quinta-feira, 3 de abril de 2014

Lição 1 - E deu dons aos homens, Ev. Luiz Henrique, 2ª parte

 
III - CORINTO: UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINISTRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS (1 Co 12.1-11)
1. Os dons são importantes.
OBJETIVOS DOS DONS
Glorificação de JESUS Jo. 16: 14 Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.
Expansão do Evangelho Rom. 15:19 Por força de sinais e prodígios, pelo poder do ESPÍRITO SANTO; de maneira que desde Jerusalém e circunvizinhanças, até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de CRISTO.
Edificação da Igreja I Cor. 14: 12 Assim também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da Igreja.
Confirmação da Palavra Mc. 16: 20 E eles, tendo partido, pregaram a em toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.
FATBI. Faculdade Teológica Bereana Internacional Módulo De Teologia Sistemática Curso Bacharelado Em Teologia.
2. Diversidade dos dons.
Dons de manifestação do ESPÍRITO
Vamos agora classificar ou agrupar os dons com o objetivo de entender melhor o assunto. A primeira classificação é a dos dons de manifestação do ESPÍRITO em número de nove, conforme I Coríntios 12.8-10. Esses dons são formas de capacitação sobrenatural de pessoas, para a “edificação do corpo de CRISTO” como um todo, e também para a bem-aventurança de seus membros, individualmente (vv.3-5,12,17,26).
Os capítulos 12 a 14 de I Coríntios têm a ver com esses maravilhosos dons. Eles são de atuação eventual, inesperada e imprevista (quanto ao portador do dom), tudo dependendo da soberania de DEUS na sua operação. Esses dons manifestam o saber de DEUS, o poder de DEUS e a mensagem de DEUS.
 
Agora o apóstolo mostra como se manifestavam os vários dons do ESPÍRITO, nos quais a congregação era tão rica, e qual o propósito que eles deviam guardar em mente: Mas a cada um (cristão) está sendo dada a manifestação do ESPÍRITO visando o proveito comum. Ele fala de  modo muito geral, afirmando que cada cristão possui algum dom da graça, um dom que não foi meramente derramado sobre ele em certa ocasião no vago e distante passado, mas que lhe é concedido dia após dia. Por isso, seu alvo e objetivo não é servir ao engrandecimento e gozo pessoal, mas ser colocado à disposição e ao ministério do proveito espiritual da congregação inteira e da igreja. Cada cristão devia revelar-se um bom despenseiro da multiforme graça de DEUS, 1.Pe. 4.10; Mt. 25.14-30.
Paulo mostra por meio de certo número de exemplos como exatamente os talentos espirituais dos cristãos individuais deviam servir para o benefício da congregação toda:
A um foi dada pelo ESPÍRITO, por meio do Seu poder,
1- A palavra de sabedoria.
Observação minha - Ev. Luiz Henrique - Esse dom tem a ver com a sabedoria de DEUS a respeito do futuro - Onipresença de DEUS -  Exemplo: Profeta ágabo prevendo seca no mundo - At 11.28 - e prevendo que Paulo seria preso em Jerusalém At 21.11;  - No AT vemos Elizeu prevendo que o general da Síria mataria o rei e governaria em seu lugar matando muitos dos judeus 2 Rs 8.11.
2- Mas a outro foi dada a palavra de conhecimento.
Observação minha - Ev. Luiz Henrique - Esse dom tem a ver com o conhecimento de DEUS a respeito do presente - Onipresença de DEUS -  Exemplo: JESUS viu Natanael debaixo da Figueira estando ele muito distante dali - Jo 1.48. No AT vemos Elizeu dizendo para o rei em Israel o que o rei da Síria dizia a seus generais muito distante dali, preparando armadilhas para Israel.
3- A outro o discernimento de espíritos
Observação minha - Ev. Luiz Henrique - Esse dom dá a visão do oculto, o que está por detrás de uma mensagem ou de uma ação do inimigo. Dá poder para ministrar libertação a possessos de demônios. Exemplo - Paulo e a pitonisa de Filipos - At 16.18. Davi tocava sua harpa e Demônio saia de Saul - 1 Sm 16.23.
4- Na segunda série de dons, a um outro é dada fé, no mesmo ESPÍRITO, unicamente no Seu poder e outorga. Não é aquela fé que aceita a salvação em CRISTO, ou seja, não a fé que justifica, mas uma confiança forte e inabalável no DEUS onipotente ou no poder de CRISTO, como algo capaz de se revelar em feitos extraordinários e realizar o que aos homens parece impossível.18).
Observação minha - Ev. Luiz Henrique - Esse dom acontece muito hoje na ressusrreição de mortos, principalmente na África - Exemplo - Paulo ressuscita Êutico At 20.10, Pedro ressuscita Dorcas - At 9.40 - No AT Elizeu ora e menino revive - 2 Rs 4.34.
5- A um outro foram dados na concessão do mesmo ESPÍRITO os dons das curas.
Observação minha - Ev. Luiz Henrique - São manifestações de DEUS curando vários tipos de doenças e enfermidades. Geralmente funciona em grupos de doenças. Exemplo - Algumas pessoas são usadas para determinadas curas como: dores de cabeça, enxaqueca, dores lombares. Sendo que para outros tipos de doenças não. Exemplo: Paulo orava e muitas doenças e enfermidades eram saradas, mas deixou seu companheiro Trófimo doente em Mileto. At 28.8,9; 2 Tm 4.20.
6- A operação de milagres ou de maravilhas - É o agir de DEUS na natureza, ou nas coisas que naturalmente não seriam mudadas. Um aleijado de nascença andar não é uma cura, é um milagre - um cego de nascença ver não é uma cura, é um  milagre. Exemplo: Paulo orou por um coxo desde o ventre e ele andou - At 14.8 - o paralitico da porta do templo, chamada Formosa At 3.2 - No AT Sol ou a Terra parou para Josué vencer a Guerra Js 10.13, Mar se abriu - Êx 14.21, etc...
7- Paulo menciona no terceiro grupo de dons, que a outro cristão é dada a profecia
Observação minha - Ev. Luiz Henrique - Esse dom tem como funções básicas a edificação, a exortação e a consolação - Pode ocorrer advinda de três fontes possíveis - Do homem, do Diabo ou de DEUS - Por isso deve ser julgada. São mensagens sobrenaturais que revelam uma comunicação intima do ser humano com DEUS. Não tem elemento prditivo ou sobre o passado. Exemplo: JESUS viu a fé dos condutores do palaítico - Mc 2.5 - JESUS fala sobre a tristeza dos discípulos e os consola - Jo 16.22.
8- Línguas - 4 tipos de línguas: Não proibais falar em línguas; é ordem de DEUS (1 Co 14.39).
1. Língua para oração: Quem fala em línguas fala diretamente com DEUS - I Co 14:2 - O que fala em língua edifica-se a si mesmo - I Co 14:4 -quem ora em línguas ora bem - I Co 14:14.
2. Língua para interpretação: Essa linguagem pode ser interpretada pelo que fala ou por outrem.
3. Língua como sinal para incrédulo: "De modo que as línguas são um sinal, não para os crentes, mas para os incrédulos..."(I Co 14:22); estrangeiros ouvem em sua própria língua, ex: "Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua."(At 2:6). Pode alguém ser usado para falar, por exemplo em alemão em algum lugar e uma pessoa presente alí, que fala alemão entenderá tudo o que DEUS quer falar-lhe.
4. Gemidos inexprimíveis: Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis."(Rm 8:26) -oração intercessora.
9- Interpretação de Línguas:
"Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. Se alguém falar em língua, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e cada um por sua vez, e haja um que interprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado (ore tão baixinho que ninguém o note) na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus."(I Co 14:26-28); "Por isso, o que fala em língua, ore para que a possa interpretar."(I Co 14:13).
 
Dons de ministérios práticos São administrações de serviços práticos, individuais e em grupo (Rm 12.6-8; I Co 12.28-30). Nestas passagens, eles aparecem juntamente com os demais dons espirituais, e sob o mesmo título original charismata — “dons da graça”. São dons de ministração residentes no portador, pela natureza de sua finalidade junto às pessoas ou grupos: assistência, serviço, socorro, auxílio, amparo, provisão. São dons residentes nos seus portadores, pela natureza e objetivos de sua ação.
Estes dons têm sido pouco estudados na igreja. Daí os equívocos e dúvidas existentes. São da mesma natureza espiritual e sobrenatural dos demais dons da graça de DEUS. A Bíblia os coloca em conjunto com os demais dons (I Co 12.28). Ela usa para esses dons o mesmo termo original empregado para os dons de I Coríntios 12.4-10: charismata (Rm 12.6-8).
Ministério (Rm 12.7). Ministração, servir, prestar serviço material e espiritual, sem primeiramente esperar recompensa, reconhecimento, retribuição, remuneração, com motivação e capacitação mediante este dom. É servir capacitado sobrenaturalmente pelo ESPÍRITO.
Ensinar (Rm 12.7). Ensinar no sentido didático, como deixa claro o original. E o dom espiritual de ensinar, tanto na teoria, como na prática; ensinar fazendo; ensinar a fazer; ensinar a entender; treinar outros. Educar no sentido técnico desta palavra. Não confundir com o ministério do ensino, que tem a ver com ministros do evangelho, segundo Efésios 4. II e Atos 13.1 (“profetas e mestres”).
Exortar (Rm 12.8). Exortar, aqui, é como dom: ajudar, assistir, encorajar, animar, consolar, unir pessoas desunidas, que não se falam; admoestar.
Repartir (Rm 12.8). O sentido no original é dar generosamente, doar, oferecer, distribuir aos necessitados em primeiramente esperar recompensa ou reconhecimento, movido pelo ESPÍRITO SANTO. Este dom ocupa-se da benevolência, beneficência, humanitarismo, filantropia, altruísmo.
Presidir (Rm 12.8). É conduzir, dirigir, organizar, liderar, governar, orientar com segurança, conhecimento, sabedoria e discernimento espiritual. Isso em se tratando de igreja, congregação, instituição, etc. Para alguém presidir desta maneira, só mesmo tendo de DEUS este dom! A tendência natural de quem lidera e preside é ser duro, dominar somente pela autoridade, ser insensível.
Exercitar misericórdia (Rm 12.8). Este dom refere-se a assistência aos sofredores, necessitados, carentes; fracos, enfermos, presos, visitação, compaixão.
Socorros (I Co 12.28). Literalmente “achegar-se para socorrer”. É o caso de enfermos, exaustos, famintos, órfãos, viúvas, etc. È um dom de ação plural.
Governos (I Co 12.28). E um dom plural no seu exercício. Ê dirigir, guiar e conduzir com segurança e destreza. O termo original sugere pilotar uma embarcação com segurança, destreza e responsabilidade.
Dons na área do ministério
Esses dons são enumerados em Efésios 4.11 e I Coríntios 12.28, 29, a saber: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, doutores ou mestres.
Alvos e resultados dos dons espirituais. De acordo com I Coríntios 12.7, “a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil”. Vejamos quais são os alvos e resultados dos dons espirituais:
1) A glorificação do Senhor JESUS em escala muito além da natural e humana (Jo 16.14).
2) A confirmação da Palavra de DEUS anunciada, pregada e ensinada (Mc 16.17-20; Hb 2.3,4).
3) O crescimento constante e real, em quantidade e qualidade, da obra de DEUS na igreja, na evangelização e nas missões (At 6.7; 19.20; 9.31; Rm 15.19\
4) A “edificação” espiritual da igreja de DEUS como um corpo e como membros individualmente (I Co 12.12-27). JESUS afirmou: “Eu edificarei a minha igreja” (Mc 16.18), mas na ocasião Ele não disse como ia edificar. Mas em Atos e nas Epístolas vemos que é em parte através desses dons divinos de que estamos a tratar.
5) O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.11,12). Isso jamais é possível por parte do homem, ou das coisas desta vida, mas é possível para DEUS (c£ Lc 18.27).
O exercício dos dons do ESPÍRITO. Toda energia e poder sem controle é desastroso. Estudando I Coríntios 14.26,32,33 e 40, vemos que DEUS nos concede dons, mas não é responsável pelo mau uso deles, por desobediência do portador à doutrina bíblica, ou por ignorância desta. A eletricidade quando domada nas subestações, torna-se apropriada ao consumo doméstico, mas nas linhas de alta tensão é letal e destruidora. Também não adianta ter um bom freio no carro sem o seu potente motor, como muitos fazem nas igrejas mornas, frias e secas. Elas têm freio e direção no “carro”, porém falta-lhes o ativo e poderoso motor.
O uso dos dons na igreja deve ser regulado e equilibrado pela Palavra de DEUS, corretamente entendida, interpretada e aplicada. A Palavra e o ESPÍRITO interpenetram-se e combinam-se em sua operação conjunta na igreja. A Palavra é a espada do ESPÍRITO, e o ESPÍRITO interpreta e emprega a Palavra.
Na igreja, a predominância da doutrina do Senhor corrige erros, evita confusão e repara estragos. Ela, quando ensinada e aplicada, neutraliza o fanatismo, que é zelo religioso sem entendimento — são exageros, práticas antibíblicas, emocionalismo, gritaria e outros desmandos. Por sua vez, quando o ESPÍRITO predomina, neutraliza o formalismo, que é excesso de regras, regulamentos, legalismo, rotina religiosa, formalidades secas e enjoativas, mornidão, fórmulas, ritos e coisas assim.
Quem recebe dons de DEUS, a primeira coisa a fazer é procurar conhecer o que a Palavra ensina sobre o exercício deles. Em Corinto havia abuso dos dons, enquanto em Tessalônica havia carência deles, por tanto refreio.
No exercício dos dons e de outras manifestações do ESPÍRITO SANTO, ninguém que aja desordenadamente e cause confusão, dentro da congregação e fora dela, venha a dizer que está agindo assim por direção do ESPÍRITO SANTO. Ele não é o autor de tais coisas!
Responsabilidade quanto aos dons. É preciso haver responsabilidade quanto aos dons, a fim de que não haja mau uso deles.
1) Conhecer os dons. “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (I Co 12.1).
2) Buscar os dons. “Procurai com zelo os melhores dons” (I Co 12.31).
3) Zelar pelos dons. “Procurai com zelo os dons espirituais” (I Co I4.I).
4) Ser abundante nos dons. “Procurai progredir neles, para a edificação da igreja” (I Co 14.12, ARA).
5) Ter autodisciplina nos dons. “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (I Co 14.32).
6) Ter decência e ordem no exercício dos dons. “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Co 14.40).
Portanto, poder, curas, libertação e maravilhas devem caracterizar um genuíno avivamento pleno de renovação espiritual e pentecostal. No entanto, tudo deve ser livre de escândalos, engano, falsificação, e segundo a decência e ordem que a Palavra de DEUS preceitua (I Co 14.26-40).
Antônio Gilberto. Teologia Sistemática Pentecostal. Editora CPAD. pag.196-202.
Os dons de DEUS
Notemos o que Paulo diz: “E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos” (1 Coríntios 12.6).
A palavra “operações” refere-se ao método usado para pregar o evangelho. Para ser mais específico, refere-se à estratégia usada para que o evangelho alcance o mundo todo. Meios eficientes e programas para testemunhar o evangelho incluem a abertura de novas igrejas, reavivamento, estabelecimento e manutenção de escolas e hospitais. Essas ações pertencem às diversas operações que DEUS usa para o avanço do evangelho.
Os dons de JESUS
Paulo também diz: “E também há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” (I Coríntios 12.5). Isso quer dizer que JESUS CRISTO tem dado o dom de ministrar a alguns cristãos, para que possam ocupar posição de liderança e realizar trabalhos dentro da igreja. Assim como toda organização na terra requer liderança responsável, a igreja, o corpo de CRISTO, também o exige.
O ministério é explicado em diversos lugares na Bíblia. Como exemplo, em I Coríntios 12.27-28 lemos:
“Ora, vós sois corpo de CRISTO e, individualmente, membros desse corpo. A uns pôs DEUS na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro lugar mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”.
Com respeito a esses ministérios, Paulo escreveu em Efésios 4.11: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”. Esse versículo nos mostra que, como cristãos, não podemos escolher o tipo de ministério que gostaríamos de ter dentro da igreja. Sem dúvida, cada um de nós deve descobrir o dom de JESUS que nos foi dado e, então, servir a DEUS fielmente naquele tipo de serviço para o qual fomos escolhidos.
Os dons do ESPÍRITO
Concluímos, então, que os dons são dados pelo ESPÍRITO SANTO: “Há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo” (I Coríntios 12.4).
Dons do ESPÍRITO SANTO são os instrumentos de poder que levam adiante, com sucesso, a realização e administração do trabalho de DEUS em sua igreja.
Quando se planeja construir uma casa e o arquiteto, construtor e especialistas são escolhidos, todas as ferramentas e materiais necessários para a construção são trazidos e usados, para que o projeto obtenha sucesso e seja efetuado o mais rápido possível.
Quando há um grande trabalho a ser realizado para DEUS, os dons do ESPÍRITO SANTO são distribuídos a diferentes cristãos dentro da igreja, o corpo de CRISTO. Esses dons capacitam os cristãos a completar o trabalho de DEUS com responsabilidade e eficiência; e o trabalho desenvolve-se graças ao ESPÍRITO SANTO.
Existem nove dons do ESPÍRITO SANTO, e podem ser divididos em três grupos como segue:
1. Os dons de revelação
a. O dom da palavra da sabedoria
b. O dom da palavra da ciência
c. O dom de discernimento de espíritos
2. Os dons de poder
a. O dom de fé
b. O dom de cura
c. O dom de operar milagres
3. Os dons vocais
a. O dom de línguas
b. O dom de interpretação de línguas
c. O dom de profecia
Os dons de revelação referem-se à comunicação sobrenatural, revelada pelo ESPÍRITO SANTO ao coração daquele que recebe esse dom. O conhecimento de experiências e situações de outras pessoas, que é revelado mediante esses dons, só se tornará público quando a pessoa que recebe um ou todos esses dons decide falar.
Os dons de poder são dons grandiosos pelos quais o poder de DEUS se manifesta, a fim de transmitir uma resposta miraculosa mediante uma intervenção divina, sobrenatural. Por meio desses dons as pessoas e seu ambiente são transformados.
Os dons vocais tratam da comunicação sobrenatural que o ESPÍRITO SANTO de DEUS revela, usando a voz humana. Não somente a pessoa que usa os dons, mas outras ao seu redor podem ouvir a comunicação, pois esses dons são recebidos pelos sentidos.
Todos os tipos de dons são distribuídos às pessoas pelo ESPÍRITO SANTO, de acordo com sua própria vontade, para o benefício e crescimento da igreja, o corpo de CRISTO.
DAVID YONGGI CHO. O ESPÍRITO SANTO, Meu Companheiro. Editora Vida. pag. 116-119.
3. Autossuficiência e humildade.
Utilizando Os Dons Espirituais
1. Não são meios pelos quais nos autoglorifiquemos. Tal atitude seria contrária ao inteiro espírito do evangelho. Mas que tal atitude havia na igreja de Corinto é algo que fica transparente no décimo quarto capítulo de I Coríntios.
2. Os dons espirituais visam a edificação, e devem servir de meios para conduzir os homens na direção da perfeição, em CRISTO (ver Efé. 4:11 e ss.).
3. Precisam ser exercidos no ambiente do amor (ver I Cor. 13), pois o amor é maior que qualquer dom espiritual. A nossa preocupação deveria ser: «Mediante o uso deste dom, como posso ajudar os homens a serem transformados mais profundamente segundo a imagem de CRISTO?» Ou então: «Como poderei servir a outros, material e espiritualmente, pelo meu ministério caracterizado por dons espirituais?»
4. Cada membro do corpo de CRISTO deveria possuir algum dom espiritual, e cada dom é uma função do corpo. Paulo emprega uma metáfora baseada na fisiologia, em I Cor. 12:12-31, a qual é mui instrutiva.
«...a graça que nos foi dada...» Todos os dons espirituais começam e têm por base a graça de DEUS, tal como o apóstolo dos gentios já havia demonstrado, em seu próprio caso, porque, ao ser chamado para o apostolado, foi chamado através da dispensação da graça de DEUS. (Ver o terceiro versículo deste mesmo capítulo). Todas as demais funções espirituais são igualmente alicerçadas nesse propósito divino, atuadas nos homens mediante o ESPÍRITO SANTO.
Neste ponto, a medida da fé e. a. «graça que nos foi dada» significam essencialmente a mesma coisa. Ambas as passagens referem-se à «graça» do ESPÍRITO, como fundamento de toda a outorga dos dons espirituais. Aquilo que fala da fé enfatiza a base em que a graça se desenvolve e floresce. Diz Brown (in loc.)
referindo-se ao terceiro versículo deste capítulo: «A fé é aqui vista como a entrada e como o canteiro de todas as outras graças, sendo assim a faculdade receptiva da semente renovada». A própria fé, cujo início tem lugar quando da regeneração, e que frutifica na vida cristã diária, por ser o princípio transmissor de vida, em si mesma é uma graça de DEUS, porque é conferida aos homens, embora sempre em cooperação com a vontade humana.
Neste versículo, «...dons...» é tradução do termo grego «charismata»,. O vocábulo grego técnico para todos os chamados «dons espirituais». Todos esses dons são proporcionados e inspirados pelo ESPÍRITO SANTO, não 'se tratando meramente das manifestações miraculosas. Paulo não entra aqui em longa descrição sobre os dons do ESPÍRITO, e nem mesmo chega a mencionar os dons especialmente «miraculosos», segundo faz no paralelo do décimo segundo capítulo da primeira epístola aos Coríntios. Portanto, suas explicações são muito menos extensas neste décimo segundo capítulo da epístola aos Romanos, simplesmente porque o apóstolo dos gentios não foi obrigado a tentar corrigir abusos sérios, conforme se deu no caso de sua epístola aos Coríntios.
O Uso E O Abuso Dos Dons Espirituais
1. Quando a epístola aos Romanos foi escrita, os dons espirituais estavam em plena atividade. Não podemos usar o trecho de I Cor. 13:10, como texto de prova do ensino que supostamente os dons espirituais desapareceriam dentro da era cristã, pois o que é «perfeito»—que finalmente eliminará a necessidade de certos dons espirituais—é a «parousia» (ou segunda vinda de CRISTO), e não o término do cânon neotestamentário.
2. Entre os dons espirituais, alguns são perturbadores por haverem sido imitados e abusados, a saber, alguns dons miraculosos como as línguas, a interpretação de línguas e os milagres de curas.
3. Em cada século, os dons espirituais são desesperadoramente necessários para o bem da igreja, em seu desenvolvimento (ver o que diz Efé. 4:11 e ss.); mas esses dons podem ser exercidos segundo moldes diferentes dos do primeiro século cristão, ou em moldes superiores àqueles de eras passadas. Estamos vivendo (minha alternativa) exatamente esta última.
4. Foram dadas notas completas sobre o «batismo do ESPÍRITO e os dons espirituais», incluindo o dom das línguas, em Atos 2:4.
Quanto aos abusos, consideremos as notas abaixo;
Os Dons, Que Fiquem Para Sempre! Mas Cuidado Com Os Abusos
1. Paulo nos ensina a buscar os dons (ver I Cor. 12:31).
2. Abundam, entretanto, os abusos e as imitações.
a. A mera alma humana.
b! Existem poderes estranhos, demoníacos e outros, que podem influenciar um homem, imitando os dons espirituais.
c. Mas também existe a presença do ESPÍRITO SANTO, e sua função é doar os dons espirituais, embora estes possam funcionar em moldes diferentes dos do primeiro século, como também possam manifestar-se de maneiras mais avançadas, do que aquelas que até agora têm sido reconhecidas entre nós. Como poderia suceder que não estamos envolvidos no avanço espiritual? Esse avanço nos conduzirá até à perfeição em CRISTO, conforme formos sendo transformados em sua imagem (ver Rom. 8:29). Isso irá sendo realizado pelo poder do ESPÍRITO (ver II Cor. 3:18), e nesse processo terminaremos maiores do que jamais foi Paulo, dotados finalmente de poderes muito superiores aos dele. Portanto, talvez até seja errado, ficarmos contemplando de volta ao primeiro século, desejando a restauração nos moldes da igreja primitiva. A verdadeira fé e uma elevada espiritualidade quiçá prefiram olhar para o futuro avanço, para uma forma que nos faça subir acima de abusos e imitações. Que ainda não possuímos esse tipo de fé é evidente.
Contrariamente à ideia que diz que os dons espirituais «não são para nós», mas estavam reservados às primeiras gerações cristãs tão somente, diz Newell (in loc.), em excelente comentário: «Essa é uma tríplice suposição:
1. Procura desculpar nosso próprio estado espiritual inferior;
2. pior ainda, é que lança a culpa sobre DEUS, no que tange ao fracasso da igreja quanto a essa particularidade; e
3. eleva o presente estado dos crentes como suficiente e superior ao estado de coisas que prevalecia nos tempos em que o ESPÍRITO SANTO era conhecido em seu poder».
«...profecia...» (Ver Atos 13:1 e Efé. 4:1, onde são distinguidos os «profetas» dos «mestres» cristãos - «profetas do N.T.», ver Atos 11:27). Nas Sagradas Escrituras, os «profetas» são as seguintes pessoas:
1. Algumas vezes são aqueles que, em sentido muito especial, foram escolhidos para algum ministério de revelação das verdades, através de revelações ou oráculos, conforme se verificava no caso dos profetas do A.T. Esses profetas do A.T., quanto à sua posição e autoridade, eram um tanto semelhantes aos apóstolos do N.T. O oficio espiritual deles era especial. Não há razão alguma para a suposição de que isso não pode continuar ocorrendo hoje em dia. Talvez indivíduos como Lutero, João Wesley e tantos outros, na história da igreja, incluindo até mesmo outros de menor envergadura, embora tenham sido elevados acima dos mestres e ministros comuns do evangelho, possam ser chamados «profetas». São pessoas encarregadas de alguma missão elevada, que falam com uma unção incomum do ESPÍRITO SANTO. No sentido secundário da palavra, tais indivíduos também podem ser chamados «apóstolos», conforme esclarecemos em Atos 14:4. Esses «apóstolos» seriam os mais elevados dentre esses «profetas».
2. Os profetas da igreja cristã primitiva evidentemente eram homens de considerável habilidade psíquica, capazes de proferirem declarações inspiradas, não sendo confundidos com os pregadores ordinários. No exercício dos dons espirituais, ocupavam posição secundária somente em relação aos apóstolos, conforme depreendemos de passagens neotestamentárias como I Cor. 12:28; Efé. 2:20; 3:5; 4:11 e Apo. 22:9. (Ver igualmente Atos 13:1; 15:32 e 21:9,10). Esses profetas do N.T. exerciam seu ofício em virtude do recebimento de dons carismáticos, e não por sanção ou nomeação oficial por parte das igrejas locais, porquanto não há o menor laivo de evidência que a posição deles fosse alcançada através da consagração a esse ofício. O trecho de I Cor. 14:29-39 mostra-nos que algumas vezes esses profetas se deixavam arrastar em seu entusiasmo ao ponto de produzirem a desordem nos cultos, o que Paulo censurou severamente.
Evidentemente surgiram dúvidas, até mesmo naqueles dias primitivos, acerca da autenticidade dos dons espirituais de alguns desses «profetas», ao ponto de suspeitar-se que seus poderes procediam de fontes malignas. (Ver I João 4:1 e I Tes. 5:20,21). Os poderes sobrenaturais, manifestamente superiores àquilo que se poderia esperar da parte das capacidades humanas normais, são sempre difíceis de julgar quanto à sua origem exata; o máximo que podemos fazer é aplicar as palavras do Senhor JESUS, que disse: «...pelos seus frutos os conhecereis» (Mat. 7:20). Infelizmente, o critério moderno de julgar tais pessoas tem degenerado ao teste que declara: «Por suas denominações os conhecereis». Esse critério é fruto do sectarismo.
Judas e Silas, nas páginas do N.T., são chamados «profetas» (ver Atos 14:4 e 15:32). Esses possuíam uma inspiração superior à daqueles que falavam em línguas (ver I Cor. 14:3).
3. Os profetas, não obstante, não profetizaram sempre e necessariamente o futuro, embora tal função evidentemente não fosse incomum entre eles. (Ver Atos 21:4,9-11). Nessa oportunidade, a profecia neotestamentária incluiu o conhecimento prévio, embora isso não faça parte necessária da profecia. Entretanto, é fenômeno comum, entre aqueles que possuem dons psíquicos, possuírem algum discernimento quanto a alguns acontecimentos futuros. Contudo, a profecia consiste muito mais de uma «afirmação inspirada» do que da predição do futuro. Todavia, é muito difícil fazer a separação dessas duas funções, no mesmo indivíduo.
Observação minha - Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva - Todo profeta profetiza, mas nem todo o que profetiza é profeta. Ministério profeta possui dons de mensagens futurística como o profeta Ágabo. profecias são para edificação, exortação e consolação somente.
Não é correto supor que não pode haver profetas em nossos próprios dias, segundo os moldes dos dias do N.T., ou segundo outros moldes.
O dom da profecia visa especialmente a consolar e edificar a igreja, além de ter a serventia de convencer os incrédulos presentes sobre as verdades do evangelho. A importância do ensino foi assim salientada, porquanto um dom especial é conferido a certos, para que se tornem mestres mais poderosos. Além disso, não devemos supor que os «mestres» também não sejam diretamente inspirados pelo ESPÍRITO SANTO, já que esse é um dos ministérios formados pelo ESPÍRITO de DEUS. Contudo, esse ministério é mais sutil, menos psiquicamente poderoso, mais geral e menos imediato; também é mais quieto e menos espetacular, estando mais limitado ao uso inspirado dos documentos sagrados—a Bíblia—como sua fonte, do que sucede no caso da inspiração imediata, que não depende dos documentos escritos, conforme se dá no caso dos profetas, (Observação minha - Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva - não impedindo os mestres de serem usados com dons maravilhosos de DEUS, já que JESUS era um mestre e Paulo também).
«Os profetas, que são associados aos apóstolos como o alicerce da igreja (ver Efé. 2:20), porquanto podem revelar a mente de DEUS, segundo me parece, em certo sentido subordinado podem existir até os nossos dias, sendo aqueles que não meramente ensinam e esclarecem doutrinas ordinárias e proveitosas, mas também que, devido a uma energia especial do ESPÍRITO SANTO, podem desdobrar e transmitir a mente de CRISTO à igreja cristã, nos casos em que esta mostrar-se ignorante da mesma (embora tal mentalidade esteja oculta nas Escrituras), podendo desvendar à igreja verdades bíblicas antes escondidas, através do poder do testemunho do ESPÍRITO de DEUS, de conformidade com as circunstâncias presentes da igreja e das espectativas futuras para o mundo. Isso faz deles, para todos os efeitos práticos, profetas; os quais, por isso mesmo, tornam-se uma bênção direta e uma dádiva de JESUS CRISTO à sua igreja, quanto à sua necessidade e aparecimento, embora eles se apeguem firmemente à Palavra, sem o que, entretanto, a igreja não possuiria o poder dessa Palavra». (Darby, in loc.).
«...segundo a proporção da fé...« Visto que essa expressão é um tanto obscura, tem ela recebido certa variedade de interpretações, como segue:
1. Alguns pensam que se trata da fé subjetiva. Diz Tholuck (irt loc.): «O profeta se mantém dentro dos limites de seu dom profético, que lhe é atribuído pela sua individualidade». Essa interpretação inclui igualmente a ideia de sua própria «receptividade», ou seja, como ele se entrega para ser instrumento para o exercício de seu dom. Cada homem tem um certo desenvolvimento em sua espiritualidade. Portanto, cada qual exerce o seu dom de conformidade com seu desenvolvimento espiritual, e isso de conformidade com a sua «proporção da fé», ou seja, com a proporção de seu desenvolvimento espiritual, no que diz respeito à função de seu ofício. Ainda uma subcategoria dessa fé subjetiva é aquela ideia que diz que, para cada qual, DEUS tem determinado certa medida da «graça» da «fé», ou seja, da dotação espiritual, em que cada indivíduo labora de conformidade com a mesma. Isso concorda com o terceiro versículo deste capítulo, bem como com a ideia geral de havermos recebido alguma medida da «graça», que nos capacita a ministrar, devendo ser reputada como parte da ideia aqui tencionada. Não obstante, essa «graça» não se mostrará eficaz a menos que seja exercida com fé pessoal, e de acordo com o desenvolvimento espiritual do indivíduo, que depende do princípio da fé. Por essa razão é que disse Meyer (in loc.) ׳. «...de acordo com a força, a clareza, o fervor e outras qualidades da fé que lhes tiver sido outorgada; de tal modo que o caráter e o modo de falar se conformem com as regras e os limites que são subentendidos na proporção de seu grau individual de fé».
2. Outros estudiosos preferem pensar na fé objetiva, isto é, pensar haver aqui alusão à regra das Escrituras ou revelação divina, a regra ou padrão de doutrina cristã, que é a autoridade seguida pela igreja cristã, dependendo do ponto de vista do intérprete. Essa seria a «analogia fidei», ou seja, o padrão de revelação, especialmente aquele exibido nas Sagradas Escrituras. E isso significa, por sua vez, que as profecias transmitidas por meio de quem quer que seja devem conformar-se a esse padrão, não ultrapassando do mesmo. Paulo realmente apelou para certos cânones fundamentais da verdade, se não mesmo a confissões eclesiásticas formais, aplicadas às doutrinas neotestamentárias; e com frequência esse apóstolo citava o A.T. como documento autoritativo. (Quanto aos «cânones fundamentais da verdade, segundo Paulo», ver Gl. 1:8; 6:16; Fil. 3:16; II Tim. 3:15,16). Não obstante, não podemos incluir aqui a «autoridade eclesiástica», ou mesmo algum cânon de fé estabelecido pelo homem no N.T., conforme alguns intérpretes de tendências mais eclesiásticas gostariam de fazer-nos crer, porque, ao tempo em que Paulo assim escreveu, não havia essa autoridade estabelecida no seio da igreja neotestamentária, além do fato que o cânon do N.T. estava longe de ficar completo.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 3. pag. 812-814.
A utilidade (12.6b-8). Temos vários dons. Nesta lista, os dons são dados pelo Pai. Em I Coríntios 12, os dons são dados pelo ESPÍRITO. Em Efésios 4, os dons são dados pelo Filho. Os dons mencionados em Romanos 12.6-8 são divididos em duas categorias: dons de fala (profecia, ensino e exortação) e dons de serviço (servir, contribuir, liderança e mostrar misericórdia).
É bastante óbvio que o apóstolo não está falando de cargos, mas de dons. Nem todo dom implica um cargo diferente. Muitos dons não exigem nenhum cargo.
LOPES, Hernandes Dias. Romanos: a alegria triunfante no meio das provas. Editora Hagnos. pag. 404-405.
A humildade no Uso dos Dons de DEUS. 12:3-8.
3. Na introdução da questão dos dons, Paulo fala da graça que lhe foi dada para capacitá-lo a ser um apóstolo. Depois ele exorta cada um dos seus leitores a que não sejam arrogantes, isto é, que não pensem bem demais sobre si mesmos. Ele apela para um jogo de palavras, usando diversos termos gregos que têm a palavra "mente" ou "pensar" como elemento básico – que não pense de si mesmo, além do que convém (saber), antes, pense com moderação (com equilíbrio na avaliação). Devemos fazer uma auto-avaliação quanto ao que DEUS repartiu a cada um. Paulo aqui não fala da "fé salvadora" mas antes de "uma fé que impulsiona uma pessoa na obra de DEUS". Só o orgulho poderia dizer: "Veja quanta fé salvadora eu tenho". Mas é com humildade que se diz: "Eis aqui a fé que eu tive na execução desta ou daquela tarefa particular para DEUS". Isto apenas leva à oração, "Senhor, aumenta a nossa fé" (veja Lc. 17:5). Na lista dos heróis da fé em Hb. 11, vemos que a medida da fé dada, corresponde à tarefa a ser realizada.
(Observação minha - Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva - É preciso ter fé que DEUS está nos impulsionando no exercício do dom, é preciso fé para transmitir o que DEUS nos dá para transmitir).
4,5. O um só corpo do qual os muitos são membros, enquanto ao mesmo tempo são, individualmente, membros uns dos outros, é a Igreja universal, constituída de todos os crentes em CRISTO. (Veja I Co. 10:17; 12:12, 13, 28; Ef. 1:22, 23; 2:15b, 16; 4:3-6, 11-13, 15, 16; 5:22-30; Cl. 1:17, 18, 24, 25). O símbolo do corpo descreve a Igreja como um organismo, com cada membro recebendo vida de CRISTO (veja Cl. 3:3). Grupos locais de crentes são a manifestação local do corpo de CRISTO, a Igreja. (veja I Co. 12:27). O corpo de CRISTO consiste da totalidade dos crentes que estão unidos a CRISTO, a cabeça da Igreja.
6. A graça de DEUS concedida a crentes individualmente, está comprovada nos diferentes dons. Paulo faz uma lista dos dons e depois diz de que modo cada um deve ser usado. Em cada caso o leitor, para entender, deve suprir o verbo, vamos usá-lo, seguido do dom particular. A profecia, que tem a intenção de exortar, encorajar e confortar (veja I Co. 14:3), deve ser usada no devido relacionamento, com a verdade revelada de DEUS.
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Editora Batista Regular Romanos. pag. 97-98.
(1) Porque qualquer coisa boa que tenhamos, foi DEUS que repartiu a nós; todo dom perfeito e bom “...vem do alto” (Tg 1.17). O que temos, que não temos recebido? E, se o recebemos, por que nos gloriamos? (1 Co 4.7). O homem mais competente e melhor do mundo não é mais nem melhor do que o que a livre graça de DEUS faz dele cada dia. Quando estamos pensando em nós mesmos, devemos nos lembrar de pensar não como temos alcançado, como se nossa força e o poder de nossa mão tivessem adquirido esses dons, mas pensar quão generoso DEUS tem sido para conosco, pois é Ele quem nos dá poder para fazer qualquer coisa que é boa e nele está toda a nossa suficiência.
(2) Porque DEUS concede seus dons em certa medida:
“...conforme a medida da fé...". Observe: Ele chama de medida da fé a medida dos dons espirituais, pois essa é a graça radical. O que temos e fazemos de bom é certo e aceitável na medida em que está fundamentado na fé, e flui da fé, e não vai além dela. Ora, a fé e os outros dons espirituais com ela são concedidos por medida, como a Infinita Sabedoria vê que é adequado para nós. CRISTO tinha o ESPÍRITO que lhe fora dado sem medida (Jo 3.34). Mas os santos o têm por medida (Ef 4.7).
CRISTO, que tinha dons sem medida, era meigo e humilde; e nós, que os temos de forma limitada, seremos arrogantes e orgulhosos?
(3) Porque DEUS repartiu dons tanto aos outros como a nós: “...repartiu a cada um”. Tivéssemos o monopólio do ESPÍRITO, ou um documento que nos garantisse sermos proprietários exclusivos dos dons espirituais, podia haver alguma base para essa presunção; mas outros têm sua parte assim como nós. DEUS é Pai de todos, e CRISTO, a raiz de todos os santos, de quem eles obtêm virtude; e por isso, não é conveniente nos tornarmos arrogantes e desprezarmos os outros, como se apenas nós fôssemos o povo de bem com DEUS e os únicos possuidores da sabedoria. Ele ilustra esse raciocínio com uma comparação extraída dos membros do corpo natural (como em 1 Co 12.12; Ef 4.16): “Porque assim como em um corpo temos muitos membros...” (w. 4,5). Observe aqui: [1] Todos os santos formam um corpo em CRISTO, que é a cabeça do corpo e o centro comum de sua unidade. Os crentes não estão no mundo como um grupo desordenado e confuso, mas estão organizados e unidos, já que estão unidos a uma cabeça comum e movidos e animados por um ESPÍRITO comum a todos. [2] Os crentes individuais são membros desse corpo, partes componentes, o que significa que são menos do que o todo, e estão em relação com o todo, derivando vida e vigor da cabeça. Alguns membros do corpo são maiores e mais úteis que outros e cada um recebe vigor da cabeça de acordo com a sua proporção. Se o dedinho recebesse tanta nutrição quanto a perna, quão inconveniente e prejudicial seria! Devemos nos lembrar que não somos o todo; pensamos além do que é adequado se pensamos assim; somos apenas partes e membros. [3] “...nem todos os membros têm a mesma operação” (v. 4), mas cada um possui seu respectivo lugar e função que lhe foi designado.
A função do olho é ver, a função da mão é trabalhar etc. Assim também ocorre no corpo místico: alguns são qualificados e chamados para um tipo de função; outros são, da mesma forma, preparados e chamados para outro tipo de função. Os magistrados, os ministros, as pessoas, em uma comunidade cristã, têm seus vários ofícios, e não devem se intrometer uns nas funções dos outros, nem entrar em conflito na execução de suas várias funções. [4] Cada membro tem o seu lugar e a sua função, para o bem e o beneficio do todo e de todos os outros membros. Não somos apenas membros de CRISTO, mas “...membros uns dos outros” (v. 5). Permanecemos em relação uns com os outros; estamos encarregados de fazer todo o bem que pudermos reciprocamente e agir em união para o benefício comum. Veja isso ilustrado em detalhes em 1 Coríntios 12.14ss. Por essa razão, não devemos ficar inchados com presunção de nossos próprios talentos, porque, qualquer coisa que tenhamos, foi recebida, e não recebemos para nós mesmos, mas para o bem de outros.
2. Um uso sóbrio dos dons que DEUS nos tem concedido. Como não devemos, por um lado, estar orgulhosos de nossos talentos, assim, por outro lado, não devemos enterrá-los. Tomemos cuidado para que, sob pretensão de humildade e abnegação, não sejamos vagarosos em nos colocar à disposição para o bem de outros. Não devemos dizer: “Eu não sou nada, por isso, me sentarei e não farei nada”; mas: “Eu não sou nada em mim mesmo e, por isso, me colocarei ao máximo na força da graça de CRISTO”. Ele especifica as funções eclesiásticas designadas em igrejas particulares, em cujo desempenho cada um deve pensar em cumprir o seu próprio dever, para preservar a ordem e promover a edificação na igreja, cada um conhecendo o seu lugar e ocupando-o. “De modo que, tendo diferentes dons”. O seguinte raciocínio particular completa o sentido desse raciocínio geral. Tendo dons, usemo-los. Autoridade e habilidade para a obra ministerial são dons de DEUS.
Diferentes dons. O propósito imediato é diferente, embora o alvo último de todos seja o mesmo, “...segundo a graça...”, charismata kata ten charin. A livre graça de DEUS é a fonte e a origem de todos os dons que são concedidos aos homens. E a graça que designa a função, qualifica e dirige as pessoas e que opera tanto o querer quanto o realizar. Havia, na igreja primitiva, dons extraordinários de línguas, de discernimento e de cura; mas o apóstolo fala aqui daqueles que são comuns (compare com 1 Co 12.4; 1 Tm 4.14; 1 Pe 4.10). Ele especifica sete dons em particular (w. 6-8), os quais parecem significar várias funções distintas, usadas pela estrutura consultiva de muitas igrejas primitivas, principalmente as maiores. Existem dois dons gerais aqui expressos por “profecia” e “ministério”, o primeiro sendo a função dos bispos, e o último, a função dos diáconos (esses dois eram os únicos ofícios estabelecidos - Fp 1.1). Mas a obra particular que pertence a cada um desses podia ser, e parece que era, dividida e distribuída por consentimento e acordo geral, para que isso pudesse ser feito mais eficazmente, porque aquilo que é função de todos não é função de ninguém, e aquele que é vir unius negotii - homem de uma tarefa desempenha melhor a sua função. Assim Davi separou os levitas (1 Cr 23.4,5), e nessa sabedoria é proveitoso se conduzir. Consequentemente, os cinco últimos serão reduzidos aos dois primeiros. (1) Profecia, “...se é profecia, seja ela segundo a medida da fé”. A obra dos profetas do Antigo Testamento não foi apenas a de predizer o futuro, mas advertir o povo a respeito do pecado e dos deveres, e serem aqueles que o lembravam a respeito do que eles sabiam antes. “Tu tens fé? Tenham-na para ti mesmo; e não faça dela uma regra para os outros, lembrando que a tens recebido apenas em tua medida”.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 387-388.
·...Servi uns aos outros...· De modo geral, mas particularmente aqui devemos entender ·trabalho físico», isto é, a partilha de alimentos, de abrigo e de dinheiro, tal como na hospitalidade que acabara de ser recomendada.
·...conforme o dom que recebeu...· O trecho de Rom. 12:7 focaliza um dom de ·ministério», isto é, boas obras na forma de esmolas, de cuidados pelos enfermos, e de hospitalidade. Alguns crentes são especialmente dotados pelo ESPÍRITO, tornando-se ricos em atos de caridade, dispostos à realização de serviço bondoso, o que fazem com maneiras graciosas e corteses. Talvez alguns médicos, enfermeiras e filantropos, quando são também crentes espirituais, recebem tal dom, além de outros, que têm a oportunidade especial de ministrar as necessidades físicas dos outros.
Algumas vezes tais pessoas também recebem amplos meios financeiros capacitando-se assim de se mostrarem generosas em alto grau. O judaísmo e o cristianismo primitivo enfatizavam grandemente a importância das esmolas. (Atos 3:2. Comparar também com Tia. 1:27, onde a religião pura é definida como a visita aos órfãos e às viúvas, em suas aflições, isto é, mediante a ministração às suas necessidades, além de conservar-se o crente imaculado do mundo). Tal ministração é a prática da regra áurea de CRISTO, uma duplicação do seu amor. Portanto, esse ministério é apenas a concretização da lei do amor, mencionada no oitavo versículo deste capítulo.
Este versículo, naturalmente, não só fala do dom especial da ministração às necessidades físicas, mas também impõe a todos os crentes o mesmo costume, ao ponto em que suas habilidade se circunstâncias lhes permitirem a participação.
·...despenseiros...· Cada pessoa é ímpar e tem uma missão sem igual, agora e na eternidade. (Ver Apo. 2:17). Ele recebe habilidades necessárias para o exercício apropriado de sua missão. Também recebe os meios financeiros para poder realizar sua obra. Sua missão o transforma no tipo de pessoa que pode realizar um serviço específico. Um crente também pode receber várias missões; e todas as coletivamente consideradas, visam fazer dele um indivíduo sem par. Uma missão é um meio de expressar a graça de DEUS para com outros, pois nenhuma missão visa apenas o benefício do próprio indivíduo. Todos os dons de DEUS se originam em sua ·graça. Essa é a fonte de tudo de bom que possuímos. Se nos recusarmos a contribuir, logo deixaremos de receber. Assim, o homem que recebe mas não dá logo se tornará inútil como despenseiro da graça de DEUS, e sua alma será estragada, perdendo toda a similaridade com a natureza espiritual de CRISTO. O próprio CRISTO veio para servir, e não para ser servido. (Ver Mat. 20:28).
«...multiforme graça...» No grego, o adjetivo é ·poikilos·, «diversificado», «de muitas espécies*. A graça divina se manifesta de muitos modos e se concretiza na vida humana de muitas maneiras. Cada crente recebeu tal graça, e está na obrigação moral de concedê-la a outros.
·...graça...» (*graça*, ver Efé. 2:8). O que possuímos que não tenhamos recebido de DEUS? *Pois quem é que te faz sobressair? O que tens tu que não tenhas recebido? e, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?» (I Cor. 4:7). Alguns agem como se o que têm fora produzido por eles mesmos.
Dom: Consideremos os pontos seguintes a respeito: 1. Envolve qualquer coisa doada gratuitamente. 2. Indica alguma bênção dada graciosamente por DEUS, de qualquer espécie, aos pecadores (ver Rom. 5:15.16 e 11:29). 3. Indica a graça da salvação (ver Efé. 2:9), mediante a qual a salvação é conferida aos homens. 4. Indica um preparo gracioso e divino para o serviço, algum dom espiritual, alguma operação extraordinária do ESPÍRITO SANTO (ver I Tim . 4:14) ou mesmo os dons do ESPÍRITO SANTO (ver os capítulos doze a catorze da primeira epistola aos Coríntios). 5. Indica a abundância de possessões físicas, usadas para benefício alheio: ou bens materiais suficientes para que deles possamos contribuir, embora não naquela profusão que poderíamos chamar de «abundante». Esse é o sentido que está em foco, talvez com alguma mistura com a quarta posição.
Esta passagem pode ser ilustrada pela parábola dos talentos, narrada pelo Senhor JESUS, em Mat. 25:15. Alguns intérpretes acreditam que Pedro alude aqui a essa tradição, embora tal narrativa ainda não tivesse tomado forma escrita nos evangelhos canônicos, porquanto esta primeira epistola de Pedro foi escrita antes dos mesmos, com a única exceção possível do evangelho de Marcos.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 156-157.
I Pe 4.10 Cada um, conforme recebeu um dom da graça – servi uns aos outros com ele como bons administradores da multiforme graça de DEUS. Visto que os dons da graça (em grego: charisma) são dados pelo ESPÍRITO SANTO, eles também são chamados de “dons do ESPÍRITO” (1Co 14.1). Este versículo presta uma importante contribuição para a pergunta a respeito do que são os carismas e como devem ser exercidos. O contexto demonstra que ser hospitaleiro, falar a palavra de DEUS e exercer a diaconia são serviços dos dons da graça. É verdade que podemos “buscá-los” (1Co 14.1), mas sempre continuarão sendo dádiva de DEUS através do ESPÍRITO SANTO.
Multiforme ela é na medida em que exerce uma obra diversificada na igreja e em cada cristão (cf., p. ex., 1Pe 5.10). Como graça multiforme ela também é suficiente para todas as múltiplas carências da igreja. Administradores é o nome dado pelo próprio JESUS a seus discípulos em várias parábolas (Lc 16.1; cf. Mt 25.14ss). Um administrador é caracterizado pelo fato de ter recebido dádivas em confiança para o serviço, que não são de sua propriedade.
Uwe Holmer. Comentário Esperança I Pedro. Editora Evangélica Esperança.
10. Vida na comunidade cristã é vida de serviço aos outros. JESUS foi o Servo de DEUS, Aquele que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mc 10.45). Na Sua vida, tal como nos mostram os Evangelhos, Ele demonstrou esse princípio, servindo ao Seu povo e aos Seus (como ilustrado em Jo 13.1-17). Servi uns aos outros é, assim, um chamado a sair de si mesmo e dos seus problemas, e se dedicar aos outros.
Essa diaconia é possível porque todos receberam dons com os quais podem servir aos outros.
Cada um deve colocar o dom que tem a serviço de todos, porque, ao receberem dons, os cristãos se tomam despenseiros da graça de DEUS. A charis (graça) é a fonte dos charisma (dons, carismas). Quem os recebe, recebe graça de DEUS, e os recebe por causa da graça de DEUS que lhes concedeu o ESPÍRITO SANTO.
A graça de DEUS, por fim, é multiforme. Visualmente, isso seria como um cristal que reflete a luz em vários matizes e uma sempre nova e surpreendente combinação de cores e tons. Esse conceito é importante e tem sido desprezado na prática, muitas vezes, pelos cristãos. Está subentendido que a questão dos dons é sempre dinâmica.
Quando a situação muda, quando novos quadros se apresentam, Ele dará os dons de forma apropriada à nova realidade, sempre nos surpreendendo com o Seu agir. Multiforme também significa, para um mundo dividido como o nosso em culturas e características regionais bastante diferenciadas, que o ESPÍRITO leva em conta essa diversificação e trabalha dentro dela. Indispensável nas relações entre os cristãos (também a nível internacional) é a eliminação de todo resquício de prepotência e espírito de julgamento, e a disposição ao amor e ao serviço ao outro como outro (respeitando-o e valorizando-o naquilo em que é diferente de mim ou de nós).
Ênio R. Mueller. I Pedro Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 238-239.
ELABORADO: Pb Alessandro Silva.
Colaboradores: Escriba Digital. (www.gospelbook.net)
 
 
Questionário da Lição 1 - E deu dons aos homens
Responda conforme a revista da CPAD do 2º Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário
Complete os espaços vazios e marque com "V "as respostas verdadeiras e com "F "as falsas
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
“Pelo que diz: Subindo ao ______________________, levou _______________________ o cativeiro e deu _________________________ aos homens” (Ef 4.11).

VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Os ____________________ são dádivas divinas para __________________ cumprir sua missão até que o _________________ venha busca-la.
 
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
3- Como a Bíblia de Estudo Pentecostal define "dons” e para que servem?
(    ) Como “manifestações sobrenaturais concedidas da parte do ESPÍRITO SANTO, e que operam através dos crentes, para o seu bem comum".
(    ) Além de auxiliar o Corpo de CRISTO no exercício da grande Comissão, os dons divinos subsidiam os santos para que cheguem à unidade da fé (Ef 4.12,13).
 
I - OS DONS NA BÍBLIA
4- Como eram os dons no Antigo Testamento e de qual palavra se originam?
(    ) O Dicionário Bíblico Wycliffe mostra que há várias palavras hebraicas que significam "dádiva".
(    ) A origem dessas palavras está na raiz hebraica nathan, que significa "dar".
(    ) Podemos afirmar que no Antigo Testamento há vislumbres dos dons divinos concedidos a pessoas peculiares como reis, sacerdotes, profetas e outros.
(    ) Todavia, os dons divinos não estavam acessíveis ao povo de DEUS da Antiga Aliança como observamos no regime da Nova Aliança.
 
5- Como eram os dons ao longo do Novo Testamento e de qual palavra se originam?
(    ) O Dicionário Bíblico Wycliffe informa ainda que ao longo do Novo Testamento a palavra "dom" aparece com diferentes significados, que se relacionam ao verbo grego didomi.
(    ) Este verbo representa o sentido ativo da palavra "dar" em Filipenses 4.15.
(    ) Na Nova Aliança, os dons de DEUS estão disponíveis para que a Igreja, em nome de JESUS, promova a libertação dos cativos, ministre a cura aos doentes e proclame a salvação do homem para a glória de DEUS.
(    ) O Novo Testamento também deixa claro que todos os crentes têm acesso direto a DEUS através de CRISTO JESUS e, por isso, podem receber os dons do ESPÍRITO.
 
6- Para sermos mais didáticos e eficientes no estudo a respeito dos dons, em quais partes devemos dividir este assunto?
(    ) Em três categorias principais: Dons de Serviço, Dons Espirituais e Dons Ministeriais.
(    ) Esta divisão acompanha a classificação dos dons conforme se encontra nas epístolas paulinas aos Romanos, I Coríntios e Efésios, respectivamente.
(    ) Insistimos, porém, que esta classificação é apenas um recurso didático, pois quando o apóstolo expõe o assunto em suas cartas, ele não parece querer exaurir os dons em uma lista, antes, preocupa-se em exortar os irmãos a buscá-los e usá-los para encorajar, confortar e edificar a Igreja de CRISTO, bem como glorificar a DEUS e evangelizar o mundo.
 
II - OS DONS DE SERVIÇO, ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS.
7- Quais são os Dons relacionados ao serviço cristão e onde estão listados?
(    ) Em Romanos 12 o apóstolo Paulo admoesta a igreja, lembrando-a de que o membro do Corpo de CRISTO não pode se achar autossuficiente.
(    ) Assim como um membro do corpo humano depende dos outros para exercer a sua função, na igreja necessitamos uns dos outros para o fortalecimento da nossa vida espiritual e comunhão em CRISTO.
(    ) Por isso, a categoria de dons apresentada em Romanos 12 traz a ideia da manutenção dessa comunhão dos santos, pois ao falarmos de serviços, subentende-se que quem serve está prestando um serviço para alguém.
(    ) Observe os dons de serviço listados por Paulo em Romanos: Ministério (oficio diaconal), exortação (encorajamento), repartir, presidir e exercer misericórdia.
(    ) Note que esses dons estão relacionados com uma ação em prol do outro, do próximo.
(    ) Portanto, se você tem um dom, deve usá-lo em benefício da Igreja de CRISTO na Terra.
 
8- Quais os dons espirituais e como Paulo os vê?  
(    ) "Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes".
(    ) Os dons listados em I Coríntios 12 são: Palavra da sabedoria; palavra da ciência; fé; curas; operação de maravilhas; profecia; discernimento de espíritos; variedades de línguas; interpretação de línguas.
(    ) Apesar de as manifestações sobrenaturais pertencerem ao mundo espiritual, isto é, a uma categoria particular da experiência religiosa do crente, o apóstolo Paulo desejava que as igrejas, e em especial a de Corinto, conhecessem algumas considerações importantes sobre os dons espirituais.
 
9 - Qual era a característica predominante em Corinto, segundo o Comentário Bíblico Beacon (CPAD), apesar dos dons ali operantes?
(    ) Era a vida pregressa dos membros envolvidos com idolatria.
(    ) Muitas manifestações espirituais na igreja lembravam a experiência mística das religiões de mistérios.
 
10- Os coríntios precisavam ser ensinados de forma correta sobre a existência dos dons e de sua utilização dentro do culto e fora dele. Por que devemos ensinar sobre os dons?
(    ) À luz da Palavra de DEUS, devemos ensinar a respeito dos dons espirituais para que a igreja seja edificada.  
(    ) A Bíblia traz os ensinos corretos sobre o uso dos dons, e se há distorções nessa esfera, estas acontecem por algumas igrejas não ensinarem de forma correta o que a Bíblia diz.
(    ) Isso contribui para o surgimento do fanatismo religioso, da corrupção doutrinária dos movimentos estranhos e de muitas heresias.
(    ) Portanto, o ensino correto das Escrituras nos orienta sobre a forma adequada da utilização dos dons e previne o surgimento de práticas condenáveis no culto.
 
11- O que a Bíblia ensina sobre os dons ministeriais?
(    ) A Epístola de Paulo aos Efésios classifica os dons ministeriais assim: Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores.
(    ) Os propósitos de o Senhor concedê-los à Igreja, segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, são, em primeiro lugar, capacitar o povo de DEUS para o serviço cristão; em segundo, promover o crescimento da igreja local; terceiro, desenvolver a vida espiritual dos discípulos de JESUS.  
(    ) O Senhor deu a sua Igreja ministros para servi-la com zelo e amor.
(    ) O ensino do Novo Testamento acerca do exercício ministerial está ligado a concepção evangélica de serviço, jamais à perspectiva centralizadora e sacerdotal do Antigo Testamento.
 
III - CORINTO: UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINISTRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS (1 Co 12.1-11)
12- Os dons são importantes?
(    ) O apóstolo Paulo faz questão de tratar desse assunto com os crentes de Corinto que estavam supervalorizando alguns dons em detrimento de outros.
(    ) Precisamos resgatar a noção de serviço que JESUS CRISTO ensinou nos Evangelhos, pois todos os dons vêm diretamente de DEUS para melhor servirmos à igreja de CRISTO.
 
13- Qual o argumento utilizado pelos Cessacionistas (pessoas que defendem a errônea ideia de que os dons espirituais cessaram no primeiro século) para não admitirem os dons na atualidade?
(    ) Dizem que os crentes pentecostais tendem a se achar superiores uns aos outros por terem algum dom.
(    ) Lamentavelmente, isto é verdade em muitos lugares.
 
14- O que a Bíblia ensina sobre a diversidade dos dons?
(    ) O que mais nos chama a atenção na lista de dons apresentada por Paulo em 1 Coríntios 12 não são os nove dons, mas a diversidade deles.
(    ) Isto denota a unidade da Igreja de CRISTO, mas simultaneamente a sua multiplicidade.
(    ) O Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento tem razão quando fala que "talvez Paulo tenha selecionado estes noves dons por serem adequados à situação que havia em Corinto".
(    ) Se compararmos a lista de 1 Coríntios com Romanos e também Efésios, veremos que outros dons são relacionados de acordo com as necessidades de cada igreja local.
 
15- Como devem ser a autossuficiência e humildade na vida daquele que é usado em dons?
(    ) Os dons espirituais são concedidos aos crentes pela graça de DEUS, e não por méritos pessoais.
(    ) Não podemos orgulhar-nos e portar-nos de modo arrogante e autoritário no exercício dos dons, mas com humildade e temor a DEUS.
(    ) Não devemos usar o dom que DEUS nos deu com orgulho, visando à exaltação pessoal. Isto é pecado contra o Senhor e contra a Igreja!
(    ) Use o dom com um coração sincero e transbordante de amor pelo próximo..
(    ) Não foi por acaso que o capitulo 13 (Amor) de 1 Coríntios foi colocado entre o 12 (dons) e o do 14 (língua e profecia).
 
CONCLUSÃO
16- Complete:
O estudo dos _____________________________ de DEUS aos homens é amplo e nos apresenta recursos pelos quais podemos ___________________ ao Senhor e a sua Igreja. Esses _____________________ são para os nossos dias, pois não há na Bíblia nenhum versículo que diga que os _________________________ espirituais deixaram de existir com a morte do último apóstolo. Portanto, busquemos os ______________________ do ESPÍRITO SANTO, pois estão à nossa disposição. Eles são um exemplo da ________________________________ graça de DEUS em dispensar instrumentos ________________________________ para a Igreja na história.
 
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DAVIDSON. F. Novo Comentário da Bíblia. Êxodo. pag. 2.
Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 141.
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