Escrita Lição
4, Betel, Os discípulos de Cristo e a tentação,
1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
Para
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ESBOÇO DA LIÇÃO
1- JESUS ENSINA A RESISTIR À TENTAÇÃO
1.1. JESUS foi tentado no aspecto físico.
1.2. JESUS foi tentado a testar sua filiação divina.
1.3. JESUS foi tentado no aspecto da ambição pelo poder.
2- A TENTAÇÃO DURANTE A CAMINHADA CRISTÃ
2.1. Todos somos tentados.
2.2. Tentação nos desejos da carne.
2.3. Tentação na área material.
3- A TENTAÇÃO NÃO VEM DE DEUS
3.1. Força para resistir.
3.2. Oração para vencer a tentação.
3.3. Fugir da tentação é uma estratégia.
TEXTO ÁUREO
“FILHO meu, se os pecadores, com blandícies, te quiserem tentar, não consintas” Provérbios 1.10
VERDADE APLICADA
Com a Graça de DEUS, é possível vencer as tentações, perseverando em oração e vigilância.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ressaltando que JESUS venceu as tentações.
Reconhecer que ceder à tentação leva ao pecado.
Saber que não ceder à tentação é honrar a DEUS.
Reconhecer que ceder à tentação leva ao pecado.
Saber que não ceder à tentação é honrar a DEUS.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - MATEUS 4.1-7
1- Então foi conduzido JESUS pelo ESPÍRITO ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2- E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.
3- E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o FILHO de DEUS, manda que estas pedras se tornem em pães.
4- Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de DEUS.
6- E disse-lhe: Se tu és o FILHO de DEUS, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.
7- Disse-lhe JESUS: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu DEUS.
LEITURA COMPLEMENTAR
8 - Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles.
9 - E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
10 - Então, disse-lhe JESUS: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu DEUS, adorarás e só a ele servirás.
11 - Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore pelo revestimento do Poder de DEUS para vencer as tentações.
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SUBSÍDIOS PARA A LIÇÃO – Livros e revistas antigas e Google
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RESUMO RÁPIDO - Pr. Henrique - EBD NA TV
QUEM TENTA É SATANÁS, MAIS CONHECIDO COMO DIABO, COMO TENTADOR.
QUEM PROVA, QUEM TESTA, QUEM TREINA É DEUS.
Em algumas traduções mais antigas traduzem as palavras do original e às vezes se confundem colocando a palavra tentação onde deveria estar escrito provação. Caso clássico de DEUS com Abraão. DEUS provou Abraão.
Ser tentado não é pecado, pois o próprio JESUS foi tentado. Pecado é ceder à tentação.
Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Hebreus 4:15
Ao ouvir DEUS, não se rebele, se humilhe.
Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto. Hebreus 3:8
DEUS não deixará que passemos por tentações as quais não possamos resistir
Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é DEUS, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.1 Coríntios 10:13
Vigilância no estudo da Bíblia, jejum e oração diária (principalmente em línguas) nos blindará de tentações.
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Mateus 26:41
Devemos orar a DEUS para nos livrar das tentações
E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. Mateus 6:13
Mais uma vez vemos que DEUS nos livra das tentações
Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados;2 Pedro 2:9
Paulo, com problemas nos olhos, foi ajudado pelos Gálatas. A tentação que Paulo sofreu foi para que abandonasse a DEUS porque estava doente, mesmo fazendo a obra de DEUS.
E não rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne, antes me recebestes como um anjo de DEUS, como JESUS CRISTO mesmo. Gálatas 4:14
Nas tentações somos provados por DEUS quanto a nossa fidelidade e se aprovados recebemos a comunhão com DEUS e seu poder para trabalharmos para Ele.
Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Tiago 1:12
DEUS promete a nós que não passaremos pela grande tribulação que virá logo após o arrebatamento. A tentação que virá para o mundo é a de seguir o falso cristo - o anticristo.
Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. Apocalipse 3:10
O desejo de enriquecimento e o amor ao dinheiro trazem males ao cristão, pois para conseguirem seu intento acabarão pecando.
Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.1 Timóteo 6:9
Muitos não suportam as tentações, pois não estão firmados em CRISTO.
E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam; Lucas 8:13
ABAIXO LIÇÃO DE OUTRA REVISTA COM A TENTAÇÃO DE EVA, ADÃO E TAMBÉM A TENTAÇÃO DE JESUS - PARA AJUDAR
Escrita Lição 4, Central Gospel, A Tentação no Éden, 4Tr25, Com. Extras Pr Henrique, EBD NA TV
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ESBOÇO DA LIÇÃO
1. A NATUREZA DA TENTAÇÃO
1.1. A tentação é externa; a provação é interna
1.2. A tentação visa à destruição; a provação visa à edificação
1.3. A tentação procede do Inimigo; a provação vem de DEUS
2. ESTÁGIOS DA TENTAÇÃO E CONSEQUENTE QUEDA
2.1. A aproximação do proibido
2.2. A distorção da verdade
2.3. A sutil alteração da Palavra de DEUS
2.4. A sedução pelo desejo e pela aparência
2.5. O silêncio cúmplice e a partilha da Queda
3. A ESSÊNCIA DO PECADO NO ÉDEN
3.1. A perda da confiança na bondade e na justiça divina
3.2. A escolha da autonomia em lugar da submissão
Gênesis 3.1-7
1- Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor DEUS tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que DEUS disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2- E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
3- Mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse DEUS: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
4- Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
5- Porque DEUS sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como DEUS, sabendo o bem e o mal.
6- E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.
7- Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Tiago 1.14
Apresente a tentação não apenas como um evento isolado, mas como um movimento estratégico de questionamento, distorção e sedução. Destaque que a serpente, símbolo da astúcia de Satanás, agiu atacando a confiança e a obediência, e que esses mecanismos continuam atuando hoje. Estimule os alunos a refletirem sobre a natureza progressiva desse velado processo de encantamento: da dúvida à distorção, da cobiça à decisão equivocada.
I – A TENTAÇÃO E SUA ESFERA HUMANA
1. Conceito bíblico de tentação.
2. Duas vias da tentação.
3. Tentação: um fenômeno humano.
II – O SENHOR JESUS E A TENTAÇÃO
1. A provação do Senhor JESUS.
2. As áreas que JESUS foi tentado.
3. Como JESUS venceu a tentação?
III – RESISTINDO À TENTAÇÃO
1. Todos somos tentados.
2. Rejeite a tentação!
3. Arrependa-se!
Vamos aprender o conceito de tentação de acordo com as Escrituras Sagradas. A partir da experiência do Senhor JESUS, os discípulos ponderaram aspectos relevantes sobre a tentação, os quais comunicaram aos crentes do primeiro século. Nosso Senhor passou pela tentação no deserto. Naquela ocasião, Ele foi tentado em três áreas específicas da natureza humana, conforme aponta a lição e podemos ver em Mateus 4.3-10. Assim, podemos dizer que o nosso Senhor foi tentado na área física, com as necessidades humanas; em sua natureza divina, com a ideia de ostentar Seus divinos atributos ao público; e na área espiritual, no sentido da tentação de idolatrar outro ser.
Semelhantemente, em sua Primeira Carta, o apóstolo João apresenta maiores detalhes a respeito de como os crentes são tentados nas três áreas da natureza humana: na física (concupiscência da carne), na psicológica (concupiscência dos olhos) e no ego (soberba da vida) (1Jo 2.15-17). O conhecimento apurado sobre essas áreas ensina os crentes a lidarem melhor com a tentação. Ainda em sua Carta, o apóstolo João destaca a oposição existente entre os filhos de DEUS e o mundo.
O comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD) discorre que “no mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11): a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (Rm 12.2), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniquidade do mundo (Hb 1.9), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4). b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com DEUS e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao PAI ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; Tg 4.4). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a DEUS e se opõe a Ele (ver Lc 23.35)” (1995, p. 1957).
Nesse sentido, o crente é encorajado diuturnamente pelo ESPÍRITO SANTO à prática das virtudes do Fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22-23). Dessa forma, consegue com efeito vencer as tentações que se originam das inclinações da natureza humana ou mesmo da operação de Satanás, que o incita a pecar. Outrossim, o ensinamento de Paulo permanece válido para os dias atuais: “Andai em ESPÍRITO, e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16). Assim fazendo, à medida que o crente se dedica a buscar a face de DEUS por meio da oração, do jejum e da reflexão nas Escrituras Sagradas, ele tem a sua fé e a sua comunhão com DEUS fortalecidas e a sua jornada pavimentada para entrar na eternidade com o Senhor (Jo 5.39). Lembrando que Satanás nos tenta depois de verificar quais as nossas fraquezas, pois nada nos rondando. Nós podemos vencer estando em constante cheios do ESPÍRITO SANTO, orando, estudando a Bíblia e jejuando.
Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão bramando, buscando a quem possa tragar; 1 Pedro 5:8
Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. Tiago 1:14,15
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TENTAÇÃO DE CRISTO - Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea (1)
Essa expressão é frequentemente usada para se referir unicamente à tentação sofrida pelo nosso Senhor logo após seu batismo (Mt 4.1-11; Mc 1.12,13;
Lc 4.1-13), mas na verdade ela se estendeu por toda sua vida. O Diabo apenas "ausentou-se dele por algum tempo" (Lc 4.13), e, assim sendo, CRISTO disse na última ceia: "Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações" (Lc 22.28). A tentação que CRISTO suportou logo após seu batismo é, contudo, de tal importância, que merece uma atenção especial. A partir da sua experiência fica claro que a tentação em si não é pecado, já que CRISTO foi levado à sua tentação pelo ESPÍRITO SANTO. "Então, foi conduzido JESUS pelo ESPÍRITO [SANTO] ao deserto, para ser tentado pelo diabo" (Mt 4.1). O pecado não consiste no fato de ser tentado (cf. Adão e Eva, Génesis 3.1ss.), mas em ceder à tentação. Apesar de DEUS poder nos levar a uma situação de teste (Mt 6.13; cf. Tg 1.2-12), Ele próprio não nos tenta. Nós somos tentados pelo Diabo, por nossa natureza decaída e pelas nossas próprias concupiscências (1 Pe 5.8; Tg 1.14,15). Foram levantadas algumas perguntas. O diabo realmente elevou o Senhor JESUS CRISTO até o pináculo do Templo? E ele realmente levou o Senhor a uma alta montanha e lhe mostrou os reinos desse mundo? Essas experiências devem ser interpretadas de forma figurada, como exemplos imaginários comuns no Oriente, ou literalmente? Aparentemente temos aqui uma combinação do figurativo com o literal. A tentação é tratada como visão, porém, ainda assim o adversário era o Diabo e a tentação era real. JESUS foi tentado como nós somos, Ele estava num corpo humano e se comportando como homem para mos remir de nossos pecados, cumprindo o plano de DEUS para nossa salvação (deixou suas prerrogativas divinas).
A natureza da tentação tríplice de CRISTO. A ordem das tentações específicas varia em Mateus e Lucas, mas isso não é de real importância. A duração do jejum do Senhor JESUS CRISTO é literalmente 40 dias. A questão mais importante reside na natureza das três tentações. Se o Senhor JESUS CRISTO tivesse transformado pedras em pão, Ele teria usado seu poder miraculoso para escapar do sofrimento e suprir sua própria necessidade. Assim Ele não teria mais agido como o homem perfeito enfrentando as provas e a tentação como o último Adão. Ele não teria sido alguém que "como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado" (Hb 4.15). Seu poder miraculoso deveria ser utilizado para ajudar a outros, e não a si mesmo (Humilhação de CRISTO; Kenosis). A tentação de exibir sua divindade saltando do Templo foi uma armadilha para abusar de DEUS com uma confiança descabida, um show, em contraste com a primeira tentação, que foi a de desconfiar de sua habilidade de resistir à fome. Ela o teria levado a se afastar do caminho do dever. Nela o diabo citou a Escritura, mas apenas de forma fragmentada: "Aos seus anjos dará ordens a teu respeito" (Mt 4.6; cf. Lc 4.10). O tentador omitiu as palavras "para te guardarem em todos os teus caminhos" (SI 91.11). Aí está a mentira do Diabo, pois ele é um mentiroso desde o princípio (Jo 8.44; cf. Gn 3.4,5). A tentação de se garantir domínio e poder imediatos curvando-se ao Diabo é o argumento do interesse próprio: faça o mal e o bem virá - nesse caso, mais rápido. CRISTO foi divinamente decretado o Rei de todos os confins da terra (SI 2), e esta era uma tentação para tomar um atalho para sua soberania de direito (enriquecimento ilícito, avareza, amor ao dinheiro).
O propósito das provas e tentações. DEUS sempre testou todas as ordens de seres racionais que Ele criou. Esse teste consiste em uma prova de confiança e obediência totais. Um teste em si não é causa de pecado. Apenas a ação do testado pode transformar o teste em uma ocasião para pecar. Os anjos eram a primeira ordem. Aqueles que criam em DEUS e o obedeciam foram confirmados em justiça e se tornaram os anjos santos; aqueles que desobedeceram e se rebelaram junto com Satanás caíram, se tornando demônios. Adão e Eva se depararam com um teste de obediência; desobedeceram e caíram. CRISTO, para poder redimir os homens, enfrentou testes e saiu vitorioso (Hb 5.7-9). Assim como pela desobediência do primeiro Adão todos caíram, também pela obediência do último Adão a salvação foi oferecida a todos que crerem nele como Salvador pessoal (Rm 5.19).
A natureza da santidade de CRISTO - Ele nunca pecou. Pode-se concluir que CRISTO experimentou provas e tentações reais, equiparáveis àquelas que são requeridas de seres racionais, mas que Ele foi vitorioso em todas as áreas de tentação. R. A. K.
TENTAR, TENTAÇÃO
Os termos heb. e gr. para "tentar" (heb. massa, gr. peirazo, ekpei-razo) e "tentação" (heb. nasa, gr. peirasmos) podem, às vezes, ter o significado de "induzir ao pecado", que tão fortemente colore nossas palavras em português "tentar" e "tentação". Mas seu principal e predominante significado é o de "testar o valor e o caráter de homens" e, às vezes, os de DEUS. Nesse sentido, os cristãos devem se examinar para se certificarem de que suas palavras e ações evidenciam que eles são crentes genuínos (2 Co 13.5; cf. 2 Pe 1.10).
Semelhantemente, DEUS testa, no AT, a veracidade da confiança que seu povo tem nele, como no caso de Abraão (Gn 22.1), Israel (Êx 15.25; 16.4), a tribo de Levi (Dt 33.8), Ezequias (2 Cr 32.31) e o salmista (SI 26.2). O NT diz que DEUS (ou CRISTO) provou a fé de Filipe (Jo 6.6) e de Abraão (Hb 11.17; cf. Gn 22.1).
Na sua providência, DEUS usa os eventos da vida cotidiana para testar a professada fé e o caráter dos cristãos. O teste pode resultar em severos tormentos, tanto físicos quanto espirituais (Hb 11.37; 1 Pe 4.12). DEUS usou severos fenômenos naturais (Êx 20.18-20), as dificuldades das peregrinações pelo deserto (Dt 8.2), e a opressão das tribos cananeias para testar Israel (Jz 2.21,22). Aos cristãos não é prometida a ausência de provas, mas a força necessária para suportá-las (1 Co 10.13; 2 Pe 2.9; cf. 1 Pe 4.1,12-16). O próprio CRISTO, ao se tornar humano, passou por toda sorte de testes mentais e físicos (Hb 2.18; 4.15).
Crê-se que até mesmo coisas são testadas ou provadas, como por exemplo uma espada (1 Sm 17.38), uma reputação (1 Rs 10.1; 2 Cr 9.1) e convicções (Dn 1.12,14). Tanto a palavra heb. quanto a gr., às vezes, têm o significado de tentar fazer algo. Em uma pergunta retórica, DEUS questiona: "...ou se um deus intentou ir tomar para si um povo..." (Dt 4.34). Os homens tentam se comunicar (Jó 4.2) ou se juntar a outros (At 9.26). Os termos gregos e hebraicos traduzidos como "tentar" e "tentação" também aparecem no mau sentido de "induzir ao pecado". O Diabo é acusado de ser o instigador de tais provas (Mt 4.3; 1 Ts 3.5,6). Até mesmo na vida dos cristãos ele exerce grande pressão para o pecado (1 Co 7.5; 1 Ts 3.5; Ap 2.10). Sucumbir a tais tentações pode demonstrar que a profissão do cristão não é sincera (Lc 8.13). A tentação para pecar frequentemente se origina de pensamentos malignos e da concupiscência (desejos carnais - Tg 1.14); provocações às quais um forte desejo por riquezas bem pode se juntar (1 Tm 6.9). Contudo, a tentação para pecar nunca vem de DEUS (Tg 1.13). O cristão deve orar por libertação de todas essas tentações (Mt 6.13; Lc 11.4). A tentação, no mau sentido, também pode tomar a forma de testar o outro na esperança de expor seus pontos fracos, e usá-los contra a própria pessoa. Os inimigos de CRISTO frequentemente tentaram empregar essa tática contra Ele (cf. Mt 16.1; 19.3; 22.35; Lc 20.23).
Algumas vezes a Bíblia fala de homens testando ou tentando a DEUS. Por exemplo, Israel tentou a DEUS no deserto (Êx 17.2,7; Nm 14.22; SI 95.8,9; 1 Co 10.9), e os fariseus e saduceus tentaram a JESUS (Mt 16.1; Mc 8.11; 10.2). Além disso, os cristãos professos podem tentar a DEUS. Ananias e Safira o fizeram ao mentir (At 5.9). Cristãos judeus o fizeram, trazendo empecilhos aos crentes gentios (At 15.10). Paulo advertiu os coríntios a respeito da incredulidade, da idolatria, do modo de vida ímpio, da atitude de tentar a CRISTO e da murmuração (1 Co 10.7-10; cf. Nm 21.4-9).
Quando confrontado pelas tentações, o cristão tira o encorajamento necessário do conhecimento de que ele não os enfrenta sozinho. DEUS já removeu o crente do domínio de Satanás e o colocou em seu próprio reino e família (Cl 1.12,13). As tentações que Satanás traz estão sempre dentro dos limites permitidos por DEUS (Jó 1.8-12; 2.3-6). Além disso, o cristão tem o exemplo da vitória de CRISTO sobre o pecado (Hb 4.15) e a promessa da sua ajuda (Hb 2.18). Mesmo quando o cristão sucumbe à tentação e ao pecado, ele ainda tem a promessa de perdão disponível através da contínua, eficaz e redentora graça de CRISTO (Hb 4.14-16; 1 Jo 2.1).
A recompensa dos cristãos por sua fiel resistência a todos os tipos de tentação é a coroa de vida (Ap 2.10).
Os exemplos mais conhecidos de tentação nas Escrituras são a indução de Adão e Eva ao pecado no jardim do Éden por Satanás (Gn 3.1-7; 1 Tm 2.13,14) e a tentação de CRISTO no deserto (Mt 4.1-11; Mc 1.12,13; Lc 4.1-13).
Comparando-se essas tentações, nota-se que Eva (em comum acordo com Adão) sucumbiu à tentação por dar atenção excessiva aos desejos físicos (por exemplo, a comida) e às posses materiais dessa vida (o belo fruto que ela desejava), e por se entregar a um orgulho precipitado (supunha-se que o fruto traria poder a Adão (Rm 5.12-21; 1 Co 15.22) sentiu todo o peso do teste, por outro Ele superou completamente a tentação em cada uma dessas áreas (por exemplo, a tentação de transformar pedras em pães; de desejar obter para si os reinos do mundo; e, com um orgulho presunçoso, se atirar do Templo). Por ter experimentado e triunfado sobre essas e outras tentações, o Senhor JESUS CRISTO é capaz de se compadecer e ajudar seu povo nas tentações que enfrenta. Bibliografia. H. Seeseman, "Peira etc", TDNT, VI, 23-26.
Assim como Satanás colocou em dúvida a Palavra de DEUS para Adão, falando com Eva, Satanás também tentou colocar em JESUS em dúvida se Ele era FILHO de DEUS – “Se tu és o filho de DEUS”...(Mateus 4.3, 6; Lucas 4:3, 9).
Prova de que Satanás sabia que JESUS era DEUS:
E também de muitos saíam demônios, clamando e dizendo: Tu és o CRISTO, o FILHO de DEUS. E ele, repreendendo-os, não os deixava falar, pois sabiam que ele era o CRISTO. Lucas 4:41
E os espíritos imundos vendo-o, prostravam-se diante dele, e clamavam, dizendo: Tu és o FILHO de DEUS. Marcos 3:11
E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, JESUS, FILHO de DEUS? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? Mateus 8:29
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Outra revista antiga como ajuda:
Lição 7, TENTAÇÃO, A BATALHA POR NOSSAS ESCOLHAS E ATITUDES
1º Trimestre de 2019 - Batalha Espiritual: O povo de DEUS e a guerra contra as potestades do mal. - Comentário: Esequias Soares
Ajuda em Vídeos em:
https://www.youtube.com/playlist?list=PL9TsOz8buX1-D1BSnEf8kJdFv9Uz_em3D Lição 4 - 2 Tr15 - Tentação de JESUS
https://www.youtube.com/playlist?list=PL9TsOz8buX1_JlvTP10g3-lruKhvkPvsL Lição 2 - 3 Tr14 - Propósito da Tentação
Relembrando - Mateus 4.1-11
1 - Então, foi conduzido JESUS pelo ESPÍRITO ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; 3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o FILHO de DEUS, manda que estas pedras se tornem em pães. 4 - Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de DEUS. 5 - Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, 6 - e disse-lhe: Se tu és o FILHO de DEUS, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. 7 - Disse-lhe JESUS: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu DEUS. 8 - Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. 9 - E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 - Então, disse-lhe JESUS: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu DEUS, adorarás e só a ele servirás. 11 - Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.
I – A TENTAÇÃO
1. A provocação de Refidim.
2. A experiência de Massá e Meribá.
3. Como um teste.
II – A TENTAÇÃO DE JESUS
1. Levado ao deserto (v.1).
2. Sobre o jejum de JESUS (v.2).
3. Como a tentação aconteceu (v.3a).
III – A TRÍPLICE TENTAÇÃO
1. A primeira das três últimas tentações (v.3b).
2. A segunda tentação (v.5).
3. A terceira tentação (v.8).
4. Respostas de JESUS.
Qual o sentido da palavra “tentação” em Massá e Meribá?
O vocábulo hebraico massá significa “tentação”, e meribá quer dizer “contenda”.
Qual a finalidade da tentação como teste?
A finalidade é revelar ou desenvolver o nosso caráter (Êx 20.20; Jo 6.6).
O que evidenciam os detalhes da narrativa da tentação de JESUS no deserto?
A tentação de JESUS no deserto é o primeiro acontecimento registrado de sua história depois do batismo por João Batista no rio Jordão.
Quais os objetivos de Satanás em cada uma das três últimas tentações?
(1) O objetivo dessa investida diabólica era incitar JESUS a usar seus poderes em benefício próprio; (2) O objetivo de Satanás é induzir o Senhor JESUS a tentar o PAI e persuadi-lo a um ato de vaidade; (3) Esse último ataque consistia em induzir JESUS a se apoderar do domínio do mundo por meios ilícitos.
Como o Senhor JESUS derrotou o Diabo?
Ele foi vencido pelo poder da Palavra de DEUS: “está escrito, está escrito e está escrito”. JESUS citou três passagens do Pentateuco (Dt 6.13,16; 8.3).
Em todo tempo somos instados pelo Maligno a negar nossa vida de santidade e ceder para as obras da carne a fim de que manchemos as vestes espirituais. Não podemos nos dobrar às falsas promessas do Maligno. Precisamos perseverar na fé em CRISTO, buscar a sua preciosa vontade para a nossa vida e honrá-lo até o fim na caminhada cristã. Uma boa aula!
POR QUE MOISÉS NÃO ENTROU NA TERRA PROMETIDA?
Não foi apenas por ter batido na rocha, pois a ordem antes era para ferir mesmo a rocha.
Veja - Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel. Êxodo 17:6
(Strong Português)
- נכה nakah
Ferir no original - 1) golpear, açoitar, atingir, bater, sacrificar, matar
NA SEGUNDA ORDEM DE DEUS É DITO PARA FALAR À ROCHA.
E o Senhor falou a Moisés dizendo:
Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha, perante os seus olhos, e dará a sua água; assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais. Então Moisés tomou a vara de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado. E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós? Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais. Números 20:7-11
DEUS MUDOU A CONFIGURAÇÃO - AGORA É: "FALAI À ROCHA" - FALAR NO ORIGINAL É (Strong Português)
- דבר dabar
falar, declarar, conversar, comandar, prometer, avisar, ameaçar, cantar.
AGORA ERA PARA FALAR E NÃO PARA BATER - A ROCHA ERA CRISTO - (E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era CRISTO. 1 Coríntios 10:4.)
NA PRIMEIRA VEZ TINHA O SIMBOLISMO DE JESUS MORRENDO NA CRUZ, FERIR A ROCHA.
NA SEGUNDA VEZ TINHA O SIMBOLISMO DE ORAÇÃO, FALAR À ROCHA.
JESUS SÓ MORREU UMA ÚNICA VEZ EM UM ÚNICO SACRIFÍCIO SUFICIENTE PARA SALVAR A TODA A HUMANIDADE. (Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.
Hebreus 7:27).
ENCONTRAMOS O MOTIVO DADO POR DEUS A MOISÉS PORQUE ELE NÃO ENTRARIA NA TERRA PROMETIDA.
E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado. Números 20:12
VEJA QUE DEUS ESTÁ DIZENDO CLARAMENTE QUE ELES DUVIDARAM QUE DEUS TIRARIA ÁGUA DA ROCHA.
REPETIDO O MOTIVO DEPOIS.
Sobe ao monte de Abarim, ao monte Nebo, que está na terra de Moabe, defronte de Jericó, e vê a terra de Canaã, que darei aos filhos de Israel por possessão. E morre no monte ao qual subirás; e recolhe-te ao teu povo, como Arão teu irmão morreu no monte Hor, e se recolheu ao seu povo. Porquanto transgredistes contra mim no meio dos filhos de Israel, às águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim; pois não me santificastes no meio dos filhos de Israel. Pelo que verás a terra diante de ti, porém não entrarás nela, na terra que darei aos filhos de Israel. Deuteronômio 32:49-52
VEJA QUE DEUS ESTÁ DIZENDO CLARAMENTE QUE ELES DUVIDARAM QUE DEUS TIRARIA ÁGUA DA ROCHA.
PORÉM EXISTE AINDA OUTRO MOTIVO (ESPIRITUAL)
Na verdade Moisés nunca poderia entrar na Terra Prometida, pois representava a LEI. Pela Lei ninguém é justificado. (E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de DEUS, porque o justo viverá pela fé.
Gálatas 3:11). Se Moisés entrasse seria coimo entrar no descanso de DEUS. (Assim jurei na minha ira Que não entrarão no meu repouso.
Hebreus 3:11) Se Moisés entrasse seria o mesmo que dizer que a Lei salva. (Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em JESUS CRISTO, temos também crido em JESUS CRISTO, para sermos justificados pela fé em CRISTO, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Gálatas 2:16). A LEI NÃO SALVA - NÃO CONDUZ À SALVAÇÃO, ENTÃO MOISÉS NÃO ENTROU, POIS REPRESENTAVA A LEI.
TENTAÇÃO - PROVAÇÃO - JEJUM - ORAÇÃO - BÍBLIA
Tiago 1:12 Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. 13 Ninguém, sendo tentado, diga: De DEUS sou tentado; porque DEUS não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.14 Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; 15 então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.
Você já foi guiado pelo ESPÍRITO SANTO ao deserto para ser tentado, ou testado? Ou pensou que era o diabo que o estava levando para lá e não foi?
O que era o deserto? Local sem água e sem comida ou local sem pessoas, sem casas? Evidente que um local sem pessoas morando, pois jejuar em um local onde não tem água e nem comida não é jejum. Jejum é abster-se de alimento. (Lembrete - João batizava no rio Jordão - portanto havia água. Comia mel e gafanhotos, portanto havia comida)..
Se DEUS não pode ser tentado, como JESUS foi tentado pelo Diabo?
O Diabo tentou JESUS como homem. JESUS venceu o Diabo como homem para nos dar o exemplo. JESUS foi para o deserto ser tentado, mas estava cheio do ESPÍRITO SANTO que recebeu no batismo nas águas, pois desceu sobre ELE o ESPÍRITO SANTO. Foi ao deserto cheio e guiado pelo ESPÍRITO SANTO. Venceu o Diabo porque estava cheio do ESPÍRITO SANTO e conhecia as escrituras e estava em jejum e oração.
As cinco maiores armas do crente para vencer as lutas e tentações - Cheio do ESPÍRITO SANTO, guiado pelo ESPÍRITO SANTO, Oração, Bíblia e Jejum.
A provação é de DEUS e é importante para nos treinar como mais do que vencedores em CRISTO. Após a tentação JESUS estaria pronto para exercer seu ministério e cumprir o plano de Salvação.Forte o bastante para derrotar Satanás e seus seguidores. Pronto para desfazer as obras do Diabo (1 João 3:8).
A tentação vem de Satanás com o objetivo de nos distanciar de DEUS, mas, na vida do crente Cheio do ESPÍRITO SANTO, guiado pelo ESPÍRITO SANTO, que lê a Bíblia, ora e jejua, a tentação serve para nos tornar mais fortes, pois vencemos as tentações como JESUS venceu.
Os que caem na provação e também nas tentações caem porque atenderam seus próprios desejos pecaminosos.
Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. Tiago 1:14,15
Agora me responda: como somos tentados? Vemos satanás? (NÃO)
Vemos demônios? (NÃO)
Nas nossas tentações somos transportados a outros lugares? (SIM - em visões, sonhos)
Em nossas tentações são oferecidas coisas a nós? (SIM - riquezas, posição social, posição eclesiástica etc.)
Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados. Hebreus 2:18 - JESUS FOI TENTADO DO MESMO MODO QUE NÓS SOMOS. NOS MOSTROU QUE PODEMOS VENCER AS TENTAÇÕES PELA PALAVRA DE DEUS E EM COMUNHÃO COM O ESPÍRITO SANTO, POIS FOI PARA LÁ CONDUZIDO PELO ESPÍPIRITO SANTO. QUANDO SAIU DA TENTAÇÃO SAIU MAIS FORTALECIDO PELO ESPÍRITO SANTO. Então, pela virtude do ESPÍRITO, voltou JESUS para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor. Lucas 4:14.
Nós não vemos nem Satanás e nem demônios ao sermos tentados. Muitas vezes estamos dormindo quando somos tentados e vamos a lugares e nos comunicamos com pessoas, algumas vezes batalhamos contra serpentes, O Diabo vive nos oferecendo coisas para nos fazer cair. Temos que manter firme nossa vigilância lendo a Bíblia e orando e jejuando. (congregando para ouvir a Palavra de DEUS).
Foi conduzido pelo ESPÍRITO - Ou, e foi levado, ηγετο. Mateus diz, ανηχθη, ele foi guiado. Marcos diz, o ESPÍRITO o impeliu εκβαλλει - mete-o por diante. Mas cada um dos evangelistas atribui isso ao ESPÍRITO SANTO, e não a Satanás. Pode ser útil para observação aqui, que, durante os quarenta dias e quarenta noites em que ele foi tentado pelo diabo, tudo é realizado sobre, continuamente sustentado e apoiado, pelo ESPÍRITO SANTO. Todos aqueles que são tentados por Satanás devem procurar, e, em virtude do poder e intercessão de CRISTO, reclamarem, o mesmo suporte; e pouco importa quantos dias eles podem ser tentados pelo diabo, enquanto eles são levados, conduzidos, guiados pelo ESPÍRITO de DEUS serão vitoriosos.(Adam Clarke N. T.).
No versículo 14 - Regressou no poder do ESPÍRITO SANTO - Εν τῃ δυναμει του πνευματος, No poderoso poder do ESPÍRITO SANTO. Tendo agora conquistado e vencido o adversário, ele vem no poder milagroso do ESPÍRITO SANTO para demonstrar seu poder, divindade, e amor ao povo, para que eles possam crer e serem salvos. Aquele que, pela graça de DEUS, resiste e vence a tentação, é sempre capacitado por ele a vencer o adversário. Esta é uma das maravilhas da graça de DEUS. Aquilo que foi projetado para a nossa ruína, isso mesmo faz com que seja instrumento para nosso maior bem. Assim, Satanás está sempre se enganando por seus próprios processos, e é vencido em seu próprio ardil.
QUAL HOMEM JEJUOU MAIS NA BÍBLIA?
Moisés JEJUOU mais porque fez isso duas vezes.
JEJUAR - (Strong Português) - νηστευω nesteuo
1) abster-se de comida e bebida como exercício religioso: inteiramente, se o jejum é de apenas um dia, ou por costume e opção alimentar, se por vários dias.
MOISÉS JEJUOU 40 dias. Depois de quebrar as tábuas da lei JEJUOU mais 40 dias em busca de outras tábuas da lei.
Êx 24:18 Moisés, porém, entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites.
Êx 34:28 E Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do pacto, os dez mandamentos.
Moisés quebrou as primeiras tábuas e teve que subir de novo e jejuar mais 40 dias. Total 80 dias.
Dt 9:9 Quando subi ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas do pacto que o Senhor fizera convosco, fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; não comi pão, nem bebi água
Dt 9:18 Prostrei-me perante o Senhor, como antes, quarenta dias e quarenta noites; não comi pão, nem bebi água, por causa de todo o vosso pecado que havíeis cometido, fazendo o que era mau aos olhos do Senhor, para o provocar a ira.
CREMOS QUE O JEJUM DE JESUS E O DE ELIAS TENHA SIDO DE PÃOE DE ÁGUA TAMBÉM.
E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; Mateus 4:2 Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam. Mateus 4:11 E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome. Lucas 4:2 E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam. Marcos 1:13 TALVEZ, POR CAUSA DO JEJUM DE MOISÉS, E JESUS SENDO O PROFETA QUE MOISÉS ANUNCIOU, POSSAMOS DEDUZIR QUE FORA QUARENTA DIAS E QUARENTA NOITES, SEM BEBER E SEM COMER. MELHOR DO QUE DIZER QUE BEBEU SEM PROVAS BÍBLICAS. MOISÉS JEJUOU 40 E DEPOIS MAIS 40 DIAS, SEM BEBER E SEM COMER. ELIAS JEJUOU 40 DIAS SEM COMER E SEM BEBER. E esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos. Êxodo 34:28
Subindo eu ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas da aliança que o Senhor fizera convosco, então fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi, e água não bebi; Deuteronômio 9:9
Nenhum filme ou pregador se lembrou disso - E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam. VIVIA ENTRE FERAS.
Creio que a refrência a "anjos o serviam" foi após os 40 dias de jejum e a tentação.
Eis que ele não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui loucura; Jó 4:18.
SATANÁS POSSUI OS MESMOS ATRIBUTOS DE DEUS?
NÃO.
Na bíblia sabemos dos atributos de DEUS, atributos que só a ele pertence. Onisciência onipotência e onipresença. Quando o crente peca DEUS vê isto em qualquer lugar do planeta, então Satanás vê também? A bíblia diz que ele é nosso acusador. Então satanás vê em qualquer lugar quando o crente peca? Se vê então seria ele onipresente sabendo o que o crente faz entre quatro paredes?
No caso de Satanás ele tem demônios em todo mundo vigiando os crentes. Ele não possui os atributos de DEUS.
Não sabem o que pensamos, mas sabem o que fazemos - Não sabem nossa intensão, mas basta nos vigiar para nos conhecer.
Todos temos pontos fracos. Eles descobrem. Por isso JESUS disse na oração que ensinou que devemos pedir a DEUS: Livrai-nos das tentações.
E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. Mateus 6:13
Satanás é o chefe. Basta pedir o relatório de alguém a seus demônios.
Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; 1 Pedro 5:8 - Aqui não quer dizer que ele mesmo que fica nos vigiando, mas manda demônios fazerem isso
Resumo da BEP - CPAD
4.1 JESUS FOI TENTADO. A tentação de JESUS por Satanás foi uma tentativa de desviá-lo da perfeita obediência à vontade de DEUS. Note que CRISTO em cada caso submeteu-se à autoridade da Palavra de DEUS, ao invés de submeter-se aos desejos de Satanás (vv. 4,7,10). Que podemos aprender da tentação de CRISTO? (1) Satanás é o nosso maior inimigo. O cristão deve estar consciente de que está numa guerra espiritual contra poderes malignos invisíveis, porém claramente reais (ver Ef 6.11,12). (2) Sem o devido emprego da Palavra de DEUS, o cristão não pode vencer o pecado e a tentação. Como usar a Palavra de DEUS para vencer a tentação: (a) Reconheça que mediante a Palavra o cristão tem poder para resistir a qualquer sedução que Satanás lhe apresente (Jo 15.3,7). (b) Coloque (i.e., memorize) a Palavra de DEUS na sua alma e mente (ver Tg 1.21). (c) Medite nos versículos memorizados, de dia e de noite (Dt 6.7; Sl 1.2; 119.48). (d) Repita a passagem memorizada, para si mesmo e para DEUS, no momento em que você for tentado (vv. 4,7,10). (e) Reconheça e obedeça ao impulso do ESPÍRITO SANTO para obedecer à Palavra de DEUS (Rm 8.12-14; Gl 5.18). (f) Envolva todos estes passos com oração e jejum (Ef 6.18).
Passagens para memorização em casos de tentação: Tentação em geral (Rm 6 e 8). Tentação para imoralidade (Rm 13.14), mentira (Cl 3.9; Jo 8.44), mexerico (Tg 4.11), desobediência aos líderes espirituais (Hb 13.17), desânimo (Gl 6.9), medo do futuro (2 Tm 1.7), concupiscência (5.28), desejo de vingança (6.15), negligência com a Palavra de DEUS (4.4), preocupação financeira (6.24-34; Fp 4.6,19).
4.1 JESUS, CHEIO DO ESPÍRITO SANTO. O ESPÍRITO SANTO conferiu poder a JESUS e o guiou, ao enfrentar a tentação de Satanás (LUCAS 4.1,2).
4.2 NÃO COMEU COISA ALGUMA.
4.2 TENTADO PELO DIABO. Um dos aspectos principais da tentação de JESUS girou em torno do tipo de Messias que Ele seria e como empregaria a sua unção da parte de DEUS. (1) JESUS foi tentado a utilizar sua unção e posição para servir a seus próprios interesses (vv. 3,4), obter glória e poder sobre as nações, ao invés de aceitar a cruz e o caminho do sofrimento (vv. 5-8), e ajustar-se à expectativa popular de um Messias sensacional (vv. 9-11). (2) Satanás ainda tenta os líderes cristãos a usarem sua unção, posição e capacidade em seu próprio benefício, para estabelecer sua própria glória e reino, e para agradar o povo mais do que a DEUS. Quem se entrega ao egoísmo, na realidade já se rendeu a Satanás. (Lucas 4.2).
4.4 NEM SÓ DE PÃO VIVERÁ. JESUS cita o AT (Dt 8.3), ao enfrentar a tentação de Satanás. (1) JESUS está dizendo que tudo o que é importante na vida depende de DEUS e da sua vontade (Jo 4.34). Esforçar-se por sucesso, felicidade ou coisas materiais, à parte do caminho e propósito de DEUS, levará à amarga desilusão e terminará em fracasso. (2) JESUS salienta essa verdade ao ensinar que devemos buscar em primeiro lugar o reino de DEUS (i.e., o governo, atividade e poder de DEUS em nossa vida); somente então é que outras coisas necessárias serão concedidas, de acordo com a sua vontade e propósito (ver Mt 5.6; 6.33).
4.6 ESTÁ ESCRITO. Satanás empregou a Palavra de DEUS com a finalidade de tentar CRISTO a pecar. Às vezes, o descrente emprega as Escrituras na tentativa de persuadir o crente a fazer algo que aquele sabe que está errado ou que é impróprio. Alguns textos bíblicos, retirados do seu contexto, ou não comparados com outros trechos da Palavra de DEUS, podem até mesmo dar a aparência de justificar o comportamento pecaminoso (ver, e.g., 1 Co 6.12). O crente deve conhecer profundamente a Palavra de DEUS e precaver-se daqueles que pervertem as Escrituras a fim de satisfazerem os desejos da natureza humana pecaminosa. O apóstolo Pedro fala daqueles que torcem as Escrituras, para sua própria perdição (2 Pe 3.16).
4.8 TODOS OS REINOS DO MUNDO. Ver Lc 4.5
LUCAS 4.5 OS REINOS DO MUNDO. JESUS rejeita a oferta que Satanás lhe fez, do domínio sobre todos os reinos do mundo. (1) O reino de JESUS, na presente era, não é um reino deste mundo (Jo 18.36,37). Ele recusa um reino para si através dos métodos mundanos de transigência, poder terreno, artifícios políticos, violência, domínio, popularidade, honra e glória humanas. (2) O reino de JESUS é um reino espiritual, no coração dos seus, os quais foram tirados do mundo. Como reino celestial: (a) é alcançado através do sofrimento, da abnegação, da humildade e da mansidão; (b) requer que dediquemos nosso corpo como sacrifício vivo e santo (Rm 12.1), em completa devoção e obediência a DEUS; (c) implica em lutar com armas espirituais contra o pecado, a tentação e Satanás (Ef 6.10-20); e (d) importa em resistirmos à conformação com este mundo (Rm 12.2).
10 SATANÁS. Satanás (do gr. satan, que significa adversário), foi antes um elevado anjo, criado perfeito e bom. Foi designado como ministro junto ao trono de DEUS, porém num certo tempo, antes de o mundo existir, rebelou-se e tornou-se o principal adversário de DEUS e dos homens (Ez 28.12-15). (1) Satanás na sua rebelião contra DEUS arrastou consigo uma grande multidão de anjos das ordens inferiores (Ap 12.4) que talvez possam ser identificados (após sua queda) com os demônios ou espíritos malignos. Satanás e muitos desses anjos inferiores decaídos foram banidos para a terra e sua atmosfera circundante, onde operam limitados segundo a vontade permissiva de DEUS. (2) Satanás, também chamado a serpente , provocou a queda da raça humana (Gn 3.1-6; ver 1 Jo 5.19). (3) O império do mal sobre o qual Satanás reina (Mt 12.26) é altamente organizado e exerce autoridade sobre as regiões do mundo inferior, os anjos caídos (Mt 25.41; Ap 12.7), os homens perdidos (vv. 8,9; Jo 12.31; Ef 2.2) e o mundo em geral (Lc 4.5,6; 2 Co 4.4; ver 1 Jo 5.19). Satanás não é onipresente, onipotente, nem onisciente; por isso a maior parte da sua atividade é delegada a seus inumeráveis demônios (Mt 8.28; Ap 16.13, 14; ver Jó 1.12). (4) JESUS veio à terra a fim de destruir as obras de Satanás (1 Jo 3.8), de estabelecer o reino de DEUS e de livrar o homem do domínio de Satanás (Mt 12.28; Lc 4.19; 13.16; At 26.18). CRISTO, pela sua morte e ressurreição, derrotou Satanás e ganhou a vitória final de DEUS sobre ele (Hb 2.14). (5) No fim da presente era, Satanás será confinado ao abismo durante mil anos (Ap 20.1-3). Depois disso será solto, após o que fará uma derradeira tentativa de derrotar a DEUS, seguindo-se sua ruína final, que será o seu lançamento no lago de fogo (Ap 20.7-10). (6) Satanás atualmente guerreia contra DEUS e seu povo (Ef 6.11-18), procurando desviar os fiéis da sua lealdade a CRISTO (2 Co 11.3) e fazê-los pecar e viver segundo o sistema do mundo (cf. 2 Co 11.3; 1 Tm 5.15; 1 Jo 5.19). O cristão deve sempre orar por livramento do poder de Satanás (6.13), para manter-se alerta contra seus ardis e tentações (Ef 6.11), e resistir-lhe no combate espiritual, permanecendo firme na fé (Ef 6.10-18; 1 Pe 5.8,9)
TENTADOR - (Strong Português) - πειραζω peirazo
2) tentar, fazer uma experiência com, teste: com o propósito de apurar sua quantidade, ou o que ele pensa, ou como ele se comportará
2b) num mau sentido, testar alguém maliciosamente; pôr à prova seus sentimentos ou julgamentos com astúcia
2c) tentar ou testar a fé de alguém, virtude, caráter, pela incitação ao pecado
2c1) instigar ao pecado, tentar
1c1a) das tentações do diabo
2d) o uso do AT
2d1) de DEUS: infligir males sobre alguém a fim de provar seu caráter e a firmeza de sua fé
2d2) os homens tentam a DEUS quando mostram desconfiança, como se quisessem testar se ele realmente é confiável
2d3) pela conduta ímpia ou má, testar a justiça e a paciência de DEUS e desafiá-lo, como se tivesse que dar prova de sua perfeição.
JESUS FOI TENTADO NA MENTE COMO NÓS
(Strong Português) - αναγω anago - conduzir, guiar ou trazer para um lugar mais alto - ESPÍRITO SANTO CONDUZIU JESUS
(Strong Português) - παραλαμβνω paralambano - Receber com a mente - JESUS FOI TENTADO NA MENTE
Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados. Hebreus 2:18
Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Hebreus 4:15
Então foi conduzido JESUS pelo ESPÍRITO ao deserto, para ser tentado pelo diabo. - Mateus 4:1 - (Strong Português) - αναγω anago - conduzir, guiar ou trazer para um lugar mais alto - ESPÍRITO SANTO CONDUZIU JESUS
Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, Mateus 4:5 - (Strong Português) - παραλαμβνω paralambano - Receber com a mente - JESUS FOI TENTADO NA MENTE
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Lição 4 - A TENTAÇÃO DE JESUS - 2º trimestre de 2015 - JESUS, o Homem Perfeito: O Evangelho de Lucas, o Médico Amado.
Comentarista da CPAD: Pastor: José Gonçalves
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 4.1-13
1 - E JESUS, cheio do ESPÍRITO SANTO, voltou do Jordão e foi levado pelo ESPÍRITO ao deserto. 2 - E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome. 3 - E disse-lhe o diabo: Se tu és o FILHO de DEUS, dize a esta pedra que se transforme em pão. 4 - E JESUS lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de DEUS. 5 - E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo. 6 - E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. 7 - Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. 8 - E JESUS, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu DEUS, e só a ele servirás. 9 - Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o FILHO de DEUS, lança-te daqui abaixo, 10 - porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem 11 - e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. 12 - E JESUS, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu DEUS. 13 - E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.
O Diabo é um anjo do mal que, dia e noite, procura fazer com que os servos de DEUS sejam seduzidos pelo pecado. Como homem JESUS também foi tentado em tudo (Hb 4.15b), mas o Mestre venceu toda tentação. O Inimigo foi derrotado em todas as áreas na vida de JESUS. A tentação vem para todos os filhos de DEUS, porém, a Palavra do Senhor nos garante que, se resistirmos ao Diabo, ele fugirá de nós (Tg 4.7).
Lucas diz que o Diabo se ausentou de JESUS por um tempo (Lc 4.13), ou seja, até encontrar outra oportunidade para atacá-lo novamente. JESUS estava iniciando seu ministério quando foi conduzido ao deserto para experimentar vários tipos de tentação, mas o Inimigo, mesmo sem sucesso, o tentou até a cruz.
I - A REALIDADE DA TENTAÇÃO
1. Uma realidade humana.
2. Vencendo a tentação.
II - A TENTAÇÃO DE SER SACIADO
1. A sutileza da tentação.
2.Gratificação pessoal.
III - A TENTAÇÃO DE SER CELEBRADO
1. O príncipe deste mundo.
2. A busca pelo poder terreno. .
IV - A TENTAÇÃO DE SER NOTADO
1. A artimanha do Inimigo.
2. A busca pelo prestígio.
*O jejum (esse jejum prolongado só deve ser feito segundo uma orientação direta de DEUS).
"Segundo a leitura médica, trinta a quarenta dias de completo jejum exaure as energias do corpo, causa fome intensa e aproxima o indivíduo da exaustão. Mesmo neste estado de fraqueza, JESUS permaneceu fiel ao compromisso. Confiou e agiu de acordo com a Palavra de DEUS." Leia mais em Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 655.
Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:
De que forma a lição explica a tentação de JESUS?
Ela explica que a tentação é uma realidade humana. Como homem JESUS também sofreu várias tentações. Porém, Ele venceu todas.
Qual foi a primeira tentação de JESUS?
A primeira tentação foi a sugestão do Diabo de JESUS transformar as pedras do deserto em pães. Ele sabia que JESUS estava em jejum e, certamente, estava com fome.
Qual foi a segunda tentação?
A segunda tentação foi a oferta que o Diabo fez a JESUS de autoridade sobre os reinos da terra (Lc 4.5-8).
Satanás tentou derrotar JESUS usando até mesmo o quê?
Ele usou até mesmo a Palavra de DEUS. Porém, que fique claro, o Diabo utilizou a Palavra de DEUS de forma errada, fora do seu contexto.
Quando JESUS derrotou Satanás de forma definitiva?
Quando da sua morte e ressurreição na cruz do calvário.
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 62, p. 39. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição.
A TENTAÇÃO DE JESUS - O evangelista Lucas registra que JESUS foi cheio do ESPÍRITO SANTO (4.1). Após o nosso Senhor ser cheio do ESPÍRITO, Ele foi conduzido pelo mesmo ESPÍRITO ao deserto, onde foi tentado pelo Diabo por quarenta dias. Neste período, o Senhor JESUS ficou em comunhão com DEUS PAI através de jejum e oração. Entretanto, ao sentir fome, nosso Senhor começou a ser tentado pelo Diabo. O relato do capítulo 4 do Evangelho de Lucas retrata três tentações que o Senhor JESUS foi provado: as necessidades físicas (w.3,4), a oferta de autoridade sobre os reinos (w.5-8) e provar a verdade da promessa de DEUS (w.9-12).
A primeira tentação de JESUS revela-nos que Ele não usou o seu poder para benefício próprio, pois antes agradava obedecer a DEUS que a Satanás. Seria natural, se com fome, o nosso Senhor transformasse pedra em pão e revelasse ser verdadeiramente o FILHO de DEUS. Não! A resposta do nosso Senhor foi direta: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de DEUS (Dt 8.3).
A segunda tentação de nosso Senhor tem a ver com a ambição de conquistar e governar todos os reinos do mundo. Satanás colocou diante de JESUS toda a autoridade do mundo, e em troca, ordenou que JESUS o adorasse prostrado. O Diabo usou de meia-verdade, pois apesar de ter poder (Ef 2.2), ele não tinha autoridade para dar ou não a JESUS reinos ou a glória desse mundo. A promessa de torná-lo o grande soberano do mundo não "encheu os olhos" de nosso Senhor, que de pronto, logo respondeu: "O Senhor, teu DEUS, temerás, e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás" (Dt 6.13).
A terceira tentação mostra o nosso Senhor sendo levado pelo Diabo ao pináculo do Templo. A proposta de Satanás: Pular, pois estava escrito que DEUS daria ordens aos anjos para livrá-lo. Ainda haveria outro impacto: Pular do pináculo do Templo e cair salvo no meio pátio sagrado, de uma só vez, faria o Senhor ser reconhecido como "Messias". Mas não foi isso que aconteceu. O nosso Senhor não queimou etapas, mas repreendeu Satanás dizendo que ninguém pode tentar a DEUS. As coisas do Altíssimo não são para fazermos provas sem sentido.
As três tentações de JESUS CRISTO expuseram três áreas que o ser humano se mostra frágil: A das pulsões carnais, as do poder e a da busca pela fama. Nosso Senhor venceu as tentações e nos estimulou a fugir das pulsões carnais, do apego pelo poder e da possibilidade de usar as promessas divinas para benefício próprio para a formação da autoimagem.
Revista ensinador. Editora CPAD Ano 16 - N° 62. pag. 38.
Comentários de vários livros e autores, com alguns acréscimos, observações e correções do Pr. Luiz Henrique.
INTRODUÇÃO
Cercas para a Tentação
A tentação é uma realidade bem presente na vida de cada ser humano! Não há ninguém que não esteja sujeito à tentação. Numa linguagem mais popular, podemos dizer que ainda não foi inventada uma vacina para a tentação! Todos são tentados, desde os mais jovens até os mais velhos. Até mesmo, JESUS, o Homem Perfeito, também foi tentado.
Há algum tempo lembro ter lido uma história que aconteceu com David Du Plessis (1905-1987), pioneiro pentecostal sul-africano. Após sair exausto de uma Conferência, onde ministrou para milhares de pessoas, um jovem aparentando ter 18 anos de idade o procurou. Ainda ofegante, o jovem lhe perguntou: “Irmão Du Plessis, o que o senhor faz para não ter problemas com a tentação?” Du Plessis franziu a testa enrugada pelo peso de seus quase 80 anos e respondeu: “quando eu tiver idade para não ter problemas com a tentação, eu lhe procuro para informar”. Mesmo já velho, Du Plessis demonstrou que continuava sujeito à tentação!
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 47-49.
Resumo do capítulo. O primeiro desafio de JESUS é claramente coordenado pelo ESPÍRITO SANTO que o conduz a uma área deserta para jejuar. Em seguida, permite que o enfraquecido Salvador seja testado por Satanás. A vitória de CRISTO demonstra o tema de Lucas. JESUS é um ser humano ideal, diferentemente de Adão e Eva, que caíram (4.1-13).
RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Editora CPAD. pag. 655.
Esta seção mostra JESUS como o FILHO de DEUS derrotando Satanás num combate aberto. Nenhuma discussão ou tentação poderia amedrontar ao Senhor JESUS. Esta tentação por parte de Satanás também revela que, embora JESUS fosse humano e estivesse sujeito às tentações humanas, Ele era perfeito porque venceu todas as tentações que Satanás lhe apresentou. A história da tentação de JESUS é uma importante demonstração do seu poder e da ausência de pecado em sua vida. Ele enfrentou a tentação e não desistiu. Os seus seguidores devem confiar nele quando enfrentarem tentações que irão colocar à prova a sua fidelidade a DEUS.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 340.
I - A REALIDADE DA TENTAÇÃO
1- UMA REALIDADE HUMANA.
Tentado e Testado
A palavra grega peirasmos (Lc 4.2), dependendo do contexto, pode significar “tentação” (προσπαθώ - Lê-se prustraufão) ou “prova” (απόδειξη - lê-se apóviquici). Quando usada em um contexto onde DEUS está por trás da ação, então nesse caso o crente está sendo provado. Por outro lado, quando é o Diabo quem está induzindo ao mal, então o crente está sendo tentado. Em palavras mais simples, DEUS prova-nos e o Diabo nos tenta. DEUS testa-nos para aperfeiçoar-nos enquanto o Diabo nos tenta para nos derrubar. Aqui em Lucas 4.1-3, assim como Gênesis 22, onde a Septuaginta usa a mesma raiz grega de peirasmos, JESUS é enviado pelo ESPÍRITO ao deserto para ser testado. E nessa mesma ocasião que recebe a visita do Diabo para ser tentado.
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 50.
A tentação (4.2). As palavras gregas peirazo (απόδειξη - lê-se apóviquici) e peiras mossãa (δίκη - Lê-se leiquim) igualmente traduzidas por “prova” e “julgamento” bem como por “tentar” e “tentação” (προσπαθώ - Lê-se prustraufão). O que há de comum é a situação que nos coloca sob grande pressão. O texto em Tiago 1 é especialmente útil para nos ajudar a tratar essas situações, ao nos lembrar que DEUS jamais tenta as pessoas, no sentido de induzi-las ao mal (Tg 1.13). DEUS, contudo, nos prova da mesma maneira que permitiu que Satanás o fizesse com JESUS, a fim de demonstrar a nós e a todos que podemos vencer pela sua força. Adão e Eva falharam no teste. Por meio de CRISTO você e eu somos vitoriosos.
RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Editora CPAD. pag. 655.
Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas (15). Literalmente, JESUS pode “sentir as nossas debilidades” (Mueller). A palavra fraquezas (astheneiais - αδυναμίες - Lê-se avidâmeés) tem uma conotação moral em Hebreus (cf. 5.2) e significa não apenas fraqueza física ou uma limitação humana, mas uma fraqueza consciente e instável na tentação. Nosso Senhor também nos entende nesta fraqueza, porque, como nós, em tudo foi tentado. Visto que foi tentado como nós, Ele sabe por experiência o que significa para nós ser tentado. Ele não foi tentado em todas as particularidades ou em cada situação possível; e.g., Ele não foi tentado como marido, ou pai, ou dono de uma propriedade, ou empregador, ou soldado, porque não exerceu nenhuma dessas funções. Mas Ele foi tentado em três áreas básicas da suscetibilidade humana: corpo, alma e espírito. JESUS conhecia a tentação no campo do apetite do corpo, no campo dos relacionamentos humanos e no campo dos relacionamentos espirituais. Eu — os outros — DEUS: Ele foi tentado nestes três pontos. O que deveria governá-lo? Seu desejo por pão? Seu desejo por aceitação? Seu desejo por poder? Ou sua lealdade a DEUS? Estas são perguntas fundamentais da vida que cada pessoa deve responder. Certamente, nestes aspectos básicos as tentações do Senhor eram exatamente iguais (kath homoioteta) às nossas.
Mas sem pecado. Embora seja perfeitamente verdadeiro que JESUS não enfrentou a tentação com a desvantagem do pecado original, esta não é a ideia aqui. O que o autor de Hebreus ressalta neste texto é que JESUS não cedeu uma única vez à tentação. Ele foi perfeitamente triunfante. Se não fosse tentado como nós, não poderia compreender os nossos sentimentos em nossas muitas tentações; por outro lado, se não tivesse sido perfeitamente vitorioso, não poderia ajudar-nos, mas necessitaria Ele próprio de ajuda.
Parece que estava claro na mente do autor a tentação peculiar que estes cristãos hebreus estavam enfrentando. Eles foram tentados a voltar atrás, e desta forma, falhar em entrar no seu repouso prometido. JESUS também teve sua experiência de deserto — em certo sentido, seu Cades-Barnéia — e, portanto, sabia o que estavam passando. Ele entende o deserto do ataque satânico que segue a primeira emoção gloriosa da fé. Por isso, eles não devem permitir que a ideia de voltar atrás ocupe a mente, nem devem ficar envergonhados ou ceder à paralisia do desespero.
Richard S. Taylor. Comentário Bíblico Beacon. Hebreus. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 48-49.
2- VENCENDO A TENTAÇÃO.
Obs.: Pr. Luiz Henrique - O ESPÍRITO SANTO capacitou JESUS para vencer as tentações no deserto.
Na Esfera do ESPÍRITO
O papel do ESPÍRITO SANTO, como Lucas faz em outros lugares, também recebe destaque especial no evento da Tentação. Roger Stronstad comenta que cada um dos evangelistas sinóticos conecta a tentação de JESUS com sua recepção do ESPÍRITO SANTO. Depois do seu batismo o ESPÍRITO SANTO leva (Mt 4.1, Lc 4.1) ou impulsiona (Mc 1.12) JESUS a ir ao deserto para um período de provas com o Diabo. O termo grego peirasthenai, exprime uma consequência ou resultado e não uma ideia final, como se acha traduzida. Portanto, a tradução deve ser esta: ‘A seguir, foi JESUS levado pelo ESPÍRITO ao deserto de modo que foi tentado pelo Diabo’. Numa tradução livre a ideia é: e como consequência lá foi tentado pelo Diabo, exprimindo assim uma consequência ou resultado”.
Por outro lado, destaca Stronstad “somente Lucas qualifica JESUS de ‘cheio do ESPÍRITO SANTO’ (Lc 4.1). Em seu comentário sobre o Evangelho de Lucas, Alfred Plummer observa que se havia dotado a JESUS com o poder sobrenatural; e foi tentado a usá-lo para promover seus próprios interesses sem considerar a vontade do PAI... Foi ao deserto de acordo com o impulso do ESPÍRITO. O que foi testado ali foi o propósito divino a fim de prepará-lo para sua tarefa.
JESUS e a Tentação
Há um longo debate teológico em torno da Tentação de JESUS há muito discutido nos meios acadêmicos. A opinião dos teólogos, mesmos os mais conservadores, não são unânimes sobre esse assunto. A questão diz respeito à realidade ou não da Tentação de JESUS. A Tentação foi ou não real? JESUS poderia ceder ou não à Tentação? As respostas a essas perguntas não são consensuais entre os estudiosos, porque em última análise se referem à pecabilidade ou impecabilidade do Redentor! Não há, portanto, resposta fácil para esse assunto. Até mesmo os teólogos cuja erudição e conservadorismo são inquestionáveis reconhecem esse fato. Como diz Millard J. Erickson: “Aqui nos defrontamos com um dos grandes mistérios da fé”.
A Tentação de JESUS foi real. Verificamos que a prova pela qual JESUS passou serve de modelo e parâmetro para todos os cristãos em todos os tempos. William Barclay comenta: “Vimos que havia certos marcos na vida de JESUS, e aqui temos outro dos mais importantes. No tempo quando tinha doze anos, havia chegado à convicção de que DEUS era seu PAI de maneira única e exclusiva. Com o surgimento de João Batista, veio a hora de JESUS em seu batismo receber a aprovação de DEUS. Nesta ocasião JESUS está a ponto de iniciar sua campanha. Antes de iniciar uma campanha, se há de escolher os métodos. A passagem da Tentação nos apresenta JESUS elegendo, de forma definitiva, o método com o qual se proporia ganhar os homens para DEUS. Vemos JESUS rejeitando o caminho do poder e da glória, e aceitando o caminho do sofrimento e da cruz”.
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 50-52.
JESUS era o último Adão, revelado como a semente da mulher; sendo assim, de acordo com a promessa, aquele que pisou na cabeça da serpente, frustrando e derrotando o diabo em todas as suas tentações, que por uma única tentação havia frustrado e derrotado o nosso primeiro pai. Portanto, no início da guerra, JESUS fez represálias a ele, e venceu aquele que no passado havia sido o vencedor.
Nesta história da tentação de CRISTO, observe:
I Como Ele foi preparado e equipado para ela. Aquele que permitiu a tribulação proveu aquilo de que o Senhor JESUS precisava para vencer; porque embora não saibamos que exercícios possam estar diante de nós, nem para que encontros podemos estar reservados, CRISTO sabia, e teve aquilo que era necessário; e DEUS faz o mesmo por nós, e esperamos dele tudo o que nos é necessário.
1. Ele estava cheio do ESPÍRITO SANTO, que havia descido sobre Ele como uma pomba. O Senhor JESUS tinha agora medidas maiores de dons, graças e consolações do ESPÍRITO SANTO do que antes. Note que aqueles que estão cheios do ESPÍRITO SANTO é que estão bem armados contra as tentações mais fortes.
2. Ele havia retornado do Jordão recentemente, onde foi batizado, e reconhecido por uma voz do céu como sendo o FILHO Amado de DEUS; e assim Ele foi preparado para este combate. Note que quando tivermos a mais consoladora comunhão com DEUS, e as descobertas mais claras de seu favor a nós, podemos esperar que Satanás nos ataque (o navio mais rico é o prêmio do pirata), e que DEUS permitirá que ele faça isso, para que o poder de sua graça possa ser manifestado e exaltado.
3. Ele foi levado pelo ESPÍRITO ao deserto, pelo ESPÍRITO bom, que o conduziu como um campeão para o campo, para lutar contra o inimigo que Ele certamente iria derrotar. O fato de ser levado ao deserto:
(1) Deu alguma vantagem ao tentador; porque ali ele o teve sozinho, sem a companhia de amigos, por cujas orações e conselhos o Senhor JESUS poderia ser ajudado na hora da tentação. Ai daquele que está sozinho! Ele poderia dar vantagem a Satanás, pois conhecia a sua própria força; mas nós não podemos, pois conhecemos a nossa própria fraqueza.
(2) Ele ganhou alguma vantagem para si durante este jejum de quarenta dias no deserto. Podemos supor que o Senhor estava totalmente concentrado em sua própria consagração, e em consideração à sua tarefa, e à obra que Ele tinha diante de si; que Ele passou todo o seu tempo em uma conversa imediata e íntima com o seu PAI, como Moisés no monte, sem qualquer desvio, distração, ou interrupção.
(3) De todos os dias da vida de CRISTO na carne, estes parecem ter se aproximado mais da perfeição da vida angelical e da vida celestial, e isto o preparou para os ataques de Satanás. Aqui o Senhor JESUS foi fortalecido contra eles.
(4) Ele continuou jejuando (v. 2): E naqueles dias não comeu coisa alguma. Este jejum foi totalmente miraculoso, como o jejum de Moisés e de Elias, e o revela, como a eles, um profeta enviado por DEUS. É provável que este episódio tenha ocorrido no deserto de Horebe, o mesmo deserto no qual Moisés e Elias jejuaram. Assim como ao se retirar para o deserto, Ele se mostrou perfeitamente indiferente ao mundo, por seu jejum Ele se mostrou perfeitamente indiferente ao corpo; e Satanás não pode dominar facilmente aqueles que se desprendem e morrem para o mundo e para a carne. Quanto mais mantivermos a nossa carne em sujeição, menos vantagens Satanás terá contra nós.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 545-546.
JESUS precisava vencer Satanás mesmo, o chefe dos demônios, para ter autoridade
sobre todos os demônios que se apresentariam diante Dele em seu ministério,
dali para frente. Veja que os demônios tinham medo de JESUS, pois Ele venceu o
chefe deles - JESUS em sua humanidade, passou 30 anos lendo a bíblia, jejuando,
orando e se preparando para exercer seu ministério e suportar os sofrimentos
pelos quais iria passar em nossos favor, nós também temos que ter um preparo
para assumirmos nosso ministério - Observação do Pr. Luiz Henrique).
A expressão foi tentado descreve uma ação contínua; JESUS foi tentado
constantemente durante os quarenta dias. O ESPÍRITO levou JESUS ao deserto onde
DEUS pôs JESUS à prova - não para ver se JESUS estava pronto, mas para mostrar
que Ele estava preparado para a sua missão. Satanás, no entanto, tinha outros
planos; ele esperava distorcer a missão de JESUS tentando-o para fazer o mal.
Por que era necessário que JESUS fosse tentado? A tentação faz parte da
experiência humana. Para que JESUS fosse completamente humano, Ele tinha que
enfrentar a tentação (veja Hb 4.15). JESUS tinha de desfazer o que Adão tinha
feito. Adão, embora criado perfeito, cedeu à tentação, e assim o pecado entrou
na raça humana. JESUS, o segundo Adão, por outro lado, resistiu a Satanás. A
sua vitória oferece a salvação aos descendentes de Adão (veja Rm 5.12-19).
Durante estes quarenta dias, JESUS não comeu coisa alguma, de modo que ao final
Ele teve fome. A condição de JESUS como FILHO de DEUS não tornava o seu jejum
mais fácil; o seu corpo físico sofria a fome severa e a dor de estar sem
alimento. As três tentações registradas aqui ocorreram quando JESUS estava na
sua condição física mais enfraquecida (é quando a carne está fraca que o
ESPÍRITO se torna forte - Observação do Pr. Henrique).
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag.
341.
Adão caiu porque DECIDIU PECAR. O segundo Adão, apesar de ter se preparado no
estudo da Palavra de DEUS, na oração e no jejum, precisava ser cheio do
ESPÍRITO SANTO para vencer a luta que o primeiro Adão perdeu, não existe como
vencer Satanás sem o ESPÍRITO SANTO que tem o maior poder que existe sobre a
face da Terra ou em qualquer parte, como na esfera do cosmos ou da superior, a
espiritual. JESUS não teve, literalmente, as mesmas tentações que nós (não
existia drogas, cigarros, cervejas, ele não era político, etc...), mas recebeu
as tentações nas mesmas áreas que nós - Corpo, Alma e ESPÍRITO. Concupiscência
dos olhos, da carne e soberba da vida. Portanto, foi tentado da mesma forma que
nós somos, nas mesma áreas que nós. - Observações do Pr. Henrique).
O PRIMEIRO ADÃO PECOU POR CAUSA DE
COMIDA - O SEGUNDO ADÃO JEJUOU 40 DIAS E VENCEU A TENTAÇÃO.
II - A TENTAÇÃO DE SER SACIADO.
1- A SUTILEZA DA TENTAÇÃO.
(Se DEUS alimentou 3 milhões de pessoas com um alimento sobrenatural, se trouxe
codornizes de toda parte para alimentá-los, se com cinco pães e dois peixinhos
DEUS alimenta uma multidão, imagine por quantos anos um servo seu seria
alimentado sem nenhum esforço de algum trabalho secular! - Observação do Pr.
Henrique)
O Senhor JESUS respondeu utilizando as Escrituras (v. 4): Está escrito. Esta é
a primeira palavra registrada como sendo falada por CRISTO depois da instalação
de seu ofício profético; e é uma citação do Antigo Testamento, para mostrar que
Ele veio para declarar e manter a autoridade das Escrituras como algo que não
se pode controlar; Satanás não é capaz de controlá-la. E embora o Senhor JESUS
tivesse o ESPÍRITO sem medida, e tivesse uma doutrina própria para pregar e uma
religião para fundar, ela estava de acordo com Moisés e os profetas. O Senhor
JESUS estabelece os escritos destes homens como uma regra para si mesmo, e nos
recomenda que os tenhamos como uma resposta a Satanás e às suas tentações. A
Palavra de DEUS é a nossa espada, e a fé nesta preciosa Palavra é o nosso
escudo; devemos, portanto, ser poderosos nas Escrituras, e seguirmos nesta
força, avançarmos, e continuarmos na nossa batalha espiritual, conhecendo o que
está escrito, porque ela é para o nosso aprendizado, para o nosso uso. O texto
das Escrituras que o Senhor JESUS menciona é Deuteronômio 8.3. Em outras
palavras: “O homem não viverá só de pão. Eu não preciso transformar as pedras
em pão, porque DEUS PAI pode enviar o maná para o meu sustento, assim como Ele
fez por Israel; o homem pode viver de toda Palavra de DEUS, e ser alimentado
por aquilo que Ele determinar”. Como é que CRISTO pode ter vivido
confortavelmente durante estes últimos quarenta dias? Não pelo pão, mas pela
Palavra de DEUS, pela meditação sobre esta Palavra, e pela comunhão com ela, e
com DEUS nela e por ela; e de uma maneira que Ele ainda pudesse viver, embora
agora Ele começasse a ter fome. DEUS tem muitas maneiras de sustentar o seu povo,
sem os meios comuns de subsistência. Portanto, não se deve em nenhuma
circunstância perder a confiança nele, mas em todo o tempo devemos depender
dele, no caminho da obediência. Se faltar o alimento, DEUS pode tirar o
apetite, ou dar graus de paciência que permitam que um homem ria da assolação e
da fome (Jó 5.22). O Senhor também pode tornar os legumes e a água mais
nutritivos do que toda a porção do manjar do rei (Dn 1.12,13), permitindo que o
seu povo se alegre nele, mesmo que a figueira não floresça, Habacuque 3.17. Uma
crente vigorosa disse que fez das promessas a sua refeição nas ocasiões em que
sofreu a escassez de alimentos.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição
completa. Editora CPAD. pag. 547.
2- GRATIFICAÇÃO PESSOAL.
Tentações pelas quais JESUS passou (Pr. Luiz Henrique)
Promessas de Satanás
Recompensas de DEUS para quem vence as tentações
"Se tu és o FILHO de DEUS, dize a esta pedra que se transforme em
pão." (Lc 4.3b).
Então
o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam. (Mt 4.11) - Comida
de DEUS melhor.
"E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória,
porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero." (Lc 4.6).
E,
chegando-se JESUS, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na
terra. (Mateus 28:18). Todo poder eterno é melhor que poder temporal.
"Se tu és o FILHO de DEUS, lança-te daqui abaixo, 10 - porque está
escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem." (Lc 4.9).
"Não
está aqui, mas ressuscitou" (Lc 24.6). Livrar de uma queda é inferior a
livrar da morte.
A intenção é fazer com que JESUS ponha as coisas materiais em primeiro lugar, e
uma forma que Satanás via como eficaz era apelar para os apetites. Os desejos
não são pecaminosos em si mesmos. Não há nada de errado com o desejo de se
alimentar. Todavia, quando esses desejos ou apetites quebram algum princípio
estipulado pelo Criador, então se convertem em algo mal. JESUS venceu Satanás
citando a Palavra de DEUS que se encontra em Deuteronômio 8.3.
William Barclay observa que era como se o Diabo dissesse: “Se você quer que o
povo lhe siga, usa teus poderes para dar-lhes coisas materiais”. De fato o foco
da tentação está na centralização das coisas materiais. Ainda hoje essa
continua sendo a artimanha do Diabo. O apelo ao ego, ao desejo de consumo e
outras guloseimas espirituais continua sendo a tentação de homens, mulheres e
crianças. Na cultura pós-moderna o consumismo é um deus que não se apieda de
ninguém. Por ele os homens roubam, por ele os homens matam!
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD.
pag. 52.
Não podemos usar os dons espirituais em nosso próprio proveito, eles nos são
concedidos para ajudar aos outros. Nós somos cuidados, e devemos confiar nisso,
pelo próprio DEUS. Nós não oramos para que nós possamos ser curados ou
sustentados, quem cuida disso é DEUS. Paulo orou por um espinho na carne e a
resposta de DEUS foi: "A minha graça te basta, porque o meu poder se
aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas
fraquezas, para que em mim habite o poder de CRISTO." (2 Coríntios 12.9) -
Observação do Pr. Henrique).
Como o Senhor JESUS foi atacado por uma tentação atrás da outra, e como Ele
derrotou o plano do tentador em cada ataque, e se tornou mais do que vencedor.
Durante os quarenta dias, Ele foi tentado pelo diabo (v. 2), não por uma
sugestão interior, porque o príncipe deste mundo não tinha nada em CRISTO, e
assim não tinha como injetar qualquer coisa nele, mas por solicitações
exteriores. No final de quarenta dias Satanás se aproximou mais, e fez o que
estava ao seu alcance, ao perceber que o Senhor JESUS estava com fome, v. 2.
1. Ele o tentou a não confiar no cuidado de seu PAI em relação a Ele, e a agir
por conta própria, e a ajudar-se a si mesmo provendo o sustento de uma maneira
que o seu PAI não havia designado (v. 3): Se tu és o FILHO de DEUS, como a voz
do céu declarou, dize a esta pedra que se transforme em pão.
(1) “Eu te aconselho a fazer isto; porque DEUS, se é teu PAI, se esqueceu de
ti. Se começarmos a pensar em sermos os nossos próprios escultores, e vivermos
pela nossa própria previsão, sem dependermos da providência divina, se
quisermos obter riquezas pelo nosso poder e pela força das nossas mãos, podemos
considerar isto como uma tentação de Satanás, e devemos consequentemente
rejeitá-la; pensar em ser independente de DEUS é um conselho de Satanás.
(2) “Eu te desafio, se tu o podes; se não o fizeres, direi que não és o FILHO
de DEUS; porque João Batista disse recentemente que DEUS pode suscitar, das
pedras, filhos a Abraão, que é o maior; portanto, tu não tens o poder do FILHO
de DEUS, se não transformares as pedras em pão para ti mesmo, quando
necessitares. E este é um milagre menor” . Assim, o próprio DEUS foi tentado no
deserto: Poderá DEUS preparar uma mesa no deserto? Poderá dar pão? Salmos
78.19,20. Agora: [1] CRISTO não cedeu à tentação; Ele não transformaria aquelas
pedras em pães; não, embora estivesse com fome; Em primeiro lugar, porque Ele
não faria o que Satanás lhe ordenou que fizesse, pois isto seria como se
tivesse havido um pacto entre o Senhor e o príncipe dos demônios. Note que não
devemos fazer nada que se pareça com a atitude de dar lugar ao diabo. Os
milagres foram operados para a confirmação da fé, e o diabo não tinha fé para
ser confirmada; portanto o Senhor JESUS não faria isto por ele. Ele operou os
seus sinais na presença dos seus discípulos (Jo 20.30), e particularmente o
início de seus milagres, transformando água em vinho, o que Ele fez para que os
seus discípulos pudessem crer nele (Jo 2.11); mas aqui no deserto o Senhor
JESUS não tinha nenhum discípulo em sua companhia. Em segundo lugar, Ele operou
milagres para a ratificação de sua doutrina, e, portanto, até que começasse a
pregar, Ele não começaria a operar milagres. Em terceiro lugar, Ele não
operaria milagres para si mesmo e para o seu próprio sustento, para que não
parecesse impaciente pela fome, porquanto o Senhor JESUS não veio para agradar
a si mesmo, mas para sofrer a dor, e esta seria apenas uma dor entre outras.
Ele também mostraria que não agradou a si mesmo, e iria, antes, transformar água
em vinho para crédito e conveniência de seus amigos, e não pedras em pão para o
seu próprio sustento, mesmo que isto parecesse necessário. Em quarto lugar, Ele
reservaria a prova de ser o FILHO de DEUS para mais adiante, e preferia ser
censurado por Satanás por se comportar como fraco, e incapaz de fazê-lo, do que
ser persuadido por Satanás a fazer o que lhe convinha fazer. Desse modo, o
Senhor JESUS foi censurado por seus inimigos como se não pudesse salvar a si
mesmo, e descer da cruz, quando Ele de fato poderia ter descido; mas não o
faria, porque não convinha que o fizesse. Em quinto lugar, Ele não faria nada
que parecesse falta de confiança em seu PAI, não agiria separadamente dele, e
não faria qualquer coisa que estivesse em desacordo com a sua condição atual.
Sendo, em todas as coisas, feito como os seus irmãos, o Senhor JESUS iria, como
os outros filhos de DEUS, viver na dependência da Providência e da promessa
divina. Ele confiaria em DEUS PAI, fosse para enviar a provisão necessária ao
deserto, ou para levá-lo à cidade que deveria habitar onde haveria mantimento,
como costumava fazer (SI 107.5-7). E assim, quando o Senhor JESUS tivesse
terminado estes quarenta dias de jejum, o PAI iria supri-lo, embora Ele
estivesse com fome naquele momento.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição
completa. Editora CPAD. pag. 546.
Lc 4.3 À primeira vista, este parece ser um ato relativamente inofensivo, até
mesmo uma sugestão piedosa. JESUS rinha muita fome, então por que não usar os
recursos sob o seu comando e transformar uma pedra em pão? Neste caso,
entretanto, o pecado não estava no ato, mas na razão por trás dele. O diabo
estava tentando fazer JESUS tomar um atalho para resolver o seu problema
imediato à custa de seus objetivos de longo prazo, procurando o conforto
através do sacrifício da sua disciplina.
Satanás normalmente trabalha desta forma - persuadindo as pessoas a realizar
uma ação, até mesmo uma boa ação, por um motivo errado ou na hora errada. O
fato de que alguma coisa não seja propriamente errada não significa que é boa
para alguém em determinado momento.
Muita gente peca tentando satisfazer desejos legítimos não incluídos na vontade
de DEUS, ou, antes do momento definido por Ele.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag.
341.
III - A TENTAÇÃO DE SER CELEBRADO
1- O PRÍNCIPE DESTE MUNDO.
Tendo fracassado no primeiro ataque, o Diabo volta com uma proposta ainda mais
tentadora. Na segunda tentação do Diabo, ele: “Mostrou-lhe, num momento, todos
os reinos do mundo. Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda essa autoridade e a
glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser” (Lc
4.6).
O teólogo Ivo Storniolo denomina essa tentação de a “tentação do poder e da
riqueza”. Não há dúvida de que este mundo, como um sistema caído, foi entregue
ao Diabo. Foi o próprio JESUS quem disse que o Diabo é príncipe deste mundo (Jo
12.31). Storniolo observa que o poder e a riqueza se convertem em coisas
pecaminosas porque são contrárias ao projeto de DEUS. Isso acontece porque o
poder se constrói às custas das liberdades humanas. E a riqueza se constrói
graças ao roubo e acúmulo dos bens que deveriam ser partilhados entre todos.
Neste aspecto uns enriquecem às custas da miséria dos outros. JESUS rechaça
essa tentação citando Deuteronômio 6.13.
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD.
pag. 52-53.
O diabo tentou JESUS a aceitar dele o reino, o qual, como o FILHO de DEUS, Ele
esperava receber de seu PAI, e glorificá-lo, w. 5-7. Este evangelista coloca
esta tentação em segundo lugar, a qual Mateus colocou por último; mas Lucas
estava absorto por ela, como a mais maligna e a mais violenta, e, portanto, se
apressou em citá-la. Na tentação do diabo aos nossos primeiros pais, ele lhes
apresentou o fruto proibido, primeiro como bom para se comer, e então como
agradável aos olhos; e eles foram dominados por estes dois encantamentos.
Satanás aqui primeiro tentou a CRISTO para transformar pedras em pão, que seria
bom para se comer, e então lhe mostrou os reinos do mundo e a sua glória, que
eram agradáveis aos olhos; mas em ambas estas coisas o Senhor JESUS venceu
Satanás, e talvez tendo isto em vista, Lucas muda a ordem.
Agora observe: (1) Como Satanás procurou conduzir esta tentação, para persuadir
CRISTO a se tornar tributário a ele, e receber o seu reino das mãos dele.
[1] Satanás trouxe ao Senhor uma perspectiva de todos os reinos do mundo em um
momento, uma representação visionária deles, como ele pensava ser mais provável
de cativar, e parecer uma perspectiva real. O fato de que este foi apenas um
espectro que o diabo, como príncipe do poder dos ares, aqui apresentou ao nosso
Salvador, é confirmado pela circunstância que Lucas aqui faz notar, que tudo se
passou em um momento; enquanto, se um homem toma a perspectiva de apenas uma
nação, ele deve fazê-lo sucessivamente, deve se virar, e observar primeiro uma
parte e então a outra. Assim o diabo pensou em impor sobre o nosso Salvador uma
falácia - a deceptio visus; ao procurar fazê-lo crer que poderia lhe mostrar
todos os reinos do mundo, Satanás o levaria a uma opinião de que ele poderia
lhe dar todos estes reinos.
[2] Ele ousadamente alegou que todos estes reinos lhe foram entregues, que ele
tinha poder para dispor deles e de toda a glória deles, e dá-los a quem
quisesse, v. 6. Satanás reivindicou este poder porque este poder lhe foi
entregue não pelo Senhor, mas pelos reis e pelo povo destes reinos, que deram o
seu poder e honra ao diabo, Efésios 2.2. Por isso ele é chamado de deus deste
mundo, e príncipe deste mundo. Foi prometido ao FILHO de DEUS que ele deveria
ter as nações por sua herança, Salmos 2.8. “Por que”, diz o diabo, “as nações
são minhas, são meus súditos e devotos; no entanto, serão tuas, eu as darei a
ti, sob a condição de me adorares por elas, e digas que elas são as recompensas
que dei a ti, como outros fizeram antes de ti (Os 2.12), e consintas em tê-las
sob o meu domínio.”
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição
completa. Editora CPAD. pag. 547.
Lc 4.5,7 O diabo arrogantemente esperava ter sucesso na sua rebelião contra
DEUS, afastando JESUS de sua missão e obtendo a sua adoração. Satanás tentou a
JESUS para que Ele assumisse o mundo como um reino terreno ali mesmo, sem
executar o plano de salvar o mundo do pecado. Para JESUS, aquilo significava
obter o seu prometido domínio sobre o mundo sem passar pelo sofrimento e pela
morte na cruz. Satanás ofereceu um atalho. Mas Satanás não entendeu que o
sofrimento e a morte eram parte do plano de DEUS, que JESUS tinha decidido
obedecer.
O fato de que JESUS pudesse ver, num momento de tempo, todos os reinos do
mundo, apoia a interpretação de que esta experiência foi visionária. O foco não
está na montanha, mas sim naqueles reinos que estavam (e estão) sob o domínio
de Satanás (Jo 12.31). Satanás ofereceu-se para dar o domínio sobre o mundo a
JESUS. Isto desafiava a obediência de JESUS ao cronograma e à vontade de DEUS.
A tentação de Satanás, basicamente, era: “Por que esperar? Eu posso lhe dar
isto agora!” Naturalmente, a oferta tinha uma condição: “Se tu me adorares”.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag.
341.
Observação do Pr. Luiz Henrique - Todas as tentações de Satanás foram visões e
em nenhum momento JESUS foi transportado em corpo para alguma parte. Satanás
tentou JESUS do mesmo modo que nós somos tentados - nos pensamentos. Como homem
Ele foi tentado em todas as coisas, assim como nós, porém, não transgrediu (Hb
4.15)
2- A BUSCA PELO PODER TERRENO.
Satanás exigiu dele honra e adoração: Portanto, se tu me adorares, tudo será
teu, v. 7.
(1) Satanás deseja que o Senhor o adore.
Talvez ele não queira dizer nunca mais adorar a DEUS PAI, mas adorá-lo junto
com a adoração oferecida a DEUS PAI; porque o diabo sabe, que se ele conseguir
apenas uma vez se fazer sócio, logo será o único proprietário. Em segundo
lugar, Satanás faria um contrato com o Senhor JESUS, de que quando, de acordo
com esta promessa, Ele tomasse posse dos reinos deste mundo, não faria nenhuma
alteração nas religiões do mundo, mas toleraria as nações como havia feito até
aquele momento, permitindo que sacrificassem aos demônios (1 Co 10.20). Por
esta proposta, o Senhor JESUS deveria ainda manter o culto aos demônios no mundo,
e então deixá-lo tomar todo o poder e a glória dos reinos se lhe agradasse. Que
a riqueza e a grandeza desta terra fiquem para quem quiser; porém, quanto a
Satanás, este nada terá, pois não tem o coração dos homens, bem como os seus
sentimentos e a sua adoração. O diabo só pode operar nos filhos da
desobediência, e é assim que ele eficazmente os devora.
(2) Como o nosso Senhor JESUS triunfou sobre esta tentação.
Ele deu à tentação uma repulsa terminante, e a rejeitou com veemência (v. 8):
“Vai-te, Satanás, não suporto a menção disto. O que? Adorar o inimigo do DEUS a
quem eu vim servir? e do homem a quem eu vim salvar? Não, Nunca farei isto.”
Uma tentação como esta não era para ser analisada, mas recusada imediatamente;
o assunto foi liquidado com uma única frase, Está escrito: Adorarás o Senhor,
teu DEUS, e só a Ele servirás; e não somente isto, mas somente a Ele adorarás;
a Ele e a nenhum outro. Portanto, CRISTO não adorará a Satanás, e quando tiver
os reinos do mundo entregues a si por seu PAI, como espera em breve receber,
jamais permitirá que qualquer adoração ao diabo continue neles. Onde quer que
chegue o seu Evangelho, tudo o que for maligno será perfeitamente arrancado e
abolido. CRISTO não fará nenhum acordo com o diabo. O politeísmo e a idolatria
deverão sucumbir, quando se levantar o reino de CRISTO. Os homens devem se
converter do poder de Satanás para DEUS, do culto aos demônios para o culto ao
único DEUS vivo e verdadeiro. Esta é a grande lei divina que DEUS restabelecerá
entre os homens, e por sua santa religião reduzirá o homem à obediência: só
DEUS deve ser adorado e servido; portanto, qualquer que toma qualquer criatura
como objeto de culto religioso - mesmo que seja um santo ou um anjo, ou a
própria virgem Maria - frustra diretamente o desígnio de CRISTO, e cai no
paganismo.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição
completa. Editora CPAD. pag. 547-548.
IV - A TENTAÇÃO DE SER NOTADO
1- A ARTIMANHA DO INIMIGO.
Como o diabo apoiou e reforçou esta tentação. Ele fez a sua sugestão dizendo,
“Está escrito”, v. 10. CRISTO havia citado as Escrituras contra ele; e ele
achou que estaria em pé de igualdade com CRISTO, e mostraria que podia citar as
Escrituras tanto quanto o Senhor. Os hereges e sedutores têm procurado
perverter as Escrituras, utilizando textos isolados e fora de contexto, para
cometer as piores iniquidades. Mandará aos seus anjos, acerca de ti, se tu
fores seu FILHO, que te guardem e que te sustentem nas mãos. E agora que JESUS
estava (supostamente, creio eu, em pensamento - Observação do Pr. Henrique) no
pináculo do templo, poderia esperar especialmente esta ministração de anjos;
porque, sendo o FILHO de DEUS, o templo era o lugar adequado onde Ele deveria
estar (cap. 2.46). E, além disto, se algum lugar debaixo do sol tivesse uma
guarda de anjos constantemente, deveria ser este lugar, Salmos 68.17. É
verdade, DEUS prometeu a proteção de anjos para nos encorajar a confiar nele,
não para tentá-lo; a promessa da presença de DEUS está conosco, e junto com ela
está também a promessa da ministração dos anjos; mas esta promessa referente
aos anjos não vai além da promessa da presença do Senhor: Eles te guardarão
quando estiveres andando pelo caminho, onde estiver o teu caminho, mas não se
presumires voar nos ares.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição
completa. Editora CPAD. pag. 548.
2- A BUSCA PELO PRESTÍGIO.
Holofotes e Celebridades
Na terceira tentação, a exemplo da primeira, Satanás usa a expressão: “se tu és
o filho de DEUS” (Lc 4.3,9). Esse “Se”, como uma cláusula condicional, pode
expressar dúvida e às vezes, dependendo do contexto, até mesmo certeza.
Satanás já sabia que JESUS era o FILHO de DEUS: “Bem sei que és, o SANTO de
DEUS” (Lc 4.34) e quer que JESUS faça uso dos seus atributos divinos. Vimos
quando comentamos a kenosis (ξεφούσκωμα - Lê-se sífoscomá), isto é, o
esvaziamento de JESUS por ocasião da sua encarnação, que Ele não perdeu os seus
atributos, mas que como homem não fez uso dos mesmos. Aqui Satanás,
astutamente, quer que JESUS faça uma demonstração sensacionalista de sua
divindade. Quer que Ele renuncie a sua condição de homem e aja como DEUS. Desde
que JESUS supostamente se jogasse do alto do templo, haveria uma queda livre de
150 metros até o fundo do ribeiro de Cedron. Sem dúvida Satanás queria que
JESUS fizesse um espetáculo.
Não existem dúvidas de que a tentação de ser visto, celebrado e admirado
continua sendo o que mais atrai os homens!
JESUS venceu essa tentação com Deuteronômio 6.16!
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD.
pag. 53.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Lição 2 - O Propósito da Tentação - LIÇÕES BÍBLICAS - 3º Trimestre de 2014 -
CPAD - Para jovens e adultos
Tema: FÉ E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica -
Comentário: Pr. Eliezer de Lira e Silva
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Tiago 1.2-4,12-15
2 Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, 3
sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. 4 Tenha, porém, a paciência
a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa
alguma.
12 Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado,
receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. 13
Ninguém, sendo tentado, diga: De DEUS sou tentado; porque DEUS não pode ser
tentado pelo mal e a ninguém tenta. 14 Mas cada um é tentado, quando atraído e
engodado pela sua própria concupiscência. 15 Depois, havendo a concupiscência
concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.
I. O FORTALECIMENTO PRODUZIDO PELAS TENTAÇÕES (Tg 1.2,12)
1. O que é tentação.
2. Fortalecimento após a tentação (v.2).
3. Felicidade pela tentação (v.12).
II. A ORIGEM DAS TENTAÇÕES (Tg 1.13-15)
1. A tentação é humana.
2. Atração pela própria concupiscência.
3. DEUS nos fortalece na tentação.
III. - O PROPÓSITO DAS TENTAÇÕES (Tg 1.3,4,12)
1. Para provar a nossa fé (v.3).
2. Produzir a paciência (vv.3,4).
3. Chegar à perfeição.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Teológico
"A Tentação Vem de Dentro (1.14)
Tiago conhecia os poderes sobrenaturais do mal que agiam no mundo (cf. 3.6),
mas aqui ele procura ressaltar o envolvimento e a responsabilidade pessoal do
homem ao cometer pecados. O engodo do mal está em nossa própria natureza. Ele
está de alguma forma entrelaçado com a nossa liberdade. A questão é: 'Será que
eu preferiria ser livre, tentado e ter a possibilidade de vitória ou ser um
'bom' robô?' O robô está livre de tentação, mas ele também não conhece a
dignidade da liberdade ou o desafio do conflito e não conhece nada acerca da
imensa alegria quando vencemos uma batalha.
Tiago diz que cada um é atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
Essa palavra epithumia ('desejo', RSV) pode ter um significado neutro, nem bom
nem mal. Assim, H. Orton Wiley escreve: 'Todo apetite nunca se controla, mas
está sujeito ao controle. Por isso o apóstolo Paulo diz: 'Antes, subjugo o meu
corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha
de alguma maneira a ficar reprovado' (1 Co 9.27)'. Este talvez seja o sentido
que Tiago emprega aqui.
No entanto, na maioria dos casos no Novo Testamento, epithumia tem implicações
maléficas. Se for o caso aqui, quando um homem é seduzido para longe do caminho
reto, isso ocorre por causa de um desejo errado. Tasker escreve: 'Este
versículo, na verdade, confirma a doutrina do pecado original. Tiago certamente
teria concordado com a declaração de que 'a imaginação do coração do homem é má
desde a sua meninice' (Gn 8.21). Desejos concupiscentes, como nosso Senhor
ensinou de maneira tão clara (Mt 5.28), são pecaminosos mesmo quando ainda não
se concretizaram em ações lascivas'. Se essa interpretação for verdadeira, há
aqui mais uma dimensão na origem da tentação. Desejos errados podem ser errados
não somente porque são incontrolados, mas porque, à parte da presença santificadora
do ESPÍRITO, eles são carnais (TAYLOR, S. Richard. Comentário Bíblico Beacon:
Hebreus a Apocalipse. Vol. 2. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.159-60).
Meus comentários - Pr. Luiz Henrique
Tentação - palavra com duplo sentido, dependendo da situação pode significar
provação, mas quando vem de DEUS é provação e quando vem de Satanás é tentação.
Provas são testes enviados por DEUS, e tentações são armadilhas enviadas por
Satanás.
A prova é para nos santificar e a tentação é para nos derrubar.
Quanto mais temos fé nas promessas de DEUS , mais facilmente passaremos pelas
provas e venceremos as tentações.
DEUS é absolutamente santo para ser tentado e ELE é absolutamente amoroso para
tentar.
DEUS não muda. DEUS não pode mudar para pior porque ELE é santo. Ele não pode
mudar para melhor porque ELE é perfeito.
Podemos transformar um desejo legítimo em um desejo pecaminoso.
Comer é normal – Glutonaria é pecado.
Dormir é normal – Preguiça é pecado.
Sexo no casamento é normal – Sexo fora do casamento é pecado.
Armadilha atrai – Anzol seduz
Ló atraído e Davi seduzido.
Genealogia do pecado – A cobiça é a mãe do pecado e a avó da morte.
Você não pode impedir que um pássaro voe sobre sua cabeça, mas você pode
impedir que ele faça ninho em sua cabeça.
Mosca não pousa em fogão onde a chapa está quente (mantenha-se cheio do
ESPÍRITO SANTO).
DEUS não muda. DEUS não pode mudar para pior porque ELE é santo. Ele não pode
mudar para melhor porque ELE é perfeito.
PACIÊNCIA = PERSEVERANÇA
Tentação - Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a
concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do PAI, mas do mundo. 1
João 2:16
"Não veio sobre vós tentação além do que é comum aos homens, e DEUS é fiel
e não permitirá que sejais tentados além do que vocês são capazes, mas com a
tentação dará também o caminho de escape, de modo que se possa resistir a ela.
"(1 Cor. 10:13).
Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são
tentados. Hebreus 2:18
"Então, quando o desejo, tendo concebido, dá à luz ao pecado, e quando o
pecado é consumado, produz a morte”. (Tiago 1:15) Não há futuro no pecado. O
pecado leva a pessoa à morte espiritual. Se resistirmos, o mal não se afastará
de nós e, não estamos sozinhos, o ESPÍRITO de DEUS vem para o resgate.
"Portanto, se submeta a DEUS. Resista ao diabo e ele fugirá de vós ”
(Tiago 4:7).
Adão - Que ninguém culpe a DEUS por suas circunstâncias ou pecados, como Adão
fez. O primeiro homem jogou a culpa em DEUS por seu pecado, dizendo: "A
mulher que me deste me deu da árvore e eu comi." (Gênesis 3: 12).
Jó – sua esposa é exemplo de fidelidade, tanto na pobreza, como na tristeza de
perder todos seus filhos, como na calamidade, como na doença. – nunca
deixou seu esposo e depois foi abençoada com outros filhos melhores.
E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor
acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía. Jó 42:10
Também teve sete filhos e três filhas melhores do que os primeiros.
Jó 42:13
Abraão – provado e vitorioso – abençoado grandissimamente.
Ló – atraído pelo seu desejo, esqueceu até o respeito pelo seu tio.
José – Do Egito
Tentado pela esposa de Potifar – não cedeu e ganhou a recompensa por não ceder
– se tornou governador do Egito.
E beijou a todos os seus irmãos, e chorou sobre eles; e depois seus irmãos
falaram com ele. Gênesis 45:15
E José sustentou de pão a seu pai, seus irmãos e toda a casa de seu pai,
segundo as suas famílias. Gênesis 47:12
Paulo
Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque
eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome
do Senhor JESUS. Atos 21:13
Paulo provado e sendo achado fiel.
E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica
a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a
ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu DEUS. Zacarias 13:9
E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de
Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao Senhor trarão oferta em
justiça. Malaquias 3:3
PACIÊNCIA é o mesmo que PERSEVERANÇA
1.12 Aquele que permanece firme sob provações receberá a coroa da vida, que se
refere não à vida no futuro, mas à vida aqui e agora, desfrutada com mais
abundância e plenitude.
1.13 Tendo discutido a tentação na forma de provações externas (vs. 2-12),
Tiago agora encara a tentação como uma sedução para o mal. Em muitos lugares as
Escrituras revelam que, algumas vezes, DEUS permite tentações como maneiras de
testar (ver, por exemplo, Gn 22.1; Dt 8.2; 2 Cr 32.31), mas Tiago declara
enfaticamente que a perfeita santidade de DEUS o coloca além do alcance da
tentação e que ele não leva ninguém a pecar.
1.14-15 Quando sua concupiscência interna deseja responder à sedução externa, o
pecado é gerado. Tiago não menciona o papel de Satanás na tentação. Seu
objetivo não é discutir a origem do pecado, mas explicar que a sedução ao mal
não vem de DEUS. Ao ressaltar a natureza interna da tentação, Tiago não deixa
desculpas para os pecadores. Satanás é, na verdade, a fonte externa da
tentação, mas ninguém pode culpá-lo pela raiz dos atos pecaminosos, que estão
no interior de cada indivíduo. Ver Mc 7.1-23.
1.17 DEUS não é responsável pelo pecado humano, ele é a fonte de todo o bem. Em
contraste aos corpos celestes vagantes que ele criou, DEUS é imutável. Ele
sempre mantém suas promessas.
1.18 O maior dom que DEUS nos deu foi a regeneração. Através do exercício de
sua vontade, ele nos gerou para uma nova vida. Seu instrumento foi a palavra da
verdade, que Paulo identifica como o "evangelho da salvação" (Ef
1.13). 0 propósito de DEUS era apresentar os crentes como um tipo de primícias
(a primeira parte da colheita era a garantia de que viria uma colheita ainda
maior). Sendo assim, Tiago e os outros cristãos de sua geração eram um antegozo
de uma grande multidão de crentes que estavam por vir. A frase das suas
criaturas pode indicar que os crentes estão no primeiro estágio da redenção
definitiva de toda a criação, que agora está sob a maldição divina desde o
pecado original.
1:12 - O termo bem-aventurado (makarios) também é empregado nas
bem-aventuranças
e nos Salmos (e.g., Salmo 1). Seu oposto é a interjeição “ai”.
A idéia por trás do verbo suporta (hypomeno) é de grande importância no Novo
Testamento (Mateus 10:22; 24:13; Marcos 13:13; Romanos 12:12; 1 Coríntios 13:7;
2 Timóteo 2:12; etc., empregam esse verbo; Lucas 21:19; Romanos 2:7; 8:25: 2
Coríntios 6:4; Tessalonicenses 1:3; Apocalipse 3:10, e vinte e seis outras
passagens empregam o substantivo dele erivado, hypomone). Uma questão crucial
era que os crentes fossem ensinados a suportar provações, pois de outra forma a
igreja teria sido varrida em face da primeira carga da perseguição. Era virtude
valorizada em certos círculos judaicos (e.g., Testamento de Jó e Testamento de
José).
Paulo emprega a idéia de suportar a provação cinco vezes (cf. também 2 Timóteo
2:15). O adjetivo dokimos indica aprovação humana ou divina, sendo o que Paulo
desejava para si mesmo no dia do julgamento. Paulo, à semelhança de Tiago,
nunca presumiu possuir essa aprovação final antes de haver chegado lá (e.g.,
Filipenses 3:12-16).
A idéia de receber a coroa da vida no dia do julgamento final expressa-se em
linguagem idêntica em Apocalipse 2:10 e, em linguagem semelhante (“a coroa de
glória”), em 1 Pedro 5:4.
A promessa aos que o amam (cf. Tiago 2:5) em nenhum outro passo das Escrituras
está explicitamente enunciada, embora seu sentido genérico seja bastante
frequente (Êxodo 20:5-6; 1 Coríntios 2:9; Efésios 6:24). Argumentam alguns que
esse versículo cita um enunciado de JESUS não registrado, o que é possível, mas
improvável.
1:13 Quando Tiago assevera e desmascara a mentira de Sou tentado por DEUS,
enfatizando que ele a ninguém tenta, está seguindo o judaísmo. Conquanto certas
porções mais primitivas do Antigo Testamento declarem sem sombra de dúvida que
“DEUS prova” (e.g., Abraão em Gênesis 22:1 e Davi em 2 Samuel 24:1), depois do
exílio o judaísmo passou a considerar essa idéia um tanto leviana.
Assim é que em 1 Crônicas 21:1 o diabo, e não DEUS, é quem tenta Davi; em Jó, a
prova é planejada e implementada por Satanás, embora DEUS lhe dê permissão; e
em Jubileu 17-19 é o diabo (Mastema) quem propicia e executa a provação de
Abraão. Para Tiago, DEUS é soberano, mas são outras forças que causam o mal.
Uma das razões por que Tiago trata dessa questão pode derivar das expressões
gregas da oração dominical: “Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do
mal”. No grego o pedido ressoa como se DEUS pudesse ser o agente da tentação, e
como se o crente precisasse pedir livramento. Entretanto, a forma aramaica
dessa oração (e as aplicações em Lucas 22:40) claramente demonstra que a
intenção do Senhor foi esta: “Faze que não entremos em tentação (ou na prova)”,
o que combina bem com “e livra-nos do maligno”. DEUS é quem impede o diabo de
tentar o crente, e quem estabelece limites às tentações e às provações.
DEUS não pode ser tentado pelo mal é retradução de “DEUS é apeirastos”. O
problema é que apeirastos é palavra rara, que ocorre primeiramente em Tiago e
praticamente em parte alguma da literatura grega. A tradução preferida neste
comentário:
“DEUS não deve ser posto à prova por homens iníquos” baseia-se no emprego dessa
palavra pelos pais da igreja, pela forma da palavra e o ensino do Antigo
Testamento, que proíbe colocar DEUS sob teste.
A TENTAÇÃO
13 Ninguém, sendo tentado, diga: De DEUS sou tentado (não devemos supor que a
tentação ao pecado provém de DEUS; isto nunca acontece!) porque DEUS não pode
ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta (Vontade Santa de DEUS Onipotente
resiste totalmente qualquer direção para o pecado):
14 Mas sim cada um é tentado, quando de sua própria concupiscência é atraído, e
seduzido. (A tentação a pecar recorre a um defeito moral em nós, até nas
melhores pessoas, porque ninguém é perfeito).
15 E a concupiscência, depois que concebe (refere-se à luxúria pecaminosa) , dá
à luz o pecado (como dito, estas tentações não provêm de DEUS, mas sim dos
apetites da natureza pecaminosa do homem, o qual é resultado da Queda; a
natureza pecaminosa pode ser mantida subjugada, e tem a intenção de ser mantida
subjugada pelo Crente que alicerça sua Fé na Cruz de CRISTO, o que então dará
liberdade de ação ao ESPÍRITO SANTO para ajudar) - e o pecado, sendo consumado,
gera a morte. (Refere-se à morte espiritual, porque o pecado separa o homem de
DEUS.)
16 Meus amados Irmãos, não erreis. (Tiago diz aos Crentes, "não sejam
enganados; o pecado é a ruína de tudo o que é bom.")
Provas
Segundo o dicionário Velásquez, um teste de longo prazo significa problema,
decepção, desconforto. Tudo isso serve para nos desencorajar na jornada de
CRISTO com nossos irmãos. Quando passamos por algum problema, quando ficamos
mortificados (preocupação extrema), é o momento em que não estamos confiando
nas promessas do Senhor, mas preocupados em como resolver nossos problemas.
Isso é exatamente o que Satanás quer que façamos. A escolha é nossa: permitimos
ser dominados e controlados pelo infortúnio ou nos lembramos das palavras de
Tiago e reagimos com alegria e louvor ao Senhor. Por que sofrer com o Senhor
não é vergonha e sim a glória, o que devemos fazer com confiança, pois no
final, "somos mais que vencedores." Eu sei que isso é difícil, mas
devemos tentar fazer como a palavra diz:
Alegrem-se. Que cantemos hinos e louvores, que glorifiquemos a DEUS. Considere
o Senhor mais poderoso do que qualquer teste. Uma vez, um detento escreveu que
passou seu aniversário louvando a DEUS. Por que não posso dedicar mais louvor
ao meu DEUS que nunca me falhou? Isso poderia ser considerado como gesto de
loucura ou, ao contrário, gesto de crescimento espiritual e confiança em DEUS.
Uma vez estávamos com um grupo de adolescentes de uma igreja em Fort Worth,
Texas, e alguns supervisores adultos estavam tentando obter permissão para
entrarem no México pela fronteira em Nuevo Laredo. Nosso objetivo era ir para
Saltillo e fazer uma campanha evangelística. Um dos jovens que nos acompanhavam
era um cubano e eles não queriam dar a permissão para o mesmo, e com razão,
pois seu único documento era um passaporte expirado. Depois de esgotar todos os
meios possíveis para nos darem a permissão, começamos a cantar louvores a DEUS.
Logo depois, o funcionário da alfândega me chamou e permitiu que nossos jovens
passassem.
Provas Visíveis
Existem testes que não são vistos, mas são por vezes, mais difíceis do que
outros. Tiago se refere a esses testes nos versos 2, 3 e 12, como doenças,
dores, decepções, angústias e tristezas.
Consideremos as evidências dos leitores antigos das cartas de Tiago:
sobre a perseguição que muitos sofreram por parte dos líderes Judeus, o fato de
terem de sair de suas casas apenas com as roupas do corpo e viverem em lugares
improvisados e com estranhos (Tiago 1:1), ou seja, tiveram de se adaptar a uma
vida de exílio. Isso foi um grande desafio à sua fé.
Esses testes têm sido comuns ao povo de DEUS. Embora dolorosos, eles têm
servido para a formação espiritual e crescimento na confiança em DEUS. Esses
desafios existem em nosso tempo e sempre vão existir. A cada dia, passamos por
esses testes, por mudanças de valores no mundo, pela falta de segurança em
nosso país, o resultado de desastres naturais que destroem nossos pertences e
nos forçam a sair de nossos lares. Vemos isso em todas as partes do mundo e
serve como prova para cada um de nós.
Aquelas pessoas que se apresentam diante de DEUS e que ainda não passaram por
provações, quando acontecerem, isto não deve ser visto como um castigo, mas sim
como uma forma de testar o quão fortes ou fracas elas estão na fé.
Os antigos acreditavam que as provações eram castigo por algum pecado cometido
pelos seus pais. Até certo ponto isso é correto. Uma pessoa que abusa de álcool
ou drogas recebe como castigo de seu abuso sofrimento para si e seus
familiares. Mas, em geral, a crise é para testar a nossa fé. Não que essas
crises sejam ruins, porque o seu propósito é madurecermos, portanto não devemos
nos lamentar por isso.
Por exemplo: Os ventos fortes e as chuvas em si não são maus.
Entretanto, resultam em destruição. Algumas casas são destruídas pelas
tempestades, pois suas estruturas são fracas e, geralmente, são construídas
próximo ao leito de algum rio onde sempre há indícios de inundação. Os testes
não são ruins, mas há destruição. Lembram-se da parábola de CRISTO sobre o
homem que construiu sua casa sobre a rocha e o outro que a construiu sobre
areia? (Mt. 7: 24-27)
Alguém disse que, como resultado de inundação, perdeu tudo que havia construído
nos últimos 25 anos. O irmão disse que agora estava reconstruindo suas casinhas
que antes eram heranças, mas agora seriam construídas sobre rocha e não sobre a
areia.
O cristianismo não é uma religião onde reina um otimismo superficial, em que se
descuida das horríveis crises da vida. O cristianismo bíblico enfrenta os
problemas diários e tenta olhar para ele de forma construtiva.
Provas Invisíveis
Tiago também foca a atenção nas tentações que levam o homem a cometer pecados.
Não é o mesmo que as ansiedades normais que sucedem a vida diária. Têm sua
natureza maligna e existem para causar transtorno ao cristão.
Evidentemente, é preciso reconhecer que essas provas ou tentações invisíveis
têm origem satânica. Tiago mesmo disse: "Que ninguém diga quando é
tentado, estou tentado por DEUS, porque DEUS não pode ser tentado pelo mal e
ele mesmo a ninguém tenta” (1:13)
Apesar de sabermos que DEUS testa o verdadeiro caráter do homem, submetendo-o a
vários testes (Isso aconteceu com Abraão, Gn 22:1), não é verdade que DEUS
seduza a pessoa para que peque.
Que ninguém culpe a DEUS por suas circunstâncias ou pecados, como Adão fez. O
primeiro homem jogou a culpa em DEUS por seu pecado, dizendo: "A mulher
que me deste me deu da árvore e eu comi." (Gênesis 3: 12).
A verdade é que DEUS e o mal estão eternamente em oposição. DEUS e o pecado não
podem coexistir. DEUS não é tentado pelo mal e nem é responsável pelas nossas
tentações para fazer o mal. Então, como isso
é possível? Se DEUS pudesse ser tentado pelo mal, deixaria de ser santo,
deixaria de ser DEUS.
Por exemplo: Pode uma boa pessoa seguir sendo respeitada se soubermos que
oferece drogas a crianças? Da mesma forma, como podemos ver DEUS tão bom e
amável sendo portador de pecados e os oferecendo? É logicamente impossível que
DEUS possa seduzir alguém para o pecado. Isso não é de sua natureza. DEUS e o
mal são poderes opostos.
Então, qual é a origem das tentações e das maldades? Tiago tem a resposta:
“...Cada um é tentado quando é seduzido em sua própria concupiscência.” (1:14)
A culpa do pecado não é colocada em DEUS, mas no homem que é levado por
Satanás. Não gostamos de aceitar essa responsabilidade. Muitos dizem que seus
atos imorais e criminosos são devido à má sorte ou mesmo alegam ser a empresa
ou o ambiente. Mas isso é injusto. Pecamos porque nossa natureza é pecaminosa e
CRISTO não morreu em vão.
Suponhamos que uma mãe siga com seus peixinhos. Tudo está bem e todos parecem
felizes. Mas um dos peixinhos vê um verme que deseja, embora a mãe lhes diga
para seguirem em frente sem distrações, o peixinho pensa: por que não fugir por
um segundo e engolir o verme e depois retornar ao meu lugar na fila? Em seguida,
o pequeno peixe é atraído pelo verme, que na realidade é a isca (um gancho) e o
resultado é fatal.
Da mesma maneira, tudo está bem enquanto o homem segue a DEUS em sua salvação,
sem olhar para os lados. Mas, assim que vir algo atraente e pronto no mundo que
o faça desviar de seu caminho por um momento, será capturado. Não será a má
sorte, as circunstâncias e muito menos DEUS que o fará pecar. Tudo será
resultado do que se passava em seu coração.
Como enfrentar as provas e as tentações É necessário vivenciar os problemas
resultantes das provas. Mas, apesar de tudo isso, precisamos depender da graça
de DEUS e suportar as provas com paciência e graça. As tentações deverão ser
vividas com fé e obediência.
Como conseguir a vitória? Em primeiro lugar, devemos ser otimistas acerca das
crises, "alegria..." Alegramo-nos com a confiança inspirada por esta
promessa:
"Não veio sobre vós tentação além do que é comum aos homens, e DEUS é fiel
e não permitirá que sejais tentados além do que vocês são capazes, mas com a
tentação dará também o caminho de escape, de modo que se possa resistir a ela.
"(1 Cor. 10:13).
Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são
tentados. Hebreus 2:18
Uma atitude pessimista ou fatalista pode levar ao fracasso. Levante a cabeça e
os olhos para o céu na confiança de que as promessas de DEUS não serão em vão.
DEUS sempre cumpre o prometido!
Em segundo lugar, ore. Necessita de uma resposta para a sua inquietação?
Auxílio para tomar a decisão correta? Se sente confuso e necessita de sabedoria
e entendimento para raciocinar sobre as provações de maneira correta? Aqui está
o que disse Tiago: "Mas se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a
DEUS, que a todos dá liberalmente e não censura, e assim lhe será dado"
(1:5).
Quando oramos, devemos fazê-lo com a confiança de que receberemos uma resposta.
Crer que DEUS pode nos auxiliar na carga e nos manter no caminho certo. Outra
vez, em Tiago, a palavra correta:
"Mas peça com fé, sem duvidar, pois aquele que dúvida é semelhante à onda
do mar, impelida e agitada pelo vento, partindo de um lado para o outro. Não
pense que você receberá do Senhor alguma coisa, sendo um homem de coração
duvidoso, inconstante em todos os seus caminhos." (1:6-8)
Em terceiro lugar, devemos resistir às tentações de cometer pecados, recordando
o resultado do pecado: "Então, quando o desejo, tendo concebido, dá à luz
ao pecado, e quando o pecado é consumado, produz a morte”. (Tiago 1:15) Não há
futuro no pecado. O pecado leva a pessoa à morte espiritual. Se resistirmos, o
mal não se afastará de nós e, não estamos sozinhos, o ESPÍRITO de DEUS vem para
o resgate. "Portanto, se submeta a DEUS. Resista ao diabo e ele fugirá de
vós ” (Tiago 4:7).
A recompensa dos que alcançam a vitória
Podemos nos convencer de que o maior incentivo que podemos ter para enfrentar
as provações e tentações é a bênção da recompensa prometida para quem resistir
e vencer. Primeiro há a maturidade espiritual. Tiago nos garante que:
"Sabendo que a prova da vossa fé opera na paciência, e a paciência tem sua
obra perfeita, para que sejam completos, não tendo falta em coisa alguma”
(1:3-4).
Você não pode crescer espiritualmente do dia para a noite. Nós, batizados,
amadurecemos na fé vivendo o dia a dia. O crescimento vem gradualmente para
"testar a nossa fé." Então, precisamos ter muita paciência.
Em segundo lugar, as pessoas que resistem às provações e tentações, receberão a
coroa da vida que o Senhor prometeu aos que o amam (Tiago 1:12). A vida que
Tiago menciona é totalmente oposta à morte que segue o pecado. Esta é a vida
eterna na presença de DEUS e os esplendores do céu. Então, todos nós podemos
participar quando o apóstolo Paulo disse: "Eu considero que as aflições
deste tempo presente não são comparáveis à glória que será revelada" (Rm
8:18).
Conclusão
Todos têm problemas e passam por provações. Mas, se olharmos, à luz deste
estudo, veremos os problemas de forma diferente. Os testes não podem mais
destruir a nossa fé, mas nos tornar mais fortes e nos aproximar de DEUS.
Qual é a essência da vida cristã? Não é um breve momento de entusiasmo
religioso que move uma pessoa para fora deste mundo, deixando-a alheia a tudo.
É o desenvolvimento de uma fé obediente, realista e prática, cuja única
alternativa é tomar sua cruz e seguir a CRISTO, diariamente. É também
glorificamos na graça de DEUS, que se manifesta a cada hora, e de problema em
problema na vida diária.
Provas são testes enviados por DEUS, e tentações são armadilhas enviadas por
Satanás.
DEUS é absolutamente santo para ser tentado e ELE é absolutamente amoroso para
tentar.
A prova é para nos santificar e a tentação é para nos derrubar.
O sofrimento por CRISTO nos dá a oportunidade de mostrarmos a nossa fé e amor
por Ele - O problema é: Você está sofrendo por CRISTO?, Por causa do
evangelho?, Está sendo perseguido por causa de sua postura cristã diante dessa
sociedade corrompida e maligna?
Existe o sofrer por CRISTO e o sofrer por causa de más escolhas nossas, existe
o sofrer por enfermidades ocasionadas por causa da pregação do evangelho e
enfermidades adquiridas por causa de má alimentação ou de noites na TV ou na
internet. Qual é o seu sofrer? Qual é o sua tentação? Qual é a sua provação?
REVISTA ENSINADOR
"Não nos deixes cair em
tentação." Foi a oração de JESUS ensinada aos discípulos. No tempo da
provação, angústia, tristeza e sofrimento são realidades presentes na vida do
discípulo de CRISTO. Infelizmente, e em nome de uma teologia, muitos desejam
descartar da vida esta realidade humana e não dá ao seguidor do caminho o
direito de sofrer. Não é isto que a Palavra de DEUS nos ensina! Pelo contrário,
o sofrimento por CRISTO nos dá a oportunidade de mostrarmos a nossa fé e amor
por Ele, como os mártires que não retrocederam na convicção do Evangelho.
A lição desta semana tem um penoso
objetivo: o de resgatar a doutrina bíblica do sofrimento por CRISTO. Esta, por
vezes, tem sido esquecida pela Igreja Evangélica. Quando falamos de sofrimento,
algumas pessoas nos perguntam: "Mas por que o crente deveria
sofrer?"; "Devemos ensinar a teologia da miséria?" etc. Tais
perguntas são descabidas, pois não escolhemos sofrer por JESUS, é Este quem nos
escolhe. Por consequência, ao vivermos para CRISTO precisamos estar dispostos a
também sofrermos por Ele. Note as palavras do Meigo Nazareno: "E dizia a
todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua
cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas
qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará. Porque que
aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si
mesmo?" (Lc 9.23-25).
As expressões "negue-se a si
mesmo", "tome cada dia a sua cruz" e "siga-me"
significam o convite para peregrinarmos o caminho da execução do nosso eu. Este
é o caminho da Cruz de CRISTO! Há, porventura, coisa mais difícil do que negar
a nós mesmos? Esmagar a nossa vontade para fazer a do outro? A expressão
"cada dia" revela-nos que o caminho da cruz deve ser feito por nós,
diariamente, crucificando assim o "eu". O teólogo French L. Arrington
amplia este conceito: "Tomar a cruz significa uma resolução diária em
negar a si mesmo por causa do Evangelho. [...] Não é questão momentânea, mas um
modo de vida. Os cristãos nunca devem deixar de carregar a cruz"
(Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, CPAD, p.374).
O Evangelho não deixa outra escolha:
o nosso caminho é o do sofrimento por CRISTO. O ensino de Tiago sobre o
sofrimento está em pleno acordo com o Evangelho de CRISTO.
PARTES DO COMENTÁRIO DO LIVRO DO
TRIMESTRE:
O propósito da tentação
Por estar escrevendo “às doze tribos
que andam dispersas” (Tg 1.1), isto é, provavelmente aos cristãos judeus que se
encontravam espalhados entre as nações devido à primeira onda de perseguição ao
Cristianismo no início da Igreja Primitiva (At 8.1; 11.19) - provação.
Entenderem corretamente o propósito
das aflições pelas quais estavam passando bem como o posicionamento que
deveriam ter diante dessas terríveis intempéries.
Declara Tiago: “Meus irmãos, tende
grande gozo quando cairdes em várias tentações” (Tg 1.2). Só esse versículo já
seria suficiente para jogar por terra, por exemplo, todos os pressupostos da
Teologia da Prosperidade e da Confissão Positiva.
Peirasmos significa literalmente
“prova”, “provação” ou “teste” ou “tentações” - as traduções estão corretas,
uma vez que Peirasmos é utilizado nessa passagem em alusão às aflições
decorrentes de perseguições sofridas pelos crentes por causa da sua fé (Tg 1.3)
e tais adversidades são também tentações, porque elas testam a fidelidade dos
cristãos a seu Senhor.
Aquele que ama e serve ao Senhor,
passa, sim, por dificuldades. Por causa da sua fé, estão passando por “várias
provações” - No mundo teremos aflições (Jo 16.33) - Salmos 34.19 - o “justo”
sofre “muitas aflições”.
Tiago deixa claro que devemos reagir
a elas com alegria e não com desolação. Qualquer pessoa que reage com desânimo
completo diante das provações está se rendendo a elas e, portanto, já está
derrotado; logo, se queremos vencê-las, temos que enfrentá-las com disposição
de ânimo, não com abatimento de alma.
Sim, os cristãos podem ter “grande
alegria” em meio às aflições. O propósito das provações leva o crente a ver as
suas adversidades como oportunidades para seu crescimento, amadurecimento e
fortalecimento espirituais.
Tiago diz que o cristão tem “grande
gozo” quando se vê mergulhado em “várias provações” porque ele sabe (“sabendo”,
v.3) “que a prova da vossa fé produz a paciência” (v.3). O resultado da
provação é a paciência ou a perseverança. São nas provações que aprendemos a
perseverança, que é a capacidade de mantermo-nos firmes mesmo quando tudo está
dando errado, mesmo quando tudo parece estar conspirando contra nós. Não se
engane: ninguém aprende a perseverar, ninguém cresce e amadurece na fé, sem
passar por provações. São as provações que aperfeiçoam a fé e o caráter
cristãos.
Como assevera o apóstolo Pedro:
“agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com
várias tentações [Peirasmos], para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa
que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e
glória na revelação de JESUS CRISTO” (1 Pe 1.6,7).
A IMPORTÂNCIA DE NÃO ESMORECER NAS
PROVAÇÕES E DA SABEDORIA PARA O COMPLETO CRESCIMENTO ESPIRITUAL
“Tenha, porém, a paciência a sua
obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa
alguma”. “A obra da perseverança deve ser completada em suas vidas para que
vocês sejam realmente aperfeiçoados, maduros, fortalecidos na fé”. Isto é, não
basta entender o propósito das provações; é preciso enfrentar até o fim esse
processo, não parar no meio do caminho, para finalmente se chegar ao resultado
desejado.
Eles devem também, caso sintam
necessidade, pedir sabedoria a DEUS. Se “a paciência” tiver “a sua obra
completa” em suas vidas e, mesmo assim, eles sentirem que ainda lhes falta
alguma coisa, que não têm ainda toda a sabedoria almejada, devem, então, pedi-la
a DEUS: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a DEUS, que a todos
dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada” (v.5).
O apóstolo Tiago está afirmando
nesses versículos é, em síntese, que o cristão deve aceitar as ordens da
providência divina com gratidão.
A ORIGEM DAS TENTAÇÕES
Ele declara que elas não provêm de
DEUS (v. 13) e também não faz nenhuma referência a elas procederem diretamente
do Diabo ou do mundo. O apóstolo assevera que a tentação tem a sua origem, na
verdade, no próprio ser humano, em sua natureza pecaminosa (w. 14,15). Ou seja,
o mundo e o Diabo são apenas agentes indutores externos da tentação - “cada um
é tentado quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (v. 14) -
É importante frisar ainda que ser tentado não é pecado; pecado é ceder à tentação.
O prêmio eterno para quem sofre e
vence as tentações
O prêmio eterno do cristão que sofre
e vence as provações já está garantido: “Bem-aventurado o varão que sofre a
tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor
tem prometido aos que O amam” (Tg 1.12). Aleluia! Está é a razão pela qual o
cristão pode transformar suas provações em grandes alegrias: ele sabe que maior
é o galardão daquele que, mesmo sendo muito provado, permanece firme em sua fé.
“... se fazendo o bem, sois
afligidos e o sofreis, isso é agradável a DEUS. Porque para isto sois chamados,
pois também CRISTO padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as
suas pisadas” (I Pe 2.20,21).
Severino Pedro Da Silva. Epistola
aos Hebreus coisas novas e grandes que DEUS preparou para você. Editora CPAD.
pag. 86-87.
Hb 5.8 A obediência que aprendeu
(5.8). Por aquilo que padeceu Ele aprendeu a obediência. No entanto, nosso
Senhor nunca havia sido desobediente, nem teve nenhum tipo de inclinação para
isso. Como então poderia aprender obediência? Somente no sentido de que a
obediência que causa tremenda angústia assume uma nova dimensão. Em relação a
JESUS, o amor pelo PAI era tamanho que a obediência sempre tinha sido um
prazer. Nunca houve qualquer hesitação ou o sentimento de um preço doloroso.
Mas aqui se exigia uma obediência num aspecto que tocava o próprio
relacionamento do PAI com o FILHO, uma exigência que na sua essência não podia
ser um prazer, mas um castigo. Quando a obediência é fácil precisa estar sob
suspeita. Talvez não passe de um egoísmo disfarçado ou simplesmente uma
política de conveniência. Mas quando a obediência custa um coração quebrantado
é porque a lição foi aprendida e a sua genuinidade autenticada.
O nosso Senhor teve de aprender este
aspecto pela experiência pessoal, bebendo o copo até a última gota, ainda que
era FILHO. Se o FILHO quisesse tornar-se o sumo sacerdote salvador, adequado
para todas as necessidades dos homens, precisava ir até o fim e ser aprovado em
todos os sentidos. Somente um sumo sacerdote completamente submisso a DEUS
poderia representar DEUS perante o homem e o homem perante DEUS. A dignidade da
pessoa de CRISTO como FILHO não poderia isentá-lo da humilhação do sofrimento,
se ele fosse cumprir seu chamado como servo sofredor de DEUS (Is 53). A
perfeição da obediência e a extremidade do sofrimento implicada neste versículo
tenderia a apoiar a exposição do versículo 7 de que sua oração não foi “ouvida”
no sentido de que ele não foi isento de tomar o “copo”.
Gramaticalmente, tudo até aqui nos
versículos 7,8 está subordinado ao sujeito principal e ao predicado aprendeu a
obediência. O sentido, portanto, é que, apesar do “grande clamor e lágrimas” do
nosso Senhor, e apesar do fato de que o PAI os viu e ouviu, e apesar do fato de
JESUS ser o FILHO, era necessário que sofresse para aprender pela experiência a
plena inteireza da obediência.
Richard S. Taylor. Comentário
Bíblico Beacon. Hebreus. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 53-54.
Mt 5.10 Os que sofrem perseguições
por causa da justiça são bem-aventurados. Este é o maior paradoxo de todos, e é
peculiar ao cristianismo. Consequentemente, é deixado para o final, e é mais
reforçado do que qualquer um dos outros (w. 10-12). Esta bem-aventurança, como
o sonho de Faraó, é dupla, porque é dificilmente reconhecida, e ainda assim,
ela é garantida; e na última parte, há a mudança do sujeito: “Bem-aventurados
sois vós”, meus discípulos e seguidores. Em outras palavras: “E com isto que
vocês, que têm virtudes abundantes, devem estar mais imediatamente preocupados;
pois vocês devem contar com as dificuldades e os problemas, mais do que outros
homens”. Observe aqui:
1. A descrição do caso dos santos
sofredores; este é um caso difícil, que desperta a compaixão. (1) Eles são
perseguidos, caçados, e capturados, como os animais nocivos, que são procurados
para serem destruídos; como se um cristão tivesse uma cabeça de lobo, como um
malfeitor - qualquer pessoa que o encontre pode matá-lo. Eles são abandonados
como os dejetos de todas as coisas; multados, aprisionados, expulsos, privados
de suas propriedades, excluídos de todos os lugares de confiança e que podem
trazer lucro, espancados, atormentados, torturados, sempre entregues à morte e
considerados como ovelhas para o matadouro. Este tem sido o efeito da inimizade
da semente da serpente contra a semente sagrada, desde os tempos do justo Abel.
Era assim na época do Antigo Testamento, como vemos em Hebreus 11.35ss. CRISTO
nos disse que seria assim também com a igreja cristã, e não devemos pensar que
isto é estranho (1 Jo 3.13).
Ele nos deixou um exemplo.
(2) Eles são injuriados, e têm todos
os tipos de maldades falsamente ditas contra si. Apelidos e palavras de
acusação se ligam a eles, sobre pessoas, em particular, e sobre a geração dos
justos, de maneira geral, para fazê-los odiados; algumas vezes, para fazê-los
formidáveis, para que possam ser atacados poderosamente; diz-se contra eles
coisas que não sabiam (SI 35.11; Jr 20.18; At 17.6,7). Aqueles que não tinham
poder em suas mãos para causar algum outro prejuízo, ainda podiam fazer isto. E
aqueles que tinham poder para persegui-los, também achavam necessário fazê-lo
para se justificarem da forma bárbara como os tratavam. Eles não podiam tê-los
importunado, se não os tivessem vestido em peles de lobos; nem teriam lhes dado
o pior dos tratamentos, se não os tivessem representado, primeiramente, como os
piores dentre os homens. Eles serão injuriados e perseguidos. Observe que
injuriar os santos é persegui-los, e isto será descoberto em breve, quando as
palavras duras forem computadas (Jd 15), como também os cruéis escárnios (Hb
11.36). Eles dirão todo tipo de maldade contra vocês, com falsidade; algumas
vezes, diante do trono do julgamento, como testemunhas; algumas vezes, no
assento do escarnecedor, com zombarias hipócritas nas festas; eles são a canção
dos bêbados. Algumas vezes diretos, como Simei amaldiçoou Davi; algumas vezes,
pelas costas, como fizeram os inimigos de Jeremias. Observe que não há maldade
tão negra e horrível que, em uma ocasião ou em outra, não tenha sido dita, em
falsidade, sobre os discípulos e seguidores de CRISTO. (3) “Por causa da
justiça” (v. 10); “por minha causa” (v. 11). Por causa da justiça, portanto por
causa de CRISTO, pois Ele está muito interessado na obra da justiça. Os
inimigos da justiça são inimigos de CRISTO; Isto exclui da bem-aventurança
aqueles que sofrem justamente, e têm maldades ditas com verdade pelos seus
crimes reais; que eles se envergonhem e se confundam, isto é parte da sua
punição. Não é o sofrimento que faz o mártir, mas a causa. Os mártires são
aqueles que sofrem por causa da justiça, que sofrem por não pecarem contra suas
próprias consciências, e que sofrem por fazer o que é bom. Qualquer que seja a
desculpa que os perseguidores tenham, é no poder da santidade que eles têm um
inimigo; é realmente CRISTO e a sua justiça que são difamados, odiados e
perseguidos. “As afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim” (SI 69.9; Rm
8.36).
2. O consolo dos santos sofredores é
apresentado.
(1) Eles são “bem-aventurados”; pois
agora, na sua vida, recebem males (Lc 16,25), e os recebem em grande medida.
Eles são bem-aventurados, pois é uma honra para eles (At 5.41); é uma
oportunidade de glorificar a CRISTO, de fazer o bem e de sentir consolo
especial e visitas de graça e sinais da presença do Senhor (2 Co 1.5; Dn 3.25;
Rm 8.29).
(2) Eles serão recompensados; “deles
é o reino dos céus”. Na atualidade, eles têm direito a ele, e têm doces
antecipações dele; e em breve tomarão posse dele. Embora não haja nada nestes
sofrimentos que possa, a rigor, ser digno de DEUS (pois os pecados do melhor
merecem o pior), ainda assim o reino dos céus é aqui prometido como recompensa
(v. 12). “Grande é o vosso galardão nos céus” . Tão grande, a ponto de
transcender o serviço. Está no céu, no futuro e fora do alcance da vista; mas
está bem guardado, fora do alcance do acaso, da fraude, e da violência. Observe
DEUS irá cuidar daqueles que perdem por Ele, ainda que seja a própria vida,
para que não o percam no final. O céu, no final, será uma recompensa abundante
por todas as dificuldades que enfrentamos no nosso caminho. Isto é o que tem
sustentado os santos sofredores de todas as épocas, esta alegria que está
diante deles.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew
Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 47-48.
I – O FORTALECIMENTO PRODUZIDO PELAS
TENTAÇÕES (Tg 1.2, 12).
TENTAR, TENTAÇÃO Os termos heb. e
gr. para "tentar" (heb. massa, gr. peirazo, ekpei-razo) e
"tentação" (heb. nasa, gr. peirasmos) podem, às vezes, ter o
significado de "induzir ao pecado", que tão fortemente colore nossas
palavras em português "tentar" e "tentação". Mas seu
principal e predominante significado é o de "testar o valor e o caráter de
homens" e, às vezes, os de DEUS. Nesse sentido, os cristãos devem se
examinar para se certificarem de que suas palavras e ações evidenciam que eles
são crentes genuínos (2 Co 13.5; cf. 2 Pe 1.10).
Semelhantemente, DEUS testa, no AT,
a veracidade da confiança que seu povo tem nele, como no caso de Abraão (Gn
22.1), Israel (Êx 15.25; 16.4), a tribo de Levi (Dt 33.8), Ezequias (2 Cr
32.31) e o salmista (SI 26.2). O NT diz que DEUS (ou CRISTO) provou a fé de
Filipe (Jo 6.6) e de Abraão (Hb 11.17; cf. Gn 22.1).
Na sua providência, DEUS usa os
eventos da vida cotidiana para testar a professada fé e o caráter dos cristãos.
O teste pode resultar em severos tormentos, tanto físicos quanto espirituais
(Hb 11.37; 1 Pe 4.12). DEUS usou severos fenómenos naturais (Êx 20.18-20), as
dificuldades das peregrinações pelo deserto (Dt 8.2), e a opressão das tribos
cananeias para testar Israel (Jz 2.21,22). Aos cristãos não é prometida a
ausência de provas, mas a força necessária para suportá-las (1 Co 10.13; 2 Pe
2.9; cf. 1 Pe 4.1,12-16). O próprio CRISTO, ao se tornar humano, passou por
toda sorte de testes mentais e físicos (Hb 2.18; 4.15).
Crê-se que até mesmo coisas são
testadas ou provadas, como por exemplo uma espada (1 Sm 17.38), uma reputação
(1 Rs 10.1; 2 Cr 9.1) e convicções (Dn 1.12,14). Tanto a palavra heb. quanto a
gr., às vezes, têm o significado de tentar fazer algo. Em uma pergunta
retórica, DEUS questiona: "...ou se um deus intentou ir tomar para si um
povo..." (Dt 4.34). Os homens tentam se comunicar (Jó 4.2) ou se juntar a
outros (At 9.26). Os termos gregos e hebraicos traduzidos como
"tentar" e "tentação" também aparecem no mau sentido de
"induzir ao pecado". O Diabo é acusado de ser o instigador de tais
provas (Mt 4.3; 1 Ts 3.5,6). Até mesmo na vida dos cristãos ele exerce grande
pressão para o pecado
(1 Co 7.5; 1 Ts 3.5; Ap 2.10).
Sucumbir a tais tentações pode demonstrar que a profissão do cristão não é
sincera (Lc 8.13). A tentação para pecar frequentemente se origina de
pensamentos malignos e da concupiscência (Tg 1.14); provocações às quais um forte
desejo por riquezas bem pode se juntar (1 Tm 6.9). Contudo, a tentação para
pecar nunca vem de DEUS (Tg 1.13). O cristão deve orar por libertação de todas
essas tentações (Mt 6.13; Lc 11.4). A tentação, no mau sentido, também pode
tomar a forma de testar o outro na esperança de expor seus pontos fracos, e
usá-los contra a própria pessoa. Os inimigos de CRISTO frequentemente tentaram
empregar essa tática contra Ele (cf. Mt 16.1; 19.3; 22.35; Lc 20.23).
Algumas vezes a Bíblia fala de
homens testando ou tentando a DEUS. Por exemplo, Israel tentou a DEUS no
deserto (Êx 17.2,7; Nm 14.22; SI 95.8,9; 1 Co 10.9), e os fariseus e saduceus
tentaram a JESUS (Mt 16.1; Mc 8.11; 10.2). Além disso, os cristãos professos
podem tentar a DEUS. Ananias e Safira o fizeram ao mentir (At 5.9). Cristãos
judeus o fizeram, trazendo empecilhos aos crentes gentios (At 15.10). Paulo
advertiu os coríntios a respeito da incredulidade, da idolatria, do modo de
vida ímpio, da atitude de tentar a CRISTO e da murmuração (1 Co 10.7-10; cf. Nm
21.4-9).
Quando confrontado pelas tentações,
o cristão tira o encorajamento necessário do conhecimento de que ele não os
enfrenta sozinho. DEUS já removeu o crente do domínio de Satanás e o colocou em
seu próprio reino e família (Cl 1.12,13). As tentações que Satanás traz estão
sempre dentro dos limites permitidos por DEUS (Jó 1.8-12; 2.3-6). Além disso, o
cristão tem o exemplo da vitória de CRISTO sobre o pecado (Hb 4.15) e a
promessa da sua ajuda (Hb 2.18). Mesmo quando o cristão sucumbe à tentação e ao
pecado, ele ainda tem a promessa de perdão disponível através da contínua,
eficaz e redentora graça de CRISTO (Hb 4.14-16; 1 Jo 2.1).
A recompensa dos cristãos por sua
fiel resistência a todos os tipos de tentação é a coroa de vida (Ap 2.10).
Os exemplos mais conhecidos de
tentação nas Escrituras são a indução de Adão e Eva ao pecado no jardim do Éden
por Satanás (Gn 3.1-7; 1 Tm 2.13,14) e a tentação de CRISTO no deserto (Mt
4.1-11; Mc 1.12,13; Lc 4.1-13).
Comparando-se essas tentações,
nota-se que Eva (em comum acordo com Adão) sucumbiu à tentação por dar atenção
excessiva aos desejos físicos (por exemplo, a comida) e às posses materiais
dessa vida (o belo fruto que ela desejava), e por se entregar a um orgulho
precipitado (supunha-se que o fruto traria sabedoria). Se por um lado CRISTO, o
segundo Adão (Rm 5.12-21; 1 Co 15.22) sentiu todo o peso do teste, por outro
Ele superou completamente a tentação em cada uma dessas áreas (por exemplo, a
tentação de transformar pedras em pães; de desejar obter para si os reinos do
mundo; e, com um orgulho presunçoso, se atirar do Templo). Por ter
experimentado e triunfado sobre essas e outras tentações, o Senhor JESUS CRISTO
é capaz de se compadecer e ajudar seu povo nas tentações que enfrenta.
PFEIFFER .Charles F. Dicionário
Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 1908-1909.
Hb 4.14 JESUS é um grande Sumo
Sacerdote, melhor que todos os sumos sacerdotes de Israel. Aqui estão as
razões:
• Os sumos sacerdotes eram humanos e
pecadores. JESUS intercede a DEUS pelas pessoas como o FILHO de DEUS, que não
tem pecado, o qual é, ao mesmo tempo, humano e divino.
Hb 4.15 Pelo fato de JESUS, o nosso
Sumo Sacerdote, ter-se tornado como nós. Ele experimentou a vida humana de uma
forma completa. Ele cansou-se, teve fome, e enfrentou as limitações humanas
normais. Dessa forma.
JESUS entende as nossas fraquezas.
Não apenas isso, mas Ele também em tudo foi tentado, mas sem pecado. JESUS, em
sua humanidade, sentiu a luta e a realidade da tentação. O texto em Mateus
4.1-11 descreve uma série específica de tentações do Diabo, mas JESUS
provavelmente enfrentou tentações ao longo de toda a sua vida terrena, assim
como nós as enfrentamos (veja 1 Jo 2.16).
Hb 4.16 “Graça” significa favor
imerecido. A nossa capacidade de nos aproximarmos de DEUS não vem de nenhum
mérito próprio que tenhamos, mas depende inteiramente dele. DEUS promete
ajudar-nos no momento certo — no tempo dele. Isto não significa que DEUS promete
resolver todas as necessidades no exato momento em que o buscarmos. Tampouco
significa que DEUS apagará as consequências naturais de qualquer pecado que foi
cometido. Significa, porém, que DEUS ouve, cuida, e responderá do seu modo
perfeito, em seu tempo perfeito.
Comentário do Novo Testamento
Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 599-600.
Hb 4.15 Porque não temos um sumo
sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como
nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
No versículo 18 do capítulo 2 desta
epístola está escrito: “Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu,
pode socorrer aos que são tentados”. Aprendemos destes textos e de outros
similares das Escrituras que a tentação em si mesma não é pecado. Ela pode
induzir alguém ao pecado, se houver espaço e lugar para tal procedimento.
Quando JESUS esteve aqui entre os homens, Ele “em tudo foi tentado”, isto é,
Ele passou a ser alvo das “mesmas paixões que nós”. Contudo, Ele nunca cedeu a
uma só dessas paixões, nem por pensamento e nem por atos, por cuja razão o
escritor sagrado conclui dizendo: "... [Ele] em tudo foi tentado, mas sem
pecado”. A tentação sempre visa destruir a fé daquele que se encontra em paz
com DEUS. Ela vem à pessoa humana por várias vias de acesso que conduzem ao
coração, sendo a “concupiscência” o veículo transmissor da sedução, que vem em
primeiro lugar, e quando cedida pode conduzir à morte (cf. Tg 1.14,15).
Severino Pedro Da Silva. Epistola
aos Hebreus coisas novas e grandes que DEUS preparou para você. Editora CPAD.
pag. 78.
Mas sem pecado. Embora seja
perfeitamente verdadeiro que JESUS não enfrentou a tentação com a desvantagem
do pecado original, esta não é a ideia aqui. O que o autor de Hebreus ressalta
neste texto é que JESUS não cedeu uma única vez à tentação. Ele foi perfeitamente
triunfante. Se não fosse tentado como nós, não poderia compreender os nossos
sentimentos em nossas muitas tentações; por outro lado, se não tivesse sido
perfeitamente vitorioso, não poderia ajudar-nos, mas necessitaria Ele próprio
de ajuda.
Tg 1.2 Como pode alguém ter grande gozo ao passar por tentações ou provações? Esta é uma recomendação admirável – devemos decidir ficar alegres em situações em que a alegria seria, naturalmente, a nossa última reação. Quando determinadas circunstâncias nos irritam e nós queremos culpar o Senhor, Tiago nos dirige para a alternativa mais saudável - a alegria. Aqueles que confiam em DEUS devem exibir uma resposta positiva e radicalmente diferente diante dos eventos difíceis da vida.
A nossa atitude deve ser de alegria genuína. Não é uma alegre previsão antes das provações. Ao contrário, é a alegria durante as provações.
A alegria baseia-se na confiança no resultado da provação. É a percepção surpreendente de que as provações representam a possibilidade de crescimento. Por outro lado, muitas pessoas ficam felizes quando escapam às dificuldades.
Mas Tiago nos incentiva a sentirmos alegria pura mesmo diante das dificuldades. Tiago não está incentivando os crentes a fingirem estar felizes. Alegrar-se vai além da felicidade.
A felicidade concentra-se em circunstâncias terrenas e no quanto as coisas vão bem por aqui. O gozo concentra-se em DEUS e na sua presença em nossas experiências.
A palavra “quando” não deixa muito espaço para a dúvida. Somos encorajados a nos sentir alegres quando passarmos por todos os tipos de aflições, e não se as enfrentarmos.
Provações, problemas, situações adversas podem roubar a nossa alegria se não adotarmos a atitude correta. De onde vem este problema? Os problemas e as tentações que enfrentamos podem ser dificuldades que vêm de fora ou tentações que vêm de dentro. Um problema pode ser uma situação difícil que põe à prova a fé de uma pessoa, como uma perseguição, uma decisão moral difícil, ou uma tragédia. O caminho da vida está cheio de tais provações.
Suportar a provação não é suficiente. O objetivo de DEUS ao permitir que ocorra este processo é desenvolver a maturidade completa em nós.
Considerar que os seus problemas podem ser motivo de alegria vem da atitude de ver a vida tendo em mente a perspectiva de DEUS.
Podemos não ser capazes de compreender as razões específicas para DEUS permitir que determinadas experiências nos esmaguem e esgotem, mas podemos estar confiantes de que o seu plano é para o nosso bem. O que pode parecer desanimador ou impossível para nós nunca parece da mesma maneira para DEUS!
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 662-663.
I Ped 1.7 Embora DEUS possa ter diferentes objetivos nas provações que o seu povo enfrenta, um resultado preponderante de todas as provações está claro: elas provam a fé das pessoas, mostrando que esta fé é forte e pura. Para DEUS, a fé dos crentes é muito mais preciosa do que o ouro, a substância mais valiosa e durável daquela época.
A fé verdadeira é indestrutível e durará por toda a eternidade. No entanto, ela pode suportar o fogo das provações, lutas e perseguições que a purificam, removendo impurezas e defeitos. DEUS valoriza uma fé provada pelo fogo (ou pelas “dificuldades”).
Por meio das provações, DEUS queima a nossa autossuficiência e as nossas atitudes egoístas, para que a nossa autenticidade possa refletir a sua glória e lhe traga louvor.
Como as provações provam a força e a pureza da fé de alguém? Uma pessoa que vive uma vida confortável pode achar muito fácil ser um crente. Mas conservar a fé diante do ridículo, da calúnia, da perseguição ou até mesmo da morte prova o verdadeiro valor daquela fé. Esta fé resulta em louvor, honra e glória concedidos aos crentes pelo próprio DEUS, quando JESUS CRISTO retornar (na revelação) para julgar o mundo e levar os crentes para casa.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 706.
Lc 4. 1-13. A Tentação de JESUS
Naquilo que é o principal, os relatos de Mateus e Lucas contêm as mesmas informações, mas diferem quanto aos seguintes aspectos:
1) Eles não mencionam a segunda e a terceira tentações na mesma ordem. Mateus coloca a tentação de saltar do pináculo do Templo em segundo lugar, ao passo que no texto de Lucas ela está em terceiro lugar. A tentação de aceitar os reinos do mundo, então, é a terceira em Mateus e a segunda em Lucas.
2) Lucas diz que JESUS foi tentado durante os quarenta dias do jejum e também posteriormente; Mateus não menciona estas outras tentações.
3) Segundo Mateus, depois que Satanás mostra a JESUS os reinos deste mundo, ele diz: “Tudo isto te darei”. Lucas enfatiza a autoridade e a glória destes reinos. De acordo com Lucas, Satanás diz Dar-te-ei a ti todo este poder (literalmente, “autoridade”) e a sua glória (6).
4) Quanto à mesma tentação, em Lucas, acrescenta-se ao texto de Mateus o seguinte: porque a mim me foi entregue, e o dou a quem quero (6).
5) Na tentação de saltar do pináculo do Templo, Mateus chama a cidade de “Cidade Santa”, enquanto Lucas a chama pelo nome, Jerusalém (9). Aqui, o motivo de Lucas é, obviamente, esclarecer os leitores gentios.
Estas diferenças não alteram em nada os ensinos relativos à tentação de JESUS.
Barclay intitula esta seção como “A batalha contra a tentação” e assim a esquematiza: 1) A tentação de subornar as pessoas com presentes materiais, 2-4; 2) A tentação de fazer acordos ou concessões, 5-8; 3) A tentação de dar demonstrações sensacionais às pessoas, 9-12. Poderíamos acrescentar mais uma: 4) As recompensas da vitória sobre a tentação, 13-14.
Charles L. Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6. pag.
Lc 4.1,2 A palavra “E” retoma a história de 3.22.
JESUS voltou do Jordão e foi... ao deserto. JESUS tomou a ofensiva contra o inimigo, o diabo, indo ao deserto para enfrentar a tentação.
Satanás é um ser real, um anjo criado, mas rebelde e caído, e não um símbolo ou uma ideia. Ele luta constantemente contra DEUS e aqueles que seguem e obedecem a DEUS. Satanás não é onipresente, nem é todo poderoso.
Por meio dos espíritos malignos sob o seu domínio, Satanás trabalha em todas as partes, tentando afastar as pessoas de DEUS e atraí-las à sua própria escuridão.
A expressão foi tentado descreve uma ação contínua; JESUS foi tentado constantemente durante os quarenta dias. O ESPÍRITO levou JESUS ao deserto onde DEUS pôs JESUS à prova - não para ver se JESUS estava pronto, mas para mostrar que Ele estava preparado para a sua missão. Satanás, no entanto, tinha outros planos; ele esperava distorcer a missão de JESUS tentando-o para fazer o mal. Por que era necessário que JESUS fosse tentado? A tentação faz parte da experiência humana. Para que JESUS fosse completamente humano, Ele tinha que enfrentar a tentação (veja Hb 4.15). JESUS tinha de desfazer o que Adão tinha feito. Adão, embora criado perfeito cedeu à tentação, e assim o pecado entrou na raça humana. JESUS, por outro lado, resistiu a Satanás. A sua vitória oferece a salvação aos descendentes de Adão (veja Rm 5.12-19). Durante estes quarenta dias, JESUS não comeu coisa alguma, de modo que ao final Ele teve fome. A condição de JESUS como FILHO de DEUS não tornava o seu jejum mais fácil; o seu corpo físico sofria a fome severa e a dor de estar sem alimento. As três tentações registradas aqui ocorreram quando JESUS estava na sua condição física mais enfraquecida.
Lc 4.3 À primeira vista, este parece ser um ato relativamente inofensivo, até mesmo uma sugestão piedosa. JESUS rinha muita fome, então por que não usar os recursos sob o seu comando e transformar uma pedra em pão? Neste caso, entretanto, o pecado não estava no ato, mas na razão por trás dele. O diabo estava tentando fazer JESUS tomar um atalho para resolver o seu problema imediato à custa de seus objetivos de longo prazo, procurando o conforto através do sacrifício da sua disciplina. Satanás normalmente trabalha desta forma - persuadindo as pessoas a realizar uma ação, até mesmo uma boa ação, por um motivo errado ou na hora errada. O fato de que alguma coisa não seja propriamente errada não significa que é boa para alguém em determinado momento. Muita gente peca tentando satisfazer desejos legítimos não incluídos na vontade de DEUS, ou, antes do momento definido por Ele.
4.4 JESUS respondeu a Satanás com o que está escrito nas Escrituras. Nas três citações de Deuteronômio, encontradas em Lucas 4.4, 8 e 12, o contexto mostra que Israel fracassou em cada um dos testes. JESUS mostrou a Satanás que embora o teste pudesse ter feito Israel fracassar, isto não funcionaria com Ele. JESUS compreendia que a obediência à missão do PAI era mais importante do que comida. Fazer pão para si teria mostrado que Ele não havia deixado todos os seus poderes de lado, nem se humilhado e nem se identificado completamente com a raça humana. Mas JESUS recusou-se a fazê-lo, mostrando que só usaria os seus poderes em submissão ao plano de DEUS.
Lc 4.5,7 O diabo arrogantemente esperava ter sucesso na sua rebelião contra DEUS, afastando JESUS de sua missão e obtendo a sua adoração. Satanás tentou a JESUS para que Ele assumisse o mundo como um reino terreno ali mesmo, sem executar o plano de salvar o mundo do pecado. Para JESUS, aquilo significava obter o seu prometido domínio sobre o mundo sem passar pelo sofrimento e pela morte na cruz. Satanás ofereceu um atalho. Mas Satanás não entendeu que o sofrimento e a morte eram parte do plano de DEUS, que JESUS tinha decidido obedecer. O fato de que JESUS pudesse ver, num momento de tempo, todos os reinos do mundo, apoia a interpretação de que esta experiência foi visionária. O foco não está na montanha, mas sim naqueles reinos que estavam (e estão) sob o domínio de Satanás (Jo 12.31). Satanás ofereceu-se para dar o domínio sobre o mundo a JESUS. Isto desafiava a obediência de JESUS ao cronograma e à vontade de DEUS. A tentação de Satanás, basicamente, era: “Por que esperar? Eu posso lhe dar isto agora!” Naturalmente, a oferta tinha uma condição: “Se tu me adorares”. Lc 4.8 Uma vez mais, JESUS respondeu a Satanás com as Escrituras. Para JESUS, obter o domínio do mundo mediante a adoração de Satanás seria não apenas uma contradição (Satanás ainda estaria no comando), mas também romperia o primeiro mandamento, “Adorarás o Senhor, teu DEUS, e só a ele servirás” (Dt 6.4,5, 13). Para realizar a sua missão de trazer salvação ao mundo, JESUS precisaria seguir o caminho da submissão a DEUS.
Lc 4.9-11 O templo era o edifício mais alto em Jerusalém e o seu pináculo provavelmente era o canto da parede que se projetava sobre a encosta. Se o diabo levou JESUS fisicamente a Jerusalém ou se isto aconteceu numa visão não está claro. De qualquer forma, Satanás estava arrumando o cenário para a sua próxima tentação. JESUS tinha citado as Escrituras em resposta às outras tentações de Satanás. Aqui Satanás tentou a mesma tática com JESUS; ele usou as Escrituras para tentar convencer JESUS a pecar! Satanás estava citando o Salmo 91.11,12 para apoiar a sua solicitação. Este salmo descreve a proteção de DEUS para aqueles que confiam nele. Obviamente, Satanás interpretou as Escrituras erroneamente, tentando fazer parecer que DEUS protegeria os seus até mesmo em meio ao pecado, removendo as consequências naturais dos atos pecaminosos.
Saltar do pináculo para testar as promessas de DEUS não era parte da vontade de DEUS para JESUS. No contexto, o salmo promete a proteção de DEUS para aqueles que, enquanto de acordo com a sua vontade e fiéis a Ele, se encontrassem em perigo. Ele não promete a proteção para crises criadas artificialmente, nas quais os cristãos chamam a DEUS para testar o seu amor e o seu cuidado.
Lc 4.12 JESUS novamente respondeu citando as Escrituras: no entanto, Ele usou as Escrituras com uma compreensão do verdadeiro significado. Os fatos eram que embora DEUS prometa proteger o seu povo, Ele também exige que ele não o tente. Na passagem em Deuteronômio 6.16, Moisés estava se referindo a um incidente durante a peregrinação de Israel no deserto, registrada em Êxodo 17.1-7.0 povo tinha sede e estava disposto a fazer um motim contra Moisés e retornar ao Egito, se ele não lhes desse água. Para JESUS, saltar do pináculo do templo teria sido um teste ridículo ao poder de DEUS, e teria estado fora da vontade de DEUS.
JESUS sabia que seu PAI poderia protegê-lo. Ele também entendia que todas as suas ações deveriam concentrar-se no cumprimento da missão de seu PAI.
Lc 4.13 Este seria somente o primeiro de muitos encontros que JESUS teria com o poder de Satanás. A vitória pessoal de JESUS sobre Satanás no verdadeiro início do seu ministério definiu o cenário do seu comando sobre os demônios por todo o seu ministério, mas não dissuadiu a Satanás de continuar a tentar arruinar a missão de JESUS. A sua vitória sobre o diabo no deserto foi decisiva, mas não final, pois o diabo ausentou-se dele por algum tempo.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 1. pag. 340-342.
Nesta história da tentação de CRISTO, observe:
Como Ele foi preparado e equipado para ela. Aquele que permitiu a tribulação proveu aquilo de que o Senhor JESUS precisava para vencer; porque embora não saibamos que exercícios possam estar diante de nós, nem para que encontros podemos estar reservados, CRISTO sabia, e teve aquilo que era necessário; e DEUS faz o mesmo por nós, e esperamos dele tudo o que nos é necessário.
1. Ele estava cheio do ESPÍRITO SANTO, que havia descido sobre Ele como uma pomba. O Senhor JESUS tinha agora medidas maiores de dons, graças e consolações do ESPÍRITO SANTO do que antes. Note que aqueles que estão cheios do ESPÍRITO SANTO é que estão bem armados contra as tentações mais fortes.
2. Ele havia retornado do Jordão recentemente, onde foi batizado, e reconhecido por uma voz do céu como sendo o FILHO Amado de DEUS; e assim Ele foi preparado para este combate. Note que quando tivermos a mais consoladora comunhão com DEUS, e as descobertas mais claras de seu favor a nós, podemos esperar que Satanás nos ataque (o navio mais rico é o prêmio do pirata), e que DEUS permitirá que ele faça isso, para que o poder de sua graça possa ser manifestado e exaltado.
3. Ele foi levado pelo ESPÍRITO ao deserto, pelo ESPÍRITO bom, que o conduziu como um campeão para o campo, para lutar contra o inimigo que Ele certamente iria derrotar. O fato de ser levado ao deserto:
(1) Deu alguma vantagem ao tentador; porque ali ele o teve sozinho, sem a companhia de amigos, por cujas orações e conselhos o Senhor JESUS poderia ser ajudado na hora da tentação. Ai daquele que está sozinho! Ele poderia dar vantagem a Satanás, pois conhecia a sua própria força; mas nós não podemos, pois conhecemos a nossa própria fraqueza.
(2) Ele ganhou alguma vantagem para si durante este jejum de quarenta dias no deserto. Podemos supor que o Senhor estava totalmente concentrado em sua própria consagração, e em consideração à sua tarefa, e à obra que Ele tinha diante de si; que Ele passou todo o seu tempo em uma conversa imediata e íntima com o seu PAI, como Moisés no monte, sem qualquer desvio, distração, ou interrupção. De todos os dias da vida de CRISTO na carne, estes parecem ter se aproximado mais da perfeição da vida angelical e da vida celestial, e isto o preparou para os ataques de Satanás. Aqui o Senhor JESUS foi fortalecido contra eles. 4. Ele continuou jejuando (v. 2): E naqueles dias não comeu coisa alguma. Foi como o jejum de Moisés e de Elias, e o revela, como a eles, um profeta enviado por DEUS. E provável que este episódio tenha ocorrido no deserto de Horebe, o mesmo deserto no qual Moisés e Elias jejuaram. Assim como ao se retirar para o deserto, Ele se mostrou perfeitamente indiferente ao mundo, por seu jejum Ele se mostrou perfeitamente indiferente ao corpo; e Satanás não pode dominar facilmente aqueles que se desprendem e morrem para o mundo e para a carne. Quanto mais mantivermos a nossa carne em sujeição, menos vantagens Satanás terá contra nós.
1. Ele o tentou a não confiar no cuidado de seu PAI em relação a Ele, e a agir por conta própria, e a ajudar-se a si mesmo provendo o sustento de uma maneira que o seu PAI não havia designado (v. 3): Se tu és o FILHO de DEUS, como a voz do céu declarou, dize a esta pedra que se transforme em pão.
2. O diabo tentou JESUS a aceitar dele o reino, o qual, como o FILHO de DEUS, Ele esperava receber de seu PAI, e glorificá-lo, w. 5-7.
3. O diabo o tentou a ser o seu próprio assassino, em uma presunçosa confiança da proteção de seu PAI, da qual Ele não tinha nenhuma garantia. Qual foi o resultado e o desfecho deste combate, v. 13. O nosso Redentor vitorioso manteve o seu fundamento, e saiu vencedor, não só por si mesmo, mas também por nós.
1. O diabo esvaziou a sua aljava, e assim acabou toda a tentação. CRISTO lhe deu a oportunidade de dizer e fazer tudo o que podia contra si; ele permitiu que o diabo tentasse toda a sua força, e mesmo assim o derrotou.
2. O diabo então deixou o campo de batalha: Ausentou-se dele. O diabo viu que era inútil atacar o Senhor JESUS; ele não tinha nada nele para que os seus dardos inflamados o atingissem; o Senhor não tinha nenhum ponto cego, nenhuma parte fraca ou desprotegida em seu muro; por esta razão, Satanás desistiu do caso. Observe que se resistirmos ao diabo, ele fugirá de nós.
3. No entanto, o diabo prosseguiu em sua maldade contra o Senhor, e partiu decidido a atacá-lo novamente; ele ausentou-se, mas por algum tempo, achri kairou – até uma outra hora, ou até o dia em que deveria outra vez ser solto contra Ele, não como um tentador, para fazê-lo pecai'. O diabo tentaria golpear a cabeça do Senhor, mas seria totalmente derrotado; mas como um perseguidor, o diabo procuraria fazer com que o Senhor sofresse através das atitudes de Judas e de outros instrumentos perversos a quem ele empregou. O diabo feriria o calcanhar do Senhor, conforme lhe foi dito (Gn 3.15) que deveria fazer, e que faria, mas a própria cabeça do diabo seria esmagada.
Ele se ausenta agora até que chegue aquele dia que CRISTO chama de poder das trevas (cap. 22.53), quando o príncipe deste mundo viria outra vez, João 14.30.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 545-549.
3. Felicidade pela tentação (v. 12).
I Ped 4.12,13 - Os cristãos não deveriam estranhar as violentas provações que vinham sobre eles. Como CRISTO, os cristãos devem esperar enfrentar perseguições. Isto não seria coisa estranha – a perseguição vinha seguindo o Evangelho desde a época da crucificação de JESUS. Os crentes deviam esperar a perseguição e o sofrimento porque estas coisas fazem parte do plano de DEUS para aperfeiçoar os cristãos. Nem mesmo o Senhor JESUS CRISTO foi poupado da perseguição (Rm 8.32). Em lugar de ficarem surpresos pelas provações, Pedro exortou os crentes a se alegrarem, porque, quando sofriam pela sua fé em CRISTO, estavam sendo participantes das aflições de CRISTO. Se nós sofremos, este fato mostra a nossa identificação com CRISTO e que a nossa fé é genuína. Como CRISTO foi perseguido, nós também seremos perseguidos e, consequentemente, participaremos dos seus sofrimentos. Se nós perseverarmos, desfrutaremos a nossa herança futura com Ele. Os servos que conhecem o sofrimento de CRISTO terão alegria na revelação da sua glória. Isto não significa que todo sofrimento é resultado de uma boa conduta cristã. Algumas vezes, alguém irá se queixar: “Ele está me atormentando porque eu sou um cristão”, quando é óbvio, para todo mundo, que o próprio comportamento desagradável da pessoa é a causa dos seus problemas. Pode ser necessária uma análise cuidadosa ou um sábio aconselhamento para determinar a verdadeira causa do nosso sofrimento. No entanto, podemos ter a certeza de que, sempre que sofrermos devido à nossa lealdade a CRISTO, Ele estará conosco o tempo todo.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 730.
Que ninguém desonre a CRISTO sofrendo um castigo justo por crimes contra os homens; ninguém é abençoado se está sofrendo em decorrência das suas próprias faltas. Em vez disso, que o homem se glorie por causa do castigo infligido por ser cristão.
A advertência de sofrer como homicida [...] ladrão [...] malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios (15) não deveria nos chocar se lembramos do estado geral da sociedade daquela época. A vida de alguns desses crentes pode ter sido tão má como as pessoas de Corinto que Paulo descreveu (cf. 1 Co 6.9-11). Havia exemplos em que criminosos, para ocultar sua natureza e a verdadeira causa do seu castigo, professavam ser cristãos, e davam a impressão de que estavam sendo castigados por serem cristãos.
Aquele que se entremete em negócios alheios é a pessoa que “se desvia do seu chamado e se torna juiz dos outros” (Wesley). Os inimigos acusavam os cristãos de serem hostis à sociedade civilizada, sendo acusados de tentar forçar os não cristãos a agir de acordo com os padrões cristãos. Isso criaria um tumulto civil que poderia resultar em violência do povo (cf. At 19.21-41).
Aquele que se padece como cristão, não se envergonhe; antes, glorifique a DEUS (16). A essa altura, o termo cristão tinha se tornado o nome pelo qual os pagãos sarcasticamente descreviam os seguidores de CRISTO (cf. At 11.26; 26.28). Os judeus que rejeitaram JESUS como o CRISTO não chamavam seus seguidores de cristãos. Renan, citado em Ellicott, disse: “Pessoas bem-educadas evitavam pronunciar esse nome, ou, quando forçadas a fazê-lo, pediam desculpas”. Evidentemente, os próprios cristãos ainda não usavam esse nome, mas o consideravam como um símbolo da mais alta honra quando seus inimigos os chamavam assim. O que Pedro exortou que fizessem (v. 16) ele mesmo havia praticado (cf. At 5.29-42, especialmente o v. 41).
Roy S. Nicholson. Comentário Bíblico Beacon. I Pedro Editora CPAD. Vol. 10. pag. 240-241.
II – ORIGEM DAS TENTAÇÕES (Tg 1. 13-15)
1. Tentação é Humana.
Tg 1.13 Precisamos ter uma visão correta de DEUS para podermos perseverar durante os períodos de provações. Especificamente, precisamos compreender a visão que DEUS tem das nossas tentações. As provações e tentações sempre se apresentam a nós com escolhas. DEUS quer que façamos boas escolhas, não más. As dificuldades podem produzir maturidade espiritual e levar a benefícios eternos, se suportadas com fé. Mas também se pode fracassar nos testes. Nós podemos ceder às tentações. E, quando fracassamos, frequentemente usamos todos os tipos de desculpas e razões para os nossos atos. O mais perigoso deles é dizer: “De DEUS sou tentado”. É crucial que nos lembremos de que DEUS testa as pessoas para o bem; Ele não tenta as pessoas para o mal. Mesmo durante as tentações, podemos ver a soberania de DEUS ao permitir que Satanás nos tente para melhorar a nossa fé e nos ajudar a crescer na nossa confiança em CRISTO. Em lugar de perseverarmos (1. 12), nós podemos ceder ou desistir diante das provações e, desta forma, culpar a DEUS pelo nosso fracasso. Desde o início, a reação humana normal é inventar desculpas e culpar os outros pelo pecado (veja Gn 3.12,13).
Uma pessoa que inventa desculpas está tentando transferir a culpa para outra coisa ou pessoa. Um cristão, por outro lado, aceita a responsabilidade pelos seus erros, confessa-os, e pede perdão a DEUS. Por DEUS não poder ser tentado pelo mal. Ele não pode ser o autor da tentação. Tiago está argumentando contra a visão pagã dos deuses, na qual o bem e o mal coexistiam. DEUS não deseja o mal para o povo; Ele não causa o mal; Ele não tenta enganar as pessoas - Ele a ninguém tenta. A esta altura, uma pergunta pode ser feita acertadamente: “Se DEUS realmente nos ama, por que Ele não nos protege da tentação?” Um DEUS que nos protege da tentação é um DEUS que não está disposto a nos permitir crescer. Para que um teste seja uma ferramenta eficiente de crescimento, ele deve poder permitir o fracasso. Na verdade.
DEUS prova o seu amor, protegendo-nos na tentação, em vez de nos proteger da tentação (1 Co 10.13).
Tg 1.15 Tiago mostra o resultado da tentação quando uma pessoa cede a ela. Observe que os dois primeiros passos da tentação (havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado) enfatizam a natureza interna do pecado. Quando nos entregamos à tentação, o nosso pecado coloca os eventos mortalmente em movimento - o pecado gera a morte. Para abandonar o pecado, não basta deixar de pecar. O estrago já foi feito. Decidir “não mais pecar' pode cuidar do futuro, mas não cura o passado. Esta cura deve vir por meio do arrependimento e do perdão. Algumas vezes, é necessário fazer uma reparação. Por mais amargo que pareça o remédio, nós podemos ficar profundamente gratos pelo fato de que existe um remédio.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 666-667.
2. Atração pela própria concupiscência.
Tg 1.14 As tentações vêm de dentro, do engodo da nossa própria concupiscência. Tiago destaca a responsabilidade individual pelo pecado. Os desejos podem ser alimentados ou deixados morrer de fome. Se o próprio desejo é mau, precisamos negá-lo. Isto depende de nós, com a ajuda de DEUS. Se incentivarmos os nossos desejos, eles logo se tornarão atos. A culpa pelo pecado é somente nossa. O tipo de desejo que Tiago está descrevendo aqui é o desejo descontrolado. Ele é egoísta e sedutor. Podemos ser levados pelos nossos desejos, mas é o diabo que está por trás dos impulsos quando nós estamos seguindo uma direção errada. A tentação vem dos desejos maus dentro de nós, e não de DEUS. Podemos montar e colocar a isca na nossa própria armadilha. Ela começa com um mau pensamento e torna-se pecado quando permanecemos no pensamento e permitimos que ele se transforme em uma ação. Como uma bola de neve rolando ladeira abaixo, o pecado cresce e torna-se ainda mais destruidor à medida que nós lhe damos mais liberdade. A melhor hora para interromper uma tentação é antes que ela seja grande demais, ou esteja se movendo rápido demais, fora de controle (veja Mt 4.I-I1; 1 Co 10.13; e 2 Tm 2.22 - como escapar das tentações).
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 666.
A Tentação Vem de Dentro (1.14)
Tiago conhecia os poderes sobrenaturais do mal que agiam no mundo (cf. 3.6), mas aqui ele procura ressaltar o envolvimento e a responsabilidade pessoal do homem ao cometer pecados. O engodo do mal está em nossa própria natureza. Ele está de alguma forma entrelaçado com a nossa liberdade. A questão é: “Será que eu preferiria ser livre, tentado e ter a possibilidade de vitória ou ser um ‘bom’ robô?” O robô está livre de tentação, mas ele também não conhece a dignidade da liberdade ou o desafio do conflito e não conhece nada acerca da imensa alegria quando vencemos uma batalha.
Tiago diz que cada um é atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Essa palavra epithumia (“desejo”, RSV) pode ter um significado neutro, nem bom nem mal. Assim, H. Orton Wiley escreve: “Todo apetite é instintivo e sem lógica. Ele não identifica o erro, mas simplesmente anela pelo prazer. O apetite nunca se controla, mas está sujeito ao controle. Por isso o apóstolo Paulo diz: ‘Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado’ (1 Co 9.27)”. Este talvez seja o sentido que Tiago emprega aqui.
No entanto, na maioria dos casos no Novo Testamento, epithumia tem implicações maléficas. Se for o caso aqui, quando um homem é seduzido para longe do caminho reto, isso ocorre por causa de um desejo errado. Tasker escreve: “Este versículo, na verdade, confirma a doutrina do pecado original. Tiago certamente teria concordado com a declaração de que ‘a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice’ (Gn 8.21).
Desejos concupiscentes, como nosso Senhor ensinou de maneira tão clara (Mt 5.28), são pecaminosos mesmo quando ainda não se concretizaram em ações lascivas”.13 Se essa interpretação for verdadeira, há aqui mais uma dimensão na origem da tentação. Desejos errados podem ser errados não somente porque são incontrolados, mas porque, à parte da presença santificadora do ESPÍRITO, eles são carnais.
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag.159-160.
3. DEUS nos fortalece na tentação.
I Cor 10.13 As tentações acontecem na vida de todos os crentes — ninguém está livre delas. A tentação em si não é um pecado; o pecado só passa a existir quando a pessoa cede à tentação. Os crentes não devem ficar assustados ou desanimados, ou pensar que estão sozinhos nas suas fraquezas. Eles devem, antes, entender as suas fraquezas e se voltar a DEUS, para que possam resistir às tentações. Suportar as tentações traz grandes recompensas (Tg 1.12). Mas DEUS não abandona o seu povo aos caprichos de Satanás, pois DEUS é fiel. Ele não irá eliminar todas as tentações porque enfrentá-las e permanecer forte na fé pode representar uma experiência de crescimento. Entretanto, DEUS promete evitar que elas se tornem tão fortes, que não possamos lutar contra elas. O segredo de resistir à tentação é reconhecer a sua fonte, e então reconhecer a origem da força que é capaz de combater contra ela.
Além disso. DEUS promete dar também o escape para que possamos suportar e não cair em pecado. Será necessário ter autodisciplina para procurar esse “escape” até no meio da tentação e então utilizá-lo, assim que for encontrado. O escape é sempre difícil e muitas vezes exige a ajuda dos outros. Uma das formas que DEUS nos dá para que consigamos fugir da tentação é o bom senso. Se um crente sabe que será tentado em certas situações, então deve se afastar delas. Outra forma é através dos amigos cristãos. Em vez de tentar enfrentar sozinho a tentação, o crente pode explicar o seu dilema a um amigo cristão que lhe seja íntimo e confiável e pedir a sua ajuda.
Esse amigo poderá orar sensibilizar a pessoa, e dar valiosos conselhos e opiniões.
A verdade é que DEUS ama tanto o seu povo, que irá protegê-lo das tentações insuportáveis. E sempre irá oferecer uma saída.
A tentação nunca deverá inserir uma barreira de separação entre o crente e DEUS, e cada crente deve ser capaz de dizer: “Obrigado, Senhor DEUS, por confiar tanto em mim. O Senhor me considera capaz de enfrentar essa tentação. Agora, o que o Senhor quer que eu faça?”
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 149.
I Cor 10.11-13. Aplicação à igreja de Corinto. Aqueles que eram excessivamente confiantes e egoístas entre os coríntios foram advertidos de que, no exato momento em que se sentissem mais seguros, poderiam cair (12). O exemplo de estar de pé e de cair representa um estado de fidelidade e um estado de desobediência. “A queda dos outros deve nos deixar mais cautelosos a nosso próprio respeito”.
Paulo ameniza a severidade das suas palavras ao garantir que a tentação peculiar dos coríntios é humana (13). Nada de novo havia acontecido aos coríntios; todos os homens experimentam tentações. Portanto, se eles pecarem, não terão desculpas. Paulo declara também que DEUS age firmemente e sempre concede forças àqueles que confiam nele, e o seguem. Como Alford escreve: “Ele celebrou uma aliança com você ao lhe chamar: se Ele permitisse que você sofresse uma tentação além do seu poder de vencê-la... Ele estaria transgredindo essa aliança”. DEUS conhece muito bem as circunstâncias que cercam cada tentação, e vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. O termo escape (ekbasis) era usado como referência a uma passagem na montanha. A imagem é de um exército ou de um grupo de viajantes preso nas montanhas. Eles descobrem uma passagem e o grupo escapa para algum lugar em que possa estar em segurança. A frase para que a possais suportar indica o poder sustentador do ESPÍRITO SANTO, que todos os homens podem receber. A vitória sobre a tentação será possível através de uma humilde confiança. Porém, ter uma autoconfiança presunçosa diante da tentação representa uma avenida aberta para uma derrota certa.
Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. I Coríntios. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 320.
De fato, nós vivemos em um mundo tentador, onde estamos cercados de armadilhas. Cada lugar, condição, relação, emprego e divertimento têm abundância delas; porém, que conforto podemos obter de tal passagem!
1. “Não veio sobre vós, diz o apóstolo, tentação, senão humana; isto é, tal como vós esperais da parte dos homens de princípios pagãos e que têm poder; ou ainda, tal como é comum à humanidade na presente situação; ou ainda, tal como o espírito e a determinação de meros homens podem vos fazer passar.” Note que as provações dos cristãos comuns não passam de provações comuns; outros têm semelhantes cargas e tentações; o que eles suportam e passam nós também podemos.
2. “...mas fiel é DEUS”. Embora Satanás seja um enganador, DEUS é verdadeiro. Os homens podem ser falsos, e o mundo pode ser falso; mas DEUS é fiel e nossa força e segurança estão nele. Ele guardou sua aliança e nunca desapontará a esperança filial e a confiança de seus filhos.
3. Ele é tão sábio quanto fiel e dará a nossa carga à proporção de nossa força. Ele “vos não deixará tentar acima do que podeis”. Ele sabe o que podemos carregar e o que podemos suportar. E Ele fará, em sua sábia providência, que as nossas tentações sejam proporcionais à nossa força ou nos fará aptos a enfrentá-las. Ele cuidará para que não sejamos vencidos, se nós confiarmos nele, e decidirmos mostrar-nos fiéis a Ele. Não precisamos nos desorientar com as dificuldades em nosso caminho, pois DEUS cuidará que elas não sejam grandes demais para enfrentarmos, especialmente:
4. Quando Ele as levar a bom termo. Ele “...dará também o escape”, ou da própria provação ou do seu prejuízo. Não há nenhum vale tão escuro que Ele não possa encontrar um caminho por ele; nenhuma aflição tão horrível que Ele não possa evitar, remover, ou nos capacitar para suportá-la, e, no fim, dominá-la para a nossa vantagem.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 470.
Sl 119.11 Aqui temos:
1. A aplicação íntima que Davi faz da palavra de DEUS a si mesmo: escondi a tua palavra no meu coração, guardou-a no coração para que sempre esteja à mão quando tiver motivo para usá-la; ele guarda-a como algo de muito valor para ele, como algo muito querido, como algo que tivesse medo de perder ou de que ser roubado. A palavra de DEUS é um tesouro digno de ser guardado, e não há lugar mais seguro para guardá-la que em nosso coração; se a tivermos só em nossa casa ou em nossa mão, os inimigos podem tirá-la de nós; se a tivermos só em nossa mente, nossa memória pode falhar, mas se nosso coração for libertado por estar moldado nela, e a impressão dela permanecer em nossa alma, ela está a salvo. 2. O bom uso que ele designou fazer da palavra de DEUS: para eu não pecar contra ti. Os homens bons têm medo de pecar e tomam cuidado para evitar o pecado; e a forma mais eficaz de evitar o pecado é esconder a palavra de DEUS em nosso coração, para que possamos responder a cada tentação como nosso Mestre o fez, como está escrito, para que possamos opor os preceitos de DEUS ao domínio do pecado, as promessas dele à sedução do pecado, e suas ameaças ao perigo do pecado.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Jó a Cantares de Salomão. Editora CPAD. pag. 624.
III – PROPÓSITO DAS TENTAÇÕES (Tg 1.3-4, 12.)
1. Para provar a nossa fé (v.3)
Tg 1.3 Embora a nossa tendência seja pensar nas provas como uma maneira de testar o que não sabemos ou não temos, passar por uma prova deveria ser uma oportunidade positiva para provar aquilo que aprendemos. Esta prova à nossa fé é um teste que tem um objetivo positivo. Neste caso, os problemas não determinam se os crentes têm fé ou não. Os problemas fortalecem os crentes, acrescentando paciência à fé que já se encontra presente. A paciência é a fé ampliada; ela envolve a confiança em DEUS por um período muito longo de tempo. Tiago não está questionando a fé dos seus leitores — ele supõe que eles confiam em CRISTO. Ele não está convencendo as pessoas a terem fé; ele está encorajando os crentes a permanecerem fiéis até o fim. Tiago sabe que a fé deles é verdadeira, mas esta fé precisa amadurecer.
Não podemos conhecer verdadeiramente a nossa própria profundidade até que vejamos como reagimos sob pressão. Diamantes preciosos começam sendo carbono, sujeitos a uma pressão intensa durante algum tempo. Sem pressão, o carbono continua sendo carbono.
A prova da sua fé é a pressão contínua que a vida exerce sobre você. A paciência, como uma pedra preciosa, é o resultado desejado deste teste. A paciência não é uma submissão passiva às circunstâncias; é uma resposta forte e ativa aos eventos difíceis da vida, mantendo-lhe em pé à medida que você enfrenta as tempestades.
Não é simplesmente a atitude de suportar as provações, mas sim a capacidade de convertê-las em glória e superá-las.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 663.
Aprova da nossa fé (v. 3) fortalece nossa paciência. JESUS disse: “E na vossa paciência que ganhareis a vossa alma” (Lc 21.19, ASV). Tiago não nos dá este conselho com base na sua autoridade pessoal. Sabendo que significa: “Descubram por conta própria”. O tempo do verbo sugere uma ação progressiva e contínua — descobrindo continuamente. O apóstolo diz, na verdade: “Procurem ser alegres e perseverantes e vejam se não é a melhor maneira de lidar com as suas provações”.
E por que deveríamos continuar provando? Tasker responde: “Para que os cristãos sejam perfeitos e completos, avançando até alcançar a vida equilibrada de santidade perfeita e íntegra”.3 Essa é a vontade de DEUS para o cristão. A exortação aponta para uma santidade representando o alvo mais elevado da maturidade cristã. Mas essa maturidade não deve estar dissociada do cumprimento do mandamento do nosso Senhor e da sua provisão para alcançar esse elevado nível de santidade. A palavra perfeitos é a mesma que JESUS usou quando instruiu seus seguidores: “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso PAI, que está nos céus” (Mt 5.48).
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 155.
Tg 1.3 a) Aprendemos a paciência. “Pois tendes o conhecimento de que o teste de autenticidade de vossa fé produz paciência.” O termo grego para “paciência”, hypomoné, significa também “perseverança”, “constância”, literalmente “permanecer por baixo”, debaixo das condições difíceis, das tarefas onerosas, dos sofrimentos físicos e psíquicos etc., permanecer debaixo de DEUS e de sua vontade, no lugar em que ele nos colocou. Nossa natureza humana perde a paciência diante das adversidades. Mas em que sentido, afinal, as tribulações produzirão paciência nos cristãos?
Paulo escreve: “Estais radicados nele”, em CRISTO (Cl 2.7). As tribulações são capazes de nos prestar o serviço de nos ensinar a enraizar-nos cada vez mais profundamente em DEUS, a agarrar-nos cada vez mais firmemente a ele. É como as árvores fazem na natureza: as de raízes rasas são derrubadas, uma depois da outra, pela tempestade. As faias solitárias sobre os montes agarram-se cada vez mais firmemente às rochas nas ventanias. Consequentemente, nossa constância se fortalece cada vez mais nos testes de autenticidade. – Igualmente colhemos experiências com nosso Senhor, como p. ex.: “Ele tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir, ele empobrece e enriquece; abaixa e também exalta” (1Sm 2.6s). Em novas provações saberemos por experiência própria: não há motivos para resignar. Sabemos o que podemos esperar de DEUS nas provações, qual é o método de nosso DEUS: ele socorre na aflição e, na hora certa, também ajuda a sair dela. Em certas circunstâncias, outros, ainda iniciantes na fé, poderão aprender algo com a tranquilidade, serenidade e certeza daqueles que há muito vivem com seu Senhor e em muitas provações já colheram numerosas experiências com ele. “… que têm sido exercitados” (Hb 12.11). Ademais é importante que preservemos as experiências de tribulações anteriores para a atualidade e o futuro, para nós e outros (Sl 77.12) e as façamos frutificar em determinadas ocasiões.
Fritz Grünzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
2. Produzir a paciência (v.3,4)
Similar à sua lista de fraquezas de 4.8-10, esta lista inclui aflições, necessidades e angústias que a maioria dos pregadores não apresentaria perante seus ouvintes.
Por pregar a CRISTO, Paulo tinha sido açoitado. Em 11.23-25, Paulo lembra que tinha sido açoitado cinco vezes pelos judeus.
Ele também tinha sido espancado com varas pelas autoridades civis em três ocasiões diferentes. Lucas registrou, no livro de Atos, que Paulo e Silas sofreram esta punição em Filipos (veja At 16.23,24).
Paulo tinha sido aprisionado em Filipos (At 16.23). Em praticamente todas as cidades, Paulo tinha enfrentando tumultos, normalmente provocados pelos judeus rancorosos. Em Antioquia da Pisídia, os judeus incitaram os homens e mulheres influentes da cidade para expulsá-lo daquela cidade (At 13.49-52). Em Icônio, os cidadãos tramaram apedrejar Paulo até a morte (At 14.5,6). Em Listra, uma multidão irritada o apedrejou, e, milagrosamente, ele sobreviveu e seguiu até a cidade seguinte para pregar o Evangelho (At 14.19). Em Filipos, uma multidão cercou Paulo e Silas e os aprisionou (At 16.19-24).
Em Tessalônica, uma multidão que procurava Paulo cercou a casa de Jason (At 17.5). Em Éfeso, uma multidão de ourives enraivecidos atacou os companheiros de viagem de Paulo (At 19.23-41). Mesmo durante o ministério de Paulo entre os coríntios, os judeus de Corinto o prenderam e o levaram diante do governador (veja At 18.12-17). Em toda parte onde Paulo pregava o Evangelho, ele encontrava-se com multidões inflamadas. Ele esperava oposição, mas também esperava que JESUS o guiasse nestas situações difíceis (veja 1.3-7).
Depois de listar algumas das aflições involuntárias que tinha enfrentado, Paulo mencionou as aflições que ele havia suportado voluntariamente pela causa do Evangelho. Paulo não apenas enfrentou obedientemente todos os tipos de oposição a CRISTO, como também fez sacrifícios pessoais para poder continuar a anunciar as boas novas. Paulo tinha trabalhado até a exaustão para não se tornar um peso para as pessoas a quem estava pregando, em especial para os coríntios (veja 11.9). Em Tessalônica, ele trabalhou noite e dia; talvez isto lhe tenha causado algumas daquelas noites sem dormir, em vigília (1 Ts 2.9; 3.8). Talvez algumas destas vigílias voluntárias não tivessem sido passadas em trabalho físico, mas em orações por todas as igrejas. Além disto, Paulo tinha jejuado muitas vezes. Ele pode ter feito isto para não ser um peso financeiro para as pessoas a quem estava pregando (veja 11.7-10).
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 216-217.
Mas como os seus caluniadores coríntios aparentemente sentiram que a honra da indicação feita por DEUS significava sucesso e proeminência, Paulo teve que ressaltar que até mesmo os seus sofrimentos eram demonstrações da autenticidade do seu apostolado (4-5).201 Em tudo - possivelmente em todas as ocasiões - Paulo e seus companheiros de trabalho se tornavam recomendáveis (dignos de elogio, cf. 3.1; 4.2; 5.12) como ministros (servos; cf. 6.4; Mt 20.26; Mc 10.43) de DEUS. Redpath sugere que todas as condições mencionadas em 4-10 “fornecem uma plataforma para a exibição da graça de DEUS” na vida dos seus servos.202
Paulo recomenda o seu ministério, primeiramente, na muita paciência (“grande persistência”, RSV). Esta qualidade, muita ressaltada por JESUS (Mt 10.22; 14.13; Lc 8,15; 21.19) e certamente significativa para Paulo (1.6; 11.23-30; Rm 5.3; 1 Ts 1.3), coloca-se no topo de três grupos de provações. O primeiro grupo, no versículo 4, apresenta os sofrimentos de Paulo em termos gerais. Eles podem se referir àquelas dificuldades que são independentes do agente humano, e incluem aflições (cf. 1.3-10; 2.4; 4.8,17; At 14.22; 20.23), todas as experiências de pressão física, mental ou espiritual que talvez possam ser evitadas; necessidades (“privações”, NEB), que não possam ser evitadas; e angústias (“dilemas”, NEB, 4.8), das quais não é possível escapar.
Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. I Coríntios. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 438.
II Ts 1.4 Aparentemente, não era costumeiro de Paulo falar, nas igrejas de DEUS, sobre um grupo de crentes a fim de se gloriar de determinadas características. No caso dos tessalonicenses, entretanto, Paulo os elogiou, assim como outros já tinham feito (I Ts 1.7-10).
A palavra hupomone, traduzida como paciência, é a mesma palavra usada em I Tessalonicenses 1.3. Ela retrata não uma aceitação passiva face às dificuldades, mas sim uma resistência ativa contra elas, demonstrada pela fé.
Os crentes tessalonicenses permaneciam fiéis a DEUS mesmo em meio a todas as perseguições e aflições que estavam suportando. Paulo tinha sido perseguido durante a sua primeira visita a Tessalônica (At 17.5-9). Sem dúvida, aqueles que tinham respondido positivamente à sua mensagem e tinham se tornado cristãos continuavam a enfrentar perseguições.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 462.
Em linguagem exuberante, Paulo relembra a origem emocionante da igreja tessalonicense. Eles são chamados de amados irmãos... de DEUS (4). A frase de DEUS deve ser colocada depois de irmãos, e não depois de é referindo-se à eleição (cf. AEC, BAB, BJ, NVI, RA). A fraternidade cristã é a fraternidade dos filhos de DEUS que nasceram de novo e estão mutuamente unidos pelo amor e pela vida comum que têm em CRISTO. E muito real e forte. Tais pessoas foram e são amadas continuamente por DEUS (cf. Rm 8.31-39). “Amados por DEUS” (BV) era termo reservado no Antigo Testamento para Israel e pessoas especiais. Em CRISTO, todos os homens tomam parte do privilégio.
Acerca dos tessalonicenses cristãos, Paulo confirma: sabendo... a vossa eleição (4). E comum este conceito bíblico ser erroneamente interpretado ou torcido. Eleição significa escolha, e nas Escrituras os eleitos são aqueles a quem DEUS escolheu para serem seus filhos e herdeiros da vida eterna. A construção grega (4) denota que o ato de eleição de DEUS brota
do seu amor imutável. Há acordo sobre este ponto entre todos os que aceitam as Escrituras como regra. A divisão surge na questão do método e base da eleição. Para um grupo, é a deliberação secreta e eterna de DEUS, sua escolha soberana de certos indivíduos, ao mesmo tempo em que ele ignora os demais. Mas o único ponto de vista consistente com o teor geral
das Escrituras, como também com todas as passagens em questão, é o que ensina que a eleição é a escolha de DEUS para a vida, pela graça, de todos os que salvadoramente creem em JESUS CRISTO. O chamado é universal, de forma que ainda que o princípio no qual a escolha é feita seja decretado eternamente, a eleição não é arbitrária, mas condicional à aceitação da oferta de misericórdia em CRISTO. A escolha é condicional, e, portanto, os eleitos são aqueles que permanecem na fé e perseveram na obediência7 (cf. 2.13-15; 2 Pe 1.10).
Paulo não hesita em insistir no conhecimento da eleição para a salvação pessoal. Tal garantia é promessa das Escrituras. A força da palavra porque, que inicia o versículo 5, denota que a eleição dos tessalonicenses foi deduzida dos fatos indisputáveis de sua experiência. Eles têm “fé”, “amor” e “esperança” (3) em JESUS CRISTO? E estas virtudes se mostram em “obra” (3), por exemplo, afastar-se dos ídolos; em “trabalho” (3), por exemplo, servir ao DEUS vivo e verdadeiro; e em “paciência” (3), por exemplo, esperar dos céus a seu FILHO (cf. 9,10)? O autoexame minucioso não deve suscitar dúvidas ansiosas, mas combater a falsa confiança na bênção de um dia que é apenas lembrança.
Paulo nos lembra o que James Denney denomina de “os sinais da eleição”.
Árnold E. Airhart. Comentário Bíblico Beacon. I e II Tessalonicenses. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 361-362.
3. Chegar à perfeição.
Ef 4.13 A palavra “até” indica que o processo descrito em 4.12 deve continuar até que um certo objetivo seja alcançado – quando todos os crentes chegarem (conseguirem, alcançarem) à unidade da fé. Isto quer dizer a unidade na crença no próprio CRISTO, e essa crença relaciona-se intrinsecamente com o nosso conhecimento pessoal dele. O objetivo inclui a realização de um esforço unido para viver e proclamar essa fé.
Unidade em nosso conhecimento refere-se ao mais completo e total conhecimento experimental. Cada crente deve ter um relacionamento íntimo e pessoal com JESUS CRISTO. Paulo o chamou aqui de FILHO de DEUS, mostrando que o seu conhecimento inclui um entendimento apropriado do novo relacionamento com o PAI que foi concedido pelo FILHO (Rm 8.10-17).
Este corpo unificado dos crentes é dito maduro e completamente adulto, à medida da estatura completa de CRISTO. O foco, neste versículo, está em nós - cada crente como parte do corpo completo. Esta metáfora quer dizer que a igreja, como o corpo de CRISTO, deve se adequar à Cabeça em desenvolvimento e maturidade. Isto não se refere à perfeição (impossível nesta vida), mas ao crescimento - como crianças tornando-se adultas, o que leva ao próximo conselho referente a esse crescimento.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 337.
O versículo 13 rememora o anterior e oferece explicação adicional da “edificação” da igreja. Uma vez mais, Paulo usa três frases, cada uma iniciada com a preposição grega eis:
1) à unidade da fé; 2) a varão perfeito; 3) à medida da estatura completa de CRISTO.
Estas não são idéias paralelas. A primeira fala do meio da maturidade, a segunda fala da realidade da maturidade e a terceira fala da medida da maturidade. Uma tradução melhor do versículo seria esta: “Assim, todos finalmente atingiremos a unidade inerente em nossa fé e em nosso conhecimento do FILHO de DEUS, e chegaremos à maturidade, medida por nada menos que a estatura completa de CRISTO” (NEB).
A unidade da fé e do conhecimento do FILHO de DEUS constitui o meio do amadurecimento (cf. RA). A unidade é um dom do ESPÍRITO (cf. 3), mas requer-se fé e conhecimento para recebê-la. Neste texto, a fé é a resposta que damos ao FILHO de DEUS e a nossa confiança nele — DEUS manifestado na carne que morreu no Calvário em nosso benefício. Aqui, conhecimento (epignosis) é semelhante à fé no ponto em que significa “compreensão, familiaridade, discernimento”. Não devemos equipará-lo a conhecimento intelectual, mas a relações pessoais. A unidade se origina dessa intimidade com o FILHO proporcionada pela graça. Paulo não está falando da experiência inicial com CRISTO. O apóstolo se preocupa com o crescimento e aumento em entendimento e compreensão dos propósitos e vontade de DEUS conforme estão revelados em associação com CRISTO. Os membros da igreja podem e devem ter tal crescimento em maior medida enquanto o servem.
A varão perfeito refere-se ao nível de maturidade coletiva e individual na igreja, no qual o poder de DEUS se manifesta inteiramente em santidade e justiça. Tal estado será atingido em seu significado máximo futuramente, quando possuirmos a graça de CRISTO na perfeição da ressurreição (cf. Fp 3.7-16).
A medida da estatura completa de CRISTO é o padrão de medida que determina a maturidade cristã. Hodge escreve: “A igreja se torna adulta, homem perfeito, quando alcança a perfeição de CRISTO”. A chave para interpretar o versículo é a expressão estatura completa de CRISTO. Qual é esta estatura? Salmond diz que é “a soma das qualidades que fazem o que ele é”. Quando a igreja está à altura da maturidade plena do seu Senhor, ela é perfeita. E à medida que cresce em direção a essa maturidade, ela fica mais próxima de sua meta em CRISTO. Precisamos também destacar que não há crescimento na igreja separadamente de nosso crescimento individual como crente. É cada um de nós individualmente que tem de se dirigir com empenho à estatura completa de CRISTO.
Willard H. Taylor. Comentário Bíblico Beacon. Efésios. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 161-162.
A Natureza Da Perfeição
1. Em sua manifestação terrena, a perfeição aparece como maturidade espiritual, como elevado grau de santidade, de parceria com poder espiritual e utilidade nas mãos de DEUS, no que diz respeito tanto a nós, quanto à igreja. Recebemos poder a fim de servirmos e cumprirmos nossas respectivas missões.
2. Porém, nas dimensões celestiais, começaremos dotados da mesma natureza que CRISTO (ver I João 3:2), e assim seremos participantes de sua plenitude e atributos (ver Col. 2:10).
3. Por semelhante modo, pertencem-nos a natureza e os atributos do PAI (ver Efé. 3:19).
4. Na qualidade de seres tão exaltados, ainda assim a nossa perfeição será apenas «relativa», pois só DEUS é perfeito. Mas iremos passando de um estágio de glória para outro, perenemente aumentando a nossa perfeição, sempre nos aproximando, mas nunca atingindo plenamente, as perfeições divinas. Portanto, a glorificação será um processo interminável. A impecabilidade será apenas seu início. Também iremos avançando no campo das virtudes positivas de DEUS, em seus atributos, e na participação de sua forma de vida.
Qual será o tempo da maturidade? Paulo não frisa aqui nenhum ponto no tempo, presente ou futuro, para atingirmos esse alvo da perfeição. Mas a, eternidade futura será o terreno da busca contínua e bem-sucedida. De fato, sendo DEUS infinito, e visto que estamos crescendo segundo a sua plenitude, passaremos a eternidade nessa inquirição, crescendo sempre na direção da perfeição. Esse é o próprio significado da vida, pois a vida vem de DEUS, é de DEUS, está em DEUS e volta-se para DEUS.
*Tentador - “[Do lat. tentatorem] O que induz a práticas que contrariam às leis de DEUS. Nas Sagradas Escrituras, é Satanás o tentador por antonomásia. Ou seja: é o agente e o estimulador da tentação.”
SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ - Top3
“[...] A presença de CRISTO conosco não é apenas como a de um companheiro externo, mas é uma força real e divina, revolucionando nossa natureza e tornando-nos como Ele é. De fato, o propósito final e último de CRISTO é que o crente seja reproduzido segundo a sua própria semelhança, por dentro e por fora.
Paulo expressa a mesma coisa no primeiro capítulo de Colossenses, quando diz: ‘Para, perante ele, vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis’ (Cl 1.22). Esta transformação deve ser uma transformação interior. É uma transformação de nossa vida, de nossa natureza segundo a natureza dEle, segundo a semelhança dEle.
Como é maravilhosa a paciência, como é maravilhoso o poder que toma posse da alma e realiza a vontade de DEUS – uma transformação absoluta segundo a maravilhosa santidade do caráter de JESUS! Nosso coração fica desconcertado quando pensamos em tal natureza, quando contemplamos tal caráter. Este é o propósito de DEUS para você e para mim” (LAKE, John G. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.31-32).
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REVISTA NA ÍNTEGRA - 2Tr24
Escrita Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – A TENTAÇÃO E SUA ESFERA HUMANA
1. Conceito bíblico de tentação.
2. Duas vias da tentação.
3. Tentação: um fenômeno humano.
II – O SENHOR JESUS E A TENTAÇÃO
1. A provação do Senhor JESUS.
2. As áreas que JESUS foi tentado.
3. Como JESUS venceu a tentação?
III – RESISTINDO À TENTAÇÃO
1. Todos somos tentados.
2. Rejeite a tentação!
3. Arrependa-se!
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 4.1-11
1 - Então, foi conduzido JESUS pelo ESPÍRITO ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o FILHO de DEUS, manda que estas pedras se tornem em pães.
4 - Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de DEUS.
5 - Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,
6 - e disse-lhe: Se tu és o FILHO de DEUS, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.
7 - Disse-lhe JESUS: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu DEUS.
8 - Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles.
9 - E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
10 - Então, disse-lhe JESUS: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu DEUS, adorarás e só a ele servirás.
11 - Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.
TENTAÇÃO
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
A tentação é algo que o crente enfrentará ao longo de sua jornada. Não por acaso, o Senhor JESUS nos ensinou a orar de modo que DEUS não deixasse que caíssemos em tentação (Mt 6.13 - NVT). Por isso, nesta lição, estudaremos o conceito bíblico de tentação, a maneira como nosso Senhor a enfrentou no deserto e como devemos resisti-la. Veremos que é imperioso seguir a recomendação de JESUS CRISTO a respeito de vigiar e orar para não cedermos à tentação ao longo da caminhada (Mt 26.41).
I – A TENTAÇÃO E SUA ESFERA HUMANA
1. Conceito bíblico de tentação.
Na Bíblia, três palavras aparecem para conceituar “tentação”. A primeira é a palavra hebraica massáh, que significa “teste”, “provação” (Dt 4.34; 9.22; Sl 95.8). A segunda e a terceira são palavras gregas respectivamente: peirasmós, “teste”, “prova”, aparecendo 25 vezes no Novo Testamento (At 20.19; 1 Co 10.13; Tg 1.2,12); e o verbo peirázō, testar, submeter à prova (Jo 6.6; Gl 6.1; Ap 2.2,10), ocorrendo aproximadamente 36 vezes no Novo Testamento. Assim, podemos dizer que tentação é um experimento, teste ou prova diante de uma atração para fazer o mal a fim de obter prazer ou lucro.
Ainda que o Inimigo possa nos persuadir a cair em tentação, esta se dá no campo da esfera humana e terrena.
2. Duas vias da tentação.
De acordo com a Palavra de DEUS, a tentação pode vir primeiramente do Diabo (Gn 3) e, também, de dentro do ser humano (Tg 1.14,15). Ela tem origem no Diabo quando o seu objetivo, semelhantemente ao que aconteceu com JESUS, é de desviar-nos da rota de nossa missão e propósito de vida estabelecido por DEUS. Já a que nasce de dentro do ser humano tem a ver com os vícios da alma quando, no lugar de darmos primazia ao fruto do ESPÍRITO, entregamo-nos à atração, ao engodo e ao deleite da concupiscência da carne. Ambas as vias da tentação se processam na esfera humana.
3. Tentação: um fenômeno humano.
Na Epístola de Tiago está escrito: “Ninguém, sendo tentado, diga: De DEUS sou tentado; porque DEUS não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta” (Tg 1.13). É verdade que há a provação que vem da parte de DEUS para aperfeiçoar o caráter do crente (Tg 1.2,4; Mt 5.48; 1 Pe 1.7). Contudo, um teste que incita ao mal não vem de DEUS, ou seja, as ações que evidenciam uma vida dominada pelas paixões carnais são de inteira responsabilidade humana (Mt 5.28; Rm 8.6). Ainda que o Inimigo possa nos persuadir a cair em tentação, esta se dá no campo da esfera humana e terrena (1 Co 10.13).
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
Tentação - “Os termos gregos e hebraicos traduzidos como ‘tentar’ e ‘tentação’
também aparecem no mau sentido de ‘induzir ao pecado’. O Diabo é acusado de ser
o instigador de tais provas (Mt 4.3; 1 Ts 3.5, 6). Até mesmo na vida dos
cristãos ele exerce grande pressão para o pecado (1 Co 7.5; 1 Ts 3.5; Ap 2.10).
Sucumbir a tais tentações pode demonstrar que a profissão do cristão não é
sincera (Lc 8.13).
A tentação para pecar frequentemente se origina de pensamentos malignos e da
concupiscência (Tg 1.14); provocações às quais um forte desejo por riquezas bem
pode se juntar (1 Tm 6.9). Contudo, a tentação para pecar nunca vem de DEUS (Tg
1.13). O cristão deve orar por libertação de todas essas tentações (Mt 6.13; Lc
11.4).
A tentação, no mau sentido, também pode tomar a forma de testar o outro na
esperança de expor seus pontos fracos, e usá-los contra a própria pessoa. Os
inimigos de CRISTO frequentemente tentaram empregar essa tática contra Ele (cf.
Mt 16.1; 19.3; 22.35; Lc 20.23)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro:
CPAD, 2006, p.1908).
II – O SENHOR JESUS E A TENTAÇÃO
1. A provação do Senhor JESUS.
De acordo com o Evangelho de Mateus, após o batismo de JESUS, o ESPÍRITO SANTO
o conduziu ao deserto (cf. Mc 1.12,13; Lc 4.1,2). Foram 40 dias sendo tentado
por Satanás, uma intensa batalha espiritual contra o Adversário, o “príncipe
deste mundo” (Jo 16.11; cf. Ef 2.2). O objetivo de Satanás era fazer com
que JESUS desviasse de seu propósito, satisfazendo desejos e necessidades,
contrariando a vontade de DEUS (cf. Jo 4.34). Por isso, houve um ataque intenso
do Maligno contra nosso Senhor, que resistiu sabiamente por meio da oração, do
jejum e da Palavra. Embora fisicamente frágil, o Senhor JESUS estava
espiritualmente forte.
2. As áreas que JESUS foi tentado.
Podemos dizer que JESUS CRISTO foi tentado em três áreas: a área física, a
natureza divina e a área espiritual. Na área física, o Diabo o tentou pedindo
que transformasse pedras em pães, após sentir fome devido ao processo de jejum,
pois isso revelaria que Ele era o FILHO de DEUS (Mt 4.3). Na área da natureza
divina, o Diabo tenta JESUS pedindo que Ele se atirasse do pináculo do Templo,
pois os anjos o guardariam (Mt 4.5,6). Na área espiritual, o Diabo tenta nosso
Senhor, desafiando-o a evitar o caminho da cruz para estabelecer um reino pela
sua força, o que seria prontamente aceito pelos judeus; mas era necessário
apenas uma coisa: JESUS deveria adorar o Diabo (Mt 4.9). Assim, podemos dizer
que o nosso Senhor foi tentado na área física, com as necessidades humanas; em sua
natureza divina, com a ideia de ostentar seus divinos atributos ao público; e
na área espiritual, no sentido de idolatrar outro ser.
3. Como JESUS venceu a tentação?
Nosso Senhor venceu o Diabo com a Palavra de DEUS. Em todas as áreas da
tentação, Ele respondeu: “Está escrito”. Na primeira tentação, Ele disse: “Está
escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de
DEUS” (Mt 4.4). Na segunda tentação, Ele disse: Está escrito: “Não tentarás ao
Senhor teu DEUS” (Mt 4.7). Na terceira tentação, Ele disse: “Vai-te, Satanás,
porque está escrito: Ao Senhor, teu DEUS, adorarás e só a ele servirás” (Mt
4.10). Nessa batalha espiritual contra o Diabo, nosso Senhor sempre apelou para
a exposição da Palavra de DEUS. Isso significa que Ele via a Escrituras como
autoridade suprema de fé e de prática. Assim, ao lado da oração e do jejum,
conforme já estudamos, devemos vencer o Inimigo e seus ardis tentadores com a
Palavra de DEUS (Ef 6.11,17). Imitemos o nosso divino Mestre!
Em caso de ceder à tentação, não tentemos se justificar, culpar os outros ou
ignorar os atos pecaminosos.
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
A Tentação de JESUS
“JESUS, além de citar a Escritura, dirigiu-se ao Diabo diretamente. Em geral,
Ele evitava diálogo com poderes demoníacos e os proibia de falar, mas aqui Ele
ordenou que o Diabo saísse. A prática de JESUS está em contraste total com a
prática popular de arengas longas com o Diabo no contexto da oração. O fato de
JESUS sofrer estas tentações é parte de sua identificação última com a
humanidade. Ele se tornou ser humano. Ele ficou adulto e entrou nas águas
purificadoras de nosso batismo, embora não tivesse pecado. [...] Ele sofreu
tentações; suportar e não se entregar causam angústia e dor. Ele não precisava
ter uma ‘natureza pecadora’ para ser tentado e suportar a dor da declaração:
‘Não’” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento - Mateus-Atos. Vol. 1.
Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp. 31, 32).
III – RESISTINDO À TENTAÇÃO
1. Todos somos tentados.
Por mais que observemos as disciplinas da oração, do jejum e da leitura da
Palavra, o Inimigo não deixará de nos tentar. Por esse motivo, temos de estar
conscientes a respeito, visto que vivemos em uma cultura pós-moderna que, por
meio de seus artistas, escritores, filósofos e, até mesmos “teólogos”, intentam
naturalizar o relativismo, procurando nos moldar conforme seus costumes
mundanos. Diante disso, somos encorajados pelas Escrituras a assumir a postura
de CRISTO e a não se conformar com este mundo (Rm 12.2).
2. Rejeite a tentação!
Há uma célebre frase do reformador Martinho Lutero: “Você não pode impedir que
os pássaros voem sobre sua cabeça, mas pode impedir que eles se instalem com
seus ninhos!”. Embora não seja um versículo da Bíblia, a frase revela uma
verdade que encontramos na Palavra de DEUS. Podemos percebê-la na fuga de José
diante da mulher de Potifar (Gn 39.12); na atitude de Jó em fugir do mal (Jó
1.1). Assim, não podemos impedir que a tentação apareça, mas, com a força do
ESPÍRITO SANTO, podemos evitar que ela nos domine. Por isso, precisamos seguir
o que o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo: “Fuja de tudo que estimule as
paixões da juventude” (2 Tm 2.22 – NVT). Portanto, ao longo da nossa jornada, a
melhor estratégia é fugir da tentação.
3. Arrependa-se!
No meio da nossa caminhada, é possível que o crente ceda à tentação e, por
isso, rompa a comunhão com DEUS. Contudo, é possível restabelecer o
relacionamento com Ele por meio da confissão de pecados, arrependimento e
quebrantamento espiritual. Há um caminho de cura e restauração para quem age
dessa maneira (Pv 28.13). Por essa razão, em caso de ceder à tentação,
não tentemos nos justificar, culpar os outros ou ignorar os atos pecaminosos. O
caminho divino é o da confissão e arrependimento para desfrutar o perdão.
SINÓPSE III - Somos encorajados a assumir a postura de CRISTO e a não se
conformar com este mundo.
CONCLUSÃO
Semelhante ao Senhor, que foi tentado em tudo, mas não pecou (Hb 2.18; 4.15);
podemos seguir o caminho de não sermos seduzidos pela tentação. Assim, podemos
desfrutar mais de uma vida em santidade e comunhão com DEUS. Por isso, ao
oferecermos resistência à tentação ao longo da jornada, lograremos êxito e
receberemos a coroa da vida (Tg 1.12).
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REVISTA NA ÍNTEGRA – LIÇÃO 4, 4TR2025
Escrita Lição 4, Central Gospel, A TENTAÇÃO NO ÉDEN, 4Tr25, Com. Extras
Pr Henrique, EBD NA TV
ESBOÇO DA LIÇÃO
1. A NATUREZA DA TENTAÇÃO
1.1. A tentação é externa; a provação é interna
1.2. A tentação visa à destruição; a provação visa à edificação
1.3. A tentação procede do Inimigo; a provação vem de DEUS
2. ESTÁGIOS DA TENTAÇÃO E CONSEQUENTE QUEDA
2.1. A aproximação do proibido
2.2. A distorção da verdade
2.3. A sutil alteração da Palavra de DEUS
2.4. A sedução pelo desejo e pela aparência
2.5. O silêncio cúmplice e a partilha da Queda
3. A ESSÊNCIA DO PECADO NO ÉDEN
3.1. A perda da confiança na bondade e na justiça divina
3.2. A escolha da autonomia em lugar da submissão
TEXTO BÍBLICO BÁSICO - Gênesis 3.1-7
1- Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor
DEUS tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que DEUS disse: Não comereis
de toda árvore do jardim?
2- E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
3- Mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse DEUS: Não comereis
dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
4- Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
5- Porque DEUS sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos
olhos, e sereis como DEUS, sabendo o bem e o mal.
6- E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos
olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e
deu também a seu marido, e ele comeu com ela.
7- Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e
coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
TEXTO ÁUREO
Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria
concupiscência. Tiago 1.14
SUBSIDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2a feira - Deuteronômio 30.19-20 Escolha a vida e permaneça no caminho do
Senhor
3a feira - 1 Tessalonicenses 5.12-22 Fugir da aparência do mal é preservar o
coração 4a feira - Provérbios 4.20-23 Do coração procedem as fontes da
vida
5a feira - 1 Pedro 1.6-9 A provação depura a fé como o fogo purifica o
ouro
6a feira - 1 João 2.15-17 O mundo seduz pela concupiscência e pela
soberba
Sábado - João 15.1-5 Fora da Videira não há verdadeira vida, nem fruto
OBJETIVOS - Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de:
- compreender como a tentação no Éden envolveu a distorção da verdade e o
ataque à confiança no Criador;
- identificar as estratégias utilizadas pela serpente para enganar Eva e
desestabilizar a relação do ser humano com DEUS;
- refletir sobre a importância da vigilância diante das sutilezas do
pecado.
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor, esta lição nos conduz ao momento decisivo em que a fidelidade
ao Criador foi colocada à prova no Éden. Apresente a tentação não apenas como
um evento isolado, mas como um movimento estratégico de questionamento,
distorção e sedução. Destaque que a serpente, símbolo da astúcia de Satanás,
agiu atacando a confiança e a obediência, e que esses mecanismos continuam
atuando hoje. Estimule os alunos a refletirem sobre a natureza progressiva
desse velado processo de encantamento: da dúvida à distorção, da cobiça à
decisão equivocada. Excelente aula!
COMENTÁRIO - Palavra introdutória
Gênesis (caps. 1-3) não é só uma narrativa sobre o início da humanidade; é uma
proclamação de seu propósito e vocação. Mais do que fatos cronológicos, os
capítulos iniciais das escrituras falam de forma eloquente sobre a realidade
eterna: fomos moldados do pó para viver em comunhão com o Criador do Universo.
Estudar a tentação no Éden, nesse contexto, não é apenas rememorar um evento do
passado; é discernir as vozes que ainda hoje desafiam a confiança no bem,
distorcem o cerne da revelação e seduzem o coração humano.
1. A NATUREZA DA TENTAÇÃO
JESUS é o maior exemplo de que ser tentado faz parte da experiência humana:
[...] Ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.
(Hb 4.15 - NAA). Enfrentar esse tipo de conflito não constitui pecado em si,
mas sim ceder às suas sugestões e agir contra a consciência e os ensinamentos
de CRISTO (Tg 1.15).
Antes de o pecado tomar forma no gesto, ele ocorre no campo invisível das
intenções e dos pensamentos. Diferente da provação - que tem como objetivo
fortalecer e amadurecer a fé, a tentação busca destruir o vínculo sagrado entre
a criatura e o Criador. Em sua essência, essa sombra que desliza entre o desejo
e a escolha é uma distorção sutil da verdade - um convite ao afastamento da
plena dependência do amor e da proteção de DEUS. Compreender sua natureza é
essencial para discernir seus caminhos tortuosos e resistir ao seu fascínio. A
seguir, serão apresentadas algumas distinções fundamentais entre tentação e
provação, apresentadas no texto sagrado.
1.1. A tentação é externa; a provação é interna
A tentação (gr. peirasmós = "teste", "prova externa") nasce
fora, como um sussurro dissonante que se insinua nos contornos da liberdade,
procurando corrompê-la. Trata-se de uma influência alheia, que apela à
vulnerabilidade dos sentidos e se- meia a dúvida sobre a bondade de DEUS (Mt
4.1; Tg 1.14). Já a provação (hb. nissayôn "prova para
fortalecimento"; gr. dokimé = "teste que aprova e amadurece")
brota do movimento interno do ESPÍRITO, que permite que a fé seja testada para
ser fortalecida (Gn 22.1; Tg 1.2-3). É como o fogo que depura o ouro, não para
destruí-lo, mas para purificá-lo (1 Pe 1.7).
OBSERVAÇÃO 1
Assim como no Éden a serpente se aproximou para semear a dúvida, também hoje
ruídos enganosos nos cercam externamente o tempo todo (1 Pe 5.8). A provação,
porém, segue outro trilho: ela, emerge no íntimo como um chamado à entrega
serena, firmada no coração do Eterno.
1.2. A tentação visa à destruição; a provação visa à edificação
Ceder à tentação é percorrer a trilha da ruína. Ainda que se revista de
promessas sedutoras, ela visa a apartar o ser humano da Fonte da Vida,
conduzindo-o à perda da comunhão e à morte espiritual (Tg 1.14-15). No entanto,
Paulo declara que DEUS é o nosso protetor e não permitirá que sejamos tentados
além de nossas forças. Além disso, junto com a tentação, Ele também proverá o
livramento (1 Co 10.13). A provação, por sua vez, é caminho de edificação, pois
permite ao cristão crescer em perseverança, discernimento e dependência amorosa
do Altíssimo. A provação é como a poda que, embora dolorosa, prepara os ramos
para frutificar com renovado vigor (Jo 15.2). Enquanto a tentação pode levar ao
fracasso, a provação conduz à elevação. Enquanto a tentação pode minar as
raízes da fé, a provação as aprofunda no solo da Graça.
1.3. A tentação procede do Inimigo; a provação vem de DEUS
A tentação e a provação, de igual modo, têm origens distintas. A tentação
procede do Inimigo - aquele que, desde o princípio, busca desviar homens e
mulheres da verdade (Ap 12.9; 2 Co 11.3). Satanás utiliza a dúvida e a mentira
como armas para romper a aliança entre DEUS e Sua Criação. A provação, em
contrapartida, é permitida e, muitas vezes, enviada pelo Senhor, com propósito
pedagógico e redentor - Ele prova o salvo não para que falhe, mas para que
amadureça, tornando-se forte e inabalável na certeza do cumprimento de Suas
promessas (Tg 1.2-4). DEUS jamais tenta, no sentido de induzir ao mal (Tg
1.13-14); Ele é luz, e não há nele treva nenhuma (1 Jo 1.5). Todo movimento que
conduz ao pecado nasce do desejo desordenado, sendo inflamado por discursos
contrários à orientação divina.
2. ESTÁGIOS DA TENTAÇÃO E CONSEQUENTE QUEDA
O afastamento do bem e a adesão ao mal não ocorrem de um instante para o outro.
O coração humano é, muitas vezes, seduzido em etapas progressivas: aproxima-se
do limite estabelecido, permite que a dúvida floresça, altera a mensagem
recebida, entrega-se ao desejo desordenado e, por fim, arrasta outros consigo.)
O relato da tentação no Éden nos revela um caminho de declínio que começa com
pequenos distanciamentos e culmina em ruptura. Entender esses estágios é vital
para discernirmos, hoje, as investidas que procuram romper o nosso repouso
seguro à sombra do Altíssimo (SI 91.4). A seguir, são destacados os passos que
levaram ao primeiro pecado.
2.1. A aproximação do proibido
A tentação não é inaugurada no ato propriamente dito, mas no olhar fixo e no
desejo que se deixam enredar (Tg 1.14-15; Mt 5.28). O escritor sagrado informa
que a mulher, estando próxima da árvore cujo fruto era proibido, expôs-se ao
fascínio do engano (Gn 3.1). A escolha de se aproximar do limite estabelecido
pelo Criador fragilizou sua vigilância, abriu espaço para a voz do Maligno,
expondo-a ao perigo. A sabedoria bíblica nos ensina a fugir da aparência do mal
(1 Ts 5.22), reconhecendo que o coração humano é terreno fértil tanto para a
rendição a DEUS (SI 37.5) quanto para a cobiça (Jr 17.9). Aproximar-se daquilo
que Ele vetou pode abrir um grave precedente à ruína.
2.2. A distorção da verdade
Satanás não iniciou seu ataque com uma negação direta da ordem divina, mas com
uma pergunta insidiosa: É assim que DEUS disse: Não comereis de toda árvore do
jardim? (Gn 3.1) - a dúvida semeada distorceu a percepção da bondade e da
justiça do Senhor; e, quando o coração duvida desses atributos tão contíguos e
indissociáveis, torna-se vulnerável às artimanhas do Inimigo. Toda tentação
inicia-se pela erosão da confiança: se Ele não é plenamente bom ou justo, então
Sua vontade pode ser questionada. Este é o veneno que, sem alarde, contamina a
alma.
2.3. A sutil alteração da Palavra de DEUS
Ao dialogar com a serpente, Eva alterou, de forma velada, o mandamento
recebido. Ela omitiu o livremente (Gn 2.16) e acrescentou a proibição de tocar
no fruto (Gn 3.3), deturpando tanto a generosidade quanto a precisão da ordem
divina.
Essa alteração, ainda que pequena, anuncia o início do distanciamento interior:
quando a Palavra é relativizada, ela perde sua força normativa, tornando-se
suscetível às interpretações convenientes. Preservar a integridade do que o
Senhor falou é preservar a própria vida (Pv 30.5-6).
2.4. A sedução pelo desejo e pela aparência
Depois de ouvir a serpente e distorcer a Palavra, a mulher passou a olhar para
o fruto de outro modo - era bom para se comer, e agradável aos olhos [...]. (Gn
3.6). A tentação apelou à sua sensibilidade estética, ao seu desejo de
conhecimento e à sua ambição por autonomia. O pecado não se apresenta em sua
deformidade, mas em sua aparência de benefício. Por isso, o apóstolo João
advertiria séculos depois: [...] A concupiscência da carne, a concupiscência
dos olhos e a soberba da vida, não é do PAI, mas do mundo. (1 Jo 2.16). O olhar
de encantamento, não ancorado na verdade, descortina a trilha para o
abismo.
2.5. O silêncio cúmplice e a partilha da Queda
A tragédia raramente ocorre de modo isolado. Depois de comer do fruto, Eva
compartilhou-o com Adão (Gn 3.6). O flagelo do pecado reside no fato de que
ele, além de corromper o indivíduo, também contamina as relações, espalhando-se
como sombra na trama da experiência humana. O ato de comer e compartilhar o
fruto desvela a trágica dinâmica da Queda: o afastamento de DEUS gerou a
fragmentação pessoal, e esta repercutiu em declínio coletivo. O que se quebrou
naquele instante não foi só uma ordem divina: foi a harmoniosa comunhão entre o
Criador e Suas criaturas; foi a possibilidade de transferir às futuras gerações
o estado de inocência do Éden - e, assim, permitir que elas vivessem
ininterruptamente. O silêncio de Adão diante da serpente - tão profundo que o
texto sagrado não registra sua intervenção - ecoa como um mistério e uma
advertência. Onde estava aquele que deveria proteger e cultivar? Desde então,
parece reverberar entre homens e mulheres um grito instintivo de defesa, que
busca lançar sobre o outro o peso das próprias escolhas, como se a ruptura
interior exigisse um culpado exterior. Ainda hoje, onde há silêncio cúmplice ou
acusação mútua, ressoa a voz do Jardim da inocência, clamando por restauração e
reconciliação.
3. A ESSÊNCIA DO PECADO NO ÉDEN
Antes de o fruto ser colhido, a aliança edênica foi rompida; antes de a boca
provar o proibido, a alma já havia se apartado da Fonte da vida. O pecado, em
sua essência, não é apenas a transgressão de uma ordem, mas a decisão de viver
distante do amor, da verdade e da dependência de DEUS. Foi no solo da incerteza
e da autoafirmação que o engano floresceu e a Queda se consumou. Nos tópicos a
seguir, analisam-se duas raízes profundas que conduziram à separação entre o
primeiro casal e o Criador.
3.1. A perda da confiança na bondade e na justiça divina
A serpente não atacou a existência do Divino, mas Sua bondade e justiça. Ao
insinuar que o Criador estaria privando a humanidade de algo desejável e bom
(Gn 3.5), sugeriu, ardilosamente, que Ele não poderia ser amoroso, justo e
benevolente.
Quando as qualidades mais elevadas do Altíssimo são questionadas, o coração se
torna vulnerável ao medo, à cobiça e à rebelião. A perda da confiança foi o
primeiro abalo na estrutura da inocência: uma discreta suspeição que desfigurou
a percepção da realidade. O mesmo clamor se faz ouvir ainda hoje: toda vez que vacilamos
na crença de que os mandamentos do Senhor visam à preservação da vida e do bem
(Dt 30.19-20), abrimos caminho para que a tentação encontre abrigo. O pecado
nasce, inicialmente, da distorção da imagem de DEUS em nossa
interioridade.
3.2. A escolha da autonomia em lugar da submissão
Gênesis 3.5 diz: [...] Sereis como DEUS, sabendo o bem e o mal. O que se
ofereceu ao ser humano não foi apenas um fruto, mas a ilusão de independência -
uma promessa que apelava ao desejo de determinar, por si próprio, o que é certo
e o que é errado. A essência do pecado está na recusa à submissão resoluta. Ao
preferir a própria vontade à orientação divina, a criatura humana quebrou o
eixo da comunhão e se lançou na aventura solitária e destrutiva da autossuficiência.
Contudo, fora da presença do PAI, o autogoverno não é liberdade, mas perdição.
A verdadeira realização está em permanecer no amor e nos propósitos d'Aquele
que é a própria vida (Jo 15.5). Escolher a autonomia absoluta é,
paradoxalmente, escolher a própria alienação.
CONCLUSÃO
A tentação no Éden revela que o pecado nasce primeiro no campo da confiança:
onde a dúvida germina, a obediência vacila. A humanidade, ao preferir ser
dirigida por sua própria voz - desconsiderando a do Criador -, desprezou não só
um mandamento, mas o vínculo da comunhão que a sustentava. Ainda hoje, cada
escolha reflete essa tensão entre a submissão amorosa e a emancipação ilusória.
Que, ao contemplarmos a Queda, sejamos conduzidos a renovar nossa fé na bondade
do PAI e a permanecer sob o abrigo de Sua justiça e vontade - o único lugar
onde a vida floresce com segurança.
ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Que circunstâncias deram origem ao pecado no Éden, considerando o estudo
desta lição?
R.: A perda da confiança no amor e na justiça de DEUS e a escolha da
independência em lugar da submissão à Sua vontade.
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REVISTA NA ÍNTEGRA LIÇÃO 4, BETEL, OS DISCÍPULOS DE CRISTO E A
TENTAÇÃO, 1º TRIMESTRE 2026
Escrita Lição 4, Betel, Os discípulos de CRISTO e a tentação, 1Tr26,
Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
EBD | 1° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL | TEMA: OS
DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO – Crescendo em maturidade espiritual e vivendo
a missão até a eternidade com JESUS CRISTO | Escola Bíblica Dominical
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- JESUS ENSINA A RESISTIR À TENTAÇÃO
1.1. JESUS foi tentado no aspecto físico.
1.2. JESUS foi tentado a testar sua filiação divina.
1.3. JESUS foi tentado no aspecto da ambição pelo poder.
2- A TENTAÇÃO DURANTE A CAMINHADA CRISTÃ
2.1. Todos somos tentados.
2.2. Tentação nos desejos da carne.
2.3. Tentação na área material.
3- A TENTAÇÃO NÃO VEM DE DEUS
3.1. Força para resistir.
3.2. Oração para vencer a tentação.
3.3. Fugir da tentação é uma estratégia.
TEXTO ÁUREO
“FILHO meu, se os pecadores, com blandícies, te quiserem tentar, não
consintas” Provérbios 1.10
VERDADE APLICADA
Com a Graça de DEUS, é possível vencer as tentações, perseverando em oração
e vigilância.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ressaltando que JESUS venceu as tentações.
Reconhecer que ceder à tentação leva ao pecado.
Saber que não ceder à tentação é honrar a DEUS.
Reconhecer que ceder à tentação leva ao pecado.
Saber que não ceder à tentação é honrar a DEUS.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - MATEUS 4.1-7
1- Então foi conduzido JESUS pelo ESPÍRITO ao deserto, para ser tentado
pelo diabo.
2- E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.
3- E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o FILHO de DEUS, manda que
estas pedras se tornem em pães.
4- Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem,
mas de toda palavra que sai da boca de DEUS.
6- E disse-lhe: Se tu és o FILHO de DEUS, lança-te daqui abaixo; porque está
escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e tomar-te-ão nas mãos,
para que nunca tropeces em alguma pedra.
7- Disse-lhe JESUS: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu DEUS.
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | 1Co 10.13 A tentação faz parte da condição humana.
TERÇA | 1Ts 3.5 Satanás é o principal agente de tentação.
QUARTA | Hb 4.15 Não é pecado ser tentado, mas ceder a ele.
QUINTA | Lc 22.28 JESUS reconhecia Suas tentações.
SEXTA | Tg 1.14 A tentação vem dos desejos humanos.
SÁBADO | Lc 4.1,2 JESUS foi tentado.
TERÇA | 1Ts 3.5 Satanás é o principal agente de tentação.
QUARTA | Hb 4.15 Não é pecado ser tentado, mas ceder a ele.
QUINTA | Lc 22.28 JESUS reconhecia Suas tentações.
SEXTA | Tg 1.14 A tentação vem dos desejos humanos.
SÁBADO | Lc 4.1,2 JESUS foi tentado.
HINOS SUGERIDOS: 75, 77, 289
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore pelo revestimento do Poder de DEUS para vencer as tentações.
INTRODUÇÃO
Faz parte da realidade da caminhada cristã o lidar com as tentações. O
termo “tentação“, no grego, possui vários sentidos. A abordagem desta lição
enfatiza o sentido de “conduzir à má ação ou incitação ao pecado”. Veremos que
o próprio Senhor JESUS enfrentou tentações, mas sem pecado (Hb 4.15). É
possível e também necessário, que o discípulo de CRISTO não ceda às tentações.
Para tanto, é indispensável andar em ESPÍRITO, orar em todo o tempo e ter
constante vigilância.
PONTO DE PARTIDA: Fugir da tentação é a melhor estratégia para
vencê-la.
1- JESUS ENSINA A RESISTIR À TENTAÇÃO
Estamos fadados a enfrentar tentações ao longo da vida, por isso JESUS nos
ensinou a orar ao PAI para que não nos deixeis cair em tentação (Mt 6.13). JESUS
também nos manda vigiar e orar para não ceder às tentações (Mt 26.41), que
podem surgir em diferentes áreas e dimensões de nossa vida.
1.1. JESUS foi tentado no aspecto físico.
Após ter jejuado quarenta dias e quarenta noites, JESUS teve fome. Satanás,
então, sugeriu a Ele que transformasse as pedras em pães, revelando ser o FILHO
de DEUS (Mt 4.2,3). Contra essa tentação, JESUS usou a Escritura (Dt 8.3),
dizendo: “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que
sai da boca de DEUS”, Mt 4.4.
Pastor Jairo Fontes Ferreira (Revista Betel Dominical 3º Trimestre de 1993 –
Lição 1): “Assim como o corpo físico, templo do ESPÍRITO SANTO, precisa do
alimento material, nossos espírito e alma necessitam do alimento espiritual (Dt
8.3). Esse é o princípio estabelecido por DEUS para Seu povo valorizar a Sua
Palavra como alimento. O próprio Senhor JESUS autenticou a palavra do PAI
diante de Satanás (Mt 4.4). “Nem só de pão…”, disse JESUS, mostrando a
necessidade do pão espiritual, a Palavra de DEUS, para cada dia de nossa vida.
A Palavra de DEUS, como alimento espiritual, é comparada a: a) mel (Sl
119.103); b) leite (Hb 5.13); c) alimento sólido (Hb 5.14)”.
1.2. JESUS foi tentado a testar sua filiação divina
Satanás levou JESUS à parte mais alta do Templo e sugeriu que Ele se lançasse
dali, porque os anjos de DEUS o guardariam (Mt 4.5,6). Assim, ele tentou
induzir o Senhor a duvidar de que DEUS realmente o capacitaria a cumprir Sua
missão, citando o Salmo 91.11-12. Porém, o inimigo omite uma parte do versículo
11. Mas JESUS resistiu também com as Escrituras: “Não tentarás o Senhor, vosso DEUS”,
Dt 6.16.
Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical 3º Trimestre de 2016 –
Lição 4): “Quando o diabo percebeu que, se fosse o caso, JESUS morreria de
fome, mas não cederia, decidiu tentá-lo pelo uso das coisas religiosas, ou
seja, pelo fanatismo. Nessa tentativa, o diabo se utiliza de seu próprio poder
para transportá-lo ao pináculo do Templo de Jerusalém. Também se utiliza da
passagem bíblica de Salmos 91.11,12 e insiste que Ele prove que é o FILHO de DEUS.
A expressão “Se tu és” tanto era para que JESUS provasse quem era quanto para
gerar dúvida. JESUS não tinha que provar nada ao diabo”.
1.3. JESUS foi tentado no aspecto da ambição pelo poder
Satanás, na terceira tentação, mostrou muitos reinos a JESUS e lhe
ofereceu poder terreno sobre eles, mas JESUS não precisava do poder de Satanás
porque tinha o Poder do PAI. O inimigo tentou fazer com que JESUS desistisse de
seguir o caminho da rejeição, do desprezo, da cruz, mas JESUS manteve o foco.
Ele tinha uma missão a cumprir e novamente usa as Escrituras (Dt 6.13). Que
lição preciosa: cumprir a missão sem quebrar princípios e de acordo com o Plano
Divino.
Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical 3º Trimestre de 2016-
Lição 4): “O diabo estrategicamente deixou por último a maior tentação: a
ambição pelo poder. O tentador, em troca de adoração, oferece a JESUS os reinos
do mundo e a glória deles como se lhe pertencessem. O FILHO de DEUS jamais
aceitaria qualquer coisa que viesse das mãos do seu adversário. JESUS não
discorda de Satanás, mas sabe que se trata de um blefe. […] Ao contrário de JESUS,
outros caíram nesse pecado de Adão e Eva (Gn 3.1-7).
EU ENSINEI QUE:
Estamos fadados a enfrentar tentações ao longo da vida.
2- A TENTAÇÃO DURANTE A CAMINHADA CRISTÃ
Durante a jornada cristã, o discípulo de CRISTO precisa saber lidar com a
realidade das tentações; caso contrário, poderá afetar negativamente sua vida
de santidade e comunhão com DEUS. Satanás tenta os crentes, assim como fez com JESUS
no deserto (Mt 4). Em outra ocasião, JESUS falou com Seus discípulos acerca de
suas tentações (Lc 22.28). Passar por tentações não é pecado, mas ceder à
tentação sim.
2.1. Todos somos tentados
Por mais que nossa vida esteja firmada na Palavra de DEUS, as tentações sempre
surgem. Os dias são maus, e precisamos ser vigilantes o tempo todo. A mídia em
geral dita comportamentos e ideologias que não condizem com os princípios
cristãos e evitá-los nem sempre é fácil.
É preciso coragem para combater as tentações do diabo por amor a DEUS. O anseio
do diabo é infiltrar nos corações dos discípulos de CRISTO tentações
maliciosas, para depois nos consumir e levar para longe de DEUS.
2.2. Tentação nos desejos da carne
A tentação é como uma mola propulsora que arremessa o ser humano para
dentro de situações pecaminosas. A Bíblia nos revela que Davi não resistiu a
tentação ao ser atraído pela beleza de Bate-Seba enquanto se banhava.
(2Sm 11.2-4). Davi, o homem segundo o coração de DEUS, cedeu à tentação,
adulterou e ainda tramou a morte de Urias, um homem fiel a ele (2Sm 11.14-17).
Davi poderia ter resistido àquela tentação, mas se deixou dominar por ela.
Bispo Abner Ferreira (Davi, a Lâmpada de Israel: a incrível história de um Rei
segundo o coração de DEUS. Editora Betel, 2013, p.114): “Na hora da tentação,
tudo pode ser maravilhoso; mas, depois do acontecido, aquele que um dia
realmente teve um encontro com o Senhor não conseguirá viver em paz, pois sua
alma será uma completa sequidão. Davi passou a viver nas sombras, ficou
reduzido ao que nunca foi destinado. Viveu um doloroso silêncio, pois sabia que
não podia mais se aproximar de DEUS como antes. Os pecados ocultos da carne
trazem consigo silêncio e pesar (Sl 32.3,4)”.
2.3. Tentação na área material
DEUS deseja que sejamos vigilantes e atentos às muitas artimanhas do diabo (1
Pe 5.8). A lista varia de pessoa para pessoa. O servo do profeta Eliseu, Geazi,
foi tentado a aceitar os presentes que Eliseu recusou e cedeu à tentação,
pecado: ele seguiu Naamā, mentiu acerca do que Eliseu disse e se apossou
dos presentes (2Rs 5.16-24). Então, foi amaldiçoado com lepra (2Rs 5.26,27).
Embora andasse ao lado de um santo homem de DEUS (2Rs 4.9), Geazi agiu fora da
vontade de DEUS.
Geazi não se satisfez em servir ao Profeta Eliseu como Eliseu serviu ao Profeta
Elias. Ele era privilegiado em estar sempre com Eliseu, mas deixou o diabo
entrar no seu coração assim como aconteceu com Judas (Jo 13.2) e Ananias (At
5.3). Geazi não queria ser usado por DEUS, ele queria desfrutar de segurança,
riqueza e conforto, com vestes caras e servos para satisfazer às suas ordens.
Por não servir ao Senhor de todo o coração, não resistiu ao desejo de possuir
os bens valorosos que tinham sido oferecidos a Eliseu e se deixou ser dominado
pela ambição material.
EU ENSINEI QUE:
A tentação é uma ameaça à santidade e à comunhão com DEUS.
3- A TENTAÇÃO NÃO VEM DE DEUS
Ninguém pode dizer que está sendo tentado por DEUS, porque DEUS não pode
ser tentado e a ninguém tenta (Tg 1.13). DEUS não coloca o mal no nosso
caminho; por isso, o discípulo de CRISTO ceder ou não à tentação passa por uma
decisão pessoal (Mt 5.28; Rm 8.6).
3.1. Força para resistir
O cristão deve ser cauteloso e identificar as tentações que possam ser
comparadas a ratoeiras: prontas para nos prender e aniquilar se não estivermos
firmes na Presença de DEUS (Mt 26.41; 1Co 10.12). Portanto, devemos orar a DEUS
para sermos livres do mal e fortalecidos para resistir a tudo que nos afasta do
propósito divino.
Bispo Abner Ferreira (Ser Relevante: 50 devocionais sobre o Sermão do Monte
Proclamado por JESUS CRISTO. Editora Betel, 2022, p.129): “[…] diariamente,
durante nossa caminhada neste mundo, estamos sujeitos às mais variáveis
categorias de mal, afinal Satanás está sempre nos observando, esperando a hora
certa de atacar. Compreendemos facilmente que, quando praticamos o mal, caímos
sem notar; ruídos sem reparar e, muitas vezes, não nos reerguemos. A vida é uma
constante batalha entre o bem e o mal, e nós podemos escolher em qual lado
lutar.
3.2. Oração para vencer a tentação
A oração é uma ferramenta poderosa na luta contra a tentação. JESUS
ressalta essa importância ao advertir Seus discípulos a orar para não cair em
tentação (Lc 22.40). É indispensável ao discípulo de CRISTO cultivar uma vida
diária de oração, priorizando o uso do tempo e o esforço, pois a natureza
humana e o inimigo buscam nos direcionar no sentido contrário à oração. Orar em
todo o tempo faz parte das atitudes necessárias na luta diária para não ceder
às tentações (Mt 26.41; 1Ts 5.17).
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical – 3º Trimestre de 2022 – Lição
7): “A oração deve ser caracterizada por sua simplicidade. Aqui, somos
informados de que a oração é um assunto que diz respeito apenas a nós e a DEUS.
JESUS falou para entrar no quarto, fechar a porta e orar ao PAI que nos vê em
secreto (Mt 6.6). Essa é a maneira correta de chegar-se a DEUS em oração. Dessa
forma, o cristão expõe fé, devoção, confiança e amor diante de DEUS, sendo
recompensado por Ele”.
3.3. Fugir da tentação é uma estratégia
José resistiu à tentação ao fugir da mulher de Potifar (Gn
39.12). Ele era um jovem formoso, a quem ela passou a assediar, dizendo:
“Deita-te comigo!”, Gn 39.6,7. José, porém, era um homem íntegro e temente a DEUS,
por isso preferiu fugir a ceder àquela oferta. Anos mais tarde, José foi
exaltado por sua atitude, mostrando que fugir da tentação é uma estratégia para
não cair em pecado.
Pastor César P. M. Roza (José: uma História escrita por DEUS. Editora Betel,
2020, p.51): “A proposta era bem explícita: o convite para uma relação sexual
que José sempre recusava. A resposta de José é algo digno de nota: “Como, pois,
faria este tamanho mal e pecaria contra DEUS?” A ideia transmitida por José não
é sobre o querer, mas sobre não poder. José nos ensina que, por mais que nosso
corpo e alma deseje algo, nem sempre podemos ter. O conhecimento que José tinha
de DEUS lhe gerava temor”.
EU ENSINEI QUE:
A oração é uma ferramenta poderosa para vencer as tentações.
CONCLUSÃO
As tentações fazem parte da nossa caminhada nesta terra, mas não podemos
deixar que elas impeçam nossa entrada no Céu. Orar e fugir são, portanto,
estratégias que devemos usar para vencer as tentações e não pecar.
