sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

LIÇÃO 9, A CONVERSÃO DE PAULO




LIÇÃO 9 - A CONVERSÃO DE PAULO
Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos
ATOS DOS APÓSTOLOS - Até aos confins da terra
Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva




TEXTO ÁUREO
"Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome" (At 9.1 5,16).

VERDADE PRÁTICA
Na urgência da evangelização mundial, o Senhor JESUS continua a convocar e a capacitar vasos escolhidos para a sua seara.

LEITURA DIÁRIA
At 22.3- Paulo, o judeu de Tarso
At 26.4-5- Paulo, o fariseu de Jerusalém
At 8.3- Paulo, o perseguidor dos cristãos
At 9.1-18- A conversão de Paulo
At 9.20-22- Paulo, o ardoroso pregador
At 13.2- A vocação de Paulo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 9.1-9
1- E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote 2- e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens, quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém. 3- E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. 4- E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 5- E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou JESUS, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. 6- E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer. 7- E os varões, que iam com ele, pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém. 8- E Saulo levantou-se da terra e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco. 9- E esteve três dias sem ver, e não comeu, nem bebeu.

9.3-19 A CONVERSÃO DE PAULO (BEP). Os versículos 3-9 registram a conversão de Paulo fora da cidade de Damasco (cf. 22.3-16; 26.9-18). Que sua conversão ocorreu nessa ocasião, e não posteriormente na casa de Judas (v. 11), fica claro à luz do seguinte:
(1) Ele obedece às ordens de CRISTO (v. 6; 22.10; 26.15-19), compromete-se a ser um ministro e testemunha do evangelho (26.16) e um missionário aos gentios (26.17-19) e entrega-se à oração (v. 11).
(2) Paulo é chamado Irmão Saulo por Ananias (v. 17). Ananias percebe que Paulo é um crente que experimentou o novo nascimento (ver Jo 3.3-6), que se dedicou a CRISTO, para fazer a sua vontade e que apenas necessita ser batizado, receber a restauração da sua vista e ser cheio do ESPÍRITO SANTO (vv. 17,18; ver 9.17).

INTERAÇÃO
As autoridades religiosas de Jerusalém outorgaram a Saulo cartas que lhe garantiam o direito de prender os cristãos. Todavia, no caminho de Damasco, Saulo teve um encontro memorável com JESUS. Este encontro mudou radicalmente sua vida. Diante do Rei dos reis, Saulo, o perseguidor de cristãos, se prostra. Um dia, todos terão que se curvar diante de JESUS. As convicções religiosas de Saulo também são lançadas ao chão naquele momento. Embora cego, Saulo sai daquele encontro transformado e "enxergando" a realidade! Esse novo homem ficou três dias sem comer ou beber nada, certamente pensando em tudo que lhe aconteceu (os judeus tinham o costume de jejuar para saber a vontade de Deus). Mais tarde Paulo aprendeu o que é padecer pelo Senhor. Por intermédio desse "vaso escolhido" a igreja tornou-se basicamente gentia.

OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer a respeito da formação cultural de Paulo.
Explicar como se deu o encontro de Saulo com JESUS.
Compreender os propósitos da vocação de Paulo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza a tabela da página abaixo no quadro-de-giz. Utilize-o para introduzir o primeiro tópico da lição. Enfatize o fato de que Paulo era um homem extremamente religioso, conhecedor da Lei, porém, sedento espiritualmente. A religiosidade não implica em relacionamento com DEUS. Todavia, Paulo teve um encontro com CRISTO, confessou seus pecados, entregou-se inteiramente a JESUS e passou a ter uma nova vida, que implica em um relacionamento íntimo e pessoal com JESUS, o Filho de DEUS.




COMENTÁRIOS
Revista CPAD - 3º Trimestre de 1996 - Atos - O padrão para a Igreja da Última Hora - Pr. Ezequias Soares - Lição 10 - Saulo, um vaso escolhido- CPAD
"Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel" (At 9.15).
A conversão de Saulo foi o maior acontecimento da história da Igreja, depois do Pentecoste.

I. Esclareça aos alunos que a perseguição atua enquanto DEUS permite, sempre com o sublime propósito de atrair os cristãos à santidade. No momento em que o Todo-poderoso acha conveniente suspendê-Ia, ela cessa e vem o tempo de refrigério para a Igreja. Na atualidade, nós, brasileiros, gozamos da total liberdade de se pregar o Evangelho.

2. Diga-lhes que Saulo, antes de ser transformado pelo poder de DEUS, por causa de seu zelo religioso, pois pertencia ao farisaísmo, a principal seita dentro do Judaísmo, tomou-se um dos principais perseguidores dos cristãos. Mas, naquele encontro que teve com o Filho de DEUS, converteu-se ao Evangelho e tomou-se o grande apóstolo dos gentios.

3. lnforme-lhes que o apóstolo Paulo já havia sido escolhido por DEUS desde o ventre de sua mãe. No entanto, JESUS esperou o tempo certo, depois que ele perseguiu tanto os cristãos, para mostrar-Ihe o seu poder e o quanto era necessário padecer pelo seu nome. Transformado, tomou-se missionário entre os gentios.

ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
A experiência é tudo no exercício do magistério cristão. Por isso, o professor da Escola Dominical precisa conviver diariamente com a leitura de livros tanto evangélicos como seculares, para que possa adquirir "bagagem" suficiente e tomar-se um exímio educador. Também o professor deve praticar o evangelismo e a ministração de curas, milagres e batismos no ESPÍRITO SANTO.




COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Cerca de um ano após a morte de Estêvão, acontece a conversão de Saulo de Tarso. Chama-nos a atenção o grande poder de JESUS e a sua imensa graça. O nosso general precisava de um capitão em seu exército, e foi buscá-lo nas fileiras do Inimigo, transformando-o pelo poder sobrenatural do ESPÍRITO SANTO, lapidando-o e preparando-o para ser o apóstolo dos gentios. .

I. QUEM ERA SAULO DE TARSO?
1. Antes de sua conversão. Tudo que sabemos dele encontramos em Atos, nas suas epístolas e em 2 Pedro 3.15. No entanto, possuímos mais dados sobre a vida de Paulo do que acerca de qualquer um dos outros apóstolos. Seu nome hebraico é Shaul, o mesmo nome do primeiro rei de Israel, que significa "pedido". Seu nome romano é Paulus, que significa "pequeno". Nasceu em Tarso, grande centro cultural da Cilícia, mas foi criado em Jerusalém, aos pés de Gamaliel (At 22.3; 26.4) e herdou de seu pai a cidadania romana (At 16.37; 21.39; 22.25). Talvez fosse membro do Sinédrio, ou pelo menos da polícia do Sinédrio.

2. Sua aparência física. Muito se tem discutido sobre a sua aparência física, mas a Bíblia nada fala a respeito. O que se costuma dizer em nosso meio é proveniente da tradição que, seguindo a obra apócrifa - Atos de Paulo, escrita na segunda metade do segundo século, diz: "E viu Paulo se aproximando, um homem pequeno de estatura, com cabelos ralos na cabeça, torto de pernas, o corpo em bom estado, com sobrancelhas ligadas, e nariz um tanto convexo, cheio de graça, pois algumas vezes ele se assemelha a um homem e algumas vezes tem o rosto de um anjo". Saulo, no tempo de sua conversão, contava talvez, trinta anos de idade.

2 Coríntios 10:10 Porque as suas cartas, dizem, são graves e fortes, mas a presença do corpo é fraca, e a palavra, desprezível.

3. O inimigo implacável do Cristianismo (v. 1). Como membro do Sinédrio, tinha direito a voto (At 26.10). Por isso, votou a favor da morte de Estêvão. Antes de sua conversão, é mencionado três vezes (At 7.58; 8.1,3) como inimigo implacável da Igreja. A sua perseguição era tão feroz que procurava os discípulos até em suas casas, arrastando impiedosamente até as mulheres, encerrando-os no cárcere. Diz o versículo 1: "E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor". Isso o revela como um animal devastador, feroz e indomável. Ele mesmo declarou: E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. ... (At 26.10).

II A CONVERSÃO DE SAULO DE TARSO
1. "Cartas para Damasco" (v.2). Roma havia concedido aos judeus o direito de extradição dos criminosos fugitivos de Jerusalém. Até onde podemos ver em Atos, ser cristão naqueles dias era não só um crime religioso, mas também civil. Saulo considerava os seguidores de CRISTO subversivos. Por isso, conseguiu cartas dos "principais dos sacerdotes" (26.10) e do "sumo sacerdote" (22.5), as quais o investiu de autoridade para prender os discípulos do Senhor JESUS.

2. Na Estrada de Damasco (v. 3). Damasco, a 240 km de Jerusalém, levava cerca de uma semana de viagem. Paulo ia com uma comitiva, na tentativa de esmagar o Cristianismo, que, até então, já havia ultrapassado os limites da Judéia, Samaria e Galiléia.
Perto de Damasco, ele foi subitamente envolvido por uma luz que o derrubou por terra, e a voz de JESUS o chamou nominalmente. Ele reconheceu, imediatamente, que se tratava de algo divino, pois disse: "Quem és Senhor?" (v. 5).

3. Suposta contradição. A aparente discrepância entre Atos 9.7: "ouvindo a voz, mas não vendo ninguém" e Atos 22.9: "mas não ouviram a voz daquele que falava comigo" é meramente uma questão de tradução. O verbo grego usado para "ouvir", empregado nestas duas passagens, é akouo e significa também "entender, prestar atenção". "Procuravam ouvir o que Paulo ouvia, mas não conseguiram entender" (No meu entender - Ev. Henrique) - seria a melhor interpretação,

4. Experiência com o CRISTO vivo. Esta mudança súbita. de Saulo de Tarso tem deixado os judeus estarrecidos, até a atualidade. Muitos ficam sem entender como um homem, o qual agia ferozmente contra os cristãos, de repente passa a ser um deles, defendendo e anunciando com fervor o Cristianismo. Isso é a graça de DEUS. JESUS disse: "O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do ESPÍRITO" (Jo 3.8).


III. O APOSTOLADO DE PAULO
1. A visão de Ananias (vv. 10, 11). Vencido e alvejado pela graça de DEUS, Saulo foi conduzido cego para Damasco, para a rua chamada Direita, que existe ainda hoje nesta cidade. DEUS, em sua infinita sabedoria, não permitiu que a prova dessa conversão ficasse limitada apenas aos companheiros de Paulo. Por isso, revelou esse acontecimento a Ananias.

2. Temor de Ananias (13,14). Era uma reação perfeitamente normal a qualquer ser humano. Tendo conhecimento da devastação que Saulo fizera em Jerusalém, após o martírio de Estêvão, e sabedor que ele estava investido da autoridade, concedida pelo Sinédrio, para açoitar e aprisionar os discípulos, era mesmo para ficar temeroso. Ananias, porém, ainda não sabia que a graça de DEUS havia alvejado o indomável perseguidor, e o tal seria uma vaso escolhido para os propósitos divinos.

3. Requisito para o apostolado (v. 15). À luz de Atos 1.21,22, era necessário que Paulo tivesse uma chamada específica para o apostolado, a fim de que pudesse ser testemunha da ressurreição de CRISTO.
Essa exigência foi satisfeita na conversão de Saulo de Tarso, em sua experiência com o nosso Redentor. Quatro vezes Paulo declara ter visto a JESUS. Isso toma legítimo o seu apostolado (1 Co 9.1; 15.8; 2 Co 4.6; GI1.15,16).




4. Questões da crítica textual (vv.5 e 6). O texto: "duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que faça?" não aparece nas versões Atualizada e Revisada de Almeida, na Brasileira e na Nova Versão Internacional, por não se encontrar nos manuscritos gregos. Está na versão Corrigida, via Vulgata Latina.
Erasmo de Roterdã usou, quando preparava a primeira edição de seu Novo Testamento (em grego), lançado em 1516, pois, substituiu o grego pelo latim em certas passagens (ele não dispunha de todo o texto grego).
Esse texto de Erasmo serviu de base para a versão espanhola de Reina, a inglesa do rei Tiago, e a portuguesa de João Ferreira de Almeida. A parte do versículo 6 aparece em Atos 22.10.
Isso em nada desabona a inspiração e autenticidade da Bíblia. Os próprios críticos reconhecem essa autoridade. São variações oriundas de falhas de copistas durante catorze séculos copiando manualmente essas passagens. São coisas que não comprometem a mensagem do Evangelho, como diz a Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia: "O acúmulo inteiro de variantes não conseguiu modificar a mensagem, nem mesmo nas minúcias".

IV. O QUE PAULO REPRESENTA PARA O CRISTIANISMO?
1. O apostolado entre os gentios. A visão de Paulo, no ministério entre os gentios, compartilhada com Barnabé, o tornava "progressista" para a sua época, no mundo judaico, e da, mesma forma, as suas doutrinas para os padrões sociais do mundo greco-romano. Ele se tornara o principal representante da nova religião revelada. O seu conceito da divindade contrariava frontalmente as religiões politeístas de seus dias. A nova compreensão sobre o Messias mudou radicalmente sua vida e contrariava, não o Antigo Testamento, mas o que o Judaísmo pensava a respeito do Libertador.
Paulo considerava os judeus e gentios na mesma situação. Em Romanos, capítulo primeiro, ele descreve a depravação dos gentios. No segundo, a incredulidade e desobediência dos judeus. No terceiro, põe os dois povos no mesmo bojo: "Todos pecaram" (Rm 3.23). Diante disso, levou avante a ordem de JESUS: "Por que hei de enviar-te aos gentios de longe" (At 22.21).

2. As missões. Como resultado das quatro viagens missionárias de Paulo, surgiram as igrejas da Ásia e Europa. A ele deve-se a expansão do Cristianismo. Suas estratégias missionárias são ainda hoje o modelo para nós. Nenhum homem fez pelo Evangelho o que ele realizou, exceto o próprio Salvador JESUS CRISTO.

3. As epístolas. São o maior tesouro que Paulo deixou para a Igreja. São frutos de suas experiências e trabalhos, na direção do ESPÍRITO SANTO. Seus escritos ocupam um terço do Novo Testamento. Sem as suas cartas, o Cristianismo poderia ser uma mera seita do Judaísmo.

CONCLUSÃO
O ministério de Paulo entre os gentios, suas viagens missionárias e as epístolas escritas, o tomam o maior herói do Cristianismo. Seus exemplos devem ser seguidos pelos obreiros (1 Co 11.1) e seus ensinos obedecidos por todos os cristãos. Suas idéias continuam vivas e atuais, porque foram inspiradas pelo ESPÍRITO SANTO para a Igreja em todas as épocas.

ENSINAMENTOS PRÁTICOS
1. Os perseguidores dos cristãos sempre agiram movidos pela ignorância, pois julgavam que prestavam um excelente serviço a DEUS ou ao regime político de seu país. No entanto, muitos deles, quando perceberam o erro que cometeram, converteram-se a CRISTO e tomaram-se uma bênção ao Evangelho.
2. Se Saulo tivesse a certeza, antes de iniciar a perseguição aos cristãos, que JESUS havia ressuscitado, jamais teria se levantado contra o povo de DEUS. Portanto, agiu por ignorância e pelo seu sentimento religioso. Por isso, JESUS o perdoou e transformou-o no grande apóstolo dos gentios.
3. Nenhum cristão, até o momento, submeteu-se ao sofrimento experimentado pelo apóstolo Paulo, após se converter ao Evangelho. Por isso, jamais murmuremos, quando vier a perseguição, pois, com certeza, o motivo de sua manifestação é o de gerar a paciência, virtude tão necessária aos filhos de DEUS.

Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer - CPAD - Rio de Janeiro - RJ
A conversão de Saulo de Tarso, o vulto que se tomou como o universalmente conhecido apóstolo Paulo, é um dos eventos da mais alta importância na história da Igreja, e assim, do mundo. Julga-se, com razão, importante sua conversão pelo fato desse evento ser narrado três vezes em Atos dos apóstolos: A primeira vez, como escrito por Lucas para nós, Cap. 9. A segunda vez, como contada pelo apóstolo Paulo ao grande concurso de judeus na cidade de Jerusalém, Cap. 22. A terceira vez, como narrada pelo apóstolo perante as autoridades romanas, Cap. 26.

A VISÃO NA ESTRADA, CAMINHO DE DAMASCO, 9.1-9.
Narram-se em Atos dos apóstolos quatro das visões de Paulo:
1) Uma de sua conversão, 9.3.
2) Outra de sua obra, 16.9.
3) Outra do seu fortalecimento, 18.9.
4) Outra de sua preservação, 27.23,24.

A experiência de Paulo é uma refutação terminante da idéia popular e insidiosa de que a religião nada importa, mas a vida, tudo. Vivemos conforme a nossa crença: nossa vida é moldada pelo que cremos. Saulo, o zeloso judeu, era um dos mais violentos perseguidores. Paulo, o fiel cristão, era um dos mais afetuosos perseguidos.
Saulo (v.1): Paulo, o apóstolo, era cidadão romano, nascido em Tarso (Atos 22.3), célebre cidade grega, da Cilícia. Essa metrópole, situada em um rio navegável, o Cidno, e nos desfiladeiros que davam entrada a Cilícia e a Síria, ocupavam lugar importante no mundo comercial. No tempo do apóstolo, a cidade de Tarso era famosa, também, como uma sede de cultura grega, quase igual a Atenas e a de Alexandria. Saulo cursou primeiramente em Tarso, adquirindo seu conhecimento dos costumes e da língua dos gregos que lhe servia tão praticamente em sua obra de apóstolo. De Tarso foi enviado a Jerusalém para estudar aos pés de Gamaliel (Atos 22.3), fariseu eminente. Sendo fariseu, toda a sua vida foi moldada pelas crenças peculiares a essa seita. (Lede GI 1.14; Atos 26.4,5; Fp 3.6). Conforme o costume dos judeus, que todos os filhos fossem instruídos em uma profissão para ganhar o pão quotidiano e para evitar a ociosidade, o moço foi preparado, também, na arte de fazer tendas. Que essa instrução lhe servia muito bem, vê-se em Atos 18.3; 20.34; 1 Ts 2.9. Saulo era de pura descendência judaica, um "hebreu dos hebreus" (Fp 3.5), isso é, seus pais eram judeus natos. Era, também, da "tribo de Benjamim" (Fp 3.5), a tribo que aderiu a Judá, quando as dez tribos se afastaram de DEUS e se separaram das restantes. Nunca houve, talvez, quem confiasse tanto na sua justiça própria, como Saulo de Tarso, Fp 3.4-9. Contudo era o principal dos pecadores (1 Tm 1.15), o mais violento inimigo de JESUS CRISTO, que assolava e devastava a Sua Igreja, Atos 8.3; 9.1,2; 22.4; 26.9-11. Saulo, no tempo de sua conversão, contava talvez, trinta anos de idade.* Era membro do Sinédrio, o supremo tribunal de Jerusalém.
E Saulo, respirando ainda... (v. 1) : É uma continuação da narração do capítulo 8.3. A fúria de Saulo não era um impulso do momento, mas uma paixão permanente. Note-se o contraste: Enquanto Filipe andava por toda a parte libertando a todos os oprimidos do diabo (cap. 8), Saulo andava por toda a parte destruindo o povo de DEUS. Aquele ardia do amor de CRISTO, este estava cheio do ódio do inferno.
Observe-se, também, o contraste entre Saulo e o eunuco. Este regressando no seu carro para sua pátria, lia as Sagradas Escrituras e meditava humildemente nelas. Aquele, viajando a uma cidade estrangeira, planejava a maneira de melhor exterminar os discípulos de JESUS que encontrasse lá. Contudo o Cordeiro de DEUS é tanto Salvador dos mais perigosos perseguidores como dos mais humildes e anelantes penitentes.
Saulo, respirando ainda ameaças e mortes (v. 1) : Saulo na sua ira contra os discípulos de CRISTO respirava ameaças e mortes como os reputados dragões das fábulas respiram fogo. Saulo de Tarso servia como um exemplo para todos os perseguidores do povo de DEUS, desde então, através dos séculos. Não se julgue que tais homens, na vida diária, são impiedosos, cruéis e sem escrúpulos. É fato bem conhecido que as autoridades da inquisição da Espanha, na qual centenas de milhares de filhos de DEUS foram queimados vivos, eram realmente homens bondosos. Contudo seu ódio ao que consideravam heresia ardia até poderem olhar com tranqüilidade os suplícios daqueles que consideravam inimigos de DEUS. O zelo religioso é força quase ilimitada e quando não governada pela ciência, toma-se uma força grandemente destrutiva. As guerras mais bárbaras são as de conquista religiosas (basta ver o que fazem os adeptos da "guerra santa" do islamismo).
Mas qual é a atitude de DEUS para com o pecador? Vê-se a resposta na vida de JESUS CRISTO na terra. Ele odeia o pecado, mas é longânimo para com o pecador. (Vede 2 Pe 3.9).
Notemos quanto Paulo fez em boa consciência, mas nas maiores trevas: Cap. 23.1; 22.4; 26.9-11; 1 Co 15.9; Gl1.13; 1 Tm 1.12,13. Compare João 16.2,6. Verdadeiramente mesmo os melhores homens estão nas profundezas das trevas enquanto permanecem afastados da Luz do Mundo, CRISTO JESUS.
Pediu-lhes cartas (v.2): Saulo, com cartas do Sinédrio no bolso e acompanhado pela polícia do Templo, viajava a Damasco, distante mais de duzentos e quarenta quilômetros de Jerusalém, onde esperava aniquilar totalmente a obra de CRISTO. Achou fácil uma vitória completa, sabendo que o governador dessa cidade estrangeira era amigo do sumo sacerdote, 2 Co 11.32. Que aconteceu às cartas que Saulo levava? Era responsável pelo cumprimento das ordens escritas pelo Sinédrio. Podemos perguntar, também: Que aconteceu a algumas promessas feitas a Satanás antes de nossa conversão?
Damasco (v.2): Das grandes cidades atuais, Damasco é a mais antiga. Menciona-se em Gn 14.15.
As vítimas que Saulo esperava destruir em Damasco eram, talvez, discípulos que fugiram da perseguição em Jerusalém, Cap. 8.1.
Se encontrasse alguns daquela seita (v.2): Ou, alguns que fossem do Caminho (Versão Almeida e Revisada). Intitulava-se a nova fé, "O caminho", termo belo e significativo. A mesma palavra grega, traduzida "seita" neste versículo, é traduzida "caminho" em João 14.6; Atos 19.9,23; 22.4; 24.22 e 2 Pe 2.2.
Quer homens quer mulheres (v.2): Apesar de Saulo crer que os homens são, por natureza, superiores às mulheres, reconhecia que, entre os discípulos de CRISTO, devia temer tanto as mulheres como os homens. Na Igreja Primitiva as mulheres eram destacadas em oração, em serviço, em caridade, no ministério do ESPÍRITO SANTO, em instruir o próximo (Atos 18.26) e em martírio. Saulo depois da sua conversão chegou a avaliar as mulheres que perseguira na incredulidade e louvou aquelas que eram suas companheiras de trabalho, Fp 4.3.
Chegando perto de Damasco (v.3): Não sabemos se viajaram a pé, ou a cavalo, ou a camelo, ou a jumento. Mas foi ao meio dia (Atos 22.6), talvez no quinto dia da viagem, que avistaram a cidade de Damasco. Descobre-se o ardor do fanatismo de Saulo e seu grupo em perseguir os discípulos de CRISTO não somente pela distância que viajaram mas pelo fato de viajarem durante as horas de mais calor, quando outros viajantes descansavam.
Subitamente o cercou um resplendor de luz do céu (v.3): Como um raio de relâmpago, mas mais intenso que excedia o esplendor do sol, ao meio dia, Atos 26.13. Saulo de Tarso foi surpreendido por uma "luz do céu"; a luz do grande holofote de DEUS atingiu esse ladrão religioso. Os maus temem a luz mais que qualquer outra coisa, João 3.20. Desde aquele momento, Saulo considerava-se a si mesmo o "prisioneiro de JESUS CRISTO", Filemom 1. A luz de DEUS, que opera no coração dos pecadores, como a Palavra de DEUS, é viva e eficaz, mais aguda que espada de dois gumes, Hb 4.12. As armas de nossa milícia não são carnais, mas são poderosíssimas, 2 Co 10.4.
Ouviu uma voz (v.4): Em língua hebraica, ou mais propriamente em aramaico misturado ao hebraico, a língua que JESUS falava na terra, Atos 26.14.
Julga-se que foi nesta ocasião que Saulo viu a JESUS. Que não somente ouviu a voz mas viu também a gloriosa Pessoa que lhe falava, está expressamente declarado por Ananias (v.17; 22.14), por Barnabé (cap. 9.27) e por ele mesmo (cap. 26.16; 1 Co 9.1; 15.8). Não foi um êxtase, viu realmente a JESUS e, humilhado por demasiado brilho da glória, lançou-se por terra. JESUS lhe apareceu na Sua glória divina e Saulo jamais se esqueceu dessa cena. Foi uma experiência que transformou por completo toda a sua vida. A conversão de Saulo, quando contemplou Aquele que perseguira, é tipo da ocasião quando os israelitas contemplarão Aquele que traspassaram. (Ap 1.7; Rm 11.26).
Saulo, Saulo... (v.4):
1) Jesus conhecia a Saulo antes de Saulo conhecer a JESUS. O Senhor nos conhece individualmente, antes de conhecermos ao Senhor.
2) O Senhor conhecia a Saulo por nome. Conhecia por nome, também, a Zaqueu (Lc 19.5), a Cornélio (Atos 10.3) e conhece a todos nós por nome e se interessa por nós constantemente.
3) Na Sua graça falou com profunda compaixão e ternura: "Saulo, Saulo..." (Compare: "Abraão, Abraão", Gn 22.11; "Jacó,Jacó", Gn 46.2; "Moisés, Moisés", Êx 3.4; "Marta, Marta", Lc 10.41). Se não percebemos a ternura com que nos fala é porque o nosso coração está fechado contra Ele.
Por que me persegues? (v.4): DEUS levou-o a ver que ninguém fere a um filho de DEUS, sem ferir a DEUS. A Igreja é o corpo de CRISTO, os membros da Igreja são membros de Seu corpo, 1 Co 12.27. Um membro não pode sofrer, sem a Cabeça do corpo sofrer também, Hb 4.15. O grande Saulo de Tarso, instruído e cheio de si mesmo, chegou a saber que não perseguia um grupo de humildes discípulos de JESUS, mas sim, perseguia o DEUS altíssimo. Podemos fazer o bem e o mal a um crente, sem fazê-Io a JESUS?
Quem és Senhor? (v.5): Saulo conhecia bem as Escrituras e naturalmente reconhecia que foi alguém do céu que lhe falava. Naturalmente se lembrava dos casos narrados em 1Sm 6.1-3; Ez 1.27,28; Dn 10.5-8; etc. Mas não sabia quem o visitara, se Gabriel, se Miguel, se o anjo do Senhor, ou se DEUS mesmo. Assim perguntou quem era.
Eu sou JESUS a quem tu persegues (v.5): Só podemos julgar que Saulo ficou grandemente estupefato. A voz do céu não respondeu que foi o Filho de DEUS que falava, nem o Messias, mas JESUS. Não existia nome que Saulo odiava mais. JESUS de Nazaré tinha sido glorificado! (Compare João 1.45,46,49,51).
Dura coisa é para ti recalcitrar contra os aguilhões (v.5; Cap. 26.14): Concluímos que na prolongada viagem, Saulo meditava sobre o que tinha visto e que a sua consciência começava a lhe acusar. Achava-se na posição do boi que, na sua obstinação, recua contra o aguilhão na mão de quem o tange; quanto mais recua contra o ferrão na mão do seu dono, tanto mais as picadas o ferem. Quanto mais Saulo lutava contra suas inevitáveis convicções, tanto mais sentia as aguilhoadas na sua consciência. Enumeramos algumas das dolorosas picadas de consciência que Saulo de Tarso teria sofrido:
1) Estêvão, denunciado por falar blasfêmias contra a Lei de DEUS, não se comportava como blasfemo. Ao contrário. DEUS fez o rosto de Estêvão brilhar com a mesma glória que adornou o rosto daquele que escreveu a Lei, Moisés. (Atos 6.11,15; Ex 34.29).
2) Se Estêvão fosse realmente um herege, que no seu apedrejamento saísse deste mundo para o inferno, como podia ele olhar para dentro dos céus e ver a glória de DEUS, Cap. 7.55.
3) Se Estêvão fosse, de fato, um inimigo das autoridades, como podia ajoelhar-se na ocasião da sua morte e orar por elas? (Cap. 7.60).

4) Não foi a vida diária, de cada um destes, que Saulo considerava hereges, um testemunho vivo e incontestável do fato de seu Mestre ser divino? (Vede 1 Pe 2.12).

5) Estêvão, autuado como transgressor da Lei, morreu com a paz dos que guardam a Lei, 7.59. Apesar do grande zelo de Saulo e de sua vida exterior irrepreensível, não tinha o gozo de espírito que vira no rosto do mártir.
Senhor, que queres que faça? (v. 6): A transformação era instantânea e profunda. Saulo, determinado a destruir a obra de DEUS o mais depressa possível, entrega-se inteiramente para fazer fervorosamente toda a vontade do mesmo JESUS, perguntando: Que desejas, Senhor, que eu faça? Era uma nova criatura. As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo, 2 Co 5.17. Saulo de Tarso ficou vencido pela "luz do evangelho da glória de CRISTO", 2 Co 4.6. (Compare Ap 1.16,17; Lc 22.61,62).
Paulo é o exemplo que DEUS coloca perante nossos olhos. O que a graça de DEUS fez para "o principal dos pecadores", essa graça nos pode fazer. Nossa exortação é que façamos o que recebemos, ouvimos e vimos desse apóstolo, Fp 4.9.
Notem-se os três itens:
1) Paulo viu a JESUS.
2) Queria saber a vontade de JESUS.
3) Gastou a vida fazendo a vontade de JESUS. A velha missão foi rejeitada (9.1); então tinha uma nova, 26.16-18. .
Ouvindo a voz, mas rum vendo ninguém (v. 7): Viram o clarão, mas não a Pessoa. Ouviram a voz, mas não as palavras.
E Saulo levantou-se da terra... (v.8): Saulo, ao levantar-se do chão e abrir os olhos, descobriu que estava cego - não via mais, "por causa do esplendor daquela luz", Atos 22.11. Esperava entrar em Damasco com aparato de membros do famoso Sinédrio. Ao contrário, foi conduzido pelas ruas da cidade, cego, abatido, desalentado, tremendo. Não ardia mais na fúria contra a Igreja, mas anelava aprender aos pés do mais humilde entre os discípulos de JESUS.
E esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu (v.9): Saulo foi levado a casa de certo homem chamado Judas, que morava na rua Direita em Damasco, v.11. Lá passou três dias mergulhado em um mundo sem luz. Ecoavam as palavras, nos seus ouvidos e na sua alma, do meigo JESUS: "Por que me persegues?" Sem dúvida via novamente a grande fila de discípulos que perseguia e matara. Cada um olhava ternamente para ele enquanto soava constantemente a voz de JESUS de Nazaré: "Por que me persegues?"
Sem ver (v.9): Os olhos de Saulo foram fechados, para que abrissem os olhos da sua alma. Quantos filhos de DEUS testificaram que a cegueira dos olhos do corpo é uma das maiores bênçãos. Humilhados por esse suplício, olharam para JESUS e lhes foram abertos os olhos espirituais (comp. Ef 1.18) para contemplarem o que é infinitamente mais glorioso do que tudo aqui na terra.
Não comeu, nem bebeu (v.9): A experiência de Saulo de Tarso foi tal que o abalou até não desejar comer durante três dias. Mas não apenas o abalou, levou-o, também, a ter fome espiritual. Podia dizer como JESUS: "Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis",João 4.32. Há ocasiões em que as coisas celestiais estão tão apetecíveis que não queremos qualquer coisa terrestre.
E esteve três dias sem ver (v. 9): Jonas esteve três dias no ventre da baleia; e se levantou para um novo ministério. CRISTO esteve três dias no seio da terra; e ressuscitou para uma nova vida. Igualmente, Saulo esteve três dias sem ver, sem comer e nem beber; e saiu para uma nova obra.
Não nos descuidemos do ensejo, se obrigados a desistir de qualquer atividade, para examinar-nos a nós mesmos e nos renovar espiritualmente.

Atos - Introdução e Comentário - I. Howard Marshall - Série Cultura Bíblica - edições 1985,1988, 1991, 1999 e 2001 - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - SP
A conversão e a chamada de Paulo (9:1-19a).
Filipe desaparece abruptamente da história e, de modo igualmente abrupto, reaparece o jovem chamado Saulo, em feroz perseguição aos cristãos. No caminho de Damasco, viu uma luz ofuscante, e ouviu a voz de JESUS que o ordenou a cessar de persegui-lo e a dispor-se a fazer coisa nova. Entrementes, um discípulo em Damasco estava sendo preparado para ir encontrar-se com ele e transmitir a ele a cura da sua cegueira e o batismo como cristão. A Ananias foi revelado que Saulo seria uma testemunha de JESUS diante de gentios e judeus, e que sofreria por amor a JESUS.
A substância da história é narrada duas vezes mais, no discurso de Paulo, diante da multidão em Jerusalém em 22:3-16, e no seu testemunho diante de Agripa e Festo em 26:4-18.99. Estas duas narrativas são feitas na primeira pessoa, e mostram certa quantidade de variações, por aquilo que omitem e acrescentam em comparação com a presente versão da história. Embora críticos do passado tenham debatido se Lucas tinha até três versões separadas da história, a tendência atual (associada com a suposição de que Lucas não dava transcrições literais dos vários discursos de Paulo, é alegar que Lucas possuía uma só versão da história, e que a apresentou de três modos diferentes. Se for correto este ponto de vista, seguir-se-á que não temos o problema de harmonizar duas ou mais versões da história, que talvez tenham diferenças significantes entre si; pelo contrário, as diferenças são meramente literárias - o próprio Lucas não via nelas problema algum.
O fato de Paulo ter sido convertido e ter recebido a chamada para ser um missionário está fora de dúvida. Ele mesmo se refere ao fato em 1 Coríntios 15:8-9; Gálatas 1:12-17; Filipenses 3:3-7; e 1 Timóteo 1:12-16. Estas passagens descrevem como Paulo tinha sido um perseguidor da igreja que, tendo uma visão de JESUS, veio a ser chamado para o apostolado (cf. 1 Co 9:1) e convocado para pregar aos gentios. A partir de Gálatas 1:16-17, pode-se deduzir que, imediatamente depois da sua chamada, foi para Damasco e, depois de uma visita a Arábia, voltou para Damasco. A narrativa em Atos dá mais detalhes deste evento, e deve ficar claro que as versões dele, dadas por Lucas e Paulo, estão de acordo essencial quanto aos aspectos básicos. Os problemas que surgem dizem respeito ao modo de a história ser contada em Atos. Qualquer narrativa daquilo que aconteceu deve ter vindo, em última análise, de Paulo e Ananias. A história em Atos pode ser compreendida como narrativa baseada nas palavras de Paulo, embora ele mesmo não cite tantos detalhes nas suas Epístolas? Não vemos qualquer dificuldade real em responder afirmativamente a esta pergunta. A história, no entanto, mostra certo número de aspectos em comum com as lendas judaicas:
(1) de Heliodoro, cuja tentativa de furtar dinheiro da tesouraria do templo foi impedida pela visão de um cavaleiro celestial que o fez cair por terra (2 Macabeus cap. 3), bem como da conversão de Asenate, a esposa egípcia de José (no romance José e Asenate). É provável que o máximo que se pode deduzir destas semelhanças é que o modo de a história ser contada tenha sido influenciado pelas formas das lendas judaicas, mas a historicidade básica da narrativa permanece inalterada. Deve-se observar, no entanto, que as diferenças entre as três narrativas em Atos, especialmente no modo em que JESUS dá a Paulo a comissão divina, na estrada no Cap. 26, mas somente numa etapa posterior, por Ananias em Damasco, nos caps. 9 e 22, demonstram que, em cada ocasião, Lucas não procura nos dar uma narrativa dos detalhes precisos daquilo que aconteceu mas, sim, a natureza e significância gerais do evento.
1-2. A história começa lembrando-nos a atividade perseguidora movida por Paulo que foi descrita em 8:3. A implicação é que não estava satisfeito com os resultados da campanha em Jerusalém, ainda estava ansioso por fazer mais. Andava dizendo o que faria aos cristãos se não cessassem as suas atividades: a saber, que os mandaria assassinar. É problemático se tinha a autoridade para executá-Ios legalmente (ver 22:4; 26:10), e talvez a referência diga respeito àquilo que gostaria de fazer aos cristãos. Visto que muitos deles tinham fugido de Jerusalém, resolveu persegui-Ios e trazê-Ios de volta como prisioneiros para Jerusalém. Para tanto, procurou autoridade da parte do sumo sacerdote (seria Caifás, 18-37 d.C., neste caso) para ir às comunidades judaicas em Damasco. Damasco era uma cidade "importante, cerca de 242 km de Jerusalém, com uma população judaica de consideráveis proporções. Estava dentro da jurisdição da província romana da Síria, e formava parte de Decápolis, uma liga de cidades auto-governadas. Em 2 Coríntios 11:32, Paulo fala de um etnarca de Aretas, rei dos árabes nabateus, que guardava a cidade para impedir que Paulo dela escapasse. Não fica claro se este oficial era preposto do rei, residindo em Damasco para cuidar dos interesses dos árabes ali, ou se Damasco naqueles tempos estava sob o controle da Nabatéia.
De qualquer maneira, as comunidades judaicas devem ter tido certos direitos de manter a lei e a ordem entre si mesmas. O problema que surge é se o sumo sacerdote tinha autoridade para intervir nos assuntos delas. Haenchen (pág. 320 n. 2) argumenta com razão que estudiosos anteriores tinham tirado deduções indevidas de passagens tais como 1 Macabeus 15:15-21, que trata de uma situação diferente e muito anterior; quando, porém, argumenta que Lucas fazia parte do número daqueles que interpretavam erroneamente a 1 Macabeus, não precisamos concordar com ele. Provavelmente Hanson, pág. 112, esteja mais perto da verdade quando sugere que Paulo tinha "autorização do Sinédrio para ferir e até mesmo seqüestrar os cristãos de destaque, se conseguisse fazê-Ia impunemente.
A descrição dos cristãos como sendo "os que eram do Caminho" é uma peculiaridade de Atos. Pressupõe o emprego do termo "o Caminho" para significar, na realidade, o "Cristianismo" (19:9, 23; 22:4; 24:14,22). Por detrás deste termo, há, outrossim, a idéia do "caminho do Senhor - de DEUS" (18:25-26), como o "caminho da salvação" (16:17). DEUS indicou o caminho ou modo de vida que os homens devem seguir se desejam ser salvos (cf.. Mc 12:14); a declaração dos cristãos de que o caminho deles era aquele indicado por DEUS levou ao uso absoluto do termo, como aqui. É interessante que a palavra se empregava de modo muito semelhante na seita de Cumram (1QS 9:17-18; 10:21; 11:13), bem como por outros grupos religiosos.
Paulo estava bem adiantado no caminho para Damasco quando foi parado de repente.
Cerca do meio-dia (22:6), sem qualquer aviso prévio, viu-se cercado por uma luz que brilhava intensamente, e ouviu uma voz que lhe falava. Estes são dois aspectos que se pode esperar numa revelação divina. A luz brilhante deve ser entendida como expressão da glória divina, e, visto que se sustenta geralmente que nenhum homem pode ver a DEUS, não é surpreendente que o efeito da luz fosse a cegueira. De modo semelhante, quando Pedro estava na prisão, seu visitante angelical veio acompanhado por uma luz brilhante (12:7; cf. Mt 17 :5). A voz também é característica da revelação divina (e.g.:h 3:1-6; Is 6:8; Lc 3:22; 9:35), mas aqui é especificamente a voz de JESUS. Pode-se dizer, portanto, que Paulo teve um encontro com o JESUS ressurreto, no qual ouviu Sua voz. Noutros trechos, Paulo diz que DEUS lhe revelou Seu Filho (Gl 1:16), mas também vai além, e fala em ver a JESUS (1 Co 9:1; cf. 15:8). Tendo em vista 9:27; 22:14-15 e 26:16, não pode haver dúvida alguma de que a presente passagem deva ser interpretada deste modo. Lucas, no entanto, não nos informa em que forma JESUS foi visto por Paulo, e pode ser relevante o fato que Paulo precisou perguntar pela identidade de quem falava. A narrativa diz respeito a uma revelação de JESUS vindo do céu, mais do que uma aparência de JESUS antes da Sua ascensão, e, portanto, não devemos imaginar que JESUS surgisse numa forma que (por exemplo) pudesse ser confundida com a de um viajante comum (Lc 24:15). Toda a ênfase na presente narrativa recai sobre aquilo que foi falado a Paulo. "Porque me persegues?" é uma pergunta que diz respeito ao propósito imediato de Paulo e indica que, embora este pensasse que estava meramente atacando um grupo de homens por seu modo herético de adorar a DEUS, estava na realidade atacando um grupo que tinha um porta-voz e representante celestial; atacar aos cristãos era atacar esta figura celestial.
5-6. A reação de Paulo foi de surpresa: "Quem és tu, Senhor?" não indica, necessariamente, o reconhecimento da identidade de quem fala; "Senhor" seria o trato de reverência que normalmente seria usado para responder a qualquer ser celeste (10:4). A resposta que Paulo recebeu mostrou que era JESUS quem falava, e a quem perseguiu. Logo, o efeito da visão foi indicar a Saulo, que ao perseguir os cristãos, estava perseguindo a JESUS (Lc 10:16), mas, acima de tudo, ao perseguir a JESUS, estava perseguindo Aquele que tinha posição divina, vindicado e sustentado por DEUS. O zelo de Paulo em prol da causa de DEUS tornou-se em ataque contra DEUS, que ressuscitara JESUS dentre os mortos. Semelhante modo de vida não poderia continuar; devia levantar-se e ir à cidade, onde receberia novas instruções acerca da sua tarefa futura. É um mandamento soberano, e supõe-se que Paulo obedeceria se realmente se preocupasse em servir a DEUS.
A conversação é relatada em termos algo diferentes nas narrativas paralelas, mas não há discrepância básica no contexto geral daquilo que é dito em cada cena no seu todo; o que Ananias disse a Paulo, mais tarde, nesta narrativa, é o equivalente daquilo que lhe foi dito na estrada de Damasco em 26:16-27.
7. A revelação foi dada somente a Paulo, e seus companheiros não participaram dela; mesmo assim, eram testemunhas de que acontecera algo de incomum (Conzelman, pág. 58). Pararam emudecidos, quando ouviram o som de uma voz, mas não viram a ninguém. Conforme 26:14, viram a luz e caíram por terra, e, segundo 22:9, viram a luz, mas não ouviram a voz. Bruce, (Livro, pág. 197) sugere que nesta passagem, a voz significa a voz de Paulo, e que seus companheiros ficaram surpresos ao ouvi-Io conversar com um interlocutor invisível; mas isto não parece muito provável pois o comentário segue imediatamente após a declaração de JESUS, e se assemelha, na linguagem, a 22:9.
8.9. Para Paulo, fechar os olhos ao ser ferido pela luz brilhante, seria uma ação reflexa instintiva. Ao abri-los depois, ainda continuou sem ver; isto, por si só, não seria desnatural, mas o modo de a cura mais tarde ser dada sugere que era provavelmente sobrenatural. Na sua fraqueza, Paulo precisou ser guiado pelos seus companheiros, e assim chegou a Damasco. Ali, jejuou durante três dias, sem dúvida ainda vencido pelo choque, e provavelmente como penitência à medida em que percebia ainda mais a enormidade das suas ações.

RESUMO DA LIÇÃO 9 - A CONVERSÃO DE PAULO
INTRODUÇÃO
Paulo é considerado, depois de JESUS, o personagem mais importante da história da Igreja Cristã (At 24.5).
I. SAULO DE TARSO
1. A formação cultural de Paulo.
2. Paulo, cidadão romano.
II. CONVERSÃO DE PAULO
1. O Encontro com JESUS.
2. Ananias visita a Paulo.
3. Saulo, de perseguidor a perseguido.
III- PROPÓSITOS DA VOCAÇÃO DE PAULO
1. Conhecer a vontade de DEUS.
2. Tornar-se ministro e testemunha de JESUS.
3. Sofrer a favor de CRISTO e do evangelho.
CONCLUSÃO
Você foi chamado para anunciar a mensagem da cruz? Obedeça, já. É o tempo de segar.

REFLEXÃO
"Lutamos contra o nosso próprio bem, quando lutamos contra DEUS." Myer Pearlman
SINOPSE DO TÓPICO (1) A formação cultural e religiosa de Paulo foi importante para a realização da obra de evangelização dos gentios e judeus.
SINOPSE DO TÓPICO (2) Paulo teve um encontro com JESUS quando se dirigia para Damasco, na Síria, a fim de prender os cristãos.
SINOPSE DO TÓPICO (3) Os propósitos da vocação de Paulo era que ele conhecesse a vontade divina. se tornasse uma testemunha e sofresse a favor de CRISTO e do evangelho.

SUBSÍDIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Teológico - A conversão de Saulo
"Saulo (posteriormente chamado de Paulo, o equivalente grego do nome 'Saulo'), que é mencionado pela primeira vez como tendo participado do apedrejamento de Estêvão era tão zeloso das suas crenças religiosas que iniciou uma campanha de perseguição contra todos os que acreditavam em CRISTO, todos que eram do 'Caminho' (versão RA) (veja o testemunho de Paulo em Filipenses 3.6). A expressão 'o Caminho' se referia ao 'caminho do Senhor' ou '0 caminho da salvação'. Por que os judeus em Jerusalém queriam perseguir os cristãos a uma distância tão grande como Damasco? Há várias possibilidades:
(1 ) para prender os cristãos que tinham fugido;
(2) para evitar a chegada do cristianismo a outras cidades importantes; e
(3) para impedir que os cristãos causassem qualquer problema com Roma. [...] Damasco [era] uma cidade comercial importante, estava situada cerca de 280 quilômetros a nordeste de Jerusalém, na província romana da Síria. [...] Saulo pode ter pensado que ao eliminar o cristianismo em Damasco, ele poderia impedir a sua disseminação a outras regiões. Já próximo do seu destino, quase ao meio-dia, quando o sol estava a pino [...], Saulo repentinamente se encontrou cercado por um resplendor de luz. Embora o texto não afirme abertamente que Saulo viu a CRISTO, este fato fica implícito, uma vez que ver o Senhor ressuscitado era um requisito para o apostolado do Novo Testamento (1 Co 9.1 ; 15.8)" (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol.l..ed. RJ: CPAD, 2009, pp.662-63).

VOCABULÁRIO
Linguagem: Sistema organizado de comunicação por sinais entre indivíduos.
SAIBA MAIS na Revista Ensinador Cristão CPAD. nº 45, p. 40.

QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 9 - A CONVERSÃO DE PAULO
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 1º TRIMESTRE DE 2011
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.

TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um ___________________ escolhido para levar o meu nome diante dos _____________________, e dos reis, e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve ___________________________ pelo meu nome" (At 9.1 5,16).

VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Na ________________________ da evangelização mundial, o Senhor JESUS continua a ___________________________ e a __________________________ vasos escolhidos para a sua seara.

3- Quem é considerado, depois de JESUS, o personagem mais importante da história da Igreja Cristã (At 24.5)? Por que?
( ) Paulo.
( ) Pedro.
( ) Ele escreveu quase a metade dos livros do Novo Testamento.
( ) Foi responsável direto pela evangelização dos gentios.
( ) Dezessete dos vinte e oito capítulos de Atos dos Apóstolos são dedicados à conversão e ao ministério do apóstolo dos gentios.
( ) Sabemos mais a respeito de Pedro do que dos demais apóstolos.
( ) Sabemos mais a respeito de Paulo do que dos demais apóstolos.

I. SAULO DE TARSO
4- Quem era Paulo?
( ) Na comunidade helênica, Paulo era conhecido por um nome em hebreu: Paulus.
( ) Na comunidade judaica, Paulo era conhecido por um nome em hebreu: Saulo.
( ) Ele provinha de uma família belemita que, apesar de viver na Diáspora, era mui fiel à tradição.
( ) Ele provinha de uma família benjamita que, apesar de viver na Diáspora, era mui fiel à tradição.
( ) Tendo em vista sua formação cultural e religiosa, mostrou-se mais do que hábil para atuar como o apóstolo dos gentios.

5- Qual era a formação cultural de Paulo?
( ) Instruído aos pés de Caifás, o sumo-sacerdote.
( ) Instruído aos pés de Gamaliel.
( ) Saulo pertencia ao partido religioso mais conceituado do Judaísmo - os fariseus
( ) Ele conhecia profunda e intimamente o Antigo Testamento.
( ) Ele conhecia profunda e intimamente as tradições de seu povo.
( ) Ele conhecia profunda e intimamente a língua hebraica (At 22.1,2).
( ) Era tão bem versado no meio religioso de Israel que, dos principais sacerdotes, recebera autorização para perseguir os discípulos de CRISTO (At 26.10).
( ) As evidências indicam que Paulo cursou a universidade de Jerusalém.
( ) As evidências indicam que Paulo cursou a universidade de Tarso.
( ) Haja vista o seu domínio do idioma grego e dos autores clássicos, dos quais cita pelo menos dois: Aratos e Epimênides (At 17.28; Tt 1.12).
( ) Cidadão romano, falava também mui provavelmente o latim.

6- Por que Paulo se apresentava como cidadão romano?
( ) Paulo era natural de Antioquia, na Síria.
( ) Paulo era natural de Tarso, na Cilícia.
( ) Paulo tornara-se, por nascimento, cidadão de Roma, pois a cidade era província romana.

7- Naquele tempo, a nacionalidade romana era adquirida de três maneiras: quais são (At 22.28; 23.27; 24.7,22)?
( ) Por favor imerecido.
( ) Por direito de nascença.
( ) Por concessão imperial.
( ) Por aquisição pecuniária.

8- Embora conhecesse muito bem os seus direitos como romano (At 22.25-29; 25.10-12,21,27), qual a cidadania que Paulo preferia?
( ) A cidadania judaica, mais importante do que os privilégios concedidos pelos romanos.
( ) A cidadania celeste, mais importante do que os privilégios concedidos pelos homens.
( ) Esta é a razão pela qual renunciou a todas as regalias terrenas para assumir a cruz de CRISTO.

II. A CONVERSÃO DE PAULO
9- Como foi a conversão de Paulo, que está narrada em três capítulos de Atos dos Apóstolos (9.3-18; 22.6-21 e 26.12-18)?
( ) Encontro com JESUS, Pedro visita a Paulo e Saulo, de perseguidor, passa a ser perseguido.
( ) Encontro com JESUS, Ananias visita a Paulo e Saulo, de perseguidor, passa a ser perseguido.
( ) Encontro com JESUS, Cornélio visita a Paulo e Saulo, de perseguidor, passa a ser perseguido.

10- Como foi o encontro de Paulo com JESUS? Complete:
Saulo solicita autorização aos principais sacerdotes, a fim de _________________________ os discípulos de CRISTO que se achavam em ________________________ (At 9.1-2; 22.5;26.10-11). Já próximo da cidade, ele e seus companheiros são envolvidos subitamente por uma luz do céu, muito mais forte que o _______________________ (At 9.3; 22.6; 26.13). E todos caem por terra (At 9.4;22.7;26.14). Em língua ________________________, JESUS deu-se-lhe a conhecer (At 26.14,1 5). Os que o acompanhavam não viram a ninguém. Aturdidos, ouviram, sim, a voz, mas não entenderam a mensagem (At 9.7; 22.9; cf. Jo 12.28-30). Paulo, então, é ____________________________ por JESUS CRISTO (At 9.5; 22.7; 26.14,15) e por este é comissionado a levar o evangelho tanto aos filhos de Israel como aos gentios (At 26.16-18). Em seguida, o Senhor orienta-o a seguir viagem até ________________________, onde receberia novas instruções (At 9.6; 22.10). Erguendo-se, Saulo nada ________________________. Conduzido por seus auxiliares até _____________________, na cidade permanece durante três dias sem nada ver, sem nada comer e sem nada beber (At 9.8,9; 22.11).

11- Como foi a visita de Ananias a Paulo? Complete:
O Senhor em ___________________ aparece a Ananias, homem piedoso e justo que morava em ___________________________, e ordena-lhe que vá à casa de _____________________, que ficava na rua Direita, e pergunte "por um homem de _______________________ chamado Saulo". Naquele instante, este orava e via numa ___________________________ a Ananias que, entrando em seus aposentos, impunha-lhe as mãos para que voltasse a enxergar (At 9.10-12; 22.12). Ananias, então, retruca. Sabe ele qual o propósito de Paulo na cidade (At 9.1 3-14). O Senhor, porém, afiança-lhe que o perseguidor será doravante um _________________________ escolhido para tornar o evangelho conhecido em todo o mundo (At 9.15-16; 26.16-18). Imediatamente Ananias vai ao encontro de Saulo e, impondo-lhe as mãos, confirma a _________________________ que ele recebera do Senhor, recobra-lhe a visão e batiza-o (At 9.17-18; 22.13-16).

12- Como era a situação de Paulo agora? Saulo, de perseguidor a perseguido. Complete:
Já refeito, Saulo busca congregar-se com os irmãos em ______________________ (At 9.19). Apesar dos temores iniciais, os discípulos acabam por estender-lhe a ________________________ de comunhão. Em ato contínuo, põe-se ele a testemunhar de CRISTO a todos nas __________________________ da cidade (At 9.20). Os judeus perturbam-se com a sua _____________________________ (At 9.21-22). E intentam tirar-lhe a _______________________ (At 9.23).Tal plano chega ao conhecimento de Saulo (At 9.23-24). Para o livrarem da cilada, os irmãos descem-no de noite num __________________________ pelo muro (At 9.25). E ele segue em direção a Jerusalém (At 9.26; 22.17).

III. PROPÓSITOS DA VOCAÇÃO DE PAULO
13- Quais os propósitos da vocação de Paulo (chamada)?
( ) Conhecer a vontade de DEUS, tornar-se cristão judaizante e sofrer a favor de CRISTO e do evangelho.
( ) Conhecer a vontade de DEUS, tornar-se pastor e auxiliar de JESUS e viver do evangelho.
( ) Conhecer a vontade de DEUS, tornar-se ministro e testemunha de JESUS e sofrer a favor de CRISTO e do evangelho.

14- Paulo teria que conhecer a vontade de DEUS concernente a que?
( ) Concernente aos gentios, a Igreja e o mundo.
( ) Concernente aos gregos, a Igreja e o mundo.
( ) Concernente a Israel, a Igreja e o mundo.

15- Mais tarde, em sua Epístola aos Efésios, Paulo revela a sua compreensão concernente à Igreja de DEUS, Qual é?
( ) Que a Igreja seria formada por uma nação, a saber, de judeus convertidos ao evangelho.
( ) Que a Igreja seria formada por uma nação, a saber, de gentios convertidos ao evangelho.
( ) Que a Igreja seria formada não por uma nação, mas constituída igualmente por judeus e gentios.

16- Paulo tornar-se ministro e testemunha de JESUS. Complete:
Consciente de sua ____________________________, põe-se Paulo a testemunhar de CRISTO não somente diante dos gentios, mas também perante _____________________. Faz ele _____________________________ do evangelho ante os reis e filósofos. É um verdadeiro __________________________ de DEUS (At 9.15; 22.15,21; 26.1618).

17- Como Paulo passa a sofrer a favor de CRISTO e do evangelho? Complete:
Em virtude de sua ________________________________, muito sofre por amor a CRISTO (GI 6.1 7). O que dantes perseguira a Igreja de CRISTO, vê-se de repente ____________________ por causa deste mesmo nome. No capitulo 11 de sua Segunda Epístola aos __________________________, discorre ele acerca das muitas perseguições por ele sofridas, quer por parte de seus ___________________________, quer por parte dos gentios. Mesmo perseguido, o evangelho foi poderosamente anunciado através de suas ______________________ e sofrimentos.

CONCLUSÃO
18- Complete:
A ____________________________ e vocação de Paulo ensinam-nos que DEUS chama e capacita a quem ele quer para ______________________ específicos. Ele transforma o mais terrível dos homens num "vaso escolhido", a fim de que proclame o seu ________________________ até aos confins da terra.

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AJUDA
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Atos - Introdução e Comentário - I. Howard Marshall - Série Cultura Bíblica - edições 1985,1988, 1991, 1999 e 2001 - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - SP
Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer - CPAD - Rio de Janeiro - RJ
Revista CPAD - 3º Trimestre de 1996 - Atos - O padrão para a Igreja da Última Hora - Pr. Ezequias Soares - Lição 8 - Estêvão - O primeiro Mártir - CPAD

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

LIÇÃO 8, QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA



LIÇÃO 8 - QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA
Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos
ATOS DOS APÓSTOLOS - Até aos confins da terra
Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva



TEXTO ÁUREO
"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa'. (Mt 5.11)

VERDADE PRÁTICA
Apesar das perseguições contra a igreja de CRISTO, o evangelho torna-se, a cada dia, mais universal e influente. Nenhuma perseguição haverá de deter o avanço da igreja.

LEITURA DIÁRIA
1Co 10.13- DEUS dá o escape para sua igreja
Tg 1.2-4- DEUS prova a fé da igreja
Sl 46.1-3- DEUS é o refúgio da sua igreja
Sl 54.7- DEUS livra a sua igreja da angústia
Is 43.2- DEUS conforta sua igreja em meio a perseguição
SI 126.6 - Os molhos da vitória

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 8.1-8
1 - E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersas pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos. 2 - E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. 3 - E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os I encerrava na prisão. 4 - Mas os que andavam dispersas iam por toda parte anunciando a palavra. 5 - E, descendo Filipe à cidade de Samaria, Ihes pregava a CRISTO. 6 - E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, 7 - pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. 8 - E havia grande alegria naquela cidade.

BEP - CPAD
8.1 UMA GRANDE PERSEGUIÇÃO. Parece que Saulo foi o líder da primeira perseguição em grande escala contra a igreja (vv. 1-3; 9.1), perseguição essa intensa e severa. Homens e mulheres eram encerrados na prisão (v. 3) e açoitados (22.19), e muitos foram mortos (22.20; 26.10,11). DEUS, porém, transformou essa perseguição em início da grande obra missionária da igreja (v. 4).
8.5-24 DESCENDO FILIPE À ... SAMARIA. Note a seqüência de eventos nesse registro do derramamento do ESPÍRITO SANTO nos crentes samaritanos.
(1) Filipe pregou o evangelho do reino, e DEUS confirmou a Palavra com sinais e prodígios (vv. 5-7).
(2) Muitos samaritanos receberam a Palavra de DEUS (v. 14), creram em JESUS (v. 12), foram curados e libertos de espíritos imundos (v. 7), e batizados nas águas (vv. 12,13). Assim, experimentaram a salvação, a obra regeneradora do ESPÍRITO SANTO e o poder do reino de DEUS (ver v. 12).
(3) O ESPÍRITO SANTO, porém, não tinha descido sobre nenhum deles depois da sua conversão a CRISTO e batismo em água (v. 16).
(4) Alguns dias depois da conversão dos samaritanos, Pedro e João chegaram a Samaria e oraram para os novos crentes receberem o ESPÍRITO SANTO (vv. 14,15). Houve um definido intervalo entre a conversão deles e o recebimento do batismo no ESPÍRITO SANTO (vv. 16,17; cf. 2.4). Este caso dos samaritanos segue o padrão da experiência idêntica dos discípulos no dia de Pentecoste.
(5) Sem dúvida houve manifestação externa neste caso de recebimento do ESPÍRITO SANTO, a saber: línguas e profecia (ver v. 18)
8.6 OS SINAIS QUE ELE FAZIA. A promessa de CRISTO no sentido de operar sinais e milagres para confirmar a pregação da Palavra não se limitava aos apóstolos (Mc 16.15-18). Ele prometeu que os convertidos por seus discípulos (os que crerem na palavra deles) operarão milagres em nome de JESUS, tais como expulsar demônios (Mc 16.17) e curar os enfermos (Mc 16.18). Foi exatamente o que Filipe fez (vv. 6,7)

Atos - Introdução e Comentário - I. Howard Marshall - Série Cultura Bíblica - edições 1985,1988, 1991, 1999 e 2001 - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - SP
Estêvão se entregou ao JESUS a quem vira na visão. É um exemplo marcante de uma fórmula de palavras aplicáveis originalmente ao Pai, sendo endereçadas ao Filho, e demonstra como os cristãos primitivos colocavam JESUS no mesm9 nível que o Pai. Depois, Estêvão orou, pedindo perdão por seus algozes, ecoando, mais uma vez, as palavras de JESUS (Lc 23:34), suas palavras se contrastam, de modo marcante, com a sua atitude de denúncia no discurso, e ilustram como o cristão, embora denunciasse o pecado e a desobediência a DEUS a fim de levar ao arrependimento os seus ouvintes, deve ter por eles preocupação pastoral, e orar no senti40 de serem eles perdoados. Dizendo assim, adormeceu (cf. 1 Ts 4:14-15), o primeiro cristão a morrer por amor a JESUS.
Ainda assim, pelo menos um homem ficou sem comover-se, e não ficou triste ao vê-lo morrer. Não fica claro neste ponto se Saulo era membro do Sinédrio, mas 26:10 é melhor interpretado neste sentido. Não seria tarefa fácil converter semelhante homem; Lucas está dando uma indicação prévia do caráter extraordinário da transformação subseqüente de Saulo.
e. A seqüela à morte de Estêvão (8:1b-3).
Este breve parágrafo termina. a história de Estêvão ao mencionar o seu enterro, mas, sobretudo, prepara o caminho para o desenvolvimento da narrativa ao indicar como a morte de Estêvão levou à dispersão dos cristãos e à conseqüente divulgação do evangelho "(8:4-40; 11 :19-30); e, também, ao sublinhar o nome de Saulo, o perseguidor da igreja, prepara os leitores para a maravilha de sua reviravolta (9 :1-31). As várias lições vinculam-se de modo não muito estreito: os eventos no v. 2 provavelmente antecederam os do v. 1', e o v. 3 é realmente uma expansão do v. 1, talvez deliberadamente retido para fazer forte contraste com o v. 2.
lb. O ataque bem-sucedido contra Estêvão ficou sendo o sinal para um ataque em escala maior como da igreja em Jerusalém, sem dúvida instigado pelo mesmo grupo que atacara àquele. Esta é a primeira ocorrência da palavra perseguição em Atos (excetuando-se o emprego do verbo em 7 :52). Conforme seu emprego aqui, significa oprimir alguém a fim de persuadi-lo ou forçá-lo a rejeitar a sua religião, ou simplesmente atacar alguém por motivos religiosos. Os cristãos mantiveram a sua fé e preservaram a sua vida ao fugirem para lugares onde os perseguidores não se dariam o trabalho de alcançar. Bastou-lhes fugir para a zona campestre da Judéia e da Samaria a fim de escaparem às opressões. É de significância que alguns cristãos se dispuseram a permanecer na Samaria e que ali não passaram por perseguições. Pode-se supor que a oposição em Jerusalém adviesse principalmente dos opositores de Estêvão e que se dirigisse principalmente contra os associados dele dentro da igreja. Supõe-se que os apóstolos fossem deixados em paz; o fato de poderem continuar em Jerusalém (sem dúvida em companhia dalguns outros cristã"os) confirma a idéia que fora mormente o grupo de Estêvão que estava sendo perseguido.
2. A despeito do perigo que havia nisto (e é esta a razão de colocar o v. 2 depois do v. 1), havia homens piedosos na igreja que estavam dispostos a dar a Estêvão um sepultamento apropriado. Era normal sepultar criminosos executados,82 mas a codificação posterior da lei feita pelos judeus proibiu o pranto público por eles; se esta proibição estava em vigor durante o século I, os pranteadores estavam, na realidade, fazendo um protesto público contra a execução de Estêvão, e assim se exporiam a riscos consideráveis. A palavra piedoso se emprega noutros lugares para judeus piedosos (2:5; Lc 2:25), mas mais tarde se emprega para descrever Ananias, reconhecidamente como "piedoso conforme a lei" (22:12), embora fosse um cristão. Pode-se supor que aqui há alusão a cristãos.
3. Tipo diferente de zelo religioso foi aquele demonstrado por Sau10 que assumiu um papel de liderança na perseguição da igreja. Ia de casa em casa entre os cristãos e os arrastou para o cárcere, nem sequer poupando as mulheres. A atividade de Saulo é plenamente confirmada em termos gerais pelo seu próprio testemunho insuspeito (1" Co 159; Gl 1 :13, 22-23, Fp 3:6; 1 Tm 1:13).83 Sem dúvida, as autoridades romanas eram coniventes com o que acontecia; de qualquer forma, não é necessário que o ataque tenha durado muito tempo (períodos longos de perseguição tendem a ser raros), e é possível que muitos cristãos tivessem voltado quietamente a Jerusalém uma vez arrefecido o primeiro calor dos ataques.
f. O evangelho avança até Samaria (8:4-25).
A dispersão dos cristãos levou ao mais significativo avanço na missão.
8.2 As descobertas arqueológicas em Giv'at ha-Mivtar demonstraram este fato; ver NIDNTI, I, pág. 393; (em port., vol. I, art. Cruz, CL).
8.3 À luz destas claras referências nos seus próprios escritos a atividade que somente podem ter sido realizadas em Jerusalém e nos seus arrabaldes, a declaração de Paulo em GI 1 :22 de que "não era conhecido de vista das igrejas da Judéia, que estavam em CRISTO" cerca de três anos após a sua conversão, não pode significar que estas últimas nunca o viram da igreja. Pode-se dizer que ficou sendo necessária a perseguição para levá10s a cumprir o mandamento implícito em 1 :8. Na medida em que os cristãos avançavam para novas áreas, descobriram que havia uma resposta imediata ao evangelho, conforme exemplifica a resposta dada pelo povo da Samaria. A pregação de Filipe foi acompanhada pelos mesmos tipos de sinais que já tinham sido vistos no ministério de JESUS e dos apóstolos, e havia uma reposta poderosa à chamada ao batismo. Esta resposta era tanto mais notável porque as pessoas às quais Filipe pregava já tinham estado sob o fascínio de um charlatão religioso de nome Simão. A missão bem sucedida levou a uma visita por Pedro e João que descobriram que os convertidos não tinham recebido o ESPÍRITO e que impuseram sobre eles as mãos a fim de que O recebessem. Até mesmo Simão quis obter alguma coisa - não meramente o dom do ESPÍRITO, mas, sim, o dom de outorgar aos outros o dom do ESPÍRITO; foi, porém, necessário adverti-Io fortemente contra a atitude pecaminosa e sem arrependimento que revelou no modo de fazer este pedido.
A história é significativa de dois modos. Em primeiro lugar, registra o recebimento do evangelho pelos samaritanos, um povo ao qual os judeus odiavam intensamente e consideravam como sendo herético; o sentimento de hostilidade, porém, era mútuo. Embora possamos ser tentados a ver na missão à Samaria a primeira tentativa da igreja rio sentido de evangelizar aos gentios, esta seria uma interpretação errônea. Para os judeus, os samaritanos não eram gentios, mas, sim, cismáticos; parte das "ovelhas perdidas da casa de Israel" (Jervell, págs. 113-132). Para Lucas, eram pessoas que observavam a lei e que demonstravam mais piedade do que muitos judeus (Lc 10:33-,37; 17:11-19), embora também pudessem mostrar hostilidade aos discípulos de JESUS (Le 9:52-56). Por detrás da narrativa, portanto, podemos muito bem perceber que a hostilidade entre os judeus e os samaritanos foi vencida pela fé que os dois grupos tinham em JESUS CRISTO, e é neste sentido que se pode encarar esta história como um passo na direção da solução do problema maior de reunir os judeus e os gentios. Se for correta esta idéia, talvez ofereça a chave ao problema inegável apresentado pelo fato de que os crentes samaritanos n[o receberam o ESPÍRITO até que os apóstolos impusessem sobre eles as mãos. Destarte, foram levados à comunhão com a igreja inteira, e n[o meramente com a seção helenística dela. Esta explicação é preferível ao ponto de vista de que os samaritanos n[o corresponderam plenamente à pregação do evangelho. Outros pontos de vista, como, por exemplo, aquele que declara que o ESPÍRITO n[o poderia ser recebido sendo pela imposição das mãos apostólicas, são contrários à tendência geral do quadro que Lucas nos dá em Atos (cf. 9 :17).
Em segundo lugar, a história dá destaque a Simão, o mago, que mais tarde ficou sendo de má fama corno herege gnóstico. Há grande incerteza quanto a Simão realmente ter sido um gnóstico que sustentava pelo menos alguns dos conceitos heréticos atribuídos a ele por escritores posteriores, ou se foi meramente um mágico e charlatão a cujo nome crenças gnósticas vieram a ser posteriormente atribuídas.84 Certamente, é curioso que alguns dos estudiosos mais radicais do Novo Testamento (tais quais Haenchen, págs. 303, 307), que teriam muita cautela em atribuir ao próprio JESUS qualquer parte da cristologia da igreja, estejam tão dispostos a acreditar que crenças gnósticas do século 11 já eram sustentadas por Simão na primeira metade do século I. Parece mais provável que certas reivindicações do Simão histórico tenham capacitado seus seguidores posteriores a considerá10 um gnóstico, embora ele mesmo não tenha chegado àquela etapa.
4. A história começa a mostrar corno a perseguição da igreja em Jerusalém acabou surtindo um efeito favorável. Aqueles que foram expulsos dos seus lares ou que acharam melhor deixá-los regavam a Palavra corno boas novas enquanto iam de lugar em lugar. interessante que este movimento específico não é atribuído a qualquer orientação precisa da parte do ESPÍRITO, tal qual ocorria noutras etapas cruciais na expansão da igreja. Pelo contrário, parece que era considerado coisa natural para os cristãos viajantes espalharem o evangelho; talvez surgissem naturalmente oportunidades para assim fazer, à medida em que as pessoas entre as quais vieram viver perguntavam a eles por que tinham deixado seus lares.
5. Uma das pessoas que foram para a Samaria (8:1-5) foi Filipe que é claramente aquele membro dos Sete mencionado em 6:5. A sua pregação acerca do Messias certamente teria despertado o interesse, no mínimo, dos ouvintes, visto que a expectativa da vinda de um libertador futuro (conhecido como o "restaurador") fazia parte firme das promessas proféticas da Bíblia.
Samaria - Os MSS têm "à cidade de Samaria" (ARA), que GNB parafraseia como sendo "a cidade principal da Samaria". Se o último texto é o certo, a fraseologia é um pouco estranha, e a tradução de GNB não é totalmente satisfatória como tentativa para tratar do problema. As cidades possivelmente em mira são Sebaste (o novo nome que Herodes Magno deu à Samaria do Antigo Testamento), Siquém, ou possivelmente Gita, onde Simão nasceu. Seja qual for a identificação, não influencia a história propriamente dita. Na teologia samaritana (Jo 4:25); esta expectativa se baseava em Deuteronômio 18:15 e segs., e a pessoa esperada tinha mais o caráter de um Ensinador e legislador do que de um soberano.
6-8. Havia um movimento em massa entre o povo na medida em que escutava atentamente à mensagem de Filipe. Sua atenção foi despertada por aquilo que ouviram e viram. Filipe tinha a mesma capacidade dos apóstolos para operar sinais que serviam como confirmação da sua mensagem. Como Pedro (5 :16), podia expulsar espíritos maus, e o povo podia escutar os gritos que saíam das vítimas possessas quando os poderes demoníacos as deixavam (cf. Lc 4:33; Mc 1 :26).86 Além disto, o povo podia ver por si mesmo como as pessoas que tinham sido paralíticas e coxas agora conseguiam andar; mais uma vez, a atividade de Filipe tem correspondência com a de Pedro (3:1-10) e de JESUS. Estes milagres de cura trouxeram júbilo ao povo. Por enquanto, porém, nada se diz acerca de o povo passar a realmente crer no evangelho.. e, embora houvesse alusão a uma situação em que JESUS não podia curar onde não havia fé (Mc 6:5-6), sabemos que podia existir a cura sem a resposta apropriada da fé e da gratidão a DEUS (Lc 17:17-19).
9-11. Antes, porém, de registrar a conversão do povo, Lucas volta a atenção dos leitores àquilo que estava acontecendo antes da chegada de Filipe. Havia na cidade um homem chamado Simão, que alegava ser pessoa de grande importância, e obteve crédito mediante os seus poderes milagrosos. O povo foi enganado por ele ao ponto de dizer que era o poder de DEUS, chamado o Grande Poder. Os fatos acerca de Simão dificilmente se desentranham das lendas posteriores. Temos informações fidedignas da parte de Justino Mártir, ele mesmo nativo da Samaria, de que Simão ali vivia e de que mais tarde mudou para Roma, onde continuou seus atos enganosos. Mais tarde, Irineu registra que viajou juntamente com uma certa Helena, escrava, a qual dizia ser uma encarnação do "Pensamento" (um poder gnóstico). Hipólito, outro escritor que tratava das heresias, conta uma história acerca de como Simão foi derrotado numa disputa com Pedro. Finalmente Simão disse "que se fosse enterrado vivo, ressuscitaria no terceiro dia. Mandando cavar uma sepultura, ordenou que seus discípulos empilhassem terra sobre ele. Fizeram como mandara, mas ele permanece ali até hoje. Isto porque não era o CRISTO". É difícil aquilatar a quantidade de veracidade nestas histórias, e noutras tantas. Certamente, Lucas

Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer - CPAD - Rio de Janeiro - RJ
Com o martírio de Estêvão findou a primeira etapa da Igreja Primitiva, a de pregar o Evangelho em Jerusalém, cap. 1.8. Foi somente com a "grande perseguição contra a Igreja (8.1) que obedeceram à ordem divina de proclamar a Mensagem "em toda a Judéia e Samaria..."Ainda havia grande número dos habitantes de Jerusalém não evangelizados, a obra crescia cada vez mais e havia grande gozo do ESPÍRITO em todos os membros da Igreja. Qual a razão de alguém sair de Jerusalém em demanda de outro campo? Contudo foi a Vontade divina que assim fizessem, e os que não fizeram primeiramente de livre vontade, depois foram obrigados a fazer.
I. OS DISCÍPULOS EM JERUSALÉM DISPERSOS, 8.1-3.
8.1 "E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos. 2 "E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. 3"E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.
E também Saulo consentia (v.l): Saulo não presenciou o martírio de Estêvão, penalizado pelo horror de ver um homem justo assim sofrer. Ao contrário, a palavra traduzida "consentia" dá a entender que não apenas apoiava o ato mas se regozijava em ver um membro da desprezada "seita" morrer.
Fez-se naquele dia uma grande perseguição (v.l): Seria natural supor que, com o derramamento do sangue de Estêvão, as autoridades sentissem remorso e resolvessem adotar outros planos. Mas sentiram sede se sangue - sede que podiam estancar só derramando o sangue de outros discípulos. (v.3; cap. 26.10). Ficaram determinados a matar até acabar com a "seita".
Contra a igreja em Jerusalém (v. 1 ): Compare com as palavras que CRISTO predisse acerca desta cidade, Mt 23.37-39.
Todos foram dispersas (v.l): Muito grande foi a multidão que, abandonando seus lares e o lugar onde se converteram, fugiu de Jerusalém para toda a parte. Depois de mencionar "três mil" membros (2.41), e "cinco mil" (4.4), diz que o número "crescia cada vez mais" (5.14); e, por fim, que "se multiplicava muito o número" (6.7).
Com essa perseguição a Igreja perdeu, mais ou menos, a visão de Jerusalém terrestre e começou a olhar mais para a Jerusalém celestial, Hb 12.22. Quando a Igreja está governada de Jerusalém, de Roma, ou de qualquer outro ponto da terra, ela sempre fica embaraçada e limitada na sua visão celestial.
Uns varões Piedosas foram enterrar a Estêvão (v.2): Estes homens foram membros da Igreja que, mais fervorosos do que os demais, levantaram, com ternura, o corpo esmagado do amado Estêvão, para enterrá-lo? Ou, lembrados de José de Arimatéia e de Nicodemos,julgamos que fossem judeus piedosos, que desejavam honrar um homem tão nobre como Estêvão? Não sabemos quem foram, mas é certo que não se envergonharam da causa pela qual Estêvão sofrera e nem temiam a ira dos inimigos dela.
Fizeram sobre ele grande pranto (v.2): Estêvão era um homem bom, uma bênção para a Igreja e membro poderoso na obra. Quando foi arrebatado, pelos inimigos. do meio dos irmãos, sentiram grande falta dele e o prantearam.
Saulo assolava a igreja, arrastando homens e mulheres (v.3): Saulo julgava que nisto fazia serviço a DEUS, Atos 26.9-11; Fp 3.4-6. Mas o que lhe dava grande prazer (v. 1), depois se tornou motivo de grande remorso, 1 Co 15.9; 1 Tm 1.12,13.
II- O EVANGELHO É LEVADO A SAMARIA, 8.4-25.
O grande vento de perseguição em Jerusalém dispersou, por toda a parte, a boa semente do Reino de DEUS, a qual nasceu produzindo uma nova e gloriosa colheita de almas. "O sangue dos mártires é a semente da Igreja."
Com o martírio de Estêvão, as autoridades determinaram acabar de uma vez com o cristianismo, caçando e matando a todos, tanto mulheres como homens, que criam em CRISTO. Mas se enganavam, pensando que matar os que crêem no Evangelho é acabar com o Evangelho. O cristianismo é CRISTO e ninguém pode destruir a CRISTO. Os discípulos foram mortos, mas CRISTO continuava a viver, e continuava a suscitar outros discípulos.
Iam por toda a parte, anunciando a palavra (v.4): Obedeciam à ordem do seu Mestre: "Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra", Mt 10.23.
Muitos crentes pensam foram os apóstolos que foram dispersos e que iam por toda parte proclamando a Palavra. Mas os apóstolos não foram dispersos, v.1. Foram, portanto, todos os discípulos, os leigos, que anunciaram a Mensagem em toda parte. Qualquer crente, por mais humilde que seja, pode pregar, isso é, anunciar a Mensagem de JESUS. O ministério da Palavra não é privativo ao púlpito. Naturalmente os membros da Igreja Primitiva, tinham de sofrer muito desprezo em todo lugar onde chegassem, pela razão de terem sido expulsos de Jerusalém. Mas, os fiéis, com o coração ardendo, testificam em qualquer situação. O maravilhoso crescimento da Igreja Primitiva não foi fruto da obra de grandes pregadores, mas de fidelidade de todos os membros em testificarem, cheios do ESPÍRITO SANTO, para todas as pessoas a seu alcance.

Descendo Filipe à cidade de Samaria (v.5): Este não era Filipe, o apóstolo (cap. 1.13), mas Filipe, diácono, escolhido ao lado de Estêvão, cap. 6.5. Filipe, naturalmente, tinha de fugir para escapar com a vida, quando Estêvão foi morto. Filipe foi conhecido depois como "Filipe, o evangelista" (cap. 21.8), servindo como boa ilustração das palavras de Paulo: "Os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição, e muita confiança na fé que há em cristo JESUS", 1 Tm 3.13.
À cidade de Samaria (v.5): A antiga capital das doze tribos, mas reformada e adornada por Herodes, o Grande.
Filipe... lhes pregava a CRISTO (v.5): Qual é o assunto principal do púlpito moderno? É ciência, filosofia, história, boas obras? Exaltamos cristo, como Filipe, ou a nós mesmos, como Simão? Salientamos aquilo que CRISTO faz ou o que nós fazemos? Proclamar a Sua morte e ressurreição, ou pregamos um legalismo - o que devemos e não devemos fazer? (Lede 1 Co 2.1-5). A pregação que é de lei é só negativa (contra), e mata. Mas a pregação positiva, no poder do ESPÍRITO, produz vida. (Vede verso 5 a 8). Se colocarmos CRISTO no Seu próprio lugar, toda a doutrina e toda a obra sempre se endireita mesmo como os planetas, todos continuam na sua própria posição, pela influência do sol. E enquanto existe o sol, os planetas não se podem desviar de suas próprias órbitas. Um sistema de doutrinas mortas não evita o desvio dos membros da igreja. Filipe não discutia com Simão, mas pregava a CRISTO.
Os judeus não se comunicavam com os samaritanos (João 4.9), mas os membros da Igreja Primitiva amavam, em vez de desprezar, as pessoas de outras raças ou de outras nações.
E as multid5es unanimemente... (vv.6-8): A narrativa faz lembrar tanto o ministério de JESUS como o que Ele predissera: "Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai - João 14.12.
Lembremo-nos, também, que o maravilhoso êxito de Filipe foi em um campo dificílimo. Simão, o mago, ganhara os ouvidos de todo o povo; "ao qual todos atendiam, desde o mais pequeno até o maior dizendo: Este é a grande virtude de DEUS", v.10. Havia grande alegria naquela cidade (v.8): Se pudéssemos entrar em todas as casas de nossa cidade onde há um pai subjugado pela embriaguez, um filho tomado pelo vício, uma filha mundana, uma mãe chorando e inconsolável e levar a todos a conhecerem e amarem a JESUS como Salvador, quão grande seria o gozo da cidade! A Mensagem de CRISTO é a mais alegre e produz mais felicidade que todas as religiões do mundo. (Compare cap. 8.39). Quanto mais estamos cheios de CRISTO, tanto mais alegres estamos.

REVISTA CPAD
Professor, nessa lição veremos que os crentes da Igreja Primitiva enfrentaram forte oposição por parte das autoridades, todavia, aqueles irmãos não deixaram de testemunhar e proclamar o evangelho de CRISTO. Eles não tinham suas vidas por preciosas, por isso, não temiam testemunhar de JESUS. Os crentes demonstravam, por intermédio do testemunho pessoal, o que JESUS havia feito em suas vidas. Não podemos nos esquecer de que fomos chamados para sermos testemunhas de CRISTO. Muitas são as oportunidades que o Senhor tem nos dado para proclamarmos sua Palavra. Que não venhamos a ficar intimidados, deixando de testemunhar de CRISTO, mesmo diante das críticas, maus exemplos de alguns ou qualquer tipo de perseguição. Sigamos de perto a postura dos primeiros crentes.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Explicar quais foram os efeitos produzidos na igreja depois da morte de Estêvão.
Compreender que durante os anos a Igreja de CRISTO tem sido perseguida, porém, ela segue vitoriosa.
Conscientizar-se de que devemos proclamar a Palavra mesmo em meio à perseguição.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza no quadro-de-giz a tabela da página seguinte. Utilizando este recurso, explique aos alunos que a perseguição iniciada com a morte de Estêvão não foi em vão. A perseguição trouxe para a Igreja do Senhor alguns resultados positivos. Leia com a classe as referências bíblicas.

Lição 8 - Estêvão - O primeiro Mártir - Pr. Esequias Soares - 3 Trimestre de 1996 - CPAD
Auxílio
I. Informe aos alunos que a perseguição, apesar de sua procedência maligna, é permitida por DEUS, para um determinado propósito. Às vezes, nós nos acomodamos em uma situação confortável e descuidamos da evangelização. Então, vem uma grande luta, para que possamos nos despertar.
2. Esclareça-lhes que a vontade de JESUS era a evangelização do mundo, a partir de Jerusalém. Em seguida, Judéia, Samaria, até os confins da Terra. A cidade santa foi evangelizada de casa em casa, e os discípulos não perceberam que não tinham mais o que fazer. Por isso, veio a perseguição, para que fizessem cumprir os desígnios divinos.
3. Diga-lhes que Estêvão, um dos sete diáconos, revelou-se como um exímio evangelista. Revestido do poder de DEUS, pregava o Evangelho em Jerusalém, e suscitou a inveja dos judeus religiosos, que o acusaram de inimigo do Templo. Por isso, injustamente, condenaram-no à morte.
Sabemos que DEUS nos capacitou, dando-nos sabedoria para a realização de sua obra. No entanto, o professor da Escola Dominical não pode ser considerado um leigo. Estude e pesquise a Bíblia e os bons livros evangélicos e torne-se uma pessoa bem preparada, conforme se expressa Paulo em 2 Timóteo 2.15.
INTRODUÇÃO
Estêvão pregou sobre o Templo, a Lei e JESUS CRISTO. Seu martírio contribuiu para a expansão da Igreja. Essa lição mostra como ele se defendeu das acusações, de maneira sutil e inteligente.
I. ESTEVÃO DIANTE DO SINÉDRIO
1. Atividade de Estêvão. Estêvão é apresentado com destaque entre os sete diáconos escolhidos para servir às viúvas: "Elegeram Estêvão, homem cheio de fé, e do ESPÍRITO SANTO" (At 6.5). Seu nome é grego, Stephanos, e significa "coroa". Logo cedo, manifestou-se, destacando-se entre seus companheiros, atuando na obra de DEUS, com fé, graça, sabedoria e poder sobrenatural do ESPÍRITO SANTO (At 6.8,10). Obviamente, fazia a sua parte na função diaconal e sobrava tempo para a pregação. Ele se preocupava com as almas e o ESPÍRITO SANTO o ajudava.
2. Perseguição. Não demorou muito, Estêvão tomou-se alvo da sinagoga, como CRISTO já havia advertido aos apóstolos (Mc 13.9-11). Ele foi acusado de blasfêmia pelos judeus helenistas. pois não puderam resistir a sua mensagem inspirada (At 6.9-14). Disseram que estava profanando o Templo e a Lei de Moisés (At 6.13). Mas, para isso, subornaram falsas testemunhas contra ele, para consubstanciar a acusação diante do Sinédrio (At 6.11, 12). Eles fizeram também o mesmo com JESUS (Mt 26.59-61).
3. O Templo. A ligação dos judeus com o Templo não era tanto pela sua estrutura e nem pela sua beleza arquitetônica, mas pelo fato de DEUS ter garantido nele o seu nome (2 Cr 7.16). Isso pode ser visto em vários salmos (27.4; 122.8).
4. JESUS e o Templo. JESUS afirmou ser maior que o Templo (Mt 12.6). Disse também que o seu corpo seria destruído, mas em três dias Ele mesmo o reconstruiria (Jo 1922). Por causa disso, as falsas testemunhas o acusaram diante de Caifás (Mt 26.61). O ensino de CRISTO era que os verdadeiros adorares buscariam a DEUS em qualquer lugar, não meramente no Templo e nem em Jerusalém (Jo 4.21).
5. A Lei. Os judeus, até hoje, definem a Lei como a "expressão máxima da vontade de DEUS", JESUS disse que não veio destruí-la, mas fazê-Ia cumprir (Mt 5.17,18). Os judeus não entendiam o espírito da Lei e estavam dispostos a matar ou morrer por ela. Não compreendiam o verdadeiro papel da mesma, como o apóstolo Paulo mostrou posteriormente (Rm 3.19.20; GI 3.24).
II. ANÁLISE DO DISCURSO DE ESTEVÃO
1. O discurso. O discurso de Estêvão era a sua defesa das duas acusações dos judeus. Ele sabia que já estava sentenciado antes mesmo do julgamento e nada, senão uma ação divina, podia mudar essa situação e livrá-lo da atitude fanática daqueles religiosos. O cenário estava armado, testemunhas haviam sido subornadas para deporem contra ele. Sabendo que as acusações eram falsas, de nada valia, nessa circunstância, procurar se defender. Aproveitou para apresentar a defesa em forma de pregação da Palavra de DEUS.
Estêvão passou em revista a história do povo de Israel. O seu discurso está dividido em quatro períodos históricos, com os seus respectivos líderes: dos patriarcas: Abraão (7.2-8); peregrinação no Egito: José (7.9-19); Êxodo: Moisés (7.20-44); monarquia: Davi e Salomão (45-50).
2. Período patriarcal. Os versículos 2 a 8 falam da chamada de Abraão e da promessa que DEUS lhe fez. A citação do Antigo Testamento é da Septuaginta. Os versículos. 2 e 3 lançam luz sobre Gênesis 11.26 e 12.4.
Estêvão afirma que DEUS apareceu a Abraão primeiramente em Ur e depois em Harã, e não como parece à primeira vista em Gênesis 12.14. Essa sua declaração é confirmada no Antigo Testamento (Gn 15.7; Ne 9.7). Ainda declara que o nosso patriarca partiu de Harã, depois da morte de seu pai (7.4). É claro que ninguém vai presumir um nascimento de trigêmeos, quando Terá estava com setenta anos (Gn 11.26).
Muitos entendem que Abraão não foi o primogênito, mas o caçula dos três filhos de Terá, e houve um intervalo de sessenta anos entre o seu nascimento e o do mais velho. Isso significa que o nosso patriarca foi gerado quando seu pai estava com cento e trinta anos de idade, como está registrado no Pentateuco Samaritano.
3. Peregrinação no Egito (At 7.9-19). Estêvão faz um sumário da peregrinação de Israel, começando com a venda de José, pelos seus irmãos, aos ismaelitas, que o negociaram em um mercado de escravos do Egito, sua ascensão a governador dos egípcios, o período de fome e a ida de seus familiares a esse país, em busca de mantimento. Inclui em seu discurso a descida de Jacó e sua família para as terras do Nilo e a mudança de dinastia, após a morte desses patriarcas, que resultou na escravidão dos hebreus, época em que nasceu Moisés, que chegou a ser príncipe da casa de Faraó.
4. Êxodo e peregrinação no deserto (At 7.20-44). Estêvão afirma que Moisés tinha consciência de sua identidade e vocação. Sabia que era hebreu e seria o libertador de seu povo, mas não tinha noção do tempo de DEUS para iniciar a sua tarefa. Por isso, fracassou na sua primeira tentativa e foi obrigado a fugir para Midiã.
a. Moisés em Midiã (At 7.30-34). É o relato resumido da experiência que Moisés teve com DEUS na sarça ardente, depois de apascentar, durante quarenta anos, o rebanho de seu sogro.
b. Moisés. o libertador de Israel (At 7.35-43). Este ponto da mensagem mostra que Estêvão começa a "atar" as pontas do discurso: JESUS fora enviado como Senhor e Salvador do seu povo. Ele realizou sinais, prodígios e maravilhas, e continuava a fazê-los, através de seus discípulos. Isso está explícito no versículo 38, quando cita Deuteronômio 18.15 -18, a mesma estratégia usada por Pedro (At 3.22,23). Critica duramente a idolatria do povo, a começar pelo bezerro de ouro aos cultos a Moloque, resultando no cativeiro babilônico.
5. Monarquia (At 7.45-50). Quanto à questão do Templo, o "santo lugar" (6.13), Estêvão apresenta a sua defesa. Quando ele fala da mudança do Tabernáculo para o Templo (7.4547), não estava sendo apático a este, como interpretam alguns expositores, mas associa ambos às grandes colunas do judaísmo: Moisés e Josué, Davi e Salomão. Reconhecia a santidade da Casa de DEUS, mas estava mostrando uma verdade que eles desconheciam.
O Tabernáculo era portátil, o símbolo da presença de DEUS no meio do povo, e representava CRISTO e a sua obra (Hb 9.2-9). Ao citar o desejo de Davi, de construir uma casa para DEUS, não outra tenda, mas um templo, o que realmente aconteceu nos primeiros anos do reinado de Salomão, ele disse: "O Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens" (At 7.48), referência indireta do Antigo Testamento (I Rs 8.27; 2 Cr 2.6). A citação do versículo 49 é a de Isaías 66.1,2.
III. POR ESSA OS JUDEUS NÃO ESPERAVAM
1. "Dura cerviz" (v. 51). Expressão usada pelos profetas (2 Cr 30.8; Jr 17.23) e significa "coração duro". Embora fossem circuncidados, contudo, eram incircuncisos de coração e ouvidos. Era também a exortação dos profetas contra os desobedientes (Jr 6.10; Ez 44.7).
2. Matadores dos profetas (v 52). Seus pais mataram os profetas. As Escrituras apresentam diversos casos dos que foram assassinados em Jerusalém. Os juízes do Sinédrio e os acusadores de Estêvão eram piores que seus antepassados, pois foram traidores e homicidas da Messias, daquele que foi anunciado pelos homens de DEUS.
3. Desobedeceram à Lei (v. 53). Israel teve o privilégio de ser a nação escolhida por DEUS (Êx 19.3-6). Os hebreus receberam a Lei, como disse Estêvão, "por ordenação dos anjos". Contudo, foram desobedientes.
IV. O MARTÍRIO DE ESTEVÃO
1. Fanatismo e ódio dos judeus (v. 54). Contra fatos não há argumentos. Os judeus perderam a razão e apelaram para a violência. Eles não puderam contestar a mensagem de Estêvão. Anteriormente, os membros da sinagoga viram que o rosto dele brilhava como o de um anjo. Nem assim conseguiram ver nisso a manifestação divina, pois eram, real
mente, "homens de dura cerviz". Seria bom cada um refletir sobre a mensagem e refutá-Ia, se pudesse, ou reconhecer o erro e se converter. Salomão disse que quem rejeita a disciplina é um bruto (Pv 12.1).
2. Visão de Estêvão (vv. 55, 56). Estêvão teve uma visão. Ele contemplou JESUS em pé, junto de DEUS. Os evangelhos narram que CRISTO assentou-se à direita do Pai.
O primeiro mártir da Igreja vê "o Filho do homem, que está em pé à mão direita de DEUS". Isso mostra que JESUS ficou em pé, para receber o seu servo, que lhe foi fiel até a morte (Ap 2.11).
3. Linchamento de Estêvão (vv. 57,58). "Mas eles gritaram". O fanatismo era tanto que perderam a razão. E entraram em histeria total. A maneira como Lucas descreveu essa cena dá a entender que houve um linchamento popular. Roma havia caçado o direito de Israel aplicar a pena capital sobre os condenados. O texto nada fala da reação dos romanos e nem de um julgamento. É possível que Pilatos tenha feito "vista grossa".
4. Oração de Estêvão (vv. 59, (0). A morte de Estêvão é muito parecida com a de JESUS. Ambos fazem uma oração. CRISTO roga ao Pai. O primeiro mártir do Cristianismo ao Filho. Na oração de JESUS, um dos malfeitores se arrependeu, convertendo-se a CRISTO. Na morte de Estêvão,com certeza, Saulo ouviu essa petição. A súplica do primeiro mártir do Cristianismo, diretamente ao Senhor JESUS, é uma prova irrefutável da deidade absoluta do Filho. "Tendo dito isto, adormeceu" (v. 60). Foi para os braços de seu Senhor, sendo fiel até a morte (Ap 2.11).
CONCLUSÃO
A atitude de Estêvão e a maneira como foi martirizado inserem-se no contexto de Mateus 5.10-12. Ele, como muitos ao longo da história do Cristianismo, selaram sua fé com o próprio sangue. Hoje, a situação não é diferente. Em muitos países, nossos missionários são executados sumariamente, por causa do Evangelho. É tarefa da Igreja orar por estes heróis da fé, pois esta luta não é carnal, mas contra as hostes de Satanás. Mas.a vitória é nossa, em nome de JESUS!

1. Satanás imaginava que, por intermédio da perseguição, pudesse impedir o crescimento da Igreja. Mas foi um puro engano seu. A morte de Estêvão fez com que muitas pessoas se convertessem ao Evangelho, inclusive, diversos judeus religiosos, pois observaram a convicção com que o primeiro mártir do Cristianismo entregou sua vida a JESUS.
2. JESUS declarou que se o grão de trigo não morrer, jamais produzirá frutos. A morte de Estêvão foi como uma boa semente plantada em uma excelente terra. O próprio apóstolo Paulo foi influenciado por este martírio, pois. como uma das testemunhas, consentiu com aquele apedrejamento e jamais se esqueceu daquele jovem tão convicto de sua salvação.
3. Satanás. hoje, mudou de tática, pois sabe que a perseguição traz o crescimento da Igreja. Adotou o comodismo como a fórmula ideal para impedir o desenvolvimento da obra de DEUS, e tem alcançado o seu objetivo. No princípio da Assembléia de DEUS no Brasil, por ela ter sido perseguida, crescia muito mais do que na atualidade.

Mt 5.11-12 – “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.”

O texto trata propriamente dos sofrimentos que vêm aos cristãos porque eles amam a CRISTO. Como os ímpios odeiam a CRISTO, mas não podem fazer nada contra ele pessoalmente, eles atacam os seus irmãos mais novos, trazendo contra eles vários sofrimentos:

Os sofrimentos que temos em vista neste texto têm a ver com a perseguição por causa do amor a JESUS CRISTO. O próprio JESUS é o primeiro a advertir os cristãos dessa possibilidade.

Os sofrimentos vaticinados por JESUS CRISTO, por causa de nosso amor a ele, são de vários modos:

Sofrimento que vem em forma de perseguição física
A palavra grega traduzida como “perseguirem” é dioko. Ela contém a idéia de caçar, correr atrás, como se persegue a um criminoso. De qualquer modo, essa palavra implica em algum tipo de abuso físico, de molestação física, maus tratos físicos. Muitos cristãos sofreram perseguições físicas que incluíram muitos maus tratos. O texto de Hebreus 11.35-38 mostra o que significa ser perseguido com conseqüências físicas. Paulo reporta que a tribulação sofrida pelos cristãos é constante, pois, diz ele, “por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos entregues como ovelhas para o matadouro” (Rm 8.36). O catálogo de sofrimentos físicos foi dado pelo próprio Paulo, quando diante da perseguição por causa do seu amor a CRISTO (veja 2 Co 11.23-27).

Assim foram as perseguições nos tempos dos imperadores romanos Nero, Diocleciano, Domiciano, Trajano, etc. No tempo da Reforma, os crentes sofreram perseguições de Maria, a sanguinária, rainha dos escoceses, de alguns reis da Inglaterra, dos reis de França, etc. A igreja de JESUS CRISTO sempre está sujeita a esse tipo de perseguição que pode levar a derramamento de sangue e à morte.

O amor que os cristãos têm pelo seu Salvador, desperta um ódio tremendo nas almas dos ímpios ao ponto destes se indisporem violentamente contra aqueles.

Sofrimento que vem através de injúrias
Esse tipo de sofrimento tem um caráter um pouco diferente do anterior. Ele não contém necessariamente violência física, mas machuca a alma dos crentes. A palavra grega usada para “injúrias” é oneidizo e também contém a idéia de lançar insultos e ultrajes. MacArthur diz que “lançar insultos é atirar palavras abusivas na face do oponente, zombar depravadamente.” (John MacArthur, Matthew 1-7 - MacArthur New Testament Commentary (Chicago: Moody Press, 1985), 224-25).

Quando JESUS CRISTO foi preso, os seus algozes lançaram insultos sobre ele, ferindo-o não somente com bofetadas, mas com a língua (Mt 27.67-68). Ele foi zombado em seu ofício profético, ofício real e sacerdotal (Mc 15.17-20).

Esse tipo de sofrimento vem pelo fato dos cristãos serem expostos ao ridículo, tornando-se eles “espetáculo para o mundo” (1 Co 4.9), sendo motivo da diversão e do escárnio dos outros (Hb 11.36).

Esse tipo de sofrimento é muito dolorido porque é humilhante. Ele causa-nos, parecer aos outros, aquilo que não somos e causa em nós uma triste sensação de desolação e desesperança, até que compreendemos que é uma bem-aventurança sofrer dessa maneira e pelo motivo justo.

Sofrimento que vem pelas mentiras
Porque os seus adversários queriam condenar JESUS de qualquer maneira, eles forjaram mentiras que podem ser chamadas também de falsas acusações, calúnias ou difamações. O texto da Escritura diz que “os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra JESUS, a fim de o condenarem à morte” (Mt 26.59). Disseram que ele era “um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e dos pecadores” (Mt 11.19).

Não é diferente hoje com os filhos que são tementes e fiéis a DEUS. Eles são alvo da mentira ou falsas acusações porque o objetivo do inimigo de nossas almas é derrubar os cristãos, principalmente aqueles que estão em evidência, na ministração fiel da Palavra de DEUS, simplesmente porque eles amam a JESUS CRISTO. Nessas mentiras eles dizem todo mal contra os filhos de DEUS. Acusaram nosso Redentor de muitas coisas que ele absolutamente não era. Assim farão com os seus irmãos porque ele vaticinou: “Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós.” (Jo 15.20).

Sofrimento pela nossa ligação a JESUS CRISTO
Por isso, JESUS CRISTO disse: “por causa do meu nome”. Na verdade, o ódio deles não é contra nós, mas contra o próprio JESUS. Se nos identificamos com ele, sofremos as conseqüências dessa identificação. O alvo real de Satanás ao nos ferir com mentiras e falsas acusações e ferir o Senhor JESUS, que é o seu inimigo maior. JESUS disse que “se o mundo vos odeia” é porque antes ele me odiou a mim. Se o Senhor sofre, os seus servos também haverão de sofrer porque os servos não são maiores do que o seu Senhor. Todas as perseguições que vêm ao Senhor, os servos também podem enfrentar, sendo tudo por causa do nome do Senhor (ver Jo 15.18-21). JESUS sempre será a razão do sofrimento de muitos cristãos, que nesse caso são chamados de bem-aventurados!

Fonte: A Providência e a sua realização histórica, Heber Carlos de Campos, Ed. Cultura Cristã, pág. 564-567.

EXEMPLOS DE PERSEGUIÇÃO HOJE EM DIA:
1- NO MÊS DE JANEIRO DE 2011, Líderes do catolicismo tradicionalista, uma mistura de catolicismo romano e rituais nativos, expulsaram 32 cristãos em uma vila no estado de Hidalgo e outros 25 de uma cidade em Oaxaca, NO MÉXICO. Nos dois casos, os evangélicos foram retirados de suas propriedades por se recusarem a participar de festivais de embriaguez e adoração a ícones católicos.

2- Radicais muçulmanos ameaçam cristão de morte
O homem é Andreas Sanau, 29 anos, acusado juntamente com Henry Sutanto pela Frente de Defesa Islâmica (FPI) e organizar batismos em massa. A FPI é um grupo radical muçulmano conhecido por sua violência contra as minorias religiosas, principalmente cristãos.

Por anos, os extremistas muçulmanos perseguiram os cristãos, acusando a "classe" de tentar "cristianizar" a cidade. Nos primeiros meses de 2010, os grupos muçulmanos radicais interromperam cultos e impediram os cristãos de entrar em suas igrejas.

3- Ore pelos pastores indianos, vítimas de ataques frequentes
A organização Release International (RI) relatou em uma matéria recente que dois pastores, Shidu Kurialose e Nithya Vachanam, da Igreja Assembleia de DEUS Betel, foram gravemente feridos e carros foram queimados por causa de acusações de conversão forçada.
Os pastores foram feridos quando homens os atacaram com barras de ferro em Chandapura, Karnataka, os acusando de converter pessoas ao cristianismo à força. Depois do ataque, eles foram levados para um hospital.

4- Extremismo por trás de ataques a igrejas indonesianas.
Mais de 300 membros do fórum de extremistas islâmicos (FUI) e a frontaria dos defensores islâmicos (FPI) romperam a barricada formada por policiais e feriram pelo menos uma dúzia de pessoas durante o culto aberto de domingo. A igreja tem enfrentado ataques desde novembro de 2000, quando construíam o prédio.

5- Chines é condenado a 15 anos de prisão por professar sua fé.
Em 20 de abril de 2010, a esposa e dois filhos de Alim o viram pela primeira vez em mais de dois anos. Mal reconhecendo o pai, o menino de quatro anos só pode olhar para ele por uma parede de vidro.

Quatro “máquinas globais de perseguição” no mundo atual (http://igrejaperseguida.forumpratodos.com/):
1- o nacionalismo religioso;
2- o extremismo muçulmano;
3- a insegurança totálitária;
4- intolerância secular.

OS DEZ PAÍSES QUE MAIS PERSEGUEM A IGREJA (http://www.portasabertas.org.br/artigos/artigo.asp?ID=5918)
1. Coreia do Norte (Diz-se que os cristãos têm sido usados como testes para armas biológicas e químicas).
2. Irã (A maior parte dos presos foi maltratada na prisão - O islã é a religião oficial no Irã).
3. Arábia Saudita (A apostasia - converter-se a outra religião - é punível com morte se o acusado não se retratar.
4. Somalia (O grupo extremista al-Shabaab está caçando os cristãos, e recebemos relatórios de ao menos 11 assassinatos).

5. Maldivas (A legislação proíbe a prática de qualquer religião exceto o islamismo).

6. Afeganistão (O Talebã ameaçou imigrantes, agentes sociais cristãos e a igreja local).
7. Iêmen (Cidadãos iemenitas não podem se converter a qualquer religião. Ex-muçulmanos podem sofrer pena de morte se forem descobertos).
8. Mauritânia (Prisão de 35 cristãos mauritanos no mesmo mês; e a detenção de um grupo de 150 cristãos subsaarianos em agosto, por realizar seu próprio culto).
9. Laos (Cristãos são detidos - sofrem abuso físico e emocional para renunciar a nova fé. Em 2009, dois cristãos foram mortos; outros 21 foram detidos sem julgamento.
10. Uzbequistão (Iinvasões a cultos cristãos e confisco de livros. Muitos cristãos presos e multados, líderes foram interrogados e sofreram abuso físico e mental).

Quem deve utilizar a Apologia:
Embora muitos cristãos pensem que a apologética seja de uso estrito aos intelectuais, ela deve ser utilizada por todo cristão verdadeiro. Neste sentido escreveu Charles Colson:
“ A responsabilidade pela apologética não é limitada aos pastores cristãos ou aos intelectuais. Quando desafio pessoas a aprenderem a defesa da fé e”pensar como cristãos” , freqüentemente respondem: “Oh, eu não estou pronto para isso”, ou: “É muito profundo para mim”. Mas DEUS criou cada um de nós com uma mente, com a capacidade de estudar, pensar e fazer perguntas. Ninguém é expert em toda as áreas, mas cada um de nós pode dominar os assuntos nos quais tem alguma experiência.”
E Hank Hanegraaf:
“Um número demasiadamente grande de pessoas acredita que a apologética é do domínio exclusivo dos eruditos e teólogos. Não é verdade ! A defesa da fé não é algo opcional; é um treinamento básico par todo crente. ”
Isto posto, vislumbramos a necessidade do uso da apologia para a defesa do evangelho, como pressuposto básico de ganhar almas, pois quem o faz sábio é!
O próximo passo será analisar os argumentos lógicos que dão base ao pensamento cristão.
Valmir Nascimento Milomem Santos.



NÃO NOS ESQUEÇAMOS DA PIOR PERSEGUIÇÃO QUE EXISTE: AS HERESIAS. FOI ATRAVÉS DE HERESIAS QUE TODA A IGREJA DA TURQUIA SE TORNOU ISLÃMICA E INIMIGA DO EVENGELHO. IGREJAS FUNDADS POR PAULO, E DIRIGIDAS PELO APÓSTOLO JOÃO, TIMÓTEO E BARNABÉ.

LEIS ESTÃO SENDO ELABORADAS AOS MONTES PARA TENTAREM ABAFAR A PALAVRA DE DEUS SOBRE O PECADO.

Nós vivemos num país onde temos total liberdade de culto mas devemos ficar atentos pois essa nova lei a pl-122/2006, que coloca o homossexual acima de qualquer critica, com a aprovação dessa lei alguns trechos da biblia que abordam o assunto podem ser proibidos de serem lidos durante os cultos e pastores que lerem ou expressarem publicamente sua opinião sobre este tema podem ser presos pegando de 5 a 8 anos de cadeia.

A partir dai vêm outras absurdas leis que tentam impedir a pregação da Bíblia.

EM QUE CREMOS? (DOUTRINAS BÁSICAS DE NOSSA FÉ QUE DEVEM SER PREGADAS SEMPRE).
1 - Em um só DEUS, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o filho e o ESPÍRITO SANTO, Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29.
2 - Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão, 2 Tm 3.14-17.
3 - No nascimento virginal de JESUS, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus, Is 7.14; Rm 8.34; At 1.9.
4 - Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de DEUS, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de JESUS CRISTO é que o pode restaurar a DEUS, Rm 3.23; At 3.19.
5 - Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em CRISTO e pelo poder atuante do ESPÍRITO SANTO e da palavra de DEUS, para tornar o homem digno do reino dos céus, Jo 3.3-8.
6 - No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de DEUS pela fé no sacrifício efetuado por JESUS CRISTO em nosso favor, At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9.
7 - No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO, conforme determinou o Senhor CRISTO, Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12.
8 - Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de JESUS no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do ESPÍRITO SANTO, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de CRISTO, Hb 9.14; 1 Pe 1.15.
9 - No batismo bíblico com o ESPÍRITO SANTO que nos é dado por DEUS mediante a intercessão de CRISTO, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade, At 1.5;2.4; 10.44-46; 19.1-7.
10 - Na sua atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo ESPÍRITO SANTO à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade, 1 Co 12. 1-12.
11 - Na segunda vinda premilenial de CRISTO, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da grande tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos, 1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 14.
12 - Que todos os cristãos comparecerão ante ao tribunal de CRISTO, para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa de CRISTO na terra, 2 Co 5.10.
13 - No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis, Ap 20.11-15. E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis, Mt 25.46.

RESUMO DA LIÇÃO 8 - QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA
I- OS EFEITOS DA MORTE DE ESTEVÃO
1. Sobre Paulo.
2. Sobre a Igreja.
II- QUANDO A IGREJA É PERSEGUIDA
1. Perseguição física.
2. Perseguição cultural.
3. Perseguição institucional.
III- COMO ENFRENTAR A PERSEGUIÇÃO
1. Evangelizando e fazendo missões.
2. Apresentando uma apologia de nossa fé.
3. Conservando nossa identidade como povo de DEUS.
CONCLUSÃO
O Diabo tudo fez por matar a Igreja em seu nascedouro.
O que ele não sabia, ou fingiu esquecer, é que as portas do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja de CRISTO.

SINOPSE DO TÓPICO (1)
A perseguição na Igreja Primitiva teve início com o martírio de Estêvão, fiel testemunha de CRISTO.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
A Igreja de CRISTO tem sido perseguida ao longo dos tempos, porém, a Noiva do Cordeiro segue vitoriosa.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
A Igreja deve enfrentar a perseguição evangelizando, fazendo missões, apresentando uma apologia da fé e conservando a Identidade como povo de DEUS.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
CRESPIN, Jean. A Tragédia da Guanabara. A História dos Primeiros Mártires do Cristianismo no Brasil. 1 .ed. CPAD, 2006.
REILLY, A. J. OS Mártires do Coliseu. O Sofrimento dos Cristãos no Grande Anfiteatro Romano. 1.ed. RJ: CPAD, 2005.

SAIBA MAIS - Revista Ensinador Cristão CPAD, no 45, p. 40

QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 8 - QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 1º TRIMESTRE DE 2011
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.

TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Bem-aventurados sois vós, quando vos ________________________ e perseguirem e, ____________________, disserem todo o mal contra vós por ____________________ causa'. (Mt 5.11).

VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Apesar das ______________________ contra a igreja de CRISTO, o ____________________________ torna-se, a cada dia, mais universal e influente. Nenhuma perseguição haverá de deter o ____________________________ da igreja.

INTRODUÇÃO
3- Complete segundo a perseguição ___________________ de Estêvão frutifica a vocação universal da Igreja de CRISTO. O que parecia mais uma ______________________ judaica extrapola as fronteiras de Israel como Reino para conquistar o império. Nesse processo, ________________________ de Tarso antagoniza um importante papel. Perseguindo, espalha a chama do ________________________. Mais tarde, já converso e perseguido, leva esta mesma flama até aos extremos da terra. O ________________________ de Estêvão não foi em vão. Mais tarde, testemunharia Tertuliano (155-222), um dos mais importantes apologetas eclesiásticos: "Quanto mais nos ______________________, tanto mais cresceremos, que é ____________________ o sangue dos cristãos". Neste momento, a Igreja de CRISTO é perseguida em todo o mundo. Sim, perseguem-nos não apenas física, mas _____________________ e institucionalmente. À semelhança dos cristãos primitivos, quanto mais tentam reprimir-nos localmente, mais universalmente nos __________________________.

I. OS EFEITOS DA MORTE DE ESTEVÃO
4- Complete:
"Algumas vezes DEUS _____________________ muitos _________________________ fiéis sobre as ________________________ de um deles". (Teólogo inglês Mathew Henry, 1662-1714)

5- O que aprendemos sobre Paulo, o perseguidor dos cristãos, no episódio da morte de Estevão?
( ) Paulo era um piedoso servo do templo, em Jerusalém, ameno quanto às questões religiosas.
( ) Como ouvir um discurso como o de Estevão e não curvar-se às evidências do evangelho?
( ) Embora teimasse em não reconhecer a JESUS como o Messias de Israel, Saulo de Tarso não pôde ficar indiferente às palavras e ao martírio de Estêvão.
( ) O mesmo Saulo o confessa: "E, quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava as vestes dos que o matavam" (At 22.20).
( ) A evangelização de Saulo teve início com o sermão de Estêvão, em Jerusalém, sendo complementada, em Damasco, por Ananias.
( ) Muito em breve o que localmente perseguira a Igreja, universalmente haveria de expandi-Ia de Antioquia a Roma.

6- O que aprendemos sobre a Igreja no episódio da morte de Estevão? Quando sair à Judéia? Quando alcançar Samaria? E quando atingir os mais distantes lugares da terra?
( ) Foi preciso que Pedro enviasse discípulos para fora de Jerusalém a fim de evangelizar as outras regiões.
( ) Com os termos da Grande Comissão a ecoar-Ihes nos ouvidos, sabiam os santos apóstolos que a Igreja não poderia circunscrever-se a Jerusalém (Mt 28.19,20).
( ) O martírio de Estêvão precipita a dispersão da Igreja de Jerusalém.
( ) Escreve Lucas: "Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra" (At 8.4).

7- Quando aqueles piedosos varões puseram-se a sepultar o corpo de Estêvão, o que estavam, na verdade, a fazer?
( ) Semeando uma semente que, de imediato, multiplicar-se-ia dentro dos termos de Judá.
( ) Semeando uma semente que, de imediato, multiplicar-se-ia dentro e fora dos termos de Jerusalém.
( ) Semeando uma semente que, de imediato, multiplicar-se-ia dentro e fora dos termos de Jacó.

8- O que é o sangue dos mártires, segundo Tertuliano?
( ) "O sangue dos mártires é a semente da Igreja".
( ) "O sangue dos mártires é a mente da Igreja".
( ) "O sangue dos mártires é a vitória da Igreja".

9- Que a nossa confissão seja tão firme quanto à de Jan Hus (1369 - 1415), reformador protestante da antiga Boémia - Complete:
"Com a maior ________________________ confirmarei com meu _______________________ a verdade que tenho escrito e ________________________".

II- QUANDO A IGREJA É PERSEGUIDA
10- Como sofreram os cristãos, nos países comunistas, atrás da cortina de ferro?
( ) Os cristãos eram perseguidos física, cultural e institucionalmente.
( ) Os cristãos eram perseguidos física, cultural e desumanamente.
( ) Os cristãos eram perseguidos física, cultural e racionalmente.

11- Como é a Perseguição física? Complete:
Neste exato momento, muitos são os missionários, pastores e leigos que, ___________________________ e até _________________________ por causa da santíssima _____________________, fazem boa e ousada confissão ante o verdugo (1 Tm 6.13).

12- Como é a Perseguição cultural? Complete:
As manifestações culturais deste mundo apregoam sutil e quase que, imperceptivelmente, o ___________________________ moral, a substituição dos valores bíblicos por uma ética leniente e permissiva e a entronização do __________________________ no lugar que pertence exclusivamente a DEUS. Como não podemos nos conformar com tais coisas, somos alijados da vida cultural da sociedade. Não agiam assim os _______________________________ em relação ao Evangelho (1 Co 1.22-24).

13- Como é a Perseguição institucional? Complete:
Os interesses do Reino de DEUS jamais se coadunarão com os deste __________________________. Por isso, levantam-se alguns potentados, buscando amordaçar a Igreja de CRISTO. Tentam eles, sob o apanágio de um humanitarismo falso e aparatoso, impedi-Ia de protestar, por exemplo, contra o _____________________________. Outros buscam descriminalizar práticas como o aborto e o uso de drogas. E outros ainda afadigam-se em varrer das escolas qualquer vestígio do _______________________________ bíblico.

III- COMO ENFRENTAR A PERSEGUIÇÃO
14- Cite pelo menos 3 formas de como enfrentar a perseguição:
( ) Evangelizando e fazendo missões.
( ) Apresentando uma apologia de nossa fé.
( ) Fugindo sempre das mesmas para países longínquos.
( ) Conservando nossa identidade como povo de DEUS.

15- Quando a Igreja começou a evangelizar e a fazer missões?
( ) Depois da perseguição que lhe moveram as autoridades islâmicas após a morte de Estêvão (At 8.4,5; 13.1-3).
( ) Depois da perseguição que lhe moveram as autoridades gregas após a morte de Estêvão (At 8.4,5; 13.1-3).
( ) Depois da perseguição que lhe moveram as autoridades judaicas após a morte de Estêvão (At 8.4,5; 13.1-3).

16- Qual a recomendação de Pedro contra a perseguição cultural e institucional? Complete:
"Antes, _______________________________ a CRISTO, como Senhor, em vosso _____________________________, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da ______________________________ que há em vós" (1 Pe 3.15 - ARA).

17- Como conservar nossa identidade como povo de DEUS?
( ) Somos perseguidos, porque somos um povo especial, zeloso e de boas obras (Tt 2.14).
( ) Enfim, representamos tudo o que o mundo odeia.
( ) Nós, luz; eles, ainda em trevas.
( ) Temos que nos misturar a eles em suas festas para os evangelizar.
( ) Porfiemos por uma vida santa e justa.

CONCLUSÃO
18- Complete:
Diabo tudo fez por ___________________________ a Igreja em seu nascedouro. O que ele não sabia, ou fingiu esquecer, é que as ____________________________ do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja de CRISTO. O Diabo não pôde ______________________________ a Filipe nem a Paulo.


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