06 março 2026

Escrita Lição 12, CPAD, O Filho e o Espírito Santo, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV Vídeo

Escrita Lição 12, CPAD, O FILHO E O ESPÍRITO, 1Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

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ESBOÇO DA LIÇÃO

I – O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO

1. O anúncio do nascimento de JESUS.

2. O ESPÍRITO como agente da concepção.

3. A pureza e a santidade do FILHO.

II – O FILHO E A SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO

1. O FILHO é o Verbo feito carne.

2. O ESPÍRITO capacita o FILHO.

3. O FILHO e o poder do ESPÍRITO.

III – A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA

1. O PAI envia o FILHO e o ESPÍRITO.

2. O ESPÍRITO revela e exalta o FILHO.

3. A fé e a submissão do crente.

 

TEXTO ÁUREO

“E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o SANTO, que de ti há de nascer, será chamado FILHO de DEUS.” (Lc 1.35)

 

VERDADE PRÁTICA

O FILHO de DEUS cumpriu seu ministério em plena dependência do ESPÍRITO, revelando que a Obra redentora é trinitária: o PAI envia, o FILHO obedece e o ESPÍRITO capacita.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Lc 1.35 A concepção de JESUS foi obra sobrenatural do ESPÍRITO

Terça - Jo 1.14 O FILHO Eterno se encarnou em perfeita submissão ao plano trinitário

Quarta - Jo 16.14 O ESPÍRITO não busca glória própria, mas revela e exalta o FILHO

Quinta - Mt 12.28 Os milagres de JESUS foram realizados no poder do ESPÍRITO

Sexta - At 10.38 O ESPÍRITO capacitou JESUS em toda a sua missão terrena

Sábado - Lc 1.38 Maria é modelo de fé e submissão à vontade de DEUS

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 1.26-38

26 - E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por DEUS a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 - a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. 28 - E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.

29 - E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta. 30 - Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de DEUS, 31 - E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um FILHO, e pôr-lhe-ás o nome de JESUS. 32 - Este será grande e será chamado FILHO do Altíssimo; e o Senhor DEUS lhe dará o trono de Davi, seu PAI, 33 - e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim. 34 - E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão? 35 - E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o SANTO, que de ti há de nascer, será chamado FILHO de DEUS. 36 - E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um FILHO em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril. 37 - Porque para DEUS nada é impossível. 38 - Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.

 

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RESUMO RÁPIDO DO Pr. Henrique

 

INTRODUÇÃO

Este estudo apresenta uma reflexão teológica bíblica sobre a atuação do ESPÍRITO SANTO, a pessoa do FILHO e a missão redentora da TRINDADE. Partindo da concepção virginal de JESUS, o texto destaca o caráter sobrenatural da encarnação e a plena união entre as naturezas divina e humana de CRISTO. Ao longo do desenvolvimento, é enfatizada a santidade absoluta do FILHO, sua dependência voluntária do ESPÍRITO em sua vida terrena e a cooperação perfeita entre PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO no plano da salvação. A abordagem é fundamentada nas Escrituras e na teologia cristã, evidenciando que a redenção é uma obra trinitária, culminando na aplicação da salvação na vida do crente e no chamado à fé, submissão e santidade.

 

I – O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO

A concepção de JESUS CRISTO pelo ESPÍRITO SANTO é um pilar fundamental da fé cristã, marcando o início da encarnação do FILHO de DEUS. Este evento é entendido como uma obra milagrosa e sobrenatural, sem intervenção humana masculina, conforme os relatos de Mateus 1:18-24 e Lucas 1:30-35. 

Aqui estão os pontos teológicos evangélicos sobre o ESPÍRITO e a concepção de JESUS:

  • Ação Poderosa do ESPÍRITO (Concepção Virginal): A concepção não foi fruto de relações sexuais, mas uma obra de "fecundação" divina no ventre da virgem Maria. O ESPÍRITO SANTO agiu de forma soberana para criar a humanidade de JESUS dentro dela.
  • Garantia da Santidade (Sem Pecado): A teologia evangélica enfatiza que, ao ser concebido pelo ESPÍRITO e não por um homem natural (descendente de Adão), JESUS foi isento da natureza pecaminosa hereditária. Ele nasce "santo" (Lc 1:35), necessário para ser o sacrifício perfeito.
  • A União das Duas Naturezas: O ESPÍRITO SANTO, ao agir no ventre de Maria, uniu a natureza divina do FILHO (que é eterno) com uma natureza humana real. JESUS é, portanto, 100% DEUS e 100% homem, uma "concebida humanidade" originada pelo poder divino.
  • O "Novo Adão" e a Nova Criação: O ESPÍRITO SANTO, operando o nascimento de JESUS, inaugura uma nova criação, representando o "segundo homem que veio do céu" (1 Co 15:47), sem a corrupção do primeiro Adão.
  • Anúncio e Cumprimento Profético: O anjo Gabriel, em Lucas 1:35, declara que "O ESPÍRITO SANTO virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra". Essa ação é o cumprimento da promessa de DEUS para a vinda do Messias. ESPÍRITO SANTO (vem sobre) E O PAI EM AÇÃO (poder do Altíssimo).

Em resumo, o ESPÍRITO SANTO na concepção de JESUS garante que Ele é o "FILHO de DEUS" encarnado, perfeitamente divino e perfeitamente humano, capacitado para a obra de redenção.

 

1. O anúncio do nascimento de JESUS.

O anúncio do nascimento de JESUS, baseada nos Evangelhos de Lucas e Mateus, é entendido como o cumprimento das profecias messiânicas do Antigo Testamento, como Isaías 7:14, que previa que uma virgem conceberia e daria à luz o Emanuel ("DEUS conosco"). 

O relato divide-se em momentos chave:

a. A Anunciação a Maria (O Anjo Gabriel) 

  • O Envio: DEUS enviou o anjo Gabriel a Nazaré, na Galileia, a uma virgem desposada com José, chamada Maria.
  • A Mensagem: Gabriel saudou Maria como "agraciada" (ou "cheia de graça") e anunciou que ela conceberia pelo ESPÍRITO SANTO e daria à luz um FILHO, que seria chamado JESUS, FILHO do Altíssimo.
  • A Resposta: Maria, demonstrando fé e submissão, respondeu: "Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra". 

b. O Anúncio a José (Em Sonho)

  • O Dilema: José, ao saber da gravidez, sendo um homem justo, planejou separar-se de Maria secretamente para não a expor publicamente.
  • A Intervenção Divina: Um anjo do Senhor apareceu a José em sonho, explicando que o que nela foi gerado era obra do ESPÍRITO SANTO. O anjo instruiu José a não ter medo de receber Maria e a dar ao menino o nome de JESUS, pois ele salvaria o povo dos seus pecados. 

c. O Anúncio aos Pastores (O Nascimento) 

  • O Contexto: O nascimento ocorreu em Belém, em um ambiente humilde, com JESUS sendo colocado numa manjedoura.
  • A Proclamação: Anjos apareceram a pastores no campo, anunciando o nascimento do Salvador, CRISTO, o Senhor.
  • O Sinal: O sinal para os pastores foi encontrar um recém-nascido envolto em panos e deitado numa manjedoura, destacando a humildade do Messias. 

Principais Temas Evangélicos no Anúncio:

  • Encarnação: JESUS é DEUS que se torna homem através da virgem.
  • Obras do ESPÍRITO SANTO: A concepção é divina, não natural.
  • Salvação: O nome JESUS significa que ele salva o seu povo.
  • Humildade: O Salvador não nasce em berço de ouro, mas na pobreza, revelando a inversão de valores do Reino de DEUS. 

 

2. O ESPÍRITO como agente da concepção.

A concepção de JESUS pelo ESPÍRITO SANTO é um pilar doutrinário central na teologia, sublinhando o caráter sobrenatural da encarnação e a natureza divina e humana de CRISTO. Baseado em fontes evangélicas, o ESPÍRITO SANTO agiu de forma soberana e milagrosa para tornar o FILHO de DEUS encarnado na virgem Maria, sem a colaboração de um homem. 

Aqui estão os pontos teológicos principais:

a. O ESPÍRITO como Agente de um Nascimento Sobrenatural 

  • Agente Divino: A concepção não foi fruto de um processo biológico natural, mas um ato criativo direto do ESPÍRITO SANTO sobre Maria (Lucas 1:35).
  • Nascimento Virginal: É estritamente necessário o entendimento do nascimento virginal, indicando que JESUS foi concebido pelo poder do ESPÍRITO e não por sêmen humano.
  • O "Poder do Altíssimo": Em Lucas 1:35, a expressão "o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra" é interpretada como a presença ativa do ESPÍRITO de DEUS no útero de Maria, tornando JESUS santo desde o ventre. 

b. Implicações Teológicas da Concepção pelo ESPÍRITO

  • A "Nova Criação": JESUS é considerado o "Novo Adão" que inaugura uma nova criação. Enquanto o primeiro homem veio do pó, o segundo veio do céu por intervenção divina.
  • Isenção do Pecado: A concepção pelo ESPÍRITO garantiu que JESUS nascesse sem a natureza pecaminosa hereditária de Adão. Ele é totalmente humano, mas sem pecado.
  • Natureza Divino-Humana: O ESPÍRITO SANTO uniu a natureza divina do FILHO de DEUS à natureza humana no seio de Maria, permitindo que Ele fosse 100% DEUS e 100% homem. 

c. A Concepção e a Trindade

  • Unidade de Ação: Embora o ESPÍRITO SANTO tenha sido o agente da concepção, isso é entendido como uma ação de toda a Trindade, onde o PAI envia e o FILHO assume a carne.
  • Início da "Oficina" de JESUS: Teólogos evangélicos (como os da tradição do The Gospel Coalition) pontuam que, enquanto o FILHO é eterno, o relacionamento do ESPÍRITO SANTO com a natureza humana de JESUS (JESUS de Nazaré) começou no momento da concepção. 

d. A Importância da Doutrina

  • Autenticidade da Salvação: Para os evangélicos, a negação do nascimento pelo ESPÍRITO SANTO compromete a divindade de JESUS e, consequentemente, a eficácia da expiação (a salvação).
  • Autoridade Bíblica: A aceitação da concepção virginal é vista como um teste de fidelidade à autoridade das Escrituras (Lucas e Mateus). 

Em resumo, a bíblia enfatiza que o ESPÍRITO SANTO não apenas concebeu JESUS, mas garantiu a santidade e a divindade de CRISTO no momento de sua entrada na história humana.

 

3. A pureza e a santidade do FILHO.

A visão bíblica sobre a pureza e a santidade de JESUS baseia-se na convicção de sua impecabilidade (sinlessness), ou seja, sua natureza totalmente separada do pecado e sua vida perfeitamente dedicada a DEUS. JESUS é descrito como o Cordeiro de DEUS "sem defeito e sem mácula" (1 Pedro 1:19). 

Aqui está um resumo teológico, baseado em fontes evangélicas:

a. Santidade Essencial e Posicional 

  • A Natureza Divina: A santidade de JESUS é intrínseca à sua divindade. Ele não apenas fazia coisas santas, Ele era SANTO. Em Isaías 6:3, a santidade de DEUS é o foco, e no Novo Testamento, JESUS é reconhecido como o "SANTO de DEUS".
  • Separado dos Pecadores: Hebreus 7:26 descreve JESUS como um Sumo Sacerdote "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime que os céus".
  • Sem Pecado no Ser: A teologia evangélica enfatiza que, embora JESUS tenha sido tentado em todas as coisas como nós, Ele era "sem pecado" (Hebreus 4:15). Ele não tinha natureza pecaminosa e nunca cometeu um ato, pensamento ou atitude errada. 

b. A Pureza em Ação (Vida Terrestre)

  • Pureza de Coração: JESUS ensinou "Bem-aventurados os limpos de coração, pois verão a DEUS" (Mateus 5:8). Ele exemplificou a pureza absoluta, com pensamentos, motivações e ações totalmente alinhados com a vontade de DEUS.
  • Aparência de Pecadores, Pureza Absoluta: Ao contrário dos humanos que se contaminam ao tocar na impureza, JESUS tocava nos leprosos e pecadores e os purificava, demonstrando que sua santidade é ativa e transformadora, e não passível de corrupção.
  • Obediência Perfeita: A santidade de JESUS foi mantida através de uma obediência contínua e perfeita ao PAI, até a morte na cruz. 

c. A Importância da Santidade de JESUS para a Salvação

  • Substituição (Imputação): Para que JESUS fosse o sacrifício perfeito, Ele precisava ser perfeitamente justo. A "troca" bíblica (2 Coríntios 5:21) afirma que Ele, que não conheceu pecado, tornou-se pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de DEUS.
  • Sem a Santidade, Não Há Salvação: A ausência de pecado em CRISTO é o que torna possível a nossa justificação. Se Ele tivesse falhado, não haveria esperança. 

d. Chamado à Santidade Baseado em JESUS

  • Exemplo e Capacitação: Os cristãos são chamados à santidade não para serem salvos, mas porque já foram salvos e transformados por JESUS. "Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pedro 1:16).
  • Reflexo da Pureza: A vida de um cristão evangélico deve refletir a pureza de JESUS, vivendo "separado" (o significado de santo) da corrupção moral do mundo. 

Em resumo, a santidade de JESUS é absoluta, divina e o fundamento único da purificação do crente.

 

II – O FILHO E A SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO

Com base na teologia bíblica, a relação entre JESUS FILHO e o ESPÍRITO SANTO é marcada por uma profunda unidade trinitária, cooperação no plano da salvação e total dependência na humanidade de CRISTO. 

Aqui estão os principais pontos dessa relação:

a. Concepção e Encarnação

  • Concepção Virginal: JESUS foi concebido pelo poder do ESPÍRITO SANTO no ventre de Maria (Lc 1:35), evidenciando que sua natureza humana foi preparada pelo ESPÍRITO.
  • Dependência: Embora JESUS seja DEUS, em sua encarnação, ele viveu em total submissão e dependência do poder do ESPÍRITO SANTO e seu guiar ou conduzir. 

 Então, pelo poder do ESPÍRITO, voltou JESUS para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor. Lucas 4:14

b. Batismo e Capacitação para o Ministério

  • Batismo de JESUS: O ESPÍRITO SANTO desceu sobre JESUS em forma corpórea como uma pomba, marcando o início público de sua missão messiânica (Mt 3:16).
  • Ungido pelo ESPÍRITO: JESUS foi ungido pelo ESPÍRITO SANTO para realizar a obra de evangelização, curas e milagres (Lc 4:18-19).
  • Poder no Ministério: A atuação de JESUS, seus ensinamentos e milagres não eram feitos por sua própria força humana, mas no poder do ESPÍRITO. 

c. A Relação Trinitária (PAI, FILHO e ESPÍRITO)

  • Unidade: O PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO são um só DEUS. JESUS, como FILHO, age em perfeita harmonia com o ESPÍRITO e o PAI.
  • A "Obra Redentora Trinitária": O PAI envia, o FILHO obedece e realiza, e o ESPÍRITO capacita, revela e aplica.
  • Missão: O ESPÍRITO SANTO esteve em JESUS para cumprir a vontade do PAI. 

d. O ESPÍRITO SANTO na Ressurreição e Pós-Ressurreição

  • Ressurreição: O ESPÍRITO SANTO teve um papel ativo na ressurreição de JESUS, ligando a obra do FILHO com a do ESPÍRITO (1 Pe 318).

E, se o ESPÍRITO daquele que dos mortos ressuscitou a JESUS habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a CRISTO também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu ESPÍRITO que em vós habita. Rm 8.11

  • Envio do ESPÍRITO: Após a ressurreição e ascensão, JESUS (o FILHO) e o PAI enviam o ESPÍRITO SANTO (o Consolador) para habitar nos corações dos crentes e guiar a Igreja. 

e. O ESPÍRITO Revela CRISTO

  • Testemunho: O ESPÍRITO SANTO não busca glória para si, mas revela e glorifica a CRISTO através das Escrituras e na vida do crente. 

Em resumo, a bíblia enfatiza que JESUS, embora sendo FILHO de DEUS, viveu sua vida terrena na plena dependência e poder do ESPÍRITO SANTO, sendo o modelo de uma vida ungida e capacitada por DEUS.

 

1. O FILHO é o Verbo feito carne.

A teologia bíblica, baseada no texto bíblico de João 1:14 ("E o Verbo se fez carne e habitou entre nós"), interpreta a afirmação de que "o FILHO é o Verbo feito carne" como o núcleo central da doutrina da Encarnação

Aqui estão os pontos principais sobre essa verdade:

  • A Eternidade e Divindade do FILHO: O "Verbo" (Logos) não começou a existir quando JESUS nasceu; Ele é eterno e era DEUS. A expressão "Verbo se fez carne" significa que DEUS se tornou acessível, limitando-se humanamente sem deixar de ser DEUS.
  • Encarnação (O Verbo se fez Carne): "Carne" enfatiza a fragilidade e a humanidade assumida pelo FILHO. Ele assumiu uma natureza humana real, nascendo de mulher, sentindo fome, sede, cansaço e tentações, mas sem pecado.
  • União Hipostática: JESUS é totalmente DEUS e totalmente homem. Não foi uma troca de divindade por humanidade, mas a união das duas naturezas na pessoa de JESUS CRISTO.
  • O Propósito (Habitou entre nós): O verbo "habitar" (grego: eskenosen) remete à ideia de acampar, aludindo ao Tabernáculo no Antigo Testamento, onde a glória de DEUS residia no meio do povo. JESUS é a presença gloriosa de DEUS tabernaculando entre a humanidade.
  • A Revelação de Graça e Verdade: A encarnação foi o meio de DEUS revelar perfeitamente o Seu amor, graça e verdade, algo que a Lei de Moisés não conseguia fazer plenamente.
  • Objetivo Redentor: O FILHO assumiu a carne para poder morrer no lugar da humanidade, reconciliando o homem com DEUS. 

Em suma, para a teologia evangélica, o FILHO é DEUS Eterno que se tornou um ser humano histórico (carne) para salvar a humanidade.

 

2. O ESPÍRITO capacita o FILHO.

Com base na teologia evangélica, a relação entre o ESPÍRITO SANTO e JESUS demonstra uma capacitação divina contínua, onde JESUS, embora fosse DEUS, escolheu operar como homem submisso à ação do ESPÍRITO durante seu ministério terreno. 

Aqui estão os pontos centrais dessa capacitação:

  • Concepção e Infância: O ESPÍRITO SANTO agiu na concepção de JESUS no ventre de Maria, garantindo sua natureza santa (Lucas 1:35).
  • Batismo e Ungimento: No batismo, o ESPÍRITO SANTO desceu sobre JESUS, marcando o início público de sua capacitação para o ministério (Mateus 3:16-17).
  • Direção no Deserto: Após o batismo, JESUS foi "conduzido pelo ESPÍRITO" ao deserto, onde foi capacitado a vencer as tentações de Satanás (Lucas 4:1).
  • Poder para o Ministério: JESUS retornou do deserto para a Galileia "no poder do ESPÍRITO" (Lucas 4:14). Ele afirmou que o ESPÍRITO do Senhor estava sobre Ele para curar, libertar e pregar (Lucas 4:18).
  • Realização de Milagres: JESUS realizou milagres e expulsou demônios pelo poder do ESPÍRITO SANTO, como o homem ungido pelo ESPÍRITO.
  • Submissão Voluntária: A teologia evangélica enfatiza que JESUS, como homem, optou por operar sob a limitação humana, dependendo inteiramente do ESPÍRITO para sua missão de redenção. 

Em suma, o ESPÍRITO SANTO capacitou JESUS com poder, sabedoria e autoridade para cumprir a vontade do PAI (Isaías 11).

 

3. O FILHO e o poder do ESPÍRITO.

Com base bíblia, a relação entre JESUS e o poder do ESPÍRITO SANTO é central para a compreensão da sua missão terrena e de sua divindade. JESUS, embora sendo DEUS, encarnou-se e voluntariamente submeteu-se à capacitação do ESPÍRITO SANTO para realizar seu ministério como homem. 

Aqui estão os pontos principais:

a. JESUS e a Plenitude do ESPÍRITO 

  • Concepção e Batismo: JESUS foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 1:35) e, no seu batismo, o ESPÍRITO desceu sobre ele, marcando o início público do seu ministério.
  • Sem Medida: As Escrituras ensinam que DEUS deu o ESPÍRITO a JESUS "sem medida" (João 3:34), indicando capacitação total.
  • Guiado e Capacitado: JESUS foi guiado pelo ESPÍRITO ao deserto (Mt 4:1) e retornou de lá "no poder do ESPÍRITO" para iniciar sua pregação na Galileia (Lc 4:14). 

Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o ESPÍRITO do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Isaías 11:1,2 (Completude da unção e poder do ESPÍRITO SANTO)

b. O Poder do ESPÍRITO na Obra de JESUS

  • Ministério de Milagres: JESUS realizou curas, libertações e milagres pelo poder do ESPÍRITO SANTO (Mt 12:28), demonstrando que o Reino de DEUS havia chegado; profetizou e revelou mistérios pela inspiração do ESPÍRITO SANTO.
  • Sacrifício na Cruz: JESUS se ofereceu na cruz como um sacrifício perfeito "pelo ESPÍRITO eterno" (Hebreus 9:14), o que ressalta o poder espiritual por trás de sua entrega.
  • Ressurreição: A ressurreição de JESUS foi um ato do poder do ESPÍRITO, que o vindicou e provou sua divindade (Rm 1:4, 8.11; 1 Tm 3:16). 

c. O ESPÍRITO SANTO, JESUS e a Igreja

  • Promessa do Consolador: Antes de sua ascensão, JESUS prometeu enviar o ESPÍRITO SANTO (o Consolador) aos seus discípulos (João 14:16-17).
  • Poder para Testemunhar: O mesmo poder que operava em JESUS agora capacita a Igreja (Atos 1:8). O ESPÍRITO SANTO convence o mundo do pecado e revela a verdade de JESUS.
  • A "Unção": JESUS é o Messias (o Ungido) capacitado pelo ESPÍRITO, e os cristãos, ao serem cheios do ESPÍRITO, vivem a vida cristã e realizam obras em seu nome. 

Em resumo, JESUS não viveu na Terra usando sua própria autoridade divina para si mesmo, mas, como FILHO, operou dependendo inteiramente do poder do ESPÍRITO SANTO para cumprir a vontade do PAI, tornando-se o modelo para a vida cristã e o batizador com o ESPÍRITO SANTO.

 

III – A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA

A teologia bíblica ensina a missão redentora como uma obra trinitária, onde PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO agem em perfeita unidade, comunhão e distinção de papéis para salvar a humanidade e restaurar a criação. A salvação não é um ato isolado de uma pessoa da Trindade, mas o resultado da cooperação divina. 

Aqui está um resumo da Missão Redentora sob a perspectiva da Trindade, baseada na bíblia:

a. O PAI: O Planejador e Enviador

Na economia da redenção, o PAI é o iniciador do plano de salvação.

  • O Iniciador: O PAI ama o mundo, cria o plano de salvação ou redenção e envia o FILHO para a missão redentora.
  • O Propósito: O PAI planeja a salvação (Efésios 1:3-6), determinando a redenção de um povo para Sua glória.
  • A Soberania: O PAI é o agente soberano que sustenta o propósito eterno da redenção. 

b. O FILHO: O Executor da Redenção 

JESUS CRISTO, a segunda pessoa da Trindade(o verbo – ação), encarna-se para realizar a obra redentora. 

  • A Encarnação: DEUS FILHO torna-se homem (JESUS) para habitar entre os homens e cumprir a lei.
  • A Cruz e Ressurreição: JESUS redime a humanidade através de sua morte substitutiva e ressurreição, pagando a dívida do pecado.
  • A Obediência: O FILHO obedece voluntariamente ao PAI, humilhando-se para ser o mediador da nova aliança. 

c. O ESPÍRITO SANTO: O Aplicador da Salvação

O ESPÍRITO SANTO toma a obra realizada por CRISTO e a aplica na vida dos crentes. 

  • A Aplicação: O ESPÍRITO convence o pecador, regenera o coração e aplica a redenção realizada na cruz, logo após o crente ouvir o evangelho e nele crer. (Ef 1.13, 2.8).
  • A Santificação: O ESPÍRITO habita nos crentes, santificando-os e capacitando-os para viverem conforme a vontade de DEUS (Ef 1.13, 2.8).
  • O Selo: Ele é o selo e a garantia da nossa herança, capacitando a Igreja para a missão. (Ef 1.13, 2.8).

O qual também nos selou e deu o penhor do ESPÍRITO em nossos corações. 2 Coríntios 1:22

E não entristeçais o ESPÍRITO SANTO de DEUS, no qual estais selados para o dia da redenção. Efésios 4:30

d. A Missão da Igreja como Eco Trinitário

A missão da igreja (evangelismo e missões) é vista como um prolongamento da missão do FILHO no poder do ESPÍRITO SANTO. 

  • Unidade e Amor: A Trindade, agindo em união, serve de modelo para a comunhão e a missão da igreja, que deve ser unida e focada no amor.
  • Missão Trinitária: A Grande Comissão (Mt 28:19; Mc 16.15; At 1.8) é feita em nome do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO, demonstrando que a missão é, em essência, levar a plenitude de DEUS ao mundo. 

Em resumo: O PAI envia, o FILHO realiza e o ESPÍRITO SANTO aplica a obra de redenção, formando um plano coeso e divino de salvação. 

 

1. O PAI envia o FILHO e o ESPÍRITO.

Com base em teologia bíblica, a doutrina da salvação (soteriologia) é centrada na iniciativa de DEUS PAI, que envia o FILHO (JESUS CRISTO) para a redenção e o ESPÍRITO SANTO para a aplicação dessa salvação na vida dos crentes. Esta unidade de ação reflete a Santíssima Trindade (PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO), três pessoas distintas consubstanciais, um só DEUS. 

Aqui estão os pontos-chave dessa ação de envio:

  • O Envio do FILHO (JESUS): DEUS PAI enviou JESUS ao mundo, não para condenar, mas para que o mundo fosse salvo por ele (João 3:17-18). Este é considerado o maior ato de amor e a suprema expressão da graça divina, cumprindo o plano de redenção. JESUS é o Messias, o Agente Divino que revela o PAI e cumpre a sua vontade.
  • O Envio do ESPÍRITO SANTO: JESUS, após concluir sua missão na terra, promete e diz que o PAI envia o ESPÍRITO SANTO (o Consolador) em seu nome (João 14:26). O ESPÍRITO SANTO é enviado para guiar, fortalecer e ensinar os discípulos, agindo em unidade com o PAI e o FILHO.
  • Papel na Salvação:
    • PAI: Planeja a redenção e envia o FILHO.
    • FILHO (JESUS): Executa a redenção, morrendo e ressuscitando.
    • ESPÍRITO SANTO: Aplica a salvação, opera no coração, convence do pecado e realiza a santificação.
  • Unidade Trinitária: O envio do FILHO e do ESPÍRITO SANTO demonstra que, embora tenham papéis distintos na história da salvação, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO agem em perfeita união. O batismo deve ser realizado "em nome do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO" (Mateus 28:19). 

Versículos Chave:

  • João 3:17: "DEUS enviou seu FILHO ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele."
  • João 14:26: "Mas o Consolador, o ESPÍRITO SANTO, a quem o PAI enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas..."
  • Romanos 8:15-16: Menciona o recebimento do ESPÍRITO de adoção, pelo qual chamamos "Aba, PAI". 

 

2. O ESPÍRITO revela e exalta o FILHO.

Com base na perspectiva bíblica teológica, o ESPÍRITO SANTO desempenha o papel fundamental de revelar, glorificar e exaltar a pessoa e a obra de JESUS CRISTO. Ele é o "ESPÍRITO da Verdade" que não fala de si mesmo, mas toma do que é de JESUS e anuncia aos crentes. 

Como o ESPÍRITO SANTO Revela e Exalta JESUS:

  • Testemunho Central: A principal função do ESPÍRITO SANTO é prestar testemunho de JESUS CRISTO. Ele ilumina a mente do crente para compreender que JESUS é o Salvador e FILHO de DEUS.
  • Revelação através das Escrituras: O ESPÍRITO SANTO revela a CRISTO através da Bíblia, tornando a Palavra viva e compreensível, apontando para a pessoa de JESUS em toda a sua extensão.
  • Glorificação na Vida da Igreja: JESUS afirmou que o Consolador "me glorificará" (João 16:14), o que significa que o ESPÍRITO SANTO foca a atenção da igreja em JESUS, tornando-o supremo e exaltado.
  • Convicção e Verdade: Ele guia os fiéis a toda a verdade, lembrando os ensinamentos de JESUS e aplicando-os à vida diária.
  • Ação de Graças e Comunhão: A comunhão do ESPÍRITO SANTO (2 Coríntios 13:14) leva o crente a uma experiência íntima com o amor de DEUS e a graça de JESUS. 

Resumo da Atuação:
O ESPÍRITO SANTO atua como um espelho divino que exalta CRISTO, focando a adoração e a compreensão crente na obra redentora de JESUS. Qualquer manifestação espiritual verdadeira, segundo a teologia bíblica, glorificará a JESUS e não a si mesma. 

 

3. A fé e a submissão do crente.

Com base na teologia bíblica, a fé e a submissão são aspectos indissociáveis da vida de um salvo. A fé é reconhecida como o meio de salvação (Efésios 2:8-9), enquanto a submissão é a evidência prática e fruto dessa fé, demonstrada através da obediência ao senhorio de CRISTO. 

Aqui está uma síntese baseada em fontes bíblicas:

a. A Fé: Fundamento e Salvação 

  • A fé para salvação: não vem das obras, o homem ouve e crê no evangelho, permitindo ao ESPÍRITO SANTO vir morar nele a partir daí (Ef 1.13,2.8). Fé não é obra, pois se crê na salvação efetuada por JESUS.
  • Fé sem obras é morta: A teologia bíblica, baseada em Tiago 2:14-26, ensina que a fé verdadeira produz frutos. Boas obras não salvam, mas testificam a fé que salva. Obra não salva, mas todo crente pratica boas obras, após receber a salvação.
  • A "Obediência da Fé": A fé verdadeira é obediência à Palavra de DEUS, não apenas uma crença intelectual. 

b. A Submissão: Evidência de uma Nova Criatura

  • Submissão a DEUS: O salvo submete-se ao senhorio de JESUS (Lc 14:27), reconhecendo-O como Rei e Dono da sua vida. Fomos comprados pelo sangue de JESUS (1 Coríntios 6:20).
  • Não é escravidão, mas libertação: A submissão bíblica restaura a ordem e é vista como um plano de DEUS para proteger e guiar, não para escravizar.
  • Fruto da união com CRISTO: A submissão é uma "escolha consciente" baseada no amor e respeito, refletindo a nova criatura descrita em 2 Coríntios 5:17.
  • Exemplo de CRISTO: JESUS é o maior exemplo de submissão, submetendo-Se ao PAI, ao ponto de morrer na cruz. O que resulta em glorificação. 

c. A Fé e a Submissão em Ação

  • Vida de Oração e Palavra: O crente salvo vive em constante submissão através do estudo da Bíblia e obediência à oração (Mc 13.33 – Vigiai e Orai).
  • Perseverança: A fé salvífica inclui a perseverança na justiça, mantendo-se fiel mesmo diante de desafios e provações.
  • Submissão Mútua: No contexto da igreja e da vida social, os salvos se submetem uns aos outros no temor de CRISTO. 

Resumo: O salvo não se submete para ser salvo, mas submete-se porque foi salvo, demonstrando uma fé autêntica, operante e amorosa.

 

CONCLUSÃO

À luz das Escrituras, este estudo reafirma que a obra da salvação é essencialmente trinitária, envolvendo a ação perfeita e harmoniosa do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO. Desde a concepção virginal de JESUS até sua ressurreição e a aplicação da redenção na vida do crente, observa-se a soberania e a unidade de DEUS em todo o plano redentor. O FILHO encarna-se, vive em santidade e obediência, e cumpre a obra da cruz no poder do ESPÍRITO. O ESPÍRITO, por sua vez, revela CRISTO, aplica a salvação e conduz o crente a uma vida de fé, submissão e santificação. Assim, a doutrina apresentada não apenas esclarece verdades teológicas, mas chama o cristão a viver de modo coerente com a obra graciosa que recebeu em CRISTO.

 

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Lição 2, A Atuação do ESPÍRITO SANTO no Plano da Redenção

Revistas Lições Bíblicas Adultos, CPAD, 1° Trimestre 2021
Tema: O Verdadeiro Pentecostalismo - A Atualidade Da Doutrina Bíblica Sobre A Atuação Do ESPÍRITO SANTO
Comentarista: Esequias Soares
  

Lição 2, A Atuação do ESPÍRITO SANTO no Plano da Redenção

 

Ajuda

Escrita

https://ebdnatv.blogspot.com/2021/01/escrita-licao-2-atuacao-do-espirito.html

Slides

https://ebdnatv.blogspot.com/2021/01/slides-licao-2-atuacao-do-espirito.html

 Vídeo desta lição

https://www.youtube.com/watch?v=A3HFRFdEFo8

  

TEXTO ÁUREO
“Assim, pois, as igrejas em toda a Judeia, e Galileia, e Samaria tinham paz e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e na consolação do ESPÍRITO SANTO.”  (At 9.31)

 

 VERDADE PRÁTICA
A atuação do ESPÍRITO é contínua e dinâmica na igreja, na vida dos crentes e os conduz desde a conversão até ao final da jornada cristã.

  

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Nm 11.17 O ESPÍRITO SANTO exerce também a função de juiz
Terça - 1 Sm 16.14 O ESPÍRITO SANTO reprova a desobediência
Quarta - 1 Co 6.11 O processo da salvação é realizado em nome de JESUS e pelo ESPÍRITO SANTO
Quinta - Ef 1.13,14 O penhor do ESPÍRITO é a garantia da nossa herança
Sexta - Fp 3.3 A verdadeira adoração cristã é no ESPÍRITO SANTO
Sábado - Tt 3.5 Fomos transformados pelo poder do ESPÍRITO de DEUS

 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 16.7-13
7 - Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei. 8 - E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: 9 - do pecado, porque não creem em mim; 10 - da justiça, porque vou para meu PAI, e não me vereis mais; 11 - e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. 12 - Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. 13 - Mas, quando vier aquele ESPÍRITO da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
 

Resumo da Lição 2, A Atuação do ESPÍRITO SANTO no Plano da Redenção

I - O ESPÍRITO SANTO COMO PROMESSA
1. A promessa messiânica.

2. Na antiga aliança.

3. A promessa do Consolador.

II - O ESPÍRITO SANTO CONSOLA E ENSINA
1. O Consolador (v.7).

2. O Ensinador.

3. O Ajudador.

III - O ESPÍRITO SANTO REPROVA E CONVENCE O MUNDO
1. O ESPÍRITO SANTO convence o mundo do pecado (v.9).

2. O ESPÍRITO SANTO convence o mundo da justiça (v.10).

3. O ESPÍRITO SANTO convence o mundo do Juízo (v. 11).

  

Resumo Rápido Pr Henrique

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos sobre a ação do ESPÍRITO SANTO na salvação humana (redenção) e na edificação dos crentes. Após a ascensão de JESUS não ficamos sós, pois o Consolador, o ESPÍRITO SANTO, veio morar em nós, ao nos convertermos. DEUS PAI planejou a salvação, ou redenção, JESUS CRISTO a executou na Cruz do Calvário, o ESPÍRITO SANTO vaticinou antes e deu poder e cuidou para que tudo fosse cumprido.

Ele habita em nós: “habita convosco, e estará em vós” (Jo 14.17). A primeira parte dessa declaração de JESUS indica a permanência do ESPÍRITO SANTO em nós (“habita convosco”); e a segunda, a sua presença constante dentro de nós (“e estará em vós”). Alguém pode habitar numa casa e não estar presente nela em determinada ocasião. Porém, o ESPÍRITO SANTO quer estar sempre presente no crente, como uma das maravilhas dessa “tão grande salvação” (Hb 2.3).

 

REDENÇÃO. O significado original de “redenção” (gr. apolutrosis) é resgatar mediante o pagamento de um preço. A expressão denota o meio pelo qual a salvação é obtida, a saber: pagamento de um resgate. A doutrina da redenção pode ser resumida da seguinte forma:

O estado do pecado, do qual precisamos ser redimidos. O NT mostra que o ser humano está alienado de DEUS (3.10-18), sob o domínio de Satanás (At 10.38; 26.18), escravizado pelo pecado (6.6; 7.14) e necessitando de livramento da culpa, da condenação e do poder do pecado (At 26.18; Rm 1.186.1-1823Ef 5.8Cl 1.131Pe 2.9).

O preço pago para nos libertar dessa escravidão: CRISTO pagou esse resgate ao derramar o seu sangue e dar sua vida (Mt 20.28; Mc 10.45; 1Co 6.20Ef 1.7Tt 2.14Hb 9.121Pe 1.18,19).

O estado presente dos redimidos: Os crentes redimidos por CRISTO estão agora livres do domínio de Satanás e da culpa e do poder do pecado (At 26.18; Rm 6.7,12,14,18Cl 1.13). Essa libertação do pecado, no entanto, não nos deixa livres para fazer o que queremos, pois somos propriedade de DEUS. A nossa libertação do pecado por DEUS nos torna em servos voluntários seus (At 26.18; Rm 6.18-221Co 6.19,20; 7.22,23).

A doutrina de redenção no NT já estava prefigurada nos casos de redenção registrados no AT. O grande evento redentor do AT foi o êxodo de Israel (ver Êx 6.7; 12.26). Também, no sistema sacrificial levítico, o sangue de animais era o preço pago para expiar o pecado (ver Lv 9.8).

 

A DOUTRINA DA REDENÇÃO

Como já vimos, redenção tem a ver com a pessoa do pecador. Ela é realizada por JESUS CRISTO: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Ef 1.7). Pois “... por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (Hb 9.12).

Definição de redenção. Nos dias bíblicos, redenção é a libertação de um escravo, mediante um resgate — gr. lytron (este termo aparece em Mateus 20.28) —, além de retirar esse escravo do mercado de escravos, para não mais ficar exposto à venda. Redenção sempre requer o preço a ser pago para garantir a liberdade do escravo.

Há sete principais palavras originais no Novo Testamento para redenção:

Agorazo, “compraste” (Ap 5.9). Comprar na praça. O pecador estava na praça do mercado de escravos, vendido ao pecado e servindo a Satanás: “Assim,

meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de CRISTO, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos, a fim de que demos fruto para DEUS” (Rm 7.4).

Exagorazo, “resgatou” (Gl 3.13). Comprar o escravo na praça e retirá-lo de lá, para que não fosse mais exposto à venda: “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do FILHO do seu amor” Cl 1.13.

Lytroo, “resgatados” (I Pe 1.18,19). Pagar o preço exigido pelo resgate de um escravo e libertá-lo.

Lytrosis, “redenção” (Hb 9.12). Libertar mediante o pagamento de resgate. É um termo mais vigoroso do que lytroo,

Apolytrosis, “redenção” (Ef 1.7). É empregado em Lucas 21.28 para significar soltura, libertação, livramento, desprendimento do povo de DEUS, ao sair deste mundo opressor e escravizador, para ficar eternamente com o Senhor. Este termo é uma forma mais vigorosa que lytrosis.

Antilyron (I Tm 2.6). A troca de uma pessoa por outra; ou seja, a redenção de vida por vida, no caso de um cativo, escravo ou prisioneiro.

Lytron (Êx 21.30Mt 20.28Mac 10.45). O resgate pago pela redenção de um cativo, escravo ou prisioneiro de guerra.

A redenção do pecador. A nossa redenção espiritual foi planejada e decidida por DEUS antes da fundação do mundo (I Pe 1.18,19Ap 13.8). Essa redenção, em CRISTO, é formosa e claramente ilustrada em Levítico 25 — principalmente nos versículos 25, 48 e 49 — e Rute 2.203.9-134.1-9. Nessas passagens, o termo go’el significa “parente remidor”, o qual tinha de ser consanguíneo do escravo. Vemos claramente no papel desse parente remidor um tipo de nosso Redentor, o Senhor JESUS (Tt 2.14).

O tríplice resultado da redenção. A nossa redenção efetuada por JESUS resulta na conversão da alma, pois esta foi perdida pelo homem, na sua Queda (Gn 2.17Ez 18.20).

Outro resultado da redenção é a nossa ressurreição, isto é, a redenção do corpo. O homem perdeu o seu corpo ao perder o direito a comer da árvore da vida, no Éden, devido à Queda: “Então, disse o Senhor DEUS: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente” (Gn 3.22).

A redenção resulta também em domínio da terra. O ser humano perdeu a terra ao pecar (Gn 1.28). Em João 1.29, vemos que JESUS é o Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo (cf. Ap 5.1-5,9). Na Segunda Vinda de CRISTO, começará a redenção da terra, que fora amaldiçoada depois da Queda: “maldita é a terra” (Gn 3.17).

  

1. A promessa messiânica.

Acima, na figura ilustrativa temos um resumo do plano de salvação. DEUS PAI planejou a salvação, ou redenção, JESUS CRISTO a executou em seu ministério terreno e em sua morte na Cruz do Calvário e ressurreição, o ESPÍRITO SANTO vaticinou antes, deu poder e cuidou para que tudo fosse cumprido (1 Pe 1.2 - eleitos segundo a presciência de DEUS PAI, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas). Presciência de DEUS PAI implica em que DEUS olhou o futuro antes de acontecer para o ser humano e viu o homem em pecado e condenação, providenciando assim um plano de redenção deste homem, sua salvação.

 

 DEUS anunciou diversas vezes e de diversas maneiras, pelos profetas, a vinda de seu FILHO como Salvador do mundo (Rm 1.2). Isso significa a participação do ESPÍRITO SANTO de modo que a promessa messiânica é acompanhada da promessa do ESPÍRITO (Is 32.15; 42.1,2; Is 61.1), confirmada no Novo Testamento (Mt 12.18; Lc 4.18-21). A salvação e a plenitude do ESPÍRITO são anunciadas de antemão no Antigo Testamento para todo o povo (Is 44.3; Jl 2.28-32).
 

A doutrina da salvação, chamada de Soteriologia, ocupa-se do estudo do plano salvífico (Ef 1.3-14), da obra de CRISTO (Rm 3.24-26), e da aplicação da salvação ao homem (Ef 2.8-10), de acordo com a Escritura. O termo procede do grego sōtēria, traduzido por “salvação”, “libertação” e “preservação”. Nos textos de Lc 1.69,71 e Hb 11.7, o vocábulo é usado com o sentido de “livrar ou preservar de um perigo eminente”. A palavra equivalente usada no Antigo Testamento é yeshû‘â (o nome JESUS no grego, procede desse termo hebraico, Mt 1.21), isto é, “salvação”, “livramento”. O termo hebraico é usado, em Gn 49.18, como referência à salvação do Senhor (ver Dt 32.15; 1 Sm 12.1), e, em Ez 37.23, com o significado de “livrar” dos pecados. Portanto, salvação, quer no Antigo ou Novo Testamento, significa libertação, livramento ou preservação de um perigo eminente.

 

A Bíblia ensina acerca da salvação; é um tema que se estende do Gênesis ao Apocalipse.

Salvação é uma palavra de amplo sentido, que abrange todos os atos e processos redentores, a saber: justificação, redenção, graça, propiciação, imputação, perdão, santificação e glorificação. A salvação procede de DEUS e não do homem. Foi concebida por DEUS o PAI,
consumada por JESUS o FILHO, e oferecida ao crente por intermédio do ESPÍRITO SANTO. O homem não teve participação alguma no plano de salvação. Resta-lhe apenas aceitar o Dom de DEUS. Tão logo o homem pecou, DEUS anunciou seu projeto para salvá-lo (Gn 3.15).
Salvação é palavra de profundo significado e de infinito alcance. Muitos têm uma concepção bastante pobre da inefável salvação consumada por JESUS, o que às vezes reflete numa vida espiritual descuidada e negligente, onde falta aquele amor ardente e total por JESUS, e busca constante de sua comunhão.
Salvação não significa apenas livramento da condenação do Inferno. Ela abarca todos os atos e processos redentores e transformadores da parte de DEUS para com o homem e o mundo através de JESUS, o Redentor, nesta vida e na outra.
A salvação é o resultado da redenção efetuada por JESUS, o meio que DEUS proveu para livrar o homem de seus pecados. Salvação é o usufruto desse livramento.
A doutrina da salvação diz respeito ao plano divino para restaurar o homem do pecado e, consequentemente, livrá-lo da condenação eterna.
CRISTO é o único caminho ao PAI. A salvação nos é concedida mediante a graça de DEUS, manifesta em CRISTO JESUS e está baseada na morte, ressurreição, e exaltação do FILHO de DEUS.
A doutrina em apreço pode ser estudada sob os vários aspectos da salvação.

  

O AT antegozava a era vindoura do ESPÍRITO, i.e., a era do NT.

1) Em várias ocasiões, os profetas falaram a respeito do papel que o ESPÍRITO desempenharia na vida do Messias. Isaías, em especial, caracterizou o Rei vindouro, o Servo do Senhor, como uma pessoa sobre quem o ESPÍRITO de DEUS repousaria de modo especial (ver Is 11.14; 42.1; 61.13).

Quando JESUS leu as palavras de Isaías 61, em Nazaré, cidade onde morava, terminou dizendo: “Hoje, se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (Lc 4.21).

2) Outras profecias do AT anteviam o período do derramamento geral do ESPÍRITO SANTO sobre a totalidade do povo de DEUS. Entre esses textos, o de maior destaque é 2.28,29, citado por Pedro no dia de Pentecoste (At 2.17,18). Mas a mesma mensagem também se acha em Is 32.1517; 44.35; 59.20,21; Ez 11.19,20; 36.26,27; 37.14; 39.29. DEUS prometeu que, quando a vida e o poder do seu ESPÍRITO viessem sobre o seu povo, os seus seriam capacitados a profetizar, ver visões, ter sonhos proféticos, viver uma vida em santidade e retidão, e a testemunhar com grande poder. Por conseguinte, os profetas do AT previram a era messiânica. E, a respeito dela, profetizaram que o derramamento e a plenitude do ESPÍRITO SANTO viriam sobre toda a humanidade. E foi o que aconteceu no domingo do Pentecoste (dez dias depois de JESUS ter subido ao céu), com uma subsequente gigantesca colheita de almas (cf. 2.28,32;At 2.41; 4.4; 13,44,48,49)

  

2. Na antiga aliança.

Há muita diferença entre as manifestações do ESPÍRITO SANTO antes e depois do Pentecostes. Descia sobre aquele a quem o ESPÍRITO SANTO queria usar uma unção para realizar alguma tarefa para DEUS. Após realizada a tarefa não mais havia esta unção.

Exemplo:

Então, o Senhor desceu na nuvem e lhe falou; e, tirando do ESPÍRITO que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o ESPÍRITO repousou sobre eles, profetizaram; mas, depois, nunca mais. Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e o nome do outro, Medade; e repousou sobre eles o ESPÍRITO (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não tenham saído à tenda), e profetizavam no arraial. Números 11:25,26 - PROFETIZARAM NAQUELA HORA E NUNCA MAIS.

Já no Novo Testamento o ESPÍRITO SANTO é residente em nós e os dons são dados a nós e ficam residentes em nós durante toda nossa vida terrena.

No Antigo Testamento temos, principalmente, milagres através de Moisés, Elias (7 milagres) e Elizeu (14 milagres).

 

 O Senhor agiu poderosamente através de Moisés e Arão e operacionou pelos menos os seguintes milagres:

O milagre da sarça ardente

A vara de Moisés se transforma em serpente: Ex 4.3; 7.1; A vara restaurada Ex 4.4; A mão fica leprosa Ex 4.6.7; Água se transforma em sangue Ex 4.9,30; Rio transforma em sangue Ex 7.20; A praga das rãs Ex 8.6,13; A praga dos piolhos Ex 8.17; A praga das moscas Ex 8.21,31; A pestilência Ex 9.3; A praga das ulceras Ex 9.10; A praga do granizo Ex 9.23; A praga dos gafanhotos Ex 10.13,19; A praga das trevas Ex 10.22; A morte dos primogênitos Ex 12.29; A coluna de nuvem de dia, e de fogo durante a noite (Êx 13.21); O mar dividido Ex 14.21; O exército afogado Ex 14.26-28; A água amarga se transforma em potável Ex 15.25; Maná - alimento até chegarem a Canaã (Êx 16.35); A água que sai da rocha Ex 17.6; A derrota de Amaleque Ex 17.11; Miriã é ferida e curada da lepra (Nm 12.10, 13-15); A destruição de Coré e seu grupo (Nm 16.32); A água brota da rocha – Cades Nm 20.11; O envio de codornizes e maná (Êx 16.13,14); A praga mata 14.700 pessoas (Nm 16.47-49); O milagre da serpente de metal Nm 21.8; A vara de Arão floresce Nm 17.8. 29 milagres ao todo.

 

No Novo Testamento, JESUS em um só dia fazia pelo menos 10 vezes mais milagres do que esses todos. Pedro, Estêvão, Filipe e Paulo também, em um dia só, eram usados em milagres pelo ESPÍRITO SANTO mais do que todos esses três foram usados no Antigo Testamento.

de sorte que transportavam os enfermos para as ruas e os punham em leitos e em camilhas, para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles. E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos, os quais todos eram curados. Atos 5:15,16.

E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Atos 6:8

E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. Atos 8:6,7

Aconteceu estar de cama enfermo de febres e disenteria o PAI de Públio, que Paulo foi ver, e, havendo orado, pôs as mãos sobre ele e o curou. Feito, pois, isto, vieram também ter com ele os demais que na ilha tinham enfermidades e sararam, Atos 28:8,9

  

Também o ESPÍRITO SANTO dava capacitação a pessoas para obras específicas, como a de profeta (Nm 12.6) ou a de liderança (Jz 6.34; 1 Sm 16.13). Essas habilitações eram espirituais: profecias (Nm 11.25), revelações (Ez 8.3) e milagres (1 Rs 18.12); também aptidões individuais, artísticas (Êx 31.3) e habilidades para liderança militar e política (Jz 3.10; Zc 4.6,7).

  

Pelo que entendemos, no Antigo Testamento, o ESPÍRITO SANTO vinha sobre aquele que DEUS escolheu para realizar determinada tarefa e depois o deixava até que nova tarefa fosse designada. Ou seja, não ficava residente como em nós que somos templo, morada do ESPÍRITO SANTO.

Todos os dons do ESPÍRITO SANTO foram manifestos no Antigo Testamento, mas não eram residentes naqueles que foram usados. Até mesmo o dom de línguas pode ser reconhecido em uma oportunidade, através de escolhidos para auxiliarem Moisés (Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e o nome do outro, Medade; e repousou sobre eles o ESPÍRITO (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não tenham saído à tenda), e profetizavam no arraial. Números 11:26 - segundo alguns eruditos pode ser interpretado como falaram em línguas desconhecidas). Línguas também podem ser identificadas em Isaías (Pelo que, por lábios estranhos e por outra língua, falará a este povo, Isaías 28:11).

Moisés foi tremendamente usado em dons, bem como Elias (Cura, Fé (ressurreição de morto) e Milagre), Eliseu (Cura, Fé (ressurreição de morto), Milagre, Palavra de Sabedoria - revelação do futuro; Palavra de Conhecimento - revelação de estratégia de guerra do inimigo; discernimento de espíritos - visão de exército de anjos), Daniel (Palavra de Sabedoria - revelação do futuro; Palavra de Conhecimento - revelação de Sonhos e visões; Línguas e interpretação) e vários profetas (Palavra de Sabedoria - revelação do futuro). As profecias eram sempre usadas também no Antigo Testamento. DEUS usou tanto mulheres como homens e os capacitou com a unção do ESPÍRITO SANTO para exercerem suas funções no Antigo Testamento.

  

Apêndice textos em que o ESPÍRITO SANTO é mencionado através da Bíblia

Gênesis
2: “e o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas”; 6.3: “Não contenderá o meu ESPÍRITO para sempre com o homem”; 41.38: “um varão como este, em que haja o ESPÍRITO de DEUS?”
Êxodo
28.3: “a quem eu tenha enchido do ESPÍRITO de sabedoria”.
31.3: “E o enchi do ESPÍRITO de DEUS”.
35.31: “E o ESPÍRITO de DEUS o encheu de sabedoria”.
Números
11.17: “e tirarei do ESPÍRITO que está sobre ti”; 11.25: “e, tirando do ESPÍRITO que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos”; 11.26: “e repousou sobre eles o ESPÍRITO”; 11.29: “que o Senhor lhes desse o seu ESPÍRITO”; 24.2: “veio sobre ele o ESPÍRITO de DEUS”; 27.18: “homem em que há o ESPÍRITO”.
Deuteronômio
34.9: “E Josué, FILHO de Num, foi cheio do ESPÍRITO de sabedoria”.
Juizes
3.10: “E veio sobre ele o ESPÍRITO do Senhor”; 6.34: “o ESPÍRITO do Senhor revestiu a Gideão”; 11.29: “Então, o ESPÍRITO do Senhor veio sobre Jefté”; 13.25: “o ESPÍRITO do Senhor começou a impelir”; 14.6: “o ESPÍRITO do Senhor se apossou dele tão possantemente”; 14.19: “o ESPÍRITO do Senhor tão possantemente se apossou dele”; 15.14: “o ESPÍRITO do Senhor possantemente se apossou dele”;

1 Samuel
10.6: “o ESPÍRITO do Senhor se apoderará de ti”; 10.10: “o ESPÍRITO de DEUS se apoderou dele”; 11.6: “o ESPÍRITO de DEUS se apoderou de Saul”; 16.13: “o ESPÍRITO do Senhor se apoderou de Davi”; 16.14: “o ESPÍRITO do Senhor se retirou de Saul”; 19.20: “o ESPÍRITO de DEUS veio sobre os mensageiros de Saul”; 19.23: “o mesmo ESPÍRITO de DEUS veio sobre ele”.
2 Samuel
23.2: “O ESPÍRITO do Senhor falou por mim”.
Reis
18.12: “o ESPÍRITO do Senhor te tomasse”; 22.24: “Por onde passou de mim o ESPÍRITO do Senhor para falar”.
Reis
2.16: “pode ser que o elevasse o ESPÍRITO do Senhor”.
1 Crônicas
12.18: “entrou o ESPÍRITO em Amasai”.
2 Crônicas
15.1: “veio o ESPÍRITO de DEUS a Azarias”; 18.23: “passou de mim o ESPÍRITO do Senhor para falar a ti?”; 20.14: “veio o ESPÍRITO do Senhor no meio da congregação”; 24.20: “o ESPÍRITO de DEUS revestiu a Zacarias”;

Neemias
9.20: “E deste do teu bom ESPÍRITO, para os ensinar”; 9.30: “protestaste contra eles pelo teu ESPÍRITO, pelo ministério de teus profetas”.
JÓ „ , „
26.13: “Pelo seu ESPÍRITO ornou os céus”; 32.8: “a inspiração do Todo-poderoso [ESPÍRITO de DEUS] os faz entendidos” 33.4: “O ESPÍRITO de DEUS me fez”.
Salmos
33.6: “todo o exército deles, pelo ESPÍRITO da sua boca”; 51.II: “não retires de mim o teu ESPÍRITO SANTO”; 104.30: “Envias o teu ESPÍRITO, e são criados”; 139.7: “Para onde me irei do teu ESPÍRITO”; 143.10: “guie-me o teu bom ESPÍRITO por terra plana”.
Provérbios
23: “abundantemente derramarei sobre ele o meu ESPÍRITO”.
Isaías
4.4: “ESPÍRITO de justiça”; 4.4: “ESPÍRITO de ardor”; 11.2: “repousará sobre ele o ESPÍRITO do Senhor”; 11.2: “o ESPÍRITO de sabedoria e de inteligência”; 11.2: “o ESPÍRITO de conselho e de fortaleza”; 11.2: “o ESPÍRITO de conhecimento e de temor do Senhor”; 30.1: “se cobriram com uma cobertura, mas não do meu ESPÍRITO”; 32.15: “até que se derrame sobre nós o ESPÍRITO lá do alto”; 34.16: “o seu ESPÍRITO mesmo as ajudará”; 40.7: “soprando nelas o hálito [=o ESPÍRITO] do Senhor”; 40.13: “Quem guiou o ESPÍRITO do Senhor?; 42.1: “pus o meu ESPÍRITO sobre ele”; 44.3: “derramarei o meu ESPÍRITO sobre a tua posteridade"; 48.16: “agora, o Senhor Jeová me enviou o seu ESPÍRITO”; 59.19: “o ESPÍRITO do Senhor arvora contra ele a sua bandeira”; 59.21: “o meu ESPÍRITO, que está sobre ti”; 61.1: “O ESPÍRITO do Senhor Jeová está sobre mim”; 63.10: “Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu ESPÍRITO SANTO”; 63.11: “o que pôs no meio deles o seu ESPÍRITO SANTO?” 63.14: “o ESPÍRITO do Senhor lhe deu descanso”.
Ezequiel
2.2: “entrou em mim o ESPÍRITO, quando falava comigo, e me pôs em pé”. 3.12: “E levantou-me o ESPÍRITO”~; 3.14: “Então o ESPÍRITO me levantou, e me levou”; 3.24: “entrou em mim o ESPÍRITO, e me pôs em pé, e falou comigo”; 8.3: “o ESPÍRITO me levantou entre a terra e o céu e me trouxe a Jerusalém’; 10.17: “porque o ESPÍRITO de vida estava nelas”; II.I: “Então, me levantou o espírito, e me levou à porta oriental da casa do Senhor”; 11.5: “Caiu, pois, sobre mim o ESPÍRITO do Senhor e disse-me”; 19: “um ESPÍRITO novo porei dentro deles”; 24: “Depois, o ESPÍRITO me levantou e me levou em visão à Caldéia”; 24: “pelo ESPÍRITO de DEUS”; 36.26: “porei dentro de vós um ESPÍRITO novo”; 36.27: “porei dentro de vós o meu ESPÍRITO e farei que andeis nos meus estatutos”; 37.1: “o Senhor me levou em ESPÍRITO, e me pôs no meio de um vale”; 37.5: “Eis que farei entrar em vós o ESPÍRITO, e vivereis”; 37.6: “e porei em vós o ESPÍRITO, e vivereis”.; 37.9: “Profetiza ao ESPÍRITO”; 37.9: “e dize ao ESPÍRITO”; 37.9: “Vem dos quatro ventos, ó ESPÍRITO, e assopra sobre estes mortos, para que vivam”; 37.10: “então o ESPÍRITO entrou neles e viveram, e se puseram em pé”. 37.14: “porei em vós o meu ESPÍRITO, e vivereis”; 39.29: “quando eu houver derramado o meu ESPÍRITO sobre a casa de Israel”. 43.5: “E levantou-me o ESPÍRITO, e me levou ao átrio interior”.
Daniel
6.3: “porque nele havia um ESPÍRITO excelente”.
Joel
2.28: “derramarei o meu ESPÍRITO sobre toda a carne”; 2.29: “naqueles dias, derramarei o meu ESPÍRITO”.
Miquéias
2.7: “tem-se restringido o ESPÍRITO do Senhor?” 3.8: “decerto, eu sou cheio da força do ESPÍRITO do Senhor”.
Ageu
2.5: “quando saístes do Egito, e o meu ESPÍRITO habitava no meio de vós”.

Zacarias
4.6: “pelo meu ESPÍRITO, diz o Senhor dos Exércitos”; 6.8: “fizeram repousar o meu ESPÍRITO na terra do Norte”; 7.12: “as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu ESPÍRITO mediante os profetas precedentes”; 12.10: “derramarei o ESPÍRITO de graça e de súplicas”.
Mateus
1.18: “achou-se ter concebido do ESPÍRITO SANTO”; 20: “o que nela está gerado é do ESPÍRITO SANTO”; 3.11: “ele vos batizará com o ESPÍRITO SANTO e com fogo”; 3.16: “e viu o ESPÍRITO de descendo como pomba e vindo sobre ele”; 4.1: “Então, foi conduzido JESUS pelo ESPÍRITO ao deserto”; 10.20: “o ESPÍRITO de vosso PAI é que fala em vós”; 12.18: “porei sobre ele o meu ESPÍRITO”; 12.28: “se eu expulso os demônios pelo ESPÍRITO de DEUS”; 12.31: “a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO não será perdoada aos homens”. 12.32: “se alguém falar contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado”. 22.43: “Davi, em ESPÍRITO, lhe chama Senhor”; 28.19: “em no do PAI, e do FILHO, e do ESPÍRITO SANTO”.
Marcos
1.8: “ele, porém, vos batizará com o ESPÍRITO SANTO”; 1.10: “viu os céus abertos e o ESPÍRITO, que como pomba descia sobre ele”; 1.12: “E logo o ESPÍRITO o impeliu para o deserto”; 3.29: “Qualquer, porém, que blasfemar contra o ESPÍRITO SANTO”; 12.36: “O próprio Davi disse pelo ESPÍRITO SANTO”; 13.11: “porque não são vós os que falais, mas o ESPÍRITO SANTO”.
Lucas
I.15: “o será cheio do ESPÍRITO SANTO, já desde o ventre de sua mãe”; 1.35: “Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO, e a virtude do Altíssimo”; 1.41: “Isabel foi cheia do ESPÍRITO SANTO”; 67: “Zacarias, seu PAI, foi cheio do ESPÍRITO SANTO”;
2.25: “o ESPÍRITO SANTO estava sobre ele”; 2.26: “fora-lhe revelado pelo ESPÍRITO SANTO que ele não morreria”; 2.27: “pelo ESPÍRITO, foi ao templo”; 3.16: “este vos batizará com o ESPÍRITO SANTO e com fogo”; 3.22: “o ESPÍRITO SANTO desceu sobre ele em forma corpórea”; 4.1: “foi levado pelo ESPÍRITO ao deserto”; 4.14: “pela virtude do ESPÍRITO SANTO, voltou JESUS para a Galiléia”; 4.18: “O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu”; 10.21: “Naquela hora, se alegrou JESUS no ESPÍRITO SANTO”; 13: “quanto mais dará o PAI celestial o ESPÍRITO SANTO”; 12.10: “ao que blasfemar contra o ESPÍRITO SANTO não lhe será perdoado”; 12.12: “na mesma hora vos ensinará o ESPÍRITO SANTO o que vos convenha falar”. 24.49: “sobre vós envio a promessa de meu PAI”.
João
1.32: “Eu vi o ESPÍRITO descer do céu como uma pomba”; 1.33: “Sobre aquele que vires descer o ESPÍRITO”; 1.33: “esse é o que batiza com o ESPÍRITO SANTO”; 3.5: “aquele que não nascer da água e do ESPÍRITO”; 3.6: “o que é nascido no ESPÍRITO é espírito”; 3.8: “assim é todo aquele que é nascido do ESPÍRITO”; 3.34: “não lhe dá DEUS o ESPÍRITO por medida”; 4.24: “DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram”; 6.63: “O ESPÍRITO é o que vivifica”; 7.39: “E isso disse ele do ESPÍRITO, que haviam de receber”; 7.39: “porque o ESPÍRITO SANTO ainda não fora dado”; 14.16: “ele vos dará outro Consolador”; 14.17: ‘O ESPÍRITO de verdade, que o mundo não pode receber”; 14.26: “Mas aquele Consolador”; 14.26: ‘o ESPÍRITO SANTO, que o PAI enviará em meu nome”; 15.26: “Mas, quando vier o Consolador”; 15.26: “aquele ESPÍRITO de verdade, que procede do PAI”; 16.7: “se eu não for, o Consolador não virá a vós”; 16.8: “E, quando ele [ESPÍRITO SANTO] vier, convencerá o mundo do pecado”; 16.13: “Mas, quando vier aquele ESPÍRITO de verdade”; 16.14: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu”; 20.22: “e disse-lhes: Recebei o ESPÍRITO SANTO”.
Atos dos Apóstolos
2: “depois de ter dado mandamentos pelo ESPÍRITO SANTO aos apóstolos”; 4: “mas que esperassem a promessa do PAI”; 5: “vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO”; 8: “recebereis a virtude do ESPÍRITO SANTO, que há de vir sobre vós”.
16: “que o ESPÍRITO SANTO predisse pela boca de Davi”; 2.4: “E todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO”; 2.4: “conforme o ESPÍRITO SANTO lhes concedia que falassem”; 2.17: “do meu ESPÍRITO derramarei sobre toda a carne”; 2.18: “também do meu ESPÍRITO derramarei sobre os meus servos”; 2.33: “tendo recebido do PAI a promessa do ESPÍRITO SANTO”; 2.38: “e recebereis o dom do ESPÍRITO SANTO”; 4.8: “Pedro, cheio do ESPÍRITO SANTO, lhes disse”; 4.31: “e todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO”; 5.3: “mentisses ao ESPÍRITO SANTO”; 5.4: “Não mentiste aos homens, mas a DEUS [ESPÍRITO SANTO]” (cf. v.3). 5.9: “para tentar o ESPÍRITO do Senhor?”; 5.32: “e também o ESPÍRITO SANTO, que DEUS deu”; 6.3: “cheios do ESPÍRITO SANTO e de sabedoria”; 6.5: “homem cheio de fé e do ESPÍRITO SANTO”; 6.10: “ao ESPÍRITO com que falava”; 7.51: “vós sempre resistir ao ESPÍRITO SANTO”; 7.55: “estando cheio do ESPÍRITO SANTO”; 8.15: “oraram por eles para que recebessem o ESPÍRITO SANTO”; 8.17: “receberam o ESPÍRITO SANTO”; 8.18: “era dado o ESPÍRITO SANTO”; 8.19: “sobre quem eu puser as mãos receba o ESPÍRITO SANTO”; 8.20: “cuidaste que o dom de DEUS se alcança por dinheiro”; 8.29: “disse o ESPÍRITO SANTO a Filipe”; 8.39: “o ESPÍRITO do Senhor arrebatou a Filipe”; 9.17: “e sejas cheio do ESPÍRITO SANTO”; 9.31: “andando no temor do Senhor e na consolação do ESPÍRITO SANTO”. 10.19: “pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o ESPÍRITO SANTO”; 10.20: “não duvidando; porque eu [ESPÍRITO SANTO] os enviei” (cf. v. 19); 10.38: “DEUS ungiu a JESUS de Nazaré com o ESPÍRITO SANTO”; 10.44: “caiu o ESPÍRITO SANTO sobre todos os que ouviam a palavra”. 10.45: “o dom do ESPÍRITO SANTO se derramasse também sobre os gentios”. 10.47: “receberam como nós o ESPÍRITO SANTO?”; 12: “E disse-me o ESPÍRITO que fosse com eles, nada duvidando”; 15: “quando comecei a falar, caiu sobre eles o ESPÍRITO SANTO”; 16: “mas vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO”; 24: “era homem de bem e cheio do ESPÍRITO SANTO e de fé”; 28: “dava a entender pelo ESPÍRITO SANTO”; 13.2: “disse o ESPÍRITO SANTO: Apartai-me a Barnabé e a Saulo”; 13.4: “estes enviados pelo ESPÍRITO SANTO”; 13.9: “Paulo, cheio do ESPÍRITO SANTO”; 13.52: “cheios de alegria e do ESPÍRITO SANTO”; 15.8: “dando-lhes o ESPÍRITO SANTO”; 15.28: “pareceu bem ao ESPÍRITO SANTO e a nós”; 16.6: “foram impedidos pelo ESPÍRITO SANTO”; 16.7: “mas o ESPÍRITO de JESUS não lho permitiu”; 19.2: “Recebestes vós já o ESPÍRITO SANTO quando crestes?; 19.2: “nem ainda ouvimos que haja ESPÍRITO SANTO”; 19.6: “veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO”; 20.23: “o ESPÍRITO SANTO, de cidade em cidade, me revela”; 20.28: “sobre que o ESPÍRITO SANTO vos constituiu bispos”; 21.4: “pelo ESPÍRITO SANTO, diziam a Paulo”; 21.11: “Isto diz o ESPÍRITO SANTO”; 28.25: “Bem falou o ESPÍRITO SANTO a nossos pais”.
Romanos
1.4: “segundo o ESPÍRITO de santificação”; 5.5: “o amor de DEUS está derramado em nossos corações pelo ESPÍRITO SANTO’; 8.1: ‘8.2: ‘8.4: ‘8.5: ‘8.5: ‘8.6: ‘8.9: ‘8.9: ‘8.9: ‘8.11: 8.13:8.14:8.15:8.16:8.23:8.26:8.27; 2.12: “mas o ESPÍRITO que provém de DEUS”; 2.13: “que o ESPÍRITO SANTO ensina”; 2.14: “o homem natural não compreende as coisas do ESPÍRITO de DEUS”. 3.16: “e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?”; 6.11: “e pelo ESPÍRITO do nosso DEUS”; 6.19: “o vosso corpo é o templo do ESPÍRITO SANTO”; 7.40: “também eu cuido que tenho o ESPÍRITO de DEUS”; 12.3: “ninguém que fala pelo ESPÍRITO de DEUS”; 12.3: “e ninguém pode dizer que JESUS é Senhor, senão pelo ESPÍRITO SANTO”; 12.4: “há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo”; 12.7: “Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil”. 12.8: “a um, pelo ESPÍRITO”; 12.9: “e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO”; 12.11: “Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas essas coisas”; 12.13: “fomos batizados em um ESPÍRITO”; 12.13: “todos temos bebido de um ESPÍRITO”; 14.2: “em ESPÍRITO fala de mistérios”.
Coríntios
1.22: “deu o penhor do ESPÍRITO em nossos corações”; 3.3: “com o ESPÍRITO do DEUS vivo”; 3.6: “mas do ESPÍRITO”; 3.6: “o ESPÍRITO vivifica”; 3.8: “como não será de maior glória o ministério do ESPÍRITO?”; 3.17: “Ora, o Senhor é o ESPÍRITO”; 3.17: “onde está o ESPÍRITO do Senhor, aí há liberdade”; 3.18: “como pelo Senhor, o ESPÍRITO”; 4.13: “E temos, portanto, o mesmo ESPÍRITO de fé”; 5.5: “o qual nos deu também o penhor do ESPÍRITO”; 6.6: “no ESPÍRITO SANTO, no amor não fingido”; 12.18: “Não andamos, porventura, no mesmo ESPÍRITO, sobre as mesmas pisadas?”; 13.13: “e a comunhão do ESPÍRITO SANTO seja com todos”;

Gálatas
3.2: “recebestes o ESPÍRITO pelas obras da lei ou pregação da fé?”; 3.3: “tendo começado pelo ESPÍRITO, acabais agora pela carne?"; 3.5: “Aquele, pois, que vos dá o ESPÍRITO”; 3.14: “pela fé, nós recebamos a promessa do ESPÍRITO”; 4.6: “DEUS enviou aos nossos corações o ESPÍRITO de seu FILHO”. 4.29: “perseguia o que era gerado segundo o ESPÍRITO”.
5.5: “Porque nós, pelo ESPÍRITO da fé”; 5.16: “Andai em ESPÍRITO e não cumprireis a concupiscência”; 5.17: “a carne cobiça contra o ESPÍRITO”; 5.17: “e o ESPÍRITO contra a carne”; 5.18: “Mas, se sois guiados pelo ESPÍRITO”; 5.22: “o fruto do ESPÍRITO”; 6.8: “O que semeia no ESPÍRITO”; 6.8: “do ESPÍRITO ceifará a vida eterna”.
Efésios
1.13: “fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa”; I.I4: “o qual [o ESPÍRITO] é o penhor da nossa herança” (cf. v. 13). I.17: “o ESPÍRITO de sabedoria e de revelação”; 2.18: “por ele, ambos temos acesso ao PAI em um mesmo ESPÍRITO”. 2.22: “sois edificados para morada de DEUS no ESPÍRITO”; 3.5: “agora, tem sido revelado pelo ESPÍRITO aos seus santos”; 3.16: “com poder pelo seu ESPÍRITO no homem interior”; 4.3: “guardar a unidade do ESPÍRITO pelo vínculo da paz”; 4.4: “há um só corpo e um só ESPÍRITO”; 4.30: “E não entristeçais o ESPÍRITO SANTO de DEUS”; 5.9: “(porque o fruto do ESPÍRITO)”; 5.18: “enchei-vos do ESPÍRITO”; 6.17: “a espada do ESPÍRITO, que é a palavra de DEUS”; 6.18: “com toda oração e súplica no ESPÍRITO”.
Filipenses
1.19: “pelo socorro do ESPÍRITO de JESUS CRISTO”; 2.1: “se alguma comunhão no ESPÍRITO”; 3.3: “que servimos a DEUS no ESPÍRITO”.
Colossenses
1.8: “a vossa caridade no ESPÍRITO”.
Tessalonicenses
1.5: “mas também em poder, e no ESPÍRITO SANTO”; 1.6: “com gozo no ESPÍRITO SANTO”; 4.8: “DEUS, que nos deu também o seu ESPÍRITO SANTO”; 5.19: “Não extingais o ESPÍRITO”.
Tessalonicenses
2.13: “para a salvação, em santificação do ESPÍRITO e fé da verdade”.
Timóteo
3.16: “Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em ESPÍRITO”; 4.1: “Mas o ESPÍRITO expressamente diz”.
Timóteo
1.7: “DEUS não nos deu o espírito de temor, mas o ESPÍRITO de fortaleza, e de amor, e de moderação”; I.I4: “Guarda o bom depósito pelo ESPÍRITO SANTO que habita em nós”.
Tito
3.5: “nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO”.
Hebreus
2.4: “dons do ESPÍRITO SANTO, distribuídos por sua vontade”; 3.7: “como diz o ESPÍRITO SANTO”; 6.4: “se fizeram participantes do ESPÍRITO SANTO”; 9.8: “dando nisso a entender o ESPÍRITO SANTO”; 9.14: “CRISTO, que, pelo ESPÍRITO eterno, se ofereceu”; 10.15: “E também o ESPÍRITO SANTO”; 10.29: “e fizer agravo ao ESPÍRITO da graça?”
Tiago
4.5: “O ESPÍRITO que nós habita tem ciúmes?”
1 Pedro
1.2: “em santificação do ESPÍRITO”; I: “indagando que tempo ou que ocasião de tempo o ESPÍRITO de CRISTO”. 3.18: “vivificado pelo ESPÍRITO"; 4.14: “porque repousa sobre vós o ESPÍRITO da glória de DEUS”.
2 Pedro
1.21: “os homens santos de DEUS falaram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO”.
João
2.20: “E vós tendes a unção do SANTO e sabeis tudo”; 3.24: “E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo ESPÍRITO que nos tem dado”; 4.2: “Nisto conhecemos o ESPÍRITO de DEUS”; 4.6: “Nisto conhecemos nós o ESPÍRITO da verdade”; 4.13: “pois nos deu do seu ESPÍRITO”; 5.6: “E o ESPÍRITO é o que testifica”; 5.6: “porque o ESPÍRITO é a verdade”; 5.7: “o PAI, a Palavra e o ESPÍRITO SANTO”; 5.8: “o ESPÍRITO, a água, e o sangue”.
Judas
v.I9: “os que causam divisões, sensuais, que não têm o ESPÍRITO”. v.20: “orando no ESPÍRITO SANTO”.
Apocalipse
4: “dos sete Espíritos que estão diante do seu trono”; 2.7: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”; 2.11: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”; 2.17: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”; 2.29: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”; 3.1: “Isto diz o que tem os sete ESPÍRITO de DEUS”; 3.6: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”; 3.13: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”; 3.22: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”; 4.5: “as quais são os sete Espíritos de DEUS”; 5.6: “que são os sete Espíritos de DEUS”; II: “o ESPÍRITO de vida, vindo de DEUS, entrou neles”; 14.13: “Sim, diz o ESPÍRITO, para que descansem dos seus trabalhos”. 22.17: “o ESPÍRITO e a esposa dizem”.
Observação. Referências há em que o ESPÍRITO SANTO é mencionado mais de uma vez em um mesmo versículo. Também existem referências indiretas a Ele. E há, finalmente, aquelas — não inclusas aqui — em que é difícil, ante o texto
original, mormente o do Antigo Testamento, saber-se com precisão se se referem ao ESPÍRITO de DEUS.

  

3. A promessa do Consolador.

 A vinda do Consolador estava associada à volta de JESUS ao céu

JESUS disse também que tinha muita coisa para ensinar aos seus discípulos, mas eles ainda não estavam preparados para ouvir, não poderiam suportar a mensagem sem a ação do ESPÍRITO (v.12).

JESUS precisava voltar ao PAI para possibilitar a vinda do Consolador.

A Conveniência da Partida de CRISTO. A Promessa do ESPÍRITO
João 16. 7-15
Assim como era usual que os profetas do Antigo Testamento consolassem a igreja, nas suas calamidades, com a promessa do Messias (Is 9.6; Mq 5.6; Zc 3.8), também, tendo vindo o Messias, a promessa do ESPÍRITO era o maior estímulo, e ainda o é.
Aqui temos três coisas a respeito da vinda do Consolador:

 

Que a partida de CRISTO era absolutamente necessária para a vinda do Consolador, v. 7.

Os discípulos se recusavam tão firmemente a crer nisto, que CRISTO viu motivos para afirmá-lo com uma solenidade mais do que usual: “Digo-vos a verdade”. Nós podemos confiar na verdade de tudo o que CRISTO nos disse. Ele não tem desejos de se aproveitar de nós. Agora, para deixá-los mais tranquilos, aqui Ele lhes diz que:
1. De maneira geral, era conveniente para eles que Ele partisse. Esta era uma doutrina estranha, mas, se era verdadeira, era suficientemente confortável, e lhes mostrava o quanto a tristeza que sentiam era absurda. “Convém”, não somente para mim, mas também para vocês, “que eu vá”. Embora eles não vissem isto, e se recusassem a crer nisto, era verdade. Observe que:

(1) Aquelas coisas que são realmente convenientes para nós sempre nos parecem dolorosas. Particularmente, nossa partida, quando terminarmos nossa jornada nesta terra.

(2) Nosso Senhor JESUS é sempre favorável àquilo que é mais conveniente para nós, quer pensemos assim ou não. Ele não lida conosco de acordo com a loucura de nossa própria escolha, mas graciosamente a rejeita e nos dá o remédio que não estamos dispostos a tomar, porque Ele sabe que ele é bom para nós.
2. Era conveniente porque tinha o objetivo do envio do ESPÍRITO. Observe:
(1) Que a partida de CRISTO tinha o objetivo da vinda do Consolador.
[1] Isto está expresso de maneira negativa: “Se eu não for, o Consolador não virá”. E por que não? Em primeiro lugar, assim estava decidido nos conselhos divinos a respeito deste assunto, e a medida não devia ser alterada. A terra será abandonada por causa deles? Aquele que dá livremente pode recolher um dom antes que conceda outro, embora desejássemos retê-los a todos, carinhosamente. Em segundo lugar, é suficientemente coerente que o embaixador extraordinário fosse chamado de volta, antes da vinda do enviado, que deveria residir permanentemente. Em terceiro lugar, o envio do ESPÍRITO deveria ser o fruto da compra de CRISTO, e esta compra seria feita pela sua morte, que envolveria sua partida. Em quarto lugar, seria uma resposta à sua intercessão dentro do véu. Veja Jo 14.16. Desta maneira, este presente deve ser pago pelo Senhor JESUS, e também pedido a Ele, para que possamos aprender a dar-lhe o devido valor. Em quinto lugar, o grande argumento que o ESPÍRITO iria utilizar para convencer o mundo seria a ascensão de CRISTO ao céu, e sua acolhida aqui. Veja o versículo 10, e também Jo 7.39. Finalmente, os discípulos devem se desacostumar da sua presença física, a qual eles são muito capazes de amar, antes de estarem plenamente preparados para receber os auxílios e os consolos espirituais de uma nova dispensação.
[2] Está expresso de maneira positiva: “Se eu for, enviar-vo-lo-ei”, como se ele tivesse dito: “Confiem que eu proverei de maneira efetiva, de modo que vocês não percam com minha partida”. O Redentor glorificado não deixa de se preocupar com sua igreja na terra, nem irá deixá-la sem os auxílios necessários. Embora Ele parta, Ele envia o Consolador, ou melhor, Ele parte com o propósito de enviá-lo. Desta maneira, embora uma geração de ministros e cristãos parta, outra se ergue em seu lugar, pois CRISTO irá sustentar sua própria causa.
(2) Que a presença do ESPÍRITO de CRISTO na sua igreja é muito melhor, e mais desejável, que sua presença física. Realmente, era conveniente para nós que Ele partisse, para nos enviar o Consolador. Sua presença física poderia estar em um lugar por vez, mas seu ESPÍRITO está em toda parte, em todos os lugares, em todos os momentos. A presença física de CRISTO atrai os olhos dos homens, mas seu ESPÍRITO atrai seus corações. A Igreja só possuía um membro, DEUS só tinha um FILHO aqui na Terra, porém quando JESUS realiza sua obra se inicia uma nova época na Terra e no Céu. DEUS agora está em toda parte e em todos. A igreja é formada por salvos de todas a s raças, tribos e nações. DEUS agora tem milhões de filhos na Terra.
 

II - O ESPÍRITO SANTO CONSOLA E ENSINA
O Consolador é enviado pelo PAI em nome de JESUS para ensinar os discípulos e fazê-los lembrar de tudo o que o FILHO ensinou e para testificar dEle.

1. O Consolador (v.7).

 Consolador - (Strong Português) - παρακλητος parakletos
1) chamado, convocado a estar do lado de alguém, esp. convocado a ajudar alguém
1a) alguém que pleiteia a causa de outro diante de um juiz, intercessor, conselheiro de defesa, assistente legal, advogado
1b) pessoa que pleiteia a causa de outro com alguém, intercessor
1b1) de CRISTO em sua exaltação à mão direita de DEUS, súplica a DEUS, o PAI, pelo perdão de nossos pecados
1c) no sentido mais amplo, ajudador, amparador, assistente, alguém que presta socorro
1c1) do SANTO ESPÍRITO, destinado a tomar o lugar de CRISTO com os apóstolos (depois de sua ascensão ao PAI), a conduzi-los a um conhecimento mais profundo da verdade evangélica, a dar-lhes a força divina necessária para capacitá-los a sofrer tentações e perseguições como representantes do reino divino.

 

Que a vinda do ESPÍRITO seria de um benefício indescritível para os próprios discípulos. O ESPÍRITO tem trabalho para realizar, não somente sobre os inimigos de CRISTO, para convencê-los e humilhá-los, mas também sobre seus servos e agentes, para instruí-los e consolá-los. E por isto era conveniente para eles que Ele partisse.

  

Vimos na lição passada a base bíblica da consubstancialidade do Consolador, o ESPÍRITO SANTO, com o FILHO. O termo grego parákletos vem da preposição para, “ao lado de, próximo”; e do verbo kaléo, “chamar, convocar”, de modo que essa palavra significa “defensor, advogado, intercessor, auxiliador, ajudador, paracleto”. Esse vocábulo só aparece cinco vezes no Novo Testamento, quatro vezes se refere ao ESPÍRITO SANTO (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7) e uma ao Senhor JESUS, traduzido por “Advogado” (1 Jo 2.1). A ideia de parákletos é de alguém chamado para estar ao lado para ajudar. A tradução, “consolador”, é mais apropriada no contexto da promessa anunciada por JESUS no Evangelho de João.

  

O ESPÍRITO se encarregou de glorificar a CRISTO, vv. 14,15.

[1] Até mesmo o envio do ESPÍRITO era uma glorificação a CRISTO.

DEUS, o PAI, o glorificou no céu, e o ESPÍRITO o glorificou na terra. Era a honra do Redentor o fato de que o ESPÍRITO fosse enviado em seu nome e também na sua missão, para dar prosseguimento à sua tarefa, e aperfeiçoá-la. Todos os dons e graças do ESPÍRITO, toda a pregação e todos os textos escritos pelos apóstolos, sob a influência do ESPÍRITO, as línguas e milagres, são maravilhas que glorificam a CRISTO.

[2] O ESPÍRITO glorificou a CRISTO conduzindo seus seguidores na verdade, como ela está em JESUS, Efésios 4.21. Ele lhes garante, em primeiro lugar, que o ESPÍRITO lhes transmitiria as coisas de CRISTO: Ele “há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”. Assim como, em essência, o ESPÍRITO procedia do FILHO, Ele também derivava dele em influência e operação. Ele terá ek tou emou – daquilo que é meu. Tudo o que o ESPÍRITO nos mostra, isto é, nos dá para nossa instrução e consolo, tudo o que Ele nos dá para nosso fortalecimento e vivificação, e tudo o que Ele nos garante e sela, tudo pertence a CRISTO, e foi recebido dele. Tudo é dele, pois Ele o comprou, e pagou caro por isto, e, portanto, Ele tinha motivos para chamar de seu. Seu, pois Ele o recebeu primeiro. Foi dado a Ele, como o cabeça da igreja, para ser transmitido por Ele a todos os seus membros. O ESPÍRITO não veio para edificar um novo reino, mas para promover e estabelecer o mesmo reino que CRISTO tinha edificado, para manter o mesmo interesse e procurar o mesmo desígnio. Portanto, aqueles que aspiram ao ESPÍRITO e difamam a CRISTO, se contradizem e desmentem, pois Ele veio para glorificar a CRISTO. Em segundo lugar, que assim as coisas de DEUS deveriam nos ser transmitidas. Para que ninguém se esquecesse de que o recebimento de tão grande bênção lhe tornaria muito mais rico, o Senhor acrescenta: “Tudo quanto o PAI tem é meu”. Como DEUS, Ele tem toda aquela luz autoexistente e toda aquela felicidade autossuficiente que o PAI tem. Como Mediador, todas as coisas lhe são entregues pelo PAI (Mt 11.27). Toda aquela graça e verdade que DEUS, o PAI, desejava nos mostrar, Ele colocou nas mãos do Senhor JESUS, Colossenses 1.19. As bênçãos espirituais nas coisas celestiais são dadas pelo PAI ao FILHO, para nós, e o FILHO encarrega o ESPÍRITO de transmiti-las a nós. Alguns relacionam isto ao que foi dito há pouco: Ele “vos anunciará o que há de vir”, e assim está explicado por Apocalipse 1.1. DEUS, o PAI, deu tudo a CRISTO, e Ele o anunciou a João, que, por sua vez, escreveu o que o ESPÍRITO disse, Apocalipse 1.1.

  

A Versão Revisada de Almeida traduz parákletos por “Ajudador”. De fato, o ESPÍRITO nos ajuda na vida diária, Ele imprime em nós o caráter de CRISTO e nos conduzirá até ao final de nossa jornada. Ele nos ajuda em nossa fraqueza (Rm 8.26). JESUS disse que o Ajudador “vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26b). Ninguém vai se lembrar de algo que não viu, ouviu, leu ou aprendeu antes. Lembrança é algo que vem da memória, que já está nela. Essa ajuda do ESPÍRITO não nos desobriga de estudar a Bíblia. É bom ressaltar essa verdade porque ainda há os que defendem a ideia de que não é preciso estudar e nem se preparar para fazer a obra de DEUS.

O ESPÍRITO SANTO nos ajuda a Orar e intercede por nós - E da mesma maneira também o ESPÍRITO ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo ESPÍRITO intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Romanos 8:26

O ESPÍRITO SANTO nos ajuda a entender a Bíblia - E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis. 1 João 2:27
Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o PAI enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas... João 14:26a
O ESPÍRITO SANTO nos ajuda a nos lembrarmos do que estudamos - ... vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. João 14:26b
O ESPÍRITO SANTO nos ajuda a ministrar a Palavra de DEUS - Quando, pois, vos conduzirem para vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer; mas o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o ESPÍRITO SANTO. Marcos 13:11

 
2. O Ensinador.

Ensinará - (Strong Português) - διδασκω didasko
1) ensinar
1a) conversar com outros a fim de instruí-los, pronunciar discursos didáticos
1b) ser um professor
1c) desempenhar o ofício de professor, conduzir-se como um professor
2) ensinar alguém
2a) dar instrução
2b) instilar doutrina em alguém
2c) algo ensinado ou prescrito
2d) explicar ou expor algo
2f) ensinar algo a alguém

 

O Senhor lhes indica a terna percepção que tinha da sua debilidade em sua condição humana (v. 12):

“Ainda tenho muito que vos dizer” (não que tais palavras devessem ter sido ditas, mas que Ele poderia e desejaria tê-las dito), “mas vós não o podeis suportar agora”. Veja que professor maravilhoso é CRISTO.

(1) Não há ninguém como Ele, em termos de abundância de informações. Quando já tinha dito muito, Ele ainda tinha muitas outras coisas para dizer. Os tesouros da sabedoria e do conhecimento ficam escondidos nele, se nós não os buscarmos. (2) Não há ninguém como Ele, inclusive em termos de compaixão. Ele lhes teria dito mais sobre as coisas pertencentes ao reino de DEUS, particularmente sobre a rejeição dos judeus e o chamado dos gentios, mas eles não podiam suportá-lo, isto os teria confundido e embaraçado, e não lhes traria qualquer satisfação. Quando, depois da sua ressurreição, eles lhe falaram sobre a restauração do reino de Israel, o Senhor lembrou-lhes da vinda do ESPÍRITO SANTO, pelo qual eles receberiam poder para suportar estas revelações, que eram tão contrárias às noções que eles tinham recebido, e que não poderiam suportar agora. O ESPÍRITO SANTO lhes daria o sentido espiritual das coisas.

 

 

O ESPÍRITO SANTO é alguém como JESUS, da mesma substância, glória, poder e majestade, razão pela qual o Senhor se refere a Ele como “outro Consolador” (Jo 14.16). Alguém com as mesmas prerrogativas do FILHO. JESUS disse que o PAI ensina (Jo 6.45). O ensino era parte do ministério de JESUS (Mt 4.23; 7.29). De modo que essa tarefa é parte também da atuação do ESPÍRITO SANTO: “Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o PAI enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26). O ESPÍRITO nos ensina a compreender as Escrituras para a evangelização (1 Co 2.13).

 
3. O Ajudador.

 Assiste - (Strong - português) - συναντιλαμβανομαι sunantilambanomai
1) trabalhar junto com, lutar para obter algo juntamente com, ajudar a obter
2) trabalhar lado a lado com alguém

 

Ele lhes assegura auxílios suficientes, através do derramamento do ESPÍRITO.

Eles estavam agora conscientes da sua grande ignorância, e dos seus muitos enganos. E o que será deles, agora que seu Mestre os está deixando? “Mas quando Ele, o ESPÍRITO de Verdade, vier, vocês ficarão tranquilos, e tudo ficará bem”. Realmente bem. Pois Ele se encarregará de guiar os apóstolos e de glorificar a CRISTO.
(1) Guiar os apóstolos. Ele irá cuidar:
[1] Para que eles não percam seu caminho: Ele vos guiará, como o acampamento de Israel foi guiado, pelo deserto, pela coluna de nuvem e fogo. O ESPÍRITO guiaria suas línguas ao falar, e suas penas, ao escrever, para evitar que cometessem enganos. O ESPÍRITO nos é dado para ser nosso guia (Rm 8.14), não somente para nos mostrar o caminho, mas para seguir conosco, pelos seus auxílios e influências constantes.
[2] Para que eles não deixem de alcançar seu objetivo: Ele os guiará em toda a verdade, como o piloto hábil guia o navio ao porto ao qual se destina. Ser guiado na verdade é mais do que simplesmente conhecê-la. É estar intimamente e experimentalmente familiarizado com ela. É estar piedosamente e vigorosamente afetado por ela. Não somente ter sua noção em nossas mentes, mas também seu sentimento nos nossos corações. Isto indica um descobrimento gradual da verdade, que brilha cada vez mais: “Ele os guiará por aquelas verdades que são claras e fáceis, em direção àquelas que são mais difíceis”. Mas, como em toda a verdade? O significado é:
Em primeiro lugar, em toda a verdade relativa à sua missão. Eles seriam plenamente instruídos sobre qualquer coisa que fosse necessário, ou útil, que eles soubessem, para desempenharem devidamente seu trabalho. O ESPÍRITO lhes ensinaria as verdades que eles deveriam ensinar aos outros, lhes daria o entendimento de tais verdades, e os capacitaria para explicá-las e defendê-las.
Em segundo lugar, em nada, exceto a verdade. Tudo aquilo em que Ele os guiar será a verdade (1 Jo 2.27). A unção é verdadeira. Nas palavras seguintes, Ele prova estas duas coisas: 1. “O ESPÍRITO não lhes ensinará nada, exceto a verdade, pois Ele não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e que souber que é a vontade do PAI, e Ele só falará isto”. Isto sugere: (1) Que o testemunho do ESPÍRITO, na palavra e pelos apóstolos, é aquilo em que podemos confiar. O ESPÍRITO conhece e sonda todas as coisas, até mesmo as profundezas de DEUS, e os apóstolos receberam este ESPÍRITO (1 Co 2.10,11), de modo que podemos aventurar nossas almas na palavra do ESPÍRITO. (2) Que o testemunho do ESPÍRITO sempre está de acordo com a palavra de CRISTO, pois Ele não fala de si mesmo, não tem interesses ou intenções próprias, mas, tanto na essência quanto nos antecedentes, Ele é um só com o PAI e o FILHO, 1 João 5.7. A palavra e o espírito dos homens frequentemente estão em desacordo, mas com a Palavra Eterna e o ESPÍRITO Eterno, isto nunca acontece. 2. “Ele lhes ensinará toda a verdade, e não reterá nada que seja proveitoso a vocês, pois Ele lhes anunciará o que há de vir”. O ESPÍRITO era, nos apóstolos, um ESPÍRITO de profecia. Tinha sido predito que Ele o seria (Jl 2.28), e Ele realmente o era. O ESPÍRITO lhes mostraria as coisas futuras, conforme Atos 11.28; 20.23; 21.11. O ESPÍRITO falou da apostasia dos últimos tempos, 1 Timóteo 4.1. João, quando estava no ESPÍRITO, recebeu coisas que lhe foram mostradas em visões. Isto era uma grande satisfação para suas próprias mentes, e muito útil para eles na sua conduta, e também era uma grande confirmação da sua missão.

  

A Versão Revisada de Almeida traduz parákletos por “Ajudador”. De fato, o ESPÍRITO nos ajuda na vida diária, Ele imprime em nós o caráter de CRISTO e nos conduzirá até ao final de nossa jornada. Ele nos ajuda em nossa fraqueza (Rm 8.26). JESUS disse que o Ajudador “vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26b). Ninguém vai se lembrar de algo que não viu, ouviu, leu ou aprendeu antes. Lembrança é algo que vem da memória, que já está nela. Essa ajuda do ESPÍRITO não nos desobriga de estudar a Bíblia. É bom ressaltar essa verdade porque ainda há os que defendem a ideia de que não é preciso estudar e nem se preparar para fazer a obra de DEUS.

O ESPÍRITO SANTO nos ajuda a Orar e intercede por nós - E da mesma maneira também o ESPÍRITO ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo ESPÍRITO intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Romanos 8:26

O ESPÍRITO SANTO nos ajuda a entender a Bíblia - E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis. 1 João 2:27

Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o PAI enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas... João 14:26a

O ESPÍRITO SANTO nos ajuda a nos lembrarmos do que estudamos - ... vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. João 14:26b

O ESPÍRITO SANTO nos ajuda a ministrar a Palavra de DEUS - Quando, pois, vos conduzirem para vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer; mas o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o ESPÍRITO SANTO. Marcos 13:11

 

III - O ESPÍRITO SANTO REPROVA E CONVENCE O MUNDO

 1. Veja aqui qual é a função do ESPÍRITO, e com que missão Ele é enviado.

A vinda do ESPÍRITO era absolutamente necessária para a realização dos interesses de CRISTO na terra (v. 8): “E quando ele vier”, elthon ekeinos. Aquele que é enviado deseja vir, e na sua primeira vinda, Ele fará isto, Ele “reprovará”, ou, como na interpretação da margem (versão inglesa KJV), “convencerá o mundo”, pelo seu ministério, no que diz respeito ao pecado, à justiça e ao juízo.

(1) Para reprovar.

O ESPÍRITO, pela palavra e pela consciência, é um reprovador. Os ministros são reprovadores por ofício, e por intermédio deles, o ESPÍRITO reprova.

(2) Para convencer.

Este é um termo legal que muitas vezes representa a função do juiz, ao resumir as evidências e definir uma questão que tinha sido debatida durante muito tempo, sob uma luz clara e verdadeira. Ele “convencerá”, isto é, Ele calará os adversários de CRISTO e da sua causa, revelando e demonstrando a falsidade e a falácia daquilo que eles sustentam, e a verdade e a certeza daquilo a que eles se opõem. Observe que o trabalho de convencer é o trabalho do ESPÍRITO. Ele pode realizá-lo com eficácia, e ninguém pode fazê-lo, exceto Ele. O homem pode abrir a causa, mas somente o ESPÍRITO pode abrir o coração. O ESPÍRITO é chamado de Consolador (v. 7), e aqui está escrito: Ele “convencerá”. Poderia pensar-se que este era um consolo frio e distante, mas é o método que o ESPÍRITO adota, a saber, primeiro convence, e depois consola, primeiro abre a ferida, e depois aplica os remédios curativos. Ou, interpretando a convicção de modo mais genérico, como uma demonstração daquilo que é certo, isto indica que os consolos do ESPÍRITO são sólidos e se baseiam na verdade.

2. Veja quem são aqueles a quem Ele deverá condenar e convencer: o mundo, tanto os judeus quanto os gentios.

(1) Ele dará ao mundo os meios mais poderosos de convicção, pois os apóstolos deverão ir a todo o mundo, respaldados pelo ESPÍRITO, para pregar o Evangelho, que é completamente comprovado.

(2) Ele irá prover de modo suficiente para o silêncio e a remoção das objeções e preconceitos do mundo contra o Evangelho. Muitos infiéis são convencidos por todos, e julgados por todos, 1 Coríntios 14.24. (3) Ele irá convencer a muitos no mundo, de maneira efetiva e salvadora, muitos de todas as épocas, em todos os lugares, para sua conversão à fé de CRISTO. Era um incentivo para os discípulos, em referência às dificuldades que eles provavelmente iriam encontrar:

[1] Que eles veriam o bem sendo feito, a queda do reino de Satanás como um relâmpago, o que seria sua alegria, assim como era a dele. Mesmo neste mundo maligno, o ESPÍRITO irá operar. E a convicção dos pecadores é o consolo dos ministros fiéis.

[2] Que isto seria o fruto dos seus serviços e sofrimentos, que iriam contribuir muito para esta boa obra.

 

Uma vez realizada a obra da redenção, o ESPÍRITO veio para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. A salvação está à disposição de todos, mas há a necessidade de alguém persuadir a humanidade. Esse alguém é o ESPÍRITO SANTO.

  

1. O ESPÍRITO SANTO convence o mundo do pecado (v.9).

A ideia do verbo “convencer” é persuadir. Isso é observado em outras passagens do Novo Testamento (Jo 8.46; 16.8; 1 Co 14.24; Tt 1.9). É o ESPÍRITO SANTO que convence ou persuade o mundo do pecado. JESUS disse pecado e não pecados, isso porque Ele não está falando de alguns pecados ou transgressões específicas (Rm 3.23), mas da incredulidade, isso é o pecado: “do pecado, porque não creem em mim”. Antes mesmo que alguém cometa alguma coisa, JESUS havia dito que tal pessoa já estava condenada (Jo 3.18). É o ESPÍRITO que torna as pessoas conscientes do seu estado de miséria espiritual e as leva a reconhecerem o Senhor JESUS CRISTO como seu Salvador (Tt 3.5).
 

“Do pecado, porque não creem em mim” (v. 9).

[1] O ESPÍRITO é enviado para convencer os pecadores do pecado, e não simplesmente falar-lhes sobre ele.

Na convicção, há mais do que isto. É provar-lhes, e forçá-los a reconhecer, assim como aqueles (Jo 8.9) que foram convencidos pelas suas próprias consciências. Fazê-los conhecer suas abominações. O ESPÍRITO convence da realidade do pecado, de que fizemos isto e aquilo; da falha no pecado, de que fizemos mal em fazer isto e aquilo; da tolice do pecado, de que agimos contra a razão e contra nossos verdadeiros interesses; da sujeira do pecado, de que por ele nos tornamos odiosos a DEUS; da fonte do pecado, a natureza corrupta; e, por fim, do fruto do pecado, cujo fim é a morte. O ESPÍRITO demonstra a depravação e a degeneração de todo o mundo, pelas quais todo o mundo é culpado diante de DEUS.

[2] Ao convencer, o ESPÍRITO se prende especialmente ao pecado da incredulidade, que consiste no fato de não se crer em CRISTO. Em primeiro lugar, por este ser um grande pecado dominante. Havia, e há, muitas pessoas que não crêem em JESUS CRISTO, e elas não se dão conta de que este é seu pecado. A consciência natural lhes diz que matar e roubar são pecados. Mas é a obra sobrenatural do ESPÍRITO convencê-las de que há um pecado em não crer no Evangelho, e rejeitar a salvação que ele oferece. A religião natural, depois que nos fornece suas melhores revelações e orientações, estabelece e nos deixa sob esta obrigação adicional, que, a qualquer revelação divina que nos seja feita, a qualquer tempo, com evidências suficientes que provem sua origem divina, nós devemos aceitar e sujeitar-nos. Transgridem esta lei aqueles que, quando DEUS nos fala por intermédio do seu FILHO, rejeitam aquele que fala, e, por isto, é pecado. Em segundo lugar, por este ser um grande pecado destruidor. Todo pecado é destruidor em sua própria natureza. Porém, nenhum pecado pode destruir aqueles que creem em CRISTO e se mantêm em santificação. De modo que é a incredulidade que destrói os pecadores. É por esta causa que eles não podem entrar no repouso, que não podem escapar à ira de DEUS. Este pecado combate contra o remédio. Em terceiro lugar, por este ser um pecado que está no fundo de todo pecado.

 

O ESPÍRITO irá convencer o mundo de que a verdadeira razão pela qual o pecado reina entre eles consiste no fato de que eles não estão unidos a CRISTO pela fé.

Devemos depositar total confiança na totalidade do sacrifício de JESUS. Devemos nos submeter ao senhorio de CRISTO. Devemos crer na graça de DEUS - JESUS - Ele fez tudo o que era necessário para nossa salvação.

Somos justificados pela fé. Ao ouvirmos o evangelho devemos crer para sermos convencidos e salvos (só somos salvos depois de nosso arrependimento e confissão. Aí recebemos o ESPÍRITO SANTO em nós.

 

em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de DEUS, para louvor da sua glória. Efésios 1:13,14

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de DEUS. Efésios 2:8

 

 

2. O ESPÍRITO SANTO convence o mundo da justiça (v.10).

A justiça a que o ESPÍRITO SANTO convence o mundo é a justiça impecável de CRISTO (Jo 8.46). Isso porque JESUS morreu e ressuscitou dentre os mortos e está a destra de DEUS intercedendo por nós (Rm 1.4; Hb 7.25). Ele voltou para o PAI, e o mundo não o vê, mas o Consolador continua persuadindo as pessoas da justiça de CRISTO. É por meio do ESPÍRITO que todos nós chegamos à convicção de que necessitamos da salvação. O Consolador nos leva a JESUS, o nosso Advogado: “temos um Advogado para com o PAI, JESUS CRISTO, o Justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2.1,2).

“Da justiça, porque vou para meu PAI, e não me vereis mais”, v. 10. Nós podemos interpretar isto: [1] Como a justiça pessoal de CRISTO. Ele convencerá o mundo de que JESUS de Nazaré era CRISTO, o Justo (1 Jo 2.1), assim como o centurião reconheceu (Lc 23.47): “Na verdade, este homem era justo”. Os inimigos de JESUS lhe atribuíam as piores características, e as multidões não se convenciam, ou não queriam se convencer, de que Ele não era um homem mau, o que fortalecia seus preconceitos contra sua doutrina. Mas Ele é justificado pelo ESPÍRITO (1 Tm 3.16), Ele prova ser um homem justo, e não um enganador. E então o ponto é realmente ganho, pois Ele é o grande Redentor ou a grande trapaça. Mas uma trapaça, nós temos certeza de que Ele não é. Agora, por qual meio ou argumento o ESPÍRITO irá convencer os homens da sinceridade do Senhor JESUS? Em primeiro lugar, o fato de que eles não mais o verão irá contribuir, de certa maneira, para a remoção dos seus preconceitos. Eles não mais o verão na semelhança da carne pecadora, na forma de um servo, que fez com que eles o desprezassem. Moisés foi mais respeitado depois de ser removido do que antes. Mas, em segundo lugar, sua ida ao PAI traria uma convicção completa disto. A vinda do ESPÍRITO, segundo a promessa, era uma prova da exaltação de CRISTO à direita de DEUS (At 2.33), e uma demonstração da sua justiça, pois o santo DEUS nunca colocaria um enganador à sua direita. [2] Como a justiça de CRISTO transmitida a nós, para nossa justificação e salvação, que é a justiça eterna que o Messias devia trazer, Daniel 9.24. Veja que, em primeiro lugar, o ESPÍRITO irá convencer os homens desta justiça. Tendo, pela convicção do pecado, lhes mostrado a necessidade que tinham de justiça, para que isto não os levasse ao desespero, Ele irá lhes mostrar onde ela pode ser encontrada, e como eles podem, se crerem, ser absolvidos da culpa e ser aceitos como justificados, diante de DEUS. Era difícil convencer desta justiça àqueles que tentavam estabelecer a sua própria (Rm 10.3), mas o ESPÍRITO o fará. Em segundo lugar, a ascensão de CRISTO é o grande argumento apropriado para convencer os homens desta justiça: Eu “vou para meu PAI”, e, como evidência de que serei bem recebido junto a Ele, “não me vereis mais”. Se CRISTO tivesse deixado alguma parte da sua missão inacabada, Ele teria sido enviado de volta. Mas agora que temos a certeza de que Ele está à direita de DEUS, temos a certeza de que somos justificados por meio dele.

 

3. O ESPÍRITO SANTO convence o mundo do Juízo (v. 11).

 JESUS disse ainda: “e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado”. O “príncipe deste mundo” é uma referência a Satanás, derrotado com a vitória de CRISTO no Calvário (Jo 12.31-33; 14.30). O ESPÍRITO SANTO convence o mundo do juízo, ou seja, trata-se de julgamento. Que julgamento? Nossos pecados foram julgados em CRISTO na cruz, e Satanás perdeu as multidões do mundo que vieram a JESUS pela ação do ESPÍRITO SANTO. Mas, esse julgamento se refere ao mesmo tempo ao julgamento de Satanás, que já começou e será concluído na consumação dos séculos (Mt 25.41; Ap 12.7-10; 20.10). O Diabo ainda luta numa batalha que já foi perdida. Esse “juízo” é uma referência ao julgamento de nossos pecados na cruz do Calvário e ao mesmo tempo ao julgamento de Satanás, que já foi vencido por JESUS da sua morte e ressurreição.
 

“Do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado”, v. 11.

Satanás já foi julgado e condenado. Seu juízo final será só para lançá-lo no lago de fogo e enxofre, no final do milênio.

 E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. Apocalipse 20:10

 

Observe aqui:

[1] O Diabo, o príncipe deste mundo, foi julgado, foi considerado como um grande enganador e destruidor, e, como tal, recebeu julgamento e a execução foi realizada, em parte. Ele foi expulso do mundo gentílico quando seus oráculos foram silenciados, e seus altares, abandonados. Foi expulso do corpo de muitos, em nome de CRISTO, cujo poder milagroso continua na igreja. Ele foi expulso das almas das pessoas, pela graça de DEUS, através da operação do Evangelho de CRISTO. Ele caiu como um relâmpago do céu.

[2] Este é um bom argumento, com o qual o ESPÍRITO convence o mundo do juízo, isto é, em primeiro lugar, da santidade e santificação inerentes, Mateus 12.18. Pelo juízo do príncipe deste mundo, fica evidente que CRISTO é mais forte que Satanás, e pode desarmá-lo e destituí-lo, e estabelecer seu trono sobre a ruína do dele. Em segundo lugar, de uma nova e melhor dispensação das coisas. Ele irá mostrar que a missão de CRISTO no mundo foi a de estabelecer as coisas para endireitá-lo, e dar início aos tempos de transformação e regeneração. E Ele prova isto com o fato de que o príncipe deste mundo, o grande mestre do desgoverno, é julgado e expulso. Tudo estará bem quando for quebrado o poder daquele que fazia tantas maldades. Em terceiro lugar, do poder e do domínio do Senhor JESUS. Ele convencerá o mundo de que todo o juízo é dado ao Senhor JESUS, e que Ele é o Senhor de tudo e de todos. A evidência disto é que Ele julgou o príncipe deste mundo, feriu a cabeça da serpente, destruiu aquele que tinha o poder da morte, e despojou os principados. Se Satanás foi dominado desta maneira por CRISTO, nós podemos ter a certeza de que nenhum outro poder pode se erguer diante dele. Em quarto lugar, do dia do juízo final: todos os inimigos obstinados do Evangelho e do reino de CRISTO certamente receberão, por fim, seu tratamento, pois o Diabo, seu cabeça, será julgado.

  

CONCLUSÂO

O ESPÍRITO SANTO inspirou os profetas a escrevem sobre a vinda do Messias. No Antigo Testamento vimos várias manifestações do ESPÍRITO SANTO, tanto na orientação da liderança como na capacitação de poder em alguns servos de DEUS. Vemos claramente no Antigo Testamento a promessa do Consolador, principalmente em Isaías e Joel. O ESPÍRITO SANTO nos consola, ensina e é nosso ajudador. O ESPÍRITO SANTO convence o mundo do pecado, da justiça e do Juízo.

   

SUBSÍDIOS DA REVISTA 1º TRIMESTRE DE 2021

A cada época da história, a Igreja é tentada a deixar a dependência do ESPÍRITO SANTO para experimentar métodos secularizados que não glorificam a DEUS. Esse fenômeno ocorreu no período antigo, no médio, no moderno e ocorre no contemporâneo.
Um dos objetivos da Escola Dominical, dentre muitos outros, é conscientizar os alunos de que não se pode substituir a mais antiga e atual forma de convencer o homem sem DEUS de seu real estado: a dependência na ação do ESPÍRITO SANTO para agir no coração do pecador. Além de Ele atuar para convencê-lo, o ESPÍRITO capacita o emissor da mensagem, dando-lhe poder e manifestando sinais sobrenaturais para confirmá-la. É maravilhoso viver na dependência do SANTO ESPÍRITO!


SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO TOP1
Uma das mais belas definições acerca da palavra “promessa” é “esperança que se fundamenta em algo concreto e aparente” (Caudas Aulete Online). A promessa do ESPÍRITO SANTO foi concretizada nas Escrituras e ao longo da história da Igreja. Ainda hoje, milhares de pessoas experimentam dia após dia a doce presença do SANTO ESPÍRITO.
Há razões de sobra para que o crente deposite a sua inteira confiança na promessa do ESPÍRITO SANTO. Por isso, ao final da exposição deste tópico, auxiliado pelas informações acima, ou nas que o ESPÍRITO SANTO lhe impulsionar, faça uma aplicação no sentido de que seus alunos se conscientizem de que a promessa do ESPÍRITO SANTO ainda é real e está disponível a quem crer e buscá-la. Talvez haja alguém na sua classe que ainda não experimentou o batismo no ESPÍRITO SANTO. Quem sabe não chegou a hora de JESUS batizar? Você é o instrumento disponível para conscientizar seu aluno, e aluna, acerca dessa preciosa promessa.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP2
“Uma das verdades ensinadas pelo ESPÍRITO SANTO é que não podemos recitar uma fórmula mágica do tipo: ‘Amarro Satanás; amarro minha mente; amarro minha carne. Agora, ESPÍRITO SANTO, creio que os pensamentos e as palavras que se seguem vêm todos de ti!’ Não nos é lícito usar encantamento para submeter DEUS à nossa vontade. João admoesta a Igreja: ‘Provai se os espíritos são de DEUS’ (1Jo.14.1). Significa que devemos permitir ao ESPÍRITO SANTO da Verdade orientar-nos na tarefa de interpretar a Palavra de DEUS e a testar, pelas Escrituras, os nossos pensamentos e os de outras pessoas. Há perigos genuínos neste assunto. Certo autor reivindicou, na capa do seu livro: ‘Predições cem por cento corretas das coisas do porvir’. A tarefa do leitor, com a ajuda do ESPÍRITO SANTO, é seguir o exemplo dos bereanos, que o próprio ESPÍRITO recomenda através das palavras de Lucas. Eles persistiam ‘examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim’ (At 17.11). Cada crente deve ler, testar e compreender a Palavra de DEUS e os ensinos a respeito dela. O crente pode fazer assim confiadamente, na certeza de que o ESPÍRITO SANTO, que habita em cada um de nós, irá levar-nos a toda verdade” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.398-99).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP3
“Paulo nos revela que, se confessarmos com a nossa boca que JESUS é Senhor e realmente crermos que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, seremos salvos. Porque, quando cremos no coração, somos justificados. E, quando confessamos que DEUS ressuscitou JESUS dentre os mortos, somos salvos (Rm 10.9,10). Paulo nos garante que ninguém pode dizer: ‘JESUS é Senhor’, a não ser pelo ESPÍRITO SANTO (1 Co 12.3). Paulo não está afirmando ser impossível aos hipócritas ou falsos mestres falarem, da boca para fora, as palavras ‘JESUS é Senhor’. Mas dizer que JESUS é verdadeiramente Senhor (que envolve o compromisso de segui-lo e de cumprir sua vontade, ao invés de os nossos próprios planos e desejos) exige a presença do ESPÍRITO SANTO dentro de nós e o coração e espírito novos, conforme conclama Ezequiel 18.31. Nosso próprio ser confessa que JESUS é Senhor à medida que o ESPÍRITO SANTO começa a transformar-nos segundo a imagem de DEUS” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.396).

 


PARA REFLETIR - A respeito de “A Atuação do ESPÍRITO SANTO no Plano da Redenção”, responda:
Por que JESUS precisava voltar ao PAI? JESUS precisava voltar ao PAI para possibilitar a vinda do Consolador.
Qual é a ideia de parákletos? A ideia de parákletos é de alguém chamado para estar ao lado para ajudar.
Quem imprime em nós o caráter de CRISTO? O ESPÍRITO SANTO.
De que pecado e justiça o ESPÍRITO convence o mundo? O pecado da incredulidade (Jo 16.9) e a justiça impecável de JESUS (Jo 8.46).
A que se refere o juízo sobre o qual o ESPÍRITO convence o mundo? Esse “juízo” é uma referência ao julgamento de nossos pecados na cruz do Calvário e ao mesmo tempo ao julgamento de Satanás, que já foi vencido por JESUS da sua morte e ressurreição.

 

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Escrita Lição 12, CPAD, O FILHO E O ESPÍRITO, 1Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

I – O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO

1. O anúncio do nascimento de JESUS.

2. O ESPÍRITO como agente da concepção.

3. A pureza e a santidade do FILHO.

II – O FILHO E A SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO

1. O FILHO é o Verbo feito carne.

2. O ESPÍRITO capacita o FILHO.

3. O FILHO e o poder do ESPÍRITO.

III – A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA

1. O PAI envia o FILHO e o ESPÍRITO.

2. O ESPÍRITO revela e exalta o FILHO.

3. A fé e a submissão do crente.

 

TEXTO ÁUREO

“E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o SANTO, que de ti há de nascer, será chamado FILHO de DEUS.” (Lc 1.35)

 

VERDADE PRÁTICA

O FILHO de DEUS cumpriu seu ministério em plena dependência do ESPÍRITO, revelando que a Obra redentora é trinitária: o PAI envia, o FILHO obedece e o ESPÍRITO capacita.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Lc 1.35 A concepção de JESUS foi obra sobrenatural do ESPÍRITO

Terça - Jo 1.14 O FILHO Eterno se encarnou em perfeita submissão ao plano trinitário

Quarta - Jo 16.14 O ESPÍRITO não busca glória própria, mas revela e exalta o FILHO

Quinta - Mt 12.28 Os milagres de JESUS foram realizados no poder do ESPÍRITO

Sexta - At 10.38 O ESPÍRITO capacitou JESUS em toda a sua missão terrena

Sábado - Lc 1.38 Maria é modelo de fé e submissão à vontade de DEUS

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 1.26-38

26 - E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por DEUS a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 - a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. 28 - E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.

29 - E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta. 30 - Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de DEUS, 31 - E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um FILHO, e pôr-lhe-ás o nome de JESUS. 32 - Este será grande e será chamado FILHO do Altíssimo; e o Senhor DEUS lhe dará o trono de Davi, seu PAI, 33 - e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim. 34 - E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão? 35 - E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o SANTO, que de ti há de nascer, será chamado FILHO de DEUS. 36 - E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um FILHO em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril. 37 - Porque para DEUS nada é impossível. 38 - Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.

 

https://www.cpad.com.br/harpa-crista-popular-grande-vinho-365638/p

Hinos Sugeridos: 25, 154, 401 da Harpa Cristã

 

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO.

Desde a concepção milagrosa do FILHO até a sua glorificação, o ESPÍRITO está presente, revelando que a  obra redentora é trinitária. Nesta lição, veremos como o ESPÍRITO SANTO agiu na concepção, capacitação  e missão de JESUS, e como essa verdades e aplica à nossa vida cristã.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: I) Mostrar que a concepção de JESUS foi obra sobrenatural do ESPÍRITO SANTO; II)Explicar que JESUS viveu e realizou seu ministério em plena dependência do ESPÍRITO; III) Destacar que a obra da salvação é trinitária e exige do crente fé e submissão.

B) Motivação: Se até o FILHO de DEUS escolheu viver em dependência do ESPÍRITO SANTO, quanto mais nós precisamos dessa mesma capacitação em nossa caminhada cristã

.C) Sugestão de Método: Inicie a aula escrevendo no quadro três expressões: Concepção – Capacitação – Cooperação. Peça que os alunos digam rapidamente o que cada palavra lhes faz lembrar na vida de JESUS. Depois explique que essas três palavras resumem a relação entre o FILHO e o ESPÍRITO: 1) Concepção: o ESPÍRITO foi o agente da encarnação (Lc 1.35); 2) Capacitação: JESUS realizou milagres e ensinou pelo poder do ESPÍRITO (Mt 12.28); 3) Cooperação: a Trindade age unida na salvação — o PAI envia, o FILHO obedece e o ESPÍRITO capacita. Finalize incentivando os alunos a dependerem do ESPÍRITO em todas as áreas da vida cristã.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: JESUS viveu em perfeita obediência ao PAI e na dependência do ESPÍRITO. Isso nos ensina que a vida cristã não se apoia apenas em esforço humano, mas no agir do ESPÍRITO SANTO.

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Essa revista traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Concepção e Batismo”, localizado depois do primeiro tópico, aponta para a reflexão a respeito do papel do ESPÍRITO SANTO na concepção virginal de JESUS CRISTO; 2) O texto “JESUS e a Obra do ESPÍRITO”, ao final do segundo tópico, aprofunda o tema do relacionamento de JESUS com o ESPÍRITO SANTO.

 

PALAVRA-CHAVE - Dependência

 

COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO

O plano da salvação é uma ação coordenada pela Santíssima Trindade. Desde a concepção do FILHO, sua obra redentora no Calvário e a ressurreição dentre os mortos, o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO atuam em perfeita unidade. Essa lição revela como o ESPÍRITO SANTO participa ativamente da encarnação, capacitação e exaltação do FILHO, e mostra a resposta esperada do crente à obra de Redenção.

 

I – O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO

1. O anúncio do nascimento de JESUS.

Lucas registra que o anjo Gabriel foi enviado por DEUS à cidade de Nazaré, na Galileia (Lc 1.26). O mensageiro visita uma jovem chamada Maria (Lc 1.27) e lhe faz uma revelação surpreendente: “E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um FILHO” (Lc 1.31a). E, ainda, lhe diz o nome da criança: “pôr-lhe-ás o nome de JESUS” (Lc 1.31b). Gabriel, também declara que o menino “será chamado FILHO do Altíssimo” (Lc 1.32). Maria demonstra perplexidade, não entende como isso poderia acontecer, uma vez que era virgem (Lc 1.34). A esse respeito o anjo lhe assegura: “para DEUS nada é impossível” (Lc 1.37). Na sequência, o texto afirma que ela creu e, na mais completa confiança e submissão declarou: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1.38).

 

2. O ESPÍRITO como agente da concepção.

A explicação que o anjo faz a Maria, de como seria a concepção, é singular e miraculosa: “descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO” (Lc 1.35a). A resposta é expressa por meio de uma figura de linguagem, em que a segunda linha repete a ideia da primeira. Assim, o “ESPÍRITO SANTO” está vinculado à “virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lc 1.35b). Como já estudado, a sombra refere-se à presença de DEUS (Êx 40.35), reporta-se à nuvem da presença divina na transfiguração (Lc 9.34), e sinaliza o poder criativo do ESPÍRITO de DEUS (Gn 1.2; Sl 104.30). Logo, reitera-se que a sombra do ESPÍRITO é protetiva e criadora. Desse modo, elucida o anjo, a concepção será obra do ESPÍRITO SANTO pelo poder do Altíssimo, e por isso, “será chamado FILHO de DEUS” (Lc 1.35d).

 

3. A pureza e a santidade do FILHO.

O anjo afirma que o FILHO que nasceria de Maria seria “SANTO” (Lc 1.35c). A palavra “santo” (gr. hágios) indica separação do pecado e consagração ao serviço divino. No caso de JESUS, designa um atributo divino (Sl 99.9). Ele já nasceu santo, assumiu a carne, mas não o pecado (Hb 4.15). Ele é o segundo Adão, obediente e justo (Rm 5.19). O ESPÍRITO também O consagrou para ser o Cordeiro sem defeito e imaculado (1 Pe 1.19). A santidade do FILHO é a base de nossa redenção, justificação e santificação. Somente Ele foi capaz de cumprir a Lei (Mt 5.17); e de oferecer-se como sacrifício perfeito (Hb 10.10). Assim como JESUS foi concebido pelo ESPÍRITO, os crentes também nascem espiritualmente pelo mesmo ESPÍRITO, que nos santifica à imagem do FILHO (Rm 8.29).

 

SINÓPSE I - A concepção de JESUS foi sobrenatural, realizada pelo ESPÍRITO SANTO, revelando a santidade do FILHO.

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

O ESPÍRITO OPEROU NO NASCIMENTO DE JESUS

“Tanto Mateus quanto Lucas declaram, claramente e de forma inequívoca, que JESUS entrou neste mundo como resultado de um ato miraculoso de DEUS. Ele foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO (ou seja, sem que tenha havido uma união sexual entre um homem e uma mulher), e nasceu de uma virgem, chamada Maria (Mt 1.18,23; Lc 1.27).” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a obra Bíblia de Estudo Pentecostal: Edição Global, editada pela CPAD.

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO - CONCEPÇÃO E BATISMO

“JESUS está em profundo relacionamento com a terceira Pessoa da Trindade. Já de início, o ESPÍRITO SANTO leva a efeito a concepção de JESUS no ventre de Maria (Lc 1.34,35).

O ESPÍRITO SANTO veio sobre JESUS no seu batismo (Lc 3.21,22). Nessa ocasião, o relacionamento entre ambos assume um novo aspecto, que somente pela encarnação seria possível. Lucas 4.1 deixa claro que esse revestimento do ESPÍRITO SANTO preparou JESUS para enfrentar Satanás no deserto e para a inauguração de seu ministério terrestre.

O batismo de JESUS tem desempenhado um papel crucial na cristologia, e devemos examiná-lo com profundidade. James Dunn argumenta que JESUS foi adotado como o FILHO de DEUS no seu batismo. Por isso, para Dunn, o significado de Lucas 3.22 é a iniciação de JESUS na filiação divina” (HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, pp.332-33).

 

II – O FILHO E A SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO

1. O FILHO é o Verbo feito carne.

Ao assegurar que o Verbo se fez carne, a Escritura revela o mistério do FILHO (Jo 1.14). Porém, o Verbo não começou a existir em Maria, pois Ele é Eterno, anterior à criação, coigual com o PAI e o ESPÍRITO (Jo 1.1-3). Isso indica que, na plenitude dos tempos, o Verbo assumiu a natureza humana sem deixar de ser DEUS (Gl 4.4). Ele submeteu-se, voluntariamente às limitações humanas, mas manteve a sua essência divina. Enquanto homem, JESUS não usou plenamente seus atributos divinos, exceto quando o PAI o permitia pelo ESPÍRITO (Lc 4.18,19; Jo 5.19; At 10.38). Dessa forma, a obra foi operada pelo ESPÍRITO SANTO (Mt 1.20; Lc 1.35), demonstrando a perfeita harmonia entre o FILHO e o ESPÍRITO na execução do plano redentor do PAI.

 

2. O ESPÍRITO capacita o FILHO.

Embora sendo DEUS, em seu ministério terreno, JESUS agia como homem cheio do ESPÍRITO. Cada palavra proferida (Jo 3.34), cada milagre realizado (Lc 5.17), cada demônio expulso (Lc 11.20) e cada perdão ministrado (Lc 5.24) eram o resultado de uma vida conduzida pelo ESPÍRITO SANTO (Mt 12.28). Sua ação salvadora era guiada e sustentada pelo ESPÍRITO (Lc 4.18). Ele não veio com ostentação, mas em humildade, movido por compaixão divina (Fp 2.5-7). O ESPÍRITO lhe capacitava com sabedoria, inteligência, poder e direção (Is 11.2). Esse padrão mostra que até mesmo o Verbo encarnado escolheu depender do ESPÍRITO de DEUS (Mt 4.1). É também um modelo para todo o verdadeiro cristão. Toda obra espiritual deve ser realizada no poder e na direção do ESPÍRITO (At 1.8).

 

3. O FILHO e o poder do ESPÍRITO.

Como observado, o ministério de JESUS foi marcado pela dependência do ESPÍRITO. Isso não nega sua divindade, mas exalta sua humildade na encarnação. Seu batismo foi confirmado pelo ESPÍRITO e pela voz do PAI, como manifestação da Trindade (Lc 3.22). No deserto, pelo ESPÍRITO, venceu a tentação como o novo Adão (Mt 4.1; 1 Co 15.45). A unção do ESPÍRITO sustentou seu ministério (Mt 12.18-21). Seus milagres operados em comunhão com o ESPÍRITO revelaram o Reino de DEUS (Mt 12.28). Em sua humanidade, submeteu-se ao PAI e agiu no poder do ESPÍRITO (Jo 6.38). A entrega na cruz e a vitória sobre a morte foram realizadas em cooperação com o ESPÍRITO (Rm 8.11; Hb 9.14). Assim, mesmo sendo DEUS, viveu em plena obediência ao PAI e capacitado pelo ESPÍRITO.

 

SINÓPSE II - Durante toda a sua vida terrena, JESUS viveu em plena dependência do ESPÍRITO SANTO.

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO - JESUS E A OBRA DO ESPÍRITO

“JESUS é a figura chave no derramamento do ESPÍRITO SANTO. Depois de levar a efeito a redenção mediante a cruz e a ressurreição, JESUS subiu ao Céu. De lá, juntamente com o PAI, Ele derramou e continua derramando o ESPÍRITO SANTO em cumprimento à promessa profética de Joel 2.28,29 (cf. At 2.23). Essa é uma das maneiras mais importantes de hoje conhecermos JESUS: na sua qualidade de Doador do ESPÍRITO.

A força cumulativa do Novo Testamento é bastante relevante. A cristologia não é apenas uma doutrina para o passado. E a obra sumo-sacerdotal de JESUS não é único aspecto da sua realidade presente. O ministério de JESUS, e de ninguém mais, é propagado pelo ESPÍRITO SANTO no tempo presente” (HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, pp.333-34).

 

III – A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA

1. O PAI envia o FILHO e o ESPÍRITO.

A salvação é iniciativa do PAI. Ele é a fonte de todo propósito redentor (Jo 3.16). O PAI envia o FILHO ao mundo, não apenas como mensageiro, mas como oferta viva (Gl 4.4,5). O FILHO, o Verbo Eterno, assume a carne para cumprir perfeitamente a Lei e tomar sobre Si a condenação do pecado (2 Co 5.21). O ESPÍRITO, por sua vez, não é agente passivo, mas ativo desde o princípio: Ele concebe o FILHO no ventre de Maria (Lc 1.35), acompanha-O em cada passo do seu ministério (At 10.38), e aplica os méritos da redenção nos corações dos crentes (1 Co 2.10). Essa cooperação revela a atuação da Trindade no plano da salvação: o PAI decreta, o FILHO executa e o ESPÍRITO aplica (1 Pe 1.2). A redenção é, portanto, uma expressão do amor trinitário em missão (1 Jo 4.9).

 

2. O ESPÍRITO revela e exalta o FILHO.

João explica que a missão do ESPÍRITO não é atrair atenção para si, mas revelar e exaltar o FILHO. JESUS CRISTO afirmou: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e volo há de anunciar” (Jo 16.14). Esclarece-se que o ESPÍRITO não busca glória própria, mas dá testemunho do FILHO (Jo 15.26). A direção do ESPÍRITO está, portanto, ligada principalmente à revelação do mistério da salvação, do CRISTO crucificado e ressuscitado, que um dia voltará para buscar sua Igreja (1 Co 2.10). Assim, toda obra genuína do ESPÍRITO é profundamente cristocêntrica. Portanto, como Igreja, devemos discernir as manifestações espirituais à luz da Bíblia (1 Jo 4.1,2). Tudo o que não aponta para CRISTO não procede do ESPÍRITO. CRISTO é o centro da obra do ESPÍRITO (Jo 16.13).

 

3. A fé e a submissão do crente.

O plano da redenção, embora concebido e executado pela Trindade, requer uma resposta humana (Ef 2.8). Não somos agentes da redenção, mas somos seus recipientes e participantes (2 Co 5.18). Maria, ao ouvir a mensagem do anjo sobre a concepção milagrosa, mesmo sem entender plenamente, submeteu-se com fé (Lc 1.38). Sua resposta é um exemplo profundo da postura que todo crente deve assumir diante da obra trinitária, isto é, confiar com humildade e entrega total (Sl 37.5). Assim como o FILHO se submeteu ao PAI e foi ungido pelo ESPÍRITO, também o crente é chamado a se colocar nas mãos de DEUS, crendo que Ele é poderoso para fazer o impossível (Lc 1.37). A resposta que Ele espera de nós é fé (Hb 11.6), arrependimento (At 17.30) e obediência (Tg 1.22).

 

SINÓPSE III - A obra da redenção é trinitária: o PAI envia, o FILHO obedece e o ESPÍRITO capacita.

 

CONCLUSÃO

Reiteramos que a Redenção é uma obra trinitária que revela a perfeita unidade e cooperação entre as Pessoas divinas. O FILHO, embora sendo DEUS, submeteu-se ao PAI e agiu no poder do ESPÍRITO. Ao contemplarmos essa harmonia divina, somos convidados a uma resposta de fé genuína em CRISTO, submissão voluntária à vontade do PAI, e obediência perseverante à direção do ESPÍRITO SANTO em nosso viver diário.

 

REVISANDO O CONTEÚDO

1. De acordo com a lição, o que significa a palavra “santo”?

A palavra “santo” significa separação do pecado e consagração a DEUS.

2. Qual é a base de nossa redenção, justificação e santificação?

A santidade de CRISTO é a base da nossa redenção, justificação e santificação.

3. O Verbo encarnado escolheu depender do ESPÍRITO de DEUS que lhe capacitava com o quê?

O Verbo encarnado escolheu depender do ESPÍRITO, que lhe concedia sabedoria, poder e direção.

4. Qual é a missão do ESPÍRITO, que João explica, conforme JESUS afirmou em João 16.14?

A missão do ESPÍRITO é glorificar e exaltar o FILHO.

5. Quando nos colocamos nas mãos de DEUS, crendo que Ele é poderoso para fazer o impossível, qual é a resposta que Ele espera de nós?

DEUS espera de nós fé, arrependimento e obediência.

 

 

 

 

 

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