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ESBOÇO DA LIÇÃO
I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo preexistente
2. O Verbo como pessoa distinta
3. O Verbo é da mesma essência do PAI
II – O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação
2. A fonte da vida
3. A luz dos homens
III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1. A encarnação do Verbo
2. A plenitude da graça e da verdade
3. O revelador do DEUS invisível
TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14)
VERDADE PRÁTICA
JESUS CRISTO, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de DEUS ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do PAI.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 1.1-3 O Verbo eterno e divino
Terça - Jo 1.14 O Verbo se fez carne
Quarta - Êx 25.8-9 DEUS habita entre o povo
Quinta - Jo 1.17 Graça e verdade por CRISTO
Sexta - Jo 1.18 O FILHO unigênito revelou o PAI
Sábado - Cl 1.15-19 CRISTO, a imagem do DEUS invisível
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 1.1-5,14
1 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS.
2 - Ele estava no princípio com DEUS.
3 - Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 - Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 - e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade.
HINOS SUGERIDOS: 20, 175, 182 da Harpa Cristã
PALAVRA-CHAVE - Verbo
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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO – LIVROS E REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE
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RESUMO RÁPIDO DO Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
A Lição aborda a doutrina cristã sobre JESUS como o Verbo eterno, destacando sua preexistência, divindade e papel central na criação e revelação de DEUS. Explica como o Evangelho de João apresenta JESUS como o Logos, que existia antes de todas as coisas e é consubstancial ao PAI, sendo agente ativo da criação e fonte de vida e luz para a humanidade. O texto também compara essa visão cristã com concepções filosóficas gregas e gnósticas, mostrando diferenças entre um DEUS pessoal e impessoal. Além disso, discute a distinção de pessoas na Trindade, enfatizando que JESUS é uma pessoa distinta do PAI, mas da mesma essência divina. Destaca o conceito de homoousios, fundamental para a teologia trinitária. Por fim, explora o papel de JESUS como revelador do PAI, encarnando-se para tornar DEUS acessível e manifestar graça, verdade e redenção à humanidade.
I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
JESUS é apresentado no Evangelho de João (1:1-14) como o Logos (Verbo) eterno, preexistente e divino, que é DEUS e estava com DEUS desde o princípio. Como criador e fonte de vida e luz, ele encarnou, tornando-se homem para revelar a glória do PAI, unindo sua natureza divina à humana.
Pontos-chave sobre JESUS como o Verbo Eterno:
· Preexistência e Eternidade: João 1:1 declara que "no princípio era o Verbo", indicando que JESUS não teve um começo como criatura, mas já existia na eternidade antes da criação do universo.
· Divindade Absoluta: O Verbo não apenas estava com DEUS, mas "o Verbo era DEUS", afirmando a consubstancialidade com o PAI e o ESPÍRITO SANTO.
· Agente da Criação: Tudo foi criado por meio de JESUS, o que demonstra sua onipotência e soberania sobre todas as coisas, visíveis e invisíveis.
· O Verbo Feito Carne (Encarnação): O Verbo eterno assumiu a natureza humana (João 1:14), tornando-se JESUS de Nazaré para habitar entre os homens, revelando a graça e a verdade de DEUS.
· Revelação e Luz: JESUS é a luz que ilumina a todos, trazendo revelação plena de DEUS e libertando da escuridão.
Em resumo, JESUS é reconhecido na teologia cristã como o DEUS FILHO, o Verbo eterno, que, sem deixar de ser DEUS, tornou-se homem para a salvação da humanidade.
1. O Verbo preexistente
A preexistência de JESUS como o Verbo (Logos) significa que Ele, como a segunda pessoa da Trindade, existia pessoalmente com DEUS antes da criação, do tempo e de sua encarnação como homem em Belém. João 1:1-2 afirma que o Verbo estava com DEUS, era DEUS e subsistia antes de todas as coisas.
· Significado de "Verbo" (Logos): JESUS é a Palavra de DEUS, a expressão da ação e poder divino, através de quem tudo foi criado.
· Fundamentação Bíblica: João 1:1 ("No princípio era o Verbo"), João 17:5 ("glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse") e Colossenses 1:17 ("Ele é antes de todas as coisas").
· Divindade e Eternidade: A preexistência é central para a doutrina cristã ortodoxa, demonstrando que JESUS não se tornou divino, mas sempre foi, assumindo forma humana sem deixar de ser DEUS.
· A Encarnação: O Verbo preexistente assumiu carne, unindo a natureza divina à inteligência e vontade humanas.
A visão trinitária afirma sua divindade como coeterno com o PAI, enquanto a distinção de "estar com DEUS" destaca a relação pessoal entre as pessoas da Trindade.
DEUS IMPESSOAL DOS GREGOS
O conceito de um DEUS impessoal na Grécia Antiga não provém da mitologia popular (deuses do Olimpo), mas sim da evolução do pensamento filosófico, especialmente entre pré-socráticos, Aristóteles e estóicos. Eles buscavam uma explicação racional, abstrata e lógica para a origem e ordem do universo, afastando-se da antropomorfização (atribuir forma humana) dos deuses.
Aqui estão as principais formas como os gregos pensavam sobre DEUS/o divino de maneira impessoal:
a. Aristóteles: O "Motor Imóvel" (Primeiro Motor)
Para Aristóteles, DEUS não é um criador consciente que intervém no mundo, mas sim a causa final e a razão da existência de todo o movimento no cosmos.
· Ato Puro: DEUS é perfeição absoluta, sem potência (possibilidade de mudança). Como mudar implica imperfeição, esse DEUS não muda.
· O Pensamento que pensa a si mesmo: O divino aristotélico é uma inteligência pura que contempla a si mesma. Ele não conhece o mundo ou os seres humanos, pois se conhecesse coisas imperfeitas, sua perfeição seria manchada.
· Causa Final: DEUS impulsiona o universo não por ação física, mas por ser o objetivo de perfeição para o qual tudo tende.
b. Estoicismo: O Logos (Razão Universal)
Os estoicos viam a divindade como uma força racional, material e impessoal que permeia todo o universo.
· Logos: É a razão divina ou lei natural que organiza e mantém a harmonia do cosmo.
· Imanência: DEUS não está fora do mundo, mas em todas as coisas (panteísmo). É o fogo criador, a alma do mundo, uma força impessoal de ordem.
· Destino: O Logos é o destino (fatum) que rege a vida de forma necessária, não pessoal.
c. Pré-Socráticos: Unidade Cósmica
Filósofos como Xenófanes criticaram os deuses antropomórficos de Homero e propuseram um DEUS único e abstrato.
· Xenófanes: Argumentava que DEUS não tem forma humana, mas é um pensamento que move tudo sem esforço.
· Heráclito: Via o divino como uma harmonia oculta e racional (Logos) presente nas mudanças e no fogo.
d. Plotino: O "Um" (Neoplatonismo)
Embora posterior à era clássica, Plotino consolidou a ideia de que DEUS está além de qualquer descrição pessoal ou racional.
· O Um (The One): DEUS é uma unidade absoluta e impessoal da qual toda a realidade emana (semelhante à luz que brilha sem perder nada), sem consciência ou vontade direta.
· Via Negativa: Esse DEUS é tão abstrato que só pode ser descrito pelo que ele não é.
Resumo das Características do DEUS Impessoal Grego
· Abstrato: Uma força, princípio ou causa, e não uma pessoa com emoções ou vontade.
· Imutável: Não muda, não se ira, não ama.
· Racional: A estrutura da lógica do próprio universo.
· Imanente ou Transcendente: Pode ser a alma dentro de tudo (estoicos) ou o motor fora do sistema (Aristóteles).
Essa concepção diferia radicalmente da visão mítica (onde deuses eram como humanos com superpoderes) e do teísmo monoteísta (onde DEUS é pessoal e amoroso), influenciando fortemente a teologia natural posterior.
Para os gnósticos gregos (ou no gnosticismo influenciado pelo helenismo), DEUS não era um ser pessoal com emoções ou vontade humana, mas sim uma entidade impessoal, suprema e transcendente. Essa concepção central baseava-se na ideia de um "DEUS Desconhecido" que está além de toda compreensão e da matéria.
Aqui estão os pontos-chave de como eles pensavam sobre essa divindade:
· O "DEUS Desconhecido" (Mônada): O Ser Supremo é frequentemente chamado de A Mônada, o Uno, o Absoluto ou o "PAI Silencioso". É um "DEUS Desconhecido" (Agnostos) que não criou o mundo material e, portanto, não é o DEUS Criador (Demiurgo) do Antigo Testamento.
· Impessoal e Incompreensível: Diferente de uma divindade antropomórfica, a Mônada é uma energia ou princípio espiritual que paira acima de tudo e de todos. É inefável e perfeita, o que a torna incapaz de se envolver diretamente na sujeira ou na limitação da matéria.
· Emanação, não Criação: O DEUS gnóstico não "criou" o universo no sentido de fabricar algo. Em vez disso, tudo o que é espiritual "emanou" dele como luz ou sementes.
· Afastamento do Mundo: O DEUS Supremo é inteiramente alheio ao cosmos material, que é considerado uma prisão ou uma falha. A salvação consiste em escapar da matéria e retornar à sua plenitude (Pleroma).
· Pleroma (Plenitude): O Ser Supremo habita o Pleroma, o "pleno" ou reino de luz, composto por emanações divinas chamadas Éons.
A distinção entre DEUS e o Criador (Demiurgo)
Para os gnósticos, é fundamental diferenciar o DEUS Supremo impessoal do "Demiurgo".
· DEUS Verdadeiro (Supremo): Impessoal, perfeito, boa, inefável, vive no Pleroma.
· Demiurgo (Criador): Um ser inferior, muitas vezes ignorante ou vaidoso (como Yaldabaoth), que criou o mundo material falho e a humanidade.
Portanto, o pensamento gnóstico sobre DEUS é profundamente dualista (separação absoluta entre espírito/DEUS e matéria/mundo) e monista impessoal (o Absoluto como fonte da existência espiritual, mas não uma pessoa ativa no mundo físico).
2. O Verbo como pessoa distinta
A compreensão de JESUS como "o Verbo" (em grego, Logos) e, ao mesmo tempo, como uma "pessoa distinta" do PAI é um pilar central da teologia cristã, especialmente baseada no Evangelho de João. Essa doutrina afirma que JESUS é plenamente DEUS, mas não é a mesma pessoa que o PAI, formando uma distinção dentro da Trindade.
O Verbo como Pessoa Distinta: João 1:1
· "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS" (João 1:1).
· "Estava com DEUS": Esta frase indica uma relação de intimidade e distinção. O Verbo (JESUS) não é o "DEUS" (PAI), mas estava voltado para Ele, existindo em uma relação face a face.
· "Era DEUS": Simultaneamente, o Verbo compartilha a mesma essência divina, sendo plenamente DEUS, não uma criatura.
· Distinção de Pessoas: A distinção é clara quando JESUS ora ao PAI (João 17) ou durante seu batismo, onde o FILHO é batizado, o ESPÍRITO desce e o PAI fala, mostrando três pessoas em um único DEUS.
Significado de "O Verbo" (Logos)
· Expressão e Ação: O termo Logos representa JESUS como a expressão máxima do poder, ação e vontade de DEUS.
· Criador: Tudo foi criado por meio do Verbo (João 1:3), estabelecendo sua divindade e preexistência.
· Revelação: O Verbo se fez carne e habitou entre nós (João 1:14), tornando-se a revelação plena de DEUS.
JESUS como Segunda Pessoa da Trindade
· Unidade e distinção: JESUS CRISTO não é o PAI, mas compartilha a mesma essência e natureza divina, sendo a segunda pessoa da Trindade.
· Encarnação: O Verbo, uma pessoa divina, assumiu uma natureza humana (carne), tornando-se JESUS CRISTO, permanecendo DEUS, mas distinto em seu papel de Redentor. O DEUS PAI idealizou, projetou, enviou, ordenou – O FILHO JESUS veio à terra para executar, cumprir, obedecer, realizar o plano divino de salvação dos homens. Era necessário um homem na terra sem pecados, um homem na terra sem pecados que aceitasse levar sobre ele os pecados de toda raça humana; um homem na terra sem pecados que aceitasse levar sobre ele os pecados de toda raça humana e morrer na cruz, no calvário, substituindo todos os seres humanos pecadores que para ali deveriam ir para morrer, recebendo o juízo de DEUS sobre o pecado de todos eles.
· Intercessão: O fato de JESUS orar ao PAI demonstra que eles são pessoas distintas, com papéis diferentes na obra da salvação, mas unidas na divindade.
A distinção de pessoas é, portanto, essencial para entender a teologia joanina e cristã, onde o Verbo (JESUS) é eterno e divinamente distinto do PAI, embora ambos sejam um único DEUS.
3. O Verbo é da mesma essência do PAI
A afirmação de que "o Verbo (Logos) é da mesma essência do PAI" é um pilar da teologia trinitária cristã, confirmada no Concílio de Nicéia (325 d.C.) para contrapor o Arianismo.
A palavra grega técnica usada para definir que o FILHO (Verbo) é da mesma essência/substância que o PAI é:
ὁμοούσιος - (Homoousios)
Aqui está a análise detalhada:
· Homo (ὁμός): Significa "mesmo", "igual" ou "idêntico".
· Ousia (οὐσία): Significa "essência", "substância", "ser" ou "natureza".
· Homoousios (ὁμοούσιος): Traduzido como "consubstancial", "de uma só essência" ou "da mesma natureza".
Contexto Histórico e Teológico:
1. Nicéia (325 d.C.): A Igreja adotou homoousios para declarar que JESUS não foi criado, mas compartilha a própria natureza divina do PAI, sendo plenamente DEUS.
2.
2. Oposição (Arianismo): Os arianos, para manterem sua heresia de pé, preferiam o termo homoiousios (com a letra "i" grega, iota), que significa essência "similar" ou "semelhante" (e não idêntica).
3.
3. Significado: A diferença entre homoousios (mesma) e homoiousios (similar) é descrita frequentemente como a diferença de "um iota", mas com implicações teológicas vastas sobre a divindade de CRISTO.
Portanto, homoousios é o termo grego exato para "mesma essência".
A divindade, a consubstancialidade (igualdade de essência) e a união hipostática de JESUS com o PAI foram confirmadas e aprofundadas em diversos concílios ecumênicos após o primeiro Concílio de Niceia (325 d.C.), sendo os principais:
Portanto, homoousios é o termo grego exato para "mesma essência".
A divindade, a consubstancialidade (igualdade de essência) e a união hipostática de JESUS com o PAI foram confirmadas e aprofundadas em diversos concílios ecumênicos após o primeiro Concílio de Niceia (325 d.C.), sendo os principais:
· Primeiro Concílio de Constantinopla (381 d.C.): Confirmou a doutrina de Niceia, reafirmando que o FILHO é consubstancial (de mesma essência) ao PAI, além de declarar a divindade do ESPÍRITO SANTO, consolidando a doutrina trinitária.
· Concílio de Éfeso (431 d.C.): Confirmou que JESUS é uma única pessoa (hipóstase) divina e não duas naturezas separadas. Este concílio também estipulou a heresia decretando Maria como Theotokos (Mãe de DEUS), o que assegura que o FILHO que ela gerou é, de fato, DEUS.
· Concílio de Calcedônia (451 d.C.): Definiu a união hipostática de forma definitiva, declarando que JESUS tem duas naturezas (divina e humana) unidas em uma só pessoa, sendo "perfeito na divindade e perfeito na masculinidade".
· Segundo Concílio de Constantinopla (553 d.C.): Reafirmou os concílios anteriores, condenando os "Três Capítulos" (escritos considerados nestorianos) e clarificando a indivisível pessoa de JESUS.
Esses concílios reforçaram que JESUS é DEUS verdadeiro de DEUS verdadeiro, consubstancial ao PAI, refutando heresias como o arianismo (que negava sua divindade), o nestorianismo (que separava suas naturezas) e o monofisismo (que absorvia sua humanidade na divindade).
II – O VERBO COMO CRIADOR
O Verbo, identificado como JESUS CRISTO, é apresentado no Evangelho de João (1:1-3) e no Novo Testamento como agente eterno e divino da criação. Tudo foi feito por meio dEle, incluindo o universo visível e invisível, as estrelas e a vida. Ele é a Palavra de DEUS encarnada (Jo 1:14), o Verbo eterno que trouxe à existência o universo e sustenta todas as coisas.
Pontos Principais sobre JESUS como Criador:
· Agente Ativo: João afirma: "Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez". Paulo complementa que "tudo foi criado por Ele e para Ele".
· Pré-existência e Divindade: Antes da encarnação, o Verbo já existia em comunhão com DEUS, sendo Ele próprio DEUS. Isso o distingue de ser uma criatura; Ele é o Criador, eterno e não criado.
· Sustentador: Além de criar, JESUS sustenta a criação; "todas as coisas subsistem por Ele" (Colossenses 1:17).
· Nova Criação: Como Verbo encarnado, Ele não apenas criou o mundo físico, mas também é a fonte da vida espiritual e da "nova criação" através da redenção.
· Conexão com o A.T.: Ele tem em si o poder criativo de DEUS, através do qual o universo foi formado (salmo 33:6), unindo sua natureza divina com a obra de salvação.
O papel de JESUS como Criador sublinha sua autoridade suprema, sua divindade e o propósito da existência, que é centralizado nele.
1. O agente da criação
JESUS é apresentado no Evangelho de João (1:1-3) e em passagens paulinas como o "Verbo" (Logos), a segunda pessoa da Trindade e o agente ativo da criação. Tudo o que existe, visível e invisível, foi feito por meio dEle e para Ele, agindo em comunhão com o PAI na existência de todo o universo.
· O Verbo Eterno (Logos): Antes de se encarnar, JESUS existia eternamente como DEUS e com DEUS. Ele não passou a existir em Belém; Ele é o Criador pré-existente.
· Agente da Criação: "Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (João 1:3). JESUS é o mediador da criação do mundo material e espiritual.
· Alvo da Criação: A criação não apenas veio por Ele, mas também subsiste por Ele e para Ele, tornando-o Senhor de todas as coisas.
· Paralelo com Gênesis: Ao iniciar com "No princípio", João estabelece que JESUS é a Palavra criadora de DEUS, agindo no início da criação do mundo (Gênesis 1.1).
· Divindade e Encarnação: O Verbo, que é DEUS, tornou-se carne (João 1:14), unindo sua identidade de Criador à sua missão redentora como homem.
Como o Verbo, JESUS é a Palavra viva e pessoal de DEUS, trazendo à existência tudo o que existe e sustentando-o com Seu poder.
2. A fonte da vida
O Verbo, identificado como JESUS CRISTO no Evangelho de João (Jo 1.1-14), é a fonte absoluta e originária de toda a vida física, espiritual e eterna, autossuficiente e divina. Como o Logos de DEUS, Ele é o criador de todas as coisas e a luz que ilumina a humanidade, trazendo vida abundante e eterna aos que Nele creem.
Aspectos Chave de JESUS como a Fonte da Vida:
O Verbo, identificado como JESUS CRISTO no Evangelho de João (Jo 1.1-14), é a fonte absoluta e originária de toda a vida física, espiritual e eterna, autossuficiente e divina. Como o Logos de DEUS, Ele é o criador de todas as coisas e a luz que ilumina a humanidade, trazendo vida abundante e eterna aos que Nele creem.
Aspectos Chave de JESUS como a Fonte da Vida:
· Verbo Eterno e Divino: JESUS é o "Verbo" (grego Logos), a própria Palavra e ação de DEUS que se fez carne. Ele é coeterno com o PAI, possuindo a vida em si mesmo, indicando sua divindade e substância.
· Criador e Mantenedor: Tudo foi criado por meio Dele; Ele é a origem de todas as coisas e sustenta a vida.
· A Fonte de Água Viva: JESUS se revela como a fonte inesgotável de "água viva" que satisfaz a sede espiritual, trazendo salvação e comunhão (João 4.10).
· Vida Eterna e Abundante: Mais do que existência física, Ele oferece a "vida abundante" e a vida eterna, transformando o homem e conectando-o a DEUS. (João 6.47, 7.38)
· Luz e Verdade: Ao se encarnar, o Verbo trouxe a luz divina para as trevas, revelando o caminho para a vida com DEUS e destruindo o mal (João 8.12).
Conforme 1 João 1:1, o "Verbo da Vida" foi ouvido, visto e tocado, tornando a divindade acessível e oferecendo redenção.
3. A luz dos homens
No evangelho de João (1:1-14), JESUS é apresentado como o Verbo (Logos), a Palavra eterna de DEUS, agente da criação e a verdadeira Luz que brilha nas trevas para iluminar toda a humanidade (João 8.12). Esta Luz representa a vida, a verdade, a salvação e a revelação de DEUS, guiando os homens para fora da escuridão do pecado e oferecendo vida eterna.
Principais Aspectos do Verbo como Luz dos Homens:
· Fonte de Vida e Verdade: Nele estava a vida, e essa vida era a luz dos homens. Ele ilumina o caminho da humanidade, trazendo verdade e dissipando as trevas da ignorância e do pecado.
· Encarnação: O Verbo se fez carne e habitou entre os homens, revelando a glória e a graça de DEUS.
· Revelação de DEUS: JESUS, como a luz, torna DEUS conhecido aos homens, superando a revelação da Lei trazida por Moisés.
· Iluminação Universal: A verdadeira luz ilumina todas as pessoas que vêm ao mundo.
· Rejeição e Aceitação: Embora tenha criado o mundo, o Verbo não foi reconhecido por todos; contudo, aos que o receberam, foi dado o poder de se tornarem filhos de DEUS.
· Conflito com as Trevas: A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam ou amaram mais as trevas do que a luz (João 3.19).
JESUS afirma ser "a luz do mundo", garantindo que quem o segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.
III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
A compreensão de JESUS como o "Verbo" (Logos) e revelação do PAI é um pilar fundamental da teologia cristã, destacada principalmente no Evangelho de João. JESUS não apenas traz uma mensagem de DEUS, mas Ele é a própria mensagem — a Palavra encarnada — que torna o PAI conhecido de forma definitiva. A Palavra de DEUS se cumpre em JESUS, revela JESUS, indica JESUS, reconhece JESUS.
Aqui estão os aspectos centrais do Verbo como revelação do PAI:
a. O Verbo Encarnado (Logos)
· "No princípio era o Verbo": João 1:1 introduz JESUS como o Logos (Palavra/Verbo), indicando que Ele é eterno, preexistente e, ao mesmo tempo, distinto do PAI, mas com a mesma essência divina.
· Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós" (João 1:14). Isso significa que a revelação de DEUS PAI não é apenas teórica, mas se deu de forma concreta, "velada" na debilidade humana, tornando-se acessível e visível.
b. JESUS é a Expressão Máxima do PAI
· A "imagem" do PAI: JESUS é a expressão exata de DEUS, mostrando Seu caráter amoroso, justo e misericordioso.
· Unidade: JESUS afirmou: "Eu e o PAI somos um" (João 10:30), revelando que ver JESUS é ver o próprio PAI.
· O Rosto do PAI: Ele é o rosto humano de DEUS, mostrando a ternura de Abba (PAI) por meio de suas ações, ensinamentos e, principalmente, em sua morte e ressurreição.
c. A Revelação do Caráter do PAI
JESUS revela o PAI de maneiras novas e íntimas:
· Bondade: JESUS mostra que o PAI é bom com todos, fazendo nascer o sol sobre bons e maus.
· Amor incondicional: A encarnação e a cruz revelam o máximo de ternura, onde JESUS, mesmo crucificado, intercede pelos seus algozes.
· Intimidade: JESUS ensina a chamar DEUS de "PAI" (Abba- paizinho), rompendo com uma visão distante de DEUS.
d. A Revelação Definitiva
· Palavra Total: Enquanto no passado DEUS falou de muitas formas, em JESUS Ele comunica plenamente a Sua natureza e desígnios, sendo Ele a "palavra definitiva".
· Intérprete e revelador do PAI: Ninguém conhece o PAI senão o FILHO, e aquele a quem o FILHO o quiser revelar (Lc 10:22).
Em resumo, JESUS, como Verbo, é a revelação de DEUS que transforma vidas, iluminando a todos e oferecendo a "graça e verdade" do PAI.
1. A encarnação do Verbo
A encarnação do Verbo é o mistério cristão no qual JESUS, o FILHO de DEUS e segunda pessoa da Trindade, assumiu a natureza humana, tornando-se verdadeiro homem sem deixar de ser DEUS. O Verbo fez-se carne (Jo 1,14) para salvar a humanidade, revelando o PAI e unindo-se aos seres humanos para elevar a humanidade à divindade. Nasceu na terra concebido pelo ESPÍRITO SANTO (para não pegar a semente do pecado residente em todos os descendentes de Adão). Nasceu de uma virgem (Maria), em Belém da Judeia.
Pontos Chave da Encarnação:
· O Verbo se fez Carne: O Verbo eterno, preexistente e DEUS, assumiu a carne humana, nascendo de Maria pelo poder do ESPÍRITO SANTO.
· Natureza de JESUS: JESUS é simultaneamente verdadeiro DEUS e verdadeiro homem, igual aos seres humanos em tudo, exceto no pecado.
· Propósito (Salvação): A encarnação visa a salvação do ser humano, a remissão dos pecados, a revelação do amor de DEUS e a vitória sobre a morte. O cumprimento do plano divino de Salvação (ou redenção).
· Emanuel: Significa "DEUS está conosco", mostrando a presença divina atuante na história e na vida humana.
· Impacto: A encarnação (bem como a morte e ressurreição) é base para a adoração, missão e evangelismo.
Jamais devemos adorar a Maria, todavia, não podemos deixar de reconhecer seu valor. Afinal, ela foi escolhida para ser mãe do FILHO de DEUS. Esta escolha está certamente baseada num caráter de especial dignidade. Sua pureza, humildade e ternura são um exemplo para todos os crentes que desejam agradar a DEUS (Adaptado de: PEARLMAN, Myer. Lucas: O Evangelho do Homem Perfeito. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 27).
Obs. Pr. Henrique – Uma mulher descendente de família sacerdotal (Lucas 1.5 Cf. com 1.36), conhecedora da Palavra de DEUS para ensinar JESUS em sua infância. (detectamos seu conhecimento da Palavra de DEUS em seu Magnificat, em Lucas 1.46-55).
2. A plenitude da graça e da verdade
O Verbo JESUS, a Palavra eterna, fez-se carne, habitando entre a humanidade como a revelação plena de DEUS, repleto de graça e verdade, conforme João 1:14-17. Ele veio como o unigênito do PAI para trazer salvação e a verdade, superando a lei dada por Moisés. A "plenitude" indica que todos recebem "graça sobre graça" através dele.
Pontos-Chave da Plenitude em JESUS:
· Encarnação e Habitação: O Verbo tornou-se ser humano (carne) para morar entre os homens, tornando o DEUS invisível conhecido.
· Graça sobre Graça: A expressão indica uma abundância inesgotável de favores divinos, amor e bênçãos acumuladas, em vez de punição. JESUS é a graça de DEUS manifestada trazendo salvação (Tito 2.11).
· A Verdade Divina: JESUS não apenas ensinou a verdade, mas era a própria verdade de DEUS, a mensagem final, unificando sua pessoa e obra (João 14.6).
· Contraste com a Lei: Enquanto a lei apontava o pecado, a graça de JESUS resolve o problema da transgressão, substituindo o homem na cruz, trazendo vida eterna a todos os que ouvem e creem (Efésios 1.13, 2.8).
· Revelação do PAI: Como FILHO unigênito que está no seio do PAI, JESUS é a única fonte que revela perfeitamente o caráter de DEUS.
A "plenitude" de JESUS significa que nele habita toda a essência divina, tornando-o a fonte completa de redenção e conhecimento de DEUS para a humanidade (como nunca pecou possuía a plenitude do poder do ESPÍRITO SANTO sobre ELE.
E repousará sobre ele o ESPÍRITO do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Isaías 11:2.
3. O revelador do DEUS invisível
JESUS CRISTO, o Verbo encarnado (João 1:14), é a revelação máxima e visível do DEUS invisível, tornando o PAI conhecido por meio de suas palavras, ações e amor humano. Como imagem expressa de DEUS (Cl 1,15), Ele manifesta a graça e a verdade, permitindo que a humanidade conheça o Criador ao vê-lo.
Pontos-chave da Revelação em JESUS:
· O Verbo (Logos): JESUS é a Palavra criadora de DEUS que se fez carne para habitar entre os homens.
· Imagem Visível do DEUS invisível: A Bíblia afirma que JESUS é a imagem do DEUS invisível, o "resplendor da glória" divina (Colossenses 1:15; Hebreus 1:3).
· Revelação do PAI: JESUS afirmou que "quem me vê a mim, vê o PAI" (João 14:9), tornando o PAI conhecido.
· Encarnação e Vida: A revelação ocorreu de forma histórica, com JESUS vivendo a humanidade, agindo com inteligência e vontade humanas para mostrar o amor de DEUS.
Conhecer JESUS, portanto, é conhecer a essência e o caráter de DEUS.
CONCLUSÃO
Vimos que a Lição reafirma a centralidade de JESUS como o Verbo eterno, destacando sua preexistência, divindade e papel fundamental na criação e revelação de DEUS. Ao comparar a visão cristã com as concepções filosóficas gregas e gnósticas, evidencia-se a singularidade do DEUS pessoal revelado em CRISTO, distinto das ideias de divindade impessoal. A doutrina da Trindade é ressaltada, mostrando JESUS como pessoa distinta do PAI, mas da mesma essência, conforme o conceito de homoousios. O papel de JESUS como agente da criação e fonte de vida é enfatizado, assim como sua missão redentora e reveladora. A encarnação do Verbo é apresentada como o ápice da revelação divina, tornando DEUS acessível e próximo à humanidade. Por fim, o texto conclui que conhecer JESUS é conhecer o próprio DEUS, fonte de graça, verdade e salvação, consolidando a fé cristã na união entre divindade e humanidade para a redenção do mundo.
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ESTA LIÇÃO DE 2025 NOS ENSINA MUITO SOBRE ESTE ASSUNTO
Escrita Lição 1, CPAD, O Verbo que se Tornou em Carne, 2º Trimestre de 2025, Com. Extras Pr Henrique, EBD NA TV
2° Trimestre de 2025, Classe, Adultos, Comentarista, Elienai Cabral
Vídeo https://youtu.be/0FkrFX6ne0o?si=Qliz99XNItvuSarj
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2025/03/escrita-licao-1-cpad-o-verbo-que-se.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2025/03/slides-licao-1-cpad-o-verbo-que-se.html
PowerPoint https://pt.slideshare.net/slideshow/slides-licao-01-o-verbo-que-se-tornou-em-carne-2tr25-pptx/277066023
ESBOÇO DA LIÇÃO
I– O EVANGELHO DE JOÃO
1. Autoria e data.
2. O propósito do Evangelho.
3. A Natureza de JESUS.
II – JESUS, O VERBO DE DEUS
1. A revelação que ultrapassa o passado.
2. A natureza fundamental do Verbo.
3. “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1).
III– A ENCARNAÇÃO DO VERBO
1. A manifestação do Verbo e a Luz do mundo.
2. O privilégio de nos tornarmos filhos de DEUS.
3. A manifestação e a habitação do Verbo.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 1.1-14
1 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS.
2 - Ele estava no princípio com DEUS.
3 - Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.
4 - Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens.
5 - E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
6 - Houve um homem enviado de DEUS, cujo nome era João.
7 - Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8 - Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.
9 - Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10 - Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 - Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de DEUS: aos que creem no seu nome,
13 - Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de DEUS.
14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade.
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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO 1, 2º Trimestre de 2025
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Enquanto os evangelhos sinópticos apresentam JESUS como humano (que se destaca dos comuns por suas ações milagrosas) e são fontes de informações históricas sobre JESUS CRISTO, o Evangelho de João descreve JESUS como o Messias, isto é, com o caráter divino de quem traz a redenção absoluta ao mundo. O evangelho de João sugere que ele próprio tivesse conhecimento dos Evangelhos Sinópticos, nos quais já existia informação suficiente sobre a vida de JESUS como homem, incumbindo-se João de mostrar, em seu Evangelho, os atributos de JESUS como DEUS.
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A encarnação do Verbo (Jo 1.14)
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do PAI.
Depois de afirmar a perfeita divindade do Verbo, João agora asse- vera sua perfeita humanidade. JESUS é 100% DEUS e 100% homem. É perfeitamente DEUS e perfeitamente humano.
a) O Verbo se fez carne (1.14a). A expressão "se fez" tem aqui um sentido muito especial. Não é um "se fez" ou "se tornou", no sentido de ter cessado de ser o que era antes. Nele as duas naturezas, divina e humana, estão presentes. DEUS, o FILHO, sem cessar por um momento de ser divino, se fez homem e habitou entre nós.
b) O Verbo trouxe salvação para a raça humana (1.14b). "Cheio de graça e de verdade". Neste verso vemos a manifestação da graça de DEUS à humanidade! Graça é um dom completamente imerecido, algo que jamais poderíamos alcançar por nosso esforço. O fato de JESUS ter vindo ao mundo para morrer na cruz pelos pecadores está além de qualquer mereci- mento humano.
c) O Verbo veio revelar a glória do PAI (1.14c). "E vimos a sua glória, como a glória do unigênito do PAI". Encontramos aqui a glória de DEUS sobre os homens. JESUS é a exata expressão do ser de DEUS. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Quem o vê, vê o PAI, pois Ele e o PAI são um.
O TESTEMUNHO DO VERBO (Jo 1.15-18)
João Batista, como arauto de JESUS, abre as cortinas e faz sua apresentação. Três verdades essenciais são apresentadas.
1. O Verbo tem primazia (Jo 1.15)
João testemunha a respeito dele e exclama: Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim.
João Batista testemunhou a respeito Dele, exclamando: "É sobre este que eu falei: Aquele que vem depois de mim está acima de mim, pois já existia antes de mim". Ora, se JESUS nasceu seis meses depois de João Batista e veio depois dele, como já existia antes dele? A única resposta é que, antes de JESUS nascer como homem, já existia eternamente como DEUS, por isso tem a primazia.
2. O Verbo traz graça e o fim da Lei (Jo 1.16-17)
Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça. Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de JESUS CRISTO.
Aquele que é a plenitude de DEUS veio oferecer-nos sua plenitude, não apenas graça, mas graça sobre graça. Os seguidores de CRISTO têm graça abundante. O oceano da plenitude divina é graça. Não há limites no suprimento da graça que DEUS coloca à disposição do Seu povo.
A graça não apenas anula o pecado, mas o supera. Pela graça, somos capacitados a viver para DEUS. Contudo, como nos alerta o apóstolo Paulo (Rm 5.20; 6.2), a ilimitada graça de DEUS não significa que temos uma "licença" para praticar livremente o pecado. A graça nos liberta do pecado para vivermos uma vida que verdadeiramente agrade ao Criador.
O Verbo é o fim da Lei (Jo 1.17). (Fim, significa objetivo, alvo).
A Lei é boa, santa e justa, porém nós somos pecadores. Ela é perfeita, mas somos imperfeitos. Por isso, a Lei não pode justificar. A Lei não tem poder para curar. A Lei pode ferir, mas não pode fechar a ferida. A Lei é inflexivelmente exigente, e nunca conseguimos atender as suas exigências. Por isso, pela Lei estamos condenados. Assim, o papel da Lei nunca foi o salvar, mas convencer-nos do pecado, tomar-nos pela mão e conduzir-nos a CRISTO. Ele é o fim da Lei (o objetivo, o alvo). Nele encontramos graça e verdade. Nele temos copiosa redenção. Moisés foi o mediador da Lei; JESUS CRISTO é mais que mediador, é a corporificação da graça e da verdade.
3. O Verbo é o revelador do PAI (Jo 1.18)
Ninguém jamais viu a DEUS, o DEUS unigênito, que está no seio do PAI, é quem o revelou DEUS é invisível, pois é ESPÍRITO. Contudo, JESUS, o Verbo eterno, veio ao mundo exatamente para nos revelar DEUS.
Concordo com David Stern, quando diz que João ensina que o PAI é DEUS, que o FILHO é DEUS; contudo faz uma distinção entre o FILHO e o PAI, para que ninguém possa dizer que o FILHO é o PAI. João declara que o Verbo encarnado tornou DEUS conhecido. Veio para revelar o PAI. Nem Abraão, o amigo de DEUS, nem Moisés, com quem o Senhor tratava face a face, puderam ver a glória divina em sua plenitude. Contudo, JESUS pode nos tomar pela mão e nos levar a DEUS. Ninguém pode ir ao PAI senão por Ele. Ninguém pode conhecer o PAI senão através de Sua revelação. Ele é a perfeita imagem do DEUS invisível. Ele é o resplendor da glória, a expressão exata do ser de DEUS. Quem o vê, vê o PAI, pois Ele e o PAI são um.
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JESUS, FILHO de DEUS e Criador - Myer Pearlman - CPAD
Texto: João 1.1-14
Introdução
Em João 20.31, o evangelista declara o seu propósito, que é oferecer uma série de evidências que comprovem a natureza e a missão divinas de JESUS. Os primeiros 18 versículos do livro são um prefácio em que anuncia o seu tema: “Como o FILHO de DEUS foi manifestado ao mundo”.
Este prefácio apresenta as três grandes idéias que percorrem o evangelho inteiro:
1. A revelação do Verbo, v. 1-4.
2. A rejeição do Verbo, v. 5-11.
3. A aceitação do Verbo, v. 12-14.
I – A Revelação do Verbo (Jo 1.1-4)
1. Seu relacionamento com DEUS.
“No princípio era o Verbo”. Esta expressão nos leva de volta a Gênesis 1.1, onde se lê: “No princípio criou DEUS os céus e a terra.” João nos informa que, na época da criação, o Verbo já existia: “E o Verbo estava com DEUS”, existia em relacionamento com DEUS, o que sugere a eterna comunhão entre o PAI e o FILHO. “E o Verbo era DEUS” não significa que o Verbo é o PAI, porque o PAI e o FILHO, sendo um quanto à sua natureza, são, porém, distintos quanto às suas personalidades. O Verbo é da mesma natureza do PAI, ou seja, divino.
A palavra do homem é o modo de ele se exprimir, de se comunicar com outras pessoas. Pela sua palavra, faz conhecidos seus pensamentos e sentimentos; pela sua palavra, dá ordens e efetua a sua vontade. A palavra que ele fala transmite o impacto do seu pensamento e caráter. Um homem pode ser conhecido de modo completo pela sua palavra, e até um cego pode conhecê-lo perfeitamente assim.
Ver a pessoa não daria muitas informações quanto à sua personalidade a alguém que não a tivesse ouvido falar. A palavra da pessoa é seu caráter recebendo expressão. Da mesma forma, a “Palavra de DEUS” (ou “Verbo de DEUS”, expressão que a tradução bíblica em português emprega quando se trata de uma referência direta a JESUS CRISTO na sua vida terrena) é sua maneira de exprimir
sua inteligência, vontade e poder. CRISTO é aquele Verbo, porque DEUS revelou sua atividade, vontade e propósito através dele, e porque é por meio dele que DEUS entra em contato com o mundo. Nós nos exprimimos por meio de palavras; o DEUS eterno se exprime através de seu FILHO, que é “a expressa imagem da sua pessoa” (Hb 1.3). CRISTO é o Verbo de DEUS porque revela DEUS, demonstrando-o pessoalmente. Ele não somente traz a mensagem de DEUS - Ele é, pessoalmente, a mensagem de DEUS.
DEUS se revelara mediante a palavra dos profetas, e através de sonhos, visões e manifestações temporárias. Os homens, porém, ansiavam por uma resposta ainda mais compreensível à sua pergunta: Como é DEUS? Como resposta a esta pergunta, ocorreu o evento mais estupendo da história do mundo: “E o Verbo se fez carne” (Jo 1.14). O eterno Verbo de DEUS tomou sobre si a natureza humana
e se fez homem, a fim de revelar o DEUS eterno através de uma personalidade humana (Hb 1.1,2). Assim sendo, diante da pergunta “Como é DEUS?”, o cristão responde: DEUS é como CRISTO, porque CRISTO é o Verbo - a expressão do conceito que o próprio DEUS faz de si mesmo.
2. Seu relacionamento com a criação.
“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. “Ele estava no princípio com DEUS”, ou seja, já na época em que o Universo estava para ser criado (cf. Hb 1.2; Cl 1.16; 1 Co 8.6). A quem falou DEUS em Gênesis 1.26?
3. Seu relacionamento com os homens.
“Nele estava a vida”. Ele dá vida a todos os organismos vivos, e guia todas as operações da natureza. O PAI é fonte original da vida; e toda a vida está reservada nEle, como numa cisterna de armazenamento. O universo de coisas vivas veio a existir por meio do Verbo, e é
sustentado pelo seu poder. A cura do paralítico (Jo 5.1-9) e a ressurreição de Lázaro são ilustrações do poder do Verbo. “E a vida era a luz dos homens”. Toda a luz que já veio aos homens mediante a consciência, a razão ou a profecia, foi irradiada pelo Verbo de DEUS, mesmo antes dele entrar no mundo.
II – A Rejeição do Verbo (Jo 1.5-11)
1. Rejeitado como a luz dos homens.
“E a luz resplandece nas trevas, e as trevas
não a compreenderam.” A luz era derivada do Verbo, e pela capacidade recebida
da parte dEle podiam reconhecer o que era útil à sua natureza espiritual. Mesmo
assim, fecharam os olhos à Fonte da luz, como o olho doentio que rejeita a luz
natural, embora aquela fosse a vida deles. A queda foi um obstáculo, na história
da humanidade, ao entendimento da Palavra de DEUS, porque envolveu o mundo
em trevas morais e espirituais, de tal modo que os homens, criados por DEUS,
não podiam mais entender as instruções de seu Criador, tendo sido obscurecidas
as suas mentes pelo efeito do pecado e da ignorância.
O pensamento básico do trecho é interrompido pelos versículos 6-8, que
enfatizam a posição de João Batista como testemunha e refletor da luz, e não
como Messias. Alguns dos seus discípulos se apegaram tanto a ele que, a
despeito da advertência contida no testemunho que deu de si mesmo em João
3.25-30, teimaram em sustentar ser João Batista o Messias, e, posteriormente,
formaram a seita dos mandeus, da qual existem ainda seguidores no Oriente.
Voltando ao pensamento básico: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele,
e o mundo não o conheceu”. Os homens tinham tão pouco entendimento da
origem do seu ser, aprenderam tão pouco acerca da razão da sua existência, que
não reconheceram seu Criador quando Ele surgiu no meio deles. A civilização
romana registrou seu nascimento, lançou-o no cadastro de pessoas físicas para
finalidades de impostos, mas não tomou o mínimo conhecimento dEle como
sendo o próprio DEUS revelado em seu meio.
2. Rejeitado como Messias de Israel.
“Veio para o que era seu, e os seus não o
receberam”. JESUS ensinou esta verdade na parábola dos lavradores maus (Mt
21.3343). Que tragédia! A nação que aguardava a vinda do Messias, orando
ardentemente por este acontecimento, cantando e profetizando acerca da sua
vinda, não quis recebê-lo quando chegou! (Cf Is 53.2,3; Lc 19.14; At 7.51,52).
III – A Aceitação do Verbo (Jo 1.12-14)
1. O dom da filiação.
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de
serem feitos filhos de DEUS; a saber: aos que crêem no seu nome”. Estes vieram
a ser filhos de DEUS, não por serem descendentes de Abraão (“não nasceram do
sangue”), nem por geração natural (“nem da vontade da carne”), nem pelos seus
próprios esforços (“nem da vontade do varão”). Sua adoção na família divina foi
um dom gratuito e sobrenatural da parte de DEUS, mediante uma nova vida
implantada neles pelo ESPÍRITO SANTO, como será explicado adiante na entrevista
de JESUS com Nicodemos, no capítulo 3.
2. A visão da glória.
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós”. Literalmente:
“E o Verbo foi feito carne, e tabernáculo entre nós”. O FILHO de DEUS habitou num tabernáculo (“tenda”) entre nós, o tabernáculo sendo seu próprio corpo (cf. Jo 2.19; 2 Co 5.1,4; 2 Pe 1.13,14). Assim como a glória de DEUS habitava no Tabernáculo antigo, assim também, quando CRISTO nasceu neste mundo, sua divina natureza habitava no seu corpo como num templo.
“E vimos a sua glória” (caráter divino), não meramente a glória externa revelada na transfiguração (2Pe 1.16,17), mas, também, o esplendor do seu divino caráter.
Não era uma glória refletida, como a glória de um santo, e sim a “glória do unigênito do PAI”. Um FILHO participa da mesma natureza do PAI; CRISTO, como FILHO de DEUS, tem a própria natureza de DEUS. Este divino caráter estava “cheio de graça e de verdade”. A graça é o favor divino, o amor inabalável de DEUS, a misericórdia divina, e a verdade não somente é a fala leal, sincera e veraz, como também a conduta à altura.
Por qual ato, ou meio, o FILHO de DEUS veio a ser FILHO do homem? Qual milagre
poderia trazer ao mundo “o segundo homem”, que é o Senhor do Céu (1 Co 15.47)? A resposta é que o FILHO de DEUS entrou no mundo, como FILHO do homem, por meio da concepção no ventre de Maria mediante o ESPÍRITO SANTO, independentemente de PAI humano. No fato do nascimento virginal baseia-se a doutrina da encarnação (Jo 1.14).
IV – Ensinamentos Práticos
1. CRISTO, a nossa Vida. “Nele estava a vida”. CRISTO é a verdadeira fonte de vida espiritual. “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10.10). Para esta finalidade o FILHO de DEUS tornou-se FILHO do homem: a fim de que os filhos dos homens possam ser feitos filhos de DEUS. “Quem tem o FILHO, tem a vida”.
Esta vida de CRISTO em nós precisa tomar a primazia; enquanto subjugamos pela Fonte a vida do próprio-eu, sustentamos a vida de CRISTO em nós; quanto mais
alimentamos em nossa vida a de CRISTO, a vida do próprio eu vai passando fome.
Miguelângelo, o grande escultor, dizia das lascas de mármore que iam caindo em grandes quantidades no chão do seu estúdio: “Enquanto o mármore vai se desgastando, a estátua vai crescendo.” Enquanto nós, mediante a abnegação, tiramos lascas da nossa velha natureza, a vida de CRISTO se torna manifesta em nossos corpos mortais. CRISTO, para ilustrar esta verdade, fez alusão à prática da poda: “Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto” (Jo 15.2). O objetivo da poda é canalizar a vida de partes inúteis para partes úteis. A parte da planta que antes monopolizava o vigor da planta sem dar resultados, de repente é cortada, a fim de que a seiva vital passe de modo ativo às partes frutíferas. A abnegação é um tipo de poda espiritual mediante a qual as energias antes malbaratadas em atividades pecaminosas ou sem proveito são postas a serviço da vida espiritual. Enquanto conservarmos nosso contato com CRISTO, que é a nossa vida, temos a vida abundante. Se deliberadamente nos separamos dele, perdemos esta vida. A árvore não se afasta da folha; é a folha que cai da árvore. CRISTO não abandona ninguém; são os homens que o abandonam. Como nutrir a vida divina que há em nós? Pela leitura da Palavra, pela oração, observando diligentemente todos os meios da graça.
2. CRISTO, nossa Luz.
“Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo” (Jo 1.9). Por que JESUS é comparado à luz?
2.1. A luz épura.
Brilha nos lugares mais imundos sem perder sua pureza. CRISTO foi chamado “o amigo dos pecadores”, sem que a mínima mancha de pecado lhe tenha maculado o caráter. A luz brilhou nas trevas, sem nunca por elas ser vencida, obscurecida. Longe de afastá-lo dos pecadores, sua pureza fez com que sentisse simpatia por eles. Os verdadeiros homens de DEUS sempre demonstram ternura pelas pessoas que caíram em erros.
2.2. A luz é meiga.
A luz pode tocar numa teia de aranha sem fazer tremer um único fio. CRISTO sempre demonstrava meiguice ao tocar vidas quebradas, para sarar e não para esmagar (cf. Mt 12.20). Todos os verdadeiros cristãos são pessoas meigas, pacíficas (Tg 3.17). Muitas vezes o conceito de poder se confunde com o da violência; a meiguice, porém, é um poder construtivo.
2.3. A luz revela.
Quão grande é o alívio para o viajante tateando na noite escura, quando rompe a aurora! Quão grande a alegria para o peregrino nas sendas desta vida quando a luz da revelação divina esclarece os problemas da vida! “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12).
3. “O homem, este desconhecido”.
Foi este o título que o cirurgião e cientista Dr. Alexis Carrel, de renome mundial, deu a um livro seu que teve enorme aceitação. Nele, indica que as dificuldades pelas quais a humanidade passa são devidas ao fato de que o homem, sábio quando se trata de invenções, é proporcionalmente ignorante quanto à natureza do seu próprio ser. Há algum
tempo, um notável biólogo fez uma declaração semelhante. Expressou o receio de que a nossa civilização esteja caminhando para a ruína porque o homem, com tantos conhecimentos quanto ao emprego dos objetos materiais, ainda permanece sendo um “mistério biológico”.
A razão por que o homem não conhece a si mesmo é não conhecer o seu Criador.
Assim como João escreveu: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu” (Jo 1.10). JESUS “sabia o que havia no homem” (Jo 2.25). Sabe, também, o que é melhor para o homem. Seu jugo é suave porque, diferentemente do jugo do pecado, se adapta à alma.
4. DEUS manifestado na carne.
Narra-se a história de um culto hindu, que, passeando despreocupadamente, foi olhar de perto um formigueiro. Quando se abaixou, sua sombra assustou as formigas e elas correram em todas as direções. Tendo uma natureza simpática, o hindu pensou consigo mesmo: “Gostaria de poder conversar com estas pequenas criaturas, para dizer-lhes que não quero lhes fazer nenhum mal”. Mais uma vez, aproximou-se delas, e elas, como da primeira vez, se amedrontaram. Quando ele recuou um pouco, recomeçaram as atividades do formigueiro. Sua mente, como que brincava com o incidente: “Gostaria de poder falar àquelas criaturinhas”, voltou a pensar. Então ocorreu-lhe o pensamento: “Não poderia falar com elas mesmo se possuíssem inteligência; ainda que possuíssem uma língua, e que eu pudesse aprender tal língua, não conseguiria me comunicar com elas, porque os meus pensamentos não são os pensamentos delas. Meus termos de expressão não seriam compreensíveis a
elas.” Sua imaginação continuou trabalhando: “Se eu pudesse vir a ser uma formiga como elas, e ainda reter minha própria personalidade e consciência, então, vivendo entre elas, conseguiria comunicar-me, e elas entenderiam pelo menos alguma coisa dos meus pensamentos”. O seguinte pensamento raiou-lhe de súbito: “É exatamente isto que estes ensinadores cristãos querem nos dizer: que DEUS se fez homem a fim de revelar-se a nós e salvar-nos”. E, assim, sob a influência da própria ilustração que ele mesmo viu, o hindu veio a aceitar a fé cristã.
A encarnação é um mistério que desafia a lógica. Para nossa fé, porém, basta sabermos que DEUS se revelou por meio de CRISTO, a fim de abrir-nos o caminho
da salvação.
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JESUS O VERBO DIVINO JOÃO 1.1-14
INTRODUÇÃO
Logos: Título cristológico que designa o Senhor JESUS como o Eterno, o Criador e o verdadeiro DEUS.
“A Palavra na Eternidade (1.1-5)
Os versículos 1 a 4 narram o estado preexistente de JESUS e como Ele agia no plano eterno de DEUS. ‘No princípio’ (v.1a) fala da existência eterna da Palavra (o Verbo). As duas frases seguintes expressam a divindade de JESUS e sua relação com DEUS PAI. Esta relação é uma dinâmica na qual constantemente são trocadas comunicação e comunhão dentro da deidade. O versículo 2 resume o versículo 1 e prepara para a atividade divina fora da relação da deidade no versículo 3. No versículo 4 Ele é o Criador mediado. O uso da preposição ‘por’ informa o leitor com precisão que o Criador original era DEUS PAI que criou todas as coisas pela Palavra. Os verbos que João usa nestes versículos fazem distinção entre o Criador não-criado, a Palavra (o Verbo) e a ordem criada. Numa boa tradução, a RC observa esta distinção: a Palavra (o Verbo) ‘era’ mas ‘todas as coisas foram feitas’. O versículo 4 conta várias coisas para o leitor:
1) A Palavra divina, como DEUS PAI, tem vida em si mesma, vida inchada (ou seja, é a fonte da vida eterna).
2) Esta vida revelou a pessoa e natureza de DEUS para todas as pessoas.
3) ‘Luz’ neste ponto pertence à revelação autorizada e autêntica de DEUS [...]”.
(ARRINGTON, F. L; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2.ed., RJ: CPAD, 2004, p. 496.)
“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS”. As três incisivas afirmações a respeito da deidade de JESUS são formuladas com base nos diversos sentidos do verbo “eimi”, ou “eu sou”: era, estava, era. Na primeira expressão, “era o Verbo”, o sentido de “era” é “existir”: “No princípio, havia, existia o Logos”. Afirma a preexistência ou eternidade do FILHO de DEUS.
Na segunda sentença, “o Verbo estava com DEUS”, “estava” refere-se à posição do FILHO de “estar frente a frente com DEUS e em união perfeita com DEUS”, ideia reforçada pela preposição “pros” que significa “face a face” ou “frente a frente”. O Logos, portanto, estava “face a face com DEUS”. Isto atesta que o FILHO é distinto do PAI, mas de natureza idêntica. Na última oração, “o Verbo era DEUS“, é asseverado o “ser” ou a “natureza” da Palavra: Aquele que existe por si mesmo. Por conseguinte, o Verbo era divino. Portanto, no princípio existia o Verbo, e o Verbo estava face a face com DEUS, e o Verbo era DEUS verdadeiro.
Procura apresentar-te a DEUS aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2Tm 2.15)
I. O SIGNIFICADO DO TERMO “VERBO”
1. A revelação gloriosa.
O prólogo do Evangelho de João revela várias verdades a respeito da natureza e deidade de nosso Senhor JESUS CRISTO. Aprouve ao ESPÍRITO SANTO revelar oito maravilhosos títulos divinos de CRISTO em Jo 1.1-51: Verbo (v.1); Vida (v.4); Luz (v.7); FILHO Unigênito de DEUS (vv.18,49); Cordeiro de DEUS (v.29); Messias (v.41); Rei de Israel (v.49); e FILHO do Homem (v.51). A deidade, natureza, identidade, encarnação e missão de nosso glorioso Salvador manifestos em apenas um capítulo! Prostremo-nos reverentemente diante do Senhor, e, assim como o salmista, declaremos: “Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir” (Sl 139.6; Rm 11.33; Ef 1.3).
2. O Verbo Divino.
O termo “Verbo”, aplicado a JESUS, procede do original Logos e, apesar de seu amplo significado secular, “palavra”, “razão”, ou “pensamento”, é usado no versículo 1 com o sentido de “Verbo ou Palavra divina”. O mesmo vocábulo aparece em 1 Jo 1.1 descrevendo o “Verbo da vida”, e no capítulo 5 versículo 7 da mesma epístola, apenas como “Palavra”.
Na Bíblia, o termo “palavra”, quando vinculado a DEUS, revela o seu infinito poder criador, protetor e sustentador de todas as coisas criadas, visíveis e invisíveis (Gn 1.3; Sl 33.6,9; 107.20; Hb 1.3; 11.3). Por conseguinte, em DEUS, o crente sempre estará seguro, pois Ele cuida dos seus filhos e, com a sua destra, protege-os do mal (Sl 60.5; 118.15; Is 45.2-8; Mt6.13).Quando o evangelho de nosso Senhor JESUS CRISTO foi anunciado pela igreja cristã no Século I, os vocábulos, “A Palavra” e “O Verbo”, foram satisfatoriamente compreendidos pelos judeus e gregos, pois essas expressões lhes eram conhecidas. Apesar de seu amplo significado secular, “palavra”, “razão”, ou “pensamento”, o termo “Verbo” é usado com o sentido de “Palavra Divina”. O vocábulo expressa a eternidade e deidade de JESUS. Revela a ação de DEUS na realização de seu plano salvífico.
MAIS NOTAS DO VERSO V.1 SUBSÍDIO
Verso 1
João 1: 1 . No início era a Palavra.
Esta sublime abertura do Evangelho carrega nossos pensamentos imediatamente para a abertura não menos sublime do Livro do Gênesis, cujas primeiras palavras o Evangelista certamente tiveram presente em sua mente. Ele também falará de uma criação, e uma criação tem um "começo". As palavras "no início", tomadas por elas próprias, não expressam a ideia de preexistência eterna; mas eles deixam espaço para isso, e, a este respeito, eles contrastam com a frase "desde o início", que muitas vezes nos encontra nos escritos de João ( João 8:44 ; 1 João 1: 1 ; 1 João 2: 7 ; 1 João 2:24 ; 1 João 3: 8).
Denominam simplesmente o ponto do tempo; e a diferença de pensamento com que estão conectados, em comparação com Gênesis 1: 1 , não se encontra no sentido de "começo", mas na direção diferente que o escritor toma e no verbo que ele emprega. Em Gênesis 1: 1, o historiador sagrado começa desde o início e desce, mantendo-nos no decorrer do tempo. Aqui ele começa a partir do mesmo ponto, mas vai para cima, levando-nos assim à eternidade anterior. Em Gênesis 1: 1 , somos informados de que DEUS criou no princípio , "- um ato feito no tempo. Aqui nos dizem que "no início a Palavra era, "um verbo fortemente antitético a" surgiu "( João 1: 3 , João 1:14 , comp. João 8:58 ), e implicando uma existência absoluta que precede o ponto mencionado. Como o que é absoluto, autoexistente, não criado - o que é - é eterno, então a predição da eternidade está envolvida na cláusula que nos está sendo tomada como um todo.
Aquele que, assim, "estava no começo", que, como lemos depois, "estava com DEUS" e "era DEUS", aqui tem o nome de "A Palavra" (Logos). Em outro versículo do Prólogo, este nome é repetido ( João 1:14 ); mas não ocorre novamente no Evangelho. Nem devemos encontrar o termo (usado, como aqui, de forma simples e sem qualificação) em qualquer outra passagem do Novo Testamento. A aproximação mais próxima é encontrada em Apocalipse 19:13 , onde o nome do justo conquistador e rei é dado como "a Palavra de DEUS". Duas ou mais outras passagens podem ser ditas em vez de recordar nosso pensamento o nome que estamos considerando do que apresentar exemplos de seu uso; veja especialmente 1 João 1: 1 ("a palavra da vida", seguida de "a vida se manifestou", João 1: 2 ) e Hebreus 4:12. Embora, no entanto, este termo não seja realmente adotado por qualquer escritor do Novo Testamento, exceto João, não é peculiar a ele em nenhum outro sentido. Quando escreveu, era um termo familiar e atual da teologia.
Algumas vezes, de fato, foi mantido que o uso de João deve ser tomado por si só, pois, com grande parte da especulação teológica em que esse termo ocorre tão livremente, ele não pode ter simpatia. Devemos ver que o uso de João, certamente, em um sentido importante, é independente; mas como é absolutamente impossível que ele, vivendo em Éfeso (sem falar em sua longa residência na Palestina), não estivesse familiarizado com as doutrinas atuais respeitando o Logos, é inconcebível que ele possa ter retomado o termo sem referência a essas doutrinas. Daí é com a história do termo que primeiro temos que fazer.
Todo leitor cuidadoso do Antigo Testamento é atingido pela prominência dada em certas passagens para "a palavra do Senhor", linguagem que quase implica que a ação pessoal está às vezes ligada a esta "palavra". Veja, por exemplo, Salmos 33: 6 ; Salmos 105: 19 ; Salmos 107: 20 ; 1 Samuel 3:21 . A raiz deste uso (em todos os casos em muitos casos) deve ser encontrada no primeiro capítulo do Gênesis, onde os sucessivos atos da criação estão associados a palavras divinas (ver Salmos 33: 6).
Tais passagens como essas, com sua personificação parcial da palavra de DEUS, parecem impressionar poderosamente o ensino judeu precoce. Havia muito além no Antigo Testamento para fortalecer essa impressão, como as freqüentes referências no Pentateuco ao Anjo de Jeová, e a linguagem usada na Sabedoria no Livro dos Provérbios (capítulo 8); comparar também os capítulos 1, 3 , 9 e Jo 28). Assim, um estudo minucioso da linguagem das Escrituras foi o meio de conduzir os professores judeus a conectar os atos divinos com algum atributo personificado de DEUS ao invés de DEUS próprio, ou procurar algum meio de comunicação entre DEUS e o homem, onde as próprias Escrituras tinham falado diretamente revelação ou companheirismo. Quais outras influências auxiliaram essa tendência de pensamento, não podemos aqui inquirir.
Os resultados são patenteados, especialmente nas paráfrascas Targums ou Chaldea das Escrituras. As datas dos vários Targums que existem são uma questão de controvérsia: para nosso propósito, no entanto, isso não é consequência, pois é reconhecido em todas as mãos que cada uma dessas paráfrases contém materiais iniciais. Não podemos, dentro de nossos limites, ter uma descrição detalhada; mas uma referência às seguintes passagens na tradução de Etheridge dos Targums no Pentateuco mostrará até que ponto os escritores foram substituindo "a Palavra" (Memra) pelo nome de DEUS mesmo. No Targum de Onkelos, veja Gênesis 3: 8 ; Gênesis 28:20 ; Números 23: 4 ; Números 23:21 ; Deuteronômio 9: 3 : na de Pseudo-Jônatas, Gênesis 3: 8 ; Números 23: 4 ; Números 23:21 : no Targum de Jerusalém, além dos três últimos mencionados, Gênesis 18: 1 ; Gênesis 16:13 ; Gênesis 19:24 . Do Targum de Jonathan Ben Uzziel pode ser citado Isaiah 63: 7 ; Malaquias 3: 1.
Um exame dessas passagens mostrará quão familiar para os judeus se tornou a concepção da Palavra de DEUS, através da qual DEUS se fez conhecido pelos homens. Muito pouco luz é lançada sobre o assunto pelos vários livros apócrifos, e, portanto, não será necessário se referir a eles aqui. É de outra forma, com os escritos do grande filósofo Alexandrino Filo. Nestes, a doutrina da Palavra Divina tem uma proeminência que seria difícil exagerar. No entanto, a partir da multidão de passagens em que Philo fala dos atributos e ações da Palavra, é impossível deduzir com certeza qualquer declaração clara de doutrina. Agora, a Palavra parece distintamente pessoal, agora um atributo de DEUS personificado. Em algumas passagens, a ideia pode ser rastreada até o pensamento de "palavra falada"; razão.
Por isso, embora Philo fale do universo como criado através do Logos, ainda assim, em outras passagens, o Logos é o design ou a ideia de criação na mente de DEUS.
Não é necessário levar essa consulta mais longe, já que nosso único objetivo é colecionar os principais elementos do pensamento associados a este termo quando João escreveu. Como já foi dito, ele não podia ignorar essas várias formas de ensino; se não ignorante, ele não podia ser indiferente, por um lado, ao bem ou, por outro, ao maligno, que continham. Ele reconheceu as várias ensinamentos como uma preparação providencial para a verdadeira teologia.
Nestes versos introdutórios, ele adota o termo, mas define-o para consertar seu significado para todos os cristãos. Há Um por quem o DEUS Eterno e Invisível se revela: o Revelador é uma Pessoa: o Revelador é Ele mesmo DEUS. Não só na manifestação externa, mas também na comunhão interior com o coração, DEUS revela-se pela Palavra de DEUS, que é DEUS. Em um caso, João parece assumir e ratificar a aplicação mais ampla do termo que notamos acima. Este primeiro verso nos leva além da região da revelação ao homem: quando "no início", além dos limites do tempo, "o Logos era", o pensamento de "discurso" deixa de nos dar qualquer ajuda para entender o significado; e, se possamos nos aventurar a interpretar o termo em tudo neste pedido, pronunciou palavras para o pensamento ou motivo do falante.
Para tudo o que João ensina a respeitar o Logos, o próprio ensinamento do Senhor conduziu diretamente. A doutrina desses versículos é idêntica à dos caps, João 5:19 João 5:19João 6:57 João 10:30 João 17: 5 , João 6:57 , João 10:30 , João 17: 5 , etc. A aplicação pessoal do termo não é encontrada nos discursos de nosso Senhor; mas muitos daqueles registrados neste Evangelho contêm exemplos notáveis desse uso exaltado de "a palavra" de DEUS para a qual, como vimos, a história desse nome sublime pode ser rastreada.
E a Palavra estava com DEUS: a segunda das tr
E a Palavra estava com DEUS: a segunda das três afirmações feitas neste versículo em relação à Palavra, e obviamente superior à primeira. É impossível transmitir em inglês a força total da preposição 'com' no grego, pois denota não apenas estar ao lado, mas manter a comunhão e a relação com (comp. Marcos 6: 3 Marcos 6: 3 ; 1 João 1: 2 1 João 1: 2 ; 1 João 2: 11 João 2: 1 ).E a Palavra era DEUS: a terceira e a mais alta declaração respeitando a Palavra. A Palavra possui a essência divina; naquele ser em que Ele era: "Ele possui os atributos divinos que Ele é DEUS". Há uma diferença de personalidade, mas a unidade da natureza. Nesta última cláusula, o clímax das três cláusulas está completo.
(coment. bíblico Shaf, do evangelho ).
II. AS AFIRMAÇÕES DOUTRINÁRIAS DE JOÃO 1.1
1. “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1a). Esse trecho afirma que JESUS é eterno. A Bíblia assevera: “No princípio criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1). Porém, em Jo 1.1 a Sagrada Escritura vai infinitamente além do fato expresso em Gn 1.1 ao afirmar que “No princípio era”, ou seja, o Verbo já existia. O Senhor JESUS existe antes de todas as coisas, inclusive antes de o tempo ter início: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17).
O FILHO de DEUS, além de existir por si mesmo (Jo 5.26), estava com o PAI antes da criação do mundo (Jo 17.5,24). Ele existe por si mesmo e sustenta “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1.3). Isto é consolo e restauração espiritual para o crente, pois o propósito dessa gloriosa encarnação do Verbo divino é prover a “purificação dos nossos pecados”, como afirma a parte final de Hb 1.3 (cf. Jo 1.14). Louvemos ao Verbo, o Criador, Sustentador e Fim de todas as coisas (Ap 1.8).
2. “E o Verbo estava com DEUS” (Jo 1.1b).
O texto é inequívoco: O FILHO Unigênito estava com o PAI (Jo 1.18). O Verbo, o Emanuel, não é apenas eterno, mas também distinto do PAI. Essa ortodoxa afirmação aniquila o falso ensino dos modalistas e unicistas que, embora defendam a divindade de JESUS, negam a santa doutrina bíblica da Trindade. Segundo os hereges, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO são uma só pessoa. Eles não crêem na doutrina da existência de um só DEUS que subsiste em três distintas e Santíssimas Pessoas (Mt 28.29). Todavia, esse ensinamento está claramente exposto nas Escrituras. O batismo de JESUS (Mt 3.16,17), sua oração sacerdotal (Jo 17), e a declaração da sua suprema autoridade são refutações clássicas contra essas heresias (Jo 8.17, 18; 1 Jo 2.22-24). Crer e defender a santa doutrina da Trindade não é um privilégio, mas um dever de cada cristão (1 Pe 3.15; Jd v.3).
3. “E o Verbo era DEUS” (Jo 1.1c).
Observe que o conceito expresso nesse versículo é progressivo. Uma declaração (1a; 1b) esclarece a outra até culminar com uma verdade enfática: “e o Verbo era DEUS” (1c). Se o prólogo do evangelho de João (1.1-14) fosse o único lugar nas Escrituras em que a divindade do Verbo é afirmada, já teríamos subsídios suficientes para crer e confessar a doutrina. Todavia, esse ensino é asseverado em todo o contexto bíblico (Jo 5.18, 10.30; Cl 2.9). Portanto, inúmeras e inegáveis provas bíblicas atestam que a crença na divindade de JESUS é indispensável para a salvação da alma (1 Co 15.1-4; 1 Tm 6.15,16; Hb 1.1-3; 1 Pe 1.2-5; 1 Jo 5.5.1-13).As três afirmações doutrinárias de João 1.1 são: “No princípio era o Verbo”; “o Verbo estava com DEUS”, e “o Verbo era DEUS”.
(coment. bíblico Shaf, do evangelho ).
II. AS AFIRMAÇÕES DOUTRINÁRIAS DE JOÃO 1.1
1. “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1a). Esse trecho afirma que JESUS é eterno. A Bíblia assevera: “No princípio criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1). Porém, em Jo 1.1 a Sagrada Escritura vai infinitamente além do fato expresso em Gn 1.1 ao afirmar que “No princípio era”, ou seja, o Verbo já existia. O Senhor JESUS existe antes de todas as coisas, inclusive antes de o tempo ter início: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17).
O FILHO de DEUS, além de existir por si mesmo (Jo 5.26), estava com o PAI antes da criação do mundo (Jo 17.5,24). Ele existe por si mesmo e sustenta “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1.3). Isto é consolo e restauração espiritual para o crente, pois o propósito dessa gloriosa encarnação do Verbo divino é prover a “purificação dos nossos pecados”, como afirma a parte final de Hb 1.3 (cf. Jo 1.14). Louvemos ao Verbo, o Criador, Sustentador e Fim de todas as coisas (Ap 1.8).
2. “E o Verbo estava com DEUS” (Jo 1.1b).
O texto é inequívoco: O FILHO Unigênito estava com o PAI (Jo 1.18). O Verbo, o Emanuel, não é apenas eterno, mas também distinto do PAI. Essa ortodoxa afirmação aniquila o falso ensino dos modalistas e unicistas que, embora defendam a divindade de JESUS, negam a santa doutrina bíblica da Trindade. Segundo os hereges, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO são uma só pessoa. Eles não crêem na doutrina da existência de um só DEUS que subsiste em três distintas e Santíssimas Pessoas (Mt 28.29). Todavia, esse ensinamento está claramente exposto nas Escrituras. O batismo de JESUS (Mt 3.16,17), sua oração sacerdotal (Jo 17), e a declaração da sua suprema autoridade são refutações clássicas contra essas heresias (Jo 8.17, 18; 1 Jo 2.22-24). Crer e defender a santa doutrina da Trindade não é um privilégio, mas um dever de cada cristão (1 Pe 3.15; Jd v.3).
3. “E o Verbo era DEUS” (Jo 1.1c).
Observe que o conceito expresso nesse versículo é progressivo. Uma declaração (1a; 1b) esclarece a outra até culminar com uma verdade enfática: “e o Verbo era DEUS” (1c). Se o prólogo do evangelho de João (1.1-14) fosse o único lugar nas Escrituras em que a divindade do Verbo é afirmada, já teríamos subsídios suficientes para crer e confessar a doutrina. Todavia, esse ensino é asseverado em todo o contexto bíblico (Jo 5.18, 10.30; Cl 2.9). Portanto, inúmeras e inegáveis provas bíblicas atestam que a crença na divindade de JESUS é indispensável para a salvação da alma (1 Co 15.1-4; 1 Tm 6.15,16; Hb 1.1-3; 1 Pe 1.2-5; 1 Jo 5.5.1-13).As três afirmações doutrinárias de João 1.1 são: “No princípio era o Verbo”; “o Verbo estava com DEUS”, e “o Verbo era DEUS”.
III. QUALIDADES DIVINAS DO VERBO
Após apresentar o Verbo divino, enfatizando sua preexistência, natureza e igualdade com o PAI, João descreve alguns de seus atributos e prerrogativas.
1. Criador (vv.3,10).
O Verbo é apresentado nas Escrituras como o DEUS Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (v.3). Ele “estava no mundo, e o mundo foi feito por ele” (v.10). Essa doutrina invalida a crença dos grupos religiosos que dizem ser o Verbo uma mera criatura, e não o Criador. Contudo, a Bíblia é categórica: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há no céu e na terra” (Cl 1.16). O Verbo divino não faz parte da criação; transcende-a, pois é o Criador de todas as coisas (Hb 1.1,2,10). Quando a Bíblia afirma que JESUS é o Criador, atribui-lhe o mesmo título pelo qual o PAI é conhecido no Antigo Testamento (Gn 1.1; Jó 33.4; Sl 138.13-18). Assim como o salmista prorrompeu em júbilo diante do DEUS Criador, façamos o mesmo perante o FILHO, o Criador de todas as coisas: “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95.6).
2. “Nele estava a Vida” (v.4).
JESUS declarou que além de possuir a “vida em si mesmo” (Jo 5.26) era a “ressurreição e a vida” (Jo 1 1.25; 5.25). No Antigo Testamento, o PAI é identificado como a fonte e o manancial da vida (Gn 2.7; Dt 30.20; Sl 36.9). Era um título que pertencia exclusiva e unicamente ao Criador de toda vida (Sl 133.3).
CRISTO, entretanto, atribuiu a si mesmo essa designação divina (Jo 5.21,26) e, como tal, foi reconhecido seja através de seus ensinos (Jo 5.32-35; 11.25) seja por meio de seus atos milagrosos (Jo 11.42-45; Mt 9.18,19,23-25).
A vida em CRISTO é eterna não apenas no sentido de sua duração, mas por sua qualidade (Cl 3.4; 1 Tm 1.1; 2 Tm 1.10). A vida que provém de DEUS é cheia de gozo, paz e alegria. JESUS asseverou-nos: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao PAI senão por mim” (Jo 14.6).
MAIS COMENTARIOS VERSO 3 E 4
Verso 3-4
João 1: 3 João 1: 3 . Todas as coisas surgiram através dele, e, além disto, nem uma coisa surgiu. Essa combinação de duas cláusulas, o primeiro positivo, o segundo negativo (ver nota sobre João 1:20 ), é característico do estilo de João. Os dois juntos afirmam a verdade contida neles com uma universalidade e força que não pode ser alcançada de outra forma. Essa verdade é que "todas as coisas", não todas como um todo, mas todas as coisas na individualidade que precede a sua combinação em um todo - surgiram através desta Palavra, que é DEUS. A preposição "através" é aquela pela qual a relação da Segunda Pessoa da Trindade com a criação geralmente é expressa ( 1 Coríntios 8: 6 ; Colossenses 1:16 ; Hebreus 1: 2João 1:20 1 Coríntios 8: 6 Colossenses 1:16 Hebreus 1: 2 Hebreus 1:10 Romanos 11:36); como, de fato, essa é a concepção que pertence à doutrina do Logos, o Verbo Divino. Ocasionalmente, no entanto, a mesma língua é usada pelo PAI: veja Hebreus 1:10 e comp. Romanos 11:36
João 1: 3-4João 1: 3-4 . O que aconteceu foi a vida nele. Nós somos liderados por várias considerações para ter essa visão da passagem e não a que é apresentada na Versão Autorizada. O grego admite qualquer pontuação (e renderização), mas a ausência do artigo antes da palavra "vida" sugere que é aqui um predicado, não o sujeito da sentença. Em quase todos (se não todos) os pais gregos dos primeiros três séculos, as palavras foram assim compreendidas; e podemos razoavelmente, em tal caso, atribuir grande importância às conclusões alcançadas por esse tato linguístico que muitas vezes é muito seguro de onde é menos capaz de atribuir razões distintas para o seu veredicto. Além disso, esta divisão das palavras corresponde melhor com o modo rítmico em que as frases anteriores do prólogo estão conectadas entre si. É característico deles fazer com que a voz se baseie principalmente, em cada linha do ritmo, em uma palavra tirada da linha anterior; e esta característica não é preservada no caso que nos antecede a menos que adotemos a construção antiga. Nós vimos o que a Palavra é em si mesmo; agora estamos para vê-Lo em Sua relação com Suas criaturas.
O ser criado era "vida nele". Ele era a vida, a vida absolutamente, e, portanto, a vida que pode se comunicar, a vida infinitamente produtiva, de quem só veio a toda criatura, como o chamou de ser, a medida da vida que ela possui. Nele era a fonte de toda a vida; e toda forma de vida, conhecida ou desconhecida, era apenas uma gota de água do córrego que, recolhida nele antes, fluía em Sua palavra criativa às pessoas, o universo do ser com as existências infinitamente multiplicadas e diversificadas que desempenham sua parte nisso. Não é da vida do homem apenas que João fala, ainda menos é apenas a vida espiritual e eterna que constitui o verdadeiro ser do homem. Se a palavra "vida" é frequentemente usada nesse sentido mais limitado no Evangelho, é porque outros tipos e desenvolvimentos da vida passam fora da vista na presença dessa vida em que o escritor gosta especialmente de habitar.
A própria palavra não tem essa limitação de significado, e quando usada, como aqui, sem qualquer coisa que sugira limitação, deve ser tomada em seu sentido mais abrangente. Foi na Palavra, então, que todas as coisas que viveram a vida; o mundo muito físico, se podemos dizer dos seus movimentos que são a vida, o mundo vegetal, o mundo dos animais inferiores, o mundo dos homens e dos anjos, até o anjo mais alto que está diante do trono. Ere, eles já vieram a existir, a sua vida estava na Palavra que, como DEUS, era a vida, e da Palavra, eles a receberam quando o seu ser real começou. A lição é a mesma que a de A própria palavra não tem essa limitação de significado, e quando usada, como aqui, sem qualquer coisa que sugira limitação, deve ser tomada em seu sentido mais abrangente.
Foi na Palavra, então, que todas as coisas que viveram a vida; o mundo muito físico, se podemos dizer dos seus movimentos que são a vida, o mundo vegetal, o mundo dos animais inferiores, o mundo dos homens e dos anjos, até o anjo mais alto que está diante do trono. Ere, eles já vieram a existir, a sua vida estava na Palavra que, como DEUS, era a vida, e da Palavra, eles a receberam quando o seu ser real começou. A lição é a mesma que a de A própria palavra não tem essa limitação de significado, e quando usada, como aqui, sem qualquer coisa que sugira limitação, deve ser tomada em seu sentido mais abrangente. Foi na Palavra, então, que todas as coisas que viveram a vida; o mundo muito físico, se podemos dizer dos seus movimentos que são a vida, o mundo vegetal, o mundo dos animais inferiores, o mundo dos homens e dos anjos, até o anjo mais alto que está diante do trono.
Era, eles já vieram a existir, a sua vida estava na Palavra que, como DEUS, era a vida, e da Palavra, eles a receberam quando o seu ser real começou.
A lição é a mesma que a de se podemos dizer dos seus movimentos que são a vida, o mundo vegetal, o mundo dos animais inferiores, o mundo dos homens e dos anjos, até o anjo mais alto que está diante do trono. Ere, eles já vieram a existir, a sua vida estava na Palavra que, como DEUS, era a vida, e da Palavra, eles a receberam quando o seu ser real começou. A lição é a mesma que a de se podemos dizer dos seus movimentos que são a vida, o mundo vegetal, o mundo dos animais inferiores, o mundo dos homens e dos anjos, até o anjo mais alto que está diante do trono. Ere, eles já vieram a existir, a sua vida estava na Palavra que, como DEUS, era a vida, e da Palavra, eles a receberam quando o seu ser real começou.
A lição é a mesma que a de Colossenses 1: 16-17 Colossenses 1: 16-17: "Nele foram criadas todas as coisas", e "nele subsistem todas as coisas"; ou, ainda mais, de Apocalipse 4:11 Apocalipse 4:11 : "Criaste todas as coisas, e por causa do teu prazer que eram " (não "são", como na versão autorizada), "e eles foram criados".
E a vida era a luz dos homens. A partir do grande pensamento de todas as existências criadas, o Evangelista passa nessas palavras para a última e maior das obras de DEUS, homem, cuja criação está registrada no primeiro capítulo do Gênesis. Todas as criaturas tinham "vida" na Palavra; mas esta vida era para o homem algo mais do que poderia ser para os outros, porque ele tinha sido criado de uma forma e colocado em uma esfera, peculiar a si mesmo em meio às diferentes ordens do ser animado. DEUS disse: "Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança" ( Gênesis 1:26 Gênesis 1:26).
O homem era assim capaz de receber a DEUS e de saber que o havia recebido; ele tinha uma esfera e uma capacidade pertencente a nenhuma das criaturas inferiores faladas no grande registro da criação; Sua natureza era apropriada para ser a morada consciente, não apenas do humano, mas do divino. Daí a Palavra poderia estar nele como nenhuma outra criatura. Mas a Palavra é DEUS ( João 1: 1 João 1: 1 ), e "DEUS é luz" ( 1 João 1: 5 1 João 1: 5 ). Assim, a Palavra é "leve" (comp. João 1: 7João 1: 7 ); e como o homem estava essencialmente preparado para receber a Palavra, aquela Palavra dando vida a tudo que encontrou nele uma aptidão para a vida mais alta e plena, - por "luz", portanto, em seu sentido mais elevado e pleno; e "a vida era a luz dos homens".
A ideia da natureza humana assim exposta nestas palavras é peculiarmente notável e digna de nossa observação, não apenas como uma resposta completa àqueles que trazem uma carga do dualismo Manichan contra o Quarto Evangelho, mas também para que possamos compreender o seu ensino quanto à responsabilidade humana na presença de JESUS. "A vida, diz-se," era a luz dos homens, não de uma classe, nem de alguns, mas de todos os membros da família humana como tal.
A verdadeira natureza do homem, diz-se, é divina; Divino a este respeito também, como distinto do divino em toda a criação, esse homem é capaz de reconhecer, reconhecer, vero divino em si mesmo. A "vida" torna-se "leve" nele, e não se torna tão em criaturas inferiores. A verdadeira vida do homem é a vida da Palavra; Era tão originalmente, e ele sabia que era assim. Se, portanto, ele ouve o tentador e cede ao pecado (cuja existência é admitida simplesmente como um fato, sem tentativa de explicar isso), o homem corrompe sua verdadeira natureza e é responsável por fazê-lo. Mas sua queda não pode destruir sua natureza, o que ainda atesta o que sua primeira condição era, para o que é a condição normal, para o que deveria ser.
O homem, portanto, só cumpre sua natureza original ao receber novamente a Palavra que se oferece a ele como "a Palavra se tornar carne". Mas se o recebimento da Palavra pelo homem é assim o cumprimento de sua natureza, é seu dever recebê-Lo; e este dever é impressionado com ele por sua natureza, não pela simples autoridade externa. Daí o apelo constante de JESUS neste Evangelho, não apenas para a evidência externa, mas para a vida restante da Palavra dentro de nós, que deve receber completamente a Palavra e apressar-se para a Luz (comp. com João 1:9).
3. “A luz verdadeira” (v.9).
A Palavra de DEUS ensina enfaticamente que DEUS é Luz (1 Jo 1.5; Sl 27.1) e que “habita na luz inacessível” (1 Tm 6.16). Esse título divino seria também uma designação do Messias, o Servo do Senhor (Is 42.6,7; 9.2; Mt 4.16). O termo “luz” aparece cerca de 20 vezes no evangelho de João (1.4,5,89; 3.19; 8.12; 12.46), e, na maioria das ocasiões, refere-se a JESUS como a luz do mundo (Jo 8.12). No relato da Criação, lemos que DEUS, pelo poder de sua Palavra, fez surgir a luz, que desfez o caos (Gn 1.2,3). O Senhor JESUS é a “luz que alumia a todo homem que vem ao mundo” (v.9), e por isso, desfaz o caos da vida humana (2 Co 4.6).Três qualidades divinas do Verbo são afirmadas no prólogo do Evangelho de João: Criador, Fonte da vida e Luz verdadeira.
Em JESUS estão reunidas todos os atributos divinos que o descrevem como o único e suficiente Salvador da humanidade. Sua história e suas obras não se limitam ao período entre seu nascimento e sua morte (Hb 13.8). O FILHO de DEUS esteve presente eternamente, atuando especialmente na História da Salvação. Ele veio como homem e sua glória foi vista pelos de sua geração; realizou a obra da redenção na cruz do Calvário, e retornou ao Céu, de onde dirige a sua Igreja e voltará em glória para estabelecer a paz universal.
“A Palavra na Eternidade (1.1-5)
Os versículos 1 a 4 narram o estado preexistente de JESUS e como Ele agia no plano eterno de DEUS. ‘No princípio’ (v.1a) fala da existência eterna da Palavra (o Verbo). As duas frases seguintes expressam a divindade de JESUS e sua relação com DEUS PAI. Esta relação é uma dinâmica na qual constantemente são trocadas comunicação e comunhão dentro da deidade.
O versículo 2 resume o versículo 1 e prepara para a atividade divina fora da relação da deidade no versículo 3. No versículo 4 Ele é o Criador mediado. O uso da preposição ‘por’ informa o leitor com precisão que o Criador original era DEUS PAI que criou todas as coisas pela Palavra. Os verbos que João usa nestes versículos fazem distinção entre o Criador não-criado, a Palavra (o Verbo) e a ordem criada. Numa boa tradução, a RC observa esta distinção: a Palavra (o Verbo) ‘era’ mas ‘todas as coisas foram feitas’. O versículo 4 conta várias coisas para o leitor: 1) A Palavra divina, como DEUS PAI, tem vida em si mesma, vida inchada (ou seja, é a fonte da vida eterna). 2) Esta vida revelou a pessoa e natureza de DEUS para todas as pessoas. 3) ‘Luz’ neste ponto pertence à revelação autorizada e autêntica de DEUS [...]”.
(ARRINGTON, F. L; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2.ed., RJ: CPAD, 2004, p. 496.)
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Lucas narra o nascimento de JESUS, situando-o no contexto das profecias bíblicas e do judaísmo dos seus dias. O "silêncio profético", que já durava quatrocentos anos, foi rompido pelas manifestações divinas na Judeia. A plenitude dos tempos havia chegado e o Messias agora seria revelado!
O nascimento de JESUS significava boas novas de alegria para todo o povo. Os pobres e os piedosos seriam os primeiros a receberem a notícia. Dessa forma, DEUS mostrava que a salvação, por Ele provida, alcançaria a todos os homens.
I - O NASCIMENTO DE JESUS NO CONTEXTO PROFÉTICO
1. Poesia e profecia.
2. A restauração do ESPÍRITO profético.
II - O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DE JESUS
1. Zacarias e Izabel.
2. José e Maria.
III – O NASCIMENTO DE JESUS E OS CAMPONESES
1. A nobreza dos pobres.
2. A realeza do Messias.
IV - O NASCIMENTO DE JESUS E O JUDAÍSMO
1. Judeus piedosos.
2. Rituais sagrados
CONHEÇA MAIS
*O local de nascimento do Salvador
"JESUS nasceu em Belém, ao sul de Jerusalém, mas passou a infância e juventude em Nazaré, cidade próxima ao mar da Galileia, no norte. Belém, o lugar onde JESUS nasceu, é hoje uma região em conflito." Para conhecer mais leia Guia Cristão de Leitura da Bíblia, CPAD, p. 21.
Na plenitude dos tempos, JESUS veio ao mundo. Ele é o Messias
No anúncio do nascimento de JESUS, um anjo do Senhor é enviado especialmente aos camponeses pobres que pastoreavam os seus rebanhos no campo.
Lucas lembra o fato de que CRISTO nasceu em Belém, cidade de Davi, cumprindo dessa forma a profecia bíblica.
SUBSÍDIO
“Por que os pastores foram os primeiros a saber do nascimento do Messias?” “Por que os sacerdotes e escribas não foram os primeiros a saber?” Ouça os alunos e incentive a participação de todos. Explique que os pastores faziam parte de uma classe social bem simples. Eles eram pobres. As Boas-Novas de salvação não foram anunciadas primeiro aos poderosos e nobres, mas aos humildes, pobres, a pessoas comuns do povo, mostrando que CRISTO veio ao mundo para todos.
SUBSÍDIO
"A legislação sobre o parto" (2.21-24). O texto em Levítico 12.1-5 registra o compromisso materno de oferecer um sacrifício para o ritual de purificação após o nascimento da criança. Foi para dar cumprimento a esse dispositivo legal do Antigo Testamento que a família se dirigiu ao Templo (veja também Lv 12.6-8)" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 653).
"Lucas descreveu como o FILHO de DEUS entrou na História. JESUS viveu de forma exemplar, foi o Homem Perfeito. Depois de um ministério perfeito, Ele se entregou como sacrifício perfeito pelos nossos pecados, para que pudéssemos ser salvos.
JESUS é o nosso Líder e Salvador perfeito. Ele oferece perdão a todos aqueles que o aceitam como Senhor de suas vidas e creem que aquilo que Ele diz é a verdade" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 1337).
Foi circuncidado em Belém aos 8 dias de nascido. Foi apresentado no templo em Jerusalém aos 40 dias de nascido.
De que forma devem ser entendidos os cânticos de Zacarias e Maria?
Eles devem ser entendidos como sendo de natureza profética. Esses cânticos contextualizam o nascimento de CRISTO dentro das promessas de DEUS ao seu povo.
Como era o relacionamento de José e Maria antes da anunciação angélica?
Eles eram noivos.
De que forma a lição conceitua os pobres?
Os pobres são os carentes tanto de bens materiais como espirituais.
De acordo com a lição, qual o propósito de Lucas mostrar JESUS cumprindo rituais judaicos?
Lucas deseja mostrar que JESUS, como Homem Perfeito, se submeteu e cumpriu os rituais judaicos, tendo, com isso, cumprido a Lei.
Dentro de que contexto Lucas procura situar o nascimento de JESUS?
Lucas procura situar o nascimento de JESUS dentro do contexto histórico.
Comentários de vários livros com algumas modificações do Pr. Luiz Henrique
O evangelista, doutor Lucas, o médico amado, escreveu a história do nascimento de JESUS CRISTO, paralelamente, a de João Batista. Podemos chamar de histórias dos nascimentos dos dois meninos, pois, em primeiro lugar, Lucas apresenta os anúncios do nascimento de João Batista e de JESUS CRISTO (Lc 1.5-25, cf. w.26-38); depois, a visita de Maria a Isabel (Lc 1.39-45); o cântico de Maria e a informação de que ela passará três meses na casa de sua prima Isabel (Lc 1.46-56); em seguida, a narrativa do nascimento de João Batista (Lc 1.57-66); o cântico de Zacarias, seu PAI (Lc 1.67-80); depois, a narrativa do nascimento de JESUS CRISTO (Lc 2.1-7); logo mais, a chegada dos pastores de Belém (Lc 2.8-20); em seguida, a circuncisão e a apresentação de JESUS no Templo (Lc 2.21-24); a alegria de Simeão e da profetisa Ana com o nascimento do Salvador (Lc 2.25-38); e o encontro de JESUS com os doutores da Lei, no Templo, aos doze anos de idade (Lc 2.39-52).
Nas seções narrativas dos anúncios natalícios sobre JESUS CRISTO e João Batista, e de seus respectivos nascimentos, os grandes hinos presentes na narrativa lucana tomou um vulto grandioso na História da Igreja: o Magnificat, cântico de Maria exaltando a DEUS pelas suas obras (1.46-55); o Benedictus, o cântico de Zacarias quando bendiz o DEUS de Israel e profetiza sobre o ministério de João Batista (1.68-79).
As narrativas dos nascimentos de JESUS e de João têm o objetivo de deixar claro, desde o início da obra evangélica, a importância suprema da pessoa JESUS CRISTO. Enquanto João tinha PAI e mãe, e fora fruto do relacionamento entre Zacarias e Isabel, a narrativa igualmente deixa claro que a mãe de JESUS, Maria, não conheceu homem algum. E que o FILHO de DEUS fora concebido no ventre de Maria pela obra do ESPÍRITO SANTO.
No Benedictus, o cântico de Zacarias, João Batista foi profetizado como o precursor do Messias, JESUS, o Salvador do Mundo. O grande profeta foi reconhecido pelo povo e por Herodes. João Batista descortinou o caminho do FILHO de DEUS para o arrependimento do povo, após apresentá-lo a fim de que esse povo reconhecesse o FILHO de DEUS, o desejado entre as nações.
É importante que o estudante da Bíblia compreenda a forma como as narrativas do Evangelho de Lucas estão estruturadas, pois ela apresenta uma estrutura que faz sentido na forma como JESUS CRISTO é apresentado a partir do capítulo 3 do Evangelho.
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 62, p. 38.
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Após uma rápida introdução (1.1-4), Lucas relata o anúncio dos anjos com respeito aos nascimentos vindouros de João Batista (w 5-25) e de JESUS (w. 26-38), narra a alegria das duas parentas, Isabel e Maria (vv. 39-45) e inclui uma cópia do magnífico cântico de louvor, em forma de poema, “o cântico de Maria”, comumente conhecido como “o Magnificat” (w. 46-56). Lucas descreve as circunstâncias extraordinárias do nascimento de João e o sentimento pela expectativa criada na região (vv. 57-66). Finalmente, Lucas inclui uma declaração profética de Zacarias, o PAI de João, ao identificar a missão de seu FILHO como o precursor do Messias {w. 67-80). Ao juntar todo esse material, muitos dos quais exclusivos de seu Evangelho, Lucas chama a atenção para o clima de expectativa que DEUS começava a criar entre seu povo como preparativo para o aparecimento do Salvador. Todavia, o autor também chama nossa atenção para as magníficas características de Maria e Isabel, mulheres de fé e compromisso.
RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Editora CPAD. pag. 652.
Neste capítulo, temos um relato do nascimento e da infância do nosso Senhor JESUS, pois a sua concepção, e o nascimento e a infância do seu precursor já tinham sido assunto do capítulo anterior. Aqui, o Primogênito vem ao mundo; vamos encontrá-lo com nossas hosanas, Bendito o que vem. Aqui temos:
I. O lugar do seu nascimento, e outras circunstâncias, que provavam que Ele era o verdadeiro Messias, e alguém como nós necessitávamos, mas não alguém como os judeus esperavam, vv. 1-7.
II. O aviso do seu nascimento aos pastores daquela região, levado por um anjo; o cântico de louvor que os anjos entoaram naquela ocasião, e a propagação da notícia do seu nascimento pelos pastores, w. 8-20.
III. A circuncisão de CRISTO, e o nome que lhe foi dado, v. 21.
IV. A apresentação do menino JESUS no templo, vv.22-24.
V. Os testemunhos de Simeão, e Ana, a profetisa, a respeito dele, w . 25-39.
VI. O crescimento e a capacitação de CRISTO, w. 40-52.
VII. Seu comparecimento à Páscoa, aos doze anos de idade, e a sua conversa com os doutores no templo, vv. 41-51.
É isto, juntamente com o que já encontramos (capítulos 1 e 2 do Evangelho de Mateus), é tudo o que sabemos a respeito do nosso Senhor JESUS, até que Ele iniciou a sua obra pública, aos trinta anos de idade.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 526.
JOSÉ E MARIA.
A Mensagem do Anjo (1:26-33)
No sexto mês depois da concepção de Isabel, foi o anjo Gabriel enviado... a Nazaré (26). É óbvio que Lucas está escrevendo para gentios, pois nenhum judeu precisa ser lembrado de que Nazaré era uma cidade da Galileia. Embora, como descendentes de Davi, tanto José quanto Maria chamassem Belém de terra de seus antepassados, eles estavam naquela época vivendo em Nazaré, que se situava a cerca de 130 quilômetros a nordeste de Jerusalém, em um planalto no lado norte do Vale de Esdrelom.
A uma virgem desposada com... José (27). Maria ainda era uma virgem, e estava noiva de José. Os noivados ou contratos de casamento entre os israelitas nos tempos bíblicos eram mais significativos e representavam um laço mais forte do que na atualidade. A lei mosaica considerava a infidelidade sexual por parte de uma jovem que fosse noiva como adultério, e ela era punida por esta transgressão (Dt 22.23-24). Frequentemente existia um intervalo de meses entre o noivado e o casamento, mas ainda assim o noivado já representava um compromisso que só poderia ser rompido através do divórcio. Este último fato é exemplificado pela decisão de José de divorciar-se de Maria, antes de saber da natureza da sua concepção (Mt 1.19), embora ele e Maria ainda não estivessem casados.
Neste ponto, é bom lembrar que a narrativa de Lucas da anunciação e do nascimento de JESUS são feitos a partir do ponto de vista de Maria. Neste aspecto, a história difere do relato de Mateus, que é feito a partir do ponto de vista de José. É provável que Lucas tenha obtido esta informação direta ou indiretamente de Maria, quando ele passou dois anos na Palestina. Lucas também estava mais interessado em mostrar o relacionamento de JESUS com a humanidade através da Sua mãe, do que a Sua relação legal com o trono de Davi através de José, o seu PAI oficial, embora não fosse o seu PAI biológico.
Da casa de Davi se refere a José e não a Maria. A gramática do texto grego original e também a da versão em nosso idioma, exige esta interpretação. Mas isto não quer dizer que Maria não fosse descendente de Davi, pois os versículos 32 e 69 deste mesmo capítulo dão a entender fortemente que ela era da linhagem de Davi.
Entrando o anjo onde ela estava (28). Isto não foi um sonho nem uma visão, mas uma autêntica visita de um anjo.
Salve. Esta é uma saudação com alegria. A palavra no original é o imperativo de um verbo que significa “alegrar-se” ou “ficar feliz”. A forma usada aqui é uma saudação normal. Seria o equivalente a: “Que a alegria esteja com você”.
Agraciada (literalmente, “com a graça”); bendita és tu entre as mulheres. O anjo a honrou pelo que ela iria se tornar, antes mesmo que ela soubesse o assunto das boas-novas. É certo que Maria deveria receber honra, e o anjo nos deu o exemplo. Mas a adoração a Maria é completamente injustificada.
Ela turbou-se muito com aquelas palavras (29) significa, literalmente, “ela ficou grandemente agitada”. A saudação e a presença do anjo a perturbaram (acréscimo de Pr. Luiz Henrique). O que ele lhe disse era mais difícil de entender do que a sua aparição e, aparentemente, mais inesperado.
Ela considerava: significa, literalmente, “ela estava pensando”. Isto representa uma prova de sua presença de espírito neste momento crítico da sua vida.
Em teu ventre conceberás, e darás à luz um FILHO... JESUS (31). Aqui temos o anúncio da Encarnação. O FILHO de DEUS realmente se tornaria carne, seria concebido e nasceria de uma virgem. Neste FILHO a divindade e a humanidade estariam unidas de maneira inseparável. O seu nome, JESUS, significa “Salvador” ou, mais literalmente, “DEUS salva”. É o equivalente grego do hebraico “Josué”. Lucas não joga com as palavras na etimologia do nome “JESUS”, como faz Mateus. Os seus leitores, sendo gentios, não teriam entendido o objetivo das palavras “porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” de Mateus 1.21, por não conhecerem a relação etimológica entre as palavras “JESUS” e “salvar”.
Este será grande (32), no seu sentido mais elevado e verdadeiro. DEUS é grande, e toda a grandeza verdadeira vem dele e é reconhecida por Ele. (Isaías 9.6).
Será chamado FILHO do Altíssimo não quer dizer que Ele simplesmente “seria chamado” de FILHO de DEUS, mas é equivalente a “Ele não apenas será o FILHO de DEUS, como também será reconhecido como tal”. Ele terá as marcas da divindade. Esta palavra hebraica era de uso comum, e literalmente equivalente a “Ele será o FILHO do Altíssimo”.
O trono de Davi, seu PAI. Evidentemente, isto deixa claro que Maria era descendente de Davi. Como muitos poderão argumentar, é verdade que o direito de JESUS ao trono viria através de José, apesar de não ser o seu verdadeiro PAI. Mas aqui se menciona a filiação, e não se menciona José. Além disso, deve-se observar que Lucas está escrevendo a partir do ponto de vista de Maria; e também que o seu interesse pelas relações humanas de JESUS está ligado à relação verdadeira, e não àquela que era considerada legal entre os judeus.
Reinará eternamente na casa de Jacó (33). Isto é praticamente equivalente ao que está escrito na frase seguinte: O seu Reino não terá fim, exceto que a primeira enfatiza o aspecto judaico do reino. Lucas enfatiza muito claramente, em seu Evangelho, a universalidade do reino de CRISTO; mas Paulo, que foi professor de Lucas, enfatizava a continuidade do reino de Israel - e da semente de Abraão - no reino de CRISTO. A última é a flor e o fruto; a primeira é a videira.
A Pergunta de Maria (1.34)
Como se fará isso? (34) Não se trata de uma pergunta como produto da dúvida, mas da perplexidade e da inocência. Ela não está dizendo “Não pode ser”, mas pedindo uma explicação sobre como isso pode ser, e como será feito. Uma comparação superficial da pergunta de Maria com a expressão de dúvida de Zacarias (1.18) faria com que ambas parecessem muito similares. Um olhar mais detalhado sobre as duas perguntas irá provar conclusivamente que elas não se assemelham nem em significado, nem em espírito.
Zacarias perguntou: “Como saberei isso?”, querendo dizer, “Que sinal você vai me dar como prova de que isto irá acontecer?” Mas Maria perguntou “Como se fará isso?”, ou seja, que meios farão isso acontecer?
Existe ainda outra diferença que deve ser observada. O milagre que foi prometido a Zacarias era um caso normal de cura divina, aliado a uma capacitação divina de uma mulher para dar à luz em idade avançada. Isto realmente era um milagre. Mas a maravilha que foi prometida a Maria continua confundindo a imaginação dos maiores pensadores da igreja e do mundo em todas as gerações. E nada menos do que o mistério da Encarnação divina - DEUS se tornou carne.
3. A Resposta do Anjo (1.35-38)
Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO (35). O anjo respondeu amavelmente à pergunta que tinha sido feita de forma tão inocente. A resposta não esclarece o mistério: somente indica o agente. O ESPÍRITO SANTO, como agente de DEUS PAI, toma o lugar de um marido de alguma maneira não explicada - e talvez inexplicável. Aqui, na resposta do anjo, podemos ver o poder procriativo da mulher na sua mais completa pureza, unido à onipotência de um DEUS amoroso e santo. Vemos delicadeza, significado e mistério unidos nas palavras a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Esta “cobertura com a sombra do Altíssimo” possivelmente inclui tanto o milagre da concepção quanto a supervisão, o cuidado e a proteção contínuos de Maria pelo ESPÍRITO SANTO. Será chamado FILHO de DEUS não se refere à eterna filiação do CRISTO pré-encarnado, mas sim ao milagre da Encarnação. Como DEUS tomou o lugar de um PAI terreno, JESUS pode ser chamado FILHO de DEUS da mesma forma que um menino é chamado de FILHO de seu PAI.
Charles L. Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 362-364.
Observação de Pr. Luiz Henrique - A palavra de DEUS é a semente de DEUS, quando o anjo Gabriel comunica a Maria que ela vai conceber, isso é a Palavra de DEUS entrando no útero virgem de Maria, e assim ela concebe a vida de JESUS em seu ventre.
O pastor das ovelhas, aquele que dá a vida pelas suas ovelhas, entrou na terra (curral ou aprisco das ovelhas) pela porta como todos nós - a porta do nascimento físico através de uma mulher. Aquele que entra por outra porta (não nasceu de uma mulher) é ladrão e salteador - Satanás. (Jo 10).
A informação adicional que o anjo transmite a Maria, respondendo à sua pergunta a respeito do nascimento deste príncipe.
1. A pergunta que ela faz é apropriada: “Como se fará isto?”, v. 34. Como eu posso conceber um FILHO na atualidade (pois foi isto o que o anjo quis dizer), se eu “não conheço varão”? Deverá ser de outra maneira, e não pelo modo normal de concepção? Se for assim, diga-me “como se fará isto?” Ela sabia que o Messias devia nascer de uma virgem; e, se ela devia ser a sua mãe, ela queria saber como isto aconteceria. Estas não eram palavras resultantes da sua falta de confiança, ou de qualquer dúvida sobre o que o anjo lhe havia dito, mas de um desejo de receber mais orientação.
2. A resposta que ela recebe é satisfatória, v. 35. (1) Ela irá conceber pelo poder do “ESPÍRITO SANTO”, cuja obra é santificar, e portanto, santificar a virgem, para este propósito. O ESPÍRITO SANTO é chamado de “virtude do Altíssimo”. Ela pergunta “como se fará isto? Isto é suficiente para ajudá-la a superar as dificuldades que parecem existir. Um poder divino o realizará, não o poder de um anjo empregado para isto, como em outros milagres. Mas, o poder do próprio “ESPÍRITO SANTO”. (2) Ela não deve fazer perguntas a respeito da maneira como isto se realizará, pois o ESPÍRITO SANTO, sendo “a virtude do Altíssimo”, irá cobri-la “com a sua sombra”, como a nuvem cobriu o tabernáculo quando a glória de DEUS tomou posse dele, para escondê-lo daqueles que poderiam - com excessiva curiosidade - observar o que acontecia, “bisbilhotando” os seus mistérios. A formação de cada bebê no útero, e a entrada do espírito da vida nele, são mistérios da natureza; ninguém conhece “o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida”, Eclesiastes 11.5. Nós fomos formados no oculto, Salmos 139.15,16. A formação do menino JESUS é um mistério ainda maior, sem controvérsia, “grande é o mistério da piedade”, DEUS manifestado em carne, 1 Timóteo 3.16. E uma coisa nova criada na terra (Jr 31.22), a cujo respeito nós não devemos cobiçar conhecer além do que está escrito.
(3) A criança que ela irá conceber é santa, e portanto não deve ser concebida da maneira normal, porque ela não deverá compartilhar da corrupção e da contaminação comuns à natureza humana. O bebê é mencionado enfaticamente como “o SANTO”, como nunca houve; e Ele será chamado de “FILHO de DEUS”, como o FILHO de DEUS por geração eterna, o que indica como Ele será formado pelo ESPÍRITO SANTO, nesta concepção. A sua natureza humana deveria ser produzida desta maneira, como era adequado que fosse, pois se uniria à natureza divina.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 517.
Vos nasceu hoje... o Salvador (11). Esta é a palavra favorita de Lucas e também do seu companheiro Paulo. Os termos “Salvador” e “salvação” aparecem mais de quarenta vezes nos seus escritos, ao passo que aparecem raramente nos outros livros do Novo Testamento. Não é apenas o fato da chegada do Salvador que constitui as boas-novas da mensagem do anjo, mas a natureza da Sua salvação. Embora os pastores pudessem provavelmente ter interpretado aquela salvação como sendo material e política, todo o Novo Testamento é inequívoco na sua interpretação como sendo moral e espiritual. O bebê anunciado pelos anjos seria o Salvador que os libertaria do pecado.
Fica claro que os anjos desejavam que os pastores fossem e vissem o Salvador, pelo fato de que lhes indicaram o lugar - a cidade de Davi, a própria cidade deles. Além disto, o anjo lhes deu um sinal para que pudessem identificar o Salvador.
Charles L. Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 372.
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LIÇÃO 1 - JESUS, O VERBO DE DEUS
1º TRIMESTRE DE 2008
TEMA: JESUS CRISTO, Verdadeiro Homem, Verdadeiro DEUS.
Lições Bíblicas CPAD, Jovens e Adultos - 2008
Comentários: Pr. Esequias Soares.
Consultor Doutrinário e Teológico: Pr. Antônio Gilberto.
Complementos para ajuda aos estudantes e professores: Ev. Henrique.
QUESTIONÁRIO
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, aguce a curiosidade de seus alunos! Use para isso um dos símbolos cristãos primitivos. O Cristianismo possui diversos símbolos que representam à fé cristã: a cruz, o peixe, o lábaro de Constantino, entre outros. Mas, seus alunos sabem o significado do "peixe" como símbolo cristão? Vejamos no quadro abaixo:
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Jo 1.1-10, 14
1No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS. 2Ele estava no princípio com DEUS. 3Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; 5e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. 6Houve um homem enviado de DEUS, cujo nome era João. 7Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. 8Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz. 9Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo, 10estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
14E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade.
1.1 O VERBO. João começa seu Evangelho denominando JESUS de "o Verbo" (gr. Logos). Mediante este título de CRISTO, João o apresenta como a Palavra de DEUS personificada e declara que nestes últimos dias DEUS nos falou através do seu FILHO (cf. Hb 1.1). As Escrituras declaram que JESUS CRISTO é a sabedoria multiforme de DEUS (1 Co 1.30; Ef 3.10,11; Cl 2.2,3) e a perfeita revelação da natureza e da pessoa de DEUS (Jo 1.3-5, 14,18; Cl 2.9). Assim como as palavras de um homem revelam o seu coração e mente, assim também CRISTO, como "o Verbo", revela o coração e a mente de DEUS (14.9). João nos apresenta três características principais de JESUS CRISTO como "o Verbo".
(1) O relacionamento entre o Verbo e o PAI.
(a) CRISTO preexistia "com DEUS" antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15,19). Ele era uma pessoa existente desde a eternidade, distinto de DEUS PAI, mas em eterna comunhão com Ele.
(b) CRISTO era divino ("o Verbo era DEUS"), e tinha a mesma natureza do PAI (Cl 2.9; ver Mc 1.11).
(2) O relacionamento entre o Verbo e o mundo. Foi por intermédio de CRISTO que DEUS PAI criou o mundo e o sustenta (v. 3; Cl 1.17; Hb 1.2; 1 Co 8.6).
(3) O relacionamento entre o Verbo e a humanidade.
"E o Verbo se fez carne" (v. 14). Em JESUS, DEUS tornou-se um ser humano com a mesma natureza do homem, mas sem pecado. Este é o postulado básico da encarnação: CRISTO deixou o céu e experimentou a condição da vida e do ambiente humanos ao entrar no mundo pela porta do nascimento humano (ver Mt 1.23).
1.2 NO PRINCÍPIO COM DEUS. CRISTO não foi criado; Ele é eterno, e sempre esteve em comunhão amorosa com o PAI e com o ESPÍRITO SANTO (ver Mc 1.11).
1.4 VIDA... A LUZ DOS HOMENS. CRISTO é a personificação da genuína e verdadeira vida (cf. 14.6; 17.3). Sua vida era a luz para todos, i.e., a verdade de DEUS, sua natureza, propósito e poder tornam-se disponíveis a todos por meio dEle (8.12; 12.35,36,46).
1.5 A LUZ RESPLANDECE NAS TREVAS. A luz de CRISTO brilha num mundo mau e pecaminoso controlado por Satanás. A maior parte do mundo não aceita sua vida, nem sua luz; mesmo assim "as trevas não a compreenderam", i.e., não prevaleceram contra ela.
1.9 ALUMIA A TODO HOMEM. CRISTO ilumina toda pessoa que ouve o seu evangelho, concedendo-lhe certa medida de compreensão e graça para que essa pessoa possa livremente escolher, aceitar ou rejeitar a mensagem. Além da luz de CRISTO, não há outra mediante a qual possamos conhecer a verdade e sermos salvos.
1.10 O MUNDO NÃO O CONHECEU. O "mundo" se refere à totalidade da sociedade organizada e que age independente de DEUS, da sua Palavra e do seu governo. O mundo nunca concordará com CRISTO; permanecerá indiferente ou hostil a CRISTO e ao seu evangelho, até o final dos tempos (ver Tg 4.4). O mundo é o grande oponente do Salvador na história da salvação (cf. Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17; 4.5).
1.14 O UNIGÊNITO DO PAI. O termo "unigênito" não significa que CRISTO foi um ser criado. Pelo contrário, a declaração refere-se ao seu relacionamento exclusivo com o PAI, i.e., ao fato de Ele ser o FILHO de DEUS desde toda a eternidade. Aqui temos a sua filiação em relação ao DEUS trino (1.1,18; 3.16,18; ver Mc 1.11).
1.14 E O VERBO SE FEZ CARNE. CRISTO, o DEUS eterno, tornou-se humano (Fp 2.5-9). NEle se uniram a humanidade e a divindade. De modo humilde, Ele entrou na vida e no meio-ambiente humanos com todas as limitações das experiências humanas (cf. 3.17; 6.38-42; 7.29; 9.5; 10.36).
O EVANGELHO DE JOÃO,
O evangelho do FILHO de DEUS é o evangelho do rosto de águia, na visão de Ezequiel, no capítulo 10 e versículo 14, é o evangelho que nos mostra o homem perfeito que DEUS criou, JESUS CRISTO; é também o evangelho eterno de DEUS para o homem. Aqui, JESUS é apresentado como dador da vida. Este evangelho, segundo os estudiosos, tem como autor o apóstolo João, FILHO de Zabedeu e Salomé (irmã de Maria), que foi discípulo de João Batista, escolhido para ser um dos doze (Mt 10.2), chamado de FILHO do trovão juntamente com seu irmão Tiago. João foi conhecido como o discípulo a quem JESUS amava, gostava de andar com Pedro. Escreveu outros livros: 1, 2 e 3 João e Apocalipse, sendo o único de quem se tem notícia, dentre os apóstolos, que não morreu assassinado. A data provável da escrita do livro é entre 85 e 100 a.D. O versículo chave é: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que JESUS é o CRISTO, o FILHO de DEUS, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”.(Jo 20.31).
O VERBO
Jo 1.1- “No princípio era o verbo, e o verbo estava com DEUS, e o verbo era DEUS”.
Para compreender porque JESUS CRISTO é chamado de verbo, precisamos saber que uma frase para ser construída é necessário que haja um sujeito, um verbo e um complemento.
DEUS é um ser triuno, ou seja, é PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO (Jo 3.13-17).
Vamos aprender mais se construirmos uma frase, vejamos então:
FRASE - DEUS SALVA O HOMEM
SUJEITO DEUS PAI - IDEALIZADOR - PALNEJADOR - PROJETA (A SALVAÇÃO)
VERBO - DEUS FILHO, JESUS CRISTO - EXECUTA O PLANO, O PROJETO (REALIZA A SALVAÇÃO NA CRUZ)
COMPLEMENTO - DEUS ESPÍRITO SANTO - DÁ PODER PARA REALIZAR E REVELA
CONCLUSÃO:
PESSOA DEUS PAI planejou a salvação do homem,
PESSOA DEUS FILHO morreu por nós na cruz do calvário, executando o plano de DEUS (AÇÃO DO VERBO),
PESSOA DEUS ESPÍRITO SANTO revelou-nos esta salvação, convencendo-nos do pecado, da justiça e do juízo.
COMO ENTENDER A PALAVRA LOGOS?
(http://www.priberam.pt-dicionário)
do Gr. lógos - s. m., palavra grega que significa palavra e razão;
Teol., DEUS considerado como a razão, a fonte das idéias e como criador que penetra todas as coisas (grafado com inicial maiúscula); O Verbo Divino, para o cristianismo (grafado com inicial maiúscula);
Filos: o princípio da inteligibilidade; a razão.
Koinê:
Durante o período clássico a língua grega era dividida em dialetos, sendo os principais o Dórico, o Aeólico e o Iônico. No quinto século a.C., uma divisão do Iônico, o Ático, Alcançou supremacia sobre os outros. O Ático era a língua de Atenas durante o seu período de glória; era a língua de Platão, Demóstenes e outros grandes escritores.
Atenas foi conquistada por Filipe, macedônio, e o grego também conquistou os macedônios. A conquista de Alexandre significou a conquista do Ático. Os Romanos conquistaram o mundo, mas também adotaram o grego como a principal língua do império, seguida pelo Latim.
O grego sofreu uma grande adaptação a nova situação, recebendo influências de outros dialetos gregos, bem como das línguas estrangeiras conquistadas. Esta nova língua chamava-se “KOINÊ” ou “Comum” por ser a língua comum no mundo civilizado.
A Septuaginta, O Novo Testamento e documentos dos Pais da Igreja mostram que o “Koinê” era a língua usada em 300 a.C., até 500 d.C. O Koinê do Novo Testamento é mais similar a língua falada da época do que a língua usada na literatura clássica da época.
Neste período a língua grega se tornou universal, sendo livremente utilizada em todo o mundo civilizado. O grego clássico Koinê se tornou universal por quatro motivos principais: extensa colonização, grande união política e comercial das diversas tribos gregas, intercâmbio religioso entre as tribos gregas e as famosas conquistas alexandrinas. Este é o grego que foi utilizado na composição do Novo Testamento. Era a língua comum (Koinê) do povo no seu dia a dia.
O VERBO.
João, a pedido dos presbíteros da igreja da Ásia menor, escreve sua epístola onde sua preocupação não é outra senão de contestar as perigosas heresias a respeito da divindade, natureza e pessoa de CRISTO, que estavam sendo difundidas por um certo judeu. Portanto, em virtude desta preocupação, João inicia sua epístola referindo-se a JESUS como "o Verbo" procurando demonstrar no contesto de Jo 1:1 ao 3 a Sua divindade e que Ele é " A Palavra de DEUS personificada". E é dentro desta linha de pensamento que João passa a relatar o testemunho de João Batista (Jo 1:19). Mas, vamos mais uma vez ao texto? Só que desta vez quero apresentá-lo de uma forma que facilitará a compreensão de qualquer pessoa:
João começa seu Evangelho denominando JESUS de "o Verbo" (gr. Logos). Mediante este título de CRISTO, João o apresenta como a Palavra de DEUS personificada e declara que nestes últimos dias DEUS nos falou através do seu FILHO (cf. Hb 1.1). As Escrituras declaram que JESUS CRISTO é a sabedoria multiforme de DEUS (1 Co 1.30; Ef 3.10,11; Cl 2.2,3) e a perfeita revelação da natureza e da pessoa de DEUS (Jo 1.3-5, 14,18; Cl 2.9). Assim como as palavras de um homem revelam o seu coração e mente, assim também CRISTO, como "o Verbo", revela o coração e a mente de DEUS (14.9). João nos apresenta três características principais de JESUS CRISTO como "o Verbo".
(1) O relacionamento entre o Verbo e o PAI.
(a) CRISTO preexistia "com DEUS" antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15,19). Ele era uma pessoa existente desde a eternidade, distinto de DEUS PAI, mas em eterna comunhão com Ele.
(b) CRISTO era divino ("o Verbo era DEUS"), e tinha a mesma natureza do PAI (Cl 2.9; ver Mc 1.11).
(2) O relacionamento entre o Verbo e o mundo. Foi por intermédio de CRISTO que DEUS PAI criou o mundo e o sustenta (v. 3; Cl 1.17; Hb 1.2; 1 Co 8.6).
(3) O relacionamento entre o Verbo e a humanidade. "E o Verbo se fez carne" (v. 14). Em JESUS, DEUS tornou-se um ser humano com a mesma natureza do homem, mas sem pecado. Este é o postulado básico da encarnação: CRISTO deixou o céu e experimentou a condição da vida e do ambiente humanos ao entrar no mundo pela porta do nascimento humano (ver Mt 1.23).
LOGOS
João 1.1 apresenta CRISTO mediante o termo grego logos, que significa palavra, demonstração, mensagem, e declaração " ou o ato da fala". Mas Oscar Cullman aponta a importância de se reconhecer que, em João 1, logos tem um significado específico: é descrito como uma hypostasis (Hb 1.3), uma existência distinta e pessoal de um ser real e específico.
João 1.1 demonstra que o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS" são duas expressões simultaneamente verídicas. Isto significa jamais ter havido um período em que o Logos não existisse juntamente com o PAI.
João passa, então, a demonstrar o Verbo atuante na criação.
Gênesis 1.1 nos ensina que DEUS criou o mundo. João 1.3 especifica que o Senhor JESUS CRISTO, no seu estado pré encarnado, fez a obra da criação, executando a vontade e o propósito do PAI.
Descobrimos também que é no Verbo que a vida se encontra. João 1.4 diz: Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens". Porque JESUS é o referencial da vida, o único lugar onde ela pode ser conquistada. E aqui se descreve a existência de uma qualidade de vida: a vida eterna. Esta espécie de vida está disponível em DEUS, pelo seu poder vivificante através do Verbo vivo. Somente obtemos a vida eterna como a vida de CRISTO em nós. O fato de não ter o mundo compreendido o Logos, indica-o João 1.5: "A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam". Na continuação, João Batista aparece como testemunha enviada daquela Luz. Mas queremos focalizar a nossa atenção neste ponto: "Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo, estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu" (1.9,10). O Criador do mundo, a segunda Pessoa da Trindade, DEUS FILHO, estava aqui no mundo, mas este não o reconheceu. O versículo seguinte é mais específico: "Veio para o que era seu [seu próprio lugar, a Terra que criara], e os seus [seu próprio povo, Israel] não o receberam" (1.11). Os herdeiros da aliança, os descendentes físicos de Abraão, não o receberam.
Este tema é destaque e percorre todo o Evangelho de João: a rejeição de JESUS .
Quando JESUS pregava, alguns judeus zombavam. Quando JESUS disse: "Abraão, vosso PAI, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se", os judeus, na sua incredulidade, retrucaram: "Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?" Então JESUS declarou: "Antes que Abraão existisse, eu sou" (Jo 8.57,58). O tempo presente do verbo, "sou", indica existência linear. Antes que Abraão fosse, o FILHO já é.
Embora muitos rejeitassem a mensagem, alguns nasceram de DEUS. Em João 1.12 lemos: "Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de DEUS: aos que crêem no seu nome". Em outras palavras, JESUS estava redefinindo toda a realidade de alguém tornar-se FILHO de DEUS. Até aquele momento, a pessoa precisava nascer especificamente no povo de Israel, chamado segundo a aliança (ou pelo menos afiliar-se a ele), para ter aquela oportunidade. João, porém, enfatiza que a mensagem espiritual, o Evangelho poderoso, chegara às pessoas, e que elas haviam recebido JESUS , o Logos. Recebê-lo importava em obter o direito ou autoridade de se tomar FILHO de DEUS. Alguns dos que o receberam eram judeus, e outros eram gentios. JESUS derrubou o muro divisório e franqueou a salvação a todos os que desejassem chegar a Ele e recebê-lo pela fé (1.13).
A verdade essencial a respeito do Logos ora descrito, vê-se em João 1.14: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós". Aqui o termo logos é aproveitado para descrever JESUS CRISTO, mas a realidade da sua Pessoa vai além do que abrange o sentido secular do conceito. Para os antigos gregos devotados à filosofia, um logos feito carne seria uma impossibilidade. Por outro lado, para os que crerem no FILHO de DEUS, um logos na carne é a chave para se entender a encarnação. E é exatamente isto que a encarnação significa: o Logos preexistente tomou sobre si a carne humana e andou entre nós.
Palavra (Jo 1.1-14). JESUS é o Logos (1Jo 1.1; Ap 19.13, RC e NTLH), isto é, a Palavra, que é mais do que expressão falada: é DEUS em ação, criando (Gn 1.3), se revelando (Jo 10.30) e salvando (Sl 107.19-20; 1Jo 1.1-2).
JESUS CRISTO, A VIDA DE VISÃO GERAL
JESUS CRISTO é o Messias, Salvador e fundador da igreja cristã. Para os cristãos, Ele é o Senhor de suas vidas. Embora tenha vivido na terra somente 33 anos, tem exercido grande impacto nas pessoas – mesmo naqueles que não crêem que Ele é o FILHO de DEUS. JESUS CRISTO é descrito em detalhe na Bíblia – sua vida, obra e ensinamentos – nos Evangelhos, cada um focando diferentes ângulos. Mateus o apresenta como o esperado Rei do povo judeu. Marcos o mostra como servo de todos. Lucas tende a destacar seu caráter compassivo e bondoso para com os pobres. João descreve um relacionamento amoroso com JESUS . No entanto todos concordam que JESUS é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis.
A VIDA DE JESUS A história contada nos Evangelhos abrange estágios que vão da encarnação de CRISTO, ou sua entrada no mundo, até sua morte na cruz. A apresentação total da vida de CRISTO está centrada na cruz e na sua ressurreição triunfal.
A PRÉ-EXISTÊNCIA DE JESUS João começa o seu Evangelho com uma referência à Palavra (João 1:1), e com isso dá uma visão gloriosa de JESUS , que existia mesmo antes da criação do mundo (1:2). JESUS tomou parte no ato da criação (1:3). Entretanto, o nascimento de JESUS foi ao mesmo tempo um ato de humilhação e de iluminação. A luz brilhou, mas o mundo preferiu permanecer nas trevas (1:4-5, 10).
CRISTO Em Cada Livro Da Bíblia
Em Gênesis JESUS é o Cordeiro no altar de Abraão
Em Êxodo é o cordeiro da Páscoa
Em Levítico ele é o sumo sacerdote
Em Números ele é a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite
Em Deuteronômio ele é a cidade de nosso refúgio
Em Josué, ele é o tecido vermelho na janela de Raabe
Em Juízes ele é o nosso Juiz
Em Ruth ele é o nosso parente redentor
Em I e II Samuel ele é o nosso profeta confiável
Nos livros de Reis e Crônicas é o nosso soberano
Em Esdras ele é o nosso escriba fiel
Em Neemias é o reconstrutor de tudo que está destruído
Em Ester ele é Mordecai assentado fielmente no portão
Em Jô ele é o nosso redentor que vive para sempre
Em Salmos ele é o meu pastor e nada me faltará
Em Provérbios e Eclesiastes ele é nossa sabedoria
Em Cantares ele é o belo noivo
Em Isaias ele é o servo sofredor
Em Jeremias e Lamentações JESUS é o profeta que chora
Em Ezequiel ele é o maravilhoso homem de quatro faces
Em Daniel ele é o quarto homem na fornalha
Em Oséias ele é o amor sempre fiel
Em Joel ele nos batiza com o ESPÍRITO SANTO e com fogo
Em Amós ele leva nossos fardos
Em Obadias nosso salvador
Em Jonas ele é o grande missionário que leva ao mundo a palavra de DEUS
Em Miquéias ele é o mensageiro dos pés formosos
Em Naum ele é o vingador
Em Habacuque ele é a sentinela orando sempre pelo reavivamento
Em Sofonias ele é o Senhor poderoso para salvar
Em Ageu ele é o restaurador de nossa herança perdida
Em Zacarias é a nossa fonte
Em Malaquias ele é o FILHO da justiça com a cura em suas asas.
Em Mateus ele é o CRISTO o FILHO do DEUS vivo
Em Marcos ele é o operador de milagres
Em Lucas ele é o FILHO do homem
Em João ele é a porta pela qual todos devem passar
Em Atos é a luz brilhante que aparece a Saulo no caminho de Damasco
Em Romanos é a nossa justificação
Em Coríntios é nossa ressurreição e o que leva os nossos pecados
Em Gálatas ele nos redime da lei
Em Efésios ele é nossa riqueza insondável
Em Filipenses ele supre todas as nossas necessidades
Em Colossenses ele é a plenitude do DEUS encarnado
Em Tessalonicenses ele é o nosso Rei que virá
Em Timóteo ele é o nosso mediador entre DEUS e os homens
Em Tito ele é nossa bendita esperança
Em Filemon ele é o amigo mais chegado que um irmão
Em Hebreus ele é o sangue do pacto eterno
Em Tiago ele é o Senhor que cura o doente
Em Pedro ele é o pastor principal
Nos livros de João é JESUS que tem a ternura do amor
Em Judas ele é o Senhor que vem com milhares de santos
E em Apocalipse, a igreja é conclamada a levantar os olhos, pois é chegada sua redenção
JESUS é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. (Autor anônimo)
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Teológico - "A Palavra na Eternidade (1.1-5)
Os versículos 1 a 4 narram o estado preexistente de JESUS e como Ele agia no plano eterno de DEUS. 'No princípio' (v.1a) fala da existência eterna da Palavra (o Verbo). As duas frases seguintes expressam a divindade de JESUS e sua relação com DEUS PAI. Esta relação é uma dinâmica na qual constantemente são trocadas comunicação e comunhão dentro da deidade. O versículo 2 resume oversículo1 e prepara para a atividade divina fora da relação da deidade no versículo 3. No versículo 4 Ele é o Criador mediado. O uso da preposição 'por' informa o leitor com precisão que o Criador original era DEUS PAI que criou todas as coisas pela Palavra. Os verbos que João usa nestes versículos fazem distinção entre o Criador não-criado, a Palavra (o Verbo) e a ordem criada. Numa boa tradução, a RC observa esta distinção: a Palavra (o Verbo)'era' mas 'todas as coisas foram feitas'. O versículo 4 conta várias coisas para o leitor:
1) A Palavra divina, como DEUS PAI, tem vida em si mesma, vida incriada (ou seja, é a fonte da vida eterna).
2) Esta vida revelou a pessoa e natureza de DEUS para todas as pessoas.
3) 'Luz' neste ponto pertence à revelação autorizada e autêntica de DEUS[...]"
(ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. 2.ed., Rio de Janeiro: CPAD,2004, p. 496.)
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NA ÍNTEGRA
Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 1º Trimestre de 2008
Título: JESUS CRISTO — Verdadeiro homem, verdadeiro DEUS
Comentarista: Esequias Soares
Lição 1: JESUS, O Verbo de DEUS
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).
CRISTO JESUS é o Verbo de DEUS que se fez carne e habitou entre nós, a fim de nos redimir do pecado.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 1.1-10,14.
1 — No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS.
2 — Ele estava no princípio com DEUS.
3 — Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 — Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 — e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
6 — Houve um homem enviado de DEUS, cujo nome era João.
7 — Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8 — Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.
9 — Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10 — estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
14 — E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade.
Explicar o texto de João 1.1.
Descrever as qualidades divinas do Verbo.
Aplicar o conteúdo da lição à sua vida cristã.
O Cristianismo possui diversos símbolos que representam à fé cristã: a cruz, o peixe, o lábaro de Constantino, entre outros. Mas, seus alunos sabem o significado do “peixe” como símbolo cristão? Vejamos. As letras da palavra “peixe”, em grego ( ICHTHYS ), formam um acróstico que representa a identidade e a missão de JESUS: 0 “I” (iōta) corresponde a lēsous (JESUS); o “CH” (chi) a Christos (CRISTO); o “TH” (thēta) a tou Theou (de DEUS); o “Y” (üpsilon) a huiós (FILHO); e o “S” (sigma) a Soter (Salvador). O símbolo significa: JESUS CRISTO de DEUS FILHO e Salvador. Veja o exemplo abaixo.
Palavra-Chave
Logos: Título cristológico que designa o Senhor JESUS como o Eterno, o Criador e o verdadeiro DEUS.
COMENTÁRIO- INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos a vida de JESUS em seus aspectos humanos e divinos (Jo 1.14). Iniciaremos com uma reflexão acerca do FILHO de DEUS como o Verbo divino encarnado. Esta doutrina, claramente exposta no prólogo do evangelho de João, apresenta JESUS como aquEle que possui os atributos exclusivos e únicos da divindade. Nesta lição, portanto, destacaremos a eternidade e o poder criador de nosso Senhor JESUS.
I. O SIGNIFICADO DO TERMO “VERBO”
1. A revelação gloriosa. O prólogo do Evangelho de João revela várias verdades a respeito da natureza e deidade de nosso Senhor JESUS CRISTO. Aprouve ao ESPÍRITO SANTO revelar oito maravilhosos títulos divinos de CRISTO em Jo 1.1-51: Verbo (v.1); Vida (v.4); Luz (v.7); FILHO Unigênito de DEUS (vv.18,49); Cordeiro de DEUS (v.29); Messias (v.41); Rei de Israel (v.49); e FILHO do Homem (v.51). A deidade, natureza, identidade, encarnação e missão de nosso glorioso Salvador manifestos em apenas um capítulo! Prostremo-nos reverentemente diante do Senhor, e, assim como o salmista, declaremos: “Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir” (Sl 139.6; Rm 11.33; Ef 1.3).
2. O Verbo Divino. O termo “Verbo”, aplicado a JESUS, procede do original Logos e, apesar de seu amplo significado secular, “palavra”, “razão”, ou “pensamento”, é usado no versículo 1 com o sentido de “Verbo ou Palavra divina”. O mesmo vocábulo aparece em 1 Jo 1.1 descrevendo o “Verbo da vida”, e no capítulo 5 versículo 7 da mesma epístola, apenas como “Palavra”.
Na Bíblia, o termo “palavra”, quando vinculado a DEUS, revela o seu infinito poder criador, protetor e sustentador de todas as coisas criadas, visíveis e invisíveis (Gn 1.3; Sl 33.6,9; 107.20; Hb 1.3; 11.3).
Por conseguinte, em DEUS, o crente sempre estará seguro, pois Ele cuida dos seus filhos e, com a sua destra, protege-os do mal (Sl 60.5; 118.15; Is 45.2-8; Mt6.13).
Quando o evangelho de nosso Senhor JESUS CRISTO foi anunciado pela igreja cristã no Século I, os vocábulos, “A Palavra” e “O Verbo”, foram satisfatoriamente compreendidos pelos judeus e gregos, pois essas expressões lhes eram conhecidas.
II. AS AFIRMAÇÕES DOUTRINÁRIAS DE JOÃO 1.1
1. “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1a). Esse trecho afirma que JESUS é eterno. A Bíblia assevera: “No princípio criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1). Porém, em Jo 1.1 a Sagrada Escritura vai infinitamente além do fato expresso em Gn 1.1 ao afirmar que “No princípio era”, ou seja, o Verbo já existia. O Senhor JESUS existe antes de todas as coisas, inclusive antes de o tempo ter início: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17).
O FILHO de DEUS, além de existir por si mesmo (Jo 5.26), estava com o PAI antes da criação do mundo (Jo 17.5,24). Ele existe por si mesmo e sustenta “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1.3). Isto é consolo e restauração espiritual para o crente, pois o propósito dessa gloriosa encarnação do Verbo divino é prover a “purificação dos nossos pecados”, como afirma a parte final de Hb 1.3 (cf. Jo 1.14). Louvemos ao Verbo, o Criador, Sustentador e Fim de todas as coisas (Ap 1.8).
2. “E o Verbo estava com DEUS” (Jo 1.1b). O texto é inequívoco: O FILHO Unigênito estava com o PAI (Jo 1.18). O Verbo, o Emanuel, não é apenas eterno, mas também distinto do PAI. Essa ortodoxa afirmação aniquila o falso ensino dos modalistas e unicistas que, embora defendam a divindade de JESUS, negam a santa doutrina bíblica da Trindade. Segundo os hereges, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO são uma só pessoa. Eles não crêem na doutrina da existência de um só DEUS que subsiste em três distintas e Santíssimas Pessoas (Mt 28.29). Todavia, esse ensinamento está claramente exposto nas Escrituras. O batismo de JESUS (Mt 3.16,17), sua oração sacerdotal (Jo 17), e a declaração da sua suprema autoridade são refutações clássicas contra essas heresias (Jo 8.17, 18; 1Jo 2.22-24). Crer e defender a santa doutrina da Trindade não é um privilégio, mas um dever de cada cristão (1Pe 3.15; Jd v.3).
3. “E o Verbo era DEUS” (Jo 1.1c). Observe que o conceito expresso nesse versículo é progressivo. Uma declaração (1a; 1b) esclarece a outra até culminar com uma verdade enfática: “e o Verbo era DEUS” (1c). Se o prólogo do evangelho de João (1.1-14) fosse o único lugar nas Escrituras em que a divindade do Verbo é afirmada, já teríamos subsídios suficientes para crer e confessar a doutrina. Todavia, esse ensino é asseverado em todo o contexto bíblico (Jo 5.18, 10.30; Cl 2.9). Portanto, inúmeras e inegáveis provas bíblicas atestam que a crença na divindade de JESUS é indispensável para a salvação da alma (1Co 15.1-4; 1Tm 6.15,16; Hb 1.1-3; 1Pe 1.2-5; 1Jo 5.1-13).
III. QUALIDADES DIVINAS DO VERBO
Após apresentar o Verbo divino, enfatizando sua preexistência, natureza e igualdade com o PAI, João descreve alguns de seus atributos e prerrogativas.
1. Criador (vv.3,10). O Verbo é apresentado nas Escrituras como o DEUS Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (v.3). Ele “estava no mundo, e o mundo foi feito por ele” (v.10). Essa doutrina invalida a crença dos grupos religiosos que dizem ser o Verbo uma mera criatura, e não o Criador. Contudo, a Bíblia é categórica: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há no céu e na terra” (Cl 1.16). O Verbo divino não faz parte da criação; transcende-a, pois é o Criador de todas as coisas (Hb 1.1,2,10). Quando a Bíblia afirma que JESUS é o Criador, atribui-lhe o mesmo título pelo qual o PAI é conhecido no Antigo Testamento (Gn 1.1; Jó 33.4; Sl 138.13-18). Assim como o salmista prorrompeu em júbilo diante do DEUS Criador, façamos o mesmo perante o FILHO, o Criador de todas as coisas: “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95.6).
2. “Nele estava a Vida” (v.4). JESUS declarou que além de possuir a “vida em si mesmo” (Jo 5.26) era a “ressurreição e a vida” (Jo 11.25; 5.25). No Antigo Testamento, o PAI é identificado como a fonte e o manancial da vida (Gn 2.7; Dt 30.20; Sl 36.9). Era um título que pertencia exclusiva e unicamente ao Criador de toda vida (Sl 133.3).
CRISTO, entretanto, atribuiu a si mesmo essa designação divina (Jo 5.21,26) e, como tal, foi reconhecido seja através de seus ensinos (Jo 5.32-35; 11.25) seja por meio de seus atos milagrosos (Jo 11.42-45; Mt 9.18,19,23-25).
A vida em CRISTO é eterna não apenas no sentido de sua duração, mas por sua qualidade (Cl 3.4; 1Tm 1.1; 2Tm 1.10). A vida que provém de DEUS é cheia de gozo, paz e alegria. JESUS asseverou-nos: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao PAI senão por mim” (Jo 14.6).
3. “A luz verdadeira” (v.9). A Palavra de DEUS ensina enfaticamente que DEUS é Luz (1Jo 1.5; Sl 27.1) e que “habita na luz inacessível” (1Tm 6.16). Esse título divino seria também uma designação do Messias, o Servo do Senhor (Is 42.6,7; 9.2; Mt 4.16). O termo “luz” aparece cerca de 20 vezes no evangelho de João (1.4,5,8,9; 3.19; 8.12; 12.46), e, na maioria das ocasiões, refere-se a JESUS como a luz do mundo (Jo 8.12). No relato da Criação, lemos que DEUS, pelo poder de sua Palavra, fez surgir a luz, que desfez o caos (Gn 1.2,3). O Senhor JESUS é a “luz que alumia a todo homem que vem ao mundo” (v.9), e por isso, desfaz o caos da vida humana (2Co 4.6).
CONCLUSÃO
Em JESUS estão reunidas todos os atributos divinos que o descrevem como o único e suficiente Salvador da humanidade. Sua história e suas obras não se limitam ao período entre seu nascimento e sua morte (Hb 13.8). O FILHO de DEUS esteve presente eternamente, atuando especialmente na História da Salvação. Ele veio como homem e sua glória foi vista pelos de sua geração; realizou a obra da redenção na cruz do Calvário, e retornou ao Céu, de onde dirige a sua Igreja e voltará em glória para estabelecer a paz universal.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
ARRINCTON, F. L; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. RJ: CPAD, 2004.
EXERCÍCIOS
1. Descreva os oito títulos divinos de CRISTO em Jo 1.
R. Verbo (v.1); Vida (v.4); Luz (v.7); FILHO Unigênito de DEUS (vv.18,49); Cordeiro de DEUS (v.29); Messias (v.41); Rei de Israel (v.49); e FILHO do Homem (v.51).
2. Explique o termo “Verbo” de acordo com a Bíblia.
R. Procede do original Logos e, apesar de seu amplo significado secular, “palavra”, “razão”, ou “pensamento” é usado no versículo 1 com o sentido de “Verbo ou Palavra divina”.
3. Quais as três afirmações doutrinárias de Jo 1.1?
R. “No princípio era o Verbo”; “E o Verbo estava com DEUS”; “e o Verbo era DEUS”.
4. Cite três refutações clássicas contra as heresias unicista e modalista.
R. O batismo de JESUS (Mt 3.16,17), sua oração sacerdotal (Jo 17), e a declaração da sua suprema autoridade.
5. Descreva três qualidades divinas do Verbo.
R. Criador; Vida; Luz Verdadeira.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Teológico
“A Palavra na Eternidade (1.1-5)
Os versículos 1 a 4 narram o estado preexistente de JESUS e como Ele agia no plano eterno de DEUS. ‘No princípio’ (v.1a) fala da existência eterna da Palavra (o Verbo). As duas frases seguintes expressam a divindade de JESUS e sua relação com DEUS PAI. Esta relação é uma dinâmica na qual constantemente são trocadas comunicação e comunhão dentro da deidade. O versículo 2 resume o versículo 1 e prepara para a atividade divina fora da relação da deidade no versículo 3. No versículo 4 Ele é o Criador mediado. O uso da preposição ‘por’ informa o leitor com precisão que o Criador original era DEUS PAI que criou todas as coisas pela Palavra. Os verbos que João usa nestes versículos fazem distinção entre o Criador não-criado, a Palavra (o Verbo) e a ordem criada. Numa boa tradução, a RC observa esta distinção: a Palavra (o Verbo) ‘era’ mas ‘todas as coisas foram feitas’. O versículo 4 conta várias coisas para o leitor: 1) A Palavra divina, como DEUS PAI, tem vida em si mesma, vida inchada (ou seja, é a fonte da vida eterna). 2) Esta vida revelou a pessoa e natureza de DEUS para todas as pessoas. 3) ‘Luz’ neste ponto pertence à revelação autorizada e autêntica de DEUS […]”.
(ARRINGTON, F. L; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2.ed., RJ: CPAD, 2004, p.496).
APLICAÇÃO PESSOAL
“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS”.
As três incisivas afirmações a respeito da deidade de JESUS são formuladas com base nos diversos sentidos do verbo “eimi”, ou “eu sou”: era, estava, era.
Na primeira expressão, “era o Verbo”, o sentido de “era” é “existir”: “No princípio, havia, existia o Logos”. Afirma a preexistência ou eternidade do FILHO de DEUS.
Na segunda sentença, “o Verbo estava com DEUS”, “estava” refere-se à posição do FILHO de “estar frente a frente com DEUS”, idéia reforçada pela preposição “pros” que significa “face a face” ou “frente a frente”. O Logos, portanto, estava “face a face com DEUS”. Isto atesta que o FILHO é distinto do PAI, mas de natureza idêntica.
Na última oração, “o Verbo era DEUS“, é asseverado o “ser” ou a “natureza” da Palavra: Aquele que existe por si mesmo. Por conseguinte, o Verbo era divino. Portanto, no princípio existia o Verbo, e o Verbo estava face a face com DEUS, e o Verbo era DEUS verdadeiro.
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REVISTA 2º TRIMESTRE DE 2025 NA ÍNTEGRA – LIÇÃO 1
Escrita Lição 1, CPAD, O Verbo que se Tornou em Carne, 2Tr25, Com. Extras Pr Henrique, EBD NA TV
2° Trimestre de 2025, Classe, Adultos, Comentarista, Elienai Cabral
ESBOÇO DA LIÇÃO
I– O EVANGELHO DE JOÃO
1. Autoria e data.
2. O propósito do Evangelho.
3. A Natureza de JESUS.
II – JESUS, O VERBO DE DEUS
1. A revelação que ultrapassa o passado.
2. A natureza fundamental do Verbo.
3. “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1).
III– A ENCARNAÇÃO DO VERBO
1. A manifestação do Verbo e a Luz do mundo.
2. O privilégio de nos tornarmos filhos de DEUS.
3. A manifestação e a habitação do Verbo.
TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14)
VERDADE PRÁTICA
O Verbo de DEUS inseriu-se na história, assumindo a forma de homem para redimir os pecadores
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 3.15 O Verbo como a semente da mulher
Terça - Fp 2.5 Adotando o mesmo sentimento do Verbo divino
Quarta - Fp 2.6 O Verbo existe gloriosamente em forma de DEUS
Quinta - Fp 2.7 O Verbo eterno tomou a forma humana e temporal
Sexta - Is 7.14 O Verbo é o nosso "Emanuel: DEUS Conosco"
Sábado - Fp 2.8 O Verbo tornou-se semelhante aos homens
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 1.1-14
1 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS.
2 - Ele estava no princípio com DEUS.
3 - Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.
4 - Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens.
5 - E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
6 - Houve um homem enviado de DEUS, cujo nome era João.
7 - Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8 - Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.
9 - Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10 - Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 - Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de DEUS: aos que creem no seu nome,
13 - Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de DEUS.
14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade.
HINOS SUGERIDOS: 25, 124, 481 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos o Evangelho de João. Entre outros tópicos, discutiremos a divindade de JESUS, a obra transformadora do ESPÍRITO SANTO, os milagres realizados pelo Mestre, crucificação, morte e ressurreição do Senhor. Em nossa primeira lição, realizaremos um estudo introdutório sobre este Evangelho, analisando sua estrutura e objetivos. Para nos apoiar neste estudo, teremos como referência os comentários do pastor Elienai Cabral. Ele atua como Consultor Doutrinário e Teológico da CGADB e da CPAD, e além de conferencista, ele é autor com várias obras editadas pela editora.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Apresentar as informações introdutórias sobre o Evangelho de João; II) Revelar o Senhor JESUS como o Verbo de DEUS; III) Explicar, tanto doutrinariamente como biblicamente, a manifestação do Verbo.
B) Motivação: A expressão "O Verbo que se tornou em carne" alude diretamente ao versículo 14 de João 1. Nesse texto, João descreve nosso Senhor como o verbo divino que assumiu a forma humana. Trata-se da ligação entre o espiritual (o divino) e o material (o humano). O Nosso Salvador assumiu a natureza humana com o objetivo de redimir os pecadores. Essa é a mensagem central que o evangelista transmite em seu Evangelho.
C) Sugestão de Método: O Evangelho de João é um texto do Novo Testamento rico em doutrinas e teologia. Por isso, é fundamental que, através de bons Comentários Bíblicos, você analise o contexto histórico deste Evangelho e também examine, por meio de uma Teologia Sistemática com enfoque pentecostal, a relevante doutrina da encarnação, na Cristologia. Além disso, planeje uma atividade que permita aos alunos refletirem sobre como a encarnação de JESUS se aplica às suas vidas.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Ao explorarmos a doutrina da Encarnação do Verbo, devemos imediatamente relacionar esse princípio à manifestação da Palavra de DEUS na vida humana. Assim como o verbo divino entrou na história para oferecer salvação ao homem pecador, a Palavra de DEUS se revela nas nossas vidas para nos transformar por completo.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 101, p.36, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "Milagres que confirmam a Divindade de JESUS", localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o objetivo do Evangelho de João ao apresentar JESUS como o FILHO de DEUS; 2) No final do segundo tópico, o texto "o Verbo" estabelece uma correlação entre a compreensão do termo nas tradições judaica e grega.
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Neste trimestre, vamos estudar o Evangelho de João. Em comparação com os outros três Evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas), o de João destaca-se especialmente por centrar-se no ministério de JESUS em Jerusalém. O autor deste Evangelho, o apóstolo João, redigiu este valioso documento com a intenção de revelar a singularidade da natureza divina do nosso Senhor e, ao mesmo tempo, encorajar a fé dos seus discípulos. Que possamos também ser fortalecidos e inspirados na nossa fé em JESUS CRISTO, nosso Senhor e Salvador.
PALAVRA-CHAVE - Encarnação
I – O EVANGELHO DE JOÃO
1. Autoria e data. O apóstolo João é o autor do Evangelho que leva o seu nome. A confirmação da sua autoria encontra-se no próprio texto (Jo 21.20,24) e também nos escritos dos denominados Pais da Igreja. Admite-se que tenha sido escrito entre os anos 80 e 90 d.C. De acordo com estudiosos, o Evangelho de João apresenta uma doutrina genuína sobre a divindade de JESUS CRISTO. Assim, as expressões “Verbo Divino” e “a Palavra que se fez Carne” são de grande importância neste quarto Evangelho.
2. O propósito do Evangelho. O Evangelho de João tem como um de seus propósitos levar o leitor a crer que JESUS é o CRISTO, o FILHO de DEUS, e, ao crer, encontrar a vida em seu nome (Jo 20.31). Não é por acaso que os especialistas se referem à primeira parte do primeiro capítulo como “o prólogo de João”, ou seja, a “apresentação” desse Evangelho (Jo 1.1-14). Neste trecho, o apóstolo apresenta JESUS como o FILHO enviado de DEUS ao mundo para fazer parte da história (Jo 1.1). Assim sendo, o Logos é a “Palavra Encarnada”.
3. A Natureza de JESUS. Apesar de o Evangelho de João sublinhar de forma clara a dimensão divina de JESUS, o apóstolo também aborda a sua natureza humana (Jo 8.39,40; 9.11). Neste sentido, o Evangelho não só realça a divindade de JESUS como FILHO de DEUS, mas também discute a sua humanidade por meio da morte expiatória do nosso Senhor em favor dos pecados da humanidade. Em João, tanto a divindade quanto a humanidade de JESUS são afirmadas.
SINÓPSE I - O Evangelho de João foi redigido com o propósito de nos fazer crer que JESUS é o Verbo Divino e, por consequência, termos vida nEle.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - MILAGRES QUE CONFIRMAM A DIVINDADE DE JESUS
“João, a testemunha ocular, escolheu oito dos milagres de JESUS (ou sinais e prodígios, como o escritor os chama), para revelar a natureza humana e divina e a missão vivificante dEle. Esses sinais são: (1) a transformação da água em vinho (2.1-11); (2) a cura do FILHO de um oficial do rei (4.46-54); (3) a cura do homem coxo no Tanque de Betesda (5.1-9); (4) a alimentação de mais de cinco mil pessoas pela multiplicação de alguns pães e peixes (6.1-14); (5) a caminhada de JESUS sobre as águas (6.15-21); (6) a restauração da vista de um homem cego (9.1-41); (7) a ressurreição de Lázaro (11.1-44); e (8) uma surpreendente pesca, presente do CRISTO ressurreto para os discípulos (21.1-14).
[...] O sinal mais importante do poder e da deidade de JESUS é a ressurreição; e João, como testemunha ocular do túmulo vazio, forneceu um relato palpitante e surpreendente e registrou várias ocasiões em que JESUS se manifestou após sua ressurreição. João, o devoto seguidor de CRISTO, pintou um fiel retrato do poderoso Senhor, o eterno FILHO de DEUS. Ao ler a história nesse Evangelho, comprometa-se a crer em JESUS e a segui-lo” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1410).
II – JESUS, O VERBO DE DEUS
1. A revelação que ultrapassa o passado. Quando o apóstolo João redigiu a introdução do primeiro capítulo do seu Evangelho, “no princípio era o Verbo” (v.1), é provável que tenha como referência Gênesis 1.1. Esse primeiro versículo do Evangelho mostra que o Verbo é DEUS “no princípio”, possuindo assim uma existência infinita, ou seja, não tem começo nem fim. Assim, muito além do passado, desde o princípio, o Verbo já existia com DEUS, estava com DEUS e é DEUS (Jo 1.1).
2. A natureza fundamental do Verbo. Tal como DEUS é eterno, também o Verbo o é. Mais adiante, em Apocalipse, o apóstolo João descreve o Verbo como “o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap 1.8). Assim, conforme seu Evangelho, o evangelista apresenta JESUS como o “Logos de DEUS”, a Palavra Encarnada que habita entre os homens. Portanto, enquanto “Verbo encarnado”, JESUS é reconhecido por muitos e adorado como DEUS.
3. “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1). Conforme já referimos, no grego do Novo Testamento, a palavra que se traduz por “verbo” é logos e significa “palavra”. O conceito de Logos traz consigo a noção de expressão tanto da razão quanto da linguagem. Nesse sentido a forma mais adequada de compreender este termo relaciona-se com as maneiras pelas quais DEUS se manifesta ao ser humano. Assim, o conceito mais apropriado para logos encontra-se em JESUS, que representa a expressão da divindade, a Revelação de DEUS.
SINÓPSE II - O Evangelho de João retrata JESUS como o Verbo Divino que se fez presente na história.
“O conceito mais apropriado para logos encontra-se em JESUS, que representa a expressão da divindade,
a Revelação de DEUS.”
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - O VERBO
“O que João quis dizer com “o Verbo”? O termo grego logos, traduzido para o português como “verbo”, foi bastante empregado por teólogos e filósofos, tanto judeus como gregos, mas com significados diferentes. Nas Escrituras Hebraicas, o Verbo é o Agente da criação (Sl 33.6), a Palavra, a mensagem de DEUS para o seu povo por intermédio dos profetas (Os 4.1), e a lei de DEUS, seu padrão de santidade (Sl 119.11). Enquanto na filosofia grega, o logos significa o princípio da razão que governa o mundo, o pensamento; na cultura hebraica, é outra forma de referir-se a DEUS. Assim, a descrição de JESUS como o Verbo feita por João indica claramente que ele se refere a um ser humano que conheceu e amou, mas ao mesmo tempo o Criador do universo, a suprema revelação de DEUS, a Deidade encarnada (1.14), o retrato vivo da santidade de DEUS, o único em que tudo subsiste (Cl 1.17). Para os leitores judeus, afirmar que JESUS é a encarnação de DEUS é blasfêmia. Para os leitores gregos, dizer que “o Verbo se fez carne” (1.14) era inconcebível. Para João, o novo entendimento sobre o Verbo eram as Boas Novas de JESUS CRISTO” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1413).
“A frase ‘o Verbo se fez carne’ sugere a humanização de DEUS, que passou a viver entre os homens.”
III – A ENCARNAÇÃO DO VERBO
1. A manifestação do Verbo e a Luz do mundo. João identifica JESUS como o Criador de todas as coisas, mediado pelo PAI através do poder da sua Palavra (Jo 1.2,3). A seguir, ele faz uma distinção entre luz e trevas (Jo 1.4,5). As “trevas” simbolizam a obscuridade espiritual provocada pelo pecado. No entanto, DEUS enviou João Batista para testemunhar e proclamar sobre a Luz (Jo 1.6-8). A verdadeira Luz é CRISTO, que foi anunciado por João Batista, mas que os homens decidiram rejeitar (1.9-12).
2. O privilégio de nos tornarmos filhos de DEUS. Enquanto Israel rejeitou a bênção da salvação através da obra do Calvário, DEUS ofereceu a todas as pessoas, independentemente da sua raça, etnia ou língua, a oportunidade de se tornarem “filhos de DEUS” pela fé no nome de JESUS (Jo 1.12,13). Tanto aos judeus quanto aos gentios, a Luz manifestou-se para revelar o plano divino de redenção a toda a humanidade. Assim, aos gentios foi assegurada uma herança de filiação divina através do amor do PAI (1 Jo 3.1). Portanto, como crentes em CRISTO, temos o privilégio de sermos chamados “filhos de DEUS”.
3. A manifestação e a habitação do Verbo. A frase “o Verbo se fez carne” sugere a humanização de DEUS, que passou a viver entre os homens. O termo “verbo” possui uma conotação muito mais rica e profunda do que qualquer conceito filosófico: DEUS entrou na história (Jo 1.14-18). É importante notar a expressão “e habitou entre nós”. No texto grego, essa expressão indica que “o Verbo armou seu tabernáculo, ou tenda, entre nós”. Antes, DEUS habitava numa tenda montada pelo seu povo; agora, de acordo com as palavras do evangelista, Ele reside entre nós, representando a manifestação plena da presença divina no mundo.
SINÓPSE III - Por meio da manifestação do Verbo de DEUS, a Luz do Mundo, temos a bênção de sermos considerados filhos de DEUS.
CONCLUSÃO
Nesta lição, tivemos a oportunidade de iniciar o estudo no Evangelho de João, mostrar a sua relevância e o seu objetivo na vida da Igreja. Observamos que a revelação sensível de DEUS e a sua intervenção na história tornam o Evangelho de João uma obra única do Novo Testamento. Em João, entendemos que a Encarnação do Verbo trouxe luz plena àqueles que cressem. Assim, através da fé em JESUS, somos denominados e feitos “filhos de DEUS”.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Qual é a doutrina que o Evangelho de João explora?
De acordo com estudiosos, o Evangelho de João apresenta uma doutrina genuína sobre a divindade de JESUS CRISTO.
2. De que forma o apóstolo João retrata JESUS no seu Evangelho?
O apóstolo apresenta JESUS como o FILHO enviado de DEUS ao mundo para fazer parte da história (Jo 1.1).
3. Conforme a lição, qual é a maneira mais apropriada de interpretar a palavra logos?
O conceito mais apropriado para logos encontra-se em JESUS, que representa a expressão da divindade, a Revelação de DEUS.
4. De que modo o apóstolo João destaca JESUS CRISTO?
João identifica JESUS como o Criador de todas as coisas, mediado pelo PAI através do poder da sua Palavra (Jo 1.2,3).
5. Que significado carrega a expressão “o Verbo se fez carne”?
A frase “o Verbo se fez carne” sugere a humanização de DEUS, que passou a viver entre os homens, ou seja, DEUS entrou na história.
LEITURAS PARA APROFUNDAR
Comentário Bíblico - João ; Teologia Sistemática – Eurico Bergstén
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NA ÍNTEGRA Lição 6, CPAD, O FILHO COMO O VERBO DE DEUS, 1º Trimestre de 2026
Escrita Lição 6, CPAD, O FILHO COMO O VERBO DE DEUS, 1Tr26, Com. Extras Pr Henrique, EBD NA TV
1. INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos JESUS CRISTO como o Verbo eterno de DEUS - plenamente divino, Criador e revelador do PAI. Com base no prólogo do Evangelho de João (1.1-18), veremos que Ele é DEUS desde a eternidade, agente da criação, fonte de vida e luz dos homens. Destacaremos também a encarnação do Verbo como a suprema revelação de DEUS, cheia de graça e de verdade.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Explicar a preexistência e a divindade do Verbo; II) Mostrar a atuação do Verbo na criação e como fonte de vida e luz; III) Ressaltar que o Verbo encarnado é a plena revelação do PAI.
B) Motivação: O apóstolo João, inspirado pelo ESPÍRITO SANTO, começa seu Evangelho revelando que JESUS não é apenas um homem especial - Ele é o próprio DEUS, eterno e criador, que se fez carne para revelar o PAI. Essa revelação exige de nós adoração, obediência e proclamação.
C) Sugestão de Método: Antes de iniciar a aula, distribua três folhas com as palavras Eterno, Criador e Revelador. Peça a três voluntários que segurem cada palavra na frente da turma. Explique que, no prólogo de João, JESUS é apresentado nessas três dimensões: Eterno (sempre existiu e é DEUS), Criador (todas as coisas foram feitas por Ele) e Revelador (veio para mostrar quem é o PAI).
Em seguida, leia João 1.1-18 e, a cada título, peça ao aluno que o segura que dê um passo à frente, ilustrando como essas três verdades se aproximam de nós na encarnação do Verbo. Finalize destacando João 1.14 e mostrando que, quando CRISTO veio, o eterno, o criador e o revelador se tornaram visíveis e próximos de nós.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: O CRISTO que servimos é o Verbo eterno, DEUS de toda a eternidade, que criou todas as coisas e revelou plenamente o PAI. Negar qualquer uma dessas verdades é distorcer o Evangelho. Por isso, devemos adorá-Lo, obedecê-Lo e anunciar que, em JESUS, vemos o próprio DEUS.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "O Verbo", localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o tema do Verbo como pessoa distinta em relação ao PAI no Tópico "O Verbo como DEUS Eterno"; 2) O texto "A Vida era a Luz dos Homens", ao final do segundo tópico, aprofunda o tópico "O Verbo como Criador".
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
O prólogo do Evangelho de João apresenta o Verbo eterno como DEUS, Criador e Revelador. Ele se fez carne e revelou de forma plena e completa a glória do PAI. O apóstolo João afirma que viu a glória do DEUS Unigênito, cheia de graça e de verdade. Nesta lição, veremos que essa revelação marca o clímax da encarnação do Verbo — o FILHO de DEUS — onde o invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo e o insondável foi manifestado em CRISTO JESUS.
I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo preexistente
O prólogo de João (dezoito versículos iniciais) é chamado de “Hino Logos”. Na abertura: “No princípio, era o Verbo” (Jo 1.1a), as palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia (Gn 1.1) e claramente ensinam que o Verbo sempre existiu. Esta é uma maneira de referir-se ao atributo da Eternidade que só DEUS possui. A expressão “Verbo” (gr. lógos) designa DEUS, referindo-se à divindade do FILHO. Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio DEUS Eterno — JESUS CRISTO, o FILHO Unigênito do PAI (Jo 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. JESUS não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o PAI desde o princípio (Cl 1.17).
2. O Verbo como pessoa distinta
No texto bíblico, João afirma que “o Verbo estava com DEUS” (Jo 1.1b). A expressão grega pros ton Theon (com DEUS) comunica relacionamento face a face, ou seja, comunhão pessoal e eterna entre o Verbo (FILHO) e DEUS (PAI). Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade da Trindade (Dt 6.4; 1 Jo 5.7). O PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas coexistentes desde “o princípio” (Jo 1.2; 17.5).
"Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnóstico num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio DEUS Eterno — JESUS CRISTO, o FILHO Unigênito do PAI.”
3. O Verbo é da mesma essência do PAI
Ainda no versículo de abertura, João revela “o Verbo era DEUS” (Jo 1.1c). Aqui, a palavra grega para DEUS (Theós) aparece sem o artigo definido — fato que tem gerado discussões exegéticas. Porém, na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou inferioridade. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito. A omissão do artigo não significa “um deus”, como sustentam traduções heréticas, mas é um indicativo da natureza do Verbo. Esclarece que o Verbo compartilha da mesma essência divina (Jo 10.30; 14.9). Desse modo, o Verbo é como o PAI: eterno (Jo 1.2) e criador (Jo 1.3). Portanto, a expressão “o Verbo era DEUS” ensina que JESUS é da “mesma substância” do PAI, isto é, DEUS em sua totalidade (Cl 1.15; 2.9).
SINÓPSE I - O Verbo é eterno, distinto do PAI e da mesma essência divina, plenamente DEUS.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“O VERBO. João começa o seu Evangelho (isto é, o relato das ‘boas-novas’ e da verdadeira história de JESUS CRISTO) chamando JESUS de ‘o Verbo’ (gr. logos). Ao usar este termo para definir JESUS, o apóstolo o apresenta como a Palavra pessoal de DEUS, por meio da qual todas as coisas vieram à existência (v. 3; cf. Gn 1.3,6,9,14,20,24). A Bíblia afirma que DEUS tem falado conosco através de seu FILHO (Hb 1.1-3); e, evidentemente, as próprias palavras de JESUS procedem diretamente de DEUS (Jo 8.28; 14.24). A Palavra escrita de DEUS declara que JESUS CRISTO é a sabedoria divina para nós em todos os aspectos, ajudando-nos a compreender, manifestar e realizar os propósitos do Senhor (1Co 1.30; Ef 3.10-11; Cl 2.2-3). Além disso, a Escritura descreve JESUS como a perfeita revelação da natureza e da personalidade do PAI (Jo 1.3-5, 14, 18; Cl 2.9) — CRISTO é DEUS em forma humana. Assim como as palavras de uma pessoa revelam seu coração e sua mente, CRISTO, como ‘o Verbo’ (isto é, a Palavra), revela o coração e a mente de DEUS (Jo 14.9). [...] A relação entre o Verbo e o PAI. (a) CRISTO estava ‘com DEUS’ antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15). Ele é uma pessoa que existe eternamente – não tem começo nem fim – diferentemente de DEUS PAI, mas em um relacionamento eterno e uniforme com Ele. (b) CRISTO é divino (‘o Verbo era DEUS’), tem a mesma natureza, o mesmo caráter e o mesmo modo de ser que o PAI (Cl 2.9)” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).
II – O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação
A Bíblia declara que “no princípio, criou DEUS” (Gn 1.1a). A expressão “criou” traduz a palavra hebraica bārā’, termo reservado à atividade criadora de DEUS (Gn 1.21,27; 2.4; 5.1,2; 6.7). Afirma que o universo foi criado por DEUS a partir do nada — do latim ex nihilo (Hb 11.3). A doutrina de DEUS como Criador possui fundamentos tanto no Antigo Testamento (Sl 33.6; Is 45.12; Ne 9.6) quanto no Novo Testamento (At 17.24; Rm 1.20; Ap 4.11). Nesse sentido, João apresenta JESUS também como Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Este versículo enfatiza a divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra exclusiva de DEUS (Cl 1.16,17). Desse modo, o FILHO é o agente ativo na criação do universo (Hb 1.2).
2. A fonte da vida
O apóstolo João enfatiza com clareza que “nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se ao Verbo eterno — JESUS CRISTO. Esta declaração revela que o Verbo é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida, tanto física quanto espiritual e eterna (Jo 3.36; 1 Jo 5.11,12). A expressão denota a autossuficiência do Verbo, uma característica específica da divindade (At 17.25). JESUS não depende de nada ou ninguém para viver. Ele compartilha da mesma substância divina: “Porque, como o PAI tem a vida em si mesmo, assim deu também ao FILHO ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Essa verdade afirma que a vida, eterna e imutável, que está no PAI está igualmente no FILHO, apontando para a mesma essência dentre as Pessoas da Trindade (Jo 10.30; 14.9; 17.5).
3. A luz dos homens
O texto bíblico assevera que “a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1.4b-5). A metáfora da Luz simboliza o caráter de DEUS, porque nEle não há trevas alguma (1 Jo 1.5). Nesse contexto, JESUS é apresentado como a Luz verdadeira (Jo 1.9). Ele não apenas possui luz; Ele é a própria Luz (Jo 8.12). Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o pecado (Mt 4.16; Jo 3.19). A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo 1.5 – NAA) mostra que as forças do mal não têm poder sobre CRISTO. O verbo grego katalambánō pode ser traduzido como “compreender”, “apoderar” ou “dominar”, e nesse caso expressa que as trevas do pecado não podem resistir à luz do FILHO de DEUS (Rm 13.12).
SINÓPSE II - Como Criador, o Verbo é fonte de vida e luz, e nenhuma força de trevas pode prevalecer contra Ele.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“A VIDA ERA A LUZ DOS HOMENS. (1) A ‘vida’ (gr. zōē) é um dos temas centrais do Evangelho de João, aparecendo 36 vezes. JESUS é descrito como o Pão da Vida (Jo 6.35, 48) e a Água da Vida (Jo 4.10-11; 7.38). Suas palavras são palavras de vida eterna (Jo 6.68). Ele é quem dá a vida (Jo 6.33; 10.10), e essa vida é um dom de CRISTO (Jo 10.28). Na verdade, CRISTO é ‘a vida’ (Jo 14.6). Em outras palavras, a verdadeira vida encontra-se em CRISTO (cf. Jo 14.6) e é experimentada por meio de um relacionamento pessoal com Ele (Jo 17.3). (2) A ‘luz’ (gr. phōs) é mencionada 23 vezes no Evangelho de João, mais do que em qualquer outro livro do Novo Testamento. A vida de JESUS é a luz para todas as pessoas, o que significa que Ele nos revelou a DEUS e aos seus planos para nossa existência, mostrando-nos o caminho de volta a Ele. A verdade, a natureza e o poder de DEUS foram manifestados em CRISTO e estão disponíveis a todos por meio dEle (Jo 8.12; 12.35-36, 46). Em JESUS também podemos tornar-nos filhos da luz (Jo 12.36) e andar na luz (1 Jo 1.7)” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).
III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1. A encarnação do Verbo
João também apresenta o Verbo como o supremo meio de autorrevelação do PAI: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (Jo 1.14a). Esta afirmação marca o ponto culminante da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser DEUS (Fp 2.6-8). O termo grego eskēnōsen (habitou) significa literalmente “armou sua tenda”. Essa linguagem faz alusão ao Tabernáculo (Êx 25.8,9), onde a presença de DEUS habitava no meio do povo de Israel. O corpo de CRISTO é assim comparado a esse tabernáculo: nele, a glória de DEUS se manifestou visível entre os homens (Cl 2.9). Ele revela a união hipostática das duas naturezas do FILHO: divina e humana. Ele é o Emanuel, o DEUS conosco (Mt 1.23) — a plena revelação do PAI (Hb 1.1).
"Essa verdade afirma que a vida, eterna e imutável, que está no PAI está igualmente no FILHO.”
2. A plenitude da graça e da verdade
João, testemunha ocular da encarnação do Verbo, declara ser a “glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14b). A palavra “glória” (gr. dóxa) remete ao conceito da shekinah — a presença gloriosa de DEUS entre o seu povo (Êx 40.34,35). Porém, enquanto a glória na Antiga Aliança se manifestava parcialmente, em CRISTO ela se mostra plenamente (Jo 2.11; 17.1-5). A frase “cheio de graça e de verdade” revela o conteúdo dessa glória. Diferente da lei dada por Moisés (Jo 1.17a), CRISTO encarnou a própria graça salvadora e a verdade eterna. Ele não apenas ensina a verdade — Ele é a verdade (Jo 14.6). E não apenas oferece graça — Ele é a plenitude da graça de DEUS, uma provisão contínua que se manifestou salvadora a todos os homens (Tt 2.11).
3. O revelador do DEUS invisível
No último versículo de seu prólogo, João afirma: “DEUS nunca foi visto por alguém. O FILHO unigênito, que está no seio do PAI, este o fez conhecer” (Jo 1.18). Aqui, o apóstolo enfatiza que DEUS é invisível e inacessível (Êx 33.20; 1 Tm 6.16). No entanto, o Verbo o revelou de forma plena e perfeita. A expressão “DEUS unigênito” (gr. monogenēs theos) significa literalmente “o DEUS único gerado”. Refere-se a CRISTO — o FILHO da mesma substância (gr. homoousios) do PAI. Essa declaração reafirma a eternidade e a plena divindade do FILHO. CRISTO é a autorrevelação completa do PAI: “Quem me vê a mim vê o PAI” (Jo 14.9).
SINÓPSE III - O Verbo encarnado revela de forma plena o PAI, manifestando graça e verdade.
CONCLUSÃO
JESUS CRISTO é o DEUS unigênito que revela o PAI. Nele, a glória, a graça e a verdade de DEUS são plenamente manifestas. A encarnação do Verbo não é apenas uma doutrina essencial da fé cristã, mas também um chamado à adoração e proclamação daquEle que é a imagem visível do DEUS invisível. O Senhor JESUS é a perfeita revelação do PAI à humanidade. Que cada crente reconheça que conhecer a CRISTO é conhecer o próprio DEUS, e que proclamar essa verdade é tornar a glória do PAI conhecida no mundo.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Como é chamado o prólogo de João (dezoito versículos iniciais)?
“Hino Logos”.
2. O que os gregos pensavam a respeito do Verbo?
Que o Verbo era uma força ou ideia, e não plenamente pessoal e divino.
3. Qual é o texto bíblico em que João apresenta JESUS também como Criador?
João 1.3.
4. A declaração “nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se a JESUS CRISTO, revela o que a respeito do Verbo?
Que Ele é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida.
5. A expressão “DEUS Unigênito” significa literalmente o quê?
“O DEUS único gerado” — o FILHO da mesma essência do PAI.

