quarta-feira, 20 de março de 2019

Escrita Lição 12, Vivendo em Constante Vigilância, 4 Partes, 1Tr19, Pr. Henrique, EBD NA TV

Lição 12, Vivendo em Constante Vigilância
1º Trimestre de 2019 - Batalha Espiritual: O povo de DEUS e a guerra contra as potestades do mal. - Comentário: Esequias Soares
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454. - henriquelhas@hotmail.com
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http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao4-ftc-1tr16-esteja-alerta-e-vigilante-jesus-voltara.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao10-vidasanta-avindadejesuseavigilanciadocrente.htm
 
Ajuda em Vídeos em: https://www.youtube.com/watch?v=XcSQ_50Sr9c
 
https://www.youtube.com/playlist?list=PL9TsOz8buX1-h7PtYGQ5MDvbEiJ-IkpTY
 
 
TEXTO ÁUREO
“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos.” (1 Co 16.13)

VERDADE PRÁTICA
A vigilância na fé cristã significa permanecer acordado quanto à vinda de CRISTO, atento no zelo de não se afastar de JESUS e perseverar na cautela contra os falsos profetas.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Lc 12.37 Bem-aventurados os crentes vigilantes na vinda do JESUS
Terça – At 20.31 A vigilância diz respeito também contra os falsos profetas
Quarta – Cl 4.2 A vigilância deve estar acompanhada de oração
Quinta – 1 Ts 5.6,10 A vigilância escatológica é ensinada pelo apóstolo Paulo
Sexta – 1 Pe 5.8 A vigilância contra a sedição de Satanás deve ser constante
Sábado – Ap 3.2,3 A exortação à vigilância aparece no último livro da Bíblia
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE -  Mateus 26.36-41
36 - Então, chegou JESUS com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar.
37 - E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.
38 - Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
39 - E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.
40 - E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo?
41 - Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
OBJETIVO GERAL
Ressaltar a importância da vigilância para a vida cristã, pois a Segunda Vinda do Senhor está próxima.OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Explicar o conceito de vigilância no contexto bíblico;
Apresentar detalhes da oração de JESUS no Getsêmani;
Destacar a vigilância como um aspecto fundamental no exercício da fé cristã.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A lição desta semana destaca a importância da vigilância no que diz respeito ao exercício da fé cristã. Estamos vivendo os dias que antecedem o retorno de nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO e, por esse motivo, os crentes devem estar em constante vigilância para que não sejam persuadidos a viverem o evangelho de forma negligente. Poucos dias antes da sua crucificação, durante a preleção do sermão profético, JESUS alertou seus discípulos acerca do avanço da imoralidade e que a corrupção seriam alguns dos sinais que precederiam a sua Vinda. Essa palavra está se cumprindo em nossos dias e a igreja deve estar vigilante para manter a fidelidade ao Senhor JESUS. O Mestre advertiu também a respeito da vigilância seguida da oração para que seus discípulos não entrassem em tentação. O crente enfrenta cotidianamente uma batalha entre o espírito e a carne. É imprescindível atentar para o fortalecimento da vida espiritual e comunhão com o Senhor para que as fraquezas da natureza humana não sobreponham a vontade de servir ao Senhor com alegria e santidade.
PONTO CENTRAL - A exortação à vigilância é a ideia central do sermão profético, pois não sabemos o dia nem a hora da Vinda de nosso Senhor.
 
 
 
Resumo da Lição 12, Vivendo em Constante Vigilância
I – O SIGNIFICADO DE VIGILÂNCIA
1. Vigiar, estar alerta.
2. Vigiar, guardar, cuidar.
3. Vigiar, ser sóbrio.
II – JESUS NO GETSÊMANI
1. Getsêmani.
2. A angústia de JESUS.
3. O cálice.
III – EXORTAÇÃO À VIGILÂNCIA
1. No contexto escatológico.
2. Na vida cristã.
3. “Vigiai e orai” (v.41a).
4. O espírito e a carne (v.41b).
 

SÍNTESE DO TÓPICO I - A vigilância é o ato de estarmos atentos em todos os aspectos da vida cristã.
SÍNTESE DO TÓPICO II - A angústia de JESUS no Getsêmani expressava que a aproximação de sua hora de ser submerso na maldição, tornando-se pecado por nós, pecadores.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Os acontecimentos dos últimos dias nos mostram o cumprimento das profecias bíblicas, razão pela qual, devemos estar vigilantes, pois a Vinda do Senhor está próxima.
 
 
 
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Resumo rápido do Pr.Henrique
I – O SIGNIFICADO DE VIGILÂNCIA
Mateus 26.36-41
36 - Então, chegou JESUS com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. 37 - E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. 38 - Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. 39 - E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. 40 - E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo? 41 - Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
 
ORAR - (Strong Português) -  προσευχομαι proseuchomai
1) oferecer orações, orar
Dialogar (conversar) com DEUS.
Apresentar a DEUS nossas supostas razões. (Apresentai a vossa demanda, diz o Senhor; trazei as vossas firmes razões, diz o Rei de Jacó -Isaías 41:2).
 
 Entristecr-se - (Strong Português) - λυπεω lupeo
1) tornar triste
2) afetar com tristeza, causar aflição, magoar
3) afligir, ofender
4) tornar alguém preocupado, fazê-lo receoso
 
 
Alma - ψυχη psuche
O lugar dos sentimentos, desejos, afeições, aversões (nosso coração, alma etc.) 
 a alma (humana) na medida em que é constituída por Deus; pelo uso correto da ajuda oferecida por Deus, pode alcançar seu ego, seu mais alto fim e eterna e segura bem-aventurança. A alma considerada como um ser moral designado para vida eterna 
 a alma como uma essência que difere do corpo e não é dissolvida pela morte (distinta de outras partes do corpo)
 
 Triste - (Strong Português) -  περιλυπος perilupos
1) muito triste, excessivamente pesaroso
2) dominado com pesar a ponto de a tristeza causar a própria morte
 
 Morte - (Strong Português) -  θανατος thanatos
1) a morte do corpo 
1a) aquela separação (seja natural ou violenta) da alma e do corpo pela qual a vida na terra termina 
1b) com a idéia implícita de miséria futura no inferno 
1b1) o poder da morte 
1c) como o mundo inferior, a habitação dos mortos era concebida como sendo muito escura, equivalente à região da mais densa treva, i.e., figuradamente, uma região envolvida em trevas de ignorância e pecado
2) metáf., a perda daquela única vida digna do nome, 
2a) a miséria da alma que se origina do pecado, que começa na terra, mas continua e aumenta, depois da morte do corpo, no inferno
3) o estado miserável do ímpio no inferno
4) no sentido mais amplo, a morte, incluindo toda as misérias que se originam do pecado, e inclui a morte física como a perda de um vida consagrada a Deus e abênçoada por ele na terra, é seguida pela desdita no inferno
 
Vigiai - (Strong Português) -  γρηγορεω gregoreuo
1) assitir
2) metáf. dar estrita atenção a, ser cauteloso, ativo 
2a) tomar cuidado para que, por causa de negligência e indolência, nenhuma calamidade destrutiva repentinamente surpreenda alguém.
 
  
 Dormindo - (Strong Português) -  καθευδω katheudo
1) cair no sono
2) dormir 
2a) dormir normalmente 
2b) eufemisticamente, estar morto 
2c) metáf. 
2c1) cair em preguiça e pecado 
2c2) ser indiferente à própria salvação.
 
 Hora (Strong Português) -  ωρα hora
qualquer tempo definido, momento.
 
 Tentação - (Strong Português) -  πειρασμος peirasmos
experimento, tentativa, teste, prova 
da tentação pela qual o diabo procurou desviar Jesus, o Messias, de sua divina jornada 
 da condição das coisas, ou um estado mental, pelo qual somos seduzidos ao pecado, ou a um desvio da fé e santidade 
 Pronto - (Strong Português) - προθυμος prothumos
prontidão, voluntariedade.
 
 Carne - (Strong Português) -  σαρξ sarx
 a carne, denotando simplesmente a natureza humana, a natureza terrena dos seres humanos separada da influência divina, e por esta razão inclinada ao pecado e oposta a Deus.

1. Vigiar, estar alerta.
Com os avisos que JESUS deu da proximidade de sua moirte os disípulos jamais poderiam deixar de orar para ficarem o tempo todo dormindo.
2. Vigiar, guardar, cuidar.
Deveriam estar orando, jejuando, incentivando e apoiando JESUS. Cuidando de JESUS. O melhor apoio nesta hora deveria ser orar junto com Ele.
3. Vigiar, ser sóbrio.
Eles passaria,m por uma prova de fogo em breva. Seriam tentados a deixar tudo e voltar para seus ofícios anteriores. Passariam por perseguições. Deveriam entrar em oração para poderem vencer.
 
II – JESUS NO GETSÊMANI
Antes de estar noGetsêmani JESUS ceiou com os discípulos onde pegou nossos pecados sobre Ele. A refeição de Aliança foi ali naquele canáculo realizada. JESUS, ao ceiar com os discípulos (representando a humanidade caída e escrava do pecado), celebrou a última páscoa e inaugurou a primeira Santa Ceia onde uma Nova Aliança se iniciava, agora não com sangue de bodes e ovelas, mas no sangue do cordeiro de DEUS que titra o pecado do mundo. Sabemos que um dos itens de uma alaiança era a ceia ou refeição da Aliança, onde a vida de um cabeça de Aliança passava para o outro e a do outro passava para este. O que comemos vai para ao sangue e sangue é vida. Significa: Minha vida se torna tua e tua vida se torna minha. JESUS ali na ceia pegou sobre Ele nossos pecados, doenças, enfermidades e maldições (tudo o que nos era contrário).

1. Getsêmani.
Getsêmani  - (Strong Português)- γεθσημανι Gethsemane
de origem aramaica,  גת שמני; n pr loc
Getsêmani = “lagar de azeite”
nome de um lugar ao pé do Monte das Oliveiras, do outro lado do vale de Cedrom.
Local escolhido por JESUS para orar antes de se entregar para morrer por nós na cruz. Últimos momentos de comunhão com seus discípulos, a igreja futura. Amou-os até o fim. Só o filho da perdição se perdeu - Judas, que amou mais a Mamom do que a DEUS.
 
2. A angústia de JESUS.
Angustiar-se - (Strong Português) -  αδημονεω ademoneo
estar ansioso, em grande aflição ou angústia, deprimido
A Tristeza de JESUS era pea futura falta de comunhão com o PAI, na cruz. O juízo de DEUS devia vir sobre o pecado. Ele deveria ir ao inferno em nosso lugar. Ele morreria três mortes - física, da alma e do espírito - como todos nós.
 
3. O cálice.
Cálice - (Strong Português) - ποτηριον poterion
1) copo, cálice
2) metáf. porção ou experiência de alguém, seja prazenteira ou adversa.
Designações divinas, sejam favoráveis ou desfavoráveis. Comparável a um cálice que Deus apresenta a alguém para beber: tanto de prosperidade, como de adversidade.
 
lice simbolizava o sofrimento, a dor, o sentir o pecado de todos os seres humanos sobre si mesmo.
 
JESUS tomou a decisão de se doar por nós. Como nunca pecou não poderia morrer. O salário do pecado é a morte (Rm 6:23a). Sua mnorte foi vicária (substituta - Isaías 53 todo). Decidiu morrer por nós em obediência ao PAI .
 
Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. João 10:17
E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Filipenses 2:8
 
 
III – EXORTAÇÃO À VIGILÂNCIA
1. No contexto escatológico.
2. Na vida cristã.
3. “Vigiai e orai” (v.41a).
4. O espírito e a carne (v.41b).
 
 
 
A Necessidade da Morte de Jesus Cristo
A morte de Jesus Cristo tornou-se necessária por cau­sa da santidade, do amor e do propósito de Deus, face ao pecado do homem e ao cumprimento das Escrituras (Hc 1.13; Jo 3.16; 1 Pd 2.25; Lc 24.25-27; Act 2.23). Jesus não morreu acidentalmente, nem como mártir; também não morreu meramente para exercer influênciamoral sobre os homens, nem para manifestar o desprazer de Deus contra o pecado; nem meramente para expressar o amor de Deus pelos homens. A morte de Cristo foi o único recurso da economia divina que satisfazia plenamente os requisitos necessários à redenção do homem caído.
Positivamente considerada, a morte de Cristo:
Foi predeterminada (Act 2.23).
Foi voluntária - por livre escolha, não por compulsão (Jo 10.17,18).
Foi vicária - a favor de outros (1 Pd 3.18).
Foi sacrificial - como holocausto pelo pecado (1 Co 5.7).
Foi propiciatória - cobrindo ou tornando favorável (1 Jo 4.10).
Foi redentora - resgatando por meio de pagamento (Gl 4.4,5).
Foi substitutiva - em lugar de outros (1 Pd 2.24).
Em seu escopo, a morte de Cristo tem duplo aspecto: o universal e o restrito. Assim sendo, entendemos que a morte de Cristo foi:
a) Pelo mundo inteiro (1 Jo 2.2).
b) Por cada indivíduo da raça humana (Hb 2.9).
c) Pelos pecadores, pelos justos e pelos ímpios (Rm 5.6-8).
d) Pela igreja e por todos os crentes (Ef 5.25-27).
O mundo inteiro foi incluído no alcance e providência da morte de Cristo, e até certo ponto compartilha de seus benefícios. Mas essa provisão só se torna plenamente eficaz e redentora no caso daqueles que crêem. Isto é, a morte de Cristo é universal em seu alcance, mas restrita em sua eficácia, uma vez que só aqueles que a aceitam é que serão salvos.

Resultados da Morte de CristoDentre os incontáveis resultados da morte de Cristo, salientam-se os seguintes:
Uma nova oportunidade de reconciliação do homem com Deus (Rm 3.25).
Os homens são atraídos a Ele (Jo 12.32,33).
A propiciação total dos pecados (1 Jo 1.9).
A remoção do pecado do mundo (Jo 1.29).
A potencial anulação do poder do pecado (Hb 9.26).
A redenção da maldição da lei é assegurada (Gl 3.13).
Remoção da barreira entre judeus e gentios (Ef 2.14-16).
É anulada a distância entre o crente e Deus (Ef 2.13).
Garantia do perdão de pecados (Ef 1.7).
A derrota dos poderes e principados (Cl 2.14,15).
 
 
Lição 4, Esteja Alerta e Vigilante, JESUS voltará
1º trimestre de 2016 - O Final de Todas as Coisas - Esperança e Glória Para os Salvos
Comentarista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
AQUI VOCÊ VÊ PONTOS DIFÍCEIS DA LIÇÃO - POLÊMICOS
Veja http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao13-vidasanta-aguardandoavindadejesus.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao10-vidasanta-avindadejesuseavigilanciadocrente.htm
 
TEXTO ÁUREO
“Porque, como o relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim será também o Filho do Homem no seu dia.” (Lc 17.24)
VERDADE PRÁTICAA volta de JESUS será tão repentina que não haverá chance para arrependimento e preparo de última hora.
  
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 17.24-30
24 - porque, como o relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim será também o Filho do Homem no seu dia. 25 - Mas primeiro convém que ele padeça muito e seja reprovado por esta geração. 26 - E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem. 27 - Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e consumiu a todos. 28 - Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam. 29 - Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, consumindo a todos. 30 - Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar.
 
Lucas - Série Cultura Bíblica - Leon L. Morris
26,27. Até que venha o Filho do homem, a vida continuará normalmente.
Tudo será como nos dias de Noé. Os contemporâneos de Noé eram homens pecaminosos, mas não é isto que JESUS ressalta. Nada há de pecaminoso nas atividades que Ele alista; são o conteúdo da vida humana comum. Mas é exatamente esta a lição. Aqueles homens da antiguidade estavam tão ocupados com os negócios normais da vida que não prestaram atenção alguma a Noé. O resultado é que foram surpreendidos pela destruição que poderiam ter evitado.
28, 29. Uma advertência semelhante é tirada da experiência de Ló.
Nos dias dele, também, as pessoas prosseguiam nos negócios da vida e não prestaram atenção ao exemplo e ao ensino dele. Mas o fato de desconsiderarem o homem de DEUS não lhes trouxe isenção do julgamento de DEUS. Certo dia, DEUS tirou Ló da cidade, e naquele dia Sodoma foi destruída. T. W. Manson nos relembra que nem Noé nem Ló eram um “modelo de perfeição em virtudes” Mas “os dois reconheciam que a catástrofe forçosamente viria, e os dois buscavam os meios de salvar-se. A mensagem cristã não é para aqueles que pensam que merecem um destino melhor do que seu próximo, mas, sim, para aqueles que, no meio da indiferença e complacência universais, reconhecem que a situação é desesperadora, e perguntam: “O que devo fazer para ser salvo? ”
30. JESUS aplica estes fatos ao dia em que o Filho do homem se manifestar. As pessoas serão condenadas, não por serem pecadoras acima de todos os pecadores, mas porque têm sido egocêntricas. Homens como estes são tão ocupados nos seus próprios interesses, nos negócios comuns da vida, que não tem tempo e atenção sobrando para levar a sério as advertências que lhes advém da parte de DEUS.
Lucas - Série Cultura Bíblica - Leon L. Morris
 
Resumo da Lição 4, Esteja Alerta e Vigilante, JESUS voltará
I - A VINDA DE JESUS SERÁ REPENTINA
1. Como um relâmpago.
2. Como um ladrão.
II - COMO FOI NOS DIAS DE NOÉ
1.Comiam e bebiam (Lc 17.27).
2. "Casavam e davam-se em casamento" (Lc 17.27).
III - A CORRUPÇÃO GERAL NA TERRA
1. Toda a terra estava corrompida e violenta.
2. O juízo de DEUS sobre a corrupção geral.
IV – COMO FOI NOS DIAS DE LÓ
1. Dias de intensa corrupção.
2. A corrupção mundial.
3. A destruição da família.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - A vinda de JESUS será repentina. Ele virá como um relâmpago.
SÍNTESE DO TÓPICO II - Como nos dias de Noé as pessoas não estavam apercebidas, assim será na vinda do Filho do Homem
SÍNTESE DO TÓPICO III - Toda a Terra encontra-se corrompida pelo pecado.
PARA REFLETIR - A respeito da Escatologia Bíblica, responda: 
Segundo a lição, o que precisamos para não sermos enganados?
Precisamos ter discernimento para não sermos enganados, pois vivemos tempos difíceis, onde muitos estão pregando um pseudo-evangelho. 
Como podemos nos proteger espiritualmente?
Lendo, meditando e obedecendo à Palavra de DEUS, orando, buscando a santificação e participando da comunhão com os santos.
O que JESUS desejou mostrar ao se referir aos tempos de Noé?
Ao se referir aos tempos de Noé, JESUS estava mostrando que no dia da sua vinda a vida transcorrerá normalmente, sem qualquer aviso prévio. 
A corrupção moral e a violência são sinais da volta de JESUS?
Certamente a violência e a corrupção moral são sinais da volta de JESUS.
Onde estava o coração da mulher de Ló?
O coração da mulher de Ló estava na sua cidade, em seus bens materiais. 
 
CONSULTE A Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 65, p38.
Comentários de vários autores com alguma modificações do Ev. Luiz Henrique
Pontos difíceis e polêmicos discutidos durante a semana em nossos grupos de discussão no WhatsApp
 
 
APOCALIPSE – ESCATOLOGIA – EVENTOS FINAIS
ARREBATAMENTO (ANTES DA GRANDE TRIBULAÇÃO)
ESPÍRITO SANTO RETIRADO COM A NOIVA (DESTINO – NOVA JERUSALÉM)
TRIBUNAL DE CRISTO
(NOVA JERUSALÉM)
BODAS DO CORDEIRO
(NOVA JERUSALÉM)
SATANÁS ASSUME GOVERNO DA TERRA
(GRANDE TRIBULAÇÃO – 7 ANOS)
7 ANOS DE GOVERNO DE SATANÁS – ANTICRISTO (BESTA DO MAR), FALSO PROFETA (BESTA DA TERRA) E DRAGÃO (3,5 ANOS PAZ FALSA E 3,5 ANOS DE GUERRAS E JUÍZOS DE DEUS)
3,5 ANOS DE ENGANO – ANTICRISTO E FALSO PROFETA (CONSTRUÇÃO DO TEMPLO, PRIMEIRA GUERRA DE MAGOGUE CONTRA ISRAEL) – 144 MIL
ANTICRISTO DESCOBERTO 3,5 ANOS DE GUERRAS E JUÍZOS DE DEUS SOBRE ISRAEL. MARCA DA BESTA.  DUAS TESTEMUNHAS -
SELOS – TROMBETAS - TAÇAS E BATALHA DO ARMAGEDOM – MAGOGUE.
VINDA DE JESUS EM GLÓRIA - DERROTA DE SATANÁS E SEUS EXÉRCITOS -
ARREBATAMENTO DOS DEGOLADOS (SALVOS DURANE A GRANDE TRIBULAÇÃO)
ANTICRISTO E FALSO PROFETA LANÇADOS NO LAGO DE FOGO - SATANÁS PRESO POR MIL ANOS
JUÍZO DE BODES E OVELHAS.
BODES FICAM PARA MILÊNIO. BODES MORTOS E VÃO PARA O INFERNO.
MILÊNIO (IGREJA NO CÉU, NA NOVA JERUSALÉM, SUA CASA)
JESUS GOVERNA SOBRE ISRAEL E DEMAIS NAÇÕES
RESTAURAÇÃO DA TERRA E TRILHÕES DE PESSOAS NA TERRA (PAZ, PROSPERIDADE, LONGEVIDADE, MULTIPLICAÇÃO)
SATANÁS SOLTO – GUERRA CONTRA CRISTO – MAGOGUE -  VENCIDO SATANÁS LANÇADO NO LAGO DE FOGO E ENXOFRE – APOIADORES DE SATANÁS - INFERNO
ARREBATAMENTO DE TODOS – RESSURREIÇÃO FINAL (UNS PARA VIDA ETERNA E OUTROS PARA PERDIÇÃO ETERNA)
VIVOS DO MILÊNIO E MORTOS EM TODAS AS ÉPOCAS (INFERNO E MORTE)
TRONO BRANCO (SALVOS E PERDIDOS) – JUÍZO FINAL SÓ PARA ÍMPIOS DE TODAS AS ÉPOCAS
SALVOS PARA NOVA TERRA E NOVOS CÉUS COM IGREJA NA NOVA JERUSALÉM E DEUS MORANDO LÁ (ETERNIDADE COM DEUS).
ÍMPIOS LANÇADOS NO LAGO DE FOGO E ENXOFRE (ETERNIDADE SEM DEUS).
 
 
RESUMO RÁPIDO - Ev. Luiz Henrique
I - A VINDA DE JESUS SERÁ REPENTINA
1. Como um relâmpago.
2. Como um ladrão. 
1. Como um relâmpago.
O problema aí é só o título que pode confundir O título deveria ser - Falsos Cristos, pois fala disto. Relâmpago é citado por JESUS se referindo à sua vinda na segunda fase onde todo o olho o verá.
Aqui o assunto é a proliferação de falsos Cristos, como já assistimos em nossos dias.
POLIGÂMICO - VISSARION (SIBÉRIA, RÚSSIA), MODERNINHO - DAVID SHAPLER (INGLATERRA), JESUS MÚLTIPLO - ERNEST L. NORMAN (CALIFÓRNIA, EUA), JESUS RASTAFÁRI - HAILÉ SELASSIÉ 1º (ETIÓPIA E JAMAICA), BRASILEIRO - INRI CRISTO ("NOVA JERUSALÉM" (BRASÍLIA), BRASIL), JESUS SUICIDA - JIM JONES (JONESTOWN, GUIANA), JESUS VENENOSO - SHOKO ASAHARA (TÓQUIO, JAPÃO), E.T. - MARSHALL APPLEWHITE (SANTA FÉ, EUA), ENCARCERADO - MICHEL TRAVESSER (NOVO MÉXICO, EUA), ANTICRISTO - JOSÉ LUIS DE JESUS MIRANDA (MIAMI, EUA).
"Então, se alguém vos disser: Eis aqui o CRISTO! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto! Não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa! Não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem." (Mateus 24:23-27). É espantoso a quantidade de pessoas que esses enganadores conseguem manipular. Como já disse o relâmpago deveria ser usado só para a vinda de JESUS na segunda fase, seria melhor. Nós só vamos falar disso na Lição 9 - A Vinda de JESUS em Glória.
2. Como um ladrão.
Vem como um ladrão - Não quer dizer que JESUS vem roubar (ELE não é ladrão), mesmo porque já somos Dele. Como ladrão é porque vem sem dia e sem hora marcada. De surpresa para quem não o espera, mas para nós que somos salvos e estamos em comunhão com o ESPÍRITO SANTO, vivendo em santidade e vigilantes será uma hora esperada, aguardada, amada.
II - COMO FOI NOS DIAS DE NOÉ
1.Comiam e bebiam (Lc 17.27).
2. "Casavam e davam-se em casamento" (Lc 17.27). 
1.Comiam e bebiam (Lc 17.27).
Comer e beber não é pecado, mas comer exageradamente é pecado - Glutonaria. Beber bebida alcoólica ou mesmo suco de uva em excesso sabendo que embriaga é pecado.
Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância; 1 Timóteo 3:8
Não é apenas estar ocupado comendo e bebendo, mas também estar desatento e no pecado.
Dois problemas - ocupado não percebendo os sinais da volta de CRISTO e em situação de pecado. 
2. "Casavam e davam-se em casamento" (Lc 17.27).
Casar é coisa boa - é de DEUS – Dar-se em casamento, ou seja, aceitar se casar com alguém do sexo oposto é bom. O problema é quando se casa já estando casado com outra pessoa, isso é adultério.  Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido, adultera também. Lucas 16:18-  O problema é se casar com pessoa do mesmo sexo - Isso é bestialidade, abominação. Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é; Levítico 18:22; - Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de DEUS. 1 Coríntios 6:10.
 
 
 
III - A CORRUPÇÃO GERAL NA TERRA
1. Toda a terra estava corrompida e violenta.
2. O juízo de DEUS sobre a corrupção geral. 
1. Toda a terra estava corrompida e violenta.
Corrupção - tem sido a marca de nossa geração – nunca se viu tanta, ou pelo menos nunca se soube de tanta corrupção como em nossos dias.
A corrupção da lição é o que nos corrompe, o que nos prende à terra, o que pode nos impedir de estarmos prontos para o arrebatamento.
Somos corrompidos pelo que para não sermos arrebatados? Essa é a questão.
Cantores e outros crentes mais, dividindo o mesmo palco com cantores mundanos, isso é forma de corrupção. Grana e Fama envolvidos ai.
A corrupção da lição é o que nos corrompe, o que nos prende à terra, o que pode nos impedir de estarmos prontos para o arrebatamento.
Amor ao dinheiro por exemplo. Viver na prática do aceitar suborno e subornar.
Adultério, prostituição, roubo, homossexualidade, lesbianismo, viciado em pornografia na internet, etc...
Embora a corrupção na lição não seja esta da mídia de hoje (dos políticos, líderes das igrejas, comerciantes, até a gorjeta do guarda de trânsito), podemos até nos lembrar da corrupção geral dos políticos brasileiros, inclusive e principalmente dos políticos evangélicos.
Violência – tem começado dentro dos lares, filhos matando pais, maridos matando esposas. Com a multiplicação dos carros e motos, nunca se teve tantas mortes no trânsito como vemos em nossos dias. Assaltos são constantes na vida de qualquer cidadão hoje em dia, as pessoas honestas vivem presas em suas casas e os ladrões soltos pelas ruas. Estupros, pedofilia, e por incrível que pareça a diversão maior de jovens passou a ser assistir lutas de UFC MMA onde duas pessoas se machucam brutalmente sangrando por toda parte. Infelizmente crentes têm dado muito valor a essas coisas.
Nós temos que mudar essa situação, temos que parar de corromper as pessoas e de sermos corrompidos por elas, temos de parar de valorizar a violência. O mundo precisa conhecer a paz e o amor de DEUS.
Imagine, o Brasil tem 10% dos homicídios do mundo. É no mínimo absurdo. oremos mais, evangelizemos mais. 
2. O juízo de DEUS sobre a corrupção geral.
DEUS resolveu destruir toda a humanidade através do dilúvio (Gn 6.5-7).
Certamente o segundo maior Juízo de DEUS sobre a Terra será a Grande Tribulação que virá sobre aqueles que se esquecem de DEUS. na primeira parte da grande Tribulação será o juízo da falta do ESPÍRITO SANTO na Terra, presente somente nas duas testemunhas e nos 144 mil judeus. (Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado; 2 Tessalonicenses2:7).
Será fácil para o anticristo enganar as nações, ele se fará passar pelo próprio CRISTO. fará sinais e prodígios. Será ferido de chaga mortal e reviverá, fará até fogo descer do céu. Ainda bem que nós não passaremos por esta época por aqui, já estaremos no céu com o Senhor! Glória a DEUS! Então p juízo de DEUS está próximo para esta geração corrompida e perversa. Não se misture a ela. Vigie, sintifique-se.
Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de DEUS. Salmos 9:17 
IV – COMO FOI NOS DIAS DE LÓ
1. Dias de intensa corrupção.
2. A corrupção mundial.
3. A destruição da família. 
1. Dias de intensa corrupção.
"Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam" (Lc 17.28).
Isso significa que nos dias de Ló estavam muito ocupados para perceberem que o pecado já se tornara exageradamente perigoso para eles. Se esqueceram de que o planeta não é de tolos pecadores, mas de um DEUS santo e poderoso que não tolera que o desafiem. Comiam, mas com glutonaria; Bebiam, mas se embriagavam; Compravam, mas muitas de suas mercadorias eram roubadas de outros ou contrabandeadas (para atualizar com nossos dias); Vendiam, mas superfaturadas ou sem recolher os devidos impostos (para atualizar com nossos dias); Plantavam, mas com sementes modificadas geneticamente, ou plantavam drogas como a maconha, o fumo, ou a coca (para atualizar com nossos dias); edificavam, mas com material inadequado e financiamentos fraudulentos (para atualizar com nossos dias).
O pecado estava sempre por detrás de seus empreendimentos. Estavam sem vigiar e na prática do pecado.
2. A corrupção mundial.
Estados Unidos, uma nação onde a maioria das pessoas se diz cristã, aprovou o "casamento gay". Este país é hoje anfitrião da maior igreja de Satanás do mundo, é responsável pela distribuição da maior quantidade de drogas do planeta, maior distribuição de filmes pornográficos, de violência e responsável pela maior venda de armas do mundo. Se tornou uma nação íntima de Satanás. Se gastasse com ajuda humanitária um, terço do gasta com viagens espaciais, a fome do mundo seria erradicada.
O Brasil hoje sente falta do dinheiro enviado a grupos terroristas, do dinheiro aplicado em países comunistas e no dinheiro gasto erradamente em investimentos num produto controlado pelos árabe e americanos, o petróleo (mais barato importar do que produzir, já que a corrupção neste setor está todo ocupado por corruptos profissionais que roubam o Brasil).
O Brasil é o maior país católico do  mundo, onde a idolatria, a feitiçaria, o espiritismo são elogiados pelo mundo. O turismo sexual no Brasil é conhecido no mundo e a pedofilia é explorada por marginais em todo país.
Enquanto a igreja brasileira perde tempo com a mídia e em roubar fiéis uns dos outros, milhões de vidas são ceifadas por Satanás.
Até quando SENHOR suportarás essa situação? 
3. A destruição da família.
No Brasil, temos visto vários projetos cujo objetivo é dar fim ao modelo bíblico, cristão de família.
Agora querem tornar a prostituição uma profissão. Isso é provocar a ira de DEUS sobre nossa nação, mas vem a eleição ai e ainda tem crente que vai votar nesse partido maligno. Querem também colocar ensino sexual para crianças ensinando pedofilia, ensinando que ninguém nasce nem homem e nem mulher, pode escolher depois o que vai ser. Ô partido de Satanás.
Pode ser nossa família por exemplo - Para agradar a família podemos estar na praia Domingo pela manhã na hora da EBD. Num Sítio, Ou mesmo passarmos a noite em filmes junto com a família e dormirmos até tarde no Domingo e não irmos para a EBD. Esse é um exemplo bom.
A explicação para o recorde de divórcios registrados no país também está no Direito: desde julho do ano passado, uma mudança na legislação facilitou o acesso ao divórcio, acabando com o instituto da separação, com os altos preços de alguns processos e com os prazos longos. “Hoje é mais barato, rápido e acessível”
 
 
Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea - Dicionário Bíblico Wycliffe
VIGIAR, OBSERVAR, PRESTAR ATENÇÃO - Cinco palavras são assim traduzidas no AT, das quais shamar talvez seja a mais comum. Cinco também são assim traduzidas no NT, sendo gregoreo a mais utilizada delas. Este verbo significa ficar acordado, alerta, dar total atenção, para evitar que por negligência ou indolência algumas calamidades destrutivas atinjam a vida de alguém (Mt 24.42; 25.13; Ap 16.15), ou ainda para evitar que alguém negue ou abandone a CRISTO (Mt 26.41) ou caia em pecado (1 Ts 5.6; 1 Co 16.13; !Pe5.8;Ap3.2ss.).
Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea - Dicionário Bíblico Wycliffe
 
COMENTÁRIO WIERSBE ÚNICO VOLUME - NOVO TESTAMENTO - CPAD
"Vigiai" (Mt 24:42; 25:13). Isso não significa ficar em pé no alto de uma montanha olhando para o céu (At 1:9-11), mas sim estar desperto e atento (Mt 26:38-41). 
 
"Vigiar" significa permanecer alerta, em sua melhor postura, desperto. Por que devemos permanecer alertas? Porque ninguém sabe quando JESUS CRISTO voltara. Quando estava aqui na Terra em forma humana, JESUS não sabia o dia nem a hora de sua volta.
Nem mesmo os anjos sabem. O mundo incrédulo zomba de nós, pois continuamos apegados a essa "esperança abençoada", mas ele voltara conforme prometeu (2 Pe 3).
Cabe a cada um permanecer fiel e ocupado, sem especular nem discutir detalhes ocultos da profecia.
A vigilância não tem qualquer relação com a garantia de um lugar no céu. E puramente uma questão de agradar a DEUS, dando ouvidos ao que ele recomendou com amor e de receber sua recompensa (Mt 25:14-30). Essa passagem não sugere, de maneira alguma, que, quando JESUS voltar, levará apenas os fiéis para o céu e deixara os cristãos menos atentos aqui na Terra para sofrer na tribulação. A família de DEUS é uma só, e ele está preparando um lar para todos os seus filhos, até para os mais indignos (Jo 14:1-6). Vamos para o céu por causa da graça de DEUS, não por causa de nossa fidelidade ou de nossas boas obras (Ef 2:8-10).
Os cristãos que leram o Evangelho de Marcos sofreram, posteriormente, a perseguição terrível de Roma (1 Pe 4:12ss), e essa mensagem em particular deve ter lhes dado consolo e forças. Afinal, se DEUS ajudará seu povo a testemunhar durante a Grande Tribulação, que será a pior de todas as perseguições, certamente fortaleceria os santos no império romano em meio ao "fogo ardente" de sua provação. Os cristãos de hoje não passarão pelos sofrimentos terríveis descritos neste capitulo, mas, ainda assim, temos nossa parcela de perseguições e de tribulações a enfrentar neste mundo antes que o Senhor volte (Jo 16:33; At 14:22). Assim, as admoestações da mensagem de Marcos 13 podem ser aplicadas a nossa vida: "Vede que ninguém vos engane" (Mc 13:5, 23); "Estai vós de sobreaviso [...] não vos preocupeis" (Mc 13:9); "Estai de sobreaviso, vigiai e orai" (Mc 13:33).
"O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!" (Mc 13:37).
COMENTÁRIO WIERSBE ÚNICO VOLUME - NOVO TESTAMENTO - CPAD
 
O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO - BEP - CPAD
 1Jo 2.15,16 "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo."
A palavra "mundo" (gr. kosmos) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de DEUS. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao ESPÍRITO de rebelião que nele age contra DEUS, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de CRISTO. Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a DEUS, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra DEUS e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o "mundo" também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas. 
(1) Satanás (ver Mt 4.10) é o DEUS do presente sistema mundano (ver Jo 12.3; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13).
(2) Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a DEUS e ao seu povo (Jo 7.7; 15.18,19; 17.14; Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniquidade do mundo (Jo 7.7). 
(3) O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (ver Jo 12.31); a igreja pertence exclusivamente a DEUS (Ef 5.23,24; Ap 21.2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo.
(4) No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11). (a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm 12.2), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniquidade do mundo (ver Hb 1.9), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4). (b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com DEUS e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a DEUS e que se opõe a Ele (ver Lc 23.35). Note, é claro, que os termos "mundo" e "terra" não são sinônimos; DEUS não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc. 
(5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a DEUS: (a) "A concupiscência da carne", que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14). (b) "A concupiscência dos olhos", que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por DEUS, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28). (c) "A soberba da vida", que significa o ESPÍRITO de arrogância, orgulho e independência autossuficiente, que não reconhece DEUS como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).
(6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (ver Mt 9.11; 2Co 6.14) deve reprovar abertamente o pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para CRISTO (Mc 16.15; Jd 22,23).
(7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de DEUS dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).
(8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por DEUS (Dn 2.34,35, 44; 2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10; Ap 18.2).
 
A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE - BEP - CPAD2Co 6.17,18 "Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso".

O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva: (a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à justiça e à Palavra de DEUS; (b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele. 
(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44 ; Dt 7.3; Ed 9.2 ). O povo de DEUS deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8 ; 24.3 ; 2Cr 36.14 ; Jr 2.5, 13 ; Ez 23.2; Os 7.8 ). 
(2) No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e (a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4;); (b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e (c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9 ; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).
(3) Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de (a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9), (c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e (d) temor de DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).
(4) Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS, (a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1); (b) vivamos inteiramente para DEUS como nosso Senhor e Pai (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e (c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15). 
(5) Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio DEUS nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).
(6) O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16), da sua aceitação pelo Pai (6.17), e de seus direitos de filho (6.18; cf. Rm 8.15,16).
 
A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS
    O reino dos céus será semelhante as dez virgens (v. 1).
    Está parábola tem como material uma cena do casamento oriental, que não sofreu grande alteração com o decurso do tempo. O esposo ou noivo contratado ia à casa da noiva, para dali ser reconduzido em companhia dos amigos, geralmente em número de dez para a ceia nupcial. Dez era o símbolo da perfeição; o número regular de membros de membros da família para a participação da páscoa; condição para organizar-se uma sinagoga, número dos mandamentos do decálogo; o número de amigas no casamento de Booz com Rute. (Rute 4:2).
    Virgens significavam que eram irrepreensíveis, figurando os crentes cuja vida exterior estava sem qualquer mancha. Os que seguem o cordeiro são chamados virgens. (Ap. 14:4).
    Cinco dentre elas eram néscias. (v.2). representam aqueles que vivem, na igreja, professam o nome de CRISTO, porém vivem alienados da palavra de DEUS, vivem de um modo displicente e descompromissados dos valores do reino de DEUS. As prudentes representam aqueles que vivem em harmonia com a palavra de DEUS, que amam e guardam os preceitos do Senhor em seus corações, que vivem a vida cristã em toda a sua plenitude.
    As loucas ao tomarem suas lâmpadas não levaram azeite consigo. (v.3). Lâmpada fala da igreja, quando João teve a visão de CRISTO glorificado, ele o viu entre sete candeeiros de ouro (Ap. 1:12-13). No capítulo 1 verso 20, o próprio CRISTO diz que os candeeiros são as igrejas. O azeite na Bíblia é símbolo do ESPÍRITO SANTO, então nossas lâmpadas precisam se encontrar sempre cheias de azeite. Quando falta azeite do ESPÍRITO SANTO o crente não se exercita na oração, na leitura da bíblia e no trabalho do Senhor. Quando falta o azeite o crente, não exerce vigilância sobre suas afeições, donde procedem as fontes da vida, então a lâmpada corre o risco de se apagar.
    As prudentes, além das lâmpadas levaram azeite nas vasilhas. (v.4). Só se conhece um crente prudente, sensato na ora da provação. É somente na hora do desapontamento imprevisto, da tentação repentina, ou da tristeza inesperada que se revela a profundeza de caráter e quanto a de verdadeira consagração na vida do crente.
    Tardando o noivo, adormeceram (v.5)
    Houve uma demora inesperada, como parece acontecer com a Segunda vinda de CRISTO; e essa demora serviu para revelar a prudência das virgens. O decorrer dos anos descobre em nós o que? Prudência? Insensatez?
    A meia-noite ouviu-se um grito. (v.6), a vinda de CRISTO é possível em qualquer época e não é impossível em nossa época, diz Trench, sendo a incerteza nossa expectativa um motivo para a diligência e santidade. O grito da meia noite, é o grito revelador. É a hora do sono profundo, e por isso menos esperada, é a hora que os homens tem menos esperança e resolvem descansar.
(Lc. 12:20; I Tes. 5:2)
    As néscias disseram as prudentes: Dói-nos da vosso azeite. (v.8)
    No dia da revelação das coisas ocultas, na hora do balanço geral, da prestação de contas, é que as néscias vão com surpresa verificar a falta de azeite, elas também estavam aguardando a chegada do noivo. Tinham as lâmpadas em suas mãos mais faltava o essencial – o azeite. O pedido que as néscias fizeram, não pôde ser atendido.
    Mas as prudentes disseram: não! (v.9), não podemos conceder vossa vida espiritual ao próximo; nem podemos tomar emprestada a graça do irmão. Ide compare Is. 55:1.
    Entraram com ele para as que estavam apercebidas, entraram com eles para as bodas, e fechou-se a porta como se fechou a porta da arca, como se fecharam as portas do templo da cidade de Jerusalém, para a alegria e segurança dos que achavam dentro, e tristeza e exclusão dos que ficaram fora, assim se fechará a porta.
    Chegarão as virgens néscias clamando (v.11)   
    As virgens loucas tentarão buscar azeite de última hora, quando voltarão encontrarão a porta fechada, baterão, clamarão, pedirão que o Senhor abra porém será tarde demais.
    Em verdade vos digo que vos conheço (v.12).
    Muitos dirão naquele dia, Senhor, em teu nome expulsamos demônios, curamos enfermos, ele dirá: Apartai-vos de mim...
 
Sabemos pelas Sagradas Escrituras, que é chegado o momento de CRISTO vir arrebatar a sua Igreja. Não sabemos se virá Ele na primeira vigília, se aparecerá na segunda ou na terceira, ou se haverá de romper os céus aos primeiros clarões da alva. De uma coisa, porém, estejamos certos: JESUS breve virá! Estará você preparado para este dia e hora? 
Muitos serão surpreendidos pela vinda do Senhor. Embriagados pelas ânsias desta vida, teimam em viver como se a vinda de JESUS fosse a mais remota das hipóteses. À semelhança daqueles escarnecedores referidos pelo apóstolo Pedro, perguntam: “Onde está a promessa da sua vinda?” O que tais crentes não sabem é que já estamos em plena era escatológica; vivemos os últimos dias desta dispensação. Estarás tu vigiando, quando JESUS voltar? 
Mateus - Série Cultura Bíblica - R.V.G Tasker
As Dez Virgens (25.1-13; somente em Mateus, mas comparar com Lucas 12.35-37.
Conquanto a primeira palavra do v. 1, Então (lote), seja muitas vezes neste evangelho apenas uma partícula transitiva sem nenhum significado cronológico, parece que aqui deve ser construída com um sentido temporal, sendo a referência ao dia que desempenha papel tão importante na seção anterior. Assim Knox traduz corretamente, ''Quando chegar aquele dia, o reino do céu será semelhante ... " No capítulo 24, a certeza e o caráter subitâneo da parousia, e a suprema necessidade de estarem os discípulos preparados para ela, são salientados com extrema solenidade. A parábola das dez virgens complementa a parábola do servo fiel e do infiel que a antecede imediatamente. Nela se dá mais um quadro da condição em que os discípulos se verão na parousia, se deixarem de preparar-se para ela. O dia da oportunidade, descobrirão eles então, terá passado para sempre; e terá chegado o tempo de efetuar-se rápida e permanente separação entre os que estão prepara os para entrar na vida eterna a eles possibilitada por Aquele a quem aceitaram como o seu Rei, e aqueles que, embora nominalmente sujeitasse a esse Rei, falharam no cumprimento das suas obrigações espii1tuais, por negligencia, falta de previdência, ou irresponsabilidade. A estes o caminho para a festa de casamento, símbolo da alegria do reino do céu, estará permanentemente impedido. Há uma terrível finalidade em torno das palavras, e fechou-se a porta (10).
Esta estreita conexão entre a parábola e o ensino sobre a parousia, no capítulo anterior torna difícil ao leitor divisar a característica precisa dos costumes matrimoniais dos judeus que aqui está sendo empregada com ilustração. No tempo de JESUS, normalmente havia três estágios no processo matrimonial. Primeiro vinha o compromisso, quando era feito um contrato formal entre os respectivos pais da noiva e do noivo. A este seguia-se o noivado, cerimônia feita na casa dos pais da noiva, quando promessas mútuas eram feitas pelas partes contratantes diante de testemunhas, e o noivo dava presentes a sua prometida. O homem e a mulher ficavam unidos um ao outro pela cerimônia de noivado, apesar de ainda não serem de fato marido e mulher; na verdade, tão obrigatório era o noivado que, se o homem morresse durante o período de sua duração, a mulher era considerada viúva; o cancelamento de um noivado não era permitido; se, porém, acontecia tal coisa, era semelhante a um divórcio''! Finalmente, depois do transcurso de cerca de um ano havia o casamento, quando o noivo, acompanhado dos seus amigos, ia buscar a noiva na casa do seu pai e a levava em cortejo para sua casa, onde se fazia a festa de casamento. É bem provável que seja este o cortejo que dez jovens da história retratadas como indo encontrar, quer como damas de honra oficiais são da noiva, quer como criadas do noivo, quer como filhas de amigos e vizinhos, não temos meios de sabê-lo.
Porque a parábola se relaciona com a parousia do Filho do homem o noivo é a figura central. Não se faz menção alguma da noiva, quer o v. 1, quer no chamamento à ação no v. 2, Eis o noivo, quer na chegada da comitiva do casamento, no v. 10. É verdade que as palavras, ''e a noiva'', se acham depois de, o noivo, no v. 1, nas versões da Velha Latina e na Vulgata Latina, no grego bilingue do Codex Bezae, e nas versões siríacas uma forte combinação de testemunhas, mas provavelmente não é esta redação original, e não é seguida nas versões inglesas. As palavras foram acrescentadas mais tarde, parece, para ajustar mais a história aos costumes judaicos de casamento. Por outro lado, alguns eruditos têm argumentado em favor da sua autenticidade baseados em que é razoável supor que elas teriam sido omitidas quando se tornou costumeiro pensar em JESUS como o Noivo celeste e na igreja como sua noiva, à luz de Efésios 5.25. Mas se o propósito primário da parábola era acentuar a importância de estar preparado para a vinda final de JESUS (suposição que tanto o contexto em que se acha a parábola como a sua admoestação no final parecem impelir o leitor a fazer), a menção da noiva teria sido enganosa. Além disso, são as dez virgens da história que representam a igreja à espera do retorno do seu Senhor. A igreja tem em seu seio, como está implícito, os que estão preparados e os que não estão, embora não necessariamente em proporção igual, pois as palavras, cinco dentre elas eram néscias, e cinco prudentes, têm sentido geral, não exato.
O que diferencia as néscias das prudentes é precisamente o fracasso das primeiras em não encararem a possibilidade de que o noivo, o seu Senhor em regresso, possa chegar mais cedo ou mais tarde do que esperam, e que, seja qual for o caso, a vinda será tão repentina que não dará oportunidade para corrigir deficiências descobertas nessa ocasião. A afirmação do v. 5 de que todas as jovens ''ficaram sonolentas e caíram no sono'' (Knox) não é feita a modo de recriminação, mas para pôr em relevo a verdade de que quando elas eventualmente se levantassem, não teriam tempo para nada, exceto para reabastecer as suas lâmpadas. Tampouco poderiam aquelas que tinham em suas vasilhas o óleo disponível e necessário para este fim prestar uma assistência de última hora às que vieram sem ele. A graça salvadora, ensina-se aqui, é uma possessão pessoal intransferível. Quando chegar o dia final da salvação, ninguém poderá livrar o seu irmão. Cada qual será, com respeito a isto, árbitro do seu próprio destino. Esta verdade é sublinhada na réplica das prudentes, quando lhes pedem que repartam o seu suprimento com as néscias. Não! Para que não nos falte a nós e a vós outras. A VR e a VPR tornam esta réplica muito mais polida, mas muito menos decisiva: porventura'' (VPR: ''talvez'') não haverá o bastante para nós e vós''. Mas se se seguir a redação m'epote ou nê arkese. e não a variante ,nepo-te ouk arkesê, a resposta deveria ser, e talvez devesse ser menos polida e mais enfática: ''Nunca! Certamente não haverá o bastante para nós e vós''. Esta recusa intransigente é seguida pela injunção semi-irônica, ide antes aos que o vende, e comprai-o. Como já passava da meia-noite, não admira que não se pudesse fazer a compra a tempo!
A parábola termina com uma ordem para sermos vigilantes e estarmos preparados, e com um arrazoado que ecoa em 24.36. O dia e a hora da parousia continuam desconhecidos. O acréscimo explicativo, em que há de vir o Filho do homem (V A) está ausente das mais antigas autoridades do texto, e deve omitir-se, como o fazem a VR e a RA.
Mateus - Série Cultura Bíblica - R.V.G Tasker
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao13-vemofim-ofimvem-estarastuvigiando,quandojesusvier.htm

Ap 16.15 Aguardemos a vinda do Senhor vigiando
15 Eis que venho como ladrão! Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para não andar nu, e não se veja a sua vergonha.
COMO O LADRÃO DE NOITE. A metáfora sobre o ladrão de noite significa que o tempo do início do Dia do Senhor é incerto e imprevisto. Não há maneira de prever a sua data (ver Mt 24.42-44).
A advertência de CRISTO aos seus discípulos para estarem sempre apercebidos para a sua vinda, por não saberem quando ela se dará, cremos ser uma referência à volta de CRISTO, vindo do céu, para tirar do mundo os santos da Igreja, i.e., o arrebatamento (ver Jo 14.3). (1) JESUS afirma claramente que sua vinda para levar os santos antes da tribulação será numa ocasião inesperada. Ele não somente declara que eles não sabem a hora (v. 42), mas também que Ele voltará à hora em que não pensais (v. 44). Isto indica claramente que haverá surpresa, espanto, e que os fiéis não saberão o momento certo da sua vinda. Assim sendo, para os santos da igreja, JESUS virá num momento inesperado (v. 44). Isto claramente fala de surpresa, pasmo e rapidez nesta específica fase da vinda de CRISTO. Este evento é chamado de primeira fase da segunda vinda de CRISTO. (2) Quanto à vinda de CRISTO com poder e grande glória, para julgar o mundo depois da tribulação (v. 30; Ap 19.11-21), ela será aguardada  e prevista. O cumprimento dos eventos e sinais durante a tribulação suscitará nos santos a certeza e a expectativa da ocasião da volta de CRISTO, ao passo que os santos da igreja dos dias atuais terão surpresa por ocasião do seu arrebatamento (ver 24.44; Jo 14.3). A vinda de CRISTO depois da tribulação é comumente chamada a segunda fase da vinda de CRISTO

1 Ts 3.13  Esperemos a CRISTO em santidade
13 Possa ele vos confirmar os corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso DEUS e Pai, na vinda de nosso Senhor JESUS com todos os seus santos.
IRREPREENSÍVEIS EM SANTIDADE... NA VINDA DE NOSSO SENHOR. Paulo freqüentemente orava pensando na volta de CRISTO (cf. Fp 1.10). Considerava que seria uma tragédia se, na volta do Senhor, alguns da igreja fossem surpreendidos vivendo em pecado ou indiferentes. JESUS salientou esse mesmo interesse (Mt 24.42-51; 25.1-13). À luz da volta de CRISTO, o padrão bíblico é estarmos "irrepreensíveis em santidade". Devemos ser sincera e totalmente dedicados ao Senhor e separados de tudo quanto o ofende. O termo "com todos os seus santos" se refere aos crentes fiéis que já morreram, e que agora estão com o Senhor no céu
 
1 Ts 5.23 Aguardemos a CRISTO vivendo irrepreensivelmente
23 O mesmo DEUS de paz vos santifique completamente. E todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO.
VOS SANTIFIQUE EM TUDO. A oração final de Paulo em favor dos crentes tessalonicenses é que sejam santificados no corpo, na alma e no espírito.
A santificação pode significar uma outra experiência específica e decisiva, à parte da salvação inicial. O crente pode receber de DEUS uma clara revelação da sua santidade, bem como a convicção de que DEUS o está chamando para separar-se ainda mais do pecado e do mundo e a andar ainda mais perto dEle (2Co 6.16-18). Com essa certeza, o crente se apresenta a DEUS como sacrifício vivo e santo e recebe da parte do ESPÍRITO SANTO graça, pureza, poder e vitória para viver uma vida santa e agradável a DEUS (Rm 12.1,2; 6.19-22).

2 Tm 4.8 Na vinda de JESUS receberemos a coroa da justiça
8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
A COROA DA JUSTIÇA. Por ter Paulo permanecido fiel ao seu Senhor e ao evangelho que lhe foi confiado, o ESPÍRITO lhe testificou que a aprovação amorosa de DEUS e a "coroa da justiça" o aguardavam no céu. DEUS tem reservado no céu galardões para todos que conservam a fé com justiça (cf. Mt 19.27-29; 2 Co 5.10).

2 Tm 4.8 Esperemos o Senhor, amando a sua vinda
8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
OS QUE AMAREM A SUA VINDA. Os cristãos do NT anelavam grandemente a volta do Senhor para levá-los daqui, para ficarem com Ele para sempre (ver 1 Ts 4.13-18; cf. Fp 3.20,21; Tt 2.13). Uma marca distintiva dos fiéis de DEUS é que eles se sentem fora do seu lugar, neste mundo, e já daqui eles aguardam o seu lar celestial (cf. Hb 11.13-16)

Tg 5.7 Com paciência, esperemos a vinda do Senhor
7 Sede, pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Vede que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até receber as primeiras e as últimas chuvas.
SEDE... PACIENTES ATÉ A VINDA DO SENHOR. A volta de CRISTO está próxima (v. 8). Ele virá como juiz para castigar os ímpios e recompensar os justos e livrá-los das injustiças que sofreram (v. 9). A paciência é a virtude de suportar a injustiça, o sofrimento, as aflições, etc., confiando a nossa vida na mão de DEUS, tendo fé nEle para corrigir todas as coisas na sua vinda (Dt 32.35; Rm 12.12; Hb 10.30; 12.1,2; ver Jó 2.3; Sl 73.17)
I. O QUE SIGNIFICAR VIGIAR
Vigiar é um dos verbos mais conhecidos nos arraiais evangélicos. Leva-nos esta palavra a uma ordem expressa e urgente de Nosso Senhor JESUS CRISTO: “Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir” (Mt 25.13). Tal mandamento, deu-nos Ele pouco antes do início de sua paixão, morte e ressurreição. O que significa, porém, vigiar?
1. Definição. Este vocábulo significa: observar atentamente, tomar cuidado, estar acordado, velar com toda atenção, postar-se como sentinela, precaver-se. É uma palavra rica em 
significados. Quando CRISTO a usou, sabia Ele perfeitamente que os seus servos, nestes tempos difíceis e trabalhosos, teriam de munir-se de todos os cuidados possíveis, a fim de não serem subvertidos pelos acontecimentos que haveriam de preceder o soar da última trombeta.
2. Conceituação teológica. “Vigiar, no original, é um verbo mui sugestivo; significa estar sóbrio e manter a mente limpa. Nestes dias de intensa fúria das forças do mal, conservemos nossas mentes em contínuo equilíbrio para que não percamos de vista a vinda de CRISTO. Como, porém, manter o equilíbrio em meio a tantas pressões? Através da oração e súplica. Quanto mais buscarmos a face de DEUS, mais aptos estaremos para resistir ao período derradeiro da Igreja na terra”. (Dicionário de Escatologia Bíblica, 1998, p.177, CPAD). 
Diante do exposto, a pergunta não pode ser ignorada: Estamos realmente vigiando? Ou, simplesmente, estamos a brincar de crentes, como se este mundo, que jaz no maligno, fosse um 
imenso parque de diversões? Irmão, não estamos num parque de diversões; encontramo-nos num campo de batalha, onde nos defrontamos com um inimigo cruel e astuto. Mas nós 
haveremos de vencê-lo através do sangue do Cordeiro. Aleluia!
II. OLHAI, VIGIAI E ORAI
Ao transcrever o Sermão Profético de Nosso Senhor, o evangelista Marcos registra uma ênfase que todos deveríamos levar em consideração: “Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo” (Mc 13.33). Vejamos, a seguir, o por quê da ênfase que JESUS empregou nesta ordem escatológica.
1. Olhai. Este imperativo leva o crente a olhar para todos os acontecimentos que, nestes últimos dias, estão marcando a Igreja de CRISTO e a História Universal. Lembra-se do que estudamos nas primeiras lições deste trimestre? Na segunda lição, vimos que a Igreja vem sendo atacada por uma onda inédita de heresias, apostasias. Na terceira, realçamos os sinais mencionados pelo Senhor em seu Sermão Profético.
Por conseguinte, “quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima” (Lc 21.28). Contemplemos os sinais não com espanto e medo; contemplemo-los com pleno regozijo; afinal, estão eles a assinalar-nos de que breve JESUS voltará.

2. Vigiai. Como já vimos acima, o vigiar diz respeito à nossa conduta e ao nosso andar como discípulos de CRISTO JESUS. Os que não vigiam, estão a agir como aqueles servos das parábolas do Senhor. Um resolveu enterrar o talento; outro pôs-se a espancar os conservos; as néscias dormiram sem se aperceberem de azeite. E, assim, quando o Senhor voltou, encontrou todos desprevenidos. Está você vigiando? Ou acha que JESUS nunca nos chamará a prestar contas?

3. Orai. Como viver sem oração num mundo que, declaradamente, jaz no maligno? O apóstolo Paulo, ao discorrer sobre estes dias aos irmãos de Tessalônica, exortou-os: “Orai sem cessar”  (1Ts 5.17). Oremos, pois, em todo o tempo, a fim de que o Senhor nos leve a viver de vitória em vitória. 
III. VIGIAI EM SANTIDADE 
A doutrina da santificação vem sendo esquecida em muitos de nossos púlpitos. Na procura insana por aquilo que se convencionou chamar de politicamente correto, substituiu-se a teologia da santificação por um ensino de auto-ajuda e triunfalista. A grande proeza destes dias selvagens não é o ser santo, mas o triunfar na profissão e prosperar materialmente, como se estas fossem o parâmetro exigido por DEUS para herdarmos a vida eterna. Todavia, a Palavra de DEUS não deixa qualquer dúvida quanto às reivindicações divinas: “Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso DEUS” (Lv 20.7).
No Apocalipse, deixa-nos o evangelista uma exortação que jamais deveria ser esquecida por aqueles que lutam por viver a eternidade ao lado de CRISTO: “Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda” (Ap 22.11).
É chegado o momento de os santos mostrarem-se cada vez mais santos. Não há dúvida de que, nestes últimos dias, presenciaremos o surgimento de uma geração que, amorosa e 
sacrificialmente, tudo fará para honrar o Cordeiro de DEUS através de uma vida irrepreensível e piedosa: “Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó DEUS de Jacó” (Sl 24.6). Infelizmente, o número dos abomináveis aumentará de forma assustadora, e tudo farão para trazer o mundo para a Igreja.
Tem você vigiado em santidade? Tem buscado ao Senhor de todo o seu coração? Sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
CONCLUSÃO
Querido irmão, breve JESUS voltará! Busquemos, pois, ter uma vida irrepreensível diante daquEle que, em breve, virá buscar-nos. Não podemos agir de maneira displicente como se fôssemos viver, neste mundo, por alongados dias. Aqui não é a nossa pátria. Somos peregrinos! E, assim, andando e chorando, caminhemos em direção da cidade, cujo arquiteto e construtor é o Senhor. JESUS, não te esqueças de nós!
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Lição 10 - A Vinda de JESUS e a Vigilância do Crente
Lições Bíblicas do 3º Trimestre De 2005 - Vida Santa Até A Volta De CRISTO: Conselhos Para Uma Vida Vitoriosa - Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato De Lima - Livro Tema: 1e 2 Tessalonicenses
TEXTO ÁUREO
"Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios" (1 Ts 5.6).
 
VERDADE PRÁTICA
Na segunda vinda de JESUS, somente subirão os crentes que estiverem vigiando e orando em santificação.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE- 1 TESSALONICENSES 5.1-11
1 Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; 2 porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite. 3 Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. 4 Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão; 5 porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. 6 Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios. 7 Porque os que dormem dormem de noite, e os que se embebedam embebedam-se de noite. 8 Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e da caridade e tendo por capacete a esperança da salvação. 9 Porque DEUS não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor JESUS CRISTO, 10 que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele. 11Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 2 Tm 4.1 O julgamento dos vivos e dos mortos
1Conjuro-te, pois, diante de DEUS e do Senhor JESUS CRISTO, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino,
2 Coríntios 5.10 Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.
Romanos 14.9 Foi para isto que morreu CRISTO e tornou a viver; para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos.

Terça - Is 2.12 O Dia do Senhor contra os soberbos
12Porque o dia do SENHOR dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo e contra todo o que se exalta, para que seja abatido;
2.12 O DIA DO SENHOR. Segundo as palavras de Isaías, o tempo do juízo estava próximo. O cumprimento imediato da sua profecia foi a assolação da terra de Israel por DEUS, empregando os exércitos assírio e babilônico como agentes da sua ira (39.6). Na perspectiva profética remota, o dia do SENHOR refere-se à ocasião em que DEUS banirá toda a iniqüidade na terra (cf. Jl 2.31; ver 1 Ts 5.2; ver Ap 4-19)
 
Quarta - Is 13.6 O Dia do Senhor está perto
6Uivai, porque o dia do SENHOR está perto; vem do Todo-poderoso como assolação.
13.6-13 O DIA DO SENHOR ESTÁ PERTO. A destruição de Babilônia tipifica a destruição de todos os inimigos de DEUS no tempo do fim, e o juízo final que virá sobre toda a terra durante o período da tribulação. Isaías coloca ambos os juízos neste trecho (cf. Ez 32.7; Jl 2.10; 3.16; Ag 2.6,7,21,22; Zc 14.6,7).
 
Quinta - Ez 7.19 O dia do furor do Senhor
19A sua prata lançarão pelas ruas, e o seu ouro será como imundícia; nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do SENHOR; eles não fartarão a sua alma, nem lhes encherão as entranhas, porque isso foi o tropeço da sua maldade.
Provérbios 11.4 Não aproveitam as riquezas no dia da ira, mas a justiça livra da morte.
Sofonias 1.18 Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do SENHOR, mas, pelo fogo do seu zelo, toda esta terra será consumida, porque certamente fará de todos os moradores da terra uma destruição total e apressada.
 
Sexta - Jl 1.15 Dia como uma assolação
15Ah! Aquele dia! Porque o dia do SENHOR está perto e virá como uma assolação do Todo-poderoso.
1.15 O DIA DO SENHOR. Este "dia" é o tema principal do livro de Joel (cf. 2.1,11,31; 3.14). Pode referir-se: (1) a um julgamento divino sobre o povo de DEUS ou sobre outras nações da época; ou (2) ao Juízo Final de DEUS sobre toda a impiedade, que incluirá a tribulação dos sete anos e a volta de CRISTO para reinar sobre a terra (ver 1 Ts 5.2). Neste ponto do livro, Joel refere-se 
primordialmente ao julgamento divino de sua época, embora não deixe de ser uma advertência quanto ao dia vindouro. Joel fala mais a respeito do derradeiro "dia do Senhor" nos próximos dois capítulos.
 
Sábado - Zc 14.7 Um dia muito estranho
7Mas será um dia conhecido do SENHOR; nem dia nem noite será; e acontecerá que, no tempo da tarde, haverá luz.
Apocalipse 22.5 E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor DEUS os alumia, e reinarão para todo o sempre.
Apocalipse 21.23 E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de DEUS a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. 
Mateus 24.36 Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai.
Isaías 30 .26 E será a luz da lua como a luz do sol, e a luz do sol, sete vezes maior, como a luz de sete dias, no dia em que o SENHOR ligar a quebradura do seu povo e curar a chaga da sua ferida.
Isaías 60.19 Nunca mais te servirá o sol para luz do dia, nem com o seu resplendor a lua te alumiará; mas o SENHOR será a tua luz perpétua, e o teu DEUS, a tua glória. 20 Nunca mais se porá o teu sol, nem a tua lua minguará, porque o SENHOR será a tua luz perpétua, e os dias do teu luto findarão.
 
SINAIS DA VINDA DE CRISTO
1- GUERRAS E RUMORES DE GUERRA.
2- FOME EM VÁRIOS LUGARES.
3- TERREMOTOS EM VÁRIOS LUGARES.
4- SURGIMENTO DE FALSOS PROFETAS.
5- APOSTASIAS.
6- GANÂNCIA, SOBERBA, BLASFÊMIAS, ESFRIAMENTO DO AMOR, CRUELDADE.
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Temos a oportunidade de constatar, pelas Sagradas Escrituras, que é chegado o momento de CRISTO vir arrebatar a sua Igreja. Não sabemos se virá Ele na primeira vigília, se aparecerá na segunda ou na terceira, ou se haverá de romper os céus aos primeiros clarões da alva. De uma coisa, porém, estejamos certos:JESUS breve virá!
Estará você preparado para este dia e hora?
Muitos serão surpreendidos pela vinda do Senhor. Embriagados pelas ânsias desta vida, teimam em viver como se a vinda de JESUS fosse a mais remota das hipóteses. À semelhança daqueles escarnecedores referidos pelo apóstolo Pedro, perguntam: "Onde está a promessa da sua vinda?" O que tais crentes não sabem é que já estamos em plena era escatológica; vivemos os
últimos dias desta dispensação.
Estarás tu vigiando, quando JESUS voltar?
 
 
IMAGENS
INTERPRETAÇÃO
IMPERATIVOS
TERMOS GREGOS
SIGNIFICADO
Relâmpago
(Mt 24.27)
Repentino
 
Acautelai-vos
(Mt 24.4)
Blepete
Tende cuidado, atenção.
Figueira
(Mt 24.32)
Discernimento
Vigiai
(Mt 24.42)
Gregoreite
Esteja alerta, atento.
Dilúvio
(Mt 24.37)
Indolência
Considerai
(Mt 24.43)
Ginõskete
Seja conhecedor, perito.
Ladrão
(Mt 24.43)
Inesperado
Olhai
(Mc 13.33)
Blepete
Tende cuidado, atenção.
Os Servos
(Mt 24.45)
Diligência
Aprendei
(Mt 24.32)
Mathete
Aprenda como discípulo
As Virgens
(Mt 25.1)
Prudência
Estai apercebidos
(Mt 24.44)
Ginesthe hetoimoi
Ficai em prontidão
Os Talentos
(Mt 25.14)
Mordomia
Orai
(Mc 13.33; 14.38)
Proseuchesthe
Orai, clamai.
Tabela Demonstrativa dos termos e figuras bíblicas que nos exortam à vigilância.
 
Através desta lição, você terá a oportunidade ímpar de aprender acerca da volta triunfal de CRISTO. Ninguém sabe o dia, nem a hora em que Ele virá. Por isso, a Bíblia adverte o crente a vigiar. A Igreja está agora aqui, mas não é daqui. Somos "peregrinos e forasteiros" (1 Pe 2.11). Então, não devemos nos acostumar com o mundanismo, mas sim preparar-nos para a vinda do Senhor em oração, vigilância, santidade e sobriedade.  
 
COMENTÁRIO VERSÍCULO POR VERSÍCULO:
1 TESSALONICENSES 5.1-11
1 Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;
Acerca dos tempos e estações tem a ver com os sinais preditos por JESUS em seu sermão escatológico no evangelho de Mateus, capítulo 24, logo após falar sobre a destruição do templo, onde JESUS respondendo a três perguntas dos discípulo, formuladas em uma mesma pergunta, responde aos mesmos falando sobre o arrebatamento, sobre a Grande Tribulação e sobre o Milênio.
Mt 24.3b"Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?
PRIMEIRA PERGUNTA: Quando acontecerão essas coisas? 
"Cuidado, que ninguém os engane. 5 Pois muitos virão em meu nome, dizendo: 'Eu sou o CRISTO!' e enganarão a muitos. 6 Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. 7 Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. 8 Tudo isso será o início das dores.
ARREBATAMENTO: Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado. 41 Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada. 42 "Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. 43 Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44 Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam.
SEGUNDA PERGUNTA: Qual será o sinal da tua vinda?
"Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho{4}, senão somente o Pai. 
  "Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. 33 Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas. 
TERCEIRA PERGUNTA: Qual será o sinal do fim dos tempos?
GRANDE TRIBULAÇÃO: 
"Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. 10 Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, 11 e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. 12 Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, 13 mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
"Assim, quando vocês virem 'o sacrilégio terrível'{1}, do qual falou o profeta Daniel, no Lugar SANTO - quem lê, entenda - 16 então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes. 17 Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma. 18 Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. 19 Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! 20 Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado. 21 Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. 24 Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. 25 Vejam que eu os avisei antecipadamente.
MILÊNIO: 27 Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem. 28 Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. 29 "Imediatamente após a tribulação daqueles dias " 'o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu, e os poderes celestes serão abalados'{3}. 
E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.
DOS TEMPOS E DAS ESTAÇÕES. Tendo falado a respeito da volta de CRISTO a fim de arrebatar os seus seguidores (v.v. 13-18), Paulo agora passa ao assunto do derradeiro juízo divino contra os que rejeitaram a salvação em CRISTO, nesse tempo terrível chamado "o Dia do Senhor" (5. 2). O arrebatamento dos crentes (v. 17) deve ser simultâneo com o início do "Dia do Senhor",  para que a volta de CRISTO seja iminente e inesperada, como Ele ensinou (ver Mt 24.42,44).  
2 porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite.
Os Tessalonicenses já estavam sabendo devido aos ensinos de Paulo e de Timóteo, a respeito da vinda do Senhor. Isto já era do conhecimento de Paulo, pois alguns até exageravam nesta espera deixando até de trabalhar, causando problemas aos outros. Paulo agora explica de que maneira será esta vinda, ou seja, de forma inesperada, sem aviso prévio, nada além do que já lhes havia alertado Paulo e Timóteo. Paulo explica a maneira usando a figura de um assaltante, um ladrão que à noite vinha roubar uma casa e não encontrava nenhum tipo de vigilância, ou de oposição.
O DIA DO SENHOR. O "Dia do Senhor" refere-se, normalmente, não a um dia de 24 horas, mas a um extenso período de tempo durante o qual os inimigos de DEUS são derrotados (Is 2.12-21; 13.9-16; 34.1-4; Jr 46.10; Jl 1.15-2.11,28; 3.9,12-17; Am 5.18-20; Zc 14.1-3), vindo a seguir o reino terrestre de CRISTO (Sf 3.14-17; Ap 20.4-7). 
(1) Esse "Dia" começa quando o juízo e 
tribulação divinos e diretos, caírem sobre o mundo, no fim desta era (v. 3). O período da tribulação está incluso no "Dia do Senhor" (Ap 6.19; ver 6.1). Essa ira de DEUS culmina com a vinda de CRISTO para destruir todos os ímpios (Jl 3.14; ver Ap 16.16; 19.11-2.1). 
(2) Segundo parece, o Dia do Senhor começa num momento em que as pessoas estão confiantes na paz e na 
segurança (v. 3). 
(3) O "Dia" não surpreenderá os crentes como um ladrão de noite, porque eles foram destinados à salvação, e não à ira, e estão alertas, espiritualmente vigilantes e vivendo na fé, no amor e na justiça (vv. 4-9). 
(4) Os crentes serão livres da "ira futura" (1.10) pelo Senhor JESUS CRISTO (v. 9), quando Ele vier nas nuvens para arrebatar sua igreja e levá-la ao céu (cf. 4.17; ver Jo 14.3; Ap 3.10). 
(5) O Dia do Senhor terminará depois do reino milenar de CRISTO (Ap 20.4-10), na ocasião da criação do novo céu e da nova terra (cf. 2 Pe 3.13; Ap 21.1)
COMO O LADRÃO DE NOITE. A metáfora sobre o ladrão de noite significa que o tempo do início do Dia do Senhor é incerto e imprevisto. Não há maneira de prever a sua data (ver Mt 24.42-44, sobre o ensino do Senhor a respeito do tempo inesperado da sua vinda para buscar a igreja).

3 Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão.
O engano da falsa paz construída pelos homens sem DEUS, pode enganar ao crente não vigilante, porém esta paz.
PAZ E SEGURANÇA. São os incrédulos que estarão dizendo: "Há paz e segurança". Isso talvez signifique que o mundo estará numa expectativa e esperança de paz. O "Dia do Senhor", trazendo tribulação mundial, lhes sobrevirá repentinamente, destruindo qualquer esperança de paz e segurança.
A Grande Tribulação já começará no caos instituído pelo arrebatamento, ou seja, o desaparecimento de milhões de pessoas e devido a este desaparecimento, muitos acidentes com carros, aviões, navios, acidentes domésticos como explosões de gás, carros que baterão uns nos outros sem o motorista, etc...
DE MODO ALGUM ESCAPARÃO. Não adianta tentar enganar a DEUS, ELE sabe quem está em comunhão com o ESPÍRITO SANTO, não escaparão das catástrofes e dos juízos de DEUS, aqueles que não subirem no arrebatamento.

4 Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão;
Estar em trevas significa pertencer ao reino das trevas governado por Satanás
At 26. 17 Eu o livrarei do seu próprio povo e dos gentios, aos quais eu o envio 18 para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para DEUS, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim'.
Os crentes passaram do reino das trevas para o reino da Luz, do poder de Satanás para DEUS, portanto não mais devem temer o Dia do Senhor, ou o dia da vingança do Senhor, ou ainda, o Dia da Ira do Senhor, ou mais claro ainda, a Grande Tribulação que vem sobre os ímpios e pecadores.
VÓS, IRMÃOS, JÁ NÃO ESTAIS EM TREVAS. Os crentes não vivem em pecado e rebelião contra DEUS. Pertencem ao dia, e não experimentarão a noite da ira determinada por DEUS.

5 porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.
FILHOS DA LUZ E FILHOS DO DIA: Uma clara referência ao que JESUS disse em:  Jo 8.12 Falou-lhes, pois, JESUS outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.
Quem segue a JESUS, ou seja, quem é crente, não pertence mais ao reino das trevas, não é mais do reino da noite, agora passou a ser luz e pertencer ao reino da luz, é guiado pela luz de CRISTO, é salvo e as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo.
2Co 5.17 Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

6 Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios.
VIGIEMOS.
 "Vigiar" (gr. gregoreo) significa "manter-se acordado e alerta". O contexto (vv. 4-9) indica que Paulo não está exortando seus leitores a ficarem à espera do "Dia do Senhor" (v. 2), mas a estarem espiritualmente preparados para escapar da ira do Dia do Senhor (cf. 2.11,12; Lc 21.34-36). 
(1) Se quisermos escapar da ira de DEUS (v. 3), devemos permanecer espiritualmente acordados e moralmente alertas, e devemos continuar na fé, no amor e na esperança da salvação (vv. 8,9; ver Lc 21.36; Ef 6.11). 
(2) Visto que os fiéis serão protegidos da ira de DEUS, por meio do arrebatamento, não devem temer o "Dia do Senhor", mas "esperar dos céus a seu Filho... JESUS, que nos livra da ira futura" (1.10), esperar o arrebatamento que virá antes do dia do Senhor.
SEJAMOS SÓBRIOS. A palavra "sóbrio" (gr. nepho) tinha dois significados nos tempos do NT. 
(1) O significado primário e literal, conforme explicam vários léxicos do grego, é "um estado de abstinência de vinho", "não beber vinho", "abster-se de vinho", "estar totalmente livre dos efeitos do vinho" ou "estar sóbrio, abstinente de vinho". A palavra tem um segundo sentido,  metafórico, de alerta, vigilância ou domínio próprio, i.e., estar espiritualmente alerta e controlado, exatamente como alguém que não toma bebida alcoólica. 
(2) O contexto deste versículo deixa ver que Paulo tinha em mente o significado literal. As palavras "vigiemos e sejamos sóbrios" são contrastadas com as palavras do versículo seguinte: "os que se embebedam embebedam-se de noite" (v. 7). Sendo assim, o contraste que Paulo fez entre nepho e a embriaguez física indica que ele tinha em mente o sentido literal: "abstinência do vinho". Compare com a declaração de JESUS a respeito dos que comem e bebem com os ébrios, e assim são apanhados desprevenidos na sua volta (Mt 24.48-51).
 
7 Porque os que dormem dormem de noite, e os que se embebedam embebedam-se de noite.
A vinda de JESUS e a vigilância do crente
A vigilância e uma vida sóbria são essenciais à vida cristã. Vigiar e orar foi o conselho que JESUS deixou para seus discípulos, para que estes não entrassem em tentação. Isso significa que não adianta o crente orar muito e vigiar pouco. Tendo em vista essa necessidade em todos os momentos, Paulo recomenda a vigilância como um estado contínuo do crente que aguarda a Volta do Senhor.
Vigiar exige disciplina. Aqueles que passaram pela vida militar sabem que estar em um posto como sentinela exige disciplina para vencer o cansaço, o sono, a fome e demais circunstâncias que podem fazer a pessoa {descuidar de seu posto e dormir. Uma sentinela disciplinada, que sabe vencer o sono e o cansaço, é exemplo em sua unidade e motivo de confiança para seus superiores. Quem não gosta de disciplina não está apto para ser exemplo no tocante à vigilância, pois pode ser surpreendido pelo adversário em um momento de cochilo. I Disciplina aqui refere-se a submeter-se a um sistema de pormas para obter um determinado fim, ou seja, submeter-nos a CRISTO e aos seus mandamentos, de forma que Satanás não consiga nos enganar com suas artimanhas. Se mantivermos uma posição vigilante, não seremos surpreendidos no Dia do Senhor.
Vigiar exige sobriedade. "E sejamos sóbrios", 1Ts 5.6. Uma pessoa embriagada está desqualificada para a vigilância. Quem não está de posse de seus sentidos de forma completa não pode vigiar e ter êxito no horário em que foi escalado para guardar e proteger o local onde para o serviço. Sobriedade exige a moderação dos apetites e paixões. Paulo diz: "Porque vós mesmos sabeis isto, que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite", 1Ts 5.2. Quem não está sóbrio será pego de sur­presa nesse Dia. Não estamos mais em trevas, mas na luz, e quem está na luz pode enxergar os caminhos tortuosos e desviar-se deles, como também ouvir as advertências de vigilância e zelar por sua posição em DEUS.
O exemplo dos tessalonicenses. Paulo sabia que os tessalonicenses tinham por hábito o exortar uns aos outros. Exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, 10 também o fazeis",  1Ts 5.11. A orientação dada ao crente  não é que ele apenas vigie de forma sóbria, mas que também auxilie outros a estarem alertas e firmes. Se um crente vigia de forma sóbria, mas tem prazer em ver seu irmão errando, esse também erra. Somos um corpo, e quando um membro sofre, todo o corpo sofre com ele. Os tessalonicenses olhavam-se uns aos outros como pessoas que iam juntas para o Céu, e fortaleciam-se mutuamente, demonstrando uma verdadeira unidade cristã.
DORMEM DE NOITE, ou seja, estão desapercebidos sobre a volta de JESUS os que pertencem à noite, ou ao reino das trevas.
EMBEBEDAM-SE DE NOITE, ou seja, praticam a bebedice os que são ou pertencem ao reino das trevas como visto acima.

8 Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e da caridade e tendo por capacete a esperança da salvação.
SOMOS DO DIAou seja, do reino da Luz, do reino de DEUS
SEJAMOS SÓBRIOS, ou seja, vigiemos com toda a atenção, orando e velando pela nossa fé e perseverança.
VESTINDO-NOS DA COURAÇA DA FÉ E DA CARIDADE E TENDO POR CAPACETE A ESPERANÇA DA SALVAÇÃO.
EF 6.13 Por isso, vistam toda a armadura de DEUS, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. 14 Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça 15 e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. 16 Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. 17 Usem o capacete da salvação e a espada do ESPÍRITO, que é a palavra de DEUS. 18 Orem no ESPÍRITO em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. 

9 Porque DEUS não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor JESUS CRISTO,
DEUS NÃO NOS DESTINOU PARA A IRA. Uma razão por que a esperança da volta de CRISTO é tão grande consolo para os crentes (4.17,18) é que Ele nos livra da terrível ira de DEUS, i.e., os juízos do Dia do Senhor (vv. 2,3; cf. Ap 6.16,17; 11.18; 14.10,19; 15.1,7; 16.1,19; 19.15).  
A IRA aqui significando a ira de DEUS derramada sobre todos os que não subiram no arrebatamento, pois não creram, ou não foram fiéis ao seu filho JESUS CRISTO.
AQUISIÇÃO DA SALVAÇÃO, Traz a idéia de esforço para ser salvo, interessando-se e buscando a salvação, pois é com a boca que se faz confissão a respeito da salvação e com o coração é que se crê para ser salvo. (Rm 10.10).
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTOA salvação só é possível  através de JESUS e é para todos.
1Tm 2. 3 Isso é bom e agradável perante DEUS, nosso Salvador, 4 que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 5 Pois há um só DEUS e um só mediador entre DEUS e os homens: o homem CRISTO JESUS, 6 o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. 

10 que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.
VIVAMOS JUNTAMENTE COM ELE. Paulo identifica nosso livramento do dia da ira de DEUS, bem como nossa esperança da salvação, com a morte sacrificial de CRISTO e seu retorno para nos levar à vida eterna juntamente com Ele.
Os que estão vigiando são os que estão vivos no dia do Arrebatamento e os que estão dormindo, os que já morreram, mas que serão arrebatados, pois morreram na condição de crentes salvos.

11Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.
EXORTAI-VOS UNS AOS OUTROS 
Ajudar os outros a encontrar a salvação e principalmente o salvador, esta é a nossa maior tarefa e destino, enquanto aqui na Terra. 
A EDIFICAÇÃO se dá pela constante lembrança da Palavra de DEUS.
Ap 22.7 "Eis que venho em breve! Feliz é aquele que guarda as palavras da profecia deste livro".
 
 
CONCLUSÃO
Ap 22.20 VEM, SENHOR JESUS. A Bíblia termina com a promessa de que JESUS breve voltará, à qual João responde: "Vem, Senhor JESUS". Este anseio é também o de todos os cristãos verdadeiros.
(1) Esta súplica é também uma confissão de que, enquanto Ele não vier, nossa redenção está incompleta, o mal e o pecado não estão exterminados, e este mundo não está renovado.
(2) Temos toda razão para crer que rapidamente aproxima-se o dia em que aquele que é chamado "a Palavra de DEUS" (19.13) e "a resplandescente Estrela da Manhã" (v. 16) descerá do céu para levar da terra os seus fiéis para a casa do Pai (Jo 14.1-3; 1 Ts 4.16-18), depois Ele voltará em glória e triunfo para reinar para sempre como "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (19.16). Essa é a nossa imutável esperança e jubilosa expectativa (2 Pe 1.19).
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES Subsídio Teológico
"A Vinda do Senhor" (1 Ts 5.1-10)
1. O tempo da sua vinda. Paulo já explicava que não poderiam saber nem o dia nem a hora. Repete esse fato para reprimir aquela curiosidade que é natural dos homens e que já tinha sido a causa de muita perturbação e desordem na igreja. É uma verdade muito aplicável hoje. A palavra profética tem sido muito desprezada por pessoas que fixam datas, bem como todas as coisas absurdas que alegam "profecias".
O "Dia do Senhor" é a expressão comum no Antigo Testamento que descreve a vinda do juízo divino. Em particular descreve o julgamento de Israel e das nações, que terá lugar na vinda do Messias. Paulo declara como esse acontecimento será súbito e inesperado. O ladrão vem de noite, quando todos dormem e ninguém está preparado; de modo semelhante, quando CRISTO vier, achará o mundo despreparado, e não esperando a sua vinda (v.3). Certamente, haverá sinais, mas os ímpios não os verão na sua verdadeira luz. Correrão para a destruição, sem prestar atenção aos sinais de "PARE" deixados por DEUS.
2. Os preparos para a sua vinda. Há três tipos de sono mencionado nas Escrituras: o sono natural, o sono da morte e o sono do descuido espiritual mencionado no texto (v.6). O que se diz do que dorme o sono natural pode ser dito do que dorme espiritualmente; não reconhece que há perigo, esquece-se de qualquer dever, não se comove por apelos e, talvez, nem reconheça que está dormindo." (PEARLMAN, Myer. Epístolas paulinas: semeando as doutrinas cristãs. RJ:CPAD, 1998, p.187-8.). Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, no 23, pág. 41.
 
O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO
 1Jo 2.15,16 "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo."
A palavra "mundo" (gr. kosmos) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de DEUS. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao ESPÍRITO de rebelião que nele age contra DEUS, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de CRISTO. Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para 
opor-se a DEUS, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra DEUS e a sua Palavra. Nalguns casos, essa 
ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o "mundo" também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas. 
(1) Satanás (ver Mt 4.10) é o DEUS do presente sistema mundano (ver Jo 12.3; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13).
(2) Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a DEUS e ao seu povo (Jo 7.7; 15.18,19; 17.14; Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo (Jo 7.7). 
(3) O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (ver Jo 12.31); a igreja pertence exclusivamente a DEUS (Ef 5.23,24; Ap 21.2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo.
(4) No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11). (a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm 12.2), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniqüidade do mundo (ver Hb 1.9), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4). (b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com DEUS e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a DEUS e que se opõe a Ele (ver Lc 23.35). Note, é claro, que os termos "mundo" e "terra" não são sinônimos; DEUS 
não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc. 
(5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a DEUS: (a) "A concupiscência da carne", que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14). (b) "A concupiscência dos olhos", que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por DEUS, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28). (c) "A soberba da vida", que significa o 
ESPÍRITO de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece DEUS como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).
(6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (ver Mt 9.11; 2Co 6.14) deve reprovar abertamente o pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para CRISTO (Mc 16.15; Jd 22,23).
(7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de DEUS dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).
(8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por DEUS (Dn 2.34,35, 44; 2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10; Ap 18.2).
 
A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE2Co 6.17,18 "Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso".
O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva: (a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à justiça e à Palavra de DEUS; (b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele. 
(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44 ; Dt 7.3; Ed 9.2 ). O povo de DEUS deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8 ; 24.3 ; 2Cr 36.14 ; Jr 2.5, 13 ; Ez 23.2; Os 7.8 ). 
(2) No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e (a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4;); (b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e (c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9 ; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).
(3) Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de (a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9), (c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e (d) temor de DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).
(4) Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS, (a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1); (b) vivamos inteiramente para DEUS como nosso Senhor e Pai (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e (c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15). 
(5) Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio DEUS nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).
(6) O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16), da sua aceitação pelo Pai (6.17), e de seus direitos de filho (6.18; cf. Rm 8.15,16).
 
 
O ARREBATAMENTO DA IGREJA1Ts 4.16,17 "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de DEUS; e os que morreram em CRISTO ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor."
O termo "arrebatamento" deriva da palavra raptus em latim, que significa "arrebatado rapidamente e com força". O termo latino raptus equivale a harpazo em grego, traduzido por "arrebatado" em 4.17. Esse evento, descrito aqui e em 1Co 15, refere-se à ocasião em que a igreja do Senhor será arrebatada da terra para encontrar-se com Ele nos ares. O arrebatamento abrange apenas os salvos em CRISTO.
(1) Instantes antes do arrebatamento, ao descer CRISTO do céu para buscar a sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos "que morreram em CRISTO" (4.16). Não se trata da mesma ressurreição referida em Ap 20.4, a qual somente ocorrerá depois de CRISTO voltar à terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Ap 19.11-20.3). A ressurreição de Ap 20.4 tem a ver com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do AT (ver Ap 20.6).
(2) Ao mesmo tempo que ocorre a ressurreição dos mortos em CRISTO, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1Co 15.51,53). Isso acontecerá num instante, "num abrir e fechar de olhos" (1Co 15.52).
(3) Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão "arrebatados juntamente" (4.17) para encontrar-se com CRISTO nos ares, ou seja: na atmosfera entre a terra e o céu.
(4) Estarão literalmente unidos com CRISTO (4.16,17), levados à casa do Pai, no céu (ver Jo 14.2,3), e reunidos aos queridos que tinham morrido (4.13-18).
(5) Estarão livres de todas as aflições (2Co 5.2,4; Fp 3.21), de toda perseguição e opressão (ver Ap 3.10), de todo domínio do pecado e da morte (1Co 15.51-56); o arrebatamento os livra da "ira futura" (ver 1.10; 5.9), ou seja: da grande tribulação.
(6) A esperança de que nosso Salvador logo voltará para nos tirar do mundo, a fim de estarmos "sempre com o Senhor" (4.17), é a bem-aventurada esperança de todos os redimidos (Tt 2.13). É fonte principal de consolo para os crentes que sofrem (4.17,18; 5.10).
(7) Paulo emprega o pronome "nós" em 4.17 por saber que a volta do Senhor poderia acontecer naquele período, e comunica aos tessalonicenses essa mesma esperança. A Bíblia insiste que anelemos e esperemos contínua e confiadamente a volta do nosso Senhor (cf. Rm 13.11; 1Co 15.51,52; Ap 22.12,20).
(8) Quem está na igreja mas não abandona o pecado e o mal, sendo assim infiel a CRISTO, será deixado aqui, no arrebatamento (ver Mt 25.1; Lc 12.45 ). Os tais ficarão neste mundo e farão parte da igreja apóstata (ver Ap 17), sujeitos à ira de DEUS.
(9) Depois do arrebatamento, virá o Dia do Senhor, um tempo de sofrimento e ira sobre os ímpios (5.2-10; ver 5.2). Seguir-se-á a segunda fase da vinda de CRISTO, quando, então, Ele virá para julgar os ímpios e reinar sobre a terra (ver Mt 24.42,44).
 
 
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Lição 10, Precisamos de Vigilância Espiritual
4º Trimestre de 2018 - As Parábolas de JESUS: As Verdades e Princípios Divinos para uma Vida Abundante
Comentarista: Wagner Tadeu Gaby, pastor presidente da Assembleia de DEUS em Curitiba (PR)
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454.
AJUDA - Veja http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao4-ftc-1tr16-esteja-alerta-e-vigilante-jesus-voltara.htm 
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao5-ftc-1tr16-o-arrebatamento-da-igreja.htm
Slides do blog - https://www.slideshare.net/henriqueebdnatv/slides-da-lio-10-precisamos-de-vigilncia-espiritual-4tr18-pr-henrique-ebd-na-tv
Vídeo -  https://www.youtube.com/watch?v=XcSQ_50Sr9c
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26.41)
 
 
 
 
VERDADE PRÁTICA
Mesmo com oração, a ausência de vigilância é terreno propício para que a tentação encontre brechas e nos conduza à derrota espiritual.
 
 
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Mt 26.41 A dupla advertência de JESUS aos seus discípulos 
Terça – 1 Pe 5.8,9 Estar em alerta e vigiar, pois o Diabo está à espreita 
Quarta – Ap 16.15 A surpresa da vinda de JESUS requer que estejamos vigiando 
Quinta – Sl 141.3,4 A maior e mais necessária vigilância a ser exercida pelo crente 
Sexta – Cl 4.2 Oração, vigilância e gratidão são práticas importantes 
Sábado – Mt 24.44 A vigilância é necessária, pois o Senhor virá a qualquer momento
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 24.45-51
45 – Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? 46 – Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim. 47 – Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. 48 – Porém, se aquele mau servo disser consigo: O meu senhor tarde virá, 49 – e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados, 50 – virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, 51 – e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.
 
OBJETIVO GERAL - Conscientizar a respeito da necessidade de vigilância espiritual.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Interpretar a parábola dos dois servos;
Reafirmar a necessidade de se ter vigilância;
Valorizar o exercício do discernimento
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A riqueza da Bíblia em tratar dos assuntos espirituais já é de amplo conhecimento. Todavia, poucas vezes se pensa acerca de sua capacidade em tratar de questões cruciais na esfera estritamente humana. A parábola de hoje, conquanto contenha uma mensagem especificamente escatológica, deixa entrever um fato corriqueiro do dia a dia: O exercício do poder e da liderança oferecido a alguém que não possui condição alguma para tal pode ser um desastre, pois entre outros males, essa pessoa pode “abusar” de sua posição para oprimir as outras. A Bíblia, porém, é muito clara a respeito desse tipo de atitude (1 Ts 4.6). Sejamos vigilantes, pois o Senhor virá a qualquer momento e nos pedirá conta de todas as nossas ações.
 
PONTO CENTRAL - A vigilância espiritual deve ser prioridade na vida do discípulo de CRISTO. 
 
Resumo da Lição 10, Precisamos de Vigilância Espiritual
I – INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA DOS DOIS SERVOS
1. O servo bom e fiel.
2. O mau servo.
3. O destino escatológico.
II – UM CHAMADO À VIGILÂNCIA
1. Vigilância.
2. Ninguém sabe o dia.
III – VIVENDO COM DISCERNIMENTO
1. Vida dissoluta.
2. Vida santa.
3. Administrando os bens.
 

SÍNTESE DO TÓPICO I - A parábola dos dois servos contrasta a postura de ambos mostrando o que deve ser feito e o que é obrigatório evitar.
SÍNTESE DO TÓPICO II - A vigilância é imprescindível, porém, ela só poderá servir para algo se a vida da pessoa for pautada na postura do servo fiel e prudente.
SÍNTESE DO TÓPICO III - O exercício do discernimento é um dos aspectos mais importantes da caminhada de fé de um discípulo.
 
 
 
 
COMENTÁRIOS DIVERSOS
Somos despenseiros, acumuladores, guardadores das bênçãos de DEUS, porém, de nada adiantará ter tudo isso se não ministrarmos aos outros o que recebemos do Senhor.
1 Pedro 4:10-12 Almeida Revista e Corrigida 2009 (ARC) - Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de DEUS. Se alguém falar, falesegundo as palavras de DEUS; se alguém administrar, administresegundo o poder que DEUS dá, para que em tudo DEUS seja glorificado por JESUS CRISTO, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém!
Que os homens nos considerem como ministros de CRISTO, e despenseiros dos mistérios de DEUS. Além disso requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel. Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por algum juízo humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor. 1 Co 4:1-4.
Significado de Despenseiro. substantivo masculino Encarregado da despensa; aquele que, numa comunidade, é responsável pelo fornecimento e pela administração dos gêneros alimentícios; ecônomo. Aquele que é caridoso utilizando a generosidade alheia.
https://www.dicio.com.br/despenseiro/
  

Os ministros e despenseiros dos mistérios de DEUS (1 Co 4.1-21)
Paulo voou às alturas do entendimento espiritual ao apresentar as possibilidades ilimitadas da vida em CRISTO. Mas ele não era alguém que se perdia no êxtase oratório e inspirador. Ele descia abruptamente das alturas para lutar com um problema próximo e real. O problema que os coríntios enfrentavam era a sua insistência em avaliar os prega­dores a partir de um ponto de vista humano, em vez de considerá-los como servos e despenseiros. Todos, exceto o último versículo deste capítulo, tratam da natureza da mordomia apostólica. No versículo de encerramento a opção é dada - mordomia dedicada ou liderança severa. A preocupação de Paulo era apresentar a avaliação correta de um líder apostólico.
A Missão do Apóstolo (4.1-5)
A missão de Paulo e de todos os que foram chamados para pregar o evangelho foi construída sobre quatro elementos: serviço, mordomia, fidelidade e sensibilidade aos juízos de DEUS. Embora todos estes elementos estejam relacionados, há diferença entre eles.
 a) Serviço (4.1). Paulo e Apolo não deveriam ser considerados como líderes de evan­gelhos diferentes. Ambos eram ministros de CRISTO. A palavra ministros (hyperetas) significa "servos". Originalmente o termo se referia a remadores que ajudavam a impul­sionar barcos através das águas do mar. A palavra sugere a labuta e o trabalho contínuo envolvido na obra do evangelho.
 b) Mordomia (4.1). Paulo e Apolo também eram despenseiros dos mistérios de DEUS. Um despenseiro (oikonomos) era literalmente o "administrador de uma casa". Freqüentemente ele era um escravo respeitado e eficiente a quem o negociante ou o dono da terra havia entregue a administração da propriedade. Como tal, o despenseiro tinha autoridade sobre os ajudantes ou empregados. Ele atribuía trabalho e distribuía mantimentos. Ele era o superintendente sobre a operação de todo o empreendimento. Contu­do, ele estava sempre ciente de que era um escravo, e estava sob a obrigação de iniciar e executar a vontade do proprietário.
 O termo mistérios se refere a todo o plano da salvação. Paulo e Apolo não possuíam qualquer conhecimento secreto escondido de todos, exceto de alguns escolhidos. Eles eram mestres e pregadores da verdade revelada sobre a salva­ção em JESUS CRISTO e através dele.
 c) Fidelidade (4.2). Esta é a principal qualificação de um apóstolo: Além disso, re­quer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel. Quando tudo é dito e feito, a principal exigência para um homem que ensina ou prega é a fidelidade a DEUS e à verda­de. Não a eloqüência em palavras, não a excelência em pensamento, não o magnetismo na aparência - mas a exigência é a fidelidade diária.
 d) Juízo do homem, juízo próprio e juízo de DEUS (4.3-5). Paulo declarou que pouco importava que avaliação os coríntios faziam dele. Ele era sempre compassivo, atencioso e gentil. Mas o apóstolo era quase que totalmente indiferente às reações dos homens em relação a si, quando se tratava da questão de pregar o evangelho. Tais juízos não tinham qualquer influência sobre a sua crença ou conduta. A razão era simples: como um despenseiro ele era diretamente responsável diante de CRISTO.
José, na casa de Potifar, é um excelente exemplo de servo que sabia administrar as coisas de seu patrão. Depois provou o mesmo assumindo a segunda maior posição no Egito, foi o governador.
Aquele que está ocupoado na obra de DEUS não se preocupa com a hora de sua chegada, pelo contrário, ama sua vinda e a aguarda todos os dias. Para este não é surpresa sua vinda.
Para aquele que pensa que seu Senhor tardará e não está ocupado na obra de seu Senhor, qualquer hora que vier seu Senhor, será para ele uma surpresa. virá como Ladrão para este, a uma hora que não espera.
 
 
Comentário Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT (Com modificações do Pr. Henrique)
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 24.45-51
45 – Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? 46 – Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim. 47 – Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. 48 – Porém, se aquele mau servo disser consigo: O meu senhor tarde virá, 49 – e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados, 50 – virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, 51 – e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.
 
Porque o resultado da vinda do nosso Senhor será muito feliz e consolador para aqueles que forem encontrados preparados, mas muito triste e assustador para os demais (vv. 45ss.). Isto é representado pela situação diferente do servo bom e do mau, quando o seu senhor vem para acertar as contas com eles. Será bom ou mau para nós, por toda a eternidade; tudo depende de sermos encontrados preparados ou despreparados, naquele dia, pois CRISTO dará a cada um segundo as suas obras. Esta parábola, que conclui o capítulo, se aplica a todos os cristãos, que são, por profissão e obrigação, servos de DEUS. Mas ela parece destinada, em especial, como uma advertência aos ministros, pois o servo de que se fala é um administrador. Observe o que CRISTO diz aqui:

[1] A respeito do servo bom.
O Senhor mostra aqui que aquele é um administrador da casa; sendo assim, ele deveria ser fiel e prudente; e se fosse assim, seria eternamente bem-aventurado. Aqui há boas instruções e bons incentivos aos ministros de CRISTO.
Em primeiro lugar, temos aqui o seu lugar e trabalho. Ele é aquele que o Senhor tornou administrador da sua casa, para dar o sustento a cada um a seu tempo. Observe:
1. A igreja de CRISTO é a sua casa, ou família. Ele é o Pai e Mestre. É a casa de DEUS, uma família que toma o nome de CRISTO (Ef 3.15).
2. Os ministros do Evangelho são nomeados administradores nessa casa. Não como príncipes (CRISTO advertiu contra isso), mas como administradores, ou outros encarregados subordinados; não como senhores, mas como guias; não para prescrever novos caminhos, mas para mostrar e conduzir nos caminhos que CRISTO indicou. Este é o significado de hegoumenoi, que traduzimos: governando sobre vós (Hb 13.17). Como supervisores, não para interromper nenhum novo trabalho, mas para orientar e acelerar a obra que CRISTO ordenou; este é o significado de episcopoi – bispos. Eles são governantes por CRISTO; qualquer poder que eles tenham deriva dele, e ninguém pode tomá-lo deles, ou reduzi-lo. JESUS é aquele a quem DEUS Pai fez governante; e CRISTO tem o poder de fazer ministros. Eles são governantes sob CRISTO, agindo subordinados a Ele; e governantes para CRISTO, para o progresso do seu reino.
3. O trabalho dos ministros do Evangelho é de dar à casa de CRISTO o seu sustento a seu tempo, como administradores, e por isso eles têm as chaves da casa.
(1) O seu trabalho é dar, e não tomar para si mesmos (Ez 34.8), mas dar à família o que o Mestre trouxe, distribuir o que CRISTO comprou. E aos ministros foi dito: “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35).
(2) Trata-se de dar sustento, e não a lei (isto é função de CRISTO), mas transmitir à igreja essas doutrinas, que, se devidamente digeridas, serão alimento para as almas. Eles devem dar, não o veneno das falsas doutrinas, não as pedras das doutrinas duras e infrutíferas, mas o sustento que é saudável e que faz bem.
(3) O sustento deve ser dado a seu tempo, en kairo – enquanto há tempo para isso; quando vier a eternidade, será tarde demais; nós precisamos trabalhar enquanto é dia: isto é, sempre que houver qualquer oportunidade; ou no tempo indicado, continuamente, conforme exija o dever de cada dia.
Em segundo lugar, a sua liberação desse ofício. O bom servo, se assim o preferir, será um bom administrador; pois:
1. Ele é fiel; os administradores devem ser fiéis (1 Co 4.2). Aquele a quem algo é confiado, deve ser confiável; e quanto mais lhe é confiado, mais se espera dele. É uma coisa boa e grandiosa que é confiada aos ministros (2 Tm 1.14); e eles precisam ser fiéis, como Moisés também o foi (Hb 3.2). CRISTO considera os ministros que são fiéis, e somente eles (1 Tm 1.12). Um ministro fiel de JESUS CRISTO é alguém que deseja sinceramente a honra do seu Mestre, não a sua própria; este transmite integralmente a Palavra de DEUS, não as suas próprias fantasias e idéias; ele segue as instituições de CRISTO e adere a elas; considera os mais humildes, reprova os mais poderosos e não respeita a aparência das pessoas.
2. Ele é sábio para compreender o seu dever e a ocasião apropriada para ele. E para guiar o rebanho é necessária não apenas a integridade do coração, mas a habilidade das mãos. A honestidade pode ser suficiente para um bom servo, mas a sabedoria é necessária para um bom administrador; pois orientar é um trabalho frutífero.
3. Ele trabalha, como exige o seu cargo. O ministério é uma boa obra, e aqueles que têm este trabalho sempre têm alguma coisa para fazer; eles não devem permitir-se descansar, nem deixar o trabalho inacabado, nem descuidadamente passá-lo a outros, mas precisam estar trabalhando, e trabalhando para alcançar os objetivos do seu trabalho, dando sustento à casa, cuidando dos seus deveres e não se envolvendo no que não lhe diz respeito; trabalhando como o Mestre ordenou, como importa ao cargo, e como exige a situação da família; não conversar, mas trabalhar. Este era o lema que o Sr. Perkins usava: Minister verbi es – Você é um ministro da Palavra. Não apenas Age – Trabalhe, mas Hoc age – Trabalhe assim.
4. Ele é encontrado trabalhando quando chega o seu Mestre, o que indica:
(1) Constância no seu trabalho. A qualquer hora em que chegue o seu Mestre, ele será encontrado ocupado com o trabalho. Os ministros não devem deixar lacunas no seu tempo, para que o Senhor não os encontre parados por ocasião da sua volta. Assim como para o DEUS benigno o fim de uma misericórdia é o início de outra, também para um homem bom, um bom ministro, o fim de um dever é o início de outro. Perseverança no seu trabalho, até a chegada do Senhor. “Retende-o até que eu venha” (Ap 2.25). “Persevera nestas coisas” (1 Tm 4.16; 6.14). Persevere até o fim.
Em terceiro lugar, a recompensa destinada ao servo fiel, em três aspectos:
1. Ele será notado. Isto está indicado nestas palavras: “Quem é, pois, o servo fiel e prudente?” Isto dá a entender que poucos têm esta qualidade; um administrador tão fiel e prudente será um entre mil. Àqueles que se distinguirem pela humildade, diligência e sinceridade no seu trabalho, CRISTO, no grande dia, honrará e distinguirá através da glória que lhes será conferida.
2. Ele será bem-aventurado. “Bem-aventurado aquele servo”; e CRISTO, ao dizer isto, o torna bem-aventurado. “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor” (Ap 14.13). Mas há uma bênção especial garantida àqueles que se mostram administradores fiéis, e são encontrados trabalhando. Ao lado da honra daqueles que morrem no campo de batalha, sofrendo por CRISTO, como os mártires, está a honra daqueles que morrem no campo de trabalho, arando, e semeando, e colhendo, por CRISTO.
3. Ele será preferido (v. 47); [Ele] “o porá sobre todos os seus bens”. A alusão é ao caminho dos grandes homens: se os administradores da sua casa se conduzem bem, eles normalmente os preferem para que sejam os administradores das suas propriedades. Assim José foi preferido na casa de Potifar (Gn 29.4,6). Mas a maior honra que o senhor mais gentil já fez aos seus servos mais experimentados neste mundo não é nada, quando comparada ao peso da glória que o Senhor JESUS irá conferir aos seus servos fiéis e vigilantes, no mundo vindouro. O que aqui é dito, em comparação, é a mesma coisa dita, mais claramente, em João 12.26: “Meu Pai o honrará”. E os servos de DEUS, quando assim preferidos, serão perfeitos em sabedoria e santidade, para sustentar o peso daquela glória, para que estes servos não representem perigo, quando reinarem.

[2] A respeito do servo mau, temos aqui:
Em primeiro lugar, a descrição que é dada a respeito dele (vv. 48,49), onde temos o infeliz com as suas características.
A mais vil das criaturas é um homem mau, o mais vil dos homens é um mau cristão, e o mais vil entre eles é um mau ministro. Corruptio optimi est pessima – O que é melhor, quando corrompido, torna-se o pior. A maldade nos profetas de Jerusalém é verdadeiramente uma coisa horrível (Jr 23.14). Aqui está:
1. A causa da sua maldade, que é uma descrença prática na segunda vinda de CRISTO.
Ele diz no seu coração: o meu Senhor atrasa a sua vinda (se demora); e por isso começa a pensar que Ele nunca virá, e que abandonou a sua igreja. Considere que:
(1) CRISTO sabe o que dizem, nos seus corações, aqueles que com seus lábios clamam: “Senhor, Senhor”, como este servo.
(2) A demora da vinda de CRISTO, embora seja um exemplo gracioso da sua paciência, é muito mal interpretada pelas pessoas más, cujos corações, desta maneira, se endurecem, com os seus métodos de iniqüidade. Quando a vinda de CRISTO é considerada duvidosa, ou algo que está a uma distância imensa, o coração do homem se torna inteiramente disposto a praticar o mal (Ec 8.11). Veja Ez 12.27. Aqueles que caminham pelos seus sentidos estão prontos para falar, a respeito do JESUS invisível, como o povo falou sobre Moisés, quando ele se demorou no monte, depois da sua peregrinação: “Não sabemos o que lhe sucedeu” portanto “levanta-te, faze-nos deuses”; o mundo é um deus, o nosso ventre é um deus, qualquer coisa pode ser um deus, porém nunca será o DEUS verdadeiro.

2. As particularidades da sua iniqüidade. E esses são pecados de primeira grandeza; o ímpio é um escravo das suas paixões e dos seus apetites.
(1) Aqui ele é acusado de perseguição. Ele começa a espancar os seus conservos. Veja que: [1] Até mesmo os administradores mais importantes da casa devem considerar os servos da casa como seus conservos, e por isso estão proibidos de agir como se fossem senhores deles. Se o anjo se considerava conservo de João (Ap 19.10), não é de admirar que João tivesse aprendido a se considerar um irmão dos cristãos das igrejas da Ásia (Ap 1.9). [2] Não é novidade ver maus servos ferindo os seus conservos; tanto cristãos em particular quanto ministros fiéis. Ele os fere, seja porque eles o reprovam, seja porque eles não o reverenciam; não dizem o que ele diz, e não fazem o que ele faz, agindo contra as suas consciências: ele os fere com a língua, da mesma maneira como eles feriram o profeta (Jr 18.18). E se ele tiver poder nas mãos, ou puder pressionar aqueles que o têm, como os dez chifres sobre a cabeça da besta, isso continuará. Pasur, o sacerdote, feriu o profeta Jeremias, e o meteu no tronco (Jr 20.2). Aqueles que se insurgem contra DEUS têm descido até ao profundo, na matança (Os 5.2). Quando o administrador fere os seus conservos, o faz deturpando a autoridade do seu Mestre, e no seu nome. Ele diz: “O Senhor seja glorificado” (Is 66.5), mas ele virá a saber que não poderia ter feito afronta pior ao seu Mestre.

(2) Profanação e imoralidade. Ele começa a comer e a beber com os bêbados.
[1] Ele se associa aos piores pecadores, se relaciona com eles, é íntimo deles. Ele caminha sob a orientação deles, segue o caminho deles, senta-se na cadeira deles e canta as canções deles. Os bêbados são os companheiros, alegres e joviais, e aqueles a quem ele prefere, e por isso ele fortalece a sua iniqüidade. [2] Ele age como eles; “come, e bebe e folga”, assim consta no texto de Lucas. Isto é uma introdução a todos os tipos de pecado. A embriaguez é uma iniqüidade dominante; aqueles que são seus escravos, nunca são senhores de si mesmos em qualquer outro aspecto. Os perseguidores do povo de DEUS normalmente têm sido os homens mais maldosos e imorais. As consciências dos perseguidores, quaisquer que sejam os argumentos, normalmente são as mais corruptas e pervertidas. De que não se embriagam aqueles que se embriagam com o sangue dos santos? 
Em segundo lugar, é apresentada a sua condenação (vv. 50,51). A “capa” e o caráter dos maus ministros não os protegem da condenação, mas a agrava grandemente. Eles não podem reivindicar que estejam fora do alcance ou da jurisdição de CRISTO, nem da jurisdição dos magistrados civis; os clérigos não possuem nenhum benefício no tribunal de CRISTO. Considere:
1. A surpresa que irá acompanhar a sua condenação (v. 50): “Virá o senhor daquele servo”. Então: (1) O fato de nós adiarmos os pensamentos sobre a vinda de CRISTO não irá adiar a sua vinda. Não importa com o quê alguém procure se iludir; o seu Senhor virá. A descrença do homem não tornará sem efeito aquela grande promessa, ou ameaça (você pode chamá-la como quiser). (2) A vinda de CRISTO será uma surpresa terrível para os pecadores seguros e descuidados, especialmente para os maus ministros: “virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera”. Aqueles que desprezaram os avisos da Palavra, e calaram os avisos das suas próprias consciências, a respeito do juízo futuro, não podem pretender esperar quaisquer outras advertências; serão considerados como tendo recebido suficientes avisos legais, tenham estes sido aceitos ou não; e não se pode acusar a CRISTO de nenhuma injustiça se Ele vier repentinamente, sem qualquer aviso. Ele já nos falou a este respeito anteriormente.
2. A severidade da sua condenação (v. 51). Ela não é mais severa do que justa, mas é uma condenação que traz a destruição completa, envolta por duas palavras terríveis: morte e condenação.
(1) Morte. O seu Senhor o separará, dikotomesei auton, “Ele o separará da terra dos vivos”, da congregação dos justos, irá separá-lo para o mal; esta é uma definição de maldição (Dt 29.21). Ele o derrubará, como uma árvore que sobrecarrega o solo; talvez isto seja uma alusão à sentença freqüentemente usada na lei: “Esta alma será extirpada do seu povo”, o que sugere uma extirpação completa. A morte separa um bom homem, assim como um escolhido é separado para ser enxertado em um rebanho melhor; mas ela também separa um homem mau, assim como um galho seco é separado quando o fogo o separa deste mundo. Ou, como podemos interpretar, Ele o separará, isto é, separará o corpo da alma e do espírito, enviará o corpo à sepultura, para ser uma presa dos vermes, e a alma e o espírito para o inferno, para ser uma presa dos demônios; e assim o pecador é separado. Na morte, a alma, o espírito e o corpo de um homem temente e obediente a DEUS se separam da maneira adequada; a primeira é alegremente levada à presença de DEUS, e o segundo é deixado para a terra. Mas a alma e o corpo de um homem iníquo, na morte, são separados, pois para eles a morte é o rei dos terrores (Jó 18.14). O mau servo se divide entre DEUS e o mundo, entre CRISTO e Belial, entre a sua profissão de religião e os seus desejos; portanto, com justiça, ele também será dividido.
(2) Condenção. Ele “destinará a sua parte com os hipócritas”, e será uma porção miserável, pois “ali haverá pranto”. Observe que: [1] Há um lugar e um estado de miséria perpétua no outro mundo, onde não há nada, exceto pranto e ranger de dentes; o que expressa a tribulação e a angústia da alma sob a indignação e a ira de DEUS. [2] A sentença divina designará este lugar e estado como a porção daqueles que, por seu próprio pecado, foram preparados para ele. Até àquele de quem Ele disse, que dizia que Ele era o seu Senhor, designará, desta maneira, a sua porção. Aquele que agora é o Salvador, será, então, o Juiz, e o estado perpétuo dos filhos dos homens será como Ele designar. Eles, que escolhem o mundo por sua porção nesta vida, terão o inferno por sua porção na outra vida. “Esta, da parte de DEUS, é a porção do homem ímpio” (Jó 20.29). [3] O inferno é o lugar apropriado para os hipócritas. Este servo perverso tem sua porção com os hipócritas. Eles são, como eram, os proprietários livres, outros pecadores são meramente como moradores com eles, e têm somente uma porção da sua miséria. Quando CRISTO desejava expressar o mais severo castigo no outro mundo, Ele o chamava de “a porção dos hipócritas”. Se houver algum lugar no inferno mais ardente que outro, como é provável que haja, ele será a parte daqueles que têm a forma, mas odeiam o poder da piedade. [4] Os ministros perversos terão a sua porção no outro mundo com os piores dos pecadores, certamente com os hipócritas, e com justiça, pois eles são os piores dos hipócritas. O sangue de CRISTO, que eles têm, por suas profanações, pisado sob os seus pés, e o sangue das almas, que eles têm, por sua deslealdade, trazido sobre as suas cabeças, os oprimirão naquele lugar de tormento. “Filho, lembra-te”, será como o corte de uma palavra a um ministro, se ele perecer, como a qualquer outro pecador. Que eles, portanto, que pregam aos outros, temam, para que eles mesmos não sejam reprovados.
 
 
 
 
 
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe - A Volta do Rei -Parte 2 - Mateus 24:45 - 25:46 (Com modificações do Pr. Henrique)
Observe-se que o contexto da primeira parte do Sermão do Monte das Oliveiras era, inequivocamente, judaico. Uma leitura atenciosa desse trecho indica uma mudança. JESUS descreveu acontecimentos que serviríam de sinal no período antes e na tribulação e no final da mesma. Falou de uma série de julgamentos, culminando com sua volta à Terra. Nessa seção, porém, a ênfase é sobre sua demora em voltar (Mt 24:48; 25:5,19).
Parece válido associar Mateus 24:45 - 25:30 à presente era da Igreja, um tempo durante o qual o Senhor parece estar adiando sua volta (2 Pe 3). O encerramento da seção (Mt 25:31-46) descreve o julgamento que o Senhor executará quando voltar à Terra. De um modo geral, os ensinamentos no monte das Oliveiras dizem respeito aos judeus (Mt 24:4-44), à igreja professa (Mt 24:45 - 25:30) e às nações gentias (Mt 25:31-46), correspondendo às três divisões da humanidade mencionadas por Paulo em 1 Coríntios 10:32. Já estudamos como a vinda de JESUS, em sua segunda vinda e segunda fase é relacionada a Israel; convém, agora, voltarmos para as duas últimas relações.
1. A vinda de CRISTO e a Igreja professa (Mt 24:45 - 25:30)
Não é de surpreender que o assunto do sermão de JESUS tenha mudado repentinamente, deixando de discorrer sobre a relação da sua vinda com Israel e passando a tratar de sua relação com a Igreja. Não é incomum nas Escrituras um orador ou escritor mudar de ênfase bem no meio de uma frase. Toda a Era da Igreja, por exemplo, ocorre no período compreendido entre as palavras "deu" e "e" em Isaías 9:6. 
Na seção dedicada a Israel, JESUS descreveu primeiramente acontecimentos exteriores do período em questão; nesta seção, porém, descreve as atitudes interiores. Todos que creram em JESUS CRISTO como Salvador estão indo para o céu (Jo 3:16-18; 17:24), mas nem todos os cristãos estão preparados para se encontrar com o Senhor no arrebatamento.
Quando JESUS CRISTO voltar e levar sua Igreja para o céu, se assentará em seu trono e julgará seu povo (Rm 14:10-12; 2 Co 5:8-11). Não julgará nossos pecados, pois estes já foram julgados na cruz (Rm 8:1-4), mas julgará nossas obras e dará recompensas para os que a merecerem (1 Co 3:9-15). 
Servos obedientes e servos desobedientes (vv. 45-51). O povo de DEUS na Terra é chamado de família (Gl 6:10; Ef 2:19). DEUS coloca servos em cada família para alimentar os membros. Podemos ver, nessa idéia, a família da igreja local com seus líderes espirituais. O propósito da liderança espiritual é que os líderes alimentem o povo, não que o povo alimente os líderes! O apóstolo Pedro compreendeu essa verdade e enfatizou-a em sua primeira carta (1 Pe 5:1-4).
Ser pastor ou ministrar na igreja local é algo extremamente sério. E preciso ter todo cuidado para servir a CRISTO e seu povo em amor e com as motivações corretas. Tanto em palavras quanto em ações, deve-se conduzir a família pelo caminho certo (Hb 13:7,8). Os membros da família devem se submeter à liderança espiritual, pois um dia tanto o povo quanto seus líderes se verão diante do trono de julgamento de CRISTO (Hb 13:17).
A tarefa de um servo não é ser popular, mas sim ser obediente. Ele deve alimentar a família com o alimento de que ela necessita e quando ela necessita. Deve tirar de sua "despensa espiritual" coisas novas e velhas
(Mt 13:52). Em sua busca por novidades e idéias interessantes, alguns mestres da Bíblia esquecem os nutrientes de verdades antigas da Palavra. Outros ministros, por sua vez, estão tão presos a coisas antigas que não conseguem enxergar novos insights e novas aplicações para as verdades mais antigas. O velho dá origem ao novo, e o novo torna o velho mais significativo.
Se o líder espiritual estiver trabalhando em obediência quando o Senhor voltar, será recompensado. Mas, se não estiver fazendo seu trabalho quando o Senhor voltar, será tratado com severidade (Mt 24:51), como indica a imagem da dor e da perda. 
A recompensa de um serviço obediente é a capacidade de servir ainda mais. O que causou a queda desse servo? Havia algo de errado em seu coração: ele parou de esperar a vinda do Senhor (Mt 24:48). Viveu como se fosse alguém do mundo e maltratou seus colegas de serviço. Quando os servos de DEUS não conseguem trabalhar juntos, geralmente é porque alguém está esquecendo que o Senhor voltará. Esperar e amar a volta de CRISTO deve servir de motivação para que permaneçamos fiéis e para que sejamos amorosos (1 Tes 2:19, 20; 1 Jo 2:28).
 
 
Comentários Moody
45-51. O servo fiel e o servo infiel. 
45-47. A figura descreve um servo fiel e prudente que foi colocado por seu senhor sobre os outros servos da sua casa. O desempenho fiel de suas obrigações trará privilégios e responsabilidades aumentados quando o seu senhor vier. 
48, 49. Em contraste, o servo mau é apenas o servo de nome, pois ele zomba das instruções do seu senhor e assume ele mesmo a autoridade. Sua deficiência é tanto doutrinária (Meu Senhor demora-se) como ética (espancar os seus conservos, e a comer e a beber com ébrios). Ele confunde a incerteza da hora da vinda com a certeza de que não virá logo. Todos os crentes (quer santos da dispensação da igreja quer da Tribulação) são servos de DEUS com definida área de responsabilidade. 
50, 51. A vinda de CRISTO será súbita e inesperada, e desmascarará tais hipócritas. Castigá-lo-á. O significado literal, "cortará em dois", descreve o castigo físico (conf. II Sm. 12:31; Hb. 11:37), e as palavras seguintes (com os hipócritas . . . choro e tanger de dentes) afirmam o resultado eterno.
 
Comentários do Expositor - Bíblia The Word
45 Quem é o servo fiel e prudente (refere-se a todos os crentes de todos os tempos) , a quem o Senhor tem feito governante sobre a sua casa (neste caso, a Igreja) , para dar o sustento a seu tempo? (chamados por DEUS Pregadores são responsáveis por alimentar adequadamente o rebanho.) 
46 Bem-aventurado é aquele servo a quem o Senhor, quando Ele vier, achar fazendo assim (refere-se a fidelidade até o Arrebatamento) . 
47 Em verdade vos digo que, para que o porá sobre todos os seus bens (refere-se aos santos ressuscitados sendo feitas "governantes" na vinda do Reino 
48 Mas, se aquele mau servo disser no seu coração: Meu senhor tarda em vir (exatamente o que muitos na Igreja moderna estão dizendo agora) ; 
49 E começar a espancar os seus conservos, e a comer e beber com os ébrios (não só para estar no mundo, mas para ser bem, do mundo) ; 
50 O senhor daquele servo virá num dia em que não olha para Ele , e numa hora que ele não tem conhecimento de (não está pronto para o arrebatamento, a maioria da Igreja moderna, infelizmente, se enquadra nessa categoria) , 
51 E deve cortá-lo em pedaços, e nomear -lhe a sua parte com os hipócritas (apesar da sua profissão) ; ali haverá choro e ranger de dentes (perder a sua alma, e ir para um inferno eterno, a maioria na Igreja moderna, infelizmente e lamentavelmente, se enquadram nesta categoria, pois eles só são religiosos, mas perderão o arrebatamento)!
 
 
Comentário. Bíblico - Devocional (NT)
“Quem é, pois, o servo fiel e prudente?” (Mt 24.45-51). Essa parábola é dirigida aos líderes — os responsáveis pelo cuidado e pela supervisão dos outros. Os líderes devem considerar e se preocupar com o bem estar dos outros. O servo bom, que trata os outros com bondade, será recompensado quando JESUS voltar. Mas há servos “maus” na liderança, que exploram e maltratam os outros. Ignorando a possibilidade do retorno do senhor, estes servos tosquiam, em vez de apascentar o rebanho de DEUS. Quando estava escrevendo este parágrafo, fiz uma pausa, e liguei a televisão. Eu vi uma notícia rápida. Jim Bakker tinha sido condenado por 24 contas fraudulentas: por mentir aos seus parceiros da TV sobre projetos que ele sabia que não seriam concluídos, e por tomar para si mesmo e sua esposa 3,7 milhões de dólares das contribuições. Posteriormente, Tammy Faye falou, e contou aos repórteres reunidos que este júri terreno não tinha dado o veredicto final.
Pergunto-me se ela ou Jim teriam lido esta parábola? Ou a sua conclusão. Em termos vividos e severos, JESUS fala de punições para aqueles servos maus, que “espancam seus conservos e... comem e bebem com bêbados” (v. 49).
 
 
SUBSÍDIO EXEGÉTICO TOP1
“JESUS conta outra parábola (que também poderia ser chamada de Parábola do Servo Bom e do Servo Mau) sobre o tema da prontidão (cf. Mt 12.41-46). Nesta descrição, o senhor, voltando de uma visita inesperada, encontra o servo administrador satisfazendo ou recusando-se a satisfazer as necessidades dos outros servos. Considerando a crítica que JESUS fez aos líderes judeus por desconsiderarem o bem-estar das pessoas, este servo opressivo e esbanjador serve de comentário sobre as ações dos governantes rejeitados (Mt 23.1-4,23,24).
“O castigo do servo mau é severo. É igual ao dos ‘hipócritas’ (Mt 24.51; [...]; cf. também Mt 15.7; 22.18; 23.13-15,29). JESUS deixa claro que este não é mero castigo terreno, mas de julgamento eterno (quanto ao choro e ranger de dentes, veja também Mt 8.12; 13.42,50; 22.13; 25.30)” (SHELTON, James B. In ARRINGTON, French L.; STRONDAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.135).
 
CONHEÇA MAIS -A Parábola dos Dois Servos
“Nesta descrição, o senhor, voltando de uma visita inesperada, encontra o servo administrador satisfazendo ou recusando-se a satisfazer as necessidades dos outros servos. Considerando a crítica que JESUS fez aos líderes judeus por desconsiderarem o bem-estar das pessoas, este servo opressivo e esbanjador serve de comentário sobre as ações dos governantes rejeitados (Mt 23.1-4,23,24)”. Para conhecer mais, leia Comentário Bíblico Pentecostal, CPAD, p.134.
 
SUBSÍDIO DEVOCIONAL
“A respeito daqueles que estão na igreja mas são infiéis ao Senhor, é impossível estarem vigilantes e preparados para a volta inesperada de CRISTO, se os tais não creem que Ele pode vir agora. (1) Qualquer crente professo que vive em pecado, julgando que JESUS tardará a vir, tornar-se-á como o servo mau da parábola. Ele não percebe o risco da volta do Senhor pegá-lo de surpresa ([...]). (2) É significativo JESUS associar a infidelidade e a hipocrisia à crença e ao desejo de que Ele demore a voltar” (STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1141).
 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Nos tempos antigos era um costume comum que os senhores deixassem um servo encarregado de todos os assuntos da família. O servo, descrito como fiel e prudente, corresponde aos discípulos, aos quais foi atribuída por JESUS uma responsabilidade sem precedentes. Isto também descreve aqueles que são indicados para posições de liderança na igreja, que deverão estar desempenhando fielmente suas obrigações quando JESUS (o Senhor) chegar. Estes servos receberão grandes recompensas.
“Alguns servos, entretanto, podem decidir aproveitar-se da sua posição de liderança, maltratando os outros e entregando-se ao prazer. O servo pode ter pensado que o seu senhor estaria fora durante um longo período, mas certo dia, virá o senhor num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe. Este será um evento repentino e sem aviso prévio, e o mau servo será surpreendido ‘no ato’. O julgamento do senhor contra o seu mau servo será extremamente severo. Ainda pior do que esse horrível castigo será o destino eterno do servo. Ele será designado a um lugar onde haverá pranto e ranger de dentes (referência ao inferno). O julgamento futuro de DEUS é tão certo quanto a volta de JESUS à terra” (Comentário do Novo Testamento. Vol 1. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.146).
 
PARA REFLETIR - A respeito de “Precisamos de Vigilância Espiritual”, responda:
A parábola tem o que como base? A parábola é contada tendo como base uma comparação entre o comportamento de dois servos.
De acordo com a lição, o discurso do Senhor é claramente escatológico e tem qual objetivo? Advertir os ouvintes da necessidade de se viver de forma vigilante e prudente enquanto se aguarda o retorno do Senhor.
O destaque à vigilância, nesta parábola, se manifesta como o quê? O destaque à vigilância, nesta parábola se manifesta como sendo o exercício correto da mordomia, ou seja, o homem vigilante pratica a administração responsável do que recebeu do seu senhor, sabendo que está lidando com o que não é seu e que brevemente terá de prestar contas.
O que JESUS quis dizer ao referir-se ao tempo de Noé dizendo que as pessoas “comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca”? As pessoas do tempo do “pregoeiro da justiça” (2 Pe 2.5), viviam sem compromisso algum com DEUS e foram surpreendidas pelo juízo divino (Mt 24.38,39).
De acordo com o último subtópico da lição, para que JESUS contou a parábola dos dois servos? JESUS contou a parábola dos dois servos para que os ouvintes, e todos nós, optássemos em seguir o exemplo do servo fiel e prudente, evitando o trágico fim dos hipócritas.
 
 
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SUBSÍDIOS DA REVISTA - LIÇÃO 12 - Vivendo em Constante Vigilância
PARA REFLETIR - A respeito de “Vivendo em Constante Vigilância”, responda:
Qual o sentido do verbo “vigiar”? Significa estar alerta, ser vigilante. No contexto bíblico tem o sentido de estarmos atentos em todos os aspectos da vida cristã. 
O que JESUS estava dizendo com as palavras: “ficai aqui e vigiai comigo”? Significa que JESUS queria que seus discípulos ficassem acordados e continuassem a orar ou, talvez, se protegessem de alguma intromissão enquanto orava. 
Por que a vigilância é um dos pontos centrais do sermão profético? Porque não se sabe o dia nem a hora da vinda de JESUS (Mt 24.36; Mc 13.32).
Qual o significado da vigilância em “vigiai e orai, para que não entreis em tentação”? Significa estar vigilante para manter a fidelidade ao Senhor JESUS e nunca se apartar dEle.
O que nos ensina a experiência de JESUS e seus discípulos no jardim de Getsêmani? Ensina que cada cristão tem o seu Getsêmani e cada um de nós deve se submeter à vontade do Pai.
CONSULTE

Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 77, p42.
 
SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO TOP1
Prezado(a) professor(a), a aula desta semana trata a respeito da importância da vigilância no viver diário do cristão. É relevante explicar aos seus alunos que devemos estar alerta quanto à Segunda Vinda do Senhor JESUS, pois não sabemos o dia e nem a hora que Ele há de retornar para buscar a Sua Igreja. Para auxiliá-lo (a) na compreensão deste aspecto, leia para a classe o significado do conceito abaixo:
“Escatologia – O termo escatologia (gr. eschatos, ‘últimos’; logos, ‘raciocínio’), significando ‘a teologia das últimas coisas’, tem sido usado desde o século XIX para designar a divisão da teologia sistemática que lida com tudo o que era profeticamente futuro na época em que foi escrito, isto é, profecias que já se cumpriram, como também profecias que ainda não se cumpriram. Importantes assuntos de profecia incluem predições com relação a JESUS CRISTO, tanto em sua primeira vinda como na segunda, Israel, os gentios, Satanás, cristianismo, os santos de todas as eras, a futura Grande Tribulação, o estado intermediário, a ressurreição dos mortos, o reino milenial, o juízo final e o estado eterno. Estes temas podem ser classificados como a revelação divina do programa quádruplo de DEUS para: (1) Israel, (2) os gentios, (3) a igreja e (4) Satanás e seus anjos caídos” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 662).
 
SUBSÍDIO BÍBLICOTEOLÓGICO TOP2
“[...] É importante observar o uso de uma condicional de primeiro tipo na expressão ‘se é possível’ (Mt 26.39). Isto normalmente sugere que se supõe que a condição é cumprida — isto é, que era possível evitar o ‘cálice’ que JESUS tinha em mente. Esta interpretação recebe o apoio de Hebreus 5.7, que observa que quando JESUS ‘oferecendo com grandes lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia’. A morte biológica não causava terror a JESUS. Ela não causa terror em nós. Como JESUS carregou nossos pecados e sentiu a ira de DEUS em nosso lugar, nós também fomos libertados. Nem a morte biológica nem a espiritual têm qualquer influência sobre aqueles que, por meio de CRISTO, receberam a vida eterna” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, pp. 83,84). 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP3
“Iniquidade e esfriamento do amor. 
Em Mateus 24.12, JESUS mencionou mais dois alarmantes sinais, um decorrente do outro: ‘E por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará’. E o que assusta, neste duplo sinal, é mais uma vez a palavra ‘muitos’, cujo significado é ‘quase todos’. Não foi por acaso que JESUS ensinou: ‘Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela’ (Mt 7.13). A cada dia, a aceitação da verdade da Palavra de DEUS torna-se mais difícil. Doutrinas que outrora, ao serem ensinadas, geravam temor, têm levado muitos crentes a fazerem questionamentos. Vemos que os mensageiros mais conservadores — mas conservadores do ponto de vista bíblico (2 Tm 1.13,14) — são vistos por muitos como extremistas, descontextualizados ou politicamente incorretos. Isso, com certeza, é reflexo do dúplice sinal em questão. O amor ao mundo faz-nos perder o amor a DEUS (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17). E muitos líderes, à semelhança de Demas (2 Tm 4.10), perderão a visão espiritual, nesses últimos dias.
Os cultos, que deveriam ter como objetivos o louvor a DEUS e a exposição da Palavra (1 Co 14.27), se transformarão — como já vem ocorrendo — em programas de auditório, shows, com muito entretenimento e pouco ou nenhum quebrantamento de espírito na presença do Senhor. Esse sinal indica que, nos últimos dias, o mundo se tornará tão religioso, e a igreja — quer dizer, uma boa parte dela — tão mundana, que não saberá onde começa um e termina o outro. Sabendo que tudo isso aconteceria, JESUS alertou: ‘Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar...’ (Lc 21.36, ARA). E, como escapar? O caminho é dar ouvidos à Palavra de DEUS e se arrepender, a fim de que o nosso amor não se esfrie (Ap 2.4,5)” (ZIBORDI, Ciro S, Et al.Teologia Sistemática Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, pp. 493-94).