quinta-feira, 8 de julho de 2010

LIÇÃO 2 - A NATUREZA DA ATIVIDADE PROFÉTICA




LIÇÃO 2 - A NATUREZA DA ATIVIDADE PROFÉTICA
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 2010
O Ministério Profético na Bíblia, a voz de DEUS na Terra
Comentários da revista da CPAD:
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev.. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO



TEXTO ÁUREO
"Havendo DEUS, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho" (Hb 1.1).

VERDADE PRÁTICA
A autêntica comunicação profética, nos tempos bíblicos, era feita por meio de palavras e de figuras, a fim de que o povo compreendesse claramente a mensagem divina.


LEITURA DIÁRIA

Segunda - Nm 12.6 - DEUS fala por meio de sonhos e visões

Terça - 1 Sm 3.8-10 - DEUS fala por meio de voz audível

Quarta -1 Sm 16.7 - DEUS conduz seus profetas

Quinta -2 Sm 7.4 - DEUS pode falar ao profeta durante à noite

Sexta - 2 Sm 12.13 - DEUS usa os profetas para exortar seus filhos

Sábado - Ez 3.24 - A palavra profética procede do ESPÍRITO SANTO

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Jeremias 1.4-6, 9-14

Jeremias 1.4 Assim veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 5 Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta. 6 Então, disse eu: Ah! Senhor JEOVÁ! Eis que não sei falar; porque sou uma criança.


Jeremias 1.9 E estendeu o SENHOR a mão, tocou-me na boca e disse-me o SENHOR: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca. 10 Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derribares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares. 11 Ainda veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que é que vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. 12 E disse-me o SENHOR: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir. 13 E veio a mim a palavra do SENHOR, segunda vez, dizendo: Que é que, vês? E eu disse: Vejo uma panela a ferver, cuja face está para a banda do Norte. 14 E disse-me o SENHOR: Do Norte se descobrirá o mal sobre todos os habitantes da terra.

1.5 ANTES QUE EU TE FORMASSE... TE SANTIFIQUEI. Antes de Jeremias nascer, DEUS já havia determinado que ele seria profeta. Assim como DEUS tinha um plano para a vida de Jeremias, Ele também tem um para cada pessoa. Seu alvo é que o crente viva segundo a sua vontade e deixe que Ele cumpra seu plano em sua vida. Assim como no caso de Jeremias, viver segundo o plano de DEUS pode significar sofrimento; porém DEUS sempre opera visando o melhor para nós (ver Rm 8.28 ).

1.9 AS MINHAS PALAVRAS NA TUA BOCA. DEUS garante a Jeremias que sua mensagem profética seria inspirada por Ele; as palavras do profeta seriam as palavras de DEUS (cf. Rm 10.8). Convicto disso, Jeremias nunca usou de subterfúgio com a Palavra de DEUS, nem a modificou (ver 37.16,17).

1.10 PARA ARRANCARES, E PARA DERRIBARES. A mensagem de Jeremias continha partes ligadas a juízo e também de restauração, no entanto, por causa do período da história de Israel em que Jeremias profetizou, sua mensagem enfocava, em primeiro plano, o castigo e a condenação. A nação desviada, de Israel, tinha de ser derribada antes de DEUS plantá-la e edificá-la de novo.

1.11 UMA VARA DE AMENDOEIRA. Amendoeira é a primeira árvore que brota na primavera. Esta visão -subentendia duas coisas:

(1) a palavra de DEUS através de Jeremias cumprir-se-ia rapidamente, e

(2) o povo reconheceria que DEUS estava em ação e controlando o curso da história, para cumprir os seus propósitos (cf. a vara de amendoeira de Arão, que brotou, Nm 17.1-10).

1.14 DO NORTE SE DESCOBRIRÁ O MAL. Este versículo refere-se aos ataques de Babilônia contra Judá e o cerco de Jerusalém. Uma invasão maciça viria do Norte, porque o povo de DEUS o abandonara, oferecia sacrifícios a outros deuses e adorava as obras das suas próprias mãos (v. 16).


O estado dos profetas ao receberem a sua mensagem (www.vivos.com.br/169.htm).

E importantíssima ter uma noção certa das condições espirituais do profeta, afim de que possamos penetrar os segredos da comunicação do homem com DEUS. A concepção pagã da profecia era a de uma condição absolutamente passiva no profeta, de modo que, quanto mais inconsciente se mostrava, mais apto estava para receber a mensagem divina. Alguma coisa deste gênero se pode ver na histeria do povo israelita. Aquelas danças sagradas dos profetas de Baal, durante as quais eles batiam em si furiosamente, cortando-se com canivetes, para que pudessem receber um sinal visível de aprovação divina, eram, na realidade, uma manifestação típica (1 Rs 18.26 a 28); e é provável que em tempos posteriores os falsos profetas tomassem disposições semelhantes, com o fim de provocarem em si próprios o estado de êxtase para as suas arengas. Mas a idéia pagã de profecia se apresenta dum modo muito claro em Balaão. A sua vontade e os seus próprios pensamentos são vencidos pela inspiração divina, proclamando ele a mensagem celestial, contrariamente aos seus particulares desejos (Nm 22 a 24).

No tempo de Samuel já se vê o principio de melhor sistema. Ele reunia em comunidades aqueles que parecia terem dons especiais da profecia, disciplinando-os, ensinando-lhes a música, e, segundo parece, ministrando-lhes conhecimentos da história e religião, para que pudessem estar nas melhores condições de receber as palavras de DEUS (1 Sm 10.10 a 13; 19.18 a 20). A respeito da música pode-se compreender que era para aquietar a alma, e prepará-la para as comunicações com DEUS (1 Sm 16. 14 a 23; 2 Rs 3.15). Quanto a serem estas escritas ou não pelo profeta, isso dependia do caráter particular de cada alocução.

Essas profecias, devemos dizê-lo, são inteiramente apostas ás produzidas no estado de mero êxtase. São escritas com grande escolha de palavras e frases, revelando a vida anterior dos profetas, os seus interesses e ocupações, e apresentando em vários graus a cultura e as circunstâncias do tempo em que cada profecia foi revelada. As profecias de Amós. de Miquéias, de Isaias, e de Jeremias, por exemplo, estão muito longe das de Balaão, tanto na visão espiritual como nos conscientes pensamentos e deliberado estudo. Os profetas tinham aprendido que DEUS Se servia das próprias faculdades e aptidões deles como instrumento das Suas revelações.

Na verdade, querendo formar a mais alta concepção do estado do profeta, na recepção das comunicações divinas, temos esse ideal em JESUS CRISTO, que estava em comunhão com o Seu Pai, e anunciava aos homens o que dele ouvia (Jo 8.26 a 40; 15.15; 17.8). Em JESUS não havia o estado de êxtase, mas manifestava-se uma clara comunicação espiritual, tendo a Sua alma um grandioso poder receptivo e ativo. Na proporção em que os profetas alcançavam este dom maravilhoso de profecia, podiam eles receber e transmitir perfeitamente a mensagem divina.

Santos em Transe no Antigo Testamento

Saul estava ardendo de ódio por Davi. Ele havia perdido o ESPÍRITO do SENHOR e era atormentado por um demônio enviado por DEUS, que lhe causava freqüentes ataques de loucura (1Sm 16:14), o que o fez tentar matar Davi, seu sucessor (19:9,10).

”E aconteceu no outro dia, que o mau espírito da parte de DEUS se apoderou de Saul, e profetizava no meio da casa; e Davi tocava a harpa com a sua mão, como nos outros dias; Saul, porém, tinha na mão uma lança.” (1Sm 18:10)

Repare na atitude, relatada na passagem, como sendo tomada pelo rei possesso: ”profetizava no meio da casa”. Sabemos que a profecia é uma mensagem inspirada por DEUS, que tem como objetivo exortar, consolar e edificar os ouvintes (1Co 14:3,4). É no mínimo estranho que uma pessoa tomada por um espírito imundo profetize da forma como está relatada, como algo rotineiro. A Bíblia católica traduzida pelos monges de Maredsous (BMM) diz que ele ”teve um acesso de delírio em sua casa”, enquanto a Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH) verte: ”ele começou a agir como louco dentro de casa”. Esse entendimento é reforçado pelo fato dos demônios serem descritos como causadores de ataques nas pessoas em que habitam (Lc 4:33-35; 9:39,42), e também por os profetas serem comparados a pessoas exaltadas em seu juízo, como vemos acontecer com Eliseu:

“E, saindo Jeú aos servos de seu senhor, disseram-lhe: Vai tudo bem? Por que veio a ti este louco? E ele lhes disse: Bem conheceis o homem e o seu falar.” (2Rs 9:11)

Os homens de DEUS eram ridicularizados, tidos como ensandecidos, a tal ponto que as pessoas que agiam de maneira estranha eram mencionadas como “profetizando”. Quando o rei Saul teve uma crise mental, gritando e brandindo sua lança no ar, a Bíblia diz que ele ”profetizava no meio da casa” (1Sm 18:10). Ao que parece, quando os profetas tinham visões ou ouviam a voz de DEUS, durante o “arrebatamento de sentidos” (At 10:10; 11:5; 22:17), eles tinham reações estranhas, que os assemelhavam a pessoas destituídas da razão. Algumas vezes, isso ocorria sob o som de instrumentos musicais (2Rs 3:15), muitas vezes quando os profetas estavam reunidos em grupo (1Sm 10:5). Saul, movido por aquele espírito mau, enviou tropas de soldados para prenderem a Davi, que estava foragido, a fim de trazê-lo à sua presença. Contudo, ocorreu algo inesperado:

“Então enviou Saul mensageiros para trazerem a Davi, os quais viram uma congregação de profetas profetizando, onde estava Samuel que presidia sobre eles; e o ESPÍRITO de DEUS veio sobre os mensageiros de Saul, e também eles profetizaram. E, avisado disto Saul, enviou outros mensageiros, e também estes profetizaram; então enviou Saul ainda uns terceiros mensageiros, os quais também profetizaram.” (1Sm 19:20,21)

A BMM traz a seguinte nota de rodapé: “Profetizando: Cantando e gesticulando sob efeito de uma sorte de exaltação atribuída ao ESPÍRITO do Senhor”. Ela traduz os vs. 20 e 21 dessa forma: “Saul mandou homens para prendê-lo, mas quando viram a comunidade dos profetas em delírio... Contaram-no a Saul, que enviou outros mensageiros, mas também estes se puseram a cantar como os primeiros...”

E a BLH diz: “profetizando: dominados pelo ESPÍRITO de DEUS, eles dançavam e cantavam”. Outro evento em que vemos pessoas tendo a mesma reação, ao serem cheias do ESPÍRITO SANTO, foi na unção dos setenta auxiliares de Moisés:

“Então o SENHOR desceu na nuvem, e lhe falou; e, tirando do ESPÍRITO, que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o ESPÍRITO repousou sobre eles, profetizaram; mas depois nunca mais. Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e do outro Medade; e repousou sobre eles o ESPÍRITO (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizaram no arraial. Então correu um moço e anunciou a Moisés e disse: Eldade e Medade profetizaram no arraial. E Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus jovens escolhidos, respondeu e disse: Moisés, meu senhor, proíbe-lho. Porém, Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo do SENHOR fosse profeta, e que o SENHOR pusesse o seu ESPÍRITO sobre ele!” (Nm 11:25-29)

A BLH traz: “... Quando o ESPÍRITO veio sobre eles, eles começaram a falar alto como profetas; porém isso durou pouco tempo... O ESPÍRITO veio sobre eles, e eles também começaram a falar alto como profetas.” (vs. 25,26).

Da mesma forma que no transbordamento visto entre os setenta líderes d’Israel, os três grupos enviados um a um pelo rei Saul, para prenderem Davi, foram tomados pelo ESPÍRITO SANTO, começando a agir como profetas. Um a um, eles foram mergulhando no rio da inspiração de DEUS (cf. Sl 46.10).

O profeta Samuel “presidia” sobre aquele grupo. Provavelmente ele iniciava as orações e liberava palavras proféticas ou cânticos espirituais, mantendo a ordem no grupo. Depois que Saul, que estava a par de tudo o que acontecia, viu que não havia como lutar contra o ESPÍRITO de DEUS, ele mesmo foi a Ramá:

“Então foi também ele mesmo a Ramá, e chegou ao poço grande que estava em Secu; e, perguntando, disse: Onde estão Samuel e Davi? E disseram-lhe: Eis que estão em Naiote, em Ramá. Então foi para Naiote, em Ramá; e o mesmo ESPÍRITO de DEUS veio sobre ele, e ia profetizando, até chegar a Naiote, em Ramá. E ele também despiu as suas vestes, e profetizou diante de Samuel, e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite; por isso se diz: Está também Saul entre os profetas?” (1Sm 19:22-24)

“Mas no caminho para Naiot, assaltou-o também o ESPÍRITO de DEUS, e foi tomado de transes por todo o caminho até chegar em Naiot.” (vs. 23) [BMM]

Saul deixou por um instante seus sentimentos de ódio e inveja, nutridos contra Davi, e foi envolvido pela presença do ESPÍRITO do SENHOR. Naquela hora havia uma luta no seu interior, na qual DEUS desejava quebrar a dureza no coração daquele rei. O ápice desse “tratar” deu-se quando ele chegou diante do profeta Samuel. A Palavra de DEUS conta que nesta hora Saul “despiu as suas vestes... e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite” (vs. 24). Os profetas tinham por costume despir-se de suas vestes de cima, a fim de caminhar humilhados durante suas pregações (Is 20.2; Mq 1.8). No caso de Miquéias, aquilo era um símbolo de tristeza pelo pecado de Judá e Samaria, que traria destruição sobre eles, enquanto Isaías recebera revelação divina para andar semi-nu, exemplificando a forma como o rei assírio levaria cativos os filhos do Egito e da Etiópia. Quando Saul passou a agir como profeta sob o fluir da unção de DEUS, ele também tirou sua roupa, para expressar contrição por perseguir a Davi. Veja um exemplo em que um profeta teve uma experiência semelhante à do rei Saul:

“E, levantando Balaão os seus olhos, e vendo a Israel, que estava acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o ESPÍRITO de DEUS. E proferiu a sua parábola, e disse: Fala, Balaão, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos; Fala aquele que ouviu as palavras de DEUS, o que vê a visão do Todo-Poderoso; que cai, e se lhe abrem os olhos.” (Nm 24:2-4,16)

O servo Balaão, que haveria de tornar-se ímpio, caía prostrado quando, dominado pelo ESPÍRITO de DEUS, tinha visões proféticas. Esses casos são diferentes dos ocorridos com os profetas Daniel e Ezequiel, que não resistiam às suas grandiosas visões, indo de rosto ao chão. Veja o que acontecia com eles:

“... Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava. E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo. Então entrou em mim o ESPÍRITO, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.” (Ez 1:28-2:2).

“E levantei-me, e saí ao vale, e eis que a glória do Senhor estava ali, como a glória que vi junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto. Então entrou em mim o ESPÍRITO, e me pôs em pé, e falou comigo, e me disse: Entra, encerra-te dentro da tua casa.” (3:23,24).

“E o aspecto da visão que tive era como o da visão que eu tivera quando vim destruir a cidade; e eram as visões como as que tive junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto... E levantou-me o ESPÍRITO, e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do Senhor encheu a casa.” (43:3,5).

“Falava ele comigo quando caí sem sentidos, rosto em terra; ele porém, me tocou e me pôs em pé no lugar onde eu me achava;” (Dn 8:18).

“Fiquei, pois, eu só, a contemplar esta grande visão, e não ficou força em mim; transmudou-se o meu semblante em corrupção, e não tive força alguma. Contudo ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí sobre o meu rosto num profundo sono, com o meu rosto em terra. E eis que certa mão me tocou, e fez com que me movesse sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, e levanta-te sobre os teus pés...” (10:8-11,15-18).

Repare que as visões extenuavam fisicamente os profetas, o que ocasionava sua prostração. Imediatamente o ESPÍRITO entrava neles e os fortalecia, a fim de que pudessem estar firmes para ouvir a voz de DEUS. Assim, a queda de Ezequiel e Daniel deu-se pela fraqueza da carne frente à glória de DEUS, e não por uma ação do ESPÍRITO SANTO, que, em vez de derribá-los, punha-os de pé. O profeta Jeremias falou sobre isso, ao afirmar: “sou como um homem vencido de vinho, por causa do SENHOR, e por causa das suas santas palavras” (Jr 23:9). Já com o rei Saul e o profeta Balaão, o caso foi diferente. Eles realmente caíram em êxtase, tomados pelo ESPÍRITO SANTO. E não é relatado que Saul estivesse tendo visões ao despir-se diante do profeta Samuel e deitar-se no chão. Veja que coisa! Parecia até um endemoninhado, em vez de alguém dirigido pelo ESPÍRITO do SENHOR. Sabemos que os demônios humilham as pessoas publicamente, despindo-as de suas vestes (Lc 8:27) e lançando-as por terra (9:42). Mas o ESPÍRITO de DEUS às vezes usa de meios radicais para pôr rédeas no ego humano e transformar o interior da pessoa endurecida. Ele quebra o vaso para moldar uma nova pessoa.

Na primeira vez em que Saul teve uma experiência com o ESPÍRITO do SENHOR, numa circunstância muito semelhante a essa que analisamos, o objetivo foi exatamente o de transformar seu coração (1Sm 10:5,6,9-10). Mas voltando ao assunto, não era uma pomba-gira que havia se apoderado do rei Saul. Era o mesmo ESPÍRITO que estava sobre JESUS, o ESPÍRITO da verdade enviado por Ele para permanecer eternamente com os apóstolos (Jo 14:16,17). O rei Davi era um tipo de CRISTO. Ambos foram perseguidos, estando isentos de qualquer culpa. Quando os soldados romanos chegaram diante de JESUS para prendê-lo, eles não resistiram ao lampejo de autoridade irradiado por Ele e caíram por terra com suas armas (Jo 18:6), assim como o rei Saul ficou estendido perante Davi. Apesar disso, Saul era um homem possesso, e Balaão, apesar de ser um homem de DEUS, estava profetizando em intenção impura de coração, a fim de receber lucro (2Pe 2.15). Será que as experiências destas pessoas frente à presença divina não seria algo anormal, ocorrido somente no Antigo Testamento, quando ímpios eram tomados esporadicamente pelo ESPÍRITO SANTO? Primeiramente, convém reparar o comentário tecido pelas pessoas acerca da atitude do rei:

”E ele também despiu as suas vestes, e profetizou diante de Samuel, e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite; por isso se diz: Está também Saul entre os profetas?” (1Sm 19:24).

Ao vê-lo deitado profetizando, as pessoas imediatamente identificaram o rei como um dos profetas de DEUS, o que mostra que aquele ocorrido não foi único, mas algo que ocorria rotineiramente com os homens de DEUS quando faziam “maluquices” (profetizavam). Certo, mas será que tudo isso não era restrito ao Antigo Testamento, fazendo parte de uma esfera passada da revelação divina? Vejamos na seção subseqüente.

Santos em Transe no Novo Testamento (Leia mais: http://www.eleitosdedeus.org/pentecostalismo/escrituras-e-os-extases-espirituais-rafael-gabas.html#ixzz0sva1Tqtr)

O ESPÍRITO SANTO não é uma água parada. O Senhor disse que Ele fluiria como rios de água corrente do ventre daqueles que crêem em CRISTO JESUS (Jo 7:37-39). Isso mostra a ação livre do ESPÍRITO SANTO na vida dos cristãos, sem barreiras ou paradigmas. Isso ficou bem claro quando, após uma oração conjunta da Igreja Primitiva, o lugar em que todos estavam congregados estremeceu, ficando todos cheios do ESPÍRITO (At 4:31). Em vista de tudo o que vimos até aqui, gostaria apenas de comentar o ocorrido na manhã de Pentecostes, conhecido por inaugurar a Igreja cristã de maneira pública e oficial:

”E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO, e começaram a falar noutras línguas, conforme o ESPÍRITO SANTO lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?” (At 2:1-8).

Ao receber o dom da variedade de línguas, os cristãos puseram-se a evangelizar uma multidão de religiosos que estava em Jerusalém para comemorar a festa judaica de Pentecostes. Note que a Bíblia não diz que um falava em grego, outro em aramaico, outro em dialeto egípcio etc. Todos falavam coletivamente, numa língua de êxtase (cf. 1Co 14:2,3), e os estrangeiros presentes entendiam suas palavras, cada um em seu próprio idioma. Apesar disso, algumas pessoas que ouviam as pregações daquela manhã zombavam dos crentes:

”E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer? E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.” (At 2:12,13).

Você já parou para meditar no escárnio feito naquele dia? Algumas pessoas que viram os cento e vinte discípulos cheios do ESPÍRITO SANTO diziam que todos estavam embriagados de vinho! Que motivo haveria para isso? Desde quando a bebida faz alguém falar em línguas estrangeiras? Com certeza isso não se relaciona com Jeremias descrever-se como “homem vencido de vinho” (Jr 23:9), ou com Ezequiel e Daniel caírem de joelhos (Ez 1:28; 3:23; 43:3; 44:3; Dn 8:18; 10:9,10), pois esses fenômenos eram efeito de suas extenuantes visões, nada tendo a ver com o ESPÍRITO SANTO. Apesar de Pedro citar as visões proféticas em seu discurso (At 2:17), o apóstolo estava recitando um texto do profeta Joel (Jl 2:28-31), que descreve extensivamente o derramamento do ESPÍRITO de DEUS visto nos últimos dias, incluindo seus sinais secundários, entre os quais as visões. Além disso, os cristãos encontravam-se empenhados em anunciar as “grandezas de DEUS” (At 2:11), o que seria impossível caso estivessem tendo visões tão impactantes quanto as tidas por Ezequiel e Daniel, sendo que este último não conseguia sequer respirar direito (Dn 10:15-19). Então, se não estavam tendo visões da glória de DEUS, por que causa as testemunhas de JESUS foram descritas como “cheias de mosto”, por seus ouvintes e espectadores?

Isso não era um simples deboche a respeito da mensagem do Evangelho que, por se tratar de uma mensagem nova, estaria sendo encarada como “conversa de bêbados”. Quando o pescador de homens se dirigiu aos presentes, afirmou que os crentes não estavam bêbados como pensavam, sendo ainda nove horas da manhã, pois o que ocorria ali era o derramar do ESPÍRITO do Senhor (vs. 15-17). Só depois de explicar isso é que Pedro começou a pregar a respeito do Messias (vs. 22-36). Assim, a aparente embriaguez dos discípulos foi associada ao recebimento do ESPÍRITO SANTO, e não ao tipo de mensagem pregada. Mais uma vez, a dúvida persiste: o que fez o ESPÍRITO SANTO aos primeiros cristãos, para que sua condição fosse estranhada pelos presentes?

É aqui que nos recordamos da experiência do rei Saul. Se alguém o visse ali despido, deitado no chão por um dia inteiro, o que pensariam sobre ele? Veja a semelhança entre sua conduta e a do profeta Noé:

“Bebendo vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda.” (Gn 9.21).

“Então foi para Naiote, em Ramá; e o mesmo ESPÍRITO de DEUS veio sobre ele, e ia profetizando, até chegar a Naiote, em Ramá. E ele também despiu as suas vestes, e profetizou diante de Samuel, e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite; por isso se diz: Está também Saul entre os profetas?” (1Sm 19.23,24).

Sabemos que os crentes estavam sentados quando o ESPÍRITO caiu sobre todos (At 2:2). Após Sua descida, contudo, a Bíblia passa a dar notável importância ao efeito das pregações dirigidas os prosélitos, não narrando pormenorizadamente as reações físicas dos cristãos cheios. Lembremo-nos, contudo, do que acontecia com os profetas vetero-testamentários (1Sm 10:5,10-13), bem como o que ocorreu durante o “mini-Pentecostes” dos setenta anciãos de Israel (Nm 11:25-29). Neste último evento, Moisés disse: “Quem dera que todo o povo do SENHOR fosse profeta, e que o SENHOR pusesse o seu ESPÍRITO sobre ele!” (Nm 11:29) Essa palavra se cumpriu no dia de Pentecostes, quando todos foram tomados pela presença de DEUS. Sabemos também que os discípulos não estavam em pé durante o tempo em que falaram sob a inspiração do ESPÍRITO. Logo após que começaram a acusá-los de bebedice, lemos:

“Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.” (vs. 14).

Talvez eles estivessem assentados, mantendo a posição em que estavam antes do ESPÍRITO ser derramado, talvez não. Talvez os judeus tenham visto alguns discípulos deitados ou prostrados, não sabemos, mas algo aconteceu para que eles fossem assemelhados a pessoas embriagadas. Convém frisar que a Bíblia não afirma que os discípulos saíram a pregar a Palavra pelas ruas e esquinas, mas que permaneceram dentro do salão. Os visitantes de Jerusalém é que subiram até eles, ao escutar o som das línguas estranhas (At 2.5,6). Isso mostra que os cristãos estavam falando muito audivelmente, a ponto de os de fora conseguirem ouvi-los; em outras palavras, eles se encontravam gritando. Se houve aquilo no dia de Pentecostes e o apóstolo Pedro disse que o derramamento predito por Joel é para todo o povo de DEUS, até o fim dos tempos (vs. 38,39), não há nada que impeça que cristãos, nos dias de hoje, tenham comportamento semelhante aos dos cento e vinte.

“Neemias, que era governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam o povo lhe disseram: Este dia é consagrado ao Senhor, vosso DEUS, pelo que não pranteeis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.” (Ne 8.9).

“E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (Lc 24.32).

Choro e ardor no peito são duas manifestações sensíveis provadas por servos de DEUS em ambientes religiosos. Contudo, repare na nuança destas ocorrências: os judeus prantearam quando as palavras da lei foram lidas a todos, provocando uma reação de contrição interior, e os discípulos foram tocados pela explicação que JESUS fez das profecias do Antigo Testamento. Em ambos os casos, as emoções sentidas pelos santos foram provocadas pela explicação inteligível e racional da Palavra de DEUS, e não por uma manipulação vazia de sentimentos, quando o pregador não sabia mais como proceder frente aos ouvintes. Essa é a diferença entre a emoção excessiva e a emoção controlada pelo bom senso: a primeira contenta-se em si mesma, levando os cristãos a acreditarem que ela é prova de que DEUS está “tocando os corações”, enquanto a segunda é uma reação secundária ao toque divino, provocado pela Palavra de DEUS. A alegria é um bom exemplo disso. Logo após a crise de choro que possuiu os israelitas, lemos o seguinte:

“Disse-lhes mais: ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força. Os levitas fizeram calar todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo; e não estejais contristados. Então, todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a regozijar-se grandemente, porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas.” (Ne 8.10-12).

Algumas vezes, porém, o Senhor provoca emoções por querer mesmo que Seus filhos sintam tal sentimento frente a uma situação grandiosa, a fim de expressarem um louvor ao poder de DEUS.

“Naquela hora, exultou JESUS no ESPÍRITO SANTO e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra...” (Lc 10.21).

O apóstolo Tiago escreveu que a alegria deve ser expressa por meio do louvor (Tg 5.13), e a Bíblia inteira fala do louvor dos santos como sendo cheio de alegria (Dt 16.14,15; 1Cr 15.16,28; Sl 42.4; 63.5; 105.3). Uma vez que DEUS mesmo é a razão de tanta alegria, os fiéis são chamados a louvá-Lo com júbilo por todas as formas que conseguirem, inclusive com danças (Sl 149.2-5; Fp 4.4). A profetiza Miriã dançou com tamborins, junto com as outras hebréias (Êx 15.20), as mulheres d’Israel dançavam na festa de honra ao Senhor em Siloé (Jz 21.19-21), o rei Davi saltava e dançava com todas as forças diante de DEUS (2Sm 6.14), os Salmos testemunham o papel da expressão corpórea na cultuação a DEUS (Sl 149.3; 150.4), e o paralítico curado por Pedro saltava e louvava a DEUS, na entrada do Templo (At 3.8). Os Salmos estão repletos de emoções, expressas em momentos devocionais por anseios profundos, desejos intensos e paixão por DEUS (Sl 27.4; 42.1,2; 63.1,2; 143.6).

A Atitude Equilibrada do Cristão

Após tudo o que vimos, qual deve ser nossa reação frente a fenômenos que envolvam experiências semelhantes às dos discípulos e profetas bíblicos?

Primeiramente, ao julgarmos tais elementos de forma natural, avaliando as atitudes das pessoas com os olhos da carne, fatalmente cairemos no erro de Mical, que repreendeu a seu marido, Davi, por dançar e saltar em louvor a DEUS (2Sm 6.14-16). Ela sofreu um duro castigo por repreendê-lo, tendo-o por exibicionista. Aquilo que, para ela, era vontade de se aparecer, era a genuína alegria de louvar a DEUS por Sua presença. O caso de Davi nos revela que, muitas vezes, podemos agir por um motivo aparentemente nobre e puro, defendendo a decência bíblica no louvor e na adoração, quando estamos, em verdade, sendo juízes temerários das atitudes de nossos irmãos, avaliando-os conforme nossos gostos pessoais, sem atentar para o que a Bíblia ensina em seu conteúdo integral. Nem tudo o que causa mal-estar entre as pessoas pode estar errado. Ana orou sem pronunciar som, apenas mexendo seus lábios, de forma que o sacerdote a teve por bêbada. Mas isso não impediu que sua oração fosse aceita pelo Senhor (1Sm 1.9-20).

Em segundo lugar, as Escrituras jamais nos ensinam a pôr as reações físicas em evidência ao buscarmos a DEUS. Isso significa que elas não precisam estar presentes para que a obra do ESPÍRITO tenha efeito. Quando a Bíblia mostra que a atuação Dele é irrestrita, isso inclui os toques silenciosos e imperceptíveis, além de êxtases barulhentos. É um erro supor que os crentes que caem, choram ou tremem estão sendo mais abençoados que os demais, ou que sejam mais consagrados que os que não experimentam nada disso.

Em terceiro lugar, devemos quebrar o tradicionalismo que seja usado como barreira a que o Senhor aja, em nós, de maneira similar. Nosso guia deve ser o próprio DEUS, e não nossos gostos ou vaidades. O regenerado não pertence a si mesmo (1Co 6.20), portanto, sua vida deve estar sob constante controle do ESPÍRITO SANTO, mediante a obediência à Palavra de DEUS, quer objetivamente, por meio das Escrituras (2Tm 3.14-17), quer subjetivamente, por meio de profecias orais (1Co 14.1-5,29-31), sentimentos interiores (Nm 7.5) ou revelações pessoais (Sl 27.8; Is 30.21). Obviamente, a única depositária infalível das mensagens divinas é a Bíblia, contrariamente às mensagens faladas, as quais precisam passar por julgamento (1Co 14.29; 1Ts 5.20,21). O cristão deve estar pronto para ser usado por DEUS como vaso, em todas as instâncias, mesmo que isso inclua fazer coisas aparentemente ilógicas ou estranhas. Isso é contrário à natureza de DEUS? Só podemos aceitar este ensinamento se o deus em que cremos não for o mesmo de que falam as Escrituras: DEUS mandou Isaías caminhar seminu, profetizando contra o Egito (Is 20.2), Oseías recebeu ordem para desposar uma prostituta (Os 3.1), o profeta Elias deitou-se três vezes sobre uma criança a fim de revivê-la (1Rs 17.21), além de correr mais rápido que uma carruagem, sob o poder do Senhor e debaixo de uma chuvarada (1Rs 17.46), Eliseu deitou-se duas vezes sobre outra criança, olhos sobre olhos, boca sobre boca e mãos sobre mãos (2Rs 4.34,35), a mula de Balaão falou por interferência divina (Nm 22.28-30), o Senhor JESUS usava saliva para curar cegos e mudos (Mc 7.33; 8.23; Jo 9.6), João Batista, ainda no ventre de Isabel, saltou de gozo ao ouvir a voz de Maria (Lc 1.41,44). Aquele que se fecha a manifestações corporais, como o cair no ESPÍRITO, está argüindo-se como administrador de si mesmo, estando cheio de orgulho e falsa religiosidade.

Em quarto lugar, a ocorrência de frenesis e arrebatamentos de sentidos entre o povo de DEUS deve ser administrada pelo bom senso, e não por nossa vontade. Manifestações extravagantes do correr do rio de DEUS não podem acontecer em um ambiente em que incrédulos ou crentes não acostumados com essas coisas estejam assistindo, não recebendo entendimento claro quanto ao significado delas. Isso é dito pelo apóstolo fariseu à comunidade de Corinto, quando afirma que os incrédulos e indoutos julgariam-nos como loucos ao ouvir orações e/ou pregações em línguas estranhas, enquanto a profecia traria convencimento de pecado e edificação (1Co 14.23-25). Quando Ana orava no templo e foi confundida com uma ébria, pelo sacerdote Eli, imediatamente houve uma explicação dela quanto à sua atitude, de forma que o mal entendido do sacerdote não gerou um escândalo maior para Ana (1Sm 1.9-20). Da mesma forma, quando os cento e vinte discípulos foram cheios do ESPÍRITO SANTO e os judeus convertidos começaram a zombar de seu estado frenético, os líderes dentre eles (Pedro e os onze apóstolos) levantaram-se, e o pescador de homens iniciou a sua pregação, em que explicou biblicamente os fenômenos vistos naquela manhã (At 2.13-18). Em um culto de uma conhecida denominação brasileira, ouvi um pastor pregar o seguinte: “Há pessoas que dizem: ‘Ha, esse negócio de buscar o ESPÍRITO SANTO na igreja escandaliza os visitantes’. Que nada, irmãos, os visitantes que entrem na do ESPÍRITO, e não o ESPÍRITO na dos visitantes.” O pastor citado pecou por pisar no mandamento bíblico a respeito da ordem (cf. 1Co 14.37-40), mas acertou ao declarar que os visitantes devem entrar na do ESPÍRITO SANTO. Para isso, o que é necessário não são exibições vistosas, mas a exposição convincente do Evangelho. A liberdade às sensações religiosas, produzidas pelo toque do ESPÍRITO, termina onde o escândalo começa, conforme os exemplos bíblicos mostram.

Em quinto e último lugar, o verdadeiro desejo do servo de DEUS não deve estar nas experiências pessoais, mas unicamente na comunhão com DEUS, manifesta na oração, na meditação bíblica e na separação das coisas do mundo. É bíblico que anelemos o enchimento com o ESPÍRITO SANTO (Ef 5.18), que modo que devemos estar preparados para que a resposta de DEUS venha como em At 4.31, quando o lugar, em que os discípulos oravam, se moveu pelo poder do ESPÍRITO. Mas nossa súplica jamais deve ser para que DEUS venha realizar esta ou aquela manifestação, pois isso cria uma dependência em torno de elementos secundários, que são da particularidade de DEUS sobre a vida de Seus filhos, dependência que a Bíblia jamais insinua que devamos desenvolver. Os fluíres do ESPÍRITO não são liberados para satisfazer a curiosidade humana ou o desejo por sentimentos de êxtase. São concedidos unicamente para que a Igreja seja edificada, recebendo impulso para a espiritualidade, que é constituída por um caráter igual ao de JESUS CRISTO (2Co 3.16-18; Gl 5.22-25).

Conclusão

O transbordamento exclusivo de alguns, no Antigo Testamento, tornou-se extensivo a todos os que clamam ao Senhor pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 11:13). As experiências tidas pelos profetas foram confirmadas no dia de Pentecostes e usufruídas pela Igreja Primitiva (Nm 11:29 c.c. At 2:17,18), encontrando-se à inteira disposição daqueles que enchem-se do ESPÍRITO (At 2:38,39; Ef 5:18). Hoje, há uma grande polêmica nas igrejas quanto a manifestações secundárias do fluir de DEUS sobre os cristãos, como tremores, quedas, brados, danças, acessos de riso ou de choro, giros, sapateios e gesticulações. Saibamos tão somente que esses elementos podem ocorrer num genuíno agir de DEUS, bem como numa manifestação carnal emotiva, ou, ainda, em meio a pessoas endemoninhadas. O princípio bíblico é sempre o de vigiar quanto ao escândalo, pois de nada valerá a Igreja não extinguir o ESPÍRITO (1Ts 5:19) se ela cair em ridículo frente aos incrédulos, perdendo a chance de evangelizá-los (cf. 1Co 14:23-25). E lembremo-nos, sempre:

Leia mais: http://www.eleitosdedeus.org/pentecostalismo/escrituras-e-os-extases-espirituais-rafael-gabas.html#ixzz0svYMNQvo

INTERAÇÃO
A comunicação na vida do ser humano é o recurso que abrange integralmente todas as esferas da vida. Você já pensou na importância do processo de comunicação? O quanto ele interfere em nossa relação com DEUS e com o próximo? Como DEUS se comunica com o seu povo? A profecia no AT era exposta ao receptor mediante algumas formas de comunicação. A presente lição permitirá o entendimento desse processo comunicativo. A profecia, de acordo com o contexto, tem diferentes formas de ser pronunciada. O importante é que DEUS é um Ser que se comunica e se revela soberanamente por meio de quem Ele usa. Portanto, precisamos estar atentos a sua maneira de transmitir suas verdades.

OBJETIVOS
Explicar as formas de comunicação divina aos profetas, e pelos profetas ao povo.
Descrever a interpretação naturalista acerca dos profetas do Antigo Testamento.
Refutar a falácia dos naturalistas com argumentos bíblicos.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, indicamos que seja feito um resumo a respeito dos meios de comunicação do profeta. Reproduza o esquema abaixo no data show, retroprojetor ou tire cópias para os alunos. Comente com a classe que DEUS usa os meios de comunicação humana para notificar veracidades. Todavia, devemos ter o discernimento para ouvir, reconhecer e obedecer à voz de DEUS. Faça a leitura, com seus alunos, de 1 Coríntios 2. 14,15 e destaque que a Igreja hoje deve exercer o discernimento do ESPÍRITO para reconhecer as atuais formas de comunicação do Eterno.

RESUMO DA LIÇÃO 2 - A NATUREZA DA ATIVIDADE ROFÉTICA
I. AS FORMAS DE COMUNICAÇÃO DE DEUS AOS PROFETAS
1. "[...] Veio a mim a palavra do SENHOR" (v.4). A.
2. Revelação divina em forma de diálogo (vv.6,9,10). .
3. Visão ou sonho. .
Exemplo que ilustra essa forma de o Eterno transmitir seus oráculos:
a) A visão da vara de amendoeira (vv.11,12). A
b) A visão da panela fervendo (vv.13-15).
II. AS FORMAS DE TRANSMISSÃO DA MENSAGEM DOS PROFETAS AO POVO
1. Declaração oral e direta.
2. Figuras e símbolos proféticos.
3. Casos reais que servem de representação para comunicar a mensagem.
III. A QUESTÃO EXTÁTICA DO PROFETA
1. Interpretação naturalista.
2. Falácia dos naturalistas.
3. A base dos naturalistas e uma refutação.
CONCLUSÃO
A Bíblia revela que é propósito de DEUS, desde Adão, comunicar-se com as suas
criaturas racionais para comunhão, direção, ensino, revelação, exortação e para
que possamos entendê-lO.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Bibliológico - Funções da Profecia
Prenunciar. Os profetas foram os primeiros de todos os prenunciadores e porta-vozes de DEUS. Abraão, quando recebeu e anunciou a aliança que DEUS havia feito com ele a respeito de sua semente, foi um profeta (Gn 12.1-3; 15.1; 22.15ss.). Moisés o maior de todos os profetas deveria receber a Palavra diretamente de DEUS e transmiti-la a Arão, que era seu porta-voz (Êx 7.1,2). Como Moisés deveria ser "o deus" do Faraó, o ministério de Arão demonstra perfeitamente o ministério do porta-voz. Todos aqueles que agem na função de proclamar a Palavra de DEUS são seus porta-vozes. É nesse sentido que o crente do NT pode profetizar, quando está diretamente habilitado pelo ESPÍRITO SANTO. Profetizar. Embora nem todos o fizessem, muitos profetas previam o futuro. Abraão, como o primeiro homem a receber o nome de profeta, era ao mesmo tempo um prenunciador e um pressagiador. Ele transmitiu a Isaque e seus descendentes a profecia sobre Israel, que revelava a promessa da primeira vinda de CRISTO como semente (Cf. Gl 3.8,16), e também a instalação de Reino.

(Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. RJ, CPAD, p.1599).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico - O papel da Predição no Ministério dos Profetas
"[...] Há essencialmente dois tipos de material nos profetas. Há a predição de visão próxima, de eventos a acontecer dentro do tempo de vida do ouvinte; e predição de visão distante, de eventos a acontecerem além do período de vida dos ouvintes. Predições de visões próximas, como Miqueias, serviram frequentemente como prova de que a reivindicação da pessoa de falar por DEUS era verdadeira. Elas legitimavam o porta-voz como mensageiro de DEUS. Predições para posteridade tinham um propósito diferente no ministério do profeta aos seus contemporâneos, embora hoje possamos prosseguir o cumprimento literal de muitas predições que ficaram para o futuro quando foram proferidas. Predições de visões distantes, que descrevem eventos por acontecer além do período de vida, transmitem a filosofia da história da Escritura. Elas descrevem o triunfo final de DEUS sobre o mal e o estabelecimento da justiça na Terra. Elas retratam uma reunião de Israel e a conversão nacional: um tempo de incomparáveis bênçãos quando todas as promessas da aliança feitas a Abraão e Davi, e a Nova Aliança, em Jeremias, serão mantidas. As passagens sublinhadas dessas predições é que DEUS é responsável pela história e que ela se desenvolve inexoravelmente em direção ao Seu intencionado fim. Essa é uma mensagem de esperança e confiança. DEUS conhece o fim desde o princípio. Nada que acontece na história pode alterar o plano de DEUS ou enfraquecer Seu compromisso com Seu povo escolhido"
(RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005, p.407).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
BEVERE, John. Assim Diz o Senhor? Como saber quando DEUS está falando através de outra pessoa. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.

Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.

SAIBA MAIS - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 43, p. 37.

QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 2 - A NATUREZA DA ATIVIDADE ROFÉTICA
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 2º TRIMESTRE DE 2010
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.

TEXTO ÁUREO


1- Complete:

"Havendo _____________________, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos __________________, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo ______________________" (Hb 1.1).

 

VERDADE PRÁTICA

2- Complete:

A autêntica comunicação _________________________, nos tempos bíblicos, era feita por meio de palavras e de ________________________, a fim de que o povo compreendesse ____________________________________ a mensagem divina.

 

I. AS FORMAS DE COMUNICAÇÃO DE DEUS AOS PROFETAS

3- Qual o objetivo da expressão "veio a mim a palavra do Senhor"?

( ) O objetivo claro é trazer autoridade ao profeta que está falando.

( ) Geralmente serve para introduzir um diálogo (ou uma visão) entre DEUS e o profeta (vv.4,11,13).

( ) Essa era a forma usual de o profeta do Senhor demonstrar que a sua mensagem veio do Todo-Poderoso.



4- Complete:

Algumas vezes, o homem de DEUS recebia o ________________________________ divino de maneira íntima e repentina, ocasião em que ____________________________ ele ouvia a voz divina e ninguém mais. São exemplos dessa forma de comunicação entre o Senhor e o seu mensageiro: o que aconteceu com ____________________________ quando foi ungir Davi (1 Sm 16.6,7), e o que sucedeu ao profeta ________________________________________ ao se encontrar com o rei Acaz (Is 7.3,4).



5- Por que Jeremias recusou a chamada divina?

( ) Porque era candidato a sacerdote, herdando a posição de seu pai que era um sacerdote.

( ) O fato de Jeremias recusar a chamada não era desobediência, mas temor, por causa de sua tenra idade.

( ) O fato de Jeremias recusar a chamada não era desobediência, mas decisão de não assumir posição além da de sacerdote.



6- Como acontecia a revelação divina em forma de diálogo (vv.6,9,10)?

( ) DEUS aparecia em forma de um anjo e dava uma visão ao profeta.

( ) DEUS tocou a boca do profeta e disse-lhe: "Eis que ponho minhas palavras na tua boca". Isso simbolizava a comunicação da mensagem divina.

( ) Desde então, Jeremias se tornou um porta-voz de DEUS, que conferiu-lhe autoridade sobre nações e reinos.



7- O que aconteceu quando Jeremias foi investido da autoridade de profeta, por DEUS?

( ) O profeta cumpriu a sua profissão de fé de condenar o povo e a corrupção generalizada do povo e de anunciar a nova aliança com a vinda futura do Messias.

( ) O profeta cumpriu a sua missão de afagar o pecador e a separação generalizada do povo e de anunciar a nova aliança com a vinda futura do Messias.

( ) O profeta cumpriu a sua missão de condenar o pecado e a corrupção generalizada do povo e de anunciar a nova aliança com a vinda futura do Messias.



8- Entre as principais formas de DEUS comunicar sua mensagem aos profetas estão visões e sonhos (Dn 7.1). Complete:

A visão transmitida pelo Senhor é algo visto fora da ______________________________ ou ______________________________ humana comum e natural.

O sonho, sem ser necessariamente uma __________________________________ de DEUS, é apenas uma série de imagens acompanhadas de pensamentos e emoções, que a pessoa vê enquanto _________________________________. Diferentemente, o sonho ____________________________ era outra maneira de DEUS se revelar aos profetas (Nm 12.6), tal como fez com Daniel: "[...] teve Daniel, na sua _____________________________, um sonho e visões da sua cabeça" (Dn 7.1).



9- Como foi a comunicação da mensagem divina através das visões que o profeta Jeremias teve? Complete:

a) A visão da vara de amendoeira (vv.11,12).

A primeira visão do profeta das lágrimas é significativa, pois a amendoeira é uma árvore que se renova mais cedo para a primavera, ou seja, é a primeira a florir. A palavra hebraica para "amendoeira" ou "amêndoa" é shāqēd, e significa "o ___________________________", uma vez que o povo a via como o "arauto da primavera". Assim, visto que o verbo shāqēd significa "________________________, estar de vigília", havendo apenas uma sutil diferença entre "amendoeira" e "vigiar", o nome dessa planta representa o lembrete de que DEUS está atento ao _________________________________ de sua palavra (cf. Jr 31.28; 44.27).



b) A visão da panela fervendo (vv.13-15).

Já a segunda visão dada pelo Senhor a Jeremias veio algum tempo depois e mostra uma __________________________ fervendo, virada do norte para a região da Palestina. O "conteúdo" desse caldeirão (algo sinistro e assustador, pois anunciava o trágico destino da nação judaica devido aos seus pecados) seria derramado sobre Judá e Jerusalém. Isso era algo assegurado pelo próprio DEUS, que se encarregou de dar a interpretação da visão: "Do ____________________________ se descobrirá o mal sobre todos os habitantes da terra" (v.14). Qual o real significado dessa mensagem? Ao norte de Israel estavam a Fenícia, Síria, Assíria e Babilônia. Porém, ao longo do livro, fica claro que a palavra profética refere-se especificamente ao reino da ________________________________ que dominaria outros povos.



II. AS FORMAS DE TRANSMISSÃO DA MENSAGEM DOS PROFETAS AO POVO

10- Quais as três principais formas de transmissão das mensagens dos profetas ao povo?

( ) Declaração oral e direta, figuras e símbolos estéticos, e casos reais que servem de representação para comunicar a poesia.

( ) Declaração oral e direta, figuras e símbolos proféticos, e casos reais que servem de representação para comunicar a mensagem.

( ) Declaração oral e direta, figuras e símbolos eternos, e casos reais que servem de representação para enfeitar a mensagem.



11- Segundo o tema formas de transmissão das mensagens dos profetas ao povo, ligue a primeira coluna de acordo com a segunda:



Casos reais que servem de representação para comunicar a mensagem.



É algo muito comum nos profetas pré-clássicos, por exemplo, os profetas e videntes Samuel (1 Sm 15.16,17), Natã (2 Sm 7.8-17; 12.7-10), Gade (1 Sm 22.5), Hanani (2 Cr 16.7) e Elias (1 Rs 21.19-27). Ocorre também nos clássicos, mas a sua quantidade de ocorrências é menor (Jr 38.17).

Declaração oral e direta.



Tratam-se de ilustrações pictóricas utilizadas pelo profeta, cujo objetivo é chamar a atenção do seu interlocutor para a mensagem.Ex.: Profeta Aías rasgou um manto em doze pedaços e ofereceu dez deles a Jeroboão I (divisão do reino de Salomão - 1 Rs 11.29-32). Profeta Jeremias enterrou um cinto de linho (13.1-11). Profeta Jeremias foi à casa do oleiro (18.2-6) e o uso da canga de madeira sobre o seu pescoço (27.2; 28.12).

Figuras e símbolos proféticos



Chamada em hermenêutica de "oráculo por ação", essa forma pode ser exemplificada mediante a experiência do casamento do profeta Oséias com a prostituta Gomer (Os 1.2,3).



12- Como podem ser os conteúdos dos oráculos divinos?

( ) Podem ser de apreensão, advertência, conforto ou ensino.

( ) Podem ser de repreensão, advertência, conforto ou destino.

( ) Podem ser de repreensão, advertência, conforto ou ensino.



13- Como podem ser os oráculos divinos quanto ao seu cumprimento?

( ) Pode ser demorado, no tocante a sua geração, num futuro distante ou escatológico.

( ) Pode ser imediato, no tocante a sua geração, num futuro próximo ou escatológico.

( ) Pode ser imediato, no tocante a sua geração, num futuro distante ou escatológico.



III. A QUESTÃO EXTÁTICA DO PROFETA

14- Como é a Interpretação naturalista da questão extática do profeta?

( ) Eles afirmam que todo profeta tem que estar em êxtase quando profetiza.

( ) Os intérpretes naturalistas consideram o estado de êxtase como um dos aspectos mais característicos da atividade dos profetas hebreus, mas negam a origem divina de seus oráculos.

( ) Eles afirmam que o fenômeno do êxtase era apenas um estado emocional da pessoa.

( ) É uma "explicação" que deve ser rejeitada pelos crentes em CRISTO JESUS.



15- Qual a verdadeira intenção da Interpretação naturalista da questão extática do profeta?

( ) Tal linha de pensamento pretende nivelar os profetas de DEUS aos advindos de Israel.

( ) Tal linha de pensamento pretende igualar os profetas de DEUS aos adivinhos, falsos profetas hebreus e aos profetas dos deuses das nações vizinhas de Israel.

( ) Tal linha de pensamento pretende igualar os profetas de Baal aos adivinhos, falsos profetas hebreus e aos profetas dos deuses das nações vizinhas de Israel.



16- Por que a Interpretação naturalista da questão extática do profeta é uma falácia?

( ) Porque nenhum profeta legítimo se contorce ao profetizar.

( ) A interpretação naturalista é antibíblica, porque as Escrituras Sagradas declaram que a fonte dos oráculos proféticos é o próprio DEUS (Os 12.10; 2 Pe 1.21).

( ) Há na Bíblia inúmeras evidências irrefutáveis e indestrutíveis que provam serem os profetas de Israel embaixadores de DEUS enviados ao povo (Ag 1.13).

( ) Um embaixador ou mensageiro não fala em seu próprio nome e nem diz o que quer.

( ) Um embaixador ou mensageiro transmite a mensagem em nome de quem o enviou, por isso, é muito comum o profeta se expressar empregando a primeira pessoa nos seus discursos, pois está falando em nome do Senhor, as palavras que Ele mesmo mandou.



17- Segundo a base dos naturalistas e uma refutação, complete:

NATURALISTAS (caso 1):

Alguns relatos bíblicos parecem mostrar alguém profetizando em estado de ________________________ como Balaão: "[...] caindo em êxtase e de olhos abertos" (Nm 24.4,16).

REFUTAÇÃO

Entretanto, antes de mencionar um desses casos e sua respectiva ressalva, é importante destacar que o termo "__________________________" sequer aparece no Antigo Testamento com esse sentido. A ARC emprega o termo, em itálico, para descrever o estado emocional de Balaão enquanto alçava a sua ______________________ (Nm 24.4,16). O emprego de palavras em itálico no texto bíblico traduzido indica que não constam explicitamente do texto nas línguas originais. Além do mais, Balaão pode ter sido inicialmente um profeta, mas depois se ______________________. Em nenhum lugar do Antigo Testamento, ele é chamado de profeta, antes é reconhecido como "______________________" (Js 13.22). DEUS o usou assim como usou a sua jumenta; bem como usou a _____________________________ (Jo 11.49-52).

NATURALISTAS (caso 2):

Quanto ao caso que alguns afirmam ter paralelo com o "êxtase" de Balaão, trata-se de _____________________: "[...] e ele também ___________________________ diante de Samuel, e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite" (1 Sm 19.24).

REFUTAÇÃO

É bom lembrar que Saul, à época dessa experiência, estava ________________________________ de DEUS (1 Sm 16.14).



CONCLUSÃO

18- Complete:

A Bíblia revela que é propósito de DEUS, desde Adão, _____________________________-se com as suas criaturas racionais para comunhão, direção, ensino, revelação, exortação e para que possamos entendê-lO. O Senhor usou várias formas para se ______________________________ com os profetas, e esses, com o povo, de modo que a mensagem se tornasse compreensível. Por isso, é de fundamental importância que os seres humanos também se interessem pelo conhecimento da _____________________ de DEUS, lendo a sua Palavra e sendo instruídos pelos verdadeiros __________________________ do Senhor..


RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

AJUDA
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