quinta-feira, 3 de julho de 2014

Lição 1 - Tiago - Fé que se mostra pelas obras 2 parte

A. CRISTO Está Voltando, 5.7,8
Tiago não tenta provar a doutrina da Segunda Vinda, nem anunciá-la. Para ele, a Segunda Vinda é uma esperança viva para a Igreja Primitiva. Ele cita a iminência e realidade da vinda (parousia) do Senhor como um motivo para os cristãos permanecerem firmes: Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor (v. 7).
A ilustração da época de plantio e colheita foi tirada da experiência palestina. O fruto da terra é a colheita de grãos. Ele era precioso porque a vida do lavrador e sua família dependiam dele. Na Palestina, o grão é plantado no outono e recebe a chuva temporã no final de outubro. Ele recebe a chuva [...] serôdia em março e abril, pouco antes de estar maduro. Durante todo esse tempo, o agricultor espera pacientemente pela colheita. A razão da sua paciência é sua esperança confiante na colheita.
Tiago interpreta sua própria parábola: Sede vós também pacientes, fortalecei o vosso coração, porque já a vinda do Senhor está próxima (v. 8). A vinda do nosso Senhor era uma grande fonte de esperança para os primeiros cristãos. Porventura temos essa mesma expectativa em relação à vinda do Senhor? Tasker escreve:
Se a volta do Senhor parece muito distante, ou se a relegamos a um futuro tão remoto que não exerce nenhum efeito sobre a nossa perspectiva ou nossa maneira de viver, fica claro que deixou de ser para nós uma esperança viva. E possível que tenhamos permitido que a doutrina da sua volta em glória para julgar os vivos e os mortos tenha sido abafada pelo ceticismo ou se transformado em algo diferente, talvez como a transformação gradual da sociedade humana por valores cristãos, que parou de exercer qualquer tipo de influência em nossas vidas.
Na medida em que permitimos que isso aconteça, cessamos de ser cristãos do Novo Testamento.
B. A Pressão nos Induz à Impaciência, 5.9
O foco aqui muda da paciência com os pecadores fora da igreja para a paciência um com o outro dentro da Igreja. Alguém escreveu o seguinte:
Caminhar em amor com os santos de cima Será uma maravilhosa glória; Mas, caminhar com os santos aqui em baixo, Bem, isso já é uma outra história!
Em tempos de dificuldades, a paciência é provada e somos tentados a nos queixar (v. 9; lit., gemer, ou seja, reclamar ou resmungar) uns contra os outros. Tiago adverte os cristãos a não apontarem para os erros de outra pessoa, para que não sejais condenados. A proximidade da vinda de CRISTO serve como advertência contra o fracasso do cristão bem como para a consolidação da sua constância. Além do mais, o juiz está à porta. O retorno de CRISTO está próximo; Ele será o Juiz de todos os homens; portanto, não devemos assumir o papel de julgar os outros, quer fora quer dentro da Igreja (cf. Mt 7.1-5).
C. Exemplos de Paciência, 5.10,11
Exemplos de piedade e devoção sempre servem de encorajamento para o cristão. Tiago provavelmente tinha as palavras de JESUS em mente: “bem-aventurados sois vós quando vos [...] perseguirem [...] por minha causa. Exultai [...] porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5.11-12). E por isso que ele diz: Eis que temos por bem-aventurados (v. 11, “Eis que temos por felizes”, ARA). “Nós, semelhantemente a JESUS, pronunciamos uma bem-aventurança aos profetas que foram homens tão pacientes”. Tiago nos lembra do nosso privilégio bem como do nosso sofrimento. Se sofremos por DEUS, estamos em boa companhia. Por que os profetas, em vez de JESUS (cf. 1 Pe 2.21), foram escolhidos por Tiago como exemplos de paciência? Mayor considera diversas possibilidades, entre elas que “Tiago deseja que eles vejam JESUS como o Senhor da glória em vez de o padrão de sofrimento”.
Dos profetas que sofriam com paciência e que falaram em nome do Senhor (v. 10), Tiago volta-se agora para um homem que tem sido conhecido como “o maior exemplo” de paciência. Essa é a única referência a Jó no Novo Testamento, embora Tiago entenda que seus leitores estejam familiarizados com a história de Jó: Ouvistes qual foi a paciência de Jó (v. 11). A paciência dos profetas era uma atitude de longanimidade em relação aos seus compatriotas que os perseguiam. A palavra usada para descrever a paciência de Jó (hypomene) significa persistência ou tolerância. A paciência singular de Jó podia ser reconhecida na sua determinação em suportar quaisquer que fossem os infortúnios, sem perder sua fé em DEUS. A frase o fim que o Senhor significa “o alvo do Senhor”. O apóstolo sabia que o propósito final de DEUS sempre é bênção para o homem que suporta com paciência a aflição. Provavelmente, citando dos Salmos, ele conclui: “porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo” (v. 11, ARA; cf. SI 103.8; também Êx 34.6).
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 182-183.
 
Tg 5.7 Os crentes devem ser pacientes mesmo em meio às injustiças. Os crentes precisam ter perseverança, confiar em DEUS em meio às suas dificuldades, e se recusarem a procurar a vingança pelas injustiças que são cometidas contra cada um deles (veja também 1.2,12; Sl 37). Mas a paciência não significa inatividade. Havia trabalho a ser realizado — servir a DEUS, cuidar uns dos outros, e proclamar as Boas Novas. Existe um ponto final, uma ocasião em que a paciência não será mais necessária - a vinda do Senhor. Nesta ocasião, tudo será corrigido. A igreja primitiva vivia em constante expectativa da volta de CRISTO, e nós devemos fazer o mesmo. Como nós não sabemos quando CRISTO irá retornar, para trazer a justiça e remover toda a opressão, devemos esperar com paciência (veja 2 Pe 3.8-10).
Como um exemplo de paciência, Tiago fala do lavrador, que precisa esperar o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência.
A paciência deve ser exercitada e desenvolvida no período entre as chuvas. Até mesmo aqueles que não são lavradores têm muitas oportunidades para desenvolver a paciência. A espera da chegada de um bebê, o início em um novo emprego, a conclusão dos estudos, a espera pela visita de alguém querido, a melhora lenta da saúde durante uma enfermidade prolongada – todas estas situações colocam a nossa paciência à prova.
Nós iremos exercitar a paciência quando nos concentrarmos no resultado final da nossa espera. O caminho de DEUS raramente é o caminho mais rápido, mas é sempre o caminho completo.
Tg 5.8 Em lugar de serem como os ricos do versículo 5, que “engordaram” seus corações na riqueza deste mundo, os crentes devem permitir que a certeza do retorno de CRISTO os ajude a ser pacientes e a fortalecer o seu coração, isto é, ter coragem. Quaisquer que sejam as circunstâncias, Tiago nos encoraja a sermos firmes na nossa fé e a termos uma alegria inspirada pela fé que impregne todas as partes da vida (veja 1.2-4). Como o lavrador, nós investimos muito tempo na nossa esperança futura. O lavrador está à mercê do clima - ele está fora do seu controle. Mas nós realmente sabemos que a vinda do Senhor está próxima.
Tg 5.9 Estes crentes, que estavam enfrentando a perseguição de fora e os problemas de dentro da igreja, naturalmente poderiam se achar resmungando e criticando uns aos outros. Tiago não quer que eles se encham de ressentimentos e amarguras uns em relação aos outros — isto somente destruiria a unidade de que eles precisam tão desesperadamente. Recusar-se a se queixar uns contra os outros faz parte da virtude de ser paciente (5.7). Queixar-se uns dos outros indica uma atitude descuidada em relação às palavras. Devido aos perigos criados pelas nossas palavras (veja Tg 3.I-I2), não podemos ser descuidados na maneira como falamos uns com os outros e uns dos outros.
Tiago já mencionou o grande Juiz (4.12).
Este Juiz não está longe, mas já está à porta. Tiago está advertindo os crentes a que não estejam envolvidos em julgamentos, brigas críticas ou mexericos quando aquele a quem deveriam servir retornar. O conhecimento da presença de CRISTO não é apenas confortante; ele também pode ser condenador – especialmente quando nós começamos a nos comportar como se Ele estivesse longe.
Tg 5.10 Os cristãos de origem judaica conheciam as histórias dos profetas, muitos dos quais sofreram enormemente ou foram mortos por proclamar a mensagem de DEUS (veja, por exemplo, o caso de Elias, em 1 Reis 19.1 ss.; o caso de Jeremias, em Jeremias 38; e o caso de Amós, em Amós 7). Tiago está lembrando os seus leitores de que mesmo aqueles que falaram em nome do Senhor tiveram que ter paciência na sua aflição. O significado parcial é que DEUS não preserva aqueles a quem Ele chamou do sofrimento; antes, Ele os preserva no sofrimento. Eles tornam-se um exemplo para todos os crentes por causa da sua obediência e fidelidade, a despeito das dificuldades que suportaram.
Tg 5.11 Aqui Tiago está levando seus leitores à aplicação das lições de pessoas do Antigo Testamento. Por exemplo, Jó pode nos oferecer um olhar fascinante à história antiga e uma biografia interessante, mas a melhor obra de Jó é como um professor: alguém que sofreu e que pode nos ajudar a suportar o sofrimento. A sua vida é um exemplo que nós precisamos seguir. Jó pode ter reclamado, mas ele não deixou de confiar em DEUS, ou de obedecer ao Senhor (veja Jó 1.21; 2.10; I6.I9-2I; 19.25-27). E o Senhor o libertou e o restaurou (veja Jó 42.12). Os crentes, depois de todo o sofrimento que tinham suportado até então, eram encorajados a não desistir - DEUS os libertaria e os recompensaria.
Nós podemos ver claramente, com base na vida de Jó, que a perseverança não é o resultado do entendimento. Jó nunca recebeu uma explicação de DEUS sobre o seu sofrimento.
Isto deve-se, em parte, ao fato de que a dor é frequentemente uma parte da vida que deve ser suportada sem explicações. Existem muitas coisas que nós conseguimos entender, mas não todas. O objetivo de DEUS não é que nós simplesmente desenvolvamos uma mente cheia de explicações e respostas; o seu objetivo é trazermos a um ponto em que nós confiemos nele. DEUS não gosta de ver o seu povo sofrendo. Ele permite que o seu povo enfrente a dor porque um bem maior será produzido. Enquanto isto, Tiago encoraja os seus leitores a confiarem em DEUS, a esperarem pacientemente, a perseverarem, e a se lembrarem de que DEUS é muito misericordioso e piedoso.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 689-690.
 
Primeiramente ocorre a menção do grande horizonte que domina a história universal, o grande dia do juízo. Na sequência Tiago mostra que esse horizonte não é apenas assustador, mas também consolador, útil e mais uma vez compromissivo. Temos a impressão de que não somente no presente bloco, mas em toda sua carta Tiago visa fornecer uma orientação para “viver o cotidiano à luz do Senhor vindouro” (K. Hartenstein).
1 – O grande futuro ajuda a viver corretamente no presente (v. 7s).
Mas como podemos perseverar na fé, até mesmo quando somos alvo da injustiça descrita no v. 6?
Tg 5.7 “Perseverai, pois, irmãos, até à chegada do Senhor”:
a) “Irmãos”: aqui o texto se dirige àqueles que ouviram o chamado de JESUS e se tornaram filhos de DEUS por arrependimento e fé e pelo ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14s).
b) “Chegada”, em grego parousia, “do Senhor”: a palavra, freqüentemente traduzida como “volta”, significa literalmente “presença”, “chegada” (parousia tem ambos os significados: estar presente e tornar-se presente). A palavra expressa aqui que Aquele que no passado veio discretamente como ser humano e que agora está presente de modo invisível, inclusive por meio sua palavra e ESPÍRITO, virá e se manifestará súbita e dominantemente em divindade explícita (Jo 1.14; Mt 18.20; 28.20; 25.31s; Lc 17.24; 1Co 1.7; Fp 3.20; Tt 2.13).
Sabemos, para onde correm a história do mundo e da salvação. Essa esperança determina nossa atualidade. “A expectativa esperançosa do futuro torna-se rigorosa disciplina para a atualidade” (Heinrich Rendtorff). A questão dominante é se estamos prontos para a chegada dele (Mt 24.44; Lc 12.35). Seja como for, cabe dizer “que somente poderemos falar de uma vida cristã quando o olhar para o Senhor vindouro dominar todas as coisas.
c) “Suportai, pois, com paciência”: no NT grego consta um verbo formado por makrothymia = “longanimidade”, “perseverança”. Por sabermos que DEUS pronunciou a primeira palavra sobre este mundo e que também pronunciará a última, podemos ter fôlego resistente. Por termos conhecimento de como tudo “se apaga” em nossa vida pessoal e no mundo todo, podemos aguentar firmes.
“Considerai como vossa beatitude a longanimidade de nosso Senhor” (2Pe 3.15). DEUS espera até que sua casa esteja cheia (Lc 14.22s), até que tenha entrado o “número pleno dentre as nações” previsto por ele (Rm 11.25). Não é DEUS quem nos faz esperar, mas somos nós que o fazemos esperar. A morosidade não é de DEUS, mas nossa (2Pe 3.9,14s). Necessário é que os chamados também sejam preparados para que o Filho possa apresentar-nos ao Pai (Ef 5.25-27; Fp 1.6; 2Co 4.14; Cl 1.22,28; 1Ts 5.23). “Esperai e correi” em 2 Pe 3.12 igualmente pode ser traduzido como “esperai e acelerai”. Apesar de todas as exortações à paciência certamente temos também a permissão e a ordem de suplicar pela vinda próxima de JESUS (Ap 22.17; Rm 8.18-27). Também Lc 18.7s se refere, conforme o contexto, à intervenção de DEUS em seu grande dia para redimir os seus e eliminar o inimigo (cf. também Rm 16. 20; Ap 20.1-3).
d) De uma forma geral, as pessoas estão acostumadas a aguardar algo que na verdade não têm em mãos, mas do que não duvidam, em última análise por confiarem na fidelidade de DEUS: “Eis que o lavrador aguarda.” Espera por duas coisas:
d.1) Pelo resultado de seus esforços: “o precioso fruto da terra”. Constitui grande milagre que a terra dê, com antiga fidelidade, a cada ano, o que o ser humano precisa. Quando falha apenas um ano, isso representa, até mesmo na atual era industrial, a maior catástrofe. Mas, após um crescimento praticamente imperceptível, a terra produz fielmente suas dádivas, embora as plantinhas sejam inicialmente muito pequenas e ameaçadas. O próprio DEUS se mantém fiel a nós nessa questão: “Enquanto durar a terra não cessarão semeadura nem colheita” (Gn 8.22; cf. Mc 4.26-29).
d.2) Espera que a planta receba o que precisa para crescer e amadurecer: “as primeiras e as últimas chuvas”, a chuva no outono para a semeadura e a germinação, a chuva na primavera para o crescimento e a maturação. O agricultor pratica com denodo e cuidado o que sabe e pode fazer. Deixa o restante serenamente por conta de alguém outro.
Tg 5.8 e) “Suportai-vos também com paciência”: também no caso do reino de DEUS temos uma colheita (Mt 13.23,30; Ap 14.15s; Sl 126.5s; Gl 6.9). Também nele é preciso semear e trabalhar a lavoura (Mt 13.3,24; 1Co 3.9; Gl 6.9). Porém o próprio Senhor tem de conceder o crescimento (1Co 3.6). Por meio da metáfora do lavrador se expressam duas coisas:
e.1) Não se preocupem, um dia haverá uma colheita. Os cardos e abrolhos, o inço semeado pelo inimigo não poderão sufocar tudo (Mt 13.8,23,30). e.2) A lavoura recebe de DEUS aquilo de que tem necessidade, “as primeiras e últimas chuvas”, sua palavra e seu ESPÍRITO (bem como as pessoas que prestam o serviço, hoje e amanhã – 1Co 3.6). “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de CRISTO JESUS” (Fp 1.6). Por isso nós também podemos estar tranquilos. O fato de que a extraordinária semente tenha caído no solo já não poderá ser revertido pelo inimigo com sua astúcia e violência, nem com todo o seu exército (Jo 12.24). Pelo fato de nosso Senhor ter sido morto e ressuscitado, a colheita para DEUS pode amadurecer em nossa vida e também na vida de outros, por meio de nós. Já não será em vão o que fizermos (1Co 15.58).
f) Como, porém, sustentaremos essa paciência e serenidade? Tiago convoca: “Fortalecei os corações.” E Paulo escreve: “Sede fortes no Senhor” (Ef 6.10). A “bateria” de nossa própria força se esgotaria rapidamente. Somente quando perseveramos na “fonte energética” da força dele somos capazes de resistir. Cuidar desse contato significa “fortalecer os corações”. JESUS expressa isso por meio da ilustração da videira e dos ramos: “Permanecei em mim, e eu em vós, e dareis muito fruto. Porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 1.3s). – Tiago afirma: toda a questão pode ser vista em conjunto. Afinal, não é possível continuar infinitamente assim: “A chegada do Senhor está próxima”.
2 – Como o grande dia da salvação ainda poderia se tornar uma desgraça para nós (v. 9).
De que nos valeria a esperança pelo grande dia se, quando ocorrer, não fôssemos encontrados prontos?
Tg 5.9 Tiago diz como isso pode acontecer precisamente na época em que a “injustiça toma conta e o amor esfria em muitos” (Mt 24.12): “Não vos queixeis uns aos outros, irmãos”: a queixa pode se dirigir contra o entorno, mas também contra os co-cristãos (“uns aos outros”). Tempos de perseguição sempre foram também tempos de confusão interior nas igrejas. Isso duplica o sofrimento. Amigos se afastam e nos atacam pelas costas. Alguns não querem ceder nem um milímetro. Outros gostariam de fazer acordos dizendo ser “prudência de serpente” (Mt 10.16), como a definem. O inimigo sempre manejou de forma excelente a arte de “dividir e dominar”. Alguém que persistir fielmente em seu lugar certamente ficará amargurado e gemerá por causa de seus amigos. Desse modo, porém, em pensamento já estará julgando (cf. acima o comentário a Tg 4.11s). E nosso Senhor declara: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7.1). Também Tiago nos diz o que está em jogo nesse pensamento (como tal muito bem inteligível): “Para que não sejais julgados” (novamente notamos que Tiago está próximo do Sermão do Monte). Em vista do grande juízo final temos de escolher se enveredaremos pela “via judicial” (“exijo o meu direito!” – contudo desse modo não somos capazes de “responder nem a uma de mil coisas”, Jó 9.3), ou, então, pela “via da graça”. Nosso Senhor franqueou este caminho com seu sacrifício e nos convida, consequentemente, a apresentar nosso “pleito por graça”. “Quem invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl 2.32). Quando julgamos ao próximo, “queixando-nos” dele e buscando proceder contra ele pela “via judicial”, abandonamos também para nós mesmos a “via da graça”. JESUS, por exemplo, declara: “Com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também” (Mt 7.2; cf. Mt 18.23-35). – “O Juiz está diante da porta”: nosso Senhor virá em breve. Isso faz com que tudo seja ainda mais atual.
3 – Outros foram exemplos para nós na perseverança (v. 10s).
Tg 5.10 Não somos os primeiros que passam por coisas desse tipo. Em outros que trilharam o caminho antes de nós podemos constatar o que acontece com uma pessoa, como ela procede corretamente e a que alvo DEUS a leva: “Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor”: se tivessem silenciado, nada lhes teria acontecido. Se tivessem dito o que as pessoas gostam de ouvir, teriam sido aplaudidos. Contudo perseveraram em sua missão. Por isso, no lugar em que se encontravam estava também seu Senhor (cf. 1Rs 18.36). Pessoas como elas são incômodas para o inimigo. Mas ele sempre encontra outras pessoas que também se deixam usar como instrumentos dele contra aquelas. Elas passam a atacar duramente os mensageiros de DEUS. Por isso eles não ficam isentos do sofrimento. Porém, confiando em seu Senhor, preservam e comprovam paciência, perseverança e rumo claro. Também os que foram crentes antes de nós não passaram sem tribulação por este mundo. Não esperemos algo diferente!
Tg 5.11 “Temos por felizes os que perseveraram firmes”: no entanto não adianta somente declará-los felizes. Temos de seguir o exemplo deles. Não basta ler biografias cristãs. É necessário que em nosso lugar e nossa época também nós sejamos aprovados no sofrimento e na paciência.
Em Hb 11.17-40 cita-se por nome uma série de pessoas que andaram o caminho antes de nós e cruzaram a meta. Tiago, porém, menciona somente uma: Jó. “Tendes ouvido da paciência de Jó”: atingiam-no, golpe após golpe, as “notícias sinistras”. Ele, porém, dizia: “O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1.21), bendito apesar de tudo! A pessoa mais próxima dele, sua esposa, aconselhou-o a renegar a fé: “Amaldiçoa a DEUS e morre!” (Jó 2.9). Ele, porém, ficou firme: “Temos recebido o bem de DEUS e não receberíamos também o mal?” (Jó 2.10). Ao prosseguir na leitura do livro, notamos: nem mesmo Jó estava livre de dúvidas. Às vezes passava bem perto da ira contra DEUS. Também os líderes espirituais de nosso país não desempenharam sempre um papel tão admirável como poderíamos imaginar a partir de diversas biografias. E tampouco nós o desempenharemos. “… para que diante dele ninguém se glorie” (1Co 1.29).
“Vistes o fim do Senhor; que o Senhor é rico em terna misericórdia e cheio de compaixão”: O “fim do Senhor” é, na acepção lingüística ativa, uma expressão hebraica peculiar e significa o fim (positivo) que DEUS deu à atribulada trajetória de Jó, o alvo para o qual ele o conduziu (Jó 42.10-16). DEUS declarou-se admiravelmente favorável a Jó. Como razão de tudo isso Tiago cita somente uma coisa: “que o Senhor é rico de terna misericórdia e cheio de compaixão” (cf. acima o comentário sobre Tg 2.13; 3.17 acerca da misericórdia de DEUS).
Pergunta-se se essa palavra também se refere a JESUS. Nesse caso significa: o destino de Jó foi uma das prefigurações da trajetória de JESUS. De forma muito diferente de Jó ele também comprovou a perseverança paciente. E o desfecho positivo nele foi ainda mais significativo (Fp 2.5-11). Nós “vimos” que DEUS se declarou milagrosamente a favor dele na Páscoa e na Ascensão. Igualmente “vimos”, ou seja, experimentamos, que “o Senhor é rico de terna misericórdia e cheio de compaixão”. Por ter passado por tudo isso, nosso Senhor nos compreende completamente e tem maior compaixão com nossa fraqueza (Hb 4.15).
É possível uma ou outra interpretação da passagem. Seja como for, a mensagem é: é verdade que passamos por consideráveis sofrimentos e testes de paciência, porém temos um Senhor misericordioso que não nos quer torturar, mas conduzir a um fim glorioso (Is 28.29; 1Co 10.13).
Fritz Grünzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
 
3. Fortalecer.
DEUS está tão interessado na forma em que ganhamos e gastamos o nosso dinheiro quanto está com o montante que colocamos na sacola de ofertas. O versículo 4 condena aqueles que se tornam ricos por meio da exploração. Encontramos aqui um paralelo hebraico comum na poesia do Antigo Testamento, no qual o segundo pensamento repete o primeiro de uma forma levemente diferente. Na primeira cláusula, são os clamores dos que ceifaram que entraram nos ouvidos do Senhor. A linguagem reflete a lei do DEUS do Antigo Testamento para o trabalhador: “Paguem-lhe o seu salário diariamente, antes do pôr-do-sol, pois ele é necessitado e depende disso. Se não, ele poderá clamar ao Senhor contra você, e você será culpado de pecado” (Dt 24.15, NVI). Jahwe Sabaoth (Senhor dos Exércitos) era um nome israelita para Javé.
O versículo 6 reflete a riqueza desonesta adquirida por meio de ações fraudulentas da justiça. Em 2.6, Tiago refere-se aos ricos que “vos arrastam aos tribunais”. Ele não vos resistiu provavelmente significa que o pobre não tinha uma defesa legal adequada. Nos tribunais, os ricos influentes têm “condenado e devastado” (Phillips) o pobre que não tem condições de pagar o salário de um advogado ou o suborno para o juiz. O desamparo da vítima somente aumenta a culpa do opressor. Quando o desejo por riqueza se torna tão intenso a ponto de planejar tirar a vida de outra pessoa, a ganância tornou-se assassina.
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 189-190.
 
Tg 5:4 Além do mais, Tiago sabe que as riquezas acumuladas em geral indicam injustiça. Na Palestina, em geral, tratava-se de injustiça contra os trabalhadores rurais. Vede! o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, e que por vós foi retido com fraude, está clamando. O sistema econômico da Palestina utilizava trabalhadores braçais diaristas, em vez de escravos, em parte porque o escravo passaria a custar mais, caso ele se convertesse ao judaísmo. Esses trabalhadores contratados eram os filhos jovens das famílias de camponeses expulsas de suas terras por causa de bancarrota, quando as hipotecas das propriedades venceram e não havia como pagá-las. Tais trabalhadores viviam da mão à boca. O salário de hoje é para comprar o desjejum de amanhã. Quando o salário não era pago no fim do dia, a família passava fome. A despeito de uma porção de mandamentos no Antigo Testamento (Lev 19:13; Deut 24:14-15), os ricos descobriam jeitos de reter o salário dos trabalhadores (e.g., Jer 22:13; Mal 3:5). O fazendeiro poderia retê-lo até o fim da época de colheita, a fim de garantir que o camponês viria trabalhar; poderia apelar para uma minúcia técnica a fim de provar que o contrato não foi cumprido; ou poderia alegar estar cansado demais para pagar o salário no fim do dia. Se o trabalhador reclamasse, o patrão o poria na lista negra; se fosse aos tribunais, o rico teria os melhores advogados. Assim é que Tiago retrata o dinheiro no bolso dos ricos, dinheiro que deveria ter sido usado para pagar os trabalhadores que clamam por justiça.
Os clamores não deixaram de ser ouvidos por alguém: os clamores dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor Todo-poderoso. Visto tratar-se de ceifeiros, não pode haver desculpa de falta de dinheiro; há montões de cereais para serem vendidos. O trabalhador faminto apelou aos prantos para o único recurso que tem: DEUS. Ao mencionar o Senhor Todo-poderoso, Tiago lembra seu leitor de Isaías 5:9, onde as pessoas que adquirem grandes latifúndios são condenadas.
Todos os judeus sabiam o que acontecia às pessoas condenadas por Isaías, e também sabiam que os ouvidos de DEUS estão abertos para os pobres (Salmo 17:1-6; 18:6; 31:2), de modo que a declaração de Tiago inclui a ameaça de julgamento.
Peter H. Davids. Comentário Bíblico Contemporâneo. Editora Vida. pag. 150-151.
 
Tg 5.4 Violação não apenas do amor, mas igualmente do direito (cf. Lv 19.13; Dt 24.14; Jr 22.13). “Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos cortadores penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos”: não somente deixaram de doar, mas tampouco deram o que era devido (até mesmo por um serviço que lhes trouxe muitos rendimentos). Também nós cristãos temos de nos submeter a interrogatório nesse aspecto. Paulo diz: “Não fiqueis devendo nada a ninguém” (Rm 13.8). Talvez façamos muitas coisas voluntariamente no sentido do amor cristão (o que possivelmente nos rende certo reconhecimento). Contudo geralmente deixamos de fazer o que simplesmente teria sido nosso dever e o que todos consideram óbvio (motivo pelo qual não rende nenhuma admiração). Primeiro temos de satisfazer a justiça, antes de praticarmos o amor. Primeiro temos de pagar as contas antigas e assalariar com justiça nossos colaboradores, antes de fazermos grandes donativos. É possível atuar ocasionalmente de maneira cristã, e ao mesmo tempo negligenciar os pais idosos, o cônjuge e os próprios filhos. “Se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm 5.8). Como pregadores e pastores podemos ter grande alcance pela mensagem falada e escrita e ter um nome, e ao mesmo tempo negligenciar os enfermos, os idosos e a população de risco na própria congregação e igreja. “O que se requer dos administradores é que cada um deles seja encontrado fiel” (1Co 4.2). Somos administradores com tudo o que temos e somos. Tudo é propriedade dada em custódia. Importa, então, ser fiel no lugar em que DEUS nos colocou.
O salário retido “grita” a DEUS como o sangue de Abel (Gn 4.10) e como o pecado de Sodoma (Gn 18.20). Surpreendentemente DEUS se importa também com a realidade social e nosso comportamento em sociedade. Não queremos ficar em dívida nem nos aproveitar da parte contrária, sejamos empregadores ou empregados. Também categorias profissionais inteiras devem receber o que lhes cabe, p.ex., a classe camponesa, porque “todo trabalhador é digno de seu salário” (cf. Lc 10.7). Faz parte do “salário” também a moradia digna e a obtenção do devido reconhecimento, sem ser degradado para cidadão de segunda categoria.
Fritz Grünzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
 
Tg 5.1-3. Essa seção, que trata do julgamento de DEUS aos ricos, é uma continuação natural de 4.13-17, em que Tiago trata da ideia de fazer negócios e obter ganhos sem incluir DEUS nos planos. Há, no entanto, uma mudança marcante na atmosfera da epístola. Em 4.13-17, Tiago se dirige aos mercadores da Diáspora; aqui ele tem em foco os ricos proprietários de terra da Palestina. No capítulo 4, o autor estende esperança e aperfeiçoamento; aqui há apenas um prognóstico de julgamento. Em outra parte da epístola, o autor se dirige aos “irmãos” cristãos; aqui, obviamente ele está se dirigindo aos ímpios.
É possível que Tiago tenha imaginado que sua mensagem escrita pudesse cair nas mãos de algumas pessoas dessa classe de homens ricos e eles seriam, assim, advertidos. Cremos que o ESPÍRITO SANTO tinha em mente uma influência mais ampla do que a que encontramos em nossa Bíblia
— uma influência que certamente ia além do que Tiago imaginava quando foi movido pelo ESPÍRITO SANTO a lhes escrever.
A. O Ai Pronunciado, 5.1
Em nenhum lugar do Novo Testamento os ricos são denunciados simplesmente pelo fato de serem ricos. Os ricos (v. 1) estão inclinados a dizer para si mesmos: “Coma, beba e folgue”; mas DEUS diz: chorai e pranteai por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. Quando DEUS fala, é bom prestar atenção.
B. Acúmulo Egoísta, 5.2,3
Tiago aponta agora para o mal das riquezas que são acumuladas de maneira egoísta, em vez de gastas ou investidas para um propósito que DEUS aprova. O julgamento descrito nessa seção não havia se cumprido no tempo em que Tiago estava escrevendo, mas esse julgamento é tão certo que Tiago fala a respeito dele de maneira profética. O significado literal do grego é que essas misérias já estão no processo de se tornarem realidade. Vossas riquezas (v. 2) provavelmente referem-se a riquezas agrícolas como grãos, vinho ou óleo, que eram estocadas mas que também estavam sujeitas a se estragar (cf. Lc 12.16-20).
A expressão os últimos dias (v. 3) parece claramente referir-se à consumação do tempo e ao dia do julgamento. Na última sentença do versículo 3, parece haver um jogo de idéias e palavras. Os ricos que acumulavam tesouros para os seus próprios “últimos dias” descobrirão que esses tesouros tornaram-se fogo nos últimos dias do julgamento final. “Sua ferrugem [...] comerá sua carne, visto que vocês armazenaram fogo”.
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 188-189.
 
Observação minha - Ev. Henrique - Dali a alguns anos esses mesmos ricos perderiam tudo devido à invasão romana. (ano 70).
 
Tg 5.1 As palavras “chorai e pranteai” eram frequentemente usadas no Antigo Testamento pelos profetas para descrever a reação dos ímpios quando o Dia do Senhor (o dia do juízo de DEUS) chegasse (veja Is 13.6; 15.3; Am 8.3). JESUS disse que entre aqueles que fossem excluídos do reino de DEUS haveria pranto e ranger de dentes (Mt 8.12; 22.13; 24.51; 25.30).
Tg 5.2 A instabilidade das riquezas é a advertência mais evidente das “misérias” futuras dos ricos. Os bens que estão apodrecidos e as roupas que se transformam em farrapos indicam a transitoriedade da vida. O seu dinheiro, a sua segurança, o seu luxo e a sua autoindulgência são equivalentes a coisas apodrecidas porque não lhes servirão para nada na eternidade.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 687-688.
 
Tg 5; 1-3. No bloco anterior Tiago falou de pessoas seguras de si que pensam não precisar de DEUS. É possível que agora tenha lembrado da objeção: “No entanto, não deixam de ter êxito e prosperar. Têm todos os trunfos na mão e os usam. Nós pessoas humildes temos de sofrer muito debaixo dessa situação.” Em decorrência, Tiago apresenta neste trecho o que acontece com a riqueza vinda de DEUS. No presente caso as pessoas de que se fala não são primordialmente membros da igreja (ainda que vários do seu âmbito tiveram e têm de se confrontar com a pergunta: “Senhor, sou eu?”). A princípio os ricos fora da igreja não devem ter visto a carta (como também ocorreu com as palavras proféticas sobre a Babilônia, Assíria, Tiro, etc. – Is 13-23; Jr 46-51; etc. – que não foram proclamadas nessas cidades). Mas a palavra serviu para deixar as coisas claras.
1 – “Vós ricos”, em grego ploúsios (v. 1).
1 a) No Sl 73.12 consta: “Os ímpios aumentam suas riquezas”. Também nos evangelhos os ricos muitas vezes participavam da oposição (Mt 23.14; Lc 16.14). O próprio JESUS descreve em suas parábolas dois personagens ricos para os quais a propriedade veio a ser fatal: o rico que ignorava Lázaro que jazia à sua porta (Lc 16.19ss) e o rico agricultor que se satisfazia com sua riqueza, acreditando poder usá-la exclusivamente em prol de si mesmo (Lc 12.16-21). JESUS sentencia: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de DEUS” (Mt 19.24; Lc 18.25). E Paulo escreve: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada” (1Tm 6.9).
b) Também hoje muitas pessoas são ateístas não tanto por causa de dúvidas intelectuais, mas porque no fundo pensam não precisar de DEUS e por confiarem nos bens, na boa posição, em suas capacidades. São esses seus ídolos. “A avareza é uma raiz de todos os males” (1Tm 6.10). Leva a uma atitude errônea perante DEUS e pessoas.
c) Para a última jornada da história universal anuncia-se que o anticristo controlará tudo e boicotará os que se mantêm fiéis a JESUS (Ap 13.17). Nos salmos eles são chamados de “necessitados” (Sl 10.2,12; 12.5; 34.2,7; 74.19-22; etc.). JESUS os chama de “pobres”. Mas declara: “Bem-aventurados vós, os pobres” (Lc 6.20).
2 – Muda a situação (v. 1-3).
a) O fato da mudança de tom. Tiago vê aproximar-se o que os ricos ainda não veem: “Atenção, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão!” “Como o mundo jaz cego e morto! Dorme em segurança e presume que a aflição do grande dia ainda está distante e remota” (J. C. Rube; cf. também Lc 17.26-30).
2 b) A causa da guinada. “Vossa riqueza está apodrecida”: provavelmente tem-se em mente as ricas reservas de víveres que foram estocados e agora se deterioraram. Era muito melhor guardar esses estoques do que dá-los aos pobres (Sl 41.2; Pv 19.17; Sir 4.1-6; Mt 5.42; 25.40; Lc 6.38; Gl 6.9s; Hb 13.16). Novamente somos lembrados aqui do Sermão do Monte (Mt 6.20).
Tg 5.3 “Vosso ouro e vossa prata enferrujaram”: os antigos ainda não tinham a possibilidade de limpar metais nobres de outras substâncias da forma como nós. Por isso era possível que em certas condições também ouro e prata oxidassem. As ações caem. Empresas de renome pedem concordata ou têm de ser vendidas com urgência; não resta muita coisa aos donos antigos. Instala-se o desemprego. Bons cargos se perdem. Outros ramos da economia são prejudicados também. Caem as receitas de impostos. Uma coisa está ligada à outra. O chão treme sob os pés. Ou pode ser até mesmo que grasse pelo país o arado da guerra e da revolução; grandes personalidades de ontem tornam-se hoje mendigos.
c) Bens não usados transformam-se em acusação: “Sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos”: Na grande data do juízo de DEUS servirão de testemunhas contra eles os mantimentos deteriorados e as roupas, bem como o dinheiro estocado e depreciado, que não manteve seu brilho, por assim dizer, por não circular nas mãos de terceiros. Não obstante, um dia seremos questionados: Vocês ouviram muito sobre a miséria daqueles povos distantes, mais do que no passado. E vocês também tinham mais possibilidades de fazer algo, mais que no passado. O que foi que vocês cristãos ocidentais abastados fizeram nessa área?
d) A conexão de nosso destino com o de nossos bens. “Sua ferrugem há de devorar, como fogo, a vossa carne”: a ruína do que foi acumulado contagia aquele que acumulou e que se prendeu às coisas acumuladas. O ídolo arrasta o idólatra junto em sua própria ruína. João escreve: “O mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de DEUS permanece eternamente” (1Jo 2.17). É extremamente importante soltar-se do mundo e ligar-se a JESUS. Ele declara: “A (vontade e a) obra de DEUS é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado.” (Jo 6.29). “Todo o que comete pecado é escravo do pecado… Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.34,36).
Fritz Grünzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
 
III – A ATUALIDADE DA EPISTOLA
1. Num tempo de superficialidade espiritual.
Relacionamento mais intimo com DEUS (Andar com DEUS)
ANDAR, Metáfora de,
1. A metáfora do ato de andar expressa a natureza geral da vida espiritual. Isso é comum nas páginas do NT. Ver Gál. 5:16,25; 6:16; Rom. 4:12; 6:4; 8:1,4; 13:13; I Cor. 3:3; 7:17; Efé. 2:10; 4:1,17; 5:2,8,15; Fil 3:16-18; Col. 1:10; 2:6; 4:5; I Tes. 2:12; 4:1,12; II Tes. 3: 11. A metáfora se encontra em Paulo 33 vezes, e no resto do NT, 16 vezes. Nos filósofos éticos, também é comum.
2. A orientação do ESPÍRITO. Andar no ESPÍRITO, na comunhão e sob a influência do ESPÍRITO, o Poder Divino que cultiva em nós seus frutos. «Devemos dar os nossos passos pela ajuda e orientação do ESPÍRITO», (Robertson, em Gál. 5:25).
Andai na luz! Assim conhecereis aquela comunhão de amor, Que somente seu ESPÍRITO pode dar. E que reina na luz superior. Andai na luz! E nem mesmo O sepulcro terá sombra temível: A glória espantará sua tristeza, Pois CRISTO conquistou também ali. (Bernard Barton)
3.Os Mandamentos e o Andar
a. Todos OS mandamentos éticos do N.T., estão relacionados ao modo de «andar», ou seja, à maneira do crente conduzir-se neste mundo. O ato de andar é uma série de quedas interrompidas. Em nossas imperfeições, caímos com frequência, e mesmo quando andamos, levamos conosco muitas quedas. Porém, o crente autêntico acaba encontrando a vitória cabal sobre todos os vicios.
b, O andar do crente precisa envolver as seguintes características:
Honestidade (ver I Tes. 2:12).
Ser digno de DEUS (ver I Tes. 2:12), ser digno do Senhor (ver Cal. 1:10), e ser digno de nossa vocação (ver Efé. 4:1). No ESPÍRITO (ver Gã1. 5:25), e como filhos da luz (ver Efé. 5:8).
Digno de DEUS.., I Tess 2. 12. No grego encontramos o termo aksio«, um advérbio muito bem traduzido aqui, isto é, de maneira tal que o crente possa ser aprovado por ele, cuja vida seja agradável ao Senhor, sendo conduzido, ao destino que o Senhor planejou para nós, em CRISTO JESUS. (Comparar com Cal. 1:10). Essa passagem diz: «...a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra, e crescendo no pleno  conhecimento de DEUS. É dessa maneira que podemos cultivar uma conduta digna. Também se pode comparar com o trecho de Efé. 4:1: «Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados..... Essa expressão tem sido encontrada em vários papiros e inscrições de tipo diverso do N.T., bem como em antiquíssimos documentos cristãos, como em I Clemente 21:1 e Policarpo 5:2.
4. A Maneira Digna de Andar.
a. O seu exemplo é CRISTO, o qual, como homem em que se tornou, enfrentou as mesmas tentações e problemas com que nos defrontamos, mas triunfou sobre tudo e muito aprendeu disso. (Ver Heb. 5:9).
Dessa maneira se tornou o Pioneiro de nossa fé, mostrando-nos a vereda a seguir e como podemos enveredar por esse caminho. (Heb. 2:10). Ele dizia: «Vinde após mim? (Mat. 4: 19).
b. A maneira ideal de andar leva-nos a uma missão específica que precisa ser cumprida, pois cada indivíduo é singular e tem uma obra singular a realizar. (Apo. 2:17). Assim como o Pai enviou o Filho em sua missão, assim também somos agora enviados (ver João 17:18).
c. A maneira ideal de andar inclui a nossa comunhão com DEUS, através do ESPÍRITO, ao ponto mesmo de sermos o templo do ESPÍRITO SANTO, o lugar onde ele habita. (Ver Efé. 2:20-22). Isso requer a santidade e as boas obras (Ver I Tes. 4:3 e Efé. 2:10).
d. A maneira digna de andar requer que o crente ponha em prática os meios de desenvolvimento espiritual:
O estudo dos documentos sagrados, bem como de outros livros que sejam espiritualmente úteis.
5. Através desses meios que nos tomamos «dignos.. de DEUS, o qual nos chamou como seus filhos.
O Lado Negativo - o Andar nas Trevas.
O «curso. geral da vida conduz as pessoas aos vícios do paganismo, à participação na rebeldia maléfica, fazendo-os enveredar por avenidas de degradação do corpo e do espírito. A expressão, «andar nas trevas é usada somente nas obras joaninas. (Comparar com João 8:12 e 12:35). Para que não andemos nas trevas, precisamos da iluminação sobrenatural, pois o andar espiritual é inspirado e dirigido pelo ESPÍRITO de DEUS.
É impossível tal alvo para o homem natural. Este precisa de iluminação, de transformação, de inspiração e de ajuda da parte de DEUS. A experiência mostra isso para nós, porque frequentemente falhamos em nossas próprias forças; e quando a nossa santidade depende de nossa própria iniciativa, tomamo-nos profanos. Para andarmos santamente precisamos "nascer de novo". (ver I Ped. 1:23); e é o poder residente, do ESPÍRITO SANTO, em nós infundido, que nos confere a natureza moral de CRISTO.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 161.
 
A insistência de Tiago para que os cristãos pratiquem a palavra de DEUS, e não apenas a ouçam, e sua exigência das obras como partes integrantes da fé, compõem esta ênfase. A obediência à “lei da liberdade”, a exigência de DEUS resumida por JESUS, deve ser sincera e coerente. E esta obediência tem um importante aspecto social. O mandamento para que amemos nosso próximo como a nós mesmos é a “lei régia” (2.8). Tiago insiste em que “a religião pura e sem mácula” deve se manifestar no cuidado para com os desprivilegiados e menos favorecidos (“visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações”, 1.27) e numa atitude altruísta e mansa diante dos outros (3.13-18). O favoritismo demonstrado aos ricos transgredi a “lei régia” (2.1-7), assim como também a maledicência (4.11-12).
Douglas J. Moo. Tiago. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 51-52.
 
2. Num tempo de confusão entre salvação pela fé ou pelas obras.
II Pd 3.14 Pelo fato de os crentes poderem confiar na promessa de DEUS de lhes trazer uma nova terra, e por eles estarem aguardando estas coisas, eles devem viver imaculados e irrepreensíveis em paz. Em outras palavras, somente esta esperança poderosa pode nos instigar a viver com justiça. O reino de DEUS será caracterizado pela paz com DEUS; portanto, os crentes devem praticar a paz com DEUS agora, preparando-se para vivê-la no reino. Não devemos agir como preguiçosos e ser complacentes somente porque CRISTO ainda não retornou. Na verdade, devemos viver em ansiosa expectativa de sua vinda. O que você deseja estar fazendo quando CRISTO voltar? É assim que você deve viver todos os dias.
II Pd 3.15,16 Enquanto os crentes esperavam, talvez impacientemente, pelo retorno do Senhor, Pedro os lembrou de que eles tinham por salvação a longanimidade de nosso Senhor. A paciência de DEUS significa a salvação para muitos mais que terão a oportunidade de responder à mensagem do evangelho.
Pedro e Paulo tinham um grande respeito mútuo ao trabalharem nos ministérios para os quais DEUS os tinha chamado. Os ensinos dos apóstolos nunca eram distorcidos pela pessoa, nem pela área de ministério. Quer a carta viesse de Paulo, ou de Pedro, podia-se confiar que a mensagem seria a mesma, pois ela tinha vindo, em primeiro lugar, do próprio DEUS. Observe que Pedro escreveu sobre as cartas de Paulo como se elas estivessem no mesmo nível das outras Escrituras. A igreja primitiva já estava considerando as cartas de Paulo como sendo inspiradas por DEUS. Tanto Pedro como Paulo estavam cientes de que estavam transmitindo a Palavra de DEUS juntamente com os profetas do Antigo Testamento (veja I Ts 2.13). Nos primeiros dias da igreja, as cartas dos apóstolos eram lidas aos crentes e frequentemente passadas a outras igrejas. Às vezes, as canas eram copiadas e somente então eram passadas a outras igrejas.
Quanto melhor conhecermos a JESUS, menos atraentes serão os falsos ensinos. Os falsos doutores distorciam todas as Escrituras para que elas significassem o que eles queriam. No entanto isto podia resultar em perdição.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 758.
 
II Pd 3.15s Pedro não está sozinho com sua exortação. Com ênfase ele acrescenta isto às suas próprias palavras: Como também nosso amado irmão Paulo vos escreveu segundo a sabedoria que lhe foi dada, como também em todas as cartas em que fala desses assuntos. Neles algumas coisas são difíceis de entender, o que os ignorantes e inconstantes distorcem, assim como as demais passagens da Escritura, para sua própria perdição. Não é possível verificar se houve um motivo especial que levou Pedro a dizer essa palavra sobre Paulo. No entanto, é possível que nas igrejas a que ele se dirige a situação tenha sido semelhante à de Corinto, onde os “fortes” na fé argumentavam com frases de Paulo para justificar sua “liberdade”. Paulo considerou-se como um dos “fortes” (Rm 15.1), mas ao mesmo tempo claramente protegeu a “liberdade” também proclamada por ele (cf. 1Co 5.1-5; 6.12-20) contra mal-entendidos grosseiros, limitando-a com profunda seriedade por meio do “amor” (1Co 8; Rm 14.14 e 15.7). Quantas opiniões e doutrinas erradas e perigosas foram comprovadas “a partir da Bíblia”! Ou seja, isso já acontecia
naquela época, e Pedro precisa proteger a igreja contra isso. As pessoas que “distorcem” frases de Paulo ou outras passagens da Escritura fazem-no por risco próprio e para sua própria perdição. É isso que a igreja tem de considerar seriamente.
Uwe Holmer. Comentário Esperança Cartas aos II Pedro. Editora Evangélica Esperança.
 
II Pd 3.14-16 “E lembrem-se por que Ele está esperando. Ele nos está dando tempo para anunciar a sua mensagem de salvação aos outros” (Bíblia Viva). É impossível determinar o número de epístolas paulinas a que Pedro se refere aqui, mas Robertson acredita que Pedro deve ter lido todas elas um ou dois meses após a sua composição. De qualquer forma, Pedro insiste que quanto à questão do retorno de CRISTO ele e Paulo estão de acordo.
Ao falar dos indoutos e inconstantes, que torcem as Escrituras para sua própria ruína, Strachan aponta que a palavra indoutos (amatheis) “não significa tanto ‘indouto’, mas ‘mal educado’; uma mente não instruída e indisciplinada em hábitos de pensamento, carecendo de qualidades morais para um julgamento equilibrado”. A segunda palavra, inconstantes (astarikoi), “refere-se mais à conduta, aqueles cujos hábitos não são plenamente treinados e estabelecidos”. A razão óbvia e básica para se “traçar um sulco reto” na Palavra de DEUS (2 Tm 2.15, NEB) é assegurar uma experiência cristã sadia. Isso deve ser seguido de uma pesquisa diligente e prolongada pela verdade unida com uma vida de devoção consciente e do comportamento ético.
Eldon R. Fuhrman. Comentário Bíblico Beacon II Pedro.. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 279-280.
 
Tg 2.21-24. O Argumento de Abraão.
O versículo 21 fala de Abraão como sendo justificado pelas obras. Isso parece estar em contradição direta com Paulo, que escreveu: “Creu Abraão [tinha fé] em DEUS, e isso lhe foi imputado como justiça” (Rm 4.3; cf. G1 3.6). Tanto Tiago quanto Paulo recorrem à verdade em Gênesis 15.6 para suportar seus argumentos. A reconciliação pode ser encontrada nos eventos específicos na vida de Abraão à qual Paulo e Tiago se referem; também no sentido em que usaram o termo justificado (v. 21).
Paulo refere-se à fé do patriarca Abraão no tempo em que DEUS prometeu dar-lhe um filho (Gn 15.1-6). A sua fé era uma fé que aceitava a promessa de DEUS sem ter provas concretas. Tiago, por outro lado, referiu-se à fé do patriarca quando ofereceu sobre o altar o seu filho (Gn 22.1-19). “Tiago não está falando da imputação original de justiça a Abraão em virtude da sua fé, mas da prova infalível [...] de que a fé que resultou nessa imputação era uma fé real. Ela se expressava em uma obediência tão completa a DEUS que 30 anos mais tarde Abraão estava pronto, em submissão à vontade divina, para oferecer o seu filho Isaque. O termo justificado nesse versículo significa na verdade ‘revelado para ser justificado’”.
A interação inseparável entre a fé cristã e a ação é deixada clara em uma tradução mais recente do versículo 22: “Você pode ver que tanto a fé como as obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras” (NVI). Se aceitarmos a evidência de Tiago, devemos aceitar sua conclusão: “Vocês veem, portanto, que um homem é salvo pelo que ele faz, tanto como pelo que ele crê” (v. 24, A Bíblia Viva).
A expressão Abraão, o nosso pai (v. 21) é, às vezes, usada para apoiar o argumento de que os receptores dessa epístola eram judeus ou pelo menos de origem judaica. Mas o conceito de Abraão como o “pai dos fiéis” — gentios e judeus — era um conceito cristão do primeiro século (cf. Rm 4.16; G1 3.7-9).
Em apoio à realidade da justiça de Abraão, Tiago ressalta que ele foi chamado o amigo de DEUS (v. 23). Em 2 Crônicas 20.7, Abraão é chamado de “amigo [de DEUS], para sempre”; e em Isaías 41.8, DEUS chama Israel de “semente de Abraão, meu amigo”. Essa expressão “amigo de DEUS” parece significar “que DEUS não escondeu de Abraão o que propôs fazer (veja Gn 17.17). Abraão foi privilegiado em ver alguma coisa do grande plano que DEUS estava realizando na história. Ele exultou em ver o dia do Messias (veja Jo 8.56)”.
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 171-172.
 
A fé salvadora (Tg 2.20-26)
A fé salvadora pode ser sintetizada em três palavras: notitia (conteúdo), assensus (concordância), fiducia (confiança): conteúdo, concordância e confiança. A fé verdadeira inclui o intelecto, as emoções e a vontade. O conteúdo da fé é a verdade de DEUS. Eu recebo essa verdade e confio nela e por ela sou transformado.
Como Tiago descreve a fé verdadeira? Warren Wiersbe responde a esta questão oferecendo vários pontos. Em primeiro lugar, a fé salvadora está baseada na Palavra de DEUS. James Boyce diz que o primeiro elemento da fé salvadora é o conteúdo intelectual expresso como doutrinas básicas do cristianismo. Tiago cita dois exemplos; Abraão e Raabe. Duas pessoas totalmente diferentes; Abraão, o amigo de DEUS; Raabe, membro dos inimigos de DEUS. Abraão, piedoso; Raabe, prostituta. Abraão, judeu; Raabe, gentia. O que tinham em comum? Ambos confiaram na Palavra de DEUS. A questão não é a fé, mas o objeto da fé. Não é fé na fé. Não é fé nos ídolos. Não é fé nos ancestrais. Não é fé na confissão positiva. Não é fé nos méritos. É fé em DEUS e em Sua Palavra. A fé está baseada em um conjunto de verdades. A fé está estribada em DEUS e em Sua Palavra. Não é fé em subjetividades, mas fé na Palavra (e nos feitos de DEUS - Observação minha - Ev. Henrique - no caso de Raabe).
Em segundo lugar, a fé salvadora envolve todo o ser humano. A fé morta toca apenas o intelecto. A fé dos demônios toca o intelecto e também as emoções. Mas a fé salvadora atinge o intelecto, as emoções e também a vontade. A mente entende a verdade, o coração deseja a verdade, e a vontade age com base na verdade.
Em terceiro lugar, a fé salvadora conduz à ação. Tiago cita dois exemplos de fé que produziram ação; primeiro, o exemplo de Abraão. Gênesis 15.6 diz que Abraão creu e isso lhe foi imputado para justiça. Gênesis 22.1-19 mostra a obediência de Abraão ao oferecer o seu filho para DEUS, crendo que DEUS poderia ressuscitá-lo (Hb 11.19). Abraão náo foi salvo por obedecer a esse difícil mandamento. Sua obediência provou que ele já era salvo. Abraão não foi salvo pela fé mais as obras, mas pela fé que produz obras.
Como, então, Abraão foi justificado pelas obras, uma vez que já tinha sido justificado pela fé (Gn 15.6; Rm 4.2,3)? Pela fé, ele foi justificado diante de DEUS, e sua justiça foi declarada. Pelas obras, ele foi justificado diante dos homens, e sua justiça foi demonstrada. A fé do patriarca Abraão foi demonstrada por suas obras.
Segundo, o exemplo de Raabe. Ela creu e agiu. Ela ouviu sobre DEUS e reconheceu que estava em uma cidade condenada. Ela não somente entendeu a mensagem, mas seu coração foi tocado (Js 2.11), e assim fez alguma coisa: protegeu os espias (Hb 11.31). Ela arriscou sua própria vida para proteger os espias. Mais tarde ela fez parte do povo de DEUS (Mt 1.5) e tornou-se membro da genealogia de CRISTO. Isso é graça que opera a fé salvadora.
O apóstolo Paulo diz que do mesmo jeito que somos destinados para a salvação, somos também destinados para as boas obras. Se a ordenação é determinativa no caso da salvação, também o é no caso das boas obras. A salvação é só pela fé, mas por uma fé que não está só. Uma fé viva se expressa por obras, ou seja, uma vida que traz glória a JESUS.
Paulo ainda nos exorta a um autoexame; “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que JESUS CRISTO está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Co 13.5). A fé salvadora precisa ser examinada; houve um tempo em que, sinceramente, reconheci meu pecado diante de DEUS? Houve um tempo em que meu coração desejou fortemente fugir da ira vindoura? Houve um tempo em que compreendi que CRISTO morreu pelos meus pecados e já confessei que não posso salvar-me a mim mesmo? Houve um tempo em que sinceramente eu me arrependi de meus pecados? Houve um tempo em que realmente depositei minha confiança no Senhor JESUS? Houve um tempo em que de fato houve mudança em minha vida? Desejo viver para a glória de DEUS, pregar a salvação para os outros e ajudar os necessitados? Tenho prazer na intimidade com DEUS? Se você pode responder a essas perguntas positivamente, então os sinais da fé verdadeira estão presentes na sua vida.
LOPES. Hernandes Dias. TIAGO Transformando provas em triunfo. Editora Hagnos. pag. 51-55.
 
Tg 2. 24 “Vedes que uma pessoa é justificada por causa de suas obras e não simplesmente da fé”: Tiago chega a essa conclusão geral. Paulo, porém, escreve: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.28). Em Rm 3.28 está em jogo a questão de como, afinal, acontece a aceitação do pecador por DEUS (na parábola de Lc 15.11ss: o filho pródigo aceito pelo pai). Paulo diz: não por “obras da lei”, ou seja, não quando o filho cumpre quaisquer condições prévias, mas unicamente pela aceitação confiante da bondade do Pai. Tiago, porém, tem em vista outra questão: como o filho aceito misericordiosamente passa a se conduzir na casa do pai; a aceitação da bondade do pai tem de ser sucedida pela disposição de se deixar engajar por essa bondade. DEUS nos acolhe assim como somos, mas ele não nos deixa permanecer como somos.
Fritz Grünzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
 
3. Uma fé posta em pratica.
O Significado e a função da fé.
a. A fé é um atributo da alma; não é algo que possa ser aprendido pela experiência física. Não vem mediante o exercício dos cinco sentidos. Não é algo que se aprende na experiência humana. Por exemplo, não é fé esperar o recebimento de um cheque no mês seguinte estivermos trabalhando e costumamos receber nosso salário desse modo. Isso é confiança, e não fé. Confiamos que receberemos mais um cheque, e a confiança se baseia na experiência humana, através dos cinco sentidos. Um outro exemplo não é a fé que nos faz sentar numa cadeira, sem testá-la (exemplo usado pelos pregadores), Isso também é confiança, pois Já temos aprendido pela experiência humana, através dos cinco sentidos, que as cadeiras ordinariamente aguentam o peso do corpo humano.
Portanto, sentar-se em uma cadeira sem testá-la primeiro, não é fé.
b. A fé é, em vez disso, um atributo da alma que não depende da experiência física que nos vem mediante o exercício dos cinco sentidos. A fé tem sua base no conhecimento. Esse conhecimento é diretamente intuitivo, sobre as realidades espirituais, como a existência eterna da alma, a realidade de DEUS, a realidade das coisas espirituais, o governo de DEUS, o firme destino da alma que se acha em DEUS, etc. A alma é o elo entre DEUS, as coisas espirituais e a consciência humana. A alma conhece a realidade de DEUS e das coisas espirituais, bem como o seu próprio destino. A alma sabe, portanto, crê. A fé, pois, é um atributo da alma. O problema consiste em como permitir que a alma entre em comunicação com a mente consciente. É: neste ponto que o homem bloqueia o conhecimento natural e intuitivo de seu ser interior (a alma). Ele bloqueia esse conhecimento com pensamentos e ações carnais, enfatizando o que físico e negligenciando as coisas do espírito. O homem perdeu o conhecimento de como entrar em contato com sua própria porção superior, ao ponto de algumas vezes negar a existência dessa porção superior, dizendo que a alma não existe.
c. O plano de DEUS na criação foi o de dar ao homem a capacidade de conhecer o seu Criador, bem como o de ser capaz de conhecer as realidades espirituais em geral, DEUS criou de tal modo a alma humana que ela pode, por dotes naturais, entender tais coisas. Esse conhecimento provém da alma. A alma age como transmissor para a mente consciente. A fé não pode ser destruída, tal como não pode ser destruída a alma. A fé, porém, pode ser ocultada pela mente consciente, devido à perversão do individuo, ou podemos negligenciar-lhe o desenvolvimento nas coisas espirituais. Tão completo pode ser esse bloqueio da fé que nem um único raio de luz venha a iluminar a mente fosca, a consciência, Assim, um homem pode chegar a nem mesmo crer na existência de sua própria alma, ou na existência do seu Criador.
No entanto, a alma sabe da verdade dessas coisas, a fé continua existindo, mas não pode esse conhecimento ser transmitido ao individuo consciente.
 
A FÉ E AS OBRAS.
A fé não é alguma nova espécie de obra que agrade a DEUS mais do que as obras legalistas, de tal modo a tomar-se em «mérito», sobre cuja base DEUS nos daria a salvação. Pois a verdadeira base da salvação é a graça, e isso por causa da expiação pelo sangue de CRISTO (ver Efé. 2:8 e Rom. 3:25). A fé é o instrumento que recebe tal bênção, não sendo base ou mérito para tal recebimento. A fé é, naturalmente, produtiva por sua própria natureza inerente, pelo que produz o fruto das boas obras. Não existe tal coisa como fé sem santificação; pois a santificação é o meio mesmo da salvação (ver 11 Tes. 2:13). A fé estéril não é a fé salvadora. A fé não é credal, mas é a operação do ESPÍRITO de DEUS, feita no homem interior, mediante o que começa a ser efetuada a transformação do crente segundo a imagem de CRISTO.
 
Fé em Hebreus 11:1
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.
A palavra «fé» ocorre por duzentas e quarenta e quatro vezes nas páginas do N.T.; mas o conceito de fé, mediante o uso de outros termos, ainda é mais frequente. A fé, em seus muitos aspectos, conforme é demonstrado acima, é um dos princípios mais importantes do N.T.. Por toda a parte se insiste sobre essa qualidade e se requer a mesma. A fé indica a apropriação de tudo quanto DEUS nos oferece por meio de CRISTO. e a completa outorga da alma aos cuidados do Senhor.
A fé é a certeza das coisas que se esperam. O grego, aqui traduzido por «certeza» é da palavra grega comum para indicar a «natureza real» ou «natureza essencial» de alguma coisa, com frequência traduzida por «substância». Significa a «realidade» de algo, em contraste com seus meros «acidentes». Este último termo indica algo «não essencial» à existência de qualquer coisa como a cor e outros aspectos superficiais. No trecho de Heb. 1:3, esse vocábulo é usado para falar sobre o ser de CRISTO, que é a exata «substância» do ser do Pai, o que é indicação extremamente clara de sua divindade. O uso dessa palavra por parte do autor parece indicar que ele encarava a fé como algo que dá «substâncias às realidades invisíveis, em nosso consciente. A fé «consubstancia» o mundo eterno e invisível para nós, trazendo até nós as suas realidades, como se ele realmente se fizesse presente, embora continue ausente. A fé é o meio que dispomos para «ver», «aceitar» e «aplicar>> o mundo invisível; é o meio através do qual «vivemos segundo as dimensões eternas». Portanto, a fé é mais do que «certeza». Esta é um dos resultados da fé. Temos certeza e convicção sobre o mundo espiritual e suas exigências, a nós impostas; e isso nos vem pela fé; mas a fé nos traz essa realidades, que fica consubstanciada ao passo que, para outras pessoas, tal realidade permanece uma teoria, ou mesmo um sonho louco.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 694, 696-697.
 
Fé e obras
Uma comparação entre Romanos 4 e Tiago 2 revela uma aparente semelhança na escolha das palavras fé e obras e na citação de Gênesis 15.6: “Abraão creu em DEUS, e isto lhe foi imputado para justiça” (Rm 4.3; Tg 2.23). Qual é a relação entre a apresentação de Paulo da fé e das obras em Romanos e a de Tiago em sua epístola?
Alguns comentaristas afirmam que Tiago escreveu sua epístola para criticar os ensinamentos de Paulo sobre fé e obras. Dizem que Paulo foi mal-entendido pela igreja, pois separou os conceitos de fé e obras. Tiago via um perigo nos ensinamentos apresentados por Paulo, a saber, da fé sem obras. Assim, pelo fato de alguns cristãos terem interpretado incorretamente a frase sem obras, Tiago escreveu sua carta para reforçar o ensinamento de que a fé resulta em obras.
Na opinião de outros estudiosos, Tiago escreveu sua epístola antes de Paulo começar sua carreira como escritor, ou seja, depois que a Epístola de Tiago começou a circular na igreja primitiva, Paulo escreveu sua carta aos romanos para apresentar uma melhor compreensão do significado da fé sem obras.
Tanto Tiago quanto Paulo desenvolvem o tópico de fé e obras, cada um de sua própria perspectiva e cada um com seu propósito. Tiago usa a palavra de modo subjetivo, no sentido de confiança e segurança no Senhor. Essa fé ativa dá ao crente perseverança, certeza e salvação (1.3; 2.14; 5.15). A fé é o envolvimento ativo do crente com a igreja e o mundo. Pela fé, ele recebe sabedoria (1.5), justiça (2.23) e cura (5.15).
Paulo, por outro lado, com frequência, fala da fé de modo objetivo.
Fé é o instrumento pelo qual o crente é justificado diante de DEUS (Rm 3.25,28,30; 5.1; G12.16; Fp 3.9). A fé é o meio pelo qual o crente se apropria dos méritos de CRISTO. Por causa desses méritos, o homem é justificado diante de DEUS. A justificação, portanto, vem como uma dádiva de DEUS para o homem - um dom que ele toma para si pela fé. A justificação é a declaração de DEUS de que ele restaurou o crente pela fé, colocando-o num relacionamento correto consigo mesmo.
Em sua discussão sobre fé e obras, Tiago parece escrever de maneira independente da carta de Paulo aos romanos. Tiago aborda o assunto de um ponto de vista mais prático do que teológico. Com efeito, sua abordagem é simples, direta e consequente. A discussão de Paulo representa um estágio avançado do ensinamento que relaciona a fé com as obras. Pelo fato de a abordagem de Tiago diferir bastante da de Paulo, concluímos que ele escreveu sua epístola independente do ensinamento de Paulo e talvez até antes da redação de Romanos.
Simom J. Kistemaker. Comentário do Novo Testamento Tiago e Epístola de João. Editora Cultura Cristã. pag. 27-28.
ELABORADO: Pb Alessandro Silva com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique
 
Questionário da Lição 1 - Tiago - Fé que se mostra pelas obras
Responda conforme a revista da CPAD do 3º Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos
Tema: FÉ E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Assim também a ____________________________, se não tiver as ____________________________, é ____________________________ em si mesma” (Tg 2.17).
 
VERDADE PRATICA
2- Complete:
A nossa ___________________________ tem de produzir ___________________________ verdadeiros de amor, do contrário, ela se apresenta _____________________________.
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
3- Como pode ser resumida a Epístola universal de Tiago?
(    ) O estudo dessa epístola é relevante para os nossos dias, pois contempla a oportunidade de aperfeiçoarmos o nosso relacionamento com DEUS e com o próximo, levando-nos a compreender que a fé só existe pelas obras para se chegar à salvação.
(    ) Uma carta de conselhos práticos para uma vida bem-sucedida e de acordo com a Palavra de DEUS.
(    ) A espiritualidade superficial, a ausência de integridade, a carência de perseverança e a insuficiência da compaixão para com o próximo são características que permeiam o caminho de muitos crentes dos dias modernos.
(    ) O estudo dessa epístola é relevante para os nossos dias, pois contempla a oportunidade de aperfeiçoarmos o nosso relacionamento com DEUS e com o próximo, levando-nos a compreender que a fé sem as obras é morta.
 
I - AUTORIA, LOCAL, DATA E DESTINATÁRIOS (Tg 1.1)
4- É preciso destacar o fato de que há, em o Novo Testamento, a menção de quatro pessoas com o nome de Tiago, quais são eles?
(    ) Tiago, filho de Labeu, um dos discípulos.
(    ) Tiago, pai de Judas, não o Iscariotes;
(    ) Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João;
(    ) Tiago, filho de Alfeu, um dos doze discípulos.
(    ) Tiago, o autor da epístola, que era filho de José e Maria e meio-irmão do nosso Senhor.
 
5- Qual o autor da epístola de Tiago?
(    ) Tiago, o autor da epístola, que era irmão de João, o evangelista e filho de Zebedeu.
(    ) Tiago, o autor da epístola, que era filho de José e Maria e meio-irmão do nosso Senhor.
(    ) Após firmar os passos na fé e testemunhar a ressurreição do Filho de DEUS, o irmão do Senhor liderou a Igreja em Jerusalém e, mais tarde, foi considerado apóstolo.
(    ) Pela riqueza doutrinária da carta, o autor não poderia ser outro Tiago, senão, o irmão do Senhor e líder da Igreja em Jerusalém.
 
6- Qual o local e data da epístola de Tiago?
(    ) Embora a maioria dos biblistas veja a Palestina, e mais especificamente Jerusalém, como local mais indicado de produção da epístola, tal informação é desconhecida.
(    ) Sobre a data, tratando-se do período antigo da era cristã, sempre será aproximada.
(    ) Por essa razão, a Bíblia de Estudo Pentecostal data a produção da carta de Tiago entre os anos 45 a 49 d.C., aproximadamente.
(    ) A Bíblia de Estudo Pentecostal data a produção da carta de Tiago entre os anos 20 a 29 d.C., aproximadamente.
 
7- Quais os destinatários da epístola de Tiago?
(    ) “A todos os crentes gentios que andam dispersos”.
(    ) “Às doze tribos que andam dispersas”.
(    ) Há muito a estrutura política de Israel perdera a configuração de divisão em tribos.
(    ) Em o Novo Testamento, a expressão “doze tribos” é um recurso linguístico que faz alusão, de forma figurativa, à nação inteira de Israel.
(    ) Todavia, ao usar a fórmula “doze tribos”, na verdade, Tiago refere-se aos cristãos dispersos na Palestina e variadas igrejas estabelecidas em outras regiões, isto é, todo o povo de DEUS espalhado pelo mundo.
 
II - O PROPÓSITO DA EPÍSTOLA DE TIAGO
8- Quais os propósitos principais da epístola de Tiago?
(    ) Aconselhar, consolar e convocar os crentes dispersos.
(    ) Exortar, consolar e estimular os crentes dispersos a destronarem césar e seus seguidores..
(    ) Orientar, consolar e fortalecer os crentes dispersos.
 
9- Quais a orientação para os crentes na epístola de Tiago?
(    ) Através de orientações práticas, Tiago almeja conformar os cristãos, aconselhando-os a aceitar a perseguição contra aqueles que são de DEUS.
(    ) Em um tempo marcado pela falsa espiritualidade e egoísmo, as orientações de Tiago são relevantes e pertinentes.
(    ) Isso porque a Escritura nos revela o serviço a DEUS como a prática concreta de atitudes e comunhão: guardar-se do sistema mundano (engano, falsidade, egoísmo, etc.) e amar o próximo.
(    ) Através de orientações práticas, Tiago almeja fortalecer e consolar os cristãos, exortando-os acerca da profundidade da verdadeira, pura e imaculada religião para com DEUS.
 
10- Qual a profundidade da verdadeira, pura e imaculada religião para com DEUS?
(    ) Colocar em evidência as autoridades e os mais abastados.
(    ) Visitar os órfãos e as viúvas nas tribulações
(    ) Não fazer acepção de pessoas
(    ) Guardar-se da corrupção do mundo.
 
11- Qual tipo de consolo a epístola de Tiago traz, apesar da cultura dizer que se dobrar a César, honrando-o como divindade, significava rebelião à autoridade maior, sendo que os crentes antigos foram impiedosamente perseguidos, humilhados e mortos?
(    ) A epístola não é mais vista hoje, uma pena para as igrejas e crentes perseguidos espalhados pelo mundo.
(    ) A despeito de perder emprego, pais, filhos e sofrer martírios em praças públicas, eles se mantiveram fiéis ao Senhor.
(    ) A epístola é, ainda hoje, um bálsamo para as igrejas e crentes perseguidos espalhados pelo mundo.
 
13- Sobre o Fortalecimento que a epístola de Tiago traz, complete:
Além das ____________________________ cruéis, os crentes eram explorados pelos ricos e defraudados e afligidos pelos patrões (Tg 5.4). Apesar de a Palavra de DEUS ________________________ com veemência essa prática mundana, infelizmente, ela ainda é muito atual (Ml 3.5; Mc 10.19; 1 Ts 4.6). A Epístola de Tiago não foge à tradição ___________________________ de condenar tais abusos, pois, além de expor o ___________________________ divino contra os exploradores, o meio-irmão do Senhor exorta os santos a não ___________________________ na fé, pois há um DEUS que contempla as más atitudes do injusto e certamente cobrará muito caro por isso. A queda de quem ___________________________ o trabalhador não tardará (Tg 5.1-3).
 
III - ATUALIDADE DA EPÍSTOLA
14- Num tempo de superficialidade espiritual, por que a Igreja do Senhor não pode abandonar os conselhos divinos para desenvolver uma espiritualidade sadia e profunda?
(    ) Um propósito da epístola é levar o leitor a um relacionamento mais íntimo com DEUS e com o próximo.
(    ) A carta traz diversas alusões ao Sermão da Planície como prova de que o autor está em plena concordância com o ensino de JESUS CRISTO.
(    ) A carta traz diversas citações do Sermão do Monte como prova de que o autor está em plena concordância com o ensino de JESUS CRISTO.
(    ) Tiago chama a atenção para a verdade de que se as orientações de JESUS não forem praticadas, o leitor estará fora da boa, perfeita e agradável vontade de DEUS.
 
15- Num tempo de confusão entre “salvação pela fé” ou “salvação pelas obras”, o que aprendemos na epístola de Tiago sobre isto?
(    ) A Epístola de Tiago contradiz o apóstolo Paulo quanto à doutrina da salvação mediante a fé.
(    ) O leitor desavisado pode pensar que a Epístola de Tiago contradiz o apóstolo Paulo quanto à doutrina da salvação mediante a fé.
(    ) Nos tempos apostólicos, falsos mestres torceram a doutrina da salvação pela graça proclamada pelo apóstolo dos gentios.
(    ) A Epístola de Tiago evidencia que não se pode fazer separação entre a fé e as obras.
(    ) Apesar de as obras não garantirem a salvação, a sua manifestação dá testemunho da experiência salvífica do crente.
 
16- O que ensina Tiago sobre a fé posta em prática?
(    ) Tiago nos ensina, assim como João evangelista, que precisamos produzir frutos dignos de salvação.
(    ) Muitos dizem ser discípulos de CRISTO, mas estão distantes das virtudes bíblicas.
(    ) Estes não evidenciam sua fé por intermédio de suas atitudes.
(    ) Os pseudodiscípulos visam os seus interesses particulares e não a glória de DEUS.
(    ) Precisamos urgentemente priorizar o Reino de DEUS e a sua justiça.
(    ) Tiago nos ensina, assim como João Batista, que precisamos produzir frutos dignos de arrependimento.
 
CONCLUSÃO
17- Complete:
Como em toda a Escritura Sagrada, a Epístola de Tiago é um ___________________________ aceso e permanentemente ___________________________. Ela nos alerta contra a mediocridade da vida supostamente ___________________________e nos exorta a fazer das Escrituras o nosso v diário. JESUS CRISTO sempre foi zeloso pelo bem estar do seu ___________________________ (Jo 10.10). Em todas as épocas Ele é o bom ___________________________ que cuida das suas ovelhas (Jo 10.11). É do interesse do Mestre que os discípulos vivam em ___________________________ e amor mútuo, afim de não trazerem ___________________________ aos de dentro e, muito menos, aos de fora (1 Co 10.32). E não nos esqueçamos: A religião pura e imaculada é a ________________ que se mostra através de nossas práticas e ___________________________.
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
Referências Bibliográficas
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BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
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Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 694, 696-697.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 758.
Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, João Rea - CPAD.
Dicionário Vine antigo e novo testamentos - CPAD.
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Eldon R. Fuhrman. Comentário Bíblico Beacon II Pedro.. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 279-280.
Fritz Grünzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 585.
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O NOVO DICIONÁRIO DA BÍBLIA – Edições Vida Nova – J. D. Douglas
Pequena Enciclopédia Bíblica - Orlando Boyer - CPAD
Peter H. Davids. Comentário Bíblico Contemporâneo. Editora Vida. pag. 150-151.
Simom J. Kistemaker. Comentário do Novo Testamento Tiago e Epístola de João. Editora Cultura Cristã. pag. 27-28.
Russell P. Shedd,. Edmilson F. Bizerra. Uma Exposição De Tiago A Sabedoria De DEUS. Editora Shedd Publicações.
Uwe Holmer. Comentário Esperança Cartas aos II Pedro. Editora Evangélica Esperança.
 
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
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www.gospelbook.net
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http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/ - Pb Alessandro Silva

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