18 abril 2026

Escrita Lição 4, Betel, O poder das palavras - pedras que edificam e não ferem, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 4, Betel, O poder das palavras - pedras que edificam e não ferem, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

 



ESBOÇO DA LIÇÃO

1. MORTE E VIDA ESTÃO NO PODER DA LÍNGUA  

1.1. As palavras revelam o que temos no coração   

1.2. As palavras podem matar ou ressuscitar sonhos   

1.3. As palavras de Neemias animaram o povo   

2. SUPERANDO ATAQUES VERBAIS

2.1. Davi enfrentou oposição na família.

2.2. José enfrentou calúnia e descaso.

2.3. Isaque foi afrontado pelos pastores de Gerar   

3. NEEMIAS FOI CALUNIADO POR SEUS OPOSITORES 

3.1. A reação assertiva de Neemias.

3.2. O posicionamento firme de Neemias   

3.3. A oração e a vitória de Neemias    

 

TEXTO ÁUREO 

"Estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derribará o seu muro de pedra", Neemias 4.3 

 

VERDADE APLICADA 

Diante dos astutos ataques do inimigo, precisamos nos revestir do poder do alto e saber quem somos em DEUS. 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA – Neemias 4:1-5

¹ E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito; e escarneceu dos judeus.

² E falou na presença de seus irmãos, e do exército de Samaria, e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isto? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas?

³ E estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, contudo, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra.

⁴ Ouve, ó nosso DEUS, que somos tão desprezados, e torna o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e dá-os por presa, na terra do cativeiro.

⁵ E não cubras a sua iniquidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram na presença dos edificadores.

 

)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))

SUBSÍDIOS EXTRAS – LIVROS, REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE

))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))

 

4.1 SAMBALATE... ESCARNECEU DOS JUDEUS. Os inimigos do pequeno remanescente dos judeus opunham-se à reconstrução dos muros de Jerusalém. Neemias e o povo foram alvos de zombaria (vv. 1-6), de ameaça de uso da força (vv. 7-9), de desânimo (v. 10) e o medo (vv. 11-14). Este capítulo revela como se pode vencer a oposição à obra de DEUS. (1) A zombaria foi vencida pela oração e determinação (vv. 4-6). (2) A ameaça da força foi vencida pela oração e apropriadas medidas de segurança (vv. 7-9; ver Mc 14.38; Ef 6.18). (3) O desânimo e o medo foram vencidos pela fé dos dirigentes piedosos, pelo seu incentivo e seus preparativos para resistirem ao inimigo (vv. 12-18; ver Ef 6.11).

 

4.4 CAIA O SEU OPRÓBRIO SOBRE A SUA CABEÇA. A oração de Neemias contra o inimigo era impelida por sua fé em DEUS e por seu amor à obra de DEUS e ao seu povo (cf. Jr 18.23; Ap 6.10). É sempre certo orar para que DEUS combata seus inimigos ou converta os corações daqueles que tentam destruir a sua obra ou prejudicar os seus filhos.

 

4.20 O NOSSO DEUS PELEJARÁ POR NÓS. Quando empreendemos a obra de DEUS com verdadeira fé e humildade, com o alvo de glorificar a DEUS e estender o seu reino, usando as armas do ESPÍRITO (ver 2 Co 10.4), podemos ter a certeza de que não importa quantas sejam as dificuldades, DEUS pelejará por nós.

 

)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))

 

Oposição à reconstrução (4.1-23) - Comentário - NVI (F. F. Bruce)

Sambalate e seus aliados adotaram uma postura hostil aos judeus quando ouviram pela primeira vez da sua intenção de reconstruir os muros de Jerusalém (2.19). Ao ouvir agora que essa intenção estava sendo posta em prática, sua hostilidade contra eles cresceu, e Sambalate ridicularizou os judeus (v. 1), chamando-os de frágeis (v. 2) e zombando do procedimento deles de usarem na reconstrução dos muros novos as pedras do muro velho (observe pedras queimadas) que poderiam muito bem estar fracas e rachadas. A observação de escárnio de Tobias foi que esses muros, restaurados, seriam tão frágeis que o simples toque de uma raposa seria suficiente para derrubá-los (v. 3). Mas os judeus não se deixaram atrapalhar por essa zombaria e, em vez de responder ou retaliar, confiaram a questão a DEUS em oração (v. 4,5) e continuaram o trabalho (v. 6).

Por causa disso, Sambalate decidiu então recorrer ao ataque físico. Com esse fim, reuniu os seus aliados, acrescentando aos que já tinha (2.19) os homens de Asdode (v. 7), que era a antiga região dos filisteus a oeste de Jerusalém. Agora os judeus tinham inimigos ao norte (Sambalate, em Samaria), a leste (Tobias, o amonita), ao sul (Gesém, o árabe) e a oeste (os de Asdode). Sambalate, o líder deles, não podia oficialmente declarar guerra contra os judeus, porque tanto Samaria quanto Judá pertenciam ao Império Persa e estavam sujeitas a Artaxerxes, que tinha autorizado formalmente a reconstrução dos muros de Jerusalém. Mas os inimigos acharam que estavam capacitados a se engajar em ações terroristas esporádicas contra os judeus (v. 8). Neemias orou mais uma vez acerca do assunto (v. 9) e exortou o seu povo a colocar a sua confiança no poder invencível que DEUS poderia empregar a favor deles (v. 14,20).

No entanto, ele não considerou a confiança em DEUS algo incompatível com a tomada de precauções contra a possibilidade de ataques repentinos dos inimigos. Ele sabia que esses ataques eram possíveis porque os trabalhadores que viviam nos arredores da cidade, e vinham todos os dias a Jerusalém para o trabalho de reconstrução, ouviram repetidas vezes os planos dos inimigos e conseguiram relatá-los a Neemias (v. 12). Foi muito importante e útil ao governador receber essas advertências; logo ele decidiu que a situação envolvia perigo e que tanto para o bem deles quanto para proteção adicional no caso de um ataque noturno, todos esses construtores deveriam permanecer na cidade de noite até que a tarefa estivesse concluída (v. 22).

Por não ter um exército profissional, Neemias equipou e armou os construtores. Aqueles que transportavam material (v. 17) tinham uma mão livre, e nessa mão carregavam uma arma. Os construtores (v. 18) não tinham nenhuma mão livre; assim, cada um trazia na cintura uma espada. Neemias também providenciou que um corneteiro estivesse constantemente vigiando para perceber sinais da aproximação do inimigo e, se visse algo perigoso, tocasse a trombeta, ao que todos os construtores deveriam se reunir no ponto em que estava o perigo (v. 19,20).

Após tomarem essas medidas de precaução, os judeus se lançaram com diligência à sua tarefa, v. 6. o povo estava totalmente dedicado ao trabalho e trabalhava do raiar da alvorada até o cair da tarde (v. 21). Nem mesmo durante a noite, eles tiravam a sua roupa (v. 23); e cada um permanecia de arma na mão (v. 23). O texto hebraico dessa última frase do capítulo está danificado. Se for traduzido literalmente, fica assim: “Cada um sua arma a água”. A RSV omite a palavra “água”: “Cada um mantinha a sua arma na sua mão”. A VA omite a palavra “arma”, representando o significado do texto como se os trabalhadores estivessem usando as suas roupas de trabalho o tempo todo, a não ser quando lavavam o suor e o pó do corpo: “Cada um as tirava para se lavar”.

 

)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))

 

Neemias 4:1-6

Os Inimigos Censuraram e Ridicularizaram a Obra, o que Foi Respondido com Oração

Com. Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT

Temos aqui:

I

 A censura maldosa e escarnecedora que Sambalate e Tobias lançaram sobre os judeus pela sua tentativa de edificar os muros ao redor de Jerusalém. Essas novas ressoavam pelo país. Samaria também foi informada a esse respeito. Ela era um ninho de inimigos dos judeus e sua prosperidade; lemos aqui como eles receberam essas notícias. 1. No coração. Eles estavam muito irados com a iniciativa deles e se indignaram muito (v. 1). Causou-lhes aborrecimento o fato de Neemias ter vindo para almejar o bem-estar dos filhos de Israel (2.10); mas, quando ouviram acerca desse grande empreendimento para o bem deles, sua paciência esgotou-se. Até aqui, eles tinham se contentado com o pensamento de que, enquanto Jerusalém estivesse sem muros, eles podiam consumi-la e tornar-se senhores dela sempre que quisessem. Porém, caso voltasse a ser murada, ela não somente estaria protegida contra eles, mas, gradualmente, se tornaria temível para eles. A força e segurança da Igreja são a desgraça e aborrecimento dos seus inimigos. 2. Em palavra. Eles a desprezaram, e fizeram dela objeto do seu escárnio. Nisso, manifestaram sua maldade; mas isso foi transformado em bem. Pelo fato de entenderem que esse era um empreendimento tolo que afundaria debaixo do seu próprio peso, não se movimentaram para obstruí-lo até que era tarde demais. Com uma deplorável arrogância e maldade, eles buscam caçoar desse projeto. (1) Sambalate fala com escárnio dos operários: “Estes fracos judeus” (v. 2). “Que tipo de material usarão? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas? E por que tanta pressa? Acaso acham que podem terminar a construção do muro em um dia, e fazer a festa de dedicação com sacrifício no dia seguinte? Pobre povo tolo! Veja como se expõem ao ridículo!”. (2) Tobias não fala com menos escárnio em relação à obra. Ele também apresenta seu gracejo e faz questão de mostrar sua sagacidade (v. 3). Escarnecedores profanos estimulam um ao outro. “Miserável obra”, diz ele, “eles se envergonharão dela: vindo uma raposa, não com sua sutileza, mas com seu peso, derrubará facilmente o seu muro de pedra”. Muita boa obra tem sido vista com desdém pelo soberbo e presumido zombador (veja Pv 21.24).

II

 A oração humilde e devota de Neemias a DEUS quando ouviu essas críticas. Eles o notificaram em relação ao que seus inimigos haviam dito. É provável que tenham enviado uma mensagem com o propósito de desencorajá-lo, esperando ridicularizá-lo em sua tentativa; mas ele não respondeu a esses tolos de acordo com a sua loucura. Ele não os censurou por causa de sua maldade, mas se voltou para DEUS em oração.

1. Ele pede que DEUS observe as injúrias que foram proferidas contra eles (v. 4), e nisso devemos imitá-lo: Ouve, ó nosso DEUS, que somos tão desprezados. Observe: (1) O povo de DEUS tem sido, com frequência, desprezado e oprimido. (2) DEUS ouve e ouvirá todo desprezo que é colocado sobre o seu povo, e é para o seu conforto que isso acontece, e é um motivo justo para que se façam de surdos (Sl 38.13,15). “Tu és o nosso DEUS, ao qual apelamos; nossa causa não precisa mais do que um ouvido atento”.

2. Ele pede que DEUS vingue a sua causa e faça cair sobre eles o seu opróbrio (vv. 4,5); e isso foi falado, na verdade, mais por um espírito de profecia do que por um espírito de petição, e não deve ser imitado por nós, que somos ensinados por CRISTO a orar pelos que nos maltratam e nos perseguem (veja Mt 5.44). CRISTO orou por aqueles que o acusavam: Pai, perdoa-lhes (veja Lc 23.34). Neemias aqui ora: não cubras a sua iniqüidade. Observe: (1) Aqueles que lançam desprezo sobre o povo de DEUS estão, na verdade, preparando vergonha eterna sobre si mesmos. (2) Esse é um pecado do qual os pecadores são raramente restaurados. Sem dúvida, Neemias tinha motivos para pensar que os corações daqueles pecadores estivessem desesperadamente endurecidos, a ponto de nunca se arrependerem, caso contrário, não teria orado que não se riscasse diante dele o seu pecado. O motivo que ele dá não é: Eles nos injuriaram, mas: Eles te irritaram, e isso defronte dos edificadores, a quem, é provável, enviaram uma mensagem maldosa. Observe: Devemos nos irritar com a maldade dos perseguidores, não porque é injurioso a nós, mas porque é ofensivo a DEUS; e nisso podemos basear uma expectativa de que DEUS se oporá a isso (Sl 74.18,22).

III

 O vigor dos edificadores, apesar dessas críticas (v. 6). Eles fizeram tanto progresso, que em pouco tempo tinham erguido o muro até a metade da sua altura, porque o coração do povo se inclinava a trabalhar; seus corações estavam nisso, e eles fariam tudo que estivesse ao seu alcance para ver a obra progredir. Observe: 1. Uma boa obra prospera quando o coração do povo se inclina para tal. 2. As críticas dos inimigos devem nos estimular em nosso dever, em vez de nos afastar dele.

 

 

))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))

 

Lição 8 - O Cuidado Com A Língua

LIÇÕES BÍBLICAS - 3º Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos

Tema: FÉ E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica

Comentário: Pr. Eliezer de Lira e Silva
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva

 

TEXTO ÁUREO

"Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo"  (Tg 3.2).

 

VERDADE PRÁTICA

A nossa língua pode destruir vidas, portanto, sejamos cuidadosos com o que falamos.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Sl 12.3 A soberba da língua

Terça - Pv 6.16-19 A língua mentirosa

Quarta - Sl 15.3 A língua difamadora

Quinta - Sl 34.13 Guarde a língua do mal

Sexta - Sl 66.16,17 Exaltemos a DEUS com a nossa língua

Sábado - Sl 119.172 Anunciando a Palavra de DEUS

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Tiago 3.1-12

1 Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.  2 Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo.  3 Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir

todo o seu corpo.  4 Vede também as naus que, sendo tão grandes e levadas de impetuosos ventos, se viram com

um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.  5 Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.  6 A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.  7 Porque toda a natureza, tanto de bestas-feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;  8 mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.  9 Com ela bendizemos a DEUS e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de DEUS:  10 de uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.  11 Porventura, deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?  12 Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.

 

INTERAÇÃO

Prezado professor, dando prosseguimento ao estudo da Epístola de Tiago, hoje aprenderemos um tema atual e bem relevante - o cuidado que devemos ter com a nossa língua. Tiago faz dos primeiros versículos do capítulo três um verdadeiro tratado a respeito da disciplina da língua. Porém, este assunto é destaque em toda a epístola. Observe os seguintes textos da epístola: 1.19, 26; 4.11,12; 5.12. Sabemos que a língua é um pequeno membro do nosso corpo, todavia seu poder é sempre ambíguo. Sim, a língua tem poder para construir e para destruir, por isso, ela precisa ser controlada pelo ESPÍRITO SANTO. Sozinhos não conseguiremos refrear nossa língua e somente utilizá-la para glória de DEUS. Precisamos da ajuda do Criador. Segundo Tiago, o homem que domina esse pequeno órgão é um homem perfeito, com a capacidade de também refrear as demais partes do seu corpo.

 

OBJETIVOS - Após a aula, o aluno deverá estar apto a:

Analisar a responsabilidade dos mestres na igreja. 

Conscientizar-se a respeito da capacidade da nossa língua.

Rejeitar a possibilidade de alguém utilizar a língua de modo ambíguo.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, reproduza o esquema abaixo no quadro. Depois, utilizando-o, ressalte as características de quando a nossa fala é motivada pelo Diabo.  Em seguida ressalte as características da língua quando ela é controlada por DEUS. Enfatize os danos terríveis que uma língua descontrolada pode causar na família, na igreja e no ambiente corporativo. Conclua explicando que no dia do Juízo, teremos que dar conta ao nosso Senhor de toda palavra ociosa proferida pela por nós. Leia com os alunos o texto de Mateus 12.36.

 

NOSSA FALA

Quando a fala é motivada por Satanás

Está cheia de:

Amargo ciúme;

Ambição egoísta;

Preocupação e desejos terrenos;

Pensamentos e ideias não espirituais;

Desordem;

Males.

Quando a fala é motivada

por DEUS

Está cheia de:

Pureza;

Paz;

Consideração pelos outros;

Submissão;

Misericórdia;

Sinceridade

Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1756.

 

Resumo da Lição 8 - O Cuidado Com A Língua 

I. A SERIEDADE DOS MESTRES (Tg 3.1,2)

1. O rigor com os mestres.

2. A seriedade com os mestres na igreja (v.1).

3. Perfeição que domina o corpo (v.2).

II. A CAPACIDADE DA LÍNGUA (Tg 3.3-9)

1. As pequenas coisas no governo do todo (vv.3-5).

2. "A língua também é um fogo" (vv.6,7).  

3. Para dominar a língua.

III. NÃO PODEMOS AGIR DE DUPLA MANEIRA (Tg 3.10-12)

1. Bênção e maldição (v.10).

2. Exemplos da natureza (vv.11,12). 

3. Uma única fonte.

 

SINOPSE DO TÓPICO (1) A língua é um pequeno órgão do nosso corpo, porém seu poder é comparado a um fogo destruidor.

SINOPSE DO TÓPICO (2) Aprendemos com o meio-irmão do Senhor que embora a língua seja um pequeno órgão do nosso corpo, ela tem poder para edificar e destruir pessoas e instituições. Precisamos submeter este pequeno órgão ao Criador.

SINOPSE DO TÓPICO (3) Como servos de DEUS, não podemos utilizar nossa língua para expressar palavras de adoração ao Senhor e em seguida utilizá-la para destruir o nosso próximo.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO  I - Subsídio Teológico

"Tiago emprega duas metáforas para descrever a habilidade da língua em 'refrear todo o corpo' - o freio nas bocas dos cavalos e o leme no navio. Nos dois exemplos, qualquer uma das menores partes é capaz de controlar a direção e as ações de todo conjunto. No entanto, a relação entre a língua e o resto do corpo é diferente daquela de um freio com o cavalo ou de um leme com o navio; ela não controla diretamente as ações de uma pessoa. Devido à imperfeita adaptação dessa analogia, alguns comentaristas sugeriram que Tiago está estendendo sua discussão ao papel dos professores da Igreja. É a 'língua' do mestre que controla todo o 'corpo' da Igreja. Porém, a principal preocupação de Tiago nessa seção da carta está dirigida às atitudes individuais dos crentes, e não à vida coletiva da Igreja (uma questão que ele analisa em 5.13-20). Assim sendo, [...] pode ainda estar fazendo uma ilustração da ideia dos ensinamentos de JESUS quando diz que 'do que há em abundância no coração, disso fala a boca' (Mt 12.34; Tg 3.10), onde o desejo do indeciso coração humano profere tanto a bênção quanto a maldição)" (ARRINGTON, French L; STRONSTD, Roger. (Eds.).  Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 2. 4. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, pp. 873-74).

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ARRINGTON, French L; STRONSTD (Eds.).  Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 2. 4.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

 

Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 59, p.39.

Houve no movimento evangélico brasileiro um tempo em que muitos acreditavam na palavra rhema — a bem da verdade ainda existe, mas o frenesi cessou. A ideia desse movimento era a de que a nossa palavra tem o poder tanto para abençoar quanto para amaldiçoar uma pessoa. Mas esta bênção ou maldição era embasada numa perspectiva mágica, como se o que se falasse acontecesse instantaneamente. E o texto usado para justificar este tipo de "experiência" era este de Tiago 3.9,10. Naturalmente, este não é o ensino de que se referia o meio-irmão do Senhor.

 

Em primeiro lugar, o tema central do texto é o desdobramento do capítulo 1 sobre a sabedoria do alto. Não podemos, ao longo da lição, perder esta perspectiva de vista, pois de acordo com ela o líder da igreja de Jerusalém desenvolve todo o seu argumento. O mestre por certo é uma função que deve ser exercida com a sabedoria do alto. E qual o veículo usado pelo mestre para transmitir a sabedoria de DEUS? A língua. Por isso Tiago inicia o capítulo três admoestando a quem deseja inadvertidamente galgar a função de mestre somente por orgulho. Diante do Pai, o mestre será muito cobrado acerca do conteúdo que ensina, portanto, não há lugar para ambiciosos.

Em segundo lugar, Tiago ilustra a natureza perigosa de um órgão tão pequeno quanto à língua. Semelhante ao leme responsável por guiar um gigante em alto mar, ao freio na boca dos cavalos para dominar o seu corpo e, bem como, a faísca que pode incendiar uma floresta, assim é a potência da nossa língua tanto para fazer o bem quanto para o mal.

Quantas confusões foram feitas por causa do mal da língua? Através desta, pessoas matam as outras. Ofendem, denigrem, caluniam, humilham e não demonstram qualquer respeito à dignidade humana. Isto é pronunciar a maldição contra os outros como a Bíblia revela. Que poder de proporção destruidora a língua tem! É quase palpável. Quando alguém maltrata o outro verbalmente, maldiz a imagem e a semelhança de DEUS. Isto é pecado contra o Pai e contra o próximo.

Mas o uso da língua pode ser maravilhoso. Com ela se pode elogiar alguém, consolar pessoas, animar almas cansadas e sedentas por esperança. Podemos fazer raiar um "mundo novo de amor e paz" para quem está vivendo um "inferno em chamas".

 

Observação minha - Pr. Luiz Henrique - Também com a língua o ESPÍRITO SANTO pode nos edificar e enviar mensagens à igreja. (1 Co 14.4).

 

COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO

A abordagem ampla de Tiago acerca do comportamento cristão inclui o tema relacionado à fala. O autor volta a abordar de maneira mais detalhada uma das ideias apresentadas em 1.19: “Todo o homem seja [...] tardio para falar”. A transição do tema de 2.14-26 ocorre de maneira natural; Tiago está preocupado com as palavras bem como com as obras do cristão.

A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 173.

 

1 – DEUS fala e falou, razão pela qual sua palavra pode e deve ser passada adiante em sua igreja e no mundo. O mundo descrente pensa que DEUS se cala. Mas a Bíblia afirma: “DEUS vem e não guarda silêncio” (Sl 50.3). Acima de tudo “falou por último em seu Filho” (Hb 1.2). JESUS é a palavra de DEUS em pessoa (Jo 1.1; Ap 19.13). Ele se tornou íntimo de nós por meio de sua palavra e seu ESPÍRITO (Jo 15.15; 1Co 2.10).

2 – Já em termos gerais humanos o dom de falar representa uma das maiores e mais maravilhosas dádivas que recebemos. Por meio da linguagem podemos comunicar a outros o que pensamos, sentimos, queremos e experimentamos. E podemos participar do que outros vivenciam, pensam, sentem e querem. Toda a nossa comunhão e a cultura humana estão ligadas a esse dom. Um mundo descortina-se para nós por meio da linguagem.

3 – Agora nosso dom de falar é colocado no mais sublime serviço: DEUS deposita sua palavra nos lábios humanos. Nossa capacidade de falar é colocada a serviço do falar de DEUS. Podemos e devemos comunicar a palavra dele. Até mesmo pôs sua palavra nos lábios dos profetas (Jr 1.9; etc.). Os sacerdotes tinham a permanente incumbência, associada a seu ministério, de entregar a promessa e orientação de DEUS a Israel (Ml 2.7). Todo israelita tinha a tarefa de transmitir aos filhos o testemunho de DEUS (Dt 6.7). Já durante os dias de JESUS na terra os discípulos receberam de seu Senhor a incumbência de transmitir a palavra de DEUS (Mt 10.7; Lc 10.9). Também aos demais deu a instrução de testemunhar o que haviam recebido (Mc 5.19). Após a morte e ressurreição de JESUS o grupo de discípulos – e consequentemente também a igreja de JESUS de todos os tempos – recebe a incumbência de proclamar o evangelho (Mt 28.19). A todos os seus dirige a tarefa: “Sereis minhas testemunhas” (At 1.8).

Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.

 

I - A SERIEDADE DOS MESTRES (Tg 3.1,2)

1. O rigor com os mestres.

Não somos superiores a nossos irmãos em CRISTO e a humildade deve caracterizar os mestres na Igreja.

O apóstolo Tiago abre o capítulo 3 alertando seus leitores para o perigo de alguns deles se acharem superiores aos demais devido à sua posição de mestres na Igreja. Tiago chega mesmo a dizer que seus leitores deveriam ter muito cuidado ao desejarem ser mestres: “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (v.l). Apesar de parecer aqui que Tiago está chegando ao ponto de desestimular os seus leitores a se tornarem mestres, como se ser mestre fosse algo mau, negativo, na verdade ele está, num recurso de retórica, apenas chamando a atenção de seus leitores para a imensa responsabilidade que há em ser um mestre na Igreja. Aliás, a Epístola de Tiago é um dos textos do Novo Testamento que mais usam o recurso da retórica na exposição de seus assuntos e argumentos.

Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 96.

 

Tg 3.1 O sentido do versículo 1 está claramente expresso por Moffatt: “Meus irmãos, não insistam em tornar-se mestres; lembrem-se: nós mestres seremos julgados com mais rigor”. Aparentemente a ânsia entre os primeiros cristãos de assumir o papel de mestres (professores) motivou Tiago a escrever essa seção da sua carta. Para uma melhor compreensão dessa passagem, Lenski argumenta que “deveríamos lembrar que nas primeiras igrejas qualquer membro podia falar nas reuniões. O texto de 1 Coríntios 14.26-34 é instrutivo: qualquer irmão pode contribuir com alguma palavra. No entanto, Paulo coloca restrições: essa contribuição deve ocorrer apenas com o propósito da edificação; ela deve ocorrer com a devida ordem.. Tiago apresenta as mesmas ideias”. Mais uma vez, Tiago identifica-se com os seus leitores: Meus irmãos. Essas admoestações não têm a intenção de proibir qualquer cristão de fazer o que for possível para orientar outras pessoas na vida e conduta cristã. Elas visam lembrar-nos das nossas responsabilidades em vez de impedir-nos das nossas obrigações. A advertência é dirigida às pessoas teimosas e àqueles que estão procurando fama (cf. Mt 23.8-10). Tiago está dizendo: Não sejam ansiosos por dirigir a vida dos outros, porque essa tarefa requer uma grande responsabilidade. Presume-se que o mestre tenha um conhecimento maior; essa luz adicional requer vida mais intensa. Se falharmos, receberemos mais duro juízo porque temos menos desculpas para errar.

A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 173-174.

 

3.1 Tiago ensinou que as pessoas não deviam se apressar para ser mestres na igreja. Muitos dos seus leitores, preocupados com o status, teriam desejado a posição respeitável de professores da comunidade. Acompanhando de perto o capítulo 2, uma das “obras” mais respeitadas que viria imediatamente à mente dos judeus seria a posição de professor. Tiago tinha em mente uma grande ênfase no crescimento espiritual e no autocontrole, antes que alguém assumisse uma posição de professor. Os professores receberão mais duro juízo de DEUS. A autoridade para ensinar traz consigo uma responsabilidade maior. Assim como as obras revelam a profundidade da fé de uma pessoa, as palavras também mostram a profundidade da maturidade de uma pessoa. O professor tem uma responsabilidade maior devido ao seu papel chave no ensino (Lc 12.42-48).

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 678.

 

...havemos de receber maior juízo... Porque tomamos sobre nós a responsabilidade da instrução cristã, em que o desenvolvimento espiritual é encorajado ou amortecido. Quão frequentemente, nas modernas denominações evangélicas, os pregadores passam de ano para ano sem aprimorarem a si mesmos ou eficácia de sua mensagem! Esses serão julgados por sua negligência. Se eles mesmos estagnaram, como se pode esperar que seus pupilos sejam outra coisa? Além disso, o melhor mestre é aquele que vai sempre aumentando em sua experiência e em seu conhecimento espirituais. O mestre estagnado não se aprimorará em qualquer dessas áreas.

O mestre professa «conhecer», em elevado grau, a vontade de DEUS e a sua revelação aos homens, e arroga-se o direito de conduzir os homens pelo caminho espiritual. Se ele falhar em seus deveres, mostrando-se indolente, ou pervertendo os mesmos, o seu julgamento será mais severo. Ele será considerado responsável pelo seu doutrinamento (ver I Tim. 4:1 e ss. e 6:3). Ele será responsabilizado por seu exemplo (ver I Cor. 11:1). Como um pai para seus filhos, assim é um mestre para com os demais irmãos na fé. Ele deve para eles três coisas principais: exemplo, exemplo, exemplo.

O mestre e o pregador cristãos movimentam com a mais preciosa de todas as entidades - a personalidade humana. No plano espiritual, tratam do bem-estar das almas, Isso não é coisa sem importância, o que explica a advertência do presente texto. Os mestres cristãos praticamente não são recompensados financeiramente: mas, se fizerem bem seu trabalho, grande será o seu peso de glória. Mas se DEUS está envolvido no caso, isso se dá em todos os aspectos da vida crista, contanto que a pessoa envolvida tenha sido chamada pelo Senhor para aquele mister. Cada pessoa tem uma missão especifica a cumprir, sendo pessoa sem-par; e isso não somente agora, neste mundo, mas também por toda a eternidade. (Ver Ap. 2:17). Cada indivíduo será responsabilizado pelo modo como tiver cumprido sua própria vida. e então, sua própria missão.

«...havemos...» Notemos o verbo na primeira pessoa do plural, em que o autor sagrado inclui a si mesmo, mostrando ser ele um dos mestres da igreja. Provavelmente não temos aqui apenas um toque polido, em que o orador se inclui na exortação, conforme fazem os mestres e os oradores, a fim de suavizarem suas expressões.

Havia proselitismos fanáticos e manias por polêmicas que talvez tenha encorajado a alguns para tomarem a si a tarefa de ensinar, mas que realmente não haviam sido preparado para isso pelo Senhor. Além disso, na sinagoga, todos os tipos de mestres eram convidados a falar, para que as ideias pudessem ser trocadas de modo liberal. É bem possível que esse costume tenha sido insuflado na igreja. Seja como for, o autor anseia que não houvesse um número demasiado de mestres, e que os já existentes tomassem a sério a sua responsabilidade, não usando o ensino como meio de satisfazer alguma maneira ou fanatismo. Em Pirke Aboth, cap. 1,10, encontramos um aviso contra os mestres (certos rabinos), os quais, em seu zelo fanático, espantavam os discípulos e usavam o ensino para efeito de autoglorificação. (Isso pode ser comparado com as palavras de JESUS, em Mt. 23:1-12). Muitos gostavam de ser chamados "Rabino, rabino!", e usavam a posição de mestres como trampolim para propósitos autoritários e egoístas. Os trechos de Atos 15:24: I Co. 1:12; 14:26: Gl. 2:12 ilustram o problema de um grande número de mestres, muitos dos quais, na realidade, não foram chamados por DEUS para o ofício, e alguns dos quais são até mesmo inimigos da verdade do evangelho.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 53.

 

Tg 3.1 – “Pois sabeis que receberemos um juízo tanto maior.” A “palavra de DEUS em lábios humanos” constitui uma responsabilidade gigantesca. Por isso não é correto ansiar para receber essa incumbência, nem tampouco tratá-la levianamente (há razões para que se afirme também o oposto: confiando em nosso Senhor podemos nos arriscar a assumir essa tarefa. Ele é que concede também o dom para a incumbência – cf. Tg 1.5; 2Tm 1.6).

Importa “manejar corretamente” a palavra (2Tm 2.15), no juízo e com graça, com instrução e promessa, tanto aos orgulhosos quanto aos desanimados, aos levianos e deprimidos, aos que se mexem com entusiasmo humano e aos apenas introvertidos. Representa uma ousadia especial comunicar a palavra ao mesmo tempo entre numerosas pessoas tão diferentes, tanto perante pessoas desconhecidas como perante aquelas que conhecemos muito bem. Aqui há necessidade de prece e intercessão.

A “avaliação” iminente (1Co 4.4) pode tornar-se “condenação”. Quando um médico esquece algo, quando não visita o paciente em tempo hábil, quando faz um diagnóstico errado por negligência, comete um erro em uma intervenção, deixa de tomar as necessárias precauções ou aplica uma injeção errada, eventualmente terá de submeter-se a um processo penal e uma ação civil de indenização. Quando entregamos incorretamente a palavra de DEUS, quando pregamos lei em lugar de evangelho, quando tornamos a graça barata, quando diminuímos a seriedade do chamado ao arrependimento, quando “tiramos” ou “acrescentamos” (Ap 22.18s), não seremos perseguidos pela promotoria pública. Mas estamos sujeitos ao juízo divino, que não será menos grave do que o juízo de DEUS sobre os descrentes (Lc 12.46-48).

Com tanto maior intensidade cumpre que roguemos: “Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores” (Sl 51.15).

Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.

 

2. A seriedade com os mestres na igreja (v.1).

Ao referir-se a “mestres”, o apóstolo tem em mente exatamente todos aqueles crentes que exercem a atividade de ensino na Igreja. Trazendo para os dias de hoje, aqui estão incluídos os pastores, pregadores da Palavra de DEUS, professores de Escola Bíblica Dominical, obreiros em geral, dirigentes de igreja, missionários ou qualquer irmão em CRISTO que exerça, reconhecidamente, um ministério de ensino entre o povo de DEUS. Ora, uma vez que só pode dar quem tem para dar, isto é, só pode ensinar quem tem realmente recebido e aprendido o bastante para poder ensinar, e uma vez também que JESUS afirmou que “a quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12.48), é óbvio que ninguém tem uma responsabilidade maior do que aqueles que ensinam a Palavra de DEUS. Trata-se de uma atividade extremamente honrosa e para a qual existe uma promessa extraordinária de DEUS: “...os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn 12.3); entretanto, por outro lado, como toda bênção, toda dádiva, todo dom — e o ensinar é um dom (Rm 12.6,7; Ef 4.8,11,12) — traz consigo uma responsabilidade, e essa responsabilidade é ainda maior no caso do dom do ensino, então o juízo será mais severo para os mestres. É o que assevera Tiago, inclusive incluindo-se entre os mestres, entre aqueles que passarão por esse julgamento diante de DEUS: “...receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1).

Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 96-97.

 

Tg 3. Na igreja primitiva, os professores eram muito importantes. Tanto a sobrevivência como a profundidade espiritual dos crentes dependiam deles. Na igreja de Antioquia, os professores tinham o mesmo status que os profetas que enviaram a Paulo e Barnabé (At 13.1). Os professores eram o ponto de contato para todos os novos crentes, porque os convertidos precisavam receber instrução sobre os fatos do Evangelho, e os professores os edificavam na fé. O problema, entretanto, era que alguns professores tinham a capacidade de transmitir o ensinamento, mas eram movidos por motivações muito mundanas. Eles ocupavam posições de liderança em uma igreja, formavam grupinhos, e usavam as suas posições de professores para criticar os outros. Desta maneira, eles conseguiam conservar a sua posição e importância.

Neste capítulo, a preocupação imediata de Tiago é com as palavras dos falsos professores que estão destruindo os crentes com as suas línguas descontroladas.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 677.

 

*...Meus irmãos...· Este título é empregado de duas maneiras: 1. Para lembrar os leitores de sua fraternidade e de sua responsabilidade para com o Pai celestial, além de seu imenso privilégio de serem irmãos do Irmão mais velho, que é CRISTO; e como um artifício literário para introduzir alguma nova secção.

·...não vos torneis muitos de vós. mestres...· Que ninguém anseie demasiadamente por ser mestre, certificando-se sempre de seu dom e chamamento, porquanto isso traz consigo uma responsabilidade em nada pequena, e um julgamento mais severo, se tal dom for abusado. E isso envolve diretamente o uso da língua, algo potencialmente perigoso. ·...mestre...· Em um contexto puramente judaico, isso significa rabino. Porém, pelo tempo em que esta epistola foi escrita, nas congregações cristãs havia indivíduos que se destacavam como mestres, que assumiam autoridade sobre os demais, tal como os rabinos eram os líderes das sinagogas. Alguns desses mestres eram apóstolos e evangelistas. Dos diáconos e anciãos se esperava que pudessem ensinar. Porém, havia mestres, especialmente dotados por DEUS para tal mister, que eram guardiões do conhecimento bíblico e religioso, os quais eram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO, para usarem seu conhecimento com o mais elevado proveito. Não eram, necessariamente, diretamente inspirados por DEUS como no caso dos apóstolos e profetas; mas ocupavam-se principalmente de transmitir a outro aquele corpo de conhecimento que já estava formado, ou o do A.T., ou de porções do Novo Testamento (ou as tradições que, finalmente, vieram a compor ο N.T.), e que a igreja cristã reconhecia como autorizado.

Algo ao mesmo tempo óbvio e necessário, meramente devido às considerações sobre a natureza do «mestre», que não pode haver grande número de mestres. Outros podem ensinar com capacidades limitadas e que realmente não possuam a aptidão e o dom do ensino, como sucede no caso de muitos dos «professores» de Escola Bíblica Dominical da moderna igreja evangélica.

«...sabendo...» E como se Tiago tivesse dito: Aquilo que passo a dizer já é do conhecimento de todos, e esse conhecimento agirá como motivo para a conduta certa.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 52-53.

 

Tg 3.1 Agora, porém, havia os “mestres” especiais na igreja. Na pluralidade dos serviços nas igrejas eles tinham a incumbência específica de conduzir adiante os seus membros no conhecimento daquilo que DEUS fez, faz e fará, e também no conhecimento daquilo que ele quer que seja feito por nós. Em Paulo (1Co 12.28; Ef 4.11s) os mestres exercem esse serviço específico em uma constituição diferenciada dos ministérios nas igrejas, ao lado de apóstolos, evangelistas e profetas. Em outras passagens da Escritura a palavra “mestre”, em grego didáskalos, tem o significado de um cristão incumbido de forma geral da tarefa de proclamar, interpretar a Escritura, sobretudo na reunião da igreja. Nessa acepção o “mestre” é comparável ao rabino judaico. Esse é o significado da palavra em Hb 13.7,17,24 e também aqui.

Tiago adverte para que não se busque ansiosamente assumir essa tarefa:

“Não vos torneis mestres em tão grande número”: no contexto daquele tempo os mestres eram importantes, tanto os mestres da lei em Israel como também os mestres da sabedoria, os filósofos no mundo grego. Agora evidentemente vários cristãos percebiam uma chance de galgar uma posição de peso similar no âmbito de sua igreja. Afinal, era tão belo poder falar e ensinar, enquanto os outros ouviam com devoção. Trata-se de uma tendência humana em não poucas pessoas, e de um ideal grego em especial, “ser sempre o primeiro e se avantajar diante dos demais”. Contudo em JESUS e sua igreja vigoram outros parâmetros: quem aqui pretende ser “grande” e mais próximo do Senhor esteja disposto a assumir o papel do servo (Mt 20.26-28). O dom supremo é o amor que se esquece de si mesmo (1Co 12.31; 13.1ss). A igreja de JESUS se assemelha a um corpo no qual e dentro do qual cada membro e órgão são indispensáveis, possuindo sua importância específica (1Co 12.12ss). A tarefa dos mestres é uma entre outras. Ela é importante, mas o mesmo vale para os outros prestadores de serviço. Não é imperioso que alguém se torne um mestre.

Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.

 

3. Perfeição que domina o corpo (v.2).

Na sequência, Tiago ressalta que os mestres também são passíveis de erros. Ele se coloca, juntamente com todos os demais mestres, no mesmo nível de falibilidade dos demais irmãos que não são mestres. Ou seja, tanto o cristão que é um mestre na Igreja como aquele crente mais simples da congregação não são moralmente perfeitos — ambos precisam da graça de DEUS: “Porque todos tropeçamos em muitas coisas...” (Tg 3.2). Como ressalta Cargal à luz dessa passagem, “os professores ou mestres não são possuidores de uma posição superior ou de uma perfeição moral dentro da Igreja, pois estes também tropeçam”.

Um detalhe importante ainda nessa passagem, como destaca também Cargal, é que ela deixa claro que “o ofício de ensinar era altamente considerado nos primórdios da Igreja, e a pretensão de ‘muitos’ da congregação de se tornarem mestres, aos quais Tiago está se dirigindo”, é uma das causas de sua “preocupação com a ambição pelo poder e pela posição (Tg 1.9,12; 2.1-4)”.

Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 97-98.

 

Tg 3.2 O apóstolo nos lembra que todos tropeçamos em muitas coisas (v. 2). Uma tradução mais correta seria: “Todos nós cometemos erros” (RSV). Todos nós podemos tropeçar (cf. 1 Co 10.12); todos nós temos grandes chances de cometer equívocos e somos propensos a errar; por isso, corremos sérios riscos ao assumir voluntariamente o papel de guia. Wesley comenta: “Não coloque mais sobre as suas costas do que DEUS confiou a vocês, visto que é tão difícil não ofender ao falar muito”.

Tiago usa o artifício da repetição de palavras para aumentar a ênfase. “Tropeçamos” em 2a é seguido de tropeça em 2b. Ele diz que se alguém não tropeça em palavra — se não cometemos erro no falar — podemos ser considerados homens perfeitos. Aquele que controla suas palavras pode refrear (guiar ou controlar) toda a sua conduta. Isso provavelmente não é um termo literal porque um homem poderia manter sua fala sob controle e mesmo assim pecar de outra forma. Tiago está usando um tipo de provérbio — uma generalização para enfatizar o lugar-chave da fala na vida cristã. Ela é comparável à afirmação de JESUS: “Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado” (Mt 12.37).

O que Tiago quer dizer com varão [...] perfeito? O adjetivo perfeito (teleios) normalmente refere-se ao propósito ou função do substantivo modificado. Nesse contexto, poderia significar: “aqueles que alcançam plenamente o seu elevado chamado”. O cristão que é cristão no seu falar está agradando plenamente a DEUS. Ele é varão [...] perfeito, no sentido que JESUS ordenou aos seus discípulos a usar um falar franco e direto (Mt 5.37) e então acrescentou: “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.48). A luz dessa verdade um cristão apenas pode se unir à oração do Salmista: “Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, rocha minha e libertador meu!” (SI 19.14).

A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 174.

 

Tg 3.2 Todos tropeçamos em muitas coisas, ou nos enganamos quando estamos descuidados. Todos tropeçamos, mas os nossos erros mais frequentes acontecem quando estamos falando. Por termos a tendência de cometer erros ao falar, precisamos ter ainda mais cuidado e permitir que DEUS controle o que dizemos. Ele é capaz de orientar a nossa motivação, os nossos pensamentos, a nossa escolha de palavras, e até mesmo o impacto que as nossas palavras têm sobre os outros.

Muitas pessoas podem pensar que é impossível controlar a língua, mas a maioria das pessoas nem sequer começou a tentar. A capacidade de controlar a língua é a marca da verdadeira maturidade para o cristão (veja I.I9, “ser tardio para falar”). Quando JESUS confrontou os líderes religiosos sobre as acusações que tinham contra Ele, Ele disse que a boca fala do que há em abundância no coração – mostrando que aquilo que há dentro de uma pessoa afeta o que ela faz com as suas palavras (Mt 12.33-37). O Senhor também disse que nós devemos prestar contas por qualquer palavra descuidada que proferirmos (Mt 12.36). As pessoas que conseguem controlar as suas línguas serão capazes de refrear todo o corpo. A sabedoria e o amor de DEUS e o autocontrole dado pelo ESPÍRITO SANTO nos ajudarão a exercer este controle (veja Pv 15.1-4).

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 678.

 

Tg 3.2 E aí Tiago começa a colocar a questão da língua num aspecto muito interessante, que é a questão do tropeço. Nós tropeçamos em muitas coisas, aquele que não tropeça no falar é perfeito varão, é capaz de manter o controle de todo seu corpo (3.2).

Obviamente todos nós já falhamos, já tropeçamos em nossa própria língua. Quantas vezes já ficamos envergonhados de falar aquilo que não deveríamos ter falado, na hora em que não deveríamos ter falado, com a pessoa que não deveríamos ter falado, com a intensidade e o volume da voz que não deveríamos ter usado. Uma palavra falada é como uma seta lançada, não tem jeito de retorná-la. E como um saco de penas soltas do alto de uma montanha, não podemos mais recolhê-las.

 

Observação minha - Pr. Luiz Henrique - Provérbio Chinês - "Três coisas que não voltam jamais: Palavra dita, Flecha lançada e oportunidade perdida."

 

Tg 3.2 “(Na verdade) falhamos de muitas maneiras”: em todas as esferas da vida ocorrem falhas, inclusive entre nós cristãos.

“Se alguém não tropeça (nem mesmo) no falar, é um homem perfeito”: teria chegado ao alvo (a palavra grega téleios = “perfeito” está gramaticalmente ligada a télos = “fim”, “consumação”, “alvo”). Com certeza essa pessoa também controlaria todas as demais áreas da vida. Antes Tiago escreveu: “Todos nós falhamos de múltiplas maneiras.” A última coisa que conseguimos controlar são as transgressões com palavras. Logo nenhum de nós é “pessoa perfeita”. Porém conhecemos Aquele capaz de afirmar: “Quem dentre vós pode me arguir (convencer ou acusar) de qualquer pecado?” (Jo 8.46). “As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo” (Jo 14.10,24). Pedro, que vivera longo tempo com JESUS, podia atestar: “Não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca… Não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças…” (1Pe 2.22s). No entanto, isso não pode ser afirmado a nosso respeito. “Nós falhamos de múltiplas formas”, principalmente e pelo tempo mais longo na área tão importante do nosso falar. Nesse ponto salva-nos unicamente o fato de que “a misericórdia se gloria contra o juízo” (Tg 2.13), prevalece o perdão de DEUS e seu ESPÍRITO, por meio do qual ele mesmo habita em nossos corações (Ef 3.17). “O Senhor é o ESPÍRITO” (2Co 3.17). A única coisa que soluciona isso é que nosso Senhor está em nós e nós nele. Porque “se alguém está em CRISTO, é nova criatura” (2Co 5.17).

Por meio de duas comparações Tiago explicita como o pequeno membro, nossa língua, ou seja, nossa capacidade de falar, possui relevância decisiva para toda a vida, sendo por assim dizer o ponto de apoio de nossa vida. Mostra como somos capacitados para a “pôr freio” (controlar) também “o corpo todo” (nossa vida com seu vigor e seus efeitos; v. 3s).

Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.

 

II - A CAPACIDADE DA LÍNGUA (Tg 3.3-9)

1. As pequenas coisas no governo do todo (vv.3-5).

Usando como gancho o fato de que mesmo os mestres são passíveis de erro, Tiago insere o tema da língua, ao falar do “tropeço na palavra”, isto é, o tropeço na fala: “Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo” (Tg 3.2b).

Para realçar diante de seus leitores o poder da língua, o apóstolo usa duas metáforas: a do freio na boca dos cavalos e a do leme do navio (Tg 3.3,4). As duas ilustrações evidenciam como esses dois objetos menores, essas pequenas partes de um todo, têm o poder de influenciar completamente o todo, de direcionar e dirigir todo o conjunto — o freio dirige as ações dos cavalos e o leme conduz o imenso navio na direção que o capitão deseja. Apesar de alguns comentaristas verem nessas metáforas ilustrações para o importante papel de influência que os mestres teriam na igreja, entendendo que Tiago se refere aqui à “língua” dos mestres como controlando todo o “corpo” da Igreja, na verdade uma leitura atenta dessa passagem mostra que o assunto aqui já é outro. Os mestres já não estão no foco. O fato de também tropeçarem na fala como qualquer outra pessoa (Tg 3.2b) é que foi usado como gancho para o assunto “língua” — ou poder da língua. Ou seja, Tiago já não está se dirigindo à questão dos mestres, mas a um problema que todos os crentes enfrentam individualmente: a necessidade de controlarem suas línguas, de serem bons mordomos do que falam.

Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 98.

 

Tg 3.3-5 A palavra “refrear” (v. 2) levou Tiago a usar a ilustração do freio nas bocas dos cavalos (v. 3). A língua é um pequeno membro (v. 5), mas ele nos lembra que o tamanho do instrumento não é a verdadeira medida da significância das nossas palavras. Três figuras marcantes são usadas para chamar a atenção do leitor para essa verdade. As primeiras duas ilustram os valores positivos do falar controlado. O freio nas bocas dos cavalos (v. 3) é uma coisa pequena, mas ao usar o freio, literalmente ao controlar a língua do cavalo, guiamos o animal e atingimos os nossos propósitos. O leme (v. 4) é bem pequeno em comparação com o navio, mas ao controlar o leme, o piloto guia o navio de maneira segura.

Nas duas ilustrações, o autor mostra que algumas coisas muito pequenas podem produzir resultados bastante significativos. O mesmo ocorre com a nossa fala: “E isto que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas!” (NTLH). Embora os efeitos do falar estejam, com frequência, fora de proporção em relação ao tamanho da língua, esses efeitos podem ser salutares e construtivos. A chave é o controle, e esse controle é nosso dever cristão.

A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 174-175.

 

Tg 3.3-5 Freio... leme... língua... pequeno fogo.

O que estas coisas têm em comum? Todas elas são pequenas, mas são controladores muito eficientes - elas controlam alguma coisa muito maior que elas mesmas. Tiago está explicando o poder destruidor das nossas palavras. Nós vemos isto evidenciado na história, quando ditadores como Adolf Hitler, o aiatolá Khomeini, Josef Stalin e Saddam Hussein usaram suas palavras para mobilizar as pessoas para destruir outras. Nós vemos isto evidenciado nas divisões da igreja e na ruína da reputação de um pastor. E nós vemos como a violência verbal no lar pode destruir a própria personalidade e a natureza humana de cônjuges e crianças. Satanás usa a língua para dividir as pessoas e colocá-las umas contra as outras. As palavras ociosas são prejudiciais porque elas espalham a destruição rapidamente. Não devemos ser descuidados com as nossas palavras, pensando que poderemos pedir desculpas mais tarde, porque, mesmo fazendo isto, o estrago permanecerá. Poucas palavras pronunciadas com ira podem destruir um relacionamento que levou anos para ser construído. Lembre-se de que as palavras são como o fogo; elas não podem controlar nem reverter o estrago que fazem.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 678.

 

Tg 3.3 a) “Ora, quando pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, (também) lhes dirigimos o corpo inteiro”: com o freio se exerce o domínio sobre o animal todo. “Acima” do cavalo está o freio; por meio dele se decide sobre o cavalo. E “acima” do freio está o cavaleiro que move o freio. A pequena língua se assemelha ao pequeno freio. Nesse ponto predominante são tomadas as decisões acerca do que uma pessoa é e realiza, acerca da influência que ela exerce. Ademais, é sobretudo perante DEUS que nossas palavras possuem um grande peso: “Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda” (Sl 139.4). “As pessoas terão de prestar contas de cada palavra má que sai de sua boca” (Mt 12.36). Nossa tendência é não atribuir às palavras um significado tão grande. Atentamos para as ações, mas nem de longe na mesma medida para nosso falar. Contudo a Bíblia não diferencia dessa forma entre palavra e ação. Também palavras são ações. – Em toda essa metáfora a nossa existência corresponde ao corpo do cavalo, e nossa língua, nossa capacidade de falar, ao freio que o move. A questão decisiva é a identidade do cavaleiro! Será que somos realmente nós mesmos? Nós humanos nunca somos apenas dirigentes, mas sempre também dirigidos, nunca somos apenas sujeitos, mas sempre também objetos. Quem está em nossa “sela”? O ESPÍRITO do alto ou o espírito de baixo? Paulo escreve: “Os que são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS são filhos de DEUS” (Rm 8.14).

Tg 3.4 b) “Observai, igualmente, os navios! Eles, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro”: a pequena língua, em geral pouco notada, nossa capacidade de falar, tão natural para nós, é comparada agora com o pequeno leme, quase submerso na água. O pequeno leme determina o rumo do navio, apesar do tamanho da embarcação e da fúria das tempestades. Eis o navio, e “acima” dele, por assim dizer (não em sentido espacial, mas no que tange à importância), está o leme, e acima do leme está o timoneiro. Novamente levanta-se a pergunta: em nosso caso, quem está “no leme”, quem é o “timoneiro”, e permitimos que nosso Senhor “conduza o barco”? “Soberano, governa; Vitorioso, vence; Rei, usa teu poder” – sobre mim!

Até agora Tiago falou apenas do grande efeito produzido pela língua. Com uma terceira ilustração ele passa a relatar, com realismo bíblico, que efeitos devastadores partem da língua, e também exatamente de onde vêm esses efeitos (v. 5s).

Tg 3.5 Inicialmente Tiago volta a sintetizar o que expôs até aqui: “Assim, também a língua é (apenas) um pequeno órgão e (não obstante) se gaba de grandes coisas.” Então, porém, continua: “Vede uma fagulha! Que grande selva ela põe em brasas.” Alguém larga descuidadamente um fósforo ou um toco de cigarro, ou um grupo de excursão assa linguiças e vai embora sem apagar o fogo.

Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.

 

2. “A língua também é um "fogo” (vv.6,7).

O apóstolo lembra que a língua “é um fogo”. A forte imagem que ele apresenta nos versículos 5 e 6, ao comparar a língua como um pequeno fogo que incendeia um bosque, objetiva justamente enfatizar os resultados trágicos de uma língua fora de controle. Ela é extremamente destrutiva, destruidora. Nesse caso, é uma língua que não tem freio, que não é controlada pela pessoa. Nessas condições, ela passa a ser um instrumento do “inferno” (v. 6).

Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 98-99.

 

A terceira figura de Tiago que contrasta a magnitude da causa e a extensão dos efeitos também introduz a ideia dos resultados trágicos do falar incontrolado: Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo (w. 5-6). Tiago agora descreve a língua perversa. Easton traduz: “Neste mundo de injustiça, a língua é colocada entre os nossos membros”.

5 Esse fogo destrói com o seu calor e contamina todo o corpo (v. 6) com sua fumaça. O incêndio inflamado por uma língua descontrolada é causado pelo Diabo; é inflamada pelo inferno. O curso da natureza é interpretado da seguinte forma: “O curso normal dos afazeres humanos é inflamado — tornando-se destrutivo para a humanidade — por línguas perversas”.

“Você e eu não existimos meramente como entidades separadas. Cada um de nós não é como uma casa separada da outra [...] Tiago nos vê como casas que estão reunidas em uma grande cidade. Um fogo que acende uma casa, logo se espalhará e se tomará um grande incêndio destrutivo”. O sentido do versículo todo é bastante claro na Bíblia Viva: “E a língua é uma chama de fogo. Está cheia de maldade e envenena todos os membros do corpo. E é o próprio inferno que ateia fogo à língua, que pode transformar toda a nossa vida numa chama ardente de destruição e desastre”.

A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 175.

 

Tg 3.6 A língua é um mundo de iniquidade por causa do estrago que ela pode causar ao mundo e ao resto da comunidade cristã. A língua sem controle pode transformar a vida de uma pessoa em um fogo de destruição. Isto significa que a língua pode destruir todo o bem que nós construímos durante toda a vida. Embora tenhamos ministrado durante anos e anos, e vejamos frutos abundantes, se deixarmos de controlar a nossa língua, podemos vir a desfazer todo o bem que construímos durante os nossos anos no ministério. As nossas palavras têm um poder que poucas outras habilidades têm, pois a nossa língua é inflamada pelo inferno. As chamas do ódio, do preconceito, da calúnia, dos ciúmes e da inveja parecem vir do mesmo lago de fogo onde Satanás será punido (veja Ap 20.10,14,15).

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 678.

 

Tg 3.6 “Também a língua é um fogo”: um fogo pequeno, insignificante, pouco considerado. “A língua se mostra entre os membros de nosso corpo como mundo da injustiça”: constitui um ponto de entrada singular para um espírito maligno em nossa vida, mas também o ponto de extravasamento desse espírito para nosso ambiente. Dessa maneira pode partir de nós uma influência profundamente consternadora, que deve nos assustar do mesmo modo como um incêndio florestal que causamos. Sem ponderar as palavras, relatamos algo, emitimos ou até mesmo sugerimos um juízo, e depois nos espantamos profundamente com o efeito disso e com o que outros fizeram disso (com os correspondentes acréscimos e exageros).

“Contamina o corpo inteiro”: Nosso Senhor JESUS CRISTO diz: “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isso, sim, contamina o homem” (Mt 15.11).

“Põe em chamas o círculo da vida”: a idéia do “círculo da vida” ou da “roda da vida” pode vir do mundo intelectual indiano – como supõem muitos pesquisadores. Mas Tiago emprega a expressão simplesmente no sentido do “entorno” do ser humano, de nosso horizonte de vida e de todo o âmbito de nossa existência terrena.

Quando há um incêndio qualquer no mundo e vemos, na sequência, um monturo de escombros, pequenos ou grandes, é certo que a língua humana estava envolvida desde o começo. “O mundo da injustiça” parte da língua, derrama-se para dentro do mundo em redor do ser humano, confundindo e destruindo-o. Há uma legião de possibilidades para exercer uma influência tão maligna através da palavra humana falada, escrita e difundida pelos veículos de comunicação: mentira, desencaminhamento, suspeição, manipulação, instigação, agitação. As consequências: preconceito, inveja, ódio, fanatismo, ideologização, cupidez, indisciplina… No ataque-mor do inimigo e de seu séquito demoníaco na fase escatológica deste mundo, a língua que desencadeia o fogo maligno (Ap 13.5,11) terá um papel singular. É nisso que o pecado transforma a maravilhosa dádiva da fala!

Agora Tiago diz expressamente de onde vem, em última análise, esse fogo: “Pelo inferno é que ela é posta em chamas.” Novamente vemos aqui “acima”, ou “uma atrás da outra”, a “floresta”, ou seja, o mundo, que é incendiado e destruído, a palavra humana, que solta o estopim e causa o incêndio, e finalmente o fogo com o qual o estopim é aceso.

Tg 3.7 – Não conseguimos resolver tudo isso por nós mesmos, humanamente (v. 7s). É verdade que somos capazes de um espantoso número de coisas: “Toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido (definitivamente) domada pelo gênero humano”. Além dos animais poderíamos acrescentar muitas outras coisas: também a eletricidade e a energia atômica. É espantoso como o ser humano aprendeu a colocar a força da natureza que o cerca a seu serviço. Assume controle de tudo, menos de si mesmo, e isso se explicita com singular clareza em sua língua, em sua maneira de falar. As forças intelectuais do ser humano que se expressam nas ciências naturais e na tecnologia são muito maiores que suas forças éticas e de caráter. Isso ameaça causar, enfim, uma catástrofe.

Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.

 

Pv 18.21 A morte e a vida estão no poder da língua. As questões da vida e da morte estão na língua; ela pode abençoar e pode amaldiçoar. Pode dar vida e pode matar. Pode curar ou pode ser como uma serpente que pica e fere. Existem palavras que são como espadas e palavras que são como dardos, mas também existem palavras que curam. O falar demais envolve a transgressão (ver Pro. 10.19); o falar precipitado causa o dano (ver Pro. 17.28); o silêncio é elogiável, especialmente o silêncio de um homem insensato, que se torna temporariamente sábio por manter a boca fechada (ver Pro. 17.28); o engano pode ganhar vantagens, mas acaba sendo maléfico (ver Pro. 20.17); a maledicência é uma arma temível (ver Pro. 11.13); uma resposta branda pode aquietar águas agitadas (ver Pro. 15.1). Ver sobre Pro. 11.9 e 13.

Sinônimo. Considere o leitor estes dois pontos:

1. Um bom discurso é como uma fruta (vs. 20), e aqueles que o apreciam comerão com satisfação.

2. Mas essa porção do versículo pode significar que as pessoas que falam muito amam o seu muito falar, mas sofrerão as consequências de seu excesso de palavras. Ver Pro. 10.19; 18.2; 20.19.

Se a primeira dessas duas interpretações é a correta, então é um paralelo à vida referida na primeira linha métrica. Mas se a segunda é que está correta, então ela é paralela à morte referida na primeira linha. Cf. Tia. 1.19,25; 3.6,8. Ver também Pro. 12.13 e 4.23, onde se diz o mesmo tipo de coisa sobre o coração que é dito sobre a língua. Pense o leitor nos oradores eloquentes, cheios de vigor, e o bem ou o mal que eles projetam contra os homens cuja mente é conduzida por causas boas ou más.

‘“Falar é barato’. 'Palavras, palavras, nada senão palavras’. ‘Ele é apenas um falador’. Essas declarações ilustram uma comum depreciação da importância da fala. Porém, haverá alguma coisa no mundo mais potente para o bem ou para o mal do que as palavras? A fala é a faculdade que diferencia os homens dos animais. A fala é sinal de personalidade. A autoconsciência se manifesta somente na fala. O pensamento é impossível sem as palavras, as quais representam ideias. As ações são precedidas por pensamentos, conforme Hence colocou a questão: ‘O pensamento antecede as ações como os relâmpagos antecedem os trovões'. Mas o pensamento é impelido por sugestões verbais. Toda a cooperação entre os seres humanos depende das comunicações verbais para haver sucesso. A solidariedade cultural de um grupo se baseia em uma linguagem comum. O caráter se revela pela linguagem de cada indivíduo. ‘O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau, do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração’ (Luc. 6.45). Assim sendo, Tiago (capítulo terceiro) não está equivocado quando dá tanta ênfase à língua” (Easton, comentando sobre Tia. 3.2).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2630-2631.

 

Pv 18.21 Observe:

1. Um homem pode fazer uma grande quantidade de bem ou uma grande quantidade de mal, tanto para os outros como a si mesmo, conforme o uso que faz da sua língua. Muitos provocaram a sua própria morte, por uma língua traiçoeira, ou a morte de outros por uma língua mentirosa; e, por outro lado, muitos salvaram a sua própria vida. ou buscaram a sua consolação, por uma língua gentil e prudente, e salvaram as vidas de outros, por um oportuno testemunho ou intercessão a favor deles. E, se pelas nossas palavras nós devemos ser justificados ou condenados, a vida e a morte, sem dúvida, estão no poder da língua.

2. As palavras dos homens serão julgadas pelos sentimentos com que falam; aquele que não somente fala de maneira correta (o que um homem ímpio pode fazer, para salvar sua reputação ou agradar a seus amigos), mas ama falar bem, fazendo-o voluntariamente, e com prazer, para o tal a língua será a vida; e aquele que não somente fala de maneira equivocada (o que um homem bom pode fazer, inadvertidamente), mas ama falar assim (SI 52.4), para este a língua será a morte. Conforme os homens a amem, comerão os seus frutos correspondentes.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Jó a Cantares de Salomão. Editora CPAD. pag. 815.

 

3. Para dominar a língua.

A língua só pode ser domada pela ação do ESPÍRITO SANTO no coração.

O apóstolo Tiago afirma que embora os animais mais bravos possam ser amansados pelo homem, a sua própria língua não pode ser domada por ele (Tg 3.7,8). Ele assevera claramente que a língua “é um mal que não se pode refrear, está cheia de peçonha mortal” (Tg 3.8b). Ou seja, não adianta tentarmos, por nossas próprias forças, domarmos a nossa língua. Então, como fazê-lo? A Palavra de DEUS é clara: somente pela ação do ESPÍRITO SANTO.

Tiago está falando aqui da língua como um fogo que tem o poder de colocar em chamas, no sentido de destruição, todo o curso da existência de uma pessoa — “...inflama o curso da natureza...” (Tg 3.6b) —, porém a Bíblia fala de um fogo santo, advindo do ESPÍRITO SANTO, que incendeia positivamente nossa fala (Lc 3.16; At 2.2,3; 1 Ts 5.19), purificando-a, santificando-a, restaurando-a e tornando-a canal de bênção. Aliás, o próprio Tiago afirma que da língua pode proceder tanto a bênção quanto a maldição, e adverte seus leitores a não viverem nessa inconstância, mas a terem suas línguas apenas como canais de bênção (Tg 3.9,10). Ora, somente o ESPÍRITO SANTO pode fazer isso, porque Ele vai até o centro do problema: o coração humano.

Lembremos que “língua” é uma expressão que se refere à linguagem, à fala, uma vez que a língua é apenas um veículo que expressa uma realidade interior, uma realidade que se encontra na mente, no coração do ser humano. O que determina se a língua será canal do mal ou do bem é o estado do coração da pessoa. Disse JESUS: “Do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Mt 12.34). Logo, o que Tiago está dizendo aqui é que tudo é uma questão de ter a nossa vontade, o nosso coração, controlados por DEUS. Se é a vontade que põe freio na língua, e nossa vontade é continuamente má por causa do pecado, não poderemos frear a língua, a não ser que DEUS reine em nossa coração, a não ser que permitamos que o ESPÍRITO SANTO nos guie, reine sobre nossa vontade, nos governe (Rm 8.5-11). Isso ocorre quando buscamos a presença de DEUS e somos, assim, cheios do ESPÍRITO; então, o fruto do ESPÍRITO em nós gerado produz temperança, autocontrole (Ef 5.18-21; G1 5.16,22), e domamos nossa língua.

Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 99-100.

 

Tg 3.7-8 A figura do fogo enfurecido e fora de controle sugere uma nova comparação. A palavra porque (v. 7) indica uma explanação adicional dos resultados trágicos da fala descontrolada. Feras selvagens de todo tipo têm sido domadas e submetidas a servir o homem, mas nenhum homem pode domar a língua. E um mal que não se pode refrear (v. 8). A referência à domesticação de animais selvagens parece uma alusão “ao domínio dado originalmente ao homem sobre as criaturas inferiores, que não foi perdido, como infelizmente aconteceu com o controle da língua”.

No versículo 7, o autor novamente mostra o seu prazer pela repetição e aliteração: toda natureza (physis) de bestas-feras foi domada pela natureza humana. A língua teimosa está cheia de peçonha mortal (cf. SI 58.4; 140.1-3). Alguns intérpretes entendem que esse texto quer dizer que uma pessoa não pode controlar a língua de outra. No entanto, todo contexto parece mostrar claramente que Tiago está falando de autocontrole. Nenhum homem pode domar sua própria língua porque sua motivação para o mal vem de impulsos poderosos não por escolha própria — a língua é incendiada pelo inferno.

A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 175-176.

 

Tg 3.7,8 Embora as pessoas possam domar todas as criaturas (versão NTLH), nenhum homem pode domar a Língua. Por que? Porque ela é um mal que náo se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. A língua é sempre capaz de fazer o mal; ela permanece indomada ao longo da vida. Com a nossa língua, nós podemos atacar e destruir. Ao reconhecermos a capacidade mortal da língua, podemos dar os primeiros passos para mantê-la sob controle.

Nenhum homem pode domar a língua, mas CRISTO pode. Para fazer isto, Ele vai diretamente ao coração (Mc 7.14,15; Sl 51.10) e à mente (Rm 12.1,2). Não devemos tentar controlar a nossa língua somente através de nossos próprios esforços; devemos confiar no ESPÍRITO SANTO. Ele nos dará um poder crescente para monitorar e controlar o que dizemos. Pois, quando nós nos sentirmos ofendidos ou criticados injustamente, o ESPÍRITO nos lembrará do amor de DEUS e nos impedirá de reagir. O ESPÍRITO SANTO curará a mágoa e impedirá que ataquemos. Podemos nos certificar de que estamos sob o controle do ESPÍRITO incorporando as Escrituras à nossa vida e pedindo ao ESPÍRITO que oriente os nossos pensamentos e atos todos os dias.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 678-679.

 

Tg 3.8 “A língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido”: O farmacêutico teria conflito com as leis se vendesse veneno irrestritamente. No entanto, quanta peçonha, quanta coisa que envenena as pessoas é dita, impressa e transmitida impunemente!

Se Tiago fosse um “pregador da lei”, como defendem alguns, se ele, portanto, pretendesse impor às pessoas apenas um “dever”, não poderia de forma alguma falar desse modo negativo acerca das possibilidades humanas. Teria de declarar: “Deves e podes!” Aliás, teria de apresentar mais instruções e sugerir às pessoas otimismo em vista de suas possibilidades. Mas Tiago fala com a mesma sobriedade bíblica como faz também Paulo em Rm 1.18 a 3.20. O ser humano não consegue se ajudar. “Quem comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34). O inferno, o inimigo está agindo. Por isso vale: “A minha força nada faz; sozinho estou perdido” [Martinho Lutero – hino “Castelo Forte”, HPD 97,2] Tiago afirma como Paulo: não consegues ajudar a ti mesmo e tampouco tens de ajudar a ti mesmo. Ele conhece a “misericórdia” de DEUS (Tg 2.13), que não permite que nos debatamos em nossa incapacidade. CRISTO diz: “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). O veneno, que desde Gn 3 praticamente circula em nossas veias e somos obrigados a disseminar, é eliminado pelo fato de que DEUS passa a habitar em nós por intermédio de seu ESPÍRITO (Ef 3.17; Rm 8.11). O mais forte lança para fora da casa o assaltante forte (Lc 11.22). O fogo de baixo é superado pelo fogo do alto, o fogo do inferno pelo fogo de DEUS (Lc 12.49; At 2.3). “Sede ardentes por meio do ESPÍRITO” (Rm 12.11). Fogo contra fogo! JESUS CRISTO, DEUS e seu ESPÍRITO têm de assumir a “montaria” e o “leme” em nós. Seu ESPÍRITO precisa nos incendiar. “… Que a língua toda vire fogo, que nada diga senão louvor a ti na terra e o que ao irmão edifica” (Ambrosius Blarer).

Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.

 

III - NÃO PODEMOS AGIR DE DUPLA MANEIRA (Tg 3.10-12)

1. Bênção e maldição (v.10).

Outro detalhe é que quando Tiago fala que com a língua “bendizemos a DEUS” (v. 9), provavelmente ele tinha em mente também o fato de que os cristãos de sua época cultivavam o costume dos judeus daqueles dias — igualmente comum entre alguns judeus ortodoxos de hoje — de sempre acrescentar a expressão “Bendito seja Ele!” ao final de toda menção que faziam ao nome de DEUS em uma fala. Ora, como os crentes da Igreja Primitiva nessa época eram todos judeus, e estes eram o público alvo da Epístola de Tiago, “essa era uma expressão apropriada de reverência para cada cristão primitivo”.

Como salienta A. F. Harper, a contradição moral de muitos dos cristãos judeus dos dias de Tiago em relação à língua consistia no fato de que, “esquecendo o segundo grande mandamento de nosso Senhor (Mt 22.36-29), e provocados pela ira, eles estavam amaldiçoando os seus irmãos, que foram feitos à imagem e semelhança de DEUS, isto é, feitos à imagem de DEUS (cf. Gn 1.26,27). O Novo Testamento ensina que mesmo uma maldição murmurada ou qualquer disposição irada contra o próximo é uma contradição à nossa fé cristã (cf. Mt 5.22). Não convém que isso se faça assim (Tg 3.10) entre os cristãos, porque essas atitudes e atos são contrários a DEUS”. E Harper continua, explorando o significado das ilustrações que Tiago usa para realçar essa contradição moral na língua, e que ressaltam que essa contradição moral é, na verdade, sobretudo e intrinsecamente, uma contradição desnaturai:

“Essa contradição na conduta é tão desnaturai quanto imoral. A palavra ‘Porventura’ (v. 11 — meti) espera um claro ‘Não’ como resposta. O sentido é: ‘Você certamente não espera isso, espera?’. Ninguém que visita fontes salgadas, como podem ser encontradas próximo ao Mar Morto, esperaria encontrar água salgada e água doce saindo da mesma fonte. E se isso ocorresse, a água salgada estragaria a doce; a má estragaria a boa. O pomar e a vinha ensinam a mesma verdade. ‘Conhece-se o fruto pela árvore’. JESUS lembrou aos seus ouvintes que não se colhem ‘uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos’ (Mt 7.16). Tiago faz eco a essa verdade quando pergunta: ‘Pode também a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos?’ (Tg 3.12)”.

Ou seja, a língua indomada, inconstante e dobre é uma contradição moral e desnatural. Pense nisso: todas as vezes que você permite que sua velha natureza, isto é, sua natureza pecaminosa, domine por alguns momentos a sua língua, então você está cometendo um ato contra DEUS, mas também contra a nova condição que você ganhou em CRISTO, contra a nova natureza que foi gerada em você pelo ESPÍRITO SANTO através da exposição da Palavra de DEUS (Tg 1.18). Se você é uma nova pessoa em CRISTO, então o que você fala deve estar em sintonia com sua nova maneira de viver, com sua nova natureza em CRISTO. Afinal, “se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã” (Tg 1.26).

Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 100-102.

 

Tg 3.10 Lenski escreve o seguinte acerca da expressão Com ela bendizemos a DEUS (v. 9): “Os leitores, sem dúvida, continuavam seguindo o costume judaico de acrescentar ‘Bendito seja Ele!’ sempre que mencionavam o nome de DEUS”. Essa era uma expressão apropriada de reverência para cada cristão primitivo. No entanto, o que estava acontecendo entre eles? Esquecendo o segundo grande mandamento do nosso Senhor (Mt 22.36-39), e provocados pela ira, eles estavam amaldiçoando os seus irmãos, que foram feitos à semelhança de DEUS, i.e., feitos à imagem de DEUS (cf. Gn 1.26,27).12 O Novo Testamento ensina que mesmo uma maldição murmurada ou qualquer disposição irada contra o próximo é uma contradição da nossa fé cristã (cf. Mt 5.22). Não convém que isto se faça assim (v. 10) entre os cristãos, porque essas atitudes e atos são contrários a DEUS.

A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 176.

 

Tg 3.9,10 Como é estranho que a língua consiga bendizer a DEUS e Pai, em um momento, e, a seguir, amaldiçoar os homens. Devemos ter, pelos seres humanos, a mesma atitude de respeito que temos por DEUS, porque eles foram criados à sua imagem. Mas temos esta Língua horrível de duas faces, de modo que de uma mesma boca procede bênção e maldição.

Algumas pessoas pensam que o único limite para os palavrões e a linguagem grosseira é a desaprovação social. Mas a Palavra de DEUS condena isto. Tiago diz que a razão pela qual nós não devemos amaldiçoar as pessoas é porque elas foram criadas à semelhança de DEUS. Nós não devemos usar nenhuma palavra que as reduza a qualquer coisa inferior à sua estatura plena de seres criados por DEUS.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 679.

 

Tg 3.10 “De uma só boca procedem bênção e maldição”: acontece que também nossa boca deveria ser reservada exclusivamente ao serviço a DEUS. Quando entrava no santuário, o sumo sacerdote de Israel trazia na cobertura de sua cabeça as palavras: “SANTO para o Senhor” (Êx 28.36; 39.30), i. é, ele era propriedade de DEUS e reservado exclusivamente ao serviço dele. Do mesmo modo nosso Senhor, que nos “comprou por preço” (1Co 6.20), visa praticamente “inscrever” a frase “SANTO para o Senhor” em nossa vida, em especial sobre nossa língua e nossos lábios, declarando-nos pertencentes a ele e reservados exclusivamente para o seu serviço (Sl 51.17; 71.23). A carta de Tiago é pregação em prol da santificação, e da santificação também faz parte da “nova natureza agradável a DEUS” (Christoph Blumhardt).

“Isso não deve ser assim, meus irmãos”: essa duplicidade no uso da língua não é característica natural, mas desnaturada e culposa. Isso é o que a Bíblia nos diz incessantemente (Êx 20.16; Sl 34.14; Mt 5.22; Rm 12.14; 1Pe 3.9; etc.). Não deve e não precisa mais ser assim. Porque “se alguém está em CRISTO, nova criatura é” (2Co 5.17). Podemos, mas não somos mais obrigados a pecar (Jo 8.36). E já não devemos fazê-lo. No v. 8 Tiago declara: “Nenhum ser humano pode…” Agora, porém, diz: “Isso não dever ser.” Sem a possibilidade de obedecer a essa orientação ela seria absurda. Entre as linhas Tiago também agora aponta para o Senhor que cura e santifica.

Por meio de duas ilustrações Tiago termina explicitando como é antinatural a duplicidade no falar (v. 11s).

Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.

 

2. Exemplos da natureza (vv. 11,12).

Para que saiamos da inconstância, para que não sejamos alternadamente fontes do bendizer e do maldizer, fontes de água doce e de águas amargas, produtores ora de bons frutos, ora de maus frutos pela nossa fala (Tg 3.11,12), devemos permitir que o SANTO ESPÍRITO de DEUS reine em nossos corações. Dessa forma, e tão somente dessa forma, conseguiremos cumprir a bela, sábia e perfeita recomendação do apóstolo Tiago sobre a fala, pronunciada ainda no início de sua epístola: “Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19).

Na vida cristã, não deve haver tagarelice e falas impensadas. O cristão deve saber ouvir, ele deve estar sempre pronto para ouvir as pessoas. Além disso, o cristão também não deve ser “pavio curto”, irritadiço, impaciente, intemperante. Ele deve ser longânimo, uma qualidade do fruto do ESPÍRITO em sua vida (G1 5.22). Ademais, diz ainda a Palavra de DEUS: “Irai- vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). Ou seja, devemos evitar o máximo possível a irritação e, quando ela chegar, ela deve passar rápido. “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” significa que, no mesmo dia, essa irritação deve passar.

Tudo isso só é possível, repito, na vida daquele que foi gerado pela Palavra da Verdade (Tg 1.18), isto é, na vida daquele que teve gerada em si uma nova natureza em CRISTO e que busca todos os dias fortalecer-se em DEUS, alimentar sua nova natureza, enchendo-se do ESPÍRITO SANTO.

Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 102-103.

 

Tg 3.11-12 Essa contradição na conduta é tão desnatural quanto imoral. A palavra Porventura (v. 11, meti) espera um claro “não” como resposta. O sentido é: “Você certamente não espera isso, espera?”. Ninguém que visita fontes salgadas, como as que podem ser encontradas próximo ao Mar Morto, esperaria encontrar água salgada e água doce vindo da mesma fonte. E se isso ocorresse, a água salgada estragaria a doce; a má estragaria a boa.

O pomar e a vinha ensinam a mesma verdade. “Conhece-se o fruto pela árvore”. JESUS lembrou aos seus ouvintes que não se colhem “uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos” (Mt 7.16). Tiago faz eco a essa verdade quando pergunta: pode também a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? (v. 12).

A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 176.

 

Tg 3. 12ª «...Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas, ou a videira, figos? O autor sagrado toma uma outra ilustração da natureza, que mostra também a necessidade de coerência. Cada árvore frutífera produz seu tipo específico de fruta, e certamente não pode produzir, ora uma espécie, ora outra. Isso é impossível. E apesar de que isso seria uma deleitável curiosidade, qualquer pessoa que observasse o fenômeno, pensaria que é apenas uma perversão, algo em que a natureza errar a profundamente. E isso se daria especialmente se a mesma árvore produzisse, alternadamente, fruto comestível e fruto venenoso. Se esse fosse o caso, a árvore seria considerada uma afronta ao processo da natureza, e não apenas uma curiosidade. O homem, porquanto produz fruto bom e fruto venenoso, também é uma afronta e uma perversidade da natureza.

·...figueira (figo)... azeitonas... videira(uva) ... Três frutos característicos da Palestina. Significados supostamente mais profundos têm sido visto no uso desses frutos, como se estivessem em foco lições morais e espirituais; mas não há que duvidar que tais interpretações são meras curiosidades, que não podem ser tomadas a sério: A figueira, símbolo de uma vida natural luxuosa, não pode produzir oliveiras, que simboliza a vida espiritual. A videira. O símbolo da teocracia e do cristianismo, afinal, não pode produzir figos, isto é, a felicidade externa, a plenitude da vida natural dos judeus. Portanto, seu sentido seria o que segue: Se alguém quer ser um judeu natural, não pode produzir os frutos dos filhos do ESPÍRITO; mas, se por outro lado, quiser ser cristão, não poderá contemplar ideais do judaísmo, sentando-se debaixo da figueira da prosperidade externa, esperando desfrutar de seu fruto». (Lange,- in loc.). O autor sagrado não estava apresentando qualquer simbolismo assim sutil, mas meramente ilustrava a monstruosidade do homem que, sendo comparado a uma árvore frutífera, produzia, alternadamente, fruto bom e fruto mau. Ariano, aluno de Epicteto, diz algo similar: Como poderia medrar uma videira, não como videira, mas como oliveira; ou uma oliveira, por outro lado, não como oliveira, mas como videira? Isso é impossível, inconcebível». As árvores, tal como os homens, são conhecidas por seus frutos, que mostram de que qualidades são eles. (Ver Mat. 7:20).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 58.

 

Tg 3.12 A metáfora da figueira e da videira: plantas guardam fidelidade à sua espécie, somente nós cristãos, de forma antinatural, muitas vezes não o fazemos – principalmente no caso de nossas palavras. Novamente somos lembrados do que JESUS afirma no Sermão do Monte: “Uma boa árvore produz bons frutos” (Mt 7.16). – Todavia também acontece que uma árvore produza duas espécies de frutos. Em uma macieira pode haver ao mesmo tempo uma variedade nobre, de bom paladar, ao lado maçãs silvestres e não-comestíveis. Isso acontece em galhos que não foram enobrecidos. A única solução é cortar os galhos orgulhosos e selvagens, e enxertar ramos nobres. Do mesmo modo é preciso que em nós sejam cortados os “galhos orgulhosos” e implantados os “galhos nobres”, a saber, o ESPÍRITO de DEUS. A Bíblia chama isso de arrependimento e renascimento. DEUS visa concretizar unidade na natureza e em nossa vida. É esse seu propósito, e ele é capaz de fazê-lo.

Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.

 

3. Uma única fonte.

Tg 3.11,12 De uma mesma fonte, não pode jorrar água doce e água amargosa. Embora qualidades diferentes de água não possam fluir da mesma fonte, as palavras dos cristãos podem ser muito incoerentes. Em um momento, podemos falar de uma maneira que honre a DEUS, e no momento seguinte, de uma maneira que dê a Satanás a força necessária para operar. Podemos escolher como vamos agir. Se não decidirmos, daremos a Satanás uma abertura para nos controlar. Devemos produzir o tipo de fruto em vista do qual fomos criados e regenerados para produzir - o fruto da justiça (veja Tg 3.18) -, da mesma maneira que se espera colher azeitonas de uma oliveira. Somente um coração renovado pode produzir palavras puras. Se a origem dos nossos pensamentos e atos é o amor de DEUS em nossa vida, então não seremos capazes de gerar aquele tipo de palavras negativas contra o qual Tiago está nos advertindo.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 679.

 

Tg 3.12b ·...fonte de água salgada pode dar água doce ...· O mar Morto, na Palestina, fica apenas acerca de vinte e cinco quilômetros de Jerusalém. Naquela área há muitos poços de sal, pantanais e fontes que contém água salgada em variadas percentagens. Há grande abundância de riachos salgados e fontes salobras naquela região, além de fontes termais impregnadas de enxofre, que abundam no vale vulcânico do rio Jordão.

Portanto, se os leitores originais da epistola eram naturais da Palestina, haveriam de entender perfeitamente a linguagem simbólica usada.

Haveriam de saber que existem fontes de água potável e também de água salobra, mas que é impossível que de um mesmo manancial jorrasse água boa e água salobra. Os mananciais de água potável trazem vida; os demais mananciais nada produzem senão odores asfixiantes. Somente o homem pode cultivar a prodigiosa monstruosidade de produzir o que é bom e hígido, para em seguida produzir influências e poderes malignos e mortíferos. Pelo menos no crente, que é alguém que está sendo transformado para compartilhar da imagem de CRISTO, isso não deveria ocorrer; o N.T. dá a entender que isso, realmente, não sucederá jamais.

«Se a boca emitir maldições, assim se fazendo uma fonte salobra, não pode, sob hipótese alguma, emitir também o riacho potável do louvor e das boas obras; e ainda que pareça fazê-lo, tudo deve ser hipocrisia e espetáculo». (Alford. in loc.). Toda a bênção, de fato, é maculada pela língua que profere maldições; e até mesmo o Louvor não fica bem na boca do pecador.

«De certa feita foi apresentado em favor de um homem que fora criticado e condenado por motivo insatisfatório, que ele era 'um bom homem, com exceção de seu mau gênio'. ‘Tudo, menos o seu mau gênio!' Foi a resposta em nada errada. 'Como se o mau gênio não representasse nove décimos do erro religioso!' ‘Se alguém não tropeça no falar é perfeito varão'».

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 58.

 

 Tg 3.11 A imagem do poço: de uma fonte (ou do poço ligado a ela) não jorra simultaneamente água doce e água do mar. Mas em nós humanos essa estranha mistura ocorre constantemente. Mesmo no caso de um poço ela é concebível, a saber, quando estiver simultaneamente ligada a duas fontes. A circunstância de que de nossa vida sempre brotam duas coisas distintas se explica pelo fato de que somos abastecidos a partir de duas fontes diferentes: o ESPÍRITO de DEUS e o espírito deste mundo. Por isso importa suplicar: “Conserva meu coração vazio para ti” (Michael Hahn). Igualmente é necessário que não corramos para lá e para cá, mas que nossa comunhão com JESUS se torne sólida e constante (Jo 7.38; Cl 2.7;Hb 13.9).

Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.

 

ELABORADO: Pr. Luiz Henrique e Pb Alessandro Silva

  

Referências Bibliográficas

Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 15-16.

BANCROFT, E. H. Teologia Elementar. São Paulo, IBR, 1975.

Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.

Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.

Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.

BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Edição contemporânea. São Paulo, Vida, 1994.

CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1977.

CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 1
JOSEFO, Flávio. História dos hebreus: de Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

Coelho, Valnice Milhomens. Personalidades restauradas, São Paulo: Edição do autor, 1992. 244p.1. Palavra da Fé Produções Caixa Postal 60061 - CEP 05096-970 Av. Pompéia, 2110 - São Paulo - S. P. - Tel. :(011) 873-3117, FAX 62.4015

Dadanet, Dailymotion, GodTube, Google, Magnify, MSN, Multiply, Netlog, Space, Videolog, Weshow, Yahoo, Youtube.

Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer - CPAD - Rio de Janeiro - RJ

http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/ - Pb Alessandro Silva

McNAIR, S. E. A Bíblia Explicada. Rio de Janeiro, CPAD, 1994.

Veja vídeos em http://ebdnatv.blogspot.com, http://www.ebdweb.com.br/ - Ou nos sites seguintes: 4Shared, BauCristao,

VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

www.ebdweb.com.br

www.escoladominical.net

www.gospelbook.net

www.portalebd.org.br (Caramurú)

 

))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))

 

REVISTA BETEL NA ÍNTEGRA – 2º TRIMESTRE DE 2026

LIÇÃO 4, O PODER DAS PALAVRAS - PEDRAS QUE EDIFICAM E NÃO FEREM

 

Escrita Lição 4, Betel, O poder das palavras - pedras que edificam e não ferem, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

1. MORTE E VIDA ESTÃO NO PODER DA LÍNGUA  

1.1. As palavras revelam o que temos no coração   

1.2. As palavras podem matar ou ressuscitar sonhos   

1.3. As palavras de Neemias animaram o povo   

2. SUPERANDO ATAQUES VERBAIS

2.1. Davi enfrentou oposição na família.

2.2. José enfrentou calúnia e descaso.

2.3. Isaque foi afrontado pelos pastores de Gerar   

3. NEEMIAS FOI CALUNIADO POR SEUS OPOSITORES 

3.1. A reação assertiva de Neemias.

3.2. O posicionamento firme de Neemias   

3.3. A oração e a vitória de Neemias    

 

TEXTO ÁUREO 

"Estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derribará o seu muro de pedra", Neemias 4.3 

 

VERDADE APLICADA 

Diante dos astutos ataques do inimigo, precisamos nos revestir do poder do alto e saber quem somos em DEUS. 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA – Neemias 4:1-5

¹ E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito; e escarneceu dos judeus.

² E falou na presença de seus irmãos, e do exército de Samaria, e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isto? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas?

³ E estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, contudo, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra.

⁴ Ouve, ó nosso DEUS, que somos tão desprezados, e torna o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e dá-os por presa, na terra do cativeiro.

⁵ E não cubras a sua iniquidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram na presença dos edificadores.

 

INTRODUÇÃO  

Os judeus se uniram e trabalharam com afinco para restaurar os muros de Jerusalém. Quando os inimigos souberam disso, indignaram-se e passaram a zombar deles (Ne 3). Nesta lição, veremos que saber lidar com ataques verbais que tentam nos destruir é uma habilidade que devemos desenvolver para não pecar com as palavras nem investir no que não nos edifica. 

 

1. MORTE E VIDA ESTÃO NO PODER DA LÍNGUA  

A Bíblia diz, em Provérbios 18.21, que a morte e a vida estão no poder da língua. No NT, vemos que na dispensação da Graça não é diferente, pois Tiago afirma que da boca procede a bênção e a maldição (Tg 3.10). Portanto, palavras mal 

colocadas podem provocar feridas profundas naqueles que as ouvem. 

 

1.1. As palavras revelam o que temos no coração    

JESUS exortou fortemente os fariseus pela sua incredulidade e blasfêmia, deixando claro que aquele era o estado do coração deles: "Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca", (Mt 12.34). Isso significa que é incoerente um verdadeiro convertido a CRISTO, cujo coração está cheio do Amor de DEUS, viver mentindo, murmurando, caluniando, difamando ou dizendo injúrias sobre o próximo. Sambalate, Tobias e Gesém estavam insatisfeitos antes mesmo da chegada de Neemias, fato que muito lhes desagradou (Ne 2.10); então, quando a obra dos muros começou, eles ficaram furiosos e passaram a caluniar e difamar Neemias e seu povo (Ne 4.1). 

 

JESUS expôs a raiz do problema: a boca revela o coração (Mt 12.34). Por isso, é incoerente alguém regenerado, cujo coração foi alcançado pelo amor de DEUS, viver em mentira, murmuração e difamação (Ef 4.25,29). Em Neemias, vemos o roteiro clássico da oposição: antes mesmo da obra começar, Sambalate. Tobias e Gesém já estavam irritados (Ne 2.10); quando os muros avançam, a fúria vira zombaria e calúnia (Ne 4.1-3). Como responder? Neemias ora e entrega a causa a DEUS (Ne 4.4-5), vigia e organiza o povo (Ne 4.9), recusa negociar com a mentira (Ne 6.2-3,8). Onde a língua é curada, a comunhão é preservada e a obra prospera. 

 

1.2. As palavras podem matar ou ressuscitar sonhos    

Depois de quarenta dias espiando a terra de Canaã, os espias apresentaram um relatório muito pessimista aos filhos de Israel, dizendo que seria impossível conquistar aquela terra e, por isso, deveriam voltar para o Egito (Nm 13.27-33; 14.1-4). Calebe, entretanto, disse que, com aquelas palavras, os espias "derreteram o coração do povo" (Js 14.8). Essa é uma expressão muito dura, que mostra quanto aquelas palavras foram negativas e desanimadoras, além de matarem os sonhos dos israelitas. Que jamais façamos o coração de outra pessoa der- reter nem sejamos capazes de matar seus sonhos. 

 

Os primeiros ataques dos inimigos contra Neemias foram verbais. Eles queriam desanimá-lo e enfraquecê-lo. Até hoje, o inimigo usa a mesma estratégia para atingir os filhos de DEUS, ele mira a mente com palavras que semeiam medo, dúvida e divisão. Portanto, vista-se da armadura de DEUS (Ef 6.11-18), derrube sofismas com a Palavra (2Co 10.4-5), busque apoio do corpo de CRISTO e lembre-se: "Nenhuma arma forjada contra ti prosperará" (Is 54.17). Permaneça firme; não desça do muro. 

 

1.3. As palavras de Neemias animaram o povo    

Neemias não profetizou nem falou de nenhuma visão ou sonho aos judeus de Jerusalém. Na verdade, não há nenhuma passagem no Livro de Neemias que relate que, em algum momento, DEUS falou com ele. Porém, desde o início de sua missão, todas as palavras de Neemias foram de ânimo, fé e total confiança na Palavra de DEUS (Ne 2.17-18; 4.20; 8.9-12). Aqui, temos duas importantes lições: a primeira é que devemos abrir nossos lábios para louvar e bendizer a DEUS e abençoar e motivar as pessoas a nossa volta. A segunda, e igualmente importante, é que devemos evitar conversas que envolvam calúnia, intriga e difamação, porque atitudes assim não condizem com nossa nova vida em CRISTO (1Co 15.33). JESUS nos ordenou falar bem de quem fala mal de nós e orar por quem nos calunia (Lc 6.28). 

 

A sua boca é um canteiro de sementes: cada palavra que você lança pode brotar em vida ou em espinhos. Uma frase dita na hora certa acende coragem, organiza pensamentos confusos, sara ânimos abatidos e até reabre caminhos que pareciam fechados. Subestimamos o alcance do que dizemos, mas as palavras criam ambientes (em casa, no trabalho, na igreja), moldam decisões e regam corações para o bem ou para o mal (Pv 18.21; Pv 12.18). Por isso a Escritura insiste: "Nenhuma palavra torpe... mas só a que for boa para edificação" (Ef 4.29); e Tiago nos lembra que a língua é pequena, mas dirige navios inteiros (Tg 3.4-6). 

 

EU ENSINEI QUE: 

JESUS nos ordenou falar bem de quem fala mal de nós e orar por quem nos calunia

 

2. SUPERANDO ATAQUES VERBAIS

A Bíblia traz muitas passagens em que os filhos de DEUS tiveram que lidar com fortes oposições. Seja no AT ou no NT, os relatos de milagres e fé acontecem em meio a guerras, problemas familiares, crises econômicas, perdas, e outras situações adversas. Vejamos alguns exemplos. 

 

2.1. Davi enfrentou oposição na família  

    

Antes de enfrentar Golias no vale de Elá (1Sm 17.19), Davi precisou lidar com a oposição de seu irmão: "E ouvindo Eliabe, seu irmão mais velho, falar àqueles homens, acendeu-se a ira de Eliabe contra Davi, e disse: Por que desceste aqui? E a quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção e a maldade do teu coração, que desceste para ver a peleja", 1Sm 17.28. Foram palavras duras, ditas diante dos soldados ali presentes. O rapaz poderia ter ido embora, ferido pelas palavras de Eliabe; mas, em vez disso, Davi: "desviou-se dele para outro e falou a mesma coisa", 1Sm 17.30. Aprendemos com isso a não entrar em discussões desnecessárias nem permitir que os ataques nos façam sair da rota que DEUS traçou para nossa vida. O cristão deve desviar-se da fúria dos ataques de seus adversários e seguir em frente.

 

Palavras negativas não "evaporam": elas ferem como flechas (Jr 9.8), perfuram reputações, azedam ambientes e desalinham corações. A Bíblia é direta: "morte e vida estão no poder da língua" (Pv 18.21), e a língua pequena pode incendiar uma floresta inteira (Tg 3.5-6). Por isso, o discípulo filtra o que diz: verdade em amor, nada de podridão, só o que edifica e comunica graça (Ef 4.29). Prática simples e poderosa: pare antes de falar, ore curto ("Senhor, guarda minha boca", Sl 141.3), troque murmuração por gratidão e, se feriu alguém, repare, peça perdão e refaça o vínculo (Mt 12.36-37).

 

2.2. José enfrentou calúnia e descaso  

                             

José, ainda bem jovem, sofreu com a ira e a calúnia de seus irmãos, que o venderam aos midianitas (Gn 37). Os midianitas, por sua vez, o venderam a Potifar, oficial e comandante da guarda de Faraó (Gn 37.36). Por não ter correspondido ao assédio da mulher do Potifar, foi acusado por ela de tentativa de estupro e, por isso, preso sem direito à defesa (Gn 37.9-20). José ficou anos preso injustamente. Vemos sua angústia em Gn 40.14: após interpretar os sonhos do padeiro e do copeiro, também presos, ele faz um pedido dramático ao copeiro: "Lembra-te de mim, quando te for bem; e rogo-te que sejas bondoso para comigo, e rogo-te que uses comigo de compaixão, e que faças menção de mim a Faraó, e faze-me sair desta casa". Mesmo depois das injustiças que passou, José não perdeu a fé e se manteve firme, até que DEUS mudou a situação e fez dele governador de toda a terra do Egito (Gn 41).

 

O comentário da Revista Betel (2021): "JESUS cumpriu na íntegra o Ministério recebido de DEUS; porém, em Sua jornada terrena, sofreu perseguição daqueles que se consideravam donos das verdades de DEUS. Um dos grupos que O perseguiam era o dos escribas, que eram considerados mestres especializados no estudo e na aplicação da Torá. Em Marcos 13.22, vemos este grupo dizendo que JESUS expulsava demônios por Belzebu. Em nossa missão de pregar o evangelho, surgirão diversos opositores, mas, a exemplo de CRISTO, precisamos continuar firmes na missão (2Tm 3.12)". 

 

2.3. Isaque foi afrontado pelos pastores de Gerar   

Isaque cavou poços na região de Berseba, ao sul de Israel (Gn 26.18-25), em terras que lhe pertenciam por herança porque Abraão, seu pai, as havia comprado e também cavado poços ali (Gn 21). Depois que Isaque e seus ajudantes encontraram água, os beduínos da região contenderam com eles, dizendo que aquela água lhes pertencia (Gn 26.20). Isaque, então, chamou o poço de Eseque (contenda) e, surpreendentemente, abriu mão dele. Indo para outro local, cavaram um novo poço, e voltaram a encontrar água, mas os beduínos se aproximaram e exigiram aquele poço também. Isaque chamou o poço de Sitna (ódio) e abriu mão dele. A contenda e o ódio aqui não partiram de Isaque, mas de seus opositores. E por que Isaque abriu mão tão facilmente dos poços? Porque sabia que a bênção não estava no poço, a bênção estava sobre sua vida: onde ele cavou, ele achou água. 

 

A Bíblia diz: "Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo intrigante, cessa a contenda" (Pv 26.20). Por isso, o crente deve vigiar para não alimentar discussões inúteis e profanas, que são laços do diabo (2Tm 2.16,23-24; Tt 3.9). Aprenda a responder com mansidão (Pv 15.1), seja pronto para ouvir e tardio para falar (Tg 1.19), recuse a primeira faísca (Pv 17.14) e, se necessário, retire a "lenha" saindo da conversa. Ore, abençoe e promova a paz (Rm 12.18): sem combustível, a briga morre. 

 

EU ENSINEI QUE - O cristão deve desviar-se da fúria dos ataques de seus adversários e seguir em frente. 

 

3. NEEMIAS FOI CALUNIADO POR SEUS OPOSITORES 

À medida que os muros de Jerusalém começavam a se levantar, também se levantavam vozes de calúnia, zombaria e ameaça. Os inimigos não suportavam ver o progresso do povo de DEUS e, por isso, tentaram deter Neemias por meio de mentiras, difamações e ataques verbais. No entanto, ele manteve-se firme, discernindo que o verdadeiro alvo não era apenas ele, mas o propósito divino que estava sendo cumprido.

 

3.1. A reação assertiva de Neemias    

                     

Sambalate e seus comparsas zombaram de Neemias e seu povo, além de mentirem ao dizer que eles estavam se rebelando contra o rei Artaxerxes (Ne 2.19). Neemias e os judeus suportaram outros insultos e foram bastante menosprezados no trabalho de reconstrução dos muros de Jerusalém (Ne 4.1-3). Neemias, porém, sabia quem era em DEUS e viu aqueles ataques verbais como estratégias dos inimigos para desmotivar o povo diante da grande obra que estavam por realizar. Neemias conhecia suas limitações, mas também a sua capacidade e força (Ne 6.11); por isso, ignorou os insultos e motivou o povo a crer na Palavra de DEUS e não nas palavras dos seus opositores. 

 

Neemias é um exemplo de perseverança: criticado, ameaçado e caluniado, ele não negociou o propósito, não desceu do muro (Ne 6.3) e blindou o coração com oração e ação (Ne 4.9). Organizou o povo, distribuiu responsabilidades e manteve o ritmo, trabalhando com a colher numa mão e a espada na outra (Ne 4.17). Se tivesse deixado o ânimo ser minado pelos maldizentes, o muro não teria sido concluído no tempo recorde de cinquenta e dois dias (Ne 6.15). Sua firmeza ensina que foco, oração, discernimento e coragem vencem campanhas de difamação e fazem a obra avançar. 

 

3.2. O posicionamento firme de Neemias   

Sambalate, Tobias e Gesém fizeram de tudo para tumultuar o trabalho em Jerusalém, inclusive os acusando de uma possível revolta e Neemias de intentar autoproclamar-se rei de seu povo (Ne 6.6,7). Por cinco vezes, mandaram mensageiros a Neemias no intuito de fazê-lo parar a obra para tratar do assunto com eles. Porém, em todas as investidas, Neemias deu a mesma resposta: "Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?", Ne 6.3. A lição aqui é: não perca tempo nem desperdice energia com quem quer o seu mal. Não tente se explicar ou dar satisfação a essas pessoas; ocupe-se com fazer a Vontade de DEUS e siga em obediência; não alimente conversas que visam unicamente tirar você da sua missão. 

 

O verdadeiro líder mantém clara a visão e firme o rumo até que a meta se cumpra. Neemias mostrou isso: com pulso nas convicções e coração dependente de DEUS, enfrentou os inimigos de DEUS, com estratégias sem negociar princípios (Ne 6.2-3,8). Ele orou e agiu (Ne 4.9), planejou e buscou recursos (Ne 2.7-8), protegeu a equipe e delegou com sabedoria (Ne 4.13-17), comunicou esperança e responsabilidade (Ne 2.18; 4.14) e prestou contas com integridade (Ne 5.14-19). Liderança, aqui, é foco na missão, discernimento diante das armadilhas e coragem para continuar, até que o muro fique de pé. 

 

3.3. A oração e a vitória de Neemias              

 

                        

O Livro de Neemias tem treze capítulos, nos quais o vemos constantemente orando, só ou com o povo, à exceção dos capítulos 3; 7; 10; 12. Quando recebeu a notícia de Hanani, quando falou com o rei Artaxerxes e nas vezes que foi atacado pelos inimigos, Neemias orou. Quando deixamos de orar, ficamos expostos aos ataques de Satanás. JESUS dedicou grande parte de Seu tempo à oração: orou ao ser batizado por João Batista (Jo 3.21); orou depois de realizar grandes milagres (Mc 6.46); orou antes de escolher os doze Apóstolos (Lc 6.12-13); orou no Getsêmani, antes de ser traído por Judas e preso (Mt 26.44); orou até mesmo na cruz (Lc 23.34). Não poderemos superar os grandes desafios em nosso caminho, vivendo na carne e no natural. Precisamos do poder de DEUS que advém a vida do crente através da oração. 

 

David Yonggy Cho (2019): "Nosso problema é que pensamos muito sobre a oração, lemos muita coisa a respeito dela, e até recebemos instruções acerca da oração, mas não oramos. Chegou a hora de compreendermos que a oração é uma fonte do poder. Chegou a hora de permitirmos que o ESPÍRITO SANTO opere em nós um novo quebrantamento e a submissão a DEUS". Na Bíblia, poder não é teoria; é fruto de gente que busca a DEUS: JESUS orava (Mc 1.35; Lc 5.16), a igreja orava e foi cheia do ESPÍRITO (At 1.14; 4.31), e somos chamados a orar em todo tempo (Ef 6.18; 1Ts 5.17), edificando-nos "na santíssima fé... orando no ESPÍRITO" (Jd 20). 

 

EU ENSINEI QUE: Quando deixamos de orar, ficamos expostos aos ataques do mal. Não podemos superar os grandes desafios em nosso caminho sem a oração

 

CONCLUSÃO 

Precisamos nos revestir de DEUS e estarmos alertas aos ataques que visam nos desanimar. Sabendo que no Poder da Palavra está a vida e a morte, devemos abrir nossos lábios para louvar a DEUS e ser fonte de bênção para as pessoas à nossa volta. 

 

 

 

 

https://ebdnatv.blogspot.com/2022/01/estudo-alianca-de-sangue-pr-henrique.html