Escrita Lição 7, Betel, Unidade - a receita que nos faz vencer as adversidades da vida, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
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EBD | 2° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL | TEMA: Neemias – Restaurando muros, reconstruindo vidas e renovando propósitos | Escola Bíblica Dominical
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- DEUS NOS FEZ
SERES RELACIONAIS
1.1. Vivendo em
união
1.2. A união
gera unidade
1.3. Evitando
contendas
2- NEEMIAS UNIU
O POVO
2.1. A
importância de ouvir o outro
2.2. Neemias
foi claro e verdadeiro
2.3. A unidade
se estabelece na missão conjunta
3- A IGREJA DE
JESUS VENCE UNIDA
3.1. A desunião
revela uma vida segundo a carne
3.2. A Igreja
unida revela a manifestação de CRISTO ao mundo
3.3. Unidos
podemos fazer a Obra de CRISTO
TEXTO ÁUREO
“No lugar onde
ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntais conosco; o nosso DEUS pelejará por
nós” Neemias 4.20
VERDADE
APLICADA
A unidade da
Igreja é um mandamento bíblico para todos os membros do Corpo de CRISTO.
OBJETIVOS DA
LIÇÃO
Saber o significado de união e unidade.
Ressaltar o ensinamento bíblico sobre a unidade da Igreja.
Identificar como Neemias promoveu a unidade de seu povo.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA - SALMOS 133.1-3
1- Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!
2- É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de
Arão, e que desce à orla dos seus vestidos.
3- Como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o
Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.
LEITURAS
COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Is
41.6 Os irmãos devem se ajudar.
TERÇA | GI 5.19-20 Dissensões e contendas são pecados.
QUARTA | Gn 13.8 Procure resolver demandas com sabedoria.
QUINTA | 25m 15.1-6 Ouvir as pessoas as torna importantes.
SEXTA | Jo 17.23 Sejamos perfeitos em unidade.
SÁBADO | 2Co 12.18 Andemos no mesmo espírito.
HINOS SUGERIDOS: 168, 303, 231
MOTIVO DE
ORAÇÃO
Ore para que o
amor e a cooperação sejam marcas visíveis da Igreja de CRISTO.
PONTO DE
PARTIDA - A unidade fortalece o povo de DEUS.
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SUBSÍDIOS
EXTRAS – LIVROS, GOOGLE E REVSITAS ANTIGAS
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Neemias
uniu os judeus na reconstrução dos muros e defesa de Jerusalém (que foi
concluída em apenas 52 dias) através de uma combinação de liderança servidora,
planejamento estratégico, motivação espiritual e organização prática,
enfrentando forte oposição com oração e ação.
Aqui estão as
principais estratégias que ele utilizou, baseadas nos registros bíblicos:
1. Liderança,
Empatia e Visão Clara
- Identificação
com a dor do povo: Neemias
não chegou dando ordens. Ele se entristeceu, orou e jejuou ao saber da
condição miserável de Jerusalém.
- Visão
inspiradora: Ele
convenceu o povo de que a reconstrução não era apenas uma obra física, mas
uma forma de restaurar a dignidade e a proteção divina sobre eles,
dizendo: "Levantemo-nos e edifiquemos".
- Liderança
pelo exemplo: Neemias,
embora fosse um alto oficial (copeiro do rei), não ficou apenas no
conforto. Ele trabalhou lado a lado com o povo, recusando privilégios que
os governadores anteriores tinham.
2. Estratégia
de Organização e Trabalho em Equipe
- Divisão
estratégica (Neemias 3): Ele
organizou a reconstrução dividindo o muro em partes e atribuindo tarefas
específicas a diferentes grupos de famílias, sacerdotes, líderes e até
mulheres.
- "Construa
em frente à sua casa": Uma das
estratégias mais eficazes foi colocar as pessoas para reconstruir o trecho
do muro mais próximo de suas próprias casas. Isso garantiu motivação
pessoal e senso de urgência, pois a segurança de suas famílias dependia
daquele trabalho.
- Engajamento
de todos: Ele
mobilizou a comunidade inteira, desde ourives e perfumistas até
governadores de outras regiões, mostrando que todos podiam contribuir.
3. Defesa e
Segurança contra Inimigos (Neemias 4)
- Oração e
Ação: Diante das ameaças e zombaria
de inimigos como Sambalate e Tobias, Neemias orou, mas também agiu,
estabelecendo guarda dia e noite.
- Armados e
Construindo: Para
proteger o povo, Neemias organizou o trabalho de forma que cada construtor
tivesse uma arma ao seu lado ou estivesse com a espada à cintura enquanto
trabalhava.
- Turnos de
Trabalho: Ele
organizou turnos, com metade dos homens trabalhando e a outra metade
guardando com lanças, escudos e arcos.
4. Gestão de
Conflitos Internos
- Combate à
injustiça social: Quando
soube que nobres ricos estavam explorando os pobres com juros altos,
Neemias reuniu os líderes, repreendeu-os e exigiu o fim da exploração,
unindo o povo em torno de um propósito justo.
Ao unir a
comunidade sob um objetivo comum, com planejamento cuidadoso e confiança em DEUS,
Neemias transformou um povo desanimado em uma força de trabalho produtiva e
segura.
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AJUDA DE LIÇÃO
ANTIGA
LIÇÃO 12 –
CPAD, A UNIÃO CRISTÃ, O VÍNCULO DA PERFEIÇÃO
2º TRIMESTRE DE
2008 - AS DISCIPLINAS DA VIDA CRISTÃ
Trabalhando em
busca da perfeição - Comentarista: Pr. Claudionor de Andrade
Consultor
Doutrinário e Teológico: Pr. Antônio Gilberto
Complementos e
Ajuda para professores e alunos: Pr. Luiz Henrique.
Palavra-Chave:
Comunhão: Vínculo espiritual e social estabelecido pelo ESPÍRITO
SANTO entre os salvos em CRISTO.
RESUMO DA
REVISTA DA CPAD - 2ºTRIMESTRE DE 2008
LIÇÃO 12 - A
UNIÃO CRISTÃ, O VÍNCULO DA PERFEIÇÃO
I. O QUE É A
COMUNHÃO DOS SANTOS
Aceitação plena
daqueles por quem CRISTO morreu.
1. Definição. "vínculo espiritual e social estabelecido pelo
ESPÍRITO SANTO entre os que recebem a CRISTO como único Salvador.
2. A origem da
nomenclatura teológica.
Sermão pregado
por Nicéias de Remesiana por volta de 400.
II. A COMUNHÃO
DOS SANTOS NA BÍBLIA
Prática que
leva o povo de DEUS a sentir-se como um só corpo.
1. A comunhão
dos santos em Israel. Levantavam-se os hebreus como
um só homem (1 Sm 11.7; Ed 3.1).
2. A comunhão
dos santos em o Novo Testamento.
Cotidiano da
comunidade dos discípulos do Nazareno. .
III. A
COMUNIDADE DOS BENS
1. Comunidade
de bens. "vendiam suas propriedades e
fazendas e Repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade" (Atos
2:45).
2. A história
da comunidade de bens. Nasceu entre
os essênios. Floresceu entre os cristãos, e espraiou-se por todos os
continentes.
IV. COMO VIVER
A COMUNHÃO DOS SANTOS
1. Amando-nos
uns aos outros.
2.
Empatizando-nos uns com os outros.
3. Socorrendo
os domésticos na fé.
4. Orando uns
pelos outros.
CONCLUSÃO
Cultive a união
cristã, a fim de tornar-se, verdadeiramente, cristão.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE: 1 João 3.11-20.
11 Porque esta
é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. 12
Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão. E por que causa o matou?
Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas. 13 Meus irmãos, não
vos maravilheis, se o mundo vos aborrece. 14 Nós sabemos que passamos da morte
para a vida, porque amamos os irmãos; quem não ama a seu irmão permanece na
morte. 15 Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum
homicida tem permanente nele a vida eterna. 16 Conhecemos a caridade nisto: que
ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. 17
Quem, pois, tiver bens do mundo e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar o
seu coração, como estará nele a caridade de DEUS? 18 Meus filhinhos, não amemos
de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. 19 E nisto conhecemos que
somos da verdade e diante dele asseguraremos nosso coração; 20 sabendo que, se
o nosso coração nos condena, maior é DEUS do que o nosso coração e conhece
todas as coisas.
CONCEITUANDO E COMPREENDENDO A COMUNHÃO
INTRODUÇÃO
1)- CONDIÇÕES
PARA OBTERMOS UMA VIDA CRISTÃ SALUTAR E AUTÊNTICA:
A primeira
grande condição para obtermos uma vida cristã salutar e autêntica, é
certamente, mantermos uma relação íntima com DEUS através da leitura diária da
Bíblia e da oração. A segunda condição para que tenhamos uma vida cristã
robusta é mantermos uma comunhão íntima com os irmãos da fé. É impossível ser
genuinamente cristão, se vivermos isoladamente. Alguém já disse, muito
apropriadamente, que quem é ilha nunca chegará a continente. Aliás, depois de
experimentarmos as alegrias de uma vida em comunhão, jamais desejaremos viver
isolados. Portanto, nesta primeira aula buscaremos compreender a comunhão,
definindo-a e conceituando-a.
I – DEFINIÇÃO
O termo
originou-se do substantivo grego (KOINONIA) e também do verbo omile/w - Omiléô que significa comungar com – Atos 20:11; Lc. 24.14, 15; Atos 24, 26. O
substantivo koinwni¿a -Koinonia
ocorre por dezoito vezes em todo o Novo Testamento – Atos 2:42; Rm. 15.26; I Co
1.9; 10.16; II Co 6.14; 8.4; 9.13; 13.13; Gl. 2.9; Fp. 1.5; 2.1; 3.10; Fl. 6; Hb. 13.16; I Jo. 1.3, 6, 7.
II – CONCEITO
Quanto ao
conceito, Koinonia envolve as
idéias de participação, comunhão, companheirismo e contribuição, incluindo,
também, a partilha de bens materiais – Atos 2:42. Isso posto, comunhão indica
“partilhar de alguma coisa”, como exemplificamos:
2.1 – Compartilhar com – II
Co. 8.23; Rm. 11.7; Fp. 1.7; I Pe. 5.1;
2.2 – Indica participar com – II Co. 9.13; Fp. 1.5; Rm. 15.26; Atos 2:44; 4:32;
2.3 – Tem a conotação fundamental de partilhar alguma coisa – Atos 2:42; Gl. 2.9; I Jo. 1.3. Concluímos pelos textos supracitados,
que a idéia predominante de comunhão, de conformidade com o Novo Testamento é
receber, partilhar e compartilhar. Em suma, a comunhão cristã é cuidado
cristão, e cuidado cristão é compartilhamento cristão; não apenas compartilhar
a mesma fé e valores, mas também bens, quando houver necessidade. João
Crisóstomo disse o seguinte sobre a Igreja Primitiva: “Ela era uma comunidade
angelical, não consideravam exclusivamente deles nem uma das coisas que
possuíam. Imediatamente foi cortada a raiz dos males. Ninguém acusava, ninguém
invejava, ninguém tinha ressentimentos; não havia orgulho nem desprezo. O pobre
não sabia o que era vergonha, o rico não conhecia a arrogância”.
III – ELEMENTOS INDISPENSÁVEIS À COMUNHÃO
3.1 – A comunhão começa com o Pai e com o
Filho, ampliando-se posteriormente para os filhos de DEUS – Jo. 17. 3, 6, 10,
11, e 14;
3.2 – Na restauração final haverá a
comunhão cósmica e universal – Ef. 1.10,23;
3.3 – A comunhão é conferida ao crente,
com base na oração feita por CRISTO – Jo. 17. 20 e 21;
3.4 – A nossa comunhão é primeiramente
vertical, com DEUS, e depois horizontal, com os outros crentes – I Jo. 1.3; Gl.
29;
3.5 – A comunhão que desfrutamos envolve a
ordenança da Ceia – I Co. 10.17;
3.6 – A nossa comunhão é dimensionada por
meio da oração – II Co. 1.11; Ef. 6.18;
3.7 – A comunhão pode ser expressa
mediante as exortações cristãs – Cl. 3.16;
3.8 – A comunhão pressupõe a unidade da
fé que professamos – Ef. 4.1-3;
3.9 – A verdadeira comunhão resulta da
nossa reconciliação com DEUS – Am. 3.3;
3.10 – A comunhão plena com DEUS depende
da obediência – Jo. 14.23.
CONCLUSÃO
A Igreja é uma
comunidade constituída por CRISTO em torno do Evangelho, a fim de ser morada do
ESPÍRITO SANTO que fundiu cada crente no corpo universal de CRISTO que é visto
em cada igreja local. Desde os seus primórdios, a comunhão entre os crentes,
tem sido a característica marcante da Igreja do Senhor. Que DEUS nos ajude a
compreender e a praticar a verdadeira comunhão cristã como forma de criarmos
nos homens uma grande simpatia pelo Reino do Senhor – Atos 2:47.
2) MANTENDO A
COMUNHÃO NO CORPO DE CRISTO
Rm 12.4,5; I Co
12.12-27
INTRODUÇÃO
Se entendermos
a missão da igreja como sendo “unir os santos” e ser contexto para o “servir do
crente”, entenderemos com facilidade a visão da igreja como “instrumento de
comunhão”. Os que vivem sob a soberania de CRISTO experimentam um senso
inigualável de comunidade. O substantivo grego usado no Novo Testamento para
descrever essa comunidade é koinwni¿a -
koinonia, geralmente traduzida como "comunhão", significa: juntos
em alguma coisa; esse termo que representou o grande diferencial da Igreja
primitiva. Os primeiros cristãos não dispunham de prédios de educação religiosa
ou de seminários teológicos. O que havia era tão somente os “grupos
familiares”, pequenas comunidades, que se reuniam em casas, sob cuidados
pastorais, com ambiente espiritual e segurança na nova vida em CRISTO. Em Atos
2:42-47 lemos que os cristãos “perseveravam na comunhão... e todos os dias
estavam juntos ... comiam juntos”. No início, nem mesmo dispunham do Novo
Testamento. Atos 2:42-47; 4:32-53 juntos se completam e mostram o começo da
igreja de Jerusalém. Era uma igreja que se caracterizava pela comunhão, sinais
sobrenaturais, solidariedade de seus membros, testemunho da ressurreição de
CRISTO, e pelo poder atuante do ESPÍRITO SANTO na vida dos discípulos. A igreja
de Jerusalém, logo nos seus primeiros dias, deu ao mundo uma lição de comunhão.
O que o texto sagrado diz é que não se trata apenas de compartilhar algo, mas
também de unidade. “Coração” diz respeito ao centro da vida. “Alma” é a sede
das emoções, fala dos mesmos afetos e sentimentos (Fp 2.2,3). Todos os crentes
tinham o mesmo propósito, a mesma esperança, servindo o mesmo Senhor. A
comunhão no Cristianismo envolve tanto o relacionamento entre os irmãos como
também com o Pai, com o Filho (1 Jo 1.3) e com o ESPÍRITO SANTO (2 Co
13.13). Os primeiros livros foram as cartas escritas pelos
apóstolos a essas comunidades, exortando os crentes a que se mantivessem
firmes, juntos, unidos, em comunhão, orando, por causa das dificuldades, das
tentações, perigos e heresias. “Koinonia” foi a força secreta dos primeiros
cristãos. E tem de ser a nossa. A vitória da igreja primitiva deveu-se ao modo
pelo qual os crentes comportavam-se como membros uns dos outros e realizavam a
ministração dos mandamentos, reciprocamente.
I – OBJETIVOS DA COMUNHÃO
CRISTÃ
1.1– Fortalecer os relacionamentos fraternais caracterizados pelo
afeto.
1.2 – Estabelecer a verdade bíblica de que somos um corpo.
Conquanto sejamos muitos, somos contudo, um corpo.
Somos um corpo,
o Corpo de CRISTO (Rm 12.4,5; 1 Co 12.12-27; Ef 4.15-16). Preocupar-se com o
outro: orar, apreciar, preferir (Fp 2.1-4). Um corpo tem interação, os órgãos
se comunicam entre si. Cada parte é útil para o corpo como um todo e há
interdependência delas (Ef 4.16; Cl 2.19). A Igreja é um corpo, cuja cabeça é
JESUS CRISTO. Ora, um corpo não pode subsistir sem que haja união entre seus
membros, bem como entre os membros e a cabeça. Antes de existir comunhão
precisa existir união. Uma é pré-requisito para a outra. Aceitar a CRISTO é
também aceitar fazer parte de seu corpo.
1.3 - Promover a unidade entre os membros do corpo Ef. 4.1-6.
É na comunhão
verdadeira que nós vamos ser cada vez mais unidos e isto se expressa no serviço
que prestamos uns aos outros; e isto acontece dentro do contexto da igreja.
Assim a igreja se torna instrumento para proporcionar o contexto, o meio
ambiente, no qual os santos serão cada vez mais unidos. DEUS criou os seres
humanos para desfrutarem relações próximas com Ele e uns com os outros. Quando
JESUS CRISTO é Senhor de nossos relacionamentos, experimentamos a intimidade
significativa que fazia parte do plano original de DEUS.
1.4 - Devemos incentivar a prática do amor cristão, envolvendo a
assistência aos irmãos da fé, quando se
fizer necessário. Atos 2:44,45.
II – DIFERENTES TIPOS DE COMUNHÃO
2.1 – A Celebração no Culto
Os Crentes de
reúnem para a adoração a DEUS, desfrutando juntos da presença do Senhor. Mt.
18.20; Cl 3.16b.
2.2 – Participação de refeições entre irmãos.
Os momentos de
refeição em comum provêm, tanto em casa como em sociedade, momentos de intensa
comunhão. I Sm 16.11; II Sm 9.13; Lc 13.29.
2.3 – Contribuição. O vocábulo
grego koinwni¿a - koinonía Além de
significar comunhão, associação, também pode ser traduzido por contribuição (Rm
15.26 - refere-se à contribuição das igrejas para os crentes pobres de
Jerusalém). Um bom membro da comunidade cristã compartilhava de sua abundância
material com aqueles que possuíam menos; e isso era um tipo de comunhão. A
comunhão indica “partilhar” de alguma coisa (2 Co 8.23; Rm 11.7; Fl 1.7; 1 Pe
5.1). Também indica participar com algo (2 Co 9.13; Fl 1.5; Rm 15.26; Atos 2:44;
4:32; Gl 2.9; 1 Jo 1.3).
2.4 – A Ceia do Senhor.
Para muitos
cristãos os termos “ Comunhão” e “ Ceia
do Senhor” são sinônimos. De fato a Ceia é comunhão, comunhão com o Pai e com o
Filho. I Co 10.16; I Jô 1.3.
III- ELEMENTOS QUE PROMOVEM A MANUTENÇÃO DA COMUNHÃO.
3.1- O Amor. característica
principal dos discípulos de JESUS é o
amor uns pelos outros. Jo 13.35; I Jô 1.7. O amor fraternal deve existir entre
os crentes. Hb 13.1; I Pe 3.8. A palavra grega usada para amor fraternal é fila/delfoj - Philadelphos (Amor
Fraternal). Sem amor tem-se ajuntamentos interesseiros, e, quem sabe, alguma
fraternidade; ou, egoisticamente, um paliativo para a solidão.
3.2 – União: JESUS declara que a unidade da igreja é um testemunho para
os descrentes (Jo 17.20-23). Paulo conclama a igreja à união e não a divisão (1
Co 1.10-13). Quem ama a DEUS e não ama a seu irmão, é mentiroso (1 Jo 4.20).
Temos uma só fé, um só ESPÍRITO, um batismo, um Senhor (Ef 4.5,6; Fp 1.27). O
caminho para a união é a humildade (Fp 2.2-5). É bom viverem unidos os irmãos
(Sl 133.1).
3.3 - Paz: DEUS deseja que o corpo de CRISTO se esforce para que tenha
paz (Rm 12.18; 14.19; 2 Co 13.11; Cl 3.15; Ef 4.3; 1 Ts 5.12,13; 2 Tm 2.22; Hb
12.14; 1 Pe 3.11). Pelo ESPÍRITO SANTO temos paz com DEUS e com os irmãos (Rm
8.6; Gl 5.22). O Senhor é DEUS de paz (1 Co 14.33; Hb 13.20).
3.4 - Atitude: Devemos
estender a mão da comunhão (Gl 2.9). O trabalho social é também uma forma de
evangelizar. Aliás, é essa a linguagem que o mundo entende (1 Jo 3.17).
3.5.- Intercessão: a oração dos
santos uns pelos outros é de suma importância para a perfeita comunhão (2 Co
1.11; Ef 6.18; Rm 15.30). O ESPÍRITO SANTO muitas vezes desperta alguém no
corpo de CRISTO para interceder por outro (Ef 3.14).
3.6.- Cuidado mútuo (Cl 3.16). A
Bíblia manda fazer uns aos outros:
servir
humildemente (Jo 13.14; Gl 5.13), amar (Jo 13.34), preferir (Rm 12.10), receber
(Rm 15.7), cumprimentar afetuosamente (Rm 16.16), suportar (Ef 4.2), perdoar
(Ef 4.32), ensinar (Cl 3.16), consolar (1 Ts 4.18), edificar (1 Ts 5.11).
3.7.- Uso dos Dons espirituais: São
concedidos por DEUS para promover a edificação (1 Co 14.26; Ef 4.12) e a
unidade da igreja (Ef 4.13, 1 Co 12.25). DEUS repartiu com os membros dons
diferentes (1 Co 12.29,30), para que haja diversidade na realização da Sua obra
(1 Co 12.4-6), atendendo a cada necessidade do Corpo de CRISTO (Rm 12.4-8; 1 Co
12.17-20). Esta diversidade dos dons também promove a interdependência entre os
membros, para que ninguém se julgue superior ou autossuficiente (1 Co
12.21,22).
CONCLUSÃO.
Precisamos
procurar manter sincera e ardentemente a comunhão com DEUS em CRISTO, a fim de
sermos mudados gradativamente para servirmos uns aos outros. Certamente isto
requer entendimento, e também , sensatez, como Paulo afirmou em Efésios 5.1,2;
5.17- 21. A Igreja, como corpo de CRISTO é o contexto onde estas coisas devem
ocorrer e quando isto não acontece, há algo de errado com esta igreja e com
seus membros. No evangelho de João encontramos trechos da chamada oração
sacerdotal de CRISTO nos quais o Senhor intercede pela unidade de seus
seguidores: “Pai SANTO guarda-os em teu nome que me deste, PARA QUE ELES SEJAM
UM assim como nós somos um. João 17.11
3) VIVENCIANDO
A COMUNHÃO NO CORPO DE CRISTO:
Rm. 12. 9-16
INTRODUÇÃO
Nos tópicos
anteriores estivemos estudando o conceito de comunhão e sua efetiva manutenção.
Entendemos que já recebemos de DEUS a possibilidade de vivermos em perfeita comunhão. Primeiramente,
mantermos comunhão com o próprio DEUS, pois João nos ensina que “a nossa
comunhão é com o Pai e com o Seu Filho”. Mas, também, mantemos comunhão uns com
os outros mediante nossos relacionamentos fraternais na comunidade cristã. I Jo
1.3-7.
Neste terceiro
tópico estudaremos a igreja como lugar da expressão e vivência da verdadeira
comunhão. É necessário que entendamos, que só é possível experimentar a real
comunhão cristã, inserindo-se no corpo de cristo. Laboram em erro aqueles que
imaginam poder manter comunhão com DEUS, vivendo separados da família divina
que tem sua representação visível na igreja e comunidade cristã local. O
objetivo principal dessa aula é comprovar biblicamente que não se pode ser
verdadeiramente cristão sem se tornar membro efetivo do Corpo de CRISTO. À luz
de Atos 2:47, DEUS salva pessoas, para posteriormente acrescentá-las à Igreja.
Portanto, fica devidamente estabelecido, que ninguém pode pertencer a Igreja
sem ser salvo. Mas, uma vez salvo, necessariamente deve-se pertencer à Igreja,
sob pena de não continuar na salvação. No ensejo de compreendermos essa
verdade, enfocaremos os seguintes aspectos:
I – A NATUREZA
DA IGREJA PRESSUPÕE A NECESSIDADE DA COMUNHÃO
Por natureza
entendemos os elementos e características que pertencem inalienavelmente a um ser, coisa ou objeto. É tudo aquilo que
constitui de modo inerente a um ser ou pessoa.
1.1– A Igreja é
a assembleia dos chamados do mundo, para constituírem-se à parte do mundo, a
comunidade de DEUS, que é caracterizada marcantemente pela comunhão entre os
seus membros.
1.2– A Igreja é
constituída de todos os crentes em CRISTO, independentemente de origem étnica,
cultura, posição social e sexo. Todos somos um em CRISTO JESUS. Gl. 3-28; Ef.
2.14-16.
1.3– A Igreja é
composta de pessoas salvas por DEUS em CRISTO para celebrarem a glória de DEUS que os
constituiu morada e habitação do ESPÍRITO SANTO, que trabalha pela unidade do
povo de DEUS.
1.4– A Igreja é
descrita e explicada pela metáfora “corpo”, que por analogia com o corpo humano
nos ensina o seguinte;
a)– Somos uma
unidade em CRISTO, visto sermos um só corpo, embora possuindo muitos membros;
b)– Somos
membros diversificados do corpo e, também, membros uns dos outros;
c)– No corpo,
os membros não exercem todos a mesma função, mas toda função, visa o benefício
geral do corpo;
d)- No Corpo de
CRISTO somos desafiados a manter a UNIDADE,
sem anular a diversidade de membros, e a multiplicidade de dons;
e)– Somos
convocados pelo Senhor da Igreja, a vivermos a riqueza da pluralidade dos
membros e a variedade dos dons sem prejuízo da UNIDADE.
1.5– Concluímos
que a própria natureza da Igreja, conforme nos é ensinado na Bíblia,
convoca-nos a vivermos a comunhão, pois como um só corpo, cada membro faz parte
de todos os outros, e essa mutualidade da fraternidade cristã é enriquecida
pela diversidade dos nossos dons.
II – OS DONS
SÃO CONCEDIDOS VISANDO O BEM COMUM E O FORTALECIMENTO DA COMUNHÃO
2.1 –
Fica devidamente estabelecido que os dons são concessões da graça divina. I Co.
12.7.
2.2 –
Quem concede dons à Igreja e aos seus membros, é DEUS. Essa consciência é
indispensável para que tenhamos um conceito equilibrado acerca de nós mesmos.
Rm. 12.3.
2.3 – Os Dons,
quando corretamente exercitados promovem a harmonia no Corpo de CRISTO, criando
o ambiente ideal para a prática da comunhão.
2.4 – O
exercício coerente dos dons cria em nós um mesmo modo de pensar, bem como, um
mesmo espírito e uma mesma atitude. Uma mente comum é indispensável à vida de
comunhão. Fp. 2.2; I Co 1.10.
2.5 – O dom que
procede do ESPÍRITO de DEUS cria em nós um senso de humildade, a fim de que não
nos tornemos orgulhosos e esnobes. Rm 12.16. Um dos piores tipos de orgulho é o
esnobismo, que mais do que qualquer outra atitude, destrói a comunhão entre o povo
de DEUS. “Não há pessoas mais vazias do que as que vivem cheias de si mesmas”.
2.6 – A
comunhão dos santos, é eminentemente, uma obra do ESPÍRITO SANTO. Aliás, a
Igreja é chamada de “a comunhão do ESPÍRITO”. II Co 13.14; Fp 2.1. Talvez, seja
por isso que a palavra comunhão não aparece nos Evangelhos, pois os ESPÍRITO
SANTO ainda não tinha sido enviado. Ela ocorre pela primeira vez no novo
testamento em Atos 2:42.
2.7 – A nossa
comunhão e o fato de fazermos parte do Corpo de CRISTO, é que nos faz Igreja.
Portanto, só se pode desfrutar da verdadeira comunhão quando se é corpo.
Inserido nele, sendo parte integrante dele. Não há a mínima possibilidade de
viver a comunhão isoladamente.
III – A VIDA DE
PUREZA DA IGREJA DEPENDE DA PRÁTICA DA COMUNHÃO – I Jo. 1.5-10.
Nesse texto da
carta de João, DEUS está afirmando a necessidade da comunhão dos fiéis como
meio eficaz para alcançarmos a purificação constante dos nossos pecados.
Podemos entender, à luz do texto supracitado as seguintes verdades:
3.1 – O DEUS
com quem mantemos comunhão é luz e não há Nele treva alguma. I Jo 1.5;
3.2 – É uma
tremenda incoerência dizermos que mantemos comunhão com DEUS, se ao mesmo tempo
vivermos em trevas, tendo pontos obscuros e porões inacessíveis em nossa vida.
O texto diz, que se isso acontece “mentimos e não há verdade em nós”.
3.3 – Na medida
em que virmos para luz da transparência dos relacionamentos com DEUS e com os
irmãos da fé, então, temos comunhão, no sentido de que mantemos permanentemente
comunhão uns com os outros. I Jo 1.7.
3.4 – O
resultado prático da vida de comunhão é a garantia do perdão dos nossos
pecados. Não apenas o perdão como algo recebido em algum momento no passado,
mas a purificação de todo pecado, diária e constantemente. I Jo 1.7.
3.5 –
Precisamos entender que DEUS perdoa pessoas a fim de reuni-las na igreja, a
comunidade dos perdoados, para que ela seja agência perdoadora no mundo. Jo
20.21-23.
3.6 –
Certamente a santidade cristã é uma exigência divina. Precisamos desejá-la e
buscá-la com firmeza e determinação, pois sem santificação ninguém verá o
Senhor. Entretanto, nunca devemos esquecer que ela só viceja no solo da paz e
da comunhão entre os crentes. Hb. 12.14.
3.7 –
Concluímos, portanto, que a comunhão perfeita só alcançá-la-emos quando
valorizarmos a vida comunitária da Igreja. Somos um corpo, constituído de
muitos e diferentes membros, afim de que venhamos servir uns aos outros em
amor. O ESPÍRITO SANTO, simbolizado na Bíblia pelo fogo, fundiu os crentes de
Jerusalém, tornando-os uma comunidade unânime na doutrina, nas orações e nas
relações interpessoais. Que DEUS nos dê essa mesma consciência, pois só assim
iremos gerar nas pessoas que ainda não conhecem a DEUS uma simpatia e interesse
pela Igreja do Senhor. Atos 2:47. “Não tem direito de chamar meu Pai a DEUS,
aqueles que não conseguem chamar aos homens meus irmãos”.
4) CELEBRANDO A COMUNHÃO NA
CEIA DO SENHOR
INTRODUÇÃO
Em algum
momento na aula do tópico dois, vimos que um dos tipos de comunhão é a Ceia do
Senhor. Os termos usados para aludir à Ceia, são tomados como sinônimos pela
maior parte da comunidade cristã. De fato, não existe nenhuma restrição quanto
a isso, pois a Ceia do Senhor é por excelência a celebração maior da comunhão
cristã. I Co. 10.16-17. Entretanto, precisamos entender a importância e o valor
que a Ceia do Senhor tem para todo crente, bem como, para a coletividade da fé.
A Ceia é uma
ordenança que o Senhor deixou para sua Igreja, como forma de manter viva na
mente dos salvos o inestimável valor do sacrifício vicário de CRISTO na cruz do
calvário. Foi na cruz que DEUS nos uniu consigo mesmo, trazendo-nos para a
comunhão íntima com a divindade, uma vez que fomos reconciliados com Ele pelo
sangue de CRISTO. A Ceia do Senhor é o marco maior dessa reconciliação, e nisto
reside a sua grande importância e valor. A comunhão e a união entre os cristãos
é o fruto do sacrifício de cristo no calvário, e a celebração da comunhão na
ceia é onde começamos demonstrar essa unidade, que é um dom de DEUS para nós,
mediante a obra de reconciliação efetuada por JESUS na Cruz.
I – DEFININDO
OS TERMOS COMUMENTE USADOS PARA DESIGNAR A CEIA DO SENHOR.
Desde os
primórdios da Igreja Cristã foram cunhados alguns termos para referir-se ao ato
de partir o pão em memória e recordação da morte do senhor. Os principais são:
1.1–
EUCHARISTIA – (Do Grego eu)xaristi¿a).
Significa agradecimento ou ação de graças. O termo aparece no texto de I Co
11.24.
1.2- ANAMNÊSIS – (Grego ana/mnhsij). Tem o sentido de memorial, recordação. É o termo que
Paulo usou em I Co. 11.24 e 25. Paulo preservou o sentido do ato instituído por
JESUS, que tomou o pão e partindo-o disse: “Isto é o meu corpo, fazei isto em memória de mim”. Portanto, quer
partindo o pão, ou derramando o segundo elemento, o sangue; JESUS estava
chamando a atenção para a Sua morte e o propósito dela, exortando-nos a que nos
lembrássemos dele dessa forma.
1.3- A CEIA DO
SENHOR – (Grego kuriako\n deiÍpnon ). Essa expressão aparece em I Co. 11.20 e se
refere, também, ao jantar ou à festa do amor que os cristãos primitivos
realizavam no primeiro dia da semana para partirem o pão em memória de CRISTO e
sua morte. No caso específico de Corinto, uma vez que os crentes estavam
divididos em partidos, Paulo recomenda-os para que comam em casa, e não
fizessem da Ceia um momento para externar suas diferenças, pois isso era
indigno do Corpo de CRISTO enquanto igreja. Das definições desses termos acima
mencionados podemos concluir o seguinte:
a)– A Ceia não
é uma repetição do sacrifício de CRISTO, conforme entendem os católicos
romanos. CRISTO se ofereceu uma vez por todas no Calvário, e esse sacrifício é
irrepetível.
b)- A Ceia não
é uma transubstanciação. Os elementos pão e vinho continuam pão e vinho. A
presença de JESUS não é inerente nos elementos da Ceia, mas é real na vida do
participante, daí a preocupação de Paulo para que os crentes de Corinto
fizessem um autoexame antes de participar da Ceia do Senhor.
c)– A Ceia do
Senhor, como ato de partir o pão e ingerir do cálice em memória de CRISTO, não
era, nem mesmo o jantar do Ágape que os crentes primitivos realizavam. Em
função do problema das divisões em Corinto, Paulo recomenda que, “quem tem
fome, coma em casa” I Co. 11.34. Contudo, mesmo assim, tinham que continuar
celebrando a Ceia como memorial da morte de CRISTO, pois ela era uma ordenança
de JESUS, e Paulo não estava autorizado a subtraí-la da liturgia da Igreja.
d)– Portanto,
concluímos, que a Ceia é a cerimônia celebrada em ato de fé pela Igreja, de
acordo e conforme ordenado pelo Senhor JESUS, que consiste em partir o pão e
beber do cálice em memória de Sua morte, afirmando com isso a unidade e
comunhão do Corpo de CRISTO. I Co 10.16-17.
II –
IMPEDIMENTOS À PARTICIPAÇÃO NA CEIA DO SENHOR
2.1 –
Divisões e partidos porventura existentes na Igreja impedem a comunhão dos
santos na Ceia. I Co. 11.17-18;
2.2 – Quando os
membros da Igreja se isolarem em classes e estratificações sociais, vindo
impossibilitar a comunhão dos crentes; I Co. 11.21-22.
2.3 – Quando
não se tem em mente o verdadeiro propósito da Ceia, que é a celebração da
comunhão do corpo de CRISTO, os fiéis ficam impedidos de celebrá-la
satisfatoriamente. Quando Paulo faz alusão àqueles que comem sem discernir “o
corpo”, ele não está referindo-se ao pão, mas ao Corpo Igreja. Ninguém precisa
preocupar-se em discernir o pão, ele continua pão.
2.4 – Não pode
participar da Ceia do Senhor aqueles que tem pecados não confessados, pois isso
os torna indignos e pode resultar em julgamento, doença, e até mesmo a morte. I
Co. 11.29-30.
2.5 – Não deve
participar da Ceia aqueles que estão com a comunhão interrompida com DEUS e com
a Igreja de CRISTO. Paulo afirma que a Igreja de Corinto se reunia “para pior e
não para melhor”, em função de os crentes dali não desfrutarem de comunhão uns
com os outros. Vir à Ceia do Senhor rompido com o irmão na fé, é afirmar uma
mentira e, certamente, DEUS não tolera tal atitude. Busquemos do Senhor a força
necessária para vivermos em perfeita comunhão uns com os outros, afim de que a
Ceia seja, de fato a celebração da nossa unidade em CRISTO.
III – COMO
DEVEMOS PARTICIPAR DA CEIA DO SENHOR?
3.1 –
REGULARMENTE – Devemos participar todas as vezes que o Corpo de CRISTO se
reunir para celebrá-la. I Co. 11.26;
3.2 –
REVERENTEMENTE – Com atitude piedosa e espírito contrito diante do Senhor das
nossas vidas;
3.3 –
REFLETIDAMENTE – Faz-se necessário que reflitamos no coração e na vida do Corpo
de CRISTO o seu significado;
3.4 –
CONSCIENTEMENTE – Participarmos da Ceia procurando entender em profundidade o
seu valor e propósito;
3.5 –
RESPONSAVELMENTE – O texto de aos Coríntios 11 exorta-nos no sentido de que
cada crente deve proceder o seu autoexame. Ninguém está autorizado a fazer isso
por outrem. Também, ninguém deve transferir essa responsabilidade aos outros. É
uma responsabilidade eminentemente pessoal. I Co. 11.28, 31-32.
3.6 –
EXPECTATIVAMENTE – Ao tomarmos a Ceia do Senhor somos convocados a olharmos
para o passado e contemplarmos o sacrifício que garantiu a nossa redenção. É
uma olhada retrospectiva. Mas também, devemos dar uma olhada para o nosso
interior, a fim de avaliar a nossa condição espiritual frente ao ato da Ceia.
Finalmente, devemos olhar para o futuro, com expectativa quanto ao comprimento
da promessa da gloriosa volta do Senhor. I Co. 11.26.
3.7 –
COMUNITARIAMENTE – Devemos ter cuidado com o conceito moderno de “igreja
virtual”, que querem fazer-nos aceitar a possibilidade de ser igreja sem estar
ligado à comunidade da fé. Tenhamos cuidado com propostas de certos tele
missionários que induzem pessoas a tomarem a Ceia na solidão de sua sala diante
da Diaconisa TV. A Ceia do Senhor só tem sentido se celebrada na reunião e
união da comunidade Cristã, pois só assim ela será a celebração do corpo, tal
como foi preconizado pelo Senhor da Igreja.
CONCLUSÃO
Devemos
integrarmo-nos à vida de comunhão na igreja e a participarmos efetivamente da
atividade da Igreja de CRISTO, assumindo assim, o nosso devido lugar no Corpo
de CRISTO. Esperamos que através desses estudos, todos tenham sido despertados
para valorizarem com maior afinco a sua comunhão na frequência constante aos
cultos e no cultivo sadio das relações fraternais como irmãos que professam a
mesma fé. Tal como nos recomendou o autor aos Hebreus, “que não deixemos de
congregar como é costume de alguns”, pois é na reunião de adoração que somos
edificados e expressamos a comunhão que desfrutamos com DEUS e uns com os
outros. Portanto, que o ESPÍRITO do Senhor, que conduz a Igreja na sua marcha
triunfante nos ajude a vivermos celebrando alegremente a nossa comunhão como
membros da comunidade cristã.
SINOPSE DO
TÓPICO (1): A comunhão dos santos é o vínculo
espiritual e social estabelecido pelo ESPÍRITO SANTO entre os que recebem a
CRISTO como Salvador.
SINOPSE DO
TÓPICO (2): A comunhão dos santos é uma doutrina
ensinada no Antigo e Novo Testamento, não sendo mera definição, mas doutrina e
teologia.
SINOPSE DO
TÓPICO (3): A "comunidade de bens" era
uma prática observada na igreja primitiva que consistia em levar os bens aos
apóstolos, a fim de que os repartissem, conforme a necessidade de cada crente.
SINOPSE DO
TÓPICO (4): A comunhão dos santos pode ser
experimentada através do amor mútuo, da empatia, da ajuda aos santos em suas
necessidades e orando uns pelos outros.
AUXÍLIO
BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Devocional
"Igreja:
lugar de vida
A igreja
primitiva transmitia vida pela unidade. Havia um só propósito, um só alvo, uma
só determinação, muito amor por JESUS e uns pelos outros. A obra de DEUS era a
prioridade número um na vida daquela Igreja. Todos buscavam o interesse de
JESUS e do seu trabalho, e isso era percebido por todos. Aquela Igreja era viva
e transmitia vida de tal forma que as multidões afluíam a ela (Atos 2:44;
4:32; 5:12).
Transmitia vida
pela comunhão. Aquela Igreja possuía uma profunda comunhão com DEUS e uns com
os outros (Atos 4:32). Isso fazia daquela comunidade o lugar mais
agradável do mundo, pois o amor era o sentimento mais forte nas relações entre
os irmãos. A comunhão e o amor eram tão fortes que os irmãos vendiam suas
propriedades e entregavam o dinheiro aos apóstolos. O respeito era grande entre
eles [...]" (FERREIRA, I.A. Igreja: lugar de soluções. Rio de
Janeiro: CPAD, 2001, pp.28.) BIBLIOGRAFIA SUGERIDA - BRUNELLI, W. Conhecidos
pelo amor. RJ: CPAD, 1995.
Ajuda: BIBLIOGRAFIA
CPAD - www.cpad.com.br
- Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
www.escoladominical.com.br
- www.ebdweb.com.br
BÍBLIA ILUMINA
EM CD - Bíblia de Estudo NVI EM CD - Bíblia Thompson EM CD.
1 – A Bíblia
Anotada – Versão Almeida Revista e Atualizada. Editora Mundo Cristão – São
Paulo.
2 –
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia Vl.2 CHAMPLIN, Russel – Editora
Candéia – São Paulo.
3 – Firmados na
Fé Sttot, John. Editora Encanto Publicações – Curitiba – PR.
4 – A mensagem
de I Corintios – Série A Bíblia Fala Hoje Prior, David / Stott, John.
Ed. ABU – São
Paulo-SP.
5 – A mensagem
de atos – série – BFH Stott, John Editora Aliança Bíblica Universitária - São
Paulo - SP
CONCEITUANDO E
COMPREENDENDO A COMUNHÃO - Pr Oídes José do Carmo - IEAD – Campinas, SP
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
AJUDA DE LIÇÃO
ANTIGA
LIÇÃO 10 – IGREJA, O CORPO ESPIRITUAL DE CRISTO
4º Trimestre de 2006 - TEMA – As Verdades Centrais da Fé Cristã
COMENTARISTA : Claudionor Correia de Andrade
A IGREJA
Jo 10.9 Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e
entrará, e sairá, e achará pastagens.
Entrará no reino da luz, na Igreja (Pastagem é alimentação da
Palavra de DEUS), e
Sairá do reino das trevas, da reunião com o mundo.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - MATEUS 16.13-20
13 E, chegando JESUS às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os
seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?
14 E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um
dos profetas.
15 Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
16 E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o CRISTO, o Filho do DEUS vivo.
17 E JESUS, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas,
porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus.
18 Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha
igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
19 E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra
será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
20 Então, mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era o
CRISTO.
A
Hora da Verdade A Estátua
de Daniel
PEDRA PEDRA
|
Atos 4:11 |
Comentários |
|
Ele JESUS é a pedra. |
A volta de CRISTO, pedra cortada da montanha sem uso de mãos,
acabará com todos os reinos da Terra. |
|
1 Coríntios 10:4 |
|
|
Porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era CRISTO. |
|
|
Efésios 2:20 |
|
|
Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de
que JESUS CRISTO é a principal pedra da esquina. |
LEITURA DIÁRIA
|
Segunda |
Mt 16.18 |
CRISTO anuncia a fundação da
Igreja. |
|
Terça |
Ef 1.22 |
CRISTO é o cabeça da Igreja.
|
|
Quarta |
Ef 3.10 |
A Igreja revela agora a
multiforme sabedoria de DEUS. |
|
Quinta |
1 Tm 3.15 |
A Igreja é a coluna e
firmeza da verdade. |
|
Sexta |
Hb 12.23 |
A Igreja é a universal assembleia
dos santos. |
|
Sábado |
Ap 3.20 |
A Igreja é o castiçal de
DEUS. |
OBJETIVOS - Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Conceituar a doutrina da igreja.
Descrever a missão da igreja.
Distinguir a igreja universal da igreja local.
PONTO DE CONTATO
Prezado professor, o termo “igreja” na Antiguidade,
referia-se a um grupo de pessoas que se reuniam para deliberar a respeito dos
assuntos legislativos e políticos das cidades. Geralmente, essas assembleias
eram abertas com orações e sacrifícios às divindades locais. Era concedido, a
cada cidadão que desejasse, o direito de se pronunciar ou propor assuntos para
o debate. No entanto, o termo era comum entre os gregos para designar qualquer
reunião ou assembleia. Com a ascensão do cristianismo, a palavra começou a ser
empregada em sentido mais específico, isto é, a Igreja do DEUS vivo.
SÍNTESE TEXTUAL
Eclesiologia é a disciplina da Teologia que estuda a igreja,
sua fundação, símbolos e missão, conforme as Escrituras. O vocábulo igreja é
formado por duas palavras gregas: pelo prefixo ek, isto é, “a partir de”, “de
dentro de” ou “para fora de”; e, klēsis, que significa “chamada”, “convocação”,
“convite”. Literalmente quer dizer “chamados para fora”. Em Atos 19.39,
ekklēsia é uma “assembleia reunida para fins políticos”; em Atos 7.38 é a
congregação ou assembleias dos israelitas, mas em 1 Co 11.18, uma congregação
cristã. O termo ainda é usado para designar um “grupo local de cristãos” (Mt
18.17; At 5.11; Rm 16.1,5); a Igreja universal à qual todos os servos de CRISTO
estão ligados (Mt16.18; At 9.31; 1 Co 12.28; Ef 1.22); e a Igreja de DEUS ou de
CRISTO (1 Co 10.32; 1 Ts 2.14; Rm 16.16).
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Professor, a Igreja é um organismo vivo, santo, dinâmico e
ligado à cabeça, CRISTO (Ef 1.22, 23). A igreja, portanto, vive em duas
dimensões: espiritual e social. Na dimensão espiritual, a igreja é universal,
um organismo vivo, o corpo místico de CRISTO; mas na esfera social, ela é
local, uma organização, uma agremiação de pessoas ligadas a um sistema de
crenças. Como recurso didático para esta lição, use a tabela que distingue a
igreja universal da igreja local. Reproduza a tabela e a use no tópico V.
|
UNIVERSAL |
LOCAL |
|
1. Organismo. |
1. Organização. |
|
2. É invisível. |
2. É visível. |
|
3. Interdenominacional. |
3. Denominacional. |
|
4. JESUS é o único líder e
cabeça. |
4. Possui vários líderes. |
|
5. Os nomes de seus membros
estão inscritos no livro da vida. |
5. Os nomes de seus membros
estão inscritos no rol da igreja local. |
|
6. Possui vida orgânica. |
6. Possui vida à medida que
seus membros estão ligados à cabeça, CRISTO. |
|
7. Não depende de rituais de
culto, de templos, de reconhecimento social. |
7. Dependem de cerimônias,
templos, reconhecimento oficiais; estatutos etc. |
|
|
|
RESUMO DA REVISTA - CPAD - 4TRIM.2006
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
“A Igreja é a herdeira da cruz”. Esta declaração de Thomas Adams,
além de realçar a importância e a natureza da Igreja de CRISTO, deixa bem
claro: a Igreja não surgiu de um projeto humano, mas do próprio Senhor.
I. O QUE É A IGREJA
"A Igreja não é nada mais do que CRISTO manifestado”.
1. Definição etimológica. A palavra igreja vem do hebraico qāhāl; e
do grego ekklēsia. Reunião pública.
2. Definição teológica. Conjunto daqueles que, aceitando a CRISTO
pela fé, são imediatamente agregados em seu corpo espiritual.
II. A FUNDAÇÃO DA IGREJA
Ela só passou a existir com o derramamento do ESPÍRITO SANTO no dia
de Pentecostes (Ef 3.8-11).
III. OS FUNDAMENTOS DA IGREJA
1. A Palavra de DEUS. O fundamento maior da Igreja é, sem
dúvida alguma, a Palavra de DEUS (1 Co 3.10; Ef 3.5; 2 Pe 3.15-17).
2. A Declaração de Cesaréia. O próprio apóstolo Pedro afirma que a
pedra é CRISTO (1 Pe 2.4-8).
IV. A MISSÃO DA IGREJA
1. Glorificar a DEUS. Devemos Agir de tal forma, a fim de que os
homens glorifiquem ao Pai Celeste (Mt 5.16).
2. Ser habitação do ESPÍRITO SANTO (1 Co 6.19). A Igreja é o templo
espiritual de DEUS.
3. Tornar conhecida a sabedoria de DEUS. Através da exposição das
Sagradas Escrituras, pode a Igreja demonstrar quão superior é a sabedoria
divina (Ef 3.10,11).
4. Proclamar o Evangelho. A principal missão da Igreja.
5. Edificar seus membros na Palavra. Através da Palavra.
V. OS MEMBROS DA IGREJA
A Igreja é composta pelos salvos por CRISTO oriundos de todas as
nacionalidades.
1. Os judeus. Primeiros cristãos.
2. Os gentios. Admitidos à família dos santos com pleno acesso às
bênçãos espirituais.
3. A Igreja de DEUS. Formada por judeus e gentios.
VI. AS ORDENANÇAS DA IGREJA
1. Definição teológica. O batismo em água e a santa ceia.
2. O batismo. Constitui o batismo um símbolo da morte e
ressurreição de CRISTO.
3. Santa Ceia. Pão e o vinho, simbolizam, respectivamente, o corpo
e o sangue de CRISTO oferecidos em resgate da humanidade (1 Co 11.24,25).
Contém a Santa Ceia duas mensagens centrais:
a) Memorial:
b) Profética:
CONCLUSÃO
O destino da Igreja é mui glorioso, conforme as Sagradas
Escrituras. Ler Jo 14.2,3; Ef 5.27. Além de sua beleza e distinção no presente,
será ela, quando da volta do Senhor, revestida de inefável glória, uma glória,
aliás, que somente JESUS pode conceder-nos. Se lermos com atenção os dois
últimos capítulos de Apocalipse, seremos constrangidos a orar e a jejuar, a fim
de que venhamos desfrutar de tudo quanto Ele preparou-nos na cruz. Se com o
Senhor, hoje sofremos; com o mesmo Senhor haveremos de ser glorificados.
Resta-nos, pois, suplicar: Maranata: “Ora vem, Senhor JESUS”.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES - Subsídio Teológico
“A Igreja (Ekklesia) de DEUS é um povo tirado do mundo.
O mais importante na estrutura da Igreja e que lhe dá a razão de
ser e de existir é que ela seja realmente constituída de um povo que, de acordo
com as palavras de JESUS, tenha sido tirado do mundo (Jo 15.19). Essa realidade
é evidenciada, de modo claro, pela própria palavra que o Novo Testamento usa,
em sua língua original (grego), para ‘igreja’ – ekklēsia. Essa palavra é
composta de duas outras: ek e klēsis. Ek significa ‘para fora’, e klēsis,
‘chamado’. ekklēsia é usada no Novo Testamento 115 vezes [...]
1) Comunidade grega. É usada três vezes para expressar uma assembleia
de comunidade grega, tanto legal (At 19.39), como ilegal (At 19.32,40) [...]
2) Israel. É usada duas vezes para designar o Israel de DEUS no
Antigo Testamento (At 7.38; Hb 2.12), exprimindo, assim, como DEUS chamou a
Israel dentre os povos para ser um povo seu (Dt 7.6-8).” (BERGSTÉN, E. Teologia
Sistemática. 4.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.214.)
ESTUDO COMPLEMENTAR - A IGREJA
“Mas, se tardar, para que saibais como convém andar na casa de
DEUS, que é a Igreja do DEUS vivo, a coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15).
IGREJA... COLUNA E FIRMEZA DA VERDADE. A igreja deve ser o
fundamento da verdade do evangelho. Ela sustenta e preserva a verdade revelada
por CRISTO e pelos apóstolos. Ela recebeu esta verdade para obedecê-la (Mt
28.20), escondê-la no coração (Sl 119.11), proclamá-la como "a palavra da
vida" (Fp 2.16), defendê-la (Fp 1.17) e demonstrar seu poder no ESPÍRITO
SANTO (Mc 16.15-20; At 1.8; 4.29-33; 6.8).
A Igreja do DEUS vivo é a única instituição em que o cristão e a
sua família podem espiritualmente abrigar-se, buscar apoio e ser abençoados
neste mundo de incertezas.
Mt 16.18 A Igreja é invencível.
Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra
edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
16.18 AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO. As portas do inferno representam
Satanás e a totalidade do mal no mundo, lutando para destruir a igreja de JESUS
CRISTO. (1) Este texto não quer dizer que nenhum crente como pessoa e nenhuma
igreja local, confederação de igrejas ou denominação, jamais chegará a cair na
imoralidade, nos erros de doutrina ou na apostasia. O próprio JESUS predisse
que muitos decairão da fé e Ele adverte as igrejas que estão abandonando a fé neotestamentária
a voltar-se do pecado ou sofrer a pena da remoção do seu reino (24.10,11; Ap
2.5,12-29; 3.1-6,14-16; ver 1 Tm 4.1). A promessa do versículo 18 não se aplica
àqueles que negam a fé, nem às igrejas mornas. (2) O que CRISTO quer dizer é
que, a despeito de Satanás fazer o pior que pode, a despeito da apostasia que
ocorre entre os crentes, das igrejas que ficam mornas e dos falsos mestres que
se infiltram no reino de DEUS, a igreja não será destruída. DEUS, pela sua
graça, sabedoria e poder soberanos, sempre terá um remanescente de crentes e de
igrejas que, no decurso de toda a história da redenção, permanecerá fiel ao
evangelho original de CRISTO e dos apóstolos e que experimentará a comunhão com
Ele, o senhorio de CRISTO e o poder do ESPÍRITO SANTO. Como o povo genuíno de
DEUS, esses crentes demonstrarão o poder do ESPÍRITO SANTO contra Satanás, o
pecado, a doença, o mundo e as forças demoníacas. É essa igreja que Satanás com
todas as suas hostes não poderá destruir nem resistir
16.18 PEDRO, A PEDRA E A IGREJA - O significado desta passagem é
que CRISTO edificará a sua igreja sobre a verdade da confissão feita por Pedro
e os demais discípulos, i.e., que JESUS é o CRISTO, o Filho do DEUS vivo (v.
16; At 3.13-26). JESUS emprega um trocadilho. Ele chama seu discípulo de Pedro
(gr. Petros, que significa uma pedra pequena). A seguir, Ele diz: Sobre esta
pedra (gr. petra, que significa uma grande rocha maciça ou rochedo) edificarei
a minha igreja , i.e., sobre a confissão feita por Pedro. (1) É JESUS CRISTO
que é a pedra, i.e., o único e grande alicerce da igreja (1 Co 3.11). Pedro
declara que JESUS é a pedra viva... eleita e preciosa... a pedra que os
edificadores reprovaram (1 Pe 2.4, 6, 7; At 4.11). Pedro e os demais discípulos
são pedras vivas , como parte da estrutura da casa espiritual (a igreja) que
DEUS está edificando (1 Pe 2.5). (2) Em lugar nenhum as Escrituras declaram que
Pedro seria a autoridade suprema e infalível sobre todos os demais discípulos
(cf. At 15; Gl 2.11). Nem está dito, também, na Bíblia que Pedro teria
sucessores infalíveis, representantes de CRISTO e cabeças da igreja. Tais
idéias são injunções do homem e não a verdade das Escrituras. No estudo A
IGREJA, acha-se uma exposição da doutrina da igreja, como aparece aqui e
noutras partes da Bíblia
16.19 AS CHAVES DO REINO. As chaves representam a autoridade que
DEUS delegou a Pedro e à igreja. Estas chaves são usadas para:
(1) repreender o pecado e levar a efeito a disciplina eclesiástica
(18.15-18);
(2) orar de modo eficaz em prol da causa de DEUS na terra
(18.19,20);
(3) dominar as forças demoníacas e libertar os cativos;
(4) anunciar a culpa do pecado, o padrão divino da justiça e o
juízo vindouro (At 2.23; 5.3,9); e
(5) proclamar a salvação e o perdão dos pecados para todos quantos
se arrependem e crêem em CRISTO (Jo 20.23; At 2.37-40; 15.7-9)
1 Co 11.18 Reunidos na igreja: Porque, antes de tudo, ouço
que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o
creio.
Ef 3.21 Glória a CRISTO na Igreja: a esse glória na igreja, por
JESUS CRISTO, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém!
Cl 1.18 CRISTO - O cabeça da Igreja
E ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito
dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência,
PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS. JESUS CRISTO foi o primeiro a ressuscitar dentre
os mortos com um corpo espiritual e imortal (1 Co 15.20; Ap 1.5). No dia de sua
ressurreição, JESUS se tornou a cabeça da igreja. A igreja do NT começou no dia
da ressurreição de JESUS, quando os discípulos receberam o ESPÍRITO SANTO. O
fato de CRISTO ser o "primogênito" dentre os mortos importa na
ressurreição subsequente de todos aqueles por quem Ele morreu
1 Tm 3.15 A Igreja do DEUS vivo.
mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de DEUS,
que é a igreja do DEUS vivo, a coluna e firmeza da verdade.
IGREJA... COLUNA E FIRMEZA DA VERDADE. A igreja deve ser o fundamento da
verdade do evangelho. Ela sustenta e preserva a verdade revelada por CRISTO e
pelos apóstolos. Ela recebeu esta verdade para obedecê-la (Mt 28.20),
escondê-la no coração (Sl 119.11), proclamá-la como "a palavra da
vida" (Fp 2.16), defendê-la (Fp 1.17) e demonstrar seu poder no ESPÍRITO
SANTO (Mc 16.15-20; At 1.8; 4.29-33; 6.8).
Sl 122.1 Indo à Casa do Senhor.
Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR!
À CASA DO SENHOR. A Casa do Senhor deve ser um lugar onde o crente desfruta,
com toda alegria, da íntima presença do Senhor, da comunhão do ESPÍRITO e do
amor dos irmãos na fé.
EFÉSIOS 5.27= para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem
mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
e, esta,
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CONCEITOS DE IGREJA |
O RELACIONAMENTO DO CRISTÃO
COM A IGREJA LOCAL |
O CULTO DOMÉSTICO |
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A Igreja invisível e universal (Hb 12.23). |
Relacionamento positivo. |
Inculcando a Palavra aos
filhos. |
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a) Perfeita. |
a) A família adorando a
DEUS. |
A participação da família no
corpo de CRISTO e na igreja local é condição indispensável para a vida cristã
vitoriosa. |
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b) A Noiva do Cordeiro. |
b) A família servindo a
DEUS. |
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c) Um organismo. |
c) A família
contribuindo. |
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d) É invisível. |
d) A família amando os
irmãos. |
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A igreja local. |
Relacionamento negativo |
O culto doméstico e o
avivamento. |
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a) É múltipla. |
a) Mau testemunho. |
a) O cristão precisa ordenar
suas prioridades e sua rotina de maneira que seu lar seja uma extensão da
igreja |
|
b) É uma organização |
b) Referências negativas no
lar. |
b) A Igreja é uma
continuação do lar. |
|
c) Está sujeita a falhas. |
c) Mau comportamento nos
cultos. |
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d) É Visível. |
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A Igreja é o corpo de CRISTO. Esta é a igreja que subirá na vinda
de JESUS. A igreja local é composta por crentes de uma região, de um bairro
etc. A família deve valorizar essa instituição, que pode constituir-se como
apoio, unificando a comunidade em que está inserida colocando-a a serviço do
Reino de DEUS.
Bodas do Cordeiro = Reunião festiva entre CRISTO e a Igreja, que começará a se
concretizar a partir do arrebatamento. Neste período, os santos receberão os
seus galardões e hão de se preparar para a implantação do Reino de DEUS na
Terra (Ap 19.7-9).
|
O Cristão e a Igreja
Local A Igreja tem quatro
propósitos básicos:
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1. Anunciar: “Fazer discípulos de
todas as Nações” |
É a missão de cada cristão
nascido de novo de anunciar a salvação em CRISTO à todas as pessoas. |
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2. Integrar: |
É a responsabilidade de cada
cristão em auxiliar o novo decidido a integrar-se socialmente,
doutrinariamente, e emocionalmente na igreja local |
|
3. Ensinar: |
É função de cada membro de
nossa mocidade trabalhar em prol do ensino de cada jovem à fim de habilitá-lo
para o ministério Cristão. |
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4. Enviar: |
É atribuição do Ministério
capacitar cada membro com a finalidade de criar uma Igreja ativa, dinâmica e
integrada nas atividades do dia a dia. Criando uma geração de discípulos de
JESUS envolvida com o cumprimento da Grande Comissão. |
“A Igreja é uma comunidade de pessoas numa jornada rumo a DEUS.
Onde quer que haja unidade sobrenatural e movimento dirigido pelo
ESPÍRITO, aí está a Igreja - uma comunidade espiritual”.
A IGREJA
(CPAD - BEP)
Mt 16.18 “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra
edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.
A palavra grega ekklesia (igreja), literalmente, refere-se à reunião de um
povo, por convocação (gr. ekkaleo). No NT, o termo designa principalmente o
conjunto do povo de DEUS em CRISTO, que se reúne como cidadãos do reino de DEUS
(Ef 2.19), com o propósito de adorar a DEUS. A palavra “igreja” pode referir-se
a uma igreja local (Mt 18.17; At 15.4) ou à igreja no sentido universal
(16.18; At 20.28; Ef 2.21, 22).
(1) A igreja é apresentada como o povo de DEUS (1Co 1.2; 10.32; 1Pe
2.4-10), o agrupamento dos crentes redimidos como fruto da morte de CRISTO (1Pe
1.18,19). É um povo peregrino que já não pertence a esta terra (Hb 13.12-14),
cujo primeiro dever é viver e cultivar uma comunhão real e pessoal com DEUS
(1Pe 2.5; ver Hb 11.6).
(2) A igreja foi chamada para deixar o mundo e ingressar no reino de DEUS. A
separação do mundo é parte inerente da natureza da igreja e a recompensa disso
é ter o Senhor por DEUS e Pai (2Co 6.16-18).
(3) A igreja é o templo de DEUS e do ESPÍRITO SANTO (ver 1Co 3.16; 2Co
6.14—7.1; Ef 2.11-22; 1Pe 2.4-10). Este fato, no tocante à igreja, requer dela
separação da iniquidade e da imoralidade.
(4) A igreja é o corpo de CRISTO (1Co 6.15,16; 10.16,17; 12.12-27). Isto indica
que não pode existir igreja verdadeira sem união vital dos seus membros com
CRISTO. A cabeça do corpo é CRISTO (Cl 1.18; Ef 1.22; 4.15; 5.23).
(5) A igreja é a noiva de CRISTO (2Co 11.2; Ef 5.23-27; Ap 19.7-9). Este
conceito nupcial enfatiza tanto a lealdade, devoção e fidelidade da igreja a
CRISTO, quanto o amor de CRISTO à sua igreja e sua comunhão com ela.
(6) A igreja é uma comunhão (gr. koinonia) espiritual (2Co 13.14; Fp 2.1). Isto
inclui a habitação nela do ESPÍRITO SANTO (Lc 11.13; Jo 7.37-39; 20.22), a
unidade do ESPÍRITO (Ef 4.4) e o batismo com o ESPÍRITO (At 1.5; 2.4; 8.14-17;
10.44; 19.1-7). Esta comunhão deve ser uma demonstração visível do mútuo amor e
cuidado entre os irmãos (Jo 13.34,35).
(7) A igreja é um ministério (gr. diakonia) espiritual. Ela ministra por meio
de dons (gr. charismata) outorgados pelo ESPÍRITO SANTO (Rm 12.6; 1Co 1.7;
12.4-11, 20-31; Ef 4.11).
(8) A igreja é um exército engajado num conflito espiritual, batalhando com a
espada e o poder do ESPÍRITO (Ef 6.17). Seu combate é espiritual, contra
Satanás e o pecado.. O ESPÍRITO que está na igreja e a enche, é qual
guerreiro manejando a Palavra viva de DEUS, libertando as pessoas do
domínio de Satanás e anulando todos os poderes das trevas (At 26.18; Hb 4.12;
Ap 1.16; 2.16; 19.15, 21).
(9) A igreja é a coluna e o fundamento da verdade (1Tm 3.15), funcionando,
assim, como o alicerce que sustenta uma construção. A igreja deve sustentar a
verdade e conservá-la íntegra, defendendo-a contra os deturpadores e os falsos
mestres (ver Fp 1.17; Jd 3).
(10) A igreja é um povo possuidor de uma esperança futura. Esta esperança tem
por centro a volta de CRISTO para buscar o seu povo (ver Jo 14.3; 1Tm 6.14; 2Tm
4.8; Tt 2.13; Hb 9.28).
(11) A igreja é tanto invisível como visível. (a) A igreja invisível é o
conjunto dos crentes verdadeiros, unidos por sua fé viva em CRISTO. (b) A
igreja visível consiste em congregações locais, compostas de crentes vencedores
e fiéis (Ap 2.11, 17, 26; ver 2.7), bem como de crentes professos, porém
falsos (Ap 2.2); “caídos” (Ap 2.5); espiritualmente “mortos” (Ap 3.1); e
“mornos” (Ap 3.16; ver Mt 13.24; At 12.5).
‘Conhecendo a Igreja’
Texto Bíblico:
‘Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas
concidadãos dos santos, e da família de DEUS’ – (Efésios 2.19)
INTRODUÇÃO
Agora, você faz parte da Igreja, pois não apenas recebeu a
salvação oferecida por CRISTO, mas também foi incluído em sua família. A
palavra ‘Igreja’, nesta lição, não está restrita à uma denominação, nem ao
local onde você frequenta os cultos. Depois do plano idealizado por DEUS, para
salvar os homens, a igreja é a proposta mais inteligente da divindade. Aqueles
que seriam salvos, formariam um corpo, porta-voz da salvação para outras
pessoas. A igreja é um organismo que tem a própria vida em CRISTO, o qual
estabeleceu a missão dela e como cumpri-la.
Quem faz parte da igreja, dá continuidade ao trabalho de CRISTO na
terra. A verdadeira vida que está em você chegará aos outros. Isto é ser uma
bênção para o mundo. Ninguém recebeu a salvação simplesmente para ser salvo,
mas, sim, integrar-se à igreja. Por isso, é preciso que você compreenda bem o
que ela significa, conheça quais são os seus objetivos e as suas ordenanças.
I. O QUE É A IGREJA?
A palavra ‘igreja’ quer dizer ‘uma reunião de pessoas chamadas para
fora’, ou seja, um grupo de pessoas que saíram de dentro do mundo (espiritual)
para seguirem a CRISTO. Os que formam a igreja são chamados, pela Bíblia, de
crentes, irmãos, cristãos, santos, eleitos e os do caminho.
Todos os crentes espalhados pelo mundo formam a igreja. Ela não
está restrita a uma área geográfica e nem a um único povo da terra. É o seu
lado invisível e universal.
Embora a palavra ‘igreja’ seja empregada, em primeiro lugar, para
descrever a totalidade de crentes que vivem em todo o mundo, você pode usá-la
também para se referir aos cristãos de um determinado lugar, isto é, a ‘igreja
local’.
I. Símbolos da Igreja. O primeiro símbolo é o corpo. JESUS não está
mais presente entre os homens, de forma física, mas em cada pessoa que o
recebe, em qualquer parte do mundo, Ele introduz a sua vida, para formar um
corpo. Por Ter a vida em CRISTO, a igreja não é um simples ajuntamento de
pessoas, uma associação ou clube. É um organismo, algo que tem existência tal
como o corpo humano que é composto de muitos membros e órgãos que funcionam em
prol de uma vida comum. Da mesma forma que o ser humano é um, mas tem milhões
de células vivas, assim também é a igreja. Um só corpo, mas constituído por
milhões de pessoas nascidas de novo, por meio do evangelho de JESUS.
Possui também uma cabeça, o próprio CRISTO. Ele é o chefe, o guia,
o Principal e o Príncipe da igreja.
Outro símbolo é o templo. Embora DEUS habite em toda a parte, Ele
se localiza em determinado lugar, para ser encontrado, adorado e louvado. Cada
crente é um templo de DEUS. Leia 1 Coríntios 3.16,17.
Por causa da união e comunhão que os crentes têm com CRISTO, a
igreja é simbolizada na Bíblia pela figura de uma noiva. Em 2 Coríntios 11.2,
Paulo afirma que preparara os crentes de Corinto para os ‘apresentar como uma
virgem pura a um marido, a saber, a CRISTO’. Em Efésios 5.25, o apostolo
declara que CRISTO amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela. A noiva e o
noivo viverão juntos para sempre. Leia Apocalipse 22.17.
Outro símbolo da Igreja, o qual se pode destacar na Bíblia é a
família. Você, agora, é membro da família da DEUS.
II. OS OBJETIVOS DA IGREJA
Através da Bíblia, você descobre que a igreja foi fundada por
CRISTO, para cumprir as seguintes finalidades:
a. evangelizar o mundo. A principal atividade dos crentes é levar a
salvação para os não-crentes. CRISTO, depois de completar a sua missão na
terra, declarou: ‘é-me dado todo o poder no céu e na terra’. E, em seguida,
estabeleceu uma missão aos seus seguidores. Leia Mateus 28.19 e 20.
b. lugar para o crente cultuar a DEUS. Os crentes se reúnem para
cultuar a DEUS. O culto é o momento de oração, louvor, adoração, estudo da
Bíblia e edificação dos crentes. No culto, todos os crentes podem se unir em
oração, seja em petição, ação de graças e intercessão. Esta também é uma
maneira de você louvar a DEUS.
c. lugar para o crente praticar a mordomia cristã. Tudo o que você
possui, não lhe pertence (leia Salmo 24.1). Por isso, não tem mais o direito de
fazer o que quer. DEUS agora está em primeiro lugar em sua existência. Isso
inclui sua vida, seu tempo, seus talentos e suas finanças. Você deve
aplicar, na igreja a sua vida, com o melhor de seus esforços e dedicação.
d. lugar para o ensino da disciplina e norma de conduta cristã. Ao
fazer parte de uma igreja local, o novo crente disciplina-se e aprende a norma
bíblica de conduta. Existe um padrão de vida exposto na Bíblia e todos os
crentes devem se esforçar para vivê-lo.
Significa afastar-se da ignorância, preservar-se da corrupção e Ter
todas as esferas da sua vida e atividades regulamentadas, dirigidas por DEUS.
Leia Mateus 5.13, e 18.15-17.
III. AS DUAS ORDENANÇAS DA IGREJA
Há duas cerimônias ordenadas por CRISTO, para que os crentes a
pratiquem: o batismo em água, cerimônia de ingresso do novo crente na igreja e
simboliza o início de sua vida espiritual; e a Ceia do Senhor significa a
continuação desta vida espiritual. Por isso, o crente deve participar dela,
para manter sempre a comunhão com o Senhor JESUS.
a. O batismo. Através do batismo em água você dá um testemunho
público de sua identificação com CRISTO, a nova vida iniciada a partir da
conversão. É o sinal exterior, o qual mostra que você morreu para o mundo e
nasceu para DEUS. Cada um de nós repete, de modo espiritual, o que aconteceu
com CRISTO. Ele morreu e ressuscitou. Assim, pelo batismo, você prova que é
vitorioso.(Os evangélicos não batizam crianças porque elas não têm do que se
arrepender e não podem exercer a fé).
b. A Ceia do Senhor. Na igreja em que você frequenta, todo
mês há o culto de Ceia. Não foi ideia de um homem, mas foi instituída por
JESUS, na véspera de sua crucificação, para os crentes relembrarem, a sua
morte, através do pão e do vinho. O primeiro simboliza o seu corpo e o segundo,
o seu sangue. Não somente para relembrar a sua morte vitoriosa, mas os crentes
tomam a Ceia para anunciar a CRISTO, até que Ele volte.
QUESTIONÁRIO
1) Qual o significado da palavra ‘igreja’?
2) Quais os principais símbolos da igreja
mencionados nesta lição?
3) Cite os quatro objetivos da igreja destacados
nesta lição.
4) Mencione as duas ordenanças bíblicas que devem
ser praticadas pela igreja?
5) Cite os dois elementos utilizados na Santa
Ceia como símbolos do corpo e do sangue de JESUS.
Resumo da Lição 9 - 25-02-2001 CPAD - 1º TRIM.2001
Quem é a verdadeira Igreja de CRISTO? A verdadeira Igreja tem as
suas características que a fazem diferente de outras instituições como o
Estado, a família etc. Essas instituições desaparecem, mas a Igreja, não.
Também é preciso notar que muitas instituições, embora com o nome de igrejas
cristãs, não fazem parte do corpo místico de CRISTO ou Igreja invisível. Os
cristãos componentes da verdadeira Igreja são criaturas dotadas de verdadeiro
novo nascimento, inconfundíveis com o joio. Somente a igreja pura, santificada
e sob o poder do ESPÍRITO SANTO será arrebatada.
A Igreja universal invisível, da qual CRISTO é a cabeça, não é uma
organização, mas um organismo vivo, pois em cada um de seus membros palpita
a vida de nosso Senhor JESUS CRISTO, o qual dirige o movimento de todo o corpo
e de cada crente em particular, e comunica a cada um dos
membros do corpo sua sabedoria, justiça e santidade, vida e poder. Desta forma,
mediante a união vital com CRISTO, todo crente, ainda que
humilde ou isolado, faz parte com os demais redimidos de um organismo no qual
vibra o amor e a graça de nosso Senhor JESUS CRISTO.
INTRODUÇÃO
Ao estudar sobre a Igreja de CRISTO na terra precisamos conhecer sua natureza,
ordenanças, missão e governo.
I. A IGREJA NA PERSPECTIVA BÍBLICA E TEOLÓGICA
1. Uma visão cristocêntrica da Igreja. Em Mateus 16.18 CRISTO cita duas
palavras da mesma raiz, mas com significados diferentes, que expressam
a dimensão exata da revelação. A primeira, petros (o nome do discípulo),
significa um fragmento de pedra. A segunda, petra, traduz-se como
rocha inabalável (1 Pe 2.4-7). Está claro que o Senhor, ao mesmo tempo em que
reconheceu a sensibilidade espiritual de Pedro, como um
fragmento de pedra, deixou também estabelecido que a Igreja seria edificada
sobre aquela pedra inabalável - CRISTO, o Filho do DEUS vivo - isto
é, a confissão pública sobre CRISTO, que o apóstolo acabara de fazer.
2. O sentido da palavra "igreja" no original.
O termo "igreja" no original grego é composto da preposição ek
"fora de" e o verbo kaleõ "chamar". Igreja (ekklêsia)
denota um grupo de cidadãos
"chamados para fora". Corresponde literalmente a "uma convocação
de cidadãos de uma cidade para fora de suas casas mediante o soar de uma
trombeta a fim de reuni-los em assembleia". Os verdadeiros crentes são
convocados para fora do pecado, para viverem em plena comunhão com
o Senhor JESUS CRISTO.
3. A Igreja na perspectiva do Novo Testamento. Nesta parte da Bíblia temos
vários conceitos sobre a Igreja.
a) Igreja visível e invisível. A Igreja é um só organismo independente dos
títulos e das denominações existentes. Entretanto ela pode ser vista
sob dois aspectos: visível e invisível. A Igreja invisível representa
singularmente o povo de DEUS espalhado em todo o mundo, enquanto que a Igreja
visível refere-se à igreja local, a uma comunidade de pessoas num determinado
lugar.
b) Corpo universal de CRISTO. A Igreja de CRISTO como corpo possui diversos
órgãos e muitos membros, mas todos trabalham de forma orgânica e
harmônica, interligados, em função do corpo. Ela é composta de todos os
cristãos autênticos em toda a história do cristianismo (Mt 16.18; 1 Co
12.27; Ef 3.10,21; 5.23-32; Hb 12.23). São milhões de membros espalhados pelo
mundo. Quando todos cumprem a sua parte, a Igreja se
beneficia, mas se algum deles está enfermo espiritualmente e não é logo
restaurado, afeta todo o corpo.
c) Igreja local. A igreja local é o lado visível da Igreja que vivencia em sua
forma comunitária a mesma herança apostólica, os mesmos ideais de
vida, e as mesmas expressões de fé (Rm 16.1; Cl 4.16; Gl 1.2,22; At 14.23).
A vida em comunidade foi uma das características predominantes dos cristãos
primitivos (At 2.46; 4.32,33; 5.42; 12.5,12). Eles frequentemente
se reuniam motivados sempre pela mesma razão: a fé no CRISTO ressuscitado.
d) Igrejas domésticas. Como não havia templos cristãos construídos no primeiro
século da Era Cristã, os crentes daquela época tinham por hábito
reunirem-se nas casas, uns dos outros (1 Co 16.19; Rm 16.5,23; Fm v.2). Essas
igrejas domésticas acomodavam perfeitamente o corpo de CRISTO
naquelas localidades. Cada igreja local ou doméstica era a manifestação física
e visível da Igreja universal.
II. A RAZÃO DE SER DA IGREJA
1. A Igreja é o mistério da vontade de DEUS que estava escondido. Segundo o que
Paulo escreveu aos efésios, a Igreja era o mistério que estava
escondido e que em CRISTO foi desvendado: "desvendando-nos o mistério da
sua vontade" (Ef 1.9). DEUS, o Pai, planejou a Igreja antes da
fundação do mundo, porém, a sua concretização efetivou-se na revelação de JESUS
CRISTO. A questão é: Com que propósito este mistério estava
escondido? O propósito era resgatar o controle do Universo usurpado por Satanás
(Ef 1.9,10). DEUS haveria de "convergir em CRISTO todas as
coisas" (Ef 1.10). Essa revelação aconteceria "na plenitude dos
tempos", isto é, quando a medida do tempo de DEUS chegasse ao limite. O
tempo
chegou quando CRISTO, enviado pelo Pai, sendo DEUS, fez-se homem para resgatar
a autoridade usurpada pelo Diabo. Ele veio para buscar o que
se havia perdido (Lc 19.10); para despojar a Satanás e seus anjos dos poderes
roubados e triunfar sobre eles (Cl 2.15); para reconciliar o mundo
com DEUS, satisfazendo a justiça ultrajada de DEUS (2 Co 5.19-21) e, para
readquirir os direitos divinos sobre todo o Universo, por direito de
criação e por direito de redenção.
2. A Igreja representa a criação de uma nova humanidade em CRISTO. Efésios 2.15
diz: "ele aboliu na sua carne, a lei dos mandamentos na forma
de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a
paz". Ao referir-se a "dois homens", metaforicamente o
texto quer dizer, dois povos; judeus e gentios. DEUS quis fazer dos dois, um só
povo, uma nova humanidade, a Igreja. Trata-se de uma criação
no plano espiritual mediante a obra regeneradora do ESPÍRITO SANTO.
A Igreja tem a vida do ESPÍRITO e cumpre a missão de reconciliar o mundo com
DEUS (Rm 8.18-23; 2 Co 5.19).
III. A IGREJA LOCAL E O TRATAMENTO ESPECÍFICO DE DEUS
Vejamos alguns modelos de igrejas locais:
1. A igreja em Jerusalém (At 2.46,47). Foi o primeiro grupo de crentes formado
após a descida do ESPÍRITO SANTO no Pentecostes (At 2.1).
Naturalmente, não havia templos cristãos ainda, pois a Igreja era recém-nascida
e os convertidos reuniam-se no alpendre do Templo de Salomão
(At 2.46; 5.12,20,21,25) e nas casas de famílias (At 2.46; 5.42).
2. A igreja de Corinto (1 Co 1.2). Nesta igreja, o ESPÍRITO SANTO
manifestava-se de modo especial. No primeiro livro dirigido a essa igreja está
o
conteúdo principal da doutrina dos dons espirituais (1 Co 12,13,14) - uma das
doutrinas vitais para todas as igrejas em todo o mundo.
3. A igreja de Tessalônica (1 Ts 1.1). Neste texto o apóstolo Paulo refere-se à
"igreja dos tessalonicenses em DEUS". A expressão "em DEUS"
indica que os cristãos daquela cidade, formavam "a igreja local",
isto é, estavam unidos como um só, em DEUS. A referência à igreja local, nada
tem a ver com qualquer denominação evangélica, pois a expressão "igreja
local" tem um sentido genérico e refere-se aos cristãos que formam a
igreja num determinado local.
4. Os membros da igreja local. Um exemplo que ilustra a igreja local é o da
"igreja que estava em Antioquia" (At 13.1). Esse capítulo fala de uma
reunião dos membros dessa igreja para decidirem sobre sua expansão para outros
lugares. Aqueles irmãos, sob a direção do ESPÍRITO SANTO,
decidiram enviar algumas pessoas para outras cidades.
A igreja local é uma comunidade de pessoas que agem e interagem como os membros
de um corpo (1 Co 12.18). Esses membros estão
distribuídos no corpo e cumprem, cada qual, a sua função (Ef 4.16; 1 Co 12.11).
Desenvolvem um relacionamento social e espiritual (Rm 12.5),
pois "ninguém busque o proveito próprio, antes cada um o que é de
outrem" (1 Co 10.24).
5. As ordenanças de CRISTO à igreja local (At 2.37-41; Lc 22.14-20; 1 Co
11.23-30). Esses textos falam de duas ordenanças de CRISTO para os
seus discípulos: o batismo em águas e a santa ceia. Em Atos 2.41, os discípulos
levaram a sério a ordenança do batismo, o qual representa o
arrependimento de toda pessoa que aceita e crê em CRISTO como Salvador e Senhor
(At 8.13,16; 36-38; 10.47,48; 16.33; 19.3). O batismo seria
por imersão de corpo inteiro sob as águas em nome da Trindade Divina (Mt
28.19). A segunda ordenança foi a comunhão celebrada pela ceia com
pão e vinho, símbolos da sua carne e do seu sangue. A finalidade da ceia era
estabelecer um memorial (Lc 22.19), para lembrar os sofrimentos e
morte do Senhor JESUS CRISTO, sobretudo, o seu sangue que nos trouxe a expiação
de nossos pecados.
CONCLUSÃO
A humanização do Verbo, através do nascimento virginal, constituiu-se no início
da revelação do mistério de DEUS ao mundo. DEUS irmanado
conosco (Mt 1.23), começou a transpor de sua mente para a realidade humana a
parte final do plano que Ele mesmo determinara. Ou seja, fazer
de todos quantos recebem a CRISTO como seu Salvador, quer judeus ou gentios, um
só corpo pela agência do ESPÍRITO SANTO. Toda a concepção
divina para a redenção humana passa por JESUS. Ele é a pedra angular do plano
eterno de DEUS em relação ao mundo.
Subsídio Bibliológico
"JESUS assevera, em Mateus 16.18: "Edificarei a minha igreja".
Esta é a primeira entre mais de cem referências no Novo Testamento que
empregam a palavra grega primária para igreja": ekklêsia, composta com a
preposição ek ("fora de") e o verbo kaleõ ("chamar"). Logo,
ekklêsia
denotava originalmente um grupo de cidadãos chamados e reunidos, visando um
propósito específico. O termo é conhecido desde o século V
a.C., nos escritos de Heródoto, Xenofontes, Platão e Eurípedes. Este conceito
de ekklêsia prevalecia especialmente na capital, Atenas, onde os
líderes políticos eram convocados como assembleia constituinte até quarenta
vezes por ano. O uso secular do termo também aparece no Novo
Testamento. Em Atos 19.32,41, por exemplo, ekklêsia refere-se à turba
enfurecida de cidadãos que se reuniu em Éfeso para protestar contra os
efeitos do ministério de Paulo. Na maioria das vezes, porém, o termo tem uma
aplicação mais sagrada e refere-se àqueles que DEUS tem chamado
para fora do pecado e para dentro da comunhão do seu Filho, JESUS cristo, e que
se tornaram "concidadãos dos santos e da família de DEUS" (Ef
2.19). Ekklêsia é sempre empregada às pessoas e também identifica as reuniões
destas para adorar e servir ao Senhor". (Teologia Sistemática,
CPAD, pág. 536)
1. Qual o sentido da palavra "igreja" no original grego?
R. Denota um grupo de cidadãos "chamados para fora".
2. O que diferencia a Igreja visível da invisível?
R. A Igreja invisível representa o povo de DEUS espalhado por todo o mundo,
enquanto que a visível refere-se à igreja local, à uma comunidade
de pessoas num determinado lugar.
3. O que é uma igreja local?
R. É uma comunidade de pessoas que agem e interagem como os membros de um corpo
(1 Co 12.18).
4. Cite as duas ordenanças de CRISTO à igreja local.
R. O Batismo em águas e a Ceia.
5. Qual foi o primeiro grupo de crentes formado após a descida do ESPÍRITO
SANTO no Dia de Pentecostes?
R. A igreja em Jerusalém.
RESUMO DA LIÇÃO 12 - JESUS E A IGREJA - 18/06/2000 - CPAD 2º
TRIM.2000
TEXTO ÁUREO
"Pois também eu te digo que tu és Pedra e sobre esta pedra
edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra
ela" (Mt 16.18).
VERDADE PRÁTICA
A Igreja de nosso Senhor JESUS CRISTO é a única instituição, na
terra, que está predestinada por DEUS ao sucesso total.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos alguns aspectos importantes em relação à
Igreja. Esta instituição, fundada por nosso Senhor JESUS CRISTO, é única em
todo o mundo, em sua missão, atribuições e ação, em prol da salvação da
humanidade. Como "coluna e firmeza da verdade" (1 Tm 3.15), a Igreja
congrega a reserva moral e espiritual, inabalável, sobre a terra, a servir de
padrão para todos os que nela se firmarem. Que DEUS nos ensine a compreender e
valorizar mais a Igreja do Senhor.
I. CONCEITUAÇÃO DE IGREJA
1. Origem da palavra. A palavra igreja vem do grego, ekklesia,
significando, literalmente, "os chamados para fora". Na Grécia
antiga, identificava uma "assembleia", em que um arauto convocava as
pessoas para uma reunião, que podia ser realizada ao ar-livre, numa praça, com
finalidade religiosa, política ou de outra ordem. Na realidade, fomos tirados
"para fora" do mundo e Ele "nos fez assentar nos lugares
celestiais, em CRISTO JESUS" (Ef 2.6).
2. Conceituação bíblica. No Novo Testamento, encontramos expressões
que denotam o significado e missão espiritual da Igreja.
a) "Multiforme sabedoria de DEUS" (Ef 3.10). Neste
aspecto, a Igreja revela ao mundo a sabedoria de DEUS, em suas muitas e
variadas formas de manifestação. A criação do mundo, do homem, e do universo,
bem como suas relações com as coisas criadas são expressões da sabedoria divina
(ver SI 19.1-4; Rm 1.19,20).
b) "Coluna e firmeza da verdade" (1 Tm 3.15). É a única e
exclusiva instituição, em todo o mundo, em todos os tempos, que tem credenciais
para ser sustentáculo da verdade. As "verdades" dos homens mudam a
cada dia. A verdade apresentada pela Igreja é imutável, pois é encarnada no
próprio CRISTO (vide Jo 14.6).
II. O FUNDAMENTO DA IGREJA.
1. Não é Pedro (Mt 16.15.18). O texto bíblico revela o diálogo
entre JESUS e os discípulos, quando estes disseram que certas pessoas o
consideravam como João Batista ressurreto, ou Elias, ou Jeremias ou outro dos
antigos profetas (ver Mt 14.1,2; Lc 9.7,8; Mc 6.14,15). JESUS lhes perguntou:
"E vós, quem dizeis que eu sou?" (v.15). "E Simão Pedro,
respondendo, disse: Tu és o CRISTO, o Filho do DEUS vivo" (v.16). Diante
dessa resposta, JESUS disse: "Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque
não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois
também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja,
e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (vv.17,18).
2. A pedra é CRISTO. Na resposta de JESUS (v.18), podemos ver que
Ele próprio é a pedra sobre a qual a Igreja está assentada. Quando Ele disse:
"Tu és Pedro", usou a palavra petros que quer dizer
"pedrinha" ou "fragmento de pedra", que pode ser removida.
De fato, Pedro demonstrou certa fragilidade, em sua personalidade. Numa
ocasião, deixou-se usar pelo inimigo (Mc 8.33); num momento crucial, negou
JESUS três vezes (Mt 26.69-75). Por isso, quando JESUS disse: "sobre esta
pedra edificarei a minha igreja", Ele utilizou a palavra petra, que tem o
significado de rocha inamovível, e não petros que é "fragmento".
3. A edificação da Igreja. Em Mt 16.18, vemos a promessa da
edificação da Igreja sobre o próprio CRISTO. Ele é a Rocha. Somente Ele
satisfaz essa condição, conforme lemos em 1 Co 3.11; 10.14; Rm 9.33; Mt 21.42;
Mc 12.20; Lc 20.17. Sem dúvida, Pedro foi um dos líderes da Igreja primitiva,
ao lado de Tiago e de João (At 12.17; 15.13; GI 2.9). Contudo, não há base
bíblica para afirmar que a Igreja teria Pedro como a rocha sobre a qual ela
seria edificada. JESUS é o fundamento da Igreja (1 Co 3.11). Se alguém tem
dúvida, basta ouvir o que o próprio Pedro disse em 1 Pe 2.4,5; At 4.8,11.
4. As chaves dadas a Pedro. Em sua resposta a Pedro, JESUS disse:
"E eu te darei as chaves do Reino dos céus... (Mt 16.19a.). As
"chaves dos céus" são melhor entendidas como o poder e a autoridade
para transmitir a mensagem do evangelho. No Dia de Pentecostes, Pedro foi usado
por DEUS para abrir as portas do Cristianismo aos judeus (At 2.38-42) e aos
gentios, na casa de Cornélio (At 10.34-36). Portanto, Pedro não é o porteiro do
céu, como pensam os romanistas.
III. PRERROGATIVAS DA IGREJA
1. O poder de ligar e desligar. "...e tudo o que ligares na
terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos
céus" (Mt 16.19). Trata-se de autoridade dada por CRISTO à Igreja,
representada ali por Pedro, usado por DEUS, e estendida a todos os apóstolos
(Mt 18.18; Jo 20.23), no sentido de receber a aceitação de pecadores ao Reino
dos céus, ou de desligá-los, mediante a autoridade concedida por JESUS. Esse
poder não é absoluto. Só pode ser utilizado de modo legítimo, nos limites
estabelecidos pela Palavra de DEUS.
2. A autoridade para reconciliar. JESUS mostrou que há quatro
passos importantes, para a reconciliação entre irmãos: a) o ofendido deve
procurar o irmão: "vai e repreende-o entre ti e ele só" (Mt 18.15a);
neste passo, há uma bifurcação; "se te ouvir, ganhaste a teu irmão"
(Mt 18.15b); "mas, se não te ouvir", vem o segundo passo; b)
"leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas testemunhas
toda a palavra seja confirmada" (Mt 16.16); c) "e se não as escutar,
dize-o à igreja" (v.17a); d) "e, se também não escutar à igreja,
considera-o como um gentio e publicano" (v.17b). Aqui, temos algumas
observações. Primeiro, JESUS não mandou o irmão ofendido pedir perdão ao
ofensor, como ensina alguém, de modo ingênuo. Segundo, vemos, nesse texto, a
autoridade da Igreja para respaldar a reconciliação e para excluir aquele que
não quer reconciliar-se.
3. Autoridade da concordância (Mt 18.19,20).
a) "Se dois de vós concordarem na terra". Esta expressão
mostra-nos o valor da união entre os crentes, bem como o valor da oração
coletiva, a começar por um grupo de duas pessoas, que resolvem orar a DEUS, em
nome de JESUS (Jo 14.13), num só pensamento, num só propósito santo. Esse
ensino previne contra o egoísmo na adoração. DEUS é "Pai nosso", de
todos, e não apenas de cada indivíduo. A oração individual é valiosa (Mt 6.6),
mas não exclui a oração coletiva.
b) "Acerca de qualquer coisa que pedirem". A expressão
"qualquer coisa" tem levado muitos a uma interpretação forçada do
texto, crendo que o crente pode pedir o que deseja a DEUS, tendo este obrigação
de atendê-lo. Ocorre que JESUS ensinou algumas condições para o crente ser
ouvido. Não é só dois crentes se unirem e pedirem, por exemplo, a morte de um
desafeto; ou para ganharem rios de dinheiro; ou para fazerem o casamento de
alguém com outrem. É necessário que as pessoas estejam em CRISTO, e que sua
Palavra esteja nas pessoas (Jo 15.7). É importante lembrar que DEUS nos atende
se pedirmos algo de acordo com sua vontade (1 Jo 5.14).
c) "Isto será feito por meu Pai que está nos céus".
Conforme dissemos no item anterior, DEUS atende o crente que lhe pede algo em
nome de
JESUS (Jo 14.13), e se tal pedido for da sua vontade (1 Jo 5.14).
d) "Dois ou três" (v.20). JESUS nos garante que podemos
ter sua presença, não só nas grandes reuniões, mas em qualquer lugar em
que dois ou três crentes estejam em comunhão com DEUS e com eles
mesmos. Dessa forma, a dimensão da igreja local (At 20.28; 1 Co 1.2) ou
universal (Hb 12.23) não depende de grandes números, mas de união e reunião em
nome de JESUS.
CONCLUSÃO
A Igreja de JESUS CRISTO, seja no sentido local ou universal,
representa os interesses do Reino de DEUS, na face da Terra. Sem ela,
certamente a humanidade não teria como encontrar o caminho, a verdade e a vida,
indispensáveis à salvação dos homens. No sentido espiritual, a Igreja é a noiva
do Cordeiro, "igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante,
mas santa e irrepreensível" (Ef 5.27). Que nos sintamos felizes e honrados
de pertencer à Igreja do Senhor JESUS.
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REVISTA NA ÍNTEGRA - Lições Bíblicas CPAD - Jovens e
Adultos - 4º Trimestre de 2006 - Título: As verdades centrais
da Fé Cristã
Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade
Lição 10: Igreja, o corpo espiritual de CRISTO
TEXTO ÁUREO
“Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do DEUS vivo, à Jerusalém
celestial, e aos muitos milhares de anjos, à universal assembleia e igreja dos
primogênitos, que estão inscritos nos céus” (Hb 12.22,23).
VERDADE PRÁTICA
A Igreja de CRISTO não é uma simples organização; e, sim: um
organismo vivo que, no poder do ESPÍRITO SANTO, manifesta o Reino de DEUS a um
mundo que jaz no maligno.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 16.18 CRISTO anuncia a fundação da Igreja.
Terça - Ef 1.22 CRISTO é o cabeça da Igreja.
Quarta - Ef 3.10 A Igreja revela agora a multiforme sabedoria de DEUS.
Quinta - 1 Tm 3.15 A Igreja é a coluna e firmeza da verdade.
Sexta - Hb 12.23 A Igreja é a universal assembleia dos santos.
Sábado - Ap 3.20 A Igreja é o castiçal de DEUS.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
MATEUS 18.13-20.
13 - E, chegando JESUS às partes de Cesaréia de Filipe,
interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do
Homem?
14 - E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias, e
outros, Jeremias ou um dos profetas.
15 - Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
16 - E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o CRISTO, o
Filho do DEUS vivo.
17 - E JESUS, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu,
Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que
está nos céus.
18 - Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra
edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
19 - E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que
ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será
desligado nos céus.
20 - Então, mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem
que ele era o CRISTO.
PONTO DE CONTATO
Prezado professor, o termo “igreja” na Antiguidade, referia-se a um
grupo de pessoas que se reuniam para deliberar a respeito dos assuntos
legislativos e políticos das cidades. Geralmente, essas assembleias eram
abertas com orações e sacrifícios às divindades locais. Era concedido, a cada
cidadão que desejasse, o direito de se pronunciar ou propor assuntos para o
debate. No entanto, o termo era comum entre os gregos para designar qualquer
reunião ou assembleia. Com a ascensão do cristianismo, a palavra começou a ser
empregada em sentido mais específico, isto é, a igreja do DEUS vivo.
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conceituar a doutrina da igreja.
Descrever a missão da igreja.
Distinguir a igreja universal da igreja local.
SÍNTESE TEXTUAL
Eclesiologia é a disciplina da Teologia que estuda a igreja, sua
fundação, símbolos e missão, conforme as Escrituras. O vocábulo igreja é
formado por duas palavras gregas: pelo prefixo ek , isto é, “a partir
de”, “de dentro de” ou “para fora de”; e, klēsis , que significa
“chamada”, “convocação”, “convite”. Literalmente quer dizer “chamados para
fora”. Em Atos 19.39, ekklēsia é uma “assembleia reunida para fins
políticos”; em Atos 7.38 é a congregação ou assembleias dos israelitas, mas em
1 Co 11.18, uma congregação cristã. O termo ainda é usado para designar um
“grupo local de cristãos” (Mt 18.17; At 5.11; Rm 16.1,5); a Igreja universal à
qual todos os servos de CRISTO estão ligados (Mt 16.18; At 9.31; 1 Co 12.28; Ef
1.22); e a Igreja de DEUS ou de CRISTO (1 Co 10.32; 1 Ts 2.14; Rm 16.16).
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Professor, a Igreja é um organismo vivo, santo, dinâmico e ligado à
cabeça, CRISTO (Ef 1.22,23). A igreja, portanto, vive em duas dimensões:
espiritual e social. Na dimensão espiritual, a igreja é universal, um organismo
vivo, o corpo místico de CRISTO; mas na esfera social, ela é local, uma
organização, uma agremiação de pessoas ligadas a um sistema de crenças. Como
recurso didático para esta lição, use a tabela que distingue a igreja universal
da igreja local. Reproduza a tabela e a use no tópico V.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
“A Igreja é a herdeira da cruz”. Esta declaração de Thomas Adams,
além de realçar a importância e a natureza da Igreja de CRISTO, deixa bem
claro: a Igreja não surgiu de um projeto humano, mas do próprio Senhor.
I. O QUE É A IGREJA
Como definir a Igreja? William Gurnall assim o faz: “A Igreja não é
nada mais do que CRISTO manifestado”. Como seus representantes, devemos nos
empenhar em ter uma vida santa e irrepreensível, a fim de que os homens, ao ver
a nossa conduta, venham a glorificar a CRISTO — o cabeça da Igreja.
1. Definição etimológica. A palavra igreja vem do
hebraico qāhāl ; e do grego ekklēsia . Ambas as palavras,
do texto sagrado, carregam o mesmo significado: reunião pública, ou assembleia
regularmente convocada, cujo objetivo é congregar-se para deliberar sobre o bem
comum.
2. Definição teológica. Igreja é o conjunto daqueles que,
aceitando a CRISTO pela fé, são imediatamente agregados em seu corpo espiritual
como sua possessão, a fim de testemunhar acerca do Evangelho.
O mesmo termo é aplicado ao ajuntamento dos fiéis num determinado
lugar para adorar a DEUS. Com o tempo, a palavra passou a designar o lugar de
reunião dos crentes.
II. A FUNDAÇÃO DA IGREJA
Quando exatamente foi a Igreja fundada? Com o nascimento de CRISTO?
Com a declaração de Pedro em Cesaréia? Ou com a ressurreição de Nosso Senhor?
Embora a Igreja sempre houvesse sido uma realidade na presciência de DEUS, ela
só passou a existir com o derramamento do ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecostes
(Ef 3.8-11).
III. OS FUNDAMENTOS DA IGREJA
1. A Palavra de DEUS. Solidamente fundamentada na Palavra de DEUS,
a Igreja não é uma invenção dos discípulos, mas o maior projeto de DEUS. O
Antigo Testamento revela que, em CRISTO, todas as nações haveriam de se
congregar em DEUS (Gn 12.1-3; Ag 2.7). O fundamento maior da Igreja é, sem
dúvida alguma, a Palavra de DEUS (1 Co 3.10; Ef 3.5; 2 Pe 3.15-17).
2. A Declaração de Cesaréia. Em Mateus 16, deparamo-nos com
uma das mais concorridas passagens da Bíblia. Os católicos, buscando alicerçar
a autoridade papal, afirmam ser Pedro a pedra a que se refere o Senhor JESUS.
Já os protestantes asseveram: a pedra em questão não é o apóstolo, mas a
declaração que este, inspirado pelo ESPÍRITO SANTO, fez a respeito da
messianidade do Nazareno. Aliás, o próprio apóstolo Pedro afirma que a pedra é CRISTO
(1 Pe 2.4-8).
IV. A MISSÃO DA IGREJA
1. Glorificar a DEUS. No Sermão da Montanha, exorta-nos o CRISTO
a agirmos de tal forma, a fim de que os homens glorifiquem ao Pai Celeste (Mt
5.16).
2. Ser habitação do ESPÍRITO SANTO (1 Co 6.19). A Igreja é o
templo espiritual de DEUS; nela habita o ESPÍRITO de DEUS. Os que a procuram,
têm de saber que DEUS, de fato, está entre nós (1 Co 14.25).
3. Tornar conhecida a sabedoria de DEUS. Através da exposição
das Sagradas Escrituras, pode a Igreja demonstrar quão superior é a sabedoria
divina (Ef 3.10,11).
4. Proclamar o Evangelho. A principal missão da Igreja acha-se
mui clara no texto da Grande Comissão (Mt 28.18,19).
5. Edificar seus membros na Palavra. Através da Palavra de DEUS
vai a Igreja edificando os seus membros (Ef 4.11-13).
V. OS MEMBROS DA IGREJA
A Igreja é composta pelos salvos por CRISTO oriundos de todas as
nacionalidades.
1. Os judeus. Embora os primeiros cristãos fossem de origem
judaica, não tiveram estes a primazia absoluta na Igreja, conforme o demonstra
Pedro (At 10.34).
2. Os gentios. Considerados pelos judeus como cachorrinhos (Mt
15.26), por estarem alijados da comunidade de Israel (Ef 2.12), foram os
gentios admitidos à família dos santos com pleno acesso às bênçãos espirituais.
3. A Igreja de DEUS. Formada por judeus e gentios, a Igreja de
DEUS é vista como a Universal Assembleia dos Santos (Hb 12.22-24).
VI. AS ORDENANÇAS DA IGREJA
1. Definição teológica. Por constituírem em ordenações
explícitas de Nosso Senhor à sua Igreja, assim são denominados o batismo em
água e a santa ceia.
2. O batismo. Constitui o batismo um símbolo da morte e
ressurreição de CRISTO. Através do batismo, realizado por imersão e em nome do
Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO (Mt 28.18,19), o novo convertido declara
publicamente haver aceitado de forma plena, pela fé, o sacrifício de CRISTO. De
igual modo, testemunha já haver morrido para o mundo e, agora, ressuscitado
espiritualmente, vive em novidade de vida (Rm 6.4).
3. Santa Ceia. É a Santa Ceia a segunda ordenança observada
pela Igreja (Mc 14.12-26). Seus elementos: o pão e o vinho, simbolizam,
respectivamente, o corpo e o sangue de CRISTO oferecidos em resgate da
humanidade (1 Co 11.24,25).
Contém a Santa Ceia duas mensagens centrais:
a) Memorial: leva-nos a recordar o sacrifício vicário de CRISTO.
b) Profética: alerta-nos quanto à vinda de Nosso Senhor JESUS
para buscar a sua Igreja (1 Co 11.26).
CONCLUSÃO
O destino da Igreja é mui glorioso, conforme as Sagradas
Escrituras. Ler Jo 14.2,3; Ef 5.27. Além de sua beleza e distinção no presente,
será ela, quando da volta do Senhor, revestida de inefável glória, uma glória,
aliás, que somente JESUS pode conceder-nos. Se lermos com atenção os dois
últimos capítulos de Apocalipse, seremos constrangidos a orar e a jejuar, a fim
de que venhamos desfrutar de tudo quanto Ele preparou-nos na cruz. Se com o
Senhor, hoje sofremos; com o mesmo Senhor haveremos de ser glorificados.
Resta-nos, pois, suplicar: Maranata: “Ora vem, Senhor JESUS”.
VOCABULÁRIO
Alijar: Apartar de si; desembaraçar-se, desobrigar-se.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
BERGSTÉN, E. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2005.
EXERCÍCIOS
1. O que é a Igreja?
R. É o conjunto daqueles que, aceitando a CRISTO, são
agregados em seu corpo espiritual.
2. Quem pode fazer parte da Igreja?
R. Todos os salvos por CRISTO.
3. Quais as duas ordenanças da igreja?
R. O batismo e a Santa Ceia.
4. Quando a Igreja foi fundada?
R. Com o derramamento do ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecostes.
5. Quais as duas mensagens centrais da Santa Ceia?
R. Recordar o sacrifício de CRISTO e alertar quanto à vinda de
JESUS.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Teológico
“A Igreja ( Ekklēsia ) de DEUS é um povo tirado do mundo.
O mais importante na estrutura da Igreja e que lhe dá a razão de
ser e de existir é que ela seja realmente constituída de um povo que, de acordo
com as palavras de JESUS, tenha sido tirado do mundo (Jo 15.19). Essa realidade
é evidenciada, de modo claro, pela própria palavra que o Novo Testamento usa,
em sua língua original (grego), ‘para igreja’ — ekklēsia . Essa
palavra é composta de duas outras: ek e klēsis . Ek significa
‘para fora’, e klēsis , ‘chamado’. Ekklēsia e usada no Novo
Testamento 115 vezes [...].
1) Comunidade grega. É usada três vezes para expressar uma assembleia
de comunidade grega, tanto legal (At 19.39), como ilegal (At 19.32,40) [...].
2) Israel. É usada duas vezes para designar o Israel de DEUS
no Antigo Testamento (At 7.38; Hb 2.12), exprimindo, assim, como DEUS chamou a
Israel dentre os povos para ser um povo seu (Dt 7.6-8)”.
(BERGSTÉN, E. Teologia Sistemática. 4.ed., RJ: CPAD,
2005, p.214).
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
NA
ÍNTEGRA - LIÇÃO 7, BETEL, UNIDADE - A RECEITA QUE NOS FAZ VENCER AS
ADVERSIDADES DA VIDA, 2º TRIMESTRE DE 2026
Escrita Lição
7, Betel, Unidade - a receita que nos faz vencer as adversidades da vida,
2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar
PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
EBD | 2° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL |
TEMA: Neemias – Restaurando muros, reconstruindo vidas e renovando
propósitos | Escola Bíblica Dominical |
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- DEUS NOS FEZ
SERES RELACIONAIS
1.1. Vivendo em
união
1.2. A união
gera unidade
1.3. Evitando
contendas
2- NEEMIAS UNIU
O POVO
2.1. A
importância de ouvir o outro
2.2. Neemias
foi claro e verdadeiro
2.3. A unidade
se estabelece na missão conjunta
3- A IGREJA DE
JESUS VENCE UNIDA
3.1. A desunião
revela uma vida segundo a carne
3.2. A Igreja
unida revela a manifestação de CRISTO ao mundo
3.3. Unidos
podemos fazer a Obra de CRISTO
TEXTO ÁUREO
“No lugar onde
ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntais conosco; o nosso DEUS pelejará por
nós” Neemias 4.20
VERDADE
APLICADA
A unidade da
Igreja é um mandamento bíblico para todos os membros do Corpo de CRISTO.
OBJETIVOS DA
LIÇÃO
Saber o significado de união e unidade.
Ressaltar o ensinamento bíblico sobre a unidade da Igreja.
Identificar como Neemias promoveu a unidade de seu povo.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA - SALMOS 133.1-3
1- Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!
2- É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de
Arão, e que desce à orla dos seus vestidos.
3- Como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o
Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.
LEITURAS
COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Is
41.6 Os irmãos devem se ajudar.
TERÇA | GI 5.19-20 Dissensões e contendas são pecados.
QUARTA | Gn 13.8 Procure resolver demandas com sabedoria.
QUINTA | 25m 15.1-6 Ouvir as pessoas as torna importantes.
SEXTA | Jo 17.23 Sejamos perfeitos em unidade.
SÁBADO | 2Co 12.18 Andemos no mesmo espírito.
HINOS SUGERIDOS: 168, 303, 231
MOTIVO DE
ORAÇÃO
Ore para que o
amor e a cooperação sejam marcas visíveis da Igreja de CRISTO.
PONTO DE
PARTIDA - A unidade fortalece o povo de DEUS.
INTRODUÇÃO
Um dos motivos do êxito de Neemias foi ter conseguido unir o povo
judeu diante dos desafios que surgiram na reconstrução do muro
de Jerusalém. Nesta lição, veremos a importância da união entre os irmãos,
um fato que faz parte da história da Igreja.
1- DEUS NOS FEZ SERES RELACIONAIS
DEUS declarou que “não é bom que o homem esteja só” e criou a
mulher, estabelecendo a união como fundamento da vida (Gn 2.18-24). Crescemos
com e para o outro: aprendemos linguagem, valores e vocação no convívio (Ec
4.9-12; Pv 27.17). A igreja segue essa lógica: em CRISTO, somos um corpo com
muitos membros, edificando-nos em amor (1Co 12.12-27; Ef 4.16). Por isso, não
abandonamos a congregação: reunimo-nos para Palavra, oração e comunhão (Hb
10.24-25; Atos 2:42).
1.1. Vivendo em união
O termo “união” significa: “soma; ajuntamento de duas ou mais
pessoas, formando um todo harmônico; aliança ou pacto” (Dicionário Michaelis).
A Palavra de DEUS traz exemplos de união: o povo de Israel saiu unido da terra
do Egito (Êx 12.50,51); a Igreja Primitiva começou unida, tendo tudo em comum
(Atos 2:44). O salmista declarou: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos
vivam em união, Sl 133.1. A interjeição exclamativa “Oh!”, no início do
versículo, mostra quão emocionado estava o salmista diante da união dos irmãos.
Certamente, DEUS realmente se alegra quando Seu povo vive unido. Na união se
encontra a força (Ed 3.1;9) e a complementaridade, já que há coisas que somente
são possíveis quando estamos unidos (1Co 12c).
Bispo Abner Ferreira (2021): “Paulo fala sobre os
benefícios do conhecimento da Escritura: a unidade da fé; o conhecimento do
Filho de DEUS; o desenvolvimento pleno do cristão; a medida da estatura
completa de CRISTO (Ef 4.13). Tudo isso acontece quando a verdade é ensinada em
amor”. Quando isto é praticado, o corpo não só cresce, ele também fica
protegido dos “ventos de doutrina” (Ef 4.14-15), é equipado para o serviço (Ef
4.12) e transforma conhecimento em vida prática. Ou seja, unidade bíblica não é
uniformidade: é maturidade que nasce da Palavra aplicada com amor.
1.2. A união gera unidade
A união dos irmãos promove a unidade da Igreja. JESUS disse: “E eu
dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um, Jo
17.22. Em seu sentido bíblico, o termo “unidade” corresponde ao ajuntamento de
pessoas com o mesmo objetivo, que vivem em concordância de fé. A união nos leva
à unidade do nosso propósito, que é CRISTO. Nenhum projeto tem êxito sem
unidade. A Torre de Babel foi arruinada quando a unidade daquelas pessoas teve
fim (Gn 11.9). A união nos faz Igreja de JESUS, e a unidade nos torna o Seu
Corpo, sendo Ele mesmo a cabeça (1Co 11.3).
A falta de união tem limitado e travado o avanço da
Igreja; a rivalidade e vaidades podem corroer severamente a missão e
consequentemente enfraquece o testemunho. No Reino de DEUS, a união dá lugar à
parceria: “melhor são dois do que um… o cordão de três dobras não se quebra”
(Ec 4.12). Por isso, somos chamados a um só pensar e um só falar (1Co 1.10), a
completar a alegria do Senhor com mesma mente e mesmo amor (Fp 2.2) e a viver a
unidade pela qual JESUS orou (Jo 17.21). Onde irmãos andam juntos, o Evangelho
corre mais longe e com mais fruto.
1.3. Evitando contendas
A Bíblia nos adverte que, entre as obras da carne, estão:
inimizades, porfias, iras, pelejas, dissensões (Gl 5.20). É interessante notar
que esses comportamentos se referem a como nos relacionamos com as pessoas à
nossa volta, e o texto não deixa dúvidas: Quem vive assim não herdará
o Reino de DEUS (v.21). Temos um exemplo emblemático na travessia de
Israel pelo deserto. Se o povo estivesse unido e em obediência à liderança
de Moisés e Arão, não teria ficado quarenta anos no deserto, e todos
os israelitas teriam entrado em Canaã e participado da conquista da terra que DEUS
lhes havia prometido. As consequências da contenda e da desobediência foram
terríveis não apenas para aquela geração, mas também para as futuras. Tudo isso
está registrado na Bíblia para que possamos aprender a viver em unidade e amor.
Bispo Abner Ferreira (2021): “A unidade espiritual é
um pré-requisito indispensável para promover a saúde e a felicidade da Igreja,
adiantar a causa das missões e alcançar a vitória sobre Satanás e seus aliados.
A unidade da Igreja está fundamentada na ação das três Pessoas da Trindade: um
só ESPÍRITO, um só Senhor, um só DEUS e Pai de todos (Ef 4.4-6). Não há divisão
no DEUS Trino; juntas, as três Pessoas produzem a unidade de todos os
cristãos”.
EU ENSINEI QUE: A Bíblia nos
adverte que, entre as obras da carne, estão: inimizades, porfias, iras,
pelejas, dissensões.
2- NEEMIAS UNIU O POVO
Neemias soube manter as pessoas à sua volta unidas, e os resultados
dessa união não demoraram a aparecer. Em pouco tempo de trabalho, os muros já
estavam erguidos até a metade (Ne 4.6) e, em apenas cinquenta e dois dias,
estavam totalmente erguidos (Ne 6.15). Neemias promoveu a união e a unidade de
seu povo.
2.1. A importância de ouvir o outro
É impossível manter um ambiente de união e harmonia sem ouvir o que
o outro tem a dizer. Neemias deu atenção aos judeus de Jerusalém e ouviu suas
palavras (Ne 2.18). Quando os mais pobres se queixaram da maneira abusiva como
seus irmãos mais abastados os tratavam, Neemias considerou suas queixas (Ne
5.1-6). Ele também não censurou os judeus que falavam bem de Tobias; mesmo não
concordando, os ouviu (Ne 6.19). Hoje, temos muita dificuldade em ouvir; muitas
vezes, interrompemos o outro ou tentamos completar o seu raciocínio, e isso não
é uma escuta adequada. Quem nos ouve com atenção marca a nossa vida para
sempre, porque nos faz sentir importantes.
William Barros (2022): “Vivemos numa sociedade onde
cada vez mais as pessoas interrompem as outras, são impacientes e demonstram
uma enorme dificuldade em ouvir o outro. As pessoas que nos ouvem marcam a
nossa vida, porque fazem com que nos sintamos importantes’: No entanto, ouvir
com atenção é um gesto de amor que dá valor ao outro e constrói pontes em vez
de muros. Quem aprende a ouvir com o coração se torna instrumento de paz, cura
e sabedoria em meio a um mundo apressado e barulhento.
2.2. Neemias foi claro e verdadeiro
A confiança não se estabelece em meio a mentiras e falta de
clareza. Neemias abriu o coração para o seu povo, falando abertamente sobre o
estado em que eles e a cidade se encontravam: “Bem vedes vós a miséria em que
estamos, que Jerusalém está assolada e que as suas portas têm sido queimadas a
fogo; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em
opróbrio’: Ne 2.17. Ele contou como DEUS havia confirmado seus passos até ali,
guardando sua vida e concedendo tudo de que precisava (Ne 2.18). A integridade
e a transparência de Neemias, somadas à certeza de que DEUS o havia enteado,
suscitaram confiança e credibilidade no seu povo.
A verdadeira transformação começa dentro de nós.
Antes de influenciar, precisamos ser influenciados por DEUS. Mudanças externas
só ganham sentido quando nascem de um coração moldado pelo ESPÍRITO SANTO (Rm
12.2). JESUS ensinou esse princípio ao dizer que “a boca fala do que está cheio
o coração” (Lc 6.45). Assim, quanto mais permitimos que a Palavra renove nossa
mente e transforme nosso caráter, mas naturalmente refletiremos CRISTO aos que
convivem conosco. O impacto de um discípulo autêntico não está em suas
palavras, mas na coerência entre o que vive e o que ensina (1Tn14.12).
Portanto, quem deseja transformar o mundo precisa primeiro deixar-se
transformar por DEUS.
2.3. A unidade
se estabelece na missão conjunta
Neemias conseguiu envolver todos os judeus de Jerusalém na
reconstrução dos muros da cidade. Não era uma exclusividade de pobres nem de
ricos: era uma missão de todos, e o coração deles estava inclinado para aquele
trabalho (Ne 4.6). A nobreza da união de todos foi estabelecida: “Vinde, pois,
e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio’: Ne 2.17.
Ter um alvo em comum deu significado ao desafio que tinham pela frente e evitou
que cedessem às investidas de Tobias e seus companheiros. Não se tratava mais
de um trabalho braçal e da vigilância contra os inimigos, mas de um propósito
espiritual e profético. Se DEUS colocar em suas mãos alguma função de
liderança, mesmo que seja de um simples grupo, estabeleça um propósito em
comum, assim todos farão o seu melhor para alcançar os objetivos traçados.
Pr. Amarildo Martins da Silva (2025): “Quando DEUS
nos fala por sua Palavra, a única resposta aceitável é a nossa obediência. Não
pesamos as opções, não analisamos as alternativas nem negociamos os termos.
Simplesmente fazemos o que DEUS nos ordena: Essa obediência é resposta de rumor
(Jo 14.15), pronta e alegre (Sl 119.60), sustentada pela fé que confia no
caráter de DEUS (Hb 11.8). Foi assim com Abraão, que partiu sem saber para onde
ia, e com Pedro, que lançou as redes “sobre a tua palavra”, (Gn 12.1-4; Lc
5.5). A graça que ordena também capacita (Fp 2.13 ), e a obediência traz fruto
e direção no caminho (Jo 15.8; SI 32.8).
EU ENSINEI QUE: Neemias
conseguiu envolver todos os judeus de Jerusalém na reconstrução dos muros da
cidade.
3- A IGREJA DE JESUS VENCE UNIDA
Não podemos ser identificados como o Corpo de CRISTO se estivermos
desunidos e nos digladiando. Uma Igreja cujos membros alimentam dissensões e
contendas dá mau testemunho da sua fé. O propósito de CRISTO é a nossa unidade.
3.1. A desunião
revela uma vida segundo a carne
Em 1 Coríntios 3.3-4, o Apóstolo Paulo adverte a Igreja sobre seus
erros e estado espiritual: “Porque ainda sois carnais. Pois, havendo entre vós
inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais
segundo os homens? Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo;
porventura não sois carnais?”. Dos versos 1 a 3, Paulo chama os crentes de
Corinto de carnais, comparando-os a crianças que ainda precisam de leite, em
vez de alimento sólido, revelando a imaturidade espiritual deles. O perfil da
Igreja em Corinto também é visto nos tempos atuais: desrespeito às lideranças,
briga entre os irmãos, partidarismo e escândalos. Num ambiente assim, não pode
haver crescimento espiritual.
Quando Paulo lista as obras da carne (Gl 5.19-21),
ele conclui com uma advertência séria: “os que praticam tais coisas não
herdarão o Reino de DEUS” (v.2). Ou seja, estilos de vida marcados por
inimizades, ciú1nes, iras, intrigas e divisões não são meros “defeitos de
temperamento’: são pecado e colocam a pessoa fora do caminho do Reino. A
resposta bíblica não é auto esforço vazio, mas andar no ESPÍRITO (v.16),
permitindo que Ele produza em nós o fruto do amor, paz, longanimidade, domínio
próprio etc. (vv.22-23). Pela graça, crucificamos a carne (v.24), buscamos
reconciliação e aprendemos a viver em comunhão, um sinal de que pertencemos a CRISTO.
3.2. A Igreja
unida revela a manifestação de CRISTO ao mundo
A Igreja é o Corpo de CRISTO na terra, cujo papel é manifestar Seu
poder redentor à humanidade perdida, como disse o Apóstolo Paulo: “E sujeitou
todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da
igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos’: Ef
1.22,23. Aqui, a Igreja é identificada como o Corpo e a Plenitude de CRISTO. O
Corpo porque é a reunião dos salvos de todo o mundo e temos o poder de
expressar a Obra Redentora de JESUS CRISTO, que nos libertou da condenação
eterna. Além disso, por meio da Igreja, Sua Obra chega a todos os perdidos. O
mundo nos reconhece e identifica como discípulos de CRISTO somente quando
amamos uns aos outros (Jo 13.35).
“O amor é uma evidência do novo nascimento. A
conversão ao Evangelho de JESUS traz um novo nascimento (2Co 5.17; Ef 4.21-24).
Quando o novo nascimento acontece, o amor passa a permanecer o coração e o
viver do convertido( … ). Amar é tolerar os mais fracos, perdoar as suas
ofensas e aceitá-los como são, pois todos somos diferentes uns dos outros (Rm
15.1 f (Betel Dominical. 2 tri, 2024, L.12 ). Quem nasceu de DEUS ama (1 Jo
4.7-8) e é conhecido como discípulo de JESUS pelo amor prático (Jo 13.34-35).
Esse Amor se veste de misericórdia, humildade e perdão, ligando tudo em
perfeita unidade ( Cl 3.12-14), e se expressa no cotidiano com paciência,
benignidade e escolha pela reconciliação ( 1 Co 13.4-7). Amar, portanto, é
sinal de nova criação: fruto do ESPÍRITO que transforma relações e edifica a
igreja.
3.3. Unidos podemos fazer a Obra de CRISTO
Apenas quando estamos unidos, experimentamos a plenitude da
manifestação de CRISTO. Unidos, temos todos os Dons do ESPÍRITO SANTO e todos
os Ministérios do ESPÍRITO. A Bíblia descreve os Dons sendo distribuídos por
toda a Igreja e não como um privilégio de algumas pessoas apenas (1Co 12.4-11).
O mesmo ocorre com relação aos Ministérios (Ef 4.11) e ao culto a DEUS: “Que
fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem
doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para
edificação 1Co 14.26. Dessa maneira, fica claro que a desunião nos impede de
sermos perfeitamente edificados. Dependemos uns dos outros e crescemos quando
estamos juntos.
Servimos a CRISTO não para sermos salvos, mas porque
fomos salvos pela graça (Ef 2.8-10). A Escritura distingue motivações do
coração: há quem se mova por medo servil, que não aperfeiçoa o amor (1 Jo
4.18); há quem aja como assalariado (hireling), que busca apenas vantagem
financeira (Jo 10.12-13; Mt 6.24); e há o serviço de filhos, fruto da adoção no
ESPÍRITO, “não recebestes espírito de escravidão … mas de adoção,, (Rm 8.15; Gl
4.7). Este último é o padrão do evangelho: obedecer por amor (Jo 14.15), com coração
íntegro e mãos diligentes (Cl 3.23), perseverando não por cálculo, mas porque
fomos amados primeiro (1 Jo 4.19). Assim, a vida cristã é serviço filial:
livre, grato e fiel, enraizado na obra de CRISTO e capacitado pelo ESPÍRITO.
EU ENSINEI QUE: Apenas quando
estamos unidos, experimentamos a plenitude da manifestação de CRISTO.
CONCLUSÃO
Neemias uniu as pessoas à sua volta e, mesmo com toda oposição, num
curto espaço de tempo, conseguiu realizar a grande obra que DEUS colocou em
suas mãos. Que possamos aprender com seu exemplo, amar nossos irmãos e ter
comunhão uns com os outros.

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