terça-feira, 9 de setembro de 2014

Lição 11- O Julgamento e a soberania pertencem a DEUS 2 parte

Lição 11- O Julgamento e a soberania pertencem a DEUS 2 parte
 
Tg 4.13 A palavra “vós” provavelmente se refere aos homens de negócios. Endereçar esta carta a pessoas dispersas supõe, pelo menos em parte, que as pessoas estabeleceram uma nova vida em lugares distantes. Mas as suas lições se aplicam a qualquer situação que exija planejamento. Planejar não é mau - na verdade, os homens de negócios são aconselhados a planejar com antecedência. O problema a que Tiago se refere, entretanto, é que DEUS não está incluído nestes planos. Os comerciantes planejam com arrogância, pensando que podem ir onde quiserem e que podem permanecer ali por quanto tempo quiserem. A sua maneira de planejar, fazer negócios e usar o dinheiro pode ser honesta, mas não é realmente diferente do planejamento de qualquer homem de negócios pagão. Estes homens de negócios cristãos deveriam fazer algo melhor.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 686.
 
Tg 4.13 «...Atendei, agora...»,O grego diz, literalmente, «vinde agora», com a força de «vede agora». Assim também se lê em Tg 5:1. Isso representa um convite insistente, uma chamada incisiva para que se dê atenção. Na Septuaginta temos tal expressão nos trechos de Jz 19:6; II Rs 4:24 e Is. 43:6.
«...vós que dizeis...» Em seus corações e em suas atitudes, e que às vezes se manifestava abertamente em suas palavras. Tanto no íntimo como nas palavras proferidas, DEUS era deixado do lado de fora. Que se poderia aproveitar disso? Tais motivos são uma forma de mundanismo, de amor às vantagens terrenas.
«...hoje ou amanhã... » Tais pessoas dizem: «O tempo está em nossas mãos», em contradição com o que ensinam as Escrituras. E continuam: «Quer hoje, quer amanhã, a decisão depende de nossos próprios desejos, de nossos caprichos, e não de DEUS».
«...cidade tal...» Literalmente, «...esta cidade...», alguma cidade específica em mente, que oferece boas oportunidades de lucro. Ê possível, entretanto, que essa palavra seja aqui usada como uma designação indefinida, e não porque aqueles que fazem tais planos não sabem para onde vão; antes, porque o autor sagrado, ao criar uma situação hipotética, não tinha um lugar definido em mente. Alguns intérpretes preferem este último sentido.
«...passaremos um ano...» Um tempo regularmente longo, mas ainda sem levar DEUS em consideração. Seria um ano vivido inteiramente para o próprio «eu».
«...negociaremos e teremos lucros...» O autor sagrado não condena o desejo de obter lucro ou de alguém ocupar-se de atividades comerciais legitimas. Mas o que é condenado é a atitude totalmente egoista de certas pessoas. Ele se sentia chocado que certos homens podem fazer esses planos, deixando DEUS inteiramente de fora. Eles viajam buscando lucro, o que é uma prática comum, na antiguidade e nos dias hodiernos. Mas fazem tudo sem DEUS, até onde diz respeito a suas vontades.
«Não te incomodes com o amanhã, pois não sabes o que o dia te trará. Talvez ele não esteja vivo ao amanhecer, e assim ter-se-ia preocupado por um mundo que não mais existe para ele». (Sanhedrin 100b, extraido do Talmude). Há grande semelhança entre essa declaração talmúdica e o que declarou o Senhor JESUS (em Mat. 6:25 e ss., especialmente o versículo 34), em reverberação ao que ele dissera: «Buscai, em primeiro lugar, o reino de DEUS...» (versículo 33).
Pontos de vista diversos sobre o uso da vida: O autor sagrado apresenta certo ponto de vista—não devemos ter cuidados que não sejam postos sob o governo de DEUS. Isso representa uma inquirição espiritual que é deleitosa para a mente divina. Isso também agrada a JESUS CRISTO, que é nosso Senhor. (Ver Rm. 1:4). A resposta dos epicureus, entretanto, era: «Vive para os prazeres». A resposta dos estóicos, era: «Vive com apatia, indiferente a qualquer emoção». Aristóteles recomendava: «Vive para alguma função virtuosa». Platão declarava: «Vive para o mundo eterno, para que passes para as dimensões do espírito puro, quando fores liberto do corpo». O filósofo chinês, Yang Chu, tomava o ponto de vista epicureu ou hedonista, ao dizer: «Cem anos é o limite de uma longa vida. Nem uma pessoa, em cada mil, consegue chegar a esse ponto. Contudo, se alguém atingi-lo, a infância inconsciente e a idade avançada furtarão metade desse tempo. O tempo em que passará inconsciente, enquanto dorme, à noite, e aquilo em que desperdiça os seus pensamentos, durante o dia, também totaliza a outra metade do tempo restante. Além disso, as dores e enfermidades... preenchem alguns anos, de modo que realmente ficará apenas com dez anos, mais ou menos, para seu aprazimento... Portanto, devemo-nos apressar a gozar a vida, sem dar atenção à morte...  (Yu-lan Eung, A Comparative Study ofLife Ideals, págs. 82-84).
Na realidade, porém, a vida é um «grande continuam». Passa através de vários estágios, antes do nascimento, no nascimento, após o nascimento, na morte, após a morte e por todo o tempo é a mesma pessoa que vive, pois a alma é imortal. A morte não mata. E, por conseguinte, o indivíduo é responsável por aquilo que pratica, pouco importando por quanto tempo ele viva na terra; pois o que importa é a maneira de sua vida. A morte não nos leva a escapar da vida, e nem da necessidade de prestarmos contas. Somos responsáveis por aquilo que fazemos, de bom ou de mal (ver II Cor. 5:10). Nesse versículo mencionado, damos a nota de sumário sobre o julgamento do crente. A vida física, na realidade, é bem passageira; mas o que importa é quê estejamos vivendo de acordo com a dimensão eterna; e a nossa inquirição espiritual deve visar aquela forma de imortalidade que o próprio DEUS possui. (Ver João 5:26,27 e 6:57).
Avaliando A Vida E Os Seus Valores
1. O ateu diz: «Há boas evidências como o mal existente no mundo, seus desastres, violências, ódio, etc., e que DEUS não existe. Portanto, viverei essencialmente para mim mesmo, e talvez, um pouco para mais uma ou duas pessoas».
2. O agnóstico diz: «É impossível decidir se DEUS existe ou não. Há evidências positivas e negativas quanto a isso. Porém, como não posso saber (pelo menos por enquanto) qual a verdade da questão, conduzirei a minha vida como um ateu prático. Agirei como se DEUS não existisse, até obter maiores luzes. Viverei essencialmente para mim mesmo, e somente para o presente».
3. O positivista lógico diz: «Não há qualquer evidência, nem a favor e nem contra a existência de DEUS, porquanto questões como essa estão completamente fora da possibilidade de nossas investigações. O único tipo de conhecimento que possuímos é de ordem científica; por conseguinte, viverei para a ciência e para as coisas que ela pode oferecer. Viverei exclusivamente para este mundo. Não me preocuparei com especulações metafísicas».
4. O hedonista diz: «O alvo da vida é o prazer. Empregarei a minha inteligência e todos os recursos físicos para fomentar a quantidade e á qualidade dos meus prazeres. Este mundo é meu. Viverei para o mundo».
5. O teísta diz: «Creio em DEUS e em suas leis. Creio que sou responsável diante de DEUS, porque ele intervém na história humana e porque os homens lhe estão sujeitos. Portanto, viverei para o mundo vindouro. Minha vida, neste mundo, será governada pela dimensão eterna. Aquilo que o Senhor quiser, isso farei. O que ele não quiser, não o farei».
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 69-70.
 
No v. 6 Tiago escreveu: “DEUS resiste aos soberbos, mas aos humildes concede graça.” DEUS diz “não” à vida daqueles que fazem de conta que DEUS não existe e de que têm tudo nas próprias mãos e em seu poder de deliberação. Ele publica seu “sim” sobre a vida daqueles que sabem: DEUS é DEUS e nós somos seres humanos. Nesse contexto Tiago passa a tratar de algo que tem particular atualidade entre nós ocidentais laboriosos e ativos, principalmente hoje, a saber, o planejamento, a agenda de compromissos.
1 – Planejar é necessário (v. 13).
Tg 4.13 “Hoje ou amanhã, viajaremos”: fala-se do planejamento. Hoje há planejamento em toda parte: no governo federal, nos estados, nas igrejas, planos financeiros de médio prazo, planos de desenvolvimento, planejamentos rurais e urbanos. Em todos os lugares há tarefas que precisam ser planejadas em longo prazo. A economia precisa planejar. Para permanecerem aptas na concorrência e preservar postos de trabalho as empresas precisam planejar com grande antecedência o desenvolvimento de seus artigos, bem como os preparativos da produção. Na política educacional é preciso planejar, também para assegurar que todo o povo seja apto para a concorrência no mundo. Existe uma ciência que se ocupa de possíveis desenvolvimentos futuros, elaborando fundamentos e oferecendo impulsos para o planejamento. Também na vida individual existem hoje planejamentos em várias áreas: é preciso planejar a formação pessoal e sua continuação, bem como a educação dos filhos. Precisamos antever o que será necessário no futuro. Na construção da casa e no seu financiamento há necessidade de planejar. Um pai de família responsável fará um plano para o caso de não ser mais capaz de trabalhar ou mesmo falecer. Todos esses planejamentos são necessários, sobretudo na atual sociedade industrial muito diferenciada e complicada em nosso país densamente povoado. Para o cristão um planejamento cuidadoso fará parte da fidelidade que se exige de um bom administrador (cf. Lc 12.42; 1Co 4.2).
2 – Como nosso planejar se torna errado?
a) Afinal, o que Tiago está questionando (cf. v. 16)? Em que somos advertidos pela palavra de DEUS? Não o planejar em si, mas o espírito com que se planeja. Trata-se de um planejamento em que o ser humano não pensa mais em si: “Nas tuas mãos estão os meus dias” (Sl 31.15). Ele se refere a um planejar em que o ser humano presume que tenha o controle de todos os fatores, em que realiza tudo segundo sua vontade, com meios próprios e com força pessoal, no qual em última análise age como se ele mesmo fosse DEUS. Por meio de Tiago, a palavra de DEUS também quer fechar essa porta para o gênio falso do inimigo que, embora sendo criatura, pretende ser deus ao lado de DEUS, deus contra DEUS, e até mesmo deus acima de DEUS, infectando os seres humanos com seu mau espírito: “Sereis como DEUS” (Gn 3.5). Essa hýbris, essa mania de grandeza do ser humano perpassa a história do mundo, até o anticristo (2Ts 2.3-12; Ap 13), o “cristo do diabo” que corporifica esse espírito de forma pura.
b) Nós humanos modernos corremos singularmente o perigo de dar espaço a esse espírito, porque somos obrigados a planejar e sobretudo porque temos possibilidades tão grandiosas para planejar. – A geração que construiu a torre (Gn 11) é um modelo exato da sociedade humana atual: haviam feito invenções e descobertas importantes - sabiam produzir pedras artificiais, tijolos; descobriram uma argamassa muito durável, resina da terra, asfalto. Encontraram um excelente terreno para construir, a planície de Sinar. As invenções e descobertas em si não eram erradas. Faziam parte do cumprimento da tarefa: “Sujeitai a terra” (Gn 1.28). Errada, porém, era a postura interior. Pretendem teimar contra a vontade de DEUS e permanecer unidos contra a orientação dele. Como símbolo dessa coesão planejaram uma gigantesca torre, sobre a qual pensavam estar entronados na mesma altura de DEUS (a mania humana de grandeza é sempre simultaneamente tolice). Pretendiam “tornar célebre seu nome” (Gn 11.4), ao invés de exaltar o nome de DEUS (Sl 34.3) e esperar até que DEUS lhes tornasse célebre o nome (Gn 12.2). Queriam construir sozinhos “sua eternidade”, um memorial “para todos os tempos”.
c) Precisamente esse é o espírito que Tiago combate em toda a carta e diante do qual ele previne como um impactante pregador da penitência. É o espírito que representa tão alto risco para nós hoje e que é motivo especial para os juízos de DEUS no curso e no alvo da história. Especialmente onde cristãos atuam em posições de responsabilidade no Estado, na economia e pesquisa, esse ponto de incursão do espírito satânico aqui descrito representa para eles um ponto particularmente perigoso. Somos remetidos à oração em vista do risco para nós mesmos e de nossos irmãos que ocupam essas posições.
d) Corremos esse perigo também quando nós cristãos agimos em prol do reino de DEUS: em obras de diaconia, em ações de socorro a outros grupos étnicos, em cruzadas missionárias. As pessoas capazes e ativas correm o risco de acabar atuando exclusivamente segundo planos pessoais, confiando na própria força, com recursos próprios e para sua própria honra. Porém tudo isso fará parte de “palha, feno, restolhos”, que conforme 1Co 3.12-15 serão queimados um dia. – Vemos também na Escritura exemplos de pessoas (até mesmo bem-intencionadas) que atuaram dessa maneira e que fracassaram: quando Moisés tentou realizar algo por seu povo segundo seu próprio parecer, seus próprios planos, com força própria, com meios próprios e em época pessoalmente definida, tudo redundou em grave fracasso (Êx 2.11-15). Frequentemente a dificuldade está em distinguir entre o plano de DEUS e a escolha pessoal (cf. a esse respeito o excurso no final do comentário sobre o presente bloco: “Como percebemos a condução de DEUS em nossa vida?”). – Passemos agora à exegese detalhada:
3 – O ser humano não tem motivo para estar seguro de si (v. 13s).
13 “Vamos agora”: percebemos o ser humano pró-ativo e resoluto, que arrasta consigo também outras pessoas. É a esse modo de falar que Tiago alude.
“Hoje ou amanhã”: a expressão se refere à rapidez com que ele faz os planos e os leva à execução. – “Nessa e naquela cidade”: o homem pondera onde o mercado está mais favorável naquele exato instante.
14 “Um ano”: hoje elaboramos planos quadrienais ou quinquenais, na presunção de que podemos dispor com segurança de um futuro distante. Contudo não somos donos do futuro. É DEUS quem dispõe sobre ele. “Afinal não sabeis como será vossa vida amanhã.” Muitas coisas podem atingir o ser humano, frustrando seus planos: enfermidades e desastres, mudança na conjuntura política e econômica etc. Merecem destaque dois aspectos: a questão da duração de nossa vida e a das rápidas mudanças na realidade em que vivemos.
a) A duração breve e incerta de nossa vida é motivo para não termos tanta segurança: “Porque sois apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.” A vida humana é como o vapor da caldeira de água fervente ou como o hálito da boca no frescor da manhã, como a bandeira de fumaça de uma locomotiva a vapor ou a coluna expelida por uma válvula, como a “escrita no céu” que um avião desenha contra o azul celeste para fins de propaganda: permanece por pouco tempo, depois se modifica, e em pouco tempo já não se vê mais nada (cf. Sl 90.5s; Is 40.6s; Lc 12.20).
b) Outro motivo dessa insegurança é hoje, entre outros, o fato de que o desenvolvimento acelerado em todas as áreas não pode ser plenamente previsto por ninguém. Nenhuma pessoa sabe com certeza como tudo se concretizará e quais exatamente serão seus efeitos na ação conjunta. No passado o ser humano estava ameaçado pela natureza, hoje é a natureza que está sendo ameaçada pelo ser humano. Pessoas que atuam na linha de frente, se forem responsáveis, com frequência são tomadas de apreensão.
Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
 
2. A incerteza e a brevidade da vida (Tg 4.14).
Tg 4.14 Há um problema com estes planos tão bem elaborados - ninguém pode saber o que acontecerá amanhã, para não dizer dentro de um ano (veja Pv 27.1; Lc 12.16-21). Estas pessoas estavam fazendo planos como se o seu futuro estivesse garantido. Tiago não está sugerindo que eles não façam planos por causa de um possível desastre, mas que sejam realistas sobre o futuro, confiando em DEUS para orientá-los. Como o futuro é incerto, é ainda mais importante que nós dependamos completamente de DEUS. A nossa vida é incerta, como uma neblina que cobre o campo pela manhã e depois é dissipada pelo sol. A vida é curta, não importando quanto tempo vivamos. Não devemos nos enganar pensando que temos tempo de sobra para viver para CRISTO, para desfrutar nossos entes queridos, ou para fazermos aquilo que sabemos que devemos fazer. Hoje é o dia de viver para DEUS! Então, não importando quando a nossa vida termine, teremos cumprido os planos que DEUS tem para nós.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 686.
 
Tg 4.14 «...o que sucederá amanhã...» Há uma história, contada pelos rabinos. que ilustra a questão: «Os nossos rabinos contam-nos uma história que aconteceu nos dias do rabino Simeão, filho de Quelpata. Ele estava presente à circuncisão de uma criança, e ficou com o pai da mesma, na celebração que se seguiu. O pai trouxe vinho de sete anos de idade para seus convidados, dizendo: Com este vinho continuarei a celebrar por longo tempo o nascimento de meu filho recém-nascido. Eles continuaram a ceia até à meia-noite. Então o rabino Simeão se despediu para retomar à cidade onde morava. No caminho de volta, viu o anjo da morte, que andava para lá e para cá. E ele lhe perguntou: ‘Quem és tu?’ E ele respondeu: ‘Tiro a vida daqueles que dizem, Faremos isto ou aquilo, e não pensam de quão breve a morte se apossa deles. Aquele homem, com quem tomaste a ceia, e que disse a seus convidados: Com este vinho continuarei celebrando por muito tempo o nascimento de meu filho recém-nascido, eis que o fim de sua vida se aproxima, porquanto ele morrerá dentro de trinta dias’». (Debarim Rabba, secção 9, foi. 261:1). Que história impressionante!
«Que a incerteza da vida nos relembre de quanto dependemos de DEUS». (Ropes, in loc.).
«...neblina...» No grego temos o termo «atmis», «vapor» ou «fumo», segundo também se vê em Esd. 7:61 e Apocalipse de Baruque 82:6, sendo palavra usada para indicar a natureza fugidia e tênue desta vida mortal. O termo grego pode significar uma ou outra dessas coisas. Indicava o «vapor» que escapa da água fervente, ou indicava a «fumaça» produzida pela combustão de algo. Parece não haver qualquer apoio léxico para a tradução «neblina», que ordinariamente era «amichle» ou «aer», no original grego.
Porém, a alusão pode ser à «neblina» que se levanta de um rio ou lago, cedo pela manhã, e que logo se dissipa, assim que aparece o sol.
A mentalidade da segurança e do planejamento carnais se esboroa ante o fato brutal da mortalidade e da fragilidade do homem. Pouco tempo depois dessas palavras de Tiago terem sido escritas, o desastre e a morte caíram sobre Jerusalém com tremenda força. Ê bem possível que alguns dos leitores originais desta epistola tenham morrido debaixo do açoite de Roma.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 70-71.
 
Tg 4:14 / Em contraste com o caráter racional e seguro de seus planos, sobressai a insegurança desta vida: Ora, não sabeis o que acontecerá amanhã. De fato, a vida é eminentemente efêmera: O que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Os planos estão traçados; as projeções lançadas. Todavia, tudo gira em torno de uma vontade superior à deles, a de DEUS, que não foi sequer consultado no planejamento. Naquela noite mesmo uma doença pode derrubar alguém; de súbito, seus planos se evaporam. Os planos deles se resumirão numa pequena viagem até a sepultura fria, no interior de um esquife. Esses homens assemelham-se ao rico louco da parábola de JESUS, o qual ganhara grandes margens de lucro honesto mediante investimentos agrícolas em sua fazenda. Sentindo-se seguro, o ricaço traça planos para uma aposentadoria confortável “Mas DEUS lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma” (Lucas 12:16-21). Ao pensar unicamente numa esfera mundana, os negociantes crentes da carta de Tiago tinham uma falsa sensação de segurança. Era preciso que encarassem a morte, e percebessem que não tinham nenhum controle desta vida.
Peter H. Davids. Comentário Bíblico Contemporâneo. Editora Vida. pag. 146.
 
Tg 4.14. Ao fazerem seus planos concernentes apenas a este mundo, estes homens de negócios deixaram de reconhecer um fato fundamental — a natureza insubstancial e transitória “deste mundo”. Para pessoas como elas (uma paráfrase do relativo indefinido hoitines), planejar com tanta confiança é o cúmulo da tolice. Isto, o ponto principal do versículo 14, está claro, embora seja debatida a forma exata em que Tiago o expressa. A ARA (junto com ARC) divide em duas partes a primeira divisão do versículo: uma declaração, Vós não sabeis o que sucederá amanhã, e uma pergunta, Que é a vossa vida? Outras versões combinam estas duas partes numa única declaração: “... não sabeis nem mesmo o que será da vossa vida amanhã!” Aqui vida é comparada a uma neblina (atmis). Esta palavra também pode ser traduzida por “vapor” (BLH; BJ; ARC; cf. At 2.19) e tem alguma afinidade com as “vaidades” da vida, das quais tanto fala Eclesiastes. Qualquer que seja o sentido exato, Tiago, é óbvio, pretende enfatizar a duração extremamente curta da vida. Uma enfermidade, morte acidental ou a volta de CRISTO poderiam abreviar nossa vida, assim como o sol da manhã dissipa a neblina ou como uma mudança no rumo do vento afasta a fumaça. Este reconhecimento realista da brevidade e incerteza da vida e mesmo as figuras usadas para descrevê-la são encontrados com freqüência nas Escrituras. Provérbios 27.1 adverte: “Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz”. Jó 7.7, 9,16 e SI 39.5-6 descrevem a vida como um “sopro”. Segundo costuma ocorrer, algumas palavras de JESUS aproximam-se particularmente do ensino de Tiago. Em Lc 12.15, ele adverte as multidões contra a avareza e as lembra de que “a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui”. Numa rápida parábola, ele ilustra o argumento usando a figura de um homem rico que, à semelhança do negociante de Tiago, fez planos definidos para aquisição de mais bens, mas foi impedido de executá-los por sua morte (Lc 12.16-20). Esta passagem contém vários temas que Tiago utiliza aqui e em 5.1-6, e é bem possível que lhe tenha dado o estímulo para suas próprias exortações.
Douglas J. Moo. Tiago. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag.154-155.
 
3. O modo bíblico de abordar o futuro (Tg 4.15).
Tg 4.15 Os crentes não podem viver de uma forma independente de DEUS; portanto, os nossos planos não podem ignorá-Lo. Precisamos ter a certeza de que estes planos incluem a frase: Se o Senhor quiser. Devemos fazer planos, mas devemos reconhecer a vontade superior de DEUS e a soberania divina. Isto significa mais do que simplesmente dizer: “Se DEUS quiser”, quando falarmos a respeito dos planos futuros, porque isto também pode perder o significado. Isto significa planejar com DEUS ao fazermos os nossos planos.
Os nossos planos devem ser avaliados pelos padrões e objetivos de DEUS, e nós devemos orar por eles quando estivermos ouvindo o conselho de DEUS. Esta forma de planejar agrada a DEUS.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 686.
 
Tg 4.15 Não faz muito, quando pessoas piedosas escreviam cartas, acrescentavam «D.V.» a quaisquer planos ali mencionados. Isso significa «Deo volente», isto é, se DEUS quiser. Seguiam literalmente—e esperamos que também seguiam no espírito—a exigência do presente texto. O «D.V.» deveria ser escrito na alma, servindo-nos de guia na vida, porquanto certamente DEUS sabe melhor o que convém para nós.
«Pois o segredo do ser do homem não consiste apenas em viver; mas em ter algo pelo que viver. Sem fim conceito estável do objetivo da vida, o homem não deveria consentir em continuar vivendo, preferindo destruir-se do que permanecer na face da terra, embora tenha pão em abundância». (Dostoievski, Os Irmãos Karamazov, ao comentar sobre a afirmativa do Senhor JESUS, «O homem não vive de pão apenas»).
O indivíduo seriamente interessado em fazer a vontade de DEUS, em lançar a sua alma nessa direção, não demora a perceber quão inadequado é o ponto de vista dos materialistas, sobre a vida e sobre os ideais da vida. Em nossos próprios dias, a ciência se tem tornado o novo deus, porque serve tão bem à prosperidade material do homem. Mas é verdade o que disse Charles P. Steinmetz (um gênio científico): «Algum dia, as pessoas aprenderão que as coisas físicas não trazem felicidade, sendo de pouco uso para tornar homens e mulheres criativos e poderosos. Então os cientistas do mundo transformarão seus laboratórios, adaptando-os para o estudo de DEUS, da oração e das forças espirituais».
A expressão «...Se o Senhor quiser...» Não era comumente usada pelos judeus quando expressavam seus planos e intuitos; mas era algo extremamente comum na cultura pagâ. Nos escritos de Platão tal expressão é comum: Alei. i. pár. 135D; Hipp. major., par. 286C; Leges, par. 688E e 799E; Theat., par. 151D; e ver também Arist. Plut. 1188; Zeno., Hip ar.
9,8; Alex. Sever. 45; Minucius Felix, Oct. 18; Ennius ap. Cic. de off.
i. 12,38; Plautus, Capt. ii.3,94. Essa expressão também era de uso comum nos escritos árabes. Seus autores, evidentemente, copiavam os sírios, e os sírios copiavamos gregos, nesse costume sadio.
Parece, pois, que Tiago recomendava aos judeus uma prática helenista, e que ele considerava digna de ser adotada, pois não há qualquer evidência de que os judeus estavam acostumados a falar assim. «Faz a vontade dele (de DEUS) como se fosse a tua própria vontade, para que ele faça a tua vontade, como se fosse a tua. Anula a tua vontade diante da vontade dele, para que ele anule a vontade de outros perante a tua vontade». (Pirke Gamaliel, palavras do rabino Gamaliel).
«Com o termo vontade ele indica não aquilo que é expresso na lei, mas o conselho de DEUS, mediante o qual ele governa todas as coisas». (Calvino, in loc.).
(Quanto á vontade toda-inclusiva de DEUS, ver Ef. 1:10, Ef. 5:17 e 6:6). DEUS opera em nós tanto o querer como o fazer, segundo o seu beneplácito (ver Fl. 2:13). Cumpre-nos ser «cheios do conhecimento de sua vontade» (ver Cl. 1:9). É da vontade de DEUS que sejamos santificados (ver I Tes. 4:3). Ê de sua vontade que todos os homens cheguem ao conhecimento da verdade e da salvação (ver ITim. 2:4).
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 71.
 
A atitude correta (v. 15).
15 “Em vez disso, deveis dizer: Se o Senhor quiser e nós vivermos, faremos isso ou aquilo” (cf. também At 18.21; 1Co 4.19; 16,17; Hb 6.3): hoje essa palavra parece ser para muitos uma sabedoria prosaica, um linguajar piegas e surrado (e eventualmente também foi transformada nisso). Contudo essa palavra descreve precisamente a atitude correta de um cristão. Desse modo somos colocados no lugar correto: “Se o Senhor quiser… faremos” – então também acontecerá. A atitude correta de um cristão nesse aspecto foi descrita com singular clareza por N. L. von Zinzendorf [1700-1760], seguramente por experiência de vida pessoal, em seu hino: “Grava, ó alma, essa grande palavra: quando JESUS acenar, então vá…” “Se o Senhor quiser… faremos”: isso foi vivido por JESUS. Foi assim que Tiago, seu irmão, presumível autor da presente carta, o conheceu. Seus irmãos esperavam que ele se apresentasse no grande palco da festa em Jerusalém. Contudo ele se recusou. Mais tarde, porém, foi para lá (Jo 7.8,10). Aguardou o sinal de seu Pai. Foi assim que procedeu nas bodas de Caná (Jo 2.4,12) – possivelmente Tiago também esteve lá – e da mesma maneira em vista da enfermidade e morte de seu amigo Lázaro (Jo 11.6ss). JESUS diz: “O Filho do homem terá de padecer muitas coisas” (Mt 16.21; 17.22; 20.17-19; 26.2). “Hoje tenho de entrar em tua casa” (Lc 19.5). Nesse “tenho de”, em grego dei, igualmente se explicita a vontade, o plano e o aceno do Pai. Por fim, JESUS ora: “Que se faça não a minha, mas a tua vontade” (Lc 22.42). – Também Israel deixou que DEUS lhe mostrasse o caminho por meio da coluna de nuvem e fogo (Êx 13.21s), assim como Paulo aguardava a sinalização de seu Senhor (At 16.6-10). A igreja de JESUS, e a igreja do fim dos tempos, “segue ao Cordeiro para onde for” (Ap 14.4). O espírito de baixo, porém, instiga a sair arbitrariamente dos trilhos do discipulado (cf. o exposto em Tg 4.4 sobre a “meretriz da Babilônia” em Ap 17). – “À tua disposição, meu DEUS e meu Senhor, à tua disposição cada vez mais. À tua disposição na alegria e dor; todo dia e toda hora pronto para JESUS” (F. Traub, missionário falecido precocemente na China).
Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
 
III - OS PECADOS DA ARROGÂNCIA E DA AUTOSSUFICIÊNCIA DO SER HUMANO    (Tg 4.16,17)
1. Gloriar-se nas presunções (Tg 4.16a).
Ainda vinculado ao assunto anterior, em que Tiago abordou o perigo de se fazer planos sem que DEUS participe deles, passamos agora a tratar da arrogância atrelada à autossuficiência. No tópico anterior, parece que estamos contemplando crentes esquecidos, e que no tópico atual, há crentes que se omitem em fazer o que é certo. Um se esquece de DEUS quando não o inclui em seus planos, e outro se esquece de DEUS quando conscientemente deixa de fazer o que é certo. A omissão de quem sabe fazer o certo e não o faz é tida como um pecado. É uma lição bem prática, bem ao estilo do irmão do Senhor.
A arrogância, ao que parece, no texto de Tiago, está vinculada às pessoas que queriam viajar e fazer negócios sem que DEUS fosse consultado ou participasse de suas vidas. Isso pode demonstrar também que essas pessoas acreditavam que DEUS estava restrito à esfera espiritual de suas vidas, e não à esfera material também. Essa forma de ver a vida cristã é errada, pois somos cristãos dentro e fora da igreja. Nosso cristianismo deve ser demonstrado não só no santuário, mas igualmente fora dele. Na verdade, DEUS espera que possamos dar testemunho de nossa fé com nossas atitudes fora do âmbito da comunidade cristã. E a reprimenda de Tiago nos mostra que aqueles crentes estavam agindo de forma errada.
Esse é um dos erros mais comuns dos cristãos de nossos dias. Não raro, há crentes que imaginam que podem ser uma pessoa na igreja e outra fora dela. Há pessoas crendo que é possível adorar a DEUS no Domingo e quando chega a Segunda- feira, agir de acordo com as regras deste mundo, como se não tivéssemos um DEUS. Um comerciante cristão pode acreditar que não há qualquer problema em repassar a um consumidor uma mercadoria reconhecidamente defeituosa. Um estudante cristão pode acreditar que não há problemas em se utilizar de meios ilícitos para se obter uma boa nota numa avaliação. Um funcionário cristão pode crer que não há problema algum em se apropriar de um objeto da empresa em que trabalha, imaginando que não vai fazer falta lá. Mas se DEUS os pesar em uma balança, com certeza serão achados em falta.
Não existe dualidade na vida cristã. Preciso ser fiel a DEUS tanto na igreja quanto fora dela, ou provavelmente esvaziarei meu testemunho diante dos ímpios. Quantos de nós já não ouvimos críticas sobre pessoas da igreja que nem mesmo parecem servir a DEUS? Mas também já ouvimos opiniões de pessoas que não conhecem JESUS, mas que tem contato com homens e mulheres cujos testemunhos irradiam uma comunhão imensa com nosso Senhor, por meio de sua vida e atitudes.
Tiago conclui seu pensamento no verso 17 informando que quem sabe fazer o bem e não faz, comete pecado. Para Tiago, a comissão é fruto direto da omissão em relação ao pecado. Esta não se realiza apenas quando agimos de forma errada, mas também quando deixamos de agir de acordo com o padrão que DEUS espera de nós. JESUS certa vez disse: “E o servo que soube a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites” (Lc 12.47). Esta parábola de JESUS fala sobre serviço e obediência, e JESUS utiliza a figura de um servo que teve à sua disposição os bens de seu senhor. Nessa história, o mordomo inicialmente é um homem fiel e prudente, que apesar da ausência de seu amo, faz aquilo que é certo. Mas JESUS apresenta a possibilidade de esse mesmo servo aproveitar a ausência de seu senhor para maltratar seus conservos, e aproveitar-se dos mantimentos que deveriam ser distribuídos a todos. Esse tipo de servo será duramente punido por sua atitude de covardia e de desperdícios.
Se atentarmos bem para essa história, podemos nos ver sendo enquadrados em qualquer uma das duas categorias desse mesmo servo. Podemos ser fiéis e prudentes, obedecendo a DEUS e respeitando nossos conservos, como podemos também nos aproveitar dos bens “depositados” em nossa conta e esquecer-nos de que um dia prestaremos contas ao Senhor pela forma com que usamos tais bens. Um mesmo servo, duas possibilidades de atitudes, com duas consequências distintas. Na prática, DEUS já nos deu o que precisamos para viver, e até mais do que o necessário, a fim de partilharmos com outros.
A mensagem final: Não sejamos arrogantes nem imaginemos que somos autossuficientes a ponto de não precisar depender de DEUS. E que os recursos que recebemos de DEUS nos lembrem de que um dia prestaremos contas a DEUS de nossa mordomia.
Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 131-134.
 
Tg 4.16ª Da Negligência à Oposição
Quão longe um homem pode ir em sua negligência a DEUS sem passar o ponto de estar em oposição direta? E acerca disso que Tiago trata aqui. Até aqui parece que Tiago tem censurado a negligência e o descuido em vez do pecado consciente. Notamos uma mudança de tom, e ele ressalta o perigo da auto-suficiência. Mas, agora (v. 16) significa: vocês precisam incluir DEUS em seus planos, mas os fatos mostram que vocês não o estão fazendo — e vocês estão, de certa forma, tendo um certo prazer na sua auto-suficiência. Phillips interpreta o significado desse versículo claramente: “Em vez disso, vocês estão mostrando um certo orgulho em planejar o seu futuro com tanta confiança.
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 187.
 
Tg 4.16 Somos dirigidos a evitar a vanglória, e a considerá-la não somente algo tolo, mas como uma coisa muita maligna. “Mas, agora, vos gloriais em vossas presunções; toda glória tal como esta é maligna” (v.16). Eles tinham esperanças de vida e prosperidade, e de grandes coisas no mundo, sem a devida consideração por DEUS; e aí se vangloriavam dessas coisas. Essa é a alegria das pessoas mundanas, se vangloriarem de todos os seus sucessos, e mais, às vezes até se vangloriarem dos seus projetos antes de saber que sucesso obterão. Como é comum que os homens se vangloriem de coisas que não possuem, a não ser do que brota da sua própria vaidade e presunção! Toda glória tal como esta, diz o apóstolo, é maligna; é tola e é nociva.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 846.
 
Tg 4:16 Entretanto, aqueles crentes estavam longe de planejar em espírito de oração, pois dizem: Vós vos jactais das vossas presunções. Ora, toda jactância tal como esta é maligna. A palavra-chave aqui é jactância, visto que indica uma atitude interna. O orgulho é a vindicação de quem se jacta em vão, de quem vindica uma habilidade que na verdade não possui. Trata-se de vindicação de controle e de posição na vida mencionada em 1 João 2:16, mas tal vindicação é falsa, porque o mundo em cujo contexto a jactância é proferida está desaparecendo.
Temos aí as vindicações presunçosas e o comportamento cheio de ostentação pelos quais os homens procuram impressionar-se uns aos outros e, com frequência, acabam iludindo-se uns aos outros”
Peter H. Davids. Comentário Bíblico Contemporâneo. Editora Vida. pag. 147.
 
2. A malignidade do orgulho das presunções (Tg 4.16b).
Tg 4.16b Quando os homens se vangloriam de coisas mundanas e de seus projetos ambiciosos, quando na verdade deveriam observar os humildes deveres expostos anteriormente (w. 8-10), isso é uma coisa muito maligna. É um grande pecado aos olhos de DEUS, vai conduzi-los a grandes frustrações, e vai comprovar a sua destruição no final. Se nos alegramos em DEUS porque nosso tempo está em suas mãos, que todos os eventos estão à sua disposição e que Ele é o nosso DEUS do concerto, essa alegria é boa; a sabedoria, o poder e a providência de DEUS estão então ocupados em fazer com que todas as coisas cooperem para o nosso bem. Mas, se nos alegramos na nossa própria confiança e nas nossas vanglorias presunçosas, isso é maligno. É um mal que precisa ser cautelosamente evitado por todos os homens sábios e bons.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 846.
 
Tg 4.16b «...maligna...» No grego é «poneros», que significa «errado», «prejudicial», por ser mal. (Comparar isso com Tg 2:4; Mat. 5:19; João 3:19; 7:7; I João 3:12; Col. 1:21 e Atos 25:18).
O presente versículo fala especificamente sobre o «orgulho da vida» (ver I João 2:16). Trata-se da confiança equivocada dos ímpios, em sua habilidade de levarem uma vida baseada na arrogância, sem sofrerem perturbação ou perda. Trata-se do indivíduo que pensa que não precisa da providência divina em sua vida. Ele é o seu próprio bem; ele adora a si mesmo.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 71.
 
Vós vos jactais em vossos planos de grandeza oca: “Você devia ver o negócio que estou prestes a fechar”, ou talvez umas palavras que ressoam mais modestas: “Pois é, amanhã irei a Roma. Meu agente estabeleceu uma loja finíssima perto do fórum. Já se diz que é a loja mais sofisticada da região”. E assim prossegue a jactância: menção de nomes de pessoas importantes, alusões a lugares e a pessoas de grande poder, vaidosa descrição de negócios que serão realizados, mas tudo isso resumindo-se em jactância vazia. porque só DEUS controla nossas vidas. Tiago declina essa atitude de modo severo: é maligna, porque rouba de DEUS o direito honroso que lhe cabe como Senhor soberano, e exalta o mero homem,
Peter H. Davids. Comentário Bíblico Contemporâneo. Editora Vida. pag. 147.
 
3. Faça o bem (v.17).
Tg 4.17 Este versículo resume todo o conteúdo dos capítulos 1 a 4 e todo o problema ético contido em toda a carta de Tiago. Ele pode estar dizendo aos comerciantes que eles sabem o que devem fazer — isto é, honrar a DEUS nas suas práticas comerciais. Se ignorarem isto, estarão pecando.
Em um sentido mais amplo, Tiago acrescenta estas palavras como uma admoestação para que todos os seus leitores façam o que ele escreveu: Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado. Eles foram avisados, de modo que não têm desculpa.
Nós temos a tendência de limitar os pecados a atos específicos - fazer algo errado. Mas Tiago nos diz que não fazer o que é certo também é pecado. (Estes dois tipos de pecado são, às vezes, chamados pecados de comissão e pecados de omissão.) Mentir é um pecado; conhecer a verdade e não dizê-la também pode ser um pecado. Falar mal de alguém é um pecado; evitar esta pessoa quando você sabe que ela precisa da sua amizade também é um pecado. Nós devemos estar dispostos a ajudar os outros conforme o ESPÍRITO SANTO nos orientar. Se DEUS ordenou que você realize uma boa ação, preste algum serviço a outras pessoas, ou restaure um relacionamento — faça isto. Você sentirá uma vitalidade renovada e revigorada na sua fé cristã.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 686-687.
 
Pecados de Omissão (4.17)
O versículo 17 pode ser entendido como uma exortação conclusiva do tema apresentado nos versículos 13-16. “Aqueles a quem as palavras foram dirigidas tinham, até certo ponto, falhado por meio da negligência; agora que essas coisas foram apresentadas de forma bastante clara, eles estão na posição de saber como agir; se, apesar de saberem agora como agir de forma correta, negligenciarem o curso apropriado, então isso é pecaminoso”.16 Mas essa verdade também é ressaltada em outras partes da Bíblia. Palavras semelhantes são apresentadas por JESUS: “E o servo que soube a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites” (Lc 12.47). Em um sentido real, o versículo 17 pode ser aplicado a diversos aspectos até aqui na epístola (cf. 1.22; 2.14; 3.1,13 e 4.11). Phillips apresenta uma excelente paráfrase desse versículo: “Sem dúvida, vocês concordam com a teoria acima. Bem, lembrem-se que se um homem sabe o que é certo e não o faz, essa omissão é considerada pecado real”.
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 187.
 
Tg 4.17 A recusa da obediência: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, é para ele pecado”: nesse contexto, portanto, ocorre a conhecida palavra do v. 17. Sem dúvida podemos lhe atribuir também um significado geral, de que comete pecado aquele que sabe o que seria bom em sua situação, mas não obstante deixa de realizá-lo. Contudo, de acordo com o contexto a palavra se refere à questão específica de que devemos estar prontos e dispostos para o plano, a vontade e a sinalização de DEUS. De modo geral e no caso concreto é “bom” aquilo que DEUS quer (“bom” não é o que a moral humana define como tal). – Além disso, faz parte de nos tornarmos obedientes à vontade, ao plano e à sinalização de DEUS que não nos deixemos monopolizar e prender tanto pelos nossos próprios planejamentos, inclusive no tocante à jornada diária, que não estejamos mais abertos e livres para as incumbências para as quais DEUS nos chama a cada instante. É correto distribuir com cuidado o tempo, mas é importante estar também disposto a se sujeitar a qualquer momento aos planos de DEUS e a receber novas incumbências. É necessário que sejamos flexíveis para DEUS. Talvez o sacerdote em Lc 10.31 não tenha chegado a ajudar o pobre porque seu tempo já estava preenchido com seu planejamento. Em todos os casos é essa a situação de um grande número de “sacerdotes” que hoje passa ao largo de um ser humano que DEUS deita diante dele. Em contraposição, com que disposição Filipe e Pedro se deixaram chamar por seu Senhor, para fora de seus esquemas e em direção de outras tarefas, inclusive quando diziam respeito a apenas poucas pessoas (At 8.26s; 10.20)!
EXCURSO: no presente contexto pode emergir para muitos a pergunta: “Como percebemos a condução de DEUS em nossa vida?”
Ela parece irrelevante para pessoas que acreditam ser capazes de realizar a trajetória de vida por conta própria, i. é, segundo planos pessoais e com sua própria força. Contudo, para quem sabe que somente andará no caminho certo e se posicionará na vida no lugar correto e nas tarefas certas quando se deixar guiar por DEUS, essa questão é extremamente importante. Mas quando tentamos ser obedientes, ela pode vir a ser muito difícil para nós: como, pois, reconhecemos a vontade de DEUS?
1 – Com muita frequência experimentamos sua vontade diretamente através da palavra dele, que nos ordena sermos verdadeiros, puros, conciliadores, não-egoístas e amorosos. “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti” (Mq 6.8).
2 – Às vezes acontece, porém, de nos depararmos com uma encruzilhada e ambos os caminhos diante de nós na realidade serem bons, p. ex., na questão da vocação que devemos seguir em nossa vida. Em que lugar, afinal, DEUS quer que estejamos? Em At 16.6s é relatado como Paulo buscava um novo campo de trabalho. Inicialmente pretendia dirigir-se para o sudoeste, à populosa província da Ásia em torno de Éfeso. Mas “o ESPÍRITO SANTO os impediu”. Então procurou um lugar para a ação missionária ao norte, na região da Bitínia, e provavelmente também na margem meridional do Mar Negro. “Mas o ESPÍRITO de JESUS não o permitiu”. Talvez Paulo tenha se inquietado no íntimo quando pensava em ir até lá (possivelmente não se limitou a pensar nisso), talvez tenha se angustiado na oração; não obteve confirmação interior de seu plano. Para a condução espiritual de DEUS é importante permanecer “em prontidão”, em constante contato de oração. É assim que dispomos do meio para a sinalização e orientação de DEUS. Também Paulo não recebeu “estoque de orientação para muitos anos”, mas apenas a ordem de não dar o passo projetado. Não devemos nos admirar quando não obtemos uma clareza maior no início. Diz Lutero, na retrospectiva de sua vida: “DEUS me conduziu como um matungo ofuscado.”
3 – No entanto, que faremos se apesar de todas as nossas indagações e súplicas não obtivermos resposta? Continuar no caminho em que estávamos (ou no único caminho que ainda resta aberto). Foi precisamente o que também Paulo observou outrora na Ásia Menor. E foi assim que o evangelho percorreu o importante caminho até a Europa. Muitas vezes somos impacientes demais (François Poncet: “Os alemães são as pessoas mais apressadas do mundo; isso já lhes custou caro.”) “Quando JESUS silencia na alma, também tu precisas ter calma” (von Zinzendorf).
4 – Contudo, em certos momentos temos de nos decidir, e que será então? Também Paulo finalmente teve de tomar uma decisão quando chegou ao mar em Trôade. É possível que tenha aguardado um sinal. E DEUS lhe deu esse sinal. O sinal que DEUS nos concede pode ser: uma palavra da Bíblia com a qual nos deparamos e que fala de maneira singular em nossa situação; uma porta nitidamente aberta (cf. 2Co 2.12) enquanto outras portas e possibilidades continuam fechadas para nós; o conselho de cristãos maduros, surgido da intercessão por nós; a circunstância de que simplesmente somos necessários para determinadas tarefas. O sinal isolado, porém, nunca é suficiente; necessário é que obtenhamos certeza no diálogo da oração (não podemos interpretar algo precipitadamente como sinal de DEUS, principalmente quando confirma nossos próprios desejos. “Quando contraria a natureza, então é que está no caminho certo” – G. Tersteegen). Importante é obedecer imediatamente, porque do contrário tudo facilmente se dissipa e se torna questionável o que a princípio ficou muito claro por parte de DEUS e seu ESPÍRITO (At 16.10 – “imediatamente”; At 8.27,30 – “ele correu”; Gn 22.3 – “cedo”).
5 – O que faremos, porém, quando não descobrimos nenhum sinal e quando até mesmo o conselho de outros cristãos é contraditório e pouco convincente? Entregar mais uma vez a vida inteiramente a DEUS, para que disponha dela: “Aqui estou, faz de mim o que te apraz!” Então lhe rogaremos: “Senhor, dirige tu os meus pensamentos e minhas ponderações, as sábias e as tolas, de modo que assim se destaque tua vontade boa, misericordiosa e salutar para mim e outros.” Por fim tomaremos a decisão com confiança, segundo nosso mais depurado conhecimento e nossa consciência, da melhor forma que pudermos decidir em nossa miopia humana. Quando isso acontece com autenticidade, constatamos muitas vezes, ao olhar para trás, que nossas decisões resultaram em mais acertos do que podíamos prever na época de nossa decisão. “Guia-me pelas veredas da justiça” (Sl 23.3).
Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
 
ELABORADO: Pb Alessandro Silva (http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/)  com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique.
 
Questionário da Lição 11- O Julgamento e a soberania pertencem a DEUS
Responda conforme a revista da CPAD do 3º Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos
Tema: FÉ E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Há só um ____________________________ e um Juiz, que pode __________________________ e destruir. Tu, porém, quem és, que __________________________ a outrem?" (Tg 4.12).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Não podemos estar na __________________________ de __________________________ contra as pessoas, pois somente DEUS é o _________________________ Juiz.
 
I. O PERIGO DE COLOCAR-SE COMO JUIZ (Tg 4.11,12)
3- Como é a ofensa gratuita no meio da Igreja?
(    ) Devemos evitar as ofensas e as agressões gratuitas, pois o "irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma torre forte; e as contendas são como fechaduras de um palácio".
(    ) Não há postura mais problemática em uma igreja local quanto a do "disse-me-disse".
(    ) Infelizmente, tal comportamento parece ser uma questão cultural.
(    ) Algumas pessoas parecem ter satisfação em destilar palavras que machucam.
(    ) O que ganham com isso? Um ambiente incendiado por insinuações maldosas, onde elas mesmas passam a maior parte das suas vidas sofrendo e levando outros a sofrerem.
(    ) Tiago inicia a segunda seção bíblica do capítulo quatro abordando o relacionamento interpessoal entre os crentes.
(    ) Devemos evitar as ofensas e as agressões gratuitas, pois o "irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio".
(    ) As ofensas só trazem angústias, tristezas e desgraças.
 
4- Como é o falar mal dos outros e ser juiz da lei (Tg 4.11)?
(    ) Nós, servos de CRISTO, fomos chamados para ser mestres, não juízes.
(    ) O pecado de falar mal do outro foi por Tiago tratado com clareza ainda no versículo 11.
(    ) Quem empresta os seus lábios para caluniar e emitir falso testemunho, além de estar pecando, coloca-se como o juiz do outro, mas não cumpridor da lei.
(    ) Nós, servos de CRISTO, fomos chamados para ser discípulos, não juízes.
(    ) Quem busca estabelecer condições para amar o próximo não pode ser discípulo de JESUS de Nazaré.
(    ) Já imaginou se hoje, DEUS, o nosso Pai, tratasse-nos numa posição de Juiz? Provavelmente estaríamos perdidos!
 
5- Como o autêntico Legislador e Juiz pode salvar e destruir (Tg 4.12)?
(    ) Portanto, antes de emitir uma palavra de julgamento contra uma pessoa, responda: "Tu, porém, quem és, que condenas a outrem?"
(    ) Com o objetivo de demonstrar o porquê de não podermos nos colocar como juízes dos outros, o texto bíblico recorda do quanto somos pecadores e declara que há apenas um Legislador (criador das leis) e Juiz (apto para julgar a todos).
(    ) Apenas o Criador tem o poder de salvar e destruir.
(    ) Portanto, antes de emitir uma palavra de julgamento contra uma pessoa, responda a esta questão: "Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?"
 
II. A BREVIDADE DA VIDA E A NECESSIDADE DO RECONHECIMENTO DA SOBERANIA DIVINA (Tg 4.13-15)
6- Por que não devemos ter planos meramente humanos (Tg 4.13)?
(    ) Nos acostumamos à rotina e tendemos a planejarmos o futuro consultando a DEUS, o autor da vida, pois tudo o que temos é fruto da sua bondade e misericórdia.
(    ) É comum algumas vezes falarmos "daqui tantos anos vou fazer isso", "em 2018 eu farei aquilo" etc.
(    ) É verdade que precisamos planejar a vida.
(    ) Entretanto, todo planejamento deve ser feito com a sabedoria do alto.
(    ) Isto é uma dádiva de DEUS.
(    ) Todavia, infelizmente nos acostumamos à mera rotina e tendemos a planejarmos o futuro sem ao menos nos lembrarmos de que DEUS, o autor da vida, tem de ser consultado, pois tudo o que temos é fruto da sua bondade e misericórdia.  
 
7- Como é a incerteza e a brevidade da vida (Tg 4.14)?
(    ) "A vida é um momento que aparece por um pouco e depois desaparece".
(    ) "A vida é um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece".
(    ) Eis uma séria advertência de Tiago para nós!
(    ) O ser humano muitas vezes se esquece da sua real condição.
(    ) Fazemos os planos para amanhã ou depois, mas ninguém tem a certeza do futuro que lhe espera.
(    ) A nossa vida é breve, passa como a fumaça.
(    ) Lembre-se de que a nossa existência terrena é passageira e que, por isso, devemos viver a vida segundo a vontade de DEUS, esperança nossa.  
 
8- Qual é o modo bíblico de abordar o futuro (Tg 4.15)?
(    ) Com consciência, buscaremos realizar a vontade de DEUS que é boa, tolerante e agradável.
(    ) Após compreendermos que a existência humana é finita e DEUS é o infinito Absoluto, o versículo 15 nos ensina a ter um estilo de vida diferente.
(    ) A consciência da nossa limitação, bem como da transitoriedade e a brevidade da vida, deve incidir sobre o nosso modo de viver ao mesmo tempo em que deve servir como ponto de partida para confiarmos ao Senhor todos os nossos planos.
(    ) Só com essa consciência, buscaremos realizar a vontade de DEUS que é boa, perfeita e agradável.
(    ) Portanto, agiremos assim: "Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou não".
(    ) Tal postura não é falta de fé, ao contrário, é fé na Palavra de DEUS.
 
III. OS PECADOS DA ARROGÂNCIA E DA  AUTOSSUFICIÊNCIA DO SER HUMANO (Tg 4.16,17)
9- Por que não devemos nos gloriar em nossas presunções (Tg 4.16a)?
(    ) Pensar que podemos controlar a nossa vida é de uma presunção orgulhosa que afronta o próprio DEUS.
(    ) Nós somos as criaturas e DEUS, o controlador de nossas ações.
(    ) Nós somos as criaturas e DEUS, o Criador.  
(    ) Infelizmente, muitos fazem os seus planos desprezando o Senhor como se fosse possível deixá-lo fora do curso da nossa vida.
(    ) Não sejamos presunçosos e arrogantes! Reconheçamos as nossas fragilidades, pois somos pó e cinza.
(    ) DEUS, o nosso Pai, é tudo em todos por CRISTO JESUS, o nosso Senhor.
 
10- Sobre a malignidade do orgulho das presunções (Tg 4.16b), complete:
A gravidade da ________________________ e da _________________________ humana pode ser comprovada na segunda parte do versículo dezesseis: "toda glória tal como esta é ________________________". O livro de __________________________ conta-nos a história do rei de Tiro. Ali, a malignidade, a arrogância e o orgulho humano levaram um poderoso rei a __________________________ tudo o que tinha. Ele era poderoso em __________________________ e entendimento, acumulando para si riquezas e __________________________. Mas seu coração tornou-se arrogante, enchendo o interior de _________________________, iniquidades, injustiças do comércio e _________________________ dos santuários (Ez 28.4,5,16,18). Em pouco tempo o seu fabuloso _________________________ desmoronou. Não há ser humano no mundo que resista às tentações da __________________________, do poder e do orgulho. Triste é o final de quem se entrega à malignidade do orgulho das __________________________ humanas.
 
11- Por que perseverarmos em fazer o bem (v.17)?
(    ) DEUS condena o pecado de submissão!
(    ) Fazer o bem é uma afirmação da Epístola de Tiago que lembra as suas primeiras recomendações de não sermos apenas ouvintes, mas praticantes da Palavra.
(    ) Ora, se nós ouvimos, entendemos, compreendemos e podemos fazer o que deve ser feito, mas não o fazemos, estamos em pecado.
(    ) DEUS condena o pecado de omissão!
(    ) Não sejamos omissos quanto àquilo que podemos e devemos fazer!
(    ) Como discípulos de CRISTO não podemos recuar.
(    ) Antes, temos de perseverar em perseguir o alvo que nos foi proposto até o fim.
 
CONCLUSÃO
12- Complete:
Vimos nesta lição as duras _________________________ de Tiago. Infelizmente, as transgressões descritas na epístola são quase que __________________________ na atualidade. Não são poucos os que _________________________, caluniam e falam mal do próximo. Comportam-se como os verdadeiros ________________________, ignorando que com a mesma medida com que __________________________ os outros, eles mesmos serão _________________________ (Mc 4.24). Vimos também que ainda que façamos os melhores planos para a nossa vida, devemos nos lembrar de que a vontade de DEUS é sempre o _________________________. Que aprendamos com Tiago a __________________________ ao outro e submetermo-nos à ________________________ do Pai.
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
Referências Bibliográficas
Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 15-16.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.gospelbook.net
www.portalebd.org.br/
http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/ - Pb Alessandro Silva

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