quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Vídeos Lição 2, A Natureza dos Anjos, A Beleza do Mundo Espiritual, 4 Partes, 1Tr19, Pr. Henrique, EBD NA TV

Slides da Lição 2, A Natureza dos Anjos, A Beleza do Mundo Espiritual, 1Tr19, Pr Henrique, EBD NA TV

































Escrita Lição 2, A Natureza dos Anjos, A Beleza do Mundo Espiritual, 1Tr19, Pr Henrique, EBD NA TV

Lição 2, A Natureza dos Anjos, A Beleza do Mundo Espiritual
1º Trimestre de 2019 - Batalha Espiritual: O povo de DEUS e a guerra contra as potestades do mal. - Comentário: Esequias Soares
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454.
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Estude esses ensinos
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao6-vc-anjos-ministroseenviadospordeus.htm
 
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO
“Bendizei ao SENHOR, anjos seus, magníficos em poder, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra.” (Sl 103.20)
 
 
 

VERDADE PRÁTICA
Os anjos são seres reais, espirituais e celestiais a serviço de DEUS e enviados para ajudar os que vão herdar a salvação.
 
 
 

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Ne 9.6 Os anjos pertencem a uma ordem da criação de DEUS
Terça – Jó 38.6,7 Os anjos testemunharam a criação do universo físico
Quarta – Lc 2.13,14 Os anjos estão organizados em milícias espirituais que povoam o céu
Quinta – Cl 1.16 Os anjos são identificados na Bíblia de diversas formas
Sexta – 1 Tm 3.16 Os anjos assistiram o Senhor JESUS desde o anúncio do seu nascimento até a sua ascensão 
Sábado – Hb 1.14 Os anjos são espíritos que servem a DEUS e ao seu povo
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 1.26-35
26 - E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por DEUS a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 - a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. 28 - E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. 29 - E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta. 30 - Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de DEUS, 31 - E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de JESUS. 32 - Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor DEUS lhe dará o trono de Davi, seu pai, 33 - e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim. 34 - E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão? 35 - E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o SANTO, que de ti há de nascer, será chamado Filho de DEUS.
 
OBJETIVO GERAL
Mostrar os anjos como seres espirituais reais, cujo serviço glorifica a DEUS e auxilia seu povo.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Expor a identidade dos anjos;
Explicar a natureza e o ofício dos anjos;
Elencar a ordem hierárquica dos anjos.
Destacar a relação de JESUS com os anjos a partir do Arcanjo Miguel.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A época contemporânea está em volta em misticismos de diversas origens. O Ocidente tem sido influenciado por religiões orientais e, por isso, há inclinações sobejas para uma espiritualidade centrada em criaturas espirituais e não no Criador. Porém, a Bíblia mostra que os anjos não são mitos nem lendas, mas seres espirituais que atuam na vida dos que se entregam a CRISTO e o tem como Senhor de suas vidas. Portanto, nesta lição, devemos falar a respeito da identidade dos anjos, a natureza e ofício, a organização e a relação de JESUS, o Filho de DEUS, com eles. Nesta semana contemplaremos a beleza do mundo espiritual. 

PONTO CENTRAL
Os anjos são seres celestiais a serviço de DEUS para auxiliar os salvos em CRISTO.
 
Resumo da Lição 2, A Natureza dos Anjos, A Beleza do Mundo Espiritual
I – OS ANJOS
1. Quem são eles?
2. Os gregos e os romanos.
3. Na Bíblia.
II – OS SERES CELESTIAIS PARA SERVIR
1. Natureza.
2. Ofício.
3. A ação dos anjos durante o ministério de JESUS.
III – AS HOSTES ANGELICAIS
1. As hierarquias angelicais.
2. Serafins e querubins.
3. Arcanjos.
IV – JESUS E O ARCANJO MIGUEL
1. A identidade de Miguel.
2. Uma diferença abissal.
 
 
SÍNTESE DO TÓPICO I
A palavra anjo significa mensageiros. Nas Escrituras, os anjos sempre desempenharam essa função.
Observação - Os anjos assistiram a JESUS durante todo o seu ministério terreno, na tentação do deserto, na agonia do Getsêmani, na sua ressurreição e na ascensão ao céu.
 SÍNTESE DO TÓPICO II
Os anjos são criaturas espirituais invisíveis às pessoas. As principais funções deles são glorificar a DEUS e fazer obras em favor dos seres humanos.
Observação - As Escrituras Sagradas revelam existir mais seres no céu, da mesma natureza e com a mesma posição de arcanjo.
SÍNTESE DO TÓPICO III
Há uma organização clara dos anjos no céu, mas sobre a natureza dessa hierarquia a Bíblia nos revela muito pouco.
SÍNTESE DO TÓPICO IV
Há uma diferença abissal entre JESUS CRISTO e o Arcanjo Miguel: este é príncipe, aquele é o Senhor dos senhores.
 
 
 
 
COMENTÁRIOS DIVERSOS
 
OBSERVAÇÕES DO Pr.HENRIQUE
Existem mais de um Arcanjo (Chefe ou líder de anjos) com certeza - veja que Miguel era um dos primeiros. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. Daniel 10:13 (UM DOS PRIMEIROS) Mas eu te declararei o que está registrado na escritura da verdade; e ninguém há que me anime contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe. Daniel 10:21 (PRÍNCIPE) Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda. Judas 1:9 (ARCANJO)
 
O ANJO DO SENHOR - JESUS - TEOFANIA
 
SÃO EM NÚMERO DE MILHÕES DE MILHÕES E MILHARES DE MILHARES.
E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, (Apocalipse 5:11)
 
PODEM ESTAR EM REDOR DO TRONO DE DEUS
E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, (Apocalipse 5:11)
 
OS ANJOS ÀS VEZES PODEM SER CHAMADOS DE FILHOS DE DEUS PORQUE DEUS OS CRIOU.
DEUS é pai dos espíritos (Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Hebreus 12:9).
E num dia em que os filhos de DEUS vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles. (Jó 1:6).
 
A TERÇA PARTE DOS ANJOS SE TORNARAM DEMÔNIOS
 a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho. Apocalipse 12:4
 
O DESTINO DE SATANÁS E DOS DEMÔNIOS JÁ ESTÁ SELADO.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Mateus 25:41
 
 
SERES HUMANOS TAMBÉM SÃO CHAMADOS DE ANJOS NA BÍBLIA, EM ALGUMAS OPORTUNIDADES
E ao anjo da igreja em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu: Apocalipse 2:8
O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas. Apocalipse 1:20
 
OS ANJOS SÃO CHAMADOS DE ANJOS DE SATANÁS
E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; Apocalipse 12:7
 
OS ANJOS FORAM CRIADOS ANTES DOS HOMENS
 
Assim como existe hierarquia no exército terrestre - existe no celeste. QUERUBINS, SERAFINS, ARCANJOS, ANJOS. Por exemplo, num exército todos são homens, só que existe uma hierarquia - 
Oficiais Generais
Marechal - General de Exército - General de Divisão - General de Brigada
Oficiais Superiores
Coronel
Tenente-Coronel
Major
Oficiais Intermediarios
Capitão
Oficiais Subalternos
1º Tenente
2º Tenente
Aspirante a Oficial
Graduados
Subtenente
1º Sargento
2º Sargento
3º Sargento
Taifeiro-Mor
Cabo
Taifeiro de 1a Classe
Taifeiro de 2a Classe
Soldado
 
 
Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; Isaías 6:6
Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. Isaías 6:2 (Strong Português)
SERAFINS שרף saraph
seres majestosos com 6 asas, mãos ou vozes humanas a serviço de Deus
 
PARA OS QUEREM DIZER QUIE SERAFINS SÃO SERPENTES DE FOGO VEJA AI O ORIGINAL E 8 TRADUÇÕES DE BIBLIAS MAIS USADAS. EM OUTRAS PASSAGENS PODE SER SERPENTE, MAS AQUI EM ISAIS SÃO SERAFINS MESMO.
2 Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam.
2 Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava.
2 Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés e com duas voavam.
2 Os serafins se mantinham junto dele. Cada um deles tinha seis asas; com um par ( de asas ) velavam a face; com outro cobriam os pés; e, com o terceiro, voavam.
2 Serafins estavam por cima dEle; cada um deles tinha seis asas; com duas delas cobria o seu rosto, e com outras duas cobria os seus pés, e com mais duas voava. 
2 À sua volta voavam poderosos serafins, anjos que tinham seis asas. Com duas asas, eles cobriam seus rostos, com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam.
2 Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés e com duas voavam.
2 Os serafins se mantinham junto dele. Cada um deles tinha seis asas; com um par ( de asas ) velavam a face; com outro cobriam os pés; e, com o terceiro, voavam.
N6VE TRAD4+~6ES D5FERENTES DE B´5B35AS D5FERENTES,
 
Tesouro de Conhecimentos Bíblicos - CPAD
 
ANJO
- Do hebraico “mal’ãk” e do grego “aggelos”, ambos significando mensageiro ou enviado; para exercerem essa função, os anjos têm movimentos que os capacitam a levar r mensagem onde lhe seja ordenado.
Os problemas de ordem espiritual, fáceis ou difíceis, que muitos enfrentam à medida que vão estudando as Escrituras, devem ser equacionados e esclarecidos através da própria Bíblia. Não há dúvida de que, i às vezes, os problemas de ordem espiritual transcendem a capacidade e os conhecimentos mais apurados dos estudiosos. Nesses casos, não se deve ir além do que a Palavra de Deus autoriza, nem ultrapassar por conta própria os limites da revelação divina; além de perigoso, é ilegal fazê-lo.
Os anjos celestiais, os que estão diante de Deus, nada têm a ver com essas figuras aladas e de ares inocentes que aparecem nos quadros feitos pelos artistas ou nas esculturas que ornamentam templos e museus.
A Bíblia relata alguns fatos acerca dos anjos, a fim de demonstrar-nos que a vida angelical não é estática, mas ativa e dinâmica, como se exige de um mensageiro eficiente. Não é necessário recorrer a imaginações nem à fantasias para explicar algumas verdades relacionadas com a doutrina dos anjos, nem tampouco é aconselhável que o conhecimento dos leitores se limite ao terreno da superstição tão difundida entre os povos.
Muitas figuras angélicas hoje conhecidas têm suas raízes nas representações mitológicas orientais, segundo as quais Deus está rodeado de uma corte de serafins, de um exército celestial, destinado a enobrecê-lo, glorificá-lo e a colocá-lo em posição inacessível aos mortais.
Considerados os anjos em conjunto ou em grupos, são denominados de exército ou exércitos de “Yahweh”.
Não há nada na Bíblia especificamente relacionado à criação dos anjos, isto é, como, quando e onde vieram a existir. No entanto, a Escritura deixa bem claro que foram criados por Deus (Êx 20.11; Sl 148; Cl 1.16).
Os anjos já existiam quando o pecado entrou no mundo. Na queda de Adão e Eva, ao serem expulsos do Éden, foram os anjos investidos da missão de guardar o caminho que conduzia à árvore da vida, para evitar que o homem decaído provocasse ainda maiores transtornos. Eram os querubins que guardavam a entrada do Paraíso. Uma visita que os anjos fizeram a Abraão está registrada em Gênesis 18. O caráter desse encontro e a mensagem que eles, da parte de Deus, entregaram a Abraão foi uma palavra que fez renascer no velho patriarca a esperança de ser pai de uma grande nação, conforme lhe fora prometido. Os anjos deram a Abraão a certeza de que Sara, sua mulher, lhe daria um filho, o herdeiro da promessa, e que, através desse filho, sua descendência seria tão numerosa como a areia do mar. Essa visita não foi a única registrada nas Escrituras. Todas as vezes que Deus tinha uma palavra a entregar ao povo hebreu, envia-va-lhe um ou mais anjos com a mensagem. Lembremos o aparecimento do anjo do Senhor a Moisés numa chama de fogo no meio da sarça, quando o futuro legislador hebreu apascentava o rebanho de seu sogro Jetro, em Midiã. Essa visita tinha relação com o futuro de Israel e com o destino da história do mundo. Envolvia uma promessa de libertação do povo de Deus escravizado no Egito. O caráter simbólico dessa libertação apontava para um livramento mais amplo e de caráter universal - a libertação do pecado através da fé em Jesus Cristo.
O anjo de “Yahweh” ou anjo de “Elohim” aparece com freqüência nas Escrituras (Gn 16.7-13; 22.11-15; Ex 3.2-4,17). Para alguns estudiosos o anjo do Senhor era apenas um enviado; para outros, porém, era o Senhor Jesus Cristo (Gn 18.2,3,10,13; Jo 8.56). Lagrange diferencia o anjo do Senhor da pessoa de Deus, baseando-se em Êxodo 32.24 ; 33.3-17. Desde então, a comunicação direta do Todo-poderoso se fazia mais raramente. Outros-sim, os judeus começaram a temer o pronunciamento do nome de “Yahweh” e o substituíam por “seu anjo”. Daí a ambigüidade dos textos sobre o anjo do Senhor.
Apesar de suas aparições em forma humana, com vestidos deslumbrantes, olhos brilhantes, resplendor de fogo, de aspecto terrível ou então pacífico e tranqüilizador, nunca a Bíblia fala do corpo ou da alma dos anjos; apesar de realizarem algumas ações humanas, como comer e beber, fazem-no aparentemente; não têm sexo; são incorruptíveis e imortais (Jz 13.16; Mt 22.30; Lc 20.36).
“Quando contemplo os teus céus, obras dos teus dedos, e a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem para que o visites? Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos” (Sl 8.3-5). Essa declaração evidencia que no plano da criação os anjos são mais elevados do que os homens. Esclarece também que eles foram criados por Deus.
Os anjos de acordo com a palavra do apóstolo Paulo, são membros da “família de Deus”.
Essa verdade é confirmada nesta passagem: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele" Cl 1.16.
Os anjos são seres vivos, ativos, com funções definidas a cumprir e as cumprem sem hesitar. Eles são diferentes dos homens no que diz respeito a obediência às ordens divinas e à adoração que prestam ao Criador. Enquanto os homens são volúveis como a moinha que o vento leva para onde quer, os anjos movem-se diante de Deus, dia e noite, prontos a cumprir as ordens emanadas do trono, como mensageiros fiéis que são.
Aparecem nas Escrituras como mensageiros de Deus para dirigir os homens, guiá-los, guardá-los, fortalecê-los, avisá-los, censurá-los e puni-los (Gn 18.19,22,28,32; Jz 2.6,13; 2 Sm 24.16,17; 2 Rs 19.35; Sl 34.7; 35.5,6; 91.11). Os anjos revelam-se como guardas de indivíduos e de nações (Êx 23.20; Dn 10.13-20).
Os anjos serviram a Jesus (Mc 1.13; Lc 22.43); manifestaram interesse pelo decoro nas reuniões da Igreja (1 Co 11.10) e pela salvação dos homens (Lc 15.10; 1 Pe 1.12); tiveram parte na grandiosa revelação do Sinai (At 7.53; G1 3.19; Hb 2.2) e executarão o juízo final (Mt 13.41).
Dois anjos são especialmente mencionados: Miguel, um dos principais príncipes angélicos (Dn 10.13), o arcanjo (Jd 9), e Gabriel (Dn 8.16; Lc 1.19).
A doutrina sobre os anjos é complexa e não pode ser tratada completamente numa obra como esta.
Até aqui somente fizemos referência aos anjos bons, aos que servem diante de Deus. Existe, no entanto, a classe dos anjos maus, dos rebeldes que estão a serviço de Satanás.
Viveram nos céus como os que atualmente vivem lá; foram criados por Deus, mas passaram à condição atual por haverem aderido à rebelião de Lúcifer, seu chefe, que organizou a revolta contra o Altíssimo. A queda dos anjos está suposta na tentação de Adão e Eva pelo espírito do mal, simbolizado pela serpente. Deuteronômio menciona os maus espíritos ou demônios (Dt 32.17). O Novo Testamento é mais explícito e fala dos maus espíritos que caíram de seu estado de graça e foram castigados por sua apostasia, no Inferno (2 Pe 2.4; Jd 6; Ap 12.7s).
Há uma promessa de Deus relacionada com os anjos e com os homens de todos os tempos, inclusive com os leitores. No passado, Deus cumpriu essa promessa, no presente igualmente a cumpre, e no futuro o Senhor também a cumprirá. A promessa é esta: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Sl 34.7). Tesouro de Conhecimentos Bíblicos - CPAD
 
 
Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos -  4º Trimestre de 2006
Título: As verdades centrais da Fé Cristã - Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade
Lição 6: Anjos, ministros enviados por Deus - Data: 05 de Novembro de 2006
 
TEXTO ÁUREO
 
“Não são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hb 1.14).
 
VERDADE PRÁTICA
 
Embora magníficos em poder, os anjos não devem nem podem ser adorados. Sua missão é exaltar a Deus e trabalhar em prol dos que hão de herdar a vida eterna.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Lc 9.26 Os anjos são seres gloriosos. 
Terça - Sl 103.20 Os anjos são magníficos em poder. 
Quarta - Mt 4.11 Os anjos ministram a Cristo. 
Quinta - Hb 1.14 Os anjos são enviados para servir aos santos.
Sexta - Mt 16.27 Os anjos compõem o exército de Cristo.
Sábado - Mt 24.31 Os anjos no final dos tempos.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Hebreus 1.1-8.
 
1 - Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho,
2 - a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.
3 - O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas;
4 - feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.
5 - Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?
6 - E, quando outra vez introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.
7 - E, quanto aos anjos: O que de seus anjos faz ventos e de seus ministros, labareda de fogo.
8 - Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino.
 
PONTO DE CONTATO
 
Professor, alguns teólogos liberais acreditam que os anjos são apenas “essências platônicas” ou “emanações da parte de Deus”. Segundo eles, crer na existência dos anjos como seres racionais é “grosseira mitologia”. Essa posição, ajusta-se à crença racionalista assumida pelos saduceus no tempo de Cristo (At 23.8). Em outro extremo estão os místicos, os cabalistas, os ufologistas, que acreditam e adoram irracionalmente os seres celestiais, à semelhança dos antigos membros das religiões gnósticas (Cl 2.18). Somente o ensino das Escrituras é capaz de contestar o misticismo e o racionalismo desenfreado que têm invadido a sociedade, e até muitas igrejas.
 
OBJETIVOS
 
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Definir o termo anjo.
Descrever a missão dos anjos.
Contestar a adoração aos anjos.
 
SÍNTESE TEXTUAL
 
O vocábulo “angelologia” procede de dois termos gregos: angelos, traduzido por “mensageiro” ou “enviado”, e logia, “discurso” ou “tratado”. Angelologia, portanto, é a doutrina que estuda a natureza, o caráter, e a missão dos anjos, conforme as Escrituras. No Antigo Testamento, os anjos são chamados de mal’āk, isto é, “mensageiro ou representante”. Enquanto no grego e no hebraico, os anjos são denominados pela função (mensageiro), na língua aramaica, eram chamados de qaddîsh, isto é, “santos”, descrevendo-lhes o caráter e não apenas o ofício. Quanto ao caráter, a Bíblia afirma que os anjos são mansos (2 Pe 2.11), obedientes e poderosos (Sl 103.20), sábios (2 Sm 14.17), e reverentes (Is 6.2,3). A respeito do ministério angélico, a Escritura declara que: adoram a Deus (Sl 103.20; 148.2), protegem os servos de Deus (Sl 34.7), e executam juízos divinos (2 Rs 19.25).
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
 
Esta lição trata de diversos assuntos pertinentes à doutrina dos anjos. A fim de corrigirmos alguns erros concernentes à natureza desses seres, é conveniente que o caro professor exponha esse tema com bastante objetividade. Apesar de os vocábulos mal’āk e angelos designarem a função dos anjos e não a sua natureza, as expressões “anjos do Senhor” ou “anjos de Deus”, descrevem claramente os anjos como seres morais procedentes de Deus. Isto é, possuem natureza espiritual singular. Apresente aos alunos a tabela “Aspectos da Natureza dos Anjos” a fim de reforçar a aprendizagem.
 
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COMENTÁRIO
 
introdução
 
A angelologia bíblica é uma doutrina que nos leva a uma dupla reflexão. Se por um lado, somos confortados, sabendo que os anjos de Deus acham-se à disposição dos que hão de herdar a vida eterna (Hb 1.14); por outro, apesar de sua capacidade e poderio que lhes conferiu o Senhor, não devem nem podem ser adorados (Ap 19.10; 22.9).
Nesta lição, veremos o que a Bíblia ensina acerca dos anjos.
 
 
I. QUEM SÃO OS ANJOS
 
1. Os anjos são criaturas morais. O Senhor Deus criou os anjos não para que fossem meros autômatos; criou-os dotados de livre-arbítrio, a fim de que o servissem amorosa e voluntariamente.
Eles são tratados por qualificativos que lhes ressaltam a responsabilidade moral: ministros e servos de Deus (Hb 1.7; Ap 19.10).
2. A criação dos anjos. Canta o salmista terem sido os seres angélicos criados pela Palavra de Deus: “Mandou, e logo foram criados” (Sl 148.5; 33.6; Ne 9.6).
 
 
II. OS ANJOS NA BÍBLIA
 
1. Os anjos no Antigo Testamento. A presença dos anjos, no Antigo Testamento, pode ser facilmente detectada nas seguintes passagens:
a) Na era patriarcal. Abraão e Jacó tiveram várias experiências com os anjos de Deus. Abraão encontrou-os em, pelo menos, duas ocasiões (Gn 18.1-33; 22.1-17); Jacó, em três (Gn 28.12; 32.1,24).
b) Na peregrinação de Israel a Canaã. A assistência dos anjos na peregrinação israelita rumo à Terra Prometida é claramente observada na chamada de Moisés (Êx 3.2), na proteção de Israel quando da travessia do Mar Vermelho (Êx 14.19) e em sua condução pelo deserto (Êx 23.23).
c) Na vida dos hebreus em Israel. Vejamos algumas: na época dos juízes (Jz 2.4; 6.11; 13.3); na época dos reis (2 Sm 24.16; Is 37.36); na atividade profética (Is 6.1-3; Dn 6.22). Aliás, é no profeta Daniel que encontramos a mais desenvolvida angelologia do Antigo Testamento. Pela primeira vez, na Bíblia, são os anjos chamados por seus respectivos nomes: Gabriel (Dn 8.16) e Miguel (Dn 10.13; 12.1).
2. Os anjos no Novo Testamento. Eles podem ser encontrados tanto no ministério de Cristo quanto no avanço da Igreja.
a) No ministério de Cristo. No anúncio do nascimento de Cristo (Lc 1.26). Na proclamação de seu nascimento aos pastores (Lc 2.9-11). Na tentação do deserto (Mt 4.11). Em sua paixão e morte (Lc 22.43). E em sua ressurreição (Lc 24.1-12).
b) Na Igreja Primitiva. No conforto dos discípulos após a ascensão de Cristo (At 1.10,11). No livramento dos apóstolos (At 5.19,20; 12.7,8; 27.23,24). No auxílio à proclamação do Evangelho (At 8.26; At 10.3).
 
 
III. O CARÁTER DOS ANJOS
 
1. Os anjos como seres eleitos. Os anjos bons são assim classificados não por que hajam sido criados para serem eleitos (1 Tm 5.21); classifica-os dessa maneira a Bíblia devido à escolha que fizeram em servir ao Senhor dos Exércitos. Os que optaram em seguir a Lúcifer foram chamados de anjos das trevas. Demonstra-nos isso que, à nossa semelhança, são os anjos também dotados de livre-arbítrio.
2. Os anjos são santos. Por que os anjos de Deus são dessa forma considerados? Em primeiro lugar, por haverem escolhido obedecer-lhe as ordens. Quanto aos outros, optaram por seguir a Satanás em sua rebelião contra o Senhor. Ler Mt 25.31,41 e Ap 14.10.
3. Os anjos são sábios. São os anjos também considerados sábios em virtude de seu temor a Deus (Pv 1.7). No Antigo Testamento, eles são vistos como sinônimo de sabedoria (2 Sm 14.20). E esta não é meramente intelectual; é essencialmente amorosa tanto para servir e adorar a Deus como para auxiliar os que hão de herdar a vida eterna. Os anjos são sábios porque sabem fazer o bem e o fazem.
4. Os anjos são obedientes. Na Oração Dominical, o Senhor Jesus mostra, de modo implícito, serem os anjos piedosamente submissos à vontade divina (Mt 6.10). Como se pode deduzir dessa passagem, são os anjos eficazes na execução das ordens que recebem do Senhor.
 
 
IV. A CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS
 
1. Anjo do Senhor. Este é o mais especial dos anjos. Em nome de Deus, aceitava adoração (Êx 3.1-6; Js 5.13-15), executava juízos (Nm 22.22), intercedia pelo povo escolhido (Zc 1.12). A ciência de Deus encontra-se em seus lábios como nos lábios do sacerdote se achava a lei e o conselho (Ml 2.7).
A expressão “o anjo do Senhor”, dependendo da passagem, pode referir-se profeticamente ao Senhor Jesus em sua pré-encarnação. Em Ml 3.1b, “o anjo do concerto” é uma alusão a Ele. O “concerto” é certamente o de Mt 26.28.
2. Arcanjo Miguel. Único arcanjo citado nas Sagradas Escrituras. Sua missão: conduzir os exércitos de Deus (Ap 12.7) e lutar em prol dos filhos de Israel (Dn 12.1). Foi ele quem sepultou o corpo de Moisés (Jd v.9). Ele é conhecido também como um dos primeiros príncipes (Dn 10.13). Arcanjo significa, literalmente, principal entre os anjos.
3. Gabriel. Conhecido como varão, ou herói de Deus, aparece Gabriel como intérprete dos arcanos divinos. É ele quem explicou a Daniel o mistério das setenta semanas (Dn 9.20-27). Assistindo diante do trono de Deus (Lc 1.19), anunciou a encarnação do Verbo de Deus (Lc 1.26,27). Apesar de sua importância, a Bíblia não o menciona como arcanjo.
4. Querubins. São os querubins responsáveis por sustentar o trono divino e por reivindicar seja o nome Todo-Poderoso constantemente santificado pelos homens (Gn 3.24; Sl 99.1; Ez 10.1). Pertencia Satanás à classe dos querubins (Ez 28.14). Dos textos bíblicos, inferimos serem os querubins uma das mais elevadas classes de seres angélicos.
5. Serafins. A missão dos serafins que, em hebraico, significam ardentes, é magnificar o nome de Deus, louvando-o constantemente e exaltando a santidade divina (Is 6.1-6). Esta é a única passagem bíblica que os menciona.
6. Outras classes angélicas. São também tidas como classes angélicas estas categorias mencionadas por Paulo: Jesus “é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele” (Cl 1.15,16).
 
 
V. A MISSÃO DOS ANJOS
 
1. Enaltecer a Deus. Em Isaías lemos que os anjos não cessam de clamar dia e noite: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3). Quando do nascimento de Cristo, os anjos formaram corais que magnificaram o nome de Deus (Lc 2.13,14).
2. Trabalhar em prol dos que hão de herdar a vida eterna. O autor da Epístola aos Hebreus descreve a missão dos anjos entre os santos em Hb 1.14. No livro de Atos, são os anjos enviados em diversas ocasiões para socorrer os discípulos de Cristo (At 5.19; 12.7; 27.23).
3. Proteger a nação de Israel. Em Daniel 12.1, lemos que, nos últimos dias, levantar-se-á Miguel, o grande príncipe, para proteger a nação hebréia. Não fosse a intervenção divina, certamente Israel não mais existiria, pois muitos são os seus inimigos. Acontece que Israel é ainda povo de Deus, alvo de seus cuidados; aguarda-o um futuro promissor.
 
 
VI. O CULTO AOS ANJOS
 
Embora poderosos em obras, não podem os anjos ser adorados: são criaturas de Deus, nossos conservos e também comprometidos com a glória de Deus. Vejamos por que os anjos não devem ser objetos de nosso culto.
1. Os anjos são criaturas de Deus. Somente o Criador é digno de toda a honra e de todo o louvor; sendo os anjos criaturas (Sl 33.6), têm como missão louvar a Deus.
2. Os anjos são nossos conservos. Sendo eles criados por Deus, consideram-se nossos conservos (Ap 19.10).
3. Os anjos são comprometidos com a glória de Deus. Esta é recomendação dos anjos: “Adora a Deus” (Ap 22.9). Erram, portanto, aqueles que, menosprezando o Criador de todas as coisas, buscam adorar a criatura (Rm 1.25). O culto aos anjos é uma perigosa idolatria, na qual muitos têm naufragado. Ler também Cl 2.18.
 
 
CONCLUSÃO
 
É reconfortante saber que o Senhor nos colocou à disposição um exército eficiente que nos ajuda em todas as instâncias. Embora seja-lhes proibido anunciar o Evangelho, assistem-nos nesta gloriosa tarefa. Todavia, não podemos, sob hipótese alguma, adorá-los. Eles não são deuses; são servos de Deus e conservos nossos; servimos ao mesmo Senhor.
Devemos todos sempre dar graças a Deus pelo ministério providente e protetor dos seus anjos em nosso favor.
 
VOCABULÁRIO
 
Arcano: Segredo, mistério, oculto, encoberto.
Autômato: Pessoa que age como máquina, sem raciocínio.
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
 
HORTON, S. M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996.
FRANCISCO, V. A doutrina dos anjos e demônios. RJ: CPAD, 2005.
 
EXERCÍCIOS
 
1. Quem são os anjos?
R. São criaturas morais, ministros e servos de Deus (Hb 1.7; Ap 19.10).
 
2. Onde, na Bíblia, encontramos a mais desenvolvida angelologia?
R. No livro do profeta Daniel.
 
3. Como é o caráter dos anjos?
R. Seres eleitos, santos, sábios, obedientes.
 
4. Qual a missão dos anjos?
R. Enaltecer a Deus, trabalhar a favor dos salvos, proteger a nação de Israel.
 
5. Por que os anjos não devem ser adorados?
R. Pois são criaturas, nossos conservos, e estão comprometidos com a glória de Deus (Ap 22.9).
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
 
Subsídio Teológico
“As Evidências Bíblicas
Os anjos têm uma natureza incomparável; são superiores aos seres humanos (Sl 8.5), mas inferiores ao Jesus encarnado (Hb 1.6). A Bíblia ressalta os seguintes fatos a respeito deles:
1. Os anjos são reais, mas nem sempre visíveis (Hb 12.22). Embora Deus ocasionalmente lhes conceda a visibilidade (Gn 19.1-22), são espíritos (Sl 104.4; Hb 1.7,14). Nos tempos bíblicos, seres humanos experimentavam, às vezes, efeitos da presença de um anjo, mas não viam ninguém (Nm 22.21-35). Às vezes, viam o anjo (Gn 19.1-22; Jz 2.1-4; Mt 1.20-25; Lc 24.4-6; At 5.19-20). Além disso, os anjos podem ser vistos sem serem reconhecidos como anjos (Hb 13.2).
2. Os anjos adoram, mas não devem ser adorados. São incomparáveis entre as criaturas, mas nem por isso deixam de ser criaturas. Correspondem com adoração e louvor a Deus (Sl 148.2; Is 6.1-3; Lc 2.13-15; Ap 4.6-11) e a Cristo (Hb 1.6). Como consequência, os cristãos não devem exaltá-los (Ap 22.8,9); os que fazem, perdem a sua recompensa futura (Cl 2.18).
3. Os anjos servem, mas não devem ser servidos. Deus os envia como agentes para ajudar os seres humanos, especialmente os fiéis (Êx 14.19; 23.23; Nm 20.16; 22.22-25; Jz 6.11-22; Sl 34.7; 91.11; At 27.23-25; Hb 13.2). Os anjos também mediam os juízos de Deus (Gn 19.22,24; At 12.23) e suas mensagens (Jz 2.1-5; Mt 1.20-24). Mas eles nunca devem ser servidos, pois assemelham-se aos cristãos num aspecto muito importante: são também servos de Deus (Ap 22.9).
4. Os anjos acompanham a revelação, mas não a substituem total ou parcialmente. Deus os emprega, mas não são o alvo da revelação divina (Hb 2.2s). No século I, surgiu uma heresia que se constituiu num ‘pretexto de humildade e culto aos anjos’ (Cl 2.18). Envolvia dura disciplina do corpo sem nada fazer para refrear a indulgência sensual (Cl 2.23 - NVI). Sua filosofia enfatizava as idéias falsas de que: (a) os cristãos são inferiores na sua capacidade de abordarem pessoalmente a Deus; (b) os anjos têm capacidade superior nesse sentido; (c) a adoração lhes é devida por causa da sua intervenção em nosso favor. Paulo respondeu a essa heresia com um hino que glorifica a Cristo, que é a fonte da nossa glória futura (Cl 3.1-4).
5. Os anjos sabem muitas coisas, mas não tudo. O discernimento que têm foi-lhes concedido por Deus; não é inato nem infinito. Sua sabedoria talvez seja vasta (2 Sm 14.20), mas seus conhecimentos, limitados: Não sabem o dia da segunda vinda de nosso Senhor (Mt 24.36) nem a plena magnitude da salvação dos seres humanos (1 Pe 1.12)”.
(BAKER, C. D.; MACCHIA, F. D. Seres espirituais criados. In HORTON, S. M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.196-8.)
 
 
 
LIÇÃO 6 –ANJOS, MINISTROS E ENVIADOS POR DEUS
TEMA –As Verdades Centrais da Fé Cristã
COMENTARISTA : Claudionor Correia de Andrade
 
TEXTO ÁUREO
“Não são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hb 1.14).
VERDADE PRÁTICA
Embora magníficos em poder, os anjos não devem nem podem ser adorados. Sua missão é exaltar a DEUS e trabalhar em prol dos que hão de herdar a vida eterna.
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: HEBREUS 1.1-8
 1 Havendo DEUS, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, 2 a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. 3 O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas; 4 feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. 5 Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho? 6 E, quando outra vez introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos os anjos de DEUS o adorem. 7 E, quanto aos anjos, diz: O que de seus anjos faz ventos e de seus ministros, labareda de fogo. 8 Mas, do Filho, diz: Ó DEUS, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.
 
 
1.1,2 FALOU-NOS... PELO FILHO. Estes dois primeiros versículos estabelecem o tema principal deste livro. No passado, o instrumento principal de DEUS para sua revelação foram os profetas, mas agora Ele tem falado, ou se revelado pelo seu Filho JESUS CRISTO, que é supremo sobre todas as coisas. A Palavra de DEUS falada mediante seu Filho é final: ela cumpre e transcende tudo o que foi anteriormente falado da parte de DEUS. Absolutamente nada, nem os profetas (v. 1), nem os anjos (v. 4), têm maior autoridade do que CRISTO. Ele é o único caminho para a salvação eterna e o único mediador entre DEUS e o homem. O escritor de Hebreus confirma a supremacia de CRISTO ao enumerar dEle sete grandes revelações (vv. 2,3)
1.3 ASSENTOU-SE À DESTRA. Depois de CRISTO ter efetuado o perdão dos nossos pecados mediante a sua morte na cruz assumiu o seu lugar de autoridade à destra de DEUS. A atividade redentora de CRISTO no céu envolve seu ministério de mediador divino (8.6; 13.15; 1 Jo 2.1,2), de sumo sacerdote (2.17,18; 4.14-16; 8.1-3), de intercessor (7.25) e de batizador no ESPÍRITO (At 2.33).
1.4 MAIS EXCELENTE QUE OS ANJOS. JESUS é superior aos anjos pela mesma razão porque Ele é superior aos profetas: Ele é o Filho (vv. 4-14). Os anjos desempenharam um papel importante na outorga do concerto do AT (Dt 33.2; At 7.53; Gl 3.19). O autor, escrevendo aos judeus crentes, estabelece a superioridade de CRISTO sobre os anjos, recorrendo ao AT. 
1.5 HOJE TE GEREI. Ver Jo 1.14. CRISTO, o DEUS eterno, tornou-se humano (Fp 2.5-9). NEle se uniram a humanidade e a divindade. De modo humilde, Ele entrou na vida e no meio-ambiente humanos com todas as limitações das experiências humanas (cf. 3.17; 6.38-42; 7.29; 9.5; 10.36).
1.8 DO FILHO, DIZ: Ó DEUS. O escritor sacro destaca aqui a deidade de CRISTO (ver Jo 1.1):
João começa seu Evangelho denominando JESUS de "o Verbo" (gr. Logos). Mediante este título de CRISTO, João o apresenta como a Palavra de DEUS personificada e declara que nestes últimos dias DEUS nos falou através do seu Filho (cf. Hb 1.1). As Escrituras declaram que JESUS CRISTO é a sabedoria multiforme de DEUS (1 Co 1.30; Ef 3.10,11; Cl 2.2,3) e a perfeita revelação da natureza e da pessoa de DEUS (Jo 1.3-5, 14,18; Cl 2.9). Assim como as palavras de um homem revelam o seu coração e mente, assim também CRISTO, como "o Verbo", revela o coração e a mente de DEUS. João nos apresenta três características principais de JESUS CRISTO como "o Verbo". (1) O relacionamento entre o Verbo e o Pai. (a) CRISTO preexistia "com DEUS" antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15,19). Ele era uma pessoa existente desde a eternidade, distinto de DEUS Pai, mas em eterna comunhão com Ele. (b) CRISTO era divino ("o Verbo era DEUS"), e tinha a mesma natureza do Pai (Cl 2.9; ver Mc 1.11). (2) O relacionamento entre o Verbo e o mundo. Foi por intermédio de CRISTO que DEUS Pai criou o mundo e o sustenta (v. 3; Cl 1.17; Hb 1.2; 1 Co 8.6). (3) O relacionamento entre o Verbo e a humanidade. "E o Verbo se fez carne" (v. 14). Em JESUS, DEUS tornou-se um ser humano com a mesma natureza do homem, mas sem pecado. Este é o postulado básico da encarnação: CRISTO deixou o céu e experimentou a condição da vida e do ambiente humanos ao entrar no mundo pela porta do nascimento humano (ver Mt 1.23)
OS ANJOS, E O ANJO DO SENHOR 
Jz 2.1 “E subiu o Anjo do SENHOR de Gilgal a Boquim e disse: Do Egito vos fiz subir, e vos trouxe à terra que a vossos pais tinha jurado, e disse: Nunca invalidarei o meu concerto convosco.”
 
A Bíblia menciona freqüentemente os anjos; o presente estudo provê uma noção geral do ensino bíblico a respeito dos anjos. 
 
ANJOS. A palavra “anjo” (hb. malak; gr. angelos) significa “mensageiro”. Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de DEUS (Hb 1.13,14), criados por DEUS antes de existir a terra (Jó 38.4-7; Sl 148.2,5; Cl 1.16). 
(1) A Bíblia fala em anjos bons e em anjos maus, embora ressalte que todos os anjos foram originalmente criados bons e santos (Gn 1.31). Tendo livre-arbítrio, numerosos anjos  participaram da rebelião de Satanás (Ez 28.12-17; 2Pe 2.4; Jd 1.6; Ap 12.9; ver Mt 4.10) e abandonaram o seu estado original de graça como servos de DEUS, e assim perderam o direito à sua posição celestial.
(2) A Bíblia fala numa vasta hoste de anjos bons (1Rs 22.19; Sl 68.17; 148.2; Dn 7.9-10; Ap 5.11), embora os nomes de apenas dois sejam registrados nas Escrituras: Miguel (Dn 12.1; Jd 1.9; Ap 12.7) e Gabriel (Dn 9.21; Lc 1.19,26). Segundo parece, os anjos estão divididos em diferentes categorias: Miguel é chamado de arcanjo (lit.: “anjo principal”, Jd 9; 1 Ts 4.16); há serafins (Is 6.2), querubins (Ez 10.1-3), anjos com autoridade e domínio (Ef 3.10; Cl 1.16) e as miríades de espíritos ministradores angelicais (Hb 1.13,14; Ap 5.11).
(3) Como seres espirituais, os anjos bons louvam a DEUS (Hb 1.6; Ap 5.11; 7.11), cumprem a sua vontade (Nm 22.22; Sl 103.20), vêem a sua face (Mt 18.10), estão em submissão a CRISTO (1Pe 3.22), são superiores aos seres humanos (Hb 2.6,7) e habitam no céu (Mc 13.32; Gl 1.8). Não se casam (Mt 22.30), nunca morrerão (Lc 20.34-36) e não devem ser adorados (Cl 2.18; Ap 19.9,10). Podem aparecer em forma humana (geralmente como moços, sem asas, cf. Gn 18.2,16; 19.1; Hb 13.2).
(4) Os anjos executam numerosas atividades na terra, cumprindo ordens de DEUS. Desempenharam uma elevada missão ao revelarem a lei de DEUS a Moisés (At 7.38; Gl 3.19; Hb 2.2). Seus deveres relacionam-se principalmente com a obra redentora de CRISTO (Mt 1.20-24; 2.13; 28.2; Lc 1—2; At 1.10; Ap 14.6,7). Regozijam-se por um só pecador que se arrepende (Lc 15.10), servem em prol do povo de DEUS (Dn 3.25; 6.22; Mt 18.10; Hb 1.14), observam o comportamento da congregação dos cristãos (1Co 11.10; Ef 3.10; 
1Tm 5.21), são portadores de mensagens de DEUS (Zc 1.14-17; At 10.1-8; 27.23-24), trazem respostas às orações (Dn 9.21-23; At 10.4); às vezes, ajudam a interpretar sonhos e visões proféticos (Dn 7.15-16); fortalecem o povo de DEUS nas provações (Mt 4.11; Lc 22.43), protegem os santos que temem a DEUS e se afastam do mal (Sl 34.7; 91.11; Dn 6.22; At 12.7-10), castigam os inimigos de DEUS (2Rs 19.35; At 12.23; Ap 14.17—16.21), lutam contra as forças demoníacas (Ap 12.7-9) e conduzem os salvos ao céu (Lc 16.22). 
(5) Durante os eventos dos tempos do fim, a guerra se intensificará entre Miguel, com os anjos bons, e Satanás, com suas hostes demoníacas (Ap 12.7-9). Anjos acompanharão a CRISTO quando Ele voltar (Mt 24.30-31) e estarão presentes no julgamento da raça humana (Lc 12.8,9).
 O ANJO DO SENHOR. É mister fazer menção especial ao “Anjo do SENHOR” (às vezes, “o Anjo de DEUS”), um anjo incomparável que aparece no AT e no NT.
(1) Seu primeiro aparecimento foi a Agar, no deserto (Gn 16.7); outros aparecimentos incluíram pessoas como Abraão (Gn 22.11,15), Jacó (Gn 31.11-13), Moisés (Êx 3.2), todos os israelitas durante o êxodo (Êx 14.19) e mais tarde em Boquim (Jz 2.1,4), Balaão (Nm 22.22-36), Josué (Js 5.13-15, onde o príncipe do exército do SENHOR é mais provavelmente o Anjo do SENHOR), Gideão (Jz 6.11), Davi (1Cr 21.16), Elias (2Rs 1.3-4), Daniel (Dn 6.22) e José (Mt 1.20; 2.13).
(2) O Anjo do SENHOR realizou várias tarefas semelhantes às dos anjos, em geral. Às vezes, simplesmente trazia mensagens do Senhor ao seu povo (Gn 22.15-18; 31.11-13; Mt 1.20). Noutras ocasiões, DEUS enviava o seu anjo para suprir as necessidades dos seus (1Rs 19.5-7), para protegê-los do perigo (Êx 14.19; 23.20; Dn 6.22) e, ocasionalmente, destruir os seus inimigos (Êx 23.23; 2Rs 19.34,35; Is 63.9). Quando o próprio povo de DEUS rebelava-se e pecava grandemente, este anjo podia ser usado para destruí-lo (2Sm 24.16,17).
(3) A identidade do anjo do Senhor tem sido debatida, especialmente pelo modo como ele freqüentemente se dirige às pessoas. Note os seguintes fatos: (a) em 2.1, o anjo do Senhor diz: Do Egito Eu vos fiz subir, e Eu vos trouxe à terra que a vossos pais Eu tinha jurado, e Eu disse: Eu nunca invalidarei o meu concerto convosco (o grifo dos pronomes foi acrescentado). Comparada esta passagem com outras que descrevem o mesmo evento, verifica-se que eram atos do Senhor, o DEUS do concerto dos israelitas. Foi Ele quem jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó que daria aos seus descendentes a terra de Canaã (Gn 13.14-17; 17.8; 26.2-4; 28.13); Ele jurou que esse concerto seria eterno (Gn 17.7), Ele tirou os israelitas do Egito (Êx 20.1,2) e Ele os levou à terra prometida (Js 1.1,2). (b) Quando o anjo do Senhor apareceu a Josué, este prostrou-se e o adorou (Js 5.14). Essa atitude tem levado muitos a crer que esse anjo era uma manifestação do próprio Senhor DEUS; do contrário, o anjo teria proibido Josué de adorá-lo (Ap 19.10; 22.8-9). (c) Ainda mais explicitamente, o anjo do Senhor que apareceu a Moisés na sarça ardente disse, em linguagem bem clara: “Eu sou o DEUS de teu pai, o DEUS de Abraão, o DEUS de Isaque e o DEUS de Jacó” (Êx 3.6; ver Gn 16.7; Êx 3.2). 
(4) Porque o anjo do Senhor está tão estreitamente identificado com o próprio Senhor, e porque ele apareceu em forma humana, alguns consideram que ele era uma aparição do CRISTO eterno, a segunda pessoa da Trindade, antes de nascer da virgem Maria.
 
 
 ANGELOLOGIA 
I. ANGELOLOGIA, A DOUTRINA SOBRE OS ANJOS [Bons]

A. Existência dos anjos:
1. Anjos são encontrados em trinta e cinco livros da Bíblia, e em duzentas e setenta e cinco referências.
2. CRISTO ensinou a existência dos anjos (Mat 18:10; 26:53).
3. Os anjos são uma ordem distinta da criação e foi-lhes dado uma posição celestial, ou esfera, acima da esfera do homem (Sal 8:5; Heb 2:7-9; Apo 5:11; 7:11).
4. Anjo significa "mensageiro".
Eles são sempre referidos através do gênero masculino. 
  Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus. (Mateus 18:10)

 
  Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos? (Mateus 26:53)
 
  Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. (Salmos 8:5)

  7 Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, De glória e de honra o coroaste, E o constituíste sobre as obras de tuas mãos; 8 Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. 9 Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele JESUS que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de DEUS, provasse a morte por todos. (Hebreus 2:7-9)
 
  E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, (Apocalipse 5:11)
 
   E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a DEUS, (Apocalipse 7:11)
B. Criação dos Anjos

Colossenses 1:15-17
Anjos não são uma raça, mas uma hoste [exército].
Eles são filhos de DEUS (Jó 1:6), e nunca de outros anjos.
Foram criados  num determinado momento, antes da criação do mundo físico (Jó 38:6,7).
Os anjos foram criados num estado de santidade (Judas 1:6).
Eles são inumeráveis (Heb 12:22). 
  ... 16 Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. 17 E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. (Colossenses 1:15-17)
   E num dia em que os filhos de DEUS vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles. (Jó 1:6)
   6 Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, 7 Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de DEUS jubilavam? (Jó 38:6-7)
   E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; (Judas 1:6)
   Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do DEUS vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; (Hebreus 12:22)
C. Personalidade dos anjos [cada anjo é uma pessoa]
1. Têm intelecto (1Pe 1:12).
2. Têm emoções (Luc 2:13).
3. Têm 
arbítrio [resolução dependente da vontade] (Judas 1:6 [acima] -- capazes de deixarem o seu primeiro estado. 
  Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo ESPÍRITO SANTO enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar. (1 Pedro 1:12)

   E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a DEUS, e dizendo: (Lucas 2:13)
D. Natureza dos anjos:

1. São seres espirituais (Heb 1:14).

2. Não se reproduzem (Mar 12:25).

3. São masculinos exceto em  Zac 5:9 (gênero feminino usado duas vezes).

4. Não morrem (Luc 20:36).

5. São distintos dos seres humanos (Sal 8:4,5).
--Não são os espíritos dos mortos [embora os demônios finjam sê-los, no Espiritismo].

6. Possuem grande poder (2Pe 2:11). 
  Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação? (Hebreus 1:14)
   Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus. (Marcos 12:25)
   E levantei os meus olhos, e vi, e eis que saíram duas mulheres; e traziam vento nas suas asas, pois tinham asas como as da cegonha; e levantaram o efa entre a terra e o céu. (Zacarias 5:9)
   [NOTA DO TRADUTOR:  Assim como José sonhou com vacas gordas ingerindo vacas magras, mas tudo foi linguagem figurativa e tais vacas não existem realmente, assim também estas visões e linguagem de Zacarias são  figuradas, não implicam que essas mulheres realmente existem e sejam anjos, nem que hajam anjos femininos.] Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de DEUS, sendo filhos da ressurreição. (Lucas 20:36)
  4 Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? 5 Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. (Salmos 8:4-5)
   Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor. (2 Pedro 2:11)
[NOTA DO TRADUTOR:
  7. Não há anjos bebezinhos, nem femininos: na Bíblia, anjos sempre têm gênero masculino, e aspecto de homem adulto e perfeito (portanto másculo, porém assexual).8. Mat 22:30 e Mar 12:25 não dizem que os anjos (e seres humanos, glorificados) não têm gênero, (não existem anjas), dizem que os anjos (e seres humanos, glorificados) não usarão da parte sexual.   9. Anjos, na Bíblia, nunca têm asas, pois sempre têm a aparência de homem normal (só querubins e serafins têm asas).]
E. Ministério dos anjos:

1. Para com CRISTO:

a. Predisseram Seu nascimento (Luc 1:26-33).

b. Proclamaram Seu nascimento (Luc 2:13).

c. Protegeram-No enquanto bebê (Mat 2:13).

d. Fortaleceram-No após Sua tentação (Mat 4:11).

e. Preparados para O defenderem (Mat 26:53).

f. Rolaram a pedra e anunciaram Sua ressurreição (Mat 28:2,6).

g. Na ascensão de CRISTO (Atos 1).
 
  28 ... Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. 29 E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. 30 Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de DEUS. 31 E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de JESUS. 32 Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor DEUS lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33 E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. (Lucas 1:26-33)
8 ¶ Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. 9 E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. 10 E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: 11 Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é CRISTO, o Senhor. 12 E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. 13 E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a DEUS, e dizendo: 14 Glória a DEUS nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens. (Lucas 2:8-14)
   ... o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. (Mateus 2:13)
  Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam. (Mateus 4:11)
   Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos? (Mateus 26:53)
   2 E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela ... 6  Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. (Mateus 28:2,6)
  9 E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. 10 E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. 11 Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse JESUS, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir. (Atos 1:9-11)
2. Para com os crentes:

a. Ajudam os crentes em geral (Heb 1:14).

b. Envolvidos em responder às orações (Atos 12:7).

c. Dão encorajamento (Atos 27:23-24).

d. Anjos da guarda (Heb 1:14 [acima]; Mat 18:10).

e. Observam a experiência dos Cristãos (1Co 4:9;  1Tim 5:21).

f. Interessados no esforço evangelístico (Luc 15:10; Atos 8:26).

g. Cuidam dos crentes na morte (Luc 16:22; Judas 1:9).
 
  Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação? (Hebreus 1:14)
  E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias. (Atos 12:7)       [NOTA DO TRADUTOR: isto foi em resposta às orações da igreja, verso 5].
  23 Porque esta mesma noite UM anjo de DEUS, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, 24 Dizendo: Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que DEUS te deu todos quantos navegam contigo. (Atos 27:23-24 tradução de Berry)
   Vede, não Desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus. (Mateus 18:10)
  Porque tenho para mim, que DEUS a nós, apóstolos, nos pós por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens. (1 Coríntios 4:9)
   Conjuro-te diante de DEUS, e do Senhor JESUS CRISTO, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade. (1 Timóteo 5:21)
  Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de DEUS por um pecador que se arrepende. (Lucas 15:10)
  E UM anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta. (Atos 8:26 tradução de Berry)
  E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. (Lucas 16:22)
  Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda. (Judas 1:9)
3. Para com os descrentes:

a. Miguel é o guarda de Israel (Daniel 12:1).
b. Envolvidos em executar o julgamento no período da tribulação (Apocalipse capítulos 8 e 9 [os 7 anjos com as 7 trombetas] e capítulo 16 [os 7 anjos com as 7 taças]).
c. Trazem castigo aos descrentes (Atos 12:23).
d. Envolvidos quando o Senhor voltar para estabelecer o Seu reino (Mat 13:39). 
  E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. (Daniel 12:1)

  E no mesmo instante feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a DEUS e, comido de bichos, expirou. (Atos 12:23)

  O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. (Mateus 13:39)
F. Classificação dos anjos:

1. Arcanjo -- Miguel cujo nome significa "Quem é como DEUS" (Judas 1:9).

2. Anjos eleitos (1Ts 5:21).

3. Principados e potestades -- usado para todos os anjos e por vezes só em relação aos anjos caídos (Efé. 1:21; 3:10).

4. Querubim -- ou "criaturas viventes", que defendem a santidade de DEUS da poluição dos seres pecadores (Gên 3:24; Êxo 25:17-20; Eze 1:1-18). Note também o propósito original para o qual Satanás foi criado (Eze 28:14).

5. Serafim (Isa 6:2-7) -- sempre adorando DEUS.

6. O anjo de Jeová [O Anjo do SENHOR] -- são usualmente aparições de CRISTO no Velho Testamento.

7. Gabriel (Luc 1:19). 
  Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda. (Judas 1:9)
   Conjuro-te diante de DEUS, e do Senhor JESUS CRISTO, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade. (1 Timóteo 5:21)
   Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; (Efésios 1:21)
  Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de DEUS seja conhecida dos principados e potestades nos céus, (Efésios 3:10)
  E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida. (Gênesis 3:24)
   ... 18 Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. ... 20 Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; as faces deles uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. (Êxodo 25:17-20)
   Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de DEUS estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. (Ezequiel 28:14)
  2 Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. 3 E clamavam uns aos outros, dizendo: SANTO, SANTO, SANTO é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. ... 5 Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos. 6 Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; 7 E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e expiado o teu pecado. (Isaías 6:2-7)
  E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de DEUS, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas. (Lucas 1:19)
  
 
II. SATANALOGIA, A DOUTRINA SOBRE SATANÁS
A. Sua existência:
1. Ensinada em sete livros do Velho Testamento e reconhecido por todos os [nove] escritores do Novo Testamento.
2. CRISTO reconheceu e ensinou a existência de Satanás (Mat 13:39; Luc 10:18 e 11:18). 
  O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. (Mateus 13:39)

 
  E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu. (Lucas 10:18)

  E, se também Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu. (Lucas 11:18)
B. Sua personalidade [é uma pessoa]:
1. Tem intelecto (Mat 4; 2Cor 11:3) -- cita as Escrituras.

2. Tem emoções (Apo 12) -- ira.

3. Tem arb
ítrio (resolução dependente da vontade) (2Cor 2:26 [erro de digitação?]; Isa 14; Mat 25:41 e 2Ti 2:26) -- moralmente responsável.
 
   ... 3 E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de DEUS, manda que estas pedras se tornem em pães. ...  6 E disse-lhe: Se tu és o Filho de DEUS, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra. ... 9 E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. ... (Mateus 4:3-11)
   Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também ... (2 Coríntios 11:3)
   ... 7 E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, ... 12 ... Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande IRA, sabendo que já tem pouco tempo. ... 17 E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente ... (Apocalipse 12:7-17)
   ... 13 E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de DEUS exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. 14 Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo ... (Isaías 14:12-15)
   ... Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; (Mateus 25:41)
  E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos. (2 Timóteo 2:26)
C. Sua natureza:
1. Um ser criado (Eze 28:14,15) -- Portanto tem que responder perante seu criador.
2. Um ser espiritual (Efé 6:11,12).
3. Foi um Querubim (Eze 28:14).
4. O ser angelical mais elevado (Eze 28:12).
5. Limitações:
a. Ele é uma criatura e por conseguinte, não é nem onipotente, nem onipresente nem onisciente.
b. Pode ser resistido pelos salvos (Tia 4:7).
c. DEUS lhe colocou certas limitações (Jó 1:12).
6. Traços da personalidade:
a. É um assassino (João 8:44a).
b. É um mentiroso (João 8:44b).
c. É um pecador inveterado (1Jo 3:8).
d. É um acusador (Apo 12:10).
e. É um adversário (1Pe 5:8). 
   ... 15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti. (Ezequiel 28:14-15)
   11 Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. 12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. (Efésios 6:11-12)
   Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de DEUS estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. (Ezequiel 28:14)
   Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. (Ezequiel 28:12)
   Sujeitai-vos, pois, a DEUS, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. (Tiago 4:7)
   E disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR. (Jó 1:12)
   Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. (João 8:44)
   Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de DEUS se manifestou: para desfazer as obras do diabo. (1 João 3:8)
   E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso DEUS, e o poder do seu CRISTO; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso DEUS os acusava de dia e de noite. (Apocalipse 12:10)
   Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; (1 Pedro 5:8)
D. Nomes principais:

1. Satanás -- adversário (2Co 11:14 [; Zac 3:1; 1Te 2:18]).
2. Diabo -- caluniador (Mat 4:1).
3. Serpente -- enganador (Apo 12:9).
4. Lúcifer -- portador de luz (Isa 14:12) [Ver NOTA].
5. Maligno (1Jo 5:19).
6. Dragão (Apo 12:17).
7. Príncipe deste mundo (Jo 12:31).
8. O deus deste século (2Co. 4:4).
9. Acusador dos irmãos (Ap 12:10).
10. Belzebu -- príncipe dos demônios (Mat 12:24).
11. Belial (2Co 6:15).
 
  E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.(2Co 11:14)
  ... e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor. (Zacarias 3:1)
  ... mas Satanás no-lo impediu. (1 Tessalonicenses 2:18)
  Então foi conduzido JESUS pelo ESPÍRITO ao deserto, para ser tentado pelo diabo. (Mat 4:1)
  E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. (Apo 12:9)
  Como caíste desde o céu, ó Lúcifer [Ver NOTA], filho da manhã! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! (Isa 14:12, tradução KJV)
  NOTA DO TRADUTOR em Isa 14:12: "Estrela da manhã" não é a melhor tradução, pois é título do nosso Senhor JESUS CRISTO em Apo 2:28; 22:16. Deve ser adotada a tradução "Lúcifer", tal como está, por exemplo, em  Bíblias da Reforma tais como a KJV(1611) e a SEV(1596). "Lúcifer"  significa  "portador da luz" ou "transportador da luz", e bem expressa o sentido de  "01966 llyh heylel".
  Sabemos que somos de DEUS, e que todo o mundo está no maligno.(1João 5:19)
  E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de DEUS, e têm o testemunho de JESUS CRISTO. (Apo 12:17)
  Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. (João 12:31)
  Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de CRISTO, que é a imagem de DEUS. (2Co 4:4)
  E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso DEUS, e o poder do seu CRISTO; porque  o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso DEUS os acusava de dia e de noite. (Apo 12:10)
  Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios. (Mat 12:24)
  Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios. (Mat 12:24)
  E que concórdia há entre CRISTO e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? (2 Coríntios 6:15 BRP)
E. Queda de Satanás:
(compare. Ezequiel 28 e Isaías 14)
1. Seu pecado (Isa 14:5,12-15) -- "EU. . . ."
a. Eu subirei ao céu (Eu tirarei o lugar a DEUS).

b. Eu exaltarei meu trono acima das estrelas de DEUS (acima dos anjos).

c. Eu me assentarei no monte da congregação na banda dos lados do norte.

d. Eu subirei acima. . . das nuvens (a glória de DEUS).

e. Eu serei semelhante ao Altíssimo. (Satanás queria ser o possuidor dos céus e da terra.) - O seu pecado foi a 
soberba (1Ti 3:6) e pode ser caracterizado como o de falsificar DEUS (ser semelhante ao Altíssimo) [através do engano, tentar simular e imitar o poder de DEUS, para, assim, receber a adoração devida a Ele e tentar tomar-Lhe o lugar, tentar ser igual a DEUS] .
 
   11  Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 12 Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. 13 Estiveste no Éden, jardim de DEUS; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. 14 Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de DEUS estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. 15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.16 Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de DEUS, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas. 17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti. (Eze 28:11-17)


     Como caíste desde o céu, ó Lúcifer [Ver NOTA], filho da manhã! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! (Isa 14:12, tradução KJV)
  NOTA DO TRADUTOR em Isa 14:12: "Estrela da manhã" não é a melhor tradução, pois é título do nosso Senhor JESUS CRISTO em Apo 2:28; 22:16. Deve ser adotada a tradução "Lúcifer", tal como está, por exemplo, em  Bíblias da Reforma tais como a KJV(1611) e a SEV(1596). "Lúcifer"  significa  "portador da luz" ou "transportador da luz", e bem expressa o sentido de  "01966 llyh heylel".
   E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de DEUS exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. (Isa 14:13)
   Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. (Isa 14:14)
   E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo. (Isa 14:15)
   Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. (1Ti 3:6) 
2. Seu castigo:
a. Expulso da sua posição original do Céu (Eze 28:16).

b. No jardim do Éden (Gen. 3:14-15).

c. Na cruz (João 12:31).

d. Barrado totalmente o acesso ao Céu durante [a partir de a metade de] a Septuagésima Semana de Daniel (Apo 12:7-13).

e. Confinado no abismo (Apo 20:2).

f. Lançado para dentro do Lago de Fogo (Apo 20:10).
 
   Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de DEUS, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas.(Eze 28:16)
   Então o SENHOR DEUS disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. (Gên 3:14,15)
   Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. (João 12:31)
   E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso DEUS, e o poder do seu CRISTO; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso DEUS os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte. Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo. E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem. (Apo 12:7-13)
 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. (Apo 20:2)
 E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. (Apo 20:10)
F. Trabalho de Satanás relacionado com:
1. DEUS:
a. Tenta opor-se ao plano de DEUS em todas as áreas e por todos os meios possíveis.
b. Tenta falsificar o plano de DEUS.
c. Tentou CRISTO (Mat 4:3-11).
d. Possuiu o
 corpo de Judas para trair CRISTO (João 13:27).

 
   E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de DEUS, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de DEUS. Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, E disse-lhe: Se tu és o Filho de DEUS, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe JESUS: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu DEUS. Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe JESUS: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu DEUS adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam. (Mat 4:3-11)
   E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, JESUS: O que fazes, faze-o depressa. (João 13:27)
2. Descrentes:
a. Cega-lhes as mentes (2Co 4:4).

b. Rouba-lhes a Palavra dos seus corações (Luc 8:12).

c. Usa descrentes para se opor ao trabalho de DEUS (Apo 2:13).

d. Reuni-los-á para a batalha do Armagedon (Apo 16:13-16).

e. Atualmente engana-os (Apo 20:3).
 
   Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de CRISTO, que é a imagem de DEUS. (2Co 4:4)
  E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo; (Luc 8:12)
   Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. (Apo 2:13)
  E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do DEUS Todo-Poderoso. Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas. E os congregaram no lugar que em hebreu se chama armagedon. (Apo 16:13-16)
  E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. (Apo 20:3)
3. Crentes:

a. Tenta os crentes para mentirem (Atos 5:3).
b. Acusa e calunia os crentes (Apo 12:10).
c. Pode impedir o trabalho de um salvo (1Ts 2:18).
d. Tenta derrotar-nos através de demônios (Efé 6:12).
e. Tenta-nos para a imoralidade (1Co 7:5).
f. Semeia falsificadores entre os crentes (Mat 13:38,39).
g. Incita perseguição contra os crentes (Apo 2:10).
 
   Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO, e retivesses parte do preço da herdade? (Ato 5:3)
   E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso DEUS, e o poder do seu CRISTO; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso DEUS os acusava de dia e de noite. (Apo 12:10)
   Por isso bem quisemos uma e outra vez ir ter convosco, pelo menos eu, Paulo, mas Satanás no-lo impediu. (1Te 2:18)
   Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. (Efé 6:12)
   Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência. (1Co 7:5)
   O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno; O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. (Mat 13:39)
   Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. (Apo 2:10)
G. Defesas do crente contra Satanás:
1. Intercessão de CRISTO (Heb 7:25; João 17:15).

2. Ter a atitude correta para com Satanás (1Pe 5:8 e Judas 1:8,9).

3. Estar vigilante contra Satanás (1Pe 5:8).

4. Tomar uma atitude de resistência contra Satanás, mas por vezes devemos fugir (Tia 4:7 e 2Ti 2:22).

5. Usar a armadura espiritual (Efé 6:11-18).
 
   Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a DEUS, vivendo sempre para interceder por eles. (Heb 7:25)
   Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. (João 17:15)
   Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; (1Pe 5:8)
   E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades. Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda. (Jud 1:8-9)
   Sujeitai-vos, pois, a DEUS, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. (Tia 4:7)
   Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor. (2Ti 2:22)
   Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de DEUS, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do ESPÍRITO, que é a palavra de DEUS; Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no ESPÍRITO, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, (Efé 6:11-18)
  
 
 
III. DEMONOLOGIA, A DOUTRINA SOBRE OS DEMÔNIOS

Todos os Anjos
Anjos não-Caídos
Anjos Caídos (demônios)
 
a. demônios livres
 
b. demônios confinados [2Pe 2:4; Jud 1:6]
 
c. demônios temporariamente confinados (Apo 9:14 e Luc 8:28-31)

 
   Porque, se DEUS não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo; (2 Pedro 2:4)

 

   E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; (Judas 1:6)


   A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates. (Apocalipse 9:14)
 
   28 E, quando viu a JESUS, prostrou-se diante dele, exclamando, e dizendo com grande voz: Que tenho eu contigo, JESUS, Filho do DEUS Altíssimo? Peço-te que não me atormentes. 29 Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois já havia muito tempo que o arrebatava. E guardavam-no preso, com grilhões e cadeias; mas, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos. 30 E perguntou-lhe JESUS, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios. 31 E rogavam-lhe que os não mandasse para o abismo. (Lucas 8:28-31)
 

B. Características dos demônios:
1. Seres espirituais (Mat17:18, compare com Mar 9:25).
2. Conhecem JESUS CRISTO (Mar 1:24).
3. Conhecem o seu próprio fim (Mat 8:29).
4. Conhecem o plano da salvação (Tia 2:19).
5. Têm um sistema de doutrina (1Ti 4:1-3).
6. Imorais, perversos, imundos (1Ti 4:1-3). 
   E, repreendeu JESUS o demônio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou. (MT 17:18)
   E JESUS, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: ESPÍRITO mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele. (Mar 9:25)
   Dizendo: Ah! que temos contigo, JESUS Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o SANTO de DEUS. (Mar 1:24)
   E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, JESUS, Filho de DEUS? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? (Mat 8:29)
   Tu crês que há um só DEUS; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. (Tia 2:19)
   Mas o ESPÍRITO expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que DEUS criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; (1Ti 4:3)
C. Atividades dos demônios:
1. Em geral:
a. Tentam opor-se à obra de DEUS (Apo 16:13-16 e Daniel 10:11-14).

b. Estendem a autoridade de Satanás (Efé 6:11,12).

c. Demônios podem ser usados por DEUS para levar a cabo Seus propósitos (2Co 12:7; 1Ti 1:20; 1Co 5:5 e 1Sa 16:14).
 
   13 E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. 14 Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do DEUS Todo-Poderoso. ... 16 E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom. (Apo 16:13-16)
   11 E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, ... 12 ... desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu DEUS, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. 13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. ... (Dan 10:11-14)
   ... 12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." (Efé 6:11-12)
   E entre esses foram Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar. (1 Timóteo 1:20)
   "E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar." (2Co 12:7)
   "Seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do SENHOR JESUS." (1Co 5:5)
   "E o ESPÍRITO do SENHOR se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do SENHOR." (1Sa 16:14)
2. Algumas em particular:
a. Podem infligir doença (Mat 9:33).
b. Podem possuir humanos (Mat 4:24).
c. Podem possuir animais (Mar 5:13).
d. Espalham falsa doutrina (1Ti 4:1).
e. Opõem-se ao crescimento espiritual dos filhos de DEUS (Efé 6:12 [acima]). 
   E, expulso o demônio, falou o mudo; e a multidão se maravilhou, dizendo: Nunca tal se viu em Israel. (Mat 9:33)
   E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava. (Mat 4:24)
   E JESUS logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar. (Mar 5:13)
   Mas o ESPÍRITO expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; (1Ti 4:1)
D. Possessão demoníaca:
1. Definição: Um demônio residindo dentro de uma pessoa, exercendo controle diretamente na mente/corpo dessa pessoa.
2. Resultado: Doença física ou deficiência (Mat 9:32,33), desarranjo/perturbação mental (Mat 17:15).
3. Marcas de possessão demoníaca de Marcos 5 (o endemoninhado gadareno):
a. Habitado por um espírito imundo (verso 2).
b. Força física invulgar (verso 3).
c. Ataques de fúria (verso 4).
d. Desintegração ou divisão da personalidade  (versos 6 e 7). O endemoninhado correu para JESUS para obter ajuda, contudo gritava de medo.
e. Resistência às coisas espirituais (verso 7).
f. Poderes de clarividência (verso 7) -- sabia imediatamente quem JESUS era.
g. Alteração da voz (verso 9).
h. Transportação pelo ocultismo (verso 13) -- os demônios deixaram o homem e entraram nos porcos. 
   E, havendo-se eles retirado, trouxeram-lhe um homem mudo e endemoninhado. E, expulso o demônio, falou o mudo; e a multidão se maravilhou, dizendo: Nunca tal se viu em Israel. (Mat 9:32-33)

 

   15 Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água; ... 18 E, repreendeu JESUS o demônio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou. (Mateus 17:15-18)
 
   2 E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo; 3 O qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender; 4 Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguém o podia amansar. 5 E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras. 6 E, quando viu JESUS ao longe, correu e adorou-o. 7 E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, JESUS, Filho do DEUS Altíssimo? conjuro-te por DEUS que não me atormentes. 8 (Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.) 9 E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos. 10 E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província. 11 E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. 12 E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. 13 E JESUS logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar. (Marcos 5:2-13)
E. Destino dos demônios:

1. Temporariamente alguns estão confinados. Por exemplo, alguns que eram livres durante a vida de CRISTO, foram lançados para o abismo (Luc 8:31) e serão libertos para fazerem a sua obra, durante os dias da Tribulação que se avizinha (Ap. 9:1-11 e 16:13-14).

2. Todos os demônios serão lançados com Satanás no Lago de Fogo, para sempre (Mat 25:41 e Apo 20:10).
 
   E rogavam-lhe que os não mandasse para o abismo. (Luc 8:31)
  1  E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo. 2 E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha, e com a fumaça do poço escureceu-se o sol e o ar. 3 E da fumaça vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder que têm os escorpiões da terra. 4 E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de DEUS. 5 E foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem. 6 E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles. 7 E o parecer dos gafanhotos era ... 11 E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego Apoliom. (Apocalipse 9:1-11)
   13 E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. 14 Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do DEUS Todo-Poderoso. (Apocalipse 16:13-14)
   Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; (Mateus 25:41)
   E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. (Apocalipse 20:10)
 
  
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda
Lc 9.26
Os anjos são seres gloriosos.
Terça
Sl 103.20
Os anjos são magníficos em poder.
Quarta
Mt 4.11
Os anjos ministram a CRISTO.
Quinta
Hb 1.14
Os anjos são enviados para servir aos santos.
Sexta
Mt 16.27
Os anjos compõem o exército de CRISTO.
Sábado
Mt 24.31
Os anjos no final dos tempos.
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Definir o termo anjo.
Descrever a missão dos anjos.
Contestar a adoração aos anjos.
 
PONTO DE CONTATO: Professor, alguns teólogos liberais acreditam que os anjos são apenas “essências platônicas” ou “emanações da parte de DEUS”. Segundo eles, crer na existência dos anjos como seres racionais é “grosseira mitologia”. Essa posição, ajusta-se à crença racionalista assumida pelos saduceus no tempo de CRISTO (At 23.8). Em outro extremo estão os místicos, os cabalístas, os ufologistas, que acreditam e adoram irracionalmente os seres celestiais, à semelhança dos antigos membros das religiões gnósticas (Cl 2.18). Somente o ensino das Escrituras é capaz de contestar o misticismo e o racionalismo desenfreado que têm invadido a sociedade, e até muitas igrejas.
SÍNTESE TEXTUAL: O vocábulo “angelologia”, procede de dois termos gregos: angelos, traduzido por “mensageiro” ou “enviado”, e logia, “discurso” ou “tratado”. Angelologia, portanto, é a doutrina que estuda a natureza, o caráter, e a missão dos anjos, conforme as Escrituras. No Antigo Testamento, os anjos são chamados de mal’āk, isto é, “mensageiro ou representante”. Enquanto no grego e no hebraico, os anjos são denominados pela função (mensageiro), na língua aramaica, eram chamados de qaddîsh, isto é, “santos”, descrevendo-lhes o caráter e não apenas o ofício. Quanto ao caráter, a Bíblia afirma que os anjos são mansos (2 Pe 2.11), obedientes e poderosos (Sl 103.20), sábios (2 Sm 14.17), e reverentes (Is 6.2,3). A respeito do ministério angélico, a Escritura declara que: adoram a DEUS (Sl 103.20;148.2), protegem os servos de DEUS (Sl 34.7), e executam juízos divinos (2 Rs 19.25).
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Esta lição trata de diversos assuntos pertinentes à doutrina dos anjos. A fim de corrigirmos alguns erros concernentes à natureza desses seres, é conveniente que o caro professor exponha esse tema com bastante objetividade. Apesar de os vocábulos mal’āk e angelos designarem a função dos anjos e não a sua natureza, as expressões “anjos do Senhor” ou “anjos de DEUS”, descrevem claramente os anjos como seres morais procedentes de DEUS. Isto é, possuem natureza espiritual singular. Apresente aos alunos a tabela “Aspectos da Natureza dos Anjos” a fim de reforçar a aprendizagem.
 
ASPECTOS DA NATUREZA DOS ANJOS
NATUREZA
DESCRIÇÃO
REFERÊNCIA
Espíritos
De natureza espiritual.
Hb 1.13,14
Assexos
Não se reproduzem.
Lc 20.34-36
Criatura
Feitos por DEUS.
Sl 148.2-5
Imortais
Não estão sujeitos à morte.
Lc 20.35,36
Numerosos
São hostes e não raça.
Lc 2.13
Velozes
Não sujeitos ao espaço e tempo.
Dn 9.21
Pessoais
Características pessoais.
2 Sm 12.20
 
 
Resumo da revista (TÌTULOS E SUB-TÍTULOS):
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos o que a Bíblia ensina acerca dos anjos.
 
 
I. QUEM SÃO OS ANJOS
1. Os anjos são criaturas morais. O Senhor DEUS criou os anjos não para que fossem meros autômatos; criou-os dotados de livre-arbítrio.
 
2. A criação dos anjos. Canta o salmista terem sido os seres angélicos criados pela Palavra de DEUS.
II. OS ANJOS NA BÍBLIA
1. Os anjos no Antigo Testamento. A presença dos anjos, no Antigo Testamento, pode ser facilmente detectada nas seguintes passagens:
 
a) Na era patriarcal. Abraão e Jacó tiveram várias experiências com os anjos de DEUS.
 
b) Na peregrinação de Israel a Canaã. A assistência dos anjos na peregrinação israelita rumo à Terra Prometida é claramente observada na chamada de Moisés (Êx 3.2).
c) Na vida dos hebreus em Israel.
2. Os anjos no Novo Testamento. Eles podem ser encontrados tanto no ministério de CRISTO quanto no avanço da Igreja.
a) No ministério de CRISTO. No anúncio do nascimento de CRISTO (Lc 1.26). Na proclamação de seu nascimento aos pastores (Lc 2.9-11). Na tentação do deserto (Mt 4.11). Em sua paixão e morte (Lc 22.43). E em sua ressurreição (Lc 24.1-12).
 
b) Na Igreja Primitiva. No conforto dos discípulos após a ascensão de CRISTO (At 1.10,11). No livramento dos apóstolos (At 5.19,20; 12.7,8; 27.23,24). No auxílio à proclamação do Evangelho (At 8.26; At 10.3).
III. O CARÁTER DOS ANJOS
1. Os anjos como seres eleitos. À nossa semelhança, são os anjos também dotados de livre-arbítrio.
 
2. Os anjos são santos. Por que os anjos de DEUS são dessa forma considerados? Em primeiro lugar, por haverem escolhido obedecer-lhe as ordens.
 
3. Os anjos são sábios. São os anjos também considerados sábios em virtude de seu temor a DEUS (Pv 1.7).
 
4. Os anjos são obedientes. São os anjos eficazes na execução das ordens que recebem do Senhor.
 
IV. A CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS
1. Anjo do Senhor. A expressão “o anjo do Senhor”, dependendo da passagem, pode referir-se profeticamente ao Senhor JESUS em sua pré-encarnação. Em Ml 3.1b, “o anjo do concerto” é uma alusão a Ele. O “concerto” é certamente o de Mt 26.28.
 
2. Arcanjo Miguel. Único arcanjo citado nas Sagradas Escrituras. Sua missão: conduzir os exércitos de DEUS (Ap 12.7) e lutar em prol dos filhos de Israel (Dn 12.1). Foi ele quem sepultou o corpo de Moisés (Jd 1.9). Ele é conhecido também como um dos primeiros príncipes (Dn 10.13). Arcanjo significa, literalmente, principal entre os anjos.
 
3. Gabriel. Conhecido como varão, ou herói de DEUS, aparece Gabriel como intérprete dos arcanos divinos.
 
4. Querubins. São os querubins responsáveis por sustentar o trono divino e por reivindicar seja o nome Todo-Poderoso constantemente santificado pelos homens (Gn 3.24; Sl 99.1; Ez 10.1).
 
5. Serafins. A missão dos serafins que, em hebraico, significam ardentes, é magnificar o nome de DEUS, louvando-o constantemente e exaltando a santidade divina (Is 6.1-6).
 
6. Outras classes angélicas. São também tidas como classes angélicas.
 
V. A MISSÃO DOS ANJOS
1. Enaltecer a DEUS. Em Isaías lemos que os anjos não cessam de clamar dia e noite: “SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3).
 
2. Trabalhar em prol dos que hão de herdar a vida eterna. O autor da Epístola aos Hebreus descreve a missão dos anjos entre os santos em Hb 1.14.
 
3. Proteger a nação de Israel. Em Daniel 12.1, lemos que, nos últimos dias, levantar-se-á Miguel, o grande príncipe, para proteger a nação hebréia.
 
VI. O CULTO AOS ANJOS
Embora poderosos em obras, não podem os anjos ser adorados: são criaturas de DEUS, nossos conservos e também comprometidos com a glória de DEUS. Vejamos por que os anjos não devem ser objetos de nosso culto.
1. Os anjos são criaturas de DEUS.
 
2. Os anjos são nossos conservos.
 
3. Os anjos são comprometidos com a glória de DEUS.
CONCLUSÃO
É reconfortante saber que o Senhor nos colocou à disposição um exército eficiente que nos ajuda em todas as instâncias.
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico
“As Evidências Bíblicas
Os anjos têm uma natureza incomparável; são superiores aos seres humanos (Sl 8.5), mas inferiores ao JESUS encarnado (Hb 1.6). A Bíblia ressalta os seguintes fatos a respeito deles:
1. Os anjos são reais, mas nem sempre visíveis (Hb 12.22). Embora DEUS ocasionalmente lhes conceda a visibilidade (Gn 19.1-22), são espíritos (Sl 104.4; Hb 1.7,14). Nos tempos bíblicos, seres humanos experimentavam, às vezes, efeitos da presença de um anjo, mas não viam ninguém (Nm 22.21-35). Às vezes, viam o anjo (Gn 19.1-22; Jz 2.1-4; Mt 1.20-25; Lc 24.4-6; At 5.19-20). Além disso, os anjos podem ser vistos sem serem reconhecidos como anjos (Hb 13.2).
 
2. Os anjos adoram, mas não devem ser adorados. São incomparáveis entre as criaturas, mas nem por isso deixam de ser criaturas. Correspondem com adoração e louvor a DEUS (Sl 148.2; Is 6.1-3; Lc 2.13-15; Ap 4.6-11) e a CRISTO (Hb 1.6). Como conseqüência, os cristãos não devem exaltá-los (Ap 22.8,9); os que fazem, perdem a sua recompensa futura (Cl 2.18).
 
3. Os anjos servem, mas não devem ser servidos. DEUS os envia como agentes para ajudar os seres humanos, especialmente os fiéis (Êx 14.19; 23.23; Nm 20.16; 22.22-25; Jz 6.11-22; Sl 34.7; 91.11; At 27.23-25; Hb 13.2). Os anjos também mediam os juízos de DEUS (Gn 19.22, 24; At 12.23) e suas mensagens (Jz 2.1-5; Mt 1.20-24). Mas eles nunca devem ser servidos, pois assemelham-se aos cristãos num aspecto muito importante: são também servos de DEUS (Ap 22.9).
 
4. Os anjos acompanham a revelação, mas não a substituem total ou parcialmente. DEUS os emprega, mas não são o alvo da revelação divina (Hb 2.2s). No século I, surgiu uma heresia que se constituiu num ‘pretexto de humildade e culto aos anjos’ (Cl 2.18). Envolvia dura disciplina do corpo sem nada fazer para refrear a indulgência sensual (Cl 2.23 – NVI). Sua filosofia enfatizava as idéias falsas de que: (a) os cristãos são inferiores na sua capacidade de abordarem pessoalmente a DEUS; (b) os anjos têm capacidade superior nesse sentido; (c) a adoração lhes é devida por causa da sua intervenção em nosso favor. Paulo respondeu a essa heresia com um hino que glorifica a CRISTO, que é a fonte da nossa glória futura (Cl 3.1-4).
 
5. Os anjos sabem muitas coisas, mas não tudo. O discernimento que têm foi-lhes concedido por DEUS; não é inato nem infinito. Sua sabedoria talvez seja vasta (2 Sm 14.20), mas seus conhecimentos, limitados: Não sabem o dia da segunda vinda de nosso Senhor (Mt 24.36) nem a plena magnitude da salvação dos seres humanos (1 Pe 1.12).”
(BAKER, C.D; MACCHIA, F.D. Seres espirituais criados. In HORTON, S. M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.196-8.)
Leia mais: Revista Ensinador Cristão CPAD, no 28, pág. 39
 
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Lição 7 - Colossenses - As Heresias E O Culto Aos Anjos
 
Texto Áureo: Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, (Cl 2.18)
O domínio na vida do crente deve ser somente de seu Senhor, que é CRISTO. Com a desculpa de humildade e amor os falsos ensinadores agradam ao povo simples e sem preparo na doutrina bíblica, falam de visões e revelações que nunca viram, como se fossem detentores de toda a sabedoria do universo.
 
Verdade Prática: A falsa humildade leva o crente a tornar-se um fanático, dominado por ensinos sem base nas "escrituras sagradas".
A falta de reconhecimento que tudo o que somos ou sabemos sobre DEUS, vem do próprio DEUS, faz com que homens amantes de si mesmo se tornem fanáticos religiosos.
 
Leitura Diária:
Segunda: Mc 7.7 - Doutrinas que são mandamentos de homens
    Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.
TRADIÇÃO DOS HOMENS. Os fariseus e os escribas pecavam por colocar a tradição humana acima da revelação divina, como vemos neste versículo. Aqui, JESUS não está condenando toda e qualquer tradição, mas as que entram em conflito com a Palavra de DEUS. Tradição ou regra deve ter base nas verdades correlatas das Escrituras (cf. 2 Ts 2.15). As igrejas têm de resistir à tendência de exaltar tradições religiosas, sabedoria humana ou costumes contemporâneos que se sobreponham à Bíblia. As Escrituras Sagradas são a única regra infalível de fé e conduta; jamais ela deve ser anulada por idéias humanas (v. 13, ver Mt 15.6)
 
Terça: Mt 17.21 - O Jejum que liberta
    Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.
 Na Bíblia, jejuar refere-se a abstenção de alimento por motivos espirituais. Embora o jejum apareça freqüentemente vinculado à oração, ele por si só deve ser considerado uma prática de proveito espiritual. Na realidade, o jejum bíblico pode ser chamado de oração sem palavras . (1) Há três formas principais de jejum, vistas na Bíblia: (a) Jejum normal a abstenção de todos os alimentos, sólidos ou líquidos, mas não de água (ver 4.2 nota); (b) jejum absoluto a abstenção tanto de alimentos como de água (Et 4.16; At 9.9). Normalmente este tipo de jejum não deve ir além de três dias, pois a partir daí o organismo se desidrata, o que é muito nocivo à saúde. Moisés e Elias fizeram jejum absoluto por 40 dias, mas sob condições sobrenaturais (Dt 9.9,18; Êx 34.28; 1 Rs 19.8); (c) o jejum parcial uma restrição alimentar, e não uma abstenção total dos alimentos (Dn 10.3). (2) O próprio CRISTO praticava a disciplina do jejum e ensinava que a mesma devia fazer parte da vida consagrada do cristão (6.16), além de ser um ato de preparação para a sua volta (ver 9.15). A igreja do NT praticava o jejum (At 13.2,3; 14.23; 27.33). (3) O propósito do jejum com oração: (a) um ato para DEUS, visando à sua honra (6.16-18; Zc 7.5; Lc 2.37; At 13.2); (b) o crente humilhar-se diante de DEUS (Sl 69.10; Ed 8.21; Is 58.3), para receber mais graça (1 Pe 5.5) e desfrutar da presença íntima de DEUS (Is 57.15); (c) expressar pesar por causa de pecados e fracassos pessoais cometidos (1 Sm 7.6; Ne 9.1,2); (d) pesar por causa dos pecados da igreja, da nação e do mundo (1 Sm 7.6, Ne 9.1,2); (e) buscar graça divina para novas tarefas e reafirmar nossa consagração a DEUS (4.2); (f) como um meio de buscar a DEUS, aproximar-nos dEle e prevalecer em oração contra as forças espirituais do mal que lutam contra nós (Ed 8.21,23,31; Jl 2.12; Jz 20.26; At 9.9); (g) como um meio de libertar almas da escravidão do mal (Is 58.6-9; Mt 17.14-21); (h) demonstrar arrependimento e assim preparar o caminho para DEUS mudar seus propósitos declarados de julgamento (Jn 3.5,10; 1 Rs 21.27-29; 2 Sm 12.16,22; Jl 2.12-14 ); (i) obter revelação, sabedoria e entendimento no tocante à vontade de DEUS (Dn 9.3,21,22; Is 58.6,11; At 13.2,3); e (j) abrir caminho para o derramamento do ESPÍRITO e para a volta de CRISTO à terra para buscar o seu povo (ver 9.15).
 
Quarta: At 15.20 Abstendo-se das contaminações
    Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue.
QUE VOS ABSTENHAIS. O ESPÍRITO SANTO (v. 28) estabeleceu certos limites que possibilitam a convivência harmoniosa entre os cristãos judaicos e seus irmãos gentios. Os gentios deviam se abster de certas práticas consideradas ofensivas aos judeus (v. 29). Uma das maneiras de medir a maturidade do 
cristão é ver a sua disposição de refrear-se das práticas que certos cristãos consideram certas e outros consideram erradas
veja o ensino bíblico por Paulo, em 1 Co 8.1-11)
COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS. Nos caps. 810, Paulo lida com a pergunta dos coríntios, a respeito de alimento oferecido a ídolos, e se é permitido comprar e comer tal alimento, e, participar de festas em templos idólatras (v. 10). (1) Ao lidar com este assunto, Paulo revela um princípio 
importante, segundo o qual os cristãos de todos os tempos devem viver. Esse princípio aplica-se a quaisquer atividades questionáveis que possam tentar algum crente a pecar e arruinar-se espiritualmente (v. 11). O ESPÍRITO SANTO deu instruções, por intermédio de Paulo, no sentido do cristão sempre agir com amor para com os irmãos na fé, o que requer abnegação. (2) Abnegação significa limitar nossa própria liberdade e deixar de lado todas as atividades questionáveis, a fim de não ofender ou enfraquecer as convicções sinceras doutros cristãos que se consideram firmados em princípios bíblicos. O inverso da abnegação é a autodefesa do direito de participar de uma atividade questionável, atividade esta que poderá induzir outros a também participarem dela para 
seu próprio detrimento (cf. Rm 14.1-15.3; At 15.29; 1 Co 9.19).
 
Quinta: 1Co 6.3 Haveremos de julgar os anjos
    Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?
Ap 20.4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de JESUS e pela palavra de DEUS, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com CRISTO durante mil anos.
Aqueles que se assentam nos tronos são provavelmente os vencedores oriundos de todos os tempos 
(cf. 2.7) e possivelmente incluem os santos do AT (ver Ez 37.11-14; Ef 2.14-22; 3.6; Hb 11.39,40). Aqueles que "viveram" (i.e., voltaram à vida) depois da volta de CRISTO são, conforme é declarado, os que foram fiéis a Ele e que morreram durante a tribulação (6.9; 12.17). João não menciona a ressurreição dos santos da igreja que morreram, porque ela já ocorreu quando CRISTO retirou sua igreja da terra e a levou ao céu (ver Jo 14.3; 1 Co 15.51)
 
Sexta: Rm 13.12 Rejeitemos as obras das trevas
    A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.
 A NOITE É PASSADA. Paulo cria na volta iminente do Senhor, para levar para o céu os fiéis das suas igrejas locais aqui na terra (ver Jo 14.3), evento que, segundo ele cria, poderia acontecer no decorrer daquela mesma geração. CRISTO advertiu que Ele voltaria numa ocasião em que os fiéis estariam certos de que Ele não viria (ver Mt 24.42,44). Por essa razão, os filhos de DEUS devem sempre estar espiritualmente prontos e "rejeitarem as obras das trevas" (ver Lc 12.35)
 
Sábado: 2Pe 3.18 Crescendo em CRISTO JESUS
     Antes, crescei na graça se conhecimento de nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO. A ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém!
Paulo define as pessoas espiritualmente "perfeitas" ou maduras, que possuem a plenitude de 
CRISTO. (1) Ser espiritualmente maduro, significa não ser "meninos" (v. 14), os quais são instáveis, facilmente enganados pelas falsas doutrinas dos homens e suscetíveis ao artificialismo enganoso. O crente permanece infantil quando tem uma compreensão inadequada das verdades bíblicas e pouca dedicação a elas (vv. 14,15). (2) Ser espiritualmente maduro inclui falar "a verdade em caridade" (v. 15). A verdade do evangelho, conforme apresentada no NT, deve ser crida com caridade, apresentada com caridade e defendida em espírito de caridade. Essa caridade é dirigida primeiramente a "CRISTO" (v. 15); em seguida, à igreja (v. 16) e, finalmente, de uns para com os outros (v. 32; cf. 1 Co 16.14).

Leitura Bíblica Em Classe: Cl 2.16-23
16 Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, 17 que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de CRISTO. 18 Ninguém vos 5domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, 19 e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de DEUS. 20 Se, pois, estais mortos com CRISTO quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, 21 tais como: não toques, não proves, não manuseies? 22 As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; 23 as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne.

Reproduza a tabela abaixo no quadro-de-giz e exponha seu conteúdo à turma.
 
FALSOS ENSINOS
REFUTAÇÃO
O ESPÍRITO é bom; a matéria é má
DEUS criou o céu e a terra para sua glória
Apego aos rituais e cerimônias
Estes eram apenas sombras das coisas futuras
Rigoroso ascetismo
Este não ajuda a vencer os desejos da carne
Os anjos devem ser adorados
Somente CRISTO é digno de adoração
CRISTO não poderia ser divino humano
CRISTO é DEUS encarnado
Salvação mediante conhecimento que não estava disponível a todos
O mistério de DEUS é CRISTO; revelado a todos

 
 
 
 
 
 
 
 
 

Objetivos:
1- Relatar os falsos ensinos e ordenanças
2- Avaliar o perigo do culto aos anjos
3- Explicar o significado da expressão "mortos em CRISTO".
 
Introdução:
Tópico I - Exortação Contra O Ascetismo Gnóstico (2.16,17)
Posicionamento Cristão quanto à ética do corpo.
http://www.armazemnadia.com.br/henrique/licao12eticaeviciosejogos.htm
 
Esta doutrina asceta é dada também para os bruxos, feiticeiros, médiuns e todos aqueles que se dedicam ao espiritismo e ao satanismo; o jejum e os maltratos ao corpo é doutrina conhecida e difundida entre os seguidores de Satanás, que se preparam para serem usados pelos demônios fazendo longos jejuns e consagrando-se com dilacerações pelo corpo.
Veja Jejum Bíblico em Jejum
1 Coríntios 10
12 Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia.
OLHE... NÃO CAIA. Os israelitas, como eleitos de DEUS, pensavam que poderiam entregar-se, sem perigo, ao pecado, à idolatria e à imoralidade; porém, foram julgados. Assim também, os "coríntios", da atualidade, que acreditam que podem viver satisfazendo a carne, devem se dar conta de que o juízo divino também os aguarda, caso não abandonem esses pecados.
23 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.
Há coisas que podemos e temos o direito de fazê-las, mas se as fizermos estaremos prejudicando a obra de DEUS e isso é pecado. Devemos "crucificar" ou "esmurrar" nossa carne para que não sejamos dominados pela mesma. 
TODAS AS COISAS SÃO PURAS. É provável que Paulo esteja falando a respeito da pureza ritual segundo as leis judaicas sobre alimentos (cf. Mt 15.10,11; Mc 7.15; 1 Tm 4.3-5). Alguns ensinadores estavam obcecados em fazer distinção entre comidas "puras" e "impuras" e ensinavam que a devida observância dessas coisas era essencial à verdadeira justiça. Desconheciam o verdadeiro caráter moral, a pureza interior e a justiça exterior (v. 16). Paulo ressalta que se a pessoa é moralmente pura, para ela a distinção entre comidas "impuras" e "puras" não tem importância moral. Paulo não está se referindo a coisas ou ações moralmente erradas, mas apenas à pureza cerimonial dos judeus. É evidente que as leis dietéticas dos judeus são boas e deveriam todos tomar mais cuidado com a alimentação, evitando os excessos e as coisas que fazem mal à saúde.
31 Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de DEUS.
FAZEI TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS O objetivo principal da vida do crente é agradar a DEUS e promover a sua glória. Sendo assim, aquilo que não pode ser feito para a glória de DEUS (i.e., em sua honra e ações de graças como nosso Senhor, Criador e Redentor) não deve ser feito de modo nenhum. Honramos a DEUS mediante nossa obediência, ações de graças, confiança, oração, fé e lealdade a Ele. Viver para a glória de DEUS deve ser uma norma fundamental em nossa vida, o alvo da nossa conduta, e teste das nossas ações.
32 Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de DEUS.
Nossa vida é uma vidraça onde os inimigos estão a atirar pedras, sejamos pois, como que "blindados", não nos descuidando da oração, jejum e estudo da palavra de DEUS.
Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;  1 Pe 5.8
 
    O PORTANTO refere-se aquilo que CRISTO tinha feito por eles (vv. 13-15). Duas coisas tinham sido levantadas contra eles: seus pecados e incircuncisão (v. 12). Através de CRISTO seus pecados foram perdoados (v. 13), e a lei, que separava judeus e gentios, foi eliminada (v. 14). Por trás disto o Senhor surgiu como exclusivo Vencedor sobre as forças da Satanás (v. 15). Sobre este fundamento Paulo ordena, NINGUÉM VOS CRITIQUE! O verbo significa "formar um julgamento" (Lucas 19:22). Aqui, como acontece freqüentemente em português, significa um julgamento desfavorável--crítica destrutiva em lugar de construtiva. Paulo desenvolve este mandamento minuciosamente em Romanos 14:1-12, onde ele frisa que cada um é responsável por si mesmo perante DEUS, que ninguém deve condenar a outrem, pois este é igualmente servo de DEUS.
Os falsos mestres em Colossos estavam exigindo que os gentios guardassem certos aspectos da lei (v. 14). Além da circuncisão eles exigiam que eles guardassem as leis levíticas COM (RESPEITO AO) COMER E BEBER (v. 21). Isto acontecia apesar de que o Concílio em Jerusalém, cerca de 12 anos antes, respondeu com um sonoro Não! a tais idéias (Atos 15:28, 29). Enquanto "comer e beber*" podia facilmente se referir a certas leis da origem gentílica, o resto do versículo mostra que elas eram de caráter judáica. OU EM RESPEITO AOS DIAS DE FESTA, OU DA LUA NOVA, OU DOS SÁBADOS. "ou. . . ou . . . ou" dá enfase ao fato que, o que era comido ou bebido em dias especiais era considerado de importância vital. As palavras dias de festas referem-se às festas delineadas em Lev. 23, especialmente à Páscoa. Depois desses dias de festas especiais vinham os das luas novas e sábados para os quais, leis especiais tinham sido estabelecidas pelo Velho Testamento e pela tradição. Conquanto devamos respeitar as idéias dos outros, não devemos nem julgá-los nem permitir que eles nos julguem quanto ao modo como devem ser guardados esses dias. Devemos fazer o que fazemos, como ao Senhor. Ele apenas tem o direito de julgar-nos.
Versículo 17. QUE SÃO refere-se às regras que estavam sendo impostas aos Cristãos colossenses com respeito ao comer e beber (v. 16). Todas essas coisas são apenas SOMBRAS DAS COISAS FUTURAS. Uma sombra é apenas um reflexo da coisa real. Inclui a verdade e tem valor profético (Heb. 8:5; 9:9; 10:1). Mas quando a plenitude da verdade é conhecida, parábolas não são mais necessárias.
MAS O CORPO É DE CRISTO. Em lugar de correr atrás de tipos alegóricos apossemo-nos da coisa real, aquela que vem de CRISTO (Vide corporalmente, v. 9). A referência aqui não é ao corpo físico de CRISTO ou mesmo à Igreja (1 :24). Ao contrário olha para a final e completa redenção e reconciliação com DEUS. Paulo sempre volta ao Senhor, Ele é o centro de interesse. Dos 23 versos deste capitulo, Ele é mencionado em todos, menos cinco. A de aqui poderia significar ou "pertence a" ou "vem de"". Paulo provavelmente quer significar ambos, que nosso Senhor é o Autor e o Diretor de nossa nova vida. Seu mandamento devemos guardar (João 15:10), mas maior do que os mandamentos é o amor e a comunhão que podemos ter com Ele. Estes dois versos (16,17) poderiam facilmente ser considerados a chave duma grande parte de Hebreus.
 
Tópico II - Combatendo As Falsas Ordenanças (2.18)
A própria palavra já diz: "Ordens" dadas para que se cumpra suas idéias do que lhes parece espiritual e de algum valor para a salvação, porém sem qualquer base bíblica.
    NINGUÉM VOS ENGANE A SEU BEL-PRAZER é o terceiro cuidadoso mandamento neste capitulo, a terceira tentativa de impedir que os falsos mestres em Colossos pudessem levar avante, com sucesso, sua campanha. Este é muito semelhante àquele do versículo 8. Engane representa com dificuldade a palavra grega composta, a qual significa legislar contra em alguma espécie da jogo. Ali significa frustrar, roubar, causar a perda do prêmio. (Para a idéia de Paulo, cp. Gál. 5:7). Vos é enfático. Paulo queria chocá-los, queria fazê-los perceber a perigosa posição "deles". Apesar de ainda não estarem tão afastados como os gálatas (Gál. 4:11), estavam em perigo de perder tudo! A seu bel-prazer (gr., querendo) é muito difícil de interpretar. A nova tradução da Sociedade Bíblica considera este Particípio presente como um adjetivo modificando humildade e a traduz por pretextando. Contudo, fica melhor quando tomado como um advérbio mostrando a liberdade e facilidade com que eles estavam sendo desviados. Ele os está aconselhando a não permitirem ser facilmente inquietados (II Tim. 2:26; Ef. 4:14).
As duas próximas frases, COM HUMILDADE E CULTO DOS ANJOS, mostra o campo no qual eles estavam sendo levados. O primeiro representa submissão de espírito e ação, e como tal é requerido do crente (3:12; Filip. 2:3). Poderia referir-se a uma humildade professada mas não possuída, como no versículo 23. Porém, dos anjos concorda com ambos, humildade e culto. Assim considerado, humildade referir-se-ia ao estado dos anjos. Por isso, Paulo fala da posição deles de humildes em oposição à maneira pela qual os falsos mestres os estavam exaltando. Na segunda frase culto pode significar ou "adoração" ou "religião" (Atos 26:5). Dependendo da maneira que entendermos culto os anjos pode ser ou o objeto de culto ou dos adoradores. Enquanto o primeiro pareça mais natural, Paulo poderia dificilmente ter passado por uma prática tão blasfema sem uma clamorosa condenação. Também desde que os falsos mestres eram judeus, dificilmente eles estariam encorajando a idolatria.4 Finalmente, a segunda possibilidade tem mais relação com a próxima parte do versículo.
Sobre adoração a Anjos veja em http://www2.uol.com.br/bibliaworld/smleoto/workshop/lid045.htm
Sobre Verdadeira Adoração veja em Adoração
A base do julgamento falso apoia-se em BASEANDO-SE EM COISAS QUE VIU. A dificuldade desta frase é aumentada pelo fato de que numerosos manuscritos incluem não depois de que. Apesar de mais fácil de interpretar, a negativa não é genuína. Baseando-se traduz uma palavra que se refere aos primeiros passos daqueles que eram iniciados nas religiões misteriosas. Aqui significa aqueles que estão tomando uma posição nas suas imaginárias revelações ou visões.5 O resultado de tal intrusão é ESTANDO INCHADO SEM MOTIVO ALGUM PELA SUA MENTE CARNAL. Conquanto possa haver alguma justificação para orgulho quando uma pessoa aperfeiçoa alguma coisa, estes eram orgulhosos e arrogantes sem base alguma. Imaginando que estavam expondo alguma nova e profunda verdade, estavam na realidade desviando-se a si mesmos e outros da verdade.
 
Tópico III - Mortos Com CRISTO (2.19-20)
Rm 6.4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como CRISTO foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
    Quando um cristão é batizado (imerso, como num sepultamento) em águas, acontece, espiritualmente, a morte do crente que está em CRISTO, pois JESUS nos substituiu na cruz, levou nossos pecados sobre Ele. Quando o cristão se levanta da água em que foi mergulhado (sepultado) acontece a ressurreição para a nova vida na terra (por enquanto), para quando CRISTO vier buscar a Igreja (sua noiva), este crente suba ao Seu encontro, para estar com DEUS para sempre, caso tenha permanecido fiel ao seu Senhor. Glória a DEUS!
Sobre Batismo veja em Batismo
    O resultado de intrometer-se naquilo que DEUS determinou não seja revelado, leva a um enfraquecimento do apelo de alguma pessoa à verdade. E NÃO RETENDO À CABEÇA é equivalente a "e não segundo CRISTO" do versículo 8. Interesses especiais que desalojem JESUS CRISTO do centro, não devem ser permitidos. Como podemos clamar que retemos a Soberania de CRISTO, quando fazemos nosso programa e procuramos obter o que desejamos sem auscutar primeiro Sua vontade e programa?
DA QUAL TODO O CORPO, PELAS JUNTAS E LIGADURAS. CRISTO é nossa Cabeça de fato assim como de nome. Ele nos comprou, Ele intercede por nós, Ele fornece os laços que nos mantém juntos. Todo poder vem dEle, tudo que existe depende dEle (1:17). Corpo aqui refere-se à Igreja universal. Esses laços são de natureza espiritual em vez de natureza denominacional. Devemos aprender a nos dar e trabalhar com irmãos além das fronteiras denominacionais. A Igreja É FORTALECIDO E BEM VINCULADO de tal maneira que repele os ataques das forças satânicas (Mat. 16:18). O verbo fortalecido não é aquele de 1:10, mas antes significa ser mais abastecida, adquirir vigor. Este levantamento da Igreja somente pode ter lugar se nós individualmente diminuirmos nossas idéias peculiares e dermos mais valor e atenção àquelas dos outros (Fil.. 2:3-5).
O resultado de tal crescimento espiritual é que o Corpo de CRISTO irá constantemente CRESCENDO COM O CRESCIMENTO QUE VEM DE DEUS. Crescimento toma duas direções: levantamento do nível espiritual de indivíduos (1:10) e aumento numérico do Corpo de CRISTO. Todos nós queremos ver maior ‘número" na Igreja, mas este crescimento não deve ser baseado em transigência de doutrina (II Tim. 4:3,4), de vida, ou testemunho (I Tim. 4:12). Por outro lado, não devemos restringir o "crescimento" por insistir no uso de formas obsoletas, frases, línguas estranhas, métodos de evangelismo. Lembrai-vos, conquanto o novo não seja necessariamente melhor por ser novo, não é o velho melhor por ser velho. Devemos manter o Evangelho aplicável à época em que vivemos.
Tendo terminado o que DEUS fez por nós através de CRISTO (2:9-19), Paulo agora volta-se para o que deveríamos fazer em nosso viver cristão. Primeiro, ele nos recorda que estamos mortos para o mundo e seus sistemas e fomos ressuscitados com CRISTO para uma vida diferente. Temos que ser diferentes daqueles à nossa volta. Para conseguir isto Paulo nos ordena que matemos certas atitudes e particularidades da personalidade e coloquemos outras cristãs em seu lugar. (Vide passagens semelhantes em Ef. 4:17-32). E, uma vez mudado nossos caracteres, devemos fazer tudo para Sua glória.
Paulo em seguida volta-se para a atitude que cada um deve ter com relação às pessoas ao seu redor, especialmente no lar. (Cp. especialmente Ef. 5:22-6:9). "É necessário dois para uma discussão." Ao desenredar tais situações devemos nos lembrar que DEUS deu a cada um certas responsabilidades para com o próximo. Os mandamentos que Paulo dá aqui não incluem todos. Antes, formam um modelo pelo qual guiaremos nossas vidas. Há três pares de mandamentos.
Versiculo 20. Voltando-se agora dos avisos negativos (vv. 8, 16, 18), Paulo apresenta alguns aspectos positivos da nossa relação com CRISTO. SENDO QUE, ESTAIS MORTOS COM CRISTO. Morrestes de uma vez para sempre! Quando? No momento da salvação e da completa dedicação. Conquanto estas devam ser simultâneas, muitas vezes são separadas por anos de lealdade dividida e infeliz (Mat. 6:24). Esta morte é simbolizada por circuncisão e batismo (vv. 11, 12). Nossa morte com CRISTO é um dar as costas à velha maneira de viver e às infrutíferas tentativas de alcançar a DEUS por nossas próprias forças.
Desde que eles estão identificados na morte de CRISTO, Paulo levanta uma pergunta penetrante: POR QUE? Tudo que fazemos deveria estar sob o penetrante olhar desta palavra por que? Não vos deixeis atar por decretos humanos a menos que eles sejam explicados e entendidos. Tal curso nos leva, ou ao seguimento cego de tradições ou ao abandono do andar cristão. Ambos são frustrações do plano de DEUS de que andemos em CRISTO. Procurai saber as razões!
Depois do por que Paulo coloca o parêntesis, COMO SE VIVÊSSEIS NO MUNDO. Onde mais? Por mundo ele certamente não se refere ao planeta, mas sim ao meio espiritual em que o incrédulo e o cristão carnal andam. Viver no mundo é o antônimo absoluto de andar em CRISTO. Para terminar a questão, Paulo perguntou, por que VOS CARREGAM AINDA DE ORDENANÇAS? Os decretos dos homens foram rejeitados (v. 8), o peso das leis do Velho Testamento foi eliminado (v. 14). Somos livres então para desobedecer ao nosso bel prazer? (Gal. 5:13). Não! Em lugar de estamos atados por uma multidão de leis, somos livres para guardar os mandamentos de CRISTO (João 15:10, Rom. 6:15-23). (Para os decretos que estavam sufocando os colossenses vide vv. 21-23).
Versiculo 21. Paulo enumera em termos gerais três "nãos" que cobrem uma multidão de decretos. NÃO MANUSEIES! NÃO PROVES! NÃO TOQUES! O primeiro e o terceiro são praticamente o mesmo no sentido geral de "tocar." O primeiro abrange a idéia de ligamento a alguma coisa. O terceiro, conquanto significando tocar (Heb. 12:20), também significa tocar de uma tal maneira que cause dano (Heb. 11:28). O não central traz à mente o exército de proibições alimentícias do Velho Testamento, o sonho de Pedro (Atos 10:9-16) e a profecia de Paulo em I Tim. 4:3-5.
Uma lista de Nãos é sempre perigosa porque sufoca o coração, toma muito imperfeitamente o lugar do trabalho de convicção do ESPÍRITO SANTO, e está sempre pronto a omitir alguma coisa. Novos métodos de viver estão sempre aparecendo. Aqueles que dependem de uma lista de nãos precisam esperar por alguém que passe uma lei: sim ou não. Em lugar de uma lista procuremos princípios básicos cristãos, tais como aqueles em I Cor. 8-11; Rom. 14 para guiar-nos. Acima de tudo sejamos consistentes e como CRISTO (Filip. 1:21).
Versículo 22. Qual é então o fim de tais leis? TODOS QUE AS USAM PERECEM. Todos aqui é absoluto, não hiperbólico (1:6). O destino de um é o destino de todos aqueles escravizados a decretos humanos. PERECEM denota decadência ou corrupção e no fim destruição (I Cor. 15:50). A versão da Almeida e a revisão da Sociedade Bíblica afirmam que são os mandamentos dos homens que perecerão. Ao contrário, são aqueles que procuram seguir a lei que são destruídos por aquilo que eles pensavam haveria de salvá-los. Considerai a gradual mas certa queda psicológica de Paulo, quando ele tomou sobre seus ombros o peso impossível da lei (Rom. 7:7-24). A lei mata a ambos, o espírito e a capacidade de obedecer.
A lei foi feita para ser guardada, contudo é o "uso" da lei que traz destruição. Com o passar do tempo as leis existentes são multiplicadas e tomadas mais complexas. O resultado natural é o desenvolvimento de distinções de somenos importância, muitas das quais são inventadas ao redor da lei (Mat. 15:3-6). Nossa vida espiritual não deve depender de "sins ou nãos," mas do amor que temos pelo Senhor JESUS (v. 8). SEGUNDO OS PRECEITOS E DOUTRINAS DOS HOMENS. "Preceitos" e "doutrinas" correspondem à "tradição" e "rudimentos do mundo" no versículo 8. Tradição é um passo, sendo uma interpretação da lei de DEUS. Em seguida vem os mandamentos dos homens que tomam o lugar da lei (Mat. 23:16-24). O passo final, tomado pelos fariseus e a igreja Católica Romana, é a contradição da lei de DEUS com seus ensinamentos.
Versículo 23. AS QUAIS TÊM, NA VERDADE, ALGUMA APARÊNCIA DE SABEDORIA, mas falta de realidade--refere-se aos versos 20, 21, mais inclui os vários elementos da lei (vv. 11, 14, 16) e filosofia (vv. 8, 15, 18) os quais estavam sendo impostos aos colossenses. Assim como se dá com dinheiro falsificado, aquele que está mais de acordo com o desenho original é o mais perigoso. Paulo mostra três caminhos pelos quais eles procuravam desencaminhar os colossenses: EM CULTO DA VONTADE, HUMILDADE E EM DISCIPLINA DO CORPO. Culto e humildade são encontrados no versículo 18 como a frase qualificativa de anjos. Aqui culto é composta com vontade e refere-se a um sistema de culto voluntariamente imposto ou voluntariamente idealizado. Por conseqüência, implica em zelo excessivo e perdido. "Humildade" também recebe a força da palavra composta com "culto". Desta forma, refere-se a uma humildade imposta voluntariamente e proclamada pela própria pessoa, humildade essa que era apenas professada--não possuída.
Terceiro, "disciplina do corpo." O grego significa uma demasiada severidade para com o corpo físico (cp. o próprio procedimento de Paulo em I Cor. 9:24-27). "Manter-se em forma" é necessário para a saúde e para o testemunho, mas o exercício corporal deve sempre ser apenas um meio para este fim (I Tim. 4:8). Quando o rigor ascético resulta na mutilação própria, e o exercício ou a sujeição torna-se finalidade em si mesma, excede o seu valor e está dando abrigo a idéias heréticas.
NÃO EM VENERAÇÃO ALGUMA SENÃO PARA A SATISFAÇÃO DA CARNE. Veneração aqui está em oposição à sabedoria. Há um certo grau de sabedoria humana nestes ensinamentos heréticos, mas não honram a DEUS porque são feitos para agradar ou satisfazer a carne. Em vez de vivermos de acordo com nossa natureza mais baixa, devemos nos despojar dos seus desejos. Esta última sentença resume os três elementos do versículo e os declara deficientes (Dan. 5:27).
Santificação
2 Co 5.17 Quem é convertido vive para CRISTO em santificação
17Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
5.17 NOVA CRIATURA É. Mediante a palavra criativa de DEUS (4.6), os que aceitam JESUS CRISTO pela fé, são feitos novas criaturas, pertencendo totalmente a DEUS e constituindo o seu povo, onde impera o ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Gl 5.25; Ef 2.10). O crente é uma nova criatura (Gl 6.15; Ef 2.10; 4.24; Cl 3.10), renovada segundo a imagem de DEUS (4.16; 1 Co 15.49; Ef 4.24; Cl 3.10), que compartilha da sua glória (3.18), que experimenta a renovação do conhecimento (Cl 3.10) e do entendimento (Rm 12.2), e que vive em santidade (Ef 4.24).
 
 
CONCLUSÃO
Colossenses 2:18, "Ninguém atue como árbitro contra vós, afetando humildade ou culto aos anjos, firmando-se em coisas que tenha visto, inchado vãmente pelo seu entendimento, carnal."
A palavra " iludir" não é uma tradução da mesma palavra achada em Colossenses 2:4. Realmente é uma palavra que significa "regra." Na realidade, assim é como é traduzida em Colossenses 3:15. A advertência em Colossenses 2:18 pode ser expressada como," não deixe nenhum homem reger sobre você ou que o julgue ou que tenha autoridade sobre você, decidindo se você tiver justo com DEUS medindo seu desempenho por meio dos seus próprios padrões."
A idéia do versículo é que autoridades humanas que rivalizam a autoridade de DEUS condenam todos aqueles que não seguem os seus modos. Regras externas, como estas listadas nos versículos 16-23, são vitais para rivalizar autoridades. Eles usam regras para tentar controlar os seus seguidores, mas regras não têm nenhum poder cuidando das demandas da carne de um modo honrado. Isso é evidente na vida pecadora deles mesmos e os seus seguidores. Porque autoridades rivais não têm nenhum poder, eles devem ser fortes. Eles não operam da Palavra de DEUS, mas tem que recorrer a acusações, ameaças, e intimidações enquanto eles tentam ter uma influência naqueles que resistem a eles. A motivação atrás do exercício desta autoridade é orgulho, sendo "inchado vãmente pelo seu entendimento carnal."

 
Rm 12.1,2 O nosso corpo deve ser consagrado a DEUS
 1Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de DEUS, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a DEUS, que é o vosso culto racional.2E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento,para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS.
12.1 QUE APRESENTEIS OS VOSSOS CORPOS EM SACRIFÍCIO VIVO. O crente deve ter uma paixão sincera por agradar a DEUS, no amor, na devoção, no louvor, na santidade e no servir. (1)Nosso maior desejo deve ser uma vida de santidade, e sermos aceitos por DEUS. Para isso, precisamos separar-nos do mundo e aproximar-nos cada vez mais de DEUS (v. 2). Devemos viver para DEUS, adorá-lo, obedecer-lhe; opor-nos ao pecado e apegar-nos à justiça; resistir e repudiar o mal, ser generosos com o próximo na prática de boas obras, imitar a CRISTO, segui-lo, servi-lo,andar na direção do ESPÍRITO SANTO e ser cheio dEle. (2) Devemos apresentar a DEUS, nosso corpo como morto ao pecado e como templo do ESPÍRITO SANTO (ver v.2 nota; cf. 1 Co 6.15,19).

Gl 5.17-21 A carne e suas obras pecaminosas
 17Porque a carne cobiça contra o ESPÍRITO, e o ESPÍRITO, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis.18Mas, se sois guiados pelo ESPÍRITO, não estais debaixo da lei.19Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia,20idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,21invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS.
5.17 O ESPÍRITO... CONTRA A CARNE. O conflito espiritual interiormente no crente envolve a totalidade da sua pessoa. Este conflito resulta ou numa completa submissão às más inclinações da "carne", o que significa voltar ao domínio do pecado; ou numa plena submissão à vontade do ESPÍRITO SANTO, continuando o crente sob o senhorio de CRISTO (v. 16; Rm 8.4-14). O campo de batalha está no próprio cristão, e o conflito continuará por toda a vida terrena, visto que o crente 
por fim reinará com CRISTO (Rm 7.7-25; 2 Tm 2.12; Ap 12.11; ver Ef 6.11). 5.19 AS OBRAS DA CARNE. Para comentários sobre cada obra da carne, 5.21 NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS Embora Paulo afirme que é impossível herdar o reino de DEUS mediante a prática das obras da lei (2.16; 5.4), ensina também que a pessoa pode excluir-se do reino de DEUS envolvendo-se com práticas pecaminosas (ver 1 Co 6.9 nota; cf. Mt 25.41-46; Ef 5.7-11)
2 Co 5.17 Quem é convertido vive para CRISTO em santificação
17Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
5.17 NOVA CRIATURA É. Mediante a palavra criativa de DEUS (4.6), os que aceitam JESUS CRISTO pela fé, são feitos novas criaturas, pertencendo totalmente a DEUS e constituindo o seu povo, onde impera o ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Gl 5.25; Ef 2.10). O crente é uma nova criatura (Gl 6.15; Ef 2.10; 4.24; Cl 3.10), renovada segundo a imagem de DEUS (4.16; 1 Co 15.49; Ef 4.24; Cl 3.10), que compartilha da sua glória (3.18), que experimenta a renovação do conhecimento (Cl 3.10) e do entendimento (Rm 12.2), e que vive em santidade (Ef 4.24).
1 Co 3.16,17 O cuidado com o corpo que é a habitação do ESPÍRITO SANTO
 16Não sabeis vós que sois o templo de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?17Se alguém destruir o templo de DEUS, DEUS o destruirá; porque o templo de DEUS, que sois vós, é santo.
3.16 SOIS O TEMPLO DE DEUS. A ênfase, aqui, recai na congregação inteira, i.e., os crentes como o templo de DEUS e como a habitação do ESPÍRITO SANTO (cf. v. 9; 2 Co 6.16; Ef 2.21). Como o templo de DEUS em meio a uma sociedade perversa, o povo de DEUS em Corinto não devia participar dos pecados prevalecentes naquela sociedade. Devia rejeitar todas as formas de imoralidade. O templo de DEUS deve ser santo (v. 17), porque DEUS é santo (cf. 1 Pe 1.14-16)
3.17 DEUS O DESTRUIRÁ. Paulo apresenta uma das advertências mais sérias do NT aos que têm a responsabilidade de edificar a igreja de CRISTO. Esse trecho tem relevância especial para todos que ocupam cargos de ensino e liderança na obra do Senhor. Se alguém profanar ou  corromper o templo de DEUS (i.e., uma congregação local ou grupo de congregações), o próprio DEUS castigará aquele indivíduo com terrível ruína e morte eterna (v. 17). O crente pode corromper 
a igreja de DEUS ao: (1) participar de imoralidade (5.1); (2) fomentar mentiras, engano e ambições egoístas (v.3; At 5.1-11); (3) difundir falsa doutrina, rejeitar a revelação apostólica e demonstrar indiferença à verdade bíblica (1 Tm 4.1; Jd 4); (4) aceitar o pecado e o mundanismo dentro da congregação (5.1,2,5-7; Ap 3.17); (5) querer promover a igreja por meio de sabedoria mundana ou com um evangelho pervertido (1.18-2.5; Fp 1.15,16).
 Rm 6.1-13 O crente e sua completa renúncia ao pecado
 1Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?2De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?3Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em JESUS CRISTO fomos batizados na sua morte?4De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como CRISTO ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.5 Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;6sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.7Porque aquele que está morto está justificado do pecado.8Ora, se já morremos com CRISTO, cremos que também com ele viveremos;9sabendo que, havendo CRISTO ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não mais terá domínio sobre ele.10Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para DEUS.11Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para DEUS, em CRISTO JESUS, nosso Senhor.12Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas 
concupiscências; 13nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a DEUS, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a DEUS, como instrumentos de justiça.
6.1 PERMANECEREMOS NO PECADO? No capítulo 6, Paulo contesta a idéia errônea de que os crentes podem continuar no pecado e ainda assim estarem livres da condenação eterna, em virtude da graça e misericórdia de DEUS em CRISTO. Paulo refuta essa distorção antinomiana da doutrina da graça, pondo em relevo uma verdade fundamental: o verdadeiro crente demonstra estar "em CRISTO" por estar morto para o pecado. Ele foi transportado da esfera do pecado para a esfera 
da vida com CRISTO (vv. 2-12). Uma vez que o crente genuíno separou-se definitivamente do pecado, não continuará a viver nele. Inversamente, quem vive no pecado não é crente genuíno (cf. 1 Jo 3.4-10). Em todo este capítulo, Paulo enfatiza que não se pode ser servo do pecado e servo de  CRISTO a um só tempo (vv. 11-13, 16-18). Se um crente torna-se servo do pecado, o resultado será a condenação e a morte eternas (vv. 16,23). 6.1 PECADO. (1) O NT emprega várias palavras em grego para descrever o pecado nos seus vários aspectos. As mais importantes são: (a) Hamartia, que significa "transgredir", "praticar o mal",  "pecar contra DEUS" (Jo 9.41). (b) Adikia, que significa "iniqüidade", "maldade" ou "injustiça" (1.18; 1 Jo 5.17). O termo pode ser descrito como falta de amor, porque todos os delitos surgem por falta de amor a DEUS e ao próximo (Mt 22.37-40; Lc 10.27-37). Adikia é, também, o pecado como  poder, agindo na pessoa, para escravizar e enganar (5.12; Hb 3.13). (c) Anomia, que denota a "ilegalidade", a "iniqüidade" e a "rebeldia contra a Lei de DEUS" (v. 19; 1 Jo 3.4). (d) Apistia, que 
indica "incredulidade" ou "infidelidade" (3.3; Hb 3.12). (2) Destas definições podemos tirar a conclusão de que a essência do pecado jaz no egoísmo, i.e., apegamento do ser humano às coisas ou aos prazeres, para si mesmo, sem fazer caso do bem-estar dos outros e dos  mandamentos de DEUS. Isso leva à crueldade aos outros e à rebelião contra DEUS e sua Lei. Em última análise, o pecado é a recusa da sujeição a DEUS e à sua Palavra (1.18-25; 8.7). É inimizade  contra DEUS (5.10; 8.7; Cl 1.21), e desobediência (11.32; Gl 3.22; Ef 2.2; 5.6). (3) O pecado é também a corrupção moral nos seres humanos, opondo-se a todas as vontades humanas sa?dias. Ele nos leva tanto a deleitar-nos em cometer iniqüidade, como também a sentir prazer nas más  ações dos outros (1.21-32; cf. Gn 6.5). É, por outro lado, um poder que escraviza e corrompe, à medida que nos entregamos a ele (3.9; 6.12ss.; 7.14; Gl 3.22). O pecado está arraigado nos  desejos humanos (Tg 1.14; 4.1,2; ver 1 Pe 2.11 nota). (4) O pecado foi introduzido por Adão na raça humana e afeta a todos (5.12), resulta em julgamento divino (1.18), leva à morte física e espiritual (Gn 2.17; Rm 6.23), e o seu poder somente pode ser dominado pela fé em CRISTO e por sua obra redentora pela humanidade (5.8-11; Gl 3.13; Ef 4.20-24; 1 Jo 1.9; Ap 1.5). 6.2 MORTOS PARA O PECADO.6.4 SEPULTADOS COM ELE PELO BATISMO. Para o cristão, o batismo é um símbolo do seu sepultamento e ressurreição com CRISTO; mas é mais do que isso. Quando acompanhado de fé verdadeira, o batismo tem a ver com a nossa rejeição do pecado e dedicação a CRISTO, o que resulta num fluxo contínuo de graça e de vida divina sobre nós (ver At 22.16, nota sobre o batismo). O batismo significa identificação com CRISTO na sua morte e sepultamento, a fim de vivermos me?diante sua vida ressurreta (vv. 4,5). Tão certamente como CRISTO ressuscitou dentre os mortos, nós, que temos a verdadeira fé salvífica nEle, andaremos em novidade de vida (v. 5). 6.6 VELHO HOMEM... CORPO DO PECADO. Paulo emprega aqui duas expressões bíblicas: (1) o "velho homem", que se refere ao eu irregenerado do crente; i.e., à pessoa que ele era antigamente; à vida que antes ele vivia no pecado. Esse velho eu foi crucificado (i.e., morto) com CRISTO na cruz, a fim de que o crente receba uma nova vida em CRISTO e seja um "novo homem" (cf. Gl 2.20). (2) "Corpo do pecado" se refere ao corpo humano controlado pelos desejos pecaminosos. Sua escravidão ao pecado já foi abolida na conversão (cf. 2 Co 5.17; Ef 4.22; Cl 3.9,10). Doravante, o crente não deve permitir que sua antiga maneira de viver volte a dominar sua vida e seu corpo (2 Co 5.17; Ef 4.22; Cl 3.9,10).
6.7 JUSTIFICADO DO PECADO. Ver Jo 8.36  6.10 MORREU PARA O PECADO. Embora CRISTO fosse impecável, Ele sofreu e foi humilhado pelo pecado por nossa causa (5.21; cf. 2 Co 5.21). Na morte de CRISTO, o pecado perdeu a sua influência. Na sua ressurreição, Ele triunfou sobre o poder do pecado. Semelhantemente, os que estão unidos com Ele, na sua morte, são libertos do poder do pecado (vv. 2,11) para andarem em novidade de vida (vv. 4,5,10).6.11 CONSIDERAI-VOS COMO MORTOS PARA O PECADO. A premissa fundamental em Rm 6 é a união do crente com CRISTO, tanto na sua morte como na sua vida. Se, portanto, você é um crente autêntico, você morreu para o pecado e precisa dar prova disso. Você, como crente, morreu para o pecado de três maneiras diferentes. (1) Você morreu para o pecado, do ponto de vista de  DEUS. DEUS considera que você morreu com CRISTO na cruz e que foi ressuscitado na sua ressurreição (vv. 5-10). (2) Você morreu para o pecado quando nasceu de novo pelo ESPÍRITO. Você recebeu o poder de CRISTO para resistir ao pecado (vv. 14-18); para morrer diariamente para o pecado, aniquilando os maus desejos da carne (8.13) e vivendo uma nova vida em obediência a DEUS (vv. 5-14,18,22). (3) Você morreu para o pecado quando, no seu batismo em água, você proclamou sua morte ao pecado e assumiu o compromisso de rejeitá-lo e de viver para CRISTO (vv. 3-5; ver 6.4 ) 6.12 NÃO REINE, PORTANTO, O PECADO. Pelo fato de o pecado ter sido destronado, devemos resistir continuamente ao seu assédio para reconquistar o seu antigo controle. Sabendo que o pecado procura reinar, mormente através dos desejos da carne, tais desejos devem ser resistidos pelos que têm fé em CRISTO (ver v. 15 nota). Exemplos: não atender às concupiscências do corpo (v. 12); não colocar membro algum do nosso corpo à disposição do pecado (v. 13), e apresentar nosso corpo e a nossa total personalidade submissos a DEUS e à sua justiça (vv. 13-19).
1 Jo 3.3-9 A purificação das más obras do corpo
 3Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS.4Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?5Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do ESPÍRITO não pode entrar no Reino de DEUS.6O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do ESPÍRITO é espírito.7Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.8 O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do ESPÍRITO.9Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso?

3.6 PERMANECE NELE. As expressões "permanece nele" e "nascido de DEUS" (v. 9) são equivalentes. Somente aqueles que permanecem em DEUS, continuam nascidos de DEUS (15.4 )3.6 NÃO O VIU NEM O CONHECEU. Os verbos "viu" e "conheceu" estão no tempo pretérito perfeito. Em grego, esse tempo se refere a ações ocorridas no passado, cujos resultados continuam até o presente momento. Por isso, João diz que ninguém que peca (i.e., que está 
vivendo em pecado) tem visto a DEUS, nem continua a vê-lo, nem tem conhecido, nem continua a conhecê-lo. Essas palavras, portanto, podem ser aplicadas, ou àqueles que nunca tiveram fé verdadeira em CRISTO, ou aos apóstatas que conheceram a DEUS no passado, mas que não o conhecem no presente. 3.9 NÃO COMETE PECADO. "Comete pecado", (gr. hamartano) é um infinitivo presente ativo, que subentende ação contínua. João enfatiza que quem realmente nasceu de DEUS, não pode continuar a viver pecando conscientemente, porque a vida de DEUS não pode permanecer em quem  vive na prática do pecado (cf. 1.5-7; 2.3-11,15-17,24-29; 3.6-24; 4.7,8,20). (1) O novo nascimento resulta em vida espiritual, a qual leva a um relacionamento sempre presente com DEUS. Nesta epístola, cada vez que João fala do novo nascimento, emprega o tempo pretérito perfeito em grego, para enfatizar o relacionamento contínuo e ininterrupto iniciado pelo novo nascimento (2.29; 3.9;4.7; 5.1,4,18; ). (2) É impossível, espiritualmente, alguém ter em si a vida divina (i.e., ser nascido de DEUS), e viver de modo pecaminoso. Às vezes o crente afasta-se do alto padrão divino para a nova vida espiritual, mas ele não continuará em pecado conhecido (vv. 6,10). (3) O que faz o crente evitar o pecado é a "semente" de DEUS permanecente nele. A "semente" é a própria vida, natureza e ESPÍRITO de DEUS habitando no crente (5.11,12; Jo 1.1; 15.4; 2 Pe 1.4). (4) Pela fé (5.4), pela presença de CRISTO em nós, pelo poder das Santas Escrituras (ver 1 Ts 2.10 nota), todo crente pode viver a cada momento livre de delitos e pecados contra DEUS
 
 
CAPÍTULO SEIS - TEOLOGIA SIST.HORTON - CPAD
Seres Espirituais Criados - Carolyn Denise Baker Frank D. Macchia


Anjos
Embora os anjos sejam mencionados em muitos trechos da Bíblia, principalmente no Novo Testamento, muitos são os que concordam com Tim Unsworth: "Parece difícil definir especificamente os anjos".1 Nem por isso o estudo desses seres criados deixará de trazer-nos benefícios espirituais.
Uma das razões por que é "difícil definir especificamente os anjos" é que a angelologia não se constitui no enfoque primário das Escrituras. Os contextos angelicais sempre têm Deus, ou Cristo, como seu ponto central (Is 6.1-3; Ap 4.7-11). A maioria dos aparecimentos de anjos é fugaz, sem ser provocada nem predita. Tais manifestações confirmam ver­dades, mas nunca as produzem por si mesmas. "Quando os anjos são mencionados, é sempre para informar-nos mais a respeito de Deus, o que Ele faz, e como o faz"2 - bem como o que Ele requer.
A ênfase primária da Bíblia, portanto, é o Salvador, e não os seus servos; o Deus dos anjos, e não os anjos de Deus. Anjos podem ser escolhidos como método ocasional para revelação, mas nunca se constitutem na mensagem. O estu­do dos anjos, contudo, pode ser um desafio ao coração bem eomo ao intelecto. Embora sejam mencionados várias vezes tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, "na maior parte das vezes, podemos dizer com toda a franqueza, não nos dizem respeito. Nossa responsabilidade é aprender a amar a Deus e ao próximo. A caridade. A santidade. Aí, sim, temos o trabalho vitalício e que nos é bem definido."3
A velha pergunta escolástica que, na verdade, não passa de exercício de lógica: Quantos anjos conseguem dançar na cabeça de um alfinete? é irrelevante, pois não transforma o caráter humano.4 Não obstante, a angelologia pode encora­jar as virtudes cristãs como estas:
A humildade. Os anjos são seres que, apesar de habitarem junto ao trono de Deus, servem continuamente aos salvos de maneira invisível e, às vezes, imperceptivelmente. São o mais puro exemplo de serviço humilde; buscam somente a glória de Deus e o bem dos fiéis. Eles são uma lição prática de como deve e pode ser o serviço cristão.
Confiança, segurança, e serenidade. Nos tempos de desespero, Deus coloca esses seres poderosos para ajudar os mais fracos entre os crentes. Por isso, a tranquilidade e a confiança têm de caracterizar o viver cristão.
Responsabilidade cristã. Tanto Deus quanto os anjos estão presenciando as ações mais ímpias dos cristãos (1 Co 4.9). Que motivação para o crente comportar-se de modo digno!
Otimismo sadio. Desafiando o próprio maligno, os bons anjos escolheram - e continuam a escolher - servir ao santo propósito de Deus. Seu exemplo, pois, torna plausível o serviço dedicado a um Deus perfeito neste universo imper­feito. No futuro, os anjos serão os instrumentos do afasta­mento definitivo de todos os ímpios (Mt 13.41-42, 49-50. Esse fato encoraja-nos a perseverar em meio a todas as situações da vida.
Um conceito cristão do próprio eu. Homens e mulhe­res foram criados "pouco menor... do que os anjos" (SI 8.5). Mesmo assim, em Cristo, a humanidade redimida é elevada muito acima desses magníficos servos de Deus (Ef 1.3-12).
Reverente temor. Homens como Isaías e Pedro, e mu­lheres como Ana e Maria, "reconheciam a santidade quando esta apresentava-se de forma angelical, e sua reação era mui apropriada".5
A participação na história da salvação. Deus empre­gou anjos na História Sagrada, especialmente Miguel e Gabriel, para preparar o caminho para o Messias. Posteriormente, anjos proclamaram e adoraram a Cristo. Compreendê-los devidamente levará o crente a envolver-se no serviço cris­tão.
Havendo experiências com anjos, hoje, elas devem pas­sar pelo crivo das Escrituras. Quando o anjo Gabriel apare­ceu, trazia uma mensagem que glorificava a Deus. Mas as alegações de Joseph Smith no tocante à visita que lhe teriam feito os anjos levaram-no diretamente a caminhos errados.6
O estudo dos anjos é uma parte vital da teologia, tendo valor tangencial e implicações para outros ensinamentos da Bíblia: a natureza da Palavra inspirada de Deus, posto que os anjos mediaram a outorga da Lei (At 7.38, 53; Gl 3.19; Hb 2.2) ;7 a natureza de Deus, pois os anjos atendem ao Deus santo do Universo; e a natureza de Cristo e os tempos do fim,8 posto que anjos estão incluídos nos eventos da Primeira e da Segunda Vindas de Cristo.

O Conceito de Anjos no Decurso da História
Nas tradições pagãs (algumas das quais influenciaram os judeus de tempos posteriores), os anjos eram, às vezes, conside­rados divinos, e outras vezes, fenômenos naturais. Eram seres que faziam boas ações em favor das pessoas, ou eram as próprias pessoas que praticavam o bem. Tal confusão está refletida no fato de que tanto a palavra hebraica mal'akh, quanto a grega angelos, têm dois sentidos. O significado básico de cada uma delas é "mensageiro". Mas este mensageiro (dependendo do contexto) pode ser um mensageiro humano comum, ou um mensageiro celestial - um anjo.
Alguns, com base na teoria da evolução, fazem a ideia de anjos remontar ao início da civilização. "O conceito de anjos pode ter evoluído dos tempos pré-históricos quando, então, os seres humanos primitivos emergiram das cavernas e co­meçaram a erguer os olhos aos céus... A voz de Deus já não era a rosnada da floresta, mas o estrondo do céu."9 Segundo essa teoria, desenvolveu-se daí um conceito de anjos que servissem à humanidade como mediadores de Deus. O conhecimento genuíno dos anjos, no entanto, veio somente através da revelação divina.
Posteriormente, os assírios e os gregos deram asas a alguns desses seres semi-divinos. Hermes tinha asas nos cal­canhares. Eros, "o espírito voador do amor apaixonado", tinha asas afixadas aos ombros. Num tom bastante diverti­do, os romanos inventaram Cupido, o deus do amor erótico, retratado como um garoto brincalhão que atirava flechas invisíveis para encorajar romances.10 Platão (c. de 427-347 a.C.) também falava de anjos da guarda.
As Escrituras Hebraicas atribuem nomes a somente dois anjos: Gabriel, que iluminou o entendimento de Daniel (Dn 9.21-27), e o arcanjo Miguel, o protetor de Israel (Dn 12.1).
A literatura apocalíptica não-judaica posterior, tal como Enoque (105-64 a.G), também reconhece que anjos ajuda­ram na promulgação da Lei de Moisés. O livro apócrifo de Tobias (200-250 a.C), porém, inventou um arcanjo chama­do Rafael que, repetidas vezes, ajudou Tobias em situações difíceis. Realmente, só existe um arcanjo (anjo principal), que é Miguel (Jd 9). Mais tarde, Filo (c. de 20 a.C. até c. de 42 d.C), o filósofo judaico de Alexandria, no Egito, retratou os anjos como mediadores entre Deus e a raça humana. Os anjos, criaturas subordinadas, habitavam nos ares como "os servos dos poderes de Deus. Eram almas incorpóreas... sendo totalmente inteligentes em tudo... e possuindo pensamentos puros."11
Durante o período do Novo Testamento, os fariseus acre­ditavam que os anjos fossem seres sobrenaturais que, frequentemente, comunicavam a vontade de Deus (At 23.8). Os saduceus, todavia, influenciados pela filosofia grega, diziam: "não há ressurreição, nem anjo, nem espírito" (At 23.8). Para eles, os anjos não passavam de "bons pensamen­tos e intenções" do coração humano. 12
Nos primeiros séculos depois de Cristo, os pais da igreja pouco disseram a respeito dos anjos. A maior parte de sua atenção era dedicada a outros assuntos, mormente à nature­za de Cristo. Mesmo assim, todos eles acreditavam na exis­tência dos anjos. Inácio de Antioquia, um dos primeiros pais da igreja, acreditava que a salvação dos anjos dependia do sangue de Cristo. Orígenes (182-251) declarou a im­pecabilidade dos anjos, afirmando que, se foi possível à queda de um anjo, talvez seja possível a salvação de um demônio. Semelhante posicionamento acabou por ser rejei­tado pelos concílios eclesiásticos. 13
Já em 400 d.C, Jerônimo (347-420) acreditava que anjos da guarda eram dados aos seres humanos quando do nasci­mento destes. Posteriormente, Pedro Lombardo (1100-1160 d.C.) acrescentou que um único anjo podia guardar muitas pessoas de uma só vez.14 
Dionísio, o Areopagita, (c. de 500 d.C.) contribuiu nota­velmente para o estudo dos anjos. Ele retratou o anjo como "uma imagem de Deus, uma manifestação da luz oculta, um espelho puro, brilhante, sem defeito, nem impureza, ou man­cha".15 A semelhança de Ireneu, quatro séculos antes (c. de 130-195), também construiu hipóteses a respeito de uma hierarquia angelical.16 Depois, Gregório Magno (540-604) atribuiu aos anjos corpos celestiais.
Ao raiar do século XIII, os anjos passaram a ser assunto de muita especulação. O teólogo italiano Tomás Aquino (1225-1274) formulou perguntas mui relevantes a respeito. Sete das suas 118 conjeturas sondavam as seguintes áreas: De que se compõe o corpo de um anjo? Há mais de uma espécie de anjo? Quando os anjos assumem a forma humana, exercem funções vitais do corpo? Os anjos sabem quando é manhã e quando é entardecer? Conseguem entender muitos pensamentos ao mesmo tempo? Conhecem nossas inten­ções mais secretas? Têm capacidade de falar uns com os outros? 17
Mais descritivos foram os retratos pintados pelos renascentistas; representavam os anjos como "figuras varo­nis... crianças tocando harpas e trombetas, bem diferentes de Miguel, o arcanjo". Pintadas com péssimo gosto como "cupidinhos, gorduchinhos, com muito colesterol, vestidas com pouca roupa, estrategicamente colocadas",18 essas cria­turas eram frequentemente usadas como friso artístico.
O cristianismo medieval assimilou a massa de especula­ções. E, como consequência, começou a incluir a adoração aos anjos em suas liturgias. Essa aberração continuou cres­cendo, levando o Papa Clemente X (1670-1676 d.C.) a decretar uma festa em homenagem aos anjos. 19
A despeito dos excessos católicos romanos, o Cristianis­mo Reformado continuou a ensinar que os anjos ajudam o povo de Deus. João Calvino (1509-1564) acreditava que "os anjos são despenseiros e administradores da beneficência de Deus para conosco... Mantêm a vigília, visando a nossa segurança; tomam a seu encargo a nossa defesa; dirigem os nossos caminhos, e zelam para que nenhum mal nos aconteça.
Martinho Lutero (1483-1546) em Conversas à Mesa, falou em termos semelhantes. Observou como esses seres espirituais, criados por Deus, servem à Igreja e ao reino. Eles ficam mui perto de Deus e do cristão. "Estão em pé diante da face do Pai, perto do sol, mas sem esforço vêm rapidamente socorrer-nos". 21
Na Era do Racionalismo (c. de 1800), surgiram graves dúvidas contra a existência do sobrenatural; os ensinamentos historicamente aceitos pela Igreja começaram a ser reexaminados. Como consequência, alguns céticos resolve­ram chamar os anjos "personificações de energias divinas, ou princípios bons e maus, ou doenças e influências natu­rais". 22
Já em 1918, alguns eruditos judaicos começaram a ecoar a voz liberal, afirmando que os anjos não eram reais, pois desnecessários. "Um mundo de leis e de processos não preci­sa de uma escada viva para levar-nos da Terra até Deus, nas alturas." 23
Isso não abalou a fé dos evangélicos conservadores, que continuam a confirmar a validade dos anjos. 24
O Consenso do Cenário Moderno
Foi talvez o teólogo liberal Paul Tillich (1886-1965) quem postulou o conceito mais radical do período moderno. Con­siderava os anjos essências platônicas: emanações da parte de Deus. Acreditava que os anjos queriam voltar à essência divina da qual surgiram para serem iguais a Deus. Tillich aconselhava: "Para interpretar o conceito dos anjos de modo relevante, hoje, interprete-os como as essências platônicas, como os poderes da existência, e não como seres especiais. Se você interpretá-los desta última maneira, tudo não passará de grosseira mitologia". 25
Karl Barth (1886-1968) e Millard Erickson (1932-), en­tretanto, encorajavam uma abordagem mais cautelosa e sa- B dia. Barth, o pai da neo-ortodoxia, achava ser o assunto "o mais notável e difícil de todos". Reconhecia o enigma do intérprete: Como "avançar sem ser precipitado"; estar "ao mesmo tempo aberto e cauteloso, crítico e ingênuo, perspi­caz e modesto?" 26
Erickson, teólogo conservador, acrescentou que podería­mos ser tentados a omitir, ou negligenciar, o estudo dos anjos, porém "se é para sermos estudiosos fiéis da Bíblia, não temos outra escolha senão falar a respeito deles." 27
Nos escritos populares a respeito dos anjos, o extremismo sempre se fez presente. O interesse renovado pelos anjos vem sendo acompanhado por ideias duvidosas ou antibíblicas. Alguém que alega ter imenso consolo nos anjos, confessa: "Falo frequentemente com meu anjo da guarda. Assim, pos­so colocar a minha vida em ordem". Outras pessoas relatam visitações e favores recebidos por parte dos anjos. Descre­vem-nos de tal maneira que estes mais parecem mordomos celestiais sempre prontos a atender aos nossos caprichos. 28 Alguns dizem que os anjos "ministram de conformidade com a Palavra de Deus... e sua única limitação parece ser a deficiência da Palavra na boca dos crentes aos quais minis­tram." 29

As Evidências Bíblicas
"Existe uma única maneira de demitologizar as fantasias populares a respeito dos anjos - voltar à realidade bíblica." 30
Os anjos desfrutam de uma razão de viver que todos os seres volitivos poderão experimentar. Adoram a Deus e pres­tam-lhe serviços. Seu propósito geral, refletido nas palavras hebraicas e gregas traduzidas por "anjo" (mal’akh e angelos, "mensageiro"), é levar a mensagem das palavras e das obras divinas.
Os anjos, portanto, servem primariamente a Deus. Em­bora as Escrituras reconheçam-nos como "espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação" (Hb 1.14), não deixam de ser espíritos enviados por Deus (Ap 22.16).
Que são servos de Deus fica também subentendido pela linguagem das Escrituras. São designados como "o anjo do SENHOR" (49 vezes), "o anjo de Deus" (18 vezes), e os anjos do Filho do Homem (7 vezes). Deus os chama especi­ficamente "meus anjos" (3 vezes), e as pessoas se referem a eles como "seus anjos" (12 vezes).31 Finalmente, quando o termo "anjos" ocorre isoladamente, o contexto normalmen­te indica a quem eles pertencem - Deus!
Todos os anjos foram criados numa só ocasião. A Bíblia não dá nenhum indício de um cronograma de criação incremental de anjos (nem dalguma outra coisa). Foram formados por Cristo e para Ele quando "mandou, e logo foram criados" (SI 148.5; ver também Cl 1.16-17; 1 Pe 3.22). E posto que os anjos "nem casam, nem são dados em casa­mento" (Mt 22.30), formam um grupo completo, que não necessita de reprodução.
Como seres criados, são perpétuos, mas não eternos. So­mente Deus tem a "imortalidade" (1 Tm 6.16) no sentido de não ter começo nem fim. Os anjos tiveram um começo, mas não terão fim, pois estarão presentes nos tempos eternos e na Nova Jerusalém (Hb 12.22; Ap 21.9, 12).
Os anjos têm uma natureza incomparável; são superiores aos seres humanos (SI 8.5), mas inferiores ao Jesus encarna­do (Hb 1.6). A Bíblia ressalta os seguintes fatos a respeito deles:
Os anjos são reais, mas nem sempre visíveis (Hb 12.22). Embora Deus ocasionalmente lhes conceda a visibilidade (Gn 19.1-22), são espíritos (SI 104-4; Hb 1.7, 14). Nos tempos bíblicos, seres humanos experimentavam às vezes os efeitos da presença de um anjo, mas não viam ninguém (Nm 22.21-35). Às vezes, viam o anjo (Gn 19.1-22; Jz 2.1-4; 6.11-22; 13.3-21; Mt 1.20-25; Mc 16.5; Lc 24.4-6; At 5.19-20).32 Além disso, os anjos podem ser vistos sem serem reco­nhecidos como anjos (Hb 13.2).
Os anjos adoram, mas não devem ser adorados. "São incomparáveis entre as criaturas, mas nem por isso deixam de ser criaturas."33 Correspondem com adoração e louvor a Deus (SI 148.2; Is 6.1-3; Lc 2.13-15; Ap 4-6-11; 5.1-14) e a Cristo (Hb 1.6). Como consequência, os cristãos não de­vem exaltá-los (Ap 22.8-9); os que o fazem, perdem a sua recompensa futura (Cl 2.18).
Os anjos servem, mas não devem ser servidos. Deus os envia como agentes para ajudar os seres humanos, especial­mente os fiéis (Êx 14.19; 23.23; 32.34; 33.2-3; Nm 20.16; 22.22-35; Jz 6.11-22; 1 Rs 19.5-8; SI 34.7; 91.11; Is 63.9; Dn 3.28; At 12.7-12; 27.23-25; Hb 13.2). Os anjos também mediam os juízos de Deus (Gn 19.22; ver também 19.24; SI 35.6; At 12.23) e suas mensagens (Jz 2.1-5; Mt 1.20-24; Lc 1.11-38).34 Mas eles nunca devem ser servidos, pois asseme­lham-se aos cristãos num aspecto muito importante: são também servos de Deus (Ap 22.9).
Os anjos acompanham a revelação, mas não a substi­tuem total ou parcialmente. Deus os emprega, mas não são o alvo da revelação divina (Hb 2.2ss.). No século I, surgiu uma heresia que se constituiu num "pretexto de humildade e culto dos anjos" (Cl .18). Envolvia dura disciplina do corpo sem nada fazer para refrear a indulgência sensual (Cl 2.23 -NVI). Sua filosofia enfatizava as ideias falsas de que (a) os cristãos são inferiores na sua capacidade de abordarem pes­soalmente a Deus; (b) os anjos têm capacidade superior nesse sentido; e (c) a adoração lhes é devida por causa da sua intervenção em nosso favor.35 Paulo respondeu a essa heresia com um hino que glorifica a Cristo que é a fonte da nossa glória futura (Cl 3.1-4).
Os anjos sabem muitas coisas, mas não tudo. O discer­nimento que têm foi-lhes concedido por Deus; não é inato nem infinito. Sua sabedoria talvez seja vasta (2 Sm 14.20), mas seus conhecimentos, limitados: Não sabem o dia da segunda vinda de nosso Senhor (Mt 24-36) nem a plena magnitude da salvação dos seres humanos (1 Pe 1.12).
O poder angelical é superior, mas não supremo. Deus simplesmente lhes empresta o seu poder, pois eles são os seus agentes especiais. Os anjos, portanto, são "maiores em força e poder" do que nós (2Pe 2.11). Como "magníficos em poder, que cumpris as suas ordens," (SI 103.20) "anjos pode­rosos" mediarão os juízos finais de Deus contra o pecado (2 Ts 1.7; Ap 5.2, 11; 7.1-3; 8.2-13; 9.1-15; 10.1-11; 14.6-12, 15-20; 15.1-8; 16.1-12; 17.1-3, 7; 18.1-2, 21; 19.17-18). Os anjos são frequentemente usados em poderosos livramentos (Dn 3.28; 6.22; At 12.7-11) e curas (Jo 5.4).36 E um anjo sozinho lançará o principal e mais poderoso inimigo dos cristãos no abismo, e o trancará ali durante mil anos (Ap 20.1-3).
7. Os anjos tomam decisões. A desobediência de um grupo deles subentende sua capacidade de escolha, e de influenciar outros com a sua iniquidade (1 Tm 4.1). Por outro lado, quando o bom anjo recusou a adoração de João (Ap 22.8-9), fica subentendido sua capacidade de escolha, e de influenciar outros com o bem.37 Embora os anjos bons correspondam com obediência ao mandamento de Deus, não são autômatos. Pelo contrário: optam com intenso ardor pela obediência dedicada.
O número dos anjos é imenso: "muitos milhares" (Hb 12.22), "milhões de milhões e milhares de milhares" (Ap 5.11).38 Jesus expressou a mesma ideia: "Ou pensas tu que eu não poderia, agora, orar a meu Pai e que ele não me daria mais de doze legiões39 de anjos?" (Mt 26.53).
Alguns intérpretes veem uma hierarquia de anjos em cinco graus, sendo que os de categoria inferior acham-se sujeitos aos que se encontram em categoria superior: tronos, potestades, governantes, autoridades e domínios (Rm 8.38; Ef 1.21; Cl 1.16-18; 1 Pe3.22).40
Os anjos servem a Deus em obediência aos seus ditames, e nunca à parte destes. "Não são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?" (Hb 1.14). São "enviados". Deus ordena suas atividades específicas (SI 91.11; 103.20-21),41 pois são seus servos (Hb 1.7).
Embora os anjos sejam enviados para nos servir, o seu serviço (gr. diakonia) é primariamente ajuda, alívio e apoio espirituais; pode também incluir gestos tangíveis de amor. O verbo correspondente (diakoneiri) foi empregado quando os anjos cuidaram de Jesus de modo sobrenatural depois de Satanás o haver tentado (Mt 4.11). Outros exemplos inclu­em os anjos diante do túmulo (Mt 28.2-7; Mc 16.5-7; Lc 24.4-7; Jo 20.11-13), e o livramento dos apóstolos pelos anjos (At 5.18-20; 12.7-10; 27.23-26). Um anjo também deu orientação a Filipe, porque Deus vira a fé e o desejo do eunuco etíope, e queria que este se tornasse herdeiro da salvação (At 8.26). Foi também um anjo que levou a mensagem de Deus a Cornélio, para que este fosse salvo (At 10.3-6). Tais intervenções são ministérios da Providência de Deus.42 Em nenhum caso, porém, há evidência de que os crentes hajam exigido a ajuda dos anjos ou prescrito qualquer man­damento a eles. Somente Deus tem poder para prescrever o que os anjos devem ou não fazer.
Além dos seres especificamente designados como anjos, o Antigo Testamento fala de outros seres frequentemente classificados como entes angélicos: querubins, serafins e vigias.
Os querubins e os serafins permanecem na presença ime­diata de Deus. Os querubins (Hb. qeruvim, vocábulo correlato com um verbo acadiano que significa "bendizer, louvar, ado­rar") estão sempre associados com a santidade de Deus e a adoração que a sua presença imediata inspira (Ex 25.20, 22; 26.31; Nm 7.89; 2 Sm 6.2; 1 Rs 6.29, 32; 7.29; 2 Rsl9.15; 1 Cr 13.6; SI 80.1; 99.1; Is 37.16; Ez 1.5-26; 9.3; 10.1-22; 11.22). Proteger a santidade de Deus é uma atividade impor­tante deles; impediram que Adão e Eva reentrassem no Jardim (Gn 3.24).43 Representações de querubins trabalha­dos em ouro foram afixadas à tampa ("propiciatório) da arca da aliança, onde suas asas serviam de abrigo para a arca da aliança e de apoio ("carro") para o trono invisível de Deus (1 Cr 28.18).
Em Ezequiel, os querubins são criaturas altamente sim­bólicas com características humanas e animais, tendo dois rostos (Ez 41.18-20) ou quatro (Ez 1.6; 10.14).44 Na visão inaugural do profeta, o trono de Deus está acima dos querubins com seus quatro rostos. O rosto de homem é mencionado em primeiro lugar como o mais sublime da criação divina, sendo que o rosto do leão representa os animais selvagens; o do boi, os animais domésticos; e o da águia, os animais alados. Assim, fica retratado o fato de que Deus está acima da totalidade da sua criação. Os querubins também têm cascos (Ez 1.7). O rosto do boi é o próprio rosto do querube (Ez 10.14). Deus, às vezes, é retratado montado nos querubins como "nas asas do ven­to" (2 Sm 22.11; SI 18.10).
Os serafins (da palavra hebraica saraph, "arder") são , retratados na visão inaugural de Isaías (Is 6.1 -3), irradian­do a glória e a pureza brilhantes de Deus; parecem estar incandescidos. Declaram a glória incomparável de Deus e a sua santidade suprema.45 A semelhança dos querubins, os serafins guardam o trono de Deus (Is 6.6-7).46 Alguns estudiosos acreditam que os "seres viventes" [ou: ani­mais] (Ap 4.6-9) são sinônimos de serafins e querubins. Todavia, os querubins em Ezequiel parecem semelhantes, e os "seres viventes" em Apocalipse são diferentes entre si.47
Os "vigias" ou "vigilantes" (aram. 'irin, correlato com o heb. 'ur, "estar acordado")48 são mencionados somente em Daniel 4.13,17,23. São os "santos" que promoviam zelosamente os decretos soberanos de Deus, e demonstra­vam o senhorio de Deus sobre Nabucodonosor.
Outra designação especial no Antigo Testamento é "o anjo do SENHOR" (mal’akh YHWH). Em muitas das 60 ocorrências no Antigo Testamento, ele é identificado com o próprio Deus (Gn 16.11; cf. 16.13; 18.2; cf. 18.13-33; 22.11-18; 24.7; 31.11-13; 32.24-30; Êx 3.2-6; Jz 2.1; 6.11, 14; 13.21-22). Mas esse "anjo do SENHOR" tam­bém pode ser distinguido de Deus, pois Deus fala com esse anjo (2 Sm 24.16; 1 Cr 21.15), e esse anjo fala com Deus (Zc 1.12).49 Portanto, segundo a opinião de muitos, "o" anjo do Senhor ocupa uma categoria exclusiva. "Ele não é apenas um anjo de maior categoria, nem sequer o anjo supremo: é o Senhor que aparece na forma angelical." Posto que esse anjo não é mencionado no Novo Testa­mento, ele era provavelmente uma manifestação da Se­gunda Pessoa da Trindade.50 Alguns levantam a objeção de que qualquer manifestação pré-encarnada de Jesus di­minuiria a qualidade incomparável da Encarnação. Na sua Encarnação, porém, Jesus se identificou plenamente com a humanidade, desde seu nascimento até sua morte, e possibilitou a nossa identificação com Ele na sua morte e ressurreição. Nenhuma manifestação pré-encarnada tem­porária teria a mínima possibilidade de diminuir a quali­dade incomparável desse fato.

O Papel dos Anjos
Os anjos operaram na vida de Cristo. Na eternidade passada, adoravam a Cristo (Hb 1.6). Profetizaram e anun­ciaram o seu nascimento (Mt 1.20-24; Lo 1.26-28; 2.8-20), protegeram-no na sua infância (Mt 2.13-23), e viram a sua vida encarnada (1 Tm 3.16). Eles também o acompanharão na sua segunda vinda visível (Mt 24.31; 25.31; Mc 8.38; 13.27; Lc 9.26; 2 Ts 1.7).
Durante a sua vida na terra, Jesus às vezes desejava a assistência dos anjos. Acolheu bem a ajuda deles depois da tentação no deserto (Mt 4.11) e durante a sua luta no Getsêmane (Lc 22.43). Tanto a sua ressurreição (Mt 28.2,5; Lc 24.23; Jo 20.12) quanto a sua ascensão (At 1.11) foram acompanhadas por seres angélicos. Às vezes, porém, Ele recusava a sua ajuda. Durante sua tentação no deserto, não tirou proveito indevido do poder dos anjos (Mt 4-6), e quan­do de sua paixão e morte, não quis a sua intervenção (Mt 26.53).51
Os anjos operam na vida dos seres humanos. Eles prote­gem os crentes, especialmente quando esse socorro é neces­sário para a proclamação do Evangelho (At 5.19-20; 12.7-17; 27.23-24; cf. 28.30-31). Ajudam os salvos (sem nunca substi­tuir) na salvação e na proclamação de Cristo (At 8.26; 10.1-8; cf. 10.44-48). Os anjos podem auxiliar o crente naquilo que este necessitar externa e fisicamente, ao passo que o Espírito Santo ajuda na iluminação espiritual e interior.
Embora os anjos escoltem os justos ao lugar de recom­pensa (Lc 16.22), os cristãos, e não os anjos, é que comparti­lharão do governo de Cristo no porvir (Hb 2.5). Os crentes também avaliarão o desempenho dos anjos (1 Co 6.3). Até então, os discípulos de Cristo devem viver e adorar de modo cuidadoso para não ofender aos vigilantes angelicais (1 Co 4.9; 11.10; 1 Tm 5.21).
Os anjos operam na vida do incrédulo. Há alegria entre os anjos quando os pecadores se arrependem (Lc 15.10). Mas os anjos também mediarão os juízos finais de Deus contra os seres humanos que recusam a Cristo (Mt 13.39-43; Ap 8.6-13; 9.1-21; 14.6-20; 15.1, 6-8; 16.1-21; 18.1-24; 19.1-21; cf. 20.2, 10, 14-15).
No passado, os anjos anunciaram o nascimento de Cris-, to, que alterou para sempre a História da Humanidade. No presente, a sua proteção dá-nos confiança. Quando eles finalmente expulsarem o mal, a vitória será completa. Com o Pai por nós, com Cristo acima de nós, o Espírito dentro de nós, e os anjos ao nosso lado, somos encorajados a correr com firmeza em direção ao prêmio que está diante de nós.


Repudiando o Inimigo: Satanás e os Demônios
Na pequena aldeia de Moettlingen, no Subda Alemanha, o pastor Johann Blumhardt viu-se exausto ao raiar do sol em 28 de dezembro de 1843. Era o fim de uma vigília que durara a noite inteira, em que ele havia orado fervorosamente pela cura e libertação de Gottlieben Dittus, uma jovem severa­mente atormentada por espíritos malignos.
Gottlieben fora ter com o pastor Blumhardt alguns meses antes, queixando-se de crises de desmaio e por ouvir vozes e barulhos estranhos durante a noite. De início, o pastor havia procurado ajudá-la mediante o aconselhamento. No entan­to, quanto mais tempo passava com ela, tanto mais violentos se tornavam os seus sintomas e tormentos. Investigações na vida de Gottlieben revelaram que, em tenra idade, fora ela dedicada a Satanás por uma tia iníqua, que também a envol­vera no ocultismo.
Blumhardt não podia tolerar ver a mulherser atormenta­da pelas forças das trevas. Não se afastava dele a ardente pergunta: "Quem é o Senhor?" E Blumhardt passou a preo­cupar-se com a nítida contradição entre o reino de um Deus soberano que liberta os cativos, e o sofrimento desnecessário de Gottlieben Dittus.
Ele simplesmente não conseguia aceitar tal contradição com passividade.
Ele entrou numa batalha (kampf) em prol da libertação de Gottlieben. Depois de numerosas sessões de oração na casa de Gottlieben, esta resolvera pela primeira vez chegar à casa do pastor Blumhardt para pedir oração, sinal óbvio de que ela mesma estava desejando a sua libertação. Pouco depois, Blumhardt achou-se no fim da vigília supra meneio­nada. De repente, quando o sol começou a raiar naquela manhã de dezembro de 1843, um demônio exclamou: "Jesus é vencedor!" E Gottlieben ficou completamente liberta. 52
A Chamada ao Discernimento
Tendo em vista o enfoque que o liberalismo protestante dá à experiência interior, devemos admirar a coragem que Blumhardt teve ao confrontar as forças das trevas com o poder do reino de Deus; e, assim, transformar, não somente a vida interior do crente, mas também as dimensões físicas e sociais da vida humana. Há necessidade urgente de seme­lhante audácia hoje em dia.
O mal causou tremendo impacto através de forças nefas­tas tais como o materialismo, o racismo, o sexismo e outras ideologias que negam tanto a Deus quanto o valor da vida humana. Existem, também, os relacionamentos destrutivos, revelados nos abusos contra esposas e filhos. Além disso, os crimes tornam-se cada vez mais frequentes nas ruas das cidades. E são incontáveis os desabrigados, sendo muitos destes, doentes mentais; eles percorrem as ruas buscando onde se refugiar. A pergunta que muitos levantam nos seus esforços para combater tais males é: para que meter o diabo nessa história toda?
A demonologia não desvia a atenção das causas dos males generalizados e de suas possíveis soluções? Não sus­tentava Rudolf Bultmann ser a demonologia unia fuga para uma cosmovisão mitológica antiquada?53 Se os problemas sociais e morais forem elevados ao âmbito da luta entre a Igreja e as forças demoníacas, a Igreja não perde a sua capacidade de participar do tipo de diálogo humilde e análi­se sábia tão necessários para uma ação moral necessária?
A demonologia é trivializada e problemática quando con­finada ao âmbito da fantasia mitológica que envolve criatu­ras escuras e feias, com chifres e patas. Semelhantes capri­chos da imaginação são facilmente deixados de lado pelo pensamento moderno. Semelhantes imagens e fantasias po­dem inclusive levar à preocupação malsã com um âmbito abstrato de horror, criado pela própria pessoa, bem diferente dos males concretos que oprimem as vidas humanas e que se opõem à vontade de Deus. Como consequência, C. S. Lewis tinha toda a razão ao dizer que parece que a demonologia , provoca, numa diversidade de culturas modernas, ou uma rejeição simplista da existência dos demônios, ou uma preo­cupação malsã com eles.54 Ambos os erros removem os cren­tes do desafio real de repudiar as reais forças das trevas. Entende-se, agora, porque os cristãos alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, repudiavam o diabo e todas as suas obras, em sua resistência contra os nazistas.
Antigo Testamento
As Escrituras não estão dominadas pela preocupação com as forças demoníacas. A Bíblia ressalta o reino soberano de Deus, o evangelho da salvação, e as exigências da graça de Deus na vida dos redimidos. Embora as Escrituras não desconsiderem as forças das trevas, enfatizam o poder de Deus para redimir e para curar. Por outro lado, as sociedades antigas, coevas das Escrituras, produziam um conceito assus­tador do mundo. Acreditavam que os espíritos e os semi­deuses, alguns mais iníquos que outros, podiam intrometer-se como queriam na vida dos seres humanos.
Encantações complicadas, formas espíritas de comunica­ção e rituais mágicos desenvolveram-se em vários contextos cultuajs, na tentativa de outorgar ao homem comum certo controle nesse mundo ameaçador. Semelhante cosmovisão ainda pode ser encontrada nalgumas partes do mundo hoje.
Em contraste com esse conceito caótico e ameaçador do mundo, existia o testemunho incomparável que o An­tigo Testamento prestava a respeito de Yahweh, o Se­nhor. Esse Deus e Criador não somente é o Senhor de Israel, como também o Senhor dos Exércitos que reina supremo sobre o universo inteiro. Nesta vida e na morte, temos de nos entender com o Senhor, e com Ele somente. Somente Ele deve ser amado, temido e adorado (SI 139; Is 43). Em Israel, os espíritos que se avultuavam nas religi­ões doutros povos quase caíram no esquecimento diante da luz do Senhor soberano e de sua Palavra. Por isso, nenhuma comunicação ou encantação espírita, nem ritu­al mágico podia ocupar algum lugar na fé de Israel (Is 8.19-22). A demonologia não desempenha nenhum papel de destaque no Antigo Testamento.
Não queremos dizer com isso que não existe 'nenhum adversário satânico no Antigo Testamento.
A presença de semelhante adversário é encontrada logo na tentação de Adão e Eva no Jardim do Eden (Gn l-3). Nessa ocasião, o adversário, na forma de um réptil mui sagaz, alega estar falando em nome de Deus, e, assim, induz nossos primeiros pais ao pecado. Mas observe que esse tentador é descrito apenas como uma criatura entre as demais, e não como um deus que, dalguma maneira, pudesse medir forças com o Senhor, o Criador dos céus e da terra. Adão e Eva não foram confrontados com dois deuses, sendo um bom, e o outro, mau. Pelo contrário: são levados a escolher entre o mandamento do único Deus verdadeiro, e a palavra de uma criatura insinuante, cujo único alvo era contrariar a vontade de Deus. Na realidade, parece que o tentador desempenha um papel no teste a que Deus submete a fidelidade de nossos primeiros genitores.
Esse adversário aparece noutro drama importante no Antigo Testamento. No prólogo do Livro de Jó, questiona o Senhor no tocante à fidelidade de seu servo. E o Senhor dá-lhe licença para infligir os mais indescritíveis sofrimentos ao patriarca, ainda que dentro de certos limites. E este livro revela como Jó busca a Deus no meio das provações, e termina quando o Senhor lhe aparece de modo dramático (Jó 38). Por meio de uma série de perguntas, o Senhor leva Jó a aceitar o mistério da soberania divina sobre o mundo bem como sobre todos os assuntos da vida, por mais comple­xos que se mostrem. Só que, desta vez, o adversário não aparece. A verdade é que este não tem nenhum papel a desempenhar no Livro de Jó depois dos primeiros capítulos. Se Jó lutava, não era contra Satanás, mas com Deus.
Mesmo assim, Satanás e as forças das trevas não funcio­nam como mansos animais de estimação nas cortes celestiais, nem meramente como ferramentas do Senhor para provar a humanidade. Tanto em Gênesis quanto no prólogo de Jó, o adversário levanta genuína oposição contra a vontade de Deus à humanidade. O Livro de Daniel até retrata a batalha entre "o príncipe do reino da Pérsia" e um mensageiro angelical enviado para ministrar ao profeta (Dn 10.13). Embora Daniel não tivesse nenhum papel a desempenhar na batalha, as forças sinistras, por trás do reino persa, levantam séria oposi­ção contra a mensagem que Deus lhe enviava. Deus é soberano, mas essa soberania não elimina a oposição que Satanás move contra a sua vontade.

A Vitória de Deus Sobre Satanás e os Demônios
Satanás e os Demônios do Novo Testamento
Em contraste com a atenção relativamente pequena que o Antigo Testamento dedica à derrota das forças das trevas, os Evangelhos impressionam-nos com a ênfase que dedica à ques­tão. Aliás, tal ênfase já fora dada na literatura intertestamentária, que levou a alguns a especular a respeito da possível influência do dualismo persa.55 Mas teologicamente falando, a implicação é que o aumento da atenção dada à derrota dos demônios nos Evangelhos deve-se à revelação prévia da graça e da verdade na vinda de Jesus Cristo (Jo 1.14). Realmente, a chegada da luz a este mundo tornou visíveis às obras das trevas (Jo 3.19-21). Isso significa que a derrota das trevas somente pode ser entendida à luz da graça e da libertação divina. Não estudamos as forças das trevas a fim de descobrir as riquezas da graça de Deus. Muito pelo contrário: o enfoque deve recair nas riquezas da graça divina, que hão de desmascarar os logros e enganos pregados pelas vozes das trevas.
Jesus confrontava seus ouvintes com a asseveração eston­teante de que o Reino de Deus já tinha irrompido para lançar luzes sobre esse conflito, e levá-lo a uma virada deci­siva. Declarou: "Mas, se eu expulso os demônios pelo Espíri­to de Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus" (Mt 12.28). Satanás procurou tentar a Jesus a com­provar a sua identidade messiânica, de maneira a fazê-lo desobedecer à vontade do Pai, mas o Senhor permaneceu fiel. As numerosas referências à expulsão de demônios por Jesus, inclusive relatos detalhados (Mc 1.23-28; 5.1-20; 7.24-30; 9.14-29), bem como a acusação feita por seus oponentes de que Ele expulsava os demônios mediante o poder de Satanás (Mt 12.27-28), são evidências de que Ele derrotava publicamente os espíritos demoníacos, sendo este um dos aspectos do seu ministério.56 Assim como Jesus acalmou os mares tempestuosos mediante a sua palavra soberana em Marcos 4.35-41, também ordenou que a legião de demônios saísse do endemoninhado gadareno (Mc 5.1-20).
Posteriormente, a proclamação apostólica fez da morte e ressurreição de Cristo o cumprimento da vitória de Jesus sobre as forças das trevas (1 C 2.6-8; Cl 2.14-15; Hb 2.14). O falecido teólogo sueco luterano Gustav Aulen argumentava que a vitória soberana de Deus sobre as forças das trevas representa a teoria "clássica" da Expiação, fundamental para a proclamação do Novo Testamento. 57
Jesus, mediante a sua morte na cruz, destruiu "o que tinha o império da morte, isto é, o diabo" - e livrou a "todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão" (Hb 2.14-15; cf. l Jo 3.8). "Despojando os princi­pados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo" (Cl 2.15). A cruz, onde Satanás fez o pior que conseguia fazer, acabou sendo sua derrota. Quando Jesus exclamou: "Está consumado!", declarava completa a sua paixão para a nossa redenção e sua vitória indelével sobre a morte; as forças das trevas chefiadas por Satanás haviam sido derrotadas.
Já no século IV, a descida de Cristo ao inferno, quando de sua morte, foi acrescentada ao Credo dos Apóstolos. Realmente, o Novo Testamento fala de uma descida de Cristo ao Hades (At 2.27) e ao abismo (abussos, Rm 10.7). Esses termos não eram meros símbolos da morte em si mes­ma, mas da morte no que, diz respeito à triste situação dos perdidos (Ap 20.1-3, 14). Parece que Cristo realmente des­ceu ao inferno ao morrer, para proclamar a vitória da cruz sobre as forças das trevas. E possível que Efésios 4.9 e 1 Pedro 3.18-20 se refiram ao mesmo evento.58 Devemos, porém, exercer cautela para não inventar fantasias a respeito de batalhas entre Jesus e os demônios, pois Cristo já comple­tara a sua obra de redenção na cruz.59 Devemos evitar, também, qualquer alegação de que Ele houvesse arrancado de Satanás as chaves da morte e do inferno, pois Jesus já havia recebido do Pai toda a autoridade (Mt 28.18). A descida de Jesus ao inferno para proclamar a vitória da cruz é relevante como sinal de que não existe nenhuma dimensão do mal ou das trevas fora do alcance da cruz.
No Dia de Pentecoste, o mesmo Espírito de Deus, por, meio de quem Jesus derrotara as forças das trevas, foi trans­ferido à Igreja. No poder do Espírito, a Igreja podia continuar o ministério de Jesus, "fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo" (At 10.38). Os Atos dos Apóstolos mostram o contraste entre o poder libertador do Espírito e os atos mágicos e supersticiosos que procuram controlar o po­der demoníaco (19.13-16). O discernimento de espíritos e a cura passaram a fazer parte da multiplicidade de dons no corpo de Cristo (1 Co 12.9-10) como antegozo da volta do Senhor (1 Co 1.7).
Embora a morte de Cristo tenha desferido o golpe fatal em Satanás mesmo assim este continua a andar em derredor como leão buscando a quem possa tragar (1 Pe 5.8). O diabo prejudica a obra missionária (2 Co 12.7; 1 Ts 2.18), cega a mente dos incrédulos (2 Co 4-4) e atira "dardos inflamados" contra os redimidos de Deus (Ef 6.16).
Nossa defesa e vitória, em tais casos, provêm de nossa submissão a Deus e de nossa resistência aos enganos do inimigo (Tg 2.19). Observe que a vitória provém, em primeiro lugar, da submissão a Deus ou da atenção com que focalizamos a graça de Deus. Sem isso, não podere­mos opor resistência ao inimigo. Somente dessa maneira, o povo de Deus poderá se fortalecer "no Senhor e na força do seu poder" (Ef 6.10), e usar a armadura divina (a verdade, a justiça, a fé, a salvação, a oração e a Palavra de Deus), embraçando o escudo da fé para apagar todos os "dardos inflamados" (6.11-17).
O túmulo vazio e o testemunho do Espírito Santo são as garantias da vitória final de Deus. Satanás realmente dirigirá uma resistência tardia contra Deus, mas será fútil (2 Ts 1.9-12; Ap 19.7-10). A vitória final pertence a Deus!

A Soberania de Deus sobre o Inimigo
Como é que Deus, como o Senhor soberano, permitiria a existência de tamanha oposição? Por que a derrota final das forças satânicas precisa ser adiada até que o senhorio de Deus o vença mediante o triunfo de Cristo e de uma Igreja revestida pelo poder do Espírito Santo? Não podemos res­ponder a tais perguntas, declarando que Deus não tem capa­cidade de fazer mais que esperar, como se Ele estivesse envolvido numa batalha dualista com o deus do mal, e não tivesse nenhuma esperança de vencer sem acossa ajuda.60 Conforme já foi observado, esse dualismo seria uma contra­dição contra o que as Escrituras sustentam a respeito da soberania absoluta de Deus. Nem podemos responder as tais perguntas, declarando que a oposição e a destruição realiza­das por Satanás fazem parte da vontade de Deus para a humanidade, como se a totalidade da realidade fosse um monismo determinado exclusivamente por Deus, sem ne­nhum senso de conflito genuíno pelas forças do mal que se opõem a Ele.61 Esse monismo seria uma contradição daquilo que já foi notado a respeito da oposição genuína entre as forças das trevas e o amor do Senhor soberano e seus propósitos para a redenção da humanidade. Tais perguntas têm a ver com a "teodicéia" (justificar a Deus diante do mal e do sofrimento). Introduzir as complexidades do problema dentro do contexto deste capítulo não é possível, mas umas poucas palavras de explicação seriam bem apropriadas a essas alturas. 62
Historicamente, a Igreja tem ressaltado duas considera­ções correlatas entre si, que são mui relevantes para uma orientação bíblica sobre as perguntas retrocitadas. Primeiro: Deus criou a humanidade com a liberdade de se rebelar contra suas orientações e desígnios e, assim, tornar-se vulne­rável à oposição satânica. Deus permitiu que a oposição satânica existisse a fim de testar a sinceridade dos seres humanos que, livremente, se declararam a favor dEle. Se­gundo: o plano de Deus é triunfar sobre a oposição satânica, não somente em favor dos crentes, mas também através deles. Por isso, o triunfo da graça divina tem uma história e um desenrolar. Esse triunfo não depende necessariamente da cooperação humana para seu progresso e realização, mas certamente inclui a história da fiel obediência da humanida­de a Deus no seu cumprimento estratégico.
Na estratégia da redenção, a tolerância divina quanto à oposição satânica é só provisória; não faz parte do processo de redenção da humanidade. Pelo contrário: a vontade de Deus é que todos triunfemos sobre a oposição satânica. Deus não está secretamente por trás das obras de Satanás, embora possa obrigar tais obras a concorrerem para a redenção do homem. Mas não há nada em comum entre Satanás e Deus. Satanás não tem nenhuma participação na redenção que o Senhor traçou à raça humana. Deus está claramente ao lado da libertação e da redenção de tudo quanto Satanás intenta destruir e oprimir.
Isso não responde a todas as perguntas a respeito de "como?" e "por quê?" existem males e sofrimentos no mun­do. A dificuldade das soluções filosóficas tais como o dualismo e o monismo é que procuram fornecer uma resposta definiti­va ao problema do mal. Em última análise, porém, não há resposta definitiva ao problema do mal. Mas certamente o Evangelho oferece-nos a esperança e a garantia da redenção final em Cristo Jesus, e também nos conclama a batalhar corajosamente, pela graça de Deus, em favor de sua realiza­ção.

A Demonologia e a Responsabilidade Humana
Na cosmovisão dualista, conforme já observamos, Deus não é soberano, nem triunfará sobre as forças do mal. Semelhante cosmovisão também elimina a liberdade e a responsabilidade humanas. Isto porque, já não passamos de meras petecas na batalha entre os deuses do bem e do mal. Tudo quanto acontece na vida humana deve-se a um poder absoluto (o bem) ou a outro poder absoluto (o mal) que manipulam os eventos humanos ao guerrearem eles entre si. Dessa forma, nossas decisões não desempenham nenhum papel no destino da humanidade. Por isso, as religiões dualistas tendem a se preocupar demasiadamen­te com a demonologia. 63
A soberania de Deus sobre as forças do mal realmente serve para libertar a humanidade de semelhante insignifi­cância para que venhamos a desempenhar um papel decisi­vo no destino humano. No relato da Criação e da Queda, em Gênesis 1-3, o tentador podia contrariar a vontade divi­na somente até ao ponto em que Adão e Eva houvessem consentido livremente em cooperar com ele. Assim era por­que Deus, e não o tentador, era o Senhor soberano. Por isso, o pecado e a morte ficaram sendo o resultado indireto da obra de Satanás, pois eram o resultado direto das ações humanas. Adão e Eva, e não Satanás, trouxeram o pecado e a morte ao mundo.
O pecado e a morte são aspectos da escravidão humana. E a desobediência humana que criou tal condição, e é a desobediência humana que a mantém.
E certo que Satanás é o tentador (1 Ts 3.5), mas cada um é tentado "quando atraído e engodado pela sua própria con­cupiscência" (Tg 1.14). Satanás é o mentiroso (Jo 8.44), o acusador (Ap 12.10), o ladrão, e o assassino (Jo 10.10). Não pode, porém, levar a efeito nenhum ato desse tipo sem a participação (e até mesmo a iniciativa) humana. Ressaltar demasiadamente o papel dos demônios (segundo a nossa opinião) naquilo que se opõe a Deus, tende a amainar a responsabilidade humana e a denegrir a responsabilidade de Deus. Precisamos corrigir essa ênfase a fim de atribuir à responsabilidade humana seu devido peso.
Observe que o Novo Testamento coloca o pecado e a morte como inimigos em si, lado a lado com as forças das trevas (Rm 8.1-2; 1 Co 15.24-28; Ap 1.18). É realmente notável que Paulo defina a morte, e não Satanás, como o último inimigo a ser destruído (1 Co 15.24-26). Vale a pena observar também que a Bíblia não considera a oposição a Deus exclusivamente no contexto da demonologia. Jesus disse que a oposição humana ao seu ministério cumpria as obras do diabo (Jo 8.44). Posteriormente, Paulo afirmou que "o príncipe das potestades do ar... opera nos filhos da deso­bediência" (Ef 2.2). Isso não significa que toda a desobediên­cia a Deus seja uma resposta à tentação demoníaca direta. Mas certamente significa que o reino das trevas é bem servi­do, e seus propósitos são realizados através da desobediência humana. Por isso, semelhante desobediência e escravidão ao pecado devem receber a devida atenção em qualquer estudo daquilo que se opõe à vontade de Deus.
Tudo o que foi dito acima deixa implícito que há uma dimensão essencialmente humana em todos os males pesso­ais e sociais. Por isso, devemos permitir que soluções huma­nas e científicas desempenhem um papel legítimo no processo da cura. Precisamos reconhecer que as ciências têm promovido o entendimento da dimensão genuinamente huma­na de muitos problemas sociais, bem como as estratégias para solucioná-los. Em muitos desses estudos, não há nada necessariamente contrário às Escrituras, posto que a Bíblia, conforme já observamos, reconhece nossa condição caída como uma situação genuinamente humana, à parte de qual­quer influência demoníacadireta.
Na Igreja, devemos acolher os discernimentos da medici­na, da psiquiatria e da sociologia nos nossos esforços para representar uma força terapêutica e libertadora neste mun­do. Deus cura e liberta através de meios extraordinários e por meios comuns, por milagres ou pela sua providência. Não ousamos declarar que todos os problemas são demonía­cos, nem queremos defender a ilusão de que todos eles possam ser resolvidos mediante a expulsão de demônios!
Além disso, muitos dos sintomas descritos na Bíblia como demoníacos formam um paralelo com sintomas que, hoje em dia, têm sido isolados como patológicos e humanos. Por isso, distinguir entre o demoníaco e o patológico, torna-se uma tarefa complexa. Mas a Bíblia realmente faz a distinção entre a enfermidade e a possessão demoníaca (Mc 3.10-12). Assim, devemos distinguir entre os casos psiquiátricos e os virtualmente de possessão demoníaca. Essa distinção é im­portante porque, conforme indicou o teólogo Karl Rahner, exorcismos de pacientes patológicos podem agravar o seu estado.64 Quando for possível, o discernimento com oração associado aos recursos da ciência, por pessoas devidamente qualificadas, deve ser utilizado no ministério aos atormenta­dos. Até mesmo casos que envolvem influências demoníacas também podem exigir a atenção psiquiátrica.
A negação simplista da existência dos demônios deixa a humanidade completamente incapaz de explicar ou lidar com o profundo desespero subentendido na loucura e na iniquidade humanas, mesmo não estando envolvida nenhuma influência demoníaca direta. Há, realmente, um profundo desespero sub­entendido em comportamentos humanos distorcidos, que trans­cendem as definições científicas ou racionais. A mente científi­ca gostaria de definir com exatidão tais distorções para que semelhantes problemas sejam definitivamente resolvidos. Mas o comportamento patológico continua a acossar a humanidade, deixando a todos sem resposta. Mesmo nas categorias bem, definidas dessas enfermidades, o que temos, a não ser etiquetas usadas, para englobar os sintomas correlatos? Por mais úteis que sejam essas categorias, chegam a solucionar o mistério da exis­tência humana que a patologia parece indicar tão dramatica­mente? Conforme realçou o falecido teólogo teuto-americano Paul Tillich, a categoria do demonismo serve para tornar-nos conscientes da profundidade e do mistério envolvidos na distorção humana. 65
A demonologia, à luz do evangelho de Jesus Cristo, pode fornecer-nos a chave do mistério do mal acima mencionado. Conforme já observamos, a vitória de Cristo na sua vida, morte e ressurreição, iluminou o conflito entre a vontade divina para nos redimir, e as forças das trevas que dão origem ao mal. Mesmo assim, Paulo continuou usando a palavra "mistério" para caracterizar o poder da iniquidade operando no mundo (2 Ts 2.7). O que é importante observar é que a plena revelação da profundidade do mal, chamado "demonismo," é escatológica. Paulo deixa subentendido que os últimos dias da presente era incluirão um aumento da revelação do mal neste mundo, através do aparecimento do "iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda" (2 Ts 2.8). Essa figura do Anticristo comandará um novo surto da iniquidade nos últimos tempos. O derradeiro castigo divino - o lago de fogo - desmascarará plenamente as forças das trevas que se acham por trás de todo o mal que existe no mundo (Ap 20.10). Nessa ocasião, o diabo, a morte e o inferno serão vencidos pelo juízo divino (20.10, 14). Embora o lago de fogo seja (com toda a naturalidade) temido por todos, o propósito que Deus lhe deu é realmente servir a humanida­de, ou seja: destruir os piores e derradeiros inimigos da raça humana.
Somente no derradeiro juízo escatológico é que a nature­za do demonismo e a sua conexão com a morte e o inferno serão plenamente reveladas. Nessa ocasião, o mistério da iniquidade será revelado na plena profundidade da sua resis­tência a Deus e à sua vontade redentora. Aí ficarão plena­mente esclarecidos o conflito e a oposição. Se a primeira vinda de Cristo colocou às claras o conflito contra o mal, era apenas um esclarecimento temporário, porque a revelação final precisa aguardar a sua segunda vinda. Na era presente, discernir corretamente o mal e o sofrimento exige a luz espiritual das Escrituras, bem como uma avaliação científica cuidadosa. No triunfo final de Deus sobre o diabo, porém, ficará óbvia a raiz e a natureza do mal que será desmascarado mediante o derradeiro juízo divino. Esse juízo já foi iniciado pela cruz e ressurreição de Cristo. Será cumprido totalmente no triunfo final do Cordeiro de Deus no fim dos tempos.
A natureza escatológica do desmascaramento e do derra­deiro julgamento do mal subentende que o repúdio a Sata­nás e às suas obras não é uma "demonização" mitológica dos males pessoais e sociais, nem uma fuga consequente ao discernimento cuidadoso exigido para se isolar e resolver tais problemas. Os movimentos escatológicos, especialmente os apocalípticos, que focalizam o juízo divino final contra as forças das trevas buscam a reduzir todas as lutas presentes contra os males humanos a uma luta contra o demonismo. Se realidades humanas, complexas e ambíguasrquenos pa­recem ameaçadoras ou estranhas, forem demonizadas dessa maneira, fica criado um dualismo ético arrogante, no qual alegamos estar na luz total, ao passo que os outros permane­cem em trevas absolutas.
A demonologia, corretamente compreendida, não levará as pessoas a negarem as dimensões humanas do mal e seus efeitos com todas as suas ambigüidades e complexidades. Freqüentemente, seremos capazes de descobrir, em nós mes­mos, alguns elementos do mal que queremos resistir, e mui­tas vezes acharemos elementos do bem desejável noutras pessoas que somos tentados a considerar inimigas. Não po­demos simplesmente reduzir nossa luta contra as forças hu­manas do mal e da opressão a uma guerra contra os demôni­os. Mas nosso repúdio a Satanás e às suas obras, em meio às lutas contra a impiedade e a opressão, realmente coloca-nos dentro do horizonte da vitória final de Deus contra as forças das trevas quando então o Reino de Deus será a derradeira realidade no fim de todas as coisas.
Repudiar o diabo e ao mal dá a entender que há alguma coisa mais profunda em jogo do que simples reformas pesso­ais ou sociais. O que está em jogo é o irromper escatológico do Reino de Deus para subverter os sistemas deste mundo presente e introduzir, mediante o Espírito de Deus, um mun­do futuro que siga o padrão do amor divino revelado em Cristo.


O Lugar de Satanás e dos Demônios na Teologia Cristã
Existe um lugar legítimo para a demonologia na teologia cristã? Existe uma base legítima para incluir o demonismo nas confissões de fé da Igreja? Certamente, "crer no" diabo não é linguagem apropriada para o credo cristão. Neste, a fé em Deus e o repúdio ao diabo e a todas as forças que servem a causa da iniquidade devem ser bastante claros. Mas que tipo de ênfase devemos dar, na confissão cristã, e esse repú­dio de Satanás?
O poeta Howard Nemerov declarou: "Hesito muito em falar do Diabo para ninguém pensar que o estotrtn-vocan-do."66 Karl Barth deixou claro que só daria uma olhadela rápida e penetrante na área da demonologia. A olhada deve ser "rápida" para não dar valor e atenção desnecessários ao demonismo.67 Para Barth, a teologia devia ser dominada pela graça de Deus revelada em Cristo. Mas a olhada tem de ser "penetrante" pois o demonismo não deve ser tratado levia­namente.
Infelizmente, nos movimentos pentecostais e carismáti­cos, os ministérios de guerra espiritual e de libertação abun­dam, dedicando atenção deliberada ao âmbito do demonismo. Muitos defensores de semelhantes ministérios vão nitida­mente além do lugar legítimo que a mensagem bíblica atribui ao demonismo. Parece que nesses ministérios há certo fascí­nio com o âmbito dos demônios, e o resultado é que muito mais atenção é prestada a eles do que a Bíblia pode apoiar.
Realmente, certa glória e legitimidade são concedidas ao diabo em tais ministérios. O diabo é frequentemente referido como o elemento exclusivo (ou pelo menos, dominante) em toda a oposição aos propósitos redentores de Deus para a humanidade. A totalidade da atividade divina na redenção é reduzida à destruição do diabo de modo que a soteriologia, a cristologia, a pneumatologia e todas as demais áreas da teo­logia são debatidas quase exclusivamente à luz da luta contra os demônios! Sem o diabo, semelhante pregação e teologia seriam reduzidas a uma casca vazia! Em semelhante contex­to, a demonologia concorre muito bem com Deus e com todas as demais áreas da teologia, e exige e conseguiu aten­ção igual, ou até mesmo maior. R.Gruelich sustenta que o novelista Frank Peretti tem dado seu apoio literário a seme­lhante distorção teológica, pois considera que o mundo e o destino humano estão dominados pelos resultados da guerra contra os demônios.68
Em semelhante contexto, a demonologia recebe glória e relevância teológica muito além dos limites estabelecidos pela Bíblia. Nessa visão, acredita-se que o horizonte do mun­do cristão esteja cheio de ataques de demônios. A forma grotesca dessa crença acha-se na suposição de que os demô­nios podem possuir e dominar cristãos desobedientes. Para harmonizar tal suposição com o ensino bíblico de que os cristãos pertencem a Cristo e que são dirigidos primaria­mente pelo Espírito de Deus (Rm 8.9-17), uma dicotomia antibíblica é estabelecida entre o corpo e a alma de modo que Deus acaba dominando a alma ao passo que os demôni­os controlam o corpo.69 Mas a Bíblia ensina que uma lealda­de tão radicalmente dividida é uma impossibilidade para a pessoa de fé genuína (Mt 7.15-20; 1 Co 10.21; Tg 3.11-12; 1 Jo 4.19-20).
A glorificação dos demônios no mundo cristão tem seu paralelo numa tendência semelhante na cultura. A huma­nidade sempre sentiu certo fascínio pelas coisas sinistras e demoníacas. Maxilmilian Rudwin declarou, por exemplo, que a figura de Satanás "avulta-se amplamente na literatu­ra". Acrescenta: "Seria realmente triste a situação da litera­tura sem o diabo." 70 A história das práticas ocultistas tem se alimentado do fascínio que a humanidade sente pelos demô­nios. E até mesmo a ascensão do pensamento científico moderno tem servido quase nada para reduzir tal fascínio.
Na segunda metade do século XX, registrou-se um reno­vado interesse pelos demônios e pelo ocultismo. A indústria do cinema de terror ficou cada vez mais fascinada pelos demônios e pelos consequentes lucros financeiros. Filmes tais como O Exorcista e Poltergeist buscam ressaltar a incapa­cidade da ciência e da Igreja em lidar com os espíritos, malignos. Apresentam histórias nas quais elementos demo­níacos, muitas vezes confundidos com as almas dos entes queridos, dominam o fluxo dos eventos. Em tais conjecturas, a graça de Deus está ausente, ou mostra-se débil. Até mesmo o final "feliz" surpreende mais que as vitórias demoníacas que lhe antecederam.
Por certo, semelhante fascínio pelo demonismo não é saudável nem bíblico. A fixação que os discípulos de Jesus sentiram com a sua autoridade sobre os demônios foi corrigida. O Senhor os exortou a se regozijarem" antes de mais nada pelo fato de haverem sido escolhidos pessoalmente por Deus (Lc 10.17-20).
A oposição de Satanás ao Evangelho somente pode ser entendida à luz do próprio Evangelho. A verdadeira profun­didade do mal somente há de ser compreendida à luz da profundidade da graça de Deus à qual o mal se opõe, procu­rando destruí-la. A verdadeira tragédia das trevas apenas pode ser entendida no contexto das glórias da luz divina. A ênfase do Novo Testamento, portanto, recai sobre a glória de Deus e a vida com Deus, e não sobre as tentativas do inimigo de se opor a elas.
Entre os cristãos, a tendência de enfatizar o papel de Satanás tem até mesmo levado a uma legitimização de seu papel de oponente de Deus, como se o adversário tivesse o direito legal sobre pessoas e governos. Enfim, como se a sua posição de "deus da presente era" devesse ser respeitada até mesmo pelo Altíssimo!
De modo contrário àquilo que alguns pensam, não há em Judas 9 nenhum respeito por Satanás quando o anjo hesitou em lançar contra ele acusação caluniadora. O arcanjo Miguel refreou qualquer acusação baseada na sua própria autorida­de, mas disse: "O Senhor te repreenda". Isso significa que qualquer rejeição das reivindicações enganosas de Sata­nás somente poderá vir da autoridade de Deus e da sua graça, e não da sabedoria ou autoridade que geramos em nós mesmos.
Na realidade, uma noção dos direitos satânicos era apoi­ada pela teoria do resgate na Expiação, defendida por certos teólogos latinos antigos e medievais, no Ocidente; e por Orígenes, no Oriente. Essa teoria supunha que Satanás tinha o direito de governar e oprimir a humanidade por causa da rebelião humana contra Deus. Cristo, então, foi enviado para pagar a Satanás um resgate pela libertação da raça humana.
A teoria do resgate, porém, elimina desde o início qual­quer oposição real entre Deus e Satanás. Fica pressuposta a aceitação por Deus da posição e do papel de Satanás, e a disposição divina de se entender com o adversário segundo as condições impostas por este. A Satanás é concedido ter sua própria posição legítima à parte do plano redentor de Deus, posição esta que Deus precisa respeitar no seu esforço de redimir a humanidade!
Em contraste com a teoria do resgate há o ensino bíblico de que a posição e a atuação de Satanás baseiam-se numa mentira (Jo 8.44). Não há nenhuma legitimidade que Deus deva reconhecer, e com que Ele deva se conformar! O triun­fo da graça divina sobre as forças das trevas não concede a elas nenhuma posição legítima e digna de respeito, e declara que Satanás, como o "deus deste século," tem uma posição ilegítima que lhe foi concedida pela cegueira e rebelião da própria humanidade (2 Co 4.4). Realmente, um "pagamen­to" foi feito por Cristo na cruz, não a Satanás, mas a Deus, em favor da humanidade. 71
Nossa resposta mais sábia às reivindicações falsas e enga­nosas de Satanás é negá-las; e devemos fazê-lo somente através da "olhadela" rápida e penetrante que o teólogo Karl Barth lhes deu na luz maior da graça e verdade de Deus. Parecer haver, contudo, uma pressuposição oculta entre muitos participantes dos ministérios de libertação no sentido de que Satanás somente pode ser derrotado por aqueles que melhor o conhecem. Noutras palavras: quanto mais mistérios puder­mos desvendar a respeito dos demônios, tanto mais podere­mos controlá-los e derrotá-los. Nesses casos, entende-se que a libertação é o resultado de um conhecimento secreto (gnõsis) que pessoas fora do movimento da libertação não possuem. Especulações muito complexas são feitas a respeito da organização e das características dos demônios e de como se relacionam com os governos humanos e as vidas individuais. Práticas primorosas de "amarrar" as potências demoníacas podem ser usadas contra elas, uma vez compreendidas as suas verdadeiras posições e funções no mundo.
Por outro lado, ao lermos a Bíblia, percebemos como é notável a total ausência de semelhantes especulações e prá­ticas. A Bíblia encoraja-nos a resistir às forças enganadoras das trevas, e não estudá-las e amarrá-las.72 Nenhum esforço é feito na Bíblia para levar-nos a conhecer melhor o diabo. O enfoque exclusivo recai em conhecer melhor a Deus, resistindo, ao mesmo tempo, quaisquer tentativas de Satanás de obter a nossa atenção. Submeter-se a Deus e resistir ao diabo é o conselho que Tiago nos deu (Tg 4.7).
Certamente não devemos ignorar a existência do diabo. Mas qualquer atenção que a ele prestarmos não deve passar de nossa negação quanto as suas reivindicações à luz do enfoque sobre as reivindicações divinas. A Bíblia não espe­cula, nem dá muitas informações a respeito de Satanás e dos demônios. Não existe aí muita coisa para satisfazer a nossa curiosidade. Há indícios de haver ocorrido uma queda de Satanás e dos demônios (Jd 6; Ap 12.7-9).
Alguns especulam que o Antigo Testamento descreve a queda de Satanás em Isaías 14.12-20, mas o significado desse trecho não fica bem claro, e talvez não passe de uma repre­ensão poética ao "rei de Babilônia" (14-4). O "quando" e "como" dessa queda não é definido explicitamente em ne­nhum lugar. A verdade é que o propósito da Bíblia ao tratar de Satanás e dos demônios visa à redenção do homem, e não a especulação teológica. O enfoque recai em afirmar o pro­pósito redentor de Deus, e o seu poder em repudiar as obras e as reivindicações de Satanás. Não existe nenhuma ênfase em obtermos conhecimentos profundos a respeito de Sata­nás para o derrotarmos.
Precisamos de muito discernimento para derrotar o que realmente pertence ao reino das trevas, pois o próprio Sata­nás pode disfarçar-se em anjo de luz (2 Co 11.14). O orgu­lho, a idolatria, o preconceito e as fobias mais prejudiciais podem aparecer na forma de religiosidade e patriotismo, por exemplo, e serem defendidos como doutrinas e práticas no­bres. A escravidão e o racismo têm sido defendidos por pessoas que alegam estar apoiando as mais nobres causas religiosas e patrióticas. Semelhantes pecados só servem para apoiar o reino das trevas. Será necessário sempre esquadri­nharmos o nosso próprio coração para negar as obras do diabo e reafirmar a renovação do Espírito na Igreja.
O testemunho das Escrituras oferece-nos fontes específi­cas de orientação para discernirmos as forças do mal e da opressão. Há um critério cristológico e uma base no Espírito de Deus para o discernimento do mal. Por exemplo: já que Deus criou a humanidade à sua imagem, e reivindicou o direito à raça humana mediante o nascimento, morte e res­surreição de Cristo, qualquer tentativa de desumanizar uma pessoa contradiz o amor divino, e serve aos propósitos das forças das trevas. Já que o Espírito ungiu a Cristo para pregar as boas novas aos pobres, aos cegos, e aos presos (Lc 4.18), isso significa que as estruturas e as forças que encorajam a pobreza, a doença e o crime servem ao reino do mal. Já que Satanás deixa as mentes dos ímpios cegas diante do Evange­lho (2 Co 4-4), as coisas que desencorajam nosso testemu­nho evangélico (em palavras e ações) diante dos necessita­dos hão de promover as ações de Satanás.
O demonismo ajuda-nos a reconhecer que a resistência humana a Deus tem relevância ulterior. Colocada no hori­zonte da vitória escatológica do Reino de Deus sobre as forças das trevas, a obediência e a desobediência a Deus, no presente tempo, são questões bastante graves. Com cada decisão na vida cristã, os crentes devem optar em favor do Reino de Deus e postar-se contra o reino das trevas. Buscar o Reinode Deus e a sua justiça é o desafio constante do cristão. Às vezes, as escolhas poderão parecer difíceis e ambí­guas. Mas a gravidade da escolha da obediência e a necessi­dade do consolo e do perdão divinos em meio as nossas opções nunca deverão ser subestimadas. O papel desempenha­do pelo demonismo na teologia e no testemunho cristãos indica a gravidade das nossas escolhas.
Perguntas do Estudo
Considere as interpretações de Origines (nota de rodapé 84), de Tomás de Aquino (n.r. 17), de Martinho Lutero (n.r. 21), dos Cabalistas (n.r. 38), de Ireneu (n.r. 40), e de Paul Tillich (n.r. 25) acerca da natureza ou do papel dos anjos. Por que essas opiniões são problemáticas? Como suas dificuldades hermenêuticas poderão ser re­solvidas ou evitadas?
Tendo por base sua própria pesquisa cuidadosa de Co-lossenses 1.15-18, considere o lugar apropriado dos an­jos.
Aliste algumas das crenças comuns na sua comunidade e igreja a respeito dos anjos. Como você corrigiria ou confirmaria cada crença alistada?
Anjos são servos. Como seu exemplo deve afetar a nossa motivação em servir a Deus?
O que os anjos podem e querem fazer por nós hoje, segundo demonstra a Bíblia?
O que, segundo a Bíblia, não podemos esperar que os anjos façam por nós hoje?
A demonologia remove-nos dos verdadeiros problemas e males da vida? Explique como ela poderia fazê-lo? Por que é relevante repudiar o diabo e as suas obras quando resistimos às forças do mal na vida?
Como a abordagem do Antigo Testamento à demonologia difere dos conceitos pagãos antigos dos espíritos malig­nos? Considere-a em relação à soberania de Deus. Em particular, a soberania divina significa que não há oposi­ção real entre Deus e Satanás no Antigo Testamento?
Qual verdade se pode achar no fato de a derrota das forças das trevas ter sido revelada no Novo Testamento somente após a revelação de Cristo como a encarnação da graça e da verdade?
10. Descreva a vitória de Cristo sobre as forças das trevas. Essa verdade desempenha algum papel na proclamação apostólica do Evangelho? Explique.
Descreva os problemas com o dualismo e o monismo filosóficos. Qual o equilíbrio bíblico entre a soberania de Deus e a oposição de Satanás contra os propósitos de Deus?
A demonologia elimina a responsabilidade humana? Por quê?
Os cristãos podem ser possuídos por demônios?
Os discernimentos humanos e científicos dos nossos pro­blemas têm algum lugar legítimo entre os crentes?
São legítimas as reivindicações e acusações de Satanás? Devem ser concedidos a ele direitos legítimos como deus desta era? Como a teoria do resgate tem apresentado incorretamente as reivindicações e direitos de Satanás?
Os entendimentos humanos e científicos dos nossos pro­blemas têm algum lugar legítimo entre os crentes?
Existe o fascínio com o demonismo na Igreja e na cultu­ra? O que está errado com isso? Qual o verdadeiro lugar da demonologia na teologia cristã?
 
SUBSÍDIOS DA REVISTA CPAD - 1 TRIMESTRE DE 2019
 
SUBSÍDIO DIDÁTICO - PEDAGÓGICO 
Quem são os anjos? O que eles fazem? Essas perguntas podem ser elaboradas na lousa ou em um slide, ou ainda, em um retroprojetor. Iniciar a aula fazendo essas perguntas, levando os alunos à reflexão acerca da identidade das criaturas espirituais que eles conhecem desde a infância. É possível que haja na classe pessoas que ouviram sobre a existência de anjos em outras tradições religiosas, mas nunca tiveram a oportunidade de refletirem de maneira madura sobre o que a Bíblia diz a respeito deles. Esta é uma grande oportunidade de apresentar o que as Escrituras dizem a respeito desses seres espirituais.
Aproveite também para mostrar a herança da palavra portuguesa “anjo” pela palavra latina “angelus”. Mostre como exemplo de quanto somos devedores ao idioma que ajudou a fundar o Ocidente: o Latim.
SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
“Esses seres angelicais executam as obras de DEUS tanto no julgamento dos inimigos do povo de DEUS como também dos crentes quando estes desobedecem a DEUS. Eles revelam e comunicam a mensagem de DEUS aos seres humanos. Há inúmeros fatos dessa natureza nas Escrituras, como o anúncio a Zacarias sobre o nascimento de João Batista e a Maria, sobre o nascimento do Senhor JESUS. Esses mensageiros celestiais assistiram os apóstolos Pedro e Paulo e o próprio Senhor JESUS. Foram eles que anunciaram às mulheres a ressurreição de JESUS e estiveram presentes na sua ascensão. [...] A Bíblia mostra diversas vezes os anjos socorrendo os servos e servas de DEUS em suas lutas e dificuldades” (Declaração de Fé das Assembleias de DEUS. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.87).
SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
“A Bíblia afirma com frequência que JESUS é DEUS: ‘No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS’ (Jo 1.1); ‘Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade’ (Cl 2.9). [...] As suas obras revelam também a sua divindade. Ele é o absoluto soberano e criador de todas as coisas. Ele é a fonte de vida, autor do novo nascimento, habita nos fiéis, dá a vida eterna, inspirou também os profetas e apóstolos, perdoa pecados, é adorado pelos humanos, pelos anjos,
na terra e no céu. Possui títulos divinos, como “Eu Sou”, o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, e o Senhor dos Senhores” (Declaração de Fé das Assembleias de DEUS. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.51).
PARA REFLETIR - A respeito de “A Natureza dos Anjos”, responda:
O que indica, na cultura judaica, o termo hebraico para anjo? O termo mal‘ak, na cultura judaica, indicava um ser celeste e espiritual dotado de poderes sobrenaturais e acima de qualquer humano (Sl 103.20; 2 Pe 2.11).
O que são as manifestações angelofânicas na Bíblia? Manifestações angelofânicas são os anjos, que não possuem corpo físico ou material, se apresentarem na forma humana. 
Que são os serafins e os querubins? Os serafins são criaturas sobrenaturais associadas à glória de Javé e representam a presença, a grandeza e a majestade divinas (Is 6.2). Os querubins são representados como criaturas aladas colocadas no propiciatório da arca do concerto (Êx 25.18-20; 37.7-9).
Cite uma passagem bíblica que mostra existirem mais seres angelicais da mesma categoria do arcanjo Miguel. “E eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia” (Dn 10.13).
Por que o Senhor JESUS não pode ser o mesmo arcanjo Miguel? Cite duas razões e as respectivas citações bíblicas. JESUS é adorado até pelos anjos, e isso inclui o próprio Miguel; no entanto, Miguel, sendo anjo, não pode ser adorado (Hb 1.6; Ap 19.10; 22.8,9). JESUS é o Senhor dos senhores, e Miguel é príncipe (Ap 17.14; Dn 10.13,21).
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 77 p. 37
 
 
AJUDA BIBLIOGRÁFICA
Teologia Sistemática de Charles Finney
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearman - Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - Warren W. Wiersbe
CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO - Esequias Soares - CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
Guia Básico de Interpretação da Bíblia - CPAD
http://www.gospelbook.net, www.ebdweb.com.br, http://www.escoladominical.net, http://www.portalebd.org.br/, Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Pequeno Atlas Bíblico - CPAD Hermenêutica Fácil e Descomplicada - CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Teologia Sistemática Pentecostal - A Doutrina da Salvação - Antonio Gilberto - CPAD
Teologia Sistemática - Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - A Salvação - Myer Pearman - Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
http://www.cblibrary.net/portugue/colossenses/col_ch5.htm
Livro Batalha Espiritual - Livro de Apoio Adulto 1º Trimestre -  2019 - Pr. Esequias Soares