12 agosto 2026

Escrita Lição 8, CPAD, Despedida em Éfeso: entre lágrimas e alertas, 3Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV,

Escrita Lição 8, CPAD, Despedida em Éfeso - entre lágrimas e alertas, 3Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
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ESBOÇO DA LIÇÃO

I – O MINISTÉRIO DE PAULO COMO EXEMPLO DE FIDELIDADE

1. Um ministério vivido com coerência e entrega (vv.17-21)  

2. A fidelidade apostólica como guarda da verdade   

3. Fidelidade diante do futuro e consciência irrepreensível (vv.22-27)   

II – ADVERTÊNCIAS AOS PRESBÍTEROS CONTRA OS FALSOS MESTRES

1. O ESPÍRITO SANTO como originador do ministério pastoral (v.28)   

2. O perigo real e contínuo das falsas doutrinas (vv.29,30)   

3. Vigilância espiritual como dever permanente do pastor (v.31)   

III – O CUIDADO PASTORAL DE PAULO COM OS LÍDERES DA IGREJA

1. A Palavra de DEUS como fundamento seguro do ministério (v.32)   

2. O exemplo de desprendimento e serviço cristão (vv.33-35)  

3. Uma despedida marcada por amor, comunhão e lágrimas (vv.36-38)   

 

TEXTO ÁUREO

“Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o ESPÍRITO SANTO vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de DEUS, que ele resgatou com o seu próprio sangue.” (At 20.28)

 

VERDADE PRÁTICA

A Igreja é preservada quando líderes vigilantes cuidam do rebanho com fidelidade à Palavra e submissão ao ESPÍRITO SANTO.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - At 20.19-21 A fidelidade cristã se revela em humildade e perseverança

Terça - Fp 1.20,21 Viver para CRISTO dá sentido à vida e sustenta a missão

Quarta - At 20.28 O ESPÍRITO SANTO estabelece líderes para cuidar do rebanho

Quinta - 1 Pe 5.2,3 O verdadeiro pastoreio é exercido com vigilância, amor e exemplo

Sexta - At 20.32 A Palavra da graça edifica a Igreja e garante a nossa herança

Sábado - 1 Tm 6.6-10 O contentamento e o desprendimento em DEUS.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 20.17-25,36-38

17 - De Mileto, mandou a Éfeso chamar os anciãos da igreja. 18 - E, logo que chegaram junto dele, disse-lhes: Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós, 19 - servindo ao Senhor com toda a humildade e com muitas lágrimas e tentações que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram; 20 - como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas, 21 - testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a DEUS e a fé em nosso Senhor JESUS CRISTO. 22 - E, agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer, 23 - senão o que o ESPÍRITO SANTO, de cidade em cidade, me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações. 24 - Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor JESUS, para dar testemunho do evangelho da graça de DEUS.

25 - E, agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o Reino de DEUS, não vereis mais o meu rosto. 36 - E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos e orou com todos eles. 37 - E levantou-se um grande pranto entre todos e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam, 38 - entristecendo-se muito, principalmente pela palavra que dissera, que não veriam mais o seu rosto. E acompanharam-no até ao navio.

 

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SUBSÍDIOS EXTRAS

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COMENTÁRIOS Pr. Henrique

 

Nova Introdução

O discurso de despedida do apóstolo Paulo aos presbíteros de Éfeso, registrado no livro de Atos dos Apóstolos, constitui um dos testemunhos mais profundos acerca da natureza e da responsabilidade da liderança cristã. Ao convocar os líderes efésios na cidade costeira de Mileto, o apóstolo não profere apenas diretrizes administrativas, mas estabelece o padrão teológico, ético e relacional que deve reger a Igreja de todas as eras. Esta narrativa sagrada destaca a urgência de uma caminhada guiada pela graça, marcada pela integridade ministerial, pelo zelo incansável contra as heresias e pela entrega sacrificial ao pastoreio do rebanho que pertence soberanamente a DEUS.

 

I – O Ministério Apostólico como Paradigma de Integridade e Entrega

1. A Coerência Existencial e o Testemunho do Obreiro (Atos 20.17–21)

O ministério cristão autêntico transcende a mera erudição teológica; ele exige uma total correspondência entre o anúncio verbal e a vivência prática. Paulo recorda aos presbíteros que sua trajetória em Éfeso foi pautada por uma profunda humildade, marcada por lágrimas e frequentes provações decorrentes da oposição judaica e dos perigos enfrentados. Essa postura reflete o conceito bíblico de dependência absoluta e quebrantamento diante do Criador.

A centralidade da proclamação paulina consistia em anunciar todo o conselho divino, exortando tanto judeus quanto gregos ao arrependimento genuíno e à fé inabalável em CRISTO. Vida e doutrina caminham indissociavelmente unidas, confirmando que a verdadeira autoridade eclesiástica não provém de títulos honoríficos, mas de um testemunho irrepreensível.

 

·        Termo Grego Central: Metanoia (μετάνοια) – Significa "mudança de mente" ou "arrependimento profundo". Refere-se à guinada radical do ser humano em direção a DEUS, abandonando o pecado e abraçando a soberania divina.

  

Tabela Resumo do Subtópico 1


Eixo Teológico

Conceito Bíblico

Aplicação Ministerial

Humildade e Lágrimas

Quebrantamento e empatia ministerial (Atos 20.19)

Reconhecer a fragilidade humana e depender da graça divina.

Integridade de Vida

Coerência entre prática e pregação (1 Coríntios 4.16)

Viver de modo digno do Evangelho para autenticar a mensagem.

Plenitude do Ensino

Proclamação de todo o conselho de DEUS (Atos 20.20,21)

Enunciar toda a verdade bíblica sem omissões ou facilitações.

  

2. A Guarda da Sã Doutrina contra o Erro (Gálatas 1.6–9; Tito 1.9)

A preservação da verdade apostólica constitui uma salvaguarda indispensável para a integridade da comunidade da fé. O apóstolo compreendia profundamente que qualquer desvio do Evangelho genuíno compromete a comunhão do crente com o Criador. Por essa razão, os líderes espirituais são solenemente convocados a reter firmemente a palavra fiel, exercendo a aptidão de exortar os irmãos e refutar com mansidão e firmeza aqueles que contradizem os fundamentos da revelação.

Uma igreja biblicamente saudável nutre-se ininterruptamente das Escrituras, desenvolvendo uma fé sincera que se manifesta por meio de uma consciência purificada pelo sangue do Cordeiro.

 

·        Termo Grego Central: Didaskalia (διδασκαλία) – Significa "ensino" ou "doutrina". Refere-se ao corpo de verdades reveladas por DEUS que molda a fé, a teologia e a conduta moral do povo cristão.

 

 Tabela Resumo do Tópico 1, Subtópico 2

 

🎨 Eixo Teológico

📜 Conceito Bíblico

🛠️ Aplicação Ministerial

🛡️ Zelo Doutrinário

📖 Firmeza na sã doutrina (Tito 1.9)

🐑 Proteger o rebanho contra ensinos distorcidos e seitas.

🤍 Fé Sincera

🕊️ Consciência pura e fé não fingida (1 Timóteo 1.5)

✨ Manter a retidão moral e a devoção verdadeira a DEUS.

⚔️ Refutação do Erro

🗣️ Confronto amoroso de falsas ideias (Gálatas 1.6–9)

🦁 Defender a verdade absoluta das Escrituras com coragem.

 

 3. A Perspectiva do Sofrimento e a Consciência Irrepreensível (Atos 20.22–27)

Movido pelo ESPÍRITO SANTO , Paulo avança em direção a Jerusalém plenamente consciente de que o aguardam prisões e severas tribulações. No entanto, o apóstolo demonstra uma cosmovisão soteriológica onde a própria vida física não é considerada preciosa em si mesma, desde que ele possa completar com alegria a sua carreira e o ministério recebido do Senhor JESUS. Sua consciência permanecia perfeitamente limpa diante do Altíssimo, pois cumpriu integralmente o dever de transmitir toda a vontade divina ao rebanho. Esse exemplo histórico assegura que a fidelidade a CRISTO não isenta o crente das aflições temporais, mas confere-lhe uma paz indescritível e intrepidez espiritual.

 

·        Termo Grego Central: Martyria (μαρτυρία) – Significa "testemunho" ou "confissão". Refere-se à proclamação corajosa do Evangelho, mesmo que isso custe a própria liberdade ou a vida terrena. 

 

Tabela Resumo do Subtópico 3

 

Eixo Teológico

Conceito Bíblico

Aplicação Ministerial

Abnegação Pessoal

Valorização máxima do chamado divino (Atos 20.24)

Submeter os projetos pessoais aos propósitos soberanos de DEUS.

Consciência Limpa

Isenção de culpa na transmissão da Palavra (Atos 20.26,27)

Pregar todo o Evangelho sem omitir verdades impopulares.

Resiliência na Fé

Perseverança em meio às prisões e tribulações (Atos 20.22,23)

Manter a firmeza espiritual diante de crises e adversidades.

  

II – Advertências Solenes aos Presbíteros Contra os Falsos Mestres

1. A Origem Específica e a Natureza Divina do Ofício Pastoral (Atos 20.28)

No texto sagrado, o apóstolo esclarece que os líderes da comunidade não ocupam suas funções por mérito próprio ou por indicação humana arbitrária, mas foram instituídos pelo próprio ESPÍRITO SANTO . Os termos empregados pelas Escrituras para designar a liderança — presbíteros, bispos e pastores — convergem para descrever uma única e mesma responsabilidade vista sob prismas complementares. O bispo supervisiona, o presbítero governa com maturidade e o pastor alimenta o rebanho com ternura.

Essa alta vocação exige extremo temor e tremor, visto que a Igreja não pertence a homens, mas foi comprada pelo preço incalculável do sangue do próprio Filho de DEUS.

Ministério é dado pelo próprio JESUS CRISTO e capacitado pelo ESPÍRITO SANTO (Ef 4.11). Apostolado de Paulo exemplo. “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós, com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas.” (2Coríntios 12:12 ARC).

A defesa do apostolado de Paulo ocorre principalmente nas epístolas aos Gálatas e aos Coríntios. Paulo defendeu sua autoridade não por orgulho pessoal, mas porque atacar seu apostolado significava invalidar o Evangelho da graça que ele pregava. Ele argumentava que seu chamado veio diretamente de JESUS CRISTO ressuscitado, e não de homens. [1, 2, 3, 4]

Argumentos Principais de Paulo

·        Origem divina: Afirmava que seu chamado não dependia de reconhecimento humano ou de credenciais de Jerusalém, mas de uma revelação direta de CRISTO no caminho de Damasco. [1]

·        Sinais do apostolado: Apontava para os frutos do seu trabalho, como a conversão de vidas e a fundação de igrejas nas regiões em que atuou.

·        Abertura sobre as fraquezas: Em vez de se gloriar em títulos, vangloriava-se de suas fraquezas e sofrimentos pelo Evangelho, mostrando que o poder operava através dele pela graça de DEUS.

·        Renúncia de direitos: Em 1 Coríntios 9, lembra que tinha o direito de receber sustento financeiro das igrejas, mas optou por trabalhar com as próprias mãos para não ser peso para ninguém e evitar qualquer acusação de ganância. [1, 2, 3]

Contexto Bíblico

·        Gálatas 1 e 2: Paulo confronta os judaizantes que exigiam a obrigatoriedade da lei (como a circuncisão) para a salvação e desmereciam sua autoridade apostólica. [1]

·        1 Coríntios 9: Ele responde diretamente aos que questionavam sua prática e seus direitos ministeriais. [1]

·        2 Coríntios 10–13: Faz uma defesa veemente contra os "falsos apóstolos", contrapondo o exibismo deles com a sua fidelidade no sofrimento e no serviço sacrificial. [1, 2]

 

·        Termo Grego Central: Episkopos (ἐπίσκοπος) – Significa "supervisor", "vigilante" ou "bispo". Indica aquele que exerce a superintendência e o cuidado protetivo sobre a comunidade cristã.

  

Tabela Resumo do Tópico 2, Subtópico 1


Eixo Teológico

Conceito Bíblico

Aplicação Ministerial

Vocação Pneumática

Ministério gerado pelo ESPÍRITO SANTO  (Atos 20.28)

Entender o pastoreio como um chamado divino intransferível.

Equivalência de Termos

Unidade entre presbítero, bispo e pastor (Atos 20.28)

Exercer liderança com pluralidade, humildade e equilíbrio.

Preço do Resgate

A Igreja adquirida pelo sangue de CRISTO (Atos 20.28)

Tratar o rebanho com máximo respeito, amor e zelo sagrado.

  

2. A Ameaça Implacável dos Lobos Vorazes (Atos 20.29,30)

Paulo profetiza com clareza límpida que, após a sua partida, lobos cruéis penetrariam no rebanho, não poupando as ovelhas. Mais do que isso, levantar-se-iam homens do seio da própria comunidade eclesiástica, distorcendo a verdade com o objetivo perverso de arrastar discípulos após si mesmos. Essa advertência reflete a realidade permanente da guerra espiritual travada contra a sã doutrina. O surgimento de heresias e o pragmatismo mundano visam corromper a pureza da fé, exigindo que o povo de DEUS permaneça inegociavelmente ancorado na revelação das Escrituras Sagradas.

 

·        Termo Grego Central: Lykos (λύκος) – Significa "lobo". Utilizado metaforicamente para descrever falsos mestres e enganadores que se infiltram na comunidade com intenções destrutivas e egoístas.

 

 Tabela Resumo do Tópico 2, Subtópico 2

 

Eixo Teológico

Conceito Bíblico

Aplicação Ministerial

Infiltração do Erro

Surgimento de falsos mestres internos (Atos 20.29,30)

Exercer discernimento espiritual constante na congregação.

Distorção da Verdade

Palavras perversas para atrair seguidores (Atos 20.30)

Rejeitar ensinos antropocêntricos e modismos teológicos.

Proteção do Rebanho

Guarda vigilante contra o sectarismo (Romanos 16.17,18)

Preservar a unidade doutrinária baseada na Palavra de DEUS.

 

 

3. O Dever Inegociável da Vigilância Espiritual Constante (Atos 20.31)

Diante de cenários tão desafiadores, o apóstolo recorda aos presbíteros que passou três anos advertindo a cada um deles, noite e dia, com muitas lágrimas. A vigilância pastoral não é uma atividade secundária, mas um encargo contínuo de proteção, instrução e amor sacrificial. Seguir os passos do Bom Pastor implica estar alerta contra as ciladas do maligno, cuidando espiritualmente das almas confiadas à liderança. Essa atitude preventiva mantém a igreja desperta, espiritualmente madura e imune aos ventos de doutrinas que assolam o mundo contemporâneo.

 

·        Termo Grego Central: Gregoreuo (γρηγορέω) – Significa "vigiar", "estar desperto" ou "manter-se atento". Denota a postura de prontidão espiritual contra perigos iminentes.

  

Tabela Resumo do Tópico 2, Subtópico 3


Eixo Teológico

Conceito Bíblico

Aplicação Ministerial

Alerta Contínuo

Vigiar sem cessar as investidas do mal (Atos 20.31)

Manter os olhos espirituais abertos frente às crises morais.

Zelo com Lágrimas

Empatia e profundo envolvimento pastoral (Atos 20.31)

Pastorear com compaixão genuína pelas dores do rebanho.

Postura do Obreiro

Imitação do modelo do Bom Pastor (João 10.11)

Proteger as ovelhas com abnegação e dedicação incondicional.

 

 

III – O Cuidado Pastoral e o Legado de Servidão de Paulo

1. A Suficiência Irrestrita da Palavra da Graça (Atos 20.32)

Em sua emocionante recomendação final, Paulo confia os presbíteros a DEUS e à palavra da Sua graça. Essa expressão demonstra que a sustentação da Igreja não repousa sobre estruturas humanas, carisma pessoal ou estratégias corporativas, mas exclusivamente na eficácia das Escrituras Sagradas. É a Palavra divina que possui o poder incontestável de edificar os crentes e conceder-lhes a herança eterna entre todos os que são santificados. O líder genuíno submete-se integralmente à autoridade da Bíblia, reconhecendo que ela é a bússola infalível para a jornada terrena.

 

·        Termo Grego Central: Oikodomeo (οἰκοδομέω) – Significa "edificar", "construir" ou "fortalecer". Descreve o processo espiritual pelo qual a Palavra de DEUS desenvolve e consolida a vida do crente.

  

Tabela Resumo do Tópico 3, Subtópico 1


Eixo Teológico

Conceito Bíblico

Aplicação Ministerial

Autoridade Divina

Submissão plena à Palavra da graça (Atos 20.32)

Colocar as Escrituras como regra suprema de fé e conduta.

Poder Edificante

Capacidade de edificar e gerar maturidade (Atos 20.32)

Utilizar o ensino bíblico puro para transformar vidas.

Herança Eterna

Promessa reservada aos santificados (Atos 20.32)

Orientar os fiéis com foco na consumação da salvação.

  

2. A Ética do Trabalho e o Desprezo pela Ganância (Atos 20.33–35)

A integridade financeira de Paulo sobressai como um dos pilares mais luminosos de seu apostolado. Ele declara categoricamente que de ninguém cobiçou prata, ouro ou vestes, provando que suas próprias mãos supriram as necessidades materiais tanto suas quanto de seus companheiros de labor. Apenas nas igrejas de Tessalônica e Corinto teve que trabalhar para servir de exemplo. Nas outras recebeu salário para seu sustento, não para enriquecer.

A frase "recebendo delas salário" faz referência ao texto bíblico de 2 Coríntios 11:8, onde o apóstolo Paulo explica que aceitava sustento financeiro de outras comunidades cristãs para poder servir aos coríntios de graça, sem lhes ser um peso financeiro. [1, 2]

O Contexto do Versículo

·        O sentido de "despojar": Paulo usa uma figura de linguagem forte. Ele diz que "despojou" outras igrejas — não no sentido de roubar ou empobrecê-las, mas no sentido de aceitar ajuda delas para se dedicar integralmente ao trabalho missionário em Corinto. [1, 2]

·        A escolha de não cobrar: Para evitar críticas ou dar pretexto aos falsos obreiros na cidade de Corinto, Paulo preferiu não pedir ajuda financeira aos coríntios durante o seu trabalho inicial ali. [1, 2]

·        O sustento voluntário: As ofertas vindas de outras regiões (como da Macedônia) supriam as necessidades básicas de Paulo, permitindo que ele continuasse a pregar o evangelho sem sobrecarregar a nova igreja local. [1, 2]

O Princípio Bíblico

·        O trabalhador é digno do sustento: O próprio Novo Testamento defende que quem prega o evangelho tem o direito de viver do evangelho. No entanto, Paulo abriu mão desse direito em momentos específicos por amor e estratégia ministerial, mostrando que o foco principal era o serviço a DEUS e não o ganho pessoal. [1]

 

Este comportamento confronta diretamente a ganância de falsos obreiros que mercantilizam a fé em troca de lucro terreno. Ao rememorar o preceito do Senhor JESUS de que "mais bem-aventurada coisa é dar do que receber", Paulo consagra o ministério como um ato de doação sacrificial, onde o bem-estar do próximo suplanta qualquer ambição egoísta.

 

·        Termo Grego Central: Makarios (μακάριος) – Significa "bendito", "feliz" ou "profundamente afortunado" por desfrutar da graça e da aprovação divina.
 
 
Tabela Resumo do Tópico 3, Subtópico 2
 

Eixo Teológico

Conceito Bíblico

Aplicação Ministerial

Isenção de Cobiça

Repulsa à ganância e ao lucro torpe (Atos 20.33)

Exercer a liderança com total transparência financeira.

Diligência Laboral

Sustento através do trabalho honesto principalmente para DEUS (Atos 20.34). O sustento do pastor é dever da igreja, não enriquecê-lo

Servir ao Senhor sem onerar injustamente a comunidade, quando não se é pastor.

Ética da Doação

Superioridade espiritual do dar sobre o receber (Atos 20.35)

Praticar a generosidade sacrificial no cotidiano eclesiástico.

 
 
3. A Profundidade Afetiva da Comunhão Cristã (Atos 20.36–38)
O epílogo deste encontro histórico revela a perfeita harmonia entre a firmeza doutrinária e a sensibilidade afetiva. Após discursar com veemência contra os perigos espirituais, Paulo ajoelha-se com todos para orar. O choro copioso, os abraços afetuosos e o beijo de despedida demonstram que a defesa intransigente da verdade jamais deve ser fria ou desprovida de amor fraternal. Anos mais tarde, a igreja de Éfeso seria exortada por ter se distanciado do primeiro amor (Apocalipse 2.4). O texto evidencia que a vitalidade espiritual da Igreja depende do equilíbrio perfeito entre a ortodoxia inegociável e a ardente comunhão em CRISTO.
A igreja fechou. Deixou o primeiro amor, confirmando a profecia de Paulo.
Toda aquela região e suas 7 mais importantes igrejas fecharam as portas e deram lugar ao islamismo da Turquia moderna.
 
·        Termo Grego Central: Koinonia (κοινωνία) – Significa "comunhão", "participação profunda" ou "partuthá cristã". Representa a união íntima e fraternal gerada pelo ESPÍRITO SANTO  entre os crentes.
 
 
Tabela Resumo do Tópico 3, Subtópico 3
 

Eixo Teológico

Conceito Bíblico

Aplicação Ministerial

Postura de Oração

Ajoelhar-se em humildade comunitária (Atos 20.36)

Colocar a dependência de DEUS no centro das decisões.

Vínculo de Amor

Afeto sincero e lágrimas de despedida (Atos 20.37,38)

Cultivar relações marcadas pela empatia e pelo amor cristão.

Equilíbrio Espiritual

Fusão entre verdade doutrinária e afeto (Atos 20.36–38)

Guardar a sã doutrina sem extinguir a chama do amor fraternal.


 
Nova Conclusão
O legado teológico e prático deixado pelo apóstolo Paulo aos presbíteros de Éfeso ecoa com extrema relevância para a Igreja contemporânea. Em um período marcado por relativismos doutrinários e pressões seculares, a narrativa de Mileto nos recorda que a preservação do Evangelho exige líderes corajosos, irrepreensíveis e totalmente submissos à Palavra da graça. A verdadeira saúde espiritual de uma comunidade cristã floresce quando a ortodoxia bíblica caminha lado a lado com a ortopraxia do amor sacrificial, da vigilância constante e da dependência absoluta do ESPÍRITO SANTO . Somente assim a Igreja permanece firme, resistindo às investidas do erro e glorificando soberanamente a CRISTO até o Dia da Sua consumada manifestação.

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COMENTÁRIOS BEP – CPAD

 

20.19 COM MUITAS LÁGRIMAS. Paulo, em muitas ocasiões, menciona que servia ao Senhor com lágrimas (v. 31; 2 Co 2.4; Fp 3.18). Nesse discurso diante dos anciãos de Éfeso (vv. 17-38), Paulo refere-se à admoestação que, com lágrimas, lhes dirigiu durante três anos (v. 31). As lágrimas não resultaram de fraqueza; pelo contrário, Paulo via a condição perdida da raça humana, a maldade do pecado, a distorção do evangelho e o perigo de rejeitar o Senhor, como coisas tão graves, que sua pregação era frequentemente acompanhada de lágrimas (cf. Mc 9.24; Lc 19.41).

20.20 NADA... DEIXEI DE VOS ANUNCIAR. Paulo pregava tudo que era útil ou necessário à salvação de seus ouvintes. O ministro do evangelho deve ser fiel ao anunciar toda a verdade de Deus à sua congregação. Não deve procurar agradar aos desejos dos ouvintes, nem satisfazer o gosto deles, nem promover sua própria popularidade. Mesmo se tiver que falar palavras de repreensão e de reprovação, ensinar contrariamente a preconceitos naturais, ou pregar padrões bíblicos opostos aos desejos da natureza carnal; o pregador fiel entregará a verdade plena por amor ao rebanho (e.g., Gl 1.6-10; 2 Tm 4.1-5).

20.22 LIGADO EU PELO ESPÍRITO. O espírito de Paulo, sob o controle do Espírito Santo, sentia-se compelido a ir até Jerusalém. Sabia que aflições e sofrimentos o aguardavam (v. 23), mas confiou em Deus, não sabendo se isso redundaria em vida ou em morte para ele (ver At 21.4).

20.23 O ESPÍRITO SANTO... ME REVELA. A revelação do Espírito Santo a Paulo de que prisões e tribulações o esperavam provavelmente veio-lhe através dos profetas, nas igrejas por onde ele ia passando (cf. 1 Co 12.10).

20.24 EM NADA TENHO A MINHA VIDA POR PRECIOSA. A preocupação principal de Paulo não era preservar a sua própria vida. O mais importante para ele era cumprir o ministério para o qual Deus o chamara. Seja qual fosse o fim em vista, mesmo em se tratando do sacrifício da sua vida, ele, com alegria, iria até o fim da sua carreira com esta confiança: Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte (Fp 1.20). Engrandecermos a Cristo estando vivos é fácil entender; mas engrandecê-lo por nossa morte é difícil para todos entender e aceitar. Para Paulo, a vida e o serviço para Cristo são representados como uma carreira ou corrida que se deve correr com absoluta fidelidade ao seu Senhor (cf. At 13.25; 1 Co 9.24; 2 Tm 4.7; Hb 12.1).

20.26 ESTOU LIMPO DO SANGUE DE TODOS. A palavra sangue é empregada normalmente no sentido de derramamento de sangue, ou seja: o crime de provocar a morte dalguma pessoa (cf. 5.28; Mt 23.35; 27.25). (1) Aqui significa que se alguém ali morresse espiritualmente e se perdesse para sempre, Paulo estaria isento de culpa. (2) Se os pastores não quiserem ser considerados culpados pela perdição de pessoas que eles pastoreiam, deverão declarar-lhes toda a vontade de Deus (v. 27).

20.28 OLHAI... POR TODO O REBANHO. Quanto a um exame deste trecho clássico a respeito dos ministros da igreja)

20.29 ENTRARÃO... LOBOS CRUÉIS. Movidos pela ambição de edificar seus próprios impérios, ou por amor ao dinheiro, ao poder, ou à popularidade (e.g., 1 Tm 1.6,7; 2 Tm 1.15; 4.3,4; 3Jo 9), impostores na igreja, perverterão o evangelho original segundo o NT: (1) repudiando ou rejeitando algumas das suas verdades fundamentais; (2) acrescentando-lhe idéias humanistas, filosofias, sabedoria ou psicologia; (3) misturando suas doutrinas e práticas com coisas como os ensinos malignos da Nova Era ou do ocultismo e espiritismo; (4) e tolerando modos de vida imorais, contrários aos retos padrões de Deus (ver 1 Tm 4.1; Ap 2.3). Que tais lobos realmente entraram no meio do rebanho e perverteram a doutrina e prática apostólicas em Éfeso, fica evidente em 1 Tm 1.3,4,18,19; 4.1-3; 2 Tm 1.15; 2.17,18; 3.1-8. As epístolas pastorais revelam uma rejeição geral dos ensinos bíblicos apostólicos, que naquele tempo começou a ganhar ímpeto em toda a província da Ásia

20.31 PORTANTO, VIGIAI. Os dirigentes do povo de Deus sempre devem ter sensibilidade para discernir os membros das suas congregações, que não são sinceramente leais, e dedicados a viver conforme a mensagem original de Cristo e dos apóstolos. Devem estar em tão íntima comunhão com o Espírito Santo que, com cuidados e lágrimas, se preocupem com seus membros, sem nunca cessar, noite e dia, de admoestar o rebanho, a respeito do perigo que o ameaça, sempre dirigindo os fiéis para o único alicerce seguro Cristo e a sua Palavra.

20.33 DE NINGUÉM COBICEI A PRATA. Paulo dá um exemplo a todos os ministros de Deus. Ele nunca visou a riqueza, nem buscou enriquecer através do seu trabalho no evangelho (cf. 2 Co 12.14). Paulo teve muitas oportunidades de acumular riquezas. Como apóstolo, tinha influência sobre os crentes, e realizava milagres de curas; além disso, os cristãos primitivos estavam dispostos a doar dinheiro e propriedades aos líderes eclesiásticos de destaque, para serem distribuídos aos necessitados (ver At 4.34,35,37). Se Paulo tivesse tirado vantagem dos seus dons e da sua posição, e da generosidade dos crentes, poderia ter tido uma vida abastada. Não fez assim porque o Espírito Santo dentro dele o orientava, e porque amava o evangelho que pregava (cf. 1 Co 9.4-18; 2 Co 11.7-12; 12.14-18; 1 Ts 2.5,6).

20.37 UM GRANDE PRANTO ENTRE TODOS. Esta partida de Paulo dentre os obreiros de Éfeso é um exemplo notável da comunhão e amor que deve haver entre os cristãos. Paulo lhes serviu com desvelo e solicitude altruístas, compartilhou das suas alegrias e tristezas e lhes ministrou em meio a lágrimas e provações (vv. 19,31). Com o coração partido, prantearam ao pensar que não veriam mais o rosto do apóstolo (v. 38). O mútuo amor profundo entre Paulo e os anciãos de Éfeso deve caracterizar todos os obreiros cristãos entre si.

 
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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA 3ºTR26
 
ESCRITA LIÇÃO 8, CPAD, DESPEDIDA EM ÉFESO - ENTRE LÁGRIMAS E ALERTAS, 3TR26, COM. EXTRAS PR. HENRIQUE, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
 
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – O MINISTÉRIO DE PAULO COMO EXEMPLO DE FIDELIDADE
1. Um ministério vivido com coerência e entrega (vv.17-21)  
2. A fidelidade apostólica como guarda da verdade   
3. Fidelidade diante do futuro e consciência irrepreensível (vv.22-27)   
II – ADVERTÊNCIAS AOS PRESBÍTEROS CONTRA OS FALSOS MESTRES
1. O ESPÍRITO SANTO como originador do ministério pastoral (v.28)   
2. O perigo real e contínuo das falsas doutrinas (vv.29,30)   
3. Vigilância espiritual como dever permanente do pastor (v.31)   
III – O CUIDADO PASTORAL DE PAULO COM OS LÍDERES DA IGREJA
1. A Palavra de DEUS como fundamento seguro do ministério (v.32)   
2. O exemplo de desprendimento e serviço cristão (vv.33-35)  
3. Uma despedida marcada por amor, comunhão e lágrimas (vv.36-38)   
 
TEXTO ÁUREO
“Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o ESPÍRITO SANTO vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de DEUS, que ele resgatou com o seu próprio sangue.” (At 20.28)
 
VERDADE PRÁTICA
DEUS abençoou Abraão em tudo, e Isaque, o filho da promessa, A Igreja é preservada quando líderes vigilantes cuidam do rebanho com fidelidade à Palavra e submissão ao ESPÍRITO SANTO.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - At 20.19-21 A fidelidade cristã se revela em humildade e perseverança
Terça - Fp 1.20,21 Viver para CRISTO dá sentido à vida e sustenta a missão
Quarta - At 20.28 O ESPÍRITO SANTO estabelece líderes para cuidar do rebanho
Quinta - 1 Pe 5.2,3 O verdadeiro pastoreio é exercido com vigilância, amor e exemplo
Sexta - At 20.32 A Palavra da graça edifica a Igreja e garante a nossa herança
Sábado - 1 Tm 6.6-10 O contentamento e o desprendimento em DEUS.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 20.17-25,36-38
17 - De Mileto, mandou a Éfeso chamar os anciãos da igreja. 18 - E, logo que chegaram junto dele, disse-lhes: Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós, 19 - servindo ao Senhor com toda a humildade e com muitas lágrimas e tentações que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram; 20 - como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas, 21 - testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a DEUS e a fé em nosso Senhor JESUS CRISTO. 22 - E, agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer, 23 - senão o que o ESPÍRITO SANTO, de cidade em cidade, me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações. 24 - Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor JESUS, para dar testemunho do evangelho da graça de DEUS.
25 - E, agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o Reino de DEUS, não vereis mais o meu rosto. 36 - E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos e orou com todos eles. 37 - E levantou-se um grande pranto entre todos e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam, 38 - entristecendo-se muito, principalmente pela palavra que dissera, que não veriam mais o seu rosto. E acompanharam-no até ao navio.
 
Hinos Sugeridos: : 15, 187, 304 da Harpa Cristã
 
PALAVRA-CHAVE - ADVERTÊNCIAS
 
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A lição desta semana nos convida à reflexão sobre a fidelidade ministerial, a vigilância doutrinária e o cuidado pastoral à luz de Atos 20. Ao trabalhar a despedida de Paulo, considere os aspectos cognitivos (compreensão do texto e análise histórica), afetivos (empatia, zelo e amor pela Igreja) e práticos (aplicação ministerial). Trabalhe para que essa aula fortaleça o compromisso pessoal, integrando conteúdo bíblico, maturidade espiritual e responsabilidade eclesial.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Conduzir a classe a compreender e valorizar a fidelidade cristã; II) Orientar a classe a discernir erros e fundamentar-se na sã doutrina; III) Encorajar a classe a aplicar vigilância e amor no serviço cristão.
B) Motivação: Estudar Atos 20 é compreender que a fidelidade não é opcional, mas vocacional. Ao analisar o legado de Paulo, percebemos que doutrina, caráter e amor pastoral sustentam a Igreja. Conhecer esse ensino fortalece a nossa identidade pentecostal e desperta responsabilidade espiritual no servir o Corpo de CRISTO.
C) Sugestão de Método: Inicie a aula escrevendo no quadro o título da lição "Despedida em Éfeso: Entre Lágrimas e Alertas" e o tema do trimestre "A Igreja dos Gentios: Da Chamada Missionária à Consolidação do Evangelho entre os Povos". Promova uma revisão dialogada das Lições 5 a 7, destacando missão, consolidação e liderança. Em seguida, peça sínteses breves e conecte as respostas a Atos 20, mostrando que a despedida de Paulo representa o amadurecimento da Igreja e a necessidade permanente de vigilância doutrinária e amor pastoral.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO 
A) Aplicação: A despedida de Paulo nos chama a viver com coerência, vigilância e amor. Na vida cristã, isso significa cuidar da própria fé, permanecer firmes na sã doutrina e servir com integridade, mesmo em meio a pressões.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 106, p.40, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "Aconselhamentos Pastorais", localizado depois do segundo tópico, aprofunda as advertências apostólicas aos líderes de Éfeso; 2) O texto "O altruísmo de Paulo", localizado ao final do terceiro tópico, trata sobre o cuidado e o serviço pastoral.
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Esta lição acompanha a comovente despedida do apóstolo Paulo dos presbíteros de Éfeso, em Mileto, antes de sua saída definitiva da Ásia. Trata-se do único discurso registrado de Paulo dirigido exclusivamente a líderes cristãos, no qual ele exorta ao cuidado do rebanho, alerta contra falsas doutrinas e reafirma a fidelidade ao ensino apostólico. Entre lágrimas, oração e abraços, o apóstolo revela o peso da separação e a urgência da vigilância espiritual diante dos perigos que ameaçam a Igreja.
 
I – O MINISTÉRIO DE PAULO COMO EXEMPLO DE FIDELIDADE
1. Um ministério vivido com coerência e entrega (vv.17-21)   
Paulo apresenta seu ministério como um testemunho vivo de fidelidade ao Senhor. Ele recorda aos presbíteros de Éfeso que serviu “com toda a humildade, lágrimas e provações” (v.19 - ARA), demonstrando que o verdadeiro ministério nasce do quebrantamento e da perseverança. Sua fidelidade manifesta-se no compromisso de anunciar “todo o conselho de DEUS”, sem omitir verdades, proclamando arrependimento para com DEUS e fé em JESUS CRISTO (vv.20,21). Assim, vida e mensagem caminham juntas, revelando que a autoridade espiritual é confirmada por um testemunho coerente (1 Co 4.16).
 
2. A fidelidade apostólica como guarda da verdade   
A fidelidade apostólica envolve zelo pela sã doutrina e vigilância contra o erro. Paulo sabia que apenas a verdade do Evangelho seria capaz de confrontar falsas doutrinas e preservar a Igreja (Gl 1.6-9). Por isso, líderes são chamados a ensinar com firmeza, mansidão e discernimento, retendo “a fiel palavra” para exortar e convencer os contradizentes (Tt 1.9; 2 Tm 2.24). A Igreja permanece saudável quando se alimenta da Palavra e desenvolve uma fé não fingida, sustentada por uma boa consciência (1 Tm 1.5).
 
3. Fidelidade diante do futuro e consciência irrepreensível (vv.22-27)   
O apóstolo também revela pressentimentos acerca do futuro, afirmando que o ESPÍRITO lhe testificava prisões e tribulações em Jerusalém (vv.22,23). Ainda assim, não recua, pois considera sua vida sem valor diante do chamado de completar a carreira e testemunhar do Evangelho da graça (v.24; Fp 1.20,21). Sua consciência estava limpa, pois havia anunciado plenamente a vontade de DEUS, tornando-se irrepreensível quanto à responsabilidade espiritual do rebanho (vv.26,27; Ez 33.7-9). Esse exemplo nos ensina que a fidelidade não elimina sofrimentos, mas produz segurança diante de DEUS. A partir dessa convicção, Paulo passa a exortar os líderes a cuidarem vigilantemente da Igreja.
 
SINÓPSE I - O apóstolo Paulo é um exemplo de fidelidade, coerência e entrega total ao ministério.
 
AMPLIANDO O CONHECIMENTO - O PRESBÍTERO
“O ofício de ancião ou presbítero (presbyteros) é um dos mais comuns na igreja. Esse ofício é baseado no modelo dos anciãos da sinagoga judaica. Paulo e Barnabé designaram presbíteros em todas as igrejas logo na sua primeira viagem missionária (At 14.23). Tiago instrui os enfermos a chamar os presbíteros da igreja para estes orarem por aqueles (Tg 5.14).” Amplie mais o seu conhecimento lendo o Dicionário Bíblico Baker, editado pela CPAD, p.365
 
II – ADVERTÊNCIAS AOS PRESBÍTEROS CONTRA OS FALSOS MESTRES
1. O ESPÍRITO SANTO como originador do ministério pastoral (v.28)   
Paulo afirma que os líderes da igreja foram constituídos pelo próprio ESPÍRITO SANTO como “bispos” (epískopoi), isto é, supervisores do rebanho (v.28). No mesmo versículo, eles também são chamados de pastores, evidenciando que “presbíteros”, “bispos” e “pastores” designam o mesmo ofício, sob perspectivas complementares (At 14.23; Tt 1.5-7). Essa função não nasce de ambição pessoal, mas de vocação divina, o que torna a responsabilidade ainda maior, pois o rebanho pertence a DEUS e foi adquirido com o sangue de CRISTO. Por isso, antes de cuidar dos outros, o líder deve zelar por sua própria vida espiritual e testemunho (1 Tm 3.1-7; Tt 1.5-9).
 
2. O perigo real e contínuo das falsas doutrinas (vv.29,30)   
O apóstolo adverte que “lobos cruéis” surgiriam, tanto de fora quanto de dentro da própria comunidade, distorcendo a verdade para atrair discípulos após si (vv.29,30). Esses falsos mestres, movidos por interesses egoístas, representam ainda hoje uma ameaça constante à fidelidade da Igreja (Rm 16.17,18; 1 Jo 4.1). Embora o contexto histórico inclua possíveis influências gnósticas, a advertência é atemporal: sempre haverá ensinos que relativizam a verdade bíblica. Por isso, somente a permanência na sã doutrina preserva a fé genuína e protege o povo de DEUS contra o engano (2 Tm 4.3,4).
 
3. Vigilância espiritual como dever permanente do pastor (v.31)
Diante desses perigos, Paulo exorta os presbíteros à vigilância constante, lembrando-lhes que por três anos advertiu a igreja com lágrimas (v.31). Vigiar implica cuidar, alimentar e proteger o rebanho com amor e fidelidade, seguindo o exemplo do Bom Pastor (1 Pe 5.2-3; Jo 10.11). Essa exortação também se aplica à Igreja hoje: líderes e membros são chamados a permanecer atentos, firmes na Palavra e sensíveis à voz do ESPÍRITO. Com essa advertência solene, Paulo prepara os presbíteros para compreenderem que o cuidado pastoral exige dependência da graça divina.
 
SINÓPSE II - Vigilância pastoral contra erros e falsos mestres traz sabedoria ao ministério.
 
AUXÍLIO Bibliológico - “ACONSELHAMENTOS PASTORAIS. [...]
Paulo demonstrou seus motivos espirituais, despertando os presbíteros a cumprirem fielmente seus ministérios. ‘Olhai pois por vós, e por todo o rebanho sobre que o ESPÍRITO SANTO vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de DEUS, que ele resgatou com seu próprio sangue’ (ver Jo 21.15; At 13.2; 1 Pe 5.1,2). Seria um grande pecado negligenciar o povo de DEUS, comprado a tão alto preço. Paulo adverte sobre dois perigos. Primeiro, contra a intrusão de falsos mestres, chamados “lobos cruéis”. Estes vivem às custas do rebanho e não em prol dele (Ap 2.1,2). Segundo, contra os que causariam separações na igreja, ensinando doutrinas contrárias às Escrituras (Rm 16.17,18; 1 Tm 3.6; 2 Tm 1.5; 1 Jo 2.26; 4.1,3,5). Quanto à vigilância do rebanho, Paulo cita seu próprio exemplo (v. 31). O ditado conhecido diz: ‘A eterna vigilância é o preço da liberdade’. Este cuidado também é necessário para a união espiritual dos membros da Igreja” (PEARMAN, Myer. Atos: A Igreja Primitiva na força e na unção do ESPÍRITO. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp.209-10).
 
III – O CUIDADO PASTORAL DE PAULO COM OS LÍDERES DA IGREJA
1. A Palavra de DEUS como fundamento seguro do ministério (v.32)   
Ao concluir sua exortação, Paulo entrega os presbíteros “a DEUS e à palavra da sua graça”, revelando o coração do cuidado pastoral: a centralidade das Escrituras. É a Palavra que edifica, amadurece e conduz o crente à herança entre os santificados (Ef 4.12; Rm 8.17). A fidelidade apostólica não se apoia em autoridade pessoal nem em tradições humanas, mas na submissão plena à Palavra confiada por DEUS (2 Tm 1.14). O verdadeiro líder jamais se coloca acima das Escrituras, mas se deixa governar por elas, pois somente a Palavra preserva a Igreja firme e frutífera.
 
2. O exemplo de desprendimento e serviço cristão (vv.33-35)   
Paulo reforça sua integridade ao declarar que não cobiçou riquezas nem buscou ganhos pessoais. Pelo contrário, trabalhou com as próprias mãos para suprir suas necessidades e ajudar os que estavam com ele (At 18.3). Esse testemunho confronta diretamente a postura de falsos obreiros, movidos pela ganância e pelo desejo de lucro (1 Tm 6.5-10; 2 Pe 2.14,15). Ao citar as palavras do Senhor JESUS — “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (v.35) — Paulo ensina que o ministério autêntico é marcado pelo serviço sacrificial e pelo cuidado com os fracos, e não pela exploração do rebanho.
 
3. Uma despedida marcada por amor, comunhão e lágrimas (vv.36-38)   
O encontro termina em oração, lágrimas e abraços, revelando a profundidade do vínculo espiritual entre Paulo e os líderes de Éfeso. Suas lágrimas expressam sofrimento (v.19; Fp 3.18), zelo pastoral (v.31) e amor sincero (v.37). Esse afeto mostra que a defesa da verdade jamais deve ser dissociada do amor cristão. Anos depois, embora elogiada por sua firmeza doutrinária, a igreja de Éfeso seria advertida por ter abandonado o primeiro amor (Ap 2.4). O cuidado pastoral, portanto, exige equilíbrio entre verdade e amor. A Igreja permanece viva quando guarda a sã doutrina sem perder a chama da comunhão, da oração e da devoção sincera a CRISTO.
 
SINÓPSE III - Palavra, serviço e amor marcam o cuidado pastoral.
 
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - “O ALTRUÍSMO DE PAULO.
‘De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestido’. Paulo contrasta seu exemplo com o dos falsos obreiros, que atraem discípulos atrás de si mesmos, visando ganhos (1 Tm 6.5-10; Rm 16.17,18; 2 Pe 2.14,15). Paulo não permitiu que a mínima cobiça obscurecesse sua visão das almas necessitadas. Não permitiu que nenhum interesse em ouro ou prata diminuísse sua paixão pelas almas. As ações de Paulo confirmaram seu testemunho: ‘Vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram’ (PEARMAN, Myer. Atos: A Igreja Primitiva na força e na unção do ESPÍRITO. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.210).
 
CONCLUSÃO
O discurso de Paulo aos presbíteros de Éfeso permanece como um legado espiritual para a Igreja em todas as épocas. Nele aprendemos que a firmeza na Palavra, a vigilância espiritual e o amor pastoral são o maior antídoto contra as falsas doutrinas e a apostasia. A Igreja de hoje necessita de líderes e membros comprometidos com a verdade do Evangelho, dispostos a servir com integridade e a cuidar do rebanho de DEUS. Assim, a fidelidade bíblica continua sendo o caminho seguro para preservar a Igreja do Senhor em meio aos desafios de cada geração.
 
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Na sua comovente despedida dos presbíteros de Éfeso, como Paulo apresenta seu ministério?
Paulo apresenta seu ministério como um testemunho vivo de fidelidade ao Senhor. Ele recorda aos presbíteros de Éfeso que serviu “com toda a humildade, lágrimas e provações”, demonstrando que o verdadeiro ministério nasce do quebrantamento e da perseverança.
2. De que maneira a fidelidade de Paulo se manifesta?
Sua fidelidade manifesta-se no compromisso de anunciar “todo o conselho de DEUS”, sem omitir verdades, proclamando arrependimento para com DEUS e fé em JESUS CRISTO (vv.20,21).
3. O que Paulo afirma sobre os líderes da igreja?
Paulo afirma que os líderes da igreja foram constituídos pelo próprio ESPÍRITO SANTO como “bispos” (epískopoi), isto é, supervisores do rebanho (v.28).
4. De que maneira Paulo reforça sua integridade, como exemplo de desprendimento e serviço cristão, confrontando a postura dos falsos obreiros movidos por ganância?
Paulo reforça sua integridade ao declarar que não cobiçou riquezas nem buscou ganhos pessoais. Pelo contrário, trabalhou com as próprias mãos para suprir suas necessidades e ajudar os que estavam com ele.
5. Como termina o encontro de Paulo com os líderes de Éfeso?
O encontro termina em oração, lágrimas e abraços, revelando a profundidade do vínculo espiritual entre Paulo e os líderes de Éfeso.
 
 
 

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