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ESBOÇO DA LIÇÃO
1- A RESSURREIÇÃO NO AT E NO NT
1.1. A ressurreição no AT.
1.2. A ressurreição no NT.
1.3. A ordem cronológica da ressurreição.
2.1. A importância da ressurreição para o cristianismo.
2.2. Se CRISTO não ressuscitou é vã a nossa fé.
2.3. O poder da Ressurreição de CRISTO.
3.1 A primeira ressurreição.
3.2. A segunda ressurreição.
TEXTO ÁUREO
“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Daniel 12.2
O versículo de Daniel 12:2 é uma das declarações mais claras do Antigo Testamento sobre a ressurreição dos mortos e o juízo final:
· "Dormem no pó da terra": É uma metáfora bíblica comum para a morte física (o túmulo).
· Em João 5:28-29, Jesus diz: "Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação."
· "Dormem no pó da terra": Uma metáfora bíblica comum para a morte física (o corpo retorna ao pó, mas a existência não é aniquilada).
A frase "Eu sou a ressurreição e a vida" originária do Evangelho de João (João 11:25-26) é dita por Jesus Cristo a Marta, logo antes da ressurreição de Lázaro.
O Significado Bíblico e Teológico
· A Pessoa e o Poder: Jesus afirma que Ele próprio não apenas anuncia ou traz a ressurreição, mas é a própria ressurreição e a fonte da vida.
VERDADE APLICADA
A ressurreição de CRISTO é a garantia de que a esperança cristã não se limita ao nosso viver nesta terra.
A ressurreição de Cristo é o pilar central que garante que a esperança cristã ultrapassa os limites desta vida terrena. Sem ela, a fé cristã perderia o seu propósito final e a sua vitória sobre a morte.
A Bíblia aborda essa realidade de forma muito direta, com destaque para as palavras do apóstolo Paulo e de Jesus:
O Argumento de 1 Coríntios 15
O apóstolo Paulo dedica um capítulo inteiro para explicar que a ressurreição de Jesus não é apenas um fato histórico, mas a promessa de que os crentes também ressuscitarão. Ele afirma categoricamente:
· "Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens." (1 Coríntios 15:19)
Antes de sua crucificação e ressurreição, Jesus já preparava seus discípulos para entenderem que o Reino de Deus e a vida que Ele oferecia iam muito além do plano terreno:
· João 11:25-26: Na ressurreição de Lázaro, Ele declarou: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente."
· Consolo no luto: A morte deixa de ser um ponto final e passa a ser uma transição, uma "espera" pela ressurreição.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Compreender as duas ressurreição
Destacar a Ressurreição de CRISTO
Identificar a ordem desseS acontecimentos
Identificar a ordem desseS acontecimentos
Destacar a Ressurreição de CRISTO
Identificar a ordem desseS acontecimentos
TEXTO REFERÊNCIAS - 1 CORÍNTIOS 15.16-18, 20, 22-23
16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também CRISTO não ressuscitou.
17 E, se CRISTO não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
18 E também os que dormiram em CRISTO estão perdidos.
20 Mas agora CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em CRISTO.
23 Mas cada um por sua ordem: CRISTO as primícias; depois, os que são de CRISTO, na sua vinda
17 E, se CRISTO não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
18 E também os que dormiram em CRISTO estão perdidos.
20 Mas agora CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em CRISTO.
23 Mas cada um por sua ordem: CRISTO as primícias; depois, os que são de CRISTO, na sua vinda
16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também CRISTO não ressuscitou.
17 E, se CRISTO não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
18 E também os que dormiram em CRISTO estão perdidos.
20 Mas agora CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em CRISTO.
23 Mas cada um por sua ordem: CRISTO as primícias; depois, os que são de CRISTO, na sua vinda
LEITURA COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Sl 16.10 Vitória sobre a morte
TERÇA | Fp 3.11 Esperança da ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição
TERÇA | Fp 3.11 Esperança da ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição
HINOS SUGERIDOS: 126,459,469
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SUBSÍDIOS EXTRAS – BÍBLIAS, LIVROS, REVISTAS, COPILOT, CHATGPT, GEMINI
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COMENTÁRIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO
INTRODUÇÃO GERAL (NOVA E AMPLIADA)
A doutrina da ressurreição ocupa posição de destaque entre as verdades fundamentais da fé cristã. Ela atravessa toda a revelação bíblica, desde as sombras e promessas encontradas no Antigo Testamento até sua plena manifestação na Pessoa e Obra de JESUS CRISTO. Nenhuma outra doutrina demonstra tão claramente o poder soberano de DEUS sobre a vida, a morte e a eternidade.
A ressurreição não deve ser compreendida apenas como um retorno à vida física, mas como a manifestação suprema da vitória divina sobre as consequências do pecado. Desde a queda de Adão, a morte tornou-se uma realidade universal da existência humana (Rm 5.12). Entretanto, DEUS estabeleceu um plano redentor que culmina na derrota definitiva do pecado, da morte e de Satanás.
Em CRISTO, a esperança da ressurreição tornou-se uma certeza inabalável. Sua vitória sobre o sepulcro garantiu que todos os que estão unidos a Ele pela fé também participarão da glorificação futura. A ressurreição de JESUS é a prova histórica e espiritual de que a salvação foi consumada com êxito e de que as promessas divinas jamais falham.
As Escrituras ensinam que haverá duas ressurreições distintas: a ressurreição da vida e a ressurreição da condenação. Ambas revelam aspectos complementares do caráter divino. A primeira manifesta Sua graça, misericórdia e fidelidade para com os remidos; a segunda revela Sua santidade, justiça e retidão diante daqueles que rejeitaram Sua salvação.
O estudo das ressurreições possui profunda importância escatológica, pois esclarece a sequência dos acontecimentos finais, a esperança da Igreja, a consumação do Reino de DEUS e o destino eterno da humanidade. Além disso, fortalece a perseverança dos crentes diante das lutas presentes, lembrando-lhes que a morte não terá a última palavra.
Portanto, refletir sobre a doutrina da ressurreição é contemplar o triunfo absoluto de CRISTO e renovar a esperança na promessa de que um dia os salvos receberão corpos glorificados e viverão eternamente na presença do Senhor.
1. A RESSURREIÇÃO NO AT E NO NT
A revelação da ressurreição segue o princípio da revelação progressiva. DEUS não revelou todos os detalhes de uma só vez, mas desenvolveu gradualmente esse ensino ao longo da história bíblica. No Antigo Testamento encontramos as sementes da doutrina; no Novo Testamento encontramos sua plena manifestação em CRISTO.
A esperança da ressurreição demonstra que a morte não possui a palavra final. Embora a morte física tenha entrado no mundo pelo pecado, DEUS providenciou um meio de restaurar completamente Sua criação. A ressurreição é a demonstração máxima do poder divino sobre os efeitos da Queda.
Sob a perspectiva teológica, a ressurreição está associada à doutrina da redenção completa. DEUS não salvará apenas a alma do crente, mas também seu corpo. A salvação bíblica é integral, abrangendo corpo, alma e espírito (1Ts 5.23).
A revelação progressiva culmina em JESUS CRISTO. Tudo o que foi anunciado pelos profetas encontra nele seu cumprimento. Sua ressurreição valida as profecias antigas e confirma Sua identidade como Filho de DEUS.
A esperança da ressurreição também reforça a fidelidade divina. As promessas feitas aos patriarcas ultrapassavam os limites da vida terrena, apontando para uma realidade eterna preparada pelo Senhor.
Além disso, essa doutrina serve como fonte de consolo diante da morte. Os que morrem em CRISTO não estão perdidos, mas aguardando o momento glorioso da ressurreição.
Palavra Grega Importante
|
Palavra |
Grego |
Significado |
|
Ressurreição |
Anástasis (ἀνάστασις) |
Levantar-se novamente |
|
Vida |
Zoé (ζωή) |
Vida divina e eterna |
|
Morte |
Thanatos (θάνατος) |
Separação física ou
espiritual |
|
Esperança |
Elpis (ἐλπίς) |
Esperança confiante
baseada em DEUS |
Tabela Resumo do Tópico 1
|
Tema |
Resumo |
|
Revelação Progressiva |
Desenvolvida do AT ao
NT |
|
Centro da Doutrina |
CRISTO ressuscitado |
|
Objetivo |
Vitória sobre a morte |
|
Resultado |
Vida eterna para os
salvos |
|
Fundamento |
Promessas de DEUS |
1.1 A RESSURREIÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
Embora o Antigo Testamento não apresente a doutrina da ressurreição com a mesma clareza que o Novo Testamento, diversos textos revelam essa esperança. A fé dos patriarcas demonstrava convicção de que DEUS tinha poder até mesmo sobre a morte.
Abraão é um dos principais exemplos. Ao levar Isaque para o sacrifício, acreditava que DEUS seria capaz de ressuscitá-lo caso fosse necessário. Isso demonstra uma fé extraordinária no poder criador do Senhor.
Jó também expressou esperança escatológica ao afirmar que veria seu Redentor. Mesmo em meio ao sofrimento extremo, sua confiança estava além da morte física.
Isaías profetizou sobre a derrota definitiva da morte. Suas palavras antecipam a futura restauração operada pelo Messias e a vitória final do Reino de DEUS.
Daniel apresenta uma das declarações mais explícitas do Antigo Testamento. Ele descreve duas categorias de ressuscitados: uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno.
Dessa forma, o AT estabelece os fundamentos doutrinários que posteriormente seriam ampliados por CRISTO e pelos apóstolos.
Comentário Teológico Extra
A escatologia veterotestamentária revela que DEUS governa além dos limites da existência terrena. A esperança dos santos do AT não estava baseada apenas em bênçãos materiais, mas também na expectativa da redenção futura. Mesmo sem compreender todos os detalhes do plano divino, os fiéis confiavam na aliança estabelecida por DEUS. Essa fé antecipava a revelação plena trazida por CRISTO. A doutrina da ressurreição mostra que a morte nunca anulou as promessas de DEUS. O pacto divino transcende a sepultura. A fidelidade do Senhor garante a continuidade da vida para aqueles que lhe pertencem.
Referências Bíblicas Complementares
|
Referência |
Resumo |
|
Gn 22.5 |
Fé de Abraão na
intervenção divina |
|
Jó 19.25-27 |
Esperança no Redentor |
|
Sl 16.10 |
DEUS vence a
corrupção |
|
Sl 49.15 |
DEUS resgata da morte |
|
Is 25.8 |
Destruição definitiva
da morte |
|
Is 26.19 |
Promessa de
ressurreição |
|
Dn 12.2 |
Dupla ressurreição |
Palavras Hebraicas Importantes
|
Palavra |
Hebraico |
Significado |
|
Vida |
Chayyim |
Vida |
|
Morte |
Maveth |
Morte |
|
Sheol |
Sheol |
Lugar dos mortos |
Tabela Resumo – 1.1
|
Aspecto |
Ensino |
|
Abraão |
DEUS pode ressuscitar |
|
Jó |
Esperança no Redentor |
|
Salmos |
Vitória sobre a morte |
|
Isaías |
Derrota da morte |
|
Daniel |
Ressurreição dos
justos e injustos |
1.2 A RESSURREIÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
No Novo Testamento a doutrina da ressurreição alcança sua revelação completa. CRISTO não apenas ensinou sobre a ressurreição, mas tornou-se a prova viva dela por Sua própria vitória sobre a morte.
A expressão grega "ek nekrōn" destaca a ideia de sair dentre os mortos. Ela enfatiza a distinção entre CRISTO e aqueles que permanecem no estado de morte espiritual.
JESUS ensinou claramente que haverá uma ressurreição para a vida e outra para o juízo. Isso elimina qualquer interpretação universalista que negue a responsabilidade moral do ser humano.
O corpo glorificado dos salvos será incorruptível e apropriado para a eternidade. Não será mera reanimação de cadáveres, mas transformação completa pela ação divina.
A ressurreição dos santos representa o clímax da redenção iniciada na cruz. Aqueles que foram justificados serão finalmente glorificados.
Assim, o Novo Testamento apresenta a ressurreição não apenas como esperança futura, mas como realidade já garantida na obra consumada de CRISTO.
Comentário Teológico Extra
A ressurreição de CRISTO constitui o fundamento da cristologia, da soteriologia e da escatologia. Sem ela, não haveria certeza da justificação nem da glorificação futura. O CRISTO ressuscitado tornou-se o modelo da nova humanidade redimida. Sua vitória inaugurou uma nova ordem espiritual. O mesmo poder que o levantou dentre os mortos opera atualmente na Igreja. A ressurreição é a confirmação pública da aceitação do sacrifício de CRISTO pelo Pai. Ela representa o selo divino sobre a obra da redenção.
Palavras Gregas Importantes
|
Palavra |
Grego |
Significado |
|
Ek Nekrōn |
ἐκ νεκρῶν |
Dentre os mortos |
|
Anástasis |
ἀνάστασις |
Ressurreição |
|
Aphtharsia |
ἀφθαρσία |
Incorrupção |
|
Doxa |
δόξα |
Glória |
Referências Complementares
|
Referência |
Resumo |
|
Mt 28.6 |
CRISTO ressuscitou |
|
Lc 24.39 |
Ressurreição corporal |
|
Jo 11.25 |
CRISTO é a
Ressurreição |
|
Rm 6.5 |
União com CRISTO |
|
1Co 15.42-44 |
Corpo glorificado |
|
Fp 3.21 |
Transformação do
corpo |
|
1Ts 4.16-17 |
Ressurreição da
Igreja |
Tabela Resumo – 1.2
|
Aspecto |
Ensino |
|
CRISTO |
Primícias |
|
Igreja |
Ressurreição futura |
|
Corpo Glorificado |
Incorruptível |
|
Esperança Cristã |
Vida eterna |
|
Destino dos Salvos |
Glorificação |
1.3 A ORDEM CRONOLÓGICA DA RESSURREIÇÃO
A Bíblia revela que os eventos escatológicos seguem uma sequência estabelecida pela soberania divina. Nada ocorrerá de maneira aleatória.
Paulo utiliza o termo grego "tagma" para indicar uma ordem organizada, semelhante à formação de tropas militares. Isso demonstra que DEUS administra a história de forma precisa.
CRISTO ressuscitou primeiro como as primícias. Sua ressurreição abriu o caminho para todos os demais participantes do plano redentivo.
Após o Reino Milenial acontecerá a ressurreição dos ímpios para comparecerem diante do Grande Trono Branco.
Comentário Teológico Extra
A ordem escatológica evidencia a soberania absoluta de DEUS. Nenhum acontecimento futuro está sujeito ao acaso. Cada etapa do plano redentivo foi determinada antes da fundação do mundo. A palavra "tagma" reforça a existência de uma estrutura divina para a consumação dos séculos. A ressurreição dos santos ocorrerá em conformidade com a promessa feita por CRISTO. O juízo dos ímpios também seguirá o cronograma estabelecido pelo Senhor. Todo o programa escatológico glorifica a justiça e a fidelidade divinas.
Palavra Grega Central
|
Grego |
Transliteração |
Significado |
|
τάγμα |
Tagma |
Ordem, sequência
organizada |
Referências Bíblicas Complementares
|
Referência |
Resumo |
|
1Co 15.23 |
Cada um em sua ordem |
|
1Ts 4.16 |
Mortos ressuscitam
primeiro |
|
1Co 15.52 |
Transformação
instantânea |
|
Ap 20.4-6 |
Primeira ressurreição |
|
Ap 20.11-15 |
Grande Trono Branco |
|
Mt 24.31 |
Reunião dos eleitos |
|
Fp 3.20-21 |
Corpo glorificado |
Tabela Resumo – 1.3
|
Etapa |
Evento |
|
1 |
Ressurreição de CRISTO |
|
2 |
Ressurreição da
Igreja |
|
3 |
Ressurreição dos
mártires |
|
4 |
Reinado Milenial |
|
5 |
Ressurreição dos
ímpios |
|
6 |
Juízo Final |
2. A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO
A ressurreição de CRISTO é o coração da mensagem cristã. Não se trata apenas de um acontecimento histórico extraordinário, mas da maior demonstração do poder de DEUS na história da redenção. Toda a teologia cristã está profundamente ligada à realidade da ressurreição, pois ela valida a encarnação, o sacrifício expiatório, a justificação e a esperança da glorificação futura.
A ressurreição também confirma a divindade de CRISTO. Ao vencer a morte, JESUS demonstrou ser verdadeiramente o Filho de DEUS, conforme havia declarado durante Seu ministério terreno.
No aspecto soteriológico, a ressurreição garante a justificação dos crentes. O pecador arrependido pode ter plena segurança de sua salvação porque CRISTO vive eternamente para interceder por Seu povo.
Do ponto de vista escatológico, a ressurreição de CRISTO assegura a futura ressurreição da Igreja. O mesmo CRISTO que saiu do túmulo voltará para buscar Seu povo.
Portanto, a ressurreição não é apenas uma doutrina, mas a garantia viva de que DEUS cumprirá todas as Suas promessas.
Palavras Gregas Importantes
|
Palavra |
Grego |
Significado |
|
Anástasis |
ἀνάστασις |
Ressurreição |
|
Nikē |
νίκη |
Vitória |
|
Dikaiosis |
δικαίωσις |
Justificação |
|
Zoe Aionios |
ζωή αἰώνιος |
Vida eterna |
Referências Bíblicas Complementares
|
Referência |
Resumo |
|
Mt 28.6 |
CRISTO venceu a morte |
|
Rm 1.4 |
Declarado Filho de DEUS |
|
Rm 4.25 |
Ressuscitou para
nossa justificação |
|
Ef 1.19-20 |
Poder de DEUS
manifestado |
|
Cl 2.12 |
União com CRISTO
ressuscitado |
|
Hb 7.25 |
Intercessão
permanente |
|
Ap 1.18 |
As chaves da morte
pertencem a CRISTO |
Tabela Resumo do Tópico 2
|
Aspecto |
Ensina |
|
Cruz |
Sacrifício pelos
pecados |
|
Ressurreição |
Vitória definitiva |
|
Justificação |
Confirmação da
salvação |
|
Escatologia |
Garantia da
glorificação |
|
Esperança Cristã |
Vida eterna |
2.1. A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO PARA O CRISTIANISMO
A fé cristã distingue-se de todas as demais religiões porque seu Fundador venceu a morte. O cristianismo não está baseado na memória de um líder falecido, mas na realidade de um Salvador vivo.
Do ponto de vista apologético, a ressurreição constitui uma das maiores evidências da veracidade do Evangelho. Centenas de testemunhas confirmaram que JESUS apareceu vivo após Sua morte.
A ressurreição valida todas as profecias messiânicas. Aquilo que havia sido anunciado pelos profetas encontrou cumprimento perfeito em CRISTO.
A ressurreição também sustenta a esperança da Igreja em meio às perseguições. Os mártires mantiveram sua fé porque sabiam que a morte não era o fim.
Sem a ressurreição não existiria Evangelho genuíno. Haveria apenas a memória de um mestre moral, e não a obra completa da redenção.
Assim, o cristianismo permanece vivo porque seu Senhor permanece vivo.
Comentário Teológico Extra
A ressurreição constitui o fundamento ontológico da Igreja. Ela autentica a identidade messiânica de CRISTO e legitima Sua autoridade universal. Toda proclamação cristã depende desse evento central. A Igreja não anuncia um ideal filosófico, mas um acontecimento histórico e redentor. O túmulo vazio tornou-se símbolo da derrota das forças do pecado. A fé cristã é essencialmente cristocêntrica e ressurrecional. O CRISTO vivo continua governando Sua Igreja mediante o ESPÍRITO SANTO.
Referências Bíblicas Complementares
|
Referência |
Resumo |
|
At 2.24 |
DEUS ressuscitou JESUS |
|
At 3.15 |
Autor da vida venceu
a morte |
|
At 4.33 |
Testemunho apostólico
poderoso |
|
Rm 10.9 |
Confissão ligada à
ressurreição |
|
1Co 15.3-8 |
Testemunhas do CRISTO
vivo |
|
2Tm 2.8 |
Lembre-se de JESUS
ressuscitado |
|
1Pe 1.3 |
Viva esperança pela
ressurreição |
Palavras Gregas Centrais
|
Grego |
Transliteração |
Significado |
|
Martyria |
μαρτυρία |
Testemunho |
|
Elpis |
ἐλπίς |
Esperança |
|
Dynamis |
δύναμις |
Poder |
Tabela Resumo – 2.1
|
Tema |
Resumo |
|
Centro da Fé |
CRISTO vivo |
|
Pregação Apostólica |
Ressurreição |
|
Evidência |
Testemunhas oculares |
|
Resultado |
Esperança eterna |
|
Igreja |
Fundada no CRISTO
ressuscitado |
2.2. SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU É VÃ A NOSSA FÉ
Em 1 Coríntios 15, Paulo apresenta um dos argumentos mais importantes das Escrituras. Ele afirma que toda a estrutura do cristianismo depende da ressurreição de CRISTO.
Se JESUS não tivesse ressuscitado, os apóstolos seriam falsas testemunhas. Sua mensagem não passaria de um engano religioso.
Sem a ressurreição, o pecado continuaria sem solução definitiva. A cruz não teria sido confirmada pelo Pai.
Sem a ressurreição, não existiria esperança após a morte. Os crentes permaneceriam condenados e privados da salvação.
A vitória sobre Satanás também seria impossível. O império da morte continuaria dominando a humanidade.
Por essa razão, Paulo enfatiza: "Mas agora CRISTO ressuscitou dos mortos" (1Co 15.20). Toda a argumentação muda a partir dessa gloriosa realidade.
A fé cristã é verdadeira porque seu fundamento histórico e espiritual permanece inabalável.
Comentário Teológico Extra
Paulo combate um dos mais perigosos erros doutrinários da Igreja primitiva: a negação da ressurreição. Esse erro atacava diretamente o evangelho. A ressurreição não é um elemento secundário da fé, mas seu alicerce principal. Negar esse evento compromete toda a doutrina da salvação. CRISTO não apenas morreu pelos pecados; Ele ressuscitou para assegurar a eficácia eterna de Sua obra. A justificação está ligada à Sua vitória sobre a morte. A esperança cristã repousa em fatos redentivos concretos e não em especulações humanas.
Referências Bíblicas Complementares
|
Referência |
Resumo |
|
1Co 15.12-19 |
Argumento de Paulo |
|
Rm 8.11 |
ESPÍRITO vivificador |
|
Jo 14.19 |
Porque Ele vive |
|
Gl 2.20 |
CRISTO vive em mim |
|
Cl 3.1 |
Ressuscitados com CRISTO |
|
Hb 13.20 |
Grande Pastor
ressuscitado |
|
Ap 1.17-18 |
Vivo para sempre |
Palavras Gregas Centrais
|
Grego |
Significado |
|
Kenos |
Vazio, inútil |
|
Pistis |
Fé |
|
Zoe |
Vida |
Tabela Resumo – 2.2
|
Verdade |
Resultado |
|
CRISTO Ressuscitou |
Fé verdadeira |
|
CRISTO Vive |
Salvação garantida |
|
CRISTO Venceu |
Pecado derrotado |
|
CRISTO Reina |
Esperança eterna |
2.3. O PODER DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO
A ressurreição representa a maior manifestação do poder divino na história da redenção. O mesmo DEUS que criou o universo demonstrou Seu poder ao levantar CRISTO dentre os mortos.
A morte é consequência do pecado e sempre foi inimiga da humanidade. Contudo, CRISTO venceu esse inimigo de maneira definitiva.
A ressurreição revelou a supremacia de CRISTO sobre Satanás, sobre o pecado e sobre a morte. Nenhuma força pôde impedir o cumprimento do plano divino.
Os crentes que morrem permanecem conscientes na presença do Senhor aguardando a redenção do corpo.
A futura ressurreição gloriosa será a manifestação final desse mesmo poder divino.
Portanto, a vitória obtida por CRISTO não foi apenas pessoal; tornou-se patrimônio espiritual de todos os que pertencem a Ele.
Comentário Teológico Extra
O poder da ressurreição transcende o evento histórico da manhã da Páscoa. Ele continua ativo na santificação da Igreja. O ESPÍRITO SANTO aplica nos crentes os benefícios da obra redentora de CRISTO. A regeneração é uma antecipação da futura glorificação. O mesmo poder que venceu a morte física também vence diariamente a morte espiritual. A ressurreição demonstra o triunfo absoluto da graça divina. Ela aponta para a consumação da redenção em toda a sua plenitude.
Referências Bíblicas Complementares
|
Referência |
Resumo |
|
Ef 1.19-20 |
Poder que ressuscitou
CRISTO |
|
Rm 8.11 |
ESPÍRITO vivificador |
|
Fp 3.10 |
Poder da ressurreição |
|
At 2.24 |
Impossível ser retido
pela morte |
|
Jo 14.6 |
CRISTO é a Vida |
|
1Jo 5.11-12 |
Vida no Filho |
|
Ap 21.4 |
Fim definitivo da
morte |
Palavras Gregas Centrais
|
Grego |
Significado |
|
Dynamis |
Poder |
|
Kratos |
Força dominadora |
|
Zoe |
Vida |
Tabela Resumo – 2.3
|
Tema |
Resumo |
|
Poder Divino |
Ressuscitou CRISTO |
|
Vitória |
Sobre a morte |
|
ESPÍRITO SANTO |
Opera nos salvos |
|
Futuro |
Ressurreição gloriosa |
|
Resultado |
Vida eterna |
3. A PRIMEIRA E A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
A doutrina das duas ressurreições destaca a justiça e a soberania de DEUS no encerramento da história humana. Todos os seres humanos comparecerão diante de DEUS, mas não terão o mesmo destino eterno.
A escatologia bíblica enfatiza que existe um intervalo cronológico entre essas duas ressurreições.
CRISTO ocupa posição central em ambas, pois Ele será tanto Salvador dos remidos quanto Juiz dos ímpios.
Portanto, as duas ressurreições revelam simultaneamente a misericórdia e a justiça divinas.
Palavra Grega Importante
|
Grego |
Significado |
|
Krisis (κρίσις) |
Julgamento |
|
Anástasis (ἀνάστασις) |
Ressurreição |
|
Dikaios (δίκαιος) |
Justo |
Tabela Resumo do Tópico 3
|
Aspecto |
Ensino |
|
Primeira Ressurreição |
Vida eterna |
|
Segunda Ressurreição |
Juízo |
|
Autoridade |
CRISTO |
|
Objetivo |
Justiça divina |
3.1. A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO
A primeira ressurreição envolve todos aqueles que pertencem a CRISTO. Ela tem início com a própria ressurreição do Senhor, as primícias da grande colheita espiritual.
Os mortos em CRISTO serão ressuscitados com corpos glorificados. Os crentes vivos serão transformados instantaneamente.
Essa ressurreição é chamada de ressurreição da vida e ressurreição dos justos.
Os participantes da primeira ressurreição não estarão sujeitos à segunda morte.
Ela demonstra a eficácia completa da redenção operada por CRISTO.
Os santos participarão da glória do Reino e desfrutarão eternamente da presença de DEUS.
A primeira ressurreição representa a consumação da esperança cristã.
Comentário Teológico Extra
A primeira ressurreição revela a dimensão escatológica da salvação. Aqueles que foram justificados pela fé serão plenamente glorificados. O corpo da humilhação será transformado em corpo de glória. A redenção alcançará sua plenitude absoluta. A união do crente com CRISTO será manifestada visivelmente. Os participantes dessa ressurreição desfrutarão da bem-aventurança eterna. Trata-se da vitória definitiva da graça sobre os efeitos da Queda.
Referências Bíblicas Complementares
|
Referência |
Resumo |
|
Jo 5.29 |
Ressurreição da vida |
|
Lc 14.14 |
Ressurreição dos
justos |
|
1Ts 4.16-17 |
Encontro com CRISTO |
|
Fp 3.21 |
Corpo glorificado |
|
Rm 8.23 |
Redenção do corpo |
|
Ap 20.6 |
Bem-aventurados os
participantes |
|
1Jo 3.2 |
Seremos semelhantes a
CRISTO |
Tabela Resumo – 3.1
|
Tema |
Resumo |
|
Participantes |
Os salvos |
|
Resultado |
Vida eterna |
|
Corpo |
Glorificado |
|
Destino |
Reino de DEUS |
3.2. A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
A segunda ressurreição diz respeito aos ímpios que comparecerão diante do Grande Trono Branco.
Nenhuma pessoa ficará fora desse julgamento. Todos os que rejeitaram a salvação responderão perante DEUS.
As Escrituras afirmam que os livros serão abertos e as obras dos homens serão examinadas.
Esse juízo revela a perfeita justiça divina, sem parcialidade ou erro.
Os que não tiverem seus nomes inscritos no Livro da Vida sofrerão a segunda morte.
O lago de fogo representa a separação eterna de DEUS.
Essa realidade enfatiza a urgência do arrependimento e da fé em CRISTO.
Comentário Teológico Extra
A segunda ressurreição manifesta o aspecto judicial do governo divino. DEUS julgará toda rebelião contra Sua santidade. O juízo final não será arbitrário, mas perfeitamente justo. Todas as obras serão avaliadas diante da onisciência divina. A condenação não resulta da ausência de oportunidade, mas da rejeição consciente da graça oferecida. O Grande Trono Branco revela a santidade absoluta de DEUS. A justiça triunfará definitivamente sobre toda forma de pecado.
Referências Bíblicas Complementares
|
Referência |
Resumo |
|
Dn 12.2 |
Vergonha eterna |
|
Jo 5.29 |
Ressurreição para
condenação |
|
At 24.15 |
Justos e injustos
ressuscitarão |
|
Rm 2.5-6 |
Juízo segundo as
obras |
|
Ap 20.11-15 |
Grande Trono Branco |
|
Mt 25.46 |
Castigo eterno |
|
Hb 9.27 |
Juízo após a morte |
Tabela Resumo – 3.2
|
Tema |
Resumo |
|
Participantes |
Os injustos |
|
Momento |
Após o Milênio |
|
Julgamento |
Grande Trono Branco |
|
Resultado |
Segunda morte |
3.3. A ORDEM CRONOLÓGICA DAS RESSURREIÇÕES
A cronologia escatológica demonstra que DEUS dirige a história segundo Seu propósito eterno.
a- CRISTO ressuscitou primeiro, tornando-se as primícias.
b- No Arrebatamento ocorrerá a ressurreição dos mortos em CRISTO e a transformação dos crentes vivos.
c- Os santos da Tribulação participarão igualmente da primeira ressurreição.
Em seguida ocorrerá o período do Reino Milenial.
d- Após o Milênio acontecerá a ressurreição dos ímpios diante do Grande Trono Branco.
Finalmente, os novos céus e a nova terra marcarão a consumação plena do plano redentor de DEUS. Nela entrarão os salvos do Milênio.
Comentário Teológico Extra
A ordem das ressurreições demonstra que DEUS governa a história com absoluta precisão. Nenhum evento escatológico ocorrerá fora do cronograma divino. A palavra "tagma" enfatiza a organização do plano celestial. CRISTO permanece no centro de todas as etapas proféticas. O Arrebatamento, o Milênio e o Juízo Final integram um único programa redentivo. Cada acontecimento manifesta um aspecto da glória divina. O fim da história será também o início da eternidade perfeita preparada por DEUS.
Referências Bíblicas Complementares
|
Referência |
Resumo |
|
1Co 15.23 |
Cada um em sua ordem |
|
1Ts 4.16-17 |
Ressurreição da
Igreja |
|
1Co 15.51-52 |
Transformação dos
vivos |
|
Ap 20.4-6 |
Primeira ressurreição |
|
Ap 20.11-15 |
Juízo final |
|
Ap 21.1 |
Novos céus e nova
terra |
|
Ap 22.5 |
Reino eterno |
Palavra Grega Central
|
Grego |
Transliteração |
Significado |
|
Tagma |
τάγμα |
Ordem estabelecida |
|
Krisis |
κρίσις |
Julgamento |
|
Basileia |
βασιλεία |
Reino |
Tabela Resumo – 3.3
|
Ordem |
Evento |
|
1 |
Ressurreição de CRISTO |
|
2 |
Arrebatamento da
Igreja |
|
3 |
Ressurreição dos
santos da Tribulação |
|
4 |
Milênio |
|
5 |
Segunda ressurreição |
|
6 |
Grande Trono Branco |
|
7 |
Estado Eterno |
CONCLUSÃO GERAL (NOVA E AMPLIADA)
A doutrina da ressurreição é um dos pilares inegociáveis da fé cristã. Por meio dela compreendemos que a obra redentora de CRISTO não terminou na cruz, mas foi plenamente confirmada quando Ele ressuscitou dentre os mortos, vencendo definitivamente o pecado, a morte e o inferno. A ressurreição do Senhor constitui a garantia de que todas as promessas divinas serão cumpridas integralmente.
O estudo das Escrituras revela que DEUS estabeleceu uma ordem perfeita para os acontecimentos futuros.
CRISTO ressuscitou como as primícias; os que lhe pertencem participarão da primeira ressurreição; e, posteriormente, ocorrerá a ressurreição para o juízo diante do Grande Trono Branco. Nada acontecerá fora do controle soberano do Senhor, pois toda a história está sendo conduzida segundo Seu propósito eterno.
A certeza da ressurreição deve produzir efeitos práticos na vida cristã. Ela inspira santificação, fidelidade, perseverança, compromisso com DEUS e dedicação à Sua obra. O crente vive olhando além das circunstâncias presentes, sabendo que seu trabalho no Senhor não é vão (1Co 15.58).
Porque CRISTO vive, a Igreja vive.
Porque CRISTO venceu a morte, os salvos também vencerão.
Porque CRISTO ressuscitou, a eternidade dos remidos está garantida.
“Mas, agora, CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.” (1 Coríntios 15.20)
“Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (João 11.25)
“E assim estaremos sempre com o Senhor.” (1 Tessalonicenses 4.17)
Maranata! Ora vem, Senhor JESUS! (Apocalipse 22.20).
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
QUESTIONÁRIOS
1. Questionário com 20 perguntas e respostas (PARA PROFESSORES)
1. Quantas ressurreições principais a Bíblia apresenta?
Resposta: Duas ressurreições: a dos justos e a dos injustos.
2. O que JESUS ensinou em João 5.28,29 sobre a ressurreição?
Resposta: Que haverá uma ressurreição para a vida e uma ressurreição para a condenação.
3. Como o Antigo Testamento apresenta a esperança da ressurreição?
Resposta: Mostrando o poder de DEUS sobre a morte e a esperança da vida futura.
4. Qual personagem bíblico creu que DEUS poderia ressuscitar Isaque?
Resposta: Abraão.
5. O que Daniel revelou sobre a ressurreição?
Resposta: Que alguns ressuscitarão para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno.
6. Como CRISTO é apresentado em relação à ressurreição dos mortos?
Resposta: Como as primícias dos que dormem.
7. O que significa a expressão grega "ek nekrõn"?
Resposta: "Dentre os mortos".
8. O que acontecerá com os mortos em CRISTO no Arrebatamento?
Resposta: Ressuscitarão primeiro.
9. O que acontecerá com os salvos vivos no Arrebatamento?
Resposta: Serão transformados.
10. O que significa o termo grego "tagma"?
Resposta: Ordem ou sequência organizada.
11. Por que a Ressurreição de CRISTO é fundamental para a fé cristã?
Resposta: Porque confirma a eficácia da Obra Redentora e garante a salvação.
12. O que aconteceria com a fé cristã se CRISTO não tivesse ressuscitado?
Resposta: Seria vã e sem fundamento.
13. Quem negava a ressurreição nos dias de JESUS?
Resposta: Os saduceus.
14. O que a Ressurreição de CRISTO demonstrou sobre a morte?
Resposta: Que CRISTO venceu completamente a morte.
15. Onde estão os salvos que já partiram desta vida?
Resposta: Estão com CRISTO aguardando a ressurreição do corpo.
16. Quem participará da primeira ressurreição?
Resposta: Aqueles que pertencem a CRISTO.
17. Quando ocorrerá a segunda ressurreição?
Resposta: Após o Milênio.
18. Diante de qual tribunal comparecerão os injustos ressuscitados?
Resposta: Diante do Grande Trono Branco.
19. O que acontecerá aos que não forem encontrados no Livro da Vida?
Resposta: Serão lançados no lago de fogo.
20. Qual deve ser a atitude dos cristãos diante dessa esperança?
Resposta: Permanecer firmes em CRISTO, vivendo em santidade e aguardando Sua volta.
))))))))))))))))))))))))))))))
2. Questionário com 20 perguntas - Responda às perguntas (PARA ALUNOS)
1. Quantas ressurreições principais a Bíblia apresenta?
2. O que JESUS ensinou em João 5.28,29 sobre a ressurreição?
3. Como o Antigo Testamento apresenta a esperança da ressurreição?
4. Qual personagem bíblico creu que DEUS poderia ressuscitar Isaque?
5. O que Daniel revelou sobre a ressurreição?
6. Como CRISTO é apresentado em relação à ressurreição dos mortos?
7. O que significa a expressão grega "ek nekrõn"?
8. O que acontecerá com os mortos em CRISTO no Arrebatamento?
9. O que acontecerá com os salvos vivos no Arrebatamento?
10. O que significa o termo grego "tagma"?
11. Por que a Ressurreição de CRISTO é fundamental para a fé cristã?
12. O que aconteceria com a fé cristã se CRISTO não tivesse ressuscitado?
13. Quem negava a ressurreição nos dias de JESUS?
14. O que a Ressurreição de CRISTO demonstrou sobre a morte?
15. Onde estão os salvos que já partiram desta vida?
16. Quem participará da primeira ressurreição?
17. Quando ocorrerá a segunda ressurreição?
18. Diante de qual tribunal comparecerão os injustos ressuscitados?
19. O que acontecerá aos que não forem encontrados no Livro da Vida?
20. Qual deve ser a atitude dos cristãos diante dessa esperança?
)))))))))))))))))))))))
3. Questionário com Apenas as respostas (PARA PROFESSORES)
1. Duas ressurreições: a dos justos e a dos injustos.
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4. Questionário com 20 perguntas de múltipla escolha com respostas corretas marcadas (PARA PROFESSORES)
1. Quantas ressurreições principais a Bíblia apresenta?
a) Uma
x b) Duas
c) Três
d) Quatro
2. JESUS falou sobre quais tipos de ressurreição?
a) Dos ricos e dos pobres
x b) Para a vida e para a condenação
c) Dos judeus e gentios
d) Dos anjos e homens
3. Quem creu que DEUS poderia ressuscitar Isaque?
a) Jacó
x b) Abraão
c) Moisés
d) José
4. Quem declarou que veria o Redentor?
a) Davi
b) Isaías
x c) Jó
d) Elias
5. Quem revelou destinos diferentes para justos e injustos?
a) Jeremias
b) Ezequiel
x c) Daniel
d) Oséias
6. CRISTO ressuscitou como:
a) Rei de Israel
x b) As primícias dos que dormem
c) Servo sofredor
d) Juiz eterno
7. O que significa "ek nekrõn"?
a) Vida eterna
b) Transformação
x c) Dentre os mortos
d) Reino dos céus
8. No Arrebatamento, quem ressuscitará primeiro?
a) Os anjos
b) Os patriarcas
x c) Os mortos em CRISTO
d) Os mártires da tribulação
9. O que acontecerá aos salvos vivos no Arrebatamento?
a) Permanecerão iguais
x b) Serão transformados
c) Dormirão primeiro
d) Serão julgados
10. O termo "tagma" significa:
a) Poder
b) Vitória
x c) Ordem
d) Julgamento
11. A Ressurreição de CRISTO é:
a) Um símbolo apenas
b) Uma tradição religiosa
x c) O fundamento da fé cristã
d) Um evento secundário
12. Sem a Ressurreição de CRISTO, a fé seria:
a) Mais forte
b) Mais simples
x c) Vã
d) Completa
13. Quem negava a ressurreição?
a) Fariseus
x b) Saduceus
c) Essênios
d) Zelotes
14. O que a Ressurreição provou?
a) O poder romano
b) O poder dos discípulos
x c) A vitória de CRISTO sobre a morte
d) O fim do sofrimento
15. Onde estão os salvos que morreram?
a) No lago de fogo
b) No sono da alma
x c) Com CRISTO
d) No purgatório
16. A primeira ressurreição envolve:
a) Apenas os anjos
b) Apenas os mártires
x c) Os que pertencem a CRISTO
d) Toda a humanidade
17. Quando ocorrerá a segunda ressurreição?
a) Antes do Arrebatamento
b) Durante o Milênio
x c) Após o Milênio
d) Antes da cruz
18. Qual é o tribunal do juízo final?
a) Sinédrio
b) Tribunal de Pilatos
x c) Grande Trono Branco
d) Tribunal dos Apóstolos
19. Quem será lançado no lago de fogo?
a) Todos os ressuscitados
b) Apenas Satanás
x c) Os que não estiverem no Livro da Vida
d) Apenas os reis da terra
20. Como os cristãos devem viver aguardando a volta de CRISTO?
a) Com medo
b) Sem compromisso
x c) Em santidade e fidelidade
d) Isolados da sociedade
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
5. Questionário de
múltipla escolha: marque somente as respostas corretas (PARA ALUNOS)
1. Quantas ressurreições
principais a Bíblia apresenta?
a) Uma
b) Duas
c) Três
d) Quatro
2. JESUS falou sobre quais
tipos de ressurreição?
a) Dos ricos e dos pobres
b) Para a vida e para a condenação
c) Dos judeus e gentios
d) Dos anjos e homens
3. Quem creu que DEUS poderia
ressuscitar Isaque?
a) Jacó
b) Abraão
c) Moisés
d) José
4. Quem declarou que veria o
Redentor?
a) Davi
b) Isaías
c) Jó
d) Elias
5. Quem revelou destinos
diferentes para justos e injustos?
a) Jeremias
b) Ezequiel
c) Daniel
d) Oséias
6. CRISTO ressuscitou como:
a) Rei de Israel
b) As primícias dos que dormem
c) Servo sofredor
d) Juiz eterno
7. O que significa "ek
nekrõn"?
a) Vida eterna
b) Transformação
c) Dentre os mortos
d) Reino dos céus
8. No Arrebatamento, quem
ressuscitará primeiro?
a) Os anjos
b) Os patriarcas
c) Os mortos em CRISTO
d) Os mártires da tribulação
9. O que acontecerá aos salvos
vivos no Arrebatamento?
a) Permanecerão iguais
b) Serão transformados
c) Dormirão primeiro
d) Serão julgados
10. O termo "tagma"
significa:
a) Poder
b) Vitória
c) Ordem
d) Julgamento
11. A Ressurreição de CRISTO
é:
a) Um símbolo apenas
b) Uma tradição religiosa
c) O fundamento da fé cristã
d) Um evento secundário
12. Sem a Ressurreição de CRISTO,
a fé seria:
a) Mais forte
b) Mais simples
c) Vã
d) Completa
13. Quem negava a
ressurreição?
a) Fariseus
b) Saduceus
c) Essênios
d) Zelotes
14. O que a Ressurreição
provou?
a) O poder romano
b) O poder dos discípulos
c) A vitória de CRISTO sobre a morte
d) O fim do sofrimento
15. Onde estão os salvos que
morreram?
a) No lago de fogo
b) No sono da alma
c) Com CRISTO
d) No purgatório
16. A primeira ressurreição
envolve:
a) Apenas os anjos
b) Apenas os mártires
c) Os que pertencem a CRISTO
d) Toda a humanidade
17. Quando ocorrerá a segunda
ressurreição?
a) Antes do Arrebatamento
b) Durante o Milênio
c) Após o Milênio
d) Antes da cruz
18. Qual é o tribunal do juízo
final?
a) Sinédrio
b) Tribunal de Pilatos
c) Grande Trono Branco
d) Tribunal dos Apóstolos
19. Quem será lançado no lago
de fogo?
a) Todos os ressuscitados
b) Apenas Satanás
c) Os que não estiverem no Livro da Vida
d) Apenas os reis da terra
20. Como os cristãos devem
viver aguardando a volta de CRISTO?
a) Com medo
b) Sem compromisso
c) Em santidade e fidelidade
d) Isolados da sociedade
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Lição 13 - A Ressurreição de
JESUS - 2º trimestre de 2015 -Comentarista da CPAD: Pastor: José Gonçalves
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE -
Lucas 24.1-8
1 - E, no primeiro dia da
semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que
tinham preparado. 2 - E acharam a pedra do sepulcro removida. 3 - E, entrando,
não acharam o corpo do Senhor JESUS. 4 - E aconteceu que, estando elas
perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes
resplandecentes. 5 - E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto
para o chão, eles lhe disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? 6 -
Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na
Galileia, 7 - dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de
homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite. 8 - E
lembraram-se das suas palavras.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A Bíblia declara que a ressurreição de JESUS e o seu posterior aparecimento aos
discípulos foram eventos dignos de notas meticulosas dos apóstolos: "E
apareceu [JESUS] a Cefas e, depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de
quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém
alguns já dormem. Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os
apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um
nascido fora de tempo" (1 Co 15.5-8 - ARA). JESUS ressuscitado é a razão
da fé. A certeza para vivermos o presente e esperança para aguardarmos a nossa
plena redenção. A ressurreição de CRISTO significa que, igualmente a Ele,
ressuscitaremos da morte para a vida eterna; que passamos do pecado para a
salvação; da injustiça para a justiça eterna. Ele está vivo, assentado à
direita do Pai, intercedendo por nós como um verdadeiro advogado fiel.
PONTO CENTRAL
JESUS CRISTO ressuscitou ao
terceiro dia. Isso é confirmado por muitas infalíveis provas (At 1.3).
Resumo da Lição 13 - A
Ressurreição de JESUS
I. A DOUTRINA DA RESSURREIÇÃO
1. No Contexto do Antigo Testamento.
2. No contexto do Novo
Testamento.
II. A NATUREZA DA RESSURREIÇÃO
DE JESUS
1. Uma ressurreição literal.
2. Uma ressurreição corporal.
III. EVIDÊNCIAS DA
RESSURREIÇÃO DE JESUS
1. Evidências diretas.
2. Evidências indiretas.
IV. O PROPÓSITO DA
RESSURREIÇÃO DE JESUS
1. Salvação e justificação.
2. A redenção do corpo.
*O Sepulcro Vazio
"Na tradição judaica da
época de JESUS, os sepultamentos normalmente tinham dois estágios. No primeiro,
o corpo seria lavado e ungido, a boca amarrada, e o corpo envolvido em tiras de
linho depositado em uma prateleira em uma caverna. O clima quente fazia com que
os corpos se decompusessem com muita rapidez e, algumas vezes, a caverna
poderia ser usada por mais de um corpo, assim especiarias eram acrescentadas
para atenuar o mau cheiro da decomposição."
Leia mais em Guia Cristão de
Leitura da Bíblia.
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, neste tópico, é interessante enfatizar que, após o sepultamento de
JESUS, algumas mulheres foram ao túmulo de CRISTO: Maria Madalena, Joana e
Maria, mãe de Tiago (Lc 24.10). Chegando lá, acharam a pedra do túmulo
removida, mas o corpo do Senhor não estava mais lá. De modo que ouviram de dois
homens vestidos com roupas brilhantes: "Não está aqui, mas ressuscitou.
Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, dizendo: Convém que o
Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado,
e, ao terceiro dia, ressuscite" (Lc 24.6,7). Aqui, estamos diante de um
versículo que afirma com clareza que JESUS foi crucificado, mas ressuscitou ao
terceiro dia, isto é, no domingo pela manhã bem cedo. Por isso nos reunimos todos
os domingos, o dia do Senhor, para celebrarmos JESUS CRISTO ressuscitado.
Conduza o seu aluno à conclusão de que a ressurreição do nosso Senhor foi um
acontecimento tão extraordinário que os primeiros seguidores de JESUS, todos
judeus que guardavam o sábado, passaram a observar o primeiro dia da semana, o
domingo, como um dia especial. Não se pode desconsiderar o dia em que o nosso
Senhor ressuscitou. Portanto, a doutrina da ressurreição é maravilhosa,
confortante e enche-nos de esperança. Esperança para o presente, esperança para
o futuro, e, acima de tudo, a suficiente certeza de que o nosso Senhor estará
conosco para sempre.
SUBSÍDIO DIDÁTICO
"Antes de JESUS sair da terra, Ele leva os discípulos fora, a Betânia.
Erguendo as mãos, Ele ora para que DEUS os abençoe. Enquanto está orando, parte
e é levado ao céu pelo Pai celestial. Sua ascensão significa que Ele entrou na
glória (Lc 24.26), foi exaltado e entronizado à mão direita do Pai.
A partida de CRISTO, e sua ascensão, completa sua obra na terra. Seus
seguidores não o verão na terra como viram no passado. Ele levou para o céu a
humanidade que assumiu quando entrou na terra. Apesar de sua partida, os
discípulos estão cheios 'com grande júbilo' e o adoram. Eles vieram a entender
muito mais que antes. Em vez de esta separação final ser um tempo de tristeza,
é ocasião de alegria, gratidão e louvor. Agora eles reconhecem que Ele é o
Messias, o Filho divino de DEUS, e o adoram como Senhor e Rei.
Os discípulos esperam ser cheios com o ESPÍRITO. Eles obedecem à ordem do
Senhor, e voltam a Jerusalém" (ARRINGTON, French L. Lucas. In ARRINGTON,
French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo
Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.479).
PARA REFLETIR - Sobre os
ensinos do Evangelho de Lucas, responda:
-Cite os casos de ressurreição registrados no ministério de Elias e Eliseu.
Em 1 Reis 17.17-24, Elias ressuscita o filho da viúva de Sarepta; em 2 Reis
4.32-37 encontramos Eliseu ressuscitando o filho da Sunamita. O outro caso está
em 2 Reis 13.21, em que um morto torna à vida quando toca os ossos do profeta
Eliseu.
-Por que a doutrina da ressurreição dos mortos ainda não era plenamente
revelada no Antigo Testamento?
Somente com o advento da Nova Aliança a doutrina da ressurreição foi
demonstrada em sua plenitude (2 Tm 1.10).
-JESUS ressuscitou com o mesmo corpo com o qual foi sepultado?
Sim, apesar de transformado, CRISTO ressuscitou com o mesmo corpo físico que
fora sepultado.
-Como os apologistas classificam as evidências da ressurreição de JESUS?
Os apologistas classificam essas evidências em diretas e indiretas.
-Quais os propósitos da ressurreição de JESUS?
Salvar, justificar e redimir o homem e o seu corpo mortal e corruptível.
CONSULTE
Revista Ensinador
Cristão - CPAD, nº 62, p. 42.
Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos
SUGESTÃO DE LEITURA CPAD
Dicionário de Educação Cristã,
Dicionário Teológico e Ressurreição
Comentários de vários autores
com algumas modificações do Pr. Luiz Henrique
Jo 20.8 – Então entrou também
o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
Lembramos aqui, ao leitor que
tudo que João escreveu foi para provar aos incrédulos de sua época que JESUS
CRISTO ressuscitou e que era o filho de DEUS (Jo 20.30,31)
Sendo João mais jovem correu
mais depressa que Pedro, mas sendo mais reverente parou na entrada, mas quando
Pedro chegou, com sua irreverência natural entrou correndo e ficou olhando e
estudando o que havia acontecido; João agora entra e se lembra de que JESUS foi
embalsamado (Jo 19.38-42) com muita mirra e aloés (cem arréteis =
aproximadamente 80 Kg daquele composto) e o envolveram com lençóis como era
costume judaico (enrolavam o corpo nos lençóis como múmia) e amarraram, com um
lenço o seu queixo à sua cabeça para não ficar aberta a sua boca.
Vendo João que os lençóis
estavam arrumados como se um corpo estivera ali dentro e o lenço à parte,
separado, no lugar onde estivera antes a cabeça de JESUS, boquiaberto João creu
maravilhado de que seu senhor ressuscitara com um corpo glorioso, espiritual e
celeste (1 Co 15.44). Só é salvo quem crer nisso, na ressurreição de JESUS
(1 Co 15.14, Rm 10.9-13).
O amigo leitor já pensou em
ter um corpo assim? Nós teremos um corpo semelhante ao de JESUS quando da sua
volta para nos levar para as moradas eternas (1Co 15.48; Rm 8.29,30; 1Jo 3.2).
Pr. Luiz Henrique
A ressurreição do Filho do
Homem
Se o registro da crucificação
de JESUS CRISTO fosse o fim da história dos Evangelhos! Foi justamente isso que
pensavam os apóstolos na manhã da ressurreição. Não reconhecendo que seus
pecados foram cravados na cruz, achavam que sua esperança foi cravada lá, v.21.
O Evangelho, sem a ressurreição, não é evangelho. A ressurreição de JESUS
CRISTO é uma das grandes pedras fundamentais do cristianismo.
O TÚMULO VAZIO, 24.1-12.
24.1 “E, no primeiro dia da
semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que
tinham preparado”. 2 “E acharam a pedra do sepulcro removida”. 3 “E, entrando,
não acharam o corpo do Senhor JESUS”. 4 “E aconteceu que, estando elas
perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes
resplandecentes”. 5 “E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto
para o chão, eles lhe disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos”? 6
“Não está aqui, mas ressuscitou”. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na
Galileia, 7 “dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de
homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite”. 8 “E
lembraram-se das suas palavras”. 9 “E, voltando do sepulcro, anunciaram todas
essas coisas aos onze e a todos os demais”. 10 “E eram Maria Madalena, e Joana,
e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam as que diziam estas
coisas aos apóstolos”. 11 “E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e
não as creram”. 12 “Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e,
abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo
aquele caso”.
A ressurreição de CRISTO é o
nascer do Sol da justiça que dissipa as trevas espessas do Calvário.
Muito de madrugada, foram elas
ao sepulcro (v.l): O grande amor destas mulheres que tinham vindo com Ele da
Galileia (cap. 23.55), não reconhecia perigo nem qualquer horror em visitar, no
escuro de madrugada, o sepulcro evitado pelos outros discípulos, cap. 23.49.
Levando as especiarias (v.l):
Não para tirar, talvez, o lençol como José de Arimatéia o deixara, mas para
ungir a cabeça, os pés e as mãos feridas, e espalhar aromas sobre o corpo e em
redor dele, como temos o costume de espalhar flores sobre os corpos e túmulos
de nossos queridos.
Entrando não acharam o
corpo... (v.3): Justamente como vem o dia em que os túmulos de nossos queridos
ficarão vazios. Por que buscais o vivente entre os mortos? (v.5): Por que
buscais CRISTO entre os heróis mortos do mundo? Por que buscais CRISTO entre as
imagens, crucifixos e tradições dos homens? Por que buscais na letra morta da
lei aquilo que se acha somente no ESPÍRITO SANTO? Por que buscais em vós
mesmos, mortos, aquilo que se encontra apenas no CRISTO vivo?
Estando ainda na Galileia (v.
6): Falavam às mulheres que tinham vindo com Ele da Galileia, cap. 23.55.
LUCAS - ESPADA CORTANTE 2 -
Orlando Boyer - CPAD
A RESSURREIÇÃO (24:1-53)
Nenhum dos quatro Evangelhos
descreve a ressurreição, que, de qualquer maneira, nenhum ser humano viu.
Todos, porém, ressaltam sua importância crítica, embora de maneiras grandemente
diferentes. Algumas coisas existem em comum em todos os relatos, tais como o
túmulo vazio, a relutância dos discípulos de crerem que JESUS ressuscitara. O
fato de que os primeiros aparecimentos foram a mulheres, e o número limitado de
aparecimentos. Até mesmo quando estão falando do mesmo aparecimento, cada
Evangelista o conta da sua própria maneira individual (e.g. Lc 24:36ss.; Jo
20:19ss.). Coisas desta natureza tomam difícil a disposição dos aparecimentos
numa sequência coerente, e alguns críticos sustentam que as discrepâncias nos
vários relatos tornam impossível semelhante disposição. Que esta ideia é
incorreta é demonstrado pelo fato de que Arndt, por exemplo, elaborou uma
harmonia possível (assim como fizeram outras pessoas). Podemos ou não
sentir-nos capazes de aceitar a solução de Arndt, mas não se pode negar que ele
elaborou uma sequência que abrange todos os aparecimentos mencionados nos
relatos. O tesouro de Lucas e a história maravilhosa da caminhada para Emaús.
Suas outras histórias da ressurreição também possuem o cunho próprio dele, e
são diferentes daquilo que lemos alhures. É digno de nota que se concentra em
Jerusalém e nada diz acerca dos aparecimentos do Senhor ressurreto na Galileia.
O aparecimento às mulheres (24:1-11)
1. O sábado era, naturalmente,
o sétimo dia, de modo que o primeiro dia da semana foi nosso domingo. O sábado
teria terminado ao pôr do sol no sábado, mas pouca coisa poderia ser feita
durante as horas de escuridão. Destarte, as mulheres já estavam aflitas bem
cedo no domingo, e foram caminhando para o túmulo no começo da aurora. Que
levaram consigo os aromas demonstram que tinham em mente a completação do
sepultamento de JESUS.
2,3. Marcos nos conta que
enquanto caminhavam, discutiam o problema de remover a pedra pesada da entrada
do túmulo. Lucas simplesmente diz que quando chegaram, acharam-na já removida
do sepulcro. Quando, mais tarde, o discípulo amado chegou ao túmulo, sentia
dificuldade quanto ao entrar nele (Jo 20:5), mas as mulheres não tinham nenhuma
hesitação desta natureza. Quando entraram, no entanto, não acharam o corpo.
4. Não sem motivo, as mulheres
estavam totalmente perplexas. Os dois homens que agora ficaram ali com vestes
resplandecentes (cf. At 1:10) evidentemente devem ser entendidos como sendo
anjos. Mateus fala de um anjo que removeu a pedra e também falou as mulheres.
Marcos se refere a um jovem com manto branco, a quem viram depois de entrarem
no túmulo. João menciona dois anjos vestidos de branco que falaram a Maria
Madalena. Fica claro que todas estas referências dizem respeito a anjos. O fato
de que as vezes ouvimos falar de um, e as vezes de dois, não precisa
preocupar-nos. Conforme indicam muitos comentaristas, um porta-voz destaca-se
mais do que seus companheiros e pode ser mencionado sem referências aos outros.
Nem sequer devemos ser grandemente preocupados porque os anjos possam estar
sentados (em João) ou em pé (aqui), nem que suas palavras não são idênticas em
todos os vários relatos. E critica exagerada que não permite os anjos a mudarem
de posição, e não ha razão alguma para sustentar que falaram uma só vez. Além
disto, João fala deles em conexão com um incidente diferente. Há problemas, sem
duvida, mas a coisa principal que estas diferenças pequenas nos contam é que os
relatos são independentes entre si. É possível, também, que no caso de anjos
seja requerida a percepção espiritual, e que nem todos tenham visto a mesma
coisa.
5-7. A reação das mulheres era
de medo. Baixar o rosto para o chão era uma marca de respeito diante de seres
tão grandiosos. Os anjos perguntaram primeiro: Por que buscais entre os mortos
ao que vive? Esta pergunta surpreendente chega imediatamente a raiz do assunto.
Não se deve pensar que JESUS está morto: logo, não deve ser procurado
entre os mortos. As palavras: Ele não está aqui, mas ressuscitou, são
rejeitadas por muitos críticos, visto que não se acham em um dos MSS gregos
importantes, e faltam nalgumas poucas outras autoridades. É argumentado que é
provável que fossem importadas de Mc 16:6. Contra isto, porém, são atestadas
por uma maioria esmagadora de MSS, inclusive o antiquíssimo P75. Além disto,
parecem ser subentendidas pelo v. 23. Devem ser aceitas. E mesmo se não fossem,
o que as palavras declaram deve ser subentendido. Os anjos passam a lembrar às
mulheres que isto estava de acordo com a predição feita por JESUS enquanto Ele
ainda estava na Galileia. Naquela ocasião dissera que seria crucificado e
ressuscitaria no terceiro dia (cf. 9:22; este ensino continuou depois da
Galileia, 17:25; 18:32-33). Mateus e Marcos omitiram esta declaração, mas nos
informam, como não faz Lucas, que JESUS iria para a Galileia diante dos
discípulos, e que eles O veriam ali. Talvez Lucas omitisse esta parte porque
não tinha o propósito de incluir qualquer relato dos aparecimentos de JESUS na
Galileia.
8, 9. Lembraram-se, e é
evidente que isto lhes trouxe certa medida de convicção. Já tinham ouvido
aquelas palavras antes, mas JESUS frequentemente tinha falado metaforicamente,
e provavelmente tinham entendido as palavras estranhas acerca da ressurreição
de alguma maneira semelhante. Agora perceberam que JESUS pretendia que Suas
palavras fossem tomadas literalmente. As mulheres foram levar suas notícias aos
onze e também as contaram a todos os mais que com eles estavam, i.e, os demais
seguidores de JESUS que havia naquele local.
10. Lucas passa a alistar os
nomes dalgumas das mulheres. Maria Madalena, a primeira a ver o Senhor
ressurreto (cf. Mc 16:9), e mencionada em cada um dos quatro Evangelhos na
narrativa da ressurreição. Mas a parte da sua conexão com a crucificação e a ressurreição,
ouvimos falar dela somente em 8:2. Joana é mencionada somente aqui e em 8:2.
Maria mãe de Tiago (Mc 16:1) e aparentemente “a outra Maria” de Mt 28:1. Estas,
e as demais mulheres (que incluem Salomé, mencionada em Mc 16:1) contaram aos
apóstolos o que viram e ouviram.
11. Os homens altivos, no
entanto, não ficaram impressionados. Consideraram a história como delírio.
Lucas sublinha este conceito ao acrescentar "e não acreditaram
nelas". Os apóstolos não eram homens balançados a beira da crença, que
precisassem de uma sombra de uma desculpa antes de lançar-se numa proclamação
da ressurreição. Estavam totalmente céticos. Até mesmo quando mulheres que O
conheciam bem contavam-lhes as experiências delas, recusaram-se a crer. É claro
que uma evidencia irrefutável seria necessária para convencer estes céticos.
Lucas - Introdução e
Comentário - Leon L. Morris - SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA, Caixa
Postal 21266, São Paulo-SP - www.vidanova.com.br
A Ressurreição - Texto: Lucas
24.1-12
Introdução
Se a carreira de CRISTO
tivesse terminado na cruz, morreriam com Ele as promessas, as profecias e a
esperança de salvação para a humanidade. Mas CRISTO vive, e também a sua causa.
E foi o túmulo vazio e o CRISTO ressurreto que primeiramente convenceram os
discípulos desta verdade. A feliz descoberta foi feita por um grupo de mulheres
que seguiam a JESUS.
I. O Amoroso Serviço (Lc 24.1)
1. Quem o fez. Maria Madalena,
e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras mulheres que estavam com elas (cf.
Mt 28.1; Mc 16.1; Lc 8.2,3; 23.55,56; Jo 20.1). Provavelmente dois grupos de
mulheres visitaram o túmulo. Isto explica as diferenças entre as narrativas.
Não era intenção dos quatro evangelistas fazer um relatório minucioso das
circunstâncias que envolveram aquela Páscoa; preocuparam-se simplesmente em
narrar de forma breve o fato da ressurreição de JESUS, comprovado pelos
discípulos e outras testemunhas. Cada escritor o apresenta de um ponto de
vista, mencionando apenas os detalhes necessários ao seu propósito. Este fato
explica as diferenças de detalhes, tais como o número de mulheres, a posição
dos anjos e o número deles.
2. Quando foi feito. “No
primeiro dia da semana, muito de madrugada”. Segundo Mateus, “No fim do sábado,
quando já despontava o primeiro dia da semana”; segundo João: “No primeiro dia
da semana... de madrugada, sendo ainda escuro”. Conclusão: as mulheres
visitaram o túmulo bem cedo, na manhã do domingo, antes do nascer do sol e
pouco tempo após a ressurreição.
3. Por que feito. “Foram elas
ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado”. O embalsamamento era
o costume judaico de colocar especiarias aromáticas nas ataduras em que
envolviam o corpo. O propósito da visita ao túmulo indica que não esperavam um
CRISTO ressurreto. O escuro pano de fundo do desespero fez brilhar ainda mais o
amor destas mulheres. A morte, acreditavam, destruíra as reivindicações de
CRISTO, mas não o amor que sentiam por Ele. A nação estava contra Ele, mas elas
desejavam prestar-lhe uma última homenagem. É possível, também, segundo o
costume da época, que tenham ido lamentar por Ele.
No entanto, seu trabalho era
desnecessário, porque Nicodemos já embalsamara o corpo (Jo 19.39,40). Além
disso, o Senhor ressuscitara. É certo, porém, que JESUS nunca rejeita um ato de
amor. Do serviço malfeito ou errado, jamais diz: “Para que este desperdício?”
Há momentos em que a vista é
maior que a fé. As mulheres tinham ouvido que JESUS ressuscitaria no terceiro
dia, e mesmo assim vieram embalsamar o corpo. Como explicar isto? Viram JESUS
morrer, e isto era maior que a sua fé.
Quantas vezes as coisas
materiais sacodem as verdades invisíveis em que acreditamos! Na verdade, as
coisas reais da vida são invisíveis. DEUS, que é invisível, é mais real que o
universo visível. O lar, composto de influências invisíveis, é mais real que a
casa. “As [coisas] que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas”
(2 Co 4.18). Vida espiritual não é crer no que vemos, mas ver o que cremos.
“E ele desapareceu-lhes” (Lc
24.31). Ele está ausente da nossa vista, mas não da nossa fé. “Ao qual, não
havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais” (1
Pe 1.8). Virá o dia em que a fé se transformará em vista, e o veremos conforme
Ele é.
II. Uma Descoberta Assombrosa
(Lc 24.2,3)
“E acharam a pedra revolvida
do sepulcro”. As mulheres disseram umas às outras: “Quem nos revolverá a pedra
da porta do sepulcro?” (Mc 16.3). Tinham visto a grande rocha colocada à
entrada do túmulo em forma de caverna, e sabiam que removê-la era trabalho para
vários homens. No entanto, a exemplo dos aparentes obstáculos entre o pecador e
CRISTO, a pedra já fora removida. Um anjo a deslocara (Mt 28.2), não para que
CRISTO saísse, porque seu corpo glorificado podia passar por qualquer barreira,
mas para deixar entrada aos primeiros arautos da ressurreição. “E, entrando,
não acharam o corpo do Senhor. E aconteceu que, estando elas perplexas a esse
respeito...” Sua primeira impressão foi de que os inimigos do Senhor haviam
furtado o corpo para impedir o embalsamento. Maria Madalena, num impulso,
correu à cidade, e comunicou seus temores a Pedro e João: “Levaram o Senhor do
sepulcro, e não sabemos onde o puseram” (Jo 20.2).
III. Os Visitantes Celestiais
(Lc 24.4)
Enquanto Maria Madalena
caminhava para a cidade, suas companheiras entraram timidamente no túmulo, e
“eis que pararam junto delas dois varões, com vestidos resplandecentes”. Os
críticos afirmam que os escritores dos evangelhos não concordam na descrição dos
anjos, quanto ao número, posição etc. Mas é possível que grande número de anjos
estivessem presentes, tornando-se um ou dois visíveis segundo a necessidade. O
fato de serem chamados “varões”, demonstra que os mensageiros celestiais,
quando em missão na terra, apresentam-se na forma humana. Quase sempre
apresentam um rosto humano, falando a língua dos homens (cf. Gn 18,1,2,13 e
19.2,5). Neste caso, foram as vestes resplandecentes que convenceram as
mulheres de que se tratava de seres celestiais.
IV. A Mensagem Angelical (Lc
24.5-8)
1. Uma pergunta. “Por que
buscais o vivente entre os mortos?” Os anjos queriam dizer: “Vocês estão
surpresas de Ele não estar aqui, mas surpresa seria se estivesse. Lembrem-se de
que Ele, como Filho de DEUS, prometeu voltar ao Pai. Não é razoável procurá-lo
no lugar dos mortos”.
Muitas pessoas cometem o mesmo
erro, hoje. A quem procura o CRISTO verdadeiro numa igreja que lhe nega a
divindade e a ressurreição, podemos perguntar: “Por que buscais entre os mortos
ao que vive?” Também a mesma pergunta pode ser feita àqueles que o buscam em
tradições ultrapassadas e liturgias mortas.
A história a seguir foi tirada
de uma revista de Escola Dominical.
“Em nossa casa havia um quadro
que mostrava CRISTO dizendo suas palavras de despedida aos discípulos, a
promessa suprema: ‘Eis que estou convosco sempre’. Certo dia, um vendedor judeu
passou, estando eu sozinho em casa. O judeu ficou fascinado pelo quadro.
Contemplou-o longamente e depois, virando-se para mim, perguntou: ‘É este o seu
Messias, o seu DEUS?’ Disse-lhe que era CRISTO, o Salvador, e expliquei o
significado do quadro. ‘E o que Ele diz?’ perguntou. Li a promessa escrita na
parte de baixo: “E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos
séculos”. O judeu pensou um pouco, e, voltando-se para mim, disse: ‘Que Messias
maravilhoso vocês, cristãos, têm. Ele está sempre com vocês’. Olhou mais uma
vez o quadro, tomou a maleta e deixou a sala, enquanto repetia, suavemente:
‘Que Messias maravilhoso: sempre está convosco!’ CRISTO não somente morreu por
nós, mas vive por nós”.
2. Uma declaração. Seguem-se
palavras que são o único epitáfio apropriado a um crente: “Não está aqui, mas
ressuscitou”. Estas palavras podem perfeitamente coroar o túmulo de cada
cristão: “Sua verdadeira personalidade não está aqui, mas ressuscitou para
estar com CRISTO”.
Podemos dizer que são mortos
os cristãos, mas realmente vivem - são mortos vivos. Após um breve período
chamado “morte” passam à condição permanente: a vida. Estar ausente do corpo é
estar presente com o Senhor (2 Co 5.8. cf. Lc 23.43; Fp 1.23). A morte não é um
estado, para o cristão, apenas uma ponte do humano para o celestial, do
imperfeito para o perfeito, da canseira para o descanso. Contrário a certos
ensinamentos, a expressão “adormecer”, não significa perda de consciência até
ao dia da ressurreição. A morte do cristão é chamada “sono” por duas razões.
Primeiro, porque o alivia dos fardos da vida; segundo, porque assim como o sono
é o desligamento com o mundo externo, a morte rompe as conexões com a
existência terrena. Isto, porém, não implica em estar a pessoa inconsciente. O
espírito continua ativo. Ao olharmos para o túmulo de um cristão, podemos
dizer: “Não está aqui, graças a DEUS. Está junto do Mestre”.
3. Uma lembrança. “Lembrai-vos
como vos falou, estando ainda na Galileia, dizendo: Convém que o Filho do homem
seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado e ao terceiro dia
ressuscite. E lembraram-se das suas palavras”. Quando o Senhor anunciou sua
morte vindoura e ressurreição, os discípulos guardaram a profecia, perguntando
entre si o que seria a ressurreição dentre os mortos. Por serem espiritualmente
imaturos, não a supunham literal. O anjo relembra a promessa que, corretamente
interpretada, teria iluminado o sepulcro vazio e solucionado o mistério.
Quantas dores desnecessárias suportamos porque, nos momentos de provações e
perplexidades, esquecemos as promessas de DEUS.
“Ressuscitou, como havia dito”
(Mt 28.6). Estas palavras são uma suave repreensão às mulheres, por terem
esquecido as palavras do Senhor. Cultive sua memória espiritual. As vitórias
espirituais, se esquecidas, amanhã parecer-lhe-ão escuras. Lembre-se das
antigas batalhas e vitórias, e de como a luz da presença de DEUS transformou
tudo em bênção.
A adversidade muitas vezes
afasta de nossa memória as promessas que deveriam sustentar-nos: “E te
lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu DEUS te guiou” (Dt 8.2).
V. O Estranho Ceticismo (Lc
24.9-11)
As mulheres, “voltando do
sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos demais [cf. vv.
13-22], E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram”. Os
apóstolos e os outros discípulos aguardavam a ressurreição, mas na realidade,
era a última coisa que esperavam. A prisão e a crucificação do Mestre
paralisara por um tempo a sua fé, de modo que não podiam crer no testemunho das
mulheres. Descrença indesculpável, porque as mulheres viram o túmulo vazio,
ouviram a mensagem dos anjos, e viram, tocaram e ouviram o próprio JESUS (Mt
28.9). Mas até esta descrença se toma em fundamento para a nossa fé, porque os
apóstolos não teriam crido e pregado a ressurreição sem evidência convincente.
Esta evidência, receberam-na quando o viram com seus próprios olhos, e o
tocaram, e ouviram a sua voz (Lc 24.36-43).
VI. A Investigação (Lc 24.12)
Dois dos apóstolos, o amoroso
João e o enérgico Pedro, resolveram investigar, e correram para o túmulo,
encontrando as roupas do sepultamento (cf. Jo 20.1-10). João chegou primeiro e
viu os lençóis de linho. “Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro, e,
abaixando-se, viu só os lenços ali postos; e retirou-se admirando consigo
aquele caso”. O lençóis eram o sinal de que o corpo não havia sido arrebatado
por inimigos, que não o teriam desembrulhado. Aliás, a aparência era a de que o
corpo passara através deles, sem os desenrolar. João viu e creu (Jo 20.8), mas
Pedro ficou perplexo. Teria sido perturbada a sua consciência por ter negado a
CRISTO? De qualquer forma, o Senhor apareceu a Ele em particular para dar-lhe
segurança.
Concluindo, assim como foi
impossível conservar CRISTO na sepultura, também a verdade divina não pode
ficar perpetuamente suprimida. Algumas semanas após a ressurreição, os líderes
judaicos, ante um milagre operado em nome de JESUS, determinaram: “Mas, para
que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais
neste nome a homem algum” (At 4.16,17). Mas não tinham como aprisionar o
Evangelho de CRISTO.
Dizia um pastor, preso na
Alemanha por sua posição corajosa em prol do Evangelho: “Não importa quantos
obstáculos estão no caminho; não importa quantas rochas são roladas contra a
Palavra de DEUS. A Palavra é como fogo, e como martelo que esmiúça as rochas”.
VII. A Evidência da
Ressurreição
Agora não é mais suposição e
nem pelo que o anjo disse, mas é uma realidade palpável: JESUS mesmo se
apresenta vivo. primeiro à Maria Madalena e depois aos discípulos.
E Maria estava chorando fora,
junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. E
viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de JESUS, um
à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela
lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo
dito isto, voltou-se para trás, e viu JESUS em pé, mas não sabia que era JESUS.
Disse-lhe JESUS: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o
hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o
levarei. Disse-lhe JESUS: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni, que quer
dizer: Mestre. Disse-lhe JESUS: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu
Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso
Pai, meu DEUS e vosso DEUS. Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que
vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto. (João 20:11-18). Maria Madalena se
torna a primeira evangelista do JESUS ressurreto. Começam ai uma série de
aparições de JESUS em seu corpo ressurreto (Comentários extras do Pr.
Henrique).
A ressurreição de CRISTO é o
grande milagre do Cristianismo. Uma vez estabelecida a realidade deste
acontecimento, a discussão dos demais milagres torna-se desnecessária. Sobre o
milagre da ressurreição está firmada a nossa fé. Porque o Cristianismo é histórico,
e baseia seus ensinamentos em acontecimentos ocorridos há quase 20 séculos, na
Palestina. São estes eventos o nascimento e ministério de JESUS CRISTO,
culminando na sua morte, sepultamento e ressurreição. De tudo isto, é a
ressurreição a pedra de esquina, porque, se CRISTO não ressuscitou, não era o
que alegava ser. Sua morte não seria morte expiadora
- os cristãos estariam sendo
enganados há séculos; os pregadores, proclamando erros; e os fiéis, acalentando
falsas esperanças. Mas, graças a DEUS, podemos proclamar esta doutrina: “Mas de
fato CRISTO ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que
dormem!”
1. Como sabemos que Ele
ressuscitou? “Vocês, cristãos, vivem na fragrância de um túmulo vazio”, disse
um cético francês. É fato que os que vieram embalsamar o corpo de JESUS,
naquela notável manhã de Páscoa, encontraram vazio o túmulo. Este fato não pode
ser explicado à parte da ressurreição de JESUS. Quão facilmente os judeus
poderiam ter refutado o testemunho dos primeiros pregadores, apresentando o
cadáver do Senhor! Não o fizeram, porém - porque não podiam! Quando se lhes
exigia uma explicação, alegavam terem os discípulos furtado o corpo, como se um
pequeno bando de homens desanimados pudesse arrancar de guardas treinados o
corpo do Mestre, cuja morte parecia ter-lhes tirado todas as esperanças.
Que faremos do testemunho dos
que viram JESUS após a ressurreição, muitos dos quais falaram com Ele, tocaram-
no, comeram com Ele? Centenas deles ainda viviam no tempo de Paulo, segundo ele
mesmo testifica. Outros, dão seu inspirado testemunho no Novo Testamento.
Como rejeitar o testemunho de
homens que pregavam a mensagem com o sacrifício da própria vida? Como explicar
a conversão de Paulo, antes perseguidor do Cristianismo, transformado num dos
maiores missionários?
Há apenas uma resposta a estas
perguntas: CRISTO ressurgiu! O túmulo vazio desafia o mundo: À filosofia, diz:
“Explique este evento!”
À História, diz: “Reproduza
este evento!”
Ao tempo, diz: “Apague este
evento!”
À Fé, diz: “Receba este
evento!”
Alguns naturalistas oferecem
outras explicações: “Foi uma visão que os discípulos tiveram”. Não é possível
que centenas tivessem a mesma visão. Outros dizem: “ JESUS não morreu de fato;
foi tirado inconsciente da cruz”. Mas um farrapo de homem não poderia ter
persuadido os discípulos de que era o Senhor da vida! São explicações tão
fracas que trazem consigo a sua própria refutação. Outra vez afirmamos: CRISTO
ressuscitou! De Wette, grande estudioso racionalista, depois de um exame
científico, afirmou: “A ressurreição de JESUS CRISTO não pode ser mais
questionada que a certeza histórica do assassinato de Júlio César”. Que firme
fundamento à fé de alguém - o fato histórico de um Salvador ressuscitado!
2. O que significa a nós?
Significa que JESUS é tudo quanto declarava ser: Filho de DEUS, Salvador e
Senhor. O mundo respondeu às suas reivindicações com a cruz; a resposta de DEUS
foi a ressurreição. Como Senhor ressuscitado, pede que dediquemos nossas vidas
a Ele.
Significa que a morte
expiadora de CRISTO foi uma realidade, e que os homens podem achar perdão para
os seus pecados e assim ter paz com DEUS. A ressurreição completa a morte
expiadora de CRISTO. Não foi uma morte comum
- porque Ele ressuscitou!
Significa que temos um Sumo
Sacerdote no Céu que simpatiza conosco, que já viveu a nossa vida, conheceu
nossas tristezas e enfermidades e pode dar-nos o poder de viver a vida nEle.
Significa que podemos ser
batizados no ESPÍRITO SANTO e receber poder para testificar deste CRISTO
ressurreto.
Significa uma vida no porvir.
A objeção comum é: “Ninguém voltou para contar acerca do outro mundo”. Mas
alguém já voltou de lá, sim - JESUS CRISTO. À pergunta: “Se um homem morrer,
viverá outra vez?” responde a ciência: “Não sei”; a filosofia: “Deveria haver”.
O Cristianismo, porém, afirma: “Porque Ele vive, viveremos nós; porque Ele
ressuscitou dos mortos, ressuscitaremos também”.
Significa certeza de juízo
para os pecadores. Como disse o inspirado apóstolo: “[DEUS] tem determinado um
dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e
disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At 17.31).
A inexorável justiça de Roma
deu origem ao provérbio: “Quem quiser fugir de César, fuja para César”. Aos
não-convertidos, advertimos: o juízo é certo, e a única maneira de escapar de
CRISTO, o Juiz, é fugir para CRISTO, o Salvador.
Lucas - O Evangelho do Homem
Perfeito - Myer Pearlman - CPAD
Introdução ao Capítulo 24
As mulheres que vêm cedo ao
sepulcro no primeiro dia da semana, trazendo suas especiarias, encontrar a
pedra removida e o túmulo vazio, Lucas 24:1-3. Eles veem uma visão de anjos,
que anunciam a ressurreição de CRISTO, Lucas 24: 4-8. As mulheres retornar e
dizer isso para os onze, Lucas 24:9, Lucas 24:10. Eles não acreditam, mas Pedro
vai e examina o túmulo, Lucas 24:11, Lucas 24:12. CRISTO, desconhecido, aparece
a dois dos discípulos que iam para Emaús, e conversa com eles, vv. 13-29.
Enquanto eles estão comendo juntos, ele se dá a conhecer, e imediatamente
desaparece, Lucas 24:30, Lucas 24:31. Eles voltam para Jerusalém, e anunciar a
sua ressurreição para o resto dos discípulos, Lucas 24:32-35. O próprio JESUS
lhes aparece, e dá-lhes a prova mais completa da realidade de sua ressurreição,
Lucas 24: 36-43. Ele prega a eles, e dá-lhes a promessa do ESPÍRITO SANTO,
Lucas 24: 44-49. Ele os leva a Betânia, e sobe ao céu, à vista deles, Lucas
24:50, Lucas 24:51. Eles adoram, e retornam a Jerusalém, Lucas 24:52, Lucas
24:53.
Versículo 1
Levando as especiarias - Para
embalsamar o corpo de nosso Senhor: mas Nicodemos e José de Arimatéia tinham
feito isso antes que o corpo fosse colocado no sepulcro. Veja João 19:39, João
19:40. Mas houve um segundo embalsamamento encontrado necessário: o primeiro
deve ter sido apressadamente e imperfeitamente realizado; as especiarias agora
trazidos pelas mulheres tinham a intenção de concluir a operação anterior.
Versículo 2
Eles encontraram a pedra
removida - Um anjo de DEUS tinha feito isso antes de chegarem ao túmulo, Mateus
28:2: Nesta caso, não podemos deixar de observar que, quando as pessoas têm uma
forte confiança em DEUS, os obstáculos não irão impedi-los do compromisso que
eles têm em amara a DEUS, mesmo porque as dificuldades desaparecerão diante
deles.
Versículo 3
E não acharam o corpo do
Senhor - Lucas 23:43; e o evangelista menciona o corpo particularmente, para
mostrar que Ele estava sujeito à morte.
Versículo 5
Por que buscais o vivente
entre os mortos? - Esta foi uma expressão que parece ser aplicada aos que
estavam absurdamente se esquecendo das promessas do Senhor.
Versículo 8
Lembraram-se de suas palavras
- Mesmo a simples recordação das palavras de CRISTO torna-se muitas vezes uma
fonte de conforto e apoio para aqueles que estão angustiados ou tentados: as
suas palavras são as palavras de vida eterna.
Versículo 10
E Joanna - Ela era a esposa de
Cuza, procurador de Herodes. Veja Lucas 8: 3.
Versículo 12
E levantou-se Pedro - João foi
com ele, e chegou ao túmulo antes dele. Veja João 20:2, João 20:3.
Os panos de linho por si
mesmos - ou, apenas as fitas de linho. Este foi o linho fino que José de
Arimatéia comprou, e envolveu o corpo de JESUS como está registrado em Marcos
15:46. Esta circunstância pode, à primeira vista parecer pequena, mas, no entanto,
é uma grande prova da ressurreição de nosso Senhor. Se o corpo tivesse sido
roubado, tudo o que foi envolvido nele teria sido levado com ele. O atraso que
haveria com a retirada dos lençóis e do unguento do corpo de JESUS poderia
levar os discípulos a serem descobertos roubando seu corpo, se isso tivesse
acontecido. Nem que tivesse ocorrido esse fato os discípulos não teriam motivos
para retirar os lençóis de JESUS. .Esta circunstância é ainda mais relacionada
particularmente por João, em João 20: 5-7. Pedro vê as ataduras de linho, e o
lenço que antes estava sobre a sua cabeça, mas não estava com os lençóis, mas
enrolado num lugar à parte. Todas estas circunstâncias provam que o corpo que
antes estava dentro dos lençóis passou por eles, sem os desenrolar.
Comentário de Adam Clarke -
Evangelho de Lucas
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REVISTA CPAD - LIÇÃO 11 - A
RESSURREIÇÃO DE CRISTO
Lições Bíblicas Aluno - Jovens
e Adultos - 2º TRIMESTRE DE 2009
Comentários do Pr. Antônio
Gilberto
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
- 1 Coríntios 15.1-10.
1 Também vos notifico, irmãos,
o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual
também permaneceis; 2 pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como
vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão. 3 Porque primeiramente vos
entreguei o que também recebi: que CRISTO morreu por nossos pecados, segundo as
Escrituras, 4 e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo
as Escrituras, 5 e que foi visto por Cefas e depois pelos doze. 6 Depois, foi
visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior
parte, mas alguns já dormem também. 7 Depois, foi visto por Tiago, depois, por
todos os apóstolos 8 e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como
a um abortivo. 9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser
chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de DEUS. 10 Mas, pela graça de
DEUS, sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã; antes, trabalhei
muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de DEUS, que está
comigo.
INTERAÇÃO
Nesta lição estudaremos a
doutrina da Ressurreição de CRISTO. Todavia, o texto de 1 Coríntios 15,
não trata somente da ressurreição de JESUS, mas também da natureza e
características da ressurreição dos justos. No primeiro caso, Paulo apresenta
(vv. 3-8) quatro eventos que compõem a essência do evangelho e da mensagem
cristã: A morte, o sepultamento, a ressurreição, e as provas irrefutáveis da
ressurreição de JESUS, segundo as Escrituras (vv.3,4). Portanto, nesses dias de
confiança na razão e de incredulidade na religião, reafirmar a crença e as
evidências históricas e doutrinárias na ressurreição de JESUS é indispensável.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Ressuscitar significa
despertar, levantar dentre os mortos. Converse com seus alunos sobre a
imprescindibilidade dessa doutrina. Enfatize que CRISTO foi feito "as
primícias dos que dormem", e os que morrerem nEle, em sua vinda
ressuscitarão à semelhança de sua ressurreição.
Pergunte aos alunos: Como será
o corpo da ressurreição? Diga-lhes que será:
a) Visível (Lc 24.39); b)
Incorruptível (1 Co 15.42,54); c) Palpável (Jo 20.27); d) Corpo celestial (2 Co
5.1-4); e) Vivificado (Rm 8.11).
Palavra-Chave: Ressurreição:
Tornar à vida.
Definição no dicionário
Priberam (http://www.priberam.pt/default.aspx):
Ressurreição: do
Lat. resurrectione s. fato de ressurgir; reaparecimento; renovação; por
ext. cura imprevista.
|
Ressurreição e Ascensão Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que
CRISTO morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro
dia, segundo as Escrituras; (1 Coríntios 15:3-4) |
|||
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Data: |
Acontecimento: |
Local: |
Textos: |
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33 d.C. - Madrugada do 1º dia Domingo |
As mulheres visitam o sepulcro |
Jerusalém |
Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-11 |
|
Sua aparição a Pedro |
Jerusalém |
Lc 24:34 1Co 15:5 |
|
|
Pedro e João Vêem o sepulcro vazio |
Jerusalém |
Lc 24.12; Jo 20.1-10 |
|
|
JESUS aparece a Maria Madalena |
Jerusalém |
Mc 16,9-11; Jo 20.11-18 |
|
|
JESUS aparece a outras mulheres |
Jerusalém |
Mt 28.9-19 |
|
|
O relato dos guardas sobre a ressurreição |
Jerusalém |
Mt 28.11-15 |
|
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Domingo |
JESUS aparece a 2 discípulos |
Emaús |
Mc 16.12-13; Lc
24.13.35 |
|
JESUS aparece aos 10 discípulos, sem Tomé |
Jerusalém |
Lc 24.36-43; Jo 20.19-25; 1Co 15:5 |
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1 Semana depois |
JESUS aparece aos discípulos, com Tomé |
Jerusalém |
Mc 16:14-18; Jo 20.26-31 |
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Durante os 40 dias até a ascensão |
JESUS aparece a sete discípulos na Galileia |
Mar Galileia |
Mt 28:16-20; Jo 21.1-15 |
|
A grande comissão |
|
Mt 28.16-20; Mc 16.14-18; Lc 24.44-49 |
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|
Sua aparição aos quinhentos |
Galileia |
1Co 15:6 |
|
|
Sua aparição a Tiago |
1Co 15:7 |
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A Ascensão |
Monte das Oliveiras |
Mc 16.19-20; Lc 24.50-53; At 1:4-9 |
|
I- TODOS VÃO RESSUSCITAR
Jo 11.25- Disse-lhe JESUS: “Eu Sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”.
Em Daniel 12.2 e João 5.28,29; vemos que uns ressuscitarão para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno, mostrando-nos claramente que:
1- Todos vão Ressuscitar, declaração essa contrária à doutrina que muitos pregam dizendo que quando morremos se acabou tudo;
2- Haverá dois tipos de ressurreição, uns para a vida eterna e outros para a vergonha e desprezo eterno (vão ver os salvos gozando da companhia de DEUS e não vão poder desfrutar);
3- O destino de cada um é de acordo com o que creram e fizeram, enquanto estavam vivos e aqui na terra;
4- Haverá duas ressurreições, separadas por mil anos (Ap 20.5,6; 1 Ts 4.16).
Quantos túmulos que têm a inscrição “Repouso Eterno ou Jazigo Perpétuo”, por causa da ignorância do homem, mas quando se ouvir a voz de CRISTO todos ressuscitarão.
A conta tem que ser paga, ninguém dá calote em DEUS, cada um prestará contas com DEUS, os salvos, no tribunal de CRISTO sem condenação, só para receber galardão; mas o incrédulo estará diante do trono branco juízo final, para ser lançado no lago de fogo e enxofre, junto com seu companheiro Satanás. Ap 19.20; 20.10-15;
II- A RESSURREIÇÃO DE JESUS:
QUAL A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS PARA A FÉ CRISTÃ? (Bíblia Ilúmina)
Mateus 28:1-10 VERSÍCULO CHAVE: Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a JESUS, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia; (Mateus 28:5-6)
A RESSURREIÇÃO DE JESUS É O ALICERCE DA FÉ CRISTÃ. A ressurreição é a chave para a fé cristã. Porque?
(1) Como ele havia prometido, ele ressurgiu dos mortos. Nós podemos estar confiantes, portanto, que ele cumprirá tudo que ele prometeu.
(2) A ressurreição do corpo nos mostra que o CRISTO vivo é soberano no reino eterno de DEUS, não um falso profeta ou impostor.
(3) Nós podemos ter certeza de nossa ressurreição porque ele foi ressuscitado. A morte não é o fim, existe a vida após a morte.
(4) O poder que trouxe JESUS de volta a vida está disponível para nós trazermos o nosso ser espiritual morto de volta a vida.
(5) A Ressurreição é à base do testemunho da igreja para o mundo. JESUS é mais que um líder humano, ele é o Filho de DEUS.
LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios 15:1-11 VERSÍCULO CHAVE: Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que CRISTO morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; (1 Coríntios 15:3-4)
A RESSURREIÇÃO É O PONTO
DECISIVO DA FÉ CRISTÃ:
Sempre haverá pessoas dizendo
que JESUS não ressurgiu dos mortos. Paulo nos garante que muitas pessoas viram
JESUS depois de sua ressurreição: Pedro, o discípulo (os Doze), Mais de
quinhentos crentes (a maioria ainda estavam vivos quando Paulo escreveu isto),
Thiago (irmão de JESUS), todos os apóstolos e finalmente Paulo em si. A
Ressurreição é um fato histórico. Não seja desencorajado por pessoas que negam
a Ressurreição. Seja cheio de esperança, pois um dia todos virão a prova viva
quando JESUS voltar.
III- NOSSA RESSURREIÇÃO
O QUE QUE A BÍBLIA NOS ENSINA
SOBRE A NOSSA RESSURREIÇÃO?
LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios
15:12-28 VERSÍCULO CHAVE: Ora, se se prega que CRISTO foi ressuscitado dentre
os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos?
A NOSSA RESSURREIÇÃO INCLUI O
NOSSO CORPO E A NOSSA ALMA.
A maioria dos gregos não
acreditavam que o corpo de uma pessoa poderia ser ressuscitado depois da morte.
Eles viam a vida após a morte como algo só para a alma. De acordo com filósofos
gregos, a alma era a pessoa de verdade presa a um corpo físico, e na morte a
alma era liberta. Não havia imortalidade para o corpo, mas a alma entrava num
estado eterno. O cristianismo, no entanto, afirma que o corpo e a alma serão
unidos depois da ressurreição. A igreja de Corinto estava no coração da cultura
grega, desta maneira, muitos crentes tinham dificuldade em acreditar na
ressurreição do corpo.
NOSSA RESSURREIÇÃO É CERTA POR
CAUSA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO.
A ressurreição de CRISTO é o
centro da fé cristã. Porque CRISTO ressuscitou, como ele havia prometido, nós
sabemos que o que ele disse é a verdade – ele é DEUS. Porque ele ressuscitou,
nós temos certeza de que nossos pecados são perdoados. Porque ele ressuscitou,
ele vive e nos representa perante DEUS. Porque ele ressuscitou e venceu a
morte, sabemos que nós também ressuscitaremos.
A NOSSA RESSURREIÇÃO É A NOSSA
ÚNICA ESPERANÇA PARA A VIDA ETERNA.
Nos dias de Paulo, o
cristianismo levava a pessoa à execução, exclusão da família e, em muitos
casos, a pobreza. Havia pouca vantagem em ser cristão naquela sociedade. O mais
importante, no entanto, é que se CRISTO não tivesse ressuscitado, os cristãos não
poderiam ser perdoados pelos seus pecados e não teriam nenhuma esperança de
vida eterna.
IV- CRER NA RESSURREIÇÃO DE
JESUS É BÁSICO PARA SALVAÇÃO.
É tão importante crer na
ressurreição de JESUS que Paulo afirma que aquele que não crê nisso a sua fé é
vã e sem sentido.
1Co 15.17 E, se CRISTO não foi
ressuscitado, a fé que vocês têm é uma ilusão, e vocês continuam perdidos nos
seus pecados. 18 Se CRISTO não ressuscitou, os que morreram crendo nele estão
perdidos. 19 Se a nossa esperança em CRISTO só vale para esta vida, nós somos
as pessoas mais infelizes deste mundo. 20 Mas a verdade é que CRISTO foi
ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão
ressuscitados.
Na verdade Paulo nos assegura
que para sermos salvos precisamos não só crer na morte expiatória de JESUS, mas
também na sua ressurreição dentre os mortos, sendo esta uma exigência de DEUS
para nossa justificação, uma condição para sermos salvos.
A saber: Se com a tua boca
confessares ao Senhor JESUS, e em teu coração creres que DEUS o ressuscitou
dentre os mortos, serás salvo. (Romanos 10:9)
O CRISTO glorificado
A visão de Estêvão At 7:55,56
A visão de Paulo At 26:13-15
A visão de João Ap 1:12-16
"Lembra-te de que JESUS.
CRISTO, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o meu
evangelho." (2 Tm 2.8).
A ressurreição do Senhor será
sempre um dos mais importantes fatos de todos os tempos. Ela significa a aurora
espiritual da nossa fé.
O Corpo Glorioso
Jo 20.8 – Então entrou também
o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
Lembramos aqui, ao leitor que
tudo que João escreveu foi para provar aos incrédulos de sua época que JESUS
CRISTO ressuscitou e que era o filho de DEUS (Jo 20.30,31)
Sendo João mais jovem correu
mais depressa que Pedro, mas sendo mais reverente parou na entrada, mas quando
Pedro chegou, com sua irreverência natural entrou correndo e ficou olhando e
estudando o que havia acontecido; João agora entra e se lembra de que JESUS foi
embalsamado (Jo 19.38-42) com muita mirra e aloés (cem arréteis =
aproximadamente 80 Kg daquele composto) e o envolveram com lençóis como era
costume judaico (enrolavam o corpo nos lençóis como múmia) e amarraram, com um
lenço o seu queixo à sua cabeça para não ficar aberta a sua boca.
Vendo João que os lençóis
estavam arrumados como se um corpo estivera ali dentro e o lenço à parte,
separado, no lugar onde estiver a cabeça de JESUS, boquiaberto João creu
maravilhado de que seu senhor ressuscitara com um corpo glorioso, espiritual e
celeste (1 Co 15.44). Só é salvo quem crer nisso, na ressurreição de JESUS,
tenha certeza. (1 Co 15.14).
O amigo leitor já pensou em
ter um corpo assim? Nós teremos um corpo semelhante ao de JESUS quando da sua
volta para nos levar para as moradas eternas (1Co 15.48; Rm 8.29,30; 1Jo 3.2).
Certamente as doutrinas da
divindade e da ressurreição do Senhor JESUS são as mais odiadas e hostilizadas
por Satanás. O Evangelho que proclamamos não finda no Monte Calvário. Ele passa
pelo túmulo vazio, desponta no cenáculo e segue a trajetória celestial. Se
CRISTO não houvesse ressuscitado seria vã a nossa fé e nulo o nosso testemunho.
V- O FATO DA RESSURREIÇÃO
"Se CRISTO não houvesse
ressuscitado, de Sua morte não teria havido qualquer fruto". Os dois fatos
se completam. A ressurreição de CRISTO é o fato que consuma os fundamentos da
fé cristã. Os "deuses" mortos a nada levam. O CRISTO ressuscitado nos
conduz à presença do Pai.
1. Predito por Davi.
Como um profeta habilmente
inspirado por DEUS, o rei Davi predisse a ressurreição de JESUS (SI 16.10).
2. Predito por Isaias.
O profeta messiânico no
capítulo 53 de seu livro, por muitos considerados" o Evangelho do Antigo
Testamento", aborda a ressurreição do Senhor, nos versos 10 a 12.
3. Predito pelo próprio
CRISTO.
Lemos tais predições em vários
lugares, tais como: Mt 12.38-40; 17.22,23; 20.18,19; 26.32; Lc 9.22; Jo
2.18-22,etc. Pelas Escrituras, JESUS demonstrou que já estava escrito, desde
séculos passados, que o CRISTO (o Messias, o Ungido de DEUS) padeceria, para
depois ressuscitar dentre os mortos ao terceiro dia.
VI- AS PROVAS DA RESSURREIÇÃO
1. As provas são Inequívocas,
porque estão fundamentadas na Infalível Palavra de DEUS.
a. O túmulo vazio.
É considerado o grande troféu
do Cristianismo. Um testemunho absolutamente incontestável é que exalta o
extraordinário poder de DEUS. Emesto Renan, o ateísta francês do século
passado, escarnecendo dos crentes declarou: "Os cristãos vivem na fragrância
de um túmulo vazio". Ele cria que estava zombando dos cristãos, mas na
realidade, estava proclamando uma das mais profundas verdades do cristianismo:
o túmulo vazio de JESUS, prova irrefutável de que Ele venceu a morte, coisa que
ninguém jamais fez, nem fará.
b. O silêncio dos fariseus e
dos romanos.
Jamais qualquer pessoa destes
dois grupos ousou negar a ressurreição de JESUS, tão evidente que ela se tomou.
Eles odiavam essa mensagem mas não puderam refutá-la.
c. A mudança do dia de
adoração dos discípulos.
A ressurreição causou um
impacto tão grande na mente e no coração dos discípulos que eles fixaram em
suas mentes um novo dia para suas reuniões. Deixaram o tradicional e legal
sétimo dia e passaram a usar o primeiro dia da semana (Mc 16.2), isto é, o domingo.
2. As aparições pessoais de
JESUS
a. A Maria Madalena (Mc
16.9-11; Jo 20.18).
b. A algumas mulheres (Mt
28.9,10)
c. A Pedro, no domingo da
ressurreição (Lc 24.34; 1 Co 15.5).
d. Aos dois discípulos, no
caminho de Emaús (Mc 16.12; Lc 24.13-35).
e. Aos discípulos (Mc 16.14;
Lc 24.36-43; Jo 20.19,20).
f. Aos onze discípulos com
Tomé (Jo 20.26).
g. Aos sete discípulos, no Mar
da Galileia (Jo 21.1).
h. A quinhentos irmãos (1 Co
15.6).
i. A Tiago (1Co 15.7).
j. A Paulo (como um abortivo).
Há outras aparições, mas
cremos que estas são suficientes.
VII- OS RESULTADOS DA
RESSURREIÇÃO
A ressurreição do Senhor JESUS
não é um fato isolado e inconsequente. São muitos os resultados que dele
emanaram. Estudemos alguns:
1. JESUS está vivo.
Se CRISTO não houvesse
ressuscitado, seria um defunto. Se Ele fosse um defunto, a igreja não seria a
Esposa do Cordeiro (Ap 21.9), e sim sua viúva Mas Ele de fato ressuscitou e
está vivo para sempre. E porque vive, intercede pelos seus (Hb 7.25) e também
pelos transgressores (ls 53.12).
2. Ele está presente.
O CRISTO ressuscitado é um
CRISTO onipresente (Mt 28.20b). Por toda parte podemos sentir a manifestação
dessa presença gloriosa e amiga. Ele está inspirando os pregadores que
proclamam sua Palavra, as ações dos que proclamam. Entemecidamente está salvando
os que nEle crêem, de todo o coração.
3. Ele está conduzindo a
Igreja.
O CRISTO ressuscitado é
Senhor, Rei e Cabeça da igreja. Como Senhor, todos lhe servimos de coração.
Como Rei, dita as normas de ação de seu governo; como Cabeça nos mantém junto a
Si, inseparavelmente ligados, pois somos o seu corpo: o complemento daquele que
cumpre tudo em todas as coisas (Cl 1.18; Ef 1.23). Ele é quem dá ministros à
igreja (Ef 4.11,12). Ele dá dons aos homens (Ef 4.8). A Igreja O glorifica.
exalta, louva e adora.
4. Ele está unindo a igreja.
Se CRISTO não estivesse
realmente vivo não poderia executar o milagre de reunir em um só corpo homens e
mulheres de todas as raças tribos e nações (Ap 5.9). Veja o que Ele mesmo diz
em Ap 1.17, 18.
5. Ele está batizando a
Igreja.
Isso prova que CRISTO
ressuscitou e está vivo, Ele continua batizando os salvos com o ESPÍRITO SANTO.
6. JEUS continua fazendo
milagres e maravilhas.
Alguém duvida disso? Basta
assistir um pouquinho de Tv ou ir a algum culto em legítima Igreja de CRISTO.
7. Ele voltará brevemente.
Se CRISTO não estivesse vivo,
não teríamos razão de esperá-lo a segunda vez. Mas Ele está vivo! Ele voltará!
A cada dia, e em todos os lugares, os sinais estão acontecendo. O CRISTO
ressuscitado está às portas. O Rei está voltando.
VIII- OS PROPÓSITOS DA
RESSURREIÇÃO
A compreensão natural do
homem pecador não está apta a discernir os elevados propósitos de tão
extraordinário acontecimento. Temos que ter a mente de CRISTO para avaliar as
razões, profundas e misteriosas, de Sua ressurreição.
1. Demonstrar sua divindade.
A não ressurreição de JESUS
tê-lo-ia deixado no túmulo, no mesmo nível dos demais homens. Ele teria sido
apenas um mortal a mais. Através de Sua ressurreição o Pai declarou solenemente
sua divindade (Rm 1.4). Pela ressurreição, CRISTO demonstrou ser impossível à
morte detê-lo (At 2.24). Por causa de uma deliberada e amorosa vontade de
salvar os homens, o Pai permitiu a JESUS ficar por três dias na região de
sombra da morte, mas a sua divindade não lhe permitiu ficar entre os mortos,
pois Ele é o Senhor da vida.
2. Aniquilar o medo.
"Não vos
atemorizeis" , disse o anjo às mulheres (Mc 16.6). O medo, como estado,
paralisa a pessoa, tira o ânimo e conduz à morte.
Foi o medo a primeira consequência do pecado: "Tive medo e me escondi
" (Gn 3.10). JESUS muitas vezes bradou com autoridade: "Não
temas" (Mt 10.26; 14.27;28.10; Mc 5.36; Lc 5.10; 8:50; 12.7; 12.32).
3. Garantir a nossa
justificação.
Ao entregar-se à morte, na
Cruz do Calvário, JESUS lançou a base do edifício de nossa justificação, que
somente se tornou concluído com sua ressurreição (Rm 4.25).
4. Tornar-se as primícias dos
que dormem.
Os atuais habitantes do Céu
sabem que algum dia, a igreja do Senhor subirá, para lá também habitar. Eles
olham para o CRISTO ressuscitado, sentado à destra do Pai e, sabendo que Ele
aqui embaixo provou a morte e sobre ela triunfou mediante a ressurreição, sabem
também que na sua ressurreição consiste a garantia da nossa. Ele subiu
primeiro. Nós subiremos depois.
5. Dinamizar a pregação.
A crença na ressurreição de
JESUS, produziu uma nova transformação na vida dos discípulos. Antes eram
homens fracos, medrosos e desprezados (Lc 24.37,38). Veja por exemplo o
intrépido Pedro, que negou o seu mestre por três vezes. Cf. Lc 22.34,54-60.
Após a ressurreição surgem
como propagadores alegres, militantes e agressivos. Será que uma crença
equivocada em supostas aparições, produziria uma convicção contagiante como a
dos discípulos?
6. Quantos deram suas vidas,
defendendo essa ressurreição? Será que morreriam em vão?
Um grande exemplo está marcado
na memória do mundo, o Coliseu, em Roma, palco do derramamento do sangue de
milhares de cristãos que testificaram assim a morte e ressurreição de JESUS.
IX- A RESSURREIÇÃO DO
CORPO (BEP-CPAD)
1Co 15.35 “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E
com que corpo virão?”
A ressurreição do corpo é uma doutrina fundamental das Escrituras. Refere-se ao
ato de DEUS, de ressuscitar dentre os mortos o corpo do salvo e reuni-lo à sua
alma e espírito, dos quais esse corpo esteve separado entre a morte e a
ressurreição.
(1) A Bíblia revela pelo menos três razões por que a ressurreição do corpo é
necessária.
(a) O corpo é parte essencial
da total personalidade do homem; o ser humano é incompleto sem o corpo. Por
conseguinte, a redenção que CRISTO oferece abrange a pessoa total, inclusive o
corpo (Rm 8.18-25).
(b) O corpo é o templo do
ESPÍRITO SANTO (6.19); na ressurreição, ele voltará a ser templo do ESPÍRITO.
(c) Para desfazer o resultado
do pecado em todas as áreas, o derradeiro inimigo do homem (a morte do corpo)
deve ser aniquilado pela ressurreição (15.26).
(2) Tanto as Escrituras do AT (cf. Hb 11.17-19 com Gn 22.1-4; Sl 16.10 com At
2.24ss; Jó 19.25-27; Is 26.19; Dn 12.2; Os 13.14), como as Escrituras do
NT (Lc 14.13,14; 20.35,36; Jo 5.21,28,29; 6.39,40,44,54; Co 15.22,23; Fp 3.11;
1Ts 4.14-16; Ap 20.4-6,13) ensinam a ressurreição futura do corpo.
(3) Nossa ressurreição corporal está garantida pela ressurreição de CRISTO (ver
Mt 28.6; At 17.31; 1Co 15.12,20-23).
(4) Em termos gerais, o corpo ressurreto do crente será semelhante ao corpo
ressurreto de Nosso Senhor (Rm 8.29; 1Co 15.20,42-44,49; Fp 3.20,21; 1Jo 3.2).
Mais especificamente, o corpo ressurreto será:
(a) um corpo que terá
continuidade e identidade com o corpo atual e que, portanto, será reconhecível
(Lc 16.19-31);
(b) um corpo transformado em
corpo celestial, apropriado para o novo céu e a nova terra (15.42-44,47,48; Ap
21.1);
(c) um corpo imperecível, não
sujeito à deterioração e à morte (15.42);
(d) um corpo glorificado, como
o de CRISTO (15.43; Fp 3.20,21);
(e) um corpo poderoso, não
sujeito às enfermidades, nem à fraqueza (15.43);
(f) um corpo espiritual (i.e.,
não natural, mas sobrenatural), não limitado pelas leis da natureza (Lc 24.31;
Jo 20.19; 1Co 15.44);
(g) um corpo capaz de comer e
beber (Lc 14.15; 22.16-18,30; 24.43; At 10.41).
(5) Quando os crentes receberem seu novo corpo se revestirão da imortalidade
(15.53). As Escrituras indicam pelo menos três propósitos nisso:
(a) para que os crentes venham
a ser tudo quanto DEUS pretendeu para o ser humano, quando o criou (cf. 2.9);
(b) para que os crentes venham
a conhecer a DEUS de modo completo, conforme Ele quer que eles o conheçam (Jo
17.3);
(c) a fim de que DEUS expresse
o seu amor aos seus filhos, conforme Ele deseja (Jo 3.16; Ef 2.7; 1Jo 4.8-16).
(6) Os fiéis que estiverem vivos na volta de CRISTO, para buscar os seus,
experimentarão a mesma transformação dos que morrerem em CRISTO antes do dia da
ressurreição deles (15.51-54). Receberão novos corpos, idênticos aos dos
ressurretos nesse momento da volta de CRISTO. Nunca mais experimentarão a morte
física.
(7) JESUS fala de uma ressurreição da vida, para o crente, e de uma
ressurreição de juízo, para o ímpio (Jo 5.28,29).
Faça a seus alunos a seguinte
pergunta: Como será o corpo da ressurreição?
Diante do estudo logo acima (A
RESSURREIÇÃO DO CORPO), coloque as respostas no quadro e explique-as com todo
cuidado.
Exercício:
Como será o corpo da
ressurreição?
Respostas corretas são:
a) Visível (Lc 24.39);
b) Incorruptível (1 Co
15.42,54);
c) Palpável (Jo 20.27);
d) Vivificado (Rm 8.11).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO -
Subsídio Teológico - "A ressurreição"
A ressurreição de JESUS como
um evento real e histórico tem sido a pedra de esquina do cristianismo através
dos séculos. O fato de que isso é crido por inúmeras pessoas por uma sucessão
ininterrupta de gerações, tem dado pouca oportunidade para o surgimento de
repentinos "mitos de JESUS" ou lendas. Além disso, sempre podemos
comparar a crença moderna com milhares de escritos antigos do Novo Testamento,
e com escritos não-cristãos, para verificar a coerência de vários relatos e
garantir a exatidão histórica na doutrina e nas crenças. Diferente de outras
religiões, o cristianismo é baseado em fatos históricos. Ele não é uma
filosofia ilusória. Se a ressurreição de JESUS nunca tivesse acontecido, não
haveria absolutamente nenhuma base para a igreja cristã. Ela não existiria.
Como vimos, há uma história contínua da igreja sem interrupção. Podemos voltar
ao passado recorrendo aos documentos mais antigos da igreja (primeiros
manuscritos do Novo Testamento) e encontrar o dogma essencial da igreja, que
permanece o mesmo. Os muitos mártires da fé cristã morreram todos por
essencialmente uma coisa - defender o fato histórico de que JESUS CRISTO
ressuscitou dos mortos. Os inimigos da igreja esperavam que a execução dos
líderes da igreja fizesse a expansão do cristianismo cessar. Em vez disso,
aumentou a determinação dos cristãos e fornece evidências pungentes da
historicidade da ressurreição de JESUS às gerações posteriores."
(MUNCASTER, R. O. Examine as evidências. RJ: CPAD, 2007, pp. 409-10.)
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HORTON, Stanley M. Teologia
Sistemática: uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996.
MENZIES, W. W.; HORTON, S. M.
Doutrinas bíblicas. RJ: CPAD, 1995.
SAIBA MAIS Revista Ensinador
Cristão, CPAD.
APLICAÇÃO PESSOAL
A Bíblia declara que seremos
como JESUS quando o virmos por ocasião de sua vinda (1 Jo 3.2). Nossos corpos
serão gloriosos e dotados de esplendor e beleza; serão corpos poderosos e
apropriados às regiões celestiais. Essa mudança será repentina e sobrenatural.
Isto acontecerá ao soar da última trombeta. Então, encontrar-nos-emos com o
Senhor nos ares; e, com Ele estaremos para sempre (1 Ts 4.17).
Não são poucos os que,
amedrontados com as guerras e a poluição ambiental, dizem que já não nos resta
qualquer esperança. Mas DEUS não permitirá que as circunstâncias lhe
prejudiquem os planos, nem que lhe frustrem os decretos. O certo é que JESUS
voltará, e porá fim à corrupção, à miséria e às artimanhas. Ele instaurará o
seu reino glorioso.
Se Judas havia morrido, e
Matias, seu substituto, ainda não havia sido empossado, como JESUS poderia ter
aparecido aos doze apóstolos?
Texto-base:
“E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze” (1Co 15.5).
Analisando os eventos da aparição de JESUS após sua ressurreição, encontramos a
informação, do apóstolo Paulo, de que JESUS apareceu aos doze apóstolos logo ao
deixar a tumba. A dúvida gerada é: se Judas havia morrido e Matias ocupou seu
lugar tempos depois, JESUS não deveria ter aparecido somente para onze
discípulos? Por que Paulo citou doze ao escrever aos crentes de Corinto? Isso
não afeta e denigre a inspiração da Bíblia e a crença na ressurreição de JESUS?
Primeiramente, “é um erro comum, não raramente feito pelos cristãos, mas também
pelos não cristãos, pensar que a ressurreição de CRISTO é crida pela Igreja
cristã com base na inspiração da Bíblia, colocando-se, assim, em primeiro
lugar, a crença na inspiração e, depois, como resultado dela, a crença na
ressurreição [...] A crença na ressurreição de CRISTO existia durante quase uma
geração antes de serem escritos os primeiros documentos do Novo Testamento
[...] Por ser esta a ordem histórica, é também a ordem lógica”. Ou seja, a
ressurreição é verdadeira por si só, pelas testemunhas oculares, pelas inúmeras
provas históricas e, para os cristãos da Igreja primitiva, isso não dependia do
fato de a Bíblia ser inspirada ou não. As Escrituras trataram apenas de documentar
esse evento.
Em segundo lugar, os opositores da Bíblia e da ressurreição de JESUS vão dizer
que são poucos e contraditórios os argumentos cristãos que defendem esse
acontecimento sobrenatural. Mas isso não condiz com a verdade. Devido à
prolixidade do assunto, não serão debatidas, neste espaço, as provas da
ressurreição, mas somente a aparição de JESUS “aos doze”.
Os cristãos não têm apenas parcos argumentos da ressurreição de CRISTO, como
dizem os opositores. Não são apenas dois ou três argumentos a favor, mas
inúmeros. Ao longo do tempo, todas as dúvidas postas pelos críticos foram
respondidas com muito requinte pelos teólogos e apologistas. Basta pesquisar em
bons livros de teologia e apologética, por exemplo, que as defesas elaboradas
são muitas e totalmente convincentes. A verdade é uma só, como sempre ocorre:
as críticas são fundamentadas em pressupostos “viciados”. Se o crítico partir
para uma análise partidária de qualquer disciplina cristã, de forma
tendenciosa, prevendo um final que lhe interessa, tentando tão-somente
“desmascarar” os pontos imprescindíveis da fé, sua análise não será
verdadeiramente séria e, no fundo, inclinará aos seus interesses
particulares.
Em terceiro lugar, a negação da ressurreição de CRISTO coaduna melhor com os
ideais filosóficos e materialistas dos céticos. O próprio JESUS alertou sobre o
fato de que muitas pessoas preferem viver à margem da verdade ética, moral,
religiosa, porque seus hábitos não são condizentes com os princípios
estabelecidos por Ele e pelo evangelho (Jô 3.19-24). Todavia, isso não
significa que todos os intelectuais não-cristãos são céticos quanto à
ressurreição ou que não há possibilidade de admiti-la sob hipótese alguma.
Em quarto lugar, não há contradições nos relatos bíblicos das aparições de
JESUS aos seus apóstolos e seguidores. A sequência das aparições é a que
segue:
|
APARIÇÃO DE JESUS RESSURRETO |
REFERÊNCIAS BÍBLICAS |
|
1) A Maria Madalena |
Marcos 16.9 |
|
2) Às mulheres que retornavam da
tumba |
Mateus 28.8-10 |
|
3) A Pedro, em Jerusalém |
Lucas 24.34 |
|
4) Aos dois discípulos que iam para
Emaús |
Marcos 16.12 e Lucas 24.13-32 |
|
5) Aos dez discípulos |
João 20.19-25 |
|
6) Aos onze discípulos |
João 20.26-29 |
|
7) Aos sete discípulos junto ao Mar
da Galileia |
João 21 |
|
8) A mais de 500 pessoas |
1Coríntios 15.6 |
|
9) A Tiago |
1Coríntios 15.7 |
|
10) Aos onze discípulos em um monte
da Galileia |
Mateus 28.16 |
|
11) No Monte das Oliveiras, em
Betânia |
Lucas 24.50-53 |
|
12) Ao apóstolo Paulo no caminho para
Damasco |
Atos 9.3-6 e 1Coríntios 15.8 |
O apóstolo Paulo menciona poucas pessoas e situa Pedro em primeiro lugar. Isso, no entanto, tem uma explicação: “Paulo não deu uma lista completa, mas somente a que tinha importância para o seu propósito. Desde que apenas o testemunho de homens era considerado legal ou oficial no primeiro século, é compreensível que o apóstolo não tenha listado mulheres na defesa que ele fez da ressurreição”.
Em último lugar, tanto Paulo (1Co 15.5) quanto Marcos (Mc 16.14; Jo 20.19-25) redigiram números cheios naturalmente, pois utilizavam o termo no sentido coletivo, tendo em mente o colegiado apostólico e não um número definido de pessoas. “A expressão, ‘os doze’, entretanto, era usada como termo genérico para se referir aos apóstolos originais de CRISTO, designando seu ofício apostólico e não seu número exato”.
Afinal, o testemunho de JESUS é verdadeiro ou não?
Textos-base:
“Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro” (Jo 5.31).
“Respondeu JESUS, e disse-lhes: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro” (Jo 8.14).
Diante desses dois textos que aparentam contrariedade, devemos perguntar:
• O testemunho de JESUS só pode ser validado por outro homem?
• O testemunho a respeito de si próprio é válido?
• Por que precisava de outros testemunhos?
Para responder à primeira e à terceira pergunta, temos de ser sinceros e aceitar que realmente alguém só deveria ser acreditado se pudesse provar, por testemunhas, suas reivindicações. Se alguém testemunhasse de si mesmo às autoridades rabínicas, diante de um tribunal, seu testemunho não seria considerado válido. Ora, esse não é o procedimento normal, até mesmo na sociedade contemporânea, alguém apelar para a justiça dos homens quando seu caso é julgado diante de um juiz? Isto é, de alguma forma, JESUS necessitava de algum tipo de testemunho a seu respeito para que provasse sua messianidade, por exemplo. JESUS não precisava testemunhar de si próprio que Ele era o Messias tão esperado pelos judeus, mas, para que os judeus acreditassem nele, outras pessoas deveriam dar testemunho a seu respeito. Para isso, JESUS contava com testemunhas externas. E teve essa prova em diversas ocasiões. Em resumo: seus milagres foram vistos por inúmeras pessoas. João Batista deu testemunho a seu respeito (Jo 1.7,15,19). E o próprio DEUS deu testemunho de JESUS em dois episódios: no batismo e no momento da transfiguração (Mt 3.16,17; 17.5).
É relevante atentar para a história do povo hebreu. A vinda de um Messias, salvador e libertador, era um pensamento normal na cultura judaica. O povo judeu, por diversas vezes, esteve sob jugos estrangeiros: egípcios, babilônicos, persas, gregos, sírios, romanos, entre outros. Na época dos juízes, ainda que as pressões sobreviessem dos povos semitas, alguns “parentes” dos judeus, DEUS levantava juízes que, na verdade, eram libertadores do domínio inimigo. Não foram poucos os anos passados em terras distantes, estranhas e em situações adversas. Por isso, o assunto sobre a vinda de um Messias enchia de esperança o povo judeu. Chegando o tempo proposto por DEUS o Messias veio, porém, os judeus estavam equivocados quanto às suas atribuições.
Em João 1.41, o discípulo André disse a seu irmão Simão Pedro: “Achamos o Messias (que, traduzido, é o CRISTO)”. Filipe disse a Natanael: “Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: JESUS de Nazaré, filho de José” (Jo 1.45). Ao dialogar com JESUS, a mulher samaritana disse: “Eu sei que o Messias (que se chama o CRISTO) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo” (Jo 4.25). Ao que JESUS, prontamente, respondeu: “Eu o sou, eu que falo contigo” (Jo 4.26). Daí em diante, a mulher passa a testemunhar de JESUS. “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o CRISTO? Saíram, pois, da cidade, e foram ter com ele. E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito” (Jo 4.29,30,39).
Esses exemplos provam que as pessoas têm necessidade de testemunhar sobre JESUS. Ou seja, Ele não precisava falar de si próprio que era o Messias prometido no Antigo Testamento. Os testemunhos a respeito de JESUS procederam de pessoas simples, sinceras, e eram testemunhos verdadeiros (se bem que não de todos). A questão do “testemunho de JESUS não ser verdadeiro” deve ser entendida no sentido de que “palavras sem a necessária confirmação de santidade e poder não convencem. Os judeus, baseados nos seus preconceitos, atribuíram maldade a JESUS. E JESUS, por sua vez, defendendo suas reivindicações messiânicas, apela para a regra bíblica que exigia duas testemunhas (Nm 35.30; Dt 17.6)”.
Em suma, a resposta à segunda pergunta (O testemunho a respeito de si próprio é válido?) é afirmativa: SIM! JESUS não era somente o Messias prometido, mas também DEUS encarnado. Sendo assim, apenas o testemunho humano não é pleno. Ora, JESUS falava com propriedade do que já havia experimentado na eternidade. Ao orar ao DEUS Pai, disse: “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo 17.5). Para Nicodemos, asseverou: “Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu” (Jo 3.13).
O texto de João 8 sugere que a discussão tinha a ver com o perdão de JESUS outorgado à mulher pecadora. Quando JESUS diz “quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”, obviamente está se referindo a algo muito maior do que ter o messianismo endossado pelos judeus. Fala de algo espiritual, místico, metafísico e, neste sentido, Ele não precisa do endosso de um ser humano. Tanto é assim que os fariseus disseram a JESUS: “Tu testificas de ti mesmo; o teu testemunho não é verdadeiro”. Ao que JESUS rebateu: “Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou” (Jo 8.13,14).
Pelo fato de JESUS ser o Emanuel (DEUS conosco), não necessita de provas humanas. JESUS, como todo bom judeu, conhecia bem as normas e os regimentos prescritos aos judeus e, logicamente, como em outros casos muito mais complexos, não os violaria. Contudo, no caso em questão, CRISTO não falava como um simples judeu, mas, sim, como o Soberano do Universo, por isso não precisava de testemunhos. Até porque, os inquiridores de JESUS não estavam aptos a testemunharem a respeito dele, e muito menos a aceitarem seu próprio testemunho.
Norman Geisler arremata: “O testemunho de JESUS não era verdadeiro: oficialmente, legalmente e para os judeus, mas era verdadeiro “factualmente, pessoalmente e em si mesmo”. JESUS tinha os testemunhos completos: das pessoas alcançadas por Ele, de, até mesmo, alguns de seus inimigos e dele próprio.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Teológico
"A ressurreição de CRISTO
Era o tema central da pregação da Igreja Primitiva. Devemos tê-la também como o centro de nossa mensagem, porquanto ela é a garantia de nossa própria ressurreição. A ressurreição de CRISTO é a base de nossa fé e esperança. Uma das grandes afirmações do Novo Testamento encontra-se nestas palavras de JESUS: '... porque eu vivo, e vós vivereis' (Jo 14.19). Paulo classifica a ressurreição de mistério; algo que não havia sido revelado nos tempos do Antigo Testamento, mas que agora é-nos descoberto: 'Eis aqui vos digo um mistério' (1 Co 15.51-54). Tal como o corpo de JESUS, o corpo ressurreto, do qual Ele é a vida animadora, não será nem este corpo mortal que hoje possuímos, nem o espírito desencarnado, mas um corpo espiritual. Um corpo real e espiritual".
APLICAÇÃO PESSOAL
Receberemos do Senhor um corpo glorioso. A lei da gravidade não é mais forte do que nosso novo tabernáculo. Subiremos às nuvens para nos encontrar com o Senhor. Tudo o mais ficará preso à temporalidade e a gravidade deste mundo. Mas os salvos, juntos do Senhor, descansarão de sua militância; de nossas agruras terrenas não nos lembraremos mais (2 Co 5.1,2). Tudo será passado, e a única coisa importante será a eternidade que passaremos com o Senhor. Nossos corpos mortais serão revestidos de imortalidade. Nossos corpos naturais revestir-se-ão de espiritualidade. Não sentiremos mais cansaços físicos, pois nossos novos corpos não se enfadam. Não sofreremos mais as longas primaveras da vida, pois seremos revestidos de glória, jamais envelheceremos. O "mortal", diz Paulo, será "absorvido pela vida" (2 Co 5.1-4). Maranata!
A RESSURREIÇÃO DE JESUS
É com muita alegria que estamos estudando este precioso assunto.
Certamente as doutrinas da divindade e da ressurreição do Senhor JESUS são as mais odiadas e hostilizadas por Satanás. O Evangelho que proclamamos não finda no Monte Calvário. Ele passa pelo túmulo vazio, desponta no cenáculo e segue a trajetória celestial. Se CRISTO não houvesse ressuscitado seria vã a nossa fé e nulo o nosso testemunho.
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A RESSURREIÇÃO DE JESUS
O milagre da Páscoa é o âmago da fé e da mensagem cristã. A ressurreição e a cruz são os temas principais do livro de Atos e das Epístolas. Em seu discurso no dia de Pentecostes (At 2.24), Pedro fala daquele “ao qual DEUS ressuscitou, soltas as ânsias da morte”. Esta frase ou alguma expressão equivalente ocorre por diversas vezes em Atos (At 3.15; 4.10; 5.30; 10.40; 13.23,30,37; 26.8) e da mesma maneira nas Epístolas de Paulo (Rm 8.11; 10.9; 1 Co 6.14; 15.15; 2 Co 1.9; 4.14; Gl 1.1; Ef 1.20; 1 Ts 1.10; cf. 1 Pe 1.21). A morte expiatória de CRISTO e a sepultura vazia são mencionadas juntas por nosso Senhor no que pode ser chamado de um complexo de redenção. O Senhor associou as duas em seu ensino (Mt 16.21; 20.18,19; Mc 8.31; 9.31; 10.33,34; Lc 18.32,33; Jo 10.17,18), e o apóstolo Pedro faz o mesmo (1 Pe 1.2-4; 3.18ss.).
A TEOLOGIA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO
A ressurreição é a prova miraculosa de que o Senhor JESUS CRISTO fez a expiação pelo pecado (At 2.24,38; 13.37,38; Rm 1.4), e venceu a morte (2 Tm 1.10; Ap 1.18). Através dela, ele foi declarado como sendo o Senhor e CRISTO (At 2.32-36) e o Filho de DEUS com poder (Rm 1.4; Fp 2.6-11; cf. At 13.33). Como o primogênito dentre os mortos, ele foi declarado o Cabeça da Igreja e o Soberano do universo (Cl 1.16-18; Ef 1.19-23; cf. Hb 1.3). Ele mesmo é a ressurreição, aquele que concede a vida eterna (Jo 11.25). Quando ressuscitou dos mortos e subiu às alturas, Ele enviou o ESPÍRITO SANTO (At 2.33,38; cf. Jo 15.26; 16.7).
E o Senhor ressurrecto que,
como nosso Sumo Sacerdote, apresentou o seu sangue sacrificial a DEUS, o Pai (Hb
10.19-22; cf. 8.3; 10.10-14),
agora intercede por nós (Rm
8.34; 1
Jo 2.1), e é habilitado e ordenado para tirar os selos dos juízos no fim
dos tempos (Ap
5.1-7) e ser o juiz final do homem (Jo
5.21,22; At
10.42; 17.31).
Soteriologia da ressurreição.
Para que o pecado do homem seja expiado, deve haver uma vida perfeita de
justiça, vivida em completa obediência à santa lei de DEUS, para ser oferecida
“sem mácula”; CRISTO realizou esta importante obra através de sua vida (Rm
5.19; 10.4; Hb
4.15; 5.8,9).
Também deve haver uma expiação satisfatória para os pecados do homem e a lei
infringida que exige a pena de morte (Rm
6.23), e isto Ele proveu submetendo-se à morte como o nosso substituto.
DEUS mostrou sua absoluta satisfação com a obediência ativa e passiva de
CRISTO, ressuscitando o seu Pilho dos mortos, e assim atestando que sua obra
que visava alcançar a nossa justificação foi aprovada e aceita (Rm
4.25).
Escatologia da ressurreição. A
ressurreição revela a vitória completa e final sobre a morte e o pecado, e
sobre os seus efeitos no homem e na criação. Pelo fato de CRISTO ter
ressuscitado, os crentes também ressuscitarão em corpos transformados (1
Co 15). Por meio deste mesmo fato, a natureza também será libertada da
maldição. Esta é a explicação da ressurreição do crente ou a manifestação dos
filhos de DEUS através da “redenção do nosso corpo”, e a remoção da “servidão
da corrupção’’ na segunda vinda de CRISTO serem mencionados como ocorrendo
simultaneamente em Romanos 8.1823־ (cf. Is
11.6- 12; 65.25; Zc
14.5).
Negações da Ressurreição
Têm sido sugeridas várias
teorias que negam a ressurreição corpórea de CRISTO.
Teoria da fraude. Seus
discípulos roubaram o seu corpo da sepultura e o esconderam em algum lugar.
Esta opinião falha em explicar como os supostos covardes tornaram-se homens
corajosos da noite para o dia, e também ignoram o fato da presença da guarda romana.
Esta teoria presume que a mentira dos soldados deva ser aceita ao invés do
testemunho dos crentes em CRISTO. Uma variação desta opinião é que os inimigos
de CRISTO roubaram o corpo e o esconderam. Por que, então, eles não usaram isto
mais tarde para refutar as alegações dos discípulos de que o Senhor havia
ressuscitado?
Teoria da alucinação. Os
discípulos apenas pensaram ter visto JESUS. Esta teoria falha em levar em conta
o fato de que eles sentiram suas mãos e seus pés, falaram com ele, e comeram
com ele e ele com eles (Lc
24.42,43).
Uma variação disto é a teoria da razão histórica de Richard Niebuhr, de que os
discípulos tinham uma lembrança histórica tão vivida de CRISTO, que pensavam e
falavam dEle como se Ele estivesse vivo. Esta opinião falha pelas mesmas razões
que as da teoria da alucinação. Além disso, como na teoria anterior, ela deve
negar a sepultura vazia.
Teoria da visão objetiva. DEUS
concedeu aos seguidores de JESUS visões reais para lhes dar a certeza de que o
ESPÍRITO de JESUS havia sobrevivido. Esta opinião, da mesma forma, não consegue
levar em conta a sepultura vazia, nem o seu corpo tangível em suas aparições.
Teoria do corpo espiritual transformado. A fim de tentar explicar como os
lençóis foram deixados intactos e como o CRISTO ressurrecto passou através de
uma porta fechada, alguns têm afirmado com base em uma interpretação errônea de
1 Coríntios 15.44 que JESUS ressuscitou com um corpo completamente ״espiritual”,
completamente imaterial; porém Ele comeu na presença de seus discípulos.
Teoria do desmaio. CRISTO
estava apenas desmaiado e seus discípulos o raptaram da sepultura e o
reanimaram. Esta opinião envolve os discípulos em uma fraude. Enganadores não
arriscariam a vida mais tarde por causas justas como fizeram os discípulos.
Esta teoria falha em fazer justiça ao exame e pronunciamento dos soldados
romanos de que JESUS estava morto. Isto é ainda mais aviltante para os
fundadores da Igreja primitiva.
Teoria da sepultura errada.
Kirsopp Lake sugere que as mulheres foram para a sepultura errada e encontraram
um estranho, de quem elas fugiram. Esta é uma tentativa um tanto desesperada de
explicar o fenômeno que Lake considera a priori impossível, isto é, o milagre
de uma ressurreição. Esta teoria falha em explicar tanto a experiência dos
soldados tomando conta da sepultura na qual JESUS estava sepultado, como o fato
da sepultura da qual as mulheres fugiram estar vazia.
PROVAS DA RESSURREIÇÃO
A validade da ressurreição de
CRISTO baseia- se na certeza da morte e sepultamento de JESUS e no selamento da
sepultura, a pedra removida e a sepultura vazia, a condição ordenada dos
lençóis, e no registro de dez diferentes aparições físicas do JESUS ressurrecto.
As aparições são atestadas em seis relatos - em todos os quatro Evangelhos, em
Atos e 1
Coríntios 15:
1. A
Maria Madalena (Jo
20.11-18).
2. Às
outras mulheres (Mt
28.9,10).
3. A
Pedro, em particular (1
Co 15,5; Lc
24.34).
4. A
Cleopas e seu companheiro na estrada para Emaús (Lc
24.13-35).
5. A
dez dos apóstolos em uma sala trancada (Jo
20.19-25; Lc
24.36-43).
6. A
Tomé e aos outros uma semana depois (Jo
20.26-29).
7. A
mais de 500 discípulos em uma ocasião (1
Co 15.6). E provável que este fato tenha ocorrido na Galileia, como
cumprimento de Mateus
28.7,8 e Marcos
16.7. Esta pode ter sido a mesma ocasião em que o Senhor JESUS encarregou
os seus seguidores da grande tarefa de evangelização (Mt
28.16-20).
8. A
Tiago, o irmão do Senhor (1
Co 15.7).
9. A
sete discípulos perto do Mar da Galileia (Jo
21.1-23).
10. Aos
apóstolos e talvez a outros em Jerusalém no momento de sua ascensão (Lc
24.50-52; Act
1.4-9).
Outras aparições como estas
são mencionadas em Atos
1.3.
A ressurreição de CRISTO é
historicamente atestada por: (1) o fato da súbita mudança na vida dos apóstolos
- os
11 se comportaram de forma covarde na ocasião da crucificação, mas se
comportaram como homens prontos a dar suas próprias vidas 50 dias depois no
Pentecostes; (2) a descida do ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecostes, em
cumprimento à promessa do Senhor JESUS (Jo
14.16; 15.26; 16.7;
cf. 7.37-39; Act
2.32,33);
(3) a mudança do dia de adoração do sábado judaico para o primeiro dia da
semana, como um testemunho do dia em que CRISTO ressuscitou; (4) o súbito e
espantoso crescimento da Igreja cristã; (5) a existência do NT, cuja mensagem
depende da autenticidade da ressurreição.
A ressurreição corpórea de
JESUS CRISTO é o acontecimento melhor atestado na história antiga. E como
Merril) C. Tenney resume: “A ressurreição é relevante para a necessidade humana
de propósito e segurança... O evento está fixado na história; a dinâmica é
potente para toda a eternidade” (The Reality ofthe Ressurrectton, p. 19). R. A.
K. Dicionário Bíblico Wycliffe – CPAD
A RESSURREIÇÃO DO CORPO
A ressurreição do corpo é uma
ideia distintamente bíblica. Os gregos, e a filosofia grega em geral, tinham
pouco respeito pelo corpo, considerando-o um estorvo, e ensinavam apenas a
imortalidade da alma. A Bíblia vê o homem criado tanto com o corpo como com a
alma, e, portanto, incompleto durante o estado intermediário até que receba o
seu corpo ressurrecto. O NT acrescenta à mera ideia de uma ressurreição do
corpo a revelação de que os cristãos terão um corpo glorificado como aquele que
foi recebido pelo Senhor JESUS CRISTO (Fp
3.21; 1
Jo 3.2).
Ressurreição no AT. A doutrina
de uma ressurreição corpórea é claramente ensinada no AT, particularmente em Jó
(Jó
14.13-15; 19.23-27),
nos Salmos (Sl
16.9-11; 49.14ss.),
Isaías (Is
26.19) e Daniel (Dn
12.2). A existência consciente da alma entre a morte e a ressurreição
também é claramente afirmada. O fato de ser falado mais da condição dos ímpios
do que dos justos no estado intermediário não diminui o fato dos mortos
permanecerem conscientes, mesmo estando os seus corpos na sepultura (Is
14.9-20; Ez
32.17-32).
O texto em Jó (Jó
14.14,15a)
traz uma pergunta: “Morrendo o homem, porventura, tornará a viver? Todos os
dias de meu combate esperaria, até que viesse a minha mudança. Chamar-me-ias, e
eu te respondería...” No cap. 19, ele toca neste assunto novamente. Jó sabe que
seu Redentor vive e que se levantará sobre a terra nos dias futuros, e ele tem
a certeza de que, mesmo que os vermes destruam o seu corpo na sepultura, “em”
sua carne e com seus próprios olhos verá a DEUS naquele grande dia (Jó
19.25-27). Alguns preferem a tradução “de minha carne” ao invés de “em
minha carne”, baseando-se no termo heb. mibbesari (min, “de”; basar, “carne”;
veja BDB. min, “o lugar do qual”, p. 579a). Tanto a LXX como Jerônimo apoiam a
opinião de que Jó está se referindo à sua futura ressurreição.
O Salmo
16.9-11 traz a promessa: “Pois não deixarás a minha alma no inferno,
nem permitirás que o teu SANTO veja corrupção". Aquilo que Pedro mostra em
seu sermão no Pentecostes se aplica ao Davi Maior, CRISTO (A t
2.25-31). Esta é a menção mais importante da ressurreição nos Salmos,
embora ela seja citada ao menos no Salmo
49.14ss. Em Daniel
12.2, há uma profecia muito importante sobre a ressurreição. Uma tradução
literal do heb. seria: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns
para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno”, e é justificada
pelas palavras heb. rabbim miyyshere (veja JFB, que baseia tal tradução nos
dados de Tregelles). A tradução “uns... e outros" é uma tradução melhor ao
heb. ,elleh...relleh do que a expressão “alguns... alguns” da versão KJV em
inglês. Esta passagem é muito importante, uma vez que, traduzida literalmente,
ensina duas ressurreições; uma dos justos e uma segunda, dos ímpios, como
encontramos em Apocalipse 20.4-6 (cf. Jo
5.28,29).
O profeta Zacarias prediz O
cerco final de Jerusalém juntamente com o arrependimento de Israel na segunda
vinda do Senhor, e escreve: “Virá o Senhor, meu DEUS, e todos os santos
contigo”, mostrando que os crentes que morreram estão com o Senhor e voltarão
para reinar com Ele na terra (Zc
14.5; cf. Ap
5.10). Alguns têm criticado o AT por sua falta de informação sobre a
imortalidade da alma, e têm sugerido que mesmo o que é mencionado apareceu
apenas bem tarde. Todas estas criticas são injustificadas. O NT também não
entra em detalhes quanto ao estado da alma imediatamente após a morte, isto é,
o estado intermediário. Tanto no AT como no NT, DEUS concentrou sua revelação
na ressurreição e nas bênçãos do reino.
Ê difícil provar que a idéia
da imortalidade aparece apenas mais tarde no AT. Muitos consideram Jó um livro
muito antigo, e este livro é muito claro tanto sobre a imortalidade como sobre
a ressurreição do corpo. Seja como for, os patriarcas criam em uma vida futura.
Enoque nem sequer morreu, mas foi estar diretamente com DEUS (Gn
5.24; Hb
11.5). Abraão “esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e
construtor é DEUS” (Hb
11.10). Todos os santos do AT aguardavam ansiosamente pelo reino (Hb
11.13-16; cf. Lc
13.28,29)
desde os dias da aliança com Abraão, não só para os seus descendentes distantes
mas também para si mesmos.
Ressurreição no NT. No NT, o
termo gr. anastasis refere-se à ressurreição do corpo morto à vida. Somente
em Lucas
2.34 a palavra é traduzida de outra forma, e mesmo ali o termo
ressurreição pode ser a tradução correta. Isto não tem de ser um ajuntamento de
parte por parte ou a restituição do antigo corpo de carne, uma vez que o corpo
da ressurreição é um corpo com qualidades completamente diferentes do antigo
corpo, mas significa a constituição de nm corpo como aquele que foi recebido
pelo Senhor JESUS CRISTO (Fp
3.21), e apropriado para o estado eterno da alma.
O NT claramente ensina uma
ordem ou série na ressurreição. Paulo revela em 1
Coríntios 15.20-24 que deve ser “cada um por sua ordem. CRISTO, as
primícias; depois, os que são de CRISTO, na sua vinda. Depois, virá o fim”.
Isto concorda com o que o próprio Senhor JESUS CRISTO havia dito em João
5.28ss.: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que
estão nos sepulcros ouvirão sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a
ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da
condenação”. Daniel, como já visto, indica duas ressurreições, e Apocalipse
20.4-6 fala de uma primeira ressurreição dos santos como distinta de
uma segunda, a dos “outros mortos” ou a do “restante” dos mortos, os perdidos,
e diz que a segunda está separada da primeira por mil anos. Em 1
Tessalonicenses 4.16,17 são apenas os mortos em CRISTO que são ressuscitados em
sua vinda, e estes são imediatamente levados, arrebatados, ao céu (cf. a
advertência de CRISTO para estarmos prontos para o arrebatamento em Mateus
24.40-44; Marcos
13.28,29; Lucas
21.29-31).
O CORPO DA RESSURREIÇÃO.
É revelado que o crente será
como o seu Senhor (Fp
3.21; 1
Jo 3.2), tendo um corpo tangível “como o seu corpo glorioso”. A identidade
será retida entre o corpo mortal e o novo corpo da ressurreição, embora este
não necessite de uma reconstituição dos mesmos átomos. Mesmo nesta vida, as
matérias do corpo mudam constantemente. Elas são inteiramente substituídas de
um modo progressivo dentro de um período de alguns anos.
O Senhor JESUS CRISTO
ressuscitou no corpo tio qual havia sofrido, deixando um túmulo vazio. Seu novo
corpo tinha “carne e ossos”, mas embora Ele tenha sido absolutamente
reconhecido, suas qualidades estavam gloriosamente mudadas. O novo corpo do
crente não deverá ter “carne e sangue”, pois esta é a natureza de seu corpo
mortal. Ele será como os anjos que não se casam nem se dão em casamento (Mt
22.29,30).
Este novo corpo é descrito em 1
Coríntios 15.35-50.
Implicações espirituais e
morais. O homem é uma criatura composta por uma parte material (o corpo) e uma
parte espiritual (a alma e o espírito). Ele faz parte de uma raça. Por ser
assim, ele pode conhecer a supremacia do primeiro Adão na qual ele caiu e se
perdeu, e pode participar dos benefícios da supremacia do último Adão, JESUS
CRISTO, e ser salvo. “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também
todos serão vivificados em CRISTO” (1
Co 15,22). CRISTO não redimiu somente a alma, mas também o corpo, como
ficou provado na ressurreição de seu próprio corpo.
O corpo do crente é o Templo
do ESPÍRITO SANTO e deve ser mantido puro (1
Co 6.19,20).
Ele será finalmente transformado de uma forma miraculosa para se adaptar às
necessidades eternas dos filhos de DEUS. Por causa da importante função do
corpo, não se deve desprezá-lo nem destruí-lo através de uma vida devassa.
R. A. K. Dicionário Bíblico
Wycliffe – CPAD
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Escrita Lição 12,
CPAD, Do julgamento à ressurreição, 2Tr25, 2Tr25, Com. Extras do
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ESBOÇO DA LIÇÃO
A RESSURREIÇÃO DE JESUS
1. O Túmulo Vazio
2. A Ressurreição como base da
Fé Cristã
3. O CRISTO Ressurreto quebra
a incredulidade
Na cruz, JESUS triunfou sobre
o pecado; na Ressurreição, conquistou a vitória sobre a Morte.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE -
João 20.6-10
6 - Chegou, pois, Simão Pedro,
que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis
7 - e que o lençol que tinha
estado sobre a sua cabeça não estava com os lençóis, mas enrolado, num lugar à
parte.
8 - Então, entrou também o
outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
9 - Porque ainda não sabiam a
Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos mortos.
10 - Tornaram, pois, os
discípulos para casa.
A RESSURREIÇÃO DE JESUS
1. O Túmulo Vazio
Na manhã do primeiro dia da
semana (domingo), ocorreu um terremoto na área do sepulcro, e um anjo de DEUS
deslocou a pedra, sentando-se sobre ela (Mt 28.2). Foi nesse instante que JESUS
ressuscitou do lugar onde o seu corpo se encontrava. O túmulo ficou vazio,
servindo como uma evidência clara da ressurreição de JESUS dentre os mortos. No
Evangelho de João, é relatado que, após o sábado judaico, Maria Madalena
dirigiu-se ao sepulcro (Jo 20.1), acompanhada por Maria, mãe de Tiago, e Salomé
(Mc 16.1-3), com a intenção de ungir o corpo de JESUS. Ao chegarem lá, a pedra
já tinha sido retirada (Mc 16.4) e ao entrarem no sepulcro escavado na rocha,
não encontraram o corpo de JESUS. O túmulo estava vazio.
“Ao chegarem lá, a pedra já
tinha sido retirada (Mc 16.4) e ao entrarem no sepulcro escavado na rocha, não
encontraram o corpo de JESUS. O túmulo estava vazio.”
2. A Ressurreição como base da
Fé Cristã
Em sua abordagem sobre a
importância da Ressurreição, o apóstolo Paulo dirigiu-se aos coríntios
afirmando que “CRISTO ressuscitou dos mortos” e que, se essa afirmação não
fosse verdadeira, a nossa fé e a nossa mensagem seriam inúteis (1 Co 15.12-14).
Existem pelo menos duas razões para crermos na ressurreição do Senhor. A
primeira baseia-se nas palavras de JESUS que afirmara ser necessário que Ele
ressuscitasse dentre os mortos (Jo 20.9). A segunda razão é o fato de Pedro e
João terem verificado que JESUS já não estava no sepulcro quando souberam do
túmulo vazio (20.6-7). No entanto, quando Maria Madalena olhou novamente para
dentro do túmulo e viu dois anjos de DEUS que lhe asseguraram que JESUS estava
vivo, ela não conseguiu imaginar que seria a primeira pessoa a contemplar JESUS
de forma gloriosa (Jo 20.11-17). Ele a instruiu para comunicar aos discípulos
que Ele estava vivo e que brevemente teriam a oportunidade de vê-lo também
(20.18,19).
3. O CRISTO Ressurreto quebra
a incredulidade
Apesar do receio e da
incredulidade de alguns dos discípulos, mesmo após ouvirem o testemunho de
Pedro e João, e em especial, de Maria Madalena, que viu JESUS e falou com Ele
pessoalmente, JESUS apareceu entre os discípulos no primeiro dia da semana. Ele
surgiu no meio deles e disse: “Paz seja convosco!” (Jo 20.19). Em outras
ocasiões, nosso Senhor também se manifestou aos discípulos antes da sua
ascensão ao céu (Jo 21.1,2). A Pedro e a alguns outros que o seguiam, JESUS
revelou-se novamente e realizou o milagre da pesca abundante (Jo 21.3-11), uma
prova do poder do CRISTO ressuscitado. Seria impossível permanecer incrédulo
depois de testemunhar o CRISTO que venceu a morte.
SINÓPSE III - A Ressurreição
de JESUS, evidenciada pelo túmulo vazio, é a base da fé cristã e transforma a
incredulidade em convicção.
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO -
RESSURREIÇÃO
“O capítulo 20 é o clímax do
Evangelho. Quatro das cinco seções neste capítulo contêm estados semelhantes
para os discípulos. Cada seção começa com um estado de medo e/ou dúvida (i.e.,
fé fraca) e termina com alegria e fé fortalecida. As aparições pós-ressurreição
fazem com que a fé vivifique. No capítulo 20, todas estas aparições acontecem
em Jerusalém.
[...] A crença vem com esta
compreensão da ressurreição. A ressurreição é a base da fé cristã. Paulo em 1
Coríntios 15 também confirma este fato concernente à fundação do cristianismo.
Agora a fé pode vir à existência. Sua meta está no lugar certo. Esta é a razão
das pessoas não serem salvas à parte de JESUS e sua ressurreição.
É essencial que os dois
apóstolos mais importantes vejam o sepulcro vazio, e que sua fé se complete,
depois de ter começado em João 2.11. Este é o testemunho apostólico. Contudo
João comenta que eles ainda não entendem a Escritura; em outras palavras, algo
está faltando, se bem que eles passaram do medo para a fé. No Novo Testamento,
o fator mais importante que o sepulcro vazio é as aparições pós-ressurreição”
(Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD,
2024, pp.605,06).
CONCLUSÃO
A Ressurreição do Senhor JESUS
é o evento mais significativo do Novo Testamento. Este acontecimento concretiza
a nossa esperança na Ressurreição do Corpo, tal como está expresso no Credo
Apostólico, um importante documento da tradição cristã: “Creio na ressurreição
da carne”. Assim, à luz deste fato, somos encorajados a manter a nossa fé, pois
depositamos a nossa esperança naquEle que triunfou sobre a morte de forma
definitiva.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
NA ÍNTEGRA COMO NA
REVISTA DO 4º TRIMESTRE DE 2026
Escrita Lição 7,
BETEL, A esperança da ressurreição e o juízo eterno, 4Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
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ESBOÇO DA LIÇÃO
LIÇÃO 7,
BETEL, A ESPERANÇA DA RESSURREIÇÃO E O JUÍZO ETERNO
1- A RESSURREIÇÃO NO AT E NO
NT
1.1. A ressurreição no AT.
1.2. A ressurreição no NT.
1.3. A ordem cronológica da
ressurreição.
2- A IMPORTÂNCIA DA
RESSURREIÇÃO
2.1. A importância da
ressurreição para o cristianismo.
2.2. Se CRISTO não ressuscitou
é vã a nossa fé.
2.3. O poder da Ressurreição
de CRISTO.
3- A PRIMEIRA E A SEGUNDA
RESSURREIÇÃO
3.1 A primeira ressurreição.
3.2. A segunda ressurreição.
3.3. A ordem cronológica das
ressurreições.
TEXTO ÁUREO
“E muitos dos que dormem no pó
da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e
desprezo eterno”. Daniel 12.2
VERDADE APLICADA
A ressurreição de CRISTO é a
garantia de que a esperança cristã não se limita ao nosso viver nesta terra.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Compreender as duas
ressurreições
Destacar a Ressurreição de CRISTO
Identificar a ordem desseS acontecimentos
Destacar a Ressurreição de CRISTO
Identificar a ordem desseS acontecimentos
Destacar a Ressurreição de CRISTO
Identificar a ordem desseS acontecimentos
TEXTO REFERÊNCIAS - 1
CORÍNTIOS 15.16-18, 20, 22-23
16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também CRISTO não ressuscitou.
17 E, se CRISTO não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos
vossos pecados. 18 E também os que dormiram em CRISTO estão perdidos. 20 Mas
agora CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. 22
Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados
em CRISTO. 23 Mas cada um por sua ordem: CRISTO as primícias; depois, os que
são de CRISTO, na sua vinda.
LEITURA COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Sl
16.10 Vitória sobre a morte
TERÇA | Fp 3.11 Esperança da ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição
TERÇA | Fp 3.11 Esperança da ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição
TERÇA | Fp 3.11 Esperança da ressurreição
QUARTA | Lc 20.27-38 DEUS dos vivos.
QUINTA | 1Ts 4.14 Ressurreição em CRISTO.
SEXTA | Lc 14.13,14 Recompensa futura.
SÁBADO | Hb 11.35 Fé na ressurreição
HINOS SUGERIDOS: 126,459,469
MOTIVO DE ORAÇÃO: Ore
para que a Igreja permaneça firme na esperança da ressurreição.
INTRODUÇÃO
A
Bíblia é clara acerca das duas ressurreições: uma destinada aos justos; e
outra, aos injustos. JESUS falou da ressurreição para a vida e da ressurreição
para a condenação (Jo 5.28,29). A luz das Escrituras, compreendemos que esses
acontecimentos ocorreram em momentos distintos do plano divino (1Co 15.51-52;
Ap 20.4-6,11-15). Nesta lição, observamos os principais aspectos desses fatos e
a esperança reservada aos que pertencem a CRISTO.
1- A
RESSURREIÇÃO NO AT E NO NT
A
revelação acerca da ressurreição tornou-se progressivamente mais clara ao longo
das Escrituras. O Antigo Testamento estabelece seus fundamentos, enquanto o
Novo Testamento apresenta CRISTO como as primícias e esclarece a ordem dos
acontecimentos futuros (Dn 12.2; Jo 5.28,29; 1Co 15.20-23).
1.1. A
ressurreição no AT
O AT
apresenta a esperança da ressurreição e o poder de DEUS sobre a morte. Abraão
creu que DEUS poderia ressuscitar Isaque (Gn 22.5; Hb 11.17-19); Jó afirmou que
veria o Redentor (Jó 19.25-27); e s salmistas confiaram no livramento da
sepultura (SI 16.10; 49.15). Também Isaías anunciou a destruição da morte e a
ressurreição dos mortos (Is 25.8; 26.19), enquanto. Daniel revelou destinos
distintos para justos e injustos (Dn 12.2). No NT, essa revelação é ampliada
para a ressurreição dos salvos e a ressurreição para o juízo (Jo 5.28,29; lCo
15.20-23; Ap 20.4-6,11-15).
William Barros (Editora Betel, 2022) destaca que a revelação
bíblica é progressiva: “Daniel recebeu anúncios breves sobre os acontecimentos
futuros, enquanto o Apocalipse apresenta detalhes que ampliam sua compreensão.
Do mesmo modo, o Antigo Testamento anuncia a esperança da ressurreição, e o
Novo Testamento esclarece sua ordem e seus diferentes momentos. Assim, ambos se
completam e confirmam o poder soberano de DEUS sobre a morte (Dn 12.2; Jo
5.28,29; Ap 20.4-6)”.
1.2. A
ressurreição no NT
No NT,
o ensinamento da ressurreição é apresentado com maior clareza. A expressão ek
nekrõn, “dentre os mortos”, aparece em passagens que tratam da esperança
daqueles que pertencem ao Senhor (Me 12.25; Lc 20.35,36; At 4.1,2; Fp 3.10,11).
JESUS falou sobre dois tipos de ressurreição: para a vida e para a condenação
(Jo 5.28,29). O Apóstolo Paulo afirmou que CRISTO ressuscitou como as primícias
e, em Sua vinda, ressuscitarão os que Lhe pertencem (lCo 15.20-23). Os mortos
em CRISTO ressuscitarão incorruptíveis, e os salvos vivos serão transformados
(1Co 15.42-44, 51-54; 1 Ts 4.13-17). Essa ressurreição confirma a vitória de CRISTO
sobre a morte e integra a primeira ressurreição anunciada nas Escrituras (Rm
6.4,5; 1Co 15.54-57; Ap 20.4-6).
César Roza de Melo destaca que a ressurreição dos salvos não
será simples retorno às condições atuais da existência. O corpo ressuscitado
será incorruptível, glorioso, poderoso e plenamente adequado à vida futura com DEUS
(1Co 15.42-49). A redenção alcançará, assim, a totalidade da pessoa, cumprindo
o propósito divino de restaurar aquilo que foi atingido pelo pecado.
1.3. A
ordem cronológica da ressurreição
O
Apóstolo Paulo ensina que a ressurreição acontecerá segundo a ordem
estabelecida por DEUS. CRISTO ressuscitou primeiro, como as primícias dos que
dormem, garantindo a futura ressurreição dos que Lhe pertencem (1Co 15.20,23).
O termo grego tagma, traduzido como “ordem”, indica uma sequência organizada no
cumprimento do plano divino. No Arrebatamento, os mortos em CRISTO
ressuscitarão primeiro, e os salvos que estiverem vivos serão transformados
para encontrar o Senhor nos ares (1Ts 4.16,17; 1Co 15.51,52). As Escrituras
asseguram ainda que os mártires que permanecerem fiéis a CRISTO durante a
Grande Tribulação participarão da primeira ressurreição e reinarão com o Senhor
durante o Milênio (Ap 20.4-6).
William Barros (2020): “Na ordem estabelecida por DEUS, CRISTO
ressuscitou como as primícias, tornando-se a garantia da ressurreição daqueles
que Lhe pertencem. Cada etapa desse plano acontecerá no tempo determinado pelo
Senhor, sem falha e sem atraso. Essa verdade não foi revelada para alimentar
especulações, mas para consolar a Igreja, fortalecer a fé e renovar a esperança
na vitória final sobre a morte (1Co 15.20,23; lTs 4.16-18)”.
EU
ENSINEI QUE: A Doutrina da Ressurreição é apresentada
progressivamente às Escrituras, que revelam CRISTO como as primícias dos que
Lhe pertencem.
2- A
IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO
A
Ressurreição de CRISTO não é apenas um evento glorioso, mas o pilar que
sustenta a fé cristã. Ela confirma, de maneira definitiva, que Sua Obra
Redentora foi plenamente eficaz: o sacrifício na cruz não terminou em derrota,
mas em triunfo. Sem a Ressurreição, nossa fé seria inútil; porém, porque Ele
ressuscitou, temos a certeza da Salvação, da Vida Eterna e da vitória sobre a
morte (lCo 15.14,17,20; Rm 4.25).
2.1. A
importância da ressurreição para o cristianismo
A
Ressurreição de JESUS é uma verdade essencial da fé cristã. Ele anunciou que
seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia, e tudo aconteceu conforme a
Escritura (Mt 12.40; Me 8.31; Lc 24.6,7). Depois de ressuscitar, CRISTO
apareceu aos discípulos e a muitas testemunhas, confirmando que verdadeiramente
venceu a morte (At 1.3; 1Co 15.3-8). Sem a Sua Ressurreição, a pregação do
Evangelho e a fé cristã não teriam fundamento. Porém, CRISTO ressuscitou dos
mortos, confirmando Sua vitória, a eficácia de Sua Obra Redentora e a esperança
da Vida Eterna (Rm 4.25; 1Co 15.14,17,20). Porque Ele vive, os salvos também
ressuscitarão e participarão plenamente da vitória conquistada pelo Senhor (Jo
11.25,26; 1Co 15.21,22,54-57).
Bispo Samuel Ferreira (1996): “A ressurreição de CRISTO confirma
a veracidade de Suas palavras e manifesta Seu poder sobre a morte (Jo 2.19-22).
Ela é urna verdade central da missão redentora de JESUS e revela que Ele é o
Filho de DEUS, enviado para salvar a humanidade. Por meio de Sua vitória, a
morte deixou de representar o fim para tornar-se esperança de Vida Eterna.
Porque CRISTO vive, os que nEle creem também viverão (Jo 14.19; Rm 6.8; 1Co
15.20-22)”.
2.2.
Se CRISTO não ressuscitou é vã a nossa fé
Nos
dias de JESUS e dos apóstolos, havia pessoas que negavam a ressurreição dos
mortos, como os saduceus (Lc 20.27-38; At 23.8). O Apóstolo Paulo combateu esse
erro, mostrando que a Ressurreição de CRISTO é o fundamento da fé cristã. Sem
ela, a pregação seria inútil, a fé não teria valor, e permanecería – mos em
nossos pecados ( 1 Co 15 .14, 17). Contudo, CRISTO ressuscitou dentre os mortos
e tornou-se as primícias dos que dormem (lCo 15.20). Sua vitória garante que
aqueles que Lhe pertencem também ressuscitarão e viverão para sempre com Ele
(lCo 15.21-23; 1 Ts 4.14-17). Assim, nossa confiança ultrapassa os limites da
morte, pois está firmada em JESUS, que venceu o sepulcro e nos assegura a vida
eterna (Jo 11.25,26).
A doutrina da ressurreição revela que a Salvação alcança o ser
humano em sua totalidade. DEUS não considera o corpo algo descartável, pois o
mesmo ESPÍRITO que ressuscitou JESUS também vivificará nossos corpos mortais
(Rm 8.11). Na consumação, o corruptível será revestido de incorruptibilidade, e
o mortal, de imortalidade (1 Co 15.53,54). Portanto, a esperança cristã não
consiste em escapar da criação, mas em participar de sua redenção, quando os
salvos serão plenamente restaurados e conformados à glória de CRISTO (Rm 8.23;
lJo 3.2).
2.3. O
poder da Ressurreição de CRISTO
A Obra
Redentora de JESUS alcançou sua plena confirmação na Ressurreição. Ao
ressuscitar, Ele venceu a morte e demonstrou que nenhum poder poderia retê-Lo
no sepulcro (At 2.24; Rm 6.9; Ap 1.18). A ressurreição de alguns santos,
registrada por Mateus, foi um sinal extraordinário dessa vitória (Mt 27.52,53).
As Escrituras também ensinam que os salvos que partem estão com CRISTO,
desfrutando de Sua presença enquanto aguardam aressurreição do corpo (Lc23.43;
2Co 5.8; Fp 1.23). Porque JESUS ressuscitou como as primícias, os que Lhe
pertencem também ressuscitarão para a vida eterna (1Co 15.20-23; lTs 4.14-17).
Em Lucas 16.19-31, JESUS apresenta destinos distintos para
justos e injustos após a morte. Lázaro aparece em lugar de consolo, enquanto o
homem rico se encontra em sofrimento, separados por um grande abismo. O NT
ensina que os salvos que partem desta vida estão com CRISTO, aguardando a
ressurreição do corpo (Lc 23.43; 2Co 5.8; Fp 1.23). Os injustos, por sua vez,
aguardam o juízo final (Ap 20.11-15).
EU
ENSINEI QUE: A ressurreição de CRISTO confirma a nossa fé e
garante aos salvos a vitória sobre a morte.
3- A
PRIMEIRA E A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
A
ressurreição para a vida e a ressurreição para a morte representam dois
destinos eternos distintos e que não acontecerão ao mesmo tempo. Há um
intervalo determinado por DEUS entre as duas ressurreições, que se iniciará a
partir do Arrebatamento da Igreja (Ap 20.5). Assim, a Escritura revela não
apenas a diferença de destino, mas também a diferença de tempo, mostrando que DEUS
conduz a História com ordem, propósito e justiça.
3.1 A
primeira ressurreição
A
primeira ressurreição compreende aqueles que pertencem a CRISTO, tendo o Senhor
ressuscitado como as primícias ( 1 Co 15.20,23). No Arrebatamento, os mortos em
CRISTO ressuscitarão primeiro, e os salvos que estiverem vivos serão
transformados para encontrar o Senhor nos ares (lTs 4.16,17; 1Co 15.51,52). As
Escrituras também apresentam essa esperança como a ressurreição da vida e a
ressurreição dos justos (Jo 5.29; Lc 14.14). Ela manifesta a vitória de CRISTO
sobre a morte e assegura aos salvos a participação na vida eterna e no Reino do
Senhor (1Co 15.54-57; Ap 20.4-6).
William Barros (2020): “A primeira ressurreição manifesta a
fidelidade de DEUS à Sua promessa. Ao soar da trombeta, os mortos em CRISTO
serão levantados, e os salvos vivos serão transformados (1Co 15.51,52; lTs
4.16,17). Assim, a morte não terá a palavra final sobre os que pertencem ao
Senhor, pois eles serão revestidos de incorruptibilidade e permanecerão para
sempre com CRISTO (1Co 15.53,54; 1 Ts 4.17)”.
3.2. A
segunda ressurreição
Os
injustos também ressuscitarão para comparecer diante do Juízo Final (Dn 12.2;
Jo 5.28,29; At 24.15). Apocalipse revela que essa ressurreição ocorrerá após o
Milênio, quando os mortos estarão diante do Grande Trono Branco e serão
julgados segundo as suas obras (Ap 20.5,11-13). Aqueles cujos nomes não forem
encontrados no Livro da Vida serão lançados no lago de fogo, que é a segunda
morte (Ap 20.14,15). Essa verdade manifesta a perfeita Justiça de DEUS e
ressalta a necessidade de receber, pela fé, a Salvação oferecida em JESUS CRISTO.
William Barros (2020) destaca que, no Juízo do Grande Trono
Branco, os ímpios ressuscitarão e comparecerão diante de DEUS, sem distinção de
posição ou influência, para serem julgados segundo suas obras (Ap 20.11-13).
Esse acontecimento revela a Santidade e a perfeita Justiça do Senhor,
lembrando- -nos da urgência do arrependimento e da pregação do Evangelho (Mc
1.15; Ap 20.14,15).
3.3. A
ordem cronológica das ressurreições
A
Bíblia apresenta a ressurreição segundo a ordem estabelecida por DEUS. CRISTO
ressuscitou como as primícias, garantindo a ressurreição dos que Lhe pertencem
(1Co 15.20,23). No Arrebatamento, os mortos em CRISTO ressuscitarão primeiro, e
os salvos que estiverem vivos serão transformados para encontrá-LO nos ares (1
Ts 4.16, 17; 1Co 15.51,52). As Escrituras também mostram que os que
permanecerem fiéis durante a Grande Tribulação participarão da primeira
ressurreição e do Reino de DEUS (Ap 20.4-6). Depois do Milênio, os demais
mortos comparecerão diante do Grande Trono Branco para o juízo final (Ap
20.5,11-15). Assim, cada acontecimento se cumprirá no tempo determinado pelo
Senhor, conforme a justiça e a perfeita ordem do plano divino.
William Barros (2020) destaca que a ordem das ressurreições
revela o domínio de DEUS sobre a História e sobre a morte. CRISTO ressuscitou
como as primícias, garantindo a ressurreição dos salvos; por ocasião do
Arrebatamento, os mortos em CRISTO ressuscitaram primeiro (lCo 15.20; lTs
4.16). Ao final do plano divino, os ímpios ressuscitarão para comparecer diante
do Juízo do Grande Trono Branco (Ap 20.11-13). Assim, a Palavra mostra que
nenhum acontecimento ocorrerá fora do tempo, da justiça e da soberania do
Senhor.
EU
ENSINEI QUE: A ressurreição acontecerá conforme o plano
perfeito de DEUS.
CONCLUSÃO
A
Ressurreição de CRISTO é o fundamento da fé cristã e a garantia da vitória dos
salvos sobre a morte (lCo 15.20-22). Todos ressuscitarão segundo a ordem de DEUS:
uns para a vida e outros para o juízo (Jo 5.28,29; Ap 20.4-6, 11-15). Por isso,
devemos permanecer firmes em CRISTO, vivendo em Santidade e aguardando a Sua
volta (lTs 4.16,17; Fp 3.20,21).
A Ressurreição de CRISTO é o fundamento da fé cristã e a garantia da vitória dos salvos sobre a morte (lCo 15.20-22). Todos ressuscitarão segundo a ordem de DEUS: uns para a vida e outros para o juízo (Jo 5.28,29; Ap 20.4-6, 11-15). Por isso, devemos permanecer firmes em CRISTO, vivendo em Santidade e aguardando a Sua volta (lTs 4.16,17; Fp 3.20,21).

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