sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Lição 7 - Eu Sei em Quem Tenho Crido, 2 parte

Lição 7 - Eu Sei em Quem Tenho Crido, 2 parte

2 Tm 1.3-8 - A SEGUNDA EPÍSTOLA A TIMÓTEO - J. N. D. Kelly - Novo Testamento - Vida Nova - Série Cultura Cristã.
3. Como em 1 Tm 1:12, Paulo emprega a construção charin echô para Dou graças, ou invés de eucharistõ, que normalmente emprega.
Estudiosos têm notado outros desvios do seu uso normal: (a) não há nenhuma frase-objeto “por vós (todos)” depois de Dou graças; (b) sem cessar é representado pelo adjetivo adialeiptos ao invés do advérbio (Rm 1:9; 1 Ts 1:2; 2:13); (c) mneian echó é usado para me lembro (“menciono”) ao invés de mneian poioumm, e en tais deèsesin mou para nas minhas orações ao invés de epi tõn proseuchõn mau. Estas diferenças podem ser devidas ao desenvolvimento do vocabulário do Apóstolo, ou (mais provavelmente) a uma mudança de amanuense. Deve ser notado que a estrutura da passagem asssemelha-se de modo notável às ações de graças paulinas normais, incluindo no v. 4 uma cláusula participial seguida por uma cláusula final. O Apóstolo ressalta que o culto que presta a DEUS não somente brota de uma consciência pura (1 Tm 1:5), como também tem sido tradicional na sua família. Ao frisar o primeiro fato, tem em mente mais do que a pureza de intenção indispensável em toda a adoração que vale a pena. Como na totalidade desta carta, está dolorosamente consciente da sua posição como preso acusado de delitos criminosos, e, por implicação, está protestando sua inocência (cf. At 23:1). A referência aos seus antepassados deliberadamente prepara o caminho para v. 5, onde deliberadamente sublinha a excelente situação familiar que o próprio Timóteo teve. Nada há de incongruente no orgulho que Paulo aqui revela na criação religiosa judaica que recebeu. O mesmo orgulho aparece em Rm 9:3-5 e Fp 3:4-6, e fica claro que, embora, em certo sentido, sua aceitação de CRISTO como seu Salvador representasse um rompimento total com sua piedade ancestral, noutro sentido era seu desenvolvimento e florescimento apropriado. Até mesmo a lei, que, conforme sua convicção firme tinha sido substituída, servira seu propósito em trazê-lo a CRISTO. Paulo menciona Timóteo sem cessar. . . noite e dia, nas suas orações, assim como intercede constantemente pelos romanos (Rm 1:9), pelos filipenses (Fp 1:3), pelos Colossenses (Cl 1:3), e, sem dúvida, por todas as comunidades que tinha evangelizado.
4. A afeição represada de Paulo irrompe no parêntese estou ansioso por ver-te, etc. Expressões semelhantes ocorrem em 1 Ts 3:6; Fp 1: 8; Rm 1:11, mas a intensidade do sentimento é mais urgente e pessoal aqui. Em lembrado das tuas lágrimas Paulo está se referindo à sua separação final do jovem, que parece ter dado vazão à emoção desinibida no Oriente. Alguns autores pensam que a referência, no caso de ser histórica, deve ser à cena de despedida em Mileto, quando se relata que todos os presentes (At 20:37) se dissolveram em lágrimas, mas aquilo aconteceu vários anos antes, e Paulo deve ter visto Timóteo no intervalo. Supondo-se que a teoria de uma segunda prisão é correta, é natural inferir que Paulo está pensando na ocasião, decerto ainda recente na sua memória, quando, tendo sido preso mais uma vez, despediu-se pela última vez de Timóteo, presumivelmente em Éfeso, antes de ser levado para Roma. O Apóstolo quer ver Timóteo a fim de que transborde de alegria, e o mesmo desejo ansioso percorre a carta inteira. “Procura vir ter comigo depressa,” roga em 4:9, e em 4:21 repete com renovada urgência: “Apressa-te a vir antes do inverno.” A hora da sua execução está se aproximando, e sua ansiedade em ver seu jovem assistente, dedicado como nenhum outro, é compreensível. A justaposição da tristeza e da alegria é eficaz, e também é um toque caracteristicamente paulino (cf. 2 Co 7:8-9; Fp 2:17).
5. Paulo agora chega ao objeto das suas ações de graças: a fé sem fingimento de Timóteo, cuja recordação se repete sempre que pensa no jovem. Porque o particípio traduzido à recordação que tenho está no aoristo (“tendo recebido uma lembrança de”), alguns têm conjeturado que deve ser uma referência dalguma lembrança mais específica, tal qual o recebimento de uma carta ou dalguma notícia acerca de Timóteo. Para a expressão fé sem fingimento, cf. 1 Tm 1:5. Tem sido argumentado que, como naquela passagem, fé aqui deve ter o significado enfraquecido de sentimento religioso, pois “a questão da sinceridade não pode surgir naquele relacionamento último entre a alma e DEUS que Paulo usualmente define como sendo fé” (E. F. Scott). Na teoria, isto pode ser a verdade, mas não pode haver dúvida alguma de que Paulo esteja pensando aqui especificamente da atitude de Timóteo para com CRISTO. Pode ser sugerido que a fé no sentido rigorosamente paulino tem um aspecto externo bem como interno, e que a profissão dela pode ser irreal. Ao ressaltar a sinceridade, Paulo está enfatizando que não pode haver questão disto no caso de Timóteo. A passagem talvez possa ser ilustrada por 1 Ts 3:5 ss., onde achamos o Apóstolo perguntando acerca da qualidade da fé dos seus correspondentes. Agora somos informados que esta fé primeiramente habitou na avó de Timóteo, Lóide e na sua mãe Eunice. O que Paulo quer dizer é que assim como sua própria vida religiosa tinha poderosas raízes familiares, assim também a de Timóteo estava fundamentada na da sua mãe e da sua avó. Tem sido argumentado que deve estar fazendo referência à criação devota judaica que as duas mulheres deram ao jovem na sua meninice, mas o contexto deixa claro que fé significa fé em CRISTO. Se for assim, a frase sugere ou que Lóide foi convertida ao cristianismo primeiro, sendo seguida por Eunice, ou simplesmente (e mais provavelmente) que as duas mulheres eram as primeiras cristãs na família de Timóteo. Conforme At 16:1, sua mãe era “uma judia crente,” expressão esta que somente pode significar uma convertida ao cristianismo, ao passo que seu pai era um pagão — fato este que explica a ausência de qualquer menção dele aqui. Uma passagem tal como esta, tão fiel à vida real e com sua nota delicadamente pessoal, cria dificuldades especiais para os que apoiam a teoria da pseudonimidade. Alguns deles estão dispostos a reconhecer que o escritor decerto estava fazendo uso de matéria genuinamente paulina. Do outro lado, a sugestão de que, ao descrever com pormenores os antecedentes religiosos de Timóteo, seu objetivo real era impressionar sobre seus leitores sua “grande confiança e alegria nos ministros cristãos da terceira geração, e a segurança que sente no caso daqueles que, no lar, têm sido arraigados e fundamentados na forma recebida (paulina) do cristianismo” (F. D. Gealy) é um exemplo das interpretações artificiais às quais às vezes são forçados.
 
O DESAFIO AO TESTEMUNHO CORAJOSO 1:6-8
Depois das ações de graças breves, Paulo passa a procurar estimular a resolução do seu jovem discípulo, e, em particular, o encoraja a estar disposto a suportar o sofrimento por amor ao evangelho. A nota de ansiedade que permeia a passagem advém parcialmente do reconhecimento da parte do Apóstolo de que a inexperiência e a timidez natural de Timóteo precisam de reforços, e ainda mais porque está consciente das responsabilidades pesadas que logo deva recair sobre este. Mesmo assim, pode indicar a comissão divina dada na ordenação, ao exemplo da sua própria perseverança, e à vida nova outorgada aos homens mediante CRISTO, como motivos que impulsionam a um esforço corajoso.
6. A transição da seção anterior é fácil e natural. Por esta razão, i.é, porque sabe que Timóteo é um homem de fé solidamente estabelecida, que Paulo não hesita em exortá-lo a reavivar o dom de DEUS, que há nele e que recebeu na sua ordenação. Há uma referência à ordenação de Timóteo em 1 Tm 4:14, onde Paulo também diz que ela transmitiu um “dom especial” (a mesma palavra que aqui: Gr. charisma) a ele. Aqui o dom é comparado a um fogo (cf. 1 Ts 5:19: “Não apagueis o ESPÍRITO”), a sugestão reavivar (“reacender”) não é para significar que se apagou, mas, sim, que as brasas sempre precisam de ser remexidas constantemente (o verbo está no presente do infinitivo). Notamos que, se a ordenação já é considerada como transmitindo uma graça positiva, a ideia de que esta graça opera automaticamente é excluída. O ministro cristão deve estar continuamente alerta para revitalizá-la. Paulo relembra que o dom fora transmitido pela imposição das minhas mãos. Em 1 Tm 4:14 a questão importante da ordenação foi realizada pelo próprio Paulo com uma mesa de presbíteros presidida por ele.
7. A graça que Timóteo então recebeu, Paulo passa a indicar, tem uma relevância direta com sua presente situação, pois “o espírito que DEUS nos deu” forneceu exatamente o equipamento que Timóteo precisa para ela. Não está fazendo referência, como alguns deduziram do plural “nos”, ao dom divino do ESPÍRITO SANTO para os cristãos em geral, seja no Pentecoste, seja no batismo. O aoristo “deu” (que reflete o sentido do original melhor do que “tem dado”) relembra o culto de ordenação que mencionou, e com "nos" quer dizer Timóteo e ele mesmo. Poderia igualmente bem, e, com efeito, mais deliberado, ter escrito “a ti”, mas um tato bondoso o impediu de fazer assim. De modo oblíquo, está repreendendo Timóteo por sua timidez, mas amacia o golpe por meio de classificar-se juntamente com ele. O espírito que ambos receberam no seu comissionamento não era espírito de covardia (para a expressão, cf. Rm 8:15), que poderia deixá-los hesitar ao serem confrontados com responsabilidades desafiantes, perigos, etc. Pelo contrário, era de poder (cf. 1 Co 2:4), capacitando-os a dominar qualquer situação com autoridade moral; de amor, i.é, de serviço afetuoso e com abnegação, prestado aos irmãos; e de moderação (“autodisciplina”) que se requer de cada líder cristão. A última destas três qualidades (Gr. sõphronismos) é mencionada somente aqui no N. T., mas cf. 1 Tm 2:9, 15 para o subs. relacionado sõphrosunè; 1 Tm 3:2; Tt 1:8; 2:2, 5 para o adjetivo sõphrõn; Tt 2:12 para o advérbio sòphronôs; Tt 2:4 para o verbo sõphronizõ; e Tt 2:6 para o verbo sophronein. Todas estas palavras expressam a ideia de “temperança,” “autocontrole.” Nas suas cartas reconhecidas, Paulo emprega sophronein duas vezes (Rm 12:3; 2 Co 5:13), mas a predileção das Pastorais pelo grupo inteiro é outro sinal da sua linguagem idiomática helenizada. Mesmo assim, deve ser notado que a moderação não é considerada aqui, como também o poder e o amor, como ou uma dotação natural, ou o fruto de esforços diligentes. Todos os três são aspectos de um charisma divinamente outorgado, pois embora espírito neste contexto não denota diretamente o ESPÍRITO SANTO, define graças específicas das quais Ele é o mediador.
8. Paulo desenvolve seu rogo. Fortalecido desta maneira, Timóteo não precisa envergonhar-se, portanto, do testemunho de nosso SENHOR. Para a ideia de ter vergonha do evangelho, cf. Rm 1:16. O Grego (lit. testemunho de nosso SenhorSENHOR) pode significar ou “testemunho dado por CRISTO,” ou “testemunho acerca de CRISTO.” Se for aceito o primeiro, o sentido será o de 1 Tm 6:13, sendo que a referência diz respeito ao testemunho que CRISTO selou pela Sua morte sacrificial. O último, no entanto, é preferível de modo geral, pois concorda com a frase paralela (Gr. to marturion tou Christou) em 1 Co 1:6. Também é mais apropriado para o contexto, cuja razão de ser é estimular Timóteo a ser um evangelista destemido. Sabemos com base em 1 Co 1:23, que o evangelho de um Salvador crucificado impressionava os judeus como sendo blasfemo, e os pagãos como sendo puro contrassenso, e é compreensível que uma pessoa tímida como Timóteo (para este traço do seu caráter, cf. 1 Co 16: 10) se recuasse a incorrer no inevitável desprezo e ódio. Igualmente, não deve envergonhar-se, conforme muito bem poderia ser tentado a fazer, de associar-se com o próprio Paulo, a despeito deste estar acorrentado (a palavra traduzida encarcerado, Gr. desmios, subentende isto) como um criminoso comum. Como noutros lugares (Ef 3:1; Fm 1), o Apóstolo trata o que os de fora poderiam julgar uma situação vergonhosa como uma fonte de humilde satisfação. Embora talvez pareça ser o encarcerado do imperador, realmente é o Seu, i.é, de CRISTO. O pensamento subjacente é, não apenas que os homens o prenderam por ser seguidor de CRISTO, mas, sim, que CRISTO o fez prisioneiro para Seus propósitos. Longe de ter vergonha das humilhações e dos sofrimentos de Paulo, Timóteo deve criar coragem e participar deles, Se assim fizer, redundará em lucro para o evangelho — a favor do evangelho (um dativo de interesse). O verbo traduzido “participa dos sofrimentos” (Gr. sunkakopathein) foi cunhado por Paulo, que tem uma predileção por compostos com sun (“com”). Se significado é, aqui, participa comigo dos sofrimentos a favor do evangelho, ao invés de “sofre com o evangelho” (Vulgata) ou “participa das aflições do evangelho” (AV, ARC). Paulo reforça seu apelo ao assegurar-lhe que, se se robustecer para sofrer, será segundo o poder de DEUS, i.é, o poder de DEUS (cf. “espírito de poder” no v. 7) o sustentará. Os dois versículos demonstram, em termos comoventes, as razões porque Timóteo, e, na realidade, qualquer cristão em qualquer era, pode depender do poder de DEUS para o avanço triunfante através do sofrimento e da desgraça. Vem dAquele cujo propósito salvífico, baseado totalmente na graça e não nas realizações dos homens, tem estado operante desde antes da fundação do mundo e fez aquilo que eles nunca poderiam ter realizado por si mesmos, redimindo-os e, na missão histórica de CRISTO, rompendo os laços da morte e outorgando a vida eterna. No conceito de muitos estudiosos, estes versículos, que parecem ter o ar de um parêntese, são um extrato dalgum hino ou trecho litúrgico primitivo, e indicam suas antíteses cuidadosas, sua redação compacta, e seu tom elevado. É possível que tenham razão, mas contra a sugestão deles devemos notar: (a) a passagem não subsiste, como as demais citações nas Pastorais, por si mesma, mas, sim, é sintaticamente subordinada à cláusula anterior; (b) as idéias e a linguagem são paulinas, e também são características das Pastorais. Uma explicação mais provável seria, provavelmente, que Paulo, embora esteja fazendo uso de matéria catequética semi-estereotipada, molda-a livremente para seus propósitos e imprime sobre ela seu próprio selo.
 
NOVOS ENCORAJAMENTOS AO SERVIÇO E AO SOFRIMENTO - 2 Tm 2:1-4
1. Paulo agora aplica a moral da exortação anterior a Timóteo. Tu, pois. . . traduz literalmente o Grego, com seu tom enfático. O jovem discípulo foi lembrado da sua ordenação, da devoção do próprio Apóstolo ao evangelho, e do brilhante exemplo de Onesíforo. Agora é a vez de Timóteo demonstrar seu valor e fortificar-se na graça que está em CRISTO JESUS. O verbo é tipicamente paulino: cf. Rm 4:20; Ef 6:10; Fp 4:13. A força de na com graça é provavelmente instrumental: “por meio da,” ou “no poder da”. O acréscimo de que está em CRISTO JESUS sugere que, embora Paulo sem dúvida tenha em mente o dom especial outorgado na ocasião da ordenação (cf. 1:6-7), seu pensamento real diz respeito à graça no sentido cristão mais amplo. A expressão inteira (1:1, 13) pode ser parafraseada como “a graça da qual somos recebedores mediante a comunhão com JESUS CRISTO.” Timóteo deve demonstrar hombridade na sua resolução, mas a força verdadeira dos seus esforços virá da graça que CRISTO dá livremente.
2. Além disto, deve tomar medidas para transmitir o que ouviu da parte de Paulo a outros mestres fidedignos. O verbo (Gr. paratithes- thai) tem relacionamento com o substantivo (Gr. parathèké) usado em 1:12 e 14 (também 1 Tm 6:20) para a mensagem cristã ortodoxa que é entregue a Paulo e Timóteo como um depósito sagrado. Logo, o que de minha parte ouviste não denota instrução geral na fé cristã, mas, sim, o próprio evangelho apostólico. Se o sentido geral daquilo que Paulo está dizendo fica claro, não fica tão fácil determinar exatamente o que quer dizer com através de (Gr. dia) muitas testemunhas. A maioria dos autores entende que através de é o equivalente de “na presença de.” Paulo está ressaltando, portanto, que quando pregou a Timóteo ou (o que parece mais provável) entregou a ele a mensagem do evangelho, estava na presença de muitos circunstantes. Desta forma, a solenidade da incumbência foi destacada ou, alternativamente, as pessoas presentes serviam para corroborar que sua doutrina era sã. Se tal ideia for aceita, seria natural interpretar o versículo como uma referência a alguma ocasião específica, tal como o batismo de Timóteo ou (melhor ainda) sua ordenação, quando se pode supor que o Apóstolo publicamente impressionou sobre ele um esboço da fé. Esta é provavelmente a melhor explicação do texto; também concorda bem, se a referência diz respeito ao comissionamento formal de Timóteo, com a ênfase sobre sua ordenação em 1:6 e 14. Outros autores, no entanto, argumentam que assim o papel das testemunhas não está tratado à altura, e preferem dar a através de o significado de “com a atestação de.” Segundo esta exegese, duas alternativas estão abertas. (a) Paulo está lembrando Timóteo do seu hábito de citar autoridades para seu ensino (e.g. os profetas, os discípulos do Senhor: cf. 1 Co 15: 3-11), especialmente quando se tratava de assuntos dos quais não tivera experiência direta. Mas se este fosse o significado dele, o que de minha parte ouviste não seria a maneira natural de expressá-lo; teríamos esperado algo como “O que transmiti a ti.” A lição de Paulo, portanto, deve ser, pelo contrário (bj que Timóteo teve a oportunidade de averiguar a versão do evangelho que recebeu do seu mestre, mediante testemunho independente, e, portanto, pode ter dupla certeza da sua autenticidade). As muitas testemunhas devem incluir Barnabé, sua própria avó e mãe, e numerosas outras pessoas de peso e autoridade. Todas estas dificuldades tem sido alegado (B. S. Easton), desaparecem se reconhecermos que se trata realmente de um Pastor no século II que, a guisa de Paulo, está dirigindo-se a um neófito no ministério que nunca viu nem conheceu o Apóstolo pessoalmente. Podemos, então, dar a dia seu significado original; é “através de” muitos intermediários, inclusive o próprio Pastor, que o neófito recebe a tradição paulina. Embora seja altamente engenhosa, dúvida-se se esta proposta é admissível mesmo se a teoria geral da qual faz parte pudesse ser aceita. Se este tivesse sido seu significado, podemos ter a certeza que o escritor não teria dito de minha parte ouviste, que, mesmo admitindo a ficção, somente pode dar a entender que o endereçado tinha sido pessoalmente um aluno de Paulo; nem testemunhas é uma descrição natural, na linguagem idiomática do século II, de uma sucessão de ensinadores acreditados. É possível notar que em 1 Tm 6:12 tem seu significado original de circunstantes que, dalguma maneira, testemunham ou atestam. Nenhum crédito especial pode ser conseguido “pelo significado original” de dia, pois o uso técnico “na presença da” é bem apoiado. Finalmente, parece incrível que, depois de construir com tanta perícia sua fachada de verossimilhança, o autor pseudonímico tivesse repentinamente resolvido esmiuçá-la. O conselho de Paulo a Timóteo no sentido de passar o evangelho apostólico a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros é de interesse imenso por conter, em forma embriônica, as idéias germinadas, estreitamente relacionadas entre si, da tradição da revelação original e de uma sucessão de pessoas autorizadas, encarregadas com a responsabilidade de transmiti-la intata: ver a nota sobre 1:14. Essencialmente as mesmas idéias, embora expostas de modo menos explícito, aparecem nas cartas anteriores de Paulo, e.g., 1 Co 11:23; 15:1 ss. Desde o começo, o conceito da tradição, ou da transmissão da revelação original, era integrante do cristianismo. Nesta passagem, onde se ressalta o evangelho transmitido, estamos claramente numa etapa primitiva; em contraste, por exemplo, com 1 Qem. xlii. 2-4; xliv.2 (freqüentemente citado como paralelo), não se expõe nenhuma teoria de sucessão apostólica. Não há qualquer sugestão de apóstolos como tais transmitindo a fé para bispos e diáconos, mas simplesmente temos o próprio Paulo dando instruções a Timóteo, e seu interesse é mais na fidelidade do que na posição dos homens que Timóteo selecionará.
3. Paulo agora conclama Timóteo: Participa dos meus sofrimentos. O destino de um evangelista e líder cristão é estar cheio de dificuldades, sendo que uma boa amostra está sendo providenciada pela presente situação difícil de Paulo. O mesmo verbo é usado como em 1:8. Como ilustrações, o Apóstolo passa a apontar a experiência do soldado, do esportista, e do lavrador. Todos os três — o primeiro com seu desvinculamento doutras coisas, o segundo com seu treinamento rigoroso, o terceiro com sua labuta infatigável — refletem aspectos diferentes na vida de qualquer pessoa que se dedica ao serviço de CRISTO. Estes eram exemplos clássicos na diátribe popular daqueles tempos; o próprio Paulo anteriormente empregara todos os três no espaço de um único capítulo (1 Co 9:7,24).
4. Destarte, Timóteo é exortado a portar-se, a despeito do seu acanhamento e timidez naturais, como bom soldado de CRISTO JESUS. Além de ser resistente sob as condições das piores provações, há duas características especialmente relevantes que pertencem a um homem em serviço ativo. Primeiramente, não se envolve em negócios desta vida (de civil); e, em segundo lugar, é dominado pelo desejo único de satisfazer àquele que o arregimentou. Não somente o soldado é aliviado, por sua profissão, da necessidade, e até mesmo da possibilidade de ganhar sua vida da maneira normal, como também as exigências do serviço militar necessitam sua atenção total dada à realização dos planos do seu oficial comandante. A segunda cláusula, o seu objetivo é satisfazer. . ., faz uma conexão um pouco desajeitada com a cláusula principal, mas o significado está claro. Às vezes tem sido tirada a conclusão que os ministros ordenados não devem ocupar-se em negócios ou no comércio, ou até mesmo no matrimônio, e que no ponto de vista do escritor há alguma coisa errada, ou de qualquer maneira de segunda categoria, nas atividades da vida comum. Esta é, no entanto, uma maneira pedante de aplicar erroneamente sua intenção, que é simplesmente insistir que Timóteo, e, presumivelmente, líderes cristãos numa posição análoga, devam cortar fora da sua vida qualquer coisa, por melhor que seja em si mesma, que tende a desviá-lo do serviço total a JESUS CRISTO. Indica em 1 Tm 3:2, 12; Tt 1: 6 sua aceitação do fato de que os superintendentes e diáconos seriam casados.
A SEGUNDA EPÍSTOLA A TIMÓTEO - J. N. D. Kelly - Novo Testamento - Vida Nova - Série Cultura Cristã.
 
3-5. Quando Paulo acrescenta as palavras introdutórias uma expressão de sincera e humilde gratidão a DEUS, ele esta seguindo um costume (ver C.N.T. sobre 1 e 2 Tessalonicenses), Com respeito às cartas escritas por Paulo, a estatística é a seguinte:
 
“Dou [damos] graças a DEUS”
Rm 1.8; ICo 1.4; Fp 1.3; Cl 1.3; ITs 1.2
2Ts 1.3 (“devemos sempre dar graças a DEUS”)
Fm 4
“Reconheço [minha] gratidão”
1 Tm 1.12 (“a CRISTO JESUS”)
2 Tm 1.3 (“a DEUS”)
“Bendito seja”... ’
2 Co 1.3
Ef 1.3
Ausência de ações de
graças ou Doxologia
introdutórias
Gálatas
Tito
 
Mas ainda que, como já se demonstrou, o apóstolo estivesse acostumado a associar palavras de gratidão ou louvor, para ele isto não era só um mero costume. Ora, devemos considerar a situação da seguinte maneira: assentado em sua sombria masmorra e já encarando a morte, Paulo, longe de queixar-se, como muitos teriam Feito em condições semelhantes, medita sobre as bênçãos passadas e presentes, e deseja sinceramente expressar sua gratidão. Este e o cenário das palavras:
Reconheço [minha] gratidão a DEUS, a quem eu, como meus antepassados, sirvo com consciência pura, assim como acalento aquela constante lembrança de você em minhas súplicas noite e dia; ansioso por vê-lo, aí ao reviver em minha memória suas lágrimas,
b. a fim de que [vê-lo novamente] eu me encha de alegria;
c. havendo recebido uma prova de sua fé não fingida, o tipo [de fé] que primeiro habitou em sua avó Lóide e em sua mãe Eunice e, estou convencido de que também em você.
Paulo afirma que reconhece sua gratidão a DEUS. Ainda que tão logo morra a morte de um criminoso, ele não tem medo de falar acerca de servir a DEUS, porque, ao proclamar o evangelho, ele Fez o que sua consciência purificada pelo ESPÍRITO SANTO o mandara fazer. (Para o significado de consciência, ver sobre 1 Tm 1.5; e para consciência pura, ver sobre 1 Tm 3.9.) Neste aspecto, ele era como seus pais ou ancestrais (cf. 1T 5.4, mas nessa passagem a palavra é usada com referência aos progenitores ainda vivos). Eles também serviram ao mesmo DEUS, e eles também o fizeram com uma consciência pura. O pensamento é o mesmo também expresso em Atos 24.14, 15: “Confesso-te, porém, que adoro o DEUS de nossos antepassados como seguidor do Caminho, a que chamam seita. Creio em tudo o que concorda com a Lei e no que esta escrito nos Profetas, e tenho em DEUS a mesma esperança desses homens: de que haverá ressurreição tanto de justos quanto de injustos.” Os “pais” de nossa presente passagem são, com toda probabilidade, os "pais"’ da passagem de Atos. O serviço prestado é o mesmo em ambos os casos. Portanto, o que Paulo enfatiza é que ele não introduziu uma nova religião. Essencialmente, o que agora crê é o que Abraão, Isaque, Jacó, Moises, Isaias e todos os antepassados piedosos também criam. Há continuidade entre a antiga e a nova dispensações. Os antepassados criam na ressurreição; Paulo também. Esperava a vinda do Messias; Paulo proclama o mesmo Messias que de forma real fizera seu aparecimento. É Roma que mudou de atitude. É o governo que, depois do incêndio da capital no ano 64, começou a perseguir os cristãos. A consciência de Paulo é pura. O prisioneiro desfruta de paz no coração e na mente! Literalmente, Paulo diz: “a quem eu desde meus antepassados sirvo.” Quer dizer: “a quem sirvo com uma fé derivada de meus antepassados”, ou seja, com uma fé que teve suas raízes na religião deles, e é, portanto semelhante à deles. Por isso é justificada a tradução: “a quem eu, como meus antepassados, sirvo.” Ao agregar: “quando me lembro constantemente de você em minhas orações noite e dia”, Paulo está dizendo que cada vez que se lembra de Timóteo, o vê como um homem que, da mesma maneira, serve ao DEUS verdadeiro com uma consciência pura. Em suas súplicas noite e dia (ver sobre 1 Tm 5.5) o apóstolo se deleita na lembrança sempre recorrente de Timóteo. Tais súplicas são acompanhadas de (e provavelmente até certo ponto, provocadas por) um ardente anelo: “anelando ver você.” Para esse profundo anelo há dois motivos expressos: um vem de dentro; o outro, de fora. “A motivação provinda do interior é declarada com estas palavras: “ao reviverem minha memória (ou: ao relembrar)” suas lágrimas.” É inteiramente provável que quando Paulo e Timóteo se separaram pela última vez, Timóteo tenha derramado lágrimas. Sem dúvida, Paulo também fizera o mesmo, mas agora não faz referência a suas lágrimas, mas às de Timóteo. Essa separação não era a mencionada em l Timóteo l.3, mas uma muito posterior que, com toda probabilidade, ocorreu depois do regresso do apóstolo da Espanha. Ver p. 55, não o ponto 4, mas o 8. Por meio de suas lágrimas, o jovem havia demonstrado quão sincera e genuína era sua dedicação a Paulo, quão terno e cordial, seu afeto, e quão profunda a sua tristeza ao pensamento da separação, especialmente ante as circunstâncias que então viviam. Um lembrete: era um tempo de perseguição religiosa; realmente, Paulo estava próximo de ser preso. A lembrança das lágrimas de amor de Timóteo levou Paulo a anelar vê-lo novamente. O apóstolo estava ansioso para que seu amigo o visitasse em sua cela em Roma. A motivação exterior é um tanto obscura. Tudo o que Paulo diz é: “havendo recebido a lembrança de sua Fé não fingida (literalmente: sem hipocrisia)”. Não sabemos como chegou a Paulo essa informação exterior. Alguns intérpretes opinam, dizendo que acabava de ocorrer algo em Roma que fizera com que o apóstolo se lembrasse da Fé de Timóteo. Outros creem que Paulo havia recebido uma carta de Timóteo. Ainda há quem sugira que alguém, que sabia tudo sobre a infância do jovem e sua conversão, visitara o apóstolo na prisão, e que esse amigo contara de memória incidentes do remoto passado na vida do ausente Timóteo. Qualquer que tenha sido a natureza precisa da informação externa, um fato é indubitável: como resultado de ambas as motivações, a interior e a exterior, a alma de Paulo se enche de vontade de ver Timóteo. Paulo está convencido de que Timóteo não é um crente só para quando as coisas andam bem, mas que a Fé desse “bem-amado filho” é do tipo fixo que primeiro habitou em sua avó Lóide e em sua mãe Eunice. O apóstolo não diz que a avó e a mãe de Timóteo tinham “servido a DEUS com uma consciência pura”, mas que a Fé havia Feito morada no coração delas primeiro; depois, no coração de Timóteo. O que ele pretende com Fé, aqui? Era apenas uma Fé israelita ao estilo do Antigo Testamento, ou era Fé em CRISTO JESUS como o cumprimento das promessas do Antigo Testamento? Creio que o segundo ponto tem todas as probabilidades em seu favor:
(1) Atos 16.1 ensina claramente que assim que a mãe de Timóteo é apresentada, no principio da segunda viagem missionária, ela é chamada de “crente judia”. Este qualificativo, “crente”, é o que, com uma ligeira modificação, se usa no mesmo capitulo com respeito à Lidia (“fiel”, At 16.15). Isso foi depois do batismo de Lidia. Antes de sua conversão a Fé cristã, ela é chamada “quem adorava a DEUS” (At 16.14).
(2) O mesmo capitulo também ensina que depois que o carcereiro obedeceu à exortação dos missionários, foi chamado crente (At 16.31, 34).
(3) Na terminologia de Paulo, são “crentes” as pessoas da antiga dispensação que confiavam nas promessas cristocêntricas; por exemplo, Abraão, bem como os da nova dispensação que recebem a CRISTO como o cumprimento dessas promessas (Rm 4.12; Gl 3.9). No que respeita a nova dispensação, “crentes” são os cristãos (2Co 6.15). Segundo Lucas, os judeus convertidos à Fé cristã são “os crentes da circuncisão” (At 10.45). Portanto, parece que a avó Loide (que morava, talvez, com sua filha) e a mãe Eunice haviam se convertido em alguma data não posterior a da primeira viagem missionária de Paulo, de modo que haviam visto em CRISTO o cumprimento das promessas, e haviam posto sua confiança nele; e, além disso, essas duas mulheres, tudo indica, haviam cooperado com Paulo na gloriosa obra da graça que resultou na conversão de Timóteo.
6, 7. Então, sobre a base dessa Fé que habita no coração de Timóteo, e que anteriormente havia estabelecido sua morada no coração de Loide e no de Eunice, Paulo está em condições de prosseguir, dizendo: Por essa razão, torno a lembrá-lo que mantenha viva a chama daquele dom de DEUS que está dentro de você mediante a imposição de minhas mãos.
Paulo sabia que o fogo do carisma de Timóteo (o dom do Espírito) estava com a chama baixa. Na carta anterior, o apóstolo escrevera: “Não negligencie o dom que esta em você, que lhe foi concedido por profecia com a imposição das mãos do presbitério” (1 Tm 4.14). A repetição ligeiramente alterada dessa exortação realmente não surpreende. Devemos ter em mente o seguinte: a. Timóteo estava limitado por frequentes sofrimentos físicos (1 Tm 5.23). b. Era naturalmente tímido (“ora, se Timóteo vier, cuidem para que ele esteja entre vocês sem temor”, ICo 16.10). c. Em certo sentido, ele era “jovem” (1 Tm 4.12; cf. 2 Tm 2.22). d. Os efésios que seguiam o erro, seus opositores, eram muito decididos (1 Tm 1.3-7, 19, 20; 4.6, 7; 6.3-10; 2 Tm 2.14-19, 23). e. Os crentes eram perseguidos pelo Estado. Pense em Paulo (1 Tm 4.6). Naturalmente, não sabemos se todos ou somente alguns destes fatores contribuíram para o resultado expresso, a saber: que a chama do ofício ministerial de Timóteo reclamasse atenção, nem sabemos até que ponto cada um deles contribuiu. Não obstante, a ideia principal é clara. Assim Paulo, havendo escolhido o verbo mais suave, lembra a Timóteo que “ative o fogo” do dom divino da ordenação. A chama não havia se extinguido, mas estava bem baixa e era preciso ativá-la para que fosse uma chama viva. Os tempos eram sérios. Paulo estava a ponto de deixar o cenário da História. Timóteo devia assumir o cargo no ponto em que Paulo o deixava. O dom do ESPÍRITO não deve ser apagado (cf. ITs 5.19). Timóteo ama Paulo. Então, que Timóteo se lembre de que no tempo de sua ordenação as mãos de Paulo também haviam pousado sobre ele como símbolo de que se lhe comunicava o dom do ESPÍRITO. Aliás, o ministério e o dom do ESPÍRITO SANTO, e este é o ESPÍRITO de poder (At 1.8; 6.5, 8). Consequentemente, Paulo prossegue:
Porque DEUS não nos deu ESPÍRITO de timidez, mas de poder e amor e disciplina pessoal.
 O fio do argumento de Paulo parece ser o seguinte: “Meu querido filho, Timóteo, combata essa sua tendência de demonstrar temor. O ESPÍRITO SANTO que lhe foi dado, a você e a mim, bem como a todos os crentes, não é o ESPÍRITO de timidez, mas de poder, amor e autodisciplina. Beneficie-se desse poder (derivação em nossa palavra “dinamite”) sem limites, que nunca falha, e você proclamará a verdade de DEUS desse amor inteligente e poderoso (ver C.N.T. sobre João, Vol. II, pp. 494-501), e você ministrará consolo aos filhos de DEUS ao ponto de visitar-me no cárcere romano; além disso, beneficie-se da sempre indispensável disciplina pessoal ou autocontrole (note o sufixo; dai, a disposição de uma mente sã em ação, palavra usada somente neste lugar no Novo Testamento) você deflagrará batalha de DEUS contra a covardia, tomando você mesmo a iniciativa.” Se uma pessoa teme o poder de Satanás de perseguir mais do que confia na capacidade e disposição de DEUS para ajudar, então perdeu seu equilíbrio mental. Naturalmente, Timóteo não chegara a tanto. Então, que ele se apodere da verdade. Que se apodere dela, dando-a a conhecer... como fizeram Loide e Eunice.
8 Não se envergonhe, pois, do testemunho concernente a nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas, em comunhão comigo, sofra as dificuldades em prol do evangelho, segundo [o] poder de DEUS, Timóteo devia pensar em Loide e Eunice... e em Paulo. Este último pensamento é enfatizado nesta seção (vv. 8-14) na qual o apóstolo faz referência a si mesmo de forma específica não menos de dez vezes: sua disposição em sofrer dificuldades em prol do evangelho; sua designação divina; sua confiança em DEUS; sua firmeza na doutrina; e seu método de proclamar o evangelho (“em Fé e amor”). Paulo forneceu o “esboço” ou “roteiro”. Timóteo o preencheria com os detalhes. Mas ao fazer isso deveria ser absolutamente fiel ao “padrão”. Ele deveria reter o que recebera de Paulo. Semelhantemente, um ministro de nossos dias deve estar atualizado em sua pregação. Em sua aplicação, ele deve considerar as condições do tempo atual. Mas a verdade. que ele aplica deve ser a “antiga” doutrina da Escritura, não algum substituto “liberal”! Esta seção, mais ou menos extensa, pode ser dividida em três parágrafos (vv. 8-11; v. 12; vv. 13, 14). No primeiro parágrafo, a menção do evangelho, pelo qual Paulo sofre dificuldades e pelo qual Timóteo deve estar disposto a sofrer dificuldades juntamente com ele, leva o apóstolo a introduzir sua “bela digressão” com referência à obra da redenção: seu caráter, sua motivação e seus resultados. Aqui deparamos com uma interessante característica de estilo, a saber, a duadiplosis, na qual se consegue que as frases se unam entre si como telhas que se sobrepõem a algo mais ou menos assim: Após dizer que Timóteo deve sofrer dificuldades em prol do evangelho segundo o poder de DEUS, Paulo continua: QUE nos salvou e nos chamou com SANTA VOCAÇÃO [VOCAÇÃO] NÃO segundo nossas obras, mas segundo SUA GRAÇA QUE nos foi dada em CRISTO JESUS antes dos tempos eternos porém agora se manifestou mediante o aparecimento de NOSSO SALVADOR CRISTO JESUS QUE de um lado derrotou a morte e do outro trouxe a luz vida e incorruptibilidade por meio DO EVANGELHO PELO QUAL fui designado, etc.
8. Timóteo não tem justificativa legitima. O dom de DEUS está nele (v. 7). Portanto Paulo continua: Não se envergonhe, pois, do testemunho concernente a nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro.
O testemunho “concernente a nosso Senhor” (genitivo objetivo; cf. 1 Tm 2.6) e, naturalmente, o evangelho, como o indica o próprio paralelismo da cláusula composta. “Não se envergonhe do testemunho concernente a nosso Senhor” é explicado por: “Mas, em comunhão comigo, sofre as dificuldades em prol do evangelho.” E cf. Romanos 1.16. No evangelho encontramos o testemunho concernente às obras e palavras do Senhor (Jo 15.26, 27). Não envergonhar-se do evangelho significa ter orgulho dele. Uma vez que Paulo está tão intimamente associado ao evangelho, não nos surpreende ler: “Não se envergonhe do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro.” Paulo não é prisioneiro de Nero, não obstante parecer que esse era o caso, mas “de nosso Senhor”. O apóstolo sempre enfatiza esse pensamento em relação à ideia de ser prisioneiro (Ef 3.1; 4.1; Fm 1, 9). Ora, a expressão “seu prisioneiro” não só significa que a prisão de Paulo fora em decorrência da defesa do evangelho “de nosso Senhor”, mas também que tudo quanto dizia respeito ao seu encarceramento estava inteiramente seguro nas mãos do Soberano que dispõe dos destinos. E assim Paulo prossegue:
mas, em comunhão comigo, sofra as dificuldades em prol do evangelho, segundo [o] poder de DEUS.
Timóteo deve estar disposto a suportar sofrimentos (cf. 2 Tm 2.3) juntamente com Paulo. Ele deve estar disposto a receber sua parte na perseguição; e isso não em seu próprio poder, o que seria impossível, mas “segundo [o] poder de DEUS”. Esse poder é infinito. Ele capacita uma pessoa a resistir até a morte.
 
2 TIMÓTEO 2.1, 2
1, 2. Você, pois, meu filho, seja fortalecido na graça [que está] em CRISTO JESUS; e as coisas que você tem ouvido de mim entre muitas testemunhas, essas coisas confie a homens confiáveis, os quais estejam também qualificados a ensinar a outros.
Em vista, pois, de tudo o que se disse no capitulo 1 - os exemplos de Fé e firmeza (Loide e Eunice, o próprio Paulo, Onesiforo), o dom do ESPÍRITO SANTO a Timóteo, a grande salvação que aguarda aos que perseveram, a maravilhosa vocação -, que Timóteo se esforce (ver 2 Tm 1.6-8, 14; e quanto à própria palavra, ver At 9.22; 1 Tm 1.12; 2 Tm 4.17; e então Rm 4.20; Ef 6.10; Fp 4.13) nessa graça cristocêntrica que, como já se indicou, lhe fora dada “antes dos tempos eternos” (ver sobre 2 Tm 1.9). A fortaleza de Timóteo na esfera da graça crescerá se for cultivado o dom que a graça lhe concedeu. O apelo é uma vez mais expresso em linguagem de um temo afeto como a de um pai com seu filho; note a ênfase: “Você, pois”, é o apelo ao coração', “meu filho” (ver sobre 2 Tm 1.2). O que o pai (espiritual, Paulo) quer do filho (Timóteo) se encontra nos versículos 1-7. O que o pai espiritual, como exemplo ao filho, esta dizendo e incluído nos versículos 8-10a. O que todos os crentes deveriam ter em mente constantemente com respeito ao modo como se recompensa a fidelidade a CRISTO e se castiga a infidelidade, está expresso de forma bem clara nos versículos 10b-13, e já está implícito nos versículos 4-6. Ora, uma forma segura de fortalecer-se na graça e transmitindo a outros as verdades que se acham engastadas no coração e que estão guardadas na memória. De conformidade com isso, que Timóteo aja como mestre. Mais ainda, que produza mestres. Timóteo necessita dessa experiência, e o que é muito mais importante, a igreja necessita de mestres. Paulo está para partir desta vida. Por muito tempo ele carregou a tocha do evangelho. Daqui em diante ele a põe nas mãos de Timóteo, o qual, por sua vez, deve passá-la a outros. O depósito que foi confiado a Timóteo (1 Tm 6.20; 2 Tm 1.14) deve ser depositado em mãos de homens dignos de confiança. Além do mais, estes devem ser homens aptos para ensinar a outros (1 Tm 3.2), de modo que esses outros também, tanto quantoseus mestres sejam instruídos na verdade redentora de DEUS. Essa verdade redentora ou evangelho de salvação, que Timóteo deve transmitir, aqui é exposto como “as coisas que você ouviu de mim entre muitas testemunhas”. Esta expressão indubitavelmente se refere a toda a série de sermões e lições que o discípulo havia ouvido da boca de seu mestre durante o tempo em que esteve associado a ele desde o dia em que pela primeira vez se encontraram.
Muitos haviam sido testemunhas dessa pregação e ensino.
Que Timóteo se lembre de que a mensagem que ouvira da boca de Paulo lhe fora entregue entre ou em meio à muitas testemunhas ou pessoas que estavam sempre dispostas a apoiar o testemunho do apóstolo.
A tarefa de confiar o evangelho a homens de confiança (e, de fato, o ministério do evangelho em geral) significa trabalho árduo (v. 3). Não obstante, quando um homem luta de todo o coração pela boa causa, compete segundo as normas e trabalha com energia, ele receberá uma gloriosa recompensa (vv. 4-6; cf. 10b-13). Diz Paulo: Como nobre soldado de CRISTO JESUS, enfrente as dificuldades juntamente comigo [nós]. A palavra usada no original tem vários matizes de significado. A conotação exata é às vezes difícil de determinar. Às vezes é como se não significasse muito mais que um espectador e/ou auditor; não obstante, alguém que pode se quiser dar um testemunho competente (cf. 1 Tm 6.12). Outras vezes, porém, parece atingir a ideia de realmente dar testemunho do que alguém viu e ouviu. De forma semelhante, em nosso idioma, uma testemunha pode ser
a. uma pessoa competente para testificar, quer ou não faça isso, ou
b. uma pessoa que efetivamente testifica.
Nesta passagem (2 Tm 2.2) provavelmente a palavra está sendo usada neste segundo sentido. As testemunhas de quem Paulo fala não eram apenas observadores e ouvintes silenciosos. Eram obedientes a exortação: “Digam-no os redimidos de Jeová.” É fácil ver que o sentido legal em que se usa a palavra testemunha está relacionado com esse significado (ver At 6.13; 7.58). Finalmente, a palavra poderia significar um mártir (ver também C.N.T. sobre João), alguém que selou com sangue seu testemunho. Assim, por exemplo, Estevão e Antipas foram mártires. Não obstante, ainda quando esses sejam chamados é discutível a pergunta: Em Atos 22.20 e Apocalipse 2.13, devemos escolher como equivalente em nosso idioma a palavra testemunha ou mártir, com frequência, como no caso deles, as testemunhas fieis se converteram em mártires. Isso também se aplica às testemunhas mencionadas em Apocalipse 11.3; ver o versículo 7; e em Apocalipse 17.6.
Timóteo, pois, como um nobre ou excelente soldado de CRISTO JESUS, que lhe pertence e está comprometido na guerra na qual a “cruz de JESUS” vai sempre adiante, não deve retrair-se, mas deve estar disposto a enfrentar as dificuldades (ver sobre 2 Tm 1.18; 2.9), que nesse contexto significa muito mais que viver destituído de comodidades como soldados. Implica sofrer perseguição (2 Tm 3.12). Deve estar disposto a suportar isso, diz o apóstolo Paulo, “juntamente com...” Surge a pergunta: juntamente com quem? Em vista do fato de que no versículo precedente Paulo referiu-se apenas a si mesmo e a muitas testemunhas, é melhor traduzir: “juntamente conosco”, e não “juntamente comigo”, como em 2 Timóteo 1.8. 4, 5, 6. Esses versículos contêm uma tríplice figura, começando com o símile do soldado, que é uma continuação do versículo.
As três ilustrações seguem juntas e é evidente que devem ser consideradas como uma unidade para serem compreendidas:
(a) Nenhum soldado em serviço ativo se embaraça nos negócios da vida civil, visto ser seu alvo agradar ao oficial que o alistou.
(b) Além disso, se alguém está competindo num evento de atletismo, esse não deve receber o louro do vencedor, a menos que compita cumprindo as normas.
(c) O agricultor que trabalha arduamente deve ser o primeiro a tomar sua parte nas colheitas. Paulo compara o ministro cristão (aqui com particular referência a Timóteo, porém cf. Fp 2.25; Fm 2) a um soldado, um atleta e a um agricultor. 1 Coríntios 9.6, 7, 24-27 apresenta a mesma tríplice figura, porém com uma aplicação diferente. A semelhança aqui em 2 Timóteo é a seguinte:
a. Primeiro, como um soldado em serviço ativo, talvez ainda comprometido numa campanha, Timóteo deve realizar sua tarefa de todo o coração. Se um soldado prosseguisse com seus negócios pessoais, tanto que absorvesse seus interesses, de modo que viesse a “envolver-se” nele, não seria capaz de entregar-se a tarefa designada de soldado. No campo de batalha, o soldado tem um único propósito, a saber, satisfazer o oficial que o alistou. De igual modo, Timóteo - e no tocante a isso, todo ministro - deve compreender que sua elevada tarefa “exige sua alma, sua vida, seu todo”. Uma santa paixão deve encher seu ser. Deve dedicar-se completamente ao Senhor que o designou (“o alistou”) e que o capacitou para sua tarefa. Todo verdadeiro e fiel servo de JESUS CRISTO se dedicará realmente e de todo o coração à sua tarefa, com o fim de agradar a seu mestre (cf. ICo 7.32-34; cf. Jo 3.22; e ver C.N.T. sobre ITs 2.4). “Nenhum soldado alistado”, diz Paulo, agirá de modo diferente! Está implícito este pensamento: a guisa de recompensa, o Superior de Timóteo certamente proverá tudo o de que porventura necessite. Esse pensamento implícito se expressa com crescente clareza nas figuras que se seguem:
b. Devoção de todo o coração e tudo o que se exige. Terá que obedecer às normas. Nesse aspecto a melhor figura é sempre a de um homem que compete numa prova atlética. Paulo o representa no próprio ato da competição. Ora, a menos que esse atleta (para uma descrição mais completa, ver sobre 1 Tm 4.7b, 8) compita legitimamente, ou seja, de conformidade com as normas estabelecidas, não recebe o louro do vencedor, o diadema de folhas ou medalha de ouro. Igualmente, se o homem que executa um serviço especial no reino de DEUS não observa as normas - por exemplo, pregar e ensinar a verdade, e fazê-lo com temor', exercer a disciplina no mesmo espírito; e ver especialmente os versículos 10-12 não receberá a coroa da justiça (2 Tm 4.8) e de glória (ITs 2.19; cf. l Pe 5.4; Tg 1.12; Ap 2.10; ver A. Deissmann, op. cit., pp. 309, 369).
c. Timóteo, pois, deve lutar de todo o coração pela boa causa. Além do mais, deve competir segundo as normas. E agora, terceiro: deve trabalhar com muita energia, como o (uso genérico do artigo) agricultor que trabalha arduamente (cf. ICo 3.9). Deve ser completamente o oposto do “preguiçoso” retratado vividamente em Provérbios 20.4; 24.30, 31. Se o agricultor trabalha arduamente, deverá ser o primeiro a participar das colheitas (Dt 20.6; Pv 27.18). Semelhantemente, se Timóteo (ou qualquer trabalhador na vinha do Senhor) se esforça plenamente na realização da tarefa espiritual confiada por DEUS, também será dos primeiros a ser recompensado. Não só sua própria Fé será fortalecida, sua esperança avivada, seu amor aprofundado e a chama do dom avivada, para que seja bem-aventurado em seus feitos (Tg 1.25), mas além disso ele verá na vida dos demais (Rm 1.13; Fp 1.22, 24) o inicio daqueles gloriosos frutos que são mencionados em Gálatas 5.22, 23. Ver também Daniel 12.3; Lucas 15.10; Tiago 5.19, 20.  
William Hendriksen, 1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito, São Paulo: Cultura Cristã, 2001, p. 191-6 (Comentário do Novo Testamento) 
 
Questionário da Lição 7 - Eu Sei em Quem Tenho Crido
3º trimestre de 2015 - A Igreja E O Seu Testemunho - As Ordenanças De CRISTO Nas Cartas Pastorais
Comentarista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Complete os espaços vazios e marque com"V" as respostas Verdadeiras e com"F" as Falsas, conforme a revista da CPAD.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"[...] porque eu sei em quem tenho ______________________ e estou certo de que é ___________________________ para guardar o meu _________________________ até àquele Dia." (2 Tm 1.12)
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
O crente, assim como o ________________________, precisa ter convicção de sua _________________________ e de sua condição de ________________________ em Jesus Cristo.
 
I - ORAÇÕES E AÇÃO DE GRAÇAS (1.3-5)
3- Por que Paulo chamava Timóteo de "amado filho" e a que nos remonta tal atitude?
(    ) Paulo dá início a Segunda Carta a Timóteo chamando o jovem pastor de "amado filho".
(    ) A palavra no original é misi̱tós e significa "muito amado".
(    ) A palavra no original é agapatos (agapi̱tós) e significa "muito amado".
(    ) Paulo sabia que logo morreria, talvez por isso, tenha demonstrado, de uma forma tão intensa, sua afeição e amor por Timóteo.
(    ) Isso nos mostra que o líder precisa ter afeição, amor e saber demonstrá-los por aqueles que estão ao seu lado, cooperando na obra do Senhor.
(    ) Paulo sabia das necessidades e lutas que Timóteo enfrentava como líder, por isso, orava constantemente em favor de seu amigo.
(    ) Será que atualmente oramos em favor daqueles que fazem a obra de Deus? Precisamos orar sempre por todos os que estão empenhados na obra do Senhor.

4- O que nos revela a sensibilidade de Paulo para com seu amigo Timóteo?
(    ) Paulo diz para Timóteo, que estava cumprindo sua missão em Éfeso, que desejava muito vê-lo de perto, pessoalmente.
(    ) A saudade era grande! Paulo se lembrava das gargalhadas de Timóteo quando da despedida deles.
(    ) A saudade era grande! Paulo se lembrava das lágrimas de Timóteo quando da despedida deles.
(    ) As lágrimas nos mostram quão profundo era o relacionamento entre eles. Hoje em dia, infelizmente, os relacionamentos parecem cada vez mais superficiais.

5- Como foi a criação espiritual de Timóteo (v. 5)?
(    ) Timóteo era um jovem obreiro de caráter exemplar.
(    ) Seu discipulado começou no lar, com o exemplo de sua avó, Loide, e de sua mãe, Eunice, ambas judias, mas convertidas ao evangelho.
(    ) Seu pai era Judeu. Não se sabe se ele se converteu ao evangelho. Mas sua formação foi motivo de referência para Paulo.
(    ) Seu pai era grego. Não se sabe se ele se converteu ao evangelho. Mas sua formação foi motivo de referência para Paulo.
(    ) Na Segunda Carta, o apóstolo diz: "[...] trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti".
(    ) A educação familiar de Timóteo serve de exemplo para as famílias cristãs atuais.
 
II - A CONVICÇÃO EM DEUS (v.v. 6-14)
6- De que maneira Paulo chama a atenção de Timóteo quanto aos dons espirituais (v. 6)?
(    ) Paulo lembra a Timóteo o momento em que ele foi ordenado ao santo ministério.
(    ) Ele relata que nesta ocasião o jovem pastor recebeu dons espirituais que o capacitariam no serviço de Deus.
(    ) O que Paulo desejava afirmar a Timóteo quando disse: "despertes o dom de Deus, que existe em ti"?
(    ) Certamente Paulo estava encorajando Timóteo a perseverar em seu ministério.
(    ) Certamente Paulo estava lembrando Timóteo de sua chamada ao ministério e dom de pastor.
(    ) Este texto nos mostra também que a imposição de mãos sempre foi um gesto de grande valor na vida ministerial da igreja cristã. Jesus usou as mãos para efetuar várias curas. É uma prática solene que é seguida, e ainda hoje utilizada em todas as igrejas evangélicas.
 
7- O que Paulo queria transmitir a Timóteo quando escreveu sobre: "Espírito de fortaleza, e de amor, e de moderação" (v. 7).
(    ) Ao que parece Timóteo estava enfrentando uma grande oposição a sua liderança.
(    ) Paulo então exorta a Timóteo para que ele tenha coragem.
(    ) Um líder precisa ser corajoso.
(    ) O medo paralisa e acaba por neutralizar as nossas ações em favor da obra de Deus.
(    ) O Espírito Santo nos ajuda a controlar o medo e nos encoraja a suportá-lo.
(    ) O Espírito Santo nos ajuda a superar o medo e nos encoraja a prosseguir.
(    ) Por isso, o líder precisa ser alguém cheio do Espírito Santo.
(    ) Ele é o nosso ajudador. Sem sua presença é impossível ser bem-sucedido na liderança.
(    ) Conte com a ajuda do Espírito Santo e tenha coragem para seguir em sua caminhada, realizando a obra para a qual você foi vocacionado e chamado pelo Senhor.
 
8- Como Paulo exorta Timóteo quanto ao seu chamado?
(    ) Paulo tinha consciência de que recebeu, da parte de Deus, a vocação e o chamado para pregar aos judeus.
(    ) Paulo tinha consciência de que recebeu, da parte de Deus, a vocação e o chamado para pregar aos gentios.
(    ) Paulo exorta Timóteo a manter-se firme na fé, conservando "o modelo das sãs palavras" que o jovem discípulo recebeu, da parte de Paulo, "na fé e na caridade que há em Cristo Jesus".
 
III - UM CONVITE AO SOFRIMENTO POR CRISTO (2.1-13)
9- Como deve ser nosso fortalecimento na graça?
(    ) Diante das lutas, tribulações e tentações, o crente só vence se tiver a confiança em si mesmo.
(    ) Todo cristão precisa ser forte, principalmente no aspecto espiritual.
(    ) Timóteo certamente enfrentava desafios além de suas forças.
(    ) Diante dessa realidade, estando tão distante, Paulo diz que ele devia fortificar-se "na graça que há em Cristo Jesus", ou seja, confiar inteiramente em Cristo e em seu poder.
(    ) Diante das lutas, tribulações e tentações, o crente só vence se tiver a força que vem do alto.
(    ) Escrevendo aos efésios, Paulo disse: "No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder".
 
10- Por que a vida de um cristão é comparada por Paulo ao Soldado de Cristo?
(    ) A vida cristã é um feita de alegrias e vitórias, nada acontece de mal ao crente.
(    ) A vida cristã é um misto de alegrias e tristezas; de lutas e vitórias.
(    ) Jesus advertiu seus discípulos sobre as aflições da vida cristã.
(    ) Para os que aceitam tomar a cruz, renunciando a si mesmos, a vida cristã é uma luta sem tréguas.
(    ) Sua vida pode ser comparada a de um soldado que está na frente da batalha.
(    ) É na luta, nos combates espirituais, "pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3), que o servo de Deus se fortalece e acumula experiências que lhe capacitam a ser mais que vencedor.
 
11- Por que a vida de um cristão é comparada por Paulo ao lavrador?
(    ) O agricultor precisa trabalhar com afinco a fim de preparar a terra para receber as sementes.
(    ) Depois, precisa regar, adubar a semente para que surjam os frutos.
(    ) Muitos querem colher sem esforço ou onde não plantaram. Esses não merecem a recompensa do Dono da "lavoura" espiritual que é a Igreja do Senhor Jesus.
(    ) É preciso labutar na "garimpo de Deus" até que os frutos apareçam.
(    ) É preciso labutar na "lavoura de Deus" até que os frutos apareçam.
(    ) Há uma recompensa para aqueles que labutam com afinco.
(    ) Paulo diz para Timóteo que quem primeiro deve gozar dos frutos da plantação é o "lavrador que trabalha".
 
CONCLUSÃO
12- Complete:
Mesmo sabendo que em breve iria _________________________ Paulo não perdeu sua esperança e fé. Até em seus últimos momentos procurou incentivar e orientar seu _______________________ amado e companheiro de ministério, Timóteo. Seja você também um __________________________ e incentivador daqueles que estão labutando na obra do Mestre.
 
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.gospelbook.net
www.portalebd.org.br/
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm
A PRIMEIRA EPÍSTOLA A TIMÓTEO - J. N. D. Kelly - Novo Testamento - Vida Nova - Série Cultura Cristã.
William Hendriksen, 1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito, São Paulo: Cultura Cristã, 2001, p. 191-6 (Comentário do Novo Testamento) 

 

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