quarta-feira, 29 de abril de 2015

Lição 5 - JESUS Escolhe Seus Discípulos partes 2, 3, 4 e questionário

Lição 5 - JESUS Escolhe Seus Discípulos partes 2, 3, 4 e questionárioII - O CHAMADO1. O MÉTODO.O RecrutamentoA forma como JESUS chama as pessoas é bastante simples e variada. Muitas vezes JESUS toma iniciativa no chamado. Ele vê as pessoas e as chama (Mc 1.16-20). Mas em outros casos este chamado se dá através da rede de entrelaçamento familiar quando um membro da família conduz algum parente ou amigo até JESUS (Jo 1.40-42; 45-46). João, o batista, também tem participação nesse chamado quando orienta seus discípulos a seguir o Mestre (Jo 1.35-39). Em outros casos as pessoas decidem espontaneamente seguir JESUS (Lc 9.57,58; 61,62).José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 63.
Nós o vemos orando a DEUS, a sós, v. 12. Este evangelista menciona freqüentemente os retiros de CRISTO para nos dar um exemplo de oração a sós pela qual mantemos diariamente nossa comunhão com DEUS, e sem a qual é impossível que a alma possa evoluir. Naqueles dias em que seus inimigos estavam cheios de ódio contra Ele, e estavam conferenciando sobre o que lhe fariam, Ele saiu para orar. Esta atitude foi tipificada por Davi (SI 109.4): “Em paga do meu amor, são meus adversários; mas eu faço oração”. Observe:1. Ele estava sozinho com DEUS. Ele “subiu ao monte a orar”, onde não seria perturbado ou interrompido. Ele subiu ao monte em busca de privacidade, e por essa razão, não iria a um lugar frequentado por outras pessoas.2. Ele ficou muito tempo sozinho com DEUS: Ele “passou a noite em oração a DEUS”. Alguns pensam que meia hora é um tempo longo demais para dedicarmos às nossas devoções particulares; mas CRISTO permaneceu a sós durante a noite inteira em meditação e oração. Nós temos muitos assuntos para apresentar diante do trono da graça, e deveríamos nos comprazer muito na comunhão com DEUS. E devido a essas duas razões, devemos dedicar longos períodos à oração.Aqueles homens decidiram acompanhar JESUS como seus auxiliares imediatos, como sua família, então, deveríam ser constantes ouvintes da sua doutrina e testemunhas oculares de seus milagres - para que no futuro pudessem ser enviados como apóstolos, seus mensageiros para o mundo, para pregar seu Evangelho e estabelecer a sua igreja, v. 13. Depois que Ele havia permanecido a noite toda em oração, poder-se-ia pensar que quando fosse dia, Ele descansaria e dormiria um pouco. Mas não foi assim. Logo que amanheceu, Ele “chamou a si os seus discípulos”. Servindo a DEUS, nossa grande preocupação deveria ser não perder tempo, mas fazer, do fim de um bom trabalho, o início de outro. Os ministros cristãos devem ser ordenados mais com oração do que com simples solenidades. O número de apóstolos era doze: Ele “escolheu doze deles”. Os seus nomes estão registrados aqui - é a terceira vez que nós os encontramos, e em cada uma das três passagens a ordem deles difere. Este exemplo serve para ensinar tanto aos ministros quanto aos cristãos em geral a não serem exigentes quanto à primazia, nem ao dá-la nem ao recebê-la, mas olhar para ela como algo sem importância; não importa quem seja mencionado primeiro, e quem seja mencionado depois. “Bem-aventurados os teus homens, e bem-aventurados estes teus servos, que estão sempre diante de ti e ouvem a tua sabedoria!” Homem nenhum havia sido tão privilegiado como estes, e ainda assim um deles tinha um demônio, e demonstrou ser um traidor (v. 16). Apesar disso, quando o escolheu, CRISTO não se enganou a respeito dele.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 563.
JESUS passou a noite vigiando em oração. Mais de uma vez Lucas salientou essa necessidade íntima que o Redentor tinha de orar. Contudo os termos aqui utilizados contêm uma ênfase muito especial. A palavra “vigiar por toda a noite” ocorre unicamente aqui.A escolha dessa expressão incomum, bem como a forma verbal analítica (imperfeito e particípio), destacam a persistência determinada e incessante dessa vigília noturna. A expressão “oração de DEUS” (προσευχή του Θεού - Lê-se - prosef̱chí̱ tou Theoú), é também única no Novo Testamento. Essa formulação não designa nenhum pedido peculiar, mas um estado da mais profunda devoção na presença santa e direta de DEUS, uma invocação que transita para a mais íntima comunhão com DEUS. Durante essa noite JESUS apresentou a DEUS sua obra no estágio decisivo em que ingressara naquele momento, aconselhando-se com ele. Durante essa longa luta de oração, por toda a noite, JESUS provavelmente havia apresentado todos os seus discípulos individualmente a seu Pai, para que o Pai designasse aqueles que o Filho deveria tornar emissários da salvação. O que será que os discípulos, que haviam se ajuntado em grande número em torno de JESUS, sentiram quando JESUS, como um general, chamou um por um do meio deles, até que ficasse completo o número dos doze?“Simão”, começou ele. Com quanta expectativa cada novo nome era aguardado! Com que estremecimento cada um ouvia, então, o chamado do próprio nome. Dentre o grupo de discípulos “ele escolheu os doze”, “aos quais também chamou de apóstolos”. Isso é significativo. Os demais discípulos aceitaram que esses doze obtivessem uma posição especial do Senhor. O Redentor os havia escolhido em virtude de ordem divina. DEUS é soberano.Os discípulos não têm outra opção a não ser obedecer a esse Senhor extraordinário. “Chamou-os a si”. Ele os “ordenou” para duas finalidades.1) Primeiramente, devem estar junto dele. Devem perseverar com ele em suas tentações até chegarem ao Getsêmani; afinal, devem tornar-se testemunhas dele até os confins do mundo (At 1.8). Precisavam conhecer suas “horas silenciosas”, conviver com ele no dia-a-dia, observar seu trabalho, obter uma visão dos mistérios de sua sabedoria de educador, e até mesmo familiarizar-se com os objetivos de sua ação.2) O segundo aspecto é que eles partilharão de sua autoridade. Dessa maneira ele providencia, de certo modo, pernas e pés, línguas e lábios que levem adiante sua obra.Mateus relata a convocação e o credenciamento dos apóstolos em uma ocasião (Mt 10.1ss), e Lucas o faz em dois trechos, mais precisamente como segue: de acordo com Lucas, o primeiro passo de JESUS foi nomeá-los, provavelmente para que passassem a ser seus alunos de modo especial. Isso aconteceu aqui em Lc 6.12-16. A capacitação é relatada em Lc 9.1-6, onde JESUS lhes confere a autoridade para servir como apóstolos. O relato mais preciso indica que esse deve ter sido o processo. Mateus reúne em uma só ocasião as duas ações de JESUS. Isso tem a ver com sua característica de enfatizar tão-somente o aspecto doutrinário e fundamental.Dessa forma o Redentor obteve, portanto, um grupo de auxiliares para sua obra. Ele, o maravilhoso canal da poderosa benignidade de DEUS, fora multiplicado por doze.Quanto ao título “apóstolo”, cf. o exposto no Comentário Esperança, Marcos, sobre Mc 3.13-19, bem como Jo 17.18; 20.21; At 1.8. Essas passagens não devem levar à conclusão que a tarefa dos apóstolos consistia tão somente em ser testemunhas de JESUS. O próprio nome expressa mais, cf. 2Co 5.20: “Somos mensageiros de CRISTO… e rogamos que vos reconcilieis com DEUS.”Com a escolha dos doze estava organizada a obra de JESUS. Passou do estágio de fenômeno local e isolado para o estágio de instituição que abrange e cuja intenção arrebata povos e épocas. A obra do Senhor obteve um solo histórico firme e uma perspectiva clara para o futuro, com todas as suas esperanças e todos os seus perigos.Fritz Rienecker. Comentário Esperança Evangelho de Lucas. Editora Evangélica Esperança.
A escolha dos Doze (6:12-16)12. Mais uma vez, a referência ao tempo em Lucas é vaga {Naqueles dias). Não está dedicando sua atenção à seqüência exata. JESUS estava enfrentando uma decisão momentosa. Os incidentes anteriores demonstraram que Seus inimigos estavam aumentando. Um dia, O matariam. O que deveria Ele fazer? Caracteristicamente, Lucas nos diz que Ele orava. E então, escolheu um grupo de homens que continuariam Sua obra depois dEle.13. Ao amanhecer, JESUS chamou a si os seus discípulos. Deve tratar-se de um grupo de pessoas que se ligaram a Ele de modo informal.Um discípulo era um aprendiz, um estudante. No século I, o estudante não estudava simplesmente uma matéria; estudava com um mestre. Há um elemento de ligação pessoal no “discípulo” que falta no “estudante.” Deste grupo maior de aderentes, JESUS escolheu doze. Este é o número das tribos de Israel, número este que significa que JESUS estava estabelecendo o povo de DEUS, o verdadeiro Israel. Em JESUS e nos Seus seguidores “as pessoas podiam ver uma dramatização do quadro veterotestamentário de DEUS trazendo as doze tribos de Israel à terra prometida” (Tinsley). JESUS nunca estabeleceu uma organização. Estes doze homens representam a totalidade da Sua máquina administrativa. Alguns deles eram claramente homens de destaque, mas, de modo geral, parecem ter sido nada mais do que medianos. A maioria deles deixou pouquíssimas marcas na história da igreja. JESUS preferia operar, naqueles tempos como também agora, através de pessoas perfeitamente comuns.A estes doze JESUS deu o nome de apóstolos. O termo é derivado do verbo “enviar" e significa “uma pessoa enviada ” “um mensageiro.” Lucas emprega a palavra seis vezes (com mais vinte e oito em Atos), ao passo que cada um dos demais evangelistas a emprega uma só vez (é possível que Marcos a tenha mencionado duas vezes, dependendo da solução de um problema textual). Nos Evangelhos, o grupo usualmente é referido simplesmente como “os doze.” Marcos explica que JESUS os escolheu “para estarem com ele e para os enviar a pregar, e a exercer a autoridade de expelir demônios” (Mc 3:14-15). Esta expressão ressalta a noção de missão e a centralidade da pregação na sua função.14-16. Há variações mínimas na ordem, mas se dividirmos os nomes em três grupos de quatro, os mesmos nomes ocorrem em cada grupo em todas as nossas listas, O mesmo nome lidera cada grupo, embora varie a ordem dentro dos grupos. O primeiro nome em todas as listas é Simão. JESUS lhe deu outro nome, Pedro, que significa “Rocha.” Deste momento em diante, Lucas sempre emprega este nome, e não Simão como anteriormente. Não diz quando o nome foi dado (ver Jo 1:42). O outro Simão é chamado Zelote. Talvez tenha pertencido ao grupo radical dos “Zelotes” que eram notórios por sua resistência violenta a Roma, ou o nome pode sugerir que era caracterizado por um zelo fogoso. Para Judas, filho de Tiago (outra vez em At 1:13) Mateus e Marcos têm Tadeu, que parece ser outro nome para o mesmo homem. Todas as três listas colocam Judas Iscariotes no fim, e mencionam sua traição, mas somente Lucas diz que se tomou traidor. Parece que era fiel no início. Iscariotes provavelmente significa “homem de Queriote,” uma cidade na Judeia (Js 15:25) ou em Moabe (Jr 48:24). Se for assim, Judas era o único não Galileu entre os Doze.Leon L. Morris. Lucas. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 118-119.
2. O CUSTO.O Custo do DiscipuladoNo texto: A Educação no Antigo Israel e no Tempo de JESUS encontramos uma excelente exposição sobre o processo do chamado de JESUS. O texto põe em evidência alguns desses princípios. É dada atenção para o fato de que o chamado de JESUS não é algo que vem pronto e acabado, mas se constrói através de repetidas idas e vindas, de avanços e recuos. Tem início na beira do mar da Galileia (Mc 1.16), e termina com a ascensão (Mt 28.18-20). Depois da ressurreição começa de novo à beira do mesmo lago (Jo 21.2-17). É um recomeçar sempre!José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 63.
Como as pessoas eram zelosas ao seguirem a CRISTO (v. 25): Ia com Ele uma grande multidão, muitos por amor e, talvez, um número ainda maior por companhia, porque onde houver muitas pessoas, outras tantas se aglomerarão. Aqui estava uma multidão mista, como aquela que foi com Israel na saída do Egito; podemos esperar que haja sempre a mesma situação na igreja. Portanto será necessário que os ministros façam uma cuidadosa separação entre os preciosos e os vis.O zelo e a atenção que o Senhor espera dos seus seguidores. As vezes, aqueles que se comprometem a seguir a CRISTO devem contar com o pior, e estar preparados apropriadamente.1. O Senhor lhes diz qual é o pior com que eles devem contar. Em boa parte, eles poderiam esperar enfrentar muitas coisas que o próprio Senhor havia enfrentado antes deles, e por amor a eles. Ele sabia que eles queriam ser seus discípulos, para que pudessem estar qualificados a uma posição honrosa em seu Reino. Eles esperavam que Ele dissesse, “Se qualquer homem vier a mim, e for meu discípulo, terá riquezas e honras em abundância; Eu mesmo, sozinho, farei dele um grande homem”. Mas o Senhor lhes diz o contrário.(1) Eles deveriam estar dispostos a abandonar aquilo que prezavam muito; deste modo, deveriam ir a Ele afastados de todos os confortos que agradam à criatura, estando mortos para eles, deixando-os alegremente em vez de abandonarem o seu interesse por CRISTO, v. 26. Um homem não pode ser discípulo de CRISTO a menos que aborreça seu pai, sua mãe, e sua própria vida. Ele não será sincero, constante e perseverante, a menos que ame mais a CRISTO do que qualquer coisa neste mundo. Ele deverá estar disposto a deixar aquilo que pode e deve deixar, desde que este tipo de sacrifício possa ser um motivo de glorificação ao Senhor JESUS CRISTO (assim como os mártires, que não amaram as suas vidas, mas foram fiéis até à morte). Também é necessário deixar tudo aquilo que possa ser como uma tentação, pois assim recebemos a capacidade de servir melhor a CRISTO. Dessa forma, Abraão deixou a sua própria terra, e Moisés a corte de Faraó. Nenhuma menção é feita aqui de casas e terras; a filosofia ensina o homem a olhar estas coisas com desprezo; mas o cristianismo leva isto a um nível mais elevado. [1] Todo homem bom ama seus familiares. No entanto, se ele for um discípulo de CRISTO, podem ocorrer algumas diferenças e ele pode não se dar com alguns; assim foi dito que Léia foi preterida enquanto Raquel foi mais amada. Não que as pessoas devam ser odiadas em qualquer grau, mas nosso conforto e satisfação nelas devem ser perdidos e eliminados através de nosso amor a CRISTO, como aconteceu com Levi, quando disse a respeito de seu pai, Nunca o vi, Deuteronômio 33.9. Quando nosso devei' para com nossos pais competirem com nosso dever evidente para com CRISTO, devemos dar-Lhe a preferência. Se tivermos que escolher entre negar a CRISTO ou ser banidos do convívio com nossas famílias e parentes (como foram muitos dos primeiros cristãos), devemos antes perder a companhia deles do que perder o favor do Senhor. [2] Todo homem ama a sua própria vida, e nenhum homem jamais a odiou; e não podemos ser discípulos de CRISTO, se não o amarmos mais do que à nossa própria vida. Podemos até ter uma vida angustiada pela escravidão cruel, ser eliminados por mortes cruéis, porém jamais podemos desonrar a CRISTO, ou abandonar quaisquer de suas verdades e caminhos. A experiência dos prazeres da vida espiritual, e a crença nas esperanças e perspectivas da vida eterna, tornarão esta palavra tão dura, um pouco mais suave. Quando a tribulação e a perseguição surgirem por causa da Palavra, então podemos saber que estamos sendo provados; amamos mais a CRISTO ou aos nossos familiares e à nossa vida? No entanto, mesmo em dias de paz, este assunto é às vezes trazido à prova. Aqueles que não se dispõem a servir a CRISTO, e a aproveitar as oportunidades de comunhão com Ele, e se envergonham de confessá-lo por medo de ofenderem um parente ou amigo, ou de perderem um cliente, dão motivos para que se suspeite que eles amam mais a si mesmos do que a CRISTO.(2) Que eles devem estar dispostos a suportar aquilo que era muito pesado (v. 27): E qualquer que não levar sua cruz, como fizeram aqueles que foram condenados a serem crucificados, em submissão à sentença e em uma expectativa de sua execução, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo; isto é (diz o Dr. Hammond), este não é por mim; e o meu serviço que, certamente, traz consigo a perseguição, não será desempenhado por pessoas deste tipo. Embora os discípulos de CRISTO não sejam todos crucificados, todos levam sua cruz como se contassem com a possibilidade de serem crucificados. Eles devem ficar contentes por receberem uma má reputação, e serem carregados de infâmia e desgraça; porque nenhum nome é mais ignominioso do que aquele que leva o patíbulo. Ele deve levar sua cruz, e seguir a CRISTO; isto é, ele deve levá-la no caminho de sua obrigação, sempre que ela aparecer neste caminho. Ele deve levá-la, quando CRISTO o chamar para ela; e, ao levá-la, deve ter CRISTO em vista, e ser encorajado por Ele, e viver na esperança de ter uma recompensa da parte dele.2. O Senhor os exorta a contar com isso, e então considerar.Visto que Ele tem sido tão justo para conosco nos dizendo claramente quais as dificuldades que enfrentaremos ao segui-lo, sejamos também justos conosco, avaliando a questão seriamente antes de assumirmos uma profissão de fé. Josué obrigou o povo a considerar o que fizeram quando prometeram servir ao Senhor, Josué 24.19.É melhor nunca começar do que não proceder; portanto, antes de começarmos, devemos considerar que jamais devemos abandonar nossa chamada. Isto é agir racionalmente, como cabe ao homem, e como fazemos em outras situações. A causa de CRISTO produz um exame minucioso. Satanás mostra aquilo que parece melhor, mas esconde aquilo que é realmente o pior, porque o seu melhor não compensará o seu pior. Mas em se tratando de CRISTO, o melhor que o Senhor JESUS tem a oferecer compensará abundantemente qualquer dificuldade que venhamos a enfrentar. A consideração disto é necessária para a perseverança, especialmente em períodos de sofrimento.Nosso Salvador, aqui, ilustra a necessidade disso por meio de duas analogias, a primeira mostrando que devemos considerar os custos da nossa religião, e a segunda mostrando que devemos considerar os perigos dela.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 646-647.
Ainda que não seja dito expressamente, provavelmente trata-se aqui da lenta marcha pela Peréia até Jerusalém (Lc 13.32s). A adesão do numeroso séquito em sua caminhada estimulou-o a instruir o povo acerca do que realmente faz parte do tornar-se um verdadeiro discípulo. Estabeleceu condições para tornar-se seu discípulo, a fim de examinar o número de seus seguidores.A exigência de odiar os familiares mais próximos e sua própria vida ocorre diversas vezes com variações secundárias quanto à forma literal. Mateus cita-a na instrução aos apóstolos (Mt 10.37-39) e nós a encontramos no anúncio de seu sofrimento (Lc 9.23s; Mc 8.34s; Mt 16.24s).Pelo fato de que essa sentença doutrinária corresponde às ocasiões específicas respectivas, a forma de expressão do Senhor difere nas diversas passagens. JESUS emprega aqui a forte expressão “odiar pai, mãe, mulher, filhos e irmãos”. Até mesmo sem a versão mais amena em Mt 10.37-39 o leitor dessas palavras precisa convencer-se de que JESUS não visa descarrilar aqui os mandamentos do amor ao próximo e da honra aos pais (cf. Lc 10.27; 18.20). Mas o Senhor emprega a forte expressão “odiar” a fim de revestir a exigência de uma ênfase especial. Para entender esta palavra é preciso avaliar o contexto, pois fixar-se na letra leva ao mal-entendido. Odiar é o contrário de amar. No entanto, JESUS não está afirmando que o amor aos pais e familiares e à própria vida precisa converter-se em ódio. Não! O amor ao Senhor exige que se odeie tudo o mais no mundo no sentido de que é preciso acabar de vez com a busca unilateral e exclusiva por outro objetivo de vida. O discipulado de JESUS demanda a prontidão para sofrer até mesmo a morte mais cruel e infame por amor a JESUS. Por meio dessa exigência séria e de dura conotação, JESUS visa explicitar ao povo a entrega total do coração a ele. Suportar sofrimentos por causa de JESUS é descrito aqui figuradamente como carregar uma cruz. A expressão é retirada do costume de que os condenados à morte na cruz tinham de carregar pessoalmente sua cruz (cf. Mt 27.32). JESUS, portanto, demanda dos discípulos que levem a cruz ao local da execução junto com ele, que andem com ele rumo à morte.Fritz Rienecker. Comentário Esperança Evangelho de Lucas. Editora Evangélica Esperança.
(25, 26) O parágrafo poderia ser intitulado: “Quem se qualifica como discípulo?” (vs. 26,27,33). Essas palavras foram ditas em vista da paixão de JESUS que estava próxima e deveriam separar o verdadeiro discípulo dos seguidores indiferentes. O primeiro teste do discipulado se referia aos parentes mais próximos (cf. 18:29). JESUS apoiava o amor familiar, mas mesmo este precisa ser subordinado ao amor a DEUS. Aborrecer é um termo duro, mas o paralelo em Mateus 10:37 indica que significa “amar menos” (também Gn 29:30; Dt 21:15). Além da família, a pessoa precisa amar a sua própria vida menos do que ama JESUS. Vida abrange todos os interesses mundanos, até mesmo o nosso próprio ser (cf. Jo 12:25).(27) A cruz, sugerindo um criminoso desprezado seguindo para a sua morte terrível, amplia a ideia de aborrecer a própria vida (veja 9:23). É preciso estar disposto, se necessário, a sofrer um destino assim horrível por causa de JESUS. Essas palavras teriam ainda maior significado para os cristãos depois da crucificação e ressurreição de JESUS (cf. G1 2:20; 6:14).Anthony Lee Ash. O Evangelho Segundo Lucas. Editora Vida Cristã. pag. 235.
III - O TREINAMENTO1. MUDANÇA DE DESTINO.As Dimensões do ChamadoAinda segundo o pensamento desses autores o discipulado de JESUS possui três dimensões:1) Tomar o Mestre como ExemploJESUS se torna o referencial na vida do discípulo (Jo 13.13-15).2) Ter participação na cruzSeguir JESUS estava muito longe de algo meramente teórico. Seguir JESUS era sofrer com Ele, era participar de suas provações (Lc 22.28) e perseguições (Jo 15.20; Mt 10.24,25). Era se sujeitar a viver sob o peso da cruz e até mesmo morrer com JESUS (Mc 8.34,35; Jo 11.16).3) Viver a vida de JESUSEssa nova dimensão vem logo após a ressurreição de JESUS e a vinda do ESPÍRITO SANTO. Seus discípulos estão convictos de que JESUS vive neles através do ESPÍRITO SANTO: “Vivo, mas já não sou eu, é CRISTO que vive em mim” (G1 2.20). Como seus seguidores, cheios do ESPÍRITO, e com a presença de JESUS no meio deles, agora continuam a obra que JESUS começou entre eles. Entregam-se totalmente à palavra de DEUS e à oração.José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 65.
A respeito dos sofrimentos deles por CRISTO.Eles deveriam procurar não pensar em como evitar os sofrimentos dele, mas, antes, em se preparar para seus próprios sofrimentos.1. Devemos nos acostumar a todos os exemplos de renúncia e paciência, v. 23. Este é o melhor preparativo para o martírio. Devemos viver uma vida de renúncia, mortificação, e desprezo em relação ao mundo. Não devemos ser indulgentes com nossa tranquilidade e com nosso apetite, porque então será difícil suportar o trabalho árduo, as fadigas, e a necessidade, por CRISTO. Estamos sujeitos diariamente à aflição, e devemos nos ajustar a ela, e concordar com a vontade de DEUS para ela, e devemos aprender a suportar as dificuldades. Freqüentemente nos deparamos com cruzes no caminho da obediência; e, embora não devamos forçá-las sobre as nossas próprias cabeças, quando elas se apresentam no nosso caminho, devemos tomá-las, carregá-las após CRISTO, e agirmos da melhor maneira possível.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 588.
1) Negar-se a si mesmo é despedir-se. Dar adeus à vontade própria, às inclinações e aos desejos pessoais, essa é a “negação de si mesmo” que nos cabe realizar.Negar-se a si mesmo significa viver como se não nos importássemos mais conosco e nossa vontade.2) Tomar sobre si a cruz refere-se ao fardo que devemos nos dispor a carregar. A cruz é a mais infame pena de morte que jamais existiu. JESUS compromete os seus com a morte. Ao mostrar-lhes o desfecho que esperava por ele em Jerusalém, asseverou-lhes: “Minha cruz mostra a vocês para onde eu conduzo. Vocês estão seguindo atrás de mim como expulsos, malditos, condenados à morte, iguais àqueles que carregam sua cruz para o local de execuções. Para essas pessoas, o mundo passou e a vida está encerrada; o que ainda têm diante de si é somente infâmia, dor e morte.”A crucificação do “eu” acontece paulatinamente, de acordo com a medida determinada por DEUS para cada um e para cada etapa da vida. É o que dizem as palavras “dia a dia” e “sua cruz”. A razão de Lucas para inserir a expressão “dia a dia” só pode ter sido que ele entendia esta exigência como uma ação constantemente repetida no discipulado de JESUS. A disposição de um seguidor do Senhor de contribuir pessoalmente para o desfecho penoso da vida dificilmente pode ser melhor explicitada do que por meio da figura do condenado que carrega a cruz; afinal, não há qualquer dúvida de que está indo ao encontro do doloroso sofrimento da morte.3) Siga-me é o caminho que nos cabe percorrer, é andar a cada instante o caminho traçado por CRISTO e em cada passo seguir as pegadas dele. Não se trata de mortificação pessoal, ou meio de santificação, ou atividade para o reino de DEUS conforme o nosso próprio arbítrio! Desta forma, a vontade própria supostamente sacrificada na verdade apenas tornaria a manifestar-se.Portanto, a frase “siga-me” não é uma repetição do primeiro: “Vem após mim!” Pelo contrário, ressalta a ideia mais profunda do ser discípulo. Expressa que o discípulo de forma alguma passa à frente do Mestre e tampouco deve esquivar-se furtivamente atrás dele, mas que o segue decididamente no cumprimento obediente da vontade de DEUS, sedimentado em sua palavra e em seus mandamentos.Talvez diversas pessoas agora digam: gostaria muito de assumir a cruz de acordo com a palavra do Senhor e entregar minha vida velha à morte. Já tentei diversas vezes negar a mim mesmo – mas subitamente descubro que minha velha natureza pecaminosa ainda não se afastou, mas continua exercendo uma poderosa influência sobre mim. Estas experiências realmente estão entre os fatos mais tristes de nossa vida interior. Felizes, porém, os que não se deixam abalar por isso, mas sempre recomeçam! Devem precaver-se do equívoco de pensarem que primeiro precisam abrir o caminho. JESUS foi à frente, e ao discípulo cumpre seguir. Cumpre erguer o olhar para ele, para a sua obediência, sua fidelidade quando o desânimo e o cansaço começam (Riggenbach).Fritz Rienecker. Comentário Esperança Evangelho de Lucas. Editora Evangélica Esperança.
Aqui JESUS estabelece as condições do serviço daqueles que o seguem.(1) Negar-se a si mesmo. O que significa isto? Um grande erudito dá o significado seguinte: Pedro uma vez negou a seu Senhor. Disse: "Não conheço esse homem." Negar-nos a nós mesmos quer dizer: "Não me conheço a mim mesmo." É ignorar a existência de si mesmo. É tratar o eu como se não existisse. Quase sempre tratamos a nós mesmos como se nosso eu fora com muito o mais importante do mundo. Se queremos seguir ao JESUS devemos destruir o eu e nos esquecer de que existe.(2) Tomar sua cruz. O que significa isto? JESUS sabia muito bem o que significava a crucificação. Quando era menino de uns onze anos, Judas o Galileo tinha encabeçado uma rebelião contra Roma. Tinha atacado ao exército real em Séforis (capital da Galiléia), que estava a uns seis quilômetros de Nazaré. A vingança dos romanos foi rápida e repentina. Queimaram a cidade integralmente; seus habitantes foram vendidos como escravos; e dois mil rebeldes foram crucificados com o passar do caminho para que fossem uma terrível advertência para outros que queriam fazer o mesmo. Tomar nossa cruz significa estar preparados para enfrentar coisas como esta por nossa fidelidade a DEUS; significa estar dispostos a suportar o pior que um homem nos possa fazer pela graça de ser fiéis para com DEUS.BARCLAY. William. Comentário Bíblico. Lucas. pag. 106.
2. MUDANÇA DE VALORES.O Senhor os exorta a não ficarem apreensivos com os cuidados perturbadores e desconcertantes pelas coisas necessárias para a manutenção da vida: Não estejais apreensivos pela vossa vida, v. 22. Na parábola anterior Ele havia nos dado aviso contra o ramo da avareza do qual os ricos estão em maior perigo; ou seja, uma complacência sensual quanto à abundância dos bens deste mundo. Agora os seus discípulos poderiam pensar que não estavam correndo este risco, pois eles não tinham fartura nem variedade em que pudessem se gloriar.Portanto, o Senhor aqui os adverte contra um outro ramo da avareza, ao qual eles estão mais sujeitos à tentação, o de terem apenas um pouco neste mundo (que, na melhor hipótese, era o caso dos discípulos, muito mais agora que haviam deixado tudo para seguir a CRISTO), sentindo uma ansiosa solicitude pelas coisas que são necessárias para a manutenção da vida: “Não estejais apreensivos pela vossa vida, seja pela preservação dela, se estiver em perigo, ou pela provisão que deve ser feita para ela, seja de comida ou de roupas, o que comereis ou o que vestireis” . Esta é a advertência que o Senhor havia enfatizado, Mateus 6.25 e versículos seguintes. E os argumentos usados aqui são em boa parte os mesmos, tendo como propósito o nosso encorajamento para lançarmos todo o nosso cuidado sobre DEUS, que é o modo correto de nos tranquilizarmos.Uma busca excessiva e ansiosa das coisas deste mundo, mesmo das coisas necessárias, não é algo que convenha aos discípulos de CRISTO (w. 29,30): “A despeito daquilo que outros façam, não pergunteis o que haveis de comer ou o que haveis de beber. Não andeis inquietos com preocupações confusas, nem vos canseis com trabalhos constantes. Não vos apresseis em perguntar o que haveis de comer ou beber como os inimigos de Davi que vagueavam buscando o que comer (SI 59.15) ou como a águia que, de longe, descobre a sua presa, Jó 39.29. Que os discípulos de CRISTO, portanto, não apenas trabalhem pelo alimento, mas peçam-no a DEUS todos os dias; que eles não tenham mentes duvidosas; me meteorizesthe - Não sejam como os meteoros no ar, que são lançados aqui e ali por todo vento; não subam ou caiam, como eles, mas mantenham uma constância em si mesmos; sejam equilibrados e firmes, e tenham seus corações fixos; não vivam em suspense cuidadoso; não deixem que suas mentes fiquem continuamente perplexas entre a esperança e o medo, permanecendo sempre angustiados”.Que os filhos de DEUS não fiquem apreensivos; porque:(1) Isto seria agir como os filhos deste mundo: “Porque os gentios do mundo buscam todas essas coisas, v. 30. Aqueles que só buscam os cuidados do corpo, e não os da alma, só para este mundo, e não para o porvir, não olham além daquilo que comerão e beberão; e, não tendo um DEUS totalmente suficiente para buscar e em quem confiar, eles se sobrecarregam com cuidados ansiosos sobre estas coisas. Mas isto não vos convém. Vós, que fostes chamados deste mundo, não deveis vos conformar com este mundo, nem andar no caminho deste povo, Isaías 8.11,12. Quando os cuidados excessivos dominam a nossa vida, devemos pensar: “O que sou eu, um cristão ou um pagão? Batizado ou não batizado? Sendo um cristão batizado, será que devo me igualar aos gentios, unindo-me a eles naquilo que buscam?”(2) É desnecessário que eles estejam apreensivos com os cuidados pelas coisas necessárias para o sustento da vida; porque eles têm um Pai no céu que sempre cuida deles, que toma conta deles: “Vosso Pai sabe que necessitais delas, e considera isto, e suprirá todas as vossas necessidades de acordo com as riquezas da sua glória. Pois Ele é o vosso Pai, que vos fez sujeitos a estas coisas; portanto, Ele mesmo usará sua compaixão e suprirá todas elas. Vosso Pai, que vos sustenta, vos educa e reserva uma herança para vós, portanto, Ele cuidará para que não vos falte nada”.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 625-626.
Por causa disso, pelo fato de que a vida não depende de bens terrenos, porém exclusivamente de DEUS, o crente não precisa preocupar-se ansiosamente. O crente não somente está livre da busca ávida por bens terrenos e do apego doentio aos mesmos (veja o oposto: o agricultor), mas está igualmente isento da torturante preocupação com as necessidades imperiosas do corpo. Porventura DEUS, que concedeu o bem maior, a vida física, não poderia e não desejaria cuidar também da coisa menor, a saber, sua preservação?A falta de confiança na providência paternal de DEUS é desmascarada pela referência aos corvos, que não providenciam nem armazenam sua comida e apesar disso são alimentados por DEUS. Lucas expressa-se com extrema precisão. Ele não afirma que os corvos não colhem, mas que não possuem depósitos nem paiol, e nem por isso morrem de fome. Ao contrário de Mateus, o presente evangelista cita os corvos, por ser proverbial o cuidado que DEUS tem com seus filhotes (Jó 38.41; Sl 147.9).A santa despreocupação que JESUS recomenda aos discípulos não tem nada a ver com descuido leviano. Preocupar-se confiando na bondade paternal de DEUS impele à oração denodada, mas ao mesmo tempo também ao trabalho dedicado. JESUS critica a preocupação que acredita que tudo depende unicamente de si mesmo. Lutero distingue com precisão: “A preocupação vinda do amor foi ordenada; porém a que passa ao largo da fé, essa é proibida.”Às preocupações que atormentam as pessoas no mundo (v. 29s) JESUS contrapõe a única preocupação que deve tomar conta do crente (v. 31ss). Com a expressão “povos do mundo” JESUS não se refere apenas aos gentios – nesse caso teria afirmado sucintamente: os gentios – mas também aos judeus que, ao se recusarem a ingressar no reino de DEUS e do Messias, condenam-se a tornar-se “povo deste mundo” como os demais, e a permanecer fora do verdadeiro povo de DEUS, ao qual as palavras do v. 30ss se dirigem com exclusividade.O Senhor recomenda empenho absoluto pelo reino de DEUS. Essa demanda não é distinta da forma “Buscai primeiro!” (Mt 6.33). Também ali trata-se de uma procura que exclui qualquer outra. Crisóstomo diz acerca dessa demanda do Senhor: “Não fomos criados com o propósito de alimentar-nos, beber e vestir-nos, mas para agradar a DEUS.”JESUS visa dizer, no entanto, resta unicamente uma preocupação e busca digna para vós, discípulos, a busca pelo reino de DEUS. Aqui retornamos ao terreno do Pai Nosso. O reino de DEUS significa o senhorio de DEUS. A vontade de DEUS deve acontecer, razão pela qual a pessoa deve estar íntima e integralmente dedicada a DEUS em todos os momentos. Então já não é necessário pensar na segurança exterior por meio de dinheiro e bens. Ao libertarem-se da posse passageira adquirem um patrimônio não transitório, a riqueza em DEUS. Nesse caso, eventuais bens existentes passam a ser somente um penhor de DEUS, confiado a seus filhos e destinado a ser usado para tornar o reino de DEUS real em nós e por meio de nós. A fé entrega tudo completamente nas mãos de DEUS, para que ainda “acrescente” o que considerar correto.Em Mateus (Mt 6.33) o texto do v. 31: “Antes buscai, aspirai a, almejai o seu reino, e isso (trata-se das coisas terrenas) vos será acrescentado!” ocorre em uma passagem do Sermão do Monte, quando JESUS confronta os fariseus com sua ganância.Fritz Rienecker. Comentário Esperança Evangelho de Lucas. Editora Evangélica Esperança.
Lc 22,23. As palavras anteriores foram dirigidas à multidão, mas estas aos discípulos de JESUS. O que JESUS passa agora a dizer advém das Suas palavras anteriores, conforme demonstra Por isso eu vos advirto.É aos Seus que JESUS diz: Não andeis ansiosos pela vossa vida. O crente pode tomar providências razoáveis de antemão para as suas necessidades, mas não deve preocupar-se com a comida e com as roupas. A vida é maior do que tais coisas (cf. 12:15).Lc 29,30. JESUS ordena (e não aconselha) Seus seguidores a não se preocuparem. A preocupação é uma grande inibidora da ação: viver preocupado é perder tudo quanto é de importante na vida. Os discípulos não devem indagar (com preocupação) acerca da comida e da bebida. Isto, naturalmente, não exclui o esforço legítimo, mas certamente proíbe a concentração nestes itens. Phillips consegue o sentido com: “Não deveis colocar vosso coração naquilo que comeis ou bebeis” (cf. o rico tolo, 12:16-20). De modo semelhante, os discípulos não devem entregar-se a inquietações. A preocupação com a comida e as roupas pode ser apropriada para os gentios de todo o mundo (uma designação rabínica comum dos gentios; ver SB), mas não é apropriada para o povo de DEUS. Vosso Pai sabe que necessitais delas; e Aquele que conhece a necessidade a suprirá.Leon L. Morris. Lucas. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 201-203.
IV - A MISSÃO1. PREGAR E ENSINAR.No Novo Testamento há um total de quatro palavras usadas para indicar a «pregação», indicando as idéias de «dizer as boas novas», «pregar», «ensinar», «proclamar», «mestre», «pregador», etc.:1. Euangelizesthai, «anunciar as boas novas (ανακοινώνει την καλή είδηση - Lê-se - anakoinó̱nei ti̱n kalí̱ eídi̱si̱)». Esse verbo é usado por cinquenta e cinco vezes, conforme exemplificamos em seguida.A forma nominal, euaggélion, «boa nova (Καλα Νεα - Lê-se Kalá Neá)», é usada por quase cento e cinquenta vezes.2. Kataggéllein, «proclamar», «pregar», «proclamar as boas novas (κηρύξουν τα καλά νέα - Lê-se - Kirexchútea Kalá Neá)». Essa forma verbal é usada por dezoito vezes no Novo Testamento.A forma nominal, kataggeleús, «pregador», «proclamador (σαλπιγκτής - Lê-se - salpinktí̱s)», ocorre por apenas uma vez, em Atos 17:18.3. Kerússein, «anunciar», «proclamar». Esse verbo é usado por sessenta e uma vezes. A kérugma é a «coisa pregada (πράγμα καρφωμένα - Lê-se - prágma karfo̱ména)» a «mensagem do evangelho (μήνυμα του Ευαγγελίου - Lê-se - mí̱nyma tou Ev̱angelíou». Essa palavra é usada por oito vezes no Novo Testamento.Essa palavra indica a pregação apostólica, que é a mensagem central e o fundamento do Novo Testamento.4. Didaché, «ensino (εκπαίδευση - Lê-se - ekpaídef̱si)̱». Essa palavra aparece por trinta vezes no Novo Testamento, referindo-se à doutrina de JESUS e de seus apóstolos.O adjetivo didáskalos, «mestre (δάσκαλος - Lê-se - dáskalos)», um título dado a JESUS, e então aos mestres em geral, é usado por cinquenta e oito vezes.Didásko, o verbo, «ensinar (διδάσκω - Lê-se - didásko̱», é utilizado por noventa e sete vezes.
Importância da Pregação e do EnsinoA grande abundância de referências ao ensino e à pregação demonstra o papel primordial dessas funções, no Novo Testamento. O texto de I Cor. 1:18,21 mostra-nos que, no conceito dos gregos incrédulos, a pregação era uma «tolice». Eles preferiam a sabedoria filosófica. Porém, através da pregação do evangelho é que a salvação é outorgada aos homens. O trecho de Rom. 10:14,15 mostra que o pregador é uma figura necessária dentro do modus operandi de DEUS, para anunciar a mensagem de DEUS aos homens. O próprio Senhor JESUS deixou-nos o exemplo, tendo sido ele o supremo pregador.CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 5. Editora Hagnos. pag. 367.
JESUS anunciou o Reino pregando a Palavra de DEUS e curando os enfermos. Se Ele tivesse se limitado a pregar, as pessoas poderiam imaginar o seu Reino com um caráter apenas espiritual. Por outro lado, se tivesse curado sem pregar, talvez elas não percebessem a importância espiritual da missão de JESUS.A maioria dos ouvintes esperava um Messias que traria riqueza e poder à nação judaica; o povo preferia os benefícios materiais ao discernimento espiritual. A verdade sobre JESUS é que Ele é o DEUS encarnado, tem duas naturezas: uma divina e outra humana; possui espírito, alma e corpo; a salvação que Ele oferece é tanto para a alma quanto para o corpo. Qualquer ensino que enfatize a salvação da alma à custa do corpo ou o contrário distorce as Boas Novas de JESUS CRISTO.BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 1366-1367.
Para JESUS, o motivo primordial do envio dos doze foi a grande miséria do povo eleito, completamente abandonado por seus mestres e líderes (cf. Mt 9.35-38). Seus apóstolos, ou “os doze”, como costuma ocorrer em Lucas o termo técnico do grupo mais restrito de discípulos do Senhor (Lc 9.10; 17.5; 22.14; 24.10), deveriam fazer soar a voz do grande Pastor entre um povo que definhava e se encontrava disperso, que vagava como ovelhas sem pastor.O Senhor tinha o objetivo de conduzir seus eleitos, que até então apenas o acompanhavam como testemunhas, a um trabalho vocacionado autônomo. Por intermédio deles ele visava disseminar a notícia do reinado de DEUS em todas as cidades e localidades da Galileia. A verdadeira proclamação da salvação, para a qual somente a efusão do ESPÍRITO SANTO os capacitaria, ainda não estava associada a essa atuação. Cumpria-lhes apenas anunciar que o reino de DEUS, alvo do anseio geral, apareceria e que JESUS, o fundador desse governo de DEUS, estava no meio deles.A expressão synkalesámenos = “ele convocou (κάλεσε - Lê-se - kálese designa uma reunião solene e é mais expressiva que o termo proskáleisthai = “chamar a si (μονοπωλώ - Lê-se - monopo̱ló̱”, que ocorre em Marcos e Mateus.A tarefa recebida pelos apóstolos não era ir “à frente” do Senhor, mas seguir os rastos dele aqui e acolá. Não os envia para semear, mas para colher; não para começar, mas para continuar o que ele mesmo já começara. Por essa razão eles tinham de examinar caso a caso quem era digno de recebê-los. Por isso tinham de sacudir o pó quando, depois da pregação de seu Senhor, sua nova tentativa era outra vez desprezada. Somente assim passamos a compreender a proibição de levar grande equipamento de viagem. Afinal, os discípulos não iam como estranhos para o meio de inimigos, mas como amigos para uma região em que o próprio Senhor já lhes havia aberto os caminhos. Quanto mais JESUS vislumbra o desenvolvimento da grande tarefa de sua vida, tanto mais ele insiste na grave e dura seriedade da decisão. Para que os pensamentos do coração se revelassem com clareza, ele envia agora seus apóstolos.As libertações de demônios e curas de enfermos por parte dos apóstolos enviados tinham a finalidade de confirmar a verdade de sua proclamação e apontar para JESUS, o doador dessas dádivas da graça. O reinado de DEUS não deveria ser fundado e construído sobre força humana. Por isso também JESUS concedeu aos discípulos o carisma extraordinário da cura.Por um lado, a incumbência dos discípulos era retomar a atividade de João Batista, que em breve encerraria sua carreira na terra. Mas, por outro lado, havia mais (cf. Lc 7.28). Para esses filhos do reino de DEUS, o Senhor havia acrescentado à pregação também a capacidade e a autoridade de realizar milagres. Não há relatos de que João Batista tenha realizado milagres.A transmissão do poder milagroso de JESUS a seus alunos foi de certo modo prefigurada na transmissão do espírito de Elias para Eliseu. Com o mesmo manto com que Elias dividiu as águas do rio Jordão, Eliseu o divide ao retornar [2Rs 2.8-15].Fritz Rienecker. Comentário Esperança Evangelho de Lucas. Editora Evangélica Esperança.
2. LIBERTAR E CURAR.Aqui está um relato geral das muitas curas que CRISTO realizou. Esta cura da sogra de Pedro trouxe-lhe pacientes em grande número. “Ele curou alguém assim, por que não eu? O amigo de alguém, por que não o meu?” Agora nos é contado:1) O que CRISTO fez (v. 16). (1) Ele expulsou os demônios. Ele expulsou os espíritos malignos “com a sua palavra”. Deve haver muitos representantes de Satanás, por permissão divina, naquelas doenças para as quais causas naturais são apontadas (como no caso das feridas de Jó), especialmente nas doenças mentais; mas, na época em que CRISTO estava no mundo, parece ter ocorrido uma maior liberdade do diabo para possuir e atormentar os corpos das pessoas. Ele veio com grande ira, pois sabia que seu tempo era curto. E DEUS sabiamente ordenou que assim fosse, para que CRISTO pudesse ter oportunidades mais frequentes e claras de mostrar o seu poder sobre Satanás, e o propósito e desígnio de sua vinda ao mundo, que eram desarmar e despojar Satanás, para acabar com o seu poder e destruir as suas obras. E o sucesso do Senhor JESUS foi tão glorioso quanto o seu desígnio.(2) Ele “curou todos os que estavam enfermos”; todos sem exceção, embora os pacientes tivessem sempre uma condição muito ruim, e os casos fossem sempre muito difíceis.
2) Como as Escrituras foram cumpridas neste caso (v. 17). O cumprimento das profecias do Antigo Testamento era o grande objetivo que CRISTO tinha em vista, e a grande prova de que Ele era o Messias, dentre outras coisas que foram escritas a respeito dele, temos (Is 53.4): “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” - como em 1 Pedro 2.24, e neste texto é interpretado que Ele levou os nossos pecados.; aqui podemos interpretar que Ele levou as nossas enfermidades; os nossos pecados abrem as portas para as nossas enfermidades, em meio aos nossos sofrimentos. CRISTO levou embora o pecado por meio da sua morte e levou embora as doenças por meio dos milagres da sua vida. Assim, podemos dizer que Ele, então, levou sobre si as nossas enfermidades quando carregou os nossos pecados em seu próprio corpo sobre o madeiro; pois o pecado é a causa e o aguilhão das enfermidades. Muitas são as doenças e flagelos aos quais o nosso corpo está sujeito: e há mais sobre este assunto nos evangelhos - para nos apoiar e confortar - do que em todos os escritos dos filósofos. Ele “ tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” ; Ele os levou, ou seja, Ele os tirou de nós. Embora Ele nunca tenha estado doente, Ele sentia fome, sede e cansaço, foi atormentado em espírito, aflito e muito oprimido. Ele os carregou por nós em sua paixão e os sofreu conosco em sua compaixão, sendo tocado com o sentimento de nossas fraquezas; e desse modo Ele as carrega de nós e as torna leves, a não ser que retenhamos a nossa própria culpa. Observe quão enfaticamente isso está expresso aqui: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças” . Ele tinha tanto a capacidade como o desejo de intervir nesse assunto, e, como nosso médico, está interessado em lidar com nossas fraquezas e doenças, Essa parte do flagelo da natureza humana era uma preocupação particular que Ele evidenciou através da sua grande disposição para curar enfermidades. E Ele não é menos poderoso ou menos compassivo agora, pois sabemos que a dificuldade para se chegar ao céu não foi reduzida com o passar do tempo.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 97-98.
«ELE MESMO tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças». Profecia messiânica, que se acha em Is. 53:4. A citação foi tirada do hebraico, porque a LXX interpreta essa profecia como referência ao pecado. No grego a expressão é enfática. O Messias, CRISTO JESUS, veio com a finalidade de aliviar (ευκολία - Lê-se - ef̱kolíá) o sofrimento humano. Esse versículo tem recebido diversas interpretações:1. Refere-se ao ministério espiritual do Messias, ao levar o pecado do mundo. O texto de Isaías aborda exatamente isso, e a LXX reflete isso na tradução.2. Segundo o uso de Mateus, indica apenas as doenças físicas. A profecia, pois, expõe outro aspecto do ministério de CRISTO; sem mencionar aqui a expiação pelo pecado.3. Refere-se a ambas as coisas — o pecado e as enfermidades e doenças —, provavelmente considerando as doenças como resultantes do pecado, ou então com ligação direta ao pecado; o Messias veio para tratar da enfermidade espiritual e física da natureza humana. Provavelmente o autor do evangelho concordaria com esta interpretação. Essa doutrina tem recebido várias interpretações exageradas, como:1. A cura física está incorporada na expiação pelo pecado, e assim sendo, nunca é da vontade de DEUS que seu povo adoeça. É verdade que, no fim, a expiação terá o efeito de eliminar as enfermidades físicas, mas isso só ocorrerá da transformação operada na ressurreição. Não é menos ridículo dizer que a morte física é agora eliminada pela expiação, isto é, a morte no presente. A morte física geralmente -e resultado das doenças. A expiação também elimina a morte na raça humana, mas isso só será total após o arrebatamento e depois do milênio (I Cor. 15:24-26). A expiação eliminará finalmente as doenças, mas dizer que isso ocorre no presente é exagerar a doutrina. O próprio Paulo sofreu fisicamente. (Ver II Cor. 12:7). Paulo nunca atingiu a perfeição nesta vida (Fp. 3:12). João declarou enfaticamente a permanência do pecado (I João 1:8), e somente o equivoco pode levar as pessoas a pensar de outro modo. Enquanto permanecer o pecado, permanecerão as enfermidades.2. Outros abusam desse versículo, dizendo que JESUS sofreu de esgotamento espiritual por haver carregado os nossos pecados e doenças em oportunidades como esta. Não há que duvidar que algumas vezes ele sofreu de esgotamento físico e mental. Ver Marc. 5:30, quando dele saiu poder, ao curar; ver também Luc. 22:44 e Marc. 15:21.Finalmente, seria um erro não notar que este versículo (além de ensinar certas doutrinas) mostra principalmente a simpatia e o espírito de misericórdia de JESUS para com a raça humana. JESUS não operou milagres para mostrar sua divindade, ilustrar as doutrinas, etc. , mas para aliviar o sofrimento humano, porquanto, como homem, participou desses sofrimentos e simpatizou com os homens. O versículo demonstra, mais do que qualquer outra coisa, a compaixão de JESUS.CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 1. pag. 342.
Sem dúvida, tinha ensinado e pregado, e certamente se teria encontrado com seus acérrimos (Insistentes) adversários. Agora tinha chegado a tarde. DEUS deu aos homens o dia para trabalhar e a noite para o descanso. A tarde é o momento quando se deixa de lado o trabalho e começa o repouso. Mas não era assim para JESUS. No momento em que ele também necessitava o descanso, viu-se rodeado das clamorosas necessidades humanas e sem egoísmo, sem protestar, com uma generosidade divina, saiu ao encontro dos homens. Enquanto houvesse uma alma necessitada, não haveria descanso para JESUS.Esta cena traz à mente de Mateus certas palavras de Isaías (Isaías 53:4) onde se diz que o Servo de DEUS levou nossas enfermidades e sofreu nossas dores.O discípulo de CRISTO não pode procurar descanso quando ainda há quem necessita ajuda e saúde; e o mais estranho é que seu cansaço desaparecerá e sua fraqueza se fortalecerá quando usar suas energias para ajudar a outros. De algum modo, quando chegarem as demandas, também virá o poder. E sentirá que pode seguir adiante por amor dos outros quando por si mesmo não daria mais nenhum passo.BARCLAY. William. Comentário Bíblico. Lucas. pag. 335.
Mt 8.17 Mateus destaca o cumprimento da profecia por JESUS, citando Isaías 53.4. JESUS tinha autoridade sobre todos os poderes malignos e todas as doenças e enfermidades terrenas. Ele também tem o poder e a autoridade para vencer o pecado. A doença nem sempre é a punição para o pecado, mas pode ser mais bem interpretada como uma possibilidade real e constante da vida num mundo caído. A cura física num mundo caído é sempre temporária. No futuro, quando DEUS remover todo o pecado, não haverá mais doenças nem morte. Os milagres de cura de JESUS eram uma amostra do que todos os crentes irão um dia sentir no Reino de DEUS.Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 58.ELABORADO: Pb Alessandro Silva (http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/) com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique.
Questionário da Lição 5 - JESUS Escolhe Seus Discípulos2º trimestre de 2015 - JESUS, o Homem Perfeito: O Evangelho de Lucas, o Médico Amado.Comentarista: Pastor: José GonçalvesComplete os espaços vazios e marque com "V" as respostas Verdadeiras e com "F" as Falsas, conforme a revista da CPAD. TEXTO ÁUREO 1- Complete:"E qualquer que não levar a sua _____________________ e não vier ______________________ mim não pode ser meu _______________________." (Lc 14.27)

VERDADE PRÁTICA 2- Complete:O _______________________ para a salvação é de _____________________, mas o discipulado tem _____________________.

I - O MESTRE3- Como era o ministério de ensino de JESUS? (    ) O ministério de JESUS foi centralizado na pregação.(    ) JESUS, o homem perfeito, foi o Mestre por excelência.(    ) A maior parte do seu ministério foi dedicada a ensinar e a preparar os seus discípulos.(    ) O ministério de JESUS foi centralizado no ensino.(    ) As Escrituras registram que as pessoas ficavam maravilhadas com o ensino do Senhor.(    ) Elas já estavam acostumadas a ouvir os mestres judeus ensinando nas sinagogas, porém, quando ouviram JESUS ensinando, logo perceberam algo diferente! O que era? Ele as ensinava com autoridade, e não apenas reproduzindo o que os outros disseram.(    ) A natureza do ensino de JESUS era diferente - seu ensino era de origem divina. 4- Como JESUS ensinou através do exemplo?(    ) O ensino de JESUS se assemelhava aos dos escribas e fariseus que ensinavam e praticavam o que ensinavam.(    ) JESUS ensinou seus discípulos através do exemplo: "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também".(    ) Isso o distanciou dos escribas e fariseus que ensinavam, mas não praticavam o que ensinavam.(    ) Os discípulos se sentiram motivados a orar quando viram seu Mestre orando.(    ) As palavras de JESUS eram acompanhadas de atitudes práticas.(    ) De nada adianta a beleza das palavras se elas não vêm acompanhadas pelas ações.(    ) O povo se convence mais rápido pelo que vê do que pelo que ouve.(    ) Por isso, o Mestre exortou os seus discípulos a serem exemplos. II - O CHAMADO5- Quais os métodos utilizados por JESUS para chamar seus discípulos?(    ) Os teólogos têm observado que o método usado por JESUS para recrutar seus discípulos é variado.(    ) A maioria dos chamados foram incluídos devido aos esforços da parte deles próprios e não do Senhor JESUS.(    ) A Escritura mostra que algumas vezes a iniciativa do chamamento parte do próprio Senhor JESUS.(    ) Enquanto pregava e ensinava, JESUS observava as pessoas a quem iria chamar.(    ) Em alguns casos, o chamamento veio através da indicação do Batista.(    ) Houve também pessoas que se ofereceram para serem seguidoras de JESUS.(    ) E, finalmente, existiram os que foram conduzidos até JESUS por intermédio de amigos.(    ) Dessa forma, todas as classes foram alcançadas por JESUS. E foi dentre esses seguidores que JESUS chamou doze para serem seus apóstolos. 6- JESUS deixa bem claro quais são as implicações envolvidas na vida daquele que aceitasse o chamado para ser seu discípulo. Qual o custo para seguir JESUS?(    ) A primeira coisa a ser sacrificada é a família, abrir mão de todos parentes para seguir a JESUS, como Abraão. É o que o Mestre está requerendo de você.(    ) Tornar-se discípulo é bem diferente de se tornar um simples aluno.(    ) No discipulado, o seguidor passa a conviver com o mestre, enquanto na relação professor-aluno essa prática não está presente.(    ) O aprendizado acontece diuturnamente, e não apenas durante algumas aulas dadas em domicílio ou numa sala.(    ) Quem quiser segui-lo deve, portanto, avaliar os custos.(    ) Seguir a CRISTO envolve renúncia, significa submissão total a Ele. JESUS lembrou as pessoas desse custo, pois não queria que o seguisse apenas por empolgação.(    ) Muitos querem ser discípulos mas não querem renunciar nada.(    ) Às vezes precisamos sacrificar até mesmo o nosso relacionamento religioso na família, abrir mão de algumas coisas para seguir a JESUS. O que o Mestre está requerendo de você? III - O TREINAMENTO7- Como é a mudança de destino na vida daqueles que querem seguir a CRISTO?(    ) No treinamento dado aos discípulos, a cruz ocupa um lugar central nos ensinamentos do Mestre.(    ) A cruz de CRISTO garante morte e perseguição a todos os que seguem a CRISTO.(    ) A cruz de CRISTO aparece como um divisor de águas na vida dos discípulos. Uma mudança de rumo ou destino.(    ) A vida com CRISTO é cheia de vida, na verdade vida em abundância.  Mas por outro lado, é uma vida para a morte!(    ) Quem não estivesse disposto a morrer, não poderia ser seu seguidor autêntico.(    ) A cruz muda o destino daquele que se torna seguidor de JESUS.(    ) Ela garante paz e vida eterna, mas somente para aqueles que morrerem para este mundo. 8- Como era a mudança de valores na vida dos discípulos de JESUS?(    ) Lucas mostra JESUS instruindo os Doze antes de enviá-los em missão evangelística e, posteriormente, enviando outros setenta após dar-lhes também instruções detalhadas.(    ) Para chegar a esse ponto, muitas coisas precisaram ser mudadas na vida desses discípulos. (    ) Uma delas, e muito importante, foi a mudança de mentalidade dos discípulos. JESUS mudou a forma de pensar deles.(    ) Uma delas, e muito importante, foi a mudança de atitude dos discípulos e de vida familiar. JESUS mudou a forma de agir e de se familiarizarem deles.(    ) Seus discípulos não poderiam mais, por exemplo, possuir uma mente materialista como os gentios, que não conheciam a DEUS.(    ) Quem conhece a JESUS de verdade não fica preocupado com o amanhã, com as coisas deste mundo, pois sabe que Ele, o Bom Pastor, supre cada uma das nossas necessidades. IV - A MISSÃO9- Quais seriam as ocupações dos discípulos de JESUS, depois de chamados?(    ) Já foi dito que o ministério de JESUS consistia no ensino da Palavra de DEUS, na pregação do Evangelho do Reino e na cura dos doentes.(    ) No texto de Lucas 9.1,2, vemos JESUS enviando os doze: "E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios e para curarem enfermidades; e enviou-os a pregar o Reino de DEUS e a curar os enfermos".(    ) "Ensinar" é a tradução do verbo grego kerysso, que possui o sentido de "Dar ensino sistemático (διακηρύξει - Lê-se viéquerixe) como um professor".(    ) "Pregar" é a tradução do verbo grego kerysso, que possui o sentido de "proclamar (διακηρύξει - Lê-se viéquerixe) como um arauto".(    ) JESUS treinou seus discípulos com uma missão específica - serem proclamadores da mensagem do Reino de DEUS.(    ) Proclamar o Evangelho do Reino ainda continua sendo a principal missão do Corpo de CRISTO!(    ) Quando a Igreja se esquece desse princípio, ela perde o seu foco. 10- Qual a importância de libertar e curar no ministério cristão?(    ) O Evangelho de CRISTO provê tanto a cura para o corpo como também para o espírito.(    ) O Evangelho de CRISTO provê tanto a cura para a alma como também para o corpo.(    ) O Evangelho de Mateus revela com clareza que o Senhor JESUS proveu tanto a cura como a libertação para todos aqueles que se achegavam a Ele com fé e contrição.(    ) Frank Stagg, teólogo americano, observa que embora a obra redentora de CRISTO tenha o seu centro na cruz, Ele já era redentor da doença e do pecado durante o seu ministério terreno.(    ) Os discípulos, portanto, precisavam levar à frente essa verdade a todos os locais. CONCLUSÃO11- Complete:Aprendemos nesta lição sobre a importância que o ensino tem na formação do _______________________ cristão. JESUS _______________________os seus discípulos, mas não os ensinou de qualquer forma nem tampouco lhes deu qualquer coisa como conteúdo. Ele lhes ensinou a _______________________ de DEUS. Mas até mesmo o ensino da _______________________ de DEUS, para ter eficácia, precisa ser acompanhada pelo _______________________, valer-se de recursos didáticos eficientes, firmar-se em valores e possuir um objetivo claro e definido. Tudo isso encontramos com abundância nos ________________________ de JESUS. Ao seguir seus ensinos, temos a garantia de que o hiato existente entre o professor e o aluno, entre o educador e o educando, ________________________. Dessa forma teremos um ensino ________________________.
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Referências Bibliográficas (outras estão acima)Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htmwww.ebdweb.com.brwww.escoladominical.netwww.gospelbook.netwww.portalebd.org.br/http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/ - Pb Alessandro Silva
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm

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