23 abril 2026

Escrita Lição 5. CPAD, O Juízo contra Sodoma e Gomorra, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 5. CPAD, O Juízo contra Sodoma e Gomorra, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

 


ESBOÇO DA LIÇÃO

I – OS ANJOS VISITAM ABRAÃO

1. Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor    

2. A hospitalidade de Abraão     

3. O riso de Sara    

II - DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO

1. O anúncio da destruição     

2. O pecado leva à destruição   

3. A intercessão      

III – A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA

1. DEUS “é fogo consumidor”    

2. Uma catástrofe sem igual       

3. Transformada em estátua de sal  

 

TEXTO ÁUREO

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.” (Gn 18.32)

 

VERDADE PRÁTICA

DEUS é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Sl 25.14 DEUS revela seus segredos para os que o temem

Terça - Gn 18.32 Abraão intercede por Sodoma e Gomorra

Quarta - 1 Tm 2.1 Devemos interceder por todos

Quinta - Ez 22.30 DEUS busca por intercessores perseverantes

Sexta - Rm 8.26 O ESPÍRITO SANTO intercede por nós

Sábado - Rm 8.34 JESUS, nosso intercessor

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 18.23-32

23 - E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?

24 - Se, porventura, houver cinquenta justos na cidade, destrui-los-ás também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela?

25 - Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?

26 - Então, disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles.

27 - E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.

28 - Se, porventura, faltarem de cinquenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.

29 - E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta.

30 - Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta.

31 - E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte.

32 - Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.

 

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RESUMO RÁPIDO DO Pr. Henrique

 

INTRODUÇÃO

Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas. Amós 3:7

E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço Gênesis 18:17 (Gn 20.7 Abraão é chamado de profeta).

Este estudo aborda Gênesis 18–19, um dos relatos mais marcantes do Antigo Testamento, no qual o Senhor visita Abraão acompanhado de dois anjos, reafirma a promessa do nascimento de Isaque e revela seus planos a respeito de Sodoma e Gomorra. A narrativa evidencia a hospitalidade do patriarca, a tensão entre fé e incredulidade (no riso de Sara), e a força da intercessão de Abraão diante da justiça divina. Ao longo do texto, veremos como a misericórdia e o juízo se manifestam lado a lado: DEUS ouve o clamor, examina a realidade do pecado, acolhe a oração do justo e, ao mesmo tempo, não compactua com a corrupção persistente. Para facilitar a compreensão, o conteúdo está organizado em três partes: (I) a visita dos anjos a Abraão, (II) o anúncio dos planos de DEUS e a intercessão, e (III) a destruição de Sodoma e Gomorra e suas lições espirituais. Por causa de Abraão e sua intercessão o justo Ló escapou do juízo de DEUS sobre o pecado de Sodoma, Gomorra e região.

 

Nesta Lição vemos alguns valores serem colocados em evidência em Gênesis 18-19::

Valor de uma visitação,

Valor de uma aliança,

Valor de uma Promessa,

Valor da hospitalidade,

Valor da comunhão,

Valor da comunicação,

Valor da confiabilidade,

Valor de uma intercessão,

Valor de ser justo,

Valor da integridade,

Valor de não olhar para trás etc...

 

I – OS ANJOS VISITAM ABRAÃO

1. Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor    

Segundo Gênesis 18, Abraão recebeu a visita de três homens (o Senhor JESUS e dois anjos) nos carvalhais de Manre, perto de Hebrom, no momento mais quente do dia. Abraão os acolheu com hospitalidade, oferecendo água e um banquete preparado por Sara. A visita confirmou a promessa de que Sara teria um filho no ano seguinte. 

Pontos principais da visita:

  • A Aparição: Três viajantes apareceram à entrada da tenda; Abraão prontamente ofereceu descanso e alimento.
  • A Promessa: Um dos visitantes (o Senhor JESUS) reafirmou que Sara, mesmo idosa (89 anos), daria à luz um filho, o que causou o riso de Sara por descrença.
  • A Intercessão:

 Após o almoço, os anjos seguiram para Sodoma, enquanto o Senhor JESUS revelou a Abraão seus planos de destruir Sodoma e Gomorra. Abraão intercedeu pelos habitantes, questionando se DEUS destruiria o justo com o ímpio.

  • Significado: Esse encontro destaca a hospitalidade de Abraão e o cumprimento da aliança divina. 

A visita é um dos momentos mais marcantes da vida de Abraão, demonstrando a intimidade de sua relação com DEUS e a certeza de que Sara teria um filho. 

 

2. A hospitalidade de Abraão     

Em Gênesis 18, Abraão recebe três visitantes misteriosos (o Senhor JESUS e dois anjos) nos carvalhais de Manre. Demonstrando extrema hospitalidade oriental e seu conhecimento espiritaual, identificando  que seus visitantes não  eram da terra, ele corre ao encontro deles, oferece água para lavar os pés e prepara uma refeição generosa (vitela). A visita confirma a promessa de que Sara daria à luz Isaque. 

A Hospitalidade de Abraão (Gênesis 18:1-15)

  • O Encontro: Durante o calor do dia (provavelmente ao meio-dia), sentado à porta da tenda, Abraão vê três homens. Ele imediatamente se curva e os convida a descansar e comer.
  • Ação Imediata: Abraão apressa-se e pede a Sara que prepare pão, enquanto ele escolhe um bom bezerro e separa a vitela para a refeição (melhor corte), demonstrando honra aos visitantes.
  • Serviço: Abraão não apenas serve a refeição, mas fica de pé ao lado deles sob a árvore enquanto comem.
  • A Promessa: Um dos visitantes (o Senhor JESUS) reafirma que Sara terá um filho no ano seguinte.
  • O Riso de Sara: Sara, ouvindo atrás da porta da tenda, riu por dentro devido à sua idade avançada, mas foi confrontada pelo Senhor, que declarou: "Há alguma coisa difícil ao Senhor?".
  • Significado: Este ato é considerado um exemplo bíblico ímpar de hospitalidade, frequentemente hoje está associado a receber mensageiros divinos sem saber. 

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”. Hebreus 13:2

O relato destaca a presteza de Abraão em servir, a cultura de acolhimento ao estrangeiro e a confirmação divina do pacto. Para ler o relato bíblico completo, consulte o texto em Gênesis 18.

 

3. O riso de Sara

Em Gênesis 18, três visitantes divinos (o Senhor JESUS e dois anjos) visitam Abraão nos carvalhais de Manre. Após receberem hospitalidade, anunciam que Sara teria um filho no ano seguinte. Sara, idosa e estéril, riu de incredulidade, mas o Senhor questionou: "Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?". 

Detalhes da Visita e o Riso de Sara:

  • A Visita (Gênesis 18:1-15): Abraão, aos 99 anos, recebe três "varões" (JESUS e dois anjos) e oferece uma refeição generosa. Um deles, identificado como o Senhor JESUS (Cristofania), reafirma a promessa de um filho com Sara, que na época já tinha passado da idade de conceber (89 anos).
  • O Riso de Sara: Ouvindo atrás da tenda, Sara riu-se consigo mesma, duvidando da possibilidade de ter um filho na velhice. Ela questionou sua própria capacidade reprodutiva.
  • A Resposta Divina: O Senhor questionou o riso de Sara, perguntando: "Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?".
  • A Negação e o Significado: Com medo, Sara negou ter rido, mas foi confrontada. O riso, inicialmente de dúvida, transforma-se após o cumprimento da promessa em Gênesis 21:1-7, quando Sara diz: "DEUS me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo".
  • Isaque: O filho nascido dessa promessa foi chamado de Isaque, cujo nome significa "riso", simbolizando a transformação da descrença em alegria. 

Essa narrativa enfatiza o poder de DEUS acima das limitações humanas e a fidelidade às promessas. Para saber mais, veja o relato completo em Gênesis 18 e  concretização da promessa em Gênesis 21. 

 

II - DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO

1. O anúncio da destruição   

O anúncio de DEUS a Abraão sobre a destruição de Sodoma e Gomorra, relatado em Gênesis 18:16-33, é um momento crucial na narrativa bíblica que revela a intimidade entre DEUS e o patriarca, bem como a justiça e a misericórdia divinas. 

DEUS revela seus segredos aos profetas (Amós 3:7) e Abraão era um profeta conforme (Gn 20.7).  

Aqui estão os pontos principais desse episódio:

  • A Decisão de Revelar: Após a visita dos três mensageiros (o Senhor JESUS e dois anjos) e a promessa do nascimento de Isaque, DEUS decide não ocultar de Abraão o que estava prestes a fazer. A razão dada é que Abraão foi escolhido para ser uma grande nação e para ensinar seus descendentes a seguir o caminho do Senhor, praticando a justiça e o juízo.
  • O Motivo da Destruição: DEUS relata a Abraão que o clamor contra Sodoma e Gomorra é intenso e o seu pecado é extremamente grave. DEUS declara que descerá para verificar se a iniquidade corresponde ao relato que ouviu.
  • A Intercessão de Abraão: Sabendo que seu sobrinho Ló vivia em Sodoma, Abraão aproxima-se de JESUS (DEUS) e começa uma corajosa e respeitosa intercessão. Ele pergunta: "Destruirás o justo com o ímpio?".
  • A Intercessão de Abraão e a Misericórdia de DEUS: Abraão negocia com DEUS para poupar a cidade:
    • Se houvesse 50 justos, DEUS pouparia a cidade.
    • Abraão diminui para 45, 40, 30, 20 e, finalmente, 10 justos.
  • O Veredito: JESUS (DEUS) concorda que, se encontrar 10 pessoas justas em Sodoma, não a destruirá por amor a eles.
  • O Resultado: A história continua no capítulo 19, onde fica evidente que não havia sequer dez justos na cidade, resultando na sua destruição com fogo e enxofre, embora DEUS tenha poupado Ló e sua família devido à intercessão de Abraão. 

Este diálogo mostra Abraão como um amigo de DEUS, preocupado com a justiça divina, e destaca que a destruição de Sodoma foi um ato de julgamento contra a extrema iniquidade vivida ali (Glutonaria, embriaguez, prostituição, adultério, homossexualidade).

 

2. O pecado leva à destruição  

Segundo o relato bíblico em Gênesis, a destruição de Sodoma e Gomorra foi causada pela extrema maldade, corrupção, orgulho e falta de hospitalidade de seus habitantes (Glutonaria, embriaguez, prostituição, adultério, homossexualidade)O pecado intenso e a falta de arrependimento levaram ao julgamento divino, resultando em destruição total por fogo e enxofre. 

Principais Aspectos da Destruição:

  • Pecados Citados: A Bíblia menciona "pecado agravado", promiscuidade e, em Ezequiel 16:49, destaca-se o orgulho, a fartura, a falta de ajuda aos pobres e o desprezo pelos necessitados.
  • O Incidente de Ló: A tentativa de violência (queriam sexo com aqueles anjos-homens) contra os anjos enviados a Ló é o ápice narrativo da corrupção local.
  • A Justiça Divina: A narrativa serve como exemplo bíblico da paciência de DEUS que chega ao limite diante da persistência no pecado.
  • Consequências: A destruição foi repentina e total, frequentemente citada como um exemplo de julgamento. 

O episódio, detalhado em Gênesis 18-19, é amplamente debatido, com perspectivas que variam entre a imoralidade geral e a falta de hospitalidade. A historicidade e o pecado central são interpretados de diversas formas, incluindo o orgulho descrito em Ezequiel 16:49.

 

3. A intercessão 

A intercessão de Abraão por Ló e sua família, narrada em Gênesis 18, demonstra o poder da oração persistente e a misericórdia divina. Abraão intercedeu corajosamente, negociando com DEUS para poupar Sodoma se houvesse justos lá, resultando no resgate de Ló e sua família.

Pontos-chave da Intercessão de Abraão:

  • O Contexto: DEUS revelou a Abraão seus planos de destruir Sodoma e Gomorra devido à grave impiedade ali vigente, o que gerou a urgência de Abraão em interceder por Ló.
  • O Diálogo com DEUS: Abraão, com humildade e ousadia, iniciou uma negociação, perguntando: "Destruirás o justo com o ímpio?". Ele reduziu o número de justos necessários de 50 para 10, demonstrando persistência.
  • A Motivação: A intercessão foi motivada pelo amor ao seu sobrinho Ló e sua família, que residiam na cidade.
  • Resultado e Resgate: A oração de Abraão foi atendida. DEUS, lembrando-se de Abraão, enviou anjos para retirar Ló, sua esposa e suas duas filhas de Sodoma antes da destruição.. 

Esse episódio ilustra a importância da intercessão baseada na comunhão íntima com DEUS e no conhecimento de seus propósitos. 

   

III – A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA

1. DEUS “é fogo consumidor”    

A expressão “DEUS é fogo consumidor” (Hebreus 12:29) é uma metáfora bíblica que enfatiza a santidade, a justiça e o zelo divino, indicando que DEUS não tolera o pecado deliberado e a impiedade. A destruição de Sodoma e Gomorra (Gênesis 19) é frequentemente citada como um exemplo histórico desse julgamento ardente. 

Aqui estão os pontos-chave sobre essa relação:

  • Significado de "Fogo Consumidor": DEUS é descrito desta forma porque Ele é perfeitamente santo e justo. Assim como o fogo consome impurezas, a justiça de DEUS consome o que é ímpio, falso ou pecaminoso. Isso também reflete Seu "zelo" por Sua santidade e povo.
  • A Destruição de Sodoma e Gomorra: O relato bíblico narra que DEUS fez chover fogo e enxofre do céu sobre Sodoma, Gomorra e as cidades da campina, destruindo-as completamente. Isso ocorreu devido à grande maldade, soberba, imoralidade e falta de hospitalidade dos habitantes, crimes que atingiram um nível intolerável Glutonaria, embriaguez, prostituição, adultério, homossexualidade).
  • Contexto de Hebreus 12:29: O versículo situa-se em um contexto de adoração e serviço a DEUS. Ele alerta que, ao recebermos um "reino inabalável", devemos adorar a DEUS com reverência e temor.
  • Justiça e Graça: Embora o fogo consumidor sugira destruição, no contexto do Novo Testamento, ele também é interpretado como o poder de DEUS que purifica o crente de suas impurezas. A destruição de Sodoma serve como um aviso sobre o julgamento, mas a Bíblia também destaca a paciência de DEUS antes de agir. 

Em resumo, a destruição de Sodoma e Gomorra é vista como uma demonstração visível da característica de DEUS como "fogo consumidor", punindo o pecado extremo e a rejeição de Sua santidade.

 

2. Uma catástrofe sem igual       

A narrativa bíblica de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18-19) descreve uma das catástrofes mais severas do Antigo Testamento, retratada como um juízo divino direto contra a corrupção, a imoralidade e a perversidade generalizada de seus habitantes a exemplo do dilúvio. Segundo o relato, DEUS fez chover "fogo e enxofre" dos céus sobre as cidades, destruindo não apenas os locais, mas toda a planície e seus habitantes, o mesmo fogo e enxofre que estará no Lago de Fogo e Enxofre no futuro escatológico. 

E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.

Apocalipse 20:10

Mas, quanto aos covardes, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. Apocalipse 21:8

E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte

Apocalipse 20:14

Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos Lucas 17:29

Então o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra; Gênesis 19:24

O Pecado de Sodoma e Gomorra
A destruição é frequentemente citada como um castigo por "relações sexuais antinaturais" (referência à tentativa de assédio aos anjos que visitaram Ló) e por uma conduta perversa, incluindo inospitalidade violenta. Ezequiel 16:49 adiciona contexto ao mencionar que a iniquidade incluía: 

  • Soberba e orgulho.
  • Fartura de pão e ociosidade.
  • Falta de auxílio aos pobres e necessitados

(Glutonaria, embriaguez, prostituição, adultério, homossexualidade).

A Catástrofe e a Salvação de Ló
DEUS enviou mensageiros (2 anjos) para salvar Ló, sobrinho de Abraão, e sua família, pois eram considerados justos em comparação ao restante da população. A esposa de Ló, no entanto, foi transformada em uma estátua de sal ao olhar para trás durante a fuga, desobedecendo a ordem divina (provou não estar convertida a DEUS – amava Sodoma).

Interpretação e Arqueologia

  • Significado Teológico: A história é usada no Novo Testamento como um exemplo eterno do julgamento de DEUS sobre o pecado.
  • Arqueologia: Alguns arqueólogos, como Steven Collins, sugerem que o sítio arqueológico de Tall el-Hammam, na Jordânia, pode ser a localização de Sodoma, argumentando que evidências de uma destruição por calor extremo (uma possível explosão aérea) coincidem com o relato bíblico, embora esta teoria não seja universalmente aceita na comunidade arqueológica.

 

3. Transformada em estátua de sal

A história bíblica de Gênesis 19 relata que a mulher de Ló desobedeceu à ordem divina de não olhar para trás ao fugir da destruição de Sodoma e Gomorra. Ao olhar para a cidade, ela foi instantaneamente transformada em uma estátua de sal, simbolizando a desobediência, o apego ao passado e as consequências de ignorar as advertências de DEUS. 

Pontos-chave da narrativa:

  • A Ordem: Anjos ordenaram que Ló e sua família fugissem sem olhar para trás.
  • A Desobediência: A esposa de Ló, movida por saudade ou curiosidade, olhou para trás durante a destruição.
  • O Resultado: Ela virou uma estátua de sal (ou coluna de sal).
  • Significado Espiritual: É usada como um alerta contra o apego às riquezas e ao mundo, e a importância de seguir em frente na fé. 

A passagem é frequentemente citada, inclusive por JESUS (Lucas 17:32), como uma lição sobre a falta de firmeza na fé.

 

Recapitulando:

Em Gênesis 18, o Senhor aparece a Abraão nos carvalhais de Manre, na forma de um dos três visitantes (três varões/anjos), sendo um deles identificado como o próprio DEUS (JESUS). Abraão demonstra hospitalidade, oferecendo comida e descanso, e recebe a promessa de que Sara daria à luz um filho. 

Detalhes da Visita (Gênesis 18):

  • O Encontro: Abraão avista três visitantes junto à sua tenda, na hora mais quente do dia.
  • Hospitalidade: Abraão apressa-se em recebê-los, inclinando-se e oferecendo água para os pés e uma refeição preparada com a ajuda de Sara.
  • A Promessa: Um dos visitantes afirma que retornaria no ano seguinte e Sara teria um filho, o que a faz rir por dentro, duvidando devido à idade avançada.
  • O Senhor Interroga: O Senhor questiona por que Sara riu e reafirma: "Há alguma coisa difícil ao Senhor?".
  • Sodoma e Gomorra: Após a refeição, os visitantes seguem em direção a Sodoma. O Senhor JESUS revela a Abraão que destruiria a cidade por causa do seu grave pecado, levando Abraão a interceder pelo sobrinho Ló e família que moravam no local. 

Interpretações e Contexto:

  • Três Varões/Anjos: A Bíblia menciona três homens, e posteriormente dois anjos chegam a Sodoma (Gênesis 19). Acredita-se que um dos três fosse o próprio Senhor JESUS.
  • Identidade dos Visitantes: Algumas interpretações teológicas sugerem que o Senhor e dois anjos, ou até uma teofania (aparição de DEUS), incluindo uma possível manifestação de JESUS no Antigo Testamento, estavam presentes.
  • Tradição: O Talmude Judaico, livro de regras e interpretações do AT) identifica os anjos como Miguel, Gabriel e Rafael. 

Este episódio é citado no Novo Testamento como um exemplo de hospitalidade (Hebreus 13:2). 

Na realidade , JESUS visitou Abraão e Sara (Ele estava acompanhado de dois anjos).

O "Anjo do Senhor" (em hebraico mal'ak YHWH) aparece diversas vezes no Antigo Testamento, atuando não apenas como mensageiro, mas frequentemente manifestando-se como o próprio DEUS (teofania), sendo interpretado por muitos estudiosos como uma manifestação pré-encarnada de JESUS CRISTO. As aparições marcam eventos decisivos de intervenção divina, revelação e proteção. Para DEUS não existe passado, presente ou futuro, tudo é um eterno presente, portanto JESUS anda pela história e tempo humanos (Presciência, Onisciência).

Principais Aparições do Anjo do Senhor:

  • Agar (Gênesis 16:7-14): A primeira aparição registrada, onde o Anjo promete multiplicar sua descendência e Agar o identifica como "DEUS que me vê".
  • Abraão (Gênesis 22:11-18): Impede o sacrifício de Isaque e renova a promessa da aliança, falando como o próprio DEUS.
  • Moisés (Êxodo 3:2-6): Aparece na sarça ardente como uma chama de fogo, identificando-se como "o DEUS de Abraão, Isaque e Jacó".
  • Israel em Boquim (Juízes 2:1-4): O Anjo repreende os israelitas por desobediência e quebra da aliança.
  • Gideão (Juízes 6:11-24): Aparece debaixo do carvalho em Ofra, chamando Gideão para libertar Israel, sendo identificado como o Senhor.
  • Manoá e sua Esposa (Juízes 13): Anuncia o nascimento de Sansão, Ele aparece descrevendo seu nome como "maravilhoso".
  • Balaão (Números 22:22-35): Intercepta o profeta Balaão em seu caminho com uma espada desembainhada.
  • Josué (Josué 5:13-15): Apresenta-se como "Príncipe do exército do Senhor" antes da batalha de Jericó.
  • Elias (1 Reis 19:5-8): Alimenta o profeta Elias durante sua fuga para o monte Horebe.
  • Zacarias (Zacarias 1:11-12; 3:1-6): Intercede por Jerusalém e purifica o sumo sacerdote Josué, representando a restauração divina. 

Características Principais:

  • Identidade: Diferente dos anjos comuns, o Anjo do Senhor fala em primeira pessoa como DEUS, aceita adoração e intercessão e realiza feitos divinos, indicando ser uma manifestação do próprio DEUS, muitas vezes visto como o "CRISTO pré-encarnado," conforme discutido em análises bíblicas.
  • Significado: A expressão, que aparece dezenas de vezes, denota o mensageiro que é também o representante direto da divindade.
  • Frequência: As visitas focam em momentos históricos cruciais para o progresso da revelação. 

 

CONCLUSÃO:

Ao contemplarmos Gênesis 18–19, percebemos que a mesma narrativa que exalta a comunhão de Abraão com DEUS também nos confronta com a seriedade do pecado e com a santidade do Senhor. A hospitalidade do patriarca, o riso inicialmente incrédulo de Sara e a promessa reafirmada revelam que DEUS é fiel e poderoso para cumprir o que disse, mesmo quando as circunstâncias humanas parecem impossíveis. Em seguida, o diálogo entre DEUS e Abraão destaca o valor da intercessão: o justo pode e deve clamar com humildade e perseverança, confiando que o Juiz de toda a terra fará o que é justo. Por fim, a destruição de Sodoma e Gomorra nos lembra que a misericórdia divina não anula a justiça; DEUS salva e preserva quem lhe obedece, mas também julga a persistência na impiedade. Assim, este texto nos chama a viver com reverência, fé e obediência, praticando a justiça, acolhendo o próximo e intercedendo por aqueles que ainda precisam voltar-se para DEUS.

Por causa de Abraão e sua intercessão o justo Ló escapou do juízo de DEUS sobre o pecado de Sodoma, Gomorra e região.

 

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Lição 10: Gênesis 18 e 19 – Sodoma e Gomorra | 1° Trimestre De 2022

EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada), Tema: GÊNESIS – O Livro dos Começos

 

GÊNESIS – O Livro dos Começos – PECC (LINKS)

LIÇÃO 08: GÊNESIS 12 e 13 – ABRAÃO, O PAI DA FÉ
LIÇÃO 09: GÊNESIS 15 a 17 – A BÊNÇÃO DE DEUS SOBRE ABRAÃO
LIÇÃO 10: GÊNESIS 18 e 19 – SODOMA E GOMORRA
LIÇÃO 11: GÊNESIS 25 a 33 – ISAQUE, ESAÚ E JACÓ

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Em Gênesis 18 e 19 há 33 e 38 versos, respectivamente. Sugerimos come­çar a aula lendo, com todos os pre­sentes, Gênesis 19.15-29 (5 a 7 min.). A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia.

Caro(a) professor(a), temos aqui uma lição que nos mostra como o relacionamento íntimo com DEUS abençoa a vida da igreja e da sociedade em geral. O amor e a misericórdia do Pai são movidos pela oração do crente. Precisamos cultivar o ministério da interces­são, pois uma igreja que ora, unida e incessantemente, pode mover bênçãos e perdão; livramentos e conversões. Em contextos moral­mente depravados e ideologicamente corrompidos, somos con­vidados a interceder pelos que se afastaram dos propósitos de DEUS. São nossas responsabilidades testemunhar uma fé genuína; ser sinal de conversão; fazer discípulos para CRISTO e resistir tanto ao materialismo quanto a toda espé­cie de sedução pecaminosa.

 

OBJETIVOS

• Entender o direito de DEUS em julgar.
• Alertar para as consequências do pecado.
• Interceder pela nossa cidade.

 

PARA COMEÇAR A AULA

Professor(a), uma boa es­tratégia para começar a aula é criar paralelos entre as cidades pecaminosas e a realidade que vivemos. Atualmente, a mídia e o comércio mundial têm feito esforços para que toda a humanidade assuma os mesmos comportamentos materialistas. Nossa atitude deve ser de persistência, fé e intercessão. Peça que cada aluno proponha duas ou mais formas de testemunhar sua fé no trabalho, faculdade, família etc. Conclua com uma linda in­tercessão a DEUS pela conversão de muitos.

 

LEITURA ADICIONAL

Abraão orou fervorosamente para que aquela cidade fosse salva, se tão-somente fossem encontrados nela uns poucos justos. Vejamos e Aprendemos com ele quanta compaixão devemos sentir pelos pecadores, e quão fervorosamente devemos orar a favor deles. Aqui vemos que a ora­ção eficaz do justo pode muito em seu efeito. Sem dúvida, Abraão fracassou em seus pedidos a favor do lugar como um todo, porém Ló foi milagrosamente salvo. Então, devemos incentivar a todos a esperarem, através da oração fervorosa, a bênção de DEUS para as nossas famílias, nossos ami­gos e vizinhos. Com esta finalidade, devemos não somente orar, mas viver como Abraão. Ele sabia que o juiz de toda a terra faria justiça. Abraão não pede, nesta passagem, que o mau fosse salvo por si mesmo, nem porque fosse cruel destruí-lo, mas por amor aos justos que poderiam estar entre eles. Somente a justiça pode ser um argumento diante de DEUS.

Então, como foi que CRISTO intercedeu a favor dos transgressores? Sem culpar a lei divina nem alegar a fraqueza ou escusar a culpa humana, ofereceu a sua própria obediência até a morte. […] Todo o povo de Sodoma era mau e vil. Portanto, foi tomado o cuidado de salvar Ló e a sua família. Ló se demorou, agiu frivolamente. Assim, pois, muitos que estão convictos de seu estado espiritual e da necessidade de uma mudança, retardam esta obra tão necessária. A salvação dos homens mais justos ocorre por misericórdia de DEUS, e não pelos méritos deles. Somos salvos pela graça. O poder de DEUS deve também ser reconhecido, quando Ele retira almas de um estado de pecado. Se DEUS não tivesse sido misericordioso para conosco, a nossa demora teria sido a nossa ruína.

Livro: Comentário bíblico de Matthew Henry (4a ed – Rio de Janeiro, CPAD, 2004, pgs. 61-62). 

 

TEXTO ÁUREO

“Ao tempo que destruída as cidades da campina, lembrou-se DEUS de Abraão e tirou a Ló do meio das ruínas, quando subverteu as cidades em que Ló habitara.” Gn 19.25

 

Leitura Bíblica Para Estudo

Gênesis 19.15-29
 
Verdade Prática
Em todo ato de juízo a misericórdia de DEUS também está presente.
 
ESBOÇO DA LIÇÃO PECC
INTRODUÇÃO
I- AS ATITUDES DE ABRAÃO Gn 18.2-25
1- Hospedou DEUS Gn 18.2
2– Foi amigo de DEUS Gn 18.17
3– Intercedeu pelas cidades Gn 18 25
II- SOCIEDADE SEM LIMITES Gn 19.4-26
1
– A abrangência do mal Gn 19.4
2– Ausência de limites morais Gn 19.5
3– Materialismo exacerbado Gn19.26
III- AS ATITUDES DE LÓ Gn 19.1-36
1-
 Suas escolhas Gn 19.1
2– Consequências danosas Gn 19.14
3– Um final desastroso Gn 19.36
APLICAÇÃO PESSOAL
2– Foi amigo de DEUS Gn 18.17
3– Intercedeu pelas cidades Gn 18 25
II- SOCIEDADE SEM LIMITES Gn 19.4-26
1– A abrangência do mal Gn 19.4
2– Ausência de limites morais Gn 19.5
3– Materialismo exacerbado Gn19.26
III- AS ATITUDES DE LÓ Gn 19.1-36
1- Suas escolhas Gn 19.1
2– Consequências danosas Gn 19.14
3– Um final desastroso Gn 19.36
APLICAÇÃO PESSOAL
 
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda – Gn 16.11
Terça – Gn 117.1
Quarta – Gn 18.10
Quinta – Gn 15.26
Sexta – Gn 19.24
Sábado – Gn 19.27
Terça – Gn 117.1
Quarta – Gn 18.10
Quinta – Gn 15.26
Sexta – Gn 19.24
Sábado – Gn 19.27
 
Hinos da Harpa: 116 – 456
 
INTRODUÇÃO
No capítulo 13 de Gênesis, Ló fizera uma escolha fora da direção de DEUS. Seus critérios foram as aparên­cias e interesses materiais. Agora, ele estava onde nunca deveria ter ido e, mesmo sendo justo, sofreria as consequências do juízo divino.
 
I- AS ATITUDES DE ABRAÃO (Gn 18.2-25)
Servos de DEUS dedicados, como Abraão o foi, inspiram e in­centivam outros a caminharem nas suas pisadas. Vejamos algumas atitudes dele:
1- Hospedou DEUS (Gn 18.2) “Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele. Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra”
Parece que nossa geração, gradativamente, vem menosprezando a importância e o privilégio da hospita­lidade cristã Não são poucos os ver­sos nos quais a Bíblia nos admoesta a praticá-la, mas dada a conveniência moderna dos hotéis e restaurantes, raramente acolhemos pessoas em nossas casas. Podemos estar perden­do um bem preciosíssimo, pois a Palavra revela que houve gente que, sem saber, hospedou anjos (Hb 12.2). Aqui Abraão teve o privilégio de receber três visitantes, sendo dois deles anjos (19.1) e, o terceiro, ninguém menos que o próprio DEUS (18.13).
Abraão teve o privilégio de servir pessoalmente ao Senhor. Embora fosse um rico líder tribal e já contasse com 99 anos, não designou a ninguém essa importante tarefa Chama-nos à aten­ção o modo discreto e quase imper­ceptível como ocorrem as visitações de DEUS, pois Ele não visita Abraão com bumbos e trombetas, mas como um viajante desconhecido. Compare isso com Mateus 25.35.
 
2- Foi amigo de DEUS (Gn 18.17) “Disse o Senhor: Ocultarei a Abraão o que estou para fazer?”
De todos os títulos de Abraão, nenhum é tão profundo e especial quanto este: amigo de DEUS. Esse epíteto que faz referência exclusiva a Abraão é mencionado em três diferentes passagens das Escrituras (2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23). A amizade envolve intimidade e confiança, já que confidências podem acontecer entre os amigos. No momento em que Abraão acompanha seus visitantes e os despede, DEUS decide, graciosamente, compartilhar com ele o que iria fazer. W. Wiersbe ressalta que Abraão, por ser íntimo de DEUS, sabia mais sobre o futuro de Sodoma do que os próprios moradores daquela cidade, inclusive mais do que Ló. DEUS compartilha segredos com os Seus. Como seria bom se todos nós fossemos íntimos de DEUS assim. Ele continua procurando pessoas para chamar de amigos (Jo 15.15).
 
3- Intercedeu pelas cidades (Gn 18.25) “Longe de ti o fazeres tal coisa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fos­se igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra?”
DEUS busca e espera por intercessores. Intercessão é a mais profunda dimensão de oração que conhecemos. Geralmente é um ministério pouco valorizado e incentivado, talvez por não oferecer visibilidade. Ninguém oferece credenciais para intercessores. Intercessão é um bom critério para medir a profundidade da nossa espiritualidade. Crentes infantis oram apenas por si o tempo todo. Só gente amadurecida ora pelos outros. A grandeza de Abraão é revelada aqui: ele ora e intercede por uma ímpia cidade onde ele sequer morava; ao passo que Ló, habitante de Sodoma, em nenhum momento faz o mesmo. Abraão é um homem que está livre do juízo destinado às cidades ímpias, mas se condói e clama por aqueles que vão enfrentá-lo. Ele não ora apenas por seus parentes, mas pela cidade inteira; não pede que sejam separados os inocentes e que os pecadores sejam deixados para morrer.
Em sua intercessão, Abraão apresenta seis pedidos pelos possíveis moradores inocentes e, diante daquela possibilidade, DEUS sempre responde: “não destruirei”. A des­truição não traz prazer ao Senhor, pois seu propósito é perdoar. DEUS estava disposto a poupar a cidade inteira se ali encontrasse ao menos dez justos. Quanta diferença uma igreja, mesmo de poucos membros, pode fazer numa cidade. Abraão não exige nada, apenas súplica com o coração dolorido. Nós somos assim? É normal vermos os cristãos indignados diante do mal, inclusive endossando campanhas por maior severidade nas leis, mas oramos compassivamente pelos maldosos? Se dependesse unicamente das nossas orações o que seria da nossa cidade? Que DEUS levante um exército de intercessores em nossa geração!
 
II- SOCIEDADE SEM LIMITES (Gn 19.4-26)
Aquelas cidades ficaram conheci­das como símbolos de devassidão e libertinagem. A perversidade, a anar­quia moral e a injustiça haviam ultra­passado o limite do suportável. Isso suscita uma pergunta óbvia: quais os processos que levam uma sociedade a esse nível de degradação?
 
1- A abrangência do mal (Gn 19.4) “Mas, antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa, os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados.”
O caminho do pecado é de cres­cente destruição e degradação. Aquela sociedade se deteriorara a um nível tão assustador que até mesmo os mais jovens haviam sido contaminados. Contudo, embora Sodoma e Gomorra sejam as mais mencionadas elas não foram as úni­cas cidades ímpias, pois havia tam­bém Admá e Zeboim (Dt 29.23). O texto diz que “tanto os moços quanto os velhos” estavam unidos na prática da perversidade. Quando o nível de maldade e pecado é acentuado, as condutas iníquas atingem todas as faixas etárias, isso leva até mesmo as crianças a copiarem e a banalizarem a depravação. Referenciais de santidade e piedade são fundamentais para as próximas gerações, caso contrário, o mal triunfará.
 
2- Ausência de limites morais (Gn 19.5) E chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abu­semos deles.”
Os homens de Sodoma queriam abusar sexualmente dos hóspedes de Ló. Algumas traduções amenizam o trecho substituindo a palavra “abusemos” pela palavra “conheçamos”, o que dá margem a outras interpretações. A verdade é que não é possível dessexualizar a expressão nesse contexto. Nitidamente, era uma tentativa de cometer imoralidade sexual. Haviam perdido todo recato, decência e vergonha, pois suas ações ocorriam em plena praça pública. Agiam como um bando desenfreado de animais selvagens. Os diques morais foram rompidos naquela sociedade.
O pecado daquelas cidades ultrapassou todos os limites imagináveis, os quais não se limitavam ao homossexualismo. Isaías associa o pecado de Sodoma e Gomorra à injustiça social; Ezequiel relaciona a perversão das cidades à exploração dos pobres, soberba e abundância de ociosidade. Por sua vez, Jeremias ressalta a imoralidade geral e o incentivo aos malfeitores (Is 1.9,15-17; Ez 16.46-51; Jr 23.14). O bem havia se tornado raro e impotente diante da escalada do mal. Será que nossa sociedade é diferente?
 
3- Materialismo exacerbado (Gn 19.26) “E a mulher de Ló olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal.”
Os valores morais e espirituais de Sodoma e Gomorra estavam num nível muito inferior aos valores ma­teriais. Sequer havia 10 justos ali. As cidades eram prósperas e a região tão fértil que foi comparada ao Jar­dim do Éden (13.10). Por isso mes­mo, a mulher de Ló olhou para trás (a palavra traduzida por “olhou” é “prestar atenção”, “mostrar consi­deração”). Certamente, pensando na perda que representava sair de lá. Sodoma e Gomorra a seduziram com seus apelos mundanos. Sair de Sodoma não foi fácil para Ló e sua família. O mundo é sedutor e está malignamente organizado para atrair o pecador. Como já foi dito, nós só conhecemos o poder de uma cultura quando tentamos mudá-la e só percebemos a força do materialismo quando decidimos viver de modo simples e na dependência de DEUS. Preso ao materia­lismo, Ló é lento para sair e sua intercessão por Zoar é fruto de inte­resses pessoais (19.20).
 
III- AS ATITUDES DE LÓ (Gn 19.1-36)
Já vimos as atitudes de Abraão, agora nos voltemos para seu so­brinho Ló. Enquanto ele esteve com Abraão, foi bem-sucedido, mas, quando ficou sozinho, se atrapalhou em sua caminhada.
 
1- Suas escolhas (Gn 19.1) “Ao anoitecer, vieram os dois anjos a Sodoma, a cuja entrada estava Ló assentado; este, quando os viu, levantou-se e, indo ao seu encontro, prostrou-se, rosto em terra.”
A posição de Ló junto à porta da cidade é emblemática. Era nesse lo­cal onde se discutiam negócios. Ele não era um porteiro, mas alguém que ocupava alguma posição na ad­ministração local. Há um processo aqui. Primeiro vemos Ló se aproxi­mando de Sodoma e armando suas tendas até suas fronteiras (Gn 13), depois, ele aparece morando lá e, por fim, ocupando uma posição de relevância. Morar em Sodoma era uma bomba relógio. Não havia como acabar bem. As escolhas de Ló foram desastrosas para ele e sua família. Cuidado com escolhas que colocam de lado nossa relação com DEUS e Sua santidade em nossas vidas. Más escolhas trazem consequências.
 
2- Consequências danosas (Gn 19.14) “Então, saiu Ló e falou a seus genros, aos que estavam para casar com suas filhas e disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade. Acharam, porém, que ele gracejava com eles.”
A influência de Ló foi pífia naque­las cidades. Sua casa não foi respeita­da e, quando foi avisar seus futuros genros sobre o iminente juízo, trataram-no com zombaria e escárnio. Não sabemos quanto tempo Ló mo­rou em Sodoma, mas ele não conseguiu fazer ali nenhum discípulo. Foi uma existência infrutífera e insossa. Se lembrarmos da intercessão de Abraão, DEUS prometera não des­truir a cidade se nela houvesse dez justos. Abraão parou nos dez porque, certamente, acreditava que houvesse pelo menos esse número naquela cidade. Ló, ao que parece, foi, ali, um sal sem sabor.
Ele chegou, inclusive, a oferecer suas filhas aos moradores da cidade (19.8). Que proposta é essa? Como poderia sugerir algo assim? O que houve com seus valores pessoais? Quando olhamos para as suas atitudes e sua família vemos que, em vez de influenciarem, foram influenciados por Sodoma. DEUS pre­cisou tomá-lo pela mão e arrastá-lo de lá devido sua hesitação (19.16). O ambiente o contaminou.
 
3- Um final desastroso (Gn 19.36) “E assim as duas filhas de Ló conce­beram do próprio pai.”
Ao sair de Sodoma, Ló foi ficar durante algum tempo em Zoar. A ci­dade foi poupada da destruição. De Zoar, ele vai morar numa caverna em completa falência. De tudo o que possuía, nada sobrou, exceto suas duas filhas. Tudo o que Ló tinha virou fumaça, e sua esposa uma estátua de sal. Às vezes DEUS nos livra de determinadas consequências, outras vezes os frutos são inevitáveis. Não ouviremos mais falar de Ló no Anti­go Testamento depois desse episódio. Não sabemos porque ele saiu de Zoar, mas a pergunta é: por que ele não voltou para onde estava Abraão? Seria embaraçoso, com certeza, mas seria uma opção. Teria sido por or­gulho? Por vergonha? Não sabemos. Mas certamente seria bem-vindo ao lado do seu velho e justo tio.
É difícil reconhecermos que es­colhemos errado. É difícil admitir­mos nossas falhas. Não é com frequência que ouvimos a expressão: “Perdão, eu errei”. Para piorar tudo, as filhas de Ló engravidaram do próprio pai e geraram, do incesto, dois filhos e dois povos: amonitas e moabitas, inimigos de Israel. Que triste fim para um homem que conheceu o verdadeiro DEUS. O pecado nunca é estável, nem se­guro. Ninguém nunca sabe aonde o seu pecado o poderá levar. O melhor caminho é o arrependimento e a conversão.
 
APLICAÇÃO PESSOAL
DEUS está sempre disposto a perdoar os que manifestam sincero arrependimento. Sua justiça e misericórdia andam sempre juntas. Sua graça pode alcançá-lo onde quer que você se encontre.
 
 
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REVISTA NA ÍNTEGRA - 2º TRIMESTRE DE 2026 - LIÇÃO 5. CPAD, O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA
 
Escrita Lição 5. CPAD, O Juízo contra Sodoma e Gomorra, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
 
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – OS ANJOS VISITAM ABRAÃO
1. Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor    
2. A hospitalidade de Abraão     
3. O riso de Sara    
II - DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO
1. O anúncio da destruição     
2. O pecado leva à destruição   
3. A intercessão      
III – A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA
1. DEUS “é fogo consumidor”    
2. Uma catástrofe sem igual       
3. Transformada em estátua de sal      
 
TEXTO ÁUREO
“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.” (Gn 18.32)
 
VERDADE PRÁTICA
DEUS é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Sl 25.14 DEUS revela seus segredos para os que o temem
Terça - Gn 18.32 Abraão intercede por Sodoma e Gomorra
Quarta - 1 Tm 2.1 Devemos interceder por todos
Quinta - Ez 22.30 DEUS busca por intercessores perseverantes
Sexta - Rm 8.26 O ESPÍRITO SANTO intercede por nós
Sábado - Rm 8.34 JESUS, nosso intercessor
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 18.23-32
23 - E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio? 24 - Se, porventura, houver cinquenta justos na cidade, destrui-los-ás também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela? 25 - Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra? 26 - Então, disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles. 27 - E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza. 28 - Se, porventura, faltarem de cinquenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco. 29 - E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta. 30 - Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta. 31 - E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte. 32 - Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.
 
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HINOS SUGERIDOS: 5, 75, 557 da Harpa Cristã
 
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
O texto bíblico desta lição, sobre a intercessão de Abraão pelos justos de Sodoma e Gomorra e a destruição daquelas cidades como juízo divino, é surpreendentemente atual. DEUS condena toda forma de injustiça e pecado; muitos dos pecados praticados ali hoje são normalizados pelo status quo. DEUS é amor, mas também justiça: ouviu a oração de Abraão, porém executou seu juízo. Assim como ele intercedeu pelos justos, também somos chamados a clamar por nossa casa, cidade e nação, sustentando a bandeira da justiça divina. A destruição de Sodoma e Gomorra e a preservação de Ló revelam o caráter santo de DEUS e nos ensinam a viver separados do mal, firmes nos princípios bíblicos, buscando agradar ao Senhor em um mundo que tenta relativizar o pecado. 
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Mostrar que DEUS enviou seus anjos para visitarem a tenda de Abraão; II) Explicar que DEUS anunciou a Abraão o que iria acontecer com Sodoma e Gomorra; III) Refletir a respeito do juízo de DEUS contra Sodoma e Gomorra.
B) Motivação: Ao estudarmos esta lição, devemos refletir sobre a justiça e o juízo de DEUS sobre Sodoma e Gomorra e considerar a postura de Abraão como intercessor. "Você tem se colocado na brecha?" De acordo com Ezequiel 22.30, DEUS procura intercessores: orar é clamar pelo outro, não apenas por nós. Também precisamos pensar no juízo divino sobre aqueles que rejeitam o arrependimento. O Senhor é amor, mas também "fogo consumidor" (Hb 12.29). O pecado dominava aquelas cidades a tal ponto que seus habitantes desejaram fazer mal aos anjos enviados à casa de Ló. DEUS pouparia a cidade se houvesse dez justos, mas não houve arrependimento (Gn 18.33).
C) Sugestão de Método: Escreva no quadro as perguntas: "Se Ló tivesse amado a retidão, isso o manteria distante dos maus caminhos daquela geração ímpia?" e "A família de Ló era forte o suficiente para resistir às influências de Sodoma?" Peça que os alunos formem grupos, discutam as questões e depois apresentem suas conclusões por meio de um representante. Ouça atentamente e incentive a participação de todos. Em seguida, explique que Ló e sua família talvez não estivessem tão separados dos caminhos daquela geração. Ló escolheu morar em Sodoma e expôs sua casa à imoralidade local; ao que tudo indica, sua família não tinha firmeza espiritual para resistir às influências malignas. Conclua orando para que amemos a retidão, cultivemos santidade, sejamos vigilantes em cada decisão e para que nossas famílias permaneçam firmes nos princípios bíblicos, intercedendo também por nossa nação, estado e cidade, pedindo avivamento e temor do
Senhor.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO 
A) Aplicação: Depois de apresentar todos os tópicos da lição, aplique as verdades estudadas mostrando que DEUS é amor, mas também é "um fogo consumidor" (Hb 12.29), justo em todas as suas obras. Nós também fomos chamados como uma geração sacerdotal, separados para interceder por nossas cidades, por famílias que precisam de misericórdia e por um povo que volte o coração ao Senhor.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 105, p. 38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "O seu pecado se tem agravado muito", localizado depois do primeiro tópico, traz uma reflexão a respeito do estado pecaminoso dos habitantes de Sodoma e Gomorra; 2) O texto "Estava Ló assentado à porta", depois do segundo tópico, mostra-nos a maldade dos habitantes de Sodoma e Gomorra e a atitude de Ló para proteger os anjos.
 
PALAVRA-CHAVE - Juízo
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos Gênesis 18. O patriarca recebe a visita de três mensageiros do Senhor que anunciam o nascimento de Isaque. A cena é marcada pela hospitalidade de Abraão, que serve com alegria àqueles visitantes celestiais. Contudo, entre as boas novas, surge também uma revelação assustadora: a iminente destruição das cidades de Sodoma e Gomorra. Diante disso, destaca-se o coração intercessor de Abraão, que se coloca na brecha e intercede pelos justos que ali habitavam.
 
I – OS ANJOS VISITAM ABRAÃO
1. Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor    
O capítulo 18 de Gênesis tem início com a visitação do Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre (v. 1), um momento glorioso que antecedeu ao anúncio de algo impactante que DEUS iria fazer e não era na vida de Abraão: a destruição de Sodoma e Gomorra.
O texto bíblico diz que, “quando tinha aquecido o dia” (v.1), tal fato indica que a visitação deu-se por volta do meio-dia, quando o calor é mais forte. No Antigo Oriente, esse era um momento em que as pessoas costumavam comer e descansar. Era um horário em que se evitava viajar ou sair de casa devido ao calor e à radiação solar. Mas o Senhor não está sujeito ao nosso tempo. Neste horário improvável, Abraão avistou três homens vindo em sua direção. Ao vê-los, ele correu ao encontro deles e prostrou-se em terra. Esse ato pode parecer estranho a nós, mas era um gesto comum no Antigo Oriente, um gesto de hospitalidade. O patriarca foi hospitaleiro, oferecendo proteção e provisão para os visitantes (Gn 18.2-4).
 
2. A hospitalidade de Abraão     
O patriarca vai até a tenda de Sara e pede que ela amasse o pão, e ele mesmo corre até o curral, escolhe uma vitela e ordena que seja preparada. Precisamos aprender com Abraão a arte da hospitalidade, algo que parece estar esquecido nos dias atuais. Ser bem recebido é muito bom, mas receber o próximo com hospitalidade é ainda muito melhor.
O patriarca ofereceu o melhor aos visitantes, e, enquanto estavam ali desfrutando do alimento e da hospitalidade, os homens perguntam a Abraão: “Onde está Sara?”. Naquele tempo, as mulheres não eram vistas quando homens desconhecidos, que não pertenciam à família, estavam presentes. Mas, certamente, eles sabiam que ela estava escutando tudo à porta da tenda. Então os visitantes falam a Abraão: “[...] eis que Sara, tua mulher, terá um filho” (Gn 18.10). Essa era a promessa mais aguardada por Abraão e Sara.
 
3. O riso de Sara    
Ao ouvir que teria um filho, Sara riu. Ela não riu de DEUS, mas, certamente, da sua condição física. Mas o Senhor lembra a Sara que não há nada demasiadamente difícil para Ele (Gn 18.14).
DEUS conhece o nosso coração e Ele viu fé no coração de Sara apesar de sua risada. O Eterno nos conhece bem, conhece as nossas fragilidades e as nossas quedas. No entanto, Ele não desiste de nós, apesar da nossa incredulidade, do nosso riso e de nossa dor.
Depois de entregar a mensagem divina a Abraão e Sara, o Senhor fala a respeito da destruição de Sodoma.
 
SINÓPSE I - DEUS é bom e envia seus anjos para visitar a casa de Abraão e revelar a ele o que faria a Sodoma e Gomorra.
 
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - “O SEU PECADO SE TEM AGRAVADO MUITO
DEUS não ignora nem tolera o pecado, mas vê todo mal, toda injustiça e imoralidade cometida (cf. 4.10; Sl 34.17; Tg 5.4). No momento certo, se não houver arrependimento (isto é, expressão de pesar sincero pelos erros cometidos, renúncia ao pecado, retorno para DEUS e mudança do comportamento de acordo com os padrões divinos), DEUS julgará e condenará o pecado e o pecador. O caráter santo e perfeito de DEUS exige que o pecado acarrete punição e toda injustiça seja castigada.
Preocupado com Ló e sua família, Abraão orou para que DEUS não destruísse as cidades (vv. 22-33). DEUS atendeu à oração de Abraão, mas não da maneira que ele esperava. O Senhor preservou os poucos justos, mas não deixou de destruir as cidades e seus habitantes ímpios. Quando finalmente executar o seu derradeiro e supremo juízo sobre o mundo (veja 1Ts 5.2), DEUS promete que irá resgatar os que têm um relacionamento correto com Ele (Lc 21.36, nota; Ap 3.10)” (Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023).
 
II - DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO
1. O anúncio da destruição     
Já aprendemos que a terra entre Betel e Ai não comportava mais os pastores de Abraão e Ló. O tio e o sobrinho decidiram se separar depois de uma desavença entre seus pastores. O patriarca dá a Ló, seu sobrinho, a honra de escolher primeiro, e este viu somente a beleza das terras férteis e decidiu estabelecer-se nos arredores de Sodoma (Gn 13.1-12). O que Ló não sabia era que os habitantes de Sodoma eram “maus” e “grandes pecadores contra o Senhor” (Gn 13.13).
 
2. O pecado leva à destruição   
O texto de Gênesis 18 mostra que o Senhor revelou a Abraão o seu plano de destruir Sodoma e Gomorra. O salmista ensina que DEUS revela seus planos para os fiéis. O problema é que muitas vezes não estamos dispostos a ouvir ao Senhor (Sl 25.14).  
O pecado de Sodoma e Gomorra era imenso, e o Senhor não podia mais suportar a iniquidade daquele lugar. DEUS é santo e não tolera a iniquidade, embora tenha misericórdia do pecador. Então, o Eterno toma a seguinte decisão: “Descerei agora e verei se, com efeito, têm praticado segundo este clamor que é vindo até mim; e, se não, sabê-lo-ei” (Gn 18.21).
 
3. A intercessão      
A decisão já estava tomada, mas DEUS revela a seu servo o juízo que estava por vir. Diante do que o Senhor faria, Abraão coloca-se na posição de um intercessor. Ele suplica o favor do Senhor pelos habitantes das cidades que eram justos e que seriam destruídos juntamente com os ímpios. Abraão roga a DEUS para que Ele tenha misericórdia e poupe os justos nas cidades. Tal atitude revela o coração justo e bom do patriarca. Ele foi um intercessor, pediu com paixão e misericórdia a graça de DEUS em favor dos inocentes.
A iniquidade das cidades de Sodoma e Gomorra eram tão grandes que deu origem ao termo “sodomita”, uma referência aos moradores da cidade de Sodoma.
O Senhor enviou dois anjos até a cidade de Sodoma, e Ló encontra-os e convida-os a passar a noite em sua casa. Porém, os homens de Sodoma eram tão perversos e promíscuos que cercaram a casa e exigiram que os visitantes fossem levados para fora. Ló não consente com tal coisa e oferece as suas filhas com a intenção de proteger os visitantes. Então, os mensageiros de DEUS ferem de cegueira aqueles homens ímpios de Sodoma. Ló aproveita a situação e foge com sua mulher e as suas filhas. DEUS aguarda a saída de Ló e sua família e destrói Sodoma e Gomorra com uma chuva de “enxofre e fogo” (Gn 19.24). Essas cidades tornaram-se símbolo de advertência divina contra a maldade (Dt 29.23; Is 1.9; Rm 9.29; Jd 7). Até os dias atuais, essas cidades nunca mais foram novamente erguidas ou habitadas, e o solo da região é improdutivo devido a grande quantidade de enxofre.
 
SINÓPSE II - DEUS anuncia a Abraão o que Ele estava prestes a fazer com Sodoma e Gomorra.
 
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - “ESTAVA LÓ ASSENTADO À PORTA
Embora grande parte do que Ló via e ouvia lhe causasse incômodo (2 Pe 2.7-8), ele ainda estava disposto a tolerar a iniquidade de Sodoma para desfrutar de seus benefícios sociais e materiais. Esta concessão moral resultou em tragédia para sua família (v. 24). Da mesma maneira, os crentes atuais que expõem imprudentemente sua família a ambientes ímpios e a más influências a fim de obter benefícios sociais ou materiais estão preparando o cenário para uma tragédia familiar.
Os homens da cidade desejavam violentar sexualmente os estrangeiros. Desse incidente deriva o significado da palavra “sodomia”, uma referência a atos e desejos homossexuais. A sodomia é severamente condenada na Bíblia (Lv 20.13; Dt 23.17; 1Co 6.9; 1Tm 1.8-10; veja Rm 1.27).
É difícil acreditar que Ló estivesse verdadeiramente disposto a permitir que suas duas filhas fossem violentadas por uma multidão de pervertidos sexuais meramente para proteger dois homens que acabara de conhecer. Talvez, por desespero, ele estivesse tentando ganhar tempo, esperando que seus amigos na cidade não permitissem que outros brutalizassem a ele ou a sua família” (Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023).
 
III – A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA
1. DEUS “é fogo consumidor”    
Depois da destruição da humanidade na época de Noé por causa da corrupção geral do ser humano (Gn 6 e 7), a destruição de Sodoma e Gomorra nas campinas do Jordão foi o fato mais marcante e tornou-se referência e alerta da parte de DEUS para toda a humanidade. Não podemos nos esquecer de que o Eterno é amor, mas também é justiça! Ele é “fogo consumidor”: “Pelo que, tendo recebido um Reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a DEUS agradavelmente com reverência e piedade; porque o nosso DEUS é um fogo consumidor” (Hb 12.28,29).
 
2. Uma catástrofe sem igual       
Não sabemos quantas pessoas habitavam em Sodoma e Gomorra. Provavelmente, havia um número elevado de habitantes, mas, a exemplo do que ocorreu no Dilúvio, quando somente Noé e sua família, oito pessoas, sobreviveram à destruição, também poucas pessoas foram salvas: Ló, sua esposa e suas duas filhas (Gn 19.15-23). Os genros de Ló zombaram dele quando os advertiu (Gn 19.14).
 
3. Transformada em estátua de sal      
Infelizmente, a esposa de Ló não seguiu a orientação dos anjos para não olhar para trás; ela olhou, talvez para ver as cidades queimando, e “ficou convertida numa estátua de sal” (Gn 19.26). Lembremos de que a esposa de Ló não foi alcançada pelo fogo, mas pereceu pela desobediência ao olhar para trás. Como servos de DEUS, não devemos olhar para trás, mas para “as coisas que são de cima” (Cl 3.1,2). Diz a Bíblia: “Então, o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra. E derribou aquelas cidades, e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra” (Gn 19.24,25).
 
 
SINÓPSE III - DEUS é amor, mas também é um fogo consumidor e não tolerou o pecado de Sodoma e Gomorra.
 
CONCLUSÃO
Finalizamos esta lição enfatizando que DEUS é “bom, e a sua benignidade dura pra sempre” (Sl 136.1), mas sua longanimidade tem limite. As cidades de Sodoma e Gomorra viviam na prática do pecado, e o Senhor deu tempo para que se arrependessem, mas não ouviram a DEUS e nem a Ló. Quando o ser humano perde o temor e para de ouvir o Criador, o juízo divino não tarda. Que jamais venhamos nos esquecer do amor e da severidade do Eterno.
 
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Como se inicia o capítulo 18 de Gênesis?
O capítulo 18 de Gênesis tem início com a visitação do Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre (v. 1).
2. Segundo a lição, o que quer dizer “quando tinha aquecido o dia”?
Isso quer dizer que a visitação se deu por volta do meio-dia, quando o calor está mais forte.
3. O que Sara fez ao ouvir da parte de DEUS que ela teria um filho?
Ao ouvir que teria um filho, Sara riu.
4. A que o pecado leva?
À destruição e à morte.
5. O que aconteceu com a esposa de Ló ao desobedecer a ordem divina?
Ela “ficou convertida numa estátua de sal.
 
LEITURAS PARA APROFUNDAR
Dicionário Bíblico Baker; Dicionário da Vida Diária na Antiguidade
Bíblica & Pós-Bíblica
 

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