quinta-feira, 23 de julho de 2015

Lição 4- Pastores e Diáconos, 2 parte

Lição 4- Pastores e Diáconos, 2 parte

ESBOÇO DO CAPÍTULO 3 -
Tema: O Apóstolo Paulo, Escrevendo a Timóteo, Fornece Diretrizes para a Administração da Igreja Diretrizes com Respeito a Instituição dos Ofícios 3.1 -7
A. Incentivo para ser bispo: o caráter glorioso da obra.
Diretrizes sobre os requisitos necessários do bispo.
3.8-13 B. Diretrizes sobre os requisitos necessários dos diáconos e das mulheres que os assistem. Incentivos para a execução fiel da tarefa dos diáconos e das mulheres que os assistem: a gloriosa recompensa deles.
3.14-16 C. Razões para comunicar essas diretrizes na forma escrita:
1. Embora eu espere vê-lo logo, receio que me demore.
2. Não obstante, o assunto não permite delonga, porque ele tem a ver com a casa de DEUS, a igreja, o corpo de CRISTO, cuja Cabeça é JESUS CRISTO. Hino de adoração a CRISTO.
3.1 Confiável é a afirmação: se alguém aspira ao ofício de bispo, o mesmo deseja uma obra nobre. 2 Portanto, o bispo deve ser irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperado, sensato, virtuoso, hospitaleiro, apto para ensinar; 3 não [alguém que demora] junto do [seu] vinho, não dado a violência, mas cordial, não contencioso, não amante do dinheiro, 4 que administre bem sua própria casa, com genuína dignidade, mantendo seus filhos em submissão 5 (pois se alguém não sabe como administrar sua própria casa, como tomará sobre si o cuidado da igreja de DEUS?), 6 não recém-convertido, para que não se deixe cegar pelo engano e caia na condenação do diabo. 7 Deve também desfrutar do testemunho favorável dos de fora, para que não caia em descrédito e no laço do diabo.
O culto publico geralmente precede a instituição dos ofícios. Dai, não surpreende que Paulo, havendo tratado do primeiro, agora prossiga ministrando diretrizes acerca do último. No presente capitulo, ele mostra que os presbíteros, os diáconos e as mulheres que prestam serviço auxiliar devem ser espiritual e moralmente aptos para a realização de suas tarefas na igreja de JESUS CRISTO, Aquele que “se manifestou na carne... é recebido na glória”.
3.1-7
1. Consequentemente, o apóstolo começa, escrevendo: Confiável - afirma: se algum aspira ao ofício de bispo, deseja uma obra nobre.
Esta é a segunda das cinco “confissões fiéis” ou provérbios correntes dignos de confiança, máximas sábias. Quanto a seu caráter geral, às vezes se afirma que a afirmação não só carece de significado ou valor, mas também é ainda prejudicial, incentivando aspirações pecaminosas a um ofício. Essa opinião, porém, resulta do fato de ser a afirmação lida à luz de situações posteriores. Alguns intérpretes raciocinam assim: “É decididamente errôneo que alguém estenda a mão (note o verbo opeyo) a fim de tomar posse do sagrado ofício. Tal ambição é pecaminosa e merece condenação. O ofício deve sair em busca do homem, e não o homem ir após o ofício. Portanto, é muito estranho que Paulo expresse uma palavra de elogio a esse esforço pecaminoso.” Em oposição a isso, porém, merecem ênfase estes dois pontos:
a. Embora seja verdade que se acha implícito na afirmação um elogio dirigido ao aspirante, ele não é expresso numa forma definida. O apóstolo simplesmente diz: “Se alguém aspira.” O que se descreve definidamente como excelente ou nobre (“boa obra”) é o ofício, e não esforço.
b. Embora seja verdade que se acha implícito um elogio ao aspirante, deve-se ter em mente que na história dos primeiros dias da igreja o desejo de servir como bispo significava sacrifício. Com muita frequência grassava perseguição, do lado dos judeus, do lado dos gentios ou, como ocorria amiúde, de ambos os lados. Os falsos mestres faziam de tudo para minar o fundamento da verdade. De fato, em tempos tais e em meio a tais circunstâncias, não estavam totalmente fora de lugar palavras de incentivo para o episcopado e de elogio implícito a quem se mostrasse disposto a servir nesse alto ofício. E o ofício em si era certamente “uma obra nobre”. E ainda é, porém não como foi nas primeiras décadas. Ao falar Paulo do ofício de bispo (etuaKoiTri - ijc), ele esta pensando na tarefa divinamente autorizada dos anciãos, como já se indicou (e ainda se indicara, ver também 1.5-7). Esses bispos ou anciãos constituíam um presbitério ou junta de presbíteros ou anciãos. Com respeito a idade ou dignidade, seus membros eram chamados presbíteros ou anciãos, como em Israel. Com respeito a natureza de sua tarefa, eram chamados supervisores ou superintendentes. O modo como esses homens, em geral, se conduziam no sagrado ofício, e sua disposição em suportar inumeráveis dificuldades pela causa de CRISTO, justificavam o provérbio popular: “Se alguém aspira a ser bispo, deseja uma tarefa nobre.” Que ninguém faca pouco do bispo! Que ninguém o despreze por ele não possuir todos os dons especiais. Ele nutre o desejo de dar seu tempo e suas energias, e ainda se dispõe a sacrificar seu descanso físico e sua segurança pessoal em prol da nobre tarefa de “apascentar a igreja do Senhor, a qual ele comprou com seu próprio sangue” (At 20.28). Que o caráter glorioso da obra seja um incentivo para todos os que estão considerando a possibilidade de ser bispos, para que possam desejar essa função com ansiedade! Mas, justamente por ser a tarefa tão nobre e a obra tão imensa, certos requisitos são estipulados. Para que tais requisitos sejam vistos na forma em que o apóstolo os agrupa, os seguintes versículos são impressos na forma em que, tudo o indica, foram intencionalmente classificados:
2. O bispo deve ser irrepreensível, esposo de uma só esposa, temperado, sensato, virtuoso, hospitaleiro, apto para ensinar, 3. Não [alguém que demora] junto do [seu] vinho,não violento, mas amável, não contencioso, não amante do dinheiro, 4. que administre bem sua própria casa, com verdadeira dignidade, mantendo seus filhos sob submissão; 5. (pois se alguém não sabe administrar sua própria casa, como tomará sobre si o cuidado da igreja de DEUS?) 6. não recém-convertido, para que não se deixe cegar pela presunção e caia na condenação do diabo. 7. Deve também desfrutar do testemunho favorável dos de fora, para que não caia em descrédito e no laço do diabo.
Torna-se imediatamente claro que, em conformidade com o ensino inspirado de Paulo, o candidato ao episcopado deve desfrutar do testemunho favorável de dois grupos:
(a) os de dentro, ou seja, os membros da igreja; e
(b) os de fora, ou seja, os que não são da igreja.
Como era de se esperar, a ênfase recai sobre o primeiro, a reputação que o homem desfruta entre os membros da igreja. Os diversos aspectos que pertencem a primeira classificação se dividem em dois grupos de sete cada um. Não obstante, o primeiro de todos, “irrepreensível”, pode ser considerado uma espécie de cabeçalho ou titulo para todos os pontos de ambos os grupos dessa primeira classificação. A segunda classificação se resume na forma um pouco semelhante, porém sem uma lista detalhada de requisitos. Começando com a primeira categoria, no que diz respeito a sua posição ou reputação diante dos membros da igreja, o bispo dever ser irrepreensível (ou “estar acima de censura”). Note que o primeiro grupo de sete características é positivo (exceto o próprio cabeçalho: sem - ou acima de - censura ou inatacável). O segundo grupo é, em sua maioria, negativo. Cinco vezes lemos não. Assim, ao todo há oito (6 + 2) requisitos expressos positivamente, seis (1+ 5 ) expressos negativamente. Não deve escapar a nossa atenção que o primeiro e o último dos oito requisitos positivos esclarecem a relação da pessoa com sua família. Essa relação é novamente enfatizada em conexão com os diáconos. Paulo (e o ESPÍRITO SANTO falando por seu intermédio) certamente considerava de grande relevância essa relação familiar. No primeiro grupo de sete requisitos, a subdivisão é a seguinte: sob o tópico “irrepreensível” encontramos primeiro um grupo de quatro requisitos que se relacionam com a atitude do homem para com a moral cristã em geral: ele deve ser conjugalmente puro, sóbrio, equilibrado, virtuoso. Em seguida, dois requisitos que descrevem a atitude do homem para com (e influência sobre) as pessoas que estão em alguma relação definida com a igreja. Como ele trata as visitas de outras igrejas, etc.? E hospitaleiro? Que influência para o bem ele exerce sobre os que necessitam de diretriz ou instrução? É apto para ensinar? No segundo grupo de sete requisitos vemos o homem em sua vida cotidiana, solidarizando-se com seus semelhantes no trabalho e em todo lugar. O item “não [alguém que demora] junto do [seu] vinho” facilmente se mescla com o seguinte, a saber, “não violento”, porque a bebedice amiúde conduz a violência. Em oposição a isso está o requisito positivo, amável . Paralelamente está “não contencioso”. A pessoa contenciosa geralmente é egoísta, por isso e “amante do dinheiro”. De fato, a pergunta é esta: “É possível que tal candidato se responsabilize pelas finanças da igreja?” (Note que aqui, como no final do primeiro grupo de requisitos, a atenção se fixa uma vez mais na relação do homem com a igreja.). Além do mais, ele pode cuidar de seus negócios? Como administra ele sua família? Isto é suficiente para provar se ele pode tomar sobre si o cuidado dos negócios da igreja! E, por fim, pode-se esperar, logicamente, que ele granjeie o respeito de seus membros, tanto dos experientes quanto dos recém-convertidos? Neste caso, porém, ele tem de ser um homem com alguma experiência no viver cristão, não deve ser um neófito. Portanto, vemos que os itens na lista não foram alinhados a esmo. Seguem um após outro num arranjo lógico e natural. Agora faremos umas poucas observações com referência a cada um dos quinze (7+7+1) requisitos. O primeiro grupo de sete é o seguinte: O bispo deve ser:
1. “irrepreensível” na estima dos membros da igreja Ver também 1 Timóteo 5.7 e 6.14. A palavra usada no original significa literalmente “não tirar proveito de”, dai irrepreensível ou inexpugnável. Os inimigos podem suscitar todo gênero de acusações, mas as mesmas são tidas como falsas ao se empregarem métodos justos de investigação. Em relação a igreja e em conformidade com as normas da justiça, esse homem não só desfruta de boa reputação, mas de fato a merece. Exemplo de um homem “irrepreensível”: Simeão “Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, que era justo e piedoso, e que esperava a consolação de Israel; e o ESPÍRITO SANTO estava sobre ele” (Lc 2.25). Cf. Jo 1.8. Os detalhes com respeito a pessoa que é irrepreensível são estes:
2. Na relação conjugal, “esposo de uma só esposa” Ver também 1 Timóteo 5.9 (“esposa de um só esposo”). Isso não pode significar que um bispo ou ancião deva ser um homem casado. Antes, presume-se ser ele casado - como era comumente o caso -, e estipula-se que em sua relação conjugal deve ser exemplo para os demais na fidelidade para com sua esposa. A infidelidade nessa relação é um pecado contra o qual a Escritura reiteradamente nos adverte. À luz de muitas passagens, é evidente que esse pecado e os relacionados com ele (imoralidade sexual em qualquer forma) eram de ocorrência frequente entre os judeus e, por certo, entre os gentios (entre muitos outros: Ex 20.14; Lv 18.20; 20.10; Dt 5.18; 22.23; 2Sm 12; Is 51; Pv 2.17; Pv 7; Jr 23.10, 14; 29.23; Os 1.2; 2.2; 3.1; Mt 5.28; Jo 8.3; Rm 1.27; 7.3; I Co 5.1, 9; 6.9-11; 7.2; Gl 5.19. Ver também C.N.T. sobre I Ts 4.3-8). E não nos esqueçamos do que Paulo fala nessa mesma epístola (ver sobre I Tm 1.10). Consequentemente, o sentido desta passagem (I Tm 3.2) é simplesmente este: que um bispo ou ancião deve ser um homem de moralidade inquestionável, que seja inteiramente fiel e leal a sua única e exclusiva esposa; que, sendo casado, não se põe, segundo o costume dos pagãos, em relação imoral com outra mulher. Considerando isso, é injustificável a tentativa de alguns mudarem o sentido do original - fazendo-o dizer o que não diz. Em harmonia com o ponto de vista de alguns pais da igreja (por exemplo, Tertuliano e Crisóstomo), e em concordância com as explicações favorecidas por outros (por exemplo, Jerônimo e Orígenes), esses tradutores e comentaristas são da opinião de que Paulo, aqui, está se referindo a homens que, vindo a ser viúvos, tornam a casar-se. A tradução (?), pois, vem a ser esta: “O bispo deve ser um homem que se tenha casado uma única vez”.6' É possível entender como homens que rejeitam ou abafam a infalibilidade da Escritura - os quais, consequentemente, já não se sentem mais obrigados a aceitar as indubitavelmente verdadeiras palavras “Paulo... a Timóteo ” (I Tm 1.1, 2) - podem também dar um passo a frente, supondo que as Pastorais refletem condições que prevaleciam depois da partida de Paulo deste mundo, num tempo quando muitos começaram a exaltar o celibato e o estado de virgindade acima do matrimônio, e introduzir no texto sua reconstrução particular da formação dessas cartas, de modo que pensem do autor das Pastorais como um homem que considerava o matrimônio e um segundo casamento como pecaminoso ou algo desse gênero. Não é possível justificar uma tentativa de fazer um texto dizer o que realmente não diz no original. O original simplesmente diz: “Ele deve ser... esposo de uma só esposa” (oei - |iiac ywcuKOc auopa). O autor genuíno das Pastorais, ou seja, Paulo, não se opunha ao casamento depois da morte de um dos cônjuges (ver especialmente I Tm 5.14; e então 4.3; cf. Rm 7.2, 3; I Co 7.9), ainda que, sob certas circunstâncias especificas, ele considerava ser mais prudente continuar no estado de solteiro do que de casado (I Co 7.26, 38). Podemos estar certos de que Paulo estava em completa harmonia com o autor de Hebreus, quando diz: “O casamento deve ser honrado por todos” (Hb 13.4). Exemplo de um homem que fornece toda evidência de ter sido fiel a sua única e exclusiva esposa, e da bela harmonia entre ambos, inclusive em assuntos religiosos: Áquila “Quando Priscila e Áquila o ouviram, convidaram-no para ir a sua casa e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de DEUS” (At 18.26).
3. No modo de vida (gostos e hábitos), “temperado” Ver também 1 Timóteo 3.11; Tito 2.2. Para o verbo relacionado, ver C.N.T. sobre I Ts 5.6, 8 e ver sobre 2 Tm 4.5. Outras traduções possíveis do adjetivo seria sóbrio (contudo, não no sentido de sombrio, triste), circunspecto. Tal pessoa vive uma vida profunda. Seus prazeres não são primariamente os dos sentidos, como, por exemplo, os prazeres dos boêmios, mas os da alma. Ele é dominado pelo fervor espiritual e moral. Não é dado aos excessos (no uso do vinho, etc.), mas moderado, equilibrado, calmo, prudente, firme e sadio. Isto pertence a seus gostos e hábitos físicos, morais e mentais. Exemplo de uma pessoa equilibrada, sóbria, prudente, temperada: Lucas “Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo...” (Lc 1.3). Mesmo os que não podem ser contados entre os crentes as vezes não são de todo desprovidos de virtude; note o escrivão em Éfeso, o qual apaziguou a ira da multidão (At 19.35).
4. Na maneira de julgar e de agir sobre esses juízos, “sensato”. Ver também Tito 1.8; 2.2, 5; e ver sobre 1 Timóteo 2.9, 15 para o substantivo correlato. Quem tem domínio próprio ou sensato é a pessoa de mente sadia. É discreto, racional; dai, não se deixa dominar por impulsos repentinos sobre os quais não exerce controle, nem está de modo algum disposto a aceitar os disparates que estavam disseminando os seguidores do erro em Éfeso (ver sobre I Tm 1.3, 4, 6, 7). A pessoa sensata está sempre disposta e desejosa de aprender. Exemplo de um individuo racional: Apolo Ainda que fosse um orador dotado, poderoso nas Escrituras e instruído no caminho do Senhor, mesmo assim se dispôs a ser instruído por Priscila e Áquila, a fim de aprender o caminho de DEUS mais acuradamente (At 18.26, supracitado sob o item 2).
5. Na moral, em geral, “virtuoso” Ver também 1 Timóteo 2.9. O bispo deve ser um homem “de excelência moral interior e de uma conduta externa bem ordenada”. Eis um epíteto de honra. Ver M.M., p. 356. O adjetivo naturalmente tem um matiz de significado ligeiramente diferente quando se aplica ao mesmo caráter que se aplica a roupa e a aparência externa (como em 1 Tm 2.9). O sentido básico do substantivo relacionado é ordem. Ver C.N.T. sobre João, Vol. I, nota 26. Exemplo de uma pessoa virtuosa, pessoa essa de força moral: Rute “Todos... sabem que essa é uma mulher virtuosa” (uma mulher de valor, LXX: cf. força, Rt 3.11). Mais: Jo (Jo 1.8); Zacarias e Isabel (Lc 1.5, 6); Simeão (Lc 2.25); Ana (Lc 2.37).
6. Quanto a hospitalidade, “hospitaleiro” Ver também Tito 1.8; em seguida, Romanos 12.13; Hebreus 13.2; 1 Pedro 4.9. Uma pessoa hospitaleira é literalmente amiga dos forasteiros. “Ele compartilha de suas necessidades.” Podemos bem imaginar quão profundamente apreciada foi esta hospitalidade num tempo em que virtualmente não existia um sistema organizado de bem-estar social em alta escala; quando as viúvas e órfãos dependiam da bondade de parentes e amigos; quando grassavam ferozes perseguições com seus encarceramentos; quando a pobreza e a fome eram muito mais evidentes que o que agora se vê nos países do ocidente; quando as mensagens de uma setor da cristandade tinham de ser entregues por mãos de um mensageiro pessoal, que para isso era preciso longas viagens; e quando ter alojamento com incrédulos era menos que desejável. Dai, se a hospitalidade era um requisito para todo crente segundo sua capacidade e oportunidade de oferecê-la, era um requisito indispensável para o bispo. Exemplo: Onesíforo “Onesíforo... muitas vezes me confortou, e não se envergonhou de minhas cadeias” (2 Tm 1.16). Ver também Gênesis 18.1-8; 1 Reis 17.8- 16; 1 Reis 18.13; 2 Reis 4.8; Hebreus 13.2.
7. Quanto a capacidade pedagógica, “apto para ensinar” Ver também 1 Timóteo 5.17; 2 Timóteo 2.2; 2.24; 3.14; em seguida, 1 Coríntios 12.29. Todo bispo ou ancião deveria possuir este dom em alguma medida. Além do mais, ninguém será apto para ensinar (oiokktlkoc) se o mesmo não for instruído (OLOaKtoc). Havendo sido instruído por “testemunhas fiéis”, ele comunica a outros essa instrução, os quais, por sua vez, ensinam a outros. Ainda, porém, que todos os bispos devam ter essa capacidade em certa medida, de modo que possam aconselhar aos que buscam seu conselho, alguns têm recebido talentos maiores ou diferentes do que outros. Dai, mesmo nos dias de Paulo, o trabalho dos anciãos estava dividido, de modo que, embora todos tomassem parte no governo da igreja, a alguns era confiada a responsabilidade de trabalhar na palavra e no ensino (l Tm5.17). Consequentemente, manifestou-se a distinção entre os bispos que atualmente são geralmente denominados “ministros” e os que simplesmente são denominados “presbíteros”. Exemplo: Esdras e seus auxiliares “Ele [Esdras] era escriba versado na Lei de Moisés... Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam todo o povo, lhe disseram: Este dia é consagrado ao Senhor, vosso DEUS” (Ed 7.6; Ne 9.8). Ver também Atos 6.10.
E agora, o segundo grupo de sete requisitos. O bispo deve também ser irrepreensível nos seguintes aspectos. Deve ser:
(1) “Não [alguém que demora] junto do [seu] vinho” Ver também 1 Timóteo 3.8; Tito 1.7, e ver ainda comentário sobre 1 Timóteo 5.23. (O original traz o acusativo de uapoLvoc.) Com respeito a beber vinho, a Escritura evita os extremos. O mesmo autor inspirado que aconselha Timóteo a usar um pouco de vinho por causa do estômago e suas frequentes enfermidades (I Tm 5.23), também declara francamente que aquele que não pratica a temperança não tem direito a um lugar no presbitério. Um bebedor de vinho, uma pessoa dominada pela bebida, ou um ébrio, não pode ser um bom bispo. Exemplo de pessoas culpadas do pecado aqui condenado: Alguns que participavam da Ceia em Corinto “Um está com fome, e outro se embriaga” (I Co 11.21). Cf. ISm 25.36: Nabal. Ver também Gênesis 9.20-27.
(2) “Não violento” Ver também Tito 1.7. Literalmente, Paulo diz: “não um espancador.” Ele está pensando num homem que está sempre com seus punhos preparados para espancar, uma pessoa belicosa, irascível ou brigona. Pense nos lenhadores de outrora que literalmente usavam uma lasca de madeira em seus ombros a guisa de desafio para lutar com quem quer que se atrevesse a tirá-la com um golpe, donde procede a expressão: “Ele leva uma lasca em seus ombros.” Do uso imoderado do vinho ao desejo de travar combate com alguém há apenas um passo curto. Daí estas duas vão uma após a outra na lista das qualidades expressas negativamente. Disse Sêneca: “O vinho acende a ira” (Vinum incendit iram). E a mesma relação se vê em Provérbios 23.29, 30. Assim os exemplos são: Os homens contra quem o autor de Provérbios pronuncia sua advertência “Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem cura? E para quem, os olhos vermelhos? “Para os que se demoram a beber vinho, “para os que andam buscando bebida misturada” (Pv 23.29, 30). Ver também Gênesis 4.23: Lameque; Gênesis 49.5, 6: Simão e Levi.
(3) “amável ” Ver também Tito 3.2; em seguida, Filipenses 4.5; Tiago 3.17; 1 Pedro 2.18. A pessoa aqui indicada é diametralmente o oposto da irascível. Embora nunca comprometa a verdade do evangelho, ela se dispõe a ceder quando se trata de seus próprios direitos, no espírito de 1 Coríntios 6.7: “Por que não sofrer antes o agravo?” A tradução “consentir” ou “ceder” - que também corresponde a ideia básica do termo usado no original - expressa em parte o significado. Não obstante, e duvidoso encontrar uma expressão num só termo que seja plenamente equivalente ao original. As qualidades de condescendência, equidade, gentil racionalidade, brandura, disposição de ajudar e generosidade são mais bem combinadas nessa pessoa conciliatória, considerada, amável, que cortês. Salvo pelo que está registrado em Atos 15.39, alguém que se aproxima desse ideal é Barnabé “José, um levita de Chipre a quem os apóstolos deram o nome de Barnabé (que significa filho da consolação), vendeu um campo que possuía, trouxe o dinheiro e o colocou aos pés dos apóstolos. ...Então Barnabé o tomou e o levou aos apóstolos... Ele era um homem bom, cheio do ESPÍRITO SANTO e de fé” (At 4.36, 37; 9.27; 11.24). Outros exemplos: Abraão como descrito em Gênesis 13.8, 9; Isaque (Gn 22; 26.12-22); José (Gn 50.15-21); Moisés (Nm 12.3); Jônatas (ISm 18.1); Timóteo.
(4) “não contencioso” Veja também Tito 3.2. Note que “amável ” está interposto entre “não violento” e “não contencioso”, isto pelo fato de que está em contraste com ambos. O requisito “não contencioso”, literalmente “avesso a briga”, e ainda mais profundo do que “não violento”. Uma pessoa pode não estar disposta a esmurrar, mas pode ser boa em disputas orais, como sem dúvida o eram os seguidores do erro em Éfeso (ver I Tm 1.4), e lhe faltaria, portanto, uma das características indispensáveis ao bispo. Além dos falsos mestres de Éfeso, que certamente eram pessoas contenciosas, pensemos também em: Os Contenciosos de Corinto “Com isso quero dizer que cada um de vocês afirma: Eu sou de Paulo; e eu, de Apolo; e eu, de Cefas; e eu, de CRISTO” (I Co 1.12).
(5) “não amante do dinheiro” Ver também 1 Timóteo 3.8 e Tito 1.8. O bispo não só deve ser um homem que esteja longe da atitude de Judas (Jo 12.6), tudo fazendo para enriquecer-se por meios desonestos (o pecado indicado em I Tm 3.8 e Tito 1.8), mas deve também estar longe de ter como meta principal a aquisição de tesouros terrenos, mesmo quando os meios empregados sejam honrados. É possível que Paulo estivesse pensando antes de tudo em alguns homens de Éfeso, onde Timóteo estava exercendo seu ministério (I Tm 6.9, 10). Além disso, alguém pode pensar em: O Rico Insensato “Insensato, esta mesma noite sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?” (Lc 12.20). Pense também no homem rico da parábola O Rico e Lázaro (Lc 16.19-31).
(6) administrando bem sua própria casa” Ver também 1 Timóteo 3.12; 5.17; em seguida, Romanos 12.8; 1 Tessalonicenses 5.12. O bispo, presumindo-se que seja um homem casado e pai de filhos, deve ser dotado com a habilidade de supervisionar, presidir, administrar. Paulo raciocina do menor para o maior, neste duplo sentido:
a. Se um homem não pode presidir ou administrar, como poderá tomar sobre si (ou seja, em seu coração) o cuidado de algo? A segunda atividade indica uma consideração vigilante que e ainda mais solicita e incessante que a primeira.
b. Se um homem não pode desincumbir-se de sua responsabilidade com respeito a sua própria família, como poderá fazer isso com respeito a família de DEUS, ou seja, a igreja (congregação local), a família que tem DEUS como seu Pai? Ora, essa capacidade de administrar ou governar bem sua própria família se faz evidente quando o pai mantém sua prole em submissão (ver sobre 1 Tm 2.11). A assim chamada ideia “progressiva” de permitir que a criança faça o que bem lhe agrade não tem apoio algum na Bíblia. Mas, ainda que se deva exercer autoridade, isso deve ser feito “com real dignidade”, ou seja, deve ser feito de maneira tal que a firmeza do pai torne aconselhável que o filho obedeça, que sua sabedoria faça com que o filho descubra que é natural obedecer, e que seu amor leve o filho a sentir que obedecer se converte em prazer. Imagine quão ideal teria sido que essa vida familiar de outrora, que nos anos posteriores floresceu na relação descrita em Atos 21.9: Filipe, o evangelista “Ele tinha quatro filhas virgens, que profetizavam.” E ver a fascinante vida familiar retratada no Salmo 128.3. Cf. Gênesis 18.19; Salmo 78.3, 4; 105.8-10; Lucas 2.51; Atos 2.39; 16.14, 15; 16.33.
(7) “não recém-convertido”. Não obstante, um membro da congregação podia possuir todas as características mencionadas anteriormente, e ainda não estar qualificado para servir como bispo. Talvez fosse um principiante, alguém que fosse recentemente convertido, fosse idoso ou jovem. Não tinha maturidade e não desfrutava ainda do prestígio que se requeria de um bispo. Era um novato. Literalmente, o apóstolo diz: “não um neófito (acusativo de recém-plantado\ dai, planta nova: Jo 14.9; Sl 128.3; 144.12; Is 5.7). A igreja é o campo de DEUS (I Co 3.9). Os crentes são suas plantas (I Co 3.6). Com uma leve mudança de metáfora, Paulo também diz que haviam se tornado “uma-planta-com-CRISTO” (Rm 6.5). Cf. C.N.T. sobre João 15.1-8. A eleição de um neófito poderia trazer resultados desastrosos para ele mesmo e, portanto, para a igreja. Por isso é que não se deve eleger um neófito, “para que não fosse obscurecido (ou: cegado) pela presunção”. O verbo significa literalmente “envolto em fumaça”; neste caso, a fumaça da arrogância. Ver 1 Timóteo 6.4; 2 Timóteo 3.4. O resultado seria: “e caia na condenação (Kpi|ia) do diabo.” Isso indubitavelmente significa: “a condenação pronunciada sobre o diabo”. Cf. 2 Timóteo 2.26. Lemos acerca dessa sentença de condenação em 2 Pedro 2.4. O orgulho sempre conduz a queda. A fim de evitá-la, a igreja não deve eleger um principiante como bispo. Em harmonia com essa norma, em sua primeira viagem missionária Paulo não designou anciãos em toda a igreja, senão quando as visitou pela segunda vez (At 14.23). Note também que o próprio Timóteo não foi ordenado imediatamente depois de sua conversão. Havendo sido conduzido a CRISTO na primeira viagem missionária de Paulo, não foi ordenado senão depois (na segunda viagem missionária, pelo menos). A regra: “Sempre que possível, não devem ser eleitos neófitos para o episcopado na igreja”, se porventura for levado também em conta o caso de José, chamado Barsabás, e Matias “Portanto, é necessário que escolhamos um dos homens que estiveram conosco durante o tempo que o Senhor JESUS viveu entre nós... É preciso que um deles seja conosco testemunha de sua ressurreição” (At 1.21, 22). De fato, Paulo mesmo, depois de sua conversão em 33/ 34 d. C., esteve na Arábia e passou três anos estudando antes de fazer uma obra eficaz em Tarso e Antioquia, e não foi comissionado para ir em sua primeira viagem missionária enquanto não se passaram dez anos depois de sua conversão! Ver meu livro Bible Survey, Grand Rapids, MI, quarta impressão, 1953, p p .189-195.
Havendo terminado a lista de requisitos que tem que ver com o conceito em que um irmão é tido pelos demais membros da igreja, o apóstolo procede agora a indicar a opinião dos de fora (os que não pertencem a igreja) com respeito a ele:
(1) Irrepreensível no conceito dos de fora. “Também deve desfrutar do testemunho favorável dos de fora.” Mesmo em relação a eles, o candidato a bispo, bem como o bispo que já se encontra no exercício da função, deve ter uma boa reputação. A necessidade de somar esta qualidade vem do fato de que com frequência “os de fora” conhecem melhor o homem em questão do que os próprios membros da igreja. Por exemplo, amiúde ocorre que a maioria ou todos os que são relacionados a ele, em suas ocupações diárias, são incrédulos. Seu juízo é de alguma importância. Além disso, a igreja se esforça em exercer sobre o mundo uma poderosa influência para o bem, levando os pecadores a CRISTO. A má reputação de um bispo, aos olhos do mundo, não é de ajuda alguma na consecução desse propósito. Ora, é um fato que a opinião frequentemente adversa, por parte do mundo, em relação ao cristão, é motivada pelo ódio que nutrem por isto (Rm 15.3; Hb 13.12, 13). O que Paulo, porém, esta pensando não é acerca desse conceito leviano. O que ele tem em mente é que, para que seja um bispo eficaz, o irmão deve ser conhecido até mesmo pelas pessoas do mundo com quem está (ou esteve) em contato, como um homem de caráter, um homem contra quem não é possível levantar nenhuma acusação justa de infâmia moral. Deve ser possível dizer em referência a ele: “Ele se conduz corretamente para com os de fora” (ver C.N.T. sobre I Ts 4.12. Cf. Cl 4.5). Uma pessoa que não desfrute desse testemunho favorável, e que não obstante é eleita para exercer o ofício de bispo na igreja pode facilmente “cair no descrédito”. Aqui, porém, por exceção, “a acusação do mundo” não é crédito para o membro da igreja. Ele agora não é uma honra, como no caso de outras passagens onde a mesma palavra “acusação” é usada (Rm 15.3; Hb 10.33; 11.26; 13.13). Podemos imaginar como, na manhã seguinte à eleição dessa pessoa sem mérito para o ofício, os homens que trabalham com ela a saudariam com zombeteira exclamação: “É verdade o que acabamos de ouvir? Realmente fizeram de você um presbítero... você!” E o diabo se regozijara. Além do mais, tal pessoa pode facilmente tornar-se muito ousada, pensando: “Se com esta conduta posso me sair bem, e ainda ser eleito bispo, posso me sair bem em tudo.” Deste modo cairá no laço do diabo, ou seja, na armadilha do diabo, dai em seu poder. Ver especialmente 2 Timóteo 2.26; em seguida, 1 Timóteo 6.9; finalmente, Lucas 21.35; Romanos 11.9; e para um sinônimo, ver C.N.T. sobre João 6.61. Ter uma boa reputação ainda para com os de fora da igreja, sob as condições mais favoráveis, deve ser considerado uma benção. Exemplo: Cornélio “Ele é um homem justo e temente a DEUS, respeitado por todo o povo judeu” (At 10.22).
 
8 Os diáconos, igualmente, [devem ser] honrados, sem ambiguidade, não dados a muito vinho, não cobiçosos de lucro escuso, 9 conservando o mistério de nossa Fé com uma consciência pura. 10 E que também sejam antes provados; então exerçam a função, se são irrepreensíveis. 11 As mulheres, semelhantemente, [devem ser] honradas, não caluniadoras, temperantes, em todas as questões dignas de confiança. 12 Que o diácono seja esposo de uma esposa, governando bem a seus filhos e a sua própria casa. 13 Porque os que tem servido bem adquirem para si uma posição nobre e grande confiança na Fé [centrada] em CRISTO JESUS. (1 Tm 3.8-12.).
Note bem que os requisitos das mulheres que prestam serviços auxiliares se encontram entre os requisitos dos diáconos. Embora o Novo Testamento contenha apenas umas poucas referências especificas aos diáconos (além de nossa presente passagem, também Fp 1.1 e naturalmente At 6.1-6,65 onde não obstante o termo “diácono” não ocorre), isso não significa que a obra do diácono era considerada de um valor inferior. Era e é uma tarefa gloriosa. Tem por base a amorosa preocupação de CRISTO por seu povo. Tão próxima de seu coração está esse tema que considera o que quer que seja feito ao menor de seus irmãos, como se houvera sido feito a si mesmo (Mt 25.31-46). À luz de Atos 6 aprendemos que os diáconos foram eleitos porque os presbíteros não tinham tempo e energia para tomar sobre si o encargo dos pobres e necessitados, além da realização de sua outra obra: governar a igreja, pregar a Palavra, administrar os sacramentos, guiar a congregação na oração, etc. Consequentemente os diáconos foram eleitos para “servir as mesas”. Sua tarefa especifica e recolher as ofertas do povo de DEUS traz como sinal de gratidão ao Senhor, distribuir esses donativos no espírito adequado a todos os que estão necessitados, para prevenir a pobreza onde quer que seja possível fazê-lo, e por meio de suas orações e palavras baseadas nas Escrituras consolar e animar os angustiados. Ora, com o fim de levar a bom termo tarefa tão digna, eles, assim como os presbíteros, devem ser homens cheios de Fé e do ESPÍRITO SANTO (At 6.5).
Consequentemente, os diáconos igualmente [devem ser]:
(1) honrados Ver também Tito 2.2; cf. Filipenses 4.8. Ver 1 Timóteo 2.2; Tito 2.7. Isto se refere não só ao decoro necessário ou a decência de atitude e conduta, mas também ao fato de seus pensamentos e atitudes interiores revelarem que são homens de honradez e respeitabilidade operadas pelo ESPÍRITO SANTO. Homem de tal seriedade mental foi Estevão “homem cheio de Fé e do ESPÍRITO SANTO” (At 6.5). Além do mais, quando tal homem ministra bom humor, ele crê no que está fazendo. Por isso,
(2) sem ambiguidade Ele não diz uma coisa a uma pessoa e algo diferente, a outra. Ele não “fala de ambos os cantos de sua boca”. Não diz uma coisa e sabe outra, como: Geazi (2Rs 5.19-27), ou Sambalá e Gesen (Ne 6.2), ou Ananias e Safira “E ela disse: Sim, por tanto” (At 5.8).
(3) Não dados a muito vinho Cf. “não [alguém que demora] junto do [seu] vinho”, no versículo 3. O diácono qualificado e moderado em seu uso do vinho, se porventura quiser beber algum. Ele não é um Nabal “e ele, já muito embriagado” (1 Sm 25.36).
(4) Não cobiçosos de lucro escuso Cf. Tito 1.7; 1 Pedro 5.2; também “não amante do dinheiro”, no versículo 3. Entretanto, aqui no versículo 8, a ênfase é ligeiramente diferente. Um homem que é amante do dinheiro não é necessariamente alguém que faz desfalque. No versículo 8, porém, o que Paulo tem em mente é aquele que faz desfalque ou larápio e o homem que abraça uma boa causa por amor de alguma vantagem material. É o homem de espírito mercenário que se entrega totalmente a busca de riquezas, ansioso por aumentar suas possessões sem importar os métodos, sejam justos ou espúrios. Pense em Judas “Ele não falou isso por se interessar pelos pobres, mas porque era ladrão; como portador da bolsa de dinheiro, costumava tirar o que nela era colocado” (Jo 12.6). E cf. Simão, o mágico (At 8.9-24).
(5) Mantendo o mistério de nossa Fé com uma consciência pura. Um bom diácono, portanto, é atento ao dever por amor a CRISTO. É consciente. Fosse ele destituído de honra, de caráter ambíguo, dado ao vinho e cobiçoso de lucro escuso, então não seria o tipo de homem que, com consciência purificada pelo ESPÍRITO SANTO (ver comentário sobre I Tm 1.5), “conserva o mistério de nossa Fé (literalmente, ‘da’)”. É difícil crer que a expressão “o mistério de nossa Fé”, aqui em 1 Timóteo 3.9, signifique algo diferente de “o mistério de nossa religião”, no versículo 16. Ver comentário sobre esse versículo. Por amor a CRISTO, o diácono apto vigia a si mesmo escrupulosamente, fazendo tudo a seu alcance para permanecer na mais intima união possível com ele, ou seja, com o mais sublime dos mistérios divinamente revelados, a saber: “DEUS manifestado na carne” para a salvação, em termos iguais, de judeus e gentios. A característica aqui exposta encontra uma bela ilustração em José que, por amor a DEUS, permaneceu na vereda da justiça. “como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra DEUS?” (Gn 39.9).
(6) E que sejam antes de tudo provados; então, que exerçam o ofício, sendo irrepreensíveis Cf. 1 Timóteo 3.6. O que se diz aos bispos vale também para os diáconos. Não deve ser eleito nenhum neófito. Devem servir somente homens provados (ver comentário sobre v. 13) nessa capacidade. Isso não significa que o futuro diácono deva antes de tudo viver um período de prova, mas, antes, mediante uma vida consagrada, deve ele dar testemunho de seu caráter. Deve estar em condições de sustentar a prova tendo os olhos de toda a igreja (e dos de fora!) focalizados nele. Se passar no teste com êxito, então é irrepreensível (literalmente, “sem ser chamado a prestar contas”, um sinônimo próximo de “irrepreensível” no versículo 2). Este método de selecionar os diáconos certamente está bem distante do que às vezes sugerido, a saber: “Quem sabe se o fizermos diácono ele não pára de criticar! Ponhamo-Io na lista de candidatos ao diaconato. Se for eleito, talvez possamos transformá-lo.” Os Sete Homens de Boa Reputação que vieram a ser os primeiros diáconos da igreja primitiva fornecem um excelente exemplo da maneira em que os diáconos devem ser escolhidos. “Irmãos, escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do ESPÍRITO e de sabedoria” (At 6.3). A seção com respeito aos diáconos é interrompida por uma passagem que apresenta os requisitos no caso das mulheres. A sintaxe mostra claramente que essas mulheres não são “as esposas dos diáconos”, nem “todas as mulheres adultas da igreja”: “o bispo deve ser... Igualmente os diáconos [devem ser]... Semelhantemente as mulheres [devem ser]...” Um e o mesmo verbo coordena os três: bispo, diáconos e mulheres. Dai, essas mulheres são aqui vistas como a prestar serviço especial na igreja, como fazem os presbíteros e os diáconos. Elas formam um grupo especifico, não são as esposas dos diáconos, nem todas as mulheres que pertencem a igreja. Em contrapartida, o fato de que não se use um parágrafo especial, a parte, para analisar as qualidades necessárias, mas que são introduzidas na esfera dos requisitos estabelecidos para os diáconos, indica com igual clareza que não se deve considerar que essas mulheres constituam um terceiro ofício na igreja, o ofício das diaconisas, num plano de igualdade e dotadas com autoridade igual a dos diáconos. É verdade que desde os tempos mais remotos, em justificação da teoria do ofício de diaconisa, apelo tem sido feito a passagens como a que agora estamos analisando (I Tm 3.11); 1 Timóteo 5.9 e Romanos 16.1. Veja 1 Timóteo 5.9. Quanto a Romanos 16.1, não há razões plausíveis para provar que a palavra usada no original não tenha seu sentido mais comum, servo (corretamente traduzido na A.V. e no texto da A.R.V.), ou assistente, alguém que ministra com amor (ver C.N.T. sobre João, Vol. I); nesse caso, a causa do evangelho. Nada pode desconsiderar que, conforme as Escrituras, e particularmente segundo as epístolas de Paulo, as mulheres realizam ministérios importantíssimos na igreja. Também é verdade que o alcance e valor do serviço que podem prestar nem sempre tem sido reconhecido ou plenamente apreciado. Ver comentário sobre 1 Timóteo 5.9. Mas é contrário ao espírito das observações de Paulo acerca da mulher e seu lugar na igreja (ver comentário sobre I Tm 2.11, 12;ecf. I Co 11.1-16; 14.34, 35), é contrário também ao significado do modo em que o apóstolo aqui em l Timóteo 3.11 inclui num parêntese os requisitos para as mulheres que auxiliam, considerar a tarefa delas como um terceiro ofício que deve ser coordenado com o dos bispos e diáconos. A explicação mais simples do modo como Paulo, sem haver ainda terminado a exposição dos requisitos para o ofício de diácono, interpõe umas poucas observações sobre as mulheres, e que ele considera essas mulheres como assistentes dos diáconos, socorrendo os pobres e necessitados, etc. Essas são mulheres que prestam um serviço auxiliar, desenvolvendo ministérios para os quais as mulheres se acham melhor adaptadas. Veja 1 Timóteo 5.9. Umas poucas palavras simples indicam as qualidades que lhes são necessárias. Diz Paulo:
Semelhantemente, as mulheres [devem ser] honradas, não caluniadoras, temperantes, em tudo dignas de confiança. Para verdadeiramente respeitáveis ou “honradas”, ver versículos 4 e 8. Para temperantes ou sóbrias, ver sobre o versículo 2. Também o requisito de “em tudo dignas de confiança”, ou plena confiabilidade tanto vale para as mulheres quanto para os presbíteros e diáconos (implícito para os últimos dos grupos nos vv. 6 e 10). Portanto, aqui não se faz necessário detalhar novamente estas três virtudes.
Também se pode entender facilmente porque Paulo enfatiza que as mulheres percorrem a igreja realizando ministérios de misericórdia não devem ser caluniadoras. E como se ele dissesse: “Não queremos traficantes de escândalos, por favor!” Os que caluniam imitam o maligno, cujo próprio nome é diabolos, ou seja, caluniador. Extensa é a lista de mulheres verdadeiramente respeitáveis, temperantes, dignas de confiança, mencionadas nas Escrituras. Entre elas estão, em maior ou menor grau, as duas Déboras (Gn 35.8; Jz 4.4); Joquebede (Hb 11.23), Noemi e Rute (Rt 1.15-18), Ana (1 Sm 1.15, 16; 1.22-2.10), a mãe de Icabode (ISm 4.21), Abigail (contrastada com seu esposo intemperante, ISm 25.3, 15, 36), a viúva de Sarepta (l Rs 17), a mulher sunamita (2Rs 4.8), Hulda (2Rs 22. i'4), a rainha Ester (livro de Ester), Isabel (Lc 1.5, 6), Maria mãe de JESUS (Lc 1.46-55; 2.19; At 1.14), Ana (Lc 2.36, 37), Maria e Marta (Lc 10.38-42; Jo 11. 12.1 -8), as mulheres que seguiram JESUS e o serviram, tais como Salome, tia de JESUS, Maria, esposa de Cleofas, Maria Madalena, Joana (Lc 23.55; 24.1, 10; Jo 19.25), Dorcas (At 9.36-43), Lidia (At 16.14, 15, 40), Priscila (At 18.26), Febe (Rm 16.1), Trifosa e Trifena (Rm 16.12) e, finalmente, mas não menos que as demais, Loide e Eunice (2 Tm 1.5). A despeito das debilidades que a Bíblia não oculta, os nomes de Sara (Gn 12.5, e note seu nome na lista dos heróis da Fé, Hb 11.11, 12), Rebeca (Gn 24) e Raquel (Gn 29) - e também Lia (Gn 29.35) - deveriam ser adicionados a essa lista. Como era grande o contraste entre essas mulheres e algumas das conhecidas por Timóteo (2 Tm 3.6, 7)! Em contraste com essa longa lista de mulheres nobres, a Escritura menciona mulheres perversas e caluniadoras, como a esposa de Potifar (Gn 39.7-33) e Jezabel (l Rs 21.5-10). O que Paulo quer dizer, então, é: “Timóteo, cuide que as assistentes dos diáconos sejam escolhidas com cuidado. Elas devem ser Rutes e Lídias, não ‘mulheres tolas’ e nem do tipo que lembrem Jezabel.” A enumeração dos requisitos para os diáconos continua e conclui:
(7) Que o diácono seja esposo de uma só esposa, e que administre bem seus filhos e sua própria casa. Ver comentário sobre 1 Timóteo 3.2, 4.13. O apóstolo prossegue mostrando como sabe que os diáconos devem ser tudo isso. Ele está profundamente convencido disso, e não apenas por uma questão de revelação divina direta, mas também pela manifesta recompensa especial por meio da qual agrada a DEUS coroar os esforços dos diáconos. O sentido das palavras que imediatamente se seguem é: “Eu sei que isso é verdadeiro, porque os que tem servido bem adquirem para si uma nobre posição e grande confiança na Fé [centrada] em CRISTO JESUS.” Isto é ao mesmo tempo um incentivo para os diáconos, de modo que possam trabalhar fielmente. Não é antibiblico falar de tais incentivos. E antibiblico não reconhecê-los (Mt 19.29; 2 Tm 4.7, 8; Hb 12.2; Ap 2.7, 10, 17, 26-29; 3.5, 5, 12, 13, 21, 22, etc.). Esperar uma recompensa de modo algum é pecaminoso, sempre que alguém tem planos de usar essa recompensa para a glória de DEUS e para um serviço ainda maior (se e possível) em seu reino. É plenamente correto e natural considerar a recompensa que aqui se promete como pertencente aos diáconos e a seus auxiliares. O apóstolo esteve falando deles, e de ninguém mais, nos versículos 8-12. Além do mais, a conexão é muito estreita, havendo-a introduzido com a palavra “porque”. Portanto, não é aceitável dizer que Paulo ainda está pensando nos bispos, dos quais se fala no versículo 1, e que os inclui na recompensa prometida aqui. Por certo que esses bispos também recebem um incentivo, a saber: o incentivo baseado no glorioso caráter de sua tarefa (ver v. 1). Podemos ainda avançar mais e admitir que a benção contida no versículo 13 realmente será desfrutada pelos presbíteros, como também o será pelos diáconos e suas assistentes. E provavelmente devemos aceitar como correta a posição de que o primeiro verbo usado no original aqui no versículo 13 (cf. v. 10) não deve traduzir-se “tem servido [bem] como diáconos”, mas simplesmente “tem servido [bem]”.
Mas ainda que todas as coisas pudessem ser admitidas sem reserva, segue sendo verdadeiro que nessa passagem o apóstolo, com toda probabilidade, está falando das pessoas mencionadas no contexto imediatamente precedente (vv. 8-12). No versículo 1 assinalou-se o incentivo aos presbíteros: sua tarefa é gloriosa. O versículo 13 então acrescenta o incentivo aos diáconos: sua recompensa é rica. Que ninguém se deixe desviar pelo fato de que a tarefa dos diáconos é servir, e não governar (como a dos presbíteros) e comece a pensar levianamente sobre eles e seu ofício. Tenha-se em mente que aqueles diáconos que tem servido bem adquirem para si uma nobre posição. A igreja terá deles um alto conceito, porque executaram suas tarefas de uma maneira digna. (De passagem, digamos que a palavra traduzida por posição tem como sentido básico um degrau, como de uma escada. Posto que essa escada com seus degraus podia ser usada para medir a sombra do sol, ver 2 Reis 20.9-11 na LXX, o significado degrau - cf. os “graus” no relógio de sol - não é estranho. Daqui se chega facilmente ao sentido figurado: grau, hierarquia, posição.) Além do mais, a própria consciência do fato de que, com o auxilio de DEUS, ele fez o melhor que pode, de modo que não e castigado pela angustia da consciência, dará ao diácono grande confiança. Ele não reterá, mas dirá tudo (se deriva de nocc, tudo, e pf|aic, dizer, falar). Esta confiança tem referência a Fé (sentido subjetivo aqui) centrada em CRISTO JESUS. É a respeito dele que o diácono livre e alegremente testificará.
14 Estou escrevendo-lhe essas coisas, embora eu espere ir vê-lo em breve, mas [as escrevo] a fim de que, se eu tardar, você saiba como conduzir-se na casa de DEUS, que e a igreja do DEUS vivo, [a] coluna e fundamento da verdade. 16 E, reconhecidamente, grande é o mistério da [nossa] devoção: Que foi manifestado na carne, Vindicado pelo ESPÍRITO, Visto por anjos, Proclamado entre [as] nações, Crido em e pelo mundo, Recebido na glória.
 
Questionário da Lição 4 - Pastores e Diáconos -
3º trimestre de 2015 - A Igreja E O Seu Testemunho - As Ordenanças De CRISTO Nas Cartas Pastorais
Comentarista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Complete os espaços vazios e marque com"V" as respostas Verdadeiras e com"F" as Falsas, conforme a revista da CPAD.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Convém, pois, que o ______________________ seja irrepreensível, _____________________ de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ______________________." (1 Tm 3.2)
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Os pastores e os diáconos são ______________________, escolhidos por DEUS, através do ministério, para cuidarem do ______________________ cristão na ______________________ local.
 
I - QUEM DESEJA O EPISCOPADO
3- Por que o que deseja o episcopado, excelente obra deseja?
(    ) A função pastoral é uma profissão de alta ascensão social e econômica.
(    ) Em sua carta a Timóteo, Paulo assevera que almejar o episcopado, ou seja, o pastorado é aspirar uma obra excelente.
(    ) É importante ressaltar que a função pastoral não é uma profissão ou um meio para ascender social e economicamente.

4- Como é a chamada no ministério pastoral?
(    ) Muitas vezes o ministério pastoral vem da escolha soberana dos pastores.
(    ) O ministério pastoral vem de DEUS. É Ele que escolhe.
(    ) Muitos são escolhidos e separados apenas pelos homens, mas não por DEUS.
(    ) Paulo afirma que foi chamado pelo Senhor desde o ventre de sua mãe.
(    ) Paulo afirma que foi chamado pelo Senhor desde o ventre de sua mãe.
(    ) DEUS também vocacionou Jeremias para ser profeta antes do seu nascimento.
(    ) Quem é chamado não só tem a convicção do convite, mas apresenta um perfil que agrada a DEUS.

5- Como é o preparo no ministério pastoral?
(    ) DEUS chama e dá preparo aos seus servos.
(    ) DEUS chama, porém, o preparo cabe aos seus servos.
(    ) O pastor precisa ter conhecimento bíblico (o que deve saber), teológico e habilidades ministeriais (o que deve ser capaz de fazer).
(    ) Seu preparo não termina quando conclui um seminário teológico, mas se dá durante toda a sua jornada.
(    ) Em o Novo Testamento vemos que os apóstolos foram chamados, mas só foram enviados após algum tempo de aprendizado com JESUS.
(    ) O exemplo de Paulo também é bem significativo.
(    ) Ele foi chamado, já possuía o conhecimento da Lei, pois teve como professor o renomado Gamaliel, mas partiu para a Arábia e ali ficou três anos se preparando para exercer seu ministério junto aos gentios.
(    ) Paulo foi enviado pelo ESPÍRITO SANTO.
 
II - QUALIFICAÇÕES E ATRIBUIÇÕES DOS PASTORES E DIÁCONOS (3.1-13)
6- Quais as atribuições daqueles que almejam o pastorado? Complete:
Necessitam conhecer as atribuições e ______________________ que tal atividade exige. Na hora da escolha de um candidato ao ______________________ ministério da Palavra, o líder e a igreja de um modo geral precisam ver no aspirante algumas _________________________.
 
7- Quais as qualificações espirituais e ministeriais daqueles que almejam o pastorado?
(    ) Paulo apresenta uma lista de 14 qualificações.
(    ) Paulo apresenta uma lista de 15 qualificações.
(    ) A primeira, como não poderia deixar de ser, é ter uma vida irrepreensível, ou seja, santa.
(    ) Viver em santidade não é fácil, mas é possível, pois o ESPÍRITO que no crente habita quer operar a santificação.
(    ) O pastor é o exemplo para o rebanho, por isso, precisa ter uma vida ilibada.
(    ) O pastor também precisa ter conhecimento bíblico, sendo "apto a ensinar"; ter bom testemunho diante da igreja e dos descrentes; não ser neófito, inexperiente.
 
8- Quais as qualificações familiares daqueles que almejam o pastorado?  
(    ) Ser casado e ter uma vida conjugal saudável.
(    ) O pastor deve amar sua esposa "como CRISTO amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela".
(    ) Precisa governar bem toda a sua família, seus filhos precisam ser crentes e darem bom testemunho.
(    ) Se o pastor não cuida da sua família, que é seu primeiro rebanho, como cuidará do rebanho do Senhor?
(    ) O pastor não tem influência sobre a vida espiritual de cada um de seus filhos.
 
9- Quais as qualificações morais daqueles que almejam o pastorado?
(    ) Ser honesto, sincero, verdadeiro;
(    ) hospitaleiro, ou acolhedor, sabendo tratar bem as pessoas;
(    ) não dado ao vinho, não usuário de bebidas alcoólicas;
(    ) não espancador, ou seja, não violento, agressivo;
(    ) não cobiçoso nem ganancioso;
(    ) ser sóbrio (3.2), simples, moderado;
(    ) não contencioso;
(    ) não avarento.
(    ) não estimulador.
 
III - O DIACONATO (8-13)
10- O que é ser diácono?
(    ) A palavra diácono significa "aquele que serve".
(    ) A palavra diácono significa "aquele que preside".
(    ) Assim como o pastor, eles são chamados para servir à Igreja do Senhor.
(    ) Os diáconos tiveram e têm um papel muito importante no crescimento da Igreja.
(    ) Infelizmente, hoje em algumas igrejas, o ofício de diácono parece ter perdido sua importância.
(    ) Em geral, são chamados para essa função os novos crentes, todavia, esse não é o padrão do Novo Testamento.
 
11- Como é o chamado para servir? Complete:
Assim como os pastores, aqueles que almejam o ________________________ precisam ter o desejo de servir a DEUS e aos irmãos.
Hoje muitos querem ser servidos, mas poucos seguem o exemplo de _______________________ e querem servir. Em Atos 6.1-7 encontramos várias qualificações que foram exigidas dos primeiros _______________________. Porém, na sua carta a Timóteo, Paulo indica outros importantes requisitos para o _________________________.
 
12- Quais as qualificações dos diáconos em 1 Timóteo?
(    ) Aqueles que exercem a função de diácono necessitam ser honestos,
(    ) não de língua dobre (mentiroso, fofoqueiro),
(    ) não dado ao vinho (que não tenha nenhum tipo de vício),
(    ) não roubador; salafrário.
(    ) não cobiçoso, ganancioso,
(    ) tendo uma boa consciência,
(    ) que governem bem sua família.
(    ) O ministério cristão é algo muito sério.
 
IV - SERVIÇO - RAZÃO DE SER DO MINISTÉRIO
13- Qual o exemplo do Mestre, quanto ao diaconato?
(    ) Para cumprir sua missão sacrificial em favor dos homens, JESUS despojou-se temporariamente de sua glória plena.
(    ) Paulo diz que Ele assumiu a forma de servo, mais que isso, a forma sub-humana.
(    ) Paulo diz que Ele assumiu a forma de servo, mais que isso, a forma de escravo.
(    ) JESUS lavou os pés dos discípulos para lhes ensinar uma importante lição.
(    ) Sendo Ele Senhor e Salvador, deu prova de que se comportava como servo.
 
14- Qual o exemplo de Paulo, quanto ao ministério diaconal?
(    ) Paulo era um servo fiel.
(    ) Após seu encontro com JESUS sua vida foi utilizada em prol da Igreja.
(    ) Paulo era sustentado por todas as igrejas de sua época, sem contudo lhes explorar.
(    ) Ele não mediu esforços para servir.
(    ) Sua pregação foi sempre autêntica.
(    ) Ele jamais usou de fraudulência.
(    ) Hoje há muitos falsos obreiros que se aproveitam dos fiéis e da Igreja para obter ganho financeiro.
(    ) Um dos requisitos recomendado por Paulo a quem deseja ser pastor é ser obreiro "não cobiçoso de torpe ganância".
 
15- O que diz Pedro, quanto ao
ministério? Complete:
Pedro escreveu que o obreiro deve _________________________ o rebanho do Senhor "tendo cuidado dele, não por força, mas ________________________; nem por torpe ________________________".
 
16- Qual o exemplo de Timóteo, no ministério?
(    ) Timóteo foi um diácono exemplar, que demonstrou ter um caráter imaculado.
(    ) Timóteo foi um pastor exemplar, que demonstrou ter um caráter imaculado.
(    ) Sua mãe Eunice e sua avó Loide eram crentes judias que muito contribuíram para sua formação espiritual e moral.
(    ) Ele cuidou da Igreja com zelo e não teve medo de se opor aos falsos mestres que estavam tentando seduzir os crentes em relação à salvação pela fé em JESUS.
(    ) O líder de uma Igreja precisa ser corajoso e plenamente comprometido com JESUS CRISTO.
(    ) Ele também demonstrou não buscar a glória para si.
 
CONCLUSÃO
17- Complete:
Os pastores e diáconos são 
______________________, instituídos pelo Senhor, para auxiliar os servos de DEUS. Não importa a função que você exerça na ______________________ de CRISTO, seja você um pastor ou um diácono, o importante é que "todos sejam um" para a glória de DEUS (Jo 17.21), sabendo que para Ele todo _______________________ tem a sua importância e valor.
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.gospelbook.net
www.portalebd.org.br/
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm
A PRIMEIRA EPISTOLA A TIMÓTEO - J. N. D. Kelly - Novo Testamento - Vida Nova - Série Cultura Cristã.

William Hendriksen, 1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito, São Paulo: Cultura Cristã, 2001, p. 191-6 (Comentário do Novo Testamento) 

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