LIÇÃO 1, BETEL, A esperança cristã, o futuro à luz das Escrituras, 4Tr26, com. Extra Pr. Henrique, EBD NA TV
BETEL DOMINICAL - 4º Trimestre de 2026 • Ano 36 • N º 141
Adultos Publicação Trimestral
Tema: ATÉ QUE ELE VENHA - As profecias bíblicas que fortalecem a fé, renovam a esperança e preparam a Igreja para a volta gloriosa de CRISTO
Comentários, Bispo Oides José Do Carmo
NOSSA CAPA:
A Bíblia aberta iluminada pela luz do entardecer simboliza a Palavra de DEUS como direção
segura, esperança viva e luz para a caminhada cristã.
SUMÁRIO
LIÇÃO 1, BETEL, A esperança cristã, o futuro à luz das Escrituras
LIÇÃO 2, BETEL, Enoque: o exemplo para os nossos dias
LIÇÃO 3, BETEL, Daniel e a revelação dos acontecimentos futuros
LIÇÃO 4, BETEL, Perigos dos últimos dias e o preparo da Igreja
LIÇÃO 5, BETEL, A esperança cristã diante da morte: a promessa da vida eterna
LIÇÃO 6, BETEL, A gloriosa volta de CRISTO: promessa, sinais e propósitos
LIÇÃO 7, BETEL, A esperança da ressurreição e o juízo eterno
LIÇÃO 8, BETEL, O arrebatamento da Igreja e a bendita esperança
LIÇÃO 9, BETEL, A Grande Tribulação e o juízo de DEUS sobre a terra
LIÇÃO 10, BETEL, O O Tribunal de CRISTO e as Bodas do Cordeiro
LIÇÃO 11, BETEL, O Milênio e o reinado de CRISTO sobre a Terra
LIÇÃO 12, BETEL, O Juízo Final: a Justiça de DEUS revelada
LIÇÃO 13, BETEL, Aguardando a volta de CRISTO com fidelidade e vigilância
Ajuda - https://youtube.com/playlist?list=PL9TsOz8buX186x_DfF98kInaZHTHAWd-6&si=UZ_dAcisVt4E_tDm OS GRANDES TEMAS DO FIM - ESCATOLOGIA - APOCALIPSE - Pr Henrique, EBD NA TV
ESCRITA LIÇÃO 1, BETEL, A ESPERANÇA CRISTÃ, O FUTURO À LUZ DAS ESCRITURAS, 4Tr26, com. Extra Pr. Henrique, EBD NA TV
ESBOÇO DA LIÇÃO
LIÇÃO 1, BETEL, A ESPERANÇA CRISTÃ, O FUTURO À LUZ DAS ESCRITURAS
1- O FUTURO REVELADO NAS ESCRITURAS
1.1 - Os Fundamentos Da Escatologia Bíblica
1.2 - O Cumprimento Do Propósito De DEUS
1.3 - A Escatologia Bíblica e o salvo
2 - PRINCÍPIOS E REGRAS DE INTERPRETAÇÃO
2.1 -A Bíblia interpreta a própria Bíblia
2.2 - A Posição Doutrinária Adotada
2.3 - Os Cuidados Com A Interpretação
3 - A ESPERANÇA DA IGREJA
3.1 - A bem-aventurada esperança
3.2 - CRISTO, o fundamento da nossa confiança
3.3. A centralidade da volta de CRISTO
TEXTO ÁUREO
"Pelo que, amados, aguardando nestas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz". 2 Pedro 3.14
VERDADE APLICADA
A revelação bíblica acerca do futuro fortalece a fé e nos ensina a viver preparados para a volta de CRISTO.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Compreender a importância de estudar o futuro à luz das Escrituras
- Conhecer princípios seguros para interpretar as profecias bíblicas
- Reconhecer que CRISTO é o centro da esperança da Igreja
TEXTOS DE REFERÊNCIA - MATEUS 24.5, 11-14
5. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o CRISTO; e enganarão a muitos.
11. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
12. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.
13. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
14. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.
MOTIVO DE ORAÇÃO – Ore para que nossa esperança na volta de CRISTO nos mantenha firmes na fé.
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SUBSÍDIOS EXTRAS – BÍBLIAS, LIVROS, REVISTAS, COPILOT E GEMINI
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
INTRODUÇÃO
Algumas
pessoas dizem que não importa acreditar que JESUS vem antes, ou no meio ou no
final da Grande tribulação. Dizem que isto não influencia na salvação de
ninguém. Porém, é de suma importância sermos pré-tribulacionistas: Estamos
esperando JESUS CRISTO vir nos buscar, enquanto esses outros tais, estão
esperando o anticristo se manifestar. Quem você acha que está certo? Quem está
esperando JESUS ou quem está esperando o anticristo? Quem vai estar se
preparando em santificação?
A
doutrina das últimas coisas ocupa lugar de destaque na Teologia Sistemática
porque revela o desfecho do plano redentor de DEUS para a humanidade e para
toda a criação. O estudo da Escatologia Bíblica não foi dado à Igreja para
produzir medo, especulações ou curiosidade excessiva, mas para fortalecer a fé,
consolidar a esperança cristã e estimular a perseverança dos santos.
Desde
o Antigo Testamento até o Apocalipse, as Escrituras apresentam DEUS como Senhor
absoluto da história. Nada acontece fora de Seu conhecimento ou de Sua vontade
permissiva e soberana. O mesmo DEUS que prometeu a primeira vinda do Messias
cumpriu fielmente Sua Palavra e também cumprirá tudo o que prometeu acerca da
segunda vinda de CRISTO, em duas fases distintas (Arrebatamento e Vinda em
Glória).
Por
essa razão, o crente deve estudar os acontecimentos futuros com reverência,
equilíbrio espiritual e dependência do ESPÍRITO SANTO. A esperança da Igreja
não está fundamentada em previsões humanas, mas na obra consumada de CRISTO e
na certeza de Seu retorno glorioso.
Palavras
gregas centrais INTRODUÇÃO 1
|
Palavra Grega
|
Significado
|
|
Eschatos (ἔσχατος)
|
Último, final
|
|
Elpis (ἐλπίς)
|
Esperança
|
|
Parousia
(παρουσία)
|
Vinda, presença
|
|
Pistis
(πίστις)
|
Fé
|
|
Apokalypsis (ἀποκάλυψις)
|
Revelação
|
1. O
FUTURO REVELADO NAS ESCRITURAS
As
Escrituras revelam que a história humana não caminha de forma desordenada ou
aleatória. DEUS governa todas as coisas segundo Seu propósito eterno. O futuro
pertence ao Senhor porque Ele conhece o fim desde o princípio, conforme
declarado em Isaías capítulo 46, versículos 9 e 10.
A
revelação profética demonstra que existe um plano divino conduzindo todas as
épocas para a glorificação de CRISTO. A escatologia não é apenas um estudo de
eventos futuros, mas a manifestação progressiva do governo soberano de DEUS.
O
conhecimento dessas verdades fortalece a confiança dos salvos. Quando
compreendemos que DEUS controla a história, somos capacitados a enfrentar
tribulações presentes sem perder a esperança.
O
apóstolo Paulo ensina em Romanos capítulo 15, versículo 4, que as Escrituras
foram escritas para nosso ensino, a fim de que, pela paciência e consolação,
tenhamos esperança.
Portanto,
o estudo do futuro bíblico produz estabilidade espiritual, maturidade cristã e
disposição para permanecer fiel até a volta de CRISTO.
Tabela-resumo
1. O FUTURO REVELADO NAS ESCRITURAS 2
|
Aspecto
|
Resumo
|
|
Governo
Divino
|
DEUS dirige
toda a história
|
|
Propósito
Eterno
|
Tudo converge para CRISTO
|
|
Resultado
Prático
|
Esperança e
perseverança
|
|
Base Bíblica
|
Isaías 46.9-10; Efésios
1.9-10
|
1.1 Os
Fundamentos da Escatologia Bíblica
A
Escatologia Bíblica trata dos atos finais da obra redentora de DEUS. Embora o
termo não apareça literalmente na Bíblia, sua doutrina está claramente presente
nas Escrituras.
A
palavra "eschatos" indica aquilo que pertence aos últimos
acontecimentos do plano divino. Não se trata meramente do encerramento da
história, mas da consumação da redenção iniciada na cruz.
A
escatologia possui uma dimensão presente e futura. Em CRISTO, muitas promessas
já foram inauguradas. Contudo, ainda aguardamos sua completa realização.
A
Teologia Bíblica chama esse conceito de "já e ainda não". O Reino de DEUS
já está presente espiritualmente, mas sua manifestação plena ocorrerá na volta
de CRISTO.
Desde
o derramamento do ESPÍRITO SANTO em Atos capítulo 2 até a Nova Jerusalém
descrita em Apocalipse capítulos 21 e 22, percebemos a continuidade do plano
redentor.
A
doutrina das últimas coisas inclui temas como arrebatamento, ressurreição,
juízo final, glorificação dos santos e novos céus e nova terra.
A
compreensão adequada desses eventos fortalece a esperança cristã e amplia a
visão da soberania divina.
Palavras
gregas 1.1 Os Fundamentos da Escatologia Bíblica 3
|
Palavra Grega
|
Significado
|
|
Eschatos
|
Último
|
|
Basileia
|
Reino
|
|
Apokalypsis
|
Revelação
|
|
Telos
|
Fim, consumação
|
Referências
Bíblicas
·
Mateus 24.1-8; Atos 2.16-17; 1 Coríntios
15.20-28; Hebreus 1.1-2; Apocalipse 21.1-5
Tabela-resumo
1.1 Os Fundamentos da Escatologia Bíblica 4
|
Tema
|
Explicação
|
|
Escatologia
|
Estudo das
últimas coisas
|
|
Consumação
|
Conclusão do plano divino
|
|
Reino de DEUS
|
Já inaugurado e
ainda futuro
|
|
Centro da
Doutrina
|
JESUS CRISTO
|
1.2 O
Cumprimento do Propósito de DEUS
O
propósito eterno de DEUS alcança não apenas os seres humanos, mas toda a
criação. O pecado trouxe corrupção universal, afetando a natureza e toda a
ordem criada.
Romanos
capítulo 8, versículos 18 a 21, ensina que a criação aguarda ansiosamente sua
libertação. Esse texto demonstra o alcance cósmico da redenção.
A obra
salvadora de CRISTO possui implicações universais. Tudo será restaurado segundo
o propósito divino.
A
soberania divina garante que nenhum detalhe do plano de DEUS fracassará.
Efésios capítulo 1, versículos 9 a 11, revela que DEUS opera todas as coisas
conforme o conselho de Sua vontade.
Embora
existam mistérios ainda não revelados, DEUS já revelou tudo o que é necessário
para nossa fé e prática.
Assim,
a expectativa cristã não é pessimista, mas fundamentada na certeza da vitória
final de DEUS.
Palavras
gregas 1.2 O Cumprimento do Propósito de DEUS 5
|
Palavra Grega
|
Significado
|
|
Oikonomia
|
Administração, plano
|
|
Boule
|
Conselho,
propósito
|
|
Doxa
|
Glória
|
|
Kainos
|
Novo,
renovado
|
Tabela-resumo
1.2 O Cumprimento do Propósito de DEUS 6
|
Elemento
|
Verdade Teológica
|
|
Criação
|
Aguarda redenção
|
|
CRISTO
|
Centro da
restauração
|
|
DEUS
|
Conduz a história
|
|
Futuro
|
Garantido
pela soberania divina
|
1.3 A
Escatologia Bíblica e o Salvo
A
escatologia possui aplicação prática para a vida cristã. Ela não foi dada
apenas para informação, mas para transformação.
O
conhecimento do futuro influencia diretamente as prioridades do presente. O
cristão passa a viver com perspectiva eterna.
JESUS
advertiu sobre o perigo de uma vida voltada exclusivamente para bens terrenos
na parábola do rico insensato, registrada em Lucas capítulo 12, versículos 16 a
21.
A
esperança escatológica produz santificação, fidelidade e vigilância. Quem
aguarda a CRISTO busca viver em pureza.
1 João
capítulo 3, versículos 2 e 3, declara que todo aquele que possui essa esperança
purifica-se a si mesmo.
A
expectativa da volta de CRISTO também encoraja a perseverança durante provações
e sofrimentos.
O
salvo vive olhando para a eternidade sem negligenciar suas responsabilidades
presentes.
Tabela-resumo
1.3 A Escatologia Bíblica e o Salvo 7
|
Aspecto
|
Aplicação
|
|
Esperança
|
Produz santidade
|
|
Escatologia
|
Transforma
o comportamento
|
|
Vigilância
|
Mantém o crente preparado
|
|
Eternidade
|
Orienta as
prioridades
|
2.
PRINCÍPIOS E REGRAS DE INTERPRETAÇÃO
A
correta interpretação das profecias bíblicas exige responsabilidade
hermenêutica. O intérprete deve evitar conclusões precipitadas e especulações
sem fundamento textual.
O
apóstolo Pedro adverte que nenhuma profecia provém de interpretação particular.
Isso significa que ela deve ser compreendida dentro da totalidade da revelação
bíblica.
A
hermenêutica escatológica requer equilíbrio entre o aspecto literal e o
simbólico dos textos proféticos.
O
estudante deve respeitar o contexto histórico, gramatical e teológico de cada
passagem.
Além
disso, a iluminação do ESPÍRITO SANTO é indispensável para uma compreensão
adequada das Escrituras.
A
interpretação responsável preserva a Igreja de erros doutrinários e
extremismos.
Tabela-resumo
2. PRINCÍPIOS E REGRAS DE INTERPRETAÇÃO 8
|
Princípio
|
Importância
|
|
Contexto
|
Evita erros
|
|
Hermenêutica
|
Direciona a interpretação
|
|
ESPÍRITO SANTO
|
Ilumina a
compreensão
|
|
Equilíbrio
|
Protege contra exageros
|
2.1 A
Bíblia interpreta a própria Bíblia
Uma
regra fundamental da interpretação bíblica é que textos mais claros esclarecem
textos mais difíceis.
A
unidade das Escrituras revela a existência de um único Autor divino inspirando
diversos escritores humanos.
As
profecias devem ser analisadas à luz do conjunto da revelação bíblica.
Símbolos
encontrados em Daniel frequentemente recebem explicação em Daniel ou no
Apocalipse.
JESUS
censurou aqueles que desconheciam tanto as Escrituras quanto o poder de DEUS.
O
método histórico-gramatical permanece essencial para discernir o significado
original dos textos inspirados.
O
estudante fiel procura harmonizar passagens sem forçar interpretações
particulares.
Palavra
Grega 2.1 A Bíblia interpreta a própria Bíblia 9
|
Palavra
|
Significado
|
|
Hermeneuo
|
Interpretar
|
|
Logos
|
Palavra
|
|
Aletheia
|
Verdade
|
Tabela-resumo
2.1 A Bíblia interpreta a própria Bíblia 10
|
Regra
|
Objetivo
|
|
Bíblia
interpreta Bíblia
|
Evita
distorções
|
|
Contexto
|
Define significado
|
|
Harmonia
Bíblica
|
Produz
equilíbrio
|
2.2 A
Posição Doutrinária Adotada
A
posição pré-tribulacionista ensina que a Igreja será arrebatada antes da Grande
Tribulação.
Essa
interpretação enfatiza a promessa de livramento da ira futura mencionada em 1
Tessalonicenses capítulo 1, versículo 10.
Nessa
perspectiva, o arrebatamento é um evento distinto da manifestação gloriosa de CRISTO.
O
arrebatamento (para a igreja – nós) é descrito como um encontro com o Senhor
nos ares.
Já a
Segunda Vinda visível envolve o retorno de CRISTO para julgar as nações e
estabelecer Seu Reino (Desce sobre o Monte das Oliveiras).
Essa
compreensão produz consolo e expectativa para a Igreja.
A
esperança do arrebatamento encoraja a santidade e a vigilância espiritual.
Palavra
Grega 2.2 A Posição Doutrinária Adotada 11
|
Palavra
|
Significado
|
|
Harpazo
|
Arrebatar
|
|
Parousia
|
Vinda
|
|
Ekklesia
|
Igreja
|
Tabela-resumo
2.2 A Posição Doutrinária Adotada 12
|
Doutrina
|
Ensinamento
|
|
Arrebatamento
|
Antes da
tribulação
|
|
Igreja
|
Livre da ira futura
|
|
Esperança
|
Consolação para
os salvos
|
2.3 Os
Cuidados com a Interpretação
O
estudo das profecias deve ser realizado com humildade e prudência.
Muitas
confusões doutrinárias surgem quando determinados textos são analisados
isoladamente.
A
interpretação saudável reconhece tanto aquilo que DEUS revelou quanto aquilo
que permaneceu oculto.
Deuteronômio
capítulo 29, versículo 29, estabelece esse importante princípio.
A
curiosidade excessiva pode conduzir à especulação e ao erro.
O
cristão deve permanecer firme no ensino bíblico, evitando teorias
sensacionalistas.
O alvo
do estudo profético não é satisfazer curiosidades, mas promover fidelidade a DEUS.
Tabela-resumo
2.3 Os Cuidados com a Interpretação 13
|
Cuidado
|
Motivo
|
|
Humildade
|
Evita
arrogância
|
|
Prudência
|
Evita especulações
|
|
Contextualização
|
Evita erros
|
|
Fidelidade
Bíblica
|
Preserva a verdade
|
3. A
ESPERANÇA DA IGREJA
A
esperança cristã está centrada na pessoa de JESUS CRISTO. Não é uma expectativa
vaga ou meramente emocional.
Trata-se
de uma certeza fundamentada nas promessas imutáveis de DEUS.
A
volta de CRISTO constitui o grande anseio da Igreja desde os tempos
apostólicos.
A
esperança futura fortalece os crentes durante perseguições, provações e
sofrimentos.
A
consumação final trará comunhão perfeita entre DEUS e Seu povo.
Toda a
história da redenção converge para esse glorioso encontro.
Tabela-resumo
3. A ESPERANÇA DA IGREJA 14
|
Verdade
|
Resultado
|
|
CRISTO
voltará
|
Esperança
|
|
DEUS é fiel
|
Confiança
|
|
Eternidade
|
Comunhão
perfeita
|
3.1 A
Bem-Aventurada Esperança
A
expressão "bem-aventurada esperança" encontra-se em Tito capítulo 2,
versículo 13.
Ela
descreve a expectativa alegre e segura dos redimidos.
A
ressurreição de CRISTO é a garantia histórica e teológica da futura
ressurreição dos santos.
Sem a
ressurreição, a esperança cristã seria vazia.
Porém CRISTO
ressuscitou dentre os mortos e tornou-Se as primícias dos que dormem.
A
esperança da Igreja fundamenta-se em fatos redentivos já realizados.
A
fidelidade de DEUS assegura o cumprimento de cada promessa escatológica.
Tabela-resumo
3.1 A Bem-Aventurada Esperança 15
|
Elemento
|
Importância
|
|
Ressurreição
|
Garantia da
esperança
|
|
Promessa
divina
|
Fonte de confiança
|
|
Volta de CRISTO
|
Centro da
expectativa
|
3.2 CRISTO,
o Fundamento da Nossa Confiança
Toda a
esperança escatológica está baseada na pessoa e na obra de CRISTO.
Ele é
o Salvador, Mediador, Sumo Sacerdote, Rei e Juiz.
Sua
primeira vinda garantiu a salvação.
Sua
segunda vinda garantirá a consumação dessa salvação.
A
justiça divina será plenamente manifesta quando CRISTO retornar.
O mal
será definitivamente julgado.
Os
santos serão eternamente consolados e glorificados.
Palavras
Gregas 3.2 CRISTO, o Fundamento da Nossa Confiança 16
|
Palavra
|
Significado
|
|
Soter
|
Salvador
|
|
Kyrios
|
Senhor
|
|
Mesites
|
Mediador
|
Tabela-resumo
3.2 CRISTO, o Fundamento da Nossa Confiança 17
|
Verdade
|
Resultado
|
|
CRISTO é
Senhor
|
Segurança
|
|
CRISTO é Juiz
|
Justiça
|
|
CRISTO é
Salvador
|
Redenção
completa
|
3.3 A
Centralidade da Volta de CRISTO
Toda a
Escatologia Bíblica converge para CRISTO.
O
arrebatamento, a ressurreição, o Reino Milenial, o juízo final e o estado
eterno apontam para Sua glória.
JESUS
não ocupa apenas uma posição dentro da escatologia; Ele é o próprio centro
dela.
O
triunfo final do Cordeiro demonstra a supremacia absoluta do Reino de DEUS.
Filipenses
capítulo 2, versículos 9 a 11, ensina que todo joelho se dobrará diante de CRISTO.
A
história culminará no reconhecimento universal de Seu senhorio.
Assim,
a escatologia é fundamentalmente cristocêntrica.
Palavras
Gregas 3.3 A Centralidade da Volta de CRISTO 18
|
Palavra
|
Significado
|
|
Kyrios
|
Senhor
|
|
Christos
|
Ungido
|
|
Basileus
|
Rei
|
Tabela-resumo
3.3 A Centralidade da Volta de CRISTO 19
|
Tema
|
Ênfase
|
|
Escatologia
|
Cristocêntrica
|
|
Volta de CRISTO
|
Evento central
|
|
Vitória Final
|
Triunfo do
Cordeiro
|
CONCLUSÃO
O
estudo da Escatologia Bíblica não foi concedido para alimentar especulações,
mas para fortalecer a fé, promover santidade e ampliar a esperança dos
redimidos. Ao contemplarmos as promessas futuras reveladas nas Escrituras,
somos lembrados de que a história permanece sob o governo absoluto de DEUS e
caminha para a plena manifestação do Reino de CRISTO.
A
volta do Senhor JESUS é a grande expectativa da Igreja e o ponto culminante do
plano da redenção. Todas as promessas divinas encontrarão seu cumprimento
perfeito naquele dia em que os salvos serão glorificados, a criação será
restaurada e DEUS estabelecerá definitivamente Sua justiça.
Enquanto
aguardamos esse glorioso acontecimento, somos chamados a viver em vigilância,
fidelidade, perseverança e serviço cristão. Que a esperança da vinda de CRISTO
produza em nós uma vida santa, dedicada ao Senhor e comprometida com a
proclamação do Evangelho, até o dia em que veremos face a face Aquele que nos
amou e nos salvou.
Referências
gerais adicionais: Mateus 24.42-44;
João 14.1-3; Atos 1.11; Romanos 8.18-23; 1 Coríntios 15.51-58; Filipenses
3.20-21; Tito 2.11-13; Hebreus 9.28; 1 Pedro 1.3-9; 2 Pedro 3.11-14; 1 João
3.1-3; Apocalipse 21.1-7; Apocalipse 22.12-21.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
QUESTIONÁRIOS
QUESTIONÁRIO
COM 20 PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. O
que a falta de compreensão dos acontecimentos futuros pode gerar?
Resposta: Medo, confusão e interpretações equivocadas.
2.
Qual é a esperança principal da Igreja?
Resposta: A volta de JESUS CRISTO.
3.
Quem conduz a história ao cumprimento de Seu propósito?
Resposta: DEUS.
4. O
que significa Escatologia Bíblica?
Resposta: O estudo das últimas coisas.
5.
Qual é o acontecimento central da Escatologia Bíblica?
Resposta: A volta de CRISTO.
6.
Quem aguarda a libertação da corrupção segundo Romanos 8.18-21?
Resposta: Toda a criação.
7. O
que o conhecimento do futuro influencia na vida do cristão?
Resposta: As escolhas e atitudes do presente.
8.
Segundo 2 Pedro 1.20, a profecia é de interpretação particular?
Resposta: Não.
9.
Qual princípio fundamental deve ser usado para interpretar as profecias?
Resposta: A Bíblia interpreta a própria Bíblia.
10.
Qual posição doutrinária é adotada na lição?
Resposta: A posição pré-tribulacionista.
11.
Antes de qual período ocorrerá o Arrebatamento, segundo essa posição?
Resposta: Antes da Grande Tribulação.
12.
Como deve ser realizado o estudo das profecias?
Resposta: Com reverência, equilíbrio e atenção ao texto bíblico.
13.
Quem voltará para buscar a Sua Igreja?
Resposta: JESUS CRISTO.
14. Em
quem está fundamentada a esperança da Igreja?
Resposta: Em JESUS CRISTO.
15. O
que garante a futura ressurreição dos salvos?
Resposta: A ressurreição de CRISTO.
16.
Qual é a base da confiança cristã quanto ao futuro?
Resposta: O retorno pessoal de JESUS.
17. O
que será plenamente revelado na manifestação de CRISTO?
Resposta: Sua justiça perfeita.
18.
Para quem convergem todos os temas da Escatologia Bíblica?
Resposta: Para JESUS CRISTO.
19. O
que será reconhecido universalmente no futuro?
Resposta: Que JESUS CRISTO é o Senhor.
20. A
Igreja foi chamada para a especulação ou para o serviço cristão?
Resposta: Para a sobriedade, firmeza e serviço cristão.
QUESTIONÁRIO
COM 20 PERGUNTAS (SEM RESPOSTAS)
1. O que a falta de compreensão dos acontecimentos
futuros pode gerar?
2. Qual é a esperança principal da Igreja?
3. Quem conduz a história ao cumprimento de Seu
propósito?
4. O que significa Escatologia Bíblica?
5. Qual é o acontecimento central da Escatologia Bíblica?
6. Quem aguarda a libertação da corrupção segundo Romanos
8.18-21?
7. O que o conhecimento do futuro influencia na vida do
cristão?
8. Segundo 2 Pedro 1.20, a profecia é de interpretação
particular?
9. Qual princípio fundamental deve ser usado para
interpretar as profecias?
10. Qual posição doutrinária é adotada na lição?
11. Antes de qual período ocorrerá o Arrebatamento,
segundo essa posição?
12. Como deve ser realizado o estudo das profecias?
13. Quem voltará para buscar a Sua Igreja?
14. Em quem está fundamentada a esperança da Igreja?
15. O que garante a futura ressurreição dos salvos?
16. Qual é a base da confiança cristã quanto ao futuro?
17. O que será plenamente revelado na manifestação de CRISTO?
18. Para quem convergem todos os temas da Escatologia
Bíblica?
19. O que será reconhecido universalmente no futuro?
20. A Igreja foi chamada para a especulação ou para o
serviço cristão?
SOMENTE
AS RESPOSTAS
1. Medo, confusão e interpretações equivocadas.
2. A volta de JESUS CRISTO.
3. DEUS.
4. O estudo das últimas coisas.
5. A volta de CRISTO.
6. Toda a criação.
7. As escolhas e atitudes do presente.
8. Não.
9. A Bíblia interpreta a própria Bíblia.
10. A posição pré-tribulacionista.
11. Antes da Grande Tribulação.
12. Com reverência, equilíbrio e atenção ao texto bíblico.
13. JESUS CRISTO.
14. Em JESUS CRISTO.
15. A ressurreição de CRISTO.
16. O retorno pessoal de JESUS.
17. Sua justiça perfeita.
18. JESUS CRISTO.
19. Que JESUS CRISTO é o Senhor.
20. Para a sobriedade, firmeza e serviço cristão.
QUESTIONÁRIO
DE MÚLTIPLA ESCOLHA (COM RESPOSTAS CORRETAS MARCADAS)
1. O
que pode resultar da falta de compreensão dos acontecimentos futuros?
a) Prosperidade
b) Medo, confusão e interpretações equivocadas ✅
c) Crescimento econômico
d) Poder político
2.
Qual é a esperança principal da Igreja?
a) Paz mundial
b) Prosperidade material
c) A volta de CRISTO ✅
d) Conhecimento humano
3.
Quem conduz a história ao cumprimento do Seu propósito?
a) Os anjos
b) Os governantes
c) O acaso
d) DEUS ✅
4. O
que significa Escatologia?
a) Estudo dos anjos
b) Estudo das últimas coisas ✅
c) Estudo da criação
d) Estudo dos milagres
5.
Qual é o evento central da Escatologia Bíblica?
a) Pentecostes
b) Dilúvio
c) Volta de CRISTO ✅
d) Êxodo
6.
Quem aguarda a redenção segundo Romanos 8?
a) Somente Israel
b) Somente a Igreja
c) Toda a criação ✅
d) Os anjos
7. O
entendimento do futuro influencia:
a) Apenas emoções
b) As escolhas do presente ✅
c) Apenas o passado
d) A cultura
8. A
profecia é de interpretação particular?
a) Sim
b) Não ✅
c) Às vezes
d) Somente para líderes
9.
Qual princípio deve orientar a interpretação?
a) Tradições humanas
b) Opiniões pessoais
c) A Bíblia interpreta a própria Bíblia ✅
d) Filosofia
10.
Qual posição doutrinária é adotada?
a) Pós-tribulacionista
b) Universalista
c) Pré-tribulacionista ✅
d) Preterista
11. O
Arrebatamento ocorrerá:
a) Após o Juízo Final
b) Antes da Grande Tribulação ✅
c) Após o Milênio
d) Após a eternidade
12. O
estudo profético exige:
a) Fanatismo
b) Reverência e equilíbrio ✅
c) Curiosidade exagerada
d) Sensacionalismo
13.
Quem virá buscar a Igreja?
a) Miguel
b) Elias
c) JESUS CRISTO ✅
d) Moisés
14. A
esperança da Igreja está firmada em:
a) Obras humanas
b) JESUS CRISTO ✅
c) Tradições
d) Política
15. O
que garante a futura ressurreição dos salvos?
a) Boas obras
b) Conhecimento
c) Ressurreição de CRISTO ✅
d) Riquezas
16.
Nossa confiança está baseada em:
a) Ciência
b) Retorno pessoal de JESUS ✅
c) Filosofia
d) Poder humano
17. O
que será revelado na volta de CRISTO?
a) Sistemas políticos
b) Segredos humanos
c) Sua justiça perfeita ✅
d) Novas religiões
18. Os
temas escatológicos convergem para:
a) Israel
b) Os profetas
c) JESUS CRISTO ✅
d) Os anjos
19. O
que será reconhecido universalmente?
a) O poder humano
b) JESUS CRISTO é o Senhor ✅
c) A ciência moderna
d) A riqueza das nações
20. A
Igreja foi chamada para:
a) Especulação
b) Isolamento
c) Sobriedade, firmeza e serviço cristão ✅
d) Dominação política
QUESTIONÁRIO
DE MÚLTIPLA ESCOLHA (SEM MARCAR AS CORRETAS)
1. O
que pode resultar da falta de compreensão dos acontecimentos futuros?
a) Prosperidade
b) Medo, confusão e interpretações equivocadas
c) Crescimento econômico
d) Poder político
2.
Qual é a esperança principal da Igreja?
a) Paz mundial
b) Prosperidade material
c) A volta de CRISTO
d) Conhecimento humano
3.
Quem conduz a história ao cumprimento do Seu propósito?
a) Os anjos
b) Os governantes
c) O acaso
d) DEUS
4. O
que significa Escatologia?
a) Estudo dos anjos
b) Estudo das últimas coisas
c) Estudo da criação
d) Estudo dos milagres
5.
Qual é o evento central da Escatologia Bíblica?
a) Pentecostes
b) Dilúvio
c) Volta de CRISTO
d) Êxodo
6.
Quem aguarda a redenção segundo Romanos 8?
a) Somente Israel
b) Somente a Igreja
c) Toda a criação
d) Os anjos
7. O
entendimento do futuro influencia:
a) Apenas emoções
b) As escolhas do presente
c) Apenas o passado
d) A cultura
8. A
profecia é de interpretação particular?
a) Sim
b) Não
c) Às vezes
d) Somente para líderes
9.
Qual princípio deve orientar a interpretação?
a) Tradições humanas
b) Opiniões pessoais
c) A Bíblia interpreta a própria Bíblia
d) Filosofia
10.
Qual posição doutrinária é adotada?
a) Pós-tribulacionista
b) Universalista
c) Pré-tribulacionista
d) Preterista
11. O
Arrebatamento ocorrerá:
a) Após o Juízo Final
b) Antes da Grande Tribulação
c) Após o Milênio
d) Após a eternidade
12. O
estudo profético exige:
a) Fanatismo
b) Reverência e equilíbrio
c) Curiosidade exagerada
d) Sensacionalismo
13.
Quem virá buscar a Igreja?
a) Miguel
b) Elias
c) JESUS CRISTO
d) Moisés
14. A
esperança da Igreja está firmada em:
a) Obras humanas
b) JESUS CRISTO
c) Tradições
d) Política
15. O
que garante a futura ressurreição dos salvos?
a) Boas obras
b) Conhecimento
c) Ressurreição de CRISTO
d) Riquezas
16.
Nossa confiança está baseada em:
a) Ciência
b) Retorno pessoal de JESUS
c) Filosofia
d) Poder humano
17. O
que será revelado na volta de CRISTO?
a) Sistemas políticos
b) Segredos humanos
c) Sua justiça perfeita
d) Novas religiões
18. Os
temas escatológicos convergem para:
a) Israel
b) Os profetas
c) JESUS CRISTO
d) Os anjos
19. O
que será reconhecido universalmente?
a) O poder humano
b) JESUS CRISTO é o Senhor
c) A ciência moderna
d) A riqueza das nações
20. A
Igreja foi chamada para:
a) Especulação
b) Isolamento
c) Sobriedade, firmeza e serviço cristão
d) Dominação política.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Lição 1, Escatologia, o
Estudo das Últimas Coisas
1º
trimestre de 2016 - O Final de Todas as Coisas - Esperança e Glória Para os
Salvos
Comentarista
da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos,
ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
NÃO
DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E
EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
AQUI
VOCÊ VÊ PONTOS DIFÍCEIS DA LIÇÃO - POLÊMICOS
Veja
4º Trimestre De 2004 - VEM O FIM, O FIM VEM - - A
Doutrina Das Últimas Coisas - COMENTÁRIOS Pr. Claudionor Corrêa De Andrade
VEJA FIGURAS
ILUSTRATIVAS EM http://ebdnatv.blogspot.com.br/2015/12/figuras-ilustrativas-da-licao-1.html
TEXTO ÁUREO
"Sabe,
porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." (2 Tm
3.1)
VERDADE PRÁTICA
O estudo da Escatologia
bíblica traz ao coração dos salvos a esperança de um dia estarem para sempre
com o Senhor JESUS CRISTO.
LEITURA DIÁRIA
Segunda
- Mt 24.3 A preocupação dos discípulos de JESUS a respeito da sua segunda vinda
Terça -
Lc 12.40 O Filho do Homem virá a qualquer momento
Quarta
- At 1.7 Não se pode especular quanto à segunda vinda do Filho de DEUS
Quinta
- 2 Pe 3.8 O tempo de DEUS não é o nosso tempo
Sexta -
Mt 24.36 Só DEUS sabe o tempo da vinda de JESUS e o fim do mundo
Sábado
- Mt 24.23-25 Antes da vinda de JESUS surgirão falsos cristos e falsos profetas
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 24.4, 5, 11-13; 1 Tessalonicenses 1.10
Mt
24.4 - E JESUS, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane,
5 - porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o CRISTO; e enganarão a
muitos.
11 -
E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. 12 - E, por se
multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. 13 - Mas aquele que perseverar
até ao fim será salvo.
1 Ts
1.10 - e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber,
JESUS, que nos livra da ira futura.
OBJETIVO
GERAL
Explicar
o real significado da Escatologia Bíblica.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
Definir
a Escatologia;
Mostrar
a preocupação do homem com os fins dos tempos;
Explicar
algumas das diferentes interpretações escatológicas.
INTERAGINDO
COM O PROFESSOR
Prezado
professor, neste primeiro trimestre do ano estudaremos a respeito das últimas
coisas, pois em breve JESUS virá! Muitos já não creem na Segunda Vinda de
CRISTO, por isso, desprezam as profecias bíblicas. Todavia, JESUS virá como um
ladrão, na hora que ninguém espera. Este glorioso dia não nos pegará de
surpresa, pois somos do Senhor e aguardamos a sua vinda a qualquer momento.
O
comentarista do trimestre é o pastor Elinaldo Renovato de Lima - autor de
diversos livros, líder da Assembleia de DEUS em Parnamirim, RN.
Que o
estudo de cada lição possa trazer esperança ao seu coração, pois breve Ele virá
e estaremos para todo o sempre em sua presença.
PONTO
CENTRAL
O
estudo da Escatologia Bíblica traz esperança para os salvos em JESUS CRISTO.
Resumo
da Lição 1, Escatologia, o Estudo das Últimas Coisas
I - O
ESTUDO DA ESCATOLOGIA
1.
Definição.
2. A
escatologia e a volta de JESUS.
II -
A PREOCUPAÇÃO COM OS FINS DOS TEMPOS
1. Os
discípulos de JESUS.
2. As
previsões falsas sobre o futuro.
3.
Falsos profetas.
III -
INTERPRETAÇÕES ESCATOLÓGICAS
Existem
diferentes interpretações escatológicas a respeito do fim. Não podemos estudar
todas em uma única lição, porém estudaremos algumas:
1.
Futurista. subdivide-se em: a) Pré-tribulacionista. b) Pré-milenista. c)
Midi-tribulacionistas. d) Pós-tribulacionistas.
2.
Histórica.
3.
Preterista
4.
Simbolista.
SÍNTESE
DO TÓPICO I - A Escatologia Bíblica tem como objetivo estudar os assuntos
relacionados às últimas coisas.
SÍNTESE
DO TÓPICO II - Os discípulos de JESUS sempre se preocuparam com os fins dos
tempos.
SÍNTESE
DO TÓPICO III - Existem várias interpretações escatológicas a respeito do fim.
PARA
REFLETIR - A respeito da Escatologia Bíblica, responda:
Defina
"escatologia".
A
palavra escatologia tem origem em dois termos gregos: escathos,
"último", e logos, "estudo", "mensagem",
"palavra". O termo grego cognato é éschata, que significa
"últimas coisas". Daí vem à expressão "estudo", ou
"doutrina" das "últimas coisas".
Quais
os temas estudados pela escatologia?
Estado
Intermediário, Arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Milênio, Julgamento
Final e o Estado Perfeito Eterno.
Quando
se dará a volta de CRISTO?
A
qualquer momento CRISTO poderá voltar.
Cite
três interpretações escatológicas a respeito do fim.
Pré-tribulacionista,
Pré-milenista, Midi-tribulacionistas.
O que a
corrente Preterista entende a respeito do Apocalipse?
Os
preteristas entendem que o Apocalipse já se cumpriu totalmente na época do
Império Romano, incluindo a destruição de Jerusalém, no ano 70 a.C..
CONSULTE
Revista
Ensinador Cristão - CPAD, nº 65, p. 36.
Você
encontrará mais subsídios para enriquecer a lição.
SUGESTÃO
DE LEITURA
Escatologia,
doutrina das Últimas Coisas, Erros escatológicos que os Pregadores devem
evitar e Hermenêutica Fácil e descomplicada.
Comentários de vários
autores com alguma modificações do EV. Luiz Henrique
Pontos difíceis e
polêmicos
Mas, quando vier aquele ESPÍRITO de verdade, ele
vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o
que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. João 16:13
Nosso credo - Igreja Evangélica Assembleia de
DEUS
11 - (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc
14.5 e Jd 14)
Cremos na Segunda Vinda
premilenial de CRISTO, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo,
para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda
- visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo
durante mil anos.
12 -(2Co 5.10)
Cremos que
todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de CRISTO, para receber
recompensa dos seus feitos em favor da causa de CRISTO na terra.
13 - (Ap 20.11-15)
Cremos no
juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
14 - (Mt 25.46)
Cremos na vida eterna de gozo e felicidade
para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis.
Haverá ação do ESPÍRITO
SANTO durante a grande Tribulação e durante o milênio?
O ESPÍRITO SANTO estará
atuando nas duas testemunhas, elas farão sinais e prodígios como pregação e
testemunho do evangelho do reino de DEUS.
Durante o milênio o
ESPÍRITO SANTO será derramado sem medida - Joel 2.27-29 E vós sabereis que eu
estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso DEUS, e que não há outro;
e o meu povo nunca mais será envergonhado.E há de ser que, depois derramarei o
meu ESPÍRITO sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão,
os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu ESPÍRITO
Joel 2:27-29
Quem serão as duas
testemunhas que farão proezas durante a Grande Tribulação?
Estudando sobre as duas
testemunhas chegamos a uma conclusão mais provável: Serão Moisés e Elias.
Moisés é representante
da lei e o maior desejo que ele tinha era entrar na terra prometida, entrou
depois de morto mas entrou e voltará novamente.
Elias é representante
dos profetas e o maior desejo dele era ver Israel sem idolatria, ainda terá
chance de ver seu povo deixar sua última idolatria, o anticristo.
As pessoas mais representativas são Moisés representando a lei e Elias
representando os profetas, tanto a lei como os profetas previram a vinda de
JESUS e seu ministério.
A bíblia se resume na lei e nos profetas.
Ap 11.6 Estes têm poder
para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder
sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a
sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem. - Claramente identifica Elias e
Moisés. Elias - 3 anos e meio sem chuva e Moisés - águas transformadas em
sangue e pragas.
PODERÁ TAMBÉM OCORRER
QUE ESSAS DUAS TESTEMUNHAS SEJAM PESSOAS VINDAS NA UNÇÃO E PODER COMO DE ELIAS
E DE MOISÉS, NÃO TEMOS CERTEZA.
Haverá salvação para
gentios e desviados do evangelho durante a Grande Tribulação?
Claro que vai haver
conversões aos montes na grande tribulação. DEUS é tremendo. esse amor nos
constrange.
As pessoas que estão
desviadas não precisam de mais nada a não ser mais uma chance. DEUS em sua
infinita misericórdia dará essa chance para elas. DEUS é amor (Esses fazem
parte dos "Força-os a entrarem" E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e
valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha. Lucas 14:23).
Lembre-se de que -
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai
vos não perdoará as vossas ofensas. Mateus 6:15
Os pregadores serão as
duas testemunhas e os 144 mil pregadores.
Apocalipse 11:3-6
E darei
poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta
dias, vestidas de saco.Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que
estão diante do DEUS da terra.E, se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá da
sua boca, e devorará os seus inimigos; e, se alguém lhes quiser fazer mal,
importa que assim seja morto.Estes têm poder para fechar o céu, para que não
chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las
em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes
quiserem.
Apocalipse 7:13,14
E um
dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem
são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes
são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as
branquearam no sangue do Cordeiro.
|
TABEL RESUMO DO TRIMESTRE - APOCALIPSE – ESCATOLOGIA – EVENTOS FINAIS
|
|
ARREBATAMENTO (ANTES
DA GRANDE TRIBULAÇÃO)
|
ESPÍRITO SANTO
RETIRADO COM A NOIVA (DESTINO – NOVA JERUSALÉM)
|
TRIBUNAL DE CRISTO
(NOVA JERUSALÉM)
|
BODAS DO CORDEIRO
(NOVA JERUSALÉM)
|
|
SATANÁS ASSUME
GOVERNO DA TERRA
(GRANDE TRIBULAÇÃO –
7 ANOS)
|
7 ANOS DE GOVERNO DE
SATANÁS – ANTICRISTO (BESTA DO MAR), FALSO PROFETA (BESTA DA TERRA) E DRAGÃO
(3,5 ANOS PAZ FALSA E 3,5 ANOS DE GUERRAS E JUÍZOS DE DEUS)
|
3,5 ANOS DE ENGANO –
ANTICRISTO E FALSO PROFETA (CONSTRUÇÃO DO TEMPLO, PRIMEIRA GUERRA DE MAGOGUE
CONTRA ISRAEL) – 144 MIL
|
ANTICRISTO DESCOBERTO
3,5 ANOS DE GUERRAS E JUÍZOS DE DEUS SOBRE ISRAEL. MARCA DA BESTA. DUAS
TESTEMUNHAS -
SELOS – TROMBETAS -
TAÇAS E BATALHA DO ARMAGEDOM – MAGOGUE.
|
|
VINDA DE JESUS EM
GLÓRIA - DERROTA DE SATANÁS E SEUS EXÉRCITOS -
ARREBATAMENTO DOS
DEGOLADOS (SALVOS DURANE A GRANDE TRIBULAÇÃO)
|
ANTICRISTO E FALSO
PROFETA LANÇADOS NO LAGO DE FOGO - SATANÁS PRESO POR MIL ANOS
|
JUÍZO DE BODES E
OVELHAS.
|
OVELHAS FICAM PARA
MILÊNIO. BODES MORTOS E VÃO PARA O INFERNO.
Mat
25:31:-32 "como o pastor separa as ovelhas dos bodes".
1Ts 3:13 "na vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO com todos os seus
santos."
|
|
MILÊNIO (IGREJA NO
CÉU, NA NOVA JERUSALÉM, SUA CASA)
|
JESUS GOVERNA SOBRE
ISRAEL E DEMAIS NAÇÕES
|
RESTAURAÇÃO DA TERRA
E TRILHÕES DE PESSOAS NA TERRA (PAZ, PROSPERIDADE, LONGEVIDADE,
MULTIPLICAÇÃO)
|
SATANÁS SOLTO –
GUERRA CONTRA CRISTO – MAGOGUE - VENCIDO SATANÁS LANÇADO NO LAGO DE
FOGO E ENXOFRE – APOIADORES DE SATANÁS - INFERNO
|
|
ARREBATAMENTO DE
TODOS – RESSURREIÇÃO FINAL (UNS PARA VIDA ETERNA E OUTROS PARA PERDIÇÃO
ETERNA)
|
VIVOS DO MILÊNIO E
MORTOS EM TODAS AS ÉPOCAS (INFERNO E MORTE)
|
TRONO BRANCO (SALVOS
E PERDIDOS) – JUÍZO FINAL SÓ PARA ÍMPIOS DE TODAS AS ÉPOCAS
|
SALVOS PARA NOVA
TERRA E NOVOS CÉUS COM IGREJA NA NOVA JERUSALÉM E DEUS MORANDO LÁ (ETERNIDADE
COM DEUS).
ÍMPIOS LANÇADOS NO
LAGO DE FOGO E ENXOFRE (ETERNIDADE SEM DEUS).
|
236 Silva, Severino Pedro da SIL e Escatologia, doutrina
das últimas coisas. Rio de Janeiro, CPAD, 1988. 1 v. 1. Escatologia. 2. O
Anticristo. I. Título.
O que Significa Escatologia?
1. Definição־ do termo
O termo “ escatologia” e seus cognatos
correspondem à “doutrina das
últimas coisas” . Escaton
(que vem por último) designa a doutrina que diz respeito ao fim do mundo
presente e ao mundo vindouro. Desde que CRISTO irrompeu e com Ele o Reino de
DEUS, o domínio da escatologia já está presente misteriosamente entre nós, com
o seu peso de promessas e, simultaneamente, seu atual julgamento.(1)
2. Definição do argumento
Existem em o Novo Testamento alguns termos
técnicos que designam o domínio presente, atual e futuro, ao mesmo tempo, da
escatologia na vida da Igreja e na vida do mundo. Estes termos, segundo se diz,
focalizam com exclusividade este tempo futuro. Vejamos:
a. “ E nos últimos dias acontecerá, diz DEUS, que do meu ESPÍRITO derramarei sobre toda a carne...”
(J1 2.28 e ss; At 2.17 e ss).
b. “ Mas o ESPÍRITO expressamente diz que
nos últimos dias apostatarão alguns da fé...” (1 Tm 4.1a).
c. “ Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão
tempos trabalhosos” (2 Tm 3.1).
d. “ Havendo DEUS antigamente falado muitas
vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hb 1.1).
e. “ Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias
virão escarnecedores...” (2 Pd 3.3a), etc.
Portanto, a expressão “ os últimos dias” e seu
equivalente apontam para: a descida do ESPÍRITO SANTO em sua plenitude (J1
2.28; At 2.17 e ss); para a época do Evangelho de CRISTO (Hb 1.1) e,
concomitantemente, para os últimos dias maus (1 Tm 4.1; 2 Tm 3.1; 2 Pd 3.3).
3. A vinda de JESUS
A vinda do Senhor JESUS tem uma tríplice
relação: à Igreja (para o arrebatamento), a Israel (para seu preparo em receber
o Messias sete anos depois) e, às Nações (para o Milênio). A tríplice divisão
natural é depreendida de 1 Tessalonicenses 4.16 que expressa o significado do argumento
quando diz: “ ...o alarido” (à Igreja); “ ...a voz do arcanjo” (a Israel); “
...a trombeta de DEUS” (às Nações).
a. Em relação à Igreja. Para com a Igreja, a descida do Senhor aos ares para ressuscitar
os que dormem e transformar os crentes vivos é apresentada como constante
expectação e esperança (1 Co 15.51,52; F1 3.20; 1 Ts 4.14-17; 1 Tm 6.14; Tt
2,13; Ap 22.20).
b. Para Israel. Para
o povo escolhido, a vinda do Senhor é predicada para cumprir as profecias que
dizem respeito ao seu ressurgimento nacional, a sua conversão, e
estabelecimento em paz e poder sob o Pacto Davídico (Am 9.11,12; At 15.14-17).
c. Para as Nações. No caso das Nações, a Volta do Senhor é predicada para consumar a
destruição do presente sistema político universal (Dn 2.44,45; Ap 19.11 e ss).
Sendo, porém, que os dois últimos acontecimentos relacionados com Israel e as
Nações só terão lugar sete anos depois do arrebatamento da Igreja por JESUS
CRISTO.
4. O desenvolvimento do argumento
A volta do Senhor, no que diz respeito à sua
primeira vinda (ou fase), se destinará apenas à sua Igreja, e é chamada de
“encontro” em 1 Tessalonicenses 4.17. A palavra “ rrebatamento” não se
encontra, graficamente falando, nas passagens que descrevem o momento do
arrebatamento da Igreja, mas a ideia do termo está na frase inserida. Isto é,
no contexto que diz: “...seremos arrebatados” (1 Ts 4.17). A presente expressão
obedece à seguinte sentença: “ tirar” , “ arrancar” , “ levar” , “ afastar” , “
tirar por força ou por violência” , “ impelir” , “ suprimir” , “ elidir” ,
etc.( ) Todas estas expressões designam, fundamentalmente, o traslado de uma
coisa de um lado para outro ou de uma dimensão inferior para uma outra
superior. Encontramos em o Novo Testamento cinco termos técnicos na língua
grega que descrevem a manifestação de CRISTO em suas duas fases futuras:
Arrebatamento e Parousia e cada uma delas exemplificadas com passagens
bíblicas:
a. Optomai (aparecer). “ Assim também CRISTO, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados
de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”
(Hb 9.28).
b. Ercomai (vir). “ E,
se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo,
para que onde eu estiver estejai vós também” (Jo 14.3).
c. Epphanos (aparição). “ Que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até a
aparição de nosso Senhor JESUS CRISTO” (1 Tm 6.14).
d. Apokalypsis (revelação, desvendamento). “ De
maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor
JESUS CRISTO” (1 Co 1.7).
e. Parousia (presença ou vinda). “ E
então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca,
e aniquilará pelo esplendor da sua vinda” (2 Ts 2.8).
Aqui estudamos a ocasião da parousia de
CRISTO.(4) Será no fim da Grande Tribulação, e, efetivamente, terminará esse
período de aflição. O aparecimento do Rei será acompanhado de certos sinais que
não deixarão ninguém em dúvida sobre o que vai acontecer (Mt 24.29). Isto
significa que a volta do Senhor, portanto, terá efeitos opostos e resultados
positivos (para os santos) e negativos (para os incrédulos). Os efeitos serão
sentidos sobre: amigos (Mt 24.31) e inimigos (Mt 24.30); tristeza e alegria,
gemidos e adoração, medo e delicias. Ele não virá como veio da primeira vez, em
fraqueza (a fraqueza de DEUS) e humildade, mas na glória e poder (Ap 1.7;
19.11-21).
5 .O "encontro “
Em 1 Tessalonicenses 4.17, a palavra “
arrebatamento” tem o mesmo sentido no grego que “ nosso encontro” , em Atos
28.15 onde lemos: “ ...ouvindo os irmãos novas de nós, nos saíram ao encontro à
praça de Ápio e às três Vendas. E Paulo vendo-os deu graças a DEUS, e tomou
ânimo . A palavra “ encontro” , neste sentido, significa portanto literalmente
“ sair” a fim de voltar com “ alguém” . Somente duas passagens focalizam essas
palavras com tal sentido, a saber: no trecho de Gênesis 24.63-67 e Mateus 25.1,6.
Na passagem de Gênesis descreve-se o encontro de Rebeca com Isaque e na
passagem de Mateus ilustra o encontro da Igreja com CRISTO.
a. Para Israel. A
volta do Senhor no que diz respeito à sua segunda fase (Parousia) se destinará
especificamente a Israel, mas as Nações, de um certo modo, estão envolvidas no
acontecimento. Prenunciando a volta do Senhor nos ares, Israel é representado
na figueira que brota. “ Aprendei pois esta parábola da figueira: Quando já os
seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão”
(Mt 24.32). As parábolas foram métodos de ensino muito usados por JESUS. As
parábolas são estórias que transmitem instrução, comunicando geralmente um ponto
importante.( ) O ponto enfatizado na parábola da figueira contada por JESUS tem
como objetivo ensinar-nos a identificar um "período de tempo geral” .
Quando as folhas da figueira começam a brotar, sabemos que o verão se aproxima.
Ainda hoje em Israel a natureza da figueira continua a mesma. Tão-somente
quando as árvores ali brotam, anunciam a vinda da primavera, assim estes sinais
(disse JESUS) anunciarão a Volta do Rei em glória.
b. A figueira nesta passagem e em outras do
mesmo gênero é Israel (Lc 13.6-9). “ A nação judaica é comparada a três árvores nas Escrituras
Sagradas: À vinha (Is 5.1-7), este foi o conceito de Isaías e de outros
profetas do Antigo Testamento. A oliveira (Rm 11.17 e ss), este foi o conceito
de Paulo por amor de seu argumento. E à figueira (Mc 13.28), este foi o
conceito de JESUS em relação a Israel. Antigamente a nação era como uma “ vinha
frutífera” , depois uma “ figueira estéril” , e mais tarde na Vinda do grande
Rei uma “ oliveira florescente” . O Senhor JESUS já no entardecer de seu
ministério terreno exorta-nos a observar os acontecimentos por virem na vida de
Israel e depois acrescenta: “ Olhai para a figueira, e para todas as árvores”
(Lc 21.29).(6) Ora, a partir do ano 70 d. C., a figueira secou-se de acordo com
as palavras proféticas de JESUS (Lc 13.8,9), e durante quase dois mil anos que
se seguiram, a nação israelita se transformou profeticamente falando num “
montão de ossos secos” (cf. Ez 37.1,2,11). Esses “ ossos” como diz o profeta do
Senhor, seriam espalhados na face de um grande vale (o mundo), e ali seriam
absorvidos pelas sepulturas (as nações). (Cf 37.12). Mas apesar de tudo, a
promessa de DEUS é de restauração e, em 14 de maio de 1948, a figueira começa
então a “ brotar” , e as sepulturas (as nações) devolvem a Israel não só seus
filhos, mas também sua Terra e, de lá para cá, o grande progresso na vida deste
povo são os brotos, preditos por nosso Senhor quando falou sobre o futuro (Mt
24.33).
(c) Mas segundo os ensinos de JESUS, não só a
figueira (Israel) seria alvo das profecias, mas todas as árvores haviam
também de “ brotar” Lc 21.29). As
Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada detalhe! Todas as
nações que margeiam Israel vêm, de uma maneira ou de outra, sentindo um certo
progresso. Isto prenuncia a Vinda do Senhor, que continua dizendo: “ Não
passará esta geração...”
6. A posição de CRISTO
No plano mais amplo de Seu ministério
mediatorial, CRISTO está agora assentado no Céu “ aguardando” . O grego
êkõêxouai transmite o significado de alguém esperando o recebimento de alguma
coisa vinda de outro. Isto mostra CRISTO agora na atitude de alguém que está
esperando; encontra-se revelado em Hb 10.12,13. Ele está entronizado e
pacientemente aguarda: o tempo certo e a ordem do Pai. Mas enquanto isso não
acontece, Ele está exercendo sua tríplice função: Primeiro, como concessor de
dons (Ef 4.7-16), e o diretor do seu exercício (1 Co 12.4-11), e conforme
tipificado pelos sacerdotes do Antigo Testamento que consagravam os filhos de
Levi (Êx 29.1-9), CRISTO está incessantemente ativo no Céu. Em relação a isto,
todo o campo de serviço fica adequadamente apresentado e a que deve ser notada
está entre a atividade universal tríplice do crente como sacerdote e o seu
exercício diário. Segundo, como intercessor, CRISTO continua o seu ministério
no Céu, o qual começou aqui na terra (Jo 17.1-26; Rm 8.34). Este empreendimento
estende-se ao seu cuidado pastoral daqueles que Ele salvou. Ele vive para
sempre para fazer intercessão por eles, e por causa disto Ele pode salvá-los
quando se aproximam de DEUS através dele (Hb 7.25). Ele não ora pelo mundo,
ora, porém, por aqueles que o Pai lhe deu (Jo 17.9). A intercessão de CRISTO
relaciona-se com a fraqueza, imaturidade e limitações daqueles por quem Ele
ora. Sua intercessão garante nossa segurança para sempre (Lc 22.31,32).
Terceiro, como advogado, e como aquele que nos representa agora no Céu (Hb
9.24), CRISTO lida com o pecado atual do cristão. Ele é a propiciação pelos
nossos pecados (1 Jo 2.2). Quando acontece um pecado na sua vida, o cristão tem
um advogado junto ao Pai. Um advogado é aquele que defende a causa de outra
pessoa nos tribunais, e há motivos abundantes para CRISTO advogar em benefício
daqueles que tão constantemente necessitam de sua ajuda.(7)
7. O retorno de CRISTO exemplificado
Encontramos no Antigo Testamento, especialmente
no livro de Levítico 23, o ritual de cada festa estabelecida por DEUS e
observada pelo povo de Israel na Terra Santa. Cada festa destas, de acordo com
sua significação especial, aponta para um tempo futuro.(8)
a. A Páscoa (Lv 23.4). A
primeira delas era a Páscoa do Senhor. Era celebrada “ no mês primeiro, aos 14
dias do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor” . Esta festa é comemorável, e
recorda a Redenção, feita por um grande Redentor. Em figura ela significa “
...CRISTO, nossa páscoa..., sacrificado por nós” (1 Co 5.7).
b. Os Asmos do Senhor (Lv 23.6). Esta era
a segunda festa deste calendário. Esta simboliza comunhão com CRISTO, e pão sem
fermento, na plena bem-aventurança de sua redenção, e ensina um andar santo. A
ordem divina aqui é linda: primeiro, redenção, depois um viver santo (1 Co
5.6-8 etc...).
c. As Primícias (Lv 23.10). A festa das primícias era uma figura da ressurreição, primeiro.
CRISTO, depois os que são de CRISTO na sua vinda (1 Co 15.23; 1 Ts 4.14-16
etc...).
d. O Pentecoste (Lv 23.15-22). Esta festa, que é a quarta do calendário, era chamada de “
pentecoste” . Segundo a interpretação dada pelo doutor C.I. Scofield, ela
simbolizava a descida do ESPÍRITO para a Igreja, conforme aconteceu no Cenáculo
em que os discípulos oravam no dia de Pentecoste (At 2.1 e ss). “ Desde seu
início até o fim, esta festa é o antítipo da descida do ESPÍRITO SANTO para
formar a Igreja do Senhor. Por isso o fermento está presente (Lv 23.17), porque
infelizmente, mesmo em contrário à vontade divina, o mal existe na Igreja (Mt
13.33; At 5.1 e ss; Ap 2.1 e ss).
Notemos que agora fala-se de pães, e não de um “
molho” (feixe) de espigas soltas. Importa numa verdadeira união de partículas,
formando um “ corpo homogêneo” . A descida do ESPÍRITO SANTO no Pentecoste uniu
os discípulos em um só organismo (1 Co 10.16,17; 12.13,20). Os pães movidos
eram oferecidos “ cinquenta dias depois que se tinha oferecido o molho da
oferta movida” (Lv 23.15). Isto é precisamente o período entre a ressurreição
de CRISTO e a formação da Igreja no Pentecoste, pelo batismo no ESPÍRITO SANTO
(At 2.1-4), com o “ molho” não havia fermento, porque em CRISTO não existe mal.
e. A das Trombetas (Lv 23.23-25). A quinta festa era chamada a “ ...das
trombetas” . Chegamos aqui, ao tempo do fim, porque esta festa tem um valor
completamente profético e se refere à futura restauração no sentido total da
nação israelita Note que existe um longo período entre o Pentecoste e a festa
das Trombetas. correspondendo ao período entre o Pentecoste e a introdução do
Milênio. Este período, segundo se depreende, corresponde ao longo período do trabalho
pentecostal do ESPÍRITO SANTO sobre a Igreja aqui na terra, na atual
dispensação (cf. Is 18.3; 27.13; 58.1 e ss; J1 2.1 e ss; 3.21 etc...). Devemos
observar que, em relação à festa das Trombetas, algo especial a acompanha, que
é um testemunho referente ao ajuntamento e arrependimento de Israel depois de
terminar o período pentecostal, que é o da Igreja. Esta festa é seguida
imediatamente pelo dia da Expiação. Simbolicamente falando, a festa das
Trombetas fala do ajuntamento de Israel; profeticamente, porém, fala do
arrebatamento da Igreja (“ ···A Grande Colheita” ), e logo a seguir, vem a
penúltima festa. f. A festa da Expiação (Lv 23.26-32). Segundo os rabinos, o
dia da Expiação é o mesmo descrito em Levítico 16.29-34, mas aqui a ênfase está
sobre a tristeza e arrependimento de Israel. Em outras palavras, seu valor
profético é saliente, e isto antecipa o arrependimento de Israel, depois do seu
julgamento, quando de Sião vier o Libertador, e expiar a iniquidade de seu povo
(Is 9.14; Rm 11.26). g. A festa dos Tabernáculos (Lv 23.34 e ss). A festa dos
Tabernáculos simboliza o estabelecimento do reino milenial ser outra vez um
memorial; e, desta vez, não será só para Israel mas para todas as nações
durante o Reino Milenar de CRISTO (Ez cap. 40 a 48; Zc 14.16-21). Esta festa
era memorial para Israel como a Santa Ceia do Senhor é para sua Igreja: “ Fazei
isto em memória de mim” .(9)
8. Para os primeiros cristãos
Para os cristãos da Igreja Primitiva a maior e
mais sublime expectação era o retorno de CRISTO para seus Santos. Eles não se
conformavam ausentes da “ presença do Senhor” e ardentemente almejavam por ela.
Paulo, por exemplo, conserva em si uma expectação imediata da presença de
CRISTO em sua vida. Ouça o que Paulo diz: “ Mas, se o viver na carne (no corpo)
me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. - Mas de ambos
os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com CRISTO, porque
isto é ainda muito melhor” (F1 1.22,23). Nesta sua expectativa, Paulo deseja estar
com CRISTO de qualquer maneira: tanto “ partir” como esperar na “carne” o
retorno de CRISTO. Esse deve ser, portanto, o sentido de “ viver na carne” para
Paulo (F11.22). E, evidentemente, ele é inspirado a fazer esta oração
aramaiquizada, que é: “ MARANATA!” (1 Co 16.22). Tal locução proverbial, como
produto da cristologia do Filho de DEUS na comunidade primitiva, encontra seu
correspondente em Apocalipse 22.20: “Amém. VemT Senhor JESUS!” No mais, a
expectativa imediata do retorno de CRISTO para os seus santos está ancorada
numa palavra falada por JESUS e escrita por Paulo, em 1 Tessalonicenses 4.15:
“Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós (ele atualiza), os que
ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem". E
na seção seguinte ele exclama: “ Porque o mesmo Senhor descerá do céu com
alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de DEUS...”
Na passagem de Romanos 16.20, encontramos a
ardente expectação de Paulo pelo retorno de CRISTO, quando diz: “E o DEUS de
paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés...” Esta ansiedade de
Paulo e dos demais cristãos no primeiro século vem à tona em vários elementos
doutrinários, tais como:
a. Em 1 Coríntios 7.29, lemos: “ Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia-,
o que resta é que também os que têm mulheres sejam como se as não tivessem” .
b. Em 1 Coríntios 10.11, Paulo diz: “ Ora tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estas
estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”
. Em outras formulações referentes à expectativa imediata dos escritores do
Novo Testamento quanto ao retorno de CRISTO, são os verbos e advérbios que
deixam bem claro a urgência para tal acontecimento! Veja:
1) “ E isto digo, conhecendo o tempo, que é já
hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação (plena redenção do corpo)
está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé” (Rm 13.11).
2) “ Seja a vossa equidade notória a todos os
homens. Perto está o Senhor!” (F1 4.5).
3) “ Sede vós também pacientes, fortalecei os
vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5.8).
4) “ O Senhor não retarda a sua promessa (da sua
vinda), ainda que alguns a têm por tardia...” (2 Pd 3.9a, etc...).
9. O conceito errôneo
Para muitos a segunda vinda de CRISTO a este
mundo é apenas um processo de acontecimentos. Para outros, porém, isso
significa um estado de morte. Mas, segundo se depreende, não é uma coisa nem
outra. Razão porque a morte é a penalidade imposta pelo pecado, mas o retorno
de CRISTO livra do pecado e da penalidade (Rm 6.23). “ Os pensamentos e as
experiências relativas à morte são dolorosos; os pensamentos relativos à vinda
de CRISTO nos são muito caros (Jo 11.31; Tt 2.13). No primeiro caso, olhamos
para baixo e choramos; no segundo, para cima e nos regozijamos (Jo 11.35; F1
2.16).
No primeiro caso (a morte), o corpo é semeado em
corrupção e desonra; no segundo caso será ressuscitado em incorrupção e glória
(1 Co 15.42,43; 1 Ts 4.16,17). No primeiro caso, somos despidos; no outro,
revestidos (2 Co 5.4). No primeiro caso, há triste separação entre amigos; no
outro, alegre reunião (Ez 24.16; 1 Ts 4.16 e ss). Na morte entramos no
descanso, mas na vinda de CRISTO seremos coroados (1 Ts 4.13; Ap 14.13). A morte
vem como nosso grande inimigo; CRISTO, como nosso grande amigo (Pv 14.27; 1 Co
15.26). A morte é 0 rei dos terrores (Jó 18.14); CRISTO é o Rei da glória (SI
24.7). Satanás tem o poder da morte; CRISTO é o príncipe da vida (At 3.15; Hb
2.14). Por ocasião da morte partimos para estar com CRISTO; por ocasião da sua
vinda Ele virá até nós (Jo 14.3; F11.23). JESUS faz distinção entre a sua vinda
e a morte do crente. CRISTO e os apóstolos nunca ordenaram aos santos que
aguardassem a morte, mas, repetidamente, exortaram-nos a esperar a vinda do
Senhor (1 Co 15.51,52).
a. A “ Nova Teologia” ensina que JESUS CRISTO
nunca voltará a este mundo em forma literal para os seus santos: que CRISTO está retornando tão rapidamente quanto lhe é possível
entrar neste mundo; que Ele veio no Pentecoste, na presença do ESPÍRITO SANTO;
que Ele veio por ocasião da destruição de Jerusalém, no julgamento contra
aquela cidade, e que Ele vem por ocasião da morte das pessoas, como já falamos
acima. Com efeito, a vinda de CRISTO não deve ser identificada com a destruição
de Jerusalém, em 70 d. C., conforme a interpretação de alguns. O julgamento de
DEUS contra Jerusalém não é o acontecimento referido na maioria das passagens
em que a segunda vinda de CRISTO é mencionada. Isto. por vários motivos:
Primeiro, por
ocasião da destruição de Jerusalém, aqueles que dormiam em JESUS não foram
ressuscitados.
Segundo, os crentes vivos não foram arrebatados ao encontro do Senhor nos
ares, nem seus corpos foram transformados.
Terceiro, anos depois dessa ocorrência, encontramos João ainda aguardando a
vinda do Senhor (Ap 22.20).
No primeiro caso (a morte), o corpo é semeado em
corrupção e desonra; no segundo caso será ressuscitado em incorrupção e glória
(1 Co 15.42,43; 1 Ts 4.16,17).
No primeiro caso, somos despidos; no outro,
revestidos (2 Co 5.4). No primeiro caso, há triste separação entre amigos; no
outro, alegre reunião (Ez 24.16; 1 Ts 4.16 e ss). Na morte entramos no
descanso, mas na vinda de CRISTO seremos coroados (1 Ts 4.13; Ap 14.13). A
morte vem como nosso grande inimigo; CRISTO, como nosso grande amigo (Pv 14.27;
1 Co 15.26). A morte é o rei dos terrores (Jó 18.14); CRISTO é o Rei da glória
(SI 24.7). Satanás tem o poder da morte; CRISTO é o príncipe da vida (At 3.15;
Hb 2.14). Por ocasião da morte partimos para estar com CRISTO; por ocasião da
sua vinda Ele virá até nós (Jo 14.3; F11.23). JESUS faz distinção entre a sua
vinda e a morte do crente. CRISTO e os apóstolos nunca ordenaram aos santos que
aguardassem a morte, mas, repetidamente, exortaram-nos a esperar a vinda do
Senhor (1 Co 15.51,52).
a. A “ Nova Teologia” ensina que JESUS CRISTO
nunca voltará a este mundo em forma literal para os seus santos: que CRISTO está retornando tão rapidamente quanto lhe é possível
entrar neste mundo; que Ele veio no Pentecoste, na presença do ESPÍRITO SANTO;
que Ele veio por ocasião da destruição de Jerusalém, no julgamento contra
aquela cidade, e que Ele vem por ocasião da morte das pessoas, como já falamos
acima. Com efeito, a vinda de CRISTO não deve ser identificada com a destruição
de Jerusalém, em 70 d.C., conforme a interpretação de alguns. O julgamento de
DEUS contra Jerusalém não é o acontecimento referido na maioria das passagens
em que a segunda vinda de CRISTO é mencionada. Isto. por vários motivos:
Primeiro, por
ocasião da destruição de Jerusalém, aqueles que dormiam em JESUS não foram
ressuscitados.
Segundo, os crentes vivos não
foram arrebatados ao encontro do Senhor nos ares, nem seus corpos foram
transformados.
Terceiro, anos depois dessa ocorrência, encontramos João ainda aguardando a
vinda do Senhor (Ap 22.20).
Quarto, segundo os ensinamentos dos profetas, dos apóstolos e do próprio
Senhor, um reino de justiça e paz deve seguir-se imediatamente à volta de
CRISTO. Isso. todavia. não ocorreu, nem por ocasião nem depois da destruição de
Jerusalém. Portanto, ela ainda está por vir!
b. Outro ponto de vista da “ Nova Teologia” é
que CRISTO veio na pessoa do ESPÍRITO SANTO. Em sentido muito real e importante, de fato, a vinda do ESPÍRITO
SANTO foi uma vinda de CRISTO para os seus (Jo 14.15-18,21-23). Essa, porém,
não foi a vinda de CRISTO referida nas passagens que afirmam que Ele voltará.
Evidentemente, sua vinda é claramente estabelecida e distinta pelo testem unho
conjunto dos profetas, de João Batista, dos anjos, dos apóstolos, e do próprio
CRISTO! Dele. disseram os anjos: "Esse JESUS, que dentre vós foi recebido
em cima no céu. há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.11b).
10. O tempo de DEUS
As Escrituras deixam bem claro que, do ponto de
vista divino. DEUS jamais se atrasa. Se parece haver demora no retorno de
CRISTO, é porque devem existir boas e convenientes razões para isso. É verdade
que são já decorridos mais de 1900 anos da época em que a promessa do
arrebatamento foi feita pela própria boca do Senhor (Jo 14.3). Entretanto, os
membros da Igreja Primitiva em Tessalônica creram que CRISTO viria enquanto
estivessem vivos e foram consolados pela expectativa de se reunirem aos seus
entes queridos já falecidos. Isso porém, não contradiz, nem enfraquece a
promessa de CRISTO para seus santos, pois, todos aqueles santos sabiam que
CRISTO, como DEUS, tem a eternidade na sua mão e pode ligar o hoje do tempo,
como se fosse o amanhã da eternidade (2 Pd 3.8,9). O mundo tem passado de um a
crise a outra, mesmo quando parecia oportuno para 0 regresso de CRISTO. M as o
significativo acontecimento não ocorreu.
a .A razão divina. Por que CRISTO ainda não cumpriu sua promessa de vir e receber
seu povo para levá-lo consigo? Do ponto de vista da profecia bíblica, tal
demora não é inesperada. Há, portanto, razão para tal. Quando CRISTO veio pela
primeira vez, era um episódio que havia sido previsto há milhares de anos.
Séculos de história haviam preparado o cenário para a primeira vinda de CRISTO
à Terra. A língua grega se desenvolvera e era de uso comum em todo o mundo
ocidental. Isso preparou o caminho para que o Novo Testamento fosse escrito em
um idioma preciso e amplamente utilizado. Paulo afirma que, quando tudo, porém,
estava pronto: “ ...DEUS enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a
lei” (G1 4.4b). O Império Romano conseguira estabelecer relativa paz no Oriente
Médio. A vida e culto judaicos na Palestina estavam prontos para a vinda do
Messias. Apareceu João Batista para anunciar a vinda do Rei e conclamar a nação
ao arrependimento (Mt 3). A Paz Romana havia franqueado o comércio
internacional e as comunicações, possibilitando que os cristãos do Século I propagassem
a mensagem do Evangelho pelo Império Romano inteiro e finalmente por todo o
mundo. As profecias sobre a primeira vinda de CRISTO foram cumpridas num dia
cuidadosamente preparado por um DEUS soberano. Ele estava “ velando” sobre este
tempo (Jr 1.12). Assim também, as profecias concernentes ao retorno de CRISTO
para buscar os crentes e a sua segunda vinda (Parousia) à terra serão cumpridas
dessa forma, num perfeito sincronismo de DEUS.
b. A demora. Do ponto de vista humano pode parecer que CRISTO esteja retardando
sua vinda. Mas em épocas passadas, o cumprimento das profecias bíblicas foi
sempre precedido por séculos de história que transformaram os acontecimentos
com suprema precisão, a fim de permitir que os fatos preditos ocorressem
conforme a promessa, perfeitos até os últimos detalhes. Todavia, há também uma
razão pessoal e afetuosa para justificar por que CRISTO ainda não voltou. Veja
o que escreve o apóstolo Pedro em sua segunda Carta (3.8,9): “ Mas, amados, não
ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como
um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia;
mas é longânimo para convosco não querendo que alguns se percam, senão que todos
venham a arrepender-se.” Eis aí, portanto, a demora do retorno de CRISTO para
encontrar-se com os seus santos provém de um coração amoroso. Um DEUS
compassivo ainda está esperando que muitos ouçam o Evangelho e atendam à
mensagem crendo!
11. Sua Parousia também será necessária
Não só a vinda de CRISTO (para seus santos) será
necessária, mas também seu retorno com poder e grande glória (sete anos
depois), também já era esperado pelos primitivos cristãos. Pois, segundo o
conceito dos profetas e dos apóstolos, isso significaria a implantação de seu
governo na terra por mil anos, conforme era esperado. “ Porque convém que reine
até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés” (1 Co 15.25). E não
somente isto, mas também pelo fato de que a segunda vinda de CRISTO traria aos
judeus a solução de todos os seus problemas e o estabelecimento de seu futuro
governo sob o Pacto Davídico. Seu aparecimento trará fim também à grande guerra
do Armagedom e à onda de destruição que estará a ponto de aniquilar a terra.
Seu retorno em glória será necessário para o encerramento dos “ tempos dos
gentios” (Lc 21.24). Esta expressão, “ tempos dos gentios” ou seu equivalente,
tem na Bíblia duas aplicações:
a. Na primeira, refere-se “ à oportunidade”
que DEUS concedeu a eles para salvação. Paulo
comenta isso em Romanos 11 e Efésios 2. Paulo fala deles no seguinte tema: “
...naquele tempo estáveis sem CRISTO” (Ef 2.12). Refere-se ao tempo passado,
antes de CRISTO ter vindo ao mundo. Conforme este conceito, os gentios estavam
sem a “ promessa messiânica” , isto é, sem as vantagens do Pacto com Israel, o
que é mencionado e comentado em Romanos 9.4,5. “ Chamados incircuncisão” (Ef
2.11); sim, os judeus chamavam os gentios de “ incircuncisão” , por desprezo.
Em sentido geral, os gentios estavam sem a redenção que nos vem por intermédio
de CRISTO inteiramente à parte de qualquer idéia de redenção mediada pelas promessas
judaicas “ ...Mas agora” (Ef 2.13a). Diz Paulo: “ ...em CRISTO JESUS, vós, que
antes estáveis longe, já pelo sangue de CRISTO chegastes perto” . Portanto, “
os tempos dos gentios” nesta primeira seção, referem-se a “ um tempo para
salvação” (Jo 1.12).
b. Na segunda, o termo refere-se “ ao domínio
gentílico” que, como sabemos, começou com Nabucodonosor e se estenderá até o
Armagedom (Dn 2.44,45; Ap 19.19-21). Durante este período as nações gentílicas
têm ditado o destino de Jerusalém e oprimido o povo de Israel. Nosso Senhor
predisse isso, em Lucas 21.24: “ ...E Jerusalém será pisada pelos gentios, até
(esse “ até” vai até o Armagedom) que os tempos dos gentios se completem” .
Temos aqui uma elaboração editorial, preparada por Lucas, conforme CRISTO
predisse sobre os eventos que sobreviriam à cidade de Jerusalém e ao povo
judeu, quando de sua destruição. A passagem, de maneira geral, reflete tanto um
conhecimento histórico como profético daqueles acontecimentos; e isto mostra
que do ano 70 d.C., até a presente era, de fato, Jerusalém tem sido pisada por
esta gente. “ Tempos dos gentios” , como já tivemos ocasião de ver, é primeiramente
usado para indicar o tempo durante o qual os gentios terão a oportunidade de se
arrependerem e de acharem a salvação. “ ...DEUS visitou os gentios, para tomar
deles um povo para o seu nome” (At 15.14b). Este tempo começou com a morte e
ressurreição de nosso Senhor JESUS CRISTO e terminará em plenitude com o
arrebatamento da Igreja. Porém, como já falamos, no sentido de domínio,
refere-se ao tempo que DEUS estabeleceu para castigar Israel como nação, o que
terá características daqueles tempos (Dn 8.13,14; .12.7,11.12 etc...). Nas
palavras de JESUS em Lucas 23.28,29, podemos deduzir o que isto significa. Isto
é, o que queria dizer “ Jerusalém” ser pisada pelos gentios. Ouça: “ Porém
JESUS, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim,
chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir
dias em que dirão: Bem aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e
os peitos que não amamentaram!” Esta passagem trata-se de uma declaração
profética a respeito da destruição da cidade de Jerusalém, pelo poderio
gentílico, o que teve cumprimento no ano 70 d. C. A descrição foi tão horrorosa
porque a maternidade, naqueles dias, tomou-se uma verdadeira maldição, e não
uma bênção, segundo usualmente considerada. As mães foram forçadas a ver os
seus filhos inocentes serem brutalmente assassinados, ou mortos por inanição. (Ver
notas expositivas sobre isso, “ A fuga predita” .) Lemos nos escritos de Josefo
que certas mulheres, por causa da fome causada pela muralha com que Flávio Tito
Vespasiano cercou a cidade, chegaram a comer os seus próprios filhos, e até
mesmo soldados tão endurecidos como os militares romanos sentiam asco de ver a
cena de corpos infantis meio comidos ou meio cozinhados. Acrescenta-se a isso o
fato de que a mãe com seus filhos seria impedida de fugir da cidade. Portanto,
isso significa, domínio cruel dos gentios, até que seu tempo termine. O que só
acontecerá com o retorno de CRISTO. As profecias, tanto do Antigo como do Novo
Testamento, indicam que no retorno de CRISTO à Terra com poder e grande glória,
JESUS será visto fisicamente na Palestina (Ap 1.7). O mesmo JESUS CRISTO que
nasceu de uma virgem, que morreu na cruz, que ressuscitou e subiu ao Céu,
brevemente voltará: primeiro para os seus santos (o arrebatamento) e segundo,
com os seus santos (sua Parousia). Ele voltará em pessoa à esfera terrestre
para exercer seu governo sobre o mundo. Está perfeitamente claro que este
regresso de nosso Senhor será literal e não somente sua presença espiritual
como tem sido afirmado por alguns estudiosos da Bíblia.
12. Seu retorno em glória
Esta descrição aqui do arrebatamento e Parousia
de CRISTO faz-se necessária para que o estudioso das profecias tenha maior
clareza na cronologia profética. Os acontecimentos que se seguirão em sua vinda
pessoal a este mundo são mais ou menos estes:
a .O regresso de CRISTO será um regresso visível
e glorioso. De acordo com as Escrituras, todos verão JESUS (Mt 24.30; 26.64;
Ap 1.7). Seu primeiro toque a este mundo será no monte das Oliveiras como está
descrito pelo profeta Zacarias 14.4: “ E naquele dia estarão os seus pés sobre
o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém, para o oriente...”
Durante esse período, a marcha do cortejo e a rotação contínua da terra
permitirão que o mundo inteiro presencie 0 acontecimento. O destino final do
cortejo será o centro do Oriente Médio, ao encaminhar-se para 0 aniquilamento
dos exércitos reunidos para a batalha do Armagedom e para a chegada definitiva
de CRISTO ao Monte Sião (SI 2).
b. Segundo as Escrituras. CRISTO será acompanhado, em sua segunda vinda, por um imenso corpo
de hostes celestiais, descrito como os exércitos do céu (Jd v 14; Ap 19.14). Os
crentes que foram arrebatados antes da Tribula- ção, bem como aqueles que
estiverem no Céu com o Senhor conforme a promessa dele em João 14.1-4,
retornarão à Terra como parte desse vasto acompanhamento. Também os anjos se
juntarão a CRISTO nesse grande cortejo do Céu à Terra (Mt 25.31, etc).
c. O Salmo 2 descreve o retorno de CRISTO do Céu
à Terra e seguindo em direção do monte Sião. “ Sião” é mencionada por 110 vezes na Bíblia. 90 delas são em
termos do grande amor e afeição do Senhor por ela, de modo que o lugar tem
grande significação. Para mostrar a majestosa soberania de DEUS na história da
humanidade, o Salmo 2, já citado nesta seção, fornece uma descrição da situação
mundial na época da segunda vinda de CRISTO: “Porque se amotinam as gentes, e
os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam , e os príncipes
juntos se mancomunam contra o Senhor (DEUS) e contra o seu Ungido (CRISTO)...”
, (vv 1.2). Mas, esta rebelião das nações provocará no Senhor um riso de
desprezo. “Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles” (v 4).
Portanto, DEUS prometeu enviar seu Filho no tempo determinado para destruir as
forças do mal e depois reinar sobre a terra. Seu governo, como teremos ocasião
de ver no 27 capítulo que trata do Milênio, será um governo absoluto de paz e
justiça jamais visto neste mundo!
(') J . J. V. Allmen. Voc. Bibl. 1972
(־) Scofield, Dr. C. I. (Scofield Reference
Bible)
( י) Peq. Die. da Ling. Port. p. 113, 11♦ Ed.
1979
(') A. E. B. Ant. da Ült. Bat. Armag. 1981
( ) Cont. Regres. P / O Juízo Fin. 1981 (s)
Scofield, Dr. C. I. (Scofield Reference Bible)
(:) Teol. Sist. L. S. C. Vol. I. 1986 (8)
Scofield, Dr. C. I. (Scofield Reference Bible) { ) Op. Cit. C. I. Scofield
236 Silva, Severino Pedro da SIL e Escatologia,
doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro, CPAD, 1988. 1 v. 1. Escatologia.
2. O Anticristo. I. Título.
Apocalipse Versículo por
Versículo - Severino Pedro da Silva - CPAD
1. “REVELAÇÃO de JESUS
CRISTO,
qual DEUS lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem
acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo”.
I.
“...Revelação de JESUS CRISTO”. O vocábulo português “revelar”, derivado do
latim “revelare”, é geralmente a tradução do termo hebraico “gãlô" e do
termo grego “apokalyptõ” (substantivo, apokalypsis), que corresponde a “gãlô”
na Septuaginta e no Novo Testamento. Os escritores clássicos traduziram a
palavra “apocalipse” por “revelação”, e esta foi vertida para o latim com tal
sentido, em razão de o verbo “revelar”, que freqüentemente é empregado nas
Escrituras ter este sentido (Pv 11.13 e Dn 2.22, 28).
1. A
revelação tem dois pontos focais: (a) os propósitos de DEUS; (b) a pessoa de
DEUS:
(Ad.
a ) Por um lado, DEUS informa os homens a respeito de Si mesmo: quem é Ele, o
que tem feito, o que está fazendo, o que fará, e o que requer os homens façam. Assim
é que o Senhor tomou Noé, Abraão e Moisés, aceitando-se em relação de
confiança; informando-os sobre o que havia planejado e qual era a participação
dos mesmos nesse plano (cf. Gn 6.13-21; 12.1 e ss; 15.13-21; Êx 3. 7-22).
Semelhantemente, o DEUS Todo-poderoso declarou a Israel as leis e promessas de
Sua Aliança (Êx capítulo 20 a 23; Dt 4.13 e ss; Sl 78.5; 147.19). Ele desvendou
Seus propósitos aos profetas, seus servos (Am 3.7). CRISTO disse aos discípulos
durante seu ministério terreno: “...tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito
conhecer” (Jo 15.15b). DEUS revelou a Paulo, o grande “...Mistério da Sua
vontade, segundo o seu beneplácito” (cf. Ef 1.9a e 3.3). No Apocalipse, CRISTO
revelou a João seu servo “...as coisas que brevemente devem acontecer”.
(Ad.
b) Por um lado, quando DEUS envia a Sua Palavra aos homens, Ele também os
confronta consigo mesmo. “A Bíblia não concebe a revelação como uma simples transmissão
divinamente garantida, mas antes, como a vinda pessoal de DEUS aos homens, para
tornar-se conhecido deles (cf. Gn 35.7; Êx 6.3; Nm 12.6-8; Gl 1.15 e ss). Esta
é a lição que devemos aprender das teofanias do Antigo Testamento (cf. Êx 3.2 e
ss; 19.11-20; Ez 1; etc), bem como do papel desempenhado pelo enigmático “anjo
(mensageiro) do Senhor”, que evidentemente é uma manifestação do próprio DEUS”.
O Apocalipse não revela apenas o princípio de formação do grande plano de DEUS
na obra da redenção, mas de um modo particular, seu desenvolvimento e
consumação.
2. Seu conteúdo se
compõe de: 22 capítulos, 404 versículos, 12000 palavras e 9 perguntas: (5.2; 6.10,17; 7.13; 13.4 (duas vezes); 15.4;
17.7; 18.18). “A Bíblia divide a raça humana em três partes: quer dizer, os
judeus, os gentios, e a Igreja (1 Co 10.32), e contém, uma mensagem para cada
uma das três. O Antigo Testamento trata das duas primeiras divisões. Por
exemplo, o livro de Daniel trata dos judeus e dos domínios gentílicos, sem
mencionar a Igreja graficamente. O Novo, dá a mensagem para a Igreja, e Paulo,
especialmente, em todas as suas epístolas trata dela, enquanto que temos a
palavra final de DEUS para judeus, gentios e, a Igreja, no Apocalipse.
Encontramos a Igreja no princípio do livro; Israel no meio; e as nações
gentílicas no fim.
3. O livro é composto ao
redor do simbolismo do número sete. Há sete cartas para sete igrejas da Ásia Menor
(hoje, atual porção da Turquia Asiática), capítulos 1 a 3. Sete selos num livro
que se encontra na mão direita de DEUS, capítulo 5. Sete trombetas que
anunciarão estranhos castigos, capítulos 8 a 11. Sete castiças de ouro nas mãos
de JESUS, capítulo 1. Sete anjos (agentes humanos), capítulo 1.20 e ss. Sete
anjos (agentes divinos), capítulos 8 a 16. Um Cordeiro com sete pontas e sete
olhos, capítulos 1.4 e 4.5. Sete trovões, capítulo 10.3. Há também referência
de um grande dragão vermelho com “sete cabeças”e “sete diademas”, capítulo
12.3. A Besta semelhante ao leopardo tinha “sete cabeças”, capítulo 13. No
capítulo 17 do livro em foco, é-nos dito que, ela tem “sete cabeças”. Há também
“sete montes” e “sete reis”, capítulo 17.9-10. Para os remidos do Senhor, há
também “sete bem-aventuranças” (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). Na
metade final da septuagésima semana profética de Daniel (9.27), entra em ação
sete personagens principais: (a) A mulher. Ap 12.1 e ss; (b) O dragão. Ap 12.3
e ss; (c) O menino. Ap 12.5 e ss; (d) Miguel, o Arcanjo. Ap 12.7; (e) A
descendência da mulher. Ap 12.17; (f) A Besta saindo do mar. Ap 13.1 e ss; (g)
A Besta saída da terra. Ap 13.11 e ss. No capítulo 14, encontramos “sete
visões”; visões separadas em si e, sem conexão, cada uma completa em si mesma:
(vs. 1-5; vs. 6-7; vs. 9-12; v. 13; vs. 14-16; vs. 17-20). Há também sete
promessas para “aquele que vencer” (2.7, 11,17,26; 3.5,12,21). Há sete cores no
“arco celeste”, capítulos 4 e 10. Sete, declara o Dr. H. Lockyer, Sr., provém
de uma raiz hebraica que significa “ser completo, satisfeito, ter suficiente”,
e transmite a idéia de perfeição ou totalidade. O papel importante que este
número tem no Apocalipse é provado pelo fato de João usá-lo não menos que 50
vezes.
4. O AUTOR. O autor desta grande obra é o próprio DEUS. É
esta (diz H. H. Halley) a primeira declaração do livro. Do ponto de vista
humano, é atribuído a João, “o filho de Zebedeu” (Lc 5.10; Ap 1.1,4,9; 22.8). A
autoria do Apocalipse a pessoa de João, é comprovada tanto pelas provas
externas como internas:
(a)
Provas externas. Segundo tradição bem estabelecida, desde a época dos País
Apostólicos, e no julgamento da grande maioria dos primitivos cristãos, o
Apóstolo João, aquele que esteve reclinado “sobre o peito” do Senhor (Jo
21.20), foi o escritor do Apocalipse. “Outro testemunho direto a favor do Apóstolo
João como autor do Apocalipse nos vem de Irineu, que morreu em Lion, na França,
perto do ano 190 de nossa era. Ele nasceu e se criou na Ásia Menor, na esfera
das sete igrejas. Foi discípulo de Policarpo, que foi bispo duma das sete
igrejas, a de Esmirna. Dentre outros do passado, Clemente, de Alexandria,
Tertuliano, de Cartago, Orígenes, de Alexandria (223 d.C.). Hipólito, de Roma
(140 d.C.). Outros que vieram depois, conclamaram a mesma coisa: Basílio, o
Grande, Atanásio, Ambrósio, Cipriano, Agostinho e Jerônimo”. Teófilo, bispo de
Antioquia (Síria ocidental), na última metade do século II d.C., cita o
Apocalipse como sendo obra do Apóstolo João, o último sobrevivente dos
companheiros de JESUS.
(b)
provas internas. O próprio autor diz que seu nome é JOÃO, descreve-se como
“servo” de DEUS (1.1), e como um dos “profetas” (22.9). Com exceção de 1
Coríntios, Apocalipse é citado com o nome do autor antes de qualquer outro
livro do Novo Testamento. Em seu Evangelho e Epístolas, João escreve na
terceira pessoa, mas no Apocalipse, menciona seu nome cinco vezes na primeira
pessoa (1.1,4,9; 21.2; 22.8). A nossa solene convicção é de que João o
escreveu! Houve trovão quando DEUS escreveu as primeiras palavras da Bíblia
(cf. Êx 19.16 e 30.18). Assim, suas últimas palavras só podiam ser escritas por
João, “o filho do
trovão” (Mc 3.17 e Ap 22.18).
5. DATA EM QUE FOI
ESCRITO. Irineu
e Eusébio afirmam categoricamente que o Apocalipse foi escrito no tempo de
Domiciano. (Ver Eusébio, História Eclesiástica III, 18,3 e Irineu, adv. Haer.
V. 30.3). Esse testemunho foi aceito sem hesitação por Clemente de Alexandria,
Orígenes e Jerônimo. A data fixada por esta escola de interpretação, é o ano 96
d.C. Nesta possível data, Domiciano decretou o “culto ao imperador”, fazendo
disso uma prova de lealdade ao império. Os cristãos, provavelmente, se
recusaram a adorar o imperador como se fosse um “deus”. E as conseqüências
foram desastrosas para os santos naqueles dias. Este imperador desalmado
deportara também a João para a ilha de Patmos “por causa da Palavra de DEUS, e
pelo testemunho de JESUS CRISTO” (1.1).
6. CONCEITOS E MÉTODOS
DE INTERPRETAÇÃO. O
Apocalipse tem sofrido vários pontos de vista de interpretações, tanto no
passado como no presente, sendo, porém, cinco defendidos com mais veemência:
(a) O
ponto de vista preterista. (Do passado). Este método é praticamente oposto ao
método futurístico. Os futuristas afirmam que nada do livro (com exceção dos
capítulos 1,2, e 3) se cumpriu ainda. Os preteristas, no sentido restrito do
termo, afirmam que todo o livro foi já cumprido nos dias do império romano, no
primeiro século da nossa era, embora, talvez haja acontecimentos relacionados
ao segundo século. “A palavra “preter” é um prefixo do latim “praeter”, que
significa passado ou além de. O derivado “preterista” aqui empregado significa
aquele que encara o passado o cumprimento do Apocalipse. Pieters acha que há
dois grupos de preteristas: os da direita e os da esquerda.
(b) O
ponto de vista histórico. Os intérpretes que assumem essa posição procuram
encaixar todos os acontecimentos previstos no Apocalipse em várias épocas da
história humana.
(c) O
ponto de vista futurista. (O que nós aceitamos em razão de se coadunar com o
conteúdo e argumento principal do livro). Esse ponto de vista aceita que os acontecimentos
narrados nos capítulos 1,2 e 3, são de fato históricos, e tiveram seu
cumprimento nas igrejas existentes naqueles dias, no pequeno Continente da Ásia
Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática). Porém, no que diz respeito aos
seus métodos de aplicação, têm servido para as igrejas de todos os tempos. A
partir do capítulo 4 o livro é completamente futurista, e terá o devido
cumprimento durante o período sombrio da Grande Tribulação, seguido pelo
Milênio; depois virá a Eternidade.
(d) O
ponto de vista simbólico. (Ou místico). Os eruditos dessa escola crêem que o
livro do Apocalipse não é essencialmente profético e nem histórico, mas é uma
vívida coletânea de símbolos místicos, que visam a ensinar lições espirituais e
morais. São os idealistas que, somente vêem no livro apresentações simbólicas
do conflito entre o bem e o mal, e da vitória final do bem. Esse método de
interpretação é, sem dúvida rejeitado na declaração: “As coisas que brevemente
devem acontecer” (1.1).
(e) O
ponto de vista eclético. (Citado pelo Dr. Russell Norman Champrin, Ph. D.).
Alguns intérpretes do Apocalipse “misturam” todas as idéias expostas acima, de
modo que nenhuma domina: as demais. Não há dúvida de que devemos preservar
“alguns elementos” (mas não todos) de cada um desses métodos apresentados sobre
o livro, em um grau ou outro. O livro ensina-nos lições morais e místicas,
aplicáveis a qualquer época. Contudo, certamente erraremos, se não contemplarmos
o livro do Apocalipse como obra “essencialmente profética”, e da primeira
ordem.
2. “O
qual testificou da Palavra de DEUS, e do testemunho de JESUS CRISTO, e de tudo
o que tem visto”.
I. “...A Palavra de
DEUS”. A
Palavra de DEUS à qual João se refere no presente texto, é a palavra falada e
escrita como no Monte Sinai: primeiro DEUS fala (Êx 20), depois escreve (Êx
31.18). Em uma linguagem mais acessível esta palavra “é o Evangelho de CRISTO”
(cf. Ap 1.9; 6.9; 20.4). Enquanto que o “testemunho de CRISTO” é um genitivo
subjetivo, ou seja, o testemunho dado por JESUS CRISTO em sua pureza e
santidade. A revelação é a Palavra de DEUS transmitida e testemunhada pelo
próprio CRISTO (Ap 22.16,20). Ele disse ao governador romano (Pilatos): “Tu
dizes que eu sou rei. Eu para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da
verdade. Tudo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (Jo 18.37). O verbo
“testificar”está no tempo aoristo – “testificou”. Isto indica que João já havia
dado testemunho acerca do verbo de DEUS. Esse sublime testemunho da pessoa de
CRISTO, inclui também, o testemunho de sua pessoa física durante os 33 anos de
sua existência terrena.
3.
“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia*, e
guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo* está próximo”.
I. “...Bem-aventurado”. Esta é a primeira “Bem-aventurança” das sete
que este livro encerra (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). A escritora M.
S. Novah, observa que nesta primeira “Bem-aventurança” existe uma tríplice
promessa do Senhor: “Bem-aventurado aquele que lê (verbo no singular), e os que
ouvem (plural) as palavras desta profecia, e guardam (plural novamente) as
coisas que nela (singular) estão (plural) escritas; porque o tempo (do seu
cumprimento) está próximo”. Porque guardar o que está escrito? “Porque o tempo
está próximo”. Guardar não é só memorizar que se leu, é muito mais: é obedecer,
é praticar. Provavelmente, esta “Bem-aventurança”, se reserva aqueles (a Igreja
toda) que durante a Grande Tribulação, serão guardados por DEUS do sofrimento
sem precedente na história humana. (Cf. Ap 3.10), diz o que segue: “Como
guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação
que há de vir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra”.
Apocalipse Versículo por
Versículo - Severino Pedro da Silva - CPAD
Lição 01 - O Fim Vem,
Vem O Fim! A Doutrina Das Últimas Coisas - 4º Trimestre De 2004 - VEM O FIM, O FIM VEM - A Doutrina Das Últimas Coisas -
COMENTÁRIOS Pr. Claudionor Corrêa De Andrade
A segunda vinda de
CRISTO e o juízo – 3.1-18.
Pedro encerra sua obra
com um capítulo escatológico. Após ter falado sobre dois caminhos, dois tipos
de vida, o apóstolo fala sobre a segunda vinda de CRISTO (3.4) e, novamente,
trás à tona o tema do juízo, comparado ao dilúvio dos dias de Noé (3.7). Está
em destaque a aparente demora da "parousia". Pedro adverte que
o tempo de DEUS é diferente do nosso. "Um dia para DEUS é como mil anos e
mil anos como um dia". (3.8). Sobre a segunda vinda precisamos de
duas atitudes: fé e paciência. A aparente demora de DEUS é manifestação da sua
misericórdia. Ele está dando tempo para muitos ainda se arrependam e se
convertam (3.9). Enquanto que o dilúvio foi a destruição dos ímpios e suas
obras através da água, Pedro nos diz que o fim desta nossa era se dará por meio
de um "dilúvio de fogo". O apóstolo "desenha" um cenário
"apocalíptico" iluminado pelas chamas da ira divina. O fogo abrasará
(3.10,12), destruirá (3.7) e fará derreter (3.12). Serão atingidos: os céus
(3.7,10,12), a terra (3.7,10) e todas as coisas que nela há (3.10-11).
Semelhantemente ao texto de Apocalipse 21.1, Pedro também fala de novos céus e
nova terra (II Pd.3.13; Is.65.17).
COMENTÁRIOS - Introdução
Ao contrário do que
muitas pessoas pensam, A Escatologia como Doutrina Das Últimas Coisas não é só
para teólogos e eruditos da bíblia, antes pelo contrário, é revelação de DEUS
para os mais humildes de seu povo.
Em muitas religiões o
livro de Apocalipse nem é citado, sendo ensinado que estas coisas são muito
complexas e são somente para os líderes interpretarem-nas. A visão do futuro é
uma forma de DEUS provar sua existência e provisão para seus fiéis servos, não
existe nada de complicado na Palavra de DEUS, somente temos que nos aproximar
do autor da bíblia com amor, respeito, reverência e santo temor, pedindo como
Daniel a interpretação correta através do ESPÍRITO SANTO.
Tópico I - O Que É A
Doutrina Das Últimas Coisas?
A Doutrina Das Últimas Coisas é o estudo
mais importante sobre DEUS e nosso futuro com o mesmo; negligenciar este estudo
é negligenciar nossa salvação, pois é para estas mesmas coisas, e para ficarmos
livres de muitas delas, é que fomos salvos.
1. Definição:
A
palavra escatologia é formada de duas palavras
gregas: escato (eschatos = último, fim) e logo (lógos = palavra, discussão,
instrução, ensino, assunto, tema). Portanto
escatologia é o estudo do fim ou o estudo das últimas coisas, ou ainda o estudo
dos últimos dias.
Várias
passagens das Escrituras empregam a palavra eschatos juntamente com hmera (heméra = dia). Assim temos escath hmera (eschatê heméra = último
dia), usado em Jo.6:39 e 7:37. A
primeira ocorrência se refere ao último dia da ressurreição, um dia
escatológico, enquanto que a segunda apenas faz alusão ao último dia da festa
de casamento. Temos escatai hmerai (eschatais hemerais = últimos
dias)em At.2:17; II Tm.3:1; Tg.5:3; e escatou
twn hemerwn (eschatou tôn hemerôn = últimos dias) em Hb.1:2. Todas estas passagens
aludem ao período de tempo entre a 1ª e a 2ª vindas de JESUS. Os últimos dias
iniciaram-se com a 1ª vinda de JESUS que veio na "plenitude do
tempo"(Gl.4:4), pois o tempo anterior da dispensação da lei já estava cumprido
(Mc.1:15; Lc.16:16). Estamos vivendo os últimos dias. Esse período de tempo que
a Bíblia chama de últimos dias, recebe ainda outras designações, tais como:
"tempo aceitável... dia da salvação"(Is.49:8) ou "ano aceitável
do Senhor"(Is.61:2a); "dispensação da plenitude dos
tempos"(Ef.1:10) ou "dispensação
da graça"(Ef.3:2) ou "dispensação do
mistério"(Ef.3:9); "tempo da oportunidade", "tempo
sobremodo oportuno", "dia da salvação"(IICo.6:2), "tempos
oportunos" (IITm.2:6), "tempos devidos" (Tt.1:3);
"hoje" (Hb.3:7,15;4:7,8); "fins dos séculos" (ICo.10:11);
"última hora"(IJo.2:18).
2. No Antigo Testamento:
As grandes religiões
monoteístas foram fortemente marcadas pela escatologia. As questões do juízo
final e da ressurreição dos mortos são esboçadas nos últimos livros do Antigo
Testamento. A partir do século I a.C., desenvolveu-se entre os judeus uma vasta
literatura apocalíptica, com influência sobre a primitiva literatura cristã e o
islamismo.
A escatologia está
fortemente presente em toda a bíblia, exemplo maior disso é o Livro de Daniel e
Ezequiel.
JEREMIAS 29.1-14
A CARTA DE JEREMIAS AOS JUDEUS DA BABILÔNIA
Eu escrevi uma carta aos
judeus que Nabucodonosor havia levado como prisioneiros de Jerusalém para a
Babilônia: autoridades, sacerdotes, profetas e todo o povo. Isso aconteceu
depois de terem saído de Jerusalém o rei Joaquim, a sua mãe, os oficiais do palácio,
as autoridades de Judá e de Jerusalém, os carpinteiros e os outros operários
especializados. O rei Zedequias, de Judá, mandou que Elasa, filho de Safã, e
Gemarias, filho de Hilquias, levassem a carta ao rei Nabucodonosor, da
Babilônia. Ela dizia:"O SENHOR Todo-Poderoso, o DEUS de Israel, diz o
seguinte a todos os judeus que ele deixou Nabucodonosor levar como prisioneiros
de Jerusalém para a Babilônia: 'Construam casas e morem nelas. Plantem árvores
frutíferas e comam as suas frutas.Casem e tenham filhos. E que os filhos casem
e também tenham filhos. Vocês devem aumentar em número e não diminuir.
Trabalhem para o bem da cidade para onde eu os mandei como prisioneiros. Orem a
mim, pedindo em favor dela, pois, se ela estiver bem, vocês também estarão. Eu,
o SENHOR Todo-Poderoso, o DEUS de Israel, os estou avisando para que não se
deixem enganar pelos profetas que vivem no meio de vocês nem por aqueles que
dizem que podem adivinhar o futuro. Não dêem atenção aos sonhos deles. Eles
dizem mentiras em meu nome. Eu não os enviei. Eu, o SENHOR, estou
falando.'"O SENHOR DEUS diz ainda: 'Quando os setenta anos da Babilônia
passarem, eu mostrarei que me interesso por vocês e cumprirei a minha promessa
de trazê-los de volta à pátria. Só eu conheço os planos que tenho para vocês:
prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o SENHOR,
quem está falando.Então vocês vão me chamar e orar a mim, e eu responderei.
Vocês vão me procurar e me achar, pois vão me procurar com todo o coração. Sim!
Eu afirmo que vocês me encontrarão e que eu os levarei de volta à pátria. Eu os
ajuntarei de todos os países e de todos os lugares por onde os espalhei. E
levarei vocês de volta à terra de onde os tirei e levei como prisioneiros. Eu,
o SENHOR, estou falando.'
A Escatologia no Antigo Testamento.
Destacaremos aqui dez importantes fatos escatológicos profetizados no Antigo
Testamento. São eles:
A vinda do messias prometido (Is 9.1-7);
O derramamento do ESPÍRITO SANTO (Jl 2.28);
A dispersão dos judeus (Lv 26.33, 36,37);
Aumento e retorno dos judeus a Israel e
reconstrução do Templo (Jr 23.4; Ez
39.22; Dn 9.27; Mq 2.12);
O juízo de Israel durante a grande tribulação
(Dn 12.1);
A batalha de Armagedom (Zc 12.3,9; 14.2);
Conversão em massa dos judeus (Ez 39.21,22; Is 52.8);
A doutrina da ressurreição e do juízo final (Dn
12.2);
A implantação do Reino divino na terra (Is
11.1-16);
O surgimento dos novos céus e da nova terra (Is
65.17).
3. No Novo Testamento:
O cristianismo afirma as
doutrinas da imortalidade da alma, do juízo particular, em que cada pessoa é
julgada perante DEUS pelos atos que praticou na existência terrena, e do
julgamento universal no fim do mundo, após a ressurreição corporal. A pregação
messiânica de JESUS e os textos do Novo Testamento foram objeto de
interpretações desde os primeiros séculos da era cristã e durante a Idade
Média. Modernamente, os teólogos apresentam novas soluções para os problemas
escatológicos, fazendo da salvação individual e coletiva não o objeto de uma espera
passiva, mas de uma esperança ativa, em que a plenitude do desenvolvimento
humano realiza o encontro espiritual com DEUS.
Jerusalém foi invadida
em 70 d.c. pelos romanos, o templo destruído e os judeus foram dispersos pelo
mundo.
Romanos 11:25 = Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que
não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel,
até que a plenitude dos gentios haja entrado;
LUCAS 21:24
E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e
Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos destes se completem.
O termo "tempos dos gentios" é o período no qual Jerusalém estaria
sob o domínio dos gentios, desde o cativeiro babilônico, continuando até hoje e
continuará durante a tribulação. Terminando na segunda vinda de JESUS à terra
onde irá julgar as nações.Dn 2:35
A era da igreja que
começou no dia de Pentecostes vai até o arrebatamento da igreja. Também
conhecida como dispensação da graça Ef 3:1-7 .No livro de apocalipse temos
representadas a era da igreja em diversas épocas, através das sete igrejas da
Ásia: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia (a
última igreja).
Este período não é contado como dentro das 70 semanas pois não correspondem a
"teu povo e a tua santa cidade" (Israel e a Jerusalém), mas sim a
Igreja, pois a profecia é para Israel e Jerusalém.
Crucificação de JESUS CRISTO (FINAL DA 69a Semana)
JESUS morreu para a nossa Salvação.
Isaias 53:8
Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado; e quem dentre os da sua geração
considerou que ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da
transgressão do meu povo?
A Escatologia no Novo Testamento.
Estaremos também destacando aqui dez importantes fatos escatológicos que são
destaques no Novo Testamento:
O arrebatamento da Igreja (1Ts 4.13-17);
O tribunal de CRISTO (Rm 14.10; 2Co 5.10);
As bodas do Cordeiro (Ap 19.7);
O surgimento do Anticristo (2Ts 2.1-12; Ap 13.1,2);
O aparecimento do Falso Profeta (Ap 13.11-16);
Os juízos divino (Ap 6.1-13; 8.15);
A vinda de JESUS em glória (Mt 24.29-39; Ap 19.11-16);
O Reino milenial de CRISTO (Ap 20.1-6);
O Juízo final (Ap 20.11-15);
O surgimento de um novo modo de ser e estar
perfeito e eterno, tendo como fundamento a Nova Jerusalém Celeste (Ap 21.1-27).
Tópico II - O Objetivo
Da Doutrina Das Últimas Coisas:
1. Mostrar o que está
prestes a acontecer
DEUS está sempre
revelando ao homem o que vai fazer, antes mesmo de fazer, pois o ama e quer
livrá-lo de todo o mal, tornando possível à sua criatura ser salvo pelo poder
do sacrifício de JESUS na cruz.
Am 3.7 Certamente o
Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus
servos, os profetas.
2. Preparar o crente
para encontrar-se com DEUS
Am 4.12 Portanto, assim
te farei, ó Israel! E porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te
encontrares com o teu DEUS.
Devemos estar prontos
para o arrebatamento, pois JESUS vem buscar os preparados e não os que estão se
preparando.
Em muitos o ensino
escatológico provoca medo, porém este ensino foi dado por DEUS para nos dar a
alegria em saber que brevemente estaremos com Ele para sempre.
Sl 101.6 Os meus olhos
estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num
caminho reto, esse me servirá.
3. Tranqüilizar o povo
de DEUS quanto aos últimos acontecimentos
Nada melhor e mais
confortante que lermos um livro e ao terminarmos a leitura sabermos que nosso
herói venceu e viveu feliz para sempre; assim devemos nos deliciar no estudo da
bíblia sabendo que nosso salvador é vencedor da morte, do inferno e de Satanás;
e que estaremos para sempre com Ele, o nosso Salvador e Senhor, JESUS CRISTO, o
rei dos reis e Senhor dos senhores.
Ap 1.18 E o que vivo e
fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves
da morte e do inferno.
4. Alertar a todos que o
noivo está chegando.
Foi-nos dadas pistas
para que pudéssemos saber, não o dia e nem a hora, porém a estação própria para
a colheita de DEUS. Os sinais são patentes e as profecias nunca se cumpriram
com tanta velocidade, estejamos prontos, aí vem o Noivo!!!!
Mt 25.6 Mas à meia-noite
ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
Mt 25.13 Vigiai, pois,
porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.
Tópico III - As Fontes
Da Doutrina Das Últimas Coisas
1. A bíblia
É a infalível Palavra de
DEUS, nosso prumo, nossa lâmpada que ilumina o caminho para DEUS.
Sl 119.13 Vigiai, pois,
porque não sabeis o dia nem [a hora] em que o Filho do homem há de vir.
2. Os credos e as
declarações doutrinárias da igreja
A Igreja, ao longo dos
séculos tem se sustentado na fé e na Palavra de DEUS.
At 2.42 E perseveravam
na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
3. A teologia
O sistemático estudo da
Palavra de DEUS só trás benefícios ao povo de DEUS e é o principal descobridor
de revelações contidas na Palavra de DEUS para nós, a sua Igreja. Hoje sabemos
muito mais a respeito do futuro do que nos tempos apostólicos, pois o ESPÍRITO
SANTO vai a cada dia nos revelando mais e mais dos tesouros escondidos nas
profundezas da sabedoria de DEUS.
1Co 2.10 Mas DEUS no-las
revelou pelo seu ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as
profundezas de DEUS.
4. A história
A história, na maioria,
escrita por homens incrédulos, só tem comprovado o que não pode ser mudado,
DEUS cumpre o que escreveu e não muda um til sequer.
Mt 5.18 Porque em
verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um [til]
se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
5. O Testemunho do
ESPÍRITO SANTO
O ESPÍRITO SANTO vai nos
ensinando e nos revelando tudo o que antes estava obscuro na Palavra de DEUS,
para que mantenhamos a comunhão e amizade com JESUS todos os dias de nossa vida
aqui na terra.
Jo 14.26 Mas aquele
Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o Pai enviará em meu nome, esse [vos
ensinará] todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Jo 15.26 Mas, quando
vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele ESPÍRITO de
verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.
Rm 8.16 O mesmo ESPÍRITO
testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS.
Tópico IV - Como Estudar
a Doutrina das Últimas Coisas?
1. Recorrendo primeiro à
bíblia
De preferência devemos
estudar em bíblias de diversas traduções, bem como livros como
"Apocalipse, versículo por versículo" de Severino Pedro da CPAD;
"Espada Cortante 1 e 2 " de Orlando Boyer da CPAD; tendo o cuidado de
estudar estes livros e outros com o máximo de cuidado para não comer
"espinho junto com peixe"
2. Orando constantemente
em profunda reverência
A oração deve ser por
sabedoria e revelação como fez Daniel. Lembrando de que revelação é igual a
união do Antigo Testamento com o Novo Testamento e revelado pelo ESPÍRITO
SANTO, nestes termos.
3. Evitando as
especulações e as vãs sutilezas da falsa hermenêutica
Na Internet e por todo o
lado acharemos milhares de estudos escatológicos, porém devemos fazer uma
acareação com a bíblia sempre.
4. Esperando com alegria
a manifestação do Senhor da glória
DEUS está mais
interessado em que nós aprendamos sua Palavra e as futuras coisas que irão
acontecer, do que nós mesmos; portanto, busquemos com desejo de aprender para
ajudar aos outros e DEUS certamente nos fascinará com suas maravilhas
preparadas para nós, os seus filhos amados.
LIÇÃO 1, APOCALIPSE, A
REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO
Lições
Bíblicas do 2º Trimestre de 2012 - CPAD - Jovens e Adultos
“As
Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem Final de CRISTO à Igreja”.
Comentários
da revista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade
Consultor
Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Apocalipse 1.1-8
1 - Revelação de JESUS CRISTO, a qual DEUS lhe deu para
mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu
anjo as enviou e as notificou a João, seu servo, 2-o qual testificou da palavra
de DEUS, e do testemunho de JESUS CRISTO, e de tudo o que tem visto. 3 -
Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e
guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. 4 -
João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte
daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete Espíritos que estão
diante do seu trono; 5 - e da parte de JESUS CRISTO, que é a fiel testemunha, o
primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e
em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, 6 - e nos fez reis e sacerdotes
para DEUS e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém! 7 - Eis
que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e
todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém! 8- Eu sou o Alfa e
o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir,
o Todo-Poderoso.
Todas essas igrejas se acabaram, apesar de serem fundadas por
Paulo e seus companheiros e de até Éfeso ser dirigida por João o apóstolo.
Não ouviram as advertências de JESUS, em suas
cartas, sucumbiram pelos falsos ensinos dos falsos mestres.
Hoje os muçulmanos dominam totalmente o país e
essas cidades.
Fiquemos alerta com as cartas que JESUS nos
escreve. Leiamos esse importante livro e prestemos atenção aos avisos que nos
são dados por JESUS.
Eu pessoalmente creio que livro de Apocalipse foi escrito por volta de 95
a 96 DC durante a última metade do reino do Imperador Domiciano, o último dos
doze Césares Romanos.
Todos os comentaristas fundamentalistas modernos concordam com
essa estrutura de tempo. Deixe-nos citar algumas evidências que dão suporte a
esta visão.
A respeito da visão de que o livro de Apocalipse foi escrito pelo
apóstolo João durante o governo de Domiciano, há duas fortes evidências – ambas
de natureza externa e interna. Primeiro a evidência externa.
Inicialmente, de maneira geral podemos dizer que todos os
escritores dos três primeiros séculos, cujos escritos foram encontrados, são
explícitos, e concordam em situar o exílio do João e a sua escrita do
Apocalipse (Revelação) na última parte do reinado de Domiciano, o último dos
doze Césares; e isso, portanto, nos diz que esse livro foi escrito em 95 ou 96
DC.
A primeira e maior das testemunhas é Ireneu. Ele era aluno de
Policarpo, que por sua vez foi um dos discípulos de João. Portanto, Ireneu é
muito mais provável de ter recebido um verdadeiro relato dos últimos dias do
apóstolo João do que qualquer outro escritor cujas obras tenham chegado a nós.
Sendo que, quando Ireneu fala da forte probabilidade do nome do Anticristo ser
Teutão (Teitan), ele dá este definido testemunho acerca de João e da sua escrita
do Apocalipse:
Nós
não vamos, entretanto, correr o risco de cometer um erro nesse assunto, de
confiantemente afirmar que ele terá esse nome; pois nós sabemos que, se
estivesse estabelecido que o seu nome deveria ser proclamado no tempo presente,
isso teria sido anunciado por aquele que viu a Revelação. Pois foi vista há não
muito tempo, mas quase em nossa geração, no final do reino de Domiciano.
Tertuliano, um
contemporâneo de Ireneu, observou: “Quão feliz é aquela Igreja cujos apóstolos
derramaram todos as suas doutrinas com seu sangue! Na qual Pedro resiste a
sofrimentos semelhantes aos do Senhor; na qual Paulo tem por coroa a mesma
morte que João; e o apóstolo João, após ter sido mergulhado em olho fervendo
sem sofrer nenhum mal, foi banido para uma ilha.” Aqui Tertuliano nos informa
de dois fatos: primeiro, que João foi banido; e segundo, que o lugar do seu
exílio foi para uma ilha. Em outra passagem após mencionar a perseguição por
Nero, ele continua: “Domiciano também, o qual era como um Nero em crueldade,
ensaiou as mesmas coisas; mas ele, como também era um ser humano, prontamente
cessou o seu empreendimento, e restaurou aqueles que haviam sido banidos.”
Tertuliano, dessa
maneira, sugere que o exílio era a pena usualmente infligida aos Cristãos por
Domiciano; ao passo que, pelos registros, Nero era acostumado a matá-los.
Clemente de Alexandria
não menciona Domiciano pelo nome; mas ele provavelmente o insinua quando fala
do “tirano” após cuja morte João voltou do exílio.
Eusébio, em três
passagens, declara que a expulsão de João ocorreu no reinado de Domiciano. Ele
também diz que João escreveu o Apocalipse no décimo quarto ano de reinado de
Domiciano, que seria 95 DC.
Vitorinus de Petau, o
autor do mais antigo comentário que existe sobre Apocalipse, explica as
palavras: “importa que profetizes outra vez a povos, e nações, e línguas e
reis.” (Rev. 10.11 mg.), da seguinte maneira:
Ele fala dessa maneira
porque, quando João viu esta visão, ele estava na ilha de Patmos, havendo sido
condenado pelo César Domiciano a trabalhar na mina. Lá, então, ele viu o Apocalipse;
e, agora que, avançado em anos, ele começava a pensar que seria recebido no
descanso através de seus sofrimentos. Domiciano morrera, e todas suas sentenças
foram canceladas. E assim, João, após ter sido liberto da mina,
entregou essa mesma revelação que recebeu do Senhor.
Novamente, ao discutir o
oitavo rei mencionado no capítulo dezessete do livro de Apocalipse, Vitorinus
nos diz em seu comentário que o sexto era Domiciano, em cujo reinado foi
escrito o Apocalipse.
INTERAÇÃO
Caro professor, neste trimestre estudaremos o tema: "As Sete Cartas
do Apocalipse". Por isso, comente com os alunos que o Apocalipse será a
base temática para o nosso estudo bíblico. Veremos que o Livro Profético
mostra-nos o JESUS triunfante, exaltado e poderoso. Desvendando os mais
profundos segredos dos fatos que "foram", "são" e
"acontecerão" nos últimos dias (Ap 1.19). O comentarista desse
trimestre é o pastor Claudionor de Andrade, que, além de ser ministro do
evangelho, é conferencista, autor de várias obras editadas pela CPAD e Gerente
de Publicações da Editora.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, o Livro do Apocalipse retrata todo o processo de consumação
redentora da humanidade através de figuras de linguagens e simbolismos dramáticos.
Seu estilo literário é a apocalíptica judaica (Ver subsídio bibliográfico I).
Ela é encontrada fartamente no Antigo Testamento, como em Ezequiel e Daniel.
Estes, também, apresentam abundantes figuras e simbolismos. Portanto, antes de
iniciar a lição deste domingo apresente aos alunos o esboço geral do Livro do
Apocalipse proposto no esquema da página seguinte. Boa aula!
|
O
LIVRO DE APOCALIPSE
|
|
ESBOÇO
|
AUTOR
|
TEMA
|
DATA
|
PROPÓSITO
|
|
Prólogo (1.1-8)
I. 1.9 - 3.22 -* 0
Senhor Clorifícado e Suas Igrejas.
II. 4.1 - 11.19-.0
Digno Cordeiro e Seus Feitos no Desfecho da História.
III. 12.1 -22.5-*
DEUS Pai e CRISTO, no Grande Conflito com Sataná5.
Epílogo (22.6-21)
|
João, o apóstolo.
|
A Consumação do Conflito
dos séculos.
|
Cerca de 9096 d.C.
|
Há um tríplice
propósito no livro: (1) Revelar os desvios doutrinários das igrejas da
Ásia. (2) Fortalecer a fé e a firmeza na fidelidade a CRISTO. (3) Dar aos
crentes uma perspectiva divina na revelação do desfecho da história humana.
|
VEJA A DIFERENÇA ENTRE A VOLTA DE CRISTO PARA A IGREJA NO
ARREBATAMENTO E SUA SEGUNDA VINDA:
|
ARREBATAMENTO E SEGUNDA VINDA
|
|
ARREBATAMENTO
|
SEGUNDA VINDA
|
|
Será em segredo
(Mt 24.36)
|
Será pública (Ap 1.7)
|
|
CRISTO vem para a Igreja (1 Ts 4.17)
|
CRISTO vem com a Igreja (Judas 14)
|
|
Antes da Grande
Tribulação (Ap 3.10)
|
Após a Grande Tribulação (Mt
24.29-30)
|
|
JESUS vem nos ares (1 Ts 4.17)
|
JESUS pisa no Monte das Oliveiras (Zc 14.4)
|
|
Os santos o
verão (1 Ts 4.17)
|
Todo olho verá (Ap 1.7)
|
|
Tempo de Alegria (I Jo 3.2 Ap 1.6)
|
Tempo de Lamentação (Mt 24.30 Sf 1.17)
|
|
Incrédulos
deixados (Mt 24.40)
|
Incrédulos destruídos (Mt 25.
41-46 Sf 1.17)
|
|
Em todo o Planeta
|
Fisicamente em Israel
|
Como se dará o retorno triunfal de CRISTO.
|
O Glorioso Aparecimento de CRISTO do Céu para
Julgar e Guerrear
|
|
CRISTO voltará
com os crentes e com seus anjos
|
2 Ts 1.7-10; Jd 14, 15; Ap 19.14
|
|
CRISTO reunirá
os santos da tribulação
|
Mt 24.31; 25.31-40; Mc 13.27; Ap
20.4
|
|
Os incrédulos não estarão preparados para isso
|
Mt 24.38,39,43
|
|
CRISTO separará
os homens na terra
|
Mt 13.40,41, 47-50; 25.31-46
|
|
As nações ficarão enfurecidas diante desse evento
|
Ap 11.18
|
|
Os santos se
regozijarão diante desse evento
|
Ap 19.1-8
|
|
CRISTO julgará e destruirá os ímpios, inclusive o
Anticristo, e Satanás será aprisionado por mil anos
|
Is 13.6-12;Ez 20.34-38; Mt 13.41-50; 24.30;
25.41-46;Lc 19.11-17;1Ts 5.1-11;
2Ts 2.7-10,12;Ap 6.6,17; 11.18; 17.14; 18.1-24; 19.11-20.3
|
|
Os santos da
tribulação receberão galardões
|
Mt 5.11,12; 1Co 3.12-14; 9.25-27;
Gl 6.9,10; 2Tm 4.8; Ap 20.4
|
|
Os santos da tribulação compartilharão da glória de
CRISTO e do seu Reino
|
Mt 25.31-40; Rm 8.29; 2Ts 2.13,14; Ap 20.4
|
TRIBUNAL DE CRISTO
O julgamento se dará pela quantidade e pela qualidade das obras
realizadas pelos crentes, embora individual, o motivo das mesmas e as intenções
das mesmas será de suma importância para o resultado do trabalho do corpo de
CRISTO, enquanto aqui na Terra.
"Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO,
para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou
mal." [2 Coríntios 5:10]
A imagem mental que Paulo está projetando para nós diz respeito a
um de seus métodos favoritos de ilustração — o esporte da época — os jogos
greco-romanos. Bema era uma plataforma elevada na qual os
juízes das diversas competições atléticas ficavam para premiar os vencedores.
Isso se parece com o assento elevado de um juiz — alguém que detém o poder da
vida e da morte em suas mãos? De forma alguma! É uma imagem de grande
consolação para o cristão, pois combina o aspecto solene do julgamento com o de
uma recompensa em potencial. Nosso grande, misericordioso e gracioso DEUS
prometeu que o serviço fiel não ficará sem recompensa!
"Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está
posto, o qual é JESUS CRISTO. E, se alguém sobre este fundamento formar um
edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada
um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será
descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa
parte permanecer, esse receberá galardão. Se
a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia
como pelo fogo." [ênfase adicionada]
JESUS CRISTO se assentará para julgar as obras dos membros do seu
corpo, a sua noiva, a igreja, provando-os pelo fogo. Observe a ordem
descendente do seu valor relativo: "Ouro, prata, pedras preciosas,
madeira, feno e palha". O ouro, a prata e as pedras preciosas resistem ao
calor, mas a madeira, o feno e a palha são queimados. O Senhor determina o grau
de valor e o fogo revelará o resultado. Se as obras de um cristão forem
inteiramente consumidas no processo e assim se revelarem inúteis, ele sofrerá a
perda de não ser o "vencedor da corrida", porém sua salvação nunca
estará em questão. Esse ponto foi definitivamente estabelecido na cruz do
Calvário.
|
A SEGUIR VEM AS BODAS DO CORDEIRO
|
|
O
REI
|
É o próprio JESUS
|
|
PARTICIPANTES
DA FESTA
|
JESUS, a Igreja, os
Anjos e os Santos do AT
|
|
A
FESTA NUPCIAL
|
Os benefícios e as
delícias do reino messiânico
|
|
TRAJE
EXIGIDO
|
Vestes santas de
pureza e justiça de DEUS
|
|
OCASIÃO
|
Após o Arrebatamento e
o Tribunal de CRISTO
|
As bodas ou casamento é do filho do Rei, que para nós significa o
Senhor JESUS CRISTO e sua noiva, a Igreja, sendo o local do casamento o grande
dia final do Tribunal de CRISTO, enquanto na Terra, estará se findando a Grande
Tribulação.
O termo “bodas” vem do latim “vota”, isto é, “votos”, em alusão
aos votos matrimoniais por ocasião do casamento. É uma festa de casamento. O
termo é também plural porque tal festa durava sete dias e até 14 dias (Jz
14.12). Na festa, a alegria, solidariedade, entrega de presentes, paz,
comunhão, comida farta, quebra copos e todos os costumes judaicos numa festa de
casamento aconteciam ao som de muita música e com danças típicas. Isto nos leva
a pensar na alegria e gozo imensuráveis que experimentaremos logo após o
Tribunal de CRISTO, quando nos sentaremos à mesa com CRISTO, o nosso salvador.
A SEGUIR O DESTINO DOS CRENTES
|
A VIDA GLORIOSA NA DITOSA CIDADE
|
REFERÊNCIA
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Será de Comunhão com CRISTO
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Ap 21.22; 1Jo 3.2
|
|
Será de Plena
Santidade
|
Ap 21.27
|
|
Será de Glória Inaudita
|
Ap 21.11
|
|
Será de
Riquezas Imensuráveis
|
Ap 21.11,18-21
|
|
Será de Completo Conhecimento de DEUS
|
Ap 21.14; 22.4
|
|
Será de
Infinita Adoração
|
Ap 22.3
|
|
Será de Contemplação da Face Divina
|
Ap 22.4
|
|
Será de
Incomensurável Governo
|
Ap 22.5
|
Veja 4º Trimestre De 2004 - VEM
O FIM, O FIM VEM - A Doutrina Das Últimas Coisas - COMENTÁRIOS DA CPAD -
Pr. Claudionor Corrêa De Andrade
Devemos Alertar a todos que o noivo está chegando.
Foi-nos dadas pistas para que pudéssemos saber, não o dia e nem a
hora, porém a estação própria para a colheita de DEUS.
Os sinais são patentes e as profecias nunca se cumpriram com tanta
velocidade, estejamos prontos, aí vem o Noivo!!!!
Mt 25.6 Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo,
saí-lhe ao encontro.
Mt 25.13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o
Filho do homem há de vir.
Dez importantes fatos escatológicos profetizados no Antigo Testamento. São
eles:
·
A vinda do messias
prometido (Is 9.1-7);
·
O derramamento do
ESPÍRITO SANTO (Jl 2.28);
·
A dispersão dos judeus
(Lv 26.33, 36,37);
·
Aumento e retorno dos
judeus a Israel e reconstrução do Templo (Jr 23.4; Ez 39.22; Dn 9.27; Mq 2.12);
·
O juízo de Israel
durante a grande tribulação (Dn 12.1);
·
A batalha de Armagedom
(Zc 12.3,9; 14.2);
·
Conversão em massa dos
judeus (Ez 39.21,22; Is 52.8);
·
A doutrina da
ressurreição e do juízo final (Dn 12.2);
·
A implantação do Reino
divino na terra (Is 11.1-16);
·
O surgimento dos novos
céus e da nova terra (Is 65.17).
Dez importantes fatos escatológicos que são destaques no Novo
Testamento:
·
O arrebatamento da
Igreja (1Ts 4.13-17);
·
O tribunal de CRISTO (Rm
14.10; 2Co 5.10);
·
As bodas do Cordeiro (Ap
19.7);
·
O surgimento do
Anticristo (2Ts 2.1-12; Ap
13.1,2);
·
O aparecimento do Falso
Profeta (Ap 13.11-16);
·
Os juízos divinos (Ap
6.1-13; 8.15);
·
A vinda de JESUS em
glória (Mt 24.29-39; Ap
19.11-16);
·
O Reino milenial de
CRISTO (Ap 20.1-6);
·
O Juízo final (Ap
20.11-15);
·
O surgimento de um novo
modo de ser e estar perfeito e eterno, tendo como fundamento a Nova Jerusalém
Celeste (Ap 21.1-27).
Apocalipse Versículo por
Versículo - Severino Pedro da
Silva - CPAD
Capítulo I
1. “REVELAÇÃO de
JESUS CRISTO, qual DEUS lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que
brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João
seu servo”.
I. “...Revelação de
JESUS CRISTO”. O vocábulo português “revelar”, derivado do latim “revelare”, é
geralmente a tradução do termo hebraico “gãlô" e do termo grego
“apokalyptõ” (substantivo, apokalypsis), que corresponde a “gãlô” na
Septuaginta e no Novo Testamento. Os escritores clássicos traduziram a palavra
“apocalipse” por “revelação”, e esta foi vertida para o latim com tal sentido,
em razão de o verbo “revelar”, que freqüentemente é empregado nas Escrituras
ter este sentido (Pv 11.13 e Dn 2.22, 28).
1. A revelação tem dois
pontos focais: (a) os propósitos de DEUS; (b) a pessoa de DEUS:
(Ad. a ) Por um lado,
DEUS informa os homens a respeito de Si mesmo: quem é Ele, o que tem feito, o
que está fazendo, o que fará, e o que requer os homens façam. Assim é que o
Senhor tomou Noé, Abraão e Moisés, aceitando-se em relação de confiança; informando-os
sobre o que havia planejado e qual era a participação dos mesmos nesse plano
(cf. Gn 6.13-21; 12.1 e ss; 15.13-21; Êx 3. 7-22). Semelhantemente, o DEUS
Todo-poderoso declarou a Israel as leis e promessas de Sua Aliança (Êx capítulo
20 a 23; Dt 4.13 e ss; Sl 78.5; 147.19). Ele desvendou Seus propósitos aos
profetas, seus servos (Am 3.7). CRISTO disse aos discípulos durante seu
ministério terreno: “...tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer”
(Jo 15.15b). DEUS revelou a Paulo, o grande “...Mistério da Sua vontade,
segundo o seu beneplácito” (cf. Ef 1.9a e 3.3). No Apocalipse, CRISTO revelou a
João seu servo “...as coisas que brevemente devem acontecer”.
(Ad. b) Por um lado,
quando DEUS envia a Sua Palavra aos homens, Ele também os confronta consigo
mesmo. “A Bíblia não concebe a revelação como uma simples transmissão
divinamente garantida, mas antes, como a vinda pessoal de DEUS aos homens, para
tornar-se conhecido deles (cf. Gn 35.7; Êx 6.3; Nm 12.6-8; Gl 1.15 e ss). Esta
é a lição que devemos aprender das teofanias do Antigo Testamento (cf. Êx 3.2 e
ss; 19.11-20; Ez 1; etc), bem como do papel desempenhado pelo enigmático “anjo
(mensageiro) do Senhor”, que evidentemente é uma manifestação do próprio DEUS”.
O Apocalipse não revela apenas o princípio de formação do grande plano de DEUS
na obra da redenção, mas de um modo particular, seu desenvolvimento e
consumação.
2. Seu conteúdo se
compõe de: 22 capítulos, 404 versículos, 12000 palavras e 9 perguntas: (5.2;
6.10,17; 7.13; 13.4 (duas vezes); 15.4; 17.7; 18.18). “A Bíblia divide a raça humana em três partes: quer dizer, os
judeus, os gentios, e a Igreja (1 Co 10.32), e contém, uma mensagem para cada
uma das três. O Antigo Testamento trata das duas primeiras divisões. Por
exemplo, o livro de Daniel trata dos judeus e dos domínios gentílicos, sem
mencionar a Igreja graficamente. O Novo, dá a mensagem para a Igreja, e Paulo,
especialmente, em todas as suas epístolas trata dela, enquanto que temos a
palavra final de DEUS para judeus, gentios e, a Igreja, no Apocalipse.
Encontramos a Igreja no princípio do livro; Israel no meio; e as nações
gentílicas no fim.
3. O livro é composto ao
redor do simbolismo do número sete. Há sete cartas para sete igrejas da Ásia Menor (hoje, atual porção
da Turquia Asiática), capítulos 1 a 3. Sete selos num livro que se encontra na
mão direita de DEUS, capítulo 5. Sete trombetas que anunciarão estranhos
castigos, capítulos 8 a 11. Sete castiças de ouro nas mãos de JESUS, capítulo
1. Sete anjos (agentes humanos), capítulo 1.20 e ss. Sete anjos (agentes
divinos), capítulos 8 a 16. Um Cordeiro com sete pontas e sete olhos, capítulos
1.4 e 4.5. Sete trovões, capítulo 10.3. Há também referência de um grande
dragão vermelho com “sete cabeças”e “sete diademas”, capítulo 12.3. A Besta
semelhante ao leopardo tinha “sete cabeças”, capítulo 13. No capítulo 17 do
livro em foco, é-nos dito que, ela tem “sete cabeças”. Há também “sete montes”
e “sete reis”, capítulo 17.9-10. Para os remidos do Senhor, há também “sete
bem-aventuranças” (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). Na metade final da
septuagésima semana profética de Daniel (9.27), entra em ação sete personagens
principais: (a) A mulher. Ap 12.1 e ss; (b) O dragão. Ap 12.3 e ss; (c) O
menino. Ap 12.5 e ss; (d) Miguel, o Arcanjo. Ap 12.7; (e) A descendência da
mulher. Ap 12.17; (f) A Besta saindo do mar. Ap 13.1 e ss; (g) A Besta saída da
terra. Ap 13.11 e ss. No capítulo 14, encontramos “sete visões”; visões
separadas em si e, sem conexão, cada uma completa em si mesma: (vs. 1-5; vs.
6-7; vs. 9-12; v. 13; vs. 14-16; vs. 17-20). Há também sete promessas para
“aquele que vencer” (2.7, 11,17,26; 3.5,12,21). Há sete cores no “arco
celeste”, capítulos 4 e 10. Sete, declara o Dr. H. Lockyer, Sr., provém de uma
raiz hebraica que significa “ser completo, satisfeito, ter suficiente”, e
transmite a idéia de perfeição ou totalidade. O papel importante que este
número tem no Apocalipse é provado pelo fato de João usá-lo não menos que 50
vezes.
4. O AUTOR. O autor desta grande obra é o próprio DEUS. É esta (diz H. H.
Halley) a primeira declaração do livro. Do ponto de vista humano, é atribuído a
João, “o filho de Zebedeu” (Lc 5.10; Ap 1.1,4,9; 22.8). A autoria do Apocalipse
a pessoa de João, é comprovada tanto pelas provas externas como internas:
(a) Provas externas.
Segundo tradição bem estabelecida, desde a época dos País Apostólicos, e no
julgamento da grande maioria dos primitivos cristãos, o Apóstolo João, aquele
que esteve reclinado “sobre o peito” do Senhor (Jo 21.20), foi o escritor do
Apocalipse. “Outro testemunho direto a favor do Apóstolo João como autor do
Apocalipse nos vem de Irineu, que morreu em Lion, na França, perto do ano 190
de nossa era. Ele nasceu e se criou na Ásia Menor, na esfera das sete igrejas.
Foi discípulo de Policarpo, que foi bispo duma das sete igrejas, a de Esmirna.
Dentre outros do passado, Clemente, de Alexandria, Tertuliano, de Cartago,
Orígenes, de Alexandria (223 d.C.). Hipólito, de Roma (140 d.C.). Outros que
vieram depois, conclamaram a mesma coisa: Basílio, o Grande, Atanásio,
Ambrósio, Cipriano, Agostinho e Jerônimo”. Teófilo, bispo de Antioquia (Síria
ocidental), na última metade do século II d.C., cita o Apocalipse como sendo
obra do Apóstolo João, o último sobrevivente dos companheiros de JESUS.
(b) provas internas. O
próprio autor diz que seu nome é JOÃO, descreve-se como “servo” de DEUS (1.1),
e como um dos “profetas” (22.9). Com exceção de 1 Coríntios, Apocalipse é
citado com o nome do autor antes de qualquer outro livro do Novo Testamento. Em
seu Evangelho e Epístolas, João escreve na terceira pessoa, mas no Apocalipse,
menciona seu nome cinco vezes na primeira pessoa (1.1,4,9; 21.2; 22.8). A nossa
solene convicção é de que João o escreveu! Houve trovão quando DEUS escreveu as
primeiras palavras da Bíblia (cf. Êx 19.16 e 30.18). Assim, suas últimas
palavras só podiam ser escritas por João, “o filho do trovão” (Mc 3.17 e Ap
22.18).
5. DATA EM QUE FOI
ESCRITO. Irineu e Eusébio afirmam categoricamente que o
Apocalipse foi escrito no tempo de Domiciano. (Ver Eusébio, História
Eclesiástica III, 18,3 e Irineu, adv. Haer. V. 30.3). Esse testemunho foi
aceito sem hesitação por Clemente de Alexandria, Orígenes e Jerônimo. A data
fixada por esta escola de interpretação, é o ano 96 d.C. Nesta possível data,
Domiciano decretou o “culto ao imperador”, fazendo disso uma prova de lealdade
ao império. Os cristãos, provavelmente, se recusaram a adorar o imperador como
se fosse um “deus”. E as conseqüências foram desastrosas para os santos
naqueles dias. Este imperador desalmado deportara também a João para a ilha de
Patmos “por causa da Palavra de DEUS, e pelo testemunho de JESUS CRISTO” (1.1).
6. CONCEITOS E MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO. O Apocalipse tem sofrido vários pontos de vista de
interpretações, tanto no passado como no presente, sendo, porém, cinco
defendidos com mais veemência:
(a) O ponto de vista
preterista. (Do passado). Este método é praticamente oposto ao método
futurístico. Os futuristas afirmam que nada do livro (com exceção dos capítulos
1,2, e 3) se cumpriu ainda. Os preteristas, no sentido restrito do termo,
afirmam que todo o livro foi já cumprido nos dias do império romano, no
primeiro século da nossa era, embora, talvez haja acontecimentos relacionados
ao segundo século. “A palavra “preter” é um prefixo do latim “praeter”, que
significa passado ou além de. O derivado “preterista” aqui empregado significa
aquele que encara o passado o cumprimento do Apocalipse. Pieters acha que há
dois grupos de preteristas: os da direita e os da esquerda.
(b) O ponto de vista
histórico. Os intérpretes que assumem essa posição procuram encaixar todos os
acontecimentos previstos no Apocalipse em várias épocas da história humana.
(c) O ponto de vista
futurista. (O que nós aceitamos em razão de se coadunar com o conteúdo e
argumento principal do livro). Esse ponto de vista aceita que os acontecimentos
narrados nos capítulos 1,2 e 3, são de fato históricos, e tiveram seu
cumprimento nas igrejas existentes naqueles dias, no pequeno Continente da Ásia
Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática). Porém, no que diz respeito aos
seus métodos de aplicação, têm servido para as igrejas de todos os tempos. A
partir do capítulo 4 o livro é completamente futurista, e terá o devido
cumprimento durante o período sombrio da Grande Tribulação, seguido pelo
Milênio; depois virá a Eternidade.
(d) O ponto de vista
simbólico. (Ou místico). Os eruditos dessa escola crêem que o livro do
Apocalipse não é essencialmente profético e nem histórico, mas é uma vívida
coletânea de símbolos místicos, que visam a ensinar lições espirituais e
morais. São os idealistas que, somente vêem no livro apresentações simbólicas
do conflito entre o bem e o mal, e da vitória final do bem. Esse método de
interpretação é, sem dúvida rejeitado na declaração: “As coisas que brevemente
devem acontecer” (1.1).
(e) O ponto de vista
eclético. (Citado pelo Dr. Russell Norman Champrin, Ph. D.). Alguns intérpretes
do Apocalipse “misturam” todas as idéias expostas acima, de modo que nenhuma
domina: as demais. Não há dúvida de que devemos preservar “alguns elementos”
(mas não todos) de cada um desses métodos apresentados sobre o livro, em um
grau ou outro. O livro ensina-nos lições morais e místicas, aplicáveis a
qualquer época. Contudo, certamente erraremos, se não contemplarmos o livro do
Apocalipse como obra “essencialmente profética”, e da primeira ordem.
2. “O qual testificou da Palavra de
DEUS, e do testemunho de JESUS CRISTO, e de tudo o que tem visto”.
I. “...A Palavra de DEUS”. A Palavra de DEUS à qual João se
refere no presente texto, é a palavra falada e escrita como no Monte Sinai:
primeiro DEUS fala (Êx 20), depois escreve (Êx 31.18). Em uma linguagem mais
acessível esta palavra “é o Evangelho de CRISTO” (cf. Ap 1.9; 6.9; 20.4). Enquanto
que o “testemunho de CRISTO” é um genitivo subjetivo, ou seja, o testemunho
dado por JESUS CRISTO em sua pureza e santidade. A revelação é a Palavra de
DEUS transmitida e testemunhada pelo próprio CRISTO (Ap 22.16,20). Ele disse ao
governador romano (Pilatos): “Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso vim ao
mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Tudo aquele que é da verdade ouve a
minha voz” (Jo 18.37). O verbo “testificar”está no tempo aoristo –
“testificou”. Isto indica que João já havia dado testemunho acerca do verbo de
DEUS. Esse sublime testemunho da pessoa de CRISTO, inclui também, o testemunho
de sua pessoa física durante os 33 anos de sua existência terrena.
3. “Bem-aventurado aquele que lê, e os
que ouvem as palavras desta profecia*, e guardam as coisas que nela
estão escritas; porque o tempo* está
próximo”.
I. “...Bem-aventurado”. Esta é a
primeira “Bem-aventurança” das sete que este livro encerra (1.3; 14.13; 16.15;
19.9; 20.6; 22.7,14). A escritora M. S. Novah, observa que nesta primeira
“Bem-aventurança” existe uma tríplice promessa do Senhor: “Bem-aventurado
aquele que lê (verbo no singular), e os que ouvem (plural) as palavras desta
profecia, e guardam (plural novamente) as coisas que nela (singular) estão
(plural) escritas; porque o tempo (do seu cumprimento) está próximo”. Porque
guardar o que está escrito? “Porque o tempo está próximo”. Guardar não é só
memorizar que se leu, é muito mais: é obedecer, é praticar. Provavelmente, esta
“Bem-aventurança”, se reserva aqueles (a Igreja toda) que durante a Grande
Tribulação, serão guardados por DEUS do sofrimento sem precedente na história
humana. (Cf. Ap 3.10), diz o que segue: “Como guardaste a palavra da minha
paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre o
mundo, para tentar os que habitam na terra”.
4. “JOÃO, às sete igrejas que estão na
Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de
vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono”.
I. “...João, às sete igrejas”.
Três pontos importantes deve ser aqui analisado:
1. (a) A saudação; (b) A
eternidade de DEUS; (c) Os sete espíritos que estão diante do seu trono: o
trono de DEUS e do Cordeiro:
(aa) É importante
observarmos a saudação de João neste versículo. As sete igrejas que naqueles
dias se encontravam dentro dos limites da Ásia Menor , eram compostas de judeus
e gentios. Ele diz “graça” (para os crentes gentios – incluindo também gregos),
e “paz” (para os crentes judeus). O autor dirige-se às igrejas da Ásia, que a
seguir serão especificadas também geograficamente (1.11), mas por trás delas,
dado o simbolismo do número, que indica “totalidade”, está toda a Igreja,
estamos nós também.
(bb) O autor sagrado
continua e explica: “...da parte daquele que é, e que era, e que há de vir”.
(Trata-se de DEUS que segue continuamente seu povo, faz com que exista (“é”) no
presente, como já fez na história da salvação que pertence ao passado (“era”).
Continuará esta ação criadora a volta (“vem”) que DEUS efetuará por meio de
CRISTO. Podemos contemplar nesta passagem no que diz respeito a DEUS, o
presente do passado e ainda o passado do presente. O tempo não pode desgastar a
eternidade de DEUS. Ele disse a Moisés: “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3.14). Ele nunca
nasceu também nunca morrerá (1 Tm 6.16).
(cc) E da dos sete
espíritos. Esta expressão é repetida nos capítulos 3.1 e 4.5. Ela está
associada aos “sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra” (Zc 4.10).
Significa: “...da parte do ESPÍRITO SANTO em sua plenitude Septiforme” (cf.
3.1; 4.5 e 5.6). São pela ordem: “(aaa) o espírito do Senhor; (bbb) o espírito
de sabedoria; (ccc) e de inteligência; (ddd) o espírito de conselho; (eee) e de
fortaleza; (fff) o espírito de conhecimento; (ggg) e de temor do Senhor”. Is
11.1. Podemos observar no presente texto, a multiforme operação do ESPÍRITO
SANTO, pois os “sete espíritos de DEUS” são: “as diferentes operações do
ESPÍRITO SANTO nessa perfeição, que necessariamente, lhes pertence” (7). O Novo
Testamento fala em outras passagens, da pluralidade de funções do ESPÍRITO
Santos (cf. 1 Co 12.11; 14.32; Hb 2.4).
Em resumo, esta saudação
vem do DEUS Trino: o Pai saúda no v. 4 (aquele que era, e que há de vir). O
ESPÍRITO SANTO saúda também (com suas sete manifestações de poder). JESUS, o
Filho Eterno, completa esta saudação no v. 5. A bênção de DEUS no Decálogo, tinha
uma forma tríplice: “O Senhor (DEUS) te abençoe e te guarde. O Senhor (JESUS)
faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti. O Senhor (o
ESPÍRITO SANTO) sobre ti levante o seu rosto, e te dê a paz” (Nm 3.24-26).
5. “E da parte de JESUS CRISTO, que é
a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra”.
I. “...a fiel
testemunha”. João, o grande servo de DEUS, apresenta JESUS nesta passagem,
como “a fiel testemunha”. Este título pertence a CRISTO por direito e por
resgate, que, não só é verdadeiro, mas a própria verdade (Jo 14.6 e Ap 19.11).
1. A “frase” no presente
texto: “...JESUS CRISTO; que é a fiel testemunha” descreve o relacionamento de
CRISTO com DEUS enquanto JESUS esteve na terra. Como fiel profeta Ele jamais
falhou em declarar todo o conselho de DEUS. A palavra “testemunho significa
alguém que vê, sabe e então fala; é uma palavra característica de João (ele a
usa mais de 70 vezes em seus escritos)”.
2. CRISTO é o Fiel em
tudo aquilo que Ele o deve ser: (a) Ele é genuíno e veraz em seu caráter; (b)
Ele é fiel e digno de confiança na concretização de sua missão; (c) Esse
adjetivo pode significar para nós confiança na pessoa de JESUS CRISTO, em sua
missão, e que DEUS Pai, depositou em seu Filho toda sua confiança; (d) Ele
transmitiu fielmente a sua mensagem, falando a verdade: Ele trilhou um caminho
reto; não tinha curva, revelando a verdade, sem jamais desviar-se de seu
propósito.
3. O primogênito dos
mortos. A presente expressão reúne dois elementos fundamentais: (a) Ela revela
o cumprimento à risca das palavras dos profetas e do próprio JESUS, que
predisseram com antecedência de séculos, no primeiro caso, e de alguns meses,
no segundo, o episódio, e até com minúcias, em vários de seus elementos
importantes. (Cf. Sl 16.10; At 13.34, etc.). A veracidade das Escrituras foi
justificada, pois dependia do fato dessa ressurreição (Lc 24.44-46; At 17.3).
Foi também a evidência central da divindade de CRISTO, da sua exaltação e
glorificação, do seu supremo poder pessoal, o emblema expressivo da
ressurreição da imortalidade, tanto no presente se for necessário, como no
futuro.
(b) Ela deu a certeza, e
assegurou o testemunho apostólico, a certeza do Juízo Final, o fundamento da
esperança dos justos, agora, no presente, no futuro, e por toda a eternidade.
Foi, e é, o fortalecimento da pregação evangélica, em qualquer época, tempo ou
lugar (1 Co 15.14). A ressurreição de CRISTO foi e é, realmente, a suprema e
majestosa história dos evangelhos e da humanidade.
6. “E nos fez reis e sacerdotes para
DEUS e seu Pai: a ele glória e poder para todo o sempre. Amém”.
I. “...reis e
sacerdotes”. O objetivo de DEUS era fazer, de cada filho de Israel um
“sacerdote” (cf. Êx 19.6), e evidentemente isso não pode ser cumprido, devido à
desobediência e carnalidade deles. (Assim o direito sacerdotal foi conferido a
Arão e seus filhos e descendentes). Hb 5.4.
1. Esse direito foi
conferido à tribo de Levi, em razão dessa tribo ter permanecido fiel ao Senhor
quanto ao culto idólatra diante do bezerro de ouro (Êx 32.1-29). O texto em
foco ali, diz que Moisés se pôs em pé na porta do arraial, e disse: “Quem é do
Senhor, venha a mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi” (Êx
32.26) Dentro da dispensação neotestamentária cumpre-se o ideal de DEUS quanto a
esta promessa, não adiantam obras e méritos humanos, e, sim, a livre graça
divina, que torna cada remido um sacerdote (1 Pd 2.6 e Ap 1.6; 20.6).
2. “No tocante ao
“sacerdócio do crente”, devemos considerar os pontos seguintes: (a) Esse
sacerdócio se verifica por direito de primogenitura; quando nos tornamos
“filhos de DEUS”, naturalmente temos acesso a DEUS Pai; (b) Esse sacerdócio
indica um acesso superior a DEUS. Hb 9.7; (c) O crente, na qualidade de
sacerdote, oferece um sacrifício superior: (aa) Seu próprio corpo, como um
santuário para DEUS. Rm 12.1; Fl 2.17; 2 Tm 4.6; (bb) O louvor de sua vida e de
seus lábios, ele oferece a DEUS. Hb 13.15; (cc) Suas riquezas financeiras devem
ser usadas para benefício do próximo. Hb 13.16; (dd) Na qualidade de sacerdote,
o crente, tal como CRISTO e o ESPÍRITO SANTO, é um intercessor em favor de
outros, 1 Tm 2.1-3; (ee) O sacerdócio leva-nos à comunhão com DEUS, o qual é
nosso Pai, segundo se aprende em Ap 1.6. Portanto, o sacerdócio é um meio de
comunhão, e, nessa capacidade, é conservador da nova natureza, segundo a imagem
do ESPÍRITO do Senhor. 2 Co 3.18; (ff) O alvo, pois, é que tenhamos, perfeito
acesso a DEUS, e isso terá de ser conseguido somente através da participação na
própria natureza do Pai. 2 Pd 1.4. É nisso que consiste a “perfeição”, o que
define, para nós, “como”seremos aperfeiçoados. (Mt 5.48). O crente ao aceitar
JESUS como Salvador, torna participante de um “sacerdócio real”, isto é,
“sacerdócio e realeza”. 1 Pd 2.5-9”.
7. “Eis que vem com as nuvens e todo o
olho o verá, até os mesmos que o transpassaram; e todas as tribos da terra se
lamentarão sobre ele. Sim. Amém”.
I. “...vem com as
nuvens”. O presente versículo fala da “Parousia” (ou segunda vinda) de
CRISTO, com poder e grande glória, e isso se dará sete anos após o
arrebatamento de sua Igreja da terra (1 Ts 4.13-17).
1. Eis que vem. O Dr.
Herbert Lockyer, Sr. declara que a exclamação bíblica “Eis”, que significa
“olhe atentamente e considere”, aparece mais de 400 vezes na Bíblia e é usada
nos tempos passados, presentes e futuros. Eis também ocorre como um arauto de esperança
ou de horror. Esta palavra aparece cerca de 28 vezes no Apocalipse (ver. 1.18;
2.10,22; 3.8,9,11,20; 4.1,2; 5.6,11; 6.2,5,8,12; 7.9; 8.13; 9.12; 11.14; 12.3;
13.1,11; 14.14; 16.15; 19.11; 21.5).
2. E todo o olho o verá.
O leitor deve observar bem a frase inserida no contexto: “até os mesmos que o
transpassaram”, e verificar que estas palavras apontam diretamente para o povo
de Israel, na presente era, pois, os que crucificaram a JESUS no sentido
literal, estão mortos a quase dois mil anos (Mt 26.64). Predições
contemporâneas feitas pelos Apóstolos e pelo próprio CRISTO (Mt 24.30), indicam
que no retorno de CRISTO a terra com poder e grande glória, JESUS será visto
fisicamente na Palestina, quando forças confederadas do Anticristo tiverem conquistado
a Terra Santa, ameaçando aniquilar o povo judeu. A passagem de Zacarias 12.10 é
a base da predição de que todos verão a quem transpassaram: “...e olharão para
mim, a quem transpassaram; e o prantearão como quem prateia por um unigênito; e
chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito”. Na passagem de
Mateus 26.64 fala desse acontecimento: “Disse-lhes JESUS: Tu o disseste;
digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do
poder (vírgula), e vindo sobre as nuvens do céu”. Será esse o momento da
intervenção divina, e aparecerá “no céu o sinal do Filho do homem; e todas as
tribos da terra se lamentarão...”. Durante sua vida terrena, o Senhor JESUS era
o próprio “sinal” para aquela geração (Lc 11.30). Na sua vinda em glória (o
presente texto), os judeus olharão para os céus, e esses se abrirão; eles verão
a JESUS “assentado” à direita do poder de DEUS (Mc 14.62). JESUS, nesse exato
momento, levantará suas mãos, e eles contemplarão “o sinal dos cravos em suas
mãos” (cf. Zc 12.10; Jo 20.25; Ap 1.7): Os judeus, pois, rejeitaram “a voz do
primeiro sinal (durante a vida terrena de JESUS), crerão à voz do derradeiro
sinal (em seu retorno)”. Êx 4.8. Para alguns comentaristas, DEUS fará
intervenção, tal como fez no mar Vermelho. O sinal da cruz aparecerá no firmamento,
e o Senhor JESUS será literalmente contemplado pelo povo. Isso será reconhecido
como uma intervenção divina, por parte de Israel, o qual, oficialmente, se
declarará “cristão”.
8. “Eu sou o Alfa e o Ômega, o
princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o
Todo-poderoso”.
I. “...O Alfa e o Ômega”. O Alfa é a primeira letra do alfabeto
grego, significa: “O primeiro” (Ap 22.13) ou “O princípio” (Ap 21.6). O Ômega é
a última letra do alfabeto grego, e significa: “O derradeiro” (Ap 21.13), ou “O
último” (Ap 1.17; 2.8; 21.6). Estes títulos são aplicados à pessoa de CRISTO
JESUS, e apresentam ao mesmo tempo a sua eternidade.
1. Na língua portuguesa
a pessoa de CRISTO é representada em cada letra, da seguinte forma:
(A) Advogado, 1 Jo 2.1.
(B) Bispo das vossas almas. 1 Pd 2.25. (C) CRISTO. Lc 2.11. (D) DEUS Forte. Is
9.6. (E) Emanuel (DEUS conosco). Mt 1.23. (F) Filho de DEUS. Jo 1.34. (G)
Governador. Is 55.4. (H) Homem. 1 Tm 2.5. (I) Imagem de DEUS. Cl 1.15. (J) JESUS.
Mt 1.21. (L) Leão da tribo de Judá. Ap 5.5. (M) Maravilhoso. Jz 13.18; Is 9.6.
(N) Nazareno. Mt 2.23. (O) Ômega. Ap 1.8. (P) Príncipe da Paz. Is 9.6. (Q)
Querido do Pai. Sl 4.3. (R) Rei. Mt 2.2; Jo 18.37. (S) Salvador. Lc 2.11. (T)
Tudo: no sentido de bondade. Cl 3.11. (U) Ungido. Sl 2.2. (V) Verbo de DEUS. Jo
1.1. (Z) Zelador da casa de DEUS. Jo 2.17. O (X) é substituído pelo “AMÉM”. Ap
3.14.
9. “Eu, João, que também sou vosso
irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de JESUS CRISTO,
estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de DEUS e pelo testemunho
de JESUS CRISTO”.
I. “...na ilha chamada Patmos”. A palavra “ilha” ou “ilhas”
encontram-se cerca de 38 vezes nas Escrituras e, alguns dos lugares onde
aparece a palavra “ilha” pode ser traduzida para seu original hebraico “AI”. Os
antigos usavam esta palavra do texto em foco: “ai” como “terra costeira” ou no
sentido hodierno de Continentes. Era termo de designativo das grandes
civilizações gentílicas do outro lado do mar. João, porém, como sabemos não
deixa nenhuma dúvida a seus leitores quanto a “ilha” de seu exílio, esclarece
ele: a “ilha” é “chamada Patmos”.
1. O termo “patmos”
significa “mortal”. O sentido original é, em razão de seu aspecto tristonho
representado pela mesma ilha que leva esse nome. No tempo do império romano, a
“ilha de Patmos” serviu de lugar de detenção para criminosos de alta periculosidade.
Atualmente, a “ilha” que leva esse nome, é chamada “Palmosa”, encrava-se no Mar
Egeu no pequeno Continente da Ásia Menor, tem cerca de vinte milhas de
circunstância. A “ilha de Patmos” antes do exílio de João, não tinha conotação
nenhuma com o mundo religioso; depois porém, como sabemos, se tornou célebre
pela prisão e visão ali vivida e presenciada. Lá existe uma “caverna” chamada
“Apocalipse”, onde milhares de pessoas religiosas realizam uma peregrinação
anualmente em rememoração ao sofrimento do Apóstolo quando ali esteve. Alguns
metros dessa caverna, encontra-se a escola grega, onde existe um salão com uma
inscrição posterior ao reinado de Alexandre Magno. Esta inscrição, fez
referência aos jogos olímpicos realizados durante o período grego. “Na ilha há
também o mosteiro de São João, com uma biblioteca fundada em 1088 d.C.
construída no formato de uma fortaleza com seus muros ameaçados, onde há
curiosas obras. Em volta do mosteiro, agrupam-se as ruas tortuosas da Capital
da Ilha”.
10. “Eu fui arrebatado em espírito no
dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz como de trombeta”.
I “no dia do Senhor”.
Existem quatro expressões técnicas no que diz respeito ao “dia do Senhor” no
Novo Testamento: (ver notas expositivas em Ap 16.14) sendo que, cada uma delas,
aponta para uma época diferente; por exemplo:
1. Analisemos os quatro
pontos seguintes no que diz respeito ao: (a) Dia do Senhor JESUS CRISTO; (b)
Dia do Senhor, CRISTO ou Filho do homem; (c) Dia de DEUS ou do Senhor: no
sentido próprio; (d) Dia do Senhor, do texto em foco:
(aa) O Dia do Senhor
JESUS CRISTO. O dia do Senhor JESUS se relaciona exclusivamente com o
arrebatamento da Igreja; (bb) O dia de CRISTO, do Senhor ou do Filho do homem,
está relacionado com seu retorno à terra com poder e grande glória; (cc) O dia
de DEUS ou do Senhor, no sentido próprio, está relacionado com o Juízo Final;
(dd) dia do Senhor do texto em foco, está relacionado com o dia da ressurreição
de CRISTO. A presente expressão “dia do Senhor”, significa; “O dia da
Ressurreição” do Senhor JESUS CRISTO, visto que, a expressão “Senhor JESUS” só
ocorre no Novo Testamento depois da sua ressurreição (Lc 24.3), sendo
identificado entre os cristãos como “o primeiro dia da semana” (Mc 18.9). Para
o cristianismo o primeiro dia da semana, contrasta bastante com o sétimo (o
sábado): O sábado recorda o descanso de DEUS na criação (Êx 20.11; 31.17); o
domingo a ressurreição de CRISTO (Mc 16.1,9). No sétimo dia DEUS descansou; no
primeiro dia da semana CRISTO esteve em atividade incessante. O sábado comemora
uma criação acabada; o domingo rememora uma redenção consumada. O Dr. C. I.
Scofield declara que “o sábado era um dia de obrigação legal para Israel; o
domingo, o culto espontâneo para o cristão. O sábado é mencionado nos Atos dos Apóstolos
somente com referências aos judeus, e no resto do Novo Testamento, só duas
vezes (Cl 2.16 e Hb 4.4). O sábado era um dia de repouso total para Israel;
para o crente em CRISTO, esse repouso teve lugar no momento que ele aceitou
CRISTO como Salvador. Hb 4.3”.
2. Voz como de trombeta.
João, focaliza aqui: “grande voz, como...”. A palavrinha: “como” significa que
João tenta descrever o indescritível. Por isso a palavrinha “como” aparece
aproximadamente setenta vezes no Apocalipse. (Cf 1.10, 14, 15, 16; 2.27; 3.3,
10, 17, 21; 4.1; 5.6; 6.1, 12, 13, 14; 7. (ausente); 8.8; 9.2, 3, 7, 8, 9, 17;
10.1, 3, 7, 9; 11. (ausente); 12.15; 13.2, 3, 11; 14.2, 3, 4; 15. (ausente);
16.3, 6.15, 18; 17.12; 18.6, 21; 20.2, 11, 16, 21; 22.1). Além disso ele
utiliza-se também da expressão como “semelhante”. Aqui trata-se, portanto, de
um som sobrenatural e assustador, que contém tudo.
11. “Que dizia: O que vês, escreve-o
num livro, e envia-o às sete igreja que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e
a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardo, e a Filadélfia, e a Laodicéia”.
I. “...O que vês, escreve-o num livro”.
A ordem de escrever ocorre por treze vezes neste livro. (Cf 1.11, 19; 2.1, 8,
12, 18; 3.1, 7, 14; 10.4; 14.13; 19.9; 21.5). A ordem ocorre uma vez em cada
uma das sete cartas. O intuito do Senhor JESUS CRISTO era que a revelação fosse
preservada para as gerações seguintes; e até hoje a forma escrita é a melhor
maneira de preservar uma comunicação.
1. O leitor deve
observar bem a frase “escreve-o num livro, e envia-o”. Isso nos dá entender que
não só a carta endereçada a igreja devia ser lida, mas também todo o conteúdo
do livro que encerrava a visão (.13). O Dr. Russell Norman Champrin, observa
que a posição geográfica onde se encontravam essas igrejas, formavam um
CÍRCULO. As cidades foram numeradas partindo de Éfeso, na direção Norte, para
Esmirna (64 quilômetros); daí para Pérgamo, 80 quilômetros ao norte de Esmirna;
então, atravessando 64 quilômetros para sueste, até Tiatira, descendo, então,
80 quilômetros para Sardo; daí para Filadélfia a 48 quilômetros a sueste de
Sardo; então Laodicéia a 64 quilômetros a sueste de Filadélfia.
12. “E virei-me para ver quem falava
comigo. E virando-me, vi sete castiçais de ouro”.
I. “...E virei-me para ver quem
falava”. A poderosa voz “como de trombeta” que ouvira no verso anterior, à
semelhança do Monte Sinai, ai cada vez mais aumentando (Êx 19.19), João se
volta para ver de onde partia a voz, e teve a sua primeira visão: “sete
castiçais de ouro”. No santo lugar do templo dos judeus havia um único castiçal
com sete braços, recebeu destaque, aparentemente representando Israel (Zc 4.2).
Na visão de João os castiçais representavam as igrejas, que agora era a luz do
mundo (Mt 5.13). Apesar de ter o Castiçal da antiga aliança sete braços, mesmo
assim eram ligados por uma só peça (o pedestal). Israel, mesmo dividido
geograficamente em doze tribos, contudo, eram ao mesmo tempo unidos por um só
pedestal: A Lei do Senhor (Nm 9.14). Na Nova Aliança o Senhor JESUS interpretou
para João que os sete castiçais representam as “sete Igrejas” (v. 20).
13. “E no meio dos sete castiçais um
semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de um vestido comprido, e
cingido pelos peitos com um cinto de ouro”.
I. “...no meio”. Em cada cena do Apocalipse, CRISTO
sempre aparece como a “Figura Central”: no “meio”. Ele é visto no “meio” dos
sete castiçais de ouro (1.13); no “meio” da igreja de Éfeso, em uma nova visão
(2.1); no “meio” do trono (5.6); no “meio” do trono novamente numa visão posterior
(7.17). Isto demonstra que, o grande livro de DEUS a ser focalizado tem como
central nosso Senhor JESUS. Isto é, aquele que viveu e andou entre os homens,
contudo, sempre no “meio” (Mt 18.20; Jo 19.18; 20.19; 1 Tm 2.5). Agora, porém,
no Apocalipse é um quadro do CRISTO da atualidade. É um quadro de CRISTO, o
Filho Eterno, que está assentado no “meio do trono” à direita de DEUS.
1. Filho do homem. Este
título, que freqüentemente é aplicado à pessoa de CRISTO, lembra sua humanidade
(Jo 1.14). Cerca de 79 vezes esta expressão ocorre somente no Novo Testamento e
com exclusividade, nos Evangelhos, e vinte e duas vezes no livro do Apocalipse.
Em Ezequiel (por toda a extensão do livro), a frase é empregada por DEUS 91
vezes. Este título: O Filho do Homem (Jo 3.13) havia se tornado uma figura
messiânica mais corrente. Motivo porque um exame dos textos evangélicos
permitem, quase sem possibilidade de erro, preferir que, ao designar-se “Filho
do Homem” o Senhor JESUS escolheu esse título, evidentemente, menos
comprometido pelo nacionalismo judaico e pelas esperanças bélicas. Havia também
uma esperança judaica do “Homem dos últimos tempos” (Cf. Rm 5.12-21; 1 Co
15.22, 45, 47; 2.5-11).
2. Vestido até os pés.
Esta visão inicial que João recebeu não referia-se à graça pastoral de CRISTO,
mas à sua autoridade judiciária. “É por isso que o Apocalipse deve ser visto
como o livro do juízo. “Juiz” e “Juízes” aparecem 15 vezes no livro”.
A veste comprida de
CRISTO era uma vestimenta talar, usada exclusivamente pelos sacerdotes e juízes
no desempenho de duas funções. É isso realmente, a dupla função do Filho de
DEUS atualmente (2 Tm 2.8 e Hb 3.1). “O cinto de ouro cingido a altura do peito
era também usado elo sacerdote quando este ministrava no santuário, estava à
altura do peio e não nos rins, para ajustar as vestes de modo a facilitar os
movimentos; assim, quando o cinto está em volta de seus lombos, o serviço é
proeminente. (Cf. Jó 38.3; Jo 13.4, 5), mas quando o cinto está em volta do
peito implica juízo sacerdotal dignificado, coisas que são inerentes ao Filho
de DEUS tanto no passado como no presente. Na simbologia profética das
Escrituras Sagradas aponta também: a pureza, a inocência de CRISTO (Sl 123.9).
14. “E a sua cabeça e cabelos eram
brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo”.
I. “...sua cabeça e cabelos eram
brancos”. O leitor deve
observar como as Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada
detalhe: O Senhor JESUS é o Filho do “Ancião de dias”, e por cuja razão deve
ter a mesma natureza do Pai. Assim, o texto em foco, é similar a passagem de
Daniel 7.9: “Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião
de dias se assentou: o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua
cabeça como a limpa lã...”. Ele (JESUS) é aquele que morreu com 33 anos de
idade, depois de levar os nossos pecados na cruz e suportar uma eternidade de
dores. Tem cabelos brancos como a neve. Entre o povo de DEUS, a “Coroa de honra
são as cãs...” (pv 16.31a). Certamente a alvura da cabeça e cabelos de CRISTO
provém, em parte, da intensidade da glória celestial e em parte da sabedoria e,
idoneidade moral. Assim, a brancura de seus cabelos, aqui, não significa
velhice, antes, sugere a eternidade, indicando também Pureza e Divindade.
15. “E os seus pés, semelhante a latão
reluzente, como se tivesse sido refinados numa fornalha, e a voz como a voz de
muitas águas”.
I. “...os seus pés, semelhante a
latão”. No verso 11 do
presente capítulo, encontramos JESUS vestido de uma vestimenta talar. A sua
veste “ai até aos pés”, mas não os cobria. Doutra forma não teria visto as
marcas dos cravos e adorado a seu Senhor, cuja forma glorificada estava
adequadamente vestida. Ele estava vestido com a linda roupa do Grande Sumo
Sacerdote. “...Os seus vestidos se tornaram brancos como a luz” (Mt 17.2). João
enfatiza que estes pés reluziam como se “tivessem sido refinados numa
fornalha”.
1. No campo espiritual
realmente isso aconteceu com o Filho do homem durante a sua vida terrena. Ele
passou pela fornalha do sofrimento, e foi provado no fogo do juízo de DEUS.
(Cf. Lc 22.44; Hb 5.7). Além de outros sacrifícios apresentados na antiga
aliança que tipificava a CRISTO sofrendo até a morte, em lugar do pecador.
Tomamos aqui como exemplo a oferta de manjares: “Em Lv 2. a oferta de manjares
tipifica CRISTO nas Suas próprias perfeições, e na Sua dedicação a vontade do
Pai. A flor da farinha fala de igualdade e equilíbrio no caráter de CRISTO; o
fogo, de Ele ser provado pelo sofrimento até a morte de cruz. O incenso,
representa a fragrância de Sua vida perante DEUS; a ausência de fermento, representa
o caráter de CRISTO, como a verdade; a ausência de mel; que Nele não havia a
mera doçura natural que pode existir sem a graça de DEUS na vida de alguém.
Azeite misturado, CRISTO nascido do ESPÍRITO SANTO; azeite untado, CRISTO
batizado pelo ESPÍRITO, a frigideira, os sofrimentos mais evidentes de Sua
vida; o sal, o sabor da graça de DEUS na vida de CRISTO: o que faz parar a ação
do fermento; o forno, os sofrimentos ocultos de CRISTO – consolidados no
túmulo: a fornalha final”.
2. A sua voz como a voz
de muitas águas. Em sentido geral, o Apocalipse é o livro de grandes vozes e
são elas que trazem as mensagens: (Cf.1.10, 12, 15; 3.20; 4.1; 5.2, 11, 12;
6.6, 7, 10; 8.13; 9.13; 10.3, 4, 7, 8; 12.10; 14.2, 7, 13 e 15; 16.1, 17; 18.2,
4, 17; 18.2, 4, 22; 19.1, 5, 6, 17; 19.1, 5, 6, 17; 21.3). Em sentido similar,
a sua voz do anjo, em Dn 10.6, se assemelhava à de “uma multidão”. Tal como aqui,
a voz de DEUS, em Ez 43.2, é como a de “muitas águas”. O autor continua
atribuindo, o sentido da voz, a pessoa de CRISTO, como aquilo que o Antigo
Testamento, diz acerca de DEUS Pai. Em Ap 14.2 repete-se o simbolismo da figura
da voz como de “muitas águas”. Ao que é adicionado “um grande trovão”. Em Ap
19.6 a voz é a de uma “multidão” e também de “muitas águas” e de “grandes
trovões”. Seja como for, tudo na esfera celestial, se reveste de primeira
grande e é elevado a terceira potência!
16. “E ele tinha na sua desta sete
estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era
como o sol, quando na sua força resplandece”.
I. “...na sua
desta sete estrelas”. Dois pontos importantes
devem serem analisado no presente versículo: as sete estrelas; o rosto do Filho
do homem:
1. As sete estrelas.
Sobre a presente expressão: “as estrelas”, existem várias interpretações, sendo
que, duas delas, são aceitas no campo teológico e a segunda, sem exitação:
(a) As sete estrelas
(anjos), são instrumentos nas mãos de CRISTO, seres angelicais literais, que
ministram à Igreja, controlando seus ministros, e, pelo menos em alguns casos,
servindo de mediadores dos dons espirituais. Por extensão dessa idéia, podemos
supor que todas as comunidades locais dos crentes contam com os seus próprios
anjos guardiões...”. (Cf. Sl 34.7; 1Co 11.10).
(b) As sete estrelas na
mão direita do Senhor, são interpretadas por JESUS como sendo os “sete anjos
(pastores) das sete igrejas” da Ásia Menor. Cf. v. 20. Este sete “mensageiros”,
foram homens enviados pelas igrejas da Ásia para saberem do estado do velho
Apóstolo, então um exilado em Patmos (compare-se Fl 4.18); mas (sendo na sua
volta portadores das “sete cartas”) pode figurar também em nossos dias um
ministro de DEUS portando uma mensagem especial para uma igreja. A palavra “anjo”
é apenas transliteração do grego para o português e significa “mensageiro”. É
portanto, o pastor ou pastores que aqui estão em foco.
2. Seu rosto era como o
sol. As igrejas são castiçais; seus ministros são estrelas; mas CRISTO é o sol
(Ml 4.2). Ele é para o mundo moral, o que o sol é para o mundo físico. A luz do
rosto de JESUS CRISTO é tal que na nova Jerusalém “não necessitarão de lâmpada
nem de luz do sol...” porque “...o cordeiro é a sua lâmpada” (Ap 21.23; 22.5).
Num contexto geral do significado do pensamento, o rosto dos justos resplandece
como o sol (Mt 13.43), o que também sucede no caso dos anjos (Ap 10.1).
17. “E eu, quando o vi, caía a seus pés
como morto; e ele pôs sobre a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o
primeiro e o último”.
I. “...não temas”. O presente versículo, mostra João caindo aos pés do Filho de DEUS,
como Paulo no caminho de Damasco (Ap 9.4), porém às vozes nos dois episódios
são completamente diferentes: a primeira diz “porque me persegues?”, a segunda
diz “não temas”. Estas palavras, observa o Dr. R. N. Champrim, podem ser
comparadas a Dn 10.10,12; e confrontadas com (Is 44.2; Mt 14.2; 27.7; Lc 1.13 e
30). Para a igreja de Esmirna, há também uma expressão encorajadora da parte de
CRISTO para aquela igreja sofredora: “nada temas”. Esta expressão equivale no
grego do Novo Testamento, “não temas”, ocorre cerca de 365 vezes nas Escrituras
(uma para cada dia). Essa ordem é dada a fim de consolar (Mt 14.27; Jo 6.20; At
27.24); ela servia também para relembrar a João, que seu Senhor o conhecia e se
interessava profundamente por ele em meio ao sofrimento. Para nós, o Senhor tem
a mesma mensagem de amor e firmeza: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temas” (Mt
14.27). Agora, o apóstolo declara: “porém ele pôs sobre mim a sua destra (mão
direita), dizendo-me: “não temas”. Faz, então, uma declaração de amor,
tranqüilidade e poder. (Is 44.2).
18. “E o que vivo e fui morto, mas eis
aqui estou vivo para todo sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do
inferno”.
I. “...E tenho as
chaves da morte e do inferno”. Isso significa autoridade suprema sobre qualquer força do mal (Mt
16.18; 28.18; Cl 2.15). Neste livro, CRISTO não só tem as chaves da morte e do
inferno, mas também “a chave de Davi” (Ap 3.7), e por conseguinte, no Novo
Testamento: “...as chaves do reino dos céus” (Mt 16.19). É evidente que,
enquanto o Senhor estava aqui na terra, Ele tinha em suas mãos “as chaves do
reino dos céus”; isso pode bem ser entendido na expressão do próprio JESUS ao
dizer a Pedro: “Eu te darei (no futuro) as chaves...”.
1. “A interpretação
comum é que as chaves dadas a Pedro representam a essencial honra que lhe foi
concedida: a de ser o primeiro a anunciar o Evangelho aos judeus: (no dia de
Pentecostes) e aos gentios: (na casa de Cornélio), tendo sido o ESPÍRITO SANTO
dado do céu em cada uma dessas ocasiões (At capítulo 2 e 10). Pedro mesmo
descreveu seu privilégio assim: “DEUS me elegeu dentre vós, para que os gentios
ouvissem da minha boca a palavra do Evangelho, e cressem” (At 15.7). Assim ele
anunciou o perdão dos pecados a todos os que crêem, e semelhantemente tal
autoridade de DEUS foi conferida não só a Pedro mais aos demais discípulos do
Senhor (cf. Jo 10.23)”. O Dr. Geo Goodman declara: “É comum salientar o lugar
de Pedro no dia de Pentecostes, abrindo o reino aos judeus, e depois, na pessoa
de Cornélio, aos gentios. Podemos admitir que ele ocupava um lugar eminente
entre seus colegas, enquanto que negamos que lhe fosse um lugar exclusivo”.
2. O Dr. Graham Scroggie
observa: “E de fato não podemos excluir os outros Apóstolos no dia de
Pentecostes; nem caso de Cornélio podemos concordar que esse fosse o único uso
das chaves com relação aos gentios, nem admitir que fosse necessário outra
chave diferente daquela que abrira o Reino aos judeus. Um só ato não havia de
esgotar o uso da chave, nem seriam duas chaves para abrir a porta duas vezes.
Podemos entender que a porta, uma vez aberta, assim permaneceu para nunca mais
precisar da chave? Pelo contrário, creio que se pode demonstrar concludente que
a administração do Reino, simbolizada por estas chaves, ainda não terminou: não
findou num só ato inicial de autoridade. Os homens ainda recebem o Reino e são
recebidos no Reino, e o Reino é a esfera do discipulado, então a chave é, de
fato, somente autoridade”.
3. Podemos entender que
depois da porta do Evangelho estar aberta para os gentios, DEUS através de seus
discípulos abriu uma nova porta para eles, os gentios: a porta da FÉ (At
14.27). “Ora, as chaves, e não simplesmente uma chave; e se o nosso pensamento
é acertado nesta forma de interpretação, isto significa uma dupla maneira de
admitir. A primeira é que o Senhor chama “a chave da ciência” a qual Ele diz
que os doutores da lei tiram do povo (Lc 11.52). Semelhantemente Ele denuncia
os fariseus por fecharem o Reino dos céus contra os homens: “Nem vós entrais
nem deixais entrar os que estão entrando” (Mt 23.13). Pedro não recebeu as
chaves da Igreja, mas do reino. Uma chave é sinal de autoridade (Is 22.22), e
que o poder de “ligar e desligar” significava para Pedro, significava também
para os outros discípulos (Mt 18.18; Jo 20.23). Ligar e desligar, na linguagem
rabínica, queria dizer: permitir ou proibir, e é isto que a Igreja tem feito
desde os dias dos Apóstolos até a presente era (Jo 20.23; 1Co 5.4-5; 2Cor
5.18-19).
19. “Escreve as coisas que tens visto,
e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.
I. “...as coisas
que tens..., etc”. Os teólogos costumam
dividir o livro do Apocalipse em sete partes, mas a sabedoria divina o dividiu
apenas em três, a saber:
1. As coisas que tens
visto. É a primeira das três divisões deste livro. É, sem dúvida, a menor das
três partes deste compêndio divino: um capítulo, apenas! Também pela pequena
duração dos acontecimentos a que se refere.
2. E as que são. Esta se
refere à segunda parte do livro. De exposição, pouco mais extensa em conteúdo
(capítulo 2 e 3). No que diz respeito ao tempo, é o mais longo período: abrange
ensinos para a vida inteira da Igreja desde os primitivos tempos, e como te servido
durante toda a dispensação da Graça, até o momento do arrebatamento.
3. E as que depois
destas (das duas primeiras) hão de acontecer. A terceira parte, é
essencialmente futurísticas, vai do capítulo 4 a 22. Porém os fatos decorrerão
com rapidez e as profecias que terão lugar neste tempo, sofrerão uma reação em
cadeia, e comprir-se-ão sucessivamente. Porém, mesmo assim, devemos observar
que, esta parte do livro, inclui o Milênio de CRISTO e o estado Eterno ao dia
da Eternidade (2Pd 3.18). O livro do Apocalipse é o único livro profético do
Novo Testamento, é a única iluminação certa que dos acontecimentos atuais e
futuros. Enquanto que o livro de Gênesis é o início da Bíblia, dando começo de
todas as coisas na terra, o livro de Apocalipse encerra o livro divino,
descrevendo a consumação de todas as coisas.
20. “O mistério das sete estrelas, que
viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As estrelas são os anjos
das sete igrejas, e os sete castiçais, que vistes, são as sete igrejas”.
I. “...O mistério das
sete estrelas”. O presente vocábulo
“mistério” é usado no Novo Testamento cerca de 27 vezes, João emprega a palavra
quatro vezes no seu livro, e sempre com sentido especial:
1. Vejamos! (a) O
mistério das sete estrelas e dos sete castiçais. 1. 20; (b) O mistério de DEUS.
10.7 e 11.15; (c) O mistério da grande Babilônia. 17.5; (d) O mistério da
mulher. 17.7.
2. No texto em foco, a
interpretação da misteriosa visão, é dada pelo próprio CRISTO; isso é muito
freqüente nas Escrituras quando trata-se de um “mistério” (cf. Mt 13.19-23,
37-43). O Senhor JESUS CRISTO aqui segue o mesmo exemplo, e explica a visão
para João seu servo. Ele diz: “As sete estrelas” (são os sete anjos das sete
igrejas). E “...os sete castiçais” (são as sete igrejas). Este versículo se
divide em duas partes: texto e contexto (metolinguagem); a primeira sendo uma
visão; a segunda: uma interpretação do próprio Senhor. O primeiro capítulo
deste livro, a começar pelo quarto versículo, é uma espécie de apresentação em
favor do livro inteiro, introduzindo o autor sagrado a sua mensagem à Igreja,
além de aludir, em termos breves, àquilo que está contido no livro. Portanto, o
livro inteiro do Apocalipse, apesar de ser um livro profético, é moldado na
forma de uma “carta”, endereçada as sete igrejas da Ásia Menor, e, através
dessas igrejas, à Igreja Universal do Filho de DEUS. Amém.
Estudos no Livro de APOCALIPSE
- Hernandes Dias Lopes
APOCALIPSE 1:1
TEMA: COMO ENTENDER A MENSAGEM DO APOCALIPSE
INTRODUÇÃO
1. O livro de Apocalipse é um livro sobre JESUS e sua igreja.
2. É um livro de revelação. O véu é retirado e nos é dado
discernimento de determinadas coisas. Essa revelação é feita por meio de
sinais: candeeiros, selos, trombetas, taças. Usa também números: o
número sete aparece 54 vezes.
3. Lemos nos capítulos 1:12,13,20 e 5:5 que tanto a igreja como a
história estão sob total o controle de JESUS CRISTO. A história não caminha
para o caos nem está dando voltas cíclicas, mas caminha para um fim glorioso da
vitória completa de CRISTO e da igreja.
4. O propósito ao estudarmos o livro de
Apocalipse não é para nos aproximarmos dele com curiosidade frívola, como se estivéssemos com um mapa
profético nas mãos, para investigar fatos históricos para sabermos os tempos no
relógio profético. Ao contrário, esse livro nos foi dado como propósitos morais
e espirituais: CONSOLAR-NOS, "MOSTRAR, O ÂMAGO DA LUTA QUE ESTAMOS
TRAVANDO CONTRA O MUNDO E O DIABO E A VITÓRIA RETUMBANTE DE CRISTO.
5. O estudo do Apocalipse deve nos incentivar à santidade;
encorajamento no sofrimento; adorar àquele que está no trono (2 Ped 3:12).
6. Aqueles que se aproximam desse livro com uma obsessão
escatológica, perdem a sua mensagem. O livro é prático e revela-nos: 1) A
certeza de que JESUS tem o total controle da igreja; 2) JESUS tem o total
controle da História; 3) A perseguição do mundo e do diabo não podem destruir a
igreja; 4) Os inimigos que perseguem a igreja serão vencidos; 5) Os inimigos de
CRISTO terão que enfrentar o juízo de DEUS ao mesmo tempo que a igreja
desfrutará da bem-aventurança eterna.
I. COMO ESTUDAR O LIVRO DE APOCALIPSE
1. Qual é o propósito deste livro?
Seu propósito principal é confortar a igreja militante em seu
conflito contra as forças do mal. O livro está cheio de consolações
para os crentes afligidos. A eles é dito:
Que DEUS vê suas lágrimas —
7:17; 21:4
Suas orações produzem
verdadeiras revoluções no mundo - 8:3-4
Sua morte é preciosa aos olhos
de DEUS -14:13
Sua vitória é assegurada - 15:2
Seu sangue será vingado - 6:9;
8:3
Seu CRISTO governa o mundo em
seu favor - 5:7-8
Seu CRISTO voltará em breve -
22:17
2. Qual é o tema deste livro?
a) O tema do livro de Apocalipse é a vitória de CRISTO e de sua
igreja sobre Satanás e seus seguidores (17:14). A intenção do livro é mostrar
que as coisas não são como parecem ser. O diabo, o mundo, o anticristo, o falso
profeta e todos os ímpios perecerão, mas a igreja triunfará. CRISTO é sempre
apresentado como Vencedor e conquistador (1:18; 5:9-14; 6:2; 11:15; 19:9-11;
14:1,14; 15:2-4; 19:16; 20:4; 22:3. JESUS triunfa sobre a morte, o inferno, o
dragão, a besta, o falso profeta, a babilônia e os ímpios.
b) A igreja que tem sido perseguida ao longo dos séculos, mesmo
suportando martírio é vencedora (7:14; 22:14; 15:2).
c) Os juízos de DEUS mandados para a terra são uma resposta de
DEUS às orações dos santos (8:3-5).
3. Para quem foi
destinado este livro?
a) Este livro foi inicialmente endereçado aos crentes que estavam
suportando o martírio na época do apóstolo João. Houve grandes perseguições nos
primeiros séculos contra a igreja: 1) Nero (64 d.C); 2) Domiciano (95 d.C); 3)
Trajano (112 d.C); 4) Marco Aurélio (117 d.C); 5) Sétimo Severo (fim do segundo
século); 6) Décio (250 d.C); 7) Diocleciano (303 d.C).
b) Este livro foi destinado não apenas aos seus primeiros
leitores, mas a todos os crentes durante esta inteira dispensação, que vai da
primeira à segunda vinda de CRISTO.
4. Quando foi
escrito este livro?
a) Este livro foi escrito por João quase no final do governo de
Domiciano, quando foi banido para a Ilha de Patmos.
MINHA CONCLUSÃO GERAL (Pr.
Henrique)
Acreditamos que JESUS
vem nos buscar no arrebatamento que se dará antes da Grande Tribulação, depois
acontecerá no céu o tribunal de CRISTO e as bodas do Cordeiro, enquanto na
terra acontecerão 7 anos de Grande Tribulação, anos estes divididos em dois
períodos de 3 anos e meio, sendo que nos 3 anos e meio primeiros haverá paz
entre as nações com a administração do anticristo que enganará até aos judeus,
fazendo-se passar por CRISTO. Haverá pregação do evangelho durante a Grande
tribulação que será feita por 2 testemunhas e pelos 144 mil judeus selados para
essa tarefa, Na metade da grande tribulação o anticristo exigirá adoração e
profanará a o templo (talvez reconstruído por ele mesmo nos 3 anos e meio
iniciais). Assim se iniciará os 3 anos e meio finais da grande tribulação com a
divisão entre os povos que não aceitam a liderança do anticristo e os que
aceitam. Os judeus serão grandemente perseguidos, todos as pessoas que não
aceitarem a marca da besta que será impressa na mão ou na testa de cada um será
declarado inimigo e portanto, condenado a morte. Tribos, nações e reinos e
povos se enfrentarão na batalha do Armagedom e JESUS descerá com poder e glória
no final desta guerra sobre o Monte das Oliveiras e vencerá os exércitos
inimigos de Israel e desobedientes a DEUS. Separará os bodes das ovelhas, ou
seja os que querem seu governo e os que não querem. Destruirá os que não querem
e começará a governar por mil anos sobre Israel e todos os povos que restaram.
Satanás será preso por mil anos e depois solto; tentará as nações e empreenderá
batalha contra CRISTO que o vencerá e aos seus seguidores. Depois vem o Juízo
Final com o julgamento de todos os que não têm seus nomes escritos no Livro da
Vida para que sejam lançados no lago de Fogo e Enxofre, onde já estarão o falso
profeta, a besta e o anticristo agora lançado lá.
Depois todos os povos
que aceitaram a JESUS como Salvador e Senhor serão congregados à Nova
Jerusalém, a Jerusalém celeste. A terra será destruída pelo fogo e Novos Céus e
Nova Terra serão nossa morada eterna junto a DEUS. Glória a DEUS.
RESUMO DA LIÇÃO 1, APOCALIPSE,
A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO - 2º trimestre de 2012
I. O LIVRO DO APOCALIPSE
1. Apocalipse, o único livro profético do NT.
2. Um livro de advertências e consolações.
II. AUTORIA, DATA E LOCAL
1. Autoria. João, filho de Zebedeu, é o autor do
Apocalipse (Ap 1.1,4,9; 22.8).
2. Data.
3. Lugar.
III. APOCALIPSE, O LIVRO PROFÉTICO DO NT
1. Tema do Apocalipse.
2. Divisões do Apocalipse.
3. Objetivos do Apocalipse.
IV. A LEITURA DO APOCALIPSE
1. A produção de livros no período do Novo
Testamento.
2. A leitura das Escrituras Sagradas.
3. A liturgia da Palavra.
VOCABULÁRIO
Alcunha: Qualificativo especial (p.ex. nobre,
leal, etc).
Arquipélago: Conjunto de ilhas dispostas em
grupo, em maior ou menor extensão, numa superfície marítima.
Epílogo: Recapitulação, resumo ou desfecho de
uma peça literária.
Ciosos: Que tem zelo.
Módico: Pouco, escasso; cujo valor é baixo.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HORTON, Stanley M. Apocalipse: As coisas que
brevemente devem acontecer. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001. LAWSON, Steven J.
As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de CRISTO para seu povo. 5.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
Referências
Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia
de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia
de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do
Brasil, 2006.
Bíblia
de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e
Corrigida.
Bíblia
de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com
referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida-
EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA
ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD
- http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas.
BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS
da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE
www.ebdweb.com.br - www.escoladominical.net - www.gospelbook.net - www.portalebd.org.br/
Dicionário
Vine antigo e novo testamentos - CPAD
Dicionário
Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea - CPAD
4º Trimestre De
2004 - VEM O FIM, O FIM VEM - A Doutrina Das Últimas Coisas -
COMENTÁRIOS Pr. Claudionor Corrêa De Andrade
LIÇÃO
1º - A Doutrina Das Últimas Coisas – Um Ensino Necessário E Confortador;
LIÇÃO
2º - A Apostasia Dos Últimos Tempos;
LIÇÃO
3º - Os Sinais Da Volta De CRISTO;
LIÇÃO
4º - O Arrebatamento Da Igreja;
LIÇÃO
5º - A Reconstrução Do SANTO Templo;
LIÇÃO
6º - O Renascimento Do Império Romano;
LIÇÃO
7º - A Manifestação Do Anticristo;
LIÇÃO
8º - A Grande Tribulação;
LIÇÃO
9º - A Volta Triunfal De CRISTO;
LIÇÃO
10º - O Milênio – O Reino Do Messias;
LIÇÃO
11º - O Julgamento Final;
LIÇÃO
12º A Formosa Jerusalém Celestial
LIÇÃO
13º - Estarás Tu Vigiando, Quando JESUS Vier?
–
YouTube - Henriquelhas
Lições Do 4º Trimestre De
2006 - Tema - As Verdades Centrais Da Fé Cristã - Comentarista: Pr.
Claudionor De Andrade. - As Doutrinas Básicas Da Bíblia - 12. O Arrebatamento Da Igreja E As Últimas
Coisas
4º
Trimestre De 2007 - Tema: As Promessas De DEUS Para Sua Vida: - Tema
Do Trimestre: É Tempo De DEUS Renovar As Promessas Na Vida
Da Igreja, Promessas Que Estão De Pé Pela Sua Palavra
Lição
11 - A Promessa Da Segunda Vinda De CRISTO;
Lição
12 - A Promessa De Nossa Entrada No Céu;
– YouTube - Henriquelhas
LIÇÕES
BÍBLICAS - 2º Trimestre de 2012 - CPAD - Para jovens e adultos - Comentários do
Pr. Claudionor Correa de Andrade - Lições temáticas sobre as cartas às
Sete Igrejas da Ásia e tem como título: “As Sete Cartas do Apocalipse — A
mensagem Final de CRISTO à Igreja".
– YouTube - Henriquelhas
Lição
1: Apocalipse, a revelação de JESUS CRISTO
Lição
2: A visão do CRISTO Glorificado
Lição
3: Éfeso, a igreja do amor esquecido
Lição
4: Esmirna, a igreja confessante e mártir
Lição
5: Pérgamo, a igreja casada com o mundo
Lição
6: Tiatira, a igreja tolerante
Lição
7: Sardes, a igreja morta
Lição
8: Filadélfia, a igreja do amor perfeito
Lição
9: Laodiceia, uma igreja morna
Lição
10: O governo do Anticristo
Lição
11: O Evangelho do Reino no império do mal
Lição
12: O Juízo Final
Lição
13: A formosa Jerusalém
VÍDEOS
DESTE TRIMESTRE - 2º
Trimestre de 2012 – YouTube -
Henriquelhas
Lição
1, Apocalipse, a revelação de JESUS CRISTO,
Lição
2, A visão do CRISTO Glorificado,
Lição
3, Éfeso, a igreja do amor esquecido,
Lição
4, Esmirna, a igreja confessante e mártir,
Lição
5, Pérgamo, a igreja casada com o mundo,
Lição
6, Tiatira, a igreja tolerante,
Lição
7: Sardes, a igreja morta,
Lição
8, Filadélfia, a igreja do amor perfeito,
Lição
9, Laodiceia, uma igreja morna,
Lição
10, O governo do Anticristo,
Lição
11, O Evangelho do Reino no império do mal,
Lição
12, O Juízo Final,
Lição
13, A formosa Jerusalém
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
NA
ÍNTEGRA COMO NA REVISTA
ESCRITA
LIÇÃO 1, BETEL, A ESPERANÇA CRISTÃ, O FUTURO À LUZ DAS ESCRITURAS, 4Tr26, com.
Extra Pr. Henrique, EBD NA TV
ESBOÇO
DA LIÇÃO
1- O
FUTURO REVELADO NAS ESCRITURAS
1.1 - Os Fundamentos Da Escatologia Bíblica
1.2 -
O Cumprimento Do Propósito De DEUS
1.3 -
A Escatologia Bíblica e o salvo
2 -
PRINCÍPIOS E REGRAS DE INTERPRETAÇÃO
2.1 -A Bíblia interpreta a própria Bíblia
2.2 - A Posição Doutrinária Adotada
2.3 - Os Cuidados Com A Interpretação
3 - A ESPERANÇA DA IGREJA
3.1 - A bem-aventurada esperança
3.2 - CRISTO,
o fundamento da nossa confiança
3.3. A
centralidade da volta de CRISTO
TEXTO
ÁUREO
"Pelo
que, amados, aguardando nestas coisas, procurai que dele sejais achados
imaculados
e irrepreensíveis em paz". 2 Pedro 3.14
VERDADE APLICADA
A
revelação bíblica acerca do futuro fortalece a fé e nos ensina a viver
preparados para a
volta de CRISTO.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
-
Compreender a importância de estudar o futuro à luz das Escrituras
-
Conhecer princípios seguros para interpretar as profecias bíblicas
-
Reconhecer que CRISTO é o centro da esperança da Igreja
TEXTOS
DE REFERÊNCIA - MATEUS 24.5, 11-14
5. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu
sou o CRISTO; e enganarão a muitos.
11. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
12. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.
13. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
14. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a
todas as gentes, e então virá o fim.
MOTIVO
DE ORAÇÃO – Ore
para que nossa esperança na volta de CRISTO nos mantenha firmes na fé.
PONTO
DE PARTIDA - A esperança do crente é viva.
INTRODUÇÃO
A falta de compreensão sobre os acontecimentos futuros pode gerar medo,
confusão e interpretações equivocadas. Entretanto, a volta de CRISTO é motivo
de esperança para aqueles que permanecem firmes na fé (Jo 14.1-3; 1 Ts
4.16-18). Por isso, devemos viver em vigilância, santidade e perseverança,
aguardando o cumprimento da promessa do Senhor e a manifestação da nossa bem-aventurada
esperança (Mt 24.42; Tt 2.12,13; 1Jo 3.2,3).
1-
O FUTURO REVELADO NAS ESCRITURAS
As
Escrituras revelam que DEUS conduz a história ao cumprimento de Seu propósito
(Is 46.9,10; Ef 1.9,10). Esse
conhecimento fortalece a fé e renova a esperança dos salvos (Rm 15.4; lPe 1.3).
Desse modo, permanecemos preparados e firmes na fé, aguardando o retorno de CRISTO (Mt 24.42; Tt 2.13).
1.1 - Os Fundamentos Da Escatologia Bíblica
O
termo "escatologià' vem do grego: eschatos (extremo; último) e logia
(tratado; estudo), podendo ser definido como: "Tratado ou estudo das
últimas coisas''. Embora essa palavra não apareça nas Escrituras, seu conteúdo está presente nos textos que tratam dos últimos dias
da volta de CRISTO e da consumação do plano de DEUS (Mt 24.1-8; 1 Ts 5.1-6; Ap
1.1-3). A Bíblia utiliza expressões como "últimos dias'; "últimos
tempos" e "última hora” para mostrar que a história caminha sob a
direção de DEUS para o seu cumprimento final (Dt 4.30; Is 2.2; Dn 2.28; At
2.17; 1Co 10.11; 1Jo 2.18). Assim, a escatologia bíblica estuda a consumação do
propósito de DEUS. Ela inclui tanto aquilo que já foi inaugurado pela obra de
CRISTO e pelo derramamento do ESPÍRITO SANTO quanto os acontecimentos ainda
futuros: a volta de CRISTO, a ressurreição, o juízo e a nova criação (At
2.16,17; Hb 1.1,2; 1Co 15.20-28; Ap 21.1-5).
- Essas expressões mostram que, conforme o ensino do Novo
Testamento, os "últimos dias" começaram com a primeira vinda de CRISTO
e avançam para sua consumação. esse período, a Igreja permanece fiel à sua
missão, anunciando o Evangelho no poder do ESPÍRITO SANTO e aguardando o
Arrebatamento e a volta gloriosa do Senhor (At 2.16-18; lCo 10.11; Ef 1.13,14).
A Escatologia Bíblica ensina que a história está sob o controle soberano de DEUS
e caminha para o cumprimento de Suas promessas, culminando na restauração de
todas as coisas sob o Governo de CRISTO (Rm 8.19-23; Ef 1.9,10; Ap 21.1-5).
1.2
- O Cumprimento Do Propósito De DEUS
Não
apenas os salvos, mas toda a criação aguarda o dia em que será liberta da
corrupção e participará da gloriosa liberdade dos filhos de DEUS (Rm 8.18-21).
Os acontecimentos futuros fazem parte do propósito eterno do Senhor e têm a
volta de CRISTO como seu acontecimento central (Is 46.9,10; Ef 1.9-11). O
futuro não está entregue ao acaso, pois DEUS conduz a história segundo Sua
soberana vontade. Embora nem todos os detalhes tenham sido revelados, a Palavra
apresenta o que precisamos conhecer para viver com esperança, vigilância e
santidade (Dt 29.29; Ap 1.1-3; lPe 4.7; 2Pe 3.11-14).
- MELO, César Pereira Roza de. escatologia dos profetas Daniel e
Ezequiel, Rio de Janeiro: Editora Betel, 2024, p. 15. O autor destaca que as
profecias de Daniel exaltam a soberania de DEUS apresentando-O como quele que
mantém o controle sobre a história. Embora os impérios humanos exerçam poder
por determinado período, o domínio do Senhor permanece, e seu propósito será
plenamente cumprido. No tempo e tababelcido, DEUS encerrará o domínio dos
reinos humanos e estabelecerá o Reino eterno de CRISTO, que jamais será
destruído (Dn 2.4-1; 7.13,14).
1.3
- A Escatologia Bíblica e o salvo
O
que compreendemos acerca do futuro influencia nossas escolhas no presente. JESUS
chamou de louco o homem que acumulou bens para si, mas não considerou a
brevidade da vida nem sua responsabilidade diante de DEUS (Lc 12.16-21). Por
isso, o salvo deve conhecer toda a Palavra e viver segundo seus ensinamentos
(Mt4.4; 2Tm 3.16,17). O ensino sobre os acontecimentos futuros renova nossa
confiança nas promessas de DEUS e nos motiva a viver de modo preparado para o
encontro com CRISTO (Tt 2.12,13; 1Jo 3.2,3).
- Revista Betel Dominical - Professor, 2° trimestre
de 2012, Lição l. Apocalipse apresenta o trono de DEUS como o centro do governo
do Universo, mostrando que nenhum acontecimento escapa à Sua autoridade {Ap
4.2-11). Mesmo quando poderes humanos e forças malignas parecem dominar,sua atuação
permanece limitada pelo propósito divino (Ap 6.4; 12.12; 13.5,7). Reis,
impérios e sistemas terrenos são passageiros, mas o Reino de DEUS é eterno e
prevalecerá sobre toda oposição (Ap 11.15; 19.6). Assim, as profecias bíblicas
revelam que a história não avança de maneira desordenada: ela permanece sob o
controle do Senhor e chegará ao desfecho determinado por Ele (Ap 21.5,6).
EU ENSINEI QUE: A Escatologia Bíblica revela o futuro e nos ensina a viver
segundo os propósitos de DEUS.
2 - PRINCÍPIOS E REGRAS DE INTERPRETAÇÃO
Conforme
nos ensina o Apóstolo Pedro, a profecia da Escritura não é de interpretação
particular, isto é, não deve ser compreendida de forma isolada ou baseada
apenas em opiniões pessoais (2Pe 1.20). Ele também reconhece que há, nas
Escrituras, passagens de difícil entendimento, que podem ser distorcidas por
aqueles que não estão firmados na Verdade (2Pe 3.16).
2.1 - A Bíblia interpreta a própria Bíblia
A
interpretação das profecias exige atenção à maneira como a mensagem é
apresentada. Algumas passagens possuem sentido direto, enquanto outras utilizam
símbolos que precisam ser compreendidos à luz do próprio contexto bíblico (Dn
7.15,16). Em muitos casos, a própria Escritura apresenta a explicação do
símbolo utilizado (Ap 7.13,14; 17.5-7). JESUS ensinou que o desconhecimento das
Escrituras pode conduzir ao erro (Mt 22.29). Por isso, textos de difícil
compreensão devem ser lidos em seu contexto histórico, literário e canônico e
esclarecidos por passagens mais claras, sem ignorar o gênero profético, as
figuras de linguagem e o desenvolvimento da revelação bíblica. O estudante deve
manejar corretamente a Palavra da verdade (2Tm 2.15), examinando as Escrituras
com humildade, dedicação e dependência do ESPÍRITO SANTO (Jo 14.26; 1Co
2.12,13).
- Revista Betel Dominical - Professor, 2° trimestre
de 2012, Lição 1. O estudo das profecias deve permanecer dentro daquilo que DEUS
decidiu revelar em Sua Palavra. Existem verdades que pertencem exclusivamente
ao conhecimento divino, enquanto outras foram dadas para orientação do Seu povo
(Dt 29.29). Por essa razão, o estudante da Escatologia não deve tentar
estabelecer datas, criar previsões ou preencher com suposições aquilo que a
Bíblia não esclarece (Mt 24.36; At 1.7). A profecia bíblica não foi concedida
para alimentar curiosidades, mas para comunicar os propósitos de DEUS e
fortalecer a certeza de que Suas promessas serão cumpridas. Cabe à Igreja
conservar sobriedade, discernimento e firmeza, rejeitando qualquer ensino que
ultrapasse os limites da revelação escrita (l Ts 5.1-6; 2Pe 3.16,17).
FOCO NA LIÇÃO: As Escrituras revelam que DEUS conduz a história ao
cumprimento de Seu propósito (Is 46.9, 10; Ef 1.9, 10).
2.2 - A Posição Doutrinária Adotada
Entre
as diferentes interpretações sobre a relação entre o Arrebatamento e a Grande
Tribulação, esta lição segue a posição pré-tribulacionista. Nessa perspectiva, CRISTO
virá buscar a Sua Igreja antes do período de juízos sobre a Terra, livrando os
salvos da ira vindoura e conduzindo-os ao encontro com o Senhor nos ares (1 Ts
1.10; 4.16,17; 5.9; Ap 3.10). Esse acontecimento é distinto da manifestação
gloriosa, quando JESUS retornará de modo visível para estabelecer o Seu
Governo. A promessa de Sua vinda consola os crentes e os incentiva a
permanecerem firmes, preparados e fiéis até o cumprimento dessa esperança (Jo
14.1-3; Tt 2.13).
- Entre os intérpretes da Escatologia, há
divergências quanto ao momento em que ocorrerá o Arrebatamento. Alguns o situam
após a Grande Tribulação; outros, em seu ponto intermediário; e há ainda
posições que o relacionam ao período anterior à manifestação final da ira
divina. A presente lição mantém a linha pré-tribulacionista, segundo a qual CRISTO
retirará Sua Igreja antes do tempo de
juízos que sobrevirá ao mundo. Essa posição preserva a distinção entre o
Arrebatamento da Igreja e a manifestação gloriosa do Senhor (1 Ts 1.10;
4.16,17; 5.9; Ap 3.10).
2.3 - Os Cuidados Com A Interpretação
O
estudo dos acontecimentos futuros exige reverência, equilíbrio e atenção ao
texto bíblico. Interpretações isoladas, desconhecimento do contexto e aplicação
inadequada das profecias podem produzir dúvidas e confusões (2Pe 3.15,16). Por
isso, cada passagem deve ser examinada considerando seu tempo, seus
destinatários e sua relação com o conjunto das Escrituras. DEUS tornou
conhecido o que é necessário para orientar nossa caminhada, sem revelar cada
detalhe dos acontecimentos futuros (Dt 29.29; At 1.7). Assim, devemos
permanecer no que está escrito, evitando especulações e recebendo com humildade
as verdades reveladas pelo Senhor (1Co 4.6; 15.51,52).
• Síntese editorial com base em Stanley M. Horton,
2001, p. 312, destaca que a interpretação das profecias exige humildade,
dependência do ESPÍRITO SANTO e fidelidade ao que DEUS revelou. Por isso,
devemos evitar especulações e submeter nossas conclusões ao conjunto das
Escrituras (2Pe 1.20,21; 3.15,16). O e tudo dos acontecin1entos futuros não é
apenas intelectual, mas tan1bém espiritual. Requer oração, temor do Senhor,
coração ensinável e amor à Palavra (Dt 6.6; SI 119.18,67). Assim, o ensino das
Sagradas Escrituras deve despertar reverência, formar uma vida equilibrada e
conduzir-nos à obediência enquanto aguardamos a volta de CRISTO.
EU ENSINEI QUE: A interpretação das profecias exige conhecimento bíblico,
equilíbrio e dependência de DEUS.
FOCO
NA LIÇÃO: Ele também reconhece que há, nas Escrituras, passagens de difícil
entendimento, que podem ser distorcidas por aqueles que não estão firmados na
Verdade...
3 - A ESPERANÇA DA IGREJA
A revelação dos acontecimentos futuros
fortalece a esperança da Igreja, pois CRISTO voltará para buscar os Seus e
levá-los para junto de Si (Jo 14.1-3; Tt 2.13). Os salvos viverão e reinarão
com o Senhor por toda a eternidade (2Tm 2.12; Ap 22.5). A consumação da
história manifestará em plenitude a comunhão com DEUS que os crentes já
desfrutam em CRISTO pelo ESPÍRITO.
3.1 - A bem-aventurada esperança
A
esperança da Igreja está firmada em JESUS CRISTO, em Sua Obra Redentora, em Sua
ressurreição e na promessa de Seu retorno. Ao vencer a morte e ser exaltado à
direita do Pai, o Senhor confirmou a eficácia da Salvação e garantiu a futura
ressurreição dos que Lhe pertencem (At 2.32-36; lCo 15.20-23). Por essa razão,
a expectativa cristã não se apoia em especulações ou cálculos humanos, mas na
fidelidade dAquele que prometeu voltar. Sua vinda conduzirá os salvos à plena
comunhão com DEUS, em uma realidade marcada por paz, justiça e ausência de
sofrimento (Tt 2.13; 2Pe 3.13; Ap 21.3-5). Enquanto aguarda esse dia, a Igreja
permanece fiel, servindo ao Senhor e testemunhando que, assim como CRISTO
ressuscitou, também viveremos e reinaremos com Ele (2Tm 2.11,12).
- Em Tito 2, a bem-aventurada esperança aparece
ligada à manifestação da glória de Je us CRISTO. O me mo Senhor que e revelou
em graça para salvar e voltará em glória para consumar, nos Seus, os efeitos da
Obra Redentora (Tt 2.11-14). A Salvação, portanto, possui uma dimensão presente
e outra futura: hoje recebemos perdão, nova vida ecomunhão com DEUS; na vinda
de CRISTO, experimentaremos a glorificação e a libertação definitiva de toda
limitação desta existência (Rm 8.23; Fp 3.20,21). A esperança cristã aponta,
assim, para o momento em que a redenção alcançará sua consumação e os salvos
serão plenamente conformados à imagem de CRISTO (lJo 3.2).
3.2 - CRISTO, o fundamento da nossa confiança
As
Escrituras nos declaram abertamente qual é a verdadeira esperança da Igreja (Hb
9.28; Fp 3.20,21; 1Ts 1.10; Tt 2.13). Tudo que se refere ao porvir está
conectado à vinda de CRISTO. Portanto, nossa confiança é o retorno pessoal
daquele "mesmo JESUS" que veio ao mundo, foi humilhado e morreu na
cruz por nossos pecados (1Pe 3.18). Ele vem não somente para nos livrar da ira
futura, mas para que estejamos com Ele para sempre (Jo 14.3). Na manifestação
de CRISTO, Sua justiça será publicamente revelada: Ele consolará os que Lhe
pertencem e julgará o mal com perfeita retidão (Ml 3.18; 2Ts 1.6-10).
- A esperança bíblica não expressa dúvida ou mera
possibilidade, mas uma expectativa segura, fundamentada nas promessas de DEUS.
É a esperança como uma "expectativa favorável e confiante" (Vine,
2016). É almejar, sonhar, buscar e agir. É esperar por algo que não se vê, mas
que foi prometido (Rm 8.24,25). Esperar com confiança - esta deve ser a nossa
perspectiva, sem que nada a comprometa (Jr 17.7, 8). Trata-se, portanto, de uma
esperança firme e ativa, que não se abala pelas circunstâncias, mas se sustenta
na fidelidade de DEUS. Ela impulsiona o crente a permanecer perseverante, com
os olhos voltados para o cumprimento das promessas, vivendo no presente à luz
daquilo que, com certeza, se cumprirá.
3.3. A centralidade da volta de CRISTO
A
Escatologia Bíblica não consiste em uma reunião de previsões isoladas. Seus
principais temas convergem para a revelação do senhorio de JESUS CRISTO sobre
todas as coisas. O Arrebatamento, a ressurreição, o juízo, o Reino e o estado
eterno devem ser compreendidos à luz de Sua autoridade e de Sua vitória.
Naquele dia, aquilo que hoje é confessado pela fé será reconhecido
universalmente:
JESUS
CRISTO é o Senhor (Fp 2.9-11; Ap 11.15). Assim, Sua volta constitui o eixo que
organiza o ensino acerca do futuro e confirma o triunfo definitivo do Cordeiro
sobre todo poder contrário a DEUS (lCo 15.24-28; Ap 19.11-16).
- William Barros, Apocalipse: mensagem sobre o
triunfo de CRISTO, exortações e promessas ao povo de DEUS. Rio de Janeiro:
Editora Betel, 2022, p. 12-13: destaca que o estudo das últimas coisas
contribui para proteger a Igreja contra falsos ensinos e interpretações
equivocadas. As profecias bíblicas devem ser examinadas à luz de toda a Palavra
de DEUS, sem sensacionalismo, medo ou especulações. Diante das diversas
mensagens acerca do futuro, a Igreja precisa permanecer firme na sã doutrina,
ensinar a verdade com clareza e preparar os salvos para discernirem o erro (Mt
24.4,5,11; Ef 4.14; 2Tm 2.24-26).
EU ENSINEI QUE: A esperança da Igreja está na volta de CRISTO, que
transforma o presente e garante o futuro.
CONCLUSÃO
O conhecimento das coisas futuras deve produzir uma fé prática e
responsável. A Igreja não foi chamada à especulação, mas à sobriedade, à
firmeza e ao serviço cristão (lTs 5.4-8; lCo 15.58). Sustentados pelas
promessas de DEUS, prosseguimos com confiança, aguardando a plena manifestação
da nossa redenção (Lc 21.28; Fp 3.20,21).
FONTE: BETEL DOMINICAL Revista do Professor
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