10 janeiro 2026

Escrita Lição 3, Betel, Os compromissos dos discípulos de CRISTO, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 3, Betel, Os compromissos dos discípulos de CRISTO, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV

Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

 


EBD | 1° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL | TEMAOS DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO – Crescendo em maturidade espiritual e vivendo a missão até a eternidade com JESUS CRISTO | Escola Bíblica Dominical 

Vídeo https://youtu.be/SY8_58CXfk8?si=EXoFlUr4pa8yLsuH

Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2026/01/escrita-licao-3-betel-os-compromissos.html

Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2026/01/slides-licao-3-betel-os-compromissos.html

PowerPoint https://pt.slideshare.net/slideshow/slides-licao-3-betel-os-compromissos-dos-discipulos-de-cristo-1tr26-pptx/285219638


ESBOÇO DA LIÇÃO

1- O CHAMADO PARA O COMPROMISSO

1.1. O compromisso de carregar a própria cruz. 

1.2. O compromisso de ser verdadeiro. 

1.3. O compromisso com a obediência. 

2- O COMPROMETIMENTO COM CRISTO

2.1. Comprometidos com a Igreja. 

2.2. Comprometidos com o autoexame.

2.3. Comprometidos com a Palavra. 

3- O DISCÍPULO DE CRISTO E A ÉTICA

3.1. Resplandecendo no mundo.

3.2. O compromisso com o bem. 

3.3. A base da ética cristã: A Palavra de DEUS. 

 

TEXTO ÁUREO

“Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no”, Mateus 4.20.

 

VERDADE APLICADA

O discípulo deve honrar seu compromisso com CRISTO, seguindo pelos caminhos que Ele o direcionar.

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Reconhecer a relevância do chamado.
Ressaltar que o compromisso é a base do discipulado cristão.
Conhecer a importância de viver segundo a ética ensinada por CRISTO.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA – Mateus 4.18-19,21; 28.19-20

MATEUS 4. 18 E JESUS, andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 21 E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, FILHO de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco, com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e chamou-os.

MATEUS 28. 19 Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do PAI, e do FILHO, e do ESPÍRITO SANTO. 20 Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém.

 

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA | Jo 15.12 O compromisso cristão de amar o próximo.
TERÇA | 1Jo 2.6 Andar como CRISTO é comprometer-se com Ele.
QUARTA | Lc 9.60 O discípulo se compromete a seguir o Mestre.
QUINTA | Mt 22.37 O compromisso de amar a DEUS acima de tudo.
SEXTA | Hb 10.25 O compromisso com a congregação.
SÁBADO | Nm 30.2 O compromisso com o voto a DEUS.

 

HINOS SUGERIDOS: 9, 16, 515

MOTIVO DE ORAÇÃO: Ore para manter firme o seu compromisso com CRISTO.

 

PONTO DE PARTIDA: Estamos comprometidos com CRISTO.

 

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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO – LIVROS, REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE

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RESUMO RÁPIDO DO Pr. Henrique

 

INTRODUÇÃO

Ser discípulo de CRISTO é responder a um chamado radical para segui-Lo, deixando tudo para trás e priorizando o Reino de DEUS, com total compromisso, renúncia e perseverança. Esse convite exige carregar a própria cruz, negando a si mesmo e aceitando as dificuldades diárias, identificando-se com CRISTO e vivendo uma entrega total. O verdadeiro discípulo busca ser autêntico, obediente e perseverante, permanecendo na Palavra, amando como CRISTO amou e produzindo frutos que refletem a transformação espiritual.

O compromisso com CRISTO envolve abnegação, serviço, seguimento contínuo e amor sacrificial, colocando o relacionamento com Ele acima de tudo e vivendo em obediência para ser transformado à Sua imagem. Esse comprometimento se estende à Igreja, onde o discípulo participa ativamente da comunidade, servindo com os dons recebidos e cultivando unidade e comunhão.

A prática do autoexame é fundamental, levando o discípulo a avaliar sua vida diante de DEUS, buscar santidade e corrigir condutas, sempre confiando na graça de CRISTO. O comprometimento com a Palavra implica ouvir, guardar e praticar os ensinamentos de JESUS, colocando o Reino como prioridade e perseverando nas provações.

A ética cristã é vivida ao imitar o caráter de CRISTO, amando a DEUS e ao próximo, buscando justiça, misericórdia e serviço, e sendo luz e sal no mundo. O discípulo resplandece na sociedade por meio de integridade, amor sacrificial e justiça social, influenciando positivamente o ambiente ao seu redor.

Por fim, a base da ética cristã é a Palavra de DEUS, que orienta a conduta, promove a santidade e direciona o discípulo a glorificar a DEUS em todas as áreas da vida, vivendo uma transformação contínua e significativa.

 

1- O CHAMADO PARA O COMPROMISSO

O chamado de CRISTO aos discípulos é um convite radical para segui-Lo, deixando tudo para trás e priorizando o Reino de DEUS, exigindo total compromisso, renúncia (família, posses, vida) e perseverança na missão de proclamar o Evangelho e servir ao próximo, sendo um processo de aprendizado contínuo, fé e obediência, com a promessa da presença de JESUS e a capacitação do ESPÍRITO SANTO para cumprir essa vocação transformadora. 

Características do Chamado e Compromisso:

·        "Vem após Mim" (Segue-me): É o convite central, exigindo deixar o passado e as redes (metafóricas e literais) para se tornar "pescador de homens".

·        Renúncia Radical: Implica abrir mão de seguranças, prioridades e até da própria vida, colocando JESUS acima de tudo e de todos, sem olhar para trás, como em Lucas 9:62.

·        Missão e Propósito: Ser discípulo é participar ativamente da obra de JESUS, tornando a igreja relevante e acolhedora, combatendo o mal e anunciando o Reino.

·        Fidelidade e Perseverança: O compromisso exige suportar dificuldades e manter a chama acesa, perseverando na fé e na obediência, aprendendo "fazendo".

·        Dependência de CRISTO: Embora seja uma responsabilidade pessoal, o discípulo depende da graça, do ESPÍRITO SANTO e da presença constante de JESUS para realizar essa obra.

·        Individual e Comunitário: O chamado é pessoal, mas vivido em comunidade, com senso de pertencimento e responsabilidade mútua. 

Exemplos Bíblicos:

·        Os primeiros pescadores (Pedro, André, Tiago, João): Deixaram redes, barcos e pai para seguir JESUS imediatamente após o chamado.

·        Mateus/Levi: Deixou sua estação de cobrança de impostos, sendo chamado como um pecador para servir.

·        Candidatos relutantes: JESUS confrontou aqueles que queriam primeiro sepultar seus pais ou se despedir de sua família, mostrando que o Reino é prioridade absoluta. 

Em essência, o chamado é para uma vida de total entrega e transformação, que reflete o amor de CRISTO e expande Seu Reino, sendo um processo contínuo de aprendizado, fé e ação. 

 

1.1. O compromisso de carregar a própria cruz. 

O compromisso de carregar a própria cruz, conforme JESUS ensinou em Mateus 16:24 e Lucas 9:23, significa negar a si mesmo, renunciar aos desejos egoístas, aceitar as dificuldades, sofrimentos e responsabilidades diárias (a "cruz") para seguir CRISTO, abraçando a vontade de DEUS em vez da própria, o que pode envolver perseguições, cansaço e humilhação, mas resulta em vida eterna e verdadeira. É uma entrega total, uma morte para o mundo e um seguir a CRISTO em sua missão, mesmo quando é difícil ou impopular. 

O que significa "Carregar a Cruz"?

·        Renúncia Pessoal: Significa morrer para os próprios desejos, ambições e prazeres egoístas, priorizando os de CRISTO.

·        Aceitação Diária: É um compromisso contínuo, não um evento único, de enfrentar os fardos e desafios do dia a dia (dores, doenças, responsabilidades) sem fugir deles, mas confiando em DEUS. A fé vence tudo.

·        Identificação com CRISTO: Implica sofrer as rejeições, humilhações e dificuldades que JESUS enfrentou, sendo um sinal de fé e amor a Ele e ao próximo.

·        Perda para Ganhar: Quem tenta salvar sua vida (focando no conforto próprio) a perderá, mas quem a "perde" por causa de CRISTO (carregando a cruz) a encontrará verdadeiramente. 

Como isso se aplica hoje?

·        No Trabalho/Estudos: Assumir tarefas difíceis, ser paciente com colegas difíceis, não buscar apenas o reconhecimento pessoal, mas servir.

·        Na Vida Pessoal: Lutar contra as tentações da carne, perdoar quem nos ofende, renunciar a prazeres pecaminosos, priorizar a oração, jejum e a Palavra.

·        No Serviço ao Próximo: Servir os mais frágeis e necessitados, mesmo que isso exija sacrifício pessoal, espelhando o amor de CRISTO. Desejar os dons do ESPÍRITO SANTO para ajudar a todos.

Em resumo, carregar a cruz é o preço para ser um discípulo autêntico, um chamado à abnegação e ao serviço, que leva à vitória e à vida plena em JESUS, não à infelicidade, mas à verdadeira realização. 

 

1.2. O compromisso de ser verdadeiro. 

O compromisso dos discípulos de CRISTO de serem verdadeiros envolve uma decisão radical de seguir o Mestre, negando o "eu" para viver a vontade de DEUS, permanecendo na Sua Palavra, amando como Ele amou, e perseverando em obediência e testemunho, mesmo diante de dificuldades, com o objetivo de se tornar semelhante a CRISTO e preservar o legado do Evangelho. 

Características de um Verdadeiro Discípulo:

·        Obediência e Submissão: Seguir os ensinamentos de JESUS e submeter a própria vontade à Dele, transformando o corpo e a vida pela Palavra (Romanos 12:1-2).

·        Permanência na Palavra: Guardar e viver os princípios do Evangelho, sem inventar novos caminhos ou negociar as verdades recebidas.

·        Amor Ágape: Amar a CRISTO acima de tudo e ao próximo a si mesmo como Ele amou, refletindo o caráter divino.

·        Negação do Eu: Abrir mão de paixões e interesses pessoais que não estejam alinhados com o plano de JESUS, tomando a cruz diariamente (Lucas 9:23).

·        Perseverança: Manter a constância e firmeza na fé, suportando provações e perseguições, confiando na promessa da vida eterna (Mateus 24:13).

·        Produção de Frutos: Viver uma vida transformada que demonstra o poder de DEUS no mundo, com alegria e paz.

·        Fidelidade e Testemunho: Ser um testemunho vivo da verdade de CRISTO, por meio da vida e do serviço, confirmando que somos Seus discípulos (João 13:35). 

Em Essência, o Compromisso é:

·        Uma Escolha Diária: O discipulado não é uma decisão passageira, mas um caráter formado por escolhas diárias de livre arbítrio, que nos levam a nos tornar mais como CRISTO.

·        Um Novo Nascimento: Envolve arrepender-se e crer em JESUS para receber uma nova vida espiritualmente, nascendo de novo do ESPÍRITO.

·        Um Propósito Divino: O objetivo final é tornar-se uno com CRISTO, semelhante a Ele, e servir a DEUS e aos Seus filhos, espalhando o Seu amor. 

 

1.3. O compromisso com a obediência. 

O compromisso dos discípulos de CRISTO com a obediência é central na fé cristã, significando uma entrega total e diária à vontade de DEUS, demonstrando amor, fidelidade e colocando o Reino em primeiro lugar, resultando em crescimento espiritual, paz e bênçãos, sendo a obediência de JESUS (mesmo em meio ao sofrimento) o maior modelo, um processo de aprendizado contínuo de escutar e agir conforme a Palavra, indo além de regras para uma relação viva com o Senhor,. 

O Que Significa Obedecer como Discípulo:

·        Um Ato de Amor e Fidelidade: Obedecer é a forma de expressar amor a DEUS e ao próximo, mostrando que Ele é a prioridade, acima dos próprios desejos, conforme João 14:15 e 1 João 5:3.

·        Submissão à Vontade de DEUS: É permitir que DEUS trace o caminho, aceitando Sua direção em todas as áreas da vida, mesmo quando exige sair do conforto ou renunciar a si mesmo.

·        Compromisso Total: Não é obediência parcial ou por conveniência, mas uma dedicação integral que envolve disciplina espiritual (oração, leitura bíblica) e ação coerente com a fé.

·        Um Processo de Aprendizado: JESUS, sendo FILHO, aprendeu a obediência pelo sofrimento (Hebreus 5:7-8), mostrando que o discipulado envolve crescimento, tentativa e erro, mas sempre voltando à escuta de DEUS. 

O Modelo de CRISTO:

·        JESUS é o exemplo máximo de obediência, sendo obediente até a morte de cruz, libertando-nos da maldição da lei e mostrando a novidade da obediência. 

Benefícios da Obediência:

·        Bênçãos e Paz: Obedecer a DEUS traz bênçãos, paz, autocontrole, autoconhecimento e a capacidade de transformar vidas e desfrutar da vida abundante em CRISTO. Desenvolvemos assim os aspectos ou qualidades do Fruto do ESPÍRITO em nós.

·        Crescimento e Transformação: A obediência nos leva a desejar ser transformados, colocando vontades carnais de lado e desenvolvendo um caráter firme, segundo Tiago 1:22. 

Como Praticar:

·        Ouvir e Responder: Estar com "antena ligada", buscando o que DEUS fala a cada momento, não apenas o que Ele falou no passado.

·        Testemunho e Coerência: Viver a Palavra para que outros possam reproduzir o mesmo, sendo um líder ou discípulo que inspira.

·        Renúncia Diária: Deixar para trás desejos egoístas e distrações, trocando o temporário pelo eterno

 

2- O COMPROMETIMENTO COM CRISTO

O compromisso dos discípulos de CRISTO com Ele envolve uma entrega total, caracterizada por negar a si mesmo (abnegação), carregar a cruz (sacrifício e serviço), seguir JESUS continuamente até o fim e amar como Ele amou (amor sacrificial), colocando o relacionamento com Ele acima de tudo e vivendo em obediência à Sua Palavra para ser transformado à Sua imagem e cumprir Sua missão, um processo de vida inteira que demanda coragem, constância e uma dependência do ESPÍRITO SANTO. 

Aspectos Fundamentais do Compromisso:

1.    Relacionamento Prioritário: DEUS PAI e CRISTO devem ser a prioridade máxima, acima de família e interesses pessoais (Mateus 10:37).

2.    Negação de Si Mesmo e Carregar a Cruz: Implica abrir mão de paixões e projetos pessoais que não coincidem com a vontade de JESUS, aceitando as dificuldades diárias como parte do seguimento (Lucas 9:23).

3.    Seguimento Contínuo: Não é um ato isolado, mas um caminho de vida, uma decisão diária de seguir os ensinamentos e o exemplo de CRISTO (Lucas 14:27).

4.    Amor e Obediência: O amor a CRISTO se manifesta na disposição de guardar Sua Palavra (João 14:23) e amar os outros como Ele amou (João 13:34).

5.    Transformação e Missão: O discípulo é transformado pelo ESPÍRITO SANTO, tornando-se mais semelhante a JESUS e comprometido com a missão d'Ele (Filipenses 1:21). 

Exigências Práticas:

·        Oração e Leitura da Bíblia: Para ouvir e aprender com Ele.

·        Humildade: Reconhecer a própria necessidade de um Salvador (Marcos 2:17).

·        Serviço: Ser frutífero e servir aos outros em Seu nome.

·        Paciência e Perseverança: Para alcançar as promessas e ir até o fim. 

Em resumo, o discipulado é um compromisso de vida total, onde o discípulo se dedica a aprender, viver e morrer para si mesmo, a fim de que CRISTO viva nele e através dele, cumprindo o propósito divino. 

 

2.1. Comprometidos com a Igreja. 

O compromisso dos discípulos de CRISTO com a Igreja é um chamado à vida plena e sacrificial, envolvendo negação de si mesmoseguimento contínuo de JESUSação de féamor ao próximosubmissão voluntária à vontade divina e participação ativa na comunidade, vivendo os ensinamentos, cultivando os frutos do ESPÍRITO e servindo com os dons recebidos para a edificação do Corpo de CRISTO, não sendo apenas um ato isolado, mas um caminho para toda a vida

Características do Compromisso do Discípulo:

·        Decisão para a Vida Toda: Não é um evento único, mas um caminho contínuo de seguir JESUS, negando interesses pessoais que conflitam com Sua vontade.

·        Abnegação e Sacrifício: Carregar a cruz diariamente, perdendo a vida para si mesmo para encontrá-la em CRISTO, como o próprio JESUS exemplificou (Lucas 9:23-24).

·        Fé Ativa: A fé deve se traduzir em ações, especialmente em tempos difíceis, mostrando devoção de todo o coração.

·        Amor e Serviço: Amar a DEUS e ao próximo, com atos que demonstrem a fé e um serviço altruísta, como Paulo, que viveu para CRISTO (Filipenses 1:21).

·        Identificação com CRISTO: Ser moldado à imagem de JESUS, cultivando o caráter e o fruto do ESPÍRITO SANTO (Gálatas 2:20). 

O Compromisso com a Igreja (Corpo de CRISTO):

·        Unidade e Comunhão: Viver em interligação com outros membros, amando, cuidando e incentivando-se mutuamente.

·        Foco na Doutrina: Perseverar no ensino dos apóstolos e da Bíblia como um todo como um alicerce para a unidade e o rumo da fé.

·        Serviço e Capacitação: Ser treinado pela Igreja (pastores, mestres e discipuladores) para cumprir a vocação e servir a DEUS com dons espirituais.

·        Oposição ao Isolamento: Combater o egoísmo e o afastamento da comunidade, que se agrava na era digital, buscando a vida em comunidade. 

Em suma, o discípulo comprometido é aquele que, transformado pelo ESPÍRITO, se dedica integralmente a CRISTO e à Sua Igreja, sendo um "membro vivo" que coopera na edificação do Reino, mesmo diante das provações, pois sua vida se torna um testemunho de CRISTO. 

 

2.2. Comprometidos com o autoexame.

O comprometimento dos discípulos de CRISTO com o autoexame é uma disciplina espiritual contínua fundamentada na busca pela santidade e integridade diante de DEUS. 

Abaixo, os pontos centrais desse compromisso:

1. O Fundamento Bíblico

O autoexame não é um exercício de introspecção psicológica comum, mas uma resposta ao mandamento bíblico. Paulo instrui em 2 Coríntios 13:5: "Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos". O objetivo é verificar se a vida do discípulo está alinhada com os ensinos de JESUS. 

2. A Intencionalidade antes da Comunhão

Um dos momentos mais críticos de autoexame ocorre antes da Ceia do Senhor. Em 1 Coríntios 11:28, o apóstolo afirma: "Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice". Esse exame serve para identificar pecados não confessados e garantir que a comunhão seja feita com reverência. 

3. A Oração de Sondagem (Salmo 139)

O discípulo comprometido reconhece que seu próprio coração pode ser enganoso (Jeremias 17:9). Por isso, ele adota a postura de Davi no Salmo 139:23-24: "Sonda-me, ó DEUS, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos". O autoexame é feito em parceria com o ESPÍRITO SANTO, que convence do pecado, da justiça e do juízo. 

4. Objetivos do Autoexame

·        Identificar Ídolos: Reconhecer o que tem ocupado o lugar de DEUS no coração (prioridades, bens, status, idolatria).

·        Purificação: Levar ao arrependimento e à confissão para restaurar a comunhão plena com CRISTO.

·        Crescimento Espiritual: Avaliar se o fruto do ESPÍRITO (Gálatas 5:22-23) estão sendo evidenciados no dia a dia, se estamos dando lugar ao ESPÍRITO SANTO em nosso coração.

·        Retificação de Conduta: Corrigir a forma como o discípulo trata o próximo, garantindo que o amor seja a regra de ouro.

5. O Equilíbrio Necessário

O compromisso com o autoexame deve levar à graça, não ao desespero legalista. O foco não é apenas encontrar falhas, mas encontrar a suficiência de CRISTO para cobrir essas falhas. O autoexame que não termina em olhar para a Cruz torna-se um fardo pesado, enquanto o exame saudável gera gratidão e mudança de vida.

Em resumo, o autoexame para o discípulo de CRISTO é a prática de "ajustar a bússola" espiritual, garantindo que o caminhar permaneça no "Caminho, na Verdade e na Vida".

 

2.3. Comprometidos com a Palavra. 

O comprometimento dos discípulos de CRISTO com a Palavra envolve uma entrega total e diária, que vai além da mera admiração, exigindo negar a si mesmo, carregar a cruz (sacrifício) e seguir JESUS em obediência, colocando o Reino de DEUS como prioridade, mesmo diante das dificuldades e da tentação de abandonar o caminho. Isso se manifesta em amar e guardar os mandamentos, praticar a verdade e exalar o perfume de CRISTO, transformando o ambiente ao redor. 

Características do Comprometimento:

·        Ouvir e Guardar: Não apenas ouvir, mas praticar o que JESUS ensina, amando-O e, por consequência, guardando Sua Palavra no coração (mente e espírito) (João 14:23).

·        Renúncia e Sacrifício: Abrir mão de interesses pessoais e paixões, colocando a vontade de JESUS acima dos seus próprios planos, como um ato de amor e entrega (Lucas 9:23-24).

·        Obediência Diária: Submissão contínua à vontade de DEUS, seguindo os ensinamentos de JESUS sem questionamentos, como um caminho a ser percorrido.

·        Prioridade do Reino: Colocar o Reino de DEUS e Sua justiça em primeiro lugar na vida, não buscando apenas conforto ou bens materiais, mas a glória eterna (Mateus 6:33).

·        Fidelidade nas Provações: Perseverar e agir com fé mesmo quando a vida se torna difícil, pois as provações fazem parte do discipulado, não significando abandono (João 16:33).

·        Identificação com CRISTO: Ter JESUS como autoridade máxima, vivendo a fé de forma integral, com o coração comprometido e produzindo frutos que permaneçam (Filipenses 1:21). 

Diferença entre Admirar e Ser Discípulo:

·        Muitos admiram os ensinamentos de JESUS, mas não se comprometem com o conteúdo, apreciando a forma mais do que a ética.

·        O verdadeiro discípulo ama o conteúdo, mesmo quando é duro, e está disposto a viver o que JESUS ensina, transformando-se. 

Em resumo, o discípulo comprometido vive a Palavra, testifica dela e se torna uma "nova criatura" em CRISTO, um reflexo vivo do Mestre no mundo. 

 

3- O DISCÍPULO DE CRISTO E A ÉTICA

O discípulo de CRISTO vive a ética cristã ao seguir JESUS, imitando Seu caráter e comprometendo-se com Sua missão, o que envolve amar a DEUS e ao próximo, buscando a justiça, a misericórdia, a humildade e o serviço, refletindo os ensinamentos do Sermão da Montanha em atitudes de integridade e responsabilidade que transformam a vida e impactam o mundo, sendo a caridade (amor) e a solidariedade a plenitude da Lei. 

Fundamentos da Ética Cristã:

·        Seguir a CRISTO: A ética não é um conjunto de regras, mas um reflexo de quem JESUS é, manifestado em Suas palavras, vida e obra.

·        Amor: O amor a DEUS e ao próximo, como expresso por JESUS, é o centro, cumprindo a Lei.

·        Sermão da Montanha: Um guia essencial, destacando humildade, mansidão, misericórdia, busca por justiça, perdão e integridade (Mateus 5-7).

·        Caráter Interno: A moralidade cristã abrange intenções e sentimentos, não apenas ações externas, originando-se no coração (Mateus 5:28). 

Características do Discípulo na Ética Cristã:

·        Serviço e Humildade: Assim como JESUS lavou os pés dos discípulos, o discípulo serve, colocando os outros em primeiro lugar (João 13).

·        Responsabilidade: Suas ações, palavras e decisões devem refletir seus valores, impactando positivamente os outros (1 Coríntios 10:23).

·        Integridade: Viver de forma coerente com a fé, sendo "luz do mundo" e não se conformando com o egoísmo ou superficialidade do mundo (Mateus 5:14).

·        Fazer para o Senhor: Todas as ações são realizadas com o coração para DEUS, não apenas para os homens (Colossenses 3:23).

·        Misericórdia e Justiça: Enfrentar a realidade da injustiça e da pobreza com solidariedade, agindo como o "bom samaritano" (Lucas 10). 

Desafios Atuais:

·        Superar o individualismo e imediatismo, redescobrindo a importância da caridade (amor e ajuda aos necessitados) e da solidariedade como essência da fé.

·        Aplicar princípios bíblicos com sensibilidade e discernimento em um mundo complexo, sem se desviar do senhorio de CRISTO. 

Em resumo, ser um discípulo é viver uma transformação contínua, aplicando os ensinamentos de JESUS na vida diária para glorificar a DEUS e servir ao próximo, superando os desafios do mundo com amor e integridade. 

 

3.1. Resplandecendo no mundo.

A ética cristã para o discípulo de CRISTO fundamenta-se na aplicação prática dos ensinos de JESUS para influenciar a sociedade contemporânea.

O Fundamento do Caráter

O discípulo não segue apenas um código de regras, mas busca a imitação de CRISTO (Imitatio Christi). A ética cristã é pautada pelo "Sermão do Monte" (Mateus 5-7), onde o caráter interno precede a ação externa [1]. 

Pilares da Ética do Discípulo

·        Integridade e Verdade: Em um mundo de desinformação, o discípulo mantém o "sim, sim; não, não", agindo com transparência em todas as esferas, inclusive no ambiente digital.

·        Amor Sacrificial (Ágape): A ética cristã prioriza o bem do próximo sobre os interesses pessoais. Isso se traduz em serviço comunitário e empatia ativa.

·        Justiça Social: O discípulo é chamado a ser "sal e luz", o que envolve a defesa dos vulneráveis e a prática da justiça em sistemas econômicos e sociais. 

Resplandecendo no Mundo Atual

Para "resplandecer" o cristão deve focar em:

1.    Testemunho Público: Manter uma conduta irrepreensível que aponte para DEUS, conforme orientado em Filipenses 2:15.

2.    Discernimento Tecnológico: Usar as redes sociais de forma ética, promovendo a paz e a edificação em vez de divisões.

3.    Mordomia: Cuidado ético com a criação e com os recursos financeiros, combatendo o consumismo desenfreado. 

Para um estudo aprofundado sobre conduta, você pode consultar o guia de Ética Cristã da CPAD. 

 

3.2. O compromisso com o bem. 

Para o discípulo de CRISTO em 2026, a ética cristã fundamentada no compromisso com o bem não é apenas um conjunto de regras, mas a expressão prática do caráter de JESUS através da vida do crente.

Aqui estão os pilares centrais dessa conduta:

1. O Fundamento: O Caráter de CRISTO 

A ética cristã difere de outras filosofias porque sua base não é o que é "útil" ou "legal", mas quem DEUS é. O compromisso com o bem nasce da regeneração espiritual, onde o discípulo busca refletir a santidade e o amor de CRISTO em todas as esferas da vida. 

2. A Regra de Ouro e o Próximo

O compromisso com o bem é validado pelo tratamento dispensado ao outro.

·        Amor Radical: O discípulo é chamado a fazer o bem inclusive aos que o perseguem, rompendo o ciclo de retaliação.

·        Justiça Social: Isso se manifesta na defesa dos vulneráveis, integridade nos negócios e recusa de qualquer forma de exploração ou preconceito.

3. Integridade e Verdade

Em uma era de desinformação e relativismo, a ética do discípulo exige:

·        Falar a Verdade: O compromisso inegociável com a honestidade, independentemente das consequências.

·        Coerência: A eliminação da dicotomia entre a vida "espiritual" e a vida "pública". O bem deve ser praticado tanto na igreja quanto no ambiente digital, Familiar, ou profissional.

4. Mordomia e Responsabilidade

O compromisso com o bem estende-se à criação e aos recursos. Ser um discípulo ético hoje envolve o uso responsável do dinheiro, do tempo e o cuidado com os vulneráveis como ato de gratidão ao Criador. 

5. A Motivação: Glória de DEUS e Não Mérito

Diferente do humanismo secular, o discípulo pratica o bem não para ser salvo ou por auto exaltação, mas para que as pessoas "vejam as suas boas obras e glorifiquem ao PAI que está nos céus" (Mateus 5:16). 

 

3.3. A base da ética cristã: A Palavra de DEUS. 

Palavra de DEUS (Bíblia) é a base fundamental da ética cristã, fornecendo os princípios e valores morais que guiam a conduta do crente, focando no amor a DEUS e ao próximo, na santidade, e refletindo o caráter de CRISTO para glorificar a DEUS em todas as áreas da vida. Essa ética não é apenas um conjunto de regras, mas uma transformação do ser, buscando viver de acordo com a vontade divina revelada nas Escrituras. 

Fundamentos Bíblicos:

·        Revelação Divina: A ética cristã se origina na revelação de DEUS nas Escrituras, que são consideradas sua Palavra inspirada e autoritativa.

·        Os Mandamentos: Os Dez Mandamentos (Êxodo 20), o sermão do monte (Mateus 5-7), o sermão da planície (Lucas 6:17–49) e, especialmente, os ensinos de JESUS, como o Grande Mandamento de amar a DEUS e ao próximo (Mateus 22:37-39), são pilares centrais.

·        O Caráter de CRISTO: JESUS é o modelo ético supremo, e a "ética de CRISTO" busca expressar suas virtudes e seu amor incondicional. 

Princípios Chave:

·        Amor a DEUS e ao Próximo: O centro da lei e dos profetas, direcionando a conduta para a glória de DEUS e o bem do próximo.

·        Santidade: A busca por um caráter santo, justo, fiel e misericordioso, espelhando o caráter de DEUS (Levítico 11:45, 1 Pedro 1:16).

·        Dignidade Humana: Reconhecimento de que o ser humano foi criado para ser à imagem e semelhança de DEUS, dotado de razão e liberdade. São criaturas de DEUS e todos precisam ser salvos.

·        Fé e Prática Coerentes: A ética cristã exige que a fé se manifeste em uma vida coerente com os princípios bíblicos, transformando pensamentos e ações. 

Propósito:

·        Glorificar a DEUS em tudo o que se faz (1 Coríntios 10:31).

·        Guiar o crente a viver de forma que honre a DEUS, pratique a justiça e ame verdadeiramente o próximo, sendo luz e sal neste mundo (Mateus 5:13-14). 

Em essência, a ética cristã, fundamentada na Palavra de DEUS, é uma jornada de conformação ao caráter de CRISTO, guiada pelas Escrituras para viver uma vida plena de significado e propósito divino. 

 

CONCLUSÃO

Em suma, o discipulado cristão é um chamado para uma vida de entrega radical, renúncia e compromisso total com CRISTO. Carregar a cruz e viver em obediência são marcas essenciais do verdadeiro discípulo, que busca diariamente refletir o caráter de JESUS em todas as áreas da vida. O compromisso se estende à comunidade, à Igreja, onde o serviço, a unidade e o amor ao próximo fortalecem o Corpo de CRISTO.

O autoexame constante permite ao discípulo crescer em santidade e corrigir condutas, sempre guiado pela graça divina. A Palavra de DEUS é o fundamento da ética cristã, orientando escolhas e promovendo transformação genuína. Viver a ética cristã é aplicar os ensinamentos de JESUS, buscando justiça, misericórdia e solidariedade no mundo contemporâneo.

Assim, o discípulo comprometido torna-se luz e sal, influenciando positivamente a sociedade e glorificando a DEUS por meio de uma vida íntegra, amorosa e dedicada ao bem comum.

 

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Lição 8, Comprometidos com a Palavra de DEUS

Revistas Lições Bíblicas Adultos, CPAD, 1° Trimestre 2021
Tema: O Verdadeiro Pentecostalismo - A Atualidade Da Doutrina Bíblica Sobre A Atuação Do ESPÍRITO SANTO - Comentarista: Esequias Soares
  

Escrita

https://ebdnatv.blogspot.com/2021/02/escrita-licao-8-comprometidos-com.html

Slides

https://ebdnatv.blogspot.com/2021/02/slides-licao-8-comprometidos-com.html

SlideShare

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“[...] Bem-aventurados os que ouvem a palavra de DEUS e a guardam.”  (Lc 11.28)

 

 A autoridade divina da Bíblia deriva de sua origem em DEUS, e isso por si só encerra a suprema autoridade das Escrituras como plena e total garantia de infalibilidade.

 


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 2 Timóteo 2.14-19; 2 Pedro 1.20,21
2 Timóteo 2.14-19
14 - Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes. 15 - Procura apresentar-te a DEUS aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 16 - Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. 17 - E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto;
18 - os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns. 19 - Todavia, o fundamento de DEUS fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de CRISTO aparte-se da iniquidade.
2 Pedro 1
20 - sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; 21 - porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de DEUS falaram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO.

 

 
Que DEUS seja o centro de nossa adoração, serviço, culto e quer comamos quer bebamos, que possamos glorificá-lo em nossa vida (I Coríntios 10:31)!

Foram dados certos testes para que o povo pudesse reconhecer um verdadeiro profeta - o cumprimento das profecias, milagres e a concordância com a Palavra de DEUS que fora anteriormente expressa.

 

Cremos (Confissão de Fé das Assembleias de DEUS)

1. Na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17);

2. Em um só DEUS, eternamente subsistente em três pessoas distintas que, embora distintas, são iguais em poder, glória e majestade: o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO; Criador do Universo, de todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, e, de maneira especial, os seres humanos, por um ato sobrenatural e imediato, e não por um processo evolutivo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29; Gn 1.1; 2.7; Hb 11.3 e Ap 4.11);

3. No Senhor JESUS CRISTO, o FILHO Unigênito de DEUS, plenamente DEUS, plenamente Homem, na concepção e no seu nascimento virginal, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do mundo (Jo 3.16-18; Rm 1.3,4; Is 7.14; Mt 1.23; Hb 10.12; Rm 8.34 e At 1.9);

4. No ESPÍRITO SANTO, a terceira pessoa da Santíssima Trindade, consubstancial com o PAI e o FILHO, Senhor e Vivificador; que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; que regenera o pecador; que falou por meio dos profetas e continua guiando o seu povo (2 Co 13.13; 2 Co 3.6,17; Rm 8.2; Jo 16.11; Tt 3.5; 2 Pe 1.21 e Jo 16.13);

5. Na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de DEUS e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de JESUS CRISTO podem restaurá-lo a DEUS (Rm 3.23; At 3.19);

6. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de DEUS mediante a fé em JESUS CRISTO e pelo poder atuante do ESPÍRITO SANTO e da Palavra de DEUS para tornar o homem aceito no Reino dos Céus (Jo 3.3-8, Ef 2.8,9);

7. No perdão dos pecados, na salvação plena e na justificação pela fé no sacrifício efetuado por JESUS CRISTO em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9);

8. Na Igreja, que é o corpo de CRISTO, coluna e firmeza da verdade, una, santa e universal assembleia dos fiéis remidos de todas as eras e todos os lugares, chamados do mundo pelo ESPÍRITO SANTO para seguir a CRISTO e adorar a DEUS (1 Co 12.27; Jo 4.23; 1 Tm 3.15; Hb 12.23; Ap 22.17);

9. No batismo bíblico efetuado por imersão em águas, uma só vez, em nome do PAI, e do FILHO, e do ESPÍRITO SANTO, conforme determinou o Senhor JESUS CRISTO (Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12);

10. Na necessidade e na possibilidade de termos vida santa e irrepreensível por obra do ESPÍRITO SANTO, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de JESUS CRISTO (Hb 9.14; 1 Pe 1.15);

11. No batismo no ESPÍRITO SANTO, conforme as Escrituras, que nos é dado por JESUS CRISTO, demonstrado pela evidência física do falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7);

12. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo ESPÍRITO SANTO à Igreja para sua edificação, conforme sua soberana vontade para o que for útil (1 Co 12.1-12);

13. Na segunda vinda de CRISTO, em duas fases distintas: a primeira — invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja antes da Grande Tribulação; a segunda — visível e corporal, com a sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1 Ts 4.16, 17; 1 Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 1.14);

14. No comparecimento ante o Tribunal de CRISTO de todos os cristãos arrebatados, para receberem a recompensa pelos seus feitos em favor da causa de CRISTO na Terra (2 Co 5.10);

15. No Juízo Final, onde comparecerão todos os ímpios: desde a Criação até o fim do Milênio; os que morrerem durante o período milenial e os que, ao final desta época, estiverem vivos. E na eternidade de tristeza e tormento para os infiéis e vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis de todos os tempos (Mt 25.46; Is 65.20; Ap 20.11-15; 21.1-4).

16. Cremos, também, que o casamento foi instituído por DEUS e ratificado por nosso Senhor JESUS CRISTO como união entre um homem e uma mulher, nascidos macho e fêmea, respectivamente, em conformidade com o definido pelo sexo de criação geneticamente determinado (Gn 2.18; Jo 2.1,2; Gn 2.24; 1.27).

 

NOSSA ATITUDE ANTE A PALAVRA DE DEUS.

A Bíblia descreve, em linguagem clara e inconfundível, como devemos proceder quanto a palavra de DEUS em suas diferentes expressões. Devemos ansiar por ouvi-la (1.10; Jr 7.1.2At 17.11) e procurar compreendê-la (Mt 13.23). Devemos louvar, no Senhor, a palavra de DEUS (Sl 56.4.10), amá-la (Sl 119.47.113), e dela fazer a nossa alegria e deleite (Sl 119.16.47). Devemos aceitar o que a palavra de DEUS diz (Mc 4.20; At 2.41; 1Ts 2.13), ocultá-la nas profundezas de nosso coração (Sl 119.11), confiar nela (Sl 119.42), e colocar a nossa esperança em suas promessas (Sl 119.74.81.114; 130.5). Acima de tudo, devemos obedecer ao que ela ordena (Sl 119.17.67; Tg 1.22-24) e viver de acordo com seus ditames. DEUS conclama os que ministram a palavra (cf. 1Tm 5.17) a manejá-la corretamente (2Tm 2.15 e a pregá-la fielmente (2Tm 4.2). Todos os crentes são convocados a proclamarem a palavra de DEUS por onde quer que forem (At 8.4).

  

Capítulo I - Bibliologia — A Doutrina das Escrituras
Claudionor de Andrade


A NECESSIDADE DA BÍBLIA SAGRADA
A Bíblia é absolutamente necessária para alcançarmos a vida eterna; sem ela, todos estaríamos condenados.
Logo, é a Palavra de DEUS de suma importância não somente para o nosso crescimento moral e espiritual, como também para a solidificação de nossa sociedade. O Ocidente, aliás, é tributário das Sagradas Escrituras e não da civilização greco-romana. A humanidade toda não pode, sob nenhuma hipótese, prescindir da Bíblia.


A necessidade espiritual. Quando tentado pelo Diabo, o CRISTO calou-lhe a voz, citando-lhe o Deuteronômio: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de DEUS” (Mt 4.4). Mais tarde, emudecendo os fari­seus, que, embora conscientes da messianidade dEle, recusavam-se a aceitá-la, asseverou-lhes: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. E não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5.39,40).
Que outro livro é capaz de proporcionar ao ser humano a vida eterna? A Bíblia, conforme escreve Paulo a Timóteo, não se limita a salvar o homem; torna-o perfeito diante de DEUS (2Tm 3.16). A Bíblia é uma janela na prisão deste mundo, através da qual podemos olhar para a eternidade.
O ser humano tem sede do Criador. E só virá a dessedentar-se quando volver os olhos e o coração à Bíblia Sagrada. Sem ela morreremos nesse deserto para onde nos lançaram os pecados que vimos cometendo desde que expulsos do Éden.


Necessidade moral. Vários códigos já escreveram os homens ao longo de sua história. Hamurabi, buscando disciplinar seus contemporâneos, proscreveu-lhes uma série de leis e ditames. Preocupação semelhante acometeu o chinês Confúcio. E os estatutos de Drácon? E as Doze Tábuas de Roma? Tais iniciativas, porém, não puderam melhorar a índole dos filhos de Adão, que, segundo escreveu Paulo aos romanos, se entregaram às mais infames paixões (Rm 1.26).
A Palavra de DEUS, entretanto, prescreve-nos leis tão altas e sublimes que — prova-nos a história — modifica não apenas o homem como a sociedade. Haja vista os Dez Mandamentos. Sem dúvida, todas as legislações do mundo poderiam ser substituídas por estes.:
O DEUS da Bíblia, e nenhum outro, pode satisfazer as necessidades humanas. Seu código moral atravessou durante séculos as chamas da controvérsia, mas não ficou nem mesmo com cheiro de queimado.
Se a moral das Escrituras continua tão atual, onde se acham os demais códigos? Fizeram-se anacrônicos; tiveram de ser substituídos. Eis por que a Bíblia Sagrada se faz tão necessária à raça humana. Sua moral não haverá jamais de ser adulterada nem relativizada; é um livro que trata com valores absolutos, pois absoluto ele é.
No Salmo 119, canta o salmista — Davi? — as grandezas e infinitudes da Lei de DEUS. O rei de Israel cumpria-a rigorosamente; não a achava pesada; era o seu deleite. Acontece o mesmo com aqueles que, ao aceitarem a CRISTO, têm o estatuto divino escrito em seu coração. Quando a lei de DEUS é escrita em nosso coração, nossos deveres são nossos prazeres.

Necessidade histórica. Tudo se cumprirá quando CRISTO JESUS, como o Rei dos reis e Senhor dos senhores, implantar o Reino de DEUS na Terra, submetendo todas as coisas ao absoluto comando de seu PAI. Isso na erra. Depois a eternidade com DEUS na Nova Terra e Novos Céus.
Sem a Bíblia, jamais poderíamos compreender devidamente a história; seria­mos induzidos a pensar fossem todas as coisas obras do mero acaso. Os santos
profetas e os apóstolos de nosso Senhor nos deixam claro que, estando DEUS no comando de todas as coisas, dirige a história, conduzindo-a ao ápice de seu Reino. Não foi essa, por acaso, a petição que o CRISTO ensinou aos seus discípulos: “Venha o teu Remo”? Assim, passaram os discípulos a rogar a DEUS.
Compreendendo perfeitamente a teologia da História - “O que é a história, senão a manifestação de DEUS?” Assim a entendeu também Nabucodonosor. O rei de Babilônia, após haver passado sete tempos como um bicho, devido ao seu orgulho, reconhece que, acima dos reis e demais potentados, acha-se DEUS a controlar todos os negócios terrenos.
Seria maravilhoso se todos os seres humanos chegassem a essa conclusão. Por conseguinte, esta deve ser a conclusão básica acerca da História - “A chave para a história do mundo é o remo de DEUS”.


A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA SAGRADA
As palavras das Escrituras devem ser consideradas palavras do ESPÍRITO SANTO. Basta ler a Bíblia para sentir, logo em suas palavras iniciais, a presença do ESPÍRITO SANTO.
Que outro livro trouxe tanta mudança à humanidade como a Bíblia Sagrada? A Escritura vem sendo lida de geração em geração com o mais vivo interesse. Qual a diferença entre ela e os demais livros? Sem dúvida, a sua inspiração.
Definição etimológica. A palavra “inspiração” vem de dois vocábulos gregos: theo, “DEUS”; e pneustos, “sopro”. Literalmente, significa: “aquilo que é dado pelo sopro de DEUS”.
Definição teológica. “Ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO sobre os escritores sagrados, que os levou a produzir, de maneira inerrante, infalível, única e sobre­natural, a Palavra de DEUS — a Bíblia Sagrada” (Dicionário Teológico, de Claudionor de Andrade, CPAD).
Em português, a palavra “inspirar” é originária do verbo latino inspirare, que significa: “introduzir ar nos pulmões”. É um processo fisiológico tão necessário à vida, que a mantém em pleno funcionamento. É algo automático; independe de nossa vontade. Basta estarmos vivos para que o ar nos entre pela boca e pelas narinas e nos chegue até os pulmões.
Assim também ocorreu com os santos profetas e apóstolos usados para es­crever a Bíblia Sagrada. O ESPÍRITO SANTO insuflou-lhes a Palavra de DEUS de tal forma, que foram eles impulsionados a registrar os arcanos e desígnios divinos de maneira sobrenatural, inerrante, infalível e singular. Nenhum outro livro foi inspirado dessa forma; foi um milagre que se deu na área do conhecimento humano e nunca mais se repetiu.
Inspiração verbal e plenária da Bíblia. É a doutrina que assegura ser a Bíblia, em sua totalidade, produto da inspiração divina.

Plenária: todos os livros da Bíblia, sem qualquer exceção, foram igualmente inspirados por DEUS.

Verbal: o ESPÍRITO SANTO guiou os autores não somente quanto às idéias, mas também quanto às palavras dos mistérios e concertos do Altíssimo (2Tm 3.16).
A inspiração plenária e verbal, todavia, não eliminou a participação dos autores humanos na produção da Bíblia. Pelo contrário: foram eles usados de acordo com seus traços personais, experiências e estilos literários (2 Pe 1.21).
Se no profeta Isaías deparamo-nos com um estilo sublime e clássico, em Amós encontramos um prosa simples e humilde, como os campos palmilhados pelo
mensageiro campesino. E, se em Paulo encontramos um grego que se amolda à dicção do heleno ático, em Marcos encontramos um grego humilde como humilde era o seu autor. Contudo, tanto nos primeiros como nos segundos, não podemos negar a exatidão e a ortodoxia da inspirada Palavra de DEUS.
A inspiração da Bíblia ê única. Conforme já dissemos, além da Bíblia, nenhum outro livro foi produzido de maneira sobrenatural e inconfundivelmente divina. Eis porque a Palavra de DEUS é a obra-prima por excelência da raça humana. Até mesmo os seus mais arrebatados inimigos são obrigados a se curvar ante a sua beleza suprema e célica. Haja vista em todas as universidades realmente impor­tantes haver uma cadeira dedicada ao idioma hebraico por causa da crescente importância da Bíblia.
Aliás, não fora a Palavra de DEUS, a civilização ocidental, como a conhecemos, seria impossível. O que os gregos não lograram com a sua filosofia e lógica, a Bíblia alcançou através de sua mensagem, que, embora singela, derrubou grandes reinos e impérios.
Declaração doutrinária das Assembleias de DEUS no Brasil. “Cremos na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão”. A maioria das denominações evangélicas, realmente conservadoras, tem a Bíblia como a inspirada Palavra de DEUS. Sem esse artigo de fé, o evangelismo perde todo o seu conteúdo.


Evidências da inspiração divina da Bíblia.

Há evidências que nos indicam ser a Bíblia a Palavra inspirada de DEUS? Basta uma leitura das Sagradas Escrituras para se concluir, de imediato, terem sido elas produto da ação direta do ESPÍRITO SANTO sobre os hagiógrafos, levando-os a escrever os livros que fazem parte do cânon bíblico.
Entre as evidências, que nos indicam a procedência divina das Escrituras Sagradas, podemos citar:
A influência na vida do ser humano. Que outro livro, a não ser a Bíblia, é capaz de transformar radicalmente o homem? Temos testemunhos emo­cionantes de homens, mulheres, jovens e crianças que, no contato com a Palavra de DEUS, se tornaram novas criaturas.


A influência na história da humanidade.

Ultrapassando as fronteiras de Israel, de onde provieram quase todos os seus escritores, a Bíblia foi a responsável direta pela criação da cultura ocidental. A influência do SANTO Livro, aliás, ultrapassou o Ocidente e, hoje, faz com que a Palavra de DEUS seja admirada em países que sempre se opuseram ao cristianismo. Haja vista a China e o Japão. Até mesmo nos países ára­bes, que se deixam conduzir pelo Alcorão, a influência das Escrituras é mais que notória.
A influência na vida moral da humanidade. Sem a Bíblia Sagrada, estaria a humanidade mergulhada em densas trevas espirituais e mo­rais. O homem em nada haveria de diferir das bestas feras. Todavia, a moralidade que a Bíblia vem exigindo do ser humano, desde os Dez Mandamentos, vem elevando os filhos de Adão aos mais altos ideais, impedindo que se degenerem.

 

A INERRÂNCIA DA BÍBLIA SAGRADA
Se não aceitarmos integralmente a inerrância das Sagradas Escrituras, todo o arcabouço doutrinário da religião fundada por JESUS de Na­zaré haverá de desaparecer.

O que é a inerrância bíblica? Por que ela é tão importante para a nossa fé? E por que sem essa doutrina as Sagradas Escrituras perdem toda a razão de ser?
Definição. A melhor maneira de se compreender uma doutrina é buscar-lhe uma definição adequada. Sua conceituação, a partir daí, torna-se mais fácil e não pecará pela falta de clareza e objetividade. Vejamos, pois, de que forma haveremos de definir a doutrina da inerrância bíblica.
Definição etimológica. A palavra “inerrância” vem do vocábulo latino inerrantia e significa, literalmente, “qualidade daquilo que não tem erro; infalível”.
Definição teológica. A “inerrância” bíblica é a doutrina segundo a qual as Sagradas Escrituras não contêm quaisquer erros, por serem a inspira­da, infalível e completa Palavra de DEUS. A Bíblia é inerrante tanto nas informações que nos transmite como nos propósitos que expõe e nas reivindicações que apresenta. Sua inerrância é plena e absoluta. Isenta de erros doutrinários, culturais e científicos, inspira-nos ela confiança plena em seu conteúdo.
Neste sentido, a doutrina da inerrância bíblica pode ser compreendida, também, como sinônimo de infalibilidade.

 

A INFALIBILIDADE DA BÍBLIA
A Bíblia é infalível; as suas palavras hão de cumprir-se de maneira inexorável. Aliás, a infalibilidade da Escritura acha-se estreitamente ligada à sua inspiração e inerrância; somente um livro divina e singularmente inspirado poderia ser absolutamente infalível.
Tudo o que a Bíblia diz, cumpre-se; tudo o que promete, realiza-se; tudo o que prevê, acontece. A Palavra de DEUS não pode voltar vazia; antes, faz o que lhe apraz.
O que é a infalibilidade. E a qualidade, ou virtude, do que é infalível; é algo que jamais poderá falhar.
Suas profecias cumprem-se de forma detalhada e clara (haja vista as Setenta Semanas de Daniel). O Plano de Salvação é executado apesar das oposições satânicas. Nenhuma de suas palavras jamais caiu, nem cairá, por terra.
A Bíblia dá testemunho de sua infalibilidade. Muitas são as passagens que atestam a infalibilidade das Sagradas Escrituras. Isso significa que elas realmente são a Palavra de DEUS. Se Ele não mente nem volta atrás, porque seria diferente a sua Palavra? Vejamos o que os profetas e apóstolos disseram acerca da doutrina da infalibilidade da Bíblia.
Moisés. “Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou o tal profeta; não tenhas temor dele” (Dt 18.22).
O cronista do Reino de Israel. “E crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra” (I Sm 3.19).
Daniel. “No ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Dn 9.2).
Mateus. “Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta” (Mt 1.22).
JESUS. “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Mc 13.31).
Lucas. “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao Reino de DEUS” (At 1.3).

A CLAREZA DA BÍBLIA
Quem se põe a ler as profecias de Nostradamus, se depara com um emaranha­do de palavras, frases e orações sem quaisquer nexos. Na obra desse falso profeta, qualquer interpretação é possível. Eis porque os charlatães, aproveitando-se da ingenuidade das gentes crédulas, jogam com aqueles versos, afirmando que Nos­tradamus é sempre atual. Mas, na realidade, quem entende aqueles cipoais?
No Brasil, onde o misticismo faz parte de nosso atribulado cotidiano, Nostrada­mus e seus congêneres nunca foram tão estudados. Cada vez que um cataclismo sacode o planeta, aparece um intérprete desse falso profeta; e, citando alguma centúria, força um cumprimento bobamente profético que, desmerecendo todas as leis da hermenêu­tica, parece atual, conquanto não passe de um emaranhado de frases sem nexo.
A Bíblia, porém, é clara e cristalinamente simples; as suas profecias não se escondem em possibilidades; mostram-se em cumprimentos e realizações. A clareza das Escrituras é uma das doutrinas mais surpreendentes da Palavra do Senhor; mostra-nos que podemos confiar num DEUS que se comunica conosco em nossa linguagem; sua mensagem, posto encontrar-se acima de nossa razão, não a contraria; surpreende-a com coisas grandes e jamais cogitadas.
Consideremos, pois, a clareza das Sagradas Escrituras.
O que é clareza, “Qualidade do que é claro, inteligível e perfeitamente compre­ensível”. A clareza é conhecida também como perspecuidade.
Definição teológica. A clareza da Bíblia é uma de suas principais características através da qual se torna ela plenamente inteligível aos que se dispõem a examina-la com um coração reto, humilde e predisposto a aceitá-la como a inspirada infalível e inerrante Palavra de DEUS.
O testemunho da Bíblia quanto à sua clareza. Nas Sagradas Escrituras, deparamo-nos com muitos testemunhos acerca de sua clareza. No Salmo 19, lemos: “A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices” (Sm 19.7).
Mais adiante, canta o salmista: “A exposição das tuas palavras dá luz e dá en­tendimento aos símplices” (Sm 119.130). Consideremos, ainda, este mandamento do Senhor por intermédio de Moisés: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te” (Dt 6.6,7).
Ora, se uma criança é capaz de entender a Palavra de DEUS, como um adulto ilustrado não a entenderá? Aliás, é a Bíblia tão simples que, para se compreendê-la, é mister que nos façamos como as crianças: com um coração puro, ouçamos a voz do Senhor.

 

A SUPREMACIA DA BÍBLIA EM MATÉRIA DE FÉ E PRÁTICA
“A autoridade da Bíblia não provém da capacidade de seus autores humanos, mas do caráter de seu Autor”. Se a autoridade da Bíblia é absoluta, como haveremos nós de questioná-la? Se a nossa autoridade é limitada, a da Bíblia não conhece limites; é suprema em matéria de fé e prática. Por conseguinte, que nenhum órgão eclesiástico desafie o que nos legaram os profetas hebreus e os apóstolos de nosso Senhor JESUS CRISTO.
Assim como Israel acatava sem questionar os oráculos do Eterno; e assim a igreja primitiva curvava-se ante a autoridade das Sagradas Escrituras, devemos nós agir, em temor e grande tremor, a fim de que sejamos havidos como filhos de DEUS.
No Brasil, onde a fé evangélica ainda é pura e conserva a simplicidade dos que nos trouxeram a fé, questionar a supremacia da Bíblia Sagrada é algo inima­ginável. Desde criança, aprendi: quando a Bíblia fala já não precisamos ter voz alguma. Infelizmente, vêm aparecendo, nalguns seminários e faculdades teológicas, algumas vozes atrevidas e postulantes que — embaladas pelo orgulho do ungido querubim — põem-se a questionar não somente a Palavra de DEUS como ao próprio ESPÍRITO que a inspirou.


A autoridade da Bíblia.
Definição. Oriunda do vocábulo latino autoritatem, esta palavra significa: “direito absoluto e inquestionável de se fazer obedecer, de dar ordens, de estabelecer decretos e, de acordo com estes, tomar decisões e agir a fim de que cada decreto seja rigorosamente observado”.
Definição teológica. “Poder absoluto e inquestionável reivindicado, demonstrado e sustentado pela Bíblia em matéria de fé e prática. Tal autoridade advém-lhe do fato de ela ser a inspirada, inerrante e infalível Palavra de DEUS” (Dicionário Teológico, da CPAD).
Testemunho da Bíblia a respeito de sua autoridade. A Palavra de DEUS diz:
A lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva (Is 8.20).
E os teus ouvidos ouvirão a palavra que está por trás de ti, dizendo: Este é o caminho; andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda
(Is 30.21).
Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor (l Co 14.37).

 

A COMPLETUDE DA BÍBLIA
Há duas verdades quanto às Escrituras Sagradas que andam de mãos dadas: sua autoridade e completude; é impossível dissociá-las. A primeira é a palavra final em matéria de fé e prática; a segunda não admite quaisquer autoridades que contrariem a Bíblia, quer diminuindo-lhe a revelação, quer acrescentando outros dados além daqueles que nos foram apresentados pelo Senhor através da inspiração do ESPÍRITO SANTO.

 

Completude da Bíblia - é aquilo que, pela excelência de suas qualidades, sa­tisfaz plenamente, não admitindo acréscimos nem diminuições; é aquilo que é suficiente por si mesmo.


Definição teológica.

A Bíblia contém todas as palavras divinas que DEUS quis dar ao seu povo em cada estágio da história da redenção e que hoje contém todas as palavras de DEUS de que precisamos para a salvação, para que, de maneira perfeita, nele possamos confiar e a ele obedecer.
O testemunho da Bíblia quanto à sua suficiência. Dessa forma, exorta Paulo ao jovem Timóteo: “E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em CRISTO JESUS” (2 Tm 3.15).
A seguir, o mesmo apóstolo mostra a inspiração como prova da completude da Bíblia: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2Tm 3.16).
Bem antes de Paulo o legislador dos hebreus, Moisés, exorta Israel a que preserve a doutrina da completude da Palavra de DEUS: “Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem dimmuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso DEUS, que eu vos mando” (Dt 4.2).
Finalmente, no último livro do cânon sagrado, deixa-nos João esta seriíssima advertência:
Porque eu testifico a todo aquele que: ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, DEUS fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e; se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, DEUS tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro. Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor JESUS! A graça de nosso Senhor JESUS CRISTO seja com todos vós. Amém! (Ap 22.18-20).

A Bíblia não necessita de quaisquer acréscimos: ela é completa em si mesma.


Como interpretar corretamente a Bíblia
Fugindo ao extremismo da interpretação a Bíblia deve ser interpretada com muito equilíbrio e precisão.

Devemos interpretar a Bíblia de modo natural, levando em consideração o que as palavras, em si, realmente significam. Quando nos depa­rarmos como uma parábola, ou com uma metáfora, interpretemo-las de acordo com o método metafórico. Se o Senhor JESUS, pois, afirma que é a porta, não devemos imaginar madeira, dobradiças e trancas. Mas, se Ele declara ser o FILHO de DEUS, por que buscar, nesta passagem, alguma alegoria? O mesmo princípio tem de ser aplicado aos demais textos das Escrituras.


Iluminação espiritual.

Se acreditamos, de fato, ser o ESPÍRITO SANTO o inspirador da Palavra de DEUS, é mister crer que, na leitura e interpretação da Bíblia, pode­mos contar com a sua iluminação.
Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que DEUS preparou para os que o amam. Mas DEUS no-las revelou pelo seu ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as profundezas de DEUS. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de DEUS, senão o ESPÍRITO de DEUS (ICo 2.9-11).
De que forma nos advém a iluminação? Diz o autor sagrado que a exposição da Palavra de DEUS dá-nos luz. Lembremo-nos ainda da exposição que o mesmo Senhor fez aos discípulos no caminho de Emaús. Enquanto Ele expunha-lhes as Escrituras, sentiam-se eles como que os seus corações ardessem. E foi assim que os viajores passaram a entender que JESUS era, realmente, o FILHO de DEUS.


Princípio gramatical.

Na interpretação da Bíblia, levemos em consideração que foi ela escrita de conformidade com as regras gramaticais. Logo, deve ser interpretada também segundo as mesmas regras. Eis porque é de suma importância ao leitor das Escrituras conhecer as regras básicas da gramática e da sintaxe.

Contexto histórico. Não nos esqueçamos de que a Bíblia foi escrita num contexto histónco-cultural específico. Significa isso que deve ela ser interpretada tendo-se em conta este mesmo contexto. Eis porque é mister que entendamos como viviam os judeus dos tempos bíblicos: suas casas, roupas, profissões, relações sociais, culto etc. Temos hoje não poucos manuais que nos auxiliam nessa grande tarefa.


Ensino teológico. Embora possamos examinar livremente a Bíblia Sagrada, não podemos descurar o trabalho dos mestres e dos que se afadigam na interpretação da Palavra de DEUS. Afinal de contas, os mestres foram-nos dados por CRISTO, a fim de que nos aperfeiçoem no conhecimento divino (Ef 4.11).
O eunuco etíope, apesar de ler regularmente a Bíblia, como depreendemos do texto de Atos, só veio a entender o caminho da salvação quando Filipe, sentando-se ao seu lado, pôs-se a falar-lhe de JESUS CRISTO, o FILHO de DEUS.
Por conseguinte, o ensino teológico é imprescindível na interpretação das Sagradas Escrituras.


Simetria bíblica. O mais forte dos princípios da hermenêutica sagrada é que a Bíblia se interpreta a si mesma. Por isso, não podemos, sob hipótese alguma, fazer doutrinas a partir de passagens isoladas, pois devem estas se harmonizar com o todo. Aí está a simetria. E justamente a harmonia resultante entre as partes e o todo.
Escrita num período de 1.600 anos por quarenta autores das mais variadas ocupações, a simetria da Bíblia é absoluta. Portanto, ela não entra em contradição consigo mesma, desde que interpretada de conformidade com as regras da hermenêutica.

Como filhos de DEUS, não podemos nos afastar jamais das Sagradas Escritu­ras; destas, todos dependemos vitalmente. Quanto mais as lermos, mais íntimos seremos de seu Autor. Os maiores santos e campeões de DEUS fizeram-se tão afeiçoados à Bíblia que vieram a ser confundidos com o Livro dos livros.
E nós? Como nos haveremos diante da Bíblia Sagrada? Não podemos relegá-la a um plano terciário: tanto na igreja de CRISTO como em nossa vida, deve ela ocupar sempre o primeiro lugar. Se assim não a considerarmos, jamais nos tor­naremos aptos para a vida eterna.
Houve um tempo, em nossa pátria, em que os crentes éramos de tal forma identificados com a Bíblia Sagrada que os incrédulos nos taxavam de “os bíblias”.
Zombando dos santos que, altaneiramente, iam para o templo levando a sua Bíblia junto ao peito, não imaginavam aqueles escarnecedores que as suas palavras, antes de nos constituírem uma afronta, eram-nos um louvor singular. Aliás, se de fato somos povo de DEUS, temos de ser identificados com o Livro de DEUS. Nós também, à semelhança dos israelitas, somos o povo do livro.

A Bíblia é Inspirada, inerrante, infalível e completa Palavra de DEUS.
O compromisso com a Palavra de DEUS é uma das nossas maiores preocupações como Movimento. Para nós, a Bíblia é inspirada e inerrante em toda sua dimensão e, por isso, é a única regra de fé e prática para vida cristã. Cremos que toda experiência espiritual genuína não pode contrariar a Palavra de DEUS. A Bíblia é a referência para avalizar toda experiência pessoal e coletiva. Ela é a bússola que norteia a nossa jornada espiritual. Por meio dela somos guiados pelo ESPÍRITO SANTO até o dia em que seremos arrebatados para estar para sempre com o Senhor. É preciso estar comprometido integralmente com ela.
A razão de a Escola Dominical existir é ensinar a Palavra de DEUS a todas as pessoas. Eis, portanto, a mais importante causa para que todos os agentes dessa escola estavam comprometidos com a Bíblia Sagrada.

  

Amamos a Palavra de DEUS e somos comprometidos com ela.

 

“Comprometidos com a Palavra de DEUS”
Como DEUS se comunica conosco atualmente?

Uma das maneiras é pela Bíblia.

Outra das maneiras continua sendo por meio dos dons espirituais (At 2.14-21).
O que significa “e perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42)? Que os discípulos permaneciam seguindo o ensino dos apóstolos.
Qual a preocupação do apóstolo Paulo com uso da frase “maneja bem a palavra da verdade”? A preocupação de Paulo é com o ensino correto da Palavra de DEUS, com base numa exegese sólida com a aplicação para a edificação espiritual da igreja.


Somos um povo que cremos na autoridade da Bíblia para nossa fé e prática.
A nossa confissão de fé não é de autoria particular, pois expressa o pensamento e a vida da igreja. Esse documento é submetido às Escrituras e está em conformidade com elas.
Devemos combater aos modismos, defendendo a nossa fé das seitas e heresias, refutando os erros contra os ensinos bíblicos e persuadindo os contradizentes para que se convertam ao Evangelho.

 


O termo latino Sola Scriptura quer dizer “Somente as Escrituras”. Ao introduzir o presente tópico, sugerimos que você faça um relato histórico a respeito da importância do evento histórico que ajudou a estabelecer o princípio da Sola Scriptura: o movimento da Reforma Protestante com Martinho Lutero. Cuidado com o tempo. Procure fazer isso no máximo em 10 minutos. Para isso, sugerimos que pesquise a obra “DEUS e o Seu Povo”, editada pela CPAD. Nela há um capítulo todo especial sobre o esse acontecimento histórico (p.121ss).
A ideia é que você mostre o quanto devemos zelar para não perder a simplicidade das Escrituras. O contexto do Movimento da Reforma mostra que quando se perde as raízes do cristianismo apostólico, perde-se também a credibilidade, a verdadeira espiritualidade e o temor a DEUS. E essas raízes apostólicas encontram-se nas Escrituras Sagradas. O Sola Scriptura é uma convocação para voltar a essas raízes.

 

A Bíblia não apresenta modismos, mas verdades atemporais e eternas, conforme nos mostra da Declaração de Fé das Assembleias de DEUS: “São dois os propósitos das Escrituras Sagradas: revelar o próprio DEUS e expressar a sua vontade à humanidade. Pelo primeiro, dentre outras formas de revelação, DEUS graciosamente revelou a si mesmo pela Palavra: ‘Havendo DEUS, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo FILHO’ (Hb 1.1). Pelo segundo propósito, DEUS expressa claramente a sua vontade redentora a todos e a cada um dos seres humanos sem nenhuma acepção de pessoas, por meio da fé em JESUS CRISTO: ‘Porque nele se descobre a justiça de DEUS de fé em fé como está escrito: Mas o justo viverá da fé’ (Rm 1.17). Assim sendo, o Senhor JESUS CRISTO é o centro das Escrituras. Ele mesmo disse: ‘São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés nos profetas, e nos Salmos’ (Lc 24.44). Tudo o que precisamos saber sobre DEUS e a nossa redenção está suficientemente revelado em sua Palavra. Ela é o manual de DEUS para toda a humanidade, e suas instruções visam, também, à felicidade humana e o bem-estar espiritual e social de todos os seres humanos” (Declaração de Fé das Assembleias de DEUS. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp.27-28).

 

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Lição 6 - Santificação, Comprometidos com a Ética do ESPÍRITO

Revistas Lições Bíblicas Adultos, CPAD, 1° Trimestre 2021
Tema: O Verdadeiro Pentecostalismo - A Atualidade Da Doutrina Bíblica Sobre A Atuação Do ESPÍRITO SANTO - Comentarista: Esequias Soares

    

Lição 6 - Santificação, Comprometidos com a Ética do ESPÍRITO

 Escrita

https://ebdnatv.blogspot.com/2021/02/escrita-licao-6-santificacao.html

Slides

https://ebdnatv.blogspot.com/2021/02/slides-licao-6-santificacao.html

Vídeo desta Lição

 https://www.youtube.com/watch?v=vmX14YMpvCs

 

  “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Hb 12.14)

 

 Santificação é especialidade do ESPÍRITO SANTO; ela é instantânea e ao mesmo tempo progressiva, pois acompanha o crescimento espiritual do crente.

 

 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Pedro 1.13-23
13 - Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de JESUS CRISTO, 14 - como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; 15 - mas, como é SANTO aquele que vos chamou, sede vós também Santos em toda a vossa maneira de viver, 16 - porquanto escrito está: Sede Santos, porque eu sou SANTO. 17 - E, se invocais por PAI aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, 18 - sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, 19 - mas com o precioso sangue de CRISTO, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 20 - o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós; 21 - e por ele credes em DEUS, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em DEUS. 22 - Purificando a vossa alma na obediência à verdade, para caridade fraternal, não fingida, amai-vos ardentemente uns aos outros, com um coração puro; 23 - sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de DEUS, viva e que permanece para sempre.

 

 

Resumo da Lição 6 - Santificação, Comprometidos com a Ética do ESPÍRITO

I - A SANTIFICAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
1. A santificação.

2. A consagração.

3. A purificação.

II - A SANTIFICAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
1. Uma obra da Trindade.

2. Natureza da santificação.

3. Uma necessidade.

III - A SANTIFICAÇÃO APLICADA AO CRENTE
1. A comunidade de JESUS.

2. Uma vida santificada.

3. O que é ética?

  

 

Comentários rápidos do Pr. Henrique da Lição 6 - Santificação, Comprometidos com a Ética do ESPÍRITO

 

INTRODUÇÃO

DEUS é SANTO por sua própria natureza. SANTO é o PAI, SANTO é o FILHO JESUS e SANTO é o ESPÍRITO SANTO.

Exaltai ao Senhor, nosso DEUS, e adorai-o no seu SANTO monte, porque o Senhor, nosso DEUS, é SANTO. Salmos 99:9 Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso DEUS, sou SANTO.
Levítico 19:2 Mas o Senhor dos Exércitos será exaltado em juízo, e DEUS, o SANTO, será santificado em justiça. Isaías 5:16 Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso DEUS. Levítico 20:7

Santificação quer dizer separação para uso exclusivo de DEUS, Por isso mesmo é também Consagração (dedicação - sacrifício vivo) e Purificação (limpeza para ser vaso SANTO e agradável a DEUS - Rm 12.1)
Santificação é obra da Trindade. A Santificação é posicional (no instante da conversão), progressiva (vida cristã em combate contra o pecado) e final ou perfectiva (após o arrebatamento, vida eterna com DEUS). Sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). Santificação é um mirar em CRISTO e imitá-Lo, capacitado pelo ESPÍRITO SANTO para agradar ao PAI.

A ética que brota das Sagradas Escrituras é o fundamento da moral de todo seguidor de JESUS. Por isso ela é cristã.

A Ética Cristã está fundamentada nas Sagradas Escrituras, onde o Decálogo, a Mensagem dos Profetas, os Evangelhos, o Sermão do Monte, as Epístolas Paulinas e Gerais merecem destaques.

A Ética Cristã é um chamado para vivermos um estilo de vida segundo as virtudes do Reino de DEUS

 

 

I - A SANTIFICAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
1. A santificação.

Santificação no Antigo Testamento deve ser vista como separação tanto de pessoas como de lugares e coisas para o serviço sagrado.

Separar daquilo que é comum ou imundo: “para fazer diferença entre o SANTO e o profano e entre o imundo e o limpo” (Lv 10.10).

O profano é alguém que se mostra indiferente no que diz respeito ao sagrado (Ez 22.26), aquele que usa o sagrado em comunhão com o pecaminoso. O crente deve tomar cuidado para não estar em comunhão coma trevas, pois é templo, morada do ESPÍRITO SANTO.

O verbo hebraico qadash, “ser SANTO, ser santificado, santificar, ser posto à parte”, é o mais usado no Antigo Testamento, aparece 830 vezes, incluindo os seus derivados, e cuja ideia central é separar do uso comum para o serviço de DEUS, consagrar (1 Sm 7.1).

Tinham um código de leis próprio;

Comiam de comidas diferentes dos outros povos.

Foram chamados para serem diferentes dos demais e exemplo para eles. Deveriam mostrar a diferença entre servir e não servir a DEUS.

 

 

2. A consagração.

Consagração a DEUS

E os filhos de Israel, e os sacerdotes, e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro fizeram a consagração desta Casa de DEUS com alegria. Esdras 6:16

Também da porta da tenda da congregação não saireis por sete dias, até ao dia em que se cumprirem os dias da vossa consagração; porquanto por sete dias o Senhor vos consagrará. Levítico 8:33

E aconteceu, no dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo, e o ungiu, e o santificou, e todos os seus utensílios, e também o altar e todos os seus utensílios, e os ungiu, e os santificou, Números 7:1

 

Consagração a Satanás

Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para a consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado, e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. Daniel 3:3

 

 

O lado humano da santificação.

DEUS é quem opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. (Mt 5.6; 2 Tm 2.21, 22;1 Tm 5.22); (Êx 19.10,14; Ef 4.11,12); (2 Tm 1.5; 3.15); (Sl 51.10; 32.6); (Lv 27.28b; Rm 12.1,2)

Os meios coadjuvantes (que nos auxiliam) de santificação progressiva são:

(1) O próprio crente. Sua atitude e propósito de ser SANTO - (2) O SANTO ministério. Dever de cooperar para a santificação dos crentes - (3) Pais que andam com DEUS.  - (4) As orações do justo: A oração tem efeito santificador. - (5) A consagração do crente a DEUS: Rendição incondicional a DEUS

 

Ao mesmo tempo, nos é dito em várias passagens que o cristão deve santificar-se.
Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso DEUS (Lv 20.7).
Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós (Js 3.5).
Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do ESPÍRITO, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de DEUS (II Co 7.1).

Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra. Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra (II Sm 2.20-21).

De que meios os crentes podem dispor para sua santificação?

A fé (At 26.18; 15.9).
Obediência à Palavra (Jo 17.17; Ef 5.26; Sl 119.105).
Rendição ao ESPÍRITO SANTO (Jo 16.13).
Compromisso pessoal. Na experiência inicial da santificação, que tem lugar na conversão, DEUS separa o crente como vaso escolhido para o Seu uso e glória. Mas chega uma hora na vida de todo seguidor sincero do Senhor JESUS CRISTO em que ele, mediante um ato de profundo compromisso pessoal, se separa para qualquer serviço que DEUS queira que faça. Nessa ocasião, ele se afasta das coisas do mundo da carne e se dedica à vontade perfeita de DEUS para sua vida. O indivíduo recebeu JESUS CRISTO como seu Salvador, mas agora O coroa como Rei e Senhor da sua vida. Este é um ato real de santificação. Paulo se refere a isto em Rm 12.1-2).

Rendição da vida em definitivo a DEUS constitui a suprema condição para a santificação prática. E isso envolve a entrega de todos os nossos membros à vontade dEle; “Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a DEUS, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a DEUS, como instrumentos de justiça” (Rm 6.13). Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação (Rm 6.19).

"E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso ESPÍRITO, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO" (1 Ts 5.23). Trata-se da santificação completa e final (1 Jo 3.2). Ver também: Ef 5.27; 1 Ts 3.13.

É a consumação do propósito de DEUS em nossa Santificação. Na vinda do Senhor JESUS CRISTO seremos como Ele é. Seremos transformados à Sua própria imagem, perfeitos para sempre (Rm 8:29; Fp 1:6; 3:20-21; I Jo 3:2), nunca exatamente como JESUS, mas como espelhos.

 

 

3. A purificação.

João batizava para purificação - Apareceu João batizando no deserto e pregando o batismo de arrependimento, para remissão de pecados. Marcos 1:4

No cristianismo nossa purificação se dá na conversão

... como também CRISTO amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível, Efésios 5:25-27;

não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO, Tito 3:5.

 

E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. Hebreus 9:22

Todavia, o fundamento de DEUS fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de CRISTO aparte-se da iniquidade. Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra. 2 Timóteo 2:19-21.

 

 

 

A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE - (BEP - CPAD)
2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós PAI, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”.

O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva:

(a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à justiça e à Palavra de DEUS;

(b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.
(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2).

O povo de DEUS deve ser SANTO, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8; 24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).
(2) No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e

(a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4);

(b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e

(c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).
(3) Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de

(a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9),

(c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e

(d) temor de DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).
(4) Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS,

(a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1);

(b) vivamos inteiramente para DEUS como nosso Senhor e PAI (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e

(c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).
(5) Quando corretamente nos separarmos do mal,

o próprio DEUS nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom PAI deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).
(6) O crente que deixa de separar-se da prática do mal,

do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16), da sua aceitação pelo PAI (6.17), e de seus direitos de FILHO (6.18; cf. Rm 8.15,16).
 

 

PADRÕES DE MORALIDADE SEXUAL (CD - CPAD - BEP)
Hb 13.4 “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros DEUS os julgará”.
O crente, antes de mais nada, precisa ser moral e sexualmente puro (cf. 2Co 11.2; Tt 2.5; 1Pe 3.2). A palavra “puro” (gr. hagnos 
ou amiantos) significa livre de toda mácula da lascívia. O termo refere-se à abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis com a virgindade e a castidade ou com os votos matrimoniais da pessoa. Refere-se, também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade sexual que contamina a pureza da pessoa diante de DEUS. Isso abrange o controle do corpo “em santificação e honra” (1Ts 4.4) e não em “concupiscência” (4.5). Este ensino das Escrituras é tanto para os solteiros, como para os casados. No tocante ao ensino bíblico sobre a moral sexual, vejamos o seguinte:

(1) A intimidade sexual é limitada ao matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por DEUS (ver Gn 2.24; Ct 2.7; 4.12). Mediante o casamento, marido e mulher tornam-se uma só carne, segundo a vontade de DEUS. Os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por DEUS e por Ele honrados.

(2) O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de DEUS por serem transgressões da lei do amor (Êx 20.14 e profanação do relacionamento conjugal. Tais pecados são severamente condenados nas Escrituras (ver Pv 5.3) e colocam o culpado fora do reino de DEUS (Rm 1.24-32; 1Co 6.9,10; Gl 
5.19-21).

(3) A imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra 
pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem ensine, em nossos dias, que qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos 
solteiros, tendo eles mútuo “compromisso”, é aceitável, uma vez que não haja ato sexual completo. Tal ensino peca contra a santidade de DEUS e o padrão bíblico da pureza. DEUS proíbe, explicitamente, “descobrir a nudez” ou “ver a nudez” de qualquer pessoa a não ser entre marido e mulher legalmente casados (Lv 18.6-30; 20.11, 17, 19-21; ver 18.6).

(4) O crente deve ter autocontrole e abster-se de toda e qualquer prática sexual antes do casamento. Justificar intimidade pré-marital em nome de CRISTO, simplesmente com base num “compromisso” real ou imaginário, é transigir abertamente com os padrões santos de DEUS. É igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste modo justificar a imoralidade. Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge. A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do ESPÍRITO, no crente, i.e., a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que representa prazer sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e impureza. Nossa dedicação à vontade de DEUS, pela fé, abre o caminho para recebermos a bênção do domínio próprio: “temperança” (Gl 5.22-24).

(5) Termos bíblicos descritivos da imoralidade e que revelam a extensão desse mal. 

(a) Fornicação (gr. porneia). Descreve uma ampla variedade de práticas sexuais, pré ou extramaritais. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é claramente transgressão dos padrões morais de DEUS para seu povo (Lv 18.6-30; 20.11,12, 17, 19-21; 1Co 6.18; 1Ts 4.3). 

(b) A lascívia (gr. aselgeia) denota a ausência de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio que leva à conduta virtuosa (ver 1Tm 2.9). Isso inclui a inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu estímulo, e deste modo a pessoa torna-se partícipe de uma conduta antibíblica (Gl 5.19; Ef 4.19; 1Pe 2.2,18). 

(c) Enganar, i.e., aproveitar-se de uma pessoa, ou explorá-la (gr. pleonekteo, e.g., 1Ts 4.6), significa privá-la da pureza moral que DEUS pretendeu para essa pessoa, para a satisfação de desejos egoístas. Despertar noutra pessoa estímulos sexuais que não possam ser correta e legitimamente satisfeitos, significa explorá-la ou aproveitar-se dela (1Ts 4.6; Ef 4.19). 

(d) A lascívia ou cobiça carnal (gr. epithumia) é um desejo carnal imoral que a pessoa daria vazão se tivesse oportunidade (Ef 4.22; 1Pe 4.3; 2Pe 2.18; ver Mt 5.28).

Leia tudo e julgue segundo a palavra de DEUS.

 

 

Salmos 105 diz que os hebreus saíram do Egito com prata e ouro e nao havia um só doente ou enfermo. Viram milagres por todo o caminho, viram que DEUS falava face a face com Moisés. Sabiam que DEUS estava com eles pela Nuvem e pela coluna de fogo. Mesmo assim foram rebeldes, idolatras e murmuradores. Por isso perderam a salvação.

Para um cristão nao existe "Toda regra tem exceção"

 

 

II - A SANTIFICAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO

A SANTIFICAÇÃO (BEP - CPAD)
1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de DEUS PAI, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas”.

Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar SANTO”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com DEUS e servi-lo com alegria.
(1) Além do termo “santificar” (cf. 1Ts 5.23), o padrão bíblico da santificação é expresso em termos tais como “Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37), “irrepreensíveis em santidade” (1Ts 3.13), “aperfeiçoando a santificação” (2Co 7.1), “a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5), “sinceros e sem escândalo algum” (Fp 1.10), “libertados do pecado” (Rm 6.18), “mortos para o pecado” (Rm 6.2), “para servirem à justiça para santificação” (Rm 6.19), “guardamos os seus mandamentos” (1Jo 3.22) e “vence o mundo” (1Jo 5.4). Tais termos descrevem a operação do ESPÍRITO SANTO mediante a salvação em CRISTO, pela qual Ele nos liberta da escravidão e do poder do pecado (Rm 6.1-14), nos separa das práticas pecaminosas deste mundo atual, renova a nossa natureza segundo a imagem de CRISTO, produz em nós as qualidades do fruto do ESPÍRITO e nos capacita a viver uma vida santa e vitoriosa de dedicação a DEUS (Jo 17.15-19,23; Rm 6.5, 13, 16, 19; 12.1; Gl 5.16, 22,23; ver 2Co 5.17).
(2) Esses termos não subentendem uma perfeição absoluta, mas a retidão moral de um caráter imaculado, demonstrada na pureza do crente diante de DEUS, na obediência à sua lei e na inculpabilidade desse crente diante do mundo (Fp 2.14,15; Cl 1.22; 1Ts 2.10; cf. Lc 1.6). O cristão, pela graça que DEUS lhe deu, morreu com CRISTO e foi liberto do poder e domínio do pecado (Rm 6.18); por isso, não precisa nem deve pecar, e sim obter a necessária vitória no seu Salvador, JESUS CRISTO. Mediante o ESPÍRITO SANTO, temos a capacidade para não pecar (1Jo 3.6), embora nunca cheguemos à condição de estarmos livres da tentação e da possibilidade do pecado, mas somos sempre perdoados ao nos arrependermos e pedirmos perdão a DEUS (1 Jo 1.9).
(3) De igual modo a santificação é um requisito para todo crente em CRISTO. As Escrituras declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
(4) Os filhos de DEUS são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com CRISTO na sua morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; 1 Co 130), pelo sangue de CRISTO (1Jo 1.7-9), pela Palavra (Jo 17.17) e pelo poder regenerador e santificador do ESPÍRITO SANTO no seu coração (Jr 31.31-34; Rm 8.13; 1Co 6.11; 1Pe 1.2; 2Ts 2.13).
(5) A santificação é uma obra de DEUS, com a cooperação do seu povo (Fp 2.12,13; 2Co 7.1). Para cumprir a vontade de DEUS quanto à santificação, o crente deve participar da obra santificadora do ESPÍRITO SANTO, ao cessar de praticar o mal (Is 1.16), ao se purificar “de toda imundícia da carne e do ESPÍRITO” (2Co 7.1; cf. Rm 6.12; Gl 5.16-25) e ao se guardar da corrupção do mundo (Tg 1.27; cf. Rm 6.13,19; 8.13; Ef 4.31; 5.18; Tg 4.8) e ao fugir da idolatria (1 Co 10.14; Gl 5.20; Ap 22.15).
(6) A verdadeira santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com CRISTO (ver Jo 15.4), mantenha comunhão com os crentes (Ef 4.15,16), dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de DEUS (Jo 17.17), tenha consciência da presença e dos cuidados de DEUS (Mt 6.25-34), ame a justiça e odeie a iniquidade (Hb 1.9), mortifique o pecado (Rm 6), submeta-se à disciplina de DEUS (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Ef 5.18).
(7) Segundo o NT, a santificação não é descrita como um processo lento, de abandonar o pecado pouco a pouco. Pelo contrário, é apresentada como um ato definitivo mediante o qual, o crente, pela graça, é liberto da escravidão de Satanás e rompe totalmente com o pecado a fim de viver para DEUS (Rm 6.18; 2Co 5.17; Ef 2.4,6; Cl 3.1-3). Ao mesmo tempo, no entanto, a santificação é descrita como um processo vitalício mediante o qual continuamos a mortificar os desejos pecaminosos da carne (Rm 8.1-17), somos progressivamente transformados pelo ESPÍRITO à semelhança de CRISTO (2Co 3.18) crescemos na graça (2Pe 3.18), e devotamos maior amor a DEUS e ao próximo (Mt 22.37-39; 1Jo 4.10-12, 17-21).
(8) A santificação pode significar uma outra experiência específica e decisiva, à parte da salvação inicial. O crente pode receber de DEUS uma clara revelação da sua santidade, bem como a convicção de que DEUS o está chamando para separar-se ainda mais do pecado e do mundo e a andar ainda mais perto dEle (2Co 6.16-18). Com essa certeza, o crente se apresenta a DEUS como sacrifício vivo e SANTO e recebe da parte do ESPÍRITO SANTO graça, pureza, poder e vitória para viver uma vida santa e agradável a DEUS (Rm 12.1,2; 6.19-22).


1. Uma obra da Trindade.

àquele a quem o PAI santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou FILHO de DEUS? João 10:36

E eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. PAI SANTO, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. João 17:11

À igreja de DEUS que está em Corinto, aos santificados em CRISTO JESUS, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor JESUS CRISTO, Senhor deles e nosso: 1 Coríntios 1:2

E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor JESUS e pelo ESPÍRITO do nosso DEUS. 1 Coríntios 6:11

não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO, Tito 3:5

 

DEUS é PAI, FILHO JESUS CRISTO e ESPÍRITO SANTO (Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do PAI, e do FILHO, e do ESPÍRITO SANTO; Mateus 28:19).

A obra da santificação, um atributo divino, é realizada pela unidade na trindade como pela trindade na unidade (1 Co 6.11; 1 Ts 5.23; 2 Ts 2.13). São as três Pessoas atuando na obra da redenção (1 Pe 1.2).

 

 

2. Natureza da santificação.

Santificação posicional - todos os que se convertem são santificados, são declarados santos no mesmo instante de sua conversão.

E aconteceu que, passando Pedro por toda parte, veio também aos santos que habitavam em Lida. Atos 9:32

Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Romanos 15:26

Saudai a Filólogo e a Júlia, a Nereu e a sua irmã, e a Olimpas, e a todos os santos que com eles estão. Romanos 16:15

Paulo, apóstolo de JESUS CRISTO, pela vontade de DEUS, aos santos que estão em Éfeso e fiéis em CRISTO JESUS: Efésios 1:1

 

No Novo Testamento não existe rituais de purificação cerimonial ou legal de santificação como no sistema mosaico.

A santificação ocorre instantaneamente, juntamente com a salvação em JESUS pela fé (1 Co 1.30).

a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor JESUS e, em teu coração, creres que DEUS o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Romanos 10:9

Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. João 5:24

 

Ela é chamada teologicamente de santificação posicional referente à mudança da posição de pecador para santificado (1 Co 1.2). Isso é obra do ESPÍRITO SANTO que passa a habitar no interior do crente (1 Co 3.16; 2 Tm 1.14).

Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do FILHO do seu amor, Colossenses 1:13

Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz Efésios 5:8

Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 1 Pedro 2:9
 

 

3. Uma necessidade.

A santificação é um requisito para todo crente em CRISTO. As Escrituras declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

 

A nova vida em CRISTO é o novo nascimento (Jo 3.3). Ao nascer, a criança continua o seu crescimento físico e mental, e isso se aplica também à vida espiritual (Hb 5.12,13; 1 Pe 2.2). Apesar de a santificação ser instantânea, ela é ao mesmo tempo progressiva (Pv 4.18; 2 Co 3.18). A salvação em CRISTO é acompanhada da santificação, e seu agente ativo é o ESPÍRITO SANTO. A vida cristã é uma carreira (Gl 5.7; Fp 3.13,14). Assim, é a santificação progressiva que nos torna mais semelhantes a CRISTO. Não se trata de um tema secundário, pois sem ela “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, Hebreus 12:14

 

Sema santificação não há como se aproximar do DEUS SANTO, muito menos ser arrebatado, ou ser salvo.

 

 

III - A SANTIFICAÇÃO APLICADA AO CRENTE

1. A comunidade de JESUS.

E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. João 17:19

para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Efésios 5:27

à igreja de DEUS que está em Corinto, aos santificados em CRISTO JESUS, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor JESUS CRISTO, Senhor deles e nosso: 1 Coríntios 1:2

A Igreja, o corpo de CRISTO na Terra, é santa.

 

A Bíblia possui diversas exortações a respeito da santificação do crente.

 

Israel foi colocado como propriedade peculiar de DEUS, “reino de sacerdotes e nação santa” (Êx 19.6),

A Igreja agora assumiu este papel, "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de DEUS; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia." (1 Pe 2.9, 10).

 

A Igreja representa na Terra o caráter de CRISTO. O ESPÍRITO SANTO imprime em nós este caráter SANTO.

 

2. Uma vida santificada.

A santificação do crente tem dois lados:

a- separação para a posse e uso de DEUS;

b- separação do pecado, do erro, de todo e qualquer mal conhecido, para obedecer e agradar a DEUS.

 

 

A TRÍPLICE SANTIFICAÇÃO DO CRENTE

De acordo com a Bíblia, a santificação do crente é tríplice:

A- Santificação posicional (Hb 10.10; Cl 2.10; 1 Co 6.11; Rm 8.33, 34; 1 Jo 4.17b)

É estar "Em CRISTO"

O crente pela fé torna-se SANTO. - DEUS nos vê perfeitos. - Não há qualquer acusação contra nós.- A santidade do Senhor passa a ser a nossa santidade"

Sentido posicional da Santificação

No sentido posicional todo o verdadeiro cristão é SANTO DE DEUS. Vejamos alguns aspectos desse sentido da santificação:

- A santificação posicional é um ATO SOBERANO de DEUS, mediante a obra de CRISTO (Hb10:9-10)

- O cristão verdadeiro é santificado em CRISTO (I Co 1:2)

- O cristão verdadeiro é santificado por vocação divina (Rm 1:7; Hb 3:1)

- A santificação posicional independe das nossas falhas ou imperfeições pessoais (I Co 3:1-3; cf 6:11)

- Isso não significa liberdade para andarmos como queremos. Há necessidade de SANTIFICAÇÃO PRÁTICA.

 

B- Santificação progressiva. É a santificação prática, aplicada ao viver diário do crente.

Pode ser aperfeiçoada (2 Co 7.1). - Ocorre à medida que o ESPÍRITO o rege soberanamente - O crente a busca, em cooperação com DEUS: "Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" (1 Pe 1.15).

SANTIFICAÇÃO PROGRESSIVA se refere ao crescimento gradual do crente em conhecimento e santidade, de forma que, tendo recebido justiça legal na justificação, ele pode agora desenvolver a justiça pessoal em seu pensamento e comportamento.

 

a) O lado divino da santificação progressiva.

São meios, os quais o Senhor utiliza para santificar-nos em nosso viver diário. (Hb 13.12; 1 Jo 1.7,9); (Sl 12.6; 119.9; Jo 17.17; Ef 5.26); (Rm 1.4; 1 Pe 1.2; 2 Ts 2.13); (Êx 29.43; 2 Cr 5.13, 14); (At 26.18; Fp 3.9; Tg 2.23; Rm 4.11).

(1) O sangue de JESUS CRISTO - (2) a Palavra de DEUS - (3) o ESPÍRITO SANTO - (4) a glória de DEUS manifesta - (5) e a fé em DEUS


. O PAI (I Ts 5.23)
. O FILHO, o Senhor JESUS CRISTO, ao verter seu precioso sangue (Hb 10.10; Hb 12.9-10)
. O ESPÍRITO SANTO (Rm 15.16; I Pe 1.2)
O poder interior e a unção do ESPÍRITO SANTO são, talvez, os maiores agentes para nos dar a vitória sobre a carne (Rm 8.13; Gl 5.17).

 

b) O lado humano da santificação.

DEUS é quem opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. (Mt 5.6; 2 Tm 2.21, 22;1 Tm 5.22); (Êx 19.10,14; Ef 4.11,12); (2 Tm 1.5; 3.15); (Sl 51.10; 32.6); (Lv 27.28b; Rm 12.1,2)

Os meios coadjuvantes (que nos auxiliam) de santificação progressiva são:

(1) O próprio crente. Sua atitude e propósito de ser SANTO - (2) O SANTO ministério. Dever de cooperar para a santificação dos crentes - (3) Pais que andam com DEUS.  - (4) As orações do justo: A oração tem efeito santificador. - (5) A consagração do crente a DEUS: Rendição incondicional a DEUS

 

Ao mesmo tempo, nos é dito em várias passagens que o cristão deve santificar-se.
Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso DEUS (Lv 20.7).
Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós (Js 3.5).
Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do ESPÍRITO, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de DEUS (II Co 7.1).

Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra. Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra (II Sm 2.20-21).

De que meios os crentes podem dispor para sua santificação?

A fé (At 26.18; 15.9).
Obediência à Palavra (Jo 17.17; Ef 5.26; Sl 119.105).
Rendição ao ESPÍRITO SANTO (Jo 16.13).
Compromisso pessoal. Na experiência inicial da santificação, que tem lugar na conversão, DEUS separa o crente como vaso escolhido para o Seu uso e glória. Mas chega uma hora na vida de todo seguidor sincero do Senhor JESUS CRISTO em que ele, mediante um ato de profundo compromisso pessoal, se separa para qualquer serviço que DEUS queira que faça. Nessa ocasião, ele se afasta das coisas do mundo da carne e se dedica à vontade perfeita de DEUS para sua vida. O indivíduo recebeu JESUS CRISTO como seu Salvador, mas agora O coroa como Rei e Senhor da sua vida. Este é um ato real de santificação. Paulo se refere a isto em Rm 12.1-2).

Rendição da vida em definitivo a DEUS constitui a suprema condição para a santificação prática. E isso envolve a entrega de todos os nossos membros à vontade dEle; “Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a DEUS, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a DEUS, como instrumentos de justiça” (Rm 6.13). Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação (Rm 6.19).

 

C- Santificação futura.

"E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso ESPÍRITO, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO" (1 Ts 5.23). Trata-se da santificação completa e final (1 Jo 3.2). Ver também: Ef 5.27; 1 Ts 3.13.

É a consumação do propósito de DEUS em nossa Santificação. Na vinda do Senhor JESUS CRISTO seremos como Ele é. Seremos transformados à Sua própria imagem, perfeitos para sempre (Rm 8:29; Fp 1:6; 3:20-21; I Jo 3:2)

 

No arrebatamento seremos transformados e aí nossa santificação passa a ser eterna.

Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. 1 Coríntios 15:51-54

 

 

3. O que é ética?

Ética - É o conjunto de normas e leis que regem nossa vida cristã. Todas contidas na Palavra de DEUS.

 

1 Coríntios 10.1-13
1 - Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar, 2 - E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, 3 - E todos comeram de uma mesma comida espiritual, 4 - E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era CRISTO. 5 - Mas DEUS não se agradou da maior parte deles, pelo que foram prostrados no deserto. 6 - E essas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. 7 - Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber e levantou-se para folgar. 8 - E não nos prostituamos, como alguns deles fizeram e caíram num dia vinte e três mil. 9 - E não tentemos a CRISTO, como alguns deles também tentaram e pereceram pelas serpentes. 10 - E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor. 11 - Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. 12 - Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia. 13 - Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é DEUS, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.

 

10.1 NÃO QUERO QUE IGNOREIS. É possível alguém ser redimido, desfrutar da graça divina, e, posteriormente, ser rejeitado por DEUS, por causa de conduta pecaminosa (ver 1Co 9.27). Isso passa, agora, a ser confirmado por exemplos colhidos da experiência de Israel (vv. 1-12).

10.5 FORAM PROSTRADOS NO DESERTO. Os israelitas foram alvos da salvação (livramento) de DEUS no Êxodo. Foram libertos da escravidão (v. 1), batizados (v. 2), divinamente sustentados no deserto e tiveram íntima comunhão com CRISTO (vv. 3,4). Mesmo assim, a despeito dessas bênçãos espirituais, deixaram de agradar a DEUS e foram destruídos por Ele no deserto; perderam a sua eleição divina e, portanto, deixaram de alcançar a Terra Prometida (cf. Nm 14.30). O argumento de Paulo é que, assim como DEUS não tolerou a idolatria, pecado e imoralidade de Israel, assim também Ele não tolerará o pecado dos crentes da Nova Aliança.

10.6 ESSAS COISAS... FEITAS EM FIGURA. O terrível juízo divino sobre os israelitas desobedientes serve de exemplo e advertência aos que estão sob a Nova Aliança, para não cobiçarem as coisas más. Paulo adverte aos coríntios que se eles forem infiéis a DEUS como Israel (vv. 7-10), eles também serão julgados e não entrarão na pátria celeste prometida.

10.11 ESCRITAS PARA AVISO NOSSO. A história do julgamento divino do povo de DEUS no AT ficou gravada nas Escrituras para bem advertir os crentes do NT contra o pecado e o cair da graça (v. 12; ver Nm 14.29).

10.12 OLHE... NÃO CAIA. Os israelitas, como eleitos de DEUS, pensavam que poderiam entregar-se, sem perigo, ao pecado, à idolatria e à imoralidade; porém, foram julgados. Assim também, os "coríntios", da atualidade, que acreditam que podem viver satisfazendo a carne, devem se dar conta de que o juízo divino também os aguarda, caso não abandonem esses pecados.

10.13 FIEL É DEUS. O crente professo não pode justificar seu pecado com a desculpa de que ele simplesmente é humano e, portanto, imperfeito; e que neste mundo todos os crentes nascidos de novo pecam por palavras, pensamentos e ações (cf. Rm 6.1). Ao mesmo tempo, Paulo assegura aos coríntios que nenhum crente precisa cair da graça e da misericórdia de DEUS. (1) O ESPÍRITO SANTO afirma explicitamente que DEUS outorga aos seus filhos graça suficiente para vencer todas as tentações e, assim, resistir ao pecado (cf. Ap 2.7,17,26). A fidelidade de DEUS expressa-se de duas maneiras: (a) Ele não permitirá que sejamos tentados além do que podemos suportar, e (b) Ele, ocorrendo a tentação, proverá os meios de a suportarmos e vencermos o pecado (cf. 2 Ts 3.3). (2) A graça de DEUS (Ef 2.8-10; Tt 2.11-14), o sangue de JESUS CRISTO (Ef 2.13; 1 Pe 2.24), a Palavra de DEUS (Ef 6.17; 2 Tm 3.16,17), o poder do ESPÍRITO SANTO que em nós habita (Tt 3.5,6; 1 Pe 1.5) e a intercessão celestial de CRISTO proporcionam poder suficiente para a guerra do crente contra o pecado e contra as hostes espirituais de maldade (Ef 6.10-18; Hb 7.25). (3) Se o cristão se entrega ao pecado, não é porque a graça divina é insuficiente, mas porque ele deixa de resistir, pelo poder do ESPÍRITO SANTO, a seus próprios desejos pecaminosos (Rm 8.13,14; Gl 5.16-24; Tg 1.13-15). DEUS, com "o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade" (2 Pe 1.3), e, pela salvação concedida por CRISTO, podemos "andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra... corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência, e longanimidade, com gozo" (Cl 1.10,11; ver Mt 4.1). Podemos "suportar" toda a tentação e "escapar", se realmente desejarmos assim fazer, na dependência da fidelidade e do poder de DEUS.

10.16 O CÁLICE DE BÊNÇÃO. O cálice que tomamos na Ceia do Senhor tipifica a morte de CRISTO e seu sofrimento sacrificial pelos pecadores. A "comunhão do sangue de CRISTO" refere-se à participação do crente na salvação provida pela morte de CRISTO (cf. 11.25). As Escrituras não ensinam que na Ceia do Senhor o pão e o fruto da videira se transformam realmente no corpo e sangue de CRISTO (ver 1Co 11.24,25).

10.20 SACRIFICAM AOS DEMÔNIOS. A idolatria envolve o culto aos demônios, direta ou indiretamente (cf. Dt 32.17; Sl 106.35-38; ver o estudo A IDOLATRIA E SEUS MALES) está associada à avareza ou cobiça (ver Cl 3.5). Logo, há poderes demoníacos por trás da paixão pelas riquezas, honrarias ou cargos mundanos

10.21 O CÁLICE DO SENHOR E O CÁLICE DOS DEMÔNIOS. Participar da Ceia do Senhor é compartilhar da redenção de CRISTO. Do mesmo modo, participar de festas idólatras é compartilhar ou participar com os demônios (v.20). O erro dalguns em Corinto era não distinguir entre retidão e impiedade, entre o SANTO e o profano, entre o que é de CRISTO e o que é do diabo. Não compreendiam o zelo SANTO de DEUS (v. 22; cf. Êx 20.5; Dt 4.24; Js 24.19) e a gravidade da transigência com o mundo. O próprio CRISTO falou a respeito desse erro fatal: "Ninguém pode servir a dois senhores" (Mt 6.24).

10.31 FAZEI TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS O objetivo principal da vida do crente é agradar a DEUS e promover a sua glória (ver o estudo A GLÓRIA DE DEUS). Sendo assim, aquilo que não pode ser feito para a glória de DEUS (i.e., em sua honra e ações de graças como nosso Senhor, Criador e Redentor) não deve ser feito de modo nenhum. Honramos a DEUS mediante nossa obediência, ações de graças, confiança, oração, fé e lealdade a Ele. Viver para a glória de DEUS deve ser uma norma fundamental em nossa vida, o alvo da nossa conduta, e teste das nossas ações

 

 

Quais são os significados das palavras “ética” e “moral”? A palavra “ética” significa “costumes” ou “hábitos”. A palavra “moral” corresponde ao sentido de “normas” ou “regras”.
Qual é o fundamento moral da Ética Cristã? As Escrituras Sagradas.
Aponte as principais seções bíblicas que fundamentam a Ética Cristã. Os textos do Decálogo, da mensagem dos profetas, dos Evangelhos, do Sermão do Monte, das Epístolas Paulinas e Gerais.
Cite pelo menos três esferas éticas de nossa vida que essas seções bíblicas abarcam. Esferas morais, sociais e espirituais.
Por que os israelitas foram reprovados? Os israelitas foram reprovados por não obedecerem a lei outorgada por DEUS no deserto.

 

 

CONCLUSÃO

A Santificação no Novo Testamento é para pessoas, é dada pelo ESPÍRITO SANTO e no instante da conversão.
A Santificação é uma obra da Trindade, tanto o PAI, quanto o FILHO, quanto o ESPÍRITO SANTO participam na Santificação do crente..

No AT a santificação abrangia pessoas, locais e objetos.

No AT a consagração dos filhos de Israel, e dos sacerdotes, e dos levitas, e também da casa de DEUS (Esdras 6:16).

A purificação no AT se dava por batismos, unção com óleo, sacrifícios de animais etc. No NT pelo sangue de JESUS, pela Palavra de DEUS.

Natureza da santificação - Passado, Presente e Futuro - Posicional (no momento da conversão), Progressiva (vida cristã), Perfectiva (Final, Após arrebatamento, eterna)

 A Santificação é uma necessidade, pois ninguém verá ao Senhor se não estiver coma vida santificada.

A igreja, o corpo de CRISTO na Terra é a comunidade de JESUS, chamados santos. Temos que ter uma vida santificada, separada para uso de DEUS em sua obra.

O que é ética? É o conjunto de normas e leis que nos inclui na vida de santificação, está na bíblia esta ética cristã.

Sejamos santos e vivamos em santificação para alcançarmos em breve o arrebatamento da Igreja e podermos estar com o Senhor para sempre.

 

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LIÇÃO 6 – O CRISTÃO E SUA SANTIFICAÇÃO 
TEMA–Doutrinas bíblicas pentecostais
Centenário do Movimento Pentecostal Mundial (1906-2006)
COMENTARISTA: Pr. Antonio Gilberto

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - LEVÍTICO 11.44,45; 20.7,8,26; 1 PEDRO 1.15,16; 1 TESSALONICENSES 3.13.

Lv 11.44 Porque eu sou o SENHOR, vosso DEUS; portanto, vós vos santificareis e sereis Santos, porque eu sou SANTO; e não contaminareis a vossa alma por nenhum réptil que se arrasta sobre a terra. 45 Porque eu sou o SENHOR, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso DEUS, e para que sejais Santos; porque eu sou SANTO.

Lv 20. 7 Portanto, santificai-vos e sede Santos, pois eu sou o SENHOR, vosso DEUS. 8 E guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o SENHOR que vos santifica. 26 E ser-me-eis Santos, porque eu, o SENHOR, sou SANTO e separei-vos dos povos, para serdes meus.
1 Pe 1.15 mas, como é SANTO aquele que vos chamou, sede vós também Santos em toda a vossa maneira de viver, 16 porquanto escrito está: Sede Santos, porque eu sou SANTO.

1 Ts 3.13 para confortar o vosso coração, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso DEUS e PAI, na vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO, com todos os seus Santos.

   

COMENTÁRIOS DO Pr. ANTÔNIO GILBERTO (CPAD - REVISTA DO 3º TRIMESTRE- RESUMO):

 

INTRODUÇÃO

Salvação e santificação são a obra redentora realizada por JESUS no homem integral: ESPÍRITO, alma e corpo. A Bíblia afirma que fomos eleitos "desde o princípio para a salvação, em santificação do ESPÍRITO" (2 Ts 2.13). Esta verdade está implícita no evangelho de João 19.34, que diz que do lado ferido do corpo de JESUS fluíram, a um só tempo, sangue e água. Isto é, o sangue poderoso de CRISTO nos redime de todo pecado, mas a água também nos lava de nossas impurezas pecaminosas. CRISTO morreu "para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras" (Tt 2.14). Portanto, a salvação e a santificação devem andar juntas na vida do crente.

 

Quem ama a volta de CRISTO está preparado para ela, está santamente preparado para ela.

As pessoas desprezam a doutrina da santificação por não crerem realmente na iminente volta de JESUS, no arrebatamento da Igreja, que poderá ocorrer a qualquer momento.

Antigo Testamento: hebraico - Qadash - Qadosh - Sagrado, SANTO, Dedicado, Consagrado.

 Novo Testamento - Hagiazõ - Hagios - Hagiasmos - Sagrado, SANTO, Dedicado, Consagrado.

Katharizõ - Tornar Limpo, Purificar

"Sereis santos, porque Eu sou SANTO" ( Lv 11.44)

A aproximação de DEUS ao homem só é possível pela santificação, efetuada pela lavagem pelo sangue de JESUS.

O ESPÍRITO SANTO revela o pecado ao homem para que haja arrependimento e então DEUS possa perdoá-lo e santificá-lo.

 

 

I. SANTIDADE, SANTIFICAR E SANTIFICAÇÃO

1. A santidade de DEUS.

Nosso DEUS é santíssimo: - A santidade de DEUS é intrínseca, absoluta e perfeita (Lv 19.2; Ap 15.4). - No crente a santificação não é um estado absoluto, é relativo assim como a lua, que não tendo luz própria, reflete a luz do sol (ver Hb 12.10; Lv 21.8b).

DEUS é "SANTO" (Pv 9.10; Is 5.16), e quem almeja andar com Ele, precisa viver em santidade, segundo as Escrituras.

"SANTO, SANTO, SANTO é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória" (Is 6.3; Ap 4.8), Com estas palavras, os serafins louvaram a DEUS por sua perfeita santidade. 800 anos depois, João viu, numa visão semelhante, os quatro seres viventes proclamando: "SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor DEUS, o Todo-Poderoso" (Apocalipse 4:8). Talvez a única outra característica de DEUS que tem a mesma importância de sua santidade seja seu amor (1 João 4:8). De Gênesis ao Apocalipse, as Escrituras enfatizam a santidade de DEUS. É um aspecto de sua natureza que nós devemos estudar muito e frequentemente.

 

2. Santificar e santificação.

"Santificar" é "pôr à parte, separar, consagrar ou dedicar uma coisa ou alguém para uso estritamente pessoal".

SANTO é o crente que vive separado do pecado e das práticas mundanas pecaminosas, para o domínio e uso exclusivo de DEUS.

A palavra santificar significa separar. Aquele que aceita a salvação através de JESUS CRISTO está separado do mundo, embora vivendo nele. Nós somos separados, porque fomos justificados, isto é, tornados sem culpa, porque CRISTO tomou sobre si as nossas culpas. E se crermos e aceitarmos esse sacrifício em nosso lugar, então DEUS nos justifica. Consequentemente, formamos um grupo separado, portanto, santificado. É DEUS também que nos santifica.

A santificação do crente tem dois lados:

a- separação para a posse e uso de DEUS;

b- separação do pecado, do erro, de todo e qualquer mal conhecido, para obedecer e agradar a DEUS.

 

 

II. A TRÍPLICE SANTIFICAÇÃO DO CRENTE

De acordo com a Bíblia, a santificação do crente é tríplice:

 

1. Santificação posicional (Hb 10.10; Cl 2.10; 1 Co 6.11; Rm 8.33, 34; 1 Jo 4.17b)

É estar "Em CRISTO"

O crente pela fé torna-se SANTO. - DEUS nos vê perfeitos. - Não há qualquer acusação contra nós.- A santidade do Senhor passa a ser a nossa santidade"

Sentido posicional da Santificação

No sentido posicional todo o verdadeiro cristão é SANTO DE DEUS. Vejamos alguns aspectos desse sentido da santificação:

- A santificação posicional é um ATO SOBERANO de DEUS, mediante a obra de CRISTO (Hb10:9-10)

- O cristão verdadeiro é santificado em CRISTO (I Co 1:2)

- O cristão verdadeiro é santificado por vocação divina (Rm 1:7; Hb 3:1)

- A santificação posicional independe das nossas falhas ou imperfeições pessoais (I Co 3:1-3; cf 6:11)

- Isso não significa liberdade para andarmos como queremos. Há necessidade de SANTIFICAÇÃO PRÁTICA.

 

2. Santificação progressiva. 

É a santificação prática, aplicada ao viver diário do crente.

Pode ser aperfeiçoada (2 Co 7.1). - Ocorre à medida que o ESPÍRITO o rege soberanamente - O crente a busca, em cooperação com DEUS: "Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" (1 Pe 1.15).

SANTIFICAÇÃO PROGRESSIVA se refere ao crescimento gradual do crente em conhecimento e santidade, de forma que, tendo recebido justiça legal na justificação, ele pode agora desenvolver a justiça pessoal em seu pensamento e comportamento.

 

a) O lado divino da santificação progressiva.

São meios, os quais o Senhor utiliza para santificar-nos em nosso viver diário. (Hb 13.12; 1 Jo 1.7,9); (Sl 12.6; 119.9; Jo 17.17; Ef 5.26); (Rm 1.4; 1 Pe 1.2; 2 Ts 2.13); (Êx 29.43; 2 Cr 5.13, 14); (At 26.18; Fp 3.9; Tg 2.23; Rm 4.11).

(1) O sangue de JESUS CRISTO - (2) a Palavra de DEUS - (3) o ESPÍRITO SANTO - (4) a glória de DEUS manifesta - (5) e a fé em DEUS


. O PAI (I Ts 5.23)
. O FILHO, o Senhor JESUS CRISTO, ao verter seu precioso sangue (Hb 10.10; Hb 12.9-10)
. O ESPÍRITO SANTO (Rm 15.16; I Pe 1.2)
O poder interior e a unção do ESPÍRITO SANTO são, talvez, os maiores agentes para nos dar a vitória sobre a carne (Rm 8.13; Gl 5.17).

 

b) O lado humano da santificação.

DEUS é quem opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. (Mt 5.6; 2 Tm 2.21, 22;1 Tm 5.22 ); (Êx 19.10,14; Ef 4.11,12);  (2 Tm 1.5; 3.15); (Sl 51.10; 32.6); (Lv 27.28b; Rm 12.1,2)

Os meios coadjuvantes (que nos auxiliam) de santificação progressiva são:

(1) O próprio crente. Sua atitude e propósito de ser SANTO - (2) O SANTO ministério. Dever de cooperar para a santificação dos crentes -  (3) Pais que andam com DEUS.  - (4) As orações do justo: A oração tem efeito santificador. - (5) A consagração do crente a DEUS: Rendição incondicional a DEUS

 

Ao mesmo tempo, nos é dito em várias passagens que o cristão deve santificar-se.
Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso DEUS (Lv 20.7).
Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós (Js 3.5).
Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do ESPÍRITO, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de DEUS (II Co 7.1).

Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra. Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra (II Sm 2.20-21).

De que meios os crentes podem dispor para sua santificação?

A fé (At 26.18; 15.9).
Obediência à Palavra (Jo 17.17; Ef 5.26; Sl 119.105).
Rendição ao ESPÍRITO SANTO (Jo 16.13).
Compromisso pessoal. Na experiência inicial da santificação, que tem lugar na conversão, DEUS separa o crente como vaso escolhido para o Seu uso e glória. Mas chega uma hora na vida de todo seguidor sincero do Senhor JESUS CRISTO em que ele, mediante um ato de profundo compromisso pessoal, se separa para qualquer serviço que DEUS queira que faça. Nessa ocasião, ele se afasta das coisas do mundo da carne e se dedica à vontade perfeita de DEUS para sua vida. O indivíduo recebeu JESUS CRISTO como seu Salvador, mas agora O coroa como Rei e Senhor da sua vida. Este é um ato real de santificação. Paulo se refere a isto em Rm 12.1-2).

Rendição da vida em definitivo a DEUS constitui a suprema condição para a santificação prática. E isso envolve a entrega de todos os nossos membros à vontade dEle; “Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a DEUS, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a DEUS, como instrumentos de justiça” (Rm 6.13). Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação (Rm 6.19).

 

3. Santificação futura. 

"E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso ESPÍRITO, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO" (1 Ts 5.23). Trata-se da santificação completa e final (1 Jo 3.2). Ver também: Ef 5.27; 1 Ts 3.13.

É a consumação do propósito de DEUS em nossa Santificação. Na vinda do Senhor JESUS CRISTO seremos como Ele é. Seremos transformados à Sua própria imagem, perfeitos para sempre (Rm 8:29; Fp 1:6; 3:20-21; I Jo 3:2)

 

 

III. ESTORVOS À SANTIFICAÇÃO DO CRENTE

Embaraços que impedem o cristão de viver em santidade.

(Êx 19.5,6); (Rm 13.12); (Ef 5.3; 2 Co 6.14-17); (At 10.10-15).

 

1. Desobediência. - 2. Comunhão com as trevas. - 3. Erros a respeito da santificação. - 4. Áreas da vida não santificadas.

 

Vejamos o que não é a santificação bíblica. (Mt 23.25-28; 1 Sm 16.7); (Ef 2.10); (1 Jo 2.12, 13); (At 1.8;1 Co 14.3); (Mt 6.22,23).

a) Exterioridade - Usos, práticas e costumes. b) Maturidade cristã. Não é pelo tempo de crente. c) Batismo com o ESPÍRITO SANTO e dons espirituais. não equivalem à santificação.

Alguns aspectos reservados da vida do crente que não foram consagrados a DEUS, devem ser apresentados ao Senhor. Como por exemplo, a mente, sentidos, pensamento, instintos, apetites e desejos, linguagem, gostos, vontade, hábitos, temperamento, sentimento. Um exemplo disso está em Mateus 6.22,23.

 

O que SANTIFICAÇÃO não é

A) Afastamento de seres humanos (Jo 17:15):

O Senhor nos envia a pregar no mundo (Mc 16:15)

Não podemos viver isolados (I Co 5:9-10);

Temos que viver no mundo sem sermos contaminados pelo mundo (Jo 17:15; I Jo 2:15-17)

B) Conformação com certo padrão de vida (Cl 2:16-23):

Moralismo. O budismo, confucionismo, e outras ideologias ou formas religiosas consistem em doutrinas com conteúdo filosófico moralista, mas nem por isso são santas consoante o conceito bíblico de santidade.

Abstinências de certas comidas e/ou bebidas.

C) Obediência a regras ou ritos de formalismo religioso (Gl 4:8-10; 6:15):

A fonte de santificação do crente não é o “legalismo”

Paulo condena os ensinadores falsos que querem impor à Igreja regras e regulamentos que não conduzem à santificação (C l 2:8-15)

C) Manifestações ruidosas ou emotivas, beatices:

A santificação é resultante da operação constante da graça de DEUS na nossa vida (I Ts 4:1-7), quando lhe abrimos espaço para uma verdadeira e efetiva experiência da plenitude do ESPÍRITO SANTO (Ef. 5:18). Em I Ts 4:1 Paulo fala em “progredindo cada vez mais”, o que nos leva a perceber o aspecto progressivo da santificação, que é operada pela graça do Senhor, mas que implica, necessariamente, na nossa disposição de vontade e atitude sincera de permissibilidade da ação do Senhor, operadora da santificação. Paulo fala, também, nesse texto, da relação da nossa santificação com a “vontade de DEUS” (v.3). Todo esse texto em Tessalonicenses evidencia que a santificação tem a ver com a nossa postura ética, moral e espiritual (condições do ser interior) e não com as levianas e até hipócritas manifestações exteriores de religiosidade vã, sem correspondência ao que realmente somos na nossa experiência de vida cotidiana. Essa falta de autenticidade não condiz com a necessária santidade.

 

 

IV. A NECESSIDADE DE O CRENTE SANTIFICAR-SE

Para esse tópico aconselhamos a leitura meditativa de 2 Coríntios 7.1 e 1 Tessalonicenses 4.7. (Rm 7.23; 8.2); (1 Pe 1.16; Lv 11.44; Ap 22.11); (Is 57.15; 1 Co 3.17); (1 Ts 3.13; 5.23; 2 Ts 1.10; Hb 12.14); (1 Ts 4.3); (Lv 10.3; Nm 20.12); (Êx 8.25).

Motivos para o crente santificar-se:

1. A Bíblia ordena. - 2. Os Santos serão arrebatados. - 3. A santidade revelada de DEUS é revelada através do procedimento justo e da vida santificada do crente. - 4. Os ataques do Diabo.

 

Mistura em que o crente não deve se meter:

a- Da igreja com o mundanismo; b- Da doutrina do Senhor com as heresias; c- Da adoração com as músicas profanas; etc.

 

 

CONCLUSÃO

Em muitas igrejas hoje, a santificação é chamada de fanatismo. Nessas igrejas falam muito de união, amor, fraternidade, louvor, mas não da separação do mundanismo e do pecado. Notemos que as "virgens" da parábola de Mateus 25 pareciam todas iguais; a diferença só foi notada com a chegada do noivo.

 A santidade é fundamental para que a Igreja exerça, com resultado eficiente, a sua gloriosa missão no mundo. É uma área pouco levada a sério, nos dias de hoje, quando suportamos terrível pressão que o contexto em que estamos metidos nos impõe.

 

 

 "Santificação e Pentecostes

1.Santificados antes do Pentecostes. 

Lendo a Bíblia cuidadosamente, vemos que os discípulos eram pessoas salvas e santificadas e haviam recebido a unção do ESPÍRITO antes do dia de Pentecostes. Em João 17.15-17, JESUS ora: 'Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade'. JESUS é a Palavra e a verdade, por isso os discípulos foram santificados pela verdade na mesma noite em que ele orou por eles (Jo 20.21-23). Os discípulos, portanto, já estavam cheios da unção do ESPÍRITO SANTO antes do dia de Pentecostes, e isso os sustentou até que foram dotados com poder do alto. No primeiro capítulo de Atos, JESUS orienta os discípulos a esperarem pela promessa do PAI. Não era para esperar pela santificação. O sangue de CRISTO já havia sido derramado na cruz do Calvário. Ele não ia enviar o seu sangue para limpá-los da carnalidade, mas o seu ESPÍRITO, para dotá-los com poder.

2. A Santificação. 

Não há nada mais doce, mais sublime ou mais SANTO neste mundo do que a santificação. O batismo com o ESPÍRITO SANTO é o dom de poder na alma santificada, capacitando-a para pregar o Evangelho de CRISTO ou para morrer na fogueira. O batismo reveste o crente até o dia da redenção, de modo que ele esteja pronto para encontrar-se com o Senhor JESUS à meia-noite ou a qualquer momento, porque tem óleo em sua vasilha, junto com a sua lâmpada.

Você é participante do ESPÍRITO SANTO no batismo pentecostal da mesma maneira que foi participante do Senhor JESUS CRISTO na santificação."

(SEYMOUR,W.J. Santificados antes do Pentecostes. In KEEFAUVER, Larry (ed.). O avivamento da Rua Azusa - Seymour. RJ: CPAD, 2001, p.80-3.)

  

"Porque esta é a vontade de DEUS, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição" (1 Ts 4.3).

 

A santificação é um processo provido por DEUS através do qual o crente torna-se SANTO. Ela faz a diferença entre os que vão subir aos céus e os que vão ficar na segunda vinda de JESUS.

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 TESSALONICENSES 4.1-7

1 Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor JESUS a que, assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a DEUS, assim andai, para que continueis a progredir cada vez mais;2 porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor JESUS.3 Porque esta é a vontade de DEUS, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição,4 que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra,
5 não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a DEUS.6 Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos.7 Porque não nos chamou DEUS para a imundícia, mas para a santificação.
  

Nos versículos 1 e 2 do capítulo quatro, Paulo exorta os tessalonicenses a que não vivam apenas de acordo com o seu exemplo, mas também progridam na fé e no conhecimento do Senhor JESUS CRISTO.

Após uma breve exortação, Paulo trata de assuntos morais específicos (vv.3-6), e conclui com uma admoestação (v.7). Devemos entender essas admoestações dentro do contexto de uma cidade portuária pagã como Tessalônica, em que a corrupção e a licenciosidade eram conhecidas de todos. A proibição de Paulo quanto aos pecados sexuais revela que, ao aceitar o evangelho, o crente deve romper com a moral sexual permissiva de sua época. Porquanto, a expressa vontade de DEUS é a santificação do crente, ou seja, que ele se abstenha da prostituição, imoralidade, concupiscência e da fraude (v.3-6): "Porque não nos chamou DEUS para a imundícia, mas para a santificação" (v.7).

 

 

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

Santificação é o tema desta lição, portanto nos aproximemos de DEUS com reverência e temor, para que aprendamos como nos portar em meio a uma sociedade corrompida e cruel, que só visa seu próprio prazer e satisfação. 

1. Um apelo veemente.

1Ts 4.1 Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor JESUS a que, assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a DEUS, assim andai, para que continueis a progredir cada vez mais;

Paulo roga ou pede em com insistência, ainda exorta ou chama a atenção dos Tessalonicenses, dizendo que este  ensino vem do Senhor JESUS CRISTO, não vem dele Paulo e nem de nenhum outro homem.  

2. Vivendo para agradar a DEUS (v.1). 

Paulo já havia lhes ensinado não só falando, mas também praticando perante eles, a maneira correta de se portarem para agradarem a DEUS. Agora seu desejo é que continuem progredindo nisto e não que voltem às antigas práticas de antes, que só os afastava cada vez mais de DEUS.

O progresso da vida cristã depende, fundamentalmente, da observância dos preceitos e mandamentos de DEUS encontrados em sua Palavra. A figura do “andar” é bem usada na Bíblia, denotando a conduta da pessoa, o modo de viver, as atitudes, as ações, as obras, e o comportamento em geral (Sl 128.1; Fp 1.27; 1 Jo 2.6).

A santificação é um processo contínuo na vida do crente que nunca para ou volta, mas sempre está crescendo na graça e no conhecimento do Senhor.

Ap 22.11 Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é SANTO, seja santificado ainda.

 

II. O VALOR DA SANTIFICAÇÃO

1. Mandamentos dados por JESUS (v.2).

4.2 porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor JESUS.

Paulo, tendo aprendido de JESUS que o mais importante era amar a DEUS sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, assim os ensinou a agradarem a DEUS em tudo, temendo-O e respeitando-O, além de amarem a sua criação maior, os homens.

2. A santificação é a vontade de DEUS para o crente (v.3).  "a vossa santificação"

1 Ts 4.3 Porque esta é a vontade de DEUS, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição,

A vontade de DEUS não se resume, é claro, somente a isto, mas esta é uma que está inclusa em sua vontade perfeita para seus filhos legítimos, criados em CRISTO JESUS para santificação. Esta santificação aqui tem a ver com o proceder sexual dos Tessalonicenses, pois os gregos em sua maioria viviam o Helenismo, ou seja, a maneira de viver regada por atos sexuais ilícitos, na maioria das vezes até homossexuais como seus líderes, como exemplo podemos citar Alexandre, o grande, que é citado na história e em filmes históricos como alguém que vivia em união sexual com rapazes (Veja filme recente - Alexandre - 2005).

Esta prostituição que Paulo cita aqui, provém da união sexual tanto entre pessoas do mesmo sexo, como de sexos diferentes, porém sem a união civil e social exigida por DEUS através do casamento.

Processo de crescimento espiritual, quanto mais nos chegamos para DEUS, mais sentimos Sua santidade e nos moldamos a esta santidade. Nosso padrão é JESUS.

ESTA É A VONTADE DE DEUS. Embora vivessem numa sociedade onde o pecado sexual era comum e aceitável, os apóstolos não transigiam com a verdade e a santidade de DEUS. Não rebaixaram os padrões morais para acomodá-los às idéias e tendências daquela sociedade.

3. Abstendo-se da prostituição (v.3). 

"que vos abstenhais da prostituição” - Mateus 5.32; 15.19; 19.9 (relações ilícitas); 1 Coríntios 5.1 (fornicação); 6.18; 7.2 (impureza); Ap 17.2 (devassidão). Sempre que se deparavam com baixo padrões morais em alguma igreja (cf. Ap 2.14,15,20), repreendiam-na e procuravam corrigi-la. Considerando padrões a baixa moralidade que prevalece em nossos dias, precisamos de dirigentes do tipo dos apóstolos, para conclamar a igreja a obedecer aos padrões divinos de retidão

 

III. O RELACIONAMENTO SEXUAL ENTRE OS CRISTÃOS

1. Que cada um saiba possuir “o seu vaso”.

1 Ts 4.4 que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra,

A exortação é pessoal (cada um de vós), saiba ou fique sabendo e pratique, possuir com o sentido de viver ou morar neste corpo, ou invólucro, de maneira tal que não misture o que é de DEUS com o que Satanás inspire neste homem, pois DEUS só se agrada daquele que vive separadamente para Ele, ou seja em santificação, honrando a presença de DEUS em seu corpo, agora templo do ESPÍRITO SANTO. 

2. Fazendo a diferença na vida sexual. 

4.5 não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a DEUS.

A paixão é cega, é sem rumo certo, podendo atender a qualquer ordem da carne, sem consultar ao ESPÍRITO SANTO. A concupiscência, ou desejo ardente de atender à carne, deve ser dominada pela Palavra de DEUS, até mesmo sufocada para que não seja satisfeita, em prejuízo da salvação. Os gentios aqui é uma referência aos povos sem DEUS (os não convertidos a CRISTO) e não apenas aos que não são Judeus.

 

IV. ÉTICA NO RELACIONAMENTO COM OS IRMÃOS

1. Não oprimir nem enganar. 

“Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos” (4.6).

NINGUÉM... ENGANE A SEU IRMÃO. A imoralidade sexual de um cônjuge prejudica o outro, seja ele crente ou não. "Enganar" (gr. pleonokteo) significa "ultrapassar o certo", "transgredir", "exceder". Todo tipo de relacionamento sexual fora do casamento, além de pecaminoso, constitui terrível ato de injustiça contra a outra pessoa. O adultério viola os direitos do outro cônjuge. Intimidades sexuais antes do casamento arruínam a santidade e a castidade estabelecidas por DEUS para o gênero humano. Destroem a pureza e a virgindade, que devem ser conservadas para o casamento.

4.6 Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos.

A nenhum crente é permitido oprimir, com o sentido aqui de escravizar, ou usar o corpo de um servo de DEUS para sexo sem seu expresso consentimento antes do matrimônio, pois o costume na época era que o escravo ou escrava, tinha o dever de praticar sexo com seu senhor ou senhora, mesmo que fosse do mesmo sexo e sem nenhum vínculo amoroso ou de compromisso de casamento. Aqui envolve também a obrigação do sexo anal ou o oral, exigidos e considerados normais nesta, que era  uma sociedade corrompida e governada por filósofos e reis devassos.

DEUS é vingador dessas coisas, como vimos em Sodoma e Gomorra, onde reinava o sexo livre e o Senhor os destruiu a todos. Também podemos entender a vingança de DEUS contra os homossexuais lendo a carta do apóstolo Paulo aos Romanos, no capítulo 1 e entendermos claramente o castigo que tiveram, com o surgimento da AIDS, recebendo em si mesmos o prêmio pelo descaso com a santidade requerida por DEUS.
 Rm 1.19 Porquanto, o que de DEUS se pode conhecer, neles se manifesta, porque DEUS lho manifestou. 20 Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; 21 porquanto, tendo conhecido a DEUS, contudo não o glorificaram como DEUS, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. 22 Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, 23 e mudaram a glória do DEUS incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. 24 Por isso DEUS os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; 25 pois trocaram a verdade de DEUS pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém. 26 Pelo que DEUS os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; 27 semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.  (grifo nosso) 28 E assim como eles rejeitaram o conhecimento de DEUS, DEUS, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm; 29 estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; 30 sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de DEUS, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais; 31 néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia; 32 os quais, conhecendo bem o decreto de DEUS, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.

2. Chamados para ser Santos. 

“Porque não nos chamou DEUS para a imundícia, mas para a santificação” (4.7).

- A santificação vem, diz o apóstolo, a partir da abstenção da prostituição (I Ts.4:3 “in fine”). Ora, a palavra “prostituição”, que, em algumas outras versões da Bíblia, é traduzida por “fornicação” (Tradução Brasileira-TB, Versão de Antonio Pereira de Figueiredo-APF), “imoralidade” (Tradução Ecumênica Brasileira-TEB), “luxúria” (Bíblia de Jerusalém-BJ), “imoralidade sexual” (Nova Versão Internacional-NVI), “libertinagem” (Edição Pastoral-EP), “impureza” (Versão dos Monges de Mardesous-VMM) é a palavra grega “porneia”, que é mais bem traduzida por “impureza sexual”. Assim sendo, toda e qualquer atividade sexual que for impura está abrangida aqui. (www.escoladominical.com.br Caramuru)

4.7 Porque não nos chamou DEUS para a imundícia, mas para a santificação.
DEUS nos chamou com um propósito definido de santificação, de separação para DEUS, nunca foi de Seu desejo que o homem se tornasse escravo de Satanás e de seus desejos inescrupulosos de degradar todo o sentido de santidade que DEUS planejou para sua criatura. 

Lv 20.7 Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso DEUS.

3. Desprezando a DEUS. 

“Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a DEUS, que nos deu também o seu ESPÍRITO SANTO” (4.8).

Paulo está esclarecendo, aos desobedientes, que o não obedecer ao que ele estava ensinando, era o mesmo que não obedecer ao Senhor, pois foi o mesmo Senhor que lhe transmitiu estes ensinamentos. No ensino de Paulo sobre a prostituição estava contida a vontade do próprio DEUS sobre o assunto.

  

 

Santificação, Comprometidos com a Ética do ESPÍRITO

Mostrar o quanto devemos estar comprometidos com a ética do ESPÍRITO.


É preciso enfatizar que a vida de santidade está amparada na glória de DEUS. O DEUS SANTO nos separou, nos tomou para Ele. Não há outra opção, não podemos dividir sua glória, pois Ele não a dá a outrem. Assim, santidade é a capacidade de viver aqui na Terra de modo que enalteça o nosso DEUS. Quem experimenta verdadeiramente o novo nascimento não se contenta em viver de maneira menos elevada do que preceitua o SANTO Evangelho.
Fomos chamados para ser embaixadores do Reino de DEUS. Representamos um reino glorioso, majestoso e amoroso. Não há como desejar nada inferior a isso.

 
É preciso ter uma vida santa, estar comprometido com a ética do ESPÍRITO.

 

 O Antigo Testamento mostra que a santidade de DEUS se originou nEle mesmo, ela é a plenitude gloriosa de sua excelência moral.
No Novo Testamento a santidade é a semelhança do caráter de CRISTO.
O ESPÍRITO SANTO é a fonte de santidade, segundo o padrão de JESUS CRISTO.

  

A santidade revela a plenitude gloriosa da excelência moral de DEUS e, por isso, ela é elevada. O fracasso de muitos em vivê-la não altera em nada o SANTO ideal de DEUS para o homem, que é a sua imagem e semelhança. Nesse sentido, mostre a beleza da santidade, o valor elevado de representar o Reino de DEUS com coerência e sinceridade de coração.
O ideal SANTO está em DEUS, não no homem. Ainda temos o ESPÍRITO SANTO como a fonte de toda a santidade, que nos ajuda a manifestar o caráter de CRISTO.


Sobre a Santificação
“A santificação é o processo mediante o qual DEUS está purificando o mundo e os seus habitantes. Seu alvo derradeiro é que tudo, tanto as coisas animadas quanto as inanimadas, seja purificado de qualquer mancha de pecado ou de impureza. Com essa finalidade, Ele tem proporcionado os meios de salvação mediante JESUS CRISTO. E, no fim dos tempos, Ele pretende consignar ao fogo tudo quanto não pode ou não quer ser purificado (Ap 20.11 – 21.1; ver também 2 Pe 3.10-13), e assim tirar da Terra tudo o que é pecaminoso.” Leia mais em: “Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal”, 2019, pp.407-08.

 
“É impossível e não há base bíblica para se crer que um avivamento que só recebe o ESPÍRITO SANTO como inspirador da Palavra ou da ação, e não da santificação pessoal também, continue no seu poder. ‘Entristecer’ o ESPÍRITO de DEUS por falta de santificação (Ef 4.30) com certeza termina também na ‘extinção’ do ESPÍRITO de DEUS na sua manifestação (1 Ts 5.19). O plano divinamente equilibrado revelado no Novo Testamento é onde o ESPÍRITO SANTO se assemelha na origem tanto do fruto como do dom; e para as duas abençoadas fases da nossa redenção Ele é bem-vindo e obedecido.
[…] [Também] existe o erro de que receber o batismo com o ESPÍRITO SANTO torna o crente sem pecado, perfeito ou algo parecido com isso. A verdade bíblica é a de que, em seguida ao batismo com o ESPÍRITO, haja uma grande ‘porcentagem’ de santificação pessoal ainda necessária no crente, e isso se processa à medida que os filhos de DEUS agora continuem a ‘andar em ESPÍRITO’ (Gl 3.2,3; 5.16-25). É inútil pensar que qualquer ‘benção’ ou ‘experiência’ possa substituir um ‘andar’ contínuo no ESPÍRITO – por mais útil que tal bênção possa muitas vezes ser” (GEE, Donald. Como Receber o Batismo no ESPÍRITO SANTO: Vivendo e testemunhando com poder. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp.60,61).

 


A respeito de “Santificação: Comprometidos com a Ética do ESPÍRITO”, responda:
Qual a ideia predominante de santidade ou santificação no Antigo Testamento? A ideia predominante de santificação ou santidade no Antigo Testamento é de separação tanto de pessoas como de lugares e coisas para o serviço sagrado.


O que é santificação posicional? A santificação que ocorre de maneira instantânea, isso quando o pecador recebe a salvação em JESUS pela fé (1 Co 1.30).


O que é santificação progressiva? Ao nascer, a criança continua o seu crescimento físico e mental, e isso se aplica também à vida espiritual (Hb 5.12,13; 1 Pe 2.2). É o mesmo processo que ocorre no desenvolvimento do caráter do crente.


Por que DEUS exige santidade do seu povo? DEUS é SANTO e por isso exige santidade de seu povo.


O que é ética cristã? A ética cristã é um estudo sistemático sobre os princípios e as práticas do que é certo e errado à luz das Escrituras Sagradas, trata-se da parte da teologia que estuda o padrão de conduta conforme a vontade de DEUS (Rm 12.1,2).

 

 

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REVISTA NA ÍNTEGRA, LIÇÃO 3, BETEL, OS COMPROMISSOS DOS DISCÍPULOS DE CRISTO, 1º TRIMESTRE 2026

 

Escrita Lição 3, Betel, Os compromissos dos discípulos de CRISTO, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV

Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

 

EBD | 1° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL | TEMAOS DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO – Crescendo em maturidade espiritual e vivendo a missão até a eternidade com JESUS CRISTO | Escola Bíblica Dominical 

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

1- O CHAMADO PARA O COMPROMISSO

1.1. O compromisso de carregar a própria cruz. 

1.2. O compromisso de ser verdadeiro. 

1.3. O compromisso com a obediência. 

2-O COMPROMETIMENTO COM CRISTO

2.1. Comprometidos com a Igreja. 

2.2. Comprometidos com o autoexame.

2.3. Comprometidos com a Palavra. 

3- O DISCÍPULO DE CRISTO E A ÉTICA

3.1. Resplandecendo no mundo.

3.2. O compromisso com o bem. 

3.3. A base da ética cristã: A Palavra de DEUS. 

 

TEXTO ÁUREO

“Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no”, Mateus 4.20.

 

VERDADE APLICADA

O discípulo deve honrar seu compromisso com CRISTO, seguindo pelos caminhos que Ele o direcionar.

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Reconhecer a relevância do chamado.
Ressaltar que o compromisso é a base do discipulado cristão.
Conhecer a importância de viver segundo a ética ensinada por CRISTO.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA – Mateus 4.18-19,21; 28.19-20

MATEUS 4. 18 E JESUS, andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 21 E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, FILHO de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco, com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e chamou-os.

MATEUS 28. 19 Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do PAI, e do FILHO, e do ESPÍRITO SANTO. 20 Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém.

 

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA | Jo 15.12 O compromisso cristão de amar o próximo.
TERÇA | 1Jo 2.6 Andar como CRISTO é comprometer-se com Ele.
QUARTA | Lc 9.60 O discípulo se compromete a seguir o Mestre.
QUINTA | Mt 22.37 O compromisso de amar a DEUS acima de tudo.
SEXTA | Hb 10.25 O compromisso com a congregação.
SÁBADO | Nm 30.2 O compromisso com o voto a DEUS.

 

HINOS SUGERIDOS: 9, 16, 515

MOTIVO DE ORAÇÃO: Ore para manter firme o seu compromisso com CRISTO.

 

PONTO DE PARTIDA: Estamos comprometidos com CRISTO.

 

INTRODUÇÃO

Ao atender ao chamado do Senhor para um viver comprometido com Ele, assumimos os muitos compromissos que atestam a autenticidade dos discípulos de JESUS. Dentre outros, o compromisso com a igreja local, com o contínuo cuidado pessoal e com ter a Palavra de DEUS como regra de fé e conduta. Tais compromissos contribuem para nossa edificação, o testemunho cristão e a Glória de DEUS.

 

1- O CHAMADO PARA O COMPROMISSO

Quando atendemos ao chamado do Senhor para ser Seus discípulos, contamos com a garantia de Seu contínuo cuidado conosco (1Pe 5.7). Ele toma conta de toda a Criação e dá especial cuidado a quem O ama (Sl 145.20). Se DEUS cuida das flores e dos passarinhos, quanto mais cuidará de nós, assumimos um compromisso com Seu FILHO (Mt 6.26-34). Diante disso, devemos nos perguntar se estamos determinados a seguir JESUS e aprender com Ele. Embora essa não seja uma tarefa fácil, JESUS prometeu estar conosco todos os dias (Mt 28.20).

 

1.1. O compromisso de carregar a própria cruz. 

Assumir um compromisso com CRISTO requer renúncia e disposição para segui-lo e carregar a própria cruz. Isso envolve um comprometimento incondicional com CRISTO, que é crucificar o eu: “E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo”, Lc 14.27. JESUS estava dizendo que, para segui-Lo, precisamos nos submeter à disciplina do Evangelho e não desistir da jornada cristã, independente das circunstâncias. Carregar a cruz não é abandonar todos os sonhos e projetos, mas submetê-los ao Senhorio de CRISTO e assumir as responsabilidades de discípulo, obedecendo às Suas ordenanças com a certeza de que já não somos mais nós que vivemos, mas CRISTO vive em nós (Gl 2.20).

 

Bispo Oides José do Carmo (Revista Betel Dominical, 3º Trimestre de 2017, Lição 12): “Levar a sua cruz – Quando JESUS falou sobre ‘levar a sua cruz’ (Lc 14.27), a multidão sabia que se tratava de um instrumento de pena de morte, comumente utilizado entre os romanos, para os escravos e criminosos. Num sentido figurado, significa enfrentar sofrimento, provação, reprovação por parte da sociedade, vergonha e expor -se à morte. Um homem condenado carregava a cruz até o local onde seria executado. Ou seja, levar a cruz é crucificar o eu. Em outros textos diz: “tome cada dia a sua cruz” (Lc 9.23). Diariamente, o discípulo de JESUS renova a sua entrega incondicional a Ele.”

 

1.2. O compromisso de ser verdadeiro. 

A verdade tem em si uma grandeza espiritual, presente em quem assume o compromisso de refletir o Caráter de CRISTO no mundo (Fp 2.5). Isso significa caminhar na luz, sem mentiras ou atitudes obscuras (Lv 19.11). A Bíblia não diz que JESUS é uma possível verdade, mas que Ele é a Verdade (Jo 14.6). Assim, o verdadeiro discípulo de CRISTO deve sempre dar testemunho da verdade, seja em sua vida pública ou privada (Jo 8.32).

 

Bispo Abner Ferreira: (Pregando sobre os problemas da vida-Reflexões. Editora Betel, 2024, p, 272): “CRISTO é a Verdade! Assim, em tempos de fake News e receio quanto à apreciação da verdade, vale lembrar e reafirmar que nossa única esperança está em CRISTO, que é a verdade incondicional: “(…) A verdade nos aproxima mais de CRISTO porque nos aproxima mais de nós mesmos. JESUS é a exclusiva Verdade; e as verdades que existem só podem brotar da única Verdade, que é CRISTO. Fora dEle, tudo é falso (Jo 14.6). O discípulo de CRISTO não pode fazer uso da mentira nem do engano”.

 

1.3. O compromisso com a obediência. 

Colocar JESUS em primeiro lugar é uma característica do discípulo, que tem o compromisso de obedecê-lo de todo o coração (1Pe 1.22). A obediência, portanto, é uma das virtudes da vida cristã e está diretamente relacionada ao amor a DEUS e aos Seus Mandamentos (Jo 14.15). Nesse processo, os discípulos conectados a CRISTO se distanciam do pecado e se inclinam às virtudes do ESPÍRITO, mantendo-se fiéis aos princípios do Evangelho.

 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 2º Trimestre de 2024, Lição 6): “Ser obediente faz parte do estilo de vida que se requer de todo discípulo de CRISTO. Trata-se de um princípio bíblico, revelado desde o início da humanidade. É relevante a obediência em nosso relacionamento com DEUS e em diferentes níveis de relacionamento interpessoal. Nosso maior exemplo é JESUS CRISTO – obediente até a morte (Rm 5.19; Fp 2.8; Hb 10.9)”.

 

EU ENSINEI QUE:

Quem ama a DEUS obedece aos Seus Mandamentos

 

2- O COMPROMETIMENTO COM CRISTO

O comprometimento do discípulo com Seu Senhor JESUS CRISTO se expressa no comprometimento com o desenvolvimento da igreja local, com o contínuo autoexame à luz da Palavra, com a ajuda do ESPÍRITO SANTO, e com as Escrituras Sagradas como regra de fé e conduta.

 

2.1. Comprometidos com a Igreja 

Entre os compromissos dos discípulos do Senhor está a Igreja, coluna e firmeza da Verdade (1Tm 3.14-16). A Igreja é o Corpo de CRISTO, cujos membros diferentes e diversos exercem diferentes funções (Rm 12.4-5). A adequada atuação de cada parte do Corpo o faz crescer e se desenvolver (Ef 4.16). Paulo escrevendo aos coríntios diz que os membros do Corpo de CRISTO cuidam uns dos outros (1Co 12.25). Portanto, aquele que verdadeiramente está comprometido com CRISTO, expressa comprometimento com o cuidado, a participação, a cooperação e o sustento da igreja local.

 

Pastor Josué R. de Gouveia (Revista Betel Dominical 3º Trimestre de 2024-Lição 4): “O cristão precisa estar comprometido com um grupo específico de discípulos para ser um verdadeiro seguidor de CRISTO. Você não é o Corpo de CRISTO isolado, você precisa de outros para expressar essa condição. Juntos, e não separados, somos o Corpo de CRISTO (Jo 13.35). Existem algumas analogias para o cristão desconectado da Igreja: um jogador de futebol sem time; um soldado sem tropa ao comandante; uma ovelha sem rebanho; mas o mais incompreensível quadro é de uma criança sem família, pois sem a família de DEUS o crente é órfão”.

 

2.2. Comprometidos com o autoexame

O autêntico discípulo de CRISTO está em constante vigilância e oração, pois sabe que depende inteiramente da Graça e da Misericórdia do Senhor (Lm 3.22). Sabe da relevância de estar atento quanto ao seu estado espiritual para não ter o coração carregado do que desagrada ao Senhor (1Co 11.28; Lc 21.34). Contudo, devemos estar bem cientes de que até mesmo para praticar o autoexame e cuidar de nós dependemos da luz da Palavra de DEUS e da ação do ESPÍRITO SANTO, pois não somos autossuficientes (Sl 139.23-24; 2Co 13.5).

 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical-3º Trimestre de 2024-Lição 2): “A chamada é para examinarmos a nós mesmos e não a outros” (1Co 11.28,29). Fazer um autoexame, uma análise minuciosa, uma introspecção. É necessário ter uma consciência verdadeira para se examinar a si mesmo. A consciência é o maior tribunal que existe, e o fórum é o nosso interior. Quando esse tribunal se corrompe ou fica cauterizado, não julga mais nada. A consciência foi dada ao ser humano para ele discernir entre o certo e o errado, o justo e o injusto, o fiel e o infiel, o verdadeiro e o falso. Paulo deu instruções a Timóteo, seu FILHO na fé (1Tm 1.18,19)”.

 

2.3. Comprometidos com a Palavra 

 

O amor a DEUS nos leva ao compromisso com Sua Palavra. O discípulo que constrói uma relação afetiva com o Reino está disposto a obedecer à Palavra de DEUS (Jo 14.15) e apreender tudo que nela está escrito (Tg 1.22). Quanto mais cultivamos a leitura e a meditação na Palavra de DEUS, mais nos aproximamos de DEUS e vamos vencendo as investidas do maligno.

 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 4º Trimestre de 2017, Lição 11):”A Bíblia e CRISTO são inseparáveis. Do Antigo ao Novo Testamento, Ele é o personagem central (Lc 24.44; Jo 5.39), cuja missão foi a salvação de toda a humanidade (Lc 19.10; At 4.12). CRISTO é o tema central de toda a Bíblia. O próprio Senhor JESUS afirmou que as Escrituras testificam dEle. Filipe disse para Natanael acerca de CRISTO: ‘aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas (Jo 1.45).” Aquele que está em CRISTO busca, com fé e interesse, conhecer mais do Senhor e de Sua vontade, como revelado nas Escrituras.

 

EU ENSINEI QUE:

A Igreja é o meio pelo qual os discípulos exercem o compromisso de comunicar JESUS CRISTO ao mundo.

 

3- O DISCÍPULO DE CRISTO E A ÉTICA

O comprometimento com CRISTO influencia todas as áreas da vida do discípulo, inclusive a moral. Para tanto, num contexto de corrupção, imoralidade, relativismo, hedonismo e tantas outras características, o discípulo de CRISTO busca, na Bíblia, conhecer os princípios que nortearão suas escolhas, decisões, ações e reações. Seu sistema de crenças e valores é resultado do comprometimento com CRISTO e da consciência de que seu viver deve glorificar a DEUS.

 

3.1. Resplandecendo no mundo

O apóstolo Paulo, escrevendo ao cristãos de Filipos, diz que eles deveriam ter um comportamento exemplar não somente dentro da Igreja, mas também na sociedade em que viviam (Fp 2.15). Paulo compara a vida dos discípulos de CRISTO com a diferença produzida pela luz num ambiente escuro. A ética cristã enfatiza a responsabilidade pessoal e coletiva de agir de forma moral, buscando fazer o bem e não o mal, mesmo em um mundo marcado por desafios complexos. É o comportamento daquele que nasceu de novo, considerado luz, sal e testemunha de JESUS CRISTO. Para tanto, dependemos da Palavra de DEUS e da ajuda do ESPÍRITO SANTO.

 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical – 2º Trimestre de 2024 Lição 9): “Na verdade, precisamos não só nos afastar do mal, mas nos abster de toda aparência do mal (1Ts 5.22). Devemos fugir de tudo que nos envergonha, de tudo que fere a nossa boa conduta cristã, de tudo que impede a nossa comunhão com DEUS e do jugo desigual com os ímpios (2Co 6.14). Não podemos ficar escravos das coisas só porque elas são lícitas. Muitos estão dominados por tantas coisas que tiram o tempo de adoração a DEUS, de prestar culto a Ele, de fazer as coisas para o Seu Reino”.

 

3.2. O compromisso com o bem 

A ética cristã é a ética do amor. O Apóstolo João escreveu que conhecemos o amor com que CRISTO deu Sua vida por nós, e nós devemos nos doar ao próximo (1Jo 3.16). Nosso amor deve se expressar em ações (1Jo 3.18), perseverando em fazer o bem (Gl 6.9). O Apóstolo Paulo aconselha os discípulos de CRISTO a evitarem o mal e se apegarem ao bem (Rm 12.9). Portanto, DEUS nos chama a abrir o coração para o amor leal e abnegado (1Co 13.4-6).

 

Pastor Israel Maia (Revista Betel Dominical 1 Trimestre de 2008 – Lição 10): “Há fraude no coração dos que machucam o mal. Em Romanos 2.6-7, Paulo afirma que todo aquele que perseverar em fazer o bem terá uma recompensa, que é a vida eterna. Ele não ensina que basta fazer o bem, mas que também se deve insistir em fazê-lo, porque o segredo está na perseverança, em ser constante no fazer o bem, porque a glória, a honra e a retidão estarão garantidas mediante a perseverança.

 

3.3. A base da ética cristã: A Palavra de DEUS 

Não é possível uma ética cristã sem fundamento bíblico. Para o discípulo de CRISTO, os princípios bíblicos precedem a ética. O salmista declara que a Palavra de DEUS é luz que ilumina o seu viver e dá sabedoria (Sl 119.105,130). Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Fazemos parte de diferentes grupos sociais e convivemos com pessoas que ainda não nasceram de novo. Portanto, é preciso constante vigilância, que a Palavra de DEUS abunde em nosso coração, orar em todo o tempo e sermos guiados pelo ESPÍRITO para identificar e aplicar os princípios bíblicos nas diversas situações do nosso dia a dia.

 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical – 2º Trimestre de 2024 – Lição 7): “A Bíblia é um Manual de normas, práticas e fé, normalmente nós a usamos somente como regra de fé e nos esquecemos de que ela é composta de muitas normas, regras, ordenanças, estatutos, mandamentos, leis divinas e orientações; todas elas precisam ser praticadas, pois a fé precisa das obras para se firmar (Tg 2.14). JESUS disse que todo aquele que ouve as Suas palavras e não as cumpre, não as pratica, será comparado ao homem insensato que edificou sua casa sobre a areia (Mt 7.26)”.

 

EU ENSINEI QUE

As doutrinas bíblicas orientam a caminhada cristã, cuja vitória está no relacionamento profundo e verdadeiro com CRISTO.

 

CONCLUSÃO

O compromisso do discípulo de CRISTO é uma entrega total e contínua, marcada por: obediência à Vontade de DEUS, amor ao próximo e viver segundo os ensinamentos de JESUS. Esse chamado exige renúncia, fidelidade aos princípios cristãos e testemunho da fé em meio aos desafios do mundo. Por fim, o discípulo deve refletir o Caráter de CRISTO, contribuindo para a expansão do Reino de DEUS com humildade, coragem e esperança.