18 março 2026

Escrita Lição 1, CPAD, Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé, 2Tr26, Com. Extras Pr Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 1, CPAD, Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé, 2Tr26, Com. Extras Pr Henrique, EBD NA TV
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LIÇÕES CPAD, 2º Trimestre de 2026, Lições Bíblicas Adulto, Título: Homens dos quais o Mundo não Era Digno, O Legado de Abraão, Isaque e Jacó, Comentarista, Elinaldo Renovato, Pr. Pres. AD Parnamirim, RN

Sumário:

01. Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé

02. A Fé de Abrão nas Promessas de DEUS

03. A Impaciência na Espera do Cumprimento da Promessa

04. A Confirmação de Uma Promessa

05. O Juízo contra Sodoma e Gomorra

06. O Nascimento de Isaque

07. Uma Prova de Fé - A Entrega de Isaque

08. Isaque- Herdeiro da Promessa

09. Jacó e Esaú - Irmãos em Conflito

10. A Experiência Transformadora de Jacó

11. Jacó: De Enganador a Homem de Honra

12. A Reconciliação de Jacó com Esaú

13. O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó

 

Escrita Lição 1, CPAD, Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé, 2Tr26

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

I – DEUS CHAMA ABRÃO

1. A fé de Abrão diante do chamado (Gn 12.1)    

2. A promessa para Abrão    

3. As bênçãos de DEUS para Abrão   

II – A OBEDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS

1. Atendendo o chamado    

2. Um descuido    

3. A passagem por Harã    

III – AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO CHEGAR A CANAÃ

1. A dificuldade contra a fome   

2. A dificuldade de ir para o lugar certo    

3. A dificuldade em falar a verdade   

 

TEXTO ÁUREO

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI, para a terra que eu te mostrarei.” (Gn 12.1)

 

VERDADE PRÁTICA

O chamado de DEUS na vida de Abrão e na nossa exige obediência irrestrita, fé e perseverança.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 12.3 O chamado para todas as famílias da Terra

Terça - Gn  12.1 O chamado de Abraão e a origem de uma nação

Quarta - Hb 11.1 Abraão não sabia definir a fé, mas a viveu

Quinta - Gn 12.10 Obstáculos no chamado divino

Sexta - Gn 12.15,16 Desafios éticos na chamada

Sábado - Gn 12.17,18 DEUS zela pelos que Ele chama

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 12.1-9

1 - Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI, para a terra que eu te mostrarei.

2 - E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção.

3 - E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

4 - Assim, partiu Abrão, como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã.

5 - E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, FILHO de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã.

6 - E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na terra.

7 - E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.

8 - E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.

9 - Depois, caminhou Abrão dali, seguindo ainda para a banda do Sul.

 

HINOS SUGERIDOS: 84, 126, 186 da Harpa Cristã

 

PALAVRA-CHAVE – Fé

 

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SUBSÍDIOS EXTRAS – LIVROS, REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE

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O pai de Abraão, era idólatra

A Bíblia indica que Terá, o pai de Abraão, era idólatra. Em Josué 24:2, é declarado que os antepassados de Israel, incluindo Terá, "adoravam outros deuses" além do rio Eufrates, na Mesopotâmia. Tradições judaicas sugerem que ele também fabricava ídolos.

 

Pontos principais sobre Terá e a idolatria:

·        Contexto Cultural: A família de Abraão vivia em Ur dos Caldeus, um grande centro de adoração ao deus da lua, Nannar.

·        A Bíblia Menciona: O livro de Josué deixa claro que a família de Abraão era pagã antes do chamado de DEUS.

·        O Chamado de Abraão: A escolha de Abraão por DEUS é vista como um ato soberano, tirando-o do meio da idolatria de seu pai e de sua terra natal

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·        Tradições sobre Terá: Além de Josué, tradições judaicas retratam Terá como um comerciante de ídolos que ficou irritado quando Abraão, ainda jovem, começou a questionar e rejeitar essa adoração.

 

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CHAMADOS POR AMOR

 

¹ Quando o Senhor teu DEUS te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu;

² E o Senhor teu DEUS as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas;

³ Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus Filhos, e não tomarás suas filhas para teus Filhos;

⁴ Pois fariam desviar teus Filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria.

⁵ Porém assim lhes fareis: Derrubareis os seus altares, quebrareis as suas estátuas; e cortareis os seus bosques, e queimareis a fogo as suas imagens de escultura.

⁶ Porque povo santo és ao Senhor teu DEUS; o Senhor teu DEUS te escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a face da terra.

⁷ O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos;

⁸ Mas, porque o Senhor vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vossos Pais, o Senhor vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito.

⁹ Saberás, pois, que o Senhor teu DEUS, ele é DEUS, o DEUS fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.

¹⁰ E retribui no rosto qualquer dos que o odeiam, fazendo-o perecer; não será tardio ao que o odeia; em seu rosto lho pagará.

¹¹ Guarda, pois, os mandamentos e os estatutos e os juízos que hoje te mando cumprir.

¹² Será, pois, que, se ouvindo estes juízos, os guardardes e cumprirdes, o Senhor teu DEUS te guardará a aliança e a misericórdia que jurou a teus Pais;

¹³ E amar-te-á, e abençoar-te-á, e te fará multiplicar; abençoará o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, o teu grão, e o teu mosto, e o teu azeite, e a criação das tuas vacas, e o rebanho do teu gado miúdo, na terra que jurou a teus Pais dar-te.

¹⁴ Bendito serás mais do que todos os povos; não haverá estéril entre ti, seja homem, seja mulher, nem entre os teus animais.

¹⁵ E o Senhor de ti desviará toda a enfermidade; sobre ti não porá nenhuma das más doenças dos egípcios, que bem sabes, antes as porá sobre todos os que te odeiam.

Deuteronômio 7:1-15

 

A frase "Não vos chamei porque fosses povo grande" é uma referência teológica baseada em Deuteronômio 7:7-8, onde DEUS explica a Israel que a escolha deles como seu povo não se baseou no seu tamanho, força ou mérito, mas no seu amor e fidelidade. 

Aqui estão os pontos principais desse conceito bíblico:

·        A Eleição é baseada na Graça, não no Mérito: DEUS enfatiza que escolheu o menor dos povos para que a sua força fosse manifestada, não a grandeza humana.

·        Amor e Fidelidade de DEUS: DEUS escolheu Israel por amor e para cumprir a promessa feita aos antepassados.

·        Dependência, não Autossuficiência: A mensagem destaca que somos fracos por nós mesmos e que a nossa dependência deve estar na força de DEUS.

·        Contraste com "ser do mundo": Em contextos do Novo Testamento, essa escolha (eleição) é vista como DEUS chamando um povo "do mundo", o que, por consequência, o torna diferente e, por vezes, rejeitado pelo mundo. 

 

Em suma, essa passagem ressalta a soberania de DEUS na escolha e a importância de reconhecer que a capacitação vem dEle, não da própria grandeza ou força.

 

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RESUMO RÁPIDO Pr. Henrique

Para melhor fixação da lição vamos repetir alguns fatos na explanação da Lição.

 

INTRODUÇÃO

O chamado de DEUS a Abrão marca um dos momentos mais decisivos da história bíblica, pois inaugura a aliança divina que daria origem ao povo de Israel e, espiritualmente, à bênção estendida a toda a humanidade. Ao ordenar que Abrão deixasse sua terra, parentela e segurança, DEUS exigiu fé, obediência e renúncia total. Mesmo sem conhecer o destino, Abrão confiou na promessa e partiu, demonstrando uma fé prática e ativa. Ao longo de sua jornada, ele recebeu promessas de uma grande descendência, de uma terra específica e de um nome engrandecido, que se cumpririam plenamente em CRISTO. Contudo, essa caminhada não foi isenta de lutas, falhas e provações. Abrão enfrentou fome, conflitos familiares, guerras, longas esperas e momentos de medo que o levaram a decisões equivocadas. Ainda assim, DEUS permaneceu fiel, protegendo-o e reafirmando Sua aliança. A trajetória de Abrão revela que a fé verdadeira é construída na obediência, amadurecida nas dificuldades e sustentada pela fidelidade de DEUS.

 

I – DEUS CHAMA ABRÃO

DEUS ordenou que Abrão saísse de sua terra, parentela e da casa de seu pai, indo para um lugar desconhecido que Ele mostraria Gênesis 12:1-3. Em troca, DEUS prometeu fazer dele uma grande nação, abençoá-lo e tornar seu nome famoso. Abrão obedeceu, partindo, primeiro de Ur dos Caldeus e depois da morte de seu Pai, de Harã para Canaã com sua esposa Sarai e sobrinho Ló. 

Pontos-chave do chamado de Abraão:

·        O Comando: "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai".

·        A Promessa: DEUS prometeu uma nova terra, descendência numerosa e que ele seria uma bênção, tornando seu nome célebre (Uma aliança e sangue).

·        A Obediência: Abrão, aos 75 anos, saiu de Harã confiando na promessa e saiu sem saber exatamente para onde ia, demonstrando fé (Gn 12.4).

·        O Propósito: A separação da família e do lar (conforto/estagnação) foi necessária para receber a bênção divina e cumprir o propósito de DEUS. 

O episódio marca o início da aliança de DEUS com Abraão e a formação do povo que herdaria a Terra Prometida – Hebreus (Gn 14.3 - Hebreu Abrão – DEUS confirma este nome Hebreu em várias passagens bíblicas Êx 21.1 – Depois são chamados Israelitas, quando entram na Terra Prometida e depois Judeus quando voltam do cativeiro babilônico).

 

1. A fé de Abrão diante do chamado (Gn 12.1)  

A fé de Abrão em Gênesis 12:1 foi demonstrada por uma obediência radical e imediata, deixando sua terra, parentela e segurança (Ur dos Caldeus) para seguir ao destino desconhecido mostrado por DEUS. Ele confiou na promessa de bênção e se tornou um exemplo de fé prática, priorizando a ordem divina. 

·        A Ordem Radical: DEUS exigiu renúncia total: terra, parentela e a casa do pai, o que representava deixar toda a sua segurança social, familiar e econômica.

·        A Promessa: Em troca, DEUS prometeu fazer de Abrão uma grande nação, abençoá-lo, engrandecer seu nome e torná-lo uma bênção para todas as famílias da terra, pois seu descendente, que é CRISTO, trouxe a salvação a todos os que imitam a fé de Abrão. (Ef 1.13, 2.8; Gl 3.13,14,16).

·        A Fé de Ação: A fé de Abrão não foi teórica. Ele obedeceu e foi para um lugar que não conhecia (Hebreus 11:8), demonstrando confiança no caráter de DEUS. Sua esperança estava na cidade celestial, por isso mesmo, nunca construiu uma casa aqui na Terra (Hb 11.9).

·        Significado do Chamado: O chamado tinha um propósito de longo alcance, abençoando a humanidade através da descendência de Abraão (CRISTO Gl 3.16). 

Abrão creu que o DEUS que prometeu era fiel para cumprir, mesmo sem ter detalhes sobre o futuro. 

 

2. A promessa para Abrão    

A promessa de DEUS a Abraão, central na Bíblia (Gênesis 12, 15, 17), baseia-se em três pilares principais: uma numerosa descendência (nação grande), uma terra própria (Canaã) e a bênção divina que se estenderia a todas as famílias da terra, tornando Abraão pai de muitas nações e abençoando seus descendentes (em CRISTO)

Em Gálatas 3:16, Paulo explica que as promessas de DEUS foram feitas a Abraão e ao seu único descendente, que é CRISTO. Diferente da interpretação de muitos descendentes (plural), o texto aponta para CRISTO como o herdeiro singular da promessa. Isso confirma que a aliança de DEUS é centrada em JESUS, não pela lei, mas pela fé.. 

Pontos-Chave da Aliança:

·        Terra: DEUS prometeu a terra de Canaã para os descendentes de Abraão.

·        Descendência: Promessa de um filho (Isaque) e uma posteridade inumerável, como as estrelas do céu.

·        Bênção Universal: Abraão seria uma bênção, e através de sua linhagem todas as nações da terra seriam abençoadas, o que se estende ao Messias

·        Nome Grande: DEUS prometeu engrandecer o nome de Abraão.

·        Aliança e Sinais: A promessa incluiu a mudança de nome (de Abrão para Abraão) e a instituição da circuncisão como sinal físico da aliança entre DEUS e sua descendência.

·        Fidelidade: Abraão acreditou na promessa, mesmo na velhice, demonstrando fé e paciência. 

O cumprimento inicial deu-se com o nascimento de Isaque e a ocupação de Canaã, estendendo-se no contexto bíblico como uma aliança eterna. 

Gênesis 15:18-21 As reais fronteiras da terra prometida por DEUS a Israel.

¹⁸ Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;

¹⁹ E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, ²⁰ E o heteu, e o perizeu, e os refains,

²¹ E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. Gênesis 15:18-21

 

3. As bênçãos de DEUS para Abrão   

DEUS prometeu a Abrão transformar sua descendência em uma grande nação, dar-lhe a terra de Canaã e adjacências, engrandecer seu nome e torná-lo uma bênção, abençoando todas as famílias da terra por meio dele (Gênesis 12:1-3). Essas bênçãos incluíam proteção divina e uma descendência numerosa, estendendo-se também à sua posteridade que é CRISTO (Gl 3.16). 

Principais Bênçãos e Promessas:

·        Terra Própria: A promessa de Canaã como herança para seus descendentes.

·        Grande Descendência: Promessa de um povo numeroso e uma "grande nação".

·        Nome Engrandecido: DEUS prometeu tornar o nome de Abrão famoso e honrado.

·        Bênção Universal: Abrão seria uma fonte de bênçãos para todas as famílias da terra.

·        Proteção Divina: "Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem".

·        Prosperidade e Proteção: DEUS garantiu riqueza e provisão em sua caminhada. 

Essas promessas, frequentemente chamadas de Aliança Abraâmica, estabeleceram o alicerce para a nação de Israel e, segundo a teologia bíblica, estendem-se espiritualmente a todos os que creem, tornando-os herdeiros dessas bênçãos. 

 

II – A OBEDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS

A obediência de Abraão a DEUS foi marcada por uma fé inabalável, caracterizada pela prontidão em seguir ordens divinas, mesmo sem compreender todos os detalhes ou diante de sacrifícios extremos. Ele deixou sua terra natal, família e conforto, e demonstrou sua confiança máxima ao estar disposto a sacrificar seu filho, Isaque. 

Principais Momentos da Obediência de Abraão:

·        O Chamado (Gênesis 12): DEUS ordenou que Abraão deixasse Ur dos Caldeus para uma terra desconhecida (Canaã). Ele obedeceu imediatamente, sem questionar.

·        A Promessa e a Espera: Abraão acreditou que DEUS cumpriria a promessa de lhe dar um filho, mesmo sendo idoso e com a esposa estéril, mantendo a confiança ao longo dos 25 anos de espera (Gn 21.5).

·        O Sacrifício de Isaque (Gênesis 22): O maior teste de sua obediência. Abraão não negou seu único filho quando DEUS pediu, confiando que DEUS proveria ou resolveria a situação colocando um substituto para seu filho (Gn 22.8 – DEUS proverá). 

O Significado da Obediência de Abraão:

·        Fé Ativa: A obediência de Abraão foi prática; ele agiu com base na confiança, provando sua fé através de suas ações (Tiago 2:17-20).

·        Renúncia e Confiança: Ele abriu mão da própria vontade e segurança terrena para seguir o propósito divino.

·        Recompensa e Legado: Por sua obediência, Abraão foi chamado "amigo de DEUS" (Tg 2.23), tornou-se pai de uma grande nação (Gn 12.2, 46.13; Êx 12.37 – 600 mil homens, sem contar crianças e mulheres) e um exemplo de fé para todas as gerações (Chamado Pai da Fé – Rm 4.16, Gl 3.7). 

A trajetória de Abraão demonstra que a verdadeira obediência a DEUS, muitas vezes, envolve romper com o passado e confiar no futuro que Ele promete

 

1. Atendendo o chamado    

Abrão atendeu ao chamado de DEUS (Gênesis 12) saindo de Harã aos 75 anos, deixando sua terra, parentela e segurança para ir a Canaã, um lugar desconhecido, confiando apenas na promessa divina de se tornar uma grande nação. Sua obediência foi imediata, agindo pela fé, mesmo sem saber o destino exato. 

·        A Atitude de Abrão: Ele partiu com sua esposa Sarai, seu sobrinho Ló e seus bens. Ele demonstrou fé, obediência e confiança ao deixar seu conforto para seguir a direção de DEUS.

·        A Jornada: Ao chegar em Canaã, DEUS apareceu a ele novamente e prometeu dar aquela terra à sua descendência. Em resposta, Abrão construiu altares ao Senhor como gesto de gratidão e adoração. 

Essa obediência foi o marco inicial para a formação do povo de Israel e destacou Abrão como um homem de fé.

 

2. Um descuido    

O descuido de Abrão foi ocasionado por levar seu sobrinho Ló consigo. Aconteceram alguns problemas com seu sobrinho (Gn 13.8,9).

DEUS mandou Abrão sair do meio da parentela de seu pai, mas ele levou consigo seu sobrinho Ló.
Ló era filho do irmão de Abrão, Harã, que faleceu ainda na terra de Ur. O pai de Abrão trouxe consigo Ló e Abrão na viagem rumo a terra de Canaã. Harã era irmão de Abraão e Naor (Gênesis 11:27).
O Pai de Abrão, Terá, levou Ló para Harã junto com Abrão e Sarai. Após a morte de seu Pai, Terá, em Harã, Abrão segue para Canaã e leva Ló, entretanto a mensagem era para sair do meio dos parentes! Mais à frente, no capítulo 13, é relatado divergências que aconteceram entre os pastores de Ló e de Abrão, e assim foi necessário realizar a separação dos dois. Ló escolhe a terra do pecado que lhe era linda a sua vista. Depois Ló é ameaçado de ser destruído junto com Sodoma e Gomorra e Abrão intercede por ele junto a JESUS (teofania).

Essa história nos lembra que a ordem dada pelo Senhor deve ser cumprida exatamente na medida. Não tente dar um jeitinho para você caber na situação. Se ele mandar ir, vá! Se ele mandar deixar ir, deixe! Não insista em quem não vale apena insistir. Ore e entregue ao Senhor. Peça mudança ao Senhor, mas não pense que você tem obrigação de tentar sempre! Quando DEUS diz basta, é porque acabou e o rumo tem que ser seguido em frente!

 

3. A passagem por Harã    

A passagem de Abrão por Harã foi uma etapa crucial de obediência antes de chegar a Canaã. Aos 75 anos, após a morte de seu pai Terá, Abrão deixou Harã obedecendo ao chamado de DEUS, levando sua esposa Sarai, seu sobrinho Ló e todos os bens adquiridos, conforme descrito em Gênesis 12:1-5 e Gênesis 12:4-5. 

Postos-chave da passagem de Abrão por Harã:

·        O Chamado e a Parada: DEUS ordenou que Abrão saísse da terra dos caldeus (Ur) e de sua parentela. A caminho de Canaã, a família de Abrão fixou residência em Harã, onde moraram até que seu pai, Terá, falecesse, informa o relato bíblico, como citado em Atos 7:2-4 e Gênesis 11:32.

·        A Partida: Após a morte de seu pai, Abrão, aos 75 anos, obedeceu ao chamado de DEUS e saiu de Harã em direção a Canaã. Ele levou Sarai, Ló, seus bens e as pessoas que haviam adquirido em Harã.

·        A Promessa: Ao sair de Harã, DEUS prometeu a Abrão torná-lo uma grande nação, abençoá-lo e engrandecer seu nome.

·        Continuidade da Jornada: A jornada de Harã levou Abrão à terra de Canaã, passando por Siquém e indo para o carvalho de Moré, conforme Gênesis 12:4-6. 

A saída de Harã marcou o início definitivo da trajetória de Abraão como um patriarca itinerante em direção à terra prometida. 

 

III – AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO CHEGAR A CANAÃ

Ao chegar a Canaã, Abraão enfrentou lutas como fome severa, conflitos familiares entre pastores, a necessidade de separar-se de Ló e a necessidade de resgatar seu sobrinho capturado por reis. Ele também viveu como estrangeiro entre cananeus e perizeus, dependendo totalmente da fé e da proteção divina para sobreviver. 

As principais lutas de Abrão incluíram:

·        Fome na Terra Prometida: Logo após chegar, uma fome severa o forçou a descer ao Egito para sobreviver, onde também enfrentou o perigo de ter sua esposa tomada.

·        Conflitos de Pastores: A abundância de gado de Abraão e Ló gerou atritos entre os funcionários de ambos, forçando Abraão a decidir pela separação para manter a paz, onde Ló escolheu as terras férteis e perigosas de Sodoma.

·        Guerra e Resgate de Ló: Ló foi capturado durante um conflito entre reis da região. Abraão teve de organizar uma força militar com seus 318 homens treinados para resgatar seu sobrinho e reaver os bens roubados.

·        Desafios Emocionais e Espirituais: Enfrentou a longa espera pela promessa de um herdeiro, 25 anos, lidando com a esterilidade de Sara e as tensões familiares, incluindo o nascimento de Ismael, seu filho com a escrava egípcia Agar. 

Abraão superou esses desafios construindo altares e mantendo sua confiança em DEUS, sendo, no entanto, um homem pacificador e de fé inabalável.

 

1. A dificuldade contra a fome  

A fome na terra de Canaã foi um dos primeiros e mais severos testes de fé na vida de Abraão, levando-o a buscar refúgio em regiões estrangeiras, onde enfrentou dificuldades morais e de segurança, especificamente no Egito (Gênesis 12) e em Gerar (Gênesis 20). Em ambas as ocasiões, o medo da morte e a fome o levaram a tomar decisões questionáveis, escondendo que Sara era sua esposa. 

Principais Desafios e Lições:

·        Fé vs. Medo: A fome testou a confiança de Abraão na provisão de DEUS. A decisão de ir ao Egito é interpretada como um momento em que ele agiu por medo, em vez de depender da promessa divina.

·        Falha Ética: Abraão mentiu em ambas as situações para proteger sua própria vida, colocando sua esposa em perigo e demonstrando fraqueza humana, apesar de sua grande fé.

·        Fidelidade de DEUS: Em ambas as experiências, DEUS interveio para proteger Abraão e Sara, garantindo o cumprimento da promessa, mesmo diante dos erros do patriarca. 

 

2. A dificuldade de ir para o lugar certo    

A jornada de Abraão (inicialmente Abrão) para o "lugar certo" — a terra de Canaã — foi marcada por obediência, mas também por dificuldades significativas, incertezas e desvios que testaram sua fé. Embora ele seja conhecido como o "pai da fé" por ter deixado sua terra natal, o caminho até a promessa não foi direto nem simples. 

Principais dificuldades e desvios de Abraão:

·        A Saída sem Destino Definido: A primeira grande dificuldade foi obedecer sem saber exatamente para onde ia. DEUS disse para sair de sua parentela e casa, prometendo mostrar a terra depois. Isso exigiu uma confiança cega no chamado de DEUS, saindo da zona de conforto (Ur e Harã) para o desconhecido.

·        Fome na Terra Prometida: Logo ao chegar em Canaã, Abraão enfrentou uma severa fome. Esse teste foi difícil porque o lugar de bênção (Canaã) parecia não ter sustento, levando-o a duvidar e a sair do lugar certo para buscar recursos no Egito.

·        O Desvio para o Egito e o Medo: No Egito, Abraão, com medo de ser morto por causa da beleza de Sara, mentiu dizendo que ela era sua irmã. Esse episódio mostra a falha humana e a dificuldade em confiar totalmente na proteção divina em um lugar estranho, resultando em perigo para sua família.

·        A Presença de Ló (Influência Familiar): Abraão foi chamado para deixar sua parentela, mas levou Ló, seu sobrinho, o que causou conflitos e brigas entre os pastores, evidenciando que a presença de quem não foi chamado pode atrapalhar o foco no lugar certo.

·        Demora na Promessa e Dúvida: Abraão esperou anos para que a promessa de um filho (Isaque) se cumprisse, o que gerou momentos de dúvida e desânimo, levando a tentativas humanas de cumprir a promessa, como o caso de Hagar.

·        Ocupação Canaanita: Quando Abraão chegou a Canaã, a terra já era habitada pelos cananeus, o que significava que ele teve que viver como um estrangeiro em tendas, em vez de assumir a posse imediata da terra. 

Lição da Jornada: Apesar desses desafios, Abraão continuou voltando para o local de sua fé (Betel), construindo altares e aprendendo a depender da providência de DEUS, e não apenas de suas próprias forças

 

3. A dificuldade em falar a verdade   

U, homem fora da direção de DEUS pode tomar decisões totalmente contrárias a vontade de DEUS.

Um dos maiores descuidos, ou falhas de fé, de Abrão (mais tarde Abraão) foi mentir sobre sua esposa, Sara (então Sarai), ao dizer que ela era sua irmã. Esse episódio ocorreu quando ele desceu ao Egito devido a uma grande fome na terra de Canaã. 

Detalhes do Descuido:

·        Medo e Desconfiança: Com medo de ser morto pelos egípcios, que poderiam cobiçar a beleza de Sara, Abrão não confiou na proteção divina.

·        A Mentira: Ele pediu que Sara dissesse ser sua irmã, o que levou o Faraó a levá-la para seu harém. Ele repetiu isso depois em Gerar com Abimeleque.

·        Consequências: Como resultado da ação de Abrão, Sara ficou em perigo na casa do Faraó, e o Egito foi assolado por pragas, conforme descrito em Gênesis 12. 

Este episódio é frequentemente citado como uma prova de que, apesar de ser um homem de fé, Abraão não estava livre de fraquezas e imperfeições humanas. Ele repetiu comportamento semelhante mais tarde com Abimeleque.

 

a) A Dificuldade no Egito (Gênesis 12:10-20) 

·        A Fome Severa: Após chegar a Canaã, uma fome severa forçou Abrão a descer ao Egito, conhecido como o "celeiro" da região devido ao Nilo.

·        O Medo e a Mentira: Com medo de ser morto pelos egípcios por causa da beleza de Sara, Abrão pediu que ela dissesse ser sua irmã.

·        Consequência: Sara foi levada para a casa de Faraó, e Abraão recebeu bens em troca, colocando em risco a promessa divina de descendência.

·        Intervenção: DEUS castigou Faraó e sua casa com pragas, forçando-os a devolver Sara e expulsar Abraão. 

b) A Dificuldade em Gerar (Gênesis 20)

·        A Mudança para Gerar: Mais tarde, Abraão peregrinou na região de Gerar.

·        Repetição do Erro: Por temor ao rei Abimeleque, Abraão mentiu novamente, dizendo que Sara era sua irmã.

·        Intervenção Divina: Novamente, DEUS interveio, desta vez através de um sonho a Abimeleque, para impedir que ele tocasse em Sara.

·        Desfecho: Abimeleque repreendeu Abraão, devolveu Sara e ofereceu riquezas, evidenciando que, apesar das falhas de Abraão, DEUS o protegeu. 

 

CONCLUSÃO

A lição revela que o chamado de DEUS a Abrão foi o ponto de partida para uma história de fé, obediência e desafios, cujos efeitos se estendem até hoje. Abrão respondeu ao chamado divino com coragem, deixando para trás sua terra e família, confiando plenamente nas promessas de DEUS. Ao longo de sua jornada, enfrentou dificuldades como fome, conflitos familiares, guerras e longas esperas, mas manteve-se firme, demonstrando uma fé ativa e perseverante. Suas falhas, como mentir sobre Sara, ter o filho Ismael com Agar e levar Ló consigo, mostram que mesmo os grandes homens de fé são suscetíveis a erros, mas DEUS permanece fiel, protegendo e guiando seus escolhidos. As promessas feitas a Abrão — uma terra, uma descendência numerosa e bênçãos universais — foram cumpridas parcialmente em sua vida e plenamente em CRISTO, segundo a teologia bíblica. A obediência de Abrão, mesmo diante de sacrifícios extremos, como o teste com Isaque, tornou-o exemplo para todas as gerações, sendo chamado “amigo de DEUS” e “pai da fé”. Sua história ensina que a verdadeira fé exige renúncia, confiança e ação, e que a bênção divina está ligada à obediência e ao propósito maior de DEUS. Por fim, a jornada de Abrão destaca que, apesar das lutas e imperfeições humanas, a fidelidade de DEUS é constante, e a aliança estabelecida com ele permanece como fundamento para a esperança e a redenção de todos os que creem.

  

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Abraão – homem de altares, fé e oração
 
Abraão, o "pai da fé", foi um notável construtor de altares durante sua jornada bíblica. Onde acampava, erguia um altar para adorar a DEUS, invocando Seu nome e consagrando o território, demonstrando adoração e obediência contínua. Seus altares marcavam alianças, gratidão, momentos de aflição e de restauração. 
  • Significado dos Altares: Os altares de Abraão representam um estilo de vida de comunhão com DEUS, não apenas lugares físicos, mas o posicionamento de seu coração de colocar DEUS em primeiro lugar, antes de sua própria moradia (tenda) – Ouvia DEUS e falava com Ele. Intimidade. Amigo de DEUS.
  • Locais e Momentos:
  • Siquém (Carvalho de Moré): Onde recebeu a promessa de terra e construiu o primeiro altar.
  • Entre Betel e Ai: Construiu o segundo altar ao chegar em Canaã, invocando a DEUS.
  • Hebrom (Carvalhais de Manre): Estabeleceu um altar após separar-se de Ló, representando um lugar de comunhão e aliança.
  • Monte Moriá: O altar de entrega total, onde foi provado a entregar seu filho Isaque, provando sua confiança absoluta em DEUS.
  • Lição Espiritual: A vida de Abraão como "homem de altares" destaca a prioridade da adoração, o caráter obediente e a restauração pela misericórdia divina, ensinando a importância de vivermos com um "altar de adoração" no coração. 
Ele é lembrado como um homem de fé que, mesmo falhando, restaurava sua comunhão com DEUS, tornando-se amigo de DEUS. 

 
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ESTUDOS – BÍBLIA BEP – CPAD

A CHAMADA DE ABRAÃO

Gn 12.1-3 “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

A chamada de Abrão (posteriormente chamado Abraão, 17.5), conforme a narrativa de Gênesis 12, dá início a um novo capítulo na revelação do AT sobre o propósito divino de redimir e salvar a raça humana. A intenção de DEUS era que houvesse um homem que o conhecesse e o servisse e guardasse os seus caminhos (ver 18.19). Dessa família surgiria uma nação escolhida, de pessoas que se separassem das práticas ímpias doutras nações, para fazerem a vontade de DEUS. Dessa nação viria JESUS CRISTO, o Salvador do mundo, o prometido descendente da mulher (ver 3.15; Gl 3.8,16,18). Vários princípios importantes podem ser deduzidos da chamada de Abraão. (1) A chamada de Abraão levou-o a separar-se da sua pátria, do seu povo e dos seus familiares (12.1), para tornar-se estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.13). Em Abraão, DEUS estava estabelecendo o princípio importante de que os seus deviam separar-se de tudo quanto possa impedir o propósito divino na vida deles.  (2) DEUS prometeu a Abraão uma terra, uma grande nação através dos seus descendentes e uma bênção que alcançaria todas as nações da terra (12.2,3). O NT ensina claramente que a última parte dessa promessa cumpre-se hoje na proclamação missionária do evangelho de CRISTO (At 3.25; Gl 3.8). (3) Além disso, a chamada de Abraão envolvia, não somente uma pátria terrestre, bem como uma celestial. Sua visão alcançava um lar definitivo não mais na terra, e sim no céu; uma cidade cujo artífice e construtor é o próprio DEUS. A partir de então, Abraão desejava e buscava uma pátria celestial onde habitaria eternamente com DEUS em justiça, alegria e paz (Hb 11.9,10,14;16; Ap 21.1-4; 22.1-5). Até então, ele seria estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.9,13). (4) A chamada de Abraão continha não somente promessas, como também compromissos. DEUS requeria de Abraão tanto a obediência quanto a dedicação pessoal a Ele como Senhor para que recebesse aquilo que lhe fora prometido. A obediência e a dedicação demandavam: (a) confiança na palavra de DEUS, mesmo quando o cumprimento das promessas parecia humanamente impossível (15.1-6; 18.10-14), (b) obediência à ordem de DEUS para deixar a sua terra (12.4; Hb 11.8), e (c) um esforço sincero para viver uma vida de retidão (17.1,2). (5) A promessa de DEUS a Abraão e a sua bênção sobre ele, estendem-se, não somente aos seus descendentes físicos (i.e., os judeus crentes), como também a todos aqueles que com fé genuína (12.3) aceitarem e seguirem a JESUS CRISTO, a verdadeira “posteridade” de Abraão (Gl 3.14,16). Todos os que são da fé como Abraão, são “filhos de Abraão” (Gl 3.7) e são abençoados juntamente com ele (Gl 3.9). Tornam-se posteridade de Abraão, herdeiros segundo a promessa (Gl 3.29), o que inclui o receber pela fé “a promessa do ESPÍRITO” em CRISTO JESUS (ver Gl 3.14). (6) Por Abraão possuir uma fé em DEUS, expressa pela obediência, dele se diz que é o principal exemplo da verdadeira fé salvífica (15.6; Rm 4.1-5,16-24; Gl 3.6-9; Hb 11.8-19; Tg 2.21-23; ver 15.6). Biblicamente, qualquer profissão de fé em JESUS CRISTO como Salvador que não requer obediência a Ele como Senhor não é a classe de fé que Abraão possuía e, portanto, não é a verdadeira fé salvífica (ver Jo 3.36).

  

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Auxílio de revista antiga

 

ABRAÃO - ÊXITOS E FRACASSOS DO AMIGO DE DEUS

4º Trimestre De 2002 – Comentários: Pr.  Elienai Cabral

(Consultoria Doutrinária e Teológica: Pr. Antônio Gilberto)

 

LIÇÃO 1 - A CHAMADA DE ABRAÃO - 06/10/2002

  

TEXTO ÁUREO

"Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia" (Hb 11.8).

ORA, A FÉ É. O capítulo 11 demonstra a natureza do único tipo de fé aceita por DEUS e que triunfará na pior das situações. É uma fé que crê nas realidades espirituais (v. 1), que leva à justiça (v. 4), que busca a DEUS (v. 6), que crê na sua bondade (v. 6), que tem confiança na sua palavra (vv. 7,11), que obedece aos seus mandamentos (v. 8), que vive segundo as promessas de DEUS (vv. 13,29), que rejeita o espírito deste presente mundo mau (v. 13), que busca um lar celestial (vv. 14-16; cf. 13.13,14), que abençoa a geração seguinte (v. 21), que recusa os prazeres do pecado (v. 25), que suporta a perseguição (v. 27), que pratica poderosos atos de justiça (vv. 33-35), que sofre por amor a DEUS (vv. 25,35-38) e que não volta àquela pátria donde haviam saído, i.e., o mundo (vv. 14-16)
PELA FÉ ABRAÃO... OBEDECEU. A fé e a obediência são inseparáveis entre si, assim como também são inseparáveis a incredulidade e a desobediência (3.18,19; ver Jo 3.36).

11.10 PORQUE ESPERAVA A CIDADE. Abraão sabia que a terra que lhe fora prometida, aqui no mundo, não era o fim da sua jornada. Pelo contrário, o fim era bem além, na cidade celestial, que DEUS preparara para seus servos fiéis. Abraão serve de exemplo a todo o povo de DEUS; devemos reconhecer que estamos apenas de passagem neste mundo, caminhando para nosso verdadeiro lar no céu. Não devemos pensar em segurança plena neste mundo, nem ficar fascinados por ele (vv. 14,16; 13.14). Devemos nos considerar estrangeiros e exilados na terra. Esta não é a nossa pátria, mas território estrangeiro; o fim da nossa peregrinação será uma pátria melhor (v.16), a "Jerusalém celestial" (12.22) e a "cidade permanente" (13.14).

Js 24.2 Disse então Josué a todo o povo: Assim diz o Senhor DEUS de Israel: Além do Rio habitaram antigamente vossos Pais, Tera, PAI de Abraão e de Naor; e serviram a outros deuses. 3 Eu, porém, tomei a vosso PAI Abraão dalém do Rio, e o conduzi por toda a terra de Canaã; também multipliquei a sua descendência, e dei-lhe Isaque.

Abraão veio de um povo idólatra, mas ouviu a voz de DEUS e creu em DEUS e em suas promessas, sendo justificado por sua fé, assim como todo aquele que aceitar a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador de sua vida, pela fé em seu sacrifício na cruz do calvário, levando sobre ELE nossos pecados.

 

VERDADE PRÁTICA

A chamada de DEUS desafia o homem para uma vida de fé e sem fronteiras.

O caminho da bênção é sempre o da obediência incondicional a DEUS.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

GÊNESIS 11.31,32; 12.1-6

Gênesis 11.31 - E tomou Terá a Abrão, seu FILHO, e a Ló, FILHO de Harã, FILHO de seu FILHO, e a Sarai, sua nora, mulher de seu FILHO Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã e habitaram ali. 32 E foram os dias de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Terá em Harã.

ABRÃO, SEU FILHO. A Bíblia, em Gn 11.27, começa a história de uma única família escolhida por DEUS, para por ela trazer a redenção da raça humana. O chefe daquela família era Abrão (nome esse posteriormente mudado para Abraão, ver 17.5), o qual viveu cerca de 2.100 a.C. Em Atos 7.2,3, Estêvão declara que DEUS apareceu a Abrão, em Ur dos Caldeus, antes de ele habitar em Harã (cf. 15.7; Ne 9.7). A chamada de DEUS a Abrão foi provavelmente o fator motivante na mudança para Harã, de Terá, seu PAI.. Abrão descendia de Sem (11.10) e tornou-se o PAI da nação judaica

DEUS chama Abrão e lhe faz promessas
Gn 12.1 Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI, para a terra que eu te mostrarei.2 E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção.3 E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.4 Assim, partiu Abrão, como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã.
5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, FILHO de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã.6 E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na terra.

12.1 SAI-TE DA TUA TERRA. Nessa ocasião, DEUS não disse a Abrão para onde o conduziria (Hb 11.8). Ao invés de ser informado disso, ele teve de viajar sob a orientação direta do Senhor.

12.3 EM TI SERÃO BENDITAS TODAS AS FAMÍLIAS DA TERRA. Esta é a segunda profecia das Escrituras sobre a vinda de JESUS CRISTO a este mundo (ver 3.15).

(1) O texto fala de uma bênção espiritual que viria através de um descendente de Abraão. Paulo declara que esta bênção se refere ao evangelho de CRISTO, oferecido a todas as nações (Gl 3.8,14,16).

(2) A promessa de DEUS a Abrão revela que, desde os primórdios da raça humana, o propósito do evangelho era abençoar todas as nações com salvação. DEUS está agora realizando seu propósito através de JESUS e seu povo fiel, que compartilha da sua vontade de salvar os perdidos, enviando pregadores para proclamar o evangelho a todas as famílias da terra. Este versículo serve de fundamento motivador da obra missionária no mundo inteiro.
12.4 PARTIU ABRÃO, COMO O SENHOR LHE TINHA DITO. A narrativa de Abraão, desde o início, chama a atenção para a seguinte verdade: a obediência a DEUS é essencial para o usufruto da salvação nEle.

(1) Abrão obedeceu à palavra do Senhor. Sua obediência incluiu deixar seu lar e sua pátria e confiar-se ao cuidado de DEUS, na sua orientação divina e nas suas promessas (ver v. 1; Tg 2.17; 1 Jo 2.4).

(2) Assim como Abraão, todos os crentes em CRISTO são conclamados a deixar sua terra... parentela... e casa do PAI (12.1) para seguir a JESUS, no sentido de buscar uma pátria melhor, isto é, a celestial.

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda: Gn 11.24,26-32 = A Família de Abraão

24 E viveu Naor vinte e nove anos e gerou a Terá.

26 E viveu Terá setenta anos e gerou a Abrão, a Naor e a Harã.27 E estas são as gerações de Terá: Terá gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló. 28 E morreu Harã, estando seu PAI Terá ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus. 29 E tomaram Abrão e Naor mulheres para si; o nome da mulher de Abrão hera Sarai, e o nome da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, PAI de Milca e PAI de Iscá. 30 E Sarai foi estéril e não tinha Filhos. 31 E tomou Terá a Abrão, seu Filho, e a Ló, Filho de Harã, Filho de seu Filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu Filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã e habitaram ali. 32 E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos; e morreu Terá em Harã.
11.28 UR DOS CALDEUS. 
Essa cidade antiga ficava cerca de 160 km a sudeste da cidade de Babilônia, perto do rio Eufrates, na região hoje chamada Iraque. Sin , o deus-lua, era o deus padroeiro dessa cidade.
11.31 ABRÃO, SEU FILHO. A Bíblia, em Gn 11.27, começa a história de uma única família escolhida por DEUS, para por ela trazer a redenção da raça humana. O chefe daquela família era Abrão (nome esse posteriormente mudado para Abraão, ver 17.5), o qual viveu cerca de 2.100 a.C. Em Atos 7.2,3, Estêvão declara que DEUS apareceu a Abrão, em Ur dos Caldeus, antes de ele habitar em Harã (cf. 15.7; Ne 9.7). A chamada de DEUS a Abrão foi provavelmente o fator motivante na mudança para Harã, de Terá, seu PAI, Abrão descendia de Sem (11.10) e tornou-se o PAI da nação judaica. Abraão, nona geração depois de Sem, nasceu por volta do ano 2000 aC. Abraão foi FILHO de Terá. e irmão de Naor e Ara. (SCR) Abraão casou-se com Sarai, e Naor casou- se com Milca (Gn 11.27.29). Morava com Abraão seu sobrinho Ló, FILHO de Ara. que havia falecido (Gn 11.27.28).

 

Terça: Gn 12.1-9 = O desafio da fé ultrapassa fronteiras.

1 Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI, para a terra que eu te mostrarei. 2 E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. 3 E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. 4 Assim, partiu Abrão, como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã. 5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, FILHO de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã. 6 E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam,
então, os cananeus na terra. 7 E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao
SENHOR, que lhe aparecera. 8 E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel
ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR. 9 Depois, caminhou Abrão dali, seguindo ainda para a banda do Sul.

12.1 SAI-TE DA TUA TERRA. Nessa ocasião, DEUS não disse a Abrão para onde o conduziria (Hb 11.8). Ao invés de ser informado disso, ele teve de viajar sob a orientação direta do Senhor.

12.3 EM TI SERÃO BENDITAS TODAS AS FAMÍLIAS DA TERRA. Esta é a segunda profecia das Escrituras sobre a vinda de JESUS CRISTO a este mundo (ver 3.15).

(1) O texto fala de uma bênção espiritual que viria através de um descendente de Abraão. Paulo declara que esta bênção se refere ao evangelho de CRISTO, oferecido a todas as nações (Gl 3.8,14,16).

(2) A promessa de DEUS a Abrão revela que, desde os primórdios da raça humana, o propósito do evangelho era abençoar todas as nações com salvação. DEUS está agora realizando seu propósito através de JESUS e seu povo fiel, que compartilha da sua vontade de salvar os perdidos, enviando pregadores para proclamar o evangelho a todas as famílias da terra. Este versículo serve de fundamento motivador da obra missionária no mundo inteiro.
12.4 PARTIU ABRÃO, COMO O SENHOR LHE TINHA DITO. A narrativa de Abraão, desde o início, chama a atenção para a seguinte verdade: a obediência a DEUS é essencial para o usufruto da salvação nEle.

(1) Abrão obedeceu à palavra do Senhor. Sua obediência incluiu deixar seu lar e sua pátria e confiar-se ao cuidado de DEUS, na sua orientação divina e nas suas promessas (ver v. 1; Tg 2.17; 1 Jo 2.4).

(2) Assim como Abraão, todos os crentes em CRISTO são conclamados a deixar sua terra... parentela... e casa do PAI (12.1) para seguir a JESUS, no sentido de buscar uma pátria melhor, isto é, a celestial (Hb 11.16)
12.7 E APARECEU O SENHOR A ABRÃO. Esta é a primeira ocasião em que as Escrituras declaram explicitamente que DEUS apareceu a alguém, porém, é justo crer que DEUS já tivesse antes aparecido a Adão e outros (1.28,29; 2.15,16,22; 3.8-21). Esse aparecimento foi uma manifestação objetiva e visível de DEUS na semelhança de um ser humano (c.f. 18.1-3,9-33; Êx 33.18-23). As aparições visíveis do Senhor são chamadas teofanias i.e., manifestações ou aparições visíveis de DEUS (ver Êx 3.2). A terra que DEUS prometeu que daria a Abrão era a terra de Canaã (o nome antigo da Palestina), ao longo do litoral sudeste do mar Mediterrâneo.

Quarta: At 7.1-8 = O Testemunho da fé de Abraão

1 E disse o sumo sacerdote: Porventura, é isto assim?2 E ele disse: Varões irmãos e Pais, ouvi. O DEUS da glória apareceu a Abraão, nosso PAI, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, 3 e disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à terra que eu te mostrar. 4 Então, saiu da terra dos caldeus e habitou em Harã. E dali, depois que seu PAI faleceu, DEUS o trouxe para esta terra em que habitais agora. 5 E não lhe deu nela herança, nem ainda o espaço de dum pé; mas prometeu que lhe daria a posse dela e, depois dele, à sua descendência, não tendo ele FILHO. 6 E falou DEUS assim: que a sua descendência seria peregrina em terra alheia, e a sujeitariam à escravidão e a maltratariam por quatrocentos anos. 7 E eu julgarei a nação que os tiver escravizado, disse DEUS. E, depois disto, sairão e me servirão neste lugar. 8 E deu-lhe o pacto da circuncisão; e, assim, gerou a Isaque e o circuncidou ao oitavo dia; e Isaque, a Jacó; e Jacó, aos doze patriarcas.
7.2 IRMÃOS E PAIS, OUVI. O discurso de Estêvão diante do sinédrio é uma defesa da fé propagada por CRISTO e pelos apóstolos. Ele é o precursor de todos quantos defendem a fé bíblica contra os que se opõem ao seu ensino ou o distorcem, e é o primeiro que morreu por essa causa. JESUS vindica a ação de Estêvão, ficando em pé para honrá-lo diante de seu PAI, no céu (v. 56). O amor de Estêvão à verdade e sua disposição em dar a vida para salvaguardá-la, contrastam-se nitidamente com aqueles que pouco se interessam por batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos (Jd v.3) e que, em nome do amor, da paz e da tolerância, não vêem qualquer necessidade de oposição aos falsos mestres, nem àqueles que distorcem o evangelho puro, em favor do qual CRISTO morreu.

 

Quinta: Rm 4.1-22 = Abraão justificado pela fé

Abraão foi justificado pela fé
1 Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso PAI segundo a carne? 2 Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de DEUS. 3 Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em DEUS, e isso lhe foi imputado como justiça. 4 Ora, àquele que faz qualquer obra, não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. 5 Mas, àquele que não pratica, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça. 6 Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem DEUS imputa a justiça sem as obras, dizendo: 7 Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos.
8 Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado. 9 Vem, pois, esta bem-aventurança sobre a circuncisão somente ou também sobre a incircuncisão? Porque dizemos que a fé foi imputada como justiça a Abraão. 10 Como lhe foi, pois, imputada? Estando na circuncisão ou na incircuncisão? Não na circuncisão,  mas na incircuncisão. 11 E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse PAI de todos os que crêem (estando eles também na incircuncisão, a fim de que também a
justiça lhes seja imputada), 12 e fosse PAI da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé de Abraão, nosso PAI, que tivera na incircuncisão. 13 Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. 14 Pois, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada. 15 Porque a lei opera a ira; porque onde não há lei também não há transgressão. 16 Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é PAI de todos nós. 17 (como está escrito: Por PAI de muitas nações te constituí.), perante aquele no qual creu, a saber,
DEUS, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se já fossem. 18 O qual, em esperança, creu contra a esperança que seria feito PAI de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. 19 E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo já amortecido (pois era já de quase cem anos), nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.
20 E não duvidou da promessa de DEUS por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a DEUS; 21 e estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. 22 Pelo que isso lhe foi também imputado como justiça.

4.3 CREU ABRAÃO EM DEUS. A salvação pela fé, e não pelas obras (i.e., pela guarda da Lei), não é uma doutrina peculiar do NT; é, também, característica do AT. Paulo retrocede no tempo, para além de Moisés, e toma Abraão como exemplo de fé. Abraão tinha fé em DEUS, i.e., cultivava um dedicado e leal relacionamento com seu DEUS, cria nas suas promessas (vv. 20,21; Gn 12.1-3; 15.5,6) e vivia em obediência ao Senhor (Gn 12.1-4; 22.1-19; Hb 11.8-19; Tg 2.21,22.
4.5 FÉ IMPUTADA COMO JUSTIÇA. A Abraão, a fé foi "imputada" por justiça. "Imputar" significa creditar na conta da pessoa (ver a forma negativa no v. 8). Isso significa que a fé salvífica do cristão é tida como equivalente à justiça no tocante ao seu efeito.

(1) Paulo fala seis vezes, em Rm 4, de "imputar" ou "atribuir a justiça" ao crente, e, em cada caso, Paulo afirma claramente
que é a "fé" do crente que lhe é contada ou imputada como "justiça" (vv. 3,5,6,9,11,22; ver Gn 15.6).

(2) Imputar a fé do crente como justiça não é, porém, resultado exclusivo da nossa fé em CRISTO ou da nossa entrega a Ele; é, acima de tudo, um ato de graça e misericórdia divinas (v.16).

(3) Quando DEUS vê o coração do crente voltado para CRISTO com fé, Ele lhe perdoa, graciosamente, os pecados, imputa-lhe a fé como justiça e aceita-o como seu FILHO (vv. 5-8). Juntamente com essa imputação da fé como justiça, DEUS também outorga sua graça para a santificação (ver v. 16; 5.2; Fp 3.9; Tt 3.5-7).

(4) A fé, que é imputada como justiça e que traz o perdão, é a fé em CRISTO, tendo em vista a sua morte expiatória (3.24-26). Absolutamente nada mais, a não ser a morte sacrificial de CRISTO na cruz constitui o fundamento da reconciliação do pecador com DEUS (ver 5.10)
4.7 AQUELES CUJOS PECADOS SÃO COBERTOS. Esta citação do Sl 32.1,2 mostra que tanto Davi como Paulo criam que a fé contada como justiça, abrange o perdão do pecado e a reconciliação com DEUS. É uma dádiva da misericórdia de DEUS através da morte de CRISTO na cruz (ver v. 5; cf. 2 Co 5.19,21).
4.12 A FÉ DE NOSSO PAI ABRAÃO. A fé que Abraão tinha era uma fé genuína, pela qual ele perseverava, cria, confiava, obedecia, fortalecia-se e dava glória a DEUS (vv. 16-21). Esse é o tipo de fé que nos torna Filhos de DEUS.
4.16 É PELA FÉ. Os crentes são salvos somente pela fé, mediante a graça. Devem ser notadas, no entanto, duas verdades bíblicas a respeito da natureza da fé para salvação.

(1) Embora a pessoa seja salva pela fé somente, a fé que salva não é algo único. Tiago declara que "a fé sem obras é morta" (Tg 2.14-26); Paulo diz que é "a fé que opera por caridade" (Gl 5.6). A fé, para a salvação, é uma fé tão vital que não pode prescindir da expressão do amor, da obediência para com o Salvador e de serviço ao próximo. A fé que consiste na confiança em DEUS, para o perdão dos pecados, mas que não inclui, da parte do pecador, um sincero arrependimento do pecado e também um compromisso ativo com CRISTO como Senhor, não corresponde à fé para salvação segundo o NT.

(2) É antibíblico enfatizar a "fé" em si mesma, e ignorar o amplo desígnio da salvação e daquilo que ela significa. A salvação pela fé inclui não somente ser salvo da condenação, mas também ser salvo para comunhão com DEUS, para santidade e para serviço, i.e., a prática das boas obras (Ef 2.10)
4.16 PARA QUE SEJA SEGUNDO A GRAÇA. Se a salvação, a justificação e a justiça que DEUS outorga viessem pela nossa perfeita obediência à Lei, ninguém seria salvo, porque ninguém jamais a cumpriu de modo perfeito. Mas, posto que a salvação é pela fé, mediante a graça, poderão ser salvos todos aqueles que buscam a DEUS. Ele, por sua misericórdia, perdoa os nossos pecados e outorga-nos a sua graça (i.e., seu ESPÍRITO e seu poder), para regenerar nossa vida e nos tornar seus Filhos.

Sexta: Jo 8.37-56 = A Justiça de DEUS imputada a Abraão pela fé

37 Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não entra em vós. 38 Eu falo do que vi junto de meu PAI, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso PAI.39 Responderam e disseram-lhe: Nosso PAI é Abraão. JESUS disse-lhes: Se fôsseis Filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. 40 Mas, agora, procurais matar-me a mim, homem que vos tem dito a verdade que de DEUS tem ouvido; Abraão não fez isso. 41 Vós fazeis as obras de vosso PAI. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um PAI, que é DEUS.42 Disse-lhes, pois, JESUS: Se DEUS fosse o vosso PAI, certamente, me amaríeis, pois que eu saí e vim de DEUS; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.43 Por que anão entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.44 Vós tendes por PAI ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso PAI; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e PAI da mentira.
45 Mas porque vos digo a verdade, não me credes.46 Quem dentre vós me convence de pecado? E, se vos digo a verdade, por que não credes? 47 Quem é de DEUS escuta as palavras de DEUS; por isso, vós não as escutais, porque não sois de DEUS. 48  Responderam, pois, os judeus e disseram-lhe: Não dizemos nós bem que és samaritano e que tens demônio?49 JESUS respondeu: Eu não tenho demônio; antes, honro a meu PAI, e vós me desonrais.50 Eu não busco a minha glória; há quem a busque e julgue.51 Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.52 Disseram-lhe, pois, os judeus: Agora, conhecemos que tens demônio. Morreu Abraão e os profetas; e tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte.53 És tu maior do que Abraão, o nosso PAI, que morreu? E também os profetas morreram; quem te fazes tu ser?54 JESUS respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu PAI, o qual dizeis que é vosso DEUS.55 E vós não o conheceis, mas eu conheço-o; e, se disser que não o conheço, serei mentiroso como vós; mas conheço-o e guardo a sua palavra.56 Abraão, vosso PAI, exultou por ver o meu dia, ne viu-o, e alegrou-se.

8.42 SE DEUS FOSSE O VOSSO PAI. Aqui, JESUS declara um princípio fundamental da salvação, a saber, a evidência de sermos verdadeiros Filhos de DEUS (i.e., nascidos de novo da parte de DEUS) está na nossa demonstração de amor a JESUS. Então, devemos manifestar uma fé sincera e obediente. Do contrário, é falsa a afirmação de sermos Filhos de DEUS (vv. 31,42;
10.2-5,14,27,28; 14.15,21).

8.44 É MENTIROSO E PAI DA MENTIRA. A mentira é uma destacada característica do diabo. Ele é a fonte geradora de toda a falsidade (Gn 3.1-6; At 5.3; 2 Ts 2.9-11; Ap 12.9). É um pecado totalmente contrário à mente de DEUS, que é a verdade (Ap 19.11). A indiferença para com o pecado da mentira é um dos sintomas mais claros da impiedade de uma pessoa. Tal pessoa
ainda não nasceu do ESPÍRITO (3.6) e está sob a influência de Satanás, como seu PAI espiritual (ver 4.24; Ap 22.15).

 

Sábado: Gl 3.6-18 A justiça de DEUS imputada a Abraão pela fé.

6 É o caso de Abraão, que creu em DEUS, e isso lhe foi imputado como justiça. 7 Sabei, pois, que os que são da fé são Filhos de Abraão.
8 Ora, tendo a Escritura previsto que DEUS havia de justificar pela fé 2os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.9 De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.10 Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.11 E é evidente que, pela lei, ninguém será justificado diante de DEUS, porque o justo viverá da fé.
12 Ora, a lei não é da fé, mas o homem que fizer estas coisas por elas viverá.13 CRISTO nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;14 para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por JESUS CRISTO e para que, pela fé, nós recebamos a promessa do  ESPÍRITO.15 Irmãos, como homem falo. Se o testamento de um homem for confirmado, ninguém o anula nem lhe acrescenta alguma coisa.16 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua posteridade. Não diz: E às posteridades, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua posteridade, que é CRISTO.17 Mas digo isto: que tendo sido o testamento anteriormente confirmado por DEUS, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não o invalida, de forma a abolir a promessa.18 Porque, se a herança provém da lei, já não provém da promessa; mas DEUS, pela promessa, a deu gratuitamente a Abraão.
3.11 O JUSTO VIVERÁ DA FÉ.
 Paulo cita Hc 2.4 para ilustrar a justificação pela fé (cf. Rm 1.17). Habacuque enfatiza que quem é justificado pela fé possui a verdadeira justiça interior, pois ele contrasta o justo com o ímpio, cuja alma "não é reta nele" (Hc 2.4). Sendo assim, Paulo cria que a justificação envolvia uma verdadeira justiça interior mediante o ESPÍRITO SANTO habitando na pessoa.
3.14 A BÊNÇÃO DE ABRAÃO. 
O conteúdo da promessa de DEUS a Abraão (v. 8) é definido como a promessa do ESPÍRITO pela fé (cf. Lc 24.49; At 1.4,5). Receber o ESPÍRITO é ter a justiça, a vida e todas as bênçãos espirituais (ver 3.5; 4.6).

OBJETIVOS

Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Descrever a conjuntura histórica da chamada de Abraão.

Identificar as principais personagens da narrativa.

Reconhecer que a soberania divina não anula o livre arbítrio.

 

SÍNTESE TEXTUAL

Este homem perderia todas as conveniências de uma cidade civilizada para ir a um lugar desconheci- do, sujeito a toda sorte de peripécias, a fim de aprender a depender continuamente dAquele que o chamou. Abraão foi este homem. Ele estava talhado para este empreendimento divino. De fidelidade e obediência incontestáveis prestou-se resolutamente aos planos de DEUS. O Altíssimo cercou- lhe de todas as promessas e pôs- lhe à frente um supremo alvo: ser PAI de uma numerosa nação.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Ur foi o centro de uma grande cultura pagã ao sul da Mesopotâmia. Provavelmente fundada em cerca de 2800 a.C., já vivia o seu apogeu nos dias de Abraão. Exercia enorme influência social, religiosa e comercial na região mesopotâmica e além dela. Não obstante, Abraão e seu PAI estavam preparados para deixá-la, em obediência às instruções divinas. Alguns anos depois de Abraão partir, a cidade foi saqueada por assaltantes elamitas e ficou perdida para a História durante muitos séculos.

 

 

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

São muitos os exemplos de fé descritos na Bíblia, mas destaca- se, com especial tratamento, o de Abraão, o qual é denominado "PAI da fé". A palavra fé, do ponto de vista escriturísticos, tem o significado básico de "fidelidade" (Dt 32.4; SI 36.5; 37.5). Na verdade, o estudo da vida de Abraão é de grande valor pelo fato de ser ele o pai da nação eleita - Israel, e PAI na fé de todos os que crêem em DEUS. A sua chamada divina se reveste de um caráter especial, por ser o ponto de partida para a formação do povo que, em meio aos cananeus idólatras, serviria a DEUS, como único, invisível e verdadeiro DEUS.

A vida do patriarca Abraão sem dúvida alguma causa admiração em qualquer leitor da Bíblia Sagrada, pois este homem, sem ter acesso a nenhum escrito sagrado, vivendo 430 anos antes da lei ser promulgada, obteve testemunho e justificação da parte de DEUS, uma vez que a Bíblia declara que Abraão creu, e isso lhe foi imputado como justiça (Gl 3.6; Gn 15.6). Se a experiência de Abraão não fosse registrada, a justificação pela fé (Rm 5.1), um dos pilares da fé cristã, não poderia ter sido completamente formulada, pois Abraão é o protótipo do cristão e sua fé o protótipo da fé de um cristão. Muito há o que aprender com o patriarca, e para você, estudante da palavra de DEUS, que quer ser enriquecido e sentir DEUS falando com você, recomendamos a leitura dos capítulos 12 a 25 de Gênesis, que narram a história do patriarca.

 

Nascimento

Quando seu PAI tinha 130 anos.

Canaã

Entrou na Palestina aos 75 anos.

Libertou seu sobrinho quando tinha 80 anos.

Ismael

Tinha 86 anos quando seu primeiro FILHO nasceu.

Sodoma e Gomorra

As cidades foram destruídas quando tinha 99 anos

Isaque

Nasceu quando tinha 100 anos.

Sara

Tinha 137 anos quando sua mulher morreu.

Esaú e Jacó

Quando seus netos nasceram tinha 160 anos.

Morte

Aos 175 anos de idade.

  

I. A VIDA DE ABRAÃO ANTES DA SUA CHAMADA

 

1. O primitivo nome de Abraão.

ABRÃO, SEU FILHO. A Bíblia, em Gn 11.27, começa a história de uma única família escolhida por DEUS, para por ela trazer a redenção da raça humana. O chefe daquela família era Abrão (nome esse posteriormente mudado para Abraão, ver 17.5), o qual viveu cerca de 2.100 a.C.
NÃO... ABRÃO, MAS ABRAÃO. Abrão significa PAI elevado; Abraão significa PAI de uma multidão; Ne 9.7; Rm 4.17). Na Bíblia, uma nova experiência com DEUS, muitas vezes, requeria um novo nome para a pessoa, simbolizando aquele novo relacionamento.17.7 PARA TE SER A TI POR DEUS. A razão de ser e a realidade do concerto de DEUS com
Abraão era DEUS ser o DEUS único de Abraão e dos seus descendentes (vv. 7,8). A promessa de DEUS de te ser a ti por DEUS é a promessa mais grandiosa das Escrituras. É a primeira promessa, a promessa fundamental, na qual se baseiam todas as demais promessas. Significa que DEUS assume o compromisso, sem reservas, com o seu povo fiel, para ser o seu DEUS, seu escudo e seu galardão (ver 15.1). Significa, também, que a graça de DEUS, seu perdão, promessas, proteção, orientação, bondade, ajuda e bênção são dados aos seus com amor (Jr 11.4; 24.7; 30.22; 32.38; Ez 11.20; 36.28; Zc 8.8). Todos os crentes herdam essa mesma promessa mediante sua fé em CRISTO (Gl 3.16).
Quanto à troca do nome de Abraão é devido à ALIANÇA que DEUS fez com o mesmo, vejamos:

TROCA DE NOMES:  significa que o meu nome passa a ter direito sobre tudo o que o teu nome tem direito e o teu nome passa a ter direito sobre tudo o que o meu nome tem direito, inclusive dívidas. (Gn 17.5/28.13). Eu passo a ter um pedaço do seu nome e você passa a ter um pedaço do meu nome.

 

Exemplo: Gn 17.4 "Quanto a mim, eis que o meu pacto é contigo, e serás PAI de muitas nações; 5 não mais serás chamado Abrão, mas Abraão será o teu nome; pois por PAI de muitas nações te hei posto;"

 

A partir daí Abrão passou a se chamar AbraHão (esse "H" é importante, pois vem do nome de DEUS ( YHWH ); infelizmente no português não traduziram com o 'H", porém nas outras línguas, sim.

 

DEUS também teria que mudar o seu nome; a partir daí ELE se apresenta como o DEUS de Abrahão.

Gn 26.24 "E apareceu-lhe o Senhor na mesma noite e disse: Eu sou o DEUS de Abraão, teu PAI; não temas, porque eu sou contigo, e te abençoarei e multiplicarei a tua descendência por amor do meu servo Abraão."

 

Gálatas 3.13= Abrahão recebe o H de DEUS e fica com um novo nome, ABRAHÃO,  (recebe o H = ESPÍRITO, pela fé).

 

2. Os ancestrais de Abraão.

Em Atos 7.2,3, Estêvão declara que DEUS apareceu a Abrão, em Ur dos Caldeus, antes de ele habitar em Harã (cf. 15.7; Ne 9.7). A chamada de DEUS a Abrão foi provavelmente o fator motivante na mudança para Harã, de Terá, seu PAI. Abrão descendia de Sem (11.10) e tornou-se o PAI da nação judaica.

 

3. A esposa de Abraão, Sara (Gn 11.29-31; 12.5).

11.29 E tomaram Abrão e Naor mulheres para si; o nome da mulher de Abrão hera Sarai, e o nome da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, PAI de Milca e PAI de Iscá.30 E Sarai foi estéril e não tinha FILHOs.31 E tomou Terá a Abrão, seu FILHO, e a Ló, FILHO de Harã, FILHO de seu FILHO, e a Sarai, sua nora, mulher de seu FILHO Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até
Harã e habitaram ali.

12.5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, FILHO de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã.

 Nome: Gn 17.15 SARA. Sara significa princesa e denota a posição dela como mãe das nações e reis (v. 16)

Fé: Hb 11.11 Pela fé, também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.
Modelo de esposa e Obediência: 1 Pe 3.6 como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós sois filhas, fazendo o bem e não temendo nenhum espanto.

Morte: Gn 23.1 E foi a vida de Sara cento e vinte e sete anos; estes foram os anos da vida de Sara.2.E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; e veio Abraão lamentar a Sara e chorar por ela.
Sepultura: Gn 23.19 E, depois, sepultou Abraão a Sara, sua mulher, na cova do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã.

II. A CHAMADA DE ABRAÃO

 

1. A tríplice ordem de DEUS a Abraão (Gn 12.1). Na chamada de DEUS a Abraão, há três determinações nas quais estão a essência do plano divino para ele.

Gn 12.1 Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI, para a terra que eu te mostrarei.
Nessa ocasião, DEUS não disse a Abrão para onde o conduziria (Hb 11.8). Ao invés de ser informado disso, ele teve de viajar sob a orientação direta do Senhor esperando a hora de poder cumprir integralmente as ordens de DEUS.

A primeira foi: "Sai-te da tua terra",

A segunda ordem de DEUS foi: "sai-te do meio da tua parentela".

A terceira exigência divina foi: "vai para a terra que eu te mostrarei".

Nenhuma das três ordens de DEUS havia sido atendida: Abraão não deixou a sua terra, pois parou em Harã, outra cidade do mesmo país; Abraão não saiu de sua parentela, pois seu PAI era o líder da peregrinação; a promessa de que DEUS lhe mostraria uma terra não foi aproveitada, uma vez que a direção estava com Terá.

 

2. Abraão vai para Harã e Siquém (Gn 12.4-8). Abraão acumulou riquezas em Harã, mas o seu coração não estava naquele lugar.

4 Assim, partiu Abrão, como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã.5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, FILHO de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã.6 E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na terra.7 E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.8 E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.

PARTIU ABRÃO, COMO O SENHOR LHE TINHA DITO. A narrativa de Abraão, desde o início, chama a atenção para a seguinte verdade: a obediência a DEUS é essencial para o usufruto da salvação nEle.

(1) Abrão obedeceu à palavra do Senhor. Sua obediência incluiu deixar seu lar e sua pátria e confiar-se ao cuidado de DEUS, na sua orientação divina e nas suas promessas (ver v. 1; Tg 2.17; 1 Jo 2.4).

(2) Assim como Abraão, todos os crentes em CRISTO são conclamados a deixar sua terra... parentela... e casa do PAI (12.1) para seguir a JESUS, no sentido de buscar uma pátria melhor, isto é, a celestial (Hb 11.16)

12.7 E APARECEU O SENHOR A ABRÃO. Esta é a primeira ocasião em que as Escrituras declaram explicitamente que DEUS apareceu a alguém, porém, é justo crer que DEUS já tivesse antes aparecido a Adão e outros (1.28,29; 2.15,16,22; 3.8-21). Esse aparecimento foi uma manifestação objetiva e visível de DEUS na semelhança de um ser humano (c.f. 18.1-3,9-33; Êx 33.18-23). As aparições visíveis do Senhor são chamadas teofanias i.e., manifestações ou aparições visíveis de DEUS (ver Êx 3.2). A terra que DEUS prometeu que daria a Abrão era a terra de Canaã (o nome antigo da Palestina), ao longo do litoral sudeste do mar Mediterrâneo.

3. Abraão muda de Siquém para Betel (Gn 12.8). Foi em Betel, "casa de DEUS", que Abraão edificou um altar ao Senhor.

8 E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.

Gn 28.19 BETEL. Betel significa a casa de DEUS e pode representar qualquer lugar onde DEUS está presente num sentido muito especial.

 

III. O CARÁTER DA CHAMADA DE ABRAÃO

A chamada de Abraão tem características valiosas para o nosso ensino. O DEUS que chamou Abraão é o mesmo que continua chamando e convocando homens e mulheres para o cumprimento de seus desígnios.

 

1. A soberania de DEUS A soberania divina manifesta-se na vida de Abraão.

O DEUS que chama é o mesmo DEUS que capacita. Embora Abraão vivesse entre idólatras existia nele o desejo de conhecer a DEUS e a pré-disposição para servi-lo. Para DEUS o que importa é que o vaso esteja disposto a ser cheio, que aquele que é chamado esteja disposto a aprender e a servir.

 

2. A escolha de Abraão por DEUS. Tenhamos em mente que DEUS não faz acepção arbitrária de pessoas.

Rm 4.18 O qual, em esperança, creu contra a esperança que seria feito PAI de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência.
Rm 9.7 nem por serem descendência de Abraão são todos Filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.
Gl 3.29 E, se sois de CRISTO, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa.
Hb 2.16 Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão.
16 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua posteridade. Não diz: E às posteridades, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua posteridade, que é CRISTO.
Rm 1.3 acerca de seu FILHO, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne,


De Abraão a Davi as promessas foram sendo reiteradas por DEUS que tinha sempre em vista a CRISTO que nasceria da descendência de Abraão que creu em DEUS pela fé e assim todos os que são chamados CRISTÃOS são justificados pelo mesmo tipo de fé de Abraão.

 

CONCLUSÃO

A chamada divina feita a Abraão coloca-o entre aqueles que DEUS em sua presciência conhecia e, por isso, o escolheu para ser o homem a cumprir os seus desígnios. Abraão foi obediente à chamada divina e pautou toda sua vida pelo princípio de fazer a vontade de DEUS.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Histórico

"A história de Israel tem início com a chamada de Abraão para ser o PAI da nação escolhida. No final da lista genealógica que começa com Sem, FILHO de Noé (Gn 11.10- 26), aparece o nome de Terá, PAI de Abraão, Naor e Harã. Terá viveu em Ur dos Caldeus (v.28), a famosa cidade sumeriana localizada às margens do Rio Eufrates, cerca de 241 quilômetros a nordeste da costa atual do Golfo Pérsico. A mais satisfatória reconstrução da cronologia bíblica localiza o nascimento de Abraão em 2166 a.C., uma época em que a cidade de Ur caiu nas mãos de um povo bárbaro e montanhês conhecido por Guti.

Conforme já foi constatado, Ur era uma cidade da Suméria - a mais importante dentre um complexo de cidades-estado - povoada pela civilização altamente culta dos sumérios pelo menos desde a metade do quarto milênio. A Ur de Terá e Abraão era, por assim dizer, uma cidade altamente cosmopolita, já que não-sumérios como o próprio Abraão e seus antepassados - de origem semítica - lá viveram e fundiram seus conhecimentos intelectuais e sua cultura com o lastro cultural dos sumérios.

Visto que, por aqueles tempos, Sargão (2371-2316) estabeleceu em Agade o Império Acadiano, de dominação semita, aproximadamente 321 quilômetros a noroeste de Ur, é quase certo que Abraão fosse bilíngue, dominando tanto a língua sumeriana quanto a acadiana." (História de Israel no Antigo Testamento, CPAD, págs. 12 e 13)

"Era homem muito sensato, muito prudente, de espírito grande e tão eloquente que podia per- suadir quem quisesse. Como nenhum outro o igualava em capacidade e em virtude, ele mostrou aos homens conhecimento da grandeza de DEUS muito mais perfeito do que o tinham antes. Foi ele o primeiro que ousou dizer que existe um só DEUS; que o universo é obra das suas mãos e que é unicamente à sua bondade e não às nossas próprias forças que devemos atribuir toda a nossa felicidade." (História dos Hebreus, CPAD, pág. 55)

"Como Abraão veio conhecer a DEUS em meio a tanta idolatria? (Js 24.2). Está confirmado pela História e pela Arqueologia que a religião dos povos primitivos era monoteísta (Rm 1.20). Além disso, Sem foi contemporâneo de Abraão durante 150 anos, conforme capítulos 5 e 11 de Gênesis, e pode ter-lhe transmitido diretamente a revelação divina. DEUS também podia revelar-se diretamente a ele, pois é soberano, inclusive na chamada - ver Marcos 3.13." (A Bíblia Através dos Séculos, CPAD, pág.106)

Leia mais Revista Ensinador Cristão, \ CPAD, n° 12, pág.36

 

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NA ÍNTEGRA -

ESCRITA LIÇÃO 1, CPAD, ABRAÃO - SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ, 2TRIMESTRE DE 2026

 

Escrita Lição 1, CPAD, Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé, 2Tr26

 

LIÇÕES CPAD, 2º Trimestre de 2026, Lições Bíblicas Adulto, Título: Homens dos quais o Mundo não Era Digno, O Legado de Abraão, Isaque e Jacó, Comentarista, Elinaldo Renovato, Pr. Pres. AD Parnamirim, RN

Sumário:

01. Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé

02. A Fé de Abrão nas Promessas de DEUS

03. A Impaciência na Espera do Cumprimento da Promessa

04. A Confirmação de Uma Promessa

05. O Juízo contra Sodoma e Gomorra

06. O Nascimento de Isaque

07. Uma Prova de Fé - A Entrega de Isaque

08. Isaque - Herdeiro da Promessa

09. Jacó e Esaú - Irmãos em Conflito

10. A Experiência Transformadora de Jacó

11. Jacó - De Enganador a Homem de Honra

12. A Reconciliação de Jacó com Esaú

13. O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó

 

Escrita Lição 1, CPAD, Abraão - Seu Chamado e Sua Jornada de Fé, 2Tr26

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

I – DEUS CHAMA ABRÃO

1. A fé de Abrão diante do chamado (Gn 12.1)    

2. A promessa para Abrão    

3. As bênçãos de DEUS para Abrão   

II – A OBEDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS

1. Atendendo o chamado    

2. Um descuido    

3. A passagem por Harã    

III – AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO CHEGAR A CANAÃ

1. A dificuldade contra a fome   

2. A dificuldade de ir para o lugar certo    

3. A dificuldade em falar a verdade   

 

TEXTO ÁUREO

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI, para a terra que eu te mostrarei.” (Gn 12.1)

 

VERDADE PRÁTICA

O chamado de DEUS na vida de Abrão e na nossa exige obediência irrestrita, fé e perseverança.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 12.3O chamado para todas as famílias da Terra

Terça - Gn  12.1O chamado de Abraão e a origem de uma nação

Quarta - Hb 11.1Abraão não sabia definir a fé, mas a viveu

Quinta - Gn 12.10Obstáculos no chamado divino

Sexta - Gn 12.15,16Desafios éticos na chamada

Sábado - Gn 12.17,18Deus zela pelos que Ele chama

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 12.1-9

1 - Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu PAI, para a terra que eu te mostrarei.

2 - E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção.

3 - E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

4 - Assim, partiu Abrão, como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã.

5 - E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, FILHO de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã.

6 - E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na terra.

7 - E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.

8 - E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.

9 - Depois, caminhou Abrão dali, seguindo ainda para a banda do Sul.

 

HINOS SUGERIDOS: 84, 126, 186 da Harpa Cristã

 

PALAVRA-CHAVE – Fé

 

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

Prezado(a) professor(a), neste trimestre estudaremos o legado de fé do patriarca Abraão. Analisaremos também a história de seu FILHO Isaque e de seu neto Jacó, de quem descenderam as doze tribos de Israel. Abraão foi chamado por DEUS de maneira singular, e sua convocação envolveu deixar sua terra natal e seguir para um destino desconhecido - um ato que exigiu fé e obediência.

O comentarista deste trimestre é o pastor Elinaldo Renovato, autor de diversas obras publicadas pela CPAD e professor universitário.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: I) Apresentar como ocorreu o chamado de Abrão;

II) Enfatizar a obediência de Abrão a DEUS diante desse chamado;

III) Mostrar as lutas enfrentadas por Abrão ao chegar a Canaã.

B) Motivação: A fé ocupa um lugar especial na vida de Abrão, assim como na vida do crente e da igreja. Sem fé é impossível agradar a DEUS. A fé de Abrão nos mostra que ela é a essência da vida cristã e absolutamente indispensável. Ele recebeu o chamado do Senhor para deixar sua terra, sua parentela e seguir rumo a um lugar que não conhecia. Diante disso, precisamos nos perguntar: será que a nossa fé demonstra o mesmo comprometimento e convicção?

C) Sugestão de Método: Para introduzir o primeiro tópico da lição, comece fazendo a seguinte indagação aos alunos: "O que significa fé?". Ouça atentamente as respostas e, em seguida, explique que fé é o "firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem" (Hb 11.1).

O propósito dessa dinâmica é avaliar o entendimento prévio dos alunos sobre o tema, lembrando que Abraão demonstrou uma fé notável ao obedecer a DEUS de forma incondicional. Ele confiou plenamente nas promessas do Senhor, mesmo quando as circunstâncias pareciam desfavoráveis. A Carta aos Romanos afirma que Abraão "esperou contra a esperança" (Rm 4.18-20).

Conclua esse momento com uma oração, pedindo a DEUS que fortaleça a fé no Senhor Todo-Poderoso.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO 

A) Aplicação: Depois de fazer toda a exposição dos tópicos da Lição, aplique as verdades estudadas, mostrando que o chamado de DEUS na vida de Abraão e na nossa exige obediência irrestrita, fé e perseverança. Não é possível viver a fé sem perseverar nela.

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 105, p.36, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "Abrão", localizado após o primeiro tópico, traz um resumo do chamado e da vida de Abrão em Ur dos Caldeus; 2) No fim do segundo tópico, o texto "Obediência" aprofunda o nosso conhecimento.

 

COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO

Neste trimestre, estudaremos a jornada de fé dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Veremos que o patriarca foi chamado de uma forma muito especial. Sua convocação implicava deixar sua terra natal e ir para um local que não conhecia. Era preciso fé e obediência.

Abrão, cujo significado é “PAI exaltado”, depois de um tempo tendo o seu caráter forjado pelo Senhor, teve seu nome mudado para Abraão, que significa “PAI da multidão das nações” (Gn 17.5).

 

I – DEUS CHAMA ABRÃO

1. A fé de Abrão diante do chamado (Gn 12.1)    

DEUS chamou Abrão e ordenou que ele saísse de sua terra, do meio de sua família e seus amigos, e fosse para um lugar desconhecido para ele. Seu chamado exigia fé e obediência irrestrita. Hoje, estamos habituados a confiar em tecnologias como o GPS (Sistema de Posicionamento Global), que nos orienta com precisão sobre onde estamos e para onde devemos ir. Abrão, porém, não dispunha de nenhum recurso visível ou previsível. Ele não tinha um mapa, nem sabia o destino final — apenas a voz de DEUS lhe indicando o caminho.  Isso nos ensina que DEUS sabe o que faz, com quem faz e por que faz, mesmo quando não revela o trajeto completo.

O lugar onde habitava Abrão e seus Pais era uma terra idólatra. Contudo, ele creu no Todo-Poderoso, único e soberano, e partiu para o lugar destinado por Ele. 

 

2. A promessa para Abrão    

As promessas feitas a Abrão não alcançariam somente ele, mas incluíam toda a humanidade. O que DEUS prometeu ao patriarca marcaria a sua história e a de seus descendentes até os dias de hoje. O Senhor é fiel e cumpre com o que prometeu, mas no seu tempo. Há um tempo certo para todas as coisas (Ec 3.1-3).

 

3. As bênçãos de DEUS para Abrão   

O texto de Gênesis 12.1-3 nos mostra o chamado do patriarca que deu origem ao povo hebreu e à nação israelita. Quando DEUS chamou Abrão, prometeu abençoá-lo grandemente (Gn 12.2b). Tal verdade nos mostra que servimos a um DEUS abençoador. Ele tem prazer em abençoar os que o amam e nEle colocam a sua confiança e esperança. O Senhor prometeu engrandecer o nome de Abrão (v.2), e, quando ele estava com 99 anos, DEUS mudou o seu nome para Abraão, cujo significado é “PAI de muitas nações”. Seu nome foi engrandecido pelo Eterno de forma que talvez ele nunca imaginou. O exemplo de Abrão mostra que o Todo-Poderoso é quem promove aqueles que o amam, nEle confiam e esperam. No tempo oportuno, DEUS honra os que permanecem fiéis (Tg 4.10).

 

SINÓPSE I - Pela fé, Abrão aceitou o chamado de DEUS e foi para uma terra que ele não conhecia.

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO - A ORIGEM DE ABRÂO

“O relato em Gênesis detalha cem anos da vida de Abraão e move-se rapidamente pelos primeiros setenta e cinco anos de eventos. Em apenas alguns versículos (11.26-31), ficamos sabendo que Abrão era FILHO de Tera, irmão de Harã e Naor, marido da estéril Sarai (mais tarde Sara) e tio de Ló, FILHO de Harã, que morreu em Ur dos Caldeus. O enredo marca cronologicamente eventos significativos na vida de Abraão.” Amplie mais o seu conhecimento, consultando o Dicionário Bíblico Baker, editado pela CPAD, p.20.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

“ABRÃO. Abrão, cujo nome DEUS mais tarde mudou para Abraão, nasceu em uma das fabulosas cidades do mundo antigo, Ur. Nos dias de Abrão, 4.100 anos passados, Ur era o centro de uma rica cultura, uma cidade localizada ao longo do rio Eufrates, que ostentava uma arquitetura monumental, enorme riqueza, moradia confortáveis, música e arte. Em sua terra natal, Abrão ‘servia a outros deuses’ (Js 24.2). No entanto, quando recebeu o chamado de DEUS, Abrão deixou sua civilização e peregrinou para Canaã, onde viveu como nômade em tendas por quase cem anos. Abrão trocou a desvanecente glória deste mundo por um relacionamento pessoal com DEUS [...]. Hoje ele é reverenciado por adeptos de três grandes religiões mundiais: judaísmo, islamismo e cristianismo” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 33).

 

II – A OBEDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS

1. Atendendo o chamado    

Como homem de fé, Abrão atendeu ao chamado divino sem hesitar e partiu para a terra que DEUS ordenou, sem saber onde se localizava, seguindo somente a direção do Senhor. Ele não conhecia o significado de fé, tão bem definido na Bíblia, como conhecemos atualmente. Hoje sabemos a definição bíblica de fé: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). Mesmo sem conhecer essa definição, Abrão agiu com fé em sua decisão. Ele não tinha a menor ideia de como seria sua vida em uma terra totalmente desconhecida. Contudo, creu em DEUS e partiu para o lugar determinado pelo Senhor.

 

2. Um descuido    

Já vimos que Abrão era um homem de fé, porém permitiu que seu sobrinho Ló o acompanhasse na jornada que haveria de empreender. Talvez, Abrão não tenha lembrado de que DEUS havia dito que deveria deixar tudo para trás, não apenas sua terra, mas também a sua parentela. Tempos depois, seu descuido ocasionou alguns problemas com seu sobrinho (Gn 13.8,9). Assim, Abrão saiu da Caldeia, em direção a uma terra escolhida por DEUS. Tenha cuidado, pois, sempre que deixamos de obedecer de forma irrestrita ao Senhor, os problemas surgem.

 

3. A passagem por Harã    

Nem sempre DEUS nos leva diretamente ao propósito que Ele definiu para nós. Antes de chegar a Canaã (nome antigo da Palestina, às margens do Mar Mediterrâneo), Abrão e os que lhe acompanhavam tiveram que passar um tempo em Harã, cidade importante da Mesopotâmia (Gn 11.31). Certamente, DEUS queria forjar seu caráter antes de sua chegada ao seu destino (Dt 8.2).

 

SINÓPSE II - Abrão atendeu com fé ao chamado de DEUS e obedeceu a Ele de forma irrestrita.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

“OBEDIÊNCIA. Um conceito central em ambos os Testamentos para entender a maneira pela qual o povo de DEUS deve responder a Ele. DEUS deseja obediência do seu povo, em contraste com mero serviço da boca para fora (Is 29.13; Mt 15.8; Mc 7.6) ou conformidade com o ritual religioso (Os 6.6; Mq 6.6-8). Quando Saul desobedeceu a DEUS sacrificando alguns dos despojos da sua vitória sobre os amalequitas, o profeta Samuel respondeu: ‘[...] o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros’ (1 Sm 15.22).

No NT, o foco muda da obediência à Lei mosaica para a obediência a JESUS CRISTO. A Grande Comissão contém instruções de JESUS para os seus próprios discípulos fazerem discípulos, ensinando-os a ‘obedecer’ (gr. tēreō) o que CRISTO ordenara (Mt 28.19,20, ARA)” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 362).

 

III – AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO CHEGAR A CANAÃ

1. A dificuldade contra a fome   

Em todos os tempos, todos os que decidem obedecer a DEUS experimentam batalhas, dificuldades e oposições. No entanto, assim como Abrão, podemos com fé enfrentar todas as batalhas que se apresentam em nossa trajetória.

Depois que Abrão chegou a Canaã, deparou-se com um acontecimento frustrante. Diz a Bíblia que: “E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra” (Gn 12.10). Essa é a primeira fome registrada nas Escrituras. Abrão, além de Sarai, viajava com várias pessoas que pertenciam ao seu clã, além de animais, que dependiam de seus cuidados. O problema da fome era tão grave, que Abrão teve que buscar refúgio no Egito (Gn 12.10).

 

2. A dificuldade de ir para o lugar certo    

Havia fome na terra. Então, para onde ir? Qual direção tomar? Diante das dificuldades, sempre a melhor opção é orar. Parece estranho o fato de DEUS tirar Abrão da sua terra e conduzi-lo a um lugar em que havia escassez. No entanto, Abrão estava na direção certa, pois o Todo-Poderoso não erra. Ao que tudo indica, no Egito, terra de idolatria, de tantos deuses estranhos, havia fartura de pão. Sabemos que a terra de Canaã era um lugar frutífero, porém, ocasionalmente, por algumas razões, surgia uma seca severa e com ela a fome. Tempos depois, a história repetiu-se quando os Filhos de Jacó, neto de Abrão, tiveram que ir buscar socorro no Egito, quando José governava (Gn 42.1,2).

 

3. A dificuldade em falar a verdade   

O texto diz que, quando Faraó viu Sarai, com seus 75 anos, mas com uma beleza singular, tomou-a para sua casa: “E viram-na os príncipes de Faraó e gabaram-na diante de Faraó; e foi a mulher tomada para a casa de Faraó. E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, e vacas, e jumentos, e servos, e servas, e jumentas, e camelos” (Gn 12.15,16). Sarai foi tomada por Faraó, mas DEUS impediu que ele tivesse um relacionamento conjugal com ela. O Senhor feriu a Faraó e à sua casa com grande praga por causa de Sarai (Gn 12.17). Então, Faraó perguntou a Abrão: “Por que não me disseste que ela era tua mulher?” (Gn 12.18). Abrão mentiu a respeito de Sarai porque teve medo de que os egípcios o matassem quando soubessem que era sua esposa. Contudo, o Senhor com sua graça livrou-o e a sua esposa dessa situação tão difícil. 

 

SINÓPSE III - Abrão enfrentou lutas ao chegar a Canaã, mas sua fé em DEUS fez com que vencesse os obstáculos.

 

CONCLUSÃO

Como vimos, Abrão foi um homem escolhido por DEUS para uma missão importantíssima: abençoar em CRISTO todas as famílias da Terra. Diante da sua obediência e fé em cumprir sua missão, recebeu da parte de DEUS promessas extraordinárias. Essas promessas se estenderiam aos seus descendentes, para que o plano divino de salvação para toda a humanidade viesse a se cumprir. Como homem de fé, Abrão também falhou, mas pela misericórdia divina, foi restaurado, e tornou-se um dos personagens mais destacados e importantes na história bíblica.

 

REVISANDO O CONTEÚDO

1. De acordo com a lição, o que exigiu o chamado de Abrão?

Exigiu fé e obediência irrestrita.

2. Quais são as bênçãos prometidas a Abrão segundo Gênesis 12.1-3?

DEUS prometeu abençoá-lo grandemente (Gn 12.2b), engrandecer o nome de Abrão (v. 2): e “e abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem [...]” (Gn 12.3).

3. Segundo a lição, qual o significado do nome Abraão?

 “PAI de muitas nações”.

4. O que aprendemos com a chamada de Abrão?

Aprendemos com a chamada de Abrão que, durante a nossa jornada nesta terra, precisamos abandonar algumas práticas que não são mais compatíveis com a fé em DEUS.

5. O que Abrão encontrou ao chegar a Canaã? Para onde ele se dirigiu?

Ele encontrou fome. Abrão foi para o Egito.