quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Lição 11- A ilusória prosperidade dos ímpios pte1



 
Lição 11 - A ilusória prosperidade dos ímpios
LIÇÕES BÍBLICAS - 4º Trimestre de 2013 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Sabedoria de DEUS para uma vida vitoriosa - A atualidade de Provérbios e Eclesiastes.
Comentário: Pr. José Gonçalves
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

Questionário
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
 
 
TEXTO ÁUREO
“Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento” (Ec 9.2).
 
 
VERDADE PRATICA
Embora debaixo do sol o fim para justos e injustos pareça o mesmo, as Escrituras deixam claro que, na eternidade, os seus destinos são diferentes.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda Ec 8.10 A injustiça contra os justos
Terça Ec 7.15 A longevidade dos perversos
Quarta Ec 9.3 A morte é o fim comum a todos
Quinta Ap 6.9 O destino dos justos
Sexta Ec 9.11,12 A imprevisibilidade da vida
Sábado 2 Tm 4.7 Vivendo por um ideal
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Eclesiastes 9.1-6
1 - Deveras revolvi todas essas coisas no meu coração, para claramente entender tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras estão nas mãos de DEUS, e também que o homem não conhece nem o amor nem o ódio; tudo passa perante a sua face. 2 - Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento. 3 - Este é o mal que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol: que a todos sucede o mesmo; que também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade; que há desvarios no seu coração, na sua vida, e que depois se vão aos mortos. 4 - Ora, para o que acompanha com todos os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto). 5 - Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. 6 - Até o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.
 
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Avaliar os paradoxos da vida.
Conscientizar-se da imprevisibilidade da vida.
Viver por um ideal legítimo.
 
Resumo da Lição 11 - A ilusória prosperidade dos ímpios
I - OS PARADOXOS DA VIDA
1. Os justos sofrem injustiça.
2. Os maus prosperam.
II - A REALIDADE DO PRESENTE E A INCERTEZA DO FUTURO
1. A realidade da morte.
2. A certeza da vida eterna.
III - A IMPREVISIBILIDADE DA VIDA
1. As circunstâncias da vida.
2. Aproveitando a vida.
IV- VIVENDO POR UM IDEAL
1. A morte dos ideais.
2. Vivendo por um ideal.
 
SINOPSE DO TÓPICO (1) - Os paradoxos da vida se manifestam, por exemplo, na injustiça imposta aos justos e na prosperidade usufruída pelos ímpios.
SINOPSE DO TÓPICO (2) - Em vez de negar a imortalidade da alma humana, o Eclesiastes apenas descreve a nossa trajetória nessa vida.
SINOPSE DO TÓPICO (3) - As circunstâncias da vida revelam a sua imprevisibilidade e, por isso, devemos aproveitá-la da melhor maneira possível.
SINOPSE DO TÓPICO (4) - O cristão maduro, através do Evangelho, sabe bem das causas pelas quais devemos lutar nesta vida.
 
VOCABULÁRIO
Estulto: Pessoa que não tem bom discernimento, insensato, estúpido, néscio.
Paradoxos: Pensamento ou preposições que contrariam princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano.
Narcisista: Que ou quem é muito voltado para si mesmo, para a própria imagem.
Indiferentismo: Atitude de indiferença sistemática.
 
A ilusória prosperidade dos ímpios
Por que os justos sofrem e os ímpios prosperam? Quem já não fez esta indagação, ainda que de forma introspectiva? Às vezes parece que os ímpios levam vantagens em relação aos crentes.
 
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
O Salmo 73 é um salmo de fé com características de salmo de sabedoria. É um salmo incomum, na medida em que narra a história da luta do salmista contra a inveja e a dúvida e por sua fé em DEUS. Por meio dessas batalhas, o salmista, Asafe, aprendeu a confiar em DEUS. O poema assim se desenvolve: (1) tentação de invejar os ímpios (v. 1-3); (2) descrição dos perversos (v. 4-14); (3) percepção de que o fim dos perversos é o que faz a diferença (v. 15-20); (4) lamento sobre sua própria incerteza (v. 21-24); (5) resolução renovada de crer somente em DEUS (v. 25,26); (6) a destruição dos ímpios (v. 27); (7) renovação de fé em DEUS (v. 28).
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 885.
É um salmo de sabedoria, parece-se um tanto com o livro de Jó e examina a justiça de DEUS. (Oxford Annotated Bible, introdução ao salmo).
Entre as realizações mais maduras da luta da fé, no Antigo Testamento, o Salmo 73 ocupa um lugar de destaque. Encontramos aqui uma notável odisséia espiritual, bastante semelhante à que vemos no livro de Jó. O homem era piedoso, mas não podia reconciliar essa qualidade com a sua enfermidade (vs. 14), ao passo que os ímpios gozavam de boa saúde e prosperavam além de qualquer coisa que o salmista já houvesse experimentado. No templo, porém, ele teve uma poderosa experiência mística e chegou a compreender a natureza efêmera da vida dos pecadores. Também obteve uma nova visão de como DEUS é a força da vida. e passou a experimentar a presença divina (vs. 23). É provável que o vs. 24 seja uma declaração de fé na imortalidade. Nesse caso, o poeta que compôs o Salmo 73 foi capaz de olhar para além daquilo que outros autores viram quanto a uma questão muito importante, com grande ligação com o Problema do Mal, ou seja, por que os homens sofrem, e por que sofrem como sofrem.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2275.
O Salmo 73 é de Asafe. Ele trata do mesmo tema abordado pelos Salmos 37 e 49: Por que um DEUS justo permite que o ímpio prospere e o justo sofra e seja afligido? Os provérbios ressaltam a bênção dos justos e a miséria dos transgressores. Jó examina essa tese do ponto de vista de um homem justo que sofreu muito. Eclesiastes trata desse tema tendo como referência um homem um tanto vaidoso e cínico que não era “demasiadamente justo” (Ec 7.16), mas que, mesmo assim, “tinha tudo” no que diz respeito à riqueza, cultura, prazer e luxo.
Muitos estudiosos têm comentado acerca da semelhança entre o Salmo 73 e o livro de Jó. Robinson diz: “O autor do Salmo 73, por exemplo, semelhantemente ao grande poeta que escreveu o livro de Jó.
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 221-222.
Sal 73.1-20 - Dois temas fortes se apresentam nesses versículos: (1) os ímpios prosperam, e os justos se perguntam de que vale seus esforços para serem bons; (2) a riqueza dos ímpios parece tão convidativa a ponto de os fiéis desejarem trocar de lugar com eles. Mas essa riqueza não tem valor diante da morte, enquanto a recompensa dos justos têm valor eterno. O que parecia importante, não é, e o que parecia desprezível é fundamental, pois durará para sempre. Não deseje trocar de lugar com os ímpios para obter riquezas! Um dia os ímpios desejarão trocar de lugar com você e desfrutar da sua herança eterna.
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 785.
73.1-28 Esse salmo ilustra o resultado de se permitir que a fé em DEUS seja sepultada sob a auto-piedade. O salmista ficou deprimido quando comparou a aparente prosperidade dos ímpios com as dificuldades de se ter uma vida reta. A partir do v. 15, todavia, sua postura muda completamente. Ele olha para a vida a partir da perspectiva de se estar sob o controle de um DEUS santo e soberano, e conclui que os ímpios, e não os justos, que têm andado às cegas.
I. A perplexidade diante da prosperidade dos ímpios (73.1-14)
A. A prosperidade dos ímpios (73.1-5)
B. A soberba dos ímpios (73.6-9)
C. A presunção dos ímpios (73.10-14)
II. A proclamação da justiça de DEUS (73.15-28)
A. A perspectiva de DEUS (73.15-17)
B. Os julgamentos de DEUS (73.18-20)
C. A direção de DEUS (73.21-28)
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag.735.
 
I - OS PARADOXOS DA VIDA
1. Os justos sofrem injustiça.
Uma das duras realidades experimentadas pelo rei Davi — a constatação de que os justos sofrem, também foi sentida pelo seu filho, Salomão. Davi, em tom de lamento, exclamou: “Pois de contínuo sou afligido, a cada manhã castigado” (SI 73. 14). Mas não era assim com os perversos: “Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas” (SI 73.12). Salomão também lutou contra o pessimismo quando contemplou essa paradoxal realidade: “Assim também vi os perversos receberem sepultura e entrarem no repouso, ao passo que os que freqüentavam o lugar santo foram esquecidos na cidade onde fizeram o bem; também isto é vaidade” (Ec 8.10).
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 127-128.
Sal 73.12 Eis que são estes os ímpios. O poeta sagrado ofereceu-nos demorada descrição dos pecadores ímpios, que tanto prosperavam devido a ganância e subornos, por causa de sua violência e arrogância, e agora nos diz: ‘'Eis que são estes os ímpios, os quais também prosperam, ao passo que homens bons continuam pobres e oprimidos. Portanto, onde está a justiça? Onde está DEUS, enquanto tudo isso acontece? Que sucedeu à aplicação de Sua lei? Que ocorreu à lei da colheita segundo a semeadura?”
Algo na ordem da criação está errado; os pássaros cantam contra nós; o sol nos requeima. A natureza nos espezinha e o temor ofusca a nossa mente. Sim, algo na ordem da criação está errado. Quem tem leito a escrituração de todas essas crises, de toda essa transição, de toda essa dor? (Russell Champlin)
Sem nenhuma preocupação no mundo, homens ímpios e arrogantes continuam a prosperar. E onde está DEUS? “Coisa alguma os perturba; eles não sofrem perturbação externa e seus pecados não os agoniam; não têm um único pensamento quanto ao mundo vindouro” (John Gill, in loc.).
Sam 73.14 Pois de contínuo sou afligido. Embora fosse um homem justo, embora andasse limpo, embora fosse espiritual em tudo quanto era requerido pela lei de DEUS e pela consciência dos homens, o poeta vivia em crise o dia inteiro. Era perseguido por uma série de coisas que a mente divina, a única causa, enviava contra ele. Por quê? Quando chegava a manhã, que deveria trazer luz e esperança, ele simplesmente se afundava mais ainda no desespero. Mesmo de manhã ele sentia as chibatadas do látego de DEUS. Vimos no vs. 5 que o salmista falou de modo geral sobre os justos que vivem doentes e sofrem tribulações, e agora no vs. 14 ele fez a questão assumir aspectos pessoais. Ele andava perturbado, vexado, sentia-se perseguido e enfermo. E, não obstante, a doutrina hebréia ensinava que os judeus vivem saudáveis por longos anos e prosperam, ao passo que os ímpios sofrem enfermidades, são em número pequeno e morrem prematuramente. Que aconteceu à palavra de DEUS e às suas promessas? A experiência parecia provar que DEUS pune os justos, mas se esquece de castigar os iníquos.
Ora, se os ímpios prosperam e os justos sofrem, por que alguém deveria querer ser bom? O poeta precisava descobrir a resposta para essa indagação.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2277.
A Prosperidade dos ímpios (73.4-12)
A riqueza, o orgulho e a prosperidade dos ímpios são descritos em termos vívidos. O fato de isso não ocorrer com todos os injustos não obscurece a realidade de ser verdade para muitos. Não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força (4) pode ser traduzido como: “Eles não passam por sofrimento e tem um corpo saudável e forte” (NVT). Eles parecem estar livres de “canseiras” (5; ARA), seguros na sua soberba e incontrolados na sua violência ou conduta sem escrúpulos (6). No meio de um povo primitivo que sempre está à beira da fome, os ímpios têm mais do que o seu coração deseja (7). Sua conversa é cínica e perversa, presunçosa e blasfema (8-9). Os versículos 10-11 são traduzidos de maneira mais clara por Moffatt: “Por isso o povo se volta para eles e não vê nada de errado neles, pensando: ‘Quanto DEUS se importa? Acaso, há conhecimento no Altíssimo?’” Apesar da sua impiedade, esse povo prospera e os seus habitantes estão sempre em segurança, e se lhes aumentam as riquezas (12).
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 222.
Ec 8.10 Assim também vi os perversos receberem sepultura e entrarem no repouso. Os ímpios eram louvados por todos, até pelos sacerdotes e ministros do templo de Jerusalém. Eles tinham uma impressionante forma externa de piedade. Atendiam a seus deveres nos sacrifícios e nos rituais do templo, realizavam atos atrevidos na cidade e, no entanto, eram louvados por aqueles que os temiam. Mas o filósofo estava ali para ver homens tão miseráveis sendo sepultados, passando assim para o seu merecido nada. Não há, aqui, nenhuma ideia de sofrer algum julgamento no além-túmulo. Aqueles ímpios eram homens de pó, que voltariam ao pó, e, embora agitassem muita poeira entre os dois pontos, seriam totalmente extintos, no fim de sua história agitada. Esse era o ensinamento heterodoxo do filósofo, pelo menos, para os antigos hebreus, que, apesar de não acreditarem na sobrevivência da alma, pelo menos acreditavam na retribuição divina nesta vida terrena. Isso nem sempre acontece, contra as expectações dos piedosos, mas o nada da morte nivela todos os problemas.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2729.
Uma declaração de fé (8.10-13). “os perversos” são “esquecidos na cidade”; na RSV, seguindo a mesma ideia da Septuaginta “os perversos [...] foram louvados”. AASV preservou tanto a formulação do hebraico como o significado no contexto, traduzindo assim o versículo: “Assim eu vi os perversos sepultados, e vieram ao túmulo; e os que haviam feito o bem saíram do santo lugar e foram esquecidos na cidade; isso também é vaidade”. Pois os perversos serem sepultados em honra e os justos serem esquecidos são coisas que violam a ordem moral.
O versículo 11 menciona um fato amplamente reconhecido. O castigo para o pecado parece chegar tão tardiamente e ainda assim ser algo que acontece tão raramente que os pecadores continuam cantando, não sendo restringidos por medo algum. Mas apesar da contradição das aparências e da atitude descarada dos perversos, o autor declara sua própria fé. Ainda que o pecador faça mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a DEUS, aos que temerem diante dele [...] Mas ao ímpio não irá bem (12-13; cf. SI 1.1-6). Esta também é a fé expressada por Lowell: A verdade esteja sempre na forca, o errado sempre no trono, — Mas essa forca ainda vai balançar o futuro, e por trás do obscuro desconhecido Está DEUS na sombra, protegendo os seus.
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 454.
Ele os observou prosperarem no abuso de seu poder (v. 10): Eu vi estes governadores ímpios irem e saírem do lugar de santidade (versão inglesa KJV), irem em grandeza e retornarem em pompa do lugar da magistratura (que é chamado de lugar do Único SANTO, porque o julgamento é do Senhor, Dt 1.17, e Ele julga entre os deuses, SI 82.1, e está com eles no julgamento, 2 Cr 19.6), e eles continuaram todos os seus dias no cargo, sua má administração nunca foi levada em conta, mas morreram em honra e foram sepultados de forma magnífica, mas não impediu (1) Seus corpos de serem sepultados no pó. Vi-os deitados no túmulo; e a sua pompa, apesar de lhes ter servido desse lado, não poderia acompanhá-los, Salmos 49.17. (2) Nem seus nomes de serem enterrados em esquecimento; pois eles foram esquecidos, como se nunca tivessem existido.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Jó a Cantares de Salomão. Editora CPAD. pag. 935.
Fp 1.29 - Padecer. O sofrimento é, na verdade, uma dádiva de DEUS, pois nele o Senhor nos consola (2 Co 1.5) e consente que nos regozijemos (1 Pe 4-12,13). O sofrimento nos amadurece como cristãos no presente (Tg 1.2-4) e permite que sejamos glorificados com CRISTO no futuro (Rm 8.17).
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 524,
Fp 1.29. Porque vos foi concedida (por DEUS) a graça de padecerdes por CRISTO, e não somente de crerdes nele. Esta magnífica declaração é apresentada como uma teodiceia, para ajudar os filipenses a compreenderem, pelo menos em parte, seus sofrimentos. Os filipenses não deveriam perturbar-se por causa de suas experiências amargas, como se DEUS os tivera esquecido, ou estivesse zangado com eles. Ao contrário, o verbo (gr. echaristhè) lembrá-los-ia de que até mesmo estas provações vêm a eles como uma dádiva da graça de DEUS (gr. charis). Somente pela fé, que vem pela graça, pode o sofrimento ser considerado um privilégio (Gnilka). A comunhão com um CRISTO sofredor (padecerdes por CRISTO) necessariamente pressupõe co-participação em Seu destino, e que a compreensão paulina da vida cristã insiste em que não há maneira de conhecer-se essa vida, em sua verdadeira expressão, senão mediante a identificação pessoal com o CRISTO que foi exposto a todos os riscos e mazelas de um mundo cruel. Paulo diz que a marca distintiva do crente é a cruz.
Ralph P. Martin, Ph. D.. Filipenses Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 97-98.
Col 1.24 - Paulo diz que o sofrimento é inevitável ao levar as Boas Novas de CRISTO ao mundo. O apóstolo menciona as "aflições de CRISTO" porque todos os cristãos estão relacionados a Ele. Quando sofremos. CRISTO sofre conosco. Mas esse sofrimento pode ser suportado alegremente, porque Ele transforma vidas e leva as pessoas ao Reino de DEUS (ver 1 Pe 4.1.2; 12—19).
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 1676.
II Tm 1.8 “Antes, participa das aflições do evangelho, segundo o poder de DEUS, isto é, conta com as aflições por amor ao evangelho, prepara-te para elas, está pronto a sofrer com os santos sofredores neste mundo”. Participa das aflições do evangelho ou como podemos ler: Sofra com o evangelho; “não somente compadeça-se com aqueles que sofrem pelo evangelho, mas esteja pronto a sofrer com eles e sofrer como eles”.      Participa das aflições do evangelho, segundo o poder de DEUS. Todos os cristãos, mas especialmente os ministros, devem esperar aflições e perseguições por amor ao evangelho. Elas serão proporcionais ao poder de DEUS (1 Co 10.13) que está sobre nós.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 707.
II Tm 1.8 - Paulo disse a Timóteo que esperasse pelo sofrimento — assim como Paulo. Timóteo seria preso pelo fato de pregar as Boas Novas (Hb 13.23). Mas Paulo prometeu a Timóteo que DEUS lhe daria forças e que ele estaria pronto quando fosse sua vez de sofrer. Mesmo quando não existe qualquer perseguição, pode ser difícil compartilhar nossa fé em CRISTO.
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 1712.
2. Os maus prosperam.
Por outro lado, tanto Davi como seu filho Salomão constataram que os ímpios prosperam! Salomão como bom observador viu isso: “Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há perverso que prolonga os seus dias na sua perversidade” (Ec 7.15).
Mas o que significa prosperar? Qual o conceito de “prosperidade”?. Na teologia neopentecostal ser “próspero” significa “ter posses”, e “bênção” significa “sucesso”. Neste contexto a ideia que se tem de um pastor bem sucedido, por exemplo, é de alguém que está se “dando bem” ou que é possuidor de muitos bens. Dentro desse contexto a teologia da cruz foi suplantada pelo desejo de consumo. Mas isso está longe do que seja a prosperidade bíblica. Precisamos deixar bem claro que DEUS quer que seus filhos sejam prósperos, mas isso não pode ser confundido simplesmente com aquisição de “posses” ou “bens”. Nem tampouco a bênção do Senhor pode ser confundida simplesmente com sucesso. Alguém pode possuir muitos bens, ter muitas posses, e ainda assim não ser uma pessoa próspera. Por outro lado, uma pessoa pode ser abençoada por DEUS sem, contudo, ter aquele “sucesso” que o mundo tanto aplaude. Vejamos o Salmo 73, em que essas diferenças conceituais se tornam bem claras para nós. No versículo 3 nós lemos: “ Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos” (ARA). E no versículo 12 está escrito: “Eis que estes são os ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas” (ARC). A palavra prosperidade neste último texto traduz o termo hebraico shalew, derivado de shala, e significa “tranquilo”, “próspero”. O contexto desse Salmo 73 deixa claro que o autor ficou perturbado com a aparente prosperidade dos incrédulos. Como isso podia acontecer, se aqueles que temiam a DEUS pareciam viver em dificuldades?
Quando ainda se propunha a entender essa aparente contradição da vida, o salmista encontra a chave que solucionará o problema. “Até que entrei no santuário de DEUS; então, entendi eu o fim deles. Certamente, tu os pusestes em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição” (w. 17,18). Ele descobriu que os ímpios têm posse, mas não prosperidade; os ímpios desfrutam de sucessos, mas não de bênçãos divinas. Para o salmista, a prosperidade era mais uma questão de “ser” do que de “ter”. Ser amigo de DEUS é muito mais importante do que aquilo que Ele pode nos dar. “Todavia, estou de contínuo contigo, tu me seguraste pela mão direita. Guiar-me-ás com o teu conselho e, depois, me receberás em glória” (SI 73.23,24).
É esse, precisamente, o conceito de prosperidade no Novo Testamento. Ao escrever aos crentes de Corinto, Paulo diz: “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade (Gr Euodoo), para que se não façam coletas quando eu chegar” (1 Co 16.2). Para ele, cada cristão possuía a sua prosperidade. Com certeza, ali havia cristãos com mais bens do que outros, mas todos eram prósperos em CRISTO. Fica, portanto, estabelecido que a espiritualidade de alguém não pode ser medida pelo que tem, mas pelo que é. A régua da eternidade nos medirá tomando como critério a fidelidade e não a prosperidade. A prosperidade bíblica vem como resultado de um relacionamento sadio com DEUS (SI 73.17,27,28) e independe de alguém ter posses ou não. Os ímpios têm posses, mas não prosperidade.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 128-130.
Os bons prosperam; os maus também — retribuição versus soberania divina
O princípio bíblico para a retribuição divina pelos atos humanos é bem documentado nas páginas do Antigo Testamento. Os bons são premiados com o bem, e os maus são punidos por conseqüência de suas ações. Há uma lei de causa e efeito que permeia as ações do povo de DEUS na Antiga Aliança. As Escrituras vetero-testamentárias põem lado a lado o pecado e suas conseqüências. Se alguém faz o que é bom diante de DEUS, então ele deve esperar o bem como reconhecimento ou recompensa por esse ato. Todavia, deve ficar claro que esse princípio se fundamenta na teologia de um correto relacionamento com DEUS, e não numa mera relação de troca como se DEUS pudesse ser comparado a uma máquina que está sempre pronta a distribuir recompensas para quem conseguiu dominar as técnicas de seu manuseio. Se perdermos de vista esse princípio, incorremos no erro do qual G. K. Chesterton nos advertiu:
Uma vez que o povo tenha começado a crer que prosperidade é vista como recompensa para a retidão, o abismo seguinte é obvio. Se a prosperidade é vista como recompensa para a retidão, pode ser então considerada como um indicador de integridade. Os homens não mais terão a árdua tarefa de transformar homens bons em prósperos. Em vez disso, adotarão uma tarefa mais simples: considerar homens prósperos com bons.
Com Abraão vemos o princípio da retribuição acontecer, fundamentado em um relacionamento correto com DEUS. A Bíblia diz que o velho patriarca foi abençoado porque obedeceu à voz do Senhor (Gn 12.18). O mesmo acontece com os outros patriarcas, Isaque e Jacó (Gn 25.11; 30.43). No Pentateuco, essa lei da retribuição é bem conhecida do povo de DEUS. Os capítulos 27 e 28 de Deuteronômio detalham inúmeras conseqüências para um eventual pecado da nação israelita. Na verdade, a retribuição é nominada como sendo bênçãos e maldições. A obediência seria a causa das bênçãos de prosperidade, enquanto as maldições seriam o efeito da desobediência. Eles devem demonstrar um estilo de vida santificado, observando a Lei, não por causa da própria Lei, mas porque DEUS é santo, a Lei reflete algo de sua natureza, a qual eles devem demonstrar. No período tribal vemos esse princípio em toda a sua força (Jz 3.12; 4.1; 6.1; 10.6; 13.1). Para o autor de Juízes o resultado para a punição dos israelitas era em razão de uma vida desobediente diante de DEUS (Jz 21.25). Durante a monarquia, período que vemos a atuação enérgica dos profetas, os reis eram avaliados pelo bem ou pelo mal que haviam praticado diante do Senhor (1 Rs 15.11; 2 Rs 12.2; 2 Rs 16.2; 2 Cr 28.1).
É evidente, como já vimos que a lei da retribuição é vista como um princípio básico, mas a teologia da Antiga Aliança deixa claro que a soberania de DEUS deve ser levada em conta quando avaliamos as ações dos homens. No caso do rapaz cego de nascença, cuja doença nada tinha a ver com pecado (Jo 9.3) e nos dezoito esmagados pela torre de Siloé não eram notórios pecadores (Lc 13.1-5). JESUS ensinou que DEUS envia chuva e sol tanto sobre crentes como sobre incrédulos (Mt 5.45).
Há algumas Escrituras no Antigo Testamento que revelam que os justos sofrem e os maus prosperam (SI 73.1-28). Parece ilógico o profeta Eliseu, que curou a tantos, morrer doente dos pés (2 Rs 13.14). E paradoxal, mas é bíblico. O livro de Jó, por exemplo, detalha a luta de um homem que à primeira vista reconhecia apenas o princípio da retribuição. Jó não entendia por que um homem obediente como ele (Jó 1.1) podia sofrer. E evidente que por trás do sofrimento de Jó está a soberania do Altíssimo que permite ser ele provado, mesmo a Escritura deixando claro que ele era um homem irrepreensível (Jó 1.1,2). Todavia, observando o livro no seu todo, constatamos que o seu real propósito não é focalizar o sofrimento humano, mas como DEUS se relaciona com seus filhos. Nesse relacionamento até mesmo o sofrimento ou reveses podem fazer parte do seu plano soberano para nos abençoar ou fazer prosperar, e Jó reconhece isso (Jó 42.3).
A prosperidade no Antigo Testamento vem como resultado da bênção do Senhor sobre os empreendimentos do seu povo. Essa prosperidade não se fundamenta em méritos pessoais, mas é uma resposta à obediência que se constrói como resultado de um relacionamento correto com DEUS.
GONÇALVES. José,. A Prosperidade a Luz da Bíblia. Editora CPAD. pag 25-28.
Há muito tempo, coisas ruins têm acontecido a pessoas boas, até mesmo com as pessoas de DEUS dos tempos bíblicos. Quem pode esquecer o horrível sofrimento de Jó (ele perdeu a família e suas posses)? Davi, que estava para se tornar rei de Israel, por anos a fio, foi caçado e perseguido pelo ciumento e furioso Saul (1 Sm 20.33; 21.10; 23.8). A esposa de Oséias foi infiel (Os 1.2; 2.2,4). José foi tratado de maneira cruel por seus irmãos e vendido como escravo (Gn 37.27,28). João Batista, a mando da enteada de Herodes, foi decapitado (Mt 14.6-10). Paulo, inúmeras vezes, foi jogado na prisão, sofreu naufrágio, foi açoitado e deixado como morto e muito mais (2 Co 11.25).
Além disso, em nosso mundo, inúmeras pessoas boas estão experimentando em seu coração o que chamamos de dor espiritual. Cornelius Plantinga Jr., filósofo cristão, explica:
Os seres humanos solícitos e atenciosos sofrem a angústia do envelhecimento. Eles têm um aguçado senso do fluxo unilateral do tempo que carrega com ele os tesouros, e as oportunidades, e a juventude que aparentemente não voltam mais... ainda que caminhemos pelo vale da morte apenas uma vez, passamos nossa vida no vale da sombra da morte.
A dor física, a dor emocional e a dor existencial — todas elas são espinhos sempre presentes em nossa vida. Basta esperar o tempo suficiente, e todos serão ferroados por elas de uma maneira ou de outra.
O problema do mal, posto de maneira simples, é este:
Podemos Saber realmente as Respostas?
O fato é que muito do que DEUS faz em nosso mundo é e continuará sendo inescrutável para nossa mente finita. Nunca saberemos por que algumas coisas ruins acontecem neste universo. Alguns caminhos de DEUS continuarão a ser um mistério para nós. DEUS afirmou em Isaías 55.8,9: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.
Em Romanos 11.33,34 no mesmo teor o apóstolo Paulo ponderou: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de DEUS! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?"
De nosso limitado ponto de vista, só podemos ver um fio da tapeçaria de cada vez. E não compreendemos como todos os distintos fios podem ser tecidos juntos. Assim como Jó preciso aprender a confiar em DEUS a despeito das coisas que não entendo totalmente.
O que a Bíblia revela é significante e nos dá boas razões para confiar em DEUS e em seus propósitos. Quanto mais entendermos o que as Escrituras revelam sobre esse assunto, mais nossa fé encontrará amparo para que possamos confiar em DEUS, mesmo com tudo que não entendemos.
RHODES, Ron. Por que Coisas Ruins Acontecem Se DEUS é Bom. l. ed. Rio de Janeiro: Editora CPAD.
Considere Todas as Evidências
Embora os cristãos reconheçam que o problema do mal é visto por alguns como um argumento racional contra a existência de DEUS, eles sugerem que os argumentos a favor da existência de DEUS têm muito mais peso e valor do que os contra. Os cristãos, portanto, argumentam que não se pode focar a atenção sobre um único e restrito aspecto da evidência (como a existência do mal), mas deve-se considerar todo o conjunto de evidências — inclusive os vários argumentos que, ao longo dos séculos, foram sugeridos a favor da existência de DEUS.
1. O argumento cosmológico. Esse argumento diz que cada efeito tem uma causa adequada. O universo é um "efeito". A razão determina que o que quer que tenha causado o universo deve ser maior que o universo. Essa causa é DEUS (e Ele mesmo é a Primeira Causa não-causada). Como Hebreus 3.4 afirma: "Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é DEUS".
2. O argumento teológico. Esse argumento destaca a óbvia intencionalidade e complexidade do planejamento do mundo. Se encontrássemos um relógio na areia, poderíamos assumir que alguém criou o relógio, pois, obviamente, as partes não poderiam se unir sozinhas. O perfeito planejamento do universo, de maneira similar, indica um Planejador, e Ele é DEUS.
3. O argumento ontológico. Esse argumento diz que a maioria dos seres humanos tem a ideia inata do mais perfeito ser. De onde vem essa ideia? Não do homem, pois ele é um ser imperfeito. Algum ser perfeito (DEUS) deve ter plantado essa ideia no homem. Não é possível conceber a não-existência de DEUS, pois, desse modo, ninguém poderia conceber a existência de um ser ainda maior. Portanto, de fato, DEUS deve existir.
4. O argumento moral. Esse argumento diz que todo ser humano tem um senso inato de "dever" ou obrigação moral. De onde vem isso? Deve vir de DEUS. A existência de uma lei moral em nosso coração exige a existência de um Legislador (veja Rm 1.19-32).
5. O argumento antropológico. Esse argumento diz que o homem tem personalidade (razão, emoção e desejo). Uma vez que isso é pessoal, não pode se derivar do impessoal, deve haver uma causa pessoal — e essa causa pessoal é DEUS (veja Gn 1.26,27).
Algumas pessoas, obviamente, mesmo quando a par de alguns desses argumentos, ainda rejeitam a crença em DEUS. Talvez, João Calvino, o reformador, estivesse certo quando disse que as pessoas não-regeneradas vêem, de forma nebulosa, essas evidências de DEUS no universo. Apenas “quando a pessoa põe os "óculos" da fé e da crença na Bíblia é que as evidências da existência de DEUS entram no foco claro e tornam-se convincentes.
RHODES, Ron. Por que Coisas Ruins Acontecem Se DEUS é Bom. l. ed. Rio de Janeiro: Editora CPAD.
Fé na Bondade de DEUS (73.1-3)
Sal 73.1 Com efeito DEUS é bom para com Israel. A despeito de todas as tribulações, desgraças, injustiças evidentes e desastres que há “lá fora”, a despeito do Problema do Mal, o salmista descobriu que DEUS é bom. O vs. 2 mostra que o homem chegou a essa posição otimista somente depois de ter feito investigações. Dúvidas o tinham avassalado, e somente um exame sério da questão, combinado a uma elevada experiência espiritual, salvou sua fé em um DEUS bom neste mundo mal. “O salmista começou abruptamente ao declarar a conclusão à qual fora conduzido após melhores pensamentos no santuário (vs. 17)".
Os de coração limpo. Cf. Sal. 24.4, que aponta para aqueles que amam o bem e odeiam o mal. Cf. Mat. 5.8 e 15.18-20. A lei dava aos homens coração puro sob bases vetero-testamentárias. A providência de DEUS, em seus aspectos positivos, já havia demonstrado isso ao salmista, por meio de seu homem interior, levando-o a esperar novamente em DEUS.
O salmista estava pisando em terreno escorregadio, enquanto meditava sobre todas essas coisas. Foram necessários raciocínios espirituais e grande experiência espiritual para impedi-lo de cair. Seus passos também se “derramaram”, conforme diz literalmente o hebraico, falando de fraqueza e instabilidade.
Sal 73.3 Pois eu invejava os arrogantes. O salmista estava doente no corpo e no coração (vs. 14) e, no entanto, os ímpios viviam bem e prosperavam. Eles eram as pessoas que possuíam o tipo de coisas que os homens buscam, enquanto ele, que buscava a DEUS, parecia ter sido abandonado em sua miséria. E o que vexava mais claramente o poeta era a prosperidade de que os ímpios desfrutavam. Ver idêntico problema em Sal. 17.14; 37.1,35; 92.7; Jó 12.6; 21.17; Ecl. 8.14; Jer. 12.1-3; Hab. 1.13; Mal. 3.15. Não obstante, os piedosos eram exortados a não invejar os ricos maus: ver Sal. 37.1; Pro. 3.21; 23.17; 24.1,19. “Por que as pessoas que se opõem a DEUS geralmente vivem melhor do que aquelas que Nele confiam? O problema era tão avassalador que o homem quase perdeu a fé" (Allen P. Ross, in loc.).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2275-2276.
O Problema dos Justos (73.1-3)
Os primeiros três versículos relatam, de maneira sucinta, o problema espiritual do salmista. Sua fé afirma o fato de que DEUS é bom para com Israel [...] para com os limpos de coração (1). Os puros de coração certamente são abençoados (Mt 5.8). Ele viu seus pés espirituais quase se desviarem (2) e disse: Eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios (3). Os homens sempre serão levados a lutar com os problemas apresentados pelo sucesso aparente e a prosperidade dos ímpios e de homens sem escrúpulos, e o sofrimento e as privações suportados por aqueles “dos quais o mundo não era digno” (Hb 11.38). Muitos permitem que suas perguntas se transformem em dúvidas prejudiciais em relação à justiça e bondade de DEUS.
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 222.
Verdadeiramente bom é DEUS (1). Essa declaração positiva indica a ausência de dúvida na mente do salmista, no tempo atual.
DAVIDSON. F. Novo Comentário da Bíblia. Salmos pag. 159.
Ec 7.15 Tudo isto vi nos dias da minha vaidade. Na verdade, com grande freqüência, o oposto é que é a verdade. O homem bom enfrenta adversidades e morre ainda jovem; o homem mau continua pecando e corrompendo-se por todo o caminho e, no entanto, vive por longo tempo e tem muito dinheiro. Ambos morrem como animais e são reduzidos ao mesmo nada (Eclesiastes 3.18-20); portanto, onde está a famosa justiça na qual você continua a falar?” (Cf. Eclesiastes 8.14. Ver Jó 2.10).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2725.
Evite o Farisaísmo e a Perversidade (7.15-18)
O argumento dessa passagem dá suporte a um ponto de vista situado entre, por um lado, o legalismo moral e, por outro, a licenciosidade moral de propósito. Salomão apresenta como premissa no versículo 15 que recompensas justas para os que praticam o bem ou o mal não são evidentes nesta vida: um justo [...] perece e um ímpio prolonga os seus dias. Os versículos 16 e 17 se referem aos que são “inflexivelmente devotos”, aos demasiadamente sábios e aos extremamente perversos. Já que o homem não tem a sabedoria de DEUS ele é aconselhado a moderar seu julgamento e suas ações. Não sejas demasiadamente justo (16) se refere ao tipo de virtuosismo farisaico que nosso Senhor tanto condenou (cf. Mt 5.20; Lc 5.32). O demasiadamente sábio é aquele que aspira uma sabedoria absoluta que não tolera qualquer diferença de opiniões. Extremos desse tipo destroem a influência de alguém para o bem e são desagradáveis a DEUS.
Acerca de não sejas demasiadamente ímpio (17) Clarke comenta: “Não multiplique a maldade, não acrescente a oposição direta à religiosidade ao restante dos seus crimes. Por que você iria provocar a DEUS para que este o destruísse antes da hora?”.
Depois de todos esses conselhos de precaução, Salomão reconhece que um homem precisa dar um passo à frente quanto ao certo e errado. Bom é que retenhas isso (18, retidão).
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 451.
Nós não devemos nos ofender com a grande prosperidade de pessoas perversas, nem com as piores calamidades que podem acontecer com os piedosos nesta vida, v. 15. A sabedoria nos ensinará como interpretar aqueles capítulos escuros da Providência, assim como reconciliá-los com a sabedoria, santidade, bondade e fidelidade de DEUS.
Observe que, apesar de Salomão ser tão sábio e um grande homem, ainda assim ele chama os dias de sua vida de dias da minha vaidade, pois os melhores dias sobre a terra são assim, em comparação com os dias da eternidade.
Nabote pereceu na sua justiça, e Abel, muito tempo antes. As calamidades dos justos os estão preparando para seu futuro abençoado, e os ímpios, enquanto seus dias são prolongados, estão somente amadurecendo para a ruína. Há um julgamento por vir, que retificará essa aparente irregularidade, para a glória de DEUS e a total satisfação de todo o seu povo, e nós devemos esperá-lo com paciência.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Jó a Cantares de Salomão. Editora CPAD. pag. 928.
Até que (v. 17) ele entrou no Santuário de DEUS; ele dedicou-se às suas devoções, meditou sobre os atributos de DEUS e sobre as coisas reveladas que dizem respeito a nós e aos nossos filhos; ele consultou as Sagradas Escrituras e a opinião dos sacerdotes que freqüentavam o Santuário; ele orou a DEUS pedindo que lhe esclarecesse esta questão e o ajudasse nesta dificuldade; até que, por fim, ele compreendeu o fim miserável dos ímpios, o qual, segundo a visão que ele teve, é tão triste, que, mesmo no auge da sua prosperidade, seria melhor termos piedade deles do que inveja, pois eles simplesmente estão maturando a própria ruína.
O Santuário deve ser, portanto, o refúgio da alma tentada.
As aflições do justo terminam em paz, e, por isso, ele é feliz; os prazeres do ímpio terminam em destruição, e, por isso, ele é um miserável.
1. A prosperidade dos ímpios é curta e incerta.
2. A sua destruição será certa, súbita, e impressionante.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Jó a Cantares de Salomão. Editora CPAD. pag. 468-469.
Sal 73.27 Os que se afastam de ti, eis que perecem. Neste ponto, o salmista reiterou a lamentável doutrina de aniquilamento em relação aos ímpios. Os que estão “afastados de DEUS”, em contraste com os que estão próximos ao Senhor, simplesmente perecerão.
Sal 73.28 Quanto a mim, bom é estar junto a DEUS. Os ímpios escorregarão (vs. 19) e cairão, sendo reduzidos a nada; mas os bons se aproximarão cada vez mais de DEUS, entrarão em Suas mansões celestiais (vs. 24) e obterão uma herança no céu (vs. 26), no pós-túmulo.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2280.
Os versículos 27-28 apresentam um resumo claro acerca do destino final totalmente diferente dos ímpios e dos justos: Eles perecerão e serão destruídos (27). Mas, para mim, bom é aproximar-me de DEUS; pus a minha confiança no Senhor DEUS, para anunciar todas as tuas obras (28). A expressão: apostatando, se desviam de ti (27) descreve a infidelidade espiritual contra o Amante das suas almas.
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 223.
Ele estava completamente convencido da situação miserável de todos os ímpios. Ele aprendeu ao entrar no Santuário de DEUS, numa experiência que jamais esqueceria (v. 27): “Tu hás de destruir, com justiça, todos aqueles que preferem a devassidão a estarem na tua presença, ou seja, todos os apóstatas, que com a boca confessam o compromisso com DEUS, mas, na prática, abandonam a Ele, os seus deveres para com Ele, e a comunhão com Ele, para abraçar o peito de um estranho”. A condenação será severa, nada menos que a morte e a destruição. Ela será universal: “Todos estes serão destruídos sem exceção”. O próprio DEUS assumirá esta tarefa, e, como se sabe, horrenda coisa é cair nas mãos do DEUS vivo. Vivamos em contínua dependência do Senhor: “pus a minha confiança no Senhor DEUS, e jamais me desviarei à devassidão, confiando em coisas que por ti foram criadas”.  Jamais duvidemos de que sempre teremos ocasião para louvar o seu nome. Confiemos no Senhor, para que possamos declarar todos os seus feitos. Note que aqueles que depositam a sua confiança em DEUS, com um coração reto, jamais ficarão sem motivo para dar graças a Ele.
4 HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Jó a Cantares de Salomão. Editora CPAD. pag. 471-472.
 
II - A REALIDADE DO PRESENTE E A INCERTEZA DO FUTURO
1. A realidade da morte.
Há uma chave que é importantíssima para entendermos a mensagem de Eclesiastes. Ela se encontra nos capítulos 2.10; 3.22; 5.17-19 e 9.9: “Esta é a tua porção nesta vida debaixo do sol”. E debaixo do sol que expressamos nossa existência e é debaixo do sol que constatamos nossa finitude! /
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 130.
Característica Geral
Um dos grandes mistérios da nossa existência é como um espírito eterno veio a envolver-se com um corpo físico, e como esse elemento físico é incapaz de resistir à ruína produzida pela passagem do tempo, e finalmente morre, livrando outra vez o espírito, de sua habitação de carne. O nosso corpo precisa ser respeitado tanto por ser obra de DEUS como por prover-nos o instrumento necessário para a nossa manifestação nesta esfera terrena. A teologia ensina que essa manifestação é importante. Ficamos consternados porque o corpo físico está sujeito à morte; mas uma reflexão sábia revela-nos que isso tanto é necessário quanto é desejável, porquanto uma imortalidade física, nas nossas condições atuais, em muito perturbaria o verdadeiro destino do homem. Seja como for, a morte do corpo físico sempre se faz presente, reivindicando direitos sobre as suas vitimas (ou vitoriosos?).
A Morte como Punição pelo Pecado
O trecho de Gênesis 2: 17 é o primeiro que alude à morte, onde também ensina que a morte é a punição contra o pecado. Paulo confirmou esse ponto teológico (Rom, 5:12; 6:23), ligando-o à narrativa sobre Adão, e estabelecendo o princípio geral que o pecado tem seu salário, que é a morte física e espiritual. Essa morte, em seu duplo aspecto, físico e espiritual, é contrastada com o dom da vida, que é o pólo oposto dessa doutrina. Qualquer coisa material estaria sujeita à desintegração, somente por ser material. Temos uma alma imaterial que habita em um corpo material e mortal; e essa mortalidade é sinal do envilecido estado da alma e de sua natureza pecaminosa, sem importar se foi o pecado ou não que causou essa mortalidade. A teologia também é a mesma, quando se trata da salvação dessa alma. Uma parte da redenção consiste em sermos libertos da materialidade mortal. recebendo em troca uma forma de vida superior, que não requer associação com a matéria pura. Naturalmente, a redenção faz a alma humana participar da natureza divina, com seus atributos (lI Ped. 1:4), mas, para tanto será mister uma caminhada muito longa em que os remidos passarão por muitos estágios de glória (11 Cor. 3:18) até que aquele alvo final seja finalmente atingido.
Como a Morte nos Serve - I Cor. 3:22
1. Esse será um acontecimento solene, em razão do qual dizemos: «Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio» (Sal. 90:12).
2. A morte física não nos separará de CRISTO; pelo contrário, nos levará à sua presença, pois estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor (ver 11 Cor. 5:8).
3. Para o crente, a morte envolve vantagem (ver Fl, 1:21). A morte física livra-nos daquilo que é mortal e terreno, conferindo-nos grande avanço espiritual.
4. Quiçá Paulo também estivesse pensando aqui acerca da morte de CRISTO e de como ela nos propiciou a expiação dos pecados e a admissão à vida eterna (ver Rom.3:25).
«Morte, aquela hora solene, tão temida pelos ímpios; tão odiosa para aqueles que vivem sem DEUS; ela é vossa. A morte é vossa serva; ela vem como mensageira especial da parte de DEUS; ela vem para desfazer um nó que agora liga corpo e alma, e que não nos seria legítimo desmanchar. Ela vem para conduzir as nossas almas à glória; e ela não poderia vir 'antes' do seu devido tempo, para aqueles que estão esperando a salvação de DEUS. Os santos desejam viver somente para a glória de DEUS; e aquele que querem viver mais tempo do que podem "obter'"e "fazer" o bem, não é digno da vida». (Adam Clarke, in loe., que nos dá assim um comentário deveras excelente sobre papel da morte física para nós). «A morte de CRISTO visava ao benefício deles, por ter sido sofrida em lugar deles, por causa dos seus pecados, apresentando uma satisfação ante a justiça divina, em prol deles; e os benefícios dessa morte passam a ser desfrutados por eles. A morte dos homens bons, dos ministros do evangelho, dos mártires, dos confessores, pertence a eles, servindo para fortalecer a sua fé, para animar o seu zelo, encorajando-os a se aferrarem na profissão de sua fé sem qualquer hesitação. A morte desses é uma bênção para eles, porquanto o ferrão da morte foi retirado, em relação a eles, por CRISTO; a maldição da morte foi removida para eles. Para eles a morte não é uma condenação má; mas antes, é livramento de todas as tristezas e tribulações desta existência terrena, bem como a passagem dos crentes para a glória e a felicidade intermináveis". (John GiII, in loc.).
Tememos instintivamente a morte, parcialmente por causa de suas características raciais inerentes, que ajudam a preservar a humanidade mortal. Mas também porque, por baixo disso tudo, a despeito de toda a nossa instrução e erudição, algumas vezes tememos que talvez seja o fim da existência, conforme alguns erroneamente supõem, ou porque pensamos que a morte nos traga alguma desvantagem.
Por Que Temer a Morte?
O homem teme instintivamente a morte. A despeito da fé, a morte abre diante de nós um caminho novo e ainda não experimentado, e os novos começos sempre envolvem algum desconforto e temor. Também tememos o processo da morte física, com as suas dores, com a separação dos entes queridos. Na realidade, porém, a morte não existe, pois tal termo é apenas o nome que empregamos para aludir a uma nova e melhor existência.
Naturalmente a doutrina ensinada pelo apóstolo Paulo vai mais longe do que a mera sobrevivência. Ele garante que nada, durante o processo da própria morte, ou qualquer conseqüência dai decorrente, poderá nos prejudicar, pois a morte nos pertence e serve de portal para a vida eterna.
A Metáfora - Elementos da Morte
1. Misticamente (dentro da identificação espiritual), morremos juntamente com CRISTO. O ESPÍRITO aplica em nós esse princípio, e cuida para que tenhamos forças contra o pecado (Rom. capítulo 6).
2. Mediante a energia concedida pelo ESPÍRITO, cortamos relações com o pecado. Encorajamos isso por meio do crescimento espiritual. Isso ocorre através da aplicação dos meios de desenvolvimento espiritual: o estudo da Bíblia, a oração, a santificação, a prática da lei do amor, o uso dos dons espirituais, etc.
3. O exercício da fé nos põe acima do poder do pecado (ver I João 5:4).
4. Nossa transformação gradual segundo a imagem de CRISTO (ver Rom. 8:29) dá-nos a vitória sobre o pecado, - pois, à medida que vamos nos transformando moralmente segundo ele (ver Mat. 5:48), nossas vidas vão sendo radicalmente transfiguradas para melhor.
5. A morte é um ponto final: pomos um ponto final na vida antiga, começando uma nova vida, em CRISTO (Col, 3: 1).
6. A morte é uma separação: por termos sido separados para CRISTO, ficamos separados do pecado.
O pecado morre para nós, e nós morremos para o pecado. Essas são palavras cabíveis, mas somente se o ESPÍRITO realizar sua obra.
7. Batismo Espiritual. Este batismo é a nossa identificação com CRISTO em sua morte e ressurreição.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 4. Editora Hagnos. pag. 363-366.
Heb 9.27-28. A morte em si mesma é inevitável: aos homens está ordenado morrerem uma só vez. Ninguém está isento desta experiência.
A diferença entre a morte de CRISTO e todas as demais é que a dEle foi voluntária, ao passo que para todos os demais é ordenada (apokeitai), i.é, armazenada para eles. A expectativa de que alguns escaparão à morte (cf. 1 Ts 4.15ss.) é uma exceção à regra geral declarada, ocasionada pelo evento especial da vinda de CRISTO.
Ao fazer a comparação entre todos os homens e CRISTO, o escritor começa com um fator comum: Ele morreu uma só vez, consideração esta que é repetida mais uma vez.
DONALD GUTHRIE, B. D., M. Th., Ph. D. Hebreus. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 187-188.
Heb 9.27. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo. É precisamente a total impossibilidade de contornar a palavra de juízo de DEUS sobre nossa vida que torna a aceitação pessoal do sacrifício de JESUS uma necessidade urgente (cf. Hb 2.3). Todos nós somos por natureza pessoas pecadoras e perdidas diante de DEUS. Porém todos podem experimentar a redenção.
Fritz Laubach. Comentário Esperança aos Hebreus. Editora Evangélica Esperança.
I Cor 15.19 Paulo sintetiza: o que será de todo o cristianismo sem a ressurreição de JESUS? Como cristãos seremos “nada mais do que pessoas que esperaram em CRISTO nesta vida”. Justamente as esperanças terrenas, porém, não são cumpridas por CRISTO.
Contudo, se não existir ressurreição dos mortos e tampouco a ressurreição de CRISTO, eles o farão realmente em troca de nada. Então são “mais dignos de pena do que todas as (demais) pessoas”. Muito melhor será a sorte daqueles milhões de pessoas que nem sequer conhecem esse CRISTO, que não sofrem nem renunciam por ele, mas aproveitam sem ele, da melhor maneira que podem, sua vida terrena e não se iludem com esperanças vãs.
Werner de Boor. Comentário Esperança Cartas aos Filipenses. Editora Evangélica Esperança.
I Cor 15.19 Inferiria que os ministros e os servos de CRISTO eram “...os mais miseráveis de todos os homens”, se esperamos em CRISTO só nesta vida (v. 19), o que é outro absurdo que segue da afirmação de não haver ressurreição. A condição de quem espera em CRISTO seria pior do que a dos outros homens. Note que todos os que crêem em CRISTO têm esperança nele; todos os que crêem nele como um Redentor esperam pela redenção e salvação através dele.
Eles não tinham então nenhum apoio nem proteção dos soberanos do mundo, mas eram odiados e perseguidos por todos os homens. Os pregadores e os cristãos individuais por essa razão tinham uma dura sorte se tinham esperança em CRISTO somente nesta vida. Nesses termos, seria melhor ser qualquer outra coisa do que cristão, pois, neste mundo, eles são odiados, perseguidos, maltratados e despojados de todos os confortos mundanos e expostos a toda a sorte de sofrimentos; eles sofrem mais do que os outros homens nesta vida, e ainda não têm nenhuma esperança melhor mais adiante. Note que era um absurdo grosseiro um cristão admitir a suposição de não haver ressurreição ou um estado futuro. Não restaria nenhuma esperança além deste mundo e freqüentemente tornaria a sua condição a pior do mundo. De fato, o cristão, pela sua religião, é crucificado para este mundo, e ensinado a viver na esperança de um outro. Prazeres carnais são insípidos para ele em grau elevado; e os prazeres celestiais e espirituais são aqueles que ele anela e almeja. De fato, como seria triste o seu caso, se ele devesse morrer para os prazeres mundanos e mesmo assim jamais esperar por nada melhor!
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 497.
2. A certeza da vida eterna.
Destinos diferentes — A certeza da vida eterna
Já vimos que o sábio Salomão escreveu Eclesiastes sob a perspectiva daqueles que se encontravam “debaixo do sol”. Já que a sua análise é puramente existencial, ele se limita a observar a vida do lado de cá e não do lado de lá. Somos seres de duas dimensões e trilhamos por destinos diferentes. Quem está do lado de lá, na eternidade, não participa das coisas de cá, do que é puramente existencial. Neste aspecto “os mortos não sabem de coisa alguma” (Ec 9.5), não porque estão inconscientes, mas porque pertencem a uma outra dimensão. Pertencem a um outro mundo (Ap 6.9; 2 Co 5.8) onde nem mesmo o sol será mais necessário.
Em Lucas 16.19-31, JESUS conta a história do rico e Lázaro. E uma história do outro mundo!
Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós. Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.
Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.
1)0 inferno é um lugar além túmulo; 2) O inferno é um lugar de lembranças; 3) O inferno é um lugar de conhecimento; 4) O inferno é um lugar de separação; 5) O inferno é um lugar de tormentos.
Que a vida segue além-túmulo é uma verdade inconteste no Novo Testamento. Já li muita coisa sobre a vida pós-morte. Em seu Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, R.N. Champlin, PhD em manuscritos gregos do Novo Testamento, narra uma porção delas. O livro Eles Viram o Inferno, escrito por médicos que acompanharam pacientes terminais, também é assustador. Alguns pacientes que foram dados clinicamente como mortos e que foram ressuscitados artificialmente e voltaram contando histórias aterrorizantes de um inferno de fogo. O mesmo foi narrado por John Lenox em seu livro Quarenta e Oito Horas no Inferno.
Um especial livro é: Por que creio no inferno.
O livro narra a entrevista que o Dr. Kennedy teve com um ex-ateu que se converteu à fé cristã. A razão da conversão desse ateu foi uma experiência de quase morte que ele teve e durante a qual disse ter ido ao Inferno. Perguntado como era esse lugar, o ex-ateu contou que o sofrimento ali era indescritível. Exemplificou dizendo que certa vez sofreu um acidente em uma linha férrea, sendo arrastado por vários metros. Experimentou uma dor terrível naquele acidente, mas segundo disse, a dor que sofrera no inferno era infinitamente maior. Disse também que quando era ainda jovem sofreu queimaduras no corpo e que a dor provocada pelas mesmas foram terríveis. Mas narrou que isso não podia se comparar ao que vivenciou no inferno. O Dr Kennedy narra que toda vez que aquele homem contava essa história aterradora, ele começava a suar, passava mal e desmaiava! O inferno é realmente terrível, mas nós, pelo sangue de JESUS, escapamos dele!
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 130-133.
VIDA ETERNA Uma frase que aparece 30 vezes no NT, na versão KJV em inglês, das quais 15 usos ocorrem no Evangelho e nas epístolas de João; e 43 vezes na versão RSV em inglês, com 25 ocorrências nos escritos de João. A palavra "eterna" (aionios) é derivada da palavra que significa "era", um período indefinido de tempo, e, dessa forma, duradouro, e Consequentemente infinito. A vida eterna refere-se invariavelmente à vida de DEUS, ou ao estado futuro dos justos (Mt 25.46). Os escritos de João a definem em termos de conhecimento, fazendo dela um sinônimo da experiência de DEUS (Jo 17.3). Ávida eterna não pode ser adquirida pelos homens, mas lhes é conferida como uma dádiva em resposta à fé (Jo 3.15,16; 1 Jo 5.11; Rm 6.23), e torna-se uma fonte perpétua de poder e refrigério (Jo 4.14). A vida eterna é a vitalidade que DEUS concede à alma humana no momento da conversão pessoal a CRISTO. A vida eterna é mediada por CRISTO (1 Jo 5.11) e representa a totalidade da experiência cristã em sua vitalidade, duração, qualidade, e em suas associações e conteúdo. Ela permite ao crente entrar diretamente na presença de DEUS por ocasião da morte, e desfrutar a eterna alegria do céu. Seu oposto é a morte eterna, ou a separação de DEUS (2 Ts 1.9).
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 2016-2017.
Ec 9.5 Porque os vivos sabem que hão de morrer. Esta vida é desesperada e miserável, com uma miséria adicional, “o temor da morte”. Mas os mortos pararam de temer, ou pararam com qualquer outra coisa, pelo que têm ao menos essa vantagem. Saber que se deve morrer é um pensamento solene e causa de muita ansiedade. O temor da morte escraviza os vivos (ver Heb. 2.15). Nós sabemos que existe esperança para além-túmulo, mas o triste filósofo não sabia. Por conseguinte, ele pensava que os mortos, havendo passado para o nada, tinham vantagem sobre os vivos, que viviam em miséria e ansiedade, uma das quais era: “Um dia você terá de morrer".
Os mortos nada sabem e não mais recebem recompensas por fazer algo, como sucedia quando estavam vivos.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2731.
A Morte Parece o Final de Tudo! (9.4-6)
Em um momento precipitado e desesperado, Salomão disse que a morte era melhor que a vida (4.1-3). Mas poucos homens com saúde e em sã consciência se posicionarão diante desse assunto com essa postura. Salomão não o faz. Ele agora declara que melhor é o cão vivo do que o leão morto (4) Porque enquanto um homem está vivo, há mortos não sabem coisa nenhuma (5). “Uma vez tirados da vida, eles não conhecem nada do que se passa debaixo do sol (6). Seus dias de provação estão acabados, e ainda assim eles não podem obter nenhuma recompensa (5) por viverem uma vida santa; mas também não podem estar expostos a qualquer tipo de castigo por crimes em estado de provação, pois isso acabou”
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 456-457.
O quinto selo.
1. A visão que esse apóstolo teve da quebra do quinto selo; foi uma cena muito comovente (v. 9): “...vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de DEUS e por amor do testemunho que deram”. Ele viu as almas dos mártires. Observe aqui: (1) Onde ele as viu - debaixo do atar; no pé do altar de incenso, no lugar mais santo; ele as viu no céu, aos pés de CRISTO. Daí note: Os perseguidores podem matar somente o corpo, e depois disso não há nada mais que possam fazer; sua alma vive. DEUS proveu um bom lugar no mundo melhor para aqueles que são fiéis até a morte e aos quais não se permite mais que ocupem um lugar na terra. Os santos mártires estão bem próximos de CRISTO no céu; lá eles têm o lugar mais elevado. Não é sua própria morte, mas o sacrifício de CRISTO que lhes concede a entrada no céu e a recompensa aí; eles não lavam as suas vestes no seu próprio sangue, mas no sangue do Cordeiro.
2.Qual foi a causa pela qual sofreram - por amor da palavra de DEUS e por amor do testemunho que deram, por crerem na palavra de DEUS e confirmarem e testemunharem da verdade dela; essa profissão da sua fé eles conservaram sem vacilar, mesmo tendo de morrer por ela. Uma causa nobre, a melhor causa pela qual qualquer homem pode entregar sua vida - a fé na palavra de DEUS e a profissão dessa fé.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 980-981.
Ap 6.9 A abertura dos selos segue a ordem dos discursos escatológicos dos evangelhos (EXCURSO 3a). Enquanto os evangelhos fornecem um esboço dos eventos exteriores (inquéritos, traição, ódio, morte), João silencia a este respeito, mencionando tão somente o fato da matança, pois, conforme Ap 4.1, não está olhando para a terra. Ele vê estes acontecimentos como aparecem diante de DEUS e da forma como forçosamente revoltam também o íntimo dos cristãos, a saber, o problema da injustiça que passa a ―multiplicar-se na matança de grandes multidões de cristãos (Mt 24.12). Seria possível que o Senhor, cuja intenção, afinal, era construir a sua igreja, repetidamente permitisse que justamente as mais corajosas testemunhas fossem eliminadas?
Depois da abertura dos selos João viu debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de DEUS e por causa do testemunho que sustentavam. O céu se lhe apresenta como templo celeste. Já no cap.4 apareceram-lhe querubins, personagens sacerdotais, coros, taças e o mar de vidro (cf. nota 247). Agora soma-se o altar. Este santuário celeste e também o altar no Apocalipse, diferentemente da carta aos Hebreus, não têm nada a ver com expiação, mas são ―central de oração e de orden. A permanência neste altar é sinal do convívio com DEUS.
João viu neste local sangue derramado de mártires. Esta visão foi imediatamente interpretada: vi almas. Ao olhar para o sangue, o profeta tomou consciência das pessoas, cuja morte havia sido uma morte no altar, ou seja, sacrifícios inocentes para DEUS e que haviam chegado a uma proximidade especial com DEUS. A morte não os havia separado de DEUS (Rm 8.38).
Da mesma forma como a menção do altar, tampouco a fala sobre a matança deve ser associada a sacrifícios no sentido expiatório. No Apocalipse a matança constitui uma expressão genérica para a morte violenta.
Adolf Pohl. Comentário Esperança Cartas aos Filipenses. Editora Evangélica Esperança.
 
III - A IMPREVISIBILIDADE DA VIDA
1. As circunstâncias da vida.
Possivelmente nenhum outro texto detalhe a imprevisibilidade e contingência da vida como este: “Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso. Pois o homem não sabe a sua hora. Como os peixes que se apanham com a rede traiçoeira e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enredam também os filhos dos homens no tempo da calamidade, quando cai de repente sobre eles” (Ec 9.11,12).
A vida é imprevisível! Totalmente contingencial! Ricos e pobres, brancos e negros, estão sujeitos às suas vicissitudes. Terremotos, furacões, secas, desempregos, etc., ocorrem não somente em países habitados por pecadores, mas também por crentes piedosos. “A vida é incerta” observa Ed René Kivitz “e de vez em quando somos nós suas vítimas. A imprecisão entre o que fazemos e o que colhemos pode transformar em fatalidade o que sempre teve cara de sucesso. Quem se prepara, estuda e se esforça consegue sempre as melhores posições, certo? Nem sempre, diria o Eclesiastes. Mas não adianta nada se preparar, estudar e se esforçar? Sim, adianta bastante, mas não é suficiente para garantir o sucesso e o conforto merecido. Que o digam os professores universitários”.
Habitamos em um mundo caído. Todavia o Senhor se faz presente no meio das intempéries da vida (SI 46.1; 91.15).
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 133-134.
De Volta ao Determinismo Absoluto (9.11-12)
Ec 9.11 Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio. Do ponto de vista humano, a própria sabedoria está sujeita a um futuro incerto. Falham todas as habilidades humanas: elas não estão em consonância com nossas expectações. Cinco dessas habilidades foram enfatizadas pelo filósofo. A razão pela qual os esforços humanos fracassam é porque a Vontade Divina ordenou as coisas de maneira surpreendente.
“Sem a menor sombra de dúvida, o Koheleth (o pregador) tinha visto a industriosidade ser recompensada e o gênio ser coroado, mas ele estava mais impressionado pelos inúmeros exemplos de habilidade não-reconhecida, ou de excelência que não deixou a sua marca" (O. S. Rankin, in loc.). O que parece ser acaso e caos, na verdade, tem por trás a Vontade Divina, assim as coisas que parecem caóticas só o são para a mente humana.
Reversões Humanas:
1. A corrida não é vencida pelos ligeiros, metáfora atlética que fala de qualquer esforço humano prolongado, parecido com uma corrida. Em uma corrida haverá apenas um vencedor, e as pessoas já fazem idéia do homem que é o mais forte e mais habilidoso. Ocasionalmente, surpreendemo-nos nas corridas literais, mas, na corrida da vida, podemos ver muitas reversões da fortuna. O suposto homem fraco sai-se vencedor, e o supostamente homem forte fracassa. Cf. Rom. 9.16. DEUS é o poder por trás daquele que ganha ou perde a corrida. Dicionário o artigo chamado Chance. Cf. II Sam. 18.22,23 e João 20.4-6.
2. Um exército mais fraco pode vencer a batalha, não por causa da força humana, mas porque a Vontade Divina já determinou o resultado. Ver também quanto às batalhas da vida. Cf. I Sam. 17.47; Sal. 33.16; II Crô. 14.9,11,15.
3. Algumas vezes, falta ao sábio até o pão, e ele padece fome, ou sente falta de outras coisas necessárias à vida diária. Além disso, o insensato tem muito para comer e ganha uma grande herança! A Providência de DEUS opera de maneiras inexplicáveis.
4. Esperamos que o homem inteligente ganhe muito dinheiro e, de outras maneiras, seja bem-sucedido em seus empreendimentos. Mas algumas vezes o homem inteligente termina pobre e fracassa em seus labores. Entrementes, um estulto obtém boa sorte, e nem ao menos precisa ser inteligente, porquanto a Vontade Divina assim o ordenou.
5. Há pessoas habilidosas que de alguma maneira falham em seus empreendimentos, ao passo que aqueles que não têm talento conseguem juntar as coisas mediante a boa sorte. O que parece ser mero acaso, na realidade é a providência divina em operação, produzindo coisas surpreendentes.
O tempo e o acaso perturbam os planos dos homens; os tempos estão nas mãos de DEUS, que contradiz o tempo do homem. Ver Eclesiastes 3.1. Ademais, aquilo que os homens pensam ser mera chance, na verdade é algo determinado pela Vontade Divina. Os tempos dos homens estão nas mãos de DEUS (Sal. 31.15). “A chance não é um poder independente de DEUS” (Fausset, in loc.). Os tempos são ocorrências ou eventos específicos, alguns bons e outros maus.
Ec 9.12 Pois o homem não sabe a sua hora. Consideremos estes dois pontos: 1. Existem tempos bons e tempos ruins, isto é, coisas que DEUS envia ou que o caos aparentemente nos apresenta, boas e más. Mas se os tempos estão nas mãos de DEUS (Sal. 31.15; Eclesiastes 3.1), não significa que todos os tempos são favoráveis. Esses tempos serão o que a Vontade Divina determinar, e não o que o homem espera que sejam. Os tempos são ocorrências especificas.
2. Alguns tempos são parecidos com os eventos adversos que acontecem aos peixes. A rede de pesca apanha o pobre peixe e ele termina na frigideira. Ou o caçador apanha o animal em sua armadilha e logo atravessa o coração do pobre bicho com uma flecha. É DEUS quem está manipulando as redes e as armadilhas, e nenhum ser humano é capaz de defender-se. Os desastres ocorrem de súbito, fatalmente. Isto posto, sucede que os tempos nas mãos de DEUS são eventos terrivelmente adversos, que estonteiam os homens.
No vs. 11,o triste filósofo informa-nos que as coisas não saem como esperamos, depois de pesarmos as probabilidades. Devemos compreender que DEUS está por trás de tudo. Não nos admira que, para os pessimistas, a redenção se encontre no nada da morte (ver Eclesiastes 3.18-20).
Como gozar boa saúde e ser capaz de desfrutá-la um dia, é mais do que os imperadores têm, pois eles, inevitavelmente, caem em calamidade. Cf. Pro. 7.23; Eze. 12.13 e Osé. 7.12.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2732-2733.
Nem mesmo os Sábios Podem Vencer (9.11-12)
Nos versículos 1 e 2 foi dito que tanto o reto como o sábio estavam sujeitos ao mesmo destino que os maus. Salomão tratou dos retos (2-10) e agora se inclina a considerar os sábios. Homens zelosos sempre acreditaram que a inteligência e o conhecimento são vantagens na vida, mas Salomão se encontra numa frustrante rebelião intelectual. Ele declara que não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes, a peleja, [...] mas que o tempo e a sorte pertencem a todos (11). Até mesmo o mais sábio não conhece o seu tempo (12), mas como peixes que se pescam com a rede ou passarinhos que se prendem com o laço, a morte cai de repente sobre ele.
Os velozes vencem mais corridas que os lentos — mas eles não vencem todas as corridas. Existem forças na vida que são submetidas à inteligência e ao poder humano, mas existem elementos afetando o destino humano que DEUS reservou para que estivessem debaixo do seu próprio domínio. E nosso dever aprender qual é qual, administrar os elementos que foram colocados sob o nosso controle e aceitar com temor reverente e obediência amorosa as forças que o DEUS soberano reservou para si mesmo.
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 457-458.
A Decepção das Esperanças Ec 9.11,12
O pregador aqui, para uma posterior prova da vaidade do mundo, e para nos convencer de que todas as nossas obras estão nas mãos de DEUS, e não em nossas próprias mãos, mostra a incerteza e eventualidade dos acontecimentos futuros, e com que freqüência eles contrariam as perspectivas que nós temos deles. Ele nos exortou (v. 10) a fazermos o que nós temos que fazer conforme todas as nossas forças; mas aqui ele nos lembra de que, quando nós tivermos feito tudo, nós devemos deixar a questão com DEUS, e não ficar confiantes do sucesso.
I Nós ficamos freqüentemente decepcionados com aquele bem em que nós depositamos grandes esperanças, v. 11.. A fortuna não se rende a ninguém para garantir sucesso, por mais numerosos que sejam, seus empreendimentos -Sêneca.
1.Ele dá exemplos de decepção, até mesmo onde os recursos e instrumentos foram mais encorajadores e prometeram ser justos. (1) Alguém poderia pensar que o pé mais leve deveria, em uma corrida, ganhar o prêmio; e ainda assim, não é dos ligeiros a carreira. (2) Alguém poderia pensar que, em uma luta, o exército mais numeroso e poderoso deveria ser sempre vitorioso, e que, em um combate individual, o campeão mais ousado e forte deveria ganhar os louros; porém, nem dos valentes é sempre a peleja. (3) Alguém poderia pensar que aqueles homens de bom senso deveriam ser sempre homens de substância, e que aqueles que sabem como viver no mundo deveriam não somente ter uma manutenção abundante, como também grandes propriedades.
(4) Alguém poderia pensar que aqueles que entendem os homens e têm a arte da administração deveriam ter sempre preferência e obter os sorrisos de grandes homens; mas muitos homens engenhosos desapontaram-se e passaram seus dias na escuridão.
2. Ele soluciona todos esses desapontamentos dentro de um poder e providência dominantes, as disposições dos quais para nós parecem ser casuais, e que nós chamamos de sorte, mas que realmente estão de acordo com o conselho determinado e previsão de DEUS, aqui chamados de tempo, na linguagem deste livro, cap. 3.1; Salmos 31.15. O tempo e a sorte pertencem a todos. Nós devemos usar os meios, mas não confiar neles; se nós tivermos êxito, devemos louvar a DEUS (SI 44.3); se nós ficarmos irritados, devemos concordar com a vontade dele e tomar a nossa parte.
1. Nós não sabemos que problemas estão diante de nós, os quais nos deixarão fora dos nossos negócios e nos levarão para fora do mundo, que tempo e sorte pertencerão a nós, nem o que um dia, ou uma noite, podem nos trazer. 2. Talvez nós possamos encontrar problemas em cada coisa em que nós prometemos a nós mesmos as maiores vantagens e satisfação; como os peixes e os pássaros são abatidos em uma armadilha ou rede por uma isca jogada para seduzi-los, em que eles caem avidamente, assim os filhos dos homens freqüentemente se enlaçam no mau tempo, quando ele cai de repente sobre eles, antes de eles terem consciência.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 940-941.
Sal 46.1 DEUS é o nosso refúgio e fortaleza. Em 1529, Martinho Lutero, inspirado por este versículo, compôs seu hino imortal, “Poderosa Fortaleza é Nosso DEUS”. O pano de fundo histórico foi a libertação de Viena do cerco turco. Historicamente interessantes são as palavras de Horácio, bastante similares ao fim deste salmo, a respeito da coragem de Augusto, em face dos perigos: “Caso o universo se despedace e o avassale, as ruínas desabarão sobre ele, sem que ele se arreceie”.
Refúgio. No hebraico temos a palavra mahseh, “abrigo contra o perigo”. Cf. Sal. 9.9; 14.6; 48.3; 62.7; 91.2; 94.22 e 142.5.
Fortaleza. Cf. Sal. 18.2; 31.3; 71.3; 91.2. DEUS é também a rocha em vários salmos. Ver Sal. 18.2; 27.5; 31.2; 42.9 e 62.2. Alguns salmos de lamentação se queixam amargamente de que a ajuda divina se faz demorada. Mas o autor dá-nos aqui um tom esperançoso.
“O salmista declarou que DEUS era o seu refúgio (no hebraico, mahseh, “abrigo que protege do perigo" (ver os comentários em Sal. 14.6) e sua força (ver comentários em Sal. 18.1). O salmista encontrou segurança e coragem para confiar no Senhor.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2200.
O Salmo 46 é o primeiro de três poemas com um tema comum: a grandeza e suficiência de DEUS no presente e no futuro. Este salmo ficou conhecido como “O Salmo de Lutero” e provavelmente serviu de inspiração para o seu grande hino “Castelo Forte é o nosso DEUS”. A essência apocalíptica é a crença fundamental na vitória final de DEUS e a sujeição de todas as nações a Ele em reconhecimento da sua soberania.
“O Senhor dos Exércitos está conosco; o DEUS de Jacó é o nosso refúgio”.
1. A Proteção de DEUS (46.1-3)
A presença e o poder protetor de DEUS são a fonte da coragem do seu povo.
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 190-191.
A triunfar em DEUS, no seu relacionamento e na sua presença conosco, especialmente se tivemos uma experiência recente da sua aparição em nosso lugar (v.1): DEUS é o nosso refúgio e fortaleza; assim o encontramos, Ele se comprometeu a ser isto para nós, e isto Ele sempre nos será.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Jó a Cantares de Salomão. Editora CPAD. pag. 370.
Sal 91.15 Ele me invocará, e eu lhe responderei. O homem bom é servido pelos anjos, os quais fazem as promessas de DEUS operar em sua vida. Além disso, ele recebe o instrumento adicional da oração, mediante o qual pode chegar aos céus e tocar em DEUS diretamente.
“O Senhor conhece o Seu povo e o visita na época da adversidade. Ele os visita em suas aflições e lhes concede Sua graciosa presença, apoiando-os e certificando-lhes que não serão avassalados pelas aflições. Ele os sustenta em todas as questões e faz todas as coisas cooperar juntamente para o bem. Ele honra Suas promessas e Seu povo... Concede-lhes comunhão e os conduz a seu próprio reino e glória” (John Gill, in loc.).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2347.
Promessa de Fidelidade (91.14-16)
Obediência e fé são resultados de um fluir natural do amor derramado amplamente nos corações humanos pelo ESPÍRITO SANTO (Rm 5.5; cf. Jo 14.15; 1 Jo 4.18). Conheceu o meu nome significa mais do que informação a respeito do nome do DEUS verdadeiro. Envolve um conhecimento pessoal com o DEUS cuja natureza é revelada em seu nome.
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 256.
2. Aproveitando a vida.
O que fazer então ao saber que a vida possui os seus dissabores? Mergulhar em um pessimismo sombrio ou se tornar indiferente a tudo isso? Muitos se deprimem quando a calamidade chega e ainda outros se tornam amargos e se isolam.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 134.
Ec 9.7 Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho. Temos aqui a conclusão do pessimismo precedente. Desfrutemos os pequenos prazeres da vida, porquanto esses prazeres também são vaidade e não têm valor real, ou seja, são o melhor que podemos fazer nesta vida miserável. 
O Pessimismo Antigo e o Pessimismo Moderno. O louco filósofo, que escreveu o livro de Eclesiastes, tinha uma espécie de redenção: o nada da morte. Nesse estado, o sofrimento havia sido interrompido.
Ec 9.9 Goza a vida com a mulher que amas. O sexo também é uma coisa boa, numa vida casada normal. Pode-se viver uma vida jubilosa com uma boa esposa a quem se ama, mas a totalidade da vida é pura vaidade, e isso faz parte da vida. Não obstante, uma boa esposa é uma dádiva de DEUS, para ajudar resistir a todas as outras coisas vãs.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2731-2732.
Aproveite a Vida enquanto Você Pode (9.7-10)
Aqui o autor repete (cf. 2.24; 3.12,22; 5.18; 8.15) sua filosofia de vida — a filosofia mais elevada normalmente atingível por um homem que não possui fé em um DEUS íntegro e em uma vida consciente além da sepultura. Pão e vinho eram os meios de sustento e diversão aceitáveis. Vestes [...] alvas eram as roupas adequadas para a corte e ocasiões festivas. Óleo na cabeça era um símbolo de alegria (cf. SI 23.5; 45.7).
Embora a filosofia de Salomão esteja associada aos aspectos terrenos, ela não incentiva a glutonaria nem a sensualidade; ela simplesmente representa a nossa convivência agradável nas casas de regiões urbanas calmas e pacíficas. Há o bastante para comer, roupas boas e cosméticos, um casamento adequado com a mulher que amas (9), e um envolvimento ativo com seu trabalho e hobbies — Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças (10). Isso é considerado por muitos “a boa vida”, mas mesmo nisso existem limitações inoportunas que obrigam o autor a designar isso de vaidade. Até mesmo o casamento mais feliz existe apenas durante os dias [...] os quais DEUS te deu debaixo do sol, e nem a profissão nem os hobbies vão além da sepultura, para onde tu vais.
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 457.
I Cor 15.19 Inferiria que os ministros e os servos de CRISTO eram “...os mais miseráveis de todos os homens”, se esperamos em CRISTO só nesta vida (v. 19), o que é outro absurdo que segue da afirmação de não haver ressurreição. A condição de quem espera em CRISTO seria pior do que a dos outros homens. Nesses termos, seria melhor ser qualquer outra coisa do que cristão, pois, neste mundo, eles são odiados, perseguidos, maltratados e despojados de todos os confortos mundanos e expostos a toda a sorte de sofrimentos; eles sofrem mais do que os outros homens nesta vida, e ainda não têm nenhuma esperança melhor mais adiante. Pode ter fé em CRISTO o homem que acredita que Ele abandonará seus servos fiéis, sejam ministros ou outros, a um estado pior do que o de seus inimigos? Note que era um absurdo grosseiro um cristão admitir a suposição de não haver ressurreição ou um estado futuro.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Jó a Cantares de Salomão. Editora CPAD. pag. 497.
O argumento de Paulo é tanto mais forte visto que praticamente forçou a todo verdadeiro cristão da congregação de Corinto concluir: Sei que minha fé não é alguma confiança fútil; a doutrina cristã não está baseada sobre algum engano; estou certo do perdão dos meus pecados tal como me está assegurado no evangelho; os apóstolos precisam ser testemunhas verdadeiras; Como CRISTO ressuscitou da morte; deve haver uma ressurreição do corpo.
KRETZMANN. Paul E. Comentário Popular da Bíblia Novo Testamento. Editora Concordia Publishing House.
 
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
GARNER, Paulo . Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. (CPAD)
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
O NOVO DICIONÁRIO DA BÍBLIA – Edições Vida Nova – J. D. Douglas
Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, João Rea - CPAD.
Dicionário Vine antigo e novo testamentos - CPAD.
25 Maneiras de Valorizar as Pessoas - Autores: João C. Maxwell & Les Parrott, PH. D. - Editora: SEXTANTE
Estudo no Livro de Provérbios - Antônio Neves de Mesquita - Editora Vida
Teologia do Antigo Testamento - Walter C. Kaiser Jr. - Vida Nova
James, por Hendrickson Publishers - Edição Contemporânea, da Editora Vida, Traduzido pelo Rev. Oswaldo Ramos.
http://www.gospelbook.net
www.ebdweb.com.br
http://www.escoladominical.net
http://www.portalebd.org.br/
http://assembleiadedeusoczescoladominical.blogspot.com.br/