quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Lição 13 - O Tempo da Profecia De Daniel - 1 parte

Lição 13 - O Tempo da Profecia De Daniel
Lições Bíblicas - 4º Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: A Integridade Moral e Espiritual - O Legado Do Livro De Daniel Para A Igreja Hoje.
Comentários: Pr. Elienai Cabral
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Questionário
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
veja
LIÇÃO 12, ZACARIAS, O REINADO MESSIÂNICO - 4º Trimestre de 2012 -  http://www.youtube.com/playlist?list=PL9TsOz8buX1_ZiGvlR4p5ETqRtT6ABKj2
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv-2trim2012.htm (Arrebatamento, Governo do Anticristo, Milênio, Formosa Jerusalém, Juízo Final)
VÍDEOS - 2º Trimestre de 2012 -
Lição 1, Apocalipse, a revelação de Jesus Cristo,
Lição 2, A visão do Cristo Glorificado,
Lição 10, O governo do Anticristo,
Lição 11, O Evangelho do Reino no império do mal,
Lição 12, O Juízo Final,
Lição 13, A formosa Jerusalém
 
 
 
TEXTO ÁUREO
"Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição" (2 Ts 2.3).
 
 
VERDADE PRÁTICA
O tempo do fim é a ocasião em que DEUS fará com que o seu Reino triunfe sobre todos os poderes do mal.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mc 13.22 Os falsos cristos e profetas
Terça  - 2 Ts 2.3,4 "O homem da iniquidade"
Quarta - Ap 13.1-18 A falsa trindade
Quinta - Dn 9.24-27 A Grande Tribulação
Sexta - Dn 9.27; 12.7 O controle do tempo do fim está com DEUS
Sábado - 1 Ts 4.16-18 O Arrebatamento da Igreja será antes da Tribulação
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE- Daniel 12.1-4,7-9,11-13
Daniel 12.1-4
1 E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro. 2 E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. 3 Os entendidos, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente. 4 E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.
Daniel 12.7-9
7 E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a sua mão direita e a sua mão esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que depois de um tempo, de tempos e metade de um tempo, e quando tiverem acabado de destruir o poder do povo santo, todas essas coisas serão cumpridas. 8 Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso, eu disse: Senhor meu, qual será o fim dessas coisas? 9 E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim.
Daniel 12.11-13
11 E, desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias. 12 Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias. 13 Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias.
 
INTERAÇÃO
"Ressurreição dos mortos", "castigo eterno dos ímpios", "estado eterno de justiça", você crê nestas promessas? A pergunta faz sentido quando temos a consciência de estarmos vivendo um período materialista e consumista. Uma das maiores dificuldades dos discípulos de JESUS foi a de entender que o Reino de DEUS não era deste mundo. Não por acaso, quando JESUS partiu para ser crucificado seus discípulos o abandonaram. Eles não suportaram a decepção de ver o representante "do reino de Israel" morrer sem estabelecê-lo na Terra. Que risco não entender a mensagem de JESUS! Os discípulos só a compreenderiam depois de caminhar três anos com Ele e após a Sua ressurreição.
 
OBJETIVOS- Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender o tempo do cumprimento da profecia entregue a Daniel.
Explicar a doutrina da ressurreição do corpo na Bíblia.
Reconhecer a nossa limitação e finitude como seres humanos.
 
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
A doutrina da ressurreição de JESUS e do corpo é o fundamento da fé cristã e da esperança da Igreja. Ao iniciar o segundo tópico da aula, leia os seguintes textos bíblicos: Jó 19.25-27; Sl 16.9,10; 17.15; Dn 12.1-3; Mt 22.23-32; Jo 6.39,40,44 e 54; At 17.18; 24.15; 1 Co 15.17,22; 2 Tm 2.18. Destaque alguns deles juntamente com os seus alunos. Em seguida, reconheça que muitos crentes têm dificuldades de entender a ideia da ressurreição do corpo no Antigo Testamento. Mas, por intermédio dos textos destacados, afirme que tanto no Antigo quanto em o Novo Testamento, a Bíblia confirma a realidade da ressurreição do nosso corpo. E a prova disso é a de que JESUS ressuscitou dentre os mortos. Esta é a nossa esperança!
 
A doutrina da ressurreição de JESUS e do corpo é o fundamento da fé cristã e da esperança da Igreja.
Jó 19.25-27
25 Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. 26 E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus. 27 Vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão; e, por isso, o meu coração se consome dentro de mim.
Sl 16.9,10; 17.15
9 Portanto, está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura. 10 Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
15 Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar.
Dn 12.1-3
1 E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro. 2 E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, de outros para vergonha e desprezo eterno. 3 Os entendidos, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente.
Mt 22.23-32
23 No mesmo dia, chegaram junto dele os saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o interrogaram, 24 dizendo: Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher dele e suscitará descendência a seu irmão. 25 Ora, houve entre nós sete irmãos; o primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão. 26 Da mesma sorte, o segundo, e o terceiro, até ao sétimo; 27 por fim, depois de todos, morreu também a mulher. 28 Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram? 29 Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. 30 Porque, na ressurreição, nem casam, nem são dados em casamento; mas serão como os anjos no céu. 31 E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: 32 Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
Jo 6.39,40,44 e 54
39 E a vontade do Pai, que me enviou, é esta: que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último Dia. 40 Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho e crê nele tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último Dia.
44 Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último Dia.
54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último Dia.
 At 17.18; 24.15
18 E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos. Porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.
15 Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, tanto dos justos como dos injustos
1 Co 15.17,22
17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.
 2 Tm 2.18
18 os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns.
 
Resumo da Lição 13 - O Tempo da Profecia De Daniel
I. - O TEMPO DA PROFECIA (12.1)
1. Qual é o tempo? (v.1)
2. A libertação de Israel.
3. Os anjos no mundo hoje.
II. - RESSURREIÇÃO E VIDA ETERNA (Dn 12.2-4)
1. Ressurreição.
2. As duas ressurreições.
3. "A ciência se multiplicará" (v.4). 
III. A PROFECIA FOI SELADA (12.8-11)
1. A profecia está selada.
2. O "tempo do Fim".
3. Humildade e finitude.
  
SINOPSE DO TÓPICO (1) O capítulo doze de Daniel mostra dois mundos: o material (libertação de Israel) e o espiritual (atuação dos anjos). DEUS intervindo na criação. 
SINOPSE DO TÓPICO (2) Os justos e os injustos que foram mortos serão ressuscitados para estar diante do Senhor.
SINOPSE DO TÓPICO (3) A profecia está selada. Devemos reconhecer a nossa limitação e finitude quanto àquilo que não sabemos.
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
GILBERTO, Antonio. Daniel & Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
MACARTHUR JR., John. A Segunda  Vinda.  1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
HORTON, Stanley M. Apocalipse:  As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.
 
SAIBA MAIS- Revista Ensinador Cristão CPAD - nº 60. p.42.
 
O TEMPO DA PROFECIA DE DANIEL
O livro de Daniel encerra descrevendo um tempo de angústia, sofrimento, engano, genocídios e atrocidades perpetradas por ímpios que não conhecem a DEUS e não respeitam a dignidade humana. Mas em meio a esse tempo de angústia há promessa de intervenção divina na história (12.10).
Três versículos devem nos chamar atenção: "E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo" (v.4); "Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim" (v.9); "Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias" (v. 12). Estes versículos demonstram o conselho de DEUS para o profeta Daniel. Diante da visão que ele recebera era natural o profeta ter uma atitude de medo acerca do futuro. Mas a palavra de DEUS encorajou o profeta, que por certo estava no final da vida, a "ir" até ao fim da existência vivendo em confiança em DEUS.
A Escatologia Bíblica não pode paralisar a vida. Quando as profecias concernentes ao futuro foram escritas DEUS inspirou os autores com o objetivo de nos trazer esperança. A escatologia não pode fazer terrorismo às pessoas. Quando João recebe a revelação mediante JESUS triunfante, era para lembrar as igrejas que apesar do mal aparente o Senhor nosso DEUS é o dono da história e nunca será pego de surpresa, A vida é dom de DEUS! Por isso, temos de vivê-la alegremente. Enquanto o nosso Senhor não vem, vivamos a vida com fé, amor (amando a DEUS e o próximo) e esperança no aparecimento glorioso do Senhor e Salvador JESUS CRISTO!
Revista Ensinador Cristão. Editora CPAD. pag. 42.
 
COMENTÁRIOS DE VÁRIOS COMENTARISTAS E LIVROS - com alguns acréscimos e alterações do Ev. Luiz Henrique
INTRODUÇÃO
Uma descrição do fim do mundo (Daniel 12.1-13)
O capítulo 12 de Daniel é uma seqüência cronológica do capítulo 11. O anjo ainda está revelando a Daniel uma brilhante descrição do tempo do fim. DEUS levanta a ponta do véu e revela o fim da história com nuanças gloriosas. As cortinas se fecham e o fim desse drama é a vitória gloriosa do povo de DEUS. Vários eventos são descritos nesse capítulo 12. Eles são como balizas que nos direcionam no entendimento do fim da história. De acordo com o sermão profético do Senhor JESUS, o fim do mundo pode ser compreendido por meio do cumprimento de vários sinais: engano religioso, guerras, terremotos, pestilências, apostasia, perseguição, esfriamento do amor, a pregação do evangelho (com perseguição - adição minha - Ev Henrique) e o aparecimento do anticristo. Esses sinais proclamam fortemente que estamos vivendo uma espécie de afunilamento da história. Especialmente, no século 21 e no começo deste século assistimos a uma grande intensificação desses sinais. Recentemente, o mundo ficou chocado com os tsunamis, as ondas gigantes que invadiram o sul da Ásia, no dia 26 de dezembro de 2004, varrendo do mapa várias vilas e provocando a morte de aproximadamente duzentas mil pessoas e outras catástrofes.
LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no céu. Editora Hagnos. pag. 147-148.
 
O autor não tinha idéia da grande expansão de tempo que estaria envolvida entre Antioco e o fim de nossa era. Alguns intérpretes fazem Dan. 11.40-45 referir-se ao futuro anticristo e, assim, saltam muitos séculos para chegar ao fim, que agora é descrito.
“Com a morte de Antioco Epifânio, começa a consumação final e está em vista a iminência do fim, e Miguel, o anjo guardião dos judeus, se agita. A Grande Tribulação torna-se realmente grande, nos espasmos finais de agonia de um mundo moribundo, que são, ao mesmo tempo, as dores de parto do reino messiânico. A questão inteira termina em uma ressurreição geral, a grande separação entre os salvos e os condenados, e a inauguração do Reino dos santos.
Nesse ponto, termina a visão (vss. 1-4), e o vidente recebe ordens para selar o livro. Esse é o fim do apocalipse original, mas a isso foram adicionados três suplementos (vss. 5-13):
a) Em uma visão, Daniel viu dois anjos à beira de um rio e perguntou-lhes quanto tempo se passaria até o fim. Ele é informado de que a tribulação se prolongaria por mais três anos e meio. Mas quando ele pede por mais explicações, é convidado a partir,
b) Outro cálculo da duração da abominação fala em 1.290 dias.
c) Um cálculo final transforma isso em 1.335 dias” (Arthur Jeffery, in loc.).
Seja como for, o capitulo 12 passa de coisas temporais para coisas eternas, sendo, assim, uma digna continuação do capítulo 11.
Epílogo: Coisas Pertencentes à Consumação das Eras (12.1 -13) Temos aqui duas divisões principais: vss. 1-3 (Israel é libertado) ou vss. 1-4 (fim da tribulação e a ressurreição); e vss. 4-13 (conclusão).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3428.
 
Depois de predizer as aflições sob o governo de Antíoco, prefigurando as aflições (dos judeus e últimos cristãos que não foram arrebatados - modificações minhas - Ev. Henrique) sob o poder do Anticristo, temos aqui:
I. Consolações muito preciosas, prescritas como estímulos para o apoio do povo de DEUS naquele tempo de angústia. E elas são de tal forma que podem servir indiferentemente tanto ao tempo de angústia sob o governo de Antíoco, como também ao tempo de futura angústia que foi prefigurado por elas (w. 1-4).
II. Uma conferência entre CRISTO e um anjo a respeito do tempo da continuação desses eventos, e que visava a satisfação de Daniel (w. 5-7).
III. A indagação de Daniel para sua própria satisfação (v. 8). E a resposta que ele recebeu a essa indagação (w. 9-12).
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 902.
 
Bíblia de Estudos Pentecostal - CPAD - Daniel 12
12.1 UM TEMPO DE ANGÚSTIA. Daniel profetiza um tempo de angústia para Israel em cumprimento a Jr 30.7 (ver também Mt 24.15,21; Ap 6.17), todavia o propósito de Deus é livrar os que pertencem ao seu povo, cujos nomes estão escritos "no livro" (i.e., no "livro da vida", ver Fp 4.3; Ap 3.5; 21.27). Esses colocaram sua fé, em definitivo, em Jesus como seu Messias, Salvador e Senhor.
12.2 MUITOS... RESSUSCITARÃO. Este versículo contém a referência mais clara do AT à ressurreição dos justos e dos ímpios (cf. Jó 19.25,26; Sl 16.10; Is 26.19) e revela que há dois, e somente dois, destinos para toda a humanidade. Jesus mostra que há duas ressurreições distintas (Jo 5.28,29).
12.3 OS ENTENDIDOS... RESPLANDECERÃO. Os sábios, conforme a descrição que deles faz o AT, são os fiéis de Deus. Demonstram sua sabedoria, não somente pela sua maneira de viver, mas também pela influência da sua vida e testemunho, pois levam muitos a uma vida de retidão. Resplandecerão porque serão transformados, e a glória de Deus se refletirá neles e através deles.
12.4 SELA ESTE LIVRO. Daniel recebe a ordem de selar o livro. As profecias do livro não são para os dias do profeta, mas para os tempos do fim, para despertar os que viverem nos tempos do fim. Daniel, a seguir, observa dois anjos, um em cada lado do rio (Hidéquel), e um deles pergunta quanto tempo falta para o fim. O homem vestido de linho branco (cf. 10.5,6) jura por Deus que o tempo seria de três anos e meio, uma provável referência à segunda metade da septuagésima "semana" de anos (ver 9.27).
12.10 OS SÁBIOS ENTENDERÃO. Foi dito aqui a Daniel que a plena compreensão da sua profecia só ocorrerá no tempo do fim. Nesse tempo, alguns serão purificados mediante provações; estes serão os sábios que entenderão (v. 10). Não haverá ímpio ou rebelde entre eles. Também haverá uma "abominação desoladora" (v. 11; cf. Mt 24.15), seguida de um período de 1.290 dias. Isso corresponde aos últimos três anos e meio da tribulação, acrescidos de quarenta e cinco dias. Há uma bem-aventurança para aqueles que perseverarem até o fim de 1.335 dias (v. 12). O significado desses dias não foi revelado a Daniel, mas essa visão nos mostra que haverá um espaço de tempo entre a batalha de Armagedom e o completo estabelecimento do reino milenar.
Creio eu, Ev. Luiz Henrique, que serão 45 dias de juízo para julgar entre bodes e ovelhas, ou seja entre os que vão participar do milênio e os que vão morrer e irão aguardar o trono branco para seu julgamento e condenação final.
 
 
I - O TEMPO DA PROFECIA (12.1)
1. Qual é o tempo? (v.1)
“E haverá um tempo de angústia”. Dois pontos focais devem ser analisados no presente versículo:
1) O período sombrio da Grande Tribulação. 2) O grande livramento de DEUS para todo aquele que se encontrar “escrito no livro da vida”.
Observemos o primeiro ponto: "... tempo de angústia”. O texto em foco deve ser confrontado com Marcos 13.19, onde lemos: “Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que DEUS criou, até agora, nem jamais haverá”. Todos os estudiosos das profecias sabem claramente que período está em foco. - É o da Grande Tribulação. Este período de sete anos, que chamamos de contagem regressiva, é um período de acontecimentos singulares. Há mais profecias concernentes a este período do que a qualquer outro descrito em toda a extensão da Bíblia.
Todos sabemos que a Grande Tribulação será um tempo de angústias sem precedentes na história humana; o seu centro será Jerusalém e a Terra Santa, mas, de um certo modo, envolverá todo o mundo (Ap 3.10). A sua duração será de sete anos, ocupando, assim, a última semana profética da visão de Daniel, conforme cap. 9.24-27. Esse termo “tribulação” é citado com referências escatológicas, como são vistas em Mt 24.21; Mc 13.19; Dn 12.1. (Ver 2 Ts 1.6 e ss.; Ap 7.14). O “Dia do Senhor” que, em 2 Ts 2.2 se traduz também por “dia de CRISTO” em outras versões, e refere-se exclusivamente a esse tempo do fim. Todos esses acontecimentos aqui narrados, terão lugar, logo após o arrebatamento da igreja do Senhor aqui deste mundo (1 Ts 4.17). A vinda da Grande Tribulação sobre a terra será de repente, inesperada; virá sobre todos os moradores da terra, num tempo em que disserem: “Há paz e segurança”. Aquele dia virá como uma destruição do Senhor; isso está em toda a extensão profética, tanto dos profetas como dos apóstolos do Senhor; ele virá como um fogo devorador; será um dia de angústia, de aflição; será o dia da vingança do nosso DEUS, conforme está escrito; será um dia de ira e de nuvens, um dia de tristeza e de escuridão, de negrura e de trevas. As estrelas e as constelações do céu não darão a sua luz. O sol escurecerá ao nascer (Is 13.10; Zc 14.7; Ap 19.17). A lua se tornará em sangue. Os céus e a terra serão abalados e a terra será removida do seu lugar (Is 24.20). A indignação do Senhor cairá sobre todos os povos. Ele castigará o mundo pela maldade existente e os ímpios, pela sua iniquidade. Trará aflição sobre os homens, porquanto pecaram contra DEUS. 2) “Mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro”. O apóstolo João, em sua visão futurística, faz referências especificadas ao “Livro da Vida”. Ele estará presente no Juízo Final do Grande Trono Branco (Ap 20.13). Mas ali João observa que, além do livro das obras, à direita do Juízo, “... abriu-se outro livro, que é o da vida”. O Livro da Vida vem citado nas Escrituras, nas seguintes passagens: Ex 32.33; SI 69.28; Lc 10.20; F14.3. Em Isaías 4.3 e Daniel 7.10 e 12.1 (o texto em foco), deve ter o mesmo sentido. Este livro é chamado de “O Livro da Vida” porque, do ponto divino de observação, é o que ele é (Ap 3.5; 5.13; 8.17; 20.12, 15). No Livro da Vida constará o nome da nação israelita. Por essa razão, a Grande Tribulação não apagará o seu nome da face da terra. (Ver Mt 24.34).
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 227-229.
 
A Grande Tribulação e o Grande Triunfo (12.1-3). Haverá um tempo de angústia (1). O reino do Anticristo está em toda parte nas Escrituras retratado como uma crise do mal. As palavras de Gabriel sucintamente o descrevem como um tempo “quando a rebelião dos ímpios tiver chegado ao máximo” (8.23, NVI). Um tema recorrente nas Escrituras é o ensino que um tempo de grande angústia será o clímax da era da rebeldia do homem contra DEUS e conduzirá ao ponto culminante do Reino de DEUS. Jeremias se refere ao “tempo da angústia para Jacó” (Jr 30.7). JESUS em seu discurso descreve esse tempo de angústia como “dias de vingança” (Lc 21.22) e “grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo [...] nem tampouco haverá jamais” (Mt 24.21; Mc 13.19-20). A interpretação futurista considera uma boa parte do livro de Apocalipse um retrato desse período, especialmente os capítulos 6—19.
Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 543.
 
2. A libertação de Israel.
Mas a Grande Tribulação traz consigo muito mais do que o clímax do mal; ela introduz o triunfo de DEUS. Um dos aspectos importantes que o livro de Daniel ensina é que os poderes do mundo celestial estão profundamente interessados e engajados nos afazeres dos homens na terra. E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo. Esse é o arcanjo de 10.13. Vemos o clímax dramático em Apocalipse 12.7-8: “E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão e os seus anjos, mas não prevaleceram”.
Fica claro que o povo de Israel está envolvido no clímax da história. Seguidas vezes encontramos em Daniel as seguintes expressões: o teu povo ou os filhos do teu povo. Ao mesmo tempo é necessário guardar uma perspectiva. DEUS tem uma preocupação com toda a humanidade. Os eventos que marcam o clímax das eras são cósmicos; seu impacto é internacional e mundial. A Palestina é, sem dúvida, um estágio da ação divina. Mas toda a terra e os céus constituem a cena da operação final de DEUS nessa era. O ponto para o qual a história está se movendo é a culminação do Reino de DEUS.
Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 543.
 
"Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo" (v. 1). Aqui neste mundo, às vezes, dizemos que alguém é grande, segundo a nossa medida e nosso modo de ver as coisas, mas quando DEUS diz que alguém é grande, quão grande não é esse alguém! Que anjo poderoso e glorioso não é esse arcanjo? É ele quem vai expulsar Satanás da esfera celestial (Ap 12.7-9). E certamente será ele o anjo que segurará e prenderá Satanás por mil anos, lançando-o no abismo, antes do reino milenial de CRISTO (Ap 20.1-3). É esse o anjo de DEUS, protetor da nação israelita.
Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de DEUS Para os últimos dias. Editora CPAD.
 
12.7-9 Este é o primeiro desenvolvimento das imagens descritas em 12.1-6. O que João viu a seguir fornece aos leitores mais detalhes sobre o que foi descrito em 12.4, a respeito da expulsão de Satanás do céu.
A expulsão de Satanás do céu teve início como uma batalha no céu entre Miguel e os seus anjos e o dragão (Satanás) e os seus anjos. Miguel é um anjo de elevada posição (chamado arcanjo). Por toda a literatura judaica, Miguel é citado como aquele que vem em auxílio do povo de DEUS. Ele era visto como um dos seus protetores (veja também Dn 10.13,21; 12.1; Jd 9). Observe que a batalha aqui não era entre DEUS e Satanás, ou entre CRISTO e Satanás, mas entre Miguel e Satanás. A batalha foi violenta, e o dragão foi vencido (versão NTLH). Como resultado, Satanás e seus seguidores foram lançados para fora do céu (versão NTLH). Tendo perdido o seu lugar, eles já são adversários derrotados. Satanás foi precipitado na terra e ocupou-se de enganar todo o mundo — a sua revolta final antes da sua destruição (20.10).
Aqui o grande dragão é identificado como a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás. O diabo não é um símbolo nem uma lenda; ele é muito real. O diabo, inimigo de DEUS, tenta constantemente impedir a obra de DEUS, mas ele é limitado pelo poder de DEUS e só pode fazer aquilo que lhe é permitido fazer (Jó 1.6-2.6). O nome “Satanás” significa “acusador” (12.10). Ele procura diligentemente pessoas para acusar e atacar (1 Pe 5.8,9). Satanás gosta de perseguir crentes que sejam vulneráveis em sua fé, que sejam fracos espiritualmente, ou que estejam isolados de outros crentes (1 Pe 5.8). Alguns consideram que este versículo descreve a batalha no passado antigo, mas outros opinam que a queda de Satanás na terra ocorreu na ressurreição ou na ascensão de JESUS e que os 1.260 dias (12.6) são uma maneira simbólica de se referir ao período entre a primeira e a segunda vinda de CRISTO. Outros, ainda, dizem que a derrota de Satanás irá ocorrer na metade de um período literal de sete anos de Tribulação, depois do Arrebatamento da igreja e antes da segunda Vinda de CRISTO e do início do seu reinado de mil anos. Seja qual for a interpretação, o ensino claro de DEUS é que CRISTO é vitorioso – Satanás já foi derrotado, por causa da morte de CRISTO na cruz (12.10-12). Mesmo que DEUS permita ao diabo realizar o seu trabalho neste mundo, DEUS ainda está no controle. E JESUS tem o poder completo sobre Satanás; Ele derrotou Satanás quando morreu e ressuscitou. Um dia. Satanás será aprisionado para sempre, para nunca mais realizar o seu trabalho iníquo (20.10). Satanás caiu na terra com “os seus anjos” - uma referência aos demônios. Este mundo é a sua prisão, onde, como inimigos de DEUS, eles trabalham contra o povo de DEUS. Satanás não é onipresente — ele não pode estar em todas as partes ao mesmo tempo, de modo que os seus demônios trabalham para ele. Os demônios são anjos caídos, seres espirituais pecadores que têm Satanás como seu líder (Mt 25.41; Lc 11.15). O livro do Apocalipse destaca três poderes iníquos que se oporão ao povo de DEUS durante o final dos tempos: Satanás, retratado como um dragão (Ap 12.9); a besta, mais conhecida como o Anticristo (13.1-10); e o falso profeta (13.11; 16.13). Os demônios servem como agentes desta trindade da maldade. Eles seduzem as pessoas, irão estabelecer o reino notório da Babilônia, e irão liderar uma ofensiva mundial contra o povo de DEUS (16.1-14).
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 878-879.
 
Guerra no Céu (Ap 12.7,8)
Agora a cena volta-se para o céu, para a grande batalha entre Miguel (cujo nome significa "quem é como DEUS?") e seus anjos de um lado, e o dragão e os seus anjos de outro. Miguel é chamado de "arcanjo" ou "anjo chefe" por Judas (v.9).
A batalha é o esforço supremo e último de Satanás para derrotar os anjos de DEUS, e inutilizar-lhe o plano. Por enquanto, vêm Satanás e seus demônios exercendo sua autoridade sobre o mundo espiritual, esferas de influência e governantes que jazem nas trevas do pecado (Ef 6.12 ). Mas as pretensões do adversário não conhecem limite. O original grego, porém, indica que o ataque será iniciado pelo arcanjo Miguel. As forças da justiça estão em ação. O domínio de Satanás está chegando ao fim.
O dragão é incapaz de vencer o conflito com o céu. Ele tem poder, mas não pode ser comparado a Miguel. Resultado: qualquer que tenha sido o acesso de Satanás e seus anjos ao céu, este não estará mais disponível, pois "nem mais se achou no céu o lugar deles" (v.8). Encorajemo-nos: Satanás já um inimigo derrotado.
Satanás é Lançado à Terra (Ap 12.9)
Agora, o dragão é claramente definido. Ele é "a antiga serpente" por haver tentado Eva no jardim do Éden. É também chamado "diabo e Satanás". Ele é o caluniador e nosso adversário (ver 1 Pe 5.8). É também identificado como o "enganador de todo o mundo". Começou suas trapaças com Eva, e ainda tenta enganar tanto o mundo como a Igreja (2 Co 11.3). Mas quando Miguel e seus anjos o derrotarem, ele será lançado à terra juntamente com todos os seus anjos para infernizar com mais intensidade e fúria a humanidade, pois o seu tempo é curto.
Quando os setenta discípulos retornaram a JESUS, e contaram-lhe que até mesmo os demônios se lhes submetiam, viu o Mestre que tais vitórias eram uma antecipação de uma vitória maior. A vitória de Miguel e seus anjos, todavia, não é a derrota final de Satanás. Apesar de não mais ser capaz de entrar nas regiões celestiais, o adversário ainda terá poder sobre a terra. Seu tempo, porém, é curto. Assim que o julgamento se completar, ele será amarrado e lançado no abismo. A terra estará livre de suas tentações e dos seus ardis e planos maléficos por mil anos (Ap 20.1-3) > acréscimo meu - Ev. Luiz Henrique > e depois será lançado no lago de fogo e enxofre para toda a eternidade e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre (Ap 20.10).
HORTON. Stanley. M. Serie Comentário Bíblico Apocalipse As coisas que Brevemente devem acontecer. Editora CPAD.
 
3. Os anjos no mundo hoje.
No final da presente era atuarão grandemente
Os anjos no livro do Apocalipse são proeminentes. Por exemplo, um anjo dirigiu a redação do livro para João (Ap 11.1; 22.6,16). Cerca de 71 vezes, os anjos são nele mencionados com missão especial. Não é imaginação, mas realidade, que os anjos são nossos conservos de mil maneiras. Nenhuma verdade está mais estabelecida pelas Escrituras do que a declaração de Hb 1.14, que diz "serem estes seres enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação".
DEUS mandará um anjo para completar a pregação do "Evangelho do Reino". Na passagem de Apocalipse 14.6, está pintado literalmente a missão deste mensageiro. "... e vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o Evangelho Eterno, para proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, tribo, e língua, e povo". Duas pregações deste Evangelho são mencionadas nas Escrituras, uma passada, começando com o ministério de João Batista e terminando com a rejeição do seu Rei pelos judeus. A outra ainda é futura (Mt 24.14), durante a Grande Tribulação, e imediatamente antes da vinda em Glória de CRISTO. Isso será feito pelo anjo do presente texto. Este Evangelho será pregado logo no fim da Grande Tribulação e imediatamente como já dissemos acima, antes do julgamento das nações viventes (Mt 25.31-46). Estas "Boas-Novas" são universais e abrangem "toda a criatura" sobre a terra nesse período.
Vicente Leite. Angelologia e Antropologia. Faculdade Teológica Ibetel. pag. 64.
 
O serviço fiel dos anjos para a raça humana não pode ser explicado com base no próprio amor deles pela humanidade. Eles estão interessados naquilo que diz respeito ao DEUS deles. Ele deu o seu Filho para morrer por uma raça perdida de homens, eles o seguem tanto quanto possível e ao menos prestam um serviço imediato, por amor dEle, onde lhes é designado. Não é imaginação, mas realidade, que os anjos são servos dos homens em milhares de maneiras. Nenhuma verdade é mais estabelecida na Escritura do que aquela que é afirmada em Hebreus 1.14: "Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?"
Com respeito aos ministérios específicos dos anjos na terra e em favor da raça humana — especialmente os santos — os detalhes formam um campo muito extenso de investigação que não pode ser empreendido aqui. Embora os anjos estivessem presentes na criação, nenhuma referência é feita aos ministérios deles na terra até o tempo de Abraão. Na companhia do Senhor, eles visitaram o patriarca nos carvalhais de Manre (Gn 18.1,2), e dali partiram para libertar Ló. Os anjos apareceram a Jacó e eram familiares a Moisés. Está escrito que a Lei "foi promulgada por meio de anjos" (Gl 3.19), e foi administrada por "ministério de anjos" (At 7.53). O cuidado que eles têm pelo povo eleito de DEUS é afirmado em ambos os testamentos. No Salmo 91.11,12 está escrito: "Porque a seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra"; e em Hebreus 1.14: "Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?" È um anjo que permanece com os três homens na fornalha de fogo (Dn 3.25), e com Daniel na cova dos leões (Dn 6.22).
Em seu segundo advento, "mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes" (Mt 13.41,42; cf. v. 30).
Também é dito que CRISTO "enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" (Mt 24.31). A presença dos anjos nas cenas do segundo advento é enfatizada geralmente. Está escrito: "Porque o Filho do homem há de vir na glória do seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras" (Mt 16.27). "E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de DEUS; mas quem me negar diante dos homens, será negado diante dos anjos de DEUS" (Lc 12.8, 9). A estes deve ser acrescentado Judas 14, contexto a que as palavras milhares de santos são melhor traduzidas como santas miríades, e podem se referir a anjos.
Lewis Sperry Chafer. Teologia Sistemática. Editora Hagnos. Vol I-II. pag. 444-445.
 

 

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