(1) Abrão
obedeceu à palavra do Senhor. Sua obediência incluiu deixar seu lar e sua
pátria e confiar-se ao cuidado de DEUS, na sua orientação divina e nas suas
promessas (ver v. 1; Tg 2.17; 1 Jo 2.4).
(2) Assim como
Abraão, todos os crentes em CRISTO são conclamados a deixar sua terra...
parentela... e casa do PAI (12.1) para seguir a JESUS, no sentido de buscar uma
pátria melhor, isto é, a celestial (Hb 11.16)
12.7 E APARECEU
O SENHOR A ABRÃO. Esta é a primeira ocasião em que as Escrituras declaram
explicitamente que DEUS apareceu a alguém, porém, é justo crer que DEUS já
tivesse antes aparecido a Adão e outros (1.28,29; 2.15,16,22; 3.8-21). Esse
aparecimento foi uma manifestação objetiva e visível de DEUS na semelhança de
um ser humano (c.f. 18.1-3,9-33; Êx 33.18-23). As aparições visíveis do Senhor
são chamadas teofanias i.e., manifestações ou aparições visíveis de DEUS (ver
Êx 3.2). A terra que DEUS prometeu que daria a Abrão era a terra de Canaã (o
nome antigo da Palestina), ao longo do litoral sudeste do mar Mediterrâneo.
3.
Abraão muda de Siquém para Betel (Gn 12.8). Foi em Betel, "casa de
DEUS", que Abraão edificou um altar ao Senhor.
8 E moveu-se
dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo
Betel ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou
o nome do SENHOR.
Gn 28.19 BETEL.
Betel significa a casa de DEUS e pode representar qualquer lugar onde DEUS está
presente num sentido muito especial.
III. O CARÁTER
DA CHAMADA DE ABRAÃO
A chamada de
Abraão tem características valiosas para o nosso ensino. O DEUS que chamou
Abraão é o mesmo que continua chamando e convocando homens e mulheres para o
cumprimento de seus desígnios.
1. A
soberania de DEUS A soberania divina manifesta-se na vida de Abraão.
O DEUS que
chama é o mesmo DEUS que capacita. Embora Abraão vivesse entre idólatras
existia nele o desejo de conhecer a DEUS e a pré-disposição para servi-lo. Para
DEUS o que importa é que o vaso esteja disposto a ser cheio, que aquele que é
chamado esteja disposto a aprender e a servir.
2. A
escolha de Abraão por DEUS. Tenhamos em mente que DEUS não faz acepção
arbitrária de pessoas.
Rm 4.18 O qual,
em esperança, creu contra a esperança que seria feito PAI de muitas nações,
conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência.
Rm 9.7 nem por serem descendência de Abraão são todos Filhos; mas: Em Isaque
será chamada a tua descendência.
Gl 3.29 E, se sois de CRISTO, então, sois descendência de Abraão e herdeiros
conforme a promessa.
Hb 2.16 Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de
Abraão.
16 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua posteridade.
Não diz: E às posteridades, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua
posteridade, que é CRISTO.
Rm 1.3 acerca de seu FILHO, que nasceu da descendência de Davi segundo a
carne,
De Abraão a Davi as promessas foram
sendo reiteradas por DEUS que tinha sempre em vista a CRISTO que nasceria da
descendência de Abraão que creu em DEUS pela fé e assim todos os que são
chamados CRISTÃOS são justificados pelo mesmo tipo de fé de Abraão.
CONCLUSÃO
A chamada
divina feita a Abraão coloca-o entre aqueles que DEUS em sua presciência
conhecia e, por isso, o escolheu para ser o homem a cumprir os seus desígnios.
Abraão foi obediente à chamada divina e pautou toda sua vida pelo princípio de
fazer a vontade de DEUS.
AUXÍLIOS
SUPLEMENTARES
Subsídio
Histórico
"A
história de Israel tem início com a chamada de Abraão para ser o PAI da nação
escolhida. No final da lista genealógica que começa com Sem, FILHO de Noé (Gn
11.10- 26), aparece o nome de Terá, PAI de Abraão, Naor e Harã. Terá viveu em
Ur dos Caldeus (v.28), a famosa cidade sumeriana localizada às margens do Rio
Eufrates, cerca de 241 quilômetros a nordeste da costa atual do Golfo Pérsico.
A mais satisfatória reconstrução da cronologia bíblica localiza o nascimento de
Abraão em 2166 a.C., uma época em que a cidade de Ur caiu nas mãos de um povo
bárbaro e montanhês conhecido por Guti.
Conforme já foi
constatado, Ur era uma cidade da Suméria - a mais importante dentre um complexo
de cidades-estado - povoada pela civilização altamente culta dos sumérios pelo
menos desde a metade do quarto milênio. A Ur de Terá e Abraão era, por assim dizer,
uma cidade altamente cosmopolita, já que não-sumérios como o próprio Abraão e
seus antepassados - de origem semítica - lá viveram e fundiram seus
conhecimentos intelectuais e sua cultura com o lastro cultural dos sumérios.
Visto que, por
aqueles tempos, Sargão (2371-2316) estabeleceu em Agade o Império Acadiano, de
dominação semita, aproximadamente 321 quilômetros a noroeste de Ur, é quase
certo que Abraão fosse bilíngue, dominando tanto a língua sumeriana quanto a
acadiana." (História de Israel no Antigo Testamento, CPAD, págs. 12 e 13)
"Era homem
muito sensato, muito prudente, de espírito grande e tão eloquente que podia
per- suadir quem quisesse. Como nenhum outro o igualava em capacidade e em
virtude, ele mostrou aos homens conhecimento da grandeza de DEUS muito mais
perfeito do que o tinham antes. Foi ele o primeiro que ousou dizer que existe
um só DEUS; que o universo é obra das suas mãos e que é unicamente à sua
bondade e não às nossas próprias forças que devemos atribuir toda a nossa
felicidade." (História dos Hebreus, CPAD, pág. 55)
"Como
Abraão veio conhecer a DEUS em meio a tanta idolatria? (Js 24.2). Está
confirmado pela História e pela Arqueologia que a religião dos povos primitivos
era monoteísta (Rm 1.20). Além disso, Sem foi contemporâneo de Abraão durante
150 anos, conforme capítulos 5 e 11 de Gênesis, e pode ter-lhe transmitido
diretamente a revelação divina. DEUS também podia revelar-se diretamente a ele,
pois é soberano, inclusive na chamada - ver Marcos 3.13." (A Bíblia
Através dos Séculos, CPAD, pág.106)
Leia mais
Revista Ensinador Cristão, \ CPAD, n° 12, pág.36
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NA ÍNTEGRA -
ESCRITA LIÇÃO 1, CPAD, ABRAÃO - SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ,
2TRIMESTRE DE 2026
Escrita Lição 1, CPAD, Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé,
2Tr26
LIÇÕES CPAD, 2º Trimestre de 2026, Lições Bíblicas Adulto, Título:
Homens dos quais o Mundo não Era Digno, O Legado de Abraão, Isaque e Jacó,
Comentarista, Elinaldo Renovato, Pr. Pres. AD Parnamirim, RN
Sumário:
01. Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé
02. A Fé de Abrão nas Promessas de DEUS
03. A Impaciência na Espera do Cumprimento da Promessa
04. A Confirmação de Uma Promessa
05. O Juízo contra Sodoma e Gomorra
06. O Nascimento de Isaque
07. Uma Prova de Fé - A Entrega de Isaque
08. Isaque - Herdeiro da Promessa
09. Jacó e Esaú - Irmãos em Conflito
10. A Experiência Transformadora de Jacó
11. Jacó - De Enganador a Homem de Honra
12. A Reconciliação de Jacó com Esaú
13. O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó
Escrita Lição 1, CPAD, Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé,
2Tr26
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – DEUS CHAMA ABRÃO
1. A fé de Abrão diante do chamado (Gn
12.1)
2. A promessa para Abrão
3. As bênçãos de DEUS para Abrão
II – A OBEDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS
1. Atendendo o chamado
2. Um descuido
3. A passagem por Harã
III – AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO
CHEGAR A CANAÃ
1. A dificuldade contra a fome
2. A dificuldade de ir para o lugar
certo
3. A dificuldade em falar a verdade
TEXTO ÁUREO
“Ora, o SENHOR
disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI,
para a terra que eu te mostrarei.” (Gn 12.1)
VERDADE PRÁTICA
O chamado de DEUS
na vida de Abrão e na nossa exige obediência irrestrita, fé e perseverança.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 12.3O chamado para todas as famílias
da Terra
Terça - Gn
12.1O chamado de Abraão e a origem de uma nação
Quarta - Hb 11.1Abraão não sabia definir a fé,
mas a viveu
Quinta - Gn 12.10Obstáculos no chamado divino
Sexta - Gn 12.15,16Desafios éticos na chamada
Sábado - Gn 12.17,18Deus zela pelos que Ele
chama
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 12.1-9
1 - Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da
tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI, para a terra que eu te
mostrarei.
2 - E far-te-ei uma grande nação, e
abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção.
3 - E abençoarei os que te abençoarem e
amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias
da terra.
4 - Assim, partiu Abrão, como o SENHOR lhe
tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos,
quando saiu de Harã.
5 - E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a
Ló, FILHO de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas
que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à
terra de Canaã.
6 - E passou Abrão por aquela terra até ao
lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na
terra.
7 - E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À
tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe
aparecera.
8 - E moveu-se dali para a montanha à
banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao
oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.
9 - Depois, caminhou Abrão dali, seguindo
ainda para a banda do Sul.
HINOS SUGERIDOS: 84, 126, 186 da Harpa
Cristã
PALAVRA-CHAVE – Fé
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Prezado(a) professor(a), neste trimestre
estudaremos o legado de fé do patriarca Abraão. Analisaremos também a história
de seu FILHO Isaque e de seu neto Jacó, de quem descenderam as doze tribos de
Israel. Abraão foi chamado por DEUS de maneira singular, e sua convocação
envolveu deixar sua terra natal e seguir para um destino desconhecido - um ato
que exigiu fé e obediência.
O comentarista deste trimestre é o pastor
Elinaldo Renovato, autor de diversas obras publicadas pela CPAD e professor
universitário.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Apresentar como
ocorreu o chamado de Abrão;
II) Enfatizar a obediência de Abrão a DEUS
diante desse chamado;
III) Mostrar as lutas enfrentadas por
Abrão ao chegar a Canaã.
B) Motivação: A fé ocupa um lugar especial
na vida de Abrão, assim como na vida do crente e da igreja. Sem fé é impossível
agradar a DEUS. A fé de Abrão nos mostra que ela é a essência da vida cristã e
absolutamente indispensável. Ele recebeu o chamado do Senhor para deixar sua
terra, sua parentela e seguir rumo a um lugar que não conhecia. Diante disso,
precisamos nos perguntar: será que a nossa fé demonstra o mesmo comprometimento
e convicção?
C) Sugestão de Método: Para introduzir o
primeiro tópico da lição, comece fazendo a seguinte indagação aos alunos:
"O que significa fé?". Ouça atentamente as respostas e, em seguida,
explique que fé é o "firme fundamento das coisas que se esperam e a prova
das coisas que se não veem" (Hb 11.1).
O propósito dessa dinâmica é avaliar o
entendimento prévio dos alunos sobre o tema, lembrando que Abraão demonstrou
uma fé notável ao obedecer a DEUS de forma incondicional. Ele confiou
plenamente nas promessas do Senhor, mesmo quando as circunstâncias pareciam
desfavoráveis. A Carta aos Romanos afirma que Abraão "esperou contra a
esperança" (Rm 4.18-20).
Conclua esse momento com uma oração,
pedindo a DEUS que fortaleça a fé no Senhor Todo-Poderoso.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Depois de fazer toda a
exposição dos tópicos da Lição, aplique as verdades estudadas, mostrando que o
chamado de DEUS na vida de Abraão e na nossa exige obediência irrestrita, fé e
perseverança. Não é possível viver a fé sem perseverar nela.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena
conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de
apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 105, p.36, você encontrará um
subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico,
você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O
texto "Abrão", localizado após o primeiro tópico, traz um resumo do
chamado e da vida de Abrão em Ur dos Caldeus; 2) No fim do segundo tópico, o
texto "Obediência" aprofunda o nosso conhecimento.
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos a jornada de
fé dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Veremos que o patriarca foi chamado de
uma forma muito especial. Sua convocação implicava deixar sua terra natal e ir
para um local que não conhecia. Era preciso fé e obediência.
Abrão, cujo significado é “PAI exaltado”,
depois de um tempo tendo o seu caráter forjado pelo Senhor, teve seu nome
mudado para Abraão, que significa “PAI da multidão das nações” (Gn 17.5).
I – DEUS CHAMA ABRÃO
1. A fé de Abrão diante do chamado (Gn
12.1)
DEUS chamou Abrão e ordenou que ele saísse
de sua terra, do meio de sua família e seus amigos, e fosse para um lugar
desconhecido para ele. Seu chamado exigia fé e obediência irrestrita. Hoje,
estamos habituados a confiar em tecnologias como o GPS (Sistema de
Posicionamento Global), que nos orienta com precisão sobre onde estamos e para
onde devemos ir. Abrão, porém, não dispunha de nenhum recurso visível ou
previsível. Ele não tinha um mapa, nem sabia o destino final — apenas a voz de DEUS
lhe indicando o caminho. Isso nos ensina
que DEUS sabe o que faz, com quem faz e por que faz, mesmo quando não revela o
trajeto completo.
O lugar onde habitava Abrão e seus Pais
era uma terra idólatra. Contudo, ele creu no Todo-Poderoso, único e soberano, e
partiu para o lugar destinado por Ele.
2. A promessa para Abrão
As promessas feitas a Abrão não
alcançariam somente ele, mas incluíam toda a humanidade. O que DEUS prometeu ao
patriarca marcaria a sua história e a de seus descendentes até os dias de hoje.
O Senhor é fiel e cumpre com o que prometeu, mas no seu tempo. Há um tempo
certo para todas as coisas (Ec 3.1-3).
3. As bênçãos de DEUS para Abrão
O texto de Gênesis 12.1-3 nos mostra o
chamado do patriarca que deu origem ao povo hebreu e à nação israelita. Quando DEUS
chamou Abrão, prometeu abençoá-lo grandemente (Gn 12.2b). Tal verdade nos
mostra que servimos a um DEUS abençoador. Ele tem prazer em abençoar os que o
amam e nEle colocam a sua confiança e esperança. O Senhor prometeu engrandecer
o nome de Abrão (v.2), e, quando ele estava com 99 anos, DEUS mudou o seu nome
para Abraão, cujo significado é “PAI de muitas nações”. Seu nome foi engrandecido
pelo Eterno de forma que talvez ele nunca imaginou. O exemplo de Abrão mostra
que o Todo-Poderoso é quem promove aqueles que o amam, nEle confiam e esperam.
No tempo oportuno, DEUS honra os que permanecem fiéis (Tg 4.10).
SINÓPSE I - Pela fé, Abrão aceitou o chamado de DEUS e
foi para uma terra que ele não conhecia.
AMPLIANDO O CONHECIMENTO - A ORIGEM DE
ABRÂO
“O relato em Gênesis detalha cem anos da
vida de Abraão e move-se rapidamente pelos primeiros setenta e cinco anos de
eventos. Em apenas alguns versículos (11.26-31), ficamos sabendo que Abrão era FILHO
de Tera, irmão de Harã e Naor, marido da estéril Sarai (mais tarde Sara) e tio
de Ló, FILHO de Harã, que morreu em Ur dos Caldeus. O enredo marca
cronologicamente eventos significativos na vida de Abraão.” Amplie mais o seu
conhecimento, consultando o Dicionário Bíblico Baker, editado pela CPAD,
p.20.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“ABRÃO. Abrão, cujo nome DEUS mais tarde mudou
para Abraão, nasceu em uma das fabulosas cidades do mundo antigo, Ur. Nos dias
de Abrão, 4.100 anos passados, Ur era o centro de uma rica cultura, uma cidade
localizada ao longo do rio Eufrates, que ostentava uma arquitetura monumental,
enorme riqueza, moradia confortáveis, música e arte. Em sua terra natal, Abrão
‘servia a outros deuses’ (Js 24.2). No entanto, quando recebeu o chamado de DEUS,
Abrão deixou sua civilização e peregrinou para Canaã, onde viveu como nômade em
tendas por quase cem anos. Abrão trocou a desvanecente glória deste mundo por
um relacionamento pessoal com DEUS [...]. Hoje ele é reverenciado por adeptos
de três grandes religiões mundiais: judaísmo, islamismo e cristianismo”
(RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis
a Apocalipse capítulo por capítulo. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 33).
II – A OBEDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS
1. Atendendo o chamado
Como homem de fé, Abrão atendeu ao chamado
divino sem hesitar e partiu para a terra que DEUS ordenou, sem saber onde se
localizava, seguindo somente a direção do Senhor. Ele não conhecia o
significado de fé, tão bem definido na Bíblia, como conhecemos atualmente. Hoje
sabemos a definição bíblica de fé: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas
que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). Mesmo sem
conhecer essa definição, Abrão agiu com fé em sua decisão. Ele não tinha a
menor ideia de como seria sua vida em uma terra totalmente desconhecida.
Contudo, creu em DEUS e partiu para o lugar determinado pelo Senhor.
2. Um descuido
Já vimos que Abrão era um homem de fé,
porém permitiu que seu sobrinho Ló o acompanhasse na jornada que haveria de
empreender. Talvez, Abrão não tenha lembrado de que DEUS havia dito que deveria
deixar tudo para trás, não apenas sua terra, mas também a sua parentela. Tempos
depois, seu descuido ocasionou alguns problemas com seu sobrinho (Gn 13.8,9).
Assim, Abrão saiu da Caldeia, em direção a uma terra escolhida por DEUS. Tenha
cuidado, pois, sempre que deixamos de obedecer de forma irrestrita ao Senhor,
os problemas surgem.
3. A passagem por Harã
Nem sempre DEUS nos leva diretamente ao
propósito que Ele definiu para nós. Antes de chegar a Canaã (nome antigo da
Palestina, às margens do Mar Mediterrâneo), Abrão e os que lhe acompanhavam
tiveram que passar um tempo em Harã, cidade importante da Mesopotâmia (Gn 11.31).
Certamente, DEUS queria forjar seu caráter antes de sua chegada ao seu destino
(Dt 8.2).
SINÓPSE II - Abrão atendeu com fé ao chamado de DEUS e
obedeceu a Ele de forma irrestrita.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“OBEDIÊNCIA. Um conceito central em ambos os
Testamentos para entender a maneira pela qual o povo de DEUS deve responder a
Ele. DEUS deseja obediência do seu povo, em contraste com mero serviço da boca
para fora (Is 29.13; Mt 15.8; Mc 7.6) ou conformidade com o ritual religioso
(Os 6.6; Mq 6.6-8). Quando Saul desobedeceu a DEUS sacrificando alguns dos
despojos da sua vitória sobre os amalequitas, o profeta Samuel respondeu:
‘[...] o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a
gordura de carneiros’ (1 Sm 15.22).
No NT, o foco muda da obediência à Lei
mosaica para a obediência a JESUS CRISTO. A Grande Comissão contém instruções
de JESUS para os seus próprios discípulos fazerem discípulos, ensinando-os a
‘obedecer’ (gr. tēreō) o que CRISTO ordenara (Mt 28.19,20, ARA)” (Dicionário
Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 362).
III – AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO
CHEGAR A CANAÃ
1. A dificuldade contra a fome
Em todos os tempos, todos os que decidem
obedecer a DEUS experimentam batalhas, dificuldades e oposições. No entanto,
assim como Abrão, podemos com fé enfrentar todas as batalhas que se apresentam
em nossa trajetória.
Depois que Abrão chegou a Canaã,
deparou-se com um acontecimento frustrante. Diz a Bíblia que: “E havia fome
naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome
era grande na terra” (Gn 12.10). Essa é a primeira fome registrada nas
Escrituras. Abrão, além de Sarai, viajava com várias pessoas que pertenciam ao
seu clã, além de animais, que dependiam de seus cuidados. O problema da fome
era tão grave, que Abrão teve que buscar refúgio no Egito (Gn 12.10).
2. A dificuldade de ir para o lugar
certo
Havia fome na terra. Então, para onde ir?
Qual direção tomar? Diante das dificuldades, sempre a melhor opção é orar.
Parece estranho o fato de DEUS tirar Abrão da sua terra e conduzi-lo a um lugar
em que havia escassez. No entanto, Abrão estava na direção certa, pois o
Todo-Poderoso não erra. Ao que tudo indica, no Egito, terra de idolatria, de
tantos deuses estranhos, havia fartura de pão. Sabemos que a terra de Canaã era
um lugar frutífero, porém, ocasionalmente, por algumas razões, surgia uma seca
severa e com ela a fome. Tempos depois, a história repetiu-se quando os Filhos
de Jacó, neto de Abrão, tiveram que ir buscar socorro no Egito, quando José
governava (Gn 42.1,2).
3. A dificuldade em falar a verdade
O texto diz que, quando Faraó viu Sarai,
com seus 75 anos, mas com uma beleza singular, tomou-a para sua casa: “E
viram-na os príncipes de Faraó e gabaram-na diante de Faraó; e foi a mulher
tomada para a casa de Faraó. E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve
ovelhas, e vacas, e jumentos, e servos, e servas, e jumentas, e camelos” (Gn
12.15,16). Sarai foi tomada por Faraó, mas DEUS impediu que ele tivesse um
relacionamento conjugal com ela. O Senhor feriu a Faraó e à sua casa com grande
praga por causa de Sarai (Gn 12.17). Então, Faraó perguntou a Abrão: “Por que
não me disseste que ela era tua mulher?” (Gn 12.18). Abrão mentiu a respeito de
Sarai porque teve medo de que os egípcios o matassem quando soubessem que era
sua esposa. Contudo, o Senhor com sua graça livrou-o e a sua esposa dessa
situação tão difícil.
SINÓPSE III - Abrão enfrentou lutas ao chegar a Canaã,
mas sua fé em DEUS fez com que vencesse os obstáculos.
CONCLUSÃO
Como vimos, Abrão foi um homem escolhido
por DEUS para uma missão importantíssima: abençoar em CRISTO todas as famílias
da Terra. Diante da sua obediência e fé em cumprir sua missão, recebeu da parte
de DEUS promessas extraordinárias. Essas promessas se estenderiam aos seus
descendentes, para que o plano divino de salvação para toda a humanidade viesse
a se cumprir. Como homem de fé, Abrão também falhou, mas pela misericórdia
divina, foi restaurado, e tornou-se um dos personagens mais destacados e
importantes na história bíblica.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. De acordo com a lição, o que exigiu o
chamado de Abrão?
Exigiu fé e obediência irrestrita.
2. Quais são as bênçãos prometidas a Abrão
segundo Gênesis 12.1-3?
DEUS prometeu abençoá-lo grandemente (Gn
12.2b), engrandecer o nome de Abrão (v. 2): e “e abençoarei os que te
abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem [...]” (Gn 12.3).
3. Segundo a lição, qual o significado do
nome Abraão?
“PAI
de muitas nações”.
4. O que aprendemos com a chamada de
Abrão?
Aprendemos com a chamada de Abrão que,
durante a nossa jornada nesta terra, precisamos abandonar algumas práticas que
não são mais compatíveis com a fé em DEUS.
5. O que Abrão encontrou ao chegar a
Canaã? Para onde ele se dirigiu?
Ele encontrou fome. Abrão foi para o
Egito.
