quarta-feira, 4 de agosto de 2010

LIÇÃO 6, PROFETAS MAIORES E MENORES



LIÇÃO 6 - PROFETAS MAIORES E MENORES
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 2010
O Ministério Profético na Bíblia, a voz de DEUS na Terra
Comentários da revista da CPAD:
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev.. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO




Para melhor entendimento estude as lições DO 2º Trimestre de2003. Lições Jovens e Adultos. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. CPAD.
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao11-oantigotestamento-osprofetasmaiores.htm e
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao12-oantigotestamento-osprofetasmenores.htm




TEXTO ÁUREO
"E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras" (Lc 24.27).

VERDADE PRÁTICA
Embora sejam classificados em maiores e menores, os profetas do Antigo Testamento foram todos, de igual modo, inspirados verbal e plenariamente pelo ESPÍRITO SANTO de DEUS.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Romanos 9.25-29
25 Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada. 26 E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo, aí serão chamados filhos do DEUS vivo. 27 Também Isaías clamava acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. 28 Porque o Senhor executará a sua palavra sobre a terra, completando-a e abreviando-a. 29 E como antes disse Isaías: Se o Senhor dos Exércitos nos não deixara descendência, teríamos sido feitos como Sodoma e seríamos semelhantes a Gomorra.

ISRAEL NO PLANO DIVINO PARA A SALVAÇÃO
Rm 9.6 “Não que a palavra de DEUS haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas”.

INTRODUÇÃO. Em Rm 9–11, Paulo trata da eleição de Israel no passado, da sua rejeição do evangelho no presente, e da sua salvação futura.
Esses três capítulos foram escritos para responder à pergunta que os crentes judaicos faziam: como as promessas de DEUS a Abraão e à nação de Israel poderiam permanecer válidas, quando a nação de Israel, como um todo, não parece ter parte no evangelho? O presente estudo resume o argumento de Paulo.

SÍNTESE. Há três elementos distintos no exame que Paulo faz de Israel no plano divino da salvação.
(1) O primeiro (9.6-29) é um exame da eleição de Israel no passado. (a) Em 9.6-13, Paulo afirma que a promessa de DEUS a Israel não falhou, pois a promessa era só para os fiéis da nação. Visava somente o verdadeiro Israel, aqueles que eram fiéis à promessa (ver Gn 12.1-3; 17.19). Sempre há um Israel dentro de Israel, que tem recebido a promessa. (b) Em 9.14-29, Paulo chama a nossa atenção para o fato de que DEUS tem o direito de fazer o que Ele quer com os indivíduos e as nações. Tem o direito de rejeitar a Israel, se desobedecerem a Ele e o direito de usar de misericórdia para com os gentios, oferecendo-lhes a salvação, se Ele assim decidir.
(2) O segundo elemento (9.30—10.21) analisa a rejeição presente do evangelho por Israel. Seu erro de não voltar-se para CRISTO, não se deve a um decreto incondicional de DEUS, mas à sua própria incredulidade e desobediência (ver 10.3).
(3) Finalmente, Paulo explica (11.1-36) que a rejeição de Israel é apenas parcial e temporária. Israel por fim aceitará a salvação divina em CRISTO.
O argumento dele contém vários passos.
(a) DEUS não rejeitou o Israel verdadeiro, pois Ele permaneceu fiel ao “remanescente” que permanece fiel a Ele, aceitando a CRISTO (11.1-6).
(b) No presente, DEUS endureceu a maior parte de Israel, porque os israelitas não quiseram aceitar a CRISTO (11.7-10; cf. 9.31—10.21).
(c) DEUS transformou a transgressão de Israel (i.e., a crucificação de CRISTO) numa oportunidade de proclamar a salvação a todo o mundo (11.11,12, 15).
(d) Durante esse tempo presente da incredulidade nacional de Israel, a salvação de indivíduos, tanto os judeus como os gentios (cf. 10.12,13) depende da fé em JESUS CRISTO (11.13-24).
(e) A fé em JESUS CRISTO, por uma parte do Israel nacional, acontecerá no futuro (11.25-29).
(f) O propósito sincero de DEUS é ter misericórdia de todos, tanto dos judeus como dos gentios, e incluir no seu reino todas as pessoas que crêem em CRISTO (11.30-36; cf. 10.12,13; 11.20-24).

PERSPECTIVA. Várias coisas se destacam nestes três capítulos.
(1) Esse exame da condição de Israel não se refere à vida ou morte eterna de indivíduos após a morte. Pelo contrário, Paulo está tratando do modo como DEUS lida com nações e povos do ponto de vista histórico, i.e., do seu direito de usar povos e nações conforme Ele quer. Por exemplo, sua escolha de Jacó em lugar de seu irmão Esaú (9.11) teve como propósito fundar e usar as nações de Israel e de Edom, oriundas dos dois. Nada tinha que ver com seu destino eterno, i.e., quanto a sua salvação ou condenação como indivíduos. Uma coisa é certa: DEUS tem o direito de chamar as pessoas e nações que Ele quiser, e determinar-lhes responsabilidades a cumprir.
(2) Paulo expressa sua constante solicitude e intensa tristeza pela nação judaica (9.1-3). O próprio fato que Paulo ora para que seus compatriotas sejam salvos, revela que ele não admitia o ensino teológico da predestinação, afirmando que todas as pessoas já nascem predestinadas, ou para o céu, ou para o inferno. Pelo contrário, o sincero desejo e oração de Paulo reflete a vontade de DEUS para o povo judaico (cf. 10.21; ver Lc 19.41 -JESUS chorou porque Israel rejeitou o caminho divino da salvação). No NT não se encontra o ensino de que determinadas pessoas foram predestinadas ao inferno antes de nascer.
(3) O mais relevante neste assunto é o tema da fé. O estado espiritual de perdido, da maioria dos israelitas, não fora determinado por um decreto arbitrário de DEUS, mas, resultado da sua própria recusa de se submeterem ao plano divino da salvação mediante a fé em CRISTO (9.33; 10.3; 11.20).
Inúmeros gentios, porém, aceitaram o caminho de DEUS, que é o da fé, e alcançaram a justiça mediante a fé. Obedeceram a DEUS pela fé e se tornaram “filhos do DEUS vivo” (9.25,26). Esse fato ressalta a importância da obediência mediante a fé (1.5; 16.26) no tocante à chamada e eleição da parte de DEUS.
(4) A oportunidade de salvação está perante a nação de Israel, se ela largar sua incredulidade (11.23). Semelhantemente, os crentes gentios que agora são parte da igreja de DEUS são advertidos de que também correm o mesmo risco de serem cortados da salvação (11.13-22). Eles devem sempre perseverar na fé com temor. A advertência aos crentes gentios em 11.20-23, pelo fato da falha de Israel, é tão válida hoje quanto o foi no dia em que Paulo a escreveu.
(5) As Escrituras estão repletas de promessas de uma futura restauração de Israel ao aceitarem o Messias. Tal restauração terá lugar ao findar-se a Grande Tribulação, na iminência da volta pessoal de CRISTO (ver Is 11.10-12; 24.17-23; 49.22,23; Jr 31.31-34; Ez 37.12-14; Rm 11.26; Ap 12.6).



Houve entre o povo os profetas orais, ou melhor, os que não escreveram suas mensagens, e os profetas literários, estes divididos em dois grupos: Profetas Maiores (cinco livros, sendo 4 profetas) e Profetas Menores (doze livros e 12 profetas). Foram assim classificados por Agostinho em virtude do volume de seus escritos. Os Profetas Maiores são: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel.
Os menores são os seguintes: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

2 Pedro 1.19-21 19 E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração,sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação;porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
Amós 7.10-15 10 Então, Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não poderá sofrer todas as suas palavras.Porque assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel certamente será levado para fora da sua terra em cativeiro.Depois, Amazias disse a Amós: Vai-te, ó vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza; mas, em Betel, daqui por diante, não profetizarás mais, porque é o santuário do rei e a casa do reino. E respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não era profeta, nem filho de profeta, mas boieiro e cultivador de sicômoros. Mas o SENHOR me tirou de após o gado e o SENHOR me disse: Vai e profetiza ao meu povo Israel.
MUI FIRME A PALAVRA DOS PROFETAS. Pedro contrasta as idéias humanistas com a Palavra de Deus (v. 16). Ele atesta a origem divina das Escrituras e afirma que toda a profecia teve sua origem em Deus, e não no ser humano (cf. v. 16). Assim, temos a certeza de que a mensagem de Deus é infalível (não é passível de conter erros ou enganos) e inerrante (livre de erros, falsificação ou logro). A infalibilidade e a inerrância da Bíblia são inseparáveis, porque a inerrância é o resultado da infalibilidade da própria Palavra de Deus. As Escrituras, na sua totalidade, são verdadeiras e fidedignas em todos os seus ensinos (2 Sm 23.2; Jr 1.7-9; 1 Co 14.37)
1.20 NENHUMA PROFECIA DA ESCRITURA. O significado é que nenhuma profecia das Escrituras veio das idéias, ou raciocínio do seu escritor, mas, sim, do Espírito Santo.
1.21 OS HOMENS... DE DEUS FALARAM INSPIRADOS PELO ESPÍRITO SANTO. Pedro afirma a divina origem e autoridade das profecias da Escritura. Todos os crentes devem, de modo semelhante, manter um conceito firme e final da inspiração e autoridade das Sagradas Escrituras. Há várias razões para isso: (1) É a única maneira de ser fiel ao que Jesus Cristo, os apóstolos e a própria Bíblia ensinam a respeito das Escrituras (ver Sl 119; Jo 5.47). (2) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escrituras, a igreja fica sem alicerce autêntico e seguro para sua fé, sem certeza da salvação, sem valor moral absoluto, sem mensagem garantida para pregar, sem nenhuma certeza do batismo no Espírito Santo e da operação de milagres e nenhuma esperança da volta iminente de Jesus Cristo. (3) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escrituras, os cristãos fiéis à Bíblia não têm nenhuma verdade absoluta e objetiva, baseada na autoridade do próprio Deus, com a qual possam julgar e rejeitar os valores movediços deste mundo, as filosofias humanas e as práticas ímpias da cultura mundana (Sl 119.160). (4) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escrituras, o cristão não tem condições de suportar as terríveis dificuldades dos últimos dias (ver 1 Ts 2.1-12; 1 Tm 4.1; 2 Tm 3.1). (5) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escrituras, ficam enfraquecidas a plena autoridade e as doutrinas da Bíblia; em conseqüência disso, ela será substituída pela experiência religiosa subjetiva humana, ou pelo ra-ciocínio independente e crítico, também humano
(2.1-3)

DESTACAMOS DOIS PROFETAS NESSA LIÇÃO, POR SEREM OS DOIS PRIMEIROS DOS DOIS GRUPOS EM ESTUDO:
ISAÍAS, O PRIMERO DOS PROFETAS MAIORES E OSÉIAS, O PRIMEIRO DS MENORES.

Autor: Isaías Tema: Juízo e Salvação Data: Cerca de 700–680 a.C.
Considerações Preliminares
O contexto histórico do ministério de Isaías, filho de Amós, foi centrado em Jerusalém durante os reinados de quatro reis de Judá: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (1.1). Considerando que o rei Uzias tenha morrido em 740 a.C. (cf. 6.1), e Ezequias, em 687 a.C., o ministério de Isaías abrangeu mais de meio século. Segundo a tradição, Isaías foi serrado ao meio (cf. Hb 11.37) pelo filho de Ezequias, o ímpio rei Manassés (c. 680 a.C.). Segundo parece, Isaías provinha de uma família influente de Jerusalém. Era um homem cultíssimo, e tinha o dom da poesia. Ele era familiarizado com a realeza, e aconselhava os reis no tocante à política externa de Judá. É considerado o mais literário e influente dos profetas. Era casado com uma profetisa, e tinha dois filhos, cujos nomes representavam mensagens simbólicas à nação. Isaías era contemporâneo de Oséias e Miquéias. Profetizou durante a expansão ameaçadora do império assírio, o colapso de Israel (o Reino do Norte), e o declínio espiritual e moral de Judá (o Reino do Sul). Isaías advertiu o rei Acaz, de Judá, a não buscar ajuda dos assírios contra Israel e a Síria. Advertiu o rei Ezequias, depois da queda de Israel em 722 a.C., a não fazer alianças com nações estrangeiras contra a Assíria. Exortou-os, enfim, a confiarem somente no Senhor (7.3-7; 30.1-17). Isaías desfrutou de sua maior influência durante o reinado de Ezequias. Alguns estudiosos questionam a autoria de Isaías quanto à totalidade do livro que lhe leva o nome. Eles lhe atribuem somente os caps. 1—39. Os caps. 40—66 são atribuidos a outro autor, ou autores, que teriam vindo um século e meio mais tarde. Não existe, porém, nenhum fato bíblico que nos leve a rejeitar a autoria de Isaías para todo o livro. As mensagens de Isaías, nos caps. 40–66, destinados aos exilados judaicos em Babilônia, muito tempo depois de sua morte, enfatizam o poder de Deus em revelar eventos futuros específicos através dos seus profetas (e.g., 42.8,9; 44.6-8; 45.1; 47.1-11; 53.1-12). Se aceitarmos os fenômenos das visões e revelações proféticas (cf. Ap 1.1; 4.1—22.21), cai por terra o obstáculo principal à crença de que Isaías realmente escreveu o livro inteiro. As evidências que sustentam esta posição são abundantes, e podem ser classificadas em duas categorias: (1) Evidências internas, no próprio livro, que incluem o título em 1.1, e os numerosos paralelos e pensamentos marcantes entre ambas as seções do livro. Um exemplo notável é a expressão “o Santo de Israel”, que ocorre doze vezes nos capítulos 1–39, e catorze nos capítulos 40 a 66, mas somente seis vezes no restante do AT. Nada menos que vinte e cinco formas verbais hebraicas aparecem nas duas divisões de Isaías. Expressões estas não encontradas em nenhum outro lugar dos livros proféticos do AT. (2) As evidências externas incluem o testemunho do Talmude e do próprio NT, que atribui todo o livro ao profeta Isaías (e.g., cf. Mt 12.17-21 com Is 42.1-4; Mt 3.3 e Lc 3.4 com Is 40.3; Jo 12.37-41 com Is 6.9,10 e 53.1; At 8.28-33 com Is 53.7-9; Rm 9.27 e 10.16-21 com Is 10.53, e 65).
Propósito
Fica patente o tríplice propósito de Isaías. (1) Confrontar a própria nação, e outras nações contemporâneas, com a palavra do Senhor, mostrando-lhes seus pecados e o conseqüente castigo divino. (2) Profetizar esperança à geração futura de exilados judaicos, que seria restaurada do cativeiro, e à qual Deus redimiria como luz aos gentios. (3) Mostrar que Deus enviaria o Messias davídico, cuja salvação abrangeria todas as nações da terra, suscitando esperança no povo de Deus, tanto do antigo como do novo concerto.
Visão Panorâmica
Os sessenta e seis capítulos de Isaías podem ser divididos naturalmente em duas seções: 1–39 e 40–66. Em certos aspectos, Isaías é uma Bíblia em miniatura: (1) sua dupla divisão ressalta o julgamento e salvação, correspondendo aos temas principais do AT e NT; e (2) nas divisões de Isaías e da Bíblia, o fio que as ata é a obra redentora de Cristo.
(1) A primeira seção de Isaías (1–39) contém quatro grandes blocos de profecias. (a) Nos caps. 1–12, Isaías adverte e denuncia Judá pela sua idolatria, imoralidade e injustiças sociais durante um período de prosperidade enganadora. Entrelaçadas com a mensagem da condenação vindoura, há importantes profecias messiânicas (e.g., 2.4; 7.14; 9.6,7; 11.1-9), e o testemunho do profeta a respeito da própria purificação e de seu encargo para o ministério profético (cap. 6). (b) Nos caps. 13–23, Isaías condena as nações contemporâneas por causa de seus pecados. (c) Os caps. 24–35 contêm um amplo leque de promessas proféticas de salvação e juízo futuros. (d) Os caps. 36–39 registram a história seletiva do rei Ezequias, que forma um paralelo com 2 Rs 18.13–20.21.
(2) A segunda seção (40–66) traz algumas das profecias mais profundas da Bíblia a respeito da grandeza de Deus e da vastidão de seu plano de redenção. Estes capítulos inspiraram esperança e consolo ao povo de Deus durante os anos finais do reinado de Ezequias (38.5) e nos séculos seguintes. Estão repletos de revelações a respeito da glória e poder de Deus, e de sua promessa em restaurar um remanescente justo e frutífero em Israel e entre as nações, como plena demonstração de seu amor redentor. Tais promessas, e seu respectivo cumprimento, têm conexão especial com o sofrimento e contém os “cânticos do servo” (ver 42.1-4; 49.1-6; 50.4-9; 52.13; 53.12). Elas avançam além da experiência dos exilados, e prevêem a vinda futura de Jesus Cristo e a sua morte expiatória (cap. 53). O profeta prediz que o Messias vindouro fará com que a justiça brilhe com fulgor, e que a salvação chegue às nações como uma tocha ardente (caps. 60—66). Condena a cegueira espiritual (42.18-25) e recomenda a oração intercessória e a labuta espiritual pelo povo de Deus, para que todas as promessas sejam cumpridas (cf. 56.6-8; 62.1,2,6,7; 66.7-18).
Características Especiais
Oito aspectos básicos caracterizam o livro de Isaías. (1) Em sua maior parte, está escrito em forma poética, e é insuperável como jóia literária na beleza, poder e versatilidade. (2) É chamado “o profeta evangélico”, porque, dentre todos os livros do AT, suas profecias contêm as declarações mais plenas e claras sobre Jesus Cristo. (3) Sua visão da cruz (cap. 53) é a profecia mais específica e detalhada sobre a morte expiatória de Jesus. (4) É o mais teológico e extenso de todos os livros proféticos do AT. O período de tempo ali tratado remonta à criação dos céus e da terra (e.g., 42.5), e olha para o futuro, aos novos céus e nova terra (e.g., 65.17; 66.22). (5) Contém mais revelação a respeito da natureza, majestade e santidade de Deus do que qualquer outro livro profético do AT. O Deus de Isaías é santo e todo-poderoso, aquele que julgará o pecado e a iniqüidade dos seres humanos e nações. Sua expressão predileta para Deus é “o Santo de Israel”. (6) Isaías, cujo nome significa “o Senhor salva”, é o profeta da salvação. Ele emprega a palavra “salvação” quase três vezes mais do que todos os demais livros proféticos do AT. Isaías revela que o propósito divino da salvação será somente realizado em conexão com o Messias. (7) Isaías faz freqüentes referências aos eventos redentores da história de Israel: e.g., o Êxodo (4.5,6; 11.15; 31.5; 43.16,17), a destruição de Sodoma e Gomorra (1.9) e a vitória de Gideão contra os midianitas (9.4; 10.26; 28.21). Além disso, faz alusões ao cântico profético de Moisés em Dt 32 (1.2; 30.17; 43.11,13). (8) Isaías é, juntamente com Deuteronômio e os Salmos, um dos livros do AT mais citados e aludidos no NT.
O Livro de Isaías ante o NT
Isaías profetiza a respeito de João Batista como aquele destinado a ser o precursor do Messias (40.3-5; cf. Mt 3.1-3). Seguem-se muitas de suas profecias messiânicas sobre a vida e ministério de Jesus Cristo: sua encarnação e divindade (7.14; ver Mt 1.22,23 e Lc 1.34,35; Is 9.6,7; ver Lc 1.32,33; 2.11); sua juventude (7.15,16 e 11.1; ver Lc 3.23,32 e At 13.22,23); sua missão (11.2-5; 42.1-4; 60.1-3 e 61.1; ver Lc 4.17-19,21); sua obediência (50.5; ver Hb 5.8); sua mensagem e unção pelo Espírito (11.2; 42.1; e 61.1; ver Mt 12.15-21); seus milagres (35.5,6; ver Mt 11.2-5); seus sofrimentos (50.6; ver Mt 26.67 e 27.26,30; Is 53.4,5,11; ver At 8.28-33); sua rejeição (53.1-3; ver Lc 23.18; Jo 1.11 e 7.5); sua humilhação (52.14; ver Fp 2.7,8); sua morte expiatória (53.4-12; ver Rm 5.6); sua ascensão (52.13; ver Fp 2.9-11); e sua segunda vinda (26.20,21; ver Jd v. 14; Is 61.2,3; ver 2 Ts 1.5-12; Is 65.17-25; ver 2 Pe 3.13).


Oséias
Autor: Oséias Tema: O Julgamento Divino e o Amor Redentor de Deus Data: 715-710 a.C.
Considerações Preliminares
Oséias, cujo nome significa “salvação”, é identificado como filho de Beeri (1.1). Nada mais se sabe do profeta, a não ser os lances biográficos que ele mesmo revela em seu livro. Que Oséias provinha de Israel, e não de Judá, e que profetizou à sua nação, fica patente: (1) em suas numerosas referências a “Israel” e “Efraim”, as duas principais designações do Reino do Norte; (2) na sua referência ao Rei de Israel, em Samaria, como “nosso rei” (7.5); e (3) em sua intensa preocupação com a corrupção espiritual, moral, política e social de Israel. O ministério de Oséias, ao Reino do Norte, seguiu-se logo depois ao ministério de Amós que, embora fosse de Judá, profetizou a Israel. Amós e Oséias são os únicos profetas do AT, cujos livros foram dedicados inteiramente ao Reino do Norte, anunciando-lhe a destruição iminente.Oséias foi vocacionado por Deus a profetizar ao Reino de Israel, que desmoronava espiritual e moralmente, durante os últimos quarenta anos de sua existência, assim como Jeremias seria chamado a fazer o mesmo em Judá. Quando Oséias iniciou o seu ministério, durante os últimos anos de Jeroboão II, Israel desfrutava de uma temporária prosperidade econômica e de paz política, que acabariam por produzir um falso senso de segurança. Logo após a morte de Jeroboão II (753 a.C.), porém, a nação começa a deteriorar-se, e caminha velozmente à destruição em 722 a.C. Passados quinze anos da morte do rei, quatro de seus sucessores seriam assassinados. Decorridos mais quinze anos, Samaria seria incendiada, e os israelitas, deportados à Assíria e, posteriormente, dispersados entre as nações. O casamento trágico de Oséias, e sua palavra profética, harmonizavam-se com a mensagem de Deus a Israel durante esses anos caóticos.Deus ordenou a Oséias que tomasse “uma mulher de prostituições” (1.2) a fim de ilustrar a infidelidade espiritual de Israel. Embora há os que interpretem o casamento do profeta como alegoria, os eruditos conservadores consideram-no literal. Parece improvável, porém, que Deus instruísse seu piedoso servo a casar-se com uma mulher de má fama para exemplificar sua mensagem a Israel. Parece mais provável que Oséias haja se casado com Gomer quando esta ainda era casta, e que ela haja se tornado meretriz posteriormente. Sendo assim, a ordem para se tomar “uma mulher de prostituições” era uma previsão profética do que estava prestes a acontecer.O contexto histórico do ministério de Oséias é situado nos reinados de Jeroboão II, de Israel, e de quatro reis de Judá (Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias; ver 1.1) — i.e., entre 755 e 715 a.C. As datas revelam que o profeta não somente era um contemporâneo mais jovem de Amós, como também de Isaías e Miquéias. O fato de Oséias datar boa parte de seu ministério mediante uma referência a quatro reis em Judá, e não aos breves reinados dos últimos seis reis de Israel, pode indicar ter ele fugido do Reino do Norte a fim de morar na terra de Judá, pouco tempo antes de Samaria ter sido destruída pela Assíria (722 a.C.). Ali, compilou suas profecias no livro que lhe leva o nome.
Propósito
A profecia de Oséias foi a última tentativa de Deus em levar Israel a arrepender-se de sua idolatria e iniqüidade persistentes, antes que Ele entregasse a nação ao seu pleno juízo. O livro foi escrito com o objetivo de revelar: (1) que Deus conserva seu amor ao seu povo segundo o concerto, e deseja intensamente redimi-lo de sua iniqüidade; e (2) que conseqüências trágicas se seguem quando o povo persiste em desobedecer a Deus, e em rejeitar-lhe o amor redentor. A infidelidade da esposa de Oséias é registrada como ilustração da infidelidade de Israel. Gomer vai atrás de outros homens, ao passo que Israel corre atrás de outros deuses. Gomer comete prostituição física; Israel, prostituição espiritual.
Visão Panorâmica
Os capítulos 1—3 descrevem o casamento entre Oséias e Gomer. Os nomes dos três filhos são sinais proféticos a Israel: Jezreel (“Deus espalha”), Lo-Ruama (“Não compadecida”) e Lo-Ami (“Não meu povo”). O amor perseverante de Oséias à sua esposa adúltera simboliza o amor inabalável de Deus por Israel. Os capítulos 4—14 contêm uma série de profecias que mostram o paralelismo entre a infidelidade de Israel e a da esposa de Oséias. Quando Gomer abandona Oséias, e vai à procura de outros amantes (cap. 1), está representando o papel de Israel ao desviar-se de Deus (4—7). A degradação de Gomer (cap. 2) representa a vergonha e o juízo de Israel (8—10). Ao resgatar Gomer do mercado de escravos (cap. 3), Oséias demonstra o desejo e intenção de Deus em restaurar Israel no futuro (11—14). O livro enfatiza este fato: por ter Israel desprezado o amor de Deus e sua chamada ao arrependimento, o juízo já não poderá ser adiado.
Características Especiais
Sete aspectos básicos caracterizam o livro de Oséias. (1) Ocupa o primeiro lugar na seção do AT chamada “O Livro dos Doze”, também conhecida como os “Profetas Menores”, por causa de sua brevidade em comparação com Isaías, Jeremias e Ezequiel. (2) Oséias é um dos dois únicos profetas do Reino do Norte a terem um livro profético no AT (o outro é Jonas). (3) À semelhança de Jeremias e Ezequiel, as experiências pessoais de Oséias ilustram sua mensagem profética. (4) Contém cerca de 150 declarações a respeito dos pecados de Israel, sendo que mais da metade deles relaciona-se à idolatria. (5) Mais do que qualquer outro profeta do AT, Oséias relembra aos israelitas que o Senhor havia sido longânimo e fiel em seu amor para com eles. (6) Não há ordem visível entre suas profecias (4—14). É difícil distinguir onde uma profecia termina e outra começa. (7) Elas acham-se repletas de vívidas figuras de linguagem, muitas das quais tiradas do cenário rural.
O Livro de Oséias ante o NT
Diversos versículos de Oséias são citados no NT: (1) o Filho de Deus é chamado do Egito (11.1; cf. Mt 2.15); (2) a vitória de Cristo sobre a morte (13.14; cf. 1 Co 15.55); (3) Deus deseja a misericórdia, e não o sacrifício (6.6; cf. Mt 9.13; 12.7; e (4) os gentios que não eram o povo de Deus, passam a ser seu povo (1.6, 9-10; 2.23; cf. Rm 9.25,26; 1 Pe 1.10). Além dos trechos específicos, o NT expande o tema do livro — Deus como o marido do seu povo — e diz que
Cristo é o marido de sua noiva redimida, a igreja (ver 1 Co 11.2; Ef 5.22-32; Ap 19.6-9; 21.1-2, 9-10). Oséias enfatiza a mensagem do NT a respeito de se conhecer a Deus para se entrar na vida (2.20; 4.6; 5.15; 6.3-6; cf. Jo 17.1-3). Juntamente com esta mensagem, Oséias demonstra claramente o relacionamento entre o pecado persistente e o juízo inexorável de Deus. Ambas as ênfases são resumidas por Paulo em Rm 6.23: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”.

PALAVRA CHAVE - Literatra - Conjunto de trabalhos literários de um país ou época.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 3.3 Citação de Isaías em o Novo Testamento
Terça - Mt 16.14 Menção de Jeremias no Evangelho
Quarta - Mt 24.15 Menção de Daniel pelo Senhor JESUS CRISTO
Quinta -Mt 12.39-41 Jonas é mencionado por JESUS
Sexta - At 2.16 O profeta Joel é mencionado em Atos
Sábado - Lc 24.44 Os Santos Escritos de todos os profetas formam um só corpo literário

INTERAÇÃO
Professor, o objetivo da lição de hoje é despertar em seu aluno a atenção para a organização do texto bíblico. A Bíblia e, particularmente os livros proféticos, tem uma ordem sistematizada que ajuda a entender os seus respectivos contextos. DEUS inspirou os profetas a falar a sua verdade. As verdades de DEUS em muitas ocasiões são repetidas por distintos profetas (Os contemporâneos de Sofonias e Jeremias, por exemplo, chegaram a profetizar acerca do mesmo tema). Compreendendo a organização dos livros proféticos e, conseqüentemente, de toda a Bíblia, o seu aluno ter uma base firme para prosseguir nos estudos bíblicos e teológicos.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Explicar a interpretação apostólica na citação de Oséias e Isaías.
Classificar os livros proféticos da Bíblia.
Conscientizar-se de que conhecer a organização dos livros da Bíblia é requisito básico para o aprofundamento do conhecimento bíblico.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, faça um esquema na lousa ou reproduza cópias, conforme o quadro da estrutura da Bíblia Hebraica. Explique aos seus alunos a importância de compreender a ordem dos livros proféticos (e também os demais). É possível você constatar em sua turma alguns alunos com dificuldades de manusear os livros da Bíblia. Utilizando o índice bíblico, proponha-lhes um exercício: destacar os grupos de livros do Antigo e Novo Testamentos. Depois, incentive-os a fazerem um plano de leitura anual da Bíblia. Você pode achar esses planos em diversas Bíblias ou em livros do gênero. Boa aula!




RESUMO DA LIÇÃO 6 - PROFETAS MAIORES E MENORES
INTRODUÇÃO
Todos os profetas, tanto os pré-clássicos como os clássicos,
têm a mesma autoridade divina e igualmente falaram em nome do Senhor.
Os chamados clássicos são os profetas literários, divididos em dois grupos: Maiores e Menores.
1. Oséias em o Novo Testamento.
2. A vocação dos gentios prevista em Oseías.
3. A interpretação apostólica.
II. ISAÍAS - O PROFETA MAIOR
1. Explanação apostólica (v.27).
2. O cumprimento das promessas de DEUS (v.28).
3. A graça de DEUS prenunciada por Isaías (v.29).
III. CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS PROFÉTICOS
1. Os Profetas Maiores.
2. Os Profetas Menores.
3. A autoridade do ministério profético do Antigo Testamento na Nova Aliança.
CONCLUSÃO
Os livros dos profetas menores não são secundários,
nem os dos maiores mais importantes.
Todos são inspirados verbal e plenariamente pelo ESPÍRITO SANTO.


SINOPSE DO TÓPICO (1)
O livro de Oséias tem sua autoridade escriturística reconhecida pelo apóstolo Paulo, que vê neste livro prevista a vocação dos gentios como povo de DEUS.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
O profeta Isaías é referido pelo apóstolo como autoridade escriturística em relação à rejeição de Israel.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
A Escritura Sagrada classifica os livros proféticos em dois grupos: maiores e menores, que têm sua autoridade escriturística reconhecida por JESUS e seus apóstolos.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Bibliográfico
"Os Profetas Escritores
Os profetas são divididos entre "profetas escritores", cujas mensagens estão preservadas como livros do AT, e 'profetas oradores', cujo ministério é descrito, mas não fizeram nenhuma contribuição ao cânon. A importância de um profeta na história não pode, entretanto, ser medida por essas categorias. Elias e Eliseu são profetas oradores. Contudo, esses dois, com sucesso, resistiram aos vigorosos esforços de Acabe e Jezabel em substituir Yahweh por Baal como deidade 'oficial' de Israel (1 Rs 16; 2 Rs 10). As obras dos profetas escritores são divididas em duas categorias. Há os profetas maiores, cujas obras são especialmente longas e, os assim chamados profetas menores, cujos trabalhos são menores"
(RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. RJ, CPAD, 2005, p.405).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Estrutura dos livros
"O Antigo Testamento é a primeira das duas principais partes da Bíblia, e contém 39 livros, classificados em quatro grupos: Lei, Históricos, Poéticos e Proféticos. Essa ordem é padronizada, aqui, no Ocidente, pois em outros cânones há alterações, ainda mais nos outros ramos do cristianismo como os católicos romanos, ortodoxos, armênios, etíopes, cópticos, siríacos, nestorianos, que incluem os livros apócrifos, e em alguns casos os pseudígrafos. O Antigo testamento Hebraico não contém os apócrifos, porém, estão arranjados de forma diferente [vide o arranjo dos livros dos profetas no cânon judaico no esquema da orientação didática].

Sua Mensagem
O assunto do Antigo Testamento é a redenção humana. O Antigo Testamento não é um tratado de Teologia Sistemática, mas a teologia está presente do começo ao fim, nos relatos históricos, nas poesias, nas profecias, nos preceitos morais e cerimoniais. É, portanto, a fonte de toda a teologia. Não é também um compêndio sistemático da fé de Israel em DEUS, cujo clímax dessa revelação é JESUS (Jo 1.18). Toda a história do Antigo Testamento mostra como DEUS operou no processo da redenção humana. Registra o relacionamento de DEUS com o homem até que o plano de redenção fosse realizado na cruz do Calvário.
Como os primeiros cristãos viam o Antigo Testamento? Era aceito como coletânea de livros inspirados por DEUS (2 Tm 3.16). Os cristãos e os judeus preservaram o Antigo Testamento até os nossos dias. A Igreja usou essa parte das Escrituras para a evangelização no seus primeiros dias (At 17.2,3; 24.14; 26.22). O fato de esses cristãos serem judeus justificaria a preservação de suas Escrituras, mas essa preservação não foi só por isso. Além disso, eles reconheciam-na ainda como o núcleo básico de sua fé ampliada em JESUS. O Novo Testamento apresenta com muita frequência o Antigo Testamento como a base para a fé cristã. (SOARES, Ezequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2003, p.23-4).

VOCABULÁRIO
Cânon Judaico: 24 livros agrupados em Lei ou Instrução, Profetas e Escritos.
Reminiscência: Memória, recordação.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
SOARES, Ezequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2003.

QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 6 - PROFETAS MAIORES E MENORES
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 2º TRIMESTRE DE 2010
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.

TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"E, começando por __Moisés__ e por todos os __profetas__, explicava-lhes o que dele se achava em todas as __Escrituras__" (Lc 24.27).

VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Embora sejam classificados em __maiores__ e __menores__, os profetas do Antigo Testamento foram todos, de igual modo, inspirados __verbal__ e plenariamente pelo ESPÍRITO SANTO de DEUS.

INTRODUÇÃO
3- Quais profetas têm a mesma autoridade divina e igualmente falaram em nome do Senhor?
( ) Tanto os pré-clássicos como os clássicos

4- Quem são os profetas chamados clássicos?
( ) São os profetas literários, divididos em dois grupos: Maiores e Menores.

I. OSEIAS - O PROFETA MENOR
5- Em que consistia exatamente a "Bíblia" dos tempos do Novo Testamento?
( ) No que hoje conhecemos como o Antigo Testamento.

6- Em que o apóstolo Paulo fundamentava sua pregação e seu ensino?
( ) Na Lei e nos Profetas e dizia que não pregava outra coisa senão o que "os profetas e Moisés disseram que devia acontecer" (At 26.22).
( ) Em Romanos 9, por exemplo, o apóstolo dos gentios cita o nome de Oséias (v.25a) e faz referência ao texto do profeta (Os 2.23).
( ) O apóstolo Paulo cita também outro profeta, Isaías.
( ) Algo que chama a atenção é o fato de o apóstolo citar os dois profetas exatamente na ordem em que se encontram em nossa Bíblia: Oséias, o primeiro dos Profetas Menores e Isaías, dos Maiores.

7- A história do profeta Oseías é um dos casos raros em que a condição pessoal do profeta serviu para retratar a mensagem divina; é o que chamamos de "oráculo por ação". Complete segundo essa história:
Os nomes de seus __filhos__ descreviam a situação do relacionamento entre o Senhor e Israel. Lo-_Ami__, terceiro filho de Gomer, mulher do profeta Oséias, era ilegítimo, pois ela havia adulterado (Os 1.8,9). Esse nome significa "não-__povo__-meu", isto é, "não és meu filho". Assim como o adultério rompe os laços matrimoniais, Israel, por causa de sua infidelidade a DEUS, havia quebrado o concerto divino firmado no Sinai.
Entretanto, a profecia contempla um fim __glorioso__ para Israel: "[...] a Lo-Ami direi: Tu és __meu__ povo!" (Os 2.23). É exatamente essa a mensagem que o apóstolo aplica aos gentios que se convertem mediante o evangelho de CRISTO: "Chamarei meu povo ao que __não__ era meu povo" (Rm 9.25).

8- Complete segundo a interpretação apostólica, dada por paulo, do texto acima:
Assim como os hebreus __desviados__ dos dias de Oséias ofereciam sacrifícios aos deuses falsos, os gentios adoravam aos ídolos. Tais cultos eram, na verdade, oferecidos aos __demônios__ (1 Co 10.20). Entretanto, DEUS mudaria a sorte de "Lo-Ami" (nesse caso, a utilização de seu nome consiste em uma sinédoque representando Israel), pois "no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois __filhos__ do DEUS vivo" (Os 1.10). Da mesma forma, Paulo interpretou o texto de Oséias, declarando que o Senhor DEUS igualmente mudou a condição dos __gentios__ que se converteram à fé cristã: "Vós não sois meu povo, aí serão chamados __filhos__ do DEUS vivo" (v.26).

II. ISAÍAS - O PROFETA MAIOR
9- Por que o apóstolo Paulo aplica a profecia de Isaías acerca do remanescente fiel aos judeus de sua geração?
( ) Porque apenas uma minoria deles veio a crer em JESUS. A explanação apostólica tem sua razão de ser.

10- Por que o profeta Isaías, preanunciando a destruição do Reino do Norte pelos assírios, destaca "os resíduos" de Israel (Is 10.20), que, sendo poupados por DEUS, viriam posteriormente a se converter (v.21)?
( ) Porque a maior parte daquele povo ia perecer (Is 10.22).

11- Não somente o versículo 28, mas toda esta seção (vv.27-29) demonstra que o cumprimento das promessas do Senhor é um fato. Contudo, este se concretiza no tempo de DEUS, e não o contrário. Coloque "V" nas afirmativas Verdadeiras e "F" nas Falsas, se houver:
( ) A rejeição de Israel a DEUS é uma realidade.
( ) A aceitação da mensagem de salvação pelos gentios é um fato observável
( ) As promessas do Senhor para os judeus não falharam.
( ) O profeta fala de uma parte de Israel que será salva, ou seja: o remanescente fiel.

12- Como Paulo fala da graça de DEUS prenunciada por Isaías (v.29).
( ) No versículo 29, o apóstolo Paulo volta a citar o profeta messiânico Isaías, fazendo alusão a Isaías 1.9.
( ) O apóstolo Paulo também reconhece que se não fosse a misericórdia de DEUS, o remanescente de Israel teria desaparecido da terra assim como aconteceu com Sodoma e Gomorra.
( ) O apóstolo Paulo está, com isso, advertindo os judeus a reconhecerem a graça de DEUS e a converterem-se ao Senhor, a fim de serem salvos (Rm 3.9,23,30; Gl 3.22).

III. CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS PROFÉTICOS
13- O que são "Profetas Maiores"?
( ) É uma designação utilizada para identificar o primeiro conjunto de cinco livros dos profetas.
( ) Eles são chamados de "maiores" por causa do volume do seu conteúdo literário.
( ) Os três mais volumosos são Isaías, Jeremias e Ezequiel.
( ) Apesar de o livro de Lamentações conter apenas cinco capítulos e o de Daniel doze, ambos pertencem ao grupo dos profetas maiores.

14- O que são "Profetas Menores"?
( ) São os doze livros que sucedem os profetas maiores.
( ) São eles: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
( ) Apesar de ser doze o número de livros, todo o material literário dos profetas menores é considerado como um só livro no cânon judaico.
( ) A designação deve-se ao seu pequeno volume literário em comparação aos de Isaías, Jeremias e Ezequiel, e não quanto à qualidade da inspiração divina.

15- Como é a autoridade do ministério profético do Antigo Testamento na Nova Aliança ou Novo testamento?
( ) O apóstolo Paulo citou Oséias e Isaías, reconhecendo a inspiração e a autoridade divinas de ambos.
( ) Eles clara e distintamente ouviram a voz de DEUS, tendo plena consciência da revelação recebida do Senhor por intermédio do ESPÍRITO SANTO.
( ) Todos eles foram impelidos pelo ESPÍRITO do Senhor para declarar os oráculos divinos ao povo.

16- Alguns dos profetas menores foram contemporâneos dos maiores, Cite alguns:
( ) Oséias, Amós e Miquéias, que viveram na mesma época de Isaías.
( ) Os últimos dias da vida de Sofonias, por exemplo, coincidiram com os primeiros de Jeremias.
( ) Sofonias e Jeremias profetizaram a respeito do Messias, de Israel, das nações vizinhas e da justiça social.

17- Quais livros dos profetas menores não são citados diretamente em o Novo Testamento (apesar de haver no texto neotestamentário inúmeras reminiscências de tais livros)?
( ) Lamentações, Ezequiel, Obadias e Sofonias.

18- Quais os seis livros citados diretamente pelo Senhor JESUS e pelos seus apóstolos por nome?
( ) Três Maiores: Isaías (Mt 3.3), Jeremias (Mt 2.17) e Daniel (Mt 24.15).
( ) Três Menores: Oséias (Rm 9.25), Jonas (Mt 12.39-41) e Joel (At 2.16).

19- Qual o livro, que depois do livro dos Salmos, é o mais citado em o Novo Testamento?
( ) Isaías.

CONCLUSÃO
20- Complete:
Os livros dos profetas menores não são __secundários__, nem os dos __maiores__ os mais importantes. Todos são inspirados verbal e plenariamente pelo ESPÍRITO SANTO. Sem eles, jamais viríamos a entender o plano de DEUS para __Israel__, para os __gentios__ e para a nossa vida em particular.


RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

Para melhor entendimento estude as lições DO 2º Trimestre de2003. Lições Jovens e Adultos. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. CPAD.
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao11-oantigotestamento-osprofetasmaiores.htm e
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao12-oantigotestamento-osprofetasmenores.htm


AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - BÍBLIA de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
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