sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

LIÇÃO 8, QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA



LIÇÃO 8 - QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA
Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos
ATOS DOS APÓSTOLOS - Até aos confins da terra
Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva



TEXTO ÁUREO
"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa'. (Mt 5.11)

VERDADE PRÁTICA
Apesar das perseguições contra a igreja de CRISTO, o evangelho torna-se, a cada dia, mais universal e influente. Nenhuma perseguição haverá de deter o avanço da igreja.

LEITURA DIÁRIA
1Co 10.13- DEUS dá o escape para sua igreja
Tg 1.2-4- DEUS prova a fé da igreja
Sl 46.1-3- DEUS é o refúgio da sua igreja
Sl 54.7- DEUS livra a sua igreja da angústia
Is 43.2- DEUS conforta sua igreja em meio a perseguição
SI 126.6 - Os molhos da vitória

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 8.1-8
1 - E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersas pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos. 2 - E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. 3 - E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os I encerrava na prisão. 4 - Mas os que andavam dispersas iam por toda parte anunciando a palavra. 5 - E, descendo Filipe à cidade de Samaria, Ihes pregava a CRISTO. 6 - E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, 7 - pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. 8 - E havia grande alegria naquela cidade.

BEP - CPAD
8.1 UMA GRANDE PERSEGUIÇÃO. Parece que Saulo foi o líder da primeira perseguição em grande escala contra a igreja (vv. 1-3; 9.1), perseguição essa intensa e severa. Homens e mulheres eram encerrados na prisão (v. 3) e açoitados (22.19), e muitos foram mortos (22.20; 26.10,11). DEUS, porém, transformou essa perseguição em início da grande obra missionária da igreja (v. 4).
8.5-24 DESCENDO FILIPE À ... SAMARIA. Note a seqüência de eventos nesse registro do derramamento do ESPÍRITO SANTO nos crentes samaritanos.
(1) Filipe pregou o evangelho do reino, e DEUS confirmou a Palavra com sinais e prodígios (vv. 5-7).
(2) Muitos samaritanos receberam a Palavra de DEUS (v. 14), creram em JESUS (v. 12), foram curados e libertos de espíritos imundos (v. 7), e batizados nas águas (vv. 12,13). Assim, experimentaram a salvação, a obra regeneradora do ESPÍRITO SANTO e o poder do reino de DEUS (ver v. 12).
(3) O ESPÍRITO SANTO, porém, não tinha descido sobre nenhum deles depois da sua conversão a CRISTO e batismo em água (v. 16).
(4) Alguns dias depois da conversão dos samaritanos, Pedro e João chegaram a Samaria e oraram para os novos crentes receberem o ESPÍRITO SANTO (vv. 14,15). Houve um definido intervalo entre a conversão deles e o recebimento do batismo no ESPÍRITO SANTO (vv. 16,17; cf. 2.4). Este caso dos samaritanos segue o padrão da experiência idêntica dos discípulos no dia de Pentecoste.
(5) Sem dúvida houve manifestação externa neste caso de recebimento do ESPÍRITO SANTO, a saber: línguas e profecia (ver v. 18)
8.6 OS SINAIS QUE ELE FAZIA. A promessa de CRISTO no sentido de operar sinais e milagres para confirmar a pregação da Palavra não se limitava aos apóstolos (Mc 16.15-18). Ele prometeu que os convertidos por seus discípulos (os que crerem na palavra deles) operarão milagres em nome de JESUS, tais como expulsar demônios (Mc 16.17) e curar os enfermos (Mc 16.18). Foi exatamente o que Filipe fez (vv. 6,7)

Atos - Introdução e Comentário - I. Howard Marshall - Série Cultura Bíblica - edições 1985,1988, 1991, 1999 e 2001 - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - SP
Estêvão se entregou ao JESUS a quem vira na visão. É um exemplo marcante de uma fórmula de palavras aplicáveis originalmente ao Pai, sendo endereçadas ao Filho, e demonstra como os cristãos primitivos colocavam JESUS no mesm9 nível que o Pai. Depois, Estêvão orou, pedindo perdão por seus algozes, ecoando, mais uma vez, as palavras de JESUS (Lc 23:34), suas palavras se contrastam, de modo marcante, com a sua atitude de denúncia no discurso, e ilustram como o cristão, embora denunciasse o pecado e a desobediência a DEUS a fim de levar ao arrependimento os seus ouvintes, deve ter por eles preocupação pastoral, e orar no senti40 de serem eles perdoados. Dizendo assim, adormeceu (cf. 1 Ts 4:14-15), o primeiro cristão a morrer por amor a JESUS.
Ainda assim, pelo menos um homem ficou sem comover-se, e não ficou triste ao vê-lo morrer. Não fica claro neste ponto se Saulo era membro do Sinédrio, mas 26:10 é melhor interpretado neste sentido. Não seria tarefa fácil converter semelhante homem; Lucas está dando uma indicação prévia do caráter extraordinário da transformação subseqüente de Saulo.
e. A seqüela à morte de Estêvão (8:1b-3).
Este breve parágrafo termina. a história de Estêvão ao mencionar o seu enterro, mas, sobretudo, prepara o caminho para o desenvolvimento da narrativa ao indicar como a morte de Estêvão levou à dispersão dos cristãos e à conseqüente divulgação do evangelho "(8:4-40; 11 :19-30); e, também, ao sublinhar o nome de Saulo, o perseguidor da igreja, prepara os leitores para a maravilha de sua reviravolta (9 :1-31). As várias lições vinculam-se de modo não muito estreito: os eventos no v. 2 provavelmente antecederam os do v. 1', e o v. 3 é realmente uma expansão do v. 1, talvez deliberadamente retido para fazer forte contraste com o v. 2.
lb. O ataque bem-sucedido contra Estêvão ficou sendo o sinal para um ataque em escala maior como da igreja em Jerusalém, sem dúvida instigado pelo mesmo grupo que atacara àquele. Esta é a primeira ocorrência da palavra perseguição em Atos (excetuando-se o emprego do verbo em 7 :52). Conforme seu emprego aqui, significa oprimir alguém a fim de persuadi-lo ou forçá-lo a rejeitar a sua religião, ou simplesmente atacar alguém por motivos religiosos. Os cristãos mantiveram a sua fé e preservaram a sua vida ao fugirem para lugares onde os perseguidores não se dariam o trabalho de alcançar. Bastou-lhes fugir para a zona campestre da Judéia e da Samaria a fim de escaparem às opressões. É de significância que alguns cristãos se dispuseram a permanecer na Samaria e que ali não passaram por perseguições. Pode-se supor que a oposição em Jerusalém adviesse principalmente dos opositores de Estêvão e que se dirigisse principalmente contra os associados dele dentro da igreja. Supõe-se que os apóstolos fossem deixados em paz; o fato de poderem continuar em Jerusalém (sem dúvida em companhia dalguns outros cristã"os) confirma a idéia que fora mormente o grupo de Estêvão que estava sendo perseguido.
2. A despeito do perigo que havia nisto (e é esta a razão de colocar o v. 2 depois do v. 1), havia homens piedosos na igreja que estavam dispostos a dar a Estêvão um sepultamento apropriado. Era normal sepultar criminosos executados,82 mas a codificação posterior da lei feita pelos judeus proibiu o pranto público por eles; se esta proibição estava em vigor durante o século I, os pranteadores estavam, na realidade, fazendo um protesto público contra a execução de Estêvão, e assim se exporiam a riscos consideráveis. A palavra piedoso se emprega noutros lugares para judeus piedosos (2:5; Lc 2:25), mas mais tarde se emprega para descrever Ananias, reconhecidamente como "piedoso conforme a lei" (22:12), embora fosse um cristão. Pode-se supor que aqui há alusão a cristãos.
3. Tipo diferente de zelo religioso foi aquele demonstrado por Sau10 que assumiu um papel de liderança na perseguição da igreja. Ia de casa em casa entre os cristãos e os arrastou para o cárcere, nem sequer poupando as mulheres. A atividade de Saulo é plenamente confirmada em termos gerais pelo seu próprio testemunho insuspeito (1" Co 159; Gl 1 :13, 22-23, Fp 3:6; 1 Tm 1:13).83 Sem dúvida, as autoridades romanas eram coniventes com o que acontecia; de qualquer forma, não é necessário que o ataque tenha durado muito tempo (períodos longos de perseguição tendem a ser raros), e é possível que muitos cristãos tivessem voltado quietamente a Jerusalém uma vez arrefecido o primeiro calor dos ataques.
f. O evangelho avança até Samaria (8:4-25).
A dispersão dos cristãos levou ao mais significativo avanço na missão.
8.2 As descobertas arqueológicas em Giv'at ha-Mivtar demonstraram este fato; ver NIDNTI, I, pág. 393; (em port., vol. I, art. Cruz, CL).
8.3 À luz destas claras referências nos seus próprios escritos a atividade que somente podem ter sido realizadas em Jerusalém e nos seus arrabaldes, a declaração de Paulo em GI 1 :22 de que "não era conhecido de vista das igrejas da Judéia, que estavam em CRISTO" cerca de três anos após a sua conversão, não pode significar que estas últimas nunca o viram da igreja. Pode-se dizer que ficou sendo necessária a perseguição para levá10s a cumprir o mandamento implícito em 1 :8. Na medida em que os cristãos avançavam para novas áreas, descobriram que havia uma resposta imediata ao evangelho, conforme exemplifica a resposta dada pelo povo da Samaria. A pregação de Filipe foi acompanhada pelos mesmos tipos de sinais que já tinham sido vistos no ministério de JESUS e dos apóstolos, e havia uma reposta poderosa à chamada ao batismo. Esta resposta era tanto mais notável porque as pessoas às quais Filipe pregava já tinham estado sob o fascínio de um charlatão religioso de nome Simão. A missão bem sucedida levou a uma visita por Pedro e João que descobriram que os convertidos não tinham recebido o ESPÍRITO e que impuseram sobre eles as mãos a fim de que O recebessem. Até mesmo Simão quis obter alguma coisa - não meramente o dom do ESPÍRITO, mas, sim, o dom de outorgar aos outros o dom do ESPÍRITO; foi, porém, necessário adverti-Io fortemente contra a atitude pecaminosa e sem arrependimento que revelou no modo de fazer este pedido.
A história é significativa de dois modos. Em primeiro lugar, registra o recebimento do evangelho pelos samaritanos, um povo ao qual os judeus odiavam intensamente e consideravam como sendo herético; o sentimento de hostilidade, porém, era mútuo. Embora possamos ser tentados a ver na missão à Samaria a primeira tentativa da igreja rio sentido de evangelizar aos gentios, esta seria uma interpretação errônea. Para os judeus, os samaritanos não eram gentios, mas, sim, cismáticos; parte das "ovelhas perdidas da casa de Israel" (Jervell, págs. 113-132). Para Lucas, eram pessoas que observavam a lei e que demonstravam mais piedade do que muitos judeus (Lc 10:33-,37; 17:11-19), embora também pudessem mostrar hostilidade aos discípulos de JESUS (Le 9:52-56). Por detrás da narrativa, portanto, podemos muito bem perceber que a hostilidade entre os judeus e os samaritanos foi vencida pela fé que os dois grupos tinham em JESUS CRISTO, e é neste sentido que se pode encarar esta história como um passo na direção da solução do problema maior de reunir os judeus e os gentios. Se for correta esta idéia, talvez ofereça a chave ao problema inegável apresentado pelo fato de que os crentes samaritanos n[o receberam o ESPÍRITO até que os apóstolos impusessem sobre eles as mãos. Destarte, foram levados à comunhão com a igreja inteira, e n[o meramente com a seção helenística dela. Esta explicação é preferível ao ponto de vista de que os samaritanos n[o corresponderam plenamente à pregação do evangelho. Outros pontos de vista, como, por exemplo, aquele que declara que o ESPÍRITO n[o poderia ser recebido sendo pela imposição das mãos apostólicas, são contrários à tendência geral do quadro que Lucas nos dá em Atos (cf. 9 :17).
Em segundo lugar, a história dá destaque a Simão, o mago, que mais tarde ficou sendo de má fama corno herege gnóstico. Há grande incerteza quanto a Simão realmente ter sido um gnóstico que sustentava pelo menos alguns dos conceitos heréticos atribuídos a ele por escritores posteriores, ou se foi meramente um mágico e charlatão a cujo nome crenças gnósticas vieram a ser posteriormente atribuídas.84 Certamente, é curioso que alguns dos estudiosos mais radicais do Novo Testamento (tais quais Haenchen, págs. 303, 307), que teriam muita cautela em atribuir ao próprio JESUS qualquer parte da cristologia da igreja, estejam tão dispostos a acreditar que crenças gnósticas do século 11 já eram sustentadas por Simão na primeira metade do século I. Parece mais provável que certas reivindicações do Simão histórico tenham capacitado seus seguidores posteriores a considerá10 um gnóstico, embora ele mesmo não tenha chegado àquela etapa.
4. A história começa a mostrar corno a perseguição da igreja em Jerusalém acabou surtindo um efeito favorável. Aqueles que foram expulsos dos seus lares ou que acharam melhor deixá-los regavam a Palavra corno boas novas enquanto iam de lugar em lugar. interessante que este movimento específico não é atribuído a qualquer orientação precisa da parte do ESPÍRITO, tal qual ocorria noutras etapas cruciais na expansão da igreja. Pelo contrário, parece que era considerado coisa natural para os cristãos viajantes espalharem o evangelho; talvez surgissem naturalmente oportunidades para assim fazer, à medida em que as pessoas entre as quais vieram viver perguntavam a eles por que tinham deixado seus lares.
5. Uma das pessoas que foram para a Samaria (8:1-5) foi Filipe que é claramente aquele membro dos Sete mencionado em 6:5. A sua pregação acerca do Messias certamente teria despertado o interesse, no mínimo, dos ouvintes, visto que a expectativa da vinda de um libertador futuro (conhecido como o "restaurador") fazia parte firme das promessas proféticas da Bíblia.
Samaria - Os MSS têm "à cidade de Samaria" (ARA), que GNB parafraseia como sendo "a cidade principal da Samaria". Se o último texto é o certo, a fraseologia é um pouco estranha, e a tradução de GNB não é totalmente satisfatória como tentativa para tratar do problema. As cidades possivelmente em mira são Sebaste (o novo nome que Herodes Magno deu à Samaria do Antigo Testamento), Siquém, ou possivelmente Gita, onde Simão nasceu. Seja qual for a identificação, não influencia a história propriamente dita. Na teologia samaritana (Jo 4:25); esta expectativa se baseava em Deuteronômio 18:15 e segs., e a pessoa esperada tinha mais o caráter de um Ensinador e legislador do que de um soberano.
6-8. Havia um movimento em massa entre o povo na medida em que escutava atentamente à mensagem de Filipe. Sua atenção foi despertada por aquilo que ouviram e viram. Filipe tinha a mesma capacidade dos apóstolos para operar sinais que serviam como confirmação da sua mensagem. Como Pedro (5 :16), podia expulsar espíritos maus, e o povo podia escutar os gritos que saíam das vítimas possessas quando os poderes demoníacos as deixavam (cf. Lc 4:33; Mc 1 :26).86 Além disto, o povo podia ver por si mesmo como as pessoas que tinham sido paralíticas e coxas agora conseguiam andar; mais uma vez, a atividade de Filipe tem correspondência com a de Pedro (3:1-10) e de JESUS. Estes milagres de cura trouxeram júbilo ao povo. Por enquanto, porém, nada se diz acerca de o povo passar a realmente crer no evangelho.. e, embora houvesse alusão a uma situação em que JESUS não podia curar onde não havia fé (Mc 6:5-6), sabemos que podia existir a cura sem a resposta apropriada da fé e da gratidão a DEUS (Lc 17:17-19).
9-11. Antes, porém, de registrar a conversão do povo, Lucas volta a atenção dos leitores àquilo que estava acontecendo antes da chegada de Filipe. Havia na cidade um homem chamado Simão, que alegava ser pessoa de grande importância, e obteve crédito mediante os seus poderes milagrosos. O povo foi enganado por ele ao ponto de dizer que era o poder de DEUS, chamado o Grande Poder. Os fatos acerca de Simão dificilmente se desentranham das lendas posteriores. Temos informações fidedignas da parte de Justino Mártir, ele mesmo nativo da Samaria, de que Simão ali vivia e de que mais tarde mudou para Roma, onde continuou seus atos enganosos. Mais tarde, Irineu registra que viajou juntamente com uma certa Helena, escrava, a qual dizia ser uma encarnação do "Pensamento" (um poder gnóstico). Hipólito, outro escritor que tratava das heresias, conta uma história acerca de como Simão foi derrotado numa disputa com Pedro. Finalmente Simão disse "que se fosse enterrado vivo, ressuscitaria no terceiro dia. Mandando cavar uma sepultura, ordenou que seus discípulos empilhassem terra sobre ele. Fizeram como mandara, mas ele permanece ali até hoje. Isto porque não era o CRISTO". É difícil aquilatar a quantidade de veracidade nestas histórias, e noutras tantas. Certamente, Lucas

Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer - CPAD - Rio de Janeiro - RJ
Com o martírio de Estêvão findou a primeira etapa da Igreja Primitiva, a de pregar o Evangelho em Jerusalém, cap. 1.8. Foi somente com a "grande perseguição contra a Igreja (8.1) que obedeceram à ordem divina de proclamar a Mensagem "em toda a Judéia e Samaria..."Ainda havia grande número dos habitantes de Jerusalém não evangelizados, a obra crescia cada vez mais e havia grande gozo do ESPÍRITO em todos os membros da Igreja. Qual a razão de alguém sair de Jerusalém em demanda de outro campo? Contudo foi a Vontade divina que assim fizessem, e os que não fizeram primeiramente de livre vontade, depois foram obrigados a fazer.
I. OS DISCÍPULOS EM JERUSALÉM DISPERSOS, 8.1-3.
8.1 "E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos. 2 "E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. 3"E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.
E também Saulo consentia (v.l): Saulo não presenciou o martírio de Estêvão, penalizado pelo horror de ver um homem justo assim sofrer. Ao contrário, a palavra traduzida "consentia" dá a entender que não apenas apoiava o ato mas se regozijava em ver um membro da desprezada "seita" morrer.
Fez-se naquele dia uma grande perseguição (v.l): Seria natural supor que, com o derramamento do sangue de Estêvão, as autoridades sentissem remorso e resolvessem adotar outros planos. Mas sentiram sede se sangue - sede que podiam estancar só derramando o sangue de outros discípulos. (v.3; cap. 26.10). Ficaram determinados a matar até acabar com a "seita".
Contra a igreja em Jerusalém (v. 1 ): Compare com as palavras que CRISTO predisse acerca desta cidade, Mt 23.37-39.
Todos foram dispersas (v.l): Muito grande foi a multidão que, abandonando seus lares e o lugar onde se converteram, fugiu de Jerusalém para toda a parte. Depois de mencionar "três mil" membros (2.41), e "cinco mil" (4.4), diz que o número "crescia cada vez mais" (5.14); e, por fim, que "se multiplicava muito o número" (6.7).
Com essa perseguição a Igreja perdeu, mais ou menos, a visão de Jerusalém terrestre e começou a olhar mais para a Jerusalém celestial, Hb 12.22. Quando a Igreja está governada de Jerusalém, de Roma, ou de qualquer outro ponto da terra, ela sempre fica embaraçada e limitada na sua visão celestial.
Uns varões Piedosas foram enterrar a Estêvão (v.2): Estes homens foram membros da Igreja que, mais fervorosos do que os demais, levantaram, com ternura, o corpo esmagado do amado Estêvão, para enterrá-lo? Ou, lembrados de José de Arimatéia e de Nicodemos,julgamos que fossem judeus piedosos, que desejavam honrar um homem tão nobre como Estêvão? Não sabemos quem foram, mas é certo que não se envergonharam da causa pela qual Estêvão sofrera e nem temiam a ira dos inimigos dela.
Fizeram sobre ele grande pranto (v.2): Estêvão era um homem bom, uma bênção para a Igreja e membro poderoso na obra. Quando foi arrebatado, pelos inimigos. do meio dos irmãos, sentiram grande falta dele e o prantearam.
Saulo assolava a igreja, arrastando homens e mulheres (v.3): Saulo julgava que nisto fazia serviço a DEUS, Atos 26.9-11; Fp 3.4-6. Mas o que lhe dava grande prazer (v. 1), depois se tornou motivo de grande remorso, 1 Co 15.9; 1 Tm 1.12,13.
II- O EVANGELHO É LEVADO A SAMARIA, 8.4-25.
O grande vento de perseguição em Jerusalém dispersou, por toda a parte, a boa semente do Reino de DEUS, a qual nasceu produzindo uma nova e gloriosa colheita de almas. "O sangue dos mártires é a semente da Igreja."
Com o martírio de Estêvão, as autoridades determinaram acabar de uma vez com o cristianismo, caçando e matando a todos, tanto mulheres como homens, que criam em CRISTO. Mas se enganavam, pensando que matar os que crêem no Evangelho é acabar com o Evangelho. O cristianismo é CRISTO e ninguém pode destruir a CRISTO. Os discípulos foram mortos, mas CRISTO continuava a viver, e continuava a suscitar outros discípulos.
Iam por toda a parte, anunciando a palavra (v.4): Obedeciam à ordem do seu Mestre: "Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra", Mt 10.23.
Muitos crentes pensam foram os apóstolos que foram dispersos e que iam por toda parte proclamando a Palavra. Mas os apóstolos não foram dispersos, v.1. Foram, portanto, todos os discípulos, os leigos, que anunciaram a Mensagem em toda parte. Qualquer crente, por mais humilde que seja, pode pregar, isso é, anunciar a Mensagem de JESUS. O ministério da Palavra não é privativo ao púlpito. Naturalmente os membros da Igreja Primitiva, tinham de sofrer muito desprezo em todo lugar onde chegassem, pela razão de terem sido expulsos de Jerusalém. Mas, os fiéis, com o coração ardendo, testificam em qualquer situação. O maravilhoso crescimento da Igreja Primitiva não foi fruto da obra de grandes pregadores, mas de fidelidade de todos os membros em testificarem, cheios do ESPÍRITO SANTO, para todas as pessoas a seu alcance.

Descendo Filipe à cidade de Samaria (v.5): Este não era Filipe, o apóstolo (cap. 1.13), mas Filipe, diácono, escolhido ao lado de Estêvão, cap. 6.5. Filipe, naturalmente, tinha de fugir para escapar com a vida, quando Estêvão foi morto. Filipe foi conhecido depois como "Filipe, o evangelista" (cap. 21.8), servindo como boa ilustração das palavras de Paulo: "Os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição, e muita confiança na fé que há em cristo JESUS", 1 Tm 3.13.
À cidade de Samaria (v.5): A antiga capital das doze tribos, mas reformada e adornada por Herodes, o Grande.
Filipe... lhes pregava a CRISTO (v.5): Qual é o assunto principal do púlpito moderno? É ciência, filosofia, história, boas obras? Exaltamos cristo, como Filipe, ou a nós mesmos, como Simão? Salientamos aquilo que CRISTO faz ou o que nós fazemos? Proclamar a Sua morte e ressurreição, ou pregamos um legalismo - o que devemos e não devemos fazer? (Lede 1 Co 2.1-5). A pregação que é de lei é só negativa (contra), e mata. Mas a pregação positiva, no poder do ESPÍRITO, produz vida. (Vede verso 5 a 8). Se colocarmos CRISTO no Seu próprio lugar, toda a doutrina e toda a obra sempre se endireita mesmo como os planetas, todos continuam na sua própria posição, pela influência do sol. E enquanto existe o sol, os planetas não se podem desviar de suas próprias órbitas. Um sistema de doutrinas mortas não evita o desvio dos membros da igreja. Filipe não discutia com Simão, mas pregava a CRISTO.
Os judeus não se comunicavam com os samaritanos (João 4.9), mas os membros da Igreja Primitiva amavam, em vez de desprezar, as pessoas de outras raças ou de outras nações.
E as multid5es unanimemente... (vv.6-8): A narrativa faz lembrar tanto o ministério de JESUS como o que Ele predissera: "Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai - João 14.12.
Lembremo-nos, também, que o maravilhoso êxito de Filipe foi em um campo dificílimo. Simão, o mago, ganhara os ouvidos de todo o povo; "ao qual todos atendiam, desde o mais pequeno até o maior dizendo: Este é a grande virtude de DEUS", v.10. Havia grande alegria naquela cidade (v.8): Se pudéssemos entrar em todas as casas de nossa cidade onde há um pai subjugado pela embriaguez, um filho tomado pelo vício, uma filha mundana, uma mãe chorando e inconsolável e levar a todos a conhecerem e amarem a JESUS como Salvador, quão grande seria o gozo da cidade! A Mensagem de CRISTO é a mais alegre e produz mais felicidade que todas as religiões do mundo. (Compare cap. 8.39). Quanto mais estamos cheios de CRISTO, tanto mais alegres estamos.

REVISTA CPAD
Professor, nessa lição veremos que os crentes da Igreja Primitiva enfrentaram forte oposição por parte das autoridades, todavia, aqueles irmãos não deixaram de testemunhar e proclamar o evangelho de CRISTO. Eles não tinham suas vidas por preciosas, por isso, não temiam testemunhar de JESUS. Os crentes demonstravam, por intermédio do testemunho pessoal, o que JESUS havia feito em suas vidas. Não podemos nos esquecer de que fomos chamados para sermos testemunhas de CRISTO. Muitas são as oportunidades que o Senhor tem nos dado para proclamarmos sua Palavra. Que não venhamos a ficar intimidados, deixando de testemunhar de CRISTO, mesmo diante das críticas, maus exemplos de alguns ou qualquer tipo de perseguição. Sigamos de perto a postura dos primeiros crentes.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Explicar quais foram os efeitos produzidos na igreja depois da morte de Estêvão.
Compreender que durante os anos a Igreja de CRISTO tem sido perseguida, porém, ela segue vitoriosa.
Conscientizar-se de que devemos proclamar a Palavra mesmo em meio à perseguição.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza no quadro-de-giz a tabela da página seguinte. Utilizando este recurso, explique aos alunos que a perseguição iniciada com a morte de Estêvão não foi em vão. A perseguição trouxe para a Igreja do Senhor alguns resultados positivos. Leia com a classe as referências bíblicas.

Lição 8 - Estêvão - O primeiro Mártir - Pr. Esequias Soares - 3 Trimestre de 1996 - CPAD
Auxílio
I. Informe aos alunos que a perseguição, apesar de sua procedência maligna, é permitida por DEUS, para um determinado propósito. Às vezes, nós nos acomodamos em uma situação confortável e descuidamos da evangelização. Então, vem uma grande luta, para que possamos nos despertar.
2. Esclareça-lhes que a vontade de JESUS era a evangelização do mundo, a partir de Jerusalém. Em seguida, Judéia, Samaria, até os confins da Terra. A cidade santa foi evangelizada de casa em casa, e os discípulos não perceberam que não tinham mais o que fazer. Por isso, veio a perseguição, para que fizessem cumprir os desígnios divinos.
3. Diga-lhes que Estêvão, um dos sete diáconos, revelou-se como um exímio evangelista. Revestido do poder de DEUS, pregava o Evangelho em Jerusalém, e suscitou a inveja dos judeus religiosos, que o acusaram de inimigo do Templo. Por isso, injustamente, condenaram-no à morte.
Sabemos que DEUS nos capacitou, dando-nos sabedoria para a realização de sua obra. No entanto, o professor da Escola Dominical não pode ser considerado um leigo. Estude e pesquise a Bíblia e os bons livros evangélicos e torne-se uma pessoa bem preparada, conforme se expressa Paulo em 2 Timóteo 2.15.
INTRODUÇÃO
Estêvão pregou sobre o Templo, a Lei e JESUS CRISTO. Seu martírio contribuiu para a expansão da Igreja. Essa lição mostra como ele se defendeu das acusações, de maneira sutil e inteligente.
I. ESTEVÃO DIANTE DO SINÉDRIO
1. Atividade de Estêvão. Estêvão é apresentado com destaque entre os sete diáconos escolhidos para servir às viúvas: "Elegeram Estêvão, homem cheio de fé, e do ESPÍRITO SANTO" (At 6.5). Seu nome é grego, Stephanos, e significa "coroa". Logo cedo, manifestou-se, destacando-se entre seus companheiros, atuando na obra de DEUS, com fé, graça, sabedoria e poder sobrenatural do ESPÍRITO SANTO (At 6.8,10). Obviamente, fazia a sua parte na função diaconal e sobrava tempo para a pregação. Ele se preocupava com as almas e o ESPÍRITO SANTO o ajudava.
2. Perseguição. Não demorou muito, Estêvão tomou-se alvo da sinagoga, como CRISTO já havia advertido aos apóstolos (Mc 13.9-11). Ele foi acusado de blasfêmia pelos judeus helenistas. pois não puderam resistir a sua mensagem inspirada (At 6.9-14). Disseram que estava profanando o Templo e a Lei de Moisés (At 6.13). Mas, para isso, subornaram falsas testemunhas contra ele, para consubstanciar a acusação diante do Sinédrio (At 6.11, 12). Eles fizeram também o mesmo com JESUS (Mt 26.59-61).
3. O Templo. A ligação dos judeus com o Templo não era tanto pela sua estrutura e nem pela sua beleza arquitetônica, mas pelo fato de DEUS ter garantido nele o seu nome (2 Cr 7.16). Isso pode ser visto em vários salmos (27.4; 122.8).
4. JESUS e o Templo. JESUS afirmou ser maior que o Templo (Mt 12.6). Disse também que o seu corpo seria destruído, mas em três dias Ele mesmo o reconstruiria (Jo 1922). Por causa disso, as falsas testemunhas o acusaram diante de Caifás (Mt 26.61). O ensino de CRISTO era que os verdadeiros adorares buscariam a DEUS em qualquer lugar, não meramente no Templo e nem em Jerusalém (Jo 4.21).
5. A Lei. Os judeus, até hoje, definem a Lei como a "expressão máxima da vontade de DEUS", JESUS disse que não veio destruí-la, mas fazê-Ia cumprir (Mt 5.17,18). Os judeus não entendiam o espírito da Lei e estavam dispostos a matar ou morrer por ela. Não compreendiam o verdadeiro papel da mesma, como o apóstolo Paulo mostrou posteriormente (Rm 3.19.20; GI 3.24).
II. ANÁLISE DO DISCURSO DE ESTEVÃO
1. O discurso. O discurso de Estêvão era a sua defesa das duas acusações dos judeus. Ele sabia que já estava sentenciado antes mesmo do julgamento e nada, senão uma ação divina, podia mudar essa situação e livrá-lo da atitude fanática daqueles religiosos. O cenário estava armado, testemunhas haviam sido subornadas para deporem contra ele. Sabendo que as acusações eram falsas, de nada valia, nessa circunstância, procurar se defender. Aproveitou para apresentar a defesa em forma de pregação da Palavra de DEUS.
Estêvão passou em revista a história do povo de Israel. O seu discurso está dividido em quatro períodos históricos, com os seus respectivos líderes: dos patriarcas: Abraão (7.2-8); peregrinação no Egito: José (7.9-19); Êxodo: Moisés (7.20-44); monarquia: Davi e Salomão (45-50).
2. Período patriarcal. Os versículos 2 a 8 falam da chamada de Abraão e da promessa que DEUS lhe fez. A citação do Antigo Testamento é da Septuaginta. Os versículos. 2 e 3 lançam luz sobre Gênesis 11.26 e 12.4.
Estêvão afirma que DEUS apareceu a Abraão primeiramente em Ur e depois em Harã, e não como parece à primeira vista em Gênesis 12.14. Essa sua declaração é confirmada no Antigo Testamento (Gn 15.7; Ne 9.7). Ainda declara que o nosso patriarca partiu de Harã, depois da morte de seu pai (7.4). É claro que ninguém vai presumir um nascimento de trigêmeos, quando Terá estava com setenta anos (Gn 11.26).
Muitos entendem que Abraão não foi o primogênito, mas o caçula dos três filhos de Terá, e houve um intervalo de sessenta anos entre o seu nascimento e o do mais velho. Isso significa que o nosso patriarca foi gerado quando seu pai estava com cento e trinta anos de idade, como está registrado no Pentateuco Samaritano.
3. Peregrinação no Egito (At 7.9-19). Estêvão faz um sumário da peregrinação de Israel, começando com a venda de José, pelos seus irmãos, aos ismaelitas, que o negociaram em um mercado de escravos do Egito, sua ascensão a governador dos egípcios, o período de fome e a ida de seus familiares a esse país, em busca de mantimento. Inclui em seu discurso a descida de Jacó e sua família para as terras do Nilo e a mudança de dinastia, após a morte desses patriarcas, que resultou na escravidão dos hebreus, época em que nasceu Moisés, que chegou a ser príncipe da casa de Faraó.
4. Êxodo e peregrinação no deserto (At 7.20-44). Estêvão afirma que Moisés tinha consciência de sua identidade e vocação. Sabia que era hebreu e seria o libertador de seu povo, mas não tinha noção do tempo de DEUS para iniciar a sua tarefa. Por isso, fracassou na sua primeira tentativa e foi obrigado a fugir para Midiã.
a. Moisés em Midiã (At 7.30-34). É o relato resumido da experiência que Moisés teve com DEUS na sarça ardente, depois de apascentar, durante quarenta anos, o rebanho de seu sogro.
b. Moisés. o libertador de Israel (At 7.35-43). Este ponto da mensagem mostra que Estêvão começa a "atar" as pontas do discurso: JESUS fora enviado como Senhor e Salvador do seu povo. Ele realizou sinais, prodígios e maravilhas, e continuava a fazê-los, através de seus discípulos. Isso está explícito no versículo 38, quando cita Deuteronômio 18.15 -18, a mesma estratégia usada por Pedro (At 3.22,23). Critica duramente a idolatria do povo, a começar pelo bezerro de ouro aos cultos a Moloque, resultando no cativeiro babilônico.
5. Monarquia (At 7.45-50). Quanto à questão do Templo, o "santo lugar" (6.13), Estêvão apresenta a sua defesa. Quando ele fala da mudança do Tabernáculo para o Templo (7.4547), não estava sendo apático a este, como interpretam alguns expositores, mas associa ambos às grandes colunas do judaísmo: Moisés e Josué, Davi e Salomão. Reconhecia a santidade da Casa de DEUS, mas estava mostrando uma verdade que eles desconheciam.
O Tabernáculo era portátil, o símbolo da presença de DEUS no meio do povo, e representava CRISTO e a sua obra (Hb 9.2-9). Ao citar o desejo de Davi, de construir uma casa para DEUS, não outra tenda, mas um templo, o que realmente aconteceu nos primeiros anos do reinado de Salomão, ele disse: "O Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens" (At 7.48), referência indireta do Antigo Testamento (I Rs 8.27; 2 Cr 2.6). A citação do versículo 49 é a de Isaías 66.1,2.
III. POR ESSA OS JUDEUS NÃO ESPERAVAM
1. "Dura cerviz" (v. 51). Expressão usada pelos profetas (2 Cr 30.8; Jr 17.23) e significa "coração duro". Embora fossem circuncidados, contudo, eram incircuncisos de coração e ouvidos. Era também a exortação dos profetas contra os desobedientes (Jr 6.10; Ez 44.7).
2. Matadores dos profetas (v 52). Seus pais mataram os profetas. As Escrituras apresentam diversos casos dos que foram assassinados em Jerusalém. Os juízes do Sinédrio e os acusadores de Estêvão eram piores que seus antepassados, pois foram traidores e homicidas da Messias, daquele que foi anunciado pelos homens de DEUS.
3. Desobedeceram à Lei (v. 53). Israel teve o privilégio de ser a nação escolhida por DEUS (Êx 19.3-6). Os hebreus receberam a Lei, como disse Estêvão, "por ordenação dos anjos". Contudo, foram desobedientes.
IV. O MARTÍRIO DE ESTEVÃO
1. Fanatismo e ódio dos judeus (v. 54). Contra fatos não há argumentos. Os judeus perderam a razão e apelaram para a violência. Eles não puderam contestar a mensagem de Estêvão. Anteriormente, os membros da sinagoga viram que o rosto dele brilhava como o de um anjo. Nem assim conseguiram ver nisso a manifestação divina, pois eram, real
mente, "homens de dura cerviz". Seria bom cada um refletir sobre a mensagem e refutá-Ia, se pudesse, ou reconhecer o erro e se converter. Salomão disse que quem rejeita a disciplina é um bruto (Pv 12.1).
2. Visão de Estêvão (vv. 55, 56). Estêvão teve uma visão. Ele contemplou JESUS em pé, junto de DEUS. Os evangelhos narram que CRISTO assentou-se à direita do Pai.
O primeiro mártir da Igreja vê "o Filho do homem, que está em pé à mão direita de DEUS". Isso mostra que JESUS ficou em pé, para receber o seu servo, que lhe foi fiel até a morte (Ap 2.11).
3. Linchamento de Estêvão (vv. 57,58). "Mas eles gritaram". O fanatismo era tanto que perderam a razão. E entraram em histeria total. A maneira como Lucas descreveu essa cena dá a entender que houve um linchamento popular. Roma havia caçado o direito de Israel aplicar a pena capital sobre os condenados. O texto nada fala da reação dos romanos e nem de um julgamento. É possível que Pilatos tenha feito "vista grossa".
4. Oração de Estêvão (vv. 59, (0). A morte de Estêvão é muito parecida com a de JESUS. Ambos fazem uma oração. CRISTO roga ao Pai. O primeiro mártir do Cristianismo ao Filho. Na oração de JESUS, um dos malfeitores se arrependeu, convertendo-se a CRISTO. Na morte de Estêvão,com certeza, Saulo ouviu essa petição. A súplica do primeiro mártir do Cristianismo, diretamente ao Senhor JESUS, é uma prova irrefutável da deidade absoluta do Filho. "Tendo dito isto, adormeceu" (v. 60). Foi para os braços de seu Senhor, sendo fiel até a morte (Ap 2.11).
CONCLUSÃO
A atitude de Estêvão e a maneira como foi martirizado inserem-se no contexto de Mateus 5.10-12. Ele, como muitos ao longo da história do Cristianismo, selaram sua fé com o próprio sangue. Hoje, a situação não é diferente. Em muitos países, nossos missionários são executados sumariamente, por causa do Evangelho. É tarefa da Igreja orar por estes heróis da fé, pois esta luta não é carnal, mas contra as hostes de Satanás. Mas.a vitória é nossa, em nome de JESUS!

1. Satanás imaginava que, por intermédio da perseguição, pudesse impedir o crescimento da Igreja. Mas foi um puro engano seu. A morte de Estêvão fez com que muitas pessoas se convertessem ao Evangelho, inclusive, diversos judeus religiosos, pois observaram a convicção com que o primeiro mártir do Cristianismo entregou sua vida a JESUS.
2. JESUS declarou que se o grão de trigo não morrer, jamais produzirá frutos. A morte de Estêvão foi como uma boa semente plantada em uma excelente terra. O próprio apóstolo Paulo foi influenciado por este martírio, pois. como uma das testemunhas, consentiu com aquele apedrejamento e jamais se esqueceu daquele jovem tão convicto de sua salvação.
3. Satanás. hoje, mudou de tática, pois sabe que a perseguição traz o crescimento da Igreja. Adotou o comodismo como a fórmula ideal para impedir o desenvolvimento da obra de DEUS, e tem alcançado o seu objetivo. No princípio da Assembléia de DEUS no Brasil, por ela ter sido perseguida, crescia muito mais do que na atualidade.

Mt 5.11-12 – “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.”

O texto trata propriamente dos sofrimentos que vêm aos cristãos porque eles amam a CRISTO. Como os ímpios odeiam a CRISTO, mas não podem fazer nada contra ele pessoalmente, eles atacam os seus irmãos mais novos, trazendo contra eles vários sofrimentos:

Os sofrimentos que temos em vista neste texto têm a ver com a perseguição por causa do amor a JESUS CRISTO. O próprio JESUS é o primeiro a advertir os cristãos dessa possibilidade.

Os sofrimentos vaticinados por JESUS CRISTO, por causa de nosso amor a ele, são de vários modos:

Sofrimento que vem em forma de perseguição física
A palavra grega traduzida como “perseguirem” é dioko. Ela contém a idéia de caçar, correr atrás, como se persegue a um criminoso. De qualquer modo, essa palavra implica em algum tipo de abuso físico, de molestação física, maus tratos físicos. Muitos cristãos sofreram perseguições físicas que incluíram muitos maus tratos. O texto de Hebreus 11.35-38 mostra o que significa ser perseguido com conseqüências físicas. Paulo reporta que a tribulação sofrida pelos cristãos é constante, pois, diz ele, “por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos entregues como ovelhas para o matadouro” (Rm 8.36). O catálogo de sofrimentos físicos foi dado pelo próprio Paulo, quando diante da perseguição por causa do seu amor a CRISTO (veja 2 Co 11.23-27).

Assim foram as perseguições nos tempos dos imperadores romanos Nero, Diocleciano, Domiciano, Trajano, etc. No tempo da Reforma, os crentes sofreram perseguições de Maria, a sanguinária, rainha dos escoceses, de alguns reis da Inglaterra, dos reis de França, etc. A igreja de JESUS CRISTO sempre está sujeita a esse tipo de perseguição que pode levar a derramamento de sangue e à morte.

O amor que os cristãos têm pelo seu Salvador, desperta um ódio tremendo nas almas dos ímpios ao ponto destes se indisporem violentamente contra aqueles.

Sofrimento que vem através de injúrias
Esse tipo de sofrimento tem um caráter um pouco diferente do anterior. Ele não contém necessariamente violência física, mas machuca a alma dos crentes. A palavra grega usada para “injúrias” é oneidizo e também contém a idéia de lançar insultos e ultrajes. MacArthur diz que “lançar insultos é atirar palavras abusivas na face do oponente, zombar depravadamente.” (John MacArthur, Matthew 1-7 - MacArthur New Testament Commentary (Chicago: Moody Press, 1985), 224-25).

Quando JESUS CRISTO foi preso, os seus algozes lançaram insultos sobre ele, ferindo-o não somente com bofetadas, mas com a língua (Mt 27.67-68). Ele foi zombado em seu ofício profético, ofício real e sacerdotal (Mc 15.17-20).

Esse tipo de sofrimento vem pelo fato dos cristãos serem expostos ao ridículo, tornando-se eles “espetáculo para o mundo” (1 Co 4.9), sendo motivo da diversão e do escárnio dos outros (Hb 11.36).

Esse tipo de sofrimento é muito dolorido porque é humilhante. Ele causa-nos, parecer aos outros, aquilo que não somos e causa em nós uma triste sensação de desolação e desesperança, até que compreendemos que é uma bem-aventurança sofrer dessa maneira e pelo motivo justo.

Sofrimento que vem pelas mentiras
Porque os seus adversários queriam condenar JESUS de qualquer maneira, eles forjaram mentiras que podem ser chamadas também de falsas acusações, calúnias ou difamações. O texto da Escritura diz que “os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra JESUS, a fim de o condenarem à morte” (Mt 26.59). Disseram que ele era “um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e dos pecadores” (Mt 11.19).

Não é diferente hoje com os filhos que são tementes e fiéis a DEUS. Eles são alvo da mentira ou falsas acusações porque o objetivo do inimigo de nossas almas é derrubar os cristãos, principalmente aqueles que estão em evidência, na ministração fiel da Palavra de DEUS, simplesmente porque eles amam a JESUS CRISTO. Nessas mentiras eles dizem todo mal contra os filhos de DEUS. Acusaram nosso Redentor de muitas coisas que ele absolutamente não era. Assim farão com os seus irmãos porque ele vaticinou: “Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós.” (Jo 15.20).

Sofrimento pela nossa ligação a JESUS CRISTO
Por isso, JESUS CRISTO disse: “por causa do meu nome”. Na verdade, o ódio deles não é contra nós, mas contra o próprio JESUS. Se nos identificamos com ele, sofremos as conseqüências dessa identificação. O alvo real de Satanás ao nos ferir com mentiras e falsas acusações e ferir o Senhor JESUS, que é o seu inimigo maior. JESUS disse que “se o mundo vos odeia” é porque antes ele me odiou a mim. Se o Senhor sofre, os seus servos também haverão de sofrer porque os servos não são maiores do que o seu Senhor. Todas as perseguições que vêm ao Senhor, os servos também podem enfrentar, sendo tudo por causa do nome do Senhor (ver Jo 15.18-21). JESUS sempre será a razão do sofrimento de muitos cristãos, que nesse caso são chamados de bem-aventurados!

Fonte: A Providência e a sua realização histórica, Heber Carlos de Campos, Ed. Cultura Cristã, pág. 564-567.

EXEMPLOS DE PERSEGUIÇÃO HOJE EM DIA:
1- NO MÊS DE JANEIRO DE 2011, Líderes do catolicismo tradicionalista, uma mistura de catolicismo romano e rituais nativos, expulsaram 32 cristãos em uma vila no estado de Hidalgo e outros 25 de uma cidade em Oaxaca, NO MÉXICO. Nos dois casos, os evangélicos foram retirados de suas propriedades por se recusarem a participar de festivais de embriaguez e adoração a ícones católicos.

2- Radicais muçulmanos ameaçam cristão de morte
O homem é Andreas Sanau, 29 anos, acusado juntamente com Henry Sutanto pela Frente de Defesa Islâmica (FPI) e organizar batismos em massa. A FPI é um grupo radical muçulmano conhecido por sua violência contra as minorias religiosas, principalmente cristãos.

Por anos, os extremistas muçulmanos perseguiram os cristãos, acusando a "classe" de tentar "cristianizar" a cidade. Nos primeiros meses de 2010, os grupos muçulmanos radicais interromperam cultos e impediram os cristãos de entrar em suas igrejas.

3- Ore pelos pastores indianos, vítimas de ataques frequentes
A organização Release International (RI) relatou em uma matéria recente que dois pastores, Shidu Kurialose e Nithya Vachanam, da Igreja Assembleia de DEUS Betel, foram gravemente feridos e carros foram queimados por causa de acusações de conversão forçada.
Os pastores foram feridos quando homens os atacaram com barras de ferro em Chandapura, Karnataka, os acusando de converter pessoas ao cristianismo à força. Depois do ataque, eles foram levados para um hospital.

4- Extremismo por trás de ataques a igrejas indonesianas.
Mais de 300 membros do fórum de extremistas islâmicos (FUI) e a frontaria dos defensores islâmicos (FPI) romperam a barricada formada por policiais e feriram pelo menos uma dúzia de pessoas durante o culto aberto de domingo. A igreja tem enfrentado ataques desde novembro de 2000, quando construíam o prédio.

5- Chines é condenado a 15 anos de prisão por professar sua fé.
Em 20 de abril de 2010, a esposa e dois filhos de Alim o viram pela primeira vez em mais de dois anos. Mal reconhecendo o pai, o menino de quatro anos só pode olhar para ele por uma parede de vidro.

Quatro “máquinas globais de perseguição” no mundo atual (http://igrejaperseguida.forumpratodos.com/):
1- o nacionalismo religioso;
2- o extremismo muçulmano;
3- a insegurança totálitária;
4- intolerância secular.

OS DEZ PAÍSES QUE MAIS PERSEGUEM A IGREJA (http://www.portasabertas.org.br/artigos/artigo.asp?ID=5918)
1. Coreia do Norte (Diz-se que os cristãos têm sido usados como testes para armas biológicas e químicas).
2. Irã (A maior parte dos presos foi maltratada na prisão - O islã é a religião oficial no Irã).
3. Arábia Saudita (A apostasia - converter-se a outra religião - é punível com morte se o acusado não se retratar.
4. Somalia (O grupo extremista al-Shabaab está caçando os cristãos, e recebemos relatórios de ao menos 11 assassinatos).

5. Maldivas (A legislação proíbe a prática de qualquer religião exceto o islamismo).

6. Afeganistão (O Talebã ameaçou imigrantes, agentes sociais cristãos e a igreja local).
7. Iêmen (Cidadãos iemenitas não podem se converter a qualquer religião. Ex-muçulmanos podem sofrer pena de morte se forem descobertos).
8. Mauritânia (Prisão de 35 cristãos mauritanos no mesmo mês; e a detenção de um grupo de 150 cristãos subsaarianos em agosto, por realizar seu próprio culto).
9. Laos (Cristãos são detidos - sofrem abuso físico e emocional para renunciar a nova fé. Em 2009, dois cristãos foram mortos; outros 21 foram detidos sem julgamento.
10. Uzbequistão (Iinvasões a cultos cristãos e confisco de livros. Muitos cristãos presos e multados, líderes foram interrogados e sofreram abuso físico e mental).

Quem deve utilizar a Apologia:
Embora muitos cristãos pensem que a apologética seja de uso estrito aos intelectuais, ela deve ser utilizada por todo cristão verdadeiro. Neste sentido escreveu Charles Colson:
“ A responsabilidade pela apologética não é limitada aos pastores cristãos ou aos intelectuais. Quando desafio pessoas a aprenderem a defesa da fé e”pensar como cristãos” , freqüentemente respondem: “Oh, eu não estou pronto para isso”, ou: “É muito profundo para mim”. Mas DEUS criou cada um de nós com uma mente, com a capacidade de estudar, pensar e fazer perguntas. Ninguém é expert em toda as áreas, mas cada um de nós pode dominar os assuntos nos quais tem alguma experiência.”
E Hank Hanegraaf:
“Um número demasiadamente grande de pessoas acredita que a apologética é do domínio exclusivo dos eruditos e teólogos. Não é verdade ! A defesa da fé não é algo opcional; é um treinamento básico par todo crente. ”
Isto posto, vislumbramos a necessidade do uso da apologia para a defesa do evangelho, como pressuposto básico de ganhar almas, pois quem o faz sábio é!
O próximo passo será analisar os argumentos lógicos que dão base ao pensamento cristão.
Valmir Nascimento Milomem Santos.



NÃO NOS ESQUEÇAMOS DA PIOR PERSEGUIÇÃO QUE EXISTE: AS HERESIAS. FOI ATRAVÉS DE HERESIAS QUE TODA A IGREJA DA TURQUIA SE TORNOU ISLÃMICA E INIMIGA DO EVENGELHO. IGREJAS FUNDADS POR PAULO, E DIRIGIDAS PELO APÓSTOLO JOÃO, TIMÓTEO E BARNABÉ.

LEIS ESTÃO SENDO ELABORADAS AOS MONTES PARA TENTAREM ABAFAR A PALAVRA DE DEUS SOBRE O PECADO.

Nós vivemos num país onde temos total liberdade de culto mas devemos ficar atentos pois essa nova lei a pl-122/2006, que coloca o homossexual acima de qualquer critica, com a aprovação dessa lei alguns trechos da biblia que abordam o assunto podem ser proibidos de serem lidos durante os cultos e pastores que lerem ou expressarem publicamente sua opinião sobre este tema podem ser presos pegando de 5 a 8 anos de cadeia.

A partir dai vêm outras absurdas leis que tentam impedir a pregação da Bíblia.

EM QUE CREMOS? (DOUTRINAS BÁSICAS DE NOSSA FÉ QUE DEVEM SER PREGADAS SEMPRE).
1 - Em um só DEUS, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o filho e o ESPÍRITO SANTO, Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29.
2 - Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão, 2 Tm 3.14-17.
3 - No nascimento virginal de JESUS, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus, Is 7.14; Rm 8.34; At 1.9.
4 - Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de DEUS, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de JESUS CRISTO é que o pode restaurar a DEUS, Rm 3.23; At 3.19.
5 - Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em CRISTO e pelo poder atuante do ESPÍRITO SANTO e da palavra de DEUS, para tornar o homem digno do reino dos céus, Jo 3.3-8.
6 - No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de DEUS pela fé no sacrifício efetuado por JESUS CRISTO em nosso favor, At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9.
7 - No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO, conforme determinou o Senhor CRISTO, Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12.
8 - Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de JESUS no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do ESPÍRITO SANTO, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de CRISTO, Hb 9.14; 1 Pe 1.15.
9 - No batismo bíblico com o ESPÍRITO SANTO que nos é dado por DEUS mediante a intercessão de CRISTO, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade, At 1.5;2.4; 10.44-46; 19.1-7.
10 - Na sua atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo ESPÍRITO SANTO à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade, 1 Co 12. 1-12.
11 - Na segunda vinda premilenial de CRISTO, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da grande tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos, 1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 14.
12 - Que todos os cristãos comparecerão ante ao tribunal de CRISTO, para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa de CRISTO na terra, 2 Co 5.10.
13 - No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis, Ap 20.11-15. E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis, Mt 25.46.

RESUMO DA LIÇÃO 8 - QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA
I- OS EFEITOS DA MORTE DE ESTEVÃO
1. Sobre Paulo.
2. Sobre a Igreja.
II- QUANDO A IGREJA É PERSEGUIDA
1. Perseguição física.
2. Perseguição cultural.
3. Perseguição institucional.
III- COMO ENFRENTAR A PERSEGUIÇÃO
1. Evangelizando e fazendo missões.
2. Apresentando uma apologia de nossa fé.
3. Conservando nossa identidade como povo de DEUS.
CONCLUSÃO
O Diabo tudo fez por matar a Igreja em seu nascedouro.
O que ele não sabia, ou fingiu esquecer, é que as portas do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja de CRISTO.

SINOPSE DO TÓPICO (1)
A perseguição na Igreja Primitiva teve início com o martírio de Estêvão, fiel testemunha de CRISTO.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
A Igreja de CRISTO tem sido perseguida ao longo dos tempos, porém, a Noiva do Cordeiro segue vitoriosa.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
A Igreja deve enfrentar a perseguição evangelizando, fazendo missões, apresentando uma apologia da fé e conservando a Identidade como povo de DEUS.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
CRESPIN, Jean. A Tragédia da Guanabara. A História dos Primeiros Mártires do Cristianismo no Brasil. 1 .ed. CPAD, 2006.
REILLY, A. J. OS Mártires do Coliseu. O Sofrimento dos Cristãos no Grande Anfiteatro Romano. 1.ed. RJ: CPAD, 2005.

SAIBA MAIS - Revista Ensinador Cristão CPAD, no 45, p. 40

QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 8 - QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 1º TRIMESTRE DE 2011
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.

TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Bem-aventurados sois vós, quando vos ________________________ e perseguirem e, ____________________, disserem todo o mal contra vós por ____________________ causa'. (Mt 5.11).

VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Apesar das ______________________ contra a igreja de CRISTO, o ____________________________ torna-se, a cada dia, mais universal e influente. Nenhuma perseguição haverá de deter o ____________________________ da igreja.

INTRODUÇÃO
3- Complete segundo a perseguição ___________________ de Estêvão frutifica a vocação universal da Igreja de CRISTO. O que parecia mais uma ______________________ judaica extrapola as fronteiras de Israel como Reino para conquistar o império. Nesse processo, ________________________ de Tarso antagoniza um importante papel. Perseguindo, espalha a chama do ________________________. Mais tarde, já converso e perseguido, leva esta mesma flama até aos extremos da terra. O ________________________ de Estêvão não foi em vão. Mais tarde, testemunharia Tertuliano (155-222), um dos mais importantes apologetas eclesiásticos: "Quanto mais nos ______________________, tanto mais cresceremos, que é ____________________ o sangue dos cristãos". Neste momento, a Igreja de CRISTO é perseguida em todo o mundo. Sim, perseguem-nos não apenas física, mas _____________________ e institucionalmente. À semelhança dos cristãos primitivos, quanto mais tentam reprimir-nos localmente, mais universalmente nos __________________________.

I. OS EFEITOS DA MORTE DE ESTEVÃO
4- Complete:
"Algumas vezes DEUS _____________________ muitos _________________________ fiéis sobre as ________________________ de um deles". (Teólogo inglês Mathew Henry, 1662-1714)

5- O que aprendemos sobre Paulo, o perseguidor dos cristãos, no episódio da morte de Estevão?
( ) Paulo era um piedoso servo do templo, em Jerusalém, ameno quanto às questões religiosas.
( ) Como ouvir um discurso como o de Estevão e não curvar-se às evidências do evangelho?
( ) Embora teimasse em não reconhecer a JESUS como o Messias de Israel, Saulo de Tarso não pôde ficar indiferente às palavras e ao martírio de Estêvão.
( ) O mesmo Saulo o confessa: "E, quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava as vestes dos que o matavam" (At 22.20).
( ) A evangelização de Saulo teve início com o sermão de Estêvão, em Jerusalém, sendo complementada, em Damasco, por Ananias.
( ) Muito em breve o que localmente perseguira a Igreja, universalmente haveria de expandi-Ia de Antioquia a Roma.

6- O que aprendemos sobre a Igreja no episódio da morte de Estevão? Quando sair à Judéia? Quando alcançar Samaria? E quando atingir os mais distantes lugares da terra?
( ) Foi preciso que Pedro enviasse discípulos para fora de Jerusalém a fim de evangelizar as outras regiões.
( ) Com os termos da Grande Comissão a ecoar-Ihes nos ouvidos, sabiam os santos apóstolos que a Igreja não poderia circunscrever-se a Jerusalém (Mt 28.19,20).
( ) O martírio de Estêvão precipita a dispersão da Igreja de Jerusalém.
( ) Escreve Lucas: "Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra" (At 8.4).

7- Quando aqueles piedosos varões puseram-se a sepultar o corpo de Estêvão, o que estavam, na verdade, a fazer?
( ) Semeando uma semente que, de imediato, multiplicar-se-ia dentro dos termos de Judá.
( ) Semeando uma semente que, de imediato, multiplicar-se-ia dentro e fora dos termos de Jerusalém.
( ) Semeando uma semente que, de imediato, multiplicar-se-ia dentro e fora dos termos de Jacó.

8- O que é o sangue dos mártires, segundo Tertuliano?
( ) "O sangue dos mártires é a semente da Igreja".
( ) "O sangue dos mártires é a mente da Igreja".
( ) "O sangue dos mártires é a vitória da Igreja".

9- Que a nossa confissão seja tão firme quanto à de Jan Hus (1369 - 1415), reformador protestante da antiga Boémia - Complete:
"Com a maior ________________________ confirmarei com meu _______________________ a verdade que tenho escrito e ________________________".

II- QUANDO A IGREJA É PERSEGUIDA
10- Como sofreram os cristãos, nos países comunistas, atrás da cortina de ferro?
( ) Os cristãos eram perseguidos física, cultural e institucionalmente.
( ) Os cristãos eram perseguidos física, cultural e desumanamente.
( ) Os cristãos eram perseguidos física, cultural e racionalmente.

11- Como é a Perseguição física? Complete:
Neste exato momento, muitos são os missionários, pastores e leigos que, ___________________________ e até _________________________ por causa da santíssima _____________________, fazem boa e ousada confissão ante o verdugo (1 Tm 6.13).

12- Como é a Perseguição cultural? Complete:
As manifestações culturais deste mundo apregoam sutil e quase que, imperceptivelmente, o ___________________________ moral, a substituição dos valores bíblicos por uma ética leniente e permissiva e a entronização do __________________________ no lugar que pertence exclusivamente a DEUS. Como não podemos nos conformar com tais coisas, somos alijados da vida cultural da sociedade. Não agiam assim os _______________________________ em relação ao Evangelho (1 Co 1.22-24).

13- Como é a Perseguição institucional? Complete:
Os interesses do Reino de DEUS jamais se coadunarão com os deste __________________________. Por isso, levantam-se alguns potentados, buscando amordaçar a Igreja de CRISTO. Tentam eles, sob o apanágio de um humanitarismo falso e aparatoso, impedi-Ia de protestar, por exemplo, contra o _____________________________. Outros buscam descriminalizar práticas como o aborto e o uso de drogas. E outros ainda afadigam-se em varrer das escolas qualquer vestígio do _______________________________ bíblico.

III- COMO ENFRENTAR A PERSEGUIÇÃO
14- Cite pelo menos 3 formas de como enfrentar a perseguição:
( ) Evangelizando e fazendo missões.
( ) Apresentando uma apologia de nossa fé.
( ) Fugindo sempre das mesmas para países longínquos.
( ) Conservando nossa identidade como povo de DEUS.

15- Quando a Igreja começou a evangelizar e a fazer missões?
( ) Depois da perseguição que lhe moveram as autoridades islâmicas após a morte de Estêvão (At 8.4,5; 13.1-3).
( ) Depois da perseguição que lhe moveram as autoridades gregas após a morte de Estêvão (At 8.4,5; 13.1-3).
( ) Depois da perseguição que lhe moveram as autoridades judaicas após a morte de Estêvão (At 8.4,5; 13.1-3).

16- Qual a recomendação de Pedro contra a perseguição cultural e institucional? Complete:
"Antes, _______________________________ a CRISTO, como Senhor, em vosso _____________________________, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da ______________________________ que há em vós" (1 Pe 3.15 - ARA).

17- Como conservar nossa identidade como povo de DEUS?
( ) Somos perseguidos, porque somos um povo especial, zeloso e de boas obras (Tt 2.14).
( ) Enfim, representamos tudo o que o mundo odeia.
( ) Nós, luz; eles, ainda em trevas.
( ) Temos que nos misturar a eles em suas festas para os evangelizar.
( ) Porfiemos por uma vida santa e justa.

CONCLUSÃO
18- Complete:
Diabo tudo fez por ___________________________ a Igreja em seu nascedouro. O que ele não sabia, ou fingiu esquecer, é que as ____________________________ do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja de CRISTO. O Diabo não pôde ______________________________ a Filipe nem a Paulo.


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AJUDA
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BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
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Atos - Introdução e Comentário - I. Howard Marshall - Série Cultura Bíblica - edições 1985,1988, 1991, 1999 e 2001 - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - SP
Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer - CPAD - Rio de Janeiro - RJ
Revista CPAD - 3º Trimestre de 1996 - Atos - O padrão para a Igreja da Última Hora - Pr. Ezequias Soares - Lição 8 - Estêvão - O primeiro Mártir - CPAD
http://www.apazdosenhor.org.br/semadi/
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1978631
Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/sofrimento/sofrimentos-exclusivos-dos-cristaos-parte-ii-heber-carlos-de-campos.html#ixzz1E7uYDKOf

LIÇÃO 7, ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO




LIÇÃO 7 - ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO
Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos
ATOS DOS APÓSTOLOS - Até aos confins da terra
Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva


Definição do Dicionário Michaelis Escolar, versão 3.0, Editora Melhoramentos, 2008.

Assistência

(lat assistentia) sf 1- Ato de assistir. 2- Ajuda, amparo, auxílio. 3- Assiduidade em acompanhar alguém, cuidando dele.

Social

(lat sociale) adj m+f 1- Que diz respeito a uma sociedade. 2- Sociável. 3- Conveniente à sociedade ou próprio dela. 4- Relativo à vida do homem em sociedade.

5- Sociol Relativo ou pertencente às manifestações provenientes das relações entre os seres humanos.



TEXTO ÁUREO

"E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha" (At 4.35).







VERDADE PRÁTICA

Embora a oração e a proclamação da Palavra de DEUS sejam as prioridades máximas do ministério cristão, não podemos esquecer-nos das obras de misericórdia.







LEITURA DIÁRIA

At 4.34- Dentre os crentes não havia necessitados

At 4.32- A Igreja Primitiva mantinha-se unida

At 2.44- Havia unidade entre os irmãos

At 2.46- Perseveraram no partir do pão

1Co 16.1-4- A igreja socorre os crentes em Jerusalém

2Co 9.7- A igreja contribuía com alegria



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 6.1-7

1- Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério, cotidiano. 2- E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de DEUS e sirvamos às mesas. 3- Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do ESPÍRITO SANTO e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. 4- Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. 5- E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estevão, homem cheio de fé e do ESPÍRITO SANTO, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pãrmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; 6- e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. 7- E crescia a palavra de DEUS, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.



6.3 CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO E DE SABEDORIA. Os apóstolos estipularam que os sete varões deviam apresentar evidências de terem continuado fielmente sob a influência do ESPÍRITO SANTO. Segundo parece, os apóstolos supunham que nem todos os crentes continuavam na plenitude do ESPÍRITO. Noutras palavras, aqueles que deixam de andar fielmente segundo o ESPÍRITO (Gl 5.16-25) cessarão de ser cheios do ESPÍRITO. Quanto à diferença entre conservar a plenitude e ser cheio do ESPÍRITO SANTO, notemos o seguinte:

(1) Os crentes que conservam a plenitude do ESPÍRITO SANTO são caracterizados pela sua constância nessa condição (cf. 6.5; 11.24), que os capacita a falar com inspiração profética ou a ministrar no poder do ESPÍRITO SANTO segundo o seu querer.

(2) A expressão cheios do ESPÍRITO SANTO é usada:

(a) para indicar o recebimento do batismo no ESPÍRITO SANTO (1.5; 2.4; 9.17; 11.16);

(b) para indicar que um crente ou crentes, em ocasiões específicas, recebeu poder para falar sob o impulso direto do ESPÍRITO SANTO (4.8; 13.9; Lc 1.41-45, 67-79);

(c) para indicar um ministério profético geral sob a inspiração ou a unção do ESPÍRITO SANTO, sem especificar a duração desse ministério (4.31-33; 13.52; Lc 1.15).

(3) Depois do recebimento inicial do batismo no ESPÍRITO, os que andam fielmente no ESPÍRITO, mortificando as obras pecaminosas do corpo (Rm 8.13,14), podem ser descritos como: cheios do ESPÍRITO SANTO , i.e., mantendo a plenitude permanente do ESPÍRITO SANTO (e.g., os sete varões, especialmente Estevão, vv. 3,5; 7.55; ou Barnabé, 11.24). Além disso, aqueles que continuam na plenitude do ESPÍRITO podem receber um novo enchimento do ESPÍRITO, visando a um propósito ou tarefa específica, especialmente uma capacitação divina para falar segundo o impulso do ESPÍRITO SANTO.

6.4 PERSEVERAREMOS NA ORAÇÃO. O batismo no ESPÍRITO SANTO, em si, não basta para uma liderança cristã eficaz. Os líderes cristãos devem dedicar-se constantemente à oração e à pregação da Palavra. O verbo traduzido perseverar (gr. proskartereo) denota uma fidelidade inabalável e sincera e a dedicação de muito tempo a um certo empreendimento. Por isso, os apóstolos tinham a convicção de que a oração e o ministério da Palavra eram a ocupação máxima dos dirigentes cristãos. Note as freqüentes referências à oração em Atos (ver 1.14,24; 2.42; 4.24-31; 6.4,6; 9.40; 10.2,4,9,31; 11.5; 12.5; 13.3; 14.23; 16.25; 22.17; 28.8).

6.6 LHES IMPUSERAM AS MÃOS. No NT, a imposição de mãos era usada de cinco maneiras:

(1) em relação a milagres de curas (28.8; Mt 9.18; Mc 5.23; 6.5);

(2) ao abençoar outras pessoas (Mt 19.13,15);

(3) em relação ao batismo no ESPÍRITO SANTO (8.17,19; 19.6);

(4) na comissão para uma obra específica (6.6; 13.3); e

(5) na concessão de dons espirituais através dos presbíteros (1 Tm 4.14).

Como um dos meios através dos quais DEUS transmite dons e bênçãos às pessoas, a imposição de mãos veio a ser uma doutrina fundamental na igreja primitiva (Hb 6.2). Não pode ser dissociada da oração (v. 6), pois a oração indica que os dons da graça, a cura ou o batismo no ESPÍRITO SANTO procede de DEUS e não do ser humano. A separação destes sete homens importava, principalmente, duas coisas:

(1) Era um testemunho público da igreja de que esses homens tinham antecedentes de perseverança na piedade e na obediência à direção do ESPÍRITO SANTO (cf. 1 Tm 3.1-10).

(2) Era um ato de separar aqueles homens à obra de DEUS e um testemunho da sua disposição em aceitar a responsabilidade da chamada divina.

6.8 ESTEVÃO, CHEIO DE FÉ E DE PODER. O ESPÍRITO SANTO deu a Estêvão poder para realizar prodígios e grandes sinais entre o povo (v. 8) e lhe deu grande sabedoria para pregar o evangelho de tal maneira, que seus oponentes não podiam contestar os seus argumentos (v. 10; cf. Êx 4.15; Lc 21.15).



"Diácono" é uma palavra grega que significava originalmente "aquele que serve à mesa". Com o tempo ganhou novos significados e, assim, além dessa função original os diáconos também são assistentes de autoridade religiosa, ministros, servidores ou prestadores de certos serviços à comunidade dos fiéis (igreja). Todavia, em Atos vemos que Estêvão (6:8 e 6:10) e Filipe (8:5-13 e 8:26-40) também pregavam como os Apóstolos (e Filipe até batizava).

As qualidades exigidas para ser diácono estão relacionadas na 1ª Epistola a Timóteo 3:8-13.







PALAVRA-CHAVE - Assistência Social - Serviço que promove a mudança social buscando a resolução de problemas nas relações humanas, bem como a promoção do bem-estar das pessoas.

REFLEXÃO - "É particularmente admirável ver a maneira como a congregação cumpria com sua responsabilidade." Lawrence O. Richard

REFLEXÃO - Infelizmente, a questão social continua a ser descurada por muitos ministros do Evangelho. Acham eles que a desigualdade social é um problema que cabe apenas ao governo resolver. Claudionor de Andrade.



RESUMO RÁPIDO (Ev. Henrique):

Existe, inegavelmente, hoje, um grande problema na igreja em relação à assistência social e isso se deve principalmente pela falta de obediência e prática da Palavra de DEUS. Foram escolhidos pela própria igreja, na época dos apóstolos, sete homens, com pelo menos três condições básicas para a tarefa de distribuir alimentos e ajuda aos necessitados: deveriam os candidatos serem medidos por seu grau de comunhão com o ESPÍRITO SANTO (Cheios do Mesmo); por seu grau de conhecimento da Bíblia (cheios de sabedoria) e por seu grau de testemunho cristão (boa reputação).

O que vemos hoje são pessoas com muita necessidade financeira e sem nenhum dos requisitos exigidos pela Palavra de DEUS sobre "esse tão importante negócio", em nossas igrejas. Daí o resultado não ser satisfatório ao esperado.

Muitas vezes encontramos entre as doações roupas rasgadas ou em péssimas condições para serem usadas pelos necessitados. Encontramos alimentos com problemas de validade e muitos sem qualquer condição de serem aproveitados.

Algumas vezes encontramos irmãos que não doam por saberem que as pessoas que foram designadas para cuidarem desse departamento estão desviando essas ajudas para si próprias ou para parentes que muitas vezes nem têm tanta precisão como outros na comunidade.

O ideal seria ajudarmos primeiro os domésticos da fé, ou seja, os de nossa congregação, depois os de outras congregações, depois os de outras denominações e depois os que ainda não são evangélicos, mas que todos na comunidade fossem beneficiados, inclusive os que não são da igreja, e caso ainda sobre, devemos doar aos necessitados de outros bairros, de outras cidades e até mesmo de outros países. Isso agrada a DEUS e faz prosperar os que assim procedem para que possam abundar mais e mais nesse "tão importante negócio".

O ideal é que tenhamos asilos, creches, hospitais, colégios, centros de recuperação para drogados e viciados, casa para idosos, casa de abrigo para órfãos e sem-teto.

Temos certeza que em cada guarda-roupa de crente existe pelo menos um par de roupa para ser doado; em cada despensa um sabonete, um creme dental, um pacote de biscoito, um quilo de arroz, um quilo de feijão, etc...

Experimente ser cristão praticante, vale a pena!!!!!!!!!!

Sem fé é impossível agradar a DEUS, as obras não salvam, mas a fé é cheia de boas obras na vida do verdadeiramente salvo, pois de nada vale a fé sem obras.

O ser humano é corpo, alma e espírito - as três áreas precisam ser cuidadas com amor pelos seguidores Daquele que mais amou, aponto de nos dar sua própria vida - JESUS CRISTO.



O diaconato na Igreja cheia do ESPÍRITO (Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer)

Depois da prisão e da libertação dos apóstolos, narradas no capítulo cinco, as autoridades prestaram muito pouca atenção à Igreja durante alguns anos, talvez porque os membros do Sinédrio se preocupavam mais com a tirania de Pilatos que lançou mão do imposto do Templo para construir um aqueduto para a cidade de Jerusalém, colocou imagens do imperador na cidade e de muitas outras maneiras incitou as autoridades judaicas. Durante esse tempo os apóstolos continuavam a pregar, e a Igreja continuava a crescer.



SETE HOMENS ESCOLHIDOS PARA SERVIREM ÀS MESAS, 6.1-7

O povo de DEUS tem o costume de recorrer a este capítulo para provar, cada um, a sua doutrina quanto a organização da igreja. Mas nesse capítulo se encontra muito mais. É a vontade de DEUS que a Igreja cresça. É. também a vontade divina que os crentes fiquem cheios do ESPÍRITO SANTO. Na igreja que cresce, aparecerão perturbações, até CRISTO vir. Mas o que resulta dessas dificuldades, que surgem, uma após outra, dependem de os membros terem, ou deixarem de ter, não somente o mesmo espírito, mas o mesmo ESPÍRITO da Igreja Primitiva.



Ora naqueles dias... houve uma murmuração (v. 1): Até este ponto, na história da Igreja Primitiva, havia somente unidade entre seus membros - "perseveraram unanimemente em oração" (cap. 1.14); "perseverando unânimes todos os dias" (cap. 2.46); "era um o coração e a alma da multidão dos que criam" (cap. 4.32); etc. Mas, mesmo na Igreja Primitiva surgiam dissensões. Na Igreja Apostólica, com o ambiente descrito no capítulo cinco, apareceu descontentamento entre seus membros, quase até o ponto de a Igreja dividir-se. Não é, portanto, motivo de entristecer-nos demais quando surgirem contendas entre nós. Mas não podemos evitar de sentir grande vergonha, quando a igreja não endireita as condições que resultem em contendas entre seus membros.

Que a murmuração é grave pecado, vê-se em 1 Co 10.10. Mas quantos membros da igreja murmuram sem sentir qualquer remorso? E quantas igrejas não crescem porque não querem seguir o exemplo da Igreja Primitiva em corrigir esse defeito?

Os defeitos da igreja purificada e salva são como as nódoas, quase invisíveis, em roupa suja, mas muito salientes depois da roupa lavada e limpa.

Crescendo o número dos Discípulos (v.l): Chamavam-se os crentes "discípulos", isto é, "os que aprendem" de CRISTO.

A Igreja Cristã, na sua infância em Jerusalém, foi como a Igreja judaica na sua infância no Egito: "quanto mais a afligiam, tanto mais se multiplicava e tanto mais crescia", Êx 1.12.

Houve uma grande murmuração dos gregos contra os hebreus (v.l): "Gregos", isto é, judeus, ou prosélitos, da dispersão que voltaram a Palestina e continuavam a falar a língua grega e a observar muitos dos costumes dos gregos. Não falavam, talvez, a língua aramaica da Palestina. "Hebreus", quer dizer, os judeus da Palestina que guardavam zelosamente os costumes antigos dos judeus e falavam aramaico, apesar de saber, também, falar grego.

Quando as famílias de Abraão e de Ló aumentaram, houve contenda entre os pastores. E quando aumentou o número dos discípulos em Jerusalém, houve murmuração dos gregos contra os hebreus; houve uma murmuração, não uma divisão aberta mas um ressentimento no coração. Contudo, em cristo JESUS "não há judeu nem grego" (GI 3.28); não pode haver distinção entre gregos e hebreus, mas todos são igualmente aceitos por CRISTO e, por amor dEle, queridos uns dos outros.

Porque as suas viúvas (v. 1): Observe-se como a Igreja Primitiva, em cuidar dos pobres, deu ênfase às viúvas. (Compare Is 1.17; Lc 18.3; 1 Tm 5.3-16).

Porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano (v. 1): Note-se como a primeira contenda na Igreja de CRISTO foi sobre dinheiro. Não é vergonha nossa que deixamos Satanás usar as pequenas coisas deste mundo para nos desviar de buscar as grandes coisas do outro mundo?

É muito provável que os gregos foram movidos de inveja e que não havia razão, nem fundamento certo, da sua queixa; justamente como acontece repetidamente nas queixas entre os crentes hoje. Contudo, convém que a Igreja atual siga o exemplo da Igreja Primitiva para findar logo com todas as murmurações entre os seus membros.

Os doze, convocando a multidão dos discípulos... (v.2): Os apóstolos, em vez de assumir a atitude de ditadores, ordenando e reprovando os hebreus, reuniram os membros da igreja para resolver o problema sob a direção do ESPÍRITO SANTO.

Não é razoável que nós deixemos a Palavra de DEUS e sirvamos às mesas (v.2): Não porque os doze apóstolos eram de uma ordem elevadíssima e seria vergonhoso trabalhar com as mãos. Compare o Filho de DEUS cumprindo fielmente Sua profissão de carpinteiro (na desprezada Nazaré, Mt 13.55) e o célebre apóstolo Paulo trabalhando no seu ofício de fabricante de tendas para sustentar-se a si mesmo e os outros com ele, Atos 18.3; 20.34. Mas não foi bom que os apóstolos abandonassem a parte espiritual da obra para cuidar da parte material. Aqueles que são chamados para o ministério da Palavra devem esforçar-se nessa obra e deixar os outros membros cuidar dos outros deveres da igreja.

Escolhei pois, irmãos, dentre vós, sete varões... (v.3): Foi a igreja reunida que escolheu estes homens e não os apóstolos. Vê-se nisto que o governo da Igreja de CRISTO, desde o início, é democrático; não é um despotismo clerical, mas uma república cristã. É evidente, também, que não prepararam, com antecedência, grande número de ofícios e regulamentos. Mas deixavam o ESPÍRITO SANTO dirigir e tratar de cada problema que surgisse.

É imperativo que as igrejas escolham pastores e presbíteros com as qualidades designadas pela Palavra de DEUS. É igualmente indispensável que os que são escolhidos para "servir às mesas", isto é, cuidar dos necessitados e outros negócios materiais das igrejas, tenham todas as qualificações indicadas por DEUS. Notem-se as seguintes:

1) Dentre vós (v.3): Uma pessoa que não é crente não pode servir.

2) De boa reputação (v.3): De bom testemunho.

3) Cheios do ESPÍRITO SANTO (v.3): Não homens cheios do espírito de orgulho, mas do ESPÍRITO SANTO que é santo. O senhor não deseja que a igreja alivie os sofrimentos dos pobres entre Seu povo como se faz em dar comida a um cão e lugar para ele dormir. É essencial cumprir esse dever com a ternura e compaixão do ESPÍRITO SANTO para que esses necessitados recebam bênçãos, tanto para a alma como para o corpo. Não é a vontade de DEUS que os pobres, no Seu rebanho, sejam tratados como mendigos.

4) Cheios... de sabedoria (v.3): Não repletos da sabedoria deste mundo, mas da sabedoria que é "cheia de misericórdia e de bons frutos", Tiago 3.17. (Lede Tiago 3.13-17).

Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra (v.4): O verdadeiro crescimento da igreja é por meio da divulgação da Palavra de DEUS. O nosso alvo, portanto, deve ser o de levar todos os membros a ficarem cheios da Palavra até transbordarem.

A proclamação do Evangelho é um ministério duplo; do quarto de oração e do púlpito. Dos dois menciona-se a oração em primeiro lugar, indicando que é ainda mais importante do que a pregação. Os que proclamam a Mensagem devem agir por boca de DEUS ao povo, no ministério da Palavra, e por boca do povo a DEUS, no ministério da intercessão.

E elegeram Estêvão... e Filipe, e Prócoro, e .Nicanor, e Timom, e Pármenas, e Nicolau...(v.S): Destes sete homens escolhidos, menciona-se dois depois, Estêvão e Filipe.

Todos os sete nomes são gregos, indicando a largueza de espírito e o amor fraterno que dominavam os membros da Igreja, cheios do ESPÍRITO SANTO, levando a igreja a escolher todos os sete homens dentro do grupo que fazia a queixa.

Estes sete homens não foram escolhidos porque eram eruditos, nem por causa de ocuparem altos lugares sociais entre o povo, mas porque eram cheios do ESPÍRITO SANTO. A Palavra de DEUS sempre aumenta em poder e fruto por intermédio do ministério de tais homens, porque não é pregada no espírito de dúvida e timidez mas no poder do ESPÍRITO SANTO.

Observe-se, também, como toda a comunidade anuiu. Sem dúvida, cada membro tinha sua preferência. Mas quando estes sete homens foram eleitos por voto popular, toda a multidão aceitou a todos os sete, sem mais questão.

.Nicolau, prosélito... (v.S): Isto é, Nicolau era um gentio convertido à religião dos judeus.

E crescia a palavra de DEUS (v.7): Os ministros da Palavra que desejam ver a Palavra crescer, devem, como os apóstolos, se esforçar para não se embaraçar com os negócios desta vida. (Compare 2 Tm 2.4).

A palavra de DEUS... se multiplicava (v.7): A Palavra de DEUS multiplica-se no sentido de a semente semeada nascer e produzir trinta, sessenta ou cem por um.

E grande parte dos sacerdotes obedecia à fé (v. 7): Sob a direção do ESPÍRITO SANTO, a Igreja Primitiva alcançou glorioso sucesso - até o ponto de grande número dos sacerdotes, os dirigentes da oposição, obedecerem à fé.



SEIS PRECIOSAS LIÇÕES SOBRE A MURMURAÇÃO NA IGREJA PRIMITIVA

1) É muito fácil surgirem mal entendidos entre os mais amorosos e fiéis servos de CRISTO.

2) As dissensões desaparecem imediata e completamente quando os dirigentes da igreja estão cheios do ESPÍRITO SANTO.

3) O glorioso exemplo do grupo censurado, apesar de ser maioria, escolher os sete homens dentro da minoria que se queixava.

4) A maneira de os apóstolos recusarem exercer "domínio sobre a herança de DEUS", levando a igreja a escolher sete dos seus próprios membros para dirigirem os negócios terrestres da comunidade.

5) A falta de formalidade da parte dos apóstolos em preparar regulamentos para o governo da igreja, encarando cada emergência conforme as condições da ocasião.

6) Apesar de os sete homens escolhidos não levarem o título de "diáconos" nas Escrituras, os comentadores concordam em assim considerá-los. O grande êxito do plano assegurou a sua permanência e uma lista das qualificações do diácono, em uma das epístolas, segue logo após a lista das de um bispo, 1 Tm 3.8-13.



REVISTA CPAD - 3º TRIMESTRE DE 1996

1. Informe aos alunos que os apóstolos, sozinhos, não podiam ministrar a Palavra de DEUS ao povo e, ao mesmo tempo, cuidar da assistência social. Por isso, solicitaram à igreja que escolhesse sete homens cheios do ESPÍRITO SANTO, a fim de que pudessem ser consagrados ao diaconato, ou seja, servir às mesas.

2. Diga-lhes que os sete escolhidos desenvolveram um excelente trabalho filantrópico, em prol das viúvas carentes e dos órfãos necessitados. Porém, dois deles, Estêvão e Filipe, destacaram-se como excelentes evangelistas, como prova de que também DEUS os chamou para a sublime obra de evangelização.

3. Esclareça-lhes que o trabalho dos diáconos é de suma importância na atualidade. Por isso, precisam ser respeitados e ajudados, a fim de que desenvolvam bem este ministério cristão. S6 assim conseguirão manter a ordem no culto e servir no que for necessário, para o engrandecimento da obra de DEUS.



INTRODUÇÃO

Assim como DEUS instituiu os levitas, para as atividades sagradas no culto, auxiliando os sacerdotes, da mesma forma a Igreja crescente precisava dos que pudessem ajudar os apóstolos.

I. DOIS GRUPOS DE JUDEUS

1. Origem dos dois grupos. Desde o cativeiro babilônico (605 a.C.), quando Nabucodonosor levou cativa a primeira leva de judeus para a Caldéia, muitos deles nunca mais retomaram à sua terra, exceto um pequeno grupo com Zorobabel, para a reconstrução do Templo, e depois outras levas com Esdras e Neemias (Ed 2.1; 7.1-7; Ne 2.9). A maior parte continuou pelas nações. onde eles já estavam.

2. Quem eram os gregos e hebreus? (v. 1). Eram dois grupos de judeus que se converteram e estavam no ,seio da Igreja. A palavra helenistikoi é uma referência aos judeus de fala grega, ou da diáspora. Muitos preferem chamá-los de "judeus gregos", diferentes dos hebraioi, "judeus palestinenses" ou "aramaicos" .

3. Tensão cultural (v. 1 ). Havia uma antiga rivalidade entre esses grupos. Os judeus aramaicos olhavam com suspeita os seus compatriotas, helenistas, por terem habitado fora de Éretz Israel, "Terra de Israel". Agora, pertenciam a uma nova comunidade, onde JESUS havia abolido a parede da separação (Ef 2.14-17). Mas ainda havia certa' tensão cultural entre eles. O termo helenistikoi aparece apenas três vezes em Atos: 9.29; 11.l9,20, além da passagem em foco. Até então o Evangelho ainda não havia sido pregado aos gentios (At 11.17,18).

4. Discriminação e preconceito. "Porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano" (v.1). A discriminação e o preconceito não devem ter lugar no meio dos discípulos de JESUS. Esta praga precisa ser eliminada do nosso meio, pois isso entristece o ESPÍRITO SANTO e torna-se uma barreira que impede o Senhor de operar. Isso divide o povo de DEUS e o Diabo se aproveita da ocasião. para suscitar discórdias entre os que professam a fé em CRISTO.



II. A OBRA DOS DOZE E A DOS SETE

1. Começo da estrutura hierárquica. O texto não diz explicitamente que esses sete foram escolhidos para o diaconato, mas, como o substantivo grego diakonia. "serviço, ministério", e o verbo diakonein, "servir", são o tema do texto, desde o terceiro século d.C. todos os expositores admitem que eles exerceram o cargo que o apóstolo Paulo mais tarde chama de diácono.

Com o passar do tempo a Igreja foi se estruturando hierarquicamente, de modo que a comunidade cristã em Filipos, ainda nos dias do apóstolo Paulo, já apresentava "bispos e diáconos" (Fp 1.1). O apóstolo dos gentios, no entanto, estabelece regras para a consagração destes obreiros (1 Tm3.1-l4). Um estudo sobre este assunto mostra que isso depende muito da época e lugar. Não era uma estrutura inflexível e dogmática.

2. Convocando uma Assembléia Geral Extraordinária (v. 2). É a primeira vez que os termos "os doze", para designar os apóstolos, e "discípulos", os seguidores de CRISTO, aparecem no livro de Atos.

A convocação da multidão pelos apóstolos revela que há decisões na Igreja que precisam ser tomadas em assembléias, juntamente com os crentes. Foi uma reunião democrática, mas na direção do ESPÍRITO SANTO, diferente da democracia política. Era uma questão interna, um problema entre irmãos, mas muito sério. Os líderes seguiram o modelo determinado por JESUS, convocando os cristãos (Mt 18-15-17).



III. FUNÇÃO DOS DIÁCONOS

Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, o apóstolo Paulo apresenta 10 qualificações para o diaconato e 16 para o presbiterato (1 Tm 3.1-13; Tt 1.5-9). A função dos diáconos não ficou muito clara nas epístolas paulinas. O texto de Atos 6.1-6 mostra qual o dever dos sete escolhidos: "servir às mesas" (v.2).

1. O sentido de servir. O verbo grego para servir é diakonein, de onde vem o termo diácono, que significa servo ou mensageiro. A função diz respeito não somente ao alimento posto para as viúvas, mas também à administração financeira em geral. O próprio JESUS aplicou esse termo a si mesmo (Mt 20.28; Mc 10.45; Lc 22.27). É, pois, uma função importante. Geralmente, os pastores começam ministerialmente como diáconos. Por isso, acumulam também este cargo, pois a sua chamada é a de servir ao povo de DEUS. JESUS é o nosso maior exemplo.

2. Atividade diaconal. A diakonia, "ministério" ou "serviço", palavra usada tanto no versículo 1. "ministério cotidiano", como no 4, "ministério da palavra", mostra que os dois serviços têm o mesmo valor. Ambos são compromissos cristãos para servir a DEUS e ao seu povo. A diferença residia na vocação dos doze. Há os que têm chamada para ministrar a Palavra (v. 4). É comum ouvir em nosso meio falar de "ministério" como sinônimo de pastor ou evangelista. Seria bom acrescentar sempre o termo "pastoral", pois a atividade dos diáconos não deixa de ser um ministério.

3. Alimento ou dinheiro? "Mesas" significa servir refeição e também a distribuição de fundos aos necessitados. A "boa reputação" refere-se ás qualificações exigidas pelos apóstolos, para o exercício desse trabalho. Parece que a tarefa dos sete era a última, mas não é uma interpretação unânime dos expositores da Bíblia.

4. A função do diácono, hoje. O Diabo estava armando outra estratégia: desviar os apóstolos das obrigações a que eram vocacionados. Pela expressão "mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra" (v. 4) mostra que a função dos diáconos se assemelha à dos levitas no Antigo Testamento, ou seja, auxiliar todas as atividades ligadas ao culto (Nm 3.6-10). Se os apóstolos deviam se dedicar à oração e ao ministério de palavra, obviamente, os sete estavam sendo separados para os trabalhos auxiliares e não meramente as funções filantrópicas, de caráter social.

Por isso, a atividade dos diáconos é justamente a de auxiliar nos cultos e nas demais atividades da Igreja. Manter a ordem, recepcionar os visitantes, recolher as contribuições, servir a Ceia do Senhor e cuidar do ambiente, para o bem-estar do povo de DEUS.



IV. A ESCOLHA DOS SETE

1. A igreja escolhe seus diáconos (v 3). O termo "escolhei" mostra que os sete foram eleitos pela igreja. Os apóstolos apresentaram as qualificações para o exercício dessa importante tarefa: "varões de boa reputação, cheios do ESPÍRITO SANTO e de sabedoria" (v. 3). Depois, Paulo apresentou uma lista de requisitos necessários para o exercício desse ministério.

"Boa reputação", pois teriam de trabalhar na distribuição de dinheiro. Portanto, era necessário que tivessem conduta comprovada pelos irmãos.

"Cheios do ESPÍRITO SANTO e de sabedoria", porque o trabalho era também espiritual. Só o batismo no ESPÍRITO SANTO não basta. É necessário vivermos na plenitude do ESPÍRITO.

Esses requisitos são necessários até hoje na Igreja de CRISTO, para que o diácono tenha condições de cumprir o seu ministério. Não se trata de meras exigências; mas de preparo para tão importante tarefa.

2. Os sete nomes (v. 5). O parecer dos apóstolos deixou toda a igreja satisfeita. Todos viam nessa sábia atitude a solução dos problemas. Não houve imposição, mas sugestão. Quando a obra é dirigida pelo ESPÍRITO SANTO, geralmente, o parecer da liderança é acatado, como se fosse uma determinação divina, e deixa a Igreja regozijante. Isso prova que DEUS estava nesse negócio.

A igreja elegeu os que preencheram os requisitos apresentados pelos doze. São eles: "Estêvão, homem cheio de fé e do ESPÍRITO SANTO, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia" (v. 5). Os sete tinham nomes gregos. Será que eram todos helenistikoi? Se assim for, isso mostrava que o direito dessas viúvas estava assegurado, além de revelar a idoneidade deles nessa administração. que agora se tomava transparente.

3. O destino dos sete. Pouco se sabe do destino de cada um deles. Pelo discurso de Estêvão, registrado em Atos 7, podemos afirmar que ele era de considerável estatura espiritual, pois logo revelou seus talentos. Portanto, o diácono pode ser um grande pregador (I Tm 3.13). Nada mais sabemos sobre os demais, exceto Filipe, que pregou em Samaria e para o eunuco da rainha Candace, da Etiópia (At 8) e, depois de muitos anos, aparece como evangelista, residindo em Cesaréia Marítima (At 21.8). A tradição diz que Nicolau, prosélito de Antioquia, se desviou e tornou-se o líder do grupo herético dos Nicolaitas", mencionado em Apocalipse 2.6,]5.

4. Imposição de mãos (v. 6). Os sete, escolhidos pela igreja, foram levados à presença dos apóstolos para a imposição de mãos e, dessa forma, receberem a oração.

A imposição de mãos é o rito que representa a consagração para um determinado ofício e significa a transferência de bênçãos e dons.



CONCLUSÃO

A lição mostra que os apóstolos sabiam delegar as tarefas. Infelizmente, na atualidade, há os que controlam tudo, pois não deixam que outros façam algo, para ajudá-los. Por causa disso, a obra de DEUS sofre. Certos líderes ficam sobrecarregados, com atividades que poderiam ser encargo dos diáconos, e não têm tempo para a

oração e meditação na Palavra de DEUS. À noite, no culto, não possuem mensagem, pois não têm alimento para o povo e nem entendem a necessidade das ovelhas. Quando se segue o padrão dos 'apóstolos, o crescimento é de grandes proporções (v. 7).

ENSINAMENTOS PRÁTICOS

1. O homem, por mais condições que possua, não é capaz de "exercer, a contento, diversas funções. Por isso, DEUS permitiu que fossem escolhidos sete discípulos, os quais serviriam às meses, enquanto os apóstolos se dedicariam ao estudo e a meditação das Escrituras, a fim de que ministrassem bem o ensino bíblico.

2. Entendamos que os diáconos exercem um cargo importantíssimo na igreja. Por isso, precisamos honrá-los, a fim de que, com alegria, concretizem a função que lhes foi confiada pelo ESPÍRITO SANTO, em benefício do reino de DEUS. Só assim veremos a decência e ordem em evidência nos nossos cultos.

3. O cargo de diácono só deve ser ocupado por pessoas idôneas. Por isso, a escolha precisa ser precedida de jejum e oração, para que não sejam admitidos neófitos, que só trarão prejuízo à obra de DEUS. Esta função é local;ou seja, se alguém não a exerce dignamente, pode ser destituído pelo pastor da igreja. "



Observações

Como se coloca a questão da ação social hoje? De múltiplas maneiras. Não há uma só forma de atuar. Do ponto de vista da relação com a missão da igreja, há diferentes aspectos em jogo. Fazer para dentro ou para fora (priorizando os membros de igreja ou qualquer pessoa que precise)? Com quem fazer (referência eclesial ou como “fermento na massa”, sozinhos ou em redes e parcerias)? Com que objetivo ou horizonte de mudança (imediato, de médio e longo prazo, local, regional, nacional, assistencial, transformador)?



Do ponto de vista das modalidades de atuação, há também diferentes possibilidades:

1. Desenvolvimento de uma consciência e crítica profética diante da situação social, aprendendo a compreender os fenômenos sociais para além de impressões, prejulgamentos, preconceitos, ou de leituras puramente espirituais ou religiosas dos mesmos;



2. Realização da filantropia, nos casos em que é preciso atender às necessidades emergenciais ou àqueles setores mais pobres entre os pobres, mais discriminados socialmente, ou incapacitados para o trabalho ou para cuidarem de si mesmos, que precisam de constante apoio e provisão;



3. Atuação profissional, pondo a serviço dos setores excluídos da sociedade o saber e a experiência que existem no meio evangélico e que muitas vezes só são exercidos em proveito próprio (melhorar de vida, ganhar mais dinheiro, consumir mais);



4. Envolvimento em ações coletivas, participando de iniciativas de auto-organização da comunidade, da vizinhança, de uma categoria social, de um grupo de pessoas que se sentem discriminadas ou excluídas de alguma maneira; tomando a iniciativa e oferecendo recursos humanos e institucionais da igreja para a organização ou mobilização desses grupos; dando apoio público a movimentos desse tipo, quando solicitada ou quando sentir-se solidária com as demandas ou questões defendidas;



5. Atuação política, em nível supra-partidário, ou, em se tratando de indivíduos, pequenos grupos ou movimentos de cristãos, partidariamente, no apoio a projetos que visem a transformar a sociedade no sentido da liberdade, da igualdade e da solidariedade;



6. Desenvolvendo uma espiritualidade do serviço e da libertação, que integre na experiência de fé dos membros das igrejas, inclusive daqueles que não atuam diretamente na ação social, a compreensão de DEUS que nos ensina a falar, orar, agir com vistas à transformação de toda a humanidade e das pessoas como seres integrais(corpo e espírito), bem como de toda a criação, obra das mãos de DEUS.



A prática social da Igreja pode ser um testemunho da sua missão integral. Há muitos e não pequenos desafios a enfrentar. E como em muitas outras situações na história da igreja, não é possível esperar pela maioria para tomar a iniciativa. O importante é tentar sensibilizá-la para ser fiel ao chamado integral de DEUS à sua igreja. Se e onde isso não acontecer, sejamos movidos por nossa convicção de estar sendo fiéis a DEUS e, mesmo compreendendo em amor as resistências, não cedamos, não nos dobremos a elas. O conservadorismo de maioria, ao longo da história, nem sempre foi testemunha de fidelidade, equilíbrio e compromisso com a paz e a justiça. Houve e há horas em que temos que nos erguer e assumir a responsabilidade, diante de DEUS e dos outros ao nosso redor, de ser agentes de mudança na produção de sinais do Reino de DEUS.



Atos - Introdução e Comentário - I. Howard Marshall - Série Cultura Bíblica

Atos 34-35. A promessa feita no Antigo Testamento ao povo de DEUS, no sentido de que não haveria pobre entre eles (Dt 15 :4) foi cumprida na igreja pela generosidade dos membros mais prósperos. Aqueles que tinham propriedades ou casas as vendiam, e traziam os valores correspondentes aos apóstolos, que então os distribuíam aos necessitados.41 A referência aos pés dos apóstolos (4:37; 5:2) sugere algum tipo de transferência jurídica expressa em linguagem formal; é desnecessário acompanhar a sugestão de Stahlin (p. 79) de que os apóstolos se sentavam em cadeiras altas, os protótipos dos tronos eclesiásticos posteriores. Agora, incidentalmente, percebemos por que a pregação dos apóstolos se mencionou em v. 33. Tinham, também, o fardo adicional de administrar os fundos coletivos da igreja; e, embora esta tarefa talvez não fosse pesada logo de inicio, dentro em breve foram necessários planos novos (6:1-6).

36. O exemplo da generosidade de Barnabé é destacado para menção especial, possivelmente por ser de vulto excepcional, e certamente porque Barnabé aparecerá mais tarde na história como líder cristão que era conspícuo pela sua pura bondade (11 :24). Seu nome, se supõe, refletia o seu caráter. Não fica clara a conexão entre "Barnabé" e "filho de exortação", e há várias explicações do nome.42 Um "Filho de encorajamento" era uma pessoa que encorajava os outros, e Barnabé certamente fazia assim (9:27; 11 :23; 15:37). Era levita de nascimento, membro da tribo judaica da qual se tirava alguns dos funcionários menos importantes do templo (Lc 10:32; Jo 1 :19), mas a sua fama decerto migrara para Chipre, onde havia uma população judaica de certo vulto (cf. 11 :19; 13:4-5).

37. A lei antiga que proibia aos levitas a propriedade de terras (Nm 18:20; Dt 109) parece ter caído em desuso (Jr 32:7 e segs.). Não fica claro se o campo que pertencia a Barnabé ficava em Chipre ou na Palestina; presume-se que era neste último lugar, pois v. 35 indica apenas que Barnabé nascera em Chipre.



Atos 44; 45. Um aspecto distintivo foi o modo de os crentes viverem juntos, na prática de algum tipo de comunhão de bens. O significado disto fica mais claro no v. 45, onde se esclarece que as pessoas vendiam suas propriedades para aplicar o preço na assistência dos necessitados. A primeira impressão que obtemos, portanto, é aquela de uma sociedade cujos membros viviam juntos e tinham tudo em comum (4 :33). Não seria surpreendente, sendo que sabemos que pelo menos um outro grupo contemporâneo judaico, a seita de Cunrã, adotou este modo de vida; Filo e Josefo, nas suas descrições dos essênios (com os quais usualmente se identificam os cunranitas), dizem a mesma coisa. É bem provável que, no primeiro impacto do entusiasmo religioso, a igreja primitiva tenha vivido desta maneira; os ditos de JESUS acerca da abnegação podem ter sugerido este modo de vida. Depara-se, porém, na narrativa em 4:32-5:11, que vender os bens pessoais era assunto voluntário, e a atenção especial dada a Barnabé por ter vendido um campo talvez sugira que houvesse algo de incomum no seu ato. Não devemos, portanto, tirar a conclusão de que tomar-se cristão necessariamente acarretasse uma vida numa comunidade cristã" estreitamente fechada em si. O que realmente aconteceu foi, talvez, que cada pessoa deixava seus bens à disposição dos outros quando surgia a necessidade. Evitamos o emprego do termo "comunismo" na descrição da praxe, visto que o comunismo moderno é uma descrição de um sistema político e econômico de um caráter tão diferente que é anacronístico e enganoso empregar-se o termo no presente contexto?





AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Teológico - "A Comunhão Quebrada

Os crentes se dedicam a formar uma comunidade de comunhão (At 2.42), que acha expressão em compartilhar as possessões com os necessitados. Como exemplo positivo de comunhão, Lucas chamou atenção a Barnabé (At 4.36,37); em contraste, Ananias e sua esposa são exemplos negativos (At 5.1-11). No capítulo 6, Lucas informa um desarranjo na comunhão causado pela negligência da comunidade para com suas viúvas gregas. No meio de tremendo progresso da Igreja, este problema coloca a unidade eclesiástica em sério perigo. Nesta época, a comunidade cristã consiste em dois grupos: os judeus gregos (hellenistai, 'crentes de fala grega') e os judeus hebreus (hebreaioi, "crentes de fala aramaica'). Os judeus gregos de Atos 6 são crentes que foram fortemente influenciados pela cultura grega. [n.] Os cristãos de fala aramaica são mais fortes nas tradições religiosas palestinas e mostram mais restrição em atitude para com a lei judaica e o templo. Sendo mais agressivos na abordagem, os judeus 'helenísticos provocavam raiva. Em pelo menos uma ocasião a pregação agressiva de um crente de fala grega na sinagoga helenista em Jerusalém termina em apedrejamento. Os judeus helenistas apresentavam o evangelho com tal zelo que eventualmente os oponentes os compelem a fugir de Jerusalém para salvar a própria vida (At 8.1-3)" (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.657).



Dê uma passadinha pelo departamento de assistência social de sua congregação (se é que tem) e faça uma pesquisa de como estão de suprimentos: remédios, agasalhos, material escolar, alimentos, etc...

Com quanto e com o que você contribuiu neste ano para a assistência social de sua congregação?

A obra de DEUS é feita com ações e não apenas com palavras, chegou a hora de praticar a Palavra e não ser apenas ouvinte.

Muitos vizinhos nossos podem estar desempregados, doentes ou vivendo miseravelmente. Ajude, mostre JESUS a eles.

Como estão vivendo nossos irmãos? Quantos são os excluídos de nosso bairro. Podemos ter uma congregação cheia de novos ouvintes no próximo Domingo, se pudermos praticar o evangelho em nosso próprio quintal.



AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Teológico (Lição 8 - 2007)

"Ação Social: Compromisso de uma igreja

Porque falar em ação social da igreja quando estamos discursando sobre a Igreja Viva? Porque cremos ser esta, sem dúvida, uma das manifestações mais convincentes de que a vida de DEUS está no meio de seu povo.

Avivamento e ação social: equilíbrio. O avivamento espiritual, que é tanto a causa como o produto de uma Igreja Viva, precisa abranger a igreja como um todo, se não queremos um organismo aleijado ou disforme. Não se pode falar de um avivamento que priorize apenas um aspecto da totalidade do ser humano como, por exemplo, o destino de sua alma, em detrimento de seu bem-estar físico e social.

Não nos interessa uma comunidade apenas voltada para o futuro, em prejuízo do hoje, pois isso implica em negligenciar as necessidades imediatas e urgentes do ser humano. O homem vive na dimensão do aqui e agora. Tem fome, frio, doença, sofre injustiças; enfim, tem mil motivos para não ser feliz. Nossa missão, pois, é socorrer o homem no seu todo, para que não somente usufrua paz de espírito, mas também conserve no corpo e na mente motivos de alegria e esperança. O projeto de JESUS é para o homem todo e para todos os homens. Fugir dessa verdade é desobediência e rebelião contra aquEle que nos comissionou.

Um verdadeiro avivamento trará de volta ao crente brasileiro o amor pelos quase 50 milhões de irmãos pátrios que vivem na pobreza absoluta. O estilo de vida de uma igreja avivada não se presta a esquisitices humanas, mas à formação de personalidades de acordo com o caráter de CRISTO, que não negligenciam o amor ao próximo."

(ClDACO, J. Armando. Um grito pela vida da igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.87-8.)





AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Teológico - "O Descontentamento Social

Afirma o eminente teólogo da Universidade de Salamanca Lorenzo Turrado: 'A queixa dos helenistas, a julgar pela iniciativa tomada pelos apóstolos, parece que tinha sério fundamento'. A situação que se desenhava deixou os apóstolos mui preocupados. Como israelitas, sabiam eles que a injustiça e a desigualdade sociais eram intoleráveis aos olhos de DEUS (Dt 15.7,11). Não foi por causa da opressão que o Senhor desterrara a Israel? A palavra de Ezequiel não tolera dúvidas: 'O povo da terra tem usado de opressão, e andado roubando e fazendo violência ao pobre e ao necessitado, e tem oprimido injustamente ao estrangeiro' (Ez 22.29).

Infelizmente, a questão social continua a ser descurada por muitos ministros do Evangelho. Acham eles que a desigualdade social é um problema que cabe apenas ao governo resolver. Mas a Bíblia não ensina assim. Embora a Igreja de CRISTO seja um organismo espiritual e desfrute da cidadania celeste, ela é vista como uma comunidade administradora de uma justiça que tem de exceder a do mundo (Mt 5.20). O comentário é de Broadman: 'Os cristãos têm infligido quase tantas feridas à comunhão quanto os perseguidores externos, abrigando em si preconceitos raciais, religiosos e de classe. Esse preconceito leva à discriminação, e a discriminação destrói a unidade dos crentes. Estas distinções não deviam ter entrado na Igreja, naquela época, e não devem entrar hoje'" (ANDRADE, Claudionor de. Manual do Diácono. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp.17, 18).



AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO III - Subsídio Histórico - As implicações de Atos 6

"Paternalismo. Talvez a primeira lição que deva ser aprendida é a de que a liderança espiritual da igreja precisa evitar o paternalismo. A maneira de se desenvolver uma igreja amadurecida não é impor soluções 'de cima para baixo', mas envolver a congregação na solução do problema, e confiar aos membros um papel significativo na tomada de decisões.

Confiança. Teria sido tão fácil tornar-se defensivo e argumentar em quem se deveria ou não colocar a culpa. Em lugar disso, a congregação concentrou-se no problema e os cristãos de fala aramaica demonstraram confiança em seus irmãos, ao fazer os cristãos de fala grega responsáveis pela distribuição a todos.

Prioridades. Os líderes espirituais da igreja precisam concentrar sua atenção 'na oração e no ministério da palavra' (6.4). Mas as preocupações materiais dos crentes também precisam de atenção. E aqueles que lidam com as 'coisas práticas' precisam ser pessoas 'cheias de fé e do ESPÍRITO SANTO'.

Flexibilidade. Precisamos estar prontos para reagir às necessidades. Freqüentemente, nossas igrejas estão encerradas em antigos programas ou antigos cargos. Em lugar de procurar com criatividade satisfazer as necessidades à medida que elas surgem, nós lutamos para manter o mecanismo da igreja. Este incidente na vida da Igreja Primitiva nos lembra de que as pessoas são mais importantes do que as constituições de nossa igreja, e que a inovação não é uma palavra feia" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, pp.263-64).



SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão, CPAD, n 45, p.39.



INTERAÇÃO

O contexto da comunidade cristã em Jerusalém, descrito em Atos 6, é de pobreza e necessidades sociais. O resultado do Pentecostes fez com que a igreja de Jerusalém triplicasse em quantidade, mas em contrapartida, crescia na mesma proporção o número de necessitados. Como conseqüência do crescimento, surgiram carências oriundas de um contexto social de extrema pobreza e miséria. A Igreja Primitiva passara a ser grande, mas seus líderes não podiam fechar os olhos para os pobres e necessitados.

Uma igreja que cresce numericamente pode ver seu rebanho adoecer a uma velocidade desproporcional por pura falta de cuidado com as pessoas. A Igreja de CRISTO precisa crescer integralmente e priorizar pessoas!



OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Compreender que incômodos e dores acompanham o crescimento da Igreja.

Explicar a instituição do diaconato.

Conscientizar-se que a assistência social é também prioridade do evangelho.



ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, considere as seguintes expressões: paternalismo; confiança; prioridades; flexibilidade. Reproduza, conforme suas possibilidades, o auxílio bibliográfico III e, ao concluir o terceiro tópico da lição, explique o importante papel social que desempenharam os líderes apostólicos e a igreja em Jerusalém. Fale das implicações oriundas da decisão conjunta de líderes e membros em Atos 6, e o estabelecimento de metodologias a serem seguidas com o objetivo de resolver os problemas de ordem social na igreja. Boa aula!



RESUMO DA LIÇÃO LIÇÃO 7 - ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO

INTRODUÇÃO

O diaconato foi instituído a partir de uma contingência.

Tudo aconteceu quando os crentes de expressão grega, inconformados por estarem

suas viúvas sendo preteridas na distribuição diária, puseram-se a murmurar contra os hebreus.

I. AS DORES DO CRESCIMENTO

1. A urgência da assistência social.

2. A murmuração dos gregos.

II- A INSTITUIÇÃO DO DIACONATO

1. A participação da Igreja nas decisões.

2. O ministério diaconal.

III- ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO

1. O "importante negócio".

2. Servindo à Igreja de CRISTO.

CONCLUSÃO

Ministros de CRISTO, temos duas prioridades: a oração e a proclamação da Palavra de DEUS.

Todavia, que jamais venhamos a descurar das obras de misericórdia.



SINOPSE DO TÓPICO (1 )

A murmuração helênica denunciou a urgência de implementar-se a Assistência Social na Igreja Primitiva.

SINOPSE DO TÓPICO (2)

Os membros da Igreja Primitiva participaram da decisão de instituir o ministério diaconal.

SINOPSE DO TÓPICO (3)

Atos 6.3 classifica a Assistência Social como um "importante negócio" que existe para servir a Igreja de CRISTO.





QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 7 - ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO

RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 1º TRIMESTRE DE 2011

Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.



TEXTO ÁUREO

1- Complete:

"E ________________________-se a cada um, segundo a __________________________ que cada um _________________________" (At 4.35).



VERDADE PRÁTICA

2- Complete:

Embora a _______________________ e a proclamação da Palavra de DEUS sejam as prioridades máximas do _________________________ cristão, não podemos esquecer-nos das obras de ______________________________.



INTRODUÇÃO

3- Por que foi instituído o diaconato?

( ) Era necessário já ir preparando substitutos para os apóstolos que estavam velhos.

( ) A partir de uma contingência.

( ) Tudo aconteceu quando os crentes de expressão grega, inconformados por estarem suas viúvas sendo preteridas na distribuição diária, puseram-se a murmurar contra os hebreus.

( ) Buscando extinguir a dissensão, propuseram os apóstolos à "multidão dos discípulos" a escolha de sete homens notáveis por sua reputação, para que se encarregassem daquele "importante negócio".

( ) Dessa forma, poderiam os pastores da Igreja dedicar-se à oração e ao ministério da Palavra de DEUS. O que parecia um problema local redundou numa solução universal.

( ) Se evangelizar e fazer discípulos são a incumbência primária da Igreja Cristã, socorrer aos necessitados não lhe é tarefa secundária.

( ) Aprendamos, pois, com os santos apóstolos a cumprir integralmente a missão que nos confiou o CRISTO de DEUS.



I. AS DORES DO CRESCIMENTO

4- No Dia de Pentecostes, quase três mil almas converteu-se ao Senhor (At 2.14-39). Apesar de um crescimento tão surpreendente, os discípulos "perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações" (At 2.42). O que isso evidencia?

( ) A completa dedicação da liderança à distribuição de alimentos e vestuário aos mais pobres.

( ) A completa dedicação da liderança ao templo.

( ) A completa dedicação da liderança ao discipulado e à sã doutrina.



5- Por que havia urgência da assistência social?

( ) Em razão do crescente número de conversos, os apóstolos não mais tiveram condições de atender devidamente às demandas sociais da Igreja.

( ) Era necessário organizar o ministério cotidiano.

( ) Era também necessário providenciar meios de sobrevivência aos apóstolos.

( ) Se de início não havia necessitado algum, agora já apareciam as queixas de um segmento muito importante da irmandade: os gregos.

( ) A Igreja em Jerusalém sentia, agora, as dores do crescimento.

( ) Somente as igrejas que não crescem são poupadas de tais desconfortos.

( ) O ideal é que, em nosso meio, ninguém seja esquecido.



6- Haviam queixas de um segmento muito importante da irmandade: os gregos - Quem eram eles?

( ) Eram estes, segundo podemos depreender, gregos provenientes da Grécia.

( ) Eram estes, segundo podemos depreender, israelitas provenientes da Diáspora.

( ) Eram estes, segundo podemos depreender, israelitas provenientes da parte norte de Israel, Samaria.



7- Qual a murmuração dos gregos?

( ) Os esposos gregos reclamavam que suas esposas não podiam orar junto com as esposas dos apóstolos, que eram judias.

( ) Os crentes de expressão grega puseram-se a reclamar de que suas viúvas estavam sendo preteridas na distribuição diária.

( ) Fez-se murmuração, o que era queixume.

( ) Para esvaziar aquele clima de insatisfação que já começava a generalizar-se, os apóstolos foram divinamente orientados a instituir o diaconato.



II- A INSTITUIÇÃO DO DIACONATO

8- Com a murmuração dos gregos a ressoar-Ihes aos ouvidos, os apóstolos reuniram a "multidão dos discípulos", objetivando solucionar aquele problema. Qual solução encontraram?

( ) Os apóstolos escolheram dentre o povo sete varões para se encarregarem da assistência material e social aos santos.

( ) Os apóstolos, convocada a Igreja, propuseram a escolha de sete varões, para se encarregarem da assistência material e social aos santos.

( ) Os apóstolos, convocada a liderança da Igreja, propuseram a escolha de três varões, para se encarregarem da assistência material e social aos santos.



9- Quais as características exigidas aos candidatos ao diaconato?

( ) Que fossem homens de "boa índole, cheios de fé e de inteligência" (At 6.3). Afinal, iriam eles lidar com o povo de DEUS.

( ) Que fossem homens de "boa condição financeira, cheios de graça e de sabedoria" (At 6.3). Afinal, iriam eles lidar com o povo de DEUS.

( ) Que fossem homens de "boa reputação, cheios do ESPÍRITO SANTO e de sabedoria" (At 6.3). Afinal, iriam eles lidar com o povo de DEUS.



10- Em sua Primeira Epístola a Timóteo, Paulo destaca a importância desse ministério, Complete:

"Porque os que servirem bem como __________________ adquirirão para si uma boa ______________________ e muita confiança na __________________ que há em CRISTO JESUS".



11- Qual a importância do ministério diaconal para os apóstolos?

( ) Seriam seus substitutos no ensino da Palavra de DEUS, no futuro.

( ) Não fossem os diáconos, como haveriam os apóstolos de se dedicarem à edificação do corpo de CRISTO?

( ) Era imperioso aos apóstolos devotarem-se à oração e ao ensino da Palavra de DEUS. Doutra forma, como haveriam de edificar a Igreja na sã doutrina?



12- Quais os dois obreiros que mais se destacaram entre os escolhidos ao diaconato?

( ) Barnabé e Filipe..

( ) Estevão e Barnabé.

( ) Estevão e Filipe.



13- Quem, na história da Igreja Cristã, é honrado como o pai da ortodoxia?

( ) O diácono Atanásio (295-373).

( ) O diácono Agostinho (295-373).

( ) O diácono Armínio (295-373).



III- ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO

14- Dentro da importância da assistência social, complete:

Os apóstolos estavam cientes de que as obras de _____________________________ são também importantes. Que os crentes, pois, sobressaiamos igualmente pelas _____________________ obras (Mt 5.16; At 9.36; Ef 2.10). Não alerta Tiago que a fé sem as obras é __________________________? (Tg 2.17). A assistência social na Igreja Cristã não será menosprezada.



15- Qual a importância desse "importante negócio"? Complete:

O trabalho assistencial foi considerado pelos apóstolos um "importante negócio" (At 6.3). Por isso houveram-se eles com ________________________ na escolha dos melhores homens para exercê-Io. Na Igreja de CRISTO, o socorro aos necessitados também é visto como ________________________. Havendo incumbido os diáconos de zelar pelo socorro aos pobres, a Igreja Primitiva demonstra ser possível exercer o serviço cristão em sua ___________________________. Em sua despensa havia tanto o pão que desce do céu como o pão que ______________________ da terra.



16- Como era o servir à Igreja de CRISTO para os apóstolos e também aos diáconos? Complete:

Tanto os doze apóstolos como os sete diáconos porfiaram em _________________________ à Igreja. Os primeiros com a ______________________ e a Palavra; os segundos, com o ministério cotidiano. Um não pode subsistir sem o outro. Sanada a dificuldade com a assistência às viúvas ______________________, informa-nos Lucas: "Crescia a palavra de DEUS, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos ____________________________ obedeciam à fé" (At 6.7 - ARA).



CONCLUSÃO

17- Complete:

Ministros de CRISTO, temos duas prioridades: a oração e a _______________________ da Palavra de DEUS. Todavia, que jamais venhamos a descurar das obras de _________________________. O Mestre jamais deixou de saciar os famintos. Por que agiríamos nós diferentemente? É hora, portanto, de zelarmos pelo ________________________ cotidiano, para que o nome de CRISTO seja exaltado e magnificado sempre.





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Revista CPAD - 3º Trimestre de 1996 - Atos - O padrão para a Igreja da Última Hora - Pr. Ezequias Soares