quinta-feira, 16 de julho de 2015

Lição 3, Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs, 2 parte

Lição 3, Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs, 2 parte
Princípios divinos sobre o culto público (1tm 2.1-15) -
A PRIMEIRA EPÍSTOLA A TIMÓTEOJ. N. D. Kelly - Novo Testamento - Vida Nova - Série Cultura Cristã.
 
As cartas pastorais tinham como propósito primário orientar os jovens pastores a procederem corretamente na igreja de DEUS (3.15). Os mesmos princípios antigos são atuais e oportunos para nós hoje. A Palavra de DEUS é supracultural e atemporal. Ela permanece para sempre.
Neste segundo capítulo, Paulo orienta Timóteo acerca do culto público e faz recomendações sobre a oração e a postura correta de homens e mulheres nas práticas da igreja.
O alcance universal da oração (2.1-3)
Paulo menciona a importância fundamental da oração no culto público, e a esse respeito destacamos alguns pontos.
 
A ORDEM DO CULTO PÚBLICO. 2:1-15.
Esta seção, que trata da importância do culto público e da conduta ali apropriada, e o capítulo seguinte, com suas diretrizes para o ministério formam o manual mais antigo da ordem eclesiástica que possuímos. A necessidade de regulamentos claros para as reuniões congregacionais foi rapidamente reconhecida na igreja primitiva, e já em 1 Co 14 vemos que Paulo está preocupado com os mal-entendimentos e desordem causados pelo exercício sem supervisão da “profecia” e do “falar em línguas", bem como pelo afã das mulheres de se afirmarem nas reuniões. Sua regra áurea era que tudo quanto era feito na igreja devia ser feito “com decência e ordem” e contribuir para a edificação dos fiéis (1 Co 14:40,26).
1. A primeira exigência de Paulo é que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homem. Não é necessário forçar a exata distinção entre estes termos; seu objetivo é insistir na centralidade da oração mais do que oferecer uma análise sistemática dos seus tipos. A menção de ações de graças (Gr. eucharistias), no entanto merece ser notada. Como em 1 Co 14:16-17, devemos provavelmente ver aqui uma referência à eucaristia, que desde os tempos mais antigos era considerada como sendo, em essência, uma oração de bendizer e agradecer a DEUS por toda a Sua bondade, desde a criação do mundo até o envio do Seu Filho para sofrer, morrer, e ressuscitar pela salvação dos homens. A solicitude principal de Paulo é que a intercessão cristã deva ser em favor de todos os homens; este fato é confirmado pela sua lembrança enfática em 4 e 6 que DEUS quer que todos os homens saibam a verdade, e que CRISTO deu Sua vida por toda a humanidade. Devemos inferir que havia um ESPÍRITO exclusivista nalgumas seções da comunidade de Éfeso, provavelmente em conexão com a tendência judaico-gnóstica no pensamento dos mestres do erro. Paulo toma claro que uma atitude estreita deste tipo é uma ofensa contra o evangelho de CRISTO.
2. Em especial, os cristãos devem orar em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, O primeiro termo, reis, designava o imperador no oriente, e visto que é empregado aqui no plural, a inferência tem sido tirada que a carta deve datar de depois de 136, quando os imperadores tinham colegas associados com eles. A injunção é geral, no entanto, e o plural abrange não somente o imperador romano (no presente caso, Nero), como reis locais também. Os que se acham investidos de autoridade, também, é uma descrição geral para oficiais de destaque de quase qualquer tipo. O cristianismo logo teria bons motivos para hostilidade contra o estado, e o Apocalipse demonstra que tal atitude tomou-se comum nalguns círculos. Mas o N.T. testifica de considerável lealdade às autoridades imperiais e cívicas: e.g. Rm 13: 1 ss.; 1 Pe 2:14, 17; Tt 3:1; Atos passim. No judaísmo, o sacrifício era regularmente oferecido no Templo e intercessão feita nas sinagogas pelo poder civil pagão: cf. LXX Jr 36:7; Bar. 1:10-13; Ed 6:10; 1 Mac. 7:33. O costume logo se arraigou no cristianismo, e tais orações eram estabelecidas na liturgia já em fins do século I (1 Ciem. lxi). De modo geral, no decurso das eras, o cristianismo tem inculcado respeito para com o poder civil, seja cristão, seja pagão, pelo menos até que começa a exercer uma tirania intolerável. A base teológica tem sido a convicção de que o poder e a autoridade terrestres têm seu lugar destinado na disposição providencial do mundo (cf. Rm 13:1 ss.). Duas razões são propostas para tais orações. A primeira (a segunda é dada em 3-6) é que, como resultado benéfico delas, os cristãos podem esperar que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Noutras palavras, não sendo expostos à suspeita da deslealdade, terão licença de praticar sua religião sem medo de serem molestados, e de viver a vida moralmente séria apropriada a ela. Os dois termos traduzidos piedade (Gr. eusebeia) e respeito (Gr. semnotês) pertencem ao koinè superior; Paulo somente os emprega nas Pastorais, e fornecem mais uma ilustração do estilo distintivo delas. O primeiro (cf. 3:16; 4:7-8; 6:3, 5, 6, 11; 2 Tm 3:5; Tt 1:1) designa a atitude religiosa no sentido mais profundo, a verdadeira reverência a DEUS que advém do conhecimento dEle; o último (cf. 3:4; Tt 2:7) conota a seriedade moral, que afeta o comportamento externo bem como a intenção interior. Juntos, representam o equivalente helenístico das palavras hebraicas “santidade” (Gr. hosiotès) e “justiça” (Gr. dikaiosunè) combinadas em Lc 1:75. Resumem, conforme freqüentemente tem sido indicado, o ideal religioso das cartas, acentuando- se a piedade estabelecida que se expressa numa vida bem organizada, que muitos (ver 24-25 acham difícil associar com Paulo). Do outro lado, (a) as palavras propriamente ditas podem ser devidas ao seu secretário; e (b) não podemos excluir a possibilidade de que a atitude de Paulo tivesse passado por uma mudança considerável como resultado do decorrer dos anos e das circunstâncias alteradas.
3-6. Paulo agora chega à sua segunda razão, mais profunda e teológica. Isto, o declara, è bom e aceitável diante de DEUS nosso Salvador. A intercessão geral, ele quer dizer, e a intercessão por autoridades em especial, é uma coisa boa em si mesma, mas, além disto, agrada a DEUS, cuja natureza é salvar (para nosso Salvador, ver sobre 1:1). Embora seja realmente o Salvador de nós, os cristãos (esta é a força de nosso), também deseja que todos os homens sejam salvos, i.é, que escapem à ira divina no último dia, e, como um preliminar indispensável a isto, que cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Esta última frase é usada por Paulo apenas nas Pastorais (2 Tm 2:25; 3:7; Tt 1:1: cf. Hb 10:26), embora a palavra para conhecimento (Gr. epignòsis) seja uma favorita dele, e ele fale da “verdade do evangelho” (G1 2:5, 14) ou da “verdade” (G1 5:7; Rm 2:8; 2 Co 6:7). É mais um exemplo da dicção helenística das cartas. “Conhecimento” inclui, não somente a apreensão racional da parte do crente, como também a aceitação pela fé, ao passo que a “verdade” é a totalidade da revelação de DEUS em CRISTO; nas Pastorais, quase conota a ortodoxia cristã. A expressão inteira, chegar ao pleno conhecimento da verdade, tem um som distintivamente joanino, e é o equivalente de “ser convertido ao cristianismo.” /No decurso da história cristã esta frase tem provocado intenso esquadrinhar do coração e controvérsia. Como a vontade de DEUS no sentido de salvar todos pode ser reconciliada com (a) a crença quase universal que nem todos na realidade são salvos, e (b) o ensino acerca da predestinação exposto pelo próprio Apóstolo noutros lugares (e.g. Rm 9)? O que fica claro acima de tudo é que todas as qualificações sutis que foram propostas (e.g. a sugestão de Tertuliano que todos significa “todos quantos Ele adotou”, e a de Agostinho, que denota “todos os predestinados, porque todos os tipos da humanidade estão entre eles”) são artificiais e fora de lugar. O mesmo se aplica igualmente à distinção muito mais sensata, feita por pais como João Crisóstomo, Teodoro de Mopsuéstia, e João Damasceno, feita entre a vontade geral e antecedente de DEUS de que todos quantos criou devessem compartilhar da Sua bem-aventurança, e Sua vontade subsequente que todos quantos se recusam a aceitar Sua livre graça fossem castigados. A verdade é que todas as perguntas que a teologia posterior haveria de fazer estavam remotas da mente do Apóstolo. Ao afirmar o escopo universal da vontade de DEUS para salvar estava provavelmente consciente de discordar (a) da crença judaica de que DEUS determinou a destruição dos pecadores e a salvação dos justos somente, e (b) a teoria gnóstica de que a salvação pertencia somente a uma elite espiritual. Para decidir seu argumento, Paulo encaixa, nos w. 5 e 6, o que é quase certamente (cf. as quatro cláusulas, compactas, equilibradas e rítmicas) um extrato de uma fórmula catequética ou litúrgica que provavelmente já era familiar aos seus leitores. £ do tipo com duas partes, conforme cita noutros lugares: cf. esp. 1 Co 8:6. A primeira cláusula afirma a doutrina básica do judaísmo, repetida em cada culto na sinagoga e por Judeus piedosos em todos os lugares (Dt 6:4-9), há um só DEUS. A conjunção de ligação Porquanto demonstra que a declaração é feita para apoiar o que antecede, e é digno de nota que Paulo noutros lugares (e.g. Rm 3:29) faz da unicidade de DEUS o fundamento da universalidade do evangelho. A segunda cláusula continua: e um só Mediador entre DEUS e os homens, CRISTO JESUS, homem. Destarte, exclui, de um lado, as idéias judaicas de Moisés (G1 3:19) ou dos anjos (Hb 2:6ss.; Test. xii Patr., Dn 6) agindo como intermediários, e, do outro lado, todas as divindades intermediárias, eões gnósticos, etc., aceitos nos círculos pagãos. CRISTO pode desempenhar este papel sem igual precisamente porque Ele mesmo é homem. Temos aqui, em forma resumida, o conceito do segundo Adão, o inaugurador de uma nova humanidade, redimida, que Paulo expõe em Rm 5:12ss.; 1 Co 15:21-22; 45ss. Tem sido objetado que em nenhum outro lugar Paulo chama CRISTO de Mediador, e que reserva esta descrição para Moisés (G1 3:19), mas contra isto devemos notar (a) que estamos quase certamente tratando aqui com uma citação, e (b) que de qualquer maneira o ensino de Paulo acerca da redenção é essencialmente mediatório visto que, de acordo com ele, os seres humanos são restaurados à comunhão com DEUS por meio de CRISTO e da Sua obra por eles. A confissão passa a definir esta obra: O qual a si mesmo se deu em resgate por todos. Esta é uma versão livre da declaração do próprio CRISTO (Mc 10:45) que o Filho do Homem veio “para dar a sua vida em resgate por muitos.” Visto que Paulo não está expondo uma teoria da Expiação da parte dele mesmo, mas, sim, citando o que viera a ser um chavão teológico, é infrutífero especular acerca do complexo de idéias que o subjazem. As palavras importantes para ele eram por todos; é o fato de que CRISTO morreu por todos os homens, sem qualquer tipo de favoritismo, que toma obrigatório para os cristãos orar por todos eles sem distinção.
A cláusula que se segue - testemunho que se deve prestar em tempos oportunos (“assim prestando testemunho no bom tempo de DEUS”) — é enigmática; as variantes dos MSS demonstram quanta dificuldade os exegetas primitivos tinham com ela. Muitos entendem que faz parte da citação de Paulo, mas a fórmula é mais nítida sem nenhum acréscimo final; realmente, é difícil ver sua relevância. Muito mais provavelmente devemos entendê-la como um comentário do Apóstolo que fica em oposição frouxa (cf. Rm 12:1; 2 Ts 1:5 para a construção) à declaração antecedente. O que Paulo está dizendo é que, ao morrer por toda a humanidade de acordo com o plano divino, CRISTO deu testemunho esmagadoramente convincente ao desejo de DEUS pela salvação de todos os homens. Ele o deu “no tempo oportuno de DEUS,” i.é, no momento decisivo da história que DEUS, na Sua providência, fixara para a realização do Seu propósito (cf. Rm 5:6; G1 4:4). Esta interpretação é confirmada por Tt 1:3, mas visto que a expressão (Gr. kairois idiois) também pode ter uma referência futura (6:15: cf. 2 Ts 2:6), alguns preferem este significado aqui. Explicam, assim, que o texto significa que o ato de CRISTO de sacrificar-Se foi “o testemunho para tempos determinados vindouros,” sendo que o “tempo” especialmente em mira é o evento final da redenção. Duvida-se, no entanto, se o grego pode dar este sentido, e tendo em vista a menção da morte salvífica de CRISTO uma referência ao passado parece ser, de qualquer maneira, mais apropriada.
7. Como um argumento, final, Paulo apela ao seu próprio papel especial na propagação do evangelho. Para isto, exclama ele, i.é, a fim de espalhar em todos os lugares exatamente este testemunho, declarado em JESUS CRISTO, da vontade universal de DEUS no sentido de salvar, fui designado pregador e apóstolo. . . mestre dos gentios na fé e na verdade. O “Eu” (oculto em português) é enfático, e designa ecoa a declaração de 1:12 de que a posição ministerial de Paulo é devida inteiramente à iniciativa divina. O acento, no entanto, recai na cláusula final, e para ressaltá-la faz a interjeição veemente, afirmo verdade, não minto (cf. a linguagem de protestação em Rm 9:1; 2 Co 11:31; G1 1:20). O fato de que o próprio DEUS o escolheu (cf. At 9:15; 13:47; 22:21) para pregar o evangelho aos gentios, i.é, o mundo gentio e não somente aos Judeus, é prova definitiva do desejo de DEUS no sentido de salvar todos os homens, e, portanto, a obrigação de orar por todos eles. Esta interpretação tem a vantagem de dar o valor integral à cláusula final, e de fazer do versículo inteiro o desenvolvimento lógico de 5 e 6. O parêntese veemente é mais bem explicado como sendo uma ênfase dada à declaração de Paulo de que a ele fora atribuída a comissão aos gentios, em contraste com as idéias exclusivistas dos mestres do erro; com suas tendências judaizantes é bem provável que criticassem a evangelização dos não Judeus. Logo, o parêntese olha para frente, como em Rm 9:1. Uma explicação alternativa, que tem muito apoio, é que Paulo, segundo sua maneira costumeira, está defendendo sua posição apostólica; o parêntese, portanto, olha para trás, para pregador e apóstolo. É bem possível, pois Paulo sempre estava sensível a respeito da sua autoridade, e embora Timóteo não precisasse ser assegurado acerca dela, há indícios (ver sobre 1:1) que pode ter sido questionada nalguns círculos em Éfeso. Este conceito, no entanto, não explica a violência surpreendente dó protesto de Paulo, e por meio de introduzir a questão irrelevante do seu apostolado, deixa de integrai o versículo satisfatoriamente com aquilo que antecede. Com qualquer das interpretações, na fé e na verdade acompanham estreitamente mestre. . . e denotam (a) o assunto, ou conteúdo, da instrução de Paulo, ou (b) a fidelidade e a veracidade com que ele o transmite.
8. Do escopo universal da oração, Paulo passa para as disposições e o comportamento apropriados a ela. Começa de modo cortês, porém firme, Quero, portanto. . . . empregando um verbo (Gr. boulomai) que
no judaísmo helenístico transmite uma nota de mandamento autoritativo.
Sua primeira regra é que os varões orem em todo lugar... Na sinagoga judaica somente os homens tinham licença de recitar as orações; a ênfase dada ao sexo masculino sugere que esta convenção talvez estivesse se rompendo em Éfeso (para Corinto, muito tempo antes, cf. 1 Co 1:5ss.; 14:33ss.), e isto é confirmado por 11 ss. abaixo. As orações devem ser proferidas em todo lugar, onde for pregado o evangelho; a expressão relembra Ml 1:11, mas é quase técnica em Paulo (1 Co 1:2; 2 Co 2: 14; 1 Ts 1:8). Chega, então, à sua lição principal: durante as orações* os homens na congregação devem levantar mãos santas, sem ira e sem animosidade. O gesto externo é fútil, e até mesmo blasfemo, a não ser que o coração por dentro esteja livre de má-vontade. Relembramos o expresso ensino de JESUS (Mc 11:25; Mt 5:23-24; 6:12) de que a oração genuína é impossível para os que não perdoam, ou que guardam ressentimentos. A atitude mais geral para a oração na antiguidade, para pagãos, Judeus e cristãos igualmente, era ficar de pé com as mãos estendidas e erguidas, as palmas viradas para cima. Os afrescos de “orantes” e.g., nas catacumbas de Roma, fornecem ilustrações vívidas da vida da igreja primitiva.
9,10. Paulo passa, então, a tratar dos membros do sexo feminino na congregação: Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso. Visto que as mulheres não tinham licença de dirigir as orações, tem sido sugerido que Paulo deixou o assunto do culto público e que está pensando do vestuário das mulheres e do comportamento delas em geral. Isto é improvável em si mesmo, no entanto, e tanto o advérbio, soltamente ligado, Da mesma sorte, quanto...
11 ss. tomam claro que está definindo regras para as roupas e o comportamento nas reuniões de orações. Embora suas observações se conformem geralmente com as diatribes convencionais continha a extravagância feminina, o que provavelmente está em primeiro lugar na sua mente é a impropriedade de as mulheres explorarem seus encantos físicos em tais ocasiões, bem como os distúrbios emocionais eles tendem a causar aos seus parceiros masculinos na adoração. Este conceito é ressaltado por modéstia e bom senso, que no original são representados pelos substantivos aidós e sõphrosunê. O primeiro, usado somente aqui no N.T., conota a reserva feminina em questão de sexo (= “pudor”). O segundo (somente aqui, 2:15 e At 26:25 no N.T.) basicamente representa o perfeito domínio-próprio nos apetites físicos, e era uma das quatro virtudes cardinais de Platão (cf. Rep. 4:430 e). Ao ser aplicado às mulheres, ele, também, tinha uma nuança especificamente sexual (= “castidade”). Não era a ideia de Paulo que às mulheres que frequentavam as reuniões da igreja devessem faltar adorno. Certamente não deviam enfeitar-se com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso. Se estes itens são emprestados do arsenal de preletores morais contemporâneos, sua menção parece indicar a presença de convertidos com boa situação financeira na igreja de Éfeso. O substantivo traduzido cabeleira frisada (Gr. plegma) refere-se à prática de trançar ou entrelaçar os cabelos, que era um aspecto regular do penteado das mulheres da moda, judaicas e pagãs, no mundo greco-romano do século I. O Apóstolo quer que a seção feminina da congregação se torne atraente, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas). A tradução alternativa “como é próprio às mulheres que dão prova da sua profissão religiosa mediante as boas obras” é possível pela sintaxe, mas o contraste entre adornar-se com finos adereços e dedicar-se a uma vida de serviço cristão dá um sentido bem mais natural. O subs. traduzido ser piedosas (Gr. theosebeia) ocorre somente aqui no N.T., e a expressão inteira reflete a influência do koinê superior. A ênfase dada às boas obras (uma frase que poderia ser menos enganosamente traduzida “atos de caridade”) nas Pastorais é notável. São exigidas da parte de igreja como um todo (Tt 2:14; 3:8, 14), mas especialmente da parte dos seus oficiais (Tt 2:7) e dos seus membros em melhores condições de vida (1 Tm 6:18), e também das mulheres e das viúvas (aqui e 5:10). A explicação acha-se, naturalmente, no objetivo prático de Paulo em escrever as cartas, embora a possibilidade não possa ser excluída de que os mestres do erro estavam tão ocupados nas suas especulações fúteis que perderam toda a apreciação para com o lado ético da religião. Três aspectos devem ser notados:
(a) Uma insistência no exercício prático da caridade, embora muito menos destacada nas Paulinas reconhecidas, não está de modo algum ausente delas (e.g. Rm 2:7; 2 Co 11:8; Ef 2:10; Cl 1:10).
(b) Os Evangelhos estão cheios de evidências de que o ensino de nosso Senhor, conforme era transmitido e entendido na igreja primitiva, dava imenso valor aos atos de caridade (cf. esp. Mt 25:31-46).
(c) Não há sugestão nas Pastorais, assim como não há nos Evangelhos, de que as boas ações dos cristãos são feitas com o motivo de adquirir mérito. Pelo contrário, quaisquer indícios que estas passagens fornecem, parecem indicar que o bem que os homens fazem é a obra de DEUS neles (2 Tm 2:21), e repudiam fortemente qualquer ideia que a salvação depende das boas obras (2 Tm 1:9; Tt 3:5).
11,12. Depois do vestuário e dos adornos externos, Paulo toca no papel que as mulheres devem desempenhar nas reuniões da igreja. A mulher, conforme ele preconiza, aprenda em silêncio, com toda a submissão. A questão era ardente, porque ao passo que na sinagoga judaica o silêncio era esperado das mulheres, temos evidência de que um novo ESPÍRITO de emancipação estava se espalhando nas novas congregações cristãs. Em 1 Co 11:4-15 Paulo requer que as mulheres que oram ou profetizam em voz alta nas reuniões usem o véu; a impressão que é deixada é que, sem muita boa vontade, Paulo reconhece que as respectivas mulheres estavam sob a influência do ESPÍRITO. Em 1 Co 14:33-36 proíbe totalmente as mulheres de dirigirem-se à congregação, e impõe silêncio sobre elas. Da mesma maneira, acrescenta aqui: E não permito que a mulher ensine. . . esteja, porém, em silêncio. Para uma mulher ensinar na igreja, sugere, é o equivalente a ela exercer autoridade sobre o marido (“um homem”), i.é, dominar e impor sobre ele as regras da fé; e isto, Paulo dá a entender, é contrário à ordem natural. Sua insistência repetida nesta questão talvez seja devido a uma suspeita da parte dele de que os mestres do erro em Éfeso estavam explorando a disposição das mulheres com tendências religiosas para reivindicarem o que considerava um destaque impróprio para elas mesmas.
A PRIMEIRA EPISTOLA A TIMÓTEO - J. N. D. Kelly - Novo Testamento - Vida Nova - Série Cultura Cristã.
 
ESBOÇO DO CAPÍTULO 2 -
William Hendriksen, 1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito, São Paulo: Cultura Cristã, 2001, p. 191-6 (Comentário do Novo Testamento) 
Tema: O Apostolo Paulo, Escrevendo a Timóteo, Indica Diretrizes para a Administração da Igreja
Diretrizes com Respeito ao Culto Publico
2.1 -7 A. Quando a congregação se reúne para o culto, deve-se orar “por todos os homens”.
2.8-15 B. Homens e mulheres devem comportar-se de forma conveniente:
1. Os homens, em todo lugar de culto público, devem levantar mãos santas;
2. As mulheres, ao preparar-se para “ir a igreja”, devem vestir-se decorosamente, e no lugar do culto público devem mostrar que entendem e aceitam sua posição divinamente ordenada.
 
1 TIMÓTEO - Capítulo 2
2.1 Antes de tudo, pois, insisto em que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças em favor de todos os homens, 2 em favor dos reis e de todos quantos ocupam posições elevadas, para que vivam vida tranquila e calma em toda piedade e seriedade. 3 Isso é excelente e aceitável a vista de DEUS nosso Salvador, 4 o qual deseja que todos os homens sejam salvos e venham ao reconhecimento da verdade. 5 Porque [há] somente um DEUS e [há] somente um Mediador entre DEUS e os homens, o homem CRISTO JESUS, 6 o qual se deu como resgate por todos, testemunho [que se deve dar] no devido tempo; 7 propósito para o qual fui designado arauto e apóstolo - e estou dizendo a verdade, não minto - mestre dos gentios em [a esfera da] fé e verdade.
2.1-7 - Aqui tem inicio um novo tema: Diretrizes para o Culto Publico:
1. Antes de tudo, pois, insisto em que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças em favor de todos os homens.
Paulo tem algo sobre o que “insistir” com Timóteo. E como se o “chamasse a parte” com o intuito de exortá-lo acerca de algum assunto de suprema importância (note o “antes de tudo”). Tem algo que ver com a relação da igreja com o estado. Se as igrejas se destinam ao florescimento espiritual, e sublimemente desejável o culto público, para dizer o mínimo; mas tal culto público não pode ser conduzido a seu melhor proveito (calmamente, sem perturbação; v. 2b), a menos que a igreja cumpra seu dever para com o estado. Além disso, a igreja é uma luz brilhando nas trevas. Ela deve buscar conquistar outros para CRISTO e seu reino.
Seria o caso que Paulo, em sua visita a Éfeso, notasse que a oração em favor dos governantes estava sendo negligenciada? Assim o apóstolo solicita a seu representante que providencie para que em todos os lugares, no território de Éfeso, em que o povo de DEUS se reunia para o culto público, que em suas orações sejam lembrados os reis e todos os que ocupam posições de proeminência, que, em suma, sejam feitas súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens. Os quatro sinônimos que aqui são usados não equivalem a repetições sem sentido. A primeira palavra, súplicas, significa petições em prol do cumprimento de certas necessidades específicas que são agudamente sentidas. Plenamente cônscio de sua completa dependência de DEUS em tudo, alguém súplica que essa enfermidade em particular seja removida, ou que essas notícias inquietantes sejam direcionadas para o bem etc. As súplicas, pois, são solicitações humildes que alguém expressa verbalmente a luz dessa ou daquela situação concreta em que DEUS, tão-somente ele, pode fornecer o auxílio de que se necessita. A palavra seguinte, orações, tem um sentido mais geral. Como frequentemente usada, ela cobre todas as formas de discurso reverente dirigido a Deidade. Seja “apegarmo-nos a DEUS” pela confissão, intercessão, súplica, adoração, ou pela ação de graças, podemos em cada caso falar do engajamento em oração. Tanto a palavra grega, quanto a de nosso idioma, possui esse sentido geral. Entretanto, em vista do fato de que a palavra é aqui usada como numa lista de quatro sinônimos, e visto ser evidente que cada uma das outras três enfatiza um aspecto particular da vida de oração, parece correto concluir que seu sentido, nessa passagem específica (e provavelmente também em I Tm 5.5 e Fp 4.6) deve ser um tanto restrito. Atrevo-me a pensar que aqui ela se refere a petições em prol de necessidades que estão sempre presentes (em contraste com súplicas em situações específicas): necessidade de mais sabedoria, mais profunda consagração, progresso na administração da justiça, etc. Ainda quando interpretada desse modo, o sentido ainda é muito amplo. O substantivo intercessões aparece somente aqui e em l Timóteo 4.5. Hesitei por muito tempo antes de adotar para mim pessoalmente (quanto a passagem que ora discutimos) a tradução de A.V., A.R.V., R.S.V. e muitas outras. Talvez seja impossível encontrar uma palavra em nosso idioma que seja o pleno equivalente do original. Começaria por enfatizar o fato de que de forma alguma e verdade que o substantivo (usado no original) em e por si mesmo (ou seja, a parte do contexto) necessariamente comunica o pensamento que hoje geralmente associamos com a palavra intercessão. “uma súplica no interesse de outrem.” Na outra única passagem do Novo Testamento em que ela aparece (I Tm 4.5) não tem necessariamente esse sentido. E o verbo derivado pode ser usado em conexões nas quais (junto com uma preposição) indica uma súplica contra, mais do que uma súplica em favor de (Rm 11.2; e cf. At 25.24). A ideia básica contida tanto no verbo quanto no substantivo e antes a de “concordar com”, “reunir-JESUSse para conversar livremente com”, dai, “livre acesso”. Uma pessoa (ou Pessoa) se encontra na mesmíssima sala de audiências de DEUS o Pai. O privilégio de ter uma entrevista com ele lhe corresponde, quer por natureza, como no caso de CRISTO ou do ESPÍRITO SANTO, ou por graça, como no caso do crente. Mas ainda que essa seja a ideia básica da palavra, o contexto particular no qual ela é usada muda ligeiramente seu sentido. Assim é deveras verdade que a forma verbal nas passagens neotestamentárias que ainda não citamos indica uma entrevista confidente que visa aos “interesses de outrem”. Dai assumir o sentido de intercessão. Segundo Romanos 8.27, vindo em nosso socorro, o ESPÍRITO SANTO intercede por nós. CRISTO, em seu trono celestial, lembra-se de nós semelhantemente (Rm 8.34). De fato, ele vive sempre a interceder por nós (Hb 7.25). Em nossa presente passagem (1 Tm 2.1), este sentido - a saber, suplicar em favor de outrem e fazer isso sem de modo algum “hesitar” - se ajusta com exatidão, como o demonstra o que se segue imediatamente: “por todos os homens, pelos reis e por todos quantos ocupam posições elevadas.”
A expressão final, ações de graças (ou seja, a que completa o círculo, de modo que as bênçãos que provêm de DEUS voltem para ele na forma de gratidão verbalmente expressa) é bastante clara. Não obstante, deve ter-se em mente que não só é preciso fazer súplicas, orações e intercessões, mas também ações de graças em favor de todos os homens, inclusive dos reis, etc. Aliás, tais invocações devem ser feitas “em favor de” ou “por” (ver C.N.T. sobre João 10.11, para o sentido da preposição) todos os homens. Vários expositores de fato sentem que isso significa cada membro de toda a raça humana; cada homem, mulher e criança, sem exceção alguma. E deve admitir-se prontamente que tomada isoladamente, a expressão todos os homens pode ser interpretada desse modo. Não obstante, todo intérprete calmo e de ESPÍRITO isento também reconhece que em certos contextos esse pode não ser o sentido. Tito 2.11 realmente ensina que a graça salvífica de DEUS se manifestou a cada membro da raça humana, sem exceção? Com certeza não! Pouco importa se alguém interprete “a manifestação da graça salvífica” como uma referência a concessão da salvação propriamente dita, ou ao fato de que o evangelho da graça salvífica tem sido proclamado a cada pessoa sobre a terra. Em ambos os casos, e impossível tomar “todos os homens” no sentido de “cada individuo no globo terrestre, sem exceção”.
Além disso, Romanos 5.18 realmente ensina que “cada membro da raça humana” e “justificado”? 1 Coríntios 15.22 realmente pretende ensinar-nos que “cada membro da raça humana” e “vivificado em CRISTO”?
Se esse, porém , fosse o caso, então se segue que CRISTO não só morreu por todos os membros da raça humana, mas que ele também de fato salvou cada um sem qualquer exceção. A maioria dos conservadores hesitaria em ir tão longe. Além do mais, onde quer que apareça a expressão, “todos os homens”, ou uma expressão equivalente que possua essa conotação absolutamente universalista, então o seguinte seria verdadeiro:
(a) Cada membro da raça humana considerou João Batista um profeta (Mc 11.32).
(b) Cada membro da raça humana quis saber se João era, quem sabe, o CRISTO (Lc 3.15).
(c) Cada membro da raça humana se maravilhou ante o endemoninhado gadareno (Mc 5.20).
(d) Cada membro da raça humana passou a buscar a JESUS (Mc 1.37).
(e) João Batista foi informado de que todos os membros da raça humana seguiam a JESUS (Jo 3.26).
E assim poder-se-ia prosseguir facilmente. Ainda hoje, quão amiúde não usamos a expressão “todos os homens” ou “todo mundo” sem referir-nos a cada membro da raça humana? Quando dizemos: “Se todo mundo está pronto, a reunião pode começar”, não nos referimos a todas as pessoas da terra! E assim também na presente passagem (I Tm 2.1), é o contexto que deve decidir. Neste caso, o contexto é claro. Paulo definitivamente menciona grupos ou classes de homens: reis (v. 2), os que ocupam posições elevadas (v. 2), os gentios (v. 7). Ele está pensando nos governantes e (por implicação) súditos, nos gentios e (também por implicação) Judeus, e está insistindo com Timóteo para providenciar que no culto público não se omita nenhum grupo. Em outros termos, a expressão “todos os homens”, na forma em que se usa aqui, significa “todos os homens sem distinção de raça, nacionalidade ou posição social”, e não “todos os homens individualmente, tomados um a um”. Além do mais, como seria ainda possível, salvo de uma maneira muito vaga e global (exatamente o oposto da ênfase constante de Paulo), lembrar-se em oração de cada pessoa sobre a terra?
2. Ao explicar a expressão “em favor de todos os homens”, o apóstolo prossegue: em favor dos reis e de todos quantos ocupam posição elevada.
Quão necessária se faz essa admoestação! Inclusive hoje! É provável que o apóstolo esteja pensando, em primeiro lugar, nos soberanos que governam os estados, que se sucedem uns aos outros no curso da História, e então em todos os demais funcionários a eles sujeitos. Talvez estivesse em seus pensamentos o imperador então reinante Nero e outros com ele: os proconsules (At 19.38), os asiarcas [autoridades asiáticas] (At 19.31), o arquivista ou secretário da cãmara municipal (de posição muitíssimo influente, At 19.35), etc. Contudo, fosse o imperador Augusto, Tibério ou Calígula, fosse Vespasiano, Tito ou Domiciano, fossem reis como tais os que estavam sob suas ordens, por exemplo, Herodes o Grande, tetrarcas como Herodes Antipas ou etnarcas como Arquelau - mesmo os imperadores, tetrarcas e etnarcas as vezes se chamavam reis (Jo 19.15; Mt 14.9; Mt 2.22) fossem eles procuradores tal corno Pôncio Pilatos, ou estivessem investidos com algum oficio político, o mandamento teria sido o mesmo: “Orem por eles”. É um mandamento que está em vigor para toda época e toda região. O ESPÍRITO SANTO nos ordena, por meio de Paulo, que nos lembremos dos presidentes, reis ou rainhas diante do trono da graça. Esse preceito é tão geral como o que encontramos em Romanos 13.1 e que está estreitamente vinculado a este. E o propósito está vinculado as palavras que se seguem: para que vivamos uma vida tranquila e calma, em toda piedade e seriedade. Os adjetivos raros, tranquilo e calmo (o primeiro ocorrendo somente aqui; o último, somente aqui e em l Pe 3.4) só diferem ligeiramente no sentido. O primeiro parece referir-se a uma vida que está isenta de inquietações externas; o segundo, a uma vida que está isenta de perturbações íntimas; Paulo exorta os tessalonicenses a procurarem ter “tranquilidade” (ver C.N.T. sobre I Ts 4.11). Naturalmente, isso apenas “sugere” o propósito real de orar-se pelos governantes. Paulo certamente não pretende estimular uma vida fácil. Seus propósitos nunca são egoístas. Ao contrário, a ideia é a seguinte: a isenção de perturbações, tais como guerras e perseguições, facilitará a disseminação do evangelho da salvação em CRISTO para a glória de DEUS. Que o leitor leia a presente passagem a luz do contexto imediatamente sequente (vv. 3 e 4), de outras passagens dentre as Pastorais (I Tm 1.15; 4.16) e de passagens dentre as demais epistolas paulinas (I Co 9.22; 10.31). Incluído no propósito da oração de Paulo está também este: que os crentes, ao viverem uma vida de tranquilidade e calma, nada façam para criar perturbação desnecessária, e se conduzam “em toda piedade e seriedade”, ou seja, “em toda piedade e respeitabilidade ou dignidade”, esforçando-se por ser inculpáveis em sua conduta ou atitude para com DEUS e para com os homens. Ver também p. 19 acerca dessas duas palavras. Para a primeira, ver sobre 1 Timóteo 3.16; para a segunda, 1 Timóteo 3.4, 8, 11.
3, 4. Agora se expressa como essas orações são consideradas por DEUS: Isso é excelente [ou belo, admirável] e aceitável a vista de DEUS nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e venham ao reconhecimento da verdade.
A vista de DEUS, essa oração e excelente ou admirável. É agradável, bem-vinda em seu coração. Isto e razoável, porque seu nome e “ DEUS, nosso Salvador” (ver 1 Tm 1.1). Ainda quando os homens as vezes viessem a sentir-se inclinados a evitar a oração pelos reis e por aqueles que estão investidos com autoridade, especialmente quanto a cooperação por parte dos príncipes. A vista de DEUS a questão é diferente. Ele não vê as coisas como nós as vemos (I Sm 16.7). Em mais de uma maneira, as condições de tranquilidade e paz promovem a extensão do evangelho da salvação. E é Ele quem deseja que “todos os homens sejam salvos”. A expressão “todos os homens”, aqui no versículo 4, deve ter o mesmo sentido do versículo 1; ver a discussão ali. Em certo sentido, a salvação é universal; ou seja, não se limita a certo grupo em particular. As igrejas não devem começar a pensar que tem de fazer orações pelos súditos e não pelos governantes; pelos Judeus, e não pelos gentios. Não, a intenção de DEUS, nosso Salvador, é que “todos os homens”, sem distinção de posição social, raça ou nacionalidade, sejam salvos.
É possível que uma pessoa aprenda muitas coisas boas de um modo meramente intelectual, mas que jamais chegue realmente ao reconhecimento ou a apropriação da verdade (2Tm 3.7). Há um “conhecimento” que é diferente de um “conhecimento pleno” (ver o verbo relacionado em I Co 13.12). O propósito da oração por todos os homens, sem distinção de classe, raça e nacionalidade, e para que sejam salvos e possam chegar ao conhecimento “pleno”, conhecimento esse no qual não participa exclusivamente a mente, mas também o coração. O propósito dessa oração corresponde ao desejo soberano de DEUS.
5. A posição, “DEUS deseja que todos os homens - homens de cada posição, condição, tribo e nação - sejam salvos” é verdadeira, porque [há somente] um DEUS, e [há somente] um Mediador entre DEUS e
os homens, o homem CRISTO JESUS.
Não há um DEUS para esta nação, outro para outra; um DEUS para os escravos e um para os livres; um DEUS para os reis e outro para os súditos.
Paulo é quem melhor interpreta a si mesmo: “Porque num só ESPÍRITO fomos todos batizados num corpo, quer Judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nos foi dado beber de um só ESPÍRITO” (I Co 12.13). Outra vez: “ou DEUS é DEUS somente dos Judeus? Não é ele o DEUS também dos gentios? Sim, também dos gentios; se é verdade (e certamente é verdade) que DEUS é um só...” (Rm 3.29). Que o apóstolo está pensando realmente na distinção “governo... súdito”, deduz-se do contexto imediatamente precedente (I Tm 2.2a). Que ele tem em mente a distinção “judeu... gentio”, faz-se evidente a luz do contexto seguinte (I Tm 2.7b).
Não só a esfera da criação, mas também a da redenção se une sob uma só Cabeça. Dai, não só há um único DEUS; também há “um único Mediador de (aqui no sentido de entre) DEUS e os homens”. Essa passagem é a única em que Paulo fala de CRISTO como “Mediador”. Entretanto, em Gálatas 3.19, o apóstolo também usa o termo, com provável referência a Moisés que, como mediador, transmitiu a lei de DEUS ao povo. Em Gálatas 3.20, ele fala em termos gerais sobre “um mediador”. É o autor da epistola aos Hebreus que discute em certa extensão a posição de CRISTO, nosso sumo sacerdote celestial, como Mediador (Hb 8.6; 9.15; 12.24), “o Mediador da nova aliança”. Por derivação, a palavra simplesmente indica alguém que se Põe “no meio”. O propósito para o qual ele toma essa posição intermediaria deve ser derivado, em cada caso particular, do contexto ou de passagens paralelas. No presente caso, não fica brecha para uma dúvida legitima de que o apóstolo toma como ponto de partida o fato de que CRISTO é aquele que voluntariamente assumiu a posição entre o DEUS ofendido e o pecador ofensor, com o fim de levar sobre si a ira de DEUS que o pecador merece.
6. Deve-se orar por todos os homens (vv. 1, 2), porque:
a. A salvação visava a todos, sem consideração de condição, posição, raça ou nacionalidade (vv. 3, 4);
b. Há somente um DEUS e um Mediador para todos (v. 5), não um para cada grupo; e então:
c. Há um único resgate para todos: o qual se entregou em resgate por todos.
O que Paulo acaba de mencionar é o elemento básico na posição de CRISTO como Mediador. Mediante seu sofrimento e morte, CRISTO pagou o castigo exigido pela lei de DEUS, produzindo com isso satisfação. Ele deu-se a si mesmo como “um resgate substitutivo” (vicário). Ver Tito 2.14, onde se acha uma lista de passagens pertinentes. A morte vicária de CRISTO, seu sacrifício pessoal em lugar de outros, é aqui ensinado tão claramente quanto as palavras podem possivelmente comunicá-lo.
Ao acrescentar a preposição “por” ou “em favor de” (para a qual ver C.N.T. sobre João, Vol. II) a preposição “em lugar de”, Paulo insinua a dupla ideia de que a morte substitutiva de CRISTO foi para o benefício de todos. Não só mereceu o livramento da ira, mas a salvação completa é gratuita (ver I Tm 1.15) para todos os homens, sem levar em conta condição, posição, raça ou nacionalidade. Agora se indica o segundo elemento na posição de CRISTO como Mediador: testemunho [que se deve dar] no devido tempo. A morte de CRISTO como resgate, para satisfazer a justiça de DEUS, deve ser proclamada.
Era intenção de DEUS que, quando viesse “o tempo oportuno” ou “oportunidade favorável”, viesse a lume o fato de que DEUS deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao reconhecimento da verdade. Tudo o que esta contido nos versículos 4-6 deve ser publicado. O “devido tempo” (ver 13 e 16 do capitulo 6) compreende toda a nova dispensação. E um “devido tempo” ou uma “ocasião oportuna”, porque corresponde ao eterno plano de DEUS a este respeito. Além do mais, em seu princípio foi trazido resgate, e isso para todos', e o ESPÍRITO SANTO foi derramado, novamente sobre toda carne. (Ver também C.N.T. sobre João 7.6 e sobre I Ts 5.1.) Dai, o momento adequado para a publicação do testemunho por fim chegara (os que deviam publicá-lo eram especialmente aqueles que viram com seus olhos e ouviram com seus ouvidos; ver C.N.T. sobre João 1.7, 8). Não foi durante a antiga dispensação, mas somente durante a nova que pode ser revelado plenamente o mistério de que todos os homens, tanto gentios quanto Judeus, agora se encontram em pé de igualdade; ou seja, que os gentios vieram a ser “co-herdeiros e membros do mesmo corpo, e co-participantes da promessa em CRISTO JESUS por meio do evangelho” (Ef 3.6; cf. Ef 2.11-22).
9. Semelhantemente, que as mulheres se adornem vestindo-se com modéstia e bom senso.
A palavra semelhantemente revela que Paulo esta continuando suas observações em relação a conduta no culto público. Assim como os homens devem fazer os preparativos necessários, de modo que com coração apercebido e sem disposição previa para o mal, eles “vão a igreja” capazes de erguer mãos santas, assim as mulheres devem dar evidência do mesmo ESPÍRITO de santidade, e devem demonstrar isso quando ainda estão em casa, preparando-se para participarem do culto. Por conseguinte, devem “adornar-se se vestindo com decoro”. A sentença terá de ser assim traduzida, caso a aliteração do original tiver de ser preservada. Prontamente admitimos que a aliteração nem sempre pode ser reproduzida sem alterar o sentido do original. No presente caso, porém , cremos que a aliteração do original tem de ser retida na tradução. Além do mais, o argumento empregado por diversos comentaristas no sentido de que o adjetivo usado no original aqui significaria virtuoso ou honrado, porque em fontes não literárias é usado nesse sentido (ver M. M., p. 356), ignora o fato de que ele tem esse sentido quando analisa o caráter de uma pessoa (como em I Tm 3.2). Tais referências são de pouco valor quando o adjetivo modifica um substantivo que não se refere ao caráter, mas a um “vestido”. Nesse caso, o sentido mais literal, “adornar”, imediatamente salta a vista. As mulheres, pois, devem adornar-se, adornando-se com trajo, ou seja, com decoro, literalmente, “algo que desça”). Portanto, é evidente que o apóstolo não condena o desejo por parte das jovens e senhoras - desejo esse criado na alma delas por seu Criador - de adornar-se, de estarem bem-vestidas”. Se a roupa de uma mulher, porém , deve ser de fato como tal, então deve expressar modéstia e bom senso. Dai Paulo escrever: “adornando-se com modéstia e bom senso”. Modéstia (alouc) indica senso de pudor, receio de ultrapassar os limites da decência; dai, reserva própria. A palavra seguinte, a qual traduzimos bom senso, literalmente significa mente sadia. Ao vestir-se para ir a igreja, as mulheres devem por em prática o juízo perfeito. Devem vestir-se com sensatez. Seu intuito não deve ser o de exibir-se, de “provocar indignação”, usando aparato apelativo com o intuito de levar outrem a invejá-las. Devem adornar-se, sem dúvida. Elas não tem de esquivar-se da moda, a menos que uma moda em particular seja imoral ou indecente. Decididamente não tem de manter um tipo antigo de moda, desconfortável ou bizarro. Devem ter sempre em mente que amiúde um coração soberbo se oculta por trás de uma máscara de pretensa modéstia. Isso também é pecado. É preciso evitar criteriosamente os extremos. Isso é o que “bom senso” subentende. A roupa deve ser a expressão de uma modéstia interior e uma saudável perspectiva cristã. Aplicado a nosso tempo e época, significa que as famosas linhas de Pope tem de ser criteriosamente levadas em conta: Elas contêm matéria sobre a qual pensar: “Não seja a primeira a provar a novidade, nem a última a abandonar o que é antigo.”
Ora, adornar-se com vestuário que revele modéstia e bom siso significara que a mulher não se adornara com tranças e ouro, ou pérolas, ou roupas caras. Paulo tem sofrido sérias críticas por essas palavras, como se não quisesse que os membros do sexo belo desfrutem de boa aparência. Tem-se observado o seguinte: “Ainda pensar que ele se oponha a cabelos trançados! Que mal há nisso?” Entretanto, essa crítica é inteiramente injustificada. A própria combinação da palavra “tranças” com “e ouro ou pérolas ou roupas caras” deveria ser suficiente para informar ao leitor que o apóstolo está pensando no pecado da extravagância no adorno externo. Quanto as “tranças”, o sentido não é que sob quaisquer e todas as circunstâncias as mulheres de todas as gerações futuras são aqui proibidas de usar cabelo trançado. De modo algum! Os seguintes pontos devem estar presentes:
a. A vista do contexto (ver v. 10), Paulo quer dizer isto: A mulher cristã deve compreender que seu verdadeiro adorno não consiste em penteados ou joias ou aparato de vestuário, mas algo mais, o que o apóstolo está para mencionar, a saber: a prática de boas obras que são os frutos de um caráter transformado pelo ESPÍRITO SANTO.
b. O que, porém, dizer dessas tranças que eram tão populares no mundo do tempo de Paulo? Não se poupava nenhuma despesa para torná-las deslumbrantes. Realmente resplandeciam. As tranças eram presas com pentes de concha de tartaruga incrustada com joias, ou por meio de broches de marfim ou prata. Ou eram alfinetes de bronze com cabeça de joias, quanto mais variadas e mais caras, melhor ainda. As cabeças dos alfinetes amiúde eram imagens em miniatura (um animal, uma mão humana, um ídolo, uma figura feminina, etc.)Naqueles dias, as tranças amiúde representavam uma fortuna. Eram um artigo de luxo. A mulher cristã é advertida a não ceder a tais extravagâncias. Semelhantemente, a mulher crente não deve procurar chamar a atenção para a fútil exibição de enfeites dourados. Além do mais, não deve ambicionar pérolas, obtidas (naquele tempo) no Golfo Pérsico ou no Oceano Indico. As vezes seus preços eram fabulosos e ficavam fora do alcance do poder aquisitivo da maioria dos membros da igreja. Para se obter uma pérola de grande valor, um mercador tinha de vender todas as suas possessões (Mt 13.46). Não obstante, alguém que vivia nos dias de Paulo, disse: “Eu vi Lollia Paulina [esposa do imperador Calígula] coberta de esmeraldas e pérolas reluzentes sobre sua cabeça, cabelos, orelhas, pescoço e dedos, de um valor superior a um milhão de dólares.”
A mulher de fé não deve (pelo menos não deveria) ambicionar vestidos custosos, por exemplo, um vestido caro e ostensivo. A túnica ou o manto usado pelas damas aparentava a toga do homem. Não obstante, era produto de artesanato mais fino e se caracterizava por uma ornamentação mais rica e uma vasta variedade de cores.
O fútil exibicionismo por parte da mulher era e é ofensivo ao que há de melhor nos gostos orientais. O que é ainda mais importante: também ofende o Criador. Numa mulher que professa ser crente, essa busca do culto a beleza e o adorno pessoal é duplamente imprópria. Ofende o Criador e o Redentor. Ver também Isaias 3.16-24 e 1 Pedro 3.3, 4. Embora seja sempre errôneo, e mais repreensível numa mulher que se prepara para ir a igreja; porque o vestido ostentoso dificilmente se enquadra no coração contrito e humilhado, no coração que agrada a DEUS no serviço da Palavra e dos sacramentos.
10. “Quero, pois, que... a mulher se adorne... não com tranças e ouro, ou pérolas ou vestidos caros, mas, como é próprio para a mulher que professa ser temente a DEUS, por meio de boas obras.
O adorno genuíno da mulher se obtém pela realização de boas obras (cf. I Tm 6.11, 18; 2Tm 2.22; 3.17). A divina graça da existência é arvore da fé em que se produzem essas boas obras como tantos frutos. Esta é a doutrina do apóstolo, tanto aqui nas Pastorais (Tt 2.11 -14; 3.4- 8) quanto em outros lugares (Gl 5.22-24; Ef 2.10). Ora, a coisa própria para a mulher é que ela se adorne pelo uso de boas obras, visto ela professar ser temente a DEUS. Literalmente, Paulo está dizendo: “que professam temor de DEUS.” O verbo traduzido por professam tem o sentido básico de transmitir uma mensagem em voz alta, claramente', dai, proclamar. Essa proclamação pode ser na forma de uma promessa ou de uma confissão', geralmente a primeira (Mc 4.11; At 7.5; Rm 4.21; Gl 3.19; Tt 1.2; Hb6.13; 10.23; 11.11; 12.26; Tg 1.12; 2.5; lJo 2.25), mas aqui e em 1 Timóteo 6.21, é no segundo sentido. O substantivo traduzido por temor de DEUS (ver LXX, Gn 20.11) não aparece em outro lugar no Novo Testamento; ver, porém , o adjetivo em João 9.31.
Toda a idéia nos lembra imediatamente 1 Pedro 3.3, 4: “A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e jóias de ouro ou roupas finas. Pelo contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranqüilo, o que é de grande valor aos olhos de DEUS.”
11, 12. Em seguida o apóstolo ministra algumas diretrizes acerca da relação das mulheres com o recebimento e comunicação de conhecimento (aprendizagem e ensino), uma vez mais com referência especial ao culto público. Ele escreve: "Que a mulher aprenda em silêncio, em total submissão. Eu, porém , não permito que uma mulher ensine, nem que exerça autoridade sobre o homem, mas que permaneça em silêncio".
Embora estas palavras e as paralelas de 1 Coríntios 14.33-35 possam soar como pouco amistosas, na verdade são precisamente o oposto. Aliás, expressam o sentimento de terna simpatia e de compreensão básica. Significam que a mulher não deve entrar na esfera de atividade para a qual a forca de sua própria criação não e apta. Que a ave não tente viver debaixo d’água. Que o peixe não tente viver em terra seca. Que a mulher não queira exercer autoridade sobre o homem, instruindo- o nos cultos públicos. Por amor a ela e para o bem-estar espiritual da igreja, proíbe-se essa pecaminosa intromissão na autoridade divina.
No serviço da Palavra, no dia do Senhor, a mulher deve aprender, não ensinar. Deve permanecer em silêncio
, permanecer quieta (ver C.N.T. sobre I Ts 4.11 e sobre 2Ts 3.12). Não deve fazer com que sua voz seja ouvida. Além do mais, essa aprendizagem em silêncio
 não deve ser com uma atitude de rebeldia no coração, mas “em total submissão” (cf. 2Co 9.13; Gl 2.5; J Tm 3.4). Deve de bom grado refugiar-se sob a lei de DEUS para sua vida. Sua plena igualdade espiritual com o homem como participante em todas as bênçãos da salvação (Gl 3.28: “não há homem nem mulher”) não implica nenhuma mudança básica em sua natureza como mulher ou na tarefa correspondente que, como mulher, foi chamada a cumprir. Que a mulher continue sendo mulher. Paulo não pode permitir outra coisa. Ele não pode permiti-lo, porque a santa lei de DEUS não o permite (1 Co 14.34). Essa santa lei e sua vontade expressa no Pentateuco, particularmente na história da criação da mulher de sua queda (ver especialmente Gn 2.18-25; 3.16). Dai, ensinar, isto e, pregar de um modo oficial e, desse modo, exercer autoridade sobre o homem pela proclamação da Palavra no culto público, dominá-lo, é algo impróprio para a mulher. Ela não deve assumir o papel de mestre.
William Hendriksen, 1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito, São Paulo: Cultura Cristã, 2001, p. 191-6 (Comentário do Novo Testamento) 
 
Questionário da Lição 3 - Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs
3º trimestre de 2015 - A Igreja E O Seu Testemunho - As Ordenanças De CRISTO Nas Cartas Pastorais
Comentarista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Complete os espaços vazios e marque com"V" as respostas Verdadeiras e com"F" as Falsas, conforme a revista da CPAD.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Admoesto-te, pois, _________________________ de tudo, que se façam deprecações, _________________________, ____________________________ e ações de graças por todos os homens." (1 Tm 2.1).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
A __________________________ é o meio pelo qual __________________________ com DEUS, intercedemos por nossas necessidades e em _________________________ do próximo.
 
I - ORAÇÃO POR TODOS OS HOMENS
3- O que significa "Deprecações" (2.1)?
(    ) O termo (gr. deesis) significa "orar pedindo, implorar, rogar por" si próprio.
(    ) O termo (gr. deesis) significa "suplicar, implorar, rogar por" alguém.
(    ) É a intercessão a DEUS por todos os homens, de modo ardente e compassivo.
(    ) Embora DEUS seja soberano e saiba de todas as coisas, Ele deseja ouvir nossas orações.
(    ) O Senhor não somente nos ouve, mas também atende nossas súplicas.
(    ) Não existe situação, por mais difícil que seja, que não possa ser resolvida mediante a oração.
(    ) Paulo nos ensina a orar por todos aqueles que estão na liderança, seja na igreja, seja fora dela.

4- O que significa "Orações"?
(    ) Alguns exegetas entendem que Paulo usava os termos como sinônimos. Mas, no original grego, as palavras empregadas são diferentes.
(    ) Alguns exegetas entendem que Paulo usava os termos como sinônimos. Mas, no original grego, as palavras empregadas são iguais.
(    ) "Orações" (gr. proseuche) refere-se ao termo comum para as orações em geral, de súplica, de louvor, de intercessão, etc.

5- O que são "Intercessões"?
(    ) Tem o sentido de "intervenção, mediação, interferência, intermédio".
(    ) Do grego enteuxis, significando "apelar para", ou intercessões em geral, que se fazem em favor de alguém.
(    ) Do grego enteuxis, significando "orar para", ou intercessões em geral, que se fazem em favor de si mesmo.
(    ) Sempre foi difícil encontrar intercessores, mas atualmente está ainda mais difícil.

6- O que são "Ações de graça"?
(    ) Vem do termo grego eucharistia.
(    ) Vem do termo grego proseuche.
(    ) A expressão é autoexplicativa, denotando orações em que a pessoa expressa sua gratidão a DEUS por bênçãos recebidas, ou até por coisas adversas.
(    ) Por isso, Paulo diz: "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de DEUS em CRISTO JESUS para convosco".
(    ) Aqui está o porquê não podemos concordar com a ideia de que os quatro termos aqui usados são apenas sinônimos.
(    ) Quem presta "ações de graça" não roga nem suplica.
 
II - A SALVAÇÃO DE TODOS
7- O que Paulo quis dizer com “Que todos se salvem" (v. 4).
(    ) Paulo exorta a Igreja mostrando que DEUS deseja que todos os homens que estão listados para a salvação se salvem e venham ao conhecimento da verdade.
(    ) Paulo exorta a Igreja mostrando que DEUS deseja que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade.
(    ) Esse é o desejo divino: a salvação da humanidade, pois Ele "amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho Unigênito" [...].
(    ) Fora de CRISTO, não há salvação.
(    ) Quem nEle crê é salvo. Quem não crê é condenado.
(    ) É missão da Igreja levar a mensagem de salvação a todas as criaturas.
 
8- O que é “árduo trabalho missionário”?
(    ) O pastor deve se preocupar somente com as questões administrativas e financeiras da igreja, mas os outros ministros de DEUS devem se preocupar em ganhar almas para CRISTO e discipular seus filhos na fé.
(    ) Paulo e seus companheiros de ministério trabalharam arduamente na obra de evangelização.
(    ) O ministério exige sacrifício e trabalho.
(    ) Muitos, erroneamente, acreditam que o pastor deve se preocupar somente com as questões administrativas e financeiras da igreja, mas o ministro de DEUS tem a responsabilidade de exortar, ganhar almas para CRISTO e discipular seus filhos na fé.
(    ) Paulo não se preocupava só com as ovelhas do rebanho, mas demonstrava um zelo especial com a evangelização e a obra missionária.
 
9- Qual a melhor recompensa daquele que realiza a obra de DEUS?
(    ) Não devemos nos desejar um galardão a nossa espera como obreiros fiéis.
(    ) Como já é do conhecimento de todos, o ministério pastoral exige sacrifício e esforço, mas também é muito gratificante poder servir ao Senhor e ver o fruto do trabalho: ao observar as almas se rendendo aos pés de CRISTO, sendo batizadas nas águas e no ESPÍRITO SANTO.
(    ) É na verdade, a coroação do trabalho realizado.
(    ) Os que estão na liderança sabem que muitas são as lutas e tristezas, no entanto existe um galardão a espera dos obreiros fiéis.
 
III - A MANEIRA DE SE VESTIR DAS MULHERES
10- Como devem se portar as mulheres, na Casa de DEUS?
(    ) A mulher cristã precisa ser reconhecida por sua maneira elegante e fina de vestir, e por sua silueta.
(    ) Paulo orienta Timóteo quanto à maneira correta de as mulheres se comportarem na igreja.
(    ) A mulher cristã precisa ser reconhecida não somente por sua maneira de vestir, mas por suas atitudes.
(    ) Não podemos nos esquecer que nosso corpo é "templo do ESPÍRITO SANTO" e que devemos glorificar a DEUS em toda a nossa maneira de viver.
(    ) Queira ou não, o homem e a mulher cristã têm de ser diferente em todos os aspectos da vida, diante de DEUS e dos homens, inclusive na sua maneira de se vestir e de se portar.
 
11- O que significa “Traje honesto, com pudor”?
(    ) É sinônimo de decoroso, decente, com sobriedade, ou simplicidade.
(    ) É sinônimo de decoroso, provocante, com sobriedade, ou preciosidade.
(    ) Um vestido transparente não é honesto, pois embora esteja cobrindo o corpo, atrai a cobiça dos homens, incentivando o pecado.
(    ) Infelizmente, muitas mulheres estão errando na hora de se vestir.
(    ) A mulher pode e deve se vestir bem, ficar bonita, porém com pudor, de modo a agradar a DEUS.
 
12- O que significa “Traje com modéstia”?
(    ) Modéstia significa "humildade, pobreza, servidão".
(    ) Modéstia significa "simplicidade, singeleza, despretensão".
(    ) Além de se vestir de maneira honesta e com pudor (recato), a mulher cristã precisa se vestir com modéstia.
(    ) Infelizmente, em algumas igrejas as irmãs acabam competindo umas com as outras.
(    ) Parece haver uma "disputa" para ver quem usa a roupa ou a bolsa mais cara ou o sapato mais alto.
(    ) Muitas se preocupam apenas com o exterior.
(    ) A elegância e a beleza de uma mulher devem vir de dentro para fora, pois começa no caráter santo.
 
IV - A CONDUTA DAS MULHERES NA IGREJA
13- O que Paulo quis dizer com “silêncio no culto". "A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição" (1 Tm 2.11)?
(    ) Paulo faz uma recomendação para que as mulheres sejam proibidas de falarem na Igreja.
(    ) Paulo também faz uma recomendação semelhante a esta em 1 Coríntios 14.34,35.
(    ) Qual seria o motivo de tal restrição? Segundo o Comentário Bíblico Beacon, "na igreja coríntia havia muitas mulheres recém convertidas do paganismo, e que a nova liberdade que desfrutavam em CRISTO levava a certas extravagâncias que eram impróprias".
 (    ) É importante ressaltar que em outro texto de Coríntios, Paulo mostra que as mulheres podiam profetizar nas igrejas: "Toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta [...].
 
14- Qual a ação das mulheres no Novo Testamento?
(    ) CRISTO, em seu ministério terreno, teve a cooperação de diversas mulheres que atuavam ao seu lado.
(    ) Paulo elogiou alguns trabalhos das mulheres, mas não as permitiu falar ou agir na igreja.
(    ) Eram obreiras de grande valor: "[...] Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas".
(    ) Paulo muito valorizou o trabalho das mulheres, na igreja.
 
15- Como o é a liderança do homem sobre a mulher?
(    ) Paulo aborda a questão da liderança masculina, citando a ordem da criação.
(    ) Paulo aborda a questão da liderança masculina, citando a ordem da traição no Éden.
(    ) É importante ressaltar que o próprio Paulo, ao escrever aos gálatas, ensina que perante CRISTO, para a salvação, homens e mulheres são iguais.
(    ) Por que Paulo se utiliza do exemplo de Adão e Eva? Ele utiliza tal ilustração para mostrar o que estava acontecendo na igreja de Éfeso.
(    ) Assim como Eva foi seduzida e enganada pela serpente, as irmãs daquela igreja estavam se deixando seduzir pelos ensinos dos falsos mestres.
 
CONCLUSÃO
16- Complete:
Quanto à ___________________________, os ensinos paulinos são válidos para todos os crentes, em qualquer época e em qualquer lugar. Devemos fazer súplicas, ____________________________ e ações de graças diante de DEUS. No que concerne ao comportamento cristão, Paulo deu um destaque incisivo quanto à __________________________ das mulheres, especialmente às irmãs de Éfeso, tendo em vista o contexto liberal e ___________________________ da sociedade em que a igreja estava inserida.
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.gospelbook.net
www.portalebd.org.br/
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm
A PRIMEIRA EPISTOLA A TIMÓTEO - J. N. D. Kelly - Novo Testamento - Vida Nova - Série Cultura Cristã.
William Hendriksen, 1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito, São Paulo: Cultura Cristã, 2001, p. 191-6 (Comentário do Novo Testamento) 
 

 

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