quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Lição 9 - O Prenúncio do Tempo do Fim 2 parte

Lição 9 - O Prenúncio do Tempo do Fim 2 parte
 
II - O CHIFRE PEQUENO (Dn 8.9)
1. A visão da ponta pequena.
“e subiram no seu lugar quatro também notáveis, para os quatro ventos do céu” (8.8). O cenário muda completamente com a morte de Alexandre, o Grande. Seus quatro principais generais de guerra surgem como “quatro pontas notáveis no lugar da “ponta (chifre) notável”. Esses quatro chifres menores, porém, notáveis, representam os quatro generais que assumiram o Império Grego depois da morte de Alexandre, o Grande. Os quatro chifres que surgem em lugar do chifre notável são representados pelas quatro cabeças do leopardo de Daniel 7.6. Como já tratamos no capítulo 7 da identificação dessas quatro divisões do Império Grego, apenas as citamos pelos generais Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu, aproximadamente no ano 301 a. C.
Surge mais uma ponta pequena no cenário profético — “E de uma delas saiu uma ponta (chifre) mui pequena, a qual cresceu...” (8.9). Não devemos confundir esse “chifre pequeno” com o chifre pequeno de Daniel 7.8, 20,21, 24,26. Note que “o chifre pequeno” da Daniel 7.8 surgiu entre os 10 chifres do “animal terrível e espantoso” que se refere ao Império Romano. Porém, na visão de Daniel no capítulo 8, “o chifre pequeno” surge de um dos quatro chifres do bode, e diz respeito a um líder cruel da família de Seleuco, da Síria. Esse personagem é identificado, histórica e profeticamente, como Antíoco Epifânio.
Na visão, Daniel o vê surgir como “uma ponta mui pequena”. Porém, esta “ponta pequena” cresceu muito, especialmente direcionada para a “terra formosa”que se tratava de Israel. Antíoco Epifânio, da família dos selêucidas ficou conhecido como Antíoco IV e tornou-se um opressor terrível contra Israel. Ele surgiu da partilha do império de Alexandre e a ele coube o domínio da Síria, Ásia Menor e Babilônia, cuja capital era Antioquia.
Outrossim, esse “chifre pequeno” de Dn 8.9 não pode ser confundido, também, com a “ponta pequena” de Dn 8.5 que refere- se a Alexandre, o Grande. Já dissemos que “a ponta pequena” do animal terrível e espantoso de Dn 7.8 não é a mesma do capítulo 8.5,9. Porém, no texto de Dn 8.9 essa “ponta pequena” de Dn 8.9, refere-se a esse personagem identificado como Antíoco Epifânio, (175 a 167 a. C.). Ele causou tantos males e destruições na “terra formosa”(Dn 8.9) que pode ser um tipo do futuro Anticristo, ou a Besta de Ap 13.2. Ele quis exterminar com o povo judeu e sua religião, chegando ao ponto de proibir o culto dos judeus a Jeová.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 121-123.
 
Dn 8.9: “E de uma delas saiu uma ponta mui pequena, a qual cresceu muito para o meio-dia, e para o oriente, e para a terra formosa”.
“... uma delas saiu uma ponta mui pequena”. O pequeno chifre que saiu de uma das pontas, de Seleuco, representa, em seu primeiro estágio, Antíoco Epifânio, monarca selêucida, do ramo sírio do Império Grego, o qual fez um esforço extremo para extinguir a religião judaica. Antíoco Epifânio, sem dúvida alguma, foi o princípio de formação do cumprimento desta grande profecia. Em seu cumprimento final, a personagem em foco é o Anticristo, a Besta que subiu do mar (Ap 13.1) - Antíoco Epifânio era apenas uma figura desse vindouro anticristo..
“A qual cresceu muito para o meio-dia, e para o oriente, e para a terra formosa”. A “terra formosa” de que fala o texto, é Israel (Jr 3.19). Antíoco Epifânio, durante o seu governo, cresceu muito para o “sul e para o oriente”, ou seja, para o Egito e a Mesopotâmia, respectivamente. Porém, depois virou-se para a “terra formosa”, ou seja, para a Palestina, especialmente Israel. No capítulo 11.16 deste livro, essa terra é chamada de “terra gloriosa”. Isso sem dúvida alguma, como já ficou demonstrado, refere-se à terra de Israel pela sua fertilidade e excelência. Ela, de fato, é “uma terra que mana leite e mel, e é a glória de todas as terras” (Ez 20.6). Evidentemente, é por isso que ela é chamada de “terra desejada” pelos profetas do Senhor (Zc 7.14). O Anticristo também, durante os dias sombrios da Grande Tribulação, armará suas tendas (fortalezas de guerra) na terra gloriosa (Dn cap. 11.45). Mas ali, no vale do Armagedom, ele encontrará a sua derrota: CRISTO o vencerá!
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 154-155.
 
Dn 8.9 — A ponta mui pequena aqui não é a mesma que a pequena ponta do capítulo sete. A anterior é oriunda da quarta besta, Roma, enquanto que esta vem da Grécia. A pequena ponta aqui se refere a Antíoco Epifânio, o oitavo rei da dinastia síria, que reinou de 175 a 164 a. C. Portanto, essa profecia é, na verdade, para 175 a. C., quando Antíoco se toma rei, e não para 301 a. C., quando o império de Alexandre se divide. Para o meio-dia. Antíoco invadiu o Egito. A expressão para o oriente significa para Parthia, e a expressão a terra Formosa significa a Palestina.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 1287.
 
2. A ultrajante atividade desse rei contra Israel (Dn 8.10,11).
Os versículos 10 e 11 falam das ações ultrajantes do “pequeno chifre” contra o povo de DEUS, profanando o santuário de Israel e tentando acabar com o “sacrifício contínuo” que Israel praticava ao Senhor. Ele teve a audácia de profanar o santuário sacrificando um porco sobre o mesmo, animal imundo, para a liturgia judaica, além de assassinar mais de cem mil pessoas de Israel. Nos desígnios divinos, Israel estava esquecido por DEUS, mas tudo isto fazia parte dos juízos contra as prevaricações de Israel. A seu tempo, DEUS restauraria essa situação. Cada situação obedecia a um tempo predeterminado, quando Israel experimentaria, não só o juízo divino mas também a sua misericórdia, conforme declara a sua palavra que “as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos”(Lm 3.22).
“e ouvi um santo que falava” (8.13). E interessante que Daniel notou que dois seres angelicais teceram um diálogo entre si. No Antigo Testamento, a atividade dos anjos de DEUS era mais forte para comunicar a mensagem de DEUS aos seus servos. Alguns comentadores, entendem que poderia ser, um deles, o anjo Gabriel, o mesmo que apareceu a Daniel junto ao rio Ulai (Dn 8.16). O outro anjo que conversava não é identificado por um nome, mas, do ponto de vista da angelologia, é perfeitamente aceitável. No diálogo entre os dois seres angelicais, um deles pergunta: “Até quando durará a visão do contínuo sacrifício e da transgressão assoladora”? Esse sacrilégio contra o Templo de Israel se cumpriu através desse profano Antíoco Epifânio. Sem dúvida, seu personagem profético lembra a blasfêmia do pequeno chifre de Daniel 7.8,24,25; 9.27; 11.36-45 e 12.11. Todas essas referências proféticas indicam o que vai acontecer no futuro, no período da Grande Tribulação, provocada pelo Anticristo.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 123.
 
Dn 8.10 “... estrelas. Em Apocalipse 12.4, a expressão “estrelas do céu” se refere aos anjos decaídos; porém esta palavra não tem sentido uniforme nas Escrituras: é maleável. Em alguma parte ou lugar, refere-se aos exércitos celestes, isto é, ao mundo estelar (Gn 1.16); pode ser aplicado aos anjos bons e maus, dependendo do contexto (Jó 38.7 e Ap 12.4). Os anjos (pastores) das sete igrejas da Ásia Menor, eram chamados de “estrelas” (Ap 1.20). No presente texto, a palavra em foco, é usada para descrever os chefes supremos de Israel. (Ver Gn 37.9). O simbolismo se refere aos santos também em algum sentido (Jr 33.22). O que foi feito por Antíoco Epifânio em suas atrocidades contra os santos, durante o seu reinado de trevas, que, de um certo modo, “pisou” o povo de DEUS, isso mesmo e mais ainda será feito pelo Anticristo durante o tempo da angústia. Antíoco “pisou” o povo de DEUS, por “2.390 tardes e manhãs” (Sete anos e meio, aproximadamente). O Anticristo “pisará” também, por esse espaço de tempo, os convertidos durante a Grande Tribulação.
Dn 8.11 “... se engrandeceu até o príncipe do exército”. Observe bem a expressão do texto em foco: “se engrandeceu”. Em seu orgulho e propósito último, ele se aventura a desafiar o “príncipe”, tanto das estrelas como dos monarcas, e seu criador é DEUS. Este desafio tomou forma de um ataque sacrílego ao templo, tal como o que já uma vez havia tido lugar com Belsazar (Ver cap. 5). Isso significa que ele desafiou o próprio DEUS. O Anticristo fará também isso; ele abrirá a sua boca contra DEUS, e blasfemará dos “poderes do mundo superior”, ridicularizando a própria existência de DEUS (Ap 13.6). O primeiro personagem (Antíoco) visto neste versículo, é a figura do segundo (o Anticristo).
"... por ele foi tirado o contínuo sacrifício”. Pensamos que nenhuma interpretação única pode esgotar o sentido destes sinais do tempo que Daniel emprega, visto que as Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada detalhe. É possível tomá-las tanto, literal como figurada e simbolicamente. As profecias podem ter suas apresentações em seus estágios históricos e em suas consolidações proféticas. A profanação do santuário por Antíoco Epifânio, a destruição da cidade de Jerusalém por Tito, e muitos outros acontecimentos que tiveram lugar na vida de Israel e na igreja, podem ser precursores e símbolos dos acontecimentos que terão lugar durante o reinado do Anticristo. (Ver Ec 3.15). “Nos dias de Antíoco, ele fez um decreto em que todo o povo havia de se conformar com a idolatria da Grécia. Um grego iníquo foi enviado a sustentar esse decreto. Todos os ‘"sacrifícios’ cessaram, e o ritualismo judaico dado por DEUS terminou, O templo foi contaminado com carne de porco e dedicado ao deus Júpiter Olímpios”.
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag.155-156.
 
Daniel fala sobre sua truculência (Dn 8.9,10). Alguns imperadores romanos identificaram-se com o anticristo escatológico, tais como Nero e Domiciano, por exigirem adoração de seus súditos. Hitler foi identificado com ele por sua feroz perseguição aos judeus. Outros governadores antigos e contemporâneos por perseguirem os cristãos como nos regimes totalitários e comunistas. Mas ninguém se assemelhou tanto ao anticristo escatológico como Antíoco Epifânio. Esse rei selêucida foi um feroz perseguidor dos judeus (Dn 8.24). Porque os fiéis judeus não se prostravam diante dos ídolos foram duramente perseguidos por ele. Calcula-se que cem mil judeus foram mortos por ele. O anticristo escatológico também será implacável em sua perseguição aos cristãos (Ap 13.15).
Daniel fala acerca de sua blasfêmia (Dn 8.23-25). Ele será um usurpador. Como o anticristo quererá usurpar o lugar de CRISTO, Antíoco também foi um usurpador. No seu tempo, a Palestina pertencia ao Egito dos ptolomeus. Mas ele, astuciosamente, aproveitou-se da divergência entre os judeus que estavam divididos em dois partidos, e levou-os a se aliarem a ele, rompendo com o Egito (Dn 8.23-25). Quando os judeus se aliaram a ele, logo os explorou e os perseguiu cruelmente até a morte.
O anticristo imporá uma única religião em seu reino e perseguirá e matará os que não se conformarem a ele (Ap 13.12,15). Antíoco fez isso em seu reino. A posse do Livro Sagrado, o Antigo Testamento, e a observância da lei de DEUS eram punidas com a morte. Muitos judeus foram mortos por se manterem fiéis a DEUS. Ele se levantará em tempo de grande apostasia. Como a apostasia do período do fim abrirá a porta para o anticristo (2Ts 2.3,4), também muitos judeus haviam se afastado da lei de DEUS e adotado costumes dos gentios (Dn 8.12,23). DEUS castigou Israel por causa de seus pecados. Quando no fim dos tempos a humanidade estiver suficientemente corrompida, ela estará pronta para receber o anticristo.
Antíoco fez cessar os sacrifícios na Casa de DEUS e profanou o templo. Em 169 a. C., ele saqueou o templo e proibiu os sacrifícios (Ap 13.5). Por ordem de Antíoco, o templo foi profanado da maneira mais vil, indecente e imoral. O santuário de Jerusalém foi chamado de TEMPLO DE JÚPITER OLÍMPICO. Ele profanou o templo ainda quando colocou a própria imagem no lugar santíssimo e mandou matar sobre o altar um porco e borrifar o sangue e o excremento pelo santuário, obrigando os judeus a comerem a carne do porco, dentro do templo, sob ameaça de morte. Mandou ainda edificar altares e templos dedicados aos ídolos, sacrificando em seus altares porcos e reses imundas. O livro de Macabeus descreve a soberba e a perversidade de Antíoco na profanação do templo de Jerusalém:
E entrou cheio de soberba no santuário, e tomou o altar de ouro, e o candeeiro dos lumes, e todos os seus vasos, e a mesa da propiciação, e as bacias, e os copos, e os grais de ouro, e o véu, e as coroas, e o ornamento de ouro, que estava n a fachada do templo: e quebrou tudo [...] E fez grande matança de homens, e falou com grande soberba.
LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no céu. Editora Hagnos. pag. 106-107.
 
3. A purificação do santuário (Dn 8.14).
O tempo de sofrimento de Israel — “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” (8.14). O tempo de sofrimento de Israel é revelado a Daniel com linguagem especial ao estabelecer um tempo de “2.300 tardes e manhãs “ que, literalmente, referem-se às atrocidades de Antíoco Epifânio num período de 171 a 165 a. C. No versículo 14 o Senhor revela que, depois daquele período de sofrimento, Ele haveria de purificar o santuário. Essa promessa implica na limpeza da profanação imposta por esse líder cruel contra a Casa de DEUS. Os judeus até hoje fazem a celebração da purificação, ou seja, a Festa de Hannakah, que lembra a festa da purificação.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 123-124.
 
8.14: "... duas mil e trezentas tardes e manhãs”. O presente versículo tem seu paralelo no versículo 26 do mesmo capítulo. Ali o anjo Gabriel esclarece a Daniel que aquela “visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira”. Podemos salientar que o primeiro período, ou seja, a participação das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” dentro da profecia, descreve o período das atrocidades de Antíoco Epifânio, o monarca selêucida. Em sua aplicação profético-escatológica, elas serão desenvolvidas durante o período sombrio da Grande Tribulação. Sobre as “duas mil e trezentas tardes e manhãs” existe uma infinidade de opiniões, mas podemos entender o sentido correto dentro daquilo que se pode depreender dos próprios.contextos bíblicos: 2.300 tardes e manhãs não significam apenas 1.150 dias, mas, literalmente, dois mil e trezentos dias completos. A expressão “tardes e manhãs” quer dizer dias completos e não apenas metade de um dia (Gn 1.5 e ss.). Como já ficou bem claro acima, as 2.300 tardes e manhãs cobrem os dias em que o monarca Seleuco Antíoco Epifânio implantou suas abominações na cidade santa e no templo. (Em seu primeiro estágio, isso teve início em 171 a 165 a. C.). Isso porém, não foi o seu cumprimento em sentido pleno; sua consolidação só terá lugar no final da Grande Tribulação, quando o Senhor JESUS vier à terra como o Libertador esperado. (Ver caps. 8.14 e 9.24; Rm 11.26). Então o “santuário será purificado”.
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 157-158.
 
A resposta dada a essa pergunta (v. 14). CRISTO instrui os santos anjos, pois eles são nossos conservos. Mas aqui a resposta é dada a Daniel, pois em consideração a ele fora feita a pergunta: Ele me disse. DEUS às vezes concede notáveis favores a todo o seu povo, em resposta às indagações e pedidos de alguns de seus servos. Então: [1] CRISTO lhe assegura que a tribulação terminará. Ela continuará por 2.300 dias e não mais, tantas tardes e manhãs (assim está escrito), tantos nychthemerai, tantos dias naturais calculados, como no início do Gênesis, pelas tardes e manhãs, pois era a perda dos sacrifícios da tarde e da manhã que eles mais lamentavam, e consideravam que o tempo passava muito lentamente enquanto estavam despojados deles. Alguns consideram a manhã e a tarde, nesse número, valendo por dois. E assim 2.300 tardes e manhãs totalizariam apenas 1.150 dias. E por cerca de tantos dias o sacrifício contínuo permaneceu interrompido. Este número se aproxima do cálculo (cap. 7.25) de um tempo, tempos e metade de um tempo. Mas é menos forçado compreendê-los como tantos dias naturais. 2.300 dias perfazem seis anos, três meses e cerca de dezoito dias. E foi exatamente esse tempo que eles calcularam desde a apostasia do povo, proporcionada por Menelau, o sumo sacerdote, no 142" ano do reinado dos selêucidas, no sexto mês daquele ano, e o 6° dia do mês (assim Josefo o data), até a purificação do santuário e o restabelecimento da religião no meio dele, o que ocorreu no 148° ano, no 9° mês, no 25° dia do mês (1 Mac. 4.52). DEUS conta o tempo das aflições do seu povo, pois Ele compartilha esse sofrimento. Observe uma evidência deste fato em Apocalipse 2.10: “Tereis uma tribulação de dez dias”. [2] O precioso Senhor lhe assegura que eles terão dias melhores, posteriormente: “Então, o santuário será purificado”. Note que a purificação do santuário é um sinal favorável definitivo para qualquer povo. Quando começarem a ser corrigidos, logo serão libertados. Embora o DEUS justo possa, para a punição do seu povo, tolerar que o seu santuário seja profanado por algum tempo, mesmo assim o DEUS zeloso, para a sua própria glória, garantirá a sua purificação no devido tempo. CRISTO morreu para purificar a sua igreja, e Ele a purificará sem qualquer pressa, para oferecê-la, a si mesmo, como uma igreja irrepreensível.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 887.
 
III - ANTÍOCO EPIFÂNIO, O PROTÓTIPO DO ANTICRISTO
1. Antíoco Epifânio.
Antíoco é o protótipo do Anticristo
A expressão “tempo do fim” se refere a uma época escatológica, isto é, aponta para um tempo futuro. Do mesmo modo como a profecia dizia respeito aos impérios medo-persa e o grego que já passaram (8.20-23), também, esta mensagem tem uma dupla referência profética. Se Antíoco Epifânio, demonstrou características de crueldade e destruição contra Israel, no futuro, surgirá outro governante mundial, que promoverá grandes males ao povo de Israel e ao mundo, até que JESUS CRISTO, em sua vinda pessoal, desça para desfazer o poder desse personagem, o Anticristo.
A visão dada a Daniel concentrou-se essencialmente no personagem de Antíoco Epifânio, porque na mente de DEUS, a visão apontava, também, para outro personagem que haveria de  surgir no futuro com as mesmas características de Antíoco Epifânio, e seria chamado “homem do pecado”, “Anticristo”, “a Besta” (2 Ts 2.9; Ap 13.2,3). Esse personagem escatológico aparecerá tão somente no período da Grande Tribulação quando a Igreja não mais estará na terra, porque, antes que o Anticristo apareça, a igreja de CRISTO será arrebatada (1 Co 15.51,52).
“E eu, Daniel, enfraqueci e estive enfermo alguns dias” (8.27). Quando Daniel teve essa visão já tinha quase 90 anos de idade. Naturalmente, sua estrutura física e emocional estava enfraquecida. A magnitude da visão foi tal que Daniel não teve mais forças para suportar tudo aquilo que DEUS estava lhe mostrando. Naturalmente, toda aquela visão requereu dele, um estado de êxtase espiritual que, quando voltou ao normal, não tinha forças para ficar em pé. O mesmo aconteceu com João, na Ilha de Patmos.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 124-125.
 
Ele viu uma pequena ponta, que se tornou um notável perseguidor da igreja e do povo de DEUS. E esse era o item principal que se pretendia que lhe fosse mostrado, nessa visão, assim como posteriormente (cap. 11.30ss). Todos concordam que essa ponta era Antíoco Epifânio (assim ele chamava-se a si mesmo) - o ilustre, mas outros o chamavam de Antíoco Epifânio - Antíoco, o furioso. Ele é chamado aqui (como anteriormente, cap. 7.8), de a pequena ponta, pois era, em sua origem, insignificante. Havia outros entre ele e o reino, e era de temperamento subserviente e humilde. Não havia nele as qualidades de um príncipe, e fora, por algum tempo, um refém e prisioneiro em Roma, de onde fugiu, e, embora fosse o irmão mais novo, e seu irmão mais velho estivesse vivo, conquistou o reino. Ele cresceu extraordinariamente em direção ao sul, pois se apoderou do Egito, e também para o leste, pois invadiu a Pérsia e a Armênia. Mas os males que causou ao povo judeu são especialmente mencionados. Eles não são expressamente citados, ou as profecias não forneceram esses detalhes. Mas ele é descrito aqui de tal forma que seria fácil para aqueles que entendiam a linguagem das Escrituras saber a quem se referiam. E os judeus, tendo informações a esse respeito de antemão, poderiam ter percebido e se preparado, bem como aos seus filhos, com antecedência, para esses tempos de sofrimento.
Antíoco Epifânio
(1) Ele se indispôs contra a terra formosa, a terra de Israel, assim chamada porque era a glória de todas as terras, pela fertilidade e todas as delícias da vida humana, e especialmente pelos sinais da presença de DEUS nela, e por ser abençoada com revelações e instituições divinas. Era o Monte Sião que era formoso de sítio, a alegria de toda a terra (SI 48.2). O deleite daquela terra era que nela deveria nascer o Messias, que seria tanto a consolação como a glória de seu povo, Israel. Note que temos motivos para considerar como um local aprazível é aquele que é um local sagrado, no qual DEUS habita, e onde podemos ter a oportunidade de manter uma comunhão com Ele. Com toda a certeza podemos dizer: E bom estarmos aqui. (2) Ele lutou contra as hostes do céu. Isto se refere ao povo de DEUS, a igreja, que é o reino do céu, os militantes da igreja aqui na terra. Os santos, sendo nascidos do alto, e cidadãos do céu, e realizando a vontade de DEUS, através de sua graça, de certa maneira, como fazem os anjos do céu, podem muito bem ser chamados de uma hoste celestial. Outra possível interpretação é que os sacerdotes e levitas, que eram usados no serviço do Tabernáculo, e ali lutavam um bom combate, eram esse exército do céu. Contra esses, Antíoco se indispôs. Ele se engrandeceu enormemente contra o exército do céu, em oposição e desafio a ele.
(3) Ele lançou por terra uma parte do exército (ou seja, das estrelas, pois elas são chamadas de hostes do céu), e a pisou. Alguns daqueles que eram mais eminentes tanto na igreja como no governo, que eram luzes importantes e resplandecentes em sua geração, ele os obrigou a se submeterem às suas idolatrias ou os matou. Ele os pegou em suas mãos e depois os oprimiu e os sobrepujou. Como o bom ancião Eleazar e os sete irmãos, a quem matou com cruéis torturas, por terem se recusado a comer carne de porco (2 Mac. 6.7). Ele se gloriou de que, neste fato, insultou o próprio Céu e exaltou o seu trono acima das estrelas de DEUS (Is 14.13).
(4) Ele se engrandeceu até à posição de príncipe do exército. Ele atacou o sumo sacerdote, Onias, a quem despojou de sua dignidade, ou mais precisamente, o próprio DEUS, que era o Rei de Israel desde os tempos antigos, que reina para sempre como rei de Sião, que comanda o seu próprio exército, que luta suas batalhas. Contra Ele Antíoco tentou se engrandecer. Este homem ímpio agiu como o faraó, quando disse: Quem é o Senhor? Note que aqueles que perseguem o povo de DEUS perseguem ao próprio DEUS.
(5) Ele retirou o sacrifício diário. Antíoco proibiu e reprimiu a oferta do cordeiro da manhã e da tarde, oferta que DEUS deu ordens aos seus servos para oferecer todos os dias para a sua glória, sobre o seu altar. Com certeza, ele retirou todos os outros sacrifícios, mas apenas o sacrifício diário é mencionado, pois esta era a maior de todas as perdas. Pois eles davam prioridade a esse em relação aos sacrifícios que eram apenas eventuais, e era através desse que mantinham sua constante comunhão com DEUS. O povo de DEUS considera os seus sacrifícios diários, os seus exercícios matutinos e vespertinos de devoção, os mais indispensáveis de sua profissão diária de fé, e os mais prazerosos de seus consolos diários. E por nada no mudo desistiriam deles.
(6) Ele lançou por terra o lugar do seu santuário. Ele não queimou nem demoliu o templo, mas o lançou por terra ao profaná-lo, fez dele o Templo de Júpiter Olímpio, e colocou nele a sua imagem. Lançou, também, a verdade por terra, pisoteou o livro da lei, a palavra da verdade, rasgou-o, e o queimou, e fez o que podia para destruí-lo por completo, para que fosse perdido e esquecido para sempre. Esses eram os projetos daquele príncipe iníquo. Ele se exercitou nesse tipo de atitude. E (você acreditaria?) ele prosperou, mesmo agindo dessa forma. Ele foi muito fundo nesse assunto, parecia ter provado o seu ponto de vista, e chegou próximo de eliminar a religião santa que a mão direita de DEUS plantara. Mas para que nem ele e nem qualquer outro se exaltasse, como se tivesse sido um oponente à altura do próprio DEUS, e um adversário difícil para Ele, o assunto é aqui explicado e colocado sob a luz da verdade. [1] Ele não poderia ter feito aquilo, se DEUS não tivesse permitido que o fizesse. Antíoco não teria tido poder contra Israel, a menos que lhe fosse dado, de cima. DEUS colocou esse poder em suas mãos, e o dispôs contra o sacrifício contínuo. A providência de DEUS colocou em sua mão a espada com a qual se tornou capaz de sobrepujar todos aqueles que se pusessem em seu caminho. Note que devemos olhar e reconhecer a mão de DEUS em todos os empreendimentos e vitórias dos inimigos da igreja contra ela. Eles são apenas varas nas mãos de DEUS. [2] DEUS não o teria permitido, se o seu povo não o tivesse estimulado a fazê-lo. E por causa da transgressão, da transgressão de Israel, para castigar o povo por isso, que Antíoco é usado para causar-lhe toda essa tribulação. Observe que quando a terra formosa e todas as suas coisas agradáveis são devastadas, deve ser reconhecido que o pecado é a causa motivadora de toda a desolação. “Quem entregou Jacó por despojo e Israel, aos roubadores? Porventura, não foi o Senhor, aquele contra quem pecaram e nos caminhos do qual não queriam andar, não dando ouvidos à sua lei?” (Is 42.24). A grande transgressão dos judeus após o cativeiro (quando foram curados da idolatria) foi o desrespeito e a profanação das coisas sagradas, menosprezando o serviço a DEUS, trazendo os animais feridos e aleijados para o sacrifício, como se a mesa do Senhor fosse algo desprezível (assim lemos em Malaquias 1.7,8ss. Também lemos que os sacerdotes eram os culpados, Malaquias 2.1,8). Por esta razão, o DEUS justo enviou Antíoco para tirar o sacrifício diário e lançar por terra o lugar do seu santuário. Note que é justo que DEUS prive dos privilégios de sua casa aqueles que os menosprezam e profanam, e faça com que aqueles que não desejam desfrutar os benefícios de seus rituais os valorizem quando tiverem perdido a liberdade de praticá-los.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 874-876.
 
Antíoco I e Antíoco II não molestaram os judeus nem se meteram na Palestina, mas Antíoco III era megalomaníaco e ambicioso. Invadiu a Palestina, e os judeus, que já estavam desavindos com os Ptolomeus, receberam-no como libertador, mal sabendo o que estava atrás de tudo. Para apaziguar os Ptolomeus deu a sua filha Cleópatra em casamento a Antíoco Epifânio, prometendo-lhe como dote a Palestina, Celsíria e a Fenícia, mas nada disso cumpriu. Durante o seu domínio na Palestina cometeu toda sorte de desatinos, inclusive a de entrar violentamente no templo e oferecer uma porca no altar dos sacrifícios, com o que cessaram os sacrifícios do templo, por ter sido profanado. Como nos informam os versos 9 e 10, era uma pequena ponta que cresceu até atingir os exércitos dos céus, os palestinos, ofendendo até o Príncipe do exército (DEUS), dele tirando o sacrifício costumeiro por causa das transgressões (v. 12). O templo ficou fechado por duas mil e trezentas tardes e manhãs, de 171-165 a. C., nos dias de Antíoco III, o Grande, e o seu sucessor Antíoco IV, o Epifânio (ver Mat. 24:15).
Foram tais as atrocidades dos Antíocos, que os judeus se revoltaram, e uma família, a dos asmonianos, se refugiou nas montanhas e desafiou o poder dos selêucidas. Dessa família nasceu o movimento apelidado de "Macabeu", em que a família asmoniana enfrentou o poder dos Antíocos ou dos Selêucidas, desde 167 até 163, quando conseguiram fazer proclamar a independência da Palestina sob um governo nacional. A dinastia de Davi foi assim restaurada, mas por pouco tempo, também porque as intrigas e invejas entre os próprios judeus fizeram com que os romanos, a este tempo já com seus exércitos nos arredores da Palestina, interviessem para apaziguar a contenda, mas com a mão de gato, para pouco depois anexarem a Palestina aos seus muitos domínios. O tempo do fim (ou último tempo da ira, v. 19) não se refere ao fim de tudo, mas ao fim das assolações dos Antíocos.
Assim, num breve bosquejo, procuramos dar a interpretação dos versos 9-14, que incluem um longo período histórico, talvez o mais triste da história triste dos judeus. (História mais completa se encontra no capitulo 11.)
O próprio Daniel ficou tonto com a visão que não podia compreender, mas o atormentava. Foi então que se apresentou diante dele um como homem, e ouviu uma voz de homem de entre as margens do rio Ulai, o qual chegou junto dele para lhe interpretar o mistério, mas Daniel ficou mesmo sem entender o sentido de toda aquela visão. Porém uma coisa ele entendeu. No determinado tempo do fim das calamidades dos Antíocos, no tempo de Antíoco Epifânio, o feroz de cara e mestre em intrigas e mentiras (vv. 23-25), cessariam as misérias previstas nesta visão.
Mesquita. Antônio Neves de,. Livro de Daniel. Editora JUERP.
 
"De um dos chifres saiu um chifre pequeno" (8.9). Trata-se do rei selêucida Antíoco Epifânio, o opressor de Israel no Antigo Testamento, o qual procedeu da Síria, uma das divisões do império grego, de que já falamos. O termo "selêucida" deriva do general Seleuco Nicátor, ao qual, na partilha do império de Alexandre, coube a Síria, a Ásia Menor e Babilônia, tendo por capital Antioquia. Seleuco foi o fundador da dinastia dos reis gregos da Síria, chamados selêucidas.
Antíoco Epifânio, o "chifre pequeno" de Daniel 8.9 é conhecido como o "Anticristo do Antigo Testamento", tal a perseguição que infligiu ao povo judeu no século II a. C., durante o chamado Período Interbíblico. (Assim se chama o período que vai de Malaquias a Mateus - cerca de 400 anos.) Antíoco reinou de 175 a 167 a. C. Ele decidiu exterminar o povo judeu e sua religião. Chegou a proibir o culto a DEUS. Recorreu a todo tipo de torturas para forçar os judeus a renunciarem à sua fé em DEUS. Isto deu lugar à famosa Revolta dos Macabeus, uma das páginas mais heroicas da história de Israel. Epifânio quer dizer o magnífico. Ele era assim chamado por seus amigos. Seus inimigos o chamavam "Epifânio", que quer dizer louco.
Antíoco prefigurava o futuro Anticristo, pois no versículo 19 está escrito: "Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; porque esta visão se refere ao tempo determinado do fim".
O futuro Anticristo deverá, pois, surgir de uma das antigas quatro divisões do ex-império grego; certamente da divisão a que pertencia a Síria. Sendo Antíoco, tipo e sombra do Anticristo, procederá por certo do mesmo lugar. Talvez seja por isso que, ao ser mencionado o Anticristo em Apocalipse 13, ele (isto é, a Besta) é primeiramente mencionado como "semelhante a leopardo" (Ap 13.2). Ora, o leopardo é o animal que simboliza a Grécia (7.6).
Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de DEUS Para os últimos dias. Editora CPAD.
 
2. A visão do anjo Gabriel (Dn 8.16).
A visão do anjo Gabriel (Dn 8.15-18)
“E havendo eu, Daniel, visto a visão, busquei entende-la” (8.15). Essa atitude de Daniel nos estimula a estudar a profecia com cuidado e desvelo. Buscar entender uma escritura bíblica requer de quem a deseja, dedicação e respeito ao que o texto quer dizer. Não dá direito de interpretação aleatória, ou seja, interpretação especulativa.
“se me apresentou diante uma como semelhança de homem” (8.15). O contexto bíblico não deixa dúvidas de que se tratava de um ser angelical que tomou a forma de um homem para falar com Daniel. Os anjos são seres espirituais sem forma qualquer. Por isso, eles podem tomar a forma que for necessária para comunicar a Palavra de DEUS. Subtende-se, mais uma vez, que podia tratar-se do anjo Gabriel que se manifesta numa forma humana, a de um homem. Ele se comunica com Daniel e o trata por “filho do homem”. Não devemos confundir essa aparência angelical com uma teofania (manifestação da divindade em forma humana). Neste caso em especial se trata apenas de um ser angelical com forma de homem, para poder comunicar racionalmente com Daniel. O anjo Gabriel comunicou de forma objetiva ao explicar toda a visão que Daniel tivera, distinguindo aspectos históricos e aspectos escatológicos. Ele anuncia a Daniel que a visão se cumpriria no “tempo do fim” (8.19).
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 124.
 
Dn 8.16: “... gritou, e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão”. A poderosa “voz” que “gritou” é a “voz” de DEUS Pai, pois dada a posição elevada do “Anjo Gabriel”, um anjo comum não se poderia dirigir a um tão elevado poder da forma que se dirigiu:
“Gabriel. O anjo Gabriel aparece 4 vezes nas Escrituras: 1) Em Dn 8.16 (o texto em foco), ele explica a Daniel a visão do carneiro e do bode peludo. 2) Em Dn 9.21, ele esclarece a Daniel o segredo das “setenta semanas” escatológicas. 3) Em Lc 1.11, ele é enviado a anunciar o nascimento de João Batista; do versículo 26 em diante, ele é novamente apresentado como tendo sido comissionado por DEUS à virgem Maria, para predizer o nascimento de JESUS CRISTO. Em Lc 1.19, ele se identifica, dizendo: “Eu sou Gabriel”. Essa palavra significa “homem de DEUS”, ou embaixador de DEUS”. Somente dois anjos recebem nome nas Escrituras, a saber, Gabriel e Miguel. (Ver Dn 8.16; 9.21; 12.1; Lc 1.19, 26; Jd v.9; Ap 12.7). Segundo a tradição judaica, Gabriel era o guardião do tesouro sagrado. Miguel era o destruidor do mal, o agente de DEUS contra o mal. Esse nobre mensageiro assiste diante de DEUS”. (Ver 1.19). E, portanto, um embaixador da corte celestial.
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 158-159.
 
Gabriel, o mensageiro de DEUS (8.15-19). Daniel ficou profundamente assombrado com a visão que teve, mas ele rapidamente encontrou uma resposta quando se apresentou diante dele um ser na semelhança de homem (15) — um mensageiro especial enviado por DEUS. Era Gabriel (16) que apareceu, anunciado pela voz de homem. Acerca de margens do Ulai, cf. comentários do versículo 2.
Gabriel (hb., “DEUS mostrou-se poderoso”) é bastante conhecido nas Escrituras. Ele era o mensageiro de DEUS para Daniel (8.16; 9.21) e o mensageiro da anunciação do nascimento de João Batista, bem como do nascimento de JESUS (Lc 1.9, 26). Ao idoso Zacarias, Gabriel explica sua posição: “Eu sou Gabriel, que assisto diante de DEUS, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas” (Lc 1.19). Em seu terror diante da presença do anjo, Daniel escreve: “caí prostrado [...] Enquanto ele falava comigo, eu, com o rosto em terra, perdi os sentidos. Então ele tocou em mim e [...] disse: ‘Vou contar-lhe o que acontecerá depois [...] pois a visão se refere ao tempo do fim’” (17-19, NVI).
Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 530-531.
 
Daniel pergunta o significado da visão (vv. 5-19). No início do livro, Daniel foi capaz de interpretar e de explicar os sonhos e visões de outros, mas aqui teve de perguntar ao anjo qual era o significado do bode derrotando o carneiro e do pequeno chifre tornando-se um reino poderoso. A voz que deu a ordem a Gabriel pode muito bem ter sido a voz do Senhor. Gabriel significa "homem de DEUS" e foi ele quem explicou a Daniel a visão dada no capítulo 8, bem como a visão das setenta semanas (Dn 9:21, 22).
Séculos depois, Gabriel seria enviado a Zacarias, para anunciar o nascimento de João Batista (Lc 1:11-20), e a Maria, a fim de contar-lhe que ela daria à luz o Messias (vv. 26-38). O único outro anjo cujo nome é citado nas Escrituras é Miguel ("quem é como DEUS?"), que tem a incumbência especial de cuidar do povo de Israel (Dn 10:1 3, 21; 12:1; Jd 9; Ap 12:7).
Quando Gabriel aproximou-se de Daniel, o profeta encheu-se de temor, desmaiou e caiu em sono profundo. (Ver Dn 10:9, 15, 17 e Ap 1:17.) Gabriel chamou-o de "filho do homem", um título messiânico (Dn 7:13); mas aqui foi empregado para enfatizar a fraqueza e humanidade do profeta.
O toque de Gabriel despertou o profeta (Dn 10:10, 11, 16, 18) e o anjo explicou-lhe que a visão dizia respeito aos últimos dias da história dos judeus. "O último tempo da ira" (v. 19) refere-se ao desprazer de DEUS com seu povo e aos tempos de sofrimento intenso pelos quais Israel passará antes de vir o fim e de ser estabelecido o reino prometido.
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A. T. Vol. IV. Editora Central Gospel. pag. 355.
 
3. O tempo do fim (Dn 8.17).
Dn 8.17 “... caí sobre o meu rosto”. Esta expressão é também repetida no versículo seguinte. A aproximação de Gabriel fez Daniel “tombar” no chão com extremo assombro, como acontecera com Ezequiel, o profeta do cativeiro, em suas grandes visões (Ez 1.28; 3.23; 44.4). Gabriel diz a Daniel que esta visão se cumprirá somente no “tempo do fim”. Este “tempo do fim”, no livro de Daniel, refere-se a septuagésima semana profética, descrita em Dn 9.2-27, com especial referência à metade dela, na parte final, que, no Apocalipse, é chamada “A Grande Tribulação”. No Novo Testamento, a expressão “os últimos dias”, em At 2.17; 2 Tm 3.1; Hb 1.1, é equivalente, no grego, ao “tempo do fim”, e, o sentido geral, é mais amplo que em Daniel, pois é aplicado à época do Evangelho de CRISTO, à época do ESPÍRITO SANTO em sua plenitude. E também para os “últimos dias maus”.
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 159.
 
Dn 8.17 O “fim do tempo", neste caso, é uma alusão a todo o período compreendido entre o final do exílio e a segunda vinda de CRISTO. Muitos acontecimentos ocorridos sob o governo de Antioco Epifânio se repetirão em uma escala mais ampla antes da segunda vinda de CRISTO. Durante esse tempo DEUS lida com Israel de maneira radicalmente diferente, com a divina disciplina chegando por meio das nações gentílicas. Este período é muitas vezes mencionado como “os tempos dos gentios" (Lc 21.24).
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 1106.
 
ELABORADO: Pb Alessandro Silva (http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/) com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique.
 
Questionário da Lição 9 - O Prenúncio do Tempo do Fim
Responda conforme a revista da CPAD do 4º Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos
TEMA: A INTEGRIDADE MORAL E ESPIRITUAL - O LEGADO DO LIVRO DE DANIEL PARA A IGREJA HOJE.
Comentário: Pr. Elienai Cabral
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último ___________________________ da ira; porque ela se ____________________________ no determinado ___________________________ do fim" (Dn 8.19).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:               
O ____________________________ do fim não é o fim do ____________________________, mas o ___________________________ de tratamento de Deus com o povo de Israel, prenunciando a vinda de Cristo.
 
I. - A VISÃO DO CARNEIRO E DO BODE (Dn 8.3-5)
3- Como foi a visão de Daniel do carneiro (Dn 8.3,4,20)?
(    ) Esse carneiro simbolizava o império grego.
(    ) Esse carneiro simbolizava o império medo-persa.
(    ) Segundo os historiadores, no caso dos persas, os seus reis sempre levavam como emblema uma cabeça de carneiro em ouro sobre a cabeça, principalmente quando passavam em revista os seus exércitos.
(    ) De acordo com a história, os medos haviam prevalecido na guerra com a Babilônia.
(    ) Dario foi o primeiro governante da união entre a Média e a Pérsia.
(    ) Logo os persas prevaleceram em força e Ciro tornou-se o rei do império.
(    ) O carneiro identificado como o império medo-persa venceu e derrotou o império babilônico quando Belsazar estava no poder.
(    ) No mesmo dia em que Belsazar zombou de Deus ao utilizar os utensílios sagrados do templo de Jerusalém, ele caiu nas mãos dos medo-persas.
(    ) Nota-se que há uma repetição do predito na visão do capítulo sete sobre o segundo e o terceiro impérios, porém, Deus de maneira especial mostrou a Daniel o que estaria fazendo no futuro desses impérios e com o próprio povo de Israel.
 
4- Como eram os chifres do carneiro, o que representavam?
(    ) Os dois chifres do carneiro não eram iguais, pois um dos chifres era maior que o outro.
(    ) O maior representava Alexandre, o grande, o menor representava Antioco Epifâneo.
(    ) O maior representava Ciro, o persa e o menor representava Dario, da Média.
(    ) Na cronologia histórica, Ciro sucedeu a Dario.
(    ) Eventos importantes aconteceram no período desses dois reis até que o carneiro foi vencido, surgindo na visão de Daniel a figura de um bode que ataca o carneiro e o vence.
 
5- Como foi a visão do bode (Dn 8.5-8) e o que representam os quatro chifres que surgiram?
(    ) A figura do bode, na mitologia do mundo de então, simbolizava o poder e a força.
(    ) A figura do bode, na mitologia do mundo de então, simbolizava o conhecimento e a sabedoria.
(    ) Na visão de Daniel, o bode arremeteu contra o carneiro com muita força, ferindo-o e quebrando os seus dois chifres.
(    ) Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, "o bode representava a Grécia, e seu grande chifre refere-se a Alexandre, o Grande".
(    ) O carneiro foi totalmente dominado e humilhado.
(    ) Seus dois chifres foram quebrados e, após isso, ainda foi pisoteado sem compaixão pelo bode.
(    ) Foi uma profecia de completa sujeição e derrota do império medo-persa pelos gregos.
(    ) Nos versículos oito e nove, a "ponta notável" se quebra e surge em seu lugar quatro outras pontas (ou chifres).
(    ) Esses quatro chifres menores representam os quatro generais que assumiram o império grego depois da morte de Alexandre, o Grande.
 
II. O CHIFRE PEQUENO (Dn 8.9)
6- Como foi a visão da ponta pequena e a quem se refere?  
(    ) Na visão do profeta Daniel, surge de uma das quatro pontas notáveis, "uma ponta mui grande".
(    ) Na visão do profeta Daniel, surge de uma das quatro pontas notáveis, "uma ponta mui pequena".
(    ) Daniel percebeu que esta "ponta pequena" cresceu muito, especialmente direcionada para a " terra formosa", Israel.
(    ) Essa "ponta pequena" refere-se a Antíoco Epifânio que tornou-se um opressor terrível contra os judeus.
(    ) Ele surgiu da partilha do império de Alexandre e a ele coube o domínio da Síria, Ásia Menor e Babilônia.
 
7- Como foi a ultrajante atividade do rei Antíoco Epifânio contra Israel (Dn 8.10,11)?
(    ) Os versículos dez e onze falam das ações ultrajantes do "pequeno chifre" contra o povo de Deus.
(    ) Os versículos dez e onze falam das ações ultrajantes do "grande chifre" contra o povo de Deus.
(    ) Profanou o santuário de Israel e tentou acabar com o "sacrifício contínuo" que Israel fazia ao Senhor.
 
8- Quando se deu a purificação do santuário (Dn 8.14)?
(    ) Segundo a história, a purificação do santuário ocorreu dois anos e três meses depois de o altar do Senhor ter sido removido por Antíoco Epifânio.
(    ) Segundo a história, a purificação do santuário ocorreu três anos e dois meses depois de o altar do Senhor ter sido removido por Antíoco Epifânio.
(    ) Deus é bom e misericordioso. Mesmo seu povo sendo infiel, Ele iria purificá-los e restaurá-los.
 
III. ANTÍOCO EPIFÂNIO, O PROTÓTIPO DO ANTICRISTO.
9- Quem foi Antíoco Epifânio?
(    ) Por ora basta dizer que este foi um rei da dinastia Ptolomêutica (Babilônia e Síria) que perseguiu os judeus de Jerusalém e da Judeia.
(    ) Por ora basta dizer que este foi um rei da dinastia Selêucida (Babilônia e Síria) que perseguiu os judeus de Jerusalém e da Judeia.
(    ) Trata-se do rei de cara feroz descrito no versículo vinte e três.
(    ) Este monarca cometeu tantas atrocidades contra o povo de Deus, que muitos o veem como um tipo do Anticristo.
 
10- Como foi a visão de Daniel do anjo Gabriel (Dn 8.16)?
(    ) O "Gabriel" mencionado no versículo dezesseis é um anjo que o Senhor enviou com o propósito de explicar a Daniel a visão.
(    ) Esse mesmo Gabriel também foi enviado a Josué, a Zacarias e, igualmente, a Maria, para anunciar o nascimento de Jesus.
(    ) Esse mesmo Gabriel também foi enviado a Zacarias e, igualmente, a Maria, para anunciar o nascimento de Jesus.
(    ) Como veremos, no capítulo nove ele aparece novamente a Daniel.
 
11- O que é o tempo do fim (Dn 8.17)?
(    ) Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, "o fim do tempo", neste caso é uma alusão a todo o período entre o final do exílio e a segunda vinda de Cristo".
(    ) Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, "o fim do tempo", neste caso é uma alusão a todo o período entre o final do reinado de Alexandre e a segunda vinda de Cristo".
(    ) Os governantes e impérios vistos por Daniel no capítulo oito já não existem mais.
(    ) Homens como Alexandre e Epifânio morreram e seus impérios chegaram ao fim, pois os reinos deste mundo são efêmeros.
(    ) Somente um reino nunca terá fim: o reino do Messias: "O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão" (Dn 7.27).
 
CONCLUSÃO
12- Complete:
Deus é _____________________________ e a história do mundo faz parte dos seus desígnios. Ele conhece toda a ____________________________, começo e fim. O _____________________________ do homem e do mundo está sob o olhar do Altíssimo
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.gospelbook.net
www.portalebd.org.br/
http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/ - Pb Alessandro Silva
 
 

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