quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Lição 9 – Não Adulterarás, 2 parte, Ev Henrique, EBD NA TV

Lição 9 – Não Adulterarás, 2 parte
 
 
III. OUTROS PECADOS SEXUAIS
1. ESTUPRO.
Sedução e Violação. A sedução é uma espécie de violação, embora reconhecida como menos séria que "a violação forçada, ou estupro. Contudo, a sedução também envolve violência, embora do tipo mental e psicológico. Algumas vezes, envolve o poder do dinheiro, ou alguma vantagem qualquer, capaz de convencer a mulher a ceder. Porém, também se reconhece que uma.mulher pode querer ser seduzida, embora nunca o declare. Outrossim, as mulheres convidam à sedução mediante a maneira como se vestem e agem. Ademais, algumas vezes a mulher é que seduz o homem. Por causa dessa variedade de fatores, a sedução é considerada menos séria que a violação. Porém, a sedução contra uma mulher casada era considerada adultério, pelo que ambos os envolvidos estavam sujeitos à pena de morte. A violação era punida com a morte do homem culpado (Deu. 22:25-27). Se um homem seduzisse uma virgem (que não estivesse noiva) que consentisse com o ato, então ele poderia corrigir o erro casando-se com ela legalmente, além de pagar uma multa a seu pai. Se o pai não permitisse o casamento, a jovem não se casava, e o culpado tinha de pagar uma importância adicional. Se um sedutor se casasse com a jovem a quem seduzira, nunca poderia divorciar-se dela (Deu. 22:29).
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 968-969.
 
Estupro e sedução. Se um homem violasse forçosamente uma mulher solteira fora de casa (longe da proteção da casa), ele devia ser morto, sem qualquer pena sendo atribuída à mulher (Dt 22.25-27). O estupro de uma mulher que era casada ou noiva era considerado como adultério e, portanto, sujeito à pena de morte. Se um homem seduzisse uma virgem com o consentimento dela, não sendo ela noiva, então ele devia pagar ao pai dela uma alta indenização de cinquenta moedas de prata, e levá-la para sua casa como sua esposa legal, a menos que o pai se recusasse completamente permitir que ele se casasse com ela (Êx 22.16,17; Dt 22.28,29). Neste caso a esposa não estava sujeita ao divórcio até o fim de sua vida (22.29).
MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 1227.
 
Dt 22.25-27 descrevem o caso de estupro de uma mulher que estava noiva, o que, sem dúvida, cobre o caso de uma mulher casada que foi estuprada, pois ambas as situações eram legalmente idênticas. Um campo era considerado um lugar onde, mais provavelmente, ocorreria um caso de estupro, pois, em uma cidade (vs. 23), outras pessoas poderiam ouvir os gritos de socorro e acudir a mulher. Mas, no campo, a mulher poderia gritar à vontade, que ninguém a ouviria, e o ato de violação acabaria sendo consumado. O homem que fizesse tal coisa deveria ser executado, presumivelmente por meio de apedrejamento, tal como foi ordenado nos outros casos em foco (vss. 21 e 24). Ό estupro era considerado um crime tão sério quanto o assassinato, razão pela qual era punido com a morte” (Jack S. Deere, in loc.). Adam Clarke informa-nos que em seus dias (século XVIII), na Inglaterra, esse crime também era punido com a morte.
Dt 22.26,27 A mulher violentada não era considerada culpada, presumindo-se que ela tivesse feito tudo ao seu alcance para evitar o estuprador, e pelo menos tivesse gritado por socorro. Ela era uma vítima, tal como uma pessoa assassinada, não sendo culpada de crime algum. Este versículo classifica o estupro juntamente com o homicídio voluntário.
O Targum de Jonathan informa-nos que um homem podia divorciar-se de sua mulher que tivesse sido estuprada, sem a necessidade de nenhuma indagação. O noivo ou marido dela tinha esse direito.
“Privar uma mulher de sua castidade é como tirar a vida de um ser humano. Com base nessa passagem, Maimônides conclui que as impurezas sexuais, os incestos e os adultérios são idênticos ao homicídio” (John Gill, in loc.).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 839-840.
 
2. INCESTO.
Incesto. Todas as variedades de incesto requeriam a pena de morte (Lev. 20:11). Relações sexuais com a própria sogra ou com a mãe de uma concubina eram punidas com a execução na fogueira.
Irmão e irmã, sobrinho e tia, cunhado e cunhada são outros casos especificamente mencionados. Ver as referências abaixo, onde são mencionados os vários casos: Lev. 20:11,12,17; 19:21 e Deut.27:33. Entretanto, um homem podia casar-se com a viúva de um seu irmão e até mesmo estava nessa obrigação, se seu irmão e aquela mulher não tivessem tido filhos.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 969.
 
Incesto. A tentativa de casamento ou relação sexual entre parentes próximos constituía um crime capital; Levíticos 20.11 assim especifica no caso de um filho que se deitasse com a esposa de seu pai, ou um sogro com a esposa do filho. A morte pelo fogo era indicada para o que dormiu com a mãe de sua esposa (ou amante, Lv 20.14); todos os três deviam ser assim executados. Também incluídos como incesto estão: irmão e irmã, sobrinho e tia, cunhado e cunhada (Lv 20.11,12,17,19-21 — exceto no caso do casamento levirato (onde um irmão sobrevivente se casa com a esposa sem filhos do irmão morto — Dt 25.5-10). Semelhantemente incestuosa é a união entre um homem e sua sogra (Dt 27.23) e, aparentemente, também o casamento de duas irmãs (Lv 18.18 — uma passagem que alguns consideram como uma proibição a toda poligamia, entendendo “irmã” como equivalente a “outra mulher”, de acordo com um uso hebraico comum). As uniões entre mãe ou madrasta e o filho, entre avós e netos, entre um homem e sua meio-irmã, são adicionadas à lista (18.7-18).
MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 1227.
 
I Cor 5.1 Um relatório tinha sido entregue a Paulo com relação à imoralidade sexual que estava acontecendo entre os crentes em Corinto. A igreja coríntia tinha se mostrado indisposta a disciplinar este homem. Paulo prefaciou o seu pronunciamento do conhecimento desta situação dizendo que o problema era tal, que nem ainda entre os gentios havia algo semelhante - esta era uma grande condenação para estes crentes. A maioria destes crentes já sabia daquele relacionamento pecaminoso, mas aparentemente eles não estavam dispostos a admiti-lo, de forma que Paulo descreveu o pecado de forma categórica: um homem na igreja estava vivendo em pecado com a mulher de seu pai. Este homem estava tendo um caso; já se tratava de um ato pecaminoso que merecia uma disciplina. Mas a sua atividade sexual fora do casamento tinha ocorrido com a “mulher de seu pai” (provavelmente a sua madrasta). Não está claro se este homem havia seduzido esta mulher longe de seu pai, ou se a mulher era divorciada ou viúva. Seja qual for o caso, até mesmo os pagãos teriam estremecido devido a tal situação, mas os membros da igreja estavam tentando ignorar o fato.
I Cor 5.2 O problema da arrogância na igreja coríntia tinha se espalhado a ponto de eles tolerarem um pecado tão escandaloso. Em vez de se orgulharem de si mesmos, eles deveriam estar chorando em tristeza e vergonha.
Então, eles deveriam ter tirado o homem da comunhão. A igreja deve disciplinar o pecado flagrante entre os seus membros — tais pecados, se deixados impunes, podem dividir e paralisar uma igreja. Esta “remoção” da pessoa não tinha a intenção de ser uma vingança, mas de ajudar a produzir a cura.
Hoje, a tolerância tem se tornado um grito de guerra tanto na mídia quanto nos círculos políticos e educacionais, e isto tem afetado até mesmo a igreja. É muito difícil disciplinar o pecado nos membros da igreja, porque todos estão tentando ser aceitos pelos outros. As pessoas dizem: “Quem sou eu para julgar? Eu também tenho pecados em minha vida”. Assim, eles querem que todos os pecados sejam desculpados, incluindo os seus próprios. Não devemos permitir que os baixos padrões dos dias de hoje determinem o que é verdadeiro e certo para a igreja.
I Cor 5.3-5 Enquanto aqueles que faziam parte da igreja coríntia tinham falhado em fazer alguma coisa sobre o pecado deste homem, o próprio Paulo lhes diria o que deveria ser feito. Paulo tinha avaliado o problema e havia julgado. Como um apóstolo e pai espiritual desta igreja (4.15), Paulo tinha a autoridade para lidar com o assunto, e ele compreendia o perigo que haveria para a igreja se o pecado permanecesse impune. Paulo disse à igreja, em termos bastante claros, que deveria ser convocada uma reunião de toda a congregação, para que testemunhassem e apoiassem a ação. Quando eles se reunissem, ele estaria presente no espírito, porque tinha a autoridade como um apóstolo, e o poder do Senhor JESUS também estaria com eles quando se reunissem. Toda a situação estava sob o poder soberano que o Senhor JESUS tem para lidar com o espírito do homem e trazê-lo ao arrependimento.
Paulo explicou a disciplina que deveria ser executada: expulsar o homem da igreja e entregá-lo nas mãos de Satanás. Isto significaria excluí-lo da comunhão dos crentes (veja 1 Tm 1.20). Sem o apoio espiritual dos cristãos, este homem seria deixado sozinho com seu pecado e Satanás, e esperava-se que este vazio o levasse ao arrependimento. A igreja não poderia entregá-lo a Satanás em um sentido completamente destrutivo, porque somente DEUS pode entregar uma pessoa para o juízo eterno. O que se pretendia era obrigá-lo a enxergar as conseqüências do pecado, através de sua vivência na esfera de influência de Satanás - o mundo separado de CRISTO e da igreja. “Para destruição da carne” significava que a exclusão da comunhão ajudaria o homem a encarar a sua natureza (carne) pecadora e egoísta, a se arrepender, e a voltar para a igreja.
Paulo queria que este pecador experimentasse a crucificação de sua natureza pecadora (Rm 7.5,6; Gl 5.24). Tais medidas drásticas podem ser necessárias para lidar com a natureza pecaminosa, mas para o homem era muito mais importante encarar isto e arrepender-se, a fim de, no final, ser salvo. Paulo esperava que esta severa ação disciplinar pudesse trazer um benefício eterno para o homem.
Hoje, as igrejas precisam de determinação espiritual para lidar com pecados como estes, que afetam a igreja como um todo. Esta deve ser uma ação do corpo da igreja, e não apenas de uma ou duas pessoas. O seu propósito deve ser remissivo e restaurador, e não vingativo ou justificativo.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 126-127.
 
I Cor 5.1 ss - A Igreja deve disciplinar o pecado flagrante entre seus membros. Tais pecados desenfreados podem polarizar e paralisar uma igreja. A correção, porém, nunca deve ser vingativa. Em vez disso, deve ser dada de modo que ajude a trazer a cura. O Senhor nos diz para não tolerarmos o pecado flagrante e voluntário, porque permiti-lo trará um efeito danoso sobre os demais crentes (5.6).
I Cor 5.5 - Entregar tal homem a Satanás significava excluí-lo da comunhão. Sem o apoio espiritual dos cristãos, esse homem seria abandonado a seu pecado e a Satanás. Talvez isso o levasse ao arrependimento. A expressão “para destruição da carne" [ou natureza pecaminosa] se refere à esperança de que a experiência o levaria a DEUS que destruiria sua natureza pecaminosa pelo seu afastamento do pecado. A natureza pecaminosa poderia significar tanto seu coroo como sua carne. Essa tradução alternativa supõe que Satanás afligiria o pecador fisicamente, e isso o levaria a DEUS. Expulsar alguém da igreja deve ser o último recurso de uma ação disciplinar. Não deve ser um ato de vingança, mas de amor, da mesma maneira que os pais castigam os filhos para corrigi-los e restaurá-los. O papel da igreja deve ser o de ajudar, não magoando nem ofendendo, motivando as pessoas a se arrependerem de seus pecados e retornarem à comunhão.
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 1588.
 
No cap 5, Paulo fala sobre a doutrina da disciplina na igreja. Esse não é um assunto fácil nem popular, mas é necessário. Onde não há correção nem disciplina, não há amor responsável.
O fracasso da disciplina hoje pode ser explicado em parte porque estamos ligando o alarme contra o incêndio depois que o fogo já se alastrou. Lembra-se do sacerdote Eli, que julgou Israel quarenta anos? Ele é denunciado por honrar mais seus filhos do que a DEUS (I Sm 2.29). O amor de Eli por Hofni e Finéias, seus filhos, foi, talvez, um amor intenso, mas não responsável. Por isso, seus filhos se perderam.
Lembra-se de Davi? Ele amava os seus filhos. Ele foi capaz de chorar amargamente com a morte de Absalão, mas não tinha disposição de discipliná-lo de maneira correta. Somos informados que Davi nunca contrariou o seu filho Adonias (l Rs 1.6).
Precisamos olhar para esse assunto com muito cuidado e zelo, porque, via de regra, a questão da disciplina tem sido mal empregada na Igreja de DEUS. Há dois extremos perigosos quanto à questão da disciplina na igreja: Ela é aplicada com displicência ou com rigor desmesurado. Em alguns lugares os líderes fazem vista grossa ao pecado, tolerando-o ou passando por cima de situações que trazem desonra ao nome de DEUS e escândalo aos olhos do mundo. Esse foi o erro da igreja de Corinto. Mas existe também o risco de se aplicar a disciplina sem amor e com rigor excessivo, proibindo até mesmo aquilo que a Palavra de DEUS não condena. O uso da disciplina não pode ser abusivo.
Quando o pecado invade a igreja (5.1)
DEUS chamou a igreja do mundo para influenciar o mundo e ser luz no mundo. O grande problema é quando a igreja é seduzida e influenciada pelo mundo a ponto de perder sua influência e seus valores. Era isso que estava acontecendo na igreja de Corinto. Vejamos alguns pontos: Em primeiro lugar, Paulo denuncia o pecado do incesto (5.1). O incesto é condenado pela lei de DEUS (Lv 18.5). Um homem estava tendo relações sexuais com a mulher do seu pai. Havia um preceito na lei de Moisés, que um homem não podia se deitar com a mulher de seu pai; fosse ela sua mãe ou madrasta. Tanto a lei rabínica quanto a lei romana também proibiam tais casamentos. Isso era abominável aos olhos de DEUS. O tempo presente do verbo “possuir” enfatiza a possessão contínua. Eles estavam vivendo como marido e mulher sem estarem casados. Em segundo lugar, o incesto violava os próprios princípios do mundo (5.1). A imoralidade, pornéia, denunciada por Paulo nesse versículo 1, não é apenas o adultério, mas, sobretudo, o incesto. Paulo recrimina a igreja e denuncia o pecado de incesto desse jovem, dizendo que nem os pagãos ousavam cometer tamanha torpeza. Paulo diz que o incesto é condenável não apenas pela lei de DEUS, mas também, pelos princípios do mundo. Diz o apóstolo: “Geralmente, se ouve que há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai” (5.1). Nem mesmo a sociedade frouxa e permissiva de Corinto aprovava esse pecado de incesto. Nem mesmo a sociedade permissiva e promíscua de Corinto estava acostumada com esse tipo de pecado de um homem chegar a possuir a mulher de seu próprio pai.
Por que é que Paulo denuncia o homem e não a mulher? Embora o texto não nos deixe claro isso, mas, todos os intérpretes praticamente aceitam o fato de que Paulo não está censurando essa mulher porque ela não era membro da igreja. Ainda era uma paga e não fazia parte da família da fé. A disciplina eclesiástica não é para os de fora da igreja.
A igreja não tem jurisdição sobre aqueles que não fazem parte da família da fé Disciplina é para os membros da igreja.
Paulo diz: “Os de fora, porém, DEUS os julgará” (5.13).
Cabe-nos julgar aqueles que estão dentro da igreja, e são membros da igreja. O que Paulo mostra nesse versículo é que o crente quando peca, peca contra uma luz maior. O pecado do crente é um pecado mais hipócrita, mais danoso, e mais condenável. Quando um crente peca, está pecando contra o conhecimento. O crente sabe que o pecado é errado, reprovado por DEUS e danoso à saúde espiritual da igreja. Portanto, quando um crente se entrega ao pecado, o julgamento sobre ele será mais severo.
A atitude errada da igreja em relação ao pecado (5.1,2,6)
Paulo destaca quatro atitudes erradas em relação ao pecado.
Em primeiro lugar, fazer concessão ao pecado (5.1). Duas coisas estão provocando tristeza no apóstolo Paulo. Primeiro é o fato da concessão ao pecado. Um membro da igreja chegou a ponto de cometer um pecado pior do que o pecado cometido no mundo. No entanto, a maior tristeza de Paulo foi a reação e a atitude da igreja em relação ao pecado do jovem incestuoso. Diz Paulo: “E, contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou?” (5.2).
Em segundo lugar, não lamentar nem chorar pelo pecado (5.2). O grande problema que Paulo viu na igreja foi que os crentes não lamentaram o grave pecado de incesto cometido por esse moço. A palavra grega penthein, “lamentar” aqui é a palavra chorar o choro amargo de um funeral. Paulo está dizendo: Como vocês choram nos funerais, deveriam também chorar pelo pecado. Esse pecado deveria provocar em vocês uma dor tão aguda e tão forte quanto a dor que vocês enfrentam na hora do luto. Porém, em vez de chorar, a igreja estava ensoberbecida. Ela se avaliava e dava nota máxima a si mesma. Julgava-se uma igreja de mente aberta, onde as pessoas tinham plena liberdade e nenhuma espécie de restrição. Nada de imposições, nada de regras, nada de princípios e nada de fiscalizar a vida alheia, diziam eles.Hoje, também, nós só choramos nos funerais, mas não derramamos nenhuma lágrima pelos escândalos e estragos que o pecado faz no meio da igreja.
Em terceiro lugar, ficar ensoberbecido pelo pecado (5.2,6).
O que estava acontecendo é que a igreja não apenas tolerava o pecado, mas, também estava vaidosa por causa dele. Paulo reprova a igreja, dizendo: “Não é boa a vossa jactância” (5.6). Que coisa estranha nessa igreja! Ela não estava neutra nem indiferente em relação ao pecado, mas ensoberbecida e jactando-se por causa dele.
A nossa sociedade, de modo semelhante à sociedade de Corinto, não tolera absolutos. Cada um quer viver a sua vida. Cada um é dono das suas decisões. Cada um faz suas escolhas. O mundo é plural. Nesse mundo, a disciplina está cada vez mais difícil. Você chama a atenção de um membro faltoso da igreja e ele diz: “Eu não quero que ninguém me incomode. Sou dono da minha vida e não permito que ninguém interfira nas minhas escolhas. Se vocês não estão satisfeitos com minha conduta aqui, eu vou para outra igreja”. E o pior, na outra igreja, esse membro faltoso, sem nenhum sinal de arrependimento, é recebido com festa!
Em quarto lugar, não aplicar a disciplina (5.2).
Paulo mostra à igreja que a concessão ao pecado é uma atitude errada. Em vez de estarem chorando e lamentando pelo pecado, eles estavam ensoberbecidos. Por causa da atitude errada da igreja, ela deixou de aplicar a disciplina ao membro faltoso. “[...] e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou?” (5.2). Sempre que a igreja tem uma visão equivocada do pecado, ela falha na aplicação da disciplina.
LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios Como Resolver Conflitos na Igreja. Editora Hagnos. pag. 87-94.
 
 
3. BESTIALIDADE.
Um vocábulo que indica a prática de contato sexual entre seres humanos e outras formas de vida animal. O Antigo Testamento condena a prática, chamando-a de «abominação. (Lev. 18:23; Deu. 27:21). O épico de Gilgamés retrata Enkidu, o caçador de feras, a praticar atos sexuais com as feras. É possível que a expressão usada por Paulo em Rom. 1: 18-27, «imundícia», inclua tais práticas antinaturais,
1. Práticas Modernas. O famoso relatório Kinsey, que estudou estatisticamente o comportamento sexual do povo norte-americano, afirma que entre quarenta e cinquenta por cento dos varões daquele pais, que residem em áreas rurais, têm contatos sexuais ocasionais, não-habituaís, com animais das fazendas.
Entre as mulheres. a porcentagem é menor que dois por cento. Nas cidades, a porcentagem de varões envolvidos na prática cai para cerca de quatro por cento. Tal prática é proibida por lei em 49 dos 50 estados norte-americanos. Se fôssemos fazer um estudo semelhante no Brasil, provavelmente as taxas encontradas não seriam muito diferentes disso.
2. A Moralidade Cristã. A Igreja cristã sempre assumiu a posição do Antigo Testamento, condenando tal prática. Os psicólogos afirmam que o senso de culpa que os culpados adquirem é algo muito injurioso ao bem-estar e a tranquilidade deles.
3. Um uso sinônimo do termo «bestialidade» indica qualquer ato cruel, degradante e vil, ,praticado por indivíduos que agem como se fossem irracionais. (H PRI WA)
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 514-515.
 
A punição para quem praticasse sexo com animais era a execução capital. Ver Lev. 20.15,16 e Êxo. 22.19. O método de execução mais provável era por apedrejamento, quer o culpado fosse homem, quer fosse mulher. Esse pecado repelente é chamado aqui de confusão, ou seja, uma desordem na natureza. Hilchot issure Biah, c. 1 see. 16 da Mishnah comenta sobre esse preceito bíblico. John Gill adjetivou esse ato por uma série de descrições negativas: detestável, chocante, horrível, espantoso.
A despeito da repulsa que esse ato provoca na maioria das pessoas, sempre foi uma prática popular.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 548.
 
Os desejos anormais de sodomia e bestialidade (pecados que não devem ser mencionados sem horror) deviam ser punidos com a morte, assim como o são hoje, segundo a lei da nossa nação, v. 13,15,16. Até mesmo o animal que fosse maltratado com este pecado devia ser morto com o pecador, ao qual consequentemente cabia a maior vergonha. E a infâmia era assim representada no grau mais execrável e abominável, devendo ser eliminadas todas as oportunidades para que ela fosse lembrada ou mencionada.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 416.
 
IV, O ENSINO DE JESUS
1. O SÉTIMO MANDAMENTO NOS EVANGELHOS.
O Senhor JESUS, no Sermão do Monte, depois de falar sobre o sexto mandamento, seguiu a mesma ordem do Decálogo, mencionando a proteção da vida e a preservação da família. Ele reiterou o que DEUS disse no princípio da criação sobre o casamento, que se trata de uma instituição divina, uma união estabelecida pelo próprio DEUS (Mt 19.4-6).
"Não adulterarás" é citado no Sermão do Monte e para o moço rico (Mt 5.27; 19.18; Mc 10.19; Lc 18.20). JESUS corrigiu com autoridade e muita propriedade o pensamento equivocado dos líderes religiosos dos seus dias. Os escribas e fariseus haviam reduzido o mandamento "Não adulterarás” ao próprio ato físico e, desconhecendo o espírito da lei, apegavam-se à letra da lei (2 Co 3.6). Assim, como é possível cometer assassinato sem o ato concreto, mas apenas com a cólera ou palavras insultuosas, da mesma forma é possível cometer adultério só no pensamento. Parece que os rabis daquela época não davam a devida atenção ao décimo mandamento que ordena não cobiçar a mulher do próximo.
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 106-107.
 
O mandamento é apresentado aqui (v. 27): “Não cometerás adultério”, o que inclui uma proibição de todos os outros atos de impureza, e o desejo deles; mas os fariseus, em suas interpretações deste mandamento, tornaram a sua abrangência limitada somente ao ato do adultério, sugerindo que se o pecado somente fosse considerado no coração, e não passasse disso, DEUS não o ouviria, não o consideraria (SI 66.18), e, portanto, eles pensavam que isto era suficiente para que pudessem dizer que não eram adúlteros (í.c 18,11).
Aqui está explicada a severidade, em três aspectos, que agora podem parecer novos e estranhos àqueles que sempre foram governados pela tradição dos anciãos e que assumiam o que eles ensinavam como sendo palavras de oráculo.
1. Aprendemos que existe ó adultério no coração, os pensamentos e tendências adúlteros, que nunca dão origem ao ato do adultério ou da fornicação; e talvez a impureza que eles causam à alma, que aqui está tão claramente declarada, não estivesse incluída no sétimo mandamento, mas tinha sentido e objetivo em muitas das profanações cerimoniais sujeitas à lei, pelas quais eles deviam lavar as roupas e a sua carne na água. Qualquer pessoa que olhasse para uma mulher (não somente a esposa de outro homem, como alguns interpretam, mas qualquer mulher) para cobiçá-la, teria cometido adultério com ela em seu coração (v. 28). Este mandamento proíbe não apenas os atos de fornicação e adultério, mas: (1) Todos os apetites impuros, toda a cobiça do objeto proibido. Este é o início do pecado, a concepção da concupiscência (Tg 1.15); é um mal passo em direção ao pecado. E onde se aprova e se lida com a cobiça, e o desejo devasso é tratado pela língua como algo doce, ali está a comissão do pecado, até onde o coração pode tê-la – não faltando nada - a não ser uma oportunidade conveniente para o próprio pecado. Adtdtera mens est - A mente ê corrupta, Ovídio. A cobiça é frustrada ou influenciada pela consciência: influenciada, se ela não diz nada sobre o pecado; frustrada, se ela não comanda o que diz. (2) Todas as abordagens deste caso. Alimentar os olhos com a visão do fruto proibido; não apenas procurando o que eu possa cobiçar, mas olhando até que eu cobice realmente, ou procurando gratificar a cobiça, onde nenhuma satisfação adicional possa ser obtida.. Os olhos são, ao mesmo tempo, a entrada e a saída de uma grande quantidade de pecados deste tipo, como testemunham a mulher que tentou José (Gn 39.7), a mulher que se entregou a Sansão (Jz 16.1), e a amante de Davi (2 Sm 11.2). Há olhos cheios de adultério que não cessam de pecar (2 Pe 2.14). Que necessidade temos nós, portanto, como o santo Jó, de fazer um concerto com os nossos olhos, de fazer este acordo com eles, para que tenham o prazer de contemplar a luz do sol e as obras de DEUS, com a condição de que nunca se fixem ou residam sobre qualquer coisa que possa provocar imaginações ou desejos impuros! E, sob esta penalidade, pelo que eles fizessem, precisariam sofrer com lágrimas penitentes! (Jó 31.1). Para que temos a pálpebra sobre os olhos, a não ser para restringir os olhares corruptos e para evitar as impressões que possam nos contaminar? Aqui também se proíbe o uso de qualquer outro dos nossos sentidos para provocar a cobiça.
Se os olhares sedutores são frutos proibidos, muito mais o são as palavras impuras e os galanteios devassos, o combustível e o fole deste fogo infernal. Estes preceitos são limites sobre a lei da pureza do coração (v. 8). E se olhar é cobiçar, aqueles que se vestem e se enfeitam, e se exibem, com o desejo de serem vistos e desejados (como Jezabel, que pintou o rosto, enfeitou a cabeça, e olhou pela janela) não são menos culpados. Os homens pecam, mas os demônios tentam ao pecado.
2. Tais olhares e tais galanteios são tão perigosos e destrutivos para a alma, que é melhor perder o olho e a mão que assim pecam do que abrir caminho ao pecado e perecer eternamente nele. Isto nos é ensinado aqui (w. 29,30), A natureza corrupta logo objetaria contra, a proibição do adultério no coração, dizendo que ela é algo impossível de se controlar: “São palavras duras, quem pode suportá-las? A carne e o sangue não podem evitar olhar com prazer para uma mulher bonita, e é impossível se abster de cobiçar e flertar com algo assim”. Desculpas como estas dificilmente serão vencidas pela razão, e, portanto, devem ser atacadas com os terrores do Senhor; e é assim que são atacadas aqui. (1) Aqui é descrita uma operação severa para a prevenção desses desejos carnais. Se o teu olho direito te escandalizar, ou ofender outra pessoa, com olhares devassos a coisas proibidas; se a tua mão direita te escandalizar, ou ofender outra pessoa com flertes devassos; e se for realmente impossível, como se diz, controlar o olho e a mão, e eles estiverem tão acostumados a estes procedimentos pecaminosos, a ponto de não poder evitá-los; se não existir outra maneira de restringi-los (o que, bendito seja DEUS, por meio da sua graça, existe), é melhor para nós arrancar o olho e cortar a mão (ainda que sejam o olho direito e a mão direita, os mais dignos de honra e os mais úteis) do que tolerar que eles pequem para a ruína da alma. E se isto tiver que ser contido – diante desta ideia, a natureza estremece - devemos nos determinar ainda mais a controlar o corpo e a conter estas coisas. Viver uma vida de mortificação e de autonegação; manter constante vigilância sobre os nossos próprios corações; suprimir o surgimento de qualquer desejo e corrupção ali; evitar as oportunidades de pecados, resistir aos seus estímulos e recusar a companhia daqueles que são uma armadilha para nós, ainda que sejam muito agradáveis; ficar afastados do caminho do mal e reduzir o uso das coisas lícitas, quando descobrirmos que são tentações para nós; buscar a DEUS, buscar a sua graça: confiar diariamente na sua graça, e desta maneira andar no ESPÍRITO, para não satisfazermos os desejos da carne - isto será tão eficiente quanto cortar a mão direita ou arrancar o olho direito; e talvez igualmente eficiente em oposição à carne e ao sangue; esta é a destruição do velho homem.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 54-55.
 
A lei judaica restringia o termo «adultério» às relações sexuais com a esposa ou noiva de um judeu. O uso de JESUS é mais lato, e provavelmente inclui as relações sexuais ilícitas de qualquer sorte, e certamente Paulo fala sobre isso com linguagem clara (I Ts. 4:3). No vs. 28 vemos que o adultério pode ser mental, e há paralelos disso nos escritos do filósofo estóico Epicteto (Discursos Lc18.15) e também em vários escritos rabínicos, embora isso talvez não represente a maioria da opinião do judaísmo. Cobiçar a mulher do próximo é explicitamente proibido pelo décimo mandamento (Ex. 20:17 e Deut. 5:21). Os rabinos geralmente criam que as boas intenções de um homem lhe eram lançadas na conta como se as tivesse realizado, mas que suas—más intenções—só seriam lançadas em seu débito se chegasse a cumpri-las.
Olhar...com intenção impura». Quem olha é casado. A mulher a quem olha é casada, mas não com ele, ou é solteira. O olhar não é casual, mas persistente, motivado por desejo ilegítimo (assim diz a maior parte dos intérpretes. Mas Lutero insiste que o impulso momentâneo do desejo (mesmo que não seja persistente), também é adultério no coração. Os que preferem a interpretação mais suave mostram que o trecho de 6:1 traz a mesma expressão, «com o fim de serdes vistos» (equivalente a «com intenção»—a expressão tem a mesma forma no grego, a despeito da tradução não indicar isso). O que a expressão indica é o intento da vontade, e não o desejo involuntário, passageiro. Se esse fosse o caso, ainda assim náo ficaria provado que o desejo passageiro também não é pecado.
Naturalmente desejaríamos saber a opinião de JESUS. Conhecendo sua moral estrita, quase podemos dizer que ele concordaria com a interpretação mais severa, como Lutero. Lutero fazia distinção entre a culpa inerente no olhar com desejo persistente e o desejo involuntário. Provavelmente JESUS também faria tal diferença.
«Já adulterou». O sétimo mandamento indica mais do que o ato manifesto; mostra a intenção do coração—se houver intenção de cometer adultério, é adultério. Alguns rabinos, é claro, ensinavam a mesma coisa, percebendo o espírito da lei, mas a maior parte das autoridades religiosas dos judeus não sentiu o sentido mais profundo deste e de outros mandamentos. Quando a lei fala em não matar, subentende mais do que o homicídio literal; assim também, adulterar é mais do que praticar o ato. Ambos assumem a forma de meras atitudes, de condições do coração. Esse é o espírito da lei.
Alguns intérpretes indicam que o sétimo mandamento inclui qualquer tipo de formicação, entre solteiros ou casados, porque o sexo ilegítimo, por sua própria natureza, é adultério ante a lei de DEUS. Provavelmente JESUS concordaria com essa opinião, apesar do fato de que o texto fala principalmente, ou mesmo exclusivamente, da relação que um homem casado possa ter com mulher que não seja sua esposa;. Paulo escreveu: «Esta é a vontade de DEUS, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição» (I Tes. 4:3). Nesta citação as Escrituras se referem a qualquer pecado de ordem sexual, entre casados ou solteiros.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 1. pag.312.
 
Os homens de outrora, como também os escribas e fariseus dos dias de JESUS, certamente estavam corretos em citar o sétimo mandamento na forma como o faziam. Porém, novamente aqui, como já mostramos ao tratar do sexto mandamento, eles não conseguiam dar uma exposição satisfatória do assunto. Como no caso anterior, não era a lei, e, sim, a exposição dos rabinos que era defeituosa.
O sétimo mandamento deveria ter sido explicado à luz do décimo: “Não cobice a mulher do seu próximo” (Ex 20.17; Dt 5.18). Caso tivessem feito isso, teria ficado plenamente claro que é “do coração que vêm as más deliberações, os homicídios, os adultérios, as imoralidades...” (Mt 15.19). Os inimigos de CRISTO condenavam os atos exteriores. Pelo menos era isso que enfatizavam. Quando convinha aos seus propósitos, eles podiam ser muitíssimo severos para com aqueles que cometiam um adultério literal ou concreto (Jo 8.1-11). Entretanto, JESUS considera que os maus desejos do coração já constituem adultério, assim como considera que o ódio do coração já é homicídio.
Só é necessário acrescentar que o que é dito ao homem casado, também se aplica à mulher casada. A infidelidade no vínculo matrimonial é sempre errada. Naturalmente, isso significa que qualquer tendência que suscite tal infidelidade — por exemplo, a intenção de uma pessoa solteira de romper um matrimônio — é igualmente um pecado contra o sétimo mandamento. Depois de um exame mais detido notamos que nada há de inocente com referência ao homem descrito no v.28. Ele não é alguém que, sem quaisquer más intenções, vê alguém do sexo oposto. Não. Ele está olhando, observando, examinando uma mulher com o fim de cobiçá-la, para em seguida possuí-la e dominá-la completamente, de usá-la para o seu próprio prazer. A expressão verbal “qualquer que olha”, tomada isoladamente, é inteiramente neutra. A forma verbal usada original é muito geral em seu uso. Porém, o que temos aqui no v.28 é um olhar para cobiçar. Não há nada de inocente nisso. É egoísmo. Ver Mt 7.12. Em seu cenário apropriado, o sexo é um maravilhoso dom de DEUS. Entretanto, não há desculpas para a luxúria e a vulgaridade. Isso é errôneo sempre e em qualquer lugar, seja para os solteiros ou para os casados.
HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento. Mateus I. Editora Cultura Cristã. pag. 423-424.
 
2. O PROBLEMA DOS ESCRIBAS E FARISEUS.
O adultério começa na mente contaminada pela cobiça e termina no corpo pela prática física (Mt 15.34; Tg 1.15). O ensino de JESUS é mais profundo e vai à raiz do problema. Ele disse que nem é preciso o homem se deitar com uma mulher para cometer adultério; basta olhar e cobiçar uma mulher que não seja sua esposa, e já cometeu adultério com ela (Mt 5.28). É o adultério da mente que é consumado no corpo; não se restringe somente à prática do ato, mas também ao pensamento. E a sanção contra o referido pecado é de caráter espiritual e se distingue do sistema mosaico.
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 107.
 
Mt 5:27-30 - O sétimo mandamento é: “Não adulterarás” (Êxodo 20:14; Deuteronômio 5:18). Agora JESUS nos ensina que um olhar lascivo é uma forma de adultério. Ao identificar a lascívia com a ação, CRISTO rejeita “a distinção muito bem desenvolvida pelos escribas entre intenção e ação” (Stendhal, p. 776). Embora o ato de adultério possa produzir conseqüências sociais muito mais sérias (a penalidade de acordo com a lei, em Levítico 20:10 era a morte para ambos os infratores), o desejo intencional de despertar a luxúria é igualmente pecaminoso aos olhos de DEUS. Não existem limites bem definidos entre o desejo e a ação.
Robert H. Mounce. Comentário Bíblico Contemporâneo. Editora Vida. pag. 57.
 
27-30. Segunda ilustração: adultério. JESUS indica que o pecado descrito em Êx. 20:14 tem raízes mais profundas que o ato declarado. Qualquer que olhar caracteriza o homem cujo olhar não está controlado por uma santa reserva e que forma o desejo impuro de concupiscência por determinada mulher. O ato será consumado quando houver oportunidade.
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Editora Batista Regular. Mateus. pag. 24.
 
 
3. A CONCUPISCÊNCIA.
Não é proibido olhar para uma mulher e vice-versa, pois há diferença entre olhar e cobiçar. O pecado é o olhar concupiscente. O sexo é santo aos olhos de DEUS, desde que dentro do casamento, nunca fora dele. A Palavra de DEUS ressalta: "Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula" (Hb 13.4). O termo grego para "venerado" é tímios, "honrado". A Versão Almeida Atualizada traduz por: "Digno de honra"; e a Tradução Brasileira por: "Seja honrado". Que os votos de fidelidade do casamento sejam mantidos e da mesma maneira seja puro o relacionamento matrimonial. O livro de Cantares de Salomão mostra que o sexo não é apenas para procriação, mas também para o prazer e a felicidade dos seres humanos. JESUS não está tratando disso, não está questionando o sexo, mas combatendo a impureza sexual e o sexo ilícito, a prostituição. O ensino dele é que qualquer prática imoral no ato é igualmente condenada no olhar, no pensamento e na imaginação (Mt 5.27). JESUS disse que os adultérios procedem do coração humano (Mt 15.19).
Cabe aqui uma breve reflexão sobre o divórcio. Trata-se de um dos temas mais polêmicos da Igreja. Essas controvérsias já existiam mesmo antes do nascimento de JESUS. O divórcio permitido por Moisés previa novas núpcias, e a base para a sua legitimidade nunca ficou clara no Antigo Testamento:
Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia, ele lhe fará escrito de repúdio, e lho dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem... (Dt 24.1,2).
O "escrito de repúdio" significa "termo de divórcio" (ARA). A mulher não era considerada adúltera se contraísse novo casamento, mesmo tendo o seu primeiro marido encontrado nela "coisa feia". Não se sabia o que a lei queria dizer com tal expressão "coisa feia" ou "indecente" (ARA). Havia muita discussão entre as principais escolas rabínicas no período de Herodes, o Grande, Hillel e Shammai. O primeiro era liberal, e o segundo, conservador. Para Hillel e seus seguidores, "coisa feia" era qualquer coisa que o marido considerasse como tal. Mas, para Shammai e seus discípulos, o termo se referia aos pecados sexuais.
Os fariseus levaram o assunto a JESUS. Eles não perguntaram sobre o divórcio, mas sobre as bases para a sua legitimidade: "É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?" (Mt 19.3). Essa era a escola de Hillel. Os fariseus queriam saber qual escola JESUS apoiava. Mas o Senhor JESUS se dirigiu à Palavra. O casamento é indissolúvel, foi a sua conclusão sobre Gênesis 2.24, "o que DEUS ajuntou não separe o homem" (Mt 19.6). O que fazer com o mandamento de Moisés?, perguntaram a JESUS (Mt 19.7). Moisés não deu esse mandamento; era uma interpretação precipitada, pois uma leitura cuidadosa em Deuteronômio 24.1-4 mostra que não se trata de uma ordem. Por isso, JESUS disse que Moisés "permitiu", e isso "por causa da dureza do vosso coração" (Mt 19.8). Moisés só permitiu o divórcio por causa do pecado humano; portanto, trata-se de um instituto contrário à vontade de DEUS. A Bíblia não ensina, não encoraja, não aconselha nem incentiva o divórcio. É um remédio extremamente amargo para uma solução inglória.
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 107-110.
 
CONCUPISCÊNCIA
Precisamos levar em conta três palavras hebraicas e quatro palavras gregas, a saber:
1. Nephesh, «alma», «respiração», «desejo». Essa palavra hebraica é de ocorrência comum, mas com o sentido de «concupiscência» aparece somente por duas vezes: Êx. 15:9; Sl. 78:18.
2. Sheriruth, «teimosia», «inimizade», «imaginação». Palavra hebraica usada por dez vezes, embora apenas por uma vez com o sentido de «concupiscência»: Sl. 81:12.
3. Taavah, «objeto de desejo». Palavra hebraica usada por quinze vezes. Por exemplo: Sl. 78:29,30; 112:10; Pv. 10:24; 21:15; Is. 26:8.
4. Epithumía, «desejo forte», «concupiscência». Palavra grega usada por trinta e sete vezes. Alguns exemplos são: Mc. 4:19; Lc. 22:15; Jo 8:44; Rm. 1:24; Gl. 5:16,24; Ef. 2:3; Fl. 1:23; Cl.3:5.
5. Hedoné, «prazer», «doçura». Palavra grega usada por cinco vezes: Lc. 8:14; Tt 3:3; Tg. 4:1,3; II Pe. 2:13. É desse termo que nos vem o vocábulo português «hedonismo» (que vide).
6. Óreksis, «desejo ansioso». Palavra grega usada por somente uma vez: Rm. 1:27.
7. Páthos, «sofrimento», «afeto». Palavra grega usada por três vezes: Rm. 1:26; Cl. 3:5; I Ts. 4:5.
O pecado da concupiscência é combatido no Decálogo de várias maneiras. Os pecados sexuais são proibidos pelo sétimo mandamento (Êx. 20:14), e a cobiça de todas as formas é proibida em Êx 20:17. Porém, nenhuma outra atitude e ação é mais comum entre os homens do que a concupiscência e a cobiça. Isso harmoniza-se bem com a natureza basicamente egoísta do homem. Todavia, há palavras hebraicas e gregas que podem ser usadas em sentido negativo ou em sentido positivo. Quanto ao termo grego epithumía («desejo forte», «concupiscência».), tão importante no Novo Testamento, ele é usado em sentido positivo em Lc. 22:15 e I Ts. 2:17. Assim, JESUS desejou comer a páscoa com os seus discípulos; e Paulo tinha o grande desejo de visitar os crentes de Tessalônica. Mas o sentido negativo é muito mais freqüente no Novo Testamento. Os pagãos tinham desejos impuros, que os corrompiam (Rm. 1:24). Os jovens mostram a tendência de experimentar os desejos pecaminosos. Por esse motivo, Timóteo foi aconselhado a evitar as paixões da juventude (II Tm. 2:22). Paixões e maus desejos precisam ser mortificados pelos crentes (Cl. 3:5). As concupiscências carnais precisam ser evitadas (I Pe. 2:11). Esses desejos distorcidos produzem toda a espécie de males e corrupções neste mundo (II Pe. 1:4; 2:10) que impedem o desenvolvimento da alma.
Os estóicos procuravam anular os desejos, mostrando que o indivíduo cai em um ciclo louco por causa dos mesmos. Primeiramente, a pessoa deseja; então obtém aquilo que quer; tendo obtido o que quer, deseja algo mais e quanto mais deseja, mais obtém, e mais deseja, ad infinitum. O resultado final desse ciclo vicioso é a frustração, porquanto tal ciclo não pode ser interrompido, e nem satisfaz, realmente. O estoicismo [escola de filosofia helenística (grega)] recomendava a apatia, a fim de substituir os desejos. Mas o cristianismo recomenda o cultivo de desejos espirituais, em substituição aos desejos carnais.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 838.
 
«A má concupiscência é fecundada, isto é, obteve o domínio sobre a vontade do indivíduo». (Oosterzee, in loc.). O simbolismo mostra que o pecado obteve um total domínio sobre o homem; ele permitiu que o mesmo tivesse pleno curso; tornou-se escravo completo do pecado.
«...gera a morte...» A morte física se deriva do pecado, pois essa foi a maldição proferida contra o mesmo; *mas é mais provável que o autor sagrado aluda ao juízo, à separação entre a alma humana e DEUS, que é a segunda morte. Ver Ap. 20:14. Não está em pauta a aniquilação, e, sim, a condição de separação de DEUS, que não permite ao indivíduo participar do tipo de vida que foi antecipado para os homens. É experimentada uma existência inferior, à qual são aplicadas as chamadas da punição dos perdidos, bem como tudo quanto nisso está envolvido. (Ver 1 Pe. 3:18-20 e 4:6 e Ver Col. 3:6 sobre a «ira de DEUS»). A morte faz violento contraste com a «coroa da vida», referida no décimo segundo versículo, da mesma maneira que aqueles que são vitimados pelo pecado e experimentam toda a sua gama, fazem vivido contraste com aqueles que resistem à tentação e são vencedores. A «morte» é o oposto do bem-aventurado estado da «vida», que é prometido aos vencedores.
O versículo ensina que o pecado começa como coisa sem importância, como um embrião. Mas se desenvolve rapidamente, pois suas células se multiplicam com grande presteza; finalmente, vem à luz um monstro que continua a crescer assustadoramente. Esse monstro, finalmente, mata aquele que o concebeu.
O autor falava de indivíduos que tinham sido vencidos pelo pecado, porquanto permitiram que o mesmo tivesse início, sem oferecer-lhe resistência.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 24.
 
Tiago vê o pecado não apenas como um ato, mas como um processo em quatro estágios: o primeiro estágio é o desejo ou cobiça (1.14). A palavra que Tiago usou para “desejo”, epithymia, não necessariamente tem um sentido de desejo mau e impuro. Podemos transformar um desejo legítimo em um desejo pecaminoso. A cobiça é a tentativa de satisfazer um desejo fora da vontade de DEUS. Comer é normal, glutonaria é pecado. Dormir é normal, preguiça é pecado. Sexo no casamento é normal, sexo fora do casamento é pecado. Os desejos devem estar sob controle, e não no controle. Devemos controlar os desejos, não estes a nós.
O segundo estágio é o engano (1.14). Tiago usa duas figuras para ilustrar o engano da tentação: a figura do caçador que usa uma armadilha (atrai) e a figura do pescador que usa o anzol com isca (seduz). Se Ló pudesse ver a ruína que estava por trás de Sodoma, e se Davi pudesse ver a tragédia sobre a sua casa quando se deitou com Bate-Seba, eles jamais teriam caído. Precisamos identificar a isca e a arapuca do diabo, para não cairmos na rede de seu engano.
O terceiro estágio é o nascimento do bebê chamado pecado (1.15). Tiago muda a figura da armadilha e do anzol para a figura do nascimento de um bebê maldito, chamado PECADO.
O quarto estágio é a morte (1.16). A cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Vemos aqui a genealogia do pecado. A cobiça é a mãe do pecado e a avó da morte. O salário do pecado é a morte (Rm 6.23).
LOPES. Hernandes Dias. TIAGO Transformando provas em triunfo. Editora Hagnos. pag. 26.
 
A Tentação Vem de Dentro (1.14)
Tiago conhecia os poderes sobrenaturais do mal que agiam no mundo (cf. 3.6), mas aqui ele procura ressaltar o envolvimento e a responsabilidade pessoal do homem ao cometer pecados. O engodo do mal está em nossa própria natureza. Ele está de alguma forma entrelaçado com a nossa liberdade. A questão é: “Será que eu preferiria ser livre, tentado e ter a possibilidade de vitória ou ser um ‘bom’ robô?” O robô está livre de tentação, mas ele também não conhece a dignidade da liberdade ou o desafio do conflito e não conhece nada acerca da imensa alegria quando vencemos uma batalha.
Tiago diz que cada um é atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Essa palavra epithumia (“desejo”, RSV) pode ter um significado neutro, nem bom nem mal. Assim, H. Orton Wiley escreve: “Todo apetite é instintivo e sem lógica. Ele não identifica o erro, mas simplesmente anela pelo prazer. O apetite nunca se controla, mas está sujeito ao controle. Por isso o apóstolo Paulo diz: ‘Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado’ (1 Co 9.27)”. Este talvez seja o sentido que Tiago emprega aqui.
No entanto, na maioria dos casos no Novo Testamento, epithumia tem implicações maléficas. Se for o caso aqui, quando um homem é seduzido para longe do caminho reto, isso ocorre por causa de um desejo errado. Tasker escreve: “Este versículo, na verdade, confirma a doutrina do pecado original. Tiago certamente teria concordado com a declaração de que ‘a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice’ (Gn 8.21).
Desejos concupiscentes, como nosso Senhor ensinou de maneira tão clara (Mt 5.28), são pecaminosos mesmo quando ainda não se concretizaram em ações lascivas”.13 Se essa interpretação for verdadeira, há aqui mais uma dimensão na origem da tentação. Desejos errados podem ser errados não somente porque são incontrolados, mas porque, à parte da presença santificadora do ESPÍRITO, eles são carnais.
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag.159-160.
 
Questionário da Lição  9 - Não Adulterarás
Lições Bíblicas - 1º Trimestre de 2015 - CPAD - Para adultos
Tema: OS DEZ MANDAMENTOS - Valores Imutáveis Para Uma Sociedade Em Constante Mudança
Comentários: Pr. Esequias Soares
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas Verdadeiras e com "F" as Falsas
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Eu, porém, vos digo que qualquer que __________________________________ numa mulher para a ________________________________ já em seu coração cometeu _______________________________ com ela." (Mt 5.28)
 
VERDADE PRÁTICA2- Complete:
O sétimo mandamento diz respeito à ____________________________________ sexual e à proteção da sagrada instituição da ____________________________________, assim como o mandamento anterior fala sobre a ____________________________________ à vida.
 
I. O SÉTIMO MANDAMENTO
3- Qual a abrangência do sétimo mandamento?
(    ) Trata de um tema muito abrangente, que envolve sexo e casamento num contexto social santo e livre de pecado.
(    ) Trata de um tema muito abrangente, que envolve sexo e casamento num contexto social contaminado pelo pecado.
(    ) O mandamento consiste em uma proibição absoluta, sem concessão, expressa de maneira simples em duas palavras: "não adulterarás".
(    ) Sua regulamentação para os israelitas pode ser encontrada nos livros de Levítico e Deuteronômio, que dispõem contra os pecados sexuais, a prostituição e toda forma de violência sexual com suas respectivas sanções.

4- Qual o objetivo do sétimo mandamento?
(    ) O Decálogo segue uma lógica.
(    ) Primeiro aparece a proteção do lar, em seguida vem a vida e depois os bens e a honra.
(    ) Primeiro aparece a proteção da vida, em seguida vem a família e depois os bens e a honra.
(    ) O mandamento "não adulterarás" veio para proteger o lar e dessa forma estabelecer uma sociedade moral e espiritualmente sadia.
(    ) A proibição aqui é contra toda e qualquer imoralidade sexual, expressa de maneira genérica, mas especificada em diversos dispositivos na lei de Moisés.

5- Qual o contexto em que o sétimo mandamento foi promulgado?
(    ) A lei foi promulgada numa sociedade patriarcal que permitia a poligamia.
(    ) A lei foi promulgada numa sociedade patriarcal que só permitia a monogamia.
(    ) Nesse contexto social, o adultério na lei de Moisés consistia no fato de um homem se deitar com uma mulher casada com outro homem, independentemente de ser ele casado ou solteiro.
(    ) Os infratores da lei deviam ser mortos, tanto o homem quanto a mulher.

II. INFIDELIDADE
6- O que significa Adultério?
(    ) É traição e falsidade.
(    ) Significa relacionar-se conjugalmente e sexualmente com duas mulheres ao mesmo tempo.
(    ) É a quebra de uma aliança assumida pelo casal diante de DEUS e da sociedade, uma infidelidade que destrói a harmonia no lar e desestabiliza a família.
(    ) A tradição judaico-cristã leva o assunto a sério e considera o adultério um pecado Grave.
(    ) Trata-se de uma loucura que compromete a honra e a reputação de qualquer pessoa, independentemente de sua confissão religiosa ou status social.

7- Qual a atualidade do sexo antes do casamento e qual era sua penalidade na época da lei ser instituída?
(    ) Em Israel, os envolvidos em tal prática, desde que a mulher não fosse casada ou comprometida, eram condenados à morte.
(    ) Esta prática está muito em voga na sociedade moderna, mas nunca teve a aprovação divina, e por isso os jovens devem evitar essas coisas.
(    ) Em Israel, os envolvidos em tal prática, desde que a mulher não fosse casada ou comprometida, não eram condenados à morte.
(    ) A pena era menos rigorosa, mas o homem tinha de se casar com a moça, pagar uma indenização por danos morais ao pai da jovem e nunca mais se divorciar dela.
(    ) Hoje, esse tipo de pecado requer aplicação de disciplina da Igreja, mas nem sempre o casamento deles é a solução.

8- O que é fornicação?
(    ) A "moça virgem, desposada com algum homem" diz respeito, no contexto atual, à noiva que ainda não se casou, mas está comprometida em casamento, mas praticou sexo com outro.
(    ) Trata-se do pecado sexual de fornicação praticado com consentimento somente de uma das partes.
(    ) Trata-se do pecado sexual de fornicação praticado com consentimento mútuo.
(    ) A pena da lei é a morte por apedrejamento, como no caso de envolvimento com uma mulher casada.
(    ) A razão desta pena vai além do simples ato, pois se trata da quebra de fidelidade, "porquanto humilhou a mulher do seu próximo; assim, tirarás o mal do meio de ti".

III. OUTROS PECADOS SEXUAIS
9- Quais as leis referentes ao estupro?
(    ) A lei contrasta a cidade com o campo para deixar clara a diferença entre estupro e ato sexual consentido.
(    ) A lei contrasta a cidade com o campo para deixar clara a diferença entre estupro violento e estupro consentido.
(    ) Os versículos 25-27 tratam do caso de violência sexual, pois no campo a probabilidade de socorro era praticamente nula, e a moça era forçada a praticar o ato.
(    ) Neste caso, somente o estuprador era morto, acusado de crime sexual, mas a moça era inocentada.

10- A lei estabelece a lista de parentesco em que deve e não deve haver casamento, para evitar a endogamia e o incesto. Como a lei prescreve as penas de cada grupo desses pecados?
(    ) "Nenhum homem tomará a concumbina de seu pai".
(    ) "Nenhum homem tomará a mulher de seu pai".
(    ) A lei dispõe contra a prática sexual execrável de abusar da madrasta.
(    ) É o pecado que desonra o pai, invade e macula o seu leito. Quem pratica tal abominação está sob a maldição divina.
(    ) Na lei, o assunto pertence ao campo jurídico e a condenação prevista é a morte. Entretanto, estamos debaixo da graça, e por essa razão o tema é levado à esfera espiritual, cuja sanção se restringe à perda da comunhão da Igreja.
(    ) A sábia decisão apostólica é a base para o princípio disciplinar que as igrejas aplicam hoje.

11- O que é bestialidade?
(    ) É a prática da zoofilia, zoosexualidade. Sexo entre animais de diferentes espécies.
(    ) É uma aberração sexual, tanto masculina como feminina, contra a qual a lei dispõe tendo como sanção a pena de morte, seja para o homem, seja para a mulher e também para o animal, que devia ser morto.
(    ) Bestialidade e homossexualismo desonram a DEUS e eram práticas cananeias, razão pela qual os cananeus foram vomitados da terra.
 
IV. O ENSINO DE JESUS
12- Como JESUS se referiu ao sétimo mandamento nos Evangelhos?
(    ) O Senhor JESUS reiterou o que DEUS disse no princípio da criação sobre o casamento, que se trata de uma instituição divina, uma união estabelecida pelo próprio DEUS.
(    ) Ele também se referiu ao tema do sétimo mandamento de maneira direta e indireta.
(    ) Direta ao fazer uso das palavras "não adulterarás" ou "não cometerás adultério" no Sermão do Monte, na questão do moço rico e nas passagens paralelas.
(    ) Indireta quando fala acerca do casamento mixto, entre pessoas de diferentes religiões, tema pertinente ao sétimo mandamento.
(    ) Indireta quando fala acerca do divórcio, tema pertinente ao sétimo mandamento.

13- Qual problema dos escribas e fariseus em relação ao sétimo mandamento?
(    ) Os escribas e fariseus haviam reduzido o sétimo mandamento ao ato físico de uma mulher solteira com algum homem casado.
(    ) Mais uma vez Ele corrige o pensamento equivocado das autoridades religiosas de Israel.
(    ) Os escribas e fariseus haviam reduzido o sétimo mandamento ao próprio ato físico, pois desconheciam o espírito da lei, apegavam-se à letra dela.
(    ) Assim, como é possível cometer assassinato com a cólera ou palavras insultuosas, sem o ato físico, da mesma forma é possível também cometer adultério só no pensamento.

14- O que JESUS ensinou sobre a concupiscência do adultério?
(    ) Há diferença entre olhar e cobiçar.
(    ) O pecado é o olhar displiscente.
(    ) O pecado é o olhar concupiscente.
(    ) O sexo é santo aos olhos de DEUS, desde que dentro do casamento, nunca fora dele.
(    ) O livro de Cantares de Salomão mostra que o sexo não é apenas para procriação, mas para o prazer e a felicidade dos seres humanos.
(    ) JESUS não está questionando o sexo, mas combatendo a impureza sexual e o sexo ilícito, a prostituição.
(    ) O Senhor JESUS disse que os adultérios procedem do coração humano.

CONCLUSÃO
15- Complete:
Cremos que DEUS sabe o que é _____________ e o que é errado para a vida humana. A Bíblia é o manual divino do fabricante e é loucura querer ir contra Ele. A sanção contra os que violarem o sétimo mandamento, na fé cristã, não vai além da _____________________ da Igreja e, em alguns casos, do caos na família. Mas o julgamento divino é tão certo quanto a sucessão dos dias e das noites, e a única ____________________________ é JESUS (At 16.31; 17.31).
 
 
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Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.gospelbook.net
www.portalebd.org.br/
http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/ - Pb Alessandro Silva

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