25 março 2026

Escrita Lição 1, Betel, O chamado que transforma a dor em propósito, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 1, Betel, O chamado que transforma a dor em propósito, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique,  EBD NA TV 
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
Autor: bispo Samuel Ferreira

 


ESBOÇO DA LIÇÃO

1. A SITUAÇÃO DO POVO E DE JERUSALÉM  

1.1. A situação do povo  

1.2. A situação de Jerusalém  

1.3. Momentos difíceis unem propósitos 

2. AS REAÇÕES DE NEEMIAS  

2.1. Assentei-me e chorei: a reação de quem ama  

2.2. Lamentei por alguns dias: a reação de quem não se conforma  

2.3. Estive jejuando e orando perante o DEUS dos Céus: a reação de quem acredita na promessa  

3. DEUS PROMETEU RESTAURAR O SEU POVO  

3.1. Batalha espiritual

3.2. As armas espirituais usadas por Neemias  

3.3. Confiando em DEUS  

 

TEXTO ÁUREO

"E sucedeu  que, ouvindo  eu estas palavras, assentei-me e chorei e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o DEUS dos céus", Neemias 1.4

 

VERDADE APLICADA

Devemos ter em mente que dependemos do Senhor e da direção do ESPÍRITO SANTO no enfrentamento dos diversos desafios que surgem na jornada cristã.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA - Neemias 1:1-3

¹ As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de Quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza,

² Que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém.

³ E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo.

 

 

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SUBSÍDIOS EXTRAS – LIVROS, REVISTAS E GOOGLE

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Veja mais sobre este assunto em

 https://www.estudantesdabiblia.com.br/cpad_sumario_2020_3t.htm

Título: Os princípios divinos em tempos de crise — A reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias

Comentarista: Eurico Bergstén

 

Lição 1: Daniel ora por um despertamento 

Lição 2: Despertamento espiritual — Um milagre 

Lição 3: O despertamento renova o altar 

Lição 4: A construção do Templo enfrentou oposição 

Lição 5: Zorobabel recomeça a construção do Templo 

Lição 6: Neemias reconstrói os muros de Jerusalém 

Lição 7: O povo de DEUS deve separar-se do mal 

Lição 8: As causas da desunião devem ser eliminadas 

Lição 9: Como vencer as oposições à Obra de DEUS 

Lição 10: Provai se os espíritos são de DEUS 

Lição 11: Esdras vai a Jerusalém ensinar a Palavra 

Lição 12: Esdras e Neemias combatem o casamento misto 

Lição 13: A vigilância conserva pura a igreja

 

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Lição 1: Daniel ora por um despertamento - Data: 05 de Julho de 2020

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD - JOVENS E ADULTOS - 3º Trimestre de 2020

 Título: Os princípios divinos em tempos de crise — A reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias

Comentarista: Eurico Bergstén

   

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Daniel 9.1-3; 6.10; 2.17-19; Esdras 1.1-5.

Daniel 9

1 — No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,

2 — No ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.

3 — E eu dirigi o meu rosto ao Senhor DEUS, para o buscar com oração e rogos, com jejum, e saco e cinza.

 

Daniel 6

10 — Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos e orava, e dava graças, diante do seu DEUS, como também antes costumava fazer.

Daniel 2

17 — Então Daniel foi para a sua casa, e fez saber o caso a Ananias, Misael e Azarias, seus companheiros.

18 — Para que pedissem misericórdia ao DEUS do céu, sobre este segredo, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, com o resto dos sábios de Babilônia.

19 — Então foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite. Então Daniel louvou o DEUS do céu.

 

Esdras

1 — No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias) despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:

2 — Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor DEUS dos céus me deu todos os reinos da terra; e ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá.

3 — Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu DEUS com ele, e suba a Jerusalém, que é em Judá, e edifique a casa do Senhor, DEUS de Israel; ele é o DEUS que habita em Jerusalém.

4 — E todo aquele que ficar em alguns lugares em que andar peregrinando, os homens do seu lugar o ajudarão com prata, e com ouro, e com fazenda, e com gados, afora as dádivas voluntárias para a casa do Senhor, que habita em Jerusalém.

5 — Então se levantaram os chefes dos pais de Judá e Benjamim e os sacerdotes e os levitas, com todos aqueles cujo espírito DEUS despertou, para subirem a edificar a casa do Senhor, que está em Jerusalém.

 

 OBJETIVO GERAL

Conscientizar os alunos sobre a necessidade de estudar a Palavra e orar em busca de um despertamento, proveniente de DEUS, nesses dias trabalhosos.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com seus respectivos subtópicos.

 

  • I. Apresentar os motivos que levaram Daniel a ser despertado para a oração;
  • II. Pontuar a resposta divina às orações de Daniel;
  • III. Destacar o resultado de um despertamento proveniente de DEUS.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Vamos iniciar mais um trimestre com a graça do nosso Senhor JESUS. Estudaremos “Os Princípios Divinos em Tempos de Crise: A Reconstrução de Jerusalém e o Avivamento Espiritual como Exemplos para os nossos Dias”, um assunto que não pode ser negligenciado e muito menos esquecido pela igreja do Senhor, principalmente nos dias em que a perseguição sutil vem, de forma crescente, abatendo sobre nós. Sempre que o povo ele DEUS passava por momentos difíceis, o despertamento mostrara-se o melhor caminho para a vitória dos servos de DEUS sobre os seus inimigos. Que o Senhor da Seara desperte sobre nós o avivamento puro e genuíno, capaz de mudar o cativeiro dos servos fiéis, fortalecendo-os na Palavra, incentivando-os a uma vida de oração e capacitando-os a levar o arrependimento a este mundo que caminha em densas trevas.

Ao introduzir a lição, apresente o comentarista deste trimestre, o saudoso pastor Eurico Bergstén, que comentou esta lição ainda na década de 90, cujo assunto permanece tão atual e necessário para os crentes de todas as épocas. Eurico Bergstén muito contribuiu com a literatura evangélica brasileira, sendo autor da Teologia Sistemática que leva o seu nome, bem como autor de diversos livros e comentarista de lições bíblicas. Vale a pena citar que o pastor foi o comentador que teve mais comentários publicadas pela CPAD, 35 ao todo. São comentários que, até hoje, continuam abençoando e edificando vidas para a glória de DEUS! É o que poderemos confirmar neste trimestre.

 

COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO

Os crentes fiéis brilham como a luz (Mt 5.15) e resplandecem no meio de uma geração corrompida e perversa (Fp 2.15). Assim era Daniel. Quando no ano 606 a.C. foi levado cativo para a Babilônia (Dn 1.1-4,6), era ainda muito jovem, tinha cerca de 15 anos. Muitos anos depois, Daniel gozava de elevado conceito no reino da Babilônia.

 

PONTO CENTRAL

 Precisamos estudar a Palavra e orar por despertamento espiritual.

 

I. DANIEL FOI DESPERTADO PARA ORAR

Ao ler o profeta Jeremias (Jr 29.10), ele observou que os 70 anos de cativeiro na Babilônia estavam para findar. Todavia, ainda não era possível notar qualquer sinal de que alguma coisa estivesse acontecendo na direção de uma mudança radical (Dn 9.2).

Assim, Daniel começou a orar com jejum, cobrindo-se de saco e cinza, em sinal de profunda tristeza (Dn 9.1-3) e orou com perseverança.

1. Daniel vivia uma vida consagrada a DEUS. Isto dava-lhe condições de orar. A Bíblia diz: “A oração dos retos é o seu contentamento” (Pv 15.8) e Ele “escutará a oração dos justos” (Pv 15.29). Daniel não se misturou com o paganismo, e vivia conforme sua consciência, no temor do Senhor. Daniel é considerado como um exemplo e um modelo para os crentes de todos os tempos (Dn 1.8).

2. A estatura espiritual de Daniel capacitava-o para enfrentar verdadeiros combates em oração. Muitos crentes não conseguem servir de ajuda decisiva com as suas orações, porque nunca chegaram a experimentar o que significa combater em oração, o que significa perseverar firmemente em oração (Rm 12.12; Fp 1.30; Cl 2.1). Somente “visitam”, de vez em quando, o culto de oração. Daniel, porém, tinha por hábito orar três vezes ao dia (Dn 6.10). Quando sua própria vida, bem como a de seus amigos e a de todos os sábios da Babilônia estava em perigo, Daniel alcançou o livramento e a vitória através da oração (Dn 2.18-20). Daniel era, portanto, experiente na vida de oração.

3. Coincidindo com o período de oração de Daniel, profundas mudanças estavam para acontecer na Babilônia. O reino da Babilônia estava em guerra com os medos e os persas. O rei da Babilônia era na época Nabonido. Seu filho Belsazar estava na capital, a cidade de Babilônia, cuidando dos assuntos administrativos do governo. Belsazar organizou uma festa para seus grandes. Estando já embriagado, mandou trazer os vasos sagrados que o rei Nabucodonosor havia trazido do Templo de DEUS em Jerusalém, e havia colocado no templo pagão da Babilônia. Ele e todos os seus convidados beberam vinho nestes vasos santos (Dn 5.2-4).

Houve então uma intervenção divina. O rei viu que dedos de mão de homem escreviam na parede, defronte do castiçal (Dn 5.5). Acabou-se a alegria da festa. Os joelhos do rei tremiam. Sábios e astrólogos não puderam interpretar a mensagem escrita na parede. Finalmente Daniel foi introduzido na festa (Dn 5.13) e interpretou o texto escrito na parede. Entre outras coisas, estava escrito: “Dividido foi o teu reino, e deu-se aos medos e aos persas” (Dn 5.28).

“Naquela mesma noite, foi morto Belsazar, rei dos caldeus” (Dn 5.30).

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO 

“Daniel foi um jovem hebreu da classe nobre, levado cativo à Babilônia por Nabucodonosor, rei do Império. Acerca de sua genealogia não sabemos muita coisa, apenas aquilo que é depreendido do livro que traz seu nome. Não era sacerdote, como Jeremias e Ezequiel, mas era, como Isaías, da tribo de Judá e provavelmente da Casa Real (cf. 1.3-6), isto é, da descendência de Davi.

Daniel foi um profeta de DEUS cujos temas são de alcance muito vasto. Vaticinou acontecimentos que ainda vão surgir na história do Planeta, os quais estamos estudando à luz do contexto do seu próprio livro. Ele, naquela corte, ganhou muita celebridade. O primeiro acontecimento pelo qual obteve influência na corte babilônica foi a interpretação que deu ao sonho do rei. Ele foi, realmente, um homem escolhido por DEUS para tão grande tarefa espiritual” (SILVA, Severino Pedro. Daniel Versículo por Versículo: As visões para esses últimos dias. 28ª impressão, RJ: CPAD, 2018, p.12).

 

II. A RESPOSTA ÀS ORAÇÕES DE DANIEL

Daniel havia orado, lembrando-se da promessa de DEUS registrada pelo profeta Jeremias: “Vos visitarei e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando-vos a trazer a este lugar” (Jr 29.10).

Com a queda do reino babilônico, e com o início do governo do rei Ciro, as coisas evoluíram com muita rapidez, deixando todos surpreendidos e admirados.

1. A Bíblia relata o que realmente aconteceu. “No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, por boca de Jeremias), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR, DEUS dos céus, me deu todos os reinos da terra; e ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja DEUS com ele, e suba a Jerusalém, que é em Judá, e edifique a Casa do SENHOR, DEUS de Israel; ele é o DEUS que habita em Jerusalém” (Ed 1.1-3).

2. Conforme essa declaração de Ciro, estava cumprida a promessa divina dada através do profeta Jeremias. Mas tudo foi como diz a Bíblia: “Tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Ef 3.20). Vejamos, pois, o que estava para acontecer:

a. Todos os judeus seriam liberados para voltarem a Judá, caso quisessem (Ed 1.3);

b. Receberam permissão para reedificar o templo;

c. Todas as despesas da construção do Templo poderiam ser tiradas dos tributos de além do rio;

d. Os vasos sagrados devem ser entregues aos cuidados de Zorobabel, nomeado governador dos judeus pelo rei Ciro, para serem transportados de volta para Jerusalém (Ed 1.7). 

  

 

SUBSÍDIO BÍBLICO 

“Oração

A terminologia da oração é rica e variada na Bíblia Sagrada. O termo geral hebraico é tepilla , de uma forma do verbo palal ; o termo grego é proseuchomai . A ideia básica da palavra hebraica é a intercessão, e da palavra grega é o voto, mas essa etimologia não é mais determinante de seu significado. As duas palavras devem ser usadas de forma abrangente para qualquer tipo de solicitação, intercessão ou ação de graças. A oração é descrita como o ato de ‘invocar o nome do Senhor’ desde os dias de Sete (Gn 4.26) até a época em que o ‘Senhor’ se revelou como o Salvador, JESUS CRISTO (cf. Jl 2.32, com Rm 10.9,12,13). Os cristãos identificam-se com aqueles que invocam seu nome (1Co 1.2). Outras expressões do AT são ‘suplicar’ ou ‘procurar favor’ de Jeová ( pi‘el de hala , literalmente ‘tornar-se agradável à sua face’), ‘curvar-se em adoração’ ( sasha ), ‘aproximar-se’ ( nagash ), ‘ver’ ou ‘encontrar’ para suplicar ( paga’ ), ‘implorar’ ( za’aq ) para reparar uma falta, ‘pedir’ ( sha’al ), ‘suplicar’ ( ‘athar ) ou ‘comparecer perante a face do Senhor’. Além de proseuchomoai , os autores do NT usam os termos ‘implorar’ ( deomai ), ‘solicitar’ ( aiteo ) ou simplesmente ‘pedir’ ( erotao ) quando se referem à oração. Ao contrário de proseuchomai , essas palavras não são caracteristicamente ‘religiosas’ e podem denotar pedidos dirigidos tanto aos homens quanto a DEUS. Entre as palavras mais específicas para oração estão entygkano (‘interceder’), proskyneo (‘adorar’), e eucharisteo (‘dar graças’)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2006, pp.1419,1420).

 

 

III. O RESULTADO DE UM DESPERTAMENTO PROVENIENTE DE DEUS

1. O rei Ciro foi despertado em seu espírito. “Despertou o Senhor o espírito do rei Ciro” (Ed 1.1). Talvez por meio de seu contato com Daniel é que Ciro veio a conhecer a DEUS, e talvez até mesmo o adorasse. Ciro teve uma experiência pessoal com DEUS no seu coração, e passou a compreender as realidades de DEUS que ele antes ignorava.

a. Ciro passou a ver a DEUS como o SENHOR DOS CÉUS (Ed 1.2). O grande rei Nabucodonosor demorou a aprender esta lição (Dn 4.30-37). Cada despertamento verdadeiro faz com que o homem veja a majestade de DEUS, sentindo a sua própria pequenez, o seu pecado e a sua baixeza. Saulo assolava, perseguia, fazia e desfazia, mas quando se encontrou JESUS, no caminho de Damasco, caiu por terra e apenas pôde perguntar: “Quem és Senhor?” (At 9.5). A Bíblia diz que ninguém pode dizer que JESUS é o Senhor se não for pelo ESPÍRITO SANTO (1Co 12.3).

b. Ciro teve uma experiência com DEUS, que é SANTO. Os vasos sagrados haviam sido roubados do Templo de Jerusalém, por Nabucodonosor, e guardados no templo pagão da Babilônia (2Cr 36.18). Ciro era, agora, o responsável por eles, e mesmo sendo esses vasos muito valiosos, ele queria voluntariamente devolvê-los (Ed 1.7-11).

Assim acontece sempre em cada despertamento verdadeiro. Quando Zaqueu teve um encontro com JESUS, quis devolver o que havia ganho com usura (Lc 19.8).

2. O rei Ciro recebeu bênçãos espirituais. O profeta Isaías, 200 anos antes, profetizou acerca de Ciro, chamando-o de “ungido do Senhor” (Is 45.1). Isso nos permite entender que o ESPÍRITO SANTO deve ter-lhe proporcionado alguma bênção espiritual. Cada despertamento traz bênçãos para o coração do crente.

  

SUBSÍDIO HISTÓRICO

“[…] Ciro, um general de inteligência estratégica admirável, passou parte de sua vida desferindo ataques-relâmpago contra vários adversários, tanto próximos quanto distantes. Com a experiência de guerra, Ciro cercou Babilônia, tornando-a praticamente sem resistência em 539 a.C. O rei Nabonido tinha o hábito de ausentar-se da capital, e fazia-o até mesmo (ou especialmente) nas comemorações de Ano Novo, quando como de costume participava dos rituais tradicionais. Suas ausências eram cada vez mais frequentes e demoradas, de forma que o real governo da cidade estava na mão de seu filho Belsazar. Foi esse desafortunado vice-rei que presenciou o colapso da nação com a chegada de Gubaru, o comandante persa e governador de Gutium. Parece que Belsazar morreu durante ou pouco depois do conflito, enquanto seu pai Nabonido foi capturado e em seguida solto condicionalmente. Duas semanas depois, Ciro marchou triunfantemente pela cidade e celebrou com alegria a derrota de seu rival, tornando-se o senhor absoluto do oriente.

Ciro pôs em prática uma política beneficente, permitindo a todos os exilados o retorno para suas terras. Os judeus, é claro, também estavam incluídos, e viram nesse decreto a bênção de DEUS, como cumprimento da palavra profética. Para eles, esta libertação não era menos significativa que aquela do êxodo sob a liderança de Moisés. Na verdade, a linguagem dos profetas, por exemplo Isaías 40-66, está repleta de imagens do êxodo. É verdade que a maioria dos judeus da dispersão preferiu permanecer em suas casas, especialmente os que moravam em Babilônia, mas aqueles que tinham seus olhos voltados para o propósito eterno de DEUS viram no cativeiro um instrumento de correção. E o retorno à pátria era o sinal de que ainda tinham um papel redentor a desempenhar” (MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que DEUS colocou entre as nações. 6ª Edição. RJ: CPAD, 2007, pp.503,504).

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Daniel ora por um despertamento”, responda:

Com quantos anos, aproximadamente, foi Daniel levado à Babilônia?

Daniel era ainda muito jovem, tinha cerca de 15 anos de idade.

Que escritura profética levou Daniel a orar e jejuar?

A profecia de Jeremias (Jr 29.10).

O que a escritura dizia?

A escritura profética dizia estar chegando ao fim o cativeiro dos judeus.

O que aconteceu no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia?

O Senhor despertou o coração deste rei em favor do povo de Judá, favorecendo o retorno deste à Terra Prometida.

Cite um exemplo bíblico de um despertamento verdadeiro.

Quando Zaqueu teve um encontro com JESUS.

 

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Lição 6, Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém

Revista Adulto, CPAD, 3° trimestre 2020
Tema: Os Princípios Divinos em Tempo de Crise - A reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias

Comentarista: Pr. Eurico Bergstén

Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454. - henriquelhas@hotmail.com - Jordanésia, Cajamar - SP - Tel Esposa - 19-98448-2187

  

LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1 Rs 6.1-38 Salomão, desperto, constrói o Templo
Terça - Gn 14.18-20 Abraão, desperto, entregou o dízimo
Quarta - Jo 4.1-42 O despertamento dos samaritanos
Quinta - At 16.25,31 Um despertamento à meia-noite
Sexta - At 13.1-14 Um despertamento missionário
Sábado - Mt 25.6 O despertamento final

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Neemias 1.1-4; 2.1-9
Neemias 3
1- As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza, 2 - que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam e que restaram do cativeiro e acerca de Jerusalém. 3 - E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo. 4 - E sucedeu que, ouvindo eu essas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o DEUS dos céus.
Neemias 2
1 - Sucedeu, pois, no mês de nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho diante dele, e eu tomei o vinho e o dei ao rei; porém nunca, antes, estivera triste diante dele. 2 - E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Não é isso senão tristeza de coração. Então, temi muito em grande maneira 3 - e disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas a fogo? 4 - E o rei me disse: Que me pedes agora? Então, orei ao DEUS dos céus 5 - E disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a edifique. 6 - Então, o rei me disse, estando a rainha assentada junto a ele: Quanto durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu um certo tempo. 7 - Disse mais ao rei: Se ao rei parece bem, deem-se-me cartas para os governadores dalém do rio, para que me deem passagem até que chegue a Judá; 8 - como também uma carta para Asafe, guarda do jardim do rei, para que me dê madeira para cobrir as portas do paço da casa, e para o muro da cidade, e para a casa em que eu houver de entrar. E o rei mas deu, segundo a boa mão de DEUS sobre mim. DEUS sobre mim. 9 - Então vim aos governadores dalém do rio, e dei-lhes as cartas do rei. E o rei tinha enviado comigo chefes do exército e cavaleiros.

 

OBJETIVO GERAL - Mostrar que foi DEUS quem despertou em Neemias o desejo de restaurar os muros de Jerusalém.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Mostrar como DEUS respondeu às orações de Neemias;
Saber como foi a ida e a chegada de Neemias a Jerusalém;
Explicar como Neemias iniciou a reconstrução dos muros;
Compreender que o levantamento dos muros provocou grande oposição;
Apontar como foi a inauguração solene dos muros;
Conscientizar a respeito dos ensinos que a construção dos muros traz.

 

 INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado(a) professo(a), nesta lição estudaremos a respeito da reconstrução dos muros de Jerusalém. Veremos que Neemias foi escolhido pelo Senhor como líder para esta grandiosa obra.
Neemias era um homem íntegro que dependia inteiramente de DEUS e da sua Palavra. Além de trabalhar arduamente na construção dos muros e portas, ele teve que enfrentar inimigos externos e internos. Homens que se infiltraram no meio dos trabalhadores, cujo único objetivo era atrapalhar e impedir a reforma da cidade. Porém, Neemias não se deixou intimidar pelos adversários. Aprendemos com o exemplo de vida deste servo de DEUS que todas as vezes que desejamos empreender algo em favor do povo de DEUS, os adversários se levantam, mas quando confiamos no Todo-Poderoso inteiramente, recebemos forças e coragem para lutar. DEUS colocou em suas mãos uma importante obra: ensinar sua Palavra. Então, não desista diante dos desafios, dos inimigos e das dificuldades.

  

Resumo da Lição 6, Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém

I – DEUS RESPONDE ÀS ORAÇÕES DE NEEMIAS
1. DEUS envia emissário a Neemias.

2. Neemias, angustiado, jejua e ora.

3. DEUS responde às orações de Neemias.

4. DEUS despertou o rei a atender o pedido de Neemias.

II – NEEMIAS CHEGA A JERUSALÉM (Ne 2.7-11).
1. Neemias faz levantamento da real situação dos muros.

2. Neemias declara sua intenção de reedificar os muros.

III – NEEMIAS INICIA O LEVANTAMENTO DOS MUROS
1. O plano de Neemias. Ver capítulo 3.

2. A tática de Neemias.

3. A união dos judeus ficou ameaçada.

IV – O LEVANTAMENTO DOS MUROS PROVOCOU GRANDE OPOSIÇÃO
1. Iniciada a edificação dos muros, Sambalate e Tobias indignaram-se grandemente, e usaram várias estratégias para fazerem parar a obra.

2. O muro foi concluído (Ne 6.15).

V – O MURO FOI SOLENEMENTE INAUGURADO
1. Para a dedicação dos muros foram convocados todos os levitas, a fim de dedicarem os muros com alegria, com louvores, com canto, com saltério, com alaúdes e com harpas (Ne 12.27).

2. O ato de dedicação incluiu duas procissões ao longo dos muros, as quais pararam diante da Casa de DEUS, onde houve sacrifícios (Ne 12.30,38,40).

VI – OS MUROS TRAZEM ENSINO SIMBÓLICO IMPORTANTE

1. A Bíblia fala da salvação como um muro.

2. O muro da salvação fala da divina proteção que beneficia aqueles que se abrigam dentro dele.

3. O muro da salvação é uma permanente linha divisória entre o reino de DEUS e o reino deste mundo.  

     

  

Comentários do Pr Henrique

  

INTRODUÇÃO

 Templo 21 anos
Muros feitos em 52 dias Neemias 6.15
Neemias orou e jejuou por 3 meses. Comia só a porção obrigatória da comida do rei.
No mês de Nisã DEUS fala com Neemias. Redenção. Primeiro mês do calendário judaico.
Mês da Páscoa. Libertação do povo do cativeiro do Egito.
Templo, santo dos santos, nosso espírito, local de comunhão íntima com DEUS. Oração.
Cidade, alma, casas, nossos sentimentos, vontade, decisão. Leitura bíblica.
Muros, corpo, desejos da carne ou domínio do espírito, primeiro local do ataque do inimigo, deve estar protegido pelo jejum.

 Inimigo ataca assim.
Concupiscência da carne, concupiscência dos olhos, soberba da vida.
Corpo, alma e espírito.
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 1 João 2:16

Inimigos impedidos de participar da obra.

 

Neemias, mordomo do rei Xerxes, soube da triste situação da cidade de Jerusalém e seus compatriotas. Orou e jejuou pedindo a DEUS solução e o favor do rei para ir a Jerusalém ajudar seu povo. DEUS concede sua petição e traça o plano de reconstrução através de Neemias.

o livro de Neemias narra todo o processo de reconstrução dos muros de Jerusalém. A serviço de Artaxerxes, rei da Pérsia, Neemias recebeu um triste diagnóstico social da Cidade Santa e pôs-se a orar pela intervenção de DEUS em favor de Jerusalém. Como resposta de sua prece, o capítulo 2 descreve que, através de Artaxerxes, Neemias foi nomeado governador da cidade e iniciou a restauração moral e política de Jerusalém. 

 

"Nem todo o mundo tem o nome de Neemias em sua lista de personagens bíblicos favoritos. Imagino que isso se deva a, pelo menos, duas razões: Para começar, a maioria dos cristãos conhece bem pouco sobre ele. Suas leituras do Antigo Testamento são incompletas, e o livro de Neemias não é mencionado no Novo Testamento, inferem que não seja importante e não se interessam por ele. Se lhes fosse dito como é forte o caso que o liga a Moisés refundador da nação, para cuja criação DEUS usou Moisés, ficariam surpresos. Além disso, aqueles que conhecem algo a seu respeito formaram uma imagem desagradável dele, que os impede de levá-lo a sério como homem de DEUS. Veem-no como uma pessoa um tanto selvagem, que lançava a própria carga sobre os outros e nunca foi uma companhia agradável, em circunstância alguma. Notam as imprecações em suas orações: 'Caia o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e faze com que sejam um despojo, numa terra de cativeiro. E não cubras a sua iniqüidade, e não se risque diante de ti o seu pecado' (Ne 4.4,5; compare com 6.14 e 13.29, onde 'lembrar' significa 'lembrar para julgamento'). Observam que, ao menos em uma ocasião, ele amaldiçoou e espancou seus compatriotas, e arrancou-lhes os cabelos (13.25). E então concluem que, dificilmente, ele era um homem bom; decerto, não um homem de grande estatura espiritual, de quem se pode aprender lições preciosas. Qual é o comentário para tal avaliação? Primeiro, havia algumas arestas realmente ásperas em Neemias; todo líder as possui. Com base nos quatro temperamentos, ele parece ter sido um homem colérico, rijo, indócil e franco, que se sentia extremamente feliz despendendo energia em projetos desafiadores, e que achava mais fácil fazer do que ser. Pessoas desse tipo são sempre consideradas assustadoras, em particular quando, guiadas por seu zelo, falam e agem de modo excessivamente enfático - o que acontece com frequência. Segundo, DEUS prepara Neemias para uma tarefa que um homem menos franco não seria capaz de executar. E, terceiro, a limpeza que JESUS fez no Templo e a acusação que lançou aos fariseus foram mais rudes que qualquer coisa feita por Neemias. Se achamos que a impetuosidade de JESUS era justificada, podemos admitir a possibilidade de que a de Neemias também fosse. [...] Todavia, não defendo que Neemias tenha sido impecável. Eu seria tolo e beiraria à blasfêmia, se o fizesse. JESUS CRISTO é o único homem sem pecado encontrado na Bíblia. [...] Todo servo de DEUS falha, de um modo ou de outro, e Neemias não era a exceção à regra. Contudo, a sua força era maravilhosa. Por isso, espero que ninguém perca o interesse nesse estadista, simplesmente por havermos concordado que ele não era perfeito" (PACKER, J. I. Neemias - Paixão pela fidelidade. 1.ed., RJ: CPAD, 2011, pp.35,36).

  

Livro Décimo Primeiro - Flávio Josefo - História dos Hebreus - 2004 - CPAD

445. Neemias 1. Depois da morte de Esdras, um judeu dentre os escravos, de nome Neemias, que era mordomo do rei Xerxes, passeando um dia fora da cidade de Susã, capital da Pérsia, viu uns estrangeiros que vinham de províncias distantes e percebeu que eles falavam a língua hebraica. Aproximou-se deles para perguntar de onde vinham e soube que eram da Judéia. Perguntou-lhes como ia aquele país, particularmente Jerusalém. Responderam-lhe que tudo estava em muito mau estado, que as muralhas da cidade estavam em ruínas e que não havia males que os povos vizinhos não lhes causassem, pois devastavam continuamente os campos, levavam prisioneiros os habitantes da cidade, e frequentemente encontravam-se cadáveres pelas estradas.

Neemias ficou tão desconsolado pela aflição do povo de seu país que não pôde reter as lágrimas. E, elevando os olhos ao céu, disse a DEUS: "Até quando, Senhor, permitireis que a vossa nação seja perseguida e torturada por tantos males? Até quando permitireis que ela seja presa de vossos inimigos?" O sofrimento fez-lhe esquecer até o momento em que se encontrava, pois vieram dizer-lhe que o rei estava prestes a se pôr à mesa, e ele correu para servi-lo.

 

Neemias 2. O príncipe, que estava de bom humor, tendo notado ao sair da mesa que Neemias estava muito triste, perguntou-lhe o motivo. Ele respondeu, depois de rogar a DEUS em seu coração que tornasse as suas palavras bem persuasivas: "Como poderia, majestade, não estar triste pela aflição de saber a que estado se acha reduzida a cidade de Jerusalém, minha querida pátria, onde estão os sepulcros de meus antepassados? Os seus muros estão completamente em ruínas, e as suas portas, reduzidas a cinzas. Fazei-me, Senhor, o favor de permitir que eu vá reerguê-las e de fornecer o que falta para completar a restauração do Templo!"

O soberano recebeu tão bem esse pedido que não somente concedeu o que ele desejava, como também prometeu escrever aos seus governadores para que o tratassem com muita honra e o ajudassem em tudo o que ele desejasse. Acrescentou o príncipe: "Esquecei então a vossa aflição e continuai a servir-me, com alegria". Neemias adorou a DEUS e deu ao rei os seus humildes e sinceros agradecimentos por tão grande favor. O seu rosto tornou-se tão alegre quanto antes estava triste.

No dia seguinte, o rei entregou-lhe as cartas endereçadas a Sadé, governador da Síria, da Fenícia e de Samaria, pelas quais ordenava tudo o que dissemos há pouco. Neemias partiu com essas cartas para a Babilônia, de onde levou várias pessoas de sua nação, e chegou a Jerusalém no vigésimo quinto ano do reinado de Xerxes. Depois de entregar as cartas a Sadé e as que eram endereçadas aos outros, mandou reunir todo o povo e falou: "Não ignorais o cuidado que o DEUS Todo-poderoso teve de Abraão, de Isaque e de Jacó, nossos antepassados, por causa da piedade deles e de seu amor pela justiça. E hoje ainda Ele nos faz ver que não nos abandonou, pois obtive do rei, por auxílio dEle, permissão para reedificar as nossas muralhas e ultimar a construção do Templo. No entanto, como não posso duvidar do ódio que nos têm as nações vizinhas, as quais, quando virem o entusiasmo com que trabalhamos nestas obras, tudo farão para nos atrapalhar, creio que temos duas coisas a fazer. A primeira é pormos toda a nossa confiança no auxílio de DEUS, que pode sem dificuldade confundir os desígnios de nossos inimigos. A segunda é trabalhar dia e noite com ardor infatigável, para terminarmos a nossa empresa sem perda de tempo, pois este nos é favorável e deve ser para nós muito precioso".

Depois dessas palavras, Neemias ordenou aos magistrados que mandassem medir o perímetro das muralhas. Dividiu o trabalho entre o povo, fixou a cada porção um número de aldeias e de vilas, para também trabalharem com eles, e prometeu ajudá-los o quanto possível. Todos animaram-se com essas palavras e puseram mãos à obra. Foi então que se começou a chamar de judeus os que de nossa nação regressaram da Babilônia e da Judéia ao país, porque fora outrora propriedade da tribo de Judá.

 

Neemias 4 e 6. Quando os amonitas, os moabitas, os samaritanos e os habitantes da Baixa Síria souberam que a obra progredia, sentiram grande desgosto, e nada houve que não fizessem para dificultar o empreendimento: faziam emboscadas aos nossos, matavam os que lhes caíam nas mãos e, como Neemias era o principal objeto de seu ódio, deram dinheiro a alguns assassinos, para que o matassem. Procuraram também assustar os judeus com vãos terrores, fazendo correr o boato de que um exército formado por diversas nações avançava para atacá-los. Tantos esforços e artifícios acabaram assustando o povo, e pouco faltou para que abandonassem o empreendimento.

Nada, porém, foi capaz de assustar ou desanimar Neemias. Intrépido em meio a tantas dificuldades, continuou a trabalhar com mais ardor do que nunca e fez-se acompanhar por alguns soldados, para lhe servirem de guardas, não que tivesse medo da morte, mas por saber que os seus concidadãos perderiam a coragem se não o tivessem mais entre eles para animá-los na execução de tão santa empresa. Ordenou aos operários que, no trabalho, mantivessem a espada sempre ao lado e perto de si os seus escudos, para deles se servirem em caso de necessidade. Colocou trombeteiros de quinhentos em quinhentos passos, para dar o alarme e obrigar o povo a tomar logo as armas se aparecessem os inimigos. Ele mesmo fazia, durante toda a noite, a ronda pela cidade. Para fazer o trabalho progredir não bebia, não comia e não dormia, exceto quando obrigado pela necessidade. Isso ele fez não por pouco tempo, mas de forma contínua pelo espaço de vinte e sete meses, que foi o quanto empregaram na restauração das muralhas da cidade. Por fim, a obra foi concluída, no nono mês do vigésimo oitavo ano do reinado de Xerxes.

Então Neemias e todo o povo ofereceram sacrifícios a DEUS e passaram oito dias em festas e banquetes de regozijo, o que causou aos sírios visível desprazer. Neemias, vendo que Jerusalém não estava bastante povoada, induziu os sacerdotes e os levitas que moravam no campo a vir para a cidade morar nas casas que ele mandara construir e obrigou os camponeses a lhes trazer os dízimos (o que eles fizeram com prazer), a fim de que nada os pudesse impedir de se dedicar inteiramente ao serviço de DEUS. Assim, Jerusalém povoou-se, e esse grande homem, após realizar ainda outras coisas dignas de mérito, morreu em idade avançada. Era um homem tão bom, justo e zeloso do bem de sua pátria, a quem ela é devedora de tantos benefícios, que a sua memória jamais há de perecer entre os judeus. Flávio Josefo - História dos Hebreus - 2004 - CPAD (Adquira esse livro da CPAD e leia com atenção para ministrar suas aulas).

 

AUTOR - NEEMIAS DATA - 445-425 a.C.

O HOMEM NEEMIAS - Como copeiro do rei Artaxerxes I, a posição de Neemias era de grande responsabilidade (comprovar que o vinho bebido pelo rei jamais estivesse envenenado) e de muita influência (já que um servo que desfrutava de tanta confiança frequentemente se tomava um conselheiro bem íntimo). Ao ouvir que as muralhas de Jerusalém ainda não haviam sido reconstruídas, e recebendo permissão do rei para ir a Jerusalém e corrigir a situação, demonstrou qualidades ímpares de liderança e organização. Em 52 dias o trabalho de reconstrução foi terminado. Como governador de Judá, Neemias demonstrou humildade, integridade, patriotismo, energia, piedade e altruísmo.

Depois de doze anos no cargo, ele retomou por pouco tempo à corte de Artaxerxes (2: 1; 13:6) e de lá voltou a Judá, onde exortou seu povo ao arrependimento.

Tão vívido e franco é o relato que muito do material contido no livro provém do que deve ter sido o diário pessoal de Neemias.

CONTEXTO HISTÓRICO - Os papiros de Elefantina, descobertos em 1903, confirmam a historicidade do livro de Neemias, mencionando Sambalá (2:19) e Joanã (6:18; 12:23). Estas fontes também nos indicam que Neemias deixou de ser governador de Judá antes de 408 a.C.

CONTEÚDO - O livro completa a história do remanescente que voltara do exílio em Babilônia, restauração esta começada sob a liderança de Esdras. “Marca também o início das «setenta semanas» de Daniel e fornece o contexto histórico para a profecia de Malaquias».

 

I – DEUS RESPONDE ÀS ORAÇÕES DE NEEMIAS

  

A angústia de Neemias pela desgraça de Jerusalém – Sua oração

 Neemias era o copeiro do rei da Pérsia. Quando DEUS tem uma obra que realizar, nunca lhe faltarão instrumentos para realizá-la. Neemias vivia comodamente e com honra, porém não esquece que é israelita e que seus irmãos estão angustiados. Estava disposto a utilizar seus bons ofícios para ajudá-los em tudo quanto pudesse; e para saber como fazê-lo melhor, realiza indagações a esse respeito. Nós devemos investigar especialmente o que se refere ao estado da igreja e da religião.

Cada crente terá algum defeito que requererá ajuda dos serviços de seus amigos.

A primeira apelação de Neemias foi a DEUS, para ter a plena confiança em sua petição ao rei. Nossas melhores argumentos em oração são tomadas da promessa de DEUS, a palavra pela qual nos dá esperanças. Devem usar de todos os métodos, mas a oração eficaz do justo pode muito em seus efeitos. A comunhão com DEUS nos preparará para tratar com os homens. Quando temos encomendado nossas preocupações a DEUS, a mente fica livre; sente satisfação e compostura, e se desvanecem as dificuldades. Sabemos que se o assunto for lesivo, Ele poderia impedi-lo facilmente, e se for bom para nós, Ele pode fazê-lo progredir facilmente.

 

Neemias 1:1-4
Neemias Recebe Notícias do Estado Deplorável de Jerusalém; Ele Ora, Chora e Jejua

Não temos relato acerca da tribo de Neemias; mas, caso seja verdade (de acordo com o autor de Macabeus, 2 Macabeus 1.18) que ele ofereceu sacrifício, devemos concluir que foi um sacerdote.

Observe:
A posição de Neemias na corte da Pérsia. Lemos aqui que ele estava em Susã, a fortaleza, ou cidade real, do rei da Pérsia, onde a corte ficava geralmente estabelecida (v. 1), e (v. 11) que ele era o copeiro do rei. Reis e homens notáveis provavelmente achavam pomposo ser assistidos por pessoas de outras nações. Nesse lugar na corte, ele estaria mais bem qualificado para o serviço do seu país no ofício para o qual DEUS o havia designado, da mesma forma que Moisés esteve mais bem preparado para governar pelo fato de ser criado na corte de Faraó, e Davi, na corte de Saul. Ele também teria a oportunidade mais legítima de servir a seu país por causa dos seus benefícios com o rei e os que o cercavam. Observe: Ele não está ansioso em contar-nos o grande cargo honorífico que ocupava na corte; somente no final do capítulo ele nos relata que era o copeiro do rei (um posto de grande confiança, bem como de honra e benefício), quando não poderia mais deixar de falar nisso, por causa da história seguinte; mas no início, ele apenas diz: estando eu na cidadela de Susã. Isso nos ensina a ser humildes e modestos, e cautelosos para falar das nossas promoções. Nas providências de DEUS em relação a ele, podemos observar, para o nosso consolo: 1. Que quando DEUS tem um trabalho a ser feito, nunca lhe faltarão ferramentas para realizá-lo. 2. Que em relação àqueles a quem DEUS escolhe para devotar-se ao seu serviço, Ele encontrará maneiras apropriadas para torná-los aptos e para chamá-los para tal. 3. DEUS tem seu remanescente em todos os lugares; lemos sobre Obadias na casa de Acabe, santos na casa de César, e um devoto Neemias no palácio de Susã. 4. Que às vezes DEUS pode tornar as cortes de príncipes berçários e, às vezes, santuários para os amigos e benfeitores da causa da igreja.

1. DEUS envia emissário a Neemias.

 

1.1 NEEMIAS. Neemias partiu da Pérsia para Jerusalém em 444 a.C., como governador de Judá. Isto ocorreu treze anos após a chegada de Esdras a Jerusalém. Neemias veio incumbido pelo rei da Pérsia para reconstruir o muro de Jerusalém e fortificar a cidade (2.7,8). Apesar de muita oposição, Neemias completou o muro em cinqüenta e dois dias (6.15). Era um homem capaz, corajoso, perseverante e de oração (ver 2.4). Ele também cooperou com Esdras, para levar a efeito a renovação espiritual do povo (cap. 8).
A averiguação afável e compassiva referente ao estado dos judeus na sua própria terra (v. 2). Aconteceu que um amigo e parente dele veio para a corte, com alguns de Judá, por meio de quem teve a oportunidade de informar-se mais plenamente acerca do estado dos filhos do cativeiro e da situação em que Jerusalém, a cidade amada, se encontrava. Neemias vivia tranquilo, em honra e em abundância, porém, mesmo assim, não conseguia se esquecer de que era israelita, nem se livrar dos pensamentos dos seus irmãos em dificuldade, mas em espírito (como Moisés, Atos 7.23), ele os visitou e atentou nas suas cargas (Êx 2.11). Como a distância do lugar não alienou seus sentimentos por eles (embora estivessem longe dos seus olhos, no entanto, não estavam longe do seu coração), assim: 1. A dignidade com a qual foi favorecido também não afastou os seus sentimentos por eles. Embora fosse um homem influente, e provavelmente em ascensão, ele não achou humilhante inteirar-se acerca da situação dos seus irmãos que eram humildes e desprezados, nem se envergonhava de reconhecer seu relacionamento com eles e sua preocupação por eles. 2. A diversidade dos sentimentos deles com os seus também não foi empecilho. Embora não tivesse se estabelecido em Jerusalém (como achamos que deveria ter feito, agora que a liberdade foi proclamada), mas havia se sujeitado à corte, e permanecido ali, não julgou nem desprezou aqueles que tinham voltado, nem os censurou como imprudentes, mas amavelmente se preocupou com eles, estava pronto a prestar-lhes todo serviço possível e, para que tivesse compreensão da melhor forma de mostrar-lhes benevolência, perguntou-lhes pelos judeus. Observe: É legítimo e bom, perguntar: “O que há de novo?”. Deveríamos inquirir especialmente com referência ao estado da igreja e da religião, e como está indo o povo de DEUS; e o intento da nossa inquirição não deve ser, como a dos atenienses, contar e ouvir as últimas novidades, mas saber como dirigir nossas orações e nossos louvores.

O relato melancólico que é aqui apresentado a ele acerca do estado atual dos judeus e de Jerusalém (v. 3). Hananias, a pessoa a quem perguntou, era um homem fiel e temente a DEUS, mais do que muitos, e, portanto, não somente falaria a verdade, mas, quando falasse das desolações de Jerusalém, falaria com ternura. É provável que sua missão à corte nessa época fosse para solicitar algum favor, algum tipo de socorro. Ele apresenta o seguinte relato: 1. Que a santa semente foi miseravelmente pisoteada e abusada, estava em grande miséria e desprezo, insultada em cada oportunidade pelos seus vizinhos, e farta da zombaria daqueles que estão à sua vontade (veja Sl 123.4). 2. Que a cidade santa estava exposta e em ruínas. O muro de Jerusalém continuava fendido, e as suas portas estavam como os caldeus as deixaram, em ruínas. Isso tornava a condição dos seus habitantes muito desprezíveis, debaixo das marcas permanentes de pobreza e escravidão, e debaixo de grande perigo, porque se tornavam uma presa fácil para os seus inimigos. O Templo foi construído, o governo, estabelecido, e a obra da reforma, levada até certo ponto, mas uma boa parte da obra ainda permanecia inacabada. Cada Jerusalém, desse lado da Jerusalém celestial, terá uma imperfeição ou outra, e para consertá-la serão necessários a ajuda e o serviço dos seus amigos.
 

2. Neemias, angustiado, jejua e ora.

  

.4 CHOREI... E ESTIVE JEJUANDO E ORANDO. Neemias tinha grande solicitude pelo seu povo e pela obra de DEUS em Judá. Durante quatro meses (cf. v. 1 com 2.1), derramou seu coração diante de DEUS, em jejum e oração, com muitas lágrimas, por causa do problema que afligia o povo de DEUS em Jerusalém e em Judá (cf. At 20.31). Sua oração incluiu a confissão de pecados (vv. 6,7), súplica a DEUS para Ele cumprir a sua própria palavra (v. 8; cf. Lv 26.40-45; Dt 30.1-6), seu zelo pela glória e propósitos de DEUS (vv. 5-8) e intercessão incessante pelos filhos de Israel (v. 6).

A grande aflição e preocupação que isso causou em Neemias (v. 4). 1. Ele chorou e lamentou. Isso não aconteceu somente quando ele ouviu as notícias, a ponto de cair em profundo choro, mas a sua tristeza continuou por alguns dias. Observe: As desolações e angústias da Igreja deveriam causar em nós tristeza, independentemente de quão tranquilos estejamos vivendo. 2. Ele jejuou e orou; não em público (ele não tinha oportunidade para fazê-lo), mas perante o DEUS dos céus, que vê em secreto, e recompensará abertamente. Pelo seu jejum e oração: (1) Ele consagrou suas tristezas e dirigiu suas lágrimas da forma correta, sendo contristado segundo DEUS (veja 2 Co. 7.11), com o olhar voltado para DEUS, porque seu nome foi vituperado no desprezo lançado sobre o seu povo, cuja causa, portanto, ele confia a Ele. (2) Ele atenuou sua tristeza, e aliviou seu espírito, ao derramar sua reclamação diante de DEUS e deixá-la com Ele. (3) Ele usou o método certo ao buscar o alívio para seu povo e a direção para si mesmo sobre como servi-los. Aqueles que têm bons intentos para o serviço devem levar DEUS com eles já na primeira concepção deles, e colocar todos os seus projetos diante dele. Essa é a forma de prosperar neles.

 

Neemias 1:5-11
A Oração de Neemias

Temos aqui a oração de Neemias, uma oração que faz referência a todas as orações que ele já tinha, por algum tempo antes, colocado diante de DEUS dia e noite, enquanto continuava seu lamento pelas desolações de Jerusalém, e sobretudo à petição que agora pretendia fazer ao rei, seu senhor, para que este lhe fosse favorável em relação à Jerusalém. Podemos observar, nessa oração:

Sua oração humilde e reverente a DEUS, na qual se prostra diante Ele, e apresenta a Ele a glória devida ao seu nome (v. 5). Sua oração é muito semelhante à de Daniel (Ne 9.4). Ela nos ensina a nos aproximarmos de DEUS: 1. Com uma reverência santa pela sua majestade e glória, lembrando-se de que Ele é o DEUS do céu, infinitamente acima de nós, e soberano Senhor sobre nós, e que é o DEUS grande e terrível, infinitamente sobrepujando todos os principados e poderes tanto do mundo superior quanto do mundo inferior, anjos e reis; e Ele é um DEUS a ser adorado com temor por todo o seu povo, e cuja ira poderosa todos os seus inimigos deveriam temer. Mesmos os terrores do Senhor são aperfeiçoáveis para o conforto e encorajamento daqueles que confiam nele. 2. Com uma confiança santa em sua graça e verdade, porque guarda o concerto e a benignidade para com aqueles que o amam, não somente a benignidade que é prometida, mas mais do que Ele prometeu: nada será considerado demais a ser feito por aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos.

Seu pedido geral pela recepção e aceitação de todas as orações e confissões que agora fez a DEUS (v. 6): “Estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração, que faço hoje perante ti, e os teus olhos, abertos para o coração de onde vem a oração, e o caso que é por meio da oração colocado diante de ti”. DEUS formou o olho e fez o ouvido (veja Sl 94.9); e, portanto, acaso não verá Ele perfeitamente? Não ouvirá Ele atentamente?

Sua confissão penitente do pecado; não somente Israel pecou (não era muito humilhante confessar isso), mas eu e a casa de meu pai pecamos (v. 6). Dessa forma, ele próprio se humilha, e se envergonha, nessa confissão. De todo nos corrompemos (eu e minha família junto com os outros) contra ti (v. 7). Na confissão de pecado, precisamos reconhecer a perversidade dessas duas coisas: que é uma corrupção de nós mesmos e uma afronta a DEUS; é corromper-se contra DEUS, estabelecendo as corrupções do nosso próprio coração em oposição aos mandamentos de DEUS.

O apelo por misericórdia para o seu povo Israel.
1. Ele argumenta o que DEUS tinha dito antigamente a eles, a ordem que tinha estabelecido dos seus procedimentos em relação a eles, que poderia ser a regra das suas expectativas dele (vv. 8,9). Ele tinha dito de fato que, caso violassem o concerto, Ele os espalharia entre os povos, e essa ameaça foi cumprida no cativeiro: nunca um povo foi tão amplamente espalhado como Israel nessa época, embora fosse, no início, tão intimamente unido; mas Ele tinha dito, por outro lado, que, caso se convertessem a ele (como agora estavam começando a fazer, tendo renunciado à idolatria e se guardado para o serviço do Templo), Ele os ajuntaria novamente. Isto ele cita de Deuteronômio 30.1-5, e pede permissão para lembrar a DEUS disso (embora a Mente Eterna não necessite de ser lembrada) como aquilo que guia os seus desejos, e nisso baseava sua fé e esperança, ao fazer essa oração: Lembra-te, pois, da palavra; porque disseste: Procura lembrar-me (veja Is 43.26). Neemias reconheceu (v. 7): Não guardamos os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo; no entanto, ele roga (v. 8): Senhor, lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo; porque se diz que o concerto com frequência é ordenado. Se DEUS não fosse mais atencioso com as suas promessas do que nós com os seus preceitos, estaríamos perdidos. Nossas melhores justificativas, portanto, em oração, são aquelas que são tomadas da promessa de DEUS, a palavra na qual nos fez esperar (Sl 119.49).
2. Ele apela para o relacionamento antigo que tinham com DEUS: “Estes são teus servos e o teu povo (v. 10), que separaste para ti, por meio do concerto. Acaso Tu permitirás que os teus inimigos jurados pisem e oprimam os teus servos jurados? Se não intervier a favor do teu povo, por quem intervirás?”. Veja Isaías 63.9. Como evidência de serem servos de DEUS, ele apresenta este sinal (v. 11): Eles desejam temer o teu nome; eles não somente são chamados pelo teu nome, mas realmente têm um respeito por esse nome. Eles agora te adoram, e somente a ti, de acordo com a tua vontade, e têm um profundo respeito por todas as revelações que te agradas em fazer de ti mesmo”. Isso indica: (1) Sua boa vontade para com o nome do Senhor. “Seu constante cuidado e esforço em cumprir o seu dever; esse é o alvo deles, embora em muitas situações não o alcancem”. (2) Sua complacência nisso. “Eles têm prazer em temer o teu nome (o texto pode ser lido dessa forma), não somente em cumprir o seu dever, mas em cumpri-lo com prazer”. Aqueles que realmente desejam temer o seu nome serão graciosamente aceitos por DEUS; porque esse desejo é obra dele.
3. Ele suplica pelas grandes coisas que DEUS tinha feito anteriormente por eles (v. 10): “Que resgataste com a tua grande força, nos dias da antiguidade. O teu poder ainda continua o mesmo. Por que não os redimes e completas tua redenção? Não permitas que esses que têm um DEUS de infinito poder sejam subjugados pelo inimigo”.
Por último, ele conclui com um pedido específico, para que DEUS fizesse prosperá-lo em sua incumbência, e lhe desse graça perante o rei: este homem (assim Neemias chama o rei), porque os maiores homens são os homens diante de DEUS. Eles precisam saber que são meros homens (Sl 9.20), e os outros também devem conhecer esse fato. Quem pois és tu, para que temas o homem? (veja Is 51.12). Graça perante este homem é o que ele pede, querendo dizer não a graça do rei, mas graça de DEUS quando se apresentar diante do rei. O favor dos homens será obtido quando pudermos vê-lo brotando da graça de DEUS.

1.11 DÁ-LHE GRAÇA PERANTE ESTE HOMEM. "Este homem" era Artaxerxes, rei da Pérsia (2.1). Neemias orou para que DEUS lhe concedesse graça perante o rei, para o bem dos judeus. Quando precisarmos de alguma coisa doutra pessoa, devemos primeiramente apresentar diante de DEUS aquilo que estamos precisando. DEUS pode comover o coração e a mente de líderes influentes, para cumprirem a vontade divina (ver Et 4.16; Pv 21.1).

  

3. DEUS responde às orações de Neemias.

 

 Neemias 2:1-8
Neemias É Bem-Sucedido na sua Petição ao Rei

Quando Neemias tinha orado pelo socorro dos seus compatriotas, e talvez lembrando as palavras de Davi (Sl 51.18: edifica os muros de Jerusalém), ele não ficou sentado e disse: “Que DEUS agora faça a sua obra, porque já não tenho mais nada a fazer”, mas se dispôs a calcular o que poderia fazer com respeito à sua missão. Nossas orações devem ser apoiadas com nossos esforços sinceros, caso contrário, zombamos de DEUS. Quase quatro meses se passaram, desde Quisleu até Nisã (desde novembro até março), antes que Neemias fizesse seu pedido ao rei por permissão para ir a Jerusalém, ou porque o inverno não era o tempo apropriado para essa jornada, e ele não faria a solicitação até que tivesse condições de dar continuidade ao seu plano, ou porque esse foi o tempo de espera, visto que não se poderia entrar na presença do rei sem ser chamado (Et 4.11). Agora que cuidava da mesa do rei, ele esperava obter a atenção dele. Não somos limitados dessa forma a certos momentos em nossas orações ao Rei dos reis, mas temos liberdade de acesso a Ele a qualquer hora; nunca chegamos ao trono da graça em hora inoportuna. Temos aqui:
  

4. DEUS despertou o rei a atender o pedido de Neemias.

  Tudo foi dirigido e providenciado por DEUS. DEUS colocou no coração de Neemias ajudar e no coração do rei permitir e apoiar.

Como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o inclina. Provérbios 21:1

 

A ocasião que Neemias deu ao rei para indagar a respeito de sua inquietação e aflições ao aparecer triste na sua presença. Aqueles que falam com homens tão importantes não devem iniciar abruptamente a sua atividade, mas buscar um momento adequado. Neemias queria descobrir se o rei estava de bom humor ou não, antes de aventurar-se a contar-lhe a respeito de sua missão e esse método que usou para prová-lo. Ele tomou o vinho e o deu ao rei quando foi chamado para fazê-lo, esperando que então o rei observasse o seu rosto. Ele não costumava ficar triste na presença do rei, mas agia de acordo com as regras da corte (como cabe aos cortesãos), que não admitiam tristezas (Et 4.2). 2. Embora fosse estrangeiro, cativo, era tranquilo e amável. Homens justos e bons devem fazer o possível, por sua alegria, para convencer o mundo das vantagens do cristianismo e para afastar o opróbrio que foi lançado sobre eles como melancolia; mas há tempo para todas as coisas (Ec 3.4). Neemias agora via motivos para estar triste e aparecer dessa forma. As misérias de Jerusalém lhe davam motivos para estar triste, e sua aparência pesarosa faria com que o rei perguntasse o motivo para tal. Ele não dissimulava tristeza, porque realmente estava profundamente triste por causa das aflições de José, e não era como os hipócritas, que desfiguram o rosto; no entanto, ele poderia ter ocultado a sua tristeza, caso fosse necessário (o coração conhece sua própria amargura, e no meio do sorriso com frequência há tristeza), mas agora serviria ao seu propósito descobrir a sua tristeza. Embora tivesse vinho diante dele, e, provavelmente, de acordo com o ofício de copeiro, bebesse ele próprio antes de entregá-lo ao rei, não alegraria o seu coração enquanto o Israel de DEUS estivesse em angústia.

A observação bondosa que o rei fez de sua tristeza e a indagação acerca da causa dessa tristeza (v. 2): Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Observe: 1. Devemos preocupar-nos, a partir de um princípio de compaixão cristã, com os sofrimentos e tristezas dos outros, mesmo dos nossos inferiores, e não dizer: O que tenho eu com isso? O grande DEUS não está satisfeito com o abatimento e desconfortos do seu povo, mas deseja que o sirvam com alegria e comam com alegria o seu pão (veja Sl 100.2; Ec 9.7). 2. Não é estranho se os doentes têm um semblante triste, por causa do que é sentido e o que é temido; a doença poderá obscurecer aqueles que estavam mais animados e alegres: no entanto, uma pessoa justa, mesmo na doença, poderá estar animada, se está segura de que seus pecados estão perdoados. 3. Estar livre de doença é uma benignidade tão grande, que não deveríamos estar imoderadamente desanimados diante de uma aparente carga; no entanto, a tristeza pelos nossos próprios pecados e as adversidades da Igreja de DEUS certamente entristecerão nossa aparência, mesmo sem estarmos doentes.

O relato que Neemias deu ao rei do motivo de sua tristeza, com humildade e temor. 1. Com temor. Ele reconheceu (embora pareça, pela história seguinte, que era um homem de coragem) que temia muito em grande maneira, talvez por causa da ira do rei (porque esses monarcas orientais assumiam um poder absoluto sobre a vida e a morte, Dn 2.12,13; 5.19), ou pelo risco de empregar mal uma palavra, ou perder a oportunidade de fazer o seu pedido por administrar mal esse momento. Uma boa segurança é, de fato, ótima façanha, no entanto, a modéstia humilde não é nenhuma reprovação. 2. Com humildade. Sem crítica a homem algum, e com muito respeito, consideração e boa vontade imagináveis para com o rei, seu senhor, ele diz: “Viva o rei para sempre. Ele é sábio e bom, e a pessoa mais apropriada do mundo para governar”. Ele modestamente pergunta: “Como não estaria triste o meu rosto (embora eu esteja em paz), estando a cidade (o rei sabia acerca de qual cidade ele se referia), o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada?”. Muitos são melancólicos e tristes, mas não sabem o motivo para tal; não sabem dizer por que e para quê. Estes deveriam reprovar-se pelas suas angústias e medos infundados. Mas Neemias tinha um bom motivo para estar triste a ponto de suplicar ao próprio rei acerca da sua tristeza. Observe: (1) Ele chama Jerusalém de o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, o lugar onde seus ancestrais foram sepultados. É bom que pensemos com frequência acerca dos sepulcros dos nossos pais; estamos inclinados a lembrar das suas honras e posições, suas casas e posses, mas deveríamos também lembrar dos seus sepulcros e considerar que esses que saíram antes de nós do mundo, e seus monumentos, são lembranças para nós. Também existe um grande respeito para com a memória dos nossos pais, que não deveríamos estar dispostos a ver prejudicada. Todas as nações, mesmo essas que não têm nenhuma expectativa em relação à ressurreição dos mortos, têm olhado com respeito para os sepulcros dos seus ancestrais como, de certa forma, sagrados e que não devem ser violados. (2) Ele se justifica em sua tristeza: “Tenho motivos para estar triste. Por que não deveria estar?”. Há momentos em que mesmo homens piedosos e prósperos têm motivos para estar tristes e mostrar sua aflição. Os melhores homens não devem pensar em antever o céu ao banir todos os pensamentos pesarosos; passamos por um vale de lágrimas, e devemos submeter-nos à condição do clima. (3) Ele aponta as ruínas de Jerusalém como a verdadeira causa de sua tristeza. Observe: Todas as injustiças da Igreja, mas especialmente suas desolações, são, e deveriam ser, motivo de pesar e tristeza para todas as pessoas justas, para todos que têm uma preocupação com a honra de DEUS e que são membros vivos do corpo místico de CRISTO, e que têm um espírito público; eles se compadecem até mesmo do pó de Sião (Sl 102.14).

O encorajamento que o rei deu a ele para falar o que estava em seu coração, e a oração que fez em seu coração a DEUS (v. 4). O rei tinha uma simpatia por ele, e não estava satisfeito em vê-lo em melancolia. Também é provável que tivesse uma simpatia pela religião judaica; ele a havia descoberto anteriormente na comissão que deu a Esdras, que era um clérigo, e agora novamente no poder que deu a Neemias, que era um estadista. Querendo saber como poderia ser útil a Jerusalém, ele pergunta isso a esse amigo ansioso: “Que me pedes agora? Existe algo que gostarias de ter. O que é?”. Ele tinha medo de falar (v. 2), mas essas palavras do rei lhe deram ousadia; muito mais devem o convite que CRISTO nos fez para orar e a promessa de que devemos nos apressar capacitar-nos a chegar com confiança ao trono da graça. Neemias imediatamente orou ao DEUS dos céus para que lhe desse sabedoria no sentido de pedir de maneira apropriada e inclinar o coração do rei para conceder-lhe o seu pedido. Aqueles que encontram favor com os reis devem assegurar o favor do Rei dos reis. Ele orou ao DEUS dos céus reconhecendo que Ele estava infinitamente acima até desse monarca. Não foi uma oração solene (ele não tinha oportunidade para tal), mas uma exclamação secreta e repentina; ele elevou o seu coração a esse DEUS que entende a linguagem do seu coração: Senhor, dá-me boca e sabedoria; Senhor, dá-me graça perante este homem (veja Lc 21.15). Observe: Devemos estar preparados para fazer exclamações piedosas, especialmente em ocasiões especiais. Onde quer que estejamos, temos um caminho aberto para os céus. Isso não impedirá nenhum tipo de atividade, mas irá, sim, favorecê-la. Portanto, não vamos permitir que qualquer atividade impeça esse tipo de oração, mas, sim, promovê-la. Neemias tinha orado de forma muito solene com relação a isso em muitas ocasiões (Ne 1.11), no entanto, quando está em apuros, ora novamente. Orações no ESPÍRITO e orações solenes não devem se chocar, mas cada uma tem o seu lugar.

Sua petição humilde ao rei. Quando recebeu esse encorajamento, apresentou sua petição muito modestamente e com submissão à sabedoria do rei (v. 5), mas de forma muito clara. Ele pediu uma comissão para ir como governador a Judá, para construir os muros de Jerusalém, e para permanecer lá por um período, alguns meses, podemos supor; e então, ou ele teve sua comissão renovada ou voltou para a Pérsia e foi enviado novamente, assim que esteve à frente do trabalho ali por pelo menos 12 anos (5.14). Ele também pediu uma escolta (v. 7), e uma ordem para os governadores, para lhe permitirem a passagem pelas suas respectivas províncias, e outra ordem para o guarda da floresta do Líbano, para supri-lo com a madeira que seria necessária para a obra de reconstrução.

O grande favor do rei a ele em perguntar quando voltaria (v. 6). Ele deixa claro que não gostaria de perdê-lo, ou de ficar sem ele por muito tempo, no entanto, para que pudesse cumprir sua missão de fazer bem ao seu povo, ele o dispensaria por um tempo, e permite que as cláusulas que Neemias pediu fossem inseridas em sua comissão (v. 8). Temos aqui uma resposta imediata de oração; porque a semente de Jacó nunca buscou o DEUS de Jacó em vão. No relato que dá do sucesso da sua petição, ele ressalta: 1. A presença da rainha. Ela estava sentada junto a ele (v. 6), o que (dizem) não era comum na corte persa (Et 1.11). Não sabemos se a rainha era adversária dele – o que poderia obstruir o seu intento, e ele menciona esse fato para o louvor da providência poderosa de DEUS, que, embora ela estivesse ao seu lado, ele foi bem-sucedido –, ou se ela era sua verdadeira amiga, e ele menciona esse fato para o louvor da providência bondosa de DEUS, pelo fato de ela estar presente para ajudar a favorecer o seu pedido. 2. O poder e a graça de DEUS. Ele obteve o que desejava, não de acordo com o seu mérito, sua influência sobre o rei, ou sua conduta sábia diante do rei, mas segundo a boa mão de DEUS sobre mim. Almas graciosas observam a mão de DEUS, sua boa mão, em todos os acontecimentos que lhes são favoráveis. Esse é o agir de DEUS.

 

  

II – NEEMIAS CHEGA A JERUSALÉM (Ne 2.7-11).

 
1. Neemias faz levantamento da real situação dos muros.
  

NÃO DECLAREI A NINGUÉM O QUE O MEU DEUS ME PÔS NO CORAÇÃO PARA FAZER.

Embora Neemias tivesse chegado como governador, com plena autoridade do Império Persa, não fez nada durante três dias e nem contou a ninguém os planos que DEUS lhe confiara. Sem dúvida, ele estava esperando em DEUS, ao invés de precipitar-se, confiando na sua própria capacidade (ver Is 40.29-31). Passou, então, a fazer uma inspeção cautelosa e cuidadosa nos danos causados nos muros pelos Babilônios (ver Esdras 4.23,24) e, por certo, calcular as despesas (Lc 14.28-30). É muito importante observar que, em vez de criticar os judeus pelos seus problemas e tristezas, ele queria ver esses problemas como eles os viam. Daí, ele nada falar, enquanto não compreendesse a situação segundo a sua perspectiva, sentindo o que eles sentiam.

 

Agora Neemias foi despedido pela corte de onde foi enviado. O rei nomeou chefes do exército e cavaleiros (v. 9), tanto para sua guarda como para mostrar que ele era um homem de cuja honra o rei se agrada (veja Et 6.6), para que todos os servos do rei pudessem respeitá-lo devidamente. Aqueles a quem o Rei dos reis envia, Ele também os protege e os dignifica com uma hoste de anjos para assisti-los.

Como ele foi recebido pelo país para o qual foi enviado.
1. Pelos judeus e seus amigos em Jerusalém. É-nos dito:
(1) Que, enquanto ocultava sua missão, não lhe deram muita atenção. Ele esteve em Jerusalém três dias (v. 11), e não parece que qualquer um dos homens importantes da cidade esperasse por ele para dar-lhe as boas-vindas na sua chegada, mas ele permaneceu desconhecido. O rei enviou cavaleiros para auxiliá-lo, mas os judeus não enviaram ninguém para recepcioná-lo; ele não tinha animal, a não ser sobre o qual montava (v. 12). Homens sábios, e aqueles que são dignos de honra dobrada, não anelam por ser vistos, por fazer um show, ou por fazer barulho, não, não quando vêm com as maiores bênçãos. Esses que em breve terão domínio na manhã (veja Sl 49.14), o mundo agora não os conhece, porque estão escondidos (1 Jo 3.1).
(2) Que, embora não o notassem, ele prestou muita atenção neles e no seu estado. Neemias levantou-se de noite e observou as ruínas dos muros, provavelmente com o luar (v. 13), para que pudesse ver o que precisava ser feito e o método a ser usado. Ele precisava se certificar se o antigo fundamento serviria, e se algum material dos escombros poderia ser usado. Observe: [1] Uma boa obra será bem-feita se forem tomadas as devidas providências. [2] É sábio da parte daqueles que estão engajados em atividades públicas, tanto quanto for possível, ver com os próprios olhos, e não agir, de modo geral, de acordo com os relatórios e exposição dos fatos de outros, e mesmo assim fazê-lo sem barulho e, se possível, despercebidos. [3] Aqueles que edificam as paredes da Igreja devem, antes de tudo, observar as ruínas dessas paredes. Esses que sabem como reformar devem investigar o que está defeituoso, o que precisa de reforma, e o que serve do jeito que está.

 

 

 

2. Neemias declara sua intenção de reedificar os muros.

  

Neemias 2:9-20
Neemias É Bem-Sucedido
Aqui nos é dito:

 Que, quando ele revelou seu plano para os magistrados e o povo, eles concordaram alegremente com ele acerca do plano. Ele não lhes contou primeiro qual era o seu objetivo (v. 16), porque não queria parecer que o estivesse elaborando por ostentação, e porque, caso entendesse que fosse impraticável, poderia retirar-se de forma mais honrável. Homens humildes e justos não soarão a trombeta antes de dar esmolas ou fazer uma boa ação. Mas após ter visto e considerado a coisa, e provavelmente ter sentido o pulso dos magistrados e do povo, ele lhes contou o que DEUS pôs no seu coração (v. 12), ou seja, reedificar o muro de Jerusalém (v. 17). Observe:

[1] Quão convenientemente ele propôs o empreendimento a eles: “Bem vedes vós a miséria em que estamos, como estamos expostos aos inimigos que estão ao nosso redor, quão legitimamente nos censuram como tolos e desprezíveis, quão facilmente nos tornam suas presas sempre que desejam; vinde, pois, e reedifiquemos o muro”. Ele não se encarregou de fazer a obra sem eles (não podia ser a obra de um só homem), embora tivesse a delegação do rei; mas, de uma maneira amistosa e fraternal, ele os estimulou e animou a que se unissem a ele nessa obra. Para encorajá-los a isso, ele fala do seu plano: em primeiro lugar, que esse plano se originou na graça especial de DEUS. Ele não recebe o louvor disso para si próprio, como uma ótima idéia dele próprio, mas reconhece que DEUS o pôs no seu coração e, portanto, todos devem apoiá-lo (tudo que vem de DEUS deve ser fomentado), e devem ter a confiança de prosperar nele, porque quando DEUS manda fazer algo, Ele se compromete em estar com eles. Em segundo lugar, que o progresso desse plano dependia da providência especial de DEUS. Ele apresentou a delegação do rei, contou-lhes quão prontamente ela foi concedida e quão solícito o rei estava em favorecer seu intento, em que via a mão do seu DEUS favorável. Tanto ele quanto o povo se sentiriam encorajados para participar de uma obra que recebia o favor tão marcante de DEUS.

[2] Eles chegaram a uma resolução, todos eles, de cooperar com ele: Levantemo-nos e edifiquemos. Eles estão envergonhados pelo fato de terem permanecido sentados por tanto tempo, sem empenhar-se nessa obra tão indispensável, e agora decidem levantar-se da sua indolência, para colocar-se em movimento, e encorajar-se mutuamente. “Levantemo-nos”, isto é, “vamos fazê-lo com vigor, diligência e firmeza, como aqueles que estão determinados a ir até o fim com esse projeto”. Assim, esforçaram as suas mãos, suas próprias e reciprocamente, para o bem. Observe: Em primeiro lugar, muita obra boa encontraria mãos suficientes para engajar-se, desde que houvesse uma boa cabeça para liderá-las. Todos viram as desolações de Jerusalém, no entanto, nenhum deles propôs a restauração delas; mas, quando Neemias a propôs, todos concordaram em participar dela. É uma pena que uma boa proposta se perdesse pura e exclusivamente pela falta de alguém para tomá-la nas mãos e quebrar o gelo dela. Em segundo lugar, quando nos encorajamos a nós mesmos e uns aos outros para o que é bom, fortalecemos a nós mesmos e uns aos outros nessa boa obra. O grande motivo de nos encontrarmos fracos em nosso dever é porque somos frios, indiferentes e indecisos. Vamos ver agora como Neemias foi recebido:

 

 Por aqueles que desejavam mal aos judeus. Aqueles a quem DEUS e seu Israel abençoavam, eles amaldiçoavam. (1) Quando ele apenas mostrou o seu rosto, eles ficaram contrariados (v. 10). Sambalate e Tobias, dois dos samaritanos, mas o primeiro moabita, e o último amonita, de nascimento, quando viram alguém vindo armado com uma delegação do rei para servir a Israel, isso lhes causou um grande desagrado, pois que todos os seus pequenos e desprezíveis artifícios para enfraquecer Israel estavam sendo frustrados por meio de um projeto justo, nobre e generoso para fortalecê-los. Nada é mais aborrecedor para os inimigos de pessoas justas, que as apresentaram aos príncipes como turbulentas, facciosas e indignas de viver, do que vê-las legitimadas pelos seus magistrados, sua inocência, esclarecida, e seu opróbrio, afastado, e que não eram dignas somente de viver, mas dignas de receber confiança. Quando observaram um homem vindo com essa conduta, que procurava o bem dos filhos de Israel, isso os aborreceu profundamente. O ímpio verá isto e se enraivecerá (veja Sl 112.10). (2) Quando ele começou a agir, eles se uniram para impedi-lo, mas em vão (vv. 19,20). [1] Veja aqui que mesmo sem motivo algum eles procuraram desencorajá-lo. Eles descreveram o empreendimento como uma coisa tola: zombaram de nós, e desprezaram-nos como construtores tolos, que não teriam condições de terminar o que começaram. Eles descreveram o empreendimento também como uma coisa perversa, como uma traição: Quereis rebelar-vos contra o rei? Porque essa era a velha condenação invejosa, embora agora eles tivessem uma delegação do rei e estivessem debaixo de sua proteção, mesmo assim são chamados de rebeldes. [2] Veja também os motivos que fizeram os judeus desprezar essas ações de desalento. Eles se animaram mutuamente com a certeza de que eram servos do DEUS do céu, o único e verdadeiro DEUS, que estavam agindo em favor dele, e que, portanto, os defenderia e os faria prosperar, apesar da amotinação das nações (Sl 2.1). Eles também consideraram que a razão de os seus inimigos agirem tão perversamente era que não tinham direito sobre Jerusalém, mas invejavam o direito deles. Da mesma forma, as ameaças impotentes dos inimigos da Igreja podem ser facilmente desprezadas pelos amigos da igreja.

  

III – NEEMIAS INICIA O LEVANTAMENTO DOS MUROS

1. O plano de Neemias. Ver capítulo 3. 

Neemias 3:1-32
A Reconstrução do Muro

A melhor maneira de dividir este capítulo é observar de que maneira a obra foi dividida entre os empreiteiros, para que cada um soubesse o que deveria fazer, e se dedicasse de acordo com uma imitação santa, e um desejo de distinguir-se, no entanto, sem qualquer contenda, animosidade ou interesses independentes. Não encontramos brigas entre eles, mas cada um buscava fazer o máximo para o bem público. Várias coisas são observadas no relato apresentado aqui da construção dos muros ao redor de Jerusalém:
I
Que Eliasibe, o sumo sacerdote, com seus irmãos sacerdotes, lideraram a vanguarda dessa tropa de construtores (v. 1). Os ministros devem estar à frente de qualquer boa obra; porque o seu ofício os obriga a ensinar e a estimular pelo exemplo, bem como pela doutrina. Se existe a necessidade de trabalhar, quem está mais apto para trabalhar do que eles? Se há perigo, quem está mais apto para aventurar-se do que eles? A dignidade do sumo sacerdote era muito grande e o obrigou a distinguir-se nesse serviço. Os sacerdotes repararam a Porta do Gado, chamada assim porque por meio dela eram trazidas as ovelhas que deveriam ser sacrificadas no Templo; e, portanto, os sacerdotes incumbiram-se de repará-la, porque a sua herança eram as ofertas queimadas ao SENHOR. Acerca dessa porta, lemos que eles a consagraram com a palavra e oração, e talvez com sacrifícios, possivelmente: 1. Porque ela levava ao Templo. Ou: 2. Porque com isso a edificação do muro começou, e é provável (embora estivessem trabalhando em todas as partes do muro ao mesmo tempo) que essa parte tenha sido terminada primeiro, e, por essa razão, nessa porta eles solenemente consagraram sua cidade e os muros dela à proteção divina. Ou: 3. Porque os sacerdotes eram os edificadores dela; e convêm aos ministros, acima dos outros, que estejam eles próprios, de uma maneira particular, consagrados a DEUS, para consagrar a Ele todas as suas realizações, e para realizar suas atividades comuns segundo DEUS.
II
Que os empreiteiros eram muitos, e cada um se responsabilizava por uma parte, alguns mais, outros menos, nessa obra, de acordo com a sua habilidade. Observe: Aquilo que deve ser feito para o bem público deve contar com a colaboração de todos, de acordo com as suas possibilidades. A força unida conquistará aquilo a que nenhum indivíduo ousaria aventurar-se. Muitas mãos tornarão o trabalho leve.
III
Que muitos que não eram habitantes de Jerusalém colaboraram nessa obra, e, portanto, consideravam puramente o bem-estar público e não tinham interesse particular algum ou vantagem própria. Lemos acerca dos homens de Jericó (v. 2), dos homens de Gibeão e Mispa (v. 7), e de Zanoa (v. 13). Cada israelita deveria oferecer uma mão na edificação de Jerusalém.
IV
Que muitos magistrados ou maiorais, tanto de Jerusalém como de outras cidades, estavam ativos nessa obra, sentindo-se honrados em participar dessa obra. Eles estavam dispostos a fazer o máximo conforme a sua riqueza e poder os capacitavam a fazer. Mas é digno de nota que eles são chamados de maiorais de uma parte, ou da metade, das suas respectivas cidades. Um era maioral da meia parte de Jerusalém (v. 12), outro do distrito (parte) de Bete-Haquerém (v. 14), outro do distrito (parte) de Mispa (v. 15), outro da metade de Bete-Zur (v. 16); um era maioral da metade de Queila, e outro da outra meia parte de Queila (vv. 17,18). Talvez o governo persa não confiasse uma cidade forte a uma única pessoa, mas nomeasse duas, para uma cuidar da outra. Roma tinha dois cônsules.
V
Aqui está uma justa repreensão dirigida aos nobres de Tecoa, que não meteram o seu pescoço ao serviço de seu senhor (v. 5), isto é, eles não se colocaram debaixo do jugo de uma obrigação com esse serviço; como se a dignidade e liberdade da sua nobreza fossem a sua isenção de servir a DEUS e fazer o bem, que são, na verdade, a maior honra e a maior liberdade. Os nobres não devem achar que um serviço pode ser considerado inferior quando isso auxilia no interesse do seu país; porque, para que mais a nobreza deles pode ser útil, senão para colocá-los em uma esfera mais elevada e ampla de utilidade do que aquela em que pessoas inferiores se movimentam?
VI
Duas pessoas uniram-se para reparar a Porta Velha (v. 6); dessa forma, foram cofundadoras, e repartiram a honra entre elas. A boa obra que não conseguimos realizar sozinhos, devemos ser gratos em poder reparti-la com os nossos parceiros. Alguns acham que essa é chamada de Porta Velha porque pertencia à antiga Salém, que dizem ter sido construída primeiro por Melquisedeque.
VII
Diversos negociantes honestos, bem como sacerdotes e magistrados, estavam ativos nessa obra – ourives, perfumistas, mercadores (vv. 8,32). Eles não achavam que as suas profissões os desculpavam, nem alegavam que não podiam deixar seus trabalhos para cuidar dos negócios públicos, sabendo que o que perdiam certamente seria recompensado pela bênção de DEUS sobre suas profissões.
VIII
Algumas mulheres também ajudaram nessa obra – Salum e suas filhas (v. 12), que, embora não fossem capazes de realizar o serviço braçal, tendo suas heranças em suas próprias mãos, ou sendo viúvas ricas, contribuíram com dinheiro para comprar materiais e pagar os operários. O apóstolo fala de algumas mulheres bondosas que trabalharam com ele no evangelho (Fp 4.3).
IX
Alguns repararam defronte de suas casas (vv. 10,23,28,29), e alguém (que, é provável, era apenas um inquilino) reparou defronte de sua câmara (v. 30). Quando uma boa obra geral precisa ser feita, cada um deve aplicar seus esforços na parte que está próximo dele e ao seu alcance. Se cada um varrer diante de sua casa, a rua ficará limpa; se cada um corrigir alguém, todos serão corrigidos. Se aquele que tem apenas uma câmara reparar o muro que está diante dela, terá feito a sua parte.
X
Um deles reparou com grande ardor a parte que lhe cabia (v. 20) – ele o fez com um zelo inflamado; não que os outros fossem frios ou indiferentes, mas ele era o mais vigoroso em relação a todos os outros e, consequentemente, se tornou notável. É bom ser zeloso [...] do bem (veja Gl 4.18); e é provável que o zelo desse bom homem tenha provocado muitos a esforçar-se mais e apressar-se ainda mais.
XI
Um desses edificadores era o sexto filho do seu pai (v. 30). Seus cinco irmãos mais velhos, pelo que parece, não se envolveram nesse trabalho, mas ele o fez. Ao fazermos o que é bom, não precisamos ficar para ver nossos irmãos mais velhos irem adiante de nós; caso eles rejeitem o trabalho, não quer dizer que devamos fazer o mesmo. Assim, o irmão mais novo, caso seja o homem preferível, e realize um serviço melhor para DEUS e para sua geração, é o cavalheiro melhor. Os mais úteis são os mais honráveis.
XII
Alguns daqueles que terminaram primeiro ajudaram seus companheiros, e incumbiram-se de mais uma porção onde a necessidade era maior. O que Meremote reparou é citado (v. 4), e novamente (v. 21). E os tecoítas, além da porção que repararam (v. 5), incumbiram-se de mais uma porção (v. 27); isso é mais notável porque seus nobres deram um mau exemplo ao se retirarem do serviço, o que, em vez de lhes servir como desculpa para permanecerem sentados, talvez os tenha tornado mais dispostos para fazer um trabalho dobrado, de modo que pelo seu zelo pudessem envergonhar ou reparar a avareza e a negligência dos seus nobres.
Por último, aqui não há nenhuma menção de que Neemias tivesse se incumbido de uma parte específica nessa obra. Um homônimo dele é mencionado (v. 16). Mas, será que ele não se envolveu na obra? É claro que sim, embora não se incumbisse de uma parte específica do muro, ele fez mais do que qualquer um deles, porque tinha a superintendência de todos eles; a metade dos seus servos trabalhava onde havia maior necessidade, e a outra metade permanecia como sentinela, como lemos mais tarde (4.16), enquanto ele próprio fazia as rondas, dirigia e encorajava os construtores, aplicava suas mãos onde havia necessidade, e mantinha um olho vigilante nos movimentos do inimigo, como veremos no próximo capítulo. O timoneiro não precisa puxar a corda: basta que ele dirija.

  

2. A tática de Neemias. 

Neemias 4:16-23
A Obra Teve Prosseguimento com toda a Precaução Necessária contra qualquer Surpresa

Quando os edificadores tinham motivos para pensar que o desígnio dos inimigos tinha sido desbaratado, a ponto de voltarem à sua obra, eles não estavam tão seguros, a ponto de largar as armas, sabendo quão desassossegados e incansáveis eram nas suas tentativas, e que, caso um intento falhasse, estariam planejando outro. Assim, sempre devemos estar alertas contra os nossos inimigos, e não esperar que nosso bem-estar esteja concluído antes que nossa obra esteja. Veja o plano que Neemias adotou, para que o povo permanecesse de prontidão, caso houvesse um ataque. 1. Enquanto a metade estava trabalhando, a outra metade estava com suas armas, segurando lanças, escudos, arcos e couraças, não somente por eles mesmos, mas também pelos colegas que trabalhavam na reconstrução dos muros, que imediatamente abandonariam seu trabalho e tomariam suas armas, diante do primeiro alarme (v. 16). É provável que eles trocassem de serviço em horários definidos, o que aliviaria a fadiga de ambos, e especialmente seria um alívio para os acarretadores, cuja força já desfalecera (v. 10); enquanto seguravam as armas, eram aliviados e, mesmo assim, não indolentes. Assim, dividindo seu tempo entre a colher de pedreiro e a lança, lemos que cada um com uma mão fazia a obra e na outra tinha as armas (v. 17), o que não pode ser entendido literalmente, porque a construção requeria o uso de ambas as mãos; mas isso sugere que eles estavam igualmente engajados nas duas coisas. Assim, devemos desenvolver a nossa salvação com as armas da nossa batalha espiritual em nossa mão; porque em cada obrigação devemos esperar enfrentar a oposição dos nossos inimigos espirituais, contra quem devemos continuar militando a boa milícia da fé. 2. Cada construtor tinha uma espada ao seu lado (v. 18), que podia levar sem que obstruísse o seu trabalho. A palavra de DEUS é a espada do ESPÍRITO, que devemos ter sempre à mão e nunca em algum lugar distante, tanto em nossas obras como em nossos conflitos como cristãos. 3. Cuidado era tomado tanto para receber quanto para dar notícias tão logo o inimigo buscasse uma aproximação, caso tentasse surpreendê-los. Neemias mantinha um trombeteiro sempre perto dele, para soar um alarme diante da primeira sugestão de perigo. A obra era grande, e os construtores, dispersos, visto que trabalhavam ao mesmo tempo em todas as partes do muro. Neemias continuamente caminhava pelo muro para supervisionar a obra e encorajar os operários, e assim seria imediatamente informado caso o inimigo fizesse um ataque. Assim, pelo som da trombeta, logo informaria a todos, e estes imediatamente deveriam se reunir com a plena certeza de que o seu DEUS pelejaria por eles (vv. 18-20). Quando agiam como operários, era requisito que estivessem dispersos onde havia trabalho a fazer; mas, caso necessário, como soldados, deveriam agrupar-se em um só corpo. Da mesma forma, os trabalhadores na edificação de CRISTO devem estar prontos para unir-se contra um inimigo comum. 4. Os habitantes das aldeias eram ordenados a alojar-se em Jerusalém, com seus servos, não somente para que estivessem mais próximos do seu trabalho pela manhã, mas para que estivessem preparados para ajudar em caso de um ataque à noite (v. 22). A força de uma cidade reside mais nas suas mãos do que nos seus muros; assegure-as, e as bênçãos de DEUS sobre elas, e você estará seguro. 5. Neemias e todos os seus homens permaneciam próximos em seu negócio. As lanças estavam sempre com eles, de modo que a visão delas aterrorizasse o inimigo, não somente de sol a sol, mas do crepúsculo ao alvorecer, todos os dias (v. 21). Assim, também devemos estar sempre de guarda contra nossos inimigos espirituais, não somente (como aqui) enquanto é dia, mas quando é noite, porque eles são os príncipes das trevas deste século (veja Ef 6.12). Neemias estava tão atento em relação ao seu trabalho, e mantinha os seus servos tão firmes nele, que, enquanto o ardor do negócio durava, nem ele nem seus serventes iam para a cama, mas cada noite se deitavam e dormiam com as roupas do corpo (v. 23), exceto quando as trocavam, ou para serem lavadas ou em caso de impureza cerimonial. Esse era um sinal de que o coração deles estava voltado para o trabalho, visto que não encontravam tempo para trocar de roupa, mas decidiram que estariam preparados em todo tempo para o serviço. A boa obra é bem-sucedida quando aqueles que labutam nela a tornam seu interesse pessoal.

  

3. A união dos judeus ficou ameaçada.

 Neemias 5:1-5
A Queixa dos Pobres por Serem Oprimidos pelos Ricos

Temos aqui as lágrimas dos oprimidos, às quais Salomão se referiu (Ec 4.1). Que as consideremos como são derramadas aqui diante de Neemias, cujo ofício, como governador, era livrar o pobre e o necessitado e tirá-los das mãos dos ímpios (Sl 82.4). Tempos difíceis e corações duros tornaram os pobres miseráveis.
I
Os tempos em que eles viviam eram difíceis. Havia escassez de trigo (v. 3), provavelmente por falta de chuva, com a qual DEUS havia castigado por negligenciarem a sua casa (Ag 1.9-11) e a falta de cumprir com suas obrigações financeiras para com a igreja (Ml 3.9,10). Desse modo, homens tolos e pecaminosos trazem os juízos de DEUS sobre si mesmos, e então se queixam deles. Quando as provisões estão escassas e dispendiosas, o pobre logo sente, e é atormentado por essa escassez. Bendito seja DEUS pela misericórdia, e que Ele nos livre do pecado, da fartura de pão (Ez 16.49). A escassez aqui era mais grave porque havia muitos filhos e filhas (v. 2). As famílias que mais careciam eram as mais numerosas; aqui havia bocas, mas onde estava o alimento? Alguns possuem propriedades, mas não têm filhos para herdá-las; outros têm filhos e não têm herança para deixar para eles. Os que têm os dois, têm motivos para ser gratos. Os que não têm nenhum deles podem mais facilmente estar contentes. Os que têm grandes famílias e poucos recursos devem aprender a viver pela fé na providência e promessas de DEUS; e aqueles que têm pequenas famílias e muitos recursos devem da sua abundância suprir a falta dos outros (veja 2 Co 8.14). Mas isso não era tudo: uma vez que o trigo era escasso, o tributo era elevado; o tributo do rei devia ser pago (v. 4). Essa marca do seu cativeiro ainda permanecia sobre eles. Talvez fosse um imposto per capita, e, visto que os filhos e filhas eram muitos, o imposto era elevado. Quanto mais precisavam para sustentar-se (um caso difícil!), tanto mais precisavam pagar. Agora, pelo que parece, eles não tinham meios próprios para comprar trigo e pagar os tributos, e precisavam tomar dinheiro emprestado. Suas famílias voltaram pobres da Babilônia; com muito custo tinham conseguido construir suas casas, e ainda não tinham recuperado suas forças quando essas novas cargas se acumularam sobre suas costas. Empregados pobres que buscam um sustento honesto e, às vezes, não têm o suficiente para si e sua família, são dignos da consideração compassiva daqueles que, com sua riqueza ou com seu poder, estão em condições de ajudá-los.
II
As pessoas com quem eles negociavam eram duras. O dinheiro era necessário, mas precisava ser tomado emprestado; e aqueles que lhes emprestavam dinheiro tiravam vantagem de suas necessidades. Eles eram muito duros e os tornavam suas presas. 1. Os ricos extorquiam juros deles a doze por cento, o centésimo do dinheiro por mês (v. 11). Se os homens emprestam grandes montantes para fazer negócios, para aumentar seu gado, ou para comprar novas terras, não há motivos para o concessor do empréstimo não participar do lucro daquele que toma emprestado; ou se é para gastar em suas concupiscências, ou reparar o que gastou, por que não deveria pagar pelas suas extravagâncias? Mas se o pobre toma emprestado para manter sua família, e nós temos condições de ajudá-lo, deveríamos emprestar sem juros o necessário para sustentá-lo, ou (caso não ele tenha condições de devolver o empréstimo) dar livremente certo valor a ele. 2. Eles os forçavam a hipotecar suas terras e casas para a garantia do seu dinheiro (v. 3), e não somente isso, mas tomavam lucros para benefício próprio (v. 5, compare com o v. 11), para que gradualmente se tornassem senhores de tudo que tinham. Contudo, isso não era o pior. 3. Eles tomavam seus filhos como servos, para serem escravizados ou vendidos (v. 5). Essa queixa os tocava em uma parte delicada, e foi agravada com o seguinte: “Nossos filhos são como seus filhos, tão preciosos para nós como os seus filhos são para eles; eles não são somente da mesma natureza humana, e designados para as honras e liberdades disso (Ml 2.10; Jó 31.15), mas da mesma nação santa, israelitas nascidos de ventre livre e dignificados com os mesmos privilégios. Nossa carne carrega o selo sagrado do concerto da circuncisão, bem como a carne de nossos irmãos; no entanto, nossos herdeiros devem ser seus escravos, e já não estão no poder de nossas mãos”. Essas pessoas fizeram uma exposição breve dessas coisas a Neemias, não somente porque viam que ele era um homem justo que poderia livrá-las, mas porque ele era um homem justo que, de fato, o faria. Para onde o pobre ferido deveria fugir por socorro, senão para os escudos da terra? (veja Sl 47.9). Para onde, senão para a corte de justiça, para as instituições de caridade, no colo do rei, e para aqueles que foram incumbidos por isso para consolo contra a summum jus – a extremidade da lei?
Finalmente, deixaremos Neemias ouvindo as queixas, e investigando acerca da verdade das alegações dos queixosos (porque os clamores do pobre nem sempre são justos), enquanto sentamos e olhamos: (1) Com uma compaixão graciosa para os oprimidos, e lamentamos as aflições que muitos no mundo estão passando, colocando nossa alma no lugar da alma deles, e lembrando-nos em nossas orações e socorro desses que são oprimidos, como se estivéssemos oprimidos com eles. (2) Com uma indignação graciosa para os opressores, e repugnância por causa do seu orgulho e crueldade, a ponto de beber as lágrimas, o sangue, daqueles que estão sob os seus pés. Mas precisamos nos lembrar de que aqueles que não mostrarem misericórdia deverão esperar juízo sem misericórdia (veja Tg 2.13). Era uma agravação do pecado desses judeus opressores que eles mesmos tenham sido libertados tão tardiamente da casa da servidão, que os obrigava em gratidão a desfazer as ataduras do jugo (Is 58.6).

  

IV – O LEVANTAMENTO DOS MUROS PROVOCOU GRANDE OPOSIÇÃO

1. Iniciada a edificação dos muros, Sambalate e Tobias indignaram-se grandemente, e usaram várias estratégias para fazerem parar a obra.

 

Neemias 6:1-9
Duas Conspirações dos Inimigos para Prejudicar Neemias São Frustradas

Temos aqui um relato de duas conspirações contra Neemias, de quão astutamente elas foram colocadas pelos seus inimigos, e de quão auspiciosamente foram frustradas pela boa providência de DEUS e pela prudência de Neemias.
I
Uma conspiração para atraí-lo para uma cilada. Os inimigos tinham um relato do progresso em que a obra se encontrava, de que todas as brechas do muro tinham sido fechadas, a ponto de considerarem a obra terminada, embora, naquela época, as portas nos portais ainda estivessem fora dos gonzos (v. 1); eles devem, portanto, agora ou nunca, por meio de um ataque ousado, tirar Neemias. Eles ouviram quão bem guardado ele estava, de modo que não tinham como atacá-lo lá na sua posição. Por isso, tentarão, por meio de todos os artifícios possíveis, atraí-lo até o meio deles. Observe: 1. Com que sutileza infernal o cortejaram para que se encontrasse com eles, não em qualquer cidade, para que não levantasse alguma suspeita de que planejavam segurá-lo, mas em um vilarejo nas terra de Benjamim: “Vem, e congreguemo-nos juntamente para consultar acerca dos interesses comuns das nossas províncias”. Eles queriam que Neemias pensasse que desejavam a sua amizade, e que estariam felizes em conhecê-lo melhor, para que pudesse haver uma melhor cooperação entre eles e o estabelecimento de um bom acordo. Porém intentavam fazer-me mal. É provável que ele tivesse recebido alguma informação secreta de que planejavam prendê-lo ou matá-lo; ou ele os conhecia tão bem, que, sem sombra de dúvida, concluiu que visavam sua vida e, portanto, quando diziam coisas boas, não se fiou neles (veja Jr 12.6). 2. Veja com que sabedoria divina ele rejeitou a proposta. Seu DEUS o instrui (veja Is 28.26) a dar a eles essa resposta prudente pelos seus próprios mensageiros: “Estou fazendo uma grande obra, estou muito ocupado, e estou relutante em deixar a obra parada para descer” (v. 3). Seu cuidado era para que a obra não parasse; ele sabia que isso poderia acontecer, caso a deixasse; e por que cessaria esta obra e iria ter convosco? Ele não menciona sua desconfiança, nem os repreende pelos seus planos traiçoeiros, mas apresenta-lhes uma boa razão e uma das verdadeiras razões por que não estava disposto a ir. O elogio sempre deve dar lugar ao trabalho. Aqueles que são tentados a perder tempo com reuniões frívolas organizadas pelos seus companheiros infrutíferos devem responder à tentação desta maneira: “Temos trabalho a realizar, e não devemos negligenciá-lo”. Eles o atacaram quatro vezes com a mesma solicitação, e Neemias sempre lhes retornou a mesma resposta, o que, podemos supor, era muito vexatório para eles; pois eles realmente almejavam a descontinuidade da obra, e ver que o seu empreendedor estava tão aplicado nela os faria desanimar. Da mesma maneira enviaram a mim quatro vezes; e da mesma maneira lhes respondi (v. 4). Observe: Nunca devemos permitir que sejamos vencidos pelas maiores importunações para fazer qualquer coisa pecaminosa ou imprudente; mas, quando somos atacados com a mesma tentação, devemos resistir-lhe com a mesma razão e determinação.
II
Uma conspiração para amedrontá-lo de sua obra. Caso conseguissem afastá-lo da obra, certamente ela pararia. As tentativas de Sambalate são em vão. 1. Ele esforça-se em atacar Neemias com um temor de que seu empreendimento para edificar os muros de Jerusalém era visto de forma geral como faccioso e sedicioso, e que seria ressentido pela corte (vv. 5-7). Os melhores homens, mesmo nas suas realizações mais inocentes e primorosas, têm sido submetidos a essa imputação. Isso é escrito a ele em uma carta aberta, como algo conhecido e falado, entre as nações, e Gesém confirma essa verdade, de que Neemias estava visando tornar-se rei e livrar-se do jugo persa. Observe: É comum que pessoas com intenções maldosas retratem algo falsamente e digam que essa é a concepção de muitos. Agora Sambalate finge informar Neemias disso como amigo, para que se apresse a ir à corte para justificar-se, ou suspenda seus procedimentos, com medo de que sejam mal interpretados; pelo menos, diante dessa conjectura, ele busca induzi-lo a participar da reunião: “Consultemos juntamente como abafar esse rumor”, esperando dessa forma afastá-lo, ou pelo menos afastá-lo da sua obra. Assim, suas palavras eram mais brandas do que o azeite e, no entanto, no seu coração havia guerra (veja Sl 55.21), e ele esperava, semelhantemente a Judas, beijar e matar. Mas certamente em vão é a rede estendida à vista de qualquer ave. Neemias logo ficou sabendo qual era o objetivo deles, ou seja, que suas mãos largassem a obra (v. 9), e, portanto, não somente desmentiu que essas coisas eram verdade, mas que chegaram a ser noticiadas; ele era conhecido demais para ser refém dessa suspeita. 2. Dessa forma, ele escapou da armadilha e permaneceu no seu lugar; ele não se deixaria amedrontar e deixaria de semear e colher por causa dos ventos e nuvens. Mesmo que tenha sido noticiado dessa forma, nunca devemos omitir o dever conhecido meramente por medo de que possa ser mal interpretado; mas, enquanto mantemos uma boa consciência, vamos confiar em DEUS com o nosso bom nome. Na verdade, a notícia era falsa. O povo de DEUS, embora suficientemente sobrecarregado com opróbrio, não tem uma reputação tão baixa como alguns gostariam que pensasse.
No meio da sua queixa por causa da maldade deles, buscando amedrontá-lo e fazer com que largasse a obra, Neemias eleva o coração aos céus com essa oração breve: Agora, pois, ó DEUS, esforça as minhas mãos. Serve de grande conforto e alívio para pessoas justas saber que, diante dos maiores apuros e dificuldades, elas têm um DEUS justo a quem se dirigir, de quem, pela fé e oração, conseguem extrair graça para silenciar seus medos e esforçar as suas mãos quando seus inimigos se empenham em inflá-los com medos para não continuarem o trabalho. Quando, em nossa obra e batalha cristã, nos defrontamos com quaisquer serviços ou conflitos específicos, esta é uma boa oração a ser feita: “Tenho esse dever a cumprir e essa tentação a enfrentar; agora, pois, ó DEUS, esforça as minhas mãos”. Alguns entendem que aqui não se trata de uma oração, mas de uma santa resolução (porque as palavras ó DEUS são supridas em nossa tradução): agora, pois, esforço as minhas mãos. Observe: A coragem cristã será afiada pela oposição. Cada tentação para nos afastar do dever deveria estimular-nos tanto mais a cumprir esse dever.

  

Todo verdadeiro homem de DEUS enfrentará oposição em seu ministério, tanto dos de fora como dos de dentro da Igreja.

Sambalate, Tobia e Gesem são tipos de inimigos que surgem em oposição ä obra de DEUS, enviados e inspirados por Satanás.

Nosso Senhor e mestre teve inimigos sagazes e intrépidos, mas sempre os venceu a todos pela Palavra de DEUS e na unção e poder do ESPÍRITO SANTO.

Neemias, apesar de político de grande importância, não se corrompeu nem pelo poder financeiro e nem pelo poder da autoridade a ele conferida por Artaxerxes.

 

Neemias 6:10-14
Falsos Profetas Aconselham Neemias a Ir ao Templo, mas ele não Sai do seu Posto

Os inimigos dos judeus procuraram de todas as formas afastar Neemias de dar continuidade na construção do muro ao redor de Jerusalém. Para alcançar o seu objetivo, procuraram atraí-lo até eles, mas em vão; agora, procuram levá-lo ao interior do Templo para sua própria segurança. Que ele esteja em qualquer lugar, exceto no seu trabalho. Percebendo que Neemias é um homem cauteloso, eles buscarão obter êxito em torná-lo covarde. Observe:
I
A forma aviltante com que os inimigos apresentaram sua tentação.
1. O intento deles era levar Neemias a fazer uma coisa tola, para que pudessem rir dele, e insultá-lo por essa ação, e assim diminuir sua influência e importância (v. 13): para me atemorizar, e para que, dessa forma, pudessem ter alguma causa a fim de me infamarem e assim me vituperarem. Eles, na verdade, estavam fazendo a obra do diabo, que é o tentador dos homens para que se torne o seu acusador. Ele atrai os homens para o pecado para que se glorie na vergonha deles. A maior injúria que nossos inimigos podem fazer-nos é levar-nos a fazer aquilo que é pecaminoso.
2. Os instrumentos que usaram foram um profeta e uma profetisa falsos, a quem contrataram para persuadir Neemias a parar a obra e afastar-se para sua própria segurança. O falso profeta era Semaías, de quem lemos que estava encerrado em sua própria casa, ou sob pretexto de isolamento para meditação e para consultar a vontade de DEUS, ou para dar a Neemias um sinal para que se encerrasse da mesma maneira. Pelo que parece, Neemias tinha respeito por ele, porque foi para sua casa para consultá-lo (v. 10). Havia outros profetas ali, e uma profetisa, Noadias (v. 14), que estavam a serviço dos inimigos dos judeus, seus pensionistas e traidores do seu país. Se eles tinham a intenção de simular que eram inspirados, não está claro. Eles não disseram: Assim diz o Senhor, como os antigos falsos profetas diziam; mesmo não agindo dessa forma, muitos acreditavam que se distinguiam no conhecimento divino e na prudência humana, e que tinham capacidades incomuns de discernimento e previsão; eles eram, portanto, consultados em casos difíceis, que era o papel de um profeta. Os inimigos convenceram esses falsos profetas a aconselhá-lo em nome deles. Por essa razão, precisamos lamentar: (1) A maldade desses perversos profetas, que eram tão desleais a ponto de trair a causa de DEUS e seus compatriotas, mesmo sob o pretexto de ter comunhão com DEUS e preocupação com o seu país. (2) A desventura de homens justos como Neemias, que estão em perigo de serem afrontados com esse tipo de embuste, e a quem nenhuma tentação vem com mais força do que aquela que vem disfarçada pela religião, pela revelação e pela devoção, e que é trazida pelas mãos de profetas.
3. O pretexto era plausível. Esses profetas sugeriram a Neemias que os inimigos viriam para matá-lo, de noite, o que ele tinha motivos suficientes para acreditar ser verdade. Eles o fariam, se pudessem e ousassem. Eles fingiam estar muito preocupados com a sua segurança. O povo estaria perdido se qualquer mal ocorresse com ele; e, por essa razão, de forma muito séria, eles o aconselharam a esconder-se no Templo até que o perigo tivesse passado. O Templo era um lugar sólido e sagrado, onde ele estaria debaixo da proteção especial do Céu (Sl 27.5). Caso Neemias tivesse dado ouvidos e feito o que lhe aconselharam, o povo imediatamente teria abandonado o seu trabalho e se desfeito das armas, e cada um teria buscado a sua própria segurança; e, então, os inimigos poderiam facilmente, e sem oposição, ter demolido a obra, derrubado o muro novamente, e assim ter alcançado o seu objetivo. Embora a autopreservação seja um princípio fundamental da lei da natureza, ela nem sempre é o melhor e mais sábio conselho.
II
Veja a forma corajosa com que Neemias subjugou essa tentação, e saiu vitorioso.
1. Ele imediatamente resolveu não dar ouvidos a ela (v. 11). Veja aqui: (1) Qual foi o seu raciocínio: “Um homem, como eu, fugiria? Deveria eu abandonar a obra de DEUS, ou desanimar meus próprios operários a quem empreguei e encorajei? Deveria eu ser crédulo demais quanto à notícia ou apreensivo demais em relação à minha vida? Eu, que sou o governador, para quem se voltam tantos olhos, quer de amigos quer de inimigos? Outro pode fugir, mas eu não. E quem há, como eu, que em meu posto de honra, e poder, e confiança, entraria no Templo, e aguardaria ali, quando há trabalho a ser feito, sim, mesmo que fosse para salvar a minha vida?”. Observe: Quando somos tentados a pecar, deveríamos nos lembrar de quem e do que somos, para que não façamos nada impróprio em relação a nós e à nossa profissão. Não é próprio dos reis, ó Lemuel (Pv 31.4). (2) Qual foi o resultado do seu raciocínio. Ele decide: “Não entrarei. Prefiro morrer em meu trabalho a viver isolado de forma inglória”. Observe: Coragem santa e magnanimidade nos encorajarão, independentemente do custo, a nunca recusarmos uma boa obra, nem fazermos uma obra má.
2. Ele ficou imediatamente ciente de qual era a fonte dessa tentação (v. 12): “E conheci que eis que não era DEUS quem o enviara. Esse conselho não tinha direção divina, nem ordinária nem extraordinária, mas visava me prejudicar”. A maldade desses mercenários miseráveis mais cedo ou mais tarde virá à luz. Neemias diz que temia duas coisas naquilo que foi aconselhado: (1) Ofender a DEUS: para me atemorizar, e para que eu assim fizesse e pecasse. Observe: O pecado é aquilo que deveríamos temer acima de qualquer coisa. É um bom resguardo contra o pecado quando tememos nada além do pecado. (2) Envergonhar-se: para que tivessem alguma causa a fim de me infamarem e assim me vituperarem. Observe: A coisa que deveríamos temer além da pecaminosidade do pecado é a infâmia dele.
3. Ele humildemente pede a DEUS que acerte as contas com eles por causa dos seus maus desígnios contra ele (v. 14): Lembra-te, meu DEUS, de Tobias e do restante deles, conforme estas suas obras. Como, no caso em que mencionou seus próprios bons serviços, ele não determinou de forma avarenta e ambiciosa a DEUS qual recompensa ele deveria receber dele, mas modestamente orou: Lembra-te de mim, meu DEUS (Ne 5.19), assim aqui ele não impreca de forma vingativa qualquer juízo específico sobre seus inimigos, mas encaminha o assunto a DEUS. “Tu conheces os seus corações, e és o vingador da falsidade e injustiça; julga entre mim e eles, e usa o meio que achares melhor para chamá-los para prestar contas”. Observe: Independentemente das injúrias que são cometidas contra nós, não devemos nos vingar, mas entregar nossa causa àquele que julga de forma justa.

  

2. O muro foi concluído (Ne 6.15).

 

Neemias 6:15-19
Apesar de toda a Oposição, a Obra Foi Concluída em um Período bem Breve

Neemias está aqui terminando o muro de Jerusalém, e mesmo assim seus inimigos continuam criando problemas para ele.
I
Tobias e os outros adversários dos judeus estavam atormentados e humilhados em ver o muro construído, apesar de todas as suas tentativas para obstruir essa obra. O muro foi iniciado e terminado em cinqüenta e dois dias, e mesmo assim temos motivos para acreditar que eles descansaram aos sábados (v. 15). Muitos foram empregados, e havia lugar para todos eles. Aquilo que fizeram, fizeram com alegria, dedicando-se à construção, porque amavam o que faziam. As ameaças dos inimigos, que provavelmente tinham a intenção de enfraquecê-los, os estimularam a dar continuidade ao seu trabalho de forma mais vigorosa, para que pudessem terminá-lo antes da chegada do inimigo. Assim, do comedor saiu comida (veja Jz 14.14). Veja quão grande trabalho pode ser feito em um tempo tão diminuto quando nos empenhamos de forma fervorosa. Quando os inimigos ouviram que o muro tinha sido acabado, achando que malmente havia começado e quando achavam que tinham como embargar a obra, abateram-se muito em seus próprios olhos (v. 16). 1. Eles estavam envergonhados da sua própria segurança, porque achavam que poderiam cessar a obra; estavam abatidos com o mau sucesso. 2. Eles invejaram a prosperidade e sucesso dos judeus, angustiaram-se em ver os muros de Jerusalém reedificados, enquanto, é possível, os reis da Pérsia não lhes haviam permitido fortificar as cidades da Samaria. Quando Caim invejou seu irmão, descaiu-lhe o seu semblante (Gn 4.5). 3. Eles desesperaram-se por cometerem essa injúria contra eles, pelo fato de humilhá-los e torná-los sua presa. E tinham motivos para tal, porque perceberam, pelo sucesso maravilhoso, que o nosso DEUS fizera esta obra. Mesmo esses pagãos tinham tanto juízo, a ponto de: [1] Perceberem uma providência especial de DEUS relacionada aos negócios da Igreja, quando prosperaram de maneira marcante. Dizia-se entre as nações: Grandes coisas fez o SENHOR a estes (Sl 126.2). DEUS lutava por Israel e trabalhava com eles. [2] Crerem que a obra de DEUS seria consumada. Quando perceberam que a obra era de DEUS, não tinham outra expectativa senão a de que ela continuaria e prosperaria. [3] Concluírem que, caso fosse de DEUS, não faria sentido opor-se a ela; ela certamente prevaleceria e seria vitoriosa.
II
Neemias tinha o desgosto, apesar disso, de ver alguns do seu próprio povo se correspondendo traiçoeiramente com Tobias e servindo aos seus interesses. Isso, sem dúvida, lhe causou grande aflição e desânimo. 1. Mesmo entre os nobres de Judá havia alguns que tinham tão pouca percepção de honra para com seu país, que chegaram a se comunicar com Tobias por carta (v. 17). Eles escreveram com toda liberdade e intimidade a ele, e receberam as cartas dele com agrado. É possível que os nobres de Judá sejam capazes de fazer uma coisa tão desprezível e perversa? Parece que homens notáveis nem sempre são sábios, nem honestos. 2. Muitos em Judá estavam ligados, de maneira estrita mas secreta, a Tobias para promover os interesses do seu país, embora isso, certamente, resultasse na ruína do seu próprio povo. Eles estavam ajuramentados com ele, não como príncipe deles, mas como amigo e aliado, porque tanto ele quanto seu filho tinham se casado com filhas de Israel (v. 18). Veja a injúria de casar-se com estrangeiros; porque quando um pagão se convertia dessa forma, dez judeus eram corrompidos. Uma vez que eles tinham laços de parentesco com Tobias, logo ficaram ajuramentados com ele. Um amor pecaminoso leva a alianças pecaminosas. 3. Eles tiveram a impudência de tentar estabelecer uma amizade entre Neemias e ele: “Também as suas bondades contavam perante mim, retratavam-no como um homem gentil e inteligente, alguém em quem se podia confiar”. Somos, na verdade, ordenados a não difamar ninguém (veja Tt 3.2), mas também a nunca falar bem de homens perversos. Os que deixam a lei louvam o ímpio (Pv 28.4). 4. Eles eram tão falsos a ponto de revelar os conselhos de Neemias a ele, pervertendo-os, sem dúvida, e colocando interpretações falsas, o que supria Tobias com assunto para suas cartas, para impregnar medo nele e assim afastá-lo da sua obra e buscar desanimá-lo. Assim, todos os seus pensamentos contra ele eram para mal, mas DEUS se lembrava dele para bem. 

 

V – O MURO FOI SOLENEMENTE INAUGURADO

  

1. Para a dedicação dos muros foram convocados todos os levitas, a fim de dedicarem os muros com alegria, com louvores, com canto, com saltério, com alaúdes e com harpas (Ne 12.27).

 

Neemias 12:27-43
As Solenidades da Dedicação dos Muros de Jerusalém

Lemos acerca da edificação dos muros de Jerusalém com grande temor e tremor. Temos aqui um relato da dedicação dos muros com grande alegria e triunfo. Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria (veja Sl 126.5).
I
Devemos perguntar-nos qual era o significado dessa dedicação dos muros. Presumiremos que incluía a dedicação da cidade também (continens pro contento – a coisa que contém para a coisa contida), e, portanto, ela não ocorreu até que a cidade estivesse repovoada (Ne 11). 1. Era uma gratidão solene a DEUS pela sua grande misericórdia para com a conclusão dessa tarefa, pela qual eram tanto mais sensíveis por causa da dificuldade e oposição que encontraram. 2. Eles, por meio disso, devotaram a cidade de uma maneira peculiar a DEUS e à sua honra, e tomaram posse dela para Ele e em seu nome. Todas as nossas cidades, todas as nossas casas, devem ter “santidade ao Senhor” escrito nelas; mas essa cidade era (como nenhuma outra) uma santa cidade, a cidade do grande Rei (Sl 48.2; Mt 5.35); foi assim desde que DEUS a escolheu para colocar o seu nome ali, e como tal, sendo agora reparada, ela foi novamente dedicada a DEUS pelos edificadores e habitantes, como sinal do seu reconhecimento de que eles eram seus inquilinos, e de seu desejo de que ela continuasse sendo dele e que o domínio dela nunca fosse modificado. Independentemente do que fosse feito para a segurança, tranquilidade e conforto deles, isso deve ser para a honra e glória de DEUS. 3. Eles, com isso, colocaram a cidade e seus muros debaixo da proteção divina, reconhecendo que, se o SENHOR não guardar a cidade, os muros foram edificados em vão (veja Sl 127.1). Quando essa cidade estava de posse dos jebuseus, eles entregaram a guarda dela aos seus deuses, embora fossem cegos e coxos (2 Sm 5.6). Com muita razão, o povo de DEUS confiou-a aos cuidados daquele que é onisciente e todo-poderoso. Os fundadores supersticiosos da cidade estavam de olho na posição auspiciosa dos céus (veja as obras do Sr. Gregory, p. 29ss.); mas esses fundadores piedosos tinham seu olhar voltado unicamente para DEUS, para sua providência, e não para a riqueza.

II
Devemos observar a solenidade da dedicação, debaixo da direção de Neemias. 1. Os levitas de todas as partes do país foram convocados para participar. A cidade deve ser dedicada a DEUS, e, portanto, seus ministros devem ser empregados na dedicação dela, e a renúncia deve passar pelas suas mãos. Quando essas festas solenes terminaram (caps. 8 e 9), eles foram para casa, para os seus respectivos postos, para cuidar do aspecto espiritual do país; mas agora sua presença e auxílio eram novamente requeridos. 2. Seguindo o chamado, houve uma reunião geral de todos os levitas (vv. 28,29). Observe como eles procederam: (1) Eles purificaram-se (v. 30). Devemos limpar as mãos e purificar o coração (veja Tg 4.8), quando qualquer obra de DEUS deve passar por elas. Eles purificaram a si mesmos e então purificaram o povo. Aqueles que são úteis para santificar outros devem santificar-se a si mesmos, e separar-se para DEUS, com pureza de mente e sinceridade de coração. Então, eles purificaram as portas e o muro. Podemos esperar consolo quando estamos preparados para recebê-lo. Todas as coisas são puras para os puros (Tt 1.15); e, para aqueles que são santificados, suas casas e mesas, e todos seus confortos e prazeres, são santificados (1 Tm 4.4,5). Essa purificação provavelmente foi realizada pela aspersão da água da expiação (ou da separação, como é chamada, Números 19.9) sobre si mesmos e sobre o povo, sobre o muro e as portas – um tipo do sangue de CRISTO, com o qual as nossas consciências são purificadas das obras mortas (veja Hb 9.14), e nos tornamos aptos para servir ao DEUS vivo (Hb 9.14) e para estar debaixo do seu cuidado. (2) Os príncipes, sacerdotes e levitas caminhavam sobre o muro em duas companhias, com instrumentos musicais, para representar a dedicação de tudo a DEUS, em todo o seu circuito (v. 36); é possível que eles cantassem salmos enquanto andavam pelo muro, para louvar e glorificar a DEUS. Essa procissão é aqui amplamente descrita. Eles tinham um lugar de encontro em um local específico, onde se dividiram em duas companhias. Metade dos príncipes, com diversos sacerdotes e levitas, foi para a direita, sob o comando de Esdras (v. 36). A outra metade dos príncipes e sacerdotes, que também deram graças, foi para a esquerda, sob o comando de Neemias (v. 38). Finalmente, as duas companhias se encontraram no Templo, onde uniram suas ações de graça (v. 40). É provável que a multidão andasse pelo solo, alguns do lado de dentro do muro e outros do lado de fora. Um dos objetivos dessa cerimônia era que eles fossem tocados pela benevolência pela qual estavam agradecendo, e para perpetuar a lembrança disso no meio deles. Procissões, para tais propósitos, têm sua utilidade. (3) O povo se alegrava com grande alegria (v. 43). Enquanto os príncipes, sacerdotes e levitas testificavam de sua alegria e gratidão, por meio de grandes sacrifícios, som de trombeta, instrumentos musicais e cânticos de louvores, o povo testificava sua alegria em alta voz, que se ouvia até de longe, mais distante do que os sons mais harmoniosos dos seus cânticos e músicas. Esses gritos vinham de uma alegria sincera e vigorosa; porque DEUS não deixa de observar, mas generosamente aceita, os serviços honestos e zelosos de pessoas simples, embora haja nelas pouca beleza ou ciência. Ressalte-se que tanto as mulheres como os meninos se alegraram, e os seus gritos de hosana não foram desprezados, mas registrados para o seu louvor. Todos que participam de misericórdias públicas devem participar de ações de graças públicas. O motivo é que DEUS os alegrara com grande alegria. Ele tinha lhes dado motivo de alegria e corações para regozijar-se; sua providência os tinha deixado seguros e tranquilos, e então sua graça os tornou alegres e agradecidos. A oposição aturdida dos seus inimigos, sem dúvida, acrescentou alegria e triunfo. Grandes misericórdias exigem as retribuições mais solenes de louvor, nos átrios da Casa do SENHOR, no meio de ti, ó Jerusalém! (veja Sl 116.19).

  

Na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram aos levitas de toda a terra, para que viesse auxiliar com alegria, louvores, canto, címbalos, alaúdes e harpas. – Neemias 12:27
Em Neemias 12, são apresentadas as relações dos sacerdotes e dos levitas e os responsáveis pelos cânticos, que regressaram com Zorobabel e com Jesua, o sumo sacerdotes (v.1-21).
Nesse tempo eram mantidos os registros dos chefes das famílias dos levitas e dos sacerdotes (v.22-26).
No serviço de louvor, na apresentação dos coros; “coro contra coro”, possivelmente os grupos se postavam um em frente ao outro e cantavam de modo responsivo, sendo Matanias e Baquebuquias os líderes dos dois coros (11:17). Esses eventos devem ter ocorrido logo depois do término do muro. Esta é a primeira descrição bíblica da dedicação do muro de uma cidade. Não consta que tenha ocorrido outra cerimônia como esta em Israel.
Quando os sacerdotes terminaram de edificar sua parte do muro, eles imediatamente “consagraram-na” (3:1), possivelmente com uma cerimônia. Isso pode ter inspirado Neemias a planejar uma cerimônia apropriada de consagração quando os muros estivessem concluídos, reconhecendo que os muros seriam inúteis a menos que o próprio DEUS defendesse a cidade.

  

2. O ato de dedicação incluiu duas procissões ao longo dos muros, as quais pararam diante da Casa de DEUS, onde houve sacrifícios (Ne 12.30,38,40).

 

 Os sacerdotes e os levitas se purificaram primeiro, depois purificaram o povo, as portas e o muro da cidade (v.27-30).
Neemias ordenou que todos os líderes da nação subissem no muro, então os dividiu em dois coros, cada um composto por clérigos e leigos. Esdras comandava um grupo e Neemias o outro grupo. Os coros saíram em direções opostas e se encontraram em frente ao templo, sempre cantando e tocando seus instrumentos musicais. Ofereceram muitos sacrifícios e se alegraram; pois DEUS tinha dado ao povo motivos para se alegrar, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu de longe (v.31-43).
Ele também organizou as câmaras dos tesouros, para ajuntarem nelas, as porções designadas pela Lei para os sacerdotes e levitas; pois Judá estava alegre e os sacerdotes e levitas ministravam ali (v.44-47).
Neemias se preocupou até com os detalhes do louvor, das festas, e da manutenção dos sacerdotes e levitas, porteiros, cantores, instrumentistas, para que sempre houvesse grandes reuniões para adorarem ao SENHOR.

  

VI – OS MUROS TRAZEM ENSINO SIMBÓLICO IMPORTANTE

A Restauração Dos Muros

Após essa obra de regeneração em nosso espírito, estamos prontos para o próximo passo: a restauração dos muros, para que o santuário seja protegido. Em outras palavras, a restauração da nossa

personalidade, para que o inimigo não encontre brechas para nos atacar. É disso que trataremos, pedindo a DEUS que nos guie e nos revele o Seu caminho no tratamento de nossas almas, a fim de que as virtudes do caráter de CRISTO se manifestem em nossa própria personalidade. Fazemos do velho corinho, nossa oração:

Toda a Sua admirável pureza e amor.

Ó Tu, Chama Divina, todo o meu ser refina, Até que a beleza de CRISTO se veja em mim.

Se você já nasceu de novo, está consciente e convicto de que JESUS é o seu único Senhor e Salvador. Agora, como filhos de DEUS, vamos enveredar pelo caminho da restauração dos muros, portas e torres da nossa alma, para que o santuário seja protegido e defendido, e os intrusos, enviados pelo inimigo, não venham assolar o nosso templo.

Se você ainda não teve essa experiência de novo nascimento, não prossiga. Pare agora diante dAquele que o criou. Ele tem um plano maravilhoso para a sua vida e quer transformá-Ia por completo, dando-lhe uma razão de viver. Por você, CRISTO deu Sua vida na cruz do Calvário e pagou o preço da completa libertação e redenção de todo aquele que crê. Tudo quanto era necessário para que você seja livre das garras do pecado e de Satanás, já foi feito, como expressão da graça e do amor de DEUS por você. O que você tem que fazer agora é só renunciar seus pecados e seu passado, entregando-se inteiramente a JESUS. O resto, Ele fará.

Considere que o ESPÍRITO de DEUS está agora junto a você, para levá-lo a JESUS e torná-lo real ao seu coração. Ele o transformará num santuário, onde a glória de DEUS assiste e Sua doce voz se fará ouvir. Você não está lendo este livro por acaso. Através dele, DEUS marcou um encontro com você e saiba que, abrindo-se neste momento à Sua graça e amor indizível, abraçando a JESUS CRISTO, você nunca mais será o mesmo, «Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo» (Rom 10.13). Se isso de fato expressa o desejo do seu coração, abra-se à presença de DEUS e diga em voz alta:

Senhor JESUS, reconheço que nasci e tenho vivido em pecado, mas Tu tomaste o meu lugar na cruz do Calvário e pagaste o preço da minha redenção. Renuncio o pecado, a Satanás, o mundo, a carne e a mim mesmo, e me entrego a Ti. Sê o Senhor da minha vida. Confesso com a minha boca que Tu és o Filho de DEUS, que morreste em meu lugar, ressuscitaste e hás de voltar. Confesso que Tu és o meu Senhor. Recebo-Te em minha vida e seguir-Te-ei para sempre. Agradeço-Te porque, de acordo com a Tua Palavra, eu estou nascendo como filho de DEUS e os meus pecados estão sendo perdoados. Sei que me recebes agora como filho. Faz de mim a pessoa que Tu queres que eu seja. Amém.

Agradeça a DEUS porque Ele escuta a sua oração. A Bíblia diz:

«Porque se com tua boca confessares a JESUS como Senhor, e em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo; visto que com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa para a salvação. Porque a Escritura diz: Ninguém que N’Ele crê será confundido. Porquanto não há distinção entre judeu e grego; porque o mesmo Senhor o é de todos, rico para com todos os que O invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo» (Rm. 10:9-13). 

 

A Necessidade Da Restauração Dos Muros - o livro de Neemias nos dá uma ilustração clara da obra a ser realizada na restauração da nossa personalidade. Ele está cheio de ensinamentos na área de liderança, de batalha espiritual, de restauração e de vários outros aspectos da vida cristã. Aqui lançaremos mão dos ensinos que se aplicam à restauração, libertação ou cura da nossa alma. Antes, porém, de nos enveredarmos pelos seus relatos, daremos uma rápida visão do seu conteúdo, usando as notas introdutórias ao livro da BÍBLIA ANOTADA (The Ryrie Study Bíble), editada pela EDITORA MUNDO CRISTÃO. 

 

DEUS levanta um exército de filhos Seus, com o propósito de ser canal da Sua Palavra, amor e graça. Esse exército tem a missão de saquear o inferno e povoar o Céu, sendo responsável pela grande colheita do tempo do fim. É imperioso, porém, que os filhos se tornem um testemunho vivo do poder de DEUS para transformar a natureza humana. Essa transformação deve, necessariamente, atingir o homem integral: espírito, alma e corpo. Em outras palavras, um espírito redimido, uma alma restaurada e um corpo sadio, trazendo a carne sob sujeição.

Uma das áreas mais negligenciadas, no entanto mais exposta e com a maior manifestação de problema, é a alma, ou personalidade. Muitas vezes alguém até possui uma unção especial em sua vida. mas devido a uma personalidade sem controle, desestruturada, seu ministério é afetado. Parece existir um conflito constante entre o que a pessoa sabe ser o padrão Divino para a vida cristã e o modo como ele age e reage. Esse conflito, vezes sem conta, pode levá-la a buscar ajuda em um psicólogo ou mesmo psiquiatra. DEUS, contudo, tem um plano para que cada um de Seus filhos receba, dos recursos de Sua graça, uma completa restauração em sua personalidade, de modo que possa refletir a beleza do caráter do Senhor JESUS, que vive no crente, na pessoa do ESPÍRITO SANTO.

Nossa personalidade é o reflexo de heranças dos nossos pais, cultura, ambiente, experiências vividas e tudo quanto entrou para nossa formação, antes mesmo do nosso nascimento. O próprio pecado, no qual fomos concebidos, deixou suas tristes marcas, umas mais berrantes, outras menos visíveis. Todos, porém, sem exceção, trazemos o sinal de uma herança pecaminosa. Quando CRISTO entra em nossa vida, muda o sentido e a razão do viver, mas cedo descobrimos que o mundo da alma é complexo e carece de uma obra profunda, gradativa, que nos troque as marcas de uma personalidade doentia pelas virtudes encarnadas em nosso Senhor JESUS CRISTO.

Haverá possibilidades de mudanças permanentes, de cura interior, de restauração da nossa personalidade? Claro que sim. Há recursos em DEUS para trazer ao nosso ser inteiro a harmonia por Ele projetada. Iremos, pois, no presente estudo, buscar na Palavra de DEUS, nossa bússola e fonte de toda instrução, os princípios que nos ajudarão a encontrar a vitória de uma alma sã.

Os problemas de personalidade têm constantemente causado sérias dificuldades na vida e no relacionamento das pessoas. Como somos seres sociais e não poderemos viver isolados uns dos outros, só há um caminho para uma convivência sadia, dentro do plano de comunhão e unidade que DEUS quer para Seu povo: ser liberto das cadeias que prendem a alma e ajustá-Ia à Palavra de DEUS. Salomão declara que: «Melhor é o Longânimo do que o valente,' e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade». (Pv 16.32) «Como a cidade derribada que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito» (Pv 25.28).

A figura da cidade sem muros bem retrata aquele que não tem controle ou domínio sobre sua própria personalidade. O que representa uma cidade sem muros? No contexto bíblico, falando dos tempos antigos, significa uma cidade sem proteção, exposta a todo tipo de ataque adversário, vulnerável, portanto, destinada à infestação de toda sorte de inimigo e, finalmente, à destruição. Uma pessoa que não contém o seu espírito tem os muros de sua personalidade caídos ou cheios de brecha, o que permite a invasão de forças inimigas.

Sobre os muros da cidade estavam as torres de vigia, lugar de onde os ataques iminentes eram detectados e deles se dava aviso. Dali, também, partiam ataques de defesa (2 Sm 11.19 a 24). A segurança e proteção da cidade, dos que nela habitavam e de suas riquezas, dependiam da estrutura dos seus muros (2 Cr. 14:7-8).

Os muros da cidade são tão importantes que Apocalipse se refere aos muros da Nova Jerusalém, de seus fundamentos, medidas e material com que são construídos. Fala de suas portas e ressalta a importância e beleza das mesmas. Tomaremos, pois, esta figura para mostrar a importância de termos os muros de nossa alma de pé, sem brechas, com suas portas no lugar e as torres de vigia em pleno funcionamento. Só assim nos será possível, neste tempo de tremendos conflitos contra as forças das trevas, manter toda sorte de intruso longe da nossa alma e, ao mesmo tempo, ser canais para a libertação daqueles que foram vencidos.

A Bíblia é rica em figuras, que nos ilustram as realidades do mundo do espírito. Lançaremos mão, ao longo deste estudo, de duas figuras principais, extraídas da história Jo povo de Israel, buscando, do ESPÍRITO SANTO, a luz, com o propósito de receber as lições e aplicações para nossa alma, com vistas à sua restauração, libertação e cura interior.

O estudo está dividido em partes: na primeira, a palavra-chave é: Restauração. O livro de Neemias será a base do mesmo. Na segunda, a Conquista é o imperativo. Para tanto, usaremos a conquista da Terra de Canaã, como a figura de base. Dentro dessa idéia de apoderar-se, apropriar-se, conquistar, abordamos as áreas que formam a personalidade: Conquista da Mente, da Vontade e das Emoções.

Vivemos em dias quando o ESPÍRITO de DEUS se move na Igreja com o propósito de restaurá-Ia, sará-Ia e embelezá-Ia, a tem de poder entregar ao Senhor JESUS a Noiva gloriosa, como Ele mesmo deseja recebê-la. Foi para isto que Ele veio e esta é a obra do ESPÍRITO SANTO: operar em pecadores de tal sorte que estes sejam transformados em filhos de DEUS, preparados para desposar o Cordeiro e reinar com Ele em glória.

«CRISTO amou a Igreja e a Si mesmo Se entregou por ela, afim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela Palavra, a fim de apresentá-Ia a Si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, Item ruga, nem qualquer coisa semelhante,

 mas santa e irrepreensível, (Ef. 5:25b27). 

 

A RESTAURAÇÃO DA PERSONALIDADE

A primeira figura que usaremos é a dos muros da cidade. Iremos aos livros de Esdras e Neemias e ali descobriremos grandes princípios para a restauração da nossa personalidade. Abra-se ao mover do ESPÍRITO de DEUS e deixe que Ele mesmo estabeleça os paralelos entre os ensinos da Palavra e suas experiências, consumando em sua alma a obra de restauração, libertação e cura que Ele deseja e pode realizar. Falaremos do templo, como símbolo do nosso espírito, dos muros, representando nossa alma, e das portas, como o lugar de decisão em nossa vida.

O incidente na história de Israel que primeiro tomaremos, fala da restauração do templo em Jerusalém e dos seus muros. Nabucodonosor, rei da Babilônia, havia invadido e destruído o templo e a cidade em 587 A. C. Jeremias profetizara que a duração do cativeiro seria de setenta anos (Jr. 25: 11). Em 538 A.C., Ciro, rei da Pérsia, conforme profetizado por Isaías, permitiu ao povo regressar e reconstruir o templo (Conf. Is. 44:28; 45: 1-13; Ed. I: 1-3).

Os livros de Esdras e Neemias relatam o que ocorreu em consequência do decreto de Ciro. Nesses dois livros há duas fases  distintas: a restauração do templo, sob o comando de Zorobabel e a restauração dos muros, sob Neemias. Palavras como edifício, reedificar e restaurar, aparecem cinqüenta e cinco vezes em seus relatos. Tomá-las-emos, portanto, como base de ensino figurado para um sério trabalho em nossa personalidade, com vistas à maturidade cristã, «até que todos cheguemos à unidade da .fé e do pleno conhecimento do Filho de DEUS, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de CRISTO» (El 4: 13). 

 

A RESTAURAÇÃO DOS MUROS

A Casa do Senhor era o coração do decreto de Ciro. Em Esdras 1:15, há quatro referências à edificação da Casa que fora destruída por Nabucodonosor:

«O Senhor DEUS do Céu me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de Lhe edificar uma Casa em Jerusalém, que é Judá.

Quem há entre vós de todo o seu povo (Seja seu DEUS com ele) suba para Jerusalém, que é em Judá, e edifique a Casa do Senhor, DEUS de Israel; Ele é o DEUS que habita em Jerusalém.

E todo remanescente, seja qual for o lugar em que é peregrino, seja ajudado pelos homens desse lugar com prata, com ouro, com bens e com animais afora. a oferta voluntária para a Casa de DEUS, que está em Jerusalém.

Então se levantaram os chefes das casas paternas de Judá e Benjamim, e os sacerdotes, e os levitas, todos aqueles cujo espírito DEUS despertara, para subirem a edificar a Casa de DEUS, que está em Jerusalém».

Primeiro, a Restauração do Templo

Estamos diante de prioridades corretas. Antes de se pensar em qualquer outra coisa, o lugar de culto deveria ser restaurado. Tão logo a primeira leva de cativos judeus retomou a Jerusalém, o altar foi edificado; o canal de adoração e comunicação com DEUS foi estabelecido. O Templo era o lugar escolhido por DEUS, para nele fazer habitar o Seu Nome (Ne. 1 :9). Lá se davam os sacrifícios religiosos e era o coração da vida espiritual de Israel. Lá estavam as Tábuas da Aliança, a glória de DEUS, Sua presença e Santidade.

Sem o Templo, Jerusalém perdia seu valor. Portanto, sua restauração era obra prioritária. É disso que o livro de Esdras trata.

Aplicando as lições à nossa experiência, DEUS nos escolheu para fazer habitar em nós o Seu nome. Somos Seus servos, a quem Ele resgatou com o Seu grande poder e mão forte (Ne. I: 10). Ele quis nos transformar em santuários Seus e comungar conosco, fazendo de nós transportes de Sua presença na Terra.

Antes de trabalharmos na alma, ou na carne, precisamos lidar com o nosso espírito. O coração de Israel era Jerusalém; o coração de Jerusalém era o templo; o coração do templo era o SANTO dos Santos. Nele estava a Arca, coberta pelo propiciatório, contendo as Tábuas da Aliança, «escritas pelo dedo de DEUS». A partir dali, DEUS falava. Logo, o templo, habitação de DEUS, era o centro e a razão de tudo. A primeira preocupação, portanto, era com esse lugar.

A experiência mais marcante em nossa vida é o novo nascimento, pelo qual o nosso espírito é recriado e se transforma no santuário de DEUS na Terra, onde Seu ESPÍRITO habita e onde se estabelece uma comunhão e comunicação com DEUS (2 Co. 5:17; 2 Co. 6:16; 3:16). É por essa experiência que nos tornamos filhos de DEUS (10. 1: 12), herdeiros seus e co-herdeiros com CRISTO (Rm. 8: 16, 17), participantes da sua natureza (2 Pe. 1 :4), porque somos gerados de novo da semente Divina (I Pe. 1:23), que permanece em nós (I Jo. 3:9). Por essa razão, tornamo-nos habitação de DEUS, santuários vivos, transportando a Palavra Viva, na pessoa do ESPÍRITO SANTO.

Segundo, A Restauração Dos Muros

Após essa obra de regeneração em nosso espírito, estamos prontos para o próximo passo: a restauração dos muros, para que o santuário seja protegido. Em outras palavras, a restauração da nossa

personalidade, para que o inimigo não encontre brechas para nos atacar. É disso que trataremos, pedindo a DEUS que nos guie e nos revele o Seu caminho no tratamento de nossas almas, a fim de que as virtudes do caráter de CRISTO se manifestem em nossa própria personalidade. Fazemos do velho corinho, nossa oração:

Toda a Sua admirável pureza e amor.

Ó Tu, Chama Divina, todo o meu ser refina, Até que a beleza de CRISTO se veja em mim.

Se você já nasceu de novo, está consciente e convicto de que JESUS é o seu único Senhor e Salvador. Agora, como filhos de DEUS, vamos enveredar pelo caminho da restauração dos muros, portas e torres da nossa alma, para que o santuário seja protegido e defendido, e os intrusos, enviados pelo inimigo, não venham assolar o nosso templo.

Se você ainda não teve essa experiência de novo nascimento, não prossiga. Pare agora diante dAquele que o criou. Ele tem um plano maravilhoso para a sua vida e quer transformá-Ia por completo, dando-lhe uma razão de viver. Por você, CRISTO deu Sua vida na cruz do Calvário e pagou o preço da completa libertação e redenção de todo aquele que crê. Tudo quanto era necessário para que você seja livre das garras do pecado e de Satanás, já foi feito, como expressão da graça e do amor de DEUS por você. O que você tem que fazer agora é só renunciar seus pecados e seu passado, entregando-se inteiramente a JESUS. O resto, Ele fará.

Considere que o ESPÍRITO de DEUS está agora junto a você, para levá-lo a JESUS e torná-LO real ao seu coração. Ele o transformará num santuário, onde a glória de DEUS assiste e Sua doce voz se fará ouvir. Você não está lendo este livro por acaso. Através dele, DEUS marcou um encontro com você e saiba que, abrindo-se neste momento à Sua graça e amor indizível, abraçando a JESUS CRISTO, você nunca mais será o mesmo, «Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo» (Rom 10.13). Se isso de fato expressa o desejo do seu coração, abra-se à presença de DEUS e diga em voz alta:

Senhor JESUS, reconheço que nasci e tenho vivido em pecado, mas Tu tomaste o meu lugar na cruz do Calvário e pagaste o preço da minha redenção. Renuncio o pecado, a Satanás, o mundo, a carne e a mim mesmo, e me entrego a Ti. Sê o Senhor da minha vida. Confesso com a minha boca que Tu és o Filho de DEUS, que morreste em meu lugar, ressuscitaste e hás de voltar. Confesso que Tu és o meu Senhor. Recebo-Te em minha vida e seguir-Te-ei para sempre. Agradeço-Te porque, de acordo com a Tua Palavra, eu estou nascendo como filho de DEUS e os meus pecados estão sendo perdoados. Sei que me recebes agora como filho. Faz de mim a pessoa que Tu queres que eu seja. Amém.

Agradeça a DEUS porque Ele escuta a sua oração. A Bíblia diz:

«Porque se com tua boca confessares a JESUS como Senhor, e em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo; visto que com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa para a salvação. Porque a Escritura diz: Ninguém que N’Ele crê será confundido. Porquanto não há distinção entre judeu e grego; porque o mesmo Senhor o é de todos, rico para com todos os que O invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo» (Rm. 10:9-13). 

 

A Necessidade Da Restauração Dos Muros - o livro de Neemias nos dá uma ilustração clara da obra a ser realizada na restauração da nossa personalidade. Ele está cheio de ensinamentos na área de liderança, de batalha espiritual, de restauração e de vários outros aspectos da vida cristã. Aqui lançaremos mão dos ensinos que se aplicam à restauração, libertação ou cura da nossa alma. Antes, porém, de nos enveredarmos pelos seus relatos, daremos uma rápida visão do seu conteúdo, usando as notas introdutórias ao livro da BÍBLIA ANOTADA (The Ryrie Study Bíble), editada pela EDITORA MUNDO CRISTÃO.

 

AUTOR - NEEMIAS DATA - 445-425 a.C.

O HOMEM NEEMIAS - Como copeiro do rei Artaxerxes I, a posição de Neemias era de grande responsabilidade (comprovar que o vinho bebido pelo rei jamais estivesse envenenado) e de muita influência (já que um servo que desfrutava de tanta confiança frequentemente se tomava um conselheiro bem íntimo). Ao ouvir que as muralhas de Jerusalém ainda não haviam sido reconstruídas, e recebendo permissão do rei para ir a Jerusalém e corrigir a situação, demonstrou qualidades ímpares de liderança e organização. Em 52 dias o trabalho de reconstrução foi terminado. Como governador de Judá, Neemias demonstrou humildade, integridade, patriotismo, energia, piedade e altruísmo.

Depois de doze anos no cargo, ele retomou por pouco tempo à corte de Artaxerxes (2: 1; 13:6) e de lá voltou a Judá, onde exortou seu povo ao arrependimento.

Tão vívido e franco é o relato que muito do material contido no livro provém do que deve ter sido o diário pessoal de Neemias.

 

CONTEXTO HISTÓRICO - Os papiros de Elefantina, descobertos em 1903, confirmam a historicidade do livro de Neemias, mencionando Sambalá (2:19) e Joanã (6:18; 12:23). Estas fontes também nos indicam que Neemias deixou de ser governador de Judá antes de 408 a.C.

CONTEÚDO - O livro completa a história do remanescente que voltara do exílio em Babilônia, restauração esta começada sob a liderança de Esdras. “Marca também o início das «setenta semanas» de Daniel e fornece o contexto histórico para a profecia de Malaquias».

ESBOÇO DE NEEMIAS

I. A Reconstrução dos Muros (sob a Liderança de Neemias), 1:1-7:73

A. O Retorno a Jerusalém, 1-2:20

1.A condição de Jerusalém, 1:1-7

2. A petição de Neemias, 1:8-11

3. A comissão de Artaxerxes, 2: 1-10

4. A inspeção dos muros, 2: 11-20

B - A Reconstrução dos Muros. 3: 1-7:4

I. O trabalho designado, 3: 1-32

2. O trabalho atacado, 4: 1-6: 14

a. Pela zombaria, 4: 1-6

b. Por conspiração, 4:7-21

c. Por extorsão, 5:1-19

d. Pela transigência, 6: 1-4

e. Pela calúnia, 6:5-9

3. O trabalho realizado, 6: 15"7:4

C. O Registro do Povo, 7:5-73

II- A Renovação da Aliança (Sob a Liderança de Esdras), 8:1-10:39 A.A Leitura da Lei, 8:1-8

B. A Reação do Povo, 8:9-18

C.O Arrependimento do Povo,9: 1-38

D. A Ratificação da Aliança, 10: 1-27

E. As Responsabilidades da Aliança, 10:28-39

III. A Reforma da Nação, 11:1-13:31

A. O Repovoamento das Cidades, 11: 1-12:26

1. Jerusalém, 11:1-1:24

2. Outras cidades, 11:25-36

3. Sacerdotes e levitas, 12: 1-26

B. A Rededicação dos Muros, 12:27-47

C. O Reavivamento do Povo, 13: 1-31

1. Reformas em relação aos não-judeus, 13:1-3 2. Reformas em relação ao sacerdócio. 13:4-5 3. Reformas em relação ao sábado, 13: 15-22 4.Reformas em relação ao casamento. 13:23-31.

Não iremos fazer um estudo do livro, mas aí está um esboço que poderá ajudá-lo em um estudo pessoal. Vamos extrair o que diz respeito ao assunto de tratamento com a nossa alma, fazendo as devidas aplicações, orando para que a luz do ESPÍRITO nos dirija.

 

esboço

Significado do Nome

Neemias significa «Consolação de Já» (um dos nomes de DEUS), ou «Aquele a quem Jeová conforta>'. Tomá-lo-emos, portanto, como um tipo do ESPÍRITO SANTO, o Consolador ou Confortador, que se identifica com as nossas necessidades, e se dispõe a dirigir-nos na obra de restauração dos muros da nossa personalidade.

Estado de Jerusalém

Neemias recebe um relatório, por parte de um irmão seu, do estado em que se encontra Jerusalém:

«Os restantes que .ficaram do cativeiro, lá na provinda estão em grande aflição e opróbrio; também está derrubado o muro de Jerusalém, e as suas portas queimadas afogo» (Ne. J :3).

Suas entranhas se movem de compaixão e ele intercede pelo povo, com jejum, por alguns dias, invocando o DEUS ~a Aliança. Em sua oração. ele declara que os judeus são «servos» do Altíssimo. Confessa seus pecados e reconhece a misericórdia e justiça de DEUS, mas firma-se na promessa de perdão para interceder a favor de uma intervenção miraculosa, que resulte na restauração da cidade e remoção da vergonha e aflição que pesa sobre todo o povo (Ne.1 :5-9). Ele, pois, se coloca entre

«Eles são os Teus servos e o Teu povo, que resgataste com o Teu grande poder e com a Tua mão poderosa» (Ne. 1:10).

Somos servos de DEUS e Ele nos resgatou com o precioso sangue de JESUS. A despeito disto, muitas vezes temos sido assolados por muitas pressões, aflições e terríveis inimigos. Apesar do nosso coração ter se transformado no santuário de DEUS, olhamos para a nossa alma e deparamo-nos com verdadeiros intrusos de medo, insegurança, frustração, autocompaixão, mágoa, crítica, falta de perdão e até mesmo opressão. Mas o ESPÍRITO de DEUS, que em nós habita, «intercede por nós com gemidos inexprimíveis» (Rm. 8:26). Há Alguém, o doce Consolador, que se identifica com a nossa causa, dispõe dos recursos Divinos e uma comissão real para remover o nosso opróbrio. Portanto, coragem! Há libertação e restauração para os resgatados do Senhor, e voc8 é um deles. Jamais compreenderemos a extensão e profundidade desse amor de DEUS, porém saiba que o ESPÍRITO Consolador, Sarador, Santificador, Regenerador e Restaurador não se darão por satisfeito, até que nos veja no pleno gozo da vida abundante, que CRISTO JESUS nos garantiu pelo preço pago por nossa plena redenção.

Falando sobre a cidade de Jerusalém, Neemias lembra as palavras do próprio DEUS: «o lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu Nome» (Ne. 1:9b). Aí está a razão da importância da Cidade: foi escolhida por DEUS. Voc8 também é muito importante para o ESPÍRITO SANTO, nosso «Neemias». Foi através de Sua operação que você conheceu a CRISTO e se tornou um filho de DEUS. Mas a obra ainda não está completa. Ela só se completará com a sua glorificação.

Voc8 transporta a vida de DEUS dentro de si mesmo, na pessoa do Seu ESPÍRITO, que habita no coração do nascido de novo. O nome de DEUS habita em seu espírito. Isso equivale dizer que a presença de DEUS está em voc8. Torna-se, pois, necessário que todas as áreas de sua vida reflitam a realidade da presença de DEUS dentro de voc8. Ter um santuário numa cidade cheia de entulhos, com os muros no chão, as portas destruídas pelo fogo, e sem qualquer proteção, é uma verdadeira vergonha, um opróbrio. O ESPÍRITO SANTO se move, em nossos dias, numa obra de restauração, libertação e cura, para que toda a cidade, que simboliza nosso ser inteiro, viva na beleza e harmonia projetadas por DEUS, para você e para mim, pois o Seu Nome habita em nós.

Uma Cidade Sem Muros Está Sujeita à Invasão Inimiga

Satanás não tem acesso ao nosso espírito recriado, mas ele tem-no ao nosso corpo e à nossa alma, caso alguma brecha lhe seja dada. Quando nascemos de novo o nosso espírito é recriado, no entanto a alma traz muitas marcas das quais precisa se libertar. São traumas, complexos, feridas, hábitos, filosofias, uma série de coisas que nada têm a ver com os padrões de DEUS para a vida dos Seus filhos. E é aqui que uma pergunta se levanta: "O que é a alma?" É o mundo dos nossos pensamentos, sentimentos e vontade. É nossa personalidade.

O homem é tridimensional: ele é um espírito, possui uma alma e habita em um corpo. O espírito tem consciência de DEUS; a alma tem consciência de si mesma; o corpo tem consciência da matéria. Com nosso espírito tocamos o reino espiritual; com nossa alma, o reino intelectual, emocional e volitivo; com o corpo, o reino físico, material. A obra da salvação visa atingir essas três áreas. Em um outro estudo, intitulado ..Vitória Total", abordamos a obra a ser realizada em cada uma delas. Sintetizando, diríamos:

1. O ESPÍRITO SANTO recria nosso espírito, tornando-nos filhos de DEUS e participantes de Sua natureza, santuários habitados pelo próprio ESPÍRITO (Jo. I: 12; 2 Pe. 1 :4; I Co. 3: 16; 6: 19; 110.3: 1 ,9).

2. A Palavra de DEUS restaura a nossa alma, pela renovação da nossa mente, o que nos torna cada vez mais semelhantes a JESUS em nossa personalidade (Tg. 1 :21; Rm. 12:2; 2 Co. 3: 18; Rm. 8:29).

3. Nós disciplinamos nossa carne, sujeitando-a ao nosso espírito, levando nossos membros a serem instrumentos da justiça e não mais do pecado (I Co. 9:27; Rm. 8: 13; GI. 5:24; CI. 3:5; Rm. 6: 13).

Neste estudo, estaremos tratando apenas da alma. Conscientize-se, desde já, que apesar do novo nascimento ocorrer como um milagre instantâneo, não existe uma fórmula para uma restauração da alma em um momento. Exige trabalho, tempo, cooperação entre nós e o ESPÍRITO SANTO. A própria palavra «restauração» ou «edificação», implica em esforço, trabalho. É um processo. No entanto, não há razão para desanimar. O Consolador nos revelará as áreas danificadas e dirigir-nos-á em toda a obra de restauração. Não estamos sozinhos, nem sem recursos.

«Maior é Aquele que está em nós, do que aquele que está no mundo» (I Jo. 4:4) e «em todas estas coisas somos mais que vencedores, por Aquele que nos amou» (Rm. 8:37).

Mãos à obra, pois, com a certeza de que, com o auxílio do ESPÍRITO, nossos muros estarão de pé, sem brechas e com suas portas no devido lugar, para que a vida de DEUS em nosso espírito tenha livre expressão através da nossa alma restaurada.

Neemias faz um pedido ousado ao rei da Pérsia e é atendido, no seu dizer, «graças à boa mão do meu DEUS sobre mim» (Ne. 2:8). Em chegando a Jerusalém, ele fez um levantamento da situação e constata o estado de calamidade da cidade. «Contemplei os muros de Jerusalém, que estavam demolidos, e as suas portas, que tinham sido consumidas pelo fogo» (Ne. 2:13). O próximo passo é lembrar ao povo a realidade dos danos e convocá-lo a empreender a obra da restauração, declarando:

«Bem vedes o triste estado em que estamos, como Jerusalém está assolada, e as suas portas queimadas afogo,' vinde, pois, e edifiquemos o muro de Jerusalém, para que não estejamos mais em opróbrio» (Ne. 2:17).

Note que Neemias não realiza a obra sozinho. Ele convoca: «Edifiquemos. Do mesmo modo, o ESPÍRITO de DEUS, que conhece todas as coisas a nosso respeito, bem como a vontade do Pai, fala-nos da situação de nossa alma e nos convida à ação. Teremos que participar ativamente, seguindo Suas instruções e estratégias. Sem Ele, não chegaremos a lado nenhum, e se não dermos ouvidos à Sua voz, obedecendo as Suas diretrizes, também permaneceremos com nossa alma desestruturada e aberta à invasão e opressão do inimigo, tornando-nos motivo de vergonha para todos.

Um dos erros graves, é julgar-se que o ESPÍRITO tudo fará por nós, enquanto esperamos de braços cruzados. Outro engano, é correr-se atrás de um e de outro, pedindo oração por um problema sem nada fazer a respeito, julgando que sua solução depende, exclusivamente, da oração daquela pessoa. A realidade dos princípios bíblicos, porém, é que DEUS faz a Sua parte, o irmão faz a sua por nós, ministrando-nos a palavra ou intercedendo a nosso favor e nós temos que fazer a nossa, para que a obra seja estabelecida. Hoje o ESPÍRITO está nos falando: «Vinde, e edifiquemos o muro». Ele vai conosco e isso faz a diferença. Prepare-se, pois, para a ação e tenha firme em sua mente que, se você não se dispuser a trabalhar na restauração, nada irá acontecer. A obra é realizada pelo ESPÍRITO SANTO e nós. Ele dá a estratégia, a direção, o conselho, e você obedecem prontamente. Assim fazendo, sob Sua direção infalível, os conflitos de sua alma cessarão.

Um outro aspecto importante nessa reconstrução, é que o material existente não é desprezado. Neemias usa tanto o elemento humano, quanto as pedras amontoadas que haviam caído ou estavam cobertas de lixo. Há um aproveitamento do que poderia parecer apenas lixo, mas que trabalhado teria de volta a beleza e função originais. Neemias aproveitou as pedras quebradas. Ele nada desperdiçou. Os muros haviam sido derrubados, mas as pedras permaneceram lá. Assim também, o ESPÍRITO SANTO não nos despersonalizará. Ele lançará mão de tudo que temos, proveniente das mãos de DEUS, e removerá o lixo acrescentado. Cada um de nós tem características distintas, que serão preservadas. Ele pegará as pedras caídas e quebradas, e emendá-las-á e as colocará em seu devido lugar. Restauração é isso: tomar alguma coisa boa, que sofreu danos e estragos, e repará-Ia até que se torne como era originalmente.

DEUS é um DEUS econômico e não de desperdiça material. Todo o que é aproveitável, será aproveitado. Suas capacidades, seus talentos, aquilo que você tem, DEUS vai usá-los e colocá-los no lugar certo. Ele lança mão das experiências do passado, até dos fracassos, para trabalhar a sua restauração. O ESPÍRITO de DEUS é especialista em pegar as coisas quebradas e restaurá-Ias, de modo a não ficar nem mesmo vestígio de todo o dano. Sua alma pode estar em frangalhos, marcada pelos mais profundos traumas e complexos, por toda sorte de rejeição ou feridas, por toda opressão satânica ou depressão, todo pesar ou desespero, mas Ele ajudará a remover o lixo acumulado, pondo cada coisa no seu devido lugar, e a paz de DEUS inundará seu ser inteiro. 

 

Há várias figuras no livro de Neemias que nos trazem preciosas lições. Mencionamos algumas:

1. Jerusalém é importante porque o nome de DEUS nela habita e foi escolhida por Ele. Vale a pena investir nela. Nós somos importantes para DEUS pela mesma razão: DEUS nos escolheu, em CRISTO, e fez habitar Seu nome em nós, pelo que somos chamados filhos de DEUS. Através do ESPÍRITO SANTO, Ele investirá em nós até que Seus maravilhosos propósitos de Pai para conosco sejam plenamente concretizados. E quão eternos são tais propósitos!

2. Na cidade foi construído o Templo, lugar de adoração que, dada a sua importância, devia ser protegido. Nosso espírito é transformado no templo de DEUS, quando passamos pela experiência de novo nascimento, e nele acontece a adoração a DEUS, movida pelo Seu ESPÍRITO que em nós habita. Dentro de nós, portanto, está um templo que deve, igualmente, ser protegido. Há um santuário em nós e todo o ambiente em volta deve ser condizente com essa realidade: lugar santo, de adoração.

3. Os Muros em volta da cidade, Falam do que é visível, da parte exterior, com a qual os que nos cercam têm o primeiro contado. Eles representam a nossa personalidade, nossa alma, aquilo que manifestamos em nossos relacionamentos. Esses muros podem estar nos mais diversos estados de conservação e beleza. Muros com brechas, caídos, além de feios, são vulneráveis à penetração de inimigos. Muros bem alicerçados e conservados, representam proteção a tudo quanto está dentro da cidade - o nosso espírito, recriado pelo ESPÍRITO de DEUS.

4. As Portas falam do lugar de decisão em nossa alma, nossa vontade, nossas escolhas. Elas são uma parte da alma. É na porta que decidimos quem por ela entra ou sai a quem deve ser fechada ou aberta. Haverá momentos em que ela deve estar aberta e outros em que deverá estar fechada, dependendo de quem ou do que deseja passar por ela. Portas caídas, t~l1am de vontade inconstante, enfraquecida. Portas no devido lugar, falam de decisões acertadas.

5. As Torres no muro falam do lugar de vigilância. É delas que se detecta a aproximação inimiga ou dos mensageiros de boas novas. Nossa alma precisa dessas torres, isto é, uma atitude de vigilância e alerta, para que não sejamos apanhados em ataques-surpresa, o que nos levaria a derrotas.

6. As Fontes falam do material usado para apagar as flechas incendiárias lançadas pelo inimigo. Flechas com material inflamável na ponta eram as armas mais poderosas da antiguidade, pois com elas incendiavam-se as portas e abriam-se as brechas necessárias à invasão. Uma fonte de água, junto a uma porta, equivalia a um míssil antiaéreo ou aos modernos «patriots», que neutralizam os «scuds». Precisamos de fontes junto às nossas portas, o que equivale dizer, da água da Palavra de DEUS. Com ela apagaremos os «dardos inflamados do maligno», neutralizaremos as investidas inimigas, e seremos vitoriosos. Neemias pensou em cada detalhe, pois disso tudo dependia a segurança, proteção e o desempenho da missão em Jerusalém.

Você é uma Jerusalém espiritual, e tem uma missão de DEUS na Terra. Para que ela seja cabalmente executada, o ESPÍRITO SANTO está interessado em ver os seus muros sem brechas, suas portas fechadas ao inimigo e abertas para DEUS, suas torres de vigilância em franco funcionamento e a água da Palavra sempre disponível para apagar as setas incendiárias do maligno, pois ele não desistirá em seus ataques. Enquanto estivermos no mundo, estaremos engajados em um combate de vida ou morte. Não há como fugir dele. A solução é encontrarmos, em DEUS, uma posição de força e sermos solidamente edificados em cada uma das 1íreas do nosso ser: espírito, mente, emoções. vontade e corpo.

  

A RESTAURAÇÃO DAS PORTAS

É interessante verificar a prioridade na restauração dos muros: as portas. Se os muros falam da nossa personalidade como um todo, há vários elementos nela contidos, dentre os quais a vontade, que é o fator determinante para o progresso de qualquer obra de restauração, libertação ou cura. Iremos, portanto, abordar este aspecto, discorrendo um pouco sobre as doze portas em volta dos muros. Seriam doze áreas em nossa personalidade que precisam de tratamento. No capítulo sobre a conquista da vontade, falaremos mais sobre este poder de decisão, no entanto queremos lançar mão das figuras no livro de Neemias para que se torne mais claro o que DEUS quer nos ensinar.

As portas são o lugar onde exercemos nossa autoridade, manifestamos nossa vontade, fazemos nossas escolhas e tomamos nossas decisões. Elas precisam ser restauradas. O Diabo não consegue nos obrigar a fazer nada, quando lhe dizemos não. O homem tem uma vontade livre, e quando, ele resolve dizer não ao inimigo, é não mesmo, e quando decide dizer sim a DEUS, é sim mesmo. Daí a importância da restauração da vontade, pois se ela estiver livre, a carne pode apelar, o mundo pode exercer seu fascínio, o Diabo pode tentar, mas nada conseguirá dobrá-Ia diante da carne, nem do mundo, nem o Diabo. E diante de uma livre decisão da vontade ninguém terá poder de demovê-la.

Uma vontade inconstante é vulnerável aos mais diversos ataques, porém a vontade restaurada encontra harmonia com os propósitos do seu Criador e resiste toda investida.

Há muitos filhos de DEUS com a vontade enfraquecida. Não se firmam em nenhuma decisão tomada. São inconstantes em seus caminhos, inseguros, indecisos. Suas portas estão queimadas. Não sabem o que querem, são vacilantes, têm uma vontade fraca, doente, prisioneira. Mas, alto lá, o ESPÍRITO está em nós, para nos ajudar a restaurar as portas da nossa alma. Chega de aflição e vergonha! Chega de cadeias na alma! Levantemo-nos agora, pois podemos dizer não ao Diabo, ao pecado, à carne, ao mundo, à depressão, à angústia, ao medo, a todo intruso inimigo, porque o Todo-Poderoso ESPÍRITO SANTO está conosco e nos conduzirá à vitória. Ele nos ajudará a restaurar essa área da nossa alma: a vontade.

Convém deixar bem claro que essa obra será um processo. Ela não acontecerá da noite para o dia. Há inimigos que se habituaram a conviver conosco, em nossa alma, por muitos anos, e sua expulsão e limpeza da sujeira que deixaram atrás, levará tempo. Por exemplo, se o medo o acompanhou por quarenta anos e, de repente você diz: «medo. não te darei mais lugar em minha vida. “Retira-te de mim». A princípio ele vai tentar resistir, como que dizendo: «O que é isso? Vivo contigo há quarenta anos. e não é agora que vais me mandar embora. Certamente estás brincando!» É ar que você terá que aprender a exercer firme autoridade contra ele e demonstrar que você está querendo dizer mesmo o que você disse. Seus pensamentos serão reestruturados, passando do medo para a segurança em DEUS. Isso pode levar algum tempo, até que você renove a mente e exerça firme autoridade sobre o medo e não mais lhe dê guarida.

Outra coisa a lembrar, é que o ESPÍRITO SANTO virá nos ajudar, mas Ele não fará a obra sozinho. Neemias foi a Jerusalém ajudar, contudo cada um teve que colocar a mão na massa. Cada um se pôs na frente da sua casa, diante do muro, onde estava a brecha, para começar a repará-Ia. A cada um Neemias deu a diretriz, supervisionou, orientou, mas não fez o trabalho que Ihes competia. O mesmo ocorrerá conosco; teremos que por mãos à obra. A promessa da aliança diz que tudo em que pusermos as mãos, prosperará. Porém se não colocarmos as mãos sobre a obra, não haverá o que prosperar.  

 

 

As Doze Portas

Neemias começa sua obra de restauração, pelas portas. Como já vimos, elas falam da vontade, da decisão. Está, pois, explicada a prioridade. Toda a reconstrução vai exigir uma tomada de posição e uma determinação, pois haverá obstáculos. São doze as portas.

Olhemos para cada uma delas, aplicando-as à nossa situação. Enquanto fazemos isso, deixemos que o próprio ESPÍRITO de DEUS devasse nossa alma e indique tudo quanto precisa de reparo. 

 

1. Porta das Ovelhas (Ne. 3:1) Encontro Com o Cordeiro de DEUS

Essa era a porta por onde passavam as ovelhas destinadas ao sacrifício da Páscoa. Ela nos lembra «O Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo» (Jo. 1:29). Aponta para Aquele que está à direita do Pai e é o único digno de abrir o livro de nossa plena redenção e quebrar os seus selos, forçando, assim, Satanás a recuar e respeitar nossos direitos de redenção, porque foi morto e com o Seu sangue nos comprou para DEUS e para Ele nos constituiu Reino e sacerdotes, destinados a reinar para sempre (Ap. 5:9,10). A primeira porta a ser restaurada é a das ovelhas. Por ela recebemos o Senhor JESUS, o Cordeiro de DEUS que tomou nosso lugar na cruz do Calvário, como nosso Senhor, Salvador e Rei. Essa porta em nossa vida deve estar escancarada para JESUS. É uma decisão da vontade, permitir que Ele entre em nossa vida e efetue dentro de nós Sua obra salvadora e libertadora, pelo poder do Seu precioso sangue remidor derramado em nosso lugar. A Porta das Ovelhas, portanto, é o lugar da rendição a CRISTO e da experiência de conversão, quando somos lavados pelo Seu sangue e regenerados em nosso espírito.

O Cordeiro de DEUS já passou por essa porta da sua alma? Isso envolve mais do que receber a JESUS como seu Salvador, tendo-O residindo em seu coração, na pessoa do ESPÍRITO SANTO. Falar de JESUS em sua alma, inclui um relacionamento que afeta, não só seu espírito, mas toda a sua personalidade. Implica em que Ele encherá seus pensamentos, dominará seus sentimentos e motivará suas decisões. Você verá seu próprio corpo como o transporte da vida de DEUS aqui na Terra, o que será um apelo a viver em santidade e dignidade. É uma identificação constante com Ele, «fitando os olhos em JESUS, autor e consumador da nossa fé» (Hb 12-2b).

Quando convivemos muito com uma pessoa, devotando-lhe nosso afeto terminou nos assemelhando a ela. Se devotarmos tempo estudando sobre JESUS, pensando nEle, conversando com Ele, amando-O, ouvindo-O, aprendendo Seus ensinos e obedecendo-os, iremos nos tornando cada vez mais parecidos com Ele. E não é este, porventura, o propósito do Pai? A operação do ESPÍRITO SANTO em nós não visa isso mesmo?

«Pois aqueles a quem dantes conheceu - de quem está consciente e de antemão amou - também destinou desde o princípio (predestinou-os) para serem moldados na imagem do Seu Filho [(compartilhar interiormente da Sua semelhança), para que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos» (Rm. 8:29 - Amp.).

E todos nós, com rosto descoberto, [(porque nós) continuamos a contemplar [na Palavra de Deu.\} como em um espelho a glória do Senhor, estamos constantemente sendo transfigurado em Sua própria e verdadeira imagem, num sempre crescente esplendor e de um degrau de glória a outro; [por isso vem) do Senhor {Que é) o ESPÍRITO» (2 Co 3.18 - Amp.).

2. A Porta dos Peixes (Ne. 3:3) Lugar de Crescimento e Reprodução

Na raiz lia palavra <<peixe», na língua hebraica, encontramos o sentido de «crescimento», <<reprodução», «mover-se rapidamente». Isso nos lembra o chamado ao crescimento numérico, à reprodução de nossas vidas em novos filhos, novos peixes, novas ovelhas, em novos crentes. A porta dos. peixes é aquela por onde deixaremos entrar os novos filhos de DEUS. Exige uma decisão de não vivermos só para nós, mas irmos à busca dos que também precisam encontrar JESUS. Estamos interessados na reprodução e no crescimento, pelo que nos disporemos a receber em nossa alma aqueles que vão chegando a JESUS, pois precisam de cuidado, de nutrição e assistência. Quando nos abrimos para receber cada nova pessoa, do jeito que ela vem, com muitos problemas na alma, tantas carecendo de libertação, pois trazem marcas profundas do mundo de onde acabaram de sair, nossa alma será abastecida e enriquecida. O amor de CRISTO vai nos iluminar e seremos capazes de assistir a um número cada vez maior. A compaixão de JESUS se manifestará através do nosso próprio coração e o contacto com essas tenras ovelhinhas do Senhor será usado na nossa própria edificação. A semelhança do Mestre em nosso caráter conhecerá um crescimento constante, pois seremos transformados em canais do Seu amor e graça.

Lembre-se de que DEUS usa as pessoas como canais de bênção e edificação em nossa vida. Até aquelas que parecem menos amáveis e ranzinzas, aqueles temperamentos difíceis, DEUS usará para forjar em nós as virtudes do caráter de JESUS. É assim que o fruto do ESPÍRITO tem uma chance de amadurecer em nossa vida. O amor, a tolerância, a paciência, o perdão, a misericórdia, tudo isso e muito mais se desenvolve no trato com as pessoas, especialmente os novos crentes, tão necessitados de assistência para poderem firmar seus passos na fé. E que oportunidade maravilhosa de crescermos quando a Porta dos Peixes está aberta em nossa alma! Cada novo crente que entrar por ela, será abençoado, mas também deixará conosco uma bênção.

Soa aos nossos ouvidos a Palavra do Senhor: «Vinde após mim, e Eu farei que vos torneis pescadores de homens» (Me. 1:17). E será pela Porta dos Peixes que eles serão por nós alcançados.

3. A Porta Velha (Ne.3:6) - Libertação do Passado

Essa porta fala das coisas velhas existentes em nossa alma, e que devem ser removidas. Ilustra um passado que deixa marcas no caráter; memórias feri nas que teimam em permanecer machucando; padrões de pensamento e hábitos alheios aos princípios do Reino de DEUS, enfim, tudo quanto é herança contrária à nova vida em CRISTO.

Paulo declara taxativamente: «Se alguém está em CRISTO, nova criatura é,' as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo» (2Co. 5:17). Em outras palavras, é uma nova criação e o passado não tem mais autoridade legal sobre ele. Essa é uma realidade da nossa posição em CRISTO. Acontece que em nossa alma permanecem velhos pensamentos, velhos padrões, velhas maneiras de viver, de encarar as coisas, hábitos, muito do que faz parte da velha natureza adâmica. Tudo isso deve ser removido pela porta velha, pois nossa vida em CRISTO é uma completa novidade de vida.

Paulo fala disso quando diz que fomos instruídos em CRISTO a nos despojar do velho homem, «quanto ao procedimento anterior, que se corrompe pelas concupiscências do engano; a vos renovar no espírito da vossa mente; e a vos revestir do novo homem, que segundo DEUS foi criado em verdadeira justiça e santidade» (Ef 4.21-24). Nos versículos a seguir, ele fala sobre o modo de agir do velho homem: a mentira, a ira, o furto, as palavras impensadas, a amargura, cólera, ira, gritaria, blasfêmia, malícia, dizendo que tudo isso e coisas semelhantes não devem ter mais lugar em nossa vida. Ele declara, que assim procedendo estaríamos dando lugar ao Diabo e entristecendo o ESPÍRITO SANTO, no qual fomos selados para o dia da redenção (Ef 4.30).

Convém aqui salientar que a libertação dessas velharias mencionadas, depende de uma firme determinação da vontade de as rejeitar. Paulo apela-nos a uma tomada de posição. Por que viver no passado, se temos uma nova vida? Por que ter os pés embaraçados por velhas ataduras, quando somos chamados a gozar a liberdade da nova criação em CRISTO? O desafio hoje é escancarar a Porta Velha, deixando por ela sair o passado, e depois fechá-Ia para os hábitos e prisões antigas que tentem voltar à alma. Em CRISTO, não temos passado. Essa é uma verdade legal. Agora vamos trazê-la à nossa experiência, e viver em completa novidade de vida.

4. A Porta Do Vale (Ne. 3:13) - O Milagre Da Salvação

Havia nos arredores de Jerusalém um vale que um dia fora do, o Vale de Hinon, mas como ali os filhos de Israel passaram a sacrificar ao deus Moloque, foi amaldiçoado e Jeremias profetizou que ele seria chamado "Vale da Matança" (Jr. 32:35; 7:30; 8:3). Isaías o apresenta como um lugar escatológico de punição, onde «o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará» (Is 66.22-24). Ele passou a ser chamado Geena, identificado com O fogo, morte e tormento. JESUS faz referência a ele, como uma figura do inferno, «onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga» (Me. 9:43-48).

No vale era colocado todo o lixo da cidade, que seria queimado. Havia sempre os vermes dos cadáveres e o fogo ardia constantemente. A Porta do Vale, pois, representa para nós a porta da libertação do inferno, o lugar do maior de todos os milagres: a nossa salvação. a grande milagre pelo qual DEUS nos tirou do inferno e das chamas eternas e sua destruição. Essa é a porta em nossa vida que se abre para os livramentos e milagres de DEUS.

a fogo do vale pode também advertir-nos contra todo fogo estranho. A porta deve estar fechada para o diabo, que tentará introduzir na cidade, isto é, na alma, a destruição do vale. a fogo de DEUS é algo extraordinário: queima, mas não destrói, como aconteceu na sarça, no Sinai. Mas o fogo de Satanás traz dor, sofrimento e desolação. Não deve haver lugar para fogo estranho dentro da nossa alma. a único fogo que deve arder em nós, é o do ESPÍRITO SANTO.

Depois do milagre da nossa libertação do inferno, fomos colocados em uma posição de canais de DEUS para arrancar outros que lá permanecem. Lembre-se de que estamos falando do lugar de decisão, as portas. Em cada uma delas, a decisão de quando abrir e quando fechar cada porta, a quem abrir e a quem fechar, é sua. Na porta do vale, DEUS nos encontrou e nos libertou, pois a abrimos para Ele entrar. Agora ela permanecerá fechada a todo fogo inimigo. Por ela, no entanto, passaremos para encontrar aqueles que estão dominados pelo inferno. O gozo presente dos milagres de DEUS em nós, não deve insensibilizar o nosso coração aos sofrimentos dos que perecem. Jamais nós devemos esquecer de que os horrores do inferno são reais e que o destino das vidas que para lá caminham depende de nós, pois transportamos a vida de DEUS e é a partir do nosso coração, usando nossos lábios, pés e mãos, que DEUS alcançará outros com Seu milagre libertador.

5. A Porta Do Monturo (Ne. 3:14) Remoção Do Lixo

Essa é a porta pela qual o lixo da alma deve ser removido. Ela deve estar aberta ao ESPÍRITO SANTO para que todo o lixo acumulado seja jogado fora, e nenhum outro volte a entrar. Será que um crente em CRISTO pode ser lixo? Todos nós chegamos a JESUS cheios Dele. Nosso espírito foi unido pelo ESPÍRITO de DEUS, mas nossa alma está em processo de restauração. Isso quer dizer que ainda estamos diante do desafio da decisão de coisas que se acostumaram a conviver conosco e que nada têm a ver com a vida de DEUS. Tudo quanto não se enquadra dentro do fruto do ESPÍRITO, é lixo e deverá ser rejeitado. Todas as obras da carne são imundas e devem ser erradicadas da própria personalidade, dando lugar ao fruto do ESPÍRITO.

Quando viemos a CRISTO, fizemos-Io com uma alma cheia de defeitos. Nossa conversão não repara automaticamente as brechas da nossa personalidade. Quando olhamos uns para os outros logo descobrimos que há muito a ser tratado. Um é explosivo, outro é fechado; um se fere com muita facilidade, outro é tendente à depressão; um manifesta egoísmo e um outro é orgulhoso. Tudo isso é lixo, resquícios dos padrões e valores do mundo. Muitas vezes só o ESPÍRITO SANTO pode penetrar os porões da nossa alma e descobrir as sujeiras escondidas, tão incorporadas a certas áreas, que até parecem naturais.

No meio de um mundo corrompido, como aquele em que vivemos, facilmente, a poeira e o lixo que nos cercam vão sorrateiramente penetrando em nossa alma. Como isso acontece? Através dos nossos sentidos, especialmente a visão e a audição. Os meios de comunicação têm sido um dos tremendos canais do Diabo para invadir nossa alma com seu lixo imundo, através da enxurrada de imagens e palavras sensuais, obscenas, violentas e carregadas de veneno mortífero. Essas coisas terminam se manifestando em atitudes, reações, palavras, pensamentos, trajes e padrões de vida, de modo muito sutil. As bancas de jornal, com suas revistas pornográficas expostas, as cenas em praça pública de todo tipo de imoralidade, também, fazem parte do lixo que nos cerca e, muitas vezes, são como poeira que se apega aos nossos pés.

O contacto com um mundo sujo, cheio de tanta impureza, numa época em que os poderes do inferno estão soltos e têm suas garras violentas sobre tantos, tenta também nos manchar. Requer uma decisão da vontade, rejeitar toda essa contaminação que vem do lado de fora, e que ainda está presente, impedindo a entrada de novo lixo.

Apesar de vivermos num mundo com tanto apelo à carne, aos sentidos e ao pecado, é possível manter a imundície do lado de fora, conservando a Porta do Lixo fechada. Como? Expondo-nos ao ESPÍRITO SANTO e à Palavra de DEUS. Ele nos dará uma crescente sensibilidade, e saberemos discernir entre o santo e o profano, o limpo e o imundo, submetendo-nos à purificação que Ele quer efetuar em nós, e vivendo à altura dos padrões requeridos ao filho de DEUS.

6. A Porta da Fonte (Ne. 3:15) - O ESPÍRITO SANTO

Fonte fala de águas que correm. Um dos símbolos do ESPÍRITO SANTO na Bíblia, é a água. Esta é a porta do ESPÍRITO SANTO. Toda nossa vida cristã depende dEle. É Ele quem nos gera em CRISTO, efetuando a obra de regeneração. Ele nos foi dado como o «outro Ajudador» ou «Consolado r». JESUS declara: «E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Confortador (Conselheiro, Ajudado r, Intercessor, Advogado, Fortalecedor, Auxiliador) para que fique convosco para sempre» (Jo. /4:16 - V. Amp.). Mas para que Ele opere em nós tudo quanto Lhe compete, precisa do nosso consentimento, mediante uma decisão de entrega e submissão. Se Lhe abrirmos a Porta da Fonte, então poderemos gozar de toda a Sua plenitude.

Outra tremenda experiência da qual a Porta da Fonte nos fala, é o batismo no ESPÍRITO SANTO, descrito em João 7, como os «rios de água viva», fluindo do interior. Ele nos permite ter uma nova liberdade espiritual e compreensão da Palavra. Através dele, entramos em uma nova dimensão de poder, que nos equipa na luta contra o inimigo. O batismo no ESPÍRITO leva-nos a experimentar uma nova ousadia no testemunho, na oração e nas diversas áreas da vida cristã. E como isso traz fogo, entusiasmo, vigor espiritual, dinamismo, poder e vibração para a nossa alma! Há muitos cuja porta está trancada para Ele. Mas os que a abrem, provarão a ousadia e poder para enfrentar e expulsar o inimigo e suas obras do seu território.

O ESPÍRITO SANTO é uma Pessoa. Se a Porta das Ovelhas deve estar sempre aberta para JESUS, a fim de crescermos no conhecimento do Filho de  DEUS e em Sua comunhão, a Porta da Fonte é um desafio constante para um crescimento na comunhão do ESPÍRITO SANTO. Nunca temos tudo dl' uma pessoa, mas podemos ter muitas experiências com ela. Assim acontecerá em nosso relacionamento com o doce Consolador.

Na Porta da Fonte, o ESPÍRITO SANTO nos gerou em CRISTO, batizando-os em Seu corpo, tornando-nos filhos de DEUS. Ali JESUS nos batizou no mesmo ESPÍRITO, equipando-nos para servi-Lo, como implantadores do Seu Reino aqui na Terra. Mas ali, também, poderemos ter uma experiência diária com Ele, recebendo da Sua plenitude, direção para cada novo empreendimento, poder para cada tarefa e assistência em toda a vida Cristã.

Uma das tremendas assistências é na vida de oração. Paulo declara a respeito: «Do mesmo modo também o ESPÍRITO nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o ESPÍRITO mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. “E Aquele que esquadrinha os corações sabe qual é a intenção do ESPÍRITO: que Ele, segundo a vontade de DEUS, intercede pelos santos» (Rm 8:26,27). A figura aqui é de alguém que segura a ponta do outro lado, enquanto nós mesmos estamos na outra extremidade. Por exemplo: eu não sei o que está no coração de DEUS, mas começo a orar; o ESPÍRITO que tudo sabe, vem em meu socorro e segura a oração do outro lado. Saio para testemunhar de CRISTO. Tenho uma voz, mas o poder é do ESPÍRITO. Eu abro a boca com a Palavra e Ele me assiste com o poder. Assim ocorrerá em tudo. DEUS colocou em nossa alma uma porta que dá acesso ao ESPÍRITO SANTO, através de Quem todos os recursos da Sua graça estão à nossa disposição. Eis, portanto, o desafio: escancarar a porta a esse maravilhoso Guia, Conselheiro, Mestre, Advogado e Protetor!

7. A porta do Cárcere (Ne 3:25) Livres de Prisões (ou pátio do cárcere)

Aqui se fala dó átrio, ou pátio do cárcere ou prisão. Este é o lugar onde as nossas prisões devem ser quebradas. Há muitas prisões em nossa vida que devem ser relaxadas. Prisão de medo, depressão, falta de perdão, amargura e tantas outras. Para muitos a comida, um pedaço de bolo, uma Coca-Cola, uma xícara de café, o sexo, a posição e coisas semelhantes, são uma prisão. Tudo quanto tem poder de fascínio ou domínio sobre nós é uma prisão. A tudo que dizemos «não consigo» deixar isso, ou não fazer isso, ou viver sem isso, servimos como escravos. Nosso Ajudador quer quebrar o jugo dessas prisões. Para tanto precisamos dar-Lhe acesso ao pátio do cárcere e rejeitar todas as cadeias.

Toda e qualquer forma de prisão enfraquece a alma, a personalidade. Nossa personalidade deve ser tão equilibrada que nada, nem ninguém consigam pôr sobre nós seu jugo. Já possuímos o jugo de JESUS, que é suave e leve. Paulo exorta: «Para a liberdade CRISTO nos libertou, permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão» (GI. 5: J).

As prisões da alma se manifestam na incapacidade de dominar os apetites da carne, nas carências afetivas, insegurança, acomodação, pensamentos descontrolados, dificuldade em tomar decisões, letargia etc. Há mil e uma formas de prisões, mas todas têm uma só origem: Satanás. Para todas elas há um só remédio: JESUS, cujo poder libertador é ministrado pelo ESPÍRITO SANTO. E que glória ter as prisões despedaçadas! Quaisquer que sejam as cadeias que têm assolado sua alma, clame como Davi: «Tira a minha alma da prisão e louvarei o Teu Nome)) (SI. 142: 7).

A única prisão a ser admitida em nossa alma é a de JESUS. Presos a JESUS, para sempre. Paulo diz que o Seu amor nos constrange, isto é, nos atrai, prende e nos seduz. Essa prisão, sim, é gozo, vida, liberdade e paz. Presos a JESUS, por causa do Seu amor e graça, encontraremos a plenitude da vida e o poder de rejeitar toda e qualquer amarra dos homens e de coisas.

8. A Porta Das Águas (Ne. 3:26) A Palavra de DEUS

Essa é a porta da Palavra. Paulo, falando sobre JESUS e a Igreja, diz: «tendo-a purificado (com a lavagem da água, pela Palavra” (Ef. 5:26). A água da Palavra de DEUS nos lava, mas a água da palavra estranha joga lama sobre nós. A Porta das Águas, pois, deve estar aberta para a Palavra de DEUS, revelada na Bíblia, e totalmente cerrada às doutrinas estranhas que hoje invadem a Terra, visando poluir as nossas almas, com seu engano diabólico. A única palavra viva, é a Palavra de DEUS, expressa na Bíblia. Toda palavra que não suporta o teste do que está escrito na Bíblia, mio passa pela sua peneira, é água suja, lama pura, e não deve ser abraçada.

Hoje há muitas doutrinas de homens e de demônios, que trazem verdadeiras prisões. Certos líderes, em nome da autoridade, manifestam um espírito controlador, que não procede de DEUS, e tornam seus liderados verdadeiros prisioneiros de sistemas e de homens, esquecidos do conselho de Pedro: «Apascenta i o rebanho de DEUS, que está entre vós, não por força... “Nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho» (I Pe 5:2,3).

Precisamos nos abrir, como nunca, à água da Palavra viva. No contacto constante com o mundo, muitas vezes nossos pés são empoeirados e carecemos cada dia, de nos submeter a essa água purificadora, aplicada através da leitura, estudo, meditação e obediência à Palavra escrita. Uma exposição constante da alma a um bom programa de estudo da Bíblia ajudará a manter-nos limpos.

Já vimos que havia uma fonte de água junto a cada porta, com o objetivo de apagar as setas incendiárias lançadas contra as portas e muros, pelos inimigos, visando a destruição da cidade. A água era usada para apagar essas setas. Paulo aplica essa figura à batalha espiritual, quando declara: «tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno» (Ef 6:16). Glória a DEUS que há água junto a cada porta! Em outras palavras, a Palavra de DEUS nos está disponível em cada área da nossa vida, de modo que quando cada seta incendiária for lançada contra nossa alma, poderemos apagá-la, não sendo destruídos, mas permanecendo de pé, vitoriosos. Pela aplicação da água da Palavra, o inimigo será mantido fora do nosso arraial. Diante de cada investida levantamos o escudo da fé, mediante a aplicação da Palavra específica, para o tipo de ataque específico.

A Palavra de DEUS está para nossa alma o que a comida está para o corpo. É nossa fonte de alimento, sustento e vida. Por meio dela conhecemos a DEUS; ela é canal de comunhão com Seu Autor, DEUS mesmo; é fonte de oração, confissão e vitória; é instrumento de combate espiritual, sendo arma contra as investidas satânicas; por meio dela. temos luz e direção para todas as áreas da vida; ela expressa os princípios pelos quais viveremos e reinaremos; são de fato «espírito e vida», conforme JESUS declarou (Jo. 6:63).

A Porta da Fonte em nossa alma, deve estar continuamente aberta para a Palavra de DEUS, através de um programa sério de estudo, meditação e a devida obediência. Por outro lado, deve estar cerrada para todo tipo de ensino contrário às verdades imutáveis e eternas nela expressas.

9. A Porta dos Cavalos (Ne. 3:28) Livres de Cargas

.os cavalos eram um meio de transporte. Levavam cargas, pesos. Em nossa vida essa porta fala do lugar por onde passam os fardos. Ela deve estar aberta para JESUS. Todos os fardos devem ser lançados sobre Ele. Paulo diz que «devemos levar as cargas uns dos outros» (Gl. 6:2). Isso, porém, não significa que essas cargas devem repousar sobre nossos ombros. Todas elas precisam ter um único destino: deixá-las-emos nas mãos do Senhor. Não podemos ser sufocados pelos pesos que nos vêm, nem pelos que vêm sobre nossos irmãos. Ajudá-los-emos, levando-os a JESUS. .os irmãos virão a nós, o mundo virá a nós com os seus fardos, e nós os levaremos Àquele que os pode carregar. «Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós» (I Pe. 5-7). Há um corinho muito conhecido que diz:

«Não tenhas sobre ti, nenhum cuidado, qualquer que seja, Pois um, somente um, seria muito para ti. “É meu, somente meu, todo o trabalho, o teu trabalho é descansar em mim”.

Não é maravilhoso saber que há alguém que o ama tanto, que se dispõe a levar seus fardos e introduzí-Io no descanso da fé? E que seu papel consiste, simplesmente, em soltar seus fardos para que Ele os possa carregar? Ó amor indizível, graça sem medida, quem poderá te compreender? Mesmo não abarcando a dimensão exata desse amor sem igual, você pode se entregar a Ele e gozar de seus benefícios eternos. Portanto, diante de cada fardo, diga: «Pai, transfiro-o para Ti». Relaxe na Sua presença e veja os fardos se levantarem. E à medida que você experimenta tudo isso, sua alma será restaurada. Portas levantadas, brechas fechadas!

Muitos são os cuidados que tentam nos sufocar. A vida moderna tem muitas pressões e exigências e, muitas vezes, os fardos parecem insuportáveis. .o resultado de tudo isso é um forte estresse e abatimento. São fardos no trabalho, com um salário corroído pela inflação e a ameaça de desemprego que, para muitos, já bateu à porta; preocupações com os filhos e pressões na família, para além de toda sorte de inquietação numa sociedade violenta e insegura. Tantos são os males, que se alguém tentar enfrentá-los sozinho, logo sucumbirá. Mas há uma boa notícia: o Senhor, que é Pai e cuida dos Seus filhos, colocou nos muros de nossa alma a Porta dos Cavalos. Por ela podemos deixar sair todos os fardos que nos assolam. Ele é grande, e tem recursos infinitos para levar nossas cargas. Podemos entrar no descanso da fé, enquanto Ele toma conta de nós, com tudo que nos diz respeito.

Os pesos e cuidados são uma estratégia de Satanás para nos esmagar. Mas se a Porta dos Cavalos estiver aberta para JESUS, à medida que eles vierem, serão transferidos para nosso bendito Senhor, e estaremos vivendo no descanso da fé. «Tu conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está firme em Ti; porque confia em Ti» (/s. 26:3).

10. A Porta Oriental (Ne.3:29) O Regresso de JESUS

Acredita-se que esta é a porta pela qual JESUS entrou, e que hoje se encontra fechada. Espera-se que o Messias entre por ela, em Sua segunda vinda. Para nós, ela fala do regresso de JESUS. Paulo diz que devemos nos consolar, uns aos outros, com a esperança da bendita vinda do Senhor. A expectativa desse evento deve estar sempre diante de nós. Temos um futuro glorioso, temos um destino eterno. Hoje travamos batalhas tremendas, mas há fim para o mal, há justiça a ser executada, há uma redenção a ser consumada, e tudo isso acontecerá na segunda vinda de JESUS CRISTO. Paulo ainda declara que, «Se é só para esta vida que esperamos em CRISTO, somos de todos os homens os mais dignos de lástima» (1 Co. 15:19).

A Porta Oriental em nossa vida deve estar aberta para a grande doutrina de que JESUS voltará, estabelecerá Seu Reino milenar na Terra, e a Igreja reinará com Ele, em glória. Os eventos no mundo inteiro apontam para a proximidade desse dia. De fato ele está mais perto do que muitos imaginam. Vivemos na geração que testemunha os mais tremendos acontecimentos proféticos, aguardados por milhares de anos. Estamos chegando ao clímax de todas as épocas, quando a trombeta de DEUS soará, os mortos ressuscitarão e os santos serão arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares. Cada dia que passa vamos ficando mais próximos daquele dia glorioso. Isso deve nos motivar a viver de modo a glorificar a DEUS em tudo, aguardando, vigilantes o Dia da Sua vinda.

Não sabemos o dia, a hora ou o ano em que Ele voltará, mas está claro que saberemos a estação. Paulo declara em I Tessalonicenses 5:4: «Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia, como ladrão, vos apanhe de surpresa». Para o mundo Ele virá «como ladrão de noite», isto é, de surpresa. Para os filhos de DEUS isso seria uma tragédia. Contudo, se a Porta Oriental estiver aberta a JESUS em nossa alma, a expectativa do Seu regresso não se apartará de nós, e isso se constituirá uma motivação de vida e serviço a Ele.

Ainda que JESUS não volte em nossa geração, pelo arrebatamento, o certo é que passaremos com a presente geração, seja através da morte ou da Segunda Vinda do Senhor. Nossos dias são limitados, e vamos vivê-los de modo a ser motivo de glória para DEUS e bênção para o mundo. Veremos o Seu rosto em Sua formosura a qualquer momento. Essa certeza nos inspira a viver como quem sabe quem é e para onde vai. Nosso destino é a glória, é o Trono, é JESUS mesmo. Depois de toda a luta contra o pecado, a carne, o mundo e o Diabo, vitoriosos, pelo Seu sangue e Sua Palavra, encontrar-nos-emos com Ele em nossa geração, seja pelo arrebatamento, seja pela morte. Vivamos, então, cada dia, como se fosse o último, na esperança da Sua vinda.

JESUS nos advertiu que deveríamos vigiar e estar alertas, sempre de prontidão, para recebê-Lo a qualquer hora. Apesar de muitos, em várias ocasiões, terem marcado data para Seu regresso, o certo é que Ele não prometeu fazê-lo, e conservar-nos-á na expectativa até o momento certo. Portanto, que «o próprio DEUS de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de NOSSO SSENHOR JESUS CRISTO» (1 Ts. 5:2.1).

11. A Porta da Atribuição (Ne. 3:31) A Comissão Divina

A versão da Sociedade Bíblica, assim como da Imprensa Bíblica Brasileira, traduzem "miphkad" por <<porta da guarda». Ficaremos com «miphkad», a palavra hebraica, que é definida por H. W. F. Genesius, em seu «Hebrew-Chaldee Lexicon to the Old Testament», como «atribuição, mandato, ordem, um lugar apontado». A Porta da Atribuição, pois, falamos do lugar onde DEUS nos delega uma missão, atribui-nos uma responsabilidade. A palavra traz o sentido de uma tropa que é convocada para receber suas diversas atribuições. Deve ser por isso que Ferreira de Almeida traduz a palavra por «guarda».

Essa é a porta pela qual o Senhor nos delega responsabilidades. Se ela estiver aberta para Ele, não nos recusaremos a aceitar e cumprir os deveres que nos serão atribuídos, pois, juntamente com a tarefa, Ele sempre nos dará a devida capacitação. Muitas vezes, o medo e o sentimento de inadequação tomam conta de nós, e deixamos a porta fechada para DEUS. Se, contudo, conhecemos ao Senhor, sabemos que Ele é fiel e justo e jamais nos dará uma tarefa, sem que esteja disposto a dar-nos, juntamente com ela, o que é necessário ao seu cabal cumprimento. Lembramos ainda que, cada vez que uma dessas portas é fechada ou aberta à pessoa errada, corremos sério perigo, pois isso se constituirá em uma brecha para o inimigo nos assolar.

DEUS tem planos perfeitos para cada um de nós. Devemos abrir a porta da atribuição e receber cada um deles, sabendo que Ele tem o melhor para a nossa vida. De fato, a bênção cem por cento só nos virá quando estivermos dentro do plano cem por cento que Ele tem para nós. Não há o que temer. Para o desempenho de cada tarefa, «A nossa capacidade vem de DEUS» (2 Co. 3:5). Ele é um Pai de amor e sabedoria. Saiba que o DEUS que chama e delega tarefas, é o mesmo que capacita, abre as portas, vai à frente, assiste-nos através do ESPÍRITO SANTO e comissiona Seus anjos a nosso favor.

A esta altura, convém advertir sobre a necessidade de distinguir entre um chamado do homem e um chamado de DEUS. Satanás pode nos enviar tarefas e pessoas, com o propósito de desgastar-nos, para que não tenhamos tempo e energia para executar o verdadeiro plano de DEUS para nós. Ele pode dar uma tarefa paralela, enviar pessoas que nos consomem o tempo e, se não estivermos firmes no discernimento da voz de DEUS, ele pode nos iludir. Lembre-se de que o plano de DEUS é um só e não há plano paralelo. Seguir o caminho paralelo é estar fora do verdadeiro plano. Há um propósito específico para cada filho. O modo de descobri-lo, é ouvir Sua voz, através das impressões do ESPÍRITO SANTO no homem interior. Um engano comum é tentarmos atender o chamado do homem, muitas vezes provocado por uma necessidade. Acontece que uma necessidade não se constitui um chamado Divino. Necessidades existem em todos os lugares, e só remiremos o tempo, atendendo a convocação do Senhor.

12. A Porta de Efraim. (Ne. 8:16) A Porção Dobrada

Esta é a última porta a ser mencionada. Efraim era o segundo filho de José, mas recebeu a bênção de Jacó, como se fora o primogênito. Seu nome significa: «fruto dobrado. porção dobrada da herança, frutífero».

Para nós, ela é a Porta da Porção Dobrada. Esta era dada por direito de primogenitura. JESUS é o primogênito, mas Hebreus 12:23 se refere a todos os filhos de DEUS como «a Igreja dos primogênitos inscritos nos Céus». Como pode acontecer que todos os crentes sejamos primogênitos, com direito à porção dobrada? Ora, JESUS é o primogênito e nós somos o Seu corpo, um com Ele, e o que é Seu, é nosso. DEUS tem um filho, que se chama JESUS. A esse Filho, deu uma companheira, que é a Igreja. Essa Igreja é parte dEle, Seu complemento, e participa do que Lhe pertence. É por isso que DEUS quer que o nosso caráter, personalidade, o ser inteiro, reflitam a presença de JESUS, e Sua glória em nós se manifeste.

DEUS não desiste de nós. Em Oséias 11.8 lemos: «Como te deixaria. ó Efraim ?» Essas palavras repassadas de amor, são dirigidas em tempos de apostasia de Efraim. Ainda assim, as ternuras do coração do Pai para com ele o buscavam atrair. Na porta de Efraim, receberemos a abundância do que Ele tem para nós e tornar-nos-emos frutíferos em tudo, pois Ele colocou à nossa disposição todos os recursos inesgotáveis de Sua graça.

 

Não há limites em DEUS. Somos nós que limitamos o que recebemos dEle. Seus tesouros, em CRISTO, estão escancarados para nós. Mas precisamos abrir a Porta de Efraim, da Porção Dobrada, e receber as bênçãos do primogênito, ou seja, o que pertence a JESUS. Tudo é nosso, nEle.

Qual é o estado da sua alma? Alguém se importa com ela e veio para dirigir sua limpeza e restauração (JESUS). O segundo passo depende de você unir-se ao precioso ESPÍRITO de DEUS, começando pelas portas, o lugar de decisão. Aí você determina o rumo que sua vida vai tomar. Lembre-se que sua vida no agora, é o resultado das escolhas de ontem. Para mudar o seu curso no amanhã, algo deverá ser feito hoje. DEUS lhe dá todos os recursos e assistência na pessoa do ESPÍRITO SANTO, para que você possa fazê-lo. Se você se expõe a Ele e está determinado a seguir Sua direção, então nada impedirá sua completa vitória.

  

As citações bíblicas são extraídas da Tradução de Almeida, Revisada de Acordo com os Melhores Textos em Hebraico e Grego, da Imprensa Bíblica Brasileira, exceto Quando for indicada outra fonte.

Citações com a indicação Amp., são traduzidas pela autora de The Amplified Bible. Copyright @ by Zodervan Bible Publishers. (Bíblia Amplificada).

Citações SBB, são extraídas da Tradução de Almeida, Edição Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil. 

Coelho, Valnice Milhomens. Personalidades restauradas, São Paulo: Edição do autor, 1992. 244p.1. Palavra da Fé Produções Caixa Postal 60061 - CEP 05096-970 Av. Pompéia, 2110 - São Paulo - S. P. - Tel. :(011) 873-3117, FAX 62.4015  


1. A Bíblia fala da salvação como um muro.

 

Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, desolação nem destruição nos teus termos; mas aos teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas Louvor.
Isaías 60:18
Numa visão sobre a Nova Jerusalém - Os muros da Cidade Santa, Jerusalém, serão chamados simbolicamente de Salvação, significando que nela habitarão os salvos de CRISTO, a Igreja, e suas portas chamar-se-ão Louvor, pelo fato de que todos 
ao adentrarem nela estarão louvando e glorificando ao Senhor JESUS.
Nesta Maravilhosa Cidade não haverá guerras , fomes, tristezas nem dor.
Os povos virão a ela para celebrar a bondade divina. Todas as nações virão. A terra dos judeus será o centro mundial da adoração ao DEUS Vivo.
Isso não é sonho nem uma utopia, isso é promessa de DEUS para Israel e para a Igreja. 

 

2. O muro da salvação fala da divina proteção que beneficia aqueles que se abrigam dentro dele.

 

Na Nova Jerusalém, JESUS mesmo governará, portanto lá não haverá mais problemas de segurança, de doença, de sofrimento ou de dor.

 

Os muros das cidades (heb. homa; gr. teichos) eram utilizados desde muito cedo na Antiguidade (aprox. 7000 a.C. em Jericó) para complementar a fortificação de um local habitado, inicialmente selecionado por suas fortificações ou defesas naturais. Muitos muros de cidades antigas parecem ter sido construídos com tijolos de barro sobre um alicerce feito de pedras inteiras. Os muros de pedra mais antigos eram geralmente acabados dos dois lados, com enormes blocos preenchidos com terra comprimida e pedras. No início da Idade do Bronze (3100-2100 a.C.) a Palestina exibia mais frequentemente uma única construção vertical sem qualquer revestimento para proteção exterior. O muro ao sul de Ai foi ampliado diversas vezes até que, ao menos em uma determinada seção, sua largura ultrapassou 20 metros. Durante este período, Megido e Tell el-Far‘ah (Tirza, q.v.) também tiveram enormes muros com aproximadamente 8 a 10 metros de espessura.
O período final da Idade Média do Bronze (1900-1550 a.C.) testemunhou a introdução dos muros em taludes (inclinados). Exemplos clássicos podem ser vistos em Siquém (Tell Balatah) e Jericó. A alvenaria ciclópica era um tipo de muro característico que consistia em grandes rochas juntas que formavam uma estrutura principal, enquanto pedras menores preenchiam as fendas. Os hicsos também construíam enormes defesas inclinadas como em Hazor e Asquelom. Durante o final da Idade do Bronze (1550-1200) o muro duplo de tijolos sobre um alicerce de pedras com espaços entre as paredes, que tinha uma largura suficiente para suportar casas (cf. Js 2.15) estava em destaque.
O palácio de Saul em Gibeá é um exemplo da inovação da Idade do Ferro (talvez originalmente uma invenção hitita) de construção de muros de casas, que consistia em dois muros paralelos e estreitos unidos por divisórias transversais. O muro Salomônico da cidade de Megido (cf. 1 Rs 9.15) foi construído com pedras sortidas, umas um pouco mais à frente ou atrás daquelas que estavam a seu lado, de forma uniforme, apresentando uma construção forte, formando também uma série de pequenas saliências ou baluartes (heb. pinnot; cf. 2 Cr 26.15) visando uma defesa mais efetiva. O muro de Roboão em Laquis foi construído (em aprox. 920 a.C.) com tijolos de barro secos ao sol (cf. 2 Cr 11.5-11). Aos poucos, após a época de Salomão e como resultado da influência fenícia, as pedras cuidadosamente talhadas se tomaram mais comumente utilizadas nas construções de muros (cf. o muro de Samaria do século IX). Esta construção em pedras é uma obra de arte tão suprema, que até os nossos dias ainda não foi encontrado na Palestina algo que a supere.
O Muro das Lamentações em Jerusalém foi construído durante o período do NT por Herodes o Grande, enquanto Herodes Agripa I foi provavelmente responsável pelo chamado Terceiro Muro (cf. Josefo, Wars 4.1-2, para uma descrição contemporânea dos muros de Jerusalém).
No início, os muros das casas (heb. qir) eram construídos com tijolos de barro, geralmente sobre alicerces de pedras inteiras. Mais tarde, os muros ou as paredes passaram a ser feitos de pedras que, nas casas dos ricos, tendiam a ser talhadas e revestidas (cf. 1 Rs 5.17; 7.9). A argamassa empregada era de argila ou betume. Os muros de madeira sobre os alicerces de pedras talhadas não eram desconhecidos (cf. 7.12). Os muros eram geralmente pintados, cobertos com gesso, ou recebiam painéis (cf. Ag 1.4), ou ainda, em casos extremos, enfeitados com marfim (cf. 1 Rs 22.39; Am 3.15).
O termo heb. homa é usado de forma figurativa em passagens impressionantes como Êxodo 14.22,29; Isaías 26.1; 60.18; Jeremias 1.18; 15.20; Zacarias 2.5. O termo gr. toichos, “parede” é utilizado como um termo injurioso em Atos 23.3. R. Y. 

 

3. O muro da salvação é uma permanente linha divisória entre o reino de DEUS e o reino deste mundo.

 

A Nova Jerusalém será nossa morada eterna, livre de qualquer influência terrena. 


Milênio - Isaías 26.1 OUÇAM O POVO cantando! Naquele dia toda a terra de Judá vai cantar este cântico: "Nossa cidade é forte e bem protegida! Estamos cercados pelos muros da salvação de DEUS!

 
Milênio - Isaías 61.18 Nunca mais se ouvirá falar em violência e em destruição na terra de Israel. Seus muros serão a "Salvação do Senhor" e as portas da cidade serão o "Louvor a DEUS".

 

Enquanto os judeus sabem da glória da Jerusalém do Milênio, nós os salvos sabemos da glória eterna da Nova Jerusalém.

 

Aqui foi prevista uma situação feliz e gloriosa para a igreja e se refere, principal e definitivamente, à igreja cristã e à sua paz espiritual, porém, sob o modelo daquele pequeno vislumbre de paz exterior que os judeus às vezes gozaram depois do seu retorno do cativeiro.

 

 Um complemento ao que virá a ser. Parece que ao término desse capítulo somos levados a olhar ainda mais além, para a glória e o gozo do céu, de acordo com o modelo e a figura do florescente estado da igreja na terra, que nunca chegou a se aproximar daquilo que aqui foi previsto. Encontramos várias das imagens e expressões aqui utilizadas na descrição da nova Jerusalém (Ap 21.23; 22.5). Como às vezes os profetas passam insensivelmente das bênçãos da igreja judaica para as bênçãos espirituais da igreja cristã, que são eternas, às vezes também passam da igreja militante para a igreja triunfante, o único lugar em que toda paz, alegria e honra prometidas chegarão a um estado de perfeição. 1. DEUS estará plenamente presente em toda a felicidade aqui prometida, pois Ele é sempre fiel aos verdadeiros crentes (v. 19): O sol e a lua não serão mais a tua luz. O povo de DEUS, quando gozou o seu favor e caminhou sob a luz do seu semblante, fez pouco do sol e da lua e das outras luzes desse mundo; mas embora pudesse caminhar confortavelmente sob a luz do Senhor, o povo se afastou desta bênção. No céu não haverá oportunidade para o sol e a lua, pois a luz é a herança dos santos, e tal luz engolirá a luz do sol tão facilmente quanto o sol engole a luz de uma vela. “Os idólatras adoravam o sol e a lua (que alguns pensavam ser a forma mais antiga e plausível da idolatria), mas eles não serão mais a tua luz porque não serão mais idolatrados, pois “... o SENHOR será a tua luz perpétua”, dia e noite, na noite da adversidade, assim como no dia da prosperidade. Aqueles que fazem do Senhor a sua única luz encontrarão nele toda a luz que precisarem e também o seu escudo. E “... o teu DEUS [será], a tua glória”. Observe que DEUS é a glória daqueles para quem Ele é DEUS, e assim será por toda a eternidade. A glória deles é tê-lo como o seu DEUS, e eles se gloriam nisso. Eles preferem esta glória ao invés da beleza deste mundo, que é passageira. O povo de DEUS é, por esta razão, um povo digno e honorável. Este povo está em uma aliança com DEUS, contra o pecado. 2. A felicidade aqui prometida não encontrará nenhuma mudança, período ou diminuição (v. 20): “Nunca mais se porá o teu sol”, e o teu dia será eterno, cheio de raios de sol. Esse não é o sol que às vezes sofre o eclipse, ou fica coberto pelas nuvens e, embora seu brilho seja radiante, e sempre quente, irá certamente se pôr para, em poucas horas, deixando-o na escuridão e no frio. Aquele que é o Pai de todas as luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação (Tg 1.17) será um sol, uma fonte de luz para ti. Sabemos que, certa vez, o sol parou, sem pressa para se pôr durante o espaço de um dia, e esse dia foi glorioso, e nunca foi igualado. Mas como será esse dia que nunca terá noite? Ou, se tivesse, seria uma noite de luz, pois nem a tua lua irá se ausentar ou minguar, ela nunca irá mudar, mas será sempre lua cheia. Assim como o sol, os confortos e as alegrias que são as glórias que existem no céu fornecem luz à alma, também aqueles que foram preparados para ser glorificados nunca conhecerão a menor ausência ou interrupção dessas bênçãos. Pois como isso poderia acontecer quando o próprio “Senhor será a tua luz perpétua”, uma luz que nunca será enfraquecida ou extinta? E os dias do teu luto findarão e nunca mais voltarão, pois todas as lágrimas serão enxutas e as suas fontes, o pecado e a aflição, irão secar a fim de que a tristeza e as aflições desapareçam para sempre. 3. Aqueles a quem foi concedido o direito à essa felicidade, estando devidamente preparados e qualificados para ela, nunca a perderão (v. 21): “E todos os do teu povo”, aqueles que irão habitar Jerusalém, “serão justos”, todos serão justificados pela justiça do Messias, e todos serão santificados pelo seu ESPÍRITO. Todo esse povo, e aquela Jerusalém, deverá ser justo, deverá ter aquela santidade sem a qual nenhum homem verá o Senhor. Todos eles serão justos, pois sabemos que os pecadores não herdarão o Reino de DEUS. Em minha opinião, não existe um povo na terra que seja totalmente justo; neste lado do céu, sempre existe uma mistura com os maus nas melhores sociedades. Mas aqui não haverá nenhuma mistura. Todos eles serão justos, serão inteiramente justos, para que entre eles não exista nenhum homem corrupto. Dessa forma, neles não haverá corrupção, o espírito dos homens justos se tornará perfeito. E todos eles serão justos em conjunto e irão repovoar Jerusalém. Ela será chamada de “congregação dos justos” (Sl 1.5). E como todos serão justos, eles irão, portanto, herdar a terra para sempre, pois nada, a não ser o pecado, poderá expulsá-los de lá. A perfeição da santidade dos santos irá assegurar a perpetuidade da sua felicidade. 4. A glória da igreja irá resultar na honra da igreja de DEUS: Eles “serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, e por serem assim Eu os possuirei”. Foi pela graça de DEUS que eles foram designados para essa felicidade. Eles são o renovo da sua plantação, ou das suas plantações. Ele os cortou como se corta um ramo do zambujeiro, e os enxertou na boa oliveira, transplantou-os do campo quando ainda eram ramos tenros e levou-os para o seu berçário, e agora eles foram plantados no seu jardim na terra, para, em breve, poderem ser removidos para o seu paraíso no céu. Também foi pela sua graça que eles foram preparados para essa felicidade. Eles são feitura das suas mãos (Ef 2.10), e foram preparados para isto (2 Co 5.5). Esta obra requer tempo e, quando estiver terminada, ficará patente a todos que é uma obra maravilhosa. E DEUS, que a começou e aperfeiçoou, será glorificado. Pois o Senhor JESUS receberá, então, a admiração de todos os que crêem. DEUS será glorificado através da glorificação dos seus escolhidos. 5. Eles serão mais gloriosos, e DEUS será ainda mais glorificado através deles, se compararmos o que eram antes com a felicidade que eles, sendo um povo mínimo, conquistaram (v. 20): “O menor virá a ser mil, e o mínimo, um povo grandíssimo”. Os cativos que haviam retornado da Babilônia se multiplicaram notavelmente e formaram uma grandiosa nação. A igreja cristã era pequena, muito pequena, no início – o número dos seus membros era apenas 120; no entanto, eles se tornaram milhares de cristãos. A pedra cortada do monte se expandiu tanto que encheu a terra. A igreja triunfante e os santos sempre glorificados serão milhares de pequenos, e formarão uma grandiosa nação a partir do menor deles. A graça e a paz dos santos eram, a princípio, como uma semente de mostarda; mas elas cresceram e se multiplicaram, e fizeram com que o menor viesse a ser mil, e o fraco se tornasse como Davi. Quando chegarem ao céu, olharem para trás e observarem a pequenez do seu começo, eles irão se admirar de terem chegado até lá. E tão maravilhosa é essa promessa que precisava da ratificação com a qual ela termina: “Eu, o SENHOR, a seu tempo farei isso prontamente” – farei tudo que aqui foi dito em relação aos judeus e à igreja cristã, à igreja militante e triunfante, e a cada crente em particular: (1) Pode parecer demasiadamente difícil fazer com que isso aconteça e pode ser extremamente duvidoso, mas DEUS, que tem o soberano poder, encarregou-se disso: “Eu, o SENHOR... farei isso, porque posso fazê-lo, e estou determinado a isso”. Tudo será feito por Ele, cujo poder é irresistível e Seus propósitos são inalteráveis. (2) Pode parecer que vai demorar e que parece ter sido adiado por tanto tempo que perdemos as esperanças, mas o Senhor irá fazê-lo e apressá-lo, com toda a presteza conveniente, embora muito tempo possa passar antes que isso seja feito. Mas, nenhum tempo será perdido. Ele irá apressar tudo a seu tempo, no tempo adequado, na época em que tudo será maravilhoso. Ele o fará no momento indicado pela sua sabedoria, embora este não seja o tempo prescrito pela nossa insensatez. E tudo está realmente se apressando; pois embora pareça que o desfecho final esteja demorando, nada poderá ser considerado tardio, pois tudo estará de acordo com o tempo determinado por DEUS. Estamos certos de que o melhor momento será aquele que está sendo aguardado, pacientemente, por aqueles que crêem.

 

SUBSÍDIOS DA TEVISTA DA CPAD - 3º TRIMESTRE DE 2020


SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP1
“DEUS trabalha por intermédio de seu povo para realizar até mesmo tarefas consideradas humanamente impossíveis. Ele costuma moldar as pessoas com características de personalidade, experiências e treinamento de modo a prepará-las para o seu ministério, e essas pessoas não costumam sequer ter ideia do que DEUS tem reservado para elas. DEUS preparou e posicionou Neemias para realizar uma dessas tarefas ‘impossíveis’ da Bíblia. Neemias era um homem comum em uma posição especial. Ele estava seguro na condição de bem-sucedido copeiro do rei Artaxerxes, da Pérsia. Neemias possuía pouco poder, mas grande influência.
Setenta anos antes, Zorobabel havia planejado a reconstrução do Templo de DEUS. Treze anos haviam se passado desde o retorno de Esdras a Jerusalém, que havia ajudado o povo em suas necessidades espirituais. Agora Neemias era necessário.
Do início ao fim Neemias orou pedindo a ajuda de DEUS. Ele nunca hesitou em pedir que DEUS se lembrasse dele, encerrando sua autobiografia com as seguintes palavras: ‘Lembra-te de mim, DEUS meu, para o bem’. Durante a ‘impossível’ tarefa, Neemias demonstrou uma capacidade de liderança incomum. Os muros ao redor de Jerusalém foram reconstruídos em tempo recorde, a despeito da resistência e da oposição dos inimigos. Até mesmo os inimigos de Israel admitiram, de má vontade e com temor, que DEUS estava com esses construtores. Não apenas isto, mas DEUS trabalhou através de Neemias para realizar um despertamento espiritual entre o povo judeu.
Talvez você não tenha as habilidades específicas de Neemias ou até mesmo pense que está em uma posição onde nada pode fazer para DEUS; mas existem duas formas através das quais você pode ser útil ao Senhor. Primeiro, seja uma pessoa que fala com DEUS. Permita que Ele entre em sua vida e compartilhe-a com Ele — suas preocupações, seus sentimentos e seus sonhos. Segundo, seja uma pessoa que anda com DEUS. Coloque em prática aquilo que você aprende nas Escrituras Sagradas. DEUS pode ter uma missão ‘impossível’ para realizar através de sua vida” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.670). 


SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP2
“Embora Neemias tivesse chegado como governador, com plena autoridade do Império Persa, não fez nada durante três dias e nem contou a ninguém os planos que DEUS lhe confiara. Sem dúvida, ele estava esperando em DEUS, ao invés de precipitar-se, confiando na sua própria capacidade. Passou, então a fazer uma inspeção cautelosa e cuidadosa nos danos causados nos muros pelos samaritanos e, por certo, calcular as despesas. É muito importante observar que, em vez de criticar os judeus pelos seus problemas e tristezas, ele queria ver esses problemas como eles viam. Daí, ele nada fala, enquanto não compreendesse a situação segundo a sua perspectiva, sentindo o que eles sentiam” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.731). 


SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP3
“Neemias convocou uma assembleia com os líderes judeus. Ele lhes contou como DEUS o tinha convocado para realizar essa missão, e como o Senhor tinha agido sobre o rei para que o ajudasse, não apenas ao dar-lhes a autoridade como governador, mas também ao tornar disponíveis a ele os materiais necessários para realizar o trabalho. Este fervoroso apelo recebeu uma resposta rápida. Impressionados com o zelo de Neemias, os líderes judeus responderam imediatamente. Levantemo-nos e edifiquemos. Assim, foi preparado o cenário para um notável feito a ser realizado” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, pp.514-15). 


SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP4
“Os inimigos do pequeno remanescente dos judeus opunham-se à reconstrução dos muros de Jerusalém. Neemias e o povo foram alvos de zombaria, de ameaça de uso da força, de desânimo de medo. O capítulo três do livro de Neemias revela como se pode vencer a oposição à obra de DEUS. (1) A zombaria foi vencida pela oração e determinação. (2) A ameaça da força foi vencida pela oração e apropriadas medidas de segurança. (3) O desânimo e o medo foram vencidos pela fé dos dirigentes piedosos, pelo seu incentivo” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.733).

 
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP5
“Os inimigos do pequeno remanescente dos judeus opunham-se à reconstrução dos muros de Jerusalém. Neemias e o povo foram alvos de zombaria, de ameaça de uso da força, de desânimo de medo. O capítulo três do livro de Neemias revela como se pode vencer a oposição à obra de DEUS. (1) A zombaria foi vencida pela oração e determinação. (2) A ameaça da força foi vencida pela oração e apropriadas medidas de segurança. (3) O desânimo e o medo foram vencidos pela fé dos dirigentes piedosos, pelo seu incentivo” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.733).


PARA REFLETIR - A respeito de “Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém”, responda:
Como se chamava o emissário enviado a Neemias? Hanani.
Como viviam os judeus que haviam voltado de Babilônia? Viviam em grande miséria.
Antes de iniciar a reconstrução dos muros, que fez Neemias? Faz um levantamento minucioso e real da situação.
Que profissão exercia Neemias na corte persa? Profissão de copeiro.
O que nos lembra o muro da salvação? A proteção de que desfrutam todos aqueles que se refugiam em CRISTO JESUS.

SUGESTÃO DE LEITURA
Neemias - Paixão pela Fidelidade; Neemias - Integridade e Coragem em Tempos de Crise; Uma Jornada de Fé.

 

 SALVAÇÃO - y ̂eshuw Ìah
1) salvação, libertação
1a) bem-estar, prosperidade
1b) libertação
1c) salvação (por DEUS)
1d) vitória  

 

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REVISTA CPAD ANTIGA PARA AJUDAR

Lição 12, Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto

Revista Adulto, CPAD, 3° trimestre 2020
Tema: Os Princípios Divinos em Tempo de Crise - A reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias
Comentarista: Pr. Eurico Bergstén
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454. - henriquelhas@hotmail.com - Jordanésia, Cajamar  - SP  
  

AJUDA PARA A LIÇÃO

https://ebdnatv.blogspot.com/2011/12/licao-12-as-consequencias-do-jugo.html 

 Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2020/09/slides-licao-12-esdras-e-neemias.html

Vídeo - Lição 12, Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto70min, 3Tr20, Pr Henrique, EBD NA TV

https://www.youtube.com/watch?v=Z7_KZ5MMHUo

   

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 2.18-24 O casamento, uma instituição divina
Terça - Êx 34.10-16; Dt 7.3 DEUS reprova o casamento misto
Quarta - Jz 14.1-16 A tragédia de um casamento misto
Quinta - Gn 24.38-67 Um casamento aprovado por DEUS
Sexta - Cl 3.19; Tt 2.4 O amor, a base do casamento
Sábado - Êx 12.12-23 A proteção do lar 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Esdras 9.1-4; Neemias 13.23-26; 9.38; 10.1,29,30
Esdras 9
1 - Acabadas, pois, essas coisas, chegaram-se a mim os príncipes, dizendo: O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se têm separado dos povos destas terras, seguindo as abominações dos cananeus, dos heteus, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus, 2 - porque tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e assim se misturou a semente santa com os povos destas terras, e até a mão dos príncipes e magistrados foi a primeira nesta transgressão. 3 - E, ouvindo eu tal coisa, rasguei a minha veste e o meu manto, e arranquei os cabelos da minha cabeça e da minha barba, e me assentei atônito. 4 - Então, se ajuntaram a mim todos os que tremiam das palavras do DEUS de Israel, por causa da transgressão dos do cativeiro; porém eu me fiquei assentado atônito até ao sacrifício da tarde.
Neemias 13
23 - Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas. 24 - E seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo. 25 - E contendi com eles, e os amaldiçoei, e espanquei alguns deles, e lhes arranquei os cabelos, e os fiz jurar por DEUS, dizendo: Não dareis mais vossas filhas a seus filhos e não tomareis mais suas filhas, nem para vossos filhos nem para vós mesmos.
26 - Porventura, não pecou nisso Salomão, rei de Israel, não havendo entre muitas nações rei semelhante a ele, e sendo amado de seu DEUS, e pondo-o DEUS rei sobre todo o Israel? E, contudo, as mulheres estranhas o fizeram pecar.
Neemias 9
38 - E, com tudo isso, fizemos um firme concerto e o escrevemos; e selaram-no os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes.
Neemias 10
1 - E os que selaram foram Neemias, o tirsata, filho de Hacalias, e Zedequias,
29 - firmemente aderiram a seus irmãos, os mais nobres de entre eles, e convieram num anátema e num juramento, de que andariam na Lei de DEUS, que foi dada pelo ministério de Moisés, servo de DEUS; e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do SENHOR, nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos; 30 - e que não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos; 


OBJETIVO GERAL - Salientar o perigo das uniões ilícitas.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Explicar o porquê de um judeu não poder se casar com uma pagã;
Destacar a sobrevivência do povo judeu;
Aconselhar a respeito do casamento de crentes;
Incentive a espera em DEUS. 


INTERAGINDO COM O PROFESSOR
O casamento constitui o elemento de unidade do povo de DEUS. Por isso, o Antigo Testamento proibia a união mista. Esta trazia uma cultura alheia a do povo de DEUS e o consequente pecado de idolatria. A Bíblia menciona a idolatria do rei Salomão como influência clara da religião de suas esposas estrangeiras. Contra esse perigo que Esdras e Neemias se levantam, pois a prática de casamento mistos era comum no meio do povo. Israel não poderia ser reconstruído com o perigo de cair novamente na idolatria e violar sua identidade como povo de DEUS. Por isso os líderes da reconstrução exortam ao povo a manter a pureza de seus princípios espirituais outorgados pela Lei de DEUS. 

 

PONTO CENTRAL - A união ilícita é um perigo espiritual.


Resumo da Lição 12, Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto
I – ESDRAS E NEEMIAS COMBATEM O PERIGO DO CASAMENTO MISTO
1. A ira e a reação de Esdras.

2. O efeito da atitude de Esdras foi imediato.

3. O arrependimento do povo.

II – POR QUE UM JUDEU NÃO DEVIA CASAR COM UMA PAGÃ?
1. DEUS havia proibido o casamento misto (Dt 7.2-4; Êx 34.16; Js 23.12,13).

2. A história de Israel registra vários exemplos das consequências nefastas do casamento misto.

III – A SOBREVIVÊNCIA DO POVO JUDEU
Existem judeus até os dias de hoje
.
A preservação do povo judeu é considerado um milagre.
IV – UMA PALAVRA FINAL SOBRE O CASAMENTO DOS CRENTES
A maior bênção que DEUS deu à humanidade foi o envio de JESUS CRISTO para ser o Salvador do mundo.

A Bíblia explica em 2 Co 6.14-17 as implicações da expressão NO SENHOR

Casamento é uma união total entre homem e mulher. .
V – ESPERA EM DEUS
Entrega pois a tua vida e o teu futuro a “DEUS, faz que o solitário viva em família” (SI 68.6).
 

 

  

PARA SE SITUAR SOBRE ESTER, MARDOQUEU, ESDRAS E NEEMIAS.


Mardoqueu, Ester, Esdras, Neemias.

Assuero é Xerxes.
Os livros de Esdras e Neemias só se ocupam dos fatos de Judá; os de Daniel e Ester, das ocorrências da Pérsia. Ester, especialmente, nos dá um retrato de corpo inteiro dos hábitos e convenções, costumes e normas no reino dos Xerxes e Dario. É um retrato também do patriotismo dos judeus, que não voltaram a Judá com Sesbazar e Zorobabel, ou Esdras e Neemias. Estavam bem situados, muitos deles grandes comerciantes, preferindo continuar na terra do cativeiro, onde tinham vida relativamente fácil e próspera, talvez melhor do que a que poderiam esperar em Jerusalém, mesmo sabendo que eram estrangeiros e malvistos por muitos. Todavia, não se pense que não continuavam sendo bons judeus, praticando, com as devidas cautelas, a sua religião; o livro não fala da religião dos judeus, nem mesmo o nome de DEUS é mencionado. É o único livro da Bíblia a ignorar o nome de DEUS, mas, apesar disso, não há outro livro na Bíblia onde a fé em DEUS e na Sua providência seja mais patente e clara. Isso nos leva a ver que os não repatriados não se tinham perdido no mundo persa. Continuavam bons judeus e fiéis a seu DEUS, nos limites das possibilidades vigentes. Pensa-se que a ausência do nome DEUS, no livro se deva a ter sido escrito em uma época em que fazer qualquer referência ao judaísmo e a DEUS seria perigosa. Daniel mesmo passou por ocasiões iguais a estas, a despeito de gozar das vantagens que altos cargos no governo lhe facultavam. Nós não sabemos de qualquer época em que a menção do nome de DEUS poderia ser perigosa; houve ocasiões, como vemos em Daniel, mas uma época tal neste governo não conhecemos. Todavia, por motivos óbvios, o nome da divindade é ocultado.

O drama, ou quase isso, ocorreu nos dias de Assuero, o Xerxes dos gregos, sendo Mardoqueu o grande herói e fiel servo de DEUS. Havia um tal de Mamã que o Dr. B. H. Carrol informa ser o último sobrevivente da amaldiçoada tribo dos amalequitas, que, mesmo depois de séculos, revive a intriga e inimizade entre os dois povos. (1) Talvez sem o saber, estava na sua alma o vírus contra os israelitas, os quais, numa oportunidade propicia, desejou destruir. Tudo no drama gira ao redor de Mardoqueu e Ester. Este Hamã, o agagita, era descendente do rei Agam, que Samuel mandou destruir (I Sam. 15:32-35).

O nome do monarca mencionado no livro não é o mesmo do monarca político, e só é encontrado neste livro e outro igual em Esdras 4:7. Não tem sido pequena a confusão criada a respeito deste nome Assuero, pensando muitos que o Assuero de Esdras seja o mesmo de Ester, cap. 1. Em nosso Estudo de Esdras tivemos a oportunidade de desfazer esta confusão, pois o Assuero de Ester subiu ao poder em 486 A. C. e o Assuero de Esdras viveu entre 529-521, quando estiveram no poder Cambises e Gautama, o Usurpador. Foi este Assuero que proibiu a continuação da construção do Templo, começada em 536, no reinado de Ciro, e parada depois, para ser finalmente inaugurado no sexto ano do reinado de Dario I, o Histaspes, em 515 A. C. É, portanto, claro que o Assuero de Esdras não pode ser o Assuero de Ester, que subiu ao poder em 486, ou seja, 43 anos mais tarde, depois de ter reinado Dario I, o Histaspes, por 35 anos. Referimos então, naquele Estudo, que o título Assuero era muito usado pelos monarcas medos, pois Daniel fala de um deles em Dan. 9:1, o rei que conquistou Babilônia junto com Ciro, o persa. O Assuero de Esdras 4:6 é também chamado Artaxerxes, nome totalmente ignorado naquela época, porque o primeiro Artaxerxes que se conhece, subiu ao poder em 464, ou seja, 51 anos depois de inaugurado o Templo e era filho de Xerxes. Mostramos que o nome Artaxerxes era mais título do que nome, e significa Grande Rei, como Assuero significa "Senhor". Os judeus, por motivos que ignoramos, deram ao personagem de Ester o nome de Assuero, em vez de Xerxes, talvez por deferência, ou como lembrança do outro Assuero de Dan. 9:1, ou por outros motivos, que ignoramos. Talvez fosse mesmo o nome familiar, como quem diria - O Senhor da Pérsia. Assim, perfeitamente identificado o Assuero de Ester, podemos, então, colocar o episódio deste livro entre os anos 486-465 a. C., justamente no reinado de Xerxes I, que depois foi sucedido por seu filho Artaxerxes Longímano, o rei que mandou Esdras a Jerusalém, no sétimo ano do seu reinado, e no vigésimo mandou Neemias (Esd. 7:7 e Neem. 2:1). O reino dos Xerxes foi um reino rico e opulento, com as conquistas das colônias gregas do Mediterrâneo, que perdeu depois da batalha de Salamina em 480 A. C. Dominava sobre 127 províncias, que se estendiam desde a Índia ao Egito.

O Novo Comentário da Bíblia acha que o nome Assuero seja uma transliteração grega de Xerxes; pode ser, mas parece que a história é clara quanto à existência dos diversos Assueros naquele período, título usado especialmente pelos medos. Os escritores clássicos, como Heródoto, nos mostram que o comportamento de Xerxes - sensual, folgazão e voluntarioso - o faz muito se parecer com o Xerxes do livro de Ester, e teremos oportunidade de voltar a este escritor quando fizermos a nossa apreciação do livro. Heródoto nos informa que no terceiro ano do reinado deste monarca, deu ele um banquete em Susã, a todo o seu staff político e administrativo para planejar a expedição à Grécia. Isso está de acordo com o verso 3 do capítulo primeiro. No sétimo ano do reinado de Xerxes (2:16) é que Ester foi levada a sua presença. Isso ocorreu depois da volta da Grécia, em 479 A. C., no sétimo ano do seu reinado. O aumento do seu harém foi um consolo para a derrota sofrida contra os gregos na batalha naval de Salamina. A história concorda com o livro de Ester.

Autor do livro de Ester.
O estilo é o mesmo de Esdras, Neemias e Crônicas. Josefo acha que o livro foi escrito na época de Artaxerxes Longímano (464-421), filho e sucessor de Xerxes; e Agostinho era de parecer haver sido escrito por Esdras. O Talmude atribui a autoria do livro à Grande Sinagoga, da qual Esdras teria sido presidente.

MARDOQUEU ERA UM DOS CATIVOS DE ISRAEL DEPORTADOS PARA A BABILÔNIA.

Ester 2:5 Havia, então, um homem judeu na fortaleza de Susã, cujo nome era Mardoqueu, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, homem benjamita,
6 que fora transportado de Jerusalém com os cativos que foram levados com Jeconias, rei de Judá, ao qual transportara Nabucodonosor, rei de Babilônia.
7 Este criara a Hadassa (que é Ester, filha do seu tio), porque não tinha pai nem mãe; e era moça bela de aparência e formosa à vista; e, morrendo seu pai e sua mãe, Mardoqueu a tomara por sua filha.

Ester relata acontecimentos que ocorreram no período entre Esdras 6 e 7.

O ano 483 a.C. foi o "terceiro ano" de Assuero. "Assuero" é o título do governante persa, como faraó é o título do governante egípcio. O livro não faz nenhuma menção ao nome de DEUS; no entanto, menciona o nome do rei, pelo menos, 29 ve­zes! Os rabis judeus encontraram o nome "Jeová" escondido em cinco versículos diferentes no original he­braico (1:20; 5:4,13; 7:5,7). Vemos a providência poderosa de Jeová em todos os capítulos do livro, embo­ra seu nome não seja mencionado. "Ester" significa "estrela"; "Hadassa", seu nome judeu, significa "murta" (2:7).
O Livro de Ester acontece no meio do Livro de Esdras, mas quase ninguém sabe disto.
Ao longo de dez capítulos, o livro foi escrito entre 460 e350 AC e mostra a providência de DEUS em relação ao seu povo escolhido. E ele traz ainda, o surgimento da festa de Purim, que celebrava a libertação dos israelitas por meio da intervenção de Ester.
Assuero é Xerxes. 

 

Ajuda para os professores - Lição 12, Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto

 

INTRODUÇÃO LIÇÃO 12
Na Lição passada vimos 13 anos antes quando Esdras vai a Jerusalém ensinar a Palavra de DEUS a Israel. Já estudamos também quando Neemias foi a Jerusalém reconstruir os muros, depois se ausentou e quando retornou achou Tobias morando no templo (Mas, durante tudo isso, não estava eu em Jerusalém, porque, no ano trinta e dois de Artaxerxes, rei de Babilônia, vim eu ter com o rei; mas, ao cabo de alguns dias, tornei a alcançar licença do rei. E vim a Jerusalém e compreendi o mal que Eliasibe fizera para beneficiar a Tobias, fazendo-lhe uma câmara nos pátios da Casa de DEUS, Neemias 13:6,7).
Na perseguição de Satanás a Israel ele usa três principais modos de destruir o povo de DEUS - Morte Física (No tempo da Rainha Ester), Morte da alma (desconhecimento da Palavra de DEUS) e Morte do espírito (casamentos mistos para os conduzir a idolatria, que é a morte do espírito). O povo começou a seguir as abominações dos povos
Ester, Mardoqueu, Esdras e Neemias trabalharam muito para impedir tudo isto.
 
O ensino da Palavra de DEUS chamou a atenção de todos para os pecados terríveis que estavam cometendo. Estavam nos mesmos pecados que seus pais e avós e bisavós, antes de serem levados cativos para a Babilônia. Os casamentos mistos os conduzia à idolatria, como Salomão e suas muitas mulheres gentias.

 

A atitude de Esdras foi chorar, rasgar os seus vestidos, e buscar com profunda dor a ajuda de DEUS, reconhecendo que todos haviam deixado os mandamentos, pecando contra DEUS, caindo em idolatria e outros pecados devido a aparentarem-se com os povos destas abominações (Ed 9.1-14). Depois que todos ouviram a Palavra de DEUS ensinada, uma purificação e tomada de atitude firme em obediência à Palavra de DEUS aconteceu (Ed 10.1-13).

 

I – ESDRAS E NEEMIAS COMBATEM O PERIGO DO CASAMENTO MISTO

 

ADVERTÊNCIA DE DEUS PARA ISRAEL

Quando o Senhor, teu DEUS, te tiver introduzido na terra, a qual passas a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os ferezeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; e o Senhor, teu DEUS, as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas concerto, nem terás piedade delas; nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos e não tomarás suas filhas para teus filhos;
pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós e depressa vos consumiria. Porém assim lhes fareis: derrubareis os seus altares, quebrareis as suas estátuas, cortareis os seus bosques e queimareis a fogo as suas imagens de escultura. Porque povo santo és ao Senhor, teu DEUS; o Senhor, teu DEUS, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há. O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos, mas porque o Senhor vos amava; e, para guardar o juramento que jurara a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. Deuteronômio 7:1-8


1. A ira e a reação de Esdras.

 Esdras 9:1-4 - Casamentos Mistos: Queixa e Perturbação

Esdras, semelhantemente a Barnabé quando veio a Jerusalém e viu a graça de DEUS nos seus irmãos ali, se alegrou e exortou a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor (At 11.23). Ele não viu nada de errado (muitas corrupções se escondem dos olhares dos magistrados mais vigilantes); mas aqui água fria é jogada sobre sua alegria: ele recebe informação de que muitas pessoas, sim, mesmo alguns magistrados, príncipes e levitas, tinham se casado com mulheres de outras nações, e se unido a estrangeiros. Observe:

O pecado do qual eram culpados: misturar-se com os povos daquelas terras (v. 2), unindo-se a eles tanto no comércio como nos relacionamentos, tornando-se íntimos com eles, e, para completar a intimidade, casaram-se com mulheres desses povos e tomaram das suas filhas em casamento com seus filhos. Chegaram a adorarem seus deuses. É dito que seguiram as suas abominações.

Eles desobedeceram ao mandamento expresso de DEUS, que proibia toda intimidade com os pagãos, e especialmente em contratos matrimoniais (Dt 7.3). Eles profanaram a coroa de sua peculiaridade, e colocaram-se no mesmo nível daqueles acima de quem DEUS os tinha dignificado, por meio de marcas singulares do seu favor, ultimamente, bem como de antigamente. Eles suspeitaram do poder de DEUS em protegê-los e favorecê-los, e foram conduzidos por políticas carnais, esperando fortalecer-se e obter benefícios entre os vizinhos por meio dessas alianças. Uma descrença prática de toda suficiência de DEUS está na base de todas as mudanças lamentáveis que fazemos para ajudar a nós mesmos. Eles se expuseram, e muito mais os seus filhos, ao perigo da idolatria, esse mesmo pecado, que tinha causado a ruína de sua nação.

Os culpados desse pecado não eram somente algumas das pessoas irrefletidas de Israel, que não sabiam como agir melhor, mas muitos dos sacerdotes e levitas, cujo ofício era ensinar a lei, e essa lei entre os restantes, e em quem, por causa de seu destaque entre os outros israelitas, era um delito mais grave. Os filhos de Israel não deveriam misturar-se com qualquer outro Misturar-se com pagãos, com cananeus, heteus, amonitas, era um menosprezo tão grande, que se tivessem tido qualquer percepção, mesmo que não de dever, mas de honra, pensaríamos que nunca teriam se tornado culpados disso. No entanto, isso não era o pior: até a mão dos príncipes e magistrados, que pelo seu poder deveriam ter impedido e corrigido essa má conduta, foi a primeira nesta transgressão. Se príncipes estão em transgressão, serão acusados de serem os primeiros a pecar, por causa da influência que seus exemplos terão sobre os outros. Muitos seguirão as suas dissoluções. Mas miserável é o povo cujos líderes os corrompem e os fazem errar.

A informação é passada a Esdras. Ela foi passada pelas pessoas que eram mais adequadas para se queixar, os príncipes, esses que haviam mantido sua integridade e com ela sua dignidade; eles não podiam censurar outros se eles próprios tivessem culpa. A informação foi dada à pessoa que tinha poder para corrigir a questão, que, como escriba hábil na Lei de Moisés, podia argumentar com eles, e, como comissário do rei, intimidá-los.


A impressão que essa informação causou em Esdras (v. 3): Ele rasgou a sua veste [...] arrancou os cabelos [...] e se assentou atônito. Dessa forma expressou seu profundo sentimento: 1. Pela desonra causada a DEUS. Atormentava-o profundamente o fato de saber que um povo chamado pelo seu nome violasse tão grosseiramente sua lei, se beneficiasse tão pouco de sua correção e retribuísse tão negativamente aos seus favores. 2. Pelo dano que o povo, com isso, tinha causado a si próprio e o perigo de a ira de DEUS irromper-se contra eles. Observe: (1) Os pecados dos outros deveriam ser o nosso pesar, e o insulto à honra de DEUS é o que deveria nos preocupar. (2) A tristeza pelo pecado deve ser uma tristeza profunda. Vemos isso em Esdras, como por um filho único ou o filho primogênito (veja Jr 6.26). (3) Temos motivos para ficar atônitos com os pecados vergonhosos dos israelitas. Ficamos pasmos ao ver que homens contradizem, depreciam, prejudicam e se desonram a si mesmos! Homens justos ficam atônitos com esse tipo de atitude.

A influência que o pesar de Esdras teve sobre os outros. Podemos supor que subiu à Casa do SENHOR (veja 2 Cr 29.20), para humilhar-se, porque dirigia-se a DEUS em seu pesar e esse era o lugar apropriado para expor o seu desagrado. Logo muitos ouviram acerca da reação de Esdras e todas as pessoas sérias e devotas se ajuntaram a ele, pelo que tudo indica, por vontade própria, porque não encontramos alusão de terem sido enviadas até ele (v. 4). Observe: 1. O caráter de pessoas justas e íntegras faz com que tremam das palavras de DEUS; elas ficam atônitas com a autoridade dos seus preceitos e a severidade e justiça de suas ameaças, e para esses que agem dessa forma, DEUS olhará (Is 66.2).2. Esses que tremem das palavras de DEUS não podem deixar de tremer dos pecados dos homens, por meio de quem a lei de DEUS é quebrada e sua ira e maldição são expostas. 3. O zelo piedoso de uma pessoa contra o pecado pode, talvez, desafiar muitos a fazer o mesmo, como o apóstolo fala em outra situação (2 Co 9.2). Muitos que não têm talento e coragem para liderar uma boa obra estarão dispostos a seguir alguém que tem. 4. Todas as pessoas justas deverão reconhecer aqueles que aparecem e agem na causa de DEUS contra vícios e sacrilégios, de posicionar-se ao lado deles, e fazer o que podem para fortalecer suas mãos.

  

O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS TROUXE O ACLARAMENTO DA SITUAÇÃO PARA TODOS.

Acabadas, pois, essas coisas, chegaram-se a mim os príncipes, dizendo: O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se têm separado dos povos destas terras, seguindo as abominações dos cananeus, dos heteus, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus, porque tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e assim se misturou a semente santa com os povos destas terras, e até a mão dos príncipes e magistrados foi a primeira nesta transgressão. E, ouvindo eu tal coisa, rasguei a minha veste e o meu manto, e arranquei os cabelos da minha cabeça e da minha barba, e me assentei atônito. Então, se ajuntaram a mim todos os que tremiam das palavras do DEUS de Israel, por causa da transgressão dos do cativeiro; porém eu me fiquei assentado atônito até ao sacrifício da tarde. E, perto do sacrifício da tarde, me levantei da minha aflição, havendo já rasgado a minha veste e o meu manto, e me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos para o Senhor, meu DEUS. E disse: Meu DEUS! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a minha face, meu DEUS, porque as nossas iniquidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até aos céus. Desde os dias de nossos pais até ao dia de hoje, estamos em grande culpa e, por causa das nossas iniquidades, fomos entregues, nós, os nossos reis e os nossos sacerdotes, nas mãos dos reis das terras, à espada, ao cativeiro, ao roubo e à confusão do rosto, como hoje se vê. E, agora, como por um pequeno momento, se nos fez graça da parte do Senhor, nosso DEUS, para nos deixar alguns que escapem e para dar-nos uma estabilidade no seu santo lugar; para nos alumiar os olhos; ó DEUS nosso, e para nos dar um pouco de vida na nossa servidão; porque servos somos, porém na nossa servidão não nos desamparou o nosso DEUS; antes, estendeu sobre nós beneficência perante os reis da Pérsia, para revivermos, e para levantarmos a Casa do nosso DEUS, e para restaurarmos as suas assolações, e para que nos desse uma parede em Judá e em Jerusalém. Agora, pois, ó nosso DEUS, que diremos depois disso? Pois deixamos os teus mandamentos, os quais mandaste pelo ministério de teus servos, os profetas, dizendo: A terra em que entrais para a possuir terra imunda é pelas imundícias dos seus povos, pelas abominações com que, na sua corrupção, a encheram de uma extremidade à outra. Agora, pois, vossas filhas não dareis a seus filhos, e suas filhas não tomareis para vossos filhos, e nunca procurareis a sua paz e o seu bem; para que vos fortaleçais, e comais o bem da terra, e a façais possuir a vossos filhos para sempre. E, depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras e da nossa grande culpa, ainda assim tu, ó nosso DEUS, estorvaste que fôssemos destruídos, por causa da nossa iniquidade, e ainda nos deste livramento como este, tornaremos, pois, agora a violar os teus mandamentos e a aparentar-nos com os povos destas abominações? Não te indignarias tu, assim, contra nós até de todo nos consumires, até que não ficasse resto nem quem escapasse? Ah! Senhor, DEUS de Israel, justo és, pois ficamos escapos, como hoje se vê; eis que estamos diante de ti no nosso delito, porque ninguém há que possa estar na tua presença por causa disso. Esdras 9:1-15

 

Quando Esdras foi informado que muitos judeus, morando em Judá, haviam se casado com mulheres pagãs, ele ficou muito angustiado. Manifestando sua profunda tristeza, rasgou seu vestido, sua capa, e arrancou os cabelos, tanto de sua barba como de sua cabeça, e assentou-se atônito na praça. A notícia da reação de Esdras espalhou-se pela cidade, e muitos reuniram-se a ele. Na hora do sacrifício da tarde, Esdras dobrou seus joelhos diante do povo, e orou a DEUS (Ed 9.6-15). E todo povo chorou com grande choro (Ed 10.1).

 

As boas impressões que a humilhação e confissão de pecado de Esdras deixou no povo. Não demorou muito para que o seu novo governador, em quem o povo se regozijava, estivesse em aflição, de uma forma tão intensa por eles e pelo pecado deles, que se ajuntou a ele de Israel uma mui grande congregação, para verificar qual era o problema e misturar suas lágrimas com as dele (v. 1). Nosso choro pelos pecados de outras pessoas pode, talvez, causar com que essas pessoas chorem por elas mesmas, as quais, de outra forma, continuariam insensíveis e sem remorsos. Veja que influência favorável os bons exemplos de pessoas notáveis têm sobre seus inferiores. Quando Esdras, um escriba, um erudito, um homem em autoridade debaixo do rei, lamentou tão profundamente as corrupções públicas, eles concluíram que, de fato, eram muito graves, caso contrário não teria se afligido tanto por eles; e isso arrancou lágrimas de cada olho: homens, mulheres e crianças choravam com grande choro, ao observarem o choro dele.

 

2. O efeito da atitude de Esdras foi imediato.

 

10.3 DESPEDIREMOS TODAS AS MULHERES. Esdras estipulou neste caso, o divórcio, por várias razões. (1) Os casamentos com mulheres pagãs eram atos de infidelidade a DEUS e à sua Palavra (v. 10; 10.2; ver 9.2). O arrependimento sincero demandava tal separação, para corrigir o mal cometido. (2) Foi necessário despedir as esposas pagãs, para que o propósito de DEUS para Israel fosse mantido, i.e., o de ser uma nação santa, separada para DEUS (ver 9.2). (3) Foi necessário o divórcio aqui, para que o povo de Israel não viesse adotar a idolatria e os costumes imorais das nações. Moisés declarou: "nem te aparentarás com elas... pois elas fariam desviar teus filhos de mim" (Dt 7.3,4). O divórcio, neste caso, era um recurso radical necessário, para impedir as sucessivas consequências causadas pela transigência com o mal, o que inevitavelmente levaria outra geração à apostasia, colocando-a sob severo julgamento divino.

10.4 ESFORÇA-TE E FAZE ASSIM. Um dirigente cristão necessita de coragem e ação resoluta para opor-se às tendências mundanas entre o povo de DEUS, conclamar com fervor os pecadores a deixar o pecado e voltar-se a DEUS, e incentivar a obediência à sua Palavra. Esdras revelou essas qualidades quando exigiu que os judeus se separassem "dos povos das terras e das mulheres estranhas [estrangeiras]" (v. 11).

10.11 FAZEI A SUA VONTADE; APARTAI-VOS. Nesta etapa da história, não se deve considerar a atitude de Esdras e da comunidade israelita como um modelo para os crentes do novo concerto. Quanto ao casamento e divórcio de crentes no NT, as Escrituras ensinam o seguinte: (1) Um crente não deve contrair núpcias com um descrente (1 Co 7.39; cf. 2 Co 6.14). (2) Se a pessoa se torna crente depois do casamento, e o outro cônjuge permanece incrédulo, o cônjuge crente não deve divorciar-se, se o cônjuge incrédulo quer manter o casamento (1 Co 7.12; ver 7.14). (3) O divórcio é permitido em caso de infidelidade ou abandono conjugal (ver Mt 19.9; 1 Co 7.11,15).

10.44 MULHERES... FILHOS. As esposas estrangeiras juntamente com os respectivos filhos, foram provavelmente mandadas de volta às suas próprias famílias, conforme seus povos de origem.

 

Secanias, um judeu bem conhecido, e que se havia casado com uma mulher estranha, disse a Esdras diante de todo o povo: “Agora, pois, façamos concerto com o nosso DEUS, de que despediremos todas as mulheres e tudo o que é nascido delas, conforme o conselho do Senhor e dos que tremem no mandado do nosso DEUS; e faça-se conforme a Lei” (Ed 10.3). Disseram a Esdras: “Levanta-te, pois, porque te pertence este negócio, e nós seremos contigo; esforça-te” (Ed 10.4).

O gesto admirável de Secanias nessa ocasião. O lugar era Boquim — um lugar de pranteadores; mas, por incrível que possa parecer, havia um profundo silêncio no meio deles, como houve com os amigos de Jó, em que nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande (veja Jó 2.13), até que Secanias (um dos companheiros de Esdras da Babilônia, Ed 8.3,5) levantou-se, e falou com Esdras. Nesse discurso:
1. Ele reconhece a culpa nacional, resume toda a confissão de Esdras em uma palavra, e reconhece que é verdade: “Nós temos transgredido contra o nosso DEUS e casamos com mulheres estranhas (v. 2). A questão é clara demais para ser negada e ofensiva demais para ser desculpada”. Não sabemos se Secanias também era culpado desse pecado (caso tivesse a trave em seu olho, não poderia ter visto tão claramente, para tirá-la do olho do seu irmão), mas seu pai era culpado, e vários da casa de seu pai (como lemos no versículo 26), e, portanto, ele se coloca como um dos transgressores. Ele não procura desculpar ou mitigar o pecado, embora alguns dos seus próprios parentes fossem culpados dessa transgressão, mas, na causa de DEUS, disse a seu pai e a sua mãe: Nunca o vi, como Levi (Dt 33.9).
2. Ele anima a si mesmo e a outros a que tenham esperança. Embora a situação fosse séria, ela podia ser corrigida: ainda há esperança para Israel (onde mais haveria esperança senão em Israel? Esses que são estranhos a essa comunidade não têm esperança, Ef 2.12) no tocante a isso. O caso é sombrio, mas não desesperador; a enfermidade é ameaçadora, mas não incurável. Há esperança de que o povo seja restaurado, a culpa corrigida e ocorra uma interrupção da influência danosa; e assim, o julgamento que o pecado merece, seja evitado, e tudo esteja bem. Ainda há esperança; agora que a doença foi descoberta, tem chance de ser curada. Agora que o alerta foi dado, o povo começou a se conscientizar do pecado e a chorar por causa dele. Ainda há esperança que DEUS perdoe e tenha misericórdia. O vale de Acor (isto é, de Desgraça) é a porta de esperança (Os 2.15); porque o pecado que verdadeiramente é a nossa desgraça não deve nos destruir. Há esperança, visto que Israel tem um governador tão prudente, piedoso e zeloso como Esdras para conduzir essa situação.

3. Ele aconselha que uma ação rápida e eficaz seja tomada para separar-se das mulheres estrangeiras. O caso é claro; o que foi feito de forma errada deve ser desfeito tanto quanto possível. Nada menos do que isso é verdadeiro arrependimento. Façamos concerto com o nosso DEUS, de que despediremos todas as mulheres e tudo o que é nascido delas (v. 3). Secanias, que tinha mais contato com o povo do que Esdras, assegurou-lhe que a coisa era praticável caso agissem com sabedoria. O que foi obtido de forma injusta não pode ser mantido de forma justa, mas deve ser devolvido; mas quanto à situação de prender-se a um jugo desigual com os infiéis, o conselho de Secanias, do qual tinha tanta convicção, não vigorará; tais casamentos são pecaminosos, e não devem ser realizados. Aquilo que não deveria ter sido feito, deve, quando feito, permanecer. Nossa regra, debaixo do evangelho, é: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe (1 Co 7.12,13).
4. Ele apresenta a eles um bom método para a realização dessa reforma, e mostra não somente que essa reforma de fato precisa ser feita, mas como se deve fazê-la. (1) “Que Esdras, e todos que estão presentes nessa congregação, concordem por meio de uma resolução, de que isso deve ser feito (que se passe uma resolução imediatamente em relação a essa finalidade: ela será agora passada nemine contradicente — de forma unânime), que ocorra conforme o conselho do Senhor, o presidente da assembleia, com a concordância dos que tremem das palavras do DEUS de Israel (essa é a descrição daqueles que estavam juntos com ele, 9.4). Declare que essa é a percepção de todas as pessoas sérias e sóbrias entre nós, que isso certamente terá uma grande influência entre os israelitas”. (2) “Que a ordem de DEUS nessa questão, que Esdras apresentou na sua oração, seja colocada diante do povo, e que percebam que é feita conforme a Lei. Temos a lei para nos justificar, e não somente isso, a lei que torna obrigatório que assim procedamos. Não estamos acrescentando algo à lei divina, mas a colocando em prática”. (3) “Enquanto estamos dispostos e animados, vamos nos unir por meio de um voto solene e um concerto de que o faremos, a fim de que a coisa não seja desfeita, quando as impressões atuais tenham se esfriado. Vamos fazer um pacto de despedirmos as mulheres estrangeiras, caso as tenhamos; mas, no caso de não as ter, faremos o possível para obrigar os outros a despedirem suas mulheres estrangeiras”. Seus filhos também. (4) “Que o próprio Esdras lidere essa questão, uma vez que está autorizado pelo rei, de investigar se a lei de DEUS estava sendo plenamente observada em Judá e em Jerusalém (7.14), e que todos estejamos dispostos a permanecer firmes nessa questão (v. 4): Levanta-te [...] esforça-te. Chorar, nesse caso, é bom, mas corrigir o que está errado é melhor”. Veja o que DEUS disse a Josué em um caso semelhante (Js 7.10,11).

A boa decisão nessa boa proposta (v. 5). Eles não somente concordaram em que essa proposta deveria ser feita, mas comprometeram-se através de um juramento de que agiriam de acordo com essa palavra. Pacto rápido, descoberta rápida. 

 

3. O arrependimento do povo.

 

E orando Esdras assim, e fazendo esta confissão, e chorando, e prostrando-se diante da Casa de DEUS, ajuntou-se a ele de Israel uma mui grande congregação de homens e mulheres e de crianças, porque o povo chorava com grande choro. Então, respondeu Secanias, filho de Jeiel, um dos filhos de Elão, e disse a Esdras: Nós temos transgredido contra o nosso DEUS e casamos com mulheres estranhas do povo da terra, mas, no tocante a isso, ainda há esperança para Israel. Agora, pois, façamos concerto com o nosso DEUS, de que despediremos todas as mulheres e tudo o que é nascido delas, conforme o conselho do Senhor e dos que tremem no mandado do nosso DEUS; e faça-se conforme a Lei. Levanta-te, pois, porque te pertence este negócio, e nós seremos contigo; esforça-te e faze assim. Então, Esdras se levantou e ajuramentou os maiorais dos sacerdotes e dos levitas e todo o Israel, de que fariam conforme esta palavra; e eles juraram. Esdras 10:1-5  

 

Esdras levantou-se e ajuramentou a todos que fariam conforme as palavras de Secanias. E o povo jurou! (Ed 10.5). Todos os que haviam retornado do cativeiro foram convocados, e Esdras falou-lhes: “Vós tendes transgredido e casastes com mulheres estranhas [...] fazei confissão ao SENHOR [...] apartai-vos [...] das mulheres estranhas”. E responderam todos: “Assim seja; conforme as tuas palavras, nos convém fazer” (Ed 10.10-12). Sobre este negócio foram postos que Jônatas e Jazeias, auxiliados por dois levitas. Eles receberam a incumbência de supervisionar o encerramento definitivo destas uniões proibidas pela lei de DEUS (Ed 10.15,16). Antes mesmo da chegada de Esdras a Jerusalém, Neemias já havia enfrentado o problema do casamento misto. Vários judeus, inclusive alguns sacerdotes, haviam se casado com mulheres estranhas. Neemias os fez jurar que não mais fariam isto (Ne 13.25). Neemias afastou de entre os sacerdotes e de entre os levitas aqueles que eram estranhos, e contratou novos sacerdotes e levitas para preencherem os cargos vagos. Um dos netos do sumo sacerdote Eliasibe era genro de Sambalate, e foi afastado por Neemias (Ne 13.25-30).

Neemias 9.38

 

Aqui está o resultado e conclusão de toda essa questão. Depois dessa longa exposição de seu caso, eles finalmente chegam a essa resolução, de que retornarão para DEUS e para o seu dever, e se obrigarão a nunca mais abandonar a DEUS, mas sempre continuar no seu dever. “Por causa de tudo isso, fazemos um concerto firme com DEUS, de que vamos nos vincular mais firmemente a Ele. Porque temos sofrido tanto por causa do pecado, que firmemente decidimos contra ele que não retiraremos os nossos ombros”. Observe: 1. Esse concerto foi feito com sérias considerações. É o resultado de uma corrente de pensamentos apropriados, e assim é um serviço aceitável. 2. Com grande solenidade. Ele foi escrito, in perpetuam rei memoriam – para que permaneça um memorial para todas as eras; ele foi selado e deixado registrado, para que pudesse ser um testemunho contra eles, caso procedessem de maneira dolosa. 3. Com consentimento mútuo: “Nós o fizemos; todos concordamos em fazê-lo, e o fazemos de forma unânime, para que tenhamos condições de fortalecer as mãos uns dos outros”. 4. Com firme determinação: “É um firme concerto, sem reservar um poder de revogação. Viveremos e morreremos de acordo com este concerto, e nunca nos afastaremos dele”. Um determinado número de príncipes, sacerdotes e levitas foi escolhido como representante da congregação, para firmá-lo e selá-lo em nome do restante. Agora estava cumprida a promessa referente aos judeus, de que, quando eles voltassem do cativeiro, se ajuntariam ao SENHOR num concerto eterno (Jr 50.5), e que escreveriam com sua mão: Eu sou do SENHOR (Is 44.5). Aquele que tem uma disposição séria não se incomodará com promessas. Aquele que conhece o engano do seu coração não as achará desnecessárias. 

 

Esdras 10:6-14
Depois do Exemplo de Esdras, todos Concordaram com a Disciplina

Temos aqui um relato dos procedimentos em relação às resoluções tomadas ultimamente com relação às mulheres estrangeiras. Não perderam tempo. Eles malharam o ferro enquanto estava quente.
1. Esdras entrou na câmara do concílio, onde provavelmente os sacerdotes costumavam se reunir em torno de negócios públicos. E, até que viesse até lá (de acordo com a interpretação do bispo Patrick), até que visse algo feito, e mais plausível a ser feito para a correção dessa injustiça, pão não comeu, e água não bebeu, mas continuou pranteando. A tristeza pelo pecado deveria ser uma tristeza permanente; ela deverá ser contínua até que o pecado seja afastado.
2. Ele enviou ordens a todos os filhos do cativeiro para encontrar-se com ele em Jerusalém em três dias (vv. 7,8); e, sendo autorizado pelo rei a reforçar suas ordens com os castigos resultantes (7.26), ele intimidou que todo aquele que se recusasse a obedecer à convocação perderia seu estado e seria proscrito. A condenação daquele que não participasse dessa ocasião religiosa seria que toda a sua fazenda se poria em interdito para sempre, e ele, por causa do seu desprezo, seria para sempre excluído das honras e privilégios de sua religião. Ele deveria ser excluído.
3. Dentro do tempo estipulado a maior parte do povo se reuniu em Jerusalém, na praça da Casa de DEUS (v. 9). Esses que não tinham zelo pela obra para a qual foram chamados, e talvez tivessem antipatia por ela, sendo eles próprios culpados, tinham respeito pela autoridade de Esdras, e estavam tão atemorizados com o castigo que não se atreviam a ficar ausentes dessa convocação.
4. DEUS deu a eles um sinal do seu desprazer por meio de uma grande chuva naquele tempo (v. 9 e, novamente no v. 13), que talvez mantivesse alguns afastados, e era muito penoso para aqueles que se reuniram na praça. Quando choraram, os céus também choraram, significando que, embora DEUS estivesse irado com eles por causa do seu pecado, ele estava muito contente com o arrependimento deles, e (como diz em Juízes 10.16) se angustiou a sua alma por causa da desgraça de Israel. Também era uma indicação dos bons frutos do arrependimento deles, porque a chuva torna a terra fértil.
5. Esdras apresentou a acusação nesse grande julgamento. Ele lhes disse por qual motivo os havia convocado. Era porque percebeu que desde que haviam retornado do cativeiro tinham multiplicado o delito de Israel ao casar-se com mulheres estranhas, tinham acrescido aos seus pecados anteriores essa nova transgressão, que certamente era uma forma de introduzir a idolatria, o mesmo pecado pelo qual tinham sofrido e do qual (ele esperava) tinham sido curados em seu cativeiro; e ele os convocou para que confessassem seu pecado a DEUS, e, tendo feito isso, se declarassem prontos e dispostos a fazer a sua vontade, como deveria ser deixado claro para eles (o que será feito por todos aqueles que se arrependem daquilo que trouxe o seu desprazer) e, particularmente, que se separassem de todos os idólatras, especialmente das mulheres idólatras (vv. 10,11). Acerca desse tópico, podemos supor, ele expandiu, e provavelmente fez uma outra confissão de fé agora como havia feito no capítulo 9, para a qual ele requereu deles um Amém.
6. O povo submeteu-se não somente à jurisdição de Esdras em geral, mas à sua inquirição e determinação nessa questão: “Conforme as tuas palavras, nos convém fazer (v. 12). Pecamos ao misturar-nos com as nações, e, com isso, corremos o risco não somente de sermos corrompidos por elas, porque somos frágeis, mas de nos perdermos no meio delas, porque somos poucos; estamos, portanto, convencidos de que existe uma necessidade absoluta de nos separarmos deles novamente”. Não há esperança para pessoas que estão convencidas, não somente de que é bom participar dos seus pecados, mas de que é indispensavelmente necessário: devemos fazê-lo, ou estamos inadequados. 7. Concordou-se em que se deveria dar continuidade a essa questão, não em uma assembleia geral, nem apressadamente, mas que uma corte de delegados deveria ser nomeada para receber queixas, ouvir e tomar resoluções. Não podia ser feito logo em seguida, porque ainda não havia um método ou sistema para dar início a esse negócio, além disso o povo não podia permanecer ali por causa da chuva. Os culpados eram muitos, e requereria tempo para descobrir e examinar cada situação. Casos delicados surgiriam que não poderiam ser adjudicados sem debate e deliberação (v. 13). “E, portanto, que a multidão seja despedida, e os príncipes fiquem em Jerusalém para receber as informações; que venham de todas as cidades, e os transgressores sejam sentenciados diante deles na presença dos juízes e anciãos de suas próprias cidades; e que estes sejam encarregados de ver as ordens executadas. Assim, tomemos o tempo necessário e terminaremos o negócio antes; ao passo que, se o fizermos com pressa, vamos fazê-lo pela metade (v. 14). Se, nesse método, for feita uma reforma completa, o ardor da ira de DEUS será desviado de nós, da qual estamos cientes, está pronto para irromper contra nós por causa dessa transgressão”. Esdras concordava que seu zelo fosse guiado pela prudência do povo, e colocou a questão nesse método. Ele não estava envergonhado em reconhecer que o conselho veio deles e de concordar com ele.

  

Esdras 10:15-44
As Mulheres Estrangeiras São Enviadas Embora

Com a conclusão do método de procedimento dessa questão, e a congregação tendo sido dispensada, para que cada um em sua respectiva cidade pudesse ganhar e dar informações para facilitar a questão, lemos então: 1. Quem eram as pessoas que foram encarregadas de administrar a questão e trazer as causas regularmente diante dos membros da comissão — Jônatas e Jazeías. Não se sabe se esses dois homens ativos eram sacerdotes ou do povo; provavelmente eram os homens que fizeram essa proposta (vv. 13,14) e eram, portanto, os mais adequados para colocar em prática essa proposta. Dois levitas honestos foram unidos a eles, e os ajudaram (v. 15). O Dr. Ligthfoot apresenta um sentido contrário a isso: somente (ou contudo) Jônatas e Jazeías se colocaram contra a questão (que o original bem pode sustentar), e esses dois levitas os ajudaram na sua oposição, em relação à coisa em si ou em relação ao método de procedimento. Era estranho se uma obra desse tipo fosse levada avante e não encontrasse oposição. 2. Quem eram os membros da comissão responsáveis por essa questão. Esdras era o presidente, e com ele homens, cabeças dos pais que eram qualificados com sabedoria e zelo para realizar esse serviço (v. 16). Eles tinham a vantagem de ter um homem como Esdras para liderá-los. Eles não poderiam ter se saído tão bem sem a direção dele, no entanto, ele não o faria sem a cooperação deles. 3. O tempo que levaram para concluir essa questão. Eles começaram no primeiro dia do décimo mês, para inquirirem neste negócio (v. 16), que eram dez dias depois que esse método foi proposto (v. 9), e o concluíram em três meses (v. 17). Eles assentaram-se e começaram a trabalhar, caso contrário não podiam ter despachado tantas causas em tão pouco tempo; porque podemos supor que todos que foram acusados puderam responder qual motivo poderiam mostrar para não serem separados, e, se formos julgar por outros casos, desde que a esposa tivesse sido feita prosélita à religião judaica, ela não deveria ser apartada; esse julgamento requeria muito cuidado. 4. Quem foram as pessoas culpadas desse delito. Seus nomes estão aqui registrados para o seu opróbrio perpétuo; muitos sacerdotes, inclusive da família de Jesua, o sumo sacerdote, foram considerados culpados (v. 18), embora a lei tivesse providenciado, para a preservação de sua honra em seus casamentos, que sendo santos, não deveriam casar com mulheres desonradas (Lv 21.7). Esses que deveriam ter ensinado os outros acerca da lei a quebraram e, pelos seus exemplos, encorajaram outros a agir da mesma forma. Mas, tendo perdido sua inocência nessa questão, eles fizeram bem em se retratar e dar um exemplo de arrependimento; porque se deram as mãos para despedirem suas mulheres estrangeiras (alguns acham que fizeram um juramento com mãos erguidas), e tomaram o caminho certo para obter perdão, oferecendo um carneiro que era designado pela lei para a expiação da culpa (Lv 6.6), dessa forma reconhecendo sua culpa e o abandono do pecado, e humildemente suplicando por perdão. Cerca de 113 homens são aqui mencionados, que casaram com mulheres estrangeiras, e alguns deles (v. 44) tinham filhos com elas, o que sugere que não muitos deles tinham filhos, visto que DEUS não ornava esses casamentos com a bênção de filhos. Se esses filhos também foram despedidos com as mães, como Secanias propôs, não fica claro. Parece que não: no entanto, é provável que as mulheres que foram despedidas tenham sido bem supridas, de acordo com a sua classe. Temos motivos para pensar que essa injustiça foi agora completamente corrigida; no entanto, deparamos com ela novamente (Ne 13.23 e Ml 2.11); na verdade, essas corrupções são facilmente e insensivelmente trazidas para dentro da comunidade, mas removidas e eliminadas com grande dificuldade. Os melhores reformadores podem fazer a sua parte, mas, quando o próprio Redentor vier a Sião, efetivamente desviará de Jacó as impiedades (veja Rm 11.26).

 

Neemias 10.1

 

Os Nomes dos que Selaram o Concerto e daqueles que Indicaram sua Concordância

Quando Israel foi primeiro levado a um concerto com DEUS, isso ocorreu pelo sacrifício e pela aspersão do sangue (Êx 24). Mas aqui foi feito pela forma mais natural e comum de selar e assinar os artigos escritos do concerto, que não os vinculava a nada além do seu dever. Agora aqui temos:

Os nomes dessas pessoas públicas que, como representantes e líderes da congregação, colocaram suas mãos e selaram esse concerto, porque teria sido um trabalho infindável para cada pessoa selá-lo. E, se esses líderes fizessem a sua parte em obedecer a esse concerto, seu exemplo teria sido uma influência positiva sobre todo o povo. Agora observe: 1. Neemias, que era o governador, assinou primeiro, para mostrar sua prontidão e presteza nessa obra e para servir de exemplo para os outros (v. 1). Aqueles que estão acima dos outros em dignidade e poder devem ir à frente no caminho de DEUS. 

 

Neemias 10.29, 30

 

A colaboração do restante do povo com eles, e o restante dos sacerdotes e levitas, que indicaram sua concordância com o que seus chefes fizeram. Com eles, reuniram-se: 1. Suas esposas e filhos; porque tinham transgredido, e precisavam corrigir-se. Todos que têm conhecimento e entendimento devem pactuar com DEUS. Tão logo que as crianças crescem e são capazes de distinguir entre o bem e o mal, e de agir de forma inteligente, precisam se chegar ao SENHOR (veja Is 56.6). 2. Os prosélitos de outras nações, todos os que se tinham separado dos povos das terras, dos seus deuses e sua adoração, para a Lei de DEUS, e a observância dessa lei. Veja o que é conversão; é separar-se do curso e do costume deste mundo, e devotar-se à conduta da palavra de DEUS. E, como há uma lei, assim há um concerto, um batismo, para o estrangeiro e para aquele que nasceu na terra. Observe como a afluência das pessoas é expressa (v. 29). (1) Eles firmemente aderiram a seus irmãos. Aqui, aqueles que a corte abençoava, o país também abençoava! O povo concordava com seus nobres nessa boa obra. Homens notáveis nunca parecem tão notáveis como quando promovem a religião e são exemplos dela; e eles, por meio disso, asseguram um interesse naquilo que é mais valoroso nos seus inferiores. Que os nobres cordialmente exponham causas religiosas e, talvez, encontrem pessoas que adiram firmemente a eles nisso, mais do que possam imaginar. Observe: Os nobres são chamados de seus irmãos; porque, nas coisas de DEUS, ricos e pobres, altos e baixos, se unem. (2) Eles convieram num anátema e num juramento. Como os nobres confirmaram o concerto com suas mãos e selos, assim o povo com um anátema e um juramento, solenemente buscando mostrar a DEUS a sua sinceridade, e imprecando sua justa vingança caso agissem dolosamente. Cada juramento contém em si um anátema condicional sobre a alma, o que o torna um forte vínculo sobre a alma; porque nossas próprias línguas, se forem falsas e mentirosas, cairão severamente sobre nós mesmos.

O sentido geral desse concerto. Eles não colocaram sobre si mesmos outro peso senão essa coisa necessária, que já eram compelidos a levar junto com todas as outras obrigações de dever, interesse e gratidão – de andar na Lei de DEUS [...] e de guardar e cumprir todos os seus mandamentos (v. 29). Dessa forma, Davi jurou que guardaria os seus justos juízos (Sl 119.1-6). Nosso próprio concerto nos une a isso, senão de forma mais firme, então mais sensata, mais do que éramos antes de estarmos unidos, e, portanto, não devemos achar desnecessário vincular-nos dessa forma. Observe: Quando nos comprometemos a cumprir os mandamentos de DEUS, nos comprometemos a cumprir todos os seus mandamentos, e nisso, tê-lo como o Senhor e nosso Senhor.

Alguns dos artigos específicos desse concerto, que foram adaptados às suas tentações atuais. 1. Que eles não deveriam se casar com estrangeiros (v. 30). Muitos deles tinham sido culpados disso (Ed 9.1). Em nossas alianças com DEUS, deveríamos nos engajar particularmente contra os pecados que têm nos surpreendido e prejudicado. Aqueles que decidem guardar os mandamentos de DEUS devem dizer aos malfeitores: Apartai-vos de mim (Sl 119.115). 2. Que eles não trabalhariam no sábado, ou em qualquer outro dia em que a lei dizia: nenhuma obra fareis. Eles não só deixariam de vender bens para ganho naquele dia, mas não incentivariam os gentios a vender nesse dia, não comprando deles nenhum grão, diante do pretexto de necessidade; mas comprariam as provisões para suas famílias no dia anterior (v. 31). Observe: Aqueles que pactuam em guardar todos os mandamentos de DEUS devem pactuar especialmente em guardar o sábado; porque a profanação do sábado é uma válvula de entrada para outros exemplos de profanação. O sábado é um dia marcado para nossas almas, mas não para nossos corpos. 3. Que eles não seriam severos em cobrar seus débitos, mas observariam o sétimo ano como um ano de remissão, de acordo com a lei (v. 31). Nessa questão, eles estavam em falta (Ne 5), e, portanto, aqui prometem corrigir-se. Esse era um jejum aceitável, que visava desfazer as ataduras do jugo e deixar livres os quebrantados (Is 58.6). Era no final do dia da expiação que a trombeta do jubileu tocava. Foi pela negligência em observar o sétimo ano como um ano de descanso para a terra que DEUS a fez desfrutar os setenta anos sabáticos (Lv 36.35); portanto, eles compactuaram em observar a lei. Aqueles que não estão dispostos a corrigir seus erros, pelos quais têm sido repreendidos de forma específica, são filhos teimosos. 

 

II – POR QUE UM JUDEU NÃO DEVIA CASAR COM UMA PAGÃ?

 

Esdras 9:1,2 - O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se têm separado dos povos destas terras, seguindo as abominações dos cananeus, dos heteus, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus, porque tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e assim se misturou a semente santa com os povos destas terras, e até a mão dos príncipes e magistrados foi a primeira nesta transgressão.

 

Repare que está explicado porque o povo de Israel seguiam as abominações dos povos que viviam ali no território de Judá - tomaram das suas filhas para si e para seus filhos.

 

Ora, antes disso, Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da Casa do nosso DEUS, se tinha aparentado com Tobias; e fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se metiam as ofertas de manjares, o incenso, os utensílios e os dízimos do grão, do mosto e do azeite, que se ordenaram para os levitas, e cantores, e porteiros, como também a oferta alçada para os sacerdotes. Mas, durante tudo isso, não estava eu em Jerusalém, porque, no ano trinta e dois de Artaxerxes, rei de Babilônia, vim eu ter com o rei; mas, ao cabo de alguns dias, tornei a alcançar licença do rei. E vim a Jerusalém e compreendi o mal que Eliasibe fizera para beneficiar a Tobias, fazendo-lhe uma câmara nos pátios da Casa de DEUS, o que muito me desagradou; de sorte que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara. E, ordenando-o eu, purificaram as câmaras; e tornei a trazer ali os utensílios da Casa de DEUS, com as ofertas de manjares e o incenso. Também entendi que o quinhão dos levitas se lhes não dava, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinham fugido cada um para a sua terra. Então, contendi com os magistrados e disse: Por que se desamparou a Casa de DEUS? Porém eu os ajuntei e os restaurei no seu posto. Então, todo o Judá trouxe os dízimos do grão, e do mosto, e do azeite aos celeiros. E por tesoureiros pus sobre os celeiros a Selemias, o sacerdote, e a Zadoque, o escrivão, e a Pedaías, dentre os levitas; e com eles Hanã, filho de Zacur, filho de Matanias; porque se tinham achado fiéis, e se lhes encarregou a eles a distribuição para seus irmãos. Neemias 13:4-13

 

Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas. E seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo. E contendi com eles, e os amaldiçoei, e espanquei alguns deles, e lhes arranquei os cabelos, e os fiz jurar por DEUS, dizendo: Não dareis mais vossas filhas a seus filhos e não tomareis mais suas filhas, nem para vossos filhos nem para vós mesmos. Porventura, não pecou nisso Salomão, rei de Israel, não havendo entre muitas nações rei semelhante a ele, e sendo amado de seu DEUS, e pondo-o DEUS rei sobre todo o Israel? E, contudo, as mulheres estranhas o fizeram pecar. E dar-vos-íamos nós ouvidos, para fazermos todo este grande mal, prevaricando contra o nosso DEUS, casando com mulheres estranhas? Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Sambalate, o horonita, pelo que o afugentei de mim. Lembra-te deles, DEUS meu, pois contaminaram o sacerdócio, como também o concerto do sacerdócio e dos levitas. Assim, os alimpei de todos os estranhos e designei os cargos dos sacerdotes e dos levitas, cada um na sua obra, como também para as ofertas da lenha em tempos determinados e para as primícias. Lembra-te de mim, DEUS meu, para o bem. Neemias 13:23-31

 

TOBIAS ESTAVA MORANDO NO TEMPLO E A OBRA DE DEUS ESTAVA PARANDO.

A LEITURA FOI FEITA E DIZIA QUE AMONITAS E MOABITAS NÃO PODIAM ENTRAR NO TEMPLO. Dt 23.3,4.

Nenhum amonita ou moabita entrará na congregação do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Senhor, eternamente. Porquanto não saíram com pão e água a receber-vos no caminho, quando saíeis do Egito; e porquanto alugaram contra ti a Balaão, filho de Beor, de Petor, da Mesopotâmia, para te amaldiçoar. Deuteronômio 23:3,4 - (Tobias era amonita - Neemias 4:3);

 
1. DEUS havia proibido o casamento misto (Dt 7.2-4; Êx 34.16; Js 23.12,13).

 

 1 Quando o SENHOR, teu DEUS, te tiver introduzido na terra, a qual passas a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os ferezeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; 2 e o SENHOR, teu DEUS, as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas concerto, nem terás piedade delas; 3 nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos e não tomarás suas filhas para teus filhos; 4 pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós e depressa vos consumiria. 

 

A desobediência a esta ordem de DEUS era um ato de rebelião. A finalidade desta proibição era evitar que o judeu viesse a seguir a religião de sua mulher pagã que o conduziria a idolatria (adotar outro deus).

Uma Advertência contra a Idolatria
Deuteronômio 7. 1-11
Uma advertência muito estrita contra toda amizade e comunhão com ídolos e idólatras. Aqueles que são levados à comunhão com DEUS não devem ter nenhuma relação com as obras infrutíferas das trevas. Essas coisas lhes são ordenadas para adverti-los contra essa armadilha, que agora está diante deles.
1. Eles não devem demonstrar nenhum tipo de misericórdia, vv. 1,2.
(1) DEUS aqui se empenha em fazer a sua parte. Fala-se disso como uma coisa que é dada como certa: que DEUS os levaria à terra prometida, que Ele expulsaria de diante deles as nações que eram então as ocupantes daquela terra.

 Assim sendo: [1] Essas nações devotas são aqui especificadas e enumeradas (v. 1). Sete, no total, e sete para um é uma grande desvantagem.

[2] Admite-se, aqui, que aqueles povos eram mais numerosos e mais poderosos do que Israel. Dispunham de homens muito mais corpulentos e mais especializados em guerra do que aqueles que faziam parte de Israel. Tu as ferirás e as destruirás totalmente v. 2. Nenhum concerto de espécie alguma deve ser feito com eles.

[1] A iniqüidade dos amorreus estava agora completa, e quanto mais tempo eles tivessem levado para completá-la mais dolorosa seria a vingança, quando finalmente viesse.

[2] Para evitar os danos que eles causariam ao Israel de DEUS se fossem deixados vivos. O povo responsável por essas abominações não deve se misturar com a semente santa, para que não a corrompa. Não demonstremos qualquer tolerância ao pecado, mas mortifiquemos e crucifiquemos todo o pecado, destruindo-o totalmente.
2. Eles não deveriam se casar com aqueles que escaparam da espada, vv. 3,4. Aparentar-se com eles era, portanto, proibido porque era perigoso. Essa mesma circunstância demonstrou ser de trágicas consequências para o mundo antigo (Gn. 6.2). E milhares, no mundo de hoje, têm sido destruídos por causa de casamentos profanos, pecaminosos e ímpios. 

 

2. A história de Israel registra vários exemplos das consequências nefastas do casamento misto.

 

Existe, nos casamentos mistos, mais motivos para se temer que o cônjuge bom seja pervertido, do que a esperança de que o cônjuge mau seja convertido. O acontecimento comprovou a racionalidade dessa advertência: Eles farão desviar teu filho de mim. Salomão pagou caro por essa insensatez aqui mencionada. Nós encontramos um arrependimento público por esse pecado de contrair matrimônio com esposas estranhas, e os cuidados tomados para corrigi-lo (Ed 9 e 10 e Ne 13). Há também um alerta no Novo Testamento para que os cristãos não se prendam a um jugo desigual com os infiéis, 2 Coríntios 6.14. Aquele que, ao escolher o seu cônjuge, não se mantém pelo menos dentro dos limites de uma profissão justificável da religião, não pode se assegurar de que terá uma ajuda adequada. Uma das paráfrases caldeias acrescenta aqui, como uma razão para essa ordem (v. 3): Pois aquele que se casa com idólatras, na verdade se casa com os seus ídolos.
Eles devem destruir todas as relíquias da sua idolatria, v. 5. Seus altares e altos, seus bosques e estátuas, tudo deve ser destruído, tanto por uma indignação santa contra a idolatria, como também para evitar a sua influência. Essa ordem foi dada anteriormente, Êxodo 23.24; 34.13. Muitos trabalhos bons, desse tipo, foram feitos pelo povo em seu zelo religioso (2 Cr 31.1), e pelo bom Josias (2 Cr 34.3,7). E a queima dos livros de magia (At 19.19) pode ser comparada com este tipo de atitude correta.

 

Salomão, Sansão e Acabe são exemplos bem explicativos do que um casamento misto pode causar na vida de um servo de DEUS.

Acã pagou muito caro por tomar para seu próprio uso aquilo que era um anátema.

 

Salomão, filho de Davi, rei de Israel, o que construiu o grande Templo em Jerusalém, contaminou-se por causa dos casamentos com mulheres pagãs.

Elas perverteram seu coração, e ele passou a seguir os seus deuses estranhos (1 Rs 11.1-9). Como consequência do seu pecado no reino de seu filho Reoboão as dez tribos do Norte separaram-se, e constituíram-se em um reino independente sob a liderança de Jeroboão (1 Rs 12.16-19).
Acabe, rei de Israel, casou-se com Jezabel, princesa sidônia (1 Rs 16.31).

Jezabel fortaleceu o culto a Baal em Israel, e perseguiu os profetas de DEUS (1 Rs 18.4). 

 

JUDEUS TINHAM SIDO LEVADOS PARA O CATIVEIRO EXATAMENTE POR ISSO MESMO.

TUDO COMEÇOU COM SALOMÃO E SUAS MUITAS MULHERES PAGÃS, depois a divisão de Israel e os reis que depois foram copiando essa perversidade. DOS CASAMENTOS MISTOS NASCEM A IDOLATRIA E FILHOS QUE NÃO SE INTERESSAM POR DEUS E NEM PELA LÍNGUA USADA NA BÍBLIA. COM ESSA MISTURA ACONTECERIA O QUE ACONTECEU COM A PARTE NORTE DE ISRAEL E SE ACABARIA O POVO JUDEU EM POUCOS ANOS. TODOS JÁ ESTAVAM NA IDOLATRIA. COMEÇANDO COM OS PRÍNCIPES E SACERDOTES. ERA PARA CHORAR MUITO MESMO.

 

Eles devem, particularmente, tomar cuidado para não se casarem com as mulheres da terra, vv. 15,16. Se eles se casassem com as filhas daqueles povos, estariam em perigo de se casar com os seus deuses. Este é um tipo de corrupção da natureza em que é mais provável que os maus venham a corromper os bons, do que os bons venham a reformar os maus. O caminho do pecado é ladeira abaixo. Aqueles que fazem amizade com os idólatras, aos poucos acabarão se apaixonando pela idolatria. E aqueles que são convencidos a comer dos sacrifícios dos idólatras, acabarão, por fim, oferecendo os mesmos sacrifícios. Obsta principiis – Corte o mal pela raiz.

 

A apostasia contra a qual os adverte. Os passos para isso seriam a busca de uma intimidade crescente com os idólatras (v. 12), que astuciosamente os induziriam com lisonjas e procurariam se tornar seus amigos, agora que haviam se tornado senhores do país, para servir aos seus próprios fins. O passo seguinte seria casar-se com eles, buscando atraí-los pelos seus artifícios. Eles se alegrariam em ter suas filhas casadas com esses israelitas ricos. E a consequência disso seria (v. 16) eles servirem a outros deuses (que diziam ser os antigos deuses do país) e se curvarem diante deles. Assim, o caminho do pecado é morro abaixo, e aqueles que têm comunhão com pecadores não podem evitar ter comunhão com o pecado. 

 

Se alguém destruir o templo de DEUS, DEUS o destruirá; porque o templo de DEUS, que sois vós, é santo. 1 Coríntios 3:17

  

TRÊS MESES PARA ACHAREM TODOS OS QUE ESTAVAM NESTA SITUAÇÃO.

25 ANOS DEPOIS NEEMIAS RETORNA DA PÉRSIA E ENCONTRA A MESMA SITUAÇÃO. 

 

III – A SOBREVIVÊNCIA DO POVO JUDEU

 

DEUS ESCOLHEU ISRAEL PARA SALVAR AS DEMAIS NAÇÕES.

Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. João 4:22 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua posteridade. Não diz: E às posteridades, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua posteridade, que é CRISTO. Gálatas 3:16

 

Através de Israel todos os povos seriam salvos.

Ora, tendo a Escritura previsto que DEUS havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. Gálatas 3:8


Existem judeus até os dias de hoje
.
A preservação do povo judeu é considerado um milagre. 

 

Existem judeus até os dias de hoje, porque, embora espalhados por quase todos os países do mundo (Lc 21.24), não se misturaram com os povos, no meio dos quais passaram a viver, conservando-se sempre separados. Este é o resultado da obediência à orientação dada na lei divina, que inspirou outras leis que regem os judeus em todo o do mundo, as quais proíbem que uma pessoa judia se case com uma não judia.
A preservação do povo judeu é considerado um milagre, quando se aliam as tremendas perseguições que sofreram durante séculos em muitos países, como por exemplo Espanha, Polônia, Inglaterra, por ocasião da Segunda Guerra Mundial, o nazismo na Alemanha.

Na Bíblia vamos sempre encontrar esta confirmação - DEUS poupou este povo por causa de sua aliança.

Porém o Senhor teve misericórdia deles, e se compadeceu deles, e tornou para eles, por amor do seu concerto com Abraão, Isaque e Jacó; e não os quis destruir e não os lançou ainda da sua presença. 2 Reis 13:23

Porém o Senhor não quis destruir a Judá por amor de Davi, seu servo, como lhe tinha dito que lhe daria para sempre uma lâmpada a seus filhos. 2 Reis 8:19

 

Salmos 124
1 Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, ora, diga Israel: 2 Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, 3 eles, então, nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós; 4 então, as águas teriam trasbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma; 5 então, as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma. 6 Bendito seja o Senhor, que não nos deu por presa aos seus dentes. 7 A nossa alma escapou, como um pássaro do laço dos passarinheiros; o laço quebrou-se, e nós escapamos.8 O nosso socorro está em o nome do Senhor, que fez o céu e a terra.


IV – UMA PALAVRA FINAL SOBRE O CASAMENTO DOS CRENTES

A maior bênção que DEUS deu à humanidade foi o envio de JESUS CRISTO para ser o Salvador do mundo.

A Bíblia explica em 2 Co 6.14-17 as implicações da expressão NO SENHOR

Casamento é uma união total entre homem e mulher. 

 

A maior bênção que DEUS deu à humanidade foi o envio de JESUS CRISTO para ser o Salvador do mundo. Mas no sentido material, a maior bênção que DEUS dá ao ser humano é o casamento.
A orientação que a Bíblia dá ao crente quanto ao casamento é: “E fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1 Co 7.39). A Bíblia explica em 2 Co 6.14-17 as implicações da expressão NO SENHOR, e cada crente que estiver pensando em casar-se deve meditar profundamente sobre este texto. Que DEUS guarde cada crente de algum dia aceitar um jugo desigual com um infiel. Porque assim como o casamento na direção do Senhor enseja a possibilidade de uma felicidade sem limites, o casamento de um crente com um descrente com muita probabilidade será uma infelicidade. Casamento é uma união total entre homem e mulher. JESUS disse: “Não são mais dois, mas uma só carne” (Mt 19.6).
Isto fala de uma perfeita união entre os cônjuges, envolvendo o corpo, a alma e o espírito de ambos. Casando-se o crente com um que não é crente, pode naturalmente obter união de corpo e em parte de alma, mas é impossível que haja união de espírito, pois enquanto um pertence ao reino de DEUS o outro é do reino das trevas (2 Co 6.14). Que diferença tremenda, que abre uma brecha muito triste na união. Ainda que o crente tenha pedido perdão a JESUS por esta falta cometida, vive agora preso a um outro com quem não tem nenhuma união no espírito. É impossível calcular o sofrimento que uma união desta natureza tem causado. Também a parte não crente, não respeita a parte crente, pois sabe que ele errou contra a Bíblia, amando mais o casamento do que a DEUS. Em lugar de ter-se estabelecido um lar cristão, uma plataforma do evangelho, aumentando, assim, a influência espiritual da Igreja, houve um triste recuo. Um soldado de CRISTO passou para o lado oposto. Em lugar de um lar cristão, com uma viva influência sobre os filhos (2 Tm 1.4,5; At 7.20,21), forma-se um lar sem definição espiritual. Os filhos estão desprovidos de ajuda espiritual (Ne 13.23,24).

 

ESDRAS 10:10-44-

Porque DEUS ordenou que os israelitas despedissem suas esposas não-crentes, se Paulo nos diz para não fazer isso?

PROBLEMA: Esdras fez com que todos os israelitas despedissem suas "mulheres estrangeiras", porque elas estavam "aumentando a culpa de Israel" (Ed 10:10 - levando a todos a idolatria e abominações), Entretanto, quando perguntaram a Paulo se o crente deveria divorciar se de uma esposa não crente, ele disse: "se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone" (1 Co 7:12). Essas instruções não se contradizem?

SOLUÇÃO: Essas duas colocações são feitas em tempos diferentes, para pessoas diferentes e por razões diferentes. A ordem dada por Esdras aconteceu no tempo do AT, e foi dada a judeus, e a palavra de Paulo foi dada a cristãos, no tempo do NT. Os crentes do NT não mais estão debaixo das leis dadas a Israel (veja os comentários de Mateus 5:17-18).
Além disso, mesmo considerando que o princípio moral contido nesse mandamento do AT ainda esteja em vigor hoje, as situações são diferentes, por três razões.

Primeiro, as esposas no AT não eram apenas "incrédulas" que "consentiam" em morar com o marido, sendo "santificadas" por ele (1 Co 7:12,14). Elas eram mulheres "estrangeiras", ou seja, provavelmente adoradoras de ídolos (cf. Ne 13:25-26), que estavam trazendo uma influência pagã sobre seus maridos. DEUS disse a Salomão que suas mulheres pagãs lhe "perverteriam o coração", para seguir "os seus deuses" (1 Rs 11:2).
Segundo, aquelas mulheres não eram tão-somente pagãs, mas também descendentes de Moabe e Amom (Esdras 10:30; cf. Ne 13:23) e de outras nações circunvizinhas, a respeito das quais o Senhor dissera explicitamente a Israel que não as tomassem como mulher (cf. Êx 34:16; Dt 7:3).
Terceiro, é possível que elas tenham sido tomadas como segunda ou terceira mulher (cf. Ed 10:44), e DEUS proibia a poligamia (veja os comentários de 1 Reis 11:1). Sendo assim, eles violaram as leis contra a poligamia (Dt 17:17) e a idolatria (Êx 20:4-5).
Essa é uma situação bem diferente da que havia quando Paulo deu a instrução para um marido crente manter uma só esposa incrédula (cf. 1 Co 7:132), se ela se dispusesse a permanecer sob a influência santificadora do marido crente.

E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. 1 Coríntios 7:13

V – ESPERA EM DEUS

 

Entrega pois a tua vida e o teu futuro a “DEUS, faz que o solitário viva em família” (SI 68.6)

 

Princípios para o Namoro:

1 - Basear o namoro nos princípios e propósitos de DEUS.

2 - A prioridade no namoro deve ser a área espiritual, ou seja, a área espiritual vai controlar ou governar o relacionamento emocional e físico, controlando assim os desejos e pensamentos sexuais. Portanto todo jovem deve desenvolver a área espiritual, buscando a maturidade espiritual. Mantenha o pensamento cativo, ou preso na palavra de DEUS (2 Co 10.5)

3 - Ao começar o namoro, não coloque em 1º. Lugar o romance amoroso e sim a razão. Busque conselhos sábios a quem sabe e pode dar, cuidado com a imaturidade da juventude.

4 - Não namore para passar tempo; o namoro sem propósito é o mesmo que flerte (o flerte tende a continuar após o casamento).

5 - O descontrole de não poder ficar sem namorar: Há rapazes e moças que se não estiverem namorando ficam inquietos e descontrolados.

6 - Namoro Misto; é namorar um descrente. Quem namora um descrente, namora também com seus pecados, vícios, problemas morais e mundanismo.

Depoimento Bíblico:

“Não vos ponhais em julgo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?”.

Que harmonia há entre CRISTO e o Maligno? Ou que união do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de DEUS o os ídolos? (II Co. 6:14-16).

Tenha certeza de que a pessoa com quem você vai casar-se é convertida.

 

Muitos crentes usam estas desculpas para poderem namorar um descrente:

1 - Estamos simplesmente namorando. Não temos a intenção de nos casar.

2 - Ele (a) não é crente, mas é legal.

3 - Nós temos muita coisa em comum.

4 - Eu disse a ele(a) que para namorar comigo, ele(a) deveria aceitar a JESUS e ele(a) aceitou.

5 - Ele(a) disse que nosso filhos poderão frequentar a Igreja.

 

Consequências do namoro misto:

a - Desobediência à vontade de DEUS.

b - Perigo de escolher o incrédulo, e deixar DEUS.

c - Esfriamento espiritual, até o desvio dos caminhos do Senhor I Co. 10:12

7 - A permissividade no namoro:

O Amor do casal:

deve começar no namoro - no plano espiritual.

deve continuar no noivado - no plano social.

deve realizar-se no casamento - no plano físico.

Permissividade é o abuso da liberdade na área amorosa (Pv. 6:27-28; 20:21 I Co. 6:12, I Ts 4:3-4), muitos casais têm hoje problemas porque começaram seu namoro no plano físico.

Se há liberdade sexual no namoro, este relacionamento vive em conflito, gerando insegurança e desrespeito mútuo, minando a confiança, pois é um relacionamento baseado na culpa. Use sempre a palavra NÃO quando for necessário.

Quando há liberdade sexual no namoro, o jovem e a jovem são defraudados, ou seja, desperta-se neles um desejo sexual que não pode ser satisfeito dentro do plano de DEUS.

8 - Cuidado com a atração sexual: não namore só porque a pessoa lhe atrai fisicamente, não namore se não houver amor verdadeiro. 1Ts 4.3-6

9 - Cuidado com falsas profecias sobre casamento.

10 - Procure nunca ficar a sós com a sua namorada(o). Esteja envolvido sempre com outros jovens da igreja. Planejem atividades em grupo.

11 - Cultive o hábito de sempre orar com sua namorada. O namoro deve ser a três: Namorado + Namorada + JESUS CRISTO.

12 - Procure durante o seu namoro estudar a Bíblia junto com seu namorado(a). Coloquem a Bíblia como regra de fé e prática. Estejam juntos na EBD.

13 - Procure ter comunicação franca e aberta com seu namorado(a), desenvolvendo fidelidade, honestidade e principalmente o perdão.

14 - Além do conhecimento bíblico, procure ler bons livros que tratam sobre namoro, noivado e casamento.

 

O Jugo Desigual No Namoro, Noivado E Casamento (2Co 6.14):

Jugos desiguais na vida:

a) O jugo desigual da fé: Um vive pelo que vê e outro pelo que espera. Um vive pelo material e o outro pelo espiritual, um vive no pecado da idolatria e o outro na santidade, um vive crendo que sexo é normal antes do casamento (ensino da TV, internet, filmes e até colégios) o outro quer se guardar para o casamento.

b) O jugo desigual do caráter: Um fala palavrão e obscenidades o outro fala da Palavra de DEUS, um vê o roubo e adultério como da vida de qualquer um outro vive segundo a Palavra de DEUS.

c) O jugo desigual da idade: Um deseja e dá muita importância ao sexo o outro não tem mais tanta necessidade disso e vê como supérfluo, um é esportista o outro está muito cansado, um tem muita experiência o outro é imaturo.

d) O jugo desigual socioeconômico: Um foi criado em berço de ouro o outro foi criado solto pelas ruas, um muito estudado e culto o outro ignorante.

e) O jugo desigual e suas consequências nos filhos amanhã: Um filho se parece muito com o pai e outro muito com a mãe, um é separado para DEUS o outro um idólatra, um filho gosta da Igreja outro detesta e por isso se dividem

 

Findamos este estudo sobre o casamento misto, onde a Palavra de DEUS é muito clara neste apelo: “Espera em DEUS” (SI 27.14; 37.7). Jovem! O seu desejo de ter um lar, e experimentar a riqueza do amor de um companheiro ou de uma companheira é natural. Lembra-te de que DEUS ouve a oração. Quando Eliezer orou, pedindo que DEUS mostrasse quem seria a noiva de Isaque, recebeu uma gloriosa resposta (Gn 24.12-27). Glória a DEUS! Uma escolha precipitada, olhando somente para o que está diante de seus olhos (1 Sm 16.7), pode impedir que recebas aquele ou aquela que DEUS tem preparado para ti. Entrega pois a tua vida e o teu futuro a “DEUS, faz que o solitário viva em família” (SI 68.6). DEUS, que trouxe a companheira para Adão (Gn 2.22), poderá fazer isto por ti. Espera pois no Senhor!

 

 

 

 

Ajuda de Lições antigas

 

LIÇÃO 12, AS CONSEQÜÊNCIAS DO JUGO DESIGUAL - Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos - NEEMIAS - Integridade e Coragem em Tempos de Crise

Comentários da revista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima - Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto.

RESUMO DA LIÇÃO 12, AS CONSEQÜÊNCIAS DO JULGO DESIGUAL

I - O CASAMENTO NO ANTIGO TESTAMENTO

1. A natureza do casamento.

2. Casamentos proibidos.

II- O CASAMENTO MISTO NO TEMPO DE NEEMIAS

1. A constatação do erro.

2. As consequências do casamento misto.

III - RESPONSABILIDADE MINISTERIAL ACERCA DO CASAMENTO

1. O jugo desigual.

2. As consequências do jugo desigual.

3. Uma recomendação sempre atual. 

 

TEXTO ÁUREO

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Co 6.14).

VERDADE PRÁTICA

O casamento não é um mero contrato social, mas uma instituição divina que tem de ser levada a sério e firmada de acordo com a vontade de DEUS. 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Neemias 13.23-29

23 - Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas. 24 - E seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo. 25 - E contendi com eles, e os amaldiçoei, e espanquei alguns deles, e Ihes arranquei os cabelos, e os fiz jurar por DEUS, dizendo: Não dareis mais vossas filhas a seus filhos e não tomareis mais suas filhas, nem para vossos filhos nem para vós mesmos. 26 - Porventura, não pecou nisso Salomão, rei de Israel, não havendo entre muitas nações rei semelhante a ele, e sendo amado de seu DEUS, e pondo-o DEUS rei sobre todo o Israel? contudo, as mulheres estranhas o fizeram pecar. 27 - dar-vos-íamos nós ouvidos, para fazermos todo este grande mal, prevaricando contra o nosso DEUS, casando com mulheres estranhas? 28 - Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Samba late, o horonita, pelo que o afugentei de mim.29 - Lembra-te deles, DEUS meu, pois contaminaram o sacerdócio, como também o concerto do sacerdócio e dos levitas. 

 

13.3 APARTARAM DE ISRAEL TODA MISTURA (BEP-CPAD). Os estrangeiros pagãos foram rejeitados em Israel, para que assim houvesse uma barreira entre o povo de DEUS e as práticas iníquas dos incrédulos.

(1) Para se compreender a vontade de DEUS aqui, precisamos considerar a tendência inata do seu povo, de conformar-se com os costumes, prazeres e maneira de viver do mundo.

(2) Portanto, um requisito essencial para o povo de DEUS ser santo, é permanecer separado do procedimento, padrões e costumes ímpios da nossa sociedade e tomar posição firme contra as influentes e populares manifestações do espírito deste mundo. Se os crentes se omitirem terão a perda da presença de DEUS e das bênçãos que Ele reservou para nós.
13.25 CONTENDI COM ELES
 (BEP-CPAD). Há ocasiões em que os dirigentes, se realmente são servos de DEUS, precisam ter ira santa contra o mal e adotar medidas drásticas para corrigir uma situação maléfica que surja. Usar de brandura e mansidão, quando há desrespeito público e cínico ante a vontade de DEUS, pelos membros da igreja, passa a ser fraqueza e transigência. A correção aplicada por Neemias demonstra um zelo por DEUS semelhante ao de CRISTO, quando Ele tomou um chicote para expulsar os vendilhões do templo de Jerusalém (Mt 21.12,13; Jo 2.13-16; ver Lc 19.45). 

 

A responsabilidade dos ministrantes e dos ministrados
O casamento é uma aliança, primeiro entre DEUS e os nubentes, depois entre o homem e a mulher.
Se o casal não for instruído corretamente sobre a importância dessa aliança e sobre a pessoa que está selando essa aliança, então a aliança não será feita corretamente.
Cabe a cada líder informar os nubentes da responsabilidade de se assumir uma aliança com DEUS.
Melhor é não votar do que votar e não cumprir o voto.

 

NAMORO                                                                              

É a fase do conhecimento para o casamento, é o início da procura de uma companheira. Não havendo sucesso no namoro, não haverá sucesso no casamento. Evite ficar namorando com diversas pessoas, escolha bem antes de namorar.

Quais são as cinco situações do solteiro?

1 -Celibato continente (castidade): permanecer solteiro, isento de fornicação ou qualquer outra prática sexual ilícita, a fim de viver para DEUS e fazer a sua obra - Mt. 19:12. Ninguém nasce gay, mas alguns nascem sem interesse sexual e deve usar isso para se dedicar mais a DEUS e sua obra. JESUS falou sobre os eunucos. Mt 19.12

2 - Celibato incontinente: Permanecer solteiro, tornando-se profano, impuro e praticante do sexo ( I Co. 7:2 ).

3 - Casamento Feliz: felicidade não quer dizer ausência de problemas. Duas pessoas que têm CRISTO como Senhor do casamento, podem desfrutar de um casamento feliz.

4 - Casamento infeliz: Quando CRISTO não é o centro do casamento a tendência é a infelicidade conjugal.

5 - Solteirismo: é uma síndrome psíquica, decorrente do estacionamento do ser humano, na sua evolução afetiva, estacionamento esse ocorrido na faixa dos 3 aos 6 anos de idade.

 

Princípios para o Namoro:

1 - Basear o namoro nos princípios e propósitos de DEUS.

2 - A prioridade no namoro deve ser a área espiritual, ou seja, a área espiritual vai controlar ou governar o relacionamento emocional e físico, controlando assim os desejos e pensamentos sexuais. Portanto todo jovem deve desenvolver a área espiritual, buscando a maturidade espiritual. Mantenha o pensamento cativo, ou preso na palavra de DEUS (2 Co 10.5)

3 - Ao começar o namoro, não coloque em 1º. Lugar o romance amoroso e sim a razão. Busque conselhos sábios a quem sabe e pode dar, cuidado com a imaturidade da juventude.

4 - Não namore para passar tempo; o namoro sem propósito é o mesmo que flerte (o flerte tende a continuar após o casamento).

5 - O descontrole de não poder ficar sem namorar: Há rapazes e moças que se não estiverem namorando ficam inquietos e descontrolados.

6 - Namoro Misto; é namorar um descrente. Quem namora um descrente, namora também com seus pecados, vícios, problemas morais e mundanismo.

Depoimento Bíblico:

“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?”.

Que harmonia há entre CRISTO e o Maligno? Ou que união do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de DEUS o os ídolos? (II Co. 6:14-16).

Tenha certeza de que a pessoa com quem você vai casar-se é convertida.

 

Namoro

Quando o namoro é prejudicial

Como vencer a impureza no namoro

Sete razões para a virgindade

Sete passos na escolha acertada

Quando é fora de tempo ou demorado.

Alimente-se da Palavra. (Sl 119.9-11)

Sexo fora do casamento é pecado. (I Co 6.19)

Casar no Senhor. (I Co 7.39)

Quando não tem ideal sério.

Encha-se do ESPÍRITO SANTO.

Conservar-se para o escolhido(a).

Com apoio dos pais. (Ex 20.12)

Quando é possessivo ou ciumento.

Vigie em oração. (Lc 22.46)

Adquirir respeito, consideração.

Em resposta a oração. (Pv 19.14)

Quando é indisciplinado.

Evite aconchegos excessivos.

Evitar uma consciência culpada.

Tem prazer em apresentá-lo(a).

Quando afeta a comunhão com DEUS.

Evite muito tempo a sós.

Evitar filhos ilegítimos.

Sinto atração física por ele(a).

Quando é leviano, sempre trocando.

Use trajes decentes.

Evitar doenças venéreas.

Respeito e não abuso dele(a).

Quando é impuro, imoral.

Namore a três: você ele(a) e JESUS.

Mostrar firmeza de caráter.

Confio e não tenho ciúmes.

 

 

 

O Jugo Desigual No Namoro, Noivado E Casamento (2Co 6.14):

1- Jugos desiguais na vida:

a) O jugo desigual da fé: Um vive pelo que vê e outro pelo que espera. Um vive pelo material e o outro pelo espiritual, um vive no pecado da idolatria e o outro na santidade, um vive crendo que sexo é normal antes do casamento (ensino da TV) o outro quer se guardar para o casamento.

b) O jugo desigual do caráter: Um fala palavrão e obscenidades o outro fala da Palavra de DEUS, um vê o roubo e adultério como da vida de qualquer um outro vive segundo a Palavra de DEUS.

c) O jugo desigual da idade: Um deseja e dá muita importância ao sexo o outro não tem mais tanta necessidade disso e vê como supérfluo, um é esportista o outro está muito cansado, um tem muita experiência o outro é imaturo.

d) O jugo desigual socioeconômico: Um foi criado em berço de ouro o outro foi criado solto pelas ruas, um muito estudado e culto o outro ignorante.

e) O jugo desigual e suas consequências nos filhos amanhã: Um filho se parece muito com o pai e outro muito com a mãe, um é separado para DEUS o outro um idólatra, um filho gosta da Igreja outro detesta e por isso se dividem. 

 

Não confunda Jugo com Julgo

A palavra jugo tem o sentido de submissão, opressão.
Exemplos da Bíblia:
“Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11:30).
“Estai pois firmes na liberdade com que CRISTO nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gálatas 5:1).

Possui ainda o significado de canga, junta de bois.
Exemplo da Bíblia: “Acontecerá, porém, que quando te libertares, então sacudirás o seu jugo do teu pescoço” (Gênesis 27:40b). 

 

Julgo é uma das formas verbais do verbo julgar (formar juízo crítico, decidir como juiz etc.).
Exemplos da Bíblia:
“Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo” (João 8:15).
“Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por algum juízo humano; nem eu tão pouco a mim mesmo me julgo” (1 Coríntios 4:3).

 

Muitos crentes usam estas desculpas para poderem namorar um descrente:

1 - Estamos simplesmente namorando. Não temos a intenção de nos casar.

2 - Ele (a) não é crente, mas é legal.

3 - Nós temos muita coisa em comum.

4 - Eu disse a ele(a) que para namorar comigo, ele (a) deveria aceitar a JESUS e ele (a) aceitou.

5 - Ele(a) disse que nosso filhos poderão frequentar a Igreja.

 

Consequências do namoro misto:

a - Desobediência à vontade de DEUS.

b- Perigo de escolher o incrédulo, e deixar DEUS.

c- Esfriamento espiritual, até o desvio dos caminhos do Senhor I Co. 10:12 

 

A permissividade no namoro:

O Amor do casal:

deve começar no namoro - no plano espiritual.

deve continuar no noivado - no plano social.

deve realizar-se no casamento - no plano físico.

Permissividade é o abuso da liberdade na área amorosa (Pv. 6:27-28; 20:21 I Co. 6:12, I Ts 4:3-4), muitos casais têm hoje problemas porque começaram seu namoro no plano físico.

Se há liberdade sexual no namoro, este relacionamento vive em conflito, gerando insegurança e desrespeito mútuo, minando a confiança, pois é um relacionamento baseado na culpa. Use sempre a palavra NÃO quando for necessário. 

 

Quando há liberdade sexual no namoro, o jovem e a jovem são defraudados, ou seja, desperta-se neles um desejo sexual que não pode ser satisfeito dentro do plano de DEUS.

Cuidado com a atração sexual: não namore porque a pessoa lhe atrai fisicamente, não namore se não houver amor verdadeiro. 1Ts 4.3-6

Cuidado com profecias sobre casamento.

Procure nunca ficar a sós com a sua namorada (o). Esteja envolvido sempre com outros jovens da igreja. Planejem atividades em grupo.

Cultive o hábito de sempre orar com sua namorada. O namoro deve ser a três: Namorado+ Namorada+JESUS CRISTO.

Procure durante o seu namoro estudar a Bíblia junto com seu namorado(a). Coloquem a Bíblia como regra de fé e prática.

Procure ter comunicação franca e aberta com seu namorado(a), desenvolvendo fidelidade, honestidade e principalmente o perdão.

Além do conhecimento bíblico, procure ler bons livros que tratam sobre namoro, noivado e casamento.

 

 

Conselho aos que pretendem se casar.

1 - Não te cases por riquezas, o dinheiro pode comprar uma casa, mas não pode comprar um lar.

2 - Não te cases só porque todos se casam - modismo.

3 - Não te cases com alguém doente de ciúme - o ciúme piora após o casamento.

4 - Não te case com alguém preguiçoso ou preguiçosa.

5 - Não te cases com incrédulo ou incrédula: É melhor ir para o céu sozinho do que para o inferno acompanhado. Ex: Cristã que casou com incrédulo.

6 - Não te cases sem a aprovação de DEUS, das famílias envolvidas e da Igreja.

7 - Não te cases por causa da idade.

8 - Não te cases por causa de oportunidade.

9 - Não te cases sem amor total e mútuo. 

 

Cinco perguntas para nelas meditar e levar a DEUS em oração.

a - Devo ou não casar?

b - Quando devo casar? Maturidade e preparo espiritual.

c - Com quem devo casar? O casamento envolve aprovação das famílias, da igreja, de DEUS e sua própria (Cl. 3:15 ARA).

d - Estou preparado para casar? Situação socioeconômica, moradia etc.

e - Por que quero casar?

Rapaz quer casar para ter alguém que lhe faça as coisas.

Rapaz quer casar porque precisa de mulher.

-  Ambos querem casar para terem liberdade, amparo, serem independentes, dar uma satisfação à sociedade.
-  Cuidado! O lar será seu. 

 

NOIVADO

Devemos pedir confirmação a DEUS ao assumirmos um compromisso de noivado, pois este compromisso será feito diante dos familiares, da igreja e de DEUS.

Quando um casal assume um compromisso de noivado devem lembrar-se que não estão casados ainda, por isso devem controlar suas emoções e paixões.

Os noivos não devem desenvolver o relacionamento físico, antes do casamento, pelo seguinte:

1 - DEUS é contra; é fora dos padrões bíblicos o sexo pré-nupcial.

"Pois esta é a vontade de DEUS, a vossa santificação: Que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo, em santificação e honra, não com desejo de lascívia ( impureza, sensualidade) como os gentios que não conhecem à DEUS (I Ts  4:3-7)".

2 - O sexo pré-nupcial desvaloriza a pessoa: perde-se o respeito um para com o outro, mina a confiança, nasce um sentimento de culpa.

3 - O sexo pré-nupcial prejudica a vida matrimonial: A mulher por ter perdido a virgindade poderá sentir ressentimento do marido, podendo tornar-se agressiva. E o marido pode sentir-se culpado e frustrado, tornando-se passivo no relacionamento.

4 - O sexo pré-nupcial destorce o relacionamento.

Depois vão jogar no rosto um do outro isso. 

 

Dt 6.5 Amarás, pois, ao Senhor teu DEUS de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. 6 E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; 7 e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.

 

Na analogia do casamento segundo Paulo a esposa representa a Igreja (Noiva de CRISTO) e o marido representa CRISTO (o Noivo). 
Por isso a relação amizade (Jo 15.15), irmandade(Mt 12.49, Hb 2.11), amor (Jo 3.16 com Ef 5.33) e temor (Mc 4.41 com Ef 5.33) entre a esposa e o marido devem sempre existir.
 
"Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão" (SL 127:3) 5 "Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade"
 
Por: Pr. Osmundo Vaz e alguns comentários extras de Pr. Henrique
Estudo adquirido a partir de www.estudosbiblicos.com  "Família" 

 

 

A DESTRUIÇÃO DOS CANANEUS (BEP-CPAD)

Js 6.21 “E tudo quanto na cidade havia destruíram totalmente a fio da espada, desde o homem até à mulher, desde o menino até ao velho, até ao boi e gado miúdo e ao jumento.”

(1) Antes de a nação de Israel entrar na terra prometida, DEUS tinha dado instruções rigorosas quanto ao que deviam fazer com os moradores dali — deviam ser totalmente destruídos. “Porém, das cidades destas nações, que o Senhor, teu DEUS, te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida. Antes, destrui-las-ás totalmente: aos heteus, e aos amorreus, e aos cananeus, e aos fereseus, e aos heveus, e aos jebuseus, como te ordenou o Senhor, teu DEUS” (Dt 20.16,17; cf. Nm 33.51-53).
(2) O Senhor repetiu essa ordem depois dos israelitas atravessarem o Jordão e entrarem em Canaã. Em várias ocasiões, o livro de Josué declara que a destruição das cidades e dos cananeus pelos israelitas foi ordenada pelo Senhor (Js 6.2; 8.1-2; 10.8). Os crentes do novo concerto frequentemente argumentam sobre até que ponto essa destruição em massa de seres humanos é corrente com outras partes da Bíblia como revelação divina, que tratam do amor, justiça de DEUS e do seu repúdio à iniqüidade.
(3) A destruição de Jericó é um relato do justo juízo divino contra um povo iníquo em grau máximo e irremediável, cujo pecado chegara a atingir sua plena medida (Gn 15.16; Dt 9.4,5). Noutras palavras, DEUS aniquilou os moradores daquela cidade e outros habitantes de Canaã porque estes se entregaram totalmente à depravação moral. A arqueologia revela que os cananeus estavam envolvidos em todas as formas de idolatria, prostituição cultual, violência, a queima de crianças em sacrifícios aos seus deuses e espiritismo (cf. Dt 12.31; 18.9-13; ver Js 23.12).
(4) A destruição total dos cananeus era necessária para salvaguardar Israel da destruidora influência da idolatria e pecado dos cananeus. DEUS sabia que se aquelas nações ímpias continuassem a existir, ensinariam os israelitas “a fazer conforme todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, e pequeis contra o Senhor, vosso DEUS’’ (Dt 20.18). Este versículo exprime o princípio bíblico permanente, de que o povo de DEUS deve manter-se separado da sociedade ímpia ao seu redor (Dt 7.2-4; 12.1-4).
(5) A destruição das cidades cananeias e seus habitantes, demonstra um princípio básico de julgamento divino: quando o pecado de um povo alcança sua medida máxima, a misericórdia de DEUS cede lugar ao juízo (cf. 11.20). DEUS já aplicara esse mesmo princípio, quando do dilúvio (Gn 6.5,11,12) e da destruição das cidades iníquas de Sodoma e Gomorra (Gn 18.20-33; 19.24-25).
(6) A história subsequente de Israel confirma a importância desse princípio e da ordem divina de que todas as nações pagãs fossem destruídas. Na realidade, os israelitas desobedeceram ao mandamento do Senhor e não expulsaram completamente todos os habitantes de Canaã. Como resultado, começaram a seguir seus caminhos detestáveis e a servir aos seus deuses-ídolos (ver Jz 1.28; 2.2,17). O livro de Juízes é a história daquilo que o Senhor fez em resposta a essa apostasia.
(7) Finalmente, a destruição daquela geração de cananeus tipifica e prenuncia o juízo final de DEUS sobre os ímpios, no fim dos tempos. O segundo e verdadeiro Josué da parte de DEUS, i.e., JESUS CRISTO, voltará em justiça, com os exércitos do céu a fim de julgar todos os ímpios e de batalhar contra eles (Ap 19.11-21). Todos aqueles que rejeitarem a sua oferta de graça e de salvação e que continuarem no pecado, perecerão assim como os cananeus. DEUS abaterá todas as potências mundiais e estabelecerá na terra o seu reino da justiça (Ap 18.20,21; 20.4-10; 21.1-4).
 

6.14 JUGO DESIGUAL COM OS INFIÉIS (BEP-CPAD). Diante de DEUS, há apenas duas categorias de pessoas: as que estão em CRISTO e as que não estão (vv. 14-16). O crente, portanto, não deve ter comunhão ou amizade íntima com incrédulos, porque tais relacionamentos corrompem sua comunhão com CRISTO. Neste contexto estão as sociedades nos negócios, as ordens secretas (Maçonaria), namoro e casamento com incrédulos. A associação entre o cristão e o incrédulo deve ser o mínimo necessário à convivência social ou econômica, ou com o intuito de mostrar ao incrédulo o caminho da salvação.
6.16 O TEMPLO DE DEUS COM OS ÍDOLOS? (BEP-CPAD) Paulo apresenta um forte argumento no sentido de um crente nascido de novo, sendo templo de DEUS e do ESPÍRITO SANTO (Jo 14.23; 1 Co 6.19), não poder ser habitado por demônios.

(1) Os ídolos, tanto no AT quanto no NT, representavam demônios (Dt 32.17; 1 Co 10.20,21). Logo, a pior forma de profanação no AT era colocar ídolos no próprio templo de DEUS (2 Rs 21.7,11-14). Semelhantemente, nunca devemos profanar nosso corpo, a habitação do ESPÍRITO SANTO, permitindo aos demônios ter acesso a ele (cf. v.15, onde "Belial" refere-se a Satanás; ver também Lc 10.19; 2 Tm 2.25,26; 1 Jo 4.4; 5.18).

(2) Embora um espírito imundo não possa habitar lado a lado com o ESPÍRITO SANTO num verdadeiro crente, pode haver circunstâncias em que um espírito maligno aja num indivíduo cuja conversão esteja em marcha, não estando ele ainda plenamente regenerado pelo ESPÍRITO SANTO. A conversão pode, às vezes, envolver a expulsão de demônios de uma pessoa que, sinceramente, deseja seguir a CRISTO, mas que está enfrentando problemas maiores com certos pecados. Até ser aniquilado aquele poder ou controle demoníaco, a pessoa não poderá experimentar uma salvação plena e completa e, assim, tornar-se "templo do DEUS vivente" (cf. Mt 12.28,29)
6.17 APARTAI-VOS. 

 

A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE (BEP-CPAD)
2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”.

O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva: (a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à justiça e à Palavra de DEUS; (b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.
(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2). O povo de DEUS deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8; 24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).
(2) No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e

(a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4);

(b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e

(c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).
(3) Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de

(a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15),

(b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9),

(c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e

(d) temor de DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).
(4) Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS,

(a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1);

(b) vivamos inteiramente para DEUS como nosso Senhor e Pai (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e

(c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).
(5) Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio DEUS nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).
(6) O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16), da sua aceitação pelo Pai (6.17), e de seus direitos de filho (6.18; cf. Rm 8.15,16).
 

 
PAIS E FILHOS (BEP-CPAD)Cl 3.21 “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.”

É obrigação solene dos pais (gr. pateres) dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã. Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar mais com a salvação dos filhos do que com seu emprego, profissão, trabalho na igreja ou posição social (cf. Sl 127.3).
(1) Segundo a palavra de Paulo em Ef 6.4 e Cl 3.21, bem como as instruções de DEUS em muitos trechos do AT (ver Gn 18.19; Dt 6.7; Sl 78.5; Pv 4.1-4; 6.20), é responsabilidade dos pais dar aos filhos criação que os prepare para uma vida do agrado do Senhor. É a família, e não a igreja ou a Escola Dominical, que tem a principal responsabilidade do ensino bíblico e espiritual dos filhos. A igreja e a Escola Dominical apenas ajudam os pais no ensino dos filhos.
(2) A essência da educação cristã dos filhos consiste nisto: o pai voltar-se para o coração dos filhos, a fim de levar o coração dos filhos ao coração do Salvador (ver Lc 1.17).
(3) Na criação dos filhos, os pais não devem ter favoritismo; devem ajudar, como também corrigir e castigar somente faltas intencionais, e dedicar sua vida aos filhos, com amor compassivo, bondade, humildade, mansidão e paciência (3.12-14, 21).
(4) Seguem-se quinze passos que os pais devem dar para levar os filhos a uma vida devotada a CRISTO:
(a) Dediquem seus filhos a DEUS no começo da vida deles (1Sm 1.28; Lc 2.22).
(b) Ensinem seus filhos a temer o Senhor e desviar-se do mal, a amar a justiça e a odiar a iniqüidade. Incutam neles a consciência da atitude de DEUS para com o pecado e do seu julgamento contra ele (ver Hb 1.9).
(c) Ensinem seus filhos a obedecer aos pais, mediante a disciplina bíblica com amor (Dt 8.5; Pv 3.11,12; 13.24; 23.13,14; 29.15, 17; Hb 12.7).
(d) Protejam seus filhos da influência pecaminosa, sabendo que Satanás procurará destruí-los espiritualmente mediante a atração ao mundo ou através de companheiros imorais (Pv 13.20; 28.7; 2.15-17).
(e) Façam saber a seus filhos que DEUS está sempre observando e avaliando aquilo que fazem, pensam e dizem (Sl 139.1-12).
(f) Levem seus filhos bem cedo na vida à fé pessoal em CRISTO, ao arrependimento e ao batismo em água (Mt 19.14).
(g) Habituem seus filhos numa igreja espiritual, onde se fala a Palavra de DEUS, se mantém os padrões de retidão e o ESPÍRITO SANTO se manifesta. Ensinem seus filhos a observar o princípio: “Companheiro sou de todos os que te temem” (Sl 119.63; ver At 12.5 ).
(h) Motivem seus filhos a permanecerem separados do mundo, a testemunhar e trabalhar para DEUS (2Co 6.14—7.1; Tg 4.4). Ensinem-lhes que são forasteiros e peregrinos neste mundo (Hb 11.13-16), que seu verdadeiro lar e cidadania estão no céu com CRISTO (Fp 3.20; Cl 3.1-3).
(i) Instruam-nos sobre a importância do batismo no ESPÍRITO SANTO (At 1.4,5, 8; 2.4, 39).
(j) Ensinem a seus filhos que DEUS os ama e tem um propósito específico para suas vidas (Lc 1.13-17; Rm 8.29,30; 1Pe 1.3-9).
(l) Instruam seus filhos diariamente nas Sagradas Escrituras, na conversação e no culto doméstico (Dt 4.9; 6.5, 7; 1Tm 4.6; 2Tm 3.15).
(m) Mediante o exemplo e conselhos, encorajem seus filhos a uma vida de oração (At 6.4; Rm 12.12; Ef 6.18; Tg 5.16).
(n) Previnam seus filhos sobre suportar perseguições por amor à justiça (Mt 5.10-12). Eles devem saber que “todos os que piamente querem viver em CRISTO JESUS padecerão perseguições” (2Tm 3.12).
(o) Levem seus filhos diante de DEUS em intercessão constante e fervorosa (Ef 6.18; Tg 5.16-18; ver Jo 17.1, a oração de JESUS por seus discípulos, como modelo da oração dos pais por seus filhos).
(p) Tenham tanto amor e desvelo pelos filhos, que estejam dispostos a consumir suas vidas como sacrifício ao Senhor, para que se aprofundem na fé e se cumpra nas suas vidas a vontade do Senhor (ver Fp 2.17).
  

É obrigação solene dos pais (gr. pateres) dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã. Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar mais com a salvação dos filhos do que com seu emprego, profissão, trabalho na igreja ou posição social (cf. Sl 127.3).
(1) Segundo a palavra de Paulo em Ef 6.4 e Cl 3.21, bem como as instruções de DEUS em muitos trechos do AT (ver Gn 18.19; Dt 6.7; Sl 78.5; Pv 4.1-4; 6.20), é responsabilidade dos pais dar aos filhos criação que os prepare para uma vida do agrado do Senhor. É a família, e não a igreja ou a Escola Dominical, que tem a principal responsabilidade do ensino bíblico e espiritual dos filhos. A igreja e a Escola Dominical apenas ajudam os pais no ensino dos filhos.
(2) A essência da educação cristã dos filhos consiste nisto: o pai voltar-se para o coração dos filhos, a fim de levar o coração dos filhos ao coração do Salvador (ver Lc 1.17).
(3) Na criação dos filhos, os pais não devem ter favoritismo; devem ajudar, como também corrigir e castigar somente faltas intencionais, e dedicar sua vida aos filhos, com amor compassivo, bondade, humildade, mansidão e paciência (3.12-14, 21).
(4) Seguem-se quinze passos que os pais devem dar para levar os filhos a uma vida devotada a CRISTO:
(a) Dediquem seus filhos a DEUS no começo da vida deles (1Sm 1.28; Lc 2.22).
(b) Ensinem seus filhos a temer o Senhor e desviar-se do mal, a amar a justiça e a odiar a iniqüidade. Incutam neles a consciência da atitude de DEUS para com o pecado e do seu julgamento contra ele (ver Hb 1.9).
(c) Ensinem seus filhos a obedecer aos pais, mediante a disciplina bíblica com amor (Dt 8.5; Pv 3.11,12; 13.24; 23.13,14; 29.15, 17; Hb 12.7).
(d) Protejam seus filhos da influência pecaminosa, sabendo que Satanás procurará destruí-los espiritualmente mediante a atração ao mundo ou através de companheiros imorais (Pv 13.20; 28.7; 2.15-17).
(e) Façam saber a seus filhos que DEUS está sempre observando e avaliando aquilo que fazem, pensam e dizem (Sl 139.1-12).
(f) Levem seus filhos bem cedo na vida à fé pessoal em CRISTO, ao arrependimento e ao batismo em água (Mt 19.14).
(g) Habituem seus filhos numa igreja espiritual, onde se fala a Palavra de DEUS, se mantém os padrões de retidão e o ESPÍRITO SANTO se manifesta. Ensinem seus filhos a observar o princípio: “Companheiro sou de todos os que te temem” (Sl 119.63; ver At 12.5 ).
(h) Motivem seus filhos a permanecerem separados do mundo, a testemunhar e trabalhar para DEUS (2Co 6.14—7.1; Tg 4.4). Ensinem-lhes que são forasteiros e peregrinos neste mundo (Hb 11.13-16), que seu verdadeiro lar e cidadania estão no céu com CRISTO (Fp 3.20; Cl 3.1-3).
(i) Instruam-nos sobre a importância do batismo no ESPÍRITO SANTO (At 1.4,5, 8; 2.4, 39).
(j) Ensinem a seus filhos que DEUS os ama e tem um propósito específico para suas vidas (Lc 1.13-17; Rm 8.29,30; 1Pe 1.3-9).
(l) Instruam seus filhos diariamente nas Sagradas Escrituras, na conversação e no culto doméstico (Dt 4.9; 6.5, 7; 1Tm 4.6; 2Tm 3.15).
(m) Mediante o exemplo e conselhos, encorajem seus filhos a uma vida de oração (At 6.4; Rm 12.12; Ef 6.18; Tg 5.16).
(n) Previnam seus filhos sobre suportar perseguições por amor à justiça (Mt 5.10-12). Eles devem saber que “todos os que piamente querem viver em CRISTO JESUS padecerão perseguições” (2Tm 3.12).
(o) Levem seus filhos diante de DEUS em intercessão constante e fervorosa (Ef 6.18; Tg 5.16-18; ver Jo 17.1, a oração de JESUS por seus discípulos, como modelo da oração dos pais por seus filhos).
(p) Tenham tanto amor e desvelo pelos filhos, que estejam dispostos a consumir suas vidas como sacrifício ao Senhor, para que se aprofundem na fé e se cumpra nas suas vidas a vontade do Senhor (ver Fp 2.17).
  
INTERAÇÃO
Nesta penúltima lição, estudaremos acerca do casamento misto. DEUS nunca aprovou a união dos israelitas com os cananeus. Todas as vezes que Israel desobedeceu à ordenança do Senhor, sobre o casamento misto, sofreu duras consequências. Da mesma forma também não é da vontade de DEUS o casamento entre o fiel e o infiel. Como pode haver comunhão genuína entre:" o' casal, que não concorda entre si sobre questões espirituais? Casamento é sinônimo de união, por isso, o casal deve viver e caminhar em amor.
  
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, no início da aula faça a seguinte pergunta aos alunos: Água e óleo se misturam? Sabemos que se trata de substâncias heterogêneas, logo, não se misturam. Estão no mesmo recipiente, mas um não cede ao outro. Com os casamentos mistos, ocorre o mesmo processo, ou seja, não há unidade. Como andarão juntos se não professam a mesma fé? Qual educação religiosa prevalecerá em relação aos filhos? Em que tipo de fé serão ensinados? Sigamos a ordem do Senhor de não contrair matrimônio com os infiéis, para que tenha mos uma família abençoada por Ele.  
  
Subsídio Teológico
"Na época de Neemias, era necessário que o pecado fosse claramente identificado e que o povo de DEUS fosse mantido rigorosamente separado da influência das nações pagãs daquela época. Só assim o plano redentor de DEUS poderia ser executado em seu devido tempo, e todos os povos do mundo teriam a oportunidade de receber os benefícios da salvação.
Apesar da grande reforma feita por Esdras, a respeito de alianças matrimoniais com nações estrangeiras, e, apesar do pacto que havia sido recentemente ratificado no qual o povo havia prometido abster-se desse costume. Neemias descobriu ao voltar de Susã que muitos judeus da comunidade haviam novamente voltado à prática de se casar com mulheres (pagãs) estranhas. Mulheres estranhas seriam 'esposas estrangeiras'. Como consequência, as crianças seriam criadas em lares judeus que não falavam a língua de seus pais. Nesta questão, até a família do sumo sacerdote Eliasibe havia desobedecido à lei de Moisés. Eliasibe estava ligado, por casamento, a Tobias [ou]. Mas, o que era pior, um de seus netos, que estava na sua linhagem de sucessão, havia se casado com a filha de Sambalate, o maior inimigo dos judeus desse período" (Comentário Bíblico Beacon. VaI 1/. 1.ed. RJ: CPAD, 2005, P 535).
  
LIVRO Com. Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT 
 
SUBSÍDIOS DA REVISTA CPAD 3º TRIMESTRE DE 2020
SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP2
“A exclusividade implícita nesta resposta ecoou repetidamente nas advertências de Esdras e Neemias ao povo remanescente para separar-se das populações circunvizinhas, sobretudo na prática matrimonial. Esdras ouviu a reclamação que o povo, os sacerdotes e os levitas tinham se casado com indivíduos das nações vizinhas descrentes, uma abominação que resultou na mistura da raça santa com os que os cercavam (Ed 9.2). Como fizeram os antepassados dessas nações séculos antes, eles entraram na terra da promessa para levar as práticas más dos habitantes cananeus (vv.11,12).
Esdras ficou tão indignado com este desarranjo das linhas demarcatórias que ordenou o divórcio peremptório sempre que houvesse casamentos mistos (Ed 10). Anos mais tarde, Neemias retomou a causa. Ordenou que os israelitas que tinham se separado das nações vizinhas pagãs renovassem os votos do concerto ao Senhor (Ne 9.2) e se contivessem, daí em diante, de casarem-se entre nacionalidades diferentes (10.28). De interesse especial para Neemias, foi o problema do casamento entre judeus com as mulheres de Asdode, Amom e Moabe. Comparou essas alianças com as de Salomão, que resultaram no fim da monarquia (Ne 13.13-27)” (ZUCK, Roy (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.215).
 
SUBSÍDIO BIBLIOGÓGICO TOP3
“‘[Prometemos] que não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos’ (10.30), preceituava o ‘firme concerto’. Na ocasião em que ele fora firmado, a pureza racial fora tema de preocupação comum, e eles ‘apartaram de Israel toda mistura’ (13.3), indo além do que mandava a lei, que excluía apenas amonitas e moabitas. Não obstante, o zelo pela natureza do sangue israelita, e em fazer tudo para agradar a DEUS, que presumivelmente instigara tal exclusivismo, evaporara-se. Quando Neemias retornou a Jerusalém, encontrou lá ‘judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas’ (13.23). O motivo pode ter sido a paixão, é claro, porém é mais provável que haja sido prudência (se é que se pode chamar assim), que tinha os olhos na oportunidade e nos casamentos por dinheiro, prestígio ou alguma outra forma de lucro mundano. E, em alguns casos, Neemias descobriu que a língua falada em casa, por decisão dos pais, era estrangeira. [...] (13.24). Isso enfureceu Neemias, não apenas pela quebra do voto, mas porque as crianças seriam incapazes de partilhar da adoração em Israel, ou aprender eficazmente a Lei; consequentemente, não estariam aptas a transmitir a fé aos filhos que viriam a ter, e assim estaria em risco a futura unidade espiritual da nação israelita da nação de Israel” (PACKER, J. I. Paixão Pela Fidelidade: Sabedoria extraída do livro de Neemias. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.212). 
 
SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO TOP4
Conclua a lição esclarecendo aos alunos o princípio de unidade que o nosso Senhor JESUS ensinou na oração sacerdotal de João 17.18-24. É importante ressaltar que os princípios eternos do Reino de DEUS devem ser aplicados à vida inteira. Então, por que não aplicaríamos essa coerência no casamento, uma das decisões mais importantes do futuro de uma pessoa?
Tome exemplos bíblicos como o de Sansão, no livro de Juízes, e o de Salomão, no livro de 1 Reis, destacando as dificuldades espirituais que esses dois líderes passaram. As consequências de suas escolhas foram catastróficas, não só para eles mesmos, mas, sobretudo, para o povo que eles representavam. Finalize dizendo que em relação ao casamento, a decisão sempre afeta mais de uma pessoa. Ela traz consequência para toda a família. 
 
PARA REFLETIR - A respeito de “Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto ”, responda:
No tocante aos casamentos mistos, qual era a recomendação do Senhor a Israel?
“Não faças concerto com os moradores da terra, [...] tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos” (Êx 34.12,16).
Qual foi a reação de Esdras ao tomar conhecimento de que os judeus haviam se unido às mulheres pagãs em casamento?
Angustiou-se muito, rasgou as vestes e arrancou os cabelos, num sinal de pesar pela rebeldia do povo.
Que famoso rei de Israel comprometeu sua vida espiritual em consequência de casamentos mistos?
Salomão.
No tocante ao casamento, o que recomenda a Bíblia para o crente?
“Está livre para casar, contanto que seja no Senhor”.
Por que os casamentos mistos eram perigosos para o povo judeu?
Porque ameaçavam a fé hebraica e a própria sobrevivência do povo de Israel. 
 
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - BÍBLIA de Estudos Pentecostal.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
BANCROFT, E. H. Teologia Elementar. São Paulo, IBR, 1975.
CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1977.
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Edição contemporânea. São Paulo, Vida, 1994.
McNAIR, S. E. A Bíblia Explicada. Rio de Janeiro, CPAD, 1994.
Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer - CPAD - Rio de Janeiro - RJ
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 1
JOSEFO, Flávio. História dos hebreus: de Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
Neemias – COMENTÁRIO BÍBLICO DO ANTIGO TESTAMENTO, VOL 1, Gênesis a Neemias - Matthew Henry
NEEMIAS - INTEGRIDADE E CORAGEM EM TEMPOS DE CRISE - Pr. Elinaldo Renovato de Lima - CPAD - Rio de Janeiro - RJ
BÍBLIA, A CONSTITUIÇÃO DIVINA - REVISTA CPAD 4º TRIMESTRE DE 1986 - COMENTÁRIOS DE  Pr. RAIMUNDO F.DE OLIVEIRA
GILBERTO, Antonio. A BÍBLIA Através dos Séculos. Rio de Janeiro: CPAD, 1987. HORTON, Stanley. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
Comentário Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT – CPAD).
 
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LIÇÃO 6, NEEMIAS LIDERA UM GENUÍNO AVIVAMENTO
Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos
NEEMIAS - Integridade e Coragem em Tempos de Crise
Comentários da revista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Pr. Henrique 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Am 8.11 Fome e sede da Palavra
Terça - Rm 12.7 Ensino com dedicação
Quarta - Le 11.28 São felizes os que ouvem a Palavra
Quinta - Jó 34.3 O ouvido prova as palavras
Sexta - Ez 3.3 Doce como o mel é a Palavra de DEUS
Sábado - Ne 8.9,10 Um dia consagrado ao Senhor
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Neemias 8.1-3,5,6,9,10
1 - E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel. 2- E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres e de todos os sábios para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês. 3- E leu nela, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e sábios; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei. 5- E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. 6 - E Esdras louvou o Senhor, o grande DEUS; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! -, levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra. 9 - E Neemias (que era o tirsata), e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor, vosso DEUS, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei. 10- Disse-lhes mais: Ide, e comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força. Prezado professor, estudaremos hoje o avivamento ocorrido em Israel sob a liderança de Neemias. O que ali se deu, só foi possível através da leitura e da compreensão que os filhos de DEUS obtiveram da Lei. Devemos compreender que um genuíno avivamento só pode ser deflagrado, com o estudo e prática da Palavra do Senhor DEUS. "Avivamento" sem doutrina bíblica é apenas movimento passageiro que não dá frutos. 
 
OBJETIVOS DA LIÇÃO - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Saber que um genuíno avivamento só pode ocorrer a partir do estudo e da prática da Palavra de DEUS.
Compreender que a Bíblia é a inerrante e infalível Palavra de DEUS.
Conscientiza se de que o genuíno avivamento ocorre quando há entendimento da Palavra de DEUS.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reconhecendo a importância do estudo da Palavra de DEUS e cônscios de que o avivamento só pode ser real quando há o compromisso do crente em relação à Bíblia, reproduza o quadro abaixo afixando-o em uma cartolina ou fazendo cópias para os seus alunos. Converse com eles acerca das grandes reivindicações da Bíblia. Relembre-os de que Israel pecava pelo simples fato de haver se esquecido da Lei do Senhor. É de suma importância que guardemos no coração os ensinamentos da Bíblia Sagrada. Somente através da Palavra de DEUS poderemos viver um genuíno avivamento. 
 
A PALAVRA DE DEUS 
Is 55.10,11 “Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.”
A NATUREZA DA PALAVRA DE DEUS.
A expressão “a palavra de DEUS” (também “a palavra do Senhor”, ou simplesmente “a palavra”) possui várias aplicações na Bíblia.
(1) Obviamente, refere-se, em primeiro lugar, a tudo quanto DEUS tem falado diretamente. Quando DEUS falou a Adão e Eva (e.g., Gn 2.16,17; Gn 3.9-19), o que Ele lhes disse era, de fato, a palavra de DEUS. De modo semelhante, Ele se dirigiu a Abraão (e.g., Gn 12.1-3), a Isaque (e.g., Gn 26.1-5), a Jacó (e.g., Gn 28.13-15) e a Moisés (e.g., Êx 3–4). DEUS também falou à totalidade da nação de Israel, no monte Sinai, ao proclamar-lhe os dez mandamentos (ver Êx 20.1-19). As palavras que os israelitas ouviram eram palavras de DEUS.
(2) Além da fala direta, DEUS ainda falou através dos profetas. Quando eles se dirigiam ao povo de DEUS, assim introduziam as suas declarações: “Assim diz o Senhor”, ou “Veio a mim a palavra do Senhor”. Quando, portanto, os israelitas ouviam as palavras do profeta, ouviam, na verdade, a palavra de DEUS. (3) A mesma coisa pode ser dita a respeito do que os apóstolos falaram no NT. Embora não introduzissem suas palavras com a expressão “assim diz o Senhor”, o que falavam e proclamavam era, verdadeiramente, a palavra de DEUS. O sermão de Paulo ao povo de Antioquia da Pisídia (At 13.14-41), por exemplo, criou tamanha comoção que, “no sábado seguinte, ajuntou-se quase toda a cidade a ouvir a palavra de DEUS” (At 13.44). O próprio Paulo assegurou aos tessalonicenses que, “havendo recebido de nós a palavra da pregação de DEUS, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de DEUS” (1Ts 2.13; cf. At 8.25).
(4) Além disso, tudo quanto JESUS falava era palavra de DEUS, pois Ele, antes de tudo, é DEUS (Jo 1.1,18; 10.30; 1Jo 5.20). Lucas, escritor do terceiro evangelho, declara explicitamente que, quando as pessoas ouviam a JESUS, ouviam na verdade a palavra de DEUS (Lc 5.1). Note como, em contraste com os profetas do AT, JESUS introduzia seus ditos: Eu “vos digo...” (e.g., Mt 5.18,20,22,23,32,39; 11.22,24; Mc 9.1; 10.15; Lc 10.12; 12.4; Jo 5.19; 6.26; 8.34). Noutras palavras, Ele tinha dentro de si mesmo a autoridade divina para falar a palavra de DEUS. É tão importante ouvir as palavras de JESUS, pois “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação” (Jo 5.24). JESUS, na realidade, está tão estreitamente identificado com a palavra de DEUS que é chamado “o Verbo” [“a Palavra”] (Jo 1.1,14; 1Jo 1.1; Ap 19.13-16; ver Jo 1.1).
(5) A palavra de DEUS é o registro do que os profetas, apóstolos e JESUS falaram, i.e., a própria Bíblia. No NT, quer um escritor usasse a expressão “Moisés disse”, “Davi disse”, “o ESPÍRITO SANTO diz”, ou “DEUS diz”, nenhuma diferença fazia (ver At 3.22; Rm 10.5,19; Hb 3.7; 4.7); pois o que estava escrito na Bíblia era, sem dúvida alguma, a palavra de DEUS.
(6) Mesmo não estando no mesmo nível das Escrituras, a proclamação feita pelos autênticos pregadores ou profetas, na igreja de hoje, pode ser chamada a palavra de DEUS.
(a) Pedro indicou que, a palavra que seus leitores recebiam mediante a pregação, era palavra de DEUS (1Pe 1.25), e Paulo mandou Timóteo “pregar a Palavra” (2Tm 4.2). A pregação, porém, não pode existir independentemente da Palavra de DEUS. Na realidade, o teste para se determinar se a palavra de DEUS está sendo proclamada num sermão, ou mensagem, é se ela corresponde exatamente à Palavra de DEUS escrita.
(b) O que se diz de uma pessoa que recebe uma profecia, ou revelação, no âmbito do culto de adoração (1Co 14.26-32)? Ela está recebendo, ou não, a palavra de DEUS? A resposta é um “sim”. Paulo assevera que semelhantes mensagens estão sujeitas à avaliação por outros profetas. Todavia, há a possibilidade de tais profecias não serem palavra de DEUS (ver 1Co 14.29). É somente em sentido secundário que os profetas, hoje, falam sob a inspiração do ESPÍRITO SANTO; sua revelação jamais deve ser elevada à categoria da inerrância (ver 1Co 14.31). 
O PODER DA PALAVRA DE DEUS.
A palavra de DEUS permanece firme nos céus (Sl 119.89; Is 40.8; 1Pe 1.24,25). Não é, porém, estática; é dinâmica e poderosa (cf. Hb 4.12), pois realiza grandes coisas (55.11).
(1) A palavra de DEUS é criadora. Segundo a narrativa da criação, as coisas vieram a existir à medida que DEUS falava a sua palavra (e.g., Gn 1.3,4,6,7,9). Tal fato é resumido pelo salmista: “Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus” (Sl 33.6, 9); e pelo escritor aos Hebreus: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de DEUS, foram criados” (Hb 11.3; cf. 2Pe 3.5). De conformidade com João, a Palavra que DEUS usou para criar todas as coisas foi JESUS CRISTO (Jo 1.1-3).
(2) A palavra de DEUS sustenta a criação. Nas palavras do escritor aos Hebreus, DEUS sustenta “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1.3; ver também Sl 147.15-18). Assim como a palavra criadora, essa palavra relaciona-se com JESUS CRISTO segundo Paulo insiste: “todas as coisas subsistem por ele [JESUS]” (Cl 1.17).
(3) A palavra de DEUS tem o poder de outorgar vida nova. Pedro testifica que nascemos de novo “pela palavra de DEUS, viva e que permanece para sempre” (1Pe 1.23; cf. 2 Tm 3.15; Tg 1.18). É por essa razão que o próprio JESUS é chamado o Verbo da vida (1Jo 1.1).
(4) A palavra de DEUS também libera graça, poder e revelação, por meio dos quais os crentes crescem na fé e na sua dedicação a JESUS CRISTO. Isaías emprega um expressivo quadro verbal: assim como a água proveniente do céu faz as coisas crescerem, assim a palavra que sai da boca de DEUS nos leva a crescer espiritualmente (55.10,11). Pedro ecoa o mesmo pensamento ao escrever que, ao bebermos do leite puro da palavra de DEUS, crescemos em nossa salvação (1Pe 2.2).
(5) A palavra de DEUS é a arma que o Senhor nos proveu para lutarmos contra Satanás (Ef 6.17; cf. Ap 19.13-15). JESUS derrotou Satanás, pois fazia uso da Palavra de DEUS: “Está escrito” (i.e., “consta como a Palavra infalível de DEUS”; cf. Lc 4.1-11; ver Mt 4.1-11).
(6) Finalmente, a palavra de DEUS tem o poder de nos julgar. Os profetas do AT e os apóstolos do NT frequentemente pronunciavam palavras de juízo recebidas do Senhor. O próprio JESUS assegurou que a sua palavra condenará os que o rejeitarem (Jo 12.48). E o autor aos Hebreus escreve que a poderosa palavra de DEUS julga “os pensamentos e intenções do coração” (ver Hb 4.12). Noutras palavras: os que optam por desconsiderar a palavra de DEUS, acabarão por experimentá-la como palavra de condenação.
NOSSA ATITUDE ANTE A PALAVRA DE DEUS.
A Bíblia descreve, em linguagem clara e inconfundível, como devemos proceder quanto a palavra de DEUS em suas diferentes expressões:
(A) Devemos ansiar por ouvi-la (1.10; Jr 7.1,2; At 17.11)
(B) Procurar compreendê-la (Mt 13.23).
(C) Louvar, no Senhor, a palavra de DEUS (Sl 56.4,10),
(D) Amá-la (Sl 119.47,113),
(E) Dela fazer a nossa alegria e deleite (Sl 119.16,47).
(F) Aceitar o que a palavra de DEUS diz (Mc 4.20; At 2.41; 1Ts 2.13),
(G) Ocultá-la nas profundezas de nosso coração (Sl 119.11),
(H) Confiar nela (Sl 119.42),
(I) Colocar a nossa esperança em suas promessas (Sl 119.74,81,114; 130.5).
(J) Obedecer ao que ela ordena (Sl 119.17,67; Tg 1.22-24)
(K) Viver de acordo com seus ditames (Sl 119.9).
 
DEUS conclama os que ministram a palavra (cf. 1Tm 5.17) a:
(A) Manejá-la corretamente (2Tm 2.15),
(B) Pregá-la fielmente (2Tm 4.2).
Todos os crentes são convocados a proclamarem a palavra de DEUS por onde quer que forem (At 8.4).
 
 
COMPLETUDE DA BÍBLIA
Completude: Aquilo que é, ou está completo.
Há realmente necessidade de DEUS ainda revelar coisas para que sejam catalogadas na Bíblia, hoje em Dia?
Creio que não. Desde Adão até os apóstolos, DEUS revelou seu plano de redenção ao homem, falando diretamente aos homens escolhidos por Ele, ou através de seus profetas.
À medida que DEUS ia revelando seu plano, ordenou que fosse escrito para lembrança e confirmação de suas Palavras, também confirmou sua mensagem com sinais e milagres. Foi no livro do profeta Jeremias, no capítulo 31, já próximo ao final do Velho Testamento que DEUS prometeu fazer uma nova aliança com seu povo, também complementando sua mensagem escrita através dos evangelhos e escritos do Novo Testamento. A Nova aliança foi anunciada e realizada em JESUS CRISTO. O ESPÍRITO SANTO cuidou de orientar e revelar a escrita do evangelho através dos apóstolos e discípulos de JESUS (João 16:12-13). O evangelho foi completamente revelado e confirmado no primeiro século (Hebreus 2:3-4).
 
 A INERRÂNCIA DAS ESCRITURAS
O conceito de inerrância das Escrituras contraria alguns críticos modernos que não aceitam a infalibilidade das Escrituras. Tais críticos julgam 
haver erros nas Escrituras em razão de encontrarem nelas palavras divinas e humanas. Para nós que cremos na inspiração plena das Escrituras 
estamos convictos de que as dificuldades nela encontradas não representam erros e, geralmente, são explicadas pelos textos paralelos 
encontrados em toda a Bíblia. 
A verdade divina revelada nas Escrituras é apresentada de modo explícito, certo e transparente. 
O ensino genuíno das Escrituras não tem discrepâncias doutrinárias; é único em todo o mundo e adaptável a qualquer cultura (Jo 17.17; 1 Rs 
17.24; Sl 119.142,151; Pv 22.21).
a- A infalibilidade das Escrituras. As Escrituras são a infalível Palavra de DEUS. A sua infalibilidade tem sido alvo de muita contestação 
especialmente entre os chamados "racionalistas" que endeusam a razão humana, sem perceberem que ela é falha, afirmam que o racionalismo 
científico, com seus métodos de estudo e pesquisa, será capaz de analisar e responder todas as indagações do homem. Porém, são 
completamente limitados quando analisam coisas espirituais, além da matéria. 
A ciência é incapaz de estudar elementos que não são pesados ou medidos, como a alma humana. Portanto, o poder sobrenatural das Escrituras 
não pode ser analisado em laboratório, porque refere-se a algo milagroso e sobrenatural.
b- A autoridade divina e humana das Escrituras. Indiscutivelmente a Bíblia tem dupla autoridade. A autoridade divina é demonstrada pela 
infalibilidade das Escrituras, uma vez que elas têm origem em DEUS e são a expressão de sua mente. A humana é reconhecida pelo fato de DEUS 
ter escolhido, pelo menos 40 homens, os quais receberam a sua Palavra e a transmitiram na forma escrita.
 
DEUS não pode errar. A Bíblia é a Palavra de DEUS. Portanto, a Bíblia está isenta de erros.
Todo estudante de lógica sabe que estas três frases, da maneira como estão montadas, compõem um silogismo. Esta forma de raciocínio é totalmente válida como argumento comprobatório. As duas primeiras frases são chamadas de premissas. A última é a conclusão. Se as premissas são verdadeiras, a conclusão também será verdadeira. Portanto, o silogismo acima é totalmente verdadeiro.
Porém, muitos críticos insistem em afirmar que a Bíblia está cheia de erros. Mas o fato é que até agora ninguém conseguiu apontar e confirmar de fato um único erro no texto original das Escrituras. Isto não quer dizer que não haja pontos de difícil compreensão na Palavra de DEUS. Dificuldades, sim; erros, não.
 
A inerrância da Bíblia: A Bíblia não contém erros. Ela é infalível em sua mensagem e inerrante em seu conteúdo. Ela tem saído inalterado de todos os ataques: tem vencido a fogueira dos intolerantes e triunfado sobre a prepotência dos críticos arrogantes. A Bíblia é a bigorna de DEUS que tem quebrado todos os martelos dos céticos. A enxada e a pá dos arqueólogos desmentem a falsa sapiência daqueles que se insurgiram contra sua infalibilidade.
  
SAIBA MAIS PELA Revista Ensinador Cristão - CPAD, n048. p.39.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Bibliológico
"O primeiro resultado mencionado a respeito da leitura da Lei é que ela causou muita tristeza, pois tomaram consciência de que a Lei de DEUS havia sido infringida. 'Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei' (Ne 8.9). Mas essa tristeza não durou muito tempo: 'Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados' (Mt 5.4). Quando Neemias e Esdras viram que o povo estava arrependido e chorava, eles provavelmente disseram: Não vos entristeçais, mas alegrai-vos porque DEUS foi bondoso e perdoou o vosso pecado. 'Porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força' (Ne 8.10).
Isso parece ser uma simplificação do processo pelo qual uma alma oprimida pelo pecado passa a entender a disposição divina de perdoar e, de repente, troca a sua tristeza pela alegria. Embora isso não demande um longo período, basta, entretanto, que exista uma completa sinceridade. Parece que foi isso que aconteceu com aqueles que ouviram a leitura feita por Esdras" (Comentário Bíblico Beacon. l. ed. V.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.525).
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Devocional
U[...] todo o povo [retomou de suas cidades e] se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés" (Ne 7.73b; 8.1).
O que foi isso? Foi certamente uma ocasião planejada, porque uma grande plataforma de madeira fora construída para a leitura feita por Esdras (8.4,5), e é natural supormos que o planejador foi Neemias. É fácil imaginá-Io anunciando a reunião, enquanto despedia-se de cada destacamento de sua força-tarefa: 'Lembrem-se: estejam de volta no primeiro dia do mês, quando, juntos, aprenderemos a Lei do nosso DEUS'. A necessidade de que todos conhecessem a revelação de DEUS acerca da sua vontade e de seus caminhos, na Torá (os cinco livros de Moisés), era clara e óbvia: A Lei achava-se escrita em hebraico, enquanto todo o povo falava aramaico; e como, ao menos desde o exílio, não se fizera nenhuma tentativa de âmbito nacional de se ensinar a Lei, o povo comum era profundamente ignorante de seu conteúdo. E a ignorância torna impossível servir e agradar a DEUS. Um programa nacional de instrução da lei divina fazia-se urgentemente necessário.
Vale a pena observar, [...] que uma reprodução do que Neemias fez em Jerusalém, na metade do quinto século a.C., é extremamente necessário no Ocidente moderno. Os pais já não ensinam a Bíblia aos filhos em casa; os pregadores, na igreja, são geralmente temáticos e superficiais, em vez de expositivos e teológicos; o ensino da Escola Dominical é muitas vezes rudimentar no que diz respeito à Bíblia; o sistema educacional público e a mídia, tanto popular quanto a acadêmica, tratam o cristianismo como uma letra morta, sobrevivente apenas como um hobby para pessoas de um estilo singular. Assim, não há em nossa cultura o menor encorajamento para se tornar biblicamente literato, e o resultado é uma geração assustadora e pateticamente ignorante da Palavra de DEUS. Não se pode esperar nenhum movimento significativo em direção a DEUS enquanto as coisas permanecerem como estão" (PACKER, J. I. Neemias - Paixão Pela Fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp. 166-67).
 
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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA
 
Lição 1, Betel, O chamado que transforma a dor em propósito, 2Tr26
 
Escrita Lição 1, Betel, O chamado que transforma a dor em propósito, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique,  EBD NA TV 
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
Autor: bispo Samuel Ferreira
 
ESBOÇO DA LIÇÃO
1. A SITUAÇÃO DO POVO E DE JERUSALÉM  
1.1. A situação do povo  
1.2. A situação de Jerusalém  
1.3. Momentos difíceis unem propósitos 
2. AS REAÇÕES DE NEEMIAS  
2.1. Assentei-me e chorei: a reação de quem ama  
2.2. Lamentei por alguns dias: a reação de quem não se conforma  
2.3. Estive jejuando e orando perante o DEUS dos Céus: a reação de quem acredita na promessa  
3. DEUS PROMETEU RESTAURAR O SEU POVO  
3.1. Batalha espiritual
3.2. As armas espirituais usadas por Neemias  
3.3. Confiando em DEUS  
 
TEXTO ÁUREO
"E sucedeu  que, ouvindo  eu estas palavras, assentei-me e chorei e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o DEUS dos céus", Neemias 1.4
 
VERDADE APLICADA
Devemos ter em mente que dependemos do Senhor e da direção do ESPÍRITO SANTO no enfrentamento dos diversos desafios que surgem na jornada cristã.
 
TEXTOS DE REFERÊNCIA - Neemias 1:1-3
¹ As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de Quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza,
² Que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém.
³ E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo.
 
INTRODUÇÃO  
Neemias tinha uma posição confortável e respeitada como copeiro do rei e poderia ter permanecido assim, sem grandes preocupações. Porém, a notícia do estado lastimável em que se encontravam Jerusalém e os judeus que viviam lá mudou sua vida. Nesta lição, com a história de Neemias, veremos que o chamado de DEUS pode surgir em meio a momentos bastante difíceis. 
 
1. A SITUAÇÃO DO POVO E DE JERUSALÉM  
Neemias ficou perplexo e abatido ao ouvir o relato de Hanani sobre a situação de miséria em que seu povo e Jerusalém se encontravam. Então, ele buscou o Único capaz de lhe dar direção diante daquela triste realidade: o DEUS dos Céus (Ne 1.4).
 
1.1. A situação do povo
O relato bíblico não deixa dúvidas sobre a situação dramática dos judeus remanescentes que estavam em Jerusalém, vivendo "em grande miséria e desprezo” (v.3). Aqueles judeus haviam ouvido histórias de um tempo em que Israel venceu seus inimigos, tinha fartura e possuía riquezas; e Jerusalém, sua amada cidade, era o símbolo da bênção divina para os judeus que subiam para lá por ocasião das festas judaicas. Mas a época áurea de Israel contrastava com a dura realidade em que estavam. Os povos à sua volta os desprezavam, não os ajudaram nem queriam sua restauração. O Salmo 126.5, entretanto, mostra que a vitória em DEUS é certa, contanto que Seu povo confie nEle e obedeça à Sua Palavra, trabalhando unidos: "Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria". De certo, momentos difíceis surgem de maneira inesperada; contudo, os verdadeiros servos do DEUS Vivo não se deixam paralisar por más notícias. Se DEUS prometeu, tenha certeza de que Ele ajudará você a vencer.
 
Depois da destruição de Jerusalém por Nabucodonosor, cerca de 586 a.C., a maioria dos sobreviventes foi levada para a Babilônia, exceto alguns mais pobres, que foram deixados em Judá (2Rs 25.12). Porém, em determinado momento, aproximadamente cinquenta mil judeus voltaram para Jerusalém (Ed 1-2) e, mais tarde, ocorreu o retorno de um segundo grupo (Ed 8). Esse era o povo que estava em Jerusalém quando Hanani falou com Neemias. 
 
1.2. A situação de Jerusalém  
Hanani revelou a Neemias a triste condição da cidade: "o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo", Ne 1.3b. Jerusalém não era apenas a capital de Israel, mas o centro político e religioso onde os judeus, inclusive os de regiões distantes, se reuniam por ocasião das festas judaicas. Isso dava ao povo de DEUS unidade e identidade. No Livro de Salmos, temos os cânticos dos degraus (Salmos 120-134), que, possivelmente, eram cânticos entoados pelos judeus que vinham de longe, subindo para Jerusalém para participar das festas anuais, como a Páscoa e a Festa dos Tabernáculos. Até estrangeiros e gentios seguiam para Jerusalém para buscar a DEUS (1Rs 8.41). A restauração de Jerusalém era também a restauração do povo de DEUS e o cumprimento de promessas futuras, visto que JESUS morreu e ressuscitou em Jerusalém (Mt 27 e 28), de onde, em Sua Segunda Vinda, segunda fase, governará o mundo (Is 24.23; Jr 33.9 Zc 14.4-21). 
 
Comentário Histórico-Cultural da Bíblia - Antigo Testamento (2018, p. 613): "Jerusalém permanecia em ruínas desde sua destruição por Nabucodonosor  II, 140 anos antes. Uma cidade cujos muros e portas haviam sido derrubados ficava completamente vulnerável à invasão e agressão externa. O livro de Esdras descreve uma tentativa anterior de restaurar os muros, durante o reinado de Artaxerxes I (c. 458 a.C.), que acabou fracassando". 
 
1.3. Momentos difíceis unem propósitos 
Hanani buscou apoio em Neemias para lidar com aquele momento de tamanha adversidade. Neemias o identifica como "um de seus irmãos" (Ne 1.2) e como "meu irmão" (Ne 7.2). É bem possível que fossem realmente irmãos. Porém, embora não fique claro se eles eram irmãos de sangue ou apenas pertencentes ao mesmo povo, Hanani e Neemias eram próximos, tanto que trabalharam juntos na reconstrução de Jerusalém (Ne 7.2). Esse fato nos mostra que os bons relacionamentos e a união de propósitos são fatores importantes para vencermos os desafios da vida. Em Provérbios 18.1, está escrito: "Busca seu próprio desejo aquele que se separa; ele insurge-se contra a verdadeira sabedoria". Mesmo Moisés sendo um grande profeta e homem de estreito relacionamento com DEUS, ele teria sucumbido e destruído seu povo caso não tivesse sido ajudado pelo seu sogro, Jetro (Ex 18). Em outro momento, precisou que Arão e Ur segurassem suas mãos até que Israel vencesse os amalequitas (Ex 17.12). Em momentos difíceis, estejamos atentos às pessoas que DEUS coloca em nosso caminho para nos ajudar. 
 
"Hanani" significa "DEUS é gracioso". Não é possível afirmar, com certeza absoluta, se Hanani era irmão, parente ou amigo próximo de Neemias, porque "irmão" era o termo utilizado tanto para relacionamentos de amizade (Pv 17.17) quanto para designar pessoas do mesmo povo (Dt 22.1-4). Porém, é inegável que, naquele momento crítico para o povo de DEUS, Hanani encontrou apoio em Neemias e vice-versa. 
 
EU ENSINEI QUE: Os servos do DEUS Vivo não se deixam paralisar por más notícias.
 
2. AS REAÇÕES DE NEEMIAS  
O relato de Hanani impactou Neemias de tal maneira que o rumo da vida do copeiro do rei mudou radicalmente. A dura realidade em que estavam seu povo e a cidade de seus pais, Jerusalém, formam o contexto em que o chamado de Neemias nasceu. 
 
2.1. Assentei-me e chorei: a reação de quem ama  
Neemias nasceu na terra do cativeiro de seu povo, onde servia ao rei como copeiro, uma posição de extrema confiança. Diante disso, ele poderia simplesmente ignorar os fatos trazidos por Hanani e seguir a vida estável que levava. Entretanto, o amor gerado em seu coração não permitiu que ele se omitisse nem que ficasse em sua zona de conforto. Neemias amava a DEUS e Seu povo, e isso o levou a um choro contrito e verdadeiro por aquela situação de calamidade. Foi o amor que levou DEUS a enviar Seu Filho, JESUS CRISTO, ao mundo. Por amor, JESUS se fez homem e morreu em nosso lugar na cruz do Calvário (Jo 3.16). Igualmente, devemos mostrar empatia pelo sentimento das pessoas à nossa volta. O Evangelho de CRISTO exige um amor que não seja apenas teórico, mas que se mostra nas ações: "Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte", 1 Jo 3.14.
 
Diante de notícias duras ou ofensas, o cristão é chamado a não reagir no impulso, mas a cultivar equilíbrio e domínio próprio. Neemias, mesmo servindo como copeiro do rei, ilustra essa postura: antes de agir, buscou a DEUS e aguardou o momento certo (Ne 1.4; 2.4). A sabedoria bíblica aponta nessa direção: paciência que persuade (Pv 25.15), fruto do ESPÍRITO que modela o caráter (GI 5.22), a bondade divina que conduz ao arrependimento (Rm 2.4) e a fortaleza que capacita a perseverar (CI 1.11). Em termos práticos, é melhor aquietar o coração, orar e discernir, do que devolver no calor da hora. 
 
2.2. Lamentei por alguns dias: a reação de quem não se conforma  
Depois de chorar, Neemias se recusou a aceitar como definitivo aquele quadro terrível que chegou ao seu conhecimento. Embora não tivesse recursos financeiros nem influência política para fazer alguma coisa pelo seu povo, Neemias não ficou indiferente. O conformismo é um veneno que mata sonhos e promessas. Israel ficou quarenta dias no Vale de Elá sem ter quem enfrentasse Golias; todos estavam conformados com a aparente impossibilidade de vencer o inimigo (1Sm 17.1-16). Então, inconformado com a situação, o jovem Davi se apresenta e vence o gigante Golias. Onde o conformismo se estabelece e domina, não há espaço para mudanças. O inconformismo de Neemias se expressou em oração, sendo fundamentado também na Palavra de DEUS sobre a possibilidade de restauração do Seu povo (Ne 1.5-11). 
 
No caminho da fé, a tristeza não é interditada; ela visita, ensina e passa. O que não pode é tornar-se moradia. Neemias indica um rumo: sentir, orar e avançar. A sabedoria bíblica lembra que há "tempo para todo propósito" (Ec 3.1-8) e adverte a não prolongar estados que envenenam o coração, assim como a ira não deve atravessar a noite (Ef 4.26), a dor não deve ser cultivada indefinidamente. Consolamos quem chora (Rm 12.15), mas caminhamos certos de que o pranto tem limite e a alegria amanhece (SI 30.5). 
 
2.3. Estive jejuando e orando perante o DEUS dos Céus: a reação de quem acredita na promessa  
Como vimos, Neemias não tinha recursos financeiros nem influência política para ajudar o seu povo; mesmo assim, ele não se entregou à tristeza. Em vez disso, jejuou e orou, recorrendo Àquele capaz de resolver a situação: o DEUS de Israel, que ouviu o clamor de Seu servo: "Longe está o Senhor dos ímpios, mas escutará a oração dos justos", Pv 15.29. Nosso Senhor ensinou sobre a prática do jejum e da oração (Mt 6.5-18); Ele também deixou claro que há determinadas castas de demônios que não podem ser vencidas sem oração e jejum (Mt 17.21). Foi assim que a Igreja em Antioquia recebeu a ordem do ESPÍRITO SANTO para separar Barnabé e Saulo para a obra missionária (At 13.2) e, nessa mesma atmosfera espiritual, os enviaram: “Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram", At 13.3. 
 
Segundo Bispo Abner Ferreira (2022), “a vida cristã floresce quando a oração se torna um hábito perseverante: oramos com constância porque DEUS é Pai, e o coração do Pai se inclina para os pedidos de seus filhos. Por isso, insistimos em oração não para convencer a DEUS, mas para alinhar nosso querer ao dEle - confiando que seu favor nos cerca como um escudo (1Ts 5.17; SI 5.12). Orar sem cessar é viver em comunhão, apresentando necessidades, ações de graças e intercessões, certos de que o Pai nos ouve e responde no tempo e do modo que melhor revelam sua bondade." 
 
EU ENSINEI QUE - Depois de chorar, Neemias se recusou a aceitar como definitivo aquele quadro terrível que chegou ao seu conhecimento. 
 
3. DEUS PROMETEU RESTAURAR O SEU POVO   
DEUS havia revelado ao Profeta Jeremias a queda de Jerusalém e o cativeiro de Israel na Babilônia, por causa da insistência do povo em viver na prática do pecado (Jr 25.1- 10). Ele também revelou ao Profeta que o cativeiro duraria setenta anos (Jr 25.11-12; Dn 9.2); depois disso, traria Seu povo de volta à sua terra.
 
3.1. Batalha espiritual 
O retorno de Israel à sua terra foi conteúdo das profecias de Jeremias e Daniel. O Profeta Daniel, tendo como certo o cumprimento das profecias, ora a DEUS, jejua e se humilha, procurando compreender (Dn 10.12). A seguir, foi-lhe revelado que algumas realidades do mundo espiritual se refletem na terra (Dn 10.13); contudo, os planos de DEUS prevalecem porque Ele peleja pelo Seu povo (Dt 3.22; Sl 46.11). Devemos evitar os extremos com relação a isso. Não podemos espiritualizar tudo, como se cada fato ruim que acontece à nossa volta tivesse como causa a ação de Satanás. Mas, por outro lado, não podemos simplesmente dizer que nada é espiritual. Em Efésios 6.12, está escrito: "Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais".
 
Bispo Abner Ferreira (2021, pp. 109 e 110) comenta sobre Efésios 6.18: "Nesta parte, Paulo enfaticamente nos exorta a orar o tempo todo, com "todo o tipo" de oração e súplica no ESPÍRITO. Paulo provavelmente não inclui a oração como uma das peças da armadura, porque a oração do crente é muito abrangente, deve permear toda a luta, independentemente do tipo de luta, das circunstâncias ou do tempo". 
 
3.2. As armas espirituais usadas por Neemias  
A palavra de DEUS nos ensina como enfrentar a oposição de Satanás: "Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo", Ef 6.11. Assim como Daniel, Neemias orou e jejuou em busca da direção de DEUS para solucionar o problema do seu povo. Antes de ser tentado pelo diabo, JESUS jejuou por quarenta dias (Mt 4.2). Assim, aprendemos que, ainda hoje, precisamos cultivar disciplinas e prática espirituais como a oração e o jejum principalmente nos enfrentamentos de desafios e batalhas que surgem ao longo da caminhada cristã. O inimigo faz de tudo para que estejamos ocupados demais para buscar a DEUS. 
 
Bispo Primaz Dr. Manoel Ferreira (2001, L.1): "Neemias também conhecia o poder da oração: ...e estive...orando perante o DEUS dos céus' (Ne 1.4c). Através da oração, podemos conversar com DEUS acerca de nossas necessidades (Fp 4.6), e isso fez Neemias diante do Senhor. Diante das grandes necessidades, JESUS orou (Jo 11.41,42), a Igreja Primitiva orou (At 4.24,31), e nós também devemos orar (1Ts 5.17)" 
 
3.3. Confiando em DEUS  
A maior parte do primeiro capítulo do Livro de Neemias mostra seu clamor a DEUS pelo seu povo de Israel e sua restauração. Neemias estava triste, sofrendo, mas ele não se desesperou nem se deixou ser dominado pela dor. Muitas orações, ao longo da História, foram feitas no silêncio e no secreto. Não sabemos o que JESUS orou ao Pai enquanto Seus discípulos lutavam no mar da Galileia para não morrerem na tempestade (Mt 14.23-32) nem o que Daniel falou com DEUS enquanto os leões o cercavam na cova onde passou a noite (Dn 6). 
DEUS, porém, decidiu que a oração de Neemias pela restauração do Seu povo fosse registrada. A lição para nós é de elevada importância. Assim como Neemias, não podemos esmorecer; antes, devemos buscar a DEUS e confiar que, para Ele, não há difícil nem impossível. Como nos ensina a Bíblia: "Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena”, Pv 24.10. Não perca a esperança, confie e creia que a última palavra vem de DEUS. 
 
Lamentar é bíblico e humano (Ec 3.4; Sl 6.6); até os gemidos inarticulados são acolhidos por DEUS (Rm 8.26). Neemias mostra esse caminho: sentir a dor e levá-la primeiro à oração (Ne 1.4). O risco está na fronteira em que o lamento, legítimo, descamba para murmuração - atitude que corrói a fé e paralisa a obediência (Ex 16.7-12; 1Co 10.10; Fp 2.14). A maturidade espiritual consiste em lançar a ansiedade sobre o Senhor (1Pe 5.7), converter a queixa em súplica com gratidão (Fp 4.6-7; Sl 142.1-2) e, então, discernir passos práticos na direção da esperança (Lm 3.21-24; Sl 34.17), como fez Neemias ao agir no tempo certo (Ne 2). 
 
EU ENSINEI QUE: Assim como Daniel, Neemias orou e jejuou em busca da direção de DEUS para solucionar o problema do seu povo. 
 
CONCLUSÃO 
Diante dos desafios da vida, devemos confiar em DEUS, nos revestir das armas espirituais, perseverar em oração e lançar sobre Ele todas as nossas preocupações. Agir assim nos ajuda a perseverar em tempos de tribulações, mantendo nossa esperança e fé em CRISTO JESUS inabaláveis.