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ESBOÇO DA LIÇÃO
I – O ESPÍRITO E AS DÁDIVAS DO PAI
1. Da escravidão à filiação
2. Da rebeldia a FILHO legítimo
3. Das trevas à plenitude do ESPÍRITO
II – O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI
1. Os filhos são guiados pelo ESPÍRITO
2. O ESPÍRITO opera a mortificação da carne
3. O ESPÍRITO age conforme o plano do PAI
III – A TRINDADE NOS CONDUZ À HERANÇA ETERNA
1. Herdeiros de DEUS por adoção
2. Coerdeiros de CRISTO por filiação
3. O PAI administra o tempo da herança
TEXTO ÁUREO
Porque todos os que são
guiados pelo ESPÍRITO de DEUS, esses são filhos de DEUS.” (Rm 8.14)
VERDADE PRÁTICA
O ESPÍRITO SANTO nos liberta
da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em CRISTO e nos conduz à
herança eterna planejada pelo PAI.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Rm 8.15 O ESPÍRITO nos livra do temor e nos torna filhos por
adoção
Terça - Jo 1.12 Os que creem em CRISTO recebem o direito de serem
feitos filhos
de DEUS
Quarta - Gl 4.6 DEUS envia o ESPÍRITO de seu FILHO ao coração dos
regenerados
Quinta - Ef 1.13,14 O ESPÍRITO SANTO é o penhor da nossa herança eterna
Sexta - Rm 8.17 Somos herdeiros de DEUS e coerdeiros com CRISTO
Sábado - 1 Pe 1.3,4 A herança do crente é incorruptível e guardada nos
céus.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Romanos 8.12-17; Gálatas
4.1-6
Romanos 8. 12 - De maneira que, irmãos, somos devedores, não à
carne para viver segundo a carne,13 - porque, se viverdes segundo a carne,
morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. 14
- Porque todos os que são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS, esses são filhos de DEUS.
15 - Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes
em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: ABA,
PAI. 16 - O mesmo ESPÍRITO testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS.
17 - E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de DEUS e
coerdeiros de CRISTO; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele
sejamos glorificados.
Gálatas 4. 1 - Digo, pois, que, todo o tempo em que o herdeiro é
menino, em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo. 2 - Mas está
debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo PAI. 3 - Assim
também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos
primeiros rudimentos do mundo; 4 - mas, vindo a plenitude dos tempos, DEUS
enviou seu FILHO, nascido de mulher, nascido sob a lei, 5 - para remir os que
estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. 6 - E, porque
sois filhos, DEUS enviou aos nossos corações o ESPÍRITO de seu FILHO, que
clama: ABA, PAI
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Palavra-Chave - Filiação
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RESUMO RÁPIDO DO Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
Este estudo apresenta uma
reflexão bíblica e teológica sobre a obra da Santíssima Trindade na salvação e
na vida do cristão. A partir das Escrituras, o texto destaca a atuação conjunta
do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO no plano eterno de redenção. O PAI é
revelado como a fonte amorosa da salvação, o FILHO como o Redentor que executa
essa obra, e o ESPÍRITO SANTO como aquele que a aplica de forma viva e eficaz
no coração do crente. Ao longo do texto, observa-se a transformação espiritual
que ocorre quando o ser humano passa da escravidão do pecado para a filiação
divina. Essa mudança envolve adoção, identidade, herança e uma nova forma de
relacionamento com DEUS. O ESPÍRITO SANTO é apresentado como guia, consolador e
agente da santificação diária. A caminhada cristã é descrita como um processo
de libertação, amadurecimento e obediência à vontade do PAI. Por fim, o texto
aponta para a esperança escatológica da herança eterna, enfatizando que a
Trindade conduz os filhos de DEUS à plena comunhão e à vida eterna.
I – O ESPÍRITO E AS DÁDIVAS DO PAI
O PAI e o ESPÍRITO
SANTO, junto com o FILHO, compõem a Santíssima Trindade: três pessoas
distintas, mas um só DEUS, coiguais em essência, poder e eternidade. O PAI é
considerado a fonte/criador, enquanto o ESPÍRITO SANTO é o amor do PAI e do FILHO,
que age na santificação e age conjuntamente na criação.
- Distintos
e Unificados: Embora
distintos em suas relações (o PAI envia, o ESPÍRITO SANTO é enviado), são
inseparáveis e agem juntos em todas as operações, como na criação e na
salvação.
- Papéis
Peculiares (Economia Divina): Atribui-se
ao PAI a criação, ao FILHO a redenção e ao ESPÍRITO SANTO a santificação e
a conformação a CRISTO.
- O ESPÍRITO
SANTO: É descrito como o
Paráclito, o "Amor Pessoal" entre o PAI e o FILHO, que habita
nos fiéis, ensina e recorda as palavras de JESUS.
- Divindade
Igual: Não há hierarquia
essencial (ontológica) entre eles; o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO são
todos igualmente onipotentes, eternos e infinitos.
Em resumo, a fé
cristã os entende como um mistério de unidade, onde o PAI é a origem, e o ESPÍRITO
SANTO é a presença atuante e santificadora de DEUS no mundo e na igreja.
1. Da escravidão à filiação
Segundo a Bíblia,
a trajetória espiritual do ser humano é descrita como uma transição da escravidão
(ao pecado/lei) para a filiação divina (adoção como filhos de DEUS),
com direito à herança.
Essa doutrina é
central na teologia paulina, especialmente em Gálatas e Romanos.
a). A
Escravidão (O Estado Anterior)
Antes de CRISTO,
a Bíblia descreve o ser humano como escravo de várias formas:
- Escravos
do Pecado: João
8:34 declara: "Todo aquele que vive pecando é escravo do
pecado".
- Escravos
da Lei/Rudimentos: Gálatas
4:3 refere-se a estar debaixo dos "rudimentos do mundo", um
estado de menoridade, semelhante a um escravo que não tem posse real até a
maioridade.
- Medo: O "espírito de escravidão"
gera medo, não intimidade (Romanos 8:15).
b). A Transição
(A Obra de CRISTO)
A libertação
ocorre através de JESUS CRISTO:
- Adoção: DEUS enviou seu FILHO para resgatar
os que estavam debaixo da lei, para que recebessem a "adoção de
filhos" (Gálatas 4:5).
- O ESPÍRITO
SANTO: Como prova dessa
filiação, DEUS enviou o ESPÍRITO ao coração dos crentes, que clama "ABA,
PAI" (Gálatas 4:6; Romanos 8:15).
c). A Filiação
e Herança (O Estado Atual)
O resultado
dessa mudança de status é transformador:
- "Já
não és escravo, mas FILHO" (Gálatas 4:7): A identidade muda.
- Herdeiro: Sendo FILHO, o crente se torna
"herdeiro por DEUS" (Gálatas 4:7; Romanos 8:17).
- Intimidade: A relação passa a ser de amor e
confiança ("ABA, PAI"), não de medo servil (Romanos 8:15).
Em resumo: A Bíblia ensina que o sacrifício de JESUS nos tira da posição
de servos temerosos sob condenação para a posição de filhos amados com plenos
direitos na família de DEUS.
2. Da rebeldia a FILHO legítimo
Segundo a
Bíblia, a trajetória espiritual da humanidade é descrita como uma mudança de
posição: de "filhos da desobediência" ou rebeldes para "filhos
legítimos" (adotados) e herdeiros de DEUS. Essa transição não ocorre por
mérito próprio, mas através da fé em JESUS CRISTO.
Aqui estão os
pontos principais baseados nas Escrituras:
- A Condição
de Rebeldia ("Filhos da Desobediência"): A Bíblia descreve o estado natural
humano, separado de DEUS pelo pecado, como rebeldia. Efésios 2:3 e
Colossenses 3:6-7 referem-se às pessoas nesse estado como "filhos da
ira" ou "filhos da desobediência", que seguiam suas
próprias vontades.
- O Convite
ao Retorno: Apesar
da rebeldia, DEUS convida ao arrependimento. Jeremias 3:22 diz:
"Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões".
- A
Transição para Filhos Legítimos (Adoção): A mudança de status ocorre pela fé
em JESUS. João 1:12 afirma que a todos que o receberam, foi dado o
"poder de se tornarem filhos de DEUS".
- De
Escravos a Herdeiros: Paulo
explica em Gálatas 4:5-7 que JESUS veio para resgatar os que estavam
debaixo da lei (escravizados ao pecado) para que recebessem a adoção de
filhos. "Assim que já não és mais servo, mas FILHO; e, se és FILHO,
és também herdeiro de DEUS por CRISTO".
- O ESPÍRITO
da Adoção: Romanos
8:14-17 destaca que aqueles conduzidos pelo ESPÍRITO de DEUS são filhos
legítimos e coerdeiros com CRISTO, podendo clamar a DEUS como "ABA, PAI".
Em resumo, a
Bíblia ensina que, pela graça, o rebelde é perdoado, adotado e passa a ter a
identidade e os direitos de FILHO legítimo de DEUS
3. Das trevas à plenitude do ESPÍRITO
Segundo a
Bíblia, essa transição representa a essência da conversão cristã: passar do
domínio do pecado e da escuridão espiritual para a vida de luz, guiada pela
plenitude do ESPÍRITO SANTO.
Os pontos
bíblicos fundamentais dessa mudança incluem:
- Resgate
das Trevas: Colossenses
1:13 afirma que DEUS nos libertou do "império das trevas" e nos
transportou para o Reino do seu FILHO amado.
- Maravilhosa
Luz: 1 Pedro 2:9 destaca que
fomos chamados das trevas para a "sua maravilhosa luz".
- De Trevas
para Luz: Em Atos 26:18, a missão
dada a Paulo era abrir os olhos dos gentios para que se convertessem
"das trevas para a luz e do poder de Satanás para DEUS".
- A
Plenitude (Efésios 5:8-18): O
apóstolo Paulo explica que antes éramos trevas, mas agora somos luz no
Senhor e, por isso, devemos "encher-vos do ESPÍRITO", vivendo
sob Sua influência contínua.
Essa mudança
não é apenas uma mudança de status, mas de estilo de vida, abandonando as
"obras das trevas" para viver o fruto da luz: bondade, justiça e
verdade.
II – O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI
Esta afirmação fundamenta-se
na teologia bíblica de que o ESPÍRITO SANTO atua como guia, consolador e
iluminador na vida do cristão, direcionando-o para a verdade e o propósito de DEUS.
Ele não apenas revela a vontade divina, mas fortalece o crente para cumpri-la.
Aqui estão os
pontos principais de como essa guia ocorre:
- Direção
para a Vontade do PAI: Os
filhos de DEUS são guiados pelo ESPÍRITO para realizar a vontade do PAI,
agindo não por impulsos emocionais, mas por propósito e direção divina.
- O ESPÍRITO
da Verdade: JESUS
ensinou que quando o ESPÍRITO da verdade vier, Ele guiará a toda a
verdade, anunciando o que há de vir e revelando a vontade de DEUS.
- Identidade
de Filhos: É o ESPÍRITO
que testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS,
permitindo-nos clamar "ABA, PAI" (Romanos 8:14-15).
- Ação de
Renovação: O ESPÍRITO
SANTO renova o crente diariamente, capacitando-o a viver de acordo com os
propósitos de DEUS, em vez de seguir a própria vontade.
- Conexão
com a Palavra: O ESPÍRITO
SANTO utiliza a Palavra de DEUS como manual para direcionar os crentes,
agindo em harmonia com as Escrituras.
Essa condução é
vista como um meio de libertação e santificação, onde o ESPÍRITO ilumina e
sustenta os passos na caminhada cristã.
1. Os filhos são guiados pelo ESPÍRITO
Esta afirmação baseia-se
em Romanos 8:14, indicando que a verdadeira filiação divina se manifesta pela
condução do ESPÍRITO SANTO na vida diária. Essa liderança espiritual
substitui o medo e a escravidão do pecado por um relacionamento íntimo de
adoção, permitindo clamar a DEUS como "ABA, PAI".
Principais
aspectos dessa orientação:
- Identidade
e Adoção: O ESPÍRITO confirma ao
nosso próprio espírito que somos filhos de DEUS e herdeiros com CRISTO, e
não escravos atemorizados.
- Direção no
Cotidiano: Ser
guiado significa que o ESPÍRITO SANTO influencia decisões, atitudes e
comportamentos, ajudando a superar o pecado e a viver de forma que agrade
a DEUS.
- Transformação
de Vida: Essa condução capacita o
crente a abandonar desejos carnais e a crescer emocional e
espiritualmente, trazendo maturidade.
- Testemunho
Interno: O ESPÍRITO SANTO atua
internamente, dando sensibilidade à voz de DEUS e discernimento.
Essa orientação
é um estilo de vida, não apenas ações isoladas, onde o cristão se submete à
vontade de DEUS, evidenciando sua posição como FILHO
2. O ESPÍRITO opera a mortificação da
carne
Esse processo é
descrito como a ação capacitadora do ESPÍRITO SANTO que permite ao crente
vencer as inclinações pecaminosas e os desejos egoístas, conhecidos como
"obras da carne" ou o "homem velho".
Principais
aspectos da mortificação pelo ESPÍRITO:
- Fundamentação
Bíblica (Romanos 8:13): O
versículo chave indica que "se, pelo ESPÍRITO, mortificardes as obras
do corpo, certamente vivereis". Isso implica uma ação cooperativa: o
homem age, mas pelo poder do ESPÍRITO, e não por força própria.
- A Batalha
entre ESPÍRITO e Carne: A
Bíblia ensina que a carne (natureza pecaminosa) cobiça contra o ESPÍRITO,
e o ESPÍRITO contra a carne. O ESPÍRITO SANTO capacita o crente a resistir
a esses desejos, evitando que satisfaçam a vontade da natureza caída.
- Significado
de Mortificar a Carne: Significa
"matar" (fazer morrer) ou neutralizar as inclinações para o
pecado, como imoralidade, idolatria, ira, egoísmo e inveja.
- Ação de
Santificação: A
mortificação não é um ato de autoflagelação física, mas um processo
espiritual de desapego das coisas mundanas e submissão a DEUS, guiado pelo
ESPÍRITO SANTO para alcançar uma vida de santidade.
- Substituição: A obra do ESPÍRITO não apenas
"mata" o que é mau, mas vivifica o espírito, promovendo o Fruto
do ESPÍRITO (amor, alegria, paz etc.) no lugar das obras da carne.
Portanto, a
mortificação da carne é uma parte essencial da vida cristã, tornando possível,
através da graça e do poder do ESPÍRITO SANTO, viver de acordo com a vontade de
DEUS.
3. O ESPÍRITO age conforme o plano do PAI
Com base na
Bíblia, o ESPÍRITO SANTO atua de forma inseparável do plano salvífico
estabelecido por DEUS PAI. Ele é reconhecido como o agente da salvação que
aplica na vida dos crentes a obra redentora realizada por JESUS CRISTO,
conforme o desígnio do PAI.
Aqui estão os
pontos principais de como o ESPÍRITO SANTO age conforme o plano do PAI:
- Agente de
Regeneração (Novo Nascimento): O
ESPÍRITO SANTO é o responsável por operar a conversão no pecador após ele
ouvir e crer no evangelho, regenerando sua natureza decaída e trazendo
convicção de pecado. Isso cumpre a vontade do PAI de trazer os pecadores
ao arrependimento.
- Aplicação
da Obra de CRISTO: O ESPÍRITO
concede aos crentes todas as bênçãos redentoras garantidas na cruz. Ele
aplica à Igreja o que CRISTO realizou por ela, unindo o crente a CRISTO.
- O Selo da
Salvação: A presença do ESPÍRITO
SANTO após ele ouvir e crer no evangelho é vista como um selo e a garantia
da salvação (Ef 1.13), representando a segurança da herança futura
preparada por DEUS PAI.
- Guiar e
Santificar: Ele
guia os crentes (Lc 4.1) a toda a verdade, lembrando os ensinamentos de JESUS
(João 16:13), o que santifica o crente e o capacita a viver vitoriosamente
sobre o pecado, alinhando sua vida ao plano de DEUS.
- Intercessão: O ESPÍRITO SANTO auxilia o crente em
sua fraqueza, intercedendo segundo a vontade de DEUS PAI.
Em resumo, a
teologia Bíblica aponta que o PAI planejou a salvação, o FILHO a executou e o ESPÍRITO
SANTO a aplica e realiza na vida do crente.
III – A TRINDADE NOS CONDUZ À HERANÇA
ETERNA
A compreensão
da Santíssima Trindade — PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO — é central para a fé
cristã, atuando como o alicerce que conduz os crentes à comunhão com DEUS e à
herança eterna. Longe de ser um mero conceito abstrato, a Trindade representa a
comunhão perfeita de amor que deseja compartilhar sua vida divina com a
humanidade.
A atuação da
Trindade na condução à herança eterna ocorre de maneira cooperativa:
- DEUS PAI
(O Planejador): É a
fonte de todo amor e benevolência, que cria e atrai o ser humano para si,
deseja a sua salvação e oferece a herança da vida eterna.
- DEUS FILHO
(O Redentor): JESUS
CRISTO, através de sua encarnação, morte e ressurreição, torna-se o
caminho, a verdade e a vida, tornando a herança possível. Ele é a garantia
de que a vida eterna não é apenas uma promessa, mas uma realidade
acessível.
- DEUS ESPÍRITO
SANTO (O Consolador/Selo): Atua
no coração do crente, selando-o para o dia da redenção final. O ESPÍRITO
guia os filhos de DEUS na vontade do PAI e comunica a vida divina, sendo o
"penhor" ou garantia da herança.
O Propósito da
Trindade
A Trindade funciona como uma equipe divina, onde cada pessoa tem um papel
distinto, mas unidos em um único objetivo: resgatar o ser humano e levá-lo à
comunhão eterna. Essa união é o modelo para a igreja e o fundamento da
esperança cristã de vida eterna.
A Herança
Eterna
A herança não é descrita apenas como um lugar, mas como um relacionamento
profundo e o conhecimento de DEUS — conhecer o único DEUS verdadeiro e a JESUS CRISTO,
a quem enviou. Assim, a Trindade nos conduz a um estado de amor e comunhão
divina, que tem início na terra e se plenifica na eternidade.
1. Herdeiros de DEUS por adoção
A adoção
divina, fundamentada em Efésios 1:5 e Romanos 8:14-17, transforma crentes em
filhos de DEUS e herdeiros com CRISTO. Pelo ESPÍRITO de adoção, recebemos
um novo status: de escravos do pecado para membros da família divina, clamando
"ABA, PAI". Somos adotados para compartilhar a herança, amor e glória
eterna de DEUS.
- Significado
da Adoção: É um
ato de amor e graça, onde DEUS escolhe, acolhe e levanta o ser humano,
dando-lhe um novo início e pertencimento.
- Adoção vs.
Escravidão: Não
recebemos um espírito de medo (escravidão), mas o ESPÍRITO que nos torna
filhos.
- Co-herdeiros
com CRISTO: A
adoção implica que, como filhos, tornamo-nos herdeiros de DEUS e
co-herdeiros com CRISTO, participando de suas promessas.
- Relação
com CRISTO: Adoção
é possível por meio de JESUS CRISTO, permitindo que o ESPÍRITO SANTO
testemunhe ao nosso espírito que somos filhos de DEUS.
- ABA, PAI: O ESPÍRITO nos leva a uma intimidade
profunda com DEUS, chamando-o de "ABA, PAI" (uma forma carinhosa
e próxima, papai).
- O sofrimento
e Glória: A Bíblia menciona que, se
sofremos com CRISTO, com ele seremos glorificados, e que o sofrimento
presente é passageiro diante da glória revelada.
2. Coerdeiros de CRISTO por filiação
Com base na
teologia Bíblica pentecostal, a compreensão de que somos coerdeiros de CRISTO
por filiação é central para a fé cristã:
- Filiação
por Adoção e Graça: A
filiação divina não é natural, mas sim uma adoção espiritual através da fé
em JESUS CRISTO. Essa nova posição nos remove da condição de escravos do
pecado para filhos de DEUS, guiados pelo ESPÍRITO SANTO.
- O
Fundamento em Romanos 8: A
base bíblica principal, conforme a Bíblia, é Romanos 8:17:
"Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de DEUS e
coerdeiros com CRISTO; se com ele sofremos, também com ele seremos
glorificados".
- Significado
de Coerdeiros: Ser
coerdeiro com CRISTO significa que, por termos sido adotados na família de
DEUS, passamos a ter direito à herança que pertence a JESUS, o FILHO
Unigênito, agora primogênito. Isso inclui a vida eterna, a glória futura e
as bênçãos celestiais.
- A Condição
da Herança: A
herança é compartilhada com CRISTO, o que implica que a filiação e a
glória futura estão ligadas à participação nos sofrimentos de CRISTO no
presente (abnegação, fidelidade e cruz – aflições e perseguições).
- O ESPÍRITO
SANTO como Garantia: O ESPÍRITO
SANTO é descrito como o selo e a garantia dessa herança, agindo em nós
para confirmar a nossa adoção e guiar nossa conduta, conforme Efésios
1:13-14.
Em resumo, a Bíblia
ensina que a nossa posição como coerdeiros é uma promessa garantida pela graça
(JESUS e seu sacrifício), recebida pela fé (Ef 1.13, 2.8), confirmada pelo ESPÍRITO
SANTO e desfrutada tanto na obediência presente quanto na glória futura.
3. O PAI administra o tempo da herança
Com base na
teologia Bíblica fundamentada em Romanos 8:14-17, ser coerdeiro de CRISTO por
filiação significa que, ao aceitarmos a JESUS, somos adotados por DEUS e
passamos a ter direito à mesma herança de CRISTO.
Aqui estão os
pontos principais sobre essa doutrina:
- A Filiação
(Adoção): Não somos filhos por
natureza como JESUS, mas nos tornamos filhos por adoção através
do ESPÍRITO SANTO e da fé em CRISTO. Essa filiação é o que nos dá o
direito de herdeiros.
- O que
Herdamos (Coerdeiros): Como
coerdeiros com CRISTO, compartilhamos da herança celestial, que inclui a
vida eterna, a glória de DEUS e as promessas divinas. Tudo o que o PAI deu
ao FILHO, nós compartilhamos com Ele.
- A Condição
(Sofrimento e Glória): A
Bíblia, em Romanos 8:17, diz que somos herdeiros "se com ele
sofrermos, também com ele seremos glorificados". Isso implica que a
nossa herança está atrelada à fidelidade e ao sofrimento por causa de CRISTO
no tempo presente.
- Ação do ESPÍRITO
SANTO: É o ESPÍRITO SANTO que
testifica que somos filhos de DEUS e é a garantia dessa herança.
Em suma, ser
coerdeiro é participar da plenitude da vida que DEUS oferece, passando da
condição de servos para filhos e membros da família de DEUS.
Em breve JESUS vem
nos buscar no arrebatamento para morarmos para sempre com ele na Nova
Jerusalém.
CONCLUSÃO
Concluímos que a obra da
salvação é plenamente trinitária, revelando o agir harmonioso do PAI, do FILHO
e do ESPÍRITO SANTO. O PAI planeja e chama, o FILHO redime por meio do
sacrifício, e o ESPÍRITO SANTO aplica essa obra na vida do crente. A
transformação do ser humano, de escravo para FILHO, evidencia a profundidade da
graça divina. Essa nova identidade gera intimidade, obediência e esperança
viva. O ESPÍRITO SANTO conduz os filhos de DEUS na vontade do PAI, promovendo
santificação e maturidade espiritual. A mortificação da carne e a vivência no ESPÍRITO
tornam-se marcas da verdadeira filiação. Como herdeiros de DEUS e coerdeiros
com CRISTO, os crentes caminham sustentados pela promessa da herança eterna.
Assim, a Trindade não apenas inicia a salvação, mas conduz o cristão até sua
consumação final na glória eterna.
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Lição 11, Adotados por DEUS - 4º
Trimestre de 2017 - Título: A Obra da Salvação - JESUS CRISTO é o
Caminho, e a Verdade e a Vida. - Comentarista: Pr. Claiton
Ivan Pommerening, Assembleia de DEUS de Joinville, SC.
"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez,
estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual
clamamos: ABA, PAI." (Rm 8.15)
A obra de salvação de
JESUS CRISTO nos possibilitou ser adotados como filhos amados de DEUS.
1 Jo 3.1 Filhos de DEUS
mediante o seu grande amor
Jo 1.12,13 Uma relação de pai e filho mediante o amor de DEUS
Rm 8.16 O testemunho do ESPÍRITO SANTO quanto à nossa filiação divina
Gl 3.26,27 Filhos de DEUS revestidos de CRISTO
Os 1.10 Verdadeiros e autênticos filhos de DEUS
Mt 5.9 Os que anunciam e vivem a paz serão chamados filhos de DEUS
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE -
Romanos 8.12-17
12 - De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a
carne, 13 - porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo
espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. 14 - Porque todos os que
são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS, esses são filhos de DEUS. 15 - Porque não
recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas
recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: ABA, PAI. 16 - O
mesmo ESPÍRITO testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS. 17 - E,
se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de DEUS e
coerdeiros de CRISTO; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele
sejamos glorificados.
Sabemos que DEUS ama todas as
criaturas e que o sacrifício de CRISTO foi feito em favor de todos, mas somente
aqueles que, pela fé, recebem a JESUS como Salvador podem se tornar filhos (Jo
1.12). Outrora éramos escravos do pecado e filhos da ira, mas pela graça hoje
somos filhos e herdeiros conforme a promessa. Como filho podemos desfrutar do
amor altruísta do PAI e da sua comunhão. DEUS é Senhor e Soberano nos céus e na
Terra, contudo Ele é o nosso "Paizinho" (ABA). E como PAI amoroso,
Ele supre as nossas necessidades, sejam elas físicas, emocionais ou
espirituais. Permita que o PAI cuide de você todos os dias da sua vida,
independente das suas limitações e fragilidades.
A nossa filiação divina é uma
bênção proveniente da obra salvífica de CRISTO JESUS.
Resumo da Lição 11, Adotados
por DEUS
I - O CONCEITO BÍBLICO DE
ADOÇÃO
1. Conceito bíblico e teológico.
2. Benefícios da adoção.
3. Herdeiros da promessa.
II - A ADOÇÃO NO TEMPO
PRESENTE
1. Parecidos com o PAI.
2. Ser amado pelo PAI.
3. Os direitos e os deveres na
adoção.
III - A ADOÇÃO PLENA NO FUTURO
1. Filhos eternos.
2. Esperando a adoção
completa.
3. A casa do pai.
SÍNTESE DO TÓPICO I - A
fé no sacrifício vicário de JESUS CRISTO nos faz filhos de DEUS.
SÍNTESE DO TÓPICO II -
Mediante a adoção, hoje somos filhos de DEUS.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Como
filhos de DEUS desfrutaremos de uma alegria plena na ocasião da gloriosa vinda
de JESUS CRISTO.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A 'adoção', um termo jurídico, é o ato da graça
soberana mediante o qual DEUS concede a todos os direitos, privilégios e
obrigações da filiação àqueles que aceitam JESUS CRISTO. Embora o termo não
apareça no Antigo Testamento, a ideia se acha ali (Pv 17.2).
A palavra grega huiothesia,
aparece cinco vezes no Novo Testamento, somente nos escritos de Paulo e sempre
no sentido religioso. Ressalve-se que, ao sermos feitos filhos de DEUS, não nos
tornamos divinos. A divindade pertence ao único DEUS verdadeiro.
A doutrina da adoção, no Novo Testamento, leva-nos, desde a eternidade passada
e através do presente, até a eternidade futura (se for apropriada semelhante
expressão). Paulo diz que DEUS 'nos elegeu nele [em CRISTO] antes da fundação
do mundo' e 'nos predestinou para filhos de adoção por JESUS CRISTO' (Ef
1.4,5). Diz também, a respeito de nossa experiência presente: ´Porque não
recebeste o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas
recebeste o espírito de adoção de filhos [huiothesia], pelo qual clamamos [em
nosso próprio idioma]: ABA [aramaico: PAI], PAI [gr. ho pater]' (Rm 8.15).
Somos plenamente filhos, embora ainda não sejamos totalmente maduros. Mas, no
futuro, ao deixarmos de lado a mortalidade, receberemos 'a adoção, a saber, a
redenção do nosso corpo' (Rm 8.23). A adoção é uma realidade presente, mas será
plenamente realizada na ressurreição dentre os mortos. DEUS nos concede
privilégios de família mediante a obra salvífica do seu FILHO incomparável,
daquEle que não se envergonha de nos chamar irmãos" (HORTON, Stanley M.
Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
1996, p. 374).
PARA REFLETIR - A respeito de
adotados por DEUS, responda:
O que é necessário para que o ser humano se torne filho de DEUS?
Para se tornar filho de DEUS é preciso crer no sacrifício
vicário de CRISTO para então ser recebido pelo PAI como filho por adoção (Jo
1.12; Ef 1.13, 2.8; Gl 4.5).
Quais são os benefícios da adoção?
Fazer parte de uma família, e nesse caso da família de DEUS (Ef 2.19), traz
inúmeros benefícios: segurança, confiança e sentido de pertencimento a uma casa
eterna.
Cite alguns deveres que aqueles que são filhos de DEUS devem ter.
Da mesma forma que temos direitos, também temos deveres espirituais:
apartar-se do mundo e do que é imundo (2 Co 6.17,18; Ap 21.7); praticar a
justiça e amar o irmão (1 Jo 3.10); buscar a perfeição do PAI (Mt 5.48); amar
os inimigos, bendizer os que maldizem, fazer o bem aos que nos odeiam e orar
pelos que nos maltratam e perseguem (Mt 5.44); e glorificar a DEUS por meio de
todos esses deveres espirituais (Mt 5.16)
Segundo a lição, já experimentamos plenamente a condição de ser filhos de
DEUS?
Embora desfrutemos, aqui na Terra, dos benefícios da adoção espiritual, a
alegria plena dessa realidade se dará somente quando da manifestação plena e
literal de JESUS CRISTO, na ocasião da sua gloriosa vinda, no Arrebatamento da
Igreja.
Qual é a principal esperança dos filhos de DEUS?
Ansiamos pelo momento em que adentraremos à casa do PAI Eterno, e
habitaremos com Ele eternamente. Ali, nossa relação com o PAI não se dará
provisoriamente, mas num tempo ininterrupto, em que estaremos para sempre
diante de sua santa presença (Ap 22.3-5).
RESUMO RÁPIDO DO Pr.
Henrique - Lição 11, Adotados por DEUS
INTRODUÇÃO
ADOÇÃO (Dicionário Wycliffe)
Essa palavra é usada na Bíblia
somente em um sentido teológico. No sentido civil ou legal a prática da adoção
está exemplificada fora do meio cultural de Israel na adoção de Moisés (Êx 2.10;
At 7.21) e de Ester (Et 2.6,15).
No período patriarcal, o
antigo Oriente Próximo praticava algo semelhante à adoção. A descoberta das
inscrições nas barras de Nuzu revelou esse costume pelo qual um casal sem
filhos adotava um filho adulto para servi-los enquanto vivessem e enterrá-los quando
morressem. Em troca, esse filho adotivo teria direito de receber a herança, a
não ser que, posteriormente, o casal viesse a ter um filho. Nesse caso, o filho
natural se tomaria o principal herdeiro (veja ANET, pp. 219s.). Embora nenhuma
lei sobre adoção tenha sido formulada no AT, esse costume pode muito bem-estar
refletido no relacionamento entre Abraão e Eliezer (Gn 15.2-4). Algo muito
próximo a uma adoção legal também pode ser visto no caso dos netos de Jacó,
Manassés e Efraim (Gn 48.5) com uma fórmula reconhecida de adoção, “seja
chamado neles o meu nome” que aparece no verso 16 (cf. código de Hamurabi
#185,ANET, p. 174). Provavelmente Labão tenha elevado Jacó à posição de filho
adotivo, pela qual Jacó deveria executar serviços (Gn 29.15) e que dava a Labão
direitos legais sobre os filhos de Jacó (Gn 31.28,43,55). Outros casos de
adoção podem ser mencionados em 1 Reis 11.20 e 1 Crônicas 2.34,35.
Os detalhes dessas práticas do
AT não parecem ter influído no uso desse termo pelo NT Paulo é o único que
emprega a palavra grega huiothesia e somente cinco vezes (Rm 8.15,23; 9.4; Gl
4.5; Ef 1.5). Em Romanos 9.4 ele faz referência à privilegiada posição dos
judeus como povo eleito de DEUS, aludindo a Êxodo 4.22 onde o Senhor chama
Israel de seu filho, seu primogênito (cf. Dt 7.6-8; Is 43.6; Jr 3.19; 31.9; Os
11.1).
Em outras passagens,
entretanto, o uso do apóstolo reflete não o mundo hebraico, mas o mundo
helenístico e enfatiza a liberdade de um filho no lar em contraste com a
servidão de um escravo.
A adoção era um aspecto muito
comum da maneira de viver dos gregos e romanos. Se não houvesse filhos em uma
família, o marido podia adotar um filho ao qual seria concedida a herança. A
pessoa a ser adotada não podia ter pais vivos, mas isso não impedia os
procedimentos da adoção porque as famílias muitas vezes estavam dispostas a
ceder seus filhos que, dessa maneira, teriam melhores oportunidades na vida.
Quando uma criança era adotada, o pai natural perdia toda a autoridade sobre
ela, enquanto o pai adotivo adquiria controle total sobre o seu novo filho. Na
história romana, um exemplo notável dessa prática encontra-se na administração
do imperador Augusto. Entendendo que não possuía nenhum herdeiro responsável
por seu trono, resolveu adotar um.
Quando esse herdeiro faleceu,
ele adotou outro e, finalmente, decidiu-se por Tibério que o sucedeu no ano 14
d.C,
Refletindo o entendimento da
adoção no mundo helenístico, Paulo empregou esse termo para mostrar o ato legal
da graça de DEUS através do qual os crentes se tomam seus filhos. Esse
relacionamento com DEUS é resultado do seu novo nascimento (“deu-lhes o poder
de serem feitos filhos de DEUS”, Jo 1.12), portanto sua adoção significa que,
como seus filhos, eles foram colocados na posição de filhos adultos (Gl 4.1-7)
em contraste com a unigênita filiação de JESUS CRISTO, que foi e é,
eternamente, o FILHO de DEUS (Jo 1.14).
Na adoção civil, assim como em
um sentido espiritual, podemos observar as seguintes características; (1)
Adoção é tomar alguém como filho que não o é por natureza e nascimento. (2) E
ser adotado para uma herança - no sentido espiritual, para uma herança que é
incorruptível e imaculada (Rm 8.15- 17; Gl 4.5-7). (3) É um ato voluntário de
quem adota - espiritualmente o PAI Celestial exerce Sua soberana vontade nessa
questão (Ef 1.5) - mediado por CRISTO através da interferência do ESPÍRITO
SANTO (Gl 4.4-6). (4) Significa que o adotado leva o nome de quem o adotou e
pode chamá-lo de “PAI״ (Is 56.5; 62.2; 65.15;
Ap 2.17; Rm 8.15; 1 Jo 3.1). (5) Significa que o adotado se torna o recebedor
da compaixão e do cuidado de seu PAI Celestial (Ef 1.3-6; cf. Lc 11.11- 13), e
é recebido com todos os direitos e privilégios da família, recebido de volta
como um filho e não como servo, no caso do filho pródigo (Lc 15.19-24). (6) No
aspecto escatológico, toda a criação se beneficia do fato do adotado receber a
libertação de seu corpo da decadência e da morte (Rm 8.23). Bibliografia. Sherman E. Johnson, “Adoption”, HD Brev.,
p. ll. C. F. D. Moule, “Adoption,” IDB, I, 48s. Corn
PBE, p. 319. C. M. H.
A adoção espiritual, como é o caso
de nossa lição, é um milagre realizado pelo ESPÍRITO SANTO quando aceitamos a
JESUS CRISTO como Salvador e Senhor, crendo em seu sacrifício na cruz por nós (Ef
1.13, 2.8). De criaturas de DEUS apenas passamos para Filhos de DEUS. De
escravos do pecado passamos a servir por amor a DEUS. Deixamos o reino das
trevas e a orientação de Satanás para passarmos para o reino da luz e sermos
orientados pela Palavra de DEUS.
Já desfrutamos de inumeráveis
bênçãos por sermos filhos de DEUS e ainda no futuro teremos bênçãos eternas e
perfeitas.
I - O CONCEITO BÍBLICO
DE ADOÇÃO
1. Conceito bíblico e teológico.
A adoção de filhos é
mencionada em textos como Romanos 8.15; Efésios 1.5; e João 1.12.
Porque não recebestes o
espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor; mas recebestes
o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: ABA, PAI.
[DEUS PAI ... nos predestinou
para filhos de adoção por JESUS CRISTO, para si mesmo, segundo o beneplácito de
sua vontade.
Mas a todos quantos o
receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de DEUS: aos que
crêem no seu nome.
A expressão “adoção de filhos”
é uma única palavra no original: huiothesis —
de huios, “filho”, e thesis, “posição”. A idéia da adoção
de filhos também se encontra no Antigo Testamento (Êx 2.10 com Hb
11.24; Êx 4.22 com Os 11.1 e Mt 2.15).
Em Efésios 1.4,5 está
escrito que fomos predestinados por DEUS para adoção de filhos, antes da
fundação do mundo; portanto, antes da existência do homem. Isso exclui qualquer
mérito humano e somente revela a graça infinita de DEUS.
Na antiga Grécia. A
adoção de filhos, na antiga Grécia, nada tinha a ver com a filiação da criança,
e sim com a sua posição em relação à família (gr. huiothesis). Por meio do
ato da adoção, o “filho”, ao atingir a idade necessária, passava à posição de
herdeiro da família. Daí a expressão bíblica “adoção de filhos” (Gl 4.4,5).
O ato da “adoção de filhos”
passou dos gregos para os romanos, e assim chegou aos tempos do Novo Testamento
e da igreja. Biblicamente, então, DEUS “adota” a quem já é seu filho.
Romanos 8.12-17
12 - De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a
carne, 13 - porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo
espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. 14 - Porque todos os que
são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS, esses são filhos de DEUS. 15 - Porque não
recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas
recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: ABA, PAI. 16 - O
mesmo ESPÍRITO testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS. 17 - E,
se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de DEUS e
coerdeiros de CRISTO; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele
sejamos glorificados.
Além do que, tivemos nossos
pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos
sujeitaremos muito mais ao PAI dos espíritos, para vivermos? Hebreus 12.9
Há um só corpo e um só
ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um
só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só DEUS e PAI de todos, o qual é sobre
todos, e por todos e em todos vós. Efésios 4:4-6 Todos são criaturas de DEUS
-Todos receberam o espírito (letra minúscula) provindo de DEUS.
DEUS criou a todos e então
todos os seres humanos são criaturas de DEUS e em todos há um espírito dado por
DEUS, mas para ser filho de DEUS tem que ter o ESPÍRITO (letra maiúscula) de
DEUS morando em si. Ser selado com o ESPÍRITO SANTO.
Quando é que passamos a ser
filhos de DEUS?
No mesmo instante em que
aceitamos a JESUS como Salvador e Senhor.
Em quem também vós estais, depois
que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele
também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa; O qual é o
penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da
sua glória. Efésios 1:13,14
A fé para ser salvo tem que
ser ativada no coração do ser humano depois de ouvir a Palavra de DEUS. Se a fé
não for ativada pelo ser humano, este não será salvo.
De sorte que a fé é pelo
ouvir, e o ouvir pela palavra de DEUS. Romanos 10:17
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o
evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o
ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios 1:13
DEUS é pai de todos os
espíritos.
Todos os seres vivos foram criados por DEUS. Em todos
existe a vida doada por DEUS. Até os astros foram criados por ELE. Como toda
criação é de DEUS, todos são criaturas de DEUS, inclusive os anjos.
"Além do que, tivemos
nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não
nos sujeitaremos muito mais ao PAI dos espíritos, para vivermos."
Hebreus 12.9.
Embora se use a palavra filhos, nem sempre significa filho como sendo adotado
por DEUS como FILHO, pois só pode ser filho de DEUS quem tem o ESPÍRITO SANTO,
sendo que isto só ocorre quando alguém é justificado por DEUS por sua fé e
obediência.
"Um só DEUS e PAI de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em
todos vós". Efésios 4:6.
"Os quais não nasceram do
sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de DEUS".
João 1:13
Quando aceitamos a JESUS como
Salvador e Senhor recebemos o ESPÍRITO SANTO, só é filho de DEUS quem tem o
ESPÍRITO SANTO.
FILHO tem que ser parecido com o pai. A parte em nós que se parece com DEUS é o
ESPÍRITO SANTO em nós. A identificação do crente é a comunhão com o ESPÍRITO
SANTO. No arrebatamento sobe quem tem o ESPÍRITO SANTO.
"Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne
Ef 4.6 diz: "Um só DEUS e PAI de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos vós". Efésios 4:6.
Só o ESPÍRITO SANTO no íntimo do crente salvo pode testificar que este crente é filho de DEUS. Quem não aceitou a JESUS não tem o ESPÍRITO SANTO e portanto não tem o testemunho do ESPÍRITO.
"O ESPÍRITO de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós." João 14:17
"O próprio ESPÍRITO testemunha ao nosso espírito que somos filhos de DEUS". (Romanos, 8.16)
Um só DEUS e PAI de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos. (Efésios, 4.6)
PAI de filhos por CRISTO - PAI de todos os salvos. PAI por ser criador de todos os seres humanos e celestiais - PAI de todos.
PAI de todos os justificados - PAI de salvos tanto no At como no NT
PAI das luzes - criador de todos os astros. "Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do PAI das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação". Tiago 1:17
PAI dos espíritos - PAI de anjos também. "Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao PAI dos espíritos, para vivermos." Hebreus 12.9.
A lição fala de filhos por adoção em CRISTO JESUS - todos os que aceitaram, pela fé, JESUS CRISTO como Salvador e Senhor. Todos os que são templos do ESPÍRITO SANTO. Todos os que foram selados com o ESPÍRITO SANTO. Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. Efésios 1:13,14
Porque todos sois filhos de DEUS pela fé em CRISTO JESUS. Gálatas 3:26
E, porque sois filhos, DEUS enviou aos vossos corações o ESPÍRITO de seu FILHO, que clama: ABA, PAI. Gálatas 4:6
Não sabeis vós que sois o templo de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós? 1 Coríntios 3:16
Mas, se sois guiados pelo ESPÍRITO, não estais debaixo da lei. Gálatas 5:18
O que é ABA PAI?
ABA PAI é uma expressão bíblica derivada do termo com origem no aramaico “ábba” que significa “o pai” ou “meu pai”.
A expressão “ABA, PAI” foi utilizada por JESUS CRISTO no momento de sua morte quando suplicava a DEUS, chamando-o de PAI, conforme descreve o Evangelho de S. Marcos, 14:36:
“E disse: ABA, PAI, todas as coisas te são possíveis,
afasta de mim este cálice,
não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres”.
O termo “ábba” ou “aba” é bastante corriqueiro em diversas línguas semíticas para se referir ao indivíduo que é o genitor de alguém, ou seja, o pai.
Para algumas religiões (entre elas o cristianismo), a palavra aba é utilizada para se referir à figura paterna sagrada: DEUS ou JESUS CRISTO.
Atualmente, principalmente no mundo ocidental, a expressão “ABA, PAI” é utilizada como título de diferentes canções, interpretadas pelos cantores brasileiros de música gospel, entre eles: Daniel Alencar, Kleber Lucas e pela dupla gospel Eduardo e Silvana. A cantora Aline Barros também interpreta uma música com o título “Adonai, ABA PAI”.
2. Benefícios da adoção.
No presente. Há bênçãos desfrutadas já nesta vida, decorrentes da adoção, como: o nosso nome de família: “chamados filhos de DEUS” (I Jo 3.1; Ef 3.14,15); o testemunho do ESPÍRITO SANTO em nosso interior, de que somos filhos de DEUS (Rm 8.16); o recebimento do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.15; Lc 11.11-13); a disciplina da parte de DEUS que nos é ministrada, como seus filhos: “Se estais sem disciplina (...) sois então bastardos, e não filhos” (Hb 12.8; cf. vv.6-11); a nossa herança celestial, declarada e garantida por DEUS (Rm 8.17); e a redenção do nosso corpo.
Por meio da adoção, os nossos nomes foram registrados no livro da vida do Cordeiro (Lc 10.20; Fp 4.3; Ap 17.8; 3.5; 13.8; 20.12,15; 21.27).
Dentre as incontáveis bênçãos decorrentes da adoção divina, através da qual somos feitos legítimos filhos de DEUS, se destacam as seguintes:
a) Libertação da Escravidão da Lei
Ismael e Isaque não podiam viver sob o mesmo teto. Ismael era o filho da escrava, enquanto Isaque era filho da esposa legítima (Gl 4.21-30) "E assim, irmãos, somos filhos não da escrava e sim da livre" (Gl 4.31). "DEUS enviou seu FILHO... para resgatar os que estavam sob a lei para que recebêssemos a adoção de filhos" (Gl 4.4,3). Esse lugar de adoção tira de nosso pescoço o jugo do qual diz o apóstolo - "nem nossos pais puderam suportar, nem nós" (At 15.10). A adoção traz-nos à liberdade não de pecar, mas da filiação.
b) Libertação do Medo
Os filhos de DEUS com frequência sofrem temores – o temor de falhar o medo passado, do presente, do futuro; e o medo de Satanás, ou do homem, ou de si mesmo. Esses temores e medos não provêm de DEUS, uma vez que "DEUS não nos tem dado o espírito de covardia" (2 Tm 1.7). A apropriação dos nossos direitos de adoção nos livrará do temor. "Porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção" (Rm 8.15). Há grande conforto e alívio ao nos lembrarmos que podemos confiar no cuidado do PAI celeste uma vez que somos seus filhos pela fé em JESUS CRISTO. Deste modo o medo é anulado para dar lugar à confiança filial.
c) Segurança e Certeza
“O próprio ESPÍRITO dá testemunho com o nosso espírito, de que somos filhos de DEUS" (Rm 8.16). Uma vez que o testemunho do ESPÍRITO SANTO é um testemunho verdadeiro, então há grande segurança e certeza no seu testemunho. A exclamação ABA, PAI é coisa real, nascida do próprio ESPÍRITO de DEUS. Isso nos liberta da incerteza no que diz respeito ao porvir, e também de arrependimentos do passado, ao mesmo tempo em que nos leva à presente comunhão com o PAI, a quem pertencemos.
Não há lugar mais seguro e de maior paz do que nossos quarto de oração. É só nós e DEUS. Podemos expor todos os nossos problemas e frustrações para nosso PAI de amor e misericórdia. Podemos pedir perdão na certeza do mesmo.
Podemos entender as coisas de DEUS bem mais facilmente -
Ora, o homem natural não compreende as coisas do ESPÍRITO de DEUS, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 1 Coríntios 2:14
3. Herdeiros da promessa.
No futuro. Em Romanos 8.23, vemos que os nossos privilégios quanto à adoção de filhos de DEUS têm ainda um lado futuro: “... gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”. Isso se dará à vinda de JESUS para levar a sua Igreja.
Vede quão grande caridade nos tem concedido o PAI: que fôssemos chamados filhos de DEUS.
O Crente Como Irmão de JESUS CRISTO
Ao adotar o crente como filho, DEUS criou uma posição de honra e dignidade anteriormente inexistente. Este fato modificou toda a hierarquia do Universo. Deste modo, apesar de os anjos terem sido criados superiores ao homem, mediante a provisão divina para a salvação e adoção do crente, este foi exaltado para dominar sobre os anjos (Hb 2.7,5; 1.14). Hebreus 2.11, diz que CRISTO não se envergonha de chamar os crentes de "irmãos". Ser chamado "filho de DEUS" é em si um privilégio difícil de entender, mas ser chamado "irmão de JESUS CRISTO" é quase além da imaginação. É um fato extremamente maravilhoso! Em CRISTO, todos os crentes foram feitos irmãos uns do outros. JESUS disse: "Porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos" (Mt 23.8). Aqueles que fazem parte da família de DEUS participam de um amor e solicitudes especiais uns para com os outros. É exatamente este amor que comprova a realidade da nossa adoção como filhos de DEUS. "Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte" (1 Jo 3.14). "Nisto conhecerão todos que sois meus "discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13.35).
O ESPÍRITO SANTO testifica ao nosso coração que somos filhos de DEUS (Rm 8.16).
Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. João 5:24
Somos filhos porque fomos adotados pelo PAI, somos herdeiros (Tt 3.7; Rm 8.17).
Nossa herança é eterna e não pode ser corroída por ferrugem e nem ser roubada.
Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, 1 Pedro 1:4
II - A ADOÇÃO NO TEMPO PRESENTE
SITUAÇÃO BRASILEIRA PARA ADOÇÃO DE CRIANÇAS - BREVE COMENTÁRIO
De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), do Conselho Nacional de Justiça, existem hoje no Brasil cerca de 10 mil crianças no banco de adoção e 40 mil adotantes cadastrados. Estatisticamente, a região Sudeste é a que mais possui pequenos que aguardam por um lar quanto pessoas interessadas em serem pais.
Mas, se há quatro famílias interessadas para cada criança sem lar, por qual motivo elas ainda permanecem na fila? Há ao menos duas explicações: a primeira é a incompatibilidade de perfis — 81% dos adultos buscam filhos que possuam até 5 anos e a faixa etária da maioria das crianças que vivem em instituições de acolhimento está entre 6 e 17 anos de idade. Outro fator é a estrutura precária do poder público: não existem juízes, psicólogos e assistentes sociais suficientes para arcar com essa gigantesca demanda.
No momento em que o juiz determina o parecer favorável na sentença de adoção. O novo registro de nascimento é lavrado constando o sobrenome da nova família e o primeiro nome do bebê pode ser trocado. A criança passa, então, a ter todos os direitos de um filho biológico.
A respeito da adoção, quando esta ocorre, os filhos adotivos são equiparados aos filhos biológicos em todos os aspectos e passam a ter os mesmos direitos e deveres.
Patrimonialmente os filhos adotivos passam a ter direito ao recebimento de pensão alimentícia e à herança.
O adotado é considerado filho legítimo e se o pai adotivo falecer o filho adotivo tem todos os direitos à sua herança assim como os filhos biológicos o têm.
1. Parecidos com o PAI.
"Amados, agora somos filhos de DEUS, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos" (1 Jo 3.2).
Para ser parecido com DEUS tem que ter o ESPÍRITO SANTO. Assim todo crente salvo, nascido de novo, tem em si o ESPÍRITO SANTO. Somos templos do ESPÍRITO SANTO. Somos Moradas de DEUS na Terra.
Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do ESPÍRITO SANTO, que habita em vós, proveniente de DEUS, e que não sois de vós mesmos? 1 Coríntios 6:19
Em CRISTO, somos filhos do mesmo PAI (Is 64.8; Jo 14.20). Nenhuma condenação há para nós. - Somos irmãos porque temos todos os salvos o ESPÍRITO SANTO em nós.
Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em CRISTO JESUS, que não andam segundo a carne, mas segundo o ESPÍRITO.
Porque a lei do ESPÍRITO de vida, em CRISTO JESUS, me livrou da lei do pecado e da morte. Romanos 8:1,2.
2. Ser amado pelo PAI.
"nós o amamos porque ele nos amou primeiro" (1 Jo 4.19).
DEUS nos viu no futuro e nos amou mesmo sabendo que pecaríamos. Planejou nossa salvação mesmo sabendo que seríamos escravos do pecado. Mas ELE nos viu um dia nos arrependendo e aceitando seu maravilhoso plano de salvação em CRISTO JESUS.
“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: ABA, PAI.” (Romanos , 8.15)
*1- espírito de escravidão - era o tipo de espírito que antes estávamos sujeitos (escravos do pecado), pois:
Respondeu-lhes JESUS: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. João 8:34
Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. Romanos 6:20 Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Romanos 6:16 Mas graças a DEUS que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. Romanos 6:17.
*2- estardes em temor - antes tínhamos medo da morte porque sabíamos da condenação que pesava sobre nós e que ao morrermos, seriamos lançados no inferno.
E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão. Hebreus 2:15
E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. Mateus 10:28.
*3- recebestes o espírito de adoção de filhos - Agora, em CRISTO, somos adotados como filhos, herdeiros e co-herdeiros. Somos adotados porque não somos filhos como JESUS o é, mas fomos colocados para sermos filhos por causa de JESUS.
E nos predestinou para filhos de adoção por JESUS CRISTO, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade. Efésios 1:5
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o ESPÍRITO de adoção de filhos, pelo qual clamamos: ABA, PAI. Romanos 8:15.
E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de DEUS, e co-herdeiros de CRISTO: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Romanos 8:17.
A saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em CRISTO pelo evangelho; Efésios 3:6 E, se sois de CRISTO, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa. Gálatas 3:29 Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna. Tito 3:7.
3. Os direitos e os deveres na adoção.
Direitos espirituais:
foram legitimamente enxertados na Boa Oliveira, que é CRISTO (Rm 11.17); passarão a ter um novo nome (Ap 2.17); passaram a fazer parte de uma nova família (Ef 2.19); foram emancipados da lei que gera morte (Gl 3.25); todos os povos e raças, desde que tenham aceitado a CRISTO, tornam-se filhos de DEUS sem distinção (Gl 3.28).
Deveres espirituais:
apartar-se do mundo e do que é imundo (2 Co 6.17,18; Ap 21.7); praticar a justiça e amar o irmão (1 Jo 3.10); buscar a perfeição do PAI (Mt 5.48); amar os inimigos, bendizer os que maldizem, fazer o bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam e perseguem (Mt 5.44); e glorificar a DEUS por meio de todos esses deveres espirituais (Mt 5.16)
veja quadro acima.
III - A ADOÇÃO PLENA NO FUTURO
1. Filhos eternos.
Só alcançaremos a perfeição quando formos arrebatados. Nosso corpo será transformado. por enquanto vamos crescendo de glória em glória e crescendo na graça e no conhecimento de DEUS.
E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. 1 Coríntios 15:54
Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo ESPÍRITO do Senhor. 2 Coríntios 3:18
Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, JESUS CRISTO. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém. 2 Pedro 3:18
Temos a promessa de sermos galardoados com uma coroa de Glória. Enquanto a esperamos vamos nos abstendo de tudo que possa nos impedir de tomar posse da mesma.
E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. 1 Pedro 5:4
E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. 1 Coríntios 9:25
Enquanto estamos neste corpo ansiamos pela vitória final, o arrebatamento. não porque queremos ficar sem o ESPÍRITO SANTO, mas para que possamos ser totalmente absorvidos pela vida eterna de glória, num corpo glorioso.
Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. 2 Coríntios 5:4
Amados, agora somos filhos de DEUS, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. 1 João 3:2
Humanamente falando, adoção é o processo pelo qual uma criança é trazida e aceita numa família, quando por natureza não tinha direito algum de pertencer àquela família. Esta transação legal traz como resultado, a criança tornar-se um filho; um novo membro da família, com plenos direitos sobre o patrimônio da família que a adotou. A adoção espiritual é baseada neste mesmo princípio, se bem que a adoção divina é infinitamente mais abrangente no seu alcance e finalidade. Depois que o homem, que por natureza é filho da ira, (Ef 2.3) crê em CRISTO, é feito filho de DEUS, e passa a ter os direitos e privilégios inerentes àquela posição: o privilégio da filiação, de ser membro da família de DEUS, e o direito de ser herdeiro de DEUS e coerdeiro com CRISTO (Rm 8.15-17).
O Crente Como FILHO de DEUS
O relacionamento filial do crente com DEUS independe do tempo. Não é uma esperança futura, mas um usufruto presente. Quanto a isto escreve o apóstolo João: "Amados, agora somos filhos de DEUS, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é" (1 Jo 3.2). Um dos privilégios que goza o filho de DEUS diz respeito à estreita comunhão que ele goza com o seu PAI celestial. Contrastando o relacionamento amoroso e filial que o crente goza com DEUS, com a atitude de um escravo que treme de medo diante do seu senhor, escreve o apóstolo Paulo: "Porque não recebestes o espírito da escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: ABA, PAI" (Rm 8.15). A Bíblia ensina o crente a temer a DEUS, mas numa atitude de respeito e reverência, e não de angústia e de medo. O ESPÍRITO de CRISTO libertou o crente do medo servil de ser castigado ou rejeitado por causa do menor erro que pudesse desagradar a seu Senhor. O crente deve saber que é filho e não mero empregado de DEUS. Como filho de DEUS o crente deverá obedecer-lhe; (Mt 5.16; Fp 2.15; 2 Co 6.17.18), sujeitar-se à orientação e disciplina do seu PAI; (Rm 8.14,16; Hb 12.5,6,12,13) ir à presença do PAI livre e desimpedidamente, tantas vezes deseje (Ef 2.18; Mt 6.31,32; Fp 4.19).
2. Esperando a adoção completa.
Por isso, o mundo não nos conhece, porque não conhece a ele. Amados, agora somos filhos de DEUS, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro (l Jo 3.1-3).
Amados, agora somos filhos de DEUS, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar; seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos (1 Jo 3.2). ... nós mesmos, que temos as primícias do ESPÍRITO, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber; a redenção do nosso corpo (Rm 8.23).
E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé (Rm 13.11).
3. A casa do pai.
Desfrutaremos da maravilhosa presença de DEUS para sempre e eternamente.
Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; 2 Timóteo 2:11
Ora, DEUS não é de mortos, mas sim, é DEUS de vivos. Por isso vós errais muito. Marcos 12:27
Ora, se já morremos com CRISTO, cremos que também com ele viveremos; Romanos 6:8
O Crente Como Herdeiro do Céu
Mediante a adoção divina, o crente não somente é elevado à oposição de participante da aristocracia do Céu, como também se torna herdeiro do maior patrimônio do Universo: “... somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de DEUS e co-herdeiros com CRISTO" (Rm 8.17). Em contraste com as heranças terrestres que são entregues ao herdeiro só quando o pai morre, o crente recebe a sua herança em abundante vida. Além da herança recebida aqui como usufruto e antegozo, dentre outras coisas, DEUS nos assegura: "um reino de glória... uma pátria melhor, uma cidade... uma coroa de glória. uma coroa de vida, uma coroa de justiça... eterno peso de glória... verão a sua face... reinarão para sempre e sempre... para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros, que sois guardados pelo poder de DEUS, mediante a fé, para salvação preparada para revelar-se no último tempo" (1 Pd 1.4,5). São as imensuráveis riquezas de CRISTO, o nosso "irmão mais velho", que nos fazem abundantemente ricos também. "Pois conheceis a graça de nosso Senhor JESUS CRISTO, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos" (2 Co 8.9).
CONCLUSÃO
O conceito bíblico e teológico de adoção no Novo Testamento transporta-nos para o mundo helenístico e enfatiza a liberdade de um filho no lar em contraste com a servidão de um escravo. Os Benefícios da adoção são patentes: sermos co-herdeiros com CRISTO das mesmas promessas. A adoção no tempo presente nos torna parecidos com o pai, pois somos morada do ESPÍRITO SANTO. Somos amados pelo PAI. Temos direitos e deveres na adoção. No futuro a adoção será plena. Seremos Filhos eternos. Portanto esperemos ansiosos pela adoção completa para estarmos para sempre na casa do PAI
Comentários de alguns Livros com algumas modificações do Pr. Henrique
ADOÇÃO
A Adoção - TEOLOGIA SISTEMÁTICA STANLEY M. HORTON
DEUS, no entanto, vai além de nos colocar em situação correta diante dEle. Conduz-nos também a um novo relacionamento, pois nos adota em sua família. A "adoção", um termo jurídico, é o ato da graça soberana mediante o qual DEUS concede todos os direitos, privilégios e obrigações da afiliação àqueles que aceitam JESUS CRISTO. Embora o termo não apareça no Antigo Testamento, a idéia se acha ali (Pv 17.2). A palavra grega huiothesia, "adoção", aparece cinco vezes no Novo Testamento, somente nos escritos de Paulo e sempre no sentido religioso. Ressalve-se que, ao sermos feitos filhos de DEUS, não nos tornamos divinos. A divindade pertence ao único DEUS verdadeiro.92
JOÃO 1:18 - Manual de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia - Norman Geisler - Thomas Howe - Somente JESUS é o FILHO de DEUS?
PROBLEMA: JESUS é chamado de "o FILHO unigênito" (SBTB) nesse versículo. Contudo, num dos versículos anteriores João nos informa de que pela fé podemos ser feitos "filhos de DEUS" (1:12). Se somos filhos de DEUS, como JESUS pode ser o unigênito (o único FILHO) de DEUS?
SOLUÇÃO: Há uma gigantesca diferença entre os sentidos das expressões "JESUS é o FILHO de DEUS" e "nós somos filhos de DEUS". Primeiro, ele é o único FILHO de DEUS; eu sou apenas um filho de DEUS. Ele é o FILHO de DEUS com "F" maiúsculo; os seres humanos podem tornar-se filhos de DEUS somente com "f" minúsculo.
JESUS é o FILHO de DEUS pelo direito eterno de herança (Cl 1:15); nós somos filhos de DEUS apenas por adoção (Rm 8:15). Ele é o FILHO de DEUS porque é DEUS por sua própria natureza (Jo 1:1), ao passo que nós tão-somente fomos feitos à imagem de DEUS (Gn 1:27) e refeitos "segundo a imagem daquele" que nos criou, por meio da redenção (Cl 3:10).
JESUS é de DEUS por sua própria natureza; nós apenas procedemos de DEUS. Ele é divino pela sua própria natureza, mas nós apenas participamos dela por meio da salvação (2 Pe 1:4). Podemos ser coparticipantes da natureza divina apenas no que diz respeito aos seus atributos morais (como santidade e amor), não no tocante aos seus atributos não-morais (como infinidade e eternidade). Em resumo, as diferenças são:
JESUS COMO O FILHO DE DEUS - FILHO natural - Sem começo - Criador - DEUS por natureza
HOMENS COMO FILHOS DE DEUS - Filhos adotivos - Com começo - Criatura - Não divinos por natureza
Gl 4:1-31 - A Epístola aos Gálatas - Germano Soares
Gálatas 4.1-20: CRISTO Converteu os Herdeiros em Filhos de DEUS
O apóstolo, depois de apresentar aos gálatas a questão da herança em Abraão, da qual a lei era apenas um caminho, passa agora a mostrar a situação deles antes de conhecerem a DEUS. Nesse período eram escravos de outros deuses, agora CRISTO os libertou dessa escravidão tornando-os herdeiros e filhos de DEUS, por isso se torna impossível qualquer recaída.
Gálatas 4.1-3: A situação dos herdeiros antes de CRISTO Neste texto, Paulo explica outra vez o que foi dito em Gálatas 3.23-29, mostrando novamente as características gerais da vida humana antes e depois da vinda de CRISTO. Entretanto, a sua ênfase já não está no fato de ser herdeiro, mas no seu significado. Está justificado, pois, utilizar esta seção para aclarar aquela.
- Digo, porém que, enquanto o herdeiro é menor de idade, em nada difere de um escravo, embora seja dono de tudo. Paulo inicia expressando sua idéia com uma nova comparação tomada outra vez da vida jurídica dos cidadãos, desta vez, ao que parece, servindo-se de situações do direito helenístico. 0 termo herdeiro era usado em inscrições na Ásia Menor para indicar “um filho, após receber a sua herança” como representante de seu pai, subscrevendo todos os direitos e obrigações de seu pai. A expressão “menor de idade” é mais bem traduzida por “alguém sem entendimento”. Aqui descreve um “menor”, em qualquer estágio de sua menoridade (legal). Ainda que o herdeiro, cujo pai está morto, é um menino menor de idade, a sua situação não se distingue da de um escravo. Embora o termo para “menor de idade” não seja um termo jurídico, no conceito rabínico, cujo correspondente é qatan, tem um significado jurídico-religioso de que aqui carece. Não tem direito para dispor dos bens que lhe pertence, ainda que é senhor ou, melhor, possuidor de tudo (v. 12).
- V. 2 - No entanto, ele está sujeito a guardiães e administradores até o tempo determinado por seu pai. Não se sabe por que Paulo menciona duas categorias de inspetores. Guardião é um termo genérico, e se refere à pessoa que é encarregada da educação e dos cuidados da criança, ao passo que administrador é um escravo que agia como mordomo para seu mestre, ou um empregado encarregado das finanças de seu patrão, A submissão mencionada dura até um certo tempo. Era costume no mundo antigo que o pai determinasse um dia certo para o seu filho assumir a idade adulta legalmente. Essa sujeição não significa uma submissão por ausência transitória do pai, mas durante toda a meninice depois da morte dele. Neste caso é, sem dúvida, o direito helenístico o que aqui se supõe que conhece, segundo os papiros, tal limite da tutelaria fixada pelo pai.60 Essas situações concordam bem com o tema utilizado por Paulo, posto que o término da menor idade dos gálatas chegou também por fixação e não pelo natural passar do tempo.
- V. 3 - Assim também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos princípios elementares do mundo. “Nós” éramos parecidos com tais “menores” e isto em dois aspectos. Também “nós” estávamos submetidos a determinados “guardiães” e “administradores” (ou escravos) e, ademais, esta submissão durou até um tempo assinalado. Paulo tem ambos os aspectos ante os olhos, se bem que ressalte só o primeiro. A palavra “menores” como tal não tem relevância alguma. E tomada simplesmente como comparação.
É de grande importância a frase: “estávamos escravizados aos princípios elementares do mundo”. Esse tempo até a vinda da fé foi um tempo de escravidão. Embora a expressão “princípios elementares do mundo” tenha um grande número de interpretações, é mais provável que Paulo pense em primeiro lugar, nas forças elementares dos astros. Esse modo de pensar de Paulo pode ser ilustrado com idéias que aparecem, sobretudo, na literatura apócrifa judaica. Eles falam, por um lado, de uma relação especial e estreita entre os astros e os elementos, e por outra parte os astros e “anjos” ou “espíritos”. Ali se fala finalmente da exigência de tais seres siderais. Não é certamente uma causalidade que nesta literatura se reprove aos gentios que têm por deuses os astros.
A tais “princípios elementares”, disse Paulo, que os gálatas estavam submetidos como escravos. Paulo interpreta a situação pré-cristã dos gálatas e dos judeus da mesma forma. Como escravos das forças elementares do cosmo. Ele entende o servir aos elementos, pelos gálatas, analogicamente ao servir à lei por parte dos judeus. Essa equiparação é facilitada pelo fato de que os adversários de Paulo mostravam na sua maneira de pensar, formas religiosas que têm seus paralelos mais próximos às idéias “apócrifas”, podendo relacioná-las com teorias “gnósticas” Por outro lado, os gentios gálatas passaram a observar um tipo de serviço rigoroso de astros, anjos e elementos que não se diferenciava do serviço de habitantes gentios da Ásia Menor. Nesse serviço pode ter existido uma matriz judaico-pré-cristã.
Gálatas 4.4-7: CRISTO resgatou os herdeiros
Após mostrar a situação dos herdeiros antes de CRISTO, Paulo passa agora para outro assunto, que na verdade é uma sequência do anterior: o resgate dos herdeiros. Para o apóstolo, CRISTO veio para resgatar os herdeiros do poder da lei, e isto, no tempo determinado pelo próprio DEUS.
- V. 4 - Mas, quando chegou a plenitude do tempo. A situação de escravidão em que o mundo mantinha os homens, por meio da lei e de seus seres elementares, chegou ao hm. O conceito “plenitude do tempo” refere-se ao tempo determinado pelo PAI. DEUS preparou o mundo para a vinda de seu FILHO em uma época determinada na história. O momento como discurso temporal chegou à sua plenitude, ou seja, à sua meta. Significa o encerramento. Pressupõe-se que DEUS tem sob seu domínio o tempo e todos os seus “aions”, como tudo no mundo, determina a medida de todas as coisas, e que leva esta medida à sua realização para que traga o hm deste “aion” ou o começo do futuro.
DEUS enviou seu FILHO. Segundo Paulo, tal plenitude do tempo trouxe a vinda de JESUS CRISTO. Paulo, em nenhum lugar, deixa claro a condição histórica dessa decisão de DEUS, de modo que não se pode mostrar por que ocorreu, mas que DEUS permitiu que se realizasse. O final do tempo se realizou com a aparição do filho de DEUS no cosmos. Há, pois, que julgar esta aparição como irrupção do “aion” futuro no presente (Hb 9.26), que experimentou assim a privação do poder da sua essência. A aparição de CRISTO se apoia no ato do envio divino. Neste contexto revela a denominação “seu filho”, a “pré-existência” do envio divino, ou seja, revela o ser divino que desde sempre lhe é próprio (cf. Rm 1.3,4; 8.3,29,32; 1 Co 8.6; 2 Co 8.9; Fp 2.6,7; Cl 1.13,14). O começo do final do mundo, a conclusão do tempo se revela no envio do FILHO de DEUS, enquanto eterno fundamento divino, meio é meta do ser.
Nascido de mulher, nascido debaixo da lei. O tempo final é o tempo no qual o “princípio” divino de nosso ser, JESUS CRISTO, irrompeu nesta existência. A aparição de JESUS CRISTO neste “aion” se fundamenta no ato do envio e consiste na encarnação. O FILHO de DEUS enviado foi introduzido na natureza do homem determinada pela mulher, como o “nascido de mulher”, que ressalta a verdadeira humanidade do FILHO. A sua humanidade pertence não só à natureza, mas também à história. A historicidade de sua aparição ressalta como sendo “nascido debaixo da lei” (submetido à lei). Para Paulo, submeter-se à lei não significa que ele foi obrigado a tal coisa. Aqui, pensa-se na igualdade da sorte do enviado com aqueles em cujo favor havia acontecido o envio.
% V 5 - A fim de redimir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção de filhos. Essa total entrega do FILHO no cosmos, tinha por finalidade libertar aqueles que estavam debaixo da lei. Trata-se, sem dúvida de todos os homens, gentios e judeus. A redenção a respeito da lei é, sem dúvida o pressuposto para receber a filiação, e isto para todos, tanto judeu quanto gentio. Estes foram recebidos como filhos por meio da adoção. A palavra traduzida como adoção é um termo técnico jurídico. Receber a filiação é pois como ocupar o posto de um filho adotivo. Deveria mencionar como meta do envio do filho em realidade o fazer maior de idade. Contudo, a nova posição do homem, a de não ser mais escravo da lei do mundo, acontece a partir do momento em que aceita a CRISTO como filho. O homem é livre enquanto está unido juridicamente ao pai por uma arte de direito. O conceito de filiação ressalta a livre ação de DEUS não apoiada em existência alguma e ao mesmo tempo, a mediatização da nossa categoria de filhos.
- V 6 - E, porque vocês são filhas, DEUS enviou o ESPÍRITO de seu FILHO aos seus corações, o qual clama: ‘ABA, PAI’. A filiação que se fez realidade por meio do envio do filho de DEUS, moveu-o para que enviasse aos nossos corações o ESPÍRITO dê seu FILHO. DEUS nos presenteia, pois, não só pelo fato de sermos filhos, mas também a maneira e o saber dos filhos. E nos dá de graça o ESPÍRITO. Sua segunda obra de amor não só está fundamentada na primeira, como a complementa. DEUS não se conforma com uma ação apenas. Ele enviou seu FILHO para que nós chegássemos a ser seus filhos. E porque somos seus filhos DEUS enviou também o ESPÍRITO de seu FILHO. Por meio de CRISTO nos tomamos filhos de DEUS. Isso agora se manifesta interiormente pelo movimento dos nossos corações.
O “ESPÍRITO do FILHO” é o FILHO mesmo na força de sua presença que conquista o coração do homem (cf. Rm 8.9,10; 2 Co 3.17; Ef 3.16,17). 0 ato de possuir o ESPÍRITO do FILHO se exterioriza no clamor do próprio ESPÍRITO. A palavra krázo designa o grito do orador. Aqui tem o sentido de uma oração pública que proclama no sentido concreto. Esse clamor é: “ABA, PAI” Aqui existe uma justaposição de ambas as formas linguísticas, com as quais a cristandade de então estava acostumada a invocar a DEUS como pai. “ABA” é um termo aramaico usado pelas crianças em casa, com uma conotação bastante íntima e carinhosa.0 dom da oração filial faz manifestar-se experimentalmente a condição de filhos em plenitude.
- V. 7 - Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, DEUS também o tornou herdeiro. O pensamento volta ao versículo 1. Os cristãos adquiriram uma nova posição. Assim como a escravidão e a filiação obviamente se excluem uma à outra, os filhos de DEUS não podem ser tampouco considerados escravos de coisa alguma. De acordo com Paulo, pelo fato de sermos filhos de DEUS, somos também herdeiros da promessa de Abraão. DEUS é o autor de toda riqueza que está à nossa disposição por realmente termos sido adotados como filhos. O apóstolo chama a atenção para o fato de que qualquer herança é exclusivamente em razão da ação graciosa de DEUS.
Gálatas 4.8-11: E impossível uma recaída
O ato de se aceitar as pretensões e as imposições dos propagandistas do judaísmo equivale a uma recaída no serviço aos deuses, que era igualmente um serviço à lei. Continuamente estava a pergunta por trás do que dizia, que imprimia seu sentido prático às idéias até agora expostas. Por isso, o apóstolo lamenta o fato de os gálatas estarem cedendo aos “esforços” missionários de seus adversários. Levando o apóstolo a ficar temeroso se por acaso não havia trabalhado em vão.
- V. 8 - Antes, quando não conheciam a DEUS, vocês eram escravos daqueles que, por natureza, não são deuses. A adoção dos gálatas por parte de DEUS estava em uma oposição tão profunda com a “anterior” situação, quando ainda não conheciam a DEUS, que, se caso atentassem para esse fato veriam que se tornava impossível uma volta à lei. A situação dos gálatas se caracteriza por não conhecerem a DEUS e tributar aos deuses uma veneração própria de escravos como todo gentio. Os gálatas tinham um conhecimento de DEUS somente através dos deuses (Rm 1.19,20). Desta forma, eles serviam não ao verdadeiro DEUS, mas a deuses que pretendiam ser deuses, e aos quais concediam e confessavam ser DEUS, pelo fato de desconhecerem o verdadeiro DEUS. O cosmos em suas forças elementares, pedia com ordens e promessas à veneração que pertence a DEUS. Os gálatas lhe concederam tal veneração, que não lhe pertencia, porque esperavam a segurança e o amparo de sua existência pela observação da lei do mundo, a qual se submetiam por desconhecer o DEUS criador.
- V. 9 - Mas agora, conhecendo a DEUS, ou melhor, sendo por ele conhecidos, como é que estão voltando àqueles mesmos princípios elementares, fracos e sem poder? Querem ser escravizados por eles outra vez. O “agora” deste versículo está frente ao “antes” do versículo anterior. Entre ambos está a vinda da fé, que chegou até eles através da pregação ministrada por Paulo. A mensagem da fé trouxe o conhecimento de DEUS, que é conhecido através da prática. O conhecimento de DEUS não se deu pelo simples fato de terem um conhecimento, mas pela experiência de fé na vida de cada pessoa. Aquele que conhece a DEUS pelo evangelho só pode fazê-lo enquanto precedentemente conhecido por DEUS no evangelho e desvelado em sua vida. E precisamente esse ser conhecido por DEUS por meio da mensagem do evangelho, faz com que Paulo tente impedir que os gálatas voltem aos mesmos princípios elementares fracos e sem poder, voltando a servi-los como escravos. Eles são impotentes e ilusórios frente ao poder e à vida de DEUS e de seu filho, e se vê a veneração desta força e o serviço mais escravizante e mais terrível a deuses superados e caducos.
Se os gálatas voltassem a ceder à pressão dos adversários, retornariam à escravidão, e desta vez a uma escravidão muito mais dolorosa e subjetivamente muito mais dura, visto que os adversários estipularam inúmeras atividades e práticas que eram maiores e mais pesadas do que aquelas que eles praticavam antes de conhecerem a CRISTO.
- V. 10 - Vocês estão observando dias especiais, meses, tempos definidos e anos. As práticas que os levariam a uma recaída na nova veneração do mundo, ou seja, um novo serviço da lei, deveriam fazer com que analisassem a possibilidade de uma reincidência. E pelo que Paulo em forma de pergunta lhes faz ver, um tanto irônico, seus novos deveres. Trata-se de uma escrupulosa observância acerca do começo de certos tempos importantes. Talvez essa observância esteja relacionada a algo pessoalmente religioso. Esse trecho é um eco de Gênesis 1.14 ss, que aparece continuamente no ambiente judaico. Paulo pretende chamar a sua atenção para que percebam que estão cedendo aos caprichos dos seus adversários. Essas exigências denotam por sua tendência e seu conteúdo, uma espécie de judaísmo, cuja forma encontramos principalmente no livro de Hen Et, que se caracteriza como “o livro do curso dos astros”, em que o autor diz ter recebido do anjo Uriel, ensinando sobre o que “ocorre com todas suas leis, todos os anos do mundo até a eternidade, até que venha a nova criação que dura para sempre” (Hen Et 72.1).
Com o livro de Hen Et está relacionado como se sabe o livro dos Jub, que se interessa muito pelo calendário exato, o do sol. Aqui também aparece lugares que recordam este versículo.76 Com o livro dos Jub se relaciona também as idéias da comunidade de Qumrã, para a qual o calendário solar pertence igualmente aos segredos da lei, por cujo conhecimento e observância se distinguem o verdadeiro e falso Israel (1QS 1.13,14; 10.1,2; 1QM 2.4; 10.15; 14.12,13; Dam 3.12,13; 10.14,1516.1,2).
Os adversários de Paulo deveriam estar impregnados por essas idéias as quais exigiam dos gálatas o que Paulo denomina de “dias especiais, meses, tempos definidos e anos”, cumprimento de certos rituais, fruto de reincidência de um passado gentio e, ao mesmo tempo, com submissão à lei criada pelos homens. Em Colossenses 2.16-23, encontramos a prova de que também em outras comunidades se introduziam as mesmas idéias.
Os “dias especiais” podem ser sábados, dias de jejum, dias de festa, os dias que intercalavam no calendário, dias supersticiosos etc. “Meses” são os meses com divisões temporais, lua nova etc. “Tempos definidos” podem ser as festas: Páscoa, Festa das semanas e a dos Tabernáculos, ainda que, também se trate das quatro estações ou, mais exatamente, como é o caso para os meses, dos começos das estações. Quanto a “anos” dificilmente são os anos santos prescritos na lei, o ano sabático e jubilar. Não se sabe se sua observância haja tido papel prático algum e ainda mais fora da Palestina. A menção na lista indica que Paulo descreve de forma geral e quase formalisticamente as realidades em que se centrava a observância legal dos gaiatas. Precisamente a forma irônica de mostrar aos gaiatas — sem que exclua a seriedade — de modo geral a variedade das coisas que são exigidas deles, dando a entender a impossibilidade de uma recaída na lei e o fato de passar a depender dela.
- V 11 - Temo que os meus esforços por vocês tenham sido em vão. A palavra traduzida por “esforços”, traz a idéia de um trabalhar até ficar exausto. A situação de Paulo é como se ele tivesse levado inutilmente o evangelho aos gálatas. O tempo verbal usado pelo apóstolo é o indicativo, que indica que a ansiedade é dirigida a algo que já aconteceu. O texto ressalta a preocupação de Paulo pela sua causa e pelo fato de haver se esforçado em vão pelos gálatas. O esforço do apóstolo teria sido inútil se eles se submetessem novamente à lei.
Gálatas 4.12-20: A perplexidade do apóstolo
Paulo se mostra perplexo com a atitude dos gálatas que se deixam levar facilmente pelas exigências dos mestres judaizantes, os quais querem que todos pratiquem as obras da lei, deixando de lado o princípio fundamental da mensagem paulina, que é a fé em CRISTO. Por isso, Paulo formula um novo argumento, relembrando aos gálatas da antiga relação que ele tinha com todos. O apóstolo apela para o coração, utilizando a força do sentimento, como indica o raciocínio entrecortado.
- V 12 - Eu lhes suplico, irmãos, que se tomem como eu, pois eu me tomei como vocês. Em nada vocês me ofenderam. Paulo introduz o texto exortando-os para que se tornem igual a ele. O apóstolo apela aos gálatas para se tomarem como ele no que diz respeito à liberdade da lei e à liberdade que eles têm como filhos de DEUS. Aqui, Paulo espera que eles se interessem especialmente pela liberdade frente à lei, ou seja, na liberdade dos filhos de Abraão. Essa exigência, que é mais uma súplica, está no fato de que o próprio Paulo, quando da sua missão entre eles, tornou-se igual a eles. Paulo certamente está pensando no acontecimento registrado em 1 Coríntios 9.21, quando diz que se fez sem lei para os que estavam sem lei, para ganhar os que não tinham lei. Isso não fez só por acomodação prática, mas por uma decisão de princípio, posto que renunciou à lei enquanto caminho salvífico. Isso permitiu que se abrissem caminhos aos povos aos quais Paulo pregava a mensagem do evangelho.
- V. 13 - Como sabem, foi por causa de uma doença que lhes preguei o evangelho pela primeira vez. De todo o passado, ressalta, remetendo ao próprio saber dos gálatas, o tempo de sua primeira pregação entre eles. A expressão “pela primeira vez” refere-se ao primeiro encontro com os gálatas, registrado em Atos 16.6. “Por causa de uma doença” indica a ocasião em que Paulo pregou aos gálatas. Foi uma enfermidade que fez com que o apóstolo lhes pregasse a mensagem do evangelho. Quanto ao tipo de enfermidade, pode se pensar em ataques epiléticos ou histéricos, que nem sempre eram bem distinguidos na antiguidade, confundindo-os quase sempre com possessões demoníacas.
- V. 14 - Embora minha doença lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo ou desdém; pelo contrário, receberam-me como se eu fosse um anjo de DEUS, como o próprio CRISTO JESUS. Essa enfermidade não fora para os gálatas obstáculo algum para aceitar o evangelho, antes uma oportunidade de demonstrar seu amor. Eles reconheceram no enfermo o mensageiro da salvação, por isso não o depreciaram, nem o afastaram. Ainda mais: venceram inclusive seu temor ante o enfermo possuído pelo demônio, segundo suas idéias. A palavra ekptuo (desdém) é o gesto que expulsa os males e que usavam contra os influxos demoníacos de enfermos, sobretudo de epilético e de outros pacientes. Pode também referir-se a desprezo ou zombaria, ou pode ser uma referência à tentativa de se proteger dos maus espíritos. Refere-se também ao fato de que eles não trataram com desdém (cuspiram) a mensagem pregada por Paulo. Livraram-se do espanto ou do preconceito e reconheceram no atacado do demônio: “um anjo de DEUS”. A expressão “anjo de DEUS” salienta que não se trata de um “anjo de satanás”, mas um anjo do próprio DEUS. O apóstolo foi recebido como o próprio CRISTO. Assim reconheceram o Senhor que veio a eles em seu apóstolo.
- V. 15 - Que aconteceu com a alegria de vocês? Tenho certeza de que, se fosse possível, vocês teriam arrancado os próprios olhos para dá-los a mim. E não só isso. Felicitavam-se de que veio a eles. Assim deve ser entendido o versículo 15. A conduta dos gálatas corresponde à felicidade por ter o anjo de DEUS no meio deles, por ter JESUS CRISTO entre eles. Paulo pode dar testemunho deles de que lhe deram o melhor que tinham, que por ele, fizeram tudo. Assim se entende comumente a expressão: “se fosse possível, vocês teriam arrancado os próprios olhos para dá-los a mim”. Isso é correto pelo fato de que, na antiguidade, os olhos quase sempre eram colocados como exemplo de uma das coisa mais valiosas que o homem podia ter. E mais provável que a expressão deva ser tomada literalmente e não de forma figurada, pelo fato de Paulo tê-la elegido em relação à sua enfermidade que talvez se tratasse de dificuldades visuais devido ao histerismo ou a epilepsia.
# V 16 - Tomei-me inimigo de vocês por lhes dizer a verdade. Se os gálatas foram então bem cordiais com o apóstolo, que o receberam como CRISTO, apesar de sua enfermidade, e se lhe foram tão afetivos, que lhe ajudaram em todos os sentidos, felicitando a sua vinda, não há, agora, outra explicação para a mudança de sua postura para com ele. A não ser que se fez seu inimigo pela pregação anterior da verdade. Paulo pregou-lhes o evangelho livre da lei. A substância do evangelho manifestada contra a observância da lei, precisamente este desenvolvimento da verdade parece fazê-lo, de fato, inimigo dos gálatas, a ponto de alimentarem um certo ódio pelo apóstolo.
- V. 17 - Os que fazem
tanto esforço para agradá-los, não agem bem, mas querem isolá-los a hm de que
vocês também mostrem zelo por eles. Paulo não espera contestação à
pergunta que propôs, por isso passa a falar imediatamente daqueles que procuram
agradar a comunidade. O apóstolo conhece os culpados, assim como os
gálatas, por isso não necessita nomeá-los e caracterizá-los com mais detalhes.
A própria conduta dos falsos mestres já qualifica um mau zelo pelos gálatas,
cujo fim era “isolá-los”. Isso significa que os adversários de Paulo
reforçam sua exigência da circuncisão com ameaças de exclusão da
comunidade. Tal atitude significa que os judaizantes querem ser buscados
como conhecedores e conselheiros em assuntos da lei. Assim, se a lei ocupa o lugar
da graça, eles ocupam o lugar não só do apóstolo, mas de CRISTO.
- V 18 - É bom sempre ser
zeloso pelo bem, e não apenas quando estou presente. Isso quer dizer que o
apóstolo ao rechaçar o zelo com que seus adversários desejam ser buscados,
não pretende condenar todo zelo nem o zelo como tal. Paulo procura
lembrar-lhes que é importante ter zelo pelas coisas de CRISTO, mas que
isso não deve acontecer somente quando ele está presente, mas em todas
circunstâncias. O fato de eles serem zelosos é para que não se deixem ser
enganados pelos falsos mestres.
- V. 19 - Meus filhos,
novamente estou sofrendo dores de parto por sua causa até que CRISTO seja
formado em vocês. Paulo estava em perigo de falar com sarcasmo e amargura.
Porém, domina seu ímpeto e volta insinuante às comunidades gálatas com uma
frase cordial e triste ao mesmo tempo. Ao começar o parágrafo Paulo chamou
os gálatas de “irmãos” e agora os chama de filhos, um nome que seus
adversários certamente não lhes podem dar. As dores de parto continuarão
até que CRISTO se forme neles pela segunda vez, até que nasça neles o
corpo de CRISTO. Tal atitude dos gálatas seria o mesmo que ter sido
em vão a primeira obra missionária de Paulo entre eles, por isso faz-se
necessário uma nova. Paulo pensa nos membros da comunidade em geral e não
em alguns somente, em cujos corações CRISTO habita, ainda
que naturalmente, o conhecimento do evangelho paulino.
- V. 20 - Eu gostaria de
estar com vocês agora e mudar o meu tom de voz, pois estou perplexo quanto a
vocês. A insistência de Paulo se torna ainda mais nítida. Se ele
estivesse presente, poderia intervir melhor. Porém, se também pudesse
mudar o seu tom de voz, poderia também conseguir uma mudança. A expressão
“mudar o tom de voz” dificilmente se refere à cordialidade de seu
discurso. Embora quisesse estar com eles e falar de forma mais branda e
mansa, adotar um tom totalmente distinto da palavra escrita. Paulo
desejaria convencer os gálatas usando palavra viva, mantendo uma relação
mais cordial. O apóstolo já não sabe o que fazer, sente o encantamento que
paira sobre as comunidades, o qual não pode romper completamente com suas
palavras.
Gálatas 4.21-31: O Cristão não
É FILHO da Escrava, mas da Livre
Paulo tenta outra vez
convencê-los com um argumento objetivo. Faz um esforço para aclarar a questão
existente entre os cristãos gaiatas, mediante uma exegese detalhada. Segundo a
redação, a impressão é que este argumento só ocorreu a Paulo posteriormente.
Ele se utiliza de uma alegoria para mostrar que os gálatas são agora
filhos da livre, e, portanto, herdeiros da cidade celestial, enquanto que
aqueles que ainda exigem práticas da lei, como necessidade para
justificação, são filhos da escrava.
Gálatas 4.21-23: Os filhos de
Abraão
Depois de vários argumentos na
tentativa de entender a atitude dos gálatas, o apóstolo parte para algo mais
radical. Ele se utiliza do exemplo dos filhos de Abraão para mostrar a
realidade da escravidão e da liberdade, mostrando que se realmente quisessem se
submeter à lei deviam também conhecê-la com mais profundidade.
- V. 21 - Digam-me vocês,
os que querem estar debaixo da lei: Acaso vocês não ouvem a lei? Com toda
energia e com uma insistência que faz lembrar 3.1,2, Paulo pede a seus
leitores que lhe deem conta de sua postura partindo da lei. Os gálatas
querem viver segundo os preceitos da lei. Contudo, se estão a ponto de
submeter-se a ela, então, devem lhe dar ouvidos. Do contrário, só seriam inconsequentes
em seu projeto ou demonstrariam ter uma vontade indecisa. Para se submeter
verdadeiramente à lei é preciso conhecer suas prerrogativas e suas consequências. Ao
chamar a Escritura de lei, tem sua razão de ser na intenção com que se
refere a ela. Precisamente a parte da Escritura que toma seu nome da lei,
debaixo da qual querem estar, ensina que os homens da lei e os cristãos
estão separados em último termo por vontade e ordem de DEUS. A expressão
“não ouvem a lei?” pode ser entendida no sentido de não somente ouvir como
também obedecer. E como se Paulo lhes dissesse: “Vocês se alegram por
estar debaixo da lei, mas, por acaso, estão escutando o que ela diz sobre a
presente situação?”
- V. 22 - Pois está
escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. Há
uma razão especial para o uso da fórmula autoritária: “está escrito”,
depois do apóstolo ter apelado a eles no sentido de não somente ouvir a lei,
mas lhe obedecer. A lei fala de dois filhos que Abraão teve. Paulo fixa
sua atenção somente em Ismael e Isaque. Os filhos de Abraão se
distinguem essencialmente um do outro: um nasceu da livre e outro da
escrava. É importante notar que Paulo não cita inicialmente Sara e Hagar
pelo nome, porque deseja chamar atenção para as categorias às quais
pertenciam. O que interessa por enquanto é ressaltar a categoria
de escravo de Ismael, e a de livre, de Isaque.
- V. 23 - O filho da
escrava nasceu de modo natural, mas o filho da livre nasceu mediante uma
promessa. Aqui aparece outra diferença. Não só são distintos as mães
dos filhos, como também o modo do nascimento. O filho nascido da serva foi gerado
segundo a carne. Isso significa o oposto da promessa, que se realizou no
marco natural e em força da vontade natural (Rm 1.3; 9.5), posto que
o nascimento é de um efeito permanente. O filho nascido da livre foi
gerado “mediante a promessa”, promessa divina que está narrada
em Gênesis 15.4; 17.16,19; 18.10, a qual foi a causa
primária da existência de Isaque, de modo que se fundamenta essa
existência na promessa de DEUS e não na posição natural.
A promessa foi o poder
criador, pelo qual Abraão, já velho, chegou a ser pai de Isaque. É tudo o que
pode dizer, posto que Paulo não pára para meditar sobre a relação de uma
intervenção de DEUS na ação do pai ao gerar Isaque. Em conjunto é seguro o
seguinte: visto de fora, ou seja, no referente à manifestação humana,
ambos os filhos eram iguais; porém, considerando a origem de suas
existências, se distinguiam qualitativamente um do outro.
Gálatas 4.24,25: A escravidão
em Hagar
Paulo inicia uma nova seção,
onde procura apelar aos filhos de Abraão utilizando-se de uma alegoria, como
sendo mais do que uma ilustração útil de uma verdade espiritual. O
apóstolo está usando um evento histórico como exemplo. A principal intenção
do apóstolo é mostrar aos gálatas que aqueles que vivem pela lei são na
realidade filhos da escrava.
- V. 24 - Estes eventos
são usados aqui como ilustrações; estas mulheres representam duas alianças. Uma
aliança procede do Monte Sinai e gera filhos para a escravidão: esta é
Hagar. Naturalmente que Paulo, ao se utilizar de uma interpretação
alegórica, negue que tanto as mulheres como os filhos de Abraão sejam
pessoas fictícias, pelo contrário, eles a consideram pessoas concretas.
Isso pode significar “falar alegoricamente”, e também “interpretar
alegoricamente”. Como tais podem ter também significado
histórico-salvífico (cf. Rm 4.9). Aqui o que importa a Paulo é
que as pessoas mencionadas são manifestações pré-anunciastes,
cuja essência se revela só ao aparecer aquilo a que elas encaminham. As
duas mulheres são duas “alianças”. A linha de pensamento de Paulo
transfere-se dos filhos para as mães, embora ainda não tenham sido
mencionados pelos respectivos nomes, uma das mulheres é a aliança que
procede do monte Sinai, a qual dá à luz conduzindo à servidão. Os que
estão incluídos nela adquirem o estado de escravos submetendo-se à lei. Para
os judeus, a lei do Sinai foi concedida aos descendentes de Abraão
através de Isaque e nada tinha a ver com os descendentes de Hagar. Para
Paulo, tal pacto é Hagar.
- V. 25 - Hagar
representa o Monte Sinai, na Arábia, e corresponde à atual cidade de Jerusalém,
que está escravizada com os seus filhos. Ao que parece, Paulo se
utiliza de todas as formas para fazer a conexão de Hagar com o monte Sinai. Entretanto,
o sentido já não é claro e a exegese é muito difícil, pois existe uma
grande variedade textual. Embora se tentou dar uma interpretação coerente,
o sentido do versículo 25a tem de ficar na obscuridade, e com ele o fundamento
e a razão que fizera Paulo identificar Hagar com o pacto do Sinai.
Para Paulo o mais importante
não é a identidade alegórica, mas o fato de que Hagar (= monte Sinai)
representa para ele a escravidão experimentada por aqueles que vivem
debaixo da lei. O sujeito do versículo 25b é Hagar, e também do
final do 24. Ela coincide com atual cidade de
Jerusalém, que embora esteja no país da promessa, não é o lugar para
a realização da promessa feita a Abraão, pois vive na escravidão, da mesma
forma que seus filhos.
Gálatas 4.26-31: Somos filhos
da livre
Após fazer uma exposição sobre
a escravidão em Hagar, o apóstolo volta agora para a questão que acha mais
importante: a liberdade em Isaque. Os versículos 26-31 são uma apologia de
Paulo na tentativa de mostrar que os cristãos são filhos da livre, e por
isso, pertencem a Jerusalém do alto. A liberdade daqueles que pertencem a esta
Jerusalém está em contraste marcante com a escravidão por causa da lei e
se constitui numa antítese que é integrante ao tema da carta.
- V. 26 - Mas a Jerusalém
do alto é livre, e esta é a nossa mãe. Paulo não continua com o raciocínio
feito até agora. Salta ao enunciado seguinte, o que ele considera mais essencial
no contexto, tanto para ele quanto para os leitores: a “Jerusalém do
alto”, que é livre, portanto, não está submetida à lei. Os gaiatas são
seus filhos, como se vê pela Escritura. Paulo toma da tradição judaica o
conceito “Jerusalém do alto”, que se baseia nas promessas do Antigo
Testamento referentes a uma reedificação escatológica da Jerusalém
terrena.96 Mais próximo está a idéia da “Jerusalém do alto” com
ditos segundo os quais a Jerusalém antiga, a terrena, é substituída por
uma nova, descida do céu. Tratava-se evidentemente de uma figura de
linguagem que teria significado até mesmo para os leitores gentios.
A imagem apresentada por Paulo
é de uma Jerusalém existente no céu, preexistente, cujo exemplo mais claro
encontramos em 4 Esd: “pois para vós está aberto o paraíso e plantado a
árvore da vida, preparado o aion futuro, destinada a felicidade, edificada
a cidade, elegida a pátria, feitas as boas obras, aparelhada a sabedoria”
(4 Esd 8.52). Essa idéia é a mais parecida com a de Paulo. Sua
terminologia é sumamente parecida com a dos rabinos. Para o apóstolo,
Jerusalém do alto é também o novo “aion”. Ele afirma que o novo povo de
DEUS, que são os cristãos, que receberam sua vida desta Jerusalém celeste,
são representados como os filhos. A Jerusalém celeste, portanto, já está
presente na igreja cristã. Ao crescer o povo de DEUS sobre a terra, multiplica-se
o número dos filhos da mãe celeste e, consequentemente, o número de
habitantes da Jerusalém celeste. A comunidade cristã é agora a cidade celeste
em parte presente, que se consumará no futuro.
É importante ressaltar que
Paulo contrapõe radicalmente esta “Jerusalém do alto” com a “Jerusalém
terrena”. A Jerusalém de agora é terrena, imperfeita e já está destruída,
ao passo que a Jerusalém do alto, a que vive a igreja, é, pelo contrário,
o reino que domina em liberdade sobre o fundamento da mesma promessa
divina.
- V 27 - Pois está
escrito: Regozije-se, o estéril, você que não tem Alhos; grite de alegria, você
que não tem dores de parto; porque são mais numerosos os Alhos da
abandonada do que os daquela que tem marido. Para mostrar que a Jerusalém
de cima é a mãe dos cristãos, o apóstolo cita a profecia
de Isaías 54.1, onde o profeta antevê a maior prosperidade da
Jerusalém restaurada em comparação com a antiga. Paulo considera esse
cântico como sendo uma ilustração da fertilidade de Sara em comparação com
a de Hagar. Sara mesmo tendo sido estéril e depreciada, logo chegou a ser a mãe
do grande povo de DEUS. E possível que Paulo tenha chegado a tais
conclusões partindo do acervo da tradição judaica, que interpretava tal palavra
como promessa referente à nova edificação deslumbrante da Jerusalém
destruída. Uma vez que em Isaías 54.1 é prometido a renovação
escatológica de Jerusalém ou de Sião, Paulo interpreta com mais exatidão
do que os rabinos.
- V. 28 - Vocês, irmãos,
são Alhos da promessa, como Isaque. Aqui termina as provas aduzidas.
Paulo, dirigindo-se novamente aos gálatas, chamando-lhes a atenção para o
fato de que agora são “filhos da promessa”, da mesma forma que Isaque. No texto
grego a palavra traduzida como “promessa” é epangelia, e é
enfática por causa da sua posição e deve ser um retrospecto das
referências às promessas feitas anteriormente na carta.
- V. 29 - Naquele tempo,
o Alho nascido de modo natural perseguia o Alho nascido segundo o ESPÍRITO. O
mesmo acontece agora. Na comparação que Paulo faz, refere-se a um
incidente que não ocorre na narrativa do Antigo Testamento. O fato de a Igreja
sofrer perseguições anula a promessa da qual ela é portadora. A
perseguição é a melhor prova de sua identidade como filhos de Sara. Paulo
pensa na perseguição dos cristãos pela sinagoga, como ele mesmo fizera,
que supõe uma tentação perigosa para os gaiatas. Na perseguição pelos judeus
incrédulos se cumpre o que então aconteceu em protótipo: Ismael nascido
segundo a carne, perseguia a Isaque, nascido segundo o ESPÍRITO, como
surpreendentemente está acontecendo agora. “Nascido segundo o ESPÍRITO”
difere de modo relevante da declaração semelhante no v. 23, onde o filho
nascido segundo a carne é contrastado com o FILHO nascido segundo a promessa.
A mudança de “promessa” para “ESPÍRITO” demonstra que Paulo
transfere a expressão apropriada do passado para o presente, da promessa
para o cumprimento. O ato de ser filho de DEUS e da Jerusalém do alto foi
possível graças ao ESPÍRITO de DEUS e de CRISTO que lhes foi dado.
- V. 30 - Mas o que diz a
Escritura? A perseguição sofrida pelos gaiatas não irá prejudicá-los, pois
na Escritura encontramos um protótipo em Ismael e Isaque, filhos de Hagar
e Sara. 0 apóstolo lança mão de uma alegoria para dar fundamentação à sua
argumentação. Ele decide responder por meio da Escritura, que os judeus
reconheciam plenamente às alegações de seus adversários. Por isso Paulo
coloca a frase em forma de pergunta para ressaltar o dito.
Mande embora a escrava e o seu
filho, pois o filho da escrava não será herdeiro com o filho da livre. A
citação feita por Paulo é de Gênesis 21.10, segundo a LXX com
insignificantes variações. A relação com o conjunto de sua exposição
é o que unicamente ressalta. Paulo mudou a expressão “com meu filho
Isaque”, para “o filho da livre”. A ação exigida por Sara, que foi levada
a efeito, está no fato de se acabar com a hostilidade de Ismael em relação a
Isaque, e Paulo a vê como símbolo da situação vivida pelos gálatas. 0 que
era necessário entre os gálatas era uma ação igualmente firme para impedir
que a liberdade cedesse lugar à escravidão. Cumpre-se agora o que a
Escritura anunciara. E, precisamente agora, quando a escrava e o seu filho
abandonam a casa e a herança de Abraão, que a livre e seus filhos recebem
a herança — a herança do ESPÍRITO.
- V 31 - Portanto,
irmãos, não somos filhos da escrava, mas da livre. O apóstolo apresenta
neste versículo a segunda e última conclusão, que se refere ao conjunto do
argumento da Escritura, encontradas nos versículos 24,25,29. Ao empregar a
palavra “irmãos” inclui todos os cristãos verdadeiros e exclui todos os
filhos de Hagar. Paulo procura deixar claro que os cristãos, e aqui estão
incluídos os gaiatas, não são filhos de uma escrava, mas da livre. A firme
convicção do apóstolo é que os cristãos nasceram para a liberdade, porque
CRISTO é o libertador.
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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA
Escrita Lição 11,
CPAD, O PAI e o ESPÍRITO SANTO, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX
33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – O ESPÍRITO E AS DÁDIVAS DO PAI
1. Da escravidão à filiação
2. Da rebeldia a FILHO legítimo
3. Das trevas à plenitude do ESPÍRITO
II – O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI
1. Os filhos são guiados pelo ESPÍRITO
2. O ESPÍRITO opera a mortificação da carne
3. O ESPÍRITO age conforme o plano do PAI
III – A TRINDADE NOS CONDUZ À HERANÇA ETERNA
1. Herdeiros de DEUS por adoção
2. Coerdeiros de CRISTO por filiação
3. O PAI administra o tempo da herança
TEXTO ÁUREO
Porque todos os que são
guiados pelo ESPÍRITO de DEUS, esses são filhos de DEUS.” (Rm 8.14)
VERDADE PRÁTICA
O ESPÍRITO SANTO nos liberta
da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em CRISTO e nos conduz à
herança eterna planejada pelo PAI.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Rm 8.15 O ESPÍRITO nos livra do temor e nos torna filhos por
adoção
Terça - Jo 1.12 Os que creem em CRISTO recebem o direito de serem
feitos filhos
de DEUS
Quarta - Gl 4.6 DEUS envia o ESPÍRITO de seu FILHO ao coração dos
regenerados
Quinta - Ef 1.13,14 O ESPÍRITO SANTO é o penhor da nossa herança eterna
Sexta - Rm 8.17 Somos herdeiros de DEUS e coerdeiros com CRISTO
Sábado - 1 Pe 1.3,4 A herança do crente é incorruptível e guardada nos
céus.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Romanos 8.12-17; Gálatas
4.1-6
Romanos 8. 12 - De maneira que, irmãos, somos devedores, não à
carne para viver segundo a carne,
13 - porque, se viverdes segundo a carne, morrereis;
mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. 14 - Porque
todos os que são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS, esses são filhos de DEUS. 15 -
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em
temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: ABA, PAI.
16 - O mesmo ESPÍRITO testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS.
17 - E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de DEUS e
coerdeiros de CRISTO; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele
sejamos glorificados.
Gálatas 4. 1 - Digo, pois, que, todo o tempo em que o herdeiro é
menino, em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo. 2 - Mas está
debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo PAI. 3 - Assim
também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos
primeiros rudimentos do mundo; 4 - mas, vindo a plenitude dos tempos, DEUS
enviou seu FILHO, nascido de mulher, nascido sob a lei, 5 - para remir os que
estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. 6 - E, porque
sois filhos, DEUS enviou aos nossos corações o ESPÍRITO de seu FILHO, que
clama: ABA, PAI
http://www.cpad.com.br/harpa-crista-grande-90-anos-luxocor-preta-/p
Hinos Sugeridos: 18, 46, 126 da Harpa Cristã
Palavra-Chave - Filiação
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A relação entre o PAI e o ESPÍRITO SANTO na obra da
salvação nos mostra como a Trindade atua em favor do crente. O ESPÍRITO SANTO
não apenas nos livra da escravidão do pecado, mas confirma nossa identidade
como filhos adotivos de DEUS e nos conduz à herança eterna que o PAI preparou.
Estudar essa ação conjunta é compreender que a vida cristã é marcada por
libertação, filiação, direção e promessa eterna.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Mostrar que o ESPÍRITO SANTO
nos liberta da escravidão do pecado e confirma nossa filiação em CRISTO; II)
Explicar que o ESPÍRITO SANTO guia o crente na vontade do PAI; III) Destacar
que a Trindade nos conduz à herança eterna.
B) Motivação: Na caminhada cristã, podemos enfrentar
dúvidas sobre identidade e futuro. A Palavra, porém, nos assegura que somos
filhos adotivos de DEUS, guiados pelo ESPÍRITO e herdeiros da glória eterna em CRISTO.
Essa certeza deve encher nosso coração de confiança e esperança.
C) Sugestão de Método: Divida a classe em duplas.
Cada dupla receberá uma das passagens-chave da lição (Rm 8.14–17; Gl 4.4–6; Ef
1.13,14). Eles devem ler juntos, identificar a principal promessa do texto e
compartilhar em poucas palavras como essa verdade se aplica na vida cristã
hoje. Depois, cada dupla apresenta resumidamente sua conclusão. O professor
organiza as respostas no quadro em três colunas: Libertação – Filiação –
Herança. Finalize mostrando que o PAI e o ESPÍRITO SANTO agem em perfeita
harmonia para que o crente viva essas três realidades.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: O ESPÍRITO SANTO é a dádiva do PAI, que
nos torna filhos, confirma nossa identidade, guia nossa vida e nos garante a
herança eterna em CRISTO. A Igreja deve viver na plena consciência dessa
filiação, confiando que não somos mais escravos, mas herdeiros de DEUS e
coerdeiros com CRISTO.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer
essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à
Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.42, você encontrará um subsídio
especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você
encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “O ESPÍRITO
de seu FILHO, que clama: ABA, PAI”, localizado depois do primeiro tópico,
aponta para a reflexão a respeito do ESPÍRITO e das dádivas de DEUS; 2) O texto
“Guiados pelo ESPÍRITO de DEUS”, ao final do segundo tópico, aprofunda o tema
do papel do ESPÍRITO em nos guiar na vontade do PAI.
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
A ação do ESPÍRITO SANTO na vida do crente é um dom
do PAI e do FILHO. Ele nos tira da escravidão do pecado, confirma nossa
filiação em CRISTO e nos assegura a herança prometida. Essa é uma obra
trinitária que nos transforma por completo: da condenação à comunhão, e da
carne à glória eterna. Nessa lição, veremos como o PAI e o ESPÍRITO agem
conjuntamente para garantir nossa adoção como filhos e herdeiros de DEUS.
I – O ESPÍRITO E AS DÁDIVAS DO PAI
1. Da escravidão à filiação
A Escritura revela que o salvo não vive sob o domínio
do “espírito de escravidão” (Rm 8.15a). Essa expressão (gr. pneûma douleía)
aponta para o estado de servidão ao pecado e ao medo da punição que
caracterizava a vida antes da conversão (Gl 3.10; 4.3). A Lei, embora santa,
não pôde produzir liberdade (Rm 7.12,13), ela revela o pecado, mas não concede
poder para vencê-lo (Rm 3.20). Entretanto, sob a graça divina, o crente recebe
o “ESPÍRITO de adoção” (Rm 8.15b). Essa frase (gr. pneûma huiothesía) aponta para
a nova identidade em CRISTO, um vínculo de afeto e de perdão (Gl 4.4-5). Não
somos mais escravos, mas filhos (1 Jo 3.1). Essa filiação nos livra do medo e
do poder do pecado, e nos convida à comunhão com o PAI (Gl 5.1; 1 Jo 5.18).
2. Da rebeldia a FILHO legítimo
Antes da regeneração, éramos espiritualmente rebeldes
(1 Co 12.2). Mas, por meio da graça, fomos transformados, e assim: “O ESPÍRITO
testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS” (Rm 8.16). Essa
declaração refere-se a uma nova posição espiritual e jurídica (Jo 1.12). O ESPÍRITO
opera a adoção e confirma interiormente essa verdade, dando testemunho direto
ao coração do crente (2 Co 1.22). Os privilégios dessa dádiva incluem: o
direito de chamar a DEUS de PAI: “pelo qual clamamos: ABA, PAI” (Rm 8.15c), em
que o aramaico ABA é a forma carinhosa para “papai”, e indica que em CRISTO
temos íntimo e livre acesso ao DEUS Todo-Poderoso (Ef 2.18). Outro benefício do
FILHO tornado legítimo é que ele se torna herdeiro de toda a riqueza do seu PAI
adotivo (Ef 1.11).
3. Das trevas à plenitude do ESPÍRITO
Noutro tempo, vivíamos em trevas espirituais (Ef
5.8). As “trevas” simbolizam pecado e separação de DEUS (Cl 1.13). A transição
das trevas para a luz é um ato gracioso do PAI (1 Pe 2.9). O sinal dessa nova
vida é a presença do ESPÍRITO: “porque sois filhos, DEUS enviou aos vossos
corações o ESPÍRITO de seu FILHO, que clama: ABA, PAI” (Gl 4.6). O envio do ESPÍRITO
é a prova da adoção do crente como FILHO legítimo (Rm 8.9,14-16). A expressão “ESPÍRITO
de seu FILHO” aponta para a missão do ESPÍRITO em continuar a obra de CRISTO
(Jo 15.26; 16.14; Fp 1.19). E, assim como JESUS orava “ABA, PAI” (Mc 14.36), o
crente é capacitado a ter comunhão com DEUS. Aquele que andava em trevas e
ignorância espiritual, agora vive em plena luz, guiado pelo ESPÍRITO (Rm 8.14).
SINÓPSE I - O ESPÍRITO SANTO nos liberta da escravidão e confirma
nossa filiação em CRISTO.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“O ESPÍRITO DE SEU FILHO, QUE CLAMA: ABA, PAI. Como os seguidores de CRISTO são agora filhos de DEUS,
eles têm um novo ‘tutor’ (v. 2) — isto é, não a lei ou a iniciativa humana, mas
o ESPÍRITO de DEUS (cf. Rm 8.9). Uma das tarefas do ESPÍRITO SANTO é criar nos
filhos de DEUS um sentimento de amor filial (isto é, relativo aos pais ou à
família), que os leva a conhecer a DEUS como seu PAI. (1) A palavra ‘ABA’ é
aramaica (ABA) e significa ‘PAI’. Era a palavra usada por JESUS quando se
referia ao seu PAI celestial. A combinação da palavra aramaica ‘ABA’ com a
palavra grega para ‘PAI’ (patēr) expressa a profundidade da intimidade, a
emoção intensa, o calor e a confiança com que o ESPÍRITO SANTO nos ajuda a nos
relacionar com DEUS e a clamar a Ele (cf. Mc 14.36; Rm 8.15,26,27). Dois sinais
seguros da obra do ESPÍRITO em nós são: o clamor espontâneo e voluntário a DEUS
como ‘PAI’, e a obediência natural e de bom grado a JESUS como “Senhor”. (2)
Embora todos os fiéis seguidores de CRISTO tenham o ESPÍRITO SANTO habitando
dentro de si (Rm 8.9-11; 1Co 6.15-20; 2Co 3.3; Ef 1.13; Hb 6.4; 1Jo 3.24;
4.13), nesta passagem Paulo também pode estar se referindo ao batismo no ESPÍRITO
SANTO e à bênção de ser continuamente cheio dEle (cf. At 1.5; 2.4; Ef 5.18).
Afinal, DEUS faz do nosso relacionamento com Ele, como filhos, a razão para o
envio do ESPÍRITO. Como já somos filhos pela fé em CRISTO, DEUS envia o ESPÍRITO
aos nossos corações” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de
Janeiro: CPAD, 2022, p.2161).
II – O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI
1. Os filhos são guiados pelo ESPÍRITO
Paulo explica que a marca de um FILHO de DEUS não é a
filiação nominal, mas uma vida conduzida pelo ESPÍRITO: “porque todos os que
são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS, esses são filhos de DEUS” (Rm 8.14). O verbo
“guiados” (gr. ágontai) está no tempo presente passivo, indicando que os
crentes são continuamente orientados pelo ESPÍRITO, como alguém que é levado
pela mão (1 Jo 2.27). Isso significa que são instruídos pelo ESPÍRITO, no
caminho do PAI, em todo o curso da vida (Jo 16.13). Essa direção do ESPÍRITO se
opõe à inclinação da carne (Gl 5.16). Tal orientação não é forçada, mas fruto
da habitação do ESPÍRITO no coração regenerado (Rm 8.9). Como filhos, não fomos
deixados órfãos (Jo 14.18); o ESPÍRITO aponta a direção e anda conosco no
caminho (1 Co 6.19).
O ESPÍRITO opera a adoção e confirma interiormente
essa verdade, dando testemunho direto ao coração do crente.”
2. O ESPÍRITO opera a mortificação da carne
A Bíblia apresenta a mortificação da carne como um
princípio da vida cristã: “se pelo ESPÍRITO mortificardes as obras do corpo,
vivereis” (Rm 8.13b). O termo “mortificardes” (gr. thanatóō) significa fazer
morrer, sufocar algo até que perca sua força. Diz respeito a necessidade de o
crente subjugar os desejos pecaminosos. O texto afirma que é “pelo ESPÍRITO”
que essa obra é realizada. Ele é o agente divino que capacita o salvo a vencer
a carne. Porém, o papel do crente não é ser passivo. Devemos andar em ESPÍRITO
(Gl 5.16), despir-se do velho homem (Ef 4.22), crucificar a carne (Gl 5.24), e
nos santificar diariamente (Cl 3.5; 1 Ts 4.3). A ação do ESPÍRITO não apenas
mostra o erro, mas transforma a vontade e fortalece o crente contra o pecado
(Rm 6.14).
3. O ESPÍRITO age conforme o plano do PAI
O plano da redenção é uma obra trinitária: “vindo a
plenitude dos tempos, DEUS enviou seu FILHO [...] para remir os que estavam
debaixo da lei [...] a fim de recebermos a adoção de filhos. [...] DEUS enviou
aos nossos corações o ESPÍRITO de seu FILHO, que clama: ABA, PAI” (Gl 4.4–6).
Esse texto enfatiza que o PAI enviou o FILHO “na plenitude dos tempos”, isto é,
no tempo por DEUS escolhido (Gl 4.4a); o FILHO foi enviado para o resgate dos
pecadores (Lc 19.10); e o ESPÍRITO para nos transformar em filhos legítimos (Rm
8.16). Desse modo, o PAI é o autor do plano de salvação (1 Jo 4.14); o FILHO é
o executor da redenção (Hb 9.12); e o ESPÍRITO é o aplicador da adoção (Ef
1.5). Essa verdade revela a perfeita harmonia na Santíssima Trindade.
SINÓPSE II - Os filhos de DEUS são guiados pelo ESPÍRITO na vontade
do PAI.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“GUIADOS PELO ESPÍRITO DE DEUS. O ESPÍRITO SANTO vive dentro de um verdadeiro FILHO
de DEUS e seguidor de CRISTO para ajudá-lo a pensar, falar e agir em
conformidade com os mandamentos, princípios, instruções, diretrizes, padrões,
normas e exemplos da Palavra de DEUS. (1) Ele guia, basicamente, por impulsos
internos — isto é, desejos, motivações e inspirações dentro do espírito de uma
pessoa — que têm o propósito de orientar o cristão em sua vida diária. Esses
impulsos internos do ESPÍRITO SANTO (a) nos ajudam a seguir e realizar os
propósitos de DEUS e superar e vencer as tendências pecaminosas da nossa
natureza humana (v. 13; Fp 2.13; Tt 2.11-12) [...]. Quando seguimos a
orientação do ESPÍRITO SANTO e permanecemos em um relacionamento correto com JESUS,
o ESPÍRITO nos dá a confiança de que somos filhos de DEUS (v. 15). Ele nos
torna conscientes de que JESUS continua a nos amar e de que é o nosso constante
mediador no céu (cf. Hb 7.25). O ESPÍRITO também nos mostra que DEUS PAI nos
ama como seus filhos adotivos, não menos do que ama o seu FILHO Unigênito (Jo
14.21,23; 17.23)” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de
Janeiro: CPAD, 2022, p.2039)
III – A TRINDADE NOS CONDUZ À HERANÇA ETERNA
1. Herdeiros de DEUS por adoção
A doutrina da herança é inseparável da adoção. Paulo
apresenta um dos benefícios da filiação: “se nós somos filhos, somos, logo
herdeiros [...] herdeiros de DEUS” (Rm 8.17a). O termo “herdeiro” (gr.
klēronómos) é utilizado no contexto legal para indicar que os adotados passam a
ter pleno direito sobre os bens do PAI. Essa herança não é mérito, mas é
recebida por adoção graciosa (Ef 1.5). É uma obra trinitária perfeita: O PAI
planeja e garante a herança (Ef 1.11), o FILHO a conquista na cruz (1 Pe
1.18,19); e o ESPÍRITO é a garantia dessa herança (Ef 1.13-14). A herança
inclui as bênçãos já recebidas, entre elas, a salvação e a justificação (Rm
5.1; Ef 2.8); e, também as promessas futuras, tais como a vida eterna e a
glorificação (Rm 6.23; 8.30).
O PAI é o autor do plano de salvação; o FILHO é o
executor da redenção; e o ESPÍRITO é o aplicador da adoção.”
2. Coerdeiros de CRISTO por filiação
A filiação nos associa ao FILHO Primogênito como
“coerdeiros de CRISTO” (Rm 8.17b). Essa frase significa que compartilhamos com
Ele a mesma herança. O FILHO reparte com seus irmãos redimidos aquilo que
recebeu como herança eterna (Ap 3.21). Essa herança não é de posses materiais,
mas é gloriosa, incorruptível e incontaminável (Jo 17.24; 1 Pe 1.4). Porém, ser
coerdeiro de CRISTO, não significa apenas desfrutar da glória, mas também
participar de seus sofrimentos (2 Tm 2.12). Isso confirma que a vida revela que
essas aflições têm propósito eterno (Rm 8.18). A glória futura é certa, mas a
cruz precede a coroa. Nosso chamado não é apenas para ser salvo, mas para ser
moldado conforme o FILHO, e isso inclui as marcas da cruz (Gl 6.17).
3. O PAI administra o tempo da herança
Paulo descreve a condição espiritual do homem antes
da plena revelação de CRISTO: “todo o tempo que o herdeiro é menino [...] está
debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo PAI” (Gl 4.1,2).
Essa metáfora ilustra o período da Antiga Aliança, em que Israel, apesar das
promessas, ainda não havia recebido a herança (Gl 4.3). Indica que o PAI
celestial é quem administra o momento do acesso à posse da herança (Gl 4.4).
Ele tem o controle do tempo oportuno e exato (gr. kairós) não só para o advento
do Messias, mas também para a outorga das promessas e da herança eterna na vida
de cada crente (Ec 3.1). Portanto, o crente deve confiar que DEUS sabe o tempo
certo para conceder cada porção da sua promessa a cada um de seus filhos (Rm
8.28).
SINÓPSE III - A Trindade nos conduz à herança incorruptível e
eterna.
CONCLUSÃO
O ESPÍRITO SANTO é a dádiva do PAI celestial e de seu
FILHO JESUS CRISTO. O ESPÍRITO nos torna filhos por adoção, herdeiros com CRISTO,
habita em nós, orienta e santifica o crente. A Igreja deve viver sob essa
consciência: pertencemos ao PAI, guiados pelo ESPÍRITO, glorificando ao FILHO.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. O que significa a expressão “ABA, PAI” e o que ela
indica?
O aramaico ABA é a forma carinhosa para “papai”, e
indica que em CRISTO temos íntimo e livre acesso ao DEUS Todo-Poderoso (Ef
2.18).
2. Como a ação do ESPÍRITO opera a mortificação das
obras da carne?
Diz respeito a necessidade de o crente subjugar os
desejos pecaminosos
3. Explique o papel de cada Pessoa da Trindade no
Plano de redenção.
O PAI é o autor do plano de salvação (1 Jo 4.14); o FILHO
é o executor da redenção (Hb 9.12); e o ESPÍRITO é o aplicador da adoção (Ef
1.5).
4. O que significa o termo “herdeiro” no contexto da
filiação espiritual?
O termo “herdeiro” (gr. klēronómos) é utilizado no
contexto legal para indicar que os adotados passam a ter pleno direito sobre os
bens do PAI.
5. Quais são as consequências de ser coerdeiro com CRISTO?
Compartilhamos com Ele a mesma herança; recebemos do FILHO
a herança eterna; essa herança é gloriosa incorruptível e incontaminável (Jo
17.24; 1 Pe 1.4).
LEITURAS PARA APROFUNDAR - Missões na Era do ESPÍRITO
SANTO;
Entre a História e o ESPÍRITO
