quinta-feira, 26 de junho de 2014

Lição 13- A Multiforme Sabedoria de Deus, 3 parte com questionário

Lição 13- A Multiforme Sabedoria de Deus, 3 parte com questionário
 
 
3. A necessidade do fruto do ESPÍRITO.
Este estudo não estaria consistente, se não fosse abordado, ainda que resumidamente, o tema do fruto do ESPÍRITO SANTO na vida dos salvos.
O fruto do Espirito — O amor (G1 5.22) — é o que faz a diferença entre um crente corrto e um crente que trabalha, mas não produz o que DEUS espera dele. O que tem dons de DEUS, ou dons do ESPÍRITO SANTO, necessita ser coberto pelo amor de DEUS em seu coração, e em suas ações. Por isso, Paulo diz que “A caridade [o amor, em outras versões] é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal” (1 Co 13.4,5 — colchete inserido).
A prática da caridade, ou do amor em ação, age no caráter do crente. Não admite inveja, irresponsabilidade, orgulho, indecência, e “não busca seus interesses”, ou seja, não é egoísta (1 Co 13.5), “não se irrita”, ou seja, não permite que o crente viva irritado com os outros, o tempo todo, e não dá lugar a suspeitas infundadas, como o texto citado em evidencia. O dom do ESPÍRITO deve ser exercido com amor e humildade, sem presunção ou orgulho (1 Co 13.4).
O uso dos dons deve dar lugar a um exercício constante em busca da maturidade cristã. A falta de maturidade leva os detentores de dons a serem carnais e infantis na fé. A igreja de Corinto possuía em seu seio todos os dons, mas os crentes não estavam maduros na fé. Diz Paulo: “E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em CRISTO. Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis; porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens? (1 Co 3.1-3 — grifo nosso).
Exortando a igreja, Paulo diz da necessidade de deixarem de ser meninos na fé. “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (1 Co 13.11). A prática do fruto do ESPÍRITO, aliada ao exercício dos dons, é o que evita a meninice espiritual, e leva o crente a alcançar a maturidade espiritual, como diz Paulo: “logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”. É a falta do fruto do ESPÍRITO da temperança, da bondade, da benignidade e acima de tudo do amor, que tem sido causa de escândalos e decepções nas igrejas.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 156-157.
 
5.22-23 Essas virtudes são caracterizadas como fruto em contraste a "obras". Somente o ESPÍRITO SANTO pode produzi-las, e não nossos próprios esforços. Um outro contraste é que, enquanto as obras da carne são mais de uma, o fruto do ESPÍRITO é um e indivisível. Quando o ESPÍRITO controla completamente a vida de um crente, ele produz todas essas graças. As três primeiras dizem respeito à nossa atitude em relação a DEUS, a segunda tríade lida com os relacionamentos sociais, e o terceiro grupo descreve os princípios que guiam a conduta de um cristão.
PLENITUDE. Bíblia de Estudo Plenitude. Editora Sociedade Bíblica, do Brasil. pag. 1220.
 
Gl 5.22,23 A apresentação da palavra “fruto”, por Paulo, está cheia de significado. Com ela, Paulo queria transmitir o significado de uma colheita cheia de virtudes. O fruto é um subproduto; leva tempo para crescer e requer cuidado e cultivo. O ESPÍRITO produz o fruto; a nossa função é entrar em sintonia com o ESPÍRITO. Os crentes exibem o fruto do espírito, não porque eles trabalham nele, mas simplesmente porque o ESPÍRITO controla as suas vidas. O fruto do ESPÍRITO separa os cristãos do mundo mau e sem DEUS, revela o seu poder dentro deles, e os ajuda a serem mais parecidos com CRISTO na sua vida cotidiana. Em contraste com a lista que se segue, Paulo não descreveu estas características como sendo óbvias. As primeiras residem em nós; as outras vêm como resultado da presença do ESPÍRITO.
Mais uma vez, as características classificam-se em categorias. As três primeiras são interiores e só podem vir de DEUS:
• Caridade (ou amor) - este é o amor como demonstrado por JESUS, que é auto-sacrificial e imutável, e como demonstrado por DEUS, que enviou seu Filho para morrer pelos pecadores (Rm 5.5). O amor forma a base para todas as demais características do fruto aqui listadas. Em outra passagem, Paulo subdivide o amor em vários componentes (veja 1 Co 13), para que o “amor” (ou caridade) passe a ter pouca semelhança com o significado emocional tão frequentemente atribuído à palavra.
• Gozo - uma alegria interior que persiste apesar das circunstâncias externas. Esta característica tem pouco a ver com felicidade e pode existir em tempos de infelicidade. É uma satisfação profunda e saudável que continua mesmo quando uma situação na vida parece vazia e insatisfatória. O relacionamento com DEUS, por meio de CRISTO, preserva-se mesmo nos desertos e vales da vida.
• Paz - uma tranquilidade interior e uma fé na soberania e na justiça de DEUS, mesmo face a circunstâncias adversas. É um profundo concordar com a verdade de que DEUS, e não nós, é quem está a cargo do universo.
As três seguintes dizem respeito ao relacionamento de cada crente com os demais:
• Longanimidade (ou paciência, de acordo com a versão NTLH) – suportar pacientemente as pessoas que nos irritam continuamente. A obra do ESPÍRITO SANTO em nós aumenta a nossa tolerância.
• Benignidade - agir com delicadeza, com benevolência com relação aos outros, como DEUS fez conosco. A benignidade toma a iniciativa de responder às necessidades das outras pessoas.
• Bondade — estender a mão para fazer o bem aos outros, mesmo que eles não o mereçam. A bondade não reage ao mal, mas absorve a ofensa e reage com ações positivas.
As três últimas apresentam traços mais gerais de caráter, que deveriam guiar a vida de todo crente:
• Fé (ou fidelidade, de acordo com a versão RA) - a pessoa que é confiável, digna de confiança.
• Mansidão - a pessoa é humilde, considera os demais, sujeita-se a DEUS e à sua Palavra. Mesmo quando a ira é a resposta adequada, como quando JESUS limpou o Templo, a mansidão conserva a expressão da ira orientada na direção correta. A mansidão aplica até mesmo a força na direção correta.
• Temperança (ou domínio próprio, de acordo com a versão RA) - o domínio sobre os desejos humanos pecaminosos e a sua falta de controle. Ironicamente, os nossos desejos pecaminosos, que prometem auto-realizaçáo e poder, inevitavelmente nos levam à escravidão.
Quando nos rendemos ao ESPÍRITO SANTO, inicialmente sentimos como se tivéssemos perdido o controle, mas Ele nos leva a exercer o autocontrole que seria impossível somente com as nossas próprias forças. DEUS deu a lei para tornar as pessoas conscientes dos seus pecados e restringir o mal. Mas ninguém faria uma lei contra as características deste fruto (virtudes), pois elas não são nem pecaminosas nem más. Na verdade, uma sociedade onde todas as pessoas agissem assim precisaria de poucas leis. Como DEUS, que enviou a lei, também enviou o ESPÍRITO, os subprodutos da vida cheia do ESPÍRITO harmonizam-se perfeitamente com o objetivo da iei de DEUS. Uma pessoa que exibe o fruto do ESPÍRITO satisfaz a lei muito melhor do que uma pessoa que mantém os rituais, mas tem pouco amor no seu coração.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 297-298.
 
O Fruto do ESPÍRITO (5.22,23)
O contraste entre a carne e o ESPÍRITO atinge um clímax adequado quando Paulo faz a lista do fruto do ESPÍRITO (22). No âmago de sua exortação há o apelo para que o crente seja atraído pelo fruto ao mesmo tempo em que é repelido pelas “obras”. Embora Paulo aceitasse a opinião prevalecente na igreja primitiva, que dizia que a presença e atividade do ESPÍRITO eram evidenciadas pelos dons sobrenaturais, ele reconhecia que estas não eram necessariamente prova de caráter moral. Por conseguinte, deu o mais sublime valor e destaque ao fruto do ESPÍRITO, que se relaciona diretamente às qualidades éticas e morais.
Dos versículos 22 e 23, Alexander Maclaren analisa “O Fruto do ESPÍRITO”. Ele mostra:
1) Os três elementos do caráter; 2) A unidade do fruto; 3) A cultura da árvore; 4) Este é o único fruto digno.
A escolha de Paulo do termo fruto é importante quando comparado com “obras”. “Uma obra é algo que o homem produz para si mesmo; um fruto é algo que é produzido por um poder que não é dele mesmo. O homem não pode fazer o fruto.” É frequente a observação de que o fruto está no singular. Embora indique a unidade das virtudes cristãs, não devemos dar muito foco a esse quesito, porque Paulo usa constantemente a forma singular quando o termo tem um significado figurativo.
a) Amor (5.22). Paulo está dizendo que estes produtos são resultado do ESPÍRITO divino operando no espírito humano. A lista do apóstolo começa necessariamente com agape (caridade; “amor”, ACF, AEC, BAB, BJ, BV, CH, NTLH, NVI, RA), porque este é a maior de todas as virtudes (cf. 1 Co 13.13), é o manto que une tudo com perfeição (cf. Cl 3.14). O amor cristão é uma categoria abrangente e fonte exclusiva dos outros frutos, no mesmo sentido em que o tronco sustenta os galhos, ou o prisma quando reflete as cores da luz. Considerados desta perspectiva, os frutos que se seguem são amor em ação e expressões descritivas do agape (ágape, amor, amor-caridade).
A palavra grega agape é um termo distintamente cristão, criado da necessidade de descrever adequadamente o evangelho da nova criatura. Mais adiante, o termo agape é usado primariamente para se referir ao amor que os indivíduos têm, ou deveriam ter, uns pelos outros, que é reflexo do amor de DEUS por eles. Eles devem fixar seu padrão de acordo com o padrão do Senhor. A definição de Barclay é concisa e abrangente: ‘Agape é benevolência inconquistável, boa vontade imbatível”. Como tal, é uma preocupação compartilhada e uma identificação generosa com as necessidades dos outros. Esta preocupação abrange tudo, embora as pessoas que a recebem sejam indignas; resulta na transformação de quem é amado e de quem ama. Agape por vezes é mal-entendido e confundido com o conceito de amor aceito hoje em dia. Mas há uma diferença. Em vez de ser um sentimento impulsivo pelo qual a pessoa é levada, agape é a resposta da pessoa inteira envolvendo a vontade, o sentimento e o intelecto. Não é fraco e nocivamente permissivo, mas forte e disciplinado.
Talvez a melhor definição de agape seja o que ele faz e o que ele é. Este tipo de amor tem de agir com generosidade e perdão expansivos. O amor cumpre a lei (14), proporcionando atmosfera que caracteriza e motiva a totalidade da vida cristã (cf. Ef 5.2). Ele habilita a verdade — que frequentemente dói — para que seja falada como pedido e não como ofensa (cf. Ef 4.15). É o laço que une o corpo de CRISTO (cf. Cl 2.2); evitando que a liberdade se transforme em licenciosidade (13) e edificando os membros do povo de DEUS (cf. 1 Co 8.1; Ef 4.16), enquanto vivem juntos em paciência (cf. Ef 4.2; Rm 14.15).
Não surpreende a conclusão de Paulo de que agape deva ser a “busca” do crente. Ele não deve se satisfazer com recompensa menor. Contudo, isto não é algo que parte dele próprio. Compreensivelmente, o “caminho ainda mais excelente” (cf. 1 Co 12.31) não é opção fácil. Talvez alguém pergunte: “Quem poderá, pois, salvar-se?” (Mc 10.27). A resposta não poderia ser mais apropriada: Para os homens é impossível, mas não para DEUS, porque para DEUS todas as coisas são possíveis”! Pelo visto, este é o fato mais importante sobre agape. No uso cristão, veio a representar uma qualidade divina. DEUS não só nos ama, Ele ama através de nós (13), “porquanto o amor de DEUS está derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado” (Rm 5.5). O amor é o finito do ESPÍRITO.
b) Alegria e paz (5.22). Os próximos dois frutos do ESPÍRITO têm relação vital um com o outro. Gozo (chara) é a “alegria” (BJ, BV, CH, NTLH, NVI, RA) ou felicidade que irradia da vida do crente — uma expressão externa de paz interior. Em si, a alegria é vista e conhecida pelos outros. Esta é a atmosfera do Novo Testamento. O cristão basicamente infeliz é uma contradição. O Reino de DEUS é caracterizado por alegria (gozo), junto com justiça e paz (cf. Rm 14.17).
A forma comum de saudação no grego secular era “regozijai” (chairein). Ainda que isto não tenha significado mais específico que o moderno “Como vai?”, deve ter havido nova significação para os alegres homens de fé. Embora não seja saudação distintamente cristã, era usada de vez em quando no Novo Testamento. Barclay captura o espírito de tal saudação com: “Que a alegria esteja com você”.
A alegria acrescenta brilho a todas as virtudes cristãs, e ilumina toda experiência de vida, mas em nenhum momento brilha mais intensamente do que nas adversidades. Uma das primeiras lições que o novo crente deve aprender é que a alegria não depende das circunstâncias; pelo contrário, as provações são transformadas pela alegria. Não basta suportar ou até vencer as tribulações, pois sem alegria o triunfo está incompleto (cf. Cl 1.11). Não é surpresa que alegria e aflição estejam quase sempre juntas quando o homem de fé sofre alegremente por amor a JESUS.
Esta alegria cristã não é efervescência superficial, mas jorra de fontes profundas e interiores da vida cheia do ESPÍRITO. É um fruto do ESPÍRITO! A alegria é a manifestação externa da paz (eirene) interna. Esta paz não é mera ausência de dificuldade, ansiedade e preocupação. Trata-se de serenidade que é o resultado de viver numa relação certa com DEUS, com os homens e consigo mesmo. Pela fé em CRISTO, o homem encontra paz com DEUS (cf. Rm 5.1), e esta nova relação se torna o fundamento para uma vida de paz nas outras duas dimensões.
Na saudação tipicamente cristã, havia paz: “Graça a vós e paz”. Embora a paz seja dom do “DEUS de paz”, esta não deve ser mal-entendida. Não é questão de pouca monta viver em paz, sobretudo com certas pessoas! Paulo precisou exortar: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). O crente tem de procurar o prêmio da paz (cf. 1 Pe 3.11; Hb 12.14), a qual só será encontrada quando ele andar pelo ESPÍRITO, porque a paz é fruto de uma vida cheia do ESPÍRITO.
c) Longanimidade (5.22). A “paciência” (makrothumia, BV, CH, NTLH, NVT) é seguramente o fruto que torna o homem semelhante a DEUS. Como ocorre com outros termos, esta é característica de DEUS; e do homem, segundo DEUS quer que ele seja. Como DEUS é paciente com os homens, então eles são pacientes nele, tanto quanto em relação a seus semelhantes; pois as circunstâncias e os acontecimentos estão nas mãos de DEUS.
Esta virtude bíblica vital não deve ser confundida com mera disposição tranqüila, que permanece impassível diante de toda e qualquer perturbação. Tal modo de vida é mais uma característica nativa da personalidade do que uma qualidade do espírito. Longanimidade é exatamente o que a palavra sugere: ânimo longo, firmeza de ânimo, constância de ânimo, alguém que permanece animado por muito tempo sem se deixar abater. Sua essência primária é a perseverança (Desistir? Nunca!), suportando as pessoas e as circunstâncias. Como DEUS é longânimo para conosco (cf. 1 Tm 1.12-16), assim devemos ser longânimos para com nossos semelhantes (Ef 4.2), nunca admitindo a derrota por mais que os homens sejam irracionais e difíceis (cf. 1 Ts 5.4). E este tipo de paciência que reflete verdadeiramente o amor cristão (agape; cf. 1 Co 13.4). Tal amor paciente não é nossa realização. É o trabalho de DEUS no coração dos homens, pois é o fruto do ESPÍRITO.
d) Benignidade (5.22). Os crentes não devem ser longânimos em um ambiente de isolamento moral. O homem de fé deve expressar benignidade (chrestotes), talvez mais bem traduzida por “amabilidade” (NVI). No Novo Testamento, a bondade de DEUS não é uma qualidade moral apavorante que repele o homem; trata-se de amabilidade acompanhada de paciência (Rm 2.4). Mas quando é imposta, com esta benignidade há a severidade (Rm 11.22). A amabilidade de DEUS tem o propósito de levar ao arrependimento, de forma a poder expressar-se em perdão (cf. Rm 2.4). Vemos melhor esta amabilidade nos homens quando perdoamos os outros assim como CRISTO nos perdoou (cf. Ef 4.32). Esta é a maior bondade que o homem pode ter, contudo, poucos são perdoadores por natureza. É o fruto do ESPÍRITO.
e) Bondade (5.22). O próximo fruto é bondade (agathosyne). Está estritamente ligada a benignidade; mas, da lista de Paulo, bondade é a que fornece a definição menos precisa. A conclusão de Barclay é que significa uma generosidade sincera que é imerecida, mais que uma justiça relutante ou até mesquinhamente conferida ainda que merecida e digna. É certo que tal generosidade amplia o significado de “amabilidade que perdoa”, e é realmente fruto do ESPÍRITO.
f) Fé (5.22). A fé (pistis) é o fruto mais mal-entendido de todos. Esta é uma das raras ocasiões em que o termo grego é mais ambíguo que o equivalente em nosso idioma. Ao longo do Novo Testamento, pistis refere-se principalmente à ação do crente depender totalmente da obra de CRISTO. O fruto do ESPÍRITO são virtudes éticas que lidam primariamente com as relações interpessoais. Em poucos exemplos, o termo grego pistis tem o significado ético de “fidelidade”, que é obviamente como devemos entendê-lo aqui. Em si, descreve lealdade, probidade e confiança. Como se dá com bondade, o padrão humano da fidelidade é não menos que o próprio DEUS (cf. Rm 3.3). Como DEUS é fiel, assim seus mordomos devem ser (cf. 1 Co 4.2).
Fidelidade não diz respeito somente a manter-se fiel a DEUS diante das provas e coações, mas também a ser leal ao próximo. O elogio de Paulo aos seus colaboradores fiéis (1 Co 4.17; Ef 6.21) e aos santos fiéis (Ef 1.1; Cl 1.2) certamente engloba tal confiança nas relações humanas. Muito corretamente, a fidelidade representa o nível mais alto de responsabilidade entre o marido e a mulher (cf. 1 Tm 3.11). “Não há igreja ou casamento que permaneça, a menos que esteja fundamentado na lealdade.” É mais que virtude humana, é fruto do ESPÍRITO!
g) Mansidão (5.22). Este fruto é um dos mais difíceis de definir, principalmente porque é impossível traduzir prautes (mansidão) por um único termo em nosso idioma. Ser manso não tem a conotação de ser “desalentado, desanimado, mole, fraco ou destituído de energia ou força moral”. Mansidão é a combinação de força e suavidade. “Quando temos prautes, tratamos todas as pessoas com cortesia perfeita, reprovamos sem rancor, argumentamos sem intolerância, enfrentamos a verdade sem ressentimento, iramos, mas não pecamos, somos gentis, mas não fracos.”
A mansidão tem de estar associada com a verdadeira humildade (cf. Mt 11.29; Cl 3.12), o contrário de orgulho e arrogância. Este é o melhor tipo de força, e inspira o enlevo de DEUS. Mansidão é uma qualidade de Moisés (Nm 12.3), que de modo magnífico harmonizou força e suavidade em seu difícil papel. O maior exemplo é aquele que era maior que Moisés, JESUS CRISTO. Mansidão é a própria essência do caráter daquele que é capaz de limpar o Templo e perdoar uma infeliz adúltera. E este “jugo” que o discípulo é convidado a tomar sobre si (cf. Mt 11.19), pois é supremamente característico da semelhança com CRISTO. O crente possui mansidão apenas como fruto do ESPÍRITO.
h) Temperança (5.22). O último fruto é temperança (egkrateia), mais bem traduzida por “autocontrole”. Embora este fruto descreva a coibição de todas as paixões e desejos do homem (1 Co 9.25), também tem a aplicação específica de ser sexualmente moderado (1 Co 7.9). Isto é compreensível no mundo daquela época, como também no nosso. A pureza moral era virtude distintamente cristã, e tende a sê-lo hoje. O propósito de DEUS é que seus filhos vivam no mundo, mas permaneçam puros da depravação moral que há no mundo. Isto é possível quando o crente anda pelo ESPÍRITO, porque autocontrole é fruto do ESPÍRITO. Este autocontrole, ou melhor, controle do ESPÍRITO, atinge todas as áreas da vida cotidiana.
R. E. Howard. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 73-77.
ELABORADO: Pb Alessandro Silva com algumas modificações de Ev. Luiz Henrique.
 
Questionário da Lição 13 - A Multiforme Sabedoria de DEUS 
Responda conforme a revista da CPAD do 2º Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos
Tema: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
“Para que, agora, pela _______________________, a ______________________ sabedoria de DEUS seja conhecida dos principados e potestades nos  ______________________” (Ef 3.10).
 
VERDADE PRATICA
2- Complete:
A  ______________________ sabedoria de DEUS vai além da  ______________________ humana e é demonstrada ao mundo pela  ______________________ de CRISTO.
 
I - OS DONS ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS
3- São diversos os dons espirituais, onde os encontramos no Novo Testamento?
(    ) Na passagem bíblica de 1 Coríntios 12.8-10 são mencionados nove dons do ESPÍRITO SANTO.
(    ) Na passagem bíblica de 1 Coríntios 12.8-10 são mencionados doze dons do ESPÍRITO SANTO.
(    ) Há outros dons espirituais noutras passagens da Bíblia já mencionados em lições anteriores deste trimestre.
(    ) Em Romanos 12,6-8; 1 Coríntios 12.28-30; 1 Pedro 4.10,11 e Hebreus 2.4. São dons na esfera congregacional.
(    ) Em Efésios 4.7-11 e 2 Timóteo 1.6 vemos dons espirituais na esfera material da igreja.
(    ) Em Efésios 4.7-11 e 2 Timóteo 1.6 vemos dons espirituais na esfera ministerial da igreja.
 
4- A sabedoria de DEUS é multiforme e plural, onde ela é manifesta?
(    ) Em seus talentos naturais e sociais nas mais variadas comunidades cristãs espalhadas pelo mundo.
(    ) Em seus dons espirituais e ministeriais nas mais variadas comunidades cristãs espalhadas pelo mundo.
(    ) Em seus dons espirituais e sociais nas mais variadas comunidades espalhadas pelo mundo.
 
5- Cite pelo menos 3 excelentes dádivas de DEUS dispensadas à sua Igreja para comunicar o Evangelho. Complete:
a) A dádiva do  ______________________.
A grande manifestação de  ______________________ do Altíssimo para com a humanidade foi enviar o seu Filho Amado para  ______________________ o mundo (Jo 3.16). Este  ______________________ dispensado por DEUS desafia-nos a que  ______________________ aos nossos inimigos e ao próximo, isto é, qualquer ser humano carente da graça do Pai (Jo 1.14).
b) A dádiva da  ______________________ divina.
DEUS torna um filho das trevas em ______________________ de DEUS (Jo 1.12; 1 Pe 2.9). É a graça do Pai indo ao encontro da pessoa, tornando-a  ______________________ da família de DEUS (Ef 2.19).
c) O ministério da  ______________________.
O apóstolo Paulo explica o  ______________________ da salvação como resultado do “ministério da v” (2 Co 5.19). Todo ser humano pode ter a esperança de salvação eterna, mas de  ______________________ agora também. Quem está em CRISTO é uma  ______________________ criatura e o resultado disto é que DEUS faz tudo  ______________________ em sua vida (2 Co 5.17).
 
II - BONS DESPENSEIROS DOS MISTÉRIOS DIVINOS
6- Como o obreiro administra com sobriedade e vigilância?
(    ) O despenseiro deve administrar a igreja local, retirando de sua “capacidade intelectual” o melhor alimento para o rebanho.
(    ) O despenseiro deve administrar a igreja local, retirando da “despensa divina” o melhor alimento para o rebanho.
(    ) Paulo destaca a sobriedade e a vigilância do candidato ao episcopado como habilidades indispensáveis ao exercício do ministério.
(    ) Por isso, o apóstolo recomenda ao diácono não ser dado a discussões pois discussão traz confusão, contenda e dissolução.
(    ) Por isso, o apóstolo recomenda ao obreiro não ser dado ao vinho, pois bebida traz confusão, contenda e dissolução.
(    ) O fiel despenseiro é o oposto disso. Nunca perde a sobriedade e a vigilância em relação ao exercício do ministério dado por DEUS.
 
7- Como o obreiro administra com amor e hospitalidade?
(    ) Amar é esperar receber alguma coisa por parte de quem recebe para aprimorar os relacionamentos.
(    ) Os despenseiros de CRISTO têm um “ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados” .
(    ) Mediante a graça de DEUS, o obreiro pode demonstrar sabedoria e amor no trato com as pessoas.
(    ) Amar sem esperar receber coisa alguma é parte do chamado de DEUS para os relacionamentos.
(    ) Esta atitude é a verdadeira identidade daqueles que se denominam discípulos do Senhor JESUS.
(    ) Aqui, também entra o caráter hospitaleiro do obreiro, recomendado pelo apóstolo Pedro.
(    ) Isso se torna possível para quem ama incondicionalmente, pois a hospitalidade é acolhimento, bom trato com todas as pessoas — crentes ou não, pobres ou ricas, cultas ou não etc.
(    ) Este é o apelo que o escritor aos Hebreus faz a todos os crentes.
 
8-  Como o despenseiro deve administrar com fidelidade?
(    ) Paulo ensina-nos que devemos ser reconhecidos pelos homens como “substitutos de CRISTO e despenseiros dos tesouros de DEUS” .
(    ) A graça derramada sobre os despenseiros de CRISTO tem de ser administrada por eles com zelo e fidelidade.
(    ) A Palavra de DEUS nos adverte: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de DEUS”.
(    ) Pregando, ensinando ou administrando o corpo de CRISTO, tudo deve ser feito para a glória do Senhor, a quem realmente pertence a majestade e o poder.
(    ) Paulo ensina-nos ainda que devemos ser vistos pelos homens como “ministros de CRISTO e despenseiros dos mistérios de DEUS” .
(    ) Por isso, os despenseiros de DEUS devem ser fiéis em tudo; "para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de DEUS seja conhecida dos principados e potestades nos céus”.
 
III - OS DONS ESPIRITUAIS E O FRUTO DO ESPÍRITO
9- Qual a necessidade dos dons espirituais, na atualidade?
(    ) Os dons espirituais não são mais imprescindíveis à Igreja.
(    ) Os dons espirituais são indispensáveis à Igreja.
(    ) Uma onda de frieza e mornidão tem atingido muitas igrejas na atualidade, as quais não estão vivendo a real presença e o poder de DEUS para salvar, batizar com ESPÍRITO SANTO e curar enfermidades.
(    ) Em tal estado, os dons do ESPÍRITO são ainda mais necessários.
(    ) É no tempo de sequidão que precisamos buscar mais e mais a face do Senhor, rogando-lhe a manifestação dos dons espirituais para o desperta- mento espiritual dos crentes em JESUS.
 
10- Complete segundo os dons espirituais e o amor cristão:
Paulo termina o capítulo sobre os dons espirituais, dizendo: “Portanto, procurai com zelo os melhores  ______________________; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais  ______________________” (1 Co 1 2.31). Em seguida abre o capítulo mais belo da Bíblia Sagrada sobre o amor— 1 Coríntios  ____________. Como já dissemos, não é por acaso que o tema do  ______________________ está entre os assuntos espirituais (capítulos 12 e 14). Ali, o apóstolo dos gentios refere-se a vários dons, ensinando que sem o  ______________________ nada adianta tê-los.
 
11- Qual a necessidade do fruto do ESPÍRITO?
(    ) Uma vida cristã pautada pela perspectiva do fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22) — o amor — é o que o nosso Pai Celestial quer à sua Igreja.
(    ) Uma igreja cheia de poder, que também ama o pecador.
(    ) Cheia de dons espirituais, mas que também acolhe o doente.
(    ) Zelosa da boa doutrina, mas em chamas pelo amor fraterno que, como diz Paulo, “é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal”.
(    ) O caminho do amor é excelente para que os dons espirituais se manifestem para os líderes.
(    ) O caminho do amor é mais excelente que o dos dons espirituais.
 
CONCLUSÃO
12- A _______________________ sabedoria de DEUS manifesta-se na igreja através da intervenção  ______________________ do ESPÍRITO SANTO e a partir dos  ______________________ de DEUS necessários ao crescimento espiritual dos crentes. Sejam quais forem os  ______________________, aqueles que os possuem devem usá-los com humildade e fidelidade, não buscando os  ______________________ próprios, mas sobretudo o  ______________________, pois sem  ______________________ de nada adianta possuir dons. Estes são para a  ______________________ dos salvos em CRISTO JESUS.
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
Referências Bibliográficas
BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
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