sexta-feira, 25 de julho de 2014

Lição 4 – Gerados Pela Palavra da Verdade 2 Parte

3. Perante DEUS, pobres e ricos são iguais.
A transitoriedade das riquezas
Por isso, o apóstolo Tiago, após mencionar que tanto o rico quanto o pobre cristãos podem se alegrar em meio às circunstâncias, destaca ainda, no caso do rico, que ele deve se lembrar de que as riquezas terrenas são passageiras: “...porque ele [o ser rico] passará como a flor da erva. Porque o sol se levanta com seu ardente calor, e a erva seca, e a sua flor cai, e desaparece a formosura do seu aspecto; assim também se murchará o rico em seus caminhos” (Tg 1.10b, 11). Logo, se as riquezas são passageiras, não devemos nos apegar a elas, não devemos supervalorizá-las.
O rico Salomão lembrava que como não podemos levar as riquezas conosco para a eternidade (Ec 5.15), não faz sentido apoiar-se em algo passageiro, fugaz. O rico Jó afirmou o mesmo. Diante da perda de seus bens e filhos, declarou ele: “Nu saí do ventre da minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21). Escrevendo aos crentes em Corinto, o apóstolo Paulo afirma que, tendo em vista a brevidade da vida aqui e, em perspectiva, a eternidade, deveríamos “tratar as coisas deste mundo como se não estivéssemos ocupados com elas, pois este mundo, como está agora, não vai durar muito” (1 Co 7.31, NTLH). Ou, como aparecem nas versões ARC e ARA desse mesmo versículo, devemos “usar” as coisas deste mundo em vez de “abusar” delas ou “utilizar do mundo, como se dele não usássemos”, porque “a aparência deste mundo passa”. Escrevendo a Timóteo, Paulo assevera ainda: “Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes” (l Tm 6.7,8). Nossa vida não se resume a bens. Estes são benesses agradáveis e importantes, mas não fazem parte da essência da vida.
Mas, além de apegar-se às riquezas significar a perda do sentido da vida e, consequentemente, caminha para a perdição eterna, a Bíblia também nos diz que, ainda aqui na Terra, essa atitude traz muitos males. O apóstolo Paulo ressalta que a supervalorização dos bens materiais e a cobiça levam o homem a “cair em tentação e em laço”; a “muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína; a “toda a espécie de males”; a se “desviarem da fé”; e a “muitas dores”; e que, por isso, aquele que teme a DEUS “foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão” (l Tm 6.9-11). E Salomão, o homem mais rico de todos os tempos, já alertava em seu tempo que o apego aos bens materiais provoca vícios e males tais como o desejo incontrolável de ganhar mais e mais (Ec 5.10), o gasto desenfreado (Ec 5.11), preocupações e noites mal dormidas (Ec 5.12) e a perda desnecessária de bens (Ec 5.13,14). Enfim, alguém pode ser muito rico, mas, sem JESUS, sem DEUS, ser infeliz.
Outro detalhe é que o tipo de sentimento que alimentamos em relação aos nossos bens determina o propósito das nossas ações, o nosso comportamento. Portanto, se alimentamos um sentimento correto em relação às riquezas, não seremos tão afetados emocionalmente e muito menos espiritualmente se as perdermos; mas, se cultivamos um sentimento errado em relação a elas, uma eventual perda levar-nos-á ao desmoronamento do nosso ser interior, pois nossa alma estava apoiada em areia movediça.
O sentido e a alegria de nossas vidas não devem estar fundamentados em bens materiais, mas na solidez e perfeição dos valores divinos.
Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 51-53.
 
Rm 8.14 Os judeus já se consideravam filhos de DEUS por causa da sua herança, mas Paulo explica que agora esse termo tem um novo significado. Os verdadeiros filhos de DEUS são aqueles que são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS como ficou provado no seu estilo de vida. Os crentes não têm apenas o ESPÍRITO (8.9), eles também são guiados por Ele.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 55.
 
Rm 8.14 O “...espírito de adoção...” é outro privilégio daqueles que estão em CRISTO JESUS (w. 14-16).
Todos os que são de CRISTO são assumidos na relação de filhos de DEUS (v. 14).
Observe:
(1) Sua característica: Eles são “...guiados pelo ESPÍRITO de DEUS”, como um estudante, que em sua aprendizagem é guiado por seu professor, como um viajante, que em sua viagem é orientado por seu guia, como um soldado, que em combate é dirigido por seu capitão; não são guiados como animais, mas como criaturas racionais, puxados com as cordas de um homem e os laços do amor. E característica indubitável de todos os verdadeiros crentes serem guiados pelo ESPÍRITO de DEUS. Tendo se submetido pela fé à sua orientação, em sua obediência eles seguem a sua orientação e são docilmente levados a toda verdade e à total submissão.
(2) Os privilégios que possuem: Eles “...são filhos de DEUS”, recebidos no número dos filhos de DEUS por adoção, reconhecidos e amados por Ele como seus filhos.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 353.
 
Rm 8.14 Paulo quer que os seus leitores entendam que esta mortificação dos impulsos do nosso corpo pelo ESPÍRITO não leva a uma recaída ao legalismo. Porque todos os que são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS, esses são filhos de DEUS. A mortificação não é a base, mas sim o resultado do nosso relacionamento com DEUS. A presença do ESPÍRITO nos nossos corações é o resultado de uma mudança nas nossas relações com DEUS, uma mudança na qual DEUS tomou a iniciativa. Ele enviou o seu Filho para que os seus filhos rebeldes pudessem se tornar seus filhos pela adoção. A mortificação, assim, nos mostra que DEUS restabeleceu as relações filiais. Ela nasce da presença renovada do ESPÍRITO SANTO dentro dos nossos corações. Consequentemente, não há lugar para o medo ansioso.
William M. Greathouse. Comentário Bíblico Beacon. Romanos. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 121.
 
Ef 2.19 - Os gentios não são mais estrangeiros nem forasteiros. Estas palavras descrevem pessoas que vivem em um país que não é o seu, sem qualquer dos direitos de cidadania daquele país. Os gentios eram “estrangeiros” em relação aos judeus, bem como a qualquer esperança (sem CRISTO) de um relacionamento com DEUS (2.12). Esta era a sua antiga posição. Por causa de CRISTO, entretanto, os gentios tornaram-se cidadãos, com todos aqueles que haviam sido chamados para serem os concidadãos dos Santos. Os judeus e os gentios que depositam a sua fé em JESUS CRISTO como seu Salvador tornam-se membros da família de DEUS.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 328.
 
Ef 2.19 - Neste ponto, o apóstolo volta a falar sobre o estado dos gentios e repete o linguajar do versículo 12. Por CRISTO, eles não são mais estrangeiros (xenoi) — “visitantes estrangeiros sem direitos na comunidade” — e forasteiros (paroikoi) — “residentes estrangeiros com direitos temporários e limitados”. A atual relação com DEUS na qualidade de redimidos do Senhor não é nem um pouquinho inferior aos judeus. Paulo se serve de três ilustrações para expressar a unidade extraordinária que prevalece na comunhão dos crentes judeus e gentios.
1. “Concidadãos dos Santos” (19a)
Nesta metáfora, retirada da vida citadina, o apóstolo garante aos gentios que “os seus nomes estão inscritos no mesmo rol cívico com todos a quem ‘o Senhor contará quando somar as pessoas”’. Antigamente, os judeus eram os santos, cidadãos da cidade de DEUS, e os gentios eram os estrangeiros. A situação não é mais esta. Os crentes gentios fazem parte do novo Israel (G1 6.16), que é formado por todos os cristãos. Eles compartilham todos os direitos e privilégios deste novo povo.
2. “Família de DEUS” (19b)
Esta segunda metáfora, retirada da vida familiar, sugere uma relação mais próxima. Agora, os gentios são “família de DEUS, membros plenos da sua família, na mesma base que os filhos naturais de Abraão, que entraram na família de DEUS pela ‘mesma fé preciosa’”. A relação com os judeus crentes só pode ser caracterizada por palavras como “parentes”, “irmãos” e “santos”. De forma milagrosa e graciosa, os gentios ficaram presos em amor pelos judeus crentes.
Willard H. Taylor. Comentário Bíblico Beacon. Efésios. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 142-143.
 
Em primeiro lugar Paulo fala sobre uma nação (2.19a). “Assim, não sois mais estrangeiros, nem imigrantes; pelo contrário, sois concidadãos dos santos.” Israel era a nação escolhida de DEUS, mas eles rejeitaram seu redentor e sofreram as consequências disso. O reino foi tirado deles e dado a outra nação (Mt 21.43). Essa outra nação é a igreja (I Pe 2.9). No Antigo Testamento, as nações foram formadas pelos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. No livro de Atos, vemos essas três famílias unidas em CRISTO. Em Atos 8, um descendente de Cam é salvo, o ministro da fazenda da Etiópia. Em Atos 9, um descendente de Sem é salvo no caminho de Damasco, Saulo de Tarso, o qual se tornou o apóstolo Paulo. Em Atos 10, um descendente de Jafé é salvo, Cornélio. O pecado dividiu a humanidade, mas CRISTO faz dela uma nova nação. Todos os crentes das diferentes nacionalidades formam a nação santa que é a igreja. Francis Foulkes diz que em relação ao povo da aliança de DEUS, os gentios eram xenoi e paraikos, “estrangeiros” e “imigrantes”, isto é, pessoas que, ainda que vivessem no mesmo país, tinham, contudo, os mais superficiais direitos de cidadania. Essa era a situação anterior, mas, de agora em diante, já não o é. Nas palavras do apóstolo, agora são “concidadãos dos santos”.
Em segundo lugar, Paulo fala sobre uma família (2.19b). “[...] e membros da família de DEUS.” Pela fé, entramos para a família de DEUS, e DEUS tornou-se nosso Pai. Essa família está no céu e também na terra (3.15). Os crentes vivos na terra e os crentes que dormem em CRISTO no céu; não importa a nacionalidade, somos todos irmãos, membros da mesma família. Não deve haver mais barreira racial, cultural, linguística nem econômica. Somos um em CRISTO. Temos o mesmo ESPÍRITO. Fomos salvos pelo mesmo sangue. Temos o mesmo Pai. Somos herdeiros da mesma herança. Moraremos juntos no mesmo lar.
LOPES, Hernandes Dias. EFESIOS Igreja, a noiva gloriosa de CRISTO. Editora Hagnos. pag. 67-68.
 
II - DEUS SÓ FAZ O BEM (Tg 1.16,17)
1. Não erreis (v.16).
Tg 1.16 O perigo por trás do aviso de Tiago para que não erremos é a tentação de crer que DEUS não se importa, ou que não nos ajudará, ou até mesmo que possa estar trabalhando contra nós. A imagem não é agradável. Se chegarmos a crer que estamos sozinhos, é porque fomos enganados ou erramos. Se perdermos a confiança em DEUS, significa que fomos enganados. Se ousarmos acusar a DEUS de ser o tentador, estaremos terrivelmente enganados.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 667.
 
Tg 1:16 Não vos enganeis, meus amados irmãos. Não vos enganeis a respeito do quê? Seria o parágrafo anterior encerrado por este versículo, e teria relação com alguma crença segundo a qual a pessoa poderia lançar a culpa sobre DEUS, ou abrigar a concupiscência, ou o pecado, sem que sobreviessem as más consequências? Ou será que esse versículo se refere ao engano sobre de onde vêm as provações (1:13)? Ou será que esse versículo é cabeçalho do parágrafo seguinte, referindo-se à falha em perceber que DEUS nos dá o bem e nos traz salvação? Estruturalmente, a terceira opção é a preferível, porquanto o termo que designa os destinatários da carta, meus amados irmãos normalmente introduz um novo parágrafo.
Todavia, aqui funciona como versículo-dobradiça: ser enganado quanto a um daqueles itens é o mesmo que ser enganado em todos, visto que o parágrafo seguinte é apenas a negação do parágrafo anterior. Se alguém lançar a culpa em DEUS quanto a uma tentação, essa pessoa está imergindo no pecado e negando a bondade de DEUS. Tiago acredita que seus leitores são crentes verdadeiros (irmãos), mas teme que se desviem da fé, o que fica implícito na exortação não vos enganeis; ele tem medo de que esses crentes possam cair no erro da dúvida quanto à bondade de DEUS, o que poderia ser fatal à fé.
Peter H. Davids. Comentário Bíblico Contemporâneo. Editora Vida. pag. 54.
 
Tg 1.16 Em síntese cumpre dizer: não podemos empurrar a culpa para DEUS e, dessa forma, justificar a nós mesmos: “Não vos enganeis, meus amados irmãos”, declara Tiago. Isso quer dizer: não tirem conclusões falsas por meio de uma lógica aparente (consciente ou inconsciente). O ser humano que tenta se afirmar contra DEUS empenha de múltiplas maneiras sua capacidade mental para justificar essa atitude errada.
Fritz Grünzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
 
Tg 1.16. Este versículo atua como uma transição entre os versículos 12-15 e 17-18. Atribuir a DEUS o intento maligno de tentar as pessoas é um assunto sério. Tiago quer ter certeza de que seus leitores não se “enganarão” nesta questão. Longe de atrair para o pecado, DEUS é a fonte de todas as boas dádivas (v. 17), dentre as quais a maior é o novo nascimento (v. 18).
Simom J. Kistemaker. Comentário do Novo Testamento Tiago e Epistola de João. Editora Cultura Cristã. pag. 74.
 
2. Todo dom e boa dádiva vêm de DEUS.
DEUS: a fonte de todo bem verdadeiro
Por falar em bens, no versículo 17 do capítulo primeiro, o apóstolo Tiago afirma que a origem de todo bem está em DEUS. Ele declara expressamente que o Pai celestial é a fonte de todo bem verdadeiro: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (v. 17). E mais: ao se referir a DEUS como o “Pai das luzes”, Tiago está enfatizando que nEle não há dúvida de que muitas das crises espirituais que muitos cristãos têm vivenciado nos dias de hoje está relacionada à sua má compreensão de DEUS.
Como pai das luzes”, Tiago está enfatizando que nEle não há trevas, isto é, não há fingimento, falsidade, maldade, mentira, erro, imperfeição. E Ele não muda: nEle, “não há mudança, nem sombra de variação”. Como o próprio DEUS afirma através da instrumentalidade do profeta Malaquias: “Eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3.6). Ou seja, DEUS é e continuará sendo a Fonte de todo bem.
O versículo anterior, o 16, é o que faz a ligação entre o assunto dos versículos 12 a 15 e o assunto dos versículos 17 e 18. Nele, Tiago diz: “Não vos enganeis, amados irmãos”. Mas, não vos enganeis em relação a que, especificamente? Nos versículos de 12 a 15, o apóstolo fala sobre a tentação e explica que DEUS não tenta a ninguém (v. 13). Portanto, a preocupação de Tiago nessa passagem, ao esclarecer o que DEUS não faz (v. 13) e enfatizar o que Ele é (v. 17), é que os seus leitores tenham uma compreensão clara de DEUS. O seu Senhor não é um tentador, não é alguém que quer o seu mal; Ele é o Pai das luzes, a Fonte de todo bem.
Não há dúvida de que muitas das crises espirituais que muitos cristãos têm vivenciado nos dias de hoje está relacionada à sua má compreensão de DEUS. Em meu livro Como vencer a frustração espiritual (CPAD), escrevi a respeito disso:
“Não tenho a menor dúvida de que muitas frustrações e neuroses espirituais que vemos hoje, bem como um nível raso de vida cristã, são, na maioria esmagadora das vezes, fruto de uma visão distorcida acerca de DEUS. O pastor Aiden Wilson Tozer talvez tenha sido o primeiro a denunciar enfaticamente esse sintoma negativo de nossos dias — a perda do conceito bíblico de DEUS. Em 1961, ele escreveu: ‘O baixo conceito de DEUS mantido quase universalmente entre os cristãos é a causa de uma centena de males menores em toda parte. Uma filosofia de vida cristã inteiramente nova resultou desse único erro básico em nosso pensamento religioso’. Na época, Tozer ainda arremataria uma frase que se tornaria célebre: ‘O que nos vem à mente quando pensamos em DEUS é a coisa mais importante a nosso respeito’ {Mais perto de DEUS, A.W.Tozer, Mundo Cristão, 1993)”.
 
 “Muita gente que pensa estar se aproximando de DEUS está, na verdade, se relacionando com uma imagem que criou dEle, uma mera sugestão mental, em vez de o DEUS da Bíblia. Sua relação não é com o DEUS vivo e verdadeiro, mas com uma caricatura do divino, uma fantasia construída pela sua própria imaginação, uma concepção equivocada de quem é DEUS. Essa concepção pode ter advindo absolutamente de sua própria cabeça (“achismo”) ou ter sido importada de algum discurso bonito, atraente, mas despido de respaldo bíblico (o que acontece na maioria dos casos). Afinal, há muita falsa teologia popularizada por aí”.
“Infelizmente, não é difícil encontrar pessoas [...] que um dia aceitaram JESUS e suas vidas foram transformadas, mas estacionaram por aí. Porque não se aprofundaram no conhecimento acerca do seu Senhor, se tornaram presas fáceis, aceitando caricaturas de DEUS como se fossem versões verdadeiras dEle, e hoje vivem espiritualmente frustradas e doentes. Houve um encontro seguido de desencontro e, agora, é preciso um reencontro. O reencontro com o verdadeiro DEUS, que as salvou. E esse reencontro só pode ocorrer através da Palavra de DEUS”.
“Só o conhecimento verdadeiro de DEUS tem o poder de curar todas as feridas de nossa alma. Só a verdade pode libertar (Jo 8.32). [...] O principal objetivo da nossa existência é conhecer a DEUS”.
Sigamos o conselho do profeta Oseias: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor (...) e ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra” (Os 6.3).
 
A mais importante de todas as dádivas divinas
No versículo 18, o apóstolo Tiago destaca a mais importante de todas as dádivas divinas: a regeneração pela Palavra da Verdade, a Salvação em CRISTO, a transformação pela qual passamos pelo poder do evangelho de CRISTO: “Segundo a sua vontade, Ele nos gerou pela Palavra da Verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas”.
O apóstolo Pedro também menciona essa regeneração pela Palavra em sua primeira epístola: “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de DEUS, viva e que permanece para sempre” (1 Pe 1.23). Segundo define o próprio apóstolo Pedro, regeneração é uma operação divina, com base na ressurreição de JESUS (1 Pe 1.3), de nos tornar novas criaturas pelo poder da Palavra de DEUS (1 Pe 1.23). Essa ação é operada em nós pelo ESPÍRITO SANTO (Jo 3.5; Tt 3.5). É Ele quem aplica o poder do Evangelho, o poder regenerador da Palavra da Verdade, em nossas vidas.
Tiago enfatiza que a regeneração não pode ser operada pelo homem: ela é “segundo a sua vontade”, ou seja, segundo a vontade de DEUS. É uma ação exclusivamente divina, como o apóstolo João também destaca na abertura do seu Evangelho (Jo 1.13).
Outro detalhe importante é que o meio-irmão do Senhor ainda declara que DEUS nos gerou pela Palavra da Verdade “para que fôssemos como primícias das suas criaturas”. Ao usar o termo “primícias”, o apóstolo está tomando como analogia do propósito da obra regeneradora de DEUS em nossas vidas as primícias do Antigo Testamento, que nada mais eram do que a colheita dos primeiros frutos, que eram os melhores (Lv 23.10,11; Ex 23.19; Dt 18.4). Isso significa que, ao chamar os cristãos de “primícias das suas criaturas”, Tiago estava querendo dizer que o Evangelho de CRISTO não apenas nos transformou, mas também nos deu, devido a essa transformação, o privilégio de “ocuparmos o primeiro lugar entre todas as suas criaturas”.4 Esta é uma honra extraordinária!
Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 53-56.
 
Tiago 1:16-18 - Mais uma vez Tiago sublinha a grande verdade de que cada dom que DEUS nos concede é bom. O versículo 17 bem pode traduzir-se assim: "Toda dádiva é boa". Quer dizer: não há coisa alguma que venha de DEUS que não seja boa. No grego há aqui um estranho fenômeno. A frase que traduzimos "toda boa dádiva e todo dom perfeito" é, em realidade, um perfeito verso hexâmetro. De maneira que ou Tiago tinha um ouvido rítmico capaz de captar uma delicada cadência, ou estava citando aqui alguma obra que nós não conhecemos.
O que Tiago está destacando nesta passagem é a imutabilidade de DEUS. E para fazê-lo emprega dois termos astronômicos. A palavra que foi traduzida como mudança é parallage; e a expressão sombra de variação no original é trope. Ambas as palavras têm que ver com a variação que mostram os corpos celestes, as diferenças na duração do dia e da noite, as aparentes variações no curso do Sol, as fases crescentes e minguantes da Lua, os distintos graus de luminosidade tanto nas estrelas como nos planetas, etc. Variedade e mudança são características de todas as coisas criadas. DEUS é o criador dos luzeiros celestiais: o Sol, a Lua, as estrelas. Uma oração judia matutina diz: "Bendito DEUS, o Senhor, que formou as luzes." As luzes mudam e variam, mas Aquele que as criou nunca muda. Tudo o que vem dEle não pode ser outra coisa senão que seja bom.
Além disso, o propósito divino é completamente benigno. A palavra de verdade é o evangelho; e DEUS, ao enviar este evangelho, tem o propósito de que o homem nasça a uma nova vida. Quando o evangelho penetra na vida é como se a vida começasse de novo. As sombras terminam e chegou a fidedigna palavra de verdade.
E este renascer é um renascer na família e na possessão de DEUS. No mundo antigo a lei era que todos os primeiros frutos fossem consagrados a DEUS. Tomavam-se as primícias e as ofereciam em sacrifício de gratidão a DEUS, porque pertenciam Ele. De modo que quando renascemos pela palavra verdadeira do evangelho, tornamo-nos propriedade de DEUS, assim como o eram os primeiros frutos da colheita.
Desta maneira Tiago insiste em que as dádivas de DEUS longe de jamais tentar o homem, são invariavelmente boas. Em meio a todas as mudanças de um mundo cambiante, elas nunca variam. O objeto supremo de DEUS é recriar a vida mediante a verdade do evangelho, para que assim os homens saibam que lhe pertencem por direito.
BARCLAY. William. Comentário Bíblico. TIAGO. pag. 64-65.
 
A bondade de DEUS (Tg 1:17)
Tiago apresenta quatro fatos sobre a bondade de DEUS.
DEUS nos dá apenas boas dádivas. Tudo o que há de bom no mundo vem de DEUS.
Se vem de DEUS, é necessariamente bom, mesmo que não vejamos de imediato qualquer bondade nessa dádiva. O espinho na carne de Paulo lhe foi dado por DEUS e lhe pareceu uma dádiva estranha, mas que se tornou uma grande bênção para ele (2 Co 12:1-10).
O modo de DEUS dar é bom. Podemos traduzir a segunda oração por "e todo ato de dar". É possível dar algo sem amor. O presente pode perder seu valor de acordo com a maneira de ser dado. Mas, quando DEUS nos dá uma bênção, ele o faz de modo amoroso e cheio de graça. Tanto aquilo que concede quanto o modo de concedê-lo são bons.
Ele nos dá constantemente. O verbo descendo está no gerúndio e indica algo "descendo continuamente". As dádivas de DEUS não são ocasionais; ele as concede constantemente. Ele as envia mesmo quando não as vemos. Como sabemos disso? É o que ele nos diz, e cremos em sua Palavra.
DEUS não muda. Para o Pai das luzes, não há sombras. É impossível DEUS mudar. Não pode mudar para pior porque é santo; não pode mudar para melhor porque já é perfeito.
A luz do Sol varia à medida que a Terra muda de posição, mas o Sol, em si, continua brilhando. Se há sombras entre nós e o Pai, não são causadas por ele. Ele é o DEUS imutável.
Isso significa que não devemos jamais questionar seu amor nem duvidar de sua bondade, quando vêm as dificuldades ou surgem as tentações.
Se Davi se houvesse lembrado da bondade do Senhor, não teria tomado Bate-Seba para si nem cometido pecados horríveis. Pelo menos foi isso o que o profeta Natã disse ao rei: "Assim diz o Senhor, DEUS de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel e eu te livrei das mãos de Saul; dei-te a casa de teu Senhor e as mulheres de teu Senhor em teus braços e também te dei a casa de Israel e de Judá; e, se isto fora pouco, eu teria acrescentado tais e tais coisas" (2 Sm 12:7, 8). Convém observar a repetição do verbo dar nessa declaração curta. DEUS havia sido bom para com Davi e, no entanto, Davi havia se esquecido da bondade de DEUS e mordido a isca.
A primeira barreira contra a tentação é negativa: o julgamento de DEUS. A segunda barreira é positiva: a bondade de DEUS. O temor a DEUS é uma atitude saudável, mas deve ser contrabalançado com o amor a DEUS. Podemos obedecer por causa da possibilidade de nos disciplinar ou podemos obedecer porque ele já foi tão generoso conosco que o amamos por isso.
Foi essa atitude positiva que ajudou a impedir que José pecasse ao ser tentado pela esposa de seu senhor (Gn 39:7ss). "Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra DEUS?" (Gn 39:8, 9). José sabia que todas essas bênçãos tinham vindo de DEUS. Foi a bondade de DEUS, demonstrada pelas mãos do patrão de José que refrearam José em seu momento de tentação.
As dádivas de DEUS são sempre melhores que as barganhas de Satanás. O inimigo nunca dá coisa alguma; sempre pagamos caro por aquilo que recebemos dele. "A bênção do Senhor enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto" (Pv 10:22). Acã esqueceu-se da advertência e da bondade de DEUS, viu a riqueza proibida, cobiçou-a e tomou-a para si. Tornou-se um homem rico, mas a tristeza que sucedeu transformou sua riqueza em miséria (Js 7).
Quando vierem as tentações, devemos meditar sobre a bondade de DEUS em nossa vida. Se cremos estar necessitando algo, precisamos esperar pela providência do Senhor.
Não devemos jamais brincar com as iscas do inimigo. Devemos usar a tentação para aprender a ter paciência. Em duas ocasiões, Davi foi tentado a matar o rei Saul e adiantar a própria coroação, mas resistiu à tentação e esperou o tempo de DEUS.
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. II. Editora Central Gospel. pag. 443-444.
 
3. A origem de tudo o que é bom está no Pai das Luzes.
Lc 11.11-13 JESUS explicou que os seus seguidores podem confiar que DEUS atenderá as suas orações. Se nem os seres humanos que são maus pensam em dar a uma criança uma serpente em lugar de um peixe, ou um escorpião em lugar de um ovo, então quanto mais um DEUS santo irá reconhecer e atender os pedidos dos cristãos? Com estas palavras, JESUS revelou o coração de DEUS Pai. DEUS não é egoísta, invejoso ou mesquinho; seus seguidores não precisam implorar nem humilhar-se quando vêm com seus pedidos. Ele é um Pai amoroso que entende, cuida, conforta e voluntariamente dará o ESPÍRITO SANTO àqueles que lho pedirem. Como o ESPÍRITO SANTO é a maior dádiva de DEUS e Ele não se recusará a dá-la a quem a pedir, os crentes também podem contar com a provisão de DEUS para todas as suas necessidades menores. Como o Pai celestial é perfeito trata bem os seus filhos! O presente mais importante que Ele poderia dar é o ESPÍRITO SANTO (At 2.1-4), que Ele prometeu dar a todos os crentes depois da sua morte, ressurreição, e volta para o céu (Jo 15.26).
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 1. pag. 399.
 
Uma aplicação disto às bênçãos do nosso Pai celestial (v. 13): “Se vós, sendo maus, dão, e sabem como dar, boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o ESPÍRITO”. Ele dará coisas boas. Assim está em Mateus. Observe:
(1) A instrução que o Senhor nos dá quanto ao que devemos pedir em oração. Devemos pedir o ESPÍRITO SANTO, não só o necessário para que oremos bem, mas como inclusivo em todas as coisas boas pelas quais devemos orar; não precisamos mais tentar ser felizes por meio de nossos próprios esforços, porque o ESPÍRITO é aquele que opera em nossa vida espiritual, e Ele é o penhor da vida eterna. Note que o dom do ESPÍRITO SANTO é um dom pelo qual cada um de nós deve orar sincera e constantemente.
(2) O encorajamento que Ele nos dá para esperarmos ser atendidos nesta oração: Dará o Pai celestial. É no seu poder que é dado o ESPÍRITO; Ele tem todas as coisas boas para conceder, envoltas nesta concessão do ESPÍRITO. Mas isto não é tudo; esta é a sua promessa, o dom do ESPÍRITO SANTO faz parte da aliança, Atos 2.33,38, e está aqui inferido na presteza dos pais em suprir as necessidades de seus filhos, e em satisfazer os seus desejos, quando eles são naturais e próprios. Se um filho pedir uma serpente, ou um escorpião, o pai, por bondade, lhe negará. Mas não acontecerá o mesmo se ele pedir o que for necessário; aí sim, lhe será concedido. Quando os filhos de DEUS pedem o ESPÍRITO, eles na verdade pedem pão; porque o ESPÍRITO é o sustentáculo da vida; Ele é o Autor da vida da alma. Se nossos pais terrenos, embora maus, são tão bons para nós, se eles, embora fracos, são tão inteligentes, que não só dão, mas dão com discrição, dão o que é melhor, da melhor maneira e no melhor tempo, muito mais o nosso Pai celestial, que excede infinitamente os pais da nossa carne tanto em sabedoria quanto em bondade, nos dá seu ESPÍRITO SANTO. Se os pais terrenos desejam investir na educação de seus filhos, a quem eles planejam deixar seus bens, muito mais nosso Pai celestial dará o ESPÍRITO SANTO a seus filhos, a todos aqueles a quem Ele predestinou para a herança de filhos.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 610-611.
 
Lc 11.11-13 JESUS fundamenta com acontecimentos práticos do dia-a-dia o fato básico de que a pessoa que pede recebe, a que procura acha, e à que bate a porta será aberta; em outras palavras, quem ora com seriedade tem suas orações atendidas.
Se aqui na terra o pedido dos filhos já exerce grande poder sobre os pais, a oração dos filhos de DEUS move o coração do Pai no céu com muito mais intensidade. Nenhum pai terreno dá ao filho uma serpente em lugar do peixe e um escorpião em lugar do ovo (as palavras “quando o filho pede ao pai um pão este lhe dá uma pedra” faltam nos manuscritos mais antigos - aparecem somente nos manuscritos da Koiné). O verdadeiro pai não dá ao filho nada que não seja comestível, nada nocivo ou até mesmo assustador.
Um ser humano, que talvez pode ser duro e severo contra um semelhante, não renegará seu filho, sua carne e seu sangue. Infinitamente menor é a possibilidade de DEUS renegar seus filhos. Sua bondade ultrapassa qualquer capacidade e compreensão humanas. Se os humanos, que por natureza são maus, concedem boas dádivas a seus filhos quando estes lhes pedem, o Pai no céu fará isso de modo muito mais radical.
Consequentemente, o desfecho dessa seção acerca da instrução para a oração certa leva de volta ao ponto de partida, ao título “Pai”, dado a DEUS e que pressupõe a relação filial. À primeira vista, os dois mantimentos citados por JESUS parecem escolhidos ao acaso. No entanto, Bovet observa que peixes assados e ovos cozidos constituem justamente os ingredientes comuns do almoço de um viajante no oriente. Mateus não menciona o “ovo”, mas Lucas com certeza não o acrescentou por conta própria. Saltam aos olhos as correlações exteriores entre peixe e serpente, ovo e escorpião. Tudo nos discursos instrutivos de JESUS é tangível, certeiro, perfeito até nos mínimos detalhes.
No entanto, ainda que frequentemente pareça que DEUS não ouve nossas orações, apesar disso devemos persistir fielmente na oração. O Pai no céu, que é bom, nem sempre cumpre o que desejamos, porém sempre cumpre aquilo que resulta em nosso bem maior, como peixe e ovo.
Pelo fato de JESUS dirigir essas palavras sobre a oração a seus discípulos, não somente seus adversários, mas todos os seres humanos são chamados de “maus”. Somos maus desde a juventude (cf. Jó 15.14-16; Mt 19.27), ao contrário de DEUS, o único que é bom. Ele, o DEUS exclusivamente bom, concede o ESPÍRITO SANTO a quem pede, não como escreve Mateus: “DEUS concede boas dádivas”. O ESPÍRITO SANTO é a dádiva suprema. Não é dito “o Pai no céu”, mas que “o Pai a partir do céu” concede. O céu é o ponto de origem ou a pátria do ESPÍRITO SANTO. É significativo que, em sua exortação para orar com verdadeira seriedade e persistência, o Senhor por fim cite somente o “ESPÍRITO SANTO” como objeto da oração.
Mas, ao sintetizar tudo no fim dessa instrução na oração pelo ESPÍRITO SANTO, o Senhor ao mesmo tempo dá a entender para quais orações podemos esperar atendimento incondicional e quais só podem ser atendidas de forma condicional. A oração por dons espirituais sempre é atendida, o desejo por determinadas bênçãos temporais somente se de fato for um peixe, e não uma serpente (serpentes e escorpiões são os símbolos mais precípuos do deserto e da aridez, que ferem e não curam nem beneficiam!).
Fritz Rienecker. Comentário Esperança Evangelho de Lucas. Editora Evangélica Esperança.
 
III - PRIMÍCIAS DE DEUS ENTRE AS CRIATURAS (Tg 1.18)
1. Algo que somente DEUS faz.
Is 1.18 - Vinde então, e argüi-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.. Este é um dos mais citados versículos de Isaías, o clamor apaixonado de reforma no qual Yahweh deixou de lado, por um minuto, Suas terríveis ameaças e convidou homens humildes a raciocinar com Ele. A ideia do versículo é a correção através de um discussão arrazoada na qual a verdadeira natureza das coisas é exposta, e o desejo pela mudança é instilado.
Elementos do Versículo:
1. A condescendência divina. DEUS, embora poderoso para julgar, prefere elevar os homens de seus pecados e abençoar, em vez de julgar.
2. O raciocínio substitui as ameaças.
3. Os pecados são vis, profundos e malignos, o que é indicado pela palavra escarlate, uma tintura de cor vermelha usada para tingir tecidos. A cor vermelha subentende pecados de sangue (pecados verdadeiramente terríveis, vs. 15). E a ideia de tintura implica algo penetrante na própria alma dos homens iníquos, algo que não é fácil de sair.
"... carmesim escuro, cor da mancha de sangue" (Ellicott, in loc).
4. A neve, ocasionalmente, é verdadeiramente branca, sendo composta de cristais de água, pura e incontaminada. Os cristais de neve substituem o tecido tinto de vermelho. Está em foco uma reforma total, uma purificação completa, uma mudança radical.
5. O tecido que fora tingido de vermelho tomar-se-ia branco como a lã, que prove uma nova veste, de cor inteiramente diferente.
6. O pecado tinha de ser reconhecido e abandonado. Sem isso, não haveria mudança permanente. Sem essa mudança não haveria redenção das ameaças de destruição.
7. O sangue do Cordeiro pode tingir de branco, um paradoxo divino (ver Apo. 3.4,5; 7.14).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2791.
 
Is 1.18 Uma demonstração, no tribunal da razão, da equidade das atitudes de DEUS para com eles: “Vinde, então, e argui-me” (v. 18). Enquanto suas mãos estiverem cheias de sangue, Eu não terei nada que ver com vocês, ainda que vocês me tragam uma enorme quantidade de sacrifícios; mas se vocês se lavarem e se purificarem, serão bem-vindos para se aproximarem de mim; venham agora, e vamos conversar sobre o assunto.
Observe que aqueles, e somente aqueles, que rompem a sua lealdade ao pecado, serão bem-vindos ao concerto e à comunhão com DEUS. Aquele que antes lhes proibia o acesso aos Seus átrios, agora diz, “Vinde”. Veja Tiago 4.8. Ou melhor, havia aqueles, entre eles, que se consideravam como afrontados pelo desprezo que DEUS dedicava à quantidade de seus sacrifícios, como em Isaías 58.3: “Por que jejuamos nós (dizem eles), e tu não atentas para isso?” Eles descreviam a DEUS como um Mestre duro, a quem era impossível agradar. Venham, diz DEUS, vamos discutir o assunto, e Eu não duvido que veremos que os meus caminhos são direitos, e os de vocês são torcidos (Ez 18.25). Observe que a genuína religião de DEUS tem a razão do seu lado. Existem todas as razões do mundo pelas quais nós devemos fazer aquilo que DEUS deseja que façamos. O DEUS do céu condescendeu em examinar o caso com aqueles que o contradiziam e encontravam problemas nas Suas atitudes; pois Ele será justificado quando falar (SI 51.4). O caso precisa somente ser declarado (como o é aqui, de maneira muito justa) e se decidirá por si mesmo. Aqui DEUS mostra em que termos eles estavam (como faz em Ezequiel 18.21-24; 33.18,19) e então deixa que eles julguem se esses termos são justos e razoáveis.
1. Eles não podiam, com razão, esperar nada menos do que, caso se arrependessem e se modificassem, serem restaurados à benevolência de DEUS, apesar das suas provocações anteriores. Isso vocês podem esperar, diz DEUS, e é muito bondoso; quem poderia ter a coragem de desejar isso em quaisquer outros termos?
(1) E muito pouco o que é exigido - somente que estejam dispostos e que sejam obedientes, que consintam em obedecer (assim alguns interpretam), que submetam as suas vontades à vontade de DEUS, aquiescendo nisso, e entregando-se, em todas as coisas, para serem governados por Aquele que é infinitamente sábio e bom. Aqui não há penalidade imposta pela sua teimosia anterior, nem o jugo é tornado mais pesado, nem apertado mais fortemente aos seus pescoços. Somente lhes é dito: Se até então vocês foram perversos e obstinados, e não desejaram estar de acordo com o que era para o seu próprio bem, sejam tratáveis, sejam governáveis a partir de agora. Ele não diz: Se vocês forem completamente obedientes, mas se estiverem dispostos a sê-lo; pois, se houver um espírito disposto, será aceito.
(2) Que aquilo que é prometido é muito grande.
[1] Que todos os seus pecados lhes seriam perdoados, e não seriam mencionados contra eles. Embora sejam tão vermelhos como a escarlata e o carmesim, embora vocês estejam sob a culpa do sangue, ainda assim, com o seu arrependimento, mesmo isso lhes será perdoado, e vocês parecerão, aos olhos de DEUS, tão brancos como a neve. Observe que os maiores pecadores, se verdadeiramente se arrependerem, terão seus pecados perdoados, e assim terão suas consciências pacificadas e purificadas. Embora os nossos pecados tenham sido como a escarlata e o carmesim, como uma tintura profunda, uma tintura dupla, primeiro na lã da corrupção inicial e depois nos muitos fios da transgressão atual - embora tenhamos sido mergulhados frequentemente, por nossos muitos retrocessos, no pecado, e embora tenhamos estado por muito tempo mergulhados nele, assim como o tecido na tinta vermelha - ainda assim a misericórdia que perdoa irá limpar a mancha completamente, e, sendo por ela purificados com hissopo, ficaremos puros (SI 51.7). Se nos purificarmos pelo arrependimento e pela conversão pessoal (v. 16), DEUS nos tornará brancos, por meio de uma completa remissão.
[2] Que eles teriam toda a felicidade e todo o consolo que poderiam desejar. Sejam apenas dispostos e obedientes, e comerão os frutos desta terra, a terra da promessa; vocês terão todas as bênçãos do novo concerto, da Canaã celestial, todo o bem da terra. Aqueles que perseveram no pecado, ainda que possam habitar em uma boa terra, não podem, com algum conforto, comer do bem dela. A culpa deixa tudo amargo; mas, se o pecado for perdoado, os confortos das criaturas se tornam confortos realmente.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 8.
 
Is 1.18 Agora o SENHOR resume as suas palavras que começaram no versículo 10. “Vinde, então, e argui-me” é um termo legal que faz parte da cena de um tribunal. Ele pode significar o seguinte: “Vamos cessar os argumentos; vamos fazer algo a respeito disto”. DEUS está tomando a iniciativa. Os pecados deles são realmente “como a escarlata” — o tipo de tom mais profundo do vermelho — numa referência que apontava de volta para as mãos sangrentas do versículo 15. Ê pressuposto que se eles admitirem isto, ou confessarem, eles ficarão tão brancos quanto o branco mais claro, mais alvos do que a neve ou a lã, um branco que é branco por sua natureza, indicando que a própria natureza deles seria mudada pela graça de DEUS. Esta exortação continua nos versículos seguintes.
HORTON. Staleym. M. Serie Comentário Bíblico Isaias. Editora CPAD. pag. 61.
 
Jo 14.23 Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.

Com efeito, a resposta de JESUS reafirmou a Judas e aos discípulos que nem Ele nem o Pai os abandonariam. A princípio, deve ter parecido aos discípulos que eles não possuíam qualquer vantagem sobre todas as demais pessoas - JESUS morreria e os deixaria. Ao responder a pergunta de Pedro no capítulo anterior, JESUS havia explicado que, como em oposição aos líderes judeus que foram informados que não poderiam ir aonde JESUS estava indo, os discípulos seriam capazes de estar com JESUS, mas isto ocorreria mais tarde (veja 7.32-34; 13.36). Aqui JESUS ofereceu o maior de todos os confortos - para estes discípulos, não haveria realmente qualquer separação dele. Pelo fato de JESUS voltar para o Pai, o ESPÍRITO SANTO se tornaria disponível, permitindo a cada crente um acesso constante ao Pai e ao Filho. Uma bênção está reservada para aqueles que amam JESUS: o Filho e o Pai vêm a ele, e fazem nele morada.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 1. pag. 573.
 
Jo 14.23 A última declaração de JESUS provocou Judas que perguntou: Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós e não ao mundo? (22) Em resposta, JESUS reiterou o que acabara de dizer. O amor não pode ser separado da obediência. Se alguém me ama, guardará a minha palavra (23). E neste relacionamento ativo que ocorre a manifestação do Filho. “O poder de receber uma Revelação divina depende da obediência ativa, que se baseia no amor pessoal”. Judas tinha evidentemente esperado que JESUS fosse de alguma maneira manifestar-se abertamente, para que todos os homens pudessem vê-lo. Mas a resposta é que “todo o poder da divindade está presente na vida e no testemunho do crente” — e viremos para ele e faremos nele morada (23; cf. 17.21). A manifestação do ESPÍRITO ocorre através daqueles que nele crêem, que o amam e lhe obedecem. A oração e viremos, por causa do pronome nós, “sugere necessariamente a reivindicação da divindade por parte de CRISTO”. A frase faremos nele morada precisa ser entendida à luz de 14.2, pois a mesma palavra grega (mone) é usada em ambos os versículos — ali moradas, aqui morada. Hoskyns comenta: “O santuário e lar de DEUS, que está no céu, e que estava revelado apenas de forma incompleta no Templo em Jerusalém, descerá sobre cada cristão que mantiver a sua fé”.
Joseph H. Mayfield. Comentário Bíblico Beacon. João. Editora CPAD. Vol. 7. pag. 125.
 
Jo 14.23 A resposta de JESUS de forma alguma parece ser realmente correspondente a essa pergunta. Já nos deparamos com um modo desses de responder também em Jo 12.34-36. JESUS ainda falará exaustivamente a respeito do envio dos discípulos ao mundo. Porém somente poderão cumprir esse envio como testemunhas se eles próprios estiverem em ordem, se sua própria vida for uma vida repleta de JESUS. Por isso, Judas, ouça o que JESUS tem a dizer sobre a vida pessoal do discípulo! Dirija o olhar para a coisa grandiosa que JESUS está mostrando a você e aos outros discípulos. Somente desse modo se tornará uma testemunha da nova vida que lhe cabe levar ao ser humano que vive na morte. JESUS reitera sua promessa, conferindo-lhe a expressão máxima que se pode encontrar. O discípulo torna-se morada do DEUS vivo! Isso transforma o que foi prometido nos v. 8-10 em realidade plena. Vimos que DEUS não é um objeto, algo que possa ser mostrado. Apenas quem vem ao Pai pode realmente encontrar a realidade do Pai. Reconhecer e ver depende de uma maneira radical de ser. Esse novo ser é presenteado completamente quando não mais apenas a pessoa vem a DEUS, mas quando DEUS agora vem ao ser humano e faz nele morada. E isso não é prerrogativa de um determinado círculo de pessoas eleitas. Se alguém me ama é a frase que abre para cada pessoa essa inaudita possibilidade de ser tornar morada do DEUS trino. A condição prévia para isso, porém, é imprescindível e está fundamentada no cerne da questão. Esse alguém tem de amar a JESUS. Trata-se, no caso, de amor verdadeiro, que se acende no amor redentor de JESUS por nós e que enche nosso coração. Ele é tão decisivo que o Ressuscitado pergunta a Pedro unicamente por esse amor antes de lhe confiar novamente o serviço (Jo 21.15-17). Amor nunca é frio e sem sentimentos, mas não deve se esgotar em meros sentimentos. O amor genuíno se expressa claramente em guardar a palavra de JESUS. Quem ama o Filho e guarda a palavra do Filho, está no amor do Pai. E esse amor busca toda a proximidade e ligação com aquele que ele ama, levando ao vir e fazer morada.
Werner de Boor. Comentário Esperança Evangelho de João. Editora Evangélica Esperança.
 
2. A Palavra da verdade.
Tg 1.21 Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas.
Devemos rejeitar toda imundícia e acúmulo de malícia. Segundo o texto grego, esta é uma ação definitiva. Por que devemos fazer isto? O progresso na nossa vida espiritual não pode ocorrer a menos que vejamos o pecado como ele é, deixemos de justificá-lo, e decidamos rejeitá-lo. A imagem das palavras de Tiago aqui nos apresenta livrando-nos dos nossos maus hábitos e atos como quem se despe de roupas sujas. Depois de “nos livrarmos”, precisamos receber com mansidão a palavra de DEUS, procurando viver de acordo com ela, porque ela foi enxertada em nossos corações e se torna parte do nosso ser. DEUS nos ensina desde as profundezas das nossas almas, com o ensino do ESPÍRITO e com o ensino de pessoas orientadas pelo ESPÍRITO. O solo no qual a palavra é plantada deve ser acolhedor, para que ela possa crescer. Para tornar o nosso solo acolhedor, precisamos desistir de quaisquer impurezas nas nossas vidas. A Palavra de DEUS torna-se uma parte permanente de nosso ser, orientando-nos todos os dias. A palavra implantada é suficientemente forte para poder salvar a nossa alma. Quando absorvemos as características ensinadas na Palavra, estas se expressam no nosso modo de viver. As provações e as tentações não podem nos derrotar se estivermos aplicando a verdade de DEUS às nossas vidas.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 668.
 
Tg 1.21 – “Por isso, despojai-vos de toda impureza e acúmulo de maldade”: precisamos permitir que “passo a passo” nos seja tirada publicamente a velha natureza e dada a nova. Unicamente na proporção em que estivermos dispostos a abrir mão do antigo, o novo terá espaço. Somente na medida em que os “brotos selvagens” são tirados, terão espaço os “ramos nobres”. Também o acúmulo de conhecimento por meio da palavra de DEUS está relacionado à disposição de obedecer, assim como inversamente a falta de capacidade de entendimento está ligada à falta de obediência (Jo 7.17; Ef 4.18). Hoje (como em certa medida também já em épocas passadas) várias coisas podem se opor à palavra de DEUS nas pessoas, como “tampões de ouvidos”: vínculos com o ocultismo, indisciplina sexual, endeusamento das riquezas. Tudo o que podemos fazer é rogar que também hoje sejam abertos os ouvidos e o coração de muitos (At 16.14). – Os citados empecilhos também podem reaparecer ou surgir pela primeira vez em pessoas há muito chamadas por DEUS, impedindo que a nova vida chegue ao devido avanço, fortalecimento e amadurecimento. Por isso também há espaço no seio da igreja, como outrora nos dias de Tiago, para a exortação: “Despi-vos de toda sujeira, e do mal de todo tipo.” “Desmascara tudo e consome o que não for puro em tua luz” (G. Tersteegen).
Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
 
Tg 1.21. Em geral, este versículo é considerado juntamente com os w. 19-20. Mas, apesar de haver uma ligação óbvia com o que vem antes dele, por causa da conjunção "Portanto", ele tem uma relação mais íntima com os versículos seguintes, através do tópico da palavra. Além disso, o Portanto (idio) pode atuar como um elo entre a discussão nos w. 21ss. e o v.18, em vez de fazer uma ligação com os w. 19-20. Isto pode ser sugerido a partir do fato de que 1 Pedro 1.23-2.2 demonstra um padrão notavelmente semelhante a Tiago 1.18,21: o novo nascimento através da palavra de DEUS é seguido pela ordem (introduzida com dio) para que nos despojemos do comportamento maligno e abracemos a Palavra de DEUS.
É improvável que Pedro tenha se baseado em Tiago ou vice-versa. Mas é possível que os dois autores estejam utilizando uma ordem sermônica comum no cristianismo primitivo, na qual um lembrete do nascimento espiritual concedido graciosamente pelo Senhor a seu povo, através da Palavra de DEUS, era seguido por exortações para que eles evitassem o tipo de comportamento associado com a vida antiga e começassem a viver pelo padrão da Palavra de DEUS que os havia salvado.
O uso que Tiago faz da expressão despojando-vos (apotithemai) também apoia a ideia de que ele estava empregando uma tradição comum. Este verbo, geralmente usado em relação ao ato de tirar as vestes (cf. At 7.58), é amplamente aplicado no Novo Testamento em referência ao “despir-se” dos padrões de comportamentos antigos e pré-cristãos (cf. Rm 13.12; Ef 4.22, 25; Cl 3.8; Hb 12.1; 1 Pe 2.1). Aquilo de que devemos nos despojar é toda impureza e acúmulo de maldade. A palavra impureza (ARC “imundícia”; gr. rhyparia) aparece somente aqui no grego bíblico, mas seu adjetivo, “sujo”, é usado em 2.2 (BJ) para descrever as roupas de um homem pobre, e em Zacarias 3.3-4, referindo-se às vestes que o sumo-sacerdote Josué tem de tirar, antes de receber os “finos trajes” das mãos do anjo do Senhor. Assim, esta palavra mantém a figura das vestes sugerida por “despojar”. Acúmulo de maldade é a tradução de uma palavra (perisseia) que significa “excesso” ou “abundância”. Tasker afirma que ela possui aqui o mesmo significado da palavra perisse uma, tendo o sentido de “o restante da maldade”. Mas em Romanos 5.17 e 2 Coríntios 8.2, a palavra parece significar apenas “abundância”, e então é preferível pensar que a palavra é acrescentada para acentuar a variedade e o predomínio do pecado contra o qual os cristãos devem lutar.
O “despojar-se” da impureza deve ser acompanhado pelo “recebimento” de alguma outra coisa: a palavra em vós implantada. Hort afirma que a palavra traduzida como “implantada” (emphytos) significa “inata” (como em Sabedoria 12.10, a única outra ocorrência da palavra no grego “bíblico”) e que Tiago estava se referindo à capacidade natural, “inata”, que o homem tem de receber a revelação de DEUS “a capacidade original envolvida na Criação à imagem de DEUS, que torna possível ao homem apreender a revelação”. Mas este conceito, além de ter um apoio bíblico duvidoso, é muito geral para o contexto, onde “palavra” é descrita como possuindo poder para salvar (v. 21) e gerar de novo (v. 18). Então, ao contrário, estas referências indicam claramente que a “palavra implantada” deve ser um retrato da Palavra de DEUS proclamada e não uma qualidade inata no homem.
Neste caso, emphytos poderia se referir a alguma coisa que se tomou implantada. Este notável conceito da Palavra pode estar baseado na famosa profecia da “nova aliança” em Jeremias, onde DEUS promete: “Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei” (Jr 31.33; e cf também a referência à “lei da liberdade” em 1.25 e a parte na Introdução sobre “A lei”, pp. 48-49). O que Tiago afirma, ao descrever a Palavra deste modo, é que o cristão não deve pensar que está tudo terminado depois que a Palavra de DEUS o salva. A Palavra torna-se uma parte permanente, inseparável do cristão, uma presença dominadora e orientadora dentro dele. Assim, a ordem para que “acolham” a palavra em vós implantada não é no sentido de que se convertam (este é o significado de “receber a palavra” em outro lugar do Novo Testamento), mas de que aceitem seus preceitos como obrigatórios, procurando viver por eles. Os cristãos que verdadeiramente foram “gerados” (v. 18) demonstram que a Palavra os transformou, quando eles humildemente a aceitaram como autoridade e diretriz para a vida. Ou, usando a figura utilizada pelo Senhor para explicar o mesmo assunto: o crente deve preparar uma “boa terra” em seu coração, a fim de que a “semente” da Palavra ali plantada possa produzir muito fruto (cf. Mc 4.3-20). Tiago fala do ato de “salvar as vossas almas” como sendo este fruto. Em concordância com o uso feito no Antigo Testamento, “alma” aqui significa simplesmente “pessoa”, e a salvação é considerada em aspectos futuros: “acolher a palavra” conduz ao livramento no dia do julgamento.
Peter H. Davids. Comentário Bíblico Contemporâneo. Editora Vida. pag. 79-81.
 
3. O propósito de DEUS.
Tg 1.18 Quando o autor menciona "nós", a quem ele se refere? Aos leitores em geral ou aos cristãos? Os comentaristas têm pontos de vista divergentes. A verdade é significativa em qualquer um dos casos. Se entendermos "nós" como que significando homens criados à imagem de DEUS, o significado é claro. DEUS nos fez da maneira que somos — segundo a sua vontade. A razão para nossa liberdade, provas, perplexidades e problemas morais envolvendo escolha é que deveríamos ser semelhantes a Ele — como primícias das suas criaturas. Ele nos criou com liberdade para escolher o mal ou com liberdade para escolher o bem para que fôssemos em certo sentido os criadores do nosso próprio espírito, a glória coroada da sua palavra criativa (cf. Hb 11.3).
Podemos, no entanto, com sólidas evidências exegéticas entender "nós" como que referindo-se à Igreja cristã. Robertson coloca o seguinte título para esse versículo: “O Novo Nascimento”. DEUS, que é nosso Pai por meio da criação, é também nosso Pai por meio da redenção. Homens redimidos do pecado são a glória coroada dos propósitos de DEUS para a vida humana — “os primeiros espécimes da sua nova criação” (Phillips). A palavra da verdade é a verdade do evangelho. Knowling vai mais adiante e afirma: “Não podemos esquecer que o nosso Senhor (Jo 17.17-19) fala da ‘palavra’ que é verdade, por meio da qual os discípulos devem ser santificados”. O propósito final de DEUS é conduzir-nos à vitória por meio dos nossos testes para tornar-nos semelhantes a Ele em santidade e amor.
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 160-161.
 
Tg 1.18 ·...primícias...» Um filho primogênito tinha privilégios superiores: tinha o lugar de precedência na família, exercia autoridade sobre seus irmãos mais novos, recebia uma bênção especial de seu pai, recebia a autoridade paterna, recebia dupla porção na herança, era tratado especialmente por seus pais, para que não fosse alienado. (Dt 15.16). Em sentido espiritual, CRISTO é o primogênito acima de todos. Nele, os crentes chegam a participar de seus poderes e privilégios espirituais. Porém, na qualidade de primogênitos, eles também são primícias. São a melhor porção da colheita, dedicada a DEUS, como o eram as primícias no antigo Israel. DEUS era honrado com o oferecimento de suas vidas; a oferta dos primogênitos consagrou a humanidade inteira, mostrando que todos os homens, se o quiserem, podem participar de idênticos benefícios (ver Rom. 11:16). (Ver também Apo. 14:4. onde a igreja é chamada de primícias.). Em I Cor. 15:20.23 o próprio CRISTO recebe esse titulo, o que indica que ele ocupa o primeiro lugar em uma imensa companhia, que será levada à vida eterna e à ressurreição. (Ver Jer. 2:3; Filo. de Const. Princ.. 6. quanto ao simbolismo usado acerca do povo de Israel. Comparar também com II Tess. 2:13. onde o termo é usado relativamente aos crentes).
...das suas criaturas... DEUS possui uma vasta criação: e todos os seres inteligentes da mesma são passíveis de redenção: e esse é o plano divino relativo a eles. Ele mostra o que pode fazer pelos mesmos, através do que tem feito à igreja. A igreja, pois, é o modelo da redenção divina.
Na antiga nação de Israel, as «primícias» de todas as coisas vivas, homens, gado, cereal, etc.. eram consagradas ao Senhor. Essa consagração de tudo santificava a nação inteira, tornando-a apta para ser usada por DEUS (ver Rom. 11:16). Assim também, no plano espiritual, o fato que DEUS separou as primícias mostra-nos que, eventualmente, tudo se beneficiará da expiação e da vida ressurreta de CRISTO. O produto da terra era de tipo mui diversos, como a cevada, o trigo, o vinho, o azeite, o mel, as novas árvores frutíferas e todo o produto da terra (ver Lev. 23:10-14; Exo. 23:16; 23:16,17; Deut. 18:4: Lev. 19:23,24 e Deut. 26:2). Mediante o uso desses itens, os sacerdotes viviam. No terreno espiritual, as coisas (ou seres) de muitas espécies e gradações, se beneficiam daquilo que CRISTO realizou, e tudo eventualmente, será consagrado a DEUS, embora com níveis diversos de bem-estar e de glória. Toda a criação, por fim, participará, de algum modo, na glorificação dos filhos de DEUS. (Ver Rom. 8:20,21).
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 27.
 
Tg 1.18 Que efeito e finalidade tem essa palavra? “Para que fôssemos como que oferta de primícias das suas criaturas.” Vimos acima que o objetivo de DEUS é voltar a clarear o mundo obscurecido pela grande rebelião. “As nações hão de andar na luz dele e os reis no fulgor de DEUS” (Is 60.3), “até que DEUS seja tudo em todos” (1Co 15.28). JESUS é o resplendor da glória de DEUS (Hb 1.3), é “luz, que veio ao mundo”. Nele a luz vinda de DEUS novamente nos alcançou. Ele é a luz do mundo (Jo 8.12). Sob seu reflexo também nós somos “luz do mundo” (Mt 5.14). Mais do que isso: a luz está em nós por meio do ESPÍRITO dele, tornando-se transparente em nós. “DEUS, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de DEUS, na face de CRISTO” (2Co 4.6). O mundo zomba, dizendo que nós cristãos seríamos no máximo a “luz traseira” do mundo. Mas quando permanecemos singelamente voltados para nosso Senhor e abertos à influência de sua palavra e seu ESPÍRITO, ele cuida para que apesar disso sejamos e continuemos sendo “luz do mundo”.
Na metáfora da “oferta de primícias” cumpre lembrar os primeiros frutos da colheita ofertados a DEUS. A humanidade, lavoura de DEUS (Mt 13.38), produziu cardos e abrolhos. Por isso DEUS permite que também a lavoura do ser humano produza cardos e abrolhos (Gn 3.17-19). Contudo agora caiu no solo o único grão de trigo bom, “importado” por DEUS para dentro desse mundo, o eterno Filho de DEUS (Jo 12.24). Consequentemente, a igreja de JESUS agora pode ser começo da maravilhosa colheita de DEUS (Mt 13.30,37-43; Ap 14.15). A safra aponta para além dela mesma. Ela é apenas começo, “fruto de primícias”. A igreja de JESUS constitui um sinal de esperança para toda a criação (Rm 8.19ss).
Por realizar tudo isso, a palavra de DEUS é a dádiva de todas as boas dádivas de DEUS.
Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
 
ELABORADO: Pb Alessandro Silva (<http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/>), com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique.
 
Questionário da Lição 4 – Gerados Pela Palavra da Verdade
Responda conforme a revista da CPAD do 3º Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos
Tema: FÉ E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Sendo de novo gerados, não de _______________________ corruptível, mas da incorruptível, pela _______________________ de DEUS, viva e que permanece para _______________________" (1 Pe 1.23).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Somente aqueles que foram ________________________ pela ________________________ da Verdade são _______________________ pelo ESPÍRITO SANTO.
 
I. A RELAÇÃO ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (Tg 1.9-11)
3- Como era a classe dos pobres na Igreja do primeiro século?
(    ) A Igreja do primeiro século era constituída por três distintas classes sociais: a dos pobres, a dos sacerdotes e a dos ricos, tendo evidentemente mais pobres em sua composição.
(    ) Do ponto de vista social, a pobreza exclui o ser humano dos direitos básicos necessários à sua subsistência.
(    ) Não é difícil reconhecer que a Igreja do primeiro século era constituída por duas classes sociais: a dos pobres e a dos ricos, tendo evidentemente mais pobres em sua composição.
(    ) Uma vez que não podemos fazer acepção de pessoas, os pobres daquela época, que foram gerados pela Palavra e inseridos no corpo  de CRISTO - a Igreja - tinham motivos de alegrar-se no Senhor, pois além do novo nascimento, eles eram acolhidos pela igreja local.
 
4- Como eram os ricos na Igreja Antiga?
(    ) É possível o irmão rico ser gerado pela Palavra e tornar-se um filho de DEUS? Não, claro. Ele encontrarará maior dificuldade para desprender-se de suas riquezas.
(    ) Por vezes, os ricos são identificados na Bíblia como judeus proprietários de muitos bens e que negligenciavam as obrigações que pesam sobre os que desfrutam de tal condição.
(    ) Por suas atitudes, eles eram frequentemente repreendidos pelas Escrituras.  
(    ) Os ricos e abastados têm a tendência a desenvolverem a arrogância, a autossuficiência e a postura de senhores poderosos, que pensam poder comprar as pessoas a qualquer preço.
(    ) As Escrituras são claras em afirmar que o Reino de DEUS não pode ser comprado por dinheiro algum.
(    ) É possível o irmão rico ser gerado pela Palavra e tornar-se um filho de DEUS? Sim, claro. Porém, ele pode encontrar maior dificuldade para desprender-se de suas riquezas.
(    ) É imprescindível que os mais abastados compreendam que após entregarem-se a CRISTO, obedecerão ao mesmo Evangelho a que os irmãos pobres submetem-se.
(    ) Aqui, torna-se ainda mais clara a verdade bíblica: para DEUS não há acepção de pessoas.
 
5- Perante DEUS, pobres e ricos são iguais. Complete:
A igreja local deve receber a _______________________ no espírito do Evangelho, isto é, como membros da _______________________ de DEUS, pois através da salvação em CRISTO, independentemente da condição social, todos têm a DEUS como _______________________ (Rm 8.14), e a JESUS como _______________________ (Lc 8.21). Somos coerdeiros, juntamente com CRISTO, de uma herança _______________________ (1 Pe 1.4), pertencentes à santa _______________________ de DEUS (Ef 2.19) e cidadãos de um reino imutável (Hb 12.28). Na família de DEUS há lugar para todo ser humano ________________________ por CRISTO. Portanto, o irmão pobre e o irmão rico não devem se ________________________ de suas condições sociais. Se o Evangelho alcançou seus corações, o rico saberá ________________________ o que fazer com a sua riqueza. E o pobre, de igual forma, como viverá sua pobreza. O importante é que CRISTO em tudo seja _______________________!
 
II. DEUS SÓ FAZ O BEM (Tg 1.16,17)
6- O que quer dizer a expressão: “Não erreis” (v.16)?
(    ) Com essa advertência o meio-irmão do Senhor está afirmando a doutrina da "santidade eterna" ou perfeccionista: a de que o homem, uma vez remido, não mais pecará.
(    ) Com essa advertência o meio-irmão do Senhor não está afirmando a doutrina da "santidade plena" ou perfeccionista: a de que o homem, uma vez remido, não mais pecará.
(    ) Tal palavra tem como propósito conclamar o crente a não dar ouvidos à "voz" da concupiscência carnal.
 
7- O que quer dizer o versículo 16?
(    ) É uma advertência para os crentes não se curvarem aos desejos imorais e infames do mundo.
(    ) É uma advertência para os crentes por que todos podem se curvar aos desejos imorais e infames do mundo.
(    ) DEUS é a fonte de tudo o que é bom.
(    ) Não podemos dar crédito àquilo que é mau.
 
8- De onde vêm o dom e a boa dádiva?
(    ) Este dom é fruto do merecimento que temos diante do Pai por mossas boas obras.
(    ) Um dom de DEUS, como a sabedoria que torna uma pessoa espiritualmente madura, não pode ser recebido pelo crente através de esforço humano.
(    ) Quem o distribui é DEUS.
(    ) Este dom é fruto da graça do Pai para nós.
(    ) Num tempo onde o ascetismo religioso tende a tirar o foco da glória de DEUS e da sua benignidade, tornando o ser humano "digno" do céu, precisamos lembrar que a nossa vida espiritual não depende de disciplinas humanas para receber dádivas de DEUS.
(    ) Depende de um relacionamento livre, espontâneo e sincero com o Pai das Luzes mediante o seu Filho, JESUS CRISTO, e na força do ESPÍRITO SANTO.
 
9- Onde está a origem de tudo o que é bom?
(    ) Ao escrever que "toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto", Tiago declara que apenas as boas virtudes vêm de DEUS.
(    ) Embora, às vezes, haja sombra de variação no Pai das Luzes, isto é, há momentos de ira e outros de paz.
(    ) Só há luz. Ele não muda e é bom!
(    ) Não há sombra de variação no Pai das Luzes, isto é, nEle não há momentos de trevas e outros de luzes.
(    ) DEUS não faz o mal aos seus filhos.
(    ) Infelizmente, muitos têm uma visão turva de DEUS como se Ele fosse um carrasco pronto a castigar-nos na primeira oportunidade.
(    ) Não devemos falar sobre o Pai desta maneira, lembremo-nos do ensinamento joanino que fala sobre sermos defendidos e advogados por JESUS, o Filho de DEUS.   
 
III. PRIMÍCIAS DE DEUS ENTRE AS CRIATURAS (Tg 1.18)
10- Cite algumas coisas que só DEUS faz:
(    ) Ser gerado de novo é uma ação realizada por nós para nossa salvação.
(    ) A regeneração é um milagre proveniente do Pai das Luzes, segundo a sua vontade.
(    ) Foi Ele que nos gerou pela Palavra da Verdade.
(    ) Ser gerado de novo é uma ação realizada exclusivamente pelo Pai das Luzes através do SANTO ESPÍRITO.
(    ) Ele limpa o homem dos seus pecados, dando-lhe perdão e implantando-lhe um novo caráter.
(    ) Aqui, acontece o que o nosso Senhor falou aos seus discípulos: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada".
(    ) O Pai é a fonte de nossa vida espiritual.
 
11- Por que Tiago usa a expressão: “Palavra da verdade”?
(    ) Naqueles dias, parte da igreja estava dispersa, sofrendo muitas tribulações.
(    ) Podemos afirmar que ainda não somos filhos de DEUS, mas, somos aceitos como primícias entre as criaturas do Senhor.
(    ) Para superá-las era preciso uma inabalável convicção de que, apesar das lutas, ela não havia deixado de ser as primícias do Senhor entre as criaturas.
(    ) Por esse motivo, Tiago enfatiza a expressão "Palavra da Verdade".
(    ) Fomos gerados e enxertados pela Palavra que salva a nossa alma.
(    ) Assim, a despeito de todas as circunstâncias difíceis da vida, podemos aplicar essa verdade afirmando que somos filhos de DEUS, as primícias entre as criaturas do Senhor.
 
12- Qual o propósito de DEUS para nós, segundo Tiago?
(    ) A salvação é a maior bênção de DEUS para a humanidade.
(    ) A salvação é a segunda maior bênção de DEUS para a humanidade.
(    ) O propósito divino não é primeiramente abençoar o crente com bênçãos materiais, mas fazer dele primícias de suas criaturas: os salvos pela graça mediante a fé.
(    ) No Antigo Testamento, as primícias eram a colheita do melhor fruto.
(    ) Ao referir-se às primícias, Tiago dizia aos primeiros irmãos, notadamente judeus, que eles foram escolhidos como primícias do Evangelho.
(    ) Os primeiros de muitos outros que DEUS havia começado a colher.
(    ) Alegre-se no Senhor! Você faz parte das primícias da sua geração.
(    ) Escolhido por DEUS e nomeado por Ele para proclamar as virtudes do Senhor neste mundo.
 
CONCLUSÃO
13- Complete:
Inseridos no processo de _______________________ espiritual, sofremos os mais diversos tipos de _______________________, independentemente de nossa posição social, econômica e cultural. Tais situações aperfeiçoam-nos e amadurecem-nos como pessoas. Quando alguém é _______________________ pela Palavra da Verdade, ele é chamado pelo Pai a viver o Evangelho em ________________________. Não podemos nos esquecer do nosso maior desafio: fazer o Evangelho falar num mundo dominado por relacionamentos_______________________. Somos o Corpo de CRISTO, a Igreja de DEUS: a coluna e firmeza da _______________________ (1Tm 3.15).
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
Referências Bibliográficas
Alexandre Coelho e Silas Daniel. Fé e Obras, Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. Editora CPAD. pag. 15-16.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

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