Lição 12 - A Consagração dos Sacerdotes 1parte

Lição 12 - A Consagração dos Sacerdotes 1parte
LIÇÕES BÍBLICAS - 1º Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Uma Jornada de Fé - A Formação do povo de Israel e sua herança espiritual
Comentário: Pr. Antônio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Questionário
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
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TEXTO ÁUREO
“E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9,22).
 

VERDADE PRATICA
O sacrifício expiador de CRISTO no Calvário foi perfeito, único e capaz de nos purificar de todo pecado.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 28-1 A instituição do sacerdócio.
Terça - Êx 29.1-9 A cerimônia de consagração.
Quarta - Lv 16-11-14 A oferta do sacerdote pelo seu pecado.
Quinta - Hb 6.20 JESUS, nosso Sumo Sacerdote eterno.
Sexta - Hb 4.15,16 JESUS, Sumo Sacerdote compassivo.
Sábado - Hb 9.11 JESUS, Sumo Sacerdote dos bens futuros.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Êxodo 29.1-12
1 - Isto é o que lhes hás de fazer, para os santificar, para que me administrem o sacerdócio: Toma um novilho, e dois carneiros sem mácula, 2 - e pão asmo, e bolos asmos amassados com azeite, e coscorões asmos untados com azeite; com flor de farinha de trigo os farás. 3 - E os porás num cesto e os trarás no cesto, com o novilho e os dois carneiros. 4 - Então, farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da congregação e os lavarás com água; 5 - depois, tomarás as vestes e vestirás a Arão da túnica, e do manto do éfode, e do éfode mesmo, e do peitoral; e o cingirás com o cinto de obra de artífice do éfode. 6 - E a mitra porás sobre a sua cabeça; a coroa da santidade porás sobre a mitra; 7 - e tomarás o azeite da unção e o derramarás sobre a sua cabeça; assim, o ungirás. 8 - Depois farás chegar seus filhos, e lhes farás vestir túnicas, 9 - e os cingirás com o cinto, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras, para que tenham o sacerdócio por estatuto perpétuo, e sagrarás a Arão e a seus filhos. 10 - E farás chegar o novilho diante da tenda da congregação, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do novilho; 11 - e degolarás o novilho perante o Senhor à porta da tenda da congregação. 12 - Depois, tomarás do sangue do novilho, e o porás com o teu dedo sobre as pontas do altar, e todo o sangue restante derramarás á base do altar.
 
INTERAÇÃO
Chegamos ao capítulo que detalha o cerimonial de consagração sacerdotal para o serviço no Tabernáculo: Êxodo 29. Este capítulo descreve o rito consagratório dos sacerdotes. Ele consistia na apresentação de um bezerro e dois carneiros sem mácula; pão asmo (sem fermento) e bolos asmos amassados com azeite; bolinhos asmos untados com azeite e feito com flor de farinha de trigo. Todos estes itens eram elementos que compunham todo o ritual para consagrar, isto é, separar, para o ministério sacerdotal, Arão e os seus filhos. Esta linhagem representaria o sacerdócio oficial da Casa de Israel.
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Explicar como se dava a cerimônia de consagração sacerdotal.
Citar os elementos do sacrifício de posse.
Compreender que CRISTO é o perpétuo e o mais perfeito Sumo Sacerdote.
 
Resumo da Lição 12 - A Consagração dos Sacerdotes
I - A CONSAGRAÇÃO DE ARÃO E SEUS FILHOS
1. A lavagem com água.
2. A unção com azeite (Êx 30.23 33).
3. Animais são Imolados como sacrifício (Êx 29.10-18).
II - O SACRIFÍCIO DA POSSE
1. O segundo carneiro da consagração (Êx 29.19-35).
2. Sacrifícios diários.
III - CRISTO, PERPÉTUO SUMO SACERDOTE
1. Sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque.
2. O sacrifício perfeito de CRISTO.
3. O sacrifício eterno de CRISTO.
 
SINOPSE DO TÓPICO (1) - A consagração do sacerdócio de Arão e de seus filhos decorria pela passagem da água, a unção com azeite e a imolação de animais como sacrifício.
SINOPSE DO TÓPICO (2) - O sacrifício da posse consistia na consagração do segundo carneiro e nos sacrifícios diários.
SINOPSE DO TÓPICO (3) - O sacrifício de CRISTO é perfeito, eterno e perpétuo segundo a ordem de Melquisedeque.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Geográfico
“O sistema sacrificial
Quando os seres humanos entram em relação de aliança com DEUS e mantêm o seu lado do trato, evitando todos os pecados conhecidos, surge o desejo de relacionar-se mais intimamente com DEUS — entregar-se ao seu serviço, expressar agradecimento, apoiar seus servos, ter comunhão, e desculpar-se pelo mal cometido acidentalmente. O sistema sacrificial demonstrou que uma relação mais profunda com DEUS era possível, mas para que isso acontecesse havia necessidade de uma purificação contínua do pecado.
Ao mesmo tempo, o sistema demonstrou suas próprias deficiências e resultou na necessidade de encontrar outro meio não só para estabelecer uma relação mais profunda com DEUS, como também para tratar com todo o problema do pecado deliberado. Esse outro meio foi tornado possível mediante JESUS (Hb 10.1-8)” (GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.325).
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Bibliográfico
“A Origem dos Sacrifícios
Em relação à origem dos sacrifícios, existem duas opiniões: (1) que eles têm sua origem nos homens, e que Israel apenas reorganizou e adaptou os costumes de outras religiões, quando inaugurou seu sistema sacrificial; e (2) que os sacrifícios foram instituídos por Adão e seus descendentes em resposta a uma revelação de DEUS.
É possível que o primeiro ato sacrificial em Gênesis tenha ocorrido quando DEUS vestiu Adão e Eva com peles para cobrir sua nudez (Gn 3.21). O segundo sacrifício mencionado foi o de Caim, que veio com uma oferta do ‘fruto da terra’, isto é, daquilo que havia produzido, expressando sua satisfação e orgulho. Entretanto, seu irmão Abel ‘trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura’ como forma de expressar a contrição de seu coração, o arrependimento e a necessidade da expiação de seus pecados (Gn 4.3,4).
Em Romanos 1.21, Paulo refere-se à revelação e ao conhecimento inicial que os patriarcas tinham a respeito de DEUS, e explica a apostasia e o pecado dos homens do seguinte modo: ‘Tendo conhecido a DEUS, não o glorificaram como DEUS, nem lhe deram graças’. Depois do Dilúvio, ‘edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de animal limpo e de toda a ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar’ (Gn 8.20). Muito tempo antes de Moisés, os patriarcas Abrão (Gn 12.8;13.18; 15.9-17; 22.2SS-), Isaque (Gn 26.25), e Jacó (Gn 33.20; 35.3) também ofereceram verdadeiros sacrifícios (Dicionário Bíblico Wycliffe. l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.1723).
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2,ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012. Dicionário Bíblico Wycliffe. I. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009. MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que DEUS colocou entre as nações. 6. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
 
Revista Ensinador Cristão CPAD, n°57, p.42.
Moisés, segundo as instruções divinas, separou a Arão e seus filhos, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar para o sacerdócio (Êx 28.1). Todos os dias o sacerdote deveria oferecer no altar do holocausto sacrifícios. Primeiro era necessário que um animal inocente fosse morto em resgate da vida do próprio sacerdote, e em seguida outro animal morreria em favor do povo de DEUS.
Vários eram os ritos de purificação que os sacerdotes eram submetidos diariamente. Eles não poderiam jamais se apresentar diante do Altíssimo de qualquer maneira. As roupas deveriam estar limpas e em ordem, e os cabelos bem penteados. A Antiga Aliança não permitia falhas. Tudo apontava para JESUS CRISTO, o homem perfeito, único capaz de cumprir toda a lei.
Água era aspergida sobre Arão e seus filhos, pois se tratava de uma lavagem simbólica: "Então, farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da congregação e os lavarás com água" (Êx 29.4). Qual era o propósito da lavagem? Era apontar para a pureza e perfeição de CRISTO. A purificação se dava na porta da tenda para que todos os israelitas vissem. DEUS é santo e o sacerdote deveria também ser santo: [...] "Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso DEUS, sou santo" (Êx 19.2). Nossa santidade precisa ser vista por aqueles que não conhecem a CRISTO a fim de que glorifiquem a DEUS. Somos chamados para sermos "sal" e "luz" deste mundo, precisamos fazer a diferença no meio de uma sociedade perversa.
A água simboliza também a Palavra de DEUS. JESUS declarou: "Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado" (Jo 15.3). A Palavra de DEUS é pura e santa, por isso ela pode nos tornar limpos. Ela também tem o poder de penetrar no mais íntimo do nosso ser, ela chega onde nenhum homem pode alcançar (Hb 4.12).
O azeite da santa unção era derramado sobre a cabeça de Arão e seus filhos: "E disto farás o azeite da santa unção, o perfume composto segundo a obra do perfumista; este será o azeite da santa unção" (Êx 30.15). Este azeite era santo (separado) e só poderia ser utilizado neste ritual. O templo do Senhor, assim como seus móveis e objetos são santos e só devem ser utilizados na obra de DEUS. Sabemos que um dos símbolos do ESPÍRITO SANTO é o azeite.
Em o Novo Testamento vemos que JESUS, nosso Sumo Sacerdote, recebeu a unção do ESPÍRITO SANTO antes de iniciar seu ministério, durante o seu batismo. JESUS foi ungido para servir (At 10.38; Lc 4.18,19). O batismo com o ESPÍRITO SANTO nos torna aptos para o serviço a DEUS.
 
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
A cerimônia de consagração para o sacerdócio levítico evidenciava a grande responsabilidade e a importância desse ministério tanto para quem haveria de exercê-lo quanto para o seu beneficiado direto — o povo, que assistia a essa solenidade. Essa cerimônia tinha tanta relevância, que DEUS deu a Moisés todos os detalhes de como ela deveria ocorrer. Eles estão registrados em Êxodo 29.1-46 e incluíam uma cerimônia de santificação do altar para o sacrifício.
DEUS estabeleceu o sacerdócio como “estatuto perpétuo” (Êx 29.9), o que significa que ele era imutável e deveria ocorrer enquanto o Santuário existisse. A expressão hebraica traduzida por “perpétuo” nessa passagem traz a ideia de “imutável”.
Para aqueles que iriam exercer esse ministério, ao final das orientações referentes à cerimônia, DEUS promete abençoar todas as obras do seu ofício. O Senhor é assim: Ele não apenas nos cobra responsabilidades; Ele também promete estar conosco e nos abençoar em tudo o que precisamos fazer para a sua glória e a bênção do seu povo.
Vejamos a seguir alguns aspectos dessa cerimônia e como ela aponta para princípios que todo obreiro do Senhor não deve olvidar, objetivando o seu amadurecimento espiritual no serviço do Mestre.
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 138.
Tríplice Divisão Da Hierarquia
O sacerdócio era dividido em três grupos: (1) o sumo sacerdote, (2) os sacerdotes e (3) os levitas. Todos os três descendiam de Levi. Todos os sacerdotes eram levitas, mas nem todos os levitas eram sacerdotes. A ordem dos levitas cuidavam do serviço do santuário. Eles tomaram o lugar dos primogênitos que pertenciam a DEUS por direito (Êx 13.2,12,13; 22.29; 34.19,20; Lv 27.26; Nm 3.12,13,41,45; 8.14-17; 18.15; Dt 15.19). Os filhos de Arão, separados para o ofício especial de sacerdote, estavam acima dos levitas. Apenas eles podiam ministrar nos sacrifícios do altar. O nível mais elevado do sacerdócio era o sumo sacerdote. Ele representava fisicamente o cume da pureza do sacerdócio. Carregava os nomes de todas as tribos de Israel em seu peitoral para o interior do santuário, representando todo o povo perante DEUS (Êx 28.29). Apenas ele podia entrar o santo dos santos e apenas um dia no ano, para fazer expiação pelos pecados de toda a nação.
Consagração de sacerdotes
As cerimônias ligadas com a consagração dos sacerdotes estão descritas em Êxodo 29 e Levítico 8. Elas incluíam um banho de consagração, unção, vestimenta e sacrifícios. A lavagem simbolizava a limpeza do coração para as obrigações ligadas à pureza da nação perante DEUS. A unção (Lv 8.10,11) envolvia o derramar óleo na cabeça do sumo sacerdote e respingá-lo nas vestimentas dos outros sacerdotes (w. 22-24). As vestimentas dos sacerdotes e especialmente a do sumo sacerdote eram caras e bonitas (Êx 28.3-5; Lv 8.7-9). Os sacrifícios de consagração incluíam a oferta pelo pecado (8.14-17), oferta queimada (vv. 18-21) uma oferta de consagração especial (w. 22-32). O sangue do carneiro era aplicado na orelha, no dedo polegar e no dedo do pé direitos de Arão e de seus filhos, para simbolizar consagração física completa ao Senhor.
MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 5. pag. 302.
 
I - A CONSAGRAÇÃO DE ARÃO E SEUS FILHOS
1. A lavagem com água.
A Cerimônia de Consagração
Eis alguns aspectos importantes dessa cerimônia de consagração:
A lavagem com água (Êx 29.4), utilizando a água da pia de bronze (Êx 30.17-21). Ela nos fala de purificação, pureza, santificação, perfeição. Essa lavagem com água simboliza a purificação pelo sangue de JESUS e a Palavra de DEUS (1 Jo 1.7; Jo 15.3; 17.17). O escritor da Epístola aos Hebreus nos lembra que sem santificação, “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). A mensagem aqui, enfim, é que ninguém pode se apresentar ao serviço do Senhor sem santificação, sem procurar viver uma vida de santidade.
Colocação, em seguida, das vestes especiais para o ofício (Êx 29.5,6,8,9). Após a lavagem, eles estavam prontos para colocar suas novas vestimentas, próprias e específicas para o trabalho que exerceriam. A mensagem aqui é que “não era suficiente que removessem a corrupção do pecado [pela lavagem da água]”, mas também “deveriam vestir a graça do ESPÍRITO, vestirem-se de justiça (SI 132.9). Eles deveriam ser cingidos, como homens preparados e fortalecidos para o seu trabalho. E deveriam ser vestidos e coroados, como homens que consideravam o seu trabalho e as suas funções uma verdadeira honra”.
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 141.
A Lavagem com Água
Já frisamos que Arão e seus filhos representam CRISTO e a Igreja. Nos primeiros versículos deste capítulo é dado o primeiro lugar a Arão. "Então, farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da congregação e os lavarás com água" (versículo 4). A lavagem da água tornava Arão simbolicamente aquilo que CRISTO é intrinsecamente, isto é: santo. A Igreja é santa em virtude de estar ligada a CRISTO na vida de ressurreição. Ele é a definição perfeita daquilo que ela é perante DEUS. O ato cerimonial da lavagem da água representa a ação da palavra de DEUS (veja-se Ef 5:26).
"E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade" (Jo 17:19), disse o Senhor JESUS. Separou-Se para DEUS no poder de uma perfeita obediência, orientando-Se em todas as coisas, como homem, pela Palavra, mediante o ESPÍRITO eterno, a fim de que todos aqueles que são d'Ele pudessem ser inteiramente separados pelo poder moral da verdade.
C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.
Êx 29.4 Moisés, pois, deveria trazer os homens a serem consagrados, a saber, Arão e seus filhos, e lavá-los ritualmente à entrada (primeira cortina) do tabernáculo. Ver a extremidade oriental do tabernáculo, comentada e ilustrada em Êxo. 27.14. Ninguém podia entrar no Lugar Santo ou no Santo dos Santos, senão depois de terminados os vários atos de ordenação, que começavam com a lavagem. Naturalmente, os intérpretes cristãos veem aqui, em símbolo, o batismo. A lavagem a ter lugar era do corpo inteiro (cf. João 13.10; Heb. 10.22), e não somente das mãos e dos pés (Êxo. 30.19-21). Primeiramente havia uma lavagem por inteiro, e depois uma lavagem menor. Naturalmente o método usado era o da imersão, mesmo que não disponhamos de um texto de prova a respeito. O Targum de Jonathan diz-nos que essa lavagem foi realizada em quarenta grandes receptáculos, cheios de água extraída de mananciais correntes, e que esses receptáculos eram grandes o bastante para que o corpo inteiro dos sacerdotes fosse imerso. Jarchi também alude a como o corpo inteiro de cada sacerdote foi mergulhado na água. A lavagem mesma era um emblema da corrupção retirada, para que a santidade pudesse ser derramada sobre os sacerdotes.
Temos aqui a primeira menção bíblica à ablução cerimonial. A água é um símbolo natural da pureza e de um agente natural de purificação.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 434.
Introdução (29.1-9). Em preparação à cerimônia de posse do sacerdócio, foram predispostos um novilho, e dois carneiros sem mácula, com pão asmo, bolos asmos e coscorões (ou filhós) asmos em um cesto (2,3). Asmos quer dizer “sem fermento” (NVI). Amassados com azeite, ou óleo, significa “misturados com óleo”, e untados com azeite tem o sentido de “aspergidos com óleo” (VBB). Estes itens deviam ser levados com Arão e seus filhos à porta da tenda da congregação, ou seja, do Tabernáculo. Ali, os sacerdotes seriam lavados com água. Esta lavagem exterior é símbolo da limpeza interior e corresponde ao batismo nas águas. Os sacerdotes usavam a pia de cobre (30.17-21) para este propósito (cf. Diagrama B).
Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 217.
2. A unção com azeite (Êx 30.23 33).
A unção com azeite (Êx 29.7; 30.22-33). O azeite da unção deveria ser derramado sobre a cabeça de Arão e de seus filhos. A unção simboliza a presença e o poder do ESPÍRITO SANTO. Também JESUS, o nosso Sumo Sacerdote, foi ungido pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 4.18,19; At 10.38), bem como os seus discípulos (Lc 24.49; At 1.5,8; 2.1-4). Cada crente em CRISTO, desde o dia em que aceitou JESUS como Senhor e Salvador de sua vida, recebeu o ESPÍRITO SANTO como penhor da nossa salvação (2 Co 1.21,22). Entretanto, é preciso que busquemos o batismo no ESPÍRITO SANTO para dinamizar mais ainda o nosso serviço a DEUS (At 1.8; 19.1-6), além de buscarmos ser sempre cheios do ESPÍRITO SANTO (Ef 5.18).
Tanto o sumo sacerdote como os demais sacerdotes eram ungidos (Êx 29.7; 30.30). Todos aqueles que são chamados para o serviço de DEUS precisam da unção de DEUS, isto é, do poder do ESPÍRITO SANTO sobre suas vidas para realizarem com excelência a obra que o Senhor confiou em suas mãos para fazer. O azeite tinha que ser especial (Êx 30.22-25), não poderia ser misturado, nem com composição diferente. Sua fórmula era exclusiva, não podendo ser usada para outro fim nem aplicada em estranhos, mas só para o serviço na obra de DEUS (Êx 30.31-33). DEUS não aceita mistura. Sua unção não poderá ser misturada com fórmulas mundanas. Não há concórdia entre a luz e as trevas (1 Co 6.14-18).
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 142.
A Unção
"E tomarás o azeite da unção e o derramarás sobre a sua cabeça " (versículo 7). Nestas palavras temos o ESPÍRITO, mas é preciso notar que Arão foi ungido antes de o sangue ser derramado, porque nos é apresentado como figura de CRISTO, que, em virtude daquilo que era em Sua Própria Pessoa, foi ungido com o ESPÍRITO SANTO muito antes que fosse cumprida a obra da cruz. Em contrapartida, os filhos de Arão não foram ungidos senão depois de ser espargido o sangue, "degolarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre a ponta da orelha direita de seus filhos, como também sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito: e o resto do sangue espalharás sobre o altar ao redor" (¹). "Então, tomarás do sangue que estará sobre os altar e do azeite da unção e o espargirás sobre Arão e sobre as suas vestes e sobre seus filhos, e sobre os as vestes de seus filhos com ele" (versículos 20 e 21). No que diz respeito à Igreja, o sangue da cruz é o fundamento de tudo. Ela não podia ser ungida com o ESPÍRITO SANTO até que a sua Cabeça ressuscitada tivesse subido ao céu e depositado sobre o trono da Majestade divina o relato do sacrifício que havia oferecido. "DEUS ressuscitou a este JESUS, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de DEUS, e tendo recebido do Pai e promessa do ESPÍRITO SANTO, derramou isto que vós agora vedes e ouvis" (At 2:32-33); comparem-se também Jo 7:39; At 19:1 - 6). Desde os dias de Abel que haviam sido regeneradas almas pelo ESPÍRITO SANTO e experimentado a Sua influência, sobre as quais operou e a quem qualificou para o serviço; porém a Igreja não podia ser ungida com o ESPÍRITO SANTO até que o Seu Senhor tivesse entrado vitorioso no céu e recebesse para ela a promessa do Pai. A verdade desta doutrina é ensinada, da forma mais direta e completa, em todo o Novo Testamento; e a sua integridade estreita é mantida, em figura, no símbolo que temos perante nós, pelo fato claro que, embora Arão fosse ungido antes de o sangue haver sido derramado (versículo 7), contudo os seus filhos não o foram, e não podiam ser ungidos senão depois (versículo 21).
C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.
Êx 30.22-23 Toma das mais excelentes especiarias. Temos aqui a composição do azeite santo. Em Israel era questão muito séria como esse azeite era preparado e usado. Devia ser resguardado de qualquer profanação, e somente os sacerdotes sabiam como prepará-lo com exatidão. Era usado para propósitos e para pessoas específicos. Um homem comum não podia ser ungido com o óleo santo. As mais finas especiarias eram tão valiosas quanto o ouro. Podiam ser usadas como presentes mais seletos, sendo dados até à realeza (I Reis 10.2,10,15). Todos os elementos mencionados nos vss. 22-24 são comentados no Dicionário.
Siclos... siclos... siclos. Se adicionarmos todas as quantidades aqui dadas (incluindo as do vs. 25), teremos um peso de pouco mais de cinquenta quilogramas, incluindo cerca de seis litros de azeite. Está aqui em pauta o antigo sido (fenício), que pesava cerca de 112 gramas.
Êx 30.25 O óleo sagrado. Ou seja, a mistura de azeite de oliveira com as várias especiarias acima mencionadas, em suas medidas exatas, conhecidas somente pelos sacerdotes. Uma vez preparado, tornava-se um líquido especial de unção. Era misturado por um apotecário especialista. As especiarias não podiam ser misturadas de maneira crua ou inexata. Os intérpretes judeus dizem-nos que as essências eram primeiramente extraídas dos materiais naqueles pesos respectivos, e, então, essas essências eram misturadas com o azeite.
Na introdução ao vs. 22, vemos o azeite como um tipo. “Simbolizava o SANTO ESPÍRITO de DEUS e as Sua graça, aquele óleo de alegria com que CRISTO e o Seu povo são ungidos; e essa é a unção que nos ensina todas as coisas. Ver Sal. 45.7; Isa. 61.1,3; Atos 10.38; I João 2.20,27. Essa unção espiritual é comparada a essas várias especiarias e ao azeite de oliveira por causa de seu perfume e por causa de sua natureza animadora e reavivadora... por seu valor e preciosidade, e acerca da qual há um certo peso e medida, posto que CRISTO tenha sido ungido sem medida” (John Gill, in loc.).
Êx 30.26-29 As coisas que deviam ser ungidas ou santificadas por meio do azeite da unção são alistadas nesses quatro versículos. Tal azeite não podia ser usado para ungir pessoas comuns (vs. 32), mas os sacerdotes podiam usá-lo. Cf. Êxo. 40.9-11 quanto a outras instruções acerca do assunto, embora mais breves em sua natureza. A unção do próprio tabernáculo é mencionado aqui, mas era a presença de DEUS que realmente ungia. A nuvem que representava a presença de DEUS é frisada como aquilo que realmente santificara o santuário (Êxo. 40.34-38).
Uma Lista Completa. A lista de objetos a serem ungidos, preparada pelo autor sacro, é todo-inclusiva, Todos os vasos e utensílios do tabernáculo deviam ser ungidos com o óleo santo. “o tabernáculo e todo o seu conteúdo foram, primeiramente, consagrados; em seguida, os sacerdotes (vs. 30). No tabernáculo, a consagração teve início pela arca no Santo dos Santos. Daí passou-se para o Lugar Santo... e, finalmente, passando-se para fora do segundo véu, chegou-se ao átrio externo, onde foi aspergido o óleo santo sobre o altar de bronze e a bacia de bronze” (Ellicott, in loc). Cf. esta passagem com Lev. 8.10,11. A arca foi o primeiro item a ser mencionado, na construção dos móveis e utensílios do tabernáculo (Êxo. 25.10-22), e esse foi também o primeiro item a ser ungido. A importância capital do item provavelmente estava sendo destacada mediante ambos os atos.
Todo o que locar nelas será santo. Os sacerdotes foram ungidos, ficando entendido que eles eram homens espirituais, pois, de outro modo, não teriam recebido a incumbência que receberam. Assim sendo, podemos pensar que eles faziam seu trabalho dotados de espiritualidade. Portanto, devemos entender aqui que, por baixo da unção com azeite santo, havia uma espécie de pureza ou santificação mística e que constituía a verdadeira unção deles. Entretanto, outros eruditos pensam que a questão deve ser entendida apenas metaforicamente.
Êx 30.30 Um homem comum (que não fosse sacerdote) não podia profanar o azeite da unção usando-o para efeitos medicinais ou estéticos (vs. 32). Mas os sacerdotes eram ungidos com o mesmo. Um sacerdote não estava apto para seu serviço enquanto não fosse ungido, e outro tanto se dá com qualquer obreiro no campo espiritual. São necessárias tanto a chamada quanto a preparação. O ESPÍRITO SANTO deve fazer-se presente, pois do contrário nada de espiritual resultará. O ESPÍRITO SANTO confere-nos dons, os quais tornam-se eficazes mediante a Sua unção. “Geração após geração, os descendentes dos sacerdotes haveriam de herdar o ofício e ser firmados no mesmo mediante a unção sagrada” (J. Edgar Park, in loc.). Cf. Lev. 8.10,11. Entre outras coisas, a unção era emblema do ensino divino. Os sacerdotes, entre os seus muitos deveres, estavam incumbidos de ensinar o povo. A unção do ESPÍRITO leva-nos a saber as coisas do ESPÍRITO. Nessa unção existe iluminação. Ver I João 2.20,27. Uma vez iluminados, procuramos iluminar a outras pessoas.
Êx 30.31 Nas vossas gerações. O relato acerca do tabernáculo enfatiza repetidamente a necessidade de continuação, de perpetuidade, pois os ritos e os costumes deveriam prolongar-se por todo o tempo, geração após geração. Os hebreus não antecipavam o fim de seu sistema de adoração, supondo-o perfeito e final, por haver sido dado por Yahweh.
Parte das responsabilidades dos sacerdotes levíticos era preservar a fórmula do óleo da unção, não permitindo que o mesmo fosse alterado ou corrompido. E esse óleo santo também não podia ser usado para fins profanos.
Êx 30.32 Um sacerdote não podia dar um pouco desse óleo santo à sua esposa, e nem a algum vizinho ou amigo. Também não podia ensinar a fórmula de sua fabricação a quem não fosse sacerdote. Se tal coisa fosse feita, o óleo santo automaticamente tomar-se-ia profano.
As festividades e os entretenimentos incluíam comumente alguma forma de unção (ver Sal. 23.5; Luc. 7.46). O óleo preparado pelos sacerdotes não podia ser usado nessas ocasiões. Mas outros óleos perfumados podiam ser usados para esse mister. Nenhum outro óleo podia ter os mesmos ingredientes que o óleo santo, mesmo que fosse em proporções diferentes. Nenhum óleo similar ao óleo santo podia ser preparado, a fim de que permanecesse sem igual, não podendo ser confundido com qualquer outra composição do perfumista.
Um Ensino Espiritual. Pode haver muitas imitações da unção do ESPÍRITO. Há fogo estranho e óleo estranho. JESUS ensinou essa mesma verdade usando termos diferentes, em Mat. 7.21 ss. Cf. I João 4.1.
Êx 30.33 Será eliminado do seu povo. A profanação do azeite da unção era tida como um crime, e tão grave que o indivíduo que ousasse fazer isso, seria eliminado. Alguns eruditos veem nisso a ideia de exclusão, mas o mais provável é que está em pauta a execução (talvez por apedrejamento). Em diversas oportunidades foi imposta a pena de morte contra os sacerdotes que não cumprissem corretamente as suas ordens no tocante aos ritos do tabernáculo. Ver Êxo. 28.35,43; 30.20,21. Se um sacerdote podia morrer por motivo de profanação, quanto mais um homem do povo.
Ou dele puser sobre um estranho, ou seja, quem não fosse sacerdote. Não está primariamente em foco um gentio, ainda que, obviamente, neste último caso o ato também seria considerado um crime. Salomão foi ungido com o azeite santo, mas a ameaça de morte não foi executada, e isso por razões desconhecidas (I Reis 1.39).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 442-443.
O óleo da santa unção (30.22-33). DEUS mandou Moisés fazer um óleo especial de unção. Os ingredientes eram pura mirra, canela aromática, cálamo aromático, cássia e azeite de oliveiras (23,24). Os siclos (23) aqui se referem diretamente a peso e não a valor monetário como ocorre no versículo 15. As quatro especiarias (duas vezes mais de mirra e cássia que os outros dois ingredientes) seriam misturadas com um him de azeite de oliva (cerca de 6,6 litros). O perfumista (25) era um farmacêutico ou boticário.
Estes produtos aromáticos, por terem propriedades curativas e fragrância, tornavam a substância perfumada apropriadamente típica do ESPÍRITO SANTO, que santifica e unge o povo de DEUS.
A Instituição da Adoração - Êxodo 30.26—31.2 Esta composição foi usada primeiramente para ungir a tenda da congregação (o Tabernáculo) e sua mobília (26-29). Estas peças sagradas ficariam santificadas (29), ou seja, seriam separadas para uso santo. Tendo sido santificada, a mobília do Tabernáculo só poderia ser tocada pelo que fosse santo (cf. comentários em 13.2).
Depois da consagração do Tabernáculo, Moisés ungiu os sacerdotes para a função especial que desempenhariam (30; cf. 29.21). Este ato os consagraria ao ofício sagrado, simbolizando a unção do ESPÍRITO SANTO nos servos de DEUS. Moisés disse a Israel que este óleo tinha de ser permanente (31); nunca deveria ser usado na carne do homem (32), ou seja, para propósitos comuns; e sua fórmula nunca deveria ser copiada. Haveria uma maldição em quem fizesse um óleo santo como este, ou o aplicasse impropriamente (33).
O ESPÍRITO SANTO é figura desta combinação de substâncias odoríferas e óleo! Ele perfuma e cura a alma ungida; torna santo todos que o recebem; não pode ser falsificado e quem procura substituí-lo cai na condenação de DEUS; não é dado ao mundo, mas a quem é redimido pelo sangue de CRISTO; e sempre é o mesmo.
Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 221-222.
 
2Co 1.23–2.4, DEUS não somente nos concede conjuntamente o alicerce firme, ele também nos “ungiu”. Por meio dessa palavra os ouvintes da carta eram lembrados do “Ungido”, do “CRISTO”. Como “Ungido” JESUS tornou-se plenipotenciário profético, sacerdotal e real de DEUS. Cada pessoa que pertence a JESUS tem participação nesse poder. Os “santos” também são “ungidos”. Quando Paulo escreve que DEUS “nos” ungiu, esse “nos” não se refere apenas a ele e seus colaboradores. O “nós convosco” deve determinar a frase inteira. Em analogia com 1Jo 2.20,27, Paulo deve ter considerado como “unção” basicamente que obtemos o ESPÍRITO e somos equipados com força espiritual.
22 Ao prosseguir: “Ele, que também nos selou e nos deu o penhor do ESPÍRITO em nossos corações”, Paulo não precisa forçosamente ter em mente um fato novo que transcenda o “ungir com o ESPÍRITO”! Pelo contrário, essa unção do ESPÍRITO é vista sob dois novos pontos de vista. O ESPÍRITO é o claro nítido “selo” que nos identifica como propriedade de DEUS e nos torna invulneráveis. Esse “selo” obviamente não nos foi impresso ou anexado exteriormente. Ele é uma realidade viva que perpassa e determina toda a nossa vida e natureza, que nos caracteriza como “santos”, como pessoas que pertencem a DEUS. Foi isso que o apóstolo também atestou em Rm 8.14-16; Gl 4.6s e Ef 1.13, ainda que utilize a expressão “selar” somente na última referência. Com isso, no entanto, foi lacrada também a comunhão essencial da igreja com seu apóstolo. O selo de DEUS protege essa participação recíproca, também quando estiver exposta às mais intensas provas de fogo.
Com o ESPÍRITO SANTO entra em nosso coração a realidade da vida divina. Evidentemente não da maneira como há de acontecer em nossa transformação total, quando o ESPÍRITO de DEUS determinará e configurará até todo o nosso novo corpo (Rm 8.11; 1Co 15.42-55). DEUS concede o ESPÍRITO “como o penhor” (Ef 1.13s), “selando-nos” dessa maneira “para o dia da redenção” (Ef 4.30). Porque o ESPÍRITO de DEUS é o elemento essencial de vida da nova criação. Nele “provamos… os poderes do mundo vindouro” (Hb 6.5).
Werner de Boor. Comentário Esperança Cartas aos II Coríntios. Editora Evangélica Esperança.
Por fim, quando temos a consciência limpa, também nos relacionamos devidamente com o ESPÍRITO de DEUS (2 Co 1:21-24).
o termo confirmar é de origem comercial e se refere à garantia de cumprimento de um contrato.
O ESPÍRITO SANTO nos garante que DEUS é confiável e cumprirá todas as suas promessas. Paulo cuidava para não entristecer o ESPÍRITO SANTO e, uma vez que o ESPÍRITO não lhe indicava o contrário, sabia que seus motivos eram puros e que sua consciência estava limpa.
Todos os cristãos foram ungidos pelo ESPÍRITO (2 Co 1:21). No Antigo Testamento, as únicas pessoas que recebiam a unção de DEUS eram os profetas, os sacerdotes e os reis. Ao nos sujeitarmos ao ESPÍRITO, ele nos capacita a levar uma vida piedosa e a servir a DEUS de maneira aceitável (1 102:20, 27).
O ESPÍRITO também nos selou (2 Co 1:22; Ef 1:13), de modo que pertencemos a CRISTO, que nos tomou para si. O testemunho do ESPÍRITO dentro de nós garante que somos filhos legítimos de DEUS (Rm 5:5; 8:9).
O ESPÍRITO também garante sua proteção, pois somos sua propriedade.
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 828-829.
I Cor 21-22. Nestes versículos podemos ver por que Paulo introduziu a idéia da natureza inequívoca de CRISTO, aquele em quem as promessas de DEUS encontram seu sim. A fim de explicar a natureza dessa obra de DEUS em sua vida, Paulo introduz quatro importantes expressões.
Primeiramente, diz Paulo: Mas aquele que nos confirma convosco em CRISTO, e nos ungiu, é DEUS. A palavra “confirmar” (bebaioó) é empregada com sentido legal nos papiros a respeito de uma garantia concedida de que certos compromissos serão cumpridos. Em 1 Coríntios 1:8, Paulo escreve a respeito de crentes que são confirmados para serem “ irrepreensíveis” no dia do Senhor. Aqui, Paulo diz que DEUS o fortaleceu e o confirmou, como também a seus colaboradores (e aos coríntios) para que sejam dignos de confiança.
Em segundo lugar, diz Paulo que DEUS nos ungiu. Este verbo no grego é chriõ, ungir; visto que a unção com freqüência era um rito de comissionamento (Êx 28:41; 1 Sm 15:1; 1 Rs 19:16), a RSV traduziu o verbo como “ comissionou”, o que é justificável. Entretanto, esta tradução obscurece o fato de que houve uma unção no comissionamento de Paulo e seus colaboradores. Chriõ encontra-se em outros quatro lugares no Novo Testamento, uma vez em Hebreus 1:9 (“DEUS, o teu DEUS, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros”), e três vezes nos escritos de Lucas (Lc 4:18; At 4:27; 10:38). Duas referências em Lucas são explicitamente à unção com o ESPÍRITO, sendo discutível se a terceira é referência implícita. Em face da ênfase no ESPÍRITO, no presente contexto, é melhor ver aqui uma referência a Paulo e seus companheiros sendo ungidos pelo ESPÍRITO, reconhecendo que sua comissão está inextricavelmente amarrada a tal unção.
Em terceiro lugar, diz Paulo: que também nos selou. O verbo sphragizõ, “ colocar um selo em”, é empregado em documentos comerciais encontrados entre os papiros a respeito de selagem de cartas e envelopes, de modo que ninguém possa mexer em seu conteúdo. Usado de modo figurado, como no Novo Testamento, “ selar” significa manter em segredo, ou marcar com um sinal identificador (cf. Ap 7:3-8). Efésios fala de os cristãos serem “selados com o SANTO ESPÍRITO da promessa” (Ef 1:13; cf. 4:30). Aqui, com a frase que também nos selou, é quase certo que Paulo tinha em mente que DEUS nos dotou do ESPÍRITO SANTO (cuja presença é a marca identificadora de todo crente verdadeiro, Rm 8:9).
Em quarto lugar, lemos: e nos deu o penhor do ESPÍRITO em nossos corações. A palavra grega arrabõn, traduzida aqui por penhor, é um termo comercial, à semelhança de sphragizõ. Trata-se do depósito feito pelo comprador ao vendedor, como garantia de que o pagamento total será efetuado no devido tempo. O termo é aplicado de modo figurado por Paulo, referindo-se ao ESPÍRITO que DEUS concedeu aos crentes, como garantia da total participação deles nas bênçãos da era vindoura (cf. 5:5; Ef 1:14).
A maior ênfase, portanto, dos versículos 21-22, está em que Paulo e seus companheiros foram confirmados por DEUS como mensageiros fiéis, tendo sido ungidos pelo ESPÍRITO. É o ESPÍRITO de DEUS que confirma e unge os apóstolos; a presença do ESPÍRITO é que autentica e sela a missão e a mensagem deles. A implicação é que se a obra de DEUS em suas vidas garante a confiabilidade dos apóstolos nessa grandiosa obra superior da proclamação do evangelho, é certo que garantirá também confiabilidade em questões de menor importância como seus planos de viagem. Quaisquer mudanças nos planos de viagem não significam mera inconstância, mas genuína necessidade eventual e imprevisível.
Colin Kruse. I Coríntios. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 82-84.
3. Animais são Imolados como sacrifício (Êx 29.10-18).
O sacrifício (Êx 29.10-18). Primeiro, era feita uma oferta pelos pecados dos próprios sacerdotes (Êx 29.10-14). Eles deveriam colocar a mão na cabeça do animal a ser sacrificado (Êx 29.10), como confissão de que eram pecadores e pelos seus pecados deveriam morrer. Ora, CRISTO é a expiação pelos nossos pecados (Jo 3.16; 1 Co 15.3; 1 Jo 1.7). Quem serve na obra de DEUS deve se lembrar de que é um pecador e se apoiar totalmente nos méritos de CRISTO para sua salvação. Como Paulo disse a Timóteo, o obreiro de DEUS deve cuidar primeiro de si mesmo, da sua própria salvação, da sua vida espiritual, para depois levar a salvação e a bênção e DEUS aos outros: “Tem cuidado de ti mesmo [...] fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Tm 4.16).
Em seguida, deveria haver ainda um holocausto não de expiação de culpas, mas especificamente em honra a DEUS, e a oferta sobre ele deveria ser totalmente queimada, simbolizando a dedicação total daqueles homens ao serviço do Senhor (Êx 29.15-18). O fogo consumindo toda a oferta fala de entrega total ao serviço. E o fato de essa oferta só poder ser apresentada após a oferta pela expiação dos pecados desses sacerdotes significa que “até que a iniquidade seja retirada, nenhum serviço aceitável pode ser realizado”, o que nos lembra da purificação de Isaías para poder servir no ministério profético como DEUS queria (Is 6.7).
A oferta pacífica vinha depois, o chamado “carneiro das consagrações” (Êx 29.19-37) ou “sacrifício da posse”. Todos esses sacrifícios apontavam para o Calvário, para a obra de CRISTO na cruz. Nesse sacrifício em especial, o sangue da vítima inocente deveria ser aspergido tanto sobre o altar quanto sobre as vestes e o corpo dos sacerdotes — no caso, sobre a ponta da orelha direita, o dedo polegar da mão direita e o dedo do pé direito de todos eles. O azeite também era espargido sobre eles e suas vestes. Isso tudo era para santificação de todos eles (Êx 29.20,21). Significava santificação de sua atenção (orelha direita), do seu trabalho (mão direita) e de seu andar, seu proceder (pé direito); e o sangue e o azeite juntos falam do sangue de CRISTO e do ESPÍRITO SANTO, da justificação e da santificação, do perdão e do poder purificadores. Aliás, o ESPÍRITO SANTO é quem aplica a obra de CRISTO em nossa vida, operando a santificação.
O restante do ritual, conforme descrito no texto sagrado, é muito bem sintetizado pelo Comentário Bíblico Beacon:
Moisés poria nas mãos dos sacerdotes partes deste carneiro das consagrações, junto com porções do pão, bolos e coscorões que estavam na cesta (Ex 29.22,23; ver v.2). Por um movimento horizontal em direção ao altar, os sacerdotes tinham de apresentá-los como oferta ritualmente movida, simbolizando entrega a DEUS (v.24). Depois, Moisés queimava a porção de DEUS no altar (v.25) por cheiro agradável ao Senhor. Retinha o peito do carneiro das consagrações para si (v.26), a parte que normalmente ia para o sacerdote que oficiava a oferta do peito do movimento. O peito e o ombro dos sacrifícios pacíficos — como pode ser chamado este tipo de oferta (v.28) — eram porções habituais para o sacerdote (v.27). O peito era movido em movimento horizontal e o ombro era alçado (ou erguido) em movimento vertical em atos simbólicos de dá-los a DEUS.
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 142-144.
As Ofertas pelo Pecado e as Ofertas Queimadas (29.10-18)
Os vss. 10-14 descrevem o sacrifício do novilho. Os animais e o material para as ofertas de cereal já tinham sido trazidos até a entrada do tabernáculo (vss. 1-3). Agora, o novilho era separado para ser sacrificado. Era a oferta pelo pecado, realizada em certas ocasiões importantes, em favor tanto de indivíduos quanto em favor da comunidade inteira. A maior dessas ocasiões era o dia da expiação. Mas havia outras oportunidades, em dias festivos, como a semana da páscoa (Eze. 46.22,23). Um novilho era oferecido como sacrifício pelo pecado em favor dos sacerdotes (Lev. 4.1 -12). O sumo sacerdote realizava o mais central desses sacrifícios, mas no caso presente foi Moisés quem ofereceu o sacrifício em favor do sumo sacerdote, o qual, por ser homem, também tinha a necessidade de seu pecado ser removido, para que estivesse apto para cumprir os deveres de seu ofício. Também foi feito um sacrifício pelo pecado em favor dos sacerdotes, e pelas mesmas razões.
Êx 29.10 Porão as mãos sobre a cabeça dele. Desse modo, identificavam-se com o novilho. Assim, o que acontecia ao novilho, acontecia, em tipo e espiritualmente, ao sacerdote. O salário do pecado é a morte. O sangue faz expiação. Temos aqui uma ideia vicária, tal como CRISTO, o Cordeiro de DEUS que foi morto, tira o pecado do mundo (João 1.29). A imposição de mãos apontava para a transferência dos pecados do sacerdote para o novilho. A morte do animal punha fim à questão. Cf. Lev. 16.21,22. O animal, por ter ficado simbolicamente com os pecados do homem, era maldito; mas a sua morte e o derramamento de seu sangue deixavam o homem em liberdade. Ver Gál. 3.13 quanto à aplicação cristã desses fatos.
Êx 29.11 Imolarás o novilho. O animal agora era maldito. Seu sangue tinha que ser derramado, para que morresse. O homem tinha-se identificado com o animal mediante a imposição de mãos. Portanto, o que sucedesse ao animal, em tipo, sucedia a ele. O homem morria para os seus pecados, tal como requer o trecho de Rom. 6.23. Cf. Apo. 5.6,12; 13.8, que nos fornece a aplicação cristã do caso. Cf. Lev. 16.21,22. O abate do animal teve lugar no lado norte (lado direito; Lev. 1.11) do altar. E, então, houve a cerimônia de sacrifício sobre o próprio altar.
Êx 29.12 Tomarás do sangue do novilho.
O sangue do animal sacrificado era posto sobre os chifres do altar (Êxo. 27.2). No dia da expiação, o sangue também era posto sobre os chifres do altar (Êxo. 27.2). A virtude do altar, segundo se aceitava, residia sobretudo nos chifres. Um fugitivo da justiça se agarrava a essa parte de um altar, para não ser atingido pelo vingador do sangue (I Reis 1.50; 2.28). Algum sangue era posto sobre os chifres, e o resto do sangue (que tinha sido recolhido em baldes, quando o animal fora abatido) era atirado à base do altar (Lev. 4.7,18,30,34). As descrições que há em Lev. 4.5,17 dão-nos as regras concernentes às ofertas normais pelo pecado. O sacerdote mergulhava um dedo no sangue e ungia os chifres do altar; e, então, aspergia o sangue por sete vezes, diante do terceiro véu, aquele que separava o Lugar Santo do Santo dos Santos. Ό sangue servia de cobertura para o pecado acerca do qual o sacrifico estava sendo feito, sem importar se esse pecado fosse especificado ou não (Lev. 4.26,35). Servia de sinal do perdão” (J. Edgar Parkey, in Ioc).
Êx 29.13,14 Coisa alguma, em absoluto, podia ser comida da oferta pelo pecado. Certas porções do animal eram queimadas sobre o próprio altar (vs. 13), e outras porções eram queimadas fora do acampamento (vs. 14). Assim como o animal era totalmente consumido a fogo, assim também o homem ficava totalmente livre de seu pecado. Certas porções gordurosas que se encontravam no interior da carcaça do animal, como aquelas que lhe encobriam as entranhas, o fígado e os rins, eram queimadas sobre o altar.
Os intérpretes esforçam-se para explicar por que a gordura era tão altamente valorizada nas ofertas. Ao que parece, a gordura era considerada uma delícia, e, portanto, algo próprio para ser sacrificado. Outros estudiosos, porém, sugerem que era queimada sobre o altar porque facilmente era totalmente consumida pelas chamas, ao passo que outras porções resistiam mais ao fogo. Além disso, certos valores simbólicos eram emprestados à gordura: 1. É o melhor que o homem tem a oferecer. 2. Ou, pelo contrário, representava a natureza carnal do homem, a qual precisava ser subjugada mediante o sacrifício.
As entranhas talvez apontem, simbolicamente, para a corrupção interior do homem (o que Paulo tanto fustigou no sétimo capítulo da epístola aos Romanos).
O redenho do fígado. A membrana que cobre a porção superior do fígado, que alguns chamam de “apêndice”. Essa era outra porção que facilmente podia ser consumida no fogo, razão pela qual era posta sobre o altar.
A carne, a pele e os excrementos. Sendo essas as porções mais grosseiras do animal, eram consumidas a fogo fora do arraial. Portanto, o animal era totalmente consumido, um tipo de CRISTO e de Sua absoluta morte expiatória em nosso favor (I João 2.2). Ver Heb. 13.11,12, quanto à aplicação cristã da questão desses restos do animal sacrificado serem consumidos fora do acampamento.
Este texto deve ser comparado com o trecho de Levítico 4.11,12,21. O animal inteiro, por ser um sacrifício pelo pecado, era considerado impuro, servindo somente para ser queimado. No caso de todos os demais sacrifícios, certas porções do animal sacrificado podiam ser comidas pelos sacerdotes e pelos adoradores. “No caso de sacrifícios ligados aos cultos regulares do santuário, aqueles que eram oferecidos em ocasiões festivas e em favor do povo todo, os animais eram abatidos, esfolados e cortados em pedaços pelos sacerdotes... certas porções eram comidas pelos sacerdotes e por aquele que trouxera o animal a ser sacrificado” Unger, Dictionary, sobre Sacrifícios. Ver Lev. 8.31 e Êxo. 29.32.
Êx 29.15 Um carneiro. Dois carneiros eram sacrificados. Esse era o primeiro. O outro animal era trazido até a entrada do tabernáculo (vss. 1,3); e agora era sacrificado.
O sacrifício de um carneiro era comum em outros casos, e também era requerido na consagração de sacerdotes. Era uma oferenda de louvor e dedicação, e não um sacrifício pelo pecado, o que fora coberto pelo sacrifício do novilho. Alguns estudiosos, porém, pensam que havia uma dupla oferta pelo pecado, por meio de um novilho e por meio de um carneiro.
Havia imposição de mãos sobre o carneiro, tal como no caso do novilho (vs. 10). Alguns pensam que o sentido dessa imposição era o mesmo que no caso do novilho, embora outros estudiosos pensem que a razão disso era outra, ou seja, símbolo de louvor e dedicação. Ellicott é daqueles que veem uma diferença entre esses dois sacrifícios. Disse ele: “Novamente, identificando-se com o animal (via imposição de mãos), tal como no vs. 10, mas com um propósito diferente. Em seguida, transferiam seus pecados para a vítima; e agora, eles reivindicavam uma parte na dedicação da vítima a DEUS, oferecendo-se e tornando-se, eles mesmos, ‘um aroma agradável’ em oferta queimada ao Senhor” (Ellicott, in Ioc.). Verovs. 18.
Tomarás um carneiro. Mediante esse segundo carneiro é que se processava, realmente, a consagração dos sacerdotes, ou seja, a autoridade para eles exercerem o sacerdócio. Ver os vss. 19 ss, mas especialmente o vs. 22.
Êx 29.16 O mesmo modo de proceder era usado no abate desse carneiro, como se fazia com o novilho. Mas em vez de seu sangue ser aspergido sobre os chifres do altar (vs. 12), era aspergido em torno do altar. Portanto, a oferta pelo pecado e a oferta de louvor e consagração diferiam um pouco em seu modo de proceder. A aspersão do sangue provavelmente era feita mediante o uso de um ramo de hissopo, comumente usado para essa finalidade. Todavia, alguns intérpretes, apesar do fraseado diferente, supõem que tudo quanto está em pauta aqui é que o sangue era vertido ao pé do altar, tal como no caso do novilho (vs. 12). Não há como ter certeza quanto a esse modo de proceder, mas uma oferenda diferente provavelmente envolvia um modo de proceder diferente. Outros estudiosos pensam que tudo quanto era requerido era que todos os quatro lados do altar fossem aspergidos com sangue (conforme Middoth, iii.2).
Dessa maneira, o sangue era aplicado de forma plena, e o sacrifício mostrava-se totalmente eficaz.
Êx 29.17 A divisão do animal em pedaços separados facilitava sua queima sobre o altar. Se o animal não fosse assim despedaçado, poderia ficar queimando por muito tempo, sem ser consumido. Heródoto (Hist, ii.40) menciona tal prática entre os egípcios, havendo evidências de que os gregos e os romanos também usavam essa prática no tocante aos animais oferecidos em holocausto.
A lavagem apontava para a pureza, em um sentido simbólico. Todos os pedaços do animal, em seu conjunto, indicavam uma completa dedicação, uma oferenda sem qualquer defeito ou falta. Os estudiosos cristãos veem as ideias de perfeição e de algo completo na morte expiatória de CRISTO, e, subsequentemente, a necessidade dessas mesmas ideias no sacrifício vivo do crente (Rom. 12.1,2).
Êx 29.18 A oferta queimada requeria que o carneiro todo fosse consumido a fogo. Yahweh aspiraria o aroma e ficaria satisfeito. E isso significava, metaforicamente, que o sacerdote estava louvando ao Senhor e dedicando-se ao serviço do tabernáculo.
Metaforicamente, a expressão indica a aceitação das oferendas. A oferta de CRISTO, o Cordeiro de DEUS, foi uma oferenda fragrante, ou seja, aceitável diante de DEUS.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 434-435.
As ofertas (29.10-18). Primeiramente a oferta pelo pecado e o holocausto. Partes do corpo do animal, inclusive a gordura, eram queimadas sobre o altar e o restante era levado para fora do acampamento, a fim de ser queimado (13,14), tipificando CRISTO que “padeceu fora da porta” (Hb 13.11,12). Esta oferta representava a entrega das pessoas a DEUS para servi-lo em espírito de adoração.
Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 218.
 
1 Co 15:35 - Segunda prova - as Escrituras do Antigo Testamento (vv. 3, 4). A expressão antes de tudo significa "o que é de suma importância".
O evangelho é a mensagem mais importante que a Igreja pode proclamar. Apesar de o envolvimento com as ações sociais e com o aperfeiçoamento humano ser algo louvável, não há motivo algum para esses ministérios tomarem o lugar do evangelho.
"CRISTO morreu [...] foi sepultado [...] ressuscitou [...] e apareceu [...]" - esses são os fatos históricos fundamentais nos quais o evangelho encontra-se apoiado (1 Co 15:35). "CRISTO morreu pelos nossos pecados" (ênfase do autor) - essa é a explicação teológica dos fatos históricos. Os romanos crucificaram muita gente, mas apenas uma dessas "vítimas" morreu pelos pecados do mundo.
Quando Paulo escreveu "segundo as Escrituras" (1 Co 15:3), referia-se às Escrituras do Antigo Testamento. Grande parte do sistema sacrificial do Antigo Testamento apontava para CRISTO como nosso substituto e Salvador. Também deve ter se lembrado do Dia da Expiação, observado anualmente (Lv 16), e de profecias como Isaías 53.
Mas em que parte do Antigo Testamento é declarada a ressurreição de CRISTO no terceiro dia? JESUS fala da experiência de Jonas (Mt 12:38-41). Paulo também compara a ressurreição de CRISTO com as primícias apresentadas a DEUS no dia depois do shabbath seguinte à Páscoa dos judeus (Lv 23 :9-14; 1 Co 15:23). Uma vez que o shabbath deve ser sempre o sétimo dia, então o dia depois do shabbath é, necessariamente, o primeiro dia da semana, ou seja, o domingo, o dia da ressurreição de CRISTO. No calendário judaico, esse período equivale a três dias. Além da Festa das Primícias, havia outras profecias sobre a ressurreição do Messias no Antigo Testamento: Salmos 16:8-11 (ver At 2:25-28); Salmos 22:22ss (ver Hb 2:12); Isaías 53:10-12 e Salmos 2:7 (ver At 13:32, 33).
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag.
1 Co 15.3. A natureza derivativa do Evangelho é acentuada. Paulo não deu origem à mensagem que lhes transmitiu. Esta era algo que ele próprio recebera (recebi; 11:23). Antes de tudo provavelmente não se refere ao tempo, mas à importância.
“Coloco no primeiro lugar...” Esta introdução do sumário da mensagem do Evangelho é importante. Mostra que é um sumário bem antigo. Paulo não nos está dando a sua interpretação do que lhe fora dito. Isto nos remete retrospectivamente ao Evangelho como foi pregado originalmente, o kêrugma, para usar a expressão que C. H. Dodd tornou popular. O primeiro ponto é que CRISTO morreu pelos nossos pecados. A cruz está no coração do Evangelho. A morte que CRISTO sofreu foi morte expiatória. Foi pelos nossos pecados.
Segundo as Escrituras indica que o Evangelho não foi nenhuma idéia tardia. A morte salvadora de CRISTO foi algo predito muito tempo antes na Escritura Sagrada. Paulo não menciona passagens especificas, mas Is 53 estará particularmente em mente.
Leon Monis. I Coríntios. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 164-165.
I Cor 15.3 Agora, porém, ele apresenta mais uma vez o próprio evangelho aos coríntios, sendo que toda a ênfase recai cada vez mais sobre a ―ressurreição “Antes de tudo, vos transmiti o que também recebi.” O evangelho é uma rica mensagem, porém existe nele um ―acima de tudo, um centro que a tudo domina. E esse ―acima de tudo-- não é um centrum Paulinum! Paulo, que na carta aos Gálatas é capaz de enfatizar (Gl 1.12) que ele ―não o recebeu [o evangelho], nem o aprendeu de homem algum, mas mediante revelação de JESUS CRISTO, emprega aqui propositadamente os termos técnicos dos rabinos sobre o aprender de outros que lhe são familiares desde a juventude: “receber – transmitir”. Os coríntios não devem ter nenhuma possibilidade de esquivar-se de suas colocações com a desculpa de que se trata apenas de uma opinião particular de Paulo. Não, o apóstolo se encontra de maneira plena e integral no fluxo da tradição geral e não está reproduzindo seus próprios pensamentos. Isso não é uma contradição com Gl 1.12. A palavra do Senhor ressuscitado a Saulo de Tarso às portas de Damasco é tão sucinta quanto possível: ―Eu sou JESUS a quem persegues. A revelação direta de JESUS tornou certeza para quem até então o perseguia, somente esse único fato, de que aquele JESUS pregado à cruz está verdadeiramente vivo e é o kyrios. Todo o resto, todos os detalhes, todas as correlações históricas de JESUS tiveram de ser aprendidas daqueles que estiveram desde o início com JESUS.
Em seu encontro com Paulo JESUS nem mesmo havia falado do sentido e da finalidade de seu sofrimento e morte. Com certeza foi por meio do próprio ESPÍRITO SANTO que resplandeceu para o convertido Paulo a solução básica do enigma escandaloso, isto é, por que o Messias JESUS, expulso por Israel, teve de morrer como maldito (Gl 3.13) no madeiro: “que CRISTO morreu pelos nossos pecados”. Porque ele de imediato anunciou a JESUS e somente três anos mais tarde visitou Pedro em Jerusalém. Ao mesmo tempo, porém, foi da maior importância para ele que ele ouvisse de Pedro e da primeira igreja a mesma coisa: “CRISTO morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras.”
Estamos tão acostumados com essa frase curta que podemos ouvi-la sem ficarmos singularmente abalados. Contudo, quanto ela diz! Como devem ser terríveis os nossos pecados se tornaram essa terrível morte maldita do Messias necessária para a nossa salvação. Como é certa, porém, nossa redenção, nossa posição limpa perante DEUS, se DEUS realizou esse ato extremo em favor de nós! Nesse ponto Paulo é completamente unânime com a tradição do primeiro cristianismo. Não obstante toda a riqueza de palavras e feitos de JESUS relatados, os evangelhos são acima de tudo ―história da paixão e correm em direção da cruz. O que JESUS realizou curando enfermidades, libertando pessoas endemoninhadas, consertando vidas humanas, tudo está de antemão alicerçado em sua morte por nossos pecados e selado por essa morte. Com toda a razão e com plena convicção Paulo por isso estava decidido a ―nada saber senão a JESUS CRISTO e este crucificado (1Co 2.2). Também nisso tinha certeza da concordância com ―as Escrituras. Agora não precisava fornecer aos coríntios diversas provas da Escritura. De suas cartas depreendemos que Paulo constantemente aponta para o que está escrito ao fazer suas exposições. Seu interesse não reside num sistema teológico do Antigo Testamento, mas sempre em palavras isoladas decisivas que representam para ele a voz convincente das ―Escrituras.
Werner de Boor. Comentário Esperança I Coríntios. Editora Evangélica Esperança.
I Ped 1.18. Começa efetivamente agora um trecho com verbos no indicativo que, apondo-se ao trecho anterior (13-17), funciona como fundamentador ou reforçador das razões que levam às exortações que o precederam.
A importância dessa lembrança aparece em 2 Pedro (1.12-15; 3.1-2) e Judas (1.3,17).
O que é lembrado aos leitores é a sua redenção (resgate), e o preço que ela custou. Todo esse trecho (18-20) tem como pano de fundo duas imagens do Antigo Testamento: em primeiro lugar está o motivo de Isaías 53 (cântico do Servo de DEUS); em segundo lugar, o motivo da páscoa e do cordeiro pascal (Ex 12). Provavelmente a tônica está na passagem do Servo, de Isaías 53, mediada na tradição cristã pelo dito de JESUS em Marcos 10.45: “o Filho do Homem veio para servir, e dar sua vida em resgate por muitos”. Dentro de um uso livre, a essa figura associam-se motivos do sacrifício do cordeiro pascal.
Primeiramente, é feita a constatação: fostes resgatados. Por trás dessa concepção há algumas suposições que devem ser entendidas, porque têm raízes bem profundas na concepção teológica da Bíblia como um todo.
W. Mundle diz: “Sempre que os homens, por sua própria culpa ou através de algum poder superior, ficam submetidos ao controle de outra pessoa e perdem sua liberdade para implementar a sua vontade e as suas decisões, e quando os seus próprios recursos são inadequados para enfrentar aquele outro poder, podem obter de novo a sua liberdade somente mediante a intervenção de um terceiro”. Na concepção corrente na Bíblia, o homem, afastando-se de DEUS, chegou a se tomar escravizado pelo pecado e pelas forças do mal, não tendo capacidade em si próprio para resistir a essa dominação interna e externa. Isso é o que, basicamente, desencadeia todo o processo de injustiça, de dominação e opressão que caracteriza a sociedade como um todo. As mentes mais sensíveis aos propósitos de DEUS, sentindo esse aprisionamento dentro dos limites da condição humana, e a impotência para resolver as causas fundamentais do problema, chegam ao âmago do dilema humano clamando desesperados, como Paulo: “desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24). E justamente aí entra a boa nova do evangelho: a chegada de um terceiro (JESUS CRISTO) para promover, para toda a humanidade, a superação do dilema; isto aconteceu no Seu sacrifício, na Sua morte na cruz, de modo que se pode assim alegremente exclamar como o mesmo Paulo, ao conhecer essa nova realidade que invadiu o mundo: “Graças a DEUS por JESUS CRISTO!” (Rm 7.25).
Vários termos são usados no Novo Testamento para expressar essa intervenção libertadora de DEUS. Aqui é usada uma forma do verbo lytroomai, que significa “resgatar”, “redimir” por meio de um lytrõn (ou antilytrõn), “resgate”, “preço de resgate”. No mundo helênico, era muito usado em referência à alforria de escravos, havendo todo um processo institucional de resgate sacramental, pelo qual o escravo podia adquirir sua liberdade. Na versão grega do AT, o verbo e seus derivados traduzem principalmente palavras das raízes hebraicas gaal e pada, que “tinham estreita associação com a ideia de libertar escravos e resgatar pessoas ou coisas”, sendo usados assim “como os termos mais apropriados para descrever a libertação da escravidão, daqueles que tinham sido conquistados pelo Egito e depois pela Babilônia, e a recuperação por DEUS, para ser Sua propriedade legal, do [que assim ficou designado] “povo da Sua possessão”.
Este sentido teológico específico foi incorporado e define muito do uso dos termos no Novo Testamento, na maioria das vezes em que aparecem. Assim, o uso do aoristo passivo do verbo aponta inconfundivelmente para o ato redentor de DEUS em CRISTO. Nele, descortina-se a libertação do secular cativeiro da humanidade, cuja expressão aqui é o fútil procedimento, aquelas vaidade e ilusão sem sentido que vão se perpetuando de geração a geração (que vossos pais vos legaram). Patroparadotou é “herdado”, “legado dos pais”; como observa Goppelt, o termo “descreve ‘sociologicamente’ o que a tipologia Adão-CRISTO, de Rm 5.12-21, expressa teologicamente”. Pela terceira vez neste trecho aparece a palavra anastrofe (cf. 1.15,17), traduzida por procedimento', o sentido aqui é amplo, abarcando, em última instância, toda expressão anterior ou social da vida. Antes da redenção por CRISTO, tudo era futilidade (cf. IBB: “vossa vã maneira de viver”).
Em segundo lugar, o versículo descreve em termos negativos o preço do resgate, dizendo que ele não se deu mediante cousas corruptíveis (fthartois é o oposto de um dos adjetivos usados para descrever a herança dos crentes, em 1.4: “incorruptível”). Especialmente estão em vista prata ou ouro, que usualmente serviam para o pagamento de resgates no comércio. Há um desafio implícito nestas palavras, uma vez que é consenso que o ouro, por exemplo, tem tanto valor exatamente pela sua resistência à deterioração, sendo signo de estabilidade no mercado. Este mesmo desafio aparece vividamente em Tg 5.1-6, onde se diz do ouro que “enferruja” (cf. o dito de JESUS sobre o acúmulo de riquezas, em Mt 6.19-20). E bem possível que haja aqui uma reminiscência da passagem de Isaías 52.3, onde ao povo no cativeiro é dito: “sem dinheiro sereis resgatados” (LXX: ou meta argyrio lytrothesesthe). Em CRISTO, essa promessa alcança uma grandeza definitiva.
19. Finalmente, o preço do resgate é agora descrito positivamente. Dinheiro não poderia comprá-lo (cf. a passagem altamente sugestiva de SI 49.6-8); só o precioso sangue... o sangue de CRISTO. Esta expressão descreve a morte de CRISTO numa cruz, interpretada na linha de Mc 10.45, como já vimos; JESUS “deu sua vida em resgate por muitos”. A imagem de fundo é a da legislação dos sacrifícios do Antigo Testamento, onde o pecado era expiado pela morte sacrificial de um animal (cf. principalmente Lv4-5). O mais comum (especialmente pensando-se no grande ritual do dia da expiação; Lv 16) era matar-se um cordeiro, que, para ser aceito, tinha de ser sem defeito (gr. arriõmou) e sem mácula (gr. aspilou: os dois termos são virtualmente sinônimos, estando juntos aqui, provavelmente, para reforçar o fato de que só JESUS CRISTO podia se situar nessa categoria e ser aceito para o sacrifício vicário). As exigências da lei levítica a esse respeito estão descritas em Lv 22.17-25. O Cordeiro de DEUS (Jo 1.29), ao ser Ele próprio oferecido como sacrifício pelos pecados (pelos pecados de todo o mundo, 1 Jo 2.2), leva sobre Si definitivamente a culpa que pesa sobre a humanidade. Por efeito desse sacrifício, desse preço de resgate, somos “comprados” de volta para DEUS (Ap 5.9, numa bela descrição do caráter universal dessa transação; cf. também Ap 7.9).
É digna de nota a nova referência ao ouro e seus limites (no v. 19; cf. 1.7). Talvez também o adjetivo precioso (ligado ao “sangue de CRISTO”) ressalte essa inversão de valores. Em virtude do estamento social de onde procedem, provavelmente a grande maioria daqueles a quem a carta foi primeiramente dirigida é pobre. Por causa da sua adesão a CRISTO, talvez estejam ainda mais empobrecidos (cf. Hb 10.34, que parece fazer alusão a uma espoliação dos bens dos cristãos, e diante da qual eles não contam com recursos judiciais). A verdadeira e mais profunda medição dos valores tem de ser posta na perspectiva do eterno que irrompe em CRISTO; na sua gratuidade, ele põe em cheque as nossas falsas perspectivas e valores.
Ênio R. Mueller. I Pedro. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 106-110.
I Ped 1.18 Sabendo que não fostes redimidos com coisas transitórias, prata ou ouro, de vossa conduta vã, transmitida pelos pais. Um escravo era liberto do domínio de um proprietário por um prêmio elevado, para viver para o novo senhor. Desse modo JESUS nos redimiu na cruz da conduta vã, transmitida pelos pais. Na Bíblia latina, a Vulgata, consta: redimidos… da tradição paterna.
Por natureza todas as pessoas encontram-se na tradição dos pais. Enquanto, pois, a geração mais velha em geral está convicta de que transmite à juventude bons valores básicos, de que com razão se pode esperar uma vida sensata e disciplinada, a Bíblia diz algo bem diferente: os pais de qualquer modo apenas transmitem à juventude o que já receberam, a saber, uma conduta vã. O ser humano separado de DEUS em geral não se conscientiza do que significa conduta vã. Sim, ele só consegue suportar a vida presente porque e enquanto não se conscientizar disso até as mais extremas conseqüências. Porque o veredicto vão atinge até mesmo muitas coisas das quais o ser humano acredita que perdurarão “eternamente”.
Características hereditárias e a educação dos primeiros anos de vida determinam o ser humano para toda a sua vida. Quando, pois, o pai ainda vive na incredulidade e no paganismo, sua perdição e seus pecados configuram a vida dos filhos desde o primeiro instante. Um olhar para o paganismo antigo e novo evidencia para onde vão as coisas quando as pessoas vivem sem lei e sem DEUS durante várias gerações. Forma-se um estilo de vida, uma conduta transmitida pelos pais, do qual o indivíduo dificilmente se distanciará. Esse estilo de vida e o absurdo dessa conduta se impõem como uma escravidão sobre a vida dos filhos. O ser humano não consegue salvar-se sozinho dessa conduta marcada pela tradição dos pais. É somente o resgate por outro que traz a ajuda necessária.
Qual foi o preço desse resgate para DEUS? Não coisas transitórias, prata ou ouro. São esses os meios usuais de pagamento. Com eles se podia comprar a liberdade de escravos. Porém o resgate de que a humanidade escravizada precisava é incomparavelmente mais pesado! Prata e ouro, os mais importantes meios de pagamento na terra, são insignificantes demais para libertar da velha conduta e possibilitar a nova. Embora de alto valor, não deixam de ser passageiros como a terra.
I Ped 1.19 Contudo “o que DEUS investiu em nós” é incomparavelmente mais precioso. Por isso consta aqui: redimido… com o precioso sangue de CRISTO como um cordeiro sem defeito e sem mácula. Nem prata nem ouro são capazes de libertar uma pessoa do cativeiro da conduta vã. De fato, porém, é o precioso sangue do CRISTO que tem o poder de libertar e transformar pessoas de tal maneira que toda a sua vida seja renovada.
O sangue dele é tão precioso, por ser o Messias Filho unigênito, a coisa mais preciosa que o Pai no céu possui. Está sendo definido como Cordeiro sem defeito e sem mácula. No NT isso não constitui apenas uma comparação, mas ele realmente “é” o Cordeiro de DEUS. Em Jo 1.29 é chamado de Cordeiro de DEUS que leva embora o pecado do mundo, acabando com ele, eliminando-o para sempre. Sim, até na eternidade JESUS, nosso Senhor, será exaltado e adorado também no céu como “o Cordeiro”. Pois consta expressamente no louvor de miríades de anjos: “Digno é o Cordeiro que se deixou imolar…” (Ap 5.12).
Separada do Criador, a criatura somente encontrará a morte (Rm 5.12; 6.21b,23a). Nessa situação os sacrifícios de animais no AT tinham a finalidade de ser para o ser humano uma permanente recordação de sua carência maior, do pecado como separação de DEUS – e ao mesmo tempo de uma profecia messiânica: indicativo e preparação para o Prometido, que um dia levaria o pecado dos humanos definitivamente embora. Assim JESUS como Cordeiro de DEUS é a revelação da santa ira de DEUS sobre o pecado e ao mesmo tempo a revelação do maravilhoso amor de DEUS, que não consegue suportar a morte do pecador. Essa mensagem constitui o centro da Bíblia. Por isso Paulo declara: “Decidi nada conhecer entre vós senão unicamente a JESUS CRISTO, e a ele como Crucificado” (1Co 2.2).
Quem é capaz de produzir redenção de pecados para outros? Que qualidades o cordeiro precisa ter? Pedro complementa a exigência do AT sem defeito (Êx 29.1; Lv 22.17-25; Ez 43.22) com uma segunda: sem mácula. Pois, enquanto no AT era necessária uma perfeição meramente física do animal sacrificado, o Cordeiro da nova aliança tinha de ser livre de todas as manchas. No NT “mancha” (em grego spilos, também mancha de sujeira ou vergonha) tem conotação espiritual e moral, não física, como mostra Ef 5.3s. Cordeiro sem mácula significa, portanto: o Cordeiro de DEUS não podia ter nem uma mancha sequer, nenhum pecado, ao pretender colocar-se no lugar das pessoas, sacrificar-se por elas e redimi-las. Unicamente JESUS atende a essa condição. Unicamente ele podia redimir a humanidade, o único puro e sem pecados. Ele entregou por nós seu precioso sangue. Fez tudo isso para nos resgatar para a nova vida! Isso fundamenta a exortação: levem a sério sua vida, andem com temor! Saibam que foi paga com alto preço. Lidamos com cautela com aquilo que teve um alto custo!
Uwe Holmer. Comentário Esperança I Pedro. Editora Evangélica Esperança.
 
Unção da orelha direita - O sacerdote deve ouvir a voz de DEUS e deve ouvir os problemas das pessoas.
Unção do dedo polegar da mão direita - O sacerdote deve levantar suas mãos em adoração a DEUS, deve abençoar, impondo as mãos, ungir com com óleo os enfermos.
Unção do dedo do pé direito - O sacerdote deve ir onde o Senhor mandar, deve visitar e deve evangelizar.