quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Lição 1, Escatologia, o Estudo das Últimas Coisas 1 parte

Lição 1, Escatologia, o Estudo das Últimas Coisas
1º trimestre de 2016 - O Final de Todas as Coisas - Esperança e Glória Para os Salvos
Comentarista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
 
 
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
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AQUI VOCÊ VÊ PONTOS DIFÍCEIS DA LIÇÃO - POLÊMICOS
Veja 4º Trimestre De 2004 - VEM O FIM, O FIM VEM  - - A Doutrina Das Últimas Coisas - COMENTÁRIOS Pr. Claudionor Corrêa De Andrade
 http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao1-vemofim-ofimvemadoutrinadasultimascoisas.htm
VEJA FIGURAS ILUSTRATIVAS EM  http://ebdnatv.blogspot.com.br/2015/12/figuras-ilustrativas-da-licao-1.html
 
 
TEXTO ÁUREO
"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." (2 Tm 3.1)
 
 
VERDADE PRÁTICAO estudo da Escatologia bíblica traz ao coração dos salvos a esperança de um dia estarem para sempre com o Senhor JESUS CRISTO.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 24.3 A preocupação dos discípulos de JESUS a respeito da sua segunda vinda
Terça - Lc 12.40 O Filho do Homem virá a qualquer momento
Quarta - At 1.7 Não se pode especular quanto à segunda vinda do Filho de DEUS
Quinta - 2 Pe 3.8 O tempo de DEUS não é o nosso tempo
Sexta - Mt 24.36 Só DEUS sabe o tempo da vinda de JESUS e o fim do mundo
Sábado - Mt 24.23-25 Antes da vinda de JESUS surgirão falsos cristos e falsos profetas
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 24.4, 5, 11-13; 1 Tessalonicenses 1.10
Mt 24.4 - E JESUS, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane, 5 - porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o CRISTO; e enganarão a muitos.
11 - E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. 12 - E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. 13 - Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.
1 Ts 1.10 - e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, JESUS, que nos livra da ira futura.
 
OBJETIVO GERAL
Explicar o real significado da Escatologia Bíblica.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Definir a Escatologia;
Mostrar a preocupação do homem com os fins dos tempos;
Explicar algumas das diferentes interpretações escatológicas.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, neste primeiro trimestre do ano estudaremos a respeito das últimas coisas, pois em breve JESUS virá! Muitos já não creem na Segunda Vinda de CRISTO, por isso, desprezam as profecias bíblicas. Todavia, JESUS virá como um ladrão, na hora que ninguém espera. Este glorioso dia não nos pegará de surpresa, pois somos do Senhor e aguardamos a sua vinda a qualquer momento.
O comentarista do trimestre é o pastor Elinaldo Renovato de Lima - autor de diversos livros, líder da Assembleia de DEUS em Parnamirim, RN.
Que o estudo de cada lição possa trazer esperança ao seu coração, pois breve Ele virá e estaremos para todo o sempre em sua presença.
 
PONTO CENTRAL
O estudo da Escatologia Bíblica traz esperança para os salvos em JESUS CRISTO.
 
Resumo da Lição 1, Escatologia, o Estudo das Últimas Coisas
I - O ESTUDO DA ESCATOLOGIA
1. Definição.
2. A escatologia e a volta de JESUS.
II - A PREOCUPAÇÃO COM OS FINS DOS TEMPOS
1. Os discípulos de JESUS.
2. As previsões falsas sobre o futuro.
3. Falsos profetas.
III - INTERPRETAÇÕES ESCATOLÓGICAS
Existem diferentes interpretações escatológicas a respeito do fim. Não podemos estudar todas em uma única lição, porém estudaremos algumas:
1. Futurista. subdivide-se em: a) Pré-tribulacionista. b) Pré-milenista. c) Midi-tribulacionistas. d) Pós-tribulacionistas.
2. Histórica.
3. Preterista
4. Simbolista.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - A Escatologia Bíblica tem como objetivo estudar os assuntos relacionados às últimas coisas.
SÍNTESE DO TÓPICO II - Os discípulos de JESUS sempre se preocuparam com os fins dos tempos.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Existem várias interpretações escatológicas a respeito do fim.
 
PARA REFLETIR - A respeito da Escatologia Bíblica, responda:
Defina "escatologia".
A palavra escatologia tem origem em dois termos gregos: escathos, "último", e logos, "estudo", "mensagem", "palavra". O termo grego cognato é éschata, que significa "últimas coisas". Daí vem à expressão "estudo", ou "doutrina" das "últimas coisas".
Quais os temas estudados pela escatologia?
Estado Intermediário, Arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Milênio, Julgamento Final e o Estado Perfeito Eterno.
Quando se dará a volta de CRISTO?
A qualquer momento CRISTO poderá voltar.
Cite três interpretações escatológicas a respeito do fim.
Pré-tribulacionista, Pré-milenista, Midi-tribulacionistas.
O que a corrente Preterista entende a respeito do Apocalipse?
Os preteristas entendem que o Apocalipse já se cumpriu totalmente na época do Império Romano, incluindo a destruição de Jerusalém, no ano 70 a.C..
 
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 65, p. 36.
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição.
 
SUGESTÃO DE LEITURA
Escatologia, doutrina das Últimas Coisas,  Erros escatológicos que os Pregadores devem evitar e Hermenêutica Fácil e descomplicada.
 
Comentários de vários autores com alguma modificações do EV. Luiz Henrique
Pontos difíceis e polêmicos
Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. João 16:13
 
Nosso credo - Igreja Evangélica Assembleia de DEUS
11 - (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14)
Cremos na Segunda Vinda premilenial de CRISTO, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos.
12 -(2Co 5.10)
Cremos que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de CRISTO, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de CRISTO na terra.
13 - (Ap 20.11-15)
Cremos no juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
14 - (Mt 25.46)
Cremos na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis.
 
Haverá ação do ESPÍRITO SANTO durante a grande Tribulação e durante o milênio?
O ESPÍRITO SANTO estará atuando nas duas testemunhas e nos 144 mil pregadores, eles todos vão fazer sinais e prodígios além de pregar o evangelho do reino de DEUS.
Durante o milênio o ESPÍRITO SANTO será derramado sem medida - Joel 2.27-29 E vós sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado.E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito Joel 2:27-29
 
Quem serão as duas testemunhas que farão proezas durante a Grande Tribulação?
Estudando sobre as duas testemunhas chegamos a uma conclusão mais provável: Serão Moisés e Elias.
Moisés é representante da lei e o maior desejo que ele tinha era entrar na terra prometida, entrou depois de morto mas entrou e voltará novamente.
Elias é representante dos profetas e o maior desejo dele era ver Israel sem idolatria, ainda terá chance de ver seu povo deixar sua última idolatria, o anticristo.
As pessoas mais representativas são Moisés representando a lei e Elias representando os profetas, tanto a lei como os profetas previram a vinda de JESUS e seu ministério.
A bíblia se resume na lei e nos profetas.
Ap 11.6 Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem. - Claramente identifica Elias e Moisés. Elias - 3 anos e meio sem chuva e Moisés - águas transformadas em sangue e pragas.
 
Haverá salvação para gentios e desviados do evangelho durante a Grande Tribulação?
Claro que vai haver conversões aos montes na grande tribulação. DEUS é tremendo. esse amor nos constrange.
As pessoas que estão desviadas não precisam de mais nada a não ser mais uma chance. Deus em sua infinita misericórdia dará essa chance para elas. DEUS é amor (Esses fazem parte dos "Força-os a entrarem" E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha. Lucas 14:23).
Lembre-se de que -  Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas. Mateus 6:15
Os pregadores serão as duas testemunhas e os 144 mil pregadores.
Apocalipse 11:3-6 
E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco.Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra.E, se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá da sua boca, e devorará os seus inimigos; e, se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto.Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem.
Apocalipse 7:13,14 
E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.
 
Estudo importantíssimo para o trimestre - Setenta semanas de Daniel
 
 
236 Silva, Severino Pedro da SIL e Escatologia, doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro, CPAD, 1988. 1 v. 1. Escatologia. 2. O Anticristo. I. Título.
O que Significa Escatologia?
1. Definição־ do termo
O termo “ escatologia” e seus cognatos correspondem à “doutrina das últimas coisas” . Escaton (que vem por último) designa a doutrina que diz respeito ao fim do mundo presente e ao mundo vindouro. Desde que CRISTO irrompeu e com Ele o Reino de DEUS, o domínio da escatologia já está presente misteriosamente entre nós, com o seu peso de promessas e, simultaneamente, seu atual julgamento.(1)
 
2. Definição do argumento
Existem em o Novo Testamento alguns termos técnicos que designam o domínio presente, atual e futuro, ao mesmo tempo, da escatologia na vida da Igreja e na vida do mundo. Estes termos, segundo se diz, focalizam com exclusividade este tempo futuro. Vejamos:
a. “ E nos últimos dias acontecerá, diz DEUS, que do meu ESPÍRITO derramarei sobre toda a carne...” (J1 2.28 e ss; At 2.17 e ss).
b. “ Mas o ESPÍRITO expressamente diz que nos últimos dias apostatarão alguns da fé...” (1 Tm 4.1a).
c. “ Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2 Tm 3.1).
d. “ Havendo DEUS antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hb 1.1).
e. “ Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores...” (2 Pd 3.3a), etc.
Portanto, a expressão “ os últimos dias” e seu equivalente apontam para: a descida do ESPÍRITO SANTO em sua plenitude (J1 2.28; At 2.17 e ss); para a época do Evangelho de CRISTO (Hb 1.1) e, concomitantemente, para os últimos dias maus (1 Tm 4.1; 2 Tm 3.1; 2 Pd 3.3).
 
3. A vinda de JESUS
A vinda do Senhor JESUS tem uma tríplice relação: à Igreja (para o arrebatamento), a Israel (para seu preparo em receber o Messias se                                                                                                                  te anos depois) e, às Nações (para o Milênio). A tríplice divisão natural é depreendida de 1 Tessalonicenses 4.16 que expressa o significado do argumento quando diz: “ ...o alarido” (à Igreja); “ ...a voz do arcanjo” (a Israel); “ ...a trombeta de DEUS” (às Nações).
a. Em relação à Igreja. Para com a Igreja, a descida do Senhor aos ares para ressuscitar os que dormem e transformar os crentes vivos é apresentada como constante expectação e esperança (1 Co 15.51,52; F1 3.20; 1 Ts 4.14-17; 1 Tm 6.14; Tt 2,13; Ap 22.20).
b. Para Israel. Para o povo escolhido, a vinda do Senhor é predicada para cumprir as profecias que dizem respeito ao seu ressurgimento nacional, a sua conversão, e estabelecimento em paz e poder sob o Pacto Davídico (Am 9.11,12; At 15.14-17).
c. Para as Nações. No caso das Nações, a Volta do Senhor é predicada para consumar a destruição do presente sistema político universal (Dn 2.44,45; Ap 19.11 e ss). Sendo, porém, que os dois últimos acontecimentos relacionados com Israel e as Nações só terão lugar sete anos depois do arrebatamento da Igreja por JESUS CRISTO.
 
4. O desenvolvimento do argumento
A volta do Senhor, no que diz respeito à sua primeira vinda (ou fase), se destinará apenas à sua Igreja, e é chamada de “encontro” em 1 Tessalonicenses 4.17. A palavra “ rrebatamento” não se encontra, graficamente falando, nas passagens que descrevem o momento do arrebatamento da Igreja, mas a ideia do termo está na frase inserida. Isto é, no contexto que diz: “...seremos arrebatados” (1 Ts 4.17). A presente expressão obedece à seguinte sentença: “ tirar” , “ arrancar” , “ levar” , “ afastar” , “ tirar por força ou por violência” , “ impelir” , “ suprimir” , “ elidir” , etc.( ) Todas estas expressões designam, fundamentalmente, o traslado de uma coisa de um lado para outro ou de uma dimensão inferior para uma outra superior. Encontramos em o Novo Testamento cinco termos técnicos na língua grega que descrevem a manifestação de CRISTO em suas duas fases futuras: Arrebatamento e Parousia e cada uma delas exemplificadas com passagens bíblicas:
a. Optomai (aparecer). “ Assim também CRISTO, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hb 9.28).
b. Ercomai (vir). “ E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejai vós também” (Jo 14.3).
c. Epphanos (aparição). “ Que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até a aparição de nosso Senhor JESUS CRISTO” (1 Tm 6.14).
d. Apokalypsis (revelação, desvendamento). “ De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor JESUS CRISTO” (1 Co 1.7).
e. Parousia (presença ou vinda). “ E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda” (2 Ts 2.8).
Aqui estudamos a ocasião da parousia de CRISTO.(4) Será no fim da Grande Tribulação, e, efetivamente, terminará esse período de aflição. O aparecimento do Rei será acompanhado de certos sinais que não deixarão ninguém em dúvida sobre o que vai acontecer (Mt 24.29). Isto significa que a volta do Senhor, portanto, terá efeitos opostos e resultados positivos (para os santos) e negativos (para os incrédulos). Os efeitos serão sentidos sobre: amigos (Mt 24.31) e inimigos (Mt 24.30); tristeza e alegria, gemidos e adoração, medo e delicias. Ele não virá como veio da primeira vez, em fraqueza (a fraqueza de DEUS) e humildade, mas na glória e poder (Ap 1.7; 19.11-21).
 
5 .O "encontro “
Em 1 Tessalonicenses 4.17, a palavra “ arrebatamento” tem o mesmo sentido no grego que “ nosso encontro” , em Atos 28.15 onde lemos: “ ...ouvindo os irmãos novas de nós, nos saíram ao encontro à praça de Ápio e às três Vendas. E Paulo vendo-os deu graças a DEUS, e tomou ânimo . A palavra “ encontro” , neste sentido, significa portanto literalmente “ sair” a fim de voltar com “ alguém” . Somente duas passagens focalizam essas palavras com tal sentido, a saber: no trecho de Gênesis 24.63-67 e Mateus 25.1,6. Na passagem de Gênesis descreve-se o encontro de Rebeca com Isaque e na passagem de Mateus ilustra o encontro da Igreja com CRISTO.
a. Para Israel. A volta do Senhor no que diz respeito à sua segunda fase (Parousia) se destinará especificamente a Israel, mas as Nações, de um certo modo, estão envolvidas no acontecimento. Prenunciando a volta do Senhor nos ares, Israel é representado na figueira que brota. “ Aprendei pois esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão” (Mt 24.32). As parábolas foram métodos de ensino muito usados por JESUS. As parábolas são estórias que transmitem instrução, comunicando geralmente um ponto importante.( ) O ponto enfatizado na parábola da figueira contada por JESUS tem como objetivo ensinar-nos a identificar um "período de tempo geral” . Quando as folhas da figueira começam a brotar, sabemos que o verão se aproxima. Ainda hoje em Israel a natureza da figueira continua a mesma. Tão-somente quando as árvores ali brotam, anunciam a vinda da primavera, assim estes sinais (disse JESUS) anunciarão a Volta do Rei em glória.
b. A figueira nesta passagem e em outras do mesmo gênero é Israel (Lc 13.6-9). “ A nação judaica é comparada a três árvores nas Escrituras Sagradas: À vinha (Is 5.1-7), este foi o conceito de Isaías e de outros profetas do Antigo Testamento. A oliveira (Rm 11.17 e ss), este foi o conceito de Paulo por amor de seu argumento. E à figueira (Mc 13.28), este foi o conceito de JESUS em relação a Israel. Antigamente a nação era como uma “ vinha frutífera” , depois uma “ figueira estéril” , e mais tarde na Vinda do grande Rei uma “ oliveira florescente” . O Senhor JESUS já no entardecer de seu ministério terreno exorta-nos a observar os acontecimentos por virem na vida de Israel e depois acrescenta: “ Olhai para a figueira, e para todas as árvores” (Lc 21.29).(6) Ora, a partir do ano 70 d. C., a figueira secou-se de acordo com as palavras proféticas de JESUS (Lc 13.8,9), e durante quase dois mil anos que se seguiram, a nação israelita se transformou profeticamente falando num “ montão de ossos secos” (cf. Ez 37.1,2,11). Esses “ ossos” como diz o profeta do Senhor, seriam espalhados na face de um grande vale (o mundo), e ali seriam absorvidos pelas sepulturas (as nações). (Cf 37.12). Mas apesar de tudo, a promessa de DEUS é de restauração e, em 14 de maio de 1948, a figueira começa então a “ brotar” , e as sepulturas (as nações) devolvem a Israel não só seus filhos, mas também sua Terra e, de lá para cá, o grande progresso na vida deste povo são os brotos, preditos por nosso Senhor quando falou sobre o futuro (Mt 24.33).
(c) Mas segundo os ensinos de JESUS, não só a figueira (Israel) seria alvo das profecias, mas todas as árvores haviam também de “ brotar” Lc 21.29). As Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada detalhe! Todas as nações que margeiam Israel vêm, de uma maneira ou de outra, sentindo um certo progresso. Isto prenuncia a Vinda do Senhor, que continua dizendo: “ Não passará esta geração...”
 
6. A posição de CRISTO
No plano mais amplo de Seu ministério mediatorial, CRISTO está agora assentado no Céu “ aguardando” . O grego êkõêxouai transmite o significado de alguém esperando o recebimento de alguma coisa vinda de outro. Isto mostra CRISTO agora na atitude de alguém que está esperando; encontra-se revelado em Hb 10.12,13. Ele está entronizado e pacientemente aguarda: o tempo certo e a ordem do Pai. Mas enquanto isso não acontece, Ele está exercendo sua tríplice função: Primeiro, como concessor de dons (Ef 4.7-16), e o diretor do seu exercício (1 Co 12.4-11), e conforme tipificado pelos sacerdotes do Antigo Testamento que consagravam os filhos de Levi (Êx 29.1-9), CRISTO está incessantemente ativo no Céu. Em relação a isto, todo o campo de serviço fica adequadamente apresentado e a que deve ser notada está entre a atividade universal tríplice do crente como sacerdote e o seu exercício diário. Segundo, como intercessor, CRISTO continua o seu ministério no Céu, o qual começou aqui na terra (Jo 17.1-26; Rm 8.34). Este empreendimento estende-se ao seu cuidado pastoral daqueles que Ele salvou. Ele vive para sempre para fazer intercessão por eles, e por causa disto Ele pode salvá-los quando se aproximam de DEUS através dele (Hb 7.25). Ele não ora pelo mundo, ora, porém, por aqueles que o Pai lhe deu (Jo 17.9). A intercessão de CRISTO relaciona-se com a fraqueza, imaturidade e limitações daqueles por quem Ele ora. Sua intercessão garante nossa segurança para sempre (Lc 22.31,32). Terceiro, como advogado, e como aquele que nos representa agora no Céu (Hb 9.24), CRISTO lida com o pecado atual do cristão. Ele é a propiciação pelos nossos pecados (1 Jo 2.2). Quando acontece um pecado na sua vida, o cristão tem um advogado junto ao Pai. Um advogado é aquele que defende a causa de outra pessoa nos tribunais, e há motivos abundantes para CRISTO advogar em benefício daqueles que tão constantemente necessitam de sua ajuda.(7)
 
7. O retorno de CRISTO exemplificado
Encontramos no Antigo Testamento, especialmente no livro de Levítico 23, o ritual de cada festa estabelecida por DEUS e observada pelo povo de Israel na Terra Santa. Cada festa destas, de acordo com sua significação especial, aponta para um tempo futuro.(8)
a. A Páscoa (Lv 23.4). A primeira delas era a Páscoa do Senhor. Era celebrada “ no mês primeiro, aos 14 dias do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor” . Esta festa é comemorável, e recorda a Redenção, feita por um grande Redentor. Em figura ela significa “ ...CRISTO, nossa páscoa..., sacrificado por nós” (1 Co 5.7).
b. Os Asmos do Senhor (Lv 23.6). Esta era a segunda festa deste calendário. Esta simboliza comunhão com CRISTO, e pão sem fermento, na plena bem-aventurança de sua redenção, e ensina um andar santo. A ordem divina aqui é linda: primeiro, redenção, depois um viver santo (1 Co 5.6-8 etc...).
c. As Primícias (Lv 23.10). A festa das primícias era uma figura da ressurreição, primeiro. CRISTO, depois os que são de CRISTO na sua vinda (1 Co 15.23; 1 Ts 4.14-16 etc...).
d. O Pentecoste (Lv 23.15-22). Esta festa, que é a quarta do calendário, era chamada de “ pentecoste” . Segundo a interpretação dada pelo doutor C.I. Scofield, ela simbolizava a descida do ESPÍRITO para a Igreja, conforme aconteceu no Cenáculo em que os discípulos oravam no dia de Pentecoste (At 2.1 e ss). “ Desde seu início até o fim, esta festa é o antítipo da descida do ESPÍRITO SANTO para formar a Igreja do Senhor. Por isso o fermento está presente (Lv 23.17), porque infelizmente, mesmo em contrário à vontade divina, o mal existe na Igreja (Mt 13.33; At 5.1 e ss; Ap 2.1 e ss).
Notemos que agora fala-se de pães, e não de um “ molho” (feixe) de espigas soltas. Importa numa verdadeira união de partículas, formando um “ corpo homogêneo” . A descida do ESPÍRITO SANTO no Pentecoste uniu os discípulos em um só organismo (1 Co 10.16,17; 12.13,20). Os pães movidos eram oferecidos “ cinquenta dias depois que se tinha oferecido o molho da oferta movida” (Lv 23.15). Isto é precisamente o período entre a ressurreição de CRISTO e a formação da Igreja no Pentecoste, pelo batismo no ESPÍRITO SANTO (At 2.1-4), com o “ molho” não havia fermento, porque em CRISTO não existe mal. e. A das Trombetas (Lv 23.23-25). A quinta festa era chamada a “ ...das trombetas” . Chegamos aqui, ao tempo do fim, porque esta festa tem um valor completamente profético e se refere à futura restauração no sentido total da nação israelita Note que existe um longo período entre o Pentecoste e a festa das Trombetas. correspondendo ao período entre o Pentecoste e a introdução do Milênio. Este período, segundo se depreende, corresponde ao longo período do trabalho pentecostal do ESPÍRITO SANTO sobre a Igreja aqui na terra, na atual dispensação (cf. Is 18.3; 27.13; 58.1 e ss; J1 2.1 e ss; 3.21 etc...). Devemos observar que, em relação à festa das Trombetas, algo especial a acompanha, que é um testemunho referente ao ajuntamento e arrependimento de Israel depois de terminar o período pentecostal, que é o da Igreja. Esta festa é seguida imediatamente pelo dia da Expiação. Simbolicamente falando, a festa das Trombetas fala do ajuntamento de Israel; profeticamente, porém, fala do arrebatamento da Igreja (“ ···A Grande Colheita” ), e logo a seguir, vem a penúltima festa. f. A festa da Expiação (Lv 23.26-32). Segundo os rabinos, o dia da Expiação é o mesmo descrito em Levítico 16.29-34, mas aqui a ênfase está sobre a tristeza e arrependimento de Israel. Em outras palavras, seu valor profético é saliente, e isto antecipa o arrependimento de Israel, depois do seu julgamento, quando de Sião vier o Libertador, e expiar a iniquidade de seu povo (Is 9.14; Rm 11.26). g. A festa dos Tabernáculos (Lv 23.34 e ss). A festa dos Tabernáculos simboliza o estabelecimento do reino milenial ser outra vez um memorial; e, desta vez, não será só para Israel mas para todas as nações durante o Reino Milenar de CRISTO (Ez cap. 40 a 48; Zc 14.16-21). Esta festa era memorial para Israel como a Santa Ceia do Senhor é para sua Igreja: “ Fazei isto em memória de mim” .(9)
 
8. Para os primeiros cristãos
Para os cristãos da Igreja Primitiva a maior e mais sublime expectação era o retorno de CRISTO para seus Santos. Eles não se conformavam ausentes da “ presença do Senhor” e ardentemente almejavam por ela. Paulo, por exemplo, conserva em si uma expectação imediata da presença de CRISTO em sua vida. Ouça o que Paulo diz: “ Mas, se o viver na carne (no corpo) me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. - Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com CRISTO, porque isto é ainda muito melhor” (F1 1.22,23). Nesta sua expectativa, Paulo deseja estar com CRISTO de qualquer maneira: tanto “ partir” como esperar na “carne” o retorno de CRISTO. Esse deve ser, portanto, o sentido de “ viver na carne” para Paulo (F11.22). E, evidentemente, ele é inspirado a fazer esta oração aramaiquizada, que é: “ MARANATA!” (1 Co 16.22). Tal locução proverbial, como produto da cristologia do Filho de DEUS na comunidade primitiva, encontra seu correspondente em Apocalipse 22.20: “Amém. VemT Senhor JESUS!” No mais, a expectativa imediata do retorno de CRISTO para os seus santos está ancorada numa palavra falada por JESUS e escrita por Paulo, em 1 Tessalonicenses 4.15: “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós (ele atualiza), os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem". E na seção seguinte ele exclama: “ Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de DEUS...”
Na passagem de Romanos 16.20, encontramos a ardente expectação de Paulo pelo retorno de CRISTO, quando diz: “E o DEUS de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés...” Esta ansiedade de Paulo e dos demais cristãos no primeiro século vem à tona em vários elementos doutrinários, tais como:
a. Em 1 Coríntios 7.29, lemos: “ Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia-, o que resta é que também os que têm mulheres sejam como se as não tivessem” .
b. Em 1 Coríntios 10.11, Paulo diz: “ Ora tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estas estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” . Em outras formulações referentes à expectativa imediata dos escritores do Novo Testamento quanto ao retorno de CRISTO, são os verbos e advérbios que deixam bem claro a urgência para tal acontecimento! Veja:
1) “ E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação (plena redenção do corpo) está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé” (Rm 13.11).
2) “ Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor!” (F1 4.5).
3) “ Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5.8).
4) “ O Senhor não retarda a sua promessa (da sua vinda), ainda que alguns a têm por tardia...” (2 Pd 3.9a, etc...).
 
9. O conceito errôneo
Para muitos a segunda vinda de CRISTO a este mundo é apenas um processo de acontecimentos. Para outros, porém, isso significa um estado de morte. Mas, segundo se depreende, não é uma coisa nem outra. Razão porque a morte é a penalidade imposta pelo pecado, mas o retorno de CRISTO livra do pecado e da penalidade (Rm 6.23). “ Os pensamentos e as experiências relativas à morte são dolorosos; os pensamentos relativos à vinda de CRISTO nos são muito caros (Jo 11.31; Tt 2.13). No primeiro caso, olhamos para baixo e choramos; no segundo, para cima e nos regozijamos (Jo 11.35; F1 2.16).
No primeiro caso (a morte), o corpo é semeado em corrupção e desonra; no segundo caso será ressuscitado em incorrupção e glória (1 Co 15.42,43; 1 Ts 4.16,17). No primeiro caso, somos despidos; no outro, revestidos (2 Co 5.4). No primeiro caso, há triste separação entre amigos; no outro, alegre reunião (Ez 24.16; 1 Ts 4.16 e ss). Na morte entramos no descanso, mas na vinda de CRISTO seremos coroados (1 Ts 4.13; Ap 14.13). A morte vem como nosso grande inimigo; CRISTO, como nosso grande amigo (Pv 14.27; 1 Co 15.26). A morte é 0 rei dos terrores (Jó 18.14); CRISTO é o Rei da glória (SI 24.7). Satanás tem o poder da morte; CRISTO é o príncipe da vida (At 3.15; Hb 2.14). Por ocasião da morte partimos para estar com CRISTO; por ocasião da sua vinda Ele virá até nós (Jo 14.3; F11.23). JESUS faz distinção entre a sua vinda e a morte do crente. CRISTO e os apóstolos nunca ordenaram aos santos que aguardassem a morte, mas, repetidamente, exortaram-nos a esperar a vinda do Senhor (1 Co 15.51,52).
 
a. A “ Nova Teologia” ensina que JESUS CRISTO nunca voltará a este mundo em forma literal para os seus santos: que CRISTO está retornando tão rapidamente quanto lhe é possível entrar neste mundo; que Ele veio no Pentecoste, na presença do ESPÍRITO SANTO; que Ele veio por ocasião da destruição de Jerusalém, no julgamento contra aquela cidade, e que Ele vem por ocasião da morte das pessoas, como já falamos acima. Com efeito, a vinda de CRISTO não deve ser identificada com a destruição de Jerusalém, em 70 d. C., conforme a interpretação de alguns. O julgamento de DEUS contra Jerusalém não é o acontecimento referido na maioria das passagens em que a segunda vinda de CRISTO é mencionada. Isto. por vários motivos:
Primeiro, por ocasião da destruição de Jerusalém, aqueles que dormiam em JESUS não foram ressuscitados.
Segundo, os crentes vivos não foram arrebatados ao encontro do Senhor nos ares, nem seus corpos foram transformados.
Terceiro, anos depois dessa ocorrência, encontramos João ainda aguardando a vinda do Senhor (Ap 22.20).
No primeiro caso (a morte), o corpo é semeado em corrupção e desonra; no segundo caso será ressuscitado em incorrupção e glória (1 Co 15.42,43; 1 Ts 4.16,17).
No primeiro caso, somos despidos; no outro, revestidos (2 Co 5.4). No primeiro caso, há triste separação entre amigos; no outro, alegre reunião (Ez 24.16; 1 Ts 4.16 e ss). Na morte entramos no descanso, mas na vinda de CRISTO seremos coroados (1 Ts 4.13; Ap 14.13). A morte vem como nosso grande inimigo; CRISTO, como nosso grande amigo (Pv 14.27; 1 Co 15.26). A morte é o rei dos terrores (Jó 18.14); CRISTO é o Rei da glória (SI 24.7). Satanás tem o poder da morte; CRISTO é o príncipe da vida (At 3.15; Hb 2.14). Por ocasião da morte partimos para estar com CRISTO; por ocasião da sua vinda Ele virá até nós (Jo 14.3; F11.23). JESUS faz distinção entre a sua vinda e a morte do crente. CRISTO e os apóstolos nunca ordenaram aos santos que aguardassem a morte, mas, repetidamente, exortaram-nos a esperar a vinda do Senhor (1 Co 15.51,52).
a. A “ Nova Teologia” ensina que JESUS CRISTO nunca voltará a este mundo em forma literal para os seus santos: que CRISTO está retornando tão rapidamente quanto lhe é possível entrar neste mundo; que Ele veio no Pentecoste, na presença do ESPÍRITO SANTO; que Ele veio por ocasião da destruição de Jerusalém, no julgamento contra aquela cidade, e que Ele vem por ocasião da morte das pessoas, como já falamos acima. Com efeito, a vinda de CRISTO não deve ser identificada com a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., conforme a interpretação de alguns. O julgamento de DEUS contra Jerusalém não é o acontecimento referido na maioria das passagens em que a segunda vinda de CRISTO é mencionada. Isto. por vários motivos:
Primeiro, por ocasião da destruição de Jerusalém, aqueles que dormiam em JESUS não foram ressuscitados.
Segundo, os crentes vivos não foram arrebatados ao encontro do Senhor nos ares, nem seus corpos foram transformados.
Terceiro, anos depois dessa ocorrência, encontramos João ainda aguardando a vinda do Senhor (Ap 22.20).
Quarto, segundo os ensinamentos dos profetas, dos apóstolos e do próprio Senhor, um reino de justiça e paz deve seguir-se imediatamente à volta de CRISTO. Isso. todavia. não ocorreu, nem por ocasião nem depois da destruição de Jerusalém. Portanto, ela ainda está por vir!
 
b. Outro ponto de vista da “ Nova Teologia” é que CRISTO veio na pessoa do ESPÍRITO SANTO. Em sentido muito real e importante, de fato, a vinda do ESPÍRITO SANTO foi uma vinda de CRISTO para os seus (Jo 14.15-18,21-23). Essa, porém, não foi a vinda de CRISTO referida nas passagens que afirmam que Ele voltará. Evidentemente, sua vinda é claramente estabelecida e distinta pelo testem unho conjunto dos profetas, de João Batista, dos anjos, dos apóstolos, e do próprio CRISTO! Dele. disseram os anjos: "Esse JESUS, que dentre vós foi recebido em cima no céu. há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.11b).
 
10. O tempo de DEUS
As Escrituras deixam bem claro que, do ponto de vista divino. DEUS jamais se atrasa. Se parece haver demora no retorno de CRISTO, é porque devem existir boas e convenientes razões para isso. É verdade que são já decorridos mais de 1900 anos da época em que a promessa do arrebatamento foi feita pela própria boca do Senhor (Jo 14.3). Entretanto, os membros da Igreja Primitiva em Tessalônica creram que CRISTO viria enquanto estivessem vivos e foram consolados pela expectativa de se reunirem aos seus entes queridos já falecidos. Isso porém, não contradiz, nem enfraquece a promessa de CRISTO para seus santos, pois, todos aqueles santos sabiam que CRISTO, como DEUS, tem a eternidade na sua mão e pode ligar o hoje do tempo, como se fosse o amanhã da eternidade (2 Pd 3.8,9). O mundo tem passado de um a crise a outra, mesmo quando parecia oportuno para 0 regresso de CRISTO. M as o significativo acontecimento não ocorreu.
a .A razão divina. Por que CRISTO ainda não cumpriu sua promessa de vir e receber seu povo para levá-lo consigo? Do ponto de vista da profecia bíblica, tal demora não é inesperada. Há, portanto, razão para tal. Quando CRISTO veio pela primeira vez, era um episódio que havia sido previsto há milhares de anos. Séculos de história haviam preparado o cenário para a primeira vinda de CRISTO à Terra. A língua grega se desenvolvera e era de uso comum em todo o mundo ocidental. Isso preparou o caminho para que o Novo Testamento fosse escrito em um idioma preciso e amplamente utilizado. Paulo afirma que, quando tudo, porém, estava pronto: “ ...DEUS enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (G1 4.4b). O Império Romano conseguira estabelecer relativa paz no Oriente Médio. A vida e culto judaicos na Palestina estavam prontos para a vinda do Messias. Apareceu João Batista para anunciar a vinda do Rei e conclamar a nação ao arrependimento (Mt 3). A Paz Romana havia franqueado o comércio internacional e as comunicações, possibilitando que os cristãos do Século I propagassem a mensagem do Evangelho pelo Império Romano inteiro e finalmente por todo o mundo. As profecias sobre a primeira vinda de CRISTO foram cumpridas num dia cuidadosamente preparado por um DEUS soberano. Ele estava “ velando” sobre este tempo (Jr 1.12). Assim também, as profecias concernentes ao retorno de CRISTO para buscar os crentes e a sua segunda vinda (Parousia) à terra serão cumpridas dessa forma, num perfeito sincronismo de DEUS.
b. A demora. Do ponto de vista humano pode parecer que CRISTO esteja retardando sua vinda. Mas em épocas passadas, o cumprimento das profecias bíblicas foi sempre precedido por séculos de história que transformaram os acontecimentos com suprema precisão, a fim de permitir que os fatos preditos ocorressem conforme a promessa, perfeitos até os últimos detalhes. Todavia, há também uma razão pessoal e afetuosa para justificar por que CRISTO ainda não voltou. Veja o que escreve o apóstolo Pedro em sua segunda Carta (3.8,9): “ Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” Eis aí, portanto, a demora do retorno de CRISTO para encontrar-se com os seus santos provém de um coração amoroso. Um DEUS compassivo ainda está esperando que muitos ouçam o Evangelho e atendam à mensagem crendo!
 
11. Sua Parousia também será necessária 
Não só a vinda de CRISTO (para seus santos) será necessária, mas também seu retorno com poder e grande glória (sete anos depois), também já era esperado pelos primitivos cristãos. Pois, segundo o conceito dos profetas e dos apóstolos, isso significaria a implantação de seu governo na terra por mil anos, conforme era esperado. “ Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés” (1 Co 15.25). E não somente isto, mas também pelo fato de que a segunda vinda de CRISTO traria aos judeus a solução de todos os seus problemas e o estabelecimento de seu futuro governo sob o Pacto Davídico. Seu aparecimento trará fim também à grande guerra do Armagedom e à onda de destruição que estará a ponto de aniquilar a terra. Seu retorno em glória será necessário para o encerramento dos “ tempos dos gentios” (Lc 21.24). Esta expressão, “ tempos dos gentios” ou seu equivalente, tem na Bíblia duas aplicações:
a. Na primeira, refere-se “ à oportunidade” que DEUS concedeu a eles para salvação. Paulo comenta isso em Romanos 11 e Efésios 2. Paulo fala deles no seguinte tema: “ ...naquele tempo estáveis sem CRISTO” (Ef 2.12). Refere-se ao tempo passado, antes de CRISTO ter vindo ao mundo. Conforme este conceito, os gentios estavam sem a “ promessa messiânica” , isto é, sem as vantagens do Pacto com Israel, o que é mencionado e comentado em Romanos 9.4,5. “ Chamados incircuncisão” (Ef 2.11); sim, os judeus chamavam os gentios de “ incircuncisão” , por desprezo. Em sentido geral, os gentios estavam sem a redenção que nos vem por intermédio de CRISTO inteiramente à parte de qualquer idéia de redenção mediada pelas promessas judaicas “ ...Mas agora” (Ef 2.13a). Diz Paulo: “ ...em CRISTO JESUS, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de CRISTO chegastes perto” . Portanto, “ os tempos dos gentios” nesta primeira seção, referem-se a “ um tempo para salvação” (Jo 1.12).
b. Na segunda, o termo refere-se “ ao domínio gentílico” que, como sabemos, começou com Nabucodonosor e se estenderá até o Armagedom (Dn 2.44,45; Ap 19.19-21). Durante este período as nações gentílicas têm ditado o destino de Jerusalém e oprimido o povo de Israel. Nosso Senhor predisse isso, em Lucas 21.24: “ ...E Jerusalém será pisada pelos gentios, até (esse “ até” vai até o Armagedom) que os tempos dos gentios se completem” . Temos aqui uma elaboração editorial, preparada por Lucas, conforme CRISTO predisse sobre os eventos que sobreviriam à cidade de Jerusalém e ao povo judeu, quando de sua destruição. A passagem, de maneira geral, reflete tanto um conhecimento histórico como profético daqueles acontecimentos; e isto mostra que do ano 70 d.C., até a presente era, de fato, Jerusalém tem sido pisada por esta gente. “ Tempos dos gentios” , como já tivemos ocasião de ver, é primeiramente usado para indicar o tempo durante o qual os gentios terão a oportunidade de se arrependerem e de acharem a salvação. “ ...DEUS visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome” (At 15.14b). Este tempo começou com a morte e ressurreição de nosso Senhor JESUS CRISTO e terminará em plenitude com o arrebatamento da Igreja. Porém, como já falamos, no sentido de domínio, refere-se ao tempo que DEUS estabeleceu para castigar Israel como nação, o que terá características daqueles tempos (Dn 8.13,14; .12.7,11.12 etc...). Nas palavras de JESUS em Lucas 23.28,29, podemos deduzir o que isto significa. Isto é, o que queria dizer “ Jerusalém” ser pisada pelos gentios. Ouça: “ Porém JESUS, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!” Esta passagem trata-se de uma declaração profética a respeito da destruição da cidade de Jerusalém, pelo poderio gentílico, o que teve cumprimento no ano 70 d. C. A descrição foi tão horrorosa porque a maternidade, naqueles dias, tomou-se uma verdadeira maldição, e não uma bênção, segundo usualmente considerada. As mães foram forçadas a ver os seus filhos inocentes serem brutalmente assassinados, ou mortos por inanição. (Ver notas expositivas sobre isso, “ A fuga predita” .) Lemos nos escritos de Josefo que certas mulheres, por causa da fome causada pela muralha com que Flávio Tito Vespasiano cercou a cidade, chegaram a comer os seus próprios filhos, e até mesmo soldados tão endurecidos como os militares romanos sentiam asco de ver a cena de corpos infantis meio comidos ou meio cozinhados. Acrescenta-se a isso o fato de que a mãe com seus filhos seria impedida de fugir da cidade. Portanto, isso significa, domínio cruel dos gentios, até que seu tempo termine. O que só acontecerá com o retorno de CRISTO. As profecias, tanto do Antigo como do Novo Testamento, indicam que no retorno de CRISTO à Terra com poder e grande glória, JESUS será visto fisicamente na Palestina (Ap 1.7). O mesmo JESUS CRISTO que nasceu de uma virgem, que morreu na cruz, que ressuscitou e subiu ao Céu, brevemente voltará: primeiro para os seus santos (o arrebatamento) e segundo, com os seus santos (sua Parousia). Ele voltará em pessoa à esfera terrestre para exercer seu governo sobre o mundo. Está perfeitamente claro que este regresso de nosso Senhor será literal e não somente sua presença espiritual como tem sido afirmado por alguns estudiosos da Bíblia.
 
12. Seu retorno em glória
Esta descrição aqui do arrebatamento e Parousia de CRISTO faz-se necessária para que o estudioso das profecias tenha maior clareza na cronologia profética. Os acontecimentos que se seguirão em sua vinda pessoal a este mundo são mais ou menos estes:
a .O regresso de CRISTO será um regresso visível e glorioso. De acordo com as Escrituras, todos verão JESUS (Mt 24.30; 26.64; Ap 1.7). Seu primeiro toque a este mundo será no monte das Oliveiras como está descrito pelo profeta Zacarias 14.4: “ E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém, para o oriente...” Durante esse período, a marcha do cortejo e a rotação contínua da terra permitirão que o mundo inteiro presencie 0 acontecimento. O destino final do cortejo será o centro do Oriente Médio, ao encaminhar-se para 0 aniquilamento dos exércitos reunidos para a batalha do Armagedom e para a chegada definitiva de CRISTO ao Monte Sião (SI 2).
b. Segundo as Escrituras. CRISTO será acompanhado, em sua segunda vinda, por um imenso corpo de hostes celestiais, descrito como os exércitos do céu (Jd v 14; Ap 19.14). Os crentes que foram arrebatados antes da Tribula- ção, bem como aqueles que estiverem no Céu com o Senhor conforme a promessa dele em João 14.1-4, retornarão à Terra como parte desse vasto acompanhamento. Também os anjos se juntarão a CRISTO nesse grande cortejo do Céu à Terra (Mt 25.31, etc).
c. O Salmo 2 descreve o retorno de CRISTO do Céu à Terra e seguindo em direção do monte Sião. “ Sião” é mencionada por 110 vezes na Bíblia. 90 delas são em termos do grande amor e afeição do Senhor por ela, de modo que o lugar tem grande significação. Para mostrar a majestosa soberania de DEUS na história da humanidade, o Salmo 2, já citado nesta seção, fornece uma descrição da situação mundial na época da segunda vinda de CRISTO: “Porque se amotinam as gentes, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam , e os príncipes juntos se mancomunam contra o Senhor (DEUS) e contra o seu Ungido (CRISTO)...” , (vv 1.2). Mas, esta rebelião das nações provocará no Senhor um riso de desprezo. “Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles” (v 4). Portanto, DEUS prometeu enviar seu Filho no tempo determinado para destruir as forças do mal e depois reinar sobre a terra. Seu governo, como teremos ocasião de ver no 27 capítulo que trata do Milênio, será um governo absoluto de paz e justiça jamais visto neste mundo!
(') J . J. V. Allmen. Voc. Bibl. 1972
(־) Scofield, Dr. C. I. (Scofield Reference Bible)
( י) Peq. Die. da Ling. Port. p. 113, 11♦ Ed. 1979
(') A. E. B. Ant. da Ült. Bat. Armag. 1981
( ) Cont. Regres. P / O Juízo Fin. 1981 (s) Scofield, Dr. C. I. (Scofield Reference Bible)
(:) Teol. Sist. L. S. C. Vol. I. 1986 (8) Scofield, Dr. C. I. (Scofield Reference Bible) { ) Op. Cit. C. I. Scofield
236 Silva, Severino Pedro da SIL e Escatologia, doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro, CPAD, 1988. 1 v. 1. Escatologia. 2. O Anticristo. I. Título.
 
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva - CPAD
1. “REVELAÇÃO de JESUS CRISTO, qual DEUS lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo”.
 
I. “...Revelação de JESUS CRISTO”. O vocábulo português “revelar”, derivado do latim “revelare”, é geralmente a tradução do termo hebraico “gãlô" e do termo grego “apokalyptõ” (substantivo, apokalypsis), que corresponde a “gãlô” na Septuaginta e no Novo Testamento. Os escritores clássicos traduziram a palavra “apocalipse” por “revelação”, e esta foi vertida para o latim com tal sentido, em razão de o verbo “revelar”, que freqüentemente é empregado nas Escrituras ter este sentido (Pv 11.13 e Dn 2.22, 28).
1. A revelação tem dois pontos focais: (a) os propósitos de DEUS; (b) a pessoa de DEUS:
(Ad. a ) Por um lado, DEUS informa os homens a respeito de Si mesmo: quem é Ele, o que tem feito, o que está fazendo, o que fará, e o que requer os homens façam. Assim é que o Senhor tomou Noé, Abraão e Moisés, aceitando-se em relação de confiança; informando-os sobre o que havia planejado e qual era a participação dos mesmos nesse plano (cf. Gn 6.13-21; 12.1 e ss; 15.13-21; Êx 3. 7-22). Semelhantemente, o DEUS Todo-poderoso declarou a Israel as leis e promessas de Sua Aliança (Êx capítulo 20 a 23; Dt 4.13 e ss; Sl 78.5; 147.19). Ele desvendou Seus propósitos aos profetas, seus servos (Am 3.7). CRISTO disse aos discípulos durante seu ministério terreno: “...tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15.15b). DEUS revelou a Paulo, o grande “...Mistério da Sua vontade, segundo o seu beneplácito” (cf. Ef 1.9a e 3.3). No Apocalipse, CRISTO revelou a João seu servo “...as coisas que brevemente devem acontecer”.
(Ad. b) Por um lado, quando DEUS envia a Sua Palavra aos homens, Ele também os confronta consigo mesmo. “A Bíblia não concebe a revelação como uma simples transmissão divinamente garantida, mas antes, como a vinda pessoal de DEUS aos homens, para tornar-se conhecido deles (cf. Gn 35.7; Êx 6.3; Nm 12.6-8; Gl 1.15 e ss). Esta é a lição que devemos aprender das teofanias do Antigo Testamento (cf. Êx 3.2 e ss; 19.11-20; Ez 1; etc), bem como do papel desempenhado pelo enigmático “anjo (mensageiro) do Senhor”, que evidentemente é uma manifestação do próprio DEUS”. O Apocalipse não revela apenas o princípio de formação do grande plano de DEUS na obra da redenção, mas de um modo particular, seu desenvolvimento e consumação.
 
2. Seu conteúdo se compõe de: 22 capítulos, 404 versículos, 12000 palavras e 9 perguntas: (5.2; 6.10,17; 7.13; 13.4 (duas vezes); 15.4; 17.7; 18.18). “A Bíblia divide a raça humana em três partes: quer dizer, os judeus, os gentios, e a Igreja (1 Co 10.32), e contém, uma mensagem para cada uma das três. O Antigo Testamento trata das duas primeiras divisões. Por exemplo, o livro de Daniel trata dos judeus e dos domínios gentílicos, sem mencionar a Igreja graficamente. O Novo, dá a mensagem para a Igreja, e Paulo, especialmente, em todas as suas epístolas trata dela, enquanto que temos a palavra final de DEUS para judeus, gentios e, a Igreja, no Apocalipse. Encontramos a Igreja no princípio do livro; Israel no meio; e as nações gentílicas no fim.
 
3. O livro é composto ao redor do simbolismo do número sete. Há sete cartas para sete igrejas da Ásia Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática), capítulos 1 a 3. Sete selos num livro que se encontra na mão direita de DEUS, capítulo 5. Sete trombetas que anunciarão estranhos castigos, capítulos 8 a 11. Sete castiças de ouro nas mãos de JESUS, capítulo 1. Sete anjos (agentes humanos), capítulo 1.20 e ss. Sete anjos (agentes divinos), capítulos 8 a 16. Um Cordeiro com sete pontas e sete olhos, capítulos 1.4 e 4.5. Sete trovões, capítulo 10.3. Há também referência de um grande dragão vermelho com “sete cabeças”e “sete diademas”, capítulo 12.3. A Besta semelhante ao leopardo tinha “sete cabeças”, capítulo 13. No capítulo 17 do livro em foco, é-nos dito que, ela tem “sete cabeças”. Há também “sete montes” e “sete reis”, capítulo 17.9-10. Para os remidos do Senhor, há também “sete bem-aventuranças” (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). Na metade final da septuagésima semana profética de Daniel (9.27), entra em ação sete personagens principais: (a) A mulher. Ap 12.1 e ss; (b) O dragão. Ap 12.3 e ss; (c) O menino. Ap 12.5 e ss; (d) Miguel, o Arcanjo. Ap 12.7; (e) A descendência da mulher. Ap 12.17; (f) A Besta saindo do mar. Ap 13.1 e ss; (g) A Besta saída da terra. Ap 13.11 e ss. No capítulo 14, encontramos “sete visões”; visões separadas em si e, sem conexão, cada uma completa em si mesma: (vs. 1-5; vs. 6-7; vs. 9-12; v. 13; vs. 14-16; vs. 17-20). Há também sete promessas para “aquele que vencer” (2.7, 11,17,26; 3.5,12,21). Há sete cores no “arco celeste”, capítulos 4 e 10. Sete, declara o Dr. H. Lockyer, Sr., provém de uma raiz hebraica que significa “ser completo, satisfeito, ter suficiente”, e transmite a idéia de perfeição ou totalidade. O papel importante que este número tem no Apocalipse é provado pelo fato de João usá-lo não menos que 50 vezes.
 
4. O AUTOR. O autor desta grande obra é o próprio DEUS. É esta (diz H. H. Halley) a primeira declaração do livro. Do ponto de vista humano, é atribuído a João, “o filho de Zebedeu” (Lc 5.10; Ap 1.1,4,9; 22.8). A autoria do Apocalipse a pessoa de João, é comprovada tanto pelas provas externas como internas:
(a) Provas externas. Segundo tradição bem estabelecida, desde a época dos País Apostólicos, e no julgamento da grande maioria dos primitivos cristãos, o Apóstolo João, aquele que esteve reclinado “sobre o peito” do Senhor (Jo 21.20), foi o escritor do Apocalipse. “Outro testemunho direto a favor do Apóstolo João como autor do Apocalipse nos vem de Irineu, que morreu em Lion, na França, perto do ano 190 de nossa era. Ele nasceu e se criou na Ásia Menor, na esfera das sete igrejas. Foi discípulo de Policarpo, que foi bispo duma das sete igrejas, a de Esmirna. Dentre outros do passado, Clemente, de Alexandria, Tertuliano, de Cartago, Orígenes, de Alexandria (223 d.C.). Hipólito, de Roma (140 d.C.). Outros que vieram depois, conclamaram a mesma coisa: Basílio, o Grande, Atanásio, Ambrósio, Cipriano, Agostinho e Jerônimo”. Teófilo, bispo de Antioquia (Síria ocidental), na última metade do século II d.C., cita o Apocalipse como sendo obra do Apóstolo João, o último sobrevivente dos companheiros de JESUS.
(b) provas internas. O próprio autor diz que seu nome é JOÃO, descreve-se como “servo” de DEUS (1.1), e como um dos “profetas” (22.9). Com exceção de 1 Coríntios, Apocalipse é citado com o nome do autor antes de qualquer outro livro do Novo Testamento. Em seu Evangelho e Epístolas, João escreve na terceira pessoa, mas no Apocalipse, menciona seu nome cinco vezes na primeira pessoa (1.1,4,9; 21.2; 22.8). A nossa solene convicção é de que João o escreveu! Houve trovão quando DEUS escreveu as primeiras palavras da Bíblia (cf. Êx 19.16 e 30.18). Assim, suas últimas palavras só podiam ser escritas por João, “o filho do trovão” (Mc 3.17 e Ap 22.18).
 
5. DATA EM QUE FOI ESCRITO. Irineu e Eusébio afirmam categoricamente que o Apocalipse foi escrito no tempo de Domiciano. (Ver Eusébio, História Eclesiástica III, 18,3 e Irineu, adv. Haer. V. 30.3). Esse testemunho foi aceito sem hesitação por Clemente de Alexandria, Orígenes e Jerônimo. A data fixada por esta escola de interpretação, é o ano 96 d.C. Nesta possível data, Domiciano decretou o “culto ao imperador”, fazendo disso uma prova de lealdade ao império. Os cristãos, provavelmente, se recusaram a adorar o imperador como se fosse um “deus”. E as conseqüências foram desastrosas para os santos naqueles dias. Este imperador desalmado deportara também a João para a ilha de Patmos “por causa da Palavra de DEUS, e pelo testemunho de JESUS CRISTO” (1.1).
 
6. CONCEITOS E MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO. O Apocalipse tem sofrido vários pontos de vista de interpretações, tanto no passado como no presente, sendo, porém, cinco defendidos com mais veemência:
(a) O ponto de vista preterista. (Do passado). Este método é praticamente oposto ao método futurístico. Os futuristas afirmam que nada do livro (com exceção dos capítulos 1,2, e 3) se cumpriu ainda. Os preteristas, no sentido restrito do termo, afirmam que todo o livro foi já cumprido nos dias do império romano, no primeiro século da nossa era, embora, talvez haja acontecimentos relacionados ao segundo século. “A palavra “preter” é um prefixo do latim “praeter”, que significa passado ou além de. O derivado “preterista” aqui empregado significa aquele que encara o passado o cumprimento do Apocalipse. Pieters acha que há dois grupos de preteristas: os da direita e os da esquerda.
(b) O ponto de vista histórico. Os intérpretes que assumem essa posição procuram encaixar todos os acontecimentos previstos no Apocalipse em várias épocas da história humana.
(c) O ponto de vista futurista. (O que nós aceitamos em razão de se coadunar com o conteúdo e argumento principal do livro). Esse ponto de vista aceita que os acontecimentos narrados nos capítulos 1,2 e 3, são de fato históricos, e tiveram seu cumprimento nas igrejas existentes naqueles dias, no pequeno Continente da Ásia Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática). Porém, no que diz respeito aos seus métodos de aplicação, têm servido para as igrejas de todos os tempos. A partir do capítulo 4 o livro é completamente futurista, e terá o devido cumprimento durante o período sombrio da Grande Tribulação, seguido pelo Milênio; depois virá a Eternidade.
(d) O ponto de vista simbólico. (Ou místico). Os eruditos dessa escola crêem que o livro do Apocalipse não é essencialmente profético e nem histórico, mas é uma vívida coletânea de símbolos místicos, que visam a ensinar lições espirituais e morais. São os idealistas que, somente vêem no livro apresentações simbólicas do conflito entre o bem e o mal, e da vitória final do bem. Esse método de interpretação é, sem dúvida rejeitado na declaração: “As coisas que brevemente devem acontecer” (1.1).
(e) O ponto de vista eclético. (Citado pelo Dr. Russell Norman Champrin, Ph. D.). Alguns intérpretes do Apocalipse “misturam” todas as idéias expostas acima, de modo que nenhuma domina: as demais. Não há dúvida de que devemos preservar “alguns elementos” (mas não todos) de cada um desses métodos apresentados sobre o livro, em um grau ou outro. O livro ensina-nos lições morais e místicas, aplicáveis a qualquer época. Contudo, certamente erraremos, se não contemplarmos o livro do Apocalipse como obra “essencialmente profética”, e da primeira ordem.
 
2. “O qual testificou da Palavra de DEUS, e do testemunho de JESUS CRISTO, e de tudo o que tem visto”.
 
I. “...A Palavra de DEUS”. A Palavra de DEUS à qual João se refere no presente texto, é a palavra falada e escrita como no Monte Sinai: primeiro DEUS fala (Êx 20), depois escreve (Êx 31.18). Em uma linguagem mais acessível esta palavra “é o Evangelho de CRISTO” (cf. Ap 1.9; 6.9; 20.4). Enquanto que o “testemunho de CRISTO” é um genitivo subjetivo, ou seja, o testemunho dado por JESUS CRISTO em sua pureza e santidade. A revelação é a Palavra de DEUS transmitida e testemunhada pelo próprio CRISTO (Ap 22.16,20). Ele disse ao governador romano (Pilatos): “Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Tudo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (Jo 18.37). O verbo “testificar”está no tempo aoristo – “testificou”. Isto indica que João já havia dado testemunho acerca do verbo de DEUS. Esse sublime testemunho da pessoa de CRISTO, inclui também, o testemunho de sua pessoa física durante os 33 anos de sua existência terrena.
 
3. “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia*, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo* está próximo”.
 
I. “...Bem-aventurado”. Esta é a primeira “Bem-aventurança” das sete que este livro encerra (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). A escritora M. S. Novah, observa que nesta primeira “Bem-aventurança” existe uma tríplice promessa do Senhor: “Bem-aventurado aquele que lê (verbo no singular), e os que ouvem (plural) as palavras desta profecia, e guardam (plural novamente) as coisas que nela (singular) estão (plural) escritas; porque o tempo (do seu cumprimento) está próximo”. Porque guardar o que está escrito? “Porque o tempo está próximo”. Guardar não é só memorizar que se leu, é muito mais: é obedecer, é praticar. Provavelmente, esta “Bem-aventurança”, se reserva aqueles (a Igreja toda) que durante a Grande Tribulação, serão guardados por DEUS do sofrimento sem precedente na história humana. (Cf. Ap 3.10), diz o que segue: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra”.
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva - CPAD
 
Lição 01 - O Fim Vem, Vem O Fim! A Doutrina Das Últimas Coisas - 4º Trimestre De 2004 - VEM O FIM, O FIM VEM  A Doutrina Das Últimas Coisas -
COMENTÁRIOS Pr. Claudionor Corrêa De Andrade
 
A segunda vinda de CRISTO e o juízo – 3.1-18.
Pedro encerra sua obra com um capítulo escatológico. Após ter falado sobre dois caminhos, dois tipos de vida, o apóstolo fala sobre a segunda vinda de CRISTO (3.4) e, novamente, trás à tona o tema do juízo, comparado ao dilúvio dos dias de Noé (3.7). Está em destaque a aparente demora da "parousia".  Pedro adverte que o tempo de DEUS é diferente do nosso. "Um dia para DEUS é como mil anos e mil anos como um dia". (3.8).  Sobre a segunda vinda precisamos de duas atitudes: fé e paciência. A aparente demora de DEUS é manifestação da sua misericórdia. Ele está dando tempo para muitos ainda se arrependam e se convertam (3.9). Enquanto que o dilúvio foi a destruição dos ímpios e suas obras através da água, Pedro nos diz que o fim desta nossa era se dará por meio de um "dilúvio de fogo". O apóstolo "desenha" um cenário "apocalíptico" iluminado pelas chamas da ira divina. O fogo abrasará (3.10,12), destruirá (3.7) e fará derreter (3.12). Serão atingidos: os céus (3.7,10,12), a terra (3.7,10) e todas as coisas que nela há (3.10-11). Semelhantemente ao texto de Apocalipse 21.1, Pedro também fala de novos céus e nova terra (II Pd.3.13; Is.65.17).
 
COMENTÁRIOS - Introdução
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, A Escatologia como Doutrina Das Últimas Coisas não é só para teólogos e eruditos da bíblia, antes pelo contrário, é revelação de DEUS para os mais humildes de seu povo.
Em muitas religiões o livro de Apocalipse nem é citado, sendo ensinado que estas coisas são muito complexas e são somente para os líderes interpretarem-nas. A visão do futuro é uma forma de DEUS provar sua existência e provisão para seus fiéis servos, não existe nada de complicado na Palavra de DEUS, somente temos que nos aproximar do autor da bíblia com amor, respeito, reverência e santo temor, pedindo como Daniel a interpretação correta através do ESPÍRITO SANTO.
 
Tópico I - O Que É A Doutrina Das Últimas Coisas?
A Doutrina Das Últimas Coisas é o estudo mais importante sobre DEUS e nosso futuro com o mesmo; negligenciar este estudo é negligenciar nossa salvação, pois é para estas mesmas coisas, e para ficarmos livres de muitas delas, é que fomos salvos.
 
1. Definição:
A palavra escatologia é  formada  de  duas  palavras  gregas:  escato  (eschatos = último, fim)  logo (lógos = palavra, discussão, instrução, ensino, assunto, tema). Portanto escatologia é o estudo do fim ou o estudo das últimas coisas, ou ainda o estudo dos últimos dias.
Várias passagens das Escrituras empregam a palavra eschatos juntamente com hmera (heméra = dia). Assim temos escath hmera (eschatê heméra = último dia), usado em Jo.6:39 e 7:37. A primeira ocorrência  se refere ao último dia da ressurreição, um dia escatológico, enquanto que a segunda apenas faz alusão ao último dia da festa de casamento. Temos escatai hmerai (eschatais hemerais = últimos dias)em At.2:17; II Tm.3:1; Tg.5:3; e escatou twn hemerwn (eschatou tôn hemerôn = últimos dias) em Hb.1:2. Todas estas passagens aludem ao período de tempo entre a 1ª e a 2ª vindas de JESUS. Os últimos dias iniciaram-se com a 1ª vinda de JESUS que veio na "plenitude do tempo"(Gl.4:4), pois o tempo anterior da dispensação da lei já estava cumprido (Mc.1:15; Lc.16:16). Estamos vivendo os últimos dias. Esse período de tempo que a Bíblia chama de últimos dias, recebe ainda outras designações, tais como: "tempo aceitável... dia da salvação"(Is.49:8) ou "ano aceitável do Senhor"(Is.61:2a); "dispensação da plenitude dos tempos"(Ef.1:10) ou "dispensação da graça"(Ef.3:2)1 ou "dispensação do mistério"(Ef.3:9); "tempo da oportunidade", "tempo sobremodo oportuno", "dia da salvação"(IICo.6:2), "tempos oportunos" (IITm.2:6), "tempos devidos" (Tt.1:3); "hoje" (Hb.3:7,15;4:7,8); "fins dos séculos" (ICo.10:11); "última hora"(IJo.2:18).
 
2. No Antigo Testamento:
As grandes religiões monoteístas foram fortemente marcadas pela escatologia. As questões do juízo final e da ressurreição dos mortos são esboçadas nos últimos livros do Antigo Testamento. A partir do século I a.C., desenvolveu-se entre os judeus uma vasta literatura apocalíptica, com influência sobre a primitiva literatura cristã e o islamismo.
A escatologia está fortemente presente em toda a bíblia, exemplo maior disso é o Livro de Daniel e Ezequiel.
 
JEREMIAS 29.1-14
A CARTA DE JEREMIAS AOS JUDEUS DA BABILÔNIA
Eu escrevi uma carta aos judeus que Nabucodonosor havia levado como prisioneiros de Jerusalém para a Babilônia: autoridades, sacerdotes, profetas e todo o povo. Isso aconteceu depois de terem saído de Jerusalém o rei Joaquim, a sua mãe, os oficiais do palácio, as autoridades de Judá e de Jerusalém, os carpinteiros e os outros operários especializados. O rei Zedequias, de Judá, mandou que Elasa, filho de Safã, e Gemarias, filho de Hilquias, levassem a carta ao rei Nabucodonosor, da Babilônia. Ela dizia:"O SENHOR Todo-Poderoso, o DEUS de Israel, diz o seguinte a todos os judeus que ele deixou Nabucodonosor levar como prisioneiros de Jerusalém para a Babilônia: 'Construam casas e morem nelas. Plantem árvores frutíferas e comam as suas frutas.Casem e tenham filhos. E que os filhos casem e também tenham filhos. Vocês devem aumentar em número e não diminuir. Trabalhem para o bem da cidade para onde eu os mandei como prisioneiros. Orem a mim, pedindo em favor dela, pois, se ela estiver bem, vocês também estarão. Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o DEUS de Israel, os estou avisando para que não se deixem enganar pelos profetas que vivem no meio de vocês nem por aqueles que dizem que podem adivinhar o futuro. Não dêem atenção aos sonhos deles. Eles dizem mentiras em meu nome. Eu não os enviei. Eu, o SENHOR, estou falando.'"O SENHOR DEUS diz ainda: 'Quando os setenta anos da Babilônia passarem, eu mostrarei que me interesso por vocês e cumprirei a minha promessa de trazê-los de volta à pátria. Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.Então vocês vão me chamar e orar a mim, e eu responderei. Vocês vão me procurar e me achar, pois vão me procurar com todo o coração. Sim! Eu afirmo que vocês me encontrarão e que eu os levarei de volta à pátria. Eu os ajuntarei de todos os países e de todos os lugares por onde os espalhei. E levarei vocês de volta à terra de onde os tirei e levei como prisioneiros. Eu, o SENHOR, estou falando.'
A Escatologia no Antigo Testamento.
Destacaremos aqui dez importantes fatos escatológicos profetizados no Antigo Testamento. São eles:
A vinda do messias prometido (Is 9.1-7);
O derramamento do ESPÍRITO SANTO (Jl 2.28);
A dispersão dos judeus (Lv 26.33, 36,37);
Aumento e retorno dos judeus a Israel e reconstrução do Templo (Jr 23.4; Ez 39.22; Dn 9.27; Mq 2.12);
O juízo de Israel durante a grande tribulação (Dn 12.1); 
A batalha de Armagedom (Zc 12.3,9; 14.2);
Conversão em massa dos judeus (Ez 39.21,22; Is 52.8);
A doutrina da ressurreição e do juízo final (Dn 12.2);
A implantação do Reino divino na terra (Is 11.1-16);
O surgimento dos novos céus e da nova terra (Is 65.17).
3. No Novo Testamento:
O cristianismo afirma as doutrinas da imortalidade da alma, do juízo particular, em que cada pessoa é julgada perante DEUS pelos atos que praticou na existência terrena, e do julgamento universal no fim do mundo, após a ressurreição corporal. A pregação messiânica de JESUS e os textos do Novo Testamento foram objeto de interpretações desde os primeiros séculos da era cristã e durante a Idade Média. Modernamente, os teólogos apresentam novas soluções para os problemas escatológicos, fazendo da salvação individual e coletiva não o objeto de uma espera passiva, mas de uma esperança ativa, em que a plenitude do desenvolvimento humano realiza o encontro espiritual com DEUS.
 
Jerusalém foi invadida em 70 d.c. pelos romanos, o templo destruído e os judeus foram dispersos pelo mundo.
Romanos 11:25 = Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado;

LUCAS 21:24
E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos destes se completem.
O termo "tempos dos gentios" é o período no qual Jerusalém estaria sob o domínio dos gentios, desde o cativeiro babilônico, continuando até hoje e continuará durante a tribulação. Terminando na segunda vinda de JESUS à terra onde irá julgar as nações.Dn 2:35
A era da igreja que começou no dia de Pentecostes vai até o arrebatamento da igreja. Também conhecida como dispensação da graça Ef 3:1-7 .No livro de apocalipse temos representadas a era da igreja em diversas épocas, através das sete igrejas da Ásia: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia (a última igreja).
Este período não é contado como dentro das 70 semanas pois não correspondem a "teu povo e a tua santa cidade" (Israel e a Jerusalém), mas sim a Igreja, pois a profecia é para Israel e Jerusalém.
Crucificação de JESUS CRISTO (FINAL DA 69a Semana)
JESUS morreu para a nossa Salvação.
Isaias 53:8
Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado; e quem dentre os da sua geração considerou que ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da transgressão do meu povo?
A Escatologia no Novo Testamento.
Estaremos também destacando aqui dez importantes fatos escatológicos que são destaques no Novo Testamento:
 
O arrebatamento da Igreja (1Ts 4.13-17);
O tribunal de CRISTO (Rm 14.10; 2Co 5.10);
As bodas do Cordeiro (Ap 19.7);
O surgimento do Anticristo (2Ts 2.1-12; Ap 13.1,2);
O aparecimento do Falso Profeta (Ap 13.11-16);
Os juízos divino (Ap 6.1-13; 8.15);
A vinda de JESUS em glória (Mt 24.29-39; Ap 19.11-16);
O Reino milenial de CRISTO (Ap 20.1-6);
O Juízo final (Ap 20.11-15);
O surgimento de um novo modo de ser e estar perfeito e eterno, tendo como fundamento a Nova Jerusalém Celeste (Ap 21.1-27).
 
Tópico II - O Objetivo Da Doutrina Das Últimas Coisas:
1. Mostrar o que está prestes a acontecer
DEUS está sempre revelando ao homem o que vai fazer, antes mesmo de fazer, pois o ama e quer livrá-lo de todo o mal, tornando possível à sua criatura ser salvo pelo poder do sacrifício de JESUS na cruz.
Am 3.7 Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.
 
2. Preparar o crente para encontrar-se com DEUS
Am 4.12 Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu DEUS.
Devemos estar prontos para o arrebatamento, pois JESUS vem buscar os preparados e não os que estão se preparando.
Em muitos o ensino escatológico provoca medo, porém este ensino foi dado por DEUS para nos dar a alegria em saber que brevemente estaremos com Ele para sempre.
Sl 101.6 Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá.
 
3. Tranqüilizar o povo de DEUS quanto aos últimos acontecimentos
Nada melhor e mais confortante que lermos um livro e ao terminarmos a leitura sabermos que nosso herói venceu e viveu feliz para sempre; assim devemos nos deliciar no estudo da bíblia sabendo que nosso salvador é vencedor da morte, do inferno e de Satanás; e que estaremos para sempre com Ele, o nosso Salvador e Senhor, JESUS CRISTO, o rei dos reis e Senhor dos senhores.
Ap 1.18 E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.
 
4. Alertar a todos que o noivo está chegando.
Foi-nos dadas pistas para que pudéssemos saber, não o dia e nem a hora, porém a estação própria para a colheita de DEUS. Os sinais são patentes e as profecias nunca se cumpriram com tanta velocidade, estejamos prontos, aí vem o Noivo!!!!
Mt 25.6 Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
Mt 25.13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.
 
Tópico III - As Fontes Da Doutrina Das Últimas Coisas
1. A bíblia
É a infalível Palavra de DEUS, nosso prumo, nossa lâmpada que ilumina o caminho para DEUS.
Sl 119.13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem [a hora] em que o Filho do homem há de vir.
 
2. Os credos e as declarações doutrinárias da igreja
A Igreja, ao longo dos séculos tem se sustentado na fé e na Palavra de DEUS.
At 2.42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
 
3. A teologia
O sistemático estudo da Palavra de DEUS só trás benefícios ao povo de DEUS e é o principal descobridor de revelações contidas na Palavra de DEUS para nós, a sua Igreja. Hoje sabemos muito mais a respeito do futuro do que nos tempos apostólicos, pois o ESPÍRITO SANTO vai a cada dia nos revelando mais e mais dos tesouros escondidos nas profundezas da sabedoria de DEUS.
1Co 2.10 Mas DEUS no-las revelou pelo seu ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as profundezas de DEUS.
 
4. A história
A história, na maioria, escrita por homens incrédulos, só tem comprovado o que não pode ser mudado, DEUS cumpre o que escreveu e não muda um til sequer.
Mt 5.18 Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um [til] se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
 
5. O Testemunho do ESPÍRITO SANTO
O ESPÍRITO SANTO vai nos ensinando e nos revelando tudo o que antes estava obscuro na Palavra de DEUS, para que mantenhamos a comunhão e amizade com JESUS todos os dias de nossa vida aqui na terra.
Jo 14.26 Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o Pai enviará em meu nome, esse [vos ensinará] todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Jo 15.26 Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele ESPÍRITO de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.
Rm 8.16 O mesmo ESPÍRITO testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS.
 
Tópico IV - Como Estudar a Doutrina das Últimas Coisas?
1. Recorrendo primeiro à bíblia
De preferência devemos estudar em bíblias de diversas traduções, bem como livros como "Apocalipse, versículo por versículo" de Severino Pedro da CPAD; "Espada Cortante 1 e 2 " de Orlando Boyer da CPAD; tendo o cuidado de estudar estes livros e outros com o máximo de cuidado para não comer "espinho junto com peixe"
 
2. Orando constantemente em profunda reverência
A oração deve ser por sabedoria e revelação como fez Daniel. Lembrando de que revelação é igual a união do Antigo Testamento com o Novo Testamento e revelado pelo ESPÍRITO SANTO, nestes termos.
 
3. Evitando as especulações e as vãs sutilezas da falsa hermenêutica
Na Internet e por todo o lado acharemos milhares de estudos escatológicos, porém devemos fazer uma acareação com a bíblia sempre.
 
4. Esperando com alegria a manifestação do Senhor da glória

DEUS está mais interessado em que nós aprendamos sua Palavra e as futuras coisas que irão acontecer, do que nós mesmos; portanto, busquemos com desejo de aprender para ajudar aos outros e DEUS certamente nos fascinará com suas maravilhas preparadas para nós, os seus filhos amados.

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