sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Lição 1 - Daniel, Nosso Contemporâneo 2 parte

II – OS FATOS QUE PROPICIARAM O EXÍLIO NA BABILÔNIA
1. O contexto político do reino de Judá.
Antes do cativeiro babilônico de Judá, houve o cativeiro assírio que envolveu a nação do norte, Israel. A queda de Samaria, capital do reino do norte, ocorreu em 722 a.C. O domínio assírio sobre Judá começou em 721 a.C., quando caiu o reino do norte, mas Judá nunca se tornou uma província assíria, embora tivesse pago tributo regularmente aos reis assírios. Com o surgimento do reino caldeu, sob Nabucodonosor (605— 562 a.C.), a situação de Judá piorou rapidamente. Em 598 a.C., Nabucodonosor invadiu Judá e levou para o cativeiro o seu rei, Jeoaquim, e muitos dos principais cidadãos dessa nação. O trecho de II Reis 24.15 mostra-nos que Ezequiel se encontrava entre esses exilados. Os eruditos discordam quanto ao modo geral e ao número das deportações. Presumivelmente, antes disso, em cerca de 605 a.C., houve outra deportação, de tal modo que a deportação de Ezequiel foi a segunda de três deportações. Na Babilônia, Ezequiel continuou a advertir aos que tinham sido deixados na Judéia de que o pior ainda estava por vir. Os pecados nacionais, mormente a idolatria, eram as causas espirituais de todos esses infortúnios. O governo de Zedequias, em Judá, sob as ordens de Nabucodonosor, foi incapaz de controlar os rebeldes líderes do estado judeu. A revolta irrompeu contra o domínio estrangeiro, em 588 a.C.. Nabucodonosor não perdeu um instante. Em 586 a.C., a terra inteira de Judá jazia arruinada, Jerusalém estava destruída e saqueada e o templo não existia mais. E muitos outros milhares de judeus foram então deportados (na terceira deportação).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3197.
 
O Reinado de Jeoaquim (608-597 a.C.), 23.36—24.7 (cf. 2 Cr 36.5-8)
A Bíblia deixa claro que Judá era uma nação vassala do Egito quando Jeoaquim subiu ao trono, mas ela se tornou sujeita à Babilônia no período final de seu reinado (cf. 23.34 e 24.1). Ela também foi perturbada por mãos estrangeiras como parte do juízo divino determinado (2,3), mas a nação que costumava causar os eventos que a levaram à queda foi a Babilônia. (7), a grande potência da Mesopotâmia.
E necessário nos referirmos a fontes seculares, para conhecermos certos detalhes e podermos compreender mais claramente os eventos registrados pelo historiador. Os babilônios, liderados pelo caldeu Nabopolassar e seu filho Nabucodonosor, avançaram em direção ao oeste. Em 605 a.C. eles atacaram as forças egípcias em Carquêmis e as derrotaram, e forçaram-nas a fugir em direção a Hamate, onde sofreram um golpe ainda mais humilhante.
As notícias da morte de Nabopolassar em 605 atrasaram a marcha da Babilônia para o sul, em direção à Palestina e ao Egito. No entanto, em 603/2 a.C., Nabucodonosor conduziu o exército babilônio à Filístia. Foi possivelmente nesta época que Jeoaquim considerou uma política sábia transferir a sua lealdade para Nabucodonosor (24.1).
Em 601 a.C., Nabucodonosor foi derrotado em uma grande batalha contra os egípcios. Esta derrota parece explicar porque Jeoaquim se virou e se revoltou contra o rei da Babilônia (24.1), evidentemente na esperança de se aproveitar do momento de fraqueza da Caldeia. Os caldeus e as tropas dos siros, etc., (2) foram, talvez, contingentes de soldados que Nabucodonosor enviou contra Judá para mantê-la em xeque, até que ele próprio pudesse atacá-la. Finalmente, avançou contra Judá em 597 a.C. Jeoaquim estava vivo quando começou o cerco a Jerusalém. Entretanto, morreu, ou foi assassinado, e seu filho Joaquim, com dezoito anos (24.8), o sucedeu. Três meses depois, ele se tornou prisioneiro dos babilônios.
O Reinado de Joaquim (597 a.C.), 24.8-17 (cf. 2 Cr 36.9,10)
O registro bíblico da rendição de Joaquim a Nabucodonosor é notavelmente bem suplementado pela Crônica Babilônica. Ela relata como o rei caldeu marchou para a terra de Hatti (Síria-Palestina), acampou contra a cidade de Judá, atacou-a e capturou o seu rei. A data calculada a partir de detalhes da Crônica é março-abril de 597 a.C., o oitavo ano de seu reinado (12). A Crônica também menciona que Nabucodonosor recebeu um pesado tributo e o enviou para a Babilônia, após designar um rei de sua escolha. Este último detalhe é, aparentemente, uma referência à designação de Zedequias (17) como rei vassalo apôs Joaquim.
Este ataque babilônio resulta na primeira grande deportação de Judá (10-16) que foi realizada relativamente com poucos danos a Jerusalém. A intenção de Nabucodonosor era, meramente, trazer esta nação de volta à condição de um de seus reinos subjugados. Judá, entretanto, sentiu a severidade deste governo através da deportação do rei, dos membros da realeza e de todos os cidadãos cultos e bem preparados em diversas áreas. Incluído entre os cativos, nessa ocasião, estava Ezequiel, o profeta (Ez 1.1,2).
O saque do Templo (13) foi, talvez, impulsionado tanto por uma questão religiosa como por um interesse em arrecadar toda a riqueza disponível. Como não havia uma imagem de divindade para se tomar como prêmio de guerra, os vasos com que se ministravam no Templo serviram como substituto. Os babilônios, de posse destes, podiam reivindicar que o Senhor DEUS não era tão grande como o DEUS deles - Marduque ou Bel.
O Reinado de Zedequias (597-586 a.C.), 24.18—25.7 (cf. 2 Cr 36.11-16)
Zedequias, um novo nome para Matanias, um filho de Josias (17; cf. Jr 52.1 e 2 Cr 36.10), indicou a mudança em sua vida ditada por seu senhor babilônio. Mudar o nome de alguém era proclamar poder sobre essa pessoa.
O Reinado Maligno de Zedequias (24.18,19)
As práticas perversas específicas de Zedequias não foram listadas. As condições em Judá e Jerusalém são, no entanto, freqüentemente descritas pelos profetas Jeremias e Ezequiel (Jr 21; 28-29; etc...; Ezequiel 6-8; 13; etc...). Embora fosse claro que Judá não poderia mais viver como uma nação independente, Zedequias ainda tinha a responsabilidade de viver corretamente. Os babilônios não incluíram o culto aos deuses deles como uma condição de servidão, e teria sido possível a Judá continuar a servir a DEUS fielmente. Esta foi, aparentemente, uma consideração importante que levou Jeremias a pregar publicamente a rendição e a submissão, ao invés da contínua oposição (Jr 38.17-22).
2. A Rebelião de Zedequias (24.20)
Zedequias permaneceu como um fiel vassalo de Nabucodonosor durante nove anos (25.1), e então se rebelou. Pelo que foi registrado em 2 Reis, a revolta parece ter sido uma tentativa de livrar-se do jugo babilônio, pois seu momento coincide com a atividade de Apries, faraó do Egito (chamado de Hofra na Bíblia Sagrada, Jr 44.30; veja a Carta A).
Neco II, do Egito (609-595 a.C.), abandonou a conquista militar durante os últimos anos de seu reinado, ao contentar-se em permitir que os babilônios controlassem os países do rio Eufrates até o rio (ou ribeiro) do Egito (veja 24.7). A mesma política de ficar em casa foi seguida por seu filho Psamético II (594-589). Os anos de submissão de Zedequias ao domínio babilônio correspondem ao período em que Neco II e Psamético II se sentiam satisfeitos por cuidar dos assuntos internos do Egito. Sua rebelião corresponde ao ano em que Apries (Hofra) chegou ao trono, ou seja, 588 a.C. Este reverteu a política dos dois faraós que o antecederam; ele ousou desafiar o controle de Nabucodonosor ao longo do Mediterrâneo.
Os detalhes dados por Heródoto são de que Apries enviou sua frota contra a Fenícia por volta da época em que Nabucodonosor iniciou o seu ataque final contra Jerusalém. Este movimento era direcionado contra o ponto-chave de conexão entre o exército babilônico na Palestina e a sua terra natal. Jeremias registrou que o rei caldeu teve que se retirar temporariamente do cerco a Jerusalém, a fim de proteger-se e derrotar o exército egípcio que vinha em socorro a Zedequias (Jr 37.5,7,8). Fica claro, a partir de Jeremias, que Zedequias cometeu o erro de ouvir a Apries e depender do socorro do Egito. Ele o fez, apesar de ter sido alertado a não depender de faraó.
3. Nabucodonosor Toma Jerusalém (25.1-7)
Após sitiar a cidade por mais de um ano e meio (de janeiro de 587 a julho de 586 a.C.), o exército de Nabucodonosor irrompeu pelos muros de Jerusalém. A campina (4) é uma referência ao vale do Jordão, que se estende por cerca de 80 quilômetros do extremo sul do mar da Galiléia à margem norte do mar Morto. As campinas de Jericó (5) seriam a seção semi-desértica ao sul de Jericó. Zedequias e seu destacamento aparentemente fugiam para leste, na esperança de escapar através do rio Jordão. Ribla (6) era a localização do quartel-general dos babilônios, na Síria central, cerca de 320 quilômetros ao norte de Jerusalém (cf. 23.33). O severo tratamento dado por Nabucodonosor a Zedequias - quando comparado com a piedade que teve para com Joaquim - talvez possa ser explicado por sua fúria contra esse rei, em quem confiara e que havia traído essa confiança.
Jerusalém é Saqueada pelos Babilônios, 25.8-17 (cf. Jr 52.12-23)
No mês posterior àquele em que Zedequias foi capturado e levado a Nabucodonosor em Ribla, Nebuzaradã (8), seu general, queimou os maiores edifícios de Jerusalém (9), derribou os muros (10) e reuniu reféns de guerra (11). Os rebeldes que se renderam refere-se àqueles “que já haviam se rendido” (Moffatt). Ele também levou os utensílios do Templo (14), as duas colunas (16) e o mar (a grande pia de bronze; cf. 1 Rs 7.13-47). Estes foram cortados em pequenos pedaços, o suficiente para serem levados para a Babilônia. De puro ouro ou de prata (15) pode ser lido como: “O que era de ouro, o capitão da guarda levou como ouro e o que era de prata como prata”. Talvez pelo menos alguns dos instrumentos tenham sido derretidos e transformados em lingotes de ouro e prata. O magnífico Templo, planejado para permanecer como uma testemunha do Senhor DEUS e daquilo que Ele havia feito pelo seu povo, foi demolido e despojado de sua riqueza material e de sua simples beleza. Foi transformado em um lugar que faria com que aqueles que por ele passassem ficassem pasmados e assobiassem com menosprezo (cf. 1 Rs 9.8).
Outra Deportação, 25.18-21 (cf. Jr 52.24-30)
Nebuzaradã, o capitão da guarda (18), moveu-se, então, contra aqueles que ainda o desafiavam. É possível que algumas informações indicassem que esses líderes em particular tenham sido contra os babilônicos em suas atitudes e ações. Isto é sugerido pelo modo como Nabucodonosor ficou ciente da posição pró-babilônica de Jeremias e ordenou que ele fosse solto (Jr 39.11-18). Entre os executados estava o sumo sacerdote (18), bem como outros sacerdotes e oficiais (18,19). Os sessenta homens do povo da terra (cf. 21.4) talvez fossem anciãos das províncias que representavam o povo de suas localidades. De acordo com Jeremias (52.29), o número daqueles que foram levados ao exílio desta vez totalizou 832 pessoas.
Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 389-391.
 
Por volta de 603 a.C, Nabucodonosor reinava sobre toda a Sírio-Palestina. Jeoaquim transferiu a ele sua lealdade, mesmo de forma temporária (2 Rs 24.1). Asquelom, na Filístia, havia sido destruída por Nabucodonosor antes de seu retorno à Babilônia em fevereiro de 603 a.C. O Papiro Saqqara número 86984 (Museu do Cairo), uma carta escrita em aramaico que apela pela ajuda do Faraó, foi provavelmente escrito em Asquelom, pouco antes de sua destruição. Em 601 a.C, Nabucodonosor mais uma vez marchou em direção ao Egito e travou uma intensa batalha contra as forças de Neco nas proximidades da fronteira egípcia. Ambos os lados sofreram grandes perdas e a batalha terminou em um empate forçado. Foi nesse ponto que Jeoaquim, evidentemente convencido de que sua oportunidade havia chegado, rebelou-se contra a Babilônia e deixou de pagar seu tributo (2 Rs 24.1). Porém, embora estivesse em desvantagem naquele momento, Nabucodonosor não tinha qualquer intenção de permitir que Judá se desligasse de seu império. Portanto, durante algum tempo ele atormentou esse pequeno reino com bandos de saqueadores convocados dentre seu próprio exército, assim como de contingentes mercenários (24.2). Ele veio com o principal exército babilônico contra Judá (2 És 24.10,11) em dezembro de 598 a.C. O escriba lacônico da crônica da Babilônia reportando os eventos de 597 a.C. declara simplesmente que Nabucodonosor "acampou contra a cidade de Judá [isto é, Jerusalém] e, no segundo dia do mês de Adar [isto é, 16 de março], ele tomou a cidade e capturou o rei [isto é, Joaquim]. Lá ele nomeou um rei que o agradava [isto é, Zedequias]". Jeoaquim havia morrido misteriosamente no mesmo mês em que o exército babilônico havia marchado contra Judá. Em vista do fato de que seu filho Joaquim (2 Rs 24.6) governou durante três meses e dez dias (2 Cr 36.9; acredita-se que os "três meses" de 2 Rs 24.8 sejam apenas uma aproximação) antes da captura de Jerusalém. A data exata da morte de Joaquim foi 7 de dezembro de 598 a.C. Sua idade declarada em 2 Crônicas 36.9 - oito anos de idade - parece ser algum erro do copista, pois em 2 Reis 24.8 consta 18 anos de idade. Seguindo o exemplo de seus predecessores desde o tempo de Tiglate-Pileser III iq.v.), Nabucodonosor deportou o rei (Joaquim) e seu séquito, assim como todos os habitantes de Jerusalém que poderiam tentar fomentar uma rebelião (2 Rs 24.12-16; 2 Cr 36.10; Jr 22.24-30; 52.28). Embora ele tivesse exigido levar alguns reféns para a Babilônia, incluindo Daniel e seus três amigos, e parte dos vasos do Templo de Salomão, logo depois da batalha de Carquemis (Dn 1.1-7; cf. também 2 Cr 36.5-7), a deportação de 597 a.C. constituiu a primeira fase importante daquilo que é tradicionalmente referido como o cativeiro na Babilônia (cf. Mt 1.11). Da mesma maneira como havia feito antes, embora em uma escala muito maior, Nabucodonosor saqueou o Templo de Salomão e levou consigo um enorme despojo de guerra. Ele empossou o tio de Joaquim, Matanias, no trono de Judá (2 Rs 24.17; em 2 Cr 36.10 seria melhor traduzir "irmão" como "parente"), dando-lhe o novo nome de Zedequias para demonstrar sua própria suserania. Zedequias, sem dúvida, teria se sujeitado a ser um vassalo muito mais dócil se vários fatores fora de seu controle não tivessem perturbado a situação política. Um considerável número de judeus, tanto em Jerusalém como na Babilônia, ainda considerava Joaquim o legítimo ocupante de seu trono. Ezequiel, por exemplo, traiu seus verdadeiros sentimentos ao avaliar as datas relativas ao cativeiro do "rei Joaquim" (Ez 1.2 etc.). Além disso, mesmo depois de sua derrota em Carquemis, o Egito, embora seriamente enfraquecido, continuava a exercer alguma influência sobre os negócios do Oriente Próximo. Outrossim, a dissidência contra a Babilônia estava predominando não só em Jerusalém (o que se pode concluir pelos inúteis esforços de Jeremias para manter seus compatriotas afastados da rebelião), mas também entre o próprio povo de Nabucodonosor. Em 595/4 a.C, Nabucodonosor considerou que seria melhor permanecer na Babilônia para reprimir uma rebelião local. No ano seguinte, Hananias, um falso profeta de Jerusalém, previu publicamente o retorno do exílio - dentro de dois anos - de todos aqueles que o rei havia levado para a Babilônia (Jr 28.1-4). Talvez Hananias tivesse recebido alguma notícia sobre a insurreição e a tenha interpretado como sinal de uma revolta mais disseminada. De qualquer forma, Jeremias denunciou esse indevido otimismo e aconselhou os exilados a adotarem a filosofia de "viver como sempre", pois o Senhor havia revelado que sua permanência na Babilônia seria prolongada (Jr 29.1-23). Durante algum tempo, Zedequias continuou convencido da sabedoria do conselho de Jeremias. O texto em Jeremias 51.59 parece indicar que no mesmo ano da imprudente profecia de Hananias e, talvez, até mesmo como resultado dela, Zedequias fora convocado por Nabucodonosor para uma entrevista na Babilônia para determinar a extensão de sua lealdade. Evidentemente, Nabucodonosor ficou satisfeito com as respostas de Zedequias, pois permitiu que este continuasse no trono de Judá. Entretanto, os anos seguintes encontraram Zedequias cada vez mais incapacitado de resistir ao elemento pró-egípcío e antibabilônico da população de Judá. Finalmente, de modo contrário ao conselho de Jeremias (2 Cr 36.12; Jr 21.1-7; 37.3-10,17-20; 38.14-23) ele se rebelou (2 Rs 24.20. 2 Cr 36.13-16; Jr 52.3). Em janeiro de 588 a.C., Nabucodonosor e seu exército estavam sitiando Jerusalém (2 Rs 25.1; Jr 39.1; 52.4; Ez 24.1,2). O exército babilônico havia capturado, uma a uma, as cidades fortificadas de Judá, de modo que na época em que o sítio de Jerusalém estava acontecendo restavam somente Laquis e Azeca (Jr 34.6,7). As cartas de Laquis, um conjunto de 21 documentos encontrados na moderna Tell ed-Duweir (a bíblica Laquis, q.v.) em 1935 e 1938 ilustram a consternação que reinava em Judá durante os últimos dias de sua existência nacional (veja ANET, pp. 321ss.). O único lampejo de esperança para uma situação que de outra forma seria meramente desesperadora, seria uma retirada temporária das forças da Babilônia da cidade de Jerusalém para enfrentar o exército egípcio que estava avançando (Jr 37.5,11) provavelmente sob o comando do Faraó Apries (589-570, veja Faraó Hofra). Entretanto, o alívio de Jerusalém durou pouco, pois os babilônios forçaram os egípcios a se retirarem e o cerco à cidade recomeçou. A cidade suportou um sítio de 30 meses, mas as forças superiores da Babilônia finalmente abriram caminho através de seus muros em julho de 586, no 19° ano do reinado de Nabucodonosor (2 Rs 25.2-4,8; Jr 39.2; 52.5-7,12). Zedequias e algumas de suas tropas tentaram fugir durante a noite, mas foram capturados nas proximidades de Jericó. O rei foi levado à presença de Nabucodonosor em Ribla, no Orontes, onde foi forçado a contemplar a execução de seus filhos. Então cegaram seus olhos e ele foi levado acorrentado para a Babilônia (2 Rs 25.5-7; Jr 39.4-8; 52.8-11), como um dos exilados da segunda maior fase do cativeiro na Babilônia (Jr 52.29). Em seguida, Nabu-zer(a)-iddina (Nebuzaradã, q.v.), capitão da guarda de Nabucodonosor, chegou a Jerusalém para completar a destruição e a pilhagem da cidade e do Templo, assim como a deportação dos habitantes, deixando para trás apenas os indivíduos mais pobres (2 Rs 25.8-17; 2 Cr 36.17-20; Jr 39.9,10; 52.12-23).
Depois da destruição de Jerusalém, Nabucodonosor nomeou outro governador para Judá, Gedalias (q.v.) que logo caiu em desgraça perante os elementos restantes da população antibabilônica da cidade. Aguardando uma oportunidade adequada, eles assassinaram o governante em Mispa, junto com alguns de seus companheiros babilônios e judeus (2 Rs 25.22-25; Jr 40.7-41.3). O incentivador dessa conspiração, um certo Ismael, fugiu para Amom com oito de seus lacaios (Jr 41.15), enquanto um outro grupo de judeus, temendo as represálias dos babilônios, fugiu para o Egito (2 Rs 25.26; Jr 41.16-18) levando Jeremias consigo (Jr 43.5-7). Em 582 a.C, ocorreu a terceira e última fase do cativeiro na Babilônia (Jr 52.30), aparentemente como resultado de uma expedição punitiva enviada por Nabucodonosor depois do assassinato de Gedalias.
Enquanto isso, o cego Zedequias definhava na prisão na qual veio a morrer (2 Rs 25.7; cf. Ez 12.13). Seu predecessor, Joaquim, foi consideravelmente mais afortunado: em 562 Amel-Marduk (Evil-Merodaque, q.v.), filho e sucessor de Nabucodonosor, libertou-o da prisão e o manteve na corte da Babilônia (2 Rs 25.27-30; Jr 52.31-34). Antes disso, as necessidades de Joaquim já haviam sido amplamente satisfeitas, como está claro em inúmeros documentos administrativos encontrados na Babilônia, datados do reinado de Nabucodonosor, e que se referem a Joaquim como Ya(k)ukin(u), rei de Yah/kudu (Judá; ANET, p. 308).
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 1329-1331.
 
2. Israel no exílio Babilônico.
A parte profética do livro
No plano geral da revelação divina o livro de Daniel ocupa um lugar de suma importância. Sua parte histórica é cheia de experiências marcantes que revelam a soberania de DEUS e o seu cuidado com aqueles que lhe são fieis. A parte profética contém predições escatológicas cujo cumprimento ainda não tem chegado.
Essa parte ocupa os últimos seis capítulos os quais trazem o registro de quatro visões proféticas dada especialmente a Daniel. Essas visões apresentam figuras simbólicas dos reinos gentílicos envolvendo tempos distintos nos quais DEUS fará valer sua soberania no mundo, especialmente, com as nações que unirão para massacrar a Israel no tempo do Fim. Algumas dessas profecias já tiveram seu cumprimento na história e outras que se cumprirão no tempo que DEUS estabeleceu para se cumprirem. Ao longo do estudo dessas profecias constataremos essas predições. As visões, portanto, se estendem para o futuro.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 23.
 
A destruição (36.17-21). Os caldeus mataram jovens e velhos sem demonstrar misericórdia (17), demoliram completamente o Templo e a cidade (19) e levaram o povo cativo para a Babilônia (20). Só então a terra passou a ter os sábados de descanso (21). Estas palavras de Jeremias sugerem que o ano sabático não foi observado durante o período da monarquia. Elas lembraram o povo de que havia pelo menos duas razões para o cativeiro: (1) a idolatria; e (2) a falha em manter o ano do jubileu. Por esta razão o cativeiro (606-536 a.C.) deveria durar setenta anos - um sábado de repouso (cf. Jr 25.12; 29.10).
Robert L. Sawyer. Comentário Bíblico Beacon I e II Crônicas. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 475.
 
Os efeitos do Exílio. A causa do exílio foi a apostasia do povo em relação a DEUS e a seu pacto. Os israelitas tinham rejeitado de forma consistente a mensagem dos profetas e persistentemente continuaram em seu pecado e idolatria. Constantemente os profetas avisavam os israelitas contra a confiança em sua própria sabedoria e poder. O exílio foi interpretado pelos profetas como o julgamento divino que resultaria em restauração e revelação do eterno amor de DEUS para com Israel (Is 54.9,10; Jr 31.3-6). Ele é o incidente histórico primário sobre o qual o messianismo bíblico está baseado. Entre os resultados do exílio para Israel estava uma compreensão mais profunda da lei de Moisés e dos Profetas, tão importante para os judeus como um povo. De lá veio também uma compreensão mais clara da universalidade e soberania de DEUS; que Yahweh é único DEUS e não existe DEUS além dele. Esta fé permaneceu tão inabalável que suportou a influência e fascinação da cultura grega apesar dos efeitos do Helenismo sobre outras áreas do Judaísmo e sobre o restante do mundo Mediterrâneo.
MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 2. pag. 677.
 
a) Na sua sabedoria eterna, DEUS tinha decretado que a nação de Judá precisava chegar a um fim. Ele indica como isso iria acontecer: Eis que [...] tomarei a todas as gerações do Norte [...] a Nabucodonosor, rei da Babilônia [...] e os trarei sobre esta terra (9). Meu servo significa somente que DEUS estava usando Nabucodonosor como instrumento para castigar Judá. Passaram-se mais dezoito anos de vida nacional, mas a decisão de DEUS era definitiva: E farei perecer, entre eles, a voz de folguedo [...] de alegria [...] do esposo [...] da esposa [...] E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto (uma ruína desolada; 10-11). O som das mós, e a luz do candeeiro eram sinais conhecidos de vida entre eles.
b) DEUS também havia determinado o número de anos do exílio de Judá: E toda esta terra [...] e estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos (11). Esse número provavelmente é arredondado, mas o período de servidão de Judá na Babilônia chegou muito próximo disso. A batalha de Carquemis ocorreu em 606 a.C., e deu à Babilônia o controle de toda a região do Oriente Médio, desde o Egito até a boca do rio Eufrates (2 Rs 24.7). Isso incluía Judá, e há indícios de que os cativos judeus foram levados para a Babilônia em 606-605 (v. 16 na KJV). A Babilônia caiu diante dos medos e persas em 539 a.C., e o primeiro grupo de judeus retornou para Jerusalém em 539 a.C. Desde a primeira deportação dos cativos para Babilônia em 606/605 até o primeiro retorno dos judeus a Jerusalém em 536, temos um período aproximado de setenta anos. Alguns estudiosos preferem fazer a contagem desde a queda de Jerusalém em 586 a.C. até a dedicação do segundo Templo em 516 a.C. Isso também abrange um período de setenta anos.
C. Paul Gray. Comentário Bíblico Beacon. Jeremias. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 323-324.
 
III – DANIEL, O AUTOR DO LIVRO
1. O homem Daniel.
No hebraico, DEUS é meu juiz».
O Homem Daniel e o Plano de Fundo Histórico do Livro
Daniel era descendente da família real de Judá, ou pelo menos, da alta nobreza dessa nação (Dan. 1:3; Josefo, Anti. 10.10,1). É possível que ele tenha nascido em Jerusalém, embora o trecho de Daniel 9:24, usado como apoio para essa ideia, não seja conclusivo quanto a isso. Com a idade entre doze e dezesseis anos, ele já se encontrava na Babilônia, como cativo judeu entre todos outros jovens nobres hebreus, como Ananias, Misael e Azarias, em resultado da primeira deportação da nação de Judá, no quarto ano do reinado de Jeoaquim. Ele e seus companheiros foram forçados a entrar no serviço da corte real babilônica, Daniel recebeu o nome caldeu de Beltessazar, que significa «príncipe de Baal». De acordo com os costumes orientais, uma pessoa podia adquirir um novo nome, se as suas condições fossem significativamente alteradas, e esse novo nome expressava a nova condição (11 Reis 23:34; 24:17; Est. 2:7; 'Bsd, 5:14). A fim de ser preparado para suas novas funções, Daniel recebeu o treinamento oriental necessário. Ver Platão, Alceb, seção 37. Daniel aprendeu a falar e a escrever o caldeu (Dan. 1:4). Não demorou para ele distinguir-se, tomando-se conhecido por sua sabedoria e piedade, especialmente na observância da lei mosaica (Dan. 1:8-16). O seu dever de entreter a outras pessoas sujeitou-o à tentação de comer coisas consideradas impróprias pelos preceitos leviticos, problema esse que ele enfrentou com sucesso.
A educação de Daniel teve lugar durante três anos, e então tomou-se um dos cortesões do palácio de Nabucodonosor, onde, pela ajuda divina, conseguiu interpretar um sonho do monarca, para inteira satisfação deste. Tudo em Daniel impressionava o rei, pelo que ele subiu no conceito real, tendo-lhe sido confiados dois cargos importantes, como governador da província da Babilônia e inspetor-chefe da casta sacerdotal (Dan. 2:48). Posteriormente, em um outro sonho que Daniel interpretou, ficou predito que o rei, por causa de sua prepotência, deveria ser humilhado por meio da insanidade temporária, apôs o que, seu juízo ser-lhe-ia restaurado (Dan. 4). As qualidades pessoais de Daniel, como sua sabedoria, seu amor e sua lealdade, resplandecem por toda a narrativa.
Sob os sucessores indignos de Nabucodonosor, ao que parece, Daniel sofreu um período de obscuridade e olvido. Foi removido de suas elevadas posições, e parece ter começado a ocupar postos inferiores (Dan. 8:27). Isso posto, ele só voltou à proeminência na época do rei Belsazar (Dan. 5:7,8), que foi co-regente de seu pai, Nabonido. Belsazar, porém, foi morto quando os persas conquistaram a cidade. Porém, antes desse acontecimento, Daniel foi restaurado ao favor real, por haver conseguido decifrar o escrito misterioso na parede do sala do banquete (Dan. 5:2 e ss), Foi por essa altura dos acontecimentos que Daniel recebeu as visões registradas nos capítulos sétimo e oitavo, as quais descortinam o curso futuro da história humana, juntamente com a descrição dos principais impérios mundiais, que se prolongariam não somente até à primeira vinda de CRISTO, mas exatamente até o momento da parousia.., ou segunda vinda de CRISTO. Os medos e os persas conquistaram a Babilônia, e uma nova fase da história se iniciou. Daniel mostrou-se ativo no breve reinado de Dario, o medo, que alguns estudiosos pensam ter sido o mesmo Ciaxares II. Uma das questões envolvidas foram os preparativos para a possível volta de seu povo, do exílio para a Terra Santa. Sua grande ansiedade, em favor de seu povo, para que fossem perdoados de seus pecados e fossem restaurados à sua terra, provavelmente foi um dos fatores que o ajudou a vislumbrar o futuro, até o fim da nossa atual dispensação (Dan. 9), o que significa que ele previu o curso inteiro da futura história de Israel. Daniel continuou cumprindo seus deveres de estadista, mas sempre observando estritamente a sua fé religiosa, sem qualquer transigência. Há um hino cujo estribilho diz: «Ouses ser um Daniel; ouses ficar sozinho». O caráter e os atos de Daniel despertaram ciúmes e invejas.
Mediante manipulação política, Daniel terminou encerrado na cova dos leões; mas o anjo de DEUS controlou a situação, e Daniel foi livrado dos leões, adquirindo um novo prestigio, uma maior autoridade.
Daniel teve a satisfação de ver um remanescente de Israel voltar à Palestina (Dan. 10:12). Todavia, sua carreira profética ainda não havia terminado, porquanto, no terceiro ano de Ciro, ele recebeu uma outra série de visões, informando-o acerca dos futuros sofrimentos de Israel, do período de sua redenção, através de JESUS CRISTO, da ressurreição dos mortos e do fim da atual dispensação (Dan. 11 e 12). A partir desse ponto, as tradições e as fábulas se manifestam, havendo histórias referentes à Palestina e à Babilônia (Susã), embora não possamos confiar nesses relatos,
 
Uma tradição rabínica posterior (Midrash Sir ha-sirim, 7:8) diz que Daniel retomou à Palestina, entre os exilados. Mas um viajante judeu, Benjamim de Tudela (século XII D.C.) supostamente teria encontrado o túmulo de Daniel em Susã, na Babilônia. Nesse caso, se o primeiro informe é veraz, então Daniel retornou mais tarde à Babilônia. Há informes sobre esse túmulo, desde o século VI D.C., embora muitos duvidem da exatidão dessas tradições, pois geralmente não passam de fantasias.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 8-9.
 
DANIEL - Daniel "assentou em seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia" (1.8). Como uma concessão ao seu pedido, Daniel e seus amigos tiveram permissão de apenas comer vegetais e beber água durante dez dias, e demonstraram ter ficado mais saudáveis que os demais companheiros. Os supervisores perceberam que esses jovens judeus possuíam grande habilidade e sabedoria. Ao final de seu período de treinamento foram reconhecidos pelo rei como superiores a todos os homens sábios da corte real. Através da divina revelação, Daniel contou o sonho que o rei havia esquecido e também deu a interpretação, que incluía a destruição do reino de Nabucodonosor (Dn 2).
O rei elogiou Daniel, honrou o seu DEUS e o recompensou com presentes preciosos (2.46,47) e também "o pôs por governador de toda a província de Babilônia, como também por principal governador de todos os sábios de Babilônia" (2.48). Mais tarde, Daniel interpretou outro sonho de Nabucodonosor e disse ao rei que, durante algum tempo, ele perderia seu trono, mas que este seria recuperado depois que ele tivesse se humilhado completamente (Dn 4). DEUS revelou, através de Daniel, certos aspectos do reino messiânico que poderiam interferir no curso da história e da eternidade. Mais de 20 anos (561-539 a.C.) nada foi registrado a respeito de Daniel; pode ser que ele tenha perdido sua posição e o favor real. Então, na festa de Belsazar (q.v), que era o co-regente com seu pai Nabonido, a rainha (provavelmente mãe de Belsazar, e filha de Nabucodonosor) lembrou-se de Daniel, que foi convocado para interpretar uma estranha inscrição na parede (Dn 5.10-28). De acordo com sua interpretação, a Babilônia seria conquistada naquela noite (539 a.C.) por Dário, o medo. Embora a história secular não tenha, até o momento, conhecido um personagem medo com o nome de Dário, ele foi identificado por competentes estudiosos como sendo Gobryas, governador da Babilônia no reinado de Ciro (John C. Whitcomb, Darius the Mede). Dário reconheceu a habilidade de Daniel e o fez chefe de um conselho de três presidentes e "pensava constituí-lo sobre todo o reino" (Dn 6.3). Em sua religião, Daniel manifestava a mesma fidelidade incondicional. Ele desafiou o decreto de Dário e orava a DEUS ao invés de fazer petições ao rei. Foi lançado na cova dos leões e milagrosamente salvo (Dn 6). Ele nunca transigiu as suas convicções, nem hesitou em sua lealdade a DEUS. Viveu até o terceiro ano do reinado de Ciro (536 a.C), chegando, provavelmente, a 90 anos de idade e ainda bastante ativo. Ezequiel se referia a Daniel como um homem de grande sabedoria e piedade (Ez 28.3) e o colocava ao lado de pessoas tão dignas quanto Noé e Jó (Ez 14.14,20), homens de renomada virtude. JESUS se referiu a Daniel pelo menos uma vez (Mt 24.15).
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 519-520.
 
O primeiro sinal da dignidade de Daniel é visto quando ele se recusa discretamente a desistir de suas convicções. Daniel tinha aplicado a vontade de DEUS a sua vida e era contrário a mudar os bons hábitos que formara. Tanto o alimento físico quanto o espiritual eram uma parte importante de seu relacionamento com DEUS. Alimentava-se cuidadosamente e vivia em oração. Um dos benefícios de estar em treinamento para o serviço real era comer da mesa do próprio rei. Daniel escolheu com discernimento um cardápio mais simples e provou ter sido esta uma escolha saudável. Assim como Daniel, as horas das refeições são testes óbvios e regulares de nosso empenho em controlar os apetites. Enquanto controlava sua ingestão de alimentos, Daniel entregava-se à oração. Podia comunicar-se com DEUS porque fez disto um hábito. Ele colocou em prática suas convicções, mesmo quando isto significou ser lançado em uma cova de leões famintos. Sua vida provou que tinha feito a escolha certa.
Você mantém tão firmemente sua fé em DEUS que, não importa o que aconteça, fará o que DEUS lhe disser? Tal convicção o mantém um passo à frente da tentação e lhe dará sabedoria e estabilidade diante das mudanças. Em oração, viva as suas convicções no dia-a-dia e confie em DEUS quanto aos resultados.
Pontos fortes e êxitos:
• Apesar de jovem quando deportado, permaneceu leal à sua fé. • Serviu como conselheiro a dois reis babilônicos e dois reis medo-persas. • Era um homem de oração e um estadista com o dom da profecia. • Sobreviveu à cova dos leões.
Lições de vida:
• As convicções silenciosas freqüentemente ganham respeito em longo prazo. • Não espere chegar a uma situação difícil para aprender sobre oração. • DEUS pode usar as pessoas onde quer que estejam.
Informações essenciais:
• Local: Judá e as cortes da Babilônia e da Pérsia. • Ocupação: Um cativo de Israel que se tornou conselheiro de reis. • Contemporâneos: Hananias, Misael, Azarias, Nabucodonosor, Belsazar, Dario e Ciro.
Versículo-chave:
"Porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e ciência, e entendimento, interpretando sonhos, e explicando enigmas, e solvendo dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar; chame-se, pois, agora Daniel, e ele dará interpretação" (Dn 5.12).
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 1093.
 
2. A importância do livro.
O livro de Daniel é o desvendar de um mistério. E, se por um lado desvenda o mistério, por outro, o envolve em surpresa e admiração, deixando grande parte do mistério da revelação em aberto.
Daniel era um homem de extraordinária sabedoria e percepção. Vivendo no meio de grandes e repentinas mudanças mundiais, ele foi capaz de manter seu equilíbrio e sanidade, observando o que estava acontecendo com um olhar atento. Ele serviu a reis. Ele foi um valoroso conselheiro de governantes. Porém, mais importante de tudo, ele tinha um relacionamento íntimo com o DEUS dos céus. Ele estava com os seus pés firmemente plantados na terra, entre os acontecimentos terrenos. Mas, a sua cabeça ficava numa atmosfera mais clara; ele vivia diante da realidade de coisas eternas.
Algumas verdades tomam-se claras na mensagem de Daniel, revelando o plano de DEUS para a Terra e seus habitantes. Em primeiro lugar, poderes terrenos e circunstâncias são temporários. As tiranias mais poderosas ficam no poder durante um curto período. Em segundo lugar, DEUS faz com que a ira do homem acabe se transformando em louvor a Ele e faz com que todo o resto seja impedido. Tanto Nabucodonosor, o déspota enfurecido, quanto Ciro, o soberano sábio e cordial, testificaram dessa verdade. Em terceiro lugar, DEUS mantém as suas promessas para o seu povo; Ele não esquece. Em quarto lugar, DEUS tem seu próprio tempo para realizar a sua obra. Ele nunca se adianta nem se atrasa. Em quinto lugar, os reinos desse mundo são designados para dar lugar ao reino do nosso Senhor e do seu CRISTO. Em sexto lugar, embora DEUS tenha uma visão eterna e cósmica, Ele tem um interesse amoroso em relação aos afazeres mais insignificantes de um indivíduo.
O livro de Daniel foi um livro para Daniel e para o atribulado povo remanescente de DEUS dos seus dias, mas esse também é um livro para todas as gerações, designado para manter a história em perspectiva. O livro continua sendo relevante para os nossos dias. Certamente, estamos mais próximos do tempo da consumação do Reino de DEUS do que qualquer povo que viveu antes de nós. Em dias de profunda escuridão e conflitos cruciais, vamos extrair esperança e coragem da mensagem transmitida a Daniel.
Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 500.
 
O livro também mostraria que DEUS, embora juiz dos judeus, já que os deixou ir para o exílio, haveria de restaurá-los, por causa de sua misericórdia. Naturalmente, o arcabouço histórico poderia ter sido utilizado pelo autor como uma lição objetiva, destinada a um povo posterior, que estivesse enfrentando um conjunto inteiramente diverso de dificuldades.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3370.
 
PROPÓSITO
O exílio foi seguido por um período de expectativa e preparação para a vinda do Messias. Foi revelado que um período de setenta vezes sete tinha sido determinado por DEUS para a materialização da obra messiânica (Dn 9.24-27). O livro de Daniel, um produto do exílio, serve para mostrar que o próprio exílio não seria permanente. Pelo contrário, a própria nação que havia conquistado Israel desapareceria da cena da história para ser substituída por outra e, de fato, por três outros grandes impérios humanos. Enquanto esses impérios estivessem em existência, entretanto, o DEUS do céu erigiria outro reino que, diferentemente dos reinos humanos, seria ao mesmo tempo universal e eterno. O propósito de Daniel, por conseguinte, é ensinar a verdade que, embora o povo de DEUS esteja escravizado em uma nação pagã, o próprio DEUS é seu soberano e aquele que em última análise dispõe dos destinos, tanto dos indivíduos como das nações.
Essa verdade é ensinada por meio de um rico uso de símbolos e comparações, e o motivo dessa característica se encontra no fato que as revelações feitas a Daniel tiveram a forma de visão. O livro de Daniel, pois, pode assim ser chamado de obra apocalíptica, mas se eleva muito acima dos apocalipses pós-canônicos. A única obra que pode com justiça ser-lhe comparada é o livro neotestamentário do Apocalipse. Essencialmente, Daniel exibe as qualidades de um livro verdadeiramente profético e suas comparações são usadas tendo em vista um propósito didático.
DAVIDSON. F. Novo Comentário da Bíblia. pag. 2-3.
 
3. A autoria e as características do livro.
LIVRO DE DANIEL
Características Gerais
O livro de Daniel ocupa um lugar único no AT. Ele introduz predições maravilhosas sobre a vinda do Messias e do Reino de DEUS. Na Bíblia Sagrada (tanto em português quanto em inglês), ele se encontra entre os maiores profetas depois de Ezequiel; na Bíblia hebraica, ele se encontra entre os Escritos, a terceira divisão do cânon judeu. Na Bíblia hebraica, as passagens em hebraico de Daniel 1.1 -2.4a e 8.1-12.13 revelam o significativo papel de Israel nos desenvolvimentos internacionais; a passagem em aramaico de Daniel 2.40 - 7.28 indica a ordem de sucessão, o caráter e o destino das nações pagãs.
Esboço
I. A história de Daniel, capítulos 1-6
A. A juventude e a educação de Daniel, capítulo 1
B. A imagem do sonho de Nabucodonosor, capítulo 2
C. Fidelidade dos companheiros de Daniel, capítulo 3
D. A árvore do sonho de Nabucodonosor, capítulo 4
E. A festa de Belsazar, capítulo 5
F. Daniel na cova dos leões, capítulo 6
II. Visões de Daniel, capítulos 7-12
A. A Visão dos quatro animais, capítulo 7
B. Visão do carneiro e do bode, capítulo 8
C. A oração de Daniel; visão das 70 semanas, capítulo 9
D. A última visão de Daniel, capítulos 10-12
1.O anjo aparece para encorajar Daniel e predizer o futuro, capítulo 10
2. Pérsia e Grécia; lutas entre os ptolemaicos e os selêucidas; opressão sofrida sob Antíoco Epifânio, capítulo 11
3. A Era Messiânica e sua consumação, capítulo 12
Data e Autoria
Desde a antiguidade a tradição judaico-cristã tem declarado que Daniel escreveu esse livro durante o exílio no século 6 a.C. O fato de os homens da Grande Sinagoga terem escrito o livro de Daniel durante o período de Esdras e Neemias, de acordo com o Talmude, significa apenas que eles o copiaram. O livro pretende revelar uma historia séria e afirma que Daniel pronunciou as profecias ali contidas. JESUS referiu-se à "abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel" em Mateus 24.15. Até o momento, a opinião tradicional tem sido seriamente questionada. O livro provavelmente data do século VI. A descoberta do nome de Belsazar (q.v.) nas tábuas de argila da Babilônia, e a provável identificação feita por Whitcomb em relação a Dário, o medo (q.v.) com sendo Gubaru (em grego, Gobryas), foram muito longe para reivindicar a precisão histórica desse livro para o século VI. Supostos problemas linguísticos e exegéticos têm sido mais que adequadamente respondidos por estudiosos conservadores (SOTI, pp. 368ss.). Fragmentos de Qumran do livro de Daniel (150 a.C.) também estão exercendo forte pressão para localizar a data de sua autoria dentro de uma opinião conservadora.
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 520-522.
Autoria
Ao longo dos séculos, tanto entre os judeus quanto entre os cristãos, o livro tem sido tradicionalmente atribuído a Daniel. Em diversas seções importantes o texto é atribuído diretamente a Daniel. A primeira pessoa do singular: “Eu, Daniel”, é usada repetidas vezes. O capítulo 7 começa da seguinte forma: “teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça; escreveu logo o sonho e relatou a suma das coisas” (Dn 7.1).
Mas nos últimos cento e cinquenta anos a autoria do livro de Daniel tem se tornado um grande campo de batalha. Tornou-se um hábito atribuir o livro a um autor desconhecido que viveu na época de Antíoco Epifânio, 175-169 a.C. De acordo com essa posição supõe-se que o livro de Daniel é uma alegoria escrita parcialmente em códigos para encorajar e inspirar os judeus que estavam sofrendo debaixo da tirania e perseguições de Antíoco. As histórias do livro, portanto, não deveriam ser entendidas de forma literal, mas simbolicamente. O livro, portanto, deveria figurar na categoria de pseudoepígrafes (escritos posteriores que adotavam nomes de grandes homens do passado), devido a algumas semelhanças com essa categoria.
Para aqueles que entendem existir uma inspiração divina e, portanto, sobrenatural, não há motivo justificável para rejeitar a fé cristã tradicional acerca da integridade do livro de Daniel. Procurar possíveis motivos para uma outra autoria do livro que leva o seu nome é injustificável. Se levarmos em conta todos os questionamentos que foram levantados contra a sua autoria, concluímos que é necessário mais do que credulidade. É necessário fé. Essa fé busca aquietar-se e ouvir o que DEUS tem a nos dizer em nossos dias acerca do firme propósito que Ele estabeleceu para o presente e nas eras futuras.
Daniel não está sozinho e indefeso na Bíblia. Sem dúvida, a referência mais impressionante e de maior autoridade é sobre Daniel 9.27. JESUS faz referência a esse texto na sua mensagem apocalíptica: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel...” (Mt 24.15; também cf. Mc 13.14). JESUS parece claramente dar o seu endosso para a legitimidade de Daniel como profeta e para a veracidade da sua mensagem.
Referências relacionadas por dedução à profecia de Daniel são também bastante numerosas nos ensinamentos de JESUS, particularmente em seu uso da expressão “Filho do homem”. Em Mateus 24.30, lemos: “verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. Essas palavras parecem ecoar o que lemos em Daniel 7.13-14: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem [...] E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino” (cf. Mt 16.27-28).
Quando Paulo escreve sobre o “homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama DEUS ou se adora” (2 Ts 2.3-4), ele está se referindo claramente a Daniel 11.36: “e se levantará, e se engrandecerá sobre todo DEUS; e contra o DEUS dos deuses falará coisas incríveis”.
Referências de Daniel refletidas no livro de Apocalipse são suficientemente numerosas para justificar a inferência de que a autoridade desse livro do Novo Testamento sustenta a integridade do seu correlato do Antigo Testamento.
É interessante notar que os integrantes da comunidade de Qumrã, que produziram os manuscritos bíblicos mais antigos conhecidos atualmente, tinham um interesse especial pelo livro de Daniel. Com base nos fragmentos recuperados das suas cavernas fica claro que possuíam inúmeras cópias desse livro. Devido aos tempos turbulentos em que viviam, logo após o reinado de Antíoco até a destruição de Jerusalém em 71 d.C., eles tinham um profundo interesse na esperança apocalíptica.
Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 498-499.
 
Características Gerais
Este livro aparece na terceira seção do cânon hebraico, chamada ketubim. Nas Bíblias em línguas vernáculas, trata-se de uma das quatro grandes composições proféticas escritas, de acordo com o cânon alexandrino. Na moderna erudição, diferem as opiniões a seu respeito. Alguns estudiosos pensam que se trata apenas de um dos melhores escritos pseudepígrafos, uma pseudoprofecia romântica, escrita essencialmente como narrativa, e não um livro profético. Mas outros respeitam altamente o livro como profecia, baseando sobre este livro várias doutrinas sérias a respeito dos últimos dias, ainda futuros. Seja como for, é verdade que o Novo Testamento incorpora grande parte da visão profética deste livro no Apocalipse, envolvendo temas como a grande tribulação, o anticristo, a segunda vinda de CRISTO, a ressurreição e o julgamento final. As indicações cronológicas do livro de Daniel são adotadas diretamente pelo Apocalipse.
O livro foi escrito em hebraico, mas com uma extensa seção em aramaico, ou seja, Daniel 2.4b - 7.28. Os eruditos liberais pensam que essa porção é um tanto mais antiga, tendo sido adaptada às pressas para seu uso, em uma revisão palestina. Temos a introdução do livro escrita em hebraico (Dan 1.1-2.4a), com visões adicionais (caps. 8 em diante), a respeito de coisas que ocorreram durante a crise sob o governo de Antíoco IV Epifânio (175-163 a.C.). Reveste-se de especial importância o material do décimo capitulo, que apresenta uma personagem “à semelhança dos filhos dos homens” (Dan. 10.16), que os estudiosos cristãos pensam tratar-se de uma alusão ao Messias. O livro também encerra a doutrina da ressurreição dos mortos (Dan. 12.2,3) e uma angelologia típica do judaísmo posterior. Daniel é o único livro judaico de natureza apocalíptica que foi finalmente aceito no cânon palestino, ao passo que vários livros dessa natureza vieram a tornar-se parte do cânon alexandrino.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3367.
 
Autor - A autoria e data de Daniel têm sido objeto de muita polêmica entre os estudiosos do texto bíblico. Informações do próprio livro indicam Daniel como o seu autor (9.2; 10.2) e sugerem que o texto foi escrito pouco tempo após a vitória de Ciro sobre a Babilônia, em 539 a.C. Além disso. JESUS menciona a predição do "abominável da desolação" encontrada neste livro como tendo sido proferida pelo "profeta Daniel" (Mt 24.15).
Características e Temas - o Livro de Daniel contém dois tipos distintos de texto. Seis narrativas históricas estão registradas nos caps. 1-6, e quatro visões, nos caps. 7-12. As visões são quase exclusivamente predições. O elemento comum subjacente a estes textos é a ênfase na forma pela qual a soberania absoluta de DEUS opera na vida de todas as nações (2.47; 3.17-18; 4.28-37; 5.18-31; 6.25-28). Jerusalém pode ser destruída e ter seu templo reduzido a ruínas, o povo de DEUS pode ser exilado, e os maus governantes podem parecer triunfantes, mas DEUS permanece supremo. DEUS é maior que todas as circunstâncias, e o seu povo deve ser-lhe fiel em qualquer situação que se encontre. A descrição dessa verdade é o princípio orientador de Dn 1-6.
De acordo com a sua soberana vontade, DEUS intervirá nos reinos deste mundo e estabelecerá um Reino universal que permanecerá para sempre.
Uma das principais razões para a redação do Livro de Daniel foi a de preparar o povo de DEUS para os tempos de Antíoco Epifânio e encorajá-los durante esse período de perseguição. Ao mesmo tempo, o livro se volta para o período subsequente a Antíoco Epifânio, para a vinda de CRISTO. É CRISTO quem destruirá todos os reinos dos homens e instituirá o seu reino eterno de justiça e paz.
Além desses temas abrangentes de Daniel, alguns conceitos-chave são relevantes para o estudo do livro. Um deles é o "tempo de angústia" ( 12.1), geralmente denominado a "grande tribulação", que precederá o segundo advento de CRISTO (Mt 24.21; Lc 21.23; Ap 2.22; 7.14). Mateus relaciona essa grande tribulação com o "abominável da desolação" (Mt 24.15) predito por Daniel (cf. Dn 9 27; 12.11) e cumprido pelo anticristo (o "homem da iniquidade" em 2Ts 2.3-4).
O "anticristo" pode também ser incluído na teologia de Daniel (Dn 7.8,20-22,24-27; 11.36-45). Essa palavra só aparece nas epístolas de João (1Jo 2.18,22; 4.3; 2Jo 7), porém referências a uma pessoa de ódio satânico que surgirá no fim dos tempos da história humana, antes da segunda vinda de CRISTO, são encontradas em ambos os testamentos. O anticristo estabelece a "abominação desoladora" (Dn 11.31; Mt 24.15), exalta a si mesmo como um DEUS (Dn 11.36-39; 2Ts 2.3-4) e é finalmente destruído por CRISTO em sua volta (Dn 11.45; 2Ts 2.8 [cf. Is 11.4]; Ap 19.20).
A ideia do milênio também ocorre nas elaborações de Daniel.
O termo "milênio" é derivado da palavra latina que significa "mil" e designa o período de mil anos descrito em Ap 20. O caráter desses mil anos é compreendido como acreditam os pré-milenistas que creem que o milênio é um reino mundial de paz e justiça sobre a terra, que será estabelecido após a segunda vinda de CRISTO (Is 2.1-5; 11.1-10).
Bíblia de Estudo de Genebra. Editoras Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 982-983.
ELABORADO: Pb Alessandro Silva (http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/) com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique.
 
Questionário da Lição 1 - Daniel, Nosso Contemporâneo
Responda conforme a revista da CPAD do 4º Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos
TEMA: A INTEGRIDADE MORAL E ESPIRITUAL - O LEGADO DO LIVRO DE DANIEL PARA A IGREJA HOJE. Comentário: Pr. Elienai Cabral
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Quando, pois, virdes que a _______________________ da desolação, de que falou o profeta  _______________________, está no lugar  _______________________ (quem lê que entenda)" (Mt 24.15).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
 _______________________ é um exemplo de perseverança na  _______________________ a DEUS e de integridade moral, estimulando-nos a confiar no  _______________________ divino.
 
I- A HISTÓRIA POR TRÁS DO LIVRO DE DANIEL
3- Qual a formação histórica de Israel?
(     ) A história do povo judeu começa com Adão e Eva.
(     ) A história do povo judeu começa com Abraão e Sara.
(     ) Eles tiveram um filho chamado Isaque, o filho da promessa de DEUS.
(     ) Isaque, por sua vez, gerou dois filhos, Esaú e Jacó. Do segundo filho, Jacó, surgiu um clã de 12 filhos. O clã cresceu e multiplicou-se e, posteriormente mudou-se para o Egito.
(     ) Ali a família de Jacó aumentou em número, tornando-se um povo altamente abundante em terra estrangeira. A partir de então, formou-se Israel, a futura nação projetada por DEUS.
(     ) Mas com o passar do tempo a família judaica perdeu as benesses que desfrutava nos anos do rei egípcio que respeitava a liderança e a história de José no Egito.
(     ) Entretanto, através de uma intervenção divina, e sob a liderança de Moisés, os israelitas saíram do Egito e peregrinaram pelo deserto até a terra de Canaã por quarenta anos.
(     ) A partir da libertação egípcia, Israel viveu sob a égide de um governo teocrático, isto é, governado diretamente por DEUS e através de homens chamados por Ele para esta função.
 
4- Como era o governo teocrático de Israel?
(     ) Moisés morreu e o seu substituto foi Josué.
(     ) Sob o seu comando, Israel conquistou a terra de Canaã e instituiu um governo em que a autoridade governamental vinha de DEUS - a teocracia.
(     ) Esse período perdurou aproximadamente trezentos anos, incluindo o período dos juízes.
(     ) Esse período perdurou aproximadamente quatrocentos anos, incluindo o período dos juízes.
(     ) Foi um tempo difícil porque Israel afastou-se da direção divina e "cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos".
 
5- Como foi o governo monárquico de Israel?
(     ) O reino de Israel esteve sob a liderança de Saul, Davi e Salomão por cento e vinte anos.
(     ) O rei Salomão morreu em 831 a.C. marcando assim a decadência política, moral e religiosa da teocracia.
(     ) O rei Salomão morreu em 931 a.C. marcando assim a decadência política, moral e religiosa da monarquia.
(     ) Roboão, o seu filho, assumiu o reino, mas acabou dividindo-o em dois: o do Norte e o do Sul. O reino do Norte constituía-se de dez tribos. O do Sul, de apenas duas tribos, Judá e Benjamim.
(     ) No ano de 722 a.C. o Império Assírio dominou o reino do Norte e subjugou o seu rei, os príncipes e todo o povo.
(     ) O reino do Sul teve momentos de glória, mas igualmente de calamidades.
(     ) Constituído por alguns reis piedosos e outros ímpios, acabou por ser invadido pelo Império da Babilônia.
(     ) Entre os anos 606 a.C. e 587 a.C., Nabucodonosor levou em cativeiro os nobres de Jerusalém: príncipes, intelectuais e homens de guerra, etc., deixando em Judá apenas os pobres e os deficientes.
(     ) Toda esta história propiciou a intervenção divina na vida de Israel para preservação do projeto original de DEUS.
 
II- OS FATOS QUE PROPICIARAM O EXÍLIO NA BABILÔNIA 
6- Qual o contexto político do reino de Judá?
(     ) Em 506 a.C. Nabucodonosor invadiu Jerusalém e Samaria, além da nobreza, tomou da cidade todos os utensílios do Templo: ouro, prata e pedras preciosas.
(     ) Em 606 a.C. Nabucodonosor invadiu Jerusalém e, além da nobreza, tomou da cidade todos os utensílios do Templo: ouro, prata e pedras preciosas.
(     ) Jeoaquim, rei de Judá, não resistiu e tornou-se tributário da Babilônia, perdendo o domínio do seu reino e também a confiança dos seus valentes. Entre os cativos expatriados para Babilônia estava o profeta Ezequiel.
(     ) O exército de Nabucodonosor destruiu o Templo, saqueou Jerusalém e arrasou política, moral e espiritualmente o reino de Judá. Babilônia se impôs como império por mais de quatro décadas.
Israel foi humilhado, passando de nação próspera à tributária da Babilônia!
 
7- Como foi Israel no exílio babilônico?
(     ) Quando uma liderança perde a intimidade com DEUS e, por consequência, a credibilidade entre os homens, como aconteceu com os últimos reis de Israel e de Judá, a tragédia espiritual e moral é inevitável.
(     ) O cativeiro de 100 anos na Babilônia, profetizado por Jeremias, foi cabalmente cumprido. Por outro lado, DEUS nos ensina a conhecer os seus desígnios.
(     ) O cativeiro de 70 anos na Babilônia, profetizado por Jeremias, foi cabalmente cumprido. Por outro lado, DEUS nos ensina a conhecer os seus desígnios.
(     ) Foi no exílio babilônico que Israel aprendeu a conhecer a DEUS e não aceitar outro DEUS em seu lugar.
(     ) O cativeiro propiciou a volta do povo de DEUS à comunhão com o Altíssimo.
(     ) A partir desse panorama histórico compreenderemos o livro do profeta Daniel.
(     ) Para isto, precisamos igualmente conhecer os aspectos gerais e a importância do livro e da pessoa do chamado “profeta do cativeiro”.
 
III- DANIEL, O AUTOR E O LIVRO
8- Quem era o homem Daniel?
(     ) Há pouca informação histórica sobre a família de Daniel, senão a de que ele era da linhagem real de Israel.
(     ) Levado para a Babilônia ainda muito jovem, Daniel destacava-se como um judeu inteligente e bem instruído.
(     ) Ele possuía firmes convicções no DEUS de Israel e era contemporâneo de dois importantes profetas da nação israelita: Jeremias e Ezequiel.
(     ) Certamente esses profetas deixaram seus exemplos como legados para a vida do jovem Daniel. Em 597 a.C., Ezequiel havia sido levado para a Babilônia.
(     ) Certamente esses profetas deixaram seus exemplos como legados para a vida do jovem Daniel. Em 697 a.C., Ezequiel havia sido levado para a Babilônia.
(     ) Ali esse experiente profeta chega a citá-lo em seu livro, descrevendo Daniel como um homem de sabedoria e de justiça.
 
9- Qual a importância do livro do profeta Daniel?
(     ) O livro de Daniel possui três conteúdos: o histórico, o profético e o apocalíptico.
(     ) O livro de Daniel possui dois conteúdos: o histórico e o profético.
(     ) No plano geral da revelação divina, o livro de Daniel ocupa um lugar de suma importância.
(     ) Do capítulo 1 ao 6 o conteúdo é histórico, e do 7 ao 12, profético.
(     ) O conteúdo histórico do livro contém experiências que revelam a soberania e o cuidado de DEUS para com aqueles que lhe são fiéis.
(     ) Já o conteúdo profético traz predições escatológicas, em sua maioria, ainda não cumpridas.
(     ) Por este último conteúdo cremos na "contemporaneidade" de Daniel.
 
10- Qual a autoria e as características do livro do profeta Daniel?
(     ) Indiscutivelmente, foi o próprio Daniel quem escreveu o livro entre os anos 706 e 436 a.C. .
(     ) Indiscutivelmente, foi o próprio Daniel quem escreveu o livro entre os anos 606 e 536 a.C. .
(     ) Ele iniciou sua obra escrevendo na Babilônia e, posteriormente, encerrou-a no palácio de Susã (Dn 8.2).
(     ) O livro contém doze capítulos, majoritariamente escrito em hebraico, excetuando a seção 2.4 até 7.28, que foi escrita em dialeto aramaico.
(     ) Além de histórico, o livro de Daniel contém revelações proféticas cumpridas e outras que ainda vão se cumprir no futuro.
(     ) São revelações concernentes ao povo de Israel e aos gentios.
(     ) DEUS revelou a Daniel o futuro das nações através da linguagem alegórica.
(     ) Portanto, pode-se classificar o livro de Daniel como gênero apocalíptico porque desvenda o futuro do mundo trazendo esperança para o povo de DEUS, pois ali, Israel é o ponto convergente dos fatos futuros.
 
CONCLUSÃO
11- Complete:
O livro de Daniel nos mostra o  _______________________ de um homem que se dispõe a servir a DEUS, mantendo a sua  _______________________ moral e espiritual sem fazer concessões ao sistema  _______________________ e opressor da Babilônia. Aprendemos igualmente que a história humana não é casual, mas  _______________________ pelo DEUS soberano, que faz todas as coisas contribuírem para o bem daqueles que  _______________________ ao Senhor.
 
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Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.gospelbook.net
www.portalebd.org.br/
http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/ - Pb Alessandro Silva


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