05 janeiro 2026

Escrita Lição 2, Betel, Princípios bíblicos para a vida dos discípulos de CRISTO, 1Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

PROVISÓRIO - PRONTO NA QUARTA
Escrita Lição 2, Betel,  Princípios bíblicos para a vida dos discípulos de CRISTO, 1Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
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EBD | 1° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL | TEMA: OS DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO – Crescendo em maturidade espiritual e vivendo a missão até a eternidade com JESUS CRISTO | Escola Bíblica Dominical 

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

1- PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UM VIVER COERENTE

1.1. Estudar a Palavra e meditar nela 

1.2. Amar o próximo 

1.3. A transformação pelo ESPÍRITO SANTO 

2- O PADRÃO BÍBLICO PARA A VIDA

2.1. Cultivando um caráter puro 

2.2. Resistindo às tentações 

2.3. Cultivando o amor fraternal 

3- A VIDA CRISTÃ

3.1. A vida em paz com todos 

3.2. A vida vitoriosa

3.3. A vida de adorador

 

TEXTO ÁUREO

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens”, Colossenses 3.23.

 

VERDADE APLICADA

A vida do discípulo de CRISTO, em todas as áreas, é norteada pelos princípios bíblicos e pela indispensável ajuda do ESPÍRITO SANTO.

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Compreender como aplicar os princípios cristãos na vida diária.
Reconhecer a relevância dos padrões bíblicos na vida cotidiana.
Enfatizar que viver os valores cristãos conduz a um caminho de paz.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA - FILIPENSES 4
5 Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de DEUS pela oração e súplica, com ação de graças.
7 E a paz de DEUS, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em CRISTO JESUS.
8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
9 O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o DEUS de paz será convosco.

 

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA | GI 2.20 CRISTO vive em nós.
TERÇA | Mt 5.16 Que os outros vejam CRISTO em nós.
QUARTA | Mt 22.39 Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
QUINTA | Rm 12.2 Uma vida transformada.
SEXTA | Hb 12.14 Seguindo a paz com todos.
SÁBADO | SI 95.6 A centralidade da adoração.


HINOS SUGERIDOS: 10, 18, 116

 

MOTIVO DE ORAÇÃO

Ore para que sejamos fiéis aos princípios ensinados por JESUS.

 

PONTO DE PARTIDA: Os princípios cristãos contribuem para uma vida plena.

 

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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO – LIVROS E REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE

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RESUMO RÁPIDO DO Pr. Henrique

INTRODUÇÃO

Esta lição aborda os princípios bíblicos essenciais para uma vida cristã coerente, fundamentando-se no amor a DEUS e ao próximo, obediência, humildade, justiça, misericórdia e honestidade. O autor enfatiza que viver de acordo com os valores do Reino de DEUS exige estudo da Palavra, oração, comunhão, evangelização e testemunho, rejeitando o secularismo e adotando a mente de CRISTO. O estudo bíblico é apresentado como base para a renovação da mente, clareza nas decisões e prática da fé, destacando recursos e métodos para aprofundamento espiritual.

O amor ao próximo é tratado como ação prática, incluindo generosidade, empatia, ética social e perdão, sendo evidência da fé e comunhão com DEUS. A transformação pelo ESPÍRITO SANTO é vista como processo contínuo de renovação, santificação e produção do fruto espiritual, capacitando o cristão a refletir o caráter de CRISTO.

O padrão bíblico para a vida envolve glorificar a DEUS, buscar o Reino e viver com integridade, aplicando os ensinamentos de JESUS em todas as áreas. A lição orienta sobre como cultivar um caráter puro, resistir às tentações e desenvolver o amor fraternal, destacando práticas diárias como oração, prestação de contas e comunhão.

Por fim, são exploradas as dimensões da vida cristã: viver em paz com todos, experimentar a vitória em CRISTO e adotar uma postura de adoração integral, reconhecendo a grandeza de DEUS em cada atitude e decisão. O texto serve como guia prático e espiritual para quem deseja alinhar sua vida aos princípios bíblicos, promovendo crescimento, maturidade e impacto positivo na comunidade.

 

1- PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UM VIVER COERENTE

Princípios bíblicos para uma vida cristã coerente incluem amor a DEUS e ao próximoobediência aos mandamentos, humildadejustiçamisericórdia, e honestidade, refletindo a mente de CRISTO e os valores do Reino de DEUS em todas as áreas da vida, com foco no estudo da Palavraoraçãocomunhão, evangelização e testemunho para honrar a DEUS e edificar a Igreja, rejeitando o mundo secular. 

Princípios Fundamentais:

  • Amor: Amar a DEUS acima de tudo e ao próximo como a si mesmo (Marcos 12:30-31) é a base.
  • Obediência: Seguir a vontade de DEUS, não a própria, como JESUS ensinou (Mateus 26:39).
  • Misericórdia e Pureza de Coração: Ser compassivo e ter um âmago puro, refletindo o caráter de DEUS (Mateus 5:7-8).
  • Integridade: Ser genuíno e honesto, tanto em público quanto em segredo, buscando a aprovação de DEUS. 

Práticas Diárias:

  • Estudo Bíblico e Oração: Nutrir a fé diariamente para conhecer e aplicar a Palavra de DEUS.
  • Comunhão: Participar ativamente da igreja, envolvendo-se com outros irmãos e exercendo dons.
  • Testemunho: Proclamar o Evangelho e demonstrar o amor de CRISTO através de ações. 

Atitudes e Valores:

  • Rejeitar o Secularismo: Distinguir-se dos valores mundanos, adotando a mentalidade de CRISTO (Filipenses 2:5-8).
  • Humildade: Servir com mansidão, como JESUS (Filipenses 2:5-8).
  • Modéstia e Bom Senso: Viver de forma digna do chamado cristão em vestuário e conduta (1 Pedro 3:3-4, Tiago 1:27). 

Foco e Prioridades:

  • DEUS em Primeiro Lugar: Colocar DEUS como o centro da vida, do casamento e de todas as decisões (Mateus 6:33).
  • Propósito: Viver para a glória de DEUS, refletindo Sua graça e verdade (João 1:14). 

 

1.1. ESTUDAR A PALAVRA E MEDITAR NELA 

Para um viver cristão coerente, o estudo e a meditação na Palavra de DEUS funcionam como a base para alinhar o caráter e as ações aos mandamentos divinos.

Abaixo estão os princípios bíblicos fundamentais para essa prática:

1. A Prioridade da Palavra (Josué 1:8) 

O sucesso espiritual e a coerência de vida dependem da constância. O princípio aqui é que a Bíblia não deve ser consultada apenas em crises, mas meditada "dia e noite". Isso garante que o caminho do cristão seja próspero e bem-sucedido sob a perspectiva de DEUS. 

2. A Renovação da Mente (Romanos 12:2)

Viver de forma coerente exige não se conformar com os padrões do mundo (não entrar na forma do mundo). O estudo bíblico promove uma metamorfose na mente, permitindo que o cristão experimente e comprove a "boa, agradável e perfeita vontade de DEUS". Sem o estudo, a mente é moldada pela cultura externa; com o estudo, é moldada pela verdade eterna. 

3. A Lâmpada para o Caminho (Salmo 119:105)

A Palavra atua como guia prático. Em um mundo de decisões complexas, a meditação nas Escrituras traz clareza para os passos imediatos ("lâmpada para os pés") e visão para o futuro ("luz para o meu caminho"), evitando a hipocrisia de professar uma fé e caminhar em trevas. 

4. A Prática como Evidência (Tiago 1:22-25)

A coerência bíblica é definida pela aplicação. Tiago alerta que aquele que apenas ouve (ou estuda) a palavra, mas não a pratica, engana a si mesmo. O verdadeiro estudo resulta em ação; a meditação transforma o conhecimento teórico em obediência prática. 

5. O Guardar no Coração (Salmo 119:11) 

"Guardei a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti". A meditação profunda internaliza os princípios bíblicos, criando uma barreira moral interna que ajuda a manter a integridade mesmo quando ninguém está observando. 

Recursos para Aprofundamento estudo e a meditação na Palavra de DEUS:

  • Planos de Leitura: Utilize ferramentas como Bíblias em diversas traduções.
  • Leia a bíblia toda, todo ano. https://www.bibliaonline.com.br/
  • Estudo Indutivo: Aprenda métodos de estudo e a meditação na Palavra de DEUS com a própria Bíblia.
  • Comentários Bíblicos: Para uma compreensão exegética e hermenêutica sérias, consulte comentários Bíblicos pentecostais. Cuidado com livros de reformados e de seitas.
  • Você tem acesso gratuito a mais de mil estudos bíblicos em nosso blog - https://ebdnatv.blogspot.com/ - Também indico o https://www.portalebd.org.br/

 

1.2. AMAR O PRÓXIMO 

o princípio bíblico de amar ao próximo transcende o sentimento e se manifesta em ações práticas de justiça e serviço. O amor de DEUS nos é derramado e o fruto do ESPÍRITO SANTO começa pelo Amor.

Abaixo estão os pilares fundamentais para aplicar esse princípio:

1. A Regra de Ouro como Padrão de Conduta

O alicerce da coerência cristã está em Mateus 7:12: "Tudo quanto quereis que os homens vos façam, fazei-lho vós também". Viver com integridade significa tratar o outro com a mesma dignidade, paciência e honestidade que desejamos receber [1]. 

2. O Próximo sem Fronteiras (A Lição do Bom Samaritano)

JESUS expandiu o conceito de "próximo" na Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37). Amar o próximo exige romper barreiras de preconceito, religião ou status social. A coerência bíblica se prova quando ajudamos quem não pode nos retribuir ou quem é diferente de nós [1]. 

3. Amor em Ações e Verdade

A Bíblia enfatiza que o amor não deve ser apenas teórico. 1 João 3:18 exorta: "não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade". Em termos práticos para 2026, isso envolve: 

  • Generosidade: Compartilhar recursos com os necessitados.
  • Empatia: Ouvir ativamente e apoiar aqueles em sofrimento emocional.
  • Ética Social: Agir com justiça em todas as esferas da vida pública e privada. 

4. O Mandamento do Perdão

Não há coerência no amor sem o exercício do perdão. Conforme Colossenses 3:13, devemos suportar uns aos outros e perdoar as queixas, assim como o Senhor nos perdoou. O amor ao próximo exige a disposição de restaurar relacionamentos quebrados [1]. 

5. O Amor como Evidência de Fé

Para o cristianismo, o amor ao próximo é o maior sinal de comunhão com DEUS. 1 João 4:20 afirma que é impossível dizer que ama a DEUS, a quem não vê, se não amar o irmão, a quem vê. Portanto, a coerência espiritual é medida pela qualidade dos nossos relacionamentos interpessoais. 

 

1.3. A TRANSFORMAÇÃO PELO ESPÍRITO SANTO 

Os princípios bíblicos para um viver coerente, com foco na transformação pelo ESPÍRITO SANTO, baseiam-se em Romanos 12:1-2 e Gálatas 5:22-25. O ESPÍRITO SANTO renova a menteguia o crente, convence do pecado e produz o Fruto do ESPÍRITO com suas 9 qualidades ou atributos, ou aspectos, capacitando uma vida que reflete o caráter de CRISTO. 

Princípios Bíblicos para a Coerência de Vida

  • Renovação da Mente (Romanos 12:2): A coerência de vida começa internamente. O ESPÍRITO SANTO remodela a maneira como pensamos e vemos o mundo, alinhando nossos pensamentos com os caminhos de DEUS. Isso nos impede de nos conformarmos com os padrões deste mundo e nos permite discernir a vontade de DEUS.
  • Andar na Direção do ESPÍRITO (Gálatas 5:25): Viver uma vida coerente significa ser dócil às inspirações divinas, movendo-se sob a direção do ESPÍRITO SANTO, não apenas em momentos específicos, mas constantemente.
  • Convencimento do Pecado (João 16:8; 1.4.3): O ESPÍRITO SANTO atua em nossos corações, fazendo-nos perceber áreas que precisam de mudança e nos encorajando ao arrependimento. Esse processo é vital para nos afastarmos de comportamentos que não refletem a vontade de DEUS.
  • Produção do Fruto do ESPÍRITO (Gálatas 5:22-23): A evidência visível de uma vida transformada é a manifestação do Fruto do ESPÍRITO, que inclui amor, alegria, paz, fé, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Essas qualidades demonstram a presença do ESPÍRITO SANTO e capacitam o crente a impactar positivamente os outros. O amor é o fundamento do fruto, é o que impulsiona as outras qualidades fornecidas pelo ESPÍRITO SANTO no interior do crente.
  • Santificação Contínua: A transformação é um processo contínuo de crescimento espiritual e amadurecimento, à medida que buscamos a santidade, renunciamos ao pecado e nos aproximamos de DEUS pelo poder do ESPÍRITO SANTO. Quanto mais nos deixarmos ser dominados pelo ESPÍRITO SANTO, mais Ele nos guiará às coisas do alto.
  • Orientação e Fortalecimento: O ESPÍRITO SANTO nos ajuda nas orações e na intercessão por nós junto ao PAI (Rm 8.26) guia o crente em suas decisões, oferece conforto nas aflições e força para superar desafios, permitindo que o cristão permaneça no caminho de JESUS. 

Práticas para Cultivar a Transformação

  • Leitura e Estudo da Bíblia: A Palavra de DEUS nos fala e nos dirige, e o ESPÍRITO ilumina nossa mente e coração para a compreensão e aplicação da verdade.
  • Oração e Comunhão com DEUS: A oração é uma forma de cultivar nosso relacionamento com DEUS, tornando-nos mais sensíveis à voz do ESPÍRITO SANTO. A oração em línguas nos edifica e fortalece, bem como, nos dá capacitações sobrenaturais, ou seja, dons do ESPÍRITO SANTO.
  • Testemunho de Vida: Uma vida coerente envolve o compartilhamento do Evangelho por meio de palavras e, principalmente, por uma vida que reflete o Senhorio de JESUS CRISTO. 

Em resumo, a transformação pelo ESPÍRITO SANTO é um processo que nos permite viver de forma coerente, onde nossa conduta externa reflete nossa fé interna, impulsionada pelo poder e orientação divinos. 

 

2- O PADRÃO BÍBLICO PARA A VIDA

O padrão bíblico para a vida foca em glorificar a DEUS, vivendo uma vida de retidão e amor, refletindo o caráter de CRISTO em todas as áreas, buscando em primeiro lugar o Reino de DEUS e Sua justiça, e seguindo os ensinamentos e mandamentos de JESUS como um guia atemporal para as decisões diárias, manifestando um caráter íntegro ("Sim, sim; Não, não"). 

Princípios Fundamentais:

  • Propósito: Glorificar a DEUS, o Criador, e refletir Seu caráter e amor.
  • Prioridade: Buscar em primeiro lugar o Reino de DEUS e Sua justiça, estabelecendo prioridades claras (Mateus 6:33).
  • Caráter: Ser feito à imagem de DEUS e buscar a restauração dessa imagem, vivendo com integridade e verdade (Sim/Não).
  • Obediência e Amor: Conhecer a DEUS e assemelhar-se a JESUS CRISTO através de uma obediência amorosa.
  • Atitude: Viver a Palavra de DEUS consistentemente, tanto dentro quanto fora da igreja, sendo testemunha viva. 

Como Aplicar:

  • Conhecimento: Estudar as Escrituras para entender os princípios de DEUS.
  • Decisão: Fazer escolhas que honrem a DEUS, confrontando filosofias e culturas que se desviam da Palavra.
  • Prática: Aplicar os ensinamentos de CRISTO em família, trabalho, relacionamentos e vida comunitária, sendo um reflexo vivo de Sua mensagem. 

Em essência, o padrão bíblico é um chamado para viver em conformidade com a vontade de DEUS, expressa em JESUS, buscando uma vida justa, amorosa e com propósito eterno. 

 

2.1. CULTIVANDO UM CARÁTER PURO 

O padrão bíblico para uma vida santa baseia-se no conceito de santificação, que é o processo contínuo de separar-se do pecado e dedicar-se a DEUS. 

Para cultivar um caráter puro, os seguintes pilares são fundamentais:

1. Renovação da Mente

A pureza começa no pensamento. O apóstolo Paulo orienta a focar em coisas que são verdadeiras, nobres, corretas, puras, amáveis e de boa fama (Filipenses 4:8). A transformação do caráter ocorre pela renovação da mente, abandonando os padrões mundanos (Romanos 12:2). 

² Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Colossenses 3:2

¹ Portanto, se já ressuscitastes com CRISTO, buscai as coisas que são de cima, onde CRISTO está assentado à destra de DEUS. Colossenses 3:1

⁵ Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o ESPÍRITO para as coisas do ESPÍRITO. Romanos 8:5

2. Integridade no Agir 

Viver com integridade significa manter os mesmos princípios morais em público e no particular. O Salmo 15 descreve o cidadão do céu como aquele que "vive com integridade, pratica a justiça e fala a verdade no coração" (Salmo 15:2). 

3. Fuga da Imoralidade

A Bíblia é enfática ao dizer "fugi da imoralidade" (1 Coríntios 6:18). Cultivar um caráter puro exige estabelecer limites claros (as "cercas de proteção") sobre o que se vê, ouve e consome, especialmente no ambiente digital.

4. O Fruto do ESPÍRITO

O caráter puro não é fruto de esforço puramente humano, mas da habitação do ESPÍRITO SANTO. O domínio próprio, a bondade e a fidelidade são evidências dessa transformação interna (Gálatas 5:22-23). 

Práticas diárias para cultivar a pureza:

  • Oração de Sondagem: Peça como Davi: "Cria em mim, ó DEUS, um coração puro" (Salmo 51:10).
  • Estudo da Palavra: Guardar a Palavra no coração para não pecar (Salmo 119:11).
  • Prestação de Contas: Ter mentores ou amigos cristãos para caminhar em transparência. 
  • O padrão é sempre a Bíblia. A palavra imutável de DEUS.

 

2.2. RESISTINDO ÀS TENTAÇÕES 

O padrão bíblico para resistir às tentações baseia-se na dependência de DEUS, no jejum, no conhecimento das Escrituras e na vigilância constante. 

Abaixo, os pilares fundamentais para vencer esse desafio:

1. O Exemplo de JESUS (A Palavra como Defesa)

O modelo principal está em Mateus 4:1-11. JESUS resistiu ao diabo no deserto utilizando a frase: "Está escrito". 

  • Ação: O cristão deve conhecer e aplicar as promessas e mandamentos da Bíblia para confrontar mentiras e impulsos.

2. Reconhecer a Natureza da Tentação

A Bíblia ensina que a tentação em si não é pecado, mas o consentimento a ela sim. 

  • Tiago 1:14-15: Explica que a tentação nasce dos próprios desejos humanos que, se alimentados, geram o pecado (Tg 1.15).
  • 1 Coríntios 10:13: Oferece a promessa de que DEUS não permite tentações maiores do que podemos suportar e sempre providencia um "livramento" ou escape. 

3. Estratégias Práticas de Resistência

  • Vigiar e Orar: JESUS instruiu em Mateus 26:41: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca".
  • Fugir da Aparência do Mal: Em alguns casos, a resistência não é encarar, mas afastar-se fisicamente da situação, como fez José no Egito (Gênesis 39:12).
  • Sujeição e Resistência: Tiago 4:7 estabelece uma ordem: "Sujeitai-vos, pois, a DEUS, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós". A resistência só é eficaz quando há submissão prévia a DEUS. 

4. A Armadura de DEUS

Para a batalha espiritual diária, o padrão bíblico em Efésios 6:10-18 descreve a armadura necessária: 

  • Cinto da Verdade: Integridade.
  • Couraça da Justiça: Proteção do coração e das emoções.
  • Escudo da Fé: Para apagar os "dardos inflamados" (pensamentos negativos/tentações).
  • Espada do ESPÍRITO: Que é a própria Palavra de DEUS. 

5. Jejum

O jejum na luta espiritual é uma prática de abstinência de alimentos com foco na fé, usado para fortalecer o espírito, mortificar a carne, aumentar a sensibilidade a DEUS e potencializar orações, servindo como uma arma poderosa para vencer batalhas espirituais e buscar a vontade divina, não como um fim em si, mas como um meio para uma conexão mais profunda com DEUS e o alinhamento com Seus propósitos, substituindo o tempo das refeições por oração e leitura da Palavra. 

Versículos-chave sobre jejum e oração incluem Marcos 9:29, onde JESUS diz que "essa espécie" (de demônios) só sai com oração e jejum, e Mateus 6:16-18, que ensina a jejuar com discrição para DEUS, não para os homens. Outros versículos importantes são em Atos dos Apóstolos, onde a Igreja ora e jejua antes de decisões importantes e Pedro é liberto da prisão. Joel 2:12-13 chama ao arrependimento com jejum, pranto e retorno ao Senhor. 

Conclusão

No padrão bíblico, a vitória sobre a tentação não depende da força de vontade humana isolada, mas da renovação da mente (Romanos 12:2) e da busca pelo auxílio do ESPÍRITO SANTO. 

 

2.3. CULTIVANDO O AMOR FRATERNAL 

O padrão bíblico para o amor fraternal (do grego philadelphia) foca na construção de relacionamentos baseados no sacrifício, no perdão e na unidade espiritual.

Para cultivar esse padrão os princípios fundamentais descritos nas Escrituras são:

1. A Base: O Mandamento de CRISTO

O padrão não é apenas "gostar" do próximo, mas amar como JESUS amou. Em João 13:34, Ele estabelece a medida: um amor sacrificial que coloca a necessidade do outro acima das próprias preferências.

2. Características do Amor Fraternal

Segundo a Bíblia, cultivar esse amor exige atitudes práticas:

  • Preferir o outro: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Romanos 12:10).
  • Suportar e Perdoar: A convivência exige paciência com as imperfeições alheias, perdoando assim como DEUS nos perdoou (Colossenses 3:13).
  • Serviço Prático: O amor não deve ser apenas em palavras, mas em ação e verdade (1 João 3:18). 

3. Como Cultivar no Cotidiano

  • Oração Intercessória: Orar uns pelos outros fortalece os laços espirituais e diminui ressentimentos.
  • Hospitalidade: Abrir a casa e a vida para o próximo sem murmuração (1 Pedro 4:9).
  • Comunhão (Koinonia): Manter a frequência nos encontros e no compartilhamento da vida cristã (Hebreus 10:24-25). 

4. O Objetivo Final

O cultivo do amor fraternal serve como o maior testemunho do Evangelho. JESUS afirmou que o mundo reconheceria Seus discípulos não pela doutrina técnica, mas pelo amor que demonstram uns pelos outros (João 13:35). 

 

3- A VIDA CRISTÃ

3.1. A VIDA EM PAZ COM TODOS 

A vida cristã em paz com todos, baseada em passagens como Hebreus 12:14, é um chamado para buscar ativamente a harmonia, a santificação e a graça de DEUS, evitando amarguras e contaminações espirituais, focando na reconciliação e na pureza, não como passividade, mas como um esforço para viver em retidão e amor ao próximo, seguindo o exemplo de CRISTO para não se afastar da comunhão divina. 

Princípios Fundamentais:

1.    Buscar a Paz (Hebreus 12:14): Não apenas evitar conflitos, mas ativamente procurar a reconciliação e o bem-estar com todos, mesmo diante das dificuldades.

2.    Viver em Santificação: Buscar a pureza e a santidade, pois sem isso, ninguém verá o Senhor, como indica Hebreus 12:14.

3.    Cuidar da Graça de DEUS: Vigiar para que ninguém se afaste da graça divina, que é a fonte de nossa salvação e força – JESUS CRISTO.

4.    Evitar a Amargura: Ficar atento para que nenhuma raiz de amargura, que causa perturbação e contamina muitos, se desenvolva em seu coração, conforme Hebreus 12:15.

5.    Ser Gentil e Perdoador: Inspirar-se na mensagem de Filipenses 4:7 para ter a paz de DEUS guardando o coração e a mente. 

Como Praticar:

  • Reconciliação: Fazer sua parte para resolver desavenças e buscar o perdão.
  • Observar os Pecados: Vigiar contra negligências e pecados sexuais ou mundanos, como exemplificado por Esaú, que vendeu sua herança por um prato de comida, conforme Hebreus 12:16-17.
  • Olhar para JESUS: Manter o foco em JESUS, autor e consumador da fé, que suportou a cruz, como ensina Hebreus 12:2. 

Em resumo, viver em paz com todos é um chamado ativo à santidade e ao amor, mantendo o coração puro e a vida voltada para DEUS, sempre buscando a harmonia com o próximo. 

 

3.2. A VIDA VITORIOSA

Uma vida vitoriosa em CRISTO é viver na força e na graça de JESUS, sendo mais que vencedor, não por mérito próprio, mas por meio da fé, dependência de DEUS, e obediência ao ESPÍRITO SANTO para superar o pecado e as adversidades, focando nas coisas do alto e perseverando na fé, não em conquistas materiais. É uma jornada de transformação onde a vitória é uma dádiva já garantida por CRISTO, e o crente vive com propósito, autoridade espiritual e em comunhão com outros fiéis.  

Princípios Fundamentais:

  • Identidade em CRISTO: 

Você já é um vencedor porque está em CRISTO, e a vitória é uma dádiva, não algo a ser conquistado por você mesmo. 

  • Dependência de DEUS: 

Confie em JESUS para cada passo e desejo, em vez de tentar por suas próprias forças. 

  • Submissão ao ESPÍRITO SANTO: 

Lute contra os desejos da carne e se submeta à voz do ESPÍRITO SANTO para viver em santidade. 

  • Foco nas Coisas do Alto: 

Mantenha seus olhos nas coisas celestiais, não nas terrestres, seguindo o exemplo de JESUS. 

  • Autoridade Espiritual: 

Em CRISTO, você tem autoridade para resistir ao inimigo e às adversidades. 

  • Propósito: 

Tenha um propósito claro, deixando para trás o que impede seu avanço, como fez o Apóstolo Paulo. 

  • Comunhão: 

Compartilhe suas fraquezas e esperanças com outros cristãos, crescendo e sendo encorajado mutuamente. 

  • Fé Inabalável: 

Uma fé que cresce e crê nas promessas de DEUS é essencial para viver essa vitória. 

  • Não Condenação: 

Estar em CRISTO significa que não há condenação, permitindo viver livre para amar e servir. 

Como Viver Isso:

1.    Aproprie-se da sua identidade: Declare quem você é em CRISTO, mais que vencedor. 

2.    Ore e medite: Peça a direção de DEUS e medite em Sua Palavra. 

3.    Resista ao pecado: Lute contra as tentações com a ajuda do ESPÍRITO SANTO. 

4.    Busque as coisas do céu: Foque na eternidade e no Reino de DEUS. 

5.    Viva em comunhão: Permita que outros cristãos o encorajem e você os encoraje. 

6.    Confie na obra de JESUS: Entenda que a vitória já foi alcançada por Ele. 

Uma vida vitoriosa em CRISTO não é ausência de lutas, mas a certeza da vitória nelas, através da presença e poder de JESUS em você. 

 

3.3. A VIDA DE ADORADOR

A vida cristã de adorador é um estilo de vida que transcende o momento de louvor, focando em reconhecer a grandeza de DEUS em todas as áreas, através de uma entrega total, sinceridade (em espírito e verdade), obediência, gratidão e busca por comunhão diária com Ele, refletindo Seu caráter e vivendo para Sua glória em cada atitude e decisão. Não se trata apenas de música, mas de uma entrega integral do coração e da vida a DEUS, como exemplificado por figuras bíblicas como Davi. 

Características da Vida de um Adorador:

  • Adoração em ESPÍRITO e Verdade: Sinceridade e autenticidade no coração, reconhecendo a santidade e soberania de DEUS (João 4:23-24).
  • Estilo de Vida Integral: Viver em integridade e justiça, com um coração indiviso para DEUS, em todas as áreas da vida, não apenas em cultos.
  • Foco em DEUS (Cristocêntrico): Tudo é para a glória de DEUS, não para si mesmo, com gratidão pelo que Ele é e fez, especialmente a obra redentora de JESUS.
  • Busca por Comunhão: Um relacionamento diário e profundo com DEUS, buscando conhecê-Lo e ser moldado por Seu ESPÍRITO (Efésios 5:18).
  • Obediência e Serviço: Fazer o que Ele manda com excelência, servindo aos outros como forma de adoração.
  • Dependência e Rendição: Confiar, descansar e render-se a DEUS em todas as situações, reconhecendo que Ele é bom e soberano.
  • Gratidão: A base do louvor e adoração, vinda do coração, não apenas de belas vozes. 

Como Cultivar essa Vida:

  • Cultivar a Intimidade: Orar, meditar e passar tempo com DEUS.
  • Examinar o Coração: Verificar se há gratidão e se as atitudes agradam a DEUS.
  • Viver na Plenitude do ESPÍRITO: Ser guiado e direcionado por Ele.
  • Abraçar a Humilhação: Como Davi, humilhar-se diante do Rei dos Reis.
  • Adorar em Todas as Circunstâncias: Manter o coração adorador mesmo em meio às lutas. 

Em essência, ser um adorador é viver para DEUS, com um coração que O honra e O reconhece como centro de tudo, transformando cada dia em um ato de adoração. 

 

CONCLUSÃO

A lição apresenta um viver de forma cristã coerente que exige amor a DEUS e ao próximo, obediência, humildade, justiça, misericórdia e honestidade, refletindo o caráter de CRISTO em todas as áreas da vida. O estudo da Palavra, o jejum, a oração, a comunhão e testemunho são práticas diárias essenciais para fortalecer a fé e alinhar atitudes aos valores do Reino de DEUS. O padrão bíblico orienta a busca pela santificação, resistência às tentações e cultivo de um caráter puro, sempre colocando DEUS em primeiro lugar. O amor fraternal, o perdão e a unidade espiritual são fundamentais para relacionamentos saudáveis e para o testemunho cristão. Viver em paz com todos, perseverar diante das adversidades e adorar a DEUS com sinceridade e entrega são marcas de uma vida vitoriosa. Por fim, a transformação pelo ESPÍRITO SANTO é contínua, capacitando o cristão a viver com propósito, integridade e comunhão, glorificando a DEUS em cada aspecto da existência.

 

 

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ESTUDOS BEP - CPAD

 

4.5 PERTO ESTÁ O SENHOR. Devemos crer que o Senhor poderá voltar a qualquer momento. A perspectiva do NT é de que a volta de JESUS é iminente (ver Lc 12.35-40); logo, devemos estar prontos, trabalhando e vigiando em todo tempo (Mt 24.36; 25.1-13; Rm 13.12-14).

4.6 NÃO ESTEJAIS INQUIETOS POR COISA ALGUMA. O melhor remédio para a preocupação é a oração, e isto pelas seguintes razões: (1) Mediante a oração, renovamos nossa confiança na fidelidade do Senhor, ao lançarmos nossas ansiedades e problemas sobre aquEle que tem cuidado de nós (Mt 6.25-34; 1 Pe 5.7). (2) A paz de DEUS vem guardar nossos corações e mentes, como resultado da nossa comunhão com CRISTO JESUS (vv. 6,7; Is 26.3; Cl 3.15). (3) DEUS nos fortalece, para fazermos todas as coisas que Ele quer que façamos (v. 13; 3.20; Ef 3.16). (4) Recebemos misericórdia, graça e ajuda em tempos de necessidade (Hb 4.16). (5) Temos certeza de que todas as coisas que DEUS permite que nos aconteçam concorrerão para o nosso bem (ver v. 11; Rm 8.28).

4.7 A PAZ DE DEUS GUARDARÁ OS VOSSOS CORAÇÕES. Quando invocamos a DEUS, com um coração posto em CRISTO e na sua Palavra (Jo 15.7), a paz de DEUS transborda em nossa alma aflita. (1) Essa paz consiste em uma tranquilidade interior, que o ESPÍRITO SANTO nos transmite (Rm 8.15,16). Envolve uma firme convicção de que JESUS está perto, e que o amor de DEUS estará ativo em nossa vida continuamente. (Rm 8.28,32; cf. Is 26.3). (2) Quando colocamos diante de DEUS, em oração, as nossas inquietações, essa paz ficará como guarda à porta de nosso coração e de nossa mente, para impedir que os cuidados e angústias perturbem-nos a vida e a esperança em CRISTO (v. 6; Is 26.3,4,12; 37.1-7; Rm 8.35-39; 1 Pe 5.7). (3) Se o medo e a ansiedade retornarem, novamente a oração, a súplica e a ação de graças nos trarão a paz de DEUS que guarda os nossos corações. Voltaremos a sentir segurança, e nos regozijaremos no Senhor (v. 4)

4.8 TUDO O QUE É PURO. O crente deve fixar sua mente nas coisas verdadeiras, puras, justas, santas, etc. Que essa é uma condição prévia para experimentarmos a paz de DEUS e o livramento da ansiedade, fica claro no versículo 9. Se assim fizermos, "o DEUS de paz será convosco". O resultado de fixar nossas mentes nas coisas do mundo será a perda da alegria, da presença íntima e da paz de DEUS e, nossos corações sem proteção.

 

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Várias Exortações - Filipenses 4:1-9

O apóstolo inicia o capítulo com exortações sobre alguns deveres cristãos.

I

 Para que permaneçam firmes na profissão cristã (v. 1). Infere-se isso da conclusão do capítulo anterior: Portanto, estai firmes etc. Sabendo que a nossa cidade está nos céus e que esperamos que o Salvador venha de lá e nos busque, portanto, estejamos firmes. Observe: A esperança e perspectiva confiante da vida eterna deveriam motivar-nos a estar firmes, constantes e resolutos em nossa caminhada cristã. Observe aqui:

1. As saudações são muito afetuosas: “...meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa”; e novamente: “...amados”. Assim ele expressa a satisfação que sentia por eles e a bondade que tinha por eles, para transmitir suas exortações com tanto carinho. Ele os tinha como irmãos, embora fosse um grande apóstolo. Todos nós somos irmãos (veja Mt 23.8). Existe diferença entre dons, graças e realizações, no entanto, sendo renovados pelo mesmo ESPÍRITO, conforme a mesma imagem, somos irmãos; como filhos dos mesmos pais, embora diferentes em idade, estatura e aparência. Pelo fato de serem irmãos: (1) Ele os amava, e os amava muito: amados e mui queridos; e novamente: amados. A afeição cordial deve ser o sentimento entre ministros e cristãos. O amor fraternal sempre deve vir junto com o relacionamento fraternal. (2) Ele os amava e tinha saudades deles; ele ansiava vê-los, ouvir deles e desejava o bem-estar deles. “...DEUS me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de JESUS CRISTO” (Fp 1.8). (3) Ele os amava e se regozijava neles. Eles eram sua alegria; ele não tinha alegria maior do que ouvir acerca da saúde e prosperidade espiritual deles. “Muito me alegro por achar que alguns de teus filhos andam na verdade” (2 Jo 4; 3 Jo 4). (4) Ele os amava e se gloriava neles. Eles eram sua coroa e sua alegria. Paulo estava muito orgulhoso e satisfeito com as evidências da sinceridade da fé e obediência deles. Tudo isso era para preparar o caminho para um respeito ainda maior.
2. A exortação em si: “...estai assim firmes no Senhor”. Por estarem em CRISTO, eles precisam estar firmes nele, ser constantes e resolutos na caminhada com Ele, e íntimos dele e firmes até o fim. Ou, estai firmes no Senhor significa estar firmes na sua força e dependentes da sua graça, não confiando em nós mesmos e dispostos a renunciar a qualquer suficiência da nossa parte. Devemos fortalecer-nos “...no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10). “Portanto, estejam firmes, como têm feito até aqui; estejam firmes até o fim, porque vocês são meus amados e minha alegria e coroa. Estejam firmes, como aqueles em cujo bem-estar e perseverança estou tão intimamente interessado.”
II
 Ele os exorta à unanimidade e ajuda mútua (vv. 2,3): “Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor”. Isso é dirigido a algumas pessoas específicas. Às vezes, existe a necessidade de aplicar os preceitos gerais do evangelho a pessoas e casos particulares. Parece que Evódia e Síntique tinham uma divergência entre si ou com a igreja; é possível que isso tenha ocorrido em virtude de um motivo civil (pode ser que estivessem envolvidos em um processo judicial) ou por causa de um motivo religioso – é possível que tivessem opiniões ou sentimentos diferentes. “Rogo”, diz ele, “que tenham o mesmo sentimento no Senhor, para manter a paz e viver em amor, que tenham o mesmo sentimento uma com a outra, não contrariando e contestando, e que tenham o mesmo sentimento com o restante da igreja, não agindo de forma hostil com eles”. Então, ele exorta à ajuda mútua (v. 3), e essa exortação ele dirige a pessoas específicas: “E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro”. Não se sabe quem é essa pessoa que ele chama de verdadeiro companheiro. Alguns pensam ser Epafrodito, que parece ter sido um dos pastores da igreja dos filipenses. Outros acreditam que era alguma senhora bondosa, talvez a esposa de Paulo, porque ele exorta seu verdadeiro companheiro a que “...ajudes essas mulheres que trabalharam comigo”. Quem quer que tenha sido o verdadeiro companheiro do apóstolo, essa pessoa também precisa ser um verdadeiro companheiro dos seus amigos. Parece que havia mulheres que trabalhavam com Paulo no evangelho; não no ministério público (porque o apóstolo proíbe expressamente isso: “Não permito, porém, que a mulher ensine”, 1 Tm 2.12), mas em acolher os ministros, visitar os doentes, instruir os não-instruídos e convencer os que estavam errados. Dessa forma, as mulheres podem ser úteis aos ministros na obra do evangelho. Agora, diz o apóstolo, ajuda essas mulheres. Aqueles que ajudam os outros devem ser ajudados quando necessário. “Ajudem-nas, isto é, unam-se a elas, fortaleçam suas mãos, animem-nas em suas dificuldades”. “...com Clemente, e com os outros cooperadores”. Paulo amava todos os seus cooperadores; e, como tinha experimentado o benefício da ajuda deles, deixa claro que eles também sentiriam o conforto de ter a ajuda de outros. Ele diz o seguinte a respeito dos seus cooperadores: “...cujos nomes estão no livro da vida”; ou, então, eles eram escolhidos de DEUS desde a eternidade, ou registrados e inscritos na corporação e sociedade a quem o privilégio da vida eterna pertence, aludindo aos costumes entre os judeus e gentios de registrar os habitantes ou os homens livres da cidade. Assim lemos que os nomes deles estão escritos nos céus (Lc 10.20), e que o Senhor não riscará os seus nomes do livro da vida (Ap 3.5), e que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro (Ap 21.27). Observe: Existe, de fato, um livro da vida; há nomes nesse livro e não somente figuras e condições. Não podemos examinar aquele livro ou conhecer os nomes que estão escritos lá; mas podemos concluir que aqueles que trabalharam no evangelho, e são fiéis aos interesses de CRISTO e das almas, têm seus nomes escritos no livro da vida.
III
 Ele exorta à alegria e ao deleite santo em DEUS: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (v. 4). Toda nossa alegria deve culminar em DEUS; e nossos pensamentos de DEUS devem ser pensamentos agradáveis. “...multiplicando-se dentro de mim os meus cuidados (pensamentos dolorosos e aflitivos), as tuas consolações reanimaram a minha alma” (Sl 94.19), e a “...minha meditação a seu respeito será suave” (Sl 104.34). Observe: É nosso dever e privilégio regozijar-nos em DEUS e regozijar-nos nele sempre; em todos os momentos e em todas as condições; mesmo quando sofremos por Ele ou somos afligidos por Ele. Não devemos pensar o pior dele por causa dos sofrimentos que passamos no seu serviço. Há bastante em DEUS para nos suprir de alegria nas piores circunstâncias na terra. Ele havia dito isso antes (Fp 3.1): “Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor”. Aqui ele repete o que havia dito anteriormente: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos”. A alegria em DEUS é um dever de grande consequência na vida cristã; e os cristãos precisam ser relembrados disso. Se pessoas íntegras não vivem em constante festa, o problema é com elas.
IV
Somos exortados a ser sinceros e bondosos e a ter equilíbrio espiritual em relação aos nossos irmãos: “Seja a vossa equidade notória a todos os homens” (v. 5). “Em situações neutras, não corram para os extremos; evitem a intolerância e a animosidade; sejam caridosos uns com os outros”. A palavra to epieikes significa uma boa disposição em relação a outros homens; e essa moderação é explicada (Rm 14). Alguns entendem tratar-se de suportar com paciência as aflições ou do desfrutar sóbrio de bens materiais; e assim há uma concordância com o versículo seguinte. A justificação é: “Perto está o Senhor”. A consideração da vinda próxima do nosso Mestre, e a nossa prestação de contas final, deveria guardar-nos de atacar nossos irmãos em CRISTO, animar-nos nos sofrimentos presentes e moderar nossa paixão em relação às coisas exteriores. “Ele tomará vingança contra seus inimigos e recompensará sua paciência”.
V
 Advertência contra preocupações desconcertantes e inquietadoras (v. 6): “Não estejais inquietos por coisa alguma” – meden merimnate. Este mesmo pensamento é encontrado em Mateus 6.25: “...não andeis cuidadosos quanto à vossa vida”; isto é, evitai a inquietação ansiosa e pensamentos perturbadores nas necessidades e dificuldades da vida. Observe: O dever e interesse dos cristãos é viver sem ansiedade e preocupação. Existe uma inquietação diligente que é nosso dever, e ela consiste em uma prevenção sábia e uma preocupação devida; mas existe uma inquietação desconfiada e receosa que se torna pecado e insensatez, e que somente desconcerta e distrai a mente. “Não estejais inquietos por coisa alguma, para que em vossa inquietude não desconfieis de DEUS e vos torneis desqualificados para o seu serviço”.
VI
 Como um antídoto soberano contra a inquietação desconcertante ele recomenda a oração constante: “...antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de DEUS, pela oração e súplicas, com ação de graças”. Observe: 1. Devemos não somente manter períodos de oração fixos, mas orar em cada situação crítica que aparece: “...em tudo... pela oração”. Quando alguma coisa oprime o nosso espírito, devemos aliviar ou tranquilizar a nossa mente pela oração; quando nossos afazeres estão confusos ou complicados, precisamos buscar direção e apoio. 2. Devemos acrescentar ações de graças às nossas orações e súplicas. Não devemos buscar apenas posses e bens, mas ter um suprimento de misericórdia em nossa vida. O reconhecimento agradecido daquilo que temos indica uma disposição mental correta e será decisivo para bênçãos posteriores. 3. Orar significa oferecer nossos desejos a DEUS e fazê-los conhecidos a Ele: “...as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de DEUS”. Não que seja necessário para DEUS que contemos as nossas necessidades ou desejos a Ele, porque Ele as conhece melhor do que nós: mas Ele deseja ouvi-los da nossa boca; dessa forma, mostramos nossa preocupação e interesse e expressamos nossa estima pela misericórdia dele e mostramos a nossa dependência dele. 4. O efeito disso será que a “...paz de DEUS... guardará os vossos corações” (v. 7). A paz de DEUS, isto é, a percepção confortável da nossa reconciliação com DEUS, o benefício do seu favor, o favor da bem-aventurança celestial e o desfrutar de DEUS na vida futura, “...que excede todo o entendimento”, é um bem maior que não pode ser suficientemente valorizado e devidamente expressado. “Não subiu ao coração do homem” (1 Co 2.9). Essa paz guardará os nossos corações e os nossos sentimentos em CRISTO JESUS; ela nos guardará de pecar nas dificuldades e de afundar diante delas. Essa paz nos manterá calmos e serenos, sem aflição e com uma satisfação interior. “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti” (Is 26.3).
VII
 Somos exortados a receber e manter um bom nome, um nome para coisas boas com DEUS e com pessoas de bem: “...tudo o que é verdadeiro e honesto” (v. 8), uma consideração pela verdade em nossas palavras e obrigações, e pela decência e conveniência em nosso comportamento, apropriados às nossas circunstâncias e condição de vida. Tudo o que é justo e puro – de acordo com as regras de justiça e retidão em todos os nossos procedimentos com as pessoas, e sem a impureza ou mistura de pecado. Tudo que é “...amável, tudo o que é de boa fama”, isto é, tudo que é afável; que nos tornará amáveis e bem considerados pelos outros. “...se há alguma virtude, e se há algum louvor” – qualquer coisa realmente virtuosa e digna de louvor. Observe: 1. O apóstolo queria que os cristãos aprendessem qualquer coisa que fosse boa dos seus vizinhos pagãos: “Se há alguma virtude, nisso pensai – imitai-os naquilo que é verdadeiramente excelente entre eles e não permitais que vos sobrepujem em qualquer instância de bondade”. Não deveríamos estar envergonhados em aprender alguma coisa boa de pessoas más, ou daqueles que não têm as nossas vantagens. 2. A virtude tem seu louvor, e continuará tendo. Deveríamos andar em todos os caminhos da virtude e permanecer nela; e, então, quer nosso louvor seja de homens ou não, ele procederá de DEUS (Rm 2.29).
Nessas coisas, ele se coloca como exemplo (v. 9): “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei”. Observe: A doutrina e a vida de Paulo eram uniformes. O que viam nele era a mesma coisa que ouviam dele. Ele podia propor o seu exemplo bem como a sua doutrina para serem imitados pelos filipenses. Aquilo que dizemos aos outros tem uma grande força quando podemos recorrer ao que viram em nós. E essa é a maneira de termos o DEUS de paz conosco – de ficarmos próximos de nosso dever para com Ele.
Comentário Bíblico Exaustivo - Antigo Testamento e Novo Testamento - Matthew Henry - Obra Completa - CPAD
 
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A REGENERAÇÃO DOS DISCÍPULOS – BEP - CPAD
Jo 20.22 “E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o ESPÍRITO SANTO. ”
A outorga do ESPÍRITO SANTO por JESUS aos seus discípulos no dia da ressurreição não foi o batismo no ESPÍRITO SANTO como ocorreu no dia de Pentecoste (At 1.5; 2.4). Era, realmente, a primeira vez que a presença regeneradora do ESPÍRITO SANTO e a nova vida do CRISTO ressurreto saturavam e permeavam os discípulos.
(1)            Durante a última reunião de JESUS com seus discípulos, antes da sua paixão e crucificação, Ele lhes prometeu que receberiam o ESPÍRITO SANTO, como aquele que os regeneraria: “habita convosco, e estará em vós” (14.17). JESUS agora cumpre aquela promessa.
(2)            Da frase, “assoprou sobre eles”, em 20.22, infere-se que se trata da sua regeneração. A palavra grega traduzida por “soprou” (emphusao) é o mesmo verbo usado na Septuaginta (a tradução grega do AT) em Gn 2.7, onde DEUS “soprou em seus narizes [de Adão] o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. É o mesmo verbo que se acha em Ez 37.9: “Assopra sobre estes mortos, para que vivam”. O uso que João faz deste verbo neste versículo indica que JESUS estava lhes outorgando o ESPÍRITO a fim de neles produzir nova vida e nova criação. Isto é, assim como DEUS soprou para dentro do homem físico o fôlego da vida, e o homem se tornou uma nova criatura (Gn 2.7), assim também, agora, JESUS soprou espiritualmente sobre os discípulos, e eles se tornaram novas criaturas. Mediante sua ressurreição, JESUS tornou-se em “espírito vivificante” (1Co 15.45).
(3)            O imperativo “Recebei o ESPÍRITO SANTO” estabelece o fato que o ESPÍRITO, naquele momento histórico, entrou de maneira inédita nos discípulos, para neles habitar. A forma verbal de “receber” está no aoristo imperativo (gr. lebete, do verbo lambano), que denota um ato único de recebimento. Este “recebimento” da vida pelo ESPÍRITO SANTO antecede a outorga da autoridade de JESUS para eles (Jo 20.23), bem como do batismo no ESPÍRITO SANTO, pouco depois, no dia de Pentecoste (At 2.4).
(4)            Antes dessa ocasião, os discípulos eram verdadeiros crentes em CRISTO, e seus seguidores, segundo os preceitos do antigo concerto. Porém, eles não eram plenamente regenerados no sentido da nova aliança. A partir de então os discípulos passaram a participar dos benefícios do novo concerto baseado na morte e ressurreição de JESUS (ver Mt 26.28; Lc 22.20; 1Co 11.25; Ef 2.15,16; Hb 9.15-17. Foi, também, nessa ocasião, e não no Pentecoste, que a igreja nasceu, i.e., uma nova ordem espiritual, assim como no princípio DEUS soprou sobre o homem até então inerte para de fato torná-lo criatura vivente na ordem material (Gn 2.7).
(5)            Este trecho é essencial para a compreensão do ministério do ESPÍRITO SANTO entre o povo de DEUS: (a) os discípulos receberam o ESPÍRITO SANTO (i.e., o ESPÍRITO SANTO passou a habitar neles e os regenerou) antes do dia de Pentecoste; e (b) o derramamento do ESPÍRITO SANTO em At 2.4. Isto seguiu-se à primeira experiência. O batismo no ESPÍRITO no dia do Pentecoste foi, portanto, uma segunda e distinta obra do ESPÍRITO neles.
(6)            Estas duas obras distintas do ESPÍRITO SANTO na vida dos discípulos de JESUS são normativas para todo cristão. Isto é, todos os autênticos crentes recebem o ESPÍRITO SANTO ao serem regenerados, e a seguir precisam experimentar o batismo no ESPÍRITO SANTO para receberem poder para serem suas testemunhas (At 1.5,8; 2.4; ver 2.39).
(7)            Não há qualquer fundamento bíblico para se dizer que a outorga por JESUS do ESPÍRITO SANTO em 20.22 era tão somente uma profecia simbólica da vinda do ESPÍRITO SANTO no Pentecoste. O uso do aoristo imperativo para “receber” (ver supra) denota o recebimento naquele momento e naquele lugar.
 
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A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE – BEP - CPAD
2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós PAI, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor
Todo-poderoso”.
O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva: (a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à justiça e à Palavra de DEUS; (b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.
(1)            No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2. O povo de DEUS deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8 notas; 24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).
(2)            No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e (a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4; (b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e (c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).
9.1-         Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de (a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9), (c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1 3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e (d) temor de DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação
(3)            Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS, (a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co
7.1)         ; (b) vivamos inteiramente para DEUS como nosso Senhor e PAI (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e (c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).
(4)            Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio DEUS nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom PAI deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).
(5)            O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16), da sua aceitação pelo PAI (6.17), e de seus direitos de FILHO (6.18; cf. Rm 8.15,16).
 
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O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO – BEP - CPAD
1Jo 2.15,16 “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do PAI não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do PAI, mas do mundo.”
A palavra “mundo” (gr. kosmos) frequentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de DEUS. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra DEUS, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de CRISTO. Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a DEUS, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra DEUS e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas.
(1)            Satanás (ver Mt 4.10) é o deus do presente sistema mundano (ver Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13).
(2)            Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a DEUS e ao seu povo (Jo 7.7; 15.18,19; 17.14; Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo (Jo 7.7).
(3)            O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (ver Jo 12.31); a igreja pertence exclusivamente a DEUS (Ef 5.23,24; Ap 21.2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo.
(4)            No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11). (a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm 12.2), não amar o
mundo (2.15), vencer o mundo (54), odiar a iniqüidade do mundo (ver Hb 1.9), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4). (b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com DEUS e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao PAI ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a DEUS e que se opõe a Ele (ver Lc 23.35). Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos; DEUS não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc.
(5)            De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a DEUS: (a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14). (b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por DEUS, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28). (c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância, orgulho e independência autossuficiente, que não reconhece DEUS como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).
(6)            O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (ver Mt 9.11; 2Co 6.14) deve reprovar abertamente o pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para CRISTO (Mc 16.15; Jd 22,23).
(7)            Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de DEUS dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).
(8)            O sistema deste mundo é temporário e será destruído por DEUS (Dn 2.34,35, 44; 2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10; Ap 18.2).
 
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REVISTA NA ÍNTEGRA – LIÇÃO 2, BETEL,  PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A VIDA DOS DISCÍPULOS DE CRISTO, 1º TRIMESTRE DE 2026
 
Escrita Lição 2, Betel,  Princípios bíblicos para a vida dos discípulos de CRISTO, 1Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 99991520454 (tel) Luiz Henrique de Almeida Silva
 
EBD | 1° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL | TEMA: OS DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO – Crescendo em maturidade espiritual e vivendo a missão até a eternidade com JESUS CRISTO | Escola Bíblica Dominical 
 
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UM VIVER COERENTE
1.1. Estudar a Palavra e meditar nela 
1.2. Amar o próximo 
1.3. A transformação pelo ESPÍRITO SANTO 
2- O PADRÃO BÍBLICO PARA A VIDA
2.1. Cultivando um caráter puro 
2.2. Resistindo às tentações 
2.3. Cultivando o amor fraternal 
3- A VIDA CRISTÃ
3.1. A vida em paz com todos 
3.2. A vida vitoriosa
3.3. A vida de adorador
 
TEXTO ÁUREO
“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens”, Colossenses 3.23.
 
VERDADE APLICADA
A vida do discípulo de CRISTO, em todas as áreas, é norteada pelos princípios bíblicos e pela indispensável ajuda do ESPÍRITO SANTO.
 
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Compreender como aplicar os princípios cristãos na vida diária.
Reconhecer a relevância dos padrões bíblicos na vida cotidiana.
Enfatizar que viver os valores cristãos conduz a um caminho de paz.
Reconhecer a relevância dos padrões bíblicos na vida cotidiana.
Enfatizar que viver os valores cristãos conduz a um caminho de paz.
 
TEXTOS DE REFERÊNCIA - FILIPENSES 4
5 Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de DEUS pela oração e súplica, com ação de graças.
7 E a paz de DEUS, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em CRISTO JESUS.
8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
9 O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o DEUS de paz será convosco.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | GI 2.20 CRISTO vive em nós.
TERÇA | Mt 5.16 Que os outros vejam CRISTO em nós.
QUARTA | Mt 22.39 Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
QUINTA | Rm 12.2 Uma vida transformada.
SEXTA | Hb 12.14 Seguindo a paz com todos.
SÁBADO | SI 95.6 A centralidade da adoração.
TERÇA | Mt 5.16 Que os outros vejam CRISTO em nós.
QUARTA | Mt 22.39 Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
QUINTA | Rm 12.2 Uma vida transformada.
SEXTA | Hb 12.14 Seguindo a paz com todos.
SÁBADO | SI 95.6 A centralidade da adoração.
HINOS SUGERIDOS: 10, 18, 116
 
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que sejamos fiéis aos princípios ensinados por JESUS.
 
PONTO DE PARTIDA: Os princípios cristãos contribuem para uma vida plena.
 
INTRODUÇÃO
Esta lição nos conduzirá na importante reflexão sobre o viver diário do discípulo de CRISTO. Veremos que precisamos recorrer às Escrituras, pois nelas encontramos os princípios que devem nortear todas as áreas da nossa vida. Precisamos também da ajuda do ESPÍRITO SANTO, pois não basta conhecer os princípios, é preciso aplicá-los no dia a dia para nossa contínua edificação e a Glória de DEUS.
 
1- PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UM VIVER COERENTE
Viver segundo os valores cristãos é um compromisso do discípulo de CRISTO, que deve aplicá-los no seu dia a dia de maneira a refletir o Caráter de JESUS. Isso se manifesta em ações como: praticar o amor ao próximo pelo serviço, manter uma vida de oração e estudo da Palavra para tomar decisões alinhadas à Vontade de DEUS e cultivar as virtudes do fruto do ESPÍRITO nos relacionamentos.
 
1.1. Estudar a Palavra e meditar nela 
A Bíblia é a revelação de DEUS e fonte de alimento necessário para o nosso crescimento espiritual (1Pe 2.2). Ler e estudar as Escrituras, meditando nelas, ajuda o discípulo a conhecer a Vontade de DEUS e a aplicá-la em sua vida diária. O salmista declarou que a Palavra é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho (Sl 119.105), isso significa que ela guia o crente em sua jornada de fé. Ao dedicar tempo para ler, refletir e aplicar as Escrituras, o crente se aproxima de DEUS, vive segundo os Seus princípios e reflete a CRISTO em suas atitudes.
 
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical – 4° Trimestre de 2017- Lição 11): “O estudo e a prática da Palavra sempre nos conduzirão a um melhor desempenho de nossa missão” (2Tm 2.15). A Bíblia deve ser o alimento da vida diária. Da mesma forma que o corpo não pode subsistir sem alimento, a alma também não pode viver sem a Palavra de DEUS (Jr 15.16; Mt 4.4; 1 Pe 2.2). Na leitura, meditação e no estudo da Palavra de DEUS encontramos as proteínas, vitaminas e a energia necessárias para nosso crescimento, amadurecimento espiritual e para a formação do caráter cristão (Hb 5.12-14). O bom apetite pela Bíblia é sinal de saúde espiritual”.
 
1.2. Amar o próximo 
Amar o próximo, conforme ensinado por JESUS em Mateus 22.39, é um princípio central da vida cristã, que reflete o coração de DEUS e a essência de uma nova vida em CRISTO. Na prática, isso significa demonstrar amor genuíno e altruísta por meio de ações concretas, como: oferecer ajuda a quem precisa, perdoar ofensas, ouvir com empatia ou compartilhar recursos com generosidade. Essas atitudes não se limitam a amigos e familiares, mas se estende a todos, testemunhando a Graça de DEUS no mundo (Lc 14.13,14).
 
Pastor Marcos Sant’Anna da Silva (Aperfeiçoamento Cristão: Propósito de DEUS para o discípulo de CRISTO. Editora Betel, 2018, p. 59): “Como membros do Corpo de CRISTO, temos que estar comprometidos com a responsabilidade de cuidar uns dos outros (1Co 12.25; Gl 5.13). Não é tarefa apenas dos que lideram ou fazem parte do ministério da igreja local, mas de todos que têm o ESPÍRITO SANTO. Assim, há edificação, crescimento e o Senhor DEUS é glorificado”.
 
1.3. A transformação pelo ESPÍRITO SANTO 
O crescimento espiritual não é um esforço apenas humano, mas uma Obra do ESPÍRITO SANTO, que transforma o discípulo à imagem de CRISTO. Permitir que o ESPÍRITO SANTO guie nossos pensamentos, decisões e ações é fundamental para nos submetermos a DEUS e seus princípios. Isso envolve reconhecer áreas de pecado e buscar a renovação da mente com os pensamentos de CRISTO (Rm 12.2). Paulo exorta os que antes estavam mortos em ofensas e pecados (Ef 2.1) e, agora, receberam vida pelo ESPÍRITO de DEUS, vida que também deve ser controlada pelo ESPÍRITO (Gl 5.25).
 
Donald Guthrie (Gálatas: Introdução e comentário. Vida Nova, 1.ª edição: 1984, pp. 181-182), comenta sobre Gálatas 5.25: “A vida no ESPÍRITO leva consigo responsabilidades inevitáveis. Há claramente na mente de Paulo uma distinção entre “viver” e “andar”, sendo que este último requer uma aplicação constante, ao passo que o primeiro expressa uma comunhão permanente. O crente cristão tem um tipo de vida diferente daqueles que estão sob o domínio da carne. Mas a aplicação prática desta nova vida não é automática. Requer alguma perseverança, assim como uma criança que está aprendendo a andar precisa de persistência. A metáfora é sugestiva, porque o mesmo ESPÍRITO que dá vida dá também forças e orientação no decurso da viagem da vida”.
 
EU ENSINEI QUE:
A Bíblia é a revelação de DEUS e fonte de sabedoria para o nosso crescimento espiritual.
 
2- O PADRÃO BÍBLICO PARA A VIDA
O padrão bíblico para a vida do discípulo de CRISTO é viver em santidade, amor e obediência à vontade de DEUS, conforme revelado nas Escrituras. O Profeta Miquéias nos exorta a praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com DEUS (Mq 6.8), revelando um padrão que envolve alinhar pensamentos, palavras e ações aos ensinamentos bíblicos. Na prática, isso significa cultivar um caráter marcado pelo Fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22,23), priorizando o amor ao próximo, a busca pela justiça e a demonstração da bondade em todas as esferas da vida, desde as decisões pessoais até as interações comunitárias. Tudo para glorificar a DEUS e cumprir o Seu propósito.
 
2.1. Cultivando um caráter puro 
Paulo advertiu Timóteo a se manter puro: “[…] conserva-te a ti mesmo puro”, 1 Tm 5.22. Na vida cristã, manter-se puro é essencial, porque DEUS não convive no meio da impureza (Hb 12.14). O Profeta Isaías ressalta que a impureza nos separa de DEUS (Is 59.2). Portanto, devemos nos afastar de tudo que nos contamina, perseverando em viver como discípulos dignos de ser templo santo para o culto a DEUS (2Co 7.1).
 
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical-4° Trimestre de 2017-Lição 14): “”E qualquer um que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo (1 Jo 3.3). Atentemos para os versículos anteriores: somos filhos de DEUS; seremos semelhantes a JESUS; temos uma esperança. O Apóstolo João está expondo sobre a Segunda Vinda de JESUS, mas não fica somente na teologia. Ele aponta para a conduta. Enfatiza as implicações práticas da bendita expectativa: “quando ele se manifestar”. Ele vai se manifestar, CRISTO virá (Hb 10.23). Por causa dessa esperança, o discípulo do Senhor “purifica-se a si mesmo”. Essa expressão no grego é hanzo, com o significado de ‘tornar puro, no sentido moral. Pode surgir a pergunta: ‘Como posso me purificar?”
 
2.2. Resistindo às tentações 
O ESPÍRITO SANTO capacita o cristão para resistir às tentações e ao pecado (1Co 10.13). Ter compromisso com a vigilância espiritual fortalece a fé e promove a maturidade espiritual. Paulo escreveu aos gálatas sobre os riscos da vida carnal, como: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, entre outras. Ele ressaltou ainda que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS (Gl 5.19-21). Diante de tamanha gravidade, devemos buscar nos encher do ESPÍRITO e viver em constante santificação.
 
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical 2º Trimestre de 2024 Lição 9): “Na verdade, precisamos não só afastar-nos do mal, mas abster-nos de toda aparência do mal (1Ts 5.22). Devemos fugir de tudo aquilo que nos envergonha, de tudo aquilo que fira a nossa boa conduta cristã, de tudo que impeça a nossa comunhão com DEUS, do jugo desigual com os ímpios (2Co 6.14). Fomos chamados para ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16). Não podemos ficar escravos das coisas só porque são lícitas. Muitos estão dormindo, desperdiçando o tempo de adoração e de prestar culto a DEUS, de fazer as coisas para o Seu Reino”.
 
2.3. Cultivando o amor fraternal 
Um dos princípios da vida cristã é cultivar o amor fraternal (Rm 12.10), isto é, aquele entre os irmãos. É o amor que faz a pessoa não buscar os próprios interesses (1Pe 3.8) e se expressa em ações concretas (1Ts 4.9): “Permaneça o amor fraternal. Não vos esqueçais da hospitalidade, porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”, Hb 13.1,2.
 
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical – 2º Trimestre de 2024 – Lição 12): “Amai-vos cordialmente uns aos outros. Um dos maiores desafios do ser humano é o relacionamento interpessoal, nós precisamos aprender a exercitar o amor nossos relacionamentos, não há como se relacionar com uma pessoa de acordo com o estabelecido nas Escrituras se não for com as virtudes do fruto do ESPÍRITO e a graça de DEUS em nossas vidas. Amar uns aos outros deve ser de forma respeitosa, agradável, educada (Rm 12.10; 1Pe 1.22)”.
 
EU ENSINEI QUE:
Um dos princípios da vida cristã é cultivar o amor fraternal.
 
3- A VIDA CRISTÃ
A vida cristã é um caminho de paz, que inclui a adoração exclusiva a CRISTO. Isso se reflete desde nossos relacionamentos pessoais até a maneira como atuamos no mundo.
 
3.1. A vida em paz com todos 
JESUS nos oferece uma paz que excede o entendimento humano, diferente da que o mundo oferece: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”, Jo 14.27. Assim, os discípulos de CRISTO são chamados a seguir a paz com todos (Hb 12.14), ou seja, viver harmoniosamente com todos que nos cercam diariamente. Essa paz habita em nosso interior e nos acompanha por onde andarmos. O discípulo de JESUS tem a vida pautada no Evangelho e vive em paz com todos, pois tem a paz de DEUS e o conhecimento de que essa é uma ordenança bíblica (Rm 12.18).
 
Bispo Abner Ferreira (Sermão do Monte: A ética, os valores e a relevância dos ensinos de JESUS CRISTO. Editora Betel, 2022, p, 37): “Cada cristão, de acordo com essa Bem-Aventurança, tem de ser um pacificador, tanto na igreja quanto na sociedade. O pacificador é aquele que faz com que a paz aconteça. A pacificação é uma obra divina, pois a paz significa reconciliação, e DEUS é o autor da paz e da reconciliação. Notamos que a bênção atribuída aos pacificadores é que eles serão chamados filhos de DEUS, exatamente porque estão procurando seguir o exemplo do Seu Mestre e PAI (2Co 5.18,19)”.
 
3.2. A vida vitoriosa
A vida cristã vitoriosa é marcada por uma fé inabalável em DEUS, que guia o crente a superar desafios e viver em plenitude espiritual. É um caminho de confiança na Graça divina, no qual a oração, a leitura da Palavra e a obediência aos princípios bíblicos fortalecem o coração para enfrentar provações com coragem e esperança (Lc 18.27). Essa vitória não significa ausência de dificuldades, mas a certeza de que, em CRISTO, o crente encontra propósito, paz e força para perseverar, refletindo o Amor e a Verdade de DEUS em todas as áreas da vida.
 
Bispo Abner Ferreira: (Transformando as adversidades em cenários de Milagres e Vitórias. Editora Betel, 2020, p. 162): “Tempos difíceis a humanidade tem atravessado na face da Terra! Guerras, perseguições , pandemias, crises financeiras, desemprego, fome, catástrofe, egocentrismo e desamor. E, em meio a tantas adversidades, encontra-se inserida a Igreja do Senhor. Mas seria possível o cristão em meio às crises conquistar vitórias? A Bíblia traz um vasto compêndio de homens e mulheres que atravessaram crises em diversos âmbitos da vida, mas que, diante de todas elas, reconheceram a soberania e o cuidado de DEUS e decidiram confiar unicamente no Senhor”.
 
3.3. A vida de adorador    
DEUS criou o homem para que O adorasse (Jo 4.24). A adoração é um princípio da vida cristã, que envolve louvor, oração e obediência, independentemente das circunstâncias. É um chamado para viver em comunhão íntima com o Criador, reconhecendo Sua soberania e amor em todos os momentos, seja na alegria ou na adversidade. O adorador busca refletir a Glória de DEUS em seus pensamentos, ações e palavras, como está escrito em João 4.23 (NVI): “No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o PAI em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o PAI procura”.
 
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical – 2º Trimestre de 2024 – Lição 3): “O Senhor não se entusiasma com coreografias ou expressões externas que não partem do coração. Ser verdadeiro adorador vai além de cantar, entoar louvores, levantar as mãos, glorificar ou outra forma. Mas é um estilo de vida e não algo momentâneo. É uma vida exemplar, digna de ser copiada, não podemos viver só de momentos de adoração, mas uma adoração diária, contínua, constante. Vai além da forma e do lugar, onde chega é reconhecido como verdadeiro”.
 
EU ENSINEI QUE:
O adorador busca refletir a Glória de DEUS em seus pensamentos, ações e palavras.
 
CONCLUSÃO
Podemos considerar que viver de maneira coerente a um discípulo de CRISTO é resultado da ação divina, mas requer perseverança na oração, discernimento e aplicação dos princípios bíblicos em todos os aspectos da vida, com a indispensável ajuda do ESPÍRITO SANTO. Assim, damos um bom testemunho de vida perante a sociedade, e o Nome do Senhor é glorificado (2Co 3.18).