sábado, 7 de abril de 2018

Escrita - Lição 2 - Ética Cristã e Ideologia de Gênero, 2Tr18, Pr. Henrique

Lição 2 - Ética Cristã e Ideologia de Gênero
2º Trimestre de 2018 - Título: Valores Cristãos - Enfrentando As Questões Morais de Nosso Tempo
Comentarista: Pr. Douglas Baptista, Lider da Assembleias de DEUS Missão em Brasilia - DF
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454.
https://www.slideshare.net/henriqueebdnatv/slides-da-lio-2-tica-crist-e-ideologia-de-gnero-2tr18-pr-henrique-ebd-na-tv 
SLIDES
 
 
TEXTO ÁUREO
“E criou DEUS o homem à sua imagem; à imagem de DEUS o criou; macho e fêmea os criou.” (Gn 1.27)
 
 
VERDADE PRÁTICA
A doutrina da criação do ser humano revelada nas Escrituras Sagradas, em que a distinção dos sexos é o padrão, não pode ser relativizada.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Sl 1.1,2 Os cristãos não andam segundo o mundo
Terça – Rm 15.4 As Escrituras servem ao nosso aprendizado 
Quarta – 2 Tm 3.16,17 A Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para a boa conduta
Quinta – Sl 100.5 A verdade do Senhor é imutável e dura de geração a geração
Sexta – 1 Pe 1.15 Os seguidores de CRISTO foram chamados para ser santos em toda a esfera da vida
Sábado – Ap 1.3 Bem-aventurados os que leem, escutam e guardam a Palavra de DEUS
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Isaías 5.18-24
18 - Ai dos que puxam pela iniquidade com cordas de vaidade e pelo pecado, como se fosse com cordas de carros! 19 - E dizem: Apresse-se e acabe a sua obra, para que a vejamos; e aproxime-se e venha o conselho do SANTO de Israel, para que o conheçamos. 20 - Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!
21 - Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes diante de si mesmos! 22 - Ai dos que são poderosos para beber vinho e homens forçosos para misturar bebida forte! 23 - Ai dos que justificam o ímpio por presentes e ao justo negam justiça! 24 - Pelo que, como a língua de fogo consome a estopa, e a palha se desfaz pela chama, assim será a sua raiz, como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do SANTO de Israel.
 
OBJETIVO GERAL - Justificar a gravidade da Ideologia de Gênero na educação.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Explicar Ideologia de Gênero;
Arrazoar a respeito das consequências da Ideologia de Gênero;
Mostrar o ideal divino quanto aos sexos.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Muitos em nome da diversidade ou do direito à opinião solapam a ideia de verdade objetiva das coisas. A estratégia é dar ênfase a um fato que não se pode negar, mas ignorar a obviedade de tantos outros. Por exemplo, quem pode negar a diversidade cultural? Quem pode negar o direito à opinião? Entretanto, também é verdade que existem culturas que degradam o ser humano, bem como opiniões que são desqualificadas e completamente absurdas. Outrossim, a história mostra que pessoas que pautaram-se pela Palavra de DEUS tiveram valores éticos-espirituais muito claros.
 
PONTO CENTRAL - Apesar do “espírito” relativista de nosso tempo, a Palavra de DEUS não muda.
 
Resumo da Lição 2 - Ética Cristã e Ideologia de Gênero
I – A IDEOLOGIA DE GÊNERO
1. Definição de Ideologia.
2. Ideologia de Gênero.
3. Marxismo e Feminismo como fonte dessa ideologia.
II – CONSEQUÊNCIAS DA IDEOLOGIA DE GÊNERO
1. Troca de papéis entre homens e mulheres.
2. Confusão de identidade para o ser humano.
3. Desvalorização do casamento e da família.
III – O IDEAL DIVINO QUANTO AOS SEXOS
1. Criação de dois sexos.
2. Casamento monogâmico e heterossexual.
3. Educação dos filhos com distinção dos sexos.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - Criada a partir do Marxismo e do Feminismo, a Ideologia de Gênero relativiza os conceitos de masculino e feminino.
SÍNTESE DO TÓPICO II - A ideologia de gênero propaga distorções da personalidade e dos traços psicológicos do ser humano.
SÍNTESE DO TÓPICO III - DEUS criou os dois sexos dentro de uma instituição monogâmica e heterossexual (casamento). Logo, devemos educar nossos filhos no ideal da distinção dos sexos.
 
PARA REFLETIR - A respeito do tema “Ética Cristã e Ideologia de Gênero”, responda:
O que significa ideologia? Ideologia significa qualquer conjunto de ideias que se propõe a orientar o comportamento, a maneira de pensar e de agir das pessoas, seja individual ou socialmente.
O que os ideólogos afirmam sobre os gêneros masculino e feminino? Os ideólogos afirmam que os gêneros — masculino e feminino — são construções histórico-culturais impostas pela sociedade.
Cite as três consequências da ideologia de gênero. Troca de papéis entre homens e mulheres; confusão de identidade para o ser humano; desvalorização do casamento e da família.
Destaque quais elementos constituem o ideal divino quanto aos sexos. Criação dos dois sexos; casamento monogâmico e heterossexual; Educação dos filhos com distinção dos sexos.
O que pretende a ideologia de gênero? A Ideologia de Gênero pretende relativizar a verdade bíblica e impor ao cidadão o que deve ser considerado ideal.
 
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 74, p. 37.
 
SUGESTÃO DE LEITURA - O Peregrino, Sermão do Monte, Vidas Cruzadas
 
Resumo Rapido da Lição 2 - Ética Cristã e Ideologia de Gênero
 
Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores
Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Sl 1.1-2

Na leitura diária dessa segunda feira, estudaremos os dois primeiros versos do salmos 1. Vemos nesse texto a diferença entre dois tipos de pessoas que são bem conhecidos por nós. 

1.° OS JUSTOS- nesse salmos eles são chamados de bem aventurados - ou felizes -, e conhecidos porque amam ao seu SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Como conhecem o seu Senhor evitam, na sua caminhada de fé, a se aconselhar com ímpios(Pv 12.5), não se assentam em roda de conversas com estes, para evitar que zombem ou escarneçam de seu Senhor 1 Co 15.33, e não param ou se detém no caminho desses pecadores, para não cairem na prática do pecado. 1 Co 6.9. 
DEUS se agrada dos justos e tem galardão para aquele que permanecer fiel até o fim Ap 22.12.

2.° OS ÍMPIOS - Estes, não tem respeito por DEUS nem pelo bem. Ele faz o mal ao seu próximo sem sentir remorsos e rejeita a moralidade. Esse grupo de pessoas são, as que devem ser evitadas pelos justos, pois não há como conviver com a impiedade e pessoas imorais e permanecer recebendo o favor do seu Senhor, e continuar sendo bem aventurado. Nessa caminhada, o ímpio já tem um fim previsto Sl 145.20, todos serão conhecidos e todas suas ações e palavras contra o Senhor, serão conhecidas e punidas. Jd 1.15.
Esses dois versos iniciará os estudos da semana sobre a nossa próxima aula: Ética Cristã e Ideologia de Gênero. De um lado os JUSTOS, vivendo a lei e ética cristã, de outro os ÍMPIOS, contrariando as verdades bíblicas desde à criação do mundo. Gn 1.27.
 

IDEOLOGIA - Conceituando o tema :
Vejamos 3 significados:
conjunto de ideias que se propõem a orientar o comportamento, a maneira de pensar e de agir das pessoas, seja individual ou seja socialmente. 

- conjunto de ideias, crenças e doutrinas, próprias de uma sociedade, de uma época ou de uma classe, e que são produto de uma situação histórica e das aspirações dos grupos que as apresentam como imperativos da razão;

- sistema organizado e fechado de ideias que serve de base a uma luta política;

IDEOLOGIA DE GÊNERO

- É UMA IDEOLOGIA, CONHECIDA COM AUSÊNCIA DE SEXO, OU SEJA, SEGUNDO ESSES PENSADORES, O SEXO QUE A CRIANÇA NASCE (MENINO OU MENINA), NÃO DEFINE SUA SEXUALIDADE. ELES FALAM QUE A CRIANÇA TEM QUE TER EXPERIÊNCIAS SEXUAIS DIFERENTES E MAIS TARDE, SE DEFINIR HOMEM E MULHER. 

-NAO É UMA CIÊNCIA ; 

- E UM PRODUTO DE MANOBRA IDEOLÓGICA E SOCIOLÓGICA DE UM GRUPO DE PESSOAS QUE SE BASEIAM EM IDÉIAS MARXISTAS;

- PEDIATRAS CONDENAM TAL IDEOLOGIA;

-EDUCADORES COMPROMETIDOS COM SEUS ALUNOS, CONDENAM TAL IDEOLOGIA; 

- O ECA ( ESTATUTO DA CRIANÇA E ADOLESCENTES), NO ARTIGO 17, DIZ: 
O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais

E NO ARTIGO 79 DIZ:
As revistas e publicações destinadas ao público infanto-juvenil não poderão conter ilustrações, fotografias, legendas, crônicas ou anúncios de bebidas alcoólicas, tabaco, armas e munições, e deverão respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família

-PELA LEI CONTIDA NO ECA: Usar livros didáticos, literatura suplementar ou cartilhas financiadas e produzidas por ministérios e secretarias estaduais e municipais contendo ideologia de gênero é um desrespeito aos valores morais e éticos da pessoa e da família

- AS FAMÍLIAS PODEM USAR O ECA, CONTRA QUALQUER IDEOLOGIA QUE FERE O SEU DIREITO DE EDUCAR SEU FILHO, DE ACORDO COM SEUS PRINCÍPIOS, VALORES, IDÉIAS E CRENÇAS;

-E NÓS, PROFESSORES DA EBD, PAIS COMPROMISSADOS, LIDERES, PASTORES, TEMOS A NOSSA LEI ÉTICA QUE NOS DIZ: 
-Gn 1.27 - DEUS nos criou homem ou mulher;
-Pv 22.6 - a família é quem instrui valores éticos e crenças , às crianças. A escola, o estado oferece o ensino sistematizado;
Leitura diária: A escritura é divinamente inspirada e proveitosa para a boa conduta.
Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de DEUS seja perfeito perfeitamente instruído para toda boa obra 2Tm 3.16.17

Vimos na aula anterior que a ÉTICA CRISTÃ tem o objetivo de mostrar a conduta ideal para o bom comportamento cristão e que este fundamento moral, encontramos nas escrituras sagradas. 
A bíblia é nosso manual de fé, nela conhecemos nosso DEUS e sua vontade para nossas vidas. Já provamos a boa palavra de DEUS e sabemos seus maravilhosos benefícios. 
A palavra ilumina nosso caminho Sl 119.105;
A palavra vivifica o homem, Sl 119.107;
A palavra firma os passos do homem, e impede a iniquidade, Sl 119.133.

Vivemos tempos difíceis e as artimanhas do diabo para acabar com a família tem um exército muito grande de adeptos que, criam suas teorias, ideologias e encontram meios de disseminá-las, diante de nossos olhos, para os grupos mais frágeis de nossa igreja: crianças, adolescentes e jovens, ou seja, nossos filhos. Aqueles, a quem a palavra chama de Herança do Senhor. Sl 127.3. Oremos por eles Para que não se contaminem por ideologias terríveis que tem por meta, destruir a família. 
A nossa instrução, a instrução para nossos filhos, acerca das crenças, moral e bons costumes, devem vir da palavra de DEUS. 
Porque a palavra de DEUS é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração Hb 4.12

Escrito pela Profa.: Cristina Mello
 
Leitura diária: A verdade do Senhor é imutável e dura de geração a geração. 

Porque o Senhor é bom, e eterna, a sua misericórdia; e a sua verdade estende-se de geração a geração.
Sl 100.5

Estamos estudando nesse trimestre, na EBD, os Valores Cristãos. E nossa próxima aula terá como tema: Ética Cristã e Ideologia de Gênero
No texto bíblico de hoje, no salmos 100, o autor nos convida a ver o grandioso amor de DEUS pela humanidade e a sua bondade para conosco, porque o Senhor é bom! E como um DEUS bom, Ele é tambem misericordioso.
Em Gn 1.26, ao criar o homem, diz que ele foi feito à Sua Imagem e Semelhança, E DEUS é bom...então, o homem é bom! 
E ainda no verso 5, do salmos 100, o autor diz que a sua verdade estende-se de geração à geração, ou seja, o que está registrado na palavra, a verdade sobre o Pai, é imutável e não tem prazo de validade, dura de geração a geração. DEUS não mudou, ELE é o mesmo ontem, hoje e será eternamente! 
Então o homem cresceu, tornou-se muito inteligente, criou teorias e ideologias, e quer mudar a ordem natural da criação. A criatura querendo ser igual ou superior ao Criador. Sabemos qual o fim disso. Ap 20.11-15.📖
Vejamos 3 verdades imutáveis registrada na bíblia : 
1. Gn 1.27-28 - DEUS criou macho e fêmea; 
2. Gn 2.24 - formou a primeira família; 
3. Gn 1.28 - DEUS os orienta a se multiplicarem, ou seja, homem e mulher devem ter filhos;
Essa é a verdade! Foi dessa maneira que DEUS fez! O que o homem 'inventar' além dessa verdade imutável, é uma forma de corrupção, formado no coração do tolo Pv.24.9.
O Salmos 100.4, enaltece o Criador e convida a criatura a reconhecer Seu Poderio e apresentar-se a ELE com louvor, porque isso lhe agrada.
Glorificado seja DEUS! 
Prof.a Cristina Mello

Os dicionários definem verdade como realidade, exatidão, representação fiel de alguma coisa, etc. Porém, a verdade a que se refere o (Sl 100.5), é a verdade do Senhor, e significa o que DEUS é e está de acordo com Seu caráter. Quando JESUS quis confirmar Sua promessa de voltar para levar seus discípulos para viver eternamente com Ele, afirmou: “Eu sou (...) a VERDADE ...”. Tiago diz: “Segundo a sua vontade, Ele nos gerou pela palavra da VERDADE, para que fôssemos como primícias das suas criaturas” (Tg 1. 18). Para o relativismo, não há verdade absoluta mas, a verdade do Senhor além de absoluta, é imutável e dura de geração a geração.
 
Enquanto a ideologia de gênero procura destruir a presença de DEUS na família, JESUS restaura as família retirando a doenças e todo impedimento a convivência em santidade e temor a DEUS.
Na verdade a ideologia de gênero não dá sustento nem aos homossexuais e nem às feministas, embora esses dois grupos se sintam fortalecidos por esta ideologia.
Para conseguirem adeptos incluíram em seus ideias a causa dos homossexuais e das feministas.
Porém, como vemos, países comunistas não apoiam esses movimentos.
Se a ideologia de gênero foi criada com vistas ao partido comunista colocar todos debaixo de uma mesma ordem, então tais grupos estão apoiando quem não os apóia, por engano.
Assim confirmam a palavra de DEUS que diz: enganando e sendo enganados.
 
[07:36, 6/4/2018] +55 99 9152-0454: Leitura diária: Os seguidores foram chamados para serem santos em toda a esfera da vida.📖
💡 Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver 1Pe 1.15

📝Na leitura diária dessa sexta feira, vamos meditar nesse versículo maravilhoso o qual Pedro deixa registrado em sua primeira carta. Carta escrita aos 'estrangeiros dispersos', e Pedro como aquele a quem tinha sido chamado pelo próprio CRISTO Jo 21.15-17, está a apascentar as ovelhas. 
📝No versículo em questão ele exorta aquele povo à santidade. Vejamos o significado de santo: separado dos costumes mundanos e de tudo aquilo que vai contra a vontade de DEUS, ou seja, temos um referencial a seguir, o nosso DEUS É SANTO, e requer de nós esse mesmo padrão. 
A vida separada de costumes mundanos, é ordem divina desde a antiguidade Lv 20.26, e para nossos dias atuais Cl 3.12.
Vejamos o que diz Warren W. Wiersbe sobre a santidade na vida do crente: "A ordem para que sejamos santos não se refere à perfeição sem pecado, pois essa condição e impossível de ser atingida nessa vida 1Jo 1.8-10. Significa ser separado para DEUS"

Ser separado ... ser santo significa vivermos a ética cristã, nossa regra de fé, que nos ensina a afastar do mal. Lv 18.22, 1 Co 6.9; Rm 1.26-27; Jd v.6,8. Significa que devemos repudiar toda prática pecaminosa que a palavra chama de abominação, inclusive o ideologia de gênero. 
Mas não esqueçamos!!
Somos seguidores de CRISTO, devemos amar o pecador e levar a preciosa semente a estes, sem distinção, mostrando a eles O CRISTO que cura, liberta e dá vida eterna a quem permanece fiel.📝
Prof.a Cristina Mello
 
Quem Ensinou a Adão a ser homem e Eva a ser Mulher?
Havia alguma sociedade opressora?
Havia alguma influência de pai, ou de mâe, ou de avós, 
ou de professores, ou de religiosos?
A Ideologia de Gênero não considera 
esses pontos importantes.
Até nas vestes DEUS separou homem e mulher - Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher; porque, qualquer que faz isto, abominação é ao Senhor teu DEUS. Deuteronômio 22:5
 
IDEOLOGIA DE GÊNERO E O BANHEIRO PÚBLICO

Outra consequência já presente na sociedade é o direito do uso do banheiro de acordo com a identidade de gênero e orientação sexual. Apenas para citar um caso , o Estado de São Paulo, aprovou em 05 de novembro de 2001, a Lei N° 10.948 de autoria do deputado Renato Simões (PT), que autoriza o uso indiscriminado dos banheiros públicos por parte de homossexuais, bissexuais ou transgêneros. A citada Lei cria constrangimento, sacrifica a segurança e a privacidade de pessoas heterossexuais em nome do "politicamente correto" . Amparado na legislação em vigor, um homem ao alegar conflito de gênero, pode entrar no banheiro feminino e despir-se diante das mulheres sem que esse ato seja considerado um crime sexual.

A IDEOLOGIA E PERIGO EM RELATIVIZAR A VERDADE.

Na época do profeta Isaías, a ordem social, o estado moral, ético e espiritual do povo de Judá era lamentável. O mal era caracterizado pela inversão dos valores . O profeta fora enviado a uma nação que se recusava ouvir a palavra de DEUS ( Is 1.2-6, 10-17, 6.9-13). Neste cenário de podridão moral e espiritual, DEUS levantou um atalaia para profetizar contra a nação. Dentre as reprimendas , o profeta vaticinou " seis ais" que confrontavam o comportamento inadequado daquele povo.
O primeiro "aí" era contra o materialismo desenfreado e o enriquecimento ilícito ( Is 5.8-10). O segundo "aí" condenava a bebedeira e a embriaguez que conduzia a ociosidade ( Is 5.11-12). O terceiro "aí" repreendia os que zombavam da verdade é duvidavam do juízo divino apostando no ceticismo ( Is 5. 18-19). O quarto "aí" era um alerta acerca da perversão dos valores. Tratava-se de uma dura advertência acerca do extremo perigo do relativismo cultural ( Is 5.20) . O quinto aí era uma condenação aos presunçosos que se julgavam sábios e únicos donos da verdade ( Is 5.21). E o sexto e último "aí" repreendia a corrupção, o suborno e a perversão do direito ( Is 5.22-23). Essas atitudes reprováveis e imorais causaram a derrocada da nação ( Is 5. 24-25).

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em nosso tempo não é diferente, a sociedade está em estágio de putrefação moral e ética, pois a verdade vem sendo modificada por intensa manipulação do pensamento. Homens inescrupulosos afrontam a verdade de DEUS e a sua palavra promovendo ideologias contrárias a revelação divina. O relativismo cultural aliado à Ideologia secularista impõe ao cidadão aquilo que deve ser considerado como ideal . Acuada a sociedade temerosa do "patrulhamento ideológico" não esboça reação é o mal vem sendo aceito e tolerado.
A igreja não pode fechar os olhos para a inversão dos valores.
Mercê de tais fatos, os cristãos precisam esboçar reação é " batalhar pela fé que uma vez foi dado aos santos" (Jd 1.13).
Pr. Douglas Roberto de Almeida Baptista.
 
Resumo Rápido do Pr. Henrique da Lição 2 - Ética Cristã e Ideologia de Gênero (pronto só dia 07-04-18)
INTRODUÇÃO
Teorias sociais, que nascem em laboratórios de ciências sociais das principais universidades do mundo, ensinam que as diferenças entre os sexos são resultados da relação histórica de opressão e preconceito entre homem e mulher. A este entendimento dá-se o nome de “ideologia de gênero”. Os defensores deste conceito promovem a inversão dos valores e afrontam os princípios cristãos. Apesar de cada época apresentar desafios diferentes à fé cristã, as Escrituras advertem aos cristãos o viver em santidade em todas as épocas e culturas (1 Pe 1.1523-25).
I – A IDEOLOGIA DE GÊNERO
1. Definição de Ideologia.
A definição de ideologia pode se resumir a " ideais preconcebidas ou presunções não examinadas que venham a servir como base de posições tomadas.
Algumas Ideologias
Nazismo - ideologia associada ao Partido Nazista, ao Estado nazista, bem como a outros grupos de extrema-direita. Normalmente caracterizado como uma forma de fascismo
Mao-spontex (Ideologias políticas)
organização de juventude maoísta -, se afoga no Sena tentando fugir de um ataque da polícia de choque francesa. No dia 11 de junho, na fábrica Peugeot de Sochaux
Arte pode ser entendida como a atividade humana ligada às manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada por meio de uma grande variedade de linguagens, tais como: arquitetura, desenho, escultura, pintura, escrita, música, dança, teatro e cinema, em suas variadas combinações. O processo criativo se dá a partir da percepção com o intuito de expressar emoções e ideias, objetivando um significado único e diferente para cada obra.
Ciência - propõem alguns que se a ciência está por definição neutra, ela permanece à mercê dos homens, e das ideologias dominantes.
Música punk (A estreita relação entre a música e a ideologia punk)
Television (uma banda de protopunk), o experimentalismo cacofônico do Crass (uma banda mais voltada ao ideologia punk anarquista), a tendência de sociabilização.
Ateísmo - na definição do ateísmo resulta da dificuldade em chegar a um consenso sobre a definição de palavras como "divindade" e "Deus". A pluralidade de concepções
Autoritarismo (ideologias)
sociedade civil de cima para baixo, para moldá-la e impôr ao povo uma obediência ativa e militante ao status quo, condicionada pela adesão à ideologia oficial.
Comunismo (Comunistas de Esquerda)
communis - (comum, universal) é uma ideologia política e socioeconômica, que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classe.
Sexismo (Preconceito de gênero)
especialmente contra mulheres e meninas". Também afirma que "o sexismo é uma ideologia ou práticas que mantêm o patriarcado ou a dominação masculina". Hornsbys
Terrorismo (Táticas de terrorismo)
neocolonial, assim como organizações radicais e inteiramente motivadas por ideologia. A comunidade internacional – inclusive na esfera das Nações Unidas.
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Especial:Pesquisar&limit=20&offset=20&profile=default&search=Defini%C3%A7%C3%A3o+de+Ideologia&searchToken=1pi7f5hvavh6je59erdqya0kp
 
Revista - O termo foi desenvolvido pelo francês Destutt de Tracy (1758-1836). O conceito foi amplamente usado pelos alemães Karl Marx e Fredrich Engels, autores do Manifesto Comunista (1848). A palavra é composta pelos vocábulos gregos eidos, que indica “ideia”, e logos com o sentido de “raciocínio”. Assim, ideologia significa qualquer conjunto de ideias que se propõe a orientar o comportamento, a maneira de pensar e de agir das pessoas, seja individual, ou seja socialmente. Em sentido amplo, a ideologia se apresenta como o que seria ideal para um determinado grupo.
 
2. Ideologia de Gênero.
Teoria Ideologia de gênero (teóricos queer - https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_queer)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A teoria Ideologia de gênero, oficialmente Ideologia de gênero theory (em inglês), é uma teoria sobre o género que afirma que a orientação sexual e a identidade sexual ou de género dos indivíduos são o resultado de um constructo social e que, portanto, não existem papéis sexuais essencial ou biologicamente inscritos na natureza humana, antes formas socialmente variáveis de desempenhar um ou vários papéis sexuais.

Não há uma definição genericamente aceita para esta corrente de pesquisa acadêmica e forma particular de política pós-identitária. Os estudos Ideologia de gênero constituem um corpus grande e variado de empreendimentos dispersos por áreas como os estudos culturais, a sociologia da sexualidade humana, antropologia social, educação, filosofia, artes, entre outras.

De uma forma geral, é possível afirmar que a teoria Ideologia de gênero busca ir além das teorias baseadas na oposição homens vs. mulheres e também aprofundar os estudos sobre minorias sexuais (bissexuais, gays, lésbicas, transgêneros) dando maior atenção aos processos sociais amplos e relacionados que sexualizam a sociedade como um todo de forma a heterossexualizar e/ou homossexualizar instituições, discursos, direitos.

A teoria Ideologia de gênero propõe explicitar e analisar esses processos a partir de uma perspectiva comprometida com aqueles socialmente estigmatizados, portanto dando maior atenção à formação de identidades sociais normais ou "desviantes" e nos processos de formação de sujeitos do desejo classificados em legítimos e ilegítimos. Neste sentido, a teoria Ideologia de gênero é bem distinta dos estudos gays e lésbicos, pois considera que estas culturas sexuais foram normalizadas e não apontam para a mudança social. Daí o interesse em estudar a travestilidade, a transgeneridade e a intersexualidade, mas também culturas sexuais não-hegemônicas caracterizadas pela subversão ou rompimento com normas socialmente prescritas de comportamento sexual e/ou amoroso.
A palavra “gênero” tem origem no grego genos e significa “raça”. Na concepção da Lógica, o termo indica “espécie”. Usualmente deveria indicar o “masculino” e o “feminino”, como ocorre na Gramática. Nesse sentido, a expressão é inofensiva; porém, na sociedade pós-moderna tal significado é relativizado e distorcido em “ideologia de gênero”. Essa ideologia também é conhecida como “ausência de sexo”. Esse conceito ignora a natureza e os fatos biológicos, alegando que o ser humano nasce sexualmente neutro. Os ideólogos afirmam que os gêneros — masculino e feminino — são construções histórico-culturais impostas pela sociedade.
 
Contra as classificações tradicionais
A teoria Ideologia de gênero recusa a classificação dos indivíduos em categorias universais como "homossexual", "heterossexual", "homem" ou "mulher", sustentando que estas escondem um número enorme de variações culturais, nenhuma das quais seria mais "fundamental" ou "natural" que as outras. Contra o conceito clássico de género, que distingue o "heterossexual" socialmente aceito (em inglês straight) do "anômalo" (Ideologia de gênero), a teoria Ideologia de gênero afirma que todas as identidades sociais são igualmente anómalas.

A teoria Ideologia de gênero critica também as classificações sociais da psicologia, da filosofia, da antropologia e da sociologia tradicionais, baseadas habitualmente na utilização de um único padrão de segmentação — seja a classe social, o sexo, etnia ou qualquer outro — e defende que as identidades sociais se elaboram de forma mais complexa, pela intersecção de múltiplos grupos, correntes e critérios.
 
3. Marxismo e Feminismo como fonte dessa ideologia.
Origens históricas  - https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_queer
A teoria Ideologia de gênero teve origem nos Estados Unidos em meados da década de 1980 a partir das áreas de estudos gay, lésbicos e feministas, tendo alcançado notoriedade a partir de fins do século passado. Fortemente influenciada pela obra de Michel Foucault, a teoria Ideologia de gênero aprofunda as críticas feministas à ideia de que o gênero é parte essencial do ser individual e as investigações de estudos gays/lésbicos sobre o constructo social relativo à natureza dos actos sexuais e das identidades de gênero. Enquanto os estudos gays/lésbicos se centravam na análise das classificações de "natural" ou "contra-natural" em relação aos comportamentos homossexuais, a teoria Ideologia de gênero expande o âmbito da análise para abranger todos os tipos de actividade sexual e de identidade classificados como "normativos" ou "desviantes".
Precursores
Não há uma tradição coerente e contínua que levou dos primeiros estudos sexológicos à teoria Ideologia de gênero. De qualquer forma, a preocupação com a esfera da sexualidade não vingou na sociologia e na antropologia, mas teve espaço privilegiado a partir de fins do século XIX na psiquiatria e, posteriormente, na psicanálise. A sexologia, ramo psiquiátrico, geralmente classificava e condenava expressões sexuais e de gênero fora da norma vigente, o que é visível na obra de Richard von Krafft-Ebing.
Em contraste com esta vertente conservadora da sexologia, emergiu a obra do médico alemão Magnus Hirschfeld, cujos trabalhos nos inícios do século XX se focaram em desacreditar a dicotomia entre a homo e a heterossexualidade numa perspectiva biológica; a partir de 1908 publicou uma revista em que, pela primeira vez, desenhou o conceito de travestismo, e estudou as diferentes articulações dos papéis sexuais na sociedade da sua época.
Margaret Mead publicou, do ponto de vista da antropologia, o célebre ensaio Sex and Temperament in Three Primitive Societies ("Sexo e Temperamento em Três Sociedades Primitivas"), nas quais a divisão sexual do trabalho e as estruturas de parentesco eram analisadas para explicar os diferentes papéis do gênero nas etnias arapesh, mundugumor e tchambouli. Este estudo proporcionou importante material empírico para questionar a rígida diferenciação entre personagens "femininos" e "masculinos", documentando culturas em que homens e mulheres dividiam entre si práticas consideradas exclusivamente masculinas no Ocidente (como a guerra) ou outras em que a distribuição das tarefas domésticas eram exactamente opostas às ocidentais. As suas descrições dos varões tchambouli, excluídos das tarefas prácticas e administrativas, a quem eram reservados os costumes da maquilhagem e do embelezamento pessoal, foram recebidos com escândalo pela sociedade de época, da mesma forma que a desmitificação da pureza feminina através do estudo das práticas sexuais infantis e adolescentes dos arapesh.
Apenas na década de 1960, a sociologia passou a explorar a sexualidade sob uma perspectiva que colocava em xeque a moral vigente. Fundamental foi o artigo da socióloga britânica Mary MacIntosh "The Homosexual Role", publicado no ano emblemático de 1968 mostrando a (homos)sexualidade como construção social. Na esteira de sua investigação, durante os anos 1970 e começo da década de 1980, emergiram os estudos gays e lésbicos. Segundo Richard Miskolci, em seu artigo "A Teoria Queer e a Sociologia", estes estudos, a despeito do impulso construtivista, mantinham a percepção social de que as homossexualidades e outras expressões sexuais dissidentes eram caso minoritário permitindo que a heterossexualidade continuasse a ser vista como "natural". Ainda segundo o sociólogo brasileiro, foi apenas na segunda metade da década de 1980, que surgiria o principal impulso para a teoria Ideologia de gênero nos estudos filosóficos e literários, do grupo de autores associados ao chamado movimento pós-estruturalista. A noção do descentramento do sujeito — ou seja, a ideia de que as faculdades intelectuais e espirituais do ser humano não são parte da sua herança biológica, embora se definam em condições biológicas, mas o resultado de uma multiplicidade de processos de socialização, através dos quais se constituem de maneira sumamente diferenciada as noções do eu, do mundo e das capacidades intelectuais para operar abstractamente com este — proporcionou o enquadramento para estudar não apenas os papéis sociais do homem ou da mulher, mas também o reconhecimento de que os indivíduos obtêm a sua condição "masculina" ou "feminina" como produtos histórico-sociais.
A grande influência neste campo foi a monumental História da Sexualidade (1976), que Michel Foucault deixou inacabada quando morreu, na qual se tratam criticamente hipóteses muito extensas sobre os impulsos sexuais, como a distinção entre a suposta liberdade concedida ao desejo no estado natural e a opressão sexual exercida nas civilizações avançadas.
Por outra parte, os estudos literários — em especial os de Roland Barthes, Jacques Derrida, Julia Kristeva e seus seguidores — exploraram extensamente as formas pelas quais uma determinada distribuição de tarefas, atributos e papéis dos sexos se difunde através de textos que parecem apenas proporcionar uma descrição de facto; a distinção que dá o nome à teoria, por exemplo, contrapõe tacitamente uma forma "normal" de sexualidade — o casal heterossexual estável — a outras consideradas anormais, sugerindo que as últimas são inadequadas ou prejudiciais.
Evolução a partir do feminismo e lesbianismo[editar | editar código-fonte]
Embora os queers estejam mais próximos dos movimentos gays e lésbicos que dos feministas, muitas das suas raízes ideológicas são comuns ao feminismo americano da década de 1980. Antes desta data, o feminismo, como outros movimentos semelhantes, acreditava que o progresso social se faria por mudanças legislativas. Os argumentos a favor de legislação progressista baseavam-se sempre na comparação entre um determinado grupo minoritário e o cidadão médio, entendido como um homem branco e rico. Vários movimentos começaram, desde a década de 1970, a opôr-se a esta imagem de cidadão universal, numa tendência marcadamente pós-moderna, acelerando a ruptura entre "homem" e "mulher" e materializando o que se viria a chamar, mais tarde, feminismo. O movimento feminista nascente sustentava-se, assim, na noção de diferença, não só entre homens e mulheres, mas também na diferente conceptualização do sujeito e do objecto dos vários fenómenos sociais (como o discurso, a arte, o casamento, etc.).
O movimento feminista viria posteriormente a ser influenciado por dois grandes debates ideológicos no seu seio; a guerra dos sexos, que discutia o papel da pornografia na opressão das mulheres, e a Lavender Menace (ameaça lavanda), referente à aceitação de lésbicas no seio do movimento feminista. Da mesma forma que os inimigos do feminismo utilizavam (e utilizam) com frequência o argumento lesbofóbico do lesbianismo das feministas, uma grande parte das militantes feministas demonstravam, elas próprias, a sua própria lesbofobia ao negar a aceitação de lésbicas no movimento. As lésbicas da lavender menace declaravam ser mais feministas devido ao seu maior afastamento dos homens, enquanto que as feministas heterossexuais argumentavam que os papéis masculino/feminino (butch/fem) no seio dos casais lésbicos não eram mais que cópias do casamento heterossexual. A atenção aos papéis e práticas sexuais, e sobretudo a divisão que toda esta discussão provocou, conduziu ao despontar da teoria Ideologia de gênero no início da década de 1990.
Teóricos Ideologia de gênero 
Os primeiros teóricos Ideologia de gênero foram Eve Kosofsky Sedgwick, Judith Butler, Michael Warner, David M. Halperin.
Atualmente, destacam-se Judith Halberstam, Joshua Gamson, Roderick Ferguson, Steven Epstein, Steven Seidman e começa a se dar uma grande expansão desta linha de estudos pelo mundo. Na Europa, destaca-se o filósofo espanhol radicado na França Paul B. Preciado, autor de "Manifesto Contra-Sexual".
No Brasil, destacam-se Larissa Pelúcio, Richard Miskolci e Berenice Bento, além de estudiosos da educação como Guacira Lopes Louro.

Nos escritos marxistas a ideologia deixa de ser apenas “o conhecimento das ideias” e passa a ser um “instrumento” que assegura o domínio de uma classe sobre outra. O marxismo exerceu forte influência no feminismo, especialmente o livro “A Origem da família, a propriedade privada e o Estado” (1884), onde a família patriarcal é tratada como sistema opressor do homem para com a mulher. Desse modo a ideia central do conceito de gênero nasceu com a feminista e marxista Simone de Beauvoir autora da obra “O Segundo Sexo” (1949), onde é afirmado que “não se nasce mulher, torna-se mulher”. Assim, do contexto social marxista, que deu origem à “luta de classes”, surgiu a ideologia culturalista como sendo “luta de gêneros”, ou seja, uma fantasiosa “luta de classes entre homens e mulheres”. Nesse aspecto, a Ideologia de Gênero pretende desconstruir os papéis masculinos e femininos na sociedade atual.
 
II – CONSEQUÊNCIAS DA IDEOLOGIA DE GÊNERO
1. Troca de papéis entre homens e mulheres.
A ideologia de gênero propaga que os papéis dos homens e das mulheres foram socialmente construídos e que tais padrões devem ser desconstruídos. Essa posição não aceita o sexo biológico (macho e fêmea) como fator determinante para a definição dos papéis sociais do homem e da mulher. Entretanto, as Escrituras Sagradas ensinam com clareza a distinção natural dos sexos (Gn 2.15-25; cf. Pv 31.10-31). Outra consequência lógica dessa ideologia é que a determinação do sexo de uma pessoa agora é definida pelo fator psicológico, bastando ao homem, ou à mulher, aceitarem-se noutro papel. Além disso, faz-se apologia à prática do homossexualismo e do lesbianismo. Tanto as Escrituras quanto a tradição eclesiástica sempre confrontaram essa tendência humana de inverter os papéis naturais (Rm 1.25-32; Ef 5.22-33).
 
2. Confusão de identidade para o ser humano.
Os adeptos desta ideologia afirmam que a sexualidade (desejo sexual) e o gênero (homem e mulher) não estão relacionados com o sexo (órgãos genitais). Desse modo, a identidade de gênero e a orientação sexual passam a ser moldadas ao longo da vida. Por exemplo, a criança passa a decidir depois de crescida se quer ser menino ou menina. É o aprofundamento dramático da distorção da natureza humana relatada pelo apóstolo Paulo (Rm 1.26,27). Essa indefinição acerca da própria identidade produz no ser humano um efeito destruidor e provoca nele uma confusão de personalidade, gerando graves problemas de ordem espiritual e psicossocial. Tal ideologia induz ainda ao pior dos pecados: a insolência da criatura de se rebelar contra o seu Criador (Rm 9.20).
 
3. Desvalorização do casamento e da família.
A ideia é de que o desaparecimento dos papéis ligado ao sexo provoque um impacto deletério sobre a família. A Ideologia de Gênero considera a atração pelo sexo oposto, o casamento e a família estereótipos sociais previamente estabelecidos pela sociedade. Nesse contexto, a primeira instituição amada pelo Criador (Gn 2.24) passa a ser constantemente desvalorizada, criticada e massacrada. Estes e outros males são resultados da depravação humana e sinais da iminente volta do Senhor JESUS (2 Tm 3.1-5).
 
III – O IDEAL DIVINO QUANTO AOS SEXOS
1. Criação de dois sexos.
A Bíblia revela que DEUS criou dois sexos anatomicamente distintos: “E criou DEUS o homem à sua imagem; à imagem de DEUS o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Portanto, biologicamente o sexo está relacionado aos órgãos genitais e às formas do corpo humano. Assim sendo, os seres humanos nascem pertencendo ao sexo masculino ou ao feminino; o homem, designado por DEUS como macho, a mulher como fêmea. Por conseguinte, não podemos alterar a verdade bíblica para acomodar a ideologia de gênero. A cultura humana permanece sob o julgamento de DEUS (1 Pe 4.17-19).
 
2. Casamento monogâmico e heterossexual.
Ao instituir o casamento DEUS ordenou: “deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Isto significa que a união monogâmica (um homem e uma mulher) e heterossexual (um macho e uma fêmea) sempre fez parte da criação original de DEUS. A diferença dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal: “nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão” (1 Co 11.11). Assim, mudam-se as culturas e os costumes, mas a Palavra de DEUS permanece inalterável (Mt 24.35).
 
3. Educação dos filhos com distinção dos sexos.
Educar não consiste apenas em suprir os meios de subsistência e proporcionar o bem-estar necessário à família. Cabe também aos pais educar os filhos na admoestação do Senhor (Ef 6.4), promover o diálogo e o amor mútuo no lar (Ef 6.1,2). A família cristã não pode perder a referência bíblica na educação de seus filhos. Por exemplo, explicar e orientá-los de que homens e mulheres possuem órgãos sexuais distintos, fisiologia diferente e personalidades díspares é responsabilidade dos pais. Sigamos, pois, com respeito às pessoas, não discriminando-as, mas se posicionando com toda firmeza na distinção de homem e mulher e na coibição da inoportuna ideia de “luta de gêneros” (Gn 1.27; 1 Co 11.11,12; Ef 5.22-25).
 
CONCLUSÃO
A Ideologia de Gênero pretende relativizar a verdade bíblica e impor ao cidadão o que deve ser considerado ideal. Acuada parcela da sociedade não esboça reação e o mal vem sendo propagado. No entanto, a igreja não pode fechar os olhos para a inversão dos valores. Os cristãos precisam reagir e “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd v.3).

Comentários Diversos
Ideologia de Gênero: estudo do American College of Pediatricians
A Gazeta do Povo publica com exclusividade, pela primeira vez em português, a íntegra do mais importante estudo sobre ideologia de gênero na medicina: disforia
de gênero, condições médicas e protocolos de tratamento.
 
Autor: Michelle Cretella, MD (autor principal) Publicado em: 17 nov, 2017 Atualizado em: 14 mar, 2018
 
Em agosto de 2016, o American College of Pediatricians (ACPeds) (https://www.acpeds.org/) publicou um estudo, assinado pela presidente da associação, a doutora Michelle Cretella, analisando a literatura médica sobre disforia de gênero e as bases científicas dos atuais protocolos para o tratamento dessa condição, principalmente em relação a crianças e adolescentes. A partir de uma extensa análise dos dados, o relatório conclui pela falta de evidências científicas sólidas para recomendar tratamentos invasivos, como os bloqueios hormonais em crianças e adolescentes, cujos efeitos ainda são em grande parte desconhecidos ou, em muitos casos, prejudiciais.
 
Fundado em 2002 por dissidentes da American Academy of Pediatrics (AAP) descontentes com os rumos ideológicos da tradicional associação, o College aponta e detalha a existência de uma verdadeira ideologia de gênero (http://www.gazetadopovo.com.br/obsessoes/ideologia-de-genero/) por trás das mudanças na compreensão médica sobre o fenômeno da disforia de gênero e aponta para os perigos de mudanças bruscas sem pesquisas sólidas que as recomendem. A Gazeta do Povo publica com exclusividade, pela primeira vez em português, a íntegra do documento:
 
Resumo A disforia de gênero (DG) na infância é uma condição psicológica em que as crianças sentem uma incongruência nítida entre o gênero que sentem ter e o gênero associado a seu sexo biológico. Na imensa maioria dos casos em que isso ocorre na criança pré-adolescente, a DG se resolve até o final da adolescência. Existe hoje uma discussão intensa, embora suprimida, entre médicos, terapeutas e acadêmicos em torno do que está rapidamente se tornando o novo tratamento padronizado da DG em crianças. Esse novo paradigma se baseia na premissa de que a DG é algo inato; ele envolve a supressão da puberdade com agonistas do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), seguida pelo uso de hormônios do sexo oposto – uma combinação que resulta na esterilidade de menores. Uma revisão da literatura atual sugere que esse protocolo se baseia em uma ideologia de gênero não científica, que ele carece de uma base de evidências e que viola o princípio ético duradouro de “em primeiro lugar, nunca causar dano ou mal”.
 
Neste relatório você encontra:
A disforia de gênero em crianças: esta discussão transcende a ciência
A disforia de gênero como fruto de uma identidade interna sexuada inata
Fatores pós-natais predominam no desenvolvimento e persistência da DG
A disforia de gênero como um transtorno mental objetivo
O protocolo que afirma a transgeneridade: qual é a base de evidências
Clínicas de gênero se multiplicam nos Estados Unidos, a despeito da falta de evidências médicas
O risco dos agonistas do GnRH
Agonistas do GnRH, hormônios do sexo oposto e infertilidade
Riscos adicionais ligados aos hormônios do sexo oposto
O adolescente pós-púbere com disforia de gênero
Impacto da redesignação sexual em adultos, relacionado ao risco em crianças
Recomendações para pesquisa Conclusão Referências
 
A disforia de gênero em crianças: esta discussão transcende a ciência “Gênero” é um termo que alude às características psicológicas e culturais associadas ao sexo biológico.[1] É um conceito psicológico e um termo sociológico, não biológico. A identidade de gênero diz respeito à consciência que um indivíduo tem de ser homem ou mulher e às vezes é descrito como o “gênero vivido” do indivíduo. A disforia de gênero (DG) na infância é um termo que descreve uma condição psicológica na qual a criança sente uma incongruência nítida entre o gênero que ela sente ter e o gênero associado a seu sexo biológico. Essas crianças frequentemente manifestam a crença de que são do sexo oposto.[2] O índice de prevalência de DG entre crianças é estimado em menos de 1%.[3] Os índices de meninos e meninas encaminhados a clínicas especializadas variam segundo a idade. Nas crianças pré- adolescentes, a razão entre meninos e meninas varia entre 2:1 e 4,5:1. Entre adolescentes, a razão entre pessoas de ambos os sexos é quase igual; entre adultos, a razão entre homens e mulheres varia entre 1:1 e 6,1:1.[3].
 
A discussão sobre o tratamento a dar a crianças com DG é sobretudo de natureza ética: ela diz respeito tanto à visão de mundo do médico quanto à ciência. A medicina não ocorre em um vácuo moral; toda ação ou inação terapêutica é fruto de um julgamento moral de alguma espécie que nasce da visão de mundo filosófica do médico. A medicina tampouco ocorre em um vácuo político, e estar do lado errado da política sexual pode encerrar consequências graves para indivíduos que defendem a posição politicamente incorreta. A título de exemplo, o Dr. Kenneth Zucker, reconhecido há muito tempo como a maior autoridade em questões de gênero em crianças, também é e sempre foi defensor dos direitos dos gays e transgêneros. Contudo, para a grande consternação dos ativistas adultos em favor dos transgêneros, Zucker acredita que as crianças pré- adolescentes com disforia de gênero são mais beneficiadas quando as ajudamos a alinhar sua identidade de gênero com seu sexo anatômico. Essa posição acabou lhe custando o cargo de diretor, que ele ocupava havia 30 anos, da Clínica Infantil, Juvenil e Familiar de Identidade de Gênero (GIC) do Centro de Adição e Saúde Mental, em Toronto.[4],[5]
 
Muitos críticos da supressão da puberdade defendem uma visão de mundo teleológica moderna. Para eles, é autoevidente que existe uma intenção proposital na natureza humana e que a cooperação com essa intenção leva ao desabrochamento humano. Outros, contudo, se identificam como pós-modernistas que rejeitam a teleologia. O que une os dois grupos é uma interpretação tradicional da máxima de “em primeiro lugar, nunca causar dano ou mal”. Por exemplo, existe uma comunidade online crescente de médicos, profissionais de saúde mental e acadêmicos que defendem os gays e possuem uma página na internet intitulada “First, do no harm: youth gender professionals (https://youthtranscriticalprofessionals.org/)”. Eles escrevem:
 
Estamos preocupados com a tendência atual a rapidamente diagnosticar e afirmar crianças e adolescentes como transgêneros, frequentemente direcionando-os para a transição médica. […] Consideramos que cirurgias e/ou tratamentos hormonais desnecessários, cuja segurança de longo prazo ainda não foi comprovada, representam riscos importantes para crianças e adolescentes. Políticas públicas que incentivam – direta ou indiretamente – esse tratamento médico para crianças ou adolescentes que podem não ser capazes de avaliar seus riscos e benefícios são altamente suspeitos, em nossa opinião.[6]
 
Contrastando com isso, os proponentes do paradigma intervencionista médico também são pós-modernistas, mas têm uma visão subjetiva do “em primeiro lugar, nunca causar dano ou mal”. A Dra. Johanna Olson Kennedy, hebiatra do Hospital Infantil Los Angeles e líder das transições de gênero pediátricas, já afirmou que “[em primeiro lugar, nunca causar dano ou mal] é realmente subjetivo. Historicamente, estamos vindo de uma perspectiva altamente paternalista […] em que os médicos realmente recebem o privilégio de decidir o que fará ou não fará o mal. E, no mundo do gênero, isso é realmente problemático.”[7] Não apenas ela afirma que “em primeiro lugar, nunca causar dano ou mal” é subjetivo, como mais adiante ela também afirma que deve ser deixado a cargo da criança decidir o que constitui dano ou mal, com base em seus próprios pensamentos e sentimentos subjetivos.[7] Dada a imaturidade cognitiva e de experiência da criança e do adolescente, o American College of Pediatricians (o College) considera essa posição altamente problemática e antiética.
 
A disforia de gênero como fruto de uma identidade interna sexuada inata A maioria das crianças aceita seu sexo biológico até o final da adolescência O professor de assistência social Dr. William Brennan escreveu que “o poder que a linguagem possui de colorir nossa visão da realidade é profundo”.[8] É por essa razão que a engenharia linguística sempre precede a engenharia social, mesmo na medicina. Muitos têm a visão equivocada de que o gênero, no passado, significava sexo biológico. Embora os termos frequentemente sejam usados de modo intercambiável, eles nunca foram verdadeiros sinônimos. [9],[10]. As feministas do final dos anos 1960 e da década de 1970 usavam o termo “gênero” para se referir a um “sexo social” da pessoa, que poderia diferir de seu “sexo biológico”, para superar a discriminação injusta das mulheres, que tinha raízes em estereótipos sexuais. Essas feministas são as grandes responsáveis por terem generalizado o uso da palavra “gênero” em lugar de “sexo”. Mais recentemente, em um esforço para eliminar a heteronormatividade, os teóricos queer ampliaram o gênero de modo a abranger mais de 50 categorias, fundindo o conceito de um sexo social com as atrações sexuais.[9] Mas nenhum dos usos reflete o sentido original do termo.
Antes da década de 1950, o gênero se aplicava apenas à gramática, não às pessoas.[9], [10] As línguas de origem latina classificam os substantivos e seus qualificadores como masculinos ou femininos, e por essa razão essas palavras ainda são descritas como tendo um gênero. Isso mudou nas décadas de 1950 e 1960, quando os sexólogos perceberam que sua agenda de redesignação sexual não poderia ser defendida suficientemente usando os termos “sexo” e “transexual”. Do ponto de vista puramente científico, os seres humanos possuem um sexo biologicamente determinado e diferenças sexuais inatas. Nenhum sexólogo pode mudar os genes de uma pessoa através de hormônios e cirurgia. A troca de sexo é objetivamente impossível. A solução encontrada pelos sexólogos foi apropriar-se da palavra “gênero” e atribuir a ela um novo sentido que se aplicava às pessoas. John Money, PhD, foi um dos mais destacados desses sexólogos que redefiniram o gênero para que significasse “a atuação sexual indicativa de uma identidade interna sexuada’.[10] Essencialmente, esses sexólogos inventaram a fundamentação ideológica necessária para justificar seu tratamento do transexualismo com cirurgias de redesignação sexual e chamaram a isso de gênero. É essa ideologia fabricada pelo homem de uma “identidade interna sexuada” que hoje domina a medicina, a psiquiatria e o mundo acadêmico. Esta história linguística deixa claro que o gênero não é e nunca foi uma realidade biológica ou científica. Em vez disso, o gênero é um conceito social e politicamente construído.
 
Em seu estudo “Overview of Gender Development and Gender Nonconformity in Children and Adolescents” (Panorama geral do desenvolvimento de gênero e da inconformidade de gênero em crianças e adolescentes), Forcier e Olson-Kennedy rejeitam o modelo binário da sexualidade humana, descrevendo-a como uma “ideologia”, e apresentam uma “visão alternativa” da “identidade de gênero inata”, que se apresenta ao longo de um ”contínuo de gênero”. Eles recomendam que os pediatras digam aos pais que o “gênero verdadeiro” da criança é aquele que a criança sente que é, porque “o cérebro e o corpo da criança podem não estar em sintonia”. [11] A alegação feita por Forcier e Olson-Kennedy de uma discordância inata entre o cérebro e o corpo de uma criança vem de imagens de difusão por ressonância magnética que demonstram que o aumento da testosterona em meninos na puberdade aumenta o volume de substância branca, além de estudos dos cérebros de adultos que se identificam como transgêneros. Um estudo de Rametti e colegas constatou que a microestrutura de substância branca dos cérebros de adultos transexuais de mulher a homem (MaH) que ainda não haviam iniciado tratamento com testosterona era mais semelhante à de homens que à de mulheres.[12] Outros Seres humanos possuem um sexo biologicamente determinado e diferenças sexuais inatas estudos com imagens de difusão por ressonância magnética concluíram que a microestrutura de substância branca nos transexuais MaH e homem a mulher (HaM) está a meio caminho entre os de mulheres e homens genéticos.[13]
 
Mas esses estudos têm significado clínico questionável, devido ao número pequeno de sujeitos e à existência de neuroplasticidade. Este é um fenômeno fartamente constatado em que comportamentos de longo prazo modificam a microestrutura cerebral. Não há evidências de que as pessoas nasçam com microestruturas cerebrais que são imutáveis para sempre, mas há evidências importantes de que a experiência modifica a microestrutura cerebral.[14] Portanto, se e quando forem identificadas diferenças válidas nos cérebros de transgêneros, é provável que elas serão um fruto do comportamento transgênero, não sua causa. O que é mais importante, contudo, é o fato de que os cérebros de todos os bebês do sexo masculino são masculinizados antes do nascimento por sua própria testosterona endógena, que é liberada por seus testículos a partir de aproximadamente oito semanas de gestação. As bebês meninas não possuem testículos, é claro, logo não têm seus cérebros masculinizados por testosterona endógena. [15],[16],[17] Por essa razão, tirando a hipótese de uma das raras desordens de desenvolvimento sexual (DDSs), os meninos não nascem com cérebro feminizado e as meninas não nascem com cérebro masculinizado. Os geneticistas comportamentais sabem há décadas que, enquanto genes e hormônios influenciam o comportamento, eles não predeterminam que uma pessoa tenha que pensar, sentir-se ou se comportar de determinada maneira. A ciência da epigenética constatou que os genes não são análogos a “modelos” rígidos de comportamento. Na realidade, os humanos “desenvolvem características através do processo dinâmico de interação entre genes e ambiente (…) [os genes por si sós] não determinam quem somos.”[18] Com relação à etiologia do transgenerismo, estudos de gêmeos feitos com transexuais adultos provam definitivamente que a influência genética e hormonal pré-natal é mínima. Estudos de gêmeos são instrumentais para elucidar o grau em que uma característica é biologicamente determinada antes do nascimento. Como os gêmeos monozigóticos são concebidos com exatamente o mesmo DNA e são expostos ao mesmo ambiente pré-natal, as características que são determinadas unicamente pelos genes e/ou o ambiente pré-natal se manifestam 100% do tempo em ambos os gêmeos idênticos. A raça é um exemplo de uma característica que gêmeos idênticos compartilham 100% do tempo porque é determinada exclusivamente pelos genes. O maior estudo de transexuais realizado com gêmeos até agora examina 110 pares de gêmeos e foi publicado pelo Dr. Milton Diamond na edição de maio de 2013 do International Journal of Transgenderism. [19] A Tabela 5 documenta que o número de pares de gêmeos monozigóticos concordantes para o transexualismo é maior que o de pares de gêmeos dizigóticos. Isso sugere uma possível predisposição biológica à disforia de gênero. Mas o dado mais significativo do estudo é o número pequeno de pares de gêmeos monozigóticos concordantes (ou seja, em que ambos sejam transexuais). Apenas 21 pares de gêmeos monozigóticos de um total de 74 pares monozigóticos (ou seja, 28%) foram concordantes em transexualismo; os 72% restantes dos gêmeos idênticos foram discordantes em transexualismo. Isso significa que pelo menos 72% dos fatores responsáveis pelo transexualismo em um gêmeo e não no outro ocorrem após nascimento e não são biológicos. Um índice tão alto de discordância entre gêmeos idênticos prova que ninguém nasce predeterminado a apresentar disforia de gênero e muito menos a identificar-se como transgênero ou transexual. Isso condiz com o índice muito alto de resolução da disforia de gênero documentado entre crianças e adolescentes quando não foram incentivadas a fazer-se passar por pessoas do sexo oposto. O baixo índice de concordância também respalda a teoria de que a DG persistente se deve principalmente ao impacto de influências ambientais não compartilhadas sobre certas crianças biologicamente vulneráveis. Para que fique claro, bastam os estudos com gêmeos para esclarecer que a “perspectiva alternativa” de uma “identidade de gênero inata” que teria origem em cérebros “feminilizados” ou “masculinizados” presos no corpo errado é, de fato, uma crença ideológica que não tem base na ciência rigorosa.
 
Já uma visão teleológica binária da sexualidade humana é compatível com a realidade biológica. A regra é que o organismo humano seja concebido como masculino ou feminino. Os pares de cromossomos sexuais “XY” e “XX” são determinantes genéticos do sexo, respectivamente masculino e feminino. Não são marcadores genéticos de um corpo desordenado ou um defeito de nascimento. A sexualidade binária é binária por sua própria concepção, sendo a finalidade a reprodução de nossa espécie. Esse princípio é autoevidente. Tirando uma das raras desordens do desenvolvimento sexual (DDSs), nenhum bebê tem um sexo ou gênero “atribuído” a ele ao nascer; pelo contrário, o sexo visto no nascimento se declara “in utero” e é claramente evidente e reconhecido no nascimento. As raríssimas DDSs, que incluem mas não se limitam à síndrome da insensibilidade androgênica e hiperplasia adrenal congênita, são todas desvios medicamente identificáveis da normalidade sexual binária humana. Diferentemente dos indivíduos com genótipo e eixo hormonal normais que se identificam como “transgêneros”, as pessoas com DDS possuem uma condição biológica inata. A designação sexual de indivíduos com DDS é complexa e depende de uma variedade de fatores genéticos, hormonais e físicos. Mesmo assim, a declaração consensual de 2006 da Intersex Society of North America não endossou a DSD como um terceiro sexo.[20]
 
Fatores pós-natais predominam no desenvolvimento e persistência da DG Crença ideológica que não tem base na ciência rigorosa Estudos realizados com gêmeos idênticos demonstram que eventos pós-natais não compartilhados (ou seja, fatores ambientais) predominam no desenvolvimento e persistência da disforia de gênero. Isso não surpreende, já que é amplamente aceito que o desenvolvimento emocional e psicológico da criança é influenciado por experiências positivas e negativas da primeira infância em diante. Os relacionamentos familiares e com pares, a escola e o bairro, a experiência de qualquer tipo de abuso, a exposição à mídia, doenças crônicas, guerra e desastres naturais, todos esses são exemplos de fatores ambientais que impactam o desenvolvimento emocional, social e psicológico do indivíduo. Não existe uma dinâmica familiar única, situação social, acontecimento adverso ou combinação dos fatores anteriores que se tenha descoberto que destine qualquer criança a desenvolver DG. Esse fato, somado aos estudos com gêmeos, sugere que existem muitos caminhos que podem levar à DG em certas crianças biologicamente vulneráveis.
 
A literatura especializada sobre a etiologia e o tratamento psicoterapêutico de DG infantil é fundamentada fortemente em estudos de casos clínicos. Esses estudos sugerem que o reforço social, a psicopatologia parental, a dinâmica familiar e o contágio social facilitado pela mídia convencional e as redes sociais, tudo isso contribui para o desenvolvimento e/ou persistência de DG entre algumas crianças e adolescentes vulneráveis. É possível que existam outros fatores ainda não reconhecidos que contribuam para isso, também.
 
A maioria dos pais de crianças com DG se recorda que sua reação inicial ao ver seu filho vestir roupas do sexo oposto e apresentar outros comportamentos do sexo oposto foi de tolerância e/ou incentivo. Às vezes, a psicopatologia parental está à raiz do reforço social. Por exemplo, um pequeno subgrupo das mães de meninos com DG que tinham desejado ter filhas meninas sofreu algo que foi descrito como “tristeza patológica de gênero”. Dentro desse subgrupo, o desejo da mãe de ter tido uma filha foi exteriorizado com a mãe vestindo seu filho como menina. Essas mães geralmente sofriam de depressão grave que era aliviada quando seus filhos se vestiam e agiam de maneira feminina.[21] Um grande conjunto de literatura clínica documenta que pais de meninos femininos relatam passar menos tempo com seus filhos de 2 a 5 anos, comparados aos pais de meninos do grupo de controle. Isso condiz com dados que revelam que meninos femininos sentem mais proximidade com sua mãe que com seu pai. Em seus estudos clínicos de meninos com DG, Stoller observou que a maioria tem um relacionamento muito íntimo com sua mãe e um relacionamento distante e periférico com seu pai. Ele postulou que a DG em meninos é “uma suspensão do desenvolvimento (…) em que uma simbiose mãe-filho pequeno excessivamente estreita e gratificante, não perturbada pela presença do pai, impede o menino de separar-se adequadamente do corpo e comportamento feminino de sua mãe.”[21] Já foi constatado também que, entre crianças com DG, o índice de psicopatologia materna, especialmente de depressão e transtorno bipolar, é “alto segundo qualquer padrão”. Além disso, a maioria dos pais de meninos com DG sente-se ameaçada facilmente, manifesta dificuldade com a regulação de seus afetos e possui um senso interno de inadequação. Esses pais geralmente lidam com seus conflitos dedicando-se excessivamente ao trabalho ou distanciando-se de sua família de outra maneira. Frequentemente os pais não se dão apoio mútuo e têm dificuldade em resolver seus conflitos conjugais. Isso produz um ambiente intensificado de conflito e hostilidade. Nessa situação, o menino fica cada vez mais inseguro em relação a seu próprio valor, devido à raiva ou à apatia da mãe e ao fato de seu pai não interceder. A ansiedade e insegurança do menino se intensificam, assim como sua raiva, e tudo isso pode resultar em sua incapacidade de identificar-se com seu próprio sexo biológico.[22]
 
Não há estudos sistemáticos sobre meninas com DG e o relacionamento entre pais e filha. Contudo, observações clínicas sugerem que o relacionamento entre mãe e filha mais frequentemente é distante e marcado por conflitos, algo que pode levar a filha a desidentificar-se com a mãe. Em outros casos, a masculinidade é elogiada por seus pais, enquanto a feminilidade é desvalorizada. Já houve casos, também, em que filhas têm medo do pai, que pode manifestar raiva explosiva em relação à mãe, chegando à violência física. Uma menina pode apreender o fato de ser mulher como algo que não lhe garante segurança e defender-se contra isso sentindo que na realidade ela é menino, acreditando subconscientemente que, se fosse menino, seria amada por seu pai e não seria alvo de sua raiva.[21] Há evidências de que psicopatologias e/ou diversidades de desenvolvimento podem precipitar a DG entre adolescentes, especialmente entre mulheres jovens. Pesquisas recentes documentaram um número crescente de adolescentes que comparecem a clínicas de identidade de gênero de adolescentes e pedem redesignação sexual (RS). Kaltiala-Heino e colegas procuraram descrever os candidatos adolescentes à redesignação sexual legal e médica durante os dois primeiros anos de funcionamento de uma clínica de identidade de gênero de adolescentes na Finlândia, em termos de fatores sociodemográficos, psiquiátricos e de identidade de gênero e de desenvolvimento adolescente. Eles realizaram uma revisão retrospectiva quantitativa estruturada e uma análise qualitativa dos estudos de caso de todos os candidatos adolescentes à RS que entraram para avaliação até o final de 2013. Constataram que o número de encaminhamentos superou as expectativas, à luz do conhecimento epidemiológico. Entre os candidatos à redesignação sexual se verificou um predomínio marcante de adolescentes nascidas meninas. Eram comuns os casos de psicopatologias graves que antecederam a manifestação da DG. Muitos dos jovens estavam no espectro do autismo. Essas descobertas não correspondem à imagem comumente aceita de um adolescente ou criança com disforia de gênero. Os pesquisadores concluíram que as diretrizes de tratamento precisam avaliar a DG em menores de idade no contexto de dificuldades psicopatológicas e de desenvolvimento graves.[23]
 
Segundo evidências anedóticas, existe também uma tendência crescente entre adolescentes de se autodiagnosticarem como transgênero depois de passar períodos prolongados em sites de mídia social como Tumblr, Reddit e YouTube. Isso sugere que o contágio social também pode ser um fator em jogo. Em muitas escolas e comunidades, grupos inteiros de pares estão “saindo do armário” como transgêneros ao mesmo tempo.[6] Finalmente, merece ser investigada uma ligação causal entre acontecimentos adversos na infância, incluindo abuso sexual, e o transgenerismo. É reconhecido há muito tempo que existe uma coincidência entre discordância de gênero na infância e orientação homossexual na idade adulta.[24] Existe também um grande conjunto de artigos da literatura especializada que documenta uma prevalência maior de eventos adversos na infância e abuso sexual entre adultos homossexuais, em comparação com adultos heterossexuais. Andrea Roberts e colegas publicaram em 2013 um estudo que constatou que “entre metade e todo o risco elevado de abuso infantil entre pessoas com sexualidade homossexual, comparadas a heterossexuais, se deve aos efeitos do abuso sobre a sexualidade”.[25] É possível, portanto, que alguns indivíduos desenvolvam DG e mais tarde reivindiquem identidade transgênero em consequência de maus-tratos e/ou abuso sexual sofridos na infância. Esta é uma área que precisa ser estudada.
 
A disforia de gênero como um transtorno mental objetivo A psicologia vem rejeitando cada vez mais o conceito de normas para a saúde mental, focalizando, em vez disso, o sofrimento emocional.
 
A American Psychiatric Association (APA), por exemplo, explica, na quinta edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5 – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), que a DG consta do manual não devido à discrepância entre os pensamentos do indivíduo e a realidade física, mas devido à presença de sofrimento emocional que dificulta seu funcionamento social. O DSM-5 também observa que é preciso um diagnóstico para que os planos de saúde paguem por hormônios do sexo oposto e cirurgia de redesignação sexual (CRS) para aliviar o sofrimento emocional causado pela DG. Uma vez aliviado o sofrimento, a DG deixa de ser considerada um transtorno.[2] Esse raciocínio é problemático. Considere os seguintes exemplos: uma garota com anorexia nervosa acredita de maneira fixa e equivocada que é obesa; uma pessoa com transtorno dismórfico corporal (TDC) tem a convicção errônea de que é feia; uma pessoa com transtorno de identidade de integridade corporal (TIIC) se identifica como deficiente física e sente-se presa em um corpo plenamente funcional. Indivíduos com TIIC frequentemente se sentem tão aflitos com seu corpo plenamente funcional que procuram amputar cirurgicamente seus braços ou pernas saudáveis ou cortar sua medula espinhal.[26] A Dra. Anne Lawrence, que é transgênero, já argumentou que o TIIC possui muitos paralelos com a DG.[27] Assim como a DG, as crenças falsas acima citadas não apenas geram sofrimento emocional para o indivíduo como põem sua vida em risco. Em cada caso, uma cirurgia para “afirmar” a premissa falsa (liposucção para a anorexia, cirurgia plástica para o TDC, amputação ou paraplegia cirurgicamente induzida para o TIIC) pode muito bem aliviar o sofrimento emocional da pessoa, mas não ajudará em nada a resolver o problema psicológico subjacente e pode ter como consequência a morte do paciente. Se for completamente desligada da realidade física, a arte da psicoterapia vai perder espaço, à medida que o campo da psicologia se converterá cada vez mais em uma especialidade médica intervencionista, com resultados devastadores para os pacientes. A alternativa seria buscar definir um padrão mínimo. A normalidade já foi definida como “aquilo que funciona conforme seu desígnio”.[28] Uma das principais funções do cérebro é apreender a realidade. Os pensamentos que estão em conformidade com a realidade física são normais. Os pensamentos que se desviam da realidade física são anormais – além de potencialmente serem nocivos ao indivíduo ou a outros. Isso é fato quer ou não o indivíduo que possui os pensamentos anormais sinta so frimento. Quando uma pessoa acredita que é algo ou alguém que não é, tratase, na melhor das hipóteses, de pensamento confuso, e, na pior, de uma ilusão, algo irreal. O simples fato de uma pessoa pensar ou sentir alguma coisa não faz com que essa coisa seja realidade. Isso seria fato mesmo que os pensamentos anormais fossem biologicamente “predeterminados”. O normal no desenvolvimento humano é que os pensamentos do indivíduo se alinhem com a realidade física; que a identidade de gênero do indivíduo corresponda a seu sexo biológico. As pessoas que dizem “sentir-se como se fossem do sexo oposto” ou “sentir-se em algum ponto intermediário” ou alguma outra categoria não formam um terceiro sexo. Elas continuam a ser homens ou mulheres, em termos biológicos. A disforia de gênero é um problema que está na mente, não no corpo. Crianças e adolescentes com DG não possuem um corpo desordenado, mesmo que seja isso o que sentem. Do mesmo modo, a aflição de uma criança diante do desenvolvimento das características sexuais secundárias não significa que a puberdade deva ser vista como uma doença a ser interrompida, porque a puberdade não é, na realidade, uma doença. Do mesmo modo, embora muitos homens com DG expressem a ideia de que são “uma essência feminina” presa em um corpo de homem, essa crença não possui base científica. Até pouco tempo atrás, a visão de mundo prevalecente com relação à DG infantil era que ela refletia um pensamento anormal ou confusão por parte da criança, algo que pode ou não ser transitório. Consequentemente, a abordagem padrão consistia ou em observar e aguardar ou em procurar psicoterapia familiar e individual.[1],[2] Os objetivos da terapia eram tratar a patologia familiar, se estivesse presente, tratar quaisquer morbidezes psicossociais na criança e ajudar a criança a alinhar sua identidade de gênero com seu sexo biológico.[21],[11] Especialistas de ambos os lados do debate sobre a supressão da puberdade concordam que, nesse contexto, entre 80% e 95% das crianças e dos adolescentes com DG aceitam seu sexo biológico até o final da adolescência.[29] Essa visão de mundo começou a mudar, contudo, quando os ativistas transgêneros adultos passaram cada vez mais a promover a narrativa da “essência feminina”, visando conquistar aceitação social.[10] Em 2007, no mesmo ano em que o Boston Children’s Hospital abriu a primeira clínica pediátrica de gênero, o Dr. J. Michael Bailey escreveu:
A visão cultural predominante hoje do transexualismo de homem a mulher é que todos os transexuais homens a mulher (HaM) são, em essência, mulheres presas dentro de um corpo de homem. Essa visão tem pouca base científica, porém, e não condiz com as observações clínicas. Ray Blanchard demonstrou que existem dois subtipos distintos de transexuais HaM. Os membros de um dos subtipos, os transexuais homossexuais, podem ser entendidos melhor como um tipo de homem homossexual. Os membros do outro subtipo, o dos transexuais autoginefílicos, são motivados pelo desejo erótico de tornar-se mulheres. Embora seja explicável, a persistência da visão cultural predominante é prejudicial à ciência e a muitos transexuais.[30]
 
Com a persistência da visão da chamada “essência feminina”, o sofrimento de adultos transgêneros foi evocado para defender que as crianças fossem resgatadas com urgência do mesmo destino, através da identificação precoce, afirmação e supressão da puberdade. Hoje se alega que a discriminação, violência, psicopatologia e suicídio são consequências diretas e inevitáveis de se negar a afirmação social a uma criança com disforia de gênero e impedir seu acesso a bloqueadores de puberdade ou hormônios do sexo oposto.[31] No entanto, o fato de que de 80% a 95% dos adolescentes com disforia de gênero emergem física e psicologicamente intactos depois de passarem pela puberdade sem afirmação social refuta essa visão.[29] Ademais, mais de 90% das pessoas que morrem de suicídio têm uma doença mental diagnosticada.[32] Não há evidências de que crianças e adolescentes com disforia de gênero que cometem suicídio sejam diferentes. Por essa razão, a base para a prevenção do suicídio deve ser a mesma para eles quanto é para todas as crianças e os adolescentes: identificação e tratamento precoce de comorbidezes psicológicas. Apesar disso, existem hoje nos Estados Unidos 40 clínicas de gênero que promovem a supressão da puberdade e tratam crianças e adolescentes com hormônios do sexo oposto. A lógica da supressão da puberdade é dar à criança com disforia de gênero tempo para explorar sua identidade de gênero sem o sofrimento emocional desencadeado pelo surgimento das características sexuais secundárias. Os padrões seguidos nessas clínicas se baseiam em “opiniões especializadas”. Não existe um único estudo controlado grande e randomizado que documente os alegados benefícios e potenciais danos da supressão da puberdade e de décadas de tratamento hormonal dados a crianças e adolescentes com disforia de gênero. Tampouco existe um único estudo grande, randomizado, controlado e de longo prazo que compare os resultados de diversas intervenções psicoterapêuticas em casos de DG infantil com os resultados da supressão da puberdade seguida por décadas de ingestão de esteroides sintéticos tóxicos. Em nossa era atual de “medicina baseada em evidências”, esse fato deveria fazer todos pararem para refletir. Um fato mais preocupante é que a supressão da puberdade no estágio 2 da escala de Tanner (geralmente aos 11 anos de idade), seguida pelo uso de hormônios do sexo oposto, deixará essas crianças estéreis e sem tecido gonadal ou gametas disponíveis para crio-preservação.[33],[34],[35] A neurociência documenta claramente que o cérebro adolescente é cognitivamente imaturo e, antes de a pessoa chegar a entre o início e meados da casa dos 20 anos, não possui a capacidade adulta necessária para fazer uma avaliação de riscos.[36] Existe um problema ético sério em permitir que sejam realizados procedimentos irreversíveis e que transformam a vida em menores de idade que são jovens demais para poderem dar um consentimento válido eles próprios. Essa exigência ética do consentimento informado é fundamental para a prática da medicina, conforme enfatiza o site do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA: “O consentimento voluntário do sujeito humano é absolutamente essencial”.[37]
Ademais, quando um indivíduo é esterilizado, mesmo quando isso ocorre como consequência secundária de uma terapia, sem ter dado seu consentimento pleno, livre e informado, ocorre uma violação da lei internacional.[38]
 
O protocolo que afirma a transgeneridade: qual é a base de evidências Nas duas últimas décadas, a Hayes Inc. tornou-se uma firma de pesquisas e consultoria internacionalmente reconhecida que avalia uma ampla gama de tecnologias médicas para determinar seu impacto sobre a segurança dos pacientes, seus resultados sobre a saúde dos pacientes e a utilização de recursos. A empresa realizou uma revisão e avaliação abrangente da literatura científica sobre o tratamento da DG em adultos e crianças em 2014. Ela concluiu que “embora evidências sugiram benefícios positivos” das cirurgias de redesignação sexual em adultos com disforia de gênero, “limitações sérias [inerentes à pesquisa] permitem apenas conclusões fracas”.[39] A Hayes Inc. considerou o uso de hormônios do sexo oposto em adultos com disforia de gênero como sendo baseado em evidências de qualidade “muito baixa”:
 
Estudos múltiplos não demonstraram melhorias estatisticamente significativas para a maioria dos resultados. As evidências sobre qualidade de vida e função em adultos homem a mulher (HaM) foram muito esparsas. As evidências em favor de medidas menos abrangentes de bem-estar em adultos que receberam terapia hormonal do sexo oposto foram diretamente aplicáveis a pacientes com DG, mas muito esparsas e/ou conflitantes. Os estudos não permitem conclusões de causalidade e, em sua maioria, tiveram fraquezas em sua execução. Há riscos de saúde potencialmente de longo prazo associados à terapia hormonal, mas nenhum deles foi comprovado ou excluído conclusivamente.[40]
 
Com relação ao tratamento de crianças com DG usando agonistas do hormônio liberador da gonadotrofina (GnRH) e hormônios do sexo oposto, a Hayes, Inc. atribuiu sua nota mais baixa, indicando que a literatura especializada “é escassa demais e os estudos existentes são demasiado limitados para sugerir conclusões.”[40] Clínicas de gênero se multiplicam nos Estados Unidos, a despeito da falta de evidências médicas Em 2007, o Dr. Norman Spack, endocrinologista pediátrico e fundador da primeira clínica de gênero do país, no hospital Boston Children’s, lançou o paradigma da supressão da puberdade nos Estados Unidos.[41] Ela consiste em primeiramente afirmar o autoconceito falso da criança, instituindo mudanças de nome e pronome e ajudando a criança a fazer-se passar por uma pessoa do sexo oposto, dentro e fora de sua casa. Em seguida, a puberdade em crianças com apenas 11 anos é suprimida com agonistas do GnRH, e finalmente, aos 16 anos, os pacientes podem começar a tomar hormônios do sexo oposto, preparando-se para a cirurgia de redesignação sexual quando chegarem à idade adolescente mais velha ou à idade adulta.[42] As diretrizes da Sociedade de Endocrinologia hoje proíbem o uso de hormônios do sexo oposto antes dos 16 anos de idade, mas essa proibição está sendo revista.[43]
Alguns especialistas de gênero já estão passando ao largo da supressão da puberdade e, em vez disso, encaminhando crianças com apenas 11 anos diretamente ao tratamento com hormônios do sexo oposto.[44]
A explicação apresentada é que a criança passará pelo desenvolvimento púbere do sexo desejado e, com isso, poderá evitar o sofrimento emocional iatrogênico decorrente de manter uma aparência pré- púbere enquanto seus pares seguem sua trajetória natural de puberdade. Em 2014, existiam 24 clínicas de gênero concentradas principalmente na costa leste dos EUA e na Califórnia; um ano mais tarde havia 40 distribuídas pelo país. A Dra. Ximena Lopez, endocrinologista pediátrica no Children’s Medical Center Dallas e membro do programa Genecis (Educação e Assistência de Gênero, Apoio Interdisciplinar) desse centro, declarou: “[O uso deste protocolo] vem aumentando rapidamente. E a razão principal disso é que pais o estão exigindo e levando pacientes aos endocrinologistas pediátricos, porque sabem que esse serviço está disponível.”[45]
Vale notar que a razão principal do uso aumentado do protocolo é a demanda por parte dos pais, e não a medicina baseada em evidências.
 
O risco dos agonistas do GnRH
Os agonistas do GnRH usados para suprimir a puberdade em crianças com disforia de gênero incluem dois que são aprovados para o tratamento da puberdade precoce: a leuprolida por injeção intramuscular em doses mensais ou trimestrais, e a histrelina, um implante subcutâneo com dosagem anual.[34]
Além de prevenir o desenvolvimento das características sexuais secundárias, os agonistas do GnRH sustam o crescimento ósseo, reduzem a acreção óssea, previnem a organização dependente de esteroides sexuais e a maturação do cérebro adolescente e inibem a fertilidade, ao impedir o desenvolvimento de tecido gonadal e de gametas maduros, pela duração do tratamento. Se a criança interromper o uso de agonistas do GnRH, ocorrerá a puberdade. [34],[42] Consequentemente, a Sociedade de Endocrinologia afirma que os agonistas do GnRH, além de o paciente viver socialmente como pessoa do sexo oposto, são intervenções plenamente reversíveis que não encerram risco de causar dano permanente a crianças.[42]
Mas a teoria da aprendizagem social, a neurociência e o único estudo de acompanhamento de longo prazo de adolescentes que passaram pela supressão de puberdade, visto abaixo, contestam essa afirmação. Em um estudo de acompanhamento de seus primeiros candidatos pré- púberes a receber tratamento de supressão da puberdade, De Vries e colegas documentaram que todos os sujeitos acabaram por adotar identidade transgênero e a pedir hormônios do sexo oposto.[46]
É preocupante. Normalmente 80% a 95% das crianças pré-púberes com DG não continuam a apresentar DG. O fato de que 100% das crianças pré-púberes tenham escolhido tomar hormônios do sexo oposto sugere que o próprio protocolo conduz o indivíduo inevitavelmente a identificar-se como transgênero. Existe algo evidentemente autorrealizado quando incentivamos uma criança com DG a fazer-se passar socialmente por uma pessoa do sexo oposto e depois instituímos a supressão de sua puberdade. Em vista do fenômeno amplamente constatado da neuroplasticidade, o comportamento reiterado de fazer-se passar pelo sexo oposto vai alterar de alguma maneira a estrutura e função do cérebro da criança, potencialmente de uma maneira que reduza a probabilidade de sua identidade alinhar-se com seu sexo biológico. Isso, somado à supressão da puberdade, que impede a masculinização ou feminilização endógena adicional do cérebro, leva a criança a permanecer ou como menino pré-púbere de gênero inconforme disfarçado de menina pré-púbere, ou o inverso. Como seus pares vão se desenvolver normalmente, convertendo-se em homens ou mulheres jovens, essas crianças ficam psicossocialmente isoladas. Elas serão menos capazes de identificar-se como sendo a pessoa biologicamente masculina ou feminina que são na realidade. Um protocolo de fazer-se passar pelo sexo oposto e de supressão da puberdade, que desencadeia um único resultado inevitável (a identificação transgênero) que exige o uso vitalício de hormônios sintéticos tóxicos, que produzem infertilidade, não é nem plenamente reversível nem isento de danos.
 
Agonistas do GnRH, hormônios do sexo oposto e infertilidade Como os agonistas do GnRH impedem a maturação do tecido gonadal e dos gametas em ambos os sexos, os jovens que, depois de passar pela supressão da puberdade no estágio 2 da escala de Tanner, são submetidos a tratamento com hormônios do sexo oposto serão convertidos em inférteis, sem qualquer possibilidade de terem filhos genéticos no futuro, porque não vão possuir os tecidos gonadais e gametas que possam ser criogenicamente preservados. O mesmo resultado ocorrerá se crianças pré-púberes receberem hormônios diretamente, sem a anterior supressão da puberdade. Adolescentes mais velhos que tenham rejeitado a supressão da puberdade são aconselhados a cogitar a possibilidade de conservação criogênica de seus gametas antes de iniciarem o tratamento com hormônios do sexo oposto. Isso lhes permitirá conceber filhos genéticos no futuro, por meio de tecnologia reprodutiva artificial. Embora existam casos documentados de adultos transgêneros que interromperam o tratamento com hormônios do sexo oposto para que seu corpo pudesse produzir gametas, conceber e ter um filho, não existe garantia absoluta de que essa seja uma opção viável no longo prazo. Ademais, os indivíduos transgênero que passam por cirurgia de redesignação sexual e têm seus órgãos reprodutivos extirpados tornam-se permanentemente inférteis.[34],[35],[36]
 
Riscos adicionais ligados aos hormônios do sexo oposto Os riscos potenciais de se tratar crianças com DG com hormônios do sexo oposto se baseiam na literatura especializada relativa a adultos. Vale lembrar que, nessa literatura relativa a adultos, o estudo Hayes afirma: “Existem riscos de segurança potencialmente de longo prazo ligados à terapia hormonal, mas nenhum deles foi comprovado ou excluído conclusivamente”.[40]
Por exemplo, a maioria dos especialistas concorda que o risco de doença arterial coronariana entre adultos HaM é mais alto quando tomam etinil estradiol via oral; por esse motivo, são recomendadas formulação estrogênicas alternativas. Mas um estudo de adultos HaM que utilizaram produtos alternativos constatou um risco aumentado semelhante. Portanto, esse risco não foi nem comprovado nem excluído.[47],[48],[49]
As crianças que fazem a transição para o sexo oposto vão precisar tomar esses hormônios por um tempo muito maior que os adultos. Consequentemente, a probabilidade de elas sofrerem morbidezes fisiologicamente teóricas, embora raramente observadas, é maior que a dos adultos. Levando em conta essas reservas, é mais exato dizer que a ingestão de estrogênio por via oral por meninos pode deixá-los em risco de sofrer: trombose/tromboembolismo; doença cardiovascular; ganho de peso; hipertrigliceridemia; hipertensão; redução na tolerância à glicose; doenças vesiculares, prolactinoma e câncer de mama.[47],[48],[49]
Do mesmo modo, meninas que recebem testosterona podem sofrer um risco elevado de: HDL baixo e triglicérides elevados; níveis aumentados de homocisteína; hepatotoxicidade; policitemia; risco aumentado de apneia do sono; resistência à insulina, e efeitos desconhecidos sobre os tecidos mamários, endométricos e ovarianos.[47],[48],[49]
Além disso, meninas podem legalmente submeter-se à mastectomia com apenas 16 anos, depois de fazerem tratamento com testosterona por um ano, e essa cirurgia carrega seu conjunto próprio de riscos irreversíveis.[34]
 
O adolescente pós-púbere com disforia de gênero
Como foi destacado anteriormente, de 80% a 95% das crianças pré-púberes com DG verão sua condição se resolver até o final da adolescência, se não forem expostas à afirmação social e intervenção médica. Isso significa que entre 5% e 20% persistirão com a DG até o início da idade adulta. Não existe, no momento, nenhum exame médico ou psicológico para determinar quais crianças vão persistir com a DG na idade adulta jovem. As crianças pré-púberes com DG que persistem com a DG além da puberdade também apresentam probabilidade maior de persistir até a idade adulta. Por essa razão, a Sociedade de Endocrinologia e outras, incluindo o Dr. Zucker, consideram razoável afirmar a transgeneridade dos adolescentes que persistem com a DG após a puberdade, além dos que começam a apresentar a DG após a puberdade, e iniciar com eles o tratamento com hormônios do sexo oposto aos 16 anos de idade.[42]
O College discorda pelas seguintes razões. Primeiro, nem todos os adolescentes com DG vão inevitavelmente se identificar com transgênero no futuro, mas a ingestão de hormônios do sexo oposto vai inevitavelmente gerar mudanças irreversíveis em todos os pacientes. Em segundo lugar, o adolescente jovem simplesmente não possui maturidade suficiente para tomar decisões médicas importantes. O cérebro adolescente não alcança a capacidade de fazer uma avaliação de riscos plena antes de chegar ao início a meados da casa dos 20 anos. Há um problema ético importante em permitir que menores de idade recebam intervenções médicas que mudarão sua vida de modo irreversível, incluindo o tratamento com hormônios do sexo oposto e, no caso de meninas no nascimento, a mastectomia bilateral, quando ainda não são capazes de dar o consentimento informado sozinhos. Como foi dito anteriormente, o College também vê com preocupação a tendência crescente entre adolescentes de se autodiagnosticarem como transgêneros após passarem períodos longos em sites de mídia social. Muitos desses adolescentes vão procurar um terapeuta depois de se autoidentificarem, mas muitos Estados foram obrigados, devido a pressões políticas não científicas, a proibir a chamada “terapia de conversão”. Essa proibição impede os terapeutas de se aprofundar não apenas nas atrações e identidade sexual do jovem, mas também em sua identidade de gênero. Os terapeutas não são autorizados a perguntar por que o adolescente se acredita transgênero; eles não podem explorar as questões de saúde mental subjacentes; não podem levar em conta a natureza simbólica da disforia de gênero e não podem levar em conta possíveis questões que estejam confundindo o problema, como o uso de mídias sociais ou o contágio social.[6]
 
Impacto da redesignação sexual em adultos, relacionado ao risco em crianças Pesquisas sugerem que adultos transgêneros manifestam um sentimento de alívio e satisfação após o uso de hormônios e cirurgia de redesignação sexual (CRD). Contudo, a CRD não resulta em um nível de saúde equivalente ao da população geral. [50] Por exemplo, um estudo de 2001 com 392 transgêneros homem a mulher (HaM) e 123 transgêneros mulher a homem (MaH) constatou que 62% dos transgêneros HaM e 55% dos MaH sofriam de depressão. Quase um terço (32%) de cada grupo tinha tentado o suicídio.[51]
Do mesmo modo, em 2009, Kuhn e colegas encontraram saúde geral e satisfação geral com a vida consideravelmente inferiores entre 52 transexuais HaM e três MaH, 15 anos depois de passarem por CRD, comparados aos controles.[52] Finalmente, um estudo de acompanhamento feito ao longo de 30 anos de pacientes transgêneros pós-cirúrgicos na Suécia constatou que o índice de suicídio entre adultos transgêneros operados era quase 20 vezes maior que o da população geral. Para que fique claro, isso não prova que a redesignação sexual provoca risco aumentado de suicídio ou outras morbidezes psicológicas. O que indica é que a cirurgia de redesignação sexual, por si só, não oferece ao indivíduo um nível de saúde mental comparável ao da população geral. Os autores resumiram suas descobertas como segue: As pessoas com transexualismo, após passarem pela redesignação sexual, apresentam riscos de mortalidade, comportamento suicida e morbidez psiquiátrica consideravelmente mais elevados que a população geral. Nossas descobertas sugerem que a redesignação sexual, embora alivie a disforia de gênero, talvez não seja o bastante como tratamento do transexualismo e deve inspirar atendimento psiquiátrico e somático melhor para esse grupo de pacientes após passarem pela redesignação sexual.[50] Vale notar que essas disparidades de saúde mental são observadas em um dos países mais abertos do mundo a lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT). Isso sugere que essas diferenças de saúde não sejam devidas principalmente ao preconceito social, mas à condição ou ao estilo de vida dos adultos transgêneros. Essa ideia também condiz com um estudo americano publicado no Journal of LGBT Health em 2008, que constatou que a discriminação não explica as discrepâncias de saúde mental entre indivíduos que se identificam como LGBT e a população heterossexual.[53]
Na ausência de intervenção hormonal e cirúrgica, apenas 5%-20% das crianças pré- púberes com DG enfrentarão uma idade adulta transgênera que parece predispô-las a certas morbidezes e a um risco aumentado de morte precoce. Contrastando com isso, o único estudo conduzido com crianças pré-púberes com DG que passaram por supressão da puberdade deixa claro que 100% dessas crianças serão transgênero na idade adulta. Portanto, as atuais Pessoas com transexualismo têm riscos de mortalidade, suicídio e morbidez psiquiátrica intervenções de afirmação transgênero em clínicas de gênero pediátricas irão estatisticamente gerar esse resultado para as restantes 80% a 95% das crianças pré-púberes com DG que, de outro modo, teriam identificado seu sexo biológico antes de chegar a idade adulta
 
Pessoas com transexualismo têm riscos de mortalidade, suicídio e morbidez psiquiátrica .
 
Recomendações para pesquisa Estudos com gêmeos idênticos mostram que fatores ambientais pós-natais exercem influência considerável sobre o desenvolvimento da disforia de gênero e do transgenerismo. Dados também refletem um índice de resolução superior a 80% entre crianças pré-púberes com DG. Por essa razão, um alvo de pesquisas deve ser a identificação dos diversos fatores ambientais e caminhos que desencadeiam a DG em crianças biologicamente vulneráveis. Atenção especial precisa ser dada ao impacto de acontecimentos adversos na infância e ao contágio social. Outra área em que mais pesquisas são muito necessárias é na psicoterapia. São urgentemente necessários e já deveriam ter sido iniciados há muito tempo estudos longitudinais grandes e de longo prazo em que crianças com DG e suas famílias são encaminhadas de maneira randomizada a tratamento com diversas modalidades terapêuticas e avaliadas segundo múltiplos critérios de saúde física e emocional. Além disso, os estudos de acompanhamento de longo prazo que avaliam critérios objetivos de saúde física e mental de adultos transexuais operados precisam incluir um grupo de controle correspondente composto de indivíduos transgênero não submetidos à CRD. Essa será a única maneira de testar a hipótese de que a própria CRD pode causar mais danos aos indivíduos do que eles sofreriam apenas com psicoterapia. Conclusão A disforia de gênero (DG) infantil é um termo usado para descrever uma condição psicológica em que uma criança sente uma incongruência marcante entre o gênero que sente ter e o gênero associado a seu sexo biológico. Estudos com gêmeos demonstram que a DG não é uma característica inata. E, sem a afirmação de sua transexualidade antes da adolescência e sem intervenção hormonal, antes de chegarem ao final da adolescência, entre 80% e 95% das crianças com DG vão aceitar a realidade de seu sexo biológico. O tratamento da DG infantil com hormônios equivale, na prática, à realização de experimentos em massa e esterilização de crianças e adolescentes que são cognitivamente incapazes de dar seu consentimento informado. Existe um problema ético grave em permitir que procedimentos irreversíveis e transformadores de vida sejam realizados em menores que não têm idade suficiente para darem o consentimento válido, eles próprios; os adolescentes não são capazes de compreender a magnitude de tais decisões. A ética, por si só, exige o fim da supressão da puberdade com agonistas do GnRH, hormônios do sexo oposto e cirurgias de redesignação sexual em crianças e adolescentes. O College recomenda a cessação imediata dessas intervenções e o fim da promoção da ideologia de gênero por meio de currículos escolares e políticas legislativas. A saúde, os currículos escolares e a legislação precisam permanecer ancorados à realidade física.
 
Pesquisas científicas precisam buscar uma compreensão melhor das bases psicológicas desse transtorno, a identificação das terapias familiares e individuais mais indicadas e um esforço para delinear as diferenças entre crianças cuja condição se resolve com acompanhamento e espera, versus aquelas cuja condição se resolve com terapia e as cuja condição persiste não obstante a terapia.
 
 
 
Tradução: Clara Allain Original em inglês: Gender Dysphoria in Children (https://www.acpeds.org/the-collegespeaks/position-statements/gender-dysphoria-in-children)
 
 
Referências 1. Shechner T. Gender identity disorder: a literature review from a developmental perspective. Isr J Psychiatry Relat Sci,2010; número 47, pp. 132-138. 2. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. 5ª edição, 2013, pp. 451-459. 3. Cohen-Kettenis PT, Owen A, Kaijser VG, Bradley SJ, Zucker KJ. Demographic characteristics, social competence, and behavior problems in children with gender identity disorder: a cross-national, cross-clinic comparative analysis. J Abnorm Child Psychol,2003, número 31, pp. 41–53. 4. Singal J. How the fight over transgender kids got a leading sex researcher fired. New York Magazine, 2016. Disponível em http://nymag.com/scienceofus/2016/02/fight-over-transkids-got-a-researcher-fired.html. Acesso em 15 de maio de 2016. 5. Bancroft J, Blanchard R, Brotto L, et al. Open Letter to the Board of Trustees of CAMH; Jan 11, 2016. Disponível em ipetitions.com/petition/boardoftrustees-CAMH. 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Karl Marx (pai do comunismo) e a diferença entre comunismo e socialismo
Cinco coisas que Marx queria abolir (além da propriedade privada) - https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2794 
Ele foi extraordinariamente franco quanto a seus propósitos
Uma das características mais extraordinárias de O Manifesto Comunista é sua honestidade.
Mesmo quem conhece bem a biografia de Marx — repleta de apologias a extermínios em massa de "raças inferiores" e a ditaduras — se surpreende com sua notável franqueza em relação aos objetivos do comunismo.
Com efeito, é possível argumentar que esta audácia passou a permear toda a psique comunista.
No último parágrafo do manifesto, Marx resume toda sua posição: "Os comunistas rejeitam suavizar suas idéias e objetivos. Declaram abertamente que os seus fins só podem ser alcançados pela violenta subversão de toda a ordem social vigente. Que as classes dominantes tremam de medo perante uma revolução comunista!".
Assim como em Mein Kampf, de Hitler, os leitores são apresentados a uma visão pura e nada diluída da ideologia do autor (por mais sombria que seja).
Começa com a propriedade
O manifesto de Marx tornou-se famoso por resumir toda a teoria do comunismo em uma única frase: "Abolição da propriedade privada". Ao final do segundo capítulo, ele inclusive fornece as 10 medidas necessárias para tornar um país comunista. Diz ele:
O proletariado usará sua supremacia política para expropriar, de maneira gradual, todo o capital da burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado — isto é, do proletariado organizado como classe dominante. [...]
Naturalmente, isto só poderá ocorrer por meio de intervenções despóticas no direito de propriedade e nas relações de produção burguesas. Por meio de medidas, portanto, que economicamente parecerão insuficientes e insustentáveis, mas que, no decurso do movimento, levam para além de si mesmas, requerendo novas agressões à velha ordem social.[...]
Estas medidas serão, obviamente, naturalmente distintas para os diferentes países.
Não obstante, nos países mais avançados, poderão ser aplicadas de um modo generalizado.
1. Expropriação da propriedade sobre a terra e aplicação de toda a renda obtida com a terra nas despesas do Estado.
2. Imposto de renda fortemente progressivo.
3. Abolição de todos os direitos de herança.
4. Confisco da propriedade de todos os emigrantes e rebeldes.
5. Centralização do crédito nas mãos do Estado, por meio de um banco nacional com capital do Estado usufruindo monopólio exclusivo.
6. Centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de comunicação e transporte.
7. Ampliação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao Estado; arroteamento das terras incultas e melhoramento das terras cultivadas, tudo de acordo com um plano geral.
8. Trabalho obrigatório para todos. Criação de exércitos industriais, em especial para a agricultura.
9. Unificação do trabalho agrícola e industrial. Abolição gradual de toda e qualquer distinção entre cidade e campo por meio de uma distribuição equilibrada da população ao longo do território do país.
10. Educação gratuita para todas as crianças nas escolas públicas. Eliminação do trabalho infantil nas fábricas em sua forma atual. Unificação da educação com a produção industrial etc.
Mas estes famosos 10 pontos do manifesto comunista — que vão desde a abolição da propriedade até a instituição do trabalho compulsório e da reorganização da distribuição demográfica — ainda não englobam todo o pensamento de Marx.
Com efeito, a abolição da propriedade privada está longe de ser a única coisa que o filósofo acreditava que tinha de ser abolida da sociedade burguesa para permitir a marcha do proletariado rumo à utopia.
Em seu manifesto, Marx enfatizou cinco outras idéias e instituições que também tinham de ser erradicadas.
1. A Família
No segundo capítulo, Marx admite que a abolição da família — uma instituição burguesa — é um tópico espinhoso, mesmo para os revolucionários. "Abolição da família! Até os mais radicais se assustam com este propósito infame dos comunistas", escreve ele.
Em seguida, ele explica que os oponentes desta ideia são incapazes de entender um fato crucial sobre a família.
"Sobre quais fundamentos se assenta a família atual, a família burguesa? Sobre o capital, sobre o proveito privado. Em sua forma completamente desenvolvida, a família tradicional é uma instituição burguesa e existe somente na burguesia", afirma Marx.
Para melhorar a situação, abolir a família seria relativamente fácil tão logo a propriedade da burguesia fosse abolida. "A família burguesa será naturalmente eliminada com o eliminar deste seu complemento, e ambos desaparecerão com o desaparecimento do capital."
2. Individualidade
Marx acreditava, corretamente, que o indivíduo e a individualidade eram uma força de resistência ao igualitarismo que ele queria impor.
Consequentemente, também no segundo capítulo, Marx afirma que o "indivíduo" — que para ela era "o burguês, o cidadão de classe média detentor de propriedades" — terá de ser "retirado do caminho, suprimido, e ter sua existência impossibilitada".
Segundo Marx, a individualidade é uma construção social da sociedade capitalista e está profundamente arraigada na própria noção de capital.
"Na sociedade burguesa, o capital é independente e possui individualidade, ao passo que a pessoa é dependente e não possui individualidade", escreveu ele. "E a abolição deste estado de coisas é rotulada pela burguesia de abolição da individualidade e da liberdade! E com razão. A abolição da individualidade burguesa, da independência burguesa e da liberdade burguesa sem dúvida são os nossos objetivos."
3. Verdades eternas
Marx aparentava não acreditar que existisse qualquer outra verdade além da luta de classes. Tudo aquilo que as pessoas comuns consideravam ser verdades era, segundo Marx, apenas imposições da burguesia.
Para Marx, a luta de classes era a única verdade inquestionável. E era ela o que determinava todas as outras "verdades".
"As ideias dominantes de cada época sempre foram apenas as ideias da classe dominante", disse ele. "Quando o mundo antigo estava em declínio, as religiões antigas foram sobrepujadas pelo cristianismo. Quando as ideias cristãs sucumbiram, no século XVIII, às ideias racionalistas, a sociedade feudal travou sua luta de morte com a burguesia, que então era revolucionária."
Ele reconheceu que esta ideia soaria radical demais para seus leitores, principalmente quando se considera que o comunismo não buscava modificar a verdade, mas sim suprimi-la. Porém, argumentou Marx, essas pessoas simplesmente não estavam tendo a visão global das coisas.
Dirão os céticos: "As ideias religiosas, morais, filosóficas, políticas, jurídicas, etc., sofreram várias modificações no decorrer da história. Entretanto, a religião, a moralidade, a filosofia, a ciência política, e o direito sempre sobreviveram a estas mudanças. Além disso, existem verdades eternas, como Liberdade, Justiça etc., que são comuns a todas as camadas sociais. Já o comunismo que abolir as verdades eternas, abolir todas as religiões e toda a moralidade, em vez de apenas tentar configurá-las de novo. Consequentemente, o comunismo age em contradição a toda a experiência histórica passada."
Ora, mas a que se reduz esta acusação? Ela simplesmente afirma e confessa que toda a história da sociedade se baseou na evolução dos antagonismos de classes, antagonismos que assumiram diferentes formas em diferentes épocas.
Porém, qualquer que fosse a forma assumida, um fato é comum a todas as épocas: a exploração de uma parte da sociedade pela outra. Não é de se admirar, portanto, que a consciência social das épocas passadas, a despeito de toda a multiplicidade e variedade de acontecimentos, se manifeste sempre dentro de padrões similares e de acordo com idéias gerais. E isso só irá desaparecer por completo com o desaparecimento total dos antagonismos de classe.
4. Nações
"Os comunistas", disse Marx, "são repreendidos por seu desejo de abolir países e nacionalidades". Mas esses críticos são incapazes de entender a natureza do proletariado, disse ele.
Os operários não têm pátria. Logo, não é possível tirar deles aquilo que eles não têm. Ademais, dado que o proletariado tem primeiro de conquistar a dominação política, de ascender à classe dominante da nação, e finalmente se tornar ele próprio a representação da nação, então podemos dizer que, até o momento, ele ainda é nacional, mas não no sentido burguês da palavra."
Adicionalmente, o próprio Marx admitiu que, por causa do capitalismo, as hostilidades entre as pessoas de diferentes culturas e criações estavam diminuindo. Assim, quando o proletariado chegasse ao poder, não mais haveria necessidade de existir nações, disse ele.
As diferenças nacionais e o antagonismo entre as pessoas de diferentes culturas estão, diariamente, desaparecendo cada vez mais por causa do desenvolvimento da burguesia, da liberdade de comércio, do mercado mundial, e da uniformidade do modo de produção industrial, que gera condições uniformes de vida entre as pessoas.
A supremacia do proletariado fará com que tudo isso desapareça ainda mais rápido.
5. O passado
Marx via a tradição e os costumes como uma ferramenta de dominação da burguesia. Aderência aos costumes e respeito ao passado serviam meramente para distrair o proletariado, atrasando sua busca por emancipação e supremacia. Os tradicionalistas — "reacionários" — apegados ao passado e aos costumes agiam assim unicamente para manter os instintos revolucionários do proletariado sob controle.
"Na sociedade burguesa", escreveu Marx, "o passado domina o presente; na sociedade comunista, o presente domina o passado".
Talvez as sementes da nossa atual era da pós-verdade estejam aí.SUBSÍDIO PEDAGÓGICO TOP1
Trabalhar corretamente o conceito de Ideologia de Gênero é muito importante para esta aula. Por exemplo, deve-se ressaltar que a Ideologia de Gênero não se alimenta apenas de um sistema ideológico, mas de vários. Não é correto dizer, por exemplo, que a Ideologia de Gênero é somente uma proposta do Marxismo, apesar deste sistema de ideias a alimentar, entretanto, não é só ele o responsável pelo advento dessa ideologia. A especialista em Ideologia de Gênero, Marguerite A. Peeters, usa a expressão “resíduos ideológicos” para se referir à fonte de alimentação da Ideologia de Gênero. Logo, além do marxismo, a Ideologia de Gênero alimenta-se do caldo de revoluções culturais impostas sobre as culturas do Ocidente ao longo de séculos: maniqueísmo, naturalismo, deísmo, laicismo, niilismo, freudismo, feminismo, existencialismo ateu, dentre outros. Caso deseje aprofundar esses sistemas, no sentido de procurar saber o que propõe cada um deles, consulte um bom dicionário de filosofia.
 
Diferença entre sexo e gênero - Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre (Acesso em 06-04-18 - 22:36h -https://pt.wikipedia.org/wiki/Diferen%C3%A7a_entre_sexo_e_g%C3%AAnero ).
Em Biologia, um género (português europeu) ou gênero (português brasileiro) (do latim genus, plural genera) é uma unidade de taxonomia (um taxon) utilizada na classificação científica e agrupamento de organismos vivos/fósseis para agrupar um conjunto de espécies que partilham um conjunto muito alargado de características morfológicas e funcionais, um genoma com elevadíssimo grau de comunalidade e uma proximidade filogenética muito grande, reflectida pela existência de ancestrais comuns muito próximos. No sistema de nomenclatura binomial utilizado na Biologia, o nome de um organismo é composto por duas partes: o seu género (escrito sempre com maiúscula), e o modificador específico (também conhecido como o epíteto específico). Por exemplo, Homo sapiens sapiens é o nome da espécie humana (latim para homem sábio sábio), a qual pertence ao género Homo. Cada género é constituído em torno de uma espécie-tipo, por sua vez associada permanentemente a um espécime-tipo devidamente preservado e descrito, a partir do qual se avalia a proximidade ou diferenciação de cada uma das espécies que são incluídas no taxon.

Índice
1Sexo
1.1História
1.2História
2Crítica da distinção de "diferença sexual" e "diferença de gênero"
3Transgênero e Genderqueer
4Feminismo
4.1Geral
5West e Zimmerman e o "fazendo gênero"
6Referências
7Ver também
8Ligações externas
Sexo
Anisogamia, ou as diferenças de tamanho dos gametas (células sexuais), é a característica definidora dos dois sexos. Por definição, os machos têm pequenos gametas (espermatozoides); fêmeas têm grandes gâmetas (óvulo).[1] Em seres humanos, a diferenciação sexual típica masculina e feminina inclui a presença ou ausência de um cromossomo Y, o tipo de gônadas, os hormônios sexuais, a anatomia reprodutiva interna (tal como o útero nas fêmeas ) e a genitália externa.[2]
O consenso entre os cientistas é de que todos os comportamentos são fenótipos — complexas interações entre biologia e ambiente — e, portanto, a categorização Inato ou adquirido é enganosa.[3][4][5]] O termo diferenças sexuais é normalmente aplicado aos traços de dimorfismo sexual que se supõem terem ser evoluído como conseqüências da seleção sexual. Por exemplo, a "diferença sexual" humana quanto à estatura é uma conseqüência da seleção sexual, enquanto a "diferença de gênero" tipicamente vista como o comprimento dos cabelos (mulheres tendem a ter cabelos mais longos) não é.[6][7] A investigação científica mostra o sexo do indivíduo influencia em seu comportamento.[8][9][10][11][12]
O sexo é notado como diferente de gênero no Oxford English Dictionary, onde ele diz que sexo "tende agora a referir-se às diferenças biológicas". A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma igualmente que "'sexo refere-se à características biológicas e fisiológicas que definem homens e mulheres "e que "homem e mulher são categorias sexuais".[13]
O dicionário Dicionário UNESP do português contemporâneo define sexo como "conjunto de caracteres estruturais e funcionais segundo um ser vivo é classificado como macho ou fêmea".[14]
História
Do Renascimento ao século XVIII, houve uma inclinação prevalecente entre os médicos no sentido da existência de um único sexo biológico - Incerto.
GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) faz uma distinção entre sexo e gênero em sua mais recente Media Guide Reference: sexo é "a classificação de pessoas como homem ou mulher" no nascimento, com base em características corporais, como cromossomos, hormônios, órgãos reprodutivos internos e genitália. A identidade de gênero é "o senso interno, pessoal de ser um homem ou uma mulher (ou um menino ou uma menina).[15]
Alguns filósofos feministas afirmam que o gênero é totalmente indeterminado pelo sexo, por exemplo, na obra A Dialética do Sexo, um texto feminista amplamente influente.[16]
História[editar | editar código-fonte]
Os gênero no sentido de distinções sociais e comportamentais, surgiu de acordo com evidências arqueológicas a "pelo menos cerca de 30.000 anos atrás".[17] Mais evidências foram encontradas a cerca de "26.000 anos atrás",[18] pelo menos, no Sítio arqueológico de Dolní Věstonice e outros, onde é hoje a República Checa.[19]Isto é, durante o período de tempo do Paleolítico Superior.
O significado histórico do gênero, em última análise, derivado do latim genus, era "tipo" ou "variedade". Por volta do século XX, este significado era obsoleto e o único uso formal de gênero foi na gramática.[20] Isso mudou no início de 1970, quando o trabalho de John Money, particularmente o popular livro de faculdade Man & Woman, Boy & Girl foi abraçado pela teoria feminista. Este significado de gênero é agora predominante nas ciências sociais; embora em muitos outros contextos, gênero inclui ou substitui sexo.[21]
Crítica da distinção de "diferença sexual" e "diferença de gênero"[editar | editar código-fonte]
A distinção atual entre a diferença de termos sexo vs. diferença de gênero tem sido criticada como enganosa e contraproducente. Estes termos sugerem que o comportamento de um indivíduo pode ser dividido em fatores biológicos e culturais separados. (No entanto, as diferenças de comportamento entre os indivíduos podem ser estatisticamente particionadas, como estudado pela genética comportamental). Em vez disso, todos os comportamentos são fenótipos - um complexo entrelaçamento de ambos natureza e criação.[22]
Diane Halpern, em seu livro Sex Differences in Cognitive Abilities, argumentou problemas com a terminologia sexo vs. género: "Eu não posso discutir (neste livro) que a natureza e a educação são inseparáveis e em seguida usar termos diferentes para se referir a cada classe de variáveis. As manifestações biológicas de sexo são confundidas com variáveis psicossociais(...) O uso de termos diferentes para rotular estes dois tipos de contribuições para a existência humana parece inadequado à luz da posição biopsicossocial que aderi". Ela também declarou que "Pinker (2006b, parágrafo 2.) Proporcionou um resumo claro dos problemas com os termos sexo e gênero: "parte dela é um novo preciosismo de muitas pessoas hoje são escrúpulos sobre dimorfismo sexual, como os vitorianos foram sobre sexo. A palavra sexo se refere ... (ambos) para a cópula e o dimorfismo sexual... "[23] Richard Lippa escreve em Gender, Nature and Nurture que "Alguns pesquisadores argumentam que a palavra sexo deve ser usada para se referir a (diferenças biológicas), ao passo que a palavra gênero deve ser utilizada para se referir a (diferenças culturais). No entanto, não é de todo claro o grau em que as diferenças entre os machos e fêmeas são devido a fatores biológicos em relação aos fatores aprendidos e culturais. Além disso , uso indiscriminado da palavra gênero tende a obscurecer a distinção entre dois temas diferentes:. (a) diferenças entre machos e fêmeas, e (b) as diferenças individuais na masculinidade e feminilidade que ocorrem dentro de cada sexo".[24]
Tem sido sugerido que as distinções mais úteis a se fazer seria se a diferença de comportamento entre os sexos é primeiro devida a uma adaptação evoluída, então, nesse caso, se a adaptação é dimorfismo sexual (diferente) ou sexualmente monomórfica (o mesmo em ambos os sexos). O termo "diferença entre os sexos" poderia, então, ser re-definida como diferenças entre-sexo que são manifestações de uma adaptação do dimorfismo sexual (que é como muitos cientistas usam o termo[25][26]), enquanto que o termo "diferença de gênero" poderia ser re-definido como devido ao diferencial de socialização entre os sexos de uma adaptação ou subproduto monomórfico. Por exemplo, uma maior propensão masculina para a agressão física e tomada de risco seria chamado uma "diferença sexual"; o comprimento dos cabelos geralmente mais longos em fêmeas seria chamado de "diferença de gênero".[27]
Transgênero e Genderqueer[editar | editar código-fonte]
O Transgênero não possui uma definição. Em vez disso, é um grupo de "identidades e experiências de sexo e variação de gênero, mudanãs e misturas."[28] Isto é, quando o sexo atribuído a um indivíduo ao nascer não corresponde com o sexo com o qual se identifica. Sob a égide do transgênero inclui-se "as pessoas transexuais, as travestis, drag queens e drag kings, pessoas genderqueer, gays e lésbicas, os parceiros de pessoas trans e qualquer número de outras pessoas que transgridem o sexo binário." Essas pessoas muitas vezes se submetem à cirurgia de redesignação de sexo, tomam hormônios, ou mudam seu estilo de vida para se sentirem mais confortável.[28]
Feminismo[editar | editar código-fonte]
Geral
Muitas feministas consideram que o sexo seja apenas uma questão de biologia e algo que não é sobre a construção social ou cultural. Por exemplo, Lynda Birke, bióloga feminista, afirma que "'biologia' não é vista como algo que poderia mudar."[29] No entanto, a distinção sexo / gênero, também conhecida como o Modelo Padrão de sexo / gênero, é criticada por feministas que acreditam que há uma ênfase excessiva colocada no sexo ser um aspecto biológico, algo que é fixo, natural, imutável e que consiste de uma dicotomia macho / fêmea. Elas acreditam que a distinção não reconhece qualquer coisa fora da dicotomia estritamente masculino / feminino e que cria uma barreira entre aqueles que se encaixam e aqueles que são incomuns. A fim de provar que o sexo não é apenas limitado a duas categorias de o livro de Anne Fausto-Sterling Sexing the Body aborda o nascimento de crianças que são intersexuais. Neste caso, o modelo de padrão (sexo / distinção de gênero) é visto como incorreto no que diz respeito à sua noção de que existem apenas dois sexos, masculino e feminino. Isto porque "a completa masculinidade e feminilidade representam os extremos de um espectro de possíveis tipos de corpo."[30] Em outras palavras, Fausto-Sterling argumenta que há uma multidão de sexos entre os dois extremos do sexo masculino e feminino.
Ao invés de ver o sexo como uma construção biológica, há feministas que aceitam ambos sexo e gênero como uma construção social. Segundo a Sociedade Intersexo da América do Norte, "a natureza não decide onde a categoria "masculino" termina e a categoria "intersexual" começa, ou onde a categoria "intersexual" termina e a categoria "feminino" começa. Os seres humanos decidem. Os seres humanos (hoje, tipicamente os médicos) decidem o quão pequeno um pênis tem que ser, ou quão incomum uma combinação de peças tem de ser, antes de ele considerar como intersexual".[31] Fausto-Sterling acredita que o sexo é construído socialmente, porque a natureza não decidir sobre quem é visto como um macho ou fêmea fisicamente. Em vez disso, os médicos decidir o que parece ser um sexo "natural" para os habitantes da sociedade. Além disso, o sexo, comportamento, ações e aparência de homens / mulheres é também visto como socialmente construído, porque os códigos de feminilidade e masculinidade são escolhidos e considerados aptos pela sociedade para o uso social.
West e Zimmerman e o "fazendo gênero"
Usado principalmente em estudos de sociologia e de gênero, o termo fazendo gênero refere-se ao conceito de gênero como um desempenho socialmente construído que acontece durante as interações humanas de rotina e não como um conjunto de qualidades essencializadas com base no sexo biológico de alguém.[32] O termo apareceu pela primeira vez no artigo de Candace West e Don Zimmerman Doing gender, publicado no jornal Gender and Society.[33] Originalmente foi escrito em 1977 mas não foi publicado até 1987,[34] Doing Gender é o artigo publicado mais citado da Gender and Society.[33] West e Zimmerman afirmam que para entender o gênero como atividade, é importante diferenciar entre sexo, categoria de sexo e gênero.[32]


SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP2
“CONSCIÊNCIA. Esse termo, que é inexistente no Antigo Testamento, mas que ocorre trinta vezes no Novo Testamento, vem de suneidesis que quer dizer um conhecimento acompanhador ou co-percepção. Não é uma faculdade separada, mas um modo pelo qual as faculdades gerais (intelecto, sensibilidade e vontade) agem. A consciência é definida como a voz da alma ou a voz de DEUS, porque age aprovando ou reprovando nossos atos; é uma espécie de juiz dos nossos atos e dos alheios. ‘Por natureza moral do homem se entende aqueles poderes que o tornam apto para as boas ou más ações. Esses poderes são o intelecto, a sensibilidade e a vontade, juntamente com aquele poder peculiar de discriminação e de impulsão que denominamos de consciência […] E. H. Bancroft. 
[...] Ainda que a Bíblia não pretenda fornecer uma definição categórica sobre o que seja a consciência, lemos em Romanos 2.13-15 algo sobre o fato de que todos os homens têm uma lei gravada em seus corações, que é a lei moral, uma norma do dever. Se essa norma é a Palavra de DEUS, dizemos que se trata de uma consciência iluminada; em caso contrário, trata-se de uma consciência obscurecida” (FILHO, Tácito da Gama Leite. O Homem em três tempos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1982, p.60).
 
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Caro professor, prezada professora, ao final da lição (ou no início também: tudo dependerá de seu planejamento didático), e de acordo com a sua possibilidade, procure exibir o seguinte vídeo: Entendendo a ideologia de gênero em 2 minutos. Youtube, 24 set. 2016. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=1xHVS1vdnpw>. Acesso em: 28 dez. 2017. O vídeo explica de forma objetiva o assunto em poucos minutos.
 
AJUDA BIBLIOGRÁFICA
AS GRANDES DEFESAS DO CRISTIANISMO - CPAD - Jéfferson Magno Costa
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearman - Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - Warren W. Wiersbe
CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO - Esequias Soares - CPAD
Ética Cristã - Norman Geisler - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - Caixa Postal 21266, São Paulo-SP 04602-970
Ética - Pr. Humberto Schimitt Vieira - MANUAL DE ETICA MINISTERIAL - Cantares - Gravadora e Editora - www.gravadoracantares.com.br
ÉTICA E O MELHOR NEGOCIO - Por John Maxwell
Ética ministerial - Jânio Santos de Oliveira - Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de DEUS Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro - janio-construcaocivil.blogspot.com
Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
http://www.gospelbook.netwww.ebdweb.com.brhttp://www.escoladominical.nethttp://www.portalebd.org.br/, Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD.
Revista CPAD - Lições Bíblicas - 2002 - 3º Trimestre - Ética Cristã - Pr. Elinaldo Renovato de Lima
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Teologia Sistemática Pentecostal - A Doutrina da Salvação - Antonio Gilberto - CPAD
Teologia Sistemática - Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - A Salvação - Myer Pearman - Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
 

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