Escrita Lição 6, CPAD, O FILHO COMO O VERBO DE DEUS, 1Tr26, Com. Extras Pr Henrique, EBD NA TV
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Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo preexistente
2. O Verbo como pessoa distinta
3. O Verbo é da mesma essência do PAI
II – O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação
2. A fonte da vida
3. A luz dos homens
III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1. A encarnação do Verbo
2. A plenitude da graça e da verdade
3. O revelador do DEUS invisível
TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre
nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e
de verdade.” (Jo 1.14)
VERDADE PRÁTICA
JESUS CRISTO, o Verbo eterno, é a
revelação plena e visível de DEUS ao mundo, manifestando graça, verdade e a
glória do PAI.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 1.1-3 O Verbo eterno e divino
Terça - Jo 1.14 O Verbo se fez carne
Quarta - Êx 25.8-9 DEUS habita entre o povo
Quinta - Jo 1.17 Graça e verdade por CRISTO
Sexta - Jo 1.18 O FILHO unigênito revelou o PAI
Sábado - Cl 1.15-19 CRISTO, a imagem do DEUS
invisível
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 1.1-5,14
1 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo
estava com DEUS, e o Verbo era DEUS.
2 - Ele estava no princípio com DEUS.
3 - Todas as coisas foram feitas por ele,
e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 - Nele, estava a vida e a vida era a luz
dos homens;
5 - e a luz resplandece nas trevas, e as
trevas não a compreenderam.
14 - E o Verbo se fez carne e habitou
entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do PAI, cheio de
graça e de verdade.
HINOS SUGERIDOS: 20, 175, 182
da Harpa Cristã
PALAVRA-CHAVE - Verbo
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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO – LIVROS E
REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE
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Escrita Lição
1, CPAD, O Verbo que se Tornou em Carne, 2Tr25, Com. Extras Pr Henrique, EBD NA
TV
2° Trimestre de
2025, Classe, Adultos, Comentarista, Elienai Cabral
Vídeo https://youtu.be/0FkrFX6ne0o?si=Qliz99XNItvuSarj
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2025/03/escrita-licao-1-cpad-o-verbo-que-se.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2025/03/slides-licao-1-cpad-o-verbo-que-se.html
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ESBOÇO DA LIÇÃO
I– O EVANGELHO
DE JOÃO
1. Autoria e
data.
2. O propósito
do Evangelho.
3. A Natureza
de JESUS.
II – JESUS, O
VERBO DE DEUS
1. A revelação
que ultrapassa o passado.
2. A natureza
fundamental do Verbo.
3. “No
princípio era o Verbo” (Jo 1.1).
III– A
ENCARNAÇÃO DO VERBO
1. A
manifestação do Verbo e a Luz do mundo.
2. O privilégio
de nos tornarmos filhos de DEUS.
3. A
manifestação e a habitação do Verbo.
TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se
fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito
do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14)
VERDADE PRÁTICA
O Verbo de DEUS
inseriu-se na história, assumindo a forma de homem para redimir os pecadores
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn
3.15 O Verbo como a semente da mulher
Terça
- Fp 2.5 Adotando o mesmo sentimento do Verbo divino
Quarta - Fp
2.6 O Verbo existe gloriosamente em forma de DEUS
Quinta - Fp
2.7 O Verbo eterno tomou a forma humana e temporal
Sexta - Is
7.14 O Verbo é o nosso "Emanuel: DEUS Conosco"
Sábado - Fp
2.8 O Verbo tornou-se semelhante aos homens
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - João 1.1-14
1 - No
princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS.
2 - Ele estava
no princípio com DEUS.
3 - Todas as
coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.
4 - Nele,
estava a vida e a vida era a luz dos homens.
5 - E a luz
resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
6 - Houve um
homem enviado de DEUS, cujo nome era João.
7 - Este veio
para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8 - Não era ele
a luz, mas veio para que testificasse da luz.
9 - Ali estava
a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10 - Estava no
mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11 - Veio para
o que era seu, e os seus não o receberam.
12 - Mas a
todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de DEUS: aos
que creem no seu nome,
13 - Os quais
não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas
de DEUS.
14 - E o Verbo
se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do
Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
HINOS
SUGERIDOS: 25, 124, 481 da Harpa Cristã
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SUBSÍDIOS
EXTRAS PARA A LIÇÃO 1, 2Tr25
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Enquanto os
evangelhos sinópticos apresentam JESUS como humano (que se destaca dos comuns
por suas ações milagrosas) e são fontes de informações históricas
sobre JESUS CRISTO, o Evangelho de João descreve JESUS como
o Messias, isto é, com o caráter divino de quem traz a redenção absoluta
ao mundo. O evangelho de João sugere que ele próprio tivesse conhecimento dos
Evangelhos Sinópticos, nos quais já existia informação suficiente sobre a vida
de JESUS como homem, incumbindo-se João de mostrar, em seu Evangelho, os
atributos de JESUS como DEUS.
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A encarnação do
Verbo (Jo 1.14)
E o Verbo se
fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua
glória, glória como do unigênito do Pai.
Depois de
afirmar a perfeita divindade do Verbo, João agora asse- vera sua perfeita
humanidade. JESUS é 100% DEUS e 100% homem. É perfeitamente DEUS e
perfeitamente humano.
a) O Verbo se
fez carne (1.14a). A expressão "se fez" tem aqui um sentido muito
especial. Não é um "se fez" ou "se tornou", no sentido de
ter cessado de ser o que era antes. Nele as duas naturezas, divina e humana,
estão presentes. DEUS, o Filho, sem cessar por um momento de ser divino, se fez
homem e habitou entre nós.
b) O Verbo
trouxe salvação para a raça humana (1.14b). "Cheio de graça e de
verdade". Neste verso vemos a manifestação da graça de DEUS à humanidade!
Graça é um dom completamente imerecido, algo que jamais poderíamos alcançar por
nosso esforço. O fato de JESUS ter vindo ao mundo para morrer na cruz pelos
pecadores está além de qualquer mereci- mento humano.
c) O Verbo veio
revelar a glória do Pai (1.14c). "E vimos a sua glória, como a glória do
unigênito do Pai". Encontramos aqui a glória de DEUS sobre os homens.
JESUS é a exata expressão do ser de DEUS. Nele habita corporalmente toda a
plenitude da divindade (Cl 2.9). Quem o vê, vê o Pai, pois Ele e o Pai são
um.
O TESTEMUNHO
DO VERBO (Jo 1.15-18)
João Batista,
como arauto de JESUS, abre as cortinas e faz sua apresentação.
Três verdades essenciais são apresentadas.
1. O Verbo tem
primazia (Jo 1.15)
João testemunha
a respeito dele e exclama: Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim
tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim.
João Batista
testemunhou a respeito Dele, exclamando: "É sobre este que eu falei:
Aquele que vem depois de mim está acima de mim, pois já
existia antes de mim". Ora, se JESUS nasceu seis meses
depois de João Batista e veio depois dele, como já existia
antes dele? A única resposta é que, antes de JESUS nascer
como homem, já existia eternamente como DEUS, por isso tem
a primazia.
2. O Verbo traz
graça e o fim da Lei (Jo 1.16-17)
Porque todos
nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça. Porque a lei foi dada
por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de JESUS CRISTO.
Aquele que é a
plenitude de DEUS veio oferecer-nos sua plenitude, não apenas graça, mas graça
sobre graça. Os seguidores de CRISTO têm graça abundante. O oceano da plenitude
divina é graça. Não há limites no suprimento da graça que DEUS coloca à
disposição do Seu povo.
A graça não
apenas anula o pecado, mas o supera. Pela graça, somos capacitados à viver para
DEUS. Contudo, como nos alerta o apóstolo Paulo (Rm 5.20; 6.2), a ilimitada
graça de DEUS não significa que temos uma "licença" para praticar
livremente o pecado. A graça nos liberta do pecado para vivermos uma vida que
verdadeiramente agrade ao Criador.
O Verbo é o fim
da Lei (Jo 1.17). (Fim, significa objetivo, alvo).
A Lei é boa,
santa e justa, porém nós somos pecadores. Ela é perfeita, mas somos
imperfeitos. Por isso, a Lei não pode justificar. A Lei não tem poder para
curar. A Lei pode ferir, mas não pode fechar a ferida. A Lei é inflexivelmente
exigente, e nunca conseguimos atender as suas exigências. Por isso, pela Lei
estamos condenados. Assim, o papel da Lei nunca foi o salvar, mas convencer-nos
do pecado, tomar-nos pela mão e conduzir-nos a CRISTO. Ele é o fim da Lei (o
objetivo, o alvo). Nele encontramos graça e verdade. Nele temos copiosa
redenção. Moisés foi o mediador da Lei; JESUS CRISTO é mais que mediador, é a
corporificação da graça e da verdade.
3. O Verbo é o
revelador do Pai (Jo 1.18)
Ninguém jamais
viu a DEUS, o DEUS unigênito, que está no seio do Pai, é quem o
revelou DEUS é invisível, pois é ESPÍRITO. Contudo, JESUS, o Verbo eterno,
veio ao mundo exatamente para nos revelar DEUS.
Concordo com
David Stern, quando diz que João ensina que o Pai é DEUS, que o Filho é DEUS;
contudo faz uma distinção entre o Filho e o Pai, para que ninguém possa dizer
que o Filho é o Pai. João declara que o Verbo encarnado tornou DEUS conhecido.
Veio para revelar o Pai. Nem Abraão, o amigo de DEUS, nem Moisés, com quem o
Senhor tratava face a face, puderam ver a glória divina em sua plenitude.
Contudo, JESUS pode nos tomar pela mão e nos levar a DEUS. Ninguém pode ir ao
Pai senão por Ele. Ninguém pode conhecer o Pai senão através de Sua revelação.
Ele é a perfeita imagem do DEUS invisível. Ele é o resplendor da glória, a
expressão exata do ser de DEUS. Quem o vê, vê o Pai, pois Ele e o Pai são
um.
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JESUS, Filho de
DEUS e Criador - Myer Pearlman - CPAD
Texto: João
1.1-14
Introdução
Em João 20.31,
o evangelista declara o seu propósito, que é oferecer uma série de evidências
que comprovem a natureza e a missão divinas de JESUS. Os primeiros 18
versículos do livro são um prefácio em que anuncia o seu tema: “Como o Filho de
DEUS foi manifestado ao mundo”.
Este prefácio
apresenta as três grandes idéias que percorrem o evangelho inteiro:
1. A revelação
do Verbo, v. 1-4.
2. A rejeição
do Verbo, v. 5-11.
3. A aceitação
do Verbo, v. 12-14.
I – A Revelação
do Verbo (Jo 1.1-4)
1. Seu
relacionamento com DEUS.
“No princípio
era o Verbo”. Esta expressão nos leva de volta a Gênesis 1.1, onde se lê: “No
princípio criou DEUS os céus e a terra.” João nos informa que, na época da
criação, o Verbo já existia: “E o Verbo estava com DEUS”, existia em
relacionamento com DEUS, o que sugere a eterna comunhão entre o Pai e o Filho.
“E o Verbo era DEUS” não significa que o Verbo é o Pai, porque o Pai e o Filho,
sendo um quanto à sua natureza, são, porém, distintos quanto às suas
personalidades. O Verbo é da mesma natureza do Pai, ou seja, divino.
A palavra do
homem é o modo de ele se exprimir, de se comunicar com outras pessoas. Pela sua
palavra, faz conhecidos seus pensamentos e sentimentos; pela sua palavra, dá
ordens e efetua a sua vontade. A palavra que ele fala transmite o impacto do
seu pensamento e caráter. Um homem pode ser conhecido de modo completo pela sua
palavra, e até um cego pode conhecê-lo perfeitamente assim.
Ver a pessoa
não daria muitas informações quanto à sua personalidade a alguém que não a
tivesse ouvido falar. A palavra da pessoa é seu caráter recebendo expressão. Da
mesma forma, a “Palavra de DEUS” (ou “Verbo de DEUS”, expressão que a tradução
bíblica em português emprega quando se trata de uma referência direta a JESUS
CRISTO na sua vida terrena) é sua maneira de exprimir
sua
inteligência, vontade e poder. CRISTO é aquele Verbo, porque DEUS revelou sua
atividade, vontade e propósito através dele, e porque é por meio dele que DEUS
entra em contato com o mundo. Nós nos exprimimos por meio de palavras; o DEUS
eterno se exprime através de seu Filho, que é “a expressa imagem da sua pessoa”
(Hb 1.3). CRISTO é o Verbo de DEUS porque revela DEUS, demonstrando-o
pessoalmente. Ele não somente traz a mensagem de DEUS - Ele é, pessoalmente, a
mensagem de DEUS.
DEUS se
revelara mediante a palavra dos profetas, e através de sonhos, visões e
manifestações temporárias. Os homens, porém, ansiavam por uma resposta ainda
mais compreensível à sua pergunta: Como é DEUS? Como resposta a esta pergunta,
ocorreu o evento mais estupendo da história do mundo: “E o Verbo se fez carne”
(Jo 1.14). O eterno Verbo de DEUS tomou sobre si a natureza humana
e se fez homem,
a fim de revelar o DEUS eterno através de uma personalidade humana (Hb 1.1,2).
Assim sendo, diante da pergunta “Como é DEUS?”, o cristão responde: DEUS é como
CRISTO, porque CRISTO é o Verbo - a expressão do conceito que o próprio DEUS faz
de si mesmo.
2. Seu
relacionamento com a criação.
“Todas as
coisas foram feitas por ele, e
sem ele nada do
que foi feito se fez”. “Ele estava no princípio com DEUS”, ou
seja, já na
época em que o Universo estava para ser criado (cf. Hb 1.2; Cl 1.16; 1
Co 8.6). A quem
falou DEUS em Gênesis 1.26?
3. Seu
relacionamento com os homens.
“Nele estava a
vida”. Ele dá vida a todos
os organismos
vivos, e guia todas as operações da natureza. O Pai é fonte
original da
vida; e toda a vida está reservada nEle, como numa cisterna de
armazenamento.
O universo de coisas vivas veio a existir por meio do Verbo, e é
sustentado pelo
seu poder. A cura do paralítico (Jo 5.1-9) e a ressurreição de
Lázaro são
ilustrações do poder do Verbo.
“E a vida era a
luz dos homens”. Toda a luz que já veio aos homens mediante a
consciência, a
razão ou a profecia, foi irradiada pelo Verbo de DEUS, mesmo
antes dele
entrar no mundo.
II – A Rejeição
do Verbo (Jo 1.5-11)
1. Rejeitado
como a luz dos homens.
“E a luz
resplandece nas trevas, e as trevas
não a
compreenderam.” A luz era derivada do Verbo, e pela capacidade recebida
da parte dEle
podiam reconhecer o que era útil à sua natureza espiritual. Mesmo
assim, fecharam
os olhos à Fonte da luz, como o olho doentio que rejeita a luz
natural, embora
aquela fosse a vida deles. A queda foi um obstáculo, na história
da humanidade,
ao entendimento da Palavra de DEUS, porque envolveu o mundo
em trevas
morais e espirituais, de tal modo que os homens, criados por DEUS,
não podiam mais
entender as instruções de seu Criador, tendo sido obscurecidas
as suas mentes
pelo efeito do pecado e da ignorância.
O pensamento
básico do trecho é interrompido pelos versículos 6-8, que
enfatizam a
posição de João Batista como testemunha e refletor da luz, e não
como Messias.
Alguns dos seus discípulos se apegaram tanto a ele que, a
despeito da
advertência contida no testemunho que deu de si mesmo em João
3.25-30,
teimaram em sustentar ser João Batista o Messias, e, posteriormente,
formaram a
seita dos mandeus, da qual existem ainda seguidores no Oriente.
Voltando ao
pensamento básico: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele,
e o mundo não o
conheceu”. Os homens tinham tão pouco entendimento da
origem do seu
ser, aprenderam tão pouco acerca da razão da sua existência, que
não
reconheceram seu Criador quando Ele surgiu no meio deles. A civilização
romana
registrou seu nascimento, lançou-o no cadastro de pessoas físicas para
finalidades de
impostos, mas não tomou o mínimo conhecimento dEle como
sendo o próprio
DEUS revelado em seu meio.
2. Rejeitado
como Messias de Israel.
“Veio para o
que era seu, e os seus não o
receberam”.
JESUS ensinou esta verdade na parábola dos lavradores maus (Mt
21.3343). Que
tragédia! A nação que aguardava a vinda do Messias, orando
ardentemente
por este acontecimento, cantando e profetizando acerca da sua
vinda, não quis
recebê-lo quando chegou! (Cf Is 53.2,3; Lc 19.14; At 7.51,52).
III – A
Aceitação do Verbo (Jo 1.12-14)
1. O dom da
filiação.
“Mas, a todos
quantos o receberam, deu-lhes o poder de
serem feitos
filhos de DEUS; a saber: aos que crêem no seu nome”. Estes vieram
a ser filhos de
DEUS, não por serem descendentes de Abraão (“não nasceram do
sangue”), nem
por geração natural (“nem da vontade da carne”), nem pelos seus
próprios
esforços (“nem da vontade do varão”). Sua adoção na família divina foi
um dom gratuito
e sobrenatural da parte de DEUS, mediante uma nova vida
implantada
neles pelo ESPÍRITO SANTO, como será explicado adiante na entrevista
de JESUS com
Nicodemos, no capítulo 3.
2. A visão da
glória.
“E o Verbo se
fez carne, e habitou entre nós”. Literalmente:
“E o Verbo foi
feito carne, e tabernáculo entre nós”. O Filho de DEUS habitou
num tabernáculo
(“tenda”) entre nós, o tabernáculo sendo seu próprio corpo
(cf. Jo 2.19; 2
Co 5.1,4; 2 Pe 1.13,14). Assim como a glória de DEUS habitava no
Tabernáculo
antigo, assim também, quando CRISTO nasceu neste mundo, sua
divina natureza
habitava no seu corpo como num templo.
“E vimos a sua
glória” (caráter divino), não meramente a glória externa revelada
na
transfiguração (2Pe 1.16,17), mas, também, o esplendor do seu divino caráter.
Não era uma
glória refletida, como a glória de um santo, e sim a “glória do
unigênito do
Pai”. Um filho participa da mesma natureza do pai; CRISTO, como
Filho de DEUS,
tem a própria natureza de DEUS. Este divino caráter estava “cheio
de graça e de
verdade”. A graça é o favor divino, o amor inabalável de DEUS, a
misericórdia
divina, e a verdade não somente é a fala leal, sincera e veraz, como
também a
conduta à altura.
Por qual ato,
ou meio, o Filho de DEUS veio a ser Filho do homem? Qual milagre
poderia trazer
ao mundo “o segundo homem”, que é o Senhor do Céu (1 Co
15.47)? A
resposta é que o Filho de DEUS entrou no mundo, como Filho do
homem, por meio
da concepção no ventre de Maria mediante o ESPÍRITO SANTO,
independentemente
de pai humano. No fato do nascimento virginal baseia-se a
doutrina da
encarnação (Jo 1.14).
IV –
Ensinamentos Práticos
1. CRISTO, a
nossa Vida. “Nele estava a vida”. CRISTO é a verdadeira fonte de vida
espiritual. “Eu
vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo
10.10). Para
esta finalidade o Filho de DEUS tornou-se Filho do homem: a fim de
que os filhos
dos homens possam ser feitos filhos de DEUS. “Quem tem o Filho,
tem a vida”.
Esta vida de
CRISTO em nós precisa tomar a primazia; enquanto subjugamos pela
Fonte a vida do
próprio-eu, sustentamos a vida de CRISTO em nós; quanto mais
alimentamos em
nossa vida a de CRISTO, a vida do próprio eu vai passando fome.
Miguelângelo, o
grande escultor, dizia das lascas de mármore que iam caindo em
grandes
quantidades no chão do seu estúdio: “Enquanto o mármore vai se
desgastando, a
estátua vai crescendo.” Enquanto nós, mediante a abnegação,
tiramos lascas
da nossa velha natureza, a vida de CRISTO se torna manifesta em
nossos corpos
mortais.
CRISTO, para
ilustrar esta verdade, fez alusão à prática da poda: “Toda vara em
mim que não dá
fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais
fruto” (Jo
15.2). O objetivo da poda é canalizar a vida de partes inúteis para
partes úteis. A
parte da planta que antes monopolizava o vigor da planta sem dar
resultados, de
repente é cortada, a fim de que a seiva vital passe de modo ativo
às partes
frutíferas. A abnegação é um tipo de poda espiritual mediante a qual as
energias antes
malbaratadas em atividades pecaminosas ou sem proveito são
postas a
serviço da vida espiritual.
Enquanto
conservarmos nosso contato com CRISTO, que é a nossa vida, temos a
vida abundante.
Se deliberadamente nos separamos dele, perdemos esta vida. A
árvore não se
afasta da folha; é a folha que cai da árvore. CRISTO não abandona
ninguém; são os
homens que o abandonam.
Como nutrir a
vida divina que há em nós? Pela leitura da Palavra, pela oração,
observando
diligentemente todos os meios da graça.
2. CRISTO,
nossa Luz.
“Ali estava a
luz verdadeira, que alumia a todo o homem
que vem ao
mundo” (Jo 1.9). Por que JESUS é comparado à luz?
2.1. A luz
épura.
Brilha nos
lugares mais imundos sem perder sua pureza. CRISTO
foi chamado “o
amigo dos pecadores”, sem que a mínima mancha de pecado lhe
tenha maculado
o caráter. A luz brilhou nas trevas, sem nunca por elas ser
vencida,
obscurecida. Longe de afastá-lo dos pecadores, sua pureza fez com que
sentisse
simpatia por eles. Os verdadeiros homens de DEUS sempre demonstram
ternura pelas
pessoas que caíram em erros.
2.2. A luz é
meiga.
A luz pode
tocar numa teia de aranha sem fazer tremer um
único fio.
CRISTO sempre demonstrava meiguice ao tocar vidas quebradas, para
sarar e não
para esmagar (cf. Mt 12.20). Todos os verdadeiros cristãos são
pessoas meigas,
pacíficas (Tg 3.17). Muitas vezes o conceito de poder se
confunde com o
da violência; a meiguice, porém, é um poder construtivo.
2.3. A luz
revela.
Quão grande é o
alívio para o viajante tateando na noite escura,
quando rompe a
aurora! Quão grande a alegria para o peregrino nas sendas desta
vida quando a
luz da revelação divina esclarece os problemas da vida! “Eu sou a
luz do mundo;
quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo
8.12).
3. “O homem,
este desconhecido”.
Foi este o
título que o cirurgião e cientista Dr.
Alexis Carrel,
de renome mundial, deu a um livro seu que teve enorme
aceitação.
Nele, indica que as dificuldades pelas quais a humanidade passa são
devidas ao fato
de que o homem, sábio quando se trata de invenções, é
proporcionalmente
ignorante quanto à natureza do seu próprio ser. Há algum
tempo, um
notável biólogo fez uma declaração semelhante. Expressou o receio
de que a nossa
civilização esteja caminhando para a ruína porque o homem, com
tantos
conhecimentos quanto ao emprego dos objetos materiais, ainda permanece
sendo um
“mistério biológico”.
A razão por que
o homem não conhece a si mesmo é não conhecer o seu Criador.
Assim como João
escreveu: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o
mundo não o
conheceu” (Jo 1.10). JESUS “sabia o que havia no homem” (Jo
2.25). Sabe,
também, o que é melhor para o homem. Seu jugo é suave porque,
diferentemente
do jugo do pecado, se adapta à alma.
4. DEUS
manifestado na carne.
Narra-se a
história de um culto hindu, que,
passeando
despreocupadamente, foi olhar de perto um formigueiro. Quando se
abaixou, sua
sombra assustou as formigas e elas correram em todas as direções.
Tendo uma
natureza simpática, o hindu pensou consigo mesmo: “Gostaria de
poder conversar
com estas pequenas criaturas, para dizer-lhes que não quero lhes
fazer nenhum
mal”. Mais uma vez, aproximou-se delas, e elas, como da primeira
vez, se
amedrontaram. Quando ele recuou um pouco, recomeçaram as atividades
do formigueiro.
Sua mente, como que brincava com o incidente: “Gostaria de
poder falar
àquelas criaturinhas”, voltou a pensar. Então ocorreu-lhe o
pensamento:
“Não poderia falar com elas mesmo se possuíssem inteligência;
ainda que
possuíssem uma língua, e que eu pudesse aprender tal língua, não
conseguiria me
comunicar com elas, porque os meus pensamentos não são os
pensamentos
delas. Meus termos de expressão não seriam compreensíveis a
elas.” Sua
imaginação continuou trabalhando: “Se eu pudesse vir a ser uma
formiga como
elas, e ainda reter minha própria personalidade e consciência,
então, vivendo
entre elas, conseguiria comunicar-me, e elas entenderiam pelo
menos alguma
coisa dos meus pensamentos”. O seguinte pensamento raiou- lhe
de súbito: “É
exatamente isto que estes ensinadores cristãos querem nos dizer:
que DEUS se fez
homem a fim de revelar-se a nós e salvar-nos”. E, assim, sob a
influência da
própria ilustração que ele mesmo viu, o hindu veio a aceitar a fé
cristã.
A encarnação é
um mistério que desafia a lógica. Para nossa fé, porém, basta
sabermos que
DEUS se revelou por meio de CRISTO, a fim de abrir-nos o caminho
da salvação.
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JESUS O VERBO
DIVINO JOÃO 1.1-14
INTRODUÇÃO
Logos: Título
cristológico que designa o Senhor JESUS como o Eterno, o Criador e o verdadeiro
DEUS.
“A Palavra na
Eternidade (1.1-5)
Os versículos 1
a 4 narram o estado preexistente de JESUS e como Ele agia no plano eterno de
DEUS. ‘No princípio’ (v.1a) fala da existência eterna da Palavra (o Verbo). As
duas frases seguintes expressam a divindade de JESUS e sua relação com DEUS
Pai. Esta relação é uma dinâmica na qual constantemente são trocadas
comunicação e comunhão dentro da deidade. O versículo 2 resume o versículo 1 e
prepara para a atividade divina fora da relação da deidade no versículo 3. No
versículo 4 Ele é o Criador mediado. O uso da preposição ‘por’ informa o leitor
com precisão que o Criador original era DEUS Pai que criou todas as coisas pela
Palavra. Os verbos que João usa nestes versículos fazem distinção entre o
Criador não-criado, a Palavra (o Verbo) e a ordem criada. Numa boa tradução, a
RC observa esta distinção: a Palavra (o Verbo) ‘era’ mas ‘todas as coisas foram
feitas’. O versículo 4 conta várias coisas para o leitor:
1) A Palavra
divina, como DEUS Pai, tem vida em si mesma, vida inchada (ou seja, é a fonte
da vida eterna).
2) Esta vida
revelou a pessoa e natureza de DEUS para todas as pessoas.
3) ‘Luz’ neste
ponto pertence à revelação autorizada e autêntica de DEUS [...]”.
(ARRINGTON, F. L; STRONSTAD, R.
(eds.) Comentário bíblico Pentecostal: Novo
Testamento. 2.ed., RJ: CPAD, 2004, p. 496.)
“No princípio,
era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS”. As três incisivas
afirmações a respeito da deidade de JESUS são formuladas com base nos diversos
sentidos do verbo “eimi”, ou “eu sou”: era, estava, era. Na primeira expressão,
“era o Verbo”, o sentido de “era” é “existir”: “No princípio, havia, existia o
Logos”. Afirma a preexistência ou eternidade do Filho de DEUS.
Na segunda
sentença, “o Verbo estava com DEUS”, “estava” refere-se à posição do Filho de
“estar frente a frente com DEUS e em união perfeita com DEUS”, ideia reforçada
pela preposição “pros” que significa “face a face” ou “frente a frente”. O
Logos, portanto, estava “face a face com DEUS”. Isto atesta que o Filho é
distinto do Pai, mas de natureza idêntica. Na última oração, “o Verbo era
DEUS“, é asseverado o “ser” ou a “natureza” da Palavra: Aquele que existe por
si mesmo. Por conseguinte, o Verbo era divino. Portanto, no princípio existia o
Verbo, e o Verbo estava face a face com DEUS, e o Verbo era DEUS verdadeiro.
Procura
apresentar-te a DEUS aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar,
que maneja bem a palavra da verdade. (2Tm 2.15)
I. O
SIGNIFICADO DO TERMO “VERBO”
1. A revelação
gloriosa.
O prólogo
do Evangelho de João revela várias verdades a respeito da natureza e deidade de
nosso Senhor JESUS CRISTO. Aprouve ao ESPÍRITO SANTO revelar oito maravilhosos
títulos divinos de CRISTO em Jo 1.1-51: Verbo (v.1); Vida (v.4); Luz (v.7); Filho
Unigênito de DEUS (vv.18,49); Cordeiro de DEUS (v.29); Messias (v.41); Rei de
Israel (v.49); e Filho do Homem (v.51). A deidade, natureza, identidade,
encarnação e missão de nosso glorioso Salvador manifestos em apenas um
capítulo! Prostremo-nos reverentemente diante do Senhor, e, assim como o
salmista, declaremos: “Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que
não a posso atingir” (Sl 139.6; Rm 11.33; Ef 1.3).
2. O Verbo
Divino.
O termo
“Verbo”, aplicado a JESUS, procede do original Logos e, apesar de seu amplo
significado secular, “palavra”, “razão”, ou “pensamento”, é usado no versículo
1 com o sentido de “Verbo ou Palavra divina”. O mesmo vocábulo aparece em 1 Jo
1.1 descrevendo o “Verbo da vida”, e no capítulo 5 versículo 7 da mesma
epístola, apenas como “Palavra”.
Na Bíblia, o
termo “palavra”, quando vinculado a DEUS, revela o seu infinito poder criador,
protetor e sustentador de todas as coisas criadas, visíveis e invisíveis (Gn
1.3; Sl 33.6,9; 107.20; Hb 1.3; 11.3). Por conseguinte, em DEUS, o crente
sempre estará seguro, pois Ele cuida dos seus filhos e, com a sua destra,
protege-os do mal (Sl 60.5; 118.15; Is 45.2-8; Mt6.13).Quando o evangelho de
nosso Senhor JESUS CRISTO foi anunciado pela igreja cristã no Século I, os
vocábulos, “A Palavra” e “O Verbo”, foram satisfatoriamente compreendidos pelos
judeus e gregos, pois essas expressões lhes eram conhecidas. Apesar de seu
amplo significado secular, “palavra”, “razão”, ou “pensamento”, o termo “Verbo”
é usado com o sentido de “Palavra Divina”. O vocábulo expressa a eternidade e
deidade de JESUS. Revela a ação de DEUS na realização de seu plano salvífico.
MAIS NOTAS DO
VERSO V.1 SUBSÍDIO
Verso 1
João
1: 1 . No início era a Palavra.
Esta
sublime abertura do Evangelho carrega nossos pensamentos imediatamente para a
abertura não menos sublime do Livro do Gênesis, cujas primeiras palavras o
Evangelista certamente tiveram presente em sua mente. Ele também falará de uma
criação, e uma criação tem um "começo". As palavras "no
início", tomadas por elas próprias, não expressam a ideia de preexistência
eterna; mas eles deixam espaço para isso, e, a este respeito, eles contrastam
com a frase "desde o início", que muitas vezes nos encontra nos escritos
de João ( João 8:44 ; 1 João 1: 1 ; 1 João 2: 7 ; 1 João 2:24 ; 1 João 3:
8).
Denominam
simplesmente o ponto do tempo; e a diferença de pensamento com que estão
conectados, em comparação com Gênesis 1: 1 , não se encontra no sentido de
"começo", mas na direção diferente que o escritor toma e no verbo que
ele emprega. Em Gênesis 1: 1, o historiador sagrado começa desde o início e
desce, mantendo-nos no decorrer do tempo. Aqui ele começa a partir do mesmo
ponto, mas vai para cima, levando-nos assim à eternidade anterior. Em Gênesis
1: 1 , somos informados de que DEUS criou no princípio , "- um ato feito
no tempo. Aqui nos dizem que "no início a Palavra era, "um verbo
fortemente antitético a" surgiu "( João 1: 3 , João 1:14 , comp. João
8:58 ), e implicando uma existência absoluta que precede o ponto mencionado.
Como o que é absoluto, autoexistente, não criado - o que é - é eterno, então a
predição da eternidade está envolvida na cláusula que nos está sendo tomada
como um todo.
Aquele que,
assim, "estava no começo", que, como lemos depois, "estava com
DEUS" e "era DEUS", aqui tem o nome de "A Palavra"
(Logos). Em outro versículo do Prólogo, este nome é repetido ( João 1:14 ); mas
não ocorre novamente no Evangelho. Nem devemos encontrar o termo (usado, como
aqui, de forma simples e sem qualificação) em qualquer outra passagem do Novo
Testamento. A aproximação mais próxima é encontrada em Apocalipse 19:13 , onde
o nome do justo conquistador e rei é dado como "a Palavra de DEUS".
Duas ou mais outras passagens podem ser ditas em vez de recordar nosso
pensamento o nome que estamos considerando do que apresentar exemplos de seu
uso; veja especialmente 1 João 1: 1 ("a palavra da vida", seguida de
"a vida se manifestou", João 1: 2 ) e Hebreus 4:12. Embora, no
entanto, este termo não seja realmente adotado por qualquer escritor do Novo
Testamento, exceto John, não é peculiar a ele em nenhum outro sentido. Quando
escreveu, era um termo familiar e atual da teologia.
Algumas vezes,
de fato, foi mantido que o uso de João deve ser tomado por si só, pois, com
grande parte da especulação teológica em que esse termo ocorre tão livremente,
ele não pode ter simpatia. Devemos ver que o uso de João, certamente, em um
sentido importante, é independente; mas como é absolutamente impossível que
ele, vivendo em Éfeso (sem falar em sua longa residência na Palestina), não
estivesse familiarizado com as doutrinas atuais respeitando o Logos, é
inconcebível que ele possa ter retomado o termo sem referência a essas
doutrinas. Daí é com a história do termo que primeiro temos que fazer.
Todo leitor
cuidadoso do Antigo Testamento é atingido pela prominência dada em certas
passagens para "a palavra do Senhor", linguagem que quase implica que
a ação pessoal está às vezes ligada a esta "palavra". Veja, por
exemplo, Salmos 33: 6 ; Salmos 105: 19 ; Salmos 107: 20 ; 1 Samuel 3:21 . A
raiz deste uso (em todos os casos em muitos casos) deve ser encontrada no
primeiro capítulo do Gênesis, onde os sucessivos atos da criação estão
associados a palavras divinas (ver Salmos 33: 6).
Tais passagens
como essas, com sua personificação parcial da palavra de DEUS, parecem
impressionar poderosamente o ensino judeu precoce. Havia muito além no Antigo
Testamento para fortalecer essa impressão, como as freqüentes referências no
Pentateuco ao Anjo de Jeová, e a linguagem usada na Sabedoria no Livro dos
Provérbios (capítulo 8); comparar também os capítulos 1, 3 , 9 e Jo 28). Assim,
um estudo minucioso da linguagem das Escrituras foi o meio de conduzir os
professores judeus a conectar os atos divinos com algum atributo personificado
de DEUS ao invés de DEUS próprio, ou procurar algum meio de comunicação entre
DEUS e o homem, onde as próprias Escrituras tinham falado diretamente revelação
ou companheirismo. Quais outras influências auxiliaram essa tendência de
pensamento, não podemos aqui inquirir.
Os resultados
são patenteados, especialmente nas paráfrascas Targums ou Chaldea das
Escrituras. As datas dos vários Targums que existem são uma questão de
controvérsia: para nosso propósito, no entanto, isso não é conseqüência, pois é
reconhecido em todas as mãos que cada uma dessas paráfrases contém materiais
iniciais. Não podemos, dentro de nossos limites, ter uma descrição detalhada;
mas uma referência às seguintes passagens na tradução de Etheridge dos Targums
no Pentateuco mostrará até que ponto os escritores foram substituindo "a
Palavra" (Memra) pelo nome de DEUS mesmo. No Targum de Onkelos, veja
Gênesis 3: 8 ; Gênesis 28:20 ; Números 23: 4 ; Números 23:21 ; Deuteronômio 9:
3 : na de Pseudo-Jônatas, Gênesis 3: 8 ; Números 23: 4 ; Números 23:21 : no
Targum de Jerusalém, além dos três últimos mencionados, Gênesis 18: 1 ; Gênesis
16:13 ; Gênesis 19:24 . Do Targum de Jonathan Ben Uzziel pode ser citado Isaiah
63: 7 ; Malaquias 3: 1.
Um exame dessas
passagens mostrará quão familiar para os judeus se tornou a concepção da
Palavra de DEUS, através da qual DEUS se fez conhecido pelos homens. Muito
pouco luz é lançada sobre o assunto pelos vários livros apócrifos, e, portanto,
não será necessário se referir a eles aqui. É de outra forma, com os escritos
do grande filósofo Alexandrino Filo. Nestes, a doutrina da Palavra Divina tem
uma proeminência que seria difícil exagerar. No entanto, a partir da multidão
de passagens em que Philo fala dos atributos e ações da Palavra, é impossível
deduzir com certeza qualquer declaração clara de doutrina. Agora, a Palavra
parece distintamente pessoal, agora um atributo de DEUS personificado. Em
algumas passagens, a ideia pode ser rastreada até o pensamento de "palavra
falada"; razão.
Por isso,
embora Philo fale do universo como criado através do Logos, ainda assim, em
outras passagens, o Logos é o design ou a ideia de criação na mente de DEUS.
Não é
necessário levar essa consulta mais longe, já que nosso único objetivo é
colecionar os principais elementos do pensamento associados a este termo quando
João escreveu. Como já foi dito, ele não podia ignorar essas várias formas de
ensino; se não ignorante, ele não podia ser indiferente, por um lado, ao bem
ou, por outro, ao maligno, que continham. Ele reconheceu as várias ensinamentos
como uma preparação providencial para a verdadeira teologia.
Nestes versos
introdutórios, ele adota o termo, mas define-o para consertar seu significado
para todos os cristãos. Há Um por quem o DEUS Eterno e Invisível se revela: o
Revelador é uma Pessoa: o Revelador é Ele mesmo DEUS. Não só na manifestação
externa, mas também na comunhão interior com o coração, DEUS revela-se pela
Palavra de DEUS, que é DEUS. Em um caso, John parece assumir e ratificar a
aplicação mais ampla do termo que notamos acima. Este primeiro verso nos leva
além da região da revelação ao homem: quando "no início", além dos
limites do tempo, "o Logos era", o pensamento de "discurso"
deixa de nos dar qualquer ajuda para entender o significado; e, se possamos nos
aventurar a interpretar o termo em tudo neste pedido, pronunciou palavras para
o pensamento ou motivo do falante.
Para tudo o que
João ensina a respeitar o Logos, o próprio ensinamento do Senhor conduziu
diretamente. A doutrina desses versículos é idêntica à dos chaps, João 5:19
João 5:19João 6:57 João 10:30 João 17: 5 , João 6:57 , João 10:30 , João 17: 5
, etc. A aplicação pessoal do termo não é encontrada nos discursos de nosso
Senhor; mas muitos daqueles registrados neste Evangelho contêm exemplos
notáveis desse uso exaltado de "a palavra" de DEUS para a qual,
como vimos, a história desse nome sublime pode ser rastreada.
E a Palavra
estava com DEUS: a segunda das três afirmações feitas neste versículo em
relação à Palavra, e obviamente superior à primeira. É impossível transmitir em
inglês a força total da preposição 'com' no grego, pois denota não apenas estar
ao lado, mas manter a comunhão e a relação com (comp. Marcos 6: 3 Marcos 6: 3 ;
1 João 1: 2 1 João 1: 2 ; 1 João 2: 11 João 2: 1 ).E a Palavra era DEUS: a
terceira e a mais alta declaração respeitando a Palavra. A Palavra possui a
essência divina; naquele ser em que Ele era: "Ele possui os atributos
divinos que Ele é DEUS". Há uma diferença de personalidade, mas a unidade
da natureza. Nesta última cláusula, o clímax das três cláusulas está completo.
(coment.
bíblico Shaf, do evangelho ).
II. AS
AFIRMAÇÕES DOUTRINÁRIAS DE JOÃO 1.1
1. “No
princípio era o Verbo” (Jo 1.1a). Esse trecho afirma que JESUS é eterno. A
Bíblia assevera: “No princípio criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1). Porém,
em Jo 1.1 a Sagrada Escritura vai infinitamente além do fato expresso em Gn 1.1
ao afirmar que “No princípio era”, ou seja, o Verbo já existia. O Senhor JESUS
existe antes de todas as coisas, inclusive antes de o tempo ter início: “E ele
é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17).
O Filho de
DEUS, além de existir por si mesmo (Jo 5.26), estava com o Pai antes da criação
do mundo (Jo 17.5,24). Ele existe por si mesmo e sustenta “todas as coisas pela
palavra do seu poder” (Hb 1.3). Isto é consolo e restauração espiritual para o
crente, pois o propósito dessa gloriosa encarnação do Verbo divino é prover a
“purificação dos nossos pecados”, como afirma a parte final de Hb 1.3 (cf. Jo
1.14). Louvemos ao Verbo, o Criador, Sustentador e Fim de todas as coisas (Ap
1.8).
2. “E o Verbo
estava com DEUS” (Jo 1.1b).
O texto é
inequívoco: O Filho Unigênito estava com o Pai (Jo 1.18). O Verbo, o Emanuel,
não é apenas eterno, mas também distinto do Pai. Essa ortodoxa afirmação
aniquila o falso ensino dos modalistas e unicistas que, embora defendam a
divindade de JESUS, negam a santa doutrina bíblica da Trindade. Segundo os
hereges, Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO são uma só pessoa. Eles não crêem na
doutrina da existência de um só DEUS que subsiste em três distintas e
Santíssimas Pessoas (Mt 28.29). Todavia, esse ensinamento está claramente
exposto nas Escrituras. O batismo de JESUS (Mt 3.16,17), sua oração sacerdotal
(Jo 17), e a declaração da sua suprema autoridade são refutações clássicas
contra essas heresias (Jo 8.17, 18; 1 Jo 2.22-24). Crer e defender a santa
doutrina da Trindade não é um privilégio, mas um dever de cada cristão (1 Pe
3.15; Jd v.3).
3. “E o Verbo
era DEUS” (Jo 1.1c).
Observe
que o conceito expresso nesse versículo é progressivo. Uma declaração (1a; 1b)
esclarece a outra até culminar com uma verdade enfática: “e o Verbo era DEUS”
(1c). Se o prólogo do evangelho de João (1.1-14) fosse o único lugar nas
Escrituras em que a divindade do Verbo é afirmada, já teríamos subsídios
suficientes para crer e confessar a doutrina. Todavia, esse ensino é asseverado
em todo o contexto bíblico (Jo 5.18, 10.30; Cl 2.9). Portanto, inúmeras e
inegáveis provas bíblicas atestam que a crença na divindade de JESUS é
indispensável para a salvação da alma (1 Co 15.1-4; 1 Tm 6.15,16; Hb 1.1-3; 1
Pe 1.2-5; 1 Jo 5.5.1-13).As três afirmações doutrinárias de João 1.1 são: “No
princípio era o Verbo”; “o Verbo estava com DEUS”, e “o Verbo era DEUS”.
III. QUALIDADES
DIVINAS DO VERBO
Após apresentar
o Verbo divino, enfatizando sua preexistência, natureza e igualdade com o Pai,
João descreve alguns de seus atributos e prerrogativas.
1. Criador
(vv.3,10).
O Verbo é
apresentado nas Escrituras como o DEUS Criador: “Todas as coisas foram feitas
por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (v.3). Ele “estava no mundo, e
o mundo foi feito por ele” (v.10). Essa doutrina invalida a crença dos grupos
religiosos que dizem ser o Verbo uma mera criatura, e não o Criador. Contudo, a
Bíblia é categórica: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há no céu e
na terra” (Cl 1.16). O Verbo divino não faz parte da criação; transcende-a,
pois é o Criador de todas as coisas (Hb 1.1,2,10). Quando a Bíblia afirma que
JESUS é o Criador, atribui-lhe o mesmo título pelo qual o Pai é conhecido no
Antigo Testamento (Gn 1.1; Jó 33.4; Sl 138.13-18). Assim como o salmista
prorrompeu em júbilo diante do DEUS Criador, façamos o mesmo perante o Filho, o
Criador de todas as coisas: “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemos
diante do Senhor que nos criou” (Sl 95.6).
2. “Nele estava
a Vida” (v.4).
JESUS declarou
que além de possuir a “vida em si mesmo” (Jo 5.26) era a “ressurreição e a
vida” (Jo 1 1.25; 5.25). No Antigo Testamento, o Pai é identificado como a
fonte e o manancial da vida (Gn 2.7; Dt 30.20; Sl 36.9). Era um título que
pertencia exclusiva e unicamente ao Criador de toda vida (Sl 133.3).
CRISTO,
entretanto, atribuiu a si mesmo essa designação divina (Jo 5.21,26) e, como
tal, foi reconhecido seja através de seus ensinos (Jo 5.32-35; 11.25) seja por
meio de seus atos milagrosos (Jo 11.42-45; Mt 9.18,19,23-25).
A vida em
CRISTO é eterna não apenas no sentido de sua duração, mas por sua qualidade (Cl
3.4; 1 Tm 1.1; 2 Tm 1.10). A vida que provém de DEUS é cheia de gozo, paz e
alegria. JESUS asseverou-nos: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém
vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).
MAIS
COMENTARIOS VERSO 3 E 4
Verso 3-4
João 1: 3 João
1: 3 . Todas as coisas surgiram através dele, e, além disto, nem uma coisa
surgiu. Essa combinação de duas cláusulas, o primeiro positivo, o segundo
negativo (ver nota sobre João 1:20 ), é característico do estilo de João. Os
dois juntos afirmam a verdade contida neles com uma universalidade e força que
não pode ser alcançada de outra forma. Essa verdade é que "todas as
coisas", não todas como um todo, mas todas as coisas na individualidade
que precede a sua combinação em um todo - surgiram através desta Palavra, que é
DEUS. A preposição "através" é aquela pela qual a relação da Segunda
Pessoa da Trindade com a criação geralmente é expressa ( 1 Coríntios 8: 6 ;
Colossenses 1:16 ; Hebreus 1: 2João 1:20 1 Coríntios 8: 6 Colossenses 1:16
Hebreus 1: 2 Hebreus 1:10 Romanos 11:36); como, de fato, essa é a concepção que
pertence à doutrina do Logos, o Verbo Divino. Ocasionalmente, no entanto, a
mesma língua é usada pelo Pai: veja Hebreus 1:10 e comp. Romanos 11:36
João 1: 3-4João
1: 3-4 . O que aconteceu foi a vida nele. Nós somos liderados por várias
considerações para ter essa visão da passagem e não a que é apresentada na
Versão Autorizada. O grego admite qualquer pontuação (e renderização), mas a
ausência do artigo antes da palavra "vida" sugere que é aqui um
predicado, não o sujeito da sentença. Em quase todos (se não todos) os pais
gregos dos primeiros três séculos, as palavras foram assim compreendidas; e
podemos razoavelmente, em tal caso, atribuir grande importância às conclusões
alcançadas por esse tato linguístico que muitas vezes é muito seguro de onde é
menos capaz de atribuir razões distintas para o seu veredicto. Além disso, esta
divisão das palavras corresponde melhor com o modo rítmico em que as frases
anteriores do prólogo estão conectadas entre si. É característico deles fazer
com que a voz se baseie principalmente, em cada linha do ritmo, em uma palavra
tirada da linha anterior; e esta característica não é preservada no caso que
nos antecede a menos que adotemos a construção antiga. Nós vimos o que a
Palavra é em si mesmo; agora estamos para vê-Lo em Sua relação com Suas
criaturas.
O ser criado
era "vida nele". Ele era a vida, a vida absolutamente, e, portanto, a
vida que pode se comunicar, a vida infinitamente produtiva, de quem só veio a
toda criatura, como o chamou de ser, a medida da vida que ela possui. Nele era
a fonte de toda a vida; e toda forma de vida, conhecida ou desconhecida, era
apenas uma gota de água do córrego que, recolhida nele antes, fluía em Sua
palavra criativa às pessoas, o universo do ser com as existências infinitamente
multiplicadas e diversificadas que desempenham sua parte nisso. Não é da vida
do homem apenas que João fala, ainda menos é apenas a vida espiritual e eterna
que constitui o verdadeiro ser do homem. Se a palavra "vida" é
freqüentemente usada nesse sentido mais limitado no Evangelho, é porque outros
tipos e desenvolvimentos da vida passam fora da vista na presença dessa vida em
que o escritor gosta especialmente de habitar.
A própria
palavra não tem essa limitação de significado, e quando usada, como aqui, sem
qualquer coisa que sugira limitação, deve ser tomada em seu sentido mais
abrangente. Foi na Palavra, então, que todas as coisas que viveram a vida; o
mundo muito físico, se podemos dizer dos seus movimentos que são a vida, o
mundo vegetal, o mundo dos animais inferiores, o mundo dos homens e dos anjos,
até o anjo mais alto que está diante do trono. Ere, eles já vieram a existir, a
sua vida estava na Palavra que, como DEUS, era a vida, e da Palavra, eles a
receberam quando o seu ser real começou. A lição é a mesma que a de A própria
palavra não tem essa limitação de significado, e quando usada, como aqui, sem
qualquer coisa que sugira limitação, deve ser tomada em seu sentido mais
abrangente.
Foi na Palavra,
então, que todas as coisas que viveram a vida; o mundo muito físico, se podemos
dizer dos seus movimentos que são a vida, o mundo vegetal, o mundo dos animais
inferiores, o mundo dos homens e dos anjos, até o anjo mais alto que está diante
do trono. Ere, eles já vieram a existir, a sua vida estava na Palavra que, como
DEUS, era a vida, e da Palavra, eles a receberam quando o seu ser real começou.
A lição é a mesma que a de A própria palavra não tem essa limitação de
significado, e quando usada, como aqui, sem qualquer coisa que sugira
limitação, deve ser tomada em seu sentido mais abrangente. Foi na Palavra,
então, que todas as coisas que viveram a vida; o mundo muito físico, se podemos
dizer dos seus movimentos que são a vida, o mundo vegetal, o mundo dos animais
inferiores, o mundo dos homens e dos anjos, até o anjo mais alto que está
diante do trono.
Era, eles já
vieram a existir, a sua vida estava na Palavra que, como DEUS, era a vida, e da
Palavra, eles a receberam quando o seu ser real começou.
A lição é a
mesma que a de se podemos dizer dos seus movimentos que são a vida, o mundo
vegetal, o mundo dos animais inferiores, o mundo dos homens e dos anjos, até o
anjo mais alto que está diante do trono. Ere, eles já vieram a existir, a sua
vida estava na Palavra que, como DEUS, era a vida, e da Palavra, eles a
receberam quando o seu ser real começou. A lição é a mesma que a de se podemos
dizer dos seus movimentos que são a vida, o mundo vegetal, o mundo dos animais
inferiores, o mundo dos homens e dos anjos, até o anjo mais alto que está
diante do trono. Ere, eles já vieram a existir, a sua vida estava na Palavra
que, como DEUS, era a vida, e da Palavra, eles a receberam quando o seu ser
real começou.
A lição é
a mesma que a de Colossenses 1: 16-17 Colossenses 1: 16-17: "Nele foram
criadas todas as coisas", e "nele subsistem todas as coisas";
ou, ainda mais, de Apocalipse 4:11 Apocalipse 4:11 : "Criaste todas as
coisas, e por causa do teu prazer que eram " (não "são", como na
versão autorizada), "e eles foram criados".
E a vida era a
luz dos homens. A partir do grande pensamento de todas as existências criadas,
o Evangelista passa nessas palavras para a última e maior das obras de DEUS,
homem, cuja criação está registrada no primeiro capítulo do Gênesis. Todas as
criaturas tinham "vida" na Palavra; mas esta vida era para o homem
algo mais do que poderia ser para os outros, porque ele tinha sido criado de
uma forma e colocado em uma esfera, peculiar a si mesmo em meio às diferentes
ordens do ser animado. DEUS disse: "Façamos o homem à nossa imagem,
segundo a nossa semelhança" ( Gênesis 1:26 Gênesis 1:26).
O homem era
assim capaz de receber a DEUS e de saber que o havia recebido; ele tinha uma
esfera e uma capacidade pertencente a nenhuma das criaturas inferiores faladas
no grande registro da criação; Sua natureza era apropriada para ser a morada
consciente, não apenas do humano, mas do divino. Daí a Palavra poderia estar
nele como nenhuma outra criatura. Mas a Palavra é DEUS ( João 1: 1 João 1: 1 ),
e "DEUS é luz" ( 1 João 1: 5 1 João 1: 5 ). Assim, a Palavra é
"leve" (comp. João 1: 7João 1: 7 ); e como o homem estava
essencialmente preparado para receber a Palavra, aquela Palavra dando vida a
tudo que encontrou nele uma aptidão para a vida mais alta e plena, - por
"luz", portanto, em seu sentido mais elevado e pleno; e "a vida
era a luz dos homens".
A ideia da
natureza humana assim exposta nestas palavras é peculiarmente notável e digna
de nossa observação, não apenas como uma resposta completa àqueles que trazem
uma carga do dualismo Manichan contra o Quarto Evangelho, mas também para que
possamos compreender o seu ensino quanto à responsabilidade humana na presença
de JESUS. "A vida, diz-se," era a luz dos homens, não de uma classe,
nem de alguns, mas de todos os membros da família humana como tal.
A verdadeira
natureza do homem, diz-se, é divina; Divino a este respeito também, como
distinto do divino em toda a criação, esse homem é capaz de reconhecer,
reconhecer, vero divino em si mesmo. A "vida" torna-se
"leve" nele, e não se torna tão em criaturas inferiores. A verdadeira
vida do homem é a vida da Palavra; Era tão originalmente, e ele sabia que era
assim. Se, portanto, ele ouve o tentador e cede ao pecado (cuja existência é
admitida simplesmente como um fato, sem tentativa de explicar isso), o homem
corrompe sua verdadeira natureza e é responsável por fazê-lo. Mas sua queda não
pode destruir sua natureza, o que ainda atesta o que sua primeira condição era,
para o que é a condição normal, para o que deveria ser.
O homem,
portanto, só cumpre sua natureza original ao receber novamente a Palavra que se
oferece a ele como "a Palavra se tornar carne". Mas se o recebimento
da Palavra pelo homem é assim o cumprimento de sua natureza, é seu dever
recebê-Lo; e este dever é impressionado com ele por sua natureza, não pela
simples autoridade externa. Daí o apelo constante de JESUS neste Evangelho, não
apenas para a evidência externa, mas para a vida restante da Palavra dentro de
nós, que deve receber completamente a Palavra e apressar-se para a Luz
(comp.cJoão 1:9).
3. “A luz
verdadeira” (v.9).
A Palavra
de DEUS ensina enfaticamente que DEUS é Luz (1 Jo 1.5; Sl 27.1) e que “habita
na luz inacessível” (1 Tm 6.16). Esse título divino seria também uma designação
do Messias, o Servo do Senhor (Is 42.6,7; 9.2; Mt 4.16). O termo “luz” aparece
cerca de 20 vezes no evangelho de João (1.4,5,89; 3.19; 8.12; 12.46), e, na
maioria das ocasiões, refere-se a JESUS como a luz do mundo (Jo 8.12). No
relato da Criação, lemos que DEUS, pelo poder de sua Palavra, fez surgir a luz,
que desfez o caos (Gn 1.2,3). O Senhor JESUS é a “luz que alumia a todo homem
que vem ao mundo” (v.9), e por isso, desfaz o caos da vida humana (2 Co
4.6).Três qualidades divinas do Verbo são afirmadas no prólogo do Evangelho de
João: Criador, Fonte da vida e Luz verdadeira.
Em JESUS estão
reunidas todos os atributos divinos que o descrevem como o único e suficiente
Salvador da humanidade. Sua história e suas obras não se limitam ao período
entre seu nascimento e sua morte (Hb 13.8). O Filho de DEUS esteve presente
eternamente, atuando especialmente na História da Salvação. Ele veio como homem
e sua glória foi vista pelos de sua geração; realizou a obra da redenção na
cruz do Calvário, e retornou ao Céu, de onde dirige a sua Igreja e voltará em
glória para estabelecer a paz universal.
“A Palavra na Eternidade (1.1-5)
Os
versículos 1 a 4 narram o estado preexistente de JESUS e como Ele agia no plano
eterno de DEUS. ‘No princípio’ (v.1a) fala da existência eterna da Palavra (o
Verbo). As duas frases seguintes expressam a divindade de JESUS e sua relação
com DEUS Pai. Esta relação é uma dinâmica na qual constantemente são trocadas
comunicação e comunhão dentro da deidade.
O
versículo 2 resume o versículo 1 e prepara para a atividade divina fora da
relação da deidade no versículo 3. No versículo 4 Ele é o Criador mediado. O
uso da preposição ‘por’ informa o leitor com precisão que o Criador original
era DEUS Pai que criou todas as coisas pela Palavra. Os verbos que João usa
nestes versículos fazem distinção entre o Criador não-criado, a Palavra (o
Verbo) e a ordem criada. Numa boa tradução, a RC observa esta distinção: a
Palavra (o Verbo) ‘era’ mas ‘todas as coisas foram feitas’. O versículo 4 conta
várias coisas para o leitor: 1) A Palavra divina, como DEUS Pai, tem vida em si
mesma, vida inchada (ou seja, é a fonte da vida eterna). 2) Esta vida revelou a
pessoa e natureza de DEUS para todas as pessoas. 3) ‘Luz’ neste ponto pertence
à revelação autorizada e autêntica de DEUS [...]”.
(ARRINGTON, F. L; STRONSTAD, R.
(eds.) Comentário bíblico Pentecostal: Novo
Testamento. 2.ed., RJ: CPAD, 2004, p. 496.)
COMENTARIO
VERSOS 5 A 14
Verso 5
João 1: 5
João 1: 5 . E a luz brilha na escuridão . A escuridão aqui referida não é uma
escuridão original coexistente com o ser criado ( João 1: 3 ). Pertence ao
desenvolvimento do pensamento iniciado em João 1: 4 , e é coexistente apenas
com o processo moral de rejeitar a Palavra, implicado, embora não expressamente
indicado, nesse versículo. A Palavra através da qual todos entram em ação se
oferece ao mesmo tempo para todos como sua luz. Deixe-os reconhecer e
aceitá-lo, eles têm vida (cap. João 8:12João 1: 3 João 1: 4 João 8:12 );
Deixe-o rejeitar, estão em uma escuridão pela qual eles são responsáveis,
porque eles o escolheram. É um fato, no entanto, que muitos sempre fizeram, e
ainda assim, rejeitam a luz; e assim a escuridão foi e é uma coisa positivamente
existente. No entanto, a Luz não abandonou o mundo. Não é indicado um ponto de
tempo meramente presente; nesse caso, John não poderia ter adicionado
imediatamente o passado, superado. A ideia é geral. A Luz, como havia existido,
brilhava; como existe, brilha, procurando sempre atrair os homens para o brilho
total de suas vigas.
E a escuridão
não superou. Tal é o significado mais provável dessas palavras, e assim foram
entendidos pelos mais antigos escritores cristãos. O verbo que nos tornamos
"superado" não ocorre frequentemente no Novo Testamento; mas (quando
usado, como aqui, na voz ativa), não tem e não pode ter, o significado
compreende (ou seja, compreende), o que lhe é dado na Versão Autorizada.
O guia mais
importante para o significado é o cap. João 12:35 , onde a mesma palavra é
usada, e onde também a metáfora é semelhante: 'Caminhada. . . para que a
escuridão ultrapasse você, '- venha sobre você, aproveite você. No verso que
nos precede, lemos da luz que brilha na escuridão; a escuridão, sempre
antagonista à luz, ainda não ultrapassa ou vem João 12:35 João 1: 4a luz. A
ideia de apreender , em conexão com essa figura, equivale a superar ou
interceptar a luz. Mesmo que "compreender" fosse possível como uma
tradução, não seria nada para nos dizer que a escuridão não compreendia a luz.
Isso está implícito no fato de que a escuridão é auto escolhida (comp. Em João
1: 4). Mas é muito para nos dizer que, no conflito entre a escuridão e a luz, a
escuridão não conseguiu superar (ou eclipsar) a luz. A luz, embora às vezes
aparentemente superada, foi realmente vitoriosa; Resistiu a cada assalto e
brilhava triunfante em um mundo escurecido. Até agora, a partir da nossa
descoberta aqui uma "lamentação" (como alguns disseram), temos uma
nota de exultação, um símbolo dessa vitória que, em todo o Evangelho, sobe para
nossa visão através da tristeza.
Assim, fechamos
o que é obviamente o primeiro parágrafo do Evangelho; e, apesar de se
relacionar com o Verbo Pré-encarnado, e expressa os princípios de Seus tratos
na sua forma mais geral, o desenvolvimento do pensamento é exatamente o mesmo
que a história da Palavra Encarnada será encontrada para apresentar. Através da
Palavra, todas as coisas surgiram. Para todos, Ele se oferece, para que ele os
faça não só existir nele, mas, na livre apropriação do que Ele oferece, viva
nele. Alguns o recebem, e ele se torna sua luz; outros o rejeitam e estão
imersos na escuridão que eles escolheram. A escuridão se opõe e procura
destruir a luz, mas a luz brilha na vitória.
Verso 6
João 1: 6
João 1: 6 . Surgeu um homem, enviado de DEUS, cujo nome era João. Com este
versículo, passamos adiante nos tempos do Verbo Encarnado. A seção sobre a qual
primeiro entramos é, em comparação com a segunda, geral; daí a encarnação
apenas está implícita, não expressamente mencionada.
A preparação
imediata para este novo período é o testemunho do Batista; e as palavras com as
quais ele nos é apresentado contrastam com o que nos foi dito da Palavra em
João 1: 1João 1: 1 João 1: 1 João 1:12. Ele "surgiu", literalmente,
ele surgiu, "como distinto do" era "desse verso. Ele era um
homem "enviado de DEUS", como distinto da Palavra que era "com
DEUS". "Ao acrescentar", seu nome era João, o Evangelista
(talvez possamos dizer) faz mais do que identificá-lo como o grande profeta que
tão impressionantemente impressionou todas as classes do povo. Se nos
lembrarmos do profundo significado atribuído ao "nome" neste
Evangelho, parecerá possível que a antítese de João 1: 1 continue. O nome
pessoal necessário para a identificação entre os homens é colocado em contraste
com esse nome pelo qual os atributos eternos do Filho são expressos, "a
Palavra" (comp. João 1:12 ).
Verso 7
João 1: 7
João 1: 7 . O mesmo veio para o testemunho, para que ele possa dar testemunho
sobre a Luz, para que todos possam acreditar através dele. A impressão
produzida pelo Batista tinha sido ótima, mas ele tinha vindo a testemunhar um
mais alto do que ele. Aqui nos encontramos pela primeira vez com esta palavra
"testemunho", uma das palavras características dos escritos de João,
ocorrendo em várias formas quase cinquenta vezes em seu Evangelho, e trinta ou
quarenta vezes em suas Epístolas e no Apocalipse. A importância do pensamento
reside na sua simplicidade. A verdadeira testemunha declara o que viu e ouviu (
1 João 1: 2-31 João 1: 2-3 Mateus 11: 9-14 Lucas 7: 29-30); seu testemunho
reflete "a verdade" na medida em que ele a recebeu, assim como o
espelho fiel reflete a luz que veio sobre ela. João veio a suportar tal
testemunho sobre a Luz, para que, através dele, todos possam ser levados a
"acreditar" - confiar em aceitar essa Luz e render-se a sua
influência.
A introdução da
palavra "tudo" é muito notável. Mais claramente do que qualquer outra
passagem, este versículo nos ensina o quão ótimos foram os resultados que a
missão do Batista pretendia produzir, imensamente maior do que aqueles que
realmente foram realizados. Se Israel estivesse fiel e obedientemente esperando
o cumprimento da promessa divina, o testemunho de João respeitando JESUS teria
transformado "todo" Israel (e, por intermédio de Israel,
"todos" homens) para o Salvador. Em efeitos imediatos, o trabalho de
John, como o de One mais alto do que John, seria um fracasso dos homens. À luz
deste versículo, podemos entender melhor as passagens como Malaquias 4;Mateus
11: 9-14 ; Lucas 7: 29-30 .
Verso 8
João 1: 8
João 1: 8 . Ele não era a Luz, mas ele era que ele poderia dar testemunho sobre
a Luz. O pensamento da grandeza do testemunho de John está subjacente às
palavras deste versículo. Grande como era o Batista, ele não era a Luz. O que
ele não era expresso, mas apenas o propósito que ele deveria cumprir (comp.
João 1:23 ). É muito possível que as palavras tenham tido uma aplicação
especial às opiniões que (como aprendemos com Atos 18:25 ; Atos 19: 3 )
existiram em Éfeso em relação à missão de João. João 1:23 Atos 18:25 Atos 19: 3
Verso 9
João 1: 9
João 1: 9João 1:19 João 6:14 João 9:39 João 11:27 João 12:46 João 16:28 João
18:37 João 6:14 João 11:27 João 3:19 João 12:46 João 12 : 46 . Havia a
verdadeira Luz, que iluminava todo homem, chegando ao mundo.Esta renderização
quase literal do grego mostrará como é que essas palavras simples foram tão
variadamente explicadas. Como no inglês, então, no grego, a palavra
"vir" pode ser associada com "luz" ou com
"homem". A pontuação que adotamos (será lembrado que em manuscritos
antigos do original há pouca ou nenhuma pontuação) mostrará que, na nossa
opinião, a última cláusula deve ser unida, não com a segunda, mas com a
primeira cláusula do verso.
O que foi dito
acima da estrutura geral do Prologue mostrou que, até agora, a presença total
da Palavra pessoalmente vem não está diante de nós. A manifestação está em sua
fase inicial, ainda não completa. Para este pensamento, a palavra
"chegando" corresponde exatamente. Mas ainda mais importante na
orientação para a interpretação correta do verso é o uso do Evangelista da
última frase em outro lugar. A expressão "vir para o mundo" ocorre em
até sete outras passagens deste Evangelho (cap. João 1:19 , João 6:14 , João
9:39 , João 11:27 , João 12:46 , João 16:28 , João 18:37 ). Em cada uma dessas
passagens, as palavras se relacionam com o próprio Senhor: às vezes elas são
usadas pela multidão ( João 6:14 ), ou por um discípulo ( João 11:27 ), como
uma designação do Messias: "Aquele que deveria venha;' às vezes são as
palavras de JESUS ou do Evangelista, em passagens que falam do propósito de Sua
"vinda". Em três, João 3:19 e João 12:46, a frase está em estreita
ligação com a figura que está agora diante de nós.
O último
verso (cap. João 12:46) é especialmente notável; pois o próprio JESUS diz:
"Eu venho uma luz para o mundo". Se, então, permitiremos que o
Evangelista seja seu próprio intérprete, parecemos querer acreditar que ele
aqui fala da luz como "chegando ao mundo". Se as palavras são juntas
com 'homem', eles acrescentam pouco ou nada ao pensamento. "Todo
homem" é uma expressão tão completa e inclusiva como "todo homem que
vem ao mundo". A familiaridade com a renderização comum pode impedir o
leitor de perceber imediatamente que isso é verdade; mas estamos persuadidos de
que a reflexão irá mostrar que, por meio de A mudança é muito ganha, nada
perdeu. No verso anterior, lemos que João não era "a Luz". Quando ele
"surgiu" como testemunha, a verdadeira Luz já existia; Ele estava
brilhando na escuridão; agora estava "entrando no mundo" - para se
manifestar com uma clareza e de uma maneira até agora desconhecida.
Dois mais dos
termos especiais do Evangelho nos encontram aqui, 'verdade' e 'mundo'. É
lamentável que duas palavras diferentes sejam representadas pela mesma palavra
inglesa, "verdade". Aquele (usado em chaps, João 3:33 João 3:33João
5:31 João 4:23 João 4:37 João 5:32 João 7:28 João 8:16 João 15: 1 João 17: 3
João 19:35 João 3:16 Efésios 4:18 , João 5:31e onze outros versículos do
Evangelho) denota a verdade em contraste com a falsidade; O outro, que temos
diante de nós aqui, expressa o real em contraste com o fenomenal, o que é
perfeito e substancial ao contrário do que é imperfeito e sombrio, ou o que é
totalmente realizado em contraste com o tipo que o prefigurava. Esta palavra é,
no Novo Testamento, quase confinada aos escritos de João.
De vinte e oito
passagens em que ocorre, nove são encontrados neste Evangelho, quatro na
Primeira Epístola, dez na Revelação. Três das cinco passagens restantes são
(como poderia quase ter sido previsto) na Epístola aos Hebreus.
Os outros
exemplos da palavra neste Evangelho serão encontrados em chaps, João 4:23 ;
João 4:37 , João 5:32 ,João 7:28 , João 8:16 , João 15: 1 , João 17: 3 , João
19:35, e na maioria destes, o leitor irá facilmente rastrear a ideia. Os
"verdadeiros adoradores" são aqueles cuja adoração é real, não
imperfeita e indigna do nome; o pão que desceu do céu é "o pão
verdadeiro", o qual o maná era de um tipo, o que ministra um alimento real
e permanente. Então, lemos sobre a fonte arquetípica da luz, a única luz que é
real e perfeita. - Esta verdadeira luz entrou no "mundo".
Significando originalmente o universo criado e ordenado pela mão de DEUS,
"o mundo" veio significar sucessivamente o mundo dos homens e o mundo
dos homens em oposição a DEUS. Neste evangelho especialmente, lemos sobre o
mundo como poder antagónico, incrédulo, maldade em suas obras, odiando e
perseguindo JESUS e Seu povo, um poder sobre o qual Ele será vitorioso e que
será condenado pelo pecado e julgado.
João 3:16 ), e
do dom de Seu Filho, para que o mundo seja salvo por meio dele. Se o pensamento
do mal e da alienação é trazido no verso seguinte, é importante observar que
este verso fala da iluminação de cada homem . Nenhum homem pertence ao mundo
que é entregue à escuridão e à impenitência, a menos que, através da
resistência e da escolha do mal, fizeram com que a luz que estava nele se
tornasse a escuridão (comp. Ephesians 4:18 ) .- Não podemos duvidar disso Nas
palavras "cada homem", há uma alusão a João ("um homem enviado
de DEUS") como ele próprio iluminado por esta Luz.
Verso 10
João 1:10
João 1:10 . Ele estava no mundo e o mundo surgiu através dele, e o mundo não o
conhecia. O assunto ainda é a Luz, que ( João 1: 9João 1: 9 João 1: 3-5) era
existente e estava "entrando no mundo". No mundo, de fato, já era
(embora a manifestação completa ainda estivesse por vir), e - aqui a figura
passa imperceptivelmente, dando lugar ao pensamento da Pessoa - o mundo, embora
criado por meio dele, não reconheceu Sua presença. Note a simplicidade do
estilo de João, em que os três pensamentos do verso, embora muito variados em
suas relações mútuas, são, por assim dizer, colocados lado a lado. Essas
palavras relacionam-se tanto ao Pré-encarnado quanto ao Verbo Encarnado. O
desenvolvimento é mais do que do pensamento do que o tempo. Paralelamente à Sua
manifestação na carne e depois dela, a Palavra foi "no mundo". A
declaração não deve limitar-se à manifestação de CRISTO em Israel. Este
versículo é uma repetição, de forma mais concreta, de João 1: 3-5 (em parte).
Verso 11
João 1:11
João 1:11 . Ele chegou a sua casa e o seu próprio não o aceitou. Este versículo
é praticamente uma repetição de João 1:10 , em linguagem mais solene e
enfática? Ou passamos do pensamento do mundo em geral para o do povo judeu. A
questão é de alguma dificuldade. Como João 1:12 é certamente bastante geral no
seu significado, pode parecer perigoso introduzir uma limitação aqui. Mas o
peso do argumento parece estar no outro lado. Há um avanço manifesto do
pensamento à medida que passamos do último versículo para isso. Em vez de
"Ele estava", encontramos "Ele chegou"; para "o
mundo", temos João 1:10 João 1:12
"Sua
própria casa"; para "conhecer" (percebido ou reconhecido), nós
"aceitamos". Toda mudança parece apontar para um relacionamento mais
íntimo, uma manifestação mais clara e uma rejeição que ainda é mais sem
desculpa. (Comp. A Palavra, que estava no mundo Provérbios 8:31 Provérbios
08:31 ), teve sua casa com o povo escolhido ( Êxodo 19: 5 Êxodo 19: 5 ; Salmos
76: 2 Salmos 76: 2 ), para o qual tinha sido dada a revelação da verdade de
DEUS ( Romanos 9: 4 Romanos 9: 4 ). Ainda é principalmente da Palavra Pré-encarnada
que João fala. Em toda a história de Israel, foi ilustrada a infidelidade à
verdade (comp. Lucas 11: 49-50 Lucas 11: 49-50 ; Atos 7: 51-53 Atos 7: 51-53 );
e o suave pathos deste verso lembra as palavras em que JESUS fala da rejeição
de si mesmo (Mateus 23:37Mateus 23:37 ).
Verso 12
João 1:12
João 1:12João 1: 10-11 João 1:11 João 1:11 João 3: 5 João 7:39 Romanos 8:15
Hebreus 11:40 João 8:31 João 5:38 Êxodo 34: 5-6 João 2 : 23 João 1: 1 João 1: 6
. Mas todos os que o receberam, deram-lhe o direito de tornarem-se filhos de
DEUS, mesmo para aqueles que acreditam em seu nome. Vimos a luz que brilha na
escuridão ( João 1: 10-11 ); O pensamento desse versículo é que a escuridão não
o superou! Como já vimos (ver nota em João 1:11 ), o idioma torna-se
completamente geral. Todo aquele que o recebeu "para qualquer período de
tempo ou nação que eles possam pertencer, ganhou o presente aqui falado. Há uma
diferença perceptível entre "aceito" ( João 1:11e 'recebido', como
aqui usado. Enquanto o primeiro enfatiza a vontade que consentiu (ou recusou) a
receber, o último traz-se ante nós a posse adquirida; de modo que o significado
completo é: tantos como, aceitando-o, receberam-no.
O dom não
é diretamente declarado como "filiação", talvez porque a manifestação
completa desta benção pertence apenas aos últimos dias (comp. Em chaps, João 3:
5 , João 7:39 ; Romanos 8:15 ), enquanto o Evangelista aqui incluiria o tempo de
revelação incompleta que veio antes da Encarnação. Então, como agora, os homens
o aceitaram ou recusaram; mas para aqueles que aceitaram foi reservado
"algo melhor" ( Hebreus 11:40) do que já havia sido claramente
divulgado ao homem. Não devemos deixar de notar (pois, nesses versos
maravilhosos, tudo é significativo), há uma habilidade especial na expressão
" filhos " em vez de "filhos de DEUS"; pois, enquanto a
"filiação" é frequentemente mencionada em conexão com mera adoção, o
estresse é aqui estabelecido em uma paternidade real (embora espiritual).
O direito ou
autoridade para se tornar filhos de DEUS é dado pela Palavra "aos que
crêem em Seu nome". É muito importante discriminar entre as diferentes
frases que João usa em relação à crença ou fé. Por um lado, temos a simples
expressão de "acreditar nele" (como em chaps, João 8:31 , João 5:38,
etc.), geralmente indicando a aceitação de algo falado como verdadeiro. Por
outro lado, encontramos com muita frequência no Novo Testamento, mas
especialmente nos escritos de João, uma combinação notável de "acreditar"
com uma preposição literalmente significando "em", pelo qual se
denomina não apenas uma aceitação de palavras ou profissões , mas tal aceitação
da Pessoa confiável, tal aproximação do coração em relação a Ele, como conduz à
união com Ele. Esta fórmula peculiarmente cristã é por alguns
"acreditando", por outros "acreditam".
Ambas as
renderizações são encontradas na Versão Autorizada. Adotamos uniformemente o
primeiro, porque indica mais claramente a união para o qual a fé tende. Existem
algumas passagens (ver as referências marginais) em que, como aqui, esta frase
"acreditar" é seguida de "o nome". Já vimos com a plenitude
do significado que João usa a palavra "nome". Como em muitas
passagens do Antigo Testamento, o "nome" expressa a soma das
qualidades que marcam a natureza ou o caráter de uma pessoa (comp. Êxodo 34:
5-6 ).
É difícil
consertar a distinção precisa entre "crer nEle" e "acreditar em
Seu nome". Talvez possamos dizer que, no primeiro caso, o crente cede com
confiança à Pessoa, no último, à revelação da Pessoa. Aqueles que no cap. João
2:23são falados como acreditando "em nome" de JESUS, não alcançaram a
união pessoal que crer em JESUS implica; mas através da aceitação confiante de
Sua revelação de si mesmo, o presente mais elevado, o conhecimento mais
próximo, pode ser obtido em breve. Aqui, o 'nome' não pode deixar de lembrar
John 1: 1 : o 'nome' Palavra expressou a natureza da Pessoa (comp. João 1: 6 ).
Verso 13
João 1:13
João 1:13 . Que foram gerados, não de sangue, nem da vontade da carne, nem da
vontade do homem, mas de DEUS. A história espiritual dos que são falados em
João 1:12João 1:12é aqui continuada, e a natureza de sua filiação mais
completa. É fácil ver que nas três cláusulas há um progresso distinto do
pensamento, o segundo (contendo o pensamento de "vontade") sendo mais
definido do que o primeiro, o terceiro (no qual o "homem" é
substituído por "carne, '- uma pessoa para a natureza humana em geral) sendo
novamente mais definitiva do que a segunda.
As três
cláusulas, no entanto, realmente expressam, mas uma ideia principal; O que isso
deve ser aprendido com o contraste nas palavras finais, - "mas (eles foram
gerados) de DEUS". Esses crentes receberam o direito de se tornarem
"filhos de DEUS" em virtude de uma verdadeira filiação espiritual,
sendo gerada por DEUS. O contraste com essa filiação é a própria reivindicação
que é tão fortemente feita pelos judeus no cap. 8, e a validade de que nosso
Senhor nega completamente. A lembrança desse capítulo, que só traz em negrito a
suposição habitual do judaísmo daquele dia, será suficiente para explicar a
notável ênfase deste versículo, a negação tripla de que os homens se tornam
filhos de DEUS em virtude de qualquer descendência hereditária natural. -
Embora seja o reivindicação dos judeus que está aqui no pensamento do escritor,
contudo, como frequentemente em outro lugar, os judeus são o tipo do mundo em
geral; por outros, além de judeus, como reivindicações presuntuosas foram
feitas, outros descansaram na "divindade" de sua raça.
É muito
possível que a peculiaridade da primeira cláusula (literalmente 'não de -
Embora seja a reivindicação dos judeus que está aqui no pensamento do escritor,
contudo, como frequentemente em outro lugar, os judeus são o tipo do mundo em
geral; por outros, além de judeus, como reivindicações presuntuosas foram
feitas, outros descansaram na "divindade" de sua raça. É muito
possível que a peculiaridade da primeira cláusula (literalmente 'não de -
Embora seja a reivindicação dos judeus que está aqui no pensamento do escritor,
contudo, como frequentemente em outro lugar, os judeus são o tipo do mundo em
geral; por outros, além de judeus, como reivindicações presuntuosas foram
feitas, outros descansaram na "divindade" de sua raça. É muito
possível que a peculiaridade da primeira cláusula (literalmente 'não de sangue
) pode ser explicado.
Verso 14
João 1:14
João 1:14 . E a Palavra se tornou carne. Com este versículo, entramos no
aspecto mais completo e concreto da Palavra aparecendo entre os homens.
Contudo, como pessoalmente vem na carne, a Palavra contrasta com o que Ele
estava em Seu estado preexistente; e, portanto, antes que o Batista nos tenha
apresentado, temos declarações exatamente paralelas às de João 1: 1-5 . Que
agora diante de nós corresponde a João 1: 1 , pois o Verbo Encarnado em si
mesmo é aqui falado. Aquele que estava no princípio, que estava com DEUS, que
era DEUS, "se fez carne"; não se limitou a levar a ele um corpo
humano, não se limitou a tornar-se um homem individual, mas assumiu a natureza
humana em sua totalidade (ver chaps, João 12:27 , "alma"; João 1: 1-5
João 1: 1 João 12:27 João 13:21 1 João 4: 2 2 João 1: 7João 13:21,
"espírito"), identificou-se com a raça, entrou em tal condição que
Ele poderia ter perfeita comunhão e comunhão com a gente, e nós com Ele.
A palavra
"tornou-se" não indica que Sua natureza divina foi posta de lado e
que Seu modo de ser era simplesmente humano até que, na realização de Sua obra,
ele gradualmente transformou seu modo humano de ser e recuperou para toda a
glória de O divino.
Se essa
visão fosse correta, seguiria que quando o divino foi recuperado, o ser humano
foi posto de lado, e que a humanidade do redentor exaltado não é agora tão real
como foi durante o curso terrestre. Nenhum pensamento é sugerido por
"tornou-se", pois esta palavra não implica que o estado anterior de
existir não existe mais. O que realmente é indicado é a passagem para um novo
estado, uma transição em vez de uma transformação.
A Palavra
permanece, com todas as Suas propriedades essenciais; adicionou-se um novo modo
de ser, a assunção de uma nova natureza, denotada pela "carne". Os
paralelos mais importantes para este verso são1 João 4: 2 e 2 João 1: 7 ; essas
passagens diferem do presente, na medida em que o nome histórico "JESUS
CRISTO" é substituído pela Palavra, e que, para as palavras misteriosas
"se tornaram carne", lemos "veio" (ou "vem") em
carne ".
E ele colocou o
seu tabernáculo entre nós, e nós contemplamos a sua glória (glória como de um
unigênito de um pai), cheio de graça e de verdade. Como a primeira cláusula
deste versículo correspondeu a João 1: 1 João 1: 1 , então estas cláusulas
correspondem a João 1: 2-5 João 1: 2-5; só que, enquanto que nós tivemos as
propriedades da Palavra em virtude das quais Ele dá vida e luz em sua forma
mais geral a todos, aqui temos aqueles em virtude dos quais, como a revelação
agora completada do Pai, Ele carrega isso vida e luz para a perfeição, de modo
a recebê-lo verdadeiramente. Ainda assim, no entanto, é a glória da Palavra em
Si mesmo que está diante de nós; Se os homens forem introduzidos nas palavras
que se seguem como observadores da Sua glória, é que o nosso pensamento pode
descansar, e não sobre a benção que o homem recebe (o que está escrito abaixo,
João 1: 16-18 João 1: 16-18 ), mas sobre a testemunha transmitida a glória do
Verbo Encarnado.
A figura desse
versículo é tirada do Antigo Testamento ( Levítico 26:11 Levítico 26:11 ;
Ezequiel 37:27 Ezequiel 37:27, etc.); O Tabernáculo era o lugar de encontro de
DEUS e de Israel, a casa na qual o Senhor habitava no meio do povo. Com a
imagem de uma tenda ou tabernáculo muitas vezes é associado o pensamento de
transitoriedade; mas que a palavra usada aqui não envolve necessariamente, esse
pensamento é suficientemente provado pelo idioma da promessa final: "O
tabernáculo de DEUS é com os homens, e ele colocará o seu tabernáculo com eles
( Apocalipse 21: 3 Apocalipse 21: 3). Como a Shechinah habitou no Tabernáculo,
no meio do arraial de Israel, "a Palavra se tornou carne" habitou
entre nós ". Alguns tomaram as últimas palavras para significar "em
nós" e para conter uma nova referência à suposição da natureza humana; mas
essa visão parece claramente incompatível com as palavras que seguem: "nós
vimos Sua glória", cujo significado é fixado pela primeira passagem da Primeira
Epístola ( 1 João 1: 1-3 1 João 1: 1-3).
A glória
era como a de um único filho enviado de um pai; Não há imagem, mas isso, foi
bem dito, "pode expressar o duplo caráter da glória, como de uma vez
derivado e em um nível com sua fonte". No único filho estão concentradas
todas as características do pai; sobre ele todo o amor do pai é derramado; para
ele pertence toda a herança; sobre ele, o pai, quando ele o envia em uma
embaixada, concede toda a plenitude de seu poder. A tradução que damos é,
acreditamos, o que as palavras gregas exigem absolutamente; Parece-nos, além
disso, ser a única representação que dá sentido à palavra de comparação
"como", ou preserva o progresso do pensamento do Evangelista. Ainda
não houve nenhuma palavra trazendo o pensamento de Divine Sonship.
Os
atributos e o funcionamento da Palavra Divina foram continuamente diante de
nós; aqui a glória da Palavra se torna carne é comparada com a de um único
filho enviado de um pai; mas não é até João 1:18 João 1:18, que esses elementos
são combinados em um único enunciado supremo da verdade. As últimas palavras do
versículo devem estar relacionadas com o sujeito da frase: "Ele (a
Palavra) colocou Seu tabernáculo entre nós, cheio de graça e verdade".
Eles vão longe para explicar a "glória" que os discípulos viram. Que
a Palavra tenha sido desde o início da história do mundo, a concessão de
"graça e verdade" está implícita na imagem dos versículos anteriores
( João 1: 4 João 1: 4 ; João 1: 9João 1: 9); O que envolveu o ensinamento
respeitando o Verbo Pré-encarnado é claramente indicado aqui da Palavra
tornar-se carne. Mas essa plenitude de graça e verdade não esgota o significado
da "glória". Na glória do Verbo Encarnado, há dois elementos, pois
Sua única pessoa une duas naturezas: em parte, a glória é única (em espécie e
não apenas em grau), pertencente ao DEUS-homem e não ao Homem perfeito; em
parte, é transmissível aos homens, como o próprio JESUS diz: "A glória que
Tu me dás, eu os dei".(COMENTARIO, Shaf, evangelho de João).
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com
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Lucas narra o
nascimento de JESUS, situando-o no contexto das profecias bíblicas e do
judaísmo dos seus dias. O "silêncio profético", que já durava
quatrocentos anos, foi rompido pelas manifestações divinas na Judeia. A
plenitude dos tempos havia chegado e o Messias agora seria revelado!
O nascimento de
JESUS significava boas novas de alegria para todo o povo. Os pobres e os
piedosos seriam os primeiros a receberem a notícia. Dessa forma, DEUS mostrava
que a salvação, por Ele provida, alcançaria a todos os homens.
I - O
NASCIMENTO DE JESUS NO CONTEXTO PROFÉTICO
1. Poesia e
profecia.
2. A
restauração do ESPÍRITO profético.
II - O ANÚNCIO
DO NASCIMENTO DE JESUS
1. Zacarias e
Izabel.
2. José e
Maria.
III – O
NASCIMENTO DE JESUS E OS CAMPONESES
1. A nobreza
dos pobres.
2. A realeza do
Messias.
IV - O
NASCIMENTO DE JESUS E O JUDAÍSMO
1. Judeus
piedosos.
2. Rituais
sagrados
CONHEÇA MAIS
*O local
de nascimento do Salvador
"JESUS
nasceu em Belém, ao sul de Jerusalém, mas passou a infância e juventude em
Nazaré, cidade próxima ao mar da Galileia, no norte. Belém, o lugar onde JESUS
nasceu, é hoje uma região em conflito." Para conhecer mais leia Guia
Cristão de Leitura da Bíblia, CPAD, p. 21.
Na plenitude
dos tempos, JESUS veio ao mundo. Ele é o Messias
No anúncio do
nascimento de JESUS, um anjo do Senhor é enviado especialmente aos camponeses
pobres que pastoreavam os seus rebanhos no campo.
Lucas lembra o
fato de que CRISTO nasceu em Belém, cidade de Davi, cumprindo dessa forma a
profecia bíblica.
SUBSÍDIO
"O censo
consistia no alistamento obrigatório dos cidadãos no recenseamento, o que
servia de base de cálculo para os impostos. Quirino era governador do Império
legado pela Síria, em d.C., mas este pode ter sido seu segundo mandato. Além
disso, Lucas fala do censo que trouxe José e Maria a Belém como um prote (que
provavelmente signifique, aqui, 'o anterior' e não o 'primeiro'). Assim, o ano
de nascimento de CRISTO continua a ser objeto de debate" (RICHARDS,
Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.
653).
SUBSÍDIO
Professor,
converse com os alunos explicando que jamais devemos adorar a Maria, todavia,
não podemos deixar de reconhecer seu valor. Afinal, ela foi escolhida para ser
mãe do Filho de DEUS. Esta escolha está certamente baseada num caráter de
especial dignidade. Sua pureza, humildade e ternura são um exemplo para todos
os crentes que desejam agradar a DEUS (Adaptado de: PEARLMAN, Myer. Lucas: O
Evangelho do Homem Perfeito. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 27).
SUBSÍDIO
Professor,
antes de iniciar a explicação do tópico, faça a seguinte indagação: “Por que os
pastores foram os primeiros a saber do nascimento do Messias?” “Por que os
sacerdotes e escribas não foram os primeiros a saber?” Ouça os alunos e
incentive a participação de todos. Explique que os pastores faziam parte de uma
classe social bem simples. Eles eram pobres. As Boas-Novas de salvação não
foram anunciadas primeiro aos poderosos e nobres, mas aos humildes, pobres, a
pessoas comuns do povo, mostrando que CRISTO veio ao mundo para todos.
SUBSÍDIO
"A
legislação sobre o parto" (2.21-24). O texto em Levítico 12.1-5 registra o
compromisso materno de oferecer um sacrifício para o ritual de purificação após
o nascimento da criança. Foi para dar cumprimento a esse dispositivo legal do
Antigo Testamento que a família se dirigiu ao Templo (veja também Lv
12.6-8)" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2005, p. 653).
"Lucas
descreveu como o Filho de DEUS entrou na História. JESUS viveu de forma
exemplar, foi o Homem Perfeito. Depois de um ministério perfeito, Ele se
entregou como sacrifício perfeito pelos nossos pecados, para que pudéssemos ser
salvos.
JESUS é o nosso
Líder e Salvador perfeito. Ele oferece perdão a todos aqueles que o aceitam
como Senhor de suas vidas e creem que aquilo que Ele diz é a verdade"
(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 1337).
De que forma
devem ser entendidos os cânticos de Zacarias e Maria?
Eles devem ser
entendidos como sendo de natureza profética. Esses cânticos contextualizam o
nascimento de CRISTO dentro das promessas de DEUS ao seu povo.
Como era o
relacionamento de José e Maria antes da anunciação angélica?
Eles eram
noivos.
De que forma a
lição conceitua os pobres?
Os pobres são
os carentes tanto de bens materiais como espirituais.
De acordo com a
lição, qual o propósito de Lucas mostrar JESUS cumprindo rituais judaicos?
Lucas deseja
mostrar que JESUS, como Homem Perfeito, se submeteu e cumpriu os rituais
judaicos, tendo, com isso, cumprido a Lei.
Dentro de que
contexto Lucas procura situar o nascimento de JESUS?
Lucas procura
situar o nascimento de JESUS dentro do contexto histórico.
Comentários
de vários livros com algumas modificações do Pr. Luiz Henrique
O evangelista,
doutor Lucas, o médico amado, escreveu a história do nascimento de JESUS
CRISTO, paralelamente, a de João Batista. Podemos chamar de histórias dos
nascimentos dos dois meninos, pois, em primeiro lugar, Lucas apresenta os
anúncios do nascimento de João Batista e de JESUS CRISTO (Lc 1.5-25, cf.
w.26-38); depois, a visita de Maria a Isabel (Lc 1.39-45); o cântico de Maria e
a informação de que ela passará três meses na casa de sua prima Isabel (Lc
1.46-56); em seguida, a narrativa do nascimento de João Batista (Lc 1.57-66); o
cântico de Zacarias, seu pai (Lc 1.67-80); depois, a narrativa do nascimento de
JESUS CRISTO (Lc 2.1-7); logo mais, a chegada dos pastores de Belém (Lc
2.8-20); em seguida, a circuncisão e a apresentação de JESUS no Templo (Lc
2.21-24); a alegria de Simeão e da profetisa Ana com o nascimento do Salvador
(Lc 2.25-38); e o encontro de JESUS com os doutores da Lei, no Templo, aos doze
anos de idade (Lc 2.39-52).
Nas seções
narrativas dos anúncios natalícios sobre JESUS CRISTO e João Batista, e de seus
respectivos nascimentos, os grandes hinos presentes na narrativa lucana tomou
um vulto grandioso na História da Igreja: o Magnificat, cântico de Maria
exaltando a DEUS pelas suas obras (1.46-55); o Benedictus, o cântico de
Zacarias quando bendiz o DEUS de Israel e profetiza sobre o ministério de João
Batista (1.68-79).
As narrativas
dos nascimentos de JESUS e de João têm o objetivo de deixar claro, desde o
início da obra evangélica, a importância suprema da pessoa JESUS CRISTO.
Enquanto João tinha pai e mãe, e fora fruto do relacionamento entre Zacarias e
Isabel, a narrativa igualmente deixa claro que a mãe de JESUS, Maria, não
conheceu homem algum. E que o Filho de DEUS fora concebido no ventre de Maria
pela obra do ESPÍRITO SANTO.
No Benedictus,
o cântico de Zacarias, João Batista foi profetizado como o precursor do
Messias, JESUS, o Salvador do Mundo. O grande profeta foi reconhecido pelo povo
e por Herodes. João Batista descortinou o caminho do Filho de DEUS para o
arrependimento do povo, após apresentá-lo a fim de que esse povo reconhecesse o
Filho de DEUS, o desejado entre as nações.
É importante
que o estudante da Bíblia compreenda a forma como as narrativas do Evangelho de
Lucas estão estruturadas, pois ela apresenta uma estrutura que faz sentido na
forma como JESUS CRISTO é apresentado a partir do capítulo 3 do Evangelho.
Revista
Ensinador Cristão - CPAD, n° 62, p. 38.
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Após uma rápida
introdução (1.1-4), Lucas relata o anúncio dos anjos com respeito aos
nascimentos vindouros de João Batista (w 5-25) e de JESUS (w. 26-38), narra a
alegria das duas parentas, Isabel e Maria (vv. 39-45) e inclui uma cópia do
magnífico cântico de louvor, em forma de poema, “o cântico de Maria”, comumente
conhecido como “o Magnificat” (w. 46-56). Lucas descreve as circunstâncias
extraordinárias do nascimento de João e o sentimento pela expectativa criada na
região (vv. 57-66). Finalmente, Lucas inclui uma declaração profética de
Zacarias, o pai de João, ao identificar a missão de seu filho como o precursor
do Messias {w. 67-80). Ao juntar todo esse material, muitos dos quais
exclusivos de seu Evangelho, Lucas chama a atenção para o clima de expectativa
que DEUS começava a criar entre seu povo como preparativo para o aparecimento
do Salvador. Todavia, o autor também chama nossa atenção para as magníficas
características de Maria e Isabel, mulheres de fé e compromisso.
RICHARDS.
Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a
Apocalipse capítulo por capítulo. Editora CPAD. pag. 652.
Neste capítulo,
temos um relato do nascimento e da infância do nosso Senhor JESUS, pois a sua
concepção, e o nascimento e a infância do seu precursor já tinham sido assunto
do capítulo anterior. Aqui, o Primogênito vem ao mundo; vamos encontrá-lo com
nossas hosanas, Bendito o que vem. Aqui temos:
I. O lugar do
seu nascimento, e outras circunstâncias, que provavam que Ele era o verdadeiro
Messias, e alguém como nós necessitávamos, mas não alguém como os judeus
esperavam, vv. 1-7.
II. O aviso do
seu nascimento aos pastores daquela região, levado por um anjo; o cântico de
louvor que os anjos entoaram naquela ocasião, e a propagação da notícia do seu
nascimento pelos pastores, w. 8-20.
III. A
circuncisão de CRISTO, e o nome que lhe foi dado, v. 21.
IV. A
apresentação do menino JESUS no templo, vv.22-24.
V. Os
testemunhos de Simeão, e Ana, a profetisa, a respeito dele, w . 25-39.
VI. O
crescimento e a capacitação de CRISTO, w. 40-52.
VII. Seu
comparecimento à Páscoa, aos doze anos de idade, e a sua conversa com os
doutores no templo, vv. 41-51.
É isto,
juntamente com o que já encontramos (capítulos 1 e 2 do Evangelho de Mateus), é
tudo o que sabemos a respeito do nosso Senhor JESUS, até que Ele iniciou a sua
obra pública, aos trinta anos de idade.
HENRY.
Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição
completa. Editora CPAD. pag. 526.
JOSÉ E MARIA.
A Mensagem do
Anjo (1:26-33)
No sexto mês
depois da concepção de Isabel, foi o anjo Gabriel enviado... a Nazaré (26). É
óbvio que Lucas está escrevendo para gentios, pois nenhum judeu precisa ser
lembrado de que Nazaré era uma cidade da Galileia. Embora, como descendentes de
Davi, tanto José quanto Maria chamassem Belém de terra de seus antepassados,
eles estavam naquela época vivendo em Nazaré, que se situava a cerca de 130
quilômetros a nordeste de Jerusalém, em um planalto no lado norte do Vale de
Esdrelom.
A uma virgem
desposada com... José (27). Maria ainda era uma virgem, e estava noiva de José.
Os noivados ou contratos de casamento entre os israelitas nos tempos bíblicos
eram mais significativos e representavam um laço mais forte do que na
atualidade. A lei mosaica considerava a infidelidade sexual por parte de uma
jovem que fosse noiva como adultério, e ela era punida por esta transgressão
(Dt 22.23-24). Frequentemente existia um intervalo de meses entre o noivado e o
casamento, mas ainda assim o noivado já representava um compromisso que só
poderia ser rompido através do divórcio. Este último fato é exemplificado pela
decisão de José de divorciar-se de Maria, antes de saber da natureza da sua
concepção (Mt 1.19), embora ele e Maria ainda não estivessem casados.
Neste ponto, é
bom lembrar que a narrativa de Lucas da anunciação e do nascimento de JESUS são
feitos a partir do ponto de vista de Maria. Neste aspecto, a história difere do
relato de Mateus, que é feito a partir do ponto de vista de José. É provável que
Lucas tenha obtido esta informação direta ou indiretamente de Maria, quando ele
passou dois anos na Palestina. Lucas também estava mais interessado em mostrar
o relacionamento de JESUS com a humanidade através da Sua mãe, do que a Sua
relação legal com o trono de Davi através de José, o seu pai oficial, embora
não fosse o seu pai biológico.
Da casa de Davi
se refere a José e não a Maria. A gramática do texto grego original e também a
da versão em nosso idioma, exige esta interpretação. Mas isto não quer dizer
que Maria não fosse descendente de Davi, pois os versículos 32 e 69 deste mesmo
capítulo dão a entender fortemente que ela era da linhagem de Davi.
Entrando o anjo
onde ela estava (28). Isto não foi um sonho nem uma visão, mas uma autêntica
visita de um anjo.
Salve. Esta é
uma saudação com alegria. A palavra no original é o imperativo de um verbo que
significa “alegrar-se” ou “ficar feliz”. A forma usada aqui é uma saudação
normal. Seria o equivalente a: “Que a alegria esteja com você”.
Agraciada
(literalmente, “com a graça”); bendita és tu entre as mulheres. O anjo a honrou
pelo que ela iria se tornar, antes mesmo que ela soubesse o assunto das
boas-novas. É certo que Maria deveria receber honra, e o anjo nos deu o
exemplo. Mas a adoração a Maria é completamente injustificada.
Ela turbou-se
muito com aquelas palavras (29) significa, literalmente, “ela ficou grandemente
agitada”. A saudação e a presença do anjo a perturbaram (acréscimo de Pr. Luiz
Henrique). O que ele lhe disse era mais difícil de entender do que a sua
aparição e, aparentemente, mais inesperado.
Ela
considerava: significa, literalmente, “ela estava pensando”. Isto representa
uma prova de sua presença de espírito neste momento crítico da sua vida.
Em teu ventre
conceberás, e darás à luz um filho... JESUS (31). Aqui temos o anúncio
da Encarnação. O Filho de DEUS realmente se tornaria carne, seria concebido
e nasceria de uma virgem. Neste Filho a divindade e a humanidade estariam
unidas de maneira inseparável. O seu nome, JESUS, significa “Salvador” ou, mais
literalmente, “DEUS salva”. É o equivalente grego do hebraico “Josué”. Lucas
não joga com as palavras na etimologia do nome “JESUS”, como faz Mateus. Os
seus leitores, sendo gentios, não teriam entendido o objetivo das palavras
“porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” de Mateus 1.21, por não
conhecerem a relação etimológica entre as palavras “JESUS” e “salvar”.
Este será
grande (32), no seu sentido mais elevado e verdadeiro. DEUS é grande, e toda a
grandeza verdadeira vem dele e é reconhecida por Ele. (Isaías 9.6).
Será chamado
Filho do Altíssimo não quer dizer que Ele simplesmente “seria chamado” de Filho
de DEUS, mas é equivalente a “Ele não apenas será o filho de DEUS, como também
será reconhecido como tal”. Ele terá as marcas da divindade. Esta palavra
hebraica era de uso comum, e literalmente equivalente a “Ele será o Filho do
Altíssimo”.
O trono de
Davi, seu pai. Evidentemente, isto deixa claro que Maria era descendente de
Davi. Como muitos poderão argumentar, é verdade que o direito de JESUS ao trono
viria através de José, apesar de não ser o seu verdadeiro pai. Mas aqui se
menciona a filiação, e não se menciona José. Além disso, deve-se observar que
Lucas está escrevendo a partir do ponto de vista de Maria; e também que o seu
interesse pelas relações humanas de JESUS está ligado à relação verdadeira, e
não àquela que era considerada legal entre os judeus.
Reinará
eternamente na casa de Jacó (33). Isto é praticamente equivalente ao que está
escrito na frase seguinte: O seu Reino não terá fim, exceto que a primeira
enfatiza o aspecto judaico do reino. Lucas enfatiza muito claramente, em seu
Evangelho, a universalidade do reino de CRISTO; mas Paulo, que foi professor de
Lucas, enfatizava a continuidade do reino de Israel - e da semente de Abraão -
no reino de CRISTO. A última é a flor e o fruto; a primeira é a videira.
A Pergunta de
Maria (1.34)
Como se fará
isso? (34) Não se trata de uma pergunta como produto da dúvida, mas da
perplexidade e da inocência. Ela não está dizendo “Não pode ser”, mas pedindo
uma explicação sobre como isso pode ser, e como será feito. Uma comparação
superficial da pergunta de Maria com a expressão de dúvida de Zacarias (1.18)
faria com que ambas parecessem muito similares. Um olhar mais detalhado sobre
as duas perguntas irá provar conclusivamente que elas não se assemelham nem em
significado, nem em espírito.
Zacarias
perguntou: “Como saberei isso?”, querendo dizer, “Que sinal você vai me dar
como prova de que isto irá acontecer?” Mas Maria perguntou “Como se fará
isso?”, ou seja, que meios farão isso acontecer?
Existe ainda
outra diferença que deve ser observada. O milagre que foi prometido a Zacarias
era um caso normal de cura divina, aliado a uma capacitação divina de uma
mulher para dar à luz em idade avançada. Isto realmente era um milagre. Mas a
maravilha que foi prometida a Maria continua confundindo a imaginação dos
maiores pensadores da igreja e do mundo em todas as gerações. E nada menos do
que o mistério da Encarnação divina - DEUS se tornou carne.
3. A Resposta
do Anjo (1.35-38)
Descerá sobre
ti o ESPÍRITO SANTO (35). O anjo respondeu amavelmente a pergunta que tinha
sido feita de forma tão inocente. A resposta não esclarece o mistério: somente
indica o agente. O ESPÍRITO SANTO, como agente de DEUS Pai, toma o lugar de um
marido de alguma maneira não explicada - e talvez inexplicável. Aqui, na
resposta do anjo, podemos ver o poder procriativo da mulher na sua mais
completa pureza, unido à onipotência de um DEUS amoroso e santo. Vemos
delicadeza, significado e mistério unidos nas palavras a virtude do Altíssimo
te cobrirá com a sua sombra. Esta “cobertura com a sombra do Altíssimo”
possivelmente inclui tanto o milagre da concepção quanto a supervisão, o
cuidado e a proteção contínuos de Maria pelo ESPÍRITO SANTO. Será chamado Filho
de DEUS não se refere à eterna filiação do CRISTO pré-encarnado, mas sim ao
milagre da Encarnação. Como DEUS tomou o lugar de um pai terreno, JESUS pode
ser chamado Filho de DEUS da mesma forma que um menino é chamado de filho de
seu pai.
Charles L.
Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6. pag.
362-364.
Observação de
Pr. Luiz Henrique - A palavra de DEUS é a semente de DEUS, quando o anjo
Gabriel comunica a Maria que ela vai conceber, isso é a Palavra de DEUS
entrando no útero virgem de Maria, e assim ela concebe a vida de JESUS em seu
ventre.
O pastor das
ovelhas, aquele que dá a vida pelas suas ovelhas, entrou na terra (curral ou
aprisco das ovelhas) pela porta como todos nós - a porta do nascimento físico
através de uma mulher. Aquele que entra por outra porta (não nasceu de
uma mulher) é ladrão e salteador - Satanás. (Jo 10).
A informação
adicional que o anjo transmite a Maria, respondendo à sua pergunta a respeito
do nascimento deste príncipe.
1. A pergunta
que ela faz é apropriada: “Como se fará isto?”, v. 34. Como eu posso conceber
um filho na atualidade (pois foi isto o que o anjo quis dizer), se eu “não
conheço varão”? Deverá ser de outra maneira, e não pelo modo normal de
concepção? Se for assim, diga-me “como se fará isto?” Ela sabia que o Messias
devia nascer de uma virgem; e, se ela devia ser a sua mãe, ela queria saber
como isto aconteceria. Estas não eram palavras resultantes da sua falta de
confiança, ou de qualquer dúvida sobre o que o anjo lhe havia dito, mas de um
desejo de receber mais orientação.
2. A resposta
que ela recebe é satisfatória, v. 35. (1) Ela irá conceber pelo poder do
“ESPÍRITO SANTO”, cuja obra é santificar, e portanto, santificar a virgem, para
este propósito. O ESPÍRITO SANTO é chamado de “virtude do Altíssimo”. Ela
pergunta “como se fará isto? Isto é suficiente para ajudá-la a superar as
dificuldades que parecem existir. Um poder divino o realizará, não o poder de
um anjo empregado para isto, como em outros milagres. Mas, o poder do próprio
“ESPÍRITO SANTO”. (2) Ela não deve fazer perguntas a respeito da maneira como
isto se realizará, pois o ESPÍRITO SANTO, sendo “a virtude do Altíssimo”, irá
cobri-la “com a sua sombra”, como a nuvem cobriu o tabernáculo quando a glória
de DEUS tomou posse dele, para escondê-lo daqueles que poderiam - com excessiva
curiosidade - observar o que acontecia, “bisbilhotando” os seus mistérios. A
formação de cada bebê no útero, e a entrada do espírito da vida nele, são
mistérios da natureza; ninguém conhece “o caminho do vento, nem como se formam
os ossos no ventre da que está grávida”, Eclesiastes 11.5. Nós fomos formados
no oculto, Salmos 139.15,16. A formação do menino JESUS é um mistério ainda
maior, sem controvérsia, “grande é o mistério da piedade”, DEUS manifestado em
carne, 1 Timóteo 3.16. E uma coisa nova criada na terra (Jr 31.22), a cujo
respeito nós não devemos cobiçar conhecer além do que está escrito.
(3) A criança
que ela irá conceber é santa, e portanto não deve ser concebida da maneira
normal, porque ela não deverá compartilhar da corrupção e da contaminação
comuns à natureza humana. O bebê é mencionado enfaticamente como “o SANTO”,
como nunca houve; e Ele será chamado de “Filho de DEUS”, como o Filho de DEUS
por geração eterna, o que indica como Ele será formado pelo ESPÍRITO SANTO,
nesta concepção. A sua natureza humana deveria ser produzida desta maneira,
como era adequado que fosse, pois se uniria à natureza divina.
HENRY.
Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição
completa. Editora CPAD. pag. 517.
Vos nasceu
hoje... o Salvador (11). Esta é a palavra favorita de Lucas e também do seu
companheiro Paulo. Os termos “Salvador” e “salvação” aparecem mais de quarenta
vezes nos seus escritos, ao passo que aparecem raramente nos outros livros do
Novo Testamento. Não é apenas o fato da chegada do Salvador que constitui as
boas-novas da mensagem do anjo, mas a natureza da Sua salvação. Embora os
pastores pudessem provavelmente ter interpretado aquela salvação como sendo
material e política, todo o Novo Testamento é inequívoco na sua interpretação
como sendo moral e espiritual. O bebê anunciado pelos anjos seria o Salvador
que os libertaria do pecado.
Fica claro que
os anjos desejavam que os pastores fossem e vissem o Salvador, pelo fato de que
lhes indicaram o lugar - a cidade de Davi, a própria cidade deles. Além disto,
o anjo lhes deu um sinal para que pudessem identificar o Salvador.
Charles L.
Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6.
pag. 372.
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LIÇÃO 1 -
JESUS, O VERBO DE DEUS
1º TRIMESTRE DE
2008
TEMA: JESUS
CRISTO, Verdadeiro Homem, Verdadeiro DEUS.
Lições Bíblicas
CPAD, Jovens e Adultos - 2008
Comentários:
Pr. Esequias Soares.
Consultor
Doutrinário e Teológico: Pr. Antônio Gilberto.
Complementos
para ajuda aos estudantes e professores: Ev. Henrique.
QUESTIONÁRIO
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Professor, aguce a curiosidade de seus alunos! Use para isso um dos símbolos
cristãos primitivos. O Cristianismo possui diversos símbolos que representam à
fé cristã: a cruz, o peixe, o lábaro de Constantino, entre outros. Mas, seus
alunos sabem o significado do "peixe" como símbolo cristão? Vejamos
no quadro abaixo:
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE: Jo 1.1-10, 14
1No princípio,
era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS. 2Ele estava no
princípio com DEUS. 3Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do
que foi feito se fez. 4Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; 5e a
luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. 6Houve um homem
enviado de DEUS, cujo nome era João. 7Este veio para testemunho para que
testificasse da luz, para que todos cressem por ele. 8Não era ele a luz, mas
veio para que testificasse da luz. 9Ali estava a luz verdadeira, que alumia a
todo homem que vem ao mundo, 10estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o
mundo não o conheceu.
14E o
Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do
Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
1.1 O VERBO.
João começa seu Evangelho denominando JESUS de "o Verbo" (gr. Logos).
Mediante este título de CRISTO, João o apresenta como a Palavra de DEUS
personificada e declara que nestes últimos dias DEUS nos falou através do seu
Filho (cf. Hb 1.1). As Escrituras declaram que JESUS CRISTO é a sabedoria
multiforme de DEUS (1 Co 1.30; Ef 3.10,11; Cl 2.2,3) e a perfeita revelação da
natureza e da pessoa de DEUS (Jo 1.3-5, 14,18; Cl 2.9). Assim como as palavras
de um homem revelam o seu coração e mente, assim também CRISTO, como "o
Verbo", revela o coração e a mente de DEUS (14.9). João nos apresenta três
características principais de JESUS CRISTO como "o Verbo".
(1) O
relacionamento entre o Verbo e o Pai.
(a) CRISTO
preexistia "com DEUS" antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15,19). Ele
era uma pessoa existente desde a eternidade, distinto de DEUS Pai, mas em
eterna comunhão com Ele.
(b) CRISTO era
divino ("o Verbo era DEUS"), e tinha a mesma natureza do Pai (Cl 2.9;
ver Mc 1.11).
(2) O
relacionamento entre o Verbo e o mundo. Foi por intermédio de CRISTO que DEUS
Pai criou o mundo e o sustenta (v. 3; Cl 1.17; Hb 1.2; 1 Co 8.6).
(3) O
relacionamento entre o Verbo e a humanidade.
"E o Verbo
se fez carne" (v. 14). Em JESUS, DEUS tornou-se um ser humano com a mesma
natureza do homem, mas sem pecado. Este é o postulado básico da encarnação:
CRISTO deixou o céu e experimentou a condição da vida e do ambiente humanos ao
entrar no mundo pela porta do nascimento humano (ver Mt 1.23).
1.2 NO PRINCÍPIO COM DEUS. CRISTO não foi criado; Ele é eterno, e sempre esteve
em comunhão amorosa com o Pai e com o ESPÍRITO SANTO (ver Mc 1.11).
1.4 VIDA... A LUZ DOS HOMENS. CRISTO é a personificação da genuína e verdadeira
vida (cf. 14.6; 17.3). Sua vida era a luz para todos, i.e., a verdade de DEUS,
sua natureza, propósito e poder tornam-se disponíveis a todos por meio dEle
(8.12; 12.35,36,46).
1.5 A LUZ RESPLANDECE NAS TREVAS. A luz de CRISTO brilha num mundo mau e
pecaminoso controlado por Satanás. A maior parte do mundo não aceita sua vida,
nem sua luz; mesmo assim "as trevas não a compreenderam", i.e., não
prevaleceram contra ela.
1.9 ALUMIA A TODO HOMEM. CRISTO ilumina toda pessoa que ouve o seu evangelho,
concedendo-lhe certa medida de compreensão e graça para que essa pessoa possa
livremente escolher, aceitar ou rejeitar a mensagem. Além da luz de CRISTO, não
há outra mediante a qual possamos conhecer a verdade e sermos salvos.
1.10 O MUNDO NÃO O CONHECEU. O "mundo" se refere à totalidade da
sociedade organizada e que age independente de DEUS, da sua Palavra e do seu
governo. O mundo nunca concordará com CRISTO; permanecerá indiferente ou hostil
a CRISTO e ao seu evangelho, até o final dos tempos (ver Tg 4.4). O mundo é o
grande oponente do Salvador na história da salvação (cf. Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17;
4.5).
1.14 O
UNIGÊNITO DO PAI. O termo "unigênito" não significa que CRISTO foi um
ser criado. Pelo contrário, a declaração refere-se ao seu relacionamento
exclusivo com o Pai, i.e., ao fato de Ele ser o Filho de DEUS desde toda a
eternidade. Aqui temos a sua filiação em relação ao DEUS trino (1.1,18;
3.16,18; ver Mc 1.11).
1.14 E O VERBO SE FEZ CARNE. CRISTO, o DEUS eterno, tornou-se humano (Fp
2.5-9). NEle se uniram a humanidade e a divindade. De modo humilde, Ele entrou
na vida e no meio-ambiente humanos com todas as limitações das experiências
humanas (cf. 3.17; 6.38-42; 7.29; 9.5; 10.36).
O EVANGELHO DE
JOÃO,
O evangelho do filho de DEUS é o evangelho do rosto de águia, na visão de
Ezequiel, no capítulo 10 e versículo 14, é o evangelho que nos mostra o homem
perfeito que DEUS criou, JESUS CRISTO; é também o evangelho eterno de DEUS para
o homem. Aqui, JESUS é apresentado como dador da vida. Este evangelho, segundo
os estudiosos, tem como autor o apóstolo João, filho de Zabedeu e Salomé (irmã
de Maria), que foi discípulo de João Batista, escolhido para ser um dos doze
(Mt 10.2), chamado de filho do trovão juntamente com seu irmão Tiago. João foi
conhecido como o discípulo a quem JESUS amava, gostava de andar com Pedro.
Escreveu outros livros: 1, 2 e 3 João e Apocalipse, sendo o único de quem se
tem notícia, dentre os apóstolos, que não morreu assassinado. A data provável
da escrita do livro é entre 85 e 100 a.D. O versículo chave é: “Estes, porém,
foram escritos para que creiais que JESUS é o CRISTO, o filho de DEUS, e para
que, crendo, tenhais vida em seu nome”.(Jo 20.31).
O VERBO
Jo 1.1-
“No princípio era o verbo, e o verbo estava com DEUS, e o verbo era DEUS”.
Para
compreender porque JESUS CRISTO é chamado de verbo, precisamos saber que uma
frase para ser construída é necessário que haja um sujeito, um verbo e um
complemento.
DEUS é um ser
triuno, ou seja, é PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO (Jo 3.13-17).
Vamos aprender
mais se construirmos uma frase, vejamos então:
FRASE
- DEUS SALVA
O HOMEM
SUJEITO DEUS
PAI - IDEALIZADOR - PALNEJADOR - PROJETA (A SALVAÇÃO)
VERBO - DEUS
FILHO, JESUS CRISTO - EXECUTA O PLANO, O PROJETO (REALIZA A SALVAÇÃO NA CRUZ)
COMPLEMENTO -
DEUS ESPÍRITO SANTO - DÁ PODER PARA REALIZAR E REVELA
CONCLUSÃO:
PESSOA DEUS PAI
planejou a salvação do homem,
PESSOA DEUS
FILHO morreu por nós na cruz do calvário, executando o plano de DEUS (AÇÃO DO
VERBO),
PESSOA DEUS
ESPÍRITO SANTO revelou-nos esta salvação, convencendo-nos do pecado, da justiça
e do juízo.
COMO ENTENDER A
PALAVRA LOGOS?
(http://www.priberam.pt-dicionário)
do Gr. lógos -
s. m., palavra grega que significa palavra e razão;
Teol., DEUS
considerado como a razão, a fonte das idéias e como criador que penetra todas
as coisas (grafado com inicial maiúscula); O Verbo Divino, para o cristianismo
(grafado com inicial maiúscula);
Filos: o
princípio da inteligibilidade; a razão.
Koinê:
Durante o
período clássico a língua grega era dividida em dialetos, sendo os principais o
Dórico, o Aeólico e o Iônico. No quinto século a.C., uma divisão do Iônico, o
Ático, Alcançou supremacia sobre os outros. O Ático era a língua de Atenas
durante o seu período de glória; era a língua de Platão, Demóstenes e outros
grandes escritores.
Atenas foi
conquistada por Filipe, macedônio, e o grego também conquistou os macedônios. A
conquista de Alexandre significou a conquista do Ático. Os Romanos conquistaram
o mundo, mas também adotaram o grego como a principal língua do império,
seguida pelo Latim.
O grego sofreu
uma grande adaptação a nova situação, recebendo influências de outros dialetos
gregos, bem como das línguas estrangeiras conquistadas. Esta nova língua
chamava-se “KOINÊ” ou “Comum” por ser a língua comum no mundo civilizado.
A Septuaginta,
O Novo Testamento e documentos dos Pais da Igreja mostram que o “Koinê” era a
língua usada em 300 a.C., até 500 d.C. O Koinê do Novo Testamento é mais
similar a língua falada da época do que a língua usada na literatura clássica
da época.
Neste
período a língua grega se tornou universal, sendo livremente utilizada em todo
o mundo civilizado. O grego clássico Koinê se tornou universal por quatro
motivos principais: extensa colonização, grande união política e comercial das
diversas tribos gregas, intercâmbio religioso entre as tribos gregas e as
famosas conquistas alexandrinas. Este é o grego que foi utilizado na composição
do Novo Testamento. Era a língua comum (Koinê) do povo no seu dia a dia.
O VERBO.
João, a pedido
dos presbíteros da igreja da Ásia menor, escreve sua epístola onde sua
preocupação não é outra senão de contestar as perigosas heresias a respeito da
divindade, natureza e pessoa de CRISTO, que estavam sendo difundidas por um
certo judeu. Portanto, em virtude desta preocupação, João inicia sua epístola
referindo-se a JESUS como "o Verbo" procurando demonstrar no
contesto de Jo 1:1 ao 3 a Sua divindade e que Ele é " A Palavra de DEUS
personificada". E é dentro desta linha de pensamento que João passa a
relatar o testemunho de João Batista (Jo 1:19). Mas, vamos mais uma vez ao
texto? Só que desta vez quero apresentá-lo de uma forma que facilitará a
compreensão de qualquer pessoa:
João começa seu
Evangelho denominando JESUS de "o Verbo" (gr. Logos). Mediante este
título de CRISTO, João o apresenta como a Palavra de DEUS personificada e
declara que nestes últimos dias DEUS nos falou através do seu Filho (cf. Hb
1.1). As Escrituras declaram que JESUS CRISTO é a sabedoria multiforme de DEUS
(1 Co 1.30; Ef 3.10,11; Cl 2.2,3) e a perfeita revelação da natureza e da
pessoa de DEUS (Jo 1.3-5, 14,18; Cl 2.9). Assim como as palavras de um homem
revelam o seu coração e mente, assim também CRISTO, como "o Verbo",
revela o coração e a mente de DEUS (14.9). João nos apresenta três
características principais de JESUS CRISTO como "o Verbo".
(1) O
relacionamento entre o Verbo e o Pai.
(a) CRISTO
preexistia "com DEUS" antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15,19). Ele
era uma pessoa existente desde a eternidade, distinto de DEUS Pai, mas em
eterna comunhão com Ele.
(b) CRISTO era
divino ("o Verbo era DEUS"), e tinha a mesma natureza do Pai (Cl 2.9;
ver Mc 1.11).
(2) O
relacionamento entre o Verbo e o mundo. Foi por intermédio de CRISTO que DEUS
Pai criou o mundo e o sustenta (v. 3; Cl 1.17; Hb 1.2; 1 Co 8.6).
(3) O
relacionamento entre o Verbo e a humanidade. "E o Verbo se fez carne"
(v. 14). Em JESUS, DEUS tornou-se um ser humano com a mesma natureza do homem,
mas sem pecado. Este é o postulado básico da encarnação: CRISTO deixou o céu e
experimentou a condição da vida e do ambiente humanos ao entrar no mundo pela
porta do nascimento humano (ver Mt 1.23).
LOGOS
João 1.1 apresenta CRISTO mediante o termo grego logos, que significa palavra,
demonstração, mensagem, e declaração " ou o ato da fala". Mas Oscar
Cullman aponta a importância de se reconhecer que, em João 1, logos tem um
significado específico: é descrito como uma hypostasis (Hb 1.3), uma existência
distinta e pessoal de um ser real e específico.
João 1.1
demonstra que o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS" são duas
expressões simultaneamente verídicas. Isto significa jamais ter havido um
período em que o Logos não existisse juntamente com o Pai.
João passa, então, a demonstrar o Verbo atuante na criação.
Gênesis 1.1 nos
ensina que DEUS criou o mundo. João 1.3 especifica que o Senhor JESUS
CRISTO, no seu estado pré encarnado, fez a obra da criação, executando a
vontade e o propósito do Pai.
Descobrimos também que é no Verbo que a vida se encontra. João 1.4 diz: Nele,
estava a vida e a vida era a luz dos homens". Porque JESUS é o
referencial da vida, o único lugar onde ela pode ser conquistada. E aqui se
descreve a existência de uma qualidade de vida: a vida eterna. Esta espécie de
vida está disponível em DEUS, pelo seu poder vivificante através do Verbo vivo.
Somente obtemos a vida eterna como a vida de CRISTO em nós. O fato de não ter o
mundo compreendido o Logos, indica-o João 1.5: "A luz resplandece nas
trevas, e as trevas não a compreenderam". Na continuação, João Batista
aparece como testemunha enviada daquela Luz. Mas queremos focalizar a nossa
atenção neste ponto: "Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem
que vem ao mundo, estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o
conheceu" (1.9,10). O Criador do mundo, a segunda Pessoa da Trindade, DEUS
Filho, estava aqui no mundo, mas este não o reconheceu. O versículo seguinte é
mais específico: "Veio para o que era seu [seu próprio lugar, a Terra que
criara], e os seus [seu próprio povo, Israel] não o receberam" (1.11). Os
herdeiros da aliança, os descendentes físicos de Abraão, não o receberam.
Este tema é destaque e percorre todo o Evangelho de João: a rejeição de JESUS .
Quando JESUS pregava, alguns judeus zombavam. Quando JESUS disse:
"Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e
alegrou-se", os judeus, na sua incredulidade, retrucaram: "Ainda não
tens cinquenta anos e viste Abraão?" Então JESUS declarou:
"Antes que Abraão existisse, eu sou" (Jo 8.57,58). O tempo presente
do verbo, "sou", indica existência linear. Antes que Abraão fosse, o
Filho já é.
Embora muitos rejeitassem a mensagem, alguns nasceram de DEUS. Em João 1.12
lemos: "Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos
filhos de DEUS: aos que crêem no seu nome". Em outras palavras,
JESUS estava redefinindo toda a realidade de alguém tornar-se filho de
DEUS. Até aquele momento, a pessoa precisava nascer especificamente no povo de
Israel, chamado segundo a aliança (ou pelo menos afiliar-se a ele), para ter
aquela oportunidade. João, porém, enfatiza que a mensagem espiritual, o
Evangelho poderoso, chegara às pessoas, e que elas haviam recebido JESUS , o
Logos. Recebê-lo importava em obter o direito ou autoridade de se tomar filho de
DEUS. Alguns dos que o receberam eram judeus, e outros eram gentios.
JESUS derrubou o muro divisório e franqueou a salvação a todos os que
desejassem chegar a Ele e recebê-lo pela fé (1.13).
A verdade essencial a respeito do Logos ora descrito, vê-se em João 1.14:
"O Verbo se fez carne e habitou entre nós". Aqui o termo logos é
aproveitado para descrever JESUS CRISTO, mas a realidade da sua Pessoa
vai além do que abrange o sentido secular do conceito. Para os antigos gregos
devotados à filosofia, um logos feito carne seria uma impossibilidade. Por
outro lado, para os que crerem no Filho de DEUS, um logos na carne é a chave
para se entender a encarnação. E é exatamente isto que a encarnação significa:
o Logos preexistente tomou sobre si a carne humana e andou entre nós.
Palavra (Jo
1.1-14). JESUS é o Logos (1Jo 1.1; Ap 19.13, RC e NTLH), isto é, a
Palavra, que é mais do que expressão falada: é DEUS em ação, criando (Gn 1.3),
se revelando (Jo 10.30) e salvando (Sl 107.19-20; 1Jo 1.1-2).
JESUS CRISTO, A
VIDA DE VISÃO GERAL
JESUS CRISTO é
o Messias, Salvador e fundador da igreja cristã. Para os cristãos, Ele é o
Senhor de suas vidas. Embora tenha vivido na terra somente 33 anos, tem
exercido grande impacto nas pessoas – mesmo naqueles que não crêem que Ele é o
Filho de DEUS. JESUS CRISTO é descrito em detalhe na Bíblia – sua vida,
obra e ensinamentos – nos Evangelhos, cada um focando diferentes ângulos.
Mateus o apresenta como o esperado Rei do povo judeu. Marcos o mostra como
servo de todos. Lucas tende a destacar seu caráter compassivo e bondoso para
com os pobres. João descreve um relacionamento amoroso com JESUS . No entanto
todos concordam que JESUS é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis.
A VIDA DE JESUS
A história contada nos Evangelhos abrange estágios que vão da encarnação de
CRISTO, ou sua entrada no mundo, até sua morte na cruz. A apresentação total da
vida de CRISTO está centrada na cruz e na sua ressurreição triunfal.
A
PRÉ-EXISTÊNCIA DE JESUS João começa o seu Evangelho com uma referência à
Palavra (João 1:1), e com isso dá uma visão gloriosa de JESUS , que existia
mesmo antes da criação do mundo (1:2). JESUS tomou parte no ato da
criação (1:3). Entretanto, o nascimento de JESUS foi ao mesmo tempo um
ato de humilhação e de iluminação. A luz brilhou, mas o mundo preferiu
permanecer nas trevas (1:4-5, 10).
CRISTO Em Cada
Livro Da Bíblia
Em Gênesis JESUS é o Cordeiro no altar de Abraão
Em Êxodo é o cordeiro da Páscoa
Em Levítico ele é o sumo sacerdote
Em Números ele é a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite
Em Deuteronômio ele é a cidade de nosso refúgio
Em Josué, ele é o tecido vermelho na janela de Raabe
Em Juízes ele é o nosso Juiz
Em Ruth ele é o nosso parente redentor
Em I e II Samuel ele é o nosso profeta confiável
Nos livros de Reis e Crônicas é o nosso soberano
Em Esdras ele é o nosso escriba fiel
Em Neemias é o reconstrutor de tudo que está destruído
Em Ester ele é Mordecai assentado fielmente no portão
Em Jô ele é o nosso redentor que vive para sempre
Em Salmos ele é o meu pastor e nada me faltará
Em Provérbios e Eclesiastes ele é nossa sabedoria
Em Cantares ele é o belo noivo
Em Isaias ele é o servo sofredor
Em Jeremias e Lamentações JESUS é o profeta que chora
Em Ezequiel ele é o maravilhoso homem de quatro faces
Em Daniel ele é o quarto homem na fornalha
Em Oséias ele é o amor sempre fiel
Em Joel ele nos batiza com o ESPÍRITO SANTO e com fogo
Em Amós ele leva nossos fardos
Em Obadias nosso salvador
Em Jonas ele é o grande missionário que leva ao mundo a palavra de DEUS
Em Miquéias ele é o mensageiro dos pés formosos
Em Naum ele é o vingador
Em Habacuque ele é a sentinela orando sempre pelo reavivamento
Em Sofonias ele é o Senhor poderoso para salvar
Em Ageu ele é o restaurador de nossa herança perdida
Em Zacarias é a nossa fonte
Em Malaquias ele é o filho da justiça com a cura em suas asas.
Em Mateus ele é o CRISTO o filho do DEUS vivo
Em Marcos ele é o operador de milagres
Em Lucas ele é o filho do homem
Em João ele é a porta pela qual todos devem passar
Em Atos é a luz brilhante que aparece a Saulo no caminho de Damasco
Em Romanos é a nossa justificação
Em Coríntios é nossa ressurreição e o que leva os nossos pecados
Em Gálatas ele nos redime da lei
Em Efésios ele é nossa riqueza insondável
Em Filipenses ele supre todas as nossas necessidades
Em Colossenses ele é a plenitude do DEUS encarnado
Em Tessalonicenses ele é o nosso Rei que virá
Em Timóteo ele é o nosso mediador entre DEUS e os homens
Em Tito ele é nossa bendita esperança
Em Filemon ele é o amigo mais chegado que um irmão
Em Hebreus ele é o sangue do pacto eterno
Em Tiago ele é o Senhor que cura o doente
Em Pedro ele é o pastor principal
Nos livros de João é JESUS que tem a ternura do amor
Em Judas ele é o Senhor que vem com milhares de santos
E em Apocalipse, a igreja é conclamada a levantar os olhos, pois é chegada sua redenção
JESUS é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. (Autor anônimo)
AUXÍLIO
BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Teológico - "A Palavra na Eternidade (1.1-5)
Os versículos 1 a 4 narram o estado preexistente de JESUS e como Ele agia no
plano eterno de DEUS. 'No princípio' (v.1a) fala da existência eterna da
Palavra (o Verbo). As duas frases seguintes expressam a divindade de JESUS e
sua relação com DEUS Pai. Esta relação é uma dinâmica na qual constantemente
são trocadas comunicação e comunhão dentro da deidade. O versículo 2
resume oversículo1 e prepara para a atividade divina fora da relação da
deidade no versículo 3. No versículo 4 Ele é o Criador mediado. O uso da
preposição 'por' informa o leitor com precisão que o Criador original era DEUS
Pai que criou todas as coisas pela Palavra. Os verbos que João usa nestes
versículos fazem distinção entre o Criador não-criado, a Palavra (o Verbo) e a
ordem criada. Numa boa tradução, a RC observa esta
distinção: a Palavra (o Verbo)'era' mas 'todas as coisas foram feitas'. O
versículo 4 conta várias coisas para o leitor:
1) A Palavra
divina, como DEUS Pai, tem vida em si mesma, vida incriada (ou seja, é a fonte
da vida eterna).
2) Esta vida revelou a pessoa e natureza de DEUS para todas as pessoas.
3) 'Luz' neste ponto pertence à revelação autorizada e autêntica de
DEUS[...]"
(ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário bíblico pentecostal: Novo
Testamento. 2.ed., Rio de Janeiro: CPAD,2004, p. 496.)
-------------------------------------------------------------------------------
NA ÍNTEGRA
Lições Bíblicas
CPAD - Jovens e Adultos - 1º Trimestre de 2008
Título: JESUS
CRISTO — Verdadeiro homem, verdadeiro DEUS
Comentarista: Esequias
Soares
Lição
1: JESUS, O Verbo de DEUS
“E o
Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do
Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).
CRISTO JESUS é
o Verbo de DEUS que se fez carne e habitou entre nós, a fim de nos redimir do
pecado.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - João 1.1-10,14.
1 — No
princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS.
2 — Ele
estava no princípio com DEUS.
3 — Todas
as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 — Nele,
estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 — e a
luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
6 — Houve
um homem enviado de DEUS, cujo nome era João.
7 — Este
veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por
ele.
8 — Não
era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.
9 — Ali
estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10
— estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
14 — E o
Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do
Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
Explicar o
texto de João 1.1.
Descrever as
qualidades divinas do Verbo.
Aplicar o
conteúdo da lição à sua vida cristã.
O Cristianismo
possui diversos símbolos que representam à fé cristã: a cruz, o peixe, o lábaro
de Constantino, entre outros. Mas, seus alunos sabem o significado do “peixe”
como símbolo cristão? Vejamos. As letras da palavra “peixe”, em grego
( ICHTHYS ), formam um acróstico que representa
a identidade e a missão de JESUS: 0 “I” (iōta) corresponde
a lēsous (JESUS); o “CH” (chi) a Christos (CRISTO); o “TH” (thēta) a tou Theou
(de DEUS); o “Y” (üpsilon) a huiós (Filho); e o “S” (sigma) a Soter (Salvador).
O símbolo significa: JESUS CRISTO de DEUS Filho e Salvador. Veja o exemplo
abaixo.
Palavra
Chave
Logos: Título
cristológico que designa o Senhor JESUS como o Eterno, o Criador e o verdadeiro
DEUS.
COMENTÁRIO- INTRODUÇÃO
Neste
trimestre, estudaremos a vida de JESUS em seus aspectos humanos e divinos (Jo
1.14). Iniciaremos com uma reflexão acerca do Filho de DEUS como o Verbo divino
encarnado. Esta doutrina, claramente exposta no prólogo do evangelho de João,
apresenta JESUS como aquEle que possui os atributos exclusivos e únicos da
divindade. Nesta lição, portanto, destacaremos a eternidade e o poder criador
de nosso Senhor JESUS.
I. O
SIGNIFICADO DO TERMO “VERBO”
1. A revelação
gloriosa. O prólogo do Evangelho de João revela várias verdades a respeito
da natureza e deidade de nosso Senhor JESUS CRISTO. Aprouve ao ESPÍRITO SANTO
revelar oito maravilhosos títulos divinos de CRISTO em Jo 1.1-51: Verbo (v.1);
Vida (v.4); Luz (v.7); Filho Unigênito de DEUS (vv.18,49); Cordeiro de DEUS
(v.29); Messias (v.41); Rei de Israel (v.49); e Filho do Homem (v.51). A
deidade, natureza, identidade, encarnação e missão de nosso glorioso Salvador
manifestos em apenas um capítulo! Prostremo-nos reverentemente diante do
Senhor, e, assim como o salmista, declaremos: “Tal ciência é para mim
maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir” (Sl 139.6; Rm 11.33; Ef
1.3).
2. O Verbo
Divino. O termo “Verbo”, aplicado a JESUS, procede do
original Logos e, apesar de seu amplo significado secular, “palavra”,
“razão”, ou “pensamento”, é usado no versículo 1 com o sentido de “Verbo ou
Palavra divina”. O mesmo vocábulo aparece em 1 Jo 1.1 descrevendo o “Verbo da
vida”, e no capítulo 5 versículo 7 da mesma epístola, apenas como “Palavra”.
Na Bíblia, o
termo “palavra”, quando vinculado a DEUS, revela o seu infinito poder criador,
protetor e sustentador de todas as coisas criadas, visíveis e invisíveis (Gn
1.3; Sl 33.6,9; 107.20; Hb 1.3; 11.3).
Por
conseguinte, em DEUS, o crente sempre estará seguro, pois Ele cuida dos seus
filhos e, com a sua destra, protege-os do mal (Sl 60.5; 118.15; Is 45.2-8;
Mt6.13).
Quando o
evangelho de nosso Senhor JESUS CRISTO foi anunciado pela igreja cristã no
Século I, os vocábulos, “A Palavra” e “O Verbo”, foram satisfatoriamente
compreendidos pelos judeus e gregos, pois essas expressões lhes eram
conhecidas.
II. AS
AFIRMAÇÕES DOUTRINÁRIAS DE JOÃO 1.1
1. “No
princípio era o Verbo” (Jo 1.1a). Esse trecho afirma que JESUS é eterno. A
Bíblia assevera: “No princípio criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1). Porém,
em Jo 1.1 a Sagrada Escritura vai infinitamente além do fato expresso em Gn 1.1
ao afirmar que “No princípio era”, ou seja, o Verbo já existia. O Senhor JESUS
existe antes de todas as coisas, inclusive antes de o tempo ter início: “E ele
é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17).
O Filho de
DEUS, além de existir por si mesmo (Jo 5.26), estava com o Pai antes da criação
do mundo (Jo 17.5,24). Ele existe por si mesmo e sustenta “todas as coisas pela
palavra do seu poder” (Hb 1.3). Isto é consolo e restauração espiritual para o
crente, pois o propósito dessa gloriosa encarnação do Verbo divino é prover a
“purificação dos nossos pecados”, como afirma a parte final de Hb 1.3 (cf. Jo
1.14). Louvemos ao Verbo, o Criador, Sustentador e Fim de todas as coisas (Ap
1.8).
2. “E o Verbo
estava com DEUS” (Jo 1.1b). O texto é inequívoco: O Filho Unigênito estava
com o Pai (Jo 1.18). O Verbo, o Emanuel, não é apenas eterno, mas também
distinto do Pai. Essa ortodoxa afirmação aniquila o falso ensino dos modalistas
e unicistas que, embora defendam a divindade de JESUS, negam a santa doutrina
bíblica da Trindade. Segundo os hereges, Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO são uma só
pessoa. Eles não crêem na doutrina da existência de um só DEUS que subsiste em
três distintas e Santíssimas Pessoas (Mt 28.29). Todavia, esse ensinamento está
claramente exposto nas Escrituras. O batismo de JESUS (Mt 3.16,17), sua oração
sacerdotal (Jo 17), e a declaração da sua suprema autoridade são refutações
clássicas contra essas heresias (Jo 8.17, 18; 1Jo 2.22-24). Crer e defender a
santa doutrina da Trindade não é um privilégio, mas um dever de cada cristão
(1Pe 3.15; Jd v.3).
3. “E o Verbo
era DEUS” (Jo 1.1c). Observe que o conceito expresso nesse versículo é
progressivo. Uma declaração (1a; 1b) esclarece a outra até culminar com uma
verdade enfática: “e o Verbo era DEUS” (1c). Se o prólogo do evangelho de João
(1.1-14) fosse o único lugar nas Escrituras em que a divindade do Verbo é
afirmada, já teríamos subsídios suficientes para crer e confessar a doutrina.
Todavia, esse ensino é asseverado em todo o contexto bíblico (Jo 5.18, 10.30;
Cl 2.9). Portanto, inúmeras e inegáveis provas bíblicas atestam que a crença na
divindade de JESUS é indispensável para a salvação da alma (1Co 15.1-4; 1Tm
6.15,16; Hb 1.1-3; 1Pe 1.2-5; 1Jo 5.1-13).
III. QUALIDADES
DIVINAS DO VERBO
Após apresentar
o Verbo divino, enfatizando sua preexistência, natureza e igualdade com o Pai,
João descreve alguns de seus atributos e prerrogativas.
1. Criador
(vv.3,10). O Verbo é apresentado nas Escrituras como o DEUS Criador:
“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”
(v.3). Ele “estava no mundo, e o mundo foi feito por ele” (v.10). Essa doutrina
invalida a crença dos grupos religiosos que dizem ser o Verbo uma mera
criatura, e não o Criador. Contudo, a Bíblia é categórica: “Porque nele foram
criadas todas as coisas que há no céu e na terra” (Cl 1.16). O Verbo divino não
faz parte da criação; transcende-a, pois é o Criador de todas as coisas (Hb
1.1,2,10). Quando a Bíblia afirma que JESUS é o Criador, atribui-lhe o mesmo
título pelo qual o Pai é conhecido no Antigo Testamento (Gn 1.1; Jó 33.4; Sl
138.13-18). Assim como o salmista prorrompeu em júbilo diante do DEUS Criador,
façamos o mesmo perante o Filho, o Criador de todas as coisas: “Ó, vinde,
adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95.6).
2. “Nele estava
a Vida” (v.4). JESUS declarou que além de possuir a “vida em si mesmo” (Jo
5.26) era a “ressurreição e a vida” (Jo 11.25; 5.25). No Antigo Testamento, o
Pai é identificado como a fonte e o manancial da vida (Gn 2.7; Dt 30.20; Sl
36.9). Era um título que pertencia exclusiva e unicamente ao Criador de toda
vida (Sl 133.3).
CRISTO,
entretanto, atribuiu a si mesmo essa designação divina (Jo 5.21,26) e, como
tal, foi reconhecido seja através de seus ensinos (Jo 5.32-35; 11.25) seja por
meio de seus atos milagrosos (Jo 11.42-45; Mt 9.18,19,23-25).
A vida em
CRISTO é eterna não apenas no sentido de sua duração, mas por sua qualidade (Cl
3.4; 1Tm 1.1; 2Tm 1.10). A vida que provém de DEUS é cheia de gozo, paz e
alegria. JESUS asseverou-nos: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém
vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).
3. “A luz
verdadeira” (v.9). A Palavra de DEUS ensina enfaticamente que DEUS é Luz
(1Jo 1.5; Sl 27.1) e que “habita na luz inacessível” (1Tm 6.16). Esse título
divino seria também uma designação do Messias, o Servo do Senhor (Is 42.6,7;
9.2; Mt 4.16). O termo “luz” aparece cerca de 20 vezes no evangelho de João
(1.4,5,8,9; 3.19; 8.12; 12.46), e, na maioria das ocasiões, refere-se a JESUS
como a luz do mundo (Jo 8.12). No relato da Criação, lemos que DEUS, pelo poder
de sua Palavra, fez surgir a luz, que desfez o caos (Gn 1.2,3). O Senhor JESUS
é a “luz que alumia a todo homem que vem ao mundo” (v.9), e por isso, desfaz o
caos da vida humana (2Co 4.6).
CONCLUSÃO
Em JESUS estão
reunidas todos os atributos divinos que o descrevem como o único e suficiente
Salvador da humanidade. Sua história e suas obras não se limitam ao período
entre seu nascimento e sua morte (Hb 13.8). O Filho de DEUS esteve presente
eternamente, atuando especialmente na História da Salvação. Ele veio como homem
e sua glória foi vista pelos de sua geração; realizou a obra da redenção na
cruz do Calvário, e retornou ao Céu, de onde dirige a sua Igreja e voltará em
glória para estabelecer a paz universal.
BIBLIOGRAFIA
SUGERIDA
ARRINCTON,
F. L; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo
Testamento. RJ: CPAD, 2004.
EXERCÍCIOS
1. Descreva
os oito títulos divinos de CRISTO em Jo 1.
R. Verbo
(v.1); Vida (v.4); Luz (v.7); Filho Unigênito de DEUS (vv.18,49); Cordeiro de
DEUS (v.29); Messias (v.41); Rei de Israel (v.49); e Filho do Homem (v.51).
2. Explique
o termo “Verbo” de acordo com a Bíblia.
R. Procede
do original Logos e, apesar de seu amplo significado secular,
“palavra”, “razão”, ou “pensamento” é usado no versículo 1 com o sentido de
“Verbo ou Palavra divina”.
3. Quais
as três afirmações doutrinárias de Jo 1.1?
R. “No
princípio era o Verbo”; “E o Verbo estava com DEUS”; “e o Verbo era DEUS”.
4. Cite
três refutações clássicas contra as heresias unicista e modalista.
R. O
batismo de JESUS (Mt 3.16,17), sua oração sacerdotal (Jo 17), e a declaração da
sua suprema autoridade.
5. Descreva
três qualidades divinas do Verbo.
R. Criador;
Vida; Luz Verdadeira.
AUXÍLIO
BIBLIOGRÁFICO
Subsídio
Teológico
“A Palavra na
Eternidade (1.1-5)
Os versículos 1
a 4 narram o estado preexistente de JESUS e como Ele agia no plano eterno de
DEUS. ‘No princípio’ (v.1a) fala da existência eterna da Palavra (o Verbo). As
duas frases seguintes expressam a divindade de JESUS e sua relação com DEUS
Pai. Esta relação é uma dinâmica na qual constantemente são trocadas
comunicação e comunhão dentro da deidade. O versículo 2 resume o versículo 1 e
prepara para a atividade divina fora da relação da deidade no versículo 3. No
versículo 4 Ele é o Criador mediado. O uso da preposição ‘por’ informa o leitor
com precisão que o Criador original era DEUS Pai que criou todas as coisas pela
Palavra. Os verbos que João usa nestes versículos fazem distinção entre o
Criador não-criado, a Palavra (o Verbo) e a ordem criada. Numa boa tradução, a
RC observa esta distinção: a Palavra (o Verbo) ‘era’ mas ‘todas as coisas foram
feitas’. O versículo 4 conta várias coisas para o leitor: 1) A Palavra divina,
como DEUS Pai, tem vida em si mesma, vida inchada (ou seja, é a fonte da vida eterna).
2) Esta vida revelou a pessoa e natureza de DEUS para todas as pessoas. 3)
‘Luz’ neste ponto pertence à revelação autorizada e autêntica de DEUS […]”.
(ARRINGTON, F. L; STRONSTAD, R.
(eds.) Comentário Bíblico
Pentecostal: Novo Testamento. 2.ed., RJ: CPAD, 2004, p.496).
APLICAÇÃO
PESSOAL
“No princípio,
era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS”.
As três
incisivas afirmações a respeito da deidade de JESUS são formuladas com base nos
diversos sentidos do verbo “eimi”, ou “eu sou”: era, estava, era.
Na primeira
expressão, “era o Verbo”, o sentido de “era” é “existir”: “No princípio, havia,
existia o Logos”. Afirma a preexistência ou eternidade do Filho de DEUS.
Na segunda
sentença, “o Verbo estava com DEUS”, “estava” refere-se à posição do Filho de
“estar frente a frente com DEUS”, idéia reforçada pela preposição “pros” que
significa “face a face” ou “frente a frente”. O Logos, portanto, estava “face a
face com DEUS”. Isto atesta que o Filho é distinto do Pai, mas de natureza
idêntica.
Na última
oração, “o Verbo era DEUS“, é asseverado o “ser” ou a “natureza” da Palavra:
Aquele que existe por si mesmo. Por conseguinte, o Verbo era divino. Portanto,
no princípio existia o Verbo, e o Verbo estava face a face com DEUS, e o Verbo
era DEUS verdadeiro.
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REVISTA 2º TRIMESTRE
DE 2025 NA ÍNTEGRA – LIÇÃO 1
Escrita Lição
1, CPAD, O Verbo que se Tornou em Carne, 2Tr25, Com. Extras Pr Henrique, EBD NA
TV
2° Trimestre de
2025, Classe, Adultos, Comentarista, Elienai Cabral
ESBOÇO DA LIÇÃO
I– O EVANGELHO
DE JOÃO
1. Autoria e
data.
2. O propósito
do Evangelho.
3. A Natureza
de JESUS.
II – JESUS, O
VERBO DE DEUS
1. A revelação
que ultrapassa o passado.
2. A natureza
fundamental do Verbo.
3. “No
princípio era o Verbo” (Jo 1.1).
III– A
ENCARNAÇÃO DO VERBO
1. A
manifestação do Verbo e a Luz do mundo.
2. O privilégio
de nos tornarmos filhos de DEUS.
3. A
manifestação e a habitação do Verbo.
TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se
fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito
do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14)
VERDADE PRÁTICA
O Verbo de DEUS
inseriu-se na história, assumindo a forma de homem para redimir os pecadores
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn
3.15 O Verbo como a semente da mulher
Terça
- Fp 2.5 Adotando o mesmo sentimento do Verbo divino
Quarta - Fp
2.6 O Verbo existe gloriosamente em forma de DEUS
Quinta - Fp
2.7 O Verbo eterno tomou a forma humana e temporal
Sexta - Is
7.14 O Verbo é o nosso "Emanuel: DEUS Conosco"
Sábado - Fp
2.8 O Verbo tornou-se semelhante aos homens
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - João 1.1-14
1 - No
princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS.
2 - Ele estava
no princípio com DEUS.
3 - Todas as
coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.
4 - Nele,
estava a vida e a vida era a luz dos homens.
5 - E a luz
resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
6 - Houve um
homem enviado de DEUS, cujo nome era João.
7 - Este veio
para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8 - Não era ele
a luz, mas veio para que testificasse da luz.
9 - Ali estava
a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10 - Estava no
mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11 - Veio para
o que era seu, e os seus não o receberam.
12 - Mas a
todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de DEUS: aos
que creem no seu nome,
13 - Os quais
não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas
de DEUS.
14 - E o Verbo
se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do
Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
HINOS
SUGERIDOS: 25, 124, 481 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Neste
trimestre, estudaremos o Evangelho de João. Entre outros tópicos, discutiremos
a divindade de JESUS, a obra transformadora do ESPÍRITO SANTO, os milagres
realizados pelo Mestre, crucificação, morte e ressurreição do Senhor. Em nossa
primeira lição, realizaremos um estudo introdutório sobre este Evangelho,
analisando sua estrutura e objetivos. Para nos apoiar neste estudo, teremos
como referência os comentários do pastor Elienai Cabral. Ele atua como
Consultor Doutrinário e Teológico da CGADB e da CPAD, e além de conferencista,
ele é autor com várias obras editadas pela editora.
2. APRESENTAÇÃO
DA LIÇÃO
A) Objetivos da
Lição: I) Apresentar as informações introdutórias sobre o Evangelho de João;
II) Revelar o Senhor JESUS como o Verbo de DEUS; III) Explicar, tanto
doutrinariamente como biblicamente, a manifestação do Verbo.
B) Motivação: A
expressão "O Verbo que se tornou em carne" alude diretamente ao
versículo 14 de João 1. Nesse texto, João descreve nosso Senhor como o verbo
divino que assumiu a forma humana. Trata-se da ligação entre o espiritual (o
divino) e o material (o humano). O Nosso Salvador assumiu a natureza humana com
o objetivo de redimir os pecadores. Essa é a mensagem central que o evangelista
transmite em seu Evangelho.
C) Sugestão de
Método: O Evangelho de João é um texto do Novo Testamento rico em doutrinas e
teologia. Por isso, é fundamental que, através de bons Comentários Bíblicos,
você analise o contexto histórico deste Evangelho e também examine, por meio de
uma Teologia Sistemática com enfoque pentecostal, a relevante doutrina da
encarnação, na Cristologia. Além disso, planeje uma atividade que permita aos
alunos refletirem sobre como a encarnação de JESUS se aplica às suas vidas.
3. CONCLUSÃO DA
LIÇÃO
A) Aplicação:
Ao explorarmos a doutrina da Encarnação do Verbo, devemos imediatamente
relacionar esse princípio à manifestação da Palavra de DEUS na vida humana.
Assim como o verbo divino entrou na história para oferecer salvação ao homem
pecador, a Palavra de DEUS se revela nas nossas vidas para nos transformar por
completo.
4. SUBSÍDIO AO
PROFESSOR
A) Revista
Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens,
artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição
101, p.36, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios
Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na
preparação de sua aula: 1) O texto "Milagres que confirmam a Divindade de
JESUS", localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o objetivo do
Evangelho de João ao apresentar JESUS como o Filho de DEUS; 2) No final do
segundo tópico, o texto "o Verbo" estabelece uma correlação entre a
compreensão do termo nas tradições judaica e grega.
COMENTÁRIO -
INTRODUÇÃO
Neste
trimestre, vamos estudar o Evangelho de João. Em comparação com os outros três
Evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas), o de João destaca-se especialmente por
centrar-se no ministério de JESUS em Jerusalém. O autor deste Evangelho, o
apóstolo João, redigiu este valioso documento com a intenção de revelar a
singularidade da natureza divina do nosso Senhor e, ao mesmo tempo, encorajar a
fé dos seus discípulos. Que possamos também ser fortalecidos e inspirados na
nossa fé em JESUS CRISTO, nosso Senhor e Salvador.
PALAVRA-CHAVE -
Encarnação
I – O EVANGELHO
DE JOÃO
1. Autoria e
data. O apóstolo João é o autor do Evangelho que leva o seu nome. A confirmação
da sua autoria encontra-se no próprio texto (Jo 21.20,24) e também nos escritos
dos denominados Pais da Igreja. Admite-se que tenha sido escrito entre os anos
80 e 90 d.C. De acordo com estudiosos, o Evangelho de João apresenta uma
doutrina genuína sobre a divindade de JESUS CRISTO. Assim, as expressões “Verbo
Divino” e “a Palavra que se fez Carne” são de grande importância neste quarto
Evangelho.
2. O propósito
do Evangelho. O Evangelho de João tem como um de seus propósitos levar o leitor
a crer que JESUS é o CRISTO, o Filho de DEUS, e, ao crer, encontrar a vida em
seu nome (Jo 20.31). Não é por acaso que os especialistas referem-se à primeira
parte do primeiro capítulo como “o prólogo de João”, ou seja, a “apresentação”
desse Evangelho (Jo 1.1-14). Neste trecho, o apóstolo apresenta JESUS como o
Filho enviado de DEUS ao mundo para fazer parte da história (Jo 1.1).
Assim sendo, o Logos é a “Palavra Encarnada”.
3. A Natureza
de JESUS. Apesar de o Evangelho de João sublinhar de forma clara a dimensão
divina de JESUS, o apóstolo também aborda a sua natureza humana (Jo
8.39,40; 9.11). Neste sentido, o Evangelho não só realça a divindade de
JESUS como Filho de DEUS, mas também discute a sua humanidade por meio da morte
expiatória do nosso Senhor em favor dos pecados da humanidade. Em João, tanto a
divindade quanto a humanidade de JESUS são afirmadas.
SINÓPSE I - O
Evangelho de João foi redigido com o propósito de nos fazer crer que JESUS é o
Verbo Divino e, por consequência, termos vida nEle.
AUXÍLIO
BIBLIOLÓGICO - MILAGRES QUE CONFIRMAM A DIVINDADE DE JESUS
“João, a
testemunha ocular, escolheu oito dos milagres de JESUS (ou sinais e prodígios,
como o escritor os chama), para revelar a natureza humana e divina e a missão
vivificante dEle. Esses sinais são: (1) a transformação da água em vinho (2.1-11);
(2) a cura do filho de um oficial do rei (4.46-54); (3) a cura do homem coxo no
Tanque de Betesda (5.1-9); (4) a alimentação de mais de cinco mil pessoas pela
multiplicação de alguns pães e peixes (6.1-14); (5) a caminhada de JESUS sobre
as águas (6.15-21); (6) a restauração da vista de um homem cego (9.1-41); (7) a
ressurreição de Lázaro (11.1-44); e (8) uma surpreendente pesca, presente do
CRISTO ressurreto para os discípulos (21.1-14).
[...] O sinal
mais importante do poder e da deidade de JESUS é a ressurreição; e João, como
testemunha ocular do túmulo vazio, forneceu um relato palpitante e
surpreendente e registrou várias ocasiões em que JESUS se manifestou após sua
ressurreição. João, o devoto seguidor de CRISTO, pintou um fiel retrato do
poderoso Senhor, o eterno Filho de DEUS. Ao ler a história nesse Evangelho,
comprometa-se a crer em JESUS e a segui-lo” (Bíblia de Estudo Aplicação
Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1410).
II – JESUS, O
VERBO DE DEUS
1. A revelação
que ultrapassa o passado. Quando o apóstolo João redigiu a introdução do
primeiro capítulo do seu Evangelho, “no princípio era o Verbo” (v.1), é
provável que tenha como referência Gênesis 1.1. Esse primeiro versículo do
Evangelho mostra que o Verbo é DEUS “no princípio”, possuindo assim uma
existência infinita, ou seja, não tem começo nem fim. Assim, muito além do
passado, desde o princípio, o Verbo já existia com DEUS, estava com DEUS e é
DEUS (Jo 1.1).
2. A natureza
fundamental do Verbo. Tal como DEUS é eterno, também o Verbo o é. Mais
adiante, em Apocalipse, o apóstolo João descreve o Verbo como “o Alfa e o
Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, que era e que há de vir, o
Todo-Poderoso” (Ap 1.8). Assim, conforme seu Evangelho, o evangelista apresenta
JESUS como o “Logos de DEUS”, a Palavra Encarnada que habita entre os homens.
Portanto, enquanto “Verbo encarnado”, JESUS é reconhecido por muitos e adorado
como DEUS.
3. “No
princípio era o Verbo” (Jo 1.1). Conforme já referimos, no grego do Novo
Testamento, a palavra que se traduz por “verbo” é logos e significa “palavra”.
O conceito de Logos traz consigo a noção de expressão tanto da razão quanto da
linguagem. Nesse sentido a forma mais adequada de compreender este termo
relaciona-se com as maneiras pelas quais DEUS se manifesta ao ser humano.
Assim, o conceito mais apropriado para logos encontra-se em JESUS, que
representa a expressão da divindade, a Revelação de DEUS.
SINÓPSE II - O
Evangelho de João retrata JESUS como o Verbo Divino que se fez presente na
história.
“O conceito
mais apropriado para logos encontra-se em JESUS, que representa a expressão da
divindade,
a Revelação de DEUS.”
AUXÍLIO
BIBLIOLÓGICO - O VERBO
“O que João
quis dizer com “o Verbo”? O termo grego logos, traduzido para o português como
“verbo”, foi bastante empregado por teólogos e filósofos, tanto judeus como
gregos, mas com significados diferentes. Nas Escrituras Hebraicas, o Verbo é o
Agente da criação (Sl 33.6), a Palavra, a mensagem de DEUS para o seu povo por
intermédio dos profetas (Os 4.1), e a lei de DEUS, seu padrão de
santidade (Sl 119.11). Enquanto na filosofia grega, o logos significa o
princípio da razão que governa o mundo, o pensamento; na cultura hebraica, é
outra forma de referir-se a DEUS. Assim, a descrição de JESUS como o Verbo
feita por João indica claramente que ele se refere a um ser humano que conheceu
e amou, mas ao mesmo tempo o Criador do universo, a suprema revelação de DEUS,
a Deidade encarnada (1.14), o retrato vivo da santidade de DEUS, o único em que
tudo subsiste (Cl 1.17). Para os leitores judeus, afirmar que JESUS é a
encarnação de DEUS é blasfêmia. Para os leitores gregos, dizer que “o Verbo se
fez carne” (1.14) era inconcebível. Para João, o novo entendimento sobre o
Verbo eram as Boas Novas de JESUS CRISTO” (Bíblia de Estudo Aplicação
Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1413).
“A frase ‘o
Verbo se fez carne’ sugere a humanização de DEUS, que passou a viver entre os
homens.”
III – A
ENCARNAÇÃO DO VERBO
1. A
manifestação do Verbo e a Luz do mundo. João identifica JESUS como o Criador de
todas as coisas, mediado pelo Pai através do poder da sua Palavra (Jo 1.2,3). A
seguir, ele faz uma distinção entre luz e trevas (Jo 1.4,5). As “trevas”
simbolizam a obscuridade espiritual provocada pelo pecado. No entanto, DEUS
enviou João Batista para testemunhar e proclamar sobre a Luz (Jo 1.6-8). A
verdadeira Luz é CRISTO, que foi anunciado por João Batista, mas que os homens
decidiram rejeitar (1.9-12).
2. O privilégio
de nos tornarmos filhos de DEUS. Enquanto Israel rejeitou a bênção da salvação
através da obra do Calvário, DEUS ofereceu a todas as pessoas,
independentemente da sua raça, etnia ou língua, a oportunidade de se tornarem
“filhos de DEUS” pela fé no nome de JESUS (Jo 1.12,13). Tanto aos judeus quanto
aos gentios, a Luz manifestou-se para revelar o plano divino de redenção a toda
a humanidade. Assim, aos gentios foi assegurada uma herança de filiação divina
através do amor do Pai (1 Jo 3.1). Portanto, como crentes em CRISTO, temos o
privilégio de sermos chamados “filhos de DEUS”.
3. A
manifestação e a habitação do Verbo. A frase “o Verbo se fez carne” sugere a
humanização de DEUS, que passou a viver entre os homens. O termo “verbo” possui
uma conotação muito mais rica e profunda do que qualquer conceito filosófico:
DEUS entrou na história (Jo 1.14-18). É importante notar a expressão “e habitou
entre nós”. No texto grego, essa expressão indica que “o Verbo armou seu
tabernáculo, ou tenda, entre nós”. Antes, DEUS habitava numa tenda montada pelo
seu povo; agora, de acordo com as palavras do evangelista, Ele reside entre
nós, representando a manifestação plena da presença divina no mundo.
SINÓPSE III - Por
meio da manifestação do Verbo de DEUS, a Luz do Mundo, temos a bênção de sermos
considerados filhos de DEUS.
CONCLUSÃO
Nesta lição,
tivemos a oportunidade de iniciar o estudo no Evangelho de João, mostrar a sua
relevância e o seu objetivo na vida da Igreja. Observamos que a revelação
sensível de DEUS e a sua intervenção na história tornam o Evangelho de João uma
obra única do Novo Testamento. Em João, entendemos que a Encarnação do Verbo
trouxe luz plena àqueles que cressem. Assim, através da fé em JESUS, somos
denominados e feitos “filhos de DEUS”.
REVISANDO O
CONTEÚDO
1. Qual é a
doutrina que o Evangelho de João explora?
De acordo com
estudiosos, o Evangelho de João apresenta uma doutrina genuína sobre a
divindade de JESUS CRISTO.
2. De que forma
o apóstolo João retrata JESUS no seu Evangelho?
O apóstolo
apresenta JESUS como o Filho enviado de DEUS ao mundo para fazer parte da
história (Jo 1.1).
3. Conforme a
lição, qual é a maneira mais apropriada de interpretar a palavra logos?
O conceito mais
apropriado para logos encontra-se em JESUS, que representa a expressão da
divindade, a Revelação de DEUS.
4. De que modo
o apóstolo João destaca JESUS CRISTO?
João identifica
JESUS como o Criador de todas as coisas, mediado pelo Pai através do poder da
sua Palavra (Jo 1.2,3).
5. Que
significado carrega a expressão “o Verbo se fez carne”?
A frase “o
Verbo se fez carne” sugere a humanização de DEUS, que passou a viver entre os
homens, ou seja, DEUS entrou na história.
LEITURAS PARA
APROFUNDAR
Comentário
Bíblico - João ; Teologia Sistemática – Eurico Bergstén
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PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos JESUS CRISTO como
o Verbo eterno de DEUS - plenamente divino, Criador e revelador do PAI. Com
base no prólogo do Evangelho de João (1.1-18), veremos que Ele é DEUS desde a
eternidade, agente da criação, fonte de vida e luz dos homens. Destacaremos
também a encarnação do Verbo como a suprema revelação de DEUS, cheia de graça e
de verdade.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Explicar a
preexistência e a divindade do Verbo;
II) Mostrar a atuação do Verbo na criação e como fonte de vida e luz;
III) Ressaltar que o Verbo encarnado é a plena revelação do PAI.
B) Motivação: O apóstolo João, inspirado
pelo ESPÍRITO SANTO, começa seu Evangelho revelando que JESUS não é apenas um
homem especial - Ele é o próprio DEUS, eterno e criador, que se fez carne para
revelar o PAI. Essa revelação exige de nós adoração, obediência e proclamação.
C) Sugestão de Método: Antes de iniciar a
aula, distribua três folhas com as palavras Eterno, Criador e Revelador. Peça a
três voluntários que segurem cada palavra na frente da turma. Explique que, no
prólogo de João, JESUS é apresentado nessas três dimensões: Eterno (sempre
existiu e é DEUS), Criador (todas as coisas foram feitas por Ele) e Revelador
(veio para mostrar quem é o PAI).
Em seguida, leia João 1.1-18 e, a cada
título, peça ao aluno que o segura que dê um passo à frente, ilustrando como
essas três verdades se aproximam de nós na encarnação do Verbo. Finalize
destacando João 1.14 e mostrando que, quando CRISTO veio, o eterno, o criador e
o revelador se tornaram visíveis e próximos de nós.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: O CRISTO que servimos é o
Verbo eterno, DEUS de toda a eternidade, que criou todas as coisas e revelou
plenamente o PAI. Negar qualquer uma dessas verdades é distorcer o Evangelho.
Por isso, devemos adorá-Lo, obedecê-Lo e anunciar que, em JESUS, vemos o
próprio DEUS.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena
conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de
apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.39, você encontrará um
subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico,
você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O
texto "O Verbo", localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o
tema do Verbo como pessoa distinta em relação ao PAI no Tópico "O Verbo
como DEUS Eterno"; 2) O texto "A Vida era a Luz dos Homens", ao
final do segundo tópico, aprofunda o tópico "O Verbo como Criador".
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
O prólogo do Evangelho de João apresenta o
Verbo eterno como DEUS, Criador e Revelador. Ele se fez carne e revelou de
forma plena e completa a glória do PAI. O apóstolo João afirma que viu a glória
do DEUS Unigênito, cheia de graça e de verdade. Nesta lição, veremos que essa
revelação marca o clímax da encarnação do Verbo — o FILHO de DEUS — onde o
invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo e o insondável foi
manifestado em CRISTO JESUS.
I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo preexistente
O prólogo de João (dezoito versículos
iniciais) é chamado de “Hino Logos”. Na abertura: “No princípio, era o Verbo”
(Jo 1.1a), as palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia
(Gn 1.1) e claramente ensinam que o Verbo sempre existiu. Esta é uma maneira de
referir-se ao atributo da Eternidade que só DEUS possui. A expressão “Verbo”
(gr. lógos) designa DEUS, referindo-se à divindade do FILHO. Enquanto os gregos
pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João
apresenta o Logos como o próprio DEUS Eterno — JESUS CRISTO, o FILHO Unigênito
do PAI (Jo 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. JESUS
não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o PAI desde
o princípio (Cl 1.17).
2. O Verbo como pessoa distinta
No texto bíblico, João afirma que “o Verbo
estava com DEUS” (Jo 1.1b). A expressão grega pros ton Theon (com DEUS)
comunica relacionamento face a face, ou seja, comunhão pessoal e eterna entre o
Verbo (FILHO) e DEUS (PAI). Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade
da Trindade (Dt 6.4; 1 Jo 5.7). O PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO não são
formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas coexistentes
desde “o princípio” (Jo 1.2; 17.5).
"Enquanto os gregos pensavam em um
princípio impessoal e os gnóstico num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio DEUS
Eterno — JESUS CRISTO, o FILHO Unigênito do PAI.”
3. O Verbo é da mesma essência do PAI
Ainda no versículo de abertura, João
revela “o Verbo era DEUS” (Jo 1.1c). Aqui, a palavra grega para DEUS (Theós)
aparece sem o artigo definido — fato que tem gerado discussões exegéticas.
Porém, na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou
inferioridade. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito. A
omissão do artigo não significa “um deus”, como sustentam traduções heréticas,
mas é um indicativo da natureza do Verbo. Esclarece que o Verbo compartilha da
mesma essência divina (Jo 10.30; 14.9). Desse modo, o Verbo é como o PAI:
eterno (Jo 1.2) e criador (Jo 1.3). Portanto, a expressão “o Verbo era DEUS”
ensina que JESUS é da “mesma substância” do PAI, isto é, DEUS em sua totalidade
(Cl 1.15; 2.9).
SINÓPSE I - O Verbo é eterno, distinto do PAI e da
mesma essência divina, plenamente DEUS.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“O VERBO. João começa o seu Evangelho (isto é, o
relato das ‘boas-novas’ e da verdadeira história de JESUS CRISTO) chamando JESUS
de ‘o Verbo’ (gr. logos). Ao usar este termo para definir JESUS, o apóstolo o
apresenta como a Palavra pessoal de DEUS, por meio da qual todas as coisas
vieram à existência (v. 3; cf. Gn 1.3,6,9,14,20,24). A Bíblia afirma que DEUS tem falado conosco
através de seu FILHO (Hb 1.1-3); e, evidentemente, as próprias palavras de JESUS
procedem diretamente de DEUS (Jo 8.28; 14.24). A Palavra escrita de DEUS
declara que JESUS CRISTO é a sabedoria divina para nós em todos os aspectos,
ajudando-nos a compreender, manifestar e realizar os propósitos do Senhor (1Co
1.30; Ef 3.10-11; Cl 2.2-3). Além disso, a Escritura descreve JESUS como a
perfeita revelação da natureza e da personalidade do PAI (Jo 1.3-5, 14, 18; Cl
2.9) — CRISTO é DEUS em forma humana. Assim como as palavras de uma pessoa
revelam seu coração e sua mente, CRISTO, como ‘o Verbo’ (isto é, a Palavra),
revela o coração e a mente de DEUS (Jo 14.9). [...] A relação entre o Verbo e o
PAI. (a) CRISTO estava ‘com DEUS’ antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15). Ele
é uma pessoa que existe eternamente – não tem começo nem fim – diferentemente
de DEUS PAI, mas em um relacionamento eterno e uniforme com Ele. (b) CRISTO é
divino (‘o Verbo era DEUS’), tem a mesma natureza, o mesmo caráter e o mesmo
modo de ser que o PAI (Cl 2.9)” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global.
Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).
II – O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação
A Bíblia declara que “no princípio, criou DEUS”
(Gn 1.1a). A expressão “criou” traduz a palavra hebraica bārā’, termo reservado
à atividade criadora de DEUS (Gn 1.21,27; 2.4; 5.1,2; 6.7). Afirma que o
universo foi criado por DEUS a partir do nada — do latim ex nihilo (Hb 11.3). A
doutrina de DEUS como Criador possui fundamentos tanto no Antigo Testamento (Sl
33.6; Is 45.12; Ne 9.6) quanto no Novo Testamento (At 17.24; Rm 1.20; Ap 4.11).
Nesse sentido, João apresenta JESUS também como Criador: “Todas as coisas foram
feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Este
versículo enfatiza a divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra exclusiva
de DEUS (Cl 1.16,17). Desse modo, o FILHO é o agente ativo na criação do
universo (Hb 1.2).
2. A fonte da vida
O apóstolo João enfatiza com clareza que
“nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se ao Verbo eterno — JESUS CRISTO.
Esta declaração revela que o Verbo é a fonte absoluta e originária de toda
forma de vida, tanto física quanto espiritual e eterna (Jo 3.36; 1 Jo 5.11,12).
A expressão denota a autossuficiência do Verbo, uma característica específica
da divindade (At 17.25). JESUS não depende de nada ou ninguém para viver. Ele
compartilha da mesma substância divina: “Porque, como o PAI tem a vida em si
mesmo, assim deu também ao FILHO ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Essa
verdade afirma que a vida, eterna e imutável, que está no PAI está igualmente
no FILHO, apontando para a mesma essência dentre as Pessoas da Trindade (Jo
10.30; 14.9; 17.5).
3. A luz dos homens
O texto bíblico assevera que “a vida era a
luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a
compreenderam” (Jo 1.4b-5). A metáfora da Luz simboliza o caráter de DEUS,
porque nEle não há trevas alguma (1 Jo 1.5). Nesse contexto, JESUS é
apresentado como a Luz verdadeira (Jo 1.9). Ele não apenas possui luz; Ele é a
própria Luz (Jo 8.12). Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o
pecado (Mt 4.16; Jo 3.19). A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela”
(Jo 1.5 – NAA) mostra que as forças do mal não têm poder sobre CRISTO. O verbo
grego katalambánō pode ser traduzido como “compreender”, “apoderar” ou
“dominar”, e nesse caso expressa que as trevas do pecado não podem resistir à
luz do FILHO de DEUS (Rm 13.12).
SINÓPSE II - Como Criador, o Verbo é fonte de vida e
luz, e nenhuma força de trevas pode prevalecer contra Ele.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“A VIDA ERA A LUZ DOS HOMENS. (1) A ‘vida’ (gr. zōē) é um dos temas
centrais do Evangelho de João, aparecendo 36 vezes. JESUS é descrito como o Pão
da Vida (Jo 6.35, 48) e a Água da Vida (Jo 4.10-11; 7.38). Suas palavras são
palavras de vida eterna (Jo 6.68). Ele é quem dá a vida (Jo 6.33; 10.10), e
essa vida é um dom de CRISTO (Jo 10.28). Na verdade, CRISTO é ‘a vida’ (Jo
14.6). Em outras palavras, a verdadeira vida encontra-se em CRISTO (cf. Jo
14.6) e é experimentada por meio de um relacionamento pessoal com Ele (Jo
17.3). (2) A ‘luz’ (gr. phōs) é mencionada 23 vezes no Evangelho de João, mais
do que em qualquer outro livro do Novo Testamento. A vida de JESUS é a luz para
todas as pessoas, o que significa que Ele nos revelou a DEUS e aos seus planos
para nossa existência, mostrando-nos o caminho de volta a Ele. A verdade, a
natureza e o poder de DEUS foram manifestados em CRISTO e estão disponíveis a
todos por meio dEle (Jo 8.12; 12.35-36, 46). Em JESUS também podemos tornar-nos
filhos da luz (Jo 12.36) e andar na luz (1 Jo 1.7)” (Bíblia de Estudo
Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).
III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1. A encarnação do Verbo
João também apresenta o Verbo como o
supremo meio de autorrevelação do PAI: “o Verbo se fez carne e habitou entre
nós, e vimos a sua glória” (Jo 1.14a). Esta afirmação marca o ponto culminante
da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser DEUS (Fp 2.6-8).
O termo grego eskēnōsen (habitou) significa literalmente “armou sua tenda”.
Essa linguagem faz alusão ao Tabernáculo (Êx 25.8,9), onde a presença de DEUS
habitava no meio do povo de Israel. O corpo de CRISTO é assim comparado a esse
tabernáculo: nele, a glória de DEUS se manifestou visível entre os homens (Cl
2.9). Ele revela a união hipostática das duas naturezas do FILHO: divina e
humana. Ele é o Emanuel, o DEUS conosco (Mt 1.23) — a plena revelação do PAI
(Hb 1.1).
"Essa verdade afirma que a vida,
eterna e imutável, que está no PAI está igualmente no FILHO.”
2. A plenitude da graça e da verdade
João, testemunha ocular da encarnação do
Verbo, declara ser a “glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade”
(Jo 1.14b). A palavra “glória” (gr. dóxa) remete ao conceito da shekinah — a
presença gloriosa de DEUS entre o seu povo (Êx 40.34,35). Porém, enquanto a
glória na Antiga Aliança se manifestava parcialmente, em CRISTO ela se mostra
plenamente (Jo 2.11; 17.1-5). A frase “cheio de graça e de verdade” revela o
conteúdo dessa glória. Diferente da lei dada por Moisés (Jo 1.17a), CRISTO
encarnou a própria graça salvadora e a verdade eterna. Ele não apenas ensina a
verdade — Ele é a verdade (Jo 14.6). E não apenas oferece graça — Ele é a
plenitude da graça de DEUS, uma provisão contínua que se manifestou salvadora a
todos os homens (Tt 2.11).
3. O revelador do DEUS invisível
No último versículo de seu prólogo, João
afirma: “DEUS nunca foi visto por alguém. O FILHO unigênito, que está no seio
do PAI, este o fez conhecer” (Jo 1.18). Aqui, o apóstolo enfatiza que DEUS é
invisível e inacessível (Êx 33.20; 1 Tm 6.16). No entanto, o Verbo o revelou de
forma plena e perfeita. A expressão “DEUS unigênito” (gr. monogenēs theos)
significa literalmente “o DEUS único gerado”. Refere-se a CRISTO — o FILHO da
mesma substância (gr. homoousios) do PAI. Essa declaração reafirma a eternidade
e a plena divindade do FILHO. CRISTO é a autorrevelação completa do PAI: “Quem
me vê a mim vê o PAI” (Jo 14.9).
SINÓPSE III - O Verbo encarnado revela de forma plena o PAI,
manifestando graça e verdade.
CONCLUSÃO
JESUS CRISTO é o DEUS unigênito que revela
o PAI. Nele, a glória, a graça e a verdade de DEUS são plenamente manifestas. A
encarnação do Verbo não é apenas uma doutrina essencial da fé cristã, mas
também um chamado à adoração e proclamação daquEle que é a imagem visível do DEUS
invisível. O Senhor JESUS é a perfeita revelação do PAI à humanidade. Que cada
crente reconheça que conhecer a CRISTO é conhecer o próprio DEUS, e que
proclamar essa verdade é tornar a glória do PAI conhecida no mundo.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Como é chamado o prólogo de João
(dezoito versículos iniciais)?
“Hino Logos”.
2. O que os gregos pensavam a respeito do
Verbo?
Que o Verbo era uma força ou ideia, e não
plenamente pessoal e divino.
3. Qual é o texto bíblico em que João
apresenta JESUS também como Criador?
João 1.3.
4. A declaração “nele, estava a vida” (Jo
1.4a), referindo-se a JESUS CRISTO, revela o que a respeito do Verbo?
Que Ele é a fonte absoluta e originária de
toda forma de vida.
5. A expressão “DEUS Unigênito” significa
literalmente o quê?
“O DEUS único gerado” — o FILHO da mesma
essência do PAI.
