quinta-feira, 10 de julho de 2014

Lição 2 - O Propósito da Tentação, 2 parte

II – ORIGEM DAS TENTAÇÕES (Tg 1. 13-15)
1. Tentação é Humana.
Tg 1.13 Precisamos ter uma visão correta de DEUS para podermos perseverar durante os períodos de provações. Especificamente, precisamos compreender a visão que DEUS tem das nossas tentações. As provações e tentações sempre se apresentam a nós com escolhas. DEUS quer que façamos boas escolhas, não más. As dificuldades podem produzir maturidade espiritual e levar a benefícios eternos, se suportadas com fé. Mas também se pode fracassar nos testes. Nós podemos ceder às tentações. E, quando fracassamos, frequentemente usamos todos os tipos de desculpas e razões para os nossos atos. O mais perigoso deles é dizer: “De DEUS sou tentado”. É crucial que nos lembremos de que DEUS testa as pessoas para o bem; Ele não tenta as pessoas para o mal. Mesmo durante as tentações, podemos ver a soberania de DEUS ao permitir que Satanás nos tente para melhorar a nossa fé e nos ajudar a crescer na nossa confiança em CRISTO. Em lugar de perseverarmos (1. 12), nós podemos ceder ou desistir diante das provações e, desta forma, culpar a DEUS pelo nosso fracasso. Desde o início, a reação humana normal é inventar desculpas e culpar os outros pelo pecado (veja Gn 3.12,13).
Uma pessoa que inventa desculpas está tentando transferir a culpa para outra coisa ou pessoa. Um cristão, por outro lado, aceita a responsabilidade pelos seus erros, confessa-os, e pede perdão a DEUS. Por DEUS não poder ser tentado pelo mal. Ele não pode ser o autor da tentação. Tiago está argumentando contra a visão pagã dos deuses, na qual o bem e o mal coexistiam. DEUS não deseja o mal para o povo; Ele não causa o mal; Ele não tenta enganar as pessoas - Ele a ninguém tenta. A esta altura, uma pergunta pode ser feita acertadamente: “Se DEUS realmente nos ama, por que Ele não nos protege da tentação?” Um DEUS que nos protege da tentação é um DEUS que não está disposto a nos permitir crescer. Para que um teste seja uma ferramenta eficiente de crescimento, ele deve poder permitir o fracasso. Na verdade.
DEUS prova o seu amor, protegendo-nos na tentação, em vez de nos proteger da tentação (1 Co 10.13).
Tg 1.15 Tiago mostra o resultado da tentação quando uma pessoa cede a ela. Observe que os dois primeiros passos da tentação (havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado) enfatizam a natureza interna do pecado. Quando nos entregamos à tentação, o nosso pecado coloca os eventos mortalmente em movimento - o pecado gera a morte. Para abandonar o pecado, não basta deixar de pecar. O estrago já foi feito. Decidir “não mais pecar' pode cuidar do futuro, mas não cura o passado. Esta cura deve vir por meio do arrependimento e do perdão. Algumas vezes, é necessário fazer uma reparação. Por mais amargo que pareça o remédio, nós podemos ficar profundamente gratos pelo fato de que existe um remédio.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 666-667.
 
Como lidar de forma sábia com as tentações (Tg 1.13-15)
Uma pessoa madura é paciente nas provas. Uma pessoa imatura transforma provas em tentações. Warren Wiersbe diz que provas são testes enviados por DEUS, e tentações são armadilhas enviadas por Satanás. Quando DEUS nos prova é para que possamos passar no teste e herdar as bênçãos. Quando passamos por dificuldades somos tentados a questionar o amor e o poder de DEUS. Então, Satanás oferece um caminho para escaparmos das provas. Essa oportunidade é uma tentação. Quando JESUS estava jejuando e orando no deserto, Satanás o tentou, sugerindo a ele que transformasse pedras em pães.
Há três fatos que devemos considerar se queremos vencer as tentações.
Em primeiro lugar, olhe para frente e considere o julgamento de DEUS (1.13-16). Não culpe a DEUS pela tentação, Ele é absolutamente santo para ser tentado e Ele é absolutamente amoroso para tentar.
O segundo estágio é o engano (1.14). Tiago usa duas figuras para ilustrar o engano da tentação: a figura do caçador que usa uma armadilha (atrai) e a figura do pescador que usa o anzol com isca (seduz). Se Ló pudesse ver a ruína que estava por trás de Sodoma, e se Davi pudesse ver a tragédia sobre a sua casa quando se deitou com Bate-Seba, eles jamais teriam caído. Precisamos identificar a isca e a arapuca do diabo, para não cairmos na rede de seu engano.
O terceiro estágio é o nascimento do bebê chamado pecado (1.15). Tiago muda a figura da armadilha e do anzol para a figura do nascimento de um bebê maldito, chamado PECADO.
O quarto estágio é a morte (1.16). A cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Vemos aqui a genealogia do pecado. A cobiça é a mãe do pecado e a avó da morte. O salário do pecado é a morte (Rm 6.23).
LOPES. Hernandes Dias. TIAGO Transformando provas em triunfo. Editora Hagnos. pag. 25-26.
 
2. Atração pela própria concupiscência.
Tg 1.14 As tentações vêm de dentro, do engodo da nossa própria concupiscência. Tiago destaca a responsabilidade individual pelo pecado. Os desejos podem ser alimentados ou deixados morrer de fome. Se o próprio desejo é mau, precisamos negá-lo. Isto depende de nós, com a ajuda de DEUS. Se incentivarmos os nossos desejos, eles logo se tornarão atos. A culpa pelo pecado é somente nossa. O tipo de desejo que Tiago está descrevendo aqui é o desejo descontrolado. Ele é egoísta e sedutor. Podemos ser levados pelos nossos desejos, mas é o diabo que está por trás dos impulsos quando nós estamos seguindo uma direção errada. A tentação vem dos desejos maus dentro de nós, e não de DEUS. Podemos montar e colocar a isca na nossa própria armadilha. Ela começa com um mau pensamento e torna-se pecado quando permanecemos no pensamento e permitimos que ele se transforme em uma ação. Como uma bola de neve rolando ladeira abaixo, o pecado cresce e torna-se ainda mais destruidor á medida que nós lhe damos mais liberdade. A melhor hora para interromper uma tentação é antes que ela seja grande demais, ou esteja se movendo rápido demais, fora de controle (veja Mt 4.I-I1; 1 Co 10.13; e 2 Tm 2.22 - como escapar das tentações).
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 666.
 
O que DEUS faz e deixa de fazer nesse caso (v. 14).
Nos testes de aprovação é DEUS mesmo quem nos conduz – esse é o inequívoco testemunho da Bíblia. José sofreu provação pela mão humana, mas sabia que DEUS estava agindo nela. Era com ele que estava lidando. E DEUS ajudou para que essa prova chegasse a um final feliz (Gn 50.20). Ao povo de Israel DEUS declarou no fim de sua peregrinação pelo deserto: “Eu te humilhei e te provei, para saber o que estava no teu coração” (Dt 8.2).
O que DEUS, porém, não faz: ele não “tenta”. Não deseja que sejamos reprovados nas provações. Não nos tenta para o mal. Procura não nos arrastar para a maldade. Do contrário, ele próprio ficaria do lado do mal.
Contudo DEUS é “não-tentável”, inviolável pelo mal. Ele é a mais pura luz. Consequentemente DEUS, por natureza, tampouco é capaz de “ludibriar” alguém ou arrastá-lo para as trevas.
Como o mal de fato surge em nossa vida.
Não por culpa ou determinação de DEUS, mas “cada um é tentado por sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz”.
O primeiro estágio do caminho para o mal é “a própria cobiça”. Chama atenção que Tiago não cita o diabo. Não que o desconhecesse (cf. Tg 4.7s), mas ele nos diz: “Não se apresse em empurrar a culpa para o diabo; não o use para se livrar.” – “A própria cobiça” representa o objeto ou situação específicos que, dependendo da constituição e situação da pessoa, lhe são sedutores aqui e agora: no caso de Caim, foi a possibilidade dar uma boa lição ao privilegiado Abel. No caso de Acã foram ricos despojos. Para Sansão, uma mulher dentre os filisteus. Para Absalão, a coroa real. Isso “atrai” e “fisga”. Ou seja: primeiramente chegamos perto e rodeamos, ao menos em pensamento, aquilo que nos tenta, como o peixe rodeia a isca. Enquanto o peixe apenas é atraído pela isca e nada em seu redor, ele ainda não foi fisgado. Também nós ainda podemos ser preservados, ainda podemos fugir do pecado (Sir 21.2; Tg 4.7s), refugiar-nos junto de nosso Senhor, o vitorioso do Calvário e da Páscoa, junto daquele que é capaz de tornar “verdadeiramente livre” (Jo 8.36). “O nome do Senhor é um castelo firme (uma fortaleza). O justo corre até lá e é abrigado” (Pv 18.10; “Castelo forte é nosso DEUS” [Martim Lutero]).
Fritz Grünzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
 
A Tentação Vem de Dentro (1.14)
Tiago conhecia os poderes sobrenaturais do mal que agiam no mundo (cf. 3.6), mas aqui ele procura ressaltar o envolvimento e a responsabilidade pessoal do homem ao cometer pecados. O engodo do mal está em nossa própria natureza. Ele está de alguma forma entrelaçado com a nossa liberdade. A questão é: “Será que eu preferiria ser livre, tentado e ter a possibilidade de vitória ou ser um ‘bom’ robô?” O robô está livre de tentação, mas ele também não conhece a dignidade da liberdade ou o desafio do conflito e não conhece nada acerca da imensa alegria quando vencemos uma batalha.
Tiago diz que cada um é atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Essa palavra epithumia (“desejo”, RSV) pode ter um significado neutro, nem bom nem mal. Assim, H. Orton Wiley escreve: “Todo apetite é instintivo e sem lógica. Ele não identifica o erro, mas simplesmente anela pelo prazer. O apetite nunca se controla, mas está sujeito ao controle. Por isso o apóstolo Paulo diz: ‘Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado’ (1 Co 9.27)”. Este talvez seja o sentido que Tiago emprega aqui.
No entanto, na maioria dos casos no Novo Testamento, epithumia tem implicações maléficas. Se for o caso aqui, quando um homem é seduzido para longe do caminho reto, isso ocorre por causa de um desejo errado. Tasker escreve: “Este versículo, na verdade, confirma a doutrina do pecado original. Tiago certamente teria concordado com a declaração de que ‘a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice’ (Gn 8.21).
Desejos concupiscentes, como nosso Senhor ensinou de maneira tão clara (Mt 5.28), são pecaminosos mesmo quando ainda não se concretizaram em ações lascivas”.13 Se essa interpretação for verdadeira, há aqui mais uma dimensão na origem da tentação. Desejos errados podem ser errados não somente porque são incontrolados, mas porque, à parte da presença santificadora do ESPÍRITO, eles são carnais.
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag.159-160.
 
3. DEUS nos fortalece na tentação.
I Cor 10.13 As tentações acontecem na vida de todos os crentes — ninguém está livre delas. A tentação em si não é um pecado; o pecado só passa a existir quando a pessoa cede à tentação. Os crentes não devem ficar assustados ou desanimados, ou pensar que estão sozinhos nas suas fraquezas. Eles devem, antes, entender as suas fraquezas e se voltar a DEUS, para que possam resistir às tentações. Suportar as tentações traz grandes recompensas (Tg 1.12). Mas DEUS não abandona o seu povo aos caprichos de Satanás, pois DEUS é fiel. Ele não irá eliminar todas as tentações porque enfrentá-las e permanecer forte na fé pode representar uma experiência de crescimento. Entretanto, DEUS promete evitar que elas se tornem tão fortes, que não possamos lutar contra elas. O segredo de resistir à tentação é reconhecer a sua fonte, e então reconhecer a origem da força que é capaz de combater contra ela.
Além disso. DEUS promete dar também o escape para que possamos suportar e não cair em pecado. Será necessário ter autodisciplina para procurar esse “escape” até no meio da tentação e então utilizá-lo, assim que for encontrado. O escape é sempre difícil e muitas vezes exige a ajuda dos outros. Uma das formas que DEUS nos dá para que consigamos fugir da tentação é o bom senso. Se um crente sabe que será tentado em certas situações, então deve se afastar delas. Outra forma é através dos amigos cristãos. Em vez de tentar enfrentar sozinho a tentação, o crente pode explicar o seu dilema a um amigo cristão que lhe seja íntimo e confiável e pedir a sua ajuda.
Esse amigo poderá orar sensibilizar a pessoa, e dar valiosos conselhos e opiniões.
A verdade é que DEUS ama tanto o seu povo, que irá protegê-lo das tentações insuportáveis. E sempre irá oferecer uma saída.
A tentação nunca deverá inserir uma barreira de separação entre o crente e DEUS, e cada crente deve ser capaz de dizer: “Obrigado, Senhor DEUS, por confiar tanto em mim. O Senhor me considera capaz de enfrentar essa tentação. Agora, o que o Senhor quer que eu faça?”
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 149.
I Cor 10.11-13. Aplicação à igreja de Corinto. Aqueles que eram excessivamente confiantes e egoístas entre os coríntios foram advertidos de que, no exato momento em que se sentissem mais seguros, poderiam cair (12). O exemplo de estar de pé e de cair representa um estado de fidelidade e um estado de desobediência. “A queda dos outros deve nos deixar mais cautelosos a nosso próprio respeito”.
Paulo ameniza a severidade das suas palavras ao garantir que a tentação peculiar dos coríntios é humana (13). Nada de novo havia acontecido aos coríntios; todos os homens experimentam tentações. Portanto, se eles pecarem, não terão desculpas. Paulo declara também que DEUS age firmemente e sempre concede forças àqueles que confiam nele, e o seguem. Como Alford escreve: “Ele celebrou uma aliança com você ao lhe chamar: se Ele permitisse que você sofresse uma tentação além do seu poder de vencê-la... Ele estaria transgredindo essa aliança”. DEUS conhece muito bem as circunstâncias que cercam cada tentação, e vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. O termo escape (ekbasis) era usado como referência a uma passagem na montanha. A imagem é de um exército ou de um grupo de viajantes preso nas montanhas. Eles descobrem uma passagem e o grupo escapa para algum lugar em que possa estar em segurança. A frase para que a possais suportar indica o poder sustentador do ESPÍRITO SANTO, que todos os homens podem receber. A vitória sobre a tentação será possível através de uma humilde confiança. Porém, ter uma autoconfiança presunçosa diante da tentação representa uma avenida aberta para uma derrota certa.
Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. I Coríntios. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 320.
 
De fato, nós vivemos em um mundo tentador, onde estamos cercados de armadilhas. Cada lugar, condição, relação, emprego e divertimento têm abundância delas; porém, que conforto podemos obter de tal passagem!
1. “Não veio sobre vós, diz o apóstolo, tentação, senão humana; isto é, tal como vós esperais da parte dos homens de princípios pagãos e que têm poder; ou ainda, tal como é comum à humanidade na presente situação; ou ainda, tal como o espírito e a determinação de meros homens podem vos fazer passar.” Note que as provações dos cristãos comuns não passam de provações comuns; outros têm semelhantes cargas e tentações; o que eles suportam e passam nós também podemos.
2. “...mas fiel é DEUS”. Embora Satanás seja um enganador, DEUS é verdadeiro. Os homens podem ser falsos, e o mundo pode ser falso; mas DEUS é fiel e nossa força e segurança estão nele. Ele guardou sua aliança e nunca desapontará a esperança filial e a confiança de seus filhos.
3. Ele é tão sábio quanto fiel e dará a nossa carga à proporção de nossa força. Ele “vos não deixará tentar acima do que podeis”. Ele sabe o que podemos carregar e o que podemos suportar. E Ele fará, em sua sábia providência, que as nossas tentações sejam proporcionais à nossa força ou nos fará aptos a enfrentá-las. Ele cuidará para que não sejamos vencidos, se nós confiarmos nele, e decidirmos mostrar-nos fiéis a Ele. Não precisamos nos desorientar com as dificuldades em nosso caminho, pois DEUS cuidará que elas não sejam grandes demais para enfrentarmos, especialmente:
4. Quando Ele levá-las a bom termo. Ele “...dará também o escape”, ou da própria provação ou do seu prejuízo. Não há nenhum vale tão escuro que Ele não possa encontrar um caminho por ele; nenhuma aflição tão horrível que Ele não possa evitar, remover, ou nos capacitar para suportá-la, e, no fim, dominá-la para a nossa vantagem.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 470.
 
Sal 119.11 Guardo no coração as tuas palavras.
Guardo. Isto é, “escondo” (conforme diz a Revised Standard Version), aludindo à metáfora de um tesouro escondido. O homem que tem o tesouro escondido em seu coração tem menor inclinação a ceder à tentação. “A palavra de CRISTO deve habitar nele ricamente. Caso contrário, em breve ele pode ser surpreendido por algum pecado teimoso” (Adam Clarke, in Ioc.).
Habite ricamente em vós a palavra de CRISTO, instrui-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a DEUS, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão em vossos corações.
(Colossenses 3.16)
“Escondei... como os orientais escondem seus tesouros. Cf. Mat. 13.44” (Ellicott, in Ioc.). Ver II Cor. 7.1 e Tito 2.11,12, que contêm passagens neotestamentárias similares. Ver o vs. 14, quanto a ideias sobre riquezas.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2433.
 
Sl 119.11 Aqui temos:
1. A aplicação íntima que Davi faz da palavra de DEUS a si mesmo: escondi a tua palavra no meu coração, guardou-a no coração para que sempre esteja à mão quando tiver motivo para usá-la; ele guarda-a como algo de muito valor para ele, como algo muito querido, como algo que tivesse medo de perder ou de que ser roubado. A palavra de DEUS é um tesouro digno de ser guardado, e não há lugar mais seguro para guardá-la que em nosso coração; se a tivermos só em nossa casa ou em nossa mão, os inimigos podem tirá-la de nós; se a tivermos só em nossa mente, nossa memória pode falhar, mas se nosso coração for libertado por estar moldado nela, e a impressão dela permanecer em nossa alma, ela está a salvo. 2. O bom uso que ele designou fazer da palavra de DEUS: para eu não pecar contra ti. Os homens bons têm medo de pecar e tomam cuidado para evitar o pecado; e a forma mais eficaz de evitar o pecado é esconder a palavra de DEUS em nosso coração, para que possamos responder a cada tentação como nosso Mestre o fez, como está escrito, para que possamos opor os preceitos de DEUS ao domínio do pecado, as promessas dele à sedução do pecado, e suas ameaças ao perigo do pecado.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Jó a Cantares de Salomão. Editora CPAD. pag. 624.

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