domingo, 7 de setembro de 2008

NEOPAGANISMO, LIÇÃO 11, UM MAL A SER COMBATIDO

LIÇÃO 11 - NEOPAGANISMO, UM MAL A SER COMBATIDO
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 3ºtRIMESTRE DE 2008
As doenças do nosso século - As Curas Que A Bíblia Oferece
Comentarista: Pr. Wagner dos Santos Gaby
Consultor doutrinário e teológico: Pr. Antônio Gilberto
Complementos e questionário: Ev. Luiz Henrique
QUESTIONÁRIO
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO: 
"Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do DEUS vivo" (Hb 3.12).
 
 
 
 
VERDADE PRÁTICA
Nestes últimos dias, a Igreja tem de ser vigilante e alicerçada na Palavra de DEUS, a fim de combater eficazmente o neopaganismo.
 
 
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 2 Pedro 2.1-9.
1E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.2E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade;3e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.4Porque, se DEUS não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o Juízo;5e não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;6e condenou à subversão as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;7e livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis8(porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, pelo que via e ouvia sobre as suas obras injustas).9Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos e reservar os injustos para o Dia de Juízo, para serem castigados.
2.1 ENTRE VÓS HAVERÁ TAMBÉM FALSOS MESTRES O ESPÍRITO SANTO adverte repetidas vezes nas Escrituras que surgirão muitos falsos mestres dentro das igrejas. As advertências a respeito de mestres e líderes introduzindo heresias no meio do povo de DEUS foram feitas antes por JESUS (ver Mt 24.11 nota; 24.24,25), e o ESPÍRITO SANTO continuou advertindo através de Paulo (ver 2 Ts 2.7; 1 Tm 4.1; 2 Tm 3.1-5), de Pedro (vv. 1-22), de João (1 Jo 2.18; 4.1; 2 Jo 7,11), de Judas (Jd 3,4,12,18) e das cartas de CRISTO às sete igrejas (ver Ap 2.2,6)
2.1 NEGARÃO O SENHOR QUE OS RESGATOU. De conformidade com Pedro, os falsos mestres dentro da igreja que estavam "negando (gr. arneomai = repudiar ou renunciar) o Senhor que os resgatou" tinham abandonado o caminho certo e se desviado (v. 15), tornando-se "fontes sem água" (v. 17). Antes, eles tinham se livrado da maldade do mundo, mediante JESUS CRISTO, mas agora voltaram a emaranhar-se no pecado (v. 20).
2.2 SERÁ BLASFEMADO O CAMINHO DA VERDADE. Muitos crentes professos seguirão esses falsos pregadores, com suas "dissoluções" (i.e., imoralidades sexuais). Por causa da vida pecaminosa desses líderes e seus seguidores, DEUS e seu evangelho serão infamados (ver 2 Tm 4.3,4).
2.3 POR AVAREZA... PALAVRAS FINGIDAS. Os falsos mestres comercializarão o evangelho, sendo peritos na avareza e em conseguir dinheiro dos crentes, a fim de promover ainda mais seus ministérios e seus modos luxuosos de vida. (1) Os crentes devem estar a par de que um dos métodos principais dos falsos ministros é usar "palavras fingidas", ou seja, contar histórias impressionantes, mas inverídicas, ou publicar estatísticas exageradas a fim de motivar o povo de DEUS a contribuir com dinheiro. Glorificam a si mesmos e promovem seu próprio ministério com esses relatos inventados (cf. 2 Co 2.17). Deste modo, o crente sincero, mas desinformado,
torna-se um objeto de exploração. (2) Pelo fato de esses obreiros profanarem a verdade de DEUS e fraudarem o seu povo com sua cobiça e engano estão destinados à perdição e à destruição.
2.4 ANJOS... HAVENDO-OS LANÇADO NO INFERNO. Provavelmente, trata-se dos anjos que se rebelaram juntamente com Satanás, contra DEUS (Ez 28.15), e tornaram-se os espíritos maus referidos no NT. As Escrituras não explicam por que uns espíritos malignos estão em cadeias, enquanto outros estão livres para agir com Satanás na terra (cf. Jd 6)
2.8 AFLIGIA... A SUA ALMA JUSTA. Uma característica principal do homem de DEUS é que ele ama a justiça e detesta a iniqüidade (ver Hb 1.9). Sua alma se angustia e se aflige (vv. 7,8) pelo pecado, imoralidade e impiedade reinantes no mundo (ver Ez 9.4; Jo 2.13-17; At 17.16).
2.9 LIVRAR... OS PIEDOSOS. O modo de Ló reagir ante a iniqüidade e imoralidade ao seu redor (v. 8) tornou-se uma prova que determinou, tanto o seu próprio livramento, quanto seu destino na eternidade. (1) DEUS livrou Ló porque este rejeitava o mal e sentia repugnância na sua alma, diante "da vida dissoluta dos homens abomináveis" (v. 7). (2) Quando CRISTO voltar para levar seu povo (ver Jo 14.3) e manifestar a sua ira sobre os ímpios (3.10-12), Ele levará para si mesmo a sua igreja visível que, por causa da sua fé nEle e do seu amor por Ele, é, aqui, como Ló, afligida pela conduta carnal, pela vida imoral e pelos demais pecados clamorosos da sociedade ao seu redor. (3) DEUS sabe como libertar seus servos fiéis do meio ambiente imoral e corrupto, em cada geração (cf. Mt 6.13; 2 Tm 4.18; Ap 3.10)
A APOSTASIA PESSOAL
Hb 3.12 “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do DEUS vivo”.

A apostasia (gr. apostasia) aparece duas vezes no NT como substantivo (At 21.21; 2Ts 2.3) e, aqui em Hb 3.12, como verbo (gr. aphistemi, traduzido “apartar”). O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado.
Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com CRISTO, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé nEle. Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo ESPÍRITO SANTO (cf. Lc 8.13; Hb 6.4,5); não é simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja visível. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si: (a) a apostasia teológica, i.e., a rejeição de todos os ensinos originais de CRISTO e dos apóstolos ou dalguns deles (1Tm 4.1; 2Tm 4.3); e (b) a apostasia moral, i.e., aquele que era crente deixa de permanecer em CRISTO e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13).
Quem, sinceramente, preocupa-se com sua condição espiritual e sente no seu coração o desejo de voltar-se arrependido para DEUS, tem nisso uma clara evidência de que não cometeu a apostasia imperdoável. As Escrituras afirmam com clareza que DEUS não quer que ninguém pereça (2 Pe 3.9; cf. Is 1.18,19; 55.6,7) e declaram que DEUS receberá todos que já desfrutaram da graça salvadora, se arrependidos, voltarem a Ele (cf. Gl 5.4 com 4.19; 1 Co 5.1-5 com 2 Co 2.5-11; Lc 15.11-24; Rm 11.20-23; Tg 5.19,20; Ap 3.14-20; note o exemplo de Pedro, Mt 16.16; 26.74,75; Jo 21.15-22).
Paganismo:
A palavra pagão vem do latim "paganus", que quer dizer: "aquele que vive no campo", ou "aquele que vive do campo". Foram chamados pagãos todos os que viviam fora da cidade de Roma e não praticavam o cristianismo romano, vivendo em conformidade com sua tradição de terem muitos deuses. Chamamos de povos pagãos, aqueles que na antiguidade tinham nos campos e plantações, seus sustentos.
A terra era sagrada! Toda cultura e religião giravam em torno da natureza: a época das colheitas, as estações, os solstícios,etc.
Muitos dos povos pagãos eram politeístas, atribuindo aos Deuses faces da natureza com que conviviam.
Assim havia o deus sol, a deusa lua, o deus da caça, a deusa da fertilidade...
Foram pagãos os povos: gregos, romanos, e celtas.
Os celtas como exemplo: antes de ser influenciados pelo cristianismo, sua cultura era matriarcal. As cerimônias eram conduzidas por sacerdotisas, a medicina é praticada pelas curandeiras, as decisões tomadas pelas sonhadoras, e o deus, não passa do consorte da deusa, a grande Mãe.
Como religião, o paganismo busca o equilíbrio entre o masculino e feminino, tanto no exterior, como dentro de cada indivíduo.
Neopaganismo é o paganismo moderno e atual onde suas práticas são mais ocultas e adornadas com retoques que disfarçam seu real condutor, Satanás.
 
 
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
O termo neopaganismo. Você sabe o que é? O neopaganismo é um termo que descreve uma variedade de credos e religiosidades que, com roupagem moderna, cultuam a natureza, valorizam os mitos e as divindades pagãs da Antiguidade e da Idade Média. É o antigo paganismo destituído de seus rituais ofensivos ao homem pós-moderno. Para ilustrar esse conceito de forma simples, diga aos seus alunos que a diferença entre o neopaganismo e o paganismo tradicional pode ser visto na imagem da bruxa popular. Antes, feia, nariguda, velha, enrugada e verrugosa. Agora, bela, educada e jovem - como aparece na mídia e na indústria de entretenimento. O neopaganismo é conhecido nos meios de comunicação pelo nome de Wicca. São politeístas, praticam a feitiçaria, valorizam o horóscopo, cultuam a natureza e as pretensas divindades femininas. Atualmente, as idéias neopagãs são difundidas através dos desenhos animados, dos filmes e das revistas como a Witch (bruxa, em inglês - esta revista é destinada a crianças de 8 a 13 anos). Alerte os pais e os alunos a respeito desse perigo.
 
 
 
Neopaganismo é o termo que descreve um grupo de religiões contemporâneas bastante heterogêneas entre si; seu uso - em detrimento de paganismo - por seus praticantes talvez se dê ao desejo de marcar a verdadeira revolução dos conceitos religiosos e espiritualistas  mais marcantemente desde a década de 1970.
A maior parte das religiões neopagãs são tentativas de reconstrução ou ressurgimento das religiões pagãs, principalmente as da antigüidade pré-cristã européia. Alguns neopagãos enfatizam sua conexão com formas antigas do paganismo, numa forma de continuidade marginal (à margem da religião que se auto-afirmava como única verdade, a cristã).
O neopaganismo é um termo referente às diversas formas de religiosidade que têm como lugar comum o encontro com o divino através da natureza. Com base no ensinamento que remonta ao Egito Antigo, que diz que "o que está acima é como o que está abaixo e o que está abaixo é como o que está acima", seus praticantes acreditam que a natureza dos criadores seja a mesma de suas criaturas. Os neopagãos buscam, dessa feita, compreender "o que está acima" - seus deuses - conhecendo "o que está abaixo" - a natureza e seus semelhantes.
Suas práticas envolvem a magia natural e a magia cerimonial, como também a busca da evolução através das terapias holísticas atuais.
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Neopaganismo-10-09-2008> 
 
 
 
O neopaganismo - Cícero Brasil Ferraz <http://www.ejesus.com.br/exibe.asp?id=2274>
É constrangedor assistir a programas “evangélicos” na televisão. O ponto central da teologia da prosperidade é uma chamada “fé positiva”, que poderíamos chamar de “fé na fé”. Uma mistura de Vincent Pearle (O Pensamento Positivo) com um humanismo barato pregado nas cadeias televisivas e ensinados
– ad nauseam – nos meios de comunicação em massa.
O grande salvador e libertador desse tipo de pregação é o deus Vontade. Se eu desejo e creio, logo recebo. A minha vontade é maior do que tudo – inclusive maior e mais necessária do que o império da vontade de DEUS. Aliás, até DEUS se submete ao poder da “fé na fé”.
Aqui não se leva em conta a queda. Quando caímos em Adão tudo em nós foi corrompido. Até a nossa vontade é subjugada pelo gládio da malignidade, pela força da carne, pela negação da santidade e pela oposição consciente e obstinada ao DEUS Eterno. “Não há quem faça o bem”, é o veredicto final.
Por outro lado, jamais DEUS nos desestimularia a pedir, crer e buscar. DEUS quer - no que tange à santificação – que exerçamos a fé que ele mesmo nos deu. Não aquela “fé na minha fé”, mas a partir de um relacionamento íntimo com a cruz que nos leva a convicção de pecado, e com a ressurreição que nos leva a uma vida vitoriosa pelo poder de CRISTO dentro de nós.
Fé sem cruz, sem túmulo aberto, sem relacionamento com o ESPÍRITO SANTO, não passa de um esforço humano e caído para conseguir “alcançar graças” que a história tenha a nos oferecer. Mesmo que ela tenha algum conteúdo cristão, será sempre independente de DEUS, será, na verdade, uma afronta ao próprio DEUS.
 
 
 
Ecorreligião e neopaganismo

“A Terra é nossa mãe, precisamos cuidar dela. Em seu solo sagrado andamos a cada passo...”3

O amor pela natureza excedeu seus limites no mundo contemporâneo, assumindo o perfil de religião. O Movimento Nova Era assumiu posturas extremas com relação ao meio ambiente que fomentaram um retrocesso ao paganismo e à religião animista, que diz que todas as coisas têm espírito e devem ser reverenciadas.
 

“A consciência ecológica da Nova Era deriva-se da percepção de uma unidade universal e da teia interligada da vida biológica. Compartilha de muitos alvos do movimento ambientalista como um todo, e tira proveito da renovada apreciação pela cultura dos povos pré-colombianos e sua apreciação da natureza [...] Para muitos adeptos da Nova Era, a ecologia4 contém a verdade religiosa básica de onde emanam todas as religiões. Uma outra maneira de expressar isto é pela frase ‘Eu sou a Terra’ [...]. Bob Hunter, cronista do Greenpeace Chronicles, chega a denominar a ecologia de religião da Nova Era”.5

Ainda segundo o mesmo jornal, alinhar-se com a natureza é “liberar a divindade que há dentro de nós, é ser elevado a um estado superior do ser. É, ao mesmo tempo, liberar o animal que está dentro de nós”.6

Culto à “Deusa Mãe” ou “Mãe-Terra”, crença nos chamados “elementais”, gnomos, duendes, elfos e outras criaturas mitológicas dos bosques e florestas, foi o resultado de toda essa reverência idólatra pela criação. Os espíritos protetores da Terra e do meio ambiente, caso pertencessem à cultura dos índios americanos ou à cultura européia, passariam a ser cultuados e aceitos como reais. A “Volta ao verde” tornou-se a “volta aos cultos e às crenças ancestrais”, quando animais e plantas passaram a receber adoração aberta.
 

 

O neopaganismo tem forte ligação com as antigas religiões de bruxaria dos antigos celtas, ligadas aos ciclos da natureza. A maior parte das religiões neopagãs tem poucos credos e não possui profetas. Sua base está firmada nas celebrações em certas estações do ano (ciclos do plantio e da colheita), nos costumes e experiências, e não na palavra escrita. Segundo Gordon Melton, do Instituto de Estudo das Religiões Americanas, na Califórnia, a grande maioria das pessoas que se consideram feiticeiros (as) “segue a adoração politeísta, voltada para a natureza, da Grande Deusa Mãe, cujos nomes incluem Diana, Ísis, Demeter e também Gaia”.7

Embora toda a retórica da Nova Era seja recheada de cunho científico, sua prática, porém, nada mais é do que puro culto pagão, no qual um DEUS impessoal é identificado com a criação, e a criação é adorada como deusa. Nem toda a argumentação complexa formulada por tais ambientalistas pode livrá-los do fato de serem ecólatras.8

“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis. Porquanto, tendo conhecido a DEUS, não o glorificaram como DEUS, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. Pois mudaram a verdade de DEUS em mentira, e honraram e serviram mais a criatura [ou a criação] do que o Criador” (Rm 1.20, 21, 22, 25).

Até mesmo Eddie Van Feu, autora do livro Wicca – rituais, grande defensora da bruxaria moderna, admite: “O que caracteriza a Wicca? O amor à Terra e à natureza e o respeito a tudo e todos acaba fazendo muita gente, como os ecologistas, por exemplo, ligar-se à Wicca sem o saber”.9

Em contrapartida, a bruxaria moderna se coloca como superior ao cristianismo neste aspecto. Diz a escritora: “Os wiccanos possuem uma espécie de consciência que os faz tratar o planeta como um ser vivo, com respeito e dignidade, protegendo e amando todos os seus filhos – homens, animais, minerais, vegetais – como irmãos. A filosofia cristã, no entanto, prega que o homem pode subjugar todos os outros seres e elementos, por ter sido criado superior”.10

Diante de tudo isto, só podemos concluir que certos aspectos do movimento pela ecologia foram “contaminados” por elementos religiosos ligados ao ocultismo. É extremamente difícil, como sempre foi, separar o joio do trigo. Apoiar uma causa ecológica qualquer pode significar envolvimento com crenças completamente pagãs e esotéricas. A causa, como vemos, tem até mesmo sido utilizada pelos adeptos da Nova Era com o intuito de atacar o cristianismo. Mas ficar calado, omitir-se de forma total, pode significar concordância.

Amando as fábulas

“E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2Tm 4.4)
 

Uma famosa apresentadora de TV revelou à imprensa ter visto um duende aos pés de sua cama. E afirmou que, desde então, sua vida mudou. Adesivos com a declaração “Eu creio em duendes” estão espalhados nos vidros dos carros. Maçãs e outros frutos têm sido oferecidos a pequenas imagens destes seres. É quase inacreditável que o imaginário fabuloso pagão e pré-cristão pudesse se tornar em uma crença de pessoas cultas em pleno século XXI. Isto só pode significar que algo muito errado está acontecendo.
 
Observe como esses seres fictícios são cridos e descritos com um rigor quase científico: “Os seres elementais são os espíritos da natureza. Eles surgem espontaneamente dos quatro elementos básicos — terra, água, ar e fogo —, ganham forma física (de acordo com a região geográfica e a cultura a que pertencem) e vivem de 300 a 1000 anos. Após esse período, eles se desintegram e voltam ao seu elemento original. Há referências à existência de espíritos elementais em praticamente todas as civilizações. Na Índia, por exemplo, eles são chamados de gandarvas e se apresentam como seres intermediários entre os anjos (devas) e os homens. No Brasil, os espíritos da natureza também ganharam diversas formas: a Iara, por exemplo, é o elemental da água, e o caapora é o espírito guardião das matas. Mas foram os gnomos e os duendes, com aparência de camponês europeu, que se tornaram mais populares no mundo todo. Talvez por conta das obras de um alquimista suíço: Paracelsus (1493-1541), que os descreveu em sua obra Filosofia oculta”.11
 

 

Os estudiosos deste assunto dividem os elementais nos seguintes grupos.12

Gnomos (elementais da terra – minerais): são seres de pequena estatura e, por sua íntima ligação com a Terra, desenvolveram grandes habilidades para lidar com ela. Trabalham nas minas escavando minerais valiosos com os quais constroem suas ferramentas. São de vários tamanhos – muitos deles bem menores que os seres humanos, ainda que alguns tenham o poder de alterar à vontade sua estatura.

Duendes (elementais da terra – vegetais): são alegres, amam festas, músicas e danças. São ligados à Terra e, geralmente, conseguem controlar os imprevistos da natureza. Vivem vários anos e chegam a constituir famílias. Adoram comer e fazer brincadeiras, tais como: esconder objetos. Alguns possuem orelhas grandes e pontudas e grande quantidade de pêlos no corpo. Quando confiam nos homens, se tornam fiéis e grandes protetores.

Ondinas (elementais da água): esta classificação aplica-se a todos os seres associados ao elemento água e à sua força. Estão presentes nos lugares onde há uma fonte natural de água. A atividade das ondinas se manifesta em todas as águas do planeta, quer provenham de chuvas, rios, mares, oceanos, etc.

Salamandras (elementais do fogo): nenhum fogo é aceso sem o seu auxílio. Sua atividade é intensa no subsolo. São responsáveis pela iluminação, calor, explosões e funcionamento dos vulcões. Foram os movimentos “serpenteantes” desses elementais no interior das labaredas de fogo, semelhantes aos movimentos sinuosos das caudas dos lagartos e lagartixas, que lhes valeram esse curioso nome.

Fadas (elementais das flores): foram criadas pelos deuses da mesma forma que os seres humanos e os outros animais. São uma forma de vida paralela ao nosso mundo visível – em um plano astral. Apesar disso, possuem a habilidade e a capacidade de transcender esse plano e rapidamente viajar através dele. De certa maneira, estão associadas aos elementais, embora não sejam uma forma de energia pura. São seres pensantes que têm sentimentos e podem realizar encantos ou mesmo agir junto com bruxas e feiticeiras em diversas atividades mágicas ou ritualísticas.

Silfos (elementais do ar): são os que mais se aproximam da concepção que geralmente fazemos dos anjos e das fadas e, freqüentemente, trabalham lado a lado com esses mesmos anjos. Eles correspondem à força criadora do ar. As mais suaves brisas e os mais violentos furacões são resultados de seu trabalho.

Quem é como DEUS?

“No princípio criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1).

DEUS não os tornou céus e terra, mas os criou. A ausência desta simples distinção, localizada no âmago da espiritualidade “novaerense”, faz a diferença entre os verdadeiros adoradores e os idólatras. Toda espiritualidade que não é voltada para DEUS por meio de JESUS CRISTO (Jo 14.6) não passa de um canal para a atuação de espíritos malignos. As Escrituras não deixam dúvidas: o Criador e a criação não são manifestações diferentes de um mesmo ser. A criação derivou do Criador, em um ato livre e soberano.

Quando a Nova Era se refere a “deus”, com certeza não se trata do DEUS e Pai de nosso Senhor JESUS CRISTO. Seu “deus” deriva do panteísmo hindu, portanto sua adoração é pura manifestação idólatra, mesmo quando camuflada de devoção à natureza. O panteísmo é uma espécie de monismo, que identifica a mente e a matéria, e que pensa que a unidade é divina. E, assim, o finito e o infinito tornam-se uma e a mesma coisa, embora isso ocorra por meio de diferentes expressões de uma mesma coisa. O universo passa a ser auto-existente, sem começo, embora sujeito a modificações. De acordo com o panteísmo, todos os seres e toda a existência de DEUS devem ser concebidos como um todo. Essa noção é uma mentira na qual se agarram os ecólatras da Nova Era, que nada mais fizeram a não ser alterar o foco da idolatria.

É importante lembrar aos adoradores da terra e da natureza que a Terra foi amaldiçoada por DEUS, assumindo característica de decadência e transitoriedade (Gn 3.17,18; Rm 8.20-22). Isto não significa que devemos prejudicá-la, todavia, divinizá-la é pura tolice diante desses fatos.

Finalmente, na Bíblia há um contraste agudo entre o caráter eterno de DEUS e o caráter decadente e temporário da criação. Esse movimento fez uma péssima escolha. Isso sem citar a mera maquiagem para o paganismo, a bruxaria e a idolatria que o movimento ecológico tem apresentado. DEUS, o Criador, apesar do mal que atingiu suas obras, paira eterno e invencível acima de tudo isto: “Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles se envelhecerão como um vestido; como roupa os mudarás, e ficarão mudados. Porém tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim” (Sl 102.25-27).

Índia e caboclo

Seres elementais, segundo o folclore brasileiro

Iara: é também chamada de Uiara ou Mãe-D’água. Está nitidamente ligada aos elementais da água, como ninfas e sereias. Possui origem amazônica, indígena. É apresentada como uma linda mulher, encarregada de proteger rios e lagos, cachoeiras e outros cursos de água.

Caipora: originalmente, é um dos vários elementais protetores da fauna. Ainda conhecido na região amazônica, o caipora é representado ora como um caboclo de pouca estatura, ora como um ser híbrido, meio homem, meio macaco, cavalgando porcos-do-mato e detendo os viajantes em busca de fumo para o cachimbo. Segundo o folclore, como protetor da natureza, evita que sejam derrubadas mais árvores do que o necessário.

• Adaptado do jornal O amigo do filatelista. Ano 10, nº 37.
Invocação aos gnomos

ALERTA! Quem pensa que o mundo “ingênuo” das fábulas não tem nada a ver com religião engana-se completamente. Observe a acentuada devoção em uma oração-modelo formulada para se invocar gnomos:

Eu vos saúdo, gnomos, Que constituís a representação do elemento Terra, Vós que constituís a base e fortaleza da Terra, Ajudai-me a transformar, A construir todas as estruturas materiais, Assim como uma raiz fortifica a árvore frondosa. Gnomos, Possuidores dos segredos ocultos, Fazei-me perfeito e nobre, digno do vosso auxílio. Mestres da Terra, Eu vos saúdo fraternalmente. Amém  (http://www.icp.com.br/64materia2.asp acesso 03-09-2008))

Notas:
1 Almanaque Abril.
2 Alterando o ponto: Ciência, Sociedade e Cultura Emergente, Fritjof Capra, p. 292.
3 Cântico da Roda de Cura em Honra à Mãe Terra.
4 O termo ecologia provém da raiz grega oikos, que significa “casa”, e da raiz logos, que significa “a ciência” ou “o estudo de”. É um ramo da biologia que estuda as relações dos organismos e grupos de organismos com seu meio, o qual permite conhecer a estrutura da natureza e explica seu funcionamento, assim como as diferentes adaptações dos seres vivos e os fatores que influem: solo, clima, presença de outras espécies.
5 Compreendendo a Nova Era, Russel Chandler, p. 245-6.
6 Ibid., p. 245-7.
7 Enciclopédia dos Cultos Americanos, 1986, p. 211.
8 Ecólatras: são os adoradores da ecologia.
9P.13.
10 Ibid.
11 <www.guruweb.com.br>
12 <www.belleangelencantados.hpg.ig.com.br/elementais/indexelementais.htm>
 
 
Fantasias Boas e Fantasias más
Por Gene Edward Veith - Tradução Gordon Chown

Os livros Harry Potter talvez sejam o maior sucesso até hoje na história da literatura infantil. Essa série, escrita por uma autora britânica chamada J. K. Rowling, foi traduzida em 35 idiomas e lida em 220 países1. Chegou ao topo dos campeões de venda em todo o mundo com a marca de quarenta e um milhões de exemplares distribuídos2. No Brasil, os livros da série Potter ocupam os três primeiros lugares de venda3. Os dois primeiros volumes, por exemplo, atingiram a casa dos 200 mil exemplares vendidos. É a primeira vez que um só autor consegue conquistar tal posição.

Os maiores compradores desses livros campeões de venda são, obviamente, as crianças. Muitas delas, segundo consta, ao comprarem um exemplar dessa série, estão lendo pela primeira vez um livro na vida. Pais e mestres afirmam que a série Harry Potter está levando milhares e milhares de jovens aos prazeres da leitura. Os meninos, em especial, que usualmente são mais resistentes à leitura que as meninas, estão desligando a TV e os videogames para dedicar tempo ao suposto bom livro. Os jovens que antes eram condicionados a passar horas e horas em frente à televisão estão se dedicando intensamente à leitura de uma série com nada menos que 700 páginas.

Quem vê isso pensa logo em boas notícias. Mas não é bem assim. Um dos aspectos das histórias de Harry Potter faz com que os pais cristãos se sintam mal. A série fala de uma escola para bruxas. Harry é um pré-adolescente bobo e totalmente infeliz, criado por padrastos que o desprezam. Por fim, ele vai para a Academia Hogwarts (Verrugas de Javali), um internato mágico. Lá aprende a lançar sortilégios e transforma-se num superatleta ao participar, voando, de uma corrida de vassouras, além de desfrutar de aventuras fabulosas.

Nestes tempos, quando a verdadeira bruxaria está em voga, com as convenções de Wicca (bruxaria) reconhecidas nos campus universitários da Europa e da América do Norte como mais um ministério legítimo entre os estudantes, essas narrações passam a idéia de que a feitiçaria é algo atraente. É verdade que as bruxas e os bruxos que voam montados em vassouras não deixam de ser uma ilustração dos personagens das histórias infantis. Não se tratam, logicamente, das deusas neopagãs e dos adoradores da Natureza da Wicca. Mas não é por isso que os pais cristãos devem deixar de se preocupar com os seus filhos adolescentes: a leitura da série Harry Potter está a um pequeno passo entre o fascínio pelo personagem desses livros e o envolvimento aberto com o ocultismo.

Harry Potter é só um exemplo de como a juventude de hoje está nadando na fantasia. Os videogames, apesar de sua alta tecnologia, freqüentemente retratam âmbitos arcaicos de espadas e feitiçaria. Na TV, envolvem-se com Xena, a princesa guerreira; Buffy, a caça vampiros e Sabrina, a bruxa adolescente, além de programas e novelas que evocam o ocultismo. Os filmes de grande popularidade entre as crianças, os adolescentes e os jovens são freqüentemente fantasias com toques de ficção científica, como, por exemplo, a série Guerra nas estrelas.

Na realidade, a fantasia sempre teve participação fundamental no entretenimento infantil, seja de modo maléfico ou sadio. Hoje em dia, portanto, destaca-se mais o seu lado maléfico, infelizmente. A fantasia é um recurso que, se não for bem usado, prejudica, e muito. Se por um lado algumas histórias infantis estão eivadas de insinuações feministas, por outro, muitos autores procuram transmitir valores honestos, demasiadamente tradicionais.

Alguns dos melhores escritores cristãos, de João Bunyan a C. S. Lewis, têm empregado e defendido o gênero literário da fantasia. O Peregrino, de João Bunyan (Editora Mundo Cristão), e as Crônicas de Nárnia, de Lewis, têm ajudado milhares de crianças e seus pais a compreender o evangelho.

O problema não está na fantasia, que nada mais é do que um simples exercício da imaginação. Uma obra que lança mão desse recurso pode moldar a criatividade imaginária do público, tanto para o bem quanto para o mal. O desafio é saber discernir a diferença entre a fantasia boa e a fantasia má, e reconhecer não somente o seu conteúdo, mas também o seu efeito sobre o leitor.

O que torna uma fantasia diferente da outra? Como o leitor ou seus pais podem perceber essa diferença? Julgando o seu conteúdo. E isso envolve perspicácia para entender como funciona a fantasia e discernimento para reconhecer seus efeitos5.

Fantasia e a realidade

A solução não é simplesmente repudiar as obras de fantasia e favorecer as realistas. Poderíamos argumentar que livros realistas atuais para crianças são mais negativos em seus efeitos do que as fantasias da série Harry Potter. Livros como Heather tem duas mamães, de Leslea Newman e Diana Souza, e O companheiro de quarto do papai, de Michael Willhoite, são tentativas realistas de legitimar a prática homosexual entre crianças de quatro a oito anos.

Outras obras desse gênero literário lidam com divórcio, abuso de crianças e sexo. Títulos populares escritos para adolescentes incluem tratamento favorável ao abuso das drogas, fuga de casa, suicídio e relação sexual extraconjugal em todas as suas formas6. O mundo realista de hoje é constituído de pais cruéis, rebelião moral e autocomiseração dos adolescentes. A moda do realismo nos livros infantis não passa de um pretexto à doutrinação politicamente correta, à invectiva antifamília e à narrativa eivada de problemas de angústia.

O psicólogo cristão William Kirk Kilpatrick demonstra como as histórias infantis podem ajudar as crianças em sua educação moral. Elas aprendem que a virtude é atraente e a iniqüidade, repulsiva. Não assimilam isso pelos preceitos abstratos das histórias, e muito menos pelos exercícios de clarificação de valores ensinados nas escolas, mas ao torcerem por seus heróis virtuosos e imitarem o comportamento deles.

Parece que a proposição inversa também é verdadeira. Se algumas histórias tornam a virtude atraente, outras, no entanto, elevam, de igual forma, o vício. Assim como qualquer ferramenta, a literatura também pode ser usada para o bem ou para o mal. Se o propósito é ensinar a criança a não mentir, nada melhor do que o livro O menino que gritava lobo!, e outras fábulas de Esopo que, apesar de seus animais falantes, transmitem noções certas do trabalho esforçado (A formiga e a cigarra) e da persistência (A tartaruga e o coelho).

Não seria errado dizer que os cristãos primitivos inventaram a fantasia, ou a ficção, por meio de suas atitudes com os mitos. Para eles, os mitos não eram verdadeiros, e os mantinham em seu currículo educacional como meras histórias.

Conforme observa Werner Jaeger, foram os cristãos que, finalmente, ensinaram aos homens a avaliar a poesia por um padrão puramente estético, padrão este que os capacitou a rejeitar a maioria dos ensinos morais e religiosos dos poetas clássicos como falsos e ímpios, mas sem deixar de aceitar os elementos formais da sua obra como sendo instrutivos e esteticamente agradáveis8.

Os pagãos não acreditavam que as sagas dos seus deuses não passavam de mitos, mas achavam-nas verdadeiras. Aos cristãos, no entanto, seria idolatria acreditar que Ícaro realmente voou tão alto em asas confeccionadas de cera, derretidas, depois, pela carruagem do deus-sol. Uma vez que fique claro que o deus-sol não existe e que essa história nunca aconteceu, ela pode ser apreciada de modo diferente, como uma ilustração do que pode acontecer com a soberba humana.

As crianças com forte senso ficcional e sabedoria para distinguir a diferença entre a fantasia e o mundo real estão inoculadas contra a maioria dos efeitos nocivos desse tipo de enredo. Quando, porém, a criança passa a considerar o mundo real como fantasia, aí sim surgem os problemas. Mas se ela compreender a diferença entre ficção e realidade, então as histórias de todos os tipos tornam-se objeto de ensino e recreação.

Os dois tipos de escape: o bom e o mau

A fantasia é acusada de muitas coisas, e uma delas é de ser mero escapismo. No âmbito intelectual e cultural, que reconhece apenas aquilo que pode ser visto, tocado e medido, talvez a fantasia seja um toque necessário e especial. Isto porque será um instrumento que despertará a imaginação das pessoas para a saudade, a beleza, o heroísmo moral e os ideais transcendentes. Ao agir na consciência dessa maneira talvez o ser humano seja acordado para a existência de alguma coisa a mais nesta vida do que apenas um universo estreitamente material de átomos zunindo.

Na verdade, as histórias infantis não são tão-somente meros preceitos abstratos; pelo contrário, são atitudes e percepções que penetram profundamente na imaginação e ajudam a formar o caráter.

O psicólogo infantil Bruno Bettelheim relata como descobriu a utilidade das histórias infantis no tratamento de crianças marcadas por traumas e abusos. Ele sustenta que as partes assustadoras dessas narrações prevêem os temores que as crianças têm na realidade (como no caso de João e Maria, cujos pais não podiam sustentá-los. As crianças realmente se preocupam com esse tipo de situação!) Em seguida, o autor mostra que, a despeito das provações (perder-se no bosque) e das tentações (não comer a casa feita de doces!), as crianças descobriram, por meio do coração e da ação virtuosa (a bruxa é vencida pela esperteza deles), que poderiam viver felizes para sempre.

Embora boa parte da literatura infantil contemporânea procure projetar um mundo doméstico seguro, e insista que as historinhas sejam depuradas de suas partes assustadoras e de seus castigos severos, Bettelheim adota uma posição diferente: Os adultos acham freqüentemente que o castigo cruel de uma pessoa maligna numa história infantil perturba e assusta desnecessariamente as crianças. A verdade é bem contrária a esse conceito e semelhante retribuição deixa a criança sentir confiança de que cada crime receberá seu devido castigo. Muitas vezes, a criança se sente injustiçada pelos adultos e pelo mundo em geral, e parece-lhe que nada é feito para remediar a situação. Baseando-se exclusivamente nessas experiências, deseja que aqueles que a trapaceiam e degradam sejam castigados com a máxima severidade. Caso contrário, a criança acha que ninguém leva a sério a idéia de protegê-la; mas quanto mais severo o castigo aplicado àquelas pessoas más, tanto mais segura a criança se sente10.

O mundo das histórias infantis é um âmbito de ordem moral rigorosa. Quando usadas corretamente, as fantasias podem ajudar a instilar a ordem moral na personalidade da criança.

Fantasiando o mal

Posto que as fantasias podem ter um efeito benéfico ao estimular a imaginação de modo construtivo, não podemos nos esquecer que seus efeitos também podem ser negativos. Se certos contos passam a idéia de que o heroísmo moral é algo atraente, outros, porém, podem levar as pessoas a conceber pensamentos malignos.

Alguns pais levantam objeções contra o livro de C. S. Lewis, O leão, a bruxa e o guarda-roupa, simplesmente porque ele contém uma feiticeira. Não levam em consideração o fato de que tal personagem é descrita como uma vilã repulsiva, um símbolo do diabo e suas tentações. Esquecem-se de que o livro é uma poderosa alegoria do evangelho. Acreditam que a obra (por causa da existência de uma bruxa) e seus leitores sejam defensores e participantes do ocultismo. Será que para tais pessoas um panfleto falando contra a bruxaria é uma obra do ocultismo só porque menciona essa palavra: bruxaria?

O mesmo acontece com as histórias que contêm violência. Pode haver uma trama sem algum tipo de conflito? Não existe história em que todos vivem felizes para sempre. Forçosamente, tem de haver algum tipo de problema, algum obstáculo a ser vencido, algum embate, quer seja externo (os bons contra os maus), quer seja interno (uma decisão do personagem), ou os dois. As fantasias tendem a exteriorizar os estados interiores e/ou a simbolizar as idéias de forma concreta.

Assim, o conflito é sempre apresentado como algo externo nas histórias infantis. Ou seja, ele é manifestado através das lutas contra monstros, nas batalhas e duelos de cavaleiros com armaduras. Tudo isso, portanto, pode ser caracterizado como violência. Mas, sem conflitos, só podem haver descrições insignificantes. Os conflitos imaginativos das histórias ensinam a moralidade e edificam o caráter.

Atualmente, são os humanistas liberais que negam a diferença real entre o certo e o errado, e o conflito entre eles. E por isso levantam as objeções mais vociferantes contra a violência nas histórias infantis. Matar um dragão viola os direitos dos animais; o salvamento de uma princesa nada mais é do que interesse sexual.

As fantasias, juntamente com todas as demais formas de literatura, devem ser avaliadas segundo seu significado e efeito. Que tipo de relevância a violência possui? Ela dramatiza o conflito entre o bem e o mal ou glorifica o papel dos fortes que aterrorizam os fracos?

Que efeito a violência tem sobre o leitor? Deixa-o menos propenso a lesar as pessoas na vida real? Ou, pelo contrário, desperta os prazeres da crueldade ou do sadismo?

O ponto de vista do personagem principal da história é digno de uma análise apurada. As histórias tradicionais quase sempre representam o ponto de vista do mocinho, do homem bom. (Nas histórias realistas mais complexas, com algum conflito interno, o personagem talvez não seja tão singelo, e o enredo pode fixar-se apenas em luta moral. As tragédias retratam um personagem nobre cuja derrocada foi provocada por uma falha moral; mas, nas fantasias, os personagens normalmente são mais simples). As histórias contemporâneas dificilmente prendem o leitor ao ponto de vista de um personagem maligno.

Nos videogames modernos, destaca-se o jogo do Atirador na Primeira Pessoa. Esse tipo de jogo interativo apresenta a ação através dos olhos de um personagem da história, que é justamente o jogador. O vídeo procura retratar aquilo que o personagem estaria vendo. O jogador é um atirador porque é colocado no papel de um assassino em série que anda a passos largos por uma paisagem virtual, levantando sua arma e alvejando suas vítimas, detonando-as.

Alguns desses jogos se acham nos salões de tiro com alta tecnologia, visando alvos humanos. Ao participar desse jogo, o atirador sente a sensação imaginária de ser um assassino em série. Aliás, conforme já foi bastante noticiado, os assassinos columbinos gostavam de jogos desse tipo e, posteriormente, encenaram esses jogos na vida real.

Dizem que o número de jogadores que literalmente encena esses jogos na vida real é minúsculo. Os cristãos, entretanto, sabem que não são apenas as ações, mas também os pensamentos e imaginações do coração que corrompem moralmente. O próprio JESUS enfatizava que DEUS julga os pensamentos da mesma forma que julga as ações. O adultério cometido no coração viola o mandamento de DEUS, ainda que jamais seja posto em prática. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raça, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno (Mt 5.21-22 - ACF). Ouviste que foi dito aos antigos: Não cometereis adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela (Mt 5.27-28 - ACF).

As nossas fantasias pessoais, tais como as literárias, são de suma importância espiritual. As fantasias pornográficas e as imaginações sobre como machucar as pessoas são extremamente prejudiciais a nós mesmos. Elas corrompem o coração.
 
 
 
O caso de Harry Potter

O que, portanto, os cristãos devem pensar do grande sucesso da moda Harry Potter? Entre outros motivos, as crianças se apaixonam por esses livros porque suas mentes estão subnutridas e, empregando a metáfora de Tolkien, suas imaginações estão como que aprisionadas, ansiosas por uma via de escape.

As escolas, muitas vezes, trancam as crianças num currículo politicamente correto, esforçando-se zelosamente para inculcar na consciência delas problemas sociais reais e deprimentes. Seus livros-textos são materialistas. Os textos científicos asseveram o sistema naturalista do evolucionismo. Os históricos atacam as últimas sobras dos ideais cristãos. Os literários desenvolvem histórias de problemas e dilemas morais. Não é por nada que as crianças odeiam ler.

A popularidade dos livros Harry Potter não está simplesmente no fato de eles serem fantasias (literaturas como esta existem muitas, mas não com tamanha projeção e popularidade). A série fala de escola, educação. Eis o motivo de seu grande sucesso. Ao lerem a respeito da Academia Verrugas de Javali, as crianças se identificam com o ambiente, e isso lhes dá a sensação de conhecê-la. Ao viajarem na leitura, encontram-se com as panelinhas, as pressões estudantis e, acima de tudo, a luta pela popularidade entre os amigos, algo com que estão bem familiarizadas.

A Academia Verrugas de Javali é uma escola diferente, interessante. Não é como as escolas comuns. Ao invés de simplesmente colocar as crianças sentadas em grupos para que compartilhem seus sentimentos, ensina-lhes coisas maravilhosas: tornar-se invisível, mudar a forma dos objetos com vara de condão (vara mágica) e voar!

As crianças, especialmente as mais perceptivas, podem identificar-se com Harry Potter que, no início, está preso no mundo de Muggle (âmbito material comum e insípido daqueles que não conseguem enxergar o sobrenatural), marginalizado na escola e desprezado pelos padrastos. O desenrolar da história revela que ele era realmente um mágico desde o começo. Mas na Academia, o menino bobo de óculos alcança popularidade! Os fãs de Harry Potter não estão interessados no enredo fantasioso sobre bruxas, mas em se tornarem populares e bem-sucedidos.

O argumento cristão contra Harry Potter é o fato de estár ele em uma escola para feiticeiros. Sabemos que as bruxas não são meras personagens dos enredos fantasiosos. Elas são reais. Sejam elas adoradoras de Satanás ou devotas neopagãs de Wicca. Não importa. Os defensores de Harry Potter podem ressaltar que as bruxas da Academia Verrugas de Javali nada têm a ver com Wicca ou com algum tipo de feitiçaria de magia negra. Não são iníquas, de modo nenhum, e muito menos pregam qualquer tipo de religião da Natureza, como, por exemplo, a Nova Era. As bruxas aqui envolvidas são tiradas das histórias infantis, com suas vassouras e sortilégios. São bondosas (assim como a bruxa virtuosa no Mágico de Oz). A verdade, para tais defensores, é que Harry está aprendendo a ser um mágico, e não um feiticeiro.

Mas isso não importa. Como cristãos, devemos desaprovar esses livros. Nas histórias infantis, as bruxas são tipicamente malignas, o que reforça as nítidas linhas distintivas entre o mal e o bem; ou seja, entre as forças das trevas e as forças da luz. Qualquer coisa que borrar essas linhas é motivo de preocupação.

Harry Potter, no entanto, não apaga totalmente essas linhas distintivas. Existe um poder abertamente maligno na pessoa de Voldemort, uma bruxa realmente ímpia contra a qual Harry e seus colegas de escola estão em conflito durante a série inteira. Alguns enxergam desrespeito para com os pais no péssimo relacionamento de Harry e seus padrastos. Os verdadeiros pais desse personagem foram mortos pela bruxa Voldemort. O amor e a admiração por seus pais são sentimentos importantes no caráter de Harry.

Todavia, essa literatura não está à altura de ser ideal. Ela apresenta um perigo nítido e atual da bruxaria. Os pais cristãos têm razão ao orientar seus filhos a evitar essa série. Se a coqueluche Potter já afetou seus filhos, caro leitor, você deve lidar cuidadosamente com a situação.

Os pais devem deixar bem claro que os cristãos não são Muggles. Em outras palavras, o cristianismo não é uma cosmovisão bitolada, materialista e enfadonha, tal como satirizada nas novelas Potter e ensinada nas escolas. O cristianismo tem um universo aberto, com espaço para o natural e o sobrenatural, para o corriqueiro e o milagroso. O cristianismo reconhece as verdades invisíveis da bondade e da beleza, e acredita numa batalha genuína entre as forças das trevas e as forças da luz. Os relatos bíblicos sobre como DEUS se tornou homem, através de JESUS CRISTO, a derrota de Satanás, a expiação pelos nossos pecados, mediante seu sacrifício na cruz, a ressurreição de CRISTO compõem a história mais maravilhosa de todas as histórias.

A melhor maneira de evitar que as nossas crianças sejam confundidas por Harry Potter e seduzidas pelas fantasias más, o que é muito pior, é colocar à disposição delas a boa literatura, e também a fantasia boa, como, por exemplo, o livro O peregrino, de João Bunyan. Nenhuma literatura, portanto, substitui a Bíblia Sagrada, a poderosa Palavra de DEUS.

Veja que maravilha: Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele (Pv 22.6 - ACF).

Gene Edward Veith é catedrático de Inglês na Universidade Concordia, em Wisconsin, e editor cultural do World Magazine. É autor de nove livros, inclusive Postmodern Times e Reading Between the Lines: A Christian Guide to Literature.

(Esta matéria foi publicada no Christian Research Journal do ICP dos Estados Unidos e adaptada pelo ICP do Brasil).

Os jovens não estão lendo coisas boas. Nos livros de Harry Potter, por exemplo, a linguagem é horrível... O livro inteiro é assim, escrito com frases desgastadas, de segunda mão... É melhor ler a Bíblia como literatura do que como texto religioso. O Velho Testamento é trabalho de um dos maiores contadores de história do mundo ocidental. Pense em figuras como José, Jacó e Jeová. São personagens magníficos.

Harold Bloom (EUA), o mais importante crítico literário em atividade. – Veja 31/01/2001

Notas:

2 Jornal Folha de São Paulo, 12 de agosto de 2000.
3 Revista Veja, 17 de janeiro de 2001, Lista dos Mais Vendidos, p. 129.
4 Seleções, Janeiro 2001, p. 46.
5 Boa parte da matéria é extraída do meu livro Reading Between the Lines: A Christian Guide to Literature (Lendo nas entrelinhas: Um Guia Cristão à Literatura (Wheaton, IL: Crossway, 1990), que considera as questões de modo mais pormenorizado.
6 Ver, e.g., Norma Fox Mazer: When She Was Good, a respeito do abuso de crianças e da fuga de casa; Francesa Block: Weetcie Bat, a respeito do homossexualismo; e Brook Cole: The Facts Speak for Themselves, a respeito do assassínio e da pederastia.
7 William Kirk Kilpatrick: Psychological Seduction (Nashville: Thomas Nelson, 1983, pp. 105-7). Ver também sua obra com Gregory Wolfe, Suzane Wolfe e Robert Coles: Books That Build Character: A Guide to Teaching Your Child Moral Values through Stories (Nova York: Simon & Schuster, 1994).
8 Werner Jaeger: Paidéia: Os Ideais da Cultura Grega, trad. Gilbert Higher (Nova York: Oxford University Press, 1965), XXVII-XXVIII.
9 Bruno Bettelheim: The Uses of Enchantment: The Meaning and Importance of Fairy Tales (Nova York: Knopf, 1976).
10 Ibid., p.141
 
 
 
 
 
RESUMO DA LIÇÃO 11 - NEOPAGANISMO - CPAD
Palavra Chave: Neopaganismo: Credos e religiosidades 
que cultuam a natureza e as divindades pagãs antigas.
I. O RESSURGIMENTO DO PAGANISMO
1. A sutileza do paganismo. 
2. A Nova Era. 
3. Uma cultura pagã.
a) Indústria cinematográfica. 
b) Jogos de vídeo-game e desenhos animados. 
4. Culto aos anjos. 
II. A IGREJA E O NEOPAGANISMO
1. O perigo das insinuações heréticas na Igreja.
a) Atos 20.28-30 
b) Gálatas 1.6-10  2 Pedro 1.1,2 
2. Apostasia na igreja. 
III. COMBATENDO O NEOPAGANISMO
1. Combatendo pela defesa da fé.
2. Combatendo pelo não conformismo.
3. Combatendo pelo conhecimento. 
CONCLUSÃO
Precisamos orar mais e vigiar com mais seriedade.
 
SINOPSE DO TÓPICO (1) O neopaganismo não persegue e nem mata os crentes, mas os seduz por meio do hedonismo e de sua cultura pagã expostas nos filmes e jogos de entretenimento.
SINOPSE DO TÓPICO (2) O neopaganismo insinua suas heresias à igreja, e muitos crentes, inadvertidamente, são seduzidos por seus entretenimentos, sua política ecológica e cultura.
SINOPSE DO TÓPICO (3) A igreja além de combater o neopaganismo através do conhecimento e do não conformismo, deve preparar os crentes para defender a fé cristã.
REFLEXÃO Os valores promovidos pela televisão, com pretexto de cultura popular, nada têm a ver com os princípios da fé cristã.
MEMORIZE O neopaganismo é um termo que descreve uma variedade de credos e religiosidades que, com roupagem moderna, cultuam a natureza, valorizam os mitos e as divindades pagãs da Antiguidade e da Idade Média.
 
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QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 11 - NEOPAGANISMO, UM MAL A SER COMBATIDO
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD - 3º Trimestre de 2008
 
TEXTO ÁUREO:
1- Complete:
"Vede, irmãos, que nunca __________________ em qualquer de vós um ____________________ mau e infiel, para se _______________ do DEUS vivo" (Hb 3.12).
 
VERDADE PRÁTICA:
2-- Complete:
Nestes últimos dias, a ____________________ tem de ser ________________________ e alicerçada na Palavra de DEUS, a fim de combater eficazmente o _________________________________.
 
I. O RESSURGIMENTO DO PAGANISMO
3- De que está impregnado o mundo? Marque com "X" a resposta correta:
(    ) Do misticismo oriental e de outras seitas pagãs. 
(    ) Do misticismo ocidental e de outras religiões não menos aceitas. 
(    ) Do cristianismo oriental e de outras religiões co-irmãs. 
 
4- O paganismo na pós-modernidade não persegue nem mata os crentes, o que ele faz? Marque com "X" a resposta correta:
(    ) Os seduz por meio de propostas otimistas, repletas de entretenimentos, respostas rápidas e estudos da bíblia, tudo com muita presteza.
(    ) Agora apóia e dá respostas rápidas e corretas aos cristãos do mundo todo.
(    ) Os seduz por meio de propostas hedonistas, repletas de entretenimentos, respostas rápidas e sexo promíscuo, tudo com muita sutileza.
 
5- Onde está presente a influência da Nova Era? Marque com "X" a resposta correta:
(    ) Somente nas camadas mais altas da sociedade moderna. 
(    ) Entre os descrentes somente,. 
(    ) Está  em vários setores da sociedade moderna. 
 
6- O paganismo impregnou o mundo. Como ele atua nas áreas da Indústria cinematográfica e nos Jogos de vídeo-game e desenhos animados? 
Ligue a primeira coluna de acordo com a segunda:
 
 
 Indústria cinematográfica. 
 
 
O ocultismo e o espiritismo têm tomado conta de Hollywood. ic
George Lucas, diretor do filme Guerra nas Estrelas, declara que o cinema e a televisão suplantaram a igreja como grandes comunicadores de valores e crença. 
Filmes como Harry Potter, têm feito sucesso nos cinemas do mundo inteiro. ic
 Jogos de vídeo-game e desenhos animados. 
Os valores promovidos pela televisão, com pretexto de cultura popular, nada têm a ver com os princípios da fé cristã. 
Esses "inofensivos" entretenimentos contêm mensagens subliminares repletas de referências à bruxaria e ao satanismo. 
O que se propaga é o egoísmo, a cobiça, a vingança, a luxúria, o orgulho, etc. 
 
 
7- Complete:
A Palavra de DEUS nos adverte: "Não porei coisas ______________ diante dos meus ________________________." (Sl 101.3). A única maneira de ensinarmos às crianças, aos adolescentes e jovens a discernir entre o bem e o mal é colocarmos à disposição deles _______________________ que ensinem os preceitos divinos (Pv 22.6).
 
8- O que muitos falsos mestres ensinavam no início da cristandade? Marque com "X" a resposta correta:
(    ) Que para se ter comunhão com DEUS era preciso crer que os anjos existem. 
(    ) Que para se ter comunhão com DEUS era preciso crer que os anjos são ministros de DEUS a serviço dos crentes. 
(    ) Que para se ter comunhão com DEUS era preciso reverenciar e adorar os anjos como mediadores. 
 
II. A IGREJA E O NEOPAGANISMO
9- Cite textos bíblicos que nos alertam contra essas ameaças do Neopaganismo e o que eles dizem: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(    ) Atos 20.28-30 fala de "servos fiéis" que estariam no meio do povo de DEUS.
(    ) Atos 20.28-30 fala de "lobos cruéis" que entrariam no meio do povo de DEUS.
(    ) Gálatas 1.6-10 menciona pessoas que experimentam a graça de DEUS e, facilmente, abandonam a "fé recebida", trocando-a por "outro evangelho".
(    ) Gálatas 1.6-10 menciona pessoas que experimentam a graça de DEUS e, facilmente, mantiveram a "fé recebida", renegando "outro evangelho".
 
10- À medida que se aproxima a vinda de JESUS, o que acontece com o número de apóstatas? Marque com "X" a resposta correta:
(    ) Aumenta assustadoramente. 
(    ) Diminui assustadoramente. 
(    ) Diminui paulatinamente. 
 
11- Complete:
O evangelho da ___________________, com o desafio de sofrer por CRISTO (Fp 1.29), de renunciar ao pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo Reino de DEUS e de renunciar a si mesmo, vem sofrendo constantes e impiedosos _______________________ (Mt 24.12; 2 Tm 3.1-5; 4.3). A Bíblia afirma que, nos dias que antecedem a manifestação do Anticristo, ocorrerá uma grande _________________ de apostasias (2 Ts 2.3,4). É hora de redobrarmos a vigilância!
 
III. COMBATENDO O NEOPAGANISMO
12- Como a Igreja pôde combater o neopaganismo nos primeiros séculos de sua existência? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(    ) Certamente, pela defesa da fé que "uma vez foi dada aos santos" (Jd v. 3). 
(    ) Aliando-se a ele e corrigindo seus erros.
(    ) Do lado humano, foram os apologistas que garantiram a vitória da Igreja em meio às ferozes perseguições do Império Romano. 
(    ) Adaptaram seus ensinos à bíblia.
(    ) Se utilizaram de fortes e seguros argumentos baseados nas Escrituras. 
 
13- Assim como o apóstolo Paulo, como devemos nos considerar? Marque com "X" a resposta correta:
(    ) Provocados para atacar os inimigos do evangelho.
(    ) Convocados para a defesa do evangelho.
(    ) Sensibilizados pelo "outro evangelho".
 
14- Complete:
A Bíblia nos diz que todo crente deve estar bem _______________________ e alerta quanto aos ________________________ de Satanás (1 Pe 5.8). Para derrotar um inimigo é preciso saber o máximo sobre ele, inclusive sua tática. O apóstolo Paulo afirma que não devemos ignorar "seus ___________________________" (2 Co 2.10,11). Na Palavra de DEUS encontramos todo conhecimento de que precisamos para derrotarmos o Inimigo.
 
CONCLUSÃO
15- Complete:
É necessário que a Igreja de CRISTO se mantenha ___________________________ e precavida contra as heresias que contestam as verdades fundamentais da fé cristã. Precisamos orar mais e vigiar com mais seriedade, para que não sejamos ____________________________ pela onda do paganismo que assola a ______________________________ moderna.
 
 
 
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Apologético
"A Sedução da Cultura
[...] Simulacros, ou imagens virtualmente reais, podem facilmente nos seduzir. Começamos com um movimento lento e descuidado no ciberespaço, um mundo artificial e aparentemente infinito, onde os humanos viajam nas auto-estradas da informação e interagem digitalmente em vez de estarem face a face [...] A sedução pela mídia pode ocorrer nos âmbitos teológicos, éticos ou até estéticos. O cinema e a televisão nos tentam com visões do mundo que são niilistas, utópicas e neopagãs. Provocam-nos com histórias que dizem que nossas ações não têm conseqüência moral, que podemos escapar do salário do orgulho, da vingança, da luxúria, do roubo e de outros pecados. Ou procuram nos hipnotizar com imagens que sejam excessivamente românticas ou asquerosas."
(PALMER, M.D. (org.) Panorama do pensamento cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp. 401, 403.)
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
LUTZER, E. CRISTO entre outros deuses. RJ: CPAD, 2000.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 35, p.41.
 
APLICAÇÃO PESSOAL
"A cultura da Babilônia acentuava a beleza, a excelência, a inovação, a vaidade e a intemperança. Facilmente poderia ter seduzido um jovem religioso que caísse em seu regaço de luxúria. Contudo, Daniel criou uma contracultura consistente, que transcendeu a opulência babilônica. Num país de paganismo subjugante e atraente, o jovem israelita recusou firmemente a comida e os favores reais. Sua recusa era algo mais que o ascetismo de um purista. Era uma afirmação clara sobre coisas que realmente importavam - sua fé e herança hebraica."
(Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001, p. 404.)
 
 
 
Ajuda:
CPAD - www.cpad.com.br - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
www.escoladominical.com.br  -  www.ebdweb.com.br
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/videosebdnatv.htm   (VÍDEOS da EBD na TV, DESTA LIÇÃO INCLUSIVE)
BÍBLIA ILUMINA EM CD - Bíblia de Estudo NVI EM CD - Bíblia Thompson EM CD.
Nosso novo endereço: 
 
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao11-dns-neopaganismoumasc.htm
 

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