quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Lição 12 - Um Tipo do Futuro Anticristo - 1 Parte

Lição 12 - Um Tipo do Futuro Anticristo 1 Parte
Lições Bíblicas - 4º Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: A Integridade Moral e Espiritual - O Legado Do Livro De Daniel Para A Igreja Hoje.
Comentários: Pr. Elienai Cabral
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Questionário
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
veja
LIÇÃO 12, ZACARIAS, O REINADO MESSIÂNICO - 4º Trimestre de 2012 -  http://www.youtube.com/playlist?list=PL9TsOz8buX1_ZiGvlR4p5ETqRtT6ABKj2
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv-2trim2012.htm (Arrebatamento, Governo do Anticristo, Milênio, Formosa Jerusalém, Juízo Final)
VÍDEOS - 2º Trimestre de 2012 -
Lição 1, Apocalipse, a revelação de Jesus Cristo,
Lição 2, A visão do Cristo Glorificado,
Lição 10, O governo do Anticristo,
Lição 11, O Evangelho do Reino no império do mal,
Lição 12, O Juízo Final,
Lição 13, A formosa Jerusalém
 
 
TEXTO ÁUREO
"Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição"(2 Ts 2.3).
 
 
VERDADE PRÁTICA
As conquistas ditatoriais e as atrocidades de Antíoco Epifânio dão uma noção do que será o futuro Anticristo na Grande Tribulação.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Dn 7.7,8 O pequeno chifre do animal espantoso
Terça  - 1 Jo 2.22 O "mentiroso"
Quarta - 1 Jo 2.18 O "anticristo"
Quinta - 2 Ts 2.3,8 O "homem da iniquidade"
Sexta - Mt 24.15 O abominável da desolação
Sábado - 2 Ts 2.8; Ap 19.20 O Anticristo será lançado no Lago de Fogo
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Daniel 11.1-3,21-23, 31,36
1 Eu, pois, no primeiro ano de Dario, medo, levantei-me para o animar e fortalecer. 2 E, agora, te declararei a verdade: Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto será cumulado de grandes riquezas mais do que todos; e, esforçando-se com as suas riquezas, agitará todos contra o reino da Grécia. 3 Depois, se levantará um rei valente, que reinará com grande domínio e fará o que lhe aprouver.
21 Depois, se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinham dado a dignidade real; mas ele virá caladamente e tomará o reino com engano. 22 E, com os braços de uma inundação, serão arrancados de diante dele; e serão quebrantados, como também o príncipe do concerto. 23 E, depois do concerto com ele, usará de engano; e subirá e será fortalecido com pouca gente.
31 E sairão a ele uns braços, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o contínuo sacrifício, estabelecendo a abominação desoladora.
36 E esse rei fará conforme a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; e contra o DEUS dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito.
 
INTERAÇÃO
Quando encerramos a leitura do Antigo Testamento e deparamo-nos com o primeiro livro do Novo Testamento, o Evangelho de Mateus, nós não imaginamos o lapso de tempo que representa passar de uma página a outra. Foram aproximadamente quatrocentos anos de um período considerado "o silêncio de DEUS". Entretanto, acontecimentos proféticos cumpriram-se neste período onde surgiu um personagem na história, considerado por muitos o Anticristo, mas considerado pelos principais estudiosos do Antigo Testamento, uma figura do Anticristo: Antíoco Epifânio. Um personagem importante na história bíblica e secular.
 
OBJETIVOS- Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer as predições proféticas do capítulo onze de Daniel.
Destacar o caráter perverso de Antíoco Epifânio, o imperador da Síria.
Saber que Antíoco Epifânio prefigura o Anticristo que há de vir.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, para a aula de hoje, procure se preparar com informações sobre o personagem central da lição: o imperador sírio Antíoco Epifânio. Um homem cruel, imoral e que profanou o Templo dos judeus em Jerusalém. Procure pesquisar informações históricas de sites confiáveis, revistas de história e livros que abordem o período considerado interbíblico. Este é um período pouco estudado pelos professores, mas crucial para compreender o momento histórico da invasão em Jerusalém após o retorno do cativeiro e a pessoa de Antíoco Epifânio como a figura do futuro Anticristo. Boa aula!
 
Resumo da Lição 12 - Um Tipo do Futuro Anticristo
I - PREDIÇÕES PROFÉTICAS CUMPRIDAS COM EXATIDÃO (11.2-20)
1. A revelação sobre o fim do Império Medo-Persa (11.2).
2. Um rei valente (11.3).
3. A divisão do reino entre quatro generais (11.4-20).
II - O CARÁTER PERVERSO DE ANTÍOCO EPIFÂNIO (11.21-35)
1. Antíoco Epifânio foi um rei perverso e bestial.
2. Antíoco Epifânio invadiu Jerusalém (11.28). 
3. Antíoco Epifânio era cruel (vv.31-35).
III - ANTÍOCO EPIFÂNIO, TIPO  DO ANTICRISTO
1. O "homem vil" que chega ao poder. 
2. O futuro governante mundial no "tempo do fim".
3. Precisão profética.
 
SINOPSE DO TÓPICO (1) O capítulo onze de Daniel é uma profecia a respeito da queda do império medo-persa, a ascensão do império grego e a sua posterior divisão em quatro partes.
SINOPSE DO TÓPICO (2) - O imperador Antíoco Epifânio era perverso, bestial e cruel. Ele arrasou a cidade de Jerusalém.
SINOPSE DO TÓPICO (3) - Antíoco Epifânio assumiu o papel de divindade tal qual o apóstolo Paulo revela acerca do Anticristo: "se opõe contra tudo que se chama DEUS ou se adora".
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Teológico
"A Marca  da Besta (13.16-18)
O versículo 18 oferece uma pequena lista para se entender o sentido da marca e do nome, ou caráter, da besta. O número 666, no entanto, tem-se tornado mui controvertido, e vem promovendo mais especulações que qualquer outra coisa da Bíblia. Antes da invenção dos números arábicos (0,1,2,3...), os judeus e gregos tinham de escrever os números por extenso. Com o passar do tempo, começaram a substituir as letras do alfabeto pelo nome dos números. Assim, as primeiras dez letras eram usadas para os números de 1 até 10. A letra seguinte designava o 20, a outra 30, e daí por diante.
Vem se constituindo num passatempo popular adicionar letras aos mais diversos nomes para se obter a identidade da besta. Alguns concluem que o Anticristo haja sido Nero César, pois tal nome em caracteres hebraicos soma 666. Contudo, o Apocalipse está no grego, e fala do Alfa e do Ômega, letras do alfabeto grego; e não 'Alefe' e 'Tau', letras do alfabeto hebraico. Assim há somente especulação ao atribuir-se o número 666 a Nero.
Através da história, vem-se tentando identificar nos ditadores e tiranos. Quando me encontrava em Israel em 1962, um judeu convertido disse-me para prestar atenção no nome de Richard Nixon, pois vertido em hebraico soma exatamente 666. Mais tarde, um irmão da Itália contou-me que a inscrição dedicada ao papa, e que pode ser vista no interior da basílica de São Pedro, em Roma, em algarismos latinos, também soma 666. É digno de nota que alguns escribas antigos substituíssem o número 666, por 6I6, para que se encaixasse com o nome de Calígula. A igreja primitiva, unanimemente, rejeitou o artifício.
O Apocalipse, contudo, nada fala sobre a soma de números do nome da besta. A única chave é esta: "é o número de um homem". Expositores da Bíblia interpretam o seis para simbolizar a raça humana. O três para designar a Trindade. A tripla repetição - 666 - pode simplesmente significar que o Anticristo é um homem que crê ser um deus, membro de uma trindade composta pelo Anticristo, Falso Profeta e Satanás (2 Ts 2.4; Ap 13.8)" (HORTON, Stanley M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.185).
 
VOCABULÁRIO
Ignominiosa: Que provoca horror, vergonha.
Escrúpulo: Consciência dotada de sentido moral; caráter íntegro.
Despojos: O que se toma ao inimigo; presa, espólio.
Profanar: Tratar desrespeitosamente; ofender, afrontar, macular.
Dietética: Relativo a dieta.
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
LAHAYE, Tim; HINDSON (Ed.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
SILVA, Severino Pedro. Daniel Versículo por  Versículo: As visões para estes últimos dias. 13.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005
 
SAIBA MAIS pela Revista Ensinador Cristão CPAD - nº 60. p.42.
 
 
 
UM TIPO DO FUTURO ANTICRISTO
Antíoco IV Epifânio foi um déspota selêucida cruel, vingativo e opressor. Para a aula do capítulo 11 do livro de Daniel, precisamos conhecer um pouco mais sobre as ações desse rei que procurou "helenizar" a Palestina entre 168-164 a. C.
 
A história nos conta que a partir das rixas locais em Jerusalém —Jasão, por exemplo, tentou se reconduzir ao cargo de Sumo-Sacerdote matando partidários de Menelau — Antíoco Epifânio invadiu a Cidade Santa massacrando muitos judeus, saqueando o Templo e reempossando Menelau a função de Sumo-Sacerdote. Note que o Sumo-Sacerdócio há muito havia deixado de ser uma instituição nomeada por DEUS. Era uma instituição marcada pela conquista do poder pelo poder. Essa cultura permaneceria assim com o advento do Senhor JESUS. Através dessa cultura de poder o nosso Senhor foi assassinado em plena Palestina.
Anos mais tarde Antíoco Epifânio voltou a atacar a Palestina. Dentre as suas intenções para com aquela região estava não somente o ataque, mas a mudança da mentalidade cultural dos judeus, da sua religião e da sua identidade como povo. Veja as seguintes ações de Epifânio:
1. Forçou a aculturação dos judeus na cultura helênica.
2. Ordenou uma perseguição amarga e sangrenta aos que resistiram à cultura e à religião helenísticas na Palestina.
3. Em 167 a. C., erigiu um ídolo consagrado a Zeus e sacrificou porcos sobre o altar no Templo de Jerusalém.
4. Proclamou-se divino. Seu sobrenome, "Epifânio", significa "deus manifestado".
A figura de Antíoco Epifânio representa o ápice do cumprimento da profecia bíblica. Foi um ser cruel e histórico. Entrou no lugar santo o blasfemou. Voltou-se contra o DEUS de Israel profanando o altar do Templo. Antíoco Epifânio é uma prova de como uma profecia bíblica cumpri-se na história. Mostra como DEUS é atemporal e encontra-se para além da história. De acordo com os estudiosos da linha dispensasionalista, até o versículo trinta e cinco do capítulo onze de Daniel vemos a exata descrição de Antíoco Epifânio.
Pelo caráter traiçoeiro, cruel, astuto e enganador de Antíoco Epifânio é que muitos estudiosos colocam como um tipo do Anticristo de acordo com o Novo Testamento. Estudar a história de um povo para compreendermos o todo de uma profecia é uma tarefa importantíssima.
Revista Ensinador Cristão. Editora CPAD. pag. 42.
 
 
COMENTÁRIOS DE DIVERSOS AUTORES (Com subtrações e adições do Ev. Luiz Henrique)
INTRODUÇÃO
Neste capítulo trataremos de um personagem que se destaca dentro da profecia de Daniel e envolve fatos que já aconteceram e se cumpriram historicamente. O cumprimento dessas profecias fortalece a confiança e a credibilidade das visões e revelações de Daniel. Porém, o personagem que aparece é um dos últimos reis do Império Grego, chamado Antíoco Epifânio IV, da família dos ptolomeus, o qual será destacado pela crueldade e pelo desprezo às coisas sagradas. Ele aparece mais no final do capítulo 11.
O capítulo 11 traz uma profecia que abrange os Impérios Medo-persa, que estava acontecendo com 4 reis, e o Grego que estava para se iniciar com seu futuro escatológico, para esses dias em que foram profetizadas. O seu cumprimento se inicia, literalmente, a partir do final dos dias da vida de Daniel sob o reinado de Dario, o medo. Neste capítulo DEUS revela a Daniel eventos proféticos que se cumpriram no período interbíblico, ou seja, aquele período entre o Antigo e o Novo Testamentos. Porém, a revelação maior dessa profecia diz respeito ao personagem histórico Antíoco Epifânio. Esse personagem refere-se a um futuro rei com as mesmas características que aparecerá, escatologicamente, no futuro, como o Anticristo revelado no Novo Testamento. As profecias do capítulo 11 se cumpriram e ocorreram entre os reinados de Dario, o medo (539 a. C.) e Antíoco Epifânio (175-163 a. C.). Porém, a parte do texto dos versículos 36-45 diz respeito a Israel em tempos ainda não cumpridos e que estão relacionados intimamente com os capítulos 12 de Daniel e 13 de Apocalipse. DEUS controla a história.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 149-150.
 
No capítulo 11 do livro de Daniel o anjo de DEUS ainda está falando com ele. Os reinos se levantam e caem segundo o programa de DEUS. DEUS é soberano, e Ele está dirigindo a história.
A Babilônia caiu pela mão de DEUS. Stuart Olyott descreve essa verdade assim: “O império babilônico foi derrubado pelo poder de CRISTO. Os medos e persas foram Seus instrumentos terrenos, mas a efetiva queda de Babilônia foi um ato divino realizado pelo próprio Filho de DEUS”. Agora, os reis da Pérsia também cairão. Cairá também o grande rei da Grécia. As lutas internas que se travarão entre os reinos do Norte e do Sul estão profetizadas e nada escapará ao controle divino.
Esse capítulo 11 de Daniel é um verdadeiro retrato do futuro. E a história sendo contada antes dela acontecer. Osvaldo Litz chama esse capítulo de “recortes do futuro”.
DEUS está levantando a ponta do véu e mostrando o futuro para Daniel (v. 2). DEUS escreve a história antecipadamente. As coisas acontecem porque DEUS as determinou. A história estava escrita desde a eternidade nos livros divinos (Dn 10.21), mas também seria registrada no livro de Daniel bastante tempo antes que acontecesse.
LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no céu. Editora Hagnos. pag. 135-136.
 
Nesse capítulo, o anjo Gabriel trabalha no cumprimento da promessa feita a Daniel no capitulo anterior, isto é, ele mostra o que aconteceria ao seu povo nos dias finais, de acordo com o que estava escrito nas escrituras da verdade. E, muito particularmente, ele prevê aqui a sucessão dos reis da Pérsia e da Grécia e os negócios desses reinos, especialmente a maldade que Antíoco Epifânio praticaria nos seus dias contra o povo de DEUS.
E isso já havia sido previsto anteriormente (cap. 8.11-12). Temos aqui:
I. Uma breve profecia sobre o estabelecimento da monarquia grega que estava agora começando a se instalar sobre as ruínas da monarquia persa (w. 1-4).
II. Uma previsão sobre os negócios dos dois reinos do Egito e da Síria, fazendo referências a cada um deles (w. 5-20).
III. A ascensão de Antíoco Epifânio, seus atos e seus sucessos (w. 21-29).
IV. A grande maldade que iria praticar contra a nação judaica e a sua religião, e o seu desprezo por todas as religiões (w. 30-39).
V. A sua queda e derradeira ruína quando estava no auge da sua perseguição (w. 40-45).
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 894.
 
I - PREDIÇÕES PROFÉTICAS CUMPRIDAS COM EXATIDÃO (11.2-20)
1. A revelação sobre o fim do Império Medo-Persa (11.2).
“Eu, porém, no primeiro ano de Dario, o medo” (11.1). A importância dessa profecia é constatar a fidelidade e exatidão do cumprimento das profecias especialmente no período interbíblico. O primeiro ano do reinado de Dario foi em 539 a. C., conforme se pode constatar nos textos de Dn 6.1 e 9.1.
O anjo de 11.1 é mesmo anjo de 10.20,21 que veio a Daniel, não apenas para confortá-lo, mas continuar a revelar o futuro de dois Impérios: o medo-persa (com 4 principais de seus reis) e o grego (11.2-4).
A revelação sobre o fim do Império Medo-persa (11.2). Aparece no versículo 1 o rei “Dario, o medo” que é o mesmo de Dn 5.31. No capítulo 9.1, ele é chamado “Dario, filho de Assuero”.A história bíblica diz que Ciro constituiu a Dario como rei enquanto ele estava no campo de batalha na conquista de outras terras e nações. Porém, o versículo 2 fala de três reis e destaca um quarto. Os três primeiros reis persas em sequência normal são, segundo Scofield, em seu comentário: Ciro II (550-530 a. C.), Cambises II (529-522 a. C.) e Dario I Histapes (521-486 a. C.). O quarto rei é Xerxes (486-465 a. C). Existe pouca informação acerca desses reis, sobre os quais Daniel citou que reinariam em sequência, não por muito tempo. Porém, os dados proféticos são precisos e confirmados pela própria história. As evidências históricas do cumprimento da profecia são tão reais, que os críticos da Bíblia sugerem que a profecia foi escrita, pelo menos 400 anos depois de Daniel, depois que tudo tinha acontecido. Entretanto, a revelação futura dada a Daniel encontra respaldo histórico e credibilidade porque DEUS cumpre sua palavra. Além dos fatos cumpridos, a profecia aponta para o futuro, com o aparecimento do Anticristo, um tipo de Antíoco Epifânio.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 150.
 
Dn 11.2 “Eis que ainda três reis estarão na Pérsia”. O “homem vestido de linho” revela a Daniel que o reino da Pérsia está chegando ao seu fim: somente três monarcas restariam para que aquela dinastia expirasse. Lendo o capítulo quatro do livro de Esdras, encontramos os nomes dos três monarcas que reinaram depois de Ciro: 1) Cambises (Assuero). 2) Esmerdis (Artaxerxes). 3) Dario (Persa). A ordem cronológica estabelecida ali não é tão fácil de ser determinada, a não ser aquilo que podemos depreender dos textos sagrados.
Cambises (Assuero). Este monarca não deve ser confundido com o Assuero marido de Ester; o do presente texto é posterior àquele. “Cambises vem citado no livro de Esdras 4.6, com o nome de Assuero. Este rei era neto da princesa Mondane, a mãe de Ciro e, consequentemente, filha da Rainha Ester” (doutor Goodman). Evidentemente, ele é o Assuero persa, e o outro, Assuero, da nação dos medos (Et 1.1; Dn 9.1). Esse rei governou poucos anos. Seu feito principal foi atacar e tomar o Egito, cujo rei era Psamético. Estendeu suas armas vitoriosas e atacou também a Etiópia. Só não atacou Cartago, porque os fenícios o dissuadiram de atacar a sua colônia predileta. Voltando de suas conquistas, achou uma rebelião no Egito. Revoltado, matou Psamético, e outros nobres daquele império.
Esmerdis (Artaxerxes). Esse monarca persa, devido às suas grandes conquistas, teve seu nome mudado para “Artaxerxes Longímano”, que reinou provavelmente de 465 a 425 a. C. (Ed 4.7, 8,11, 23; 6.14; 7.1, 11, 12, 21; 8.1; Ne 2.1; 13.6). Segundo Heródoto, “Artaxerxes” quer dizer “grande guerreiro”. Foi cognominado de “Longímano” por sua excessiva bondade. A Enciclopédia Internacional diz que Longímano “... foi célebre pela sua bondade e generosidade; permitiu aos judeus que tinham ficado em Babilônia, depois do edito de Ciro, que voltassem a Jerusalém para restabelecer a sua religião”. Pelo testemunho bíblico, foi ele o monarca que promulgou a “ordem” para que Neemias reconstruísse os muros da cidade de Jerusalém, em 445 a. C. (Ne 2.1; Dn 9.25). Em seu governo, Neemias subiu a Jerusalém, levando consigo uma leva de cativos voltando à sua terra, com prazer e grande júbilo. (Comp. SI 126). Foi a terceira leva de cativos que desejaram acompanhá-lo.
Dario (Persa). Este monarca vem citado no livro de Esdras, (caps. 4.5,24; 5.6, 7; 6.1,12,14,15). Após oito (8) meses de governo do usurpador Gomates, Dario Histaspis subiu ao trono. Seu primeiro trabalho foi extinguir as revoluções em todo o seu Império. Sua energia, coragem, dedicação e gênio bélico, conseguiram isso. Este rei decretou o “reinicio” da construção da casa de DEUS em Jerusalém (Ed 4.24; 6.1-12).
“... o quarto será cumulado de grandes riquezas”.
Xerxes (Kchiarcha). Todos os estudiosos da Bíblia concordam em que o “quarto” monarca aqui mencionado é Xerxes. Ele foi o sucessor de Dario, o persa. Seu nome aparece na História como Kchiarcha. Os dados históricos e proféticos se combinam entre si sobre a vida deste soberano. Ele foi realmente o que diz a profecia: “Foi cumulado de grandes riquezas, mais do que todos”. Ele, durante o seu reinado, atacou a Grécia e foi derrotado nesta invasão.
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 198-199.
 
Profecia sobre os medos e persas (11.1,2). "Dario, o medo" (v. 1). É o mesmo Dario de 5.31. Em 9.1 ele é chamado "Dario, filho de Assuero". Esse monarca foi constituído rei por Ciro, interinamente, na Caldeia, enquanto ele completava suas conquistas. Assuero, o pai deste Dario, não é mencionado em Ester 1.1. Quem estuda a Bíblia e a História precisa saber que houve mais de um Dario e mais de um Assuero nas Escrituras. Por falar em Dario e Assuero, convém saber que esses termos são títulos e não nomes propriamente ditos. Dario significa mantenedor, e Assuero, poderoso. Muitos desses monarcas têm mais de um nome. Também alguns deles têm nomes diferentes na Bíblia e na história secular, como é o caso de Assuero, que na história secular é conhecido por Xerxes. Xerxes é palavra grega, ao passo que Assuero é hebraica.
"três reis se levantarão na Pérsia, e o quarto..." (v. 2). Quatro reis da Pérsia são aqui mencionados, isso além de Ciro, pois este já estava no trono (10.1). Esses quatro reis são:
a. Assuero, filho de Ciro. Reinou de 529 a 522 a.  C. É conhecido na história por Xerxes I e Cambises II. É mencionado em Esdras 4.6.
b. Artaxerxes I. Reinou de 522 a 521 a. C. É conhecido na história por Smeredis. É mencionado em Esdras 4.7-11. Determinou a suspensão das obras do templo do pós-cativeiro.
c. Dario II. Filho de Artaxerxes. Reinou em 521 a 485 a. C. É mencionado em Esdras 4.5. É conhecido na história por Dario Histaspes, ou simplesmente Histaspes. Foi ele quem ordenou a conclusão das obras do templo, conforme Esdras capítulo 6. Ele é o famoso Dario registrado na Pedra de Behistum, perto de Hamadã, no Irã, a antiga capital dos medos, chamada então Ecbátana. Foi derrotado na famosa Batalha de Maratona, na Grécia, em 490 a. C.
d. Assuero, o esposo de Ester (Et 1.1). Foi o mais rico e o mais poderoso rei persa. Reinou de 485 a 465 a. C. A história chama-o Xerxes II. (Não confundir esse Assuero com o de Esdras 4.6.) Era filho de Dario II e foi derrotado pela esquadra grega de Salamina, Chipre, em 480 a. C.
Aqui termina a história da Pérsia na profecia. Nada é dito dos reis restantes, uns cinco, pelo menos. É que a glória da Pérsia entrou em rápido declínio com a morte de Assuero ou Xerxes II. Os reis restantes nada realizaram de importante para a história.
Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de DEUS Para os últimos dias. Editora CPAD.
 
2. Um rei valente (11.3).
A revelação profética sobre o Império Grego (11.3).
Xerxes I, sucessor de Dario, o persa, foi o quarto e último rei do Império Medo-persa. Foi um rei que juntou muita riqueza, mas ao enfrentar a Grécia, conquistou a cidade de Atenas e isto irritou aos gregos. Despontava naquele tempo a liderança de Alexandre, o Grande, que reuniu todas as forças bélicas e humanas dos seus exércitos e derrotou a Xerxes, da Pérsia, vingando a nação grega. Portanto, em 331 a. C., Alexandre, o grande, “o rei valente” se levantou e suplantou o último rei dos medos-persas com grande força e domínio sem qualquer resquício de misericórdia (v. 3). Era jovem e cheio de energia, inteligente e perspicaz, porque foi capaz de persuadir com carisma seus subordinados para que se unissem a ele a fim de conquistar o mundo de então. Com força pujante e implacável, Alexandre foi aumentando seu domínio geográfico e cultural conquistando outras nações. Ele procurou agregar os povos conquistados e tornar o seu domínio num “império unido”. Ele promoveu a miscigenação das nações conquistadas, para ter o domínio sobre todos. Ele formou um exército coeso e forte recrutando homens de todas as nações conquistadas. Em pouco tempo, para o contexto da época, suas conquistas ultrapassaram todos os índices de tempo para dominar e fazer o que lhe aprouvesse. Cumpria-se, de fato, a soberania de DEUS dirigindo a história e fazendo valer a sua soberana vontade. Era a sua vontade exercida nos destinos das nações e, acima de tudo, especialmente para Israel.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 151.
 
Dn 11.3 “... um rei valente”. O leitor deve observar que o Império Greco-Macedônio entra em cena neste versículo. Não é mais representado como nas composições anteriores descritas por Daniel: 1) “Cobre” (Dn 2.32). 2) “Metal” (Dn 2.39). 3) “Folhas” (Dn 4.21). 4) “Leopardo” (Dn 7.6). 5) “Bode peludo” (Dn 8.20, 21). Agora, no presente versículo, este reino tem sua representação na pessoa de um “rei valente” que reinaria com grande domínio. Este rei valente foi Alexandre Magno, ele realmente tomou o Império Medo-persa, e reinou com grande poder (Dn 8.3, 4). Alexandre foi, de fato, um guerreiro habilidoso, porém, tudo quanto fez e conquistou foi derramando sangue (dos outros) e pela espada. Ele foi a antítese do verdadeiro CRISTO, que tudo quanto fez e conquistou foi derramando o seu próprio sangue, e manifestando seu grande amor.
Vejamos o caráter negativo de Alexandre e o caráter positivo de CRISTO: JESUS e Alexandre morreram aos trinta e três anos. Um deles viveu para si mesmo, o outro por mim e por você. O grego morreu num trono; o judeu morreu numa cruz. A vida de um foi triunfante (aparentemente); a do outro, uma derrota (aparentemente). Um deles comandou imensos exércitos armados, o outro teve apenas um pequeno grupo, desarmado (embora tivesse um imenso exército de anjos). Um derramou o sangue alheio sem piedade, o outro derramou o seu próprio sangue, e o derramou por amor ao mundo. Alexandre conquistou o mundo em vida; JESUS perdeu a sua vida para ganhar vida para seus seguidores. Um morreu na Babilônia, o outro no Calvário. Um conquistou tudo para si, e o outro a si mesmo se deu. Alexandre, enquanto viveu, conquistou todos os tronos; JESUS, na morte e na vida, conquistou o Trono de Glória. Um deles ganhou um grande nome: Alexandre! O outro “um nome que é sobre todo o nome”: JESUS! Um deles viveu para se gloriar; o outro para abençoar. Quando o grego morreu, seu trono, conquistado pela espada, ruiu para sempre. JESUS, quando morreu ganhou o trono que permanece para sempre (SI 93.2).
O grego fez de todos escravos; o judeu a todos (que o aceitaram ou aceitam) liberta da escravidão do pecado. Um deles construiu um trono forrado de sangue; o outro edificou o seu com amor. Um deles veio da terra; é terreno (1 Co 15.47). O outro veio do.Céu; é celestial (1 Co 15.47 a 49). O grego morreu para sempre, o judeu para sempre vive. Perde tudo aquele que só recebe, e tudo ganha aquele que dá.
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 199-200.
 
Dn 11.3 Depois se levantará um rei, poderoso. Esse poderoso rei seria Alexandre, o Grande, cabeça do império greco-macedônio, que derrubou o império persa, fechando as páginas da história sobre aquela potência. Quando Alexandre se pôs de pé, o mundo todo foi abalado, e em breve (no curto espaço de onze anos — 334-323 A. C.) o mundo inteiro da época estava sob seus pés. Alexandre morreu com apenas 33 anos de idade, devido à malária e às complicações com o alcoolismo. Talvez seu extraordinário poder e sucesso tenha decorrido do poder concedido pelo anjo guardião da Grécia (ver Dan. 10.20). Ele fazia tudo de acordo com os ditames de sua vontade (cf. os vss. 16 e 36 e também Dan. 8.4). Quintus Curtius, História de Alexandre X.5.35, diz: “Pelo favor de sua fortuna, ele parecia, aos povos, ser capaz de fazer o que bem entendesse".
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3421.
 
3. A divisão do reino entre quatro generais (11.4-20).
“estando ele em pé, o seu reino será quebrado” (11.4). Muito cedo, aos 33 anos de idade, Alexandre morreu na Babilônia. Ele era “chifre ilustre” ou “a ponta grande” do bode peludo do capítulo 8.8, que representava a Grécia. Esse chifre foi quebrado (8.8) que representa o rei grego, cujo reino foi quebrado em 11.4. Sem seu líder principal, Alexandre, o Magno, o seu reino perdeu a força da unidade imperial e foi dividido por seus quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu. Ainda que os historiadores neguem a questão da soberania de DEUS no destino das nações, não temos o que duvidar. Fazendo uma relação comparativa das visões dos capítulos 7 ,8 e 11, temos no texto de Dn 7.6 a figura das quatro cabeças do leopardo alado, e depois, no texto de Dn 8.8 temos a visão do bode peludo com quatro chifres notáveis. As figuras são diferentes, mas as representações dessas figuras são as mesmas, porque falam do Império Grego e sua divisão, depois da morte de Alexandre, pelos quatro generais. São eles: Cassandro que reinou na Macedônia; Lisímaco que reinou sobre a Trácia e a Ásia Menor; Ptolomeu que reinou no Egito e, por último, Seleuco que reinou sobre a Síria e o restante do Oriente Médio. Essa divisão de reinos aguçou a vaidade e a presunção desses generais que se fizeram reis e tramas de traição e morte envolveram esses reinos.
(11.5-20) Nos versículos 5 a 20 temos uma sucessão de guerras entre esses quatro reis, especialmente, entre Egito e Síria, entre os reinos do norte e do sul. Suplantou o rei do Norte, Antíoco Epifânio (entre 175 e 164 a. C.) o qual se tornou um tipo perfeito do Anticristo. Porém, dois desses reis da divisão do império se destacam: o rei do Sul e o rei do Norte. Da divisão do império, o rei do Sul é Ptolomeu. Com ele se iniciou a dinastia dos ptolomeus. O texto diz que ele (o rei do sul — Egito) seria mais forte que o outro rei (o rei do norte — Síria). O sul era representado pelo Egito e o norte pela Síria. Detalhes históricos envolvendo esses dois reinos culminam com conflitos entre ambos e com a superação do reino do sul. Nos versículos 5 a 20 temos uma sucessão de guerras entre esses quatro reis, especialmente, entre Egito e Síria, entre os reinos do norte e do sul. Esse conflito entre os reis do norte e do sul (Síria e Egito), revelou ao final um personagem por nome Antíoco Epifânio, quando no ano 198 a. C., Jerusalém e Judeia passaram a ser província da Síria. No versículo 15, o rei do norte, Antíoco III, o Grande, se impõe sobre a Judeia e Egito e se apodera fortemente da Palestina (11.16). Esse rei, por causa da dívida com Roma, a fim de pagá-la, estabeleceu impostos financeiros pesados, tirando-os dos tesouros da Casa de DEUS em Jerusalém. O filho de Antíoco III foi Antíoco IV, conhecido como Antíoco Epifânio. (período de guerras entre os Ptolomeus >> Egito - reino do sul<< e Epifânios >>Síria - reino do norte<<)
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 151-152.
 
Dn 11.4 “O seu reino será quebrado. Isto aconteceu realmente como diz a profecia em foco. Alexandre reinou com grande poder; ele foi chamado de Magno. Mas morreu prematuramente aos trinta e três anos de idade. O chifre ilustre foi realmente “quebrado”, como vaticinara o profeta do Senhor (Dn 8.8). Seu império foi dividido em quatro partes (quatro ventos), depois da batalha de Ipsus, em 301 a. C. A sua posteridade (família) não recebeu o reino, e sim seus quatro generais de exércitos: 1. Ptolomeu. 2. Seleuco. 3. Lisímaco. 4. Cassandro. As quatro regiões de que fala o texto divino foram: 1) O Egito (região Sul). 2) A Síria (região Norte). 3) A Macedônia (região Oeste). 4) A Ásia Menor. Os generais de Alexandre Magno reinaram também com grande autoridade, mas nenhum deles chegou à sua glória e magnitude; também não eram de sua família; cumprindo-se, assim, a profecia: "... seu reino será repartido... mas não para a sua posteridade”. Esse acontecimento sobre seu reino, o próprio Alexandre já o previu em vida como ele mesmo declarou ao seu biógrafo: “Ainda em vida, Alexandre predisse que seus amigos lhe fariam um cruento funeral”. Cumpriu-se o vaticínio. O Macedônio não deixou sucessor direto ao trono, pois tinha um irmão que poderia ser seu herdeiro, mas este era imbecil; e um filho, mas era de poucos anos de idade.
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 200-201.
 
Daniel aponta para vários reis da Síria e do Egito (v. 5-20). O poder alternou várias vezes, ora nas mãos da Síria, ora nas mãos do Egito. Vejamos inicialmente a aliança entre a Síria e o Egito (v. 5,6).
Berenice, a filha do rei do Egito, Ptolomeu Filadelfo, foi dada em casamento ao rei da Síria, Antíoco II, para assegurar a aliança. Mas o casamento não teve o resultado desejado, ou seja, unir os dois reinos. Com a morte do pai de Berenice, Antíoco II voltou para sua ex-mulher, Laodice, e esta envenenou Berenice, o marido Antíoco II e o filho de Berenice, deixando um clima totalmente desfavorável para uma aliança de paz entre os dois reinos. No reinado de Ptolomeu II os judeus foram cercados de todos os favores e garantias. Ele construiu várias cidades em território palestino com o propósito de ganhar a amizade do povo judeu. Foi nesse período que a Septuaginta foi feita, a versão grega do Antigo Testamento. A seguir, observemos a derrota da Síria pelo Egito (v. 7-12). O irmão de Berenice, Ptolomeu III, venceu a batalha contra o Norte e matou todos os que assassinaram sua irmã. Também levou todos os tesouros da Síria de volta para sua terra. Por algum tempo houve considerável superioridade dos ptolomeus sobre os selêucidas. Notemos agora a derrota do Egito pela Síria (v. 13-16). Embora o Egito esteja fortificado, ele será destruído. A superioridade do Sul durou pouco. O Norte teve uma decisiva vitória em Sidom (v. 15). Antíoco, o Grande, rei do Norte, parecia invencível. Ninguém era capaz de lhe resistir (v. 16).
Finalmente, vejamos o impasse entre a Síria e o Egito (v. 17-20). O rei da Síria, Antíoco, o Grande, dá sua filha ao rei do Egito em casamento para destruir internamente o reino (v. 17). O rei do Norte, para conquistar o Sul, mudou de tática. Antíoco concluiu que a melhor maneira de vencer o Sul seria por meio do uso de sutileza. Muito convincentemente foi ao Egito e contratou o casamento de sua filha, Cleópatra, com o rei Ptolomeu V que na época tinha apenas 12 anos de idade. O casamento realizou-se cinco anos depois. Pensou que por intermédio desse casamento firmaria seu poder sobre o reino do Sul. O plano falhou miseravelmente, pois Cleópatra não fez o jogo do pai, ficando do lado de seu marido. Assim, a profecia cumpriu-se mais uma vez (v.17). Antíoco, assim, resolve conquistar outros mundos e é fragorosamente derrotado (v. 18). Foi uma enorme derrota que causou o fim das ambições territoriais de Antíoco (v. 19). Selêuco Filopater, seu sucessor, mandou confiscar os tesouros do templo de Jerusalém. Mas essa ordem nunca foi cumprida. Crê-se que Heliodoro, o emissário responsável por saquear o templo de Jerusalém, advertido por uma visão, desistiu de executar esse ato sacrílego. Crê-se ainda que o próprio Heliodoro o tenha envenenado (v. 20). Assim, cada detalhe profetizado aconteceu integralmente. O povo judeu muito sofreu com essas sucessivas guerras, visto que seu território servia de passagem e, às vezes, também de campo de batalha para os dois exércitos rivais.
LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no céu. Editora Hagnos. pag. 137-139.

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