quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Lição 2 - Advertências Contra o Adultério


Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
LIÇÕES BÍBLICAS - 4º Trimestre de 2013 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Sabedoria de DEUS para uma vida vitoriosa - A atualidade de Provérbios e Eclesiastes.
Comentário: Pr. José Gonçalves
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
veja também - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao6-fcs21-2tr13-ainfidelidadeconjugal.htm
 
 
TEXTO ÁUREO
"Bebe a água da tua cisterna e das correntes do teu poço. [...] Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade" (Pv 5.15,18).
 

VERDADE PRÁTICA
A melhor prevenção contra o adultério é temer ao Senhor e estreitar os laços do amor conjugal.
 

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Pv 5.3,4 A ilusão do adultério
Terça - Pv 5.7,8 Prevenção contra o adultério
Quarta - Pv 5.9-12 As conseqüências do adultério
Quinta - Pv 7.13 A falsa delicadeza da adúltera
Sexta - Pv 5.1; 6.20; 7.1 O conselho previne o adultério
Sábado - Pv 5.15-19 A saudável intimidade do casal
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Provérbios 5.1-6
1 Filho meu, atende à minha sabedoria; à minha razão inclina o teu ouvido; 2 para que conserves os meus avisos, e os teus lábios guardem o conhecimento. 3 Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite; 4 mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios. 5 Os seus pés descem à morte; os seus passos firmam-se no inferno. 6 Ela não pondera a vereda da vida; as suas carreiras são variáveis, e não as conhece.
 
5.3 OS LÁBIOS DA MULHER ESTRANHA. O livro de Provérbios adverte repetidas vezes quão destrutiva é a imoralidade sexual. Salomão ressalta que, embora os prazeres enganosos dessa imoralidade sejam atraentes, a entrega aos mesmos leva à ruína (vv. 7-14). Este capítulo e também 2.16-19; 6.20-35; 22.14; 23.27,28; 29.3; 30.20; 31.3 abordam a quebra das normas divinas da pureza e da castidade. A resposta à imoralidade sexual é a entrega pessoal a DEUS (v. 1) a abstenção sexual disciplinada pré-marital e a satisfação do desejo sexual natural através de uma vida marital santa e amorosa (vv. 15-23).
 
6.32,33 O QUE ADULTERA... O SEU OPRÓBRIO NUNCA SE APAGARÁ. O crente que cometer adultério, sofrerá aflição e desonra; além disso, seu opróbrio nunca desaparecerá.
(1) O adultério é um pecado grave e hediondo contra DEUS (2 Sm 12.9,10) e contra o cônjuge inocente que foi enganado; a vergonha e a infâmia daquele pecado permanecem com a parte culpada pela vida inteira. Embora a culpa do adultério possa ser perdoada mediante o arrependimento, seu opróbrio permanecerá e suas cicatrizes nunca serão totalmente removidas. Não é possível remediar completamente o dano feito (ver 2 Sm 12.10; 13.13,22; 1 Rs 15.5; Ne 13.26; Mt 1.6).
(2) Por causa das conseqüências terríveis e a longo prazo que o adultério acarreta a todos que o praticam, devemos fugir de toda tentação e evitar qualquer relacionamento que possa levar a esse pecado. Devemos orar para que o Senhor nos livre dessa tentação (Mt 6.13) e lembrar-nos com sensatez, ao sermos tentados, das palavras das Escrituras: "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia" (1 Co 10.12).
 
Mateus 5.27,28 
27 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. 28 Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela.
5.28 ATENTAR NUMA MULHER PARA A COBIÇAR.
Trata-se de cobiça carnal, ou concupiscência (gr. epithumia). O que CRISTO condena aqui não é o pensamento repentino que Satanás pode colocar na mente de uma pessoa, nem um desejo impróprio que surge de repente. Trata-se, pelo contrário, de um pensamento ou desejo errado, aprovado pela nossa vontade. É um desejo imoral que a pessoa procurará realizar, caso surja a oportunidade. O desejo íntimo de prazer sexual ilícito, imaginado e não resistido, é pecado.
(1) O cristão deve tomar muito cuidado para não admirar cenas imorais como as de filmes e da literatura pornográfica (cf. 2 Tm 2.22; Tt 2.12; Tg 1.14; 1 Pe 2.11; 2 Pe 3.3; 1 Jo 2.15,16; 1 Co 6.18; Gl 5.19, 21; Cl 3.5; Ef 5.5; Hb 13.4).
(2) Quanto a manter a pureza sexual, a mulher, igualmente como o homem, tem responsabilidade. A mulher cristã deve tomar cuidado para não se vestir de modo a atrair a atenção para o seu corpo e deste modo originar tentação no homem e instigar a concupiscência. Vestir-se com imodéstia é pecado (1 Tm 2.9; 1 Pe 3.2,3).
 
A infidelidade conjugal tem sido o principal motivo de separação de casais na igreja. A falta de vigilância com a internet e com o contato pele-a-pele (abraços exagerados) e permanência em lugares fechados a sós, tem sido motivo de haverem tantos casos de adultério na igreja. A igreja precisa pedir a DEUS discernimento espiritual para serem revelados esses casos e pedir a DEUS autoridade e coragem para os líderes no combate aos casos existentes, procurando o perdão entre os cônjuges e a restauração dos casamentos quebrados por tais atos pecaminosos.
 
1. ADULTÉRIO, UM GRAVE PECADO:
Infidelidade conjugal, biblicamente falando, é o ato sexual entre uma pessoa casada e outra que não é o seu cônjuge. Na bíblia é geralmente denominado Adultério (AT - hebraico Naaph – NT – grego – moichos ou  moicheia). (Exemplos - Jr 2.33; 7.9; 23.14; 29.23; Os 4.2; Ml 3.5; Lc 18.11; I Co 6.9; Hb 13.4)
Moicheia é o termo usado para pecado físico do adultério (Mt 15.19; Mc 7.21; Jo 8.3; Gl 5.19).
Adultério é palavra portuguesa derivada do grego adulterium se referindo ao dormir em cama alheia.
Hb 13.4 “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros DEUS os julgará”.

2. AS CONSEQÜÊNCIAS DA INFIDELIDADE 
O adultério é pecado largamente condenado tanto no Antigo quanto no Novo testamento.(Êx 5.18 – Êx 20.4 – no decálogo; Dt 5.18; Jó 31.11; Pv 2.17).
Punição aplicada ao adultério - a morte (Lv 20.10; Dt 22.22).
Havia como castigo o estrangulamento, recomendado pelos rabinos ou o apedrejamento como nos tempos de JESUS (Jo 8.3,5).
O rei Davi foi severamente repreendido pelo profeta Natã a esse respeito e o castigo de DEUS se abateu sobre ele, levando-lhe o filho nascido desse ato pecaminoso (II Sm  12.7; Sl 51).
Em Provérbios vemos instruções a fim de que o homem não se envolva em pecado de adultério (Pv 6.29-32).
O divórcio geralmente acontece devido ao adultério de um dos cônjuges - Dt 24.1; Mt 19.9.
O adultério pode ser o principal motivo para se romperem laços conjugais (I Co 6.15-17; Hb 13.4).
No Novo testamento o adultério é visto de maneira mais rígida por JESUS, - Mt 5.28, sendo condenado não apenas por contato físico, mas desejo da alma.
Muitos são os casos de apostasia devido ao adultério e João chega até a dizer que existem pecados que não se deve orar pelos pecadores que insistem neles - I Co 6.9,10; 1 Jo 5.16.
 
3. CONSELHOS CONTRA A INFIDELIDADE
Até cristãos estão sujeitos à infidelidade conjugal e a bíblia está recheada de casos de servos de DEUS que caíram nessa cilada de Satanás. Dentre os mais destacados temos Abraão, Jacó, Davi e Salomão.
Existem casos de história de família que devem ser estudados e vigiados por aqueles que desejam ser fiéis a DEUS e o seu cônjuge (I Co 10.12). Os olhos devem estar fixos em DEUS e em seu testemunho de nossa aliança (Ef 5.25).
O segredo sempre é:
Esposas – sejam submissas.
Esposos – Amem suas esposas.
A falta de assistência de um dos cônjuges quando o outro está ferido pode ocasionar o adultério, por isso os cônjuges devem sempre estar dialogando um com o outro e procurando solução para os problemas que surgirem.
Os problemas conjugais devem ser tratados entre os cônjuges e só podem ser levados a outrem que seja de extrema confiança dos dois – no caso, o melhor é procurar ajuda do pastor e sua esposa.
São funestas as conseqüências de um adultério, mas sempre o perdão deve estar à frente de qualquer outra atitude.
O homem não é dono de seu corpo e nem a mulher de seu, portanto não podem ficar muito tempo sem o ato sexual. Muitos adultérios acontecem por falta de sexo entre os cônjuges. Existem maridos que passam até meses fora de casa em viagem de negócios ou outros afazeres. Muitos maridos passam anos dormindo no sofá, embora morando dentro da mesma casa que seu cônjuge. (I Co 7.5).
Casados devem tomar cuidado com elogios alheios (Pv 2.16,17 Pv 5.3; 6.24; 7.5, 21,23).
Antes de viajar o cônjuge deve procurar por relacionamento sexual com seu cônjuge para que não sejam demasiadamente tentados (Pv 7.10-12);
O amor entre os cônjuges deve ser mantido sempre aceso (Fp 1.9).

CONCLUSÃO
A infidelidade ou adultério acontece tanto no mundo como na igreja. É preciso lutar contra esse pecado como se luta contra Satanás, ele é o tentador. Só o amor e o compromisso com DEUS podem evitar que o casamento seja destruído pelo adultério. O perdão é ainda a melhor solução quando acontece essa tragédia.
 
PADRÕES DE MORALIDADE SEXUAL (BEP - CPAD)
Hb 13.4 “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros DEUS os julgará”.

O crente, antes de mais nada, precisa ser moral e sexualmente puro (cf. 2Co 11.2; Tt 2.5; 1Pe 3.2). A palavra “puro” (gr. hagnos ou amiantos) significa livre de toda mácula da lascívia. O termo refere-se a abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis com a virgindade e a castidade ou com os votos matrimoniais da pessoa. Refere-se, também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade sexual que contamina a pureza da pessoa diante de DEUS. Isso abrange o controle do corpo “em santificação e honra” (1Ts 4.4) e não em “concupiscência” (4.5). Este ensino das Escrituras é tanto para os solteiros, como para os casados. No tocante ao ensino bíblico sobre a moral sexual, vejamos o seguinte:
(1) A intimidade sexual é limitada ao matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por DEUS (ver Gn 2.24; Ct 2.7; 4.12). Mediante o casamento, marido e mulher tornam-se uma só carne, segundo a vontade de DEUS. Os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por DEUS e por Ele honrados.
(2) O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de DEUS por serem transgressões da lei do amor (Êx 20.14) e profanação do relacionamento conjugal. Tais pecados são severamente condenados nas Escrituras (ver Pv 5.3) e colocam o culpado fora do reino de DEUS (Rm 1.24-32; 1Co 6.9,10; Gl 5.19-21).
(3) A imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem ensine, em nossos dias, que qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos solteiros, tendo eles mútuo “compromisso”, é aceitável, uma vez que não haja ato sexual completo. Tal ensino peca contra a santidade de DEUS e o padrão bíblico da pureza. DEUS proíbe, explicitamente, “descobrir a nudez” ou “ver a nudez” de qualquer pessoa a não ser entre marido e mulher legalmente casados (Lv 18.6-30; 20.11,17, 19-21; ver 18.6).
(4) Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge. A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do ESPÍRITO, no crente, i.e., a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que representa prazer sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e impureza. Nossa dedicação à vontade de DEUS, pela fé, abre o caminho para recebermos a bênção do domínio próprio: “temperança” (Gl 5.22-24).
(5) Termos bíblicos descritivos da imoralidade e que revelam a extensão desse mal.
(a) Fornicação (gr. porneia). Descreve uma ampla variedade de práticas sexuais, pré ou extramaritais. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é claramente transgressão dos padrões morais de DEUS para seu povo (Lv 18.6-30; 20.11,12, 17, 19-21; 1Co 6.18; 1Ts 4.3).
(b) A lascívia (gr. aselgeia) denota a ausência de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio que leva à conduta virtuosa (ver 1Tm 2.9 sobre a modéstia). Isso inclui a inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu estímulo, e deste modo a pessoa torna-se partícipe de uma conduta antibíblica (Gl 5.19; Ef 4.19; 1Pe 2.2,18).
(c) Enganar, i.e., aproveitar-se de uma pessoa, ou explorá-la (gr. pleonekteo, e.g., 1Ts 4.6), significa privá-la da pureza moral que DEUS pretendeu para essa pessoa, para a satisfação de desejos egoístas. Despertar noutra pessoa estímulos sexuais que não possam ser correta e legitimamente satisfeitos, significa explorá-la ou aproveitar-se dela (1Ts 4.6; Ef 4.19).
(d) A lascívia ou cobiça carnal (gr. epithumia) é um desejo carnal imoral que a pessoa daria vazão se tivesse oportunidade (Ef 4.22; 1Pe 4.3; 2Pe 2.18; ver Mt 5.28).
 
 
Adultério (vv. 27-30; Êx 20:14). (Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - W arren W . W iersbe)
Para o povo judeu daquela época, o noivado eqüivalia ao casamento - exceto pelo fato de que o homem e a mulher não coabitavam. Os noivos eram chamados de "marido e esposa", e, ao fim do período de noivado, o casamento era consumado. Se uma mulher que estava noiva ficava grávida, isso era considerado adultério (ver Dt 22:1321).
Porém, José não pediu nenhuma punição nem o divórcio quando descobriu que Maria estava grávida, pois o Senhor havia lhe revelado a verdade. Todas essas coisas cumpriram Isaías 7:14.
Os fariseus tinham uma lista de ações exteriores consideradas pecado, mas JESUS explicou que o pecado provém das atitudes do coração. A ira sem motivo é homicídio no coração; a lascívia é adultério no coração. A pessoa que afirma "viver segundo o sermão do monte" talvez não perceba que é mais difícil seguir esses preceitos do que os Dez Mandamentos!
JESUS assevera a pureza da lei de DEUS e, em seguida, explica que a intenção dessa lei é revelar a santidade do sexo e a pecaminosidade do coração humano. DEUS criou o sexo e protege essa criação. Tem autoridade para determinar como deve ser usado e para punir os que se rebelam contra suas leis. DEUS não estabeleceu regras para o sexo porque deseja nos controlar, mas sim porque deseja nos abençoar. DEUS sempre diz "não" para poder dizer "sim". A impureza sexual nasce dos desejos do coração. Mais uma vez, JESUS não está dizendo que desejos lascivos são a mesma coisa que práticas lascivas e, portanto, que a pessoa pode aproveitar e cometer adultério de fato, uma vez que já o fez em pensamento. O desejo e a prática não são idênticos, mas, em termos espirituais, são equivalentes. O "olhar" que JESUS menciona não é apenas casual e de relance; antes, é um olhar fixo e demorado com propósitos lascivos. É possível um homem olhar de relance para uma mulher, constatar que ela é linda, mas não ter pensamentos lascivos depois disso. O homem que JESUS descreve olha para a mulher com o propósito de alimentar seus apetites sexuais interiores, como um substituto para o ato sexual em si. Não é uma situação acidental, mas um ato planejado. Como vencer essas tentações? Pela purificação dos desejos do coração (o apetite conduz à ação) e pela disciplina das ações do corpo. Claro que JESUS não está falando literalmente de realizar uma cirurgia, pois isso não resolveria o problema do coração. Em se tratando dos pecados sexuais, os olhos e as mãos são geralmente os dois grandes "culpados"; portanto, são eles que devem ser disciplinados. JESUS diz: "trate o pecado de maneira imediata e decisiva! Não pense num tratamento gradual. A remoção deve ser radical!" A cirurgia espiritual é mais importante do que a cirurgia física, pois os pecados do corpo podem levar ao julgamento eterno.
Convém refletir sobre passagens como Colossenses 3:5 e Romanos 6:13; 12:1, 2; 13:14. (Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - W arren W . W iersbe)
 
Curiosidade
Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:
Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando a mulher de alguém se desviar, e transgredir contra ele,
De maneira que algum homem se tenha deitado com ela, e for oculto aos olhos de seu marido, e ela o tiver ocultado, havendo-se ela contaminado, e contra ela não houver testemunha, e no feito não for apanhada,
E o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, não se havendo ela contaminado,
Então aquele homem trará a sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela; uma décima de efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite, nem sobre ela porá incenso, porquanto é oferta de alimentos por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniqüidade em memória.
E o sacerdote a fará chegar, e a porá perante a face do SENHOR.
E o sacerdote tomará água santa num vaso de barro; também tomará o sacerdote do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água.
Então o sacerdote apresentará a mulher perante o SENHOR, e descobrirá a cabeça da mulher; e a oferta memorativa, que é a oferta por ciúmes, porá sobre as suas mãos, e a água amarga, que traz consigo a maldição, estará na mão do sacerdote.
E o sacerdote a fará jurar, e dirá àquela mulher: Se ninguém contigo se deitou, e se não te apartaste de teu marido pela imundícia, destas águas amargas, amaldiçoantes, serás livre.
Mas, se te apartaste de teu marido, e te contaminaste, e algum homem, fora de teu marido, se deitou contigo,
Então o sacerdote fará jurar à mulher com o juramento da maldição; e o sacerdote dirá à mulher: O SENHOR te ponha por maldição e por praga no meio do teu povo, fazendo-te o SENHOR consumir a tua coxa e inchar o teu ventre.
E esta água amaldiçoante entre nas tuas entranhas, para te fazer inchar o ventre, e te fazer consumir a coxa. Então a mulher dirá: Amém, Amém.
Depois o sacerdote escreverá estas mesmas maldições num livro, e com a água amarga as apagará.
E a água amarga, amaldiçoante, dará a beber à mulher, e a água amaldiçoante entrará nela para amargurar.
E o sacerdote tomará a oferta por ciúmes da mão da mulher, e moverá a oferta perante o SENHOR; e a oferecerá sobre o altar.
Também o sacerdote tomará um punhado da oferta memorativa, e sobre o altar a queimará; e depois dará a beber a água à mulher.
E, havendo-lhe dado a beber aquela água, será que, se ela se tiver contaminado, e contra seu marido tiver transgredido, a água amaldiçoante entrará nela para amargura, e o seu ventre se inchará, e consumirá a sua coxa; e aquela mulher será por maldição no meio do seu povo.
E, se a mulher se não tiver contaminado, mas estiver limpa, então será livre, e conceberá filhos.
Esta é a lei dos ciúmes, quando a mulher, em poder de seu marido, se desviar e for contaminada;
Ou quando sobre o homem vier o espírito de ciúmes, e tiver ciúmes de sua mulher, apresente a mulher perante o SENHOR, e o sacerdote nela execute toda esta lei.
E o homem será livre da iniqüidade, porém a mulher levará a sua iniqüidade.
Números 5:11-31
Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando a mulher de alguém se desviar, e transgredir contra ele,

De maneira que algum homem se tenha deitado com ela, e for oculto aos olhos de seu marido, e ela o tiver ocultado, havendo-se ela contaminado, e contra ela não houver testemunha, e no feito não for apanhada,

E o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, não se havendo ela contaminado,

Então aquele homem trará a sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela; uma décima de efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite, nem sobre ela porá incenso, porquanto é oferta de alimentos por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniqüidade em memória.

E o sacerdote a fará chegar, e a porá perante a face do SENHOR.

E o sacerdote tomará água santa num vaso de barro; também tomará o sacerdote do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água.

Então o sacerdote apresentará a mulher perante o SENHOR, e descobrirá a cabeça da mulher; e a oferta memorativa, que é a oferta por ciúmes, porá sobre as suas mãos, e a água amarga, que traz consigo a maldição, estará na mão do sacerdote.

E o sacerdote a fará jurar, e dirá àquela mulher: Se ninguém contigo se deitou, e se não te apartaste de teu marido pela imundícia, destas águas amargas, amaldiçoantes, serás livre.

Mas, se te apartaste de teu marido, e te contaminaste, e algum homem, fora de teu marido, se deitou contigo,

Então o sacerdote fará jurar à mulher com o juramento da maldição; e o sacerdote dirá à mulher: O SENHOR te ponha por maldição e por praga no meio do teu povo, fazendo-te o SENHOR consumir a tua coxa e inchar o teu ventre.

E esta água amaldiçoante entre nas tuas entranhas, para te fazer inchar o ventre, e te fazer consumir a coxa. Então a mulher dirá: Amém, Amém.

Depois o sacerdote escreverá estas mesmas maldições num livro, e com a água amarga as apagará.

E a água amarga, amaldiçoante, dará a beber à mulher, e a água amaldiçoante entrará nela para amargurar.

E o sacerdote tomará a oferta por ciúmes da mão da mulher, e moverá a oferta perante o SENHOR; e a oferecerá sobre o altar.

Também o sacerdote tomará um punhado da oferta memorativa, e sobre o altar a queimará; e depois dará a beber a água à mulher.

E, havendo-lhe dado a beber aquela água, será que, se ela se tiver contaminado, e contra seu marido tiver transgredido, a água amaldiçoante entrará nela para amargura, e o seu ventre se inchará, e consumirá a sua coxa; e aquela mulher será por maldição no meio do seu povo.

E, se a mulher se não tiver contaminado, mas estiver limpa, então será livre, e conceberá filhos.

Esta é a lei dos ciúmes, quando a mulher, em poder de seu marido, se desviar e for contaminada;

Ou quando sobre o homem vier o espírito de ciúmes, e tiver ciúmes de sua mulher, apresente a mulher perante o SENHOR, e o sacerdote nela execute toda esta lei.

E o homem será livre da iniqüidade, porém a mulher levará a sua iniqüidade.
Números 5:11-31
Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando a mulher de alguém se desviar, e transgredir contra ele,

De maneira que algum homem se tenha deitado com ela, e for oculto aos olhos de seu marido, e ela o tiver ocultado, havendo-se ela contaminado, e contra ela não houver testemunha, e no feito não for apanhada,

E o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, não se havendo ela contaminado,

Então aquele homem trará a sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela; uma décima de efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite, nem sobre ela porá incenso, porquanto é oferta de alimentos por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniqüidade em memória.

E o sacerdote a fará chegar, e a porá perante a face do SENHOR.

E o sacerdote tomará água santa num vaso de barro; também tomará o sacerdote do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água.

Então o sacerdote apresentará a mulher perante o SENHOR, e descobrirá a cabeça da mulher; e a oferta memorativa, que é a oferta por ciúmes, porá sobre as suas mãos, e a água amarga, que traz consigo a maldição, estará na mão do sacerdote.

E o sacerdote a fará jurar, e dirá àquela mulher: Se ninguém contigo se deitou, e se não te apartaste de teu marido pela imundícia, destas águas amargas, amaldiçoantes, serás livre.

Mas, se te apartaste de teu marido, e te contaminaste, e algum homem, fora de teu marido, se deitou contigo,

Então o sacerdote fará jurar à mulher com o juramento da maldição; e o sacerdote dirá à mulher: O SENHOR te ponha por maldição e por praga no meio do teu povo, fazendo-te o SENHOR consumir a tua coxa e inchar o teu ventre.

E esta água amaldiçoante entre nas tuas entranhas, para te fazer inchar o ventre, e te fazer consumir a coxa. Então a mulher dirá: Amém, Amém.

Depois o sacerdote escreverá estas mesmas maldições num livro, e com a água amarga as apagará.

E a água amarga, amaldiçoante, dará a beber à mulher, e a água amaldiçoante entrará nela para amargurar.

E o sacerdote tomará a oferta por ciúmes da mão da mulher, e moverá a oferta perante o SENHOR; e a oferecerá sobre o altar.

Também o sacerdote tomará um punhado da oferta memorativa, e sobre o altar a queimará; e depois dará a beber a água à mulher.

E, havendo-lhe dado a beber aquela água, será que, se ela se tiver contaminado, e contra seu marido tiver transgredido, a água amaldiçoante entrará nela para amargura, e o seu ventre se inchará, e consumirá a sua coxa; e aquela mulher será por maldição no meio do seu povo.

E, se a mulher se não tiver contaminado, mas estiver limpa, então será livre, e conceberá filhos.
Números 5:11-28
Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando a mulher de alguém se desviar, e transgredir contra ele,

De maneira que algum homem se tenha deitado com ela, e for oculto aos olhos de seu marido, e ela o tiver ocultado, havendo-se ela contaminado, e contra ela não houver testemunha, e no feito não for apanhada,

E o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, não se havendo ela contaminado,

Então aquele homem trará a sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela; uma décima de efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite, nem sobre ela porá incenso, porquanto é oferta de alimentos por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniqüidade em memória.

E o sacerdote a fará chegar, e a porá perante a face do SENHOR.

E o sacerdote tomará água santa num vaso de barro; também tomará o sacerdote do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água.

Então o sacerdote apresentará a mulher perante o SENHOR, e descobrirá a cabeça da mulher; e a oferta memorativa, que é a oferta por ciúmes, porá sobre as suas mãos, e a água amarga, que traz consigo a maldição, estará na mão do sacerdote.

E o sacerdote a fará jurar, e dirá àquela mulher: Se ninguém contigo se deitou, e se não te apartaste de teu marido pela imundícia, destas águas amargas, amaldiçoantes, serás livre.

Mas, se te apartaste de teu marido, e te contaminaste, e algum homem, fora de teu marido, se deitou contigo,

Então o sacerdote fará jurar à mulher com o juramento da maldição; e o sacerdote dirá à mulher: O SENHOR te ponha por maldição e por praga no meio do teu povo, fazendo-te o SENHOR consumir a tua coxa e inchar o teu ventre.

E esta água amaldiçoante entre nas tuas entranhas, para te fazer inchar o ventre, e te fazer consumir a coxa. Então a mulher dirá: Amém, Amém.

Depois o sacerdote escreverá estas mesmas maldições num livro, e com a água amarga as apagará.

E a água amarga, amaldiçoante, dará a beber à mulher, e a água amaldiçoante entrará nela para amargurar.

E o sacerdote tomará a oferta por ciúmes da mão da mulher, e moverá a oferta perante o SENHOR; e a oferecerá sobre o altar.

Também o sacerdote tomará um punhado da oferta memorativa, e sobre o altar a queimará; e depois dará a beber a água à mulher.

E, havendo-lhe dado a beber aquela água, será que, se ela se tiver contaminado, e contra seu marido tiver transgredido, a água amaldiçoante entrará nela para amargura, e o seu ventre se inchará, e consumirá a sua coxa; e aquela mulher será por maldição no meio do seu povo.

E, se a mulher se não tiver contaminado, mas estiver limpa, então será livre, e conceberá filhos.
Números 5:11-28
Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando a mulher de alguém se desviar, e transgredir contra ele,

De maneira que algum homem se tenha deitado com ela, e for oculto aos olhos de seu marido, e ela o tiver ocultado, havendo-se ela contaminado, e contra ela não houver testemunha, e no feito não for apanhada,

E o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, não se havendo ela contaminado,

Então aquele homem trará a sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela; uma décima de efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite, nem sobre ela porá incenso, porquanto é oferta de alimentos por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniqüidade em memória.

E o sacerdote a fará chegar, e a porá perante a face do SENHOR.

E o sacerdote tomará água santa num vaso de barro; também tomará o sacerdote do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água.

Então o sacerdote apresentará a mulher perante o SENHOR, e descobrirá a cabeça da mulher; e a oferta memorativa, que é a oferta por ciúmes, porá sobre as suas mãos, e a água amarga, que traz consigo a maldição, estará na mão do sacerdote.

E o sacerdote a fará jurar, e dirá àquela mulher: Se ninguém contigo se deitou, e se não te apartaste de teu marido pela imundícia, destas águas amargas, amaldiçoantes, serás livre.

Mas, se te apartaste de teu marido, e te contaminaste, e algum homem, fora de teu marido, se deitou contigo,

Então o sacerdote fará jurar à mulher com o juramento da maldição; e o sacerdote dirá à mulher: O SENHOR te ponha por maldição e por praga no meio do teu povo, fazendo-te o SENHOR consumir a tua coxa e inchar o teu ventre.

E esta água amaldiçoante entre nas tuas entranhas, para te fazer inchar o ventre, e te fazer consumir a coxa. Então a mulher dirá: Amém, Amém.

Depois o sacerdote escreverá estas mesmas maldições num livro, e com a água amarga as apagará.

E a água amarga, amaldiçoante, dará a beber à mulher, e a água amaldiçoante entrará nela para amargurar.

E o sacerdote tomará a oferta por ciúmes da mão da mulher, e moverá a oferta perante o SENHOR; e a oferecerá sobre o altar.

Também o sacerdote tomará um punhado da oferta memorativa, e sobre o altar a queimará; e depois dará a beber a água à mulher.

E, havendo-lhe dado a beber aquela água, será que, se ela se tiver contaminado, e contra seu marido tiver transgredido, a água amaldiçoante entrará nela para amargura, e o seu ventre se inchará, e consumirá a sua coxa; e aquela mulher será por maldição no meio do seu povo.

E, se a mulher se não tiver contaminado, mas estiver limpa, então será livre, e conceberá filhos.

Esta é a lei dos ciúmes, quando a mulher, em poder de seu marido, se desviar e for contaminada;

Ou quando sobre o homem vier o espírito de ciúmes, e tiver ciúmes de sua mulher, apresente a mulher perante o SENHOR, e o sacerdote nela execute toda esta lei.

E o homem será livre da iniqüidade, porém a mulher levará a sua iniqüidade.
Números 5:11-31
Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando a mulher de alguém se desviar, e transgredir contra ele,

De maneira que algum homem se tenha deitado com ela, e for oculto aos olhos de seu marido, e ela o tiver ocultado, havendo-se ela contaminado, e contra ela não houver testemunha, e no feito não for apanhada,

E o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, não se havendo ela contaminado,

Então aquele homem trará a sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela; uma décima de efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite, nem sobre ela porá incenso, porquanto é oferta de alimentos por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniqüidade em memória.

E o sacerdote a fará chegar, e a porá perante a face do SENHOR.

E o sacerdote tomará água santa num vaso de barro; também tomará o sacerdote do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água.

Então o sacerdote apresentará a mulher perante o SENHOR, e descobrirá a cabeça da mulher; e a oferta memorativa, que é a oferta por ciúmes, porá sobre as suas mãos, e a água amarga, que traz consigo a maldição, estará na mão do sacerdote.

E o sacerdote a fará jurar, e dirá àquela mulher: Se ninguém contigo se deitou, e se não te apartaste de teu marido pela imundícia, destas águas amargas, amaldiçoantes, serás livre.

Mas, se te apartaste de teu marido, e te contaminaste, e algum homem, fora de teu marido, se deitou contigo,

Então o sacerdote fará jurar à mulher com o juramento da maldição; e o sacerdote dirá à mulher: O SENHOR te ponha por maldição e por praga no meio do teu povo, fazendo-te o SENHOR consumir a tua coxa e inchar o teu ventre.

E esta água amaldiçoante entre nas tuas entranhas, para te fazer inchar o ventre, e te fazer consumir a coxa. Então a mulher dirá: Amém, Amém.

Depois o sacerdote escreverá estas mesmas maldições num livro, e com a água amarga as apagará.

E a água amarga, amaldiçoante, dará a beber à mulher, e a água amaldiçoante entrará nela para amargurar.

E o sacerdote tomará a oferta por ciúmes da mão da mulher, e moverá a oferta perante o SENHOR; e a oferecerá sobre o altar.

Também o sacerdote tomará um punhado da oferta memorativa, e sobre o altar a queimará; e depois dará a beber a água à mulher.

E, havendo-lhe dado a beber aquela água, será que, se ela se tiver contaminado, e contra seu marido tiver transgredido, a água amaldiçoante entrará nela para amargura, e o seu ventre se inchará, e consumirá a sua coxa; e aquela mulher será por maldição no meio do seu povo.

E, se a mulher se não tiver contaminado, mas estiver limpa, então será livre, e conceberá filhos.

Esta é a lei dos ciúmes, quando a mulher, em poder de seu marido, se desviar e for contaminada;

Ou quando sobre o homem vier o espírito de ciúmes, e tiver ciúmes de sua mulher, apresente a mulher perante o SENHOR, e o sacerdote nela execute toda esta lei.

E o homem será livre da iniqüidade, porém a mulher levará a sua iniqüidade.
Números 5:11-31
 
Depois que um homem se converte, é convencido pela Palavra de DEUS e pelo ESPÍRITO SANTO a mudar sua linha de pensamento. O Senhor, naturalmente, conhece este problema universal dos homens, pois ele nos admoesta: "Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela." (Mt 5.28.) Esse adultério mental, provavelmente, já derrotou maior número de homens sinceros que qualquer outro pecado. Muitas mulheres crentes não compreendem este problema dos homens, razão pela qual adotam vestuário tão reduzido. Se elas soubessem os problemas mentais que sua falta de decência causa na média dos homens, muitas se vestiriam com mais recato; mas como não se sentem excitadas à vista de um belo físico masculino, não percebem a imediata reação dos homens à sua exposição.
 
ADULTÉRIO (O Ato Conjugal - Tim e Beverly LaHaye)
Uma pessoa pode ser realmente perdoada por um adultério cometido?
Os pecados de adultério, homossexualismo e assassinato eram considerados crimes capitais na Bíblia, já que eram punidos com a pena de morte (Lv 20.10). Na Palavra de DEUS, está evidenciado de forma clara, que a vida humana é da maior importância para DEUS, e esses pecados atentam contra a perpetuação da vida. Mas, apesar disso, o sangue de CRISTO, vertido na cruz, pode purificar estes e outros pecados (1 Jo 1.7,9). Outra evidência do perdão de DEUS para esse pecado é o fato de JESUS haver perdoado a mulher adúltera (Jo 8.1-11), e a samaritana que tivera cinco maridos e na ocasião estava vivendo com outro (Jo 4.1-42).
O crente pode cometer adultério?
O crente pode cometer qualquer pecado que o homem conhece, mas se é realmente "nascido de novo", não poderá evitar o sentimento de culpa que lhe sobrevém da parte do ESPÍRITO SANTO (Jo 16.7-11). Por essa razão, Paulo desafia os cristãos a que andem segundo o ESPÍRITO e não segundo a carne (Gl 5.16-21). Se um crente abriga pensamentos impuros no coração durante algum tempo, fatalmente virá a praticar a ação. Foi por isso que CRISTO colocou em pé de igualdade os pensamentos impuros e o adultério (Mt 5.28). Nestes nossos dias de tanta tentação no plano sexual, é imprescindível que guardemos nossa mente.
Como posso perdoar meu cônjuge por um ato de infidelidade?
Provavelmente, não existe maior traição da confiança do que a da infidelidade conjugai. Portanto, é bastante comum a parte ofendida ter grande dificuldade em perdoar o cônjuge. Mas essa angústia e ressentimento não devem ser abrigados indefinidamente, pois, embora esta atitude possa ser compreensível, o fato é que o relacionamento dos dois não pode basear-se num ressentimento. Ê por esse motivo que outros casais se separam, após um ato de adultério, mesmo que o ofensor se arrependa e não prossiga em sua conduta.
O Senhor ensinou a necessidade do perdão em Mateus 6.14,15 e Efésios 4.32, bem como em muitas outras passagens. DEUS nunca nos dá uma ordem que não sejamos capazes de cumprir, pois ele nos capacita a isso. Portanto, se você quiser perdoar, você conseguirá. Mas, se preferir alimentar amargura e mágoa, provavelmente nunca superará o problema. Certa vez indaguei de uma senhora que fora traída pelo marido, o seguinte: "A senhora quer ser feliz ou infeliz pelo resto da vida? A decisão é sua!"
Como posso perdoar a mim mesmo por ter sido infiel ao meu cônjuge?
A infidelidade é um dos maiores golpes que pode sofrer um casamento, pois desencadeia uma série de conseqüências más, sendo que uma das maiores é justamente o sentimento de culpa que envolve o transgressor. Já vimos pessoas com esse sentimento de culpa chegarem a um esgotamento nervoso. A Bíblia diz: "O caminho dos pérfidos é intransitável." (Pv 13.15.) E isso é particularmente aplicável a quem se torna culpado de pecados de natureza sexual.
O autoperdão começa com o perdão divino. Quando você compreender que, pela confissão feita a DEUS, o sangue de JESUS CRISTO o purificou de toda injustiça, poderá perdoar a si mesmo. Há duas coisas que podem acelerar este processo: (1) pegue uma concordância bíblica e anote a referência de todos os versos que tratam da questão do perdão dos pecados; leia-os várias vezes; (2) com base em 1 João 1.9, todas as vezes que se lembrar do pecado, pare e agradeça a DEUS, pela fé, por haver-lhe perdoado. Aos poucos, você aprenderá a aceitar o perdão como um fato consumado, ao invés de ficar condenando a si mesmo por um pecado confessado.
Já confessei o pecado de adultério a DEUS, e não tenho intenção de repeti-lo. Devo contar a meu cônjuge?
Embora existam muitos outros fatores que devem ser considerados e que não estão incluídos nesta pergunta, geralmente recomendamos que não se conte ao cônjuge, desde que as condições abaixo sejam preenchidas.
1. Arrependimento genuíno e confissão do pecado a DEUS.
2. Cessação do relacionamento ilícito, evitando-se qualquer tipo de conduta para com a outra parte.
3. Estabelecimento de salvaguardas espirituais, isto é, oração e meditação diárias, participação regular nos trabalhos da igreja e uma conversa franca com o pastor.
Uma vez que meu cônjuge comete adultério, posso confiar nele novamente? Um pecado cometido não facilita a comissão de outros?
Isso depende de o indivíduo haver-se arrependido do pecado, confessado a DEUS e ao seu cônjuge, e cessado todo contato com a outra pessoa. Se estas coisas ocorreram, seria sensato de sua parte dar ao cônjuge a oportunidade de provar sua sinceridade, perdoando-o e esquecendo o passado. De outra forma, você estaria apenas dizendo-lhe: "Você fez a cama, agora deite-se nela."
Você deve aproveitar uma ocasião como esta, para fazer uma análise franca de sua vida, e procurar descobrir meios de modificar suas próprias atitudes e comportamento, de maneira que, com a ajuda de DEUS e a aplicação dos princípios bíblicos à sua vida, você se torne uma esposa (marido) melhor no plano espiritual, emocional e físico. Quando um homem ou mulher comete infidelidade, geralmente, o cônjuge fiel, de alguma forma, deixou de atender aos desejos e necessidades do outro.
Num casamento em que os dois ou pelo menos um é crente, eles devem esgotar todos os recursos possíveis para a reconciliação, antes de apelarem para a separação, mesmo que haja um caso de adultério. A separação deve ser o último recurso, depois que haverem feito, sinceramente, várias tentativas de reconciliação.
 
 
Estudo no Livro de Provérbios - Antônio Neves de Mesquita
VIGIA AS RELAÇÕES ENTRE OS SEXOS (5:1-23; 6: 24-27; Jó 31:1)
1 Um apelo de pai para filho (vv. 1-6)
Como temos feito notar, a Sabedoria assume aqui o papel de pai comum, mas sabemos que se trata da divina Sabedoria, encarnada em Cristo. Logo, o seu conselho não é tanto o de um bom pai que quer evitar a perdição do filho, mas de Deus, que sabe dos perigos que decorrem de tais situações sociais. A advertência é que os lábios dessa mulher adúltera destilam mel, e as suas palavras são mais suaves que o azeite, mas o fim dela é amargoso como o absinto (vv. 3, 4). As figuras são patéticas e verdadeiras. A mulher blandiciosa usa de palavras suaves, trejeitos, apenas para atrair o incauto, que cai na ratoeira como rato guloso; o fim é amargo como o absinto. Esta especiaria é usada no Velho Testamento como símbolo de sofrimento (Deut. 29:18; Jer. 9:15). É um bálsamo amargoso como fel. O gozo do pecado é assim, amargo no final. Mas não é só fel (absinto), é ainda espada de dois gumes, que corta em qualquer direção (v. 4). Esta espada é usada em muitas passagens para indicar a sua perigosa utilidade, pois corta de um lado e do outro (Apoc. 1:16; 19:15, 21). É mencionada no Velho e Novo Testamentos 36 vezes. Os pés dessa mulher levam ao inferno, assim traduzido aqui, mas Seol no hebraico. Em o Novo Testamento é Hades. Tanto num caso como no outro significam o lugar dos mortos. Portanto, tais práticas levam à morte, e quantos morrem antes do tempo por causa delas. Basta ser um pecado contra a ordem divina, contra a sociedade e contra a família, para ser de terríveis conclusões. As doenças venéreas, já referidas noutro lugar, estão assolando a mocidade em diversos países, onde há estatísticas a esse respeito. A sífilis, de tão negrejada lembrança, é uma das suas conseqüências. Então, filho meu, conserve discrição (v. 2). Não te enleies com essa gente. Essa mulher não pondera a vereda da vida, anda como vagabunda, sem o saber. O verbo ponderar, já examinado noutro passo, é sinônimo de pesquisar ou examinar. Uma tradução oferecida por um notável comentador, D. Winston Tomas, diz: "Para que ela não venha a examinar o caminho da vida; seus caminhos são instáveis e ela não o sabe." A versão que estamos usando diz: Ela não pondera a vereda da vida, ande errante nos seus caminhos, o não o sabe. Parece-nos uma tradução perfeita. Uma mulher vagabunda é o que significa não conhecer o seu próprio caminho. É uma mulher sem noção das coisas; irresponsável no seu trajeto pecaminoso.
2 Um apelo repetido (vv. 7-14)
O assunto é de tal magnitude, que o pai sente-se constrangido a dobrar o apelo, usando outros argumentos, mais solenes e imperiosos. Afasta essa mulher do teu caminho (v. 8). É uma adúltera, uma pecadora. Não te aproximes da porta de sua casa. Passa de largo, procura outra rua, outra vereda, para que não dês a outrem a tua honra, nem os teus anos a cruéis (v. 9). Estes versos (8-14) descrevem a vida solapada de um homem que perdeu a honra e o norte de sua vida. As energias dissipadas, os haveres consumidos (v. 10), são apenas uma amostra do que acontece ao homem que se mete com esta espécie de mulher. Depois de perder a honra, fica sujeito a morar com gente cruel, porque já dissipou tudo que tinha, e, como a sepultura nada satisfaz, assim é. Ela absorve o homem e tudo que tem: dinheiro, energias e sossego. No fim da vida então ele geme, morando em casa alheia, por favor, porque já não tem dinheiro e nem coragem para ganhá-lo. Conheci um jovem rico, que voltava a Portugal, à sua terra. Comido de sífilis, arrastava pela rua a sua desdita, como um escárnio. Para poder agüentar o restante dos dias, mais para morrer do que para viver, ia vendendo o que tinha, até ficar sem nada. Um exemplo do luxo de andar com mulheres estranhas. O arrependimento, o remorso chegam tarde. Como aborreci o ensino! o desprezou o meu coração a disciplina: e não escutei a voz dos que mo ensinavam (vv 12 e 13). Agora é tarde. Desprezou os conselhos do pai, dos mestres, e se viu atirado fora da assembléia, do culto, como um réprobo, um malsinado. Quase em todo mal mo achei (v. 14). Talvez queira dizer: "Por pouco escapei da suprema penalidade a quem tais pecados comete, que é a morte" (Lev. 20:10). Esta era a penalidade. Outros traduzem o verso 14 assim: "Tenho cometido todas as perversidades, até as suas profundezas, sendo membro da santa assembléia de Israel." Se esta tradução for aceita, então o pecador se sente excluído da congregação dos crentes hebreus, e, como um renegado, um Ashverus, vai pela terra, em busca de um refúgio, e não o encontra. Escorraçado pelos seus irmãos, assombrado com a sua derrota, pobre, faminto, sem casa, pois tudo que tinha destruiu no pecado (vv. 10 e 11). Agora é apenas um rebotalho de gente, a quem não se atira um pedaço de pão. O fato de tal pecado ser cometido entre o povo da assembléia onde outrora adorava faz a culpa maior do que se pode perdoar (ver Heb. 12:14, 17). Um novo Caim, procurando perdão, sem o encontrar. Esta solene passagem serve para interpretar ainda 1:26, onde a Sabedoria se ri dos que zombaram do seu ensino. A Sabedoria faz isso mesmo com os que repudiam o seu ensino e enveredam pelos caminhos do pecado, seja qual for, se bem que o pecado aqui escalpelado seja aquele contra a família, a sociedade e contra Deus. É um final de tudo quanto é santo e bom.
3 Uma instrução a respeito da alegria de viver bem (vv. 15-20)
Em comparação com a vida de pecado social, o Mestre passa a descrever a felicidade do amor conjugal, ilustrando-o com a cisterna de água pura e limpa, dizendo: Bebe a água da tua própria cisterna o das correntes do teu poço (v. 15). Em lugar de o homem beber das águas impuras do pecado, deve tomar da sua própria cisterna, que mais adiante é delicadamente comparada com a sua mulher da mocidade. Derramar-se-ão fora as tuas fontes o pelas praças os ribeiros da água? (v. 16). Esbanjarás tu as tuas forças, os rios da tua virilidade, pelas praças da cidade? Conseguirás felicidade em tais cursos da vida, quando a derrota mais tarde te assombrar, e quiseres voltar e não atinares com o caminho? É isso tudo que este verso ensina noutra linguagem figurada, para então entrar na verdadeira situação, que espera todo homem na sua mocidade. Em lugar de desperdiçar as suas águas pelas ruas e praças, ele é aconselhado a gozar a vida com a mulher da sua mocidade. Seja bendito o teu manancial e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores, a gazeia graciosa (vv. 18 e 19). Lindas figuras da mulher limpa e amada. A corça é a fêmea do veado, animal ágil, elegante, bonito, amigo dos pastos quietos. A gazeia é outro animal das selvas, lindo, altaneiro, desejável para o nosso jardim. É assim que é ilustrada a mulher amada, cujos seios devem saciar o jovem querido, decente e limpo. Um rapaz corroído do pecado deve sentir-se maculado ao contato com a sua escolhida, limpa e decente. Agora compare-se o manancial bendito, quando desfrutado com a mulher amada, a esposa, de acordo com as leis de Deus e dos homens, com o esbanjar descrito no verso 16. O contraste é flagrante e cheio de ensinos, que a mocidade deve aprender. O moço precisa manter-se casto, como deseja que seja a sua esposa. Os que não conhecem as leis do evangelho ainda são desculpáveis; os das igrejas, porém, não são. O jovem deve casar cedo, antes de ser poluído pelo pecado. Mantenha-se puro diante de Deus e da sua consciência. A doutrina maléfica moderna de que o jovem solteiro não adultera é diabólica. Se não adultera, porque não há vínculo legal, fornica que é um termo até mais feio e sujo. O Novo Testamento faz justa distinção entre os dois vocábulos, todavia, qualquer deles envolve o mesmo pecado e o mesmo crime religioso. Seja feliz, moço, e fuja da porta dessas mulheres. Por que, filho meu, andarias cego pela estranha, e abraçarias o peito de outra? (v. 20). É um apelo muito forte a qualquer filho, que, sem o seu pai saber, se desgarra, atraído pelos enfeites de uma mulher estranha, que já foi possuída por dezenas ou centenas, quando ele pode ter os seios da sua amada e se abraçar com eles. Compare-se e conclua-se.
4 Outra vez a admoestação (5:21-23)
O Mestre insiste em que os caminhos do homem estão descobertos à vista de Deus (v. 21). Nada está oculto a seus olhos e deverá ser com profunda tristeza que Deus contempla um homem, moço ou velho, meter-se com mulheres estranhas. Deus é uma pessoa santa e perfeita, e seus sentimentos são santos e perfeitos. Portanto, deve ser uma tristeza para Deus contemplar o desvario de qualquer neste terreno. . . Ele considera todas as suas veredas (v. 21). Deus considera, toma conhecimento. analisa todos os nossos caminhos, e como se sentirá? Se tomarmos o verbo considerar no sentido de pesquisar, que é o que alguns comentadores entendem, então Deus pesquisa o nosso caminho e verifica todo desvio nas devidas medidas. Quanto ao perverso, as suas iniqüidades o prenderão o com as cordas do seu pecado será detido (v. 22). O homem que se desvia do caminho é considerado perverso, destituído de senso normal, é um réprobo. Com as mesmas cordas com que tece o seu pecado será amarrado. Isso é o que acontece ao homem que se mete com pecadores, sejam elas ou eles. Afasta-te do caminho, pois doutra maneira morrerás. O rebelde apressadamente se torna vítima da sua loucura,, porque desprezou a advertência (5:1) (Será bom comparar Os. 4:6 e Ef. 4:17-19). Concluímos este Capítulo com as devidas tintas que o próprio texto oferece. O modo como os antigos descreviam as coisas não tem compadecimento com o costume moderno de amaciar, de contornar, de dizer uma coisa por outra, de usar eufemismos. Era no duro: A alma que pecar essa morrerá (Ez. 18:4 e 20).
 
GRANDES PRINCÍPIOS PARA A VIDA (6:1-19)
O verso 22 deste capítulo pode ser tomado como a norma que orienta toda a doutrina do capítulo. Três processos aí descritos formam o triângulo que deve normalizar a vida: (1) Quando caminhares; (2) quando te deitares; (3) quando acordares. Assim, andando, dormindo e acordando, deve o homem cuidar-se contra os tremendos imprevistos e descuidos desta vida, num mundo mau e pecaminoso, cheio de surpresas e percalços. Se nós atentarmos para os ensinos deste capítulo, evitaremos na vida muitas ansiedades e angústias, que levam à cova antes do tempo.
1 Ficar como fiador do companheiro (6:1-5)
Coisa tremenda é pôr o nome num documento de outrem, assumindo a obrigação de pagar, se o outro falhar. Isso é mais grave do que parece e não poucas vezes caímos nessa ratoeira. Este autor está calejado disso, mas prometeu jamais transgredir esse mandamento. É proibido ficar como fiador. Talvez haja uma ressalva, que faremos bem em colocar aqui: caso o afiançado der outras garantias por fora, de modo a cobrir os riscos assumidos. Assim ainda poderá ser dada a fiança, mas o melhor é: nem assim, nem de modo algum. É preceito bíblico. Não poucos têm sido arruinados por darem fiança a outrem. Não se entenda que todos que pedem fiança são caloteiros; todavia, no caminho acontecem coisas que levam um homem direito a não poder cumprir as suas obrigações. Então aí está o fiador. Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro, o se te empenhaste ao estranho (6:1). A doutrina é que não devemos ficar por fiadores de companheiros, isto é, Irmãos ou até estranhos. Nem num caso nem noutro. Se ficarmos por fiador de quem quer que seja, já estás enredado com os teus lábios, estás prego com as palavras da tua boca (v. 2). Como se vê, o estatuto da fiança é antigo. Moisés legislou quanto a emprestar dinheiro, que é bem melhor do que ficar por fiador (Deut. 23:19). É melhor emprestar, admitindo que se pode perder, do que ficar por fiador. Se perdermos o emprestado, perdemos o nosso; mas se ficarmos por fiador poderemos perder até o que não é nosso. O conselho é este: Filho meu, agora faze isto: livra-te, pois caíste nas mãos do teu companheiro (v. 3), continuando a dar instruções quanto ao modo de se livrar da rede, implorando e não descansando nem de dia nem de noite, até se livrar da emboscada. Isso, atualmente é impossível, pois fiança é assinatura em documento, o que não seria o caso antigamente, porquanto a palavra valia. Como se poderia retirar a fiança dada em documentos? Não há jeito. Em casos de fiança de casa, o Código Civil, nos Artigos 1500/1501, admite que o fiador pode denunciar a fiança dada; mas os que pedem a fiança logo se cobrem contra esta possibilidade, incluindo no contrato a cláusula de que o fiador abre mão daquele direito; e, como poucos conhecem o Código Civil, então a prescrição é quase nula. O verso 5 usa uma linguagem típica de agir como a gazeia, ao se livrar do caçador, e a ave, do passarinheiro. Registrando nesta página esses conselhos, esperamos que os dez leitores do livro aprendam a lição.
Em Israel a fiança podia ser dada em objetos, como penhores. Todavia, o sábio legislador foi muito severo na maneira como se poderia aceitar essa fiança. Em Êxodo 22:25-27 admite-se dar objetos em penhor. Caso o irmão fosse pobre, daria o vestido; este, no entanto, deveria ser restituído antes do pôr do sol, para que se cobrisse com ele de noite. No caso de penhor de animal, este deveria ser entregue tal qual havia sido recebido. Em Levítico ainda há prescrições quanto a emprestar dinheiro. Se fosse a um irmão, não se podia cobrar juros; a estranho, sim. O que Moisés preveniu foi a usura contra o pobre. As Caixas Econômicas, nas suas seções de penhores, contam uma história triste, de gente que dá em penhor, a troco de meia dúzia de cruzeiros, objetos de estimação e até necessários para o sustento da vida, como máquinas de costura e outros. Isso deveria ser proibido, Mas a fome é má companheira, e a miséria é qualquer coisa que deve escurecer o coração do pobre.
Os intérpretes de Provérbios discutem minuciosamente os prós e os contras dessa escritura, e chegam a comentar o uso do dinheiro como um dos motivos de fianças em bancos, casas comerciais, agenciamento de diversas naturezas. O uso do dinheiro é um índice do caráter; e o que toma dinheiro emprestado, com um fiador amigo, deve ser um homem de caráter comprovado. O que toma dinheiro emprestado para negociatas é moralmente fraco e praticamente desonesto. Vive do que tens e não cries dificuldades para os outros. O capítulo ora em estudo previne especialmente contra dar fiança a estrangeiros. Isso seria possível em tempos antigos para comerciantes ambulantes, comprando em um lugar, para vender em outro. Cuida-te contra tais práticas. Jamais ponhas o teu nome em papel que envolva fiança. Se te empenhaste ao estranho (v. 1), estás enredado com o que dizem os teus lábios (v. 2). Trata-se, naturalmente, de fiança verbal, que nos tempos antigos valia, como, o mandar um cabelo da barba a alguém, pedindo emprestado. O cabelo era sólida garantia de pagamento.
Possivelmente a referência "ao estranho" signifique "a almocreves", que vinham à Palestina comprar azeite e vinho, para venderem na Fenícia, que não produzia em abundância esses produtos. Então o comerciante venderia a crédito e precisaria de um fiador para a dívida, até que o ambulante voltasse. Se era isto o que significa "ao estranho", então o risco era maior ainda, porque os tais, depois de vendidos os artigos, voltariam ou não. O comércio ambulante de azeite é muito comum na Europa, andando os assim chamados "almocreves", com um burrico, transportando dois pequenos barris, vendendo de porta em porta aos que não cultivam oliveiras e vinhedos.
2 Olha, ó preguiçoso (6:6-11)
Acorda homem, que já é dia, teria dito o vizinho do dorminhoco. O preguiçoso dorme até o dia alto ou o dia todo, para então voltar à vida de noite, quando não há possibilidade de trabalhar, mas de vagabundar. O preguiçoso é também vagabundo. O Peregrino tem um quadro, talvez tirado deste provérbio, em que o preguiçoso, junto do simples, dorme à beira do caminho do Cristão, que vai andando no seu caminho de peregrino. Este tópico bem se parece com uma descrição de Salomão, conforme I Reis 4:33, que escreveu de tudo, desde a planta que cresce no muro, até os peixes que nadam no mar. Teria ele se ocupado do preguiçoso? Por que não? Esse tipo de homem inútil nem aprende com as formigas, que não têm comandante, nem chefe, e no verão, em grandes grupos enfileirados, lá se vão em busca do alimento, que armazenam nos seus celeiros, para comerem no inverno. As figuras dadas
são mesmo de um camarada sonolento: Um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, pouco para cruzar os braços... (6:10, 11). É assim que a pobreza chega à casa do dorminhoco. Como um ladrão, ela surge, e quando vem, nada a pode impedir, porque é o fruto da indolência. Num país agrícola como era a Palestina, todos tinham de cultivar a terra, para tirar dela o sustento; e os que não a possuíam tinham de rabiscar nas searas dos outros, para poderem comer (ver Rute, cap. 2). De qualquer modo, era serviço; colhendo ou rabiscando..
3 O homem de Belial (6:12-15)
Bolial, que significa "inútil", é um tipo muito aparecido nas Escrituras e no mais das vezes em sentido pejorativo. É um perfeito salafrário, como o chama um grande comentador; usa-se muito no Velho Testamento para designar homens iníquos (Juí. 19:22). Paulo o compara a Satanás (11 Cor. 6:15). Em nosso texto é um homem que anda com a perversidade na boca, acena com os olhos, arranha com os pés e faz trejeitos e sinais com os dedos. Uma espécie de prestidigitador, um falcatrueiro, um perverso. Uma criatura má, que no fim não demorará a ser quebrantado, sem que haja cura. A sociedade tem destes elementos perniciosos, e o descrito aqui deveria ser um tipo asqueroso, para merecer um dito proverbial como o que temos no texto. Há elementos característicos em todos os lugares, que se tornam célebres por sua maldade ou por sua desfaçatez. Em Israel deveria ser mesmo um tipo considerado periculoso, talvez um sujeito cananeu infiltrado em Israel. Também os havia lá, homens perversos, como os descritos em Juízes 19. Homens sem escrúpulos.
3.10.4 As sete coisas que Deus aborrece são de Belial (6:16-19)
Estas sete coisas naturalmente são do tal Belial; só uma pessoa igual a ele pode usar olhos, línguas. mãos, coração e pés para o mal. Examinemos rapidamente todos estes dons maléficos, sejam de um Belial ou de outro igual.
(1)Olhos altivos, arrogantes, como de quem domina o tempo e as estações, e não quer dar contas a ninguém. Há gente assim: olha para nós como se fosse senhor de tudo. Normalmente, tais pessoas são justamente as mais carecedoras de poder e de caráter, pois não cabe arrogância em ninguém, pelo simples fato de todos sermos pobres criaturas de Deus, uns com mais e outros com menos capacidade, menos dinheiro ou menos oportunidade. De modo geral a humildade é uma grande virtude que os olhos arrogantes não possuem.
(2)Língua mentirosa (v. 17) (Leia Tiago 3:1-12). Nós, os que lidamos com o povo, sabemos bem o que significa uma pessoa mentirosa, de canto em canto cochichando nos ouvidos dos incautos e inoculando veneno contra alguém. Os mentirosos são capazes de grandes invenções malignas, de apresentar o impossível e fazê-Io passar por algo verdadeiro. As igrejas sofrem muito com tais pessoas, maledicentes, boateiras. Tiago tem um capítulo clássico sobre a língua, que vale a pena examinar. Meus Irmãos... se alguém não tropeça no falar, é perfeito verão, capaz de refrear também todo o seu corpo (Tiago 3:1, 2). Para dar as tintas completas, Tiago compara a língua ao queixo de um cavalo, ao qual se bota freios para o conter. É um pequeno membro capaz de incendiar o inferno; mundo de Iniqüidade, pão em chamas toda a carreira da existência humana (Tiago 3:6, 7). Tiago tem o mais completo repertório de vocabulários ferinos a respeito da língua, o membro de tão relevante utilidade, pois com ela louvamos a Deus e com ela amaldiçoamos o próximo. Que beleza ouvir um discurso, um bom sermão proferido por lábios que movimentam uma língua admirável! Sem ela, o homem perde o mais importante órgão do seu corpo. Ouçamos um declamador ou declamadora enaltecendo as belezas do Criador ou da criação, e vejamos como somos elevados aos píncaros da sublimidade, do louvor, do amor. Ouçamos o mentiroso, como degrada e avilta uma pessoa, a rebaixa e até aniquila, sendo capaz de lhe roubar a honra e a felicidade. Uma intriga que envolva a honra de uma donzela, de uma senhora casada, a honestidade de um comerciante, seja lá o que for, e depois verifique-se como tais pessoas rolam ladeira abaixo, até o abismo, onde se perdem para sempre. Basta. Não há necessidade de prosseguir. A língua é o melhor e o pior membro do corpo humano. Não é sem justo. motivo que se conta esta fábula. Um potentado mandou o criado preparar o melhor prato que pudesse inventar. Este então preparou uma língua. No dia seguinte, o potentado ordenou que lhe trouxesse o pior prato que pudesse ser inventado. O criado de novo preparou um prato com língua. O potentado então, admirado, perguntou por quê? A resposta foi: A língua é a melhor coisa que há, e também a pior.
(3) Mãos que derramam sangue (v. 17). Que procissão enorme poderia fazer-se dos que têm morrido às mãos de sanguinários! Os pistoleiros, que matam de emboscada, como sói acontecer, especialmente no norte do Brasil, e também noutros lugares, onde os inimigos políticos peitam um sanguinário para eliminar o adversário a troco de meia dúzia de cruzeiros. Que se pode dizer de tais indivíduos? Que são desalmados, diabólicos e merecem igual pena. Não há pena de morte no Brasil, e dizem os penalistas que este remédio heróico não produz os resultados esperados, tanto assim que os países onde há pena de morte, como a forca na Inglaterra, a cadeira elétrica ou câmara de gás na América do Norte, estão abolindo a pena.
Sejam quais forem os resultados de tais processos de punição, parece certo que quem mata devia morrer, e aos poucos, para poder avaliar o quanto vale uma vida. Isto é maldade que Deus aborrece, porque a vida foi dada por ele e ninguém tem o direito de atentar contra ela, a não ser, como vimos, em caso de punição social. Poderíamos encher páginas com esta forma de matar, invocando o preceito mosaico, em todos os seus mais variados pormenores, a começar pelo verso 13 do capítulo 20 de Êxodo, de onde promana toda a legislação mosaica a respeito da vida. Mas os leitores destas notas estão fartos de saber o que diz a Bíblia e de verem como a sociedade hebraica estava doutrinada a respeito. Quando estendemos a mão para dar uma esmola, que estamos fazendo? Procurando salvar uma vida. Quando damos um remédio, que fazemos? Pretendemos ajudar uma pessoa a viver mais. Quando se fala em orfanatos, creches, asilos, ambulatórios, hospitais e toda uma gama de organizações sociais, que estamos lendo, ouvindo ou fazendo? Poupar vidas! Apenas salvar vidas. Pois então o pistoleiro, o assassino, que por qualquer coisa tira a vida do semelhante, é algo que já deixou os quadros humanos, para se converter num.. . Que palavra serviria aqui?
(4) Coração que trama projetos Iníquos (v. 18). Vejamos outra vez Prov. 4:23. É do coração que provém todo o mal. o assassino, que tira a vida de outrem, concebeu antes o crime no coração. O que difama a mulher do próximo já arquitetou a maldade no coração. Do coração é que provém todo o mal, na linguagem de Jesus (Mat. 15:19). A Bíblia usa cerca de 79 vezes a palavra coração, em referência aos deveres da vida. É talvez a palavra mais usada em todos os sentidos, quer no bom, quer no mau. O coração que trama projetos Iníquos é um coração que Deus aborrece e abomina. Então, cuidado com os sentimentos que se aninham em teu coração. Vigia esse órgão admirável, policia-o e cuida a fim de ele não pulsar no planejamento do mal, contra Deus e teu próximo.
(5) Pés que se apressam a correr para o mal (v. 18). Quantas passadas se dão em sentido negativo do bem-estar da vida! Quantas vezes uma perna quebrada, é ou será uma bênção? Mesmo que nós, do grupo evangélico, não andemos à cata do mal, nem por isso estamos livres de andar para fazer algo ruim. Multas vezes damos passos para arruinar a nossa própria vida. Este autor ia certo dia fazer um negócio que lhe parecia muito duvidoso quanto ao seu valor comercial. Poderia resultar em perder o pouco que tinha. No caminho orou - "Senhor, se este negócio não presta, que eu quebre as pernas antes de chegar ao local do mesmo." Poderá parecer um pecado, mas foi cometido. Seria preferível ficar deitado num hospital por uma quinzena ou mais. e não fazer um mau negócio, que o poderia arruinar por anos. Mesmo aceitando que os pés dos crentes não correm para o mal, ainda assim quantas passadas erradas se dá para o mal. Quando este autor era pastor de uma igreja no norte, havia multa "trancinha", muito "diz-que-diz-que" na igreja. Ele se via tonto. Recorreu a um diácono dos mais ativos, para que o ajudasse. Certa noite, disse ao diácono: "Aquela encrenca entre fulana e beltrana está morta." Ele respondeu: "É isso que o senhor crê, mas não é o que vai acontecer." Depois soube que, tão depressa o pastor foi embora, ele, o diácono, foi à casa onde a paz tinha sido selada e incendiou tudo outra vez. O pastor verificou que a vida do diácono consistia em andar de casa em casa, levantando mexericos e intrigas. Que fazer com
tal pessoa? O pastor chamou o diácono e o intimou a pedir carta para outra igreja, senão seria eliminado. Pediu a carta e se foi, mas continuou a sua obra diabólica na igreja. São pés que correm para o mal.
(6) Testemunha falsa que profere mentiras (v. 19). Mentir num tribunal, onde se procura averiguar a verdade, é o procedimento mais abominável que uma criatura pode praticar. Mas pratica-se.
Um professor de educandário batista foi demitido sem causa e sem motivo. Pura política. O demitido reclamou multas vezes, mas sem resultado. Pediu a outros batistas que o ajudassem, mas também sem resultado. Vendo-se injustiçado, apresentou a sua reclamação a uma junta de Conciliação do Ministério do Trabalho. Essa junta deu-lhe ganho de causa e mandou reintegrá-lo. Quando isso aconteceu, a instituição, por sua diretoria, chamou-o e fizeram as pazes. Foi recebido de novo na instituição. Aconteceu que o advogado da instituição, zangado com o acordo, apelou da sentença contra a vontade da diretoria da instituição e às escondidas prosseguiu com a causa. Um belo dia deu-se o julgamento no Tribunal Regional do Trabalho. Como o dito professor estivesse ausente, por ignorar o que se passava, o advogado, diácono de uma igreja batista, disse tudo que bem entendeu; mentiu, destratou o pobre professor, e de tal modo, que o Tribunal entendeu que o referido professor era mesmo um homem perigoso e demitiu-o, mandando indenizá-lo de acordo com a lei. Agora pergunta-se: Como é que um diácono batista pode proceder assim, mentindo num tribunal profano? É o que a Bíblia condena, mentir, e especialmente num tribunal. Ao referido diácono nada aconteceu e o seu pastor nada disse e nada fez. O pastor desse diácodo era um dos diretores da instituição. Que dizer de uma coisa destas? Ir a um tribunal mentir contra seu irmão de crença é uma abominação. Essa testemunha é abominável a Deus. Nunca aconteça que cheguemos a tal condição. A mentira já é coisa do Diabo. Ninguém deve mentir, mas mentir num tribunal, onde se procura apurar a verdade, deve ser a abominação das abominações. Será uma pessoa que mente num tribunal uma pessoa crente? É difícil afirmar, pois a mentira é do Diabo, que é mentiroso desde o princípio, pois foi por uma mentira que a humanidade toda se arruinou e para sempre (Gên. 3:4). Satanás garantiu que a mulher não morreria, quando Deus havia dito que morreria no dia em que comesse da árvore proibida. Morreu mesmo. De lá até agora e daqui até o fim, o Diabo continuará a mentir e a ter os seus lacaios para o ajudarem nessa obra satânica. Basta, basta. O arsenal de fatos delituosos causados pela mentira é muito variado, e quase todos nós o conhecemos. Portanto, BASTA!
(7) E o que semeia contendas entro irmãos (v. 19). Seis coisas Deus aborrece e a sétima ele abomina. O que semeia contendas entre os irmãos aparece aqui como o pior de todos. Não é. Apenas um clímax de Provérbios, em que a escala vai aumentando. Todavia, o que semeia contendas entre irmãos, a que desune a família hebraica ou cristã, deve ser mesmo um abominável, porque da intriga ou contenda nasce tudo que há de pior. Começa por separar o que deveria estar unido e junto; cria o mal-estar onde deveria haver amor; prepara para outros desenvolvimentos, que podem levar muito longe, ao crime até, se Deus não intervir. Quantas contendas entre irmãos nas igrejas, por causa de um semeador de intrigas! Falem os
pastores e líderes de igrejas. Eles sabem disso, porque já sofreram na carne os efeitos de tal semeadura diabólica.
Este provérbio devia ser, em Israel, uma espécie de cartilha, um manual que todo israelita saberia de cor, transpondo para o grupo dos provérbios, como o encontramos aqui. Seria uma espécie de trocadilho, que se proferiria ocasionalmente. Pensa-se, seria uma forma didática para uso nas escolas, onde o mestre perguntaria ao aluno: Quais são os sete pecados mortais? O aluno responderia na ponta da língua. Para nós são bastante claros, pois todos temos ciência dos seus efeitos, de um modo ou de outro.
O SÉTIMO MANDAMENTO (6:20-35)
1 Conselho para a vida (6:20-22)
O tema deste conselho é a observância do SÉTIMO MANDAMENTO (Êx. 20:14). O versículo 23 é a continuação do ensino oferecido, havendo uma solene advertência nos versículos 24-35.
Portanto, guarde-se quem puder.
FILHO MEU, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a Instrução de tua mãe (v. 20). O menino israelita era ensinado em casa a respeito dos deveres do moço na sociedade e na família, e essa instrução era severa e firme, conforme nos ensina Deuteronômio 6:6, 7. Nada mais positivo e severo do que este ensino a um menino de família religiosa, e os judeus, apesar de suas multas falhas, eram fiéis no cumprimento desta ordenança divina. De acordo com a lei, o mandamento devia ser atado perpetuamente (sempre) ao coração, pendurado ao pescoço (v. 21). Quando caminhares, isso te guiará e, quando te deitares, te guardará (v. 22). É justamente o que Moisés prescreve em Deut. 6. Quando acordares, falarás contigo (v. 22). Temos aqui três verbos que valem por uma sentença. Andar e ser guiado, deitar e ser guardado contra os perigos que rondam de noite, acordar e ter com quem falar. Coisa mais instrutiva contra o pecado não pode haver. Afirmar que o homem, ou a mulher, que anda com a sua Bíblia no coração e se deita na segurança de passar a noite em paz e se levanta e tem
com quem conversar, é o mesmo que dizer que ninguém pode andar sem Deus, deitar-se sem Deus e levantar-se sem Deus. Que bom a gente saber-se garantido ao andar, dormir e acordar. Recordamos o nosso tempo de menino, quando éramos ensinado que o "anjo da guarda" ficava junto da cama quando nos deitávamos, e quantas vezes fomos olhar debaixo da cama para ver se o anjo já estava lá. Coisas de me nino, mas agradáveis, e quanta consolação aquela doutrina dava ao menino Antônio.
O mandamento é a lâmpada o a instrução é luz (v. 23). A lei divina exposta e ensinada provê perfeita luz para a vida e segurança para o viver. Jesus chamou a João Batista a Lâmpada, enquanto ele mesmo era a Luz (João 5:35 e 1:8). Não há luz sem lâmpada, pelo que as duas coisas se completam. Então a Palavra de Deus deve ser entesourada no coração e exposta à luz do dia (v. 23). Esta doutrina é a segurança certa e perfeita contra as seduções da vida, e por elas o crente é conservado puro diante de Deus.
É claro que a disciplina e a correção da luz dão segurança à vida (ver II Tim.. 3:16). Esta proteção e segurança são necessárias contra as seduções da mulher estranha que aparece no verso 24, a mulher de lisonjas, a mulher alheia. Contra uma tal sedução só a Palavra de Deus garante, porque, além dos impulsos da carne, as seduções, as lábias e tudo mais levam à perdição quem não estiver escorado na Palavra de Deus. O mandamento é para guardar contra esta mulher (v. 24).
2 Uma recomendação solene (6:23-31)
Esta vil mulher, que tanto pode ser um símbolo como uma realidade, é apresentada no Velho Testamento de muitos modos, e não poucas vezes em relação com a nação israelita, considerada adúltera pela transgressão da lei. Jeremias especialmente é muito forte nessa figura (Jer. 3:9; 13:27; Os. 2:2; 2:4; 5:4). A nação israelita, em virtude do Concerto feito com Deus, mediante o qual era escolhida como a única nação entre todas as da terra, era considerada casada com Deus. Nesse caso, não podia ter outros deuses; todavia, a história nos conta que Israel foi uma adúltera, adorando deuses de todos os povos ao redor. Desse prostíbulo nasceu toda a desgraça dessa nação, porque a idolatria afastava do Deus
verdadeiro, e isso importava no abandono nacional por parte de Deus. O adultério, seja do povo, de homem, ou mulher, é uma abominação, porque frustra e destrói todos os maiores valores do convívio humano e social, especialmente o doméstico.
Segundo Tiago 4:4, vê-se que esse pecado ultrapassa tudo quanto se pode imaginar em relação com a má conduta sexual. É o pecado contra Deus, contra um contrato de casamento; um pecado contra a família e contra a sociedade. Tal pecado abrange todos os contornos da vida humana. Nem por isso a mocidade destes dias enxerga tal situação, e se entrega aos desvarios da orgia sexual, afrontando a Deus, aos pais e à família, e arcando com as conseqüências naturais. Já noutra página registramos o surto de doenças venéreas, que assola algumas nações, e as medidas de higiene social não conseguem sustar tal situação. Onde não há temor de Deus tudo é possível. O pecado domina. Por isso o mestre dessa seção insiste em que o homem se afaste do adultério, e a única forma segura é ficar firme na Palavra de Deus. A vil mulher e as suas lisonjas são a perdição de muitos; e o crente é advertido contra as suas lisonjas. Os elogios que ela faz à vítima da sua cobiça, como a dizer: "Que lindo moço és; quão garante pareces!" e por aí a fora vai, e o moço ou velho, encantado com essas lisonjas, pensando que são uma verdade mesmo, cai na ratoeira como rato guloso.
Não cobices no teu coração a sua formosura e nem te deixes prender com as suas olhadelas. As mulheres antigas já pintavam os olhos como fazem as modernas, que pintam de claro ou escuro as pálpebras, tornando as olhadelas mais sugestivas. As mulheres egípcias, e por certo as judias, usavam muitos cosméticos e pinturas para as unhas, tudo como modernamente se faz, pelo que Salomão tem razão em dizer não haver nada de novo debaixo do céu. O texto dá a entender que há duas espécies de mulheres: a casada e a prostituta. Tanto uma como a outra são um perigo, embora a casada envolva crime duplo, por causa do ciúme do marido, como se verá no capítulo a seguir. Por uma prostituta o máximo que se paga é um pedaço de pão, mas a adúltera (a casada) anda à caça da vida preciosa (v. 26). Está feita a diferença entre as duas mulheres. A prostituta é uma pobre mercadora que vende o corpo a troco de um pedaço de pão, e faz disso a sua própria vida. É até digna de misericórdia; a casada, porém, é uma víbora, pois, tendo o seu marido que dela cuida e sustenta, anda à caça de vidas por vaidade e luxo sexual. Essa é mais perigosa pelos resultados que produz na vida de alguém. Quantos crimes a sociedade registra, quantas famílias destruídas, quantos filhos atirados ao desamparo de sua mãe e quantos maridos desarvorados. É a chaga social, que nada evita e para a qual não há remédio senão a Palavra de Deus.
Tomará alguém fogo no seu selo sem que se queime, ou andará alguém sobre brasas sem que se queimem os seus pós? (vv. 27 e 28). Que figuras! Seio é parte do corpo cobiçado e bem cuidado. Alguns comentadores não fazem distinção entre essas duas mulheres, entendendo que uma só faz os dois papéis; todavia, parece que o texto não autoriza essa interpretação, pois é claro que há uma prostituta que se vende por um pedaço de pão e uma adúltera (mulher casada) que se prostitui por luxo ou sexualidade. Ambas são prostitutas, sim, mas
uma é profissional, enquanto a outra não o é. O que se chega à mulher do próximo é o mesmo que andar sobre brasas, pois não ficará sem castigo aquele que a tocar (v. 29). Um dia o pecado é descoberto, e então vem o acerto de contas.
O verso 30 é um tanto obscuro. Significa que um ladrão que rouba para matar a fome, se for apanhado, pagará a falta (v. 31). Ora, se um homem que furta para comer não fica sem castigo e paga sete vezes tanto, quanto mais o que se junta A mulher do próximo! Não ficará sem castigo. Parece até que "o pecado te apanhará", como diz a Escritura. Entre os dois ladrões, um da honra alheia e o outro da propriedade, ambos pagam pelo seu feito. Há pouco (um caso em milhares) um pobre homem foi apanhado furtando um pedaço de algo para saciar a fome. Foi encaminhado à XVII Vara Criminal no Rio. O juiz, um antigo batista, julgou-o, admoestou-o e mandou-o embora, advertindo-o que, se voltasse ali outra vez, seria condenado. Encontrou um juiz criterioso. Roubar para comer não deveria ser crime, mas é. Em Israel um homem podia entrar na horta ou pomar do seu vizinho e comer até se fartar, mas não podia levar nada para casa. As nossas leis não permitem isso. Um ladrão que rouba por fome deveria ser absolvido, se for principiante. Muitos assim entram na estrada do crime, roubando primeiro para comer e depois para viver do crime. É falta do amor de Deus na vida. Um rapaz me pede um almoço porque está com fome. Devo pagar o almoço? Perfeitamente, porque não se admite que uma criatura humana passe fome. Talvez seja um preguiçoso, mas quem sabe? Roubar, em qualquer sentido, é crime contra a fazenda alheia. Pedir é considerado exploração. Essa, a nossa sociedade. Por isso que em Israel não podia haver pobres; todos cultivavam a terra, e quem não a tinha rabiscava no campo dos outros, como foi o caso de Rute (veja Sal. 58:11). Roubar? Nunca.
3 Uma recomendação solene (6:32-35)
Poderíamos escrever outra seção, mas preferimos esta designação. O restante do capítulo 6 é um solene aviso, um aviso repetido, aliás, contra a mulher do próximo. Há muitas advertências, que são outros tantos avisos, como uma tabuleta a indicar o perigo do caminho e a pedir que o viajante se desvie para outra ruela. Há contramãos no tráfego; há contramãos no caminho do pecador.
O que adultera com uma mulher está fora de ai (v. 32). Noutra linguagem, está louco, porque, além de ser insensato valer-se de mulheres estranhas, o que usa da mulher do outro se expõe
a perigos, que mal podem ser calculados. O adúltero, pois, tanto um como o outro, expõe-se a tormentos e até a destruição da vida. Só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa (v. 32). Talvez esteja na mente do autor inspirado o castigo da sociedade, que, não sendo pura, todavia, não tem complacência para com uma adúltera. A exposição ao opróbrio social era um castigo maior do que o que as nossas sociedades impõem. Além disso, há outro perigo, o maior, talvez: o esposo ultrajado porque o ciúme excita o furor do marido (v. 33). Noutra página verificamos quantos crimes de morte são praticados à sombra das alcovas maculadas; quantos entram com seus pés e saem levados pelos dos outros; quantas emboscadas são armadas até se apanhar o incauto, o ladrão da honra. Tudo isso acontece cada dia e a cada hora. O ciúme cega e não há compaixão no dia de vingança (v. 34). Acautela-te, moço; foge dessa rua; esconde-te algures; muda de caminho; não te aproximes da morte. O marido ultrajado não aceitará presentes ou reparos, ainda que sejam muitos (v. 35). Aliás, não há reparos em tais prejuízos, nem resgate. Dente por dente é a lei.
O autor de Provérbios estava saturado de casos como os enunciados aqui. A sociedade israelita, parece, havia apodrecido nos seus desvios de Deus; e as informações dadas pelos profetas são qualquer fato de nos envergonhar em uma sociedade religiosa, escolhida por Deus para ser o testemunho vivo da fé.
O PERIGO DO ADULTÉRIO (7:1-27)
Este é o penúltimo conselho que a Sabedoria dá aos homens e às mulheres desviadas do bom caminho. Estes provérbios deveriam ser publicados em folhetos e distribuídos nas igrejas, se bem que pareça jamais alguém ter pensado nisso. As igrejas, de modo geral, não cuidam muito desses problemas sociais, a não ser em estudos específicos, como Institutos Bíblicos. Os moços vão crescendo sob as influências de fora, nas escolas, onde até professores inculcam a necessidade de relações sexuais por motivos de saúde, e as conversas de companheiros vão solapando as boas normas, insistidas nos púlpitos e em casa. O resultado é que atualmente muitos moços entendem que contatos sexuais, de qualquer forma, não são pecado, como se a Bíblia tivesse de ser reformulada nos seus ensinos. O que a Bíblia ensinou há 4.000 anos vale hoje como então. O Mandamento que diz: NÃO ADULTERARAS (Êx. 20:14) é tão urgente hoje como era então, pois as exigências sociais daquele tempo eram bem mais frouxas. A não ser em algumas sociedades desenvolvidas, como o Egito e a Babilônia, o pecado sexual era comum em todas as religiões.
Estudaremos, pois, o capítulo 7, com as suas imposições, ainda que pareçam repetições desnecessárias.
O PERIGO DO ADULTÉRIO (7:1-27)
1 Filho meu, guarda as minhas palavras (7:1-9)
A Sabedoria funciona nessas lições como o pai de família, e nalguns casos é mesmo o pai quem aconselha. O aluno é convidado a observar o ensino recebido em casa, a ponto de conservar dentro de si os mandamentos paternos (v. 1). Quer seja a Sabedoria que aconselha, quer seja o pai, o fim é o mesmo. Guardar os mandamentos é viver; o quardá-los como a menina dos olhos é um dever (v. 2). Ata-os aos dedos, escreve-os na tábua do teu coração (v. 3). É a primeira vez que encontramos esta recomendação de atar os mandamentos aos dedos. Seria para que, a todo movimento das mãos, os mandamentos estivessem presentes? Imaginemos esta figura poética: Um aluno ata o Mandamento de Êx. 20:14. Faz dez papelzinhos, amarra-os um em cada dedo, ou cola-os com fita, e então vai trabalhar. A cada momento olha para os dedos, o lã está o mandamento. Parece mais incisivo do que escrevê-los na tábua do coração (v. 3). Se era isso que o mestre queria, então a lição é muito objetiva. Pelo menos vale pela importância da lição, tão facilmente esquecida. Vemos outra vez que o pecado de adultério atinge pelo menos três pessoas: o pecador, a pecadora e os relacionados com ela afora as pessoas relacionadas com os dois pecadores. Recordamos certa viagem entre Recife e Belém, onde Ia um moço confessando que ia suicidar-se, pois os médicos tinham dito que tinha sífilis desde o terceiro grau até o primeiro, e não havia cura para ele. Naqueles tempos não existiam os recursos curativos atuais. Era um rapaz dos seus 25 a 30 anos, com vestígios claros da sífilis. Quantas crianças têm nascido aleijadas ou dementes? A doença ataca em muitos centros do organismo humano e é uma das mais transmissíveis. É uma doença que denota logo o pecado social. Foge de tais contatos, moço.
Dize à sabedoria: Tu ás minha Irmã, o no entendimento, chama teu parente (v. 4). Sabedoria e entendimento, para compreender o alcance desses pecados, deve ser uma prescrição médica a todos que se sentem tentados a praticar tal pecado. Tais ensinos guardam da mulher alheia (casada) a da estranha, que lisonjeia com palavras (v. 5). No estudo antecedente examinamos este mesmo ensino, com certa abundância de detalhes. A mulher é aqui representada como uma que da janela da sua casa, por suas grados, olhando, viu entro os simples (tolos), a descobriu, entra os jovens, um que era carecente de juízo (vv. 6 e 7). Aí está o drama de uma vida arruinada. Andando ele simplesmente na rua, sem rumo certo, a mulher o espreita pela grade da janela e verifica que é um tolo, pelo jeito de andar. Rapaz desocupado, porque a desocupação é um Ingrediente muito próprio ao pecado. Um jovem ocupado com seus estudos, e preocupado com o seu futuro não anda na rua à toa. A descrição viva continua: um jovem que não tinha juízo, o então Ia o vinha, por corto namorando a mulher de ]nula, e à tarde, no crepúsculo do dia, seguia, direto à sua casa (vv. 8 o 9). É assim que as coisas acontecem; é assim que uma vida jovem se arruína, andando despreocupadamente, acima e abaixo, como quem procura a morte sem o saber.
2 Um que cal na rede (7:10-23)
A descrição não podia ser mais direta e explícita. O simples, o que é falho de observação (7:1), sem Idéias formadas a respeito dos perigos que rodam a sua vida moral e física, vai, corno um passarinho, cair na rede da mulher tentadora. De simples, torna-se tolo, e de tolo, louco, porque vai em procura da morte, sua ou dos outros. Tem havido diversas tentativas de incluir no processo de habilitação de casamento a exigência de exame pré-nupcial, mas os sociólogos topam logo com o reverso da medalha: se proibirmos o casamento de pessoas de duvidosa condição física, elas se amancebarão, e fica pior a situação. Entretanto, a campanha tem valido, pois muitos moços e moças se submetem a tal exame voluntariamente, e então casam de consciência tranqüila.
A mulher da lição era sensual e atrevida. Notou que havia um jovem simples indo e vindo sem rumo; então disse consigo: "Aquele é meu." Desce depressa, ao escurecer do dia, e sai ao encontro do simples, vestida como prostituta, para disfarçar a sua condição, com esta linguagem: Sacrifícios pacíficos tinha ou de oferecer, paguei hoje os meus votos (v. 14). Aproxima-se do rapaz e beija-o. Estava preso no laço da perdição. A mulher era religiosa, porque foi ao templo e ofereceu o sacrifício pelos pecados da véspera, e, portanto, estava salva. Não obstante, era uma vagabunda, que não parava em casa, mas andava pelas ruas da cidade à cata de presas (vv. 11 e 12). Mulher sensual e vadia, sem trabalho, sem ocupação,
talvez sem filhos, uma víbora no sentido comum do termo. Unia a sua vadiagem à sua religião, e é assim que tantas e tantos fazem. Confessam-se, dizem ao padre o que querem e, achando-se desculpados dos pecados anteriores, vão adiante.
Parece a alguns comentadores que, ao oferecer o seu sacrifício pacífico, a mulher podia comer dele junto com o sacerdote (Lev. 7:11 e segs.); mas precisava de alguém para ajudá-la a comer. Vejamos como Elcana e suas mulheres ofereciam sacrifícios e comiam dos mesmos (1 Sam. 1:2-8). Do sacrifício pelo pecado não havia participação do pecador, mas do sacrifício de holocausto havia. Ela convida então o moço a participar da sua festa religiosa. Possivelmente esta interpretação pode ser aceita. Durante a festa, antes ou depois, ela pinta com as mais vivas cores a situação do pecado praticado (vv. 16-18). A linguagem do texto, parece, foi tomada de empréstimo de tais situações, entrando em detalhes silenciosos, como só! acontecer em tais encontros. Qual seria o rapaz simples, sem ocupação, sem responsabilidade, que fugiria desta rede? Ela o cerca de todo carinho, avivando na sua mente as delícias do prazer sexual, com adornos da cama do pecado e alegando que o marido estava fora de casa, tinha ido para longe e levado um saquitel de dinheiro para as despesas de viagem, indicando assim que ia demorar (vv. 19 e 20). O texto hebraico não o chama de marido, mas o homem. Uma ironia, e talvez nem fosse marido. Não sabemos. O rapaz parece ter sido surpreendido e ficou espantado com o convite, pois diz: Seduziu-o com multas palavras, com multas lisonjas, o elo num instante a seque (vv. 21 e 22). Seguiu-a para onde? Para o templo, para comer do sacrifício, ou para casa? Não se pode afirmar, mas tanto uma interpretação como a outra servem ao texto. De qualquer maneira, o rapaz foi como boi para o matadouro, e como cervo que corro parca a rede (v. 22). Depois vêm as conseqüências, de que o texto nada omite. Até que a flecha lho atravesse o coração, como a ave se apressa para o laço, sem saber que Isto lho custará a vida (v. 23). As conseqüências do pecado algumas vezes demoram, porém, como a semente lançada à terra brota no tempo devido, assim o pecado aparece na época própria. O rapaz da ilustração é um caso típico de tantos que caem nos laços das passarinheiras vadias, sensuais, com ' os maridos fora de casa e os vizinhos vendo tudo e contando aos outros. Lembra-nos aquela história narrada por Machado de Assis em Memórias Póstumas de Braz Cubas. É isso mesmo. 0 marido de Virgília chegou a saber de tudo, porque as sombras também falam, e depois, todo um mundo desaba em cima da cabeça dos transgressores. Está em jogo, conforme este texto, a saúde do moço simples ou tolo, a sua paz e segurança. Esta é uma lição dramática, que serve para todos e o autor inspirado não poupou tintas para descrever o pecado sexual com a mulher do outro com todas as cores imagináveis. Além da inspiração, o autor era um homem vivido e sabido dos particulares de multas alcovas adúlteras, do mesmo modo que nós sabemos, porque os jornais não poupam espaço para descrever estas cenas. Há dois jornais no Rio, três, aliás, que não cuidam muito de outra coisa, senão de crimes e desgraças domésticas e sociais. É um caldo de cultura para muitos jovens desavisados.
3 Agora, filho meu, aprende a lição (7:24-27)
Depois de uma descrição dramática dos caminhos do pecado e das suas conseqüências, o Mestre volta a se dirigir ao filho, mostrando os desastres sofridos por tantos incautos que, por inadvertência, caíram no laço como o voado ou foram levados ao matadouro como o boi. A rigor, não é possível carregar mais nas tintas. O pecado sexual, especialmente com a mulher de outro, traz sempre resultados desastrosos e funestos para os pobres que caem nesse abismo. Então, filho meu, dá-me ouvidos... (v. 24). É um apelo tocante que cada pai faz ao seu filho incauto e descuidado, talvez sem emprego, sem escola e vadiando pelas ruas. Os perigos da vadiagem do moço são claros aqui. Se estivesse ocupado no seu emprego ou nos seus livros, não andaria acima e abaixo (v. 8), espreitando a mulher alheia. O pai encerra o aviso, dizendo que a muitos feriu o derribou, o são muitos os que por ela foram mortos (v. 26). O aviso é trágico.
Parece que há uma sombra de morte na mente do pai quanto ao futuro do filho, pois diz: A sua casa é o caminho para a sepultura o doam para as câmaras de morte (v. 27). Quando nos recordamos que foram as mulheres estranhas que arruinaram a vida e o futuro de Salomão, que mais podemos dizer? Já não é apenas o simples que cai nas malhas dessas mulheres, também o mais sábio dentre os homens. Logo, o que se pode dizer é: as lições dos outros devem valer para nós. Vale o conselho apostólico quando diz: "Aquele, pois, que cuida estar em pé, não cala."
Ao terminarmos o estudo deste dramático capítulo, voltamos as nossas vistas para os moços das igrejas, aqueles por quem batem os nossos corações, para que se livrem da mulher estranha e da mulher de outro, que foi de viagem, e bem pode voltar antes do tempo esperado. Quantos maridos enganados fazem de conta que vão para longe e, a pretexto de qualquer coisa, voltam logo e encontram a adúltera no pecado? Que acontece em tais situações? Justamente o que diz o verso 26: A muitos feriu a derribou, o são muitos os que por ela (e por causa dela) foram mortos. Há um cemitério com sepulturas abertas, esperando o primeiro incauto, o primeiro simples, que se deixa levar pela lábia dessas mulheres sem vergonha e sem honra e que pouco se lhes dá das desgraças que causam a outros.
 
INTERAÇÃO
O livro dos Provérbios, talvez, seja o principal dos livros bíblicos a falar sobre o adultério, os seus caminhos e suas artimanhas destruidoras. O sábio não economiza palavras e ironias ao denunciar a pessoa que adere essa prática como um estilo de vida: ela não passa de um jovem displicente (Pv 7). Displicência, imaturidade e fraqueza são palavras que denotam o perfil do homem que, inexplicavelmente, deixa a casa da sua esposa a fim de unir-se com uma estranha. Esta não é a mãe dos seus filhos, a mulher que, juntamente com ele, conquistou tudo o que tem. Não! A estranha é a mulher que deseja tirar tudo o quanto ele construiu: a sua família e a sua vida.

OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer os conselhos do sábio sobre a sexualidade humana.
Identificar as causas da infidelidade conjugal e suas conseqüências.
Previnir-se da infidelidade conjugal.
 
Resumo da Lição 2 - Advertências Contra o Adultério

I. CONSELHOS SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA
1. Uma dádiva divina.
2. Uma predisposição humana.
II. AS CAUSAS DA INFIDELIDADE
1. Concupiscência.
2. Carências.
III. AS CONSEQÜÊNCIAS DA INFIDELIDADE
1. Perda da comunhão familiar.
2. Perda da comunhão com Deus.
IV. CONSELHOS DE COMO SE PREVENIR CONTRA A INFIDELIDADE
1. Sexo com intimidade.
2. Apego à Palavra de Deus e à disciplina.

SINOPSE DO TÓPICO (1) A sexualidade humana é uma dádiva de Deus ao ser humano. Ela se manifesta na predisposição do indivíduo em vivê-la no parâmetro do casamento.
SINOPSE DO TÓPICO (2) A concupiscência e as carências não supridas na vida do ser humano são algumas das muitas causas da infidelidade conjugal.
SINOPSE DO TÓPICO (3) Além de perder a comunhão da família, o cônjuge adúltero quebra a sua comunhão com Deus.
SINOPSE DO TÓPICO (4) Um conselho importante para prevenir-se contra a infidelidade conjugal é apegar-se a Palavra de Deus, à disciplina e relacionar-se intimamente com o cônjuge.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Vida Cristã
"Sexo promove comunhão
A Bíblia afirma que ser dois é melhor do que ser um, e que onde estiverem dois ou três reunidos, Deus ali estaria (Ec 4.9-12; Mt 18.20). E em 1 Pedro lemos que quando um casal precisa coabitar (verbo que significa relacionar-se sexualmente) com entendimento para que as suas orações sejam respondidas. Ora, isto significa que sexo tem a ver com vida espiritual, e que o casal, sendo dois, têm a possibilidade de serem mais fortes quando unidos, além da promessa da presença de Deus com eles no cotidiano da vida e na oração conjunta.
Não tenho medo de afirmar que muitos casais estão com problemas pessoais, financeiros, profissionais, de saúde, e até ministeriais, porque não estão se entendendo na vida sexual. Por mais que orem suas orações estão impedidas [...]. Outros há que até se acertam na cama, mas vivem às turras e perdem a bênção de Deus pois se magoam mutuamente. Sem falar em casais que não oram juntos, que não fazem cultos domésticos, e que não dividem o sacerdócio do lar. Estes perdem a chance de serem dois, e de vivenciarem uma vida conjugal, profissional, financeira, familiar, ministerial e sexual prazerosa e sadia" (CRUZ, Elaine. Sócios, Amigos & Amados: Os Três Pilares do Casamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.241).
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Vida Cristã
"FUGIRÁS DA TENTAÇÃO - ON-LINE E DE OUTRAS FORMAS
CORRA DA TENTAÇÃO
O Antigo Testamento não é o único que trata do assunto 'fugir da tentação sexual'. Em sua primeira carta aos coríntios, Paulo chama nossos corpos de templos do Espírito Santo. Qualquer outro pecado, ele diz, cometemos contra Deus, mas a imoralidade sexual é um pecado tanto contra Deus quanto contra nossos próprios corpos. O povo de Corinto conhecia bem a imoralidade sexual; muitos juntavam-se a ela em vez de fugir dela. Mas Paulo os instruiu a fugir (1 Co 16.18).
O apóstolo repetiu essa ordem ao jovem pastor chamado Timóteo. Como a maioria dos jovens, Timóteo lutava com os desejos. Então Paulo instruiu a seu jovem amigo a 'fugir das paixões da mocidade' (2 Tm 2.22). Essa instrução reporta-se não apenas a maridos e esposas, mas também àqueles que estão para se casar. A Bíblia ensina que nossos corpos são presentes reservados para nossos futuros cônjuges. Que presente de casamento maravilhoso para se trazer ao seu próprio casamento!
A Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, nunca nos encoraja a tentar enfrentar a tentação sexual. Mas insiste em que saiamos completamente do caminho dela.

TRATE A TENTAÇÃO SEXUAL COMO UMA DOENÇA MORTAL
Imagine que você tenha ouvido a respeito de um surto de uma doença mortal em uma área remota. Apenas profissionais médicos treinados ousaram viajar até a área onde houve o surto, e você ficou sabendo que se contrair a doença provavelmente morrerá. Você também sabe que apenas aqueles que viajam para o local da epidemia estão vulneráveis à doença.
Seria um ato de bravura ou de plena estupidez viajar até a área afetada apenas para provar quão 'resistente' à bactéria mortal você é? Nenhuma pessoa em sã consciência se poria em tamanho perigo sem uma boa razão. Mas é exatamente isso que muitos cristãos fazem em relação à tentação sexual. Antes e depois do casamento, dedicam-se a ela, flertam com ela e entretêm-se com ela - acreditando que no último instante serão capazes de pisar nos freios e evitar a colisão.
Isso não funciona desse jeito. Deus nos conhece. Ele nos criou, então sabe o quanto a tentação sexual pode arrastar seus filhos. É por isso que Ele nos instrui a fugir. Se tratássemos a tentação sexual como uma doença mortal e altamente contagiosa, entenderíamos melhor e obedeceríamos à admoestação da Bíblia a fugir" (YOUNG, ED. Os Dez Mandamentos do Casamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp.123-24)
 
VOCABULÁRIO
Nefasta: Nociva, danosa, prejudicial.
Coletânea: Conjunto de várias obras ou coisas.
Flerte: Relação amorosa mais ou menos casta, leve e inconseqüente, geralmente, destituída de sentimentos profundos.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
CRUZ, Elaine. Sócios, Amigos & Amados: Os Três Pilares do Casamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
MILLER, Molly Ann. Meu Marido Tem Um Segredo: Encontrando a Libertação para o Vício Sexual. 1.ed. Rio de Janeiro, 2010.
PARROT, Leslie. A Batalha Pela Sua Mente: Entendendo a Personalidade Santificada. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
 
SAIBA MAIS - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 56, p.37.
 
QUESTIONÁRIO DA Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Responda conforme a revista da CPAD do 4º Trimestre de 2013 - Provérbios e Eclesiastes
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Bebe a água da tua cisterna e das _____________________________ do teu poço. [...] Seja bendito o teu ____________________________, e alegra-te com a mulher da tua _______________________" (Pv 5.15,18).

VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
A melhor ____________________________ contra o ___________________________________ é temer ao Senhor e estreitar os laços do amor ________________________________.
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
3- O que tem facilitado muito para a possibilidade de alguém vir a ter um "caso" extraconjugal?
(    ) O uso indiscriminado de vídeos cassete, rádio e correios.
(    ) O advento das mídias eletrônicas, e de forma mais específica as redes sociais.
(    ) As estatísticas demonstram essa triste realidade.
(    ) A cada dia, cresce o número de lares desfeitos e, juntamente com este fenômeno, as conseqüências nefastas para a sociedade.
 
4- A sexualidade é algo intrínseco ao ser humano. O desejo por satisfação sexual acompanha tanto o homem como a mulher desde sempre. Qual problema existe dai e qual sua solução?
(    ) O problema está na forma de expressão do desejo e em como é satisfeito.
(    ) O problema está na base da satisfação sexual, o desejo e a atração física.
(    ) Segundo o entendimento mundano, não há regras para o homem e a mulher viverem a sua sexualidade.
(    ) As Escrituras demarcam um limite bem preciso: o casamento legitimamente instituído por Deus.

I. CONSELHOS SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA
5- Por que boa parte dos conselhos de Salomão dizem respeito à sexualidade humana?
(    ) Ele dedicou quase três capítulos do livro de Provérbios para falar sobre o sexo e seus desvios.
(    ) Ele dedicou quase quatro capítulos do livro de Provérbios para falar sobre o sexo e seus desvios.
(    ) Nesses provérbios, há dezenas de máximas que nos ensinam muito sobre como estabelecer o parâmetro de um relacionamento saudável.
 
6- O que nos advertiu o sábio, quando ainda discorria sobre os perigos da infidelidade conjugal? O sexo é algo mau ou maligno? Complete:
"Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele ___________________________ todas as suas carreiras" (Pv 5.21). Deus considera os caminhos do homem e a forma deste conduzir até mesmo a sua ________________________________, pois se trata de uma criação divina e como tal é uma dádiva do Criador à humanidade. Se o Senhor "aplana todas as nossas carreiras", demonstrando cuidado pelo exercício correto da _______________________________________, concluímos não ser o sexo algo mau ou maligno, mas algo ___________________________________ e nobre (Hb 13.4; 1 Pe 3.7).

7- O sexo é uma predisposição humana
, como praticá-lo de forma correta?
(    ) O sexo antes do casamento pode ser liberado para que aja experiência sexual no futuro casamento.
(    ) Ao iniciar a sua coletânea de conselhos sobre como evitar os laços do adultério, Salomão chama a atenção do seu "filho" para que ouça os seus conselhos e aja em conformidade com estes.
(    ) A admoestação é dirigida a um ser humano que, como todos nós, está sujeito à tentação!
(    ) A fim de vivermos o gozo da nossa sexualidade nos parâmetros estabelecidos pelo Criador, que é o casamento, ouçamos o conselho do sábio.
(    ) O sexo, portanto, foi criado por Deus para ser praticado entre um homem e uma mulher, mas somente no casamento.
(    ) O sexo antes do casamento e fora do casamento é pecado.
 
II. AS CAUSAS DA INFIDELIDADE
8- De onde vem a concupiscência pelo sexo fora do casamento?
(    ) Um fato interessante salta aos olhos de quem lê os conselhos de Salomão contra a mulher adúltera em Provérbios: não há referência ao Diabo em suas advertências!
(    ) A idéia de adulterar vem de Satanás e nosso coração maquina isso e obedece ao "empurrão de Satanás".
(    ) O sábio não responsabiliza o anjo caído pelo fracasso moral dos homens, mas responsabiliza aquele a quem chama de "filho meu".
(    ) Somos agentes morais livres e temos a liberdade de escolher entre o bem ou o mal.
(    ) Desejos bons e ruins são inerentes ao ser humano. Não os subestimemos!
(    ) O sábio aconselha: "Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas com os seus olhos".

9- Como e onde devemos saciar nossas carências por sexo?
(    ) Em Provérbios 5.15-17, o sábio lança mão de algumas metáforas para aconselhar como deve ser a vida íntima do casal.
(    ) A frase "bebe a água da tua própria cisterna" mostra que o sexo não deve ser praticado apenas como um dever de um cônjuge para com o outro (1 Co 7.3), mas como algo prazeroso, assim como o é beber água!
(    ) A masturbação pode ser praticada como alívio sexual.
(    ) Se esse princípio não for observado, um dos cônjuges ficará com a sensação de que lhe falta alguma coisa!
(    ) Desgraçadamente, muitos vão saciar-se noutra fonte, daí o desastre em muitas famílias.

III. AS CONSEQÜÊNCIAS DA INFIDELIDADE

10- O que acontece com a comunhão familiar, quando ocorre o adultério?
(    ) O sentimento de perdão estará presente na consciência do cônjuge traído.
(    ) Uma das primeiras conseqüências da infidelidade conjugal é a desonra da família.
(    ) O sábio avisa que o "seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios".
(    ) Esse fim amargo respingará nas famílias envolvidas.
(    ) O sentimento de vingança estará presente na consciência do cônjuge traído.
(    ) Se pensássemos na mancha que a infidelidade conjugal produz teríamos mais cuidado quando lidássemos com o sexo oposto.
(    ) A pergunta inevitável é: "Deus perdoa quem cometeu tal ato?" Não há dúvida que perdoa. Mas apesar do perdão divino, as conseqüências ficam.

11- O que é mais trágico do que alguém perder a comunhão familiar por conta de um relacionamento extraconjugal?
(    ) Mais trágico ainda é perder a comunhão com Deus.
(    ) Mais trágico ainda é perder a comunhão com sua igreja e amigos.
(    ) Salomão sabia desse fato e por isso advertiu: "Mas não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno".
(    ) A palavra hebraica usada aqui para inferno é sheol, e esta designa o mundo dos mortos.
(    ) De fato a expressão "ali estão os mortos", no hebraico, significa: espíritos dos mortos ou região das sombras.
(    ) O Novo Testamento alerta que os adúlteros ficarão de fora do Reino de Deus.
(    ) Essa é a conseqüência de quem cometeu esse pecado, mas não se arrependeu!
(    ) Por isso, não flerte com a (o) adúltera (o). Seu caminho pode até parecer prazeroso, mas inevitavelmente o levará à morte.

IV. CONSELHOS DE COMO SE PREVENIR CONTRA A INFIDELIDADE
12- Deve haver sexo com intimidade. O que isso quer dizer?
(    ) A intimidade sexual (ou a falta dela) é um dos fatores que influenciam a vida conjugal.
(    ) Há casais na igreja que tem relações sexuais com relativa freqüência, mas sem intimidade!
(    ) Quer dizer que entre quatro paredes vale tudo. O casal deve satisfazer todos seus desejos sexuais.
(    ) Há sexo na relação, mas não há amor nem intimidade!
(    ) Observe o conselho de Salomão: "Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente.
(    ) E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha e abraçarias o seio da estrangeira?".
(    ) Há maridos que não demonstram o mínimo afeto à esposa e o oposto também é verdadeiro.
(    ) Deus criou o sexo para ser desfrutado com afeto, amor e intimidade.
(    ) Do contrário, o relacionamento sexual não atenderá aos propósitos divinos e nem às expectativas do cônjuge.

13- Qual o antídoto e prevenção contra a infidelidade?
(    ) Muito sexo, dedicação integral ao cônjuge e nuca estar a sós com pessoa de outro sexo.
(    ) Salomão aconselha o apego à Palavra de Deus e à disciplina.
(    ) Para não cairmos na cilada da infidelidade conjugal, devemos guardar a instrução do Senhor, guardando-a em nosso coração.
(    ) A Palavra do Senhor é luz que ilumina a nossa vida.
(    ) O homem e a mulher só estarão livres do perigo da infidelidade conjugal quando a Palavra estiver impregnada em suas mentes e corações.
(    ) O crente deve meditar na Palavra de DEUS dia e noite. Por isso, seja disciplinado.

CONCLUSÃO
14- Complete:
A ___________________________ conjugal é o que Deus idealizou aos seus filhos. Sabemos que a ______________________________ é uma realidade, que vem acompanhada da natureza adâmica que herdamos, e ambas pressionam-nos a desprezar o santo ideal da __________________________. Todavia, o Senhor deixou-nos a sua Palavra com dezenas de conselhos, a fim de prevenir-nos quanto ao abismo chamado __________________________________.
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
GARNER, Paulo . Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
O NOVO DICIONÁRIO DA BÍBLIA – Edições Vida Nova – J. D. Douglas
Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, João Rea - CPAD.
Dicionário Vine antigo e novo testamentos - CPAD.
25 Maneiras de Valorizar as Pessoas - Autores: João C. Maxwell & Les Parrott, PH. D. - Editora: SEXTANTE
http://www.gospelbook.net
www.ebdweb.com.br
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http://www.portalebd.org.br/