15 abril 2026

Escrita Lição 4. CPAD, A Confirmação de Uma Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 4, CPAD, A Confirmação De Uma Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

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ESBOÇO DA LIÇÃO

I – DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI

1. O novo nome de Abrão     

2. O novo nome de Sarai   

3. O pai da fé riu diante da promessa    

II – A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO

1. O chamado de DEUS a Abraão foi especial    

2. Qual o objetivo do concerto com os patriarcas?    

3. O concerto e as promessas   

III - O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO

1. Todo macho será circuncidado    

2. Quando deveria ser feita a circuncisão    

3. A circuncisão do coração    

 

TEXTO ÁUREO

“E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti.” (Gn 17.7).

 

VERDADE PRÁTICA

DEUS é fiel para cumprir tudo aquilo que nos prometeu.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 17.4 O concerto é renovado

Terça - Jr 1.12 DEUS vela pela sua palavra para a cumpri-la

Quarta - Gn 17.5 DEUS muda o nome de Abrão

Quinta - Gn 17.15 DEUS muda o nome de Sarai

Sexta - 2 Co 5.17 Mudança total para quem está em CRISTO

Sábado - Cl 3.10 Vestindo-nos com o novo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 17.1-9

1 - Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão e disse-lhe: Eu sou o DEUS Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito.

2 - E porei o meu concerto entre mim e ti e te multiplicarei grandissimamente.

3 - Então, caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou DEUS com ele, dizendo:

4 - Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações.

5 - E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto.

6 - E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti.

7 - E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti.

8 - E te darei a ti e à tua semente depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão, e ser-lhes-ei o seu DEUS.

9 - Disse mais DEUS a Abraão: Tu, porém, guardarás o meu concerto, tu e a tua semente depois de ti, nas suas gerações

 

HINOS SUGERIDOS : 86, 127, 135 da Harpa Cristã

 

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 NÃO DEIXE DE LER O ESTUDO

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É DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA COMPREENÇÃO DESTA LIÇÃO


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RESUMO RÁPIDO Pr. Henrique

 

INTRODUÇÃO

A história de Abraão ocupa um lugar central na revelação bíblica e no plano redentor de Deus para a humanidade. Muito mais do que o relato de um homem do passado, sua trajetória revela como Deus age soberanamente na história, chamando, transformando identidades e estabelecendo alianças eternas com propósitos espirituais profundos. A mudança dos nomes de Abrão e Sarai, o riso diante da promessa aparentemente impossível, o concerto divino firmado pela fé e o sinal da circuncisão apontam para um Deus que não apenas faz promessas, mas também as cumpre no tempo determinado. Este estudo percorre os principais marcos da aliança de Deus com Abraão, destacando sua dimensão espiritual, profética e cristológica, culminando na compreensão de que essas promessas encontram seu pleno cumprimento em Jesus Cristo e se estendem a todos os que vivem pela fé.

 

I – DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI

1. O novo nome de Abrão     

Em Gênesis 17, Deus mudou o nome de Abrão ("pai exaltado") para Abraão ("pai de uma multidão"), selando a aliança de que ele seria pai de numerosas nações. Essa alteração, ocorrida quando ele tinha 99 anos, simboliza a promessa divina e sua nova identidade como patriarca.. 

Detalhes da Mudança de Nome:

Na aliança de sangue o nome dos que fazem a aliança muda. Meu nome vai para quem está fazendo aliança comigo e o nome da pessoa vem para mim. No casamento brasileiro o sobrenome do marido passa a fazer parte do nome da esposa.

DEUS, após fazer aliança com Abrão passou a ser chamado “O DEUS de Abraão”

 

Abram não tem o “H” vindo do nome de DEUS (YHWH)

Abraham tem o “H” vindo do nome de DEUS (YHWH)

Gl 3.13 – O “H” de DEUS vem para nós – esse “H” é o ESPÍRITO SANTO prometido.

  • Nome Original: Abrão (Abram), que significa "pai elevado" ou "pai exaltado".
  • Novo Nome: Abraão (Abraham), que significa "pai de uma multidão" ou "pai de muitas nações".
  • Contexto Bíblico: A mudança é registrada em Gênesis 17:5, onde Deus diz: "E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto".
  • Significado: A mudança reflete o cumprimento da promessa de Deus de multiplicar a descendência de Abraão e estabelecer uma aliança com ele e sua descendência.

A mudança de nome na Bíblia representa uma mudança na identidade e no propósito do indivíduo de acordo com o plano de Deus. 

 

2. O novo nome de Sarai   

O novo nome de Sarai, alterado por Deus em Gênesis 17:15-27, é Sara. A mudança de nome simbolizou sua nova posição como mãe de nações e reflete a promessa divina de fertilidade, passando de "minha princesa" (restrita) para "princesa" (universal). 

Significado da Mudança:

  • Sarai: Geralmente traduzido como "minha princesa" ou "minha senhora", um termo mais restritivo..
  • Sara: Significa "princesa" ou "senhora" em um sentido absoluto e universal.
  • Contexto: A mudança ocorreu quando Deus estabeleceu sua aliança e prometeu que ela seria mãe de nações. 

Para mais detalhes sobre as versões bíblicas que mencionam essa mudança, consulte

  • Sinal da Aliança: Como parte da mesma aliança, Deus também mudou o nome de Sarai para Sara e instituiu a circuncisão como sinal perpétuo.

 

3. O pai da fé riu diante da promessa    

A frase "O pai da fé riu diante da promessa" refere-se a um momento crucial na história bíblica de Abraão (Gênesis 17:17), quando ele, aos 99 anos, recebeu a promessa de Deus de que teria um filho com sua esposa Sara, que já era idosa (89 anos). 

O contexto do riso de Abraão:

  • O Riso e a Prostração: Em Gênesis 17:17, é dito que Abraão caiu sobre o seu rosto, riu e disse no seu coração: "A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara, aos noventa anos?".
  • Significado do Riso: Embora o riso de Sara posteriormente (Gênesis 18:12) tenha sido de dúvida, alguns intérpretes sugerem que o riso de Abraão pode ter sido uma mistura de surpresa, alegria, espanto ou até mesmo incredulidade momentânea diante da impossibilidade física, e não necessariamente cinismo, pois ele se prostrou em reverência.
  • O "Pai da Fé" com Dúvida: Abraão é chamado de "pai da fé", mas esse episódio destaca sua humanidade e momentos de hesitação antes da plena convicção.

 

II – A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO

1. O chamado de DEUS a Abraão foi especial    

O chamado de Deus a Abraão (Gênesis 12) foi especial por representar uma ruptura drástica com a idolatria de seu Pai e o passado, exigindo fé incondicional para deixar sua terra e parentela rumo a um lugar desconhecido. Deus prometeu transformar Abraão em uma grande nação, abençoar o seu nome e, por meio dele, abençoar todas as famílias da terra. 

Pontos marcantes do chamado de Abraão:

  • Renúncia Total: Abraão precisou deixar para trás sua terra, parentes e a casa de seu pai, rompendo com a cultura de Ur para seguir um chamado divino.
  • Fé no Desconhecido: Ele obedeceu sem saber para onde ia, confiando apenas na promessa de Deus de guiá-lo à terra de Canaã.
  • A Promessa da Aliança: A promessa incluiu uma descendência numerosa (mesmo sendo Abraão idoso e sua esposa estéril), a proteção divina e a formação de um novo povo.
  • Propósito Profético: O objetivo era mais do que geográfica, era estabelecer uma nação santa através da qual o Messias viria ao mundo. 

A resposta de Abraão foi imediata, caracterizando-o como o pai da fé, mudando sua vida de um morador local para um peregrino sob a promessa de Deus, conforme explica. 

E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça. Gênesis 15:6

Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça

Romanos 4:3

Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Gálatas 3:6

E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. Tiago 2:23

Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. Gênesis 17:9

 

2. Qual o objetivo do concerto com os patriarcas?  

 O objetivo do concerto (aliança) de Deus com Abraão, Isaque e Jacó era estabelecer uma nação santa (Israel) para revelar Sua vontade ao mundo, formar uma aliança inquebrável com Seu povo e, fundamentalmente, providenciar a salvação para todas as nações da terra através da descendência deles, o descendente JESUS.

Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, Romanos 4:16 

Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. Romanos 4:13

  • A "Semente" Singular: Paulo argumenta que a Escritura não usa o plural "aos descendentes", mas sim o singular "ao seu descendente", focando em uma pessoa específica, que é Cristo. DEUS chama Abrão tendo em vista JESUS CRISTO.

Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Gálatas 3:16

 

Principais Objetivos e Promessas do Concerto:

  • Salvação Universal: O propósito supremo era abençoar todas as famílias da terra, cumprido na figura de Jesus Cristo.
  • Formação de uma Nação: Criar um povo escolhido, Israel, que servisse como testemunha de DEUS e donde nasceria JESUS.
  • Promessa de Terra: Promessa de uma Terra extensa como herança perpétua para a descendência dos patriarcas (só será realizada no milênio).

De acordo com Josué 1:4, 13.1, 21:43-45 e outras passagens, a promessa dada por DEUS a Israel abrange uma área vasta, descrita com os seguintes limites: 

Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates; ¹⁹ E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, ²⁰ E o heteu, e o perizeu, e os refains, ²¹ E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. Gênesis 15:18-21 – Hoje Israel só tem cerca de 2.8% das terras que DEUS lhes deu.

Josué 1:4 - Sul: O deserto. Norte: O Líbano e a terra dos hititas (Síria). Leste: O grande rio, o Rio Eufrates. Oeste: O Grande Mar (Mar Mediterrâneo).

  • Multiplicação e Proteção: Promessa de transformar a semente de Abraão em uma "multidão de nações" e protegê-los.
  • Aliança Pessoal: Estabelecer um relacionamento inquebrável, onde Deus se torna o "Deus de Abraão, Isaque e Jacó". 

Os patriarcas funcionaram como fundadores desta fé servindo como líderes espirituais e familiares nesta aliança. 

 

3. O concerto e as promessas   

O concerto de Deus com Abrão (Gênesis 12, 15, 17) foi uma aliança incondicional e solene, onde Deus prometeu torná-lo pai de uma grande nação, dar-lhe uma extensa  terra, incluindo Canaã e abençoar todas as famílias da terra através de sua descendência. As promessas incluíam descendência inumerável, proteção divina e mudança de nome (Abrão para Abraão). 

Principais Elementos do Concerto e Promessas (Gênesis 12, 15, 17):

  • Terra: Promessa da extensa  terra, incluindo Canaã para a sua descendência.
  • Descendência (Semente): Promessa de uma numerosa posteridade, que resultaria em uma grande nação e, eventualmente, em Cristo.
  • Bênção Universal: "Em ti serão benditas todas as famílias da terra" (através de JESUS).
  • Nome Grande: Deus engrandeceria o nome de Abraão.
  • Proteção: Deus seria o escudo e o galardão de Abraão. 

Detalhes do Pacto:

  • O Sinal: O sinal físico do concerto foi a circuncisão de todos os homens da sua casa.
  • Mudança de Nomes: Abrão ("pai exaltado") tornou-se Abraão ("pai de uma multidão de nações"), e Sarai ("minha princesa") tornou-se Sara ("mãe de nações").
  • Cumprimento: Apesar da espera de 25 anos (dos 75 aos 100 anos de Abraão), Deus cumpriu a promessa com o nascimento de Isaque, conforme narrado em Gênesis 21.

O pacto, explicado detalhadamente na Bíblia, estabelece Abraão como pai da fé, com as promessas se estendendo a todos os crentes por meio de Cristo. A narrativa bíblica completa do chamado e da aliança pode ser lida em Gênesis 12 e Gênesis 17.

 

III - O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO

1. Todo macho será circuncidado  

Segundo Gênesis 17, Deus estabeleceu a circuncisão como sinal perpétuo da Aliança com Abraão e seus descendentes. Todo macho, incluindo os nascidos em casa e os comprados de estrangeiros, deveria ser circuncidado. A ordem exigia a circuncisão no oitavo dia de vida, marcando o corpo como sinal de um pacto eterno (O coto umbilical geralmente cai a partir de 7 dias de vida). DEUS deu ordem para circuncidar a todas as crianças a partir de 8 dias de nascidas).

Detalhes da Aliança (Gênesis 17):

  • Abrangência: Abraão, Ismael, todos os machos, incluindo crianças com mais de oito dias de nascidas, de sua casa, e gerações futuras.
  • O Sinal: A circuncisão na carne do prepúcio (como operação de fimose).
  • A Marca: Sinal visível de compromisso e fidelidade.

  

2. Quando deveria ser feita a circuncisão    

  • O Prazo: Bebês com oito dias de nascidos ou mais até os mais velhos.
  • A Consequência: O incircunciso que não fizesse o pacto na carne seria extirpado do seu povo. 

Abraão obedeceu imediatamente, circuncidando a si mesmo, seu filho Ismael e todos os homens de sua casa.. Esta aliança foi confirmada ao longo das gerações, com Isaque e seus descendentes. Isaque também foi circuncidado ao oitavo dia conforme Gênesis 21:4 e confirmado em Atos 7:8

A circuncisão de bebês no oitavo dia de vida é uma prática mantida pelos judeus até os dias de hoje. 

 

A circuncisão é praticada atualmente por diversos povos e culturas, motivada principalmente por razões religiosas, culturais, higiênicas ou médicas. Os principais grupos incluem: 

  • Povos Judeus: A circuncisão (Brit Milá) é um pacto religioso fundamental, geralmente realizado no oitavo dia de vida do menino.
  • Povos Muçulmanos: A prática é amplamente seguida em nações muçulmanosas, sendo quase universal em países como Irã, Iraque, Cisjordânia, Iêmen, Indonésia e Síria.
  • Cristãos Ortodoxos e Copta: Praticada em comunidades específicas, como a Igreja Ortodoxa Etíope e a Igreja Ortodoxa Eritreia, além dos cristãos coptas.
  • Povos da África Subsaariana: A circuncisão é uma prática tradicional e ancestral em muitas tribos, muitas vezes atuando como um ritual de passagem para a vida adulta.
  • Povos do Oriente Médio e Ásia: Inclui samaritanos, drusos e outras populações na região da Ásia Ocidental.
  • Culturas Ocidentais e Asiáticas (não religiosas): A prática é comum em países como os Estados Unidos, Coreia do Sul e Filipinas, frequentemente por razões de higiene ou profilaxia médica. 

A circuncisão também é realizada como um procedimento médico preventivo contra infecções ou para tratar condições como a fimose.

 

Gênesis 21:4 registra o momento em que Abraão circuncida seu filho Isaque com oito dias de vida, obedecendo rigorosamente à ordem de Deus. Este ato sela a aliança divina, confirmando Isaque como o herdeiro da promessa, conforme relatado em várias versões bíblicas. 

Pontos-chave de Gênesis 21:4:

  • Obediência: Abraão cumpre a ordem divina estabelecida anteriormente.
  • Contexto: Isaque, filho da promessa, é circuncidado no oitavo dia.
  • Significado: Marca a continuidade da aliança de Deus com a descendência de Abraão

 

3. A circuncisão do coração

A circuncisão do coração na Bíblia é uma metáfora espiritual para a transformação interior, conversão e remoção da rebeldia contra Deus, indo além do ritual físico. Envolve consagrar o ser totalmente, humilhar-se e purificar-se, permitindo que Deus mude a inclinação para o pecado. 

Pontos-chave sobre a circuncisão do coração:

  • O que significa: É o ato do Espírito Santo de cortar a insensibilidade, a dureza ("cerviz rígida") e a inclinação para o mal, capacitando o indivíduo a amar a Deus de todo o coração.
  • Origem no AT: Moisés exortou o povo a "circuncidar o coração" (Deuteronômio 10:16) para não serem rebeldes, e Deus prometeu fazê-lo (Deuteronômio 30:6) para que o povo vivesse
  • Realidade no NT: Paulo, inspirado pelo ESPÍRITO SANTO, explica em Romanos 2:25-29 que a verdadeira identidade de um "judeu" (povo de Deus) não é física, mas interior, realizada pelo ESPÍRITO SANTO.
  • Oposto de "Incircunciso": Um coração incircunciso é teimoso, surdo à palavra de Deus e focado em si mesmo.
  • Frutos: A circuncisão do coração resulta em obediência, humildade, fé, esperança e amor. 

Em resumo, é a mudança de um coração de "pedra" para um coração de carne, tornando a pessoa obediente e fiel a Deus. 

 

CONCLUSÃO

A aliança de Deus com Abraão revela de forma clara que o Senhor é um Deus que chama, transforma identidades e cumpre Suas promessas apesar das limitações humanas. A mudança de nome de Abrão para Abraão e de Sarai para Sara, Além De Revelar Uma Aliança Perpétua De Abrão e Sarai com DEUS, simboliza uma nova realidade espiritual, marcada não pelo que eles eram, mas pelo que Deus havia determinado que se tornariam. O riso diante da promessa evidencia a fragilidade humana frente ao sobrenatural, mas também ressalta que a fidelidade de Deus não depende da perfeição da fé do homem, e sim da Sua graça soberana. O concerto estabelecido, confirmado pelo sinal da circuncisão, aponta para uma aliança eterna que ultrapassa o aspecto físico e encontra seu pleno significado na circuncisão do coração, operada pelo Espírito Santo. Em Cristo, a descendência prometida, todas as nações são alcançadas, e os que creem tornam-se herdeiros das promessas feitas a Abraão. Assim, a história do patriarca não é apenas memorial, mas um chamado atual para viver pela fé, em obediência, confiando que Deus permanece fiel à Sua palavra em todas as gerações.

 

 

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Escrita, Lição 5, Central Gospel, Isaque, o Filho Da Promessa, 3Tr24, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

 

SUBSÍDIOS EXTRAS

Lição 8, Betel, Isaque - o filho da Promessa

 2° Trimestre de 2023 | EBD BETEL

 

Vídeo https://youtu.be/iADZWszAw5M

Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2023/05/escrita-licao-8-isaque-o-filho-da.html

Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2023/05/slides-licao-8-betel-isaque-o-filho-da.html

https://pt.slideshare.net/henriqueebdnatv/slides-lio-8-betel-isaque-o-filho-da-promessa-2tr23-pr-henriquepptx

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA - GÊNESIS 26

22. E partiu Bali e cavou outro poco; e não  porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome

Reobote, e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra.

23. Depois subiu dali a Berseba.

24. E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o DEUS de Abraão, teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo.

25. Então edificou ali um altar, a invocou o nome do Senhor, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.

  

TIPOLOGIA DE ISAQUE

1. Isaque foi filho da promessa (Gl 4.23 e 28), e filho único. JESUS foi o unigênito (Jo 1.14) e foi prometido como "semente da mulher" (Gn 3.15) e como Emanuel, DEUS conosco (Is 7.14).

2.  O nascimento de Isaque foi sobrenatural. Os pais não estavam mais em condições de ter filhos (Rm 4.19). O nascimento de JESUS foi sobrenatural.

3. Isaque foi oferecido em sacrifício e obediente em tudo (Gn 22). JESUS foi julgado por três dias e carregou a cruz aos ombros (Como Isaque caminhou três dias coma condenação a sacrifício e levou a lenha nos ombros)

JESUS foi obediente em tudo até a morte e morte de cruz (Fl 2.8).

4. No casamento de Isaque, Abraão resolveu providenciar, e o servo Eliezer foi buscar e trouxe a noiva (Gn 24.1-67).

No casamento de JESUS CRISTO com a Igreja (Ap 19.7-9; Ef 5.22-32), o Pai resolveu com o seu amor ao mundo, e o ESPÍRITO  SANTO  veio habitar conosco para convencer, ensinar e santificar a Igreja que é a noiva, para a realização das bodas (Ap 21.1-3). O ESPÍRITO SANTO conduz a noiva ao noivo (como Eliézer conduziu Rebeca a Isaque)

  

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SUBSÍDIOS EXTRAS

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Lição 4, Isaque, um Caráter Pacífico

2º Trimestre de 2017 - Título: o Caráter do Cristão - Moldado Pela Palavra de DEUS e Provado Como Ouro

Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato de Lima (Pr. Pres. ADPAR - Assembleia de DEUS em Parnamirim/RN)

 

Resumo

I - ISAQUE, O FILHO DA PROMESSA
1. Promessa de DEUS a Abrão.

2. Seu nascimento, um verdadeiro milagre.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 26.12-25

12 - E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava. 13 - E engrandeceu-se o varão e ia-se engrandecendo, até que se tornou mui grande; 14 - e tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam. 15 - E todos os poços que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de Abraão, seu pai, os filisteus entulharam e encheram de terra. 16 - Disse também Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós, porque muito mais poderoso te tens feito do que nós. 17 - Então, Isaque foi-se dali, e fez o seu assento no vale de Gerar, e habitou lá. 18 - E tornou Isaque, e cavou os poços de água que cavaram nos dias de Abraão, seu pai, e que os filisteus taparam depois da morte de Abraão, e chamou-os pelos nomes que os chamara seu pai.

19 - Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale e acharam ali um poço de águas vivas. 20 - E os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso, chamou o nome daquele poço Eseque, porque contenderam com ele. 21 - Então, cavaram outro poço e porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome Sitna. 22 - E partiu dali e cavou outro poço; e não porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome Reobote e disse: Porque agora nos alargou o SENHOR, e crescemos nesta terra. 23 - Depois, subiu dali a Berseba, 24 - e apareceu-lhe o SENHOR naquela mesma noite e disse: Eu sou o DEUS de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo. 25 - Então, edificou ali um altar, e invocou o nome do SENHOR, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.

  

Comentários BEP - CPAD

26.12 O SENHOR O ABENÇOAVA. No AT, às vezes, as pessoas recebiam bens como recompensa pela fidelidade. No NT, ao contrário, a posse de bens materiais geralmente é considerada um empecilho em potencial à vida espiritual e à dedicação a DEUS (ver 3 Jo v.2).

  

DEUS havia prometido a Abraão um herdeiro, porém sua idade e a da sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas DEUS é fiel e vela por sua palavra. Se Ele fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá. Abraão e Sara devem ter criado o filho da promessa com muito amor e carinho, contribuindo para desenvolver em Isaque um caráter manso, pacificador e humilde. Isaque recebeu uma boa educação e decidiu fazer boas escolhas. DEUS o abençoou em todas as áreas, mas, não significa que sua vida foi fácil. Ele teve de enfrentar a esterilidade de sua esposa, vizinhos invejosos e maus. Todavia, diante das adversidades, demonstrou ter um caráter pacífico e confiante em DEUS.
 

 PARA REFLETIR - A respeito de Isaque, um caráter pacífico, responda:
Qual o significado do nome Isaque?
"Aquele que ri", "ele ri" ou "riso".
Que promessa DEUS fez a Abraão, quando ele tinha 75 anos de idade?
Que ele seria "uma grande nação" (Gn 12.2).

 

I - ISAQUE, O FILHO DA PROMESSA

Abrão tinha 75 anos quando recebeu a promessa e a promessa só se cumpriu quando Abrão (agora Abraão) tinha 100 anos. Como Sara ficou grávida com 89 e Abrão tinha 99, então a promessa se cumpriu depois de 24 anos de espera, mas se quisermos considerar cumprida só depois do nascimento de Isaque, então são 25 anos de espera. Não tem na bíblia quantos anos tinha Isaque ao ser oferecido no Monte Moriá, mas como DEUS é DEUS de Aliança e a Aliança no Antigo Testamento (BHÊRITE ) diz que o que eu dou para DEUS, DEUS dá para mim, então creio que Isaque tinha 33,5 anos, pois JESUS tinha esta idade quando foi oferecido no calvário. Isaque é um tipo de CRISTO.

Vimos então que Abrão esperou 24 anos pela promessa, a bíblia nos diz que Isaque se casou com 40 anos e seus filhos nasceram quando ele tinha 60 anos - Passou vinte anos orando por eles. Jacó trabalhou 14 anos por Raquel. Então podemos ver que esta família era uma família perseverante em oração, tinha muita paciência. Vimos também 3 mulheres estéreis na família. As três matriarcas Sara, Rebeca e Raquel.  Duas delas buscam resolver carnalmente a situação, Sara com a serva Hagar e Raquel com as Mandrágoras do filho de Leia, já Rebeca consegue a bênção pela oração de Isaque. Abraão espera 24 anos pela promessa, Isaque 20 anos e Jacó 14 anos trabalha por Raquel. Família paciente mesmo.

1. Promessa de DEUS a Abrão.

Gn 26.3-5 “...peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai. E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas estas terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.”

A NATUREZA DO CONCERTO. A Bíblia descreve o relacionamento entre DEUS e seu povo em termos de “pacto” ou “concerto”. Esta palavra aparece pela primeira vez em 6.18 e prossegue até o NT, onde DEUS fez um novo concerto com a raça humana mediante JESUS CRISTO. Quando compreendemos o concerto entre DEUS e os patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó), aprendemos a respeito de como DEUS quer que vivamos em nosso relacionamento pactual com Ele.

O nome especial de DEUS, em relação ao concerto, conforme a revelação bíblica, é Jeová (ou Yavé) (traduzido “SENHOR”; ver 2.4). Inerente neste nome pactual está a benignidade de DEUS, sua solicitude redentora pela raça humana, sua contínua presença entre o seu povo, seu propósito de estar em comunhão com os seus e de ser o seu Senhor.

A divina e fundamental promessa do concerto é a seguinte: “...para te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti” (ver 17.7). Desta promessa dependem todas as demais integrantes do concerto. Significa que DEUS se compromete firmemente com o seu povo fiel a ser o seu DEUS, e que por amor, Ele lhe concede graça, proteção, bondade e bênção (Jr 11.4; 24.7; 30.22; 32.38; Ez 11.20; Zc 8.8).

O alvo supremo do concerto entre DEUS e a raça humana era salvar não somente uma nação (Israel), mas a totalidade da raça humana. No caso de Abraão, DEUS já lhe prometera que nele “todas as nações da terra” seriam benditas (12.3; 18.18; 22.18; 26.4). DEUS estendeu sua graça pactual à nação de Israel a fim de que esta fosse “para luz dos gentios” (Is 49.6; cf. 42.6). Isso cumpriu-se mediante a vinda do Senhor JESUS CRISTO como Redentor, quando, então, os cristãos começaram a levar a mensagem do evangelho por todo o mundo (Lc 2.32; At 13.46,47; Gl 3.8-14).

Nos diversos concertos que DEUS fez com o ser humano através das Escrituras, há dois princípios atuantes: (a) era somente DEUS quem estabelecia as promessas e condições do seu concerto, e (b) cabia ao ser humano aceitar por fé obediente essas promessas e condições. Em certos casos, DEUS estabeleceu com muita antecipação as promessas e as responsabilidades de ambas as partes; em tempo algum, porém, o povo conseguiu, junto a DEUS, alterar as condições dos concertos para beneficiar-se.

O CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO.

(1) DEUS, ao estabelecer comunhão com Abraão, mediante o concerto (cap. 15), fez-lhe claramente várias promessas: DEUS como escudo e recompensa de Abraão (15.1), descendência numerosa (15.5) e a terra de Canaã como sua herança (15.7; ver 15.6; 17.8; cf. 12.1-3).

DEUS conclamou Abraão a corresponder a essas promessas por fé, aceitá-las, e confiar nEle como seu Senhor. Por Abraão assim fazer, DEUS o aceitou como justo (15.6) e foi confirmado mediante comunhão pessoal com Ele.

Não somente Abraão precisou, de início, expressar sua fé para a efetuação do concerto, como também DEUS requereu que, para a continuação das bênçãos do referido concerto, Abraão devia, de coração, agradar a DEUS, através de uma vida de obediência. (a) DEUS requereu que Abraão andasse na sua presença e que fosse “perfeito” (ver 17.1). Noutras palavras, se a sua fé não fosse acompanhada de obediência (Rm 1.5), ele estaria inabilitado para participar dos eternos propósitos de DEUS. (b) Num caso especial, DEUS provou a fé de Abraão ao ordenar-lhe que sacrificasse seu próprio filho, Isaque (22.1,2). Abraão foi aprovado no teste e, por conseguinte, DEUS prometeu que o seu pacto com ele (Abraão) ia continuar (ver 22.18). (c) DEUS informou diretamente a Isaque que as bênçãos continuariam imutáveis e que seriam transferidas para ele porque Abraão lhe foi obediente e guardou os seus mandamentos (26.4,5).

DEUS ordenou diretamente a Abraão e aos seus descendentes que circuncidassem cada menino nascido na sua família (17.9-13). O Senhor determinou que cada criança do sexo masculino não circuncidada fosse excluída do seu povo (17.14) por violação do concerto. Noutras palavras, a desobediência a DEUS levaria à perda das bênçãos do concerto.

O concerto entre DEUS e Abraão foi chamado um “concerto perpétuo” (17.7). A intenção de DEUS era que o concerto fosse um compromisso permanente. Era, no entanto, passível de ser violado pelos descendentes de Abraão, e assim acontecendo, DEUS não teria de cumprir as suas promessas. Por exemplo, a promessa que a terra de Canaã seria uma possessão perpétua de Abraão e seus descendentes (17.8) foi quebrada pela apostasia de Israel e pela infidelidade de Judá e sua desobediência à lei de DEUS (Is 24.5; Jr 31.32); por isso, Israel foi levado para o exílio na Assíria (2Rs 17), enquanto Judá foi posteriormente levado para o cativeiro em Babilônia (2Reis 25; 2Cr 36; Jr 11.1-17; Ez 17.16-21).

SORRISO DE ABRÃO DIFERENTE DO SORRISO DE SARA

Só Sara foi repreendida, então o riso de Sara era de incredulidade, mas o riso de Abraão foi de admiração pelo poder de DEUS e de Alegria.

O CONCERTO DE DEUS COM ISAQUE.

(1) DEUS procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada geração seguinte, a partir de Isaque, filho de Abraão (17.21). Noutras palavras, não bastava que Isaque tivesse por pai a Abraão; ele, também, precisava aceitar pela fé as promessas de DEUS. Somente então é que DEUS diria: “Eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente” (26.24).

(2) Durante os vinte primeiros anos do seu casamento, Isaque e Rebeca não tiveram filhos (25.20,26). Rebeca permaneceu estéril até que Isaque orou ao Senhor, pedindo que sua esposa concebesse (25.21). Esse fato demonstra que o cumprimento do concerto não se dá por meios naturais, mas somente pela ação graciosa de DEUS, em resposta à oração e busca da sua face (ver 25.21).

(3) Isaque também tinha de ser obediente para continuar a receber as bênçãos do concerto. Quando uma fome assolou a terra de Canaã, por exemplo, DEUS proibiu Isaque de descer ao Egito, e o mandou ficar onde estava. Se obedecesse a DEUS, teria a promessa divina: “...confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai” (26.3; ver 26.5).

a- Uma promessa que só poderia ser cumprida por um milagre de DEUS (Sarai era estéril).

b- Uma promessa que dependia de uma aliança.

c- Uma promessa que levou 25 anos para se cumprir (Promessa feita quando Abrão tinha 75 anos e Isaque só nasceu quando Abraão tinha 100 anos).

2. Seu nascimento, um verdadeiro milagre.

a- Milagre porque Sarai era estéril.

b- Milagre porque Sara tinha 89 anos quando ficou grávida de Isaque.

c- Milagre porque foi predito e até o nome dado antes.

 

II - UM HOMEM ABENÇOADO POR DEUS

POR QUE ISAQUE E NÃO ISMAEL?

Ismael é filho natural (escrava era mulher nova - poderia gerar de Abraão mesmo ele sendo velho). Ismael é filho da desobediência de Sara e falta de fé dela que acabou contaminando Abrão. Filho da escrava não herda as mesmas promessas que o filho da esposa verdadeira.
Mas que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre. Gálatas 4:30
De maneira que, irmãos, somos filhos, não da escrava, mas da livre. Gálatas 4:31
Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Gálatas 4:22
Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa. Gálatas 4:23
1. A prosperidade espiritual.

Riso chegou! Glória a DEUS!

Agora a expressão seria outra: Esaú e Jacó nasceram! Glória a DEUS! A resposta de DEUS às orações de Isaque foram dois filhos.

De Isaque e Rebeca nasce Esaú, seu primogênito, com Jacó agarrado em seu calcanhar. Por isso o nome de enganador, ou "aquele que agarra no calcanhar", no original.

Isaque estava agora em plena comunhão com DEUS e as bênçãos prometidas por DEUS a ele são cumpridas depois de 20 anos de espera e muita oração.

Resumo rápido da vida de Isaque segundo minha opinião - Isaque com aproximadamente 3 anos foi desprezado por seu irmão Ismael, com 33,5 foi oferecido em sacrifício, com 37 perdeu sua mãe, com 40 se casou, com 60 lhe nasceu dois filhos, morreu com 180 anos.

2. A bênção divina é passada de pai para filho.

Isaque era homem de oração, de milagres (desde sua concepção até nas colheitas e água nos poços), era homem de altares (Ação de graças, louvor e adoração).

Para que de Abraão nascesse JESUS era preciso continuar a Aliança entre DEUS e Abraão, agora, via seus descendentes. Quando DEUS chamou Abrão tinha em vista JESUS, o salvador de todos,, tanto judeus como gentios.

“Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. Não diz: ‘E a descendentes’, como no caso de muitos, mas como no caso de um só: ‘E a teu descendente’, que é CRISTO.” Gálatas 3.16.

Isaque demonstrou ter a mesma fé de seu pai nas promessas de DEUS e isso O agradou. Assim, a aliança teve continuidade.

 

יצחק Yitschaq - Isaque = “ele ri”
1) filho de Abraão com Sara, sua esposa, e pai de Jacó e Esaú

ISAQUE - Dicionário Wycliffe - יצחק Yitschaq - Isaque = “ele ri”
O nome dado por DEUS antes do nascimento da criança (Gn 17.19) significa “ele ri”, “aquele que ri”, ou simplesmente “riso". Veja referências a riso em Gênesis 17.17; 18.12-15; 21.6.

História. Isaque nasceu (provavelmente em Gerar) de Abraão e Sara quando estes tinham a idade de 100 e 90 anos, respectivamente. Ele foi o primeiro a ser circuncidado no período normal, quando tinha oito anos de idade (Gn 21.4), em reconhecimento à promessa da aliança (Gn 17.2-17). A presença de Agar e de seu filho Ismael foi um fator perturbador na família da aliança, e por ordem divina eles foram mandados embora. Se os eventos são narrados em ordem cronológica, Ismael teria nessa época cerca de 16 ou 17 anos; ele é retratado na história como um jovem imaturo que sofreu de exaustão antes de sua mãe (Gn 21.15,18). Mas já tinha idade suficiente para ser um zombador (v.9)!

Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida, vemo-lo grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do altar subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto pela intervenção divina deve ter afetado profundamente toda a sua vida.

Isaque tinha 37 anos de idade quando sua mãe morreu em Hebrom, Três anos mais tarde, seu casamento com Rebeca ocorreu em Laai-Roi. Nesse ponto ele aceitou o arranjo feito por seu pai, evidentemente como sendo a ordem do Senhor.

Para proteger a herança, Abraão despediu todos os seus outros filhos para longe, assim como havia feito com Ismael, fazendo de Isaque o único herdeiro (Gn 25.1-6), Isso evitaria qualquer disputa sobre o direito de primogenitura. A morte de Abraão com a idade avançada de 175 anos reuniu Ismael e Isaque, provavelmente pela última vez.

Isaque tinha 40 anos quando se casou, e esperou 20 anos por filhos. Então vieram os gêmeos Esaú e Jacó, trazendo um novo conflito para dentro do lar da aliança. O favoritismo dos pais promoveu nos filhos a luta pelo poder, culminando com a trapaça de Jacó pela qual ele assegurou a bênção patriarcal.

Enquanto isso, a peregrinação de Isaque em Gerar revelou uma semelhança comporta- mental dele com seu pai (Gn 26.6-11). Isaque fez Rebeca se passar por sua irmã, imaginando que um irmão não correria o mesmo perigo que um marido no caso de outro homem a desejar. Sua prosperidade em Gerar o tornou impopular, de modo que não apenas o chefe filisteu o incentivou a partir, mas os pastores do lugar disputavam seu direito aos poços que os seus servos cavavam.

O retorno a Berseba teve a bênção do Senhor e uma renovação da promessa divina (Gn 26.23,24). Mas ali também Isaque teve seus pesares. As esposas de Esaú afligiram tanto a ele como a Rebeca, porém ainda mais penosa foi a fraude de seu filho Jacó, instigado por sua mãe. Ali Isaque viu os seus dois filhos cortarem relações. Isaque já era velho e de visão fraca quando Jacó partiu para Padã-Arã. Vinte anos depois, quando Jacó retornou, Isaque ainda estava vivo, mas habitando em Hebrom, onde havia sepultado Rebeca. Ali ele morreu, com a idade de 180 anos, e ali seus filhos, parcialmente reconciliados, o sepultaram. Veja Era Patriarcal.

Caráter. Isaque não foi tão grande quanto Abraão, nem tão vivido quanto Jacó. Contudo, ele foi teve sua grandeza, e preencheu um lugar importante entre o pai da nação e o pai das tribos.

A mansidão de Isaque é vista em sua submissão sem resistência a seu pai ao tornar-se o sacrifício sobre o altar de Moriá, e em sua recusa a discutir quando os pastores de Gerar reivindicavam os poços.

Ele possuía uma natureza afetuosa, profundamente ligado à mãe, chorando por sua morte, e sendo depois confortado em seu amor por Rebeca. Seu espírito mediador pode ter contribuído para seu afete expansivo.

Ele era um homem que vivia em contato com DEUS. Embora não tendo as visitações dramáticas que foram concedidas a seu pai, Abraão, Isaque teve comunhão com o céu, e obedeceu aos mandamentos de DEUS. O altar, a tenda e o poço simbolizam os principais interesses de sua vida.

Ele está incluído no rol de heróis da fé em Hebreus 11. Suas bênçãos sobre Jacó e Esaú estão ali declaradas como sendo atos de fé. Sem dúvida alguma sua experiência no monte Moriá ajudou a tomá-lo um homem de fé. Um outro traço admirável em Isaque foi sua disposição em não guardar rancores. Ele foi tratado de maneira muito má por Abimeleque e seus servos; contudo, quando Abimeleque, percebendo a força de Isaque, buscou um pacto de não-agressão, ele perdoou o que havia passado e demonstrou boa vontade.

Como todos os homens, Isaque tinha seus defeitos. Dois defeitos graves podem ser mencionados. Faltou-lhe sabedoria para evitar o favoritismo paterno. Talvez tenha sido a evidente parcialidade de Rebeca por Jacó que induziu Isaque a defender Esaú. Ao mesmo tempo ele admirava a coragem e o esportismo de Esaú - e incidentalmente apreciava a carne de caça! Sem dúvida alguma isso criou um sentimento de inferioridade em Jacó, e impeliu-o a compensar essa preferência do pai pelo irmão por meio da astúcia.

Mas Isaque também podia mentir, como seu pai antes dele. Uma mulher bonita era uma companhia perigosa. Um suposto pretendente daria um dote a um irmão na ausência do pai, mas poderia matar um marido para ganhar o prêmio. Assim Isaque usou as táticas de Abraão (embora com menor justificativa, pois Sara era na verdade meia-irmã de Abraão), e disse: ‘Elá é minha irmã”. Isso não foi nem verdadeiro nem heroico.

Aplicações espirituais

1. Na sarça ardente, DEUS apresentou-se a Moisés como ‘Eu sou o DEUS de teu pai, o DEUS de Abraão, o DEUS de Isaque e o DEUS de Jacó” (Êx 3.6), estabelecendo assim o relacionamento da aliança. O Senhor JESUS assumiu a tríplice designação de DEUS para refutar os saduceus e para confirmar a fé na ressurreição (Mt 22.31,32). Note como a forma singular “pai” abrange Abraão, Isaque e Jacó. Aqui está uma distinção em unidade e uma unidade em distinção que não é geralmente atribuída aos homens.

2. Em Romanos 9.7, Isaque é apresentado como um caso típico de eleição soberana. No que diz respeito à aliança, Ismael foi excluído, como foram os filhos de Quetura. A geração natural não garante a uma pessoa um lugar no Reino de DEUS. Este é um privilégio dos chamados, o que fica evidente pela fé que expressam.

3.O nascimento de Isaque foi o fruto da fé - não somente de Abraão, mas de Sara (Hb

11.11). Seu riso incrédulo deu lugar à fé, e o ventre senil reviveu. Assim, o nascimento espiritual é sempre uma operação miraculosa em resposta à fé.

4. A fé de Abraão também foi central na vida de Isaque. Ele creu na Palavra de DEUS, a despeito de todas as impossibilidades naturais. Ele contemplou firmemente sua própria impotência e os 90 anos de idade de Sara, e ainda assim creu em DEUS. Foi essa fé que deu a Abraão uma posição de justiça diante de DEUS. Isaque, portanto, foi o fruto de uma fé justificadora (veja Rm 4.18-22).

A ordem de oferecer Isaque no altar testou a fé de Abraão. Como a morte de Isaque poderia encaixar-se em todas as promessas divinas? Abraão tinha a resposta de fé, de que “DEUS era poderoso para até dos mortos o ressuscitar”. Dessa forma, Isaque tornou-se uma figura da vida surgindo dos mortos; ou, dando a isto um aspecto do NT, uma figura da nova vida em CRISTO (veja Hb 11.17-19; Rm 6.3-5). Ele também aparece aqui como um protótipo de CRISTO, o Filho obediente, que foi “obediente até à morte e morte de cruz”.

5. A aplicação espiritual mais elaborada encontra-se em Gálatas 4.21-31. Ali o contraste é entre Agar e Ismael por um lado, e Sara e Isaque por outro. Historicamente, vemos o conflito entre a escrava e a esposa, e entre seus filhos; mas foi o apóstolo Paulo que indicou que essa hostilidade era uma alegoria, mostrando os antagonismos entre a carne e o ESPÍRITO, entre a escravidão da lei e a liberdade da graça. Qualquer tentativa de coexistência entre eles está fadada a fracassar. Isaque nos fala da liberdade ‘com que CRISTO nos libertou” (Gl 5.1). J. C. M.

Gênesis 26 - Comentário Neves de Mesquita)
A Prosperidade de Isaque e a Inveja dos Filisteus - 26:12-25
Depois da experiência dos últimos versículos, Isaque dedicou-se à agricultura e criação com tanto mais fervor quanto DEUS era grandemente com ele. Por algum tempo os habitantes da terra não o molestaram e, pelo que nos diz o verso 11, tinha até toda a proteção do próprio rei. Mas a inveja não conhece direitos, e chegou o dia da contenda. Abraão, quando ali tinha estado, cavara uns poços que depois foram entulhados pelos filisteus. Isaque cavou de novo estes poços, mas isto deu nas vistas do rei, que pediu a Isaque se retirar, visto ser mais poderoso que ele mesmo, pretexto, talvez, para expulsar aquele que tempos antes tinha protegido. Isaque saiu da cidade e foi habitar no vale de Gerar, perto dela, e ali desentulhou outros poços que Abraão tinha cavado e que os filisteus tinham entulhado. E a contenda continuou. Os servos de Abimeleque tomaram os poços e Isaque teve de mudar seu acampamento mais para o norte. Cavou outro poço, mas teve ainda de abandoná-lo por causa da contenda, até que, finalmente, cavou um que chamou Rebote que significa espaço. Afinal tinha encontrado um lugar de paz.
Isaque foi o homem que mais poços cavou durante sua vida. Isto revela seu grande desenvolvimento comercial. Os poços eram necessários para dar de beber aos rebanhos, em que consistia a principal riqueza daquele tempo. Os hebreus chamavam às águas nascentes dos poços "água vivas", tal era o valor que tinham na sua vida. Há poucos rios naquelas paragens e é mesmo difícil cavar um poço e encontrar água; daí o seu grande valor e o motivo das contendas. Alguns destes poços era simples cisternas para coletar as águas pluviais.
Depois de alguns anos em Gerar e no Vale de Gerar, mudou de acampamento para Berseba, lugar bastante familiar a todos os estudantes de Gênesis. Ali, Abraão morou muito tempo, talvez até a morte de Sara. Numa noite Jeová (ou Yavé) lhe apareceu e renovou as promessas familiares de que o abençoaria e o faria prosperar grandemente. Ao mesmo tempo lhe oferecia proteção contra os inimigos filisteus. Nas horas de maior apreensão na vida dos servos de DEUS, Jeová (ou Yavé) aparece para confortá-los e repetir as solenes promessas. Em resposta a esta aparição, Isaque erige um altar e invoca o nome de Jeová (ou Yavé). Este era o costume, sempre que DEUS aparecia a qualquer patriarca.
Não sabemos o que motivou a mudança repentina de Isaque do Vale de Gerar para Berseba, mas é provável que algum incidente tenha ocorrido entre ele e os filisteus. Não tendo espírito de contenda, preferia abandonar suas posições a viver em guerra. Assim, deixou os poços e sua terra cultivada e foi à sua antiga residência. Aqui, cavou novamente um poço, perto do altar, para servir ao ritual do sacrifício. É significativo que nesse lugar não houvesse poços, porquanto Abraão tinha morado ali tanto tempo! Ou ele precisava de mais este, ou os que Abraão tinha cavado tinham sido tomados por alguma tribo da terra. Pela mesma razão, construiu um altar, parecendo que não havia altar no lugar, ou que Abraão não tinha o costume de erigir altares onde quer que pousasse, o que não é admissível. Neste caso, ou o altar estava arruinado, e foi reedificado, ou o lugar ficava distante daquele em que seu pai morreu

 

Gn 21:1-21 (Comentário Neves de Mesquita) - NASCIMENTO E VIDA DE ISAQUE - (caps 21-25:23)

Sara Torna-se Mãe - 1-7

Começa aqui um novo capítulo na vida de Abraão.

O anjo Jeová (ou Yavé) tinha dito a Abraão: "Certamente tornarei a ti por este tempo da vida, e eis que Sara tua mulher terá um filho." Chegou afinal o tempo de se cumprir esta promessa e de o feliz casal ver realizadas as suas mais queridas esperanças. O nome do menino era Isaque, "riso" ou "ele rirá", porque sua mãe tinha rido quando Jeová (ou Yavé) lho prometeu. Após o nascimento da criança, Sara disse: "DEUS preparou riso para mim; e todo aquele que o ouvir se rirá por minha causa." Isaque nasceu em Gerar, bastante longe da terra da promessa. Depois de uma grande decepção na vida destes dois servos de DEUS, ao terem cometido a falta de se concertarem para negar sua relação conjugal, Jeová (ou Yavé) visitou Sara, como tinha prometido, e o menino nasceu. Quantas vezes ficamos impacientes sobre alguma coisa que esperamos receber e, como estes, também pretendemos apressar a vinda do que esperamos! Para DEUS, nunca é tarde. "O Senhor visitou Sara, como tinha dito...". Ele promete, e não falta. Como diz o prolóquio popular: "Quando DEUS tarda, vem pelo caminho." Estava, pois, satisfeito o supremo desejo de Abraão e realizada sua esperança de ter um herdeiro. O nascimento do menino quando Abraão tinha cem anos de idade e sua mulher tinha passado a idade de ser mãe foi um verdadeiro milagre, como foi milagre tudo que DEUS fizera mediante a promessa a seu servo. As bênçãos da vida cristã são dádivas divinas e nem sequer podemos compreender como nosso Pai Celestial tem tornado possível esta herança chegar até nós.

Oito dias após o nascimento foi o menino circuncidado de acordo com o pacto feito entre Abraão e DEUS (capítulo 17:10). Este ato era o selo de união entre a família e DEUS. A guarda deste rito era necessária para a confirmação de que a promessa continuava de pé.

Depois de algum tempo foi o menino desmamado e Abraão fez uma festa. É a primeira vez que ouvimos de uma festa na casa de uma família religiosa. Bem podemos imaginar o esplendor dessa festa. Aquele que tinha sido por tanto tempo a esperança da casa chegara afinal e acabava de passar por um período importante na vida. Lembremo-nos de que Abraão estava ainda em Gerar, portanto, era terra alheia, se é que ele até agora tinha terra sua. Poucos amigos tinham, mas possuía uma formidável casa de servos, e foi com eles que fez a festa.

Abimeleque talvez fosse convidado, mas isto é mera conjectura. Nesta mesma festa houve um incidente desagradável. Enquanto Isaque era acariciado e feito objeto de todos os cuidados, o filho de Agar zombava dele. Já grande bastante para compreender que este menino o tinha vindo deserdar, ridicularizou a criança. Não podemos saber de que maneira foi o insulto, mas parece ter sido grave. Se Agar tinha sido conivente ou não, nada se nos diz, mas é provável que o feito de Ismael tivesse sido inspirado por sua própria mãe. Não quero, entretanto, afirmar, visto o silêncio das Escrituras sobre o assunto.

O temperamento de Sara parece ter sido um pouco irascível. Da primeira vez, apenas se viu ridicularizada, maltratou a serva, que, se tinha culpa, maior ainda era a de sua senhora. Agora, por uma ofensa, se grande ou pequena, não sabemos, pede de novo a expulsão da serva. Parece que os nomes de "minha princesa" e princesa", o último, dado por DEUS mesmo, não condiziam muito bem com o seu temperamento. Era mais bela do que amável. Orgulhosa de sua posição de senhora e de mãe do herdeiro de todas as promessas, não pôde tolerar uma fã, a do filho de seu próprio marido. Quão diferente era Abraão! O pedido de sua mulher, de deitar fora a escrava e seu filho, recusou, e foi depois que DEUS lhe disse que desse ouvidos à sua mulher que se decidiu lançar fora seu próprio filho. Difícil seria criar estes dois filhos com pretensões iguais a herdeiros, sem que houvesse contínuas questões. Para evitar isto, a separação talvez fosse ajuizada. Paulo cita estas palavras do Senhor em Gálatas, capítulo 4, dizendo que Sara e Agar são duas alegorias, representando dois concertos, um, feito no Sinai, gerando para a servidão, outro, espiritual, em que Sara representava a Jerusalém celestial. Todos os filhos de DEUS têm de nascer espiritualmente. Sem esta interpretação, muito nos faltaria para compreender a transação. Ismael nasceu segundo a carne, isto é, veio ao mundo naturalmente, como resultado da união de um homem e uma mulher; mas Isaque veio por promessa. Não haveria união que, nas condições deste caso, fizesse nascer um menino. Por isso ele é o tipo dos crentes que nascem espiritualmente.

No dia seguinte, de manhã cedo, em obediência ao mandado divino, Abraão chama sua serva e seu filho e, com tristeza, lhes diz que é preciso sair de casa. A ordem das coisas exige este sacrifício e ele, amoroso como era, pede e o exemplifica. Não temos nesta singela narrativa o que este grande homem disse à sua serva e a seu filho, mas, se conhecemos o seu coração, podemos saber de que ternura usou ao despedir estes dois entes, que se tinham tornado seus. Só os interesses do Reino de seu DEUS lhe poderiam dar coragem para aquele sacrifício. Entretanto, para estes atos sempre estava pronto. Mais tarde, encontramo-lo oferecendo o filho da promessa sobre o altar, em obediência a seu DEUS. A religião que dá forças para oferecermos a DEUS o melhor que temos e cumprir cada ordem, por mais difícil que seja, é uma religião de poder. Felizmente, desta vez DEUS lhe poupou a agonia de perder o seu filho, sendo este substituído por um carneiro, que providencialmente tinha sido ali posto.

Diz-nos o verso 14 que Abraão pôs o odre d'água no ombro de Agar e tomou pão e pôs a caminho o filho e sua mãe. A pobre não sabia para onde seguir. Errante pelo deserto, acabou-se a água. De tudo ainda tinha, mas faltava-lhe o precioso líquido. Nestes lugares se viaja dias e dias sem encontrar água. É de supor que ela se dirigisse para o poço-de Beer-Laai-Rói, onde Jeová (ou Yavé) encontrara da outra vez e lhe dissera que voltasse para sua senhora, mas, exausta da viagem, ainda que não estivesse muito longe, deitou-se debaixo de uma árvore, esperando morrer, pondo o menino a pouca distância. Pobre criatura! DEUS ouviu a voz do menino, que chorava com sede, certamente, e por se ver sozinho, e o anjo de DEUS bradou desde os céus a Agar e a consolou. Mandou que pegasse no menino, porque dele faria uma grande nação. Abrindo seus olhos, viu uma fonte; foi ali, encheu o odre e deu de beber ao moço. Pouco sabemos da vida deste moço e de sua mãe depois desta ocasião. Diz-nos o verso 20, que DEUS era com ele e habitou o deserto e sua mãe lhe procurou mulher da sua raça na terra do Egito. Nada mais.

Que teria feito Abraão depois de despedir a serva e seu filho? Tê-los-ia esquecido? Não Creio. É pena que nada mais saibamos, mas, mesmo sem especular, podemos dizer que não foram esquecidos. A Bíblia não gasta palavras desnecessárias. Esse homem tinha um papel diferente do de Isaque, e é com este, e não com aquele, que a Bíblia se preocupa. No capítulo 25:6, Moisés, ao falar do testamento, nos diz que Abraão aos Filhos de suas concubinas deu presentes. Decerto não deserdou Ismael, porque não sabemos de outras concubinas, além de Agar e Quetura. Se deu presentes aos filhos de concubinas, deve ter dado a Ismael também.

DEUS cumpriu sua palavra a Agar, que de seu filho faria uma grande nação. O deserto de Parã, onde ele morou, abrange toda a península do Sinai, território muito maior do que a Palestina, e toda esta terra ainda hoje está em poder dos seus descendentes, árabes e turcos.

Setenta e dois anos depois, encontramos Ismael já velho, a tomar parte no enterramento de seu pai Abraão, juntamente com Isaque

 

ISAQUE - Dicionário Champlin

I. Caracterização Geral

A história da vida de Isaque aparece nos capítulos vinte e um a vinte e nove do livro de Gênesis. Isaque era filho de Abraão e Sara, e foi o segundo dos três patriarcas hebreus: Abraão, Isaque e Jacó. Era filho gerado por promessa divina e por divina intervenção, o que fez dele um apto símbolo de CRISTO, o Filho de DEUS à gloria. Seu nome significa «risos» (comparar com Sal. 15:9 e Amós 7:9,16), embora essa mesma palavra hebraica também signifique «zombaria», o que, naturalmente, não se ajusta ao contexto de Gênesis. A razão desse nome é explicada na seção II A Origem do Nome.

Isaque foi circuncidado como um filho prometido, porquanto nele é que a aliança com Abraão (e, portanto, o pacto messiânico) teria continuação. Ver o artigo separado, Pacto Abraâmico. Quando Isaque tinha seus oito anos de idade, houve o seu sacrifício potencial, de onde extraímos lições espirituais de grande valor moral, mas que, por si mesmo, não pode ser justificado através de qualquer sã teologia. Ver esse problema na terceira seção deste artigo. Seja como for, o povo terreno de DEUS, escolhido, descenderia de Abraão, passando por Isaque. Destarte, no relato, encontramos as raízes de uma grande nação, o povo de Israel.

II. A Origem do Nome

No tocante às circunstâncias de seu nascimento, lemos que várias pessoas se riram. Abraão riu-se quando lhe foi revelado que ele teria um filho na sua velhice (Gên. 17:17), o que também foi a reação de Sara, a mãe de Isaque (Gên. 18:12). E ainda outros sentiram vontade de rir, quando souberam do que estava sucedendo (Gên. 21:6). Sara foi repreendida por DEUS, por ter rido, o que foi interpretado como sinal de falta de fé no poder de DEUS. E, quando ela negou que se tinha rido, foi repreendida novamente. Mas Sara mentiu por motivo de temor. Seja como for, a promessa divina teve cumprimento. Mas, com base nessa circunstância de que várias pessoas se riram, o menino recebeu o nome de Isaque, «riso», no hebraico. O riso original fora divertido, e não zombeteiro, embora refletindo certa fraqueza de fé. Todavia, nesse riso também podemos perceber o júbilo diante do cumprimento das promessas de DEUS, que, finalmente, resultou na vinda do Messias a este mundo, através da linhagem de Isaque.

Lemos nos textos ugaríticos que o deus El costumava rir-se. Algo semelhante se acha no segundo salmo. Talvez Isaque fosse um nome comum, baseado na crença da existência de um deus risonho. Mas, no tocante ao Isaque da Bíblia, é quase certo de que seu nome lhe foi dado por causa dos vários incidentes de riso.

III.    Sacrifício Humano por DEUS?

Não há que duvidar que esse é o aspecto mais difícil do relato bíblico sobre Isaque. De fato, é um dos mais árduos problemas de todo o Antigo Testamento. Aqueles que tentam apoiar a teoria de que não existe revelação divina progressiva, encontram boa variedade de maneiras para desculpar Yahweh por ter dado a Abraão a ordem de sacrificar seu filho, Isaque. Todo esse esforço é inútil. Por que não confessar logo que estamos ali tratando com um primitivo conceito acerca de DEUS, que foi totalmente ultrapassado pela tradição religiosa hebreu-cristã, tendo então sido abandonado como inaceitável?

Sentimo-nos desolados diante do vigésimo segundo capítulo de Gênesis. Nenhuma explicação pode aliviá-lo de sua demonstração de uma religião primitiva. Mesmo que Abraão tivesse crido, sinceramente, que DEUS requerera dele um sacrifício humano, e isso do seu próprio filho, é impossível crermos que DEUS, realmente, tivesse feito a ele tal exigência. Abraão certamente errou (embora em boa-fé), apesar de seu estado espiritual avançado. Podemos extrair do relato boas lições morais, mas é catastrófico para a fé religiosa sã a suposição de que DEUS, sob quaisquer circunstâncias, tivesse ordenado que se oferecesse um sacrifício humano. Mais tarde, na legislação de Israel, os sacrifícios humanos foram estrita e enfaticamente proibidos. Ver Lev. 18:21. A pena de morte foi imposta aos desobedientes (Lev. 20:2,3).

Contudo, a lição espiritual que se sobressai nesse relato é a da suprema dedicação de Abraão ao Senhor, uma dedicação desde o próprio lar. A fé religiosa requer de nós todos, se quisermos ser sinceros, que nossos filhos devam ser a primeira coisa que dedicamos a DEUS. Naturalmente, temos nesse incidente um tipo do sacrifício do Filho de DEUS. DEUS amou de tal maneira o mundo, que deu o Seu próprio Filho (João 3:16). O primeiro mandamento da lei mosaica determina que amemos a DEUS de todo o coração e de todas as nossas forças; em seguida, em grau de importância, temos o mandamento para amarmos ao próximo como a nós mesmos. Abraão pois. demonstrou esse tipo de amor a DEUS, sem importar o quão equivocado fosse o seu ato.

Uma outra lição que se evidencia aqui é que as pessoas religiosas, a despeito de suas boas intenções e grande sinceridade, podem estar equivocadas naquilo que fazem e crêem, embora essa seja uma lição que todos preferimos olvidar: a arrogância cega.

IV.    As Notáveis Características de Isaque

Isaque foi o único dos três grandes patriarcas hebreus que nasceu na Terra Prometida e nunca a abandonou. Acima dos outros dois, ele ancorava a história de Israel àquela região. Esse relato também nos mostra como a linhagem prometida passava por Jacó, ao passo que Esaú deu origem aos idumeus. DEUS tem os seus escolhidos. Essa é uma das ilustrações mais claras da Bíblia — usada por Paulo — para mostrar o fato. «E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de DEUS. quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), já lhe fora dito a ela (Rebeca): O mais velho será servo do mais moço. Como está escrito: Amei a Jacó, porém, me aborreci de Esaú» (Rom. 9:11-13).

O relacionamento de Isaque com DEUS caracterizava-se pela passividade, pela confiança instintiva, pela submissão e pela devoção (Gên. 22:7, 25:21). Jacó referiu-se a DEUS como «o Temor de Isaque» (Gên. 31:42,53), o que demonstra a completa devoção de Isaque ao Senhor. No Talmude e no judaísmo posterior, Isaque simbolizava a submissão do povo de Israel à inescrutável vontade de DEUS. Isso, naturalmente, estava vinculado à história de como Isaque submeteu-se a ser sacrificado a DEUS, sem queixas e questionamentos.

Os intérpretes julgam como fraqueza de caráter o fato de Isaque ter mentido acerca de sua esposa e de sua preferência por Esaú (o que se deveria ao fato de que Esaú caçava e satisfazia ao apetite de Isaque; Gên. 25:28). Ou, pelo menos, esses incidentes mostrariam lapsos sérios na vida de Isaque. Mas, dificilmente poderíamos julgar o caráter geral de um homem por causa de dois incidentes difíceis de julgar, ou mesmo por causa de alguma atitude errada e persistente, de algum tipo. É verdade que a bênção que Isaque tencionava proporcionar a Esaú, finalmente foi dada a Jacó, por desígnio divino; e isso não por causa do próprio Jacó e, sim, por causa do plano divino relativo ao povo de Israel, porquanto esse povo seria divino instrumento mediante o qual o Messias chegaria ao mundo e cumpriria a sua missão terrena.

«A vida de Isaque, julgada segundo normas mundanas, pode parecer inativa, desprezível e infrutífera; mas os anos de vida imaculada, de oração, de atos graciosos, de ações de graças diárias, em meio a atividades tipicamente pastorais, não devem ser julgados por esse prisma, embora não nos pareçam espetaculares. O caráter de Isaque talvez não tenha exercido nenhuma influência dominante sobre a sua geração e sobre as gerações subsequentes, mas foi suficientemente assinalada e coerente para conquistar o respeito e a inveja da parte de seus contemporâneos. Seus pósteros sempre lhe deram uma honra idêntica à que dão a Abraão e a Jacó. Esse nome chegou mesmo a ser usado como parte de uma fórmula empregada pelos mágicos egípcios dos tempos de Orígenes [Contra Celso 1:22), empregada como eficaz para amarrar demônios que quisessem conjurar» (Smith, Dicionário Bíblico).

V. Isaque nas Páginas do Novo Testamento

Além das duas vezes em que Isaque aparece na genealogia de JESUS (ver Mat. 1:2 e Luc. 3:34), há outras referências a ele, como na expressão «.....o DEUS de Abraão o DEUS de Isaque e o DEUS de Jacó.....» (Mat. 22:23; Mar. 12:26; Luc. 13:28 e 20:37). Lucas repete essa fórmula em Atos 3:13. como parte de um dos sermões de Pedro. No sétimo capítulo de Atos, no discurso defensivo de Estêvão, Isaque e mencionado em conexão com a narrativa da história de Israel (vs. 8 e 32). E as passagens de Rom. 9:7,10 e Gál. 4:28 enfatizam Isaque como um filho prometido, que serve de ilustração sobre a posição favorecida do Novo Israel (a Igreja), que também seria um filho prometido. O trecho de Heb. 11:9 ressalta a vida de peregrinações dos patriarcas (entre os quais estava Isaque), como herdeiros que foram da promessa divina de salvação. Hebreus 11:17 menciona o sacrifício de Isaque, por parte de Abraão, como um ato de fé. O fato de que ele foi preservado vivo representa a ressurreição (vs. 19). E o versículo vigésimo mostra-nos que a bênção dada por Isaque a Jacó era profética, sem dúvida alguma envolvendo a promessa messiânica, que passava por Isaque. O trecho de Tia. 2:21 refere-se ao sacrifício de Isaque por parte de Abraão, como prova de que um crente é justificado, igualmente, por suas obras de fé, e não somente pela fé, o que o contexto afirma enfaticamente, especialmente no versículo vigésimo quarto. Muitos pensam que temos nisso uma típica interpretação rabínica, que Tiago usou para defender sua tese. Ver sobre o Legalismo.

VI. TIPOLOGIA

1. O servo que foi enviado por Abraão a fim de obter esposa para Isaque serve de símbolo do ESPÍRITO  SANTO, que está buscando uma noiva para CRISTO. De acordo com esse tipo, Abraão simboliza DEUS Pai, e Isaque representa DEUS Filho. E a noiva é a Igreja; ver Gên. 24.
2. O nascimento de Isaque, que foi miraculoso, representa o nascimento virginal do Filho. Ver Gên. 21:1,2.
3. O sacrifício de Isaque simboliza o sacrifício de JESUS CRISTO, o Filho de DEUS. Ver Rom. 8:32. DEUS «...não poupou a seu próprio Filho...” E o Filho de DEUS também foi obediente até à morte (Fil. 2:5-8), exibindo a mesma atitude que a de Isaque, diante da morte.
4. Isaque, como filho da promessa, também simboliza todos os filhos da promessa, que, coletivamente, formam a Igreja. Ver Gál. 4:28.
5. Os filhos espirituais de Abraão, todos os quais passam através de Isaque, simbolizam o novo Israel e a Igreja, ver Gál. 4:28.
6. Isaque também simbolizava a nova natureza do crente, nascido «segundo o ESPÍRITO» (Gál.4:29).

 

ISAQUE - Enciclopédia Ilumina

Isaque era o filho de Abraão e Sara, um dos patriarcas de Israel. Ele era pai de Jacó e Esaú. Na história de Isaque vemos um homem tentando agradar a DEUS ao mesmo tempo que sofria com frustrações humanas.

NOME E LINHAGEM

O nome "Isaque" significa "ele ri" ou "ele riu". Estudiosos já debateram sobre quem está rindo. A linhagem de Isaque é interessante. Sara não só era a esposa de Abrão, como também sua meia irmã (Gênesis 20:12). Este fato isolado pode ter interferido na concepção de um filho anos antes. Por causa de seu parentesco, Isaque pertencia aos dois lados da família de Terah (pai de Abraão).

No entanto, Isaque não era o único filho de seu pai. Ele também tinha um filho com a concubina Hagar, chamado Ismael. Quando Abraão e Sara duvidaram da Palavra de DEUS de que eles teriam um filho, Sara deu sua escrava, Hagar, para Abraão para dar à luz a sua descendência. Mas, isso foi inapropriado. Isso mostrou que eles não criam. Mais tarde, Isaque nasceu, assim como DEUS havia prometido.

ABRAÃO PROVA SUA FÉ

O teste supremo da fé de Abraão veio na época em que Isaque era um adolescente vivendo num território palestino. Abraão tinha observado o filho da promessa crescer e virar um rapaz saudável. Porém DEUS pediu que Abraão oferecesse Isaque como sacrifício. No entanto quando a sua fé não vacilou, DEUS interveio no momento crucial e mandou outra oferenda na forma de um carneiro. Por causa de sua obediência, DEUS prometeu grandes bênçãos à Abraão. Isaque também participou nestas bênçãos (Gênesis 22; 25:11). Paulo honrou este ato de fé e obediência séculos depois. Ele chamou Abraão de o pai de muitas nações (Romanos 4:1-25). Depois da morte de Sara (Gênesis 23), Abraão resolveu arrumar uma esposa para Isaque. Era costume naquela época que os pais arrumassem casamentos para seus filhos. Abraão não queria que seu filho se casasse com uma mulher pagã, então mandou seu servo à cidade de Nahor na Mesopotâmia para encontrar uma esposa dentro de sua parentela. Está descrito em Gênesis 24 o seu encontro com Rebecca. Este é um relato que enfatiza fé, perseverança e bênçãos divinas. Bethuel, o pai de Rebecca, e Labão seu irmão, concordaram com o plano e ela partiu com a benção de sua família para assumir suas novas responsabilidades como esposa de Isaque.

 

O CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ - Estudos Doutrinários BEP - CPAD

Gn 26.3-5 “...peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai. E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas estas terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.”

A NATUREZA DO CONCERTO. A Bíblia descreve o relacionamento entre DEUS e seu povo em termos de “pacto” ou “concerto”. Esta palavra aparece pela primeira vez em 6.18 e prossegue até o NT, onde DEUS fez um novo concerto com a raça humana mediante JESUS CRISTO. Quando compreendemos o concerto entre DEUS e os patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó), aprendemos a respeito de como DEUS quer que vivamos em nosso relacionamento pactual com Ele.

O nome especial de DEUS, em relação ao concerto, conforme a revelação bíblica, é Jeová (ou Yavé) (traduzido “SENHOR”; ver 2.4). Inerente neste nome pactual está a benignidade de DEUS, sua solicitude redentora pela raça humana, sua contínua presença entre o seu povo, seu propósito de estar em comunhão com os seus e de ser o seu Senhor.

A divina e fundamental promessa do concerto é a seguinte: “...para te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti” (ver 17.7). Desta promessa dependem todas as demais integrantes do concerto. Significa que DEUS se compromete firmemente com o seu povo fiel a ser o seu DEUS, e que por amor, Ele lhe concede graça, proteção, bondade e bênção (Jr 11.4; 24.7; 30.22; 32.38; Ez 11.20; Zc 8.8).

O alvo supremo do concerto entre DEUS e a raça humana era salvar não somente uma nação (Israel), mas a totalidade da raça humana. No caso de Abraão, DEUS já lhe prometera que nele “todas as nações da terra” seriam benditas (12.3; 18.18; 22.18; 26.4). DEUS estendeu sua graça pactual à nação de Israel a fim de que esta fosse “para luz dos gentios” (Is 49.6; cf. 42.6). Isso cumpriu-se mediante a vinda do Senhor JESUS CRISTO como Redentor, quando, então, os cristãos começaram a levar a mensagem do evangelho por todo o mundo (Lc 2.32; At 13.46,47; Gl 3.8-14).

Nos diversos concertos que DEUS fez com o ser humano através das Escrituras, há dois princípios atuantes: (a) era somente DEUS quem estabelecia as promessas e condições do seu concerto, e (b) cabia ao ser humano aceitar por fé obediente essas promessas e condições. Em certos casos, DEUS estabeleceu com muita antecipação as promessas e as responsabilidades de ambas as partes; em tempo algum, porém, o povo conseguiu, junto a DEUS, alterar as condições dos concertos para beneficiar-se.

O CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO. (1) DEUS, ao estabelecer comunhão com Abraão, mediante o concerto (cap. 15), fez-lhe claramente várias promessas: DEUS como escudo e recompensa de Abraão (15.1), descendência numerosa (15.5) e a terra de Canaã como sua herança (15.7; ver 15.6; 17.8; cf. 12.1-3).

DEUS conclamou Abraão a corresponder a essas promessas por fé, aceitá-las, e confiar nEle como seu Senhor. Por Abraão assim fazer, DEUS o aceitou como justo (15.6) e foi confirmado mediante comunhão pessoal com Ele.

Não somente Abraão precisou, de início, expressar sua fé para a efetuação do concerto, como também DEUS requereu que, para a continuação das bênçãos do referido concerto, Abraão devia, de coração, agradar a DEUS, através de uma vida de obediência. (a) DEUS requereu que Abraão andasse na sua presença e que fosse “perfeito” (ver 17.1). Noutras palavras, se a sua fé não fosse acompanhada de obediência (Rm 1.5), ele estaria inabilitado para participar dos eternos propósitos de DEUS. (b) Num caso especial, DEUS provou a fé de Abraão ao ordenar-lhe que sacrificasse seu próprio filho, Isaque (22.1,2). Abraão foi aprovado no teste e, por conseguinte, DEUS prometeu que o seu pacto com ele (Abraão) ia continuar (ver 22.18). (c) DEUS informou diretamente a Isaque que as bênçãos continuariam imutáveis e que seriam transferidas para ele porque Abraão lhe foi obediente e guardou os seus mandamentos (26.4,5).

DEUS ordenou diretamente a Abraão e aos seus descendentes que circuncidassem cada menino nascido na sua família (17.9-13). O Senhor determinou que cada criança do sexo masculino não circuncidada fosse excluída do seu povo (17.14) por violação do concerto. Noutras palavras, a desobediência a DEUS levaria à perda das bênçãos do concerto.

O concerto entre DEUS e Abraão foi chamado um “concerto perpétuo” (17.7). A intenção de DEUS era que o concerto fosse um compromisso permanente. Era, no entanto, passível de ser violado pelos descendentes de Abraão, e assim acontecendo, DEUS não teria de cumprir as suas promessas. Por exemplo, a promessa que a terra de Canaã seria uma possessão perpétua de Abraão e seus descendentes (17.8) foi quebrada pela apostasia de Israel e pela infidelidade de Judá e sua desobediência à lei de DEUS (Is 24.5; Jr 31.32); por isso, Israel foi levado para o exílio na Assíria (2Rs 17), enquanto Judá foi posteriormente levado para o cativeiro em Babilônia (2Reis 25; 2Cr 36; Jr 11.1-17; Ez 17.16-21).

   

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Lição 12, Isaque, o Sorriso de Uma Promessa

4º trimestre de 2015 - O Começo de Todas as Coisas - Estudos Sobre O Livro de Gênesis

Comentarista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade

http://ebdnatv.blogspot.com.br/2015/12/figuras-da-licao-12-isaque-o-sorriso-de.html  para figuras da Lição utilizadas no programa de TV

  

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 21.1-8
1 - E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha falado. 2 - E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que DEUS lhe tinha dito. 3 - E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque. 4 - E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como DEUS lhe tinha ordenado. 5 - E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho. 6 - E disse Sara: DEUS me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo. 7 - Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice? 8 - E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

DEUS havia prometido a Abraão um herdeiro, porém, sua idade e a da sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas, DEUS é fiel e vela por sua palavra. Se DEUS fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá. Todavia, Sara querendo resolver a situação do seu jeito pede que Abraão tenha um filho com sua escrava Agar. A princípio, parecia que o plano de Sara havia dado certo, porém, depois que o filho da promessa nasceu, começaram os conflitos. Abraão teve que lançar seu filho fora. Mas DEUS não havia lançado fora Ismael. O Senhor livra o menino e sua mãe da aflição do deserto e transforma um caso que a princípio parecia de fracasso e morte, em bênção. DEUS abençoou Ismael, mas Isaque era o filho da promessa e por seu intermédio, DEUS cumpriria seu concerto com Abraão.

 

Resumo da Lição 12, Isaque, o Sorriso de Uma Promessa
I. ISAQUE, O SORRISO TÃO ESPERADO

1. O nascimento do "riso".

2. Isaque e Ismael.

II. ISAQUE, O BEM MAIS PRECIOSO DE ABRAÃO

1. A provação das provações.

2. O encontro de Isaque com DEUS.

III. O CASAMENTO DE ISAQUE

1. Uma esposa para Isaque.

2. O casamento de Isaque.

3. Os filhos que não vinham.

IV. ISAQUE, O BENDITO DO SENHOR

1. Príncipe de DEUS.

2. Profeta de DEUS.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I - Isaque, o tão esperado herdeiro, ao nascer encheu o coração dos seus pais de alegria.

SÍNTESE DO TÓPICO II - Isaque tornou-se o bem mais precioso de seus pais. Somente DEUS deve ter a primazia em nossos corações.

SÍNTESE DO TÓPICO III - DEUS, ouviu o clamor do servo de Abraão e providenciou uma noiva para Isaque.

SÍNTESE DO TÓPICO IV - Isaque foi o filho bendito de Abraão. DEUS era com ele e o abençoou sobremaneira

 

SUBSÍDIO DEVOCIONAL top1
"Idade de Noventa e Nove Anos
Abraão agora estava com noventa e nove anos e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original de DEUS, o Senhor apareceu a Abraão com uma mensagem e exigência. (1) DEUS se revelou como o 'DEUS Todo-Poderoso', significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como DEUS Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que DEUS traria ao mundo o filho prometido a Abraão. (2) DEUS ordenou que Abraão andasse diante dEle e que fosse 'perfeito'. Assim como a fé de Abraão foi necessária na efetuação do concerto com DEUS, assim também um esforço sincero para o agradar era agora necessário, para continuação das bênçãos de DEUS, segundo o concerto feito. A fé de Abraão tinha que estar unida à sua obediência (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de DEUS. Noutras palavras, as promessas e os milagres de DEUS somente serão realizados quando o seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 56).


CONHEÇA MAIS top1

O teu único filho

A intenção de DEUS não era de que Abraão sacrificasse seu filho. A ordem de oferecer Isaque serviu para provar o quanto ele confiava no Senhor. Contudo, tratava-se também de uma história profética. DEUS, que foi tão generoso em permitir que Abraão sacrificasse seu filho, estava desejoso de entregar seu único filho, a quem amava, para garantir a nossa salvação." Para conhecer mais leia, Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 38.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO top2
"Isaque
O nome dado por DEUS antes do nascimento da criança (Gn 17.19) significa 'ele ri', 'aquele que ri', ou simplesmente 'riso'.
Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida, vemo-lo grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do altar subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto pela intervenção divina deve ter afetado profundamente toda a sua vida" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 989).
DEUS tinha planos para Isaque, e mostraria ao jovem que Ele cumpre suas promessas.

SUBSÍDIO DIDÁTICO top3
Professor, procure enfatizar as características de Isaque. Mostre que a sua mansidão "é vista em sua submissão sem resistência a seu pai ao tornar-se o sacrifício sobre o altar de Moriá, e em sua recusa a discutir quando os pastores de Gerar reivindicavam os poços. Ele possuía uma natureza afetuosa, profundamente ligado à mãe, chorando por sua morte, e sendo depois confortado em seu amor por Rebeca. Seu espírito mediador pode ter contribuído para seu afeto expansivo.
Ele era um homem que vivia em contato com DEUS. Embora não tenha as visitações dramáticas que foram concedidas ao seu pai, Abraão, Isaque obedeceu aos mandamentos de DEUS. O altar, a tenda e o poço simbolizavam os principais interesses de sua vida" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 990).


SUBSÍDIO DIDÁTICO top4
Professor, enfatize as características de Isaque e as lições de vida que aprendemos com Ele. Mostre aos alunos que Isaque demonstrou ser um filho obediente, um homem paciente e um marido cuidadoso. Observe algumas das lições que aprendemos com o filho da promessa, Isaque. Se desejar, leia para os alunos e discuta com eles cada lição:
"*A paciência sempre produz recompensas;
*As promessas e os planos de DEUS são maiores que os das pessoas.
*DEUS sempre cumpre suas promessas! Ele permanece fiel embora nossa fé seja pequena.
*Exercer favoritismo certamente produz conflitos familiares" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 35).

 

PARA REFLETIR A respeito do livro de Gênesis:
O que representou Isaque para Abraão?
Representou o cumprimento da promessa divina.
O que significou o Moriá para Isaque?
Significou a oportunidade de ter um encontro pessoal e fortemente experimental com o DEUS de seu pai.
Quais as principais qualidades de Rebeca?
Espiritualidade, gentileza, disposição e amor ao trabalho.
O que fez Isaque em relação à esterilidade da esposa?
Ele orou e buscou a ajuda de DEUS.
Em que sentido Isaque foi profeta?
Ao impetrar a bênção sobre seus filhos.

 

CONSULTE

Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 63, p. 42.

SUGESTÃO DE LEITURA - As Faces do Perdão, Uma Esposa para Isaque e Mulheres que Ouviram a Voz de DEUS

   

Comentários de vários autores de Livros com algumas correções do Ev. Luiz Henrique

 

Pontos difícil? Polêmico?

Gn 15.7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la.

Apesar de DEUS ter influenciado o pai de Abrão a sair de Ur dos Caldeus, DEUS só chama Abrão na cidade de Harã, só aí DEUS fala com Abrão.

Gênesis 11.31 E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali.

Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã. Gênesis 12:1-4 (grifo nosso).

 

Abrão tinha 75 anos quando recebeu a promessa e a promessa só se cumpriu quando Abrão (agora Abraão) tinha 100 anos. Como Sara ficou grávida com 89 e Abrão tinha 99, então a promessa se cumpriu depois de 24 anos de espera, mas se quisermos considerar cumprida só depois do nascimento de Isaque, então são 25 anos de espera.

Não tem na bíblia quantos anos tinha Isaque ao ser oferecido no Monte Moriá, mas como DEUS é DEUS de Aliança e a Aliança no Antigo Testamento (BHÊRITE ) diz que o que eu dou para DEUS, DEUS dá para mim, então creio que Isaque tinha 33,5 anos, pois JESUS tinha esta idade quando foi oferecido no calvário. Isaque é um tipo de CRISTO.

Veja que neste trimestre muitos paradigmas vão sendo quebrados e muitas pregações famosas vão sendo contestadas. Já vimos que Noé pregou 100 anos, vimos que Noé passou 1 ano e 17 dias na arca e vamos cada dia aprendendo mais.

Vimos então que Abrão esperou 24 anos pela promessa, a bíblia nos diz que Isaque se casou com 40 anos e seus filhos nasceram quando ele tinha 60 anos - Passou vinte anos orando por eles. Jacó trabalhou 14 anos por Raquel. Então podemos ver que esta família era uma família perseverante em oração, tinha muita paciência.

Vimos também 3 mulheres estéreis na família. As três matriarcas Sara, Rebeca e Raquel. 2 buscam resolver carnalmente a situação, Sara com a serva Hagar e Raquel com as Mandrágoras do filho de Leia, já Rebeca consegue a bênção pela oração de Isaque. Abraão espera 24 anos pela promessa, Isaque 20 anos e Jacó 14 anos trabalha por Raquel. Família paciente mesmo.

 

Abrão só teve um filho. Ismael, o filho da escrava. Precisou apenas de Abrão ter relações sexuais de adultério com Agar, o que era natural, humano e possível, filho da carne. Este nasceu antes da Aliança entre DEUS e Abrão..

 

Abraão só teve um filho. Isaque, o filho da promessa - Precisou de um milagre sobrenatural e espiritual para que essa promessa se cumprisse (Sara ficou grávida com 89 anos e Abraão tinha 99 anos). Este nasceu depois da Aliança entre DEUS e Abrão que se tornou em Abraão.

 

Na aliança de DEUS com Abrão está contida a mudança de nome. Significa: Seu nome se torna meu nome e meu nome se torna seu nome. Por isso Abrão recebe uma letra do nome de DEUS, o H e passa a se chamar Abrhaão, mas em português Abraão e Sarai passa a se chamar Sarah, mas em português Sara. DEUS agora passa a ser chamado o DEUS de Abraão. Depois faz aliança com Isaque e passa a se chamar O DEUS de Abraão e de Isaque, depois faz aliança com Jacó e passa a ser chamar O DEUS de Abraão, de Isaque e de Jacó. Hoje ELE se chama o DEUS de _______________ (coloque seu nome ai). Nós temos uma aliança com DEUS em JESUS CRISTO. Recebemos o selo de DEUS, a adoção de DEUS como filhos.

Eu sou o DEUS de Abraão, o DEUS de Isaque, e o DEUS de Jacó? Ora, DEUS não é DEUS dos mortos, mas dos vivos. Mateus 22:32.

 

Israel é por direito de posse carnal de Ismael e por direito de posse espiritual de Isaque. No milênio isso se resolverá e Israel assumirá seu território prometido por DEUS.

 

ABRÃO, MAS ABRAÃO. Abrão significa pai elevado; Abraão significa pai de uma multidão.

Sarai e Sara significa princesa. O Talmud explica que Sarai significava "minha princesa". Porém ao receber uma bênção que dela viria uma importante nação, seu nome é mudado para Sara, sem sufixo, pois será uma princesa para todos. Sarai - princesa, Sara mãe de nações. “Sarai” significa, em hebraico, “Yahweh é príncipe“

 

Agar nunca se converteu, tanto que deu uma mulher egípcia para casar com seu filho Ismael.
Para ela o DEUS de Abraão poderia livrar Ismael, não o seu DEUS.
DEUS não ouve a pecadores que não querem se converter apesar de verem os milagres de DEUS acontecerem, por isso ouviu Ismael e não Agar.
Agar presenciou um dos maiores milagres de DEUS, o nascimento de um filho de uma mulher aos 90 anos, mesmo assim não se converteu.

Gênesis 21:20,21 - E era DEUS com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito.

Levantar sua voz e chorar pode significar gritou e chorou, mas pode significar só chorou alto mesmo.

Estamos vendo pelo texto que DEUS ouviu Ismael e não Agar, também notamos que o poço existia, porém nem Ismael e nem Agar o tinham visto.

Claro o poço estava lá faltava os dois verem. A solução de nossos problemas está a um passo de nós, falta vermos Aplicando em nossa vida, devido à falta de comunhão somos impedidos de ver o milagre ou a solução a nossa frente.

Ismael tinha 17 anos quando saiu da casa de seu pai com sua mãe.

Ismael tinha 13 anos quando foi circuncidado, daí a mais um ano nasceu Isaque, depois se passou mais 3 anos para o menino ser desmamado e na festa do desmame Agar e Ismael foram expulsos. 13+1+3= 17 anos. (adotamos aqui 3 anos para Isaque ser desmamado, pois era a média para isso acontecer).

 

Uma família de fé e paciência. Exemplo para nós. Abrão morava em tendas porque esperava sua morada no céu.

Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é DEUS. Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido. Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas, e como a areia inumerável que está na praia do mar. Hebreus 11:8-12

 

Resumo rápido da vida de Isaque segundo minha opinião - Isaque com 3 anos foi desprezado por seu irmão Ismael, com 33,5 foi oferecido em sacrifício, com 37 perdeu sua mãe, com 40 se casou, com 60 lhe nasceu dois filhos, morreu com 180 anos.

 

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Lição 12 - ISMAEL E ISAQUE - IRMÃOS EM CONFLITO - 22-12-02

 

ABRAÃO - ÊXITOS E FRACASSOS DO AMIGO DE DEUS

4º TRIMESTRE DE 2002 - COMENTÁRIOS DE Pr. ELIENAI CABRAL - (CONSULTORIA DOUTRINÁRIA E TEOLÓGICA DE Pr. ANTÔNIO GILBERTO) 

 

 

TEXTO ÁUREO:

“Não são os filhos da carne que são filhos de DEUS, mas os filhos da promessa são contados como descendência” (Rm 9.8).
Gl 4.22 ABRAÃO TEVE DOIS FILHOS. Paulo emprega uma ilustração para demonstrar a diferença entre o antigo e o novo concerto. Agar representa o antigo concerto, firmado no monte Sinai (v. 25); os seus filhos vivem agora sob esse concerto e nascem segundo a carne (v.23), i.e., não têm o ESPÍRITO SANTO. Sara, a outra esposa de Abraão, representa o novo concerto; os seus filhos, i.e., os crentes em CRISTO, têm o ESPÍRITO e são verdadeiros filhos de DEUS. 

Filhos da carne: significa que nasceram da união física entre Abrão e Agar, união essa, perfeitamente passível de gerar filhos, pois Agar era mulher jovem (Geração natural).

Filhos da promessa: São os filhos que DEUS prometeu a Abraão que seriam gerados a partir de Sara, sua esposa, que não podia mais ter filhos e então seria necessário um milagre ou intervenção de DEUS para que viesse a ser gerado o filho da promessa, Isaque, de quem nasceria Esaú e Jacó, de Jacó os doze patriarcas e daí para frente a nação de Israel e daí o messias, JESUS CRISTO e deste os filhos de DEUS que são todos aqueles que o aceitam como senhor e salvador.

 

VERDADE PRÁTICA:

A fidelidade de DEUS é imutável e independente dos fracassos humanos.

Rm 11.29 Porque os dons e a vocação de DEUS são sem arrependimento.
Estas palavras se referem aos privilégios de Israel mencionados em 9.4,5 e 11.26. O contexto desta passagem tem a ver com Israel e os propósitos de DEUS para aquela nação e não aos dons espirituais ou à vocação ministerial relacionados com a obra do ESPÍRITO SANTO na igreja (cf. 12.6-8; 1 Co 12).

LEITURA DIÁRIA:

Segunda Gn 15.3A queixa de Abrão

3 Disse mais Abrão: Eis que me não tens dado semente, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro.
Sem filhos seria impossível que a promessa de DEUS se cumprisse, Abrão não podia crer que um DEUS tão poderoso deixaria que seu servo herdasse suas promessas; ele cria que DEUS poderia lhe dar um filho.

 

Terça Gn 15.4 DEUS promete um filho a Abrão

4 E eis que veio a palavra do SENHOR a ele, dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de ti será gerado, esse será o teu herdeiro.

Abrão, em resposta a essas palavras de consolo, relembrou a DEUS que não tinha filhos e, portanto, nenhum herdeiro (v. 2). Assim sendo, ele adotaria um dos seus servos para se tornar o seu herdeiro. DEUS rejeitou a ideia e prometeu a Abrão que este seria pai de um filho com sua esposa estéril, Sarai (cf. 11.30) e teria uma descendência inumerável. O fato incrível - e nisso está a grandeza de Abrão é que ele teve fé em DEUS. É essa fé em DEUS que lhe foi imputada por justiça.

 

Quarta Gn 16.1-4 A precipitação de Abrão

1 Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe gerava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar. 2 E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.3 Assim, tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.4 E ele entrou a Agar, e ela concebeu; e, vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.
16.2 O SENHOR ME TEM IMPEDIDO DE GERAR. Entre o povo da Mesopotâmia, o costume, quando a esposa era estéril, era deixar que a sua serva tivesse filhos com o esposo. Esses filhos eram considerados filhos legítimos daquela esposa. 

(1) Apesar de existir então esse costume, a tentativa de Abrão e Sarai de terem um filho através da união de Abrão com Agar não teve a aprovação de DEUS (2.24). 

(2) O NT fala do filho de Agar como sendo o produto do esforço humano segundo a carne, e não segundo o ESPÍRITO (Gl 4.29). Segundo a carne, equivale ao planejamento puramente carnal, humano, natural. Noutras palavras, nunca se deve tentar cumprir o propósito de DEUS usando métodos que não são segundo o ESPÍRITO, mas esperando com paciência no Senhor e orando com fervor.

O homem é sempre tendente a escolher o caminho mais curto e rápido na solução de seus problemas, mas DEUS sempre escolhe um caminho que necessite de fé para que o homem cresça em seu conhecimento.

Quinta Gn16.5-16 O nascimento de Ismael

5 Então, disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti. Minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela, agora, que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos. O SENHOR julgue entre mim e ti.6 E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face.7 E o Anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.8 E disse: Agar, serva de Sarai, de onde vens e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai, minha senhora.9 Então, lhe disse o Anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora e humilha-te debaixo de suas mãos.10 Disse-lhe mais o Anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua semente, que não será contada, por numerosa que será.11 Disse-lhe também o Anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e terás um filho, e chamarás o seu nome Ismael, porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição.12 E ele será homem bravo; e a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.13 E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és DEUS da vista, porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?14 Por isso, se chama aquele poço de Laai-Roi; eis que está entre Cades e Berede.15 E Agar deu um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que tivera Agar, Ismael.16 E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu Ismael a Abrão.

A escrava estava se sentindo dona da situação, ela era a abençoada (tinha um filho de Abrão), Sara teria que se submeter a seus caprichos para que Abrão não a deixasse; quão enganada estava Agar, pois Abrão é além de tudo, um esposo que ama e respeita sua esposa, prova disso, lhe dá carta branca para agir segundo sua vontade.
16.7 O ANJO DO SENHOR. À medida que esta narrativa prossegue, torna-se claro que o anjo do Senhor é o próprio DEUS falando com Agar (v. 13; 18.1,22; Jz 6.12,14). 

Fugida de sua senhora: Apesar de se ter comportado mal perante sua senhora, Agar não tinha culpa de ser escolhida pela própria Sarai para gerar um filho de seu esposo Abrão. O conselho é sempre a humilhação para posterior exaltação.

16.11 ISMAEL. O nome Ismael significa "DEUS ouve" e significa que DEUS viu o modo injusto de Abrão e Sarai tratarem Agar, e que também agiu a respeito disso. Aquele nome dado antecipadamente foi um julgamento sobre Abrão, e revela que DEUS abomina toda e qualquer injustiça entre os seus. Que DEUS castigará quem cometer injustiça contra os fiéis da igreja, não deixa dúvida o NT (ver Cl 3.25).

16.12 CONTRA TODOS. Ismael, juntamente com os seus descendentes, seria um povo aguerrido, forte e corajoso. Sua disposição para a luta poderia ser usada na peleja espiritual, em favor de DEUS ou contra DEUS. A escolha seria dele. 
Gn 21.17 DEUS OUVIU. DEUS sabia que era melhor que Agar e Ismael se separassem de Abrão. Nem por isso DEUS desamparou os dois, pois permaneceram na sua presença e sob seus cuidados (vv. 17-21). DEUS tinha um propósito para Ismael, paralelo ao seu propósito para com Isaque, a saber: que dele faria uma grande nação (v. 18).

Sexta Gn 17.1-8, 17-21; 18.10-14 DEUS renova suas promessas

Gn 17.1 Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão e disse-lhe: Eu sou o DEUS Todo-poderoso; anda em minha presença e sê perfeito.2 E porei o meu concerto entre mim e ti e te multiplicarei grandissimamente.3 Então, caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou DEUS com ele, dizendo: 4 Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações. 5 E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto.6 E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti. 7 E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti.8 E te darei a ti e à tua semente depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão, 

17.1 IDADE DE NOVENTA E NOVE ANOS. Abrão agora estava com noventa e nove anos, e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas, treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original de DEUS, o Senhor apareceu a Abrão com uma mensagem e uma exigência. 

(1) DEUS se revelou como o DEUS Todo-Poderoso (hb. El Shaddai), significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como DEUS Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que DEUS traria ao mundo o filho prometido a Abrão (vv. 15-19; 35.11; Is 13.6; Rm 4.19; Hb 11.12). 

(2) DEUS ordenou que Abrão andasse diante dEle e que fosse perfeito (i.e., totalmente dedicado ao cumprimento da sua vontade). Assim como a fé de Abrão foi necessária na efetuação do concerto com DEUS, assim também um esforço sincero para agradá-Lo era agora necessário, para continuação das bênçãos de DEUS, segundo o concerto feito (22.16-18). A fé de Abrão tinha que estar unida à sua obediência - (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de DEUS. Noutras palavras, as promessas e os milagres de DEUS somente serão realizados quando seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele (5.24; 6.9; Dt 13.4; ver Mt 17.20).

17.2 O MEU CONCERTO. DEUS já tinha prometido, por concerto, que daria a Abrão a terra prometida (cap. 15); agora, Ele renova essa promessa, declarando que de Abrão descenderiam muitas nações e reis (v. 6), que o Senhor seria o DEUS dos seus descendentes, e que Sarai, a sua esposa, daria à luz um filho e seria mãe de nações e reis (vv. 15,16). Abrão e seus descendentes veriam o cumprimento do concerto à medida que se dedicassem a DEUS e às obrigações do concerto (vv. 9-14; ver 15.6).
17.5 NÃO... ABRÃO, MAS ABRAÃO. Abrão significa pai elevado; Abraão significa pai de uma multidão (Ne 9.7; Rm 4.17). Na Bíblia, uma nova experiência com DEUS, muitas vezes, requeria um novo nome para a pessoa, simbolizando aquele novo relacionamento.
17.7 PARA TE SER A TI POR DEUS. A razão de ser e a realidade do concerto de DEUS com Abrão era DEUS ser o DEUS único de Abrão e dos seus descendentes (vv. 7,8). A promessa de DEUS de te ser a ti por DEUS é a promessa mais grandiosa das Escrituras. É a primeira promessa, a promessa fundamental, na qual se baseiam todas as demais promessas. Significa que DEUS assume o compromisso, sem reservas, com o seu povo fiel, para ser o seu DEUS, seu escudo e seu galardão (ver 15.1). Significa, também, que a graça de DEUS, seu perdão, promessas, proteção, orientação, bondade, ajuda e bênção são dados aos seus com amor (Jr 11.4; 24.7; 30.22; 32.38; Ez 11.20; 36.28; Zc 8.8). Todos os crentes herdam essa mesma promessa mediante sua fé em CRISTO (Gl 3.16).
17.8 PERPÉTUA POSSESSÃO. Abraão e seus descendentes físicos receberiam, pela promessa divina, a terra de Canaã (12.7; 13.15; 15.7,18-21). O concerto era perpétuo do ponto de vista de DEUS. Ele poderia ser violado somente pelos descendentes de Abraão (Is 24.5; Jr 31.32); assim sendo, a posse da terra dependia da condição da obediência a DEUS (v. 9; ver v. 1) 

 

Gn 17.21 O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte.
O concerto que visa a promessa é o concerto de Abraão com DEUS, através do nascimento de Isaque e não com Ismael como insistem em torcer os muçulmanos. 

 

Gn 18.10 E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara, tua mulher, terá um filho. E ouviu-o Sara à porta da tenda, que estava atrás dele.11 E eram Abraão e Sara já velhos e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres.12 Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?13 E disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Na verdade, gerarei eu ainda, havendo já envelhecido?14 Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho.
18.14 HAVERIA COISA ALGUMA DIFÍCIL AO SENHOR? DEUS quer que compreendamos que Ele tem poder para cumprir aquilo que Ele prometeu. JESUS realçou essa verdade quando disse: A DEUS tudo é possível (Mt 19.26)

21.5 NASCEU ISAQUE, SEU FILHO. Isaque, o filho da promessa, finalmente nasceu no lar de Abraão e Sara. Através de Isaque, DEUS continuaria seu concerto com Abraão (v. 12; 17.19). O cumprimento da promessa de DEUS a Abraão teve lugar depois de vinte e cinco anos (12.4). Bom é o Senhor para os que se atêm a ele (Lm 3.25); no tempo determinado por Ele, suas promessas fielmente se cumprem.

Sábado Gn 21.1-21 O nascimento de Isaque
1 E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha falado. 2 E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que DEUS lhe tinha dito. 3 E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.4 E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como DEUS lhe tinha ordenado.5 E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.6 E disse Sara: DEUS me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.7 Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?8 E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.9 E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, que esta tinha dado a Abraão, zombava. 10 E disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque.11 E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.12 Porém DEUS disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua semente.13 Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua semente.

O despedimento de Agar e Ismael

14 Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e tomou pão e um odre de água, e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela foi-se, andando errante no deserto de Berseba.15 E, consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.16 E foi-se e assentou-se em frente, afastando-se a distância de um tiro de arco; porque dizia: Que não veja eu morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.17 E ouviu DEUS a voz do menino, e bradou o Anjo de DEUS a Agar desde os céus e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque DEUS ouviu a voz do rapaz desde o lugar onde está.18 Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.19 E abriu-lhe DEUS os olhos; e viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço.20 E era DEUS com o moço, que cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro.21 E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito.

21.5 NASCEU ISAQUE, SEU FILHO. Isaque, o filho da promessa, finalmente nasceu no lar de Abraão e Sara. Através de Isaque, DEUS continuaria seu concerto com Abraão (v. 12; 17.19). O cumprimento da promessa de DEUS a Abraão teve lugar depois de vinte e cinco anos (12.4). Bom é o Senhor para os que se atêm a ele (Lm 3.25); no tempo determinado por Ele, suas promessas fielmente se cumprem.
21.17 DEUS OUVIU. DEUS sabia que era melhor que Agar e Ismael se separassem de Abraão. Nem por isso DEUS desamparou os dois, pois permaneceram na sua presença e sob seus cuidados (vv. 17-21). DEUS tinha um propósito para Ismael, paralelo ao seu propósito para com Isaque, a saber: que dele faria uma grande nação (v. 18).
 

Leitura bíblica em classe:

Gn 21.1-13

1 E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha falado.2 E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que DEUS lhe tinha dito.3 E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.4 E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como DEUS lhe tinha ordenado.5 E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.6 E disse Sara: DEUS me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.7 Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?8 E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.9 E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, que esta tinha dado a Abraão, zombava.10 E disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque.11 E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.12 Porém DEUS disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua semente.13 Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua semente.
 

Ponto de contato:

1- Contextualize a lição trazendo à memória de seus alunos os últimos acontecimentos no Oriente Médio. 

 

2- Ressalte como um conflito familiar mal resolvido pode causar transtornos para a vida inteira, atingindo pessoas que não tomaram parte nele.

1 Pe 1.22 Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração [amai-vos] ardentemente uns aos outros 

 

3- Destaque a importância do concerto quando ferirmos alguém e, do perdão, quando de alguma forma nos sentirmos atingidos.

Mt 6.14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15 se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.


Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a: 
1- Explicar a razão do permanente conflito entre os descendentes de Isaque e Ismael.
2- Justificar o motivo pelo qual Israel não é destruído: a fidelidade de DEUS a Abraão.

 

INTRODUÇÃO

Um conflito entre irmãos tem influenciado gerações. Se os pais não educarem seus filhos dentro da palavra de DEUS, ensinando-os a se amarem, se respeitarem e se perdoarem mutuamente, nunca teremos sossego e nem harmonia dentro dos lares e consequentemente entre as nações. A história familiar de Abraão e seus filhos Ismael e Isaque provoca nos leitores mais assíduos da Bíblia, arrepios. São árabes (Descendentes de Ismael) e Judeus (Descendentes de Isaque), lutando por uma terra que de direito espiritual pertence a Isaque e de direito material, de possessão pela força, pertence a Ismael. Gênesis caps.16 a 25.

I. OS DOIS FILHOS DE ABRAÃO 
1. Ismael (Gn 16.1-5,15, 16). Ler Gênesis 13.15,16; 15.18; 18.18; 22.17,18; 26.3,4; 28.3,4. 

Filho de Abrão com Agar (Escrava egípcia), filho de adultério consentido por sua esposa Sara, que sem fé preferiu arriscar a desgraça de sua família ao invés de crer em DEUS e esperar com paciência pelas suas promessas. Abrão sendo tentado caiu no mesmo engodo de Satanás. 

Tg 1.13 Ninguém, sendo [tentado], diga: Sou [tentado] por DEUS; porque DEUS não pode ser [tentado] pelo mal e ele a ninguém tenta.14 Cada um, porém, é [tentado], quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência;

Obs. Ev. Henrique - Essa Agar era jovem e bonita hein! Veja que Ismael é filho de Abrão e não de Abraão. - tem muita diferença. (Na verdade falta um "H" no nome de Abrahão, esse "H" é importante - vem do nome de DEUS)


2. Isaque (Gn 18.9-14; 21.1-3). 

Aos cem anos de idade Abraão vê o milagre do nascimento de Isaque acontecer (Gn 17.19). Ler Gálatas 4.22-31. 

Filho de Abraão com Sara, filho da promessa.

Gn 17.19 E DEUS lhe respondeu: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe chamarás [Isaque]; com ele estabelecerei o meu pacto como pacto perpétuo para a sua descendência depois dele.

Abraão, no início da narração de sua vida, na Bíblia, era chamado simplesmente "Abrão" (em hebraico Abram), que significa “Grande Pai”. Era um nome irônico, pois ele não tinha filhos. A partir de Gênesis 17 o seu nome se transforma em Abraão (em hebraico Avraham), que significa "pai de muitos". Isso aconteceu porque lhe foi prometida, por DEUS, uma grande descendência.

Concluindo, o novo nome, na bíblia é uma metáfora da missão a qual o personagem é chamado: Abrão, homem sem filhos, ironicamente chamado de "grande pai", se torna Abraão, o pai efetivo de uma multidão, do povo de Israel!

Diferente da nossa cultura, onde o nome é escolhido pela "estética", o povo israelita e descendentes atribuem um pesado significado ao nome. DEUS também utiliza esse raciocínio em Apocalipse: Quem tem ouvidos, ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. Apocalipse 2:17 Aqui diz que somente nós conheceremos o novo nome porque só nós mesmo saberemos o sentido do nosso novo nome, justamente porque apenas cada um de nós, e DEUS, conhece nossas lutas e vitórias mais íntimas.

Gerado milagrosamente de uma mãe de 90 anos e um pai de 100 anos; esse é o cumprimento das promessas de DEUS a Abrão.

Gn 17.21 O meu pacto, porém, estabelecerei com [Isaque], que Sara te dará à luz neste tempo determinado, no ano vindouro.

 

 

II. O SURGIMENTO DO CONFLITO ENTRE OS DOIS IRMÃOS

Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa. O que se entende por alegoria; porque estas são as duas alianças; uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós. Gálatas 4:22-26


O apressamento de Sara e Abrão pela resposta de DEUS quanto a um filho fê-los agir sem fé. Por isso, o filho de Agar é o filho da carne, e o filho de Sara é o filho da promessa (Gl 4.22-31).

1. O começo do conflito (Gn 16.4-6). 

Do ponto de vista da Bíblia, Ismael não é o filho da fé, e sim da incredulidade. 

O COMEÇO DO CONFLITO É ESPIRITUAL, POIS ISMAEL NASCEU DE UM ADULTÉRIO MASCARADO E PERMITIDO POR SARA QUE SEGUIU OS COSTUMES DOS POVOS AO INVÉS DE PERGUNTAR A DEUS QUAL SUA OPINIÃO.

PARA SERMOS POVO DE DEUS TEMOS QUE SABER SUA VONTADE E NÃO O QUE DIZ A CARTILHA MUNDANA.

Do ponto de vista apenas humano o conflito teve início quando Sara se sentiu humilhada por sua escrava egípcia que a estava tratando como subalterna e não como patroa.


2. A razão do conflito (Gn 21.9-12). 

Esse texto bíblico não deixa dúvidas. A rivalidade entre os dois povos nunca foi totalmente amenizada. 
A PRINCIPAL RAZÃO PARA O CONFLITO É ESPIRITUAL, POIS SATANÁS SABENDO DA PROMESSA DE DEUS TENTOU POR TODOS OS MEIOS FAZER COM QUE ISMAEL FICASSE EM POSIÇÃO SUPERIOR À DE ISAQUE PARA QUE AS PROMESSAS DE DEUS NÃO SE CUMPRISSEM CABALMENTE E ASSIM DEUS FOSSE PROCLAMADO MAL-SUCEDIDO.

Do ponto de vista apenas humano a razão do conflito era o tratamento de Ismael ao seu irmão menor, humilhando-o perante os outros. O perigo da herança estava em jogo também, pois o costume do povo era que o filho primogênito (mais velho), ficasse com a herança de seu pai quando ele morresse ou ficasse muito velho para administrá-la, não se baseava ainda na lei, pois ela ainda não havia sido dada. Toda administração ficava por conta do primogênito. Labão é um exemplo disso.


III. A JUSTIÇA IMPARCIAL DE DEUS 
1. DEUS não abandonou Ismael no deserto (Gn 21.14, 15). 

Agar e seu filho Ismael tomaram o caminho do deserto sem saber para onde ir, mas diz a Bíblia que ela tomou o caminho do deserto de Berseba.

Creio que DEUS ouviu a oração de seu servo Abraão novamente. No meu entender Abraão intercedeu por seu filho que seguiu em direção ao deserto com Agar sua mãe; então a benção de DEUS veio sobre Ismael e os olhos de Agar se abriram para ver o que não havia visto ainda, um poço bem pertinho; é assim mesmo, às vezes nossa bênção está tão próxima e não a vemos, só precisamos de abrir nossos olhos espirituais para tomar posse das bênçãos que DEUS já nos tem dado, mas elas só são nossas pela fé. A bíblia diz que DEUS ouviu a voz do menino, não de sua mãe.

E ouviu DEUS a voz do menino, e bradou o anjo de DEUS a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque DEUS ouviu a voz do menino desde o lugar onde está. Gênesis 21:17

 

2. DEUS fez da semente de Ismael uma grande nação. 

Diz a Bíblia que Ismael cresceu no deserto, tornou-se arqueiro ou flecheiro. (Gn 16.12; Jó 39.5-8). 

A nação Árabe que são o resultado da bênção de DEUS sobre Ismael é hoje um povo imenso e muito rico que tem influenciado todas as nações do mundo com sua religião (Islamismo = 2ª ou 1ª maior religião do planeta?), sua cultura e sua extraordinária capacidade empresarial. Também o petróleo dos Árabes tem alimentado os veículos e fábricas em todo o mundo, petróleo esse que tem sido motivo de cobiça por parte principalmente dos Estados Unidos.


3. A injustiça humana não anula a justiça divina. 

Aprendemos na Bíblia que a justiça divina tem sua base na misericórdia. 

Embora nos pareça injusta a atitude de Sara e de Abraão em expulsar Agar e Ismael, devemos lembrar de que DEUS sendo consultado por Abraão disse que esta era a medida correta a ser tomada. DEUS já tinha um plano para Ismael e esse plano não o incluía na promessa dada a Abraão, portanto DEUS abençoou a Ismael porque não pode ser injusto e nem mal, mas é misericordioso e bondoso para com todos.

 
IV. O CONFLITO NÃO RESOLVIDO HOJE
1. A realidade desse conflito hoje. 

Os descendentes de Ismael reivindicam não só o direito de posse daquela terra que o Senhor deu aos descendentes de Isaque, mas também a origem Abraâmica de seu pai, Ismael. 

 

História: A Origem dos Conflitos

O conflito entre árabes e judeus tem origem muito remota. Analisando a Bíblia encontramos a história de Abraão, que obedecendo o comando de DEUS, deixou a Mesopotâmia e estabeleceu-se em Canaã - passando assim a ser a Terra Prometida dos judeus. Abraão teve vários filhos entre eles, Isaque e Ismael, dos quais descendem respectivamente os judeus e os árabes. Jacó, neto de Abraão e filho de Isaque, e os filhos deste, mudaram-se para o Egito onde foram escravos durante 400 anos, até retornarem a Canaã. Visando recuperar a Terra Prometida, Moisés, líder dos judeus libertou-os do escravismo do Egito fazendo uma peregrinação de 40 anos pelo deserto, durante a qual formaram o seu caráter de povo livre. Concretizando seu ideal, o povo judeu estabeleceu-se às margens do Rio Jordão, na antiga Palestina, onde mais tarde resolveram expandir suas fronteiras, durante o reinado de Salomão, que consolidou a Monarquia Judaica.

O império passou a se estender do Egito a Mesopotâmia. Em seguida, dividiu-se em dois pequenos reinos, que logo foram dominados pelos Babilônios que expulsaram os judeus deste território. Os Babilônios foram dominados pelos Persas, estes pelos gregos e, estes últimos, pelos Romanos.

Antes do início da disputa por Canaã, judeus e árabes viviam em harmonia, por muitas vezes sofreram os mesmos destinos, contra inimigos comuns.

No século XIX, a maioria dos judeus concentrava-se no Leste Europeu. Nesta época, conseguiram muitas vitórias, desenvolveram idéias sionistas (de Sion, colina da antiga Jerusalém e que deu início ao movimento para a construção de uma nação judaica), dedicavam-se ao comércio e ao empréstimo de dinheiro a juros.

O jornalista judeu Theodor Herzl, em 1896, criou o movimento sionista, cujo objetivo era estabelecer um lar judeu na Palestina. O povo, então, deu início à colonização do país e, em 1897, fundou a Organização Sionista Mundial.

Depois da 1ª Guerra Mundial, os países europeus, de olho no petróleo e na posição estratégica da região, passaram a dominar a área. Em 1918, a Inglaterra ficou responsável pela Palestina. Um ano antes, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Lord Balfour, apoiou a fundação de uma pátria nacional judaica na Palestina. Isto aconteceu ao mesmo tempo em que os ingleses haviam prometido aos árabes a independência em troca de apoio para ajudar a expulsar os turcos da região.

Com a Revolução Industrial e o desenvolvimento das burguesias europeias, os judeus acabaram sendo responsabilizados pelo alto índice de desemprego e pela concorrência com as classes dominantes. Com isso, nos países em que viviam, os judeus foram confinados a guetos, sofreram várias perseguições e massacres. O resultado destes fatos acarretou ainda mais a migração para a Europa Ocidental e Palestina.

Esta volta para a Palestina ocorreu através da criação de Kibutz (fazendas coletivas) e cidades; além de lançar a luta pela independência política; neste período, começaram os choques entre judeus e árabes, que assistiam aos judeus conquistarem significativa parte das terras boas para o cultivo, fatos que desencadearam os conflitos entre árabes e judeus.

Os judeus criaram um exército clandestino (Haganah) para proteger suas terras e, à medida que crescia a emigração judaica para a Palestina, aumentavam os conflitos. Durante a 2ª Guerra Mundial - em função da perseguição alemã - a emigração judaica para a região aumentou vertiginosamente e a tensão chegou a níveis insuportáveis: os britânicos, na época, tomaram partido dos Aliados e os árabes, do Eixo.

Em 1936, quando os judeus já constituíam 34% da população na Palestina, estourou a primeira revolta árabe. Bases e instalações inglesas foram atacadas e judeus foram assassinados. A Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem defender suas colônias.

Pouco tempo depois, a Grã-Bretanha tentou controlar a emigração judaica para a área e, desta vez, os judeus atacaram os ingleses. Em 1946, o quartel-general dos britânicos foi dinamitado e 91 pessoas morreram.

Apesar destes ataques, os judeus conseguiram apoio internacional devido ao Holocausto, que exterminou mais de 6 milhões de judeus. Desde então, os Estados Unidos passaram a pressionar a Inglaterra para liberar a imigração judaica para a Palestina.

Em 1948, os ingleses deixaram a administração da região para a Organização das Nações Unidas que, sob o comando do presidente norte-americano Harry Truman, determinou a divisão da Palestina em duas metades. Os palestinos, que somavam 1.300.00 habitantes, ficaram com 11.500 km2 e os judeus, que eram 700.000, ficaram com um território maior (14.500 km2), apesar de serem em número menor.

Os judeus transformaram suas terras áridas em produtivas, já que era uma sociedade moderna e ligada ao Ocidente, aumentando ainda mais as diferenças econômicas entre judeus e árabes, que sempre tiveram uma filosofia fundamentalista e totalmente contrária ao Ocidente.

Neste mesmo ano, o líder sionista David Bem Gurion proclamou a criação do Estado de Israel. Os palestinos reagiram atacando Jerusalém que, segundo a ONU, deveria ser uma área livre.

Desde então, o Oriente Médio se tornou palco de conflitos entre israelenses e palestinos. O motivo da guerra está muito além das diferenças religiosas, passa pelo controle de fronteiras, de terras e pelo domínio de regiões petrolíferas.

Veja mais em http://www.vol.eti.br/geo/curiosidades/israel_palestina.asp 

 

Hoje Israel possui aproximadamente o tamanho do território de Sergipe no Brasil - aproximadamente 20.000 Km².

 

Origem dos povos:
Palestina: corresponde à Judéia e à Canaã do mundo antigo. Os romanos se referiam à Síria Palestina, que era a terra dos filisteus (philistinos). Os britânicos e a ONU foram os responsáveis por esse nome Palestina, que biblicamente não existe, pois todo esse território pertence a Israel, dado por DEUS.

Israel: em hebraico a palavra Israel significa “Vencedor de DEUS”, de isra (venceu) e el (DEUS). Em 1948, foi instituído o Medinat Israel (Estado de Israel). Lembre-se que as palavras Judeus e Hebreus são sinônimos.

 

OS HERDEIROS

O nome da legítima mulher de Abraão era Sara. Foi dela que ele obteve tardiamente um filho, cujo nome era Isaque. Este é o filho da promessa, o legítimo herdeiro dos vínculos sagrados existentes entre DEUS e o seu povo Israel. O DEUS que tudo criou em seis dias e descansou no sétimo, o proprietário deste planeta originalmente informe e vazio, o DEUS e Senhor de todo o Universo, fez promessas sob o concerto estabelecido com Abraão, respeitantes à possessão de um território bem demarcado. E essas promessas de caráter eterno seriam extensivas à posteridade do patriarca Abraão. Antes de Isaque ser concebido, Sara entendeu, porque era estéril, que o seu marido deveria gerar um filho através de sua escrava Agar. É assim que nasce Ismael, o primeiro filho de Abrão. Embora para ele DEUS não tivesse reservado nem intenções nem promessas, é-lhe dada em possessão também uma área geográfica demarcada e um destino divinamente estabelecido. Depois da morte de Sara, Abraão volta a casar. Desta vez com Quetura. Com Quase 140 anos o velho patriarca ainda gera desta mulher 6 filhos: Zamrã, Jocsã, Madã, Madiã, Jesboc e Suá. Também para estes DEUS reserva um destino e um lugar na Terra. YAHWEH - o DEUS de Abraão, Isaque e Jacó - o criador e proprietário deste planeta onde habitamos - é quem estabelece e determina o destino dos homens e dos povos. É Ele pois a única entidade que nos pode esclarecer na nossa pesquisa das origens, História e futuro de todos os povos e nações. Na Sagrada Escritura é possível encontrar todos esses planos, História e ditames divinos.

 

 

AS HERANÇAS

Desde o grande rio Egito (entenda-se Nilo) até ao grande rio Eufrates - esta é a possessão total da semente de Abraão.

"Naquele mesmo dia, fez o Senhor um concerto com Abraão dizendo: à tua semente, tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;" Genesis 15.18

Isto quer dizer que todos os oito filhos que procederam do patriarca têm direito, por mandato divino, a toda esta extensão territorial - desde o Egito, costas do Mediterrâneo, até à Assíria, terminando a oriente nas margens do grande rio que deságua no Golfo Pérsico. O território dos filhos de Cam, netos de Noé - os heteus ou hititas, os amorreus, todos os cananeus nas suas tribos, os jebuseus e filisteus - concedeu DEUS aos descendentes de Abraão.

"E o queneu, e o queneseu, e o cadmoneu, e o heteu, e o pereseu, e os refains, e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu." Genesis 15.19-21

Existe porém uma distinção entre a promessa relativa a Isaque e as promessas feitas em relação a Ismael e aos 6 filhos de Quetura:

"E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação. O meu concerto porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará, neste tempo determinado, no ano seguinte."

"E Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura; e gerou-lhe Zimran, e Jocsan, e Medan, e Midian, e Jisbac, e Sua. E Jocsan gerou Seba e Dedan: e os filhos de Dedan foram Assurim, e Letusim e Leumim. E os filhos de Midian foram Efa, e Efer, e Henoch, e Abida, e Elda: estes todos foram filhos de Quetura. Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque; mas aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes, e, vivendo ele ainda, despediu-os do seu filho Isaque, ao oriente, para a terra oriental." Genesis 17.20-21 / 25.1-6

Pelo testemunho bíblico podemos depreender que Isaque permaneceu no lugar em que Abraão habitava, isto é, Hebrom, a ocidente do Jordão; enquanto aos outros filhos foi dada ordem de se estenderem para oriente. Até nos é possível saber qual a área territorial atribuída aos doze filhos de Ismael: O norte da península arábica, envolvendo o deserto a oriente do Egito até ao sul da Assíria.

"Estas, porém, são as gerações de Ismael, filho de Abraão, que a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a Abraão. E estes são os nomes dos filhos de Ismael pelos seus nomes, segundo as suas gerações: o primogênito de Ismael era Nebajoth, depois Quedar, e Abdeel, e Mibsam, e Misma, e Duma, e Massa, Hadar, e Tema, Jetur, Nafis, e Quedma. Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus nomes, pelas suas vilas e pelos seus castelos: doze príncipes segundo as suas famílias. Estes são os anos da vida de Ismael, cento e trinta e sete anos; e ele expirou, e morreu, e foi congregado ao seu povo. E habitaram desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito, indo para Assur; e fez o seu assento diante da face de todos os seus irmãos." Genesis 25.12-18

Entretanto o juramento feito a Abraão é reiterado mais tarde a Isaque, envolvendo o território de Gaza, onde se situam as cidades por ele edificadas no vale do rio Gerar.

"E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão: por isso, foi-se Isaque a Abimelech, rei dos filisteus, em Gerar. E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser: peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai, e multiplicarei a tua semente, como as estrelas dos céus, e darei à tua semente todas estas terras; e em tua semente serão benditas todas as nações da terra; porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis. Assim, habitou Isaque em Gerar." Genesis 26.1-6

Assim temos, embora com algumas misturas e entrosamentos tribais, a demarcação geográfica das possessões de Israelitas, Ismaelitas e árabes, com o respectivo povoamento das diversas regiões. Em linhas gerais temos: no norte da Palestina, a ocidente do Jordão, acompanhando todo o litoral do Mediterrâneo, a nação de Israel, neto de Abraão, filho de Isaque. A sul, desde o Nilo até ao Golfo Pérsico, também corretamente chamado Golfo Arábico, estende-se o território concedido aos Ismaelitas. Toda a península arábica, desde Sabá (o atual Iêmen) ao sul, até Madiã, ao norte, na parte oriental do Sinai, pertence por direito aos árabes, isto é, aos descendentes de Abraão e Quetura.

 

A CADA UM O SEU DIREITO

A expansão do povo ismaelita e árabe e a fusão destes com os persas, vindos do sul da Rússia - os indo-europeus -sem contar com a mistura entre islamitas e judeus, derivada dos colonialismos e hegemonias europeias no Médio-Oriente, faz com que hoje se confundam árabes com ismaelitas, e que se perca a noção dos direitos de cada um destes povos, nomeadamente dos israelitas. Se nos munirmos de um mapa poderemos perceber melhor a distribuição geográfica de cada um deles e os seus direitos territoriais. Se houvesse entre eles um verdadeiro sentido de fraternidade, todos os conflitos entre árabes e judeus se resolveriam e estes povos poderiam viver como no paraíso. Se cada um respeitasse o direito dos outros, poderiam viver como uma família, em paz e prosperidade. Mas não é isso que acontece. Hoje, palestinianos reclamam os seus direitos à terra e à autonomia. Os israelitas endurecem em intransigência. As facções árabes - shiitas e sunitas - combatem-se, lutam entre si, fazem e desfazem alianças. O Líbano, devastado pela guerra mais fratricida de que há memória, é o campo de batalha entre Israel e o mundo árabe e das facções árabes que se digladiam entre si.

Se Abraão voltasse à vida, veria com tristeza os seus filhos a aniquilarem-se entre si, inspirados por um ódio demoníaco e irracional. Com a proclamação do Estado de Israel a 15 de Maio de 1948 reacendem-se lutas antigas e estabelecem-se oficialmente inimizades que se vão a pouco e pouco avolumando, ao ponto de hoje depararmos com um conflito generalizado naquela região. A disputa de fronteiras que já vem desde 1967 tem mantido judeus e palestinianos num estado constante de guerra entremeado por negociações violentas. O Iraque não é mais do que, juntamente com a Síria, o remanescente do antigo império Assírio. Damasco é hoje ainda a capital desse antigo e florescente reino. É aí mesmo que podemos situar o reduto dos principais inimigos de Israel; e é daí também que saem as ameaças abertas ou veladas contra o povo escolhido de DEUS.

Enquanto esta mentalidade nacionalista megalômana perdurar, será difícil os filho de Abraão estabelecerem laços duradouros de paz e fraternidade. A intenção de DEUS em relação a todos eles é só uma - a de que vivam como irmãos, em tranquilidade, harmonia e segurança - uma benção no meio da Terra. Será isto possível ? Manuel José dos Santos


2. A contenção do conflito. 

Por causa do pecado dos filhos de Israel, a dispersão do povo foi inevitável. (Os 3.4,5; Ez 37.1-28).

Ez 37.1-14 A MÃO DO SENHOR... OSSOS. Por meio do ESPÍRITO SANTO, Ezequiel vê numa visão um vale cheio de ossos secos. Os ossos representam toda a casa de Israel (v. 11), i.e., tanto Israel como Judá, no exílio, cuja esperança pereceu na dispersão entre os pagãos. DEUS mandou Ezequiel profetizar para os ossos (vv. 4-6). Os ossos, então, reviveram em duas etapas: 

(1) uma restauração nacional, ligada à terra (vv. 7,8), e 

(2) uma restauração espiritual, ligada a fé (vv. 9,10). Esta visão objetivou garantir aos exilados a sua restauração pelo poder de DEUS e o restabelecimento como nação na terra prometida, apesar das circunstâncias críticas de então (vv. 11-14). Não há menção da duração do tempo entre essas duas etapas. (Não sabemos quando vai se iniciar o milênio antes de experimentarmos o arrebatamento da Igreja e da Grande tribulação vir sobre os habitantes da terra)

3. Disputa de primazia entre irmãos. 

O filho da promessa, de quem descende JESUS CRISTO, o Salvador do mundo, é o que foi gerado por Sara, não por Agar. (Jo 3.6). 
 

Fiel cumprimento de uma Aliança ratificada por DEUS com Abraão e sua descendência até que viesse o seu descendente, que é CRISTO.

Gl 3.16 Ora, a Abraão e a seu [descendente] foram feitas as promessas; não diz: E a seus [descendente]s, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu [descendente], que é CRISTO.

Gl 3.19 Logo, para que é a lei? Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o [descendente] a quem a promessa tinha sido feita; e foi ordenada por meio de anjos, pela mão de um mediador.
 

CONCLUSÃO
A grande lição que aprendemos é que em CRISTO não há acepção de pessoas, de raça, de língua ou cor, mas todos são um só em CRISTO JESUS. 
 

Auxílios Suplementares:

Subsídio Teológico - “Originalmente, os ismaelitas eram uma tribo de beduínos que vagueavam pelo deserto, incluindo a parte sul da Palestina (Gn 25.18). Eles estavam ligados aos hagarenos (Sl 83.6) e tinham conexões raciais com eles. Os críticos supõem que esses povos tiraram vantagem da história à nossa frente para assim obterem uma alegada descendência de Abraão. Mas não há motivos para duvidar da veracidade do relato. Maomé dizia-se descendente direto de Ismael, mas não sabemos a qualidade de suas informações quanto a esse particular. Por outra parte, ele era seu filho espiritual, pois, de maneira enfática, encabeçou a oposição a Israel, mediante sua nova religião. Mas em algum ponto do futuro há uma unidade a ser conseguida (Ef 1.9,10) apesar de tudo ainda estar distante. Nesse ínterim, os homens continuam a dividir-se em campos opostos e conflitantes. Não existe ódio que se compare ao ódio religioso, pelo que, onde houver fé religiosa, ali os conflitos mostram-se mais amargos. E os homens sempre acusam DEUS por causa do ódio em seu coração. Se alguém falar em amor, será questionada, pelos radicais, a qualidade da fé desse alguém. Matanças e revides ocorrem em nome de DEUS, e os discípulos dos grandes matadores veem tudo com olhar de aprovação.” (O Antigo Testamento Interpretado, CPAD, vol.1, pág.124) Leia mais na Revista Ensinador Cristão, CPAD, nº 12, pág. 42 
 

Sara, a princesa, a mãe das nações

“Disse DEUS a Abraão: Quanto a Sarai, tua mulher, não lhe chamarás mais Sarai, porém Sara será seu nome. Abençoá-la-ei, e dela te darei um filho; sim, abençoá-la-ei, e ela será mãe de nações; reis de povos sairão dela.” (Gn 17:15-16)

Sarai surge na Bíblia pela vez primeira, em Gênesis.11:29, como esposa de Abraão. “Sarai” significa, em hebraico, “Yahweh é príncipe“, A cidade natal de Sarai era Ur dos caldeus (Gn 11:31). Acompanhou Abraão em sua peregrinação.

Sarai tinha um grande problema. A Bíblia cita que ela era estéril e não dera filhos a Abraão (Gn.11:30). Aquela circunstância na vida de Sarai era um grave problema. Naquela época a esterilidade era associada a uma maldição divina. A principal função da mulher, na sociedade patriarcal da antiguidade, era a de gerar filhos e uma mulher estéril era considerada inútil (Dt.7:14). Apesar disso, Abraão não a desamparou, demonstrando que a amava. O plano de DEUS era formar uma grande nação por meio de Abraão e a participação de Sarai, como esposa, era de muita importância para que isso acontecesse.

Quando Abraão partiu de Harã para cumprir a ordem de DEUS, Sarai o acompanhou mesmo não sabendo para onde rumava. Demonstrou submissão e confiança em seu marido. Foi a primeira pessoa que decidiu acompanhar Abraão (Gn 12:5). Sarai era uma mulher de fé (Hb 11;11) e partiu com seu marido sem questionar ou pedir explicações.

Depois de estarem estabelecidos em Canaã, surgiu um período de seca que causou fome e foram para o Egito. Mais uma vez Sarai demonstrou sua submissão e confiança em seu marido, quando este pediu-lhe para passar por sua irmã com vista de proteger sua vida (Gn 12:13). Sarai consentiu e isso despertou a cobiça dos príncipes do Faraó, pois apesar dos seus sessenta e cinco anos de idade, Sarai era mui formosa (Gn 12:14). Então, Sarai foi levada para a casa do Faraó, porém DEUS a guardou impedindo que o seu casamento e sua moral fossem maculados. O Faraó descobriu a meia-mentira e expulsou Abraão, sua mulher e todos que o acompanhavam (Gn.12:17-20)

Passados dez anos que estavam em Canaã e Sarai vendo que não gerava filhos a Abraão, decidiu usar do direito que tinha, segundo o costume da época. Deu a Abraão sua escrava Agar para que gerasse com ela um filho (Gn 16:1-3). Este deve ter sido o maior erro de Sarai. A escrava desprezou-a e Sarai a puniu fazendo com que fugisse. Dá união entre Abraão e Agar nasceu Ismael (Gn 16:11) que veio a ser o pai dos árabes.

Sarai foi tomada pelo desânimo. Cansara-se de esperar o milagre de DEUS e, por conta própria tomou a decisão. Isso lhe causou um grande embaraço. Mas DEUS cumpre o que promete. Em Gn 17:15, DEUS se revelou, renovou Sua promessa de um herdeiro para Abraão, mudou o nome de Sarai para Sara, que significa “princesa” e a abençoou com a promessa de um filho de seu ventre. Sara seria a mãe de nações (Gn 17:15-16)

O próprio Abraão não creu de imediato na mensagem divina e riu (Gn17:17). Sara já tinha noventa anos e havia cessado o incômodo das mulheres e achou engraçada a promessa (Gn 17:10-12). Mas para DEUS nada é impossível. Sara não acreditou na mensagem divina, porque em vez de pôr a fé em ação, pensou nas condições humanas e materiais para o cumprimento da promessa. “Haveria alguma coisa difícil ao Senhor”, perguntou o ser celestial a Sara.

Sara quis negar que tivesse sido incrédula e, por isso, mentiu, dizendo que não havia rido. Foi, uma vez mais, repreendida pelo ser celeste. O Senhor visitou a Sara e ela concebeu, dando à luz a Isaque, que significa “riso”, no tempo determinado que DEUS lhe havia dito (Gn.21:1-3). A Bíblia revela que Sara pôde conceber porque teve por fiel aquele que havia feito a promessa (Hb.11:11).

O próprio Abraão não creu de imediato na mensagem divina e riu (Gn17:17).

Mais uma vez Sara foi conivente com Abraão dizendo que era sua irmã. Passou por momentos desagradáveis quando foi tomada por Abimeleque, rei de Gerar (Gn 20:1-2), que descobriu a mentira que tentou ser justificada pelo patriarca (Gn 20:11-13). Novamente DEUS impediu que Abimeleque possuísse Sara (Gn 20:3-7). Abraão, ainda, intercedeu por Abimeleque e seu povo e o Senhor sarou àquela nação, cuja madre tinha sido fechada por causa de Sara (Gn 20:18)

Sara concebeu e deu a Abraão um filho na sua velhice, conforme DEUS prometeu (Gn 21:1-2). Outras dificuldades surgiram. Isaque, filho de Sara, no dia de seu desmame, foi zombado por seu meio-irmão Ismael (Gn 21:9). Sara percebeu que a situação não era conveniente e pediu a Abraão que mandasse embora Agar e seu filho, porque Ismael não deveria compartilhar da herança com Isaque (Gn 21:10). A reação de Abraão foi de tristeza, mas o Senhor DEUS confirmou a vontade de Sara (Gn 21:12-13).

Após a despedida de Agar e seu filho, Sara desempenhou o seu papel de “mãe de nações” e por trinta e sete anos conviveu com Isaque. Aos cento e vinte sete anos de idade, Sara morreu (Gn 23:1)

Sara, mulher de formosa aparência, leal, correta, rica e simples, submissa a DEUS e a seu marido, decidida e fiel. Sara era uma mulher obediente e esta obediência causou-lhe, em certas ocasiões, momentos de sofrimento e desesperança, mas por causa de sua grande fé o Senhor a protegeu. Cumpriu a missão dada pelo Senhor e se tornou a mulher que deu à luz ao povo escolhido de DEUS (Is 51:2)

 

Resumo rápido da vida de Isaque segundo minha opinião - Isaque com 3 anos foi desprezado por seu irmão Ismael, com 33,5 foi oferecido em sacrifício, com 37 perdeu sua mãe, com 40 se casou, com 60 lhe nasceu dois filhos, morreu com 180 anos.

 

 

Referências Bibliográficas (outras estão acima)

Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.

Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.

Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.

BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.

CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.

www.ebdweb.com.br - www.escoladominical.net - www.gospelbook.net - www.portalebd.org.br/

Dicionário Vine antigo e novo testamentos - CPAD

Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea - CPAD

GÊNESIS - Introdução e Comentário - REV. DEREK KIDNER, M. A. - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo - SP, 04602-970

Gênesis a Deuteronômio - Comentário Bíblico Beacon - CPAD - O Livro de Gênesis - George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.

Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral

Gênesis - Comentário Adam Clarke

Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral

Revista CPAD - Lições Bíblicas 1942 - 1º trimestre de 1942 - A Mensagem do Livro de Gênesis - LIÇÃO 2 - 11/01/1942 – A CRIAÇÃO DO HOMEM - Adalberto Arraes 

Estudo no livro de Gênesis - Antônio Neves de Mesquita - Editora: JUERP

ABRAÃO - ÊXITOS E FRACASSOS DO AMIGO DE DEUS - 4º TRIMESTRE DE 2002 - COMENTÁRIOS DE Pr. ELIENAI CABRAL

https://ebdnatv.blogspot.com/

 

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REVISTA NA ÍNTEGRA - Lição 8, BETEL, Isaque - o filho da Promessa

 

TEXTO ÁUREO

"E a sua mão estendida está; quem, pois a fará voltar atras?" Isaias 14.27b

  

VERDADE APLICADA

Persevere na fé em JESUS CRISTO e na obediência a Palavra de DEUS, pois os desígnios do Senhor prevalecerão.

  

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar como foi a escolha de uma esposa para Isaque.

Apresentar Isaque como a continuação da promessa

Apresentar Isaque como a Abraão e o DEUS de Isaque

  

TEXTOS DE REFERÊNCIA - GÊNESIS 26

22. E partiu Bali e cavou outro poco; e não  porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome

Reobote, e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra.

23. Depois subiu dali a Berseba.

24. E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o DEUS de Abraão, teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo.

25. Então edificou ali um altar, a invocou o nome do Senhor, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.

  

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA Gn 17.18-19 O propósito de DEUS sempre prevalece.

TERÇA Sl 105.1-11 DEUS guardou o Seu pacto com os patriarcas.

QUARTA Mt 22.29-32 DEUS de Abraão, de Isaque e de Jacó

QUINTA Rm 9.6-13 A liberdade absoluta da grata de DEUS.

SEXTA GI 4.27-28 Somos filhos da promessa, como Isaque.

SÁBADO Hb 11.20 Pela fé, Isaque abençoou Jacó e Esaú

  

HINOS SUGERIDOS - 28, 427, 519

MOTIVO DE ORAÇÃO

Ore a DEUS por mais confiança em Suas promessas.

  

INTRODUÇÃO

O estudo sobre a vida de Isaque nos remete realidade de que, ao longo da nossa peregrinação como discípulos de CRISTO, enfrentaremos diversas situações, requerendo de nos confiança, vigilância, perseverança a atenção quanto aos princípios bíblicos que devem ser aplicados em cada situação, com a ajuda a iluminação do ESPÍRITO SANTO.

  

1- Uma esposa para Isaque

A mulher para Isaque deveria ser da linhagem piedosa de Sem. Esse era o principal critério. Com isso Abraão se mostra sincronizado com o piano de DEUS ao longo da história para a vida do Salvador.

 

 

1-1- Uma esposa para o filho escolhido.

"E era Abraão já velho e adiantado em idade, e o Senhor havia aben4oado a Abraão em tudo." [Gn 24.1]. Assim e o epilogo da vida de Abraão e a introdução da história de Isaque. As bençãos de DEUS que acompanharam Abraão até o fim da sua vida, seguiriam o filho da aliança. Para que a corrente da promessa não  fosse quebrada, Abraão se preocupa com a perpetuidade de sua semente pensando numa mulher para seu filho. E uma benção ter um pai que se preocupa com o futuro de seus filhos [Gn

25.5]. Mas Abraão está mais ocupado com o propósito de DEUS para os seus descendentes [Gn 24.7]. Sua iniciativa ao fim da vida não  significa que ele não confia em DEUS para conduzir tudo. Demonstra que Abraão entendeu que DEUS o chamou para trabalhar junto com Ele.

  

1-2- Um servo piedoso para uma tarefa preciosa.

O servo a quem Abraão incumbiu esta importante tarefa era alguém igualmente temente de DEUS. Ele promete a Abraão não  escolher Para Isaque mulher estrangeira [Gn 24.2-4, 9]. Ele pede a DEUS grata e direção [Gn 24.12-14]. Ele agradece a DEUS pelo sucesso [Gn.24.26-27, 51-52]. Embora Eliezer não  tivesse a mesma intimidade com DEUS que Abraão, seu senhor, pois ele diz "O Senhor, DEUS de meu senhor Abraão" [Gn 24.12], pelo testemunho de Abraão [Gn 24.7] ele tinha muita confiança e dependência em DEUS. DEUS respondeu em detalhes a sua oração [Gn 24.49-61 ].

 

1-3- O encontro marcado por DEUS.

Isaque perdera aquela que, até aqui fora a mulher mais importante da sua vida: sua mãe. DEUS estava para conforta-lo com aquela que a partir de então se tornaria a mulher mais importante para os seus descendentes [Gn 24.67]. Quando DEUS tem propósito em nossa vida, nossa história nunca termina na dor. Seu coração se alegra novamente. Ele conhece uma mulher maravilhosa em beleza e virtudes [Gn 24.62-65]. As belezas físicas eram a últimas coisas que um pretendente conhecia de uma mulher. Depois de sua origem, seu caráter, virtude e piedade eram as primeiras qualificações que um servo de DEUS buscava. Quão distante estamos disso hoje em dia, onde o corpo e talvez a primeira e muitas vezes a única coisa que pretendentes desejam conhecer.

 

2- Um novo patriarca

Abraão concluiu o propósito da sua vida morrendo em boa velhice [Gn 25.7-8]. Mas o propósito que DEUS começou em Abraão não  morreu com ele.

  

2-1- Contando com um milagre.

Depois da morte de seu pai, DEUS abençoou Isaque [Gn 25.11]. Precisamos aprender isso. As bençãos de DEUS para a nossa vida não  se resumem a nossa vida. Tem sempre propósitos maiores que afetam outros e futuras gerações. Semelhante a Sara, Rebeca, esposa de Isaque, tinha o ventre estéril, e ele precisa de um milagre de DEUS para a continuação da promessa. Esta e a tônica insistente do Antigo Testamento. A despeito de qualquer esforço humano, sem uma constante ação soberana de DEUS, as bençãos prometidas a Abraão de abençoar em CRISTO todas as famílias da terra não  se cumpririam. Isaque está preocupado com a posteridade. Por isso ora ao Senhor a DEUS o atende [Gn 25.21].

 

 2-2- Duas nações em um ventre.

A narrativa do texto nos faz pensar sobre a gestação de filhos e a vida sob uma perspectiva divina. Genesis 25.21 diz que DEUS atendeu a oração de Isaque. A vinda dos gêmeos não foi acaso de um ventre agora fértil, mas, sim, providência divina. Há uma briga ja destes dois filhos desde o ventre de Rebeca. Um prenuncio profético de como seria a futura relação entre estes dois. As duas nações que surgiriam destes dois filhos não apenas brigariam entre si, como os descendentes de Jacó seriam mais fortes que os descendentes de Esaú [Gn 25.23]. Devemos guardar isso na memória quando começarmos e observar os eventos que farão da tribo de Israel (Jacó) uma poderosa nação.

 

 2-3- O mais fraco governara o mais forte.

Em toda a Escritura DEUS faz assim. Usa o menor e mais fraco para confundir os que acham que são [ 1Co 1.26-29]. Foi assim com Gideão [Jz 7.2], Davi [2Sm 7.8], e o próprio Israel [Dt 8.17-18]. "O maior servira ao menor" [Gn 25.23]. E DEUS tem uma razão bem específica para isso. Para que a gloria dos feitos seja dada a DEUS e não  aos Seus servos. Esaú era formoso, caçador, homem do campo. Jacó era caseiro, mais fraco, inexpressível! [Gn 25.24-28]. Por isso Isaque apreciava mais a Esaú que Jacó, e o via como o herdeiro das promessas. Rebeca estava decidida a fazer qualquer coisa para que seu preferido Jacó, e não  seu outro filho, Esaú, fosse o herdeiro das promessas. Mas, acima das intenções de uma mãe, há um DEUS dando prosseguimento aos Seus propósitos.

  

3- DEUS de Abraão, DEUS de Isaque

As mesmas promessas que DEUS fez a Abraão se repetem agora em Isaque [Gn 12.7; 26.1-5]. Há um fio de propósito divino perpassando por detrás da história de vida dos patriarcas.

  

3-1- Promessas confirmadas.

Enquanto DEUS repete as bençãos a promessas, Isaque parece repetir o erro a deslizes do seu pai. O mesmo medo que fez Abraão mentir dizendo que Sara era sua irmã [Gn 20.2-18], levou Isaque mentira sobre Rebeca [Gn 26.6-11]. Tais erros e vacilos da jornada apenas mostram, como diz John Piper, "que o caminho dos justos não  uma linha reta do chamado até a vitória final': Há curvas, buracos, desfiladeiros, bifurcações. Mas por causa da fidelidade e soberania de DEUS, eles chegarão aonde DEUS planejou. Apesar deste deslize de Isaque, DEUS preservou sua esposa a ele.

  

3-2- A benção da prosperidade.

Isaque buscou refúgio na terra de Abimeleque em razão da fome [Gn 26. 1]. Mas DEUS o abençoará tanto que começou a causar medo e inveja entre os filisteus [Gn 26.14]. Os poços que Abraão, seu pai, havia cavado estavam em suas terras. Para que nenhum direito fosse requerido por Isaque, os filisteus entulham estes poços [Gn 26.15]. Isaque e convidado a se retirar de Gerar, pois seu crescimento aparentava para Abimeleque

uma ameaça [Gn 26.16]. Por garantia Abimeleque faz um acordo de paz com Isaque [Gn 26.26-33]. Como a terra onde Isaque prosperava com os poços era dos filisteus, eles requeriam os poços cavados [Gn 26.18-21]. Isso parece frustrar Isaque. Mas DEUS está vendo como estas demandas estão gerando insegurança no coração do seu servo e lhe aparece para fortalecer a sua fé [Gn 26.24]. Sua resposta foi adoração [Gn 26.25].

  

3-3- O legado das bençãos.

Isaque esta velho e cego [Gn 27.1]. Mas antes de morrer, precisa abençoar seu primogênito e passar adiante as promessas de DEUS dadas a Abraão [Gn 27.4]. No patriarcado, a benção da primogenitura não  se limitava a herança física, mas também incluía a herança de autoridade espiritual sobre o clã. Com a trama de Rebeca, Isaque abençoa Jacó ao invés de Esaú [Gn 27.6-29]. Embora Isaque fosse o portador das promessas, as suas preferencias por Esaú não  determinaram aquele a quem DEUS escolheu abençoar [Gn 25.23]. Como a benção era irrevogável, coube a Isaque recomendar ao filho da promessa aquilo que seu pai, Abraão, recomendou a seu respeito. Que Jacó não tomasse para si mulheres estrangeiras [ Gn 28.1; 26.34-35]. Embora Esaú tivesse direito por nascimento, tudo nele apontava na direção oposta. Nao valorizava o que deveria [Gn 25.34], não  seguia os princípios de DEUS [Gn 26.34-35].

  

CONCLUSÃO

A major herança que podemos deixar de legado para os nossos filhos não são as posses materiais, nem a cultura, nem a influência publica, mas uma fé cristocêntrica que nos conduz a um comprometimento com DEUS, certos de que somos dEle e vivemos para Ele.

  

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NA ÍNTEGRA - LIÇÃO 4, CPAD, A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA, 2º TRIMESTRE DE 26

 

Escrita Lição 4, CPAD, A Confirmação De Uma Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Para nos ajudar PIX 33195781620 Luiz Henrique de Almeida Silva

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

I – DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI

1. O novo nome de Abrão     

2. O novo nome de Sarai   

3. O pai da fé riu diante da promessa    

II – A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO

1. O chamado de DEUS a Abraão foi especial    

2. Qual o objetivo do concerto com os patriarcas?    

3. O concerto e as promessas   

III - O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO

1. Todo macho será circuncidado    

2. Quando deveria ser feita a circuncisão    

3. A circuncisão do coração    

 

TEXTO ÁUREO

“E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti.” (Gn 17.7).

 

VERDADE PRÁTICA

DEUS é fiel para cumprir tudo aquilo que nos prometeu.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 17.4 O concerto é renovado

Terça - Jr 1.12 DEUS vela pela sua palavra para a cumpri-la

Quarta - Gn 17.5 DEUS muda o nome de Abrão

Quinta - Gn 17.15 DEUS muda o nome de Sarai

Sexta - 2 Co 5.17 Mudança total para quem está em CRISTO

Sábado - Cl 3.10 Vestindo-nos com o novo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 17.1-9

1 - Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão e disse-lhe: Eu sou o DEUS Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito. 2 - E porei o meu concerto entre mim e ti e te multiplicarei grandissimamente.

3 - Então, caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou DEUS com ele, dizendo: 4 - Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações. 5 - E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto. 6 - E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti. 7 - E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti. 8 - E te darei a ti e à tua semente depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão, e ser-lhes-ei o seu DEUS. 9 - Disse mais DEUS a Abraão: Tu, porém, guardarás o meu concerto, tu e a tua semente depois de ti, nas suas gerações.

 

HINOS SUGERIDOS : 86, 127, 135 da Harpa Cristã

 

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

Com certeza nossa fé no DEUS que tudo pode está sendo fortalecida pelo estudo da vida do patriarca Abrão. Aprendemos que, mesmo sendo filhos e filhas de DEUS, estamos sujeitos a enfrentar conflitos em nossa jornada. Contudo, as lutas e provações não vêm para nos destruir ou desanimar; o Pai as permite para que confiemos mais nEle e em sua fidelidade. Foi assim com Abrão e Sarai. A vida deles nos mostra que as tensões podem se tornar oportunidades de crescimento espiritual e de transformação. O DEUS que sustentou o povo no deserto e que preservou Abraão e seus descendentes é o mesmo que o sustentará hoje, ajudando-o a enfrentar cada dificuldade. Não importa o tamanho do problema: DEUS está no controle e é fiel para cumprir tudo o que prometeu.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: I) Mostrar que DEUS mudou o nome de Abrão e Sarai; II) Apresentar a confirmação do concerto de DEUS com Abraão; III) Explicar o pacto perpétuo da circuncisão.

B) Motivação: Ao estudarmos esta lição, somos levados a refletir sobre a fidelidade de DEUS para com Abraão e Sarai e sobre a capacidade deles de atravessar os anos sem perder a esperança. Sarai não riu de DEUS, mas de sua própria condição física e da de seu marido. Contudo, o Senhor permaneceu fiel, e eles viram o cumprimento da promessa. Essa fé nos inspira a proclamar que não existe impossível para o nosso DEUS.

C) Sugestão de Método: Escreva no quadro a palavra "pacto" e pergunte aos alunos: "Você sabe o que significa um pacto?" Ouça com atenção e incentive a participação de todos. Depois, explique que pacto é um acordo de compromisso que envolve promessas e obrigações específicas. Mostre que a primeira ocorrência desse termo nas Escrituras aparece em Gênesis 6.18 (leia o texto com os alunos). No Novo Testamento, "pacto" significa literalmente "Novo Concerto", estabelecido por meio de JESUS CRISTO. Assim como DEUS firmou um pacto com Abraão, Isaque e Jacó, Ele deseja que vivamos em aliança com Ele por meio de CRISTO.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO 

A) Aplicação: Depois de expor todos os tópicos da lição, aplique as verdades estudadas mostrando que toda a humanidade foi abençoada por meio de Abraão e pelo pacto perfeito revelado em CRISTO no Novo Testamento. A história de Abraão manifesta o amor e a misericórdia de DEUS por todos que creem, lembrando-nos de que sua fidelidade atravessa gerações e continua alcançando cada um de nós hoje.

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 105, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "Abraão e Sara", localizado após o primeiro tópico, amplia nossa compreensão sobre o significado de seus nomes e esclarece as razões pelas quais DEUS os mudou; 2) O texto "Aliança", localizado após o segundo tópico, apresenta, de forma clara, o sentido da aliança divina com Abraão e a fidelidade de DEUS com o seu povo.

 

PALAVRA-CHAVE - promessa

 

COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO

DEUS prometeu que Abrão seria “pai da multidão de nações”, mas ele já estava com 99 anos, e sua esposa, estéril, estava com 89 anos. Porém, o Eterno mais uma vez trouxe esperança ao coração de Abrão, afirmando: “E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações [...]” (Gn 17.7). Nesse caso, e nesta oportunidade, veremos que DEUS é fiel e cumpre suas promessas no tempo certo.

 

I – DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI

1. O novo nome de Abrão     

Nos tempos do Antigo Testamento, os nomes dos filhos, em grande parte, não eram escolhidos somente porque os pais achavam os nomes bonitos ou era moda. Existiam vários fatores que influenciavam na escolha, como, por exemplo, a vontade de DEUS, as circunstâncias na hora do nascimento ou até mesmo as características físicas do bebê, como no caso de Esaú, que nasceu ruivo e bem cabeludo (Gn 25.25). No caso de Abrão, seu nome original significava “pai exaltado”; porém, diante do plano de DEUS em sua vida, esse nome não parecia adequado, e o Senhor lhe mudou o nome para Abraão, confirmando que seria pai de multidão (Gn 17.4).

 

2. O novo nome de Sarai   

O nome Sarai é hebraico e significa “minha princesa” ou “minha senhora”. Já o novo nome Sara significa “mãe de nações”. Diz a Bíblia: “Disse DEUS mais a Abraão: a Sarai, tua mulher, não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela” (Gn 17.15,16). Podemos ver, por intermédio da vida de Abraão e Sara, que DEUS promove mudanças significativas na vida daqueles que nEle confiam e atendem ao seu chamado.

 

3. O pai da fé riu diante da promessa    

Parece que o tempo deixou o coração de Abraão fragilizado, pois, ao ouvir novamente a promessa divina, ele ri e assevera: “[...] A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos?” (Gn 17.17). A espera prolongada pode entristecer o coração, mas não podemos deixar que a tristeza nos faça esquecer que “para DEUS nada é impossível” (Lc 1.37).

 

SINÓPSE I - DEUS muda o nome de Abrão e Sarai de acordo com as promessas que Ele havia feito.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - “ABRAÃO E SARA

O nome de Abrão (que significa “pai exaltado”) é mudado em Gênesis 17.5 para Abraão, que significa ‘pai de muitas nações’.

Sara. A esposa de Abraão, o pai de Israel e povo escolhido de DEUS. Assim, Sara é uma matriarca (mãe) de Israel ao lado de Rebeca e Raquel.

De acordo com Gênesis 11.29,30, Sarai casou-se com Abrão antes de entrarem na Terra Prometida. A passagem também anuncia que ela era estéril. Tendo em vista que uma parte essencial das promessas divinas a Abrão é que ele será pai de uma grande nação, a falta de descendência é um problema considerável e impulsiona muito do enredo da narrativa (especialmente Gn 12–26).

Em suma, a incapacidade de Sarai conceber é um obstáculo ao cumprimento da promessa e uma ameaça à fé de Abrão. Assim, quando uma fome os obriga a ir ao Egito em busca de sobrevivência, ele diz à esposa para mentir sobre o seu estado civil, dizendo que ela é a sua irmã. Embora seja verdade que ela é a sua meia-irmã, a declaração é mentirosa, porque ele esconde a parte mais importante do seu relacionamento com ela e coloca a matriarca em perigo (Gn 12.10-20; 20.12). A fé de Abraão (a narrativa não revela o pensamento de Sara, exceto, talvez, em Gn 18.10-15, quando ela ri do pensamento de dar à luz na velhice) na capacidade de DEUS cumprir a promessa flutua, e ele certamente não chegou a uma consistente posição de confiança mesmo antes do nascimento de Isaque (Gn 20). [...].

A literatura posterior do AT muitas vezes olha para Abraão como patriarca, mas apenas Isaías 51.2 menciona explicitamente Sara no papel de cofundadora do povo de DEUS. Ela também é mencionada no NT, ao lado de Abraão, como aquela por meio de quem o Senhor cumpre a promessa de um filho (Rm 4.19; 9.9; Hb 11.11)” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 453).

 

II – A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO

1. O chamado de DEUS a Abraão foi especial    

O Senhor confirmou o concerto ou pacto com Abraão de modo muito solene, logo após fazer a mudança de seu nome (Gn 17.5-8). Podemos ver, por toda a Bíblia, DEUS estabelecendo pactos. Você sabe o que significa um pacto? Segundo o Dicionário Bíblico Baker, “é um acordo de compromisso que continha promessas e obrigações específicas”. A primeira vez que vamos encontrar a palavra pacto nas Sagradas Escrituras é em Gênesis 6.18. No Novo Testamento, a palavra pacto significa, literalmente, “Novo Concerto”. No Antigo Testamento, DEUS estabeleceu alguns acordos, mas é no Novo Testamento que uma nova promessa e um novo acordo são estabelecidos por intermédio de JESUS CRISTO, o Filho de DEUS. É importante que tenhamos uma exata compreensão do concerto de DEUS com os patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó) a fim de que aprendamos como DEUS quer que vivamos em aliança inquebrável e perseverante com Ele.

 

2. Qual o objetivo do concerto com os patriarcas?    

O propósito único e supremo era trazer salvação, não apenas a uma nação (Israel), mas a toda a raça humana. DEUS havia prometido que abençoaria “todas as famílias da terra” por intermédio de Abraão (Gn 12.3; 18.18; 22.18; cf. 26.4). O concerto de DEUS foi dado ao povo de Israel para que eles pudessem ser a “luz dos gentios”. DEUS nunca teve a intenção de privilegiar somente um povo. A graça de DEUS era e é para todas as nações (Is 49.6; cf. 42.6). Vemos que esse concerto foi executado com êxito por meio de JESUS CRISTO e seus discípulos, que, depois da sua ressurreição e ascensão ao céu, transmitiram o Evangelho por todo o mundo (Lc 2.32; At 13.46-47; Gl 3.8-14).

 

3. O concerto e as promessas   

O pacto de DEUS com Abraão viria acompanhado de várias promessas. Observe: DEUS seria o escudo e o galardão de Abraão (Gn 15.1), lhe daria muitos descendentes (Gn 15.5) e também a terra de Canaã como herança (Gn 15.7). O Senhor também tem um pacto conosco em JESUS CRISTO, e a sua maior promessa e bênção para nós é a salvação da nossa alma. A vida eterna em CRISTO é o maior bem que uma pessoa pode receber. No entanto, para recebê-la, é preciso perseverar em CRISTO até a morte.

 

SINÓPSE II - DEUS confirma seu concerto com Abraão.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO -  “ALIANÇA

 Pacto, concerto ou acordo (heb. berit). A palavra correspondente do NT é diathēkē, definida como “disposição legal de bens pessoais”.

A aliança é algo que une as partes ou obriga uma parte à outra. Embora existam implicações legais associadas à aliança, o aspecto relacional da aliança não deve ser negligenciado. Uma aliança é mais bem entendida como uma relação com as legalidades relacionadas. [...].

A relação de aliança mais significativa no material bíblico é entre o Senhor DEUS e a humanidade. A singularidade da relação de aliança de Israel com Jeová em contraste com todas as nações vizinhas é estabelecida com base em Deuteronômio 32.8,9. Embora Jeová tenha dado às nações a sua herança, Ele selecionou Israel para o seu próprio cuidado pessoal; Ele estabeleceu uma relação com a nação independente e anterior à associação da nação com a sua terra. A aliança é um tema dominante que dá coesão à estrutura do AT e distingue a história de Israel. [...]

O NT destaca o papel messiânico significativo de CRISTO em relação às alianças. Paulo faz referência à nova aliança em ambos os livros de Coríntios (1 Co 11.25; 2 Co 3.6). Cada celebração da Ceia do Senhor lembra-nos de que o sangue derramado de CRISTO é o sangue da nova aliança. Esta é separada em associação ou com base na sua morte, sepultamento e ressurreição (1 Co 11.25). O escritor do livro de Hebreus dá atenção detalhada a como a nova aliança funciona em contraste com a antiga aliança mosaica. O escritor explica que JESUS é o fiador de uma aliança melhor (Hb 7.22; 8.6,7) [...]” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 33).

 

III - O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO

1. Todo macho será circuncidado    

Na renovação do concerto de DEUS com Abraão, Ele incluiu o pacto da circuncisão. DEUS lhe disse que aquele seria o sinal visível da aliança entre Ele e a descendência de Abraão, uma marca perpétua que lembraria o compromisso da fidelidade de DEUS (Gn 17.10).

 

2. Quando deveria ser feita a circuncisão    

O bebê, do sexo masculino, deveria ser circuncidado ao completar oito dias de nascido (Gn 17.12). A circuncisão é feita entre os judeus até os dias de hoje, sendo realizada por especialistas e com o uso de anestesia.

 

3. A circuncisão do coração    

Em obediência à determinação de DEUS, Abraão realizou esse ato em seu filho Ismael, quando este tinha 13 anos e a todos os que estavam na sua casa. Ele próprio também foi circuncidado, quando já estava com 99 anos de idade (Gn 17.23-27).

Não podemos nos esquecer de que a circuncisão física era inútil para aqueles cujo coração permanece “incircunciso” (Jr 9.25,26; cf. Rm 2.25). Mas como é realizada a circuncisão do coração?  Ela é realizada quando a pessoa ama ao Senhor por completo e entrega-se a Ele também por completo (Dt 10.16; 30.6; Jr 4.4; Rm 2.29). Na Nova Aliança, somente a circuncisão do coração, mediante a graça e a fé em JESUS CRISTO, é capaz de nos fazer levar uma vida de obediência e dedicação ao Senhor. 

 

SINÓPSE III - O pacto de DEUS com Abraão se torna visível mediante a circuncisão.

 

CONCLUSÃO  

Vimos nesta lição o pacto que DEUS estabeleceu com Abraão e seus descendentes. Toda a humanidade seria abençoada por intermédio de Abraão e do pacto perfeito de CRISTO no Novo Testamento. A história de Abraão revela o amor e a misericórdia de DEUS para com todos aqueles que têm fé. Sem fé não podemos agradar a DEUS e ver as suas promessas sendo cumpridas.

 

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Cite alguns fatores que, no Antigo Testamento, influenciavam na escolha dos nomes.

Existiam vários fatores que influenciavam na escolha, como, por exemplo, a vontade de DEUS, as circunstâncias do nascimento ou até mesmo as características físicas do bebê, como no caso de Esaú, que nasceu ruivo e bem cabeludo (Gn 25.25).

2. Qual o significado do nome “Abraão”?

No caso de Abrão, seu nome original significa “pai exaltado”; porém, diante do plano de DEUS em sua vida, esse nome não parecia adequado, e o Senhor lhe mudou o nome para Abraão, confirmando que seria pai de multidão (Gn 17.4).

3. Qual o significado do nome “Sara”?

Sara significa “mãe de nações”.

4. Qual era o objetivo do concerto com os patriarcas?

O propósito único e supremo era trazer salvação não apenas a uma nação (Israel), mas também a toda a raça humana.

5. Quais as promessas que viriam acompanhadas do pacto de DEUS com Abraão?

O pacto de DEUS com Abraão viria acompanhado de várias promessas: DEUS seria o escudo e o galardão de Abraão (Gn 15.1), lhe daria muitos descendentes (Gn 15.5) e também a terra de Canaã como herança (Gn 15.7).

 

 

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