Escrita Lição 3, Betel, Os compromissos dos discípulos de CRISTO, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
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ESBOÇO DA LIÇÃO
1- O CHAMADO
PARA O COMPROMISSO
1.1. O
compromisso de carregar a própria cruz.
1.2. O
compromisso de ser verdadeiro.
1.3. O
compromisso com a obediência.
2- O
COMPROMETIMENTO COM CRISTO
2.1.
Comprometidos com a Igreja.
2.2.
Comprometidos com o autoexame.
2.3.
Comprometidos com a Palavra.
3- O DISCÍPULO
DE CRISTO E A ÉTICA
3.1.
Resplandecendo no mundo.
3.2. O
compromisso com o bem.
3.3. A base da
ética cristã: A Palavra de DEUS.
TEXTO ÁUREO
“Então eles,
deixando logo as redes, seguiram-no”, Mateus 4.20.
VERDADE
APLICADA
O discípulo
deve honrar seu compromisso com CRISTO, seguindo pelos caminhos que Ele o
direcionar.
OBJETIVOS DA
LIÇÃO
Reconhecer a relevância do chamado.
Ressaltar que o compromisso é a base do discipulado cristão.
Conhecer a importância de viver segundo a ética ensinada por CRISTO.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA – Mateus 4.18-19,21; 28.19-20
MATEUS 4. 18 E JESUS,
andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e
André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 19 E
disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 21 E,
adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, FILHO de Zebedeu, e João,
seu irmão, num barco, com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e chamou-os.
MATEUS 28. 19
Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do PAI, e do FILHO,
e do ESPÍRITO SANTO. 20 Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho
mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos
séculos. Amém.
LEITURAS
COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Jo 15.12 O compromisso cristão de amar o próximo.
TERÇA | 1Jo 2.6 Andar como CRISTO é comprometer-se com Ele.
QUARTA | Lc 9.60 O discípulo se compromete a seguir o Mestre.
QUINTA | Mt 22.37 O compromisso de amar a DEUS acima de tudo.
SEXTA | Hb 10.25 O compromisso com a congregação.
SÁBADO | Nm 30.2 O compromisso com o voto a DEUS.
HINOS
SUGERIDOS: 9, 16, 515
MOTIVO DE
ORAÇÃO: Ore para manter firme o seu
compromisso com CRISTO.
PONTO DE
PARTIDA: Estamos comprometidos com CRISTO.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
SUBSÍDIOS
EXTRAS PARA A LIÇÃO – LIVROS, REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
RESUMO
RÁPIDO DO Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
Ser discípulo
de CRISTO é responder a um chamado radical para segui-Lo, deixando tudo para
trás e priorizando o Reino de DEUS, com total compromisso, renúncia e
perseverança. Esse convite exige carregar a própria cruz, negando a si mesmo e
aceitando as dificuldades diárias, identificando-se com CRISTO e vivendo uma
entrega total. O verdadeiro discípulo busca ser autêntico, obediente e
perseverante, permanecendo na Palavra, amando como CRISTO amou e produzindo
frutos que refletem a transformação espiritual.
O compromisso
com CRISTO envolve abnegação, serviço, seguimento contínuo e amor sacrificial,
colocando o relacionamento com Ele acima de tudo e vivendo em obediência para
ser transformado à Sua imagem. Esse comprometimento se estende à Igreja, onde o
discípulo participa ativamente da comunidade, servindo com os dons recebidos e
cultivando unidade e comunhão.
A prática do
autoexame é fundamental, levando o discípulo a avaliar sua vida diante de DEUS,
buscar santidade e corrigir condutas, sempre confiando na graça de CRISTO. O
comprometimento com a Palavra implica ouvir, guardar e praticar os ensinamentos
de JESUS, colocando o Reino como prioridade e perseverando nas provações.
A ética cristã
é vivida ao imitar o caráter de CRISTO, amando a DEUS e ao próximo, buscando
justiça, misericórdia e serviço, e sendo luz e sal no mundo. O discípulo
resplandece na sociedade por meio de integridade, amor sacrificial e justiça
social, influenciando positivamente o ambiente ao seu redor.
Por fim, a base
da ética cristã é a Palavra de DEUS, que orienta a conduta, promove a santidade
e direciona o discípulo a glorificar a DEUS em todas as áreas da vida, vivendo
uma transformação contínua e significativa.
1- O
CHAMADO PARA O COMPROMISSO
O chamado de CRISTO
aos discípulos é um convite radical para segui-Lo, deixando tudo
para trás e priorizando o Reino de DEUS, exigindo total
compromisso, renúncia (família, posses, vida) e perseverança na missão
de proclamar o Evangelho e servir ao próximo, sendo um processo de aprendizado
contínuo, fé e obediência, com a promessa da presença de JESUS e a capacitação
do ESPÍRITO SANTO para cumprir essa vocação transformadora.
Características
do Chamado e Compromisso:
·
"Vem após Mim" (Segue-me): É o convite central, exigindo deixar o passado e as redes
(metafóricas e literais) para se tornar "pescador de homens".
·
Renúncia Radical: Implica
abrir mão de seguranças, prioridades e até da própria vida, colocando JESUS
acima de tudo e de todos, sem olhar para trás, como em Lucas 9:62.
·
Missão e Propósito: Ser
discípulo é participar ativamente da obra de JESUS, tornando a igreja relevante
e acolhedora, combatendo o mal e anunciando o Reino.
·
Fidelidade e Perseverança: O
compromisso exige suportar dificuldades e manter a chama acesa, perseverando na
fé e na obediência, aprendendo "fazendo".
·
Dependência de CRISTO: Embora
seja uma responsabilidade pessoal, o discípulo depende da graça, do ESPÍRITO SANTO
e da presença constante de JESUS para realizar essa obra.
·
Individual e Comunitário: O
chamado é pessoal, mas vivido em comunidade, com senso de pertencimento e
responsabilidade mútua.
Exemplos
Bíblicos:
·
Os primeiros pescadores (Pedro, André, Tiago, João): Deixaram redes, barcos e pai para seguir JESUS imediatamente
após o chamado.
·
Mateus/Levi: Deixou
sua estação de cobrança de impostos, sendo chamado como um pecador para servir.
·
Candidatos relutantes: JESUS
confrontou aqueles que queriam primeiro sepultar seus pais ou se despedir de
sua família, mostrando que o Reino é prioridade absoluta.
Em essência, o
chamado é para uma vida de total entrega e transformação, que
reflete o amor de CRISTO e expande Seu Reino, sendo um processo contínuo de
aprendizado, fé e ação.
1.1.
O compromisso de carregar a própria cruz.
O compromisso
de carregar a própria cruz, conforme JESUS ensinou em Mateus 16:24 e Lucas
9:23, significa negar a si mesmo, renunciar aos desejos egoístas,
aceitar as dificuldades, sofrimentos e responsabilidades diárias (a
"cruz") para seguir CRISTO, abraçando a vontade de DEUS em vez da
própria, o que pode envolver perseguições, cansaço e humilhação, mas resulta em
vida eterna e verdadeira. É uma entrega total, uma morte para o mundo e um
seguir a CRISTO em sua missão, mesmo quando é difícil ou impopular.
O que significa
"Carregar a Cruz"?
·
Renúncia Pessoal: Significa
morrer para os próprios desejos, ambições e prazeres egoístas, priorizando os
de CRISTO.
·
Aceitação Diária: É um
compromisso contínuo, não um evento único, de enfrentar os fardos e desafios do
dia a dia (dores, doenças, responsabilidades) sem fugir deles, mas confiando em
DEUS. A fé vence tudo.
·
Identificação com CRISTO: Implica
sofrer as rejeições, humilhações e dificuldades que JESUS enfrentou, sendo um
sinal de fé e amor a Ele e ao próximo.
·
Perda para Ganhar: Quem
tenta salvar sua vida (focando no conforto próprio) a perderá, mas quem a
"perde" por causa de CRISTO (carregando a cruz) a encontrará
verdadeiramente.
Como isso se
aplica hoje?
·
No Trabalho/Estudos: Assumir
tarefas difíceis, ser paciente com colegas difíceis, não buscar apenas o
reconhecimento pessoal, mas servir.
·
Na Vida Pessoal: Lutar
contra as tentações da carne, perdoar quem nos ofende, renunciar a prazeres
pecaminosos, priorizar a oração, jejum e a Palavra.
·
No Serviço ao Próximo: Servir
os mais frágeis e necessitados, mesmo que isso exija sacrifício pessoal,
espelhando o amor de CRISTO. Desejar os dons do ESPÍRITO SANTO para ajudar
a todos.
Em resumo,
carregar a cruz é o preço para ser um discípulo autêntico, um chamado à
abnegação e ao serviço, que leva à vitória e à vida plena em JESUS, não à
infelicidade, mas à verdadeira realização.
1.2.
O compromisso de ser verdadeiro.
O compromisso
dos discípulos de CRISTO de serem verdadeiros envolve uma decisão
radical de seguir o Mestre, negando o "eu" para viver a vontade
de DEUS, permanecendo na Sua Palavra, amando como Ele amou, e perseverando em
obediência e testemunho, mesmo diante de dificuldades, com o objetivo de se
tornar semelhante a CRISTO e preservar o legado do Evangelho.
Características
de um Verdadeiro Discípulo:
·
Obediência e Submissão: Seguir
os ensinamentos de JESUS e submeter a própria vontade à Dele, transformando o
corpo e a vida pela Palavra (Romanos 12:1-2).
·
Permanência na Palavra: Guardar
e viver os princípios do Evangelho, sem inventar novos caminhos ou negociar as
verdades recebidas.
·
Amor Ágape: Amar a CRISTO
acima de tudo e ao próximo a si mesmo como Ele amou, refletindo o caráter
divino.
·
Negação do Eu: Abrir mão
de paixões e interesses pessoais que não estejam alinhados com o plano de JESUS,
tomando a cruz diariamente (Lucas 9:23).
·
Perseverança: Manter a
constância e firmeza na fé, suportando provações e perseguições, confiando na
promessa da vida eterna (Mateus 24:13).
·
Produção de Frutos: Viver uma
vida transformada que demonstra o poder de DEUS no mundo, com alegria e paz.
·
Fidelidade e Testemunho: Ser
um testemunho vivo da verdade de CRISTO, por meio da vida e do serviço,
confirmando que somos Seus discípulos (João 13:35).
Em Essência, o
Compromisso é:
·
Uma Escolha Diária: O
discipulado não é uma decisão passageira, mas um caráter formado por escolhas
diárias de livre arbítrio, que nos levam a nos tornar mais como CRISTO.
·
Um Novo Nascimento: Envolve
arrepender-se e crer em JESUS para receber uma nova vida espiritualmente,
nascendo de novo do ESPÍRITO.
·
Um Propósito Divino: O
objetivo final é tornar-se uno com CRISTO, semelhante a Ele, e servir a DEUS e
aos Seus filhos, espalhando o Seu amor.
1.3.
O compromisso com a obediência.
O compromisso
dos discípulos de CRISTO com a obediência é central na fé cristã,
significando uma entrega total e diária à vontade de DEUS, demonstrando amor,
fidelidade e colocando o Reino em primeiro lugar, resultando em crescimento
espiritual, paz e bênçãos, sendo a obediência de JESUS (mesmo em meio ao
sofrimento) o maior modelo, um processo de aprendizado contínuo de escutar e
agir conforme a Palavra, indo além de regras para uma relação viva com o
Senhor,.
O Que Significa
Obedecer como Discípulo:
·
Um Ato de Amor e Fidelidade: Obedecer é a forma de expressar amor a DEUS e ao próximo,
mostrando que Ele é a prioridade, acima dos próprios desejos, conforme João
14:15 e 1 João 5:3.
·
Submissão à Vontade de DEUS: É permitir que DEUS trace o caminho, aceitando Sua direção em
todas as áreas da vida, mesmo quando exige sair do conforto ou renunciar a si
mesmo.
·
Compromisso Total: Não é
obediência parcial ou por conveniência, mas uma dedicação integral que envolve
disciplina espiritual (oração, leitura bíblica) e ação coerente com a fé.
·
Um Processo de Aprendizado: JESUS, sendo FILHO, aprendeu a obediência pelo sofrimento
(Hebreus 5:7-8), mostrando que o discipulado envolve crescimento, tentativa e
erro, mas sempre voltando à escuta de DEUS.
O Modelo de CRISTO:
·
JESUS
é o exemplo máximo de obediência, sendo obediente até a morte de cruz,
libertando-nos da maldição da lei e mostrando a novidade da obediência.
Benefícios da
Obediência:
·
Bênçãos e Paz: Obedecer
a DEUS traz bênçãos, paz, autocontrole, autoconhecimento e a capacidade de
transformar vidas e desfrutar da vida abundante em CRISTO. Desenvolvemos assim
os aspectos ou qualidades do Fruto do ESPÍRITO em nós.
·
Crescimento e Transformação: A obediência nos leva a desejar ser transformados, colocando
vontades carnais de lado e desenvolvendo um caráter firme, segundo Tiago
1:22.
Como Praticar:
·
Ouvir e Responder: Estar com
"antena ligada", buscando o que DEUS fala a cada momento, não apenas
o que Ele falou no passado.
·
Testemunho e Coerência: Viver
a Palavra para que outros possam reproduzir o mesmo, sendo um líder ou
discípulo que inspira.
·
Renúncia Diária: Deixar
para trás desejos egoístas e distrações, trocando o temporário pelo eterno
2- O
COMPROMETIMENTO COM CRISTO
O compromisso
dos discípulos de CRISTO com Ele envolve uma entrega total, caracterizada
por negar a si mesmo (abnegação), carregar a cruz (sacrifício e
serviço), seguir JESUS continuamente até o fim e amar como Ele amou (amor
sacrificial), colocando o relacionamento com Ele acima de tudo e vivendo em
obediência à Sua Palavra para ser transformado à Sua imagem e cumprir Sua
missão, um processo de vida inteira que demanda coragem, constância e uma
dependência do ESPÍRITO SANTO.
Aspectos
Fundamentais do Compromisso:
1. Relacionamento Prioritário: DEUS PAI e CRISTO devem ser a prioridade máxima, acima de
família e interesses pessoais (Mateus 10:37).
2. Negação de Si Mesmo e Carregar a Cruz: Implica abrir mão de paixões e projetos pessoais que não
coincidem com a vontade de JESUS, aceitando as dificuldades diárias como parte
do seguimento (Lucas 9:23).
3. Seguimento Contínuo: Não é um ato isolado, mas um caminho de vida, uma decisão
diária de seguir os ensinamentos e o exemplo de CRISTO (Lucas 14:27).
4. Amor e Obediência: O amor a CRISTO se manifesta na disposição de guardar Sua
Palavra (João 14:23) e amar os outros como Ele amou (João 13:34).
5. Transformação e Missão: O discípulo é transformado pelo ESPÍRITO SANTO, tornando-se
mais semelhante a JESUS e comprometido com a missão d'Ele (Filipenses
1:21).
Exigências
Práticas:
·
Oração e Leitura da Bíblia: Para ouvir e aprender com Ele.
·
Humildade: Reconhecer
a própria necessidade de um Salvador (Marcos 2:17).
·
Serviço: Ser frutífero e servir aos
outros em Seu nome.
·
Paciência e Perseverança: Para
alcançar as promessas e ir até o fim.
Em resumo, o
discipulado é um compromisso de vida total, onde o discípulo se dedica a
aprender, viver e morrer para si mesmo, a fim de que CRISTO viva nele e através
dele, cumprindo o propósito divino.
2.1.
Comprometidos com a Igreja.
O compromisso
dos discípulos de CRISTO com a Igreja é um chamado à vida plena e
sacrificial, envolvendo negação de si mesmo, seguimento
contínuo de JESUS, ação de fé, amor ao próximo, submissão
voluntária à vontade divina e participação ativa na
comunidade, vivendo os ensinamentos, cultivando os frutos do ESPÍRITO e
servindo com os dons recebidos para a edificação do Corpo de CRISTO, não sendo
apenas um ato isolado, mas um caminho para toda a vida.
Características
do Compromisso do Discípulo:
·
Decisão para a Vida Toda:
Não é um evento único, mas um caminho contínuo de seguir JESUS, negando
interesses pessoais que conflitam com Sua vontade.
·
Abnegação e Sacrifício:
Carregar a cruz diariamente, perdendo a vida para si mesmo para encontrá-la em CRISTO,
como o próprio JESUS exemplificou (Lucas 9:23-24).
·
Fé Ativa: A fé deve se traduzir em ações,
especialmente em tempos difíceis, mostrando devoção de todo o coração.
·
Amor e Serviço: Amar a DEUS e
ao próximo, com atos que demonstrem a fé e um serviço altruísta, como Paulo,
que viveu para CRISTO (Filipenses 1:21).
·
Identificação com CRISTO:
Ser moldado à imagem de JESUS, cultivando o caráter e o fruto do ESPÍRITO SANTO
(Gálatas 2:20).
O Compromisso
com a Igreja (Corpo de CRISTO):
·
Unidade e Comunhão: Viver em
interligação com outros membros, amando, cuidando e incentivando-se mutuamente.
·
Foco na Doutrina: Perseverar no
ensino dos apóstolos e da Bíblia como um todo como um alicerce para a unidade e
o rumo da fé.
·
Serviço e Capacitação: Ser treinado
pela Igreja (pastores, mestres e discipuladores) para cumprir a vocação e
servir a DEUS com dons espirituais.
·
Oposição ao Isolamento:
Combater o egoísmo e o afastamento da comunidade, que se agrava na era digital,
buscando a vida em comunidade.
Em suma, o
discípulo comprometido é aquele que, transformado pelo ESPÍRITO, se dedica
integralmente a CRISTO e à Sua Igreja, sendo um "membro vivo" que
coopera na edificação do Reino, mesmo diante das provações, pois sua vida se
torna um testemunho de CRISTO.
2.2.
Comprometidos com o autoexame.
O
comprometimento dos discípulos de CRISTO com o autoexame é uma disciplina
espiritual contínua fundamentada na busca pela santidade e integridade diante
de DEUS.
Abaixo, os
pontos centrais desse compromisso:
1. O Fundamento
Bíblico
O autoexame não
é um exercício de introspecção psicológica comum, mas uma resposta ao
mandamento bíblico. Paulo instrui em 2 Coríntios 13:5: "Examinem-se
para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos". O objetivo é
verificar se a vida do discípulo está alinhada com os ensinos de JESUS.
2. A
Intencionalidade antes da Comunhão
Um dos momentos
mais críticos de autoexame ocorre antes da Ceia do Senhor. Em 1
Coríntios 11:28, o apóstolo afirma: "Examine-se o homem a si
mesmo, e então coma do pão e beba do cálice". Esse exame serve para
identificar pecados não confessados e garantir que a comunhão seja feita com
reverência.
3. A Oração de
Sondagem (Salmo 139)
O discípulo
comprometido reconhece que seu próprio coração pode ser enganoso (Jeremias
17:9). Por isso, ele adota a postura de Davi no Salmo 139:23-24: "Sonda-me,
ó DEUS, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos".
O autoexame é feito em parceria com o ESPÍRITO SANTO, que convence do pecado,
da justiça e do juízo.
4. Objetivos do
Autoexame
·
Identificar Ídolos: Reconhecer
o que tem ocupado o lugar de DEUS no coração (prioridades, bens, status,
idolatria).
·
Purificação: Levar ao
arrependimento e à confissão para restaurar a comunhão plena com CRISTO.
·
Crescimento Espiritual: Avaliar
se o fruto do ESPÍRITO (Gálatas 5:22-23) estão sendo evidenciados no dia
a dia, se estamos dando lugar ao ESPÍRITO SANTO em nosso coração.
·
Retificação de Conduta: Corrigir
a forma como o discípulo trata o próximo, garantindo que o amor seja a regra de
ouro.
5. O Equilíbrio
Necessário
O compromisso
com o autoexame deve levar à graça, não ao desespero legalista. O
foco não é apenas encontrar falhas, mas encontrar a suficiência de CRISTO para
cobrir essas falhas. O autoexame que não termina em olhar para a Cruz torna-se
um fardo pesado, enquanto o exame saudável gera gratidão e mudança de vida.
Em resumo, o
autoexame para o discípulo de CRISTO é a prática de "ajustar a
bússola" espiritual, garantindo que o caminhar permaneça no "Caminho,
na Verdade e na Vida".
2.3.
Comprometidos com a Palavra.
O
comprometimento dos discípulos de CRISTO com a Palavra envolve uma entrega
total e diária, que vai além da mera admiração, exigindo negar a si
mesmo, carregar a cruz (sacrifício) e seguir JESUS em obediência, colocando
o Reino de DEUS como prioridade, mesmo diante das dificuldades e da tentação de
abandonar o caminho. Isso se manifesta em amar e guardar os
mandamentos, praticar a verdade e exalar o perfume de CRISTO, transformando
o ambiente ao redor.
Características
do Comprometimento:
·
Ouvir e Guardar: Não
apenas ouvir, mas praticar o que JESUS ensina, amando-O e, por consequência,
guardando Sua Palavra no coração (mente e espírito) (João 14:23).
·
Renúncia e Sacrifício: Abrir
mão de interesses pessoais e paixões, colocando a vontade de JESUS acima dos
seus próprios planos, como um ato de amor e entrega (Lucas 9:23-24).
·
Obediência Diária: Submissão
contínua à vontade de DEUS, seguindo os ensinamentos de JESUS sem
questionamentos, como um caminho a ser percorrido.
·
Prioridade do Reino: Colocar o
Reino de DEUS e Sua justiça em primeiro lugar na vida, não buscando apenas
conforto ou bens materiais, mas a glória eterna (Mateus 6:33).
·
Fidelidade nas Provações: Perseverar
e agir com fé mesmo quando a vida se torna difícil, pois as provações fazem
parte do discipulado, não significando abandono (João 16:33).
·
Identificação com CRISTO: Ter
JESUS como autoridade máxima, vivendo a fé de forma integral, com o coração
comprometido e produzindo frutos que permaneçam (Filipenses 1:21).
Diferença entre
Admirar e Ser Discípulo:
·
Muitos
admiram os ensinamentos de JESUS, mas não se comprometem com o conteúdo,
apreciando a forma mais do que a ética.
·
O
verdadeiro discípulo ama o conteúdo, mesmo quando é duro, e está disposto a
viver o que JESUS ensina, transformando-se.
Em resumo, o
discípulo comprometido vive a Palavra, testifica dela e se torna uma "nova
criatura" em CRISTO, um reflexo vivo do Mestre no mundo.
3- O
DISCÍPULO DE CRISTO E A ÉTICA
O discípulo de CRISTO
vive a ética cristã ao seguir JESUS, imitando Seu caráter e comprometendo-se
com Sua missão, o que envolve amar a DEUS e ao próximo, buscando a justiça, a
misericórdia, a humildade e o serviço, refletindo os ensinamentos do Sermão da
Montanha em atitudes de integridade e responsabilidade que transformam a vida e
impactam o mundo, sendo a caridade (amor) e a solidariedade a plenitude da
Lei.
Fundamentos da
Ética Cristã:
·
Seguir a CRISTO: A ética
não é um conjunto de regras, mas um reflexo de quem JESUS é, manifestado em
Suas palavras, vida e obra.
·
Amor: O amor a DEUS e ao próximo,
como expresso por JESUS, é o centro, cumprindo a Lei.
·
Sermão da Montanha: Um guia
essencial, destacando humildade, mansidão, misericórdia, busca por justiça,
perdão e integridade (Mateus 5-7).
·
Caráter Interno: A
moralidade cristã abrange intenções e sentimentos, não apenas ações externas,
originando-se no coração (Mateus 5:28).
Características
do Discípulo na Ética Cristã:
·
Serviço e Humildade: Assim
como JESUS lavou os pés dos discípulos, o discípulo serve, colocando os outros
em primeiro lugar (João 13).
·
Responsabilidade: Suas
ações, palavras e decisões devem refletir seus valores, impactando
positivamente os outros (1 Coríntios 10:23).
·
Integridade: Viver de
forma coerente com a fé, sendo "luz do mundo" e não se conformando
com o egoísmo ou superficialidade do mundo (Mateus 5:14).
·
Fazer para o Senhor: Todas as
ações são realizadas com o coração para DEUS, não apenas para os homens
(Colossenses 3:23).
·
Misericórdia e Justiça: Enfrentar
a realidade da injustiça e da pobreza com solidariedade, agindo como o
"bom samaritano" (Lucas 10).
Desafios
Atuais:
·
Superar
o individualismo e imediatismo, redescobrindo a importância da caridade (amor e
ajuda aos necessitados) e da solidariedade como essência da fé.
·
Aplicar
princípios bíblicos com sensibilidade e discernimento em um mundo complexo, sem
se desviar do senhorio de CRISTO.
Em resumo, ser
um discípulo é viver uma transformação contínua, aplicando os ensinamentos de JESUS
na vida diária para glorificar a DEUS e servir ao próximo, superando os
desafios do mundo com amor e integridade.
3.1.
Resplandecendo no mundo.
A ética cristã
para o discípulo de CRISTO fundamenta-se na aplicação prática dos ensinos de JESUS
para influenciar a sociedade contemporânea.
O Fundamento do
Caráter
O discípulo não
segue apenas um código de regras, mas busca a imitação de CRISTO (Imitatio
Christi). A ética cristã é pautada pelo "Sermão do Monte" (Mateus
5-7), onde o caráter interno precede a ação externa [1].
Pilares da
Ética do Discípulo
·
Integridade e Verdade: Em
um mundo de desinformação, o discípulo mantém o "sim, sim; não, não",
agindo com transparência em todas as esferas, inclusive no ambiente digital.
·
Amor Sacrificial (Ágape): A
ética cristã prioriza o bem do próximo sobre os interesses pessoais. Isso se
traduz em serviço comunitário e empatia ativa.
·
Justiça Social: O
discípulo é chamado a ser "sal e luz", o que envolve a defesa dos
vulneráveis e a prática da justiça em sistemas econômicos e sociais.
Resplandecendo
no Mundo Atual
Para
"resplandecer" o cristão deve focar em:
1. Testemunho Público: Manter uma conduta irrepreensível que aponte para DEUS,
conforme orientado em Filipenses 2:15.
2. Discernimento Tecnológico: Usar as redes sociais de forma ética, promovendo a paz e a
edificação em vez de divisões.
3. Mordomia: Cuidado ético com a criação e com os recursos financeiros,
combatendo o consumismo desenfreado.
Para um estudo
aprofundado sobre conduta, você pode consultar o guia de Ética Cristã da
CPAD.
3.2.
O compromisso com o bem.
Para o
discípulo de CRISTO em 2026, a ética cristã fundamentada no compromisso com o
bem não é apenas um conjunto de regras, mas a expressão prática do caráter de JESUS
através da vida do crente.
Aqui estão os
pilares centrais dessa conduta:
1. O
Fundamento: O Caráter de CRISTO
A ética cristã
difere de outras filosofias porque sua base não é o que é "útil" ou
"legal", mas quem DEUS é. O compromisso com o bem nasce da
regeneração espiritual, onde o discípulo busca refletir a santidade e o amor de
CRISTO em todas as esferas da vida.
2. A Regra de
Ouro e o Próximo
O compromisso
com o bem é validado pelo tratamento dispensado ao outro.
·
Amor Radical: O
discípulo é chamado a fazer o bem inclusive aos que o perseguem, rompendo o
ciclo de retaliação.
·
Justiça Social: Isso se
manifesta na defesa dos vulneráveis, integridade nos negócios e recusa de
qualquer forma de exploração ou preconceito.
3. Integridade
e Verdade
Em uma era de
desinformação e relativismo, a ética do discípulo exige:
·
Falar a Verdade: O
compromisso inegociável com a honestidade, independentemente das consequências.
·
Coerência: A
eliminação da dicotomia entre a vida "espiritual" e a vida
"pública". O bem deve ser praticado tanto na igreja quanto no
ambiente digital, Familiar, ou profissional.
4. Mordomia e
Responsabilidade
O compromisso
com o bem estende-se à criação e aos recursos. Ser um discípulo ético hoje
envolve o uso responsável do dinheiro, do tempo e o cuidado com os vulneráveis
como ato de gratidão ao Criador.
5. A Motivação:
Glória de DEUS e Não Mérito
Diferente do
humanismo secular, o discípulo pratica o bem não para ser salvo ou por auto
exaltação, mas para que as pessoas "vejam as suas boas obras e glorifiquem
ao PAI que está nos céus" (Mateus 5:16).
3.3.
A base da ética cristã: A Palavra de DEUS.
A Palavra
de DEUS (Bíblia) é a base fundamental da ética cristã,
fornecendo os princípios e valores morais que guiam a conduta do crente,
focando no amor a DEUS e ao próximo, na santidade, e refletindo o caráter de CRISTO
para glorificar a DEUS em todas as áreas da vida. Essa ética não é apenas um
conjunto de regras, mas uma transformação do ser, buscando viver de acordo com
a vontade divina revelada nas Escrituras.
Fundamentos
Bíblicos:
·
Revelação Divina: A ética
cristã se origina na revelação de DEUS nas Escrituras, que são consideradas sua
Palavra inspirada e autoritativa.
·
Os Mandamentos: Os Dez
Mandamentos (Êxodo 20), o sermão do monte (Mateus 5-7), o sermão da planície (Lucas
6:17–49) e, especialmente, os ensinos de JESUS, como o Grande Mandamento de
amar a DEUS e ao próximo (Mateus 22:37-39), são pilares centrais.
·
O Caráter de CRISTO: JESUS é o
modelo ético supremo, e a "ética de CRISTO" busca expressar suas
virtudes e seu amor incondicional.
Princípios
Chave:
·
Amor a DEUS e ao Próximo: O
centro da lei e dos profetas, direcionando a conduta para a glória de DEUS e o
bem do próximo.
·
Santidade: A busca
por um caráter santo, justo, fiel e misericordioso, espelhando o caráter de DEUS
(Levítico 11:45, 1 Pedro 1:16).
·
Dignidade Humana: Reconhecimento
de que o ser humano foi criado para ser à imagem e semelhança de DEUS, dotado
de razão e liberdade. São criaturas de DEUS e todos precisam ser salvos.
·
Fé e Prática Coerentes: A
ética cristã exige que a fé se manifeste em uma vida coerente com os princípios
bíblicos, transformando pensamentos e ações.
Propósito:
·
Glorificar
a DEUS em tudo o que se faz (1 Coríntios 10:31).
·
Guiar
o crente a viver de forma que honre a DEUS, pratique a justiça e ame
verdadeiramente o próximo, sendo luz e sal neste mundo (Mateus 5:13-14).
Em essência, a
ética cristã, fundamentada na Palavra de DEUS, é uma jornada de conformação ao
caráter de CRISTO, guiada pelas Escrituras para viver uma vida plena de
significado e propósito divino.
CONCLUSÃO
Em suma, o
discipulado cristão é um chamado para uma vida de entrega radical, renúncia e
compromisso total com CRISTO. Carregar a cruz e viver em obediência são marcas
essenciais do verdadeiro discípulo, que busca diariamente refletir o caráter de
JESUS em todas as áreas da vida. O compromisso se estende à comunidade, à
Igreja, onde o serviço, a unidade e o amor ao próximo fortalecem o Corpo de CRISTO.
O autoexame
constante permite ao discípulo crescer em santidade e corrigir condutas, sempre
guiado pela graça divina. A Palavra de DEUS é o fundamento da ética cristã,
orientando escolhas e promovendo transformação genuína. Viver a ética cristã é
aplicar os ensinamentos de JESUS, buscando justiça, misericórdia e
solidariedade no mundo contemporâneo.
Assim, o
discípulo comprometido torna-se luz e sal, influenciando positivamente a
sociedade e glorificando a DEUS por meio de uma vida íntegra, amorosa e
dedicada ao bem comum.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Lição 8,
Comprometidos com a Palavra de DEUS
Revistas Lições
Bíblicas Adultos, CPAD, 1° Trimestre 2021
Tema: O Verdadeiro Pentecostalismo - A Atualidade Da Doutrina Bíblica
Sobre A Atuação Do ESPÍRITO SANTO - Comentarista: Esequias Soares
Escrita
https://ebdnatv.blogspot.com/2021/02/escrita-licao-8-comprometidos-com.html
Slides
https://ebdnatv.blogspot.com/2021/02/slides-licao-8-comprometidos-com.html
SlideShare
https://www.slideshare.net/henriqueebdnatv/slideshare-lio-8-comprometidos-com-a-palavra-de-deus-1tr21-pr-henrique-ebd-na-tv
“[...]
Bem-aventurados os que ouvem a palavra de DEUS e a guardam.” (Lc 11.28)
A
autoridade divina da Bíblia deriva de sua origem em DEUS, e isso por si só
encerra a suprema autoridade das Escrituras como plena e total garantia de
infalibilidade.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 2 Timóteo 2.14-19; 2 Pedro 1.20,21
2 Timóteo 2.14-19
14 - Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não
tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para perversão dos
ouvintes. 15 - Procura apresentar-te a DEUS aprovado, como obreiro que não tem
de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 16 - Mas evita os
falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. 17 - E a palavra desses
roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto;
18 - os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita,
e perverteram a fé de alguns. 19 - Todavia, o fundamento de DEUS fica firme,
tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o
nome de CRISTO aparte-se da iniquidade.
2 Pedro 1
20 - sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de
particular interpretação; 21 - porque a profecia nunca foi produzida por
vontade de homem algum, mas os homens santos de DEUS falaram inspirados pelo
ESPÍRITO SANTO.
Que DEUS seja o centro de nossa adoração, serviço, culto e quer comamos quer
bebamos, que possamos glorificá-lo em nossa vida (I Coríntios 10:31)!
Foram dados
certos testes para que o povo pudesse reconhecer um verdadeiro profeta - o
cumprimento das profecias, milagres e a concordância com a Palavra de DEUS que
fora anteriormente expressa.
Cremos
(Confissão de Fé das Assembleias de DEUS)
1. Na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única
regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão (2 Tm
3.14-17);
2. Em um só DEUS, eternamente subsistente em três pessoas distintas
que, embora distintas, são iguais em poder, glória e majestade: o PAI, o FILHO
e o ESPÍRITO SANTO; Criador do Universo, de todas as coisas que há nos céus e
na terra, visíveis e invisíveis, e, de maneira especial, os seres humanos, por
um ato sobrenatural e imediato, e não por um processo evolutivo (Dt 6.4; Mt
28.19; Mc 12.29; Gn 1.1; 2.7; Hb 11.3 e Ap 4.11);
3. No Senhor JESUS CRISTO, o FILHO Unigênito de DEUS, plenamente DEUS,
plenamente Homem, na concepção e no seu nascimento virginal, em sua morte
vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e em sua
ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do mundo (Jo 3.16-18; Rm 1.3,4; Is
7.14; Mt 1.23; Hb 10.12; Rm 8.34 e At 1.9);
4. No ESPÍRITO SANTO, a terceira pessoa da Santíssima Trindade,
consubstancial com o PAI e o FILHO, Senhor e Vivificador; que convence o mundo
do pecado, da justiça e do juízo; que regenera o pecador; que falou por meio
dos profetas e continua guiando o seu povo (2 Co 13.13; 2 Co 3.6,17; Rm 8.2; Jo
16.11; Tt 3.5; 2 Pe 1.21 e Jo 16.13);
5. Na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de DEUS e que
somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de JESUS CRISTO
podem restaurá-lo a DEUS (Rm 3.23; At 3.19);
6. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de DEUS
mediante a fé em JESUS CRISTO e pelo poder atuante do ESPÍRITO SANTO e da
Palavra de DEUS para tornar o homem aceito no Reino dos Céus (Jo 3.3-8, Ef
2.8,9);
7. No perdão dos pecados, na salvação plena e na justificação pela fé
no sacrifício efetuado por JESUS CRISTO em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13;
3.24-26; Hb 7.25; 5.9);
8. Na Igreja, que é o corpo de CRISTO, coluna e firmeza da verdade,
una, santa e universal assembleia dos fiéis remidos de todas as eras e todos os
lugares, chamados do mundo pelo ESPÍRITO SANTO para seguir a CRISTO e adorar a
DEUS (1 Co 12.27; Jo 4.23; 1 Tm 3.15; Hb 12.23; Ap 22.17);
9. No batismo bíblico efetuado por imersão em águas, uma só vez, em
nome do PAI, e do FILHO, e do ESPÍRITO SANTO, conforme determinou o Senhor
JESUS CRISTO (Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12);
10. Na necessidade e na possibilidade de termos vida santa e
irrepreensível por obra do ESPÍRITO SANTO, que nos capacita a viver como fiéis
testemunhas de JESUS CRISTO (Hb 9.14; 1 Pe 1.15);
11. No batismo no ESPÍRITO SANTO, conforme as Escrituras, que nos é
dado por JESUS CRISTO, demonstrado pela evidência física do falar em outras
línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7);
12. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo ESPÍRITO SANTO
à Igreja para sua edificação, conforme sua soberana vontade para o que for útil
(1 Co 12.1-12);
13. Na segunda vinda de CRISTO, em duas fases distintas: a primeira —
invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja antes da Grande Tribulação; a
segunda — visível e corporal, com a sua Igreja glorificada, para reinar sobre o
mundo durante mil anos (1 Ts 4.16, 17; 1 Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd
1.14);
14. No comparecimento ante o Tribunal de CRISTO de todos os cristãos
arrebatados, para receberem a recompensa pelos seus feitos em favor da causa de
CRISTO na Terra (2 Co 5.10);
15. No Juízo Final, onde comparecerão todos os ímpios: desde a Criação
até o fim do Milênio; os que morrerem durante o período milenial e os que, ao
final desta época, estiverem vivos. E na eternidade de tristeza e tormento para
os infiéis e vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis de todos os tempos
(Mt 25.46; Is 65.20; Ap 20.11-15; 21.1-4).
16. Cremos, também, que o casamento foi instituído por DEUS e
ratificado por nosso Senhor JESUS CRISTO como união entre um homem e uma
mulher, nascidos macho e fêmea, respectivamente, em conformidade com o definido
pelo sexo de criação geneticamente determinado (Gn 2.18; Jo 2.1,2; Gn 2.24;
1.27).
NOSSA ATITUDE
ANTE A PALAVRA DE DEUS.
A Bíblia
descreve, em linguagem clara e inconfundível, como devemos proceder quanto a
palavra de DEUS em suas diferentes expressões. Devemos ansiar por ouvi-la (1.10; Jr
7.1.2; At 17.11) e procurar compreendê-la (Mt
13.23). Devemos louvar, no Senhor, a palavra de DEUS (Sl 56.4.10),
amá-la (Sl 119.47.113), e dela fazer a nossa alegria e deleite (Sl
119.16.47). Devemos aceitar o que a palavra de DEUS diz (Mc
4.20; At 2.41; 1Ts 2.13), ocultá-la nas profundezas de nosso
coração (Sl 119.11), confiar nela (Sl 119.42), e colocar a nossa
esperança em suas promessas (Sl 119.74.81.114; 130.5). Acima de
tudo, devemos obedecer ao que ela ordena (Sl 119.17.67; Tg 1.22-24)
e viver de acordo com seus ditames. DEUS conclama os que ministram a palavra
(cf. 1Tm 5.17) a manejá-la corretamente (2Tm 2.15 e
a pregá-la fielmente (2Tm 4.2). Todos os crentes são convocados a proclamarem a
palavra de DEUS por onde quer que forem (At 8.4).
Capítulo I -
Bibliologia — A Doutrina das Escrituras
Claudionor de Andrade
A NECESSIDADE DA BÍBLIA SAGRADA
A Bíblia é absolutamente necessária para alcançarmos a vida eterna; sem
ela, todos estaríamos condenados.
Logo, é a Palavra de DEUS de suma importância não somente para o nosso
crescimento moral e espiritual, como também para a solidificação de nossa
sociedade. O Ocidente, aliás, é tributário das Sagradas Escrituras e não da
civilização greco-romana. A humanidade toda não pode, sob nenhuma hipótese,
prescindir da Bíblia.
A necessidade espiritual. Quando tentado pelo Diabo, o CRISTO calou-lhe a voz,
citando-lhe o Deuteronômio: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a
palavra que sai da boca de DEUS” (Mt 4.4). Mais tarde, emudecendo os fariseus,
que, embora conscientes da messianidade dEle, recusavam-se a aceitá-la,
asseverou-lhes: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida
eterna, e são elas que de mim testificam. E não quereis vir a mim para terdes
vida” (Jo 5.39,40).
Que outro livro é capaz de proporcionar ao ser humano a vida eterna? A Bíblia,
conforme escreve Paulo a Timóteo, não se limita a salvar o homem; torna-o
perfeito diante de DEUS (2Tm 3.16). A Bíblia é uma janela na prisão deste
mundo, através da qual podemos olhar para a eternidade.
O ser humano tem sede do Criador. E só virá a dessedentar-se quando volver os
olhos e o coração à Bíblia Sagrada. Sem ela morreremos nesse deserto para onde
nos lançaram os pecados que vimos cometendo desde que expulsos do Éden.
Necessidade moral. Vários códigos já escreveram os homens ao longo de sua
história. Hamurabi, buscando disciplinar seus contemporâneos, proscreveu-lhes
uma série de leis e ditames. Preocupação semelhante acometeu o chinês Confúcio.
E os estatutos de Drácon? E as Doze Tábuas de Roma? Tais iniciativas, porém,
não puderam melhorar a índole dos filhos de Adão, que, segundo escreveu Paulo
aos romanos, se entregaram às mais infames paixões (Rm 1.26).
A Palavra de DEUS, entretanto, prescreve-nos leis tão altas e sublimes que —
prova-nos a história — modifica não apenas o homem como a sociedade. Haja vista
os Dez Mandamentos. Sem dúvida, todas as legislações do mundo poderiam ser
substituídas por estes.:
O DEUS da Bíblia, e nenhum outro, pode satisfazer as necessidades humanas. Seu
código moral atravessou durante séculos as chamas da controvérsia, mas não ficou
nem mesmo com cheiro de queimado.
Se a moral das Escrituras continua tão atual, onde se acham os demais códigos?
Fizeram-se anacrônicos; tiveram de ser substituídos. Eis por que a Bíblia
Sagrada se faz tão necessária à raça humana. Sua moral não haverá jamais de ser
adulterada nem relativizada; é um livro que trata com valores absolutos, pois
absoluto ele é.
No Salmo 119, canta o salmista — Davi? — as grandezas e infinitudes da Lei de
DEUS. O rei de Israel cumpria-a rigorosamente; não a achava pesada; era o seu
deleite. Acontece o mesmo com aqueles que, ao aceitarem a CRISTO, têm o
estatuto divino escrito em seu coração. Quando a lei de DEUS é escrita em nosso
coração, nossos deveres são nossos prazeres.
Necessidade
histórica. Tudo se cumprirá quando CRISTO JESUS, como o Rei dos reis e Senhor
dos senhores, implantar o Reino de DEUS na Terra, submetendo todas as coisas ao
absoluto comando de seu PAI. Isso na erra. Depois a eternidade com DEUS na Nova
Terra e Novos Céus.
Sem a Bíblia, jamais poderíamos compreender devidamente a história; seriamos
induzidos a pensar fossem todas as coisas obras do mero acaso. Os santos
profetas e os apóstolos de nosso Senhor nos deixam claro que, estando DEUS no
comando de todas as coisas, dirige a história, conduzindo-a ao ápice de seu
Reino. Não foi essa, por acaso, a petição que o CRISTO ensinou aos seus
discípulos: “Venha o teu Remo”? Assim, passaram os discípulos a rogar a DEUS.
Compreendendo perfeitamente a teologia da História - “O que é a história, senão
a manifestação de DEUS?” Assim a entendeu também Nabucodonosor. O rei de
Babilônia, após haver passado sete tempos como um bicho, devido ao seu orgulho,
reconhece que, acima dos reis e demais potentados, acha-se DEUS a controlar
todos os negócios terrenos.
Seria maravilhoso se todos os seres humanos chegassem a essa conclusão. Por
conseguinte, esta deve ser a conclusão básica acerca da História - “A chave
para a história do mundo é o remo de DEUS”.
A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA SAGRADA
As palavras das Escrituras devem ser consideradas palavras do ESPÍRITO
SANTO. Basta ler a Bíblia para sentir, logo em suas palavras iniciais, a
presença do ESPÍRITO SANTO.
Que outro livro trouxe tanta mudança à humanidade como a Bíblia Sagrada? A
Escritura vem sendo lida de geração em geração com o mais vivo interesse. Qual
a diferença entre ela e os demais livros? Sem dúvida, a sua inspiração.
Definição etimológica. A palavra “inspiração” vem de dois vocábulos gregos:
theo, “DEUS”; e pneustos, “sopro”. Literalmente, significa: “aquilo que é dado
pelo sopro de DEUS”.
Definição teológica. “Ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO sobre os escritores
sagrados, que os levou a produzir, de maneira inerrante, infalível, única e
sobrenatural, a Palavra de DEUS — a Bíblia Sagrada” (Dicionário Teológico, de
Claudionor de Andrade, CPAD).
Em português, a palavra “inspirar” é originária do verbo latino inspirare, que
significa: “introduzir ar nos pulmões”. É um processo fisiológico tão
necessário à vida, que a mantém em pleno funcionamento. É algo automático;
independe de nossa vontade. Basta estarmos vivos para que o ar nos entre pela
boca e pelas narinas e nos chegue até os pulmões.
Assim também ocorreu com os santos profetas e apóstolos usados para escrever a
Bíblia Sagrada. O ESPÍRITO SANTO insuflou-lhes a Palavra de DEUS de tal forma,
que foram eles impulsionados a registrar os arcanos e desígnios divinos de
maneira sobrenatural, inerrante, infalível e singular. Nenhum outro livro foi
inspirado dessa forma; foi um milagre que se deu na área do conhecimento humano
e nunca mais se repetiu.
Inspiração verbal e plenária da Bíblia. É a doutrina que assegura ser a Bíblia,
em sua totalidade, produto da inspiração divina.
Plenária: todos
os livros da Bíblia, sem qualquer exceção, foram igualmente inspirados por
DEUS.
Verbal: o
ESPÍRITO SANTO guiou os autores não somente quanto às idéias, mas também quanto
às palavras dos mistérios e concertos do Altíssimo (2Tm 3.16).
A inspiração plenária e verbal, todavia, não eliminou a participação dos
autores humanos na produção da Bíblia. Pelo contrário: foram eles usados de
acordo com seus traços personais, experiências e estilos literários (2 Pe
1.21).
Se no profeta Isaías deparamo-nos com um estilo sublime e clássico, em Amós
encontramos um prosa simples e humilde, como os campos palmilhados pelo
mensageiro campesino. E, se em Paulo encontramos um grego que se amolda à
dicção do heleno ático, em Marcos encontramos um grego humilde como humilde era
o seu autor. Contudo, tanto nos primeiros como nos segundos, não podemos negar
a exatidão e a ortodoxia da inspirada Palavra de DEUS.
A inspiração da Bíblia ê única. Conforme já dissemos, além da Bíblia, nenhum
outro livro foi produzido de maneira sobrenatural e inconfundivelmente divina.
Eis porque a Palavra de DEUS é a obra-prima por excelência da raça humana. Até
mesmo os seus mais arrebatados inimigos são obrigados a se curvar ante a sua
beleza suprema e célica. Haja vista em todas as universidades realmente importantes
haver uma cadeira dedicada ao idioma hebraico por causa da crescente
importância da Bíblia.
Aliás, não fora a Palavra de DEUS, a civilização ocidental, como a conhecemos,
seria impossível. O que os gregos não lograram com a sua filosofia e lógica, a
Bíblia alcançou através de sua mensagem, que, embora singela, derrubou grandes
reinos e impérios.
Declaração doutrinária das Assembleias de DEUS no Brasil. “Cremos na inspiração
verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o
caráter cristão”. A maioria das denominações evangélicas, realmente
conservadoras, tem a Bíblia como a inspirada Palavra de DEUS. Sem esse artigo
de fé, o evangelismo perde todo o seu conteúdo.
Evidências da inspiração divina da Bíblia.
Há evidências
que nos indicam ser a Bíblia a Palavra inspirada de DEUS? Basta uma leitura das
Sagradas Escrituras para se concluir, de imediato, terem sido elas produto da
ação direta do ESPÍRITO SANTO sobre os hagiógrafos, levando-os a escrever os
livros que fazem parte do cânon bíblico.
Entre as evidências, que nos indicam a procedência divina das Escrituras
Sagradas, podemos citar:
A influência na vida do ser humano. Que outro livro, a não ser a Bíblia, é
capaz de transformar radicalmente o homem? Temos testemunhos emocionantes de
homens, mulheres, jovens e crianças que, no contato com a Palavra de DEUS, se
tornaram novas criaturas.
A influência na história da humanidade.
Ultrapassando
as fronteiras de Israel, de onde provieram quase todos os seus escritores, a
Bíblia foi a responsável direta pela criação da cultura ocidental. A influência
do SANTO Livro, aliás, ultrapassou o Ocidente e, hoje, faz com que a Palavra de
DEUS seja admirada em países que sempre se opuseram ao cristianismo. Haja vista
a China e o Japão. Até mesmo nos países árabes, que se deixam conduzir pelo
Alcorão, a influência das Escrituras é mais que notória.
A influência na vida moral da humanidade. Sem a Bíblia Sagrada, estaria a
humanidade mergulhada em densas trevas espirituais e morais. O homem em nada
haveria de diferir das bestas feras. Todavia, a moralidade que a Bíblia vem
exigindo do ser humano, desde os Dez Mandamentos, vem elevando os filhos de
Adão aos mais altos ideais, impedindo que se degenerem.
A INERRÂNCIA DA
BÍBLIA SAGRADA
Se não aceitarmos integralmente a inerrância
das Sagradas Escrituras, todo o arcabouço doutrinário da religião fundada por
JESUS de Nazaré haverá de desaparecer.
O que é a inerrância
bíblica? Por que ela é tão importante para a nossa fé? E por que sem essa
doutrina as Sagradas Escrituras perdem toda a razão de ser?
Definição. A melhor maneira de se compreender uma doutrina é buscar-lhe uma
definição adequada. Sua conceituação, a partir daí, torna-se mais fácil e não
pecará pela falta de clareza e objetividade. Vejamos, pois, de que forma
haveremos de definir a doutrina da inerrância bíblica.
Definição etimológica. A palavra “inerrância” vem do vocábulo latino inerrantia
e significa, literalmente, “qualidade daquilo que não tem erro; infalível”.
Definição teológica. A “inerrância” bíblica é a doutrina segundo a qual as
Sagradas Escrituras não contêm quaisquer erros, por serem a inspirada,
infalível e completa Palavra de DEUS. A Bíblia é inerrante tanto nas
informações que nos transmite como nos propósitos que expõe e nas
reivindicações que apresenta. Sua inerrância é plena e absoluta. Isenta de
erros doutrinários, culturais e científicos, inspira-nos ela confiança plena em
seu conteúdo.
Neste sentido, a doutrina da inerrância bíblica pode ser compreendida, também,
como sinônimo de infalibilidade.
A
INFALIBILIDADE DA BÍBLIA
A Bíblia é infalível; as suas palavras hão de
cumprir-se de maneira inexorável. Aliás, a infalibilidade da Escritura acha-se
estreitamente ligada à sua inspiração e inerrância; somente um livro divina e
singularmente inspirado poderia ser absolutamente infalível.
Tudo o que a Bíblia diz, cumpre-se; tudo o que promete, realiza-se; tudo o que
prevê, acontece. A Palavra de DEUS não pode voltar vazia; antes, faz o que lhe
apraz.
O que é a infalibilidade. E a qualidade, ou virtude, do que é infalível; é algo
que jamais poderá falhar.
Suas profecias cumprem-se de forma detalhada e clara (haja vista as Setenta
Semanas de Daniel). O Plano de Salvação é executado apesar das oposições
satânicas. Nenhuma de suas palavras jamais caiu, nem cairá, por terra.
A Bíblia dá testemunho de sua infalibilidade. Muitas são as passagens que
atestam a infalibilidade das Sagradas Escrituras. Isso significa que elas
realmente são a Palavra de DEUS. Se Ele não mente nem volta atrás, porque seria
diferente a sua Palavra? Vejamos o que os profetas e apóstolos disseram acerca
da doutrina da infalibilidade da Bíblia.
Moisés. “Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra se não
cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba
a falou o tal profeta; não tenhas temor dele” (Dt 18.22).
O cronista do Reino de Israel. “E crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e
nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra” (I Sm 3.19).
Daniel. “No ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o
número de anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de
acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Dn 9.2).
Mateus. “Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do
Senhor pelo profeta” (Mt 1.22).
JESUS. “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Mc
13.31).
Lucas. “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com
muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e
falando do que respeita ao Reino de DEUS” (At 1.3).
A CLAREZA DA
BÍBLIA
Quem se põe a ler as profecias de Nostradamus,
se depara com um emaranhado de palavras, frases e orações sem quaisquer nexos.
Na obra desse falso profeta, qualquer interpretação é possível. Eis porque os
charlatães, aproveitando-se da ingenuidade das gentes crédulas, jogam com
aqueles versos, afirmando que Nostradamus é sempre atual. Mas, na realidade,
quem entende aqueles cipoais?
No Brasil, onde o misticismo faz parte de nosso atribulado cotidiano, Nostradamus
e seus congêneres nunca foram tão estudados. Cada vez que um cataclismo sacode
o planeta, aparece um intérprete desse falso profeta; e, citando alguma
centúria, força um cumprimento bobamente profético que, desmerecendo todas as
leis da hermenêutica, parece atual, conquanto não passe de um emaranhado de
frases sem nexo.
A Bíblia, porém, é clara e cristalinamente simples; as suas profecias não se
escondem em possibilidades; mostram-se em cumprimentos e realizações. A clareza
das Escrituras é uma das doutrinas mais surpreendentes da Palavra do Senhor;
mostra-nos que podemos confiar num DEUS que se comunica conosco em nossa
linguagem; sua mensagem, posto encontrar-se acima de nossa razão, não a
contraria; surpreende-a com coisas grandes e jamais cogitadas.
Consideremos, pois, a clareza das Sagradas Escrituras.
O que é clareza, “Qualidade do que é claro, inteligível e perfeitamente compreensível”.
A clareza é conhecida também como perspecuidade.
Definição teológica. A clareza da Bíblia é uma de suas principais
características através da qual se torna ela plenamente inteligível aos que se
dispõem a examina-la com um coração reto, humilde e predisposto a aceitá-la
como a inspirada infalível e inerrante Palavra de DEUS.
O testemunho da Bíblia quanto à sua clareza. Nas Sagradas Escrituras, deparamo-nos
com muitos testemunhos acerca de sua clareza. No Salmo 19, lemos: “A lei do
Senhor é perfeita e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá
sabedoria aos símplices” (Sm 19.7).
Mais adiante, canta o salmista: “A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento
aos símplices” (Sm 119.130). Consideremos, ainda, este mandamento do Senhor por
intermédio de Moisés: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu
coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e
andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te” (Dt 6.6,7).
Ora, se uma criança é capaz de entender a Palavra de DEUS, como um adulto
ilustrado não a entenderá? Aliás, é a Bíblia tão simples que, para se
compreendê-la, é mister que nos façamos como as crianças: com um coração puro,
ouçamos a voz do Senhor.
A SUPREMACIA DA
BÍBLIA EM MATÉRIA DE FÉ E PRÁTICA
“A autoridade da Bíblia não provém da
capacidade de seus autores humanos, mas do caráter de seu Autor”. Se a
autoridade da Bíblia é absoluta, como haveremos nós de questioná-la? Se a nossa
autoridade é limitada, a da Bíblia não conhece limites; é suprema em matéria de
fé e prática. Por conseguinte, que nenhum órgão eclesiástico desafie o que nos
legaram os profetas hebreus e os apóstolos de nosso Senhor JESUS CRISTO.
Assim como Israel acatava sem questionar os oráculos do Eterno; e assim a
igreja primitiva curvava-se ante a autoridade das Sagradas Escrituras, devemos
nós agir, em temor e grande tremor, a fim de que sejamos havidos como filhos de
DEUS.
No Brasil, onde a fé evangélica ainda é pura e conserva a simplicidade dos que
nos trouxeram a fé, questionar a supremacia da Bíblia Sagrada é algo inimaginável.
Desde criança, aprendi: quando a Bíblia fala já não precisamos ter voz alguma.
Infelizmente, vêm aparecendo, nalguns seminários e faculdades teológicas,
algumas vozes atrevidas e postulantes que — embaladas pelo orgulho do ungido
querubim — põem-se a questionar não somente a Palavra de DEUS como ao próprio
ESPÍRITO que a inspirou.
A autoridade da Bíblia.
Definição. Oriunda do vocábulo latino autoritatem, esta palavra significa:
“direito absoluto e inquestionável de se fazer obedecer, de dar ordens, de
estabelecer decretos e, de acordo com estes, tomar decisões e agir a fim de que
cada decreto seja rigorosamente observado”.
Definição teológica. “Poder absoluto e inquestionável reivindicado, demonstrado
e sustentado pela Bíblia em matéria de fé e prática. Tal autoridade advém-lhe
do fato de ela ser a inspirada, inerrante e infalível Palavra de DEUS”
(Dicionário Teológico, da CPAD).
Testemunho da Bíblia a respeito de sua autoridade. A Palavra de DEUS diz:
A lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a
alva (Is 8.20).
E os teus ouvidos ouvirão a palavra que está por trás de ti, dizendo: Este é o
caminho; andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda
(Is 30.21).
Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos
escrevo são mandamentos do Senhor (l Co 14.37).
A COMPLETUDE DA
BÍBLIA
Há duas verdades quanto às Escrituras Sagradas
que andam de mãos dadas: sua autoridade e completude; é impossível
dissociá-las. A primeira é a palavra final em matéria de fé e prática; a
segunda não admite quaisquer autoridades que contrariem a Bíblia, quer
diminuindo-lhe a revelação, quer acrescentando outros dados além daqueles que
nos foram apresentados pelo Senhor através da inspiração do ESPÍRITO SANTO.
Completude da
Bíblia - é aquilo que, pela excelência de suas qualidades, satisfaz
plenamente, não admitindo acréscimos nem diminuições; é aquilo que é suficiente
por si mesmo.
Definição teológica.
A Bíblia contém
todas as palavras divinas que DEUS quis dar ao seu povo em cada estágio da
história da redenção e que hoje contém todas as palavras de DEUS de que
precisamos para a salvação, para que, de maneira perfeita, nele possamos
confiar e a ele obedecer.
O testemunho da Bíblia quanto à sua suficiência. Dessa forma, exorta Paulo ao
jovem Timóteo: “E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que
podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em CRISTO JESUS” (2 Tm
3.15).
A seguir, o mesmo apóstolo mostra a inspiração como prova da completude da
Bíblia: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para
redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2Tm 3.16).
Bem antes de Paulo o legislador dos hebreus, Moisés, exorta Israel a que
preserve a doutrina da completude da Palavra de DEUS: “Nada acrescentareis à
palavra que vos mando, nem dimmuireis dela, para que guardeis os mandamentos do
Senhor, vosso DEUS, que eu vos mando” (Dt 4.2).
Finalmente, no último livro do cânon sagrado, deixa-nos João esta seriíssima
advertência:
Porque eu testifico a todo aquele que: ouvir as palavras da profecia deste
livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, DEUS fará vir sobre ele as
pragas que estão escritas neste livro; e; se alguém tirar quaisquer palavras do
livro desta profecia, DEUS tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade
Santa, que estão escritas neste livro. Aquele que testifica estas coisas diz:
Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor JESUS! A graça de nosso Senhor
JESUS CRISTO seja com todos vós. Amém! (Ap 22.18-20).
A Bíblia não
necessita de quaisquer acréscimos: ela é completa em si mesma.
Como interpretar corretamente a Bíblia
Fugindo ao extremismo da interpretação a Bíblia deve ser interpretada com muito
equilíbrio e precisão.
Devemos
interpretar a Bíblia de modo natural, levando em consideração o que as
palavras, em si, realmente significam. Quando nos depararmos como uma
parábola, ou com uma metáfora, interpretemo-las de acordo com o método
metafórico. Se o Senhor JESUS, pois, afirma que é a porta, não devemos imaginar
madeira, dobradiças e trancas. Mas, se Ele declara ser o FILHO de DEUS, por que
buscar, nesta passagem, alguma alegoria? O mesmo princípio tem de ser aplicado
aos demais textos das Escrituras.
Iluminação espiritual.
Se acreditamos,
de fato, ser o ESPÍRITO SANTO o inspirador da Palavra de DEUS, é mister crer
que, na leitura e interpretação da Bíblia, podemos contar com a sua
iluminação.
Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e
não subiram ao coração do homem são as que DEUS preparou para os que o amam.
Mas DEUS no-las revelou pelo seu ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO penetra todas as
coisas, ainda as profundezas de DEUS. Porque qual dos homens sabe as coisas do
homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as
coisas de DEUS, senão o ESPÍRITO de DEUS (ICo 2.9-11).
De que forma nos advém a iluminação? Diz o autor sagrado que a exposição da
Palavra de DEUS dá-nos luz. Lembremo-nos ainda da exposição que o mesmo Senhor
fez aos discípulos no caminho de Emaús. Enquanto Ele expunha-lhes as
Escrituras, sentiam-se eles como que os seus corações ardessem. E foi assim que
os viajores passaram a entender que JESUS era, realmente, o FILHO de DEUS.
Princípio gramatical.
Na
interpretação da Bíblia, levemos em consideração que foi ela escrita de
conformidade com as regras gramaticais. Logo, deve ser interpretada também
segundo as mesmas regras. Eis porque é de suma importância ao leitor das
Escrituras conhecer as regras básicas da gramática e da sintaxe.
Contexto
histórico. Não nos esqueçamos de que a Bíblia foi escrita num contexto
histónco-cultural específico. Significa isso que deve ela ser interpretada
tendo-se em conta este mesmo contexto. Eis porque é mister que entendamos como
viviam os judeus dos tempos bíblicos: suas casas, roupas, profissões, relações
sociais, culto etc. Temos hoje não poucos manuais que nos auxiliam nessa grande
tarefa.
Ensino teológico. Embora possamos examinar livremente a Bíblia Sagrada, não
podemos descurar o trabalho dos mestres e dos que se afadigam na interpretação
da Palavra de DEUS. Afinal de contas, os mestres foram-nos dados por CRISTO, a
fim de que nos aperfeiçoem no conhecimento divino (Ef 4.11).
O eunuco etíope, apesar de ler regularmente a Bíblia, como depreendemos do
texto de Atos, só veio a entender o caminho da salvação quando Filipe,
sentando-se ao seu lado, pôs-se a falar-lhe de JESUS CRISTO, o FILHO de DEUS.
Por conseguinte, o ensino teológico é imprescindível na interpretação das
Sagradas Escrituras.
Simetria bíblica. O mais forte dos princípios da hermenêutica sagrada é que a
Bíblia se interpreta a si mesma. Por isso, não podemos, sob hipótese alguma,
fazer doutrinas a partir de passagens isoladas, pois devem estas se harmonizar
com o todo. Aí está a simetria. E justamente a harmonia resultante entre as
partes e o todo.
Escrita num período de 1.600 anos por quarenta autores das mais variadas ocupações,
a simetria da Bíblia é absoluta. Portanto, ela não entra em contradição consigo
mesma, desde que interpretada de conformidade com as regras da hermenêutica.
Como filhos de DEUS, não podemos nos afastar jamais das Sagradas Escrituras;
destas, todos dependemos vitalmente. Quanto mais as lermos, mais íntimos
seremos de seu Autor. Os maiores santos e campeões de DEUS fizeram-se tão
afeiçoados à Bíblia que vieram a ser confundidos com o Livro dos livros.
E nós? Como nos haveremos diante da Bíblia Sagrada? Não podemos relegá-la a um
plano terciário: tanto na igreja de CRISTO como em nossa vida, deve ela ocupar
sempre o primeiro lugar. Se assim não a considerarmos, jamais nos tornaremos
aptos para a vida eterna.
Houve um tempo, em nossa pátria, em que os crentes éramos de tal forma identificados
com a Bíblia Sagrada que os incrédulos nos taxavam de “os bíblias”.
Zombando dos santos que, altaneiramente, iam para o templo levando a sua Bíblia
junto ao peito, não imaginavam aqueles escarnecedores que as suas palavras,
antes de nos constituírem uma afronta, eram-nos um louvor singular. Aliás, se
de fato somos povo de DEUS, temos de ser identificados com o Livro de DEUS. Nós
também, à semelhança dos israelitas, somos o povo do livro.
A Bíblia é Inspirada,
inerrante, infalível e completa Palavra de DEUS.
O compromisso com a Palavra de DEUS é uma das nossas maiores preocupações como
Movimento. Para nós, a Bíblia é inspirada e inerrante em toda sua dimensão e,
por isso, é a única regra de fé e prática para vida cristã. Cremos que toda
experiência espiritual genuína não pode contrariar a Palavra de DEUS. A Bíblia
é a referência para avalizar toda experiência pessoal e coletiva. Ela é a
bússola que norteia a nossa jornada espiritual. Por meio dela somos guiados
pelo ESPÍRITO SANTO até o dia em que seremos arrebatados para estar para sempre
com o Senhor. É preciso estar comprometido integralmente com ela.
A razão de a Escola Dominical existir é ensinar a Palavra de DEUS a todas as
pessoas. Eis, portanto, a mais importante causa para que todos os agentes dessa
escola estavam comprometidos com a Bíblia Sagrada.
Amamos a
Palavra de DEUS e somos comprometidos com ela.
“Comprometidos
com a Palavra de DEUS”
Como DEUS se comunica conosco atualmente?
Uma das
maneiras é pela Bíblia.
Outra das
maneiras continua sendo por meio dos dons espirituais (At 2.14-21).
O que significa “e perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42)? Que os
discípulos permaneciam seguindo o ensino dos apóstolos.
Qual a preocupação do apóstolo Paulo com uso da frase “maneja bem a palavra da
verdade”? A preocupação de Paulo é com o ensino correto da Palavra de DEUS, com
base numa exegese sólida com a aplicação para a edificação espiritual da
igreja.
Somos um povo que cremos na autoridade da Bíblia para nossa fé e prática.
A nossa confissão de fé não é de autoria particular, pois expressa o
pensamento e a vida da igreja. Esse documento é submetido às Escrituras e está
em conformidade com elas.
Devemos combater aos modismos, defendendo a nossa fé das seitas e heresias,
refutando os erros contra os ensinos bíblicos e persuadindo os contradizentes
para que se convertam ao Evangelho.
O termo latino Sola Scriptura quer dizer “Somente as Escrituras”. Ao introduzir
o presente tópico, sugerimos que você faça um relato histórico a respeito da
importância do evento histórico que ajudou a estabelecer o princípio da Sola
Scriptura: o movimento da Reforma Protestante com Martinho Lutero. Cuidado com
o tempo. Procure fazer isso no máximo em 10 minutos. Para isso, sugerimos que
pesquise a obra “DEUS e o Seu Povo”, editada pela CPAD. Nela há um capítulo
todo especial sobre o esse acontecimento histórico (p.121ss).
A ideia é que você mostre o quanto devemos zelar para não perder a simplicidade
das Escrituras. O contexto do Movimento da Reforma mostra que quando se perde
as raízes do cristianismo apostólico, perde-se também a credibilidade, a
verdadeira espiritualidade e o temor a DEUS. E essas raízes apostólicas
encontram-se nas Escrituras Sagradas. O Sola Scriptura é uma convocação para
voltar a essas raízes.
A Bíblia não
apresenta modismos, mas verdades atemporais e eternas, conforme nos mostra da
Declaração de Fé das Assembleias de DEUS: “São dois os propósitos das
Escrituras Sagradas: revelar o próprio DEUS e expressar a sua vontade à
humanidade. Pelo primeiro, dentre outras formas de revelação, DEUS
graciosamente revelou a si mesmo pela Palavra: ‘Havendo DEUS, antigamente,
falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós
falou-nos, nestes últimos dias, pelo FILHO’ (Hb 1.1). Pelo segundo propósito,
DEUS expressa claramente a sua vontade redentora a todos e a cada um dos seres
humanos sem nenhuma acepção de pessoas, por meio da fé em JESUS CRISTO: ‘Porque
nele se descobre a justiça de DEUS de fé em fé como está escrito: Mas o justo
viverá da fé’ (Rm 1.17). Assim sendo, o Senhor JESUS CRISTO é o centro das
Escrituras. Ele mesmo disse: ‘São estas as palavras que vos disse estando ainda
convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de
Moisés nos profetas, e nos Salmos’ (Lc 24.44). Tudo o que precisamos saber
sobre DEUS e a nossa redenção está suficientemente revelado em sua Palavra. Ela
é o manual de DEUS para toda a humanidade, e suas instruções visam, também, à
felicidade humana e o bem-estar espiritual e social de todos os seres humanos”
(Declaração de Fé das Assembleias de DEUS. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017,
pp.27-28).
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Lição 6 -
Santificação, Comprometidos com a Ética do ESPÍRITO
Revistas Lições
Bíblicas Adultos, CPAD, 1° Trimestre 2021
Tema: O Verdadeiro Pentecostalismo - A Atualidade Da Doutrina Bíblica
Sobre A Atuação Do ESPÍRITO SANTO - Comentarista: Esequias Soares
Lição 6 -
Santificação, Comprometidos com a Ética do ESPÍRITO
Escrita
https://ebdnatv.blogspot.com/2021/02/escrita-licao-6-santificacao.html
Slides
https://ebdnatv.blogspot.com/2021/02/slides-licao-6-santificacao.html
Vídeo desta
Lição
https://www.youtube.com/watch?v=vmX14YMpvCs
“Segui a
paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Hb 12.14)
Santificação
é especialidade do ESPÍRITO SANTO; ela é instantânea e ao mesmo tempo
progressiva, pois acompanha o crescimento espiritual do crente.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE - 1 Pedro 1.13-23
13 - Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e
esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de JESUS CRISTO,
14 - como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que
antes havia em vossa ignorância; 15 - mas, como é SANTO aquele que vos chamou,
sede vós também Santos em toda a vossa maneira de viver, 16 - porquanto escrito
está: Sede Santos, porque eu sou SANTO. 17 - E, se invocais por PAI aquele que,
sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor,
durante o tempo da vossa peregrinação, 18 - sabendo que não foi com coisas
corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de
viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, 19 - mas com o precioso
sangue de CRISTO, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 20 - o qual,
na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo,
mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós; 21 - e por ele credes
em DEUS, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e
esperança estivessem em DEUS. 22 - Purificando a vossa alma na obediência à
verdade, para caridade fraternal, não fingida, amai-vos ardentemente uns aos
outros, com um coração puro; 23 - sendo de novo gerados, não de semente
corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de DEUS, viva e que permanece
para sempre.
Resumo da Lição
6 - Santificação, Comprometidos com a Ética do ESPÍRITO
I - A
SANTIFICAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
1. A santificação.
2. A
consagração.
3. A
purificação.
II - A
SANTIFICAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
1. Uma obra da Trindade.
2. Natureza da
santificação.
3. Uma
necessidade.
III - A
SANTIFICAÇÃO APLICADA AO CRENTE
1. A comunidade de JESUS.
2. Uma vida
santificada.
3. O que é
ética?
Comentários
rápidos do Pr. Henrique da Lição 6 - Santificação, Comprometidos com a Ética do
ESPÍRITO
INTRODUÇÃO
DEUS é SANTO
por sua própria natureza. SANTO é o PAI, SANTO é o FILHO JESUS e SANTO é o
ESPÍRITO SANTO.
Exaltai ao
Senhor, nosso DEUS, e adorai-o no seu SANTO monte, porque o Senhor, nosso DEUS,
é SANTO. Salmos 99:9 Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e
dize-lhes: santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso DEUS, sou SANTO.
Levítico 19:2 Mas o Senhor dos Exércitos será exaltado em juízo, e DEUS, o
SANTO, será santificado em justiça. Isaías 5:16 Portanto, santificai-vos e sede
santos, pois eu sou o Senhor, vosso DEUS. Levítico 20:7
Santificação
quer dizer separação para uso exclusivo de DEUS, Por isso mesmo é também
Consagração (dedicação - sacrifício vivo) e Purificação (limpeza para ser vaso
SANTO e agradável a DEUS - Rm 12.1)
Santificação é obra da Trindade. A Santificação é posicional (no instante da
conversão), progressiva (vida cristã em combate contra o pecado) e final ou
perfectiva (após o arrebatamento, vida eterna com DEUS). Sem a santificação
ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). Santificação é um mirar em CRISTO e imitá-Lo,
capacitado pelo ESPÍRITO SANTO para agradar ao PAI.
A ética que
brota das Sagradas Escrituras é o fundamento da moral de todo seguidor de
JESUS. Por isso ela é cristã.
A Ética Cristã
está fundamentada nas Sagradas Escrituras, onde o Decálogo, a Mensagem dos
Profetas, os Evangelhos, o Sermão do Monte, as Epístolas Paulinas e Gerais
merecem destaques.
A Ética Cristã
é um chamado para vivermos um estilo de vida segundo as virtudes do Reino de
DEUS
I - A
SANTIFICAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
1. A santificação.
Santificação no
Antigo Testamento deve ser vista como separação tanto de pessoas como de
lugares e coisas para o serviço sagrado.
Separar daquilo
que é comum ou imundo: “para fazer diferença entre o SANTO e o profano e entre
o imundo e o limpo” (Lv 10.10).
O profano é
alguém que se mostra indiferente no que diz respeito ao sagrado (Ez 22.26),
aquele que usa o sagrado em comunhão com o pecaminoso. O crente deve tomar
cuidado para não estar em comunhão coma trevas, pois é templo, morada do
ESPÍRITO SANTO.
O verbo
hebraico qadash, “ser SANTO, ser santificado, santificar, ser posto à parte”, é
o mais usado no Antigo Testamento, aparece 830 vezes, incluindo os seus
derivados, e cuja ideia central é separar do uso comum para o serviço de DEUS,
consagrar (1 Sm 7.1).
Tinham um
código de leis próprio;
Comiam de
comidas diferentes dos outros povos.
Foram chamados
para serem diferentes dos demais e exemplo para eles. Deveriam mostrar a
diferença entre servir e não servir a DEUS.
2. A
consagração.
Consagração a
DEUS
E os filhos de
Israel, e os sacerdotes, e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro
fizeram a consagração desta Casa de DEUS com alegria. Esdras 6:16
Também da porta
da tenda da congregação não saireis por sete dias, até ao dia em que se
cumprirem os dias da vossa consagração; porquanto por sete dias o Senhor vos
consagrará. Levítico 8:33
E aconteceu, no
dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo, e o ungiu, e o santificou,
e todos os seus utensílios, e também o altar e todos os seus utensílios, e os
ungiu, e os santificou, Números 7:1
Consagração a
Satanás
Então, se
ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros,
os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para a
consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado, e estavam em pé
diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. Daniel 3:3
O lado humano
da santificação.
DEUS é quem
opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. (Mt 5.6; 2 Tm
2.21, 22;1 Tm 5.22); (Êx 19.10,14; Ef 4.11,12); (2 Tm 1.5; 3.15); (Sl
51.10; 32.6); (Lv 27.28b; Rm 12.1,2)
Os meios
coadjuvantes (que nos auxiliam) de santificação progressiva são:
(1) O próprio
crente. Sua atitude e propósito de ser SANTO - (2) O SANTO ministério. Dever de
cooperar para a santificação dos crentes - (3) Pais que andam com
DEUS. - (4) As orações do justo: A oração tem efeito santificador. - (5)
A consagração do crente a DEUS: Rendição incondicional a DEUS
Ao mesmo tempo,
nos é dito em várias passagens que o cristão deve santificar-se.
Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso DEUS (Lv
20.7).
Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no
meio de vós (Js 3.5).
Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto
da carne como do ESPÍRITO, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de DEUS (II
Co 7.1).
Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também
de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra. Assim,
pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para
honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa
obra (II Sm 2.20-21).
De que meios os
crentes podem dispor para sua santificação?
A fé (At 26.18; 15.9).
Obediência à Palavra (Jo 17.17; Ef 5.26; Sl 119.105).
Rendição ao ESPÍRITO SANTO (Jo 16.13).
Compromisso pessoal. Na experiência inicial da santificação, que tem lugar na
conversão, DEUS separa o crente como vaso escolhido para o Seu uso e glória.
Mas chega uma hora na vida de todo seguidor sincero do Senhor JESUS CRISTO em
que ele, mediante um ato de profundo compromisso pessoal, se separa para
qualquer serviço que DEUS queira que faça. Nessa ocasião, ele se afasta das
coisas do mundo da carne e se dedica à vontade perfeita de DEUS para sua vida.
O indivíduo recebeu JESUS CRISTO como seu Salvador, mas agora O coroa como Rei
e Senhor da sua vida. Este é um ato real de santificação. Paulo se refere a
isto em Rm 12.1-2).
Rendição da
vida em definitivo a DEUS constitui a suprema condição para a santificação
prática. E isso envolve a entrega de todos os nossos membros à vontade dEle;
“Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de
iniquidade; mas oferecei-vos a DEUS, como ressurretos dentre os mortos, e os
vossos membros, a DEUS, como instrumentos de justiça” (Rm 6.13). Falo como
homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos
membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim
oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação
(Rm 6.19).
"E o mesmo
DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso ESPÍRITO, e alma, e corpo
sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS
CRISTO" (1 Ts 5.23). Trata-se da santificação completa e final (1 Jo 3.2).
Ver também: Ef 5.27; 1 Ts 3.13.
É a consumação
do propósito de DEUS em nossa Santificação. Na vinda do Senhor JESUS CRISTO
seremos como Ele é. Seremos transformados à Sua própria imagem, perfeitos para
sempre (Rm 8:29; Fp 1:6; 3:20-21; I Jo 3:2), nunca exatamente como JESUS, mas
como espelhos.
3. A
purificação.
João batizava
para purificação - Apareceu João batizando no deserto e pregando o batismo de
arrependimento, para remissão de pecados. Marcos 1:4
No cristianismo
nossa purificação se dá na conversão
... como também
CRISTO amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar,
purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a
si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa
e irrepreensível, Efésios 5:25-27;
não pelas obras
de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou
pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO, Tito 3:5.
E quase todas
as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue
não há remissão. Hebreus 9:22
Todavia, o
fundamento de DEUS fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são
seus, e qualquer que profere o nome de CRISTO aparte-se da iniquidade. Ora,
numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e
de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém
se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso
do Senhor e preparado para toda boa obra. 2 Timóteo 2:19-21.
A SEPARAÇÃO
ESPIRITUAL DO CRENTE - (BEP - CPAD)
2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não
toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós PAI, e vós sereis
para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”.
O conceito de separação do mal é fundamental
para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação
abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva:
(a) a separação
moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à
justiça e à Palavra de DEUS;
(b) acercar-se
de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o
serviço a Ele.
(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo
(Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2).
O povo de DEUS
deve ser SANTO, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de
pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o
seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à
idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8;
24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).
(2) No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e
(a) o sistema
mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4);
(b) aqueles que
na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11;
2Ts 3.6-15); e
(c) os mestres,
igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades
bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo
10,11; Jd vv.12,13).
(3) Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de
(a) ódio ao
pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo
2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9),
(c) amor
genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1;
cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e
(d) temor de
DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).
(4) Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS,
(a)
perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21)
e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1);
(b) vivamos
inteiramente para DEUS como nosso Senhor e PAI (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e
(c) convençamos
o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).
(5) Quando corretamente nos separarmos do mal,
o próprio DEUS
nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu
cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom PAI deve ser. Ele será
nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios
filhos (6.16-18).
(6) O crente que deixa de separar-se da prática do mal,
do erro, da
impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16),
da sua aceitação pelo PAI (6.17), e de seus direitos de FILHO (6.18; cf. Rm
8.15,16).
PADRÕES DE
MORALIDADE SEXUAL (CD - CPAD - BEP)
Hb 13.4 “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos
que se dão à prostituição e aos adúlteros DEUS os julgará”.
O crente, antes de mais nada, precisa ser moral e sexualmente puro (cf. 2Co
11.2; Tt 2.5; 1Pe 3.2). A palavra “puro” (gr. hagnos
ou amiantos) significa livre de toda mácula da lascívia. O termo refere-se à
abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis com
a virgindade e a castidade ou com os votos matrimoniais da pessoa. Refere-se,
também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade sexual que
contamina a pureza da pessoa diante de DEUS. Isso abrange o controle do corpo
“em santificação e honra” (1Ts 4.4) e não em “concupiscência” (4.5). Este
ensino das Escrituras é tanto para os solteiros, como para os casados. No
tocante ao ensino bíblico sobre a moral sexual, vejamos o seguinte:
(1) A
intimidade sexual é limitada ao matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita
e abençoada por DEUS (ver Gn 2.24; Ct 2.7; 4.12). Mediante o casamento, marido
e mulher tornam-se uma só carne, segundo a vontade de DEUS. Os prazeres físicos
e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são
ordenados por DEUS e por Ele honrados.
(2) O
adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões
degradantes são pecados graves aos olhos de DEUS por serem transgressões da lei
do amor (Êx 20.14 e profanação do relacionamento conjugal. Tais pecados são
severamente condenados nas Escrituras (ver Pv 5.3) e colocam o culpado fora do
reino de DEUS (Rm 1.24-32; 1Co 6.9,10; Gl
5.19-21).
(3) A
imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas
também qualquer prática sexual com outra
pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem ensine, em nossos dias, que qualquer
intimidade sexual entre jovens e adultos
solteiros, tendo eles mútuo “compromisso”, é aceitável, uma vez que não haja
ato sexual completo. Tal ensino peca contra a santidade de DEUS e o padrão
bíblico da pureza. DEUS proíbe, explicitamente, “descobrir a nudez” ou “ver a
nudez” de qualquer pessoa a não ser entre marido e mulher legalmente casados
(Lv 18.6-30; 20.11, 17, 19-21; ver 18.6).
(4) O crente
deve ter autocontrole e abster-se de toda e qualquer prática sexual antes do
casamento. Justificar intimidade pré-marital em nome de CRISTO, simplesmente
com base num “compromisso” real ou imaginário, é transigir abertamente com os
padrões santos de DEUS. É igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste
modo justificar a imoralidade. Depois do casamento, a vida íntima deve
limitar-se ao cônjuge. A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do
ESPÍRITO, no crente, i.e., a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que
representa prazer sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e
impureza. Nossa dedicação à vontade de DEUS, pela fé, abre o caminho para
recebermos a bênção do domínio próprio: “temperança” (Gl 5.22-24).
(5) Termos
bíblicos descritivos da imoralidade e que revelam a extensão desse mal.
(a) Fornicação
(gr. porneia). Descreve uma ampla variedade de práticas sexuais, pré ou
extramaritais. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é
claramente transgressão dos padrões morais de DEUS para seu povo (Lv 18.6-30;
20.11,12, 17, 19-21; 1Co 6.18; 1Ts 4.3).
(b) A lascívia
(gr. aselgeia) denota a ausência de princípios morais, principalmente o
relaxamento pelo domínio próprio que leva à conduta virtuosa (ver 1Tm 2.9).
Isso inclui a inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu
estímulo, e deste modo a pessoa torna-se partícipe de uma conduta antibíblica
(Gl 5.19; Ef 4.19; 1Pe 2.2,18).
(c) Enganar,
i.e., aproveitar-se de uma pessoa, ou explorá-la (gr. pleonekteo, e.g., 1Ts
4.6), significa privá-la da pureza moral que DEUS pretendeu para essa pessoa,
para a satisfação de desejos egoístas. Despertar noutra pessoa estímulos
sexuais que não possam ser correta e legitimamente satisfeitos, significa
explorá-la ou aproveitar-se dela (1Ts 4.6; Ef 4.19).
(d) A lascívia
ou cobiça carnal (gr. epithumia) é um desejo carnal imoral que a pessoa daria
vazão se tivesse oportunidade (Ef 4.22; 1Pe 4.3; 2Pe 2.18; ver Mt 5.28).
Leia tudo e
julgue segundo a palavra de DEUS.
Salmos 105 diz que os hebreus saíram do Egito com prata e ouro e nao havia um
só doente ou enfermo. Viram milagres por todo o caminho, viram que DEUS falava
face a face com Moisés. Sabiam que DEUS estava com eles pela Nuvem e pela
coluna de fogo. Mesmo assim foram rebeldes, idolatras e murmuradores. Por isso
perderam a salvação.
Para um cristão
nao existe "Toda regra tem exceção"
II - A
SANTIFICAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
A SANTIFICAÇÃO (BEP
- CPAD)
1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de DEUS PAI, em santificação do
ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz
vos sejam multiplicadas”.
Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar SANTO”, “consagrar”, “separar do
mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com DEUS e
servi-lo com alegria.
(1) Além do termo “santificar” (cf. 1Ts 5.23),
o padrão bíblico da santificação é expresso em termos tais como “Amarás o
Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu
pensamento” (Mt 22.37), “irrepreensíveis em santidade” (1Ts 3.13),
“aperfeiçoando a santificação” (2Co 7.1), “a caridade de um coração puro, e de
uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5), “sinceros e sem
escândalo algum” (Fp 1.10), “libertados do pecado” (Rm 6.18), “mortos para o
pecado” (Rm 6.2), “para servirem à justiça para santificação” (Rm 6.19),
“guardamos os seus mandamentos” (1Jo 3.22) e “vence o mundo” (1Jo 5.4). Tais
termos descrevem a operação do ESPÍRITO SANTO mediante a salvação em CRISTO,
pela qual Ele nos liberta da escravidão e do poder do pecado (Rm 6.1-14), nos
separa das práticas pecaminosas deste mundo atual, renova a nossa natureza
segundo a imagem de CRISTO, produz em nós as qualidades do fruto do ESPÍRITO e
nos capacita a viver uma vida santa e vitoriosa de dedicação a DEUS (Jo
17.15-19,23; Rm 6.5, 13, 16, 19; 12.1; Gl 5.16, 22,23; ver 2Co 5.17).
(2) Esses termos não subentendem uma perfeição absoluta, mas a retidão moral de
um caráter imaculado, demonstrada na pureza do crente diante de DEUS, na
obediência à sua lei e na inculpabilidade desse crente diante do mundo (Fp
2.14,15; Cl 1.22; 1Ts 2.10; cf. Lc 1.6). O cristão, pela graça que DEUS lhe
deu, morreu com CRISTO e foi liberto do poder e domínio do pecado (Rm 6.18);
por isso, não precisa nem deve pecar, e sim obter a necessária vitória no seu
Salvador, JESUS CRISTO. Mediante o ESPÍRITO SANTO, temos a capacidade para não
pecar (1Jo 3.6), embora nunca cheguemos à condição de estarmos livres da
tentação e da possibilidade do pecado, mas somos sempre perdoados ao nos
arrependermos e pedirmos perdão a DEUS (1 Jo 1.9).
(3) De igual modo a santificação é um requisito para todo crente em CRISTO. As
Escrituras declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
(4) Os filhos de DEUS são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com
CRISTO na sua morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; 1 Co 130), pelo
sangue de CRISTO (1Jo 1.7-9), pela Palavra (Jo 17.17) e pelo poder regenerador
e santificador do ESPÍRITO SANTO no seu coração (Jr 31.31-34; Rm 8.13; 1Co
6.11; 1Pe 1.2; 2Ts 2.13).
(5) A santificação é uma obra de DEUS, com a cooperação do seu povo (Fp
2.12,13; 2Co 7.1). Para cumprir a vontade de DEUS quanto à santificação, o
crente deve participar da obra santificadora do ESPÍRITO SANTO, ao cessar de
praticar o mal (Is 1.16), ao se purificar “de toda imundícia da carne e do
ESPÍRITO” (2Co 7.1; cf. Rm 6.12; Gl 5.16-25) e ao se guardar da corrupção do
mundo (Tg 1.27; cf. Rm 6.13,19; 8.13; Ef 4.31; 5.18; Tg 4.8) e ao fugir da
idolatria (1 Co 10.14; Gl 5.20; Ap 22.15).
(6) A verdadeira santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão
com CRISTO (ver Jo 15.4), mantenha comunhão com os crentes (Ef 4.15,16),
dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de DEUS (Jo 17.17),
tenha consciência da presença e dos cuidados de DEUS (Mt 6.25-34), ame a
justiça e odeie a iniquidade (Hb 1.9), mortifique o pecado (Rm 6), submeta-se à
disciplina de DEUS (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do
ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Ef 5.18).
(7) Segundo o NT, a santificação não é descrita como um processo lento, de
abandonar o pecado pouco a pouco. Pelo contrário, é apresentada como um ato
definitivo mediante o qual, o crente, pela graça, é liberto da escravidão de
Satanás e rompe totalmente com o pecado a fim de viver para DEUS (Rm 6.18; 2Co
5.17; Ef 2.4,6; Cl 3.1-3). Ao mesmo tempo, no entanto, a santificação é
descrita como um processo vitalício mediante o qual continuamos a mortificar os
desejos pecaminosos da carne (Rm 8.1-17), somos progressivamente transformados
pelo ESPÍRITO à semelhança de CRISTO (2Co 3.18) crescemos na graça (2Pe 3.18),
e devotamos maior amor a DEUS e ao próximo (Mt 22.37-39; 1Jo 4.10-12, 17-21).
(8) A santificação pode significar uma outra experiência específica e decisiva,
à parte da salvação inicial. O crente pode receber de DEUS uma clara revelação
da sua santidade, bem como a convicção de que DEUS o está chamando para
separar-se ainda mais do pecado e do mundo e a andar ainda mais perto dEle (2Co
6.16-18). Com essa certeza, o crente se apresenta a DEUS como sacrifício vivo e
SANTO e recebe da parte do ESPÍRITO SANTO graça, pureza, poder e vitória para
viver uma vida santa e agradável a DEUS (Rm 12.1,2; 6.19-22).
1. Uma obra da Trindade.
àquele a quem o
PAI santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou FILHO
de DEUS? João 10:36
E eu já não
estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. PAI SANTO,
guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.
João 17:11
À igreja de
DEUS que está em Corinto, aos santificados em CRISTO JESUS, chamados
santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor JESUS
CRISTO, Senhor deles e nosso: 1 Coríntios 1:2
E é o que
alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas
haveis sido justificados em nome do Senhor JESUS e pelo ESPÍRITO do
nosso DEUS. 1 Coríntios 6:11
não pelas obras
de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos
salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO, Tito
3:5
DEUS é PAI, FILHO
JESUS CRISTO e ESPÍRITO SANTO (Portanto, ide, ensinai todas as nações,
batizando-as em nome do PAI, e do FILHO, e do ESPÍRITO SANTO; Mateus 28:19).
A obra da
santificação, um atributo divino, é realizada pela unidade na trindade como
pela trindade na unidade (1 Co 6.11; 1 Ts 5.23; 2 Ts 2.13). São as três Pessoas
atuando na obra da redenção (1 Pe 1.2).
2. Natureza da
santificação.
Santificação
posicional - todos os que se convertem são
santificados, são declarados santos no mesmo instante de sua conversão.
E aconteceu
que, passando Pedro por toda parte, veio também aos santos que habitavam em
Lida. Atos 9:32
Porque pareceu
bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos
que estão em Jerusalém. Romanos 15:26
Saudai a
Filólogo e a Júlia, a Nereu e a sua irmã, e a Olimpas, e a todos os santos que
com eles estão. Romanos 16:15
Paulo, apóstolo
de JESUS CRISTO, pela vontade de DEUS, aos santos que estão em Éfeso e fiéis em
CRISTO JESUS: Efésios 1:1
No Novo
Testamento não existe rituais de purificação cerimonial ou legal de
santificação como no sistema mosaico.
A santificação
ocorre instantaneamente, juntamente com a salvação em JESUS pela fé (1 Co
1.30).
a saber: Se,
com a tua boca, confessares ao Senhor JESUS e, em teu coração, creres que DEUS
o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Romanos 10:9
Na verdade, na
verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem
a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.
João 5:24
Ela é chamada
teologicamente de santificação posicional referente à mudança da posição de
pecador para santificado (1 Co 1.2). Isso é obra do ESPÍRITO SANTO que passa a
habitar no interior do crente (1 Co 3.16; 2 Tm 1.14).
Ele nos tirou
da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do FILHO do seu amor,
Colossenses 1:13
Porque, noutro
tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz
Efésios 5:8
Mas vós sois a
geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que
anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa
luz; 1 Pedro 2:9
3. Uma
necessidade.
A santificação
é um requisito para todo crente em CRISTO. As Escrituras declaram que sem
santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
A nova vida em
CRISTO é o novo nascimento (Jo 3.3). Ao nascer, a criança continua o seu
crescimento físico e mental, e isso se aplica também à vida espiritual (Hb
5.12,13; 1 Pe 2.2). Apesar de a santificação ser instantânea, ela é ao mesmo
tempo progressiva (Pv 4.18; 2 Co 3.18). A salvação em CRISTO é acompanhada da
santificação, e seu agente ativo é o ESPÍRITO SANTO. A vida cristã é uma
carreira (Gl 5.7; Fp 3.13,14). Assim, é a santificação progressiva que nos
torna mais semelhantes a CRISTO. Não se trata de um tema secundário, pois sem
ela “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
Segui a paz com
todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, Hebreus 12:14
Sema
santificação não há como se aproximar do DEUS SANTO, muito menos ser
arrebatado, ou ser salvo.
III - A
SANTIFICAÇÃO APLICADA AO CRENTE
1. A comunidade
de JESUS.
E por eles me
santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. João
17:19
para a
apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa
semelhante, mas santa e irrepreensível. Efésios 5:27
à igreja de
DEUS que está em Corinto, aos santificados em CRISTO JESUS, chamados santos,
com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor JESUS CRISTO,
Senhor deles e nosso: 1 Coríntios 1:2
A Igreja, o
corpo de CRISTO na Terra, é santa.
A Bíblia possui
diversas exortações a respeito da santificação do crente.
Israel foi
colocado como propriedade peculiar de DEUS, “reino de sacerdotes e nação santa”
(Êx 19.6),
A Igreja agora
assumiu este papel, "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a
nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos
chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que, em outro tempo, não
éreis povo, mas, agora, sois povo de DEUS; que não tínheis alcançado
misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia." (1 Pe 2.9, 10).
A Igreja
representa na Terra o caráter de CRISTO. O ESPÍRITO SANTO imprime em nós este
caráter SANTO.
2. Uma vida
santificada.
A santificação
do crente tem dois lados:
a- separação
para a posse e uso de DEUS;
b- separação do
pecado, do erro, de todo e qualquer mal conhecido, para obedecer e agradar a
DEUS.
A TRÍPLICE
SANTIFICAÇÃO DO CRENTE
De acordo com a
Bíblia, a santificação do crente é tríplice:
A- Santificação
posicional (Hb 10.10; Cl 2.10; 1 Co 6.11; Rm 8.33, 34; 1 Jo 4.17b)
É estar
"Em CRISTO"
O crente pela
fé torna-se SANTO. - DEUS nos vê perfeitos. - Não há qualquer acusação contra
nós.- A santidade do Senhor passa a ser a nossa santidade"
Sentido
posicional da Santificação
No sentido
posicional todo o verdadeiro cristão é SANTO DE DEUS. Vejamos alguns aspectos
desse sentido da santificação:
- A
santificação posicional é um ATO SOBERANO de DEUS, mediante a obra de CRISTO
(Hb10:9-10)
- O cristão
verdadeiro é santificado em CRISTO (I Co 1:2)
- O cristão
verdadeiro é santificado por vocação divina (Rm 1:7; Hb 3:1)
- A
santificação posicional independe das nossas falhas ou imperfeições pessoais (I
Co 3:1-3; cf 6:11)
- Isso não
significa liberdade para andarmos como queremos. Há necessidade de SANTIFICAÇÃO
PRÁTICA.
B- Santificação
progressiva. É a santificação prática, aplicada ao viver diário do crente.
Pode ser
aperfeiçoada (2 Co 7.1). - Ocorre à medida que o ESPÍRITO o rege soberanamente
- O crente a busca, em cooperação com DEUS: "Sede vós também santos em
toda a vossa maneira de viver" (1 Pe 1.15).
SANTIFICAÇÃO
PROGRESSIVA se refere ao crescimento gradual do crente em conhecimento e
santidade, de forma que, tendo recebido justiça legal na
justificação, ele pode agora desenvolver a justiça pessoal em seu
pensamento e comportamento.
a) O lado
divino da santificação progressiva.
São meios, os
quais o Senhor utiliza para santificar-nos em nosso viver diário. (Hb 13.12; 1 Jo 1.7,9); (Sl 12.6; 119.9; Jo
17.17; Ef 5.26); (Rm 1.4; 1 Pe 1.2; 2 Ts 2.13); (Êx 29.43; 2 Cr 5.13, 14); (At
26.18; Fp 3.9; Tg 2.23; Rm 4.11).
(1) O sangue de
JESUS CRISTO - (2) a Palavra de DEUS - (3) o ESPÍRITO SANTO - (4) a glória de
DEUS manifesta - (5) e a fé em DEUS
. O PAI (I Ts 5.23)
. O FILHO, o Senhor JESUS CRISTO, ao verter seu precioso sangue (Hb 10.10; Hb
12.9-10)
. O ESPÍRITO SANTO (Rm 15.16; I Pe 1.2)
O poder interior e a unção do ESPÍRITO SANTO são, talvez, os maiores agentes
para nos dar a vitória sobre a carne (Rm 8.13; Gl 5.17).
b) O lado
humano da santificação.
DEUS é quem
opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. (Mt 5.6; 2 Tm
2.21, 22;1 Tm 5.22); (Êx 19.10,14; Ef 4.11,12); (2 Tm 1.5; 3.15); (Sl
51.10; 32.6); (Lv 27.28b; Rm 12.1,2)
Os meios
coadjuvantes (que nos auxiliam) de santificação progressiva são:
(1) O próprio
crente. Sua atitude e propósito de ser SANTO - (2) O SANTO ministério. Dever de
cooperar para a santificação dos crentes - (3) Pais que andam com
DEUS. - (4) As orações do justo: A oração tem efeito santificador. - (5)
A consagração do crente a DEUS: Rendição incondicional a DEUS
Ao mesmo tempo,
nos é dito em várias passagens que o cristão deve santificar-se.
Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso DEUS (Lv
20.7).
Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no
meio de vós (Js 3.5).
Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto
da carne como do ESPÍRITO, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de DEUS (II
Co 7.1).
Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também
de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra. Assim,
pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para
honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa
obra (II Sm 2.20-21).
De que meios os
crentes podem dispor para sua santificação?
A fé (At 26.18; 15.9).
Obediência à Palavra (Jo 17.17; Ef 5.26; Sl 119.105).
Rendição ao ESPÍRITO SANTO (Jo 16.13).
Compromisso pessoal. Na experiência inicial da santificação, que tem lugar na
conversão, DEUS separa o crente como vaso escolhido para o Seu uso e glória.
Mas chega uma hora na vida de todo seguidor sincero do Senhor JESUS CRISTO em
que ele, mediante um ato de profundo compromisso pessoal, se separa para
qualquer serviço que DEUS queira que faça. Nessa ocasião, ele se afasta das
coisas do mundo da carne e se dedica à vontade perfeita de DEUS para sua vida.
O indivíduo recebeu JESUS CRISTO como seu Salvador, mas agora O coroa como Rei
e Senhor da sua vida. Este é um ato real de santificação. Paulo se refere a
isto em Rm 12.1-2).
Rendição da
vida em definitivo a DEUS constitui a suprema condição para a santificação
prática. E isso envolve a entrega de todos os nossos membros à vontade dEle;
“Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de
iniquidade; mas oferecei-vos a DEUS, como ressurretos dentre os mortos, e os
vossos membros, a DEUS, como instrumentos de justiça” (Rm 6.13). Falo como
homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos
membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim
oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação
(Rm 6.19).
C- Santificação
futura.
"E o mesmo
DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso ESPÍRITO, e alma, e corpo
sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS
CRISTO" (1 Ts 5.23). Trata-se da santificação completa e final (1 Jo 3.2).
Ver também: Ef 5.27; 1 Ts 3.13.
É a consumação
do propósito de DEUS em nossa Santificação. Na vinda do Senhor JESUS CRISTO
seremos como Ele é. Seremos transformados à Sua própria imagem, perfeitos para
sempre (Rm 8:29; Fp 1:6; 3:20-21; I Jo 3:2)
No
arrebatamento seremos transformados e aí nossa santificação passa a ser eterna.
Eis aqui vos
digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos
transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última
trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e
nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista
da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E,
quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é
mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está
escrita: Tragada foi a morte na vitória. 1 Coríntios 15:51-54
3. O que é
ética?
Ética - É o
conjunto de normas e leis que regem nossa vida cristã. Todas contidas na
Palavra de DEUS.
1 Coríntios
10.1-13
1 - Ora, irmãos, não quero que ignoreis que
nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar, 2 - E
todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, 3 - E todos comeram de uma
mesma comida espiritual, 4 - E beberam todos de uma mesma bebida espiritual,
porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era CRISTO. 5 - Mas
DEUS não se agradou da maior parte deles, pelo que foram prostrados no deserto.
6 - E essas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas
más, como eles cobiçaram. 7 - Não vos façais, pois, idólatras, como alguns
deles; conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber e
levantou-se para folgar. 8 - E não nos prostituamos, como alguns deles fizeram
e caíram num dia vinte e três mil. 9 - E não tentemos a CRISTO, como alguns
deles também tentaram e pereceram pelas serpentes. 10 - E não murmureis, como
também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor. 11 - Ora, tudo isso
lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já
são chegados os fins dos séculos. 12 - Aquele, pois, que cuida estar em pé,
olhe que não caia. 13 - Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é
DEUS, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação
dará também o escape, para que a possais suportar.
10.1 NÃO QUERO
QUE IGNOREIS. É possível alguém ser redimido, desfrutar da graça divina, e,
posteriormente, ser rejeitado por DEUS, por causa de conduta pecaminosa
(ver 1Co 9.27). Isso passa, agora, a ser confirmado por exemplos colhidos
da experiência de Israel (vv. 1-12).
10.5 FORAM
PROSTRADOS NO DESERTO. Os israelitas foram alvos da salvação (livramento) de
DEUS no Êxodo. Foram libertos da escravidão (v. 1), batizados (v. 2),
divinamente sustentados no deserto e tiveram íntima comunhão com CRISTO (vv.
3,4). Mesmo assim, a despeito dessas bênçãos espirituais, deixaram de agradar a
DEUS e foram destruídos por Ele no deserto; perderam a sua eleição divina e,
portanto, deixaram de alcançar a Terra Prometida (cf. Nm 14.30). O
argumento de Paulo é que, assim como DEUS não tolerou a idolatria, pecado e
imoralidade de Israel, assim também Ele não tolerará o pecado dos crentes da
Nova Aliança.
10.6 ESSAS
COISAS... FEITAS EM FIGURA. O terrível juízo divino sobre os israelitas
desobedientes serve de exemplo e advertência aos que estão sob a Nova Aliança,
para não cobiçarem as coisas más. Paulo adverte aos coríntios que se eles forem
infiéis a DEUS como Israel (vv. 7-10), eles também serão julgados e não
entrarão na pátria celeste prometida.
10.11 ESCRITAS
PARA AVISO NOSSO. A história do julgamento divino do povo de DEUS no AT ficou
gravada nas Escrituras para bem advertir os crentes do NT contra o pecado e o
cair da graça (v. 12; ver Nm 14.29).
10.12 OLHE...
NÃO CAIA. Os israelitas, como eleitos de DEUS, pensavam que poderiam
entregar-se, sem perigo, ao pecado, à idolatria e à imoralidade; porém, foram
julgados. Assim também, os "coríntios", da atualidade, que acreditam
que podem viver satisfazendo a carne, devem se dar conta de que o juízo divino
também os aguarda, caso não abandonem esses pecados.
10.13 FIEL É
DEUS. O crente professo não pode justificar seu pecado com a desculpa de que
ele simplesmente é humano e, portanto, imperfeito; e que neste mundo todos os
crentes nascidos de novo pecam por palavras, pensamentos e ações (cf. Rm
6.1). Ao mesmo tempo, Paulo assegura aos coríntios que nenhum crente precisa
cair da graça e da misericórdia de DEUS. (1) O ESPÍRITO SANTO afirma
explicitamente que DEUS outorga aos seus filhos graça suficiente para vencer
todas as tentações e, assim, resistir ao pecado (cf. Ap 2.7,17,26). A
fidelidade de DEUS expressa-se de duas maneiras: (a) Ele não permitirá que
sejamos tentados além do que podemos suportar, e (b) Ele, ocorrendo a tentação,
proverá os meios de a suportarmos e vencermos o pecado (cf. 2 Ts 3.3). (2)
A graça de DEUS (Ef 2.8-10; Tt 2.11-14), o sangue de JESUS CRISTO (Ef
2.13; 1 Pe 2.24), a Palavra de DEUS (Ef 6.17; 2 Tm 3.16,17), o poder
do ESPÍRITO SANTO que em nós habita (Tt 3.5,6; 1 Pe 1.5) e a intercessão
celestial de CRISTO proporcionam poder suficiente para a guerra do crente
contra o pecado e contra as hostes espirituais de maldade (Ef 6.10-18; Hb
7.25). (3) Se o cristão se entrega ao pecado, não é porque a graça divina é
insuficiente, mas porque ele deixa de resistir, pelo poder do ESPÍRITO SANTO, a
seus próprios desejos pecaminosos (Rm 8.13,14; Gl 5.16-24; Tg
1.13-15). DEUS, com "o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à
vida e piedade" (2 Pe 1.3), e, pela salvação concedida por CRISTO, podemos
"andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em
toda a boa obra... corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua
glória, em toda a paciência, e longanimidade, com gozo" (Cl 1.10,11;
ver Mt 4.1). Podemos "suportar" toda a tentação e
"escapar", se realmente desejarmos assim fazer, na dependência da
fidelidade e do poder de DEUS.
10.16 O CÁLICE
DE BÊNÇÃO. O cálice que tomamos na Ceia do Senhor tipifica a morte de CRISTO e
seu sofrimento sacrificial pelos pecadores. A "comunhão do sangue de
CRISTO" refere-se à participação do crente na salvação provida pela morte
de CRISTO (cf. 11.25). As Escrituras não ensinam que na Ceia do Senhor o pão e
o fruto da videira se transformam realmente no corpo e sangue de CRISTO
(ver 1Co 11.24,25).
10.20
SACRIFICAM AOS DEMÔNIOS. A idolatria envolve o culto aos demônios, direta ou
indiretamente (cf. Dt 32.17; Sl 106.35-38; ver o estudo A IDOLATRIA E
SEUS MALES) está associada à avareza ou cobiça (ver Cl 3.5). Logo, há
poderes demoníacos por trás da paixão pelas riquezas, honrarias ou cargos
mundanos
10.21 O CÁLICE
DO SENHOR E O CÁLICE DOS DEMÔNIOS. Participar da Ceia do Senhor é compartilhar
da redenção de CRISTO. Do mesmo modo, participar de festas idólatras é
compartilhar ou participar com os demônios (v.20). O erro dalguns em Corinto
era não distinguir entre retidão e impiedade, entre o SANTO e o profano, entre
o que é de CRISTO e o que é do diabo. Não compreendiam o zelo SANTO de DEUS (v.
22; cf. Êx 20.5; Dt 4.24; Js 24.19) e a gravidade da
transigência com o mundo. O próprio CRISTO falou a respeito desse erro fatal:
"Ninguém pode servir a dois senhores" (Mt 6.24).
10.31 FAZEI
TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS O objetivo principal da vida do crente é agradar a
DEUS e promover a sua glória (ver o estudo A GLÓRIA DE DEUS). Sendo assim,
aquilo que não pode ser feito para a glória de DEUS (i.e., em sua honra e ações
de graças como nosso Senhor, Criador e Redentor) não deve ser feito de modo
nenhum. Honramos a DEUS mediante nossa obediência, ações de graças, confiança,
oração, fé e lealdade a Ele. Viver para a glória de DEUS deve ser uma norma
fundamental em nossa vida, o alvo da nossa conduta, e teste das nossas ações
Quais são os
significados das palavras “ética” e “moral”? A palavra “ética” significa “costumes” ou “hábitos”. A
palavra “moral” corresponde ao sentido de “normas” ou “regras”.
Qual é o fundamento moral da Ética Cristã? As Escrituras Sagradas.
Aponte as principais seções bíblicas que fundamentam a Ética Cristã. Os
textos do Decálogo, da mensagem dos profetas, dos Evangelhos, do Sermão do
Monte, das Epístolas Paulinas e Gerais.
Cite pelo menos três esferas éticas de nossa vida que essas seções bíblicas
abarcam. Esferas morais, sociais e espirituais.
Por que os israelitas foram reprovados? Os israelitas foram
reprovados por não obedecerem a lei outorgada por DEUS no deserto.
CONCLUSÃO
A Santificação
no Novo Testamento é para pessoas, é dada pelo ESPÍRITO SANTO e no instante da
conversão.
A Santificação é uma obra da Trindade, tanto o PAI, quanto o FILHO, quanto o
ESPÍRITO SANTO participam na Santificação do crente..
No AT a
santificação abrangia pessoas, locais e objetos.
No AT a
consagração dos filhos de Israel, e dos sacerdotes, e dos levitas, e também da
casa de DEUS (Esdras 6:16).
A purificação
no AT se dava por batismos, unção com óleo, sacrifícios de animais etc. No NT
pelo sangue de JESUS, pela Palavra de DEUS.
Natureza da
santificação - Passado, Presente e Futuro - Posicional (no momento da
conversão), Progressiva (vida cristã), Perfectiva (Final, Após arrebatamento,
eterna)
A
Santificação é uma necessidade, pois ninguém verá ao Senhor se não estiver coma
vida santificada.
A igreja, o
corpo de CRISTO na Terra é a comunidade de JESUS, chamados santos. Temos que
ter uma vida santificada, separada para uso de DEUS em sua obra.
O que é ética?
É o conjunto de normas e leis que nos inclui na vida de santificação, está na
bíblia esta ética cristã.
Sejamos santos
e vivamos em santificação para alcançarmos em breve o arrebatamento da Igreja e
podermos estar com o Senhor para sempre.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
LIÇÃO 6 – O
CRISTÃO E SUA SANTIFICAÇÃO
TEMA–Doutrinas bíblicas pentecostais
Centenário do Movimento Pentecostal Mundial (1906-2006)
COMENTARISTA: Pr. Antonio Gilberto
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - LEVÍTICO 11.44,45; 20.7,8,26; 1 PEDRO 1.15,16; 1 TESSALONICENSES
3.13.
Lv
11.44 Porque eu sou o SENHOR, vosso DEUS; portanto, vós vos santificareis
e sereis Santos, porque eu sou SANTO; e não contaminareis a vossa alma por
nenhum réptil que se arrasta sobre a terra. 45 Porque eu sou o SENHOR, que vos
faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso DEUS, e para que sejais Santos;
porque eu sou SANTO.
Lv 20.
7 Portanto, santificai-vos e sede Santos, pois eu sou o SENHOR, vosso
DEUS. 8 E guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o SENHOR que vos
santifica. 26 E ser-me-eis Santos, porque eu, o SENHOR, sou SANTO e separei-vos
dos povos, para serdes meus.
1 Pe 1.15 mas, como é SANTO aquele que vos chamou, sede vós também Santos
em toda a vossa maneira de viver, 16 porquanto escrito está: Sede Santos,
porque eu sou SANTO.
1 Ts
3.13 para confortar o vosso coração, para que sejais irrepreensíveis em
santidade diante de nosso DEUS e PAI, na vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO,
com todos os seus Santos.
COMENTÁRIOS DO
Pr. ANTÔNIO GILBERTO (CPAD - REVISTA DO 3º TRIMESTRE- RESUMO):
INTRODUÇÃO
Salvação e
santificação são a obra redentora realizada por JESUS no homem integral:
ESPÍRITO, alma e corpo. A Bíblia afirma que fomos eleitos "desde o
princípio para a salvação, em santificação do ESPÍRITO" (2 Ts 2.13). Esta
verdade está implícita no evangelho de João 19.34, que diz que do lado ferido
do corpo de JESUS fluíram, a um só tempo, sangue e água. Isto é, o sangue
poderoso de CRISTO nos redime de todo pecado, mas a água também nos lava de
nossas impurezas pecaminosas. CRISTO morreu "para nos remir de toda
iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras"
(Tt 2.14). Portanto, a salvação e a santificação devem andar juntas na vida do
crente.
Quem ama a
volta de CRISTO está preparado para ela, está santamente preparado para ela.
As pessoas
desprezam a doutrina da santificação por não crerem realmente na iminente volta
de JESUS, no arrebatamento da Igreja, que poderá ocorrer a qualquer momento.
Antigo
Testamento: hebraico - Qadash - Qadosh - Sagrado, SANTO, Dedicado, Consagrado.
Novo
Testamento - Hagiazõ - Hagios - Hagiasmos - Sagrado, SANTO, Dedicado,
Consagrado.
Katharizõ -
Tornar Limpo, Purificar
"Sereis santos,
porque Eu sou SANTO" ( Lv 11.44)
A aproximação
de DEUS ao homem só é possível pela santificação, efetuada pela lavagem pelo
sangue de JESUS.
O ESPÍRITO
SANTO revela o pecado ao homem para que haja arrependimento e então DEUS possa
perdoá-lo e santificá-lo.
I.
SANTIDADE, SANTIFICAR E SANTIFICAÇÃO
1. A
santidade de DEUS.
Nosso DEUS é
santíssimo: - A santidade de DEUS é intrínseca, absoluta e perfeita (Lv 19.2;
Ap 15.4). - No crente a santificação não é um estado absoluto, é relativo assim
como a lua, que não tendo luz própria, reflete a luz do sol (ver Hb 12.10; Lv
21.8b).
DEUS é
"SANTO" (Pv 9.10; Is 5.16), e quem almeja andar com Ele, precisa
viver em santidade, segundo as Escrituras.
"SANTO,
SANTO, SANTO é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua
glória" (Is 6.3; Ap 4.8), Com estas palavras, os serafins louvaram a
DEUS por sua perfeita santidade. 800 anos depois, João viu, numa visão
semelhante, os quatro seres viventes proclamando: "SANTO, SANTO,
SANTO é o Senhor DEUS, o Todo-Poderoso" (Apocalipse 4:8). Talvez a
única outra característica de DEUS que tem a mesma importância de sua santidade
seja seu amor (1 João 4:8). De Gênesis ao Apocalipse, as Escrituras enfatizam a
santidade de DEUS. É um aspecto de sua natureza que nós devemos estudar muito e
frequentemente.
2.
Santificar e santificação.
"Santificar"
é "pôr à parte, separar, consagrar ou dedicar uma coisa ou alguém para uso
estritamente pessoal".
SANTO é o
crente que vive separado do pecado e das práticas mundanas pecaminosas, para o
domínio e uso exclusivo de DEUS.
A palavra
santificar significa separar. Aquele que aceita a salvação através de JESUS
CRISTO está separado do mundo, embora vivendo nele. Nós somos separados, porque
fomos justificados, isto é, tornados sem culpa, porque CRISTO tomou sobre si as
nossas culpas. E se crermos e aceitarmos esse sacrifício em nosso lugar, então
DEUS nos justifica. Consequentemente, formamos um grupo separado, portanto,
santificado. É DEUS também que nos santifica.
A santificação
do crente tem dois lados:
a- separação
para a posse e uso de DEUS;
b- separação do
pecado, do erro, de todo e qualquer mal conhecido, para obedecer e agradar a
DEUS.
II.
A TRÍPLICE SANTIFICAÇÃO DO CRENTE
De acordo com a
Bíblia, a santificação do crente é tríplice:
1.
Santificação posicional (Hb 10.10; Cl 2.10; 1 Co 6.11; Rm 8.33, 34; 1 Jo
4.17b)
É estar
"Em CRISTO"
O crente pela
fé torna-se SANTO. - DEUS nos vê perfeitos. - Não há qualquer acusação contra
nós.- A santidade do Senhor passa a ser a nossa santidade"
Sentido
posicional da Santificação
No sentido
posicional todo o verdadeiro cristão é SANTO DE DEUS. Vejamos alguns aspectos
desse sentido da santificação:
- A
santificação posicional é um ATO SOBERANO de DEUS, mediante a obra de CRISTO
(Hb10:9-10)
- O cristão
verdadeiro é santificado em CRISTO (I Co 1:2)
- O cristão
verdadeiro é santificado por vocação divina (Rm 1:7; Hb 3:1)
- A
santificação posicional independe das nossas falhas ou imperfeições pessoais (I
Co 3:1-3; cf 6:11)
- Isso não
significa liberdade para andarmos como queremos. Há necessidade de SANTIFICAÇÃO
PRÁTICA.
2.
Santificação progressiva.
É a
santificação prática, aplicada ao viver diário do crente.
Pode ser
aperfeiçoada (2 Co 7.1). - Ocorre à medida que o ESPÍRITO o rege soberanamente
- O crente a busca, em cooperação com DEUS: "Sede vós também santos em
toda a vossa maneira de viver" (1 Pe 1.15).
SANTIFICAÇÃO
PROGRESSIVA se refere ao crescimento gradual do crente em conhecimento e
santidade, de forma que, tendo recebido justiça legal na
justificação, ele pode agora desenvolver a justiça pessoal em seu
pensamento e comportamento.
a) O lado
divino da santificação progressiva.
São meios, os
quais o Senhor utiliza para santificar-nos em nosso viver diário. (Hb 13.12; 1 Jo 1.7,9); (Sl 12.6; 119.9; Jo
17.17; Ef 5.26); (Rm 1.4; 1 Pe 1.2; 2 Ts 2.13); (Êx 29.43; 2 Cr 5.13, 14); (At
26.18; Fp 3.9; Tg 2.23; Rm 4.11).
(1) O sangue de
JESUS CRISTO - (2) a Palavra de DEUS - (3) o ESPÍRITO SANTO - (4) a glória de
DEUS manifesta - (5) e a fé em DEUS
. O PAI (I Ts 5.23)
. O FILHO, o Senhor JESUS CRISTO, ao verter seu precioso sangue (Hb 10.10; Hb
12.9-10)
. O ESPÍRITO SANTO (Rm 15.16; I Pe 1.2)
O poder interior e a unção do ESPÍRITO SANTO são, talvez, os maiores agentes
para nos dar a vitória sobre a carne (Rm 8.13; Gl 5.17).
b) O lado
humano da santificação.
DEUS é quem
opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. (Mt 5.6; 2 Tm
2.21, 22;1 Tm 5.22 ); (Êx 19.10,14; Ef 4.11,12); (2 Tm 1.5; 3.15); (Sl
51.10; 32.6); (Lv 27.28b; Rm 12.1,2)
Os meios
coadjuvantes (que nos auxiliam) de santificação progressiva são:
(1) O próprio
crente. Sua atitude e propósito de ser SANTO - (2) O SANTO ministério. Dever de
cooperar para a santificação dos crentes - (3) Pais que andam com
DEUS. - (4) As orações do justo: A oração tem efeito santificador. - (5)
A consagração do crente a DEUS: Rendição incondicional a DEUS
Ao mesmo tempo,
nos é dito em várias passagens que o cristão deve santificar-se.
Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso DEUS (Lv
20.7).
Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no
meio de vós (Js 3.5).
Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto
da carne como do ESPÍRITO, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de DEUS (II
Co 7.1).
Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também
de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra. Assim,
pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para
honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa
obra (II Sm 2.20-21).
De que meios os
crentes podem dispor para sua santificação?
A fé (At 26.18; 15.9).
Obediência à Palavra (Jo 17.17; Ef 5.26; Sl 119.105).
Rendição ao ESPÍRITO SANTO (Jo 16.13).
Compromisso pessoal. Na experiência inicial da santificação, que tem lugar na
conversão, DEUS separa o crente como vaso escolhido para o Seu uso e glória.
Mas chega uma hora na vida de todo seguidor sincero do Senhor JESUS CRISTO em
que ele, mediante um ato de profundo compromisso pessoal, se separa para
qualquer serviço que DEUS queira que faça. Nessa ocasião, ele se afasta das
coisas do mundo da carne e se dedica à vontade perfeita de DEUS para sua vida.
O indivíduo recebeu JESUS CRISTO como seu Salvador, mas agora O coroa como Rei
e Senhor da sua vida. Este é um ato real de santificação. Paulo se refere a
isto em Rm 12.1-2).
Rendição da
vida em definitivo a DEUS constitui a suprema condição para a santificação
prática. E isso envolve a entrega de todos os nossos membros à vontade dEle;
“Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de
iniquidade; mas oferecei-vos a DEUS, como ressurretos dentre os mortos, e os
vossos membros, a DEUS, como instrumentos de justiça” (Rm 6.13). Falo como
homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos
membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim
oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação
(Rm 6.19).
3. Santificação
futura.
"E o mesmo
DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso ESPÍRITO, e alma, e corpo
sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS
CRISTO" (1 Ts 5.23). Trata-se da santificação completa e final (1 Jo 3.2).
Ver também: Ef 5.27; 1 Ts 3.13.
É a consumação
do propósito de DEUS em nossa Santificação. Na vinda do Senhor JESUS CRISTO
seremos como Ele é. Seremos transformados à Sua própria imagem, perfeitos para
sempre (Rm 8:29; Fp 1:6; 3:20-21; I Jo 3:2)
III.
ESTORVOS À SANTIFICAÇÃO DO CRENTE
Embaraços que
impedem o cristão de viver em santidade.
(Êx 19.5,6); (Rm 13.12); (Ef 5.3; 2 Co
6.14-17); (At 10.10-15).
1.
Desobediência. - 2. Comunhão com as trevas. - 3. Erros a respeito da
santificação. - 4. Áreas da vida não santificadas.
Vejamos o que
não é a santificação bíblica. (Mt 23.25-28; 1 Sm 16.7); (Ef 2.10); (1 Jo
2.12, 13); (At 1.8;1 Co 14.3); (Mt 6.22,23).
a)
Exterioridade - Usos, práticas e costumes. b) Maturidade
cristã. Não é pelo tempo de crente. c) Batismo com o ESPÍRITO SANTO e
dons espirituais. não equivalem à santificação.
Alguns aspectos
reservados da vida do crente que não foram consagrados a DEUS, devem ser
apresentados ao Senhor. Como por exemplo, a mente, sentidos, pensamento,
instintos, apetites e desejos, linguagem, gostos, vontade, hábitos,
temperamento, sentimento. Um exemplo disso está em Mateus 6.22,23.
O que
SANTIFICAÇÃO não é
A) Afastamento
de seres humanos (Jo 17:15):
O Senhor nos
envia a pregar no mundo (Mc 16:15)
Não podemos
viver isolados (I Co 5:9-10);
Temos que viver
no mundo sem sermos contaminados pelo mundo (Jo 17:15; I Jo 2:15-17)
B) Conformação
com certo padrão de vida (Cl 2:16-23):
Moralismo. O
budismo, confucionismo, e outras ideologias ou formas religiosas consistem em
doutrinas com conteúdo filosófico moralista, mas nem por isso são santas
consoante o conceito bíblico de santidade.
Abstinências de
certas comidas e/ou bebidas.
C) Obediência a
regras ou ritos de formalismo religioso (Gl 4:8-10; 6:15):
A fonte de
santificação do crente não é o “legalismo”
Paulo condena
os ensinadores falsos que querem impor à Igreja regras e regulamentos que não
conduzem à santificação (C l 2:8-15)
C)
Manifestações ruidosas ou emotivas, beatices:
A santificação
é resultante da operação constante da graça de DEUS na nossa vida (I Ts 4:1-7),
quando lhe abrimos espaço para uma verdadeira e efetiva experiência da
plenitude do ESPÍRITO SANTO (Ef. 5:18). Em I Ts 4:1 Paulo fala em “progredindo
cada vez mais”, o que nos leva a perceber o aspecto progressivo da
santificação, que é operada pela graça do Senhor, mas que implica,
necessariamente, na nossa disposição de vontade e atitude sincera de
permissibilidade da ação do Senhor, operadora da santificação. Paulo fala,
também, nesse texto, da relação da nossa santificação com a “vontade de DEUS”
(v.3). Todo esse texto em Tessalonicenses evidencia que a santificação tem a
ver com a nossa postura ética, moral e espiritual (condições do ser interior) e
não com as levianas e até hipócritas manifestações exteriores de religiosidade
vã, sem correspondência ao que realmente somos na nossa experiência de vida
cotidiana. Essa falta de autenticidade não condiz com a necessária santidade.
IV.
A NECESSIDADE DE O CRENTE SANTIFICAR-SE
Para esse
tópico aconselhamos a leitura meditativa de 2 Coríntios 7.1 e 1 Tessalonicenses
4.7. (Rm 7.23;
8.2); (1 Pe 1.16; Lv 11.44; Ap 22.11); (Is 57.15; 1 Co 3.17); (1 Ts 3.13; 5.23;
2 Ts 1.10; Hb 12.14); (1 Ts 4.3); (Lv 10.3; Nm 20.12); (Êx 8.25).
Motivos para o
crente santificar-se:
1. A Bíblia
ordena. - 2. Os Santos serão arrebatados. - 3. A santidade revelada de DEUS é
revelada através do procedimento justo e da vida santificada do crente. - 4. Os
ataques do Diabo.
Mistura em que
o crente não deve se meter:
a- Da igreja
com o mundanismo; b- Da doutrina do Senhor com as heresias; c- Da adoração com
as músicas profanas; etc.
CONCLUSÃO
Em muitas
igrejas hoje, a santificação é chamada de fanatismo. Nessas igrejas falam muito
de união, amor, fraternidade, louvor, mas não da separação do mundanismo e do
pecado. Notemos que as "virgens" da parábola de Mateus 25 pareciam
todas iguais; a diferença só foi notada com a chegada do noivo.
A
santidade é fundamental para que a Igreja exerça, com resultado eficiente, a
sua gloriosa missão no mundo. É uma área pouco levada a sério, nos dias de
hoje, quando suportamos terrível pressão que o contexto em que estamos metidos
nos impõe.
"Santificação
e Pentecostes
1.Santificados
antes do Pentecostes.
Lendo a Bíblia
cuidadosamente, vemos que os discípulos eram pessoas salvas e santificadas e
haviam recebido a unção do ESPÍRITO antes do dia de Pentecostes. Em João
17.15-17, JESUS ora: 'Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade'.
JESUS é a Palavra e a verdade, por isso os discípulos foram santificados pela
verdade na mesma noite em que ele orou por eles (Jo 20.21-23). Os discípulos,
portanto, já estavam cheios da unção do ESPÍRITO SANTO antes do dia de
Pentecostes, e isso os sustentou até que foram dotados com poder do alto. No
primeiro capítulo de Atos, JESUS orienta os discípulos a esperarem pela
promessa do PAI. Não era para esperar pela santificação. O sangue de CRISTO já
havia sido derramado na cruz do Calvário. Ele não ia enviar o seu sangue para
limpá-los da carnalidade, mas o seu ESPÍRITO, para dotá-los com poder.
2. A
Santificação.
Não há nada
mais doce, mais sublime ou mais SANTO neste mundo do que a santificação. O
batismo com o ESPÍRITO SANTO é o dom de poder na alma santificada,
capacitando-a para pregar o Evangelho de CRISTO ou para morrer na fogueira. O
batismo reveste o crente até o dia da redenção, de modo que ele esteja pronto
para encontrar-se com o Senhor JESUS à meia-noite ou a qualquer momento, porque
tem óleo em sua vasilha, junto com a sua lâmpada.
Você é
participante do ESPÍRITO SANTO no batismo pentecostal da mesma maneira que foi
participante do Senhor JESUS CRISTO na santificação."
(SEYMOUR,W.J.
Santificados antes do Pentecostes. In KEEFAUVER, Larry (ed.). O avivamento
da Rua Azusa - Seymour. RJ: CPAD, 2001, p.80-3.)
"Porque
esta é a vontade de DEUS, a vossa santificação: que vos abstenhais da
prostituição" (1 Ts 4.3).
A santificação
é um processo provido por DEUS através do qual o crente torna-se SANTO. Ela faz
a diferença entre os que vão subir aos céus e os que vão ficar na segunda vinda
de JESUS.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE: 1 TESSALONICENSES 4.1-7
1 Finalmente,
irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor JESUS a que, assim
como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a DEUS,
assim andai, para que continueis a progredir cada vez mais;2 porque vós
bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor JESUS.3 Porque esta é a
vontade de DEUS, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição,4 que
cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra,
5 não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a DEUS.6
Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é
vingador de todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e
testificamos.7 Porque não nos chamou DEUS para a imundícia, mas para a
santificação.
Nos versículos
1 e 2 do capítulo quatro, Paulo exorta os tessalonicenses a que não vivam
apenas de acordo com o seu exemplo, mas também progridam na fé e no
conhecimento do Senhor JESUS CRISTO.
Após uma breve
exortação, Paulo trata de assuntos morais específicos (vv.3-6), e conclui com
uma admoestação (v.7). Devemos entender essas admoestações dentro do contexto
de uma cidade portuária pagã como Tessalônica, em que a corrupção e a
licenciosidade eram conhecidas de todos. A proibição de Paulo quanto aos
pecados sexuais revela que, ao aceitar o evangelho, o crente deve romper com a
moral sexual permissiva de sua época. Porquanto, a expressa vontade de DEUS é a
santificação do crente, ou seja, que ele se abstenha da prostituição,
imoralidade, concupiscência e da fraude (v.3-6): "Porque não nos chamou
DEUS para a imundícia, mas para a santificação" (v.7).
COMENTÁRIO:
INTRODUÇÃO
Santificação é
o tema desta lição, portanto nos aproximemos de DEUS com reverência e temor,
para que aprendamos como nos portar em meio a uma sociedade corrompida e cruel,
que só visa seu próprio prazer e satisfação.
1. Um apelo
veemente.
1Ts 4.1
Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor JESUS a que, assim
como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a DEUS,
assim andai, para que continueis a progredir cada vez mais;
Paulo roga ou
pede em com insistência, ainda exorta ou chama a atenção dos Tessalonicenses,
dizendo que este ensino vem do Senhor JESUS CRISTO, não vem dele Paulo e
nem de nenhum outro homem.
2. Vivendo para
agradar a DEUS (v.1).
Paulo já havia
lhes ensinado não só falando, mas também praticando perante eles, a maneira
correta de se portarem para agradarem a DEUS. Agora seu desejo é que continuem
progredindo nisto e não que voltem às antigas práticas de antes, que só os
afastava cada vez mais de DEUS.
O progresso da
vida cristã depende, fundamentalmente, da observância dos preceitos e
mandamentos de DEUS encontrados em sua Palavra. A figura do “andar” é bem usada
na Bíblia, denotando a conduta da pessoa, o modo de viver, as atitudes, as
ações, as obras, e o comportamento em geral (Sl 128.1; Fp 1.27; 1 Jo 2.6).
A santificação
é um processo contínuo na vida do crente que nunca para ou volta, mas sempre
está crescendo na graça e no conhecimento do Senhor.
Ap 22.11 Quem é
injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo,
faça justiça ainda; e quem é SANTO, seja santificado ainda.
II. O VALOR DA
SANTIFICAÇÃO
1. Mandamentos
dados por JESUS (v.2).
4.2 porque vós
bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor JESUS.
Paulo, tendo
aprendido de JESUS que o mais importante era amar a DEUS sobre todas as coisas
e ao próximo como a si mesmo, assim os ensinou a agradarem a DEUS em tudo,
temendo-O e respeitando-O, além de amarem a sua criação maior, os homens.
2. A
santificação é a vontade de DEUS para o crente (v.3). "a vossa
santificação"
1 Ts 4.3 Porque
esta é a vontade de DEUS, a vossa santificação: que vos abstenhais da
prostituição,
A vontade de
DEUS não se resume, é claro, somente a isto, mas esta é uma que está inclusa em
sua vontade perfeita para seus filhos legítimos, criados em CRISTO JESUS
para santificação. Esta santificação aqui tem a ver com o proceder sexual dos
Tessalonicenses, pois os gregos em sua maioria viviam o Helenismo, ou seja, a
maneira de viver regada por atos sexuais ilícitos, na maioria das vezes até
homossexuais como seus líderes, como exemplo podemos citar Alexandre, o grande,
que é citado na história e em filmes históricos como alguém que vivia em união
sexual com rapazes (Veja filme recente - Alexandre - 2005).
Esta
prostituição que Paulo cita aqui, provém da união sexual tanto entre pessoas do
mesmo sexo, como de sexos diferentes, porém sem a união civil e social exigida
por DEUS através do casamento.
Processo de
crescimento espiritual, quanto mais nos chegamos para DEUS, mais sentimos Sua
santidade e nos moldamos a esta santidade. Nosso padrão é JESUS.
ESTA É A
VONTADE DE DEUS. Embora vivessem numa sociedade onde o pecado sexual era comum
e aceitável, os apóstolos não transigiam com a verdade e a santidade de DEUS.
Não rebaixaram os padrões morais para acomodá-los às idéias e tendências
daquela sociedade.
3. Abstendo-se
da prostituição (v.3).
"que vos
abstenhais da prostituição” - Mateus 5.32; 15.19; 19.9 (relações ilícitas); 1
Coríntios 5.1 (fornicação); 6.18; 7.2 (impureza); Ap 17.2 (devassidão). Sempre
que se deparavam com baixo padrões morais em alguma igreja (cf. Ap 2.14,15,20),
repreendiam-na e procuravam corrigi-la. Considerando padrões a baixa moralidade
que prevalece em nossos dias, precisamos de dirigentes do tipo dos apóstolos,
para conclamar a igreja a obedecer aos padrões divinos de retidão
III. O
RELACIONAMENTO SEXUAL ENTRE OS CRISTÃOS
1. Que cada um
saiba possuir “o seu vaso”.
1 Ts 4.4 que
cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra,
A exortação é
pessoal (cada um de vós), saiba ou fique sabendo e pratique, possuir com o
sentido de viver ou morar neste corpo, ou invólucro, de maneira tal que não
misture o que é de DEUS com o que Satanás inspire neste homem, pois DEUS só se
agrada daquele que vive separadamente para Ele, ou seja em santificação,
honrando a presença de DEUS em seu corpo, agora templo do ESPÍRITO SANTO.
2. Fazendo a
diferença na vida sexual.
4.5 não na
paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a DEUS.
A paixão é
cega, é sem rumo certo, podendo atender a qualquer ordem da carne, sem
consultar ao ESPÍRITO SANTO. A concupiscência, ou desejo ardente de atender à
carne, deve ser dominada pela Palavra de DEUS, até mesmo sufocada para que não
seja satisfeita, em prejuízo da salvação. Os gentios aqui é uma referência aos
povos sem DEUS (os não convertidos a CRISTO) e não apenas aos que não são Judeus.
IV. ÉTICA NO
RELACIONAMENTO COM OS IRMÃOS
1. Não oprimir
nem enganar.
“Ninguém oprima
ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas
estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos” (4.6).
NINGUÉM...
ENGANE A SEU IRMÃO. A imoralidade sexual de um cônjuge prejudica o outro, seja
ele crente ou não. "Enganar" (gr. pleonokteo) significa
"ultrapassar o certo", "transgredir", "exceder".
Todo tipo de relacionamento sexual fora do casamento, além de pecaminoso, constitui
terrível ato de injustiça contra a outra pessoa. O adultério viola os direitos
do outro cônjuge. Intimidades sexuais antes do casamento arruínam a santidade e
a castidade estabelecidas por DEUS para o gênero humano. Destroem a pureza e a
virgindade, que devem ser conservadas para o casamento.
4.6 Ninguém
oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de
todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos.
A nenhum crente
é permitido oprimir, com o sentido aqui de escravizar, ou usar o corpo de um
servo de DEUS para sexo sem seu expresso consentimento antes do matrimônio,
pois o costume na época era que o escravo ou escrava, tinha o dever de praticar
sexo com seu senhor ou senhora, mesmo que fosse do mesmo sexo e sem nenhum
vínculo amoroso ou de compromisso de casamento. Aqui envolve também a obrigação
do sexo anal ou o oral, exigidos e considerados normais nesta, que era
uma sociedade corrompida e governada por filósofos e reis devassos.
DEUS é vingador
dessas coisas, como vimos em Sodoma e Gomorra, onde reinava o sexo livre e o
Senhor os destruiu a todos. Também podemos entender a vingança de DEUS contra
os homossexuais lendo a carta do apóstolo Paulo aos Romanos, no capítulo 1 e
entendermos claramente o castigo que tiveram, com o surgimento da AIDS,
recebendo em si mesmos o prêmio pelo descaso com a santidade requerida por
DEUS.
Rm 1.19 Porquanto, o que de DEUS se pode conhecer, neles se manifesta,
porque DEUS lho manifestou. 20 Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno
poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo
percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; 21
porquanto, tendo conhecido a DEUS, contudo não o glorificaram como DEUS, nem
lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração
insensato se obscureceu. 22 Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, 23 e
mudaram a glória do DEUS incorruptível em semelhança da imagem de homem
corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. 24 Por isso DEUS os
entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus
corpos desonrados entre si; 25 pois trocaram a verdade de DEUS pela mentira, e
adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente.
Amém. 26 Pelo que DEUS os entregou a paixões infames. Porque até as suas
mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; 27
semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram
em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza
e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro. (grifo
nosso) 28 E assim como eles rejeitaram o conhecimento de DEUS, DEUS, por
sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não
convêm; 29 estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios
de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; 30 sendo murmuradores,
detratores, aborrecedores de DEUS, injuriadores, soberbos, presunçosos,
inventores de males, desobedientes ao pais; 31 néscios, infiéis nos contratos,
sem afeição natural, sem misericórdia; 32 os quais, conhecendo bem o decreto de
DEUS, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as
fazem, mas também aprovam os que as praticam.
2. Chamados
para ser Santos.
“Porque não nos
chamou DEUS para a imundícia, mas para a santificação” (4.7).
- A
santificação vem, diz o apóstolo, a partir da abstenção da prostituição (I
Ts.4:3 “in fine”). Ora, a palavra “prostituição”, que, em algumas outras
versões da Bíblia, é traduzida por “fornicação” (Tradução Brasileira-TB, Versão
de Antonio Pereira de Figueiredo-APF), “imoralidade” (Tradução Ecumênica
Brasileira-TEB), “luxúria” (Bíblia de Jerusalém-BJ), “imoralidade sexual” (Nova
Versão Internacional-NVI), “libertinagem” (Edição Pastoral-EP), “impureza”
(Versão dos Monges de Mardesous-VMM) é a palavra grega “porneia”, que é mais
bem traduzida por “impureza sexual”. Assim sendo, toda e qualquer atividade
sexual que for impura está abrangida aqui. (www.escoladominical.com.br
Caramuru)
4.7 Porque não
nos chamou DEUS para a imundícia, mas para a santificação.
DEUS nos chamou com um propósito definido de santificação, de separação para
DEUS, nunca foi de Seu desejo que o homem se tornasse escravo de Satanás e de
seus desejos inescrupulosos de degradar todo o sentido de santidade que DEUS
planejou para sua criatura.
Lv 20.7
Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso DEUS.
3. Desprezando
a DEUS.
“Portanto, quem
despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a DEUS, que nos deu também o seu
ESPÍRITO SANTO” (4.8).
Paulo está
esclarecendo, aos desobedientes, que o não obedecer ao que ele estava
ensinando, era o mesmo que não obedecer ao Senhor, pois foi o mesmo Senhor que
lhe transmitiu estes ensinamentos. No ensino de Paulo sobre a prostituição
estava contida a vontade do próprio DEUS sobre o assunto.
Santificação,
Comprometidos com a Ética do ESPÍRITO
Mostrar o
quanto devemos estar comprometidos com a ética do ESPÍRITO.
É preciso enfatizar que a vida de santidade está amparada na glória de DEUS. O
DEUS SANTO nos separou, nos tomou para Ele. Não há outra opção, não podemos
dividir sua glória, pois Ele não a dá a outrem. Assim, santidade é a capacidade
de viver aqui na Terra de modo que enalteça o nosso DEUS. Quem experimenta
verdadeiramente o novo nascimento não se contenta em viver de maneira menos
elevada do que preceitua o SANTO Evangelho.
Fomos chamados para ser embaixadores do Reino de DEUS. Representamos um reino
glorioso, majestoso e amoroso. Não há como desejar nada inferior a isso.
É preciso ter uma vida santa, estar comprometido com a ética do ESPÍRITO.
O Antigo
Testamento mostra que a santidade de DEUS se originou nEle mesmo, ela é a
plenitude gloriosa de sua excelência moral.
No Novo Testamento a santidade é a semelhança do caráter de CRISTO.
O ESPÍRITO SANTO é a fonte de santidade, segundo o padrão de JESUS CRISTO.
A santidade
revela a plenitude gloriosa da excelência moral de DEUS e, por isso, ela é
elevada. O fracasso de muitos em vivê-la não altera em nada o SANTO ideal de
DEUS para o homem, que é a sua imagem e semelhança. Nesse sentido, mostre a
beleza da santidade, o valor elevado de representar o Reino de DEUS com
coerência e sinceridade de coração.
O ideal SANTO está em DEUS, não no homem. Ainda temos o ESPÍRITO SANTO como a
fonte de toda a santidade, que nos ajuda a manifestar o caráter de CRISTO.
Sobre a Santificação
“A santificação é o processo mediante o qual DEUS está purificando o mundo e os
seus habitantes. Seu alvo derradeiro é que tudo, tanto as coisas animadas
quanto as inanimadas, seja purificado de qualquer mancha de pecado ou de
impureza. Com essa finalidade, Ele tem proporcionado os meios de salvação
mediante JESUS CRISTO. E, no fim dos tempos, Ele pretende consignar ao fogo
tudo quanto não pode ou não quer ser purificado (Ap 20.11 – 21.1; ver também 2
Pe 3.10-13), e assim tirar da Terra tudo o que é pecaminoso.” Leia mais em:
“Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal”, 2019, pp.407-08.
“É impossível e não há base bíblica para se crer que um avivamento que só
recebe o ESPÍRITO SANTO como inspirador da Palavra ou da ação, e não da
santificação pessoal também, continue no seu poder. ‘Entristecer’ o ESPÍRITO de
DEUS por falta de santificação (Ef 4.30) com certeza termina também na
‘extinção’ do ESPÍRITO de DEUS na sua manifestação (1 Ts 5.19). O plano
divinamente equilibrado revelado no Novo Testamento é onde o ESPÍRITO SANTO se
assemelha na origem tanto do fruto como do dom; e para as duas abençoadas fases
da nossa redenção Ele é bem-vindo e obedecido.
[…] [Também] existe o erro de que receber o batismo com o ESPÍRITO SANTO torna
o crente sem pecado, perfeito ou algo parecido com isso. A verdade bíblica é a
de que, em seguida ao batismo com o ESPÍRITO, haja uma grande ‘porcentagem’ de
santificação pessoal ainda necessária no crente, e isso se processa à medida
que os filhos de DEUS agora continuem a ‘andar em ESPÍRITO’ (Gl 3.2,3;
5.16-25). É inútil pensar que qualquer ‘benção’ ou ‘experiência’ possa
substituir um ‘andar’ contínuo no ESPÍRITO – por mais útil que tal bênção possa
muitas vezes ser” (GEE, Donald. Como Receber o Batismo no ESPÍRITO SANTO:
Vivendo e testemunhando com poder. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp.60,61).
A respeito de “Santificação: Comprometidos com a Ética do ESPÍRITO”, responda:
Qual a ideia predominante de santidade ou santificação no Antigo Testamento? A
ideia predominante de santificação ou santidade no Antigo Testamento é de
separação tanto de pessoas como de lugares e coisas para o serviço sagrado.
O que é santificação posicional? A santificação que ocorre de maneira
instantânea, isso quando o pecador recebe a salvação em JESUS pela fé (1 Co
1.30).
O que é santificação progressiva? Ao nascer, a criança continua o seu
crescimento físico e mental, e isso se aplica também à vida espiritual (Hb
5.12,13; 1 Pe 2.2). É o mesmo processo que ocorre no desenvolvimento do caráter
do crente.
Por que DEUS exige santidade do seu povo? DEUS é SANTO e por isso exige
santidade de seu povo.
O que é ética cristã? A ética cristã é um estudo sistemático sobre os
princípios e as práticas do que é certo e errado à luz das Escrituras Sagradas,
trata-se da parte da teologia que estuda o padrão de conduta conforme a vontade
de DEUS (Rm 12.1,2).
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REVISTA
NA ÍNTEGRA, LIÇÃO 3, BETEL, OS COMPROMISSOS DOS DISCÍPULOS DE CRISTO, 1º TRIMESTRE 2026
Escrita Lição
3, Betel, Os compromissos dos discípulos de CRISTO,
1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
Para
nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
EBD | 1° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL |
TEMA: OS DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO – Crescendo em maturidade
espiritual e vivendo a missão até a eternidade com JESUS CRISTO | Escola
Bíblica Dominical
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- O CHAMADO
PARA O COMPROMISSO
1.1. O
compromisso de carregar a própria cruz.
1.2. O
compromisso de ser verdadeiro.
1.3. O
compromisso com a obediência.
2-O
COMPROMETIMENTO COM CRISTO
2.1.
Comprometidos com a Igreja.
2.2.
Comprometidos com o autoexame.
2.3.
Comprometidos com a Palavra.
3- O DISCÍPULO
DE CRISTO E A ÉTICA
3.1.
Resplandecendo no mundo.
3.2. O
compromisso com o bem.
3.3. A base da
ética cristã: A Palavra de DEUS.
TEXTO ÁUREO
“Então eles,
deixando logo as redes, seguiram-no”, Mateus 4.20.
VERDADE
APLICADA
O discípulo
deve honrar seu compromisso com CRISTO, seguindo pelos caminhos que Ele o
direcionar.
OBJETIVOS DA
LIÇÃO
Reconhecer a relevância do chamado.
Ressaltar que o compromisso é a base do discipulado cristão.
Conhecer a importância de viver segundo a ética ensinada por CRISTO.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA – Mateus 4.18-19,21; 28.19-20
MATEUS 4. 18 E JESUS,
andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e
André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 19 E
disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 21 E,
adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, FILHO de Zebedeu, e João,
seu irmão, num barco, com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e chamou-os.
MATEUS 28. 19
Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do PAI, e do FILHO,
e do ESPÍRITO SANTO. 20 Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho
mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos
séculos. Amém.
LEITURAS
COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Jo 15.12 O compromisso cristão de amar o próximo.
TERÇA | 1Jo 2.6 Andar como CRISTO é comprometer-se com Ele.
QUARTA | Lc 9.60 O discípulo se compromete a seguir o Mestre.
QUINTA | Mt 22.37 O compromisso de amar a DEUS acima de tudo.
SEXTA | Hb 10.25 O compromisso com a congregação.
SÁBADO | Nm 30.2 O compromisso com o voto a DEUS.
HINOS
SUGERIDOS: 9, 16, 515
MOTIVO DE
ORAÇÃO: Ore para manter firme o seu
compromisso com CRISTO.
PONTO DE
PARTIDA: Estamos comprometidos com CRISTO.
INTRODUÇÃO
Ao atender ao chamado do Senhor para um viver comprometido com Ele,
assumimos os muitos compromissos que atestam a autenticidade dos discípulos de JESUS.
Dentre outros, o compromisso com a igreja local, com o contínuo cuidado pessoal
e com ter a Palavra de DEUS como regra de fé e conduta. Tais compromissos
contribuem para nossa edificação, o testemunho cristão e a Glória de DEUS.
1- O CHAMADO PARA O COMPROMISSO
Quando atendemos ao chamado do Senhor para ser Seus discípulos,
contamos com a garantia de Seu contínuo cuidado conosco (1Pe 5.7). Ele toma
conta de toda a Criação e dá especial cuidado a quem O ama (Sl 145.20). Se DEUS
cuida das flores e dos passarinhos, quanto mais cuidará de nós, assumimos um
compromisso com Seu FILHO (Mt 6.26-34). Diante disso, devemos nos perguntar se
estamos determinados a seguir JESUS e aprender com Ele. Embora essa não seja
uma tarefa fácil, JESUS prometeu estar conosco todos os dias (Mt 28.20).
1.1. O compromisso de carregar a própria cruz.
Assumir um compromisso com CRISTO requer renúncia e
disposição para segui-lo e carregar a própria cruz. Isso envolve um
comprometimento incondicional com CRISTO, que é crucificar o eu: “E qualquer
que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo”, Lc
14.27. JESUS estava dizendo que, para segui-Lo, precisamos nos submeter à
disciplina do Evangelho e não desistir da jornada cristã, independente das
circunstâncias. Carregar a cruz não é abandonar todos os sonhos e projetos, mas
submetê-los ao Senhorio de CRISTO e assumir as responsabilidades de discípulo,
obedecendo às Suas ordenanças com a certeza de que já não somos mais nós que
vivemos, mas CRISTO vive em nós (Gl 2.20).
Bispo Oides José do Carmo (Revista Betel Dominical, 3º Trimestre de
2017, Lição 12): “Levar a sua cruz – Quando JESUS falou sobre ‘levar a sua
cruz’ (Lc 14.27), a multidão sabia que se tratava de um instrumento de pena de
morte, comumente utilizado entre os romanos, para os escravos e criminosos. Num
sentido figurado, significa enfrentar sofrimento, provação, reprovação por
parte da sociedade, vergonha e expor -se à morte. Um homem condenado carregava
a cruz até o local onde seria executado. Ou seja, levar a cruz é crucificar o
eu. Em outros textos diz: “tome cada dia a sua cruz” (Lc 9.23). Diariamente, o
discípulo de JESUS renova a sua entrega incondicional a Ele.”
1.2. O compromisso de ser verdadeiro.
A verdade tem em si uma grandeza espiritual, presente em quem
assume o compromisso de refletir o Caráter de CRISTO no mundo (Fp
2.5). Isso significa caminhar na luz, sem mentiras ou atitudes obscuras (Lv
19.11). A Bíblia não diz que JESUS é uma possível verdade, mas que Ele é a
Verdade (Jo 14.6). Assim, o verdadeiro discípulo de CRISTO deve sempre dar
testemunho da verdade, seja em sua vida pública ou privada (Jo 8.32).
Bispo Abner Ferreira: (Pregando sobre os problemas da
vida-Reflexões. Editora Betel, 2024, p, 272): “CRISTO é a Verdade! Assim, em
tempos de fake News e receio quanto à apreciação da verdade, vale lembrar e
reafirmar que nossa única esperança está em CRISTO, que é a verdade
incondicional: “(…) A verdade nos aproxima mais de CRISTO porque nos aproxima
mais de nós mesmos. JESUS é a exclusiva Verdade; e as verdades que existem só
podem brotar da única Verdade, que é CRISTO. Fora dEle, tudo é falso (Jo 14.6).
O discípulo de CRISTO não pode fazer uso da mentira nem do engano”.
1.3. O compromisso com a obediência.
Colocar JESUS em primeiro lugar é uma característica do discípulo,
que tem o compromisso de obedecê-lo de todo o coração (1Pe 1.22). A obediência,
portanto, é uma das virtudes da vida cristã e está diretamente relacionada ao
amor a DEUS e aos Seus Mandamentos (Jo 14.15). Nesse processo, os discípulos
conectados a CRISTO se distanciam do pecado e se inclinam às virtudes do ESPÍRITO,
mantendo-se fiéis aos princípios do Evangelho.
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 2º Trimestre de
2024, Lição 6): “Ser obediente faz parte do estilo de vida que se requer de
todo discípulo de CRISTO. Trata-se de um princípio bíblico, revelado desde o
início da humanidade. É relevante a obediência em nosso relacionamento com DEUS
e em diferentes níveis de relacionamento interpessoal. Nosso maior exemplo é JESUS
CRISTO – obediente até a morte (Rm 5.19; Fp 2.8; Hb 10.9)”.
EU ENSINEI QUE:
Quem ama a DEUS obedece aos Seus Mandamentos
2- O
COMPROMETIMENTO COM CRISTO
O comprometimento do discípulo com Seu Senhor JESUS CRISTO se
expressa no comprometimento com o desenvolvimento da igreja local, com o
contínuo autoexame à luz da Palavra, com a ajuda do ESPÍRITO SANTO, e com as
Escrituras Sagradas como regra de fé e conduta.
2.1. Comprometidos com a Igreja
Entre os compromissos dos discípulos do Senhor está a Igreja,
coluna e firmeza da Verdade (1Tm 3.14-16). A Igreja é o Corpo de CRISTO, cujos
membros diferentes e diversos exercem diferentes funções (Rm 12.4-5). A
adequada atuação de cada parte do Corpo o faz crescer e se desenvolver (Ef
4.16). Paulo escrevendo aos coríntios diz que os membros do Corpo de CRISTO
cuidam uns dos outros (1Co 12.25). Portanto, aquele que verdadeiramente está
comprometido com CRISTO, expressa comprometimento com o cuidado, a
participação, a cooperação e o sustento da igreja local.
Pastor Josué R. de Gouveia (Revista Betel Dominical 3º Trimestre de
2024-Lição 4): “O cristão precisa estar comprometido com um grupo específico de
discípulos para ser um verdadeiro seguidor de CRISTO. Você não é o Corpo de CRISTO
isolado, você precisa de outros para expressar essa condição. Juntos, e não
separados, somos o Corpo de CRISTO (Jo 13.35). Existem algumas analogias para o
cristão desconectado da Igreja: um jogador de futebol sem time; um soldado sem
tropa ao comandante; uma ovelha sem rebanho; mas o mais incompreensível quadro
é de uma criança sem família, pois sem a família de DEUS o crente é órfão”.
2.2. Comprometidos com o autoexame
O autêntico discípulo de CRISTO está em constante vigilância e
oração, pois sabe que depende inteiramente da Graça e da Misericórdia do Senhor
(Lm 3.22). Sabe da relevância de estar atento quanto ao seu estado espiritual
para não ter o coração carregado do que desagrada ao Senhor (1Co 11.28; Lc
21.34). Contudo, devemos estar bem cientes de que até mesmo para praticar o
autoexame e cuidar de nós dependemos da luz da Palavra de DEUS e da ação do ESPÍRITO
SANTO, pois não somos autossuficientes (Sl 139.23-24; 2Co 13.5).
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical-3º Trimestre de
2024-Lição 2): “A chamada é para examinarmos a nós mesmos e não a outros” (1Co
11.28,29). Fazer um autoexame, uma análise minuciosa, uma introspecção. É
necessário ter uma consciência verdadeira para se examinar a si mesmo. A
consciência é o maior tribunal que existe, e o fórum é o nosso interior. Quando
esse tribunal se corrompe ou fica cauterizado, não julga mais nada. A
consciência foi dada ao ser humano para ele discernir entre o certo e o errado,
o justo e o injusto, o fiel e o infiel, o verdadeiro e o falso. Paulo deu
instruções a Timóteo, seu FILHO na fé (1Tm 1.18,19)”.
2.3.
Comprometidos com a Palavra
O amor a DEUS nos leva ao compromisso com Sua Palavra. O discípulo
que constrói uma relação afetiva com o Reino está disposto a obedecer à Palavra
de DEUS (Jo 14.15) e apreender tudo que nela está escrito (Tg 1.22). Quanto
mais cultivamos a leitura e a meditação na Palavra de DEUS, mais nos
aproximamos de DEUS e vamos vencendo as investidas do maligno.
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 4º Trimestre de
2017, Lição 11):”A Bíblia e CRISTO são inseparáveis. Do Antigo ao Novo
Testamento, Ele é o personagem central (Lc 24.44; Jo 5.39), cuja missão foi a
salvação de toda a humanidade (Lc 19.10; At 4.12). CRISTO é o tema central de
toda a Bíblia. O próprio Senhor JESUS afirmou que as Escrituras testificam
dEle. Filipe disse para Natanael acerca de CRISTO: ‘aquele de quem Moisés
escreveu na lei, e os profetas (Jo 1.45).” Aquele que está em CRISTO busca, com
fé e interesse, conhecer mais do Senhor e de Sua vontade, como revelado nas
Escrituras.
EU ENSINEI QUE:
A Igreja é o meio pelo qual os discípulos exercem o compromisso de
comunicar JESUS CRISTO ao mundo.
3- O DISCÍPULO DE CRISTO E A ÉTICA
O comprometimento com CRISTO influencia todas as áreas da vida do
discípulo, inclusive a moral. Para tanto, num contexto de
corrupção, imoralidade, relativismo, hedonismo e tantas outras
características, o discípulo de CRISTO busca, na Bíblia, conhecer os princípios
que nortearão suas escolhas, decisões, ações e reações. Seu sistema de crenças
e valores é resultado do comprometimento com CRISTO e da consciência de que seu
viver deve glorificar a DEUS.
3.1. Resplandecendo no mundo
O apóstolo Paulo, escrevendo ao cristãos de Filipos, diz que
eles deveriam ter um comportamento exemplar não somente dentro da Igreja, mas
também na sociedade em que viviam (Fp 2.15). Paulo compara a vida dos
discípulos de CRISTO com a diferença produzida pela luz num ambiente escuro. A
ética cristã enfatiza a responsabilidade pessoal e coletiva de agir de forma
moral, buscando fazer o bem e não o mal, mesmo em um mundo marcado por desafios
complexos. É o comportamento daquele que nasceu de novo, considerado luz, sal e
testemunha de JESUS CRISTO. Para tanto, dependemos da Palavra de DEUS e da
ajuda do ESPÍRITO SANTO.
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical – 2º Trimestre de
2024 Lição 9): “Na verdade, precisamos não só nos afastar do mal, mas nos
abster de toda aparência do mal (1Ts 5.22). Devemos fugir de tudo que nos
envergonha, de tudo que fere a nossa boa conduta cristã, de tudo que impede a
nossa comunhão com DEUS e do jugo desigual com os ímpios (2Co 6.14). Não
podemos ficar escravos das coisas só porque elas são lícitas. Muitos estão
dominados por tantas coisas que tiram o tempo de adoração a DEUS, de prestar
culto a Ele, de fazer as coisas para o Seu Reino”.
3.2. O compromisso com o bem
A ética cristã é a ética do amor. O Apóstolo João escreveu que
conhecemos o amor com que CRISTO deu Sua vida por nós, e nós devemos nos doar
ao próximo (1Jo 3.16). Nosso amor deve se expressar em ações (1Jo 3.18),
perseverando em fazer o bem (Gl 6.9). O Apóstolo Paulo aconselha os discípulos
de CRISTO a evitarem o mal e se apegarem ao bem (Rm 12.9). Portanto, DEUS nos
chama a abrir o coração para o amor leal e abnegado (1Co 13.4-6).
Pastor Israel Maia (Revista Betel Dominical 1 Trimestre de 2008 –
Lição 10): “Há fraude no coração dos que machucam o mal. Em Romanos 2.6-7,
Paulo afirma que todo aquele que perseverar em fazer o bem terá uma recompensa,
que é a vida eterna. Ele não ensina que basta fazer o bem, mas que também se
deve insistir em fazê-lo, porque o segredo está na perseverança, em ser
constante no fazer o bem, porque a glória, a honra e a retidão estarão
garantidas mediante a perseverança.
3.3. A base da
ética cristã: A Palavra de DEUS
Não é possível uma ética cristã sem fundamento bíblico. Para o
discípulo de CRISTO, os princípios bíblicos precedem a ética. O salmista
declara que a Palavra de DEUS é luz que ilumina o seu viver e dá sabedoria (Sl
119.105,130). Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Fazemos parte de
diferentes grupos sociais e convivemos com pessoas que ainda não nasceram de
novo. Portanto, é preciso constante vigilância, que a Palavra de DEUS abunde em
nosso coração, orar em todo o tempo e sermos guiados pelo ESPÍRITO para
identificar e aplicar os princípios bíblicos nas diversas situações do nosso
dia a dia.
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical – 2º Trimestre de
2024 – Lição 7): “A Bíblia é um Manual de normas, práticas e fé, normalmente
nós a usamos somente como regra de fé e nos esquecemos de que ela é composta de
muitas normas, regras, ordenanças, estatutos, mandamentos, leis divinas e
orientações; todas elas precisam ser praticadas, pois a fé precisa das obras
para se firmar (Tg 2.14). JESUS disse que todo aquele que ouve as Suas palavras
e não as cumpre, não as pratica, será comparado ao homem insensato que edificou
sua casa sobre a areia (Mt 7.26)”.
EU ENSINEI QUE
As doutrinas bíblicas orientam a caminhada cristã, cuja vitória
está no relacionamento profundo e verdadeiro com CRISTO.
CONCLUSÃO
O compromisso do discípulo de CRISTO é uma entrega total e
contínua, marcada por: obediência à Vontade de DEUS, amor ao próximo e viver
segundo os ensinamentos de JESUS. Esse chamado exige renúncia, fidelidade aos
princípios cristãos e testemunho da fé em meio aos desafios do mundo. Por fim,
o discípulo deve refletir o Caráter de CRISTO, contribuindo para a expansão do
Reino de DEUS com humildade, coragem e esperança.
