Escrita Lição 2, CPAD, O DEUS PAI, 1Tr26, Com. Extras Pr.Henrique,
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ESBOÇO DA LIÇÃO
I – A IDENTIDADE DE DEUS, O PAI
1. O PAI é o único DEUS verdadeiro
2. O PAI é a fonte da divindade
3. O PAI age por meio do FILHO e do ESPÍRITO
II – O PAI REVELADO EM CRISTO
1. O PAI se revela aos humildes
2. O PAI se faz conhecer pelo FILHO
3. Quem vê o FILHO vê o PAI
III – A PESSOA DE DEUS PAI
1. Atributos incomunicáveis do PAI
2. Atributos comunicáveis do PAI
3. Os nomes que revelam o PAI
TEXTO ÁUREO
“Ninguém conhece o PAI, senão o FILHO e aquele a quem o FILHO o
quiser revelar.”
(Mt 11.27c)
VERDADE PRÁTICA
Conhecemos a identidade, os atributos e a glória do DEUS PAI por
meio da revelação de CRISTO e da ação do ESPÍRITO SANTO.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 6.9 O PAI
é o nosso PAI celestial
Terça - Dt 6.4 O
Senhor é o único DEUS verdadeiro
Quarta - Jo 5.26 O PAI
tem a vida em si mesmo
Quinta - 1 Tm 2.5 O FILHO
é mediador entre o PAI e os homens
Sexta - Gn 17.1 DEUS,
o PAI, é Todo-Poderoso
Sábado - Êx 3.14 DEUS
é o "Eu Sou"
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 11.25-27; João 14.6-11
Mateus 11.25 - Naquele tempo, respondendo JESUS,
disse: Graças te dou, ó PAI, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas
coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. 26 - Sim, ó PAI,
porque assim te aprouve. 27 - Todas as coisas me foram entregues por meu PAI; e
ninguém conhece o FILHO, senão o PAI; e ninguém conhece o PAI, senão o FILHO e
aquele a quem o FILHO o quiser revelar.
João 14.6 - Disse-lhe JESUS: Eu sou o caminho, e a
verdade, e a vida. Ninguém vem ao PAI senão por mim. 7 - Se vós me conhecêsseis
a mim, também conheceríeis a meu PAI; e já desde agora o conheceis e o tendes
visto. 8 - Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o PAI, o que nos basta. 9 -
Disse-lhe JESUS: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido,
Filipe? Quem me vê a mim vê o PAI; e como dizes tu: Mostra-nos o PAI? 10 - Não
crês tu que eu estou no PAI e que o PAI está em mim? As palavras que eu vos
digo, não as digo de mim mesmo, mas o PAI, que está em mim, é quem faz as
obras. 11 Crede-me que estou no PAI, e o PAI, em mim; crede-me, ao menos, por
causa das mesmas obras.
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HINOS SUGERIDOS: 27,
141, 581 da Harpa Cristã
PALAVRA-CHAVE – PAI
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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO – LIVROS, REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE
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RESUMO RÁPIDO – Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
A compreensão da identidade de DEUS, o PAI, é um dos pilares
centrais da teologia cristã. Ao longo das Escrituras, especialmente no Antigo
Testamento, encontramos indícios e prenúncios de uma pluralidade divina, como o
uso do plural em Gênesis 1:26 (“Façamos o homem à nossa imagem”) e o nome Elohim,
que, embora plural, aponta para a unidade complexa de DEUS. Essas pistas
sugerem uma revelação progressiva, culminando no Novo Testamento, onde a
doutrina da Trindade — PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO — é plenamente explicitada.
Diversas manifestações divinas, como o ANJO DO SENHOR, A PALAVRA DE
DEUS E O ESPÍRITO DE DEUS, reforçam essa complexidade, mostrando que DEUS se
revela de formas distintas, mas sempre em perfeita unidade. Personagens como
Abraão, Jacó e Davi tiveram experiências que anteciparam a revelação
trinitária, evidenciando que, mesmo antes da explicitação da Trindade, já havia
uma percepção de múltiplas pessoas na Divindade.
O PAI é apresentado como a fonte originária de toda a divindade, o
Criador e Governante do universo, de quem emanam o FILHO e o ESPÍRITO SANTO.
Essa relação não implica divisão, mas sim uma unidade na distinção, onde as
três pessoas compartilham a mesma essência divina. Na teologia cristã, o PAI
age por meio do FILHO e do ESPÍRITO, atuando em comunhão perfeita e
revelando-se aos humildes e pequeninos, conforme ensinado por JESUS.
Além disso, o documento destaca os atributos incomunicáveis do PAI
— como onipotência, onisciência e eternidade — que o distinguem de toda a
criação, bem como os atributos comunicáveis, como amor, justiça e misericórdia,
que podem ser refletidos em nossa vida por meio do ESPÍRITO SANTO.
Por fim, os nomes de DEUS revelam não apenas sua identidade, mas
também seus atributos e obras, sendo Elohim, El Shaddai, Adonai e YHWH exemplos
de como a linguagem bíblica expressa a grandeza, soberania e santidade do PAI.
Assim, a busca pelo conhecimento de DEUS, o PAI, é um convite à humildade, à
reverência e à comunhão, conduzindo o crente a uma experiência profunda e
transformadora com o divino.
I – A IDENTIDADE DE DEUS, O PAI
1.
O PAI é o único DEUS verdadeiro
A doutrina da Trindade não aparece de forma explícita no Antigo
Testamento, mas existem sinais e antecipações sobre a pluralidade de DEUS, como
quando se utiliza o plural “Nós” em Gênesis 1:26 (“Façamos o homem à nossa
imagem”), o nome divino Elohim (que está no plural), a figura do ANJO DO SENHOR
(que às vezes é identificado com o próprio DEUS) e a personificação do ESPÍRITO
de DEUS. Esses exemplos indicam uma unidade complexa que só seria plenamente
revelada no Novo Testamento. O entendimento cristão defende que DEUS se revela
gradualmente, e considera que o Antigo Testamento lança as bases para
compreender um DEUS único em três Pessoas distintas (PAI, FILHO e ESPÍRITO
SANTO).
Indícios da Trindade no Antigo Testamento:
·
Pluralidade
no Nome e na Linguagem:
o
Elohim
(אלֹהִים): A palavra
hebraica para DEUS frequentemente usa uma forma plural, acompanhada de verbos e
pronomes plurais (ex: "Façamos" Gn 1.26, "nossa imagem" Gn
1.26).
·
Manifestações
Divinas:
o
O
ANJO DO SENHOR: Em várias passagens (Gênesis 16, 22), o ANJO
DO SENHOR fala como DEUS e é identificado com Ele, mas também é distinto,
prenunciando a figura do FILHO. Uma Teofania. JESUS se manifestando. Para eles
era um anjo.
o
A
PALAVRA DE DEUS (Davar/Logos): Salmos 33:6 e outros textos
indicam a Palavra como participante da criação, um conceito que se desenvolve
em João 1. JESUS é a Palavra viva de DEUS.
o
O
ESPÍRITO DE DEUS (Ruach): O ESPÍRITO é descrito com
atributos pessoais (pairando sobre as águas em Gênesis 1:2), não apenas como
uma força impessoal.
·
O
Messias: As profecias sobre o Messias (Isaías 9:6, etc.) apontam para
uma figura divina que vindouro, que o NT revela como o FILHO.
o
Revisão
Cristã: O ícone ortodoxo "A Trindade do Antigo Testamento"
(baseado em Gênesis 18, com os três anjos) representa a visão cristã de uma
figura pré-existente de DEUS. . Uma Teofania. JESUS se manifestando. Para
eles era um anjo.
o
A
Relação com o Novo Testamento:
.:
·
O Novo
Testamento revela e esclarece o que é apenas sugerido no Antigo, mostrando
claramente PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO como um só DEUS, um mistério que se
desdobra na revelação progressiva de DEUS.
Pessoas no antigo testamento que tiveram a revelação da trindade
Abraão (Gênesis 18, recebendo três visitantes)
e Jacó (Gênesis 32, lutando com um anjo/homem que o abençoa)
tiveram vislumbres de uma pluralidade na Divindade, e textos como
Gênesis 1:26 ("Façamos o homem à nossa imagem") e o "Anjo do
Senhor" sugerem a presença de mais de uma Pessoa Divina, prefigurando a
Trindade que seria plenamente revelada mais tarde, segundo a teologia
cristã.
Figuras e Passagens Chave no Antigo Testamento:
·
A
Visita a Abraão (Gênesis 18): Três figuras aparecem a
Abraão, sendo uma delas o próprio Senhor (Yahweh), indicando uma multiplicidade
na Divindade antes da revelação plena.
·
O
"Anjo do Senhor" (Teofanias): Em
várias passagens, o "Anjo do Senhor" fala em primeira pessoa
("Eu sou DEUS") e em terceira pessoa ("Ele é DEUS"),
sugerindo uma representação de DEUS que se distingue e se identifica com Ele,
apontando para uma complexidade divina.
·
A
Criação (Gênesis 1:26): O uso do plural
"Façamos" (Elohim) em um contexto monoteísta é interpretado por
alguns como uma alusão à pluralidade de pessoas dentro do único DEUS.
·
Jacó
Lutando (Gênesis 32:24-30): Jacó luta com um homem, o
abençoa e muda seu nome, mostrando uma interação direta com uma figura divina
que é mais do que um anjo comum.
·
O ESPÍRITO
de DEUS (Gênesis 1:2): A menção do ESPÍRITO de DEUS
pairando sobre as águas indica uma presença ativa e pessoal de DEUS, não apenas
uma força impessoal, como ensina o Novo Testamento.
·
teologicamente
interpreta-se que o rei Davi teve visões e experiências que apontavam para a
natureza trinitária de DEUS, embora a doutrina da Trindade tenha
se tornado plenamente explícita apenas no Novo Testamento.
Davi teve
revelação da trindade
·
Os principais
pontos que sustentam essa revelação progressiva na vida de Davi são:
·
O
"Senhor" e o "Meu Senhor" (Salmo 110:1): Este
é o texto mais citado no Novo Testamento para provar a divindade de CRISTO.
Davi escreve: "Disse o Senhor [PAI] ao meu Senhor [FILHO]: Assenta-te
à minha direita...". JESUS usou este versículo para confrontar os
fariseus, mostrando que o Messias não era apenas um descendente humano de Davi,
mas o próprio Senhor de Davi.
·
A
Presença do ESPÍRITO SANTO: Davi teve uma experiência
direta com a terceira pessoa da Trindade. Ao ser ungido por Samuel, o ESPÍRITO
do Senhor se apoderou dele. No seu salmo de arrependimento (Salmo 51),
ele clama especificamente: "Não retires de mim o teu SANTO ESPÍRITO",
reconhecendo a presença divina como uma entidade ativa em sua vida.
·
Revelação
Progressiva: No Antigo Testamento, a Trindade aparece de forma
"velada" ou sugerida por meio de relações binárias (como no Salmo
110) ou da personificação do ESPÍRITO e da Palavra de DEUS. Davi, como profeta,
antecipou essas distinções entre as pessoas da divindade que seriam confirmadas
no batismo de JESUS e na Grande Comissão.
Como a Trindade é Vista no Antigo Testamento:
·
Revelação
Progressiva: A doutrina da Trindade é vista como uma verdade revelada
progressivamente. O Antigo Testamento estabeleceu o monoteísmo e a existência
de um único DEUS, enquanto o Novo Testamento, com JESUS, revelou a natureza
trina desse DEUS.
·
Sementes
da Trindade: As passagens e figuras do Antigo Testamento são vistas como
"sementes" ou "prefigurações" do mistério da Trindade, que
só se torna explícito com CRISTO.
Portanto, embora não haja uma declaração direta sobre PAI, FILHO e ESPÍRITO
SANTO, essas figuras e passagens no Antigo Testamento fornecem indícios e
prefigurações da complexidade da natureza de DEUS, que é plenamente revelada no
Novo Testamento.
2. O PAI é a fonte da divindade
O PAI é considerado a fonte e a origem da divindade, o
iniciador de todas as coisas, de quem o FILHO é eternamente gerado e o ESPÍRITO
SANTO procede, sendo as três Pessoas coiguais e coeternas, mas com relações
distintas de origem dentro da única essência divina.
Papel do PAI na Trindade:
·
Fonte
e Origem: O PAI é a fonte originária de toda a divindade, o Criador e
Governante do Universo, de quem emana o FILHO (gerado) e o ESPÍRITO SANTO
(procede).
·
Unidade:
Embora o PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO sejam pessoas distintas, compartilham a
mesma essência divina, formando um só DEUS, sem pluralidade de deuses.
·
Relações
de Origem: Sua distinção reside nas relações: o PAI gera, o FILHO é gerado,
e o ESPÍRITO SANTO procede.
Como isso funciona:
·
Não
é uma divisão: Ao dizer que o PAI é a fonte, não se divide a divindade; antes,
se reconhece a relação de origem dentro da unidade.
·
Unidade
na Distinção: O PAI está todo inteiro no FILHO e no ESPÍRITO SANTO, e
vice-versa, pois são um só DEUS em três Pessoas.
Em resumo, o PAI é a "raiz" da divindade que dá vida a
toda a Trindade, sendo a origem de onde o FILHO e o ESPÍRITO SANTO se
relacionam eternamente, como um só DEUS em perfeita comunhão de amor.
3. O PAI age por meio do FILHO e do ESPÍRITO
Na teologia cristã, o PAI age por meio do FILHO e do ESPÍRITO SANTO,
pois as Três Pessoas da Santíssima Trindade atuam em unidade e comunhão, com o PAI
sendo a fonte, o FILHO (JESUS CRISTO) a Palavra encarnada que se revela, e o ESPÍRITO
SANTO a pessoa que revela, que guia e santifica, com cada um compartilhando a
mesma essência divina, não sendo três deuses, mas um só DEUS.
Como o PAI age por meio do FILHO e do ESPÍRITO:
·
PAI
(Fonte): É a origem, o princípio de toda a divindade, o "DEUS e PAI
de todos", que é sobre todos, age por meio de todos e está em todos,
segundo Efésios 4:6.
·
FILHO
(Revelação): JESUS CRISTO, o FILHO gerado pelo PAI, é a Palavra encarnada,
através de quem DEUS se manifesta plenamente e chama DEUS de "PAI"
(Aba), revelando Sua natureza. Foi enviado à terra pelo PAI. Foi submisso ao PAI
a ponto de morrer na Cruz.
·
ESPÍRITO
SANTO (Ação e Comunhão): O ESPÍRITO SANTO procede do PAI
e do FILHO, unindo-os e atuando no mundo e na vida dos fiéis, inspirando
pensamentos, sentimentos e a verdade, como o "ESPÍRITO do vosso PAI".
·
No
tetragrama o ESPÍRITO Está Presente Em Uma Letra Que Se Repete E Liga o PAI ao
FILHO e ao ESPÍRITO (a si mesmo). Lê-se de traz para frente. YHWH – o H é REI
ou RE - Yod (י), He (ה),
Vav (ו) e He (ה).
Em resumo:
·
É um mistério
da fé cristã, a Trindade, onde DEUS é um só em essência, mas
subsiste em três Pessoas distintas: PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO, que agem em
perfeita harmonia e amor.
·
A ação de DEUS
se dá de forma plena e interligada por essas Três Pessoas, onde o PAI se
expressa no FILHO e se comunica através do ESPÍRITO.
II – O PAI REVELADO EM CRISTO
1. O PAI se revela aos humildes
DEUS PAI se revela aos humildes e pequeninos, não aos
"sábios" ou orgulhosos, pois a humildade abre o coração para
acolher os mistérios divinos, que são plenamente revelados através de JESUS CRISTO,
o FILHO, que nos convida a descansar n'Ele e a deixar que Sua verdade
transforme a vida, como descrito em Mateus 11:25-27 e Lucas 10:21.
Por que DEUS se revela aos humildes?
·
Simplicidade
do coração: A humildade remove as barreiras do orgulho e da
autossuficiência, permitindo uma escuta sincera da voz de DEUS e uma aceitação
da Sua vontade.
·
Reconhecimento
da dependência: Os humildes reconhecem que não detêm a
verdade absoluta e estão abertos a aprender e a receber a revelação divina, que
está além do entendimento humano limitado.
·
Caminho
de JESUS: JESUS louva o PAI por esconder essas verdades dos que se
julgam sábios e as revelar aos pequeninos, indicando que a simplicidade e a
mansidão são o caminho para conhecer o PAI.
Como essa revelação acontece?
·
Através
de JESUS: Somente JESUS conhece o PAI e revela o PAI a quem Ele quer,
sendo CRISTO o caminho para essa revelação íntima e pessoal.
·
Na
escuta e obediência: É um silêncio que não é conformismo, mas
um silêncio de escuta para ouvir a vontade do Senhor e segui-Lo de todo o
coração, permitindo que DEUS penetre a alma.
·
No
cotidiano: DEUS oferece oportunidades diárias para crescer na humildade,
seja através de pessoas ou situações, pedindo para dobrarmos o orgulho e
buscarmos a verdade em CRISTO.
Em resumo: A revelação de DEUS PAI é um
presente dado aos que não se consideram superiores, aos que se abrem com
simplicidade para receber Seus mistérios, encontrando em JESUS o descanso e o
conhecimento profundo do PAI.
2. O PAI se faz conhecer pelo FILHO
A teologia cristã afirma que DEUS PAI se revela e se faz conhecer
plenamente por meio do FILHO, JESUS CRISTO, pois "ninguém conhece o PAI
senão o FILHO, e aquele a quem o FILHO o quiser revelar" (Mateus 11:27),
tornando JESUS a Palavra viva que revela o amor, a vontade e a natureza do PAI
à humanidade, permitindo que os crentes tenham um conhecimento íntimo de DEUS e
se tornem Seus filhos.
Como JESUS revela o PAI:
·
Pela
Encarnação: DEUS enviou Seu FILHO unigênito para que vivêssemos por Ele,
manifestando concretamente Seu amor e provando Sua natureza de PAI.
·
Pelas
Suas Obras e Palavras: Tudo o que JESUS faz e diz é o
que o PAI faz, pois Ele está no PAI e o PAI está nEle, mostrando o PAI em ação.
·
Pelo
Perdão e Vida Eterna: Em CRISTO, DEUS nos adota como
Seus filhos e nos concede a vida eterna, um dom que se torna claro através do ESPÍRITO
SANTO.
·
Pelo
ESPÍRITO SANTO: O ESPÍRITO SANTO, enviado por JESUS,
convence os crentes dessa filiação, permitindo-nos chamar DEUS de PAI.
Em resumo: JESUS é a imagem visível do DEUS
invisível, a ponte que conecta a humanidade ao PAI, e através Dele recebemos o
conhecimento e a experiência da paternidade de DEUS.
3. Quem vê o FILHO vê o PAI
A frase "Quem vê o FILHO vê o PAI" (ou "Quem me vê,
vê o PAI") é uma citação bíblica de JESUS em João 14:9, significando
que ao ver JESUS, os discípulos viam a revelação de DEUS PAI, pois JESUS é a
imagem e a expressão perfeita de DEUS, com uma unidade tão profunda que
conhecer um é conhecer o outro, manifestando o amor e a natureza divina através
de suas palavras e obras, como disse a Filipe quando pediu para ver o PAI.
JESUS disse que as palavras que ele dizia eram as palavra de DEUS
PAI e as obras que fazia eram obras de DEUS PAI. A glória que oferecia era
sempre a DEUS PAI. Era obediente a DEUS PAI. Refletia DEUS PAI.
Contexto da Frase (João 14:8-11)
·
Diálogo
com Filipe: Filipe pede a JESUS: "Senhor, mostra-nos o PAI, e isso nos
basta".
·
A
Resposta de JESUS: JESUS responde que está há tanto tempo com
eles e Filipe ainda não o conhece. "Quem me vê a mim, vê o PAI; como dizes
tu: Mostra-nos o PAI?".
·
Unidade
Divina: JESUS explica que Ele está no PAI e o PAI está n'Ele, e que suas
palavras e obras vêm do PAI, revelando Sua natureza amorosa e
misericordiosa.
Significado Teológico
·
Revelação
de DEUS: JESUS é a manifestação visível do DEUS invisível, a imagem
perfeita do PAI.
·
Identidade
e Missão: O FILHO (JESUS) faz o que vê o PAI fazer, mostrando que suas
ações refletem o caráter de DEUS.
·
Conhecimento
de DEUS: Conhecer JESUS é ter a experiência de DEUS, pois eles
compartilham a mesma essência e propósito.
Em resumo, a frase enfatiza a união íntima entre JESUS e DEUS PAI,
e que na pessoa de JESUS, DEUS se fez compreensível e visível para a
humanidade.
III – A PESSOA DE DEUS PAI
1. Atributos incomunicáveis do PAI
Os atributos incomunicáveis de DEUS PAI são qualidades exclusivas
Dele, que o separam da criação,
como Onipotência (todo-poderoso), Onisciência (todo-conhecedor, Onipresença (presente
em todo lugar), Eternidade (existência sem começo ou
fim), Imutabilidade (não muda),
Autossuficiência, Autoexistência, Infinidade, Imensidade, Soberania
Absoluta, Transcendência (fora do tempo e espaço), e o poder
de Salvar e Perdoar Pecados. Essas características definem Sua
singularidade e majestade, não sendo compartilhadas por anjos ou humanos,
embora possamos vislumbrar reflexos delas.
Principais Atributos Incomunicáveis:
·
Onipotência: Poder
ilimitado; nada é difícil para Ele (Jeremias 32:17).
·
Onisciência: Conhecimento
total e completo de tudo (Salmos 139:1-4).
·
Onipresença: Presente
em todos os lugares, com todo o Seu ser, mas não limitado pelo espaço (Salmos
139:7-10).
·
Eternidade: Existência
sem começo nem fim, fora do tempo (Malaquias 3:6).
·
Imutabilidade: Não
muda em Sua natureza, caráter ou propósitos.
·
Autoexistência/Autossuficiência: Existe
por Si mesmo, não dependendo de nada ou ninguém para existir.
·
Infinidade/Imensidade: Não
tem limites de tamanho ou dimensão.
·
Soberania: Governa
e sustenta o universo de forma absoluta, sem rivais.
·
Transcendência: Maior
e separado de tudo o que Ele criou.
·
Poder
de Salvar e Perdoar: Exclusivo de Sua natureza divina.
Diferença para os Comunicáveis:
·
Incomunicáveis: Qualidades
que pertencem somente a DEUS (Onipotência, Onisciência etc.).
·
Comunicáveis: Qualidades
que, de certa forma, são refletidas nos humanos (amor, justiça, sabedoria,
bondade).
Estudar esses atributos revela a incomparável grandeza de DEUS,
inspirando temor, reverência e segurança em Sua majestade.
Observação: Alguns atributos incomunicáveis de DEUS nos são
compartilhados EM PEQUENA ESCALA nos dons do ESPÍRITO SANTO.
2. Atributos comunicáveis do PAI
Atributos comunicáveis de DEUS são qualidades divinas que Ele
compartilha conosco, como amor, bondade, misericórdia, justiça,
santidade, graça, paciência, sabedoria, verdade e fidelidade, que podemos
refletir em nossa vida, em contraste com os incomunicáveis (exclusivos de DEUS,
como onipotência e onisciência).
O que são Atributos Comunicáveis?
São as qualidades de DEUS que, em certa medida, Ele nos concede e nos permite
refletir, pois são características que podemos possuir de forma limitada, como
o amor e a sabedoria.
Exemplos de Atributos Comunicáveis:
·
Intelectuais/Morais: Sabedoria,
conhecimento, inteligência, bondade, amor, misericórdia, graça, justiça,
santidade, verdade, fidelidade.
·
Relacionamento: Paz,
paciência, compaixão.
Observação: Os Atributos Comunicáveis Nos São Compartilhados Por
Meio Do Fruto Do ESPÍRITO E Seus 9 Atributos, Ou Aspectos, Ou Qualidades.
As 9 Virtudes, ou atributos do Fruto do ESPÍRITO:
1.
Amor (ágape):
Amor incondicional e sacrificial.
2.
Alegria (chara):
Uma satisfação profunda que não depende das circunstâncias.
3.
Paz (eirene):
Serenidade interior e harmonia, mesmo em meio a tribulações.
4.
Paciência (longanimidade):
Longanimidade, a capacidade de suportar adversidades e pessoas difíceis.
5.
Amabilidade/Benignidade (chrestotes):
Gentileza e boa índole, disposição para fazer o bem.
6.
Bondade (agathosune):
Excelência moral e generosidade.
7.
Fidelidade (pistis):
Lealdade e confiabilidade para com DEUS e os outros.
8.
Mansidão (praotes):
Humildade e gentileza, oposto à agressividade.
9.
Autocontrole/Domínio
próprio (enkrateia): Capacidade de governar os próprios desejos e
paixões.
Diferença para os Incomunicáveis:
Enquanto os comunicáveis são compartilhados, os incomunicáveis são exclusivos
de DEUS (ex: onipresença, onisciência, onipotência, eternidade, imutabilidade)
e não podem ser transferidos aos seres humanos, Porém São Compartilhados
Alguns, Em Pequena Escala, Por Meio Dos Dons Do ESPÍRITO SANTO.
3. Os nomes que revelam o PAI
Os nomes de
DEUS
Os nomes de DEUS não
são apenas um apelativo nem simplesmente uma identificação pessoal. Inerentes à
sua natureza, eles revelam as suas obras e os seus atributos. Não aparecem nas
Escrituras para meramente fazer uma distinção dos deuses das nações pagas.
Quando elas mencionam os nomes divinos, revelam o poder, a grandeza e a glória
do Todo-Poderoso, além de enfatizarem os seus atributos.
Nos tempos do Antigo
Testamento, um nome era empregado não simplesmente para distinguir uma pessoa
das outras, mas para mostrar o caráter e a índole de um indivíduo. Houve até
casos de mudanças de nomes como consequência de uma experiência com DEUS (Gn
17.5,15; 32.28). Com referência a DEUS, o nome representa Ele próprio.
O nome do Senhor está
ligado ao conceito de sua soberania e glória: “Então haverá um lugar que
escolherá o Senhor vosso DEUS para ali fazer habitar o seu nome” (Dt 12.11).
Esta passagem ensina que, nesse lugar escolhido por DEUS, o santuário, Ele
estaria presente. Sua presença nos cultos seria constante e habitaria nesse
santuário.
DEUS falou a Davi,
pelo profeta Natã, que o seu descendente construiria uma Casa ao seu nome (2 Sm
7.12,13). Em outras palavras, o FILHO de Davi haveria de edificar uma Casa para
o Senhor DEUS de Israel. Na bênção sacerdotal, Moisés conclui a mensagem com
essas palavras: “Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os
abençoarei” (Nm 6.27).
Que significam as
menções das passagens acima? Que DEUS habitaria no meio dos filhos de Israel,
segundo a bênção do sumo sacerdote. No “PAI Nosso” JESUS ensinou-nos a abrir a
oração santificando o nome de DEUS: “Santificado seja o teu nome” (Mt 6.9).
Este texto ensina que o próprio DEUS deve ser honrado, venerado, adorado e
temido por todas as suas criaturas. E um reconhecimento da suas bondade e
santidade.
Até hoje, em Israel,
os judeus chamam DEUS de hashem, palavras hebraicas que significam “o nome”.
Isso é bíblico: “a arca de DEUS, sobre a qual se invoca
O Nome, o nome do Senhor
dos Exércitos” (2 Sm 6.2).
Elohim. A transcrição
do termo hebraico é ’elohim e 'eloah. O nome Elohím não aparece em nenhuma
outra língua, exceto na língua hebraica. Além disso, não se encontra em outras
literaturas antigas extrabíblicas, nem mesmo no Talmude dos judeus. “Isto é posteriormente
apoiado pelo fato de que a forma 'elohim ocorre apenas no hebraico e em nenhuma
outra língua semítica, nem mesmo no aramaico bíblico”.42
O nome Elohim é o
plural de Eloah, No singular, aparece apenas 57 vezes no Antigo Testamento
hebraico, sendo 41 só no livro de Jó. No plural, encontramos 2.570 vezes.43
Eloah é o nome El acrescido da letra hebraica he.u Esse substantivo
vem do verbo hebraico ’ala e significa “ser adorado”, “ser excelente”, “ser
temido” e “ser reverenciado”. O substantivo, como nome, revela a plenitude das
excelências divinas, daquEle que é supremo.
DEUS é apresentado
pela primeira vez na Bíblia com esse nome: “No princípio, criou DEUS os céus e
a terra” (Gn 1.1). È usado para expressar o conceito universal da deidade. Essa
passagem apresenta os primeiros vislumbres da Trindade, pois o verbo bara,
“criou”, no singular, e o sujeito ’elohim, “DEUS”, no plural, revelam a unidade
de DEUS na Trindade.
A Trindade é vista no
nome Elohim à luz do contexto bíblico. A declaração, “façamos o homem” revela a
existência de mais de uma Pessoa na divindade, e não mais de um DEUS. Somente o
DEUS FILHO e o DEUS ESPÍRITO SANTO tiveram participação na criação juntamente
com o DEUS PAI (João 1.3; Cl 1.16; Jó 33.4).
Os rabinos
reconheceram a pluralidade nesse nome; porém, como o judaísmo é uma religião
que defende o monoteísmo absoluto, não admite JESUS CRISTO como
0
Messias de
Israel — é difícil para eles entenderem essa pluralidade.
Para explicá-la, eles
argumentam que Elohim é um plural de majestade ou de excelência, mas isso é uma
determinação rabínica posterior. Segundo o rabino Shlomo ibn Yitschaki, “O
plural de majestade não significa haver mais de uma pessoa na divindade”43
Gesenius afirma que esse nome divino denota plural, expressando uma idéia
abstrata ou de intensidade.46
Elohim é poucas vezes
empregado com outro propósito que não seja o DEUS revelado na Bíblia. O Antigo
Testamento faz menção dos deuses do Egito: “... e sobre todos os deuses do
Egito” (Ex 12.12) e de outras nações: “Dentre os deuses dos povos que estão em
redor de vós, perto ou longe de ti, desde uma extremidade da terra até à outra
extremidade” (Dt 13.7; cf. Jz 6.10).
O termo é usado,
ainda, com relação às imagens dos cultos pagãos: “Não fareis outros deuses
comigo; deuses de prata ou deuses de ouro não fareis para vós” (Ex 20.23). As
Escrituras mencionam usos irregulares desse nome para seres sobrenaturais (I Sm
28.13) e para juizes (Sm 82.6). Aparece também com relação às divindades pagãs
individuais cerca de vinte vezes, como Baal (Jz 6.31; 1Rs 18.24,25, 27) e
outros.4.
Para os pagãos, o(s)
seu(s) deus(es) significava(m) “a plenitude das excelências divinas”. O que o DEUS
de Israel representava para o povo hebreu essas divindades representavam para
os pagãos. Daí o emprego de ’elohim (plural) atinente a uma divindade pagã
individual.
Quando 'elohím se
refere às divindades, traz o verbo, os pronomes e o adjetivo no plural, o que
representa multiplicidade. Quando é aplicado ao DEUS de Israel, os pronomes, o
verbo e o adjetivo vêm geralmente no singular; salvo exceções.
El. A transcrição do
termo hebraico é ’el. O nome El parece ser a raiz de Eloah e de seu plural
Elohim, mas ainda há discussão sobre o assunto.48 É um “termo
semítico muito antigo para deidade”.49 E usado para identificar o DEUS
de Israel (Nm 23.8). A palavra vem da forma acádica ’illu, um dos nomes mais
antigos de DEUS.50 Não se sabe com certeza se a palavra ’el vem do
verbo ’ul, “ser forte”, ou do verbo “ser preeminente”, de idêntica raiz.
El é o nome mais usado
na Bíblia para mencionar as divindades pagãs. È empregado com frequência em
ugarítico, porém aparece também com relação ao DEUS de Israel. Não é mencionado
em nossas Bíblias, em português — exceto em algumas variantes no rodapé. O que
encontramos é o vocábulo “DEUS” em seu lugar, ou “deus”, em caso de divindades
pagãs. Só é possível encontrá-lo na Bíblia Hebraica.
Os nomes ’el, ’el
‘elyon e ’eloah — no plural, Jelohim —, registrados nas Escrituras
Hebraicas, foram traduzidos na Septuaginta por theos, o mesmo usado, no Novo
Testamento Grego, para “DEUS”.
El Elyon. A
transcrição do termo hebraico é ’el‘elyon. O nome Elyon é traduzido em nossas
versões por “Altíssimo”, e El Elyon, por “DEUS Altíssimo”. Este nome (ou
título) é um adjetivo que se deriva do verbo hebraico ‘ala’ e significa
“subir”, “ser elevado”;52 designa DEUS como o Alto e Excelente, o DEUS
Glorioso. Trata-se de um nome genérico, porque também é aplicado a governantes
— mas nunca vem acompanhado de artigo quando se refere ao DEUS de Israel.
E abençoou-o e disse:
Bendito seja Abrão do DEUS Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e
bendito seja o DEUS Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E
deu-lhe o dízimo de tudo (Gn 14.19,20).
No texto acima, o nome
de DEUS vem acompanhado de El, mas, às vezes, vem sozinho: “Subirei acima das
mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14.14). Elyon pode ser
encontrado sozinho nas Escrituras ou combinado com outros nomes de DEUS (cf. Nm
24.16; Dt 32.8; Sl 7.17; 9.2; 57.2; Dn 7.18, 22,27).
El Shaddai. Abraão
adorava o DEUS El Shaddai, “DEUS Todo-poderoso” (Gn 17.1), e Melquisedeque, rei
e sacerdote de Salem, era adorador do El Elyon, Quando ambos se encontraram,
descobriram que adoravam o mesmo DEUS, conhecido por eles por nomes diferentes
(Ex 6.2).
Shadday, ’adona(y) e
YHWH são nomes específicos, pois nas Escrituras Sagradas só aparecem aplicados
ao DEUS verdadeiro. A transcrição do termo hebraico é shadday, o “nome de uma
deidade”;33 “nome de deidade identificada comYaweh”;34
“mais poderoso, Todo-Poderoso, um epíteto de Jeová”.55 “Esse é um
dos nomes de DEUS no Antigo Testamento, sendo que algumas versões o deixam sem
traduzir (e.g., BJ), e outras traduzem por Todo-poderoso’”.36
Há ainda muita
discussão sobre o étimo desse nome, que aparece 48 vezes na Escrituras
Hebraicas, sendo sete delas antecedidas do nome El. Desde a antiguidade os
rabinos diziam que ele vem de she, pronome relativo hebraico “que”, “quem”,
forma reduzida de ’asher, combinado com day, “suficiência”, “provisão
necessária”, “suficiente”.57 Isso dá a idéia de “ser poderoso”, “ser
forte” e “ser potente”.
A Septuaginta traduziu
dezesseis vezes shadday por pantokrator,5S “Todo-Poderoso, Soberano
universal”, que aparece dez vezes no Novo Testamento.59 Pantokrator
é mencionado, às vezes, sem tradução na versão em apreço, e outras vezes é substituído
por theos. Jerônimo empregou Omnipotens na Vulgata Latina. Isso indica que
desde o período pré-cristão já se usava o termo “Todo-Poderoso” para shadday, o
que justifica a explicação rabínica acima.
Outros afirmam que a
palavra vem do acádico sadu, “montanha, cadeia de montanha”.60
Assim, Shaddai seria “DEUS da montanha” ou a “morada de DEUS”.61 Há
ainda os que acreditam que o termo vem do verbo hebraico shadad, “devastar,
destruir”.62 Nesse caso, o nome significaria “meu destruidor”.63
Shaddai,
“Todo-Poderoso”, era um nome apropriado para o período patriarcal, durante o
qual os patriarcas viviam numa terra estranha e estavam rodeados pelas nações
hostis. Eles precisavam saber que o seu DEUS era o Onipotente: “Eu sou o DEUS
Todo-poderoso \_’el shadday]; anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1).
O termo shadday
aparece com frequência na era patriarcal. Só no livro de Jó esse nome ocorre 31
vezes. DEUS declarou a Moisés: “E eu apareci a Abraão, e a Isaque, e a Jacó,
como o DEUS Todo-poderoso; mas pelo meu nome, o Senhor, não lhes fui
perfeitamente conhecido” (Ex 6.3).
No texto hebraico
aparece o termo ’el shadday para “DEUS Todo-poderoso”, e o tetragrama YHWH,
para “Senhor”. Isso significa que DEUS era conhecido pelos patriarcas
por El Shaddai. Ele se revelou primeiro aos patriarcas do Gênesis com esse
nome; depois do Sinai, os hebreus identificaram o seu libertador Jeová com o El
Shaiiai dos seus antepassados.
Adonai. A transcrição
do termo hebraico é ’adona(y). O nome Adonai é mencionado no Antigo Testamento
449 vezes, sendo que, em 134 vezes, aparece sozinho; e, em conexão com YHWH,
3I5.64 E um nome de DEUS, e não meramente um pronome de tratamento —
nele se expressa a soberania de DEUS no Universo.
Segundo Gesenius,
Adonai é “usado somente para DEUS”.65 O nome aplica-se somente ao DEUS
verdadeiro e significa “meu Senhor”; também nunca é usado como pronome de
tratamento. Para este caso, o hebraico usa ’adoni ou ’adon, “senhor”. Ana
dirigiu-se a Eli usando o pronome ’adoni, “não, senhor meu, eu sou uma mulher
atribulada de espírito” (I Sm I.I5); “Ah! Meu senhor, viva a tua alma, meu
senhor” (1.26). Isso funciona ainda hoje em Israel.
Quando antecedido do
artigo definido, o termo em apreço refere-se, exclusivamente, ao DEUS
verdadeiro — ele aparece precedido pelo artigo definido nove vezes nas
Escrituras Hebraicas (Êx 23.17; 34.23; Is 1.24; 3.1; 10.16,33; 19.4; Mq 4.13;
Ml 3.1).
Os nomes Adonai e
Jeová são tão sagrados para os judeus que eles evitam pronunciá-los na rua, no
seu quotidiano. O segundo nem sequer nas sinagogas é pronunciado. No dia-a-dia
chamam DEUS de Hashem (הַשֵּׁם), “O Nome”.
Dizer “César é senhor”
seria reconhecer a divindade dele. Era por isso que os cristãos primitivos
recusavam-se a chamar César de senhor. O apóstolo Paulo disse: “Ninguém pode
dizer que JESUS é o Senhor, senão pelo ESPÍRITO SANTO” (I Co 12.3). Essa
declaração reivindica a divindade de CRISTO — só é possível reconhecer o
senhorio de CRISTO pela revelação do ESPÍRITO SANTO.
Se CRISTO fosse um
mero senhor, não haveria necessidade de o ESPÍRITO SANTO revelá-lo. Ê claro que
o termo grego kyrios corresponde aos nomes hebraicos Adonai e YHWH, sendo usado
tanto para o PAI como para o FILHO.
Nomes compostos de
YHWH ou Jeová. A Palavra de DEUS mostra-nos com clareza que DEUS se deu a
conhecer, nos tempos do Antigo Testamento, por vários nomes inerentes à sua
natureza e à circunstância de sua revelação. Para Abraão, Ele apareceu como a
provisão para o sacrifício em lugar de Isaque, seu FILHO, com o nome YHWH
(Jeová) Yireh, que significa: “o Senhor proverá” (Gn 22.14).
Prometendo livrar os
filhos de Israel daquelas pragas e enfermidades que sobrevieram aos egípcios,
Ele se manifestou como YHWH Rapa’, isto é, “o Senhor que sara” (Êx
15.26). Numa época de angústia, nos dias difíceis dos juizes de Israel, Ele
apareceu a Gideão como YHWH Shalom, isto é, “o Senhor é paz” (Jz 6.24).
A todos que peregrinam
na terra Ele apresenta-se como YHWHRa‘a, que significa “o Senhor é meu
Pastor” (SI 23.1). Na justificação do pecador, Ele aparece como YHWH
Tsideqenu, que quer dizer “o Senhor, justiça nossa” (Jr 23. 6). Na
batalha contra o mal e o vil pecado, mostra-se como YHWH Nissi, “o Senhor é
a minha bandeira” (Ex 17.15). E, no Milênio, será chamado de YHWH Shamma, isto
é, “o Senhor está ali” (Ez 48.35).
O
TETRAGRAMA YHWH
YHWH, tetragrama
hebraico grafado geralmente como Yahveh ou Yahweh, é o nome pessoal do DEUS de
Israel, que em nossas versões aparece como Jeová, Javé ou Senhor. As quatro
consoantes hebraicas do nome divino se tornaram impronunciáveis pelos judeus
desde o período Inter bíblico. Isso para evitar a vulgarização do nome: “Não
tomarás o nome do Senhor, teu DEUS, em vão” (Ex 20.7), pois é assim que
eles interpretam o terceiro mandamento do Decálogo.
Os judeus pronunciam
’adona(y) toda vez que encontram o nome sagrado nas Escrituras durante a
leitura da sinagoga. Isso é observado ainda hoje. Na Idade Média, os rabinos
inseriram no tetragrama YHWH as vogais de Adonai. Isso resultou na forma
YeHoWaH. Só a partir de 1520 — depois de tomarem conhecimento desse fato — os
reformadores difundiram o nome Jeová.
Yahweh vem do verbo
hebraico haya, que significa “ser”, “estar”, “existir’, “tornar-se”,
“acontecer”. Esse verbo aparece ligado a esse nome em Êxodo 3.14: “EU SOU O QUE
SOU”. Na poesia hebraica, usa-se com frequência a forma reduzida Yah: “JÁ é o
seu nome; exultai diante dele” (Sm 68.4, Tradução Brasileira). Talvez isso
justifique a presença da letra “a” no nome Yahweh. Pela gramática hebraica, “y”
denota “quem sempre existiu’.
O significado desse
verbo, na passagem de Êxodo 3.14, é que DEUS é o que tem existência própria;
existe por si mesmo. Ê o imutável, o que causa todas as coisas; é
autoexistente, aquele que é, que era e que há de vir; o Eterno (Gn 21.33; Sm
90.1,2; Ml 3.6, Ap 1.8). Até hoje os judeus religiosos preferem chamá-Lo de “O
Eterno”. E assim que a Bíblia na Linguagem de Hoje emprega esse nome no lugar
YHWH— em Êxodo 3.13, DEUS deu a Moisés o significado desse tetragrama.
Em virtude de os
judeus não pronunciarem o tetragrama YHWH, a pronúncia original perdeu-se ao
longo dos séculos. Mas existe uma tradição de que os samaritanos pronunciavam o
nome como labe. Como a letra “b”, já no grego daqueles dias, tinha o som de
“v”, como ainda hoje na Grécia, então Yahweh (Iavé) parece ser a pronúncia mais
apropriada. Clemente de Alexandria escreveu o tetragrama como Jeoue.
Há, portanto,
evidências históricas de que Yahweh (ou Iavé) era a pronúncia primitiva. Êxodo
3.14 é a única fonte bíblica que parece lançar luz sobre a pronúncia correta de
YHWH. Já o texto de Êxodo 6.3 mostra que os patriarcas do Gênesis conheciam
esse nome, mas não sabiam a forma e o significado dele: “E eu apareci a Abraão,
e a Isaque, e a Jacó, como o DEUS Todo-poderoso; mas pelo meu nome, o Senhor,
não lhes fui perfeitamente conhecido”.
Yahweh é o nome do
pacto com Israel: “E DEUS disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de
Israel: O Senhor, o DEUS de vossos pais, o DEUS de Abraão, o DEUS de
Isaque e o DEUS de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é
meu memorial de geração em geração” (Êx 3.15). A partir dessa teofania, durante
a história dos filhos de Israel, foi-lhes dado o nome especial e peculiar de DEUS.
O Novo Testamento
grego substituiu as quatro consoantes Y, H, W e H por kyrios, que quer dizer
“Senhor”. Por essa razão, as nossas versões traduziram YHWH por Senhor. O texto
da versão Almeida Revista e Corrigida (ARC), edição de 1995, da Sociedade Bíblica
do Brasil, grafa o nome com todas as letras maiúsculas: “Senhor”, seguindo
instruções das Sociedades Bíblicas Unidas.
YHWH não aparece uma
vez sequer no Novo Testamento grego; em seu lugar aparece o nome Senhor
Çkyrios). O apóstolo Paulo citou Isaías 1.9, onde aparece o nome Yahweh
Tseha’ot. Em Romanos 9.29, porém, ele empregou Kyrios Sahaoth, como as demais
citações do Antigo Testamento (cf. Jr 2.32; Rm 10.13).
Existem atualmente
mais de cinco mil manuscritos gregos do Novo Testamento — incluindo papiros e
lecionários — espalhados em museus e mosteiros de toda a Europa. Datados desde
o século II d.C. até ao advento da imprensa, no século XV, nenhum deles traz o
tetragrama YHWH. Isso porque JESUS é, no Novo Testamento, o mesmo que Jeová no
Antigo.
·
No
tetragrama o ESPÍRITO Está Presente Em Uma Letra Que Se Repete E Liga o PAI ao
FILHO e ao ESPÍRITO (a si mesmo). Lê-se de traz para frente. YHWH – o H é REI
ou RE - Yod (י), He (ה),
Vav (ו) e He (ה).
Sendo JESUS o próprio
Jeová, não pode YHWH configurar nos manuscritos gregos do Novo Testamento. Ser
o mesmo DEUS não significa ser a mesma Pessoa.
O nome de DEUS em hebraico com quatro consoantes é o Tetragrama
Sagrado, escrito como יהוה (YHWH), formado pelas letras Yod (י), He (ה), Vav (ו) e He (ה). É o nome próprio de DEUS
no Antigo Testamento, conhecido como "Eu Sou o que Sou", e
transliterado para o português como Yahweh ou Javé,
embora formas como "Jeová" também sejam usadas.
·
Letras
Hebraicas: י
(Yod), ה
(He), ו
(Vav), ה
(He).
·
Transliteração: YHWH,
YHVH, JHWH, JHVH.
·
Pronúncia
mais aceita: Yahweh (ou Javé).
·
Significado: Relacionado
a "Eu Sou o que Sou", indicando existência.
·
Uso: Considerado
tão sagrado que não era pronunciado, substituído por "Adonai"
(Senhor).
CONCLUSÃO
A compreensão cristã de DEUS PAI revela um ser único, fonte de toda
divindade, que se manifesta em três Pessoas: PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO,
formando a Trindade. No Antigo Testamento, há indícios dessa pluralidade, como
o uso do termo Elohim e as teofanias do Anjo do Senhor. A revelação plena
ocorre no Novo Testamento, onde PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO são apresentados
como um só DEUS. DEUS PAI é a origem, o FILHO é gerado e o ESPÍRITO SANTO
procede do PAI, todos coiguais e coeternos. Os atributos incomunicáveis do PAI,
como onipotência e eternidade, destacam Sua majestade. Já os atributos
comunicáveis, como amor e justiça, podem ser refletidos pelos seres humanos. Os
nomes de DEUS revelam Seu caráter, obras e soberania, sendo Elohim, El Shaddai,
Adonai e YHWH os principais. A revelação de DEUS PAI é dada aos humildes, por
meio de CRISTO, que é a expressão perfeita do PAI. Conhecer JESUS é conhecer o PAI,
pois ambos compartilham a mesma essência. Assim, a fé cristã reconhece o
mistério da Trindade e a comunhão perfeita entre as três Pessoas divinas.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Nas
Escrituras o nome "PAI" nem sempre designa DEUS num mesmo sentido.
Por exemplo, a Bíblia o apresenta como:
a) PAI de toda a
Criação (1 Co 8.6; Ef 3.14,15; Hb 12.9).
b) PAI de Israel(Dt
32.6; Is 63.16; Jr 3.4; Ml 1.6).
c) PAI dos crentes (Mt
5.45; 6.6; 1 Jo 3.1).
d) PAI de JESUS CRISTO
(Mt 3.17; Jo 1.14; 8.54).
Do Universo DEUS é PAI
por criação; de Israel Ele é PAI por eleição; do crente Ele é PAI por adoção; e
de JESUS CRISTO Ele é PAI por geração.
A doutrina da Trindade
consiste num dos grandes mistérios da fé cristã. Em suas confissões indaga
Agostinho: "Quem compreende a Trindade Onipotente? E quem não fala dela
ainda que não a compreenda? É rara a pessoa que ao falar da Santíssima Trindade
saiba o que diz. Contendem e discutem. E contudo ninguém contempla esta visão
sem ter paz interior". As Escrituras ensinam que DEUS é um, e que além
dele não existe outro DEUS (Is 37.16). Contudo, a unidade divina é uma unidade
composta de três pessoas distintas e divinas, que são: DEUS PAI, DEUS FILHO, e DEUS
ESPÍRITO SANTO. Não se trata de três deuses independentemente. São três
pessoas, mas um só DEUS. Os três cooperam unidos e num mesmo propósito, de
maneira que no pleno sentido da palavra, são um. O PAI cria, o FILHO redime, e
o ESPÍRITO santifica; e, no entanto, em cada uma dessas operações os três estão
presentes.
A Trindade na Bíblia
Tanto no Antigo como
no Novo Testamento, título divinos são atribuídos, distintamente, às três
pessoas da Trindade. Deste modo a Bíblia diz que o PAI é DEUS (Êx 20.2), que o FILHO
é DEUS (Jo 20.28), e que o ESPÍRITO também é DEUS (At 5.3,4). Cada pessoa da
Trindade é descrita na Bíblia, como sendo:
|
A
Trindade |
O PAI |
O FILHO |
O ESPÍRITO
SANTO |
|
Onipresente |
Jr 23.24 |
Ef
1.20-23 |
Sl 139.9 |
|
Onipotente |
Gn 17.1 |
Ap 1.8 |
Rm 15.19 |
|
Onisciente |
At 15.18 |
Jo 21.17 |
1 Co 2.10 |
|
Criador |
Gn 1.1 |
Jo 1.3 |
Jó 33.4 |
|
Eterno |
Rm 16.16 |
Ap 22.13 |
Hb 9.14 |
|
SANTO |
Ap 4.8 |
At 3.16 |
1 Jo 2.20 |
|
Salvador |
2 Ts 2.13 |
Tt 3.4-6 |
1 Pd 1.2 |
As Grandes Doutrinas da Bíblia - Raimundo de Oliveira
- CPAD
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
DEUS – O
PAI - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
Em quatro sentidos DEUS
é PAI: como Criador, como PAI de Israel, como PAI de CRISTO, e como PAI dos
crentes.
DEUS é o PAI da
humanidade pela criação (At 17.28,29; Lc 3.38; cf. Gn 1.27; Tg 3.9). A
paternidade de DEUS neste sentido não é um assunto frequente na Bíblia. Os
anjos são chamados de “filhos de DEUS” (Jó 1.6; 2.1; 38.7; cf. Gn 6.2) por
terem sido criados por DEUS e/ou por causa de seus laços espirituais com DEUS.
No AT, DEUS é
especialmente o PAI da nação de Israel (Is 63.16; 64.8; Os 11.1). Ele sustém
este relacionamento porque a nação foi criada por Ele (Dt 32.6; Ml 2.10).
Israel, como o primogênito de DEUS, possui uma posição privilegiada (Êx 4.22;
Jr 31.9), e como tal possui grandes promessas (Jr 3.19). Como seu FILHO, Israel
deve honrar e servir a DEUS (Êx 4.23; Ml 1.6). Assim como um PAI natural educa
seus filhos, assim DEUS deseja sustentar Israel e fazer com que ele cresça (Jr
3.19; cf. Salmos 103.13; Pv 3.12).
Em um sentido muito
especial, DEUS é o PAI de JESUS CRISTO. Vários conceitos são revelados neste
relacionamento. A divindade de CRISTO é especialmente evidenciada (Jo 5.18). Em
Mateus 3.17 sua condição de Messias está em vista (cf. 17.5; Mc 9.7; Lc 9.35).
A igualdade do FILHO com o PAI pode ser vista em seu nome Trino (Mt 28.19). O
Senhor JESUS é cuidadoso ao manter uma estrita distinção entre DEUS como seu PAI,
e DEUS como o PAI dos crentes (cf. Jo 20.17). CRISTO como o FILHO de DEUS, é a
revelação do PAI e o caminho de acesso a DEUS (Mt 11.27; Jo 10.30; 14.6,7).
Na forma de semente, DEUS
é retratado como o PAI dos santos, individualmente, no AT (2 Sm 7.14; Salmos
103.13; Ml 3.17), mas este conceito encontra sua maturidade no NT com a vinda
de CRISTO (cf. Mt 6.4,6,8,9,32). Pela criação, DEUS é o PAI de todos; pela sua
graça Ele é o PAI espiritual dos crentes. A filiação no NT é retratada em três
aspectos - na regeneração (Jo 1.12,13; 3.6), na adoção (Rm 8.15,23; Gl 4.5; Ef
1.5) e na transferência para o reino do FILHO (Cl 1.13).
O relacionamento
íntimo dos cristãos com DEUS pode ser particularmente visto na fórmula *Aba, PAI”,
que literalmente significa, “Papai, Papai” (Mc 14.36; Rm 8.15; Gl 4.6). O
primeiro é uma palavra em aramaico que se tomou coloquial em hebraico,
expressando a ligação mais íntima do FILHO com o PAI. Ela nunca é usada com
relação a DEUS no AT, e a literatura rabínica raramente refere-se a DEUS por
este nome; então ele só é usado em uma fórmula específica. No entanto, CRISTO
ousadamente disse “Aba”. A segunda palavra é a palavra grega normal para PAI. A
persistência da fórmula no NT pode se dever à profunda impressão causada sobre
os discípulos pelo fato do próprio Senhor tê-la empregado. Ele evidentemente
empregou tanto o aramaico como o grego. S. D.
T.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Subsídios
das lições CPAD
Lição 2 – O
DEUS PAI - por Thiago Santos: evangelista, pedagogo, especialista
em Docência e Gestão Escolar, editor do setor de Educação Cristã, comentarista
do Novo Currículo de Escola Dominical da CPAD.
Nesta lição,
conheceremos com maiores detalhes a identidade do PAI, Seus atributos e Sua
revelação ao homem. As Escrituras comprovam a coexistência das três Pessoas da
santíssima Trindade, bem como a forma como cada Pessoa se manifesta no decorrer
da história (Mt 28.19; Rm 1.20). A maior revelação da PAI e que nos aproxima de
Sua natureza é a Pessoa de JESUS CRISTO. Enquanto esteve neste mundo, Ele
revelou quem é o PAI, a saber, um DEUS amoroso, compassivo, cheio de
misericórdia e disposto a perdoar os pecadores e trazê-los para perto de si (Jo
3.16). O PAI se fez conhecer ao mundo por intermédio do FILHO e desfaz, por
meio dEle, as inimizades que separam a humanidade do seu Criador (Ef 2.15-17).
Conhecer a unidade e a
inseparabilidade entre o PAI e o FILHO é essencial para o nosso relacionamento
com DEUS (Jo 10.30). Para compreendermos com clareza a natureza do PAI,
precisamos conhecer algumas de Suas qualidades mais inerentes, também chamadas
pelos estudiosos de atributos. Os atributos são as qualidades que DEUS
manifesta em Seu caráter e O tornam conhecido. Esses atributos são
classificados como incomunicáveis, que são aqueles que pertencem exclusivamente
a Ele; e comunicáveis, que são os que compartilha com as Suas criaturas. Dentre
os atributos naturais de DEUS, há um que nos garante conhecer a Sua Pessoa,
mesmo de forma limitada. Estamos falando da cognoscibilidade. A respeito de DEUS,
esse termo significa que Ele pode ser conhecido e compreendido intelectualmente
pelo ser humano.
Nessa perspectiva, de
acordo com a obra “Teologia Sistemática: uma Perspectiva Pentecostal” (CPAD),
editada pelo teólogo Stanley Horton, “DEUS não se oculta para encobrir seus
atributos, mas para deixar-nos bem patentes nossos limites diante do seu
ilimitado poder. Pelo fato de DEUS ter decidido agir através de seu FILHO (Hb
1.2) e ter a sua plenitude habitando nEle (Cl 1.19), podemos estar confiantes
de que encontraremos em JESUS as grandiosas manifestações do caráter divino. JESUS
não somente torna conhecido o PAI, como também revela o significado e a
importância do PAI Celestial. […] Se temos algum conhecimento de DEUS é porque
Ele optou por se nos revelar. Mas este conhecimento que agora temos, embora
confessadamente limitado, é mui glorioso e constitui-se na base suficiente de
nossa fé” (2021, pp. 129-130). Partindo desse princípio, esclareça aos alunos
que conhecer a DEUS significa conhecer Suas qualidades e submeter-se à Sua
vontade, revelada nas Escrituras. DEUS quer ter um relacionamento pleno e verdadeiro
com Sua criação, principalmente, com o ser humano, a maior obra de Suas mãos.
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UM ENTENDIMENTO SOBRE A TRINDADE
Todos sabemos que esse tema é um dos mais complexos da teologia
cristã. Se por um lado, criticamos os UNICISTAS por outro lado, não fazemos uma
autocrítica sobre nosso jeito TRITEÍSTA de pensar. Se não, veja a seguir.
Certo dia, conversando com um professor de teologia sobre o assunto da
trindade, fiz-lhe uma pergunta retórica que o assunto pedia naquele momento:
- QUANTOS TRONOS ENCONTRAREMOS NO CÉU?
Ele respondeu prontamente dizendo que era - TRÊS. Um para cada pessoa da
trindade. Disse-lhe que isso é TRITEÍSMO, a crença em três deuses, o que é
diferente da TRINDADE. Creio que o problema passa por esse entendimento do que
significa a palavra PESSOA. A origem mais remota da palavra "pessoa"
é o grego ‘prósopon’ (aspecto exterior). Apartir dessa palavra, os latinos
denominaram ‘persona’ as máscaras usadas no teatro pelos atores, e também
chamaram assim aos próprios personagens teatrais representados. Portanto,
pessoa significa um representação de alguém.
PESSOA
A questão é que cada pessoa é um INDIVÍDUO com os três atributos da
personalidade:
INTELECTO - VOLIÇÃO - SENSIBILIDADE
Então, quando dizemos que cada uma das PESSOAS tem sua própria
PERSONALIDADE (Intelecto, Volição, Sensibilidade) corremos o risco de
SEPARARMOS completamente as pessoas da trindade, INDIVIDUALIZANDO-AS e cairmos
no chamado TRITEÍSMO.
Fica a dúvida do POR QUE nossas liderança não explicarem dentro da doutrina o
conceito de PESSOA. É o mesmo conceito natural que achamos nos dicionários?
Ora, se for o que se vê nos dicionários, então é TRITEÍSMO PURO!
Wayne grudem tem um comentário interessante quando chama essa
interação das pessoas da trindade de ECONOMIA DA TRINDADE. Ou seja, uma espécie
de ORDENAMENTO das ATIVIDADE pois pare ele, cada pessoa da trindade tem FUNÇÕES
PRIMORDIAIS DIFERENTES em relação ao mundo. Isso é MODALISMO? Claro que não.
Pois o modalismo crê apenas em UMA (01) pessoa da trindade.
Devemos entender que os membros fazem parte da MESMA ESSÊNCIA e que
nenhum pode agir INDIVIDUALMENTE sem o consenso dos demais. É uma TRIUNIDADE
que AGE coletivamente e não ISOLADAMENTE. Se fosse isoladamente, sem
concordância dos demais, a este erro doutrinário denominamos PERICORESE.
É um termo que expressa a intimidade e reciprocidade entre as Pessoas da
Trindade. É como se elas estivessem em uma espécie de Círculo eterno onde todas
se "revezam" de acordo o que cada momento exige. Estudemos pois com
muito afinco, dedicação, meditação e oração. DEUS usará seu ESPÍRITO para nos
ensinar o que devemos e precisamos aprender. Bom estudo. #EBDVIEWSteologiavisual
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Escrita, Lição 6, CPAD, O FILHO É Igual Com O PAI, 1Tr25,
Comentários Extras Pr Henrique, EBD NA TV
https://youtu.be/M94tPadu5Vg?si=-Fc6wMWY_HSAvs0O Vídeo
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2025/01/escrita-licao-6-o-FILHO-e-igual-com-o.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2025/01/slides-licao-6-cpad-o-FILHO-e-igual-com.html
PowerPoint https://pt.slideshare.net/slideshow/slides-licao-6-cpad-o-FILHO-e-igual-com-o-PAI-1tr25-pptx/275101354
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – A DOUTRINA BÍBLICA DA RELAÇÃO DO FILHO COM O PAI
1. Ideia de FILHO
2. Significado teológico
3. O FILHO é DEUS
II – A HERESIA DO SUBORDINACIONISMO
1. Orígenes
2. No período pré-niceno
3. Métodos usados pelos subordinacionistas
III – COMO O SUBORDINACIONISMO SE APRESENTA HOJE
1. No contexto islâmico
2. O movimento das Testemunhas de Jeová
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 10.30-38
30 - Eu e o PAI somos um. 31 - Os judeus pegaram, então, outra vez,
em pedras para o apedrejarem. 32 - Respondeu-lhes JESUS: Tenho-vos mostrado
muitas obras boas procedentes de meu PAI; por qual dessas obras me apedrejais? 33
- Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa,
mas pela blasfêmia, porque, sendo tu homem, te fazes DEUS a ti mesmo. 34 -
Respondeu-lhes JESUS: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses? 35
- Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de DEUS foi dirigida (e
a Escritura não pode ser anulada), 36 - àquele a quem o PAI santificou e enviou
ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou FILHO de DEUS? 37 - Se não
faço as obras de meu PAI, não me acrediteis. 38 - Mas, se as faço, e não credes
em mim, crede nas obras, para que conheçais e acrediteis que o PAI está em mim,
e eu, nele.
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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO 6, CPAD, 1TR25
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JESUS igual a DEUS
A afirmação "JESUS é igual a DEUS" é uma crença
fundamental no Cristianismo, especialmente dentro das tradições católica,
ortodoxa e protestante (ou evangélica). Segundo a doutrina da Trindade, DEUS é
uno em essência, mas existe em três pessoas distintas: DEUS PAI, DEUS FILHO
(JESUS CRISTO) e DEUS ESPÍRITO SANTO. Esta doutrina afirma que JESUS é
completamente divino, compartilha da mesma essência de DEUS PAI e é igualmente
eterno e todo-poderoso.
No entanto, outras religiões e denominações podem ter diferentes
interpretações sobre a relação entre JESUS e DEUS. O Islã, por exemplo,
respeita JESUS como um grande profeta, mas não o iguala a DEUS. Os Testemunhas
de Jeová o identificam como um deus.
Para o Islã, JESUS (Isa) é um dos profetas mais importantes e
amados, o Messias (al-Masih), nascido milagrosamente de Maria, que pregou a
submissão a DEUS (Alá), mas não é divino nem FILHO de DEUS, sendo um
mensageiro humano, embora especial. Os muçulmanos
creem que ele fez milagres com a permissão de DEUS, não foi crucificado (foi
elevado aos céus) e retornará antes do Dia do Juízo Final, seguindo a lei de DEUS
revelada no Alcorão.
Pontos-chave sobre JESUS no Islã:
·
Profeta
e Mensageiro: Considerado um dos maiores profetas, enviado por DEUS para
guiar os Filhos de Israel com o Evangelho (At 7.37).
·
Nascimento
Milagroso: Nasceu da Virgem Maria (Maryam) por um ato divino, sem PAI
humano, como um sinal do poder de DEUS.
·
Messias (Al-Masih): Assim
como no Cristianismo, é chamado de Messias, mas sem conotação de divindade.
·
Milagres: Realizou
curas e ressuscitou os mortos com a permissão de DEUS, como um sinal de seu
poder.
·
Unicidade
de DEUS (Tawhid): Rejeita a ideia de que JESUS é DEUS ou
parte da Trindade, pois isso violaria a unicidade absoluta de Alá.
·
Não
Crucificado: O Alcorão nega sua crucificação, afirmando que ele foi
elevado aos céus por DEUS e não morreu na cruz.
·
Retorno: Acredita-se
que ele retornará à Terra no fim dos tempos para lutar contra o Anticristo
(Dajjal) e estabelecer a justiça.
Em resumo: JESUS é profundamente honrado no Islã como um
grande profeta, o Messias, e um exemplo de fé e submissão a DEUS, mas sua
natureza é estritamente humana e não divina, diferentemente da crença
cristã.
²² Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que JESUS é o CRISTO?
É o anticristo esse mesmo que nega o PAI e o FILHO. ²³ Qualquer que nega o FILHO,
também não tem o PAI; mas aquele que confessa o FILHO, tem também o PAI. ²⁴
Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós
permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no FILHO e no
PAI. 1 João 2:22-24
Para as Testemunhas de Jeová, JESUS CRISTO é o FILHO de DEUS,
o Messias, o Rei do Reino Celestial e o mediador, mas não
é o DEUS Todo-Poderoso; eles o veem como uma criação de Jeová (o PAI),
sendo inferior a Ele, e acreditam que ele foi sacrificado para redimir a
humanidade, abrindo o caminho para a vida eterna, mas não fazem parte da
Trindade, pois JESUS é visto como um ser espiritual poderoso, mas subordinado a
DEUS.
Pontos Chave sobre a visão das Testemunhas de Jeová sobre JESUS:
·
FILHO
de DEUS: JESUS é o FILHO unigênito e primogênito de DEUS, criado por
Jeová antes de todas as coisas.
·
Não
é DEUS: Eles rejeitam a doutrina da Trindade e acreditam que JESUS
não é DEUS, referindo-se a ele como "um deus" menor ou poderoso, não
"o DEUS" Todo-Poderoso, baseando-se em interpretações de João 1:1.
·
Arcanjo
Miguel: Em sua visão, JESUS, antes de vir à Terra, era o arcanjo
Miguel, um ser espiritual poderoso.
·
Redentor
e Mediador: Sua vida perfeita foi sacrificada para resgatar a humanidade,
e ele serve como mediador entre DEUS e os homens.
·
Rei
Celestial: JESUS já governa como Rei do Reino de DEUS, que trará paz à
Terra.
·
Esperança
de Vida: Sua morte e ressurreição oferecem esperança de vida eterna
para aqueles que têm fé nele, tanto no céu (para os 144.000 ungidos) quanto num
paraíso na Terra.
·
Subordinado
ao PAI: Acreditam que JESUS é subordinado a Jeová, como ele mesmo
afirmou em João 14:28 ("O PAI é maior do que eu").
Em resumo, JESUS é central em sua fé como o caminho para DEUS, mas
é distinto e subordinado a Jeová, não parte de uma divindade triúna.
²² Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que JESUS é o CRISTO?
É o anticristo esse mesmo que nega o PAI e o FILHO. ²³ Qualquer que nega o FILHO,
também não tem o PAI; mas aquele que confessa o FILHO, tem também o PAI. ²⁴
Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós
permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no FILHO e no
PAI. 1 João 2:22-24
A doutrina bíblica da relação entre JESUS CRISTO, o FILHO, e DEUS,
o PAI, é um tema central no Cristianismo. Esta doutrina é frequentemente
explorada para entender a natureza de JESUS e sua relação com DEUS PAI.
1. Ideia de FILHO: No pensamento judaico, o
conceito de FILHO implica igualdade com o PAI. Na Bíblia, a ideia de "FILHO"
muitas vezes indica "a mesma espécie" ou "a mesma índole".
Por exemplo, JESUS referiu-se a si mesmo como FILHO de DEUS, indicando sua
divindade e igualdade com DEUS PAI.
2. Significado Teológico: Teologicamente,
ser chamado de FILHO de DEUS significa que JESUS compartilha da mesma essência
e natureza de DEUS PAI. JESUS afirmou: "Eu saí e vim de DEUS" (Jo
8.42) e "Saí do PAI e vim ao mundo; outra vez, deixo o mundo e vou para o PAI"
(Jo 16.28). Essas declarações sublinham que JESUS é de mesma substância que
DEUS PAI.
3. O FILHO é DEUS: A expressão "FILHO de
DEUS" revela a divindade de CRISTO. A Bíblia afirma claramente que JESUS é
DEUS. Por exemplo, Hebreus 1.8 cita Salmos 45.6-7, onde DEUS é referido como
ungindo a si mesmo como DEUS, o que é explicado como uma referência a JESUS.
Isso mostra a unidade e a pluralidade de DEUS.
4. A Heresia do Subordinacionismo: O
Subordinacionismo é uma doutrina que afirma que o FILHO é subordinado ao PAI,
sendo um deus secundário. Essa visão foi defendida por Orígenes e outros, mas é
considerada herética porque nega a igualdade absoluta de JESUS com DEUS PAI. A
Bíblia, no entanto, revela a igualdade das três pessoas da Trindade (PAI, FILHO
e ESPÍRITO SANTO).
5. Unidade na Trindade: A
doutrina da Trindade afirma que DEUS é uno em essência, mas existe em três
pessoas distintas: DEUS PAI, DEUS FILHO (JESUS CRISTO) e DEUS ESPÍRITO SANTO.
Essa doutrina enfatiza a plena harmonia e igualdade de essência e autoridade
entre as pessoas da Trindade.
O subordinacionismo é uma doutrina teológica herética que sugere
que JESUS CRISTO é subordinado a DEUS PAI, ou seja, que Ele não é igual a DEUS PAI
em natureza e essência. Hoje, essa heresia ainda é
combatida por muitas denominações cristãs, especialmente aquelas que defendem a
doutrina da Trindade, que afirma que o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO são três
pessoas distintas, mas de mesma essência e substância divina.
O subordinacionismo pode se apresentar de várias formas, como em
algumas interpretações de passagens bíblicas ou em certas práticas e crenças
dentro de algumas denominações ou movimentos religiosos. É importante que os
cristãos estejam cientes dessas interpretações para manter a integridade da
doutrina da Trindade.
Jo 22-30. Comentários Adicionais sobre a Identidade de JESUS.
Provavelmente um intervalo de cerca de dois meses separavam esta
ocasião da precedente. A Festa dos Tabernáculos pertencia à estação do Outono,
e a Festa da Dedicação vinha no inverno. Esta celebração era em recordação da
purificação e rededicação do Templo feita por Judas Macabeus depois do
sacrilégio cometido por Antíoco Epifânio. O ano foi de 165 a.C. JESUS foi
assediado por alguns judeus quando andava pelo alpendre de Salomão, que ficava
na parte oriental do Pátio dos Gentios, o pátio maior na área do Templo, que
rodeava os pátios interiores e o templo propriamente dito. Sua pergunta foi
muito direta. Até quando nos deixará a mente (alma) em suspenso? Literalmente.
Em outras palavras, eles queriam uma resposta direta. Era ou não era o CRISTO?
Nosso Senhor colocou seu dedo na dificuldade. Não era falta de
informação, mas falta de vontade de crer. Seu próprio testemunho teria sido
suficiente; se não fosse, como no caso deles, então Suas obras testificavam
dEle (cons. Jo 14:11). Não havia falta de clareza neste caso; o problema
permanecia com eles. Evidentemente não lhe pertenciam, uma vez que não tinham
vontade de segui-lo. Eles percebiam que o ensinamento do Seu pastor tinha um
novo sentido, e não estavam preparados a deixar o Judaísmo que conheciam e ao
qual se apegavam. Mas a nova ordem oferecia bênçãos e segurança que não
poderiam chegar a conhecer no seu farisaísmo.
⁶⁶ E logo que foi dia ajuntaram-se os anciãos do povo, e os
principais sacerdotes e os escribas, e o conduziram ao seu concílio, e lhe
perguntaram: ⁶⁷ És tu o CRISTO? Dize-nos. E replicou-lhes: Se vo-lo disser, não
o crereis; ⁶⁸ E também, se vos perguntar, não me respondereis, nem me
soltareis. ⁶⁹ Desde agora o FILHO do homem se assentará à direita do poder de DEUS.
⁷⁰ E disseram todos: Logo, és tu o FILHO de DEUS? E ele lhes disse: Vós dizeis
que eu sou. ⁷¹ Então disseram: De que mais testemunho necessitamos? Pois nós
mesmos o ouvimos da sua boca. Lucas 22:66-71
²⁵ Respondeu-lhes JESUS: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As
obras que eu faço, em nome de meu PAI, essas testificam de mim. João 10:25
¹¹ Crede-me que estou no PAI, e o PAI em mim; crede-me, ao menos,
por causa das mesmas obras. João 14:11
CRISTO oferecia a vida eterna como um presente (Jo 10:28; cons. v.
10). Ao dizer que jamais perecerão se pertencessem ao seu rebanho, JESUS usou a
mais forte expressão conhecida na língua. Essa certeza era possível porque a
vida oferecida fundamentava-se no Seu dom (Rm. 11:29) e não em consecuções
humanas. Suas ovelhas também estavam a salvo de influências estranhas – ninguém
as arrebatará da minha mão. As ovelhas pertenciam a CRISTO porque eram
presentes do PAI para Ele (Jo 10:29). Naturalmente o PAI tinha interesse na sua
preservação. Considerando que Ele é supremo – maior do que tudo – não se pode
imaginar que algum poder seja capaz de arrancá-las de Sua protetora mão (cons.
Rm. 8:38, 39). A conclusão do assunto é que nenhuma separação pode ser feita entre
o PAI e o FILHO. Eles são mais do que colaboradores; são um na essência (a
palavra um não está no masculino – um indivíduo – mas no neutro, um ser).
Jo 31-33. Pela segunda vez JESUS foi ameaçado com apedrejamento da
parte dos seus oponentes (cons. 8:59).
A provocação aqui foi a sua declaração de ser um com o PAI, uma
blasfêmia aos olhos dos judeus, que negavam a origem celeste de JESUS. Para
enfrentar sua posição o Senhor não dependia da repetição de Suas declarações ou
da ampliação das mesmas, mas voltava-se de Suas palavras para as Suas obras.
Eram mais fáceis de serem compreendidas e apreciadas.
Muitas obras boas. A atenção foi focalizada principalmente sobre
algumas, mas essas representavam as outras que não foram contadas (Jo 20:30).
Eram boas obras, as quais eram de se esperar emanarem do PAI. Pensariam os
judeus seriamente em apedrejar um homem por causa de boas obras? Em resposta,
os judeus puseram de lado toda e qualquer referência às obras; as quais não
podiam negar, e retornaram à questão das palavras de JESUS, as quais eles se
sentiam obrigados a negar alegando blasfêmia. Para eles JESUS era um homem que
se atrevia a passar por DEUS. Com base nisso quiseram matá-lo imediatamente e o
procurariam fazer mais tarde (Jo 19:7).
Jo 34-38. Neste impasse a única esperança de encontrar base para
discussão adicional consistia em apelar para a lei (há forte testemunho
documentário favorável à omissão da palavra vossa), uma vez que os judeus a
aceitavam.
Lei, aqui, foi usada no amplo sentido referindo-se às Escrituras do
V.T. As palavras em questão, Sois deuses, ocorre em Salmo 82:6, com referência
aos juízes hebreus. A palavra de DEUS concedeu-lhes um certo "status"
de divindade na qualidade de seus representantes. Uma vez que a Escritura (com
especial referência à passagem em questão) não pode falhar, com o fim de
permitir que os homens rejeitassem seus ensinamentos, como se podia levantar
objeções contra Ele a quem o PAI especialmente separara e enviara ao mundo?
Pois se CRISTO dissesse menos do que afirmar que era o FILHO de DEUS estaria
dizendo uma mentira. Afirmar sua filiação não era blasfêmia (Jo. 10:36). Se os
judeus não podiam testar suas declarações verbais, pelo menos podiam julgá-lo
com base nas obras (vs. Jo 10.37, 38; cons. vs. 25, 32). Seria possível
progredir através das obras até a fé na pessoa. Essa é também a verdade contida
em 20:30, 31.
²⁵ Respondeu-lhes JESUS: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As
obras que eu faço, em nome de meu PAI, essas testificam de mim. João 10:25
³² Respondeu-lhes JESUS: Tenho-vos mostrado muitas obras boas
procedentes de meu PAI; por qual destas obras me apedrejais? João 10:32
³⁷ Se não faço as obras de meu PAI, não me acrediteis. ³⁸ Mas, se
as faço, e não credes em mim, crede nas obras; para que conheçais e acrediteis
que o PAI está em mim e eu nele. João 10:37,38
39-42. A repetida afirmativa de unidade com o PAI causou uma ameaça
de violência uma vez mais.
Era tempo do Senhor ausentar-se da cidade. Encontrou refúgio em
Betânia, além do Jordão, onde João estivera antes batizando (Betabara (ou
Bethabara) é um local bíblico mencionado no Evangelho de João como o lugar
onde João Batista batizava, situado "além do Jordão" - João 1:28))
(v. Jo 10.40) 22-30.
Comentário
Bíblico Moody - Charles F. Pfeiffer | Everett F. Harrison
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Propósito Teológico
No que se refere a teologia, João assegura que os milagres
registrados atestam que JESUS é o FILHO de DEUS: “Na verdade, fez JESUS diante
dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes,
porém, foram registrados para que creiais que JESUS é o CRISTO, o FILHO
de DEUS, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo.20.31).
A designação FILHO de DEUS atesta a divindade de CRISTO: “Quem nele
crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no
nome do unigênito FILHO de DEUS” (Jo.3.18). O uso da expressão unigênito FILHO
de DEUS (gr. tou monogenous uiou tou theou) é uma das formas pelas quais
João apresenta CRISTO como divino, e essa definição é uma exigência para
salvação. Ou seja, ainda que as opiniões sobre CRISTO fossem divergentes já
nessa ocasião, é certo para João que JESUS é DEUS. Aliás, a linguagem de João
aqui parece trazer à tona uma referência ao gnosticismo incipiente e sua
desconexão da pessoa de CRISTO e DEUS PAI (1Tm.1.4).
A designação de FILHO assumida por CRISTO expressa uma
relação familiar com o DEUS PAI. Tal ênfase é explicitamente
majoritária em João, pois enquanto os sinóticos atestam esse fato em
aproximadamente 24 ocasiões, em João encontramos cento e seis vezes. Esse fato
é visto desde o prólogo do evangelho: “E o Verbo se fez carne e habitou entre
nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito
do PAI” (Jo.1.14). João Batista também atesta o mesmo fato: “Pois eu, de
fato, vi e tenho testificado que ele é o FILHO de DEUS” (Jo.1.34).
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João 10.30- Eu e o PAI somos
um.
CRISTO tinha sentido pessoalmente o poder do seu PAI, sustentando-o
e fortalecendo-o, e por isto coloca também todos os seus seguidores na mão do
seu PAI. Aquele que assegurou a glória do Redentor irá assegurar a glória dos
redimidos. Para garantir ainda mais a segurança, para que as ovelhas de CRISTO
possam ter um consolo ainda mais forte, Ele declara sua união com DEUS, o PAI:
“‘Eu e o PAI somos um’, e nos encarregamos, juntamente e
separadamente, da proteção dos santos e da sua perfeição”. Isto indica que havia
mais do que harmonia, consentimento e bom entendimento entre o PAI e o FILHO na
obra da redenção do homem. Todo homem bom é tão unido a DEUS, a ponto de estar
de acordo com Ele. Portanto, o fato de serem um só em essência, e iguais em
poder e glória, deve ser o significado da unicidade da natureza do PAI e do FILHO.
Os patriarcas da igreja enfatizaram isto, tanto contra os sabelianos,
para provar a distinção e a pluralidade das pessoas, que o PAI e o FILHO são
duas pessoas, como contra os arianos, para provar a unidade da
natureza, que o PAI e o FILHO são um só. Se nós nos calássemos a respeito do
profundo significado destas palavras, até mesmo as pedras que os judeus pegaram
para o apedrejar iriam falar abertamente, pois os judeus consideravam que Ele
se fazia DEUS (v. 33), e Ele não negou isto. Ele prova que ninguém poderia
arrancá-las das suas mãos, porque não poderia arrancá-las da mão do PAI, o que
não teria sido um argumento conclusivo, se o FILHO não tivesse o mesmo poder
todo-poderoso com o PAI, e, consequentemente, não fosse um só com Ele, em
essência e operação.
A ira, a fúria, dos judeus contra Ele, devido a estas palavras: “Os
judeus pegaram, então, outra vez, em pedras para o apedrejarem”, v. 31. Estas
não são as palavras que foram usadas anteriormente (Jo 8.59), mas ebastasan
lithous – eles pegaram pedras, grandes pedras, pedras que eram pesadas, como as
que usavam no apedrejamento de malfeitores. Eles as tinham trazido de algum
lugar distante, como se estivessem preparando as coisas para a execução de JESUS,
sem qualquer processo judicial; como se Ele fosse condenado de blasfêmia com a
notória evidência do fato, sem a necessidade de um julgamento.
O absurdo deste insulto que os judeus fizeram a CRISTO ficará
evidente, se considerarmos:
1. Que eles, imperiosamente, para não dizer insolentemente, o
tinham desafiado para que lhes dissesse claramente se era o CRISTO ou não, e
mesmo agora, que Ele não somente dizia que era o CRISTO, mas provava ser, eles
o condenavam como a um malfeitor. Se os pregadores da verdade a propõem
modestamente, são tachados como covardes; se a propõem ousadamente, como
insolentes. Mas “a sabedoria é justificada por seus filhos”.
2. Que, quando eles tinham, anteriormente, feito uma tentativa
similar, tinha sido inútil. Ele “ocultou-se… passando pelo meio deles” (Jo
8.59). Mas, ainda assim, eles repetiram sua tentativa frustrada. Os pecadores
atrevidos atirarão pedras ao céu, ainda que elas retornem sobre suas próprias
cabeças. Estes iníquos procurarão se fortalecer contra o Todo-Poderoso, embora
nenhum daqueles que tentaram se fortalecer contra Ele tenha prosperado.
A terna censura que CRISTO lhes faz, por ocasião da demonstração
desta fúria (v. 32): JESUS respondeu ao que eles fizeram, pois não vemos que
eles tivessem dito nada, a menos, talvez, que tivessem incitado a multidão que
havia se reunido ao redor dele, para que se unissem a eles, gritando:
“Apedreja-o, apedreja-o”, da mesma maneira como fizeram posteriormente:
“Crucifica-o, crucifica-o”. Quando Ele poderia ter respondido a eles com o fogo
do céu, mansamente replicou: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes
de meu PAI; por qual dessas obras me apedrejais?” Palavras tão ternas, que se
poderia pensar que teriam derretido um coração de pedra. Ao lidar com seus
inimigos, Ele ainda argumentava com base nas suas obras (os homens mostram o
que são com o que fazem), suas boas obras – kala erga, obras excelentes e
eminentes. Opera eximia vel praeclara. A expressão quer dizer grandes obras,
como também boas obras.
1. O poder divino das suas obras os condenava da infidelidade mais
absoluta. Estas eram obras do seu PAI, tão acima do alcance e do curso da
natureza, a ponto de provar que quem as fazia era enviado de DEUS, e que agia
comissionado por Ele. Ele lhes mostrou estas obras. Ele fez isto abertamente,
diante do povo, e não às escondidas, em um canto. Suas obras suportariam o
teste, e se submeteriam ao testemunho dos espectadores mais investigativos e
imparciais. Ele não mostrou suas obras à luz de velas, como aqueles que se
preocupam somente com as aparências, mas as mostrou à luz do meio-dia, diante
do mundo, Jo 18.20. Veja Salmos 111.6. Suas obras demonstravam, de
maneira inegável, que eram uma demonstração incontestável da validade da sua
comissão.
2. A graça divina das suas obras os condenava da mais vil
ingratidão. As obras que Ele realizava entre eles não eram apenas milagres, mas
misericórdias. Não somente prodígios, para maravilhá-los, mas obras de amor e
gentileza, para fazer o bem a eles, e, desta maneira, torná-los bons, e
tornar-se querido por eles. Ele curava os enfermos, purificava os leprosos,
expulsava demônios, coisas que eram favores, não somente para as pessoas
envolvidas, mas para o público. Estas obras, Ele tinha repetido e multiplicado:
“‘Por qual dessas obras me apedrejais?’ Vós não podeis dizer que Eu vos tenha
feito nenhum mal, nem vos feito qualquer provocação justa. Se, portanto,
iniciais uma discussão comigo, deve ser por causa de alguma boa obra, alguma
boa obra feita a vós. Dizei-me qual é”. Observe que:
(1) A horrível ingratidão que existe nos nossos pecados contra DEUS
e JESUS CRISTO é um grande agravamento dos nossos próprios pecados, e os exibe
terrivelmente pecaminosos. Veja como DEUS argumenta a este
respeito, Deuteronômio 32.6; Jeremias 2.5; Miquéias 6.3.
(2) Não devemos julgar estranho se nos encontramos com aqueles que
não somente nos odeiam sem causa, mas que são nossos adversários pelo nosso
amor, Salmos 35.12; 41.9. Quando Ele pergunta: “Por qual dessas obras
me apedrejais?”, assim como evidencia a abundante satisfação que Ele tem na sua
própria inocência, que dá coragem a um homem em um dia de sofrimento, também
faz com que seus perseguidores considerem qual era a verdadeira razão da sua
inimizade, e se perguntem, como deveriam fazer todos aqueles que criam
problemas para seus vizinhos: “Por que o perseguimos?” Como Jó aconselha que
seus amigos façam, Jó 19.28.
A defesa que tentaram fazer de si mesmos, quando acusaram o
Senhor JESUS CRISTO, e a causa sobre a qual fundamentam sua acusação, v. 33.
Que pecadores optarão por folhas de figueira para se cobrir, quando até mesmo
os sanguinários perseguidores do FILHO de DEUS podiam encontrar algum argumento
para se defender?
1. Eles não seriam considerados tão terríveis inimigos da sua nação
por perseguirem a JESUS devido a uma boa obra: “Não te apedrejamos por alguma
obra boa”. Pois, na verdade, eles dificilmente admitiram que alguma das suas
obras fosse boa. A cura do homem paralítico (Jo 5) e do cego (Jo 9) estavam tão
longe de serem reconhecidas como bons serviços à cidade, e beneméritos, que se
somavam à quantidade dos seus crimes, porque tinham sido realizadas no sábado.
Mas, se Ele tinha feito alguma obra boa, eles não reconheceriam que o
apedrejavam por causa dela, embora estas fossem realmente as coisas que mais os
exasperavam, Jo 11.47. Assim, por mais absurdo que parecesse, eles não
podiam ser levados a reconhecer seus próprios absurdos.
2. Eles seriam considerados amigos de DEUS e da sua glória ao
acusar JESUS de blasfêmia: “Porque, sendo tu homem, te fazes DEUS a ti mesmo”.
Aqui temos:
(1) Um falso zelo pela lei. Eles pareciam extremamente preocupados
com a honra da majestade divina, e dominados por um horror religioso com aquilo
que eles imaginavam ser uma censura a ela. “Aquele que blasfemar… certamente
morrerá”, Levítico 24.16. Esta lei, pensavam eles, não somente
justificava, mas santificava o que eles tentavam fazer, como em Atos 26.9.
Observe que os costumes mais vis são frequentemente encobertos por pretextos
plausíveis. Assim como nada é mais corajoso do que uma consciência bem-informada,
também nada é mais ultrajante do que uma equivocada. Veja Isaías
66.5; Jo 16.2.
(2) Uma verdadeira inimizade pelo Evangelho, ao qual eles não
podiam fazer afronta maior do que representar a CRISTO como um blasfemo. Não é
novidade que as piores características sejam atribuídas aos melhores homens,
por aqueles que decidem dar a eles o pior tratamento. [1] O crime do qual Ele é
acusado é blasfêmia, ou seja, falar de maneira reprovável e maldosa sobre DEUS.
O próprio DEUS está fora do alcance do pecador, e não é suscetível de receber
nenhuma ofensa real, e, portanto, a inimizade com DEUS lança seu veneno sobre
seu nome, e assim mostra sua má intenção.
A prova do crime: “Sendo tu homem, te fazes DEUS a ti mesmo”. Assim
como é glória de DEUS o fato de que Ele é DEUS, e nós a roubamos dele quando o
fazemos como um de nós, também é sua glória o fato de que, além dele, não
existe outro, e nós a roubamos dele quando nos equiparamos, ou a qualquer
criatura, a Ele. Agora, em primeiro lugar, até aqui, eles tinham razão, pois o
que CRISTO tinha dito a seu respeito era isto, que Ele era DEUS, pois Ele tinha
dito que era um só com o PAI, e que daria a vida eterna. E CRISTO não nega
isto, o que poderia ter feito se tivesse havido uma conclusão indevida das suas
palavras. Mas, em segundo lugar, eles estavam muito enganados quando o
consideravam como um mero homem, e julgavam que a divindade que Ele
reivindicava era uma usurpação, e da sua própria invenção. Eles julgavam
absurdo e ímpio que alguém como Ele, que surgia com a aparência de um homem
pobre, humilde e desprezível, ousasse professar ser o Messias, e afirmasse ter
o direito às honras confessadamente devidas ao FILHO de DEUS.
Observe que:
1. Aqueles que dizem que JESUS é um mero homem, e somente um DEUS
fabricado, como dizem os socinianos, na verdade o acusam de blasfêmia, mas
provam que os blasfemos são eles mesmos.
2. Aquele que, sendo um homem, um homem pecador, se faz um deus,
como o Papa, que afirma ter poderes e prerrogativas divinas, é
inquestionavelmente um blasfemo e anticristo.
A resposta de CRISTO à acusação feita a Ele (pois a defesa dos
judeus era uma acusação a CRISTO), e a confirmação daquelas reivindicações que
eles diziam que eram blasfemas (v. 34ss.), onde Ele prova não ser blasfemo, com
dois argumentos:
1. Com um argumento extraído da Palavra de DEUS. Ele recorre ao que
estava escrito na lei dos judeus, isto é, no Antigo Testamento. Quem quer que
se oponha a CRISTO, saiba que seguramente Ele terá as Escrituras do seu lado.
Está escrito (Sl 82.6): “Eu disse: sois deuses”. É um argumento a minore ad
majus – do menor para o maior. “Se eles eram deuses, quanto mais Eu o sou”.
Observe:
(1) Como Ele explica o texto (v. 35): Ele “chamou deuses àqueles a
quem a palavra de DEUS foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada)”. A
palavra da comissão de DEUS tinha vindo sobre eles, indicando-os para serem
seus oficiais, como juízes, e, por essa razão, são chamados de
deuses, Êxodo 22.28. A alguns, a palavra de DEUS foi dirigida
imediatamente, como a Moisés; a outros, sob a forma de uma ordenança
instituída. A magistratura é uma instituição divina, e os magistrados são
representantes de DEUS, e, portanto, as Escrituras os chamam de deuses, e nós
temos certeza de que as Escrituras não podem ser anuladas, nem se pode
introduzir nada a elas, nem se pode encontrar falhas nelas. Toda palavra de DEUS
está correta. O estilo e a linguagem das Escrituras são irrepreensíveis, e não
devem ser corrigidos, Mateus 5.18.
(2) Como Ele o aplica. De modo geral, é fácil concluir que aqueles
que condenavam a CRISTO como blasfemo, somente por dizer que era o FILHO de DEUS,
eram muito imprudentes e irracionais, quando eles mesmos chamavam assim seus
príncipes, e isto as Escrituras lhes permitiam. Mas o argumento vai mais além
(v. 36): Se os magistrados eram chamados deuses, porque eram comissionados para
administrar justiça à nação, “àquele a quem o PAI santificou e enviou ao mundo,
vós dizeis: Blasfemas”? Aqui temos duas questões a respeito do Senhor JESUS:
[1] A honra que seu PAI lhe concedeu, na qual, com razão, Ele se
glorifica: o PAI o santificou e enviou ao mundo. Os magistrados eram chamados
de filhos de DEUS, embora a palavra de DEUS fosse apenas dirigida a eles, e o
espírito de governo tenha vindo a eles por medida, como sobre Saul. Mas nosso
Senhor JESUS era, Ele mesmo, a Palavra, e tinha o ESPÍRITO sem medida. Eles
eram constituídos para uma região, cidade ou nação em particular, mas Ele era
enviado ao mundo, revestido de uma autoridade universal, como Senhor de tudo.
Eles eram mandados, como pessoas distantes. Ele era enviado, como tendo estado
com DEUS desde a eternidade. O PAI o santificou, isto é, o designou e consagrou
para o ofício de Mediador, e o qualificou e capacitou para este ofício.
Santificá-lo significa a mesma coisa que selá-lo, Jo 6.27. Observe que o PAI
santifica a quem envia. Aquele que Ele designa para propósitos santos, Ele
prepara com santos princípios e disposições. O DEUS santo só irá empregar e
recompensar aqueles que Ele julgar santos, ou aqueles que Ele santificar. O ato
de o PAI santificar e enviar o Senhor JESUS CRISTO é aqui certificado como a
permissão suficiente para que Ele se declarasse FILHO de DEUS, pois, por Ele
ser santo, foi chamado de FILHO de DEUS, Lucas 1.35. Veja Romanos
1.4.
[2] A desonra que os judeus lhe fizeram, da qual Ele reclama com
razão – que eles tinham dito de maneira ímpia sobre Ele, a quem o PAI tinha
dignificado desta forma, que Ele era um blasfemo, porque tinha dito ser FILHO
de DEUS: “Vocês dizem isto dele? Vocês ousam dizer isto? Vocês ousam direcionar
suas bocas contra os céus? Vocês têm coragem suficiente para dizer ao DEUS da
verdade que Ele está mentindo, ou condenar aquele que é justo e poderoso?
Olhem-me nos olhos, e digam se podem fazer isto. O que! Vocês dizem, do FILHO
de DEUS, que Ele é um blasfemo?” Se os demônios, que Ele veio para condenar,
tivessem dito isto a seu respeito, não teria sido tão estranho. Mas o fato de
estes homens, aos quais Ele tinha vindo ensinar e salvar, dizerem isto dele,
era algo pelo que os céus poderiam pasmar. Veja qual é a linguagem de uma
incredulidade obstinada. Na verdade, ela chama o santo JESUS de blasfemo. É
difícil dizer com que devemos nos espantar mais, com o fato de que homens que
respiram o ar de DEUS ousassem dizer estas coisas, ou com o fato de que homens
que dissessem tais coisas ainda tivessem permissão para respirar o ar de DEUS.
A maldade do homem e a paciência de DEUS disputam entre si qual será a mais
surpreendente.
2. Com um argumento que Ele extrai das suas próprias obras, vv.
37,38. Anteriormente, Ele apenas respondeu à acusação de blasfêmia com um
argumento ad hominem – voltando o argumento de um homem contra si mesmo. Mas
aqui Ele apresenta suas próprias reivindicações, e prova que Ele e o PAI são um
só (vv. 37,38): “Se não faço as obras de meu PAI, não me acrediteis”. Embora o
Senhor pudesse, com razão, ter abandonado estes blasfemos infelizes, como casos
incuráveis, Ele ainda concorda em argumentar com eles. Observe:
(1) A partir de que Ele argumenta – de suas obras, que Ele sempre
apresentava como suas credenciais, e provas da sua missão. Assim como Ele
provava ser enviado de DEUS pela divindade das suas obras, também nós devemos
nos provar aliados de CRISTO pelo cristianismo das nossas. [1] O argumento é
muito convincente, pois as obras que Ele realizava eram as obras do seu PAI,
que somente o PAI poderia fazer, e que não poderiam ser feitas no curso
ordinário da natureza, mas somente pelo poder soberano e predominante do DEUS
da natureza. Opera Deo propria – Obras peculiares de DEUS, e Opera Deo Digna –
Obras dignas de DEUS, as obras de um poder divino. Aquele que pode prescindir das
leis da natureza, repeli-las, alterá-las e anulá-las da maneira como desejar,
pelo seu próprio poder, certamente é o príncipe soberano que primeiro instituiu
e promulgou tais leis. Os milagres que os apóstolos realizassem em seu nome,
pelo seu poder, e para a confirmação da sua doutrina, corroborariam este
argumento, e continuariam sendo sua evidência, quando Ele tivesse partido.
[2] Este argumento é proposto de modo tão correto quanto se poderia
desejar, e utilizado em prol de um resultado breve. Em primeiro lugar: “Se não
faço as obras de meu PAI, não me acrediteis”. Ele não exige uma fé cega e
implícita, nem uma concordância com sua missão divina além das provas que Ele
oferece. Ele não desejou ganhar o afeto do povo, nem os adulou com insinuações
dissimuladas, nem se aproveitou da sua credulidade com afirmações ousadas, mas,
com a mais imaginável correção, eliminou todas as exigências da sua fé, além de
oferecer justificativas para estas exigências. CRISTO não é um mestre difícil,
que espera colher concordâncias onde não plantou argumentos. Ninguém perecerá
por não crer naquilo que não lhe foi proposto com motivos suficientes para
credibilidade, e a própria Sabedoria Infinita será o juiz. Em segundo lugar:
“Mas se faço ‘as obras de meu PAI’, se realizo milagres inegáveis para a
confirmação de uma doutrina sagrada, e vocês não crêem em mim, embora sejam tão
escrupulosos a ponto de não aceitar minha palavra, creiam nas obras. Creiam nos
seus próprios olhos, na sua própria razão. As coisas falam por si mesmas, de
maneira suficientemente clara”. Assim como as coisas invisíveis do Criador são
claramente vistas pelas suas obras de criação e providência comum (Rm 1.20),
também as coisas invisíveis do Redentor eram vistas pelos seus milagres, e por
todas as suas obras, tanto de poder quanto de misericórdia, de modo que todos
aqueles que não se convenceram por estas obras não tinham justificativa.
(2) Para que Ele argumenta – “que conheçais e acrediteis”,
inteligentemente, e com total satisfação, “que o PAI está em mim, e eu, nele”,
que é o mesmo que Ele tinha dito (v. 30): “Eu e o PAI somos um”. O PAI estava
tanto no FILHO, que nele residia toda a plenitude da Divindade, e era por um
poder divino que Ele realizava seus milagres. O FILHO estava tanto no PAI, que
estava perfeitamente familiarizado com a plenitude da sua vontade, não por
comunicação, mas por consciência, tendo estado no seu seio. Isto nós devemos
saber, não saber e explicar (pois não podemos, investigando, descobrir com
perfeição), mas conhecer e crer, reconhecer e adorar a profundidade, quando não
pudermos encontrar o fundo.
Com. Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
REVISTA ANTIGA NA ÍNTEGRA
Escrita, Lição 6, O FILHO É Igual Com O PAI, 1º Trimestre de 2025,
Comentários Extras Pr Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 Luiz Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – A DOUTRINA BÍBLICA DA RELAÇÃO DO FILHO COM O PAI
1. Ideia de FILHO
2. Significado teológico
3. O FILHO é DEUS
II – A HERESIA DO SUBORDINACIONISMO
1. Orígenes
2. No período pré-niceno
3. Métodos usados pelos subordinacionistas
III – COMO O SUBORDINACIONISMO SE APRESENTA HOJE
1. No contexto islâmico
2. O movimento das Testemunhas de Jeová
TEXTO ÁUREO
“Mas, do FILHO, diz: Ó DEUS, o teu trono subsiste pelos séculos dos
séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino.” (Hb 1.8)
VERDADE PRÁTICA
O termo teológico “FILHO de DEUS” é título, sendo assim, a
existência de JESUS é desde a eternidade junto ao PAI.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Sl 8.4 O termo "FILHO" na Bíblia
indica, muitas vezes, "a mesma espécie"
Terça - Am 7.14 A expressão bíblica "os filhos dos
profetas" equivale a expressão "os profetas"
Quarta - Mt 23.30, 31 A palavra "FILHO" indica
também "a mesma índole"
Quinta - Jo 5.18 JESUS falava da sua divindade quando se
disse FILHO de DEUS
Sexta - Jo 16.28 JESUS como FILHO refere-se à sua origem
divina, à mesma essência e natureza do PAI
Sábado - 1 Jo 4.15 Quem confessa que JESUS é o FILHO de
DEUS, DEUS está nele
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 10.30-38
30 - Eu e o PAI somos um.
31 - Os judeus pegaram, então, outra vez, em pedras para o
apedrejarem.
32 - Respondeu-lhes JESUS: Tenho-vos mostrado muitas obras boas
procedentes de meu PAI; por qual dessas obras me apedrejais?
33 - Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por
alguma obra boa, mas pela blasfêmia, porque, sendo tu homem, te fazes DEUS a ti
mesmo.
34 - Respondeu-lhes JESUS: Não está escrito na vossa lei: Eu disse:
sois deuses?
35 - Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de DEUS
foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada),
36 - àquele a quem o PAI santificou e enviou ao mundo, vós dizeis:
Blasfemas, porque disse: Sou FILHO de DEUS?
37 - Se não faço as obras de meu PAI, não me acrediteis.
38 - Mas, se as faço, e não credes em mim, crede nas obras, para
que conheçais e acrediteis que o PAI está em mim, e eu, nele.
HINOS SUGERIDOS: : 154, 277, 400 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Aproveite a oportunidade desta aula para esclarecer alguns termos
teológicos que surgem em face do tema estudado, como por exemplo:
Subordinacionismo, Trindade, Consubstancialidade etc. Para isso, recomendamos
que você tenha e, se possível, sempre leve para a classe um bom Dicionário
Bíblico. Por meio de atividades de pesquisa, seus alunos têm a sede de
conhecimento aguçada, além de aprenderem a como utilizar ferramentas de busca
confiáveis para melhor estudar e compreender a Palavra de DEUS.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Mostrar a doutrina bíblica da relação
entre DEUS PAI e o FILHO Unigênito; II) Refutar biblicamente a heresia do
Subordinacionismo; III) Exemplificar como o Subordinacionismo está presente na
atualidade.
B) Motivação: Desde os tempos mais remotos, conhecer o Criador é um
anseio do coração humano. Há inúmeros registros históricos, por diversas
civilizações, ao longo dos séculos, atestando isso. JESUS disse que aprouve ao PAI
ocultar dos sábios e instruídos sua grandeza e revelá-la aos pequeninos. Pois
que, "ninguém conhece o FILHO, se não o PAI; e ninguém conhece o PAI,
senão o FILHO e aquele a quem o FILHO quiser revelar" (Mt 11.27).
Aprofundemo-nos, portanto, nessa infinita graça e riqueza de conhecer o DEUS
Todo-Poderoso, por meio do FILHO, nosso Senhor e Salvador JESUS
CRISTO.
C) Sugestão de Método: Previamente, providencie pelo menos três
dicionários, de preferência bíblicos, ou mesmo comuns da Língua Portuguesa.
Dada a profundidade e complexidade do tema, sugerimos a leitura do significado
de alguns termos a fim de clarificar e aprofundar o entendimento; tais como:
Autoridade, Essência, FILHO, Subordinacionismo, Trindade, Unigênito etc. Deixe
tais palavras destacadas e peça que alguns voluntários as leiam em
momentos-chave da lição.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Em toda a Sagrada Escritura observamos a perfeita
unidade na pluralidade de DEUS PAI, DEUS FILHO e DEUS ESPÍRITO SANTO. Essa
plena harmonia, igualdade de essência e autoridade entre as pessoas da
Trindade, é enfatizada no Novo Testamento, funcionando, inclusive, como modelo
de comunhão para a Igreja de CRISTO, na qual cada membro está ligado uns aos
outros.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que
traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas
Adultos. Na edição 100, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta
lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios
que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "Filiação de
CRISTO", logo após o primeiro tópico, dá um panorama das interpretações
teológicas acerca da natureza do FILHO de DEUS; 2) O texto "A Palavra na
Eternidade", ao final do segundo tópico, aprofunda a natureza eterna de
JESUS CRISTO, o FILHO de DEUS.
PALAVRA-CHAVE - UNIDADE
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Essa porção bíblica do Evangelho de João é uma das mais
contundentes em mostrar que o FILHO é igual ao PAI. Afirmar que JESUS é o FILHO
de DEUS, mas não o próprio DEUS, é uma contradição em si mesma. O embate de
JESUS com os religiosos do templo de Jerusalém revela essa verdade. É isso que
a presente lição pretende mostrar e explicar com sólidos fundamentos
escriturísticos.
I – A DOUTRINA BÍBLICA DA RELAÇÃO DO FILHO COM O PAI
1. Ideia de FILHO
O conceito de FILHO no pensamento judaico implica a igualdade com o
PAI (Mt 23.29-31). Uma das ideias de FILHO na Bíblia é a identidade de
natureza, isso pode ser visto no paralelismo poético do salmista: “que é o
homem mortal para que te lembres dele? E o FILHO do homem, para que o visites?”
(Sl 8.4). Esse paralelismo é sinonímico em que o poeta diz algo e em seguida
repete esse pensamento em outras palavras. A ideia de “homem mortal” é repetida
em “FILHO do homem”. Outro exemplo encontramos nas palavras de JESUS: “Assim,
vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas” (Mt 23.31).
Isso porque os escribas e fariseus consideravam os matadores dos profetas como
seus pais (Mt 23.29,30).
2. Significado teológico
Indica igualdade de natureza, ou seja, mesma substância. É o que
acontece com JESUS, Ele é chamado FILHO de DEUS no Novo Testamento porque Ele é
DEUS e veio de DEUS. JESUS mesmo disse: “eu saí e vim de DEUS” (Jo 8.42); “Saí
do PAI e vim ao mundo; outra vez, deixo o mundo e vou para o PAI” (Jo 16.28).
Quando JESUS declarou: “Meu PAI trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo
5.17), estava declarando que DEUS é seu PAI; no entanto, os seus interlocutores
entenderam com clareza meridiana que JESUS estava reafirmando a sua deidade,
pois: “dizia que DEUS era seu próprio PAI, fazendo-se igual a DEUS” (Jo 5.18).
3. O FILHO é DEUS
FILHO de DEUS é uma expressão bíblica para referir-se à
relação única do FILHO Unigênito com o PAI. A expressão “FILHO de DEUS” revela
a divindade de CRISTO. Essa verdade está mais clara na Bíblia que o sol do
meio-dia. Por isso, é estranho como pode haver tantos debates sobre o tema. O
texto sagrado: “Mas, do FILHO, diz: Ó DEUS, o teu trono subsiste pelos séculos
dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino” (Hb 1.8) é o mais
crucial, pois é uma citação direta de Salmos 45.6,7. É importante prestar melhor
atenção naquelas passagens conhecidas dos crentes: “O teu trono, ó DEUS, é
eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade. Tu amas a
justiça e aborreces a impiedade; por isso, DEUS, o teu DEUS, te ungiu com óleo
de alegria, mais do que a teus companheiros” (Sl 45.6,7). Que história é essa
de o DEUS do versículo 7 estar ungindo o DEUS do versículo 6? Isso tem
intrigado alguns rabinos desde a antiguidade. Mas, a Epístola aos Hebreus traz
a explicação e revela que DEUS nessa passagem é uma referência a JESUS. A
explicação está em Hebreus 1.8, trata-se do relacionamento entre o PAI e o FILHO
e que a unidade de DEUS é plural.
SINÓPSE I - A doutrina bíblica mostra a relação de unidade entre
DEUS PAI e seu FILHO Unigênito.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - “FILIAÇÃO DE CRISTO
Três principais pontos de vista são apresentados quanto à filiação
de CRISTO:
1. Criação em uma época passada
Esse foi o ponto de vista de Ário ao argumentar que JESUS CRISTO
foi criado em uma época passada, à semelhança de DEUS PAI, e é homoioitsios com
Ele (isto é, de substância similar) [...].
2. Geração eterna
Orígenes e outros que sustentaram essa opinião consideravam a
palavra grega monogenes como derivada de gennao, ‘gerar’ (vários tradutores
seguiram os seus passos), e traduziram o termo como “Unigénito” (Jo
1.14,18; 3.16,18; Hb 11.17; 1 Jo 4.9). No entanto, trata-se na
verdade de um derivado de genos e, portanto, significa ‘único’ ou ‘único do seu
género’. Por causa disso, a Bíblia Francesa o traduz como ‘Son Fils Unique’, o
que significa ‘o seu único FILHO’ (veja NASB marg. em João 3.16,18).
Em Hebreus 11.17, com referência a Isaque, monogenes deve significar
“único”, porque Abraão teve outros filhos (Ismael e os filhos de Quetura).
3. O FILHO Único de DEUS
Esta opinião tem o apoio dos argumentos acima. Exemplos de tal uso
podem ser encontrados na expressão hebraica do Antigo Testamento: ‘filhos
de...’, que significa ‘da ordem de...’ em frases como ‘filhos dos profetas’ (1
Rs 20.35; 2 Rs 2.3,5,7,15; 4.38; 5.22 etc.); ‘FILHO de um
dos boticários’ (Ne 3.8); ‘filhos dos cantores’ (Ne 12.28). A partir daí
pode-se compreender como os contemporâneos do Senhor JESUS CRISTO no Novo
Testamento entenderam a sua declaração de que Ele era o FILHO de DEUS,
significando que Ele afirmava ser igual a DEUS, ou o próprio DEUS. O Evangelho
de João mostra que este é o caso” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de
Janeiro: CPAD, 2007, p.802).
II – A HERESIA DO SUBORDINACIONISMO
1. Orígenes
O Subordinacionismo é toda doutrina que declara ser o FILHO
subordinado ao PAI ou um deus secundário ou menos divino que o PAI. Os
monarquianistas dinâmicos, ou adocionistas, e os arianistas são os principais
representantes dessa heresia. Mas Orígenes (185-254), foi o seu principal
mentor. Há, na vastíssima e complexa produção literária de Orígenes, ideias de
acordo e contrárias à ortodoxia da igreja, como também ideias neoplatônicas e
obscuras de modo que, desde a antiguidade, os estudiosos do assunto estão
divididos. Ele exerceu grande influência no Oriente por mais de 100 anos. Nas
controvérsias em Niceia, havia os que apoiavam Ário usando Orígenes como base;
como também os que apoiavam Alexandre, opositor de Ário, também se baseando no
mesmo Orígenes. Segundo seus críticos, parece que a Trindade defendida por ele
era subordinacionista: o FILHO subordinado ao PAI e o ESPÍRITO SANTO
subordinado ao FILHO. No entanto, a Bíblia revela a igualdade das três pessoas
da Trindade (Mt 28.19; 2 Co 13.13).
2. No período pré-niceno
O Subordinacionismo foi, nos Séculos II e III, uma tentativa, ainda
que equivocada, de preservar o monoteísmo, mas que negou a divindade absoluta
de JESUS. Seus expoentes consideravam CRISTO como FILHO de DEUS, inferior ao PAI.
Eles afirmavam que o próprio CRISTO declarava a sua inferioridade, e isso eles
o faziam com base numa exegese ruim e numa interpretação fora do contexto de
algumas passagens dos Evangelhos.
3. Métodos usados pelos subordinacionistas
Já estudamos, até agora, o ensino bíblico sobre JESUS como o
verdadeiro homem e ao mesmo tempo o verdadeiro DEUS. Somente Ele é assim, e
ninguém mais no céu e na terra possui essa característica (Rm 1.1-4; 9.5). No
entanto, os subordinacionistas pinçam as Escrituras aqui e ali se utilizando
das passagens do Novo Testamento que apresentam o Senhor JESUS como homem e
descartam e desconsideram as que afirmam ser JESUS o DEUS igual ao PAI.
SINÓPSE II - O Subordinacionismo afirma ser o FILHO subordinado ao PAI, sendo,
portanto, um deus secundário.
AUXÍLIO TEOLÓGICO - “A PALAVRA NA ETERNIDADE (1.1-5)
Os versículos 1 a 4 narram o estado preexistente de JESUS e como
Ele agia no plano eterno de DEUS. ‘No princípio’ (v.1a) fala da existência
eterna da Palavra (o Verbo). As duas frases seguintes expressam a divindade de
JESUS e sua relação com DEUS PAI. Esta relação é uma dinâmica na qual
constantemente são trocadas comunicação e comunhão dentro da deidade.
O versículo 2 resume o versículo 1 e prepara para a
atividade divina fora da relação da deidade no versículo 3. No versículo
4 Ele é o Criador mediado. O uso da preposição ‘por’ informa o leitor com
precisão que o Criador original era DEUS PAI que criou todas as coisas pela
Palavra. Os verbos que João usa nestes versículos fazem distinção entre o
Criador não-criado, a Palavra (o Verbo) e a ordem criada. Numa boa tradução, a
ARC observa esta distinção: a Palavra (o Verbo) ‘era’ mas ‘todas as coisas
foram feitas. O versículo 4 conta várias coisas para o leitor: 1) A
Palavra divina, como DEUS PAI, tem vida em si mesma, vida inchada (ou seja, é a
fonte da vida eterna). 2) Esta vida revelou a pessoa e natureza de DEUS para
todas as pessoas. 3) ‘Luz’ neste ponto pertence à revelação autorizada e
autêntica de DEUS […]’” (ARRINGTON, F. L; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário
Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2.ed., RJ: CPAD, 2004, p.496).
III – COMO O SUBORDINACIONISMO SE APRESENTA HOJE
1. No contexto islâmico
O Islamismo não considera JESUS como o FILHO de DEUS, mas como
messias e profeta, e coloca Maomé acima dele. Nenhum cristão tem dificuldade em
detectar o erro de doutrina (Ef 1.21; Fp 2.8-11). O Alcorão afirma que é
blasfêmia dizer que JESUS é o FILHO de DEUS, isso com base numa péssima
interpretação, pois significaria uma relação íntima conjugal entre DEUS e
Maria. O mais grave é que seus líderes afirmam que os cristãos pregam esse
absurdo (Jd 10). Lamentamos dizer que até mesmo Satanás e os seus demônios reconhecem
que JESUS é o FILHO do DEUS Altíssimo (Mc 5.7). A expressão “FILHO de DEUS” no
Novo Testamento significa a sua origem e a sua identidade (Jo 8.42) e não segue
o mesmo padrão de reprodução humana. JESUS foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO
(Mt 1.18, 20; Lc 1.35).
2. O movimento das Testemunhas de Jeová
Este confessa publicamente que crê na existência de vários deuses:
o DEUS Todo-poderoso, Jeová; depois o deus poderoso, JESUS; e em seguida outros
deuses menores, incluindo bons e maus. Mas a fé cristã não admite a existência
de outros deuses. É verdade que a Bíblia faz menção de deuses falsos. Se são
falsos, não podem ser DEUS (Gl 4.8). Declara o apóstolo Paulo: “todavia, para
nós há um só DEUS, o PAI, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só
Senhor, JESUS CRISTO, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1 Co 8.6).
Eis uma boa pergunta que incomoda as Testemunhas de Jeová: “JESUS CRISTO é uma
divindade falsa ou verdadeira?” Se a resposta for positiva, elas são obrigadas
a reconhecer a divindade de JESUS e a Trindade; mas, se a reposta delas for
negativa, elas estão admitindo que são seguidoras de um deus falso.
SINÓPSE III - O Subordinacionismo se apresenta no contexto islâmico
e das Testemunhas de Jeová.
CONCLUSÃO
O termo “FILHO” em relação a JESUS tem sido assunto de debate
teológico desde o período dos Pais da Igreja. A interpretação bíblica que se
faz é: JESUS é FILHO Unigênito não porque foi gerado, mas sim porque é da mesma
substância do PAI.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Por que JESUS é chamado “FILHO de DEUS” no Novo Testamento?
JESUS é chamado FILHO de DEUS no Novo Testamento porque Ele é DEUS
e veio de DEUS.
2. O que revela a expressão “FILHO de DEUS” em relação a
JESUS?
A expressão “FILHO de DEUS” revela a divindade de CRISTO.
3. O que é Subordinacionismo?
O Subordinacionismo é toda doutrina que declara ser o FILHO
subordinado ao PAI ou um deus secundário ou menos divino que o PAI.
4. Por que o Alcorão afirma que é blasfêmia dizer que JESUS é o FILHO
de DEUS?
O Alcorão afirma que é blasfêmia dizer que JESUS é o FILHO de DEUS,
isso com base numa péssima interpretação,
pois significaria uma relação íntima conjugal entre DEUS e Maria.
5. Qual a pergunta que incomoda as Testemunhas de Jeová?
Eis uma boa pergunta que incomoda as Testemunhas de Jeová: “JESUS
CRISTO é uma divindade falsa ou verdadeira?”
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OS
ATRIBUTOS COMUNICÁVEIS DE DEUS
Santidade. DEUS é
absolutamente santo; sua santidade é infinita e inigualável; Ele é santo em si
mesmo, em sua essência e em sua natureza. No entanto, está escrito: “Santos
sereis, porque eu, o Senhor, vosso DEUS, sou santo” (Lv 19.2). Esta
passagem, citada no Novo Testamento (I Pe 1.6), enfatiza que o Senhor exige
santidade de seu povo porque Ele é santo.
Vemos, pois, que a
santidade está em DEUS e deve estar em seus seguidores. Isso explica uma dúbia
classificação, apesar de haver uma abissal e incomparável diferença entre a
santidade de DEUS e a do ser humano.
O termo “santo” — hb.
qadosh e gr. hagios — significa “separação” ou “brilho”, “brilhante”;36
é especificamente divino. A etimologia de qadosh é ainda incerta; parece ser
uma combinação que indica “queimar no fogo”, numa referência à oferta queimada,
porém a idéia básica é de “separar, retirar do uso comum”.3' Esse é
o pensamento do Antigo Testamento: “para fazer diferença entre o santo e o
profano e entre o imundo e o limpo” (Lv 10.10).
Santidade significa
afastar-se de tudo o que é pecaminoso. Os antigos hebreus levavam-na com
seriedade. A Palavra de DEUS chama de santas as duas partes do Tabernáculo. O
Senhor ordenou essa construção com o objetivo habitar no meio dos filhos de
Israel:
E me farão um
santuário, e habitarei no meio deles (Êx 25.8).
Pendurarás o véu
debaixo dos colchetes e meterás a arca do Testemunho ali dentro do véu; e este
véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo (Êx 26.33).
A santidade de DEUS é
singular por causa de sua majestade infinita e também em virtude de Ele ser
totalmente distinto e separado, em pureza, de suas criaturas. Essa santidade é
a plenitude gloriosa da excelência moral do Todo-Poderoso, que nEle existe e
que nEle originou-se; não deriva de ninguém: “Não há santo como é o Senhor” (I
Sm 2.2). Toda a adoração deve ser nesse espírito de santidade. Nenhum
atributo divino é tão solenizado nas Escrituras como esse.
O SENHOR, quem é como
tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em
louvores (Êx 15.11).
E clamavam uns para os
outros, dizendo: SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos Exércitos; toda a terra
está cheia da sua glória ls 6.3).
E os quatro animais
tinham, cada um, respectivamente, seis asas e, ao redor e por dentro, estavam
cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo:
SANTO, SANTO, SANTO é
o Senhor DEUS, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que há de vir Ap 4.8).
Quem te não temerá, ó
Senhor; e não magicará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso, todas as
nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos
Ap 15.4).
A santidade de DEUS é
o princípio da sua própria atividade: “Tu és tão puro de olhos, que não podes
ver o mal” (Hc 1.13), bem como a norma para as suas criaturas: “Segui a paz com
todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
Verdade e fidelidade.
Verdade é um atributo relacionado com a fidelidade de DEUS. Ela diz respeito à
sua veracidade e é algo próprio da natureza divina. Já a fidelidade, do latim
fdelitas, é a garantia do cumprimento das promessas dEle:
“DEUS é consistente e
constante em suas promessas e em sua graça”.38 E, pois, um atributo
relacionado com a imutabilidade de DEUS.
O termo “verdade” (hb.
’emeth) “tem o sentido enfático de certeza, confiança”.39 Daí
derivam as palavras ’emuna, “fé”, “fidelidade”, “firmeza” (Hc 2.4) e ’amen,
“amém”, “verdadeiramente”, “de fato”, “assim seja”. Esse vocábulo aplica-se
duas vezes a DEUS, em Isaías 65.16, onde foi traduzido por “verdade” (gr.
aktheia, na Septuaginta, “sinceridade” ou “franqueza”), cuja idéia é “não
oculto”, “não escondido”; veritas, em latim, que denota, ainda, “precisão”,
“rigor”, “exatidão de um relato”. Todas essas qualificações reúnem-se em DEUS,
em grau absoluto e infinito.
A “veritas Dei”t
ou verdade de DEUS, é em última análise a correspondência, de fato, a
identidade do intelecto... e a vontade... de DEUS com a... essência de DEUS.
DEUS é a verdade em si
mesmo, num senso absoluto.'10
Verdade e fidelidade
não são diferentes nomes de um mesmo atributo, embora inseparáveis; são
distintos, pois não pode haver fidelidade sem verdade. A verdade mostra que DEUS
é real; é tudo aquilo que em sua Palavra Ele afirma ser; e nEle podemos
confiar. Tal confiança envolve tanto a verdade como a fidelidade.
Ele í a Rocha cuja
obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são; DEUS é a verdade, e
não há nele injustiça; justo e reto ê (Dt 32.4).
Nas tuas mãos
encomendo o meu espírito; tu me remiste, Senhor, DEUS da verdade (Sl 31.5).
De sorte que aquele
que se bendisser na terra será bendito no DEUS da verdade; e aquele que jurar
na terra jurará pelo DEUS da verdade; porque já estão esquecidas as angústias
passadas e estão encobertas diante dos meus olhos (Is 65.16).
Eu sou o caminho, e a
verdade e a vida... (Jo 14.6).
JESUS, pois, é fiel e
justo para nos perdoar: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo
para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I Jo 1.9).
Amor. Este atributo é
o tema central das Escrituras, demonstrado de forma suprema em JESUS CRISTO. A
Palavra de DEUS afirma expressamente “DEUS é amor” (I Jo 4.8,16, ARA). Esta
declaração significa que o amor de DEUS não precisa de um objeto para existir;
é independente; constitui-se parte da natureza divina; pode ser definido como a
inclinação natural da essência divina para a bondade.
O amor de DEUS é desde
a eternidade; foi revelado no relacionamento entre as Pessoas da Trindade, haja
vista JESUS ter dito: “porque tu me hás amado antes da fundação do mundo” (Jo
17.24). E também depois da criação esse amor permaneceu: “O PAI ama o FILHO”
(Jo 3.35). Tal amor é eterno, infinito e incomparável, manifesto a Israel, a
todos os homens e a todas as criaturas no Céu e na Terra.
E faço misericórdia em
milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos (Êx 20.6).
Há muito que o SENHOR
me apareceu, dizendo: Com amor eterno te amei; também com amável benignidade te
atraí JR 3 1.3).
Porque DEUS amou o
mundo de tal maneira que deu o seu FILHO unigênito; para que todo aquele que
nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna JO 3.16).
Mas DEUS prova o seu
amor para conosco em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm
5.8).
DEUS comunicou aos
seres humanos alguma ressonância desse amor. DEUS criou o homem com capacidade
para amar; e, hoje, “nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (I Jo 4.19). E,
pois, sua vontade que nos amemos uns aos outros; é o segundo grande mandamento
que JESUS declarou e que vem desde a Lei de Moisés:
... amarás ao teu
próximo como a ti mesmo (Lv 19.18; Mt 22.39; Marcos 12.31).
O meu mandamento é
este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei... eu vos mando: que
vos ameis uns aos outros (Jo 15.12,17).
Bondade. A bondade
de DEUS é um dos seus atributos morais. DEUS é bom em si mesmo e
para as suas criaturas. Ê a perfeição dEle que o leva a tratá-las com
benevolência. Essa bondade é para com todos: “O Senhor é bom para
todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras” (Sm 145.9).
DEUS é a fonte de todo
o bem. JESUS disse: “Não há bom, senão um, que é DEUS” (Mt 19.17). Nessa
bondade estão envolvidos também o amor e a graça. São três conceitos distintos,
mas o amor é a bondade divina exercida em favor de suas criaturas morais, em
grau incomparável e perfeito:
Porque DEUS amor o
mundo de tal maneira que deu seu o FILHO unigênito, para que todo aquele que
nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna Jo 3.16).
Mas DEUS prova o seu
amor para conosco em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm
5.8).
Misericórdia, graça e
longanimidade. Estes três atributos são correlatos, porém distintos entre si;
manifestam a bondade de DEUS. Misericórdia é o termo teológico para compaixão;
trata-se da disposição de DEUS para socorrer os oprimidos e perdoar os
culpados. A graça é o favor imerecido de DEUS para com o pecador; é a bondade
para quem apenas merece o castigo. Já a longanimidade é a demonstração de
paciência; é ser lento para irar-se; retardar a ira.
Passando, pois, o
Senhor perante a sua face, clamou: JEOVA, o SENHOR, DEUS misericordioso e
piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; que guarda a
beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão, e o
pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniquidade dos pais
sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração (Êx
34.6,1). Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade
(Sl 103.8).
Mas, quando apareceu a
benignidade e caridade de DEUS, nosso Salvador, para com os homens, não pelas
obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos
salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO, que
abundantemente ele derramou sobre nós por JESUS CRISTO, nosso Salvador (Et
3.4-6).
Por meio desses
atributos, DEUS não concede ao homem aquilo que ele merece, mas o que ele
precisa, pois merecíamos o castigo (cf. Rm 6.23). Ele se apiedou de nós e
enviou o seu FILHO para nos salvar: “o Unigênito do PAI, cheio de graça e de
verdade” (Jo 1.14).
Justiça. A justiça (ou
a retidão), como atributo divino, pode ser definida como a conformidade de DEUS
com a sua lei moral e espiritual; a harmonia da natureza divina com a sua
santidade; é essa santidade exercida sobre as suas criaturas.
A justiça de DEUS pode
ser, segundo os escolásticos, interna ou externa. A justiça interna é a
excelência moral, e a justiça externa é a retidão de conduta. O Senhor é o
autor da moral, como Juiz soberano do Universo e Criador de todas as coisas;
tem o direito de decretar a sua Lei e exigir de suas criaturas inteligentes
obediência e santidade. A natureza perfeita dEle é manifesta em seus atributos,
e a sua santidade é o parâmetro para a raça humana.
DEUS revelou a sua
vontade na sua Palavra. Quando a lei — a expressão máxima da santidade de DEUS
— é violada, essa santidade do Senhor exige a manifestação de sua ira: “Porque
do céu se manifesta a ira de DEUS sobre toda impiedade e injustiça dos homens
que detêm a verdade em injustiça” (Rm 1. 18).
Esse atributo é
manifesto no castigo do pecado e na premiação do justo: “o qual recompensará
cada um segundo as suas obras” (Rm 2.6).
A Bíblia declara, com
todas as letras, que somente DEUS é justo, considerando justiça como atributo,
no sentido absoluto de perfeição:
DEUS é um juiz justo
(Sl 7.1l).
Longe de ti que faças
tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe
de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra? (Gn 18.25).
Justiça e juízo são a
base do teu trono; misericórdia e verdade vão adiante do teu rosto (Sm 89. 14).
Ante a face do Senhor,
porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça c os
povos, com a sua verdade (Sl 96.13).
Anunciai', e
chegai-vos, e tomai conselho todos juntos; quem fez ouvir isso desde a
antiguidade? Quem, desde então, o anunciou? Porventura, não sou eu, o SENHOR? E
não há outro DEUS senão eu; DEUS justo e Salvador, não há fora de mim (Is
45.21).
Sabedoria. A sabedoria
é mais que o conhecimento ou a inteligência; trata-se da capacidade mental para
entender todas as coisas, um aspecto particular da onisciência de DEUS. Esse
atributo é conhecido como sapientia Dei, “sabedoria de DEUS”, ou omnisapientia,
“toda-sabedoria”.
E a correspondência do
pensamento divino com o summum bonum, “sumo bem” de todas as coisas; é “a
sabedoria do conselho divino pela virtude a qual DEUS sabe todas as causas e
efeitos e as ordena aos seus próprios fins e pela qual ele essencialmente
cumpre seu próprio fim para e por meio de todas as coisas criadas”.41
Com sabedoria Ele
arquitetou, planejou e criou tudo o que existe: “Todas as coisas fizeste com
sabedoria”. (Sm104.24); “Com ele está a sabedoria e a força; conselho
entendimento ele tem” (Jó 12.13). Em JESUS CRISTO “estão escondidos todos os
tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2.3), e “para nós foi feito por DEUS
sabedoria, e justiça, e santificação e redenção” (I Co 1.30).
Há ressonância desse
atributo nas criaturas inteligentes. DEUS é a fonte de sabedoria; é nEle que
devemos buscá-la, pois a sua Palavra “dá sabedoria aos símplices” (SI 19.7;
II9.130).
E, se algum de vós tem
falta de sabedoria, peça-a a DEUS, que a todos dá liberalmente e não o lança em
rosto; e ser-lhe-á dada (Tg 1.5).
Com quem tomou
conselho, para que lhe desse entendimento, c lhe mostrasse as veredas do juízo,
e lhe ensinasse sabedoria, e lhe fizesse notório o caminho da ciência? (Is
40.14).
O profundidade das
riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de DEUS! Quão insondáveis são os
seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o
intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? (Rm 1.1,33,34).
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REVISTA NA ÍNTEGRA - LIÇÃO 2, CPAD, O DEUS PAI, 1º TRIMESTRE DE 2026
Escrita Lição 2, CPAD, O DEUS PAI, 1Tr26, Com. Extras Pr.Henrique,
EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida
Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – A IDENTIDADE DE DEUS, O PAI
1. O PAI é o único DEUS verdadeiro
2. O PAI é a fonte da divindade
3. O PAI age por meio do FILHO e do ESPÍRITO
II – O PAI REVELADO EM CRISTO
1. O PAI se revela aos humildes
2. O PAI se faz conhecer pelo FILHO
3. Quem vê o FILHO vê o PAI
III – A PESSOA DE DEUS PAI
1. Atributos incomunicáveis do PAI
2. Atributos comunicáveis do PAI
3. Os nomes que revelam o PAI
TEXTO ÁUREO
“Ninguém conhece o PAI, senão o FILHO e aquele a quem o FILHO o
quiser revelar.”
(Mt 11.27c)
VERDADE PRÁTICA
Conhecemos a identidade, os atributos e a glória do DEUS PAI por
meio da revelação de CRISTO e da ação do ESPÍRITO SANTO.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 6.9 O PAI
é o nosso PAI celestial
Terça - Dt 6.4 O
Senhor é o único DEUS verdadeiro
Quarta - Jo 5.26 O PAI
tem a vida em si mesmo
Quinta - 1 Tm 2.5 O FILHO
é mediador entre o PAI e os homens
Sexta - Gn 17.1 DEUS,
o PAI, é Todo-Poderoso
Sábado - Êx 3.14 DEUS
é o "Eu Sou"
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 11.25-27; João 14.6-11
Mateus 11.25 - Naquele tempo, respondendo JESUS,
disse: Graças te dou, ó PAI, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas
coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. 26 - Sim, ó PAI,
porque assim te aprouve. 27 - Todas as coisas me foram entregues por meu PAI; e
ninguém conhece o FILHO, senão o PAI; e ninguém conhece o PAI, senão o FILHO e
aquele a quem o FILHO o quiser revelar.
João 14.6 - Disse-lhe JESUS: Eu sou o caminho, e a
verdade, e a vida. Ninguém vem ao PAI senão por mim. 7 - Se vós me conhecêsseis
a mim, também conheceríeis a meu PAI; e já desde agora o conheceis e o tendes
visto. 8 - Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o PAI, o que nos basta. 9 -
Disse-lhe JESUS: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido,
Filipe? Quem me vê a mim vê o PAI; e como dizes tu: Mostra-nos o PAI? 10 - Não
crês tu que eu estou no PAI e que o PAI está em mim? As palavras que eu vos
digo, não as digo de mim mesmo, mas o PAI, que está em mim, é quem faz as
obras. 11 Crede-me que estou no PAI, e o PAI, em mim; crede-me, ao menos, por
causa das mesmas obras.
https://www.cpad.com.br/harpa-crista-popular-grande-vinho-365638/p
HINOS SUGERIDOS: 27,
141, 581 da Harpa Cristã
PALAVRA-CHAVE – PAI
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A doutrina da Trindade nos apresenta o PAI como a Primeira Pessoa
divina, de quem procedem o FILHO e o ESPÍRITO SANTO. Nesta lição, estudaremos a
identidade, a revelação e a pessoa de DEUS PAI. Veremos que Ele é o único DEUS
verdadeiro, a fonte da divindade, e que age por meio do FILHO e do ESPÍRITO.
Também compreenderemos que o PAI se revela plenamente em CRISTO e que seus
atributos e nomes expressam sua natureza e glória. Nosso propósito é aprofundar
o conhecimento bíblico sobre quem é o PAI e fortalecer nosso relacionamento com
Ele.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Reconhecer, biblicamente, a identidade de
DEUS PAI; II) Entender que o PAI se revela plenamente em CRISTO; III)
Identificar atributos e nomes que expressam a natureza de DEUS PAI.
B) Motivação: Muitos têm ideias distorcidas sobre quem é DEUS,
influenciados por tradições humanas ou experiências pessoais com figuras
paternas. A Bíblia, porém, nos revela o PAI verdadeiro: santo, amoroso, fiel e
presente. Ao conhecer o PAI revelado por JESUS, nossa fé se firma na verdade e
nosso coração se enche de confiança e adoração.
C) Sugestão de Método: Comece pedindo aos alunos que descrevam com
uma palavra como imaginam DEUS PAI. Anote as respostas no quadro. Em seguida,
leia Mateus 11.25-27 e João 14.6-11. Peça que a
turma identifique no texto como JESUS apresenta o PAI. Use as respostas para
introduzir o estudo da lição. Você pode dividir a turma em pequenos grupos e
dar a cada um uma passagem bíblica sobre atributos ou nomes de DEUS PAI,
pedindo que leiam e expliquem o que o texto revela sobre Ele.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Conhecer o PAI é o núcleo da vida eterna (Jo 17.3). Isso implica não apenas saber
sobre Ele, mas experimentar seu amor, obedecer à sua vontade e refletir seus
atributos comunicáveis em nossa conduta diária. A revelação de DEUS PAI em CRISTO
é convite à intimidade, à adoração sincera e ao compromisso com sua obra.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que
traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas
Adultos. Na edição 104, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta
lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios
que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "Abba, PAI",
localizado depois do primeiro tópico, explica a identidade de DEUS como PAI; 2)
O texto "O Privilégio de ser FILHO de DEUS", ao final do segundo
tópico, aprofunda a realidade do nosso relacionamento com DEUS PAI por meio de JESUS,
o seu FILHO.
COMENTÁRIO –
INTRODUÇÃO
A doutrina da
Trindade é um mistério revelado e central à fé cristã: um só DEUS em três
Pessoas coeternas, consubstanciais e distintas — o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO.
Dentre essas três Pessoas, estudaremos nesta lição a Identidade, a Revelação e
a Pessoa de DEUS, o PAI. Aquele de quem procedem o FILHO e o ESPÍRITO. Ele é a
fonte eterna da divindade: Criador, Redentor e Revelador. Por meio da fé, somos
convidados a conhecer e nos relacionar com o PAI Celestial.
I – A
IDENTIDADE DE DEUS, O PAI
1. O PAI é o
único DEUS verdadeiro
O Pentateuco
declara “Ouve, Israel, o Senhor nosso DEUS é o único Senhor” (Dt 6.4). DEUS, no Antigo Testamento, é um
só DEUS, que se revela pelos seus nomes, pelos seus atributos e pelos seus atos
(Horton, 1997, p. 159). O Novo Testamento apresenta o PAI como DEUS por
excelência, identificado seis vezes com o título de “DEUS PAI” (Jo 6.27; 1 Co 15.24; Gl 1.1,3; Ef 6.23; 1 Pe 1.2). Além dessas ocorrências
explícitas, a Bíblia frequentemente se refere a DEUS como “PAI”, destacando seu
papel como Criador e Sustentador do Universo (Is 63.16; Mt 6.9; Ef 4.6). O próprio JESUS se refere a DEUS
como “PAI”, e ensina os discípulos a orarem “PAI nosso, que estás nos céus” (Mt 6.9), reforçando a necessidade de um
relacionamento pessoal com DEUS.
2. O PAI é a
fonte da divindade
Nossa
Declaração de Fé professa que DEUS é o Supremo Ser, é Eterno, nunca teve
começo, princípio e nunca terá fim (Dt 33.27), pois Ele existe por si mesmo:
“como o PAI tem a vida em si mesmo, assim deu também ao FILHO ter a vida em si
mesmo” (Jo 5.26).
Ele é o DEUS imutável, desde a eternidade, desde antes da fundação do mundo (Sl 90.2; Ml 3.6; Tg 1.17). Ele é o Criador do céu e da
terra, e de tudo que neles existe (Is 45.18; At 17.24). Ele é o DEUS PAI de nosso Senhor JESUS
CRISTO (Jo 20.31);
Ele é ESPÍRITO doador e mantenedor de toda a vida (Jó 33.4). O PAI é a Primeira Pessoa divina
da Santíssima Trindade, portanto, Ele é a origem e fonte eterna da divindade,
de quem o FILHO é gerado e de quem o ESPÍRITO procede (Jo 15.26; Hb 1.1-3).
3. O PAI age por meio do FILHO e do ESPÍRITO
A paternidade é
o papel da primeira pessoa da Trindade. Assim, o PAI opera por meio do FILHO e
por meio do ESPÍRITO SANTO (1 Co 12.4-6; Ef 4.4-6). Isso não implica inferioridade,
mas expressa a maneira como as três Pessoas operam inseparavelmente, cada uma
conforme sua distinção pessoal. O PAI proclamou as palavras criadoras (Sl 33.9), e o FILHO as executou (Jo 1.3). O PAI planejou a redenção (Tt 1.2), e o FILHO as realizou (Jo 17.4). Quando o FILHO retornou ao céu, o
ESPÍRITO SANTO foi enviado pelo PAI e pelo FILHO para ser o Consolador e
Ensinador (Jo 14.26).
Conforme o Credo de Atanásio (Séc. V): “nenhuma das três pessoas é antes ou
depois da outra; nenhuma é maior ou menor do que outra. Mas as três pessoas são
coeternas e coiguais”.
SINÓPSE I - DEUS
PAI é o único DEUS verdadeiro, eterno e soberano, a fonte da divindade, que age
por meio do FILHO e do ESPÍRITO SANTO.
AUXÍLIO
TEOLÓGICO - ABBA, PAI
“Paulo designou
DEUS como ’abba em duas ocasiões: ‘Porque sois filhos, DEUS enviou aos nossos
corações o ESPÍRITO de seu FILHO, que clama: Aba, PAI [gr. ho pater]’ (Gl 4.6). ‘Não recebestes o espírito de
escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de
adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, PAI [gr. ho pater]. O mesmo ESPÍRITO
testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS’ (Rm 8.15,16). Isto é: na Igreja Primitiva, os
cristãos judaicos estariam invocando DEUS, dizendo: ’Abba, ‘Ó PAI!’ e os
cristãos gentios estariam exclamando: Ho Pater, ‘Ó PAI!’ Ao mesmo tempo, o ESPÍRITO
SANTO estaria tornando real para eles que DEUS é, de fato, o PAI de todos. A
qualidade incomparável do termo acha-se no fato de que JESUS lhe atribuiu uma
ternura incomum. Além do mais, caracterizava muito bem o seu próprio
relacionamento com DEUS, e também o tipo de relacionamento que Ele queria, em
última análise, que os seus discípulos tivessem com o PAI” (HORTON, Stanley M.
(Ed.). Teologia Sistemática:
Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2019,
p.151).
II – O PAI
REVELADO EM CRISTO
1. O PAI se
revela aos humildes
JESUS exalta ao
PAI acerca de uma profunda verdade espiritual: “...ocultaste estas coisas aos
sábios e instruídos, e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11.25). Os primeiros, intitulados sábios
(gr. sophós) são aqueles que detêm “inteligência e educação acima da média”. Os
outros, os instruídos (gr. synetós), são as pessoas com “cultura e instrução”.
Esses vocábulos caracterizam os fariseus e os escribas, que se vangloriavam de
sua formação privilegiada, mas que padeciam de cegueira espiritual. Significa
que os mistérios do Reino de DEUS não são revelados aos soberbos, aos que se
consideram sábios aos próprios olhos (Pv 3.7). O PAI se dá a conhecer aos
“pequeninos” (gr. népios), àqueles que possuem a humildade das crianças (Mt 18.2-4).
2. O PAI se faz
conhecer pelo FILHO
CRISTO afirma
que o conhecimento do PAI é mediado exclusivamente por Ele. A intimidade entre
o PAI e o FILHO é absoluta e perfeita: “ninguém conhece o PAI, senão o FILHO e
aquele a quem o FILHO o quiser revelar” (Mt 11.27). Essa declaração revela dois
princípios importantes: (1) o PAI é um ser pessoal e relacional (Sl 46.10; Is 46.9); e, (2) só é possível conhecer a DEUS
por meio do FILHO, o único mediador entre DEUS e os homens (Jo 14.6; 1 Tm 2.5). O FILHO é o intérprete supremo do
PAI, o único capaz de revelar sua natureza, vontade e amor (Jo 1.18; Hb 1.1). Sem CRISTO, qualquer tentativa de
conhecer o PAI será incompleta ou distorcida, e fadada ao erro e a idolatria (Jo 10.30; Cl 1.15; 2.8,9).
3. Quem vê o FILHO
vê o PAI
No diálogo com
Filipe, JESUS revela outra verdade sublime: “quem me vê a mim vê o PAI” (Jo 14.9). Essa declaração ratifica à doutrina
da unidade da Trindade. JESUS é a perfeita expressão do PAI: “O qual, sendo o
resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa” (Hb 1.3). A unidade entre PAI e FILHO é
essencial e inseparável: “Eu e o PAI somos um” (Jo 10.30). Não significa que são a mesma
Pessoa, mas que compartilham a mesma natureza divina. A obra, as palavras e o
caráter de JESUS são expressão direta da ação do PAI (Jo 14.10,11), que opera por meio do FILHO, e o FILHO
age em total comunhão com o PAI (Jo 4.34; 5.30; 6.38-40; 8.28,29). Conhecer JESUS é desfrutar da
presença do PAI (Jo 14.21,23).
SINÓPSE II - O PAI
é plenamente revelado em CRISTO, sendo conhecido apenas por meio do FILHO, que
é a expressão exata do seu Ser
AUXÍLIO
BIBLIOLÓGICO - O PRIVILÉGIO DE SER FILHO DE DEUS
“Paulo usou a
adoção para ilustrar o novo relacionamento do cristão com DEUS. Na cultura
romana, o FILHO adotado perdia todos os direitos que possuía em relação à
família anterior, e recebia todos os direitos de FILHO legítimo em sua nova
família. Ele se tornava herdeiro dos bens de seu novo PAI. [...] Da mesma
forma, quando alguém se torna um cristão, recebe todos os privilégios e
responsabilidades de FILHO na família de DEUS. [...] Não somos mais escravos
atemorizados; ao contrário, somos filhos de DEUS. Que privilégio!” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.1565).
III – A PESSOA
DE DEUS PAI
1. Atributos
incomunicáveis do PAI
São qualidades
exclusivas da divindade. Elas pertencem apenas ao DEUS PAI (bem como ao FILHO e
ao ESPÍRITO), e não podem ser compartilhadas pelo ser humano. Os principais
atributos são: Auto existência, DEUS existe por si mesmo, não depende de nada
para existir (Êx 3.14; Jo 5.26); Eternidade, DEUS não tem começo
nem fim, não está limitado pelo tempo (Sl 90.2; Is 57.15); Imutabilidade, DEUS não muda, Ele
é sempre o mesmo (Ml 3.6; Tg 1.17); Onipotência, DEUS é todo-poderoso
e nada pode frustrar seus desígnios (Jó 42.2; Lc 1.37); Onisciência, DEUS conhece
perfeitamente o passado, o presente e o futuro (Sl 139.1-6; Hb 4.13); Onipresença, DEUS está, ao mesmo
tempo, presente em todos os lugares (Sl 139.7-10; Jr 23.24). Estes atributos, portanto,
revelam que nosso DEUS é absoluto e sem limitação alguma.
2. Atributos
comunicáveis do PAI
São qualidades
divinas que, de alguma forma, DEUS compartilha com suas criaturas, ainda que de
maneira limitada. Refletem os aspectos do caráter e da moral de DEUS que podem
ser vistos, em grau menor, no ser humano criado à sua imagem e semelhança (Gn 1.26,27). Dentre eles, destacam-se:
Santidade, DEUS é SANTO, e chama seus filhos a serem santos em toda maneira de
viver (Lv 19.2; 1 Pe 1.15-16); Amor, DEUS é
amor em essência, e podemos amar a DEUS e ao próximo como reflexo desse amor (Mt 22.37-39; 1 Jo 4.8); Fidelidade, DEUS é sempre fiel, e
também somos desafiados a ser fiéis (2 Tm 2.13; Ap 2.10); Bondade, DEUS é bom em todo o
tempo, e somos exortados a agir com bondade em nossa conduta diária (Sl 100.5; Gl 5.22).
3. Os nomes que
revelam o PAI
Os nomes de DEUS
não tratam apenas de sua identificação, mas revelam sua natureza, obras e
virtudes (Sl 9.10). O
nome Elohim (Gn 1.1),
apesar do plural, reafirma o monoteísmo (Dt 6.4) e alude à pluralidade da Trindade
(Gn 1.26);
El Shadday (Gn 17.1)
revela DEUS como o Todo-Poderoso (Gn 28.3; 35.11); Adonai (Sl 8.1) e o grego Kyrios (At 2.36) manifestam sua autoridade como
Senhor (Is 6.1; Fp 2.11); o tetragrama pessoal YHWH,
revelado como “Eu Sou o Que Sou” (Êx 3.14; 6.13), enfatiza a eternidade e a
imutabilidade de DEUS (Sl 68.4; Ml 3.6). Esses nomes divinos identificam a
primeira Pessoa da Trindade, sua soberania, poder e eternidade, aspectos
fundamentais da doutrina cristã sobre a grandeza e a majestade de DEUS.
SINÓPSE III - Os
atributos e nomes de DEUS PAI expressam sua natureza, santidade, amor e
autoridade, revelando quem Ele é e como se relaciona com sua criação.
CONCLUSÃO
A doutrina
Bíblica da Santíssima Trindade é a
revelação concreta da vida divina compartilhada entre o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO
SANTO. Nesta lição, vimos que DEUS, o PAI, é o DEUS verdadeiro, eterno e
soberano, revelado plenamente em CRISTO. Ele é o autor da criação, o planejador
da redenção e o sustentador da vida. Conhecer o PAI por meio do FILHO é a
essência da vida eterna (Jo 17.3).
Que essa verdade desperte em nós o desejo sincero de conhecer, amar e obedecer
ao PAI que, em CRISTO, nos adotou como filhos (Jo 1.12; Rm 8.15).
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Como DEUS se identifica no Antigo Testamento?
DEUS, no Antigo Testamento, é um só DEUS, que se revela pelos seus
nomes, atributos e atos.
2. O que afirma o Credo de Atanásio (séc. V) a respeito das três
pessoas da Trindade?
“Nenhuma das três pessoas é antes ou depois da outra; nenhuma é
maior ou menor do que outra. Mas as três pessoas são coeternas e coiguais.”
(Credo de Atanásio, séc. V).
3. O que significa a expressão dita por JESUS: “Eu e o PAI somos
um” (Jo 10.30)?
Significa que o PAI e o FILHO compartilham a mesma natureza divina,
embora sejam Pessoas distintas.
4. O que são os atributos incomunicáveis do PAI?
Qualidades exclusivas da divindade: auto existência, eternidade,
imutabilidade, onipotência, onisciência e onipresença.
5. O que são os atributos comunicáveis do PAI?
Virtudes divinas que DEUS compartilha de forma limitada com suas
criaturas, como santidade, amor, fidelidade e bondade.
