quarta-feira, 2 de novembro de 2011

LIÇÃO 6, NEEMIAS LIDERA UM GENUÍNO AVIVAMENTO




LIÇÃO 6, NEEMIAS LIDERA UM GENUÍNO AVIVAMENTO
Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos
NEEMIAS - Integridade e Coragem em Tempos de Crise
Comentários da revista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
 
 
TEXTO ÁUREO
"E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação [u.] E leu nela [...] desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e sábios; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei" (Ne 8.2,3)
 
 
VERDADE PRÁTICA
Somente o genuíno 'ensino, da Palavra de DEUS é capaz de produzir um verdadeiro avivamento.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Am 8.11 Fome e sede da Palavra
Terça - Rm 12.7 Ensino com dedicação
Quarta - Le 11.28 São felizes os que ouvem a Palavra
Quinta - Jó 34.3 O ouvido prova as palavras
Sexta - Ez 3.3 Doce como o mel é a Palavra de DEUS
Sábado - Ne 8.9,10 Um dia consagrado ao Senhor
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Neemias 8.1-3,5,6,9,10
1 - E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel. 2- E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres e de todos os sábios para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês. 3- E leu nela, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e sábios; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei. 5- E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. 6 - E Esdras louvou o Senhor, o grande DEUS; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! -, levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra. 9 - E Neemias (que era o tirsata), e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor, vosso DEUS, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei. 10- Disse-Ihes mais: Ide, e comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entris teçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força. Prezado professor, estudaremos hoje o avivamento ocorrido em Israel sob a liderança de Neemias. O que ali se deu, só foi possível através da leitura e da compreensão que os filhos de DEUS obtiveram da Lei. Devemos compreender que um genuíno avivamento só pode ser deflagrado, com o estudo e prática da Palavra do Senhor DEUS. "Avivamento" sem doutrina bíblica é apenas movimento passageiro que não dá frutos.
 
 
Introdução Nossa:
O avivamento é antes de tudo um amor à Palavra de DEUS e às almas perdidas, despertados pelo desejo de agradar a DEUS, fazendo sua obra.
O avivamento é uma cachoeira do ESPÍRITO SANTO derramada sobre poucos no início, mas que se estende desde o mais tenro menino até atingir o mais idoso dos homens, também contagia os descrentes e doentes de toda uma cidade, podendo chegar a mudar costumes e hábitos de toda uma sociedade.
O início de todo grande avivamento é com a descoberta da Palavra de DEUS.
É a partir do amor à Palavra que nasce o desejo de orar, jejuar, adorar, louvar e evangelizar.
Infelizmente muitos avivamentos nascem através de uma pessoa e quando esta pessoa se afasta, o avivamento perde força e se acaba; por isso, nunca devemos apoiar nosso avivamento em cima de uma só pessoa com o líder, mas colocarmos diversos mestres no centro do mesmo.
Quando não se consegue manter o avivamento, o prejuízo de almas e a entrega ao mundanismo se alastra como chamas de um grande incêndio.
Num grande avivamento, os líderes, tanto políticos como religiosos, se assentam para ouvir a instrução de mestres e se sujeitam à Palavra de DEUS.
 
 
OBJETIVOS DA LIÇÃO - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Saber que um genuíno avivamento só pode ocorrer à partir do estudo e da prática da Palavra de DEUS.
Compreender que a Bíblia é a inerrante e infalível Palavra de DEUS.
Conscientiza se de que o genuíno avivamento ocorre quando há entendimento da Palavra de DEUS.
 
 
PARA ESTA LIÇÃO, VEJAMOS A LIÇÃO 13 - A DOUTRINA PRODUZ O AVIVAMENTO - 24 de dezembro de 2006  
QUARTO TRIMESTRE DE 2006
TEMA – As verdades centrais da fé cristã
COMENTARISTA : Claudionor Correa de Andrade
 
É seguindo fielmente os trilhos que a locomotiva, balançando e apitando, chega a seu destino, Assim também aqueles que querem adentrar as mansões celestiais devem seguir firmes os ensinamentos da Bíblia, a Palavra de DEUS, sabendo que muitas serão as tribulações da viagem, mas prossegue-se pregando o evangelho e transmitindo a todos os passantes que JESUS está chegando.  
   
 
LIÇÃO 13 - A DOUTRINA PRODUZ O AVIVAMENTO 
“Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2).  
 O avivamento só é possível através do estudo amoroso, persistente e sistemático da Bíblia Sagrada.
  
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - NEEMIAS 8.2,3,5,6
1 E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel. 2 E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres e de todos os entendidos para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês. 3 E leu nela, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e entendidos; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei. 4 E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estavam em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, e Sema, e Anaías, e Urias, e Hilquias, e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, e Misael, e Malquias, e Hasum, e Hasbadana, e Zacarias, e Mesulão. 5 E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. 6 E Esdras louvou o SENHOR, o grande DEUS; e todo o povo respondeu: Amém! Amém!?, levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o SENHOR, com o rosto em terra. 7 E Jesua, e Bani, e Serebias, e Jamim, e Acube, e Sabetai, e Hodias, e Maaséias, e Quelita, e Azarias, e Jozabade, e Hanã, e Pelaías, e os levitas ensinavam ao povo na Lei; e o povo estava no seu posto. 8 E leram o livro, na Lei de DEUS, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.9 E Neemias (que era o 3tirsata), e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao SENHOR, vosso DEUS, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei.
 
 
8.1 TODO O POVO SE AJUNTOU. Os caps. 8-10 descrevem um dos maiores avivamentos do AT e apontam vários princípios fundamentais para um avivamento e renovação espirituais. O avivamento e a renovação, procedem exclusivamente de DEUS. Os instrumentos que o propiciam são: a Palavra de DEUS (vv. 1-8), a oração (v. 6), a confissão de pecados (cap. 9), um coração quebrantado e contrito (v. 9), renúncia às práticas pecaminosas da sociedade contemporânea (9.2) e renovação do compromisso de andar segundo a vontade de DEUS e de fazer da Palavra de DEUS o nosso viver (10.29).
8.3 ESTAVAM ATENTOS AO LIVRO DA LEI. O avivamento teve início mediante um autêntico retorno à Palavra de DEUS e um esforço decisivo para a compreensão da sua mensagem (v. 8). Durante sete dias, seis horas por dia, Esdras leu o livro da lei (vv. 3,18). Uma das principais evidências de um avivamento bíblico entre o povo de DEUS é a grande fome de ouvir e ler a Palavra de DEUS.
8.6 INCLINARAM-SE E ADORARAM O SENHOR. Este capítulo da Bíblia descreve um dos maiores cultos de adoração ao Senhor, de todos os tempos. DEUS deseja a adoração do seu povo e o conclama a adorá-lo continuamente (cf. Sl 29.2; 96.9).
8.7 ENSINAVAM AO POVO NA LEI. Por meio de Esdras e dos levitas, vemos o que deve acontecer sempre que a Palavra de DEUS for ministrada aos fiéis. Muitos dos que voltaram do exílio, já não entendiam o hebraico, uma vez que o seu idioma era agora o aramaico.
Por isso, quando as Escrituras eram lidas em hebraico, um grupo de homens dedicados fazia a interpretação para o aramaico, de tal maneira que os fiéis pudessem compreendê-las a aplicá-las à sua vida. Deste modo, o povo se regozijou "porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber" (v. 12). A Palavra como revelação divina, o arrependimento, o avivamento espiritual e a alegria estão todos potencialmente presentes; eles serão desencadeados pelo ESPÍRITO SANTO, através de mensageiros ungidos que proclamem a Palavra de DEUS, com clareza, poder e convicção.
8.9 TODO O POVO CHORAVA, OUVINDO AS PALAVRAS DA LEI. Quando o povo ouviu e entendeu a Palavra de DEUS, todos experimentaram uma profunda convicção do pecado e da culpa. (1) Os trechos da lei que continham uma clara revelação da condição espiritual do povo podem ter sidos Lv 26 e Dt 28; trechos estes que falam da bênção ou juízo divino, conforme a obediência ou desobediência do povo à Palavra de DEUS. (2) Nos avivamentos, o choro, quando acompanhado de profundo arrependimento (cf. cap. 9), é um sinal da operação do ESPÍRITO SANTO (ver João 16.8). Sentir tristeza pelo pecado e abandoná-lo resulta em perdão divino e alegria da salvação (ver v. 10; Mt 5.4).
 
Avivamento
Hc 3.2 Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia.
Por que razão um DEUS justo silencia e nada faz, quando os ímpios (neste caso, Babilônia uma nação pagã e perversa) devoram aqueles que são mais justos do que eles? Esta foi a  maior dúvida e queixa de Habacuque quando escreveu seu livro. O profeta sabia que o povo em pecado, se inclinando para a violência e injustiça seria, obviamente, submetido ao juízo divino. Ele também tinha convicção de que os caldeus serviriam apenas como instrumento deste justo castigo. Porém, apesar de toda compreensão, ele precisava urgentemente interceder por seu povo. Em meio a tantas indagações, o profeta ora fervorosamente ao Senhor solicitando-Lhe providências e a sua manifestação poderosa em favor de sua nação, pois, caso contrário, não sobreviveriam diante do poderio babilônico. Era necessário uma revolução espiritual para despertar o povo para o arrependimento e, quem sabe, usufruírem  da misericórdia, benevolência e  renovação do Senhor.
1) Medite nos Salmos 80.18,19; 85.4-7; 138.7,8 e responda a pergunta: O que significa avivamento nesses textos? 
2) Qual a bênção do avivamento descrita em Oséias 6.1-3 e 14.7? 
3) Como você acha que sua igreja pode vivenciar o avivamento? 
4) Qual seria o efeito de uma avivamento em sua comunidade?
 
INTRODUÇÃO
Livro de Habacuque, um profeta de Judá, quase desconhecido, mas o que DEUS a ele transmite sobre avivamento é de grande peso espiritual e precisa ser cada vez mais conhecido pelo povo de DEUS.
 
I. O AMBIENTE DO AVIVAMENTO
 O profeta Habacuque escreveu o seu livro pouco antes do seu povo ser subjugado pelos babilônios e levado em cativeiro. O povo de Israel vivia então em grande declínio espiritual como é evidente em passagens como em Habacuque 1.2-5.
1. Oração profunda. “Oração do profeta Habacuque” (v.1).
Oração pessoal, a partir do profeta de DEUS. Todos devem orar muito por um avivamento poderoso, glorioso e soberano, enviado por DEUS.Todos os avivamentos da Bíblia e da história da igreja foram marcados e conservados na atmosfera da oração, jejum, arrependimento, confissão expontânea, quebrantamento de espírito, humilhação diante de DEUS e santidade.
Há crentes que até oram bem quando em grupo, no culto ou noutro lugar, mas sozinhos não; mas precisamos intensificar também a nossa oração intercessória pessoal pela obra de DEUS, como fez Habacuque.
2. Louvor no ESPÍRITO. “Sobre sigionote” (v.1). Trata-se de um termo musical plural, cujo singular (“sigaiom”) aparece na epígrafe do Salmo 7. É uma diretriz para o regente de música sacra na casa de DEUS, que o nosso espaço aqui não comporta detalhar. É também o caso do termo musical “selá” que aparece em 3.3,9,13. Habacuque foi certamente um obreiro levita músico. Em 3.16 ele faz alusão a “meus instrumentos de música”. Ele era um crente-músico, que dependia primeiro da fé em DEUS (2.4), e não primeiramente um músico-crente, que dependesse primeiro da música.Uma igreja reavivada inclui abundante “música de DEUS” (1 Cr 16.42). Em inúmeras congregações nossas, a verdadeira música sacra morreu; seu espaço é preenchido com música e canto tipo passatempo, diversão, animação; sem peso, sem mensagem, sem vida, sem unção, sem melodia, sem graça, sem oração, sem endereço, sem nada.Quando teremos outra vez no culto profetas de música realmente sacra, santa, bíblica, espiritual? “Cânticos espirituais”, que brotam primeiro como fontes, do coração crente (Ef 5.19).3. A Palavra de DEUS. “Ouvi, Senhor, a tua Palavra” (v.2). A Palavra de DEUS abundante, fluente, poderosa, revigorante e renovadora é o grande agente divino para o avivamento. Hoje a Palavra saiu dos púlpitos da maioria das igrejas e foi substituída ardilosamente e quase sempre por música, festas, jograis e apresentações que são “sacrifícios de tolos” que DEUS aborrece.Mas não é só no culto que a mensagem do evangelho foi abafada; também nos periódicos, nas emissoras, no vídeo, etc.
3.Temor de DEUS. “E temi” (v.2). Sem renovação espiritual constante na sua vida, o crente perde aos poucos o repúdio ao pecado, sua sensibilidade espiritual diminui e o temor de DEUS também. Isso afeta seriamente as coisas de DEUS, os valores espirituais, principalmente a santidade de vida e a retidão no viver cotidiano.
4. Renovação espiritual. “Aviva, ó Senhor, a tua obra” (v.2). Precisamente falando, avivar, tem a ver com quem já morreu, e reavivar, com quem ainda tem vida. O anjo da igreja de Sardo tinha nome no rol dos vivos, mas estava morto espiritualmente (Ap 3.1). A nova vida em CRISTO é chamada ressurreição (Cl 3.1; 2.13; Ef 2.1; 5.14). Verdades pertinentes à renovação espiritual:
a) Avivamento do povo. A “obra” de DEUS a ser avivada no v.2 é o seu povo e não as instituições, seus pertences e objetos. Ver Is 29.23 “seus filhos, a obra das minhas mãos”; Ef 2:10 “somos feitura sua, criados em CRISTO JESUS ”.Que é avivar espiritualmente? É uma operação soberana, irresistível e sobrenatural do ESPÍRITO SANTO na igreja para trazê-la de volta ao real cristianismo bíblico como retratado no livro padrão da igreja – Atos dos Apóstolos. Ao avivar e reavivar a igreja, Ele salva crentes inconversos dentro da igreja, liberta os crentes carnais, realiza prodígios (e não apenas milagres conhecidos), levanta os caídos. JESUS batiza multidões com o ESPÍRITO SANTO, os crentes buscam a vida santificada, os perdidos buscam a salvação (como nos avivamentos de Mt 3.1-5; At 16.30) e prevalece o espírito de unidade de alma entre os crentes e não apenas união de cabeças, externa, egoísta e efêmera. Ver Jo 6.66,67.
a) O momento do avivamento. “No meio dos anos” (v.2). Isto é, agora. “Meio” fala também de equilíbrio.
b) O esvaziamento do eu. “Lembra-te da misericórdia” (v.2). No avivamento, méritos humanos são esquecidos e só DEUS é glorificado do maior ao menor, na unidade do ESPÍRITO.
 
 
 II. OS FATOS DO AVIVAMENTO 
 O profeta Habacuque primeiro “viu” certos fatos de um avivamento (1.1; 2.2,3; 3.7). Ele era homem de fé, a qual vê o invisível de DEUS, que a visão espiritual comum não alcança. Mas o profeta também “ouviu” de DEUS (3.2,16). No avivamento que iniciou-se em Jerusalém e propagou-se pela Judéia, Samaria e até aos confins da terra, certos fatos sobrenaturais aconteceram. Ouviu-se do céu um som como de um volumoso vento, rápido e forte. Foram vistas línguas repartidas como que de fogo. O ESPÍRITO SANTO encheu a todos, e falaram noutras ínguas.
O que chamam de avivamento em muitos lugares não é “do céu” (At 2.2), mas de homens e mulheres, que estão enganando, ou foram enganados.
1. O que DEUS fez ontem pode fazer hoje. “DEUS veio de Temã” (v.3).A partir daqui o profeta faz um resumo dos feitos miraculosos de DEUS ao tirar Israel da servidão do Egito, conduzi-lo através do deserto consumidor e estabelecê-lo em Canaã, ocupada por poderosas nações pagãs. Temã era a invencível cidade-fortaleza, capital de Edom. Designava também o território a leste do deserto de Parã. Nada pode se suster diante do poder de DEUS. Nos vv. 3-15, os atos de DEUS em favor de Israel estão todos no tempo passado! DEUS fez! (Dt 33.2). DEUS ainda está no controle da situação decadente da igreja em muitos lugares, mesmo parecendo que os maus adoradores e maus obreiros estão a fazer como lhes apraz. O grande avivamento que deu origem a Assembléia de DEUS e outras igrejas do mesmo quilate, no início do século passado, DEUS pode reconduzi-lo, e ainda maior, se nós o seu povo lhe clamarmos dia e noite, humilhados na sua presença. Ler 2 Cr 7.14,15. Não são os incrédulos que impedem um avivamento do alto, na igreja; são os crentes, quando se entregam a negligência, ao mundanismo (2 Cr 7.14).
2. Santidade. “O SANTO” (v.3). Assim DEUS é declarado. Ele é santo num sentido único, e seus seguidores precisam ser santos. Os atos gloriosos que DEUS realizou no meio de Israel durante a peregrinação no deserto e o culto divino no tabernáculo em todos os pormenores falavam da santidade de DEUS. Ele não modificou seus padrões. Hoje fala-se muito em poder, mas pouco em santidade, o que denota um falso evangelho, pois a santidade é um atributo de DEUS tanto quanto o seu poder. No princípio das Escrituras DEUS anunciou ao seu povo, “sereis santos, porque eu sou santo” (Lv 11.44). No final do Novo Testamento DEUS volta a anunciar a mesma verdade, em 1 Pe 1.15,16 mostrando assim que a santidade deve ser uma virtude perene do seu povo.
3. Gloria divina manifesta. “A sua glória cobriu os céus” (v.3). A igreja é no presente a habitação de DEUS aqui (2 Co 6.16), assim como o foi seu povo Israel no passado. “Glória na igreja”, está dito em Efésios 3.21. Este é o propósito de DEUS, mas o apego da igreja à desobediência, ao conformismo, à tolerância e transigência quanto às trevas impedem um avivamento. Sempre que a igreja se mistura com o mundo fica parecida com ele como aconteceu com Israel no passado, e a glória divina se afasta.Podemos dar glória, cantar vitórias, simular glória, e falar de glória, mas outra coisa é “a Sua Glória” manifestar-se e permanecer entre nós. É o quadro de Efésios 5.27. Sem esta divina glória na igreja, a morte com sua frieza instala-se. Quando a glória se foi, no passado, veio a tragédia nacional sobre Israel com a perda da arca do concerto, a derrota do exército na batalha e a extinção da fé simbolizada na morte de Eli, o sumo sacerdote, seus dois filhos, e ainda a esposa de um deles. 
4. Louvor celestial. “A terra encheu-se do seu louvor” (v.3). Não é louvor artificial, como está a acontecer por toda parte: cânticos e músicas sem unção divina, sem mensagem bíblica, sem endereço certo, com letra deturpada, com melodia, ritmo e andamento copiados do mundo, e que só satisfazem a carne. Um real avivamento do alto santifica também o louvor ao Senhor. É o “seu” louvor (v.3).Observe-se que a Palavra afirma “A sua glória cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor”. Isto é, o louvor como resultado da presença da glória divina. É a glória de DEUS, sua presença pessoal, direta e abundante, buscada e manifesta que origina a adoração. O louvor, como sacrifício espiritual ao Senhor, por sua vez conduz à adoração, como vemos em 2 Cr 29.27,30.
5. Poder celestial. “Raios brilhantes saiam da sua mão, e ali estava o esconderijo da sua força” (v.4). Como avivar os mortos e reavivar os que “não tem nenhum vigor”, como diz Isaías, senão pelo poder vivificador do ESPÍRITO? (Ez 37.14). Três alusões ao poder avivador de DEUS, no v.4.1) “Raios” é literalmente “chifres”, que na simbologia bíblica fala do poderio; 2) “Sua mão” que reflete poder; uma figura muito difundida na Bíblia; 3) “Sua força”, o poder do Senhor que sempre opera nos avivamentos.Observemos ainda que DEUS não concede seu poder indiscriminadamente: “o esconderijo da Sua força”.
6. Milagres de curas. Adiante dEle ia a peste, e raios de fogo sob seus pés (v.5). As doenças fogem diante de JESUS. “Raízes de Fogo”, a conhecida Versão Berkeley traduz por “febre alta” nas doenças. DEUS opera milagres.
7. O pecado, DEUS não o dissimula. “Parou, e mediu a terra” (v.6). O ato de medir em textos como estes fala de julgamento de pecado. De fato, os avivamentos bíblicos e da história da igreja sempre conduzem o povo de DEUS a uma maior santidade prática de vida, “em toda maneira de viver”, como está escrito em 1 Pedro 1.16.Aquela nossa decisão firme de romper com todo pecado e apegar-se à santidade, quando da nossa conversão, devia continuar pelo resto da vida, o que não acontece, a menos que o crente busque renovar-se e reencher-se do ESPÍRITO, como nos diz Efésios 5.18: “Continuai cheios do ESPÍRITO” (literalmente).  
  
III. A CONTINUAÇÃO DO AVIVAMENTO 
 A história da igreja mostra claramente que vez por outra ela atravessa períodos de marasmo espiritual, apresentando frieza, abertura ao secularismo, organização demasiada e por fim uma quase letargia por falta de vida, poder, fervor e unção que só o ESPÍRITO SANTO comunica. Tal quadro torna-se ainda mais difícil quando os dirigentes de obra também acomodam-se a esse estado anormal de coisas e não advertem, nem conclamam o povo para um completo retorno a DEUS e à uma vida cristã normal, abundante, ativa, zelosa pelas coisas de DEUS e acima de tudo cheias do ESPÍRITO. A Palavra de DEUS por Habacuque, fala-nos de alguns elementos espirituais que um avivamento deve buscar e preservar para que possa continuar. Fica evidente que sem leitura e estudo da bíblia nada permanecerá.
1. Humilhação do povo diante de DEUS (v.16). O quebrantamento de espírito do profeta, aliado à sua profunda humilhação diante de DEUS e seu sentimento de indignidade representa uma das condições do povo para a continuidade de um avivamento. Num avivamento só DEUS é grande e toda glória humana se esvai. Habacuque era um obreiro de destaque no magnificente templo de Jerusalém, mas vêmo-lo aqui quebrantado em seu espírito (“meu ventre; meus ossos; dentro de mim, v.16). A humildade de que DEUS se agrada é primeiramente a de espírito e daí permeia todo o seu ser (Is 57.15; 1 Pe 5.6). Quem é grande em si mesmo não pode ser servo, e quem é servo não pode ser grande em si mesmo.
 
2. Fé inabalável em DEUS. “Todavia eu me alegrarei no Senhor” (v.18). Uma das proezas da fé são os seus “todavias”, os quais não são muitos na Bíblia, pois trata-se da fé sob prova no sofrimento. No avivamento nem tudo são bênçãos,regozijo, maravilhas do Senhor. De muitas maneiras o inimigo reage contra os santos e a fé é testada; porém, mesmo assim, ainda assim, contudo, todavia, o crente fiel continua firme.Um avivamento real não persistirá se nele vier a predominar o emocionalismo, a imaturidade, a pseudo liderança e a ausência da doutrina bíblica. O segredo é a fé e seu exercício segundo a Palavra (Mt 9.29).
a) Fé independente de prosperidade material. No versículo 17 Está a prosperidade material atingida. É a fé sob prova. É a figueira sem flor, a videira sem fruto, a oliveira sem óleo, os campos sem produção e a extinção dos rebanhos pela perda irreparável de “ovelhas” e “vacas”, que são indispensáveis à reprodução. O “todavia eu me alegrarei no Senhor”, do versículo 18, ensina-nos que nossa fé não deve estar em coisas e bens terrenos, mas no Senhor! Aleluia! Sim, a fé num avivamento real e permanente não deve depender da prosperidade material e sim esta daquela.
b) A fé e sua senda no avivamento. Habacuque é o livro da fé no Antigo Testamento.
1) Em Habacuque capítulo 1, vemos a fé voltada para DEUS, em oração; “a oração da fé”, de que fala Tiago. A situação era terrivelmente crítica em todos os sentidos nos dias de Habacuque, mas aquele profeta-músico afirma sua fé em DEUS, orando (1.2-4, 12-17).
2) No capítulo 2, a fé contempla a visão da vinda do Senhor (vv.2,3) e também o triunfo do justo mediante a fé, até aquele dia, “mas o justo pela sua fé viverá” (v.4; Hb 10.37,38). Na esfera do natural, a praxe é ver para crer, mas na esfera espiritual é crer para ver (v.4; Jo 11.40).
3) No capítulo 3, a fé em DEUS, canta na certeza da vitória. Trata-se de um hino a DEUS (v.19b) contendo uma oração (v.1). Num avivamento bíblico a oração (cap. 1), a fé (cap. 2) e o louvor (cap. 3) são elementos preciosos que se completam.
 
3. A força do Senhor. “Jeová, o Senhor, é minha força” (v.19). Duas grandes lições divisa-se aqui.
1) A responsabilidade pessoal de cada crente: “minha” (e não apenas nossa).
2) O crente sempre depender do poder do Senhor (força).  
  
CONCLUSÃO
No avivamento bíblico registrado em Habacuque, a oração (cap.1), a fé (cap.2) e o louvor cap.3) são elementos preciosos que se completam.Busquemos ao Senhor incessantemente por este avivamento, e ele certamente virá.
  
LEITURA DIÁRIA
Segunda 2 Rs 23.2,3O avivamento e a Palavra de DEUS.
Terça Ne 8.1-9 O avivamento e o ensino da Palavra de DEUS.
Quarta 2 Cr 7.14 O avivamento e a oração.
Quinta Jn 3.1-10 O avivamento e o arrependimento nacional. 
Sexta At 5.1-16 O avivamento e o temor a DEUS.
Sábado 1 Co 13 O avivamento e o amor.
 
SÍNTESE TEXTUAL: O termo hebraico traduzido por “avivar” em Hc3.2, aparece em diversos textos do Antigo Testamento com o sentido de “viver”, “ter vida”, “ser vivificado”, “restaurar”, “curar”, entre outros importantes sentidos – todos traduzem o verbo hāya, “viver” ou “ter vida”. Portanto, avivamento, no contexto de Habacuque, contempla tanto o sentido imediato de reviver, renovar; quanto o sentido escatológico de pôr em execução o programa salvífico de DEUS  (Hc 1.5-2; At 2.16-21).
 
Resumo da revista:
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
 Certa feita, declarou Charles Finney: “Todos os ministros devem ser ministros de avivamento, e toda pregação deve ser pregação de avivamento”. Um ministro de avivamento é um obreiro comprometido com o ensino sistemático da Bíblia.
 
I. O QUE É O AVIVAMENTO
Retorno aos princípios que caracterizavam a Igreja Primitiva. Retorno à Bíblia como a nossa única regra de fé e prática. Retomada da oraçãoRegresso à Grande Comissão, cujo lema continua a ser: Até aos confins da terra.
 
II.  HABACUQUE E O AVIVAMENTO (Hc 3.2) 
Despertamento dos judeus a reerguerem-se como sua particular herança, a fim de que proclamem o seu conhecimento entre as nações.   
 
(Extra BEP) 3.2 AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA NO MEIO DOS ANOS.
Habacuque sabia que o povo de DEUS havia pecado, e, conseqüentemente, seria submetido ao juízo divino. Nestas circunstâncias, faz duas petições:
(1) Pede a DEUS que apareça entre o seu povo com nova manifestação de poder. Habacuque está ciente de que o povo não sobreviveria se o Senhor não interviesse com um derramamento de sua graça e de seu ESPÍRITO. Somente assim haveria verdadeira vida espiritual entre os fiéis.
(2) Habacuque ora para que DEUS se lembre da misericórdia em tempos de aflição e angústia. Sem a sua misericórdia, o povo haveria de perecer. Hoje, com os alicerces da igreja sendo abalados, quando há aflição por todos os lados, imploremos ao Senhor que torne a manifestar sua misericórdia e poder para que haja vida e renovação entre o seu povo.
 
III.  O AVIVAMENTO E A PALAVRA DE DEUS
O avivamento promovido pelo bom rei Josias teve início com a descoberta do Livro da Lei na Casa do Senhor (2 Rs 22.8).
(Extra BEP) O LIVRO DA LEI. O "livro da lei" que Hilquias achou, tratava-se da lei que fora dada "pelas mãos de Moisés" (2 Cr 34.14); era, sem dúvida, um exemplar do Pentateuco, ou seja: os cinco primeiros livros da Bíblia (cf. 23.25; Dt 31.24-26). Essa descoberta dá testemunho da mão providente e soberana de DEUS, cuidando da sua Palavra inspirada, protegendo-a da destruição pelos idólatras e apóstatas. Realmente, a inspirada Palavra de DEUS escrita é indestrutível (Is 40.8).
 
1. Um avivamento superficial (2 Rs 23.25). Morrendo o rei, morreu o avivamento (2 Rs 23.31-37). 
(Extra BEP) 23.25 E ANTES DELE NÃO HOUVE REI SEMELHANTE. Josias é descrito aqui como o mais fiel e consagrado de todos os reis que já tinham reinado sobre o povo de DEUS, inclusive o próprio Davi (ver 2 Sm 12.7-15). Em termos da dedicação pessoal a DEUS e fidelidade à sua Palavra, Josias foi o maior de todos os reis (cf. 18.5; Dt 6.5; Jr 22.15,16).
23.26 O SENHOR SE NÃO DEMOVEU... DA SUA GRANDE IRA. Apesar da liderança moral de Josias e do avivamento e reformas espirituais que ele promoveu, Judá como nação se arruinara a tal ponto que sua recuperação nacional, geral e duradoura já não seria possível. A condenação de Judá foi apenas adiada (ver Jr 11; 13.27), pois tanto o povo como os sacerdotes tinham um coração maligno.
Por isso, depois da morte de Josias, rapidamente a nação degenerou-se espiritual e moralmente, e DEUS teve de destruir o Reino do Sul em apenas vinte e dois anos mais tarde.
 
2. Um avivamento mais duradouro. Sob a liderança de homens como Zorobabel e Neemias, começaram a ser instruídos por Esdras na Lei de DEUS. Leia Neemias 8.
De Esdras a João Batista, anunciando a chegada do Reino de DEUS com a vinda de JESUS CRISTO (Mt 3.1-11).  
(Extra BEP) 1.1 A PALAVRA DO SENHOR, POR... JEREMIAS. Jeremias tinha predito que os judeus permaneceriam no cativeiro, no país de
Babilônia por setenta anos, para então voltar a Judá (Jr 25.11,12; 29.10). Pode-se calcular o cativeiro de setenta anos, a partir da
primeira leva de cativos em 605 a .C., no terceiro ano de Jeoiaquim (2 Rs 24.1; Dn 1.1) até 538 a .C. (aproximadamente setenta anos
depois), quando, então, o povo começou a retornar a sua pátria (ver 2.1 *).
1.1 DESPERTOU O SENHOR O ESPÍRITO DE CIRO. O Senhor DEUS executa o plano da redenção no decurso da história, até o seu final determinado. No cumprimento disto, DEUS, às vezes, resolve humilhar governantes poderosos (e.g., Nabucodonosor, Dn 4), ordenar juízo destruidor contra reis (e.g., Faraó, por ocasião do êxodo, Êx 14; Belsazar, em Babilônia, Dn 5), ou elevar um dirigente internacional (e.g., o rei Ciro da Pérsia, v. 2), a fim de cumprir a sua palavra e realizar os seus propósitos. Ao despertar o espírito de Ciro, para ser benevolente para com os vencidos e exilados, DEUS fez cumprir-se a tempo a sua promessa feita através de Jeremias. Provérbios declara que o coração do rei é como ribeiros de águas na mão do SENHOR; a tudo quanto quer o inclina, a fim de garantir a marcha contínua da redenção e desfecho da história (Pv 21.1).
1.2 CIRO, REI DA PÉRSIA. Cerca de 160 anos antes do aparecimento de Ciro, Isaías predissera a respeito de um governante chamado Ciro, que permitiria a volta dos judeus à sua pátria, para reedificarem Jerusalém e o templo (Is 41.2; 44.26-28; 45.1,4,5,13).
1.5 AQUELES CUJO ESPÍRITO DEUS DESPERTOU. Mediante o ESPÍRITO SANTO, DEUS despertou o coração dalguns do seu povo para voltarem à sua pátria (ver Fp 2.13). Cerca de 50.000 pessoas atenderam ao chamado do Senhor para participarem dessa primeira viagem de retorno à Palestina. Note que os outros permaneceram no exílio (vv. 4,6); o propósito desses era animar e apoiar os que agora voltavam à terra de Judá.
1.8 SESBAZAR. Sesbazar, o primeiro governador nomeado, dos exilados que voltavam (cf. 5.14,16), pode ter sido outro nome de Zorobabel (cf. 2.2; 3.2,8; 4.3).
 
IV. O ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS
Os judeus foram despertados pelo ensino amoroso e persistente da Palavra de DEUS.
1. O anseio do povo pelo ensino da Palavra. (Ne 8.1). Desejo pela Palavra é o princípio do avivamento.
2. O compromisso de Esdras com a Palavra.  Observemos o compromisso de Esdras com o ensino das Sagradas Escrituras   (Ne 8.2).
3. O ensino persistente da Palavra. A  instrução bíblica estendeu-se da alva ao meio dia (Ne 8.3).
4. A explicação da Palavra. Ensino da Palavra de DEUS inteligível e claro para toda a nação (Ne 8.8).
5. O avivamento que vem do ensino da Palavra. Já devidamente instruído na Palavra de DEUS, o povo pôs-se a chorar; a Palavra de DEUS era irresistível; o avivamento havia chegado. Entretanto, o que era choro, converteu-se em júbilo (Ne 8.12).
 
CONCLUSÃO
De acordo com Arthur Wallis, o avivamento é a intervenção divina no curso normal das coisas. No tempo de Esdras, o avivamento veio através do ensino das Sagradas Escrituras. Portanto, se quisermos igrejas avivadas, comecemos pela Palavra de DEUS. Sem ela, não pode haver avivamento. (Extra BEP = Bíblia de Estudos Pentecostal - CPAD) 
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reconhecendo a importância do estudo da Palavra de DEUS e cônscios de que o avivamento só pode ser real quando há o compromisso do crente em relação à Bíblia, reproduza o quadro abaixo afixando-o em uma cartolina ou fazendo cópias para os seus alunos. Converse com eles acerca das grandes reivindicações da Bíblia. Relembre-os de que Israel pecava pelo simples fato de haver se esquecido da Lei do Senhor. É de suma importância que guardemos no coração os ensinamentos da Bíblia Sagrada. Somente através da Palavra de DEUS poderemos viver um genuíno avivamento.
   
A PALAVRA DE DEUS 
Is 55.10,11 “Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.”

A NATUREZA DA PALAVRA DE DEUS.
A expressão “a palavra de DEUS” (também “a palavra do Senhor”, ou simplesmente “a palavra”) possui várias aplicações na Bíblia.
(1) Obviamente, refere-se, em primeiro lugar, a tudo quanto DEUS tem falado diretamente. Quando DEUS falou a Adão e Eva (e.g., Gn 2.16,17; Gn 3.9-19), o que Ele lhes disse era, de fato, a palavra de DEUS. De modo semelhante, Ele se dirigiu a Abraão (e.g., Gn 12.1-3), a Isaque (e.g., Gn 26.1-5), a Jacó (e.g., Gn 28.13-15) e a Moisés (e.g., Êx 3–4). DEUS também falou à totalidade da nação de Israel, no monte Sinai, ao proclamar-lhe os dez mandamentos (ver Êx 20.1-19). As palavras que os israelitas ouviram eram palavras de DEUS.
(2) Além da fala direta, DEUS ainda falou através dos profetas. Quando eles se dirigiam ao povo de DEUS, assim introduziam as suas declarações: “Assim diz o Senhor”, ou “Veio a mim a palavra do Senhor”. Quando, portanto, os israelitas ouviam as palavras do profeta, ouviam, na verdade, a palavra de DEUS. (3) A mesma coisa pode ser dita a respeito do que os apóstolos falaram no NT. Embora não introduzissem suas palavras com a expressão “assim diz o Senhor”, o que falavam e proclamavam era, verdadeiramente, a palavra de DEUS. O sermão de Paulo ao povo de Antioquia da Pisídia (At 13.14-41), por exemplo, criou tamanha comoção que, “no sábado seguinte, ajuntou-se quase toda a cidade a ouvir a palavra de DEUS” (At 13.44). O próprio Paulo assegurou aos tessalonicenses que, “havendo recebido de nós a palavra da pregação de DEUS, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de DEUS” (1Ts 2.13; cf. At 8.25).
(4) Além disso, tudo quanto JESUS falava era palavra de DEUS, pois Ele, antes de tudo, é DEUS (Jo 1.1,18; 10.30; 1Jo 5.20). Lucas, escritor do terceiro evangelho, declara explicitamente que, quando as pessoas ouviam a JESUS, ouviam na verdade a palavra de DEUS (Lc 5.1). Note como, em contraste com os profetas do AT, JESUS introduzia seus ditos: Eu “vos digo...” (e.g., Mt 5.18,20,22,23,32,39; 11.22,24; Mc 9.1; 10.15; Lc 10.12; 12.4; Jo 5.19; 6.26; 8.34). Noutras palavras, Ele tinha dentro de si mesmo a autoridade divina para falar a palavra de DEUS. É tão importante ouvir as palavras de JESUS, pois “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação” (Jo 5.24). JESUS, na realidade, está tão estreitamente identificado com a palavra de DEUS que é chamado “o Verbo” [“a Palavra”] (Jo 1.1,14; 1Jo 1.1; Ap 19.13-16; ver Jo 1.1).
(5) A palavra de DEUS é o registro do que os profetas, apóstolos e JESUS falaram, i.e., a própria Bíblia. No NT, quer um escritor usasse a expressão “Moisés disse”, “Davi disse”, “o ESPÍRITO SANTO diz”, ou “DEUS diz”, nenhuma diferença fazia (ver At 3.22; Rm 10.5,19; Hb 3.7; 4.7); pois o que estava escrito na Bíblia era, sem dúvida alguma, a palavra de DEUS.
(6) Mesmo não estando no mesmo nível das Escrituras, a proclamação feita pelos autênticos pregadores ou profetas, na igreja de hoje, pode ser chamada a palavra de DEUS.
(a) Pedro indicou que, a palavra que seus leitores recebiam mediante a pregação, era palavra de DEUS (1Pe 1.25), e Paulo mandou Timóteo “pregar a Palavra” (2Tm 4.2). A pregação, porém, não pode existir independentemente da Palavra de DEUS. Na realidade, o teste para se determinar se a palavra de DEUS está sendo proclamada num sermão, ou mensagem, é se ela corresponde exatamente à Palavra de DEUS escrita.
(b) O que se diz de uma pessoa que recebe uma profecia, ou revelação, no âmbito do culto de adoração (1Co 14.26-32)? Ela está recebendo, ou não, a palavra de DEUS? A resposta é um “sim”. Paulo assevera que semelhantes mensagens estão sujeitas à avaliação por outros profetas. Todavia, há a possibilidade de tais profecias não serem palavra de DEUS (ver 1Co 14.29). É somente em sentido secundário que os profetas, hoje, falam sob a inspiração do ESPÍRITO SANTO; sua revelação jamais deve ser elevada à categoria da inerrância (ver 1Co 14.31).
O PODER DA PALAVRA DE DEUS.
A palavra de DEUS permanece firme nos céus (Sl 119.89; Is 40.8; 1Pe 1.24,25). Não é, porém, estática; é dinâmica e poderosa (cf. Hb 4.12), pois realiza grandes coisas (55.11).
(1) A palavra de DEUS é criadora. Segundo a narrativa da criação, as coisas vieram a existir à medida que DEUS falava a sua palavra (e.g., Gn 1.3,4,6,7,9). Tal fato é resumido pelo salmista: “Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus” (Sl 33.6, 9); e pelo escritor aos Hebreus: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de DEUS, foram criados” (Hb 11.3; cf. 2Pe 3.5). De conformidade com João, a Palavra que DEUS usou para criar todas as coisas foi JESUS CRISTO (Jo 1.1-3).
(2) A palavra de DEUS sustenta a criação. Nas palavras do escritor aos Hebreus, DEUS sustenta “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1.3; ver também Sl 147.15-18). Assim como a palavra criadora, essa palavra relaciona-se com JESUS CRISTO segundo Paulo insiste: “todas as coisas subsistem por ele [JESUS]” (Cl 1.17).
(3) A palavra de DEUS tem o poder de outorgar vida nova. Pedro testifica que nascemos de novo “pela palavra de DEUS, viva e que permanece para sempre” (1Pe 1.23; cf. 2 Tm 3.15; Tg 1.18). É por essa razão que o próprio JESUS é chamado o Verbo da vida (1Jo 1.1).
(4) A palavra de DEUS também libera graça, poder e revelação, por meio dos quais os crentes crescem na fé e na sua dedicação a JESUS CRISTO. Isaías emprega um expressivo quadro verbal: assim como a água proveniente do céu faz as coisas crescerem, assim a palavra que sai da boca de DEUS nos leva a crescer espiritualmente (55.10,11). Pedro ecoa o mesmo pensamento ao escrever que, ao bebermos do leite puro da palavra de DEUS, crescemos em nossa salvação (1Pe 2.2).
(5) A palavra de DEUS é a arma que o Senhor nos proveu para lutarmos contra Satanás (Ef 6.17; cf.Ap 19.13-15). JESUS derrotou Satanás, pois fazia uso da Palavra de DEUS: “Está escrito” (i.e., “consta como a Palavra infalível de DEUS”; cf. Lc 4.1-11; ver Mt 4.1-11).
(6) Finalmente, a palavra de DEUS tem o poder de nos julgar. Os profetas do AT e os apóstolos do NT freqüentemente pronunciavam palavras de juízo recebidas do Senhor. O próprio JESUS assegurou que a sua palavra condenará os que o rejeitarem (Jo 12.48). E o autor aos Hebreus escreve que a poderosa palavra de DEUS julga “os pensamentos e intenções do coração” (ver Hb 4.12). Noutras palavras: os que optam por desconsiderar a palavra de DEUS, acabarão por experimentá-la como palavra de condenação.
NOSSA ATITUDE ANTE A PALAVRA DE DEUS.
A Bíblia descreve, em linguagem clara e inconfundível, como devemos proceder quanto a palavra de DEUS em suas diferentes expressões:
(A) Devemos ansiar por ouvi-la (1.10; Jr 7.1,2; At 17.11)
(B) Procurar compreendê-la (Mt 13.23).
(C) Louvar, no Senhor, a palavra de DEUS (Sl 56.4,10),
(D) Amá-la (Sl 119.47,113),
(E) Dela fazer a nossa alegria e deleite (Sl 119.16,47).
(F) Aceitar o que a palavra de DEUS diz (Mc 4.20; At 2.41; 1Ts 2.13),
(G) Ocultá-la nas profundezas de nosso coração (Sl 119.11),
(H) Confiar nela (Sl 119.42),
(I) Colocar a nossa esperança em suas promessas (Sl 119.74,81,114; 130.5).
(J) Obedecer ao que ela ordena (Sl 119.17,67; Tg 1.22-24)
(K) Viver de acordo com seus ditames (Sl 119.9).
 
DEUS conclama os que ministram a palavra (cf. 1Tm 5.17) a:
(A) Manejá-la corretamente (2Tm 2.15),
(B) Pregá-la fielmente (2Tm 4.2).
Todos os crentes são convocados a proclamarem a palavra de DEUS por onde quer que forem (At 8.4).
 
 
 
 
COMPLETUDE DA BÍBLIA
Completude: Aquilo que é, ou está completo.
Há realmente necessidade de DEUS ainda revelar coisas para que sejam catalogadas na Bíblia, hoje em Dia?
Creio que não. Desde de Adão até os apóstolos, DEUS revelou seu plano de redenção ao homem, falando diretamente aos homens escolhidos por Ele, ou através de seus profetas.
À medida que DEUS ia revelando seu plano, ordenou que fosse escrito para lembrança e confirmação de suas Palavras, também confirmou sua mensagem com sinais e milagres. Foi no livro do profeta Jeremias, no capítulo 31, já próximo ao final do Velho Testamento que DEUS prometeu fazer uma nova aliança com seu povo, também complementando sua mensagem escrita através dos evangelhos e escritos do Novo Testamento. A Nova aliança foi anunciada e realizada em JESUS CRISTO. O ESPÍRITO SANTO cuidou de orientar e revelar a escrita do evangelho através dos apóstolos e discípulos de JESUS (João 16:12-13). O evangelho foi completamente revelado e confirmado no primeiro século (Hebreus 2:3-4).
 
 
A INERRÂNCIA DAS ESCRITURAS
O conceito de inerrância das Escrituras contraria alguns críticos modernos que não aceitam a infalibilidade das Escrituras. Tais críticos julgam
haver erros nas Escrituras em razão de encontrarem nelas palavras divinas e humanas. Para nós que cremos na inspiração plena das Escrituras
estamos convictos de que as dificuldades nela encontradas não representam erros e, geralmente, são explicadas pelos textos paralelos
encontrados em toda a Bíblia.
A verdade divina revelada nas Escrituras é apresentada de modo explícito, certo e transparente.
O ensino genuíno das Escrituras não tem discrepâncias doutrinárias; é único em todo o mundo e adaptável a qualquer cultura (Jo 17.17; 1 Rs
17.24; Sl 119.142,151; Pv 22.21).
a- A infalibilidade das Escrituras. As Escrituras são a infalível Palavra de DEUS. A sua infalibilidade tem sido alvo de muita contestação
especialmente entre os chamados "racionalistas" que endeusam a razão humana, sem perceberem que ela é falha, afirmam que o racionalismo
científico, com seus métodos de estudo e pesquisa, será capaz de analisar e responder todas as indagações do homem. Porém, são
completamente limitados quando analisam coisas espirituais, além da matéria.
A ciência é incapaz de estudar elementos que não são pesados ou medidos, como a alma humana. Portanto, o poder sobrenatural das Escrituras
não pode ser analisado em laboratório, porque refere-se a algo milagroso e sobrenatural.
b- A autoridade divina e humana das Escrituras. Indiscutivelmente a Bíblia tem dupla autoridade. A autoridade divina é demonstrada pela
infalibilidade das Escrituras, uma vez que elas têm origem em DEUS e são a expressão de sua mente. A humana é reconhecida pelo fato de DEUS
ter escolhido, pelo menos 40 homens, os quais receberam a sua Palavra e a transmitiram na forma escrita.
 
DEUS não pode errar. A Bíblia é a Palavra de DEUS. Portanto, a Bíblia está isenta de erros.
Todo estudante de lógica sabe que estas três frases, da maneira como estão montadas, compõem um silogismo. Esta forma de raciocínio é totalmente válida como argumento comprobatório. As duas primeiras frases são chamadas de premissas. A última é a conclusão. Se as premissas são verdadeiras, a conclusão também será verdadeira. Portanto, o silogismo acima é totalmente verdadeiro.
Porém, muitos críticos insistem em afirmar que a Bíblia está cheia de erros. Mas o fato é que até agora ninguém conseguiu apontar e confirmar de fato um único erro no texto original das Escrituras. Isto não quer dizer que não haja pontos de difícil compreensão na Palavra de DEUS. Dificuldades, sim; erros, não.
 
A inerrância da Bíblia: A Bíblia não contém erros. Ela é infalível em sua mensagem e inerrante em seu conteúdo. Ela tem saído incólume de todos os ataques: tem vencido a fogueira dos intolerantes e triunfado sobre a prepotência dos críticos arrogantes. A Bíblia é a bigorna de DEUS que tem quebrado todos os martelos dos céticos. A enxada e a pá dos arqueólogos desmentem a falsa sapiência daqueles que se insurgiram contra sua infalibilidade.
   
RESUMO DA LIÇÃO 6, NEEMIAS LIDERA UM GENUÍNO AVIVAMENTO
I - O POVO SE AJUNTOU NA PRAÇA PARA OUVIR A LEITURA DA LEI
1. Reunidos para ouvir a Lei.
2. O povo estava atento à leitura da Lei.
3. O culto de doutrina.
II- O ENSINO BíBLICO
1. Homens preparados para o ensino (Ne 8.7).
2. O líder deve ser apto para o ensino.
3. A Bíblia é a Palavra de DEUS.
III - O ENTENDIMENTO DA PALAVRA GEROU O AVIVAMENTO
1. O ensino significativo.
2. "Comei as gorduras, e bebei as doçuras" (Ne 8.10).
3. "A alegria do Senhor é a nossa força" (Ne 8.10).
 
VOCABULÁRIO
Aptidão: Disposição inata.
 
SAIBA MAIS PELA Revista Ensinador Cristão - CPAD, n048. p.39.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Bibliológico
"O primeiro resultado mencionado a respeito da leitura da Lei éque ela causou muita tristeza, pois tomaram consciência de que a Lei de DEUS havia sido infringida. 'Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei' (Ne 8.9). Mas essa tristeza não durou muito tempo: 'Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados' (Mt 5.4). Quando Neemias e Esdras viram que o povo estava arrependido e chorava, eles provavelmente disseram: Não vos entristeçais, mas alegrai-vos porque DEUS foi bondoso e perdoou o vosso pecado. 'Porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força' (Ne 8.10).
Isso parece ser uma simplificação do processo pelo qual uma alma oprimida pelo pecado passa a entender a disposição divina de perdoar e, de repente, troca a sua tristeza pela alegria. Embora isso não demande um longo período de tempo, basta, entretanto, que exista uma completa sinceridade. Parece que foi isso que aconteceu com aqueles que ouviram a leitura feita por Esdras" (Comentário Bíblico Beacon. l.ed. V.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.525).
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Devocional
U[...] todo o povo [retomou de suas cidades e] se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés" (Ne 7.73b; 8.1).
O que foi isso? Foi certamente uma ocasião planejada, porque uma grande plataforma de madeira fora construída para a leitura feita por Esdras (8.4,5), e é natural supormos que o planejador foi Neemias. É fácil imaginá-Io anunciando a reunião, enquanto despediase de cada destacamento de sua força-tarefa: 'Lembrem-se: estejam de volta no primeiro dia do mês, quando, juntos, aprenderemos a Lei do nosso DEUS'. A necessidade de que todos conhecessem a revelação de DEUS acerca da sua vontade e de seus caminhos, na Torá (os cinco livros de Moisés), era clara e óbvia: A Lei achava-se escrita em hebraico, enquanto todo o povo falava aramaico; e como, ao menos desde o exílio, não se fizera nenhuma tentativa de âmbito nacional de se ensinar a Lei, o povo comum era profundamente ignorante de seu conteúdo. E a ignorância torna impossível servir e agradar a DEUS. Um programa nacional de instrução da lei divina fazia-se urgentemente necessário.
Vale a pena observar, [...] que uma reprodução do que Neemias fez em Jerusalém, na metade do quinto século a.c., é extremamente necessário no Ocidente moderno. Os pais já não ensinam a Bíblia aos filhos em casa; os pregadores, na igreja, são geralmente temáticos e superficiais, em vez de expositivos e teológicos; o ensino da Escola Dominical é muitas vezes rudimentar no que diz respeito à Bíblia; o sistema educacional público e a mídia, tanto popular quanto a acadêmica, tratam o cristianismo como uma letra morta, sobrevivente apenas como um hobby para pessoas de um estilo singular. Assim, não há em nossa cultura o menor encorajamento para se tornar biblicamente literato, e o resultado é uma geração assustadora e pateticamente ignorante da Palavra de DEUS. Não se pode esperar nenhum movimento significativo em direção a DEUS enquanto as coisas permanecerem como estão" (PACKER, J. I. Neemias - Paixão Pela Fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp. 166-67).
 
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 6, NEEMIAS LIDERA UM GENUÍNO AVIVAMENTO
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 4º TRIMESTRE DE 2011
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.
 
 
TEXTO ÁUREO
1- Compete:
"E Esdras, o sacerdote, trouxe a _________________ perante a congregação [u.] E leu nela [...] desde a ___________________ até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e sábios; e os ouvidos de todo o povo estavam _________________________ ao livro da Lei" (Ne 8.2,3)
 
VERDADE PRÁTICA
2- Compete:
Somente o genuíno _________________________ da Palavra de DEUS é capaz de _________________________ um verdadeiro _________________________________.
 
INTRODUÇÃO
3- Quando é que os avivamentos na história do povo de Israel e da Igreja tiveram resultados duradouros?
(    ) Quando só foram mantidos com orações e manifestações do ESPÍRITO SANTO.
(    ) Quando começaram e prosseguiram sob o ensino da Palavra de DEUS.
(    ) Avivamento sem a exposição da Bíblia Sagrada não passa de um mero movimento religioso, pois não resulta em mudanças significativas e transformadoras de vidas.
(    ) O ensino das Sagradas Escrituras foi o que forjou e impulsionou o avivamento espiritual desencadeado por Neemias.
 
I - O POVO SE AJUNTOU NA PRAÇA PARA OUVIR A LEITURA DA LEI
4- Neemias relata que o povo, egresso do exílio babilônico, tinha fome e sede por ouvir a Palavra de DEUS. Como isso se deu?
(    ) "Todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel"
(    ) Assim tem início, bem "diante da Porta das Águas", um poderoso avivamento na história de Jerusalém.
(    ) Assim tem início, bem "diante da Porta das Ovelhas", um poderoso avivamento na história de Jerusalém.
(    ) Impulsionado pelo ESPÍRITO SANTO, Esdras, o escriba, abriu a Lei do Senhor e pôs-se a lê-Ia pausadamente, para que todo o povo a entendesse.
 
5- Quanto tempo durou o ensino bíblico de Neemias, nesse primeiro dia?
(    ) A leitura da Palavra de DEUS foi efetuada das seis da manhã ao meio-dia.
(    ) A leitura da Palavra de DEUS foi efetuada das nove da manhã ao meio-dia.
(    ) A leitura da Palavra de DEUS foi efetuada das dez da manhã ao meio-dia.
 
6- Que tipo de povo ouviram os ensinamentos da Palavra de DEUS?
(    ) Só havia ali sacerdotes e levitas.
(    ) "perante homens, e mulheres, e entendidos; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei"
(    ) Ao seu lado, à direita, estavam os líderes e mestres que compunham "o ministério local"
 
7- De onde ministrava Esdras para que todos o pudessem ouvir?
(    ) Estava de pé, sobre uma pedra, para melhor se fazer ouvir pelo povo.
(    ) Estava de pé, sobre um portão de madeira, para melhor se fazer ouvir pelo povo.
(    ) Estava de pé, sobre um púlpito de madeira, para melhor se fazer ouvir pelo povo.
 
8- Quanto tempo durou o ensino da Palavra de DEUS, nessa oportunidade?
(    ) A leitura do livro e sua explicação duraram seis dias, durante três horas diárias.
(    ) A leitura do livro e sua explicação duraram sete dias, durante seis horas diárias.
(    ) Apesar de toda essa carga-horária, o povo ouvia atentamente a exposição da Palavra de DEUS.
 
9- Como tem sido a freqüência ao ensino bíblico em nossos dias? Complete:
Hoje, em .algumas igrejas, as reuniões de ensino são _______________________________________ assistidas. Sim, os cultos de doutrinas são desprezados.enquanto festas e shows tidos como __________________________________ são bem freqüentados. Isso demonstra a falta de __apetite__ pela Palavra de DEUS; é um sintoma de doença espiritual de extrema gravidade. Quem ama a DEUS também ama a sua Palavra e nela ________________________________ dia e noite (SI 1.2; 119.97).
 
II- O ENSINO BÍBLICO
10- Quais homens foram preparados para o ensino (Ne 8.7)?
(    ) todos os homnes que haviam escutado a Palavra ensinada por Neemias e Esdras.
(    ) Instrutores foram designados para ministrar o ensino da Palavra de DEUS em todas as cidades de Judá.
(    ) Até os levitas que serviam no Templo foram envolvidos nessa tarefa.
 
11- Qual a base para o legítimo avivamento?
(    ) A única base do avivamento é a oração.
(    ) A única base do avivamento é a contrição.
(    ) A exposição das Sagradas Escrituras é a base do avivamento.
 
12- O líder deve ser apto para o ensino. Complete:
Além do pastor, há pessoas, na igreja local, que foram __________________________________ por DEUS com habilidades para o ensino, conforme escreve Paulo: "Se é ensinar, haja ________________________________ ao ensino" (Rm 12.7b). O mesmo acontecia no Antigo Testamento. Os israelitas no tempo de Esdras, confrontados pela Palavra de DEUS, arrependeram-se de seus pecados e foram procurar o ______________________________ divino. Aliás, um dos primeiros requisitos para se exercer o santo ministério é justamente a ____________________________ para o ensino (l Tm 3.2). (Veja Ef 4.11 - ministério Mestre)
 
13- A Bíblia é a Palavra de DEUS. Complete:
Inspirados por teologias _____________________, há crentes que não mais vêem a Bíblia como a inspirada, inerrante e infalível Palavra de DEUS - nossa única regra de fé e prática. Alguns chegam a ensinar que a Bíblia limita-se a __________________________ a Palavra de DEUS. Cuidado! Esse ensino é diabólico. A Bíblia é, de fato, a Palavra de DEUS. Leia com atenção 2 Timóteo 3.16. É indispensável, por conseguinte, que o crente estude e _______________________ fielmente as Sagradas Escrituras, pois sem estas não pode haver avivamento.
 
III - O ENTENDIMENTO DA PALAVRA GEROU O AVIVAMENTO
14- De que maneira foi dado o ensino da Palavra de DEUS, no tempo de Neemias?
(    ) Foi ensinado somente os Salmos, pois não havia outra parte das escrituras disponíveis.
(    ) "E leram o livro, na Lei de DEUS, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse".
(    ) Esdras não se limitou a ler as Sagradas Escrituras, mas "declarando e explicando" cada texto exposto, fez com que todos compreendessem o real significado da Palavra de DEUS.
 
15- Qual o resultado da exposição do povo à Palavra de DEUS?
(    ) Entendendo-a, o povo comemorou. Era uma alegria contagiante.
(    ) Entendendo-a, o povo chorou. Era um choro de sincero arrependimento.
(    ) Esdras e Neemias, porém, disseram à nação: "Este dia é consagrado ao Senhor, vosso DEUS, pelo que não vos lamenteis, nem choreis".
(    ) Era a hora de celebração! O avivamento havia começado.
 
16- O que significa "Comei as gorduras, e bebei as doçuras" (Ne 8.10)? Complete?
Esdras e Neemias despediram o povo, a fim de que este, segundo o costume judaico, saísse a _____________________________ as vitórias conquistadas no Senhor. No entanto, havia muitos ___________________________ entre os israelitas. Então, numa demonstração de amor e fraternidade, Neemias exorta aos mais ricos a enviar uma ___________________________ porção de alimento aos seus irmãos mais necessitados. A Palavra de DEUS ensina-nos a respeito do socorro que se deve prestar aos mais carentes: "Aprendei a fazer o bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas 11 (ls 1.17). Não podemos ser omissos em relação ao _______________________________ alheio (Tg 4.17).
 
17- "A alegria do Senhor é a nossa força" (Ne 8.10). Qual era, agora, a situação do povo, com a chegada do avivamento?
(    ) Era a alegria vinda da alma, da parte de cada irmão. Era alegria santa. Aleluia.
(    ) O povo judeu estava desfrutando de grande alegria. Havia um clima de festa e de comemoração.
(    ) E toda aquela felicidade era resultado do genuíno avivamento espiritual produzido pela exposição da Palavra de DEUS.
(    ) Era a alegria vinda de cima, do céu, da parte de DEUS. Era lia alegria do Senhor". Aleluia.
 
CONCLUSÃO
18- Complete:
Somente após a __________________________________ da Lei de DEUS na Praça de Jerusalém, foi que irrompeu um dos maiores __________________________ da história sagrada. O povo alegrou-se com o Templo construído sob a liderança de _________________________. A nação jubilou com a restauração dos muros sob a administração de ______________________. Mas o avivamento somente veio quando todos __ouviram__, compreenderam e obedeceram a Palavra de DEUS.
 
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BANCROFT, E. H. Teologia Elementar. São Paulo, IBR, 1975.
CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1977.
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Edição contemporânea. São Paulo, Vida, 1994.
McNAIR, S. E. A Bíblia Explicada. Rio de Janeiro, CPAD, 1994.
Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer - CPAD - Rio de Janeiro - RJ
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 1
JOSEFO, Flávio. História dos hebreus: de Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
(http://realizandoaobradosenhor.blogspot.com/2010/02/as-portas-de-jerusalem.html)
Coelho, Valnice Milhomens. Personalidades restauradas, São Paulo: Edição do autor, 1992. 244p.1. Palavra da Fé Produções Caixa Postal 60061 - CEP 05096-970 Av. Pompéia, 2110 - São Paulo - S. P. - Tel. :(011) 873-3117, FAX 62.4015
Neemias – COMENTÁRIO BÍBLICO DO ANTIGO TESTAMENTO, VOL 1, Gênesis a Neemias - Matthew Henry

 
 
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