terça-feira, 3 de março de 2015

Vídeos da Lição 10 – Não Furtarás, 6 partes, 1Tr15, Ev Henrique, EBD NA TV


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Lição 9 - Não Adulterarás 1 parte

Lição 9 - Não Adulterarás
Lições Bíblicas - 1º Trimestre de 2015 - CPAD - Para adultos
Tema: OS DEZ MANDAMENTOS - Valores Imutáveis Para Uma Sociedade Em Constante Mudança
Comentários: Pr. Esequias Soares
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Questionário
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
NÃO DEIXE DE LER O ESTUDO SOBRE INFIDELIDADE CONJUGAL - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao6-fcs21-2tr13-ainfidelidadeconjugal.htm
NÃO DEIXE DE LER O ESTUDO SOBRE VENCER TENTAÇÕES EM  - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao9-dvc-vencendotentacoes.htm
 
 
TEXTO ÁUREO
"Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela." (Mt 5.28)
 
 
VERDADE PRÁTICAO sétimo mandamento diz respeito à pureza sexual e à proteção da sagrada instituição da família, assim como o mandamento anterior fala sobre a proteção à vida.
 
 
LEITURA DIÁRIASegunda - Gn 2.21-24 O casamento foi instituído por DEUS antes da queda no Éden
Terça - Pv 6.32,33 O adultério destrói a reputação e deixa cicatrizes indeléveis
Quarta - Jr 29.20-23 O adultério é uma prática insana com consequências funestas
Quinta - Ml 2.14 DEUS exige fidelidade entre marido e mulher
Sexta - Mt 19.4-6 O plano divino desde o princípio era monogâmico
Sábado - Mc 10.11,12 No NT, adultério é qualquer relação sexual extraconjugal
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Êxodo 20.14; Deuteronômio 22.22-30
Êxodo 20.14 Não adulterarás.
Deuteronômio 22.22 Quando um homem for achado deitado com mulher casada com marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, tirarás o mal de Israel. 23 Quando houver moça virgem, desposada com algum homem, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, 24 então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis com pedras, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo;  assim, tirarás o mal do meio de ti. 25 E, se algum homem, no campo, achar uma moça desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então, morrerá só o homem que se deitou com ela; 26 porém à moça não farás nada; a moça não tem culpa de morte; porque, como o homem que se levanta contra o seu próximo e lhe tira a vida, assim é este negócio. 27 Pois a achou no campo; a moça desposada gritou, e não houve quem a livrasse. 28 Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, 29 então, o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinquenta siclos de prata; e, porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias. 30 Nenhum homem tomará a mulher de seu pai, nem descobrirá a ourela de seu pai.
 
OBJETIVO GERALApresentar o sétimo mandamento, ressaltando o intento de DEUS em favor da família.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOSAbaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico.
Tratar a abrangência e o objetivo do sétimo mandamento.
Mostrar o real significado da infidelidade.
Relacionar alguns pecados sexuais segundo a lei divina.
Analisar o ensino de JESUS acerca do sétimo mandamento.
 
PONTO CENTRAL - O adultério e a impureza sexual maculam a família.
 
Resumo da Lição 9 - Não Adulterarás
I. O SÉTIMO MANDAMENTO
1. Abrangência.
2. Objetivo.
3. Contexto.
II. INFIDELIDADE
1. Adultério.
2. Sexo antes do casamento.
3. Fornicação.
III. OUTROS PECADOS SEXUAIS
1. Estupro.
2. Incesto.
3. Bestialidade.
IV. O ENSINO DE JESUS
1. O sétimo mandamento nos Evangelhos.
2. O problema dos escribas e fariseus.
3. A concupiscência.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - O sétimo mandamento tem como objetivo proteger a família, estabelecendo uma sociedade moral e espiritualmente sadia.
SÍNTESE DO TÓPICO II - A infidelidade conjugal quebra a aliança assumida pelo casal diante de DEUS e dos homens.
SÍNTESE DO TÓPICO III - DEUS abomina o estupro, o incesto e a bestialidade.
SÍNTESE DO TÓPICO IV - O Senhor JESUS reiterou o princípio do sétimo mandamento.
 
PARA REFLETIR - Sobre o sétimo mandamento:
O adultério destrói a família. Por quê?
Sim. Ele destrói a família porque quebra a aliança assumida pelo casal diante de Deus e da sociedade. A infidelidade destrói a harmonia no lar e desestabiliza a família.
O adultério refere-se apenas ao envolvimento sexual de pessoas casadas?
Não. Refere-se também ao relacionamento sexual entre uma pessoa solteira e uma casada.
Por que o adultério é destrutivo para a família?
Porque é uma loucura que compromete a honra e a reputação do casal.
Por que o casamento é uma instituição divina?
Porque foi planejado e criado pelo Senhor.
Qual o limite entre o "simples olhar" e o "olhar malicioso"?
O olhar malicioso é o que cobiça com o desejo de possuir o outro.
 
VOCABULÁRIO
Endogamia - Estado de endógamo, isto é, aquele que só se casa com membros da sua classe ou tribo.
 
SUGESTÃO DE LEITURA
A Família Cristã e os
Ataques do Inimigo
 
Manter a família com princípios e valores cristãos é um desafio na pós-modernidade. Para obter sucesso, não só é preciso conhecer o que a Bíblia diz, mas também colocar seus ensinamentos em prática. Desse modo, as contaminações do mundo sobre a família podem ser identificadas e refutadas.
Sábios Conselhos para
um Viver Vitorioso
 
Um estudo sistematizado
sobre os livros de Provérbios de Salomão e Eclesiastes. Esta obra tem um capítulo que trata a respeito da infidelidade conjugal. Deus tem um plano para o matrimônio cristão e sua Palavra é poderosa para orientar os casais.
Integridade Moral e Espiritual
 
Sem dúvida, o livro de Daniel revela fatos e acontecimentos os quais se evidenciam na atualidade. Na verdade, nenhum outro livro profético se ajusta tão perfeitamente às evidências atuais como o livro de Daniel. Nele, vemos a integridade espiritual e moral de um servo de Deus.
 
Comentários de diversos livros com algumas alterações e adições do Ev. Luiz Henrique
NÃO ADULTERARÁS
Quando um membro comete o pecado de adultério contra o cônjuge geralmente é redigido no Livro da Ata da Assembleia Geral da igreja local, assim: "pecou contra o sétimo mandamento".
Adultério e sétimo mandamento tornaram-se sinônimos na maioria das igrejas. Com adultério, nos referimos ao relacionamento sexual de uma pessoa casada com outra casada ou solteira. Mas o sétimo mandamento tem uma particularidade no Antigo Testamento. Quando DEUS o proferiu ao povo, a mulher tinha um papel bem diferente o da atual sociedade ocidental.
Era comum, em Israel, o homem adulterar com outra mulher, embora esta nunca fora a vontade de DEUS para a humanidade. Pela dureza do coração humano, as mulheres eram preteridas por quaisquer desculpas: "Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia, ele lhe fará escrito de repúdio, e lho dará na mão, e a despedirá da sua casa" (Dt 24.1). A expressão "achar coisa feia" foi responsável por muitas interpretações entre os sábios de Israel. O resultado: por mais absurdo dos motivos os judeus repudiavam as suas mulheres. Na sociedade dos tempos antigos, as mulheres repudiadas tinham apenas dois destinos para sobreviverem: tornavam-se prostitutas ou mendicantes.
No Novo Testamento, JESUS retomou o ideal de DEUS para a humanidade e denunciou a covardia dos homens de Israel, principalmente a dos religiosos, dizendo: "Ouviste o que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar para uma mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mt 5.27,27). Note que a expressão "achar coisa feia", de Deuteronômio 24.1, perdeu todo o sentido agora. O nosso Senhor estava falando aos homens nestes termos: vocês não têm o direito de repudiar as suas mulheres para ficar com outras mais novas. Assim JESUS asseverou: "Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que DEUS ajuntou não separe o homem" (Mt 19.4-6).
O adultério viola por completo o princípio de DEUS para com os seres humanos. Os destinatários das palavras de JESUS eram os homens da sua época. Por quê? Ora, eles determinavam a vida das mulheres. Mas hoje, também, o mandamento fala como nunca e cada vez às mulheres mais independentes: Não adulterarás!
Revista ensinador. Editora CPAD Ano 16 - N° 61. pag. 40. 
 
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
O sétimo mandamento continua atual porque o mundo está às avessas, dizendo "não" a tudo aquilo que DEUS diz "sim” na sua Palavra, e "sim" a tudo o que a Bíblia diz "não". O resultado é o caos na família e na sociedade.
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 99.
 
A atitude de JESUS em relação à mulher surpreendida em situação de adultério, como foi registrado em João 8.1-11, tem sido questionada com o argumento de que essa passagem está ausente do antigo e melhor manuscrito e, onde ela realmente aparece, suas interpretações são extremamente variadas. Entretanto, "está fora de qualquer dúvida que ela faz parte da tradição autêntica da igreja" (A. J. MacLeod, "John", NBC). O Senhor JESUS CRISTO não foi conivente com o pecado da mulher, nem a condenou à morte por apedrejamento como seus acusadores haviam sugerido. "A verdade, que estava nele, repreendeu a mentira dos escribas e fariseus. A pureza que estava nele condenou a lascívia que estava nela" Mission and Message of JESUS, p. 795) e Ele disse à mulher que partisse e que não voltasse a pecar.
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 35.
 
Assim como os filhos devem honrar seus pais (Êxo. 20.12), e como os pais devem honrar seus filhos (Efé. 6.4), assim também os cônjuges devem honrar-se mutuamente. Isso faz parte de uma estrutura social que prospera, pelo que faz parte da segunda tábua dos Dez Mandamentos. Desse modo fica salvaguardada a solidariedade da família. A poligamia sempre fez parte da sociedade hebreia, pelo que ter mais de uma esposa, ou ter uma esposa e várias concubinas não era algo proibido pelo sétimo mandamento. Antes, o que era condenado era a sedução da esposa de outro homem, ou (em casos mais raros) a sedução, por parte de uma mulher, do marido de outra mulher.
O trecho de Mateus 5.27 ss. elabora aquilo que constituí o adultério, mostrando- nos que está envolvido mais do que atos sexuais ilícitos. Existe aquele adultério da mente, de que nenhum homem ou mulher escapa. Ver também Heb. 13.4 e Lev. 20.10.
O que está implícito no adultério ou no sétimo mandamento? O Grande Catecismo de Westminster, respondendo à pergunta 139, elabora:
“o adultério, a formicação, o estupro, o incesto, a sodomia, as paixões desnaturais, a imaginação impura, a impureza nos propósitos e nos afetos, a linguagem Imoral, os olhares sensuais, o comportamento imodesto, as vestes imodestas, os casamentos ilegítimos, a tolerância de bordéis ou de qualquer tipo de prostituição, o indevido adiamento no casamento, o divórcio, a separação ou deserção do cônjuge, a preguiça, a glutonaria, o alcoolismo, as gravuras, as danças, as peças teatrais e qualquer outra coisa que excita ou promova pensamentos impuros”.
Ό sétimo mandamento trata a família como uma unidade social. Seu real interesse é a sacralidade do matrimônio. Somente por implicação envolve a gama inteira da moralidade sexual” (J. Edgar Park, in loc.).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 393.
 
Adultério (vv. 27-30; Êx 20:14). (Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - W arren W . W iersbe)
Para o povo judeu daquela época, o noivado eqüivalia ao casamento - exceto pelo fato de que o homem e a mulher não coabitavam. Os noivos eram chamados de "marido e esposa", e, ao fim do período de noivado, o casamento era consumado. Se uma mulher que estava noiva ficava grávida, isso era considerado adultério (ver Dt 22:1321).
Porém, José não pediu nenhuma punição nem o divórcio quando descobriu que Maria estava grávida, pois o Senhor havia lhe revelado a verdade. Todas essas coisas cumpriram Isaías 7:14.
os fariseus tinham uma lista de ações exteriores consideradas pecado, mas JESUS explicou que o pecado provém das atitudes do coração. A ira sem motivo é homicídio no coração; a lascívia é adultério no coração. A pessoa que afirma "viver segundo o sermão do monte" talvez não perceba que é mais difícil seguir esses preceitos do que os Dez Mandamentos!
JESUS assevera a pureza da lei de DEUS e, em seguida, explica que a intenção dessa lei é revelar a santidade do sexo e a pecaminosidade do coração humano. DEUS criou o sexo e protege essa criação. Tem autoridade para determinar como deve ser usado e para punir os que se rebelam contra suas leis. DEUS não estabeleceu regras para o sexo porque deseja nos controlar, mas sim porque deseja nos abençoar. DEUS sempre diz "não" para poder dizer "sim". A impureza sexual nasce dos desejos do coração. Mais uma vez, JESUS não está dizendo que desejos lascivos são a mesma coisa que práticas lascivas e, portanto, que a pessoa pode aproveitar e cometer adultério de fato, uma vez que já o fez em pensamento. O desejo e a prática não são idênticos, mas, em termos espirituais, são equivalentes. O "olhar" que JESUS menciona não é apenas casual e de relance; antes, é um olhar fixo e demorado com propósitos lascivos. É possível um homem olhar de relance para uma mulher, constatar que ela é linda, mas não ter pensamentos lascivos depois disso. O homem que JESUS descreve olha para a mulher com o propósito de alimentar seus apetites sexuais interiores, como um substituto para o ato sexual em si. Não é uma situação acidental, mas um ato planejado. Como vencer essas tentações? Pela purificação dos desejos do coração (o apetite conduz à ação) e pela disciplina das ações do corpo. Claro que JESUS não está falando literalmente de realizar uma cirurgia, pois isso não resolveria o problema do coração. Em se tratando dos pecados sexuais, os olhos e as mãos são geralmente os dois grandes "culpados"; portanto, são eles que devem ser disciplinados. JESUS diz: "trate o pecado de maneira imediata e decisiva! Não pense num tratamento gradual. A remoção deve ser radical!" A cirurgia espiritual é mais importante do que a cirurgia física, pois os pecados do corpo podem levar ao julgamento eterno.
Convém refletir sobre passagens como Colossenses 3:5 e Romanos 6:13; 12:1, 2; 13:14. (Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - W arren W . W iersbe)
 
I. O SÉTIMO MANDAMENTO
1. ABRANGÊNCIA.
Pedofilia, Masturbação, Sexo antes do casamento, Sexo anal, Sexo com animais, lesbianismo, Homosexualidade,
O adultério é a relação sexual de um homem casado com uma mulher que não é sua esposa e vice-versa. Para muitos, tal prática pode parecer normal, mas a Palavra de DEUS declara: "Não adulterarás" (Êx 20.14; Dt 5.18). Isso vai muito além da cópula extraconjugal. É a proibição de toda a forma de prostituição; é DEUS dizendo "não" a todas as concupiscências desnaturais, imaginações e pensamentos impuros e lascivos (Mt 5.27, 28).
O quinto mandamento resguarda a vida familiar de ruptura interna. Mas aqui o sétimo mandamento requer um relacionamento de amor e fidelidade entre marido e mulher. É isso o que DEUS espera de todos os casais. Na verdade, são ideais provenientes da criação (Gn 2.24).
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 100.
 
No A. Testamento. Contato sexual de uma mulher casada ou comprometida com alguém que não seja seu marido ou noivo. Ou de um homem casado com uma mulher que não fosse sua esposa. Todavia, o concubinato era extremamente comum no Antigo Testamento, pelo que um homem casado podia ter muitas mulheres, contanto que não fossem casadas, e se houvesse contratos apropriados, sob forma escrita, estipulando as condições segundo as quais o relacionamento deveria ocorrer. Outrossim, a poligamia era uma prática comum. A poliandria (vários maridos para uma só mulher), todavia, nunca foi reconhecida na lei e nos costumes dos judeus. Os versículos que proíbem o adultério incluem Ex, 20:14; Lv. 18:20; Mt. 19:3-12; Gl. 5:19-21.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 65-66.
 
Êxo 20.14. Não adulterarás. A Lei permitia poligamia (talvez uma instituição social necessária à proteção de mulheres solteiras), mas jamais permitiu poliandria (caso em que uma mulher tem vários maridos simultaneamente). O fato de um homem ter relações sexuais com a esposa de outro homem era considerado um pecado hediondo tanto contra DEUS como contra o homem, já bem antes da lei, ao tempo dos patriarcas (Gn 39:9). Talvez este mandamento esteja relacionado ao “ furto” e à “ cobiça” proibidos nos dois mandamentos seguintes, já que a esposa pertencia a outrem.
R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 154.
 
Êxo 20:14 Não adulterar O sétimo mandamento, não adulterarás, diz respeito à profanação da santidade do casamento pelo adultério (20:14). No AT, esse ato é considerado, primeiramente, um pecado contra o próximo. o homem adúltero peca contra sua esposa e o marido enganado, e a mulher adúltera peca contra seu marido e a esposa enganada. A descrição feita por José do adultério como um pecado “contra DEUS” (Gn 39:9 - mulher de Potifa) mostra que, de longa data, esse ato era considerado uma transgressão da vontade de DEUS.
Cometer adultério corresponde a quebrar uma aliança e uma promessa e, portanto, é um sinal de desrespeito por todas as alianças e promessas. Assim, é significativo que o mandamento seja dado no contexto das prescrições da aliança que define o compromisso entre DEUS e seu povo (cf. 20:1-17).
O castigo para o adultério é estipulado em outras passagens do Pentateuco (cf. Lv 20:10; Dt 22:22 no contexto do casamento; cf. Dt 22:13-21 quando a mulher não é casada). Em geral, o termo “adultério” se refere a uma relação sexual envolvendo infidelidade conjugal.
Tokunboh Adeyemo. COMENTARIO BÍBLICO AFRICANO. Editora Mundo Cristão. pag. 114.
 
2. OBJETIVO.
O objetivo deste mandamento é conservar a sacralidade da família que foi instituída por DEUS por meio do casamento no jardim do Éden (Gn 2.18-24). A santidade desse relacionamento familiar deve ser mantida. Esta lei servia também para Israel manter a pureza sexual e evitar as práticas da cultura egípcia, de onde os israelitas saíram, e da cultura Cananeia, para onde o povo se dirigia. Os preceitos pertinentes estão descritos com abundância de detalhes no sistema mosaico (Lv 18.6-30; 20.10-21).
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 100.
 
O mandamento para se abster de cometer adultério (Ex 20.14) tem, em seu cerne, a proteção do relacionamento marital e da família oriunda deste; todavia, como o relacionamento sexual humano também serve metaforicamente para descrever o relacionamento de Israel com o Senhor, o mandamento tem ramificações que ultrapassam a mera relação interpessoal. Na esfera humana, essa estipulação, como a que ordena o devido respeito aos pais, é crucial por causa do papel da família na implementação do desígnio do Reino de DEUS. O homem ou a mulher que traem seu parceiro — aquele sem o qual não está completo — contribuem para a ruptura do modelo hierárquico do domínio do Reino para o qual foram criados como seres complementares (cf. Gn 2.18). Por essa razão, o adultério não é apenas um ato privado e isolado; ele causa profundo efeito na comunidade imediata e até mesmo universal dos que constituem o Reino de DEUS na terra. Se um homem ou mulher não consegue viver em fidelidade marital, que esperança podem ter para os compromissos do reino em outras esferas, incluindo os compromissos com o grande Rei mesmo?
Pelo fato de a aliança de DEUS com Israel, às vezes, ser descrita como um casamento (cf. Is 54.5,6; Jr 3.14,20; 31.32; Ez 16.32; Os 2.16), a infidelidade nesse relacionamento, por parte de Israel, não era nada menos que adultério (cf. Os 4.15; 7.4; Jr 3.8; 5.7; 9.2; 13-27; Ez 6.9; 16.32; 23.37-45).
Nesse caso, o outro parceiro são os ídolos e deuses das nações com os quais Israel flertava e para os quais, vez após outra, ela sucumbiu através de sua história. Jeremias registra o triste lamento do Senhor que pergunta: “Você viu o que fez Israel, a infiel? Subiu todo monte elevado e foi para debaixo de toda árvore verdejante para prostituir-se” (Jr 3.6). Contudo, Judá não era melhor e, depois de ver o comportamento adúltero de sua irmã, “também se prostituiu, sem temor algum. E por ter feito pouco caso da imoralidade, Judá contaminou a terra, cometendo adultério com ídolos de pedra e madeira” (v. 8,9).
O mandamento para evitar o adultério foi designado não só para manter a família humana e seu papel de manifestar os princípios do Reino intatos; mas também tinha relevância direta para o papel de Israel entre as nações como a semente por intermédio da qual DEUS as abençoa. Uma Israel infiel não poderia realizar sua missão como reino de sacerdotes mais que uma esposa infiel poderia cumprir a sua como o instrumento sem o qual seu marido fica incompleto.
Eugene H. Merrill. Teologia do Antigo Testamento. Editora Shedd Publicações. pag. 335-336.
 
A fim de preservar a santidade do lar (Êx, 20:14; Dt. 5:18). Também está envolvida a questão da herança da família e a preservação da pureza tribal. Finalmente, o próprio ato era considerado um crime sério, um ato de contaminação (Lev. 18:20). Por esse motivo, era imposta a pena de morte, envolvendo a execução de ambos os culpados (Êx, 20:14; Lv. 20:1 ss ).
Injunções similares podem ser achadas no código babilônico de Hamurabi (129), e, opcionalmente, na primitiva lei romana (Dion. Hal. Antiguidades Romanas). A pena de morte mostra que as sociedades antigas encaravam o adultério não meramente como um ato privado errado, mas que ameaçava o arcabouço do lar e da sociedade. O fato de que o homem e a mulher tornam-se uma carne no matrimônio (Gn. 2:24; Ef. 5:31,32) sugere uma comunicação mística de energias vitais físicas e espirituais, e isso deve acontecer somente entre duas pessoas. No adultério, o indivíduo é furtado de sua identidade, e a união mística de seres é perturbada, talvez assemelhando-se ao homicídio, embora certamente com menores conseqüências morais.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 66.
 
O sétimo mandamento diz respeito à nossa própria castidade, bem como à do nosso vizinho: “Não adulterarás”, v. 14. Este mandamento é colocado antes do sexto pelo nosso Salvador (Mc 10.19): “Não adulterarás. Não matarás”. Pois a nossa castidade nos deve ser tão importante quanto a nossa vida, e nós devemos ser tão temerosos daquilo que profana o corpo como daquilo que o destrói. Este mandamento proíbe todos os atos de impureza, como aquelas luxurias carnais que produzem estes atos e guerreiam contra a alma, e todos aqueles costumes que alimentam e entusiasmam estas luxúrias carnais, como, por exemplo, olhar para cobiçar. CRISTO nos diz que tais atitudes são proibidas por este mandamento, Mateus 5.28.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 295-296.
 
3. CONTEXTO.
Nunca vivemos uma época de tantos casos de pecados sexuais dentro da igreja. Os escândalos sexuais de líderes vão se amontoando e escandalizando milhares de neófitos espirituais.
O sétimo mandamento proíbe o adultério. Base original da monogamia. O trecho de Mt. 19:4-8 registra as declarações de JESUS em favor da monogamia e contra o divórcio. Ele alicerçou o Seu ensino na narrativa da criação do homem. Podemos supor, pois, que, apesar da permissividade do Antigo Testamento em relação ao concubinato e à poligamia (para os homens somente era normal), a monogamia é o ideal espiritual.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 66.
 
A poligamia, como uma relação legalizada entre o homem e várias esposas e concubinas a ele subordinadas, era permitida na época do AT, mas proibida no NT (por exemplo, 1 Tm 3.2,12). Ela não envolvia o pecado do adultério.
Apesar das rigorosas proibições bíblicas, o adultério foi amplamente difundido em diferentes épocas e tornou-se particularmente ofensivo como parte do culto cananeu de adoração aos Baalins, que incluía a prostituição "sagrada". Indicações de uma lassidão moral são encontradas em referências como Jó 24.15; 31.9; Provérbios 2.16-19; 7.5-22; Jeremias 23.10-14. O caso de Davi foi especialmente notório e deu aos inimigos de DEUS ocasião para blasfemar (2 Sm 11.2-5; 12.14). Essa lassidão moral generalizada prevaleceu durante o NT e pode ser claramente observada em Marcos 8.38; Lucas 18.11; 1 Coríntios 6.9; Gálatas 5.19; Hebreus 13.4 e em mais de 50 referências feitas no NT ao conceito de fornicação (porneia, porneuo, porne, pomos).
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 35-36.
 
Êx 20.14. adultério, como definido por nossas leis, é de dois tipos; dupla quando entre duas pessoas casadas; único, quando uma das partes é casado e outra solteiro. Uma parte principal da criminalidade de adultério consiste na sua injustiça.
1. Ele rouba um homem santo, tomando-lhe a afeição de sua esposa.
2. Ele faz dele um falso pai e o obriga a manter em sua própria prole um falso filho um que não é seu. O ato em si, e cada coisa que conduz ao ato, é proibido por este mandamento. O Senhor diz: Mesmo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já cometeu adultério com ela em seu coração. E não só o adultério (o sexo ilegal entre duas pessoas casadas) é proibido aqui, mas também a prostituição e todo tipo de impureza mental e sensual. Todos os impuros filmes, livros, fotos, músicas, pinturas, que tendem a inflamar e corromper a mente, são contra esta lei, bem como uma outra espécie de impureza, por conta de que o leitor é referido.
Para saber sobre fornicação foi incluído esta ideia em Mateus, veja Mateus 15:19, onde o nosso Salvador exprime o sentido dos mandamentos dando a eles uma ordem diferente do pentateuco, pois quando ele fala do sétimo usa duas palavras, para expressar o seu significado, e depois vai para o oitavo, assim mostrando evidentemente que a prostituição foi entendida para ser compreendido sob o mandamento, "Tu não cometerás adultério."
Quanto à palavra adultério, adulterium, ele provavelmente foi derivado das palavras ad alterius torum, para outro na cama, pois está indo para a cama de outro homem que constitui o ato e o crime. Adultério muitas vezes significa idolatria na adoração de DEUS.
ADAM CLARKE. Comentário Bíblico de Adam Clarke.
 
 
Il. INFIDELIDADE
1. ADULTÉRIO.
O verbo hebraico nã’ph, "adulterar, cometer adultério", não apresenta problema linguístico neste mandamento, diferentemente do que pensam alguns expositores bíblicos. O termo aparece trinta e quatro vezes no Antigo Testamento, nove vezes em Jeremias, sete em Ezequiel, seis em Oseias, seis no Pentateuco e quatro na literatura sapiencial. O verbo ocorre no Decálogo, em Êxodo e em Deuteronômio como lo ’ tinã ’ph,'m "Não adulterarás" (Êx 20.14; Dt 5.18). As outras quatro vezes aparece em Levítico, que traz de maneira clara e inconfundível a definição de adultério no contexto da época: "Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera" (Lv 20.10). Esse conceito é aprofundado no Novo Testamento. O cristianismo restaura a monogamia originalmente estabelecida pelo Criador, visto que a estrutura da sociedade do Antigo Testamento era polígama. A lei se aplica se o ato envolver uma mulher casada ou comprometida (Dt 22.22-26). Mas, se a mulher for solteira, o homem será obrigado a se casar com ela e nunca mais poderá se divorciar, além de pagar uma indenização ao pai da moça (Dt 22.28, 29). Na nova aliança, não há nada disso; o sétimo mandamento é adaptado à graça, e o assunto é levado à esfera espiritual e não jurídica ou legal (Jo 8.1-11). Os adúlteros contumazes e inveterados perdem o direito à vida eterna no céu (1 Co 6.10; Ef 5.5;Ap 22.15).
Os termos hebraicos para adultério são ni’uph, que só aparece duas vezes no Antigo Testamento (Jr 13.27; Ez 23.43) e na’ãphüph, que só aparece uma vez (Os 2.2 [4]). Essas três ocorrências estão no plural. A Septuaginta traduz as duas palavras por moicheia, o mesmo termo usado no Novo Testamento grego, onde só aparece três vezes (Mt 15.19; Mc 7.22; Jo 8.3).
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 100-101.
 
Na Bíblia Sagrada, o termo adultério (em hebraico na'aph e em grego moicheia) é muitas vezes utilizado como uma metáfora para representar a idolatria ou apostasia da nação e do povo comprometido com DEUS. Exemplos disso podem ser encontrados em Jeremias 3.8,9; Ezequiel 23.26,43; Oséias 2.2-13; Mateus 12.39; Tiago 4.4. Esse uso está baseado na analogia do relacionamento entre DEUS e o seu povo, que é semelhante ao relacionamento entre o marido e a sua esposa, uma característica comum tanto do AT (Jr 2.2; 3.14; 13.27; Os 8.9) como do NT (Jo 3.29; Ap 19.8,9; 21.2,9). O casamento, que envolve ao mesmo tempo um pacto legal e um vínculo de amor, representa um símbolo muito adequado do relacionamento entre CRISTO e a sua igreja (Ef 5.25-27).
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 35.
 
ADULTÉRIO. O termo adultério é empregado nas Escrituras para designar relação sexual, com consentimento mútuo, entre um homem, casado ou solteiro, e a esposa de outro homem. Semelhantemente, o termo é usado para descrever o relação sexual, com consentimento mútuo, entre uma mulher casada e um homem que não seja seu marido.
O termo  usado no NT para descrever o conceito expresso pelo termo nã’aph, ou “adultério” no AT. No antigo Israel, o significado primário do termo era o ato físico de infidelidade conjugal. Entretanto, gradualmente o termo foi empregado para designar adoração idólatra e falta de fidelidade para com DEUS. O significado do ato e as conotações do termo parece ter-se aprofundado e ampliado com o tempo.
No antigo Israel, o adultério era expressamente proibido (Ex 20.14; Dt 5.18) e era punível com a morte (Lv 18.20; 20.20; Dt 22.22-24). Em poucas nações, tais como a França, a legislação, mesmo no século 20, prescreve que o adultério seja considerado crime. Em 1955, o Instituto Americano de Leis decidiu não incluir a infidelidade conjugal em seu modelo de código penal.
Nos primórdios da história de Israel, o ato físico do adultério era severamente condenado. A morte, aparentemente por apedrejamento, era a punição prescrita, tanto para homens como para mulheres apanhados em adultério. A pena de morte era aplicada no caso de adultério cometido não somente pelas mulheres casadas, mas também as que fossem noivas ou comprometidas (Lv 20.10; Dt 22.22-25).
A legislação judaica requeria que o adultério fosse claramente comprovado (Jo 8.4 e a Mishna Sota I, 4; V, 1 e VI, 1 e 25). Se uma esposa fosse acusada de adultério, tinha de provar sua inocência, mediante o ritual da “água amarga” (Nm 5.11-30 e Mishna Sota I, 4 e VI, 25). Esse ritual não era prescrito para todas as mulheres acusadas de adultério em Israel, mas somente para as israelitas legítimas. No ritual, a mulher tinha de beber uma porção inócua de água purificada, misturada com o pó do chão do Templo (ou tabernáculo) e com a tinta usada para escrever o juramento recitado pela mulher durante o ritual. Se a acusada fosse inocente, supostamente a ingestão da poção não lhe causaria nenhum dano. Este processo era realizado diante do Sinédrio (Sotah I, 4); exigia-se a presença de duas testemunhas do suposto ato de adultério, antes da mulher ser convocada. Se a mulher fosse considerada culpada com base em provas circunstanciais, o marido era compelido a se divorciar e a acusada perdia todos os direitos provenientes do casamento. Além do mais, a adúltera não tinha permissão de casar com o amante {Sotah, V, 1). Originalmente, esse tipo de julgamento era destinado a mulheres culpadas, mas aos poucos foi sendo abolido devido ao relaxamento moral entre a população masculina de Israel. Por volta do ano 30 d. C., a pena de morte por adultério caiu em Israel, juntamente com outras formas de pena capital.
Além disso, o primeiro significado do termo adultério foi usado no AT para descrever o culto idólatra e apostasia da religião (Is 57.3; Jr 3.8,9; Ez 23.43). Oséias descreveu Israel como a mulher adúltera de Yahweh, devido à sua apostasia religiosa (Os 2.2).
No NT, CRISTO enfatizou o ensino de que o pensamento pecaminoso ou adúltero era equivalente ao ato do adultério. Alguns acreditam que esses ensinos, e outros similares, mostravam que ele concordava com a interpretação mais estrita da lei, corrente em seus dias (Mt 5.17). CRISTO também ensinou que, sob certas circunstâncias, o casamento dissolvido pelo divórcio culminava em adultério (5.27-32). O adultério é mencionado no NT como um dentre vários pecados, que, na falta de arrependimento, excluiriam o indivíduo do Reino de DEUS (I Co 6.9; G1 5.19-21). O adultério foi proibido por CRISTO (Mt 19.3-12; Jo 8.4) e pela Igreja Primitiva. Advertências severas eram feitas aos ofensores, para que tais práticas não se repetissem (I Co 5.6). Além disso, o adultério espiritual, ou a conformação do cristão com o sistema do mundo, ou de religiões não cristãs, é claramente proibido no NT (Tg 4.4; Ap 2.20-23).
Tanto no Antigo, como no Novo Testamento, o adultério é expressamente proibido, no sentido físico e espiritual.
MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 132-133.
 
2. SEXO ANTES DO CASAMENTO.
Embora a palavra sexo não seja mencionada na Bíblia, o tema ocupa um espaço muito amplo nessa coleção de documentos, e tudo o que há de bom e de ruim relacionado a isso é descrito de forma explícita. Os hebreus não eram um povo puritano. Na verdade, eram um povo do vinho, das mulheres e da canção. Confinar o sexo dentro do casamento exigia a instituição do concubinato, que, de modo geral, tinha regras muito frouxas, portanto o ideal (da Criação) de um homem para uma mulher na prática quase nunca teve efeito. Apenas as mulheres estavam limitadas a um único homem. O ideal original de Gn. 1.26-28 era que houvesse uma união entre um homem e uma mulher e que essa união tivesse o propósito da procriação, pois era obrigação deles “frutificar e multiplicar”. JESUS aprovou o plano original como sendo parte do esforço contra o abuso (Mt. 19.4.8).
A virgindade antes do casamento era fator crucial para mulheres no Antigo Testamento, mas aparentemente não era respeitada para homens. Isso ajudava a evitar a confusão das linhagens familiares e, em sua essência, servia aos mesmos propósitos das leis contra o adultério.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 192
 
Virgem no Antigo Testamento
O termo hebraico bethulah, "virgem” é cognato do ugarítico btit, um termo, com frequência, usado como um dos títulos da deusa Anate. Em outras línguas também havia cognatos, como o acádico batultu e o no assírio, batussu. Esse era o termo específico para a ideia de “virgem intacta”, da mulher que não tivesse tido seu hímen violado em um primeiro contato sexual.
A virgindade é uma virtude na ordem da criação dos seres vivos, especialmente no caso da mulher, por três razões básicas:
a. a relação matrimonial precisava ser mantida inviolável, dentro do sistema de casamentos monógamos (um homem e uma mulher) (ver Êx. 22).
b. O casamento de um homem com uma mulher virgem garantia a pureza da herança, que era fundamentalmente importante ao oficio sacerdotal de grupos específicos dentro da nação de Israel (ver Lv. 21:14).
c. A virgindade, por si mesma, era reputada como uma condição desejável (ver Et. 2:2). Esse ponto de vista é refletido até no Novo testamento, nos escritos paulinos, onde ele diz: “E assim quem casa a sua filha virgem faz bem; quem não a casa faz melhor” (1 Co. 7:38).
De acordo com essa atitude judaica, a perda da virgindade deveria ocorrer dentro das relações matrimoniais. Qualquer perda de virgindade, por ato de violência, era duplamente lamentada (ver, por exemplo, II Sam. 13:13,14). Em Gênesis 24:16, encontramos um detalhe interessante. Lemos ali: “A moça era mui formosa de aparência, virgem, a quem nenhum homem havia possuído. O detalhe é que além de Rebeca ser declarada virgem, foram acrescentadas as palavras a quem nenhum homem havia possuído, como segurança para se entender que não havia qualquer dúvida quanto à virgindade dela, embora ela fosse classificada como virgem (no hebraico, bethulah).
No Antigo Testamento, por várias vezes a palavra “virgens” era usada para indicar a comunidade das “virgens”, como representante de um estado ou nação.
Geralmente, as virgens formavam o grupo humano mais protegido e recluso da nação. É, por isso mesmo, a felicidade delas (ver Ct. 6:8), o escárnio com que fossem tratadas (ver II Reis 19:21; Is. 37:22) ou a miséria delas (ver Is. 46: 11) indicavam a rigidez e a segurança do povo a que pertenciam. Assim é que a posição de virgindade, por muitas vezes, é comparada com a pureza da adoração a Yahweh, por parte do povo de Israel. Esse conceito tem o seu devido reflexo no Novo Testamento, na idéia de que a Igreja é a pura Noiva de CRISTO (A Igreja - Noiva Virgem). Por outro lado, a idolatria do povo de Israel, sempre que se manifestou, é retratada no Antigo Testamento como as raias da depravação sexual.
Virgem no Novo Testamento - Conforme já demos a entender, todos os ensinamentos acerca da virgindade e da moralidade, que há no Antigo Testamento, passam intactos e até são elaborados no Novo Testamento. Em nenhuma das quinze ocorrências do termo grego párthenos, "virgem”, há qualquer menção a outra coisa senão a virgens.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 666.
 
Dt 22.28,29 — Esta lei advertia os jovens homens de que eles eram os responsáveis por suas atitudes. Uma moça virgem não estava disponível a alguém só porque não era comprometida.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 343.
Se uma donzela não comprometida fosse dessa forma tratada com violência, aquele que dela abusou deve ser multado, o pai deve receber a multa, e, se ele e a donzela realmente consentiram, ele deve ser obrigado a se casar e jamais se divorciar dela, não importa o quanto ela estivesse abaixo do nível dele, e o quão desagradável ela pudesse ser para ele posteriormente, como Tamar foi para Amom depois que ele a possuiu à força, v. 28,29. Isto servia para dissuadir os homens de práticas tão cruéis, que são desonras sobre as quais é necessário que leiamos e escrevamos.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 629.
 
Se uma moça fosse estuprada antes de ficar noiva, o homem devia pagar uma multa ao pai da moça e se casar com ela, e não era permitido que pedisse o divórcio posteriormente (22: 28-29). Essa prescrição protegia tanto a mulher quanto o filho nascido de um estupro.
A ênfase na responsabilidade sexual contida nessas passagens contrasta com a frequente casualidade com que se encara a violência sexual na África hoje, que destrói a vida de tantas mulheres no continente. A igreja precisa ser mais incisiva com relação a esse tema.
Tokunboh Adeyemo. COMENTÁRIO BÍBLICO AFRICANO. Editora Mundo Cristão. pag. 241.
 
3. FORNICAÇÃO.
O verbo hebraico zãnãh, "cometer fornicação, praticar prostituição", designa primariamente um relacionamento sexual fora de uma união formal. O particípio do verbo zãnãh é zonãh, e se refere à mulher que se entrega a tal prática. A isso comumente se chama "fornicação", mas se um dos envolvidos tiver já assumido união formal com outra pessoa este ato será considerado adultério. O verbo zãnãh e os substantivos derivados zenumm, zenut, e taznüt, "fornicação, prostituição", são sinônimos quase perfeitos. Zenüním aparece onze vezes (Gn 38.24; 2 Rs 9.22; Ez 23.11 [duas vezes]; 23.29; Os 1.2 [duas vezes]; 2.3[4], 4[6]; 4.12; 5.4; Na 3.4 [duas vezes]; zenüt ocorre nove vezes (Nm 14.33; Jr 3.2, 9; 13.27; Ez 23.27; 43.7, 9; Os 4.11; 6.10) e taznüt só aparece em dois capítulos de Ezequiel: no capítulo 16, nove vezes, e, no capítulo 23, onze vezes. A Septuaginta emprega o termo pornê,m "prostituta, meretriz".
O substantivo porneia e o verbo porneuõ aparecem na Bíblia para designar orgia (Nm 25.1; 1 Co 10.8), incesto (1 Co 5.1) e práticas homossexuais (Jd 7). O termo porneia, às vezes, aparece junto com adultério e, outras vezes, como sinônimo, mas é um termo genérico e indica "prostituição, incastidade, fornicação, adultério, imoralidade, práticas homossexuais", ao passo que moicheia é usado especificamente para adultério e nunca se aplica à prostituição.
O Antigo Testamento emprega todos esses termos também de forma metafórica para descrever a apostasia de Israel e sua infidelidade a Javé, seu DEUS. O profeta Ezequiel, no capítulo 16, descreve a apostasia de Israel como prostituição e revela a diferença entre nã ’ph e zãnãh.
A "meretriz", zonãh, substantivo derivado do verbo zãnãh, é a mulher que recebe pagamento por favores sexuais (Ez 16.31b). Esse conceito é reiterado nos versículos 33 e 34. A "mulher adúltera", é a que recebe estranhos em vez do marido (Ez 16.32). O Antigo Testamento nunca emprega naph para designar a prostituta profissional. Essa diferença é verificada em Provérbios, quando afirma que a zonãh é a mulher que se oferece por um pedaço de pão, "prostituta" (Pv 6.26), ao passo que no ’êph, "adúltera", é a mulher que tem marido mas se entrega a outro homem (Pv 6.32-34).
O sétimo mandamento inclui também a proibição da prática homossexual. É o próprio DEUS quem chama o comportamento homossexual de abominação, e a lei aplica a pena de morte contra os que cometerem tal pecado (Lv 18.22; 20.13). Era a prática do culto cananeu que envolvia a chamada "prostituição sagrada" (1 Rs 24.24; 15.12). O sodomita e a rameira são colocados na mesma categoria (Dt 23.17). A prática é proibida em toda a Bíblia (Rm 1.24-28; 1 Tm 1.10), mas a nova aliança leva o assunto para a esfera espiritual, implicando a salvação e não a pena capital (1 Co 6.10). O ensino de JESUS é: "Vai-te e não peques mais" (Jo 8.11).
O apóstolo Paulo afirma que o poder do evangelho resultou em uma mudança desse estilo de vida especificamente na cidade de Corinto (1 Co 6.11). No Brasil, o homossexual que precisar de ajuda para abandonar esse estilo de vida não poderá contar com ajuda de psicólogos. Estes são autorizados a ajudar a quem deseja ser homossexual, mas são constantemente ameaçados pelas autoridades se ajudarem quem pretende abandonar tal prática. São leis iníquas como essas que afrontam a DEUS e ameaçam os fundamentos da família. JESUS e Paulo estariam hoje em dificuldades diante da justiça brasileira.
O Senhor JESUS anunciou de antemão os dias de Sodoma e Gomorra para o fim dos tempos, antes da sua vinda (Lc 17.28-30). Atualmente, é grande a pressão das autoridades civis e da mídia contra a Igreja, pois elas estão institucionalizando a iniquidade como já tem acontecido em alguns países. Devemos tomar cuidado, pois o alvo desse movimento está mais além: cercear a liberdade religiosa. A solução é orar a DEUS para que o Estado respeite nossas crenças, princípios e tradições, razão pela qual devemos respeitar o direito dos outros. É o mínimo que se espera num estado democrático de direito, pois os direitos de César terminam onde começam os de DEUS (Mt 22.21; At 5.29).
Igreja não é Estado: a Igreja é regida pelo ESPÍRITO SANTO por meio da Palavra de DEUS, e o Estado é regido por sua constituição. Não somos um Estado teocrático nem é papel do cristão impor a Bíblia à legislação do país. "O mundo inteiro jaz no Maligno" (1 Jo 5.19, ARA). Nosso dever é pregar o evangelho para a salvação de toda a sorte de pecadores e não nos envolver em passeatas e manifestos (Mt 28.19, 20).
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 102-104.
 
Fornicação. A relação sexual entre um homem e uma mulher solteira (zemt) era proibida e os pais eram especialmente proibidos de permitir que suas filhas se tomassem prostitutas (Lv 19.29), “para que a terra não se prostitua, nem se encha de maldade” (a vida sexual dos indivíduos era considerada como capaz de afetar profundamente a prosperidade da comunidade toda, ao invés de ser um assunto meramente privado). Nenhuma penalidade padrão foi estabelecida para a fornicação. Ao que parece, um israelita, não um sacerdote, podia se casar com uma meretriz arrependida e corrigida - Veja o caso da meretriz Raabe que fez parte da família de onde viria JESUS (visto que isto foi expressamente proibido apenas aos sacerdotes, 21.7). A fornicação era um crime capital para a filha de um sacerdote; ela devia ser queimada no madeiro (21.9) como alguém que havia “profanado seu pai”. Devemos observar que DEUS elogiou Finéias, o neto de Arão, por matar um israelita que tomou uma prostituta midianita em sua tenda (Nm 25.7-15) em conexão com o episódio de Baal-Peor.
MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 1226-1227.
 
Se uma donzela fosse noiva, e não casada, ela estava sob a vigilância de seu futuro marido e, portanto, tanto ela como a sua castidade estavam sob a proteção especial da lei.
1. Se a sua castidade fosse violada com o seu próprio consentimento, ela deveria ser morta, junto com aquele que com ela cometeu adultério, w. 23,24. E seria presumido que ela consentiu, se isto ocorresse na cidade, ou em qualquer lugar onde, caso tivesse gritado, alguma ajuda poderia aparecer rapidamente para evitar o mal intentado contra ela. Qui tacet, consentire videtur - Quem cala, consente. Note que pode-se presumir que desejem ceder à tentação (a despeito do que quer que aleguem) aqueles que não utilizam os meios e ajudas com os quais podem ser aparelhados para evitá-la e vencê-la. Além disso, o fato de ser encontrada na cidade, um lugar de companhia e diversão, quando deveria ser mantida sob a proteção da casa de seu pai, era uma evidência contra ela de que não tinha receio do pecado e do risco dele, que convinha a uma mulher recatada. Note que aqueles que, sem necessidade, se expuserem à tentação, com justiça padecerão pela mesma, se, estando antecipadamente conscientes, forem surpreendidos e apanhados por ela. Diná perdeu a sua honra devido ao desejo de satisfazer a sua curiosidade, quando foi ver as filhas da terra. Através desta lei, a Virgem Maria estava em perigo de se tornar um exemplo público, ou seja, de ser apedrejada até à morte. Porém DEUS, através de um anjo, esclareceu aquela situação para José.
2. Se ela fosse forçada, e nunca houvesse consentido, aquele que cometeu o estupro deveria ser morto, porém a donzela deveria ser inocentada, vv. 24-27. Se o fato acontecesse no campo, longe dos ouvidos dos vizinhos, seria presumido que ela gritou, porém não houve ninguém para salvá-la; além disso, a sua ida ao campo, um local de solidão, não a exporia tanto. Assim sendo, através desta lei nos é sugerido: (1) Que sofreremos apenas pela perversidade do que fazemos, e não pelo que nos é feito. Aquilo que é feito sem a intenção de pecar, não é pecado. (2) Que nós devemos presumir o melhor a respeito de todas as pessoas, a menos que realmente se mostre o contrário. Não apenas a caridade, mas também a justiça nos ensina a agir assim. Embora ninguém a ouvisse gritar, mesmo assim, porque ninguém podia ouvir se ela o tivesse feito, deve ser tomado como certo que ela o fez. Devemos nos guiar por esta regra, ao avaliarmos as pessoas e os atos: crer no melhor, e esperar o melhor. (3) Que a nossa castidade nos deve ser tão cara quanto a nossa vida, a tal ponto que se ela for atacada, não será de maneira alguma impróprio gritar: assassinato, assassinato, pois, assim como quando um homem se levanta contra o seu próximo para lhe tirar a vida, assim é este caso.
(4) Através desta alusão, perceba o que devemos fazer quando Satanás nos ataca com as suas tentações: onde quer que estejamos, clamemos em voz alta aos céus por ajuda (Succurre, Domine, vim patior - Ajuda-me, Senhor, pois estou sofrendo violência), e podemos ter a certeza de que seremos ouvidos e atendidos, como aconteceu com o apóstolo Paulo: A minha graça te basta.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 628-629.
 
Dt 22.23 E um homem a achar na cidade. Os vss. 13-30 deste capítulo apresentam seis leis acerca da conduta sexual. Temos aqui a terceira dessas leis. Uma jovem, prometida ou noiva de um homem, embora o casamento não se tivesse ainda consumado, era tratada em Israel como mulher casada, visto que já pertencia ao homem, de conformidade com a lei mosaica. Assim, se tal mulher mantivesse contato sexual com outro homem, isso seria classificado como adultério. O versículo dá a entender que o caso não tinha sido de estupro, mas, antes, que a mulher havia consentido com o ato. Nesse caso, os versículos 23 e 24 deste capítulo são iguais ao versículo 22, e a mulher e o homem eram apedrejados, tal como se viu no caso anterior. O estupro é descrito nos vss. 23-25 deste capítulo; mas essa já é uma situação totalmente diferente.
Obtenção de uma Esposa.
Três modos eram empregados:
1. Pagando certa importância em dinheiro à mulher.
2. Assinando um documento diante de testemunhas.
3. Fazendo sexo com a mulher, com o consentimento dela. Essa terceira maneira era válida, embora não fosse muito aprovada em Israel (Mishna. Kiddushin, cap. 1, sec. 1).
Dt 22.24 Então trareis ambos à porta. Visto que tanto o homem quanto a mulher estiveram envolvidos no ato de adultério, e visto que o adultério era um crime público, seriam executados publicamente, por apedrejamento. Casos legais eram resolvidos nos portões da cidade, onde também eram efetuadas outras importantes negociações. As execuções ali feitas eram uma questão pública, e representantes da comunidade participavam do lançamento de pedras. Desse modo, o mal era eliminado da comunidade, em Israel, o que também é dito quanto aos versículos 21 e 22. Se uma mulher fosse assaltada sexualmente, sem dúvida protestaria em altos brados, para atrair a atenção de outras pessoas. Na cidade seus gritos presumivelmente seriam ouvidos. Mas se o ataque ocorresse no campo, então o provável é que ninguém a ouviria. Em tal caso, ela deveria ser considerada inocente, e o que tivesse sido cometido estava consumado.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 839.