quinta-feira, 16 de abril de 2015

Lição 3 - A Infância de JESUS, 2 parte


Lição 3 - A Infância de JESUS, 2 parte

II - JESUS CRESCEU SOCIALMENTE1. JESUS E A FAMÍLIA. «Não compreenderam...» A declaração do vs. 50, de que não compreenderam o sentido das palavras da resposta de JESUS, demonstra além de qualquer dúvida que Lucas estava procurando ensinar algo de especial no vs. 49, as primeiras palavras registradas de JESUS, acerca de sua pessoa, de seu ministério, de suas relações sem-par com DEUS Pai, etc., pois de outra forma essas palavras não teriam sido difíceis de entender, isto é, nada haveria de especial nelas para seus pais legais compreenderem.  A experiência humana ensina que todos os seres humanos, por mais abençoados que sejam, ocasionalmente vacilam e duvidam, e todos nós tendemos a não aprender dessas lições. Lembremo-nos, igualmente, que quando JESUS se fez homem e realizou muitos milagres notáveis e inegáveis, nem os seus próprios irmãos, vizinhos e amigos creram nele, na sua própria cidade adotiva de Nazaré. O que encontramos aqui, entretanto, é uma demonstração de quão longo e difícil é o processo do aprendizado espiritual. Esperamos muito mais da parte dos antigos do que nós mesmos produzimos ou somos. «Seja como for, é patente que o escritor do evangelho não tinha consciência de incoerência alguma entre as últimas e as primeiras narrativas sobre a infância de CRISTO» (Ellicott, in loc.). Não obstante, o texto, no vs. 51, indica que Maria não ficou totalmente sem compreensão, mas que continuava a entesourar todas essas ocorrências em seu coração, arquivando todos os acontecimentos que circundavam a vida de seu Filho e refletindo a respeito deles; e assim, sem dúvida, gradualmente foi obtendo um conhecimento mais profundo sobre o que significaria a vida dele, no tocante à sua identidade especial.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 2. pag. 39-40.

1. Ele era sujeito aos seus pais. Embora uma vez, para mostrar que era mais do que um simples homem, Ele tivesse se afastado dos seus pais, para tratar dos negócios do seu Pai celestial, Ele não fez disto um hábito, por muitos anos depois disto, mas “era-lhes sujeito”. JESUS obedecia às suas ordens e ia e vinha conforme eles lhe diziam, e, aparentemente, trabalhava com o seu pai no ofício de carpinteiro. Ele deu às crianças um exemplo para que sejam obedientes e respeitosas aos seus pais, no Senhor. Tendo “nascido de mulher”, Ele estava sob a lei do quinto mandamento, para ensinar à descendência de crentes que assim deveriam ser para que Ele os aprovasse, como uma descendência fiel. Embora os seus pais fossem pobres e humildes, embora o seu pai fosse apenas o seu suposto pai, ainda assim Ele era sujeito a eles; embora Ele estivesse fortalecido no espírito, e cheio de sabedoria, ou melhor, embora Ele fosse o Filho de DEUS, ainda assim era sujeito aos seus pais; como, então, responderão aqueles que, sendo tolos e fracos, ainda assim são desobedientes aos seus pais?
2. A sua mãe, embora não compreendesse perfeitamente as palavras do seu Filho, ainda assim as guardava no coração, esperando que no futuro elas lhe fossem explicadas, e então ela as compreenderia completamente, e saberia como fazer uso delas. Ainda que possamos negligenciar as palavras dos homens, por serem obscuras (Si non vis intelligi debes negligi - Se não for compreensível, não tem valor), não devemos pensar a mesma coisa a respeito das palavras de DEUS. Aquilo que, a princípio, é obscuro, para que não saibamos o que fazer pode, no futuro, ficar claro e fácil; portanto, nós devemos guardá-lo para o futuro. Veja João 2.22. Nós podemos, em outra ocasião, encontrar uso para aquilo que não nos parece ter utilidade agora. Um aluno memoriza aquelas regras gramaticais cujo uso ele não compreende no presente, porque lhe foi dito que no futuro elas lhe terão utilidade; a mesma coisa nós devemos fazer com as palavras de CRISTO.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 538.

Sua perfeita obediência. “E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito”. Com estas palavras, informa-nos Lucas não ser a declaração no verso 49 um repúdio ao dever filial. Embora Filho de DEUS, JESUS não exigia isenção de responsabilidades, obrigações e fardos da vida. Ainda na agonia da cruz, preocupou-se com o futuro de sua mãe (Jo 19.26).
Myer Pearlman. Lucas, O Evangelho do Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 65.

2. JESUS E A CULTURA LOCAL. CULTURA
Ha muitas definições da cultura, como:
1. Um empreendimento coletivo, segundo o qual os homens conseguem estabelecer um estilo de vida distinto, com base em valores comuns.
2. Aquele todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, artes, princípios morais, leis, costumes e quaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelos homens, como membros da sociedade,.. (B.B. Tylor).
3. A totalidade da invenção e da realização humana, incluindo todos os princípios, assenciais e sobre a natureza física e o comportamento humano, bem como todas as experiências pessoais e sociais que eles têm acumulado, intercambiado e transmitido, por meio de instrumentos e símbolos.
4. Todas as expressões criativas dos homens, em todos os campos do empreendimento humano.
5. Em sentido limitado, a expressão que os homens têm conseguido nas artes liberais.
6. Essa palavra vem do latim colere, cultivar. Portanto, a cultura é um cultivo, sem importar os meios empregados para tanto.
O vocábulo não entrou na linguagem senão já no século XVIII, embora o uso possa ser percebido ao longo da história, mas expresso de muitas formas diferentes.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 1029-1030.

A educação judaica era primeiramente religiosa e, até a época do Novo Testamento, dava-se em casa. Era dever do pai instruir seu filho sobre as tradições religiosas (Ex 12.26,27; Dt 4.9; 6.7).
Era essencial que a criança aprendesse a ler as Escrituras. Felizmente, o alfabeto hebraico com suas vinte e duas letras era muito mais fácil do que as centenas de caracteres  cuneiformes e hieroglíficos dos vizinhos de Israel. Em Isaías 28.10, "mandamento e mais mandamento" é literalmente "s após s, e q após q", uma referência ao ensino do alfabeto. Em Isaías 10.19, lemos: "E o resto das árvores da sua floresta será tão pouco, que um menino as poderá contar". O homem jovem de Juízes 8.14 "escreveu" os nomes dos anciãos da cidade.
O ensino formal longe de casa não foi atestado até a era intertestamentária. Ben Sirach (aprox. 180 a. C.) fala de uma "casa de aprendizagem" (gr. oikos paideias, em heb. bethmidrash). Sob Jason (175-171 a. C), o sumo sacerdote helenizante, um ginásio foi estabelecido em Jerusalém (1 Mac 1.14; 2 Mac 4.9; Josefo, Ant. xii.5.1). No helenismo, o ginásio era a principal instituição educacional.
Simon ben Shetah (aprox. 75 a. C.) decretou uma lei que estabelecia que as crianças deveriam ir à escola. O desenvolvimento decisivo, entretanto, veio com a ordem de Josué ben Gamala, sumo sacerdote em 63-65 a. C, de que cada cidade deveria ter uma escola para crianças a partir de seis anos de idade.
De acordo com a declaração de Judah ben Tema (século II a. C) em Pirke Aboth 5.21, o programa de estudos a ser desempenhado era: (a) as Escrituras - aos cinco anos; (b) o Mishnah - tradições orais - aos dez anos; (c) a chegada da idade - aos treze anos; e (d) o Talmude - comentários sobre o Mishnah - aos quinze anos. Esperava-se que os rapazes se casassem aos dezoito anos. As meninas recebiam educação em casa, e frequentemente eram feitos casamentos arranjados quando tinham doze ou treze anos. Elas iam à sinagoga, e algumas conheciam bem as Escrituras (cf. alusões do Antigo Testamento no "Magnificai" de Maria, Lc 1.46-55).
A maioria dos pais não podia permitir que seus filhos tivessem mais do que o ensino primário. Alguns rabinos desprezavam aqueles que haviam estudado somente as Escrituras, tendo-os como ignorantes, 'am-ha'arets, "pessoas da terra" (cf. Jo 7.15; At 4.13). Aqueles que estudavam para se tornarem rabinos continuavam sua educação na academia de Jerusalém, e eram ordenados com aproximadamente vinte e dois anos de idade. As classes do primário reuniam-se nas sinagogas, tendo o hazzan, ou responsável pelos rolos, como professor. O professor tinha que ser um homem casado; nenhuma mulher tinha permissão para ensinar (cf. 1 Tm 2.12). As crianças de várias idades sentavam-se no chão diante do professor. A criança aprenderia a ler as Escrituras em voz alta, começando por Levítico. Em continuação, a criança prosseguia no conhecimento da maior parte das Escrituras, embora alguns livros do AT, como, por exemplo, Cantares de Salomão, não eram ensinados aos alunos imaturos.
A ênfase era colocada na memorização, e o método era a repetição. Dizia-se que um professor do Mishnah chegava a repetir uma lição 400 vezes! Os açoites eram usados nos casos de alunos recalcitrantes. O Mishnah não considerava o professor culpado se o aluno morresse em consequência de tais repreensões. A palavra hebraica para educação, musar, origina-se da raiz ysr, "castigar, disciplinar". O ensino dos meninos começava ao amanhecer e frequentemente continuava até o pôr-do-sol. Algumas pessoas têm questionado se eles tinham horário de almoço! O período de aulas era reduzido para quatro horas durante os meses quentes de julho e agosto. No dia que antecedia o sábado havia apenas meio período de aulas, e as aulas eram suspensas por ocasião das festividades religiosas. A academia de Jerusalém para futuros rabinos era famosa por ter professores como Hilel e Samai (século I a. C). Aqui Paulo estudou aos pés do ilustre neto de Hilel, Gamaliel (At 22.3). Gamaliel era um dos poucos rabinos que permitia que os alunos aprendessem o grego. Os rabinos, como regra geral, não recebiam qualquer pagamento por ensinarem, mas se sustentavam trabalhando como moleiros, sapateiros, alfaiates, oleiros etc. (cf. At 18.3). De fato, cada pai tinha o dever de ensinar um ofício a seu filho.
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 598-599.

A Sinagoga. Os eruditos supõem que, como uma instituição formal, a sinagoga desenvolveu-se durante o cativeiro babilônico. A palavra «sinagoga» encontra-se em Sal. 74:8, mas ali significa apenas «assembléia», não havendo qualquer alusão à instituição que recebeu esse nome. A palavra aparece por cinquenta e seis vezes no Novo Testamento. Antes do exílio babilônico, o templo era o centro de todas as atividades religiosas. Quando o templo foi destruído, então as sinagogas tornaram-se células dessa atividade, bem como de aprendizado. Ê possível, contudo, que as sinagogas tenham surgido antes mesmo do exílio babilônico, e que este apenas consolidou a importância das mesmas. Seja como for, a sinagoga tornou-se um centro de todas as atividades religiosas, sociais e de instrução. Na sinagoga não havia altar e nem sacrifícios. O estudo e a leitura ida Tora, bem como a oração, tornaram-se as atividades centrais ali. A sinagoga era o centro do governo de Israel. Ela provia uma espécie de sistema de educação de adultos em massa, onde a Tora era estudada sistematicamente, semana após semana. Todos quantos frequentavam a sinagoga tornavam-se estudantes da lei. Quando o povo judeu não mais era capaz de entender o hebraico, as explicações eram feitas em aramaico.
O Desenvolvimento de Escolas. A primeira escola de um judeu era o seu lar. Os mestres eram os pais e os alunos eram os filhos. O lar nunca perdeu a sua importância como o lugar primário de aprendizado. Então surgiram as escolas de profetas, que dirigiram o primeiro ensino sistemático e constante fora dos lares. Eles encontravam em Moisés a sua grande inspiração (Deu. 34:10; 18:15 ss). Os profetas tomaram-se os mestres e instrutores de Israel de uma classe de homens eruditos, que se tornaram líderes da nação. Pela época da monarquia, havia grupos ou companhias de profetas, de tal modo que eles formaram uma classe distinta dentro da nação (I Sam. 10:5,10; 19:20). Os «filhos dos profetas» eram os discípulos das escolas que haviam sido formadas. Ver I Reis 19:16; II Reis 2:3 ss. Então surgiram as sinagogas; que representaram um passo vital no desenvolvimento das escolas, conforme nós as conhecemos. Entretanto, nenhuma escola era separada da sinagoga e nenhum sistema escolar formal formou-se em Israel, senão já dentro do período helenista e isso por motivo de competição com as escolas gregas. A literatura rabínica informa-nos que um sistema escolar compulsório foi criado pelos fariseus, no século I a. C. Sabemos que Simão ben Shetach (75 a. C.) ensinava às pessoas de uma maneira sistemática e regular; mas o texto que ele usava era a Tora. Em Israel não havia educação liberal. As escolas elementares, para as crianças, não parecem ter surgido antes do século I d. C. Joseph ben Gamala (cerca de 65 d. C.) tentou fazer a educação elementar tomar-se compulsória e universal, com escolas onde as crianças entravam com seis ou sete anos de idade. As escolas elementares eram chamadas Casa do Livro. O currículo continuava sendo, essencialmente, orientado segundo a Bíblia. Toda e qualquer referência às ciências, em quaisquer de suas formas, era feita de modo inteiramente incidental. Foram desenvolvidas escolas secundárias para os alunos mais promissores. A religião continuava sendo o centro de todas as atividades educacionais. Além da Bíblia e da Mishnah, foi instituído o debate teológico. As escolas que funcionavam desse modo eram chamadas Casas de Estudo. Finalmente, foram formadas academias autênticas, que eram reputadas a lugares sagrados, e não apenas lugares de aprendizagem. O Talmude resultou das atividades dessas escolas e grandes líderes se salientaram então, como Hilel, Shamai e Gamaliel. Paulo educou-se na escola de Gamaliel.
Isso significa que, em Israel, havia três instituições de ensino diferentes: a sinagoga, as escolas elementares e as academias, ou casas de estudos. As academias funcionavam separadas das sinagogas, em seus próprios edifícios, ou talvez na residência do mestre principal.
O Lar. O lar era a unidade básica da sociedade, bem como a primeira escola que um menino judeu conhecia. O Antigo Testamento mostra o grande valor dado às crianças e grande responsabilidade pesava sobre os ombros dos pais, porquanto os filhos eram tidos como dons de DEUS (Jó 5:25; Sal. 127:3; 128:3,4. Ver também Gên. 18,19 e Deu. 11:19 quanto à importância da instrução doméstica). As crianças eram treinadas em seus deveres, religiosos ou outros (I Sam. 16:11; II Reis 4:18). O treinamento artístico fazia parte da instrução recebida (Juí. 21:21; Lam. 5:14). Às meninas eram ensinadas prendas domésticas, por suas mães (Êxo. 35:25; II Sam. 13:8). Os meninos aprendiam negócios e ofícios. As casas numerosas, como aquelas de pessoas ricas, estavam sujeitas a uma instrução global (Gên. 18:19). O elemento religioso sempre ocupava o primeiro plano (Deu. 6:4-9; Sal. 78:3-6; Pro. 4:3). Algumas poucas mulheres, segundo todas as aparências, eram bem educadas e chegaram a tomar-se líderes (Juí. 4:4 ss, II Reis 22:14-20).
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 270-271.

III - JESUS CRESCEU PSICOLOGICAMENTE1. A DIMENSÃO PSICOLÓGICA DE JESUS. Por fim JESUS também possuía as dimensões psíquica e espiritual. David Nichols sublinha que foi JESUS mesmo quem reconheceu sua dimensão psicológica quando empregou a palavra grega psichê (alma) para descrever o que ocorria no seu interior quando agonizava no Getsêmani. JESUS, portanto, teve consciência de suas emoções quando externou em diferentes momentos de sua vida sentimentos de alegria e tristeza. “Então, chegou JESUS com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo” (Mt 26.36-38).
Por outro lado, observa Nichols, JESUS também tinha consciência de sua dimensão espiritual. Lucas nos informa que JESUS mesmo usou o termo grego pneuma, traduzido em português como espírito, quando expirou na cruz do calvário (Lc 23.46). Nichols destaca que no contexto do evangelho de Lucas, a palavra “espírito” (pneuma) sem sombra de dúvidas indica a dimensão da existência humana que continuará na eternidade depois da morte. Esse é um fato relevante porque demonstra que foi como um ser humano, de carne e osso, que JESUS morreu.
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 43.
«...infância...» O termo grego é «brephos», palavra usada para indicar «embrião humano» ou «feto». (Ver Plutarco Mor. 1052; Dióscuro 5,74; Josefo, Antiq. 20,18). Mas também era usado com o significado de «bebê», «infante». (Ver I Macabeus 1:61; II Macabeus 6:10 e Josefo, Guerras dos Judeus 6,205). Esse vocábulo indica que desde a idade mais infantil possível, quando uma criança começa a falar, Timóteo já vinha recebendo treinamento religioso específico. Esses mui dificilmente se afastam da fé, embora possa haver modificações posteriores, ao passo que a experiência humana mostra-nos que aqueles que se converteram mais tarde na vida se afastam mais facilmente da fé, em favor de alguma outra coisa. Os costumes judaicos comuns obrigavam os pais a darem início ao treinamento religioso sério de seus filhos ao chegarem ao seu quinto ano de vida. Filo, em «Led ad Caium», pág. 562, cap. 16; Josefo, em «Apion» I. 12; o terceiro capítulo de Susana e IV Macabeus 18:9 confirmam isso.
«...sagradas letras...» No original grego temos «...escritos santos...» ou «...Sagradas Escrituras...», uma alusão ao A .T ., pois, naquele tempo, não havia ainda o «cânon» do N. T., e nem mesmo todos os livros do N. T. tinham sido escritos. Sendo normalmente uma alusão às Escrituras do A. T., essa expressão algumas vezes se reduz a «as Escrituras», conforme se vê em Mat. 21:42; 22:29; Luc. 24:27; João 5:39 e I Cor. 15:3.
Algumas vezes tal palavra é usada para indicar alguma passagem particular das Escrituras, um trecho selecionado. Algumas vezes essa palavra aparece no singular, e de outras vezes aparece no plural. (Ver a forma plural em I Ped. 2:6 e em II Ped. 1:20 e A s referências dadas acima são exemplos de seu uso no plural. O trecho de Rom. 1:2 diz «Santas Escrituras» («graphais agiais»), ao passo que aqui temos «Sagradas Escrituras», expressão que aparece exclusivamente aqui, em todo o N. T. Essa expressão se encontra em Josefo, Proem. to Ant. 3; Apion I e em Filo, Vit. Mos. 3:39, etc. Os livros do A. T. são focalizados nessa expressão (porquanto havia vários «cânones» do A. T. nos dias de Paulo), segundo se vê nas notas expositivas sobre o versículo seguinte, acerca das «Escrituras». Essas «Sagradas Escrituras», pois, são contrastadas com as fontes «estranhas» utilizadas pelos gnósticos, como seus mitos, suas imaginações, suas religiões misteriosas e seus livros de mágica e encantamento. (Ver Atos 19:19).
«...tornar-te sábio...» Temos aqui menção à sabedoria espiritual. As promessas messiânicas, bem como as interpretações que lhes dão a igreja cristã, mostram claramente como é que DEUS outorga aos homens a salvação, e como ela pode e deve ser recebida. Aqueles que são «sábios» perceberão o significado de tudo isso, tirando benefícios espirituais dessa sabedoria celestial. A aceitação da mensagem bíblica, em que o indivíduo se firma fortemente sobre ela, permitindo assim que a sua vida seja transformada, produzirá o conhecimento teórico, doutrinário, prático e místico, bem como a experiência espiritual, o que leva um ser humano à vida eterna. (Comparar com João 5:39, quanto ao fato que as autoridades judaicas criam que, nas «Escrituras», um homem recebe a vida eterna; e esses são aqueles que falam acerca de CRISTO, de tal modo que ele é o meio dessa vida.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 394.

«Crescia o menino...». Temos aqui uma espécie de sumário da vida inicial de JESUS, tal como Lucas já provera um sumário semelhante acerca da vida de João Batista, em Luc. 1:80. João Batista internou-se no deserto, vivendo como asceta, certamente como os essênios também costumavam fazer. Mas JESUS viveu como menino comum, no seio de sua família. João «crescia» no espírito. Mas JESUS era cheio de sabedoria e desfrutava do favor tanto de DEUS como dos homens. O texto subentende o crescimento e o desenvolvimento espiritual de JESUS, e isso não nos deve surpreender, porquanto era homem autêntico. Desenvolvia-se tal como devia. Aprendeu a falar e a escrever. Falava-se o hebraico nas escolas e o aramaico nas conversas diárias. Também aprendeu a comunicar-se com DEUS, e precisamos aprender a fazer outro tanto, segundo o modelo por ele deixado. JESUS estava sendo «aperfeiçoado», como também lemos no trecho de Heb. 2:10. Passou pelas mesmas experiências pelas quais devemos passar, e precisou aprender por meio dos seus sofrimentos. Contudo, sempre se mostrou obediente, e desenvolveu-se como todo homem deve desenvolver-se. Tal é o ensino da encarnação e da humanidade de CRISTO. A igreja tende a esquecer-se de que JESUS também foi homem, e com demasiada freqüência subestima a importância da vida terrena de JESUS. Agiu do modo que fez porque desenvolveu as capacidades espirituais para tanto, e esse desenvolvimento está disponível a todos os homens.  JESUS compartilhou de nossa natureza e de nossa existência, a fim de que pudéssemos compartilhar de sua natureza e de sua vida celestiais.
«...enchendo-se de sabedoria,..». O particípio, no grego, subentende um processo contínuo de ser cheio, e por isso transmite o mesmo pensamento expresso no vs. 52 sobre o aumentode sua sabedoria. «A alma de JESUS era humana, isto é, sujeita às condições e limitações do conhecimento humano, e teve de aprender como devem fazê-lo todas as almas humanas. JESUS era também verdadeiro homem, segundo este texto mostra.
«...e crescia JESUS em sabedoria, estatura e graça, diante de DEUS e dos homens... » Este versículo é uma repetição virtual de Luc. 2:40. Todos os comentários feitos ali se aplicam aqui também, especialmente as considerações que condenam o docetismo, a heresia que fazia da humanidade de JESUS o ato de um mero fantasma, e não a de um homem autêntico, que precisasse aprender, desenvolver-se e amadurecer, como todos os homens devem (ver Heb. 2:10; 5:9). Infelizmente, apesar da humanidade de CRISTO ser declarada na igreja moderna, contudo, tão pouco do que JESUS fez ou foi é reputado como resultante de sua humanidade desenvolvida que, na realidade, o que encontramos é apenas outra modalidade de docetismo, com o resultado de que o sentido da vida terrena de JESUS é inteiramente eliminado do pensamento e do ensino cristão. Ver Fil. 2:7, sobre a natureza da Humana de CRISTO.
Contamos apenas com essas palavras para descrever cerca de dezoito anos da existência terrena de JESUS, anos passados em Nazaré como carpinteiro, provavelmente como o único carpinteiro da cidade. É bem provável que José tivesse falecido durante esse período, e o sustento da família passou para os ombros de JESUS, por ser o filho primogênito. JESUS desenvolveu a sua vida espiritual como homem, obtendo assim poderes admiráveis, que ele posteriormente usou para benefício de seus semelhantes humanos, Justino Mártir (150 d.C.) diz-nos que em seu tempo, diversos objetos de madeira, que eram reputados feitos pelas mãos de JESUS, eram intensamente procurados.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 2. pag. 36;40.

E o menino crescia... (v.40): Sobre o desenvolvimento que o Senhor quer ver nos Seus filhos, vede 2 Pe 3.18; 1 Pe 2.1; 2 Pe 1.5-8; Hb 5.11-6.3.
JESUS, apesar de ser o Filho de DEUS e Senhor de tudo, era tão humano como qualquer outro menino. Não convém pensar que era um menino anormal, com mentalidade de adulto, desenvolvido, nem que quando “se esvaziou, tomando a forma de servo”, deixou de ser divino. Era sempre Aquele que estava com o Pai antes que houvesse mundo. Quando, porém, se encarnou, foi feito “em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado.” Era um menino inteiramente normal e o nosso exemplo para criar filhos. Ele crescia física, intelectual e espiritualmente:
1) Fisicamente. “Crescia” (v.40) “em estatura” (v.52). O Moço não era nazareno melancólico, pálido e doentio. O labor na oficina de carpinteiro e a obediência às leis de DEUS contribuíram para o desenvolvimento do físico. O servo de DEUS carece de corpo sadio e robusto.
2) Intelectualmente, “Cheio de sabedoria” (v.40), “crescia JESUS em sabedoria” (v.52). Enquanto se desenvolvia no físico, crescia intelectualmente; não se tornou gigante em mentalidade de criança.
3) Espiritualmente. “A graça de DEUS estava sobre Ele.” O menino JESUS tinha, também, de crescer, como homem, no conhecimento do DEUS invisível e guardar o contato com Ele por oração e leitura da Sua Palavra. O Seu crescimento era simétrico; enquanto crescia em corpo, crescia igualmente em mente, mas não foi de forma alguma a custo do Seu desenvolvimento espiritual.
Orlando S. Boyer. Espada Cortante 2. Editora CPAD. pag. 47.

Como Ele a passou, v. 40. Em todas as coisas, lhe era conveniente ser semelhante aos seus irmãos, e por isto Ele passou a infância como as outras crianças, embora sem pecado; ou melhor, com indicações manifestas de uma divina natureza em si. Como as outras crianças, Ele cresceu em estatura física, e aperfeiçoou a compreensão da sua alma humana, para que o seu corpo natural pudesse ser um modelo do seu corpo espiritual que, embora animado por um ESPÍRITO perfeito, ainda assim faz o aumento de si mesmo, até chegar a “varão perfeito”, Efésios 4.13,16. Mas:
(1) Enquanto as outras crianças são frágeis em entendimento e determinação, Ele se fortalecia em espírito. Pelo ESPÍRITO de DEUS, a sua alma humana foi dotada de um vigor extraordinário, e todas as suas faculdades realizavam as suas funções de uma maneira extraordinária. Ele raciocinava com veemência, e o seu juízo era objetivo e penetrante.
(2) Enquanto as outras crianças têm tolices nos seus corações, que se manifestam em tudo o que dizem ou fazem, Ele estava cheio de sabedoria, não devido a qualquer vantagem de instrução ou educação, mas pela obra do ESPÍRITO SANTO; tudo o que Ele fazia e dizia era sabiamente feito e sabiamente dito, para a sua idade.
(3) Enquanto as outras crianças mostravam que a corrupção da natureza estava nelas, e o joio do pecado crescia juntamente com o trigo da razão, Ele deixava transparecer que nada além da graça de DEUS estava nele (o trigo crescia sem joio) e que, enquanto as outras crianças eram, por natureza, filhos da ira, Ele era enormemente amado, e cheio da graça de DEUS; pois DEUS o amava, e o apreciava, e tinha um carinho especial por Ele.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 535.

2. JESUS E AS EMOÇÕES.Lc 20.24-26 - 24 Mostrai-me um denário. De quem é a imagem e a inscrição que ele tem? Responderam: De César. 25 Disse-lhes então: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. 26 E não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e admirados da sua resposta, calaram-se. A confusão em que se viram colocados, v. 26.
1. A armadilha se quebrou; eles “não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo”. Eles não conseguiram agarrar-se a nada que pudesse inflamar nem o governador nem o povo contra Ele.
2. CRISTO é honrado - até mesmo a ira do homem foi feita para honrá-lo. Eles se maravilharam com a sua resposta, pois foi muito discreta e irrepreensível, e tal evidência daquela sabedoria e sinceridade faziam brilhar o rosto.
3. Suas bocas se fecharam: “Maravilhados com sua resposta, calaram-se”. Eles não conseguiram nada para objetar, e não lhe perguntaram mais nada, para que Ele não os envergonhasse e não os expusesse.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 698.

Lucas dá uma descrição mais completa do efeito sobre os questionadores do que os demais Sinotistas. Revelaram-se incapazes de apanhá-lo. A pergunta deles parecia certeira para produzir o efeito desejado, mas revelara-se um rojão molhado. Ficaram, portanto, admirados, e foram reduzidos ao silêncio.
Leon L. Morris. Lucas. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 271.

As palavras do Senhor evidenciam o equilíbrio correto entre o dever e a obrigação perante as autoridades e perante DEUS. A segunda parte da frase constitui uma fundamentação da primeira, contendo ao mesmo tempo uma restrição, o limite correto da obediência.
Os ardilosos interrogadores que pretendiam armar uma cilada para o Senhor foram cabalmente dispersos por meio dessa resposta sucinta, porém sábia. Todos os sinóticos relatam a admiração dos interrogadores que se patenteou em seguida.
Fritz Rienecker. Comentário Esperança Evangelho de Lucas. Editora Evangélica Esperança.

IV - JESUS CRESCEU ESPIRITUALMENTE1. CRESCENDO NA GRAÇA E FORTALECENDO O ESPÍRITO. JESUS assumiu estes condicionamentos lá onde pesam mais, isto é, no meio dos pobres (2 Co 8.9; Mt 13.55; Fp 2.6,7; Hb 4.15; 5.8). Ele se formou “crescendo em sabedoria, tamanho e graça, diante de DEUS e dos homens” (Lc 2.52). Estes três aspectos do crescimento em sabedoria, tamanho e graça se misturam entre si. Crescer em sabedoria é assimilar os conhecimentos da experiência humana diária, acumulada ao longo dos séculos nas tradições e costumes do povo. Isso se aprende convivendo na comunidade natural do povoado. Crescer em tamanho é nascer pequeno, crescer aos poucos e tornar-se adulto. É o processo de todo ser humano, com suas alegrias e tristezas, amores e raivas, descobertas e frustrações. Isto se aprende convivendo na família com os pais, os avós, os irmãos e as irmãs, com os tios e tias, sobrinhos e sobrinhas. Crescer em graça é descobrir a presença de DEUS na vida, a sua ação em tudo que acontece, o seu chamado ao longo dos anos da vida, a vocação, a semente de DEUS na raiz do próprio ser. Isto se aprende na comunidade de fé, nas celebrações, na família, no silêncio, na contemplação, na oração, na luta de cada dia, nas contradições da vida e, em tantas outras oportunidades”.
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 39.
Ele cresceu em sabedoria. A mãe, a natureza, a Escritura Sagrada, a vida e a oração representaram os ricos recursos que haviam sido proporcionados ao menino JESUS para amadurecer em direção de um saber claro e saudável.
Há algo admiravelmente grandioso em uma vida conduzida com sabedoria, na qual tudo é aquilatado e praticado à luz da eternidade, onde se aprende a incluir a totalidade da vida terrena - com suas preocupações, sofrimentos e alegrias, suas necessidades e demandas diárias, seus constrangimentos e tentações - de forma cada vez mais completa no grande acorde básico do “Uma coisa só importa”, perguntando em todas as situações: Como o Senhor no céu pensa a esse respeito, e como você pensará a respeito disso um dia, quando a terra estiver a seus pés e você se escontrar na luz da eternidade? Isso é sabedoria. Posicionar-se dessa maneira aqui na terra a partir do mirante da eternidade - isso é sabedoria. Adquirir nela cada vez mais treino, experiência e agilidade - isso significa “crescer em sabedoria”.
Até onde posso ir em cada situação? Até que ponto devo falar ou silenciar no convívio com outros? Quando devemos dizer ao próximo que pecou contra nós, em particular? Quando e por quanto tempo temos de suportá-lo calados? E onde precisamos ceder, onde insistir em nossos direitos? Até que ponto devemos consolar ou primeiramente exortar um sofredor? Quanto descanso podemos requerer para nós? Quando e de que maneira temos de ajudar o empregado que falta ao trabalho? Até que ponto podemos ser “tudo para todos”? Como devemos posicionar-nos diante dos partidos na igreja e no Estado? Essas perguntas não são respondidas abrindo a Bíblia e selecionando mecanicamente um versículo qualquer, mas relacionando corretamente o conhecimento de DEUS e do mundo obtido pela palavra de DEUS, e quando levamos em consideração, mediante sábia apreciação, a situação e as pessoas envolvidas naquela ocasião.
Ele cresceu em graça diante de DEUS e das pessoas. Aqui temos de pensar em um crescimento da graça da aprovação divina e da benignidade paterna sobre esse menino JESUS. Desde o começo ele foi objeto da graça, porém quanto mais ele crescia e o poder de DEUS se disseminava nele, quanto mais ele superava todas as tentações com fé e sabedoria, aprendendo a obediência, tanto mais também se avolumava a graça de DEUS sobre ele. Novamente deparamo-nos aqui com uma parte de sua humilhação, que é inegavelmente a maior e mais misteriosa. Ele despojou-se até mesmo de seu relacionamento original com o Pai. O Criador se rebaixou até sua criatura, que cresce e amadurece interiormente por meio da obediência.
No entanto, JESUS também cresceu em graça diante das pessoas. Afinal, de agora em diante o rapaz de doze anos mantinha cada vez mais contato com as pessoas. Em breve, pois, sua natureza amável, obediente, solícita, afetuosa e correta conquistou os corações das pessoas, de sorte que o tratavam com amizade e favor. Apesar de sua profunda condição pecaminosa, o mundo sempre respeita secretamente a grandeza de uma mentalidade inatacável, das obras e virtudes da bem-aventurança. Foi isso que também aconteceu com o Senhor. É uma maravilhosa dádiva de DEUS quando alguém encontra graça também diante dos seres humanos. Essa amabilidade repleta e santificada da mente de CRISTO, em atitude e caráter, que atrai e conquista involuntariamente as pessoas, é algo sumamente belo.
Fritz Rienecker. Comentário Esperança Evangelho de Lucas. Editora Evangélica Esperança.

2. JESUS E SUA MAIORIDADE. Capacitado pelo ESPÍRITO
Desde o primeiro capítulo deste livro chamo a atenção para a teologia carismática de Lucas. JESUS foi capacitado pelo ESPÍRITO SANTO para realizar as obras de DEUS. Talvez em nenhum outro ponto ela é mais clara quanto no contexto da kenosis de nosso Senhor. JESUS como homem, vivendo as limitações que a encarnação lhe proporcionou, dependeu durante todo o seu ministério da ação do ESPÍRITO SANTO. Esse é um fato observado por todos os manuais de teologia sistemática.
Heber Campos, por exemplo, destaca que o Filho, em si mesmo, não precisava de suporte ou da ajuda do ESPÍRITO SANTO, mas quando o Verbo se fez carne, assumindo a nossa humanidade, ele se colocou na condição de Servo necessitando do socorro do ESPÍRITO SANTO para exercer o seu ministério. Por essa razão, citando a passagem de Isaías 61, JESUS diz de si mesmo: “O ESPÍRITO do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos” (Lc 4.18). JESUS precisou, por causa de sua humanidade, do suporte do ESPÍRITO SANTO para realizar o seu ministério. DEUS não quebra as suas leis nem mesmo com o seu Filho. Ao encarnar, Ele se tornou como um de nós, carente da ação do Alto para poder realizar sua missão entre os homens.
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 43-44.
Os sábios atônitos. Nesse período, o Templo exercia profundo fascínio sobre o menino JESUS, porque chegara a um momento crítico de sua vida: a consciência de sua natureza e missão divinas afetava-o poderosamente. O escritor foi inspirado a incluir este incidente para deixar claro aos leitores que, aos doze anos de idade, JESUS estava ciente de sua condição de Filho de DEUS e de que tinha uma missão a cumprir. Nada mais natural, portanto, fosse Ele encontrado na casa do seu Pai, “assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os”. Diz-se que havia uma sinagoga (casa de reuniões) dentro do Templo, onde os grandes ensinadores de Israel ministravam nos sábados e feriados religiosos. No decurso das preleções, os rabinos faziam perguntas aos ouvintes, que, por sua vez, tinham licença para interrogar o mestre. “E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas”. E, se o debate era acerca do Messias e sua obra - o que é bem provável -, podemos entender a estupefação dos mestres ante as perguntas e respostas do menino. Sabendo ser o Messias, JESUS debatia o assunto com clareza, unção e autoridade.
Myer Pearlman. Lucas, O Evangelho do Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 64-65.

No batismo de JESUS vemos a presença da trindade e a capacitação do ESPÍRITO SANTO para que JESUS iniciasse seu ministério.Até os trinta anos, JESUS permaneceu na cidade de Nazaré e trabalhou como carpinteiro, para só após ajudar sua família, exercer seu ministério de treinamento de seus discípulos e pregação do evangelho no poder e unção do ESPÍRITO SANTO.ELABORADO: Pb Alessandro Silva (http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/) com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique.
Questionário da Lição 3 - A Infância de JESUS2º trimestre de 2015 - JESUS, o Homem Perfeito: O Evangelho de Lucas, o Médico Amado.Comentarista: Pastor: José GonçalvesComplete os espaços vazios e marque com "V" as respostas Verdadeiras e com "F" as Falsas, conforme a revista da CPAD. TEXTO ÁUREO1- Complete:"E crescia JESUS em _________________________, e em __________________________, e em graça para com DEUS e os _________________________." (Lc 2.52) VERDADE PRÁTICA2- Complete:Crescer de forma _________________________ e ________________________, como JESUS cresceu, deve ser o alvo de todo __________________________. 3- O que é conhecido na teologia cristã como grande mistério da encarnação?(    ) As Escrituras revelam que JESUS era plenamente DEUS e plenamente homem!(    ) As Escrituras revelam que JESUS era DEUS, em certo sentido, mas plenamente homem!(    ) JESUS é cem por cento DEUS e cem por cento homem.(    ) DEUS se humanizou em CRISTO.(    ) Conhecer o JESUS divino é maravilhoso e bíblico, mas conhecer o JESUS humano o é da mesma forma.(    ) JESUS cresceu como qualquer ser humano.(    ) JESUS cresceu física, social, psicológica e espiritualmente. I - JESUS CRESCEU FISICAMENTE4- Como é a dimensão corpórea de JESUS?(    ) A Bíblia nos ensina que JESUS nasceu e cresceu como qualquer ser humano.(    ) JESUS em tudo era, semelhante a nós.(    ) JESUS em tudo era, semelhante a nós, mas sem, pecado.(    ) Como todo ser humano, Ele possuía um corpo físico que era limitado pelo tempo e pelo espaço.(    ) A palavra grega helikia (Estatura - ανάστημα - lê-se no original amástema), traduzida em português como estatura, no versículo 52, ocorre oito vezes no texto grego do Novo Testamento, com o sentido de tamanho ou idade.(    ) A palavra grega helikia  (Estatura - ανάστημα - lê-se no original amástema) é a mesma palavra usada por Lucas quando se refere à pequena estatura de Zaqueu, o publicano e, também, a mesma palavra usada pelo apóstolo João para se referir à idade do cego a quem JESUS curou.(    ) A Escritura, de forma alguma, nega a dimensão corpórea e física de JESUS como fazem as heresias.    5- Que tipo de cuidado JESUS tinha com seu corpo físico?(    ) Para recuperar suas energias físicas Marcos relata que Ele descansava sempre ao meio dia.(    ) Como todo ser humano que possui um corpo físico, JESUS também viveu os limites dessa dimensão corpórea.(    ) Ele também se cansava.(    ) JESUS sabia a importância que tem o corpo humano e, para isso, tratava de dar o devido cuidado ao seu corpo.(    ) Para recuperar suas energias físicas, por exemplo, Marcos relata que Ele procurou o descanso necessário.(    ) A palavra grega anapauo (υπόλοιπο - lê-se no original hipôlipó), traduzida como repousar, significa "parar com todo movimento a fim de que se recupere as energias".(    ) Se o Mestre deu os devidos cuidados ao seu corpo, não deveríamos nós fazer o mesmo? II - JESUS CRESCEU SOCIALMENTE6- Como era a estrutura familiar na época de JESUS? Complete:No antigo Israel do tempo de JESUS, havia uma estrutura familiar __________________________. Os estudiosos observam que a família hebraica obedecia a seguinte estrutura social: __________________________ - casam-se com parentes; _________________________ - descendência pai-filho; __________________________ - poder do pai; ________________________ - a mulher vai para a casa do marido; __________________________ - reúne os parentes próximos todos no grupo, e __________________________ - tem muitas pessoas. A Bíblia fala da família de JESUS dentro desse contexto. Como homem __________________________, JESUS aprendeu a viver em família (Lc 2.51). Como membro da família, Ele viveu em __________________________ a seus pais. Isso mostra que os papeis sociais dentro da família precisam ser __________________________. Somente dessa forma, a família continua sendo um instrumento importante na formação do __________________________. 7- Como se comportava JESUS em meio à cultura local de sua época?(    ) Como homem perfeito, JESUS nunca se misturou com a cultura dos seus dias.(    ) A Bíblia afirma que o "Verbo se fez carne e habitou entre nós".(    ) O vocábulo habitar traduz o verbo grego skenoo (κάνει σκηνή - lê-se no original kaiskiném) e tem o sentido de "fazer a sua tenda".(    ) DEUS se humanizou e fez a sua tenda ou morada entre nós.(    ) Como homem perfeito, JESUS viveu no meio da cultura dos seus dias.(    ) Fazia parte dessa cultura, qual seja, o povo, o espaço geográfico, a língua e a família.(    ) JESUS foi criado em Nazaré da Galileia e, como nazareno, Ele possivelmente espelhava a cultura desse lugar.(    ) JESUS aprendeu a ler as Escrituras; aprendeu uma profissão (Mc 6.3) e até mesmo aprendeu a maneira de falar que era peculiar dos habitantes dessa região.(    ) Um fato fica em evidência - JESUS estava pronto a confrontar a cultura quando esta contrariava os princípios da Palavra de DEUS. III - JESUS CRESCEU PSICOLOGICAMENTE8- Como era a dimensão psicológica de JESUS?(    ) Crescer em sabedoria é desenvolver-se moral e espiritualmente.(    ) O texto de Lucas 2.52 informa que JESUS crescia em "sabedoria".(    ) Crescer em sabedoria é crescer em conhecimento.(    ) Crescer em sabedoria é desenvolver-se intelectual e mentalmente.(    ) Crescer em sabedoria é o desenvolver da psique humana.(    ) Como homem perfeito, JESUS também possuía uma dimensão psicológica.(    ) JESUS, por exemplo, angustiou-se em sua alma.(    ) Lucas ainda diz que JESUS "enchia-se de sabedoria".(    ) Esse crescimento mental e intelectual vem pela assimilação dos conhecimentos da vivência humana do dia a dia.(    ) Crescimento mental e intelectual é o acúmulo cultural que se forma ao longo dos anos.(    ) Como todo menino judeu de sua época, JESUS tinha o seu intelecto treinado pelo estudo das Sagradas Letras. 9- Como era JESUS com relação às emoções?(    ) Sua presença revelava medo e terror.(    ) A Escritura mostra que JESUS, como homem perfeito, possuía domínio completo sobre suas emoções.(    ) Ele não sofria de nenhum distúrbio mental, nem tampouco era desajustado emocionalmente.(    ) JESUS, quando pressionado, não cedia à pressão do grupo.  (    ) Seus próprios algozes reconheceram que Ele agia movido por suas convicções internas e não pelo que os outros achavam.(    ) Sua presença revelava serenidade e paz.(    ) É evidente que essa paz era uma consequência natural da íntima comunhão com DEUS que Ele cultivava.(    ) JESUS passava horas em oração, às vezes, até mesmo noites inteiras em oração, um claro exemplo para todos os seus seguidores. IV - JESUS CRESCEU ESPIRITUALMENTE10- O que significa: “Crescendo na graça e fortalecendo o espírito”? O que é graça?(    ) Graça é um jeito meigo de DEUS nos tratar como amigos de DEUS.(    ) Nos dois textos bíblicos citados por Lucas para se referir ao crescimento de JESUS CRISTO, o homem perfeito, a palavra "graça" se destaca.(    ) A palavra grega traduzida como graça é charis (χάρη - lê-se no original sárê).(    ) Graça é um favor de DEUS.(    ) JESUS cresceu na graça quando viveu a vida como ela é.(    ) JESUS aprendeu a viver com as limitações que uma família pobre possuía na Palestina do primeiro século.(    ) Graça é ter consciência de que, em meio a tudo isso, a vocação e chamada tiveram origem em DEUS.(    ) Graça é saber que DEUS está em nosso crescimento enquanto vivemos em comunidade, enquanto o adoramos, meditamos, contemplamos e, também, quando vivemos a vida, mesmo quando ela se mostra dura em sua rotina. 11- Como era JESUS em sua maioridade?(    ) JESUS não se mostra como alguém que já tem consciência da sua missão. Ele só veio a descobrir sua verdadeira missão aos trinta anos.(    ) Lucas mostra o desenvolvimento espiritual em duas outras passagens do seu Evangelho.(    ) Na situação do Templo, JESUS se mostra como alguém que já tem consciência da sua missão. Ele veio para cuidar dos negócios de seu Pai, DEUS.(    ) Por outro lado, Lucas mostra no relato do batismo de JESUS como Ele se identifica com o povo e recebe a capacitação divina para o exercício do seu ministério.(    ) Até os trinta anos, JESUS permaneceu na cidade de Nazaré e trabalhou como carpinteiro.(    ) O Salvador esperou pacientemente até o momento determinado pelo Pai para exercer seu ministério. 12- Sobre esperar o tempo de DEUS, complete:Vivemos em uma sociedade ___________________________; por isso, atualmente, as pessoas não querem esperar o ___________________ de DEUS em suas vidas e ministério. O tempo do Senhor é __________________________. Temos que esperar o seu __________________________. CONCLUSÃO13-Complete:Ao escrever a sua segunda carta, o apóstolo Pedro exortou os cristãos a desejarem o _________________________: "Antes, crescei na ________________ e conhecimento de nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO. A Ele seja dada a ____________________, assim agora como no dia da eternidade. Amém!" (2 Pe 3.18). O alvo do crente é o __________________________. Mas esse __________________________ não acontece de qualquer forma; antes, ocorre nas esferas da graça e do conhecimento do Senhor. __________________________ sem conhecimento é uma deformação, assim como o é, também, o __________________________ sem a graça. O cristão deve atentar para o fato de que onde se privilegia apenas o ___________________________ intelectual, sem a adição da graça, o levará a uma vida árida. Da mesma forma, esse mesmo __________________________, onde se privilegia apenas a revelação e menospreza a razão, o conduzirá ao fanatismo. O crente deve, a exemplo do seu Senhor, ______________________ de forma integral.

RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
Referências Bibliográficas (outras estão acima) Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htmwww.ebdweb.com.brwww.escoladominical.netwww.gospelbook.netwww.portalebd.org.br/http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/ - Pb Alessandro Silva
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