PROVISÓRIO - PRONTO NA QUARTA
Escrita Lição 2, Betel, Princípios bíblicos para a vida dos
discípulos de CRISTO, 1Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
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EBD | 1° Trimestre
De 2026 | EDITORA BETEL | TEMA: OS DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO
– Crescendo em maturidade espiritual e vivendo a missão até a eternidade
com JESUS CRISTO | Escola Bíblica Dominical
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UM
VIVER COERENTE
1.1. Estudar a Palavra e
meditar nela
1.2. Amar o próximo
1.3. A transformação pelo ESPÍRITO
SANTO
2- O PADRÃO BÍBLICO PARA A
VIDA
2.1. Cultivando um caráter
puro
2.2. Resistindo às tentações
2.3. Cultivando o amor
fraternal
3- A VIDA CRISTÃ
3.1. A vida em paz com
todos
3.2. A vida vitoriosa
3.3. A vida de adorador
TEXTO ÁUREO
“E tudo quanto fizerdes,
fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens”, Colossenses
3.23.
VERDADE APLICADA
A vida do discípulo de CRISTO,
em todas as áreas, é norteada pelos princípios bíblicos e pela indispensável
ajuda do ESPÍRITO SANTO.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Compreender como
aplicar os princípios cristãos na vida diária.
Reconhecer a relevância dos padrões bíblicos na vida cotidiana.
Enfatizar que viver os valores cristãos conduz a um caminho de paz.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - FILIPENSES
4
5 Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em
tudo conhecidas diante de DEUS pela oração e súplica, com ação de graças.
7 E a paz de DEUS, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações
e os vossos sentimentos em CRISTO JESUS.
8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o
que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama,
se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
9 O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso
fazei; e o DEUS de paz será convosco.
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | GI
2.20 CRISTO vive em nós.
TERÇA | Mt 5.16 Que os outros vejam CRISTO em nós.
QUARTA | Mt 22.39 Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
QUINTA | Rm 12.2 Uma vida transformada.
SEXTA | Hb 12.14 Seguindo a paz com todos.
SÁBADO | SI 95.6 A centralidade da adoração.
HINOS SUGERIDOS: 10, 18, 116
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que sejamos fiéis aos
princípios ensinados por JESUS.
PONTO DE PARTIDA: Os
princípios cristãos contribuem para uma vida plena.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO
– LIVROS E REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE
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RESUMO RÁPIDO DO Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
Esta lição aborda os
princípios bíblicos essenciais para uma vida cristã coerente, fundamentando-se
no amor a DEUS e ao próximo, obediência, humildade, justiça, misericórdia e
honestidade. O autor enfatiza que viver de acordo com os valores do Reino de DEUS
exige estudo da Palavra, oração, comunhão, evangelização e testemunho,
rejeitando o secularismo e adotando a mente de CRISTO. O estudo bíblico é
apresentado como base para a renovação da mente, clareza nas decisões e prática
da fé, destacando recursos e métodos para aprofundamento espiritual.
O amor ao próximo é tratado
como ação prática, incluindo generosidade, empatia, ética social e perdão,
sendo evidência da fé e comunhão com DEUS. A transformação pelo ESPÍRITO SANTO
é vista como processo contínuo de renovação, santificação e produção do fruto
espiritual, capacitando o cristão a refletir o caráter de CRISTO.
O padrão bíblico para a vida
envolve glorificar a DEUS, buscar o Reino e viver com integridade, aplicando os
ensinamentos de JESUS em todas as áreas. A lição orienta sobre como cultivar um
caráter puro, resistir às tentações e desenvolver o amor fraternal, destacando
práticas diárias como oração, prestação de contas e comunhão.
Por fim, são exploradas as
dimensões da vida cristã: viver em paz com todos, experimentar a vitória em CRISTO
e adotar uma postura de adoração integral, reconhecendo a grandeza de DEUS em
cada atitude e decisão. O texto serve como guia prático e espiritual para quem
deseja alinhar sua vida aos princípios bíblicos, promovendo crescimento,
maturidade e impacto positivo na comunidade.
1- PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UM
VIVER COERENTE
Princípios bíblicos para uma
vida cristã coerente incluem amor a DEUS e ao próximo, obediência aos
mandamentos, humildade, justiça, misericórdia,
e honestidade, refletindo a mente de CRISTO e os
valores do Reino de DEUS em todas as áreas da vida, com foco no estudo
da Palavra, oração, comunhão, evangelização e testemunho para
honrar a DEUS e edificar a Igreja, rejeitando o mundo secular.
Princípios Fundamentais:
- Amor: Amar
a DEUS acima de tudo e ao próximo como a si mesmo (Marcos 12:30-31) é a
base.
- Obediência: Seguir
a vontade de DEUS, não a própria, como JESUS ensinou (Mateus 26:39).
- Misericórdia e Pureza de Coração: Ser
compassivo e ter um âmago puro, refletindo o caráter de DEUS (Mateus
5:7-8).
- Integridade: Ser
genuíno e honesto, tanto em público quanto em segredo, buscando a
aprovação de DEUS.
Práticas Diárias:
- Estudo Bíblico e Oração: Nutrir
a fé diariamente para conhecer e aplicar a Palavra de DEUS.
- Comunhão: Participar
ativamente da igreja, envolvendo-se com outros irmãos e exercendo dons.
- Testemunho: Proclamar
o Evangelho e demonstrar o amor de CRISTO através de ações.
Atitudes e Valores:
- Rejeitar o Secularismo: Distinguir-se
dos valores mundanos, adotando a mentalidade de CRISTO (Filipenses 2:5-8).
- Humildade: Servir
com mansidão, como JESUS (Filipenses 2:5-8).
- Modéstia e Bom Senso: Viver
de forma digna do chamado cristão em vestuário e conduta (1 Pedro 3:3-4,
Tiago 1:27).
Foco e Prioridades:
- DEUS em Primeiro Lugar: Colocar
DEUS como o centro da vida, do casamento e de todas as decisões (Mateus
6:33).
- Propósito: Viver
para a glória de DEUS, refletindo Sua graça e verdade (João 1:14).
1.1. ESTUDAR A PALAVRA E
MEDITAR NELA
Para um viver cristão coerente,
o estudo e a meditação na Palavra de DEUS funcionam como a base para alinhar o
caráter e as ações aos mandamentos divinos.
Abaixo estão os princípios
bíblicos fundamentais para essa prática:
1. A Prioridade da Palavra
(Josué 1:8)
O sucesso espiritual e a
coerência de vida dependem da constância. O princípio aqui é que a Bíblia não
deve ser consultada apenas em crises, mas meditada "dia e noite".
Isso garante que o caminho do cristão seja próspero e bem-sucedido sob a perspectiva
de DEUS.
2. A Renovação da Mente
(Romanos 12:2)
Viver de forma coerente exige
não se conformar com os padrões do mundo (não entrar na forma do mundo). O
estudo bíblico promove uma metamorfose na mente, permitindo que o cristão
experimente e comprove a "boa, agradável e perfeita vontade de DEUS".
Sem o estudo, a mente é moldada pela cultura externa; com o estudo, é moldada
pela verdade eterna.
3. A Lâmpada para o Caminho
(Salmo 119:105)
A Palavra atua como guia
prático. Em um mundo de decisões complexas, a meditação nas Escrituras traz
clareza para os passos imediatos ("lâmpada para os pés") e visão para
o futuro ("luz para o meu caminho"), evitando a hipocrisia de professar
uma fé e caminhar em trevas.
4. A Prática como Evidência
(Tiago 1:22-25)
A coerência bíblica é definida
pela aplicação. Tiago alerta que aquele que apenas ouve (ou estuda) a palavra,
mas não a pratica, engana a si mesmo. O verdadeiro estudo resulta em ação; a
meditação transforma o conhecimento teórico em obediência prática.
5. O Guardar no Coração (Salmo
119:11)
"Guardei a tua palavra no
meu coração para não pecar contra ti". A meditação profunda internaliza os
princípios bíblicos, criando uma barreira moral interna que ajuda a manter a
integridade mesmo quando ninguém está observando.
Recursos para Aprofundamento estudo
e a meditação na Palavra de DEUS:
- Planos de Leitura: Utilize
ferramentas como Bíblias em diversas traduções.
- Leia a bíblia toda, todo ano.
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- Estudo Indutivo: Aprenda
métodos de estudo e a meditação na Palavra de DEUS com a própria Bíblia.
- Comentários Bíblicos: Para
uma compreensão exegética e hermenêutica sérias, consulte comentários
Bíblicos pentecostais. Cuidado com livros de reformados e de seitas.
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1.2. AMAR O PRÓXIMO
o princípio bíblico de amar
ao próximo transcende o sentimento e se manifesta em ações práticas de
justiça e serviço. O amor de DEUS nos é derramado e o fruto do ESPÍRITO SANTO
começa pelo Amor.
Abaixo estão os pilares
fundamentais para aplicar esse princípio:
1. A Regra de Ouro como Padrão
de Conduta
O alicerce da coerência cristã
está em Mateus 7:12: "Tudo quanto quereis que os homens vos
façam, fazei-lho vós também". Viver com integridade significa tratar o
outro com a mesma dignidade, paciência e honestidade que desejamos receber
[1].
2. O Próximo sem Fronteiras (A
Lição do Bom Samaritano)
JESUS expandiu o conceito de
"próximo" na Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37). Amar
o próximo exige romper barreiras de preconceito, religião ou status social. A
coerência bíblica se prova quando ajudamos quem não pode nos retribuir ou quem
é diferente de nós [1].
3. Amor em Ações e Verdade
A Bíblia enfatiza que o amor
não deve ser apenas teórico. 1 João 3:18 exorta: "não
amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade". Em termos
práticos para 2026, isso envolve:
- Generosidade: Compartilhar
recursos com os necessitados.
- Empatia: Ouvir
ativamente e apoiar aqueles em sofrimento emocional.
- Ética Social: Agir
com justiça em todas as esferas da vida pública e privada.
4. O Mandamento do Perdão
Não há coerência no amor sem o
exercício do perdão. Conforme Colossenses 3:13, devemos suportar
uns aos outros e perdoar as queixas, assim como o Senhor nos perdoou. O amor ao
próximo exige a disposição de restaurar relacionamentos quebrados [1].
5. O Amor como Evidência de Fé
Para o cristianismo, o amor ao
próximo é o maior sinal de comunhão com DEUS. 1 João 4:20 afirma
que é impossível dizer que ama a DEUS, a quem não vê, se não amar o irmão, a
quem vê. Portanto, a coerência espiritual é medida pela qualidade dos nossos
relacionamentos interpessoais.
1.3. A TRANSFORMAÇÃO PELO
ESPÍRITO SANTO
Os princípios bíblicos para um
viver coerente, com foco na transformação pelo ESPÍRITO SANTO, baseiam-se
em Romanos 12:1-2 e Gálatas 5:22-25. O ESPÍRITO SANTO renova a
mente, guia o crente, convence do pecado e
produz o Fruto do ESPÍRITO com suas 9 qualidades ou atributos, ou
aspectos, capacitando uma vida que reflete o caráter de CRISTO.
Princípios Bíblicos para a
Coerência de Vida
- Renovação da Mente (Romanos 12:2): A
coerência de vida começa internamente. O ESPÍRITO SANTO remodela a maneira
como pensamos e vemos o mundo, alinhando nossos pensamentos com os
caminhos de DEUS. Isso nos impede de nos conformarmos com os padrões deste
mundo e nos permite discernir a vontade de DEUS.
- Andar na Direção do ESPÍRITO (Gálatas
5:25): Viver uma vida coerente significa
ser dócil às inspirações divinas, movendo-se sob a direção do ESPÍRITO SANTO,
não apenas em momentos específicos, mas constantemente.
- Convencimento do Pecado (João 16:8;
1.4.3): O ESPÍRITO SANTO atua em nossos
corações, fazendo-nos perceber áreas que precisam de mudança e nos
encorajando ao arrependimento. Esse processo é vital para nos afastarmos
de comportamentos que não refletem a vontade de DEUS.
- Produção do Fruto do ESPÍRITO
(Gálatas 5:22-23): A evidência visível
de uma vida transformada é a manifestação do Fruto do ESPÍRITO, que inclui
amor, alegria, paz, fé, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio
próprio. Essas qualidades demonstram a presença do ESPÍRITO SANTO e
capacitam o crente a impactar positivamente os outros. O amor é o
fundamento do fruto, é o que impulsiona as outras qualidades fornecidas
pelo ESPÍRITO SANTO no interior do crente.
- Santificação Contínua: A
transformação é um processo contínuo de crescimento espiritual e
amadurecimento, à medida que buscamos a santidade, renunciamos ao pecado e
nos aproximamos de DEUS pelo poder do ESPÍRITO SANTO. Quanto mais nos
deixarmos ser dominados pelo ESPÍRITO SANTO, mais Ele nos guiará às coisas
do alto.
- Orientação e Fortalecimento: O
ESPÍRITO SANTO nos ajuda nas orações e na intercessão por nós junto ao PAI
(Rm 8.26) guia o crente em suas decisões, oferece conforto nas aflições e
força para superar desafios, permitindo que o cristão permaneça no caminho
de JESUS.
Práticas para Cultivar a
Transformação
- Leitura e Estudo da Bíblia: A
Palavra de DEUS nos fala e nos dirige, e o ESPÍRITO ilumina nossa mente e
coração para a compreensão e aplicação da verdade.
- Oração e Comunhão com DEUS: A
oração é uma forma de cultivar nosso relacionamento com DEUS, tornando-nos
mais sensíveis à voz do ESPÍRITO SANTO. A oração em línguas nos edifica e
fortalece, bem como, nos dá capacitações sobrenaturais, ou seja, dons do ESPÍRITO
SANTO.
- Testemunho de Vida: Uma
vida coerente envolve o compartilhamento do Evangelho por meio de palavras
e, principalmente, por uma vida que reflete o Senhorio de JESUS CRISTO.
Em resumo, a transformação
pelo ESPÍRITO SANTO é um processo que nos permite viver de forma coerente, onde
nossa conduta externa reflete nossa fé interna, impulsionada pelo poder e
orientação divinos.
2- O PADRÃO BÍBLICO PARA A
VIDA
O padrão bíblico para a
vida foca em glorificar a DEUS, vivendo uma vida de retidão e
amor, refletindo o caráter de CRISTO em todas as áreas,
buscando em primeiro lugar o Reino de DEUS e Sua justiça, e
seguindo os ensinamentos e mandamentos de JESUS como um guia
atemporal para as decisões diárias, manifestando um caráter íntegro ("Sim,
sim; Não, não").
Princípios Fundamentais:
- Propósito: Glorificar
a DEUS, o Criador, e refletir Seu caráter e amor.
- Prioridade: Buscar
em primeiro lugar o Reino de DEUS e Sua justiça, estabelecendo prioridades
claras (Mateus 6:33).
- Caráter: Ser
feito à imagem de DEUS e buscar a restauração dessa imagem, vivendo com
integridade e verdade (Sim/Não).
- Obediência e Amor: Conhecer
a DEUS e assemelhar-se a JESUS CRISTO através de uma obediência amorosa.
- Atitude: Viver
a Palavra de DEUS consistentemente, tanto dentro quanto fora da igreja,
sendo testemunha viva.
Como Aplicar:
- Conhecimento: Estudar
as Escrituras para entender os princípios de DEUS.
- Decisão: Fazer
escolhas que honrem a DEUS, confrontando filosofias e culturas que se
desviam da Palavra.
- Prática: Aplicar
os ensinamentos de CRISTO em família, trabalho, relacionamentos e vida
comunitária, sendo um reflexo vivo de Sua mensagem.
Em essência, o padrão bíblico
é um chamado para viver em conformidade com a vontade de DEUS, expressa em JESUS,
buscando uma vida justa, amorosa e com propósito eterno.
2.1. CULTIVANDO UM CARÁTER
PURO
O padrão bíblico para uma vida
santa baseia-se no conceito de santificação, que é o processo
contínuo de separar-se do pecado e dedicar-se a DEUS.
Para cultivar um caráter puro,
os seguintes pilares são fundamentais:
1. Renovação da Mente
A pureza começa no pensamento.
O apóstolo Paulo orienta a focar em coisas que são verdadeiras, nobres,
corretas, puras, amáveis e de boa fama (Filipenses 4:8). A transformação do
caráter ocorre pela renovação da mente, abandonando os padrões mundanos (Romanos
12:2).
² Pensai nas coisas que são de
cima, e não nas que são da terra; Colossenses 3:2
¹ Portanto, se já
ressuscitastes com CRISTO, buscai as coisas que são de cima, onde CRISTO está
assentado à destra de DEUS. Colossenses 3:1
⁵ Porque os que são segundo a
carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o ESPÍRITO
para as coisas do ESPÍRITO. Romanos 8:5
2. Integridade no Agir
Viver com integridade
significa manter os mesmos princípios morais em público e no particular. O
Salmo 15 descreve o cidadão do céu como aquele que "vive com integridade,
pratica a justiça e fala a verdade no coração" (Salmo 15:2).
3. Fuga da Imoralidade
A Bíblia é enfática ao dizer
"fugi da imoralidade" (1 Coríntios 6:18). Cultivar um caráter puro
exige estabelecer limites claros (as "cercas de proteção") sobre o
que se vê, ouve e consome, especialmente no ambiente digital.
4. O Fruto do ESPÍRITO
O caráter puro não é fruto de
esforço puramente humano, mas da habitação do ESPÍRITO SANTO. O domínio
próprio, a bondade e a fidelidade são evidências dessa transformação interna
(Gálatas 5:22-23).
Práticas diárias para cultivar
a pureza:
- Oração de Sondagem: Peça
como Davi: "Cria em mim, ó DEUS, um coração puro" (Salmo 51:10).
- Estudo da Palavra: Guardar
a Palavra no coração para não pecar (Salmo 119:11).
- Prestação de Contas: Ter
mentores ou amigos cristãos para caminhar em transparência.
- O padrão é sempre a Bíblia.
A palavra imutável de DEUS.
2.2. RESISTINDO ÀS TENTAÇÕES
O padrão bíblico para resistir
às tentações baseia-se na dependência de DEUS, no jejum, no conhecimento das
Escrituras e na vigilância constante.
Abaixo, os pilares
fundamentais para vencer esse desafio:
1. O Exemplo de JESUS (A
Palavra como Defesa)
O modelo principal está
em Mateus 4:1-11. JESUS resistiu ao diabo no deserto utilizando a
frase: "Está escrito".
- Ação: O
cristão deve conhecer e aplicar as promessas e mandamentos da Bíblia para
confrontar mentiras e impulsos.
2. Reconhecer a Natureza da
Tentação
A Bíblia ensina que a tentação
em si não é pecado, mas o consentimento a ela sim.
- Tiago 1:14-15: Explica
que a tentação nasce dos próprios desejos humanos que, se alimentados,
geram o pecado (Tg 1.15).
- 1 Coríntios 10:13: Oferece
a promessa de que DEUS não permite tentações maiores do que podemos
suportar e sempre providencia um "livramento" ou escape.
3. Estratégias Práticas de
Resistência
- Vigiar e Orar: JESUS
instruiu em Mateus 26:41: "Vigiai e orai, para que
não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é
fraca".
- Fugir da Aparência do Mal: Em
alguns casos, a resistência não é encarar, mas afastar-se fisicamente da
situação, como fez José no Egito (Gênesis 39:12).
- Sujeição e Resistência: Tiago
4:7 estabelece uma ordem: "Sujeitai-vos, pois, a DEUS,
resisti ao diabo, e ele fugirá de vós". A resistência só é eficaz
quando há submissão prévia a DEUS.
4. A Armadura de DEUS
Para a batalha espiritual
diária, o padrão bíblico em Efésios 6:10-18 descreve a
armadura necessária:
- Cinto da Verdade: Integridade.
- Couraça da Justiça: Proteção
do coração e das emoções.
- Escudo da Fé: Para
apagar os "dardos inflamados" (pensamentos negativos/tentações).
- Espada do ESPÍRITO: Que
é a própria Palavra de DEUS.
5. Jejum
O jejum na luta
espiritual é uma prática de abstinência de alimentos com foco na fé, usado
para fortalecer o espírito, mortificar a carne, aumentar a sensibilidade a DEUS
e potencializar orações, servindo como uma arma poderosa para vencer batalhas
espirituais e buscar a vontade divina, não como um fim em si, mas como um meio
para uma conexão mais profunda com DEUS e o alinhamento com Seus propósitos,
substituindo o tempo das refeições por oração e leitura da Palavra.
Versículos-chave sobre jejum e
oração incluem Marcos 9:29, onde JESUS diz que "essa
espécie" (de demônios) só sai com oração e jejum, e Mateus 6:16-18,
que ensina a jejuar com discrição para DEUS, não para os homens. Outros
versículos importantes são em Atos dos Apóstolos, onde a Igreja ora
e jejua antes de decisões importantes e Pedro é liberto da prisão. Joel
2:12-13 chama ao arrependimento com jejum, pranto e retorno ao
Senhor.
Conclusão
No padrão bíblico, a vitória
sobre a tentação não depende da força de vontade humana isolada, mas da
renovação da mente (Romanos 12:2) e da busca pelo auxílio do ESPÍRITO SANTO.
2.3. CULTIVANDO O AMOR
FRATERNAL
O padrão bíblico para o amor
fraternal (do grego philadelphia) foca na construção de relacionamentos
baseados no sacrifício, no perdão e na unidade espiritual.
Para cultivar esse padrão os
princípios fundamentais descritos nas Escrituras são:
1. A Base: O Mandamento de CRISTO
O padrão não é apenas
"gostar" do próximo, mas amar como JESUS amou. Em João 13:34,
Ele estabelece a medida: um amor sacrificial que coloca a necessidade do outro
acima das próprias preferências.
2. Características do Amor
Fraternal
Segundo a Bíblia, cultivar
esse amor exige atitudes práticas:
- Preferir o outro: "Amai-vos
cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra
uns aos outros" (Romanos 12:10).
- Suportar e Perdoar: A
convivência exige paciência com as imperfeições alheias, perdoando assim
como DEUS nos perdoou (Colossenses 3:13).
- Serviço Prático: O
amor não deve ser apenas em palavras, mas em ação e verdade (1 João
3:18).
3. Como Cultivar no Cotidiano
- Oração Intercessória: Orar
uns pelos outros fortalece os laços espirituais e diminui ressentimentos.
- Hospitalidade: Abrir
a casa e a vida para o próximo sem murmuração (1 Pedro 4:9).
- Comunhão (Koinonia): Manter
a frequência nos encontros e no compartilhamento da vida cristã (Hebreus
10:24-25).
4. O Objetivo Final
O cultivo do amor fraternal
serve como o maior testemunho do Evangelho. JESUS afirmou que o mundo
reconheceria Seus discípulos não pela doutrina técnica, mas pelo amor
que demonstram uns pelos outros (João 13:35).
3- A VIDA CRISTÃ
3.1. A VIDA EM PAZ COM
TODOS
A vida cristã em paz com
todos, baseada em passagens como Hebreus 12:14, é um chamado para buscar
ativamente a harmonia, a santificação e a graça de DEUS, evitando amarguras e
contaminações espirituais, focando na reconciliação e na pureza, não como
passividade, mas como um esforço para viver em retidão e amor ao próximo,
seguindo o exemplo de CRISTO para não se afastar da comunhão divina.
Princípios Fundamentais:
1.
Buscar
a Paz (Hebreus 12:14): Não apenas evitar
conflitos, mas ativamente procurar a reconciliação e o bem-estar com todos,
mesmo diante das dificuldades.
2.
Viver
em Santificação: Buscar a pureza e a santidade, pois
sem isso, ninguém verá o Senhor, como indica Hebreus 12:14.
3.
Cuidar
da Graça de DEUS: Vigiar para que ninguém se afaste da
graça divina, que é a fonte de nossa salvação e força – JESUS CRISTO.
4.
Evitar
a Amargura: Ficar atento para que nenhuma raiz de
amargura, que causa perturbação e contamina muitos, se desenvolva em seu
coração, conforme Hebreus 12:15.
5.
Ser
Gentil e Perdoador: Inspirar-se na mensagem
de Filipenses 4:7 para ter a paz de DEUS guardando o coração e a
mente.
Como Praticar:
- Reconciliação: Fazer
sua parte para resolver desavenças e buscar o perdão.
- Observar os Pecados: Vigiar
contra negligências e pecados sexuais ou mundanos, como exemplificado por
Esaú, que vendeu sua herança por um prato de comida, conforme Hebreus
12:16-17.
- Olhar para JESUS: Manter
o foco em JESUS, autor e consumador da fé, que suportou a cruz, como
ensina Hebreus 12:2.
Em resumo, viver em paz com
todos é um chamado ativo à santidade e ao amor, mantendo o coração puro e a
vida voltada para DEUS, sempre buscando a harmonia com o próximo.
3.2. A VIDA VITORIOSA
Uma vida vitoriosa em CRISTO
é viver na força e na graça de JESUS, sendo mais que vencedor, não por
mérito próprio, mas por meio da fé, dependência de DEUS, e obediência ao ESPÍRITO
SANTO para superar o pecado e as adversidades, focando nas coisas do alto e
perseverando na fé, não em conquistas materiais. É uma jornada de
transformação onde a vitória é uma dádiva já garantida por CRISTO, e o crente
vive com propósito, autoridade espiritual e em comunhão com outros
fiéis.
Princípios Fundamentais:
- Identidade em CRISTO:
Você já é um vencedor porque
está em CRISTO, e a vitória é uma dádiva, não algo a ser conquistado por você
mesmo.
- Dependência de DEUS:
Confie em JESUS para cada
passo e desejo, em vez de tentar por suas próprias forças.
- Submissão ao ESPÍRITO SANTO:
Lute contra os desejos da
carne e se submeta à voz do ESPÍRITO SANTO para viver em santidade.
- Foco nas Coisas do Alto:
Mantenha seus olhos nas coisas
celestiais, não nas terrestres, seguindo o exemplo de JESUS.
- Autoridade Espiritual:
Em CRISTO, você tem autoridade
para resistir ao inimigo e às adversidades.
- Propósito:
Tenha um propósito claro,
deixando para trás o que impede seu avanço, como fez o Apóstolo Paulo.
- Comunhão:
Compartilhe suas fraquezas e
esperanças com outros cristãos, crescendo e sendo encorajado mutuamente.
- Fé Inabalável:
Uma fé que cresce e crê nas
promessas de DEUS é essencial para viver essa vitória.
- Não Condenação:
Estar em CRISTO significa que
não há condenação, permitindo viver livre para amar e servir.
Como Viver Isso:
1.
Aproprie-se
da sua identidade: Declare quem você é em CRISTO, mais
que vencedor.
2.
Ore e
medite: Peça a direção de DEUS e medite em Sua
Palavra.
3.
Resista
ao pecado: Lute contra as tentações com a ajuda do ESPÍRITO
SANTO.
4.
Busque
as coisas do céu: Foque na eternidade e no Reino de DEUS.
5.
Viva
em comunhão: Permita que outros cristãos o encorajem e
você os encoraje.
6.
Confie
na obra de JESUS: Entenda que a vitória já foi
alcançada por Ele.
Uma vida vitoriosa em CRISTO
não é ausência de lutas, mas a certeza da vitória nelas, através da presença e
poder de JESUS em você.
3.3. A VIDA DE ADORADOR
A vida cristã de
adorador é um estilo de vida que transcende o momento de
louvor, focando em reconhecer a grandeza de DEUS em todas as
áreas, através de uma entrega total, sinceridade (em espírito e
verdade), obediência, gratidão e busca por comunhão diária com
Ele, refletindo Seu caráter e vivendo para Sua glória em cada atitude e
decisão. Não se trata apenas de música, mas de uma entrega integral do
coração e da vida a DEUS, como exemplificado por figuras bíblicas como
Davi.
Características da Vida de um
Adorador:
- Adoração em ESPÍRITO e Verdade: Sinceridade
e autenticidade no coração, reconhecendo a santidade e soberania de DEUS
(João 4:23-24).
- Estilo de Vida Integral: Viver
em integridade e justiça, com um coração indiviso para DEUS, em todas as
áreas da vida, não apenas em cultos.
- Foco em DEUS (Cristocêntrico): Tudo
é para a glória de DEUS, não para si mesmo, com gratidão pelo que Ele é e
fez, especialmente a obra redentora de JESUS.
- Busca por Comunhão: Um
relacionamento diário e profundo com DEUS, buscando conhecê-Lo e ser
moldado por Seu ESPÍRITO (Efésios 5:18).
- Obediência e Serviço: Fazer
o que Ele manda com excelência, servindo aos outros como forma de
adoração.
- Dependência e Rendição: Confiar,
descansar e render-se a DEUS em todas as situações, reconhecendo que Ele é
bom e soberano.
- Gratidão: A
base do louvor e adoração, vinda do coração, não apenas de belas
vozes.
Como Cultivar essa Vida:
- Cultivar a Intimidade: Orar,
meditar e passar tempo com DEUS.
- Examinar o Coração: Verificar
se há gratidão e se as atitudes agradam a DEUS.
- Viver na Plenitude do ESPÍRITO: Ser
guiado e direcionado por Ele.
- Abraçar a Humilhação: Como
Davi, humilhar-se diante do Rei dos Reis.
- Adorar em Todas as Circunstâncias: Manter
o coração adorador mesmo em meio às lutas.
Em essência, ser um adorador
é viver para DEUS, com um coração que O honra e O reconhece como
centro de tudo, transformando cada dia em um ato de adoração.
CONCLUSÃO
A lição apresenta um viver de
forma cristã coerente que exige amor a DEUS e ao próximo, obediência,
humildade, justiça, misericórdia e honestidade, refletindo o caráter de CRISTO
em todas as áreas da vida. O estudo da Palavra, o jejum, a oração, a comunhão e
testemunho são práticas diárias essenciais para fortalecer a fé e alinhar
atitudes aos valores do Reino de DEUS. O padrão bíblico orienta a busca pela
santificação, resistência às tentações e cultivo de um caráter puro, sempre
colocando DEUS em primeiro lugar. O amor fraternal, o perdão e a unidade
espiritual são fundamentais para relacionamentos saudáveis e para o testemunho
cristão. Viver em paz com todos, perseverar diante das adversidades e adorar a DEUS
com sinceridade e entrega são marcas de uma vida vitoriosa. Por fim, a
transformação pelo ESPÍRITO SANTO é contínua, capacitando o cristão a viver com
propósito, integridade e comunhão, glorificando a DEUS em cada aspecto da
existência.
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ESTUDOS BEP - CPAD
4.5 PERTO ESTÁ O SENHOR. Devemos crer que o Senhor
poderá voltar a qualquer momento. A perspectiva do NT é de que a volta de JESUS
é iminente (ver Lc 12.35-40); logo, devemos estar prontos, trabalhando e
vigiando em todo tempo (Mt 24.36; 25.1-13; Rm 13.12-14).
4.6 NÃO ESTEJAIS INQUIETOS POR COISA ALGUMA. O melhor
remédio para a preocupação é a oração, e isto pelas seguintes razões: (1)
Mediante a oração, renovamos nossa confiança na fidelidade do Senhor, ao
lançarmos nossas ansiedades e problemas sobre aquEle que tem cuidado de nós (Mt
6.25-34; 1 Pe 5.7). (2) A paz de DEUS vem guardar nossos corações e mentes,
como resultado da nossa comunhão com CRISTO JESUS (vv. 6,7; Is 26.3; Cl 3.15).
(3) DEUS nos fortalece, para fazermos todas as coisas que Ele quer que façamos
(v. 13; 3.20; Ef 3.16). (4) Recebemos misericórdia, graça e ajuda em tempos de
necessidade (Hb 4.16). (5) Temos certeza de que todas as coisas que DEUS
permite que nos aconteçam concorrerão para o nosso bem (ver v. 11; Rm 8.28).
4.7 A PAZ DE DEUS GUARDARÁ OS VOSSOS CORAÇÕES. Quando
invocamos a DEUS, com um coração posto em CRISTO e na sua Palavra (Jo 15.7), a
paz de DEUS transborda em nossa alma aflita. (1) Essa paz consiste em uma tranquilidade
interior, que o ESPÍRITO SANTO nos transmite (Rm 8.15,16). Envolve uma firme
convicção de que JESUS está perto, e que o amor de DEUS estará ativo em nossa
vida continuamente. (Rm 8.28,32; cf. Is 26.3). (2) Quando colocamos diante de DEUS,
em oração, as nossas inquietações, essa paz ficará como guarda à porta de nosso
coração e de nossa mente, para impedir que os cuidados e angústias
perturbem-nos a vida e a esperança em CRISTO (v. 6; Is 26.3,4,12; 37.1-7; Rm
8.35-39; 1 Pe 5.7). (3) Se o medo e a ansiedade retornarem, novamente a oração,
a súplica e a ação de graças nos trarão a paz de DEUS que guarda os nossos
corações. Voltaremos a sentir segurança, e nos regozijaremos no Senhor (v. 4)
4.8 TUDO O QUE É PURO. O crente deve fixar sua mente
nas coisas verdadeiras, puras, justas, santas, etc. Que essa é uma condição
prévia para experimentarmos a paz de DEUS e o livramento da ansiedade, fica
claro no versículo 9. Se assim fizermos, "o DEUS de paz será
convosco". O resultado de fixar nossas mentes nas coisas do mundo será a
perda da alegria, da presença íntima e da paz de DEUS e, nossos corações sem
proteção.
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Várias Exortações - Filipenses 4:1-9
O apóstolo inicia o capítulo com exortações sobre
alguns deveres cristãos.
I
Para que
permaneçam firmes na profissão cristã (v. 1). Infere-se isso da conclusão do
capítulo anterior: Portanto, estai firmes etc. Sabendo que a nossa cidade está
nos céus e que esperamos que o Salvador venha de lá e nos busque, portanto,
estejamos firmes. Observe: A esperança e perspectiva confiante da vida eterna
deveriam motivar-nos a estar firmes, constantes e resolutos em nossa caminhada
cristã. Observe aqui:
2. A exortação em si: “...estai assim firmes no Senhor”. Por estarem em CRISTO, eles precisam estar firmes nele, ser constantes e resolutos na caminhada com Ele, e íntimos dele e firmes até o fim. Ou, estai firmes no Senhor significa estar firmes na sua força e dependentes da sua graça, não confiando em nós mesmos e dispostos a renunciar a qualquer suficiência da nossa parte. Devemos fortalecer-nos “...no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10). “Portanto, estejam firmes, como têm feito até aqui; estejam firmes até o fim, porque vocês são meus amados e minha alegria e coroa. Estejam firmes, como aqueles em cujo bem-estar e perseverança estou tão intimamente interessado.”
II
Ele os exorta à unanimidade e ajuda mútua (vv. 2,3): “Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor”. Isso é dirigido a algumas pessoas específicas. Às vezes, existe a necessidade de aplicar os preceitos gerais do evangelho a pessoas e casos particulares. Parece que Evódia e Síntique tinham uma divergência entre si ou com a igreja; é possível que isso tenha ocorrido em virtude de um motivo civil (pode ser que estivessem envolvidos em um processo judicial) ou por causa de um motivo religioso – é possível que tivessem opiniões ou sentimentos diferentes. “Rogo”, diz ele, “que tenham o mesmo sentimento no Senhor, para manter a paz e viver em amor, que tenham o mesmo sentimento uma com a outra, não contrariando e contestando, e que tenham o mesmo sentimento com o restante da igreja, não agindo de forma hostil com eles”. Então, ele exorta à ajuda mútua (v. 3), e essa exortação ele dirige a pessoas específicas: “E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro”. Não se sabe quem é essa pessoa que ele chama de verdadeiro companheiro. Alguns pensam ser Epafrodito, que parece ter sido um dos pastores da igreja dos filipenses. Outros acreditam que era alguma senhora bondosa, talvez a esposa de Paulo, porque ele exorta seu verdadeiro companheiro a que “...ajudes essas mulheres que trabalharam comigo”. Quem quer que tenha sido o verdadeiro companheiro do apóstolo, essa pessoa também precisa ser um verdadeiro companheiro dos seus amigos. Parece que havia mulheres que trabalhavam com Paulo no evangelho; não no ministério público (porque o apóstolo proíbe expressamente isso: “Não permito, porém, que a mulher ensine”, 1 Tm 2.12), mas em acolher os ministros, visitar os doentes, instruir os não-instruídos e convencer os que estavam errados. Dessa forma, as mulheres podem ser úteis aos ministros na obra do evangelho. Agora, diz o apóstolo, ajuda essas mulheres. Aqueles que ajudam os outros devem ser ajudados quando necessário. “Ajudem-nas, isto é, unam-se a elas, fortaleçam suas mãos, animem-nas em suas dificuldades”. “...com Clemente, e com os outros cooperadores”. Paulo amava todos os seus cooperadores; e, como tinha experimentado o benefício da ajuda deles, deixa claro que eles também sentiriam o conforto de ter a ajuda de outros. Ele diz o seguinte a respeito dos seus cooperadores: “...cujos nomes estão no livro da vida”; ou, então, eles eram escolhidos de DEUS desde a eternidade, ou registrados e inscritos na corporação e sociedade a quem o privilégio da vida eterna pertence, aludindo aos costumes entre os judeus e gentios de registrar os habitantes ou os homens livres da cidade. Assim lemos que os nomes deles estão escritos nos céus (Lc 10.20), e que o Senhor não riscará os seus nomes do livro da vida (Ap 3.5), e que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro (Ap 21.27). Observe: Existe, de fato, um livro da vida; há nomes nesse livro e não somente figuras e condições. Não podemos examinar aquele livro ou conhecer os nomes que estão escritos lá; mas podemos concluir que aqueles que trabalharam no evangelho, e são fiéis aos interesses de CRISTO e das almas, têm seus nomes escritos no livro da vida.
III
Ele exorta à alegria e ao deleite santo em DEUS: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (v. 4). Toda nossa alegria deve culminar em DEUS; e nossos pensamentos de DEUS devem ser pensamentos agradáveis. “...multiplicando-se dentro de mim os meus cuidados (pensamentos dolorosos e aflitivos), as tuas consolações reanimaram a minha alma” (Sl 94.19), e a “...minha meditação a seu respeito será suave” (Sl 104.34). Observe: É nosso dever e privilégio regozijar-nos em DEUS e regozijar-nos nele sempre; em todos os momentos e em todas as condições; mesmo quando sofremos por Ele ou somos afligidos por Ele. Não devemos pensar o pior dele por causa dos sofrimentos que passamos no seu serviço. Há bastante em DEUS para nos suprir de alegria nas piores circunstâncias na terra. Ele havia dito isso antes (Fp 3.1): “Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor”. Aqui ele repete o que havia dito anteriormente: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos”. A alegria em DEUS é um dever de grande consequência na vida cristã; e os cristãos precisam ser relembrados disso. Se pessoas íntegras não vivem em constante festa, o problema é com elas.
IV
Somos exortados a ser sinceros e bondosos e a ter equilíbrio espiritual em relação aos nossos irmãos: “Seja a vossa equidade notória a todos os homens” (v. 5). “Em situações neutras, não corram para os extremos; evitem a intolerância e a animosidade; sejam caridosos uns com os outros”. A palavra to epieikes significa uma boa disposição em relação a outros homens; e essa moderação é explicada (Rm 14). Alguns entendem tratar-se de suportar com paciência as aflições ou do desfrutar sóbrio de bens materiais; e assim há uma concordância com o versículo seguinte. A justificação é: “Perto está o Senhor”. A consideração da vinda próxima do nosso Mestre, e a nossa prestação de contas final, deveria guardar-nos de atacar nossos irmãos em CRISTO, animar-nos nos sofrimentos presentes e moderar nossa paixão em relação às coisas exteriores. “Ele tomará vingança contra seus inimigos e recompensará sua paciência”.
V
Advertência contra preocupações desconcertantes e inquietadoras (v. 6): “Não estejais inquietos por coisa alguma” – meden merimnate. Este mesmo pensamento é encontrado em Mateus 6.25: “...não andeis cuidadosos quanto à vossa vida”; isto é, evitai a inquietação ansiosa e pensamentos perturbadores nas necessidades e dificuldades da vida. Observe: O dever e interesse dos cristãos é viver sem ansiedade e preocupação. Existe uma inquietação diligente que é nosso dever, e ela consiste em uma prevenção sábia e uma preocupação devida; mas existe uma inquietação desconfiada e receosa que se torna pecado e insensatez, e que somente desconcerta e distrai a mente. “Não estejais inquietos por coisa alguma, para que em vossa inquietude não desconfieis de DEUS e vos torneis desqualificados para o seu serviço”.
VI
Como um antídoto soberano contra a inquietação desconcertante ele recomenda a oração constante: “...antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de DEUS, pela oração e súplicas, com ação de graças”. Observe: 1. Devemos não somente manter períodos de oração fixos, mas orar em cada situação crítica que aparece: “...em tudo... pela oração”. Quando alguma coisa oprime o nosso espírito, devemos aliviar ou tranquilizar a nossa mente pela oração; quando nossos afazeres estão confusos ou complicados, precisamos buscar direção e apoio. 2. Devemos acrescentar ações de graças às nossas orações e súplicas. Não devemos buscar apenas posses e bens, mas ter um suprimento de misericórdia em nossa vida. O reconhecimento agradecido daquilo que temos indica uma disposição mental correta e será decisivo para bênçãos posteriores. 3. Orar significa oferecer nossos desejos a DEUS e fazê-los conhecidos a Ele: “...as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de DEUS”. Não que seja necessário para DEUS que contemos as nossas necessidades ou desejos a Ele, porque Ele as conhece melhor do que nós: mas Ele deseja ouvi-los da nossa boca; dessa forma, mostramos nossa preocupação e interesse e expressamos nossa estima pela misericórdia dele e mostramos a nossa dependência dele. 4. O efeito disso será que a “...paz de DEUS... guardará os vossos corações” (v. 7). A paz de DEUS, isto é, a percepção confortável da nossa reconciliação com DEUS, o benefício do seu favor, o favor da bem-aventurança celestial e o desfrutar de DEUS na vida futura, “...que excede todo o entendimento”, é um bem maior que não pode ser suficientemente valorizado e devidamente expressado. “Não subiu ao coração do homem” (1 Co 2.9). Essa paz guardará os nossos corações e os nossos sentimentos em CRISTO JESUS; ela nos guardará de pecar nas dificuldades e de afundar diante delas. Essa paz nos manterá calmos e serenos, sem aflição e com uma satisfação interior. “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti” (Is 26.3).
VII
Somos exortados a receber e manter um bom nome, um nome para coisas boas com DEUS e com pessoas de bem: “...tudo o que é verdadeiro e honesto” (v. 8), uma consideração pela verdade em nossas palavras e obrigações, e pela decência e conveniência em nosso comportamento, apropriados às nossas circunstâncias e condição de vida. Tudo o que é justo e puro – de acordo com as regras de justiça e retidão em todos os nossos procedimentos com as pessoas, e sem a impureza ou mistura de pecado. Tudo que é “...amável, tudo o que é de boa fama”, isto é, tudo que é afável; que nos tornará amáveis e bem considerados pelos outros. “...se há alguma virtude, e se há algum louvor” – qualquer coisa realmente virtuosa e digna de louvor. Observe: 1. O apóstolo queria que os cristãos aprendessem qualquer coisa que fosse boa dos seus vizinhos pagãos: “Se há alguma virtude, nisso pensai – imitai-os naquilo que é verdadeiramente excelente entre eles e não permitais que vos sobrepujem em qualquer instância de bondade”. Não deveríamos estar envergonhados em aprender alguma coisa boa de pessoas más, ou daqueles que não têm as nossas vantagens. 2. A virtude tem seu louvor, e continuará tendo. Deveríamos andar em todos os caminhos da virtude e permanecer nela; e, então, quer nosso louvor seja de homens ou não, ele procederá de DEUS (Rm 2.29).
Nessas coisas, ele se coloca como exemplo (v. 9): “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei”. Observe: A doutrina e a vida de Paulo eram uniformes. O que viam nele era a mesma coisa que ouviam dele. Ele podia propor o seu exemplo bem como a sua doutrina para serem imitados pelos filipenses. Aquilo que dizemos aos outros tem uma grande força quando podemos recorrer ao que viram em nós. E essa é a maneira de termos o DEUS de paz conosco – de ficarmos próximos de nosso dever para com Ele.
Comentário Bíblico Exaustivo - Antigo Testamento e Novo Testamento - Matthew Henry - Obra Completa - CPAD
Jo 20.22 “E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o ESPÍRITO SANTO. ”
A outorga do ESPÍRITO SANTO por JESUS aos seus discípulos no dia da ressurreição não foi o batismo no ESPÍRITO SANTO como ocorreu no dia de Pentecoste (At 1.5; 2.4). Era, realmente, a primeira vez que a presença regeneradora do ESPÍRITO SANTO e a nova vida do CRISTO ressurreto saturavam e permeavam os discípulos.
(1) Durante a última reunião de JESUS com seus discípulos, antes da sua paixão e crucificação, Ele lhes prometeu que receberiam o ESPÍRITO SANTO, como aquele que os regeneraria: “habita convosco, e estará em vós” (14.17). JESUS agora cumpre aquela promessa.
2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós PAI, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor
Todo-poderoso”.
O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva: (a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à justiça e à Palavra de DEUS; (b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.
(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2. O povo de DEUS deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8 notas; 24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).
1Jo 2.15,16 “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do PAI não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do PAI, mas do mundo.”
A palavra “mundo” (gr. kosmos) frequentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de DEUS. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra DEUS, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de CRISTO. Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a DEUS, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra DEUS e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas.
(1) Satanás (ver Mt 4.10) é o deus do presente sistema mundano (ver Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13).
(5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a DEUS: (a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14). (b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por DEUS, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28). (c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância, orgulho e independência autossuficiente, que não reconhece DEUS como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).
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1- PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UM VIVER COERENTE
1.1. Estudar a Palavra e meditar nela
1.2. Amar o próximo
2- O PADRÃO BÍBLICO PARA A VIDA
2.1. Cultivando um caráter puro
2.2. Resistindo às tentações
3- A VIDA CRISTÃ
3.1. A vida em paz com todos
3.2. A vida vitoriosa
3.3. A vida de adorador
“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens”, Colossenses 3.23.
A vida do discípulo de CRISTO, em todas as áreas, é norteada pelos princípios bíblicos e pela indispensável ajuda do ESPÍRITO SANTO.
Compreender como aplicar os princípios cristãos na vida diária.
Reconhecer a relevância dos padrões bíblicos na vida cotidiana.
Enfatizar que viver os valores cristãos conduz a um caminho de paz.
Enfatizar que viver os valores cristãos conduz a um caminho de paz.
5 Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de DEUS pela oração e súplica, com ação de graças.
7 E a paz de DEUS, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em CRISTO JESUS.
8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
9 O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o DEUS de paz será convosco.
SEGUNDA | GI 2.20 CRISTO vive em nós.
TERÇA | Mt 5.16 Que os outros vejam CRISTO em nós.
QUARTA | Mt 22.39 Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
QUINTA | Rm 12.2 Uma vida transformada.
SEXTA | Hb 12.14 Seguindo a paz com todos.
SÁBADO | SI 95.6 A centralidade da adoração.
QUARTA | Mt 22.39 Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
QUINTA | Rm 12.2 Uma vida transformada.
SEXTA | Hb 12.14 Seguindo a paz com todos.
SÁBADO | SI 95.6 A centralidade da adoração.
HINOS SUGERIDOS: 10, 18, 116
Ore para que sejamos fiéis aos princípios ensinados por JESUS.
Esta lição nos conduzirá na importante reflexão sobre o viver diário do discípulo de CRISTO. Veremos que precisamos recorrer às Escrituras, pois nelas encontramos os princípios que devem nortear todas as áreas da nossa vida. Precisamos também da ajuda do ESPÍRITO SANTO, pois não basta conhecer os princípios, é preciso aplicá-los no dia a dia para nossa contínua edificação e a Glória de DEUS.
Viver segundo os valores cristãos é um compromisso do discípulo de CRISTO, que deve aplicá-los no seu dia a dia de maneira a refletir o Caráter de JESUS. Isso se manifesta em ações como: praticar o amor ao próximo pelo serviço, manter uma vida de oração e estudo da Palavra para tomar decisões alinhadas à Vontade de DEUS e cultivar as virtudes do fruto do ESPÍRITO nos relacionamentos.
A Bíblia é a revelação de DEUS e fonte de alimento necessário para o nosso crescimento espiritual (1Pe 2.2). Ler e estudar as Escrituras, meditando nelas, ajuda o discípulo a conhecer a Vontade de DEUS e a aplicá-la em sua vida diária. O salmista declarou que a Palavra é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho (Sl 119.105), isso significa que ela guia o crente em sua jornada de fé. Ao dedicar tempo para ler, refletir e aplicar as Escrituras, o crente se aproxima de DEUS, vive segundo os Seus princípios e reflete a CRISTO em suas atitudes.
O crescimento espiritual não é um esforço apenas humano, mas uma Obra do ESPÍRITO SANTO, que transforma o discípulo à imagem de CRISTO. Permitir que o ESPÍRITO SANTO guie nossos pensamentos, decisões e ações é fundamental para nos submetermos a DEUS e seus princípios. Isso envolve reconhecer áreas de pecado e buscar a renovação da mente com os pensamentos de CRISTO (Rm 12.2). Paulo exorta os que antes estavam mortos em ofensas e pecados (Ef 2.1) e, agora, receberam vida pelo ESPÍRITO de DEUS, vida que também deve ser controlada pelo ESPÍRITO (Gl 5.25).
A Bíblia é a revelação de DEUS e fonte de sabedoria para o nosso crescimento espiritual.
O padrão bíblico para a vida do discípulo de CRISTO é viver em santidade, amor e obediência à vontade de DEUS, conforme revelado nas Escrituras. O Profeta Miquéias nos exorta a praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com DEUS (Mq 6.8), revelando um padrão que envolve alinhar pensamentos, palavras e ações aos ensinamentos bíblicos. Na prática, isso significa cultivar um caráter marcado pelo Fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22,23), priorizando o amor ao próximo, a busca pela justiça e a demonstração da bondade em todas as esferas da vida, desde as decisões pessoais até as interações comunitárias. Tudo para glorificar a DEUS e cumprir o Seu propósito.
Paulo advertiu Timóteo a se manter puro: “[…] conserva-te a ti mesmo puro”, 1 Tm 5.22. Na vida cristã, manter-se puro é essencial, porque DEUS não convive no meio da impureza (Hb 12.14). O Profeta Isaías ressalta que a impureza nos separa de DEUS (Is 59.2). Portanto, devemos nos afastar de tudo que nos contamina, perseverando em viver como discípulos dignos de ser templo santo para o culto a DEUS (2Co 7.1).
Um dos princípios da vida cristã é cultivar o amor fraternal (Rm 12.10), isto é, aquele entre os irmãos. É o amor que faz a pessoa não buscar os próprios interesses (1Pe 3.8) e se expressa em ações concretas (1Ts 4.9): “Permaneça o amor fraternal. Não vos esqueçais da hospitalidade, porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”, Hb 13.1,2.
Um dos princípios da vida cristã é cultivar o amor fraternal.
A vida cristã é um caminho de paz, que inclui a adoração exclusiva a CRISTO. Isso se reflete desde nossos relacionamentos pessoais até a maneira como atuamos no mundo.
JESUS nos oferece uma paz que excede o entendimento humano, diferente da que o mundo oferece: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”, Jo 14.27. Assim, os discípulos de CRISTO são chamados a seguir a paz com todos (Hb 12.14), ou seja, viver harmoniosamente com todos que nos cercam diariamente. Essa paz habita em nosso interior e nos acompanha por onde andarmos. O discípulo de JESUS tem a vida pautada no Evangelho e vive em paz com todos, pois tem a paz de DEUS e o conhecimento de que essa é uma ordenança bíblica (Rm 12.18).
A vida cristã vitoriosa é marcada por uma fé inabalável em DEUS, que guia o crente a superar desafios e viver em plenitude espiritual. É um caminho de confiança na Graça divina, no qual a oração, a leitura da Palavra e a obediência aos princípios bíblicos fortalecem o coração para enfrentar provações com coragem e esperança (Lc 18.27). Essa vitória não significa ausência de dificuldades, mas a certeza de que, em CRISTO, o crente encontra propósito, paz e força para perseverar, refletindo o Amor e a Verdade de DEUS em todas as áreas da vida.
O adorador busca refletir a Glória de DEUS em seus pensamentos, ações e palavras.
Podemos considerar que viver de maneira coerente a um discípulo de CRISTO é resultado da ação divina, mas requer perseverança na oração, discernimento e aplicação dos princípios bíblicos em todos os aspectos da vida, com a indispensável ajuda do ESPÍRITO SANTO. Assim, damos um bom testemunho de vida perante a sociedade, e o Nome do Senhor é glorificado (2Co 3.18).
