Escrita Lição 7, Betel, Vencendo as estratégias e propostas do inimigo, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique
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nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
1. AS PROPOSTAS
ARDILOSAS DO INIMIGO
1.1. Um inimigo
em comum
1.2. As
tentativas de nos afastar de CRISTO
1.3. As
tentativas de nos parar por medo
2. AS SUTIS
ESTRATÉGIAS DO INIMIGO
2.1. O inimigo
tenta enfraquecer a nossa fé
2.2. O inimigo
ataca a obra missionária
2.3. O inimigo
nos incita a ceder aos desejos da carne
3. AS TÁTICAS
DE SATANÁS CONTRA A IGREJA
3.1. O inimigo
tenta nos parar com enfermidades
3.2. O inimigo
tenta nos parar com atrativos
3.3. O inimigo
se opõe ao perdão
TEXTO ÁUREO
Revesti-vos de
toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as astutas
ciladas do diabo·, Efésios 6.11
VERDADE
APLICADA
É preciso
vigilância e estar revestidos de toda a Armadura de DEUS para resistir e
permanecer firmes contra as investidas do maligno.
OBJETIVOS DA
LIÇÃO
- Saber que
Satanás se esforça para nos afastar de CRISTO.
- Identificar
as artimanhas do inimigo contra o povo de DEUS.
- Ressaltar que
Satanás usa estratégias para nos parar.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA - Efésios 4.27, 6.10-12
Efésios 4.27.
Não deis lugar ao diabo.
Efésios 6.10 No
demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 11
Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as
astutas ciladas do diabo. 12 Porque não temos que lutar contra a carne e o
sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os
príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos
lugares celestiais.
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SUBSÍDOS EXTRAS
– LIVROS E REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE
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A Lição 7 da
Betel, focada em "Vencendo as Estratégias e Propostas do
Inimigo", baseia-se nas experiências de Neemias para ensinar a defesa
da família, a necessidade de liderança firme e o foco em DEUS em vez de temer o
inimigo. O estudo enfatiza que, ao focar na obra de DEUS e confiar nEle, as
investidas e planos do inimigo são frustrados.
Pontos-Chave
para Vencer as Estratégias do Inimigo:
- Defesa da
Família: A proteção da própria
casa é fundamental para ter uma igreja e comunidade fortes, agindo contra
as investidas inimigas.
- Liderança
Firme (Exemplo de Neemias): Enfrentar
críticas e pressões sem abandonar a missão. Neemias manteve o foco na
restauração, sem se desviar para distrações ou medo.
- Foco no
Senhor: Substituir o medo do
inimigo pela reverência a DEUS. A ordem é "lembrar-se do Senhor,
grande e temível", em vez de focar nas ameaças.
- Ação e
Oração: A vitória vem através da
combinação de trabalho árduo (obra) e vigilância, colocando os olhos em DEUS.
A lição orienta
que quem teme a DEUS não deve temer homens ou o Diabo, pois a confiança no
Senhor frustra os planos inimigos.
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JESUS nunca
prometeu uma vida isenta de problemas aos seus seguidores; pelo contrário, Ele deixou claro que enfrentaríamos dificuldades
como uma condição da vida terrena. A frase principal que resume essa realidade
é: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o
mundo" (João 16:33).
Com base nos
ensinamentos de JESUS e no contexto bíblico, os problemas mencionados incluem:
- Aflições e
Sofrimentos Gerais: JESUS
avisou que passaríamos por situações difíceis, dores e desafios comuns à
condição humana no mundo.
- Perseguições
por causa da Fé: Aqueles
que o seguem enfrentariam resistência, rejeição e perseguição por causa do
Seu nome (João 15:20).
- Conflitos
Familiares: JESUS
mencionou que a mensagem do evangelho poderia causar divisão e desavenças
dentro das próprias famílias, devido à escolha de segui-Lo (Mateus
10:34-39).
- Desafios
no Coração/Incompreensão: A
vivência da fé cristã traz dificuldades interiores, como a sensação de
solidão, incompreensão e a luta para confiar em DEUS mesmo sem respostas
imediatas.
- Provação
da Fé (Tribulações): JESUS
e os apóstolos indicaram que os problemas servem para testar e fortalecer
a fé, amadurecendo o discípulo (Tiago 1:2-4).
O Propósito e a
Esperança:
JESUS não anunciou os problemas para causar medo, mas para preparar Seus
seguidores e destacar que:
- A vitória
não é baseada na ausência de problemas, mas na confiança nEle.
- O
sofrimento produz perseverança e amadurecimento.
- JESUS
intercede por nós e fortalece durante as lutas.
O foco de JESUS
foi "ter bom ânimo" porque Ele já venceu as limitações e os males do
mundo.
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O
"vestir" e o "revestir" do cristão, na teologia bíblica, são metáforas poderosas que representam
a transformação de vida, a mudança de caráter e a posição espiritual do crente
em CRISTO. Essa simbologia envolve deixar para trás uma conduta pecaminosa e
adotar a nova natureza, justiça e santidade provenientes de DEUS.
1. O Vestir:
Troca de Identidade (O Novo Homem)
O conceito de
"vestir-se" refere-se à adoção de uma nova forma de viver,
despojando-se das atitudes do "velho homem" (natureza caída).
- Renovação
da Mente: Não é apenas exterior,
mas interior, começando na mente e no coração.
- Novo
Homem: Efésios 4:24 instrui o
cristão a se vestir do "novo homem", criado para ser semelhante
a DEUS em verdadeira justiça e santidade.
- Mudança de
Valores: A Bíblia foca na
transformação de atitudes, valores e na forma de viver, não apenas na
aparência externa.
2. O Revestir:
Proteção e Poder (CRISTO e a Armadura)
"Revestir-se"
implica cobrir-se com algo para proteção ou identificação, indicando uma
dependência contínua do poder de DEUS.
- Revestir-se
de CRISTO (Romanos 13:14): Significa
viver de tal maneira que as atitudes de JESUS sejam visíveis, em vez de
satisfazer os desejos da carne. Isso representa a transformação interna
feita pelo ESPÍRITO SANTO, visível externamente.
- Revestir-se
da Armadura de DEUS (Efésios 6:11): É um chamado à batalha espiritual,
onde o cristão se fortalece com as virtudes espirituais providas por DEUS
para resistir ao mal.
- Os
Elementos da Armadura: Cinto
da verdade, couraça da justiça, calçados da prontidão do evangelho, escudo
da fé, capacete da salvação e espada do ESPÍRITO.
·
Revestir-se com o Batismo com o ESPÍRITO SANTO (At 2.1-4, 8.17,
10.45-46, 19.6)
·
E
eis que sobre vós envio a promessa de meu PAI; ficai, porém, na cidade de
Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. Lucas 24:49
·
Mas
recebereis o poder do ESPÍRITO SANTO, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis
testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos
confins da terra. Atos 1:8
·
E
todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO, e começaram a falar noutras línguas,
conforme o ESPÍRITO lhes concedia que falassem. Atos 2:4
·
Então
lhes impuseram as mãos, e receberam o ESPÍRITO SANTO. Atos 8:17
·
E os
fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro,
maravilharam-se de que o dom do ESPÍRITO SANTO se derramasse também sobre os
gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a DEUS. Atos 10:45,46
- E, impondo-lhes Paulo as mãos,
veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO; e falavam línguas, e profetizavam. Atos
19:6
3. Vestes
Espirituais e Virtudes
Colossenses
3:12-14 descreve o que os eleitos de DEUS devem "vestir" como suas
roupas espirituais:
- Misericórdia, bondade,
humildade, mansidão, paciência.
- Amor, que é descrito como o
vínculo da perfeição.
Resumo das
Diferenças no revestimento cristão
|
Conceito |
Foco |
Significado |
Versículo
Chave |
|
Vestir
o Novo Homem |
Identidade/Natureza |
Trocar o
pecado pela justiça de CRISTO. |
Efésios 4:24 |
|
Revestir
de CRISTO |
Posição/Identidade |
Viver com a
cobertura e caráter de JESUS. |
Romanos 13:14 |
|
Revestir-se
com o Batismo com o ESPÍRITO SANTO |
Poder para
pregar |
Pregar no
poder e na unção do ESPÍRITO SANTO |
At 2.1-4,
8.17, 10.45-46, 19.6 |
|
Revestir
da Armadura |
Proteção/Poder |
Fortalecer-se
para a batalha espiritual. |
Efésios 6:11 |
Em suma, o
cristão é chamado a despojar-se (tirar) a roupa suja do
passado e vestir-se (colocar) das vestes de justiça de CRISTO,
permanecendo revestido da Sua força, poder e caráter
diariamente.
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A organização
de Satanás, frequentemente referida no
contexto bíblico como o "reino das trevas" ou "sistema de
coisas", é descrita como uma estrutura hierárquica e organizada de
seres espirituais malignos (anjos caídos/demônios) dedicada a se opor a DEUS e
influenciar a humanidade.
Aqui estão os
componentes principais dessa organização espiritual, baseados em interpretações
teológicas (especialmente Efésios 6:12):
- Satanás
(Lúcifer/Diabo): No
topo da hierarquia, descrito como o "deus deste mundo ou século"
e líder dos anjos decaídos (Jo 12.31, 14.30, 16.11).
- Já não falarei muito convosco,
porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim João 14:30
- Principados: Entidades espirituais de alto
escalão que, segundo algumas interpretações, regem sobre nações, regiões
geográficas ou áreas específicas da sociedade.
- Potestades
(Autoridades): Forças
malignas com autoridade delegada, muitas vezes associadas a influências
ideológicas ou pecados específicos, operando no ambiente espiritual.
- Dominadores
deste Mundo Tenebroso: Espíritos
que exercem influência direta nas estruturas políticas, sociais e
culturais da Terra para promover o engano e a impiedade.
- Hostes
Espirituais da Maldade: Entidades
que atuam em nível local ou individual, engajadas em "bagunça",
tentações e ataques diretos à espiritualidade humana.
- Exemplos
Bíblicos:
- Mas o arcanjo Miguel, quando
contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não
ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te
repreenda. Judas 1:9
- E houve batalha no céu; Miguel
e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os
seus anjos; Apocalipse 12:7
- Mas eu te declararei o que está
registrado na escritura da verdade; e ninguém há que me anime contra
aqueles, senão Miguel, vosso príncipe. Daniel 10:21
- Mas o príncipe do reino da
Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros
príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia.
Daniel 10:13
- E naquele tempo se levantará
Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo,
e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até
àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que
for achado escrito no livro. Daniel 12:1
Características
do Reino Espiritual de Satanás:
- Hierarquia
Estruturada: Não
é um caos, mas um sistema organizado para maximizar a eficácia de sua
influência.
- Oposição a
DEUS: O objetivo principal é
frustrar os planos de DEUS, desviar a humanidade e destruir vidas (maior
desejo de Satanás é a imagem e semelhança de DEUS que está em nós pelo
ESPÍRITOSANTO).
- Localização: Atuam nas "regiões
celestes" (atmosfera espiritual) e influenciam o mundo físico,
tentando escravizar os não-salvos.
- Limitação: Apesar de seu poder e organização, o
reino de Satanás é limitado pela soberania de DEUS.
Essa estrutura
é frequentemente visualizada em estudos de demonologia para entender a
"guerra espiritual" descrita no cristianismo.
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AJUDA DE
REVISTA ANTIGA
Lição 13 - A
Batalha Espiritual e as Armas do Crente
Revista Adulto,
CPAD, Lição 13 - A Batalha Espiritual e as Armas do Crente
Revista Adulto,
CPAD, 1º trimestre de 2019, Batalha
Espiritual — O povo de DEUS e a guerra contra as potestades do mal
Comentarista: Esequias Soares
Complementos,
Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva -
99-99152-0454. - henriquelhas@hotmail.com - Cajamar - SP - Tel
Esposa 19-98448-2187
Lição 13 - A
Batalha Espiritual e as Armas do Crente
PARA MAIOR AJUDA
ADQUIRA A REVISTA - 1º trimestre de 2019 - Batalha Espiritual - O povo de
DEUS e a guerra contra as potestades do mal. - Comentário: Esequias Soares
Sumário:
Lição 1 - Batalha Espiritual – A Realidade não Pode Ser Subestimada
Lição 2 - A Natureza dos Anjos – A Beleza do Mundo Espiritual
Lição 3 - A Natureza dos Demônios – Agentes da Maldade no Mundo
Espiritual
Lição 4 - Possessão Demoníaca e a Autoridade do Nome de JESUS
Lição 5 - Um Inimigo que Precisa Ser Resistido
Lição 6 - Quem Domina a sua Mente
Lição 7 - Tentação – A Batalha por nossas Escolhas e Atitudes
Lição 8 - Nossa Luta não É contra Carne e Sangue
Lição 9 - Conhecendo a Armadura de DEUS
Lição 10 - Poder do Alto contra as Hostes da Maldade
Lição 11 - Discernimento de Espíritos – Um Dom Imprescindível
Lição 12 - Vivendo em Constante Vigilância
Lição 13 - Orando sem Cessar
TEXTO ÁUREO
“Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra
as astutas ciladas do diabo.” (Ef 6.11)
VERDADE PRÁTICA
O uso da armadura de DEUS assegura a vitória do crente no campo da batalha
espiritual.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Efésios 6.10-20
10 - No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no
Senhor e na força do seu poder. 11 - Revesti-vos de toda a armadura de DEUS,
para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; 12 - porque
não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados,
contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as
hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 13 - Portanto, tomai
toda a armadura de DEUS, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito
tudo, ficar firmes. 14 - Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos
com a verdade, e vestida a couraça da justiça, 15 - e calçados os pés na
preparação do evangelho da paz; 16 - tomando sobretudo o escudo da fé, com o
qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. 17 - Tomai também o
capacete da salvação e a espada do ESPÍRITO, que é a palavra de DEUS, 18 -
orando em todo tempo com toda oração e súplica no ESPÍRITO e vigiando nisso com
toda perseverança e súplica por todos os santos 19 - e por mim; para que
me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer
notório o mistério do evangelho, 20 - pelo qual sou embaixador em cadeias; para
que possa falar dele livremente, como me convém falar.
INTERAGINDO COM
O PROFESSOR
Prezado(a) professor(a), com a graça de DEUS
concluímos mais um trimestre de estudos bíblicos. Estudamos a Carta aos Efésios
e temos a certeza de que você e seus alunos foram ricamente abençoados com todo
o conteúdo estudado. O tema geral da Carta aos Efésios é CRISTO e sua Igreja, e
Paulo reserva o último capítulo para tratar a respeito da guerra espiritual que
todos os crentes em JESUS CRISTO enfrentam (6.10-20).
Quanto ao assunto batalha espiritual, infelizmente, alguns subestimam por
completo os ataques do Inimigo e suas ciladas. Já outros enaltecem o poder do
Inimigo e se esquecem de que CRISTO já o derrotou na cruz do Calvário e que nos
deu poder contra as serpentes e escorpiões (Lc 10.19). Assim como os anjos
estão a serviço de DEUS e do seu povo, os demônios servem a Satanás, o seu
chefe, cuja missão neste mundo é matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Mas nunca
podemos nos esquecer de que maior é o que está conosco, JESUS CRISTO.
PONTO CENTRAL -
O uso da armadura de DEUS assegura a vitória na batalha espiritual.
RESUMO DA Lição
13 - A Batalha Espiritual e as Armas do Crente
I – O PREPARO
ESPIRITUAL DO CRENTE PARA A BATALHA
1. Fortalecidos no poder do Senhor.
2. Vigilantes
em toda a oração e súplica.
II – CONHECENDO
O CAMPO DA BATALHA ESPIRITUAL
1. As astutas ciladas do Diabo.
2. O conflito
contra o reino das trevas.
3. As agências
das potestades do ar.
III – AS ARMAS
ESPIRITUAIS INDISPENSÁVEIS AO CRENTE
1. A armadura completa de DEUS.
2. As armas
indispensáveis de defesa.
3. A
imprescindível arma ofensiva.
RESUMO
RÁPIDO Pr. Henrique - Lição 13
- A Batalha Espiritual e as Armas do Crente
O comentarista
começa a lição pegando o que está no final da armadura para depois introduzir
seus comentários sobre a Armadura.
Paulo olhando
para o soldado que o guardava e atentando para sua vestimenta, inspirado pelo
ESPÍRITO SANTO, alista em detalhes as seis peças principais do equipamento do
soldado — o cinto (com a túnica), a couraça, as botas, o escudo, o capacete, e
a espada e por fim a Oração. Em orientação e revelação do ESPÍRITO SANTO Paulo
vê um cristão devidamente vestido para a guerra espiritual que deve travar no
dia a dia de sua vida cristã contra Satanás e seus demônios.
A armadura só
poderá ser vestida através da oração.
Efésios 6.10-20
10 - No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no
Senhor e na força do seu poder. 11 - Revesti-vos de toda a armadura de DEUS,
para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; 12 - porque
não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados,
contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as
hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 13 - Portanto, tomai
toda a armadura de DEUS, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito
tudo, ficar firmes. 14 - Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos
com a verdade, e vestida a couraça da justiça, 15 - e calçados os pés na
preparação do evangelho da paz; 16 - tomando sobretudo o escudo da fé, com o
qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. 17 - Tomai também o
capacete da salvação e a espada do ESPÍRITO, que é a palavra de DEUS, 18 -
orando em todo tempo com toda oração e súplica no ESPÍRITO e vigiando nisso com
toda perseverança e súplica por todos os santos 19 - e por mim; para que
me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer
notório o mistério do evangelho, 20 - pelo qual sou embaixador em cadeias; para
que possa falar dele livremente, como me convém falar.
Efésios 6.10 -
No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
"No
demais", quer dizer, depois de lhes falar todas essas coisas, agora, vou
lhes falar de algo mais elevado ainda.
Assim como a
ordem é "enchei-vos do ESPÍRITO" (Efésios 5:18), aqui a ordem é
"Fortalecei-vos" - Veja que é uma ordem, está no imperativo, Nós é
que temos que fazer, depende de uma iniciativa e ação nossa. DEUS fornece o que
é necessário para aquele que se dispõe a lutar a favor do reino de DEUS e
contra o reino de Satanás. As armas aqui são dadas por DEUS àquele que deseja
lutar.
"No Senhor
e na força do seu poder", quer dizer que a força vem do Senhor JESUS, é
Ele que dá o poder - "Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e
escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum." Lucas
10:19); E, chegando-se JESUS, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no
céu e na terra. Mateus 28:18.
Quem tem e quem
dá o poder necessário para a guerra é JESUS. O poder vem do ESPÍRITO SANTO - E
JESUS, cheio do ESPÍRITO SANTO, voltou do Jordão e foi levado pelo ESPÍRITO ao
deserto. Lucas 4:1; Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de DEUS,
certamente, a vós é chegado o Reino de DEUS. Lucas 11:20.
11 -
Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as
astutas ciladas do diabo;
Assim como a
ordem é "enchei-vos do ESPÍRITO" (Efésios 5:18),
"Fortalecei-vos", agora é "Revesti-vos". Estamos vestidos,
pois, ao recebermos o ESPÌRITO SANTO quando cremos, fomos assim vestidos de
vestes de salvação ("porque me vestiu de vestes de salvação" Isaías
61.10); "os teus sacerdotes, ó Senhor DEUS, sejam vestidos de
salvação" 2 Crônicas 6:41; se, todavia, estando vestidos, não formos
achados nus. 2 Coríntios 5:3 .
Agora temos que
nos revestirmos - Mas revesti-vos do Senhor JESUS CRISTO e não tenhais cuidado
da carne em suas concupiscências. Romanos 13:14. Nossa legítima conversão, acompanhada
pelo batismo nas águas e no ESPÍRITO SANTO nos trás esse revestimento. E eis
que sobre vós envio a promessa de meu PAI; ficai, porém, na cidade de
Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. Lucas 24:49.
Nosso desejo de
sermos revestidos nos proporcionará esse revestimento para lutarmos a batalhas
do Senhor. Existem vários exemplos de revestimento na Bíblia (Revesti-vos,
pois, como eleitos de DEUS, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de
benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, Colossenses 3:12), porém, este
revestimento aqui é para a guerra, é revestimento de poder. O batismo no
ESPÍRITO SANTO é o mais apropriado para esta ocasião.
De que vamos
nos revestir? De "toda armadura de DEUS.
A ordem é para
que toda a armadura seja colocada sobre nós. Não podemos deixar nada para trás,
todas as peças são importantes.
para que
possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo
Por que devemos
nos revestir? Só poderemos ficar firmes, ou seja, sermos vencedores (ficarmos
de pé), caso nos revistamos. Aqui vemos que a luta é contra as astutas ciladas
(Strong Português - μεθοδεια methodeia - artifícios, truque, arte, malandragem)
do Diabo (διαβολος diabolos - dado à calúnia, difamador, que acusa com
falsidade; que faz comentários maliciosos; opõe-se à causa de DEUS, agindo com
demônios, é o partido Satanás, o príncipe dos demônios, o autor de toda a
maldade, que persegue pessoas de bem, criando inimizade entre a humanidade e
DEUS, instigando ao pecado, afligindo os seres humanos com enfermidades por
meio de demônios que tomam possessão dos seus corpos, obedecendo às suas
ordens).
12 - porque não
temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra
as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes
espirituais da maldade, nos lugares celestiais
Nossa luta não
é contra pessoas (carne e sangue).
Nossa luta é
contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas
deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
contra
principados, αρχη arche - o líder; a causa
ativa; o primeiro lugar, principado, reinado, magistrado; de anjos e demônios.
contra as
potestades, εξουσια exousia - que tem poder de
escolher, liberdade de fazer como se quer, tem licença ou permissão, poder
físico e mental, habilidade ou força, possui poder da autoridade (influência) e
do direito (privilégio), poder de reger ou governar, Universalmente, autoridade
sobre a humanidade, poder de decisões judiciais, principal e mais poderoso
entre os seres criados, superior ao homem, potestades espirituais, sinal de
autoridade real, coroa contra os príncipes das trevas deste século,
contra
as hostes espirituais da maldade, κοσμοκρατωρ kosmokrator, senhor do mundo,
príncipe desta era, diabo e seus demônios em uma organização celestial.
Onde
moram essas forças malignas? "nos lugares celestiais", επουρανιος
epouranios, que existe no céu, regiões celestiais, os céus inferiores
(referência às estrelas), os céus, (referência às nuvens). Segundo Céu..
13 - Portanto,
tomai toda a armadura de DEUS, para que possais resistir no dia mau e, havendo
feito tudo, ficar firmes.
Portanto, por causa disto, em consequência de haver essas forças do mal.
tomai toda a
armadura de DEUS - Devemos diante do exposto, tomar
a armadura, imediatamente após nos convertermos, pois a luta começa aí. a
armadura será apresentada.
Por que tomara
a armadura? "para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo,
ficar firmes".
O dia mau vem
para todos - πονηρος poneros, cheio de
labores, aborrecimentos, fadigas, pressionado e atormentado pelos labores, que
traz trabalho árduo, aborrecimentos, perigos: de um tempo cheio de perigo à
fidelidade e à fé cristã; que causa dor e problema, num sentido físico: doença
ou cegueira, num sentido ético: mau, ruim, iníquo. A palavra é usada no caso
nominativo em Mt 6.13. Isto geralmente denota um título no grego. Consequentemente
CRISTO está dizendo, “livra-nos do mal”, e está provavelmente se referindo a
Satanás.
14 - Estai,
pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a
couraça da justiça
Firmes - ιστημι
histemi - causar ou fazer ficar de pé,
colocar, pôr, estabelecer, ordenar ficar de pé, [levantar-se], na presença de
outros, no meio, diante de juízes, diante do reino espiritual, colocar ou
tornar firme, fixar, estabelecer, fazer uma pessoa ou algo manter o seu lugar,
permanecer, ser mantido íntegro (de família, um reino), escapar em segurança.
tendo cingidos
os vossos lombos com a verdade - Referência à
roupa, ou túnica, do soldado que o protegia do frio e do calor, era a primeira
peça a ser vestida. Aí constava um cinto com capa para uma espada e capa para
uma adaga ou faca também.
A Verdade é a
proteção do crente contra a mentira, uma das principais armas de Satanás.
Quando o crente está na verdade não tem medo da mentira, é ousado, é corajoso.
O crente muitas vezes sofre devido a mentira dita contra si, porém será bem-aventurado
e receberá grandioso galardão.
"bem-aventurados
sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal
contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai- porque é grande o vosso
galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que antes de vós".
Mateus 5:11,12
JESUS é a
Verdade, estamos em CRISTO quando estamos na verdade - e conhecereis a verdade,
e a verdade vos libertará. João 8:32; Disse-lhe JESUS: Eu sou o caminho, e a
verdade, e a vida. Ninguém vem ao PAI senão por mim. João 14:6
Verdade -
αληθεια aletheia, verdade em qualquer assunto em
consideração, que é verdade em coisas relativas a DEUS e aos deveres do ser
humano, verdade moral e religiosa, a verdade tal como ensinada na religião
cristã, com respeito a DEUS e a execução de seus propósitos através de CRISTO,
e com respeito aos deveres do homem, opondo-se igualmente às superstições dos
gentios e às invenções dos judeus, e às opiniões e preceitos de falsos mestres
até mesmo entre cristãos, sinceridade de mente, livre de paixão, pretensão,
simulação, falsidade, engano.
A
primeira peça com que devemos nos equipar, que Paulo menciona, é o cinto da
verdade:
cingindo-vos
com a verdade (v. 14). Usualmente feito de couro, o cinto do soldado pertencia
mais à sua roupa de baixo do que à armadura. Mesmo assim, era essencial.
Prendia a túnica, e também segurava a espada. Garantia que não sofreria
impedimento algum ao marchar.
Ao afivelar o
cinto, o soldado recebia uma sensação de força e de confiança escondidas. Isso
ainda hoje é verdade. “Apertar o cinto” pode significar não somente um tempo de
austeridade durante uma carestia de alimentos, como também preparar-se para a
ação, o que os antigos teriam chamado de “cingir os lombos”.
Ora, o cinto do
soldado cristão é a “verdade”. Somente a verdade pode dissipar as mentiras do
diabo e nos libertar, e Paulo já se referiu várias vezes nesta carta à
importância e ao poder da verdade.
Também Paulo
está se referindo à verdade no sentido de sinceridade ou integridade.
Certamente DEUS requer “a verdade no íntimo”, e o cristão deve ser honesto e
verdadeiro a todo custo. Ser enganador, cair na hipocrisia, apelar para
intrigas e complôs, seria fazer o jogo do diabo, e não poderemos vencê-lo
seguindo suas próprias regras. O que o diabo abomina é a verdade transparente.
Ele ama as trevas. A luz o põe em fuga. Tanto para a saúde espiritual como
mental, a honestidade sobre si mesmo é indispensável. Talvez não precisemos
ficar com uma só dessas duas alternativas.
O
segundo item do equipamento do cristão é a couraça da justiça (v. 14).
A couraça do
soldado frequentemente cobria as costas bem como a frente, e era sua peça
principal de armadura, protegendo quase todas as suas partes vitais.
Numa carta
anterior, Paulo escreveu “revestindo-nos da couraça da fé e amor”, mas aqui,
como em Isaías 59:17, a couraça consiste na justiça. Ora, “justiça (dikaiosynè)
nas cartas de Paulo significa, frequentemente, justificação, ou seja, a
iniciativa graciosa de DEUS em fazer com que os pecadores fiquem de bem consigo
através de CRISTO. É esta, então, a couraça do cristão? Certamente nenhuma
proteção espiritual é maior do que um relacionamento justo com DEUS. Ter sido
justificado pela sua graça mediante a simples fé em CRISTO crucificado, ser
vestido numa justiça que não é sua própria, mas a de CRISTO, ficar em pé diante
de DEUS, não condenado, mas sim aceito, esta é uma defesa essencial' contra uma
consciência acusadora e contra os ataques caluniadores do maligno, cujo nome
hebraico (“Satanás”) significa adversário e cujo título em Grego (diabolos,
“diabo”) significa caluniador. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os
que estão em CRISTO JESUS... Quem intentará acusação contra os eleitos de DEUS?
É DEUS quem os justifica. Quem os condenará? É CRISTO JESUS quem morreu, ou
antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de DEUS, e também intercede por
nós!’ Esta é a certeza cristã da justiça, ou seja, de um relacionamento correto
com DEUS mediante CRISTO. É uma forte couraça para nos proteger contra as
acusações satânicas.
Do outro lado,
o apóstolo escreveu em 2 Coríntios 6:7 acerca das “armas da justiça, à direita
e à esquerda” (ERC), aparentemente no sentido de justiça moral, e empregou a
mesma palavra com o mesmo sentido em Efésios 4:24 e 5:9. Desta forma, a couraça
do cristão pode ser a justiça de caráter e de conduta, a retidão. Pois assim
como cultivar a verdade é a maneira de derrubar os enganos do diabo, assim
também cultivar a justiça, neste sentido, é a maneira de resistir às suas
tentações. Alternativamente, tal como acontece com os dois possíveis
significados de verdade, assim também ocorre com os dois possíveis significados
de justiça. Bem pode ser correto combiná-los, visto que, conforme o evangelho
de Paulo, um deles invariavelmente leva ao outro.
As
botas do evangelho vêm em seguida na lista.
Provavelmente
Paulo tem em mente a caliga (a “meia-bota”) do legionário romano, que era feita
de couro, deixava os dedos do pé livres, tinha solas pesadamente cravejadas, e
era fixa nos calcanhares e nas canelas com tiras de couro mais ou menos
ornamentais (para nós, uma sandália). Estas “equipavam-no para marchas longas e
para tomar posição firmemente... Embora não impedissem a sua mobilidade,
evitavam que o pé deslizasse.”
Ora, as botas
do soldado cristão são a preparação do evangelho da paz (v. 15). “Preparação” é
a tradução de hetoimasia, que significa “prontidão”, “preparo ou “firmeza”. Não
sabemos, porém, se o genitivo que se segue é subjetivo ou objetivo. No primeiro
caso, a referência diz respeito a uma certa firmeza ou qualidade inabalável que
o evangelho dá àqueles que nele crêem, como a firmeza que as botas fortes dão
para aqueles que as usam. A BV entende assim e parafraseia: “Calcem sapatos que
possam fazê-los andar depressa ao pregarem a Boa Nova da paz com DEUS!’ E,
certamente, se recebemos as boas novas, e estamos desfrutando da paz com DEUS e
de uns com os outros, paz que as boas novas nos trazem, temos o apoio mais
firme possível para nossos pés, com o qual podemos lutar contra o mal. O
genitivo, no entanto, pode ser objetivo, e neste caso os sapatos do soldado
cristão são “o entusiasmo para anunciar as Boas-Notícias de paz” (BLH). Não
pode haver dúvida de que sempre devemos estar prontos para dar testemunho de JESUS
CRISTO como pacificador da parte de DEUS (2:14-15) e também — conforme Paulo
escreve numa passagem paralela em Colossenses — dar respostas graciosas,
“temperadas com sal” a perguntas que os de fora nos fazem. Semelhante prontidão
“nas pontas dos pés” tem uma influência muito estabilizadora sobre a nossa
própria vida, além de apresentar a outras pessoas o evangelho que liberta. Há
paralelo em Colossenses, e em parte de 2:17 (“e, vindo, evangelizou paz a vós
outros”) e de Isaías 52:7 (“Que formosos são sobre os montes os pés do que
anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz”).
De qualquer
maneira, o diabo odeia o evangelho por ser o poder de DEUS para salvar as
pessoas da sua tirania satânica, salvando tanto nós que recebemos esse
evangelho quanto aqueles com que o participamos. Por isto, precisamos conservar
atadas as nossas botas do evangelho.
Nossa
quarta peça da armadura é o escudo da fé (v. 16),
que devemos
embraçar não tanto “sobretudo” (ERC) como se fosse a mais importante dentre
todas as armas mas, sim, sempre, (ERAB) como algo indispensável. A palavra que
Paulo emprega denota, não o pequeno escudo redondo que deixava a maior parte do
corpo desprotegida mas, sim, o longo escudo retangular, medindo 1,2 metros por
0,75, que cobria a pessoa inteira. Seu nome em Latim era scutum. “Consistia
em... duas camadas de madeira coladas juntas, e cobertas primeiramente com
linho e depois com couro: era fixado com ferro em cima e em baixo!’ Era
especialmente projetado para apagar as perigosas flechas incendiários que eram
empregadas, especialmente as flechas mergulhadas em betume, que eram acesas e
atiradas.
Quais, pois,
são todos os dardos inflamados do maligno, e com que escudo os cristãos podem
proteger-se? Os dardos do diabo sem dúvida incluem suas acusações maliciosas
que inflamam a nossa consciência com aquilo que (se estamos abrigados em
CRISTO) somente pode ser chamada de falsa culpa. Outros dardos são indesejados
pensamentos de dúvida e de desobediência, de rebeldia, de concupiscência, de
malícia ou de medo. Há, porém, um escudo com o qual podemos apagar ou extinguir
todos estes dardos com pontas de fogo. É o escudo da fé. O próprio DEUS é
“escudo para os que nele confiam”, e é pela fé que fugimos para ele, procurando
refúgio. A fé, pois, toma posse das promessas de DEUS em tempos de dúvida e de
depressão, e a fé toma posse do poder de DEUS em tempos de tentação.
O
capacete do soldado romano, que é a peça da armadura que aparece em quinto
lugar, a seguir na lista,
usualmente era
feito de um metal resistente, tal como o bronze ou o ferro. “Um forro interno
de feltro ou de esponja tornava
o peso
tolerável. Nada, senão um machado ou um martelo, poderia furar um capacete
pesado, e em alguns casos um visor móvel dava uma melhor proteção frontal.” Os
capacetes eram decorativos e protetores, e alguns tinham plumas ou cristas
magníficas. Segundo uma declaração anterior de Paulo, o capacete do soldado
cristão é “a esperança da salvação”, ou seja, a nossa certeza da salvação agora
e futura e definitiva. Aqui, em Efésios, é simplesmente o capacete da salvação
(v. 17) que devemos tomar e usar. Mas se a proteção para a nossa cabeça é a
medida de salvação que já recebemos (o perdão, a libertação da escravidão a
Satanás, e a adoção na família de DEUS) ou a expectativa confiante da plena
salvação no último dia (inclusive a glória da ressurreição e a semelhança a
CRISTO no céu), não há dúvida de que o poder salvífico de DEUS é a nossa única
defesa contra o inimigo das nossas almas.
A
sexta arma a ser especificada é a espada (v. 17).
De todas as
seis peças da armadura ou arsenal alistadas, a espada é a única que pode
claramente ser usada tanto para defesa quanto para o ataque. Além disso, o tipo
de ataque em mira envolverá um encontro pessoal bem de perto, pois a palavra
empregada é machaira, a espada curta. É a espada do ESPÍRITO que passa
imediatamente a ser identificada como sendo a palavra de DEUS, embora no
Apocalipse seja vista procedendo da boca de CRISTO. Pode muito bem incluir as
palavras de defesa e de testemunho que, como JESUS prometeu, o ESPÍRITO SANTO
colocará nos lábios dos seus seguidores quando forem arrastados diante dos
magistrados. Mas a expressão “a palavra de DEUS” tem uma referência muito mais
ampla do que aquela, a saber, às Escrituras, à palavra de DEUS escrita, cuja
origem é repetidas vezes atribuída à inspiração do ESPÍRITO SANTO. Ainda hoje é
a espada divina porque o ESPÍRITO ainda a emprega para cortar as defesas das
pessoas, ferir suas consciências e despertá-las espiritualmente com sua ação
penetrante. Mesmo assim, o Senhor também coloca a sua espada em nossas mãos, de
modo que a possamos usar não somente para resistir à tentação (conforme fez
JESUS, citando as Escrituras para repelir o diabo no deserto da Judéia) mas
também na evangelização. Todo evangelista cristão, seja ele um pregador ou uma
testemunha pessoal, sabe que a palavra de DEUS tem poder para cortar, sendo
“mais cortante do que qualquer espada de dois gumes”. Nunca, portanto, devemos
ter vergonha de usá-la, ou de reconhecer a nossa confiança de que a Bíblia é a
espada do ESPÍRITO.
Aqui, pois,
estão as seis peças que, em conjunto, perfazem toda a armadura de DEUS
(completando coma a Oração): o cinto da verdade e a couraça da justiça, as
botas do evangelho e o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do
ESPÍRITO.
São a armadura
de DEUS, pois é ele quem a fornece. Mesmo assim, é nossa a responsabilidade de
tomá-la, vesti-la, e empregá-la com confiança contra os poderes do mal. Além
disso, devemos ter a certeza de que faremos uso de todos os equipamentos da
armadura, e que não deixaremos de lado nenhum deles. “Nossos inimigos estão de
todos os lados, e assim deve ser a nossa armadura, à direita e à esquerda.”
Finalmente,
Paulo acrescenta a oração (vs. 18-20), (que sem esta não há armadura)
não
(provavelmente) porque pensa na oração como sendo outra arma, não mencionada na
lista mas, sim, porque ela deve permear toda a nossa guerra espiritual.
Equipar-nos com a armadura de DEUS não é uma operação mecânica. É em si mesma
uma expressão da nossa dependência a DEUS. Noutras palavras: denota a
necessidade da oração. Além disso, é oração no ESPÍRITO, induzida e guiada por
ele, assim como a palavra de DEUS é “a espada do ESPÍRITO” que ele mesmo
emprega. Deste modo as Escrituras e a oração permanecem juntas como as duas
armas principais que o ESPÍRITO coloca em nossas mãos.
A oração cristã
que prevalece é admiravelmente compreensível. Tem quatro universais, indicados
pelo uso quádruplo da palavra “todo”. Devemos orar em todo tempo (tanto regular
quanto constantemente), com toda oração e súplica (porque são necessárias muitas
formas variadas), com toda a perseverança (porque precisamos, como bons
soldados, ficar vigiando, nunca esmorecendo nem adormecendo), fazendo súplica
por todos os santos (já que a unidade da nova sociedade de DEUS, que tem sido a
preocupação constante nesta carta, deve ser refletida em nossas orações).
A maioria dos
cristãos ora alguma vez, e com algum grau de perseverança, por alguns dentre o
povo de DEUS. Mas substituir alguns por todos em cada uma destas expressões
seria introduzir-nos em uma nova dimensão de oração.
Talvez mais
importante seja o mandamento no sentido de manter-se vigilante e, portanto,
alerta (v. 18). Remonta até ao ensino do próprio JESUS, que enfatizava a
necessidade da vigilância tendo em vista que não somente a sua volta como
também o ataque da tentação seriam repentinos.
Parece que
sempre repetia a mesma advertência: “Digo-vos: Vigiai!” Os apóstolos ecoavam e
estendiam essa mesma admoestação. “Vigiai!” era sua conclamação geral à
vigilância cristã, em parte porque o diabo sempre estava à espreita como um
leão faminto, e os falsos mestres, como lobos ferozes, e, em parte, para que a
volta do Senhor não nos apanhe de surpresa, mas especialmente por causa da
nossa tendência de dormir quando deveríamos estar orando. “Vigiai e orai”,
JESUS insistiu.
Foi a falta de
obediência a esta ordem que levou os apóstolos à sua deslealdade desastrosa. Um
fracasso semelhante leva a uma deslealdade semelhante hoje. É mediante a oração
que esperamos no Senhor e renovamos as nossas forças. Sem a oração somos muito débeis
e lassos para ficar firmes contra as forças do mal. Orai também por mim, Paulo
rogou (v. 19). Ele era suficientemente sábio para saber da sua própria
necessidade de força para ficar firme contra o inimigo, e era também
suficientemente humilde para pedir que seus amigos orassem com ele e por ele.
As forças das quais precisava não eram apenas para a sua confrontação pessoal
com o diabo mas, sim, também para o seu ministério evangelístico pelo qual
procurava libertar as pessoas do domínio do diabo. Esta tinha sido parte da sua
comissão original quando o Senhor JESUS ressurreto o mandou converter as
pessoas “das trevas para a luz e da potestade de Satanás para DEUS”. Daí o
conflito espiritual do qual tinha consciência. Além disso, não deixaria o campo
de batalha, agora que estava sob prisão domiciliar, e impossibilitado de
continuar aquelas expedições militares. Não! Havia aqueles soldados aos quais,
um por um, e cada um por algumas horas alternadamente ele ficava acorrentado; e
havia ainda suas visitas constantes! Ainda podia testemunhar a elas, e assim
fazia. Deve ter havido outros indivíduos, além do escravo foragido Onésimo, a
quem levou a CRISTO. Lucas conta acerca de líderes judeus que vinham até ele na
casa que alugara, e que o ouviram fazer uma exposição “desde a manhã até a
tarde” acerca do reino e acerca de JESUS. “Houve alguns que ficaram
persuadidos”, acrescentou Lucas. Deste modo, as labutas evangelísticas de Paulo
continuavam. Durante “dois anos... recebia a todos que o procuravam, pregando o
reino de DEUS, e... o Senhor JESUS CRISTO”. E o fez “com toda a intrepidez, sem
impedimento algum”. São essas últimas palavras que devemos notar especialmente.
Porque “com toda a intrepidez” traduz a frase grega “com toda a parrêsia”. A
palavra originalmente denotava a liberdade democrática de expressão desfrutada
pelos cidadãos gregos. Depois veio a significar “a sinceridade, a franqueza, a
clareza da fala, que nada esconde e não passa por cima de nada”, juntamente com
“a coragem, a confiança, a ousadia, o destemor, especialmente na presença de
pessoas de alta posição” (AG). E é precisamente isto que Paulo solicita aos
efésios que orem pedindo que isso lhe seja concedido. É pela liberdade que
anseia — não pela liberdade do confinamento mas, sim, pela liberdade para
pregar o evangelho. Por isso, emprega a palavra parrêsia duas vezes (primeiro
como substantivo, depois, como verbo) nas expressões no abrir da minha boca...
com intrepidez (v. 19) na pregação do evangelho, e para que em CRISTO eu seja
ousado para falar, como me cumpre fazê-lo (v. 20). Às boas novas que anuncia
ele ainda as chama de mistério, porque se tornou conhecido apenas pela
revelação, e se centraliza na unidade entre judeus e gentios em CRISTO; e as
duas qualidades principais que ele deseja que caracterizem sua pregação deste
mistério são palavra (v. 19) e intrepidez (vs. 19-20).
A primeira
destas duas palavras parece referir-se à clareza da sua comunicação, e a
segunda, à sua coragem. Ele anseia por não obscurecer coisa alguma com palavras
imprecisas, e por não ocultar nada com um meio-termo covarde. A clareza e a
coragem permanecem sendo duas das características mais cruciais da pregação
cristã autêntica. É porque relacionam o conteúdo da mensagem pregada com o
estilo da apresentação. Alguns pregadores têm o dom do ensino lúcido, mas
falta-lhes nos sermões conteúdo sólido. A substância é diluída pelo medo.
Outros são ousados como leões. Não temem a ninguém, e não omitem nada. Mas o
que dizem é só confusão e acabam não esclarecendo nada. A clareza sem coragem é
como a luz do sol no deserto: bastante luz, mas nada que valha a pena olhar. A
coragem sem clareza é como uma bela paisagem à noite: muitas coisas para ver,
mas nenhuma luz para desfrutar essa visão. O que é necessário nos púlpitos do
mundo hoje é uma combinação de clareza e coragem, ou palavra e intrepidez.
Paulo pediu que os efésios orassem para que estas duas coisas lhe fossem dadas,
pois as reconhecia como dádivas de DEUS. Devemos juntar-nos a eles em oração em
prol dos pastores e pregadores da igreja contemporânea. Isso tudo era em prol
do evangelho pelo qual ele se tornara embaixador em cadeias (v. 20).
Anteriormente na carta Paulo se designara tanto “prisioneiro... por amor de
vós, gentios” quanto “prisioneiro no Senhor”
(3:1; 4:1).
Consequentemente, ele está dizendo que o evangelho, o Senhor e os gentios são
três razões para a sua prisão. Mesmo assim, estas três são uma só. As boas
novas que pregava eram a inclusão dos gentios na nova sociedade, e fora o
Senhor quem lhe confiara a mensagem. Assim sendo, ao comunicá-la na sua
plenitude, estava sendo simultaneamente fiel ao próprio evangelho, ao Senhor
que o revelara e aos gentios que recebiam as bênçãos desse evangelho. Sua
fidelidade a estes três lhes custara a liberdade. Era, então um prisioneiro por
causa desses três fatores. Talvez agora às vezes fosse tentado a aceitar um
meio-termo para garantir a sua soltura. Isso porque “ser preso traz consigo a
tentação no sentido de curvar-se diante do temor ao homem”. Mas se assim foi,
Paulo recebeu graça para resistir. “Paulo pensa em si mesmo como sendo o
embaixador de JESUS CRISTO, devidamente acreditado para representar o seu
Senhor na corte imperial em Roma!’ Como poderia ter vergonha do seu Rei, ou ter
medo de falar no nome dele? Pelo contrário, orgulhava-se de ser o embaixador de
CRISTO, ainda que estivesse passando pela anomalia de ser “embaixador em
cadeias”. É possível que até deliberadamente tenha feito um jogo de palavras
com este paradoxo.
O termo cadeia
(alusis) significa, entre outras coisas, os adornos (de ouro) usados ao redor
do pescoço e nos pulsos por damas ricas ou por homens de alta posição. Nas
ocasiões festivas, os embaixadores usavam tais correntes a fim de revelarem
riqueza, poder e dignidade do governo que representavam. E Paulo, servindo a
CRISTO crucificado, consideraria as cadeias dolorosas de ferro que o prendiam
como as insígnias mais apropriadas para a representação do seu Senhor!’ O que
mais preocupava Paulo não era, no entanto, que os seus pulsos fossem libertos
das cadeias mas, sim, que a sua boca fosse aberta em testemunho. Não que ele
fosse libertado, mas, sim, que o evangelho viesse a ser difundido livremente e
sem impedimento. É por isto, pois, que ele orou, e que pediu que os efésios
orassem também. Contra esta oração, os principados e as potestades não teriam
qualquer poder.
AS ARMAS
ESPIRITUAIS INDISPENSÁVEIS AO CRENTE
"fortalecei-vos
no Senhor e na força do Seu Poder; revesti-vos de toda armadura de
DEUS" ( Efésios 6:10-11)
Além das armas,
você precisa estar totalmente vestido com a armadura para que as setas do diabo
não possam lhe atingir. E Paulo, que conhecia muito bem o exército romano e a
suas armaduras, faz uma comparação com a Armadura de DEUS:
a) Capacete da
Salvação
Para proteger a
sua mente. Lembre-se, o ataque do diabo é sobre a mente, pois ali está o seu
livre arbítrio. É aí que você decide se quer ou não quer, se faz ou não faz.
Com o capacete da salvação, você passa a ter a mente de CRISTO.
"Pois,
quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós
temos a mente de CRISTO." (I Cor 2:16)
b) Couraça da
Justiça
Apesar da
palavra couraça vir de couro, como era feita a roupa dos soldados romanos, a
nossa couraça é da justiça. O que nos justifica é o sangue de JESUS. A nossa
couraça é feita de sangue, o sangue de JESUS.
"Justificados,
pois, pela fé, tenhamos paz com DEUS, por nosso Senhor JESUS CRISTO" (Rm
5:1)
c) sandálias da
Paz
Não é arrancar
folhas da Bíblia e colocá-las dobradas como palmilhas no seu sapato. Mas é
vestir-se do evangelho verdadeiro de JESUS, e ser o portador da paz onde quer
que você vá. Entra um ambiente de paz que as pessoas logo percebem. Da
preparação obediente precede as bençãos (2 Rs 5:10 - Cura de Naamã; Jo 11:39 -
Ressureição de Lázaro, Ap. 7:13-14 - Limpos pela obediência do Evangelho da
Paz).
"E um dos
anciãos me perguntou: Estes que trajam as compridas vestes brancas, quem são
eles e donde vieram? Respondi-lhe: Meu Senhor, tu sabes. Disse-me ele: Estes
são os que vêm da grande tribulação, e levaram as suas vestes e as branquearam
no sangue do Cordeiro." (Ap.7:13-14)
Há paralelo em
Colossenses, e em parte de 2:17 (“e, vindo, evangelizou paz a vós outros”) e de
Isaías 52:7 (“Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas
novas, que faz ouvir a paz”).
d) Escudo da Fé
O Soldado
romano normalmente usava um escudo redondo no braço esquerdo para se proteger
das setas do inimigo. Quando o maligno enviar uma seta de cansaço e desânimo,
levante o escudo da fé, e diga "Conforme Isaías 40:31, o Senhor
renova as forças daqueles que confiam nele". A fé segura o êxito (2 Cr
20:20), é arma defensiva (Ef. 6:16), é essencial na oração (Tg.1:5-6). Pela fé
somos justificados em CRISTO (Rm 5:1)
"Tomando,
sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos
inflamados do Maligno." (Ef. 6:16)
e) A Espada
do ESPÍRITO
É a Palavra de
DEUS. Use-a como espada. Está escrito: "E o diabo, que os enganava foi
lançado no fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. De dia e de
noite serão atormentados para sempre" (Ap.20:10). JESUS ao enfrentar o
diabo no deserto usou como arma a espada: "Está escrito" (Lc 4:1-13).
A Palavra do Senhor é Poderosa.
"Porque a
palavra de DEUS é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois
gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é
apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hb
4:12)
f) O Cinto da
Verdade.
Cinto é usado
para segurar as calças. O Cinto da Verdade segura a Armadura de DEUS. Quando
uma mentira sai da sua boca, você perde o Cinto da Verdade e toda a sua
armadura cai e você fica nú diante do inimigo. Não existe para o cristão
"mentirinha", "mentira santa", MENTIRA é mentira e É
PECADO. O diabo é o PAI da mentira, logo quem mente é o FILHO do diabo.
"Vós
tendes por PAI o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso PAI; ele é
homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há
verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é
mentiroso, e PAI da mentira." (Jo 8:44)
Agora você está
preparado para entrar nesta guerra que já tem um vencedor determinado:
JESUS CRISTO E
VOCÊ, NO PODER DO ESPÍRITO SANTO, PARA GLORIFICAR AO PAI.
ARMADURA
COMPLETA - (Strong Português) - πανοπλια panoplia - 1) armadura inteira e
completa 1a) inclue escudo, espada, lança, capacete, grevas, e peitoral
Mas nós, que
somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor e tendo
por capacete a esperança da salvação. 1 Tessalonicenses 5:8
porque se
revestiu de justiça, como de uma couraça, e pôs o elmo da salvação na sua
cabeça, e tomou vestes de vingança por vestidura, e cobriu-se de zelo, como de
um manto. Isaías 59:17
aulo olhando
para o soldado que o guardava e atentando para sua vestimenta, inspirado pelo
ESPÍRITO SANTO, alista em detalhes as seis peças principais do equipamento do
soldado — o cinto (com a túnica), a couraça, as botas, o escudo, o capacete, e
a espada e por fim a Oração. Em orientação e revelação do ESPÍRITO SANTO Paulo
vê um cristão devidamente vestido para a guerra espiritual que deve travar no
dia a dia de sua vida cristã contra Satanás e seus demônios.
Não pode deixar
nem uma peça para trás. Toda a armadura é necessária.
A Espada do
ESPÌRITO - A Palavra de DEUS.
O gládio (em
latim: gladius) era a espada utilizada pelas legiões romanas. Era uma espada
curta, de dois gumes, de mais ou menos 60 cm, mais larga na extremidade. Era
muito mais uma arma de perfuração do que de corte, ou seja, devia ser utilizada
como um punhal, ou uma adaga, no combate corpo-a-corpo. Diz-se que era capaz de
perfurar a maior parte das armaduras. Também chamado Gladius hispaniensis, por
ter sido inspirado em armas utilizadas pelos celtiberos na época. A Península
Ibérica, no seu conjunto, era chamada de Hispânia pelos romanos, daí o nome
Gladius Hispaniensis. Não confundir com Espanha, que só existiu 16 séculos mais
tarde.
Por parte dos Romanos, não somente os legionários eram treinados pelos Doctores
armorum na técnica do gládio, mas também os gladiadores.
Segundo alguns historiadores, podia ser arremessada graças à peça esférica em
seu cabo, que balancearia a arma, o que a torna a única espada arremessável de
que se tem notícia.
AJUDA DE OUTROS
TRIMESTRES
Lição 9,
Conhecendo a Armadura de DEUS - 1º Trimestre de
2019 - Batalha Espiritual: O povo de DEUS e a guerra contra as potestades do
mal. - Comentário: Esequias Soares
TEXTO ÁUREO
“Portanto, tomai toda a armadura de DEUS, para que possais resistir no dia mau
e, havendo feito tudo, ficar firmes.” (Ef 6.13)
VERDADE PRÁTICA
A metáfora do sistema militar, usada por Paulo,
mostra que estamos em guerra no mundo espiritual. Estejamos, pois, cingidos com
a armadura espiritual!
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Efésios 6.13-20
13 - Portanto, tomai toda a armadura de DEUS,
para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. 14 -
Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a
couraça da justiça, 15 - e calçados os pés na preparação do evangelho da paz;
16 - tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os
dardos inflamados do maligno. 17 - Tomai também o capacete da salvação e a
espada do ESPÍRITO, que é a palavra de DEUS, 18 - orando em todo tempo com toda
oração e súplica no ESPÍRITO e vigiando nisso com toda perseverança e súplica
por todos os santos 19 - e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha
boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, 20 -
pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como
me convém falar.
Resumo
da Lição 9, Conhecendo a Armadura de DEUS
I – A GUERRA
1. Ao longo dos séculos.
2. Os antigos.
3. Sentido
metafórico.
II – A METÁFORA
BÍBLICA
1. A armadura do soldado romano.
2. A armadura
de DEUS (v.13).
3. A couraça da
justiça (v.14).
III – OUTRAS
ARMAS USADAS COMO ILUSTRAÇÃO
1. Os calçados (v.15).
2. O escudo da
fé (v.16).
3. O capacete
da salvação e a espada do ESPÍRITO (v.17).
4. A outra
lista (vv. 18,19).
COMENTÁRIOS
DIVERSOS
Comentários
extras do Pr. Henrique
Passamos 24
horas por dia lutando numa guerra interminável contra Satanás e seus demônios,
mas quantas horas por dia passamos nos preparando ou treinando para esta luta?
Quanto tempo dedicamos à leitura bíblica e à oração?
Um soldado romano treinava pelo menos 3 horas por dia.
Um soldado romano jamais tirava sua armadura em campo de batalha.
Se a Palavra de DEUS é a espada do ESPÍRITO, você está armado realmente? Só
agora que o Bolsonaro liberou as armas, mas JESUS já liberou suas armas para
você desde o instante que o Aceitou como seu único Salvador e Senhor.
I – A GUERRA
Por falta de
argumentos os homens acabam por se enfrentarem em guerras. Muitas vidas são
ceifadas por falta de diálogo.
1. Ao longo dos séculos.
ALGUMAS GUERRAS
HISTÓRICAS
Grécia Antiga
Guerra de Troia
(1250 - 1240 a.C); Guerras Médicas (499 - 479 a.C.); Guerra do
Peloponeso (431 - 404 a.C.); Campanhas de Alexandre, o Grande (334 - 323
a.C.).
Roma Antiga
Guerras
Samnitas (343 - 290 a.C.); Primeira Guerra Púnica (264 - 241 a.C.); Segunda
Guerra Púnica (218 - 202 a.C.); Terceira Guerra Púnica (149 - 146
a.C.); As guerras macedônicas (215 - 168 a.C.); Guerra civil de Sulla(82 -
81 a.C.); Guerras da Gália (58 - 50 a.C.); Invasão romana das ilhas
britânicas (43); Guerra dos Três Reinos na China (220 - 265); Guerra dos Oito
Príncipes (291 - 306)
Idade Média e
Renascimento
Invasão
muçulmana da península Ibérica (711 - 718); Conquista normanda (1066)
Cruzadas - Primeira
Cruzada (1096 - 1099); Segunda Cruzada (1147 - 1149); Terceira
Cruzada (1187 - 1191); Quarta Cruzada (1202 - 1204); Quinta Cruzada
(1217 - 1221); Sexta Cruzada (1228); Sétima Cruzada (1248 - 1254); Oitava
cruzada (1270); Nona cruzada (1271 - 1291) - Invasão Mongol da Bulgária do
Volga (1236 - 1236); Invasão Mongol da Rússia (1223 - 1240); Invasão mongol da
Europa (1241); A Anarquia (guerra civil inglesa) (1139 - 1153); Guerra da Barba
(1152 - 1153); Guerra da Independência Escocesa (1296 - 1328) (1332 - 1333);
Guerra dos Cem Anos (1337 - 1453); Guerra Tokhtamysh-Tamerlão (1385 - 1399);
Guerras Hussitas (1420 - 1436); Guerra dos Treze Anos (1454 -
1466); Guerra das Rosas (1455 - 1485)
Século XVI a
Século XIX
Guerra dos
Oitenta Anos (independência da Holanda) (1568 - 1648); Guerra Luso-Neerlandesa
(1588 - 1654); Guerra dos Trinta Anos (1618 - 1648); Guerra Civil Inglesa
(Oliver Cromwell) (1639 - 1652); Fronda em França (1648 - 1653); Revolta de
Chmielnicki (1648 - 1654); Guerra Russo-Polaca (1654 - 1656); Guerra
Sueco-Brandenburg (1655 - 1656); Guerra Sueco-Polaca (1655 - 1660); Guerra
Russo-Sueca (1656 - 1658); Guerra Sueco-Dinamarquesa (1656 - 1660); Guerra
Sueco-Holandesa (1657 - 1660); Guerra Russo-Polaca (1658 - 1667); Guerra da
Sucessão Espanhola (1701 - 1714); Guerra de Sucessão da Polônia (1733 - 1738);
Guerras Guaraníticas (1754 - 1777); Guerra dos Sete Anos (1756 - 1763); A
independência dos EUA (1775 - 1783); Guerras Napoleônicas (1803 - 1815 );
Guerra Peninsular (1807 - 1814); Guerra da Independência da Bolívia
(1809-1825); Guerra da Independência da Argentina (1810 - 1816); Guerra da
Independência do México (1810 - 1821); Guerra da Independência do Chile (1817 -
1818); Guerra da Independência do Brasil (1822 - 1823); Guerras Liberais de
Portugal (1828-1834); Guerra dos Farrapos (1835 - 1845); Guerras do ópio
(1839 - 1860); Primeira Guerra Italiana de Independência (1848-1849); Segunda
Guerra de Independência Italiana (29 de Abril de 1859 - 11 de Julho de 1859);
Terceira Guerra de Independência Italiana (1866); Guerra contra Oribe e Rosas
(1851 - 1852); Guerra da Crimeia (1853 - 1856); Guerra Civil Americana ou
Guerra de Secessão (1861 - 1865); Guerra contra Aguirre (1864); Guerra do
Paraguai ou Guerra da Tríplice Aliança (1864 - 1870); Guerra franco-prussiana
(1870 - 1871); Guerra do Pacífico (1879 - 1881); Primeira Guerra dos Bôeres
(1880 - 1881); Guerra de Canudos (1893 - 1897); Primeira Guerra Sino-Japonesa
(1894 - 1895); Guerra Hispano-Americana (1898); Segunda Guerra dos Bôeres (1899
- 1902); Guerra dos Boxers (1900 - 1901)
Século XX
Guerra Civil
1918 - 1922) e revolução Russa de 1917; Guerra Russo-Japonesa (1904 -
1905); Guerra dos Bálcãs (1912 - 1913); Guerra do Contestado (1912 -
1916); Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), Tratado de
Versalhes; Guerra Civil Russa (1918 - 1922); Guerra do Chaco (1932 - 1935);
Guerra Civil Espanhola (1936 - 1939); Segunda Guerra Mundial (1939 -
1945); Guerra de 41 (1941); Primeira Guerra da Indochina (1946 -
1954); Guerra fria (1948 - 1989); Primeira Guerra Caxemira (1948 -
1949); Guerra da Coreia (1950 - 1953); Guerra da Argélia (1954 - 1962);
Guerra Colonial Portuguesa (1961 - 1975); Guerra de Independência de Angola
(1961 - 1975); Guerra de Independência da Eritreia (1961 - 1991); Guerra da
Independência de Moçambique (1964 - 1975); Guerra do Vietnã (1964 - 1973);
Guerra Civil na Colômbia (1964 - presente); Segunda Guerra Caxemira (1965);
Guerra da Independência da Namíbia (1966 - 1988); Guerra dos Seis Dias
(1967); Guerra do Futebol; (Guerra das 100 horas) (1969); Guerra de Bangladesh
(1971); Guerra do Yom Kipur (1973 - 1973); Ocupação soviética do Afeganistão
(1979 - 1989); Guerra Irã-Iraque (1980 - 1988); Guerra das Malvinas (1982 -
1982); Primeira Guerra do Líbano (1982); Guerra de Nagorno-Karabakh (1988 -
1994); Guerra do Golfo (1990 - 1991); Primeira Guerra da Chechênia (1994 -
1997); Guerra do Cenepa (1995); Guerra do Kosovo (1996) - (1999); Guerra
Etíope-Eritrea (1998 - 2000); Guerra de Kargil (1999); Guerra do Kosovo (1999);
Segunda Guerra da Chechênia (1999 - atualidade)
Século XXI
Invasão Afegã
pelos Estados Unidos (2001 - 2002); Guerra do Iraque (2003 – agosto de 2010);
Segunda guerra do Líbano (2006); Operação Chumbo Fundido (2008 – 2009)
2. Os antigos.
NA BÍBLIA
Abraão fez
guerra - Moisés fez guerra.
Josué era para
conquistar a terra prometida através de guerras. Algumas vezes lutou, mas
muitas vezes nem precisou lutar.
Josué perdeu
guerra por não consultar a DEUS.
Josué por fazer
aliança com inimigo lutou em guerra que não era dele.
O rei Josias
morreu por lutar em guerra que DEUS não o mandou lutar.
Gideão venceu
com pequeno exército sem nem precisar lutar.
A fé em DEUS já
era suficiente para vencer uma guerra.
Davi e todos os
reis de Israel em algum momento de seus reinados tiveram que entrar em guerra
(Com exceção de Salomão).
Só podemos
vencer uma guerra se DEUS estiver conosco, Se formos íntimos do Senhor. Na
verdade quem vence é DEUS, nós só participamos louvando e adorante a DEUS, por
isso somos mais do que vencedores.
Só o pecado
pode nos impedir de vencer.
Algumas guerras
Bíblicas
1 – A GRANDE
GUERRA DOS 9 REIS
Pense numa batalha que reunisse quatro reis contra outros cinco reis, entre
eles os chefes das poderosas Sodoma e Gomorra. O episódio aconteceu no Vale de
Sidim, às planícies do Mar Morto. Um local cheio de poços de betume, uma
substância viscosa que foi fundamental para o desfecho da batalha. Pense ainda
que, no meio da grande guerra entre reis, de repente, aparece Abrão com 318
homens para batalhar também. O que um homem de DEUS fazia nesse lugar e por que
entrou numa guerra desta dimensão? - Leia em Gênesis 14.
2 – JOSUÉ E A
CONQUISTA DA TERRA PROMETIDA
Josué foi o sucessor de Moisés e o encarregado de introduzir o povo de DEUS na
Terra Prometida e para isso, teve que conquistá-la por meio de uma dura
batalha. Uma história que conta com espiões e uma estratégia divina. -
Leia em Josué capítulo 1, 10-18; capítulos 2, 6 e 8.
3 – A SAGA ENTRE DAVI E OS FILISTEUS
Batalha entre Davi e Golias. Mas, saiba que a guerra contra os filisteus (povo
ao qual pertencia o gigante) não parou por ali? A guerra só terminou depois que
Davi se tornou rei. Até lá, várias batalhas foram travadas. E ainda tem um
episódio interessante que o próprio pequeno guerreiro se refugia no meio do
exército filisteu! Quer saber por quê? - Leia em I Samuel capítulo
17; 18, 6-16; capítulos 28 e 29; II Samuel 5, 17-25; capítulo 8.
4 – JOSAFÁ E A
PROFECIA DE GUERRA
Josafá era um rei agradável a DEUS. Havia exterminado os ídolos do meio do povo
e promovido o ensino de toda a gente com os preceitos do DEUS de seus pais.
Entretanto, ao casar com uma israelita, o rei de Judá aliou-se a uma guerra que
não era sua. Miquéias era um dos profetas de Israel e predisse um oráculo para
os reis Josafá e Acabe, que seguiram em frente com a luta. Quem será o
sobrevivente desta história? - Leia em II Crônicas, nos capítulos 17
e 18.
5 – GEDEÃO E A GUERRA DOS 300
Pode até lembrar, mas essa história não tem nada a ver com aqueles 300 de
Esparta. Acontece que Israel estava oprimido pelos midianitas e, para livrar
seu povo, DEUS ordenou a Gedeão que tomasse a frente do exército. Por
obediência ao Senhor, Gedeão se tornou líder de 32 mil homens. Porém, para dar
uma lição no povo, que estava adorando ídolos, DEUS manda reduzir seus homens a
apenas 300. E aí, como acha que vai terminar essa história? - Leia em
Juízes, nos capítulos de 6 a 8.
6 – JEFTÉ.
Outra vez, Israel tinha pecado contra DEUS e sofria opressão dos filisteus e
amonitas. Precisavam de um chefe para o exército e buscaram Jefté, um valente
guerreiro. O problema é que os próprios israelitas o havia expulsado da casa de
seu PAI por ser FILHO bastardo. Jefté coloca uma condição ao povo e passa a
liderar a guerra contra os filhos de Amon. Qual será esta condição? - Leia
em Juízes 10, 6 -18; capítulos 11 e 12, 1-7.
3. Sentido
metafórico.
Guerra
espiritual - A que vamos estudar hoje.
II – A METÁFORA
BÍBLICA
1. A armadura do soldado romano.
2. A armadura
de DEUS (v.13).
3. A couraça da
justiça (v.14).
Tomai - (Strong Português) αναλαμβανω analambano
1) levantar
2) erguer (um coisa a fim de levar ou usá-la)
Armadura (Strong Português) πανοπλια panoplia
1) armadura inteira e completa
1a) inclue escudo, espada, lança, capacete, grevas, e peitoral
Revesti-vos,
quer dizer que nós é que temos de nos revestir e não DEUS quem vai nos
revestir. Assim como Enchei-vos do ESPÍRITO não é DEUS quem vai nos encher já
que colocou em nós seu ESPÍRITO SANTO. DEUS nos vestiu com vestes de
salvação.
Efésios 6:13 -
Portanto, tomai toda a armadura de DEUS, para que possais resistir no dia mau
e, havendo feito tudo, ficar firmes.
O sacerdote
tinha que se vestir com uma roupa própria para ministrar.
E o sacerdote,
que for ungido, e que for sagrado, para administrar o sacerdócio, no lugar de
seu PAI, fará a expiação, havendo vestido as vestes de linho, as vestes santas;
Levítico 16:32
JESUS se vestiu
da armadura de DEUS. Veja que quem se veste somos
nós. É nosso trabalho nos vestir de novo. Precisamos desejar entrar na guerra.
DEUS nos dá vestes de salvação, depois nós mesmos é que vamos nos revestir para
a guerra contra Satanás e seus demônios
"Regozijar-me-ei
muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu DEUS; porque me cobriu de vestes
de salvação, e me envolveu com o manto de justiça, como noivo que se adorna de
turbante, como noiva que se enfeita com as suas joias" (Isaias 61. 10).
Nosso inimigo
tenta ter vestes como a nossa, mas não consegue - E o rei, entrando para ver os
convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias.
Mateus 22:11
Os religiosos
hipócritas tentam se vestir com roupas de salvação, mas não conseguem - E fazem
todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos
filactérios, e alargam as franjas das suas vestes, Mateus 23:5
Pois vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na
sua cabeça, e por vestidura pôs sobre si vestes de vingança, e cobriu-se de
zelo, como de um manto. Isaías 59:17
Mesmo em meio a
uma igreja profana existem servos de DEUS que não contaminam suas vestes - Mas
também tens em Sardes algumas poucas pessoas que não contaminaram suas vestes,
e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso. Apocalipse 3:4
Nós temos que
nos revestir da armadura de DEUS
III – OUTRAS
ARMAS USADAS COMO ILUSTRAÇÃO
1. Os calçados (v.15).
2. O escudo da
fé (v.16).
3. O capacete
da salvação e a espada do ESPÍRITO (v.17).
Cinto era para colocar a arma de ataque principal, a espada. Cinto
da verdade, JESUS é a verdade. Só com JESUS se vence a batalha. Disse-lhe
JESUS: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao PAI, senão por
mim. João 14:6
Calçados
os pés para marchar, para caminha,
para correr, para ir ao encontro do inimigo e para levar o evangelho a todos.
E como
pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos
que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.
Romanos 10:15
Escudo - Depois destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em
visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo
galardão. Gênesis 15:1
6.11 A ARMADURA
DE DEUS. O cristão está engajado num conflito espiritual com o mal. Esse
conflito é descrito como o combate da fé (2 Co 10.4; 1 Tm 1.18,19; 6.12), que
continua até o crente galgar a vida do porvir (2 Tm 4.7,8; ver Gl 5.17 nota).
(1) A vitória do crente foi obtida pelo próprio CRISTO, mediante a sua morte na
cruz. JESUS travou uma batalha triunfante contra Satanás, desarmou as potências
e potestades malignas (Cl 2.15; cf. Mt 12.28,29; Lc 10.18; Jo 12.31), levou os
cativos com Ele (4.8) e redimiu o crente do domínio do maligno (1.7; At 26.18;
Rm 3.24; Cl 1.13,14). (2) No presente, o cristão está empenhado numa guerra
espiritual que ele trava, mediante o poder do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.13), (a)
contra os desejos corruptos dentro de si mesmo (1 Pe 2.11; ver Gl 5.17 nota),
(b) contra os prazeres ímpios do mundo e todos os tipos de tentações (Mt 13.22;
Gl 1.4; Tg 1.14,15; 1 Jo 2.16), e (c) contra Satanás e suas forças (ver 6.12
nota). O crente é conclamado a se separar do presente sistema mundano (ver o
estudo A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE), repudiando os seus males (cf. Hb 1.9;
ver o estudo O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO), vencendo suas
tentações e morrendo para elas (Gl 6.14; 1 Jo 5.4), e condenando abertamente os
seus pecados (cf. Jo 7.7). (3) A milícia cristã deve guerrear contra todo o
mal, não por seu próprio poder (2 Co 10.3) , mas com armas espirituais (2 Co
10.4,5; Ef 6.10-18). (4) Na sua guerra espiritual, o cristão é conclamado a
suportar as aflições como bom soldado de CRISTO (2 Tm 2.3), sofrer em prol do
evangelho (Mt 5.10-12; Rm 8.17; 2 Co 11.23; 2 Tm 1.8), combater o bom combate
da fé (1 Tm 6.12; 2 Tm 4.7), guerrear espiritualmente (2 Co 10.3), perseverar
(6.18), vencer (Rm 8.37), ser vitorioso (1 Co 15.57), triunfar (2 Co 2.14),
defender o evangelho (Fp 1.16), combater pela fé (Fp 1.27), não se alarmar ante
os que resistem (Fp 1.28), vestir toda a armadura de DEUS (6.11), ficar firme
(v.v. 13,14), destruir as fortalezas de Satanás (2 Co 10.4), levar cativo todo
pensamento (2 Co 10.5) e fortalecer-se na guerra contra o mal (Hb 11.34)
6.12 HOSTES ESPIRITUAIS DA MALDADE. O cristão trava um conflito espiritual
contra Satanás e uma multidão de espíritos malignos (ver Mt 4.10). (1) Os
poderes das trevas são os governantes espirituais do mundo (Jo 12.31; 14.30;
16.11; 2 Co 4.4; 1 Jo 5.19), que incitam os ímpios (2.2), se opõem à vontade de
DEUS (Gn 3.1-7; Dn 10.12,13; Mt 13.38,39) e constantemente atacam os crentes
(v. 12; 1 Pe 5.8). (2) É uma vasta multidão (Ap 12.4,7), altamente organizada
em forma de império do mal, tendo categorias e ordens (2.2; Jo 14.30)
6.17 A ESPADA DO ESPÍRITO. A "espada do ESPÍRITO, que é a palavra de
DEUS", é a arma ofensiva do crente, para uso na guerra contra o poder do
mal. Por esta razão, Satanás fará todos os esforços possíveis para subverter ou
destruir a confiança do crente na Palavra. A igreja precisa defender as
Escrituras inspiradas contra o argumento de que ela não é a Palavra de DEUS em
tudo que ensina. Abandonar a posição e a atitude de CRISTO e dos apóstolos para
com a Palavra de DEUS é destruir seu poder de convencer, corrigir, redimir,
curar, expulsar demônios e vencer o mal. Negar sua fidedignidade total, em tudo
quanto ela ensina é entregar-nos a Satanás (ver 2 Pe 1.21 nota; cf. Mt 4.1-11;
ver o estudo A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS)
4. A outra
lista (vv. 18,19).
6.18 ORANDO...
NO ESPÍRITO. A guerra do cristão contra as forças espirituais de Satanás exige
dedicação a oração, i.e., orando "no ESPÍRITO", "em todo
tempo", "com toda oração e súplica", "por todos os
santos", "com toda perseverança". A oração não deve ser
considerada apenas mais uma arma, mas parte do conflito propriamente dito, onde
a vitória é alcançada, mediante a cooperação com o próprio DEUS. Deixar de orar
diligentemente, sob todas as formas de oração, em todas as situações, é
render-se ao inimigo e deixar de lutar (Lc 18.1; Rm 12.12; Fp 4.6; Cl 4.2; 1 Ts
5.17).
Jd 1.20 = Mas
vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no ESPÍRITO
SANTO.
1- Falar Em Línguas:
É realmente complicado convencer alguém que orar no ESPÍRITO SANTO significa
orar em línguas, pois temos que "respeitar" ou talvez o termo seja
"temer" os que não são batizados no ESPÍRITO SANTO, apesar de
pertencerem a uma Igreja Evangélica, tradicionalmente pentecostal.
Vemos a respeito da necessidade de ser batizado no ESPÍRITO SANTO quando os
Apóstolos enviaram uma comitiva de irmãos a Samaria, onde Filipe pregava
o evangelho e multidões se convertiam pelo poder dos sinais que fazia, porém
ainda não eram batizados no ESPÍRITO SANTO. (At 8.13-17)
Como uma Igreja pode crescer qualitativamente e não só quantitativamente, se
seus membros não vêm a necessidade de serem cheios do ESPÍRITO SANTO e consequentemente
do poder para testemunharem? (Lc 24.9; At 1.8)
1.1-
Língua para oração:
"Porque se eu orar em língua, o meu espírito ORA BEM, mas o
meu entendimento fica infrutífero."(I Co 14:14). Você quer orar bem? Veja
também em Rm 8.26 que não sabemos pedir como convém, mas o ESPÍRITO SANTO sabe
o que precisamos e ELE sabe pedir.
1.2- Fala com DEUS:
"Porque o que fala em língua não fala aos homens, mas a DEUS;
pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios."(I Co 14:2).
Por isso é tão combatido o falar em línguas, pois nem Satanás entende.
1.3- Edificação própria:
"O que fala em língua edifica-se a si mesmo, mas o que
profetiza edifica a igreja."(I Co 14:4)
Você quer ser edificado? "Mas vós, amados, edificando-vos sobre
a vossa santíssima fé, orando no ESPÍRITO SANTO," Jd.20
(orar no ESPÍRITO, não quer dizer orar em pensamento e sim falando em línguas.
1.4- Falar muito em línguas, muitas horas de edificação:
1 Co 14.18 Dou graças a DEUS, que falo em línguas mais do que vós todos.
A Armadura de
DEUS - http://ibatistaesperanca.blogspot.com/2012/07/a-armadura-de-deus_19.html
"fortalecei-vos
no Senhor e na força do Seu Poder; revesti-vos de toda armadura de
DEUS" ( Efésios 6:10-11)
PODER SOBRE
SATANÁS E OS DEMÔNIOS
Mc 3.27 “Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se
primeiro não manietar o valente; e, então, roubará a
sua casa”.
Um dos destaques principais do Evangelho segundo Marcos é o propósito firme de
JESUS: derrotar Satanás e suas hostes demoníacas. Em 3.27, isto é descrito como
“manietar o valente” (i.e., Satanás) e, “roubará a sua casa” (i.e., libertar os
escravos de Satanás). O poder de JESUS sobre Satanás fica claramente
demonstrado na expulsão de demônios (gr. daimonion) ou espíritos malignos.
OS DEMÔNIOS. (1) O NT menciona muitas vezes pessoas sofrendo de opressão ou
influência maligna de Satanás, devido a um espírito maligno que neles habita;
menciona também o conflito de JESUS com os demônios. O Evangelho segundo
Marcos, e.g., descreve muitos desses casos: 1.23-27, 32, 34, 39; 3.10-12, 15;
5.1-20; 6.7, 13; 7.25-30; 9.17-29; 16.17.
Os demônios são seres espirituais com personalidade e inteligência. Como
súditos de Satanás, inimigos de DEUS e dos seres humanos (Mt 12.43-45), são
malignos, destrutivos e estão sob a autoridade de Satanás (ver Mt 4.10 nota).
Os demônios são a força motriz que está por trás da idolatria, de modo que
adorar falsos deuses é praticamente o mesmo que adorar demônios (ver 1Co 10.20
nota; ver o estudo A IDOLATRIA E SEUS MALES).
O NT mostra que o mundo está alienado de DEUS e controlado por Satanás (ver Jo
12.31 nota; 2Co 4.4; Ef 6.10-12; ver o estudo O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E
O MUNDO). Os demônios são parte das potestades malignas; o cristão tem de lutar
continuamente contra eles (ver Ef 6.12 nota).
Os demônios podem habitar no corpo dos incrédulos, e, constantemente, o fazem
(ver Mc 5.15; Lc 4.41; 8.27,28; At 16.18) e falam através das vozes dessas
pessoas. Escravizam tais indivíduos e os induzem à iniqüidade, à imoralidade e
à destruição.
Os demônios podem causar doenças físicas (Mt 9.32,33; 12.22; 17.14-18; Mc
9.17-27; Lc 13.11,16), embora nem todas as doenças e enfermidades procedam de
espíritos maus (Mt 4.24; Lc 5.12,13).
Aqueles que se envolvem com espiritismo e magia (i.e., feitiçaria) estão
lidando com espíritos malignos, o que facilmente leva à possessão demoníaca
(cf. At 13.8-10; 19.19; Gl 5.20; Ap 9.20,21).
Os espíritos malignos estarão grandemente ativos nos últimos dias desta era, na
difusão do ocultismo, imoralidade, violência e crueldade; atacarão a Palavra de
DEUS e a sã doutrina (Mt 24.24; 2Co 11.14,15; 1Tm 4.1). O maior surto de
atividade demoníaca ocorrerá através do Anticristo e seus seguidores (2Ts 2.9;
Ap 13.2-8; 16.13,14).
JESUS E OS DEMÔNIOS. (1) Nos seus milagres, JESUS frequentemente ataca o poder
de Satanás e o demonismo (e.g., Mc 1.25,26, 34, 39; 3.10,11; 5.1-20; 9.17-29;
cf. Lc 13.11,12,16). Um dos seus propósitos ao vir à terra foi subjugar Satanás
e libertar seus escravos (Mt 12.29; Mc 1.27; Lc
4.18).
JESUS derrotou Satanás, em parte pela expulsão de demônios e, de modo pleno,
através da sua morte e ressurreição (Jo 12.31; 16.17; Cl 2.15; Hb 2.14). Deste
modo, Ele aniquilou o domínio de Satanás e restaurou o poder do reino de DEUS
(ver o estudo O REINO DE DEUS).
O inferno (gr. Gehenna), o lugar de tormento, está preparado para o diabo e
seus demônios (Mt 8.29; 25.41). Exemplos do termo Gehenna no grego: Mc
9.43,45,47; Mt 10.28; 18.9.
O CRENTE E OS DEMÔNIOS. (1) As Escrituras ensinam que nenhum verdadeiro crente,
em quem habita o ESPÍRITO SANTO, pode ficar endemoninhado; i.e.: o ESPÍRITO e
os demônios nunca poderão habitar no mesmo corpo (ver 2Co 6.15,16 nota). Os
demônios podem, no entanto, influenciar os pensamentos, emoções e atos dos
crentes que não obedecem aos ditames do ESPÍRITO SANTO (Mt 16.23; 2Co 11.3,14).
JESUS prometeu aos genuínos crentes autoridade sobre o poder de Satanás e das
suas hostes. Ao nos depararmos com eles, devemos aniquilar o poder que querem
exercer sobre nós e sobre outras pessoas, confrontando-os sem trégua pelo poder
do ESPÍRITO SANTO (ver Lc 4.14-19). Desta maneira, podemos nos livrar dos
poderes das trevas.
Segundo a parábola em Mc 3.27, o conflito espiritual contra Satanás envolve
três aspectos: (a) declarar guerra contra Satanás segundo o propósito de DEUS
(ver Lc 4.14-19); (b) ir onde Satanás está (qualquer lugar onde ele tem uma
fortaleza), atacá-lo e vencê-lo pela oração e pela proclamação da Palavra, e
destruir suas armas de engano e tentação demoníacos (cf. Lc 11.20-22); (c)
apoderar-se de bens ou posses, i.e., libertando os cativos do inimigo e
entregando-os a DEUS para que recebam perdão e santificação mediante a fé em
CRISTO (Lc 11.22; At 26.18).
Seguem-se os passos que cada um deve observar nesta luta contra o mal: (a)
Reconhecer que não estamos num conflito contra a carne e o sangue, mas contra
forças espirituais do mal (Ef 6.12).
Viver diante de DEUS uma vida fervorosamente dedicada à sua verdade e justiça
(Rm 12.1,2; Ef
. (c) Crer que o poder de Satanás pode ser aniquilado seja onde for o seu
domínio (At 26.18; Ef 6.16; 1Ts 5.8) e reconhecer que o crente tem armas
espirituais poderosas dadas por DEUS para a destruição das fortalezas de
Satanás (2Co 10.3-5). (d) Proclamar o evangelho do reino, na plenitude do
ESPÍRITO SANTO (Mt 4.23; Lc 1.15-17; At 1.8; 2.4; 8.12; Rm 1.16; Ef 6.15). (e)
Confrontar Satanás e o seu poder de modo direto, pela fé no nome de JESUS (At
16.16-18), ao usar a Palavra de DEUS (Ef 6.17), ao orar no ESPÍRITO (At 6.4; Ef
6.18), ao jejuar (ver Mt 6.16 nota; Mc 9.29) e ao expulsar demônios (ver Mt
10.1 nota; 12.28; 17.17-21; Mc 16.17; Lc 10.17; At 5.16; 87; 16.18; 19.12; ver
o estudo SINAIS DOS CRENTES). (f) Orar, principalmente, para que o ESPÍRITO
SANTO convença os perdidos, no tocante ao pecado, à justiça e ao juízo vindouro
(Jo 16.7-11). (g) Orar, com desejo sincero, pelas manifestações do ESPÍRITO,
mediante os dons de curar, de línguas, de milagres e de maravilhas (At 4.29-33;
10.38; 1Co 12.7-11).
Capítulo
9 - Angelogia — a Doutrina dos anjos - Wagner Gaby - Teologia Sistemática
Pentecostal - Antonio Gilberto, Claudionor de Andrade, Elienai Cabral, Elinaldo
Renovato de Lima
Angelologia é o tratado acerca dos anjos; é o estudo, a doutrina sobre os seres
angelicais. Embora seja um estudo cativante, é também um dos mais difíceis da
teologia sistemática. Karl Barth — teólogo protestante suíço liberal
(1886-1968) que escreveu um extenso tratado sobre o assunto em apreço —, em sua
obra Church Dogmatics, descreveu o tópico dos anjos como “o mais notável e
difícil de todos”.
Há inúmeros registros de anjos nas páginas da Bíblia Sagrada. Não obstante, a
descrição dos anjos é sucinta e objetiva nas Escrituras quanto a sua origem,
identidade, natureza e ofícios. Basta verificarmos nos tratados de teologia
sistemática para constatarmos um espaço relativamente pequeno referente aos
anjos se compararmos este assunto com as outras doutrinas fundamentais.
O teólogo, filósofo e monge dominicano Tomás de Aquino, nascido na Itália
(1224-1274), conhecido como o doutor angélico, tentou fazer uma abordagem
completa sobre os anjos, em 1215. Naquela época, milhares de pessoas queriam
ouvir grandes professores. E o povo estava então grandemente interessado em anjos.
Assim, em quinze palestras proferidas em uma semana, Aquino tentou transmitir
tudo o que sabia sobre os anjos.
Mais tarde, as palestras de Aquino foram publicadas tornando-se a base de sua
obra-prima Suma Teológica, a qual contém uma extensa exposição especulativa
sobre os anjos. Ele tomou como base não apenas a Bíblia, mas também a cultura e
a tradição religiosas de sua época, sob o argumento de que as Escrituras não
respondem a muitas indagações sobre os anjos.
Temos de admitir que muitos fatos sobre os anjos não são claramente revelados
nas Escrituras. Elas contêm o que precisamos saber de essencial sobre eles.
Quando a Bíblia não detalha, devemos nos abster de especular. DEUS não esquece
de nada em sua Palavra. Evitemos, pois, ser intrometidos.
Como seres humanos, somos limitados no entendimento dos seres sobrenaturais ou
celestiais. Nenhum cientista jamais ganhará um Prêmio Nobel por pesquisa feita
no âmbito dos anjos. Espíritos não podem ser pesados nem medidos. Aparelhos
científicos não são aplicáveis ao estudo de seres celestiais. Métodos
científicos aplicam-se a coisas terrenas, mas não a espirituais.
Por essa razão, precisamos tomar muito cuidado ao fazer deduções fundamentadas
apenas em experiências humanas, em torno de anjos. Sobre este assunto, a fonte
de informação infalível é a Bíblia Sagrada, que tem muitíssimas referências a
seres angelicais.
Ao pregar uma mensagem sobre anjos, o renomado pastor norte-americano Billy
Graham, mostrou-se surpreso pela escassez de literatura existente sobre o
assunto. Foi então que resolveu escrever o livro Anjos, Agentes Secretos de
DEUS, no ano de 1975. De lá para cá, o interesse pelo estudo dos anjos,
aumentou extraordinariamente.
A rebelião dos anjos sob a liderança de Lúcifer ocorreu no céu (Is 14.12-15; Ez
28.12-19; 2 Pe 2.4; Jd v.6). Que os anjos não existem desde a eternidade é
mostrado pelos versículos que falam de sua criação (Ne 9.6; SI 148.2,5; Cl
I.16). O Salmo 148 afirma: “Louvai-o, todos os seus anjos... pois mandou Ele e
logo foram criados”.
A NATUREZA DOS ANJOS
São criaturas. Os anjos não consistem meramente de forças físicas ou morais,
mas são seres espirituais reais e distintos, mas imateriais e incorpóreos
fisicamente, criados por DEUS (SI 148.2-5; Cl 1.16,17; I Pe 3.22). A Palavra
de DEUS menciona muitas vezes um inumerável exército de DEUS constituído de
anjos (SI 68.17; Mt 26.53; Hb 12.22; Ap 5.11).
O Catecismo Maior de Westminster nos diz o seguinte:
DEUS criou todos os anjos, corno espíritos mortais, santos, excelentes em
conhecimento, grandes em poder, para executar os seus mandamentos e louvarem o
seu nome, todavia sujeitos a mudança.
Os anjos foram criados de uma única vez, simultaneamente (Cl I.16); são
imutáveis, não podendo aumentar, nem diminuir o seu número, conforme declarou
o Senhor JESUS: “... pois na ressurreição, nem se casam nem se dão em
casamento; mas serão como os anjos no céu” (Mt 22.28-30). Em Lucas 20.36, JESUS
ensinou que, uma vez criados, os seres celestiais jamais morrem.
Em razão dos anjos serem criaturas, não aceitam adoração (Ap 19.10; 22.8,9). A
Bíblia Sagrada proíbe terminantemente que o homem os adore (Cl 2.18).
São incorpóreos fisicamente. A luz de Hebreus I.14 — “Não são, porventura,
todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que
hão de herdar a salvação?” —, os anjos são descritos como sendo espíritos. Eles
não estão limitados às condições físicas e materiais, pois são capazes de
aparecer e desaparecer, sem serem vistos, a qualquer momento, além de se
movimentarem de forma extremamente rápida (Dn 9.21).
Que os anjos são incorpóreos está claro em Efésios 6.12: “a nossa luta não é
contra a carne nem sangue, e sim contra os principados e potestades, contra os
dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas
regiões celestes” (cf. SI 104.4; Hb 1.7,14; At 1912; Lc 7.21; 8.2; 11.26; Mt
8.16; 12.45). Os anjos não têm corpos materiais, “pois um espírito não tem
carne e nem ossos” (Lc 24.39) e são invisíveis (Cl I.16).
Por serem espíritos sem corpo físico, os anjos não têm alma. Seu “corpo” é
imaterial, espiritual.
Precisamente porque os anjos não são almas, mas apenas espíritos é que eles não
podem possuir a mesma essência rica que o homem, cuja alma é o ponto de união
em que se encontram o espírito e a natureza.2
Quanto à natureza e à corporeidade dos anjos, o Dr. William Cook afirmou:
É verdade que, no aparecimento dos anjos aos homens, eles assumiram uma forma
humana visível. Este fato, entretanto, não prova a sua materialidade; pois os
espíritos humanos no estado intermediário, embora desincorporados, têm em seu
relacionamento com o corpo aparecido em forma humana material: como Moisés, no
Monte da Transfiguração, também Elias foi reconhecido como homem; e os anciãos
que apareceram e conversaram com João no Apocalipse, também tinham forma humana
(Ap.5.5; 7.13).
Segundo o teólogo Charles Hodge, ficou decidido no Concilio de Nicéia, em 784,
que os anjos possuíam corpos compostos de éter ou luz; opinião baseada em
Mateus 28.3 e Lucas 2.9, além de outros textos que se referem à sua aparência
luminosa, bem como à glória que os acompanha.
Já o Concilio Laterano, em 1215, decidiu que os anjos eram incorpóreos, decisão
essa acatada pela Igreja, por bíblica. A Bíblia Sagrada, a inerrante Palavra
de DEUS, silencia sobre a substância desses espíritos angélicos. Entretanto,
apesar de serem seres espirituais, os anjos podem assumir forma humana que pode
tocar as coisas, bem como ingerir alimentos sólidos como os três anjos que
apareceram a Abraão (Gn 18.1-8).
Semelhante experiência teve Ló, seu sobrinho: “E vieram os dois anjos a Sodo-
ma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e vendo-os Ló, levantou-se
ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra... E porfiou com eles muito,
e
vieram com ele, e entraram em sua casa; e fez-lhes banquete, e cozeu bolos sem
levedura, e comeram...Aqueles homens porém estenderam as suas mãos e fizeram
entrar a Ló consigo na casa, e fecharam a porta” (Gn I8.I-I0)
São imortais. Como espíritos puros (imateriais e incorpóreos), os anjos não
estão sujeitos à morte. JESUS deixou claro que os anjos não morrem, ao ensinar
aos saduceus que os santos serão semelhantes aos anjos, após a ressurreição.
E, respondendo JESUS, disse-lhes: Os filhos deste mundo casam-se, e dão-se em
casamento; mas os que forem havidos por dignos de alcançar c mundo vindouro, e
a ressurreição dos mortos, nem hão de casar; nem ser dados em casamento;
porque, já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de
DEUS, sendo filhos da ressurreição (Lc 20.35-36).
São numerosos. A Bíblia Sagrada mostra que os anjos são inumeráveis. A Palavra
de DEUS sempre se refere a eles como sendo multidões.
São do doutor Arno Clemens Gaebelein estas palavras: “Quão vasto é o número
deles, somente o sabe aquele cujo nome é “Jeová Sabaote”, o Senhor dos
Exércitos”.
Tomás de Aquino afirmou:
Deve-se dizer, portanto, que os anjos, enquanto são substâncias imateriais,
constituem uma multidão imensa, e superam toda multidão material. E o que diz
Dionísio: “Multi sunt beati exercitus supernarium mentium materialium numerorum
commensurationem”. (Os exércitos bem-aventurados dos espíritos celestes são
numerosos, superando a medida pequena e restrita de nossos números materiais).
E a razão disto é que tendo DEUS a perfeição do universo como finalidade
principal na criação, quanto mais feitas são algumas coisas, em tanta maior
abundância DEUS as criou/
Vejamos algo do testemunho bíblico acerca do número dos anjos:
Disse, pois: O Senhor veio do Sinai e lhes alvoreceu de Seir, resplandeceu
desde o monte Parã; e veio das miríades de santos; à sua direita, havia para
eles o fogo da lei (Dt 33.2).
Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé junto a
ele, à sua direita e à sua esquerda (l Rs 22.19).
Acaso, têm número os seus exércitos? (Jó 25.3).
Os carros de DEUS são miríades, milhares de milhares. O Senhor está no meio
deles, como em Sinai, no santuário (Sl 68.1 7).
... e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo em redor de
Eliseu (2 Rs 6.17).
Um rio de jogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e
milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os
livros (Dn 7. Z 0).
Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu PAI, e que ele não me daria
mais de doze legiões de anjos? (Mt 26.53).
Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial,
louvando a DEUS... (Lc 2.13).
Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do DEUS vivo, à Jerusalém celestial, e
aos muitos milhares de anjos (Hb 12.22).
Daí o apóstolo João admitiu ter visto junto ao trono de DEUS, “milhões de
milhões, e milhares de milhares” de anjos ao redor do trono (Ap 5.1 L).
São seres dotados de personalidade e inteligência. Os anjos são seres pessoais.
E o que se depreende da leitura de Lucas I.19, que diz: “Eu sou Gabriel, que
assisto diante de DEUS”. O texto mostra claramente que este anjo tinha plena
consciência de sua existência e de sua personalidade.
Os anjos são também seres emotivos (Jó 38.7). Possuem inestimável conhecimento
e sabedoria (2 Sm 14.20) e, apesar de serem espíritos, são racionais; prestam
adoração inteligente (SI 148.2); contemplam a face de DEUS com entendimento
(Mt 18.10); são conscientes de suas limitações (Mt 24.36); alegram-se quando um
pecador se arrepende de seus pecados (Lc 15.10); têm ciência de sua
inferioridade em relação a CRISTO, o FILHO de DEUS (Hb 1.4-14); anelam
perscrutar as coisas do Reino de CRISTO (I Pe 1.12).
Além disso, são mansos, não retêm ressentimentos pessoais, nem injuriam seus
opositores (2 Pe 2.11); são reverentes: a atividade mais elevada executada por
eles é a adoração a DEUS (Ap 7.11); são santos (Ap.I4.I0) e leais; apesar da
rebelião que houve nos céus, os anjos eleitos permaneceram fiéis ao Senhor.
Quanto à sua inteligência, leia ainda Daniel 10.14 e Apocalipse 17.7.
Em sua Teologia Elementar, Bancroft assevera:
Sem dúvida, os anjos foram criados espíritos inteligentes, cujo conhecimento
teve início em sua origem, continuando a se ampliar até os nossos dias. As
oportunidades de observação que os anjos têm, e as muitas experiências que,
nesse sentido, conforme podemos supor; devem ter tido, juntamente com as
revelações diretas da parte de DEUS, devem ter-se adicionado grandemente ao
acúmulo da sua inteligência original.
Além de elevada sabedoria e inteligência, os anjos têm vontade própria e poder
de decisão:
Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado
por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei
ao céu, acima das estrelas de DEUS exaltarei o meu trono, e no mente da
congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das
nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo (Is 14.12-14).
E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria
habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele
grande dia (Jd v.6).
Apesar da sua extraordinária inteligência, os anjos não possuem onisciência,
atributo exclusivo de DEUS. Eles não conhecem os pensamentos dos corações, pois
esse conhecimento é próprio, exclusivo de DEUS, como diz o profeta Jeremias:
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o
conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração” (Jr 17.9,10).
São poderosos. Os anjos têm elevado poder, conforme as palavras de Davi: “Bendizei
ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens” (SI
103.20; 2Pe 2.11; Gn 19.10-13,24,25; Lm 4.6). Na Bíblia Sagrada, os anjos são
chamados de “os poderosos” e “os poderosos de DEUS”.
Esses seres celestiais, como já adiantamos, deslocam-se com espantosa
velocidade, podendo se transportar dos Céus à Terra instantaneamente: “Ou
pensas tu que eu não poderia agora orar a meu PAI, e que ele não me daria mais
de doze legiões de anjos?” (Mt 26.53).
Anjos com designações específicas. Existem anjos que somente são conhecidos
através do serviço que realizam. Vejamos alguns deles:
Anjos de juízo (Gn 19.13; 2 Sm 24.16; 2 Rs 19.35; SI 78.49; Ez 9.1,5,7).
Anjo destruidor (1 Cr 21.15).
Anjo vigilante (Dn 4.12,23).
Anjo do Concerto (Ml 3.1).
Anjo da cura (?) (Jo 5.1-4).
Anjo das águas (Ap 16.5).
Anjos do vento (Ap 7.1).
Os sete anjos (Ap 8.2).
Anjo do abismo (Ap 9.11).
Quem é Satanás
Lúcifer. Este termo é usado em Isaías 14.12, significando “estrela da manhã”,
“o FILHO da alva”. E uma alusão ao domínio que Satanás exerce neste mundo, especialmente
através de intermediários. Literalmente, seu nome significa “o Brilhante” ou
“Estrela da Manhã”. E descrito como “o selo da perfeição”, isto é, padrão de
perfeição. E também descrito antes da sua queda, como “cheio de sabedoria e
formosura”, o mais belo e sábio de todas as criaturas (Ez 28.11-17).
Lúcifer é chamado também de “querubim da guarda ungido”. Como já sabemos, os
querubins são seres angélicos de elevada categoria. Lúcifer era o líder dos
seres angélicos e, evidentemente, os guiava em louvor e júbilo a DEUS.
Satanás. Forma grega derivada do aramaico — hb. satan —, significa “adversário”.
Esse termo é utilizado pela primeira vez no Antigo Testamento em alusão a um
anjo de Jeová em Números 22.22. E utilizado, também, em referência a homens (I
Sm 29.4; SI 38.20; 71.13; SI 109.4,6,20). Relacionado com Satanás, o
Adversário, o termo aparece, mais de quinze vezes no Antigo Testamento, sendo
que, em Zacarias 3.1, o termo satanás é acrescido da expressão descritiva da
sua natureza: “para se lhe opor”.
O termo “adversário”, no Novo Testamento, sempre é usado para se referir a
Satanás, o adversário de DEUS e de JESUS (Mt 4.10; Mc 1. 13; 4.15; Lc 4.8;
22.3; Jo 13.27); do povo de DEUS (Lc 22.31; At 5.3; Rm 16.20; I Co 5.5; 7.5; 2
Co 2.10; I I.I4; 12.7; I Ts 2.18; 5.15; Ap 2.9,13,24; 3.9); e do gênero humano
(Lc 13.16; At 26.18; I Ts 2.18; Ap 12.9; 20.7,8).
Diabo. Termo oriundo de diabolos (gr.), denota “acusador”, “caluniador”. Este
termo encontra-se somente no Novo Testamento por 36 vezes.
Segundo a Bíblia Sagrada, o Diabo é a personificação do mal e inimigo de DEUS.
Ele é descrito como o Tentador (Mt 4.3), o grande mentiroso (Jo 8.44) o deus
deste século (2 Co 4.4), que tem permissão condicionada por DEUS para reinar
até ao Juízo Final quando será lançado no Lago de Fogo (Ap 20.7-10).
No satanismo, ele é o mestre absoluto do mal, objeto de adoração, a quem são
oferecidos os sacrifícios. Como sendo a personificação do mal, a ele é jurada
lealdade e o serviço é prestado. Na bruxaria, principalmente na chamada magia
negra, é o princípio do mal. E alguns bruxos firmam pactos com ele, considerando-se
seus servos, que se dedicam a realizar seus propósitos malignos.
O que todo crente deve saber, em síntese, sobre o Inimigo é o que está escrito
em I Pedro 5.8: “O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que
ruge procurando alguém para devorar”.
Serpente. Uma referência a Gênesis 3.1,14 (cf. 2 Co 11.3; Ap 12.9; 20.2).
Belzebu ou Baalzebu. Termo que significa “senhor das moscas”, uma referência ao
deus de Ecrom (2 Rs 1.1-6,16). Em Mateus 12.24-29, verifica-se a aplicação do
termo ao príncipe ou chefe dos demônios (cf. Mt 10.25; Lc II.15).
Dragão. Ele é chamado de Dragão em Apocalipse 12.3, em comparação à sua
astúcia, malignidade e voracidade. Em Apocalipse 12.9, o Dragão é referido como
a antiga serpente, por causa da sua astúcia, aliada à sua natureza destruidora.
Tentador. Tentar significa literalmente incitar à prática do pecado, provar ou
testar (Mt 4.3; I Ts 3.5). O mesmo verbo é também empregado para DEUS em
relação ao homem, no sentido de provar (Gn 22.1).
Satanás também é chamado de Príncipe deste mundo (Jo 12.31; 14.30; 16.11),
Príncipe das potestades do ar (Ef 2.2), Maligno (Mt 13.19; I Jo 2.13), deus
deste século (2 Co 4.4), Anjo de luz (2 Co 11.14), Apolíon (“destruidor”, Ap
9.11).
Origem de Satanás
No comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal, encontramos a seguinte
explicação quanto ao texto de Ezequiel 28.4-17, alusivo, segundo os exegetas, a
Satanás:
No devido contexto, a profecia de Ezequiel contra o “rei” de Tiro parece conter
uma referência velada a Satanás como o verdadeiro governante de Tiro e como o
deus deste mundo (2 Co 4.4; l Jo 5.19). O rei é descrito como um visitante que
estava no jardim do Eden (v. 13), que fora um anjo, “querubim ungido” (v. 14),
e uma criatura perfeita em todos os seus caminhos, até que nela se achou
iniqüidade (v. 15). Por causa do seu orgulho pecaminoso (v. I 7), foi
precipitado do “monte de DEUS” (vv. 16,17; cf. Is 14.13-15).
Vejamos o relato análogo de Isaías 14.12-14:
Como caíste do céu, ó estrela da manhã, FILHO da alva! Como foste lançado por
terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei
ao céu; acima ias estrelas de DEUS exaltarei o meu trono e no monte da
congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais
altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.
Billy Graham afirmou:
Quando o anjo Lúcifer se rebelou contra DEUS e suas obras, alguns calculam que
cerca de um terço das hostes angélicas do universo se teriam unido a ele na
rebelião...
Assim, a maior catástrofe da história da criação universal foi a desobediência
a DEUS por parte de Lúcifer, e a conseqüente queda de talvez um terço dos anjos
que se juntaram a ele na sua maldade... Assim, a guerra que começou no céu
continua na terra e verá o seu clímax no Armagedom...16
Desde sua queda, num remoto e misterioso passado, Lúcifer, em lugar de anjo de
luz, tornou-se o anjo das trevas e do mal. Sabemos entretanto que pode
enganosamente transfigurar-se em um anjo de luz (2 CoII.I4). O seu ódio pela
humanidade cresce a cada dia. Satanás é um ser inteligente, um ente
inteiramente hostil, inimigo declarado de DEUS e dos homens. A Bíblia inteira o
apresenta resistindo a DEUS e perturbando a paz das nações, com guerras,
destruição e miséria.
Satanás é mencionado 177 vezes na Bíblia Sagrada, de diferentes maneiras.
A EXISTÊNCIA DO DlABO
O Antigo Testamento. Os primórdios do livro de Gênesis mostra Satanás atuando
ardilosamente através da serpente para provocar a Queda do homem, um episódio
pecaminoso e funesto que veio afetar toda a descendência de Adão — a raça
humana.
No reinado de Davi, Satanás se levantou contra Israel e incitou Davi a numerar
o povo, isto é, a fazer o censo de Israel (I Cr 21.I). Por essa desobediência,
DEUS feriu a Israel, mediante uma peste, em que “caíram de Israel setenta mil
homens” (I Cr 21.14). Essa rebeldia deliberada de Davi ocorreu após suas
grandes vitórias e realizações (I Cr 14-20), pois Satanás, o enganador,
conseguiu penetrar numa brecha em sua vida (I Cr 21.7,8; I Tm 3.6).
No Salmo 106.36,37, vemos que por trás de práticas religiosas idolátricas estão
os demônios.
Vemos em Zacarias, cap. 3, a realidade de satanás ao acusar o sumo sacerdote
Josué e opor-se à nação de Israel. No texto em apreço, Josué, como representante
de Israel, não podia resistir a Satanás. Josué, na qualidade de sumo sacerdote,
trajava-se de vestes malcheirosas e imundas, símbolos do pecado. Por isso, o
Senhor (Anjo do Senhor) resistiu a Satanás e o repreendeu; Ele havia escolhido
Israel para cumprir os seus propósitos.
Evidências de Satanás do Novo Testamento. Dezenove dos 27 livros do Novo Testamento
mencionam Satanás por algum dos seus nomes. Dos oito restantes, quatro deles
mencionam os demônios, que são seus agentes.
Evidências emanadas de JESUS CRISTO. Nos Evangelhos, das 29 referências a
Satanás, em 25 delas é CRISTO quem o menciona como sendo uma pessoa. Por
exemplo, no relato da tentação de JESUS temos o seu testemunho da realidade da
pessoa do Inimigo (Mt 4.1-11; Mc I.9-I3; Lc 4.I-I3).
CRISTO triunfou para sempre sobre Satanás (Lc 11.21; Hb 2.14,15), e o crente,
pela fé em CRISTO, triunfa da mesma forma, resistindo e nulificando suas
investidas com as armas que CRISTO nos proporciona (Ef 6.I0-I8;Tg 4.7; I Pe
5.9-10; Rm 16.20).
Reconhecer a realidade de Satanás, levar a sério a sua oposição, ficar atento à
sua estratégia, levar em conta a guerra contínua com ele não ê cair num
conceito dualista de dois deuses, um Bom e outro mau, guerreando um contra o
outro. Satanás ê uma criatura sobre-humana, mas não é divino; ele tem muito
conhecimento e poder, mas não é onisciente nem onipotente e nem onipresente;
ele ê um rebelde derrotado e não tem mais poder além daquele que DEUS lhe
permite exercer e está destinado ao lago do fogo (Ap 20. IO).1'
A NATUREZA DE SATANÁS
Satanás é homicida, mentiroso e PAI da mentira (Jo 8.44); ele é um pecador
obstinado (I Jo 3.8) e um audaz adversário, o arqui-inimigo de DEUS e dos homens
(I Pe 5.8).
Sua personalidade. Dizer que Satanás é apenas fruto da imaginação, uma ficção,
mitologia ou qualquer coisa da mente humana é ignorância dos fatos. Sabemos que
fatos são provas e contra fatos não há argumentos.
Os assassinatos bárbaros e outros crimes hediondos que vemos nos jornais, são
normais? Naturais? Pais que estupram as próprias filhas e algumas, na mais
tenra infância! Olhe para o mundo à sua volta e veja os fatos! Para o Diabo é
muito melhor que acreditem que ele não existe.
Uma evidência incontestável de personalidade é ter alguém intelecto, emoção e
vontade. A Palavra de DEUS demonstra que Satanás possui essas características.
Seu intelecto é óbvio no seu esquema para enganar (2 Cr 11.3) e em sua comunicação
através da fala para enganar outras pessoas (Lc 4.I-I2).
Seu caráter. Satanás é presunçoso (Mt 4.4,5', orgulhoso T Tm 3.6; Ez 28.17),
poderoso (Ef 2.2), maligno (Jó 2.4; Lc 8.13; I Pe 5.8; 2 Co 4.4; I Jo 5.19),
enganador (Ef 6.11), feroz e cruel (I Pe 5.8). Ele é a causa primária do pecado
e é muito astuto (Ap 12.7-11; 2 Co 2.11; Ef 6.11,12; 2 Co 11.14; Jo 8.44; I Jo
3.8; Gn 3.1-5).
Algo de suas perversas atividades. Perturbar a obra de DEUS (I Ts 2.18),
opor-se ao Evangelho (Mt 13.19; 2 Co 4.4), dominar, cegar, enganar e destruir o
ser humano (Lc 22.3; 2 Co 4.4; Ap 20.7,8; I Tm 3.7), afligir e tentar os santos
de DEUS (I Ts 3.5).
O mundo está alienado de DEUS e controlado por Satanás (Jo 12.31; 2 Co 4.4;
Ef6.I0-I2; I Jo 5.19). "
Ele luta para arruinar a Igreja porque ele sabe que se o sal da terra perder
seu sabor, o homem torna-se sua vítima.
Suas atividades são restritas. O poder de Satanás é limitado. Aqueles que crêem
em CRISTO, e vivem em comunhão com Ele, são vencedores do Inimigo (Jo 12.31). O
crente deve estar sempre submisso a DEUS e revestido do escudo da fé para assim
resistir ao Diabo, e este fugirá (Tg 4.7; I Pe 5.8,9).
Satanás somente pode tentar (Mt 4.1), afligir (I Ts 3.5), matar (Jó 2.6), e
tocar no crente com a permissão de DEUS. “E disse o Senhor a Satanás: eis que
tudo quanto tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão” (Jó
I.12). DEUS permitiu o mal vir sobre Jó; porém, fixou um limite até onde
Satanás podia ir, e tirou-lhe o poder de morte quanto a pessoa de Jó.
Quando a Bíblia Sagrada declara que Satanás é o príncipe deste mundo (Jo 12.31;
14.30; 16.II) e que ele é o deus deste século (2 Co 4.4), ela não quer dizer
que Satanás é o dono absoluto do mundo, pelo seu próprio poder e querer, porque
“do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam” (SI
24.1). Toda autoridade no céu e na terra pertence a DEUS, o Criador, o qual
delegou-a ao seu FILHO unigênito JESUS CRISTO (Mt 28.18).
O que a Palavra de DEUS ensina é que Satanás está no controle do mundo ímpio,
das instituições e pessoas que estão completamente alienadas de DEUS. Esse
poder e influência exercidos por Satanás são limitados e temporários (Ap 12.12;
20.10).
Sua atuação. O Inimigo age também nos círculos religiosos mais elevados como
“um anjo de luz” (2 Co 11.14). A Bíblia fala de sua presença no ajuntamento dos
anjos (Jó 1.6). Essa sua atividade maléfica no meio religioso está implícita,
por exemplo, nas expressões “doutrina de demônios” (1Tm 4.1), “sinagoga de
Satanás” (Ap 2.9) e “ministros de justiça” (2 Co II. 15).
A Bíblia nos adverte a não ignorarmos os ardis de Satanás (2 Co 2.11), isto é,
as suas maquinações, os seus desígnios perversos, os seus propósitos, os seus
planos funestos.
Daí a necessidade de redobrarmos a nossa vigilância com relação às suas
sutilezas em relação ao mundanismo (2 Co 4.4), à mentira (Gn 3.4,5; 2Ts 2.9), à
vacilação (Mt 6.24; 2 Co 6.14,15); ao ceticismo (Rm 14.23); às trevas (Rm
; à depressão (At 10.38; Lc 13.16), à procrastinação (At 24.25; Ex 8.8); e à
transigência com o mal (Ap 2.20).
Final de sua maldita história. DEUS decretou sua derrota (Gn 3.14,15). JESUS,
como DEUS, demonstrou o seu poder e a sua autoridade sobre Satanás ao
derrotá-lo, desarmá-lo e despojá-lo de seu poder (Lc 11.22; I Jo 3.8; Cl 2.15).
Durante a Grande Tribulação será lançado da esfera celeste à Terra (Ap 12.7-9);
durante o Milênio será aprisionado no abismo (Ap 20.1-3), sendo solto por um
período curto (Ap 20.7,8), e depois de mil anos será lançado no Lago de Fogo
(Ap 20.10). Dessa maneira, segundo a Palavra de DEUS, ocorrerá o expurgo final
do mal.
Os ANJOS CAÍDOS
Os anjos foram criados perfeitos, sem pecado e, como o homem, dotados de livre
escolha. Satanás, na sua rebelião inicial contra DEUS sublevou uma terça parte
deles (Ap 12.4). Uma multidão de anjos participou da rebelião de Satanás contra
DEUS, tendo abandonado o seu estado original de graça, como servos de DEUS, e
assim perderam o direito à sua elevada e privilegiada posição celestial.
Os principais pecados que cometeram foram, como já vimos, orgulho, exaltação,
rebeldia, desafio e levante contra DEUS. “DEUS não poupou anjos quando pecaram,
antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas,
reservando-os para juízo” (2 Pe 2.4).
Também, em Judas v.6 está escrito: “e aos anjos que não guardaram o seu
principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em
prisões eternas até ao juízo daquele grande Dia”. Como resultado de sua queda,
além de terem sido “reservados para o juízo”, têm sua parte juntamente com
Lúcifer no “fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41).
Ao afirmar que existe um mundo espiritual invisível, que consiste nas hostes
de anjos ministradores, no meio do povo de DEUS, e a serviço desse povo (Gn
32.1,2; SI 91.11; 34.7; Is 63.9), a Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD) traz o
oportuno comentário sobre 2 Reis 6.15-17:
Não somente DEUS está a favor do seu povo (Rm 8.31\ como também exércitos dos
seus anjos estão disponíveis, prontos para defender o crente e o reino de DEUS
(v.37; SI 34.7).
Todos os que crêem na Bíblia devem orar continuamente para DEUS livrá-los da
cegueira espiritual e abrir os olhos dos seus corações para verem mais
claramente a realidade espiritual do remo de DEUS (cf. Lc 24.31; Ef 1.18-21) e
suas hostes celestiais (Hb I.I4).
Os espíritos ministradores de DEUS não estão distantes, mas, sim, bem perto (Gn
32.1,2), observando os atos e a fé dos filhos de DEUS e agindo em favor deles
(At 7.55-60; I Co 4.9; Ef 3.10; I Tm 5.21).
A verdadeira batalha no remo de DEUS não é contra a carne e o sangue. E uma
batalha espiritual “contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste
século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef
6.12; cf. Ap 12.7-9).
Há um relacionamento de causa e efeito nas batalhas espirituais; o resultado
das batalhas espirituais é determinado parcialmente pela fé e oração dos santos
(vv. 16-20; Ef 6.18,19).
Há anjos decaídos que estão algemados no Inferno (2 Pe 2.4; Jd v.6); os demais
estão soltos, como agentes e emissários de Satanás, sob o seu domínio e
controle (Ef 2.2; Ap 12.7). Com relação aos anjos caídos que estão soltos, N.
Lawrence Olson, disse; “Ocupam posições de autoridade sobre as nações e os
povos (Dn 10.13,20)”.19
Transcreveremos na íntegra o comentário de Daniel 10.13 da Bíblia de Estudo
Pentecostal (CPAD);
Mas o príncipe do reino da Pérsia se pôs defronte de mim vinte e um dias, e eis
que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me; e eu fiquei ali
com os reis da Pérsia. Enquanto Daniel orava e jejuava, estava sendo travada
uma batalha espiritual de grande magnitude.
O “príncipe da Pérsia” estava impedindo que Daniel recebesse do anjo a mensagem
de DEUS. Por causa desse conflito, Daniel teve que esperar vinte e um dias para
receber a revelação. Esse “príncipe da Pérsia” não era um potentado humano, mas
um anjo satânico. Só foi derrotado quando Miguel\ o príncipe de Israel (v.2l),
chegou para ajudar o anjo. Os poderes satânicos queriam impedir o recebimento
da revelação, mas o príncipe angelical de Israel (12.1) demonstrou sua
superioridade (f. Ap 12.7-12).
Esse incidente nos dá um vislumbre das batalhas invisíveis que são travadas na
esfera espiritual a nosso favor. Note que DEUS já tinha respondido a oração de
Daniel, mas que a ação satânica atrasou a resposta da mensagem por vinte e um
dias. Visto que o crente sabe que Satanás sempre quer impedir nossas orações (2
Co 2.1l), deve perseverar na oração (cf. Lc 18.1-8; ver Ef 6.11,12).
A seguir, leiamos Daniel 10.20 e o respectivo comentário da fonte acima citada:
E disse: Sabes por que eu vim a ti? Eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos
persas; e saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia”. Há demônios poderosos
designados para atuar sobre as nações do mundo a fim de se oporem às forças de
DEUS e promoverem a iniqüidade e a incredulidade entre os habitantes da terra.
Que existe um reino tenebroso, diabólico, organizado no mundo espiritual
influenciando as nações e os povos para o mal em todos os sentidos, está
patente na Bíblia. O que compete a cada crente é resistir sob o poder vencedor
do sangue de JESUS aos ataques do inimigo, equipado com cada peça da armadura
de DEUS e o poder do ESPÍRITO SANTO na batalha espiritual.
O fato da Queda. Por sete vezes em Gênesis I, o texto relata que tudo o que
DEUS havia feito era bom. No versículo 31 está escrito que “E viu DEUS tudo
quanto tinha feito; e eis que era muito bom”. Isso certamente inclui a
perfeição dos anjos em santidade quando eles foram originalmente criados. Nesse
particular, o consenso de destacados mestres é que Ezequiel 28.15 refere-se a
Satanás antes da sua queda.
A época de sua queda. Não está revelado na Bíblia o tempo definido da queda dos
anjos. Ela deve ter ocorrido antes da criação do homem, já que Satanás entrou
no jardim personificado em serpente e induzindo Eva a pecar (Gn 3).
O resultado da queda dos anjos. Todos eles perderam a sua santidade original e
se tornaram corruptos em natureza e conduta (Ef 6.11,12; Ap 12.9). Parte deles
foram na ocasião lançados no inferno, onde estão acorrentados até o dia do julgamento
(2 Pe 2.4). Os demais permanecem em liberdade e agem em oposição à obra dos
anjos bons (Ap 12.7-9; Dn 10.12,13,20,21;).
Os males decorrentes da queda dos anjos afetou a criação original. A terra, por
exemplo, foi amaldiçoada com o pecado de Adão (Gn 3.17-19). A criação está
gemendo por causa dos males terríveis oriundos da queda (Rm 8.19-22). A criação
tornou-se sujeita ao sofrimento e a inúmeros outros males por causa do pecado
humano.
Os anjos decaídos, como poderes das trevas são os governantes espirituais deste
mundo de trevas e maldade (I Jo 5.19; Ef 2.2,3; 6.12,16; I Pe 5.8,9).
A luta incessante do Diabo contra os santos e contra a obra de DEUS ocorre de
diferentes maneiras: Através de pessoas ímpias (2 Rs 6.13-16); por meio de
diferentes tipos de tribulações e tentações, perseguições e outros obstáculos à
pregação do evangelho, etc. Tanto Satanás como seus agentes do mal não podem
ultrapassar os limites traçados pela permissão divina. JESUS disse que “... as
portas do inferno não prevalecerão contra ela igreja ” (Mt 16.18). A palavra
“inferno”, na Bíblia Sagrada, aparece no Antigo Testamento como skecl (hb.) e
em o Novo Testamento hades (gr.), bem como na Septuaginta, a versão grega do
Antigo Testamento, existente nos dias de CRISTO e nos primeiros tempos da
igreja. Ambas significam “mundo invisível”, isto é, “o lugar para onde vão os
espíritos dos mortos”. Essas palavras nunca são usadas em alusão ao lugar final
da habitação desses espíritos, e nem para significar a sepultura, cuja palavra
no hebraico é queber.
Olson ensina que além da Bíblia Sagrada, os escritos patrísticas e outras
fontes religiosas confiáveis são unânimes em afirmar que o Hades ou Sheol é o
lugar para onde vão após a morte os espíritos dos falecidos, no Antigo
Testamento, quer dos justos, quer dos injustos (Is 14.9; Lc 16.23). O eminente
autor afirmou:
A razão da grande confusão reinante sobre este estudo e mesmo entre as heresias
é porque às vezes as palavras gregas e hebraicas referentes ao assunto foram
mal traduzidas, por exemplo, “Hades”, que às vezes é confundida com o Lago de
Fogo; “queber”, que somente tem a ver com cadáver, confundem com “inferno” que
é lugar de espirito; “Abussos” (no grego), que é tradução do hebraico
“Abaddon”, é o “abismo”, mas lugar este diferente do Hades.'0
Citando o erudito Dr. Seiss, Olson prossegue o seu comentário da forma
seguinte:
Abaddon e o Abismo parecem ser a morada de demônios, uma espécie de abismo
ainda mais profundo do que o Hades... O termo “tártaro” (“tartarus”, no grego),
traduzido para “inferno” na Versão Brasileira e em Almeida, em 2 Pe 2.4, que
versa sobre anjos decaídos serem lançados nos “abismos” ÍARA) de escuridão,
provavelmente refere-se a este mesmo Abussos ou Abismo.21
Ainda segundo o teólogo em apreço, o Lago de Fogo é referido pela palavra
hebraica tofete (Is 30.33; Jr 7.31,32) e pela grega geena (Mt 5.22,29,30;
10.28; 23.15,33). Este último termo refere-se literalmente ao Vale de Hinom, um
local fora de Jerusalém utilizado como lixeira da cidade, onde se queimavam os
cadáveres de criminosos e de animais.
Ali sempre havia fogo aceso, e, por esta razão, esse vale era citado como símbolo
da Lago de Fogo que arde eternamente. Um fato também esclarecedor é que no Vale
de Hinom, os israelitas quando desviados queimavam seus filhos em sacrifício a
Moloque, o deus pagão dos amonitas, fenícios e cananeus.
Uma vez sabendo-se que os anjos maus que estão em liberdade, como agentes de
Satanás, habitam no elevadíssimo espaço sideral (Ef 2.2; 6.12), vejamos o seu
destino após o grande julgamento do Trono Branco. Para essa explicação,
recorremos mais uma vez a Olson que nos diz:
Uma vez que o Hades é lançado no Lago de Fogo, e que os anjos decaídos serão
julgados no grande dia de julgamento, concluímos que o Abismo também será
lançado no Lago de Fogo; formando desta maneira um só Inferno eterno. O texto
de Mt 25.41 confirma este pensamento porque vemos os homens e os anjos sofrendo
juntos.—
Quem são os demônios
Esta parte da Angeologia que trata dos demônios é denominada demonologia. A
Palavra de DEUS trata sumariamente desses seres infernais. Eles podem estar em
todo lugar, pois são numerosos e altamente organizados. Por serem reais, podem
ser contados (Lc 8.2,30). Satanás é o comandante deles.
Satanás, com um exército inumerável desses seres invisíveis procura se
infiltrar nos lares, escolas, instituições, igrejas, governos, empresas,
culturas de nações, etc., com o objetivo de enganar, corromper, envilecer,
desmoralizar, insensibilizar, desumanizar, brutalizar o ser humano, que é o seu
maior alvo de destruição, tentando fazer com que ele não se achegue ao seu
Criador, e Redentor, o DEUS único, bondoso e eterno.
Questões como estas são constantemente apresentadas: O que leva uma pessoa ao
suicídio? Por que alguém, aparentemente sem motivos, extermina todos os seus
parentes mais próximos de uma forma bárbara e tenebrosa? Por que tantos crentes
não abandonam os prazeres efêmeros e pecaminosos da carne e se dedicam ao
Senhor e à sua obra?
Porque tantas pessoas não sentem desejo contido e constante de ler a Bíblia Sagrada?
Qual o verdadeiro motivo que leva um homem e uma mulher casados optarem por
separação judicial ou através do divórcio? O que está por trás milhões de
crianças abandonadas em todo o mundo, sem a assistência e o carinho de seus
pais?
Os demônios não são culpados de todas as coisas ruins que assolam a humanidade,
porém, eles estão por trás da maioria das desgraças e flagelos que se abatem
sobre os seres humanos.
Modismos enganosos. E repulsivo e estarrecedor que em alguns segmentos
pentecostais, mormente entre os denominados neopentecostais, estejam ocorrendo
há algum tempo distorções e aberrações doutrinárias com destaque na área do
demonismo. Em grande parte elementos que lidam com libertação de endemoninhados
divulgam mais a atuação dos demônios do que a Palavra de DEUS. Um alerta ao
crente sobre isso acha-se em Apocalipse 2.24.
E deveras oportuna a explicação de Stanley Horton sobre essa questão:
... ao lermos a Bíblia, percebemos como é notável a total ausência de
semelhantes especulações e práticas. A Bíblia encoraja-nos a resistir as forças
enganadoras das trevas, e não as estudar e amarrá-las. Nenhum esforço é feito
na Bíblia para levar-nos a conhecer melhor o Diabo. O enfoque exclusivo recaí
em conhecer melhor a DEUS, resistindo, ao mesmo tempo, quaisquer tentativas de
Satanás de obter a nossa atenção. Submeter-se a DEUS e resistir ao Diabo ê o
conselho que Tiago nos deu (Tg 4.1).
Quando JESUS comissionou os discípulos para realizarem a missão evangelizadora,
Ele lhes outorgou autoridade e poder sobre todos os demônios (Lc 9.1; 10.19) e
sobre toda enfermidade e todo mal (Mt 10.1).
O Antigo Testamento faz referência aos demônios (Lv 17.7; 2 Cr II.15; Dt 32.17;
SI 106.37). O Novo Testamento menciona repetidas vezes a palavra “demônio”,
significando espírito maligno.
Belzebu é o príncipe dos demônios (Mc 3.22). A Bíblia Sagrada silencia sobre a
origem dos demônios. Por certo, como explica Antonio Gilberto, “isto faz parte
do mistério que envolve a origem do mal (Dt 29.29; I Co 4.5; Ap 2.29)”.23
Alguns entendem que os demônios são anjos caídos que pecaram juntamente com
Satanás. Os religiosos fariseus, bem como os escribas diferençavam entre anjo e
espírito (At 23.8,9).
O historiador judeu Flávio Josefo asseverou que nas escolas teológicas judaicas
dos fariseus, principalmente, era ensinado que os demônios, capazes de possuir
e de controlar um corpo vivo, são espíritos de mortos partidos deste mundo,
especialmente aqueles de caráter vil e de natureza perversa.24
No Novo Testamento, além dos Evangelhos, há referências aos demônios. Em I
Coríntios 10.19-21, o apóstolo Paulo discorre sobre as práticas tenebrosas dos
gentios incrédulos, adorando a demônios representados por ídolos, em suas
reuniões devotadas à idolatria. Ele adverte à igreja sobre a infiltração de tal
satanismo nas reuniões de Ceia do Senhor. Ver também no Novo Testamento, os
textos de Mt 4.24; 8.16; Mc 1.32-34; Lc 4.41; 6.18; 7.21; 8.2, 27-33; 9.1;
10.17; At 16.16-18; 19.16; I Tm 4.1; Tg 2.19; Ap 9.20; 16.14. Ver ainda, no
Antigo Testamento: 2 Cr 18.21; Is 8.19; Os 4.12; 5.4; Zc 13.2.
Diferenças entre demônios e anjos caídos. N. Laurence Olson discorre sobre uma
das diferenças entre demônios e anjos decaídos:
... os primeiros são espíritos desencarnados, isto é, sem corpo; enquanto os
outros [anjos] possuem um corpo espiritual (Lc 20.35,36). É evidente que os
demônios não possuem corpos porque estão constantemente procurando entrar nos
corpos dos homens afim de usá-los como se fossem seus (Mc 9.25; Mt 12.43-45).
Em Mt 8.31 notamos que eles (os demônios) apossaram-se até dos corpos dos
porcos.25
Os demônios estão sob a autoridade de Satanás (Mt 12.24b; Ef 6.12). Eles sabem
quem é JESUS (Mc 1.24), conhecem o seu destino final (Mt 8.29), conhecem, a
verdade fundamental do monoteísmo bíblico (Tg 2.19) e também possuem um sistema
doutrinário atraente, permissivo, maligno, enganador (I Tm 4.1-2).
Os demônios são a força motriz promotora da idolatria; daí, adorar falsos
deuses é praticamente o mesmo que adorar demônios. “Antes, digo que as coisas
que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a DEUS. E não quero
que sejais participantes com os demônios” (I Co 10.19,20).
Grande parte da atividade destruidora de Satanás é delegada a inumeráveis
demônios. Eles podem habitar no corpo dos incrédulos (Mt 1.32,34,39; 3.11,15;
6.7.13; 16.17; Lc 4.41; 8.29,30). São capazes de falar através das vozes das
pessoas que eles possuem (At 19.15; 16.17,18; Mc 1,26; At 8.1).
Nestes últimos tempos que precedem a volta de JESUS, os demônios desenvolvem
intensa atividade na propagação do ocultismo, da imoralidade, da violência e da
crueldade. Eles atacarão de muitas maneiras, através de muitos métodos e meios,
a Palavra de DEUS e a sã doutrina (Mt 7.22,23; 24.24; 2 Co 11.14,15; I Tm 4.1).
Uma intensa e maior atividade dos demônios acontecerá nos dias do predomínio do
Anticristo e seus seguidores (2 Ts 2.9-11; Ap 13.2-8; 16.13,14). Essa ação
maligna e destruidora em todas as camadas, atividades e instituições da
sociedade já ocorre encobertamente nos dias atuais. “Porque já o mistério da
injustiça opera” (2 Ts 2.7).
DEUS revelou ao apóstolo João, conforme lemos em Apocalipse 9.1-3, o que acontecerá
por ocasião da Grande Tabulação, quando for tocada a quinta trombeta:
E o quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe
dada a chave do poço do abismo. E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do
poço como a fumaça de uma grande fornalha e, com a fumaça do poço, escureceu-se
o sol e o ar. E da fumaça vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado
poder como o poder que têm os escorpiões da terra.
Esses seres infernais podem ser uma espécie desconhecida de agentes demoníacos
sob Satanás para aqueles tempos de juízo divino sobre a humanidade impenitente,
que recusando sempre o convite de DEUS para a salvação, encheu a medida de seus
pecados (cf. I Ts 2.16; Gn 15.16; }o I2.39.4CT.
Orlando S. Boyer chama a atenção para um detalhe, no mínimo curioso, ao lembrar
que os gafanhotos (insetos) não têm rei (Pv 30.27), mas esses de Apocalipse 9
“tinham sobre si rei” (v. II). São de Boyer estas palavras:
O nosso Rei se chama JESUS, isto é, Salvador. Mas o rei sobre esses demônios,
na forma de gafanhotos, chama-se em hebreu Abadom (“destruição” ' e em grego,
Apoliom (“destruição”). Esse rei ficará obcecado com seu desejo de levar seus
exércitos para destruírem o mundo.26
N. Lawrence Olson, por sua vez, acredita tratar-se de uma horda inumerável de
demônios encarnados semelhantes a gafanhotos, infernais e aterradores. A Bíblia
— a revelação divina — não desce a detalhes sobre esses seres misteriosos.
Devemos silenciar onde a Bíblia assim o faz.
JESUS e os demônios. Em seu ministério terreno, JESUS sempre desfez e anulou o
poder de Satanás e o demonismo, pois Ele veio ao mundo para desfazer as suas
obras. “Quem comete pecado é do Diabo, porque o Diabo peca desde o princípio.
Para isto o FILHO de DEUS se manifestou: para desfazer as obras do Diabo” (I Jo
3.8).
JESUS derrotou Satanás, no deserto, ao ser por ele tentado; também o venceu ao
expulsar os demônios e, de modo pleno, através da sua morte e ressurreição (Jo
12.31; 16. II; Cl 2.15; Hb 2.14). Ele aniquilou o domínio de Satanás.
Possessão demoníaca. Esse fato horroroso ocorre quando um ou mais demônios
ocupam e habitam o corpo de uma pessoa, exercendo controle e influência diretos
sobre ela, com prejuízo para suas funções mentais, emocionais, nervosas e
físicas. Samuel Costa — psicólogo clínico e professor de teologia no Rio de
Janeiro —, ao tratar do transtorno de transe e possessão demoníaca, de uma
pessoa, afirma, referindo-se ao Código Internacional das Doenças (CID-IO), que
há no endemoninhado uma perda temporária tanto do senso de identidade pessoal
quanto da consciência plena do ambiente em que ela se encontra.
Segundo Costa, em alguns casos, a pessoa age como se fosse outra personalidade,
espírito, divindade ou “força”. Tomando por base o espírito do homem, o autor
afirma:
transe é o estado de mediunidade que algumas pessoas apresentam quando
incorporam algum “espírito” ou “entidade”.
Sérglas, citado por Isaías Paim, discorre que “na clínica observa-se que a
possessão é acompanhada do sentimento de desdobramento da personalidade e se
manifesta em sua forma típica no delírio de possessão demoníaca. Nesses casos,
o enfermo não só escuta a voz do demônio e sofre as suas injúrias, como o traz
consigo; ele se tornou a sua morada, ê seu escravo e deve obedecer a sua
vontade, executa os atos que ele determina; não tem domínio nem mesmo sobre os
seus pensamentos. Somente o demônio fala, age, pensa, sem que o possuído possa
se opor à sua poderosa influência ”.2
Costa presta uma grande contribuição para melhor compreensão do assunto de
possessão demoníaca, ao fazer menção de trecho do livro Capelania Hospitalar
Cristã, de autoria de Damy Ferreira e Liswaldo Mario Ziti, Capelães do Centro
de Atenção Integral à Saúde da Mulher na UNICAMP, quando os mesmos discorrem
sobre algumas características de uma possessão demoníaca:
Quando o endemoninhado ouve na oração o nome de JESUS, geralmente ele fala;
quando está incorporado na pessoa, fala usando a terceira pessoa. Ex.:
incorporado numa mulher, o demônio pode dizer: “ela ê minha”. Ele nunca fala
como se fosse a própria pessoa; o tom de voz é modificado. Não aparece a voz da
pessoa; a pessoa adquire força excepcional; nenhum remédio, nem mesmo fortes
injeções conseguem debelar o mal; geralmente, quando o Diabo saí, a pessoa não
fica debilitada; tudo parece normal e ela nem fica sabendo o que aconteceu''
JESUS mostra em Lucas 13.II, que certas enfermidades são efeito direto da ação
ou opressão de demônios. No caso da mulher paralítica, mencionada no texto de
Lucas 13.10-16, que ocorreu dentro de uma sinagoga, o seu sofrimento provinha
de um espírito, ou seja, de um emissário de Satanás.
As pessoas que se envolvem com espiritismo, magia, feitiçaria, estão lidando
com espíritos malignos, ficando abertas à possessão demoníaca (At 13.6-10;
19.19; G1 5.20; Ap 9.20,21). Os judeus estavam terminantemente proibidos por
DEUS, sob pena de morte, de se comunicarem com os espíritos familiares (Lv
20.6,27; Dt 18.10,11; Is 8.19).
No caso do rei Saul e a feiticeira de En-Dor (I Sm 28.6-25), o que ocorreu na
realidade foi uma sessão espírita na qual atuou um espírito demoníaco familiar,
personificando e fingindo ser o profeta Samuel, o qual havia morrido cerca de
dois anos antes. Quem falava não era Samuel, mas o demônio que conhecia Saul,
como conhecera o próprio Samuel, bem como sua história anterior.
JESUS ensinou que é impossível aos mortos comunicarem-se com os vivos aqui
nesta terra. Há um abismo intransponível entre as duas partes do Hades (Lc
16.26-31).
JESUS investiu seus discípulos de autoridade divina para a expulsão de todo
tipo de demônio (Lc 9.1), mas os discípulos precisavam de fé em DEUS para terem
êxito nesta missão (Mt 17.18-21; Mc 9.25-29). Oração e jejum dos discípulos
podem ser também um requisito para a expulsão de demônios, como revela o último
versículo das duas passagens supra mencionados.
Há casos em que há necessidade da fé de outras pessoas para que ocorra a
libertação de alguém (Mc 9.23,24; cf. Mc 6.6,7).
JESUS faz um solene alerta àquelas pessoas antes possessas por espíritos malignos
e que receberam a libertação:
Quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares secos, buscando
repouso; e, não o achando, diz: Tornarei para minha casa, de onde saí. E,
chegando, acha-a varrida e adornada. Então, vai e leva consigo outros sete
espíritos piores do que ele; e, entrando, habitam ali; e o último estado desse
homem é pior do que
o primeiro (Lc l 1.24-26 cf. Mt 12.43.45).
O fato de uma pessoa ter sido liberta pelo poder de DEUS, de espírito maligno,
não a torna sempre imune aos ataques de Satanás. O espírito imundo (demônio)
tendo sido expulso, fará tudo para retornar à mesma pessoa que antes ele
possuía (Lc 11.24b,25), mas Ele não poderá retornar, se essa pessoa estiver
integralmente ocupada pelo ESPÍRITO SANTO (I Co 6.19; 2 Co 6.16).
O crente e os demônios. Nenhum crente verdadeiro, em quem habita o ESPÍRITO
SANTO, pode ficar endemoninhado. O ESPÍRITO e os demônios nunca poderão habitar
no mesmo corpo (Jo 14.23; I Co 6.19; Tg 3.11,12).
As Sagradas Escrituras ensinam que um crente fiel, sendo templo de DEUS e do
ESPÍRITO SANTO não pode ser habitado por demônios:
E que concórdia há entre CRISTO e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?
E que consenso tem o templo de DEUS com os ídolos? Porque vós sois o templo do
DEUS vivente, como DEUS disse: Neles habitarei e entre eles andarei; eu serei o
seu DEUS, e eles serão o meu povo (2 Co 6.15,16).
O nosso ser inteiro, como diz a Escritura é templo do ESPÍRITO SANTO. Assim
sendo, o templo do nosso ser não deve admitir ser habitado por admitir ídolos.
“E que consenso tem o templo de DEUS com os ídolos? Porque vós sois o templo do
DEUS vivente” (2 Co 6.16). Referimo-nos aqui aos ídolos no coração, dos quais
falou o profeta Ezequiel (14.3-7) e também o apóstolo João (I Jo 5.20).
crente vivendo em comunhão com CRISTO, recebe dEle poder e autoridade sobre os
espíritos malignos, mesmo os de maior poder do mal: “Eis que vos dou poder para
pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano
algum”. (Lc 10.19).
Uma comparação desta passagem com a de Salmos 91.13 ensina-nos que palavras
“serpentes” e “escorpiões” se referem aos mais poderosos e perigosos poderes do
mal. Tudo isso está sujeito à autoridade de um crente, desde que a sua
espiritualidade seja genuína e sua vida esteja de acordo com a Palavra de DEUS.
Conclusão
Anjos de DEUS são “espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos
que hão de herdar a salvação” (Hb I.14). Estão continuamente conosco,
guardando-nos, encorajando-nos e ajudando-nos. Agradeçamos a DEUS pelo seu amor
e solicitude, inclusive pelo no ministério dos seus anjos a nosso favor. “Se
DEUS é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31, 37-39)
Ao estudarmos este assunto das Escrituras, podemos conhecer melhor nosso
Inimigo, sabermos também dos recursos do arsenal de DEUS que estão a nossa
disposição e que o DEUS forte fortalece o seu povo e os livra e os guarda das,
e nas tribulações.
Não podemos suplantar as distorções sobre a Angelologia fugindo delas; a igreja
deve conhecer a verdade bíblica sobre este assunto para explorar o real valor
dos anjos de DEUS e sua missão entre nós. Infelizmente, a igreja não tem
valorizado devidamente a Angelologia. É, pois, muito raro ouvirmos um sermão
bíblico, não-especulativo, e sim, expositivo, sobre o assunto. E os bons livros
auxiliares a respeito são poucos. Tudo isso dificulta o estudo e a devida
compreensão do assunto.
Efésios
- 6:10-20 - Principados e
potestades - A Mensagem de Efésios - John Stott
Quanto ao mais,
sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.
Paulo nos traz
de volta para a terra e, assim, para realidades mais duras do que os sonhos.
Recorda-nos da oposição. Por baixo das aparências na superfície, está sendo
travada furiosamente uma batalha espiritual invisível. Ele apresenta-nos o
diabo, (já mencionado em 2:2 e 4:27) e certos principados e
potestades sob seu comando. Seu propósito não é satisfazer a nossa
curiosidade mas, sim, advertir-nos quanto à hostilidade dessas forças e
ensinar-nos a vencê-las. O plano de DEUS é criar uma nova sociedade? Elas,
então, farão de tudo para destruí-la. DEUS, mediante JESUS CRISTO, quebrou as
paredes que dividem os seres humanos de raças diferentes e de culturas
diferentes, uns dos outros? Então, o diabo, através dos seus emissários, se
esforçará para reedificá-las. DEUS pretende que o seu povo reconciliado e
redimido viva junto em harmonia e em pureza? Então os poderes do inferno
espalharão entre eles as sementes da discórdia e do pecado. É contra estes
poderes que somos ordenados a guerrear, ou —para ser mais exato— lutar (v.
12). Esta metáfora não é necessariamente incompatível com a do soldado armado
que Paulo passa a desenvolver, como se tivesse “trocado o cenário do campo de
batalha para o ginásio”. Simplesmente quer enfatizar a realidade do nosso
confronto com os poderes do mal, e a terrível realidade do combate corpo a
corpo. A transição abrupta dos “lares pacíficos e dias de saúde” dos parágrafos
anteriores para a malícia hedionda das tramas diabólicas deste parágrafo nos dá
um susto doloroso que é, aliás, essencial. Todos nós gostaríamos de passar a
nossa vida em tranquilidade imperturbável, com os nossos entes queridos em casa
e na comunhão do povo de DEUS. O caminho do escapista, porém, foi eficazmente
bloqueado. Os cristãos têm de enfrentar a perspectiva de um conflito com o
inimigo de DEUS, que também lhes defronta como inimigo. Precisamos aceitar as
implicações desta passagem final da carta de Paulo. “É uma chamada emocionante
para a batalha... Não escutas o clarim e a trombeta?... Estamos sendo despertados,
estamos sendo estimulados, estamos sendo colocados em nossos pés; somos
ordenados a ser homens. O tom inteiro é marcial, é varonil,
é forte”. Além
disso, não haverá qualquer cessação de hostilidades, nem sequer uma trégua ou
cessar-fogo temporário, até o fim da vida, ou da História, quando a paz do céu
será alcançada. Parece claro que Paulo subentende isto ao dizer: Quanto ao
mais... Os melhores manuscritos têm uma expressão que deve ser traduzida
não como introdução à conclusão mas, sim, “a partir de agora” no sentido de
“durante o tempo que resta”. Se isto for correto, o apóstolo está indicando que
todo o período interino entre as duas vindas do Senhor será caracterizado por
conflitos. A paz que DEUS fez através da cruz de CRISTO deve ser experimentada
somente em meio a uma luta sem tréguas contra o mal. E, para ela, a força do
Senhor e a armadura de DEUS são indispensáveis.
1. O inimigo
que enfrentamos (vs. 10- 12)
O conhecimento
total do inimigo e um respeito sadio pelas suas proezas fazem um preliminar
necessário para a vitória na batalha. Semelhantemente, se subestimarmos nosso
inimigo espiritual, não veremos necessidade para a armadura de DEUS, sairemos
despreparados para a batalha, sem armadura alguma senão o nosso frágil esforço,
e seremos rapidamente
derrotados de
modo vergonhoso. Deste modo, entre a chamada para buscarmos a força do Senhor e
revestirmo-nos da armadura de DEUS, de um lado (vs. 10-11), e sua lista
detalhada de nossas armas, do outro lado (vs. 13-20), Paulo nos dá uma
descrição
completa e assustadora das forças organizadas contra nós (v.12). Porque a
nossa luta não é contra o sangue e a carne, escreve, e, sim, contra
os principados e potestades. Noutras palavras, nossa luta não é contra
seres humanos, mas contrainteligências cósmicas; nossos inimigos não são
humanos, mas demoníacos. Os leitores asiáticos de Paulo estavam
bem
familiarizados com este fato. Sem dúvida se lembravam — ou deviam ter ouvido
contar o caso — do incidente dos exorcistas judeus em Éfeso que foram
suficientemente atrevidos para procurarem expulsar os espíritos malignos em
nome de JESUS sem eles mesmos conhecerem o JESUS cujo nome invocavam. Ao invés
de conseguirem o que tentavam, foram
dominados pelo
endemoninhado e fugiram em pânico, desnudos e feridos.
Este tipo de
acontecimento pode ter sido comum. É possível, pois, que os convertidos de
Paulo tenham sido anteriormente diletantes nas ciências ocultas, e depois
tenham feito um fogaréu público dos seus valiosos livros de magia. Um desafio
tão direto às forças do mal não deve ter passado sem resposta.
As forças em
ordem de batalha contra nós têm três características principais.
Em primeiro
lugar, são poderosas. Não sabemos
se principados e potestades se referem a diferentes
categorias na hierarquia do inferno, mas os dois títulos chamam a atenção ao
poder e à autoridade que exercem. Também são chamados de os dominadores
deste mundo tenebroso.
A
palavra kosmokratores era usada na astrologia para os planetas que,
segundo se pensava, controlavam o destino da humanidade; os hinos órficos para
Zeus; nos escritos rabínicos para Nabucodonosor e outros monarcas pagãos; e em
várias inscrições antigas, para o imperador romano. Todos estes usos
exemplificam a noção de um domínio de alcance mundial.
Quando é
aplicada aos poderes do mal, relembra a alegação do diabo de que podia dar a JESUS
“todos os reinos do mundo”, relembra o título de “príncipe deste mundo” que JESUS
lhe atribuiu, e ainda a declaração de João de que “o mundo inteiro jaz no
maligno”. Estes textos não negam a conquista decisiva por nosso Senhor dos
principados e potestades, mas, sim, indica que como usurpadores que são, não
admitiram a derrota nem foram destruídos. Deste modo, continuam a exercer poder
considerável.
Em segundo
lugar, são malignos. O poder propriamente dito é neutro; pode ser bem usado ou
não. Nossos inimigos espirituais, porém, empregam seu poder destrutivamente ao
invés de construtivamente, para o mal e não para o bem. São os
dominadores deste mundo tenebroso. Odeiam a luz, e se retraem diante
dela. As trevas são sua habitação natural; as trevas da falsidade e do pecado.
Também são descritos como sendo as forças espirituais do mal, que
operam nas regiões celestes, ou seja, na esfera da realidade invisível.
São “os agentes secretos do mal” (CIN). Assim, portanto, as trevas e
o mal caracterizam suas ações, e “o aparecimento de CRISTO na terra
foi o sinal para uma explosão sem precedentes da atividade do poder do domínio
das trevas controlado por estes dominadores mundiais”. Se esperamos vencê-los,
temos que ter em mente que não possuem qualquer princípio moral, nem código de
honra, nem sentimentos mais nobres. Não reconhecem nenhuma Convenção de Genebra
para restringir ou parcialmente civilizar as armas de sua guerra. São
totalmente inescrupulosos, e implacáveis na procura de seus desígnios maldosos.
Em terceiro
lugar, são astutos. Paulo escreve aqui das ciladas do diabo (v. 11),
tendo declarado numa carta anterior que “bem sabemos o que está procurando
fazer” (BV) ou “conhecemos bem os planos dele” (BLH).
Quando o diabo
se transforma em anjo de luz, geralmente somos apanhados sem nada suspeitar.
Isto porque raramente ele ataca desta forma, preferindo sempre as trevas à luz.
É um lobo perigoso, mas também entra no rebanho de CRISTO disfarçado de ovelha.
Por vezes ruge como leão, mas muito frequentemente é sutil como a serpente. Não
devemos imaginar, portanto, que a perseguição aberta e a tentação declarada
para pecarmos são as suas únicas armas, ou mesmo as mais comuns que ele tem.
Ele prefere seduzir-nos para entrarmos num meio-termo, e assim lograrmos para
nos levar ao erro. É significante que esta mesma palavra ciladas é
traduzida pela ERAB em 4:14 como astúcia no caso dos falsos mestres
com suas artimanhas. “Como na Guerra Santa de Bunyan”, escreve certo
teólogo, o diabo desenvolve “um dupla política infernal”. Ou seja, “a tática de
intimidação alterna-se com a da insinuação no plano de campanha de Satanás. Ele
faz o papel do valentão bem como o do trapaceiro.
A força e a
fraude constituem a sua ofensiva principal contra o arraial dos santos; ele
reveza os dois métodos:
As ciladas
do diabo tomam muitas formas, mas o seu maior êxito em astúcia é quando
ele consegue persuadir as pessoas de que ele não existe. Negar a sua existência
é expor-nos ainda às suas sutilezas. Certo teólogo expressa seu ponto de vista
sobre esta questão nos seguintes termos: “Estou certo de que uma das principais
causas das más condições da igreja de hoje é o fato de que o diabo está sendo
esquecido. Tudo é atribuído a nós mesmos; todos nós temos chegado a ser por
demais psicológicos em nossas atitudes e em nossos pensamentos. Ignoramos este
grande fato objetivo, a existência do diabo, o adversário, o acusador, com
seus dardos inflamados! Na caracterização que Paulo faz dos poderes
das trevas, no entanto, estes são poderosos, malignos e astutos. Como poderemos
resistir aos assaltos de tais inimigos? É impossível. Somos demasiadamente
fracos e ingênuos. Muitos, porém — senão a grande maioria — dos nossos
fracassos e das nossas derrotas são devidos à nossa insensata autoconfiança
quando descremos ou nos esquecemos quão formidáveis são os nossos inimigos
espirituais. Apenas o poder de DEUS pode defender-nos e livrar-nos da força, da
maldade e da astúcia do diabo. É verdade que os principados e as potestades são
fortes, mas o poder de DEUS é mais forte ainda. Foi o seu poder que ressuscitou
JESUS CRISTO dentre os mortos e o entronizou nas regiões celestes, e que nos
ressuscitou da morte no pecado e nos entronizou com
CRISTO. É
verdade que é naqueles mesmos lugares celestes, naquele mesmo mundo invisível,
que os principados e as potestades estão operando (v. 12). Foram, no entanto,
derrotados na cruz e agora estão debaixo dos pés de CRISTO e dos nossos. Assim
sendo, o mundo invisível em que eles nos atacam e nós nos defendemos é o
próprio mundo em que CRISTO reina
sobre eles e
nós reinamos com CRISTO. Quando Paulo nos conclama a fazer uso do poder, da
força e da fortaleza do Senhor JESUS (v. 10), usa exatamente o mesmo trio de
palavras que usou em 1:19 (dynamis, kratos e ischus) com relação
à obra de DEUS em ressuscitar JESUS dentre os mortos.
Duas exortações
ficam lado a lado. A primeira é geral: Sede fortalecidos no Senhor e na
força do seu poder (v. 10). A segunda é mais específica: Revesti-vos
de toda a armadura de DEUS, para poderes ficar firmes contra as ciladas do
diabo (v. 11). Os dois mandamentos são exemplos destacados do ensino
equilibrado das Escrituras. Alguns cristãos são tão autoconfiantes que imaginam
que podem defender-se sozinhos sem a força e a armadura do Senhor. Outros estão
tão desconfiados de si mesmo
que imaginam
que nada têm para contribuir para a vitória na guerra espiritual. Ambos os
tipos estão enganados. Paulo expressa uma combinação apropriada de capacitação
divina e cooperação humana. O poder realmente é do Senhor, e sem a força
do seu poder falharemos e cairemos mas, mesmo assim, precisamos ser
fortalecidos nele e na sua força. O verbo,
pois, é um
presente passivo que pode também ser traduzido “fortalecei-vos no Senhor” (BJ e
ERC).
É a mesma
construção de 2 Timóteo onde Paulo exorta Timóteo: “fortifica-te na graça que
está em CRISTO JESUS”. Semelhantemente, a armadura é de DEUS e, sem ela,
ficaremos fatalmente desprotegidos e expostos, mas de nossa parte há a
necessidade de lançar mão dela e vesti-la. E realmente, devemos assim fazer,
peça por peça, conforme o apóstolo passa a explicar nos versículos 13 a 17.
2. Os
principados e as potestades
Até esta
altura, tenho tomado por certo que Paulo, com “principados e potestades”
referiu-se a inteligências demoníacas.
Paulo, com esta
expressão, emprestada do pensamento apocalíptico judaico posterior, quis dizer
“forças cósmicas sobrenaturais, uma vasta hierarquia de seres angelicais e
demoníacos que habitavam as estrelas e... eram os árbitros do destino humano”,
escravizando os homens “debaixo de um totalitarismo cósmico”.
“No decorrer
dos séculos, os principados e as potências têm assumido muitos disfarces.
Aterrorizantes e mortíferos são eles, às
vezes se
espalhando pela terra em algum despotismo gigantesco, às vezes estreitados a um
único impulso na mente de um só indivíduo. A luta prossegue, no entanto. Para
os crentes, há a certeza de um conflito até o fim. Há, porém, também a garantia
da vitória!’
O crente com
discernimento as vê em suas verdadeiras proporções como criaturas (seja o
nacionalismo, o estado, o dinheiro, a convenção ou o militarismo) e evita que o
mundo seja deificado. Mais positivamente, a igreja tanto anuncia às potestades
mediante a qualidade e a unidade da sua vida “que o seu domínio ininterrupto
chegou ao fim” quanto trava uma guerra defensiva contra elas a fim de
“manter... sua sedução e sua escravização a uma boa distância”.
As potestades
podem ser despojadas da sua influência tirânica e levadas à sua correta
sujeição a DEUS somente na cruz!’
Paulo estava se
referindo a “seres espirituais que presidem sobre todas as formas e estruturas
de poder operantes na vida corpórea dos homens”. Na realidade, “os inimigos
verdadeiros são as forças espirituais que ficam por detrás de todas as
instituições de governo, e que controlam as vidas dos homens e das nações!’
“Paulo denota
os seres angelicais ou demoníacos que residem nos céus”, embora haja uma
“associação direta entre estes principados e potestades celestes com as
estruturas e as instituições da vida na terra”.
Principados e
potestades celestes se referem a seres sobrenaturais. Não devemos nos
surpreender pelo fato de terem recebido os mesmos nomes e títulos dos
governantes humanos, visto que “pensava-se que tinham uma organização política”
e que são “governantes e funcionários do mundo dos espíritos”.
A interpretação
natural de 1:20-21 não é que DEUS exaltou JESUS acima de todos os governantes e
instituições terrestres, tornando-o “Rei dos reis e Senhor dos Senhores”
(embora também isso seja verdade e este pensamento possa ser incluído), visto
que o âmbito em
que foi
supremamente exaltado é, conforme foi expressamente dito, "nos lugares
celestiais” à direita de DEUS.
A guerra
espiritual do cristão “não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os
principados e potestades”, o que significa: “não contra forças humanas, mas,
sim, contra forças demoníacas”. As alusões aos “dominadores deste mundo
tenebroso” e às “ forças espirituais do mal”, juntamente com a armadura e as
armas necessárias para resistir-lhes, são muito mais apropriadas para poderes
sobrenaturais, especialmente num contexto que duas vezes menciona o diabo (vs.
11 e 16), enquanto que, além disso, há o acréscimo de “nas regiões celestes”.
De fato, as
seis etapas no drama dos principados e potestades — sua criação original, sua
queda subsequente, sua conquista decisiva por CRISTO, o que aprenderem através
da igreja, sua continuada hostilidade, e sua destruição final — todas parecem
aplicar-se mais logicamente a seres sobrenaturais do que a estruturas, a
instituições e a tradições.
Ninguém pode
dizer que o JESUS retratado nos evangelhos não acreditava nos demônios e nos
anjos. Isso poderia ter ocorrido, pois os saduceus não acreditavam. O
exorcismo, no entanto, foi para CRISTO parte integrante do seu ministério de
compaixão, e um dos sinais principais do reino. É registrado, também, que ele
falava sem inibições acerca dos anjos. Se, pois, JESUS CRISTO nosso Senhor
acreditava neles e falava deles, por que ficaremos nós envergonhados de neles
crer? Os apóstolos receberam de JESUS esta crença. Bem à parte das referências
aos principados e às potestades, há numerosas outras alusões aos anjos, feitas
por Paulo, por Pedro e pelo autor de Hebreus.
CRISTO precisou
conquistá-los; para a conquista deles (ver Ef 1:20-22; Cl 2:15; Rm 8:38 e 1
Pe3:22); para aprendizagem
Deles (Ef
3:10); para sua hostilidade (Ef 6:12) e para sua destruição final (1 Co 15:24).
Os principados
e potestades são seres sobrenaturais, pessoais, eles podem usar estruturas,
tradições, instituições etc., para o mal. As potestades, pois, são
malignas, destronizadas, e deve-se lutar contra elas.
3. A armadura
de DEUS (vs. 13-20)
O propósito de
vos revestirdes de toda a armadura de DEUS é para poderdes ficar firmes
contra as ciladas do diabo (v. 11), para que possais resistir no dia
mau, e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.
Estai, pois,
firmes... Esta quádrupla ênfase dada à necessidade de “ficar firme” ou
“resistir” demonstra que o apóstolo se preocupa com a estabilidade cristã.
Cristãos instáveis que não têm os pés firmes em CRISTO são uma presa fácil para
o diabo. E cristãos que tremem como taquaras e canas não podem resistir ao
vento quando os principados e as potestades começam a soprar. Paulo deseja ver
os cristãos tão fortes e estáveis que fiquem firmes até mesmo contra as ciladas
do diabo (v. 11) e até mesmo no dia mau, ou seja: num tempo de pressão
especial. Para tal estabilidade, tanto de caráter como na crise, a armadura de DEUS
é essencial.
A
expressão toda a armadura de DEUS traduz a palavra
grega panoplia, que é “a armadura completa de um soldado pesadamente
armado” (AG) embora “os aspecto divino, mais do que o caráter completo do
equipamento, é que é enfatizado”. A lição é que este equipamento é “feito e fornecido“
por DEUS. No Antigo Testamento, é o próprio DEUS que é retratado como um
guerreiro lutando para vindicar o seu povo: “Vestiu-se de justiça, como de uma
couraça, e pôs o capacete da salvação na cabeça!’ Até hoje as armas e a armadura
continuam sendo dele, mas agora as compartilha conosco. Temos de vestir a
armadura, pegar em armas, e ir à guerra contra as potestades do mal.
Paulo alista em
detalhes as seis peças principais do equipamento do soldado — o cinto (com a
túnica), a couraça, as botas, o escudo, o capacete, e a espada e por fim a
Oração.
SUBSÍDIOS DA
LIÇÃO 13 - CPAD - 2º TRIMESTRE DE 2020
SÍNTESE DO
TÓPICO I - A vitória contra o mal somente é possível por meio do fortalecimento
do crente no poder do Senhor.
SÍNTESE DO
TÓPICO II - O crente precisa conhecer o seu campo de batalha espiritual para
que possa guerrear contra o Inimigo e receber a vitória.
SÍNTESE DO
TÓPICO III - As armas ao nosso dispor são indispensáveis para resistirmos aos
ataques das trevas e permanecermos inabalável.
SUBSÍDIO
DIDÁTICO-PEDAGÓGICO TOP1
“A exortação apostólica: ‘fortalecei-vos no
Senhor e na força do seu poder’ (Ef 6.10) diz que os crentes devem buscar essa
força não neles mesmos, mas no Senhor JESUS; por essa razão, o apóstolo Paulo
emprega o verbo grego na voz passiva, endynamosthe, ‘sede dotados de força em,
sede fortalecidos’, do verbo endynamoo, ‘fortalecer em’. Esse poder não vem de
nós mesmos, mas de uma força externa, do próprio DEUS, JESUS disse: ‘sem mim
nada podereis fazer’ (Jo 15.5). A combinação pleonástica, ‘força do seu poder’,
dá mais relevo ao pensamento, uma expressão que Paulo já havia usado na
epístola (1.19). Ele está falando sobre força e poder no campo espiritual, não
sobre força física (2 Co 10.4). O Senhor JESUS capacitou os cristãos, pelo
ESPÍRITO SANTO, para vencer todo o mal e toda a tentação interna, os desejos da
carne, e toda a tentação externa, tudo aquilo que vem diretamente do poder das
trevas. Essa capacitação envolve o discernimento para compreender as astúcias
malignas (2 Co 2.11) e também o poder sobre os demônios (Lc 10.17,19)” (SOARES,
Esequias; SOARES, Daniele. Batalha Espiritual: O Povo de DEUS e a Guerra Contra
as Potestades do Mal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.29).
SUBSÍDIO
BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP2
“O apóstolo Paulo emprega skotos para se
referir ao reino satânico. Ele especifica os principais agentes no reino das
trevas e conclui dizendo que eles formam ‘as hostes espirituais da maldade’ (Ef
6.12). Essa expressão refere-se aos ‘espíritos malignos’, um termo presente no
pensamento judaico e também no Novo Testamento. Essas hostes são comandantes do
exército de Satanás: principado, potestades e dominadores deste mundo
tenebroso, contra quem temos de lutar fortalecidos no Senhor e na força do seu
poder e revestidos da armadura completa de DEUS (Ef 6.10,11).
A expressão ‘lugares celestiais’ ou ‘regiões celestiais’ no presente contexto
nos chama atenção, pois parece indicar o céu o lugar onde CRISTO habita, a
morada dos crentes. No entanto, o apóstolo escreve: ‘contra as hostes
espirituais da maldade, nos lugares celestiais’, termo que aparece cinco vezes
em Efésios e em nenhum outro lugar no Novo Testamento (1.3,20; 2.6; 3.10;
6.12). No mundo antigo, as pessoas acreditavam que o céu tinha diferentes
níveis ocupados por uma diversidade de seres espirituais. No nível mais
elevado, habitava DEUS com os seres mais puros. Ou seja, as ‘regiões
celestiais’ podem significar onde DEUS está ou onde estão os poderes
espirituais. O sentido dessas palavras depende do contexto onde elas aparecem”
(SOARES, Esequias; SOARES, Daniele. Batalha Espiritual: O Povo de DEUS e a
Guerra Contra as Potestades do Mal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp.
33,34).
SUBSÍDIO
PEDAGÓGICO TOP3
Professor(a), reproduza no quadro o esquema
abaixo. Leia o texto bíblico com os alunos e apresente as partes da armadura e
sua função. Explique que a imagem que o apóstolo utiliza é a de uma vestimenta
militar romana. Reforce o fato de que a armadura espiritual é indispensável ao
crente na luta diária contra as muitas ciladas do Inimigo.
PARA REFLETIR -
A respeito de “A Batalha Espiritual e as Armas do Crente”, responda:
O que a expressão “fortalecei-vos no Senhor”
indica? A expressão na forma passiva “fortalecei-vos no Senhor” (6.10a) indica
que não temos poder em nós mesmos.
O que significa a expressão “ciladas do diabo” (6.11)? A expressão “ciladas do
diabo” (6.11) indica as “armadilhas” articuladas perversamente pelo reino das
trevas.
Como Paulo identifica as forças do mal que marcham contra a Igreja? Paulo
identifica as forças do mal que marcham contra a Igreja como “principados,
potestades, príncipes das trevas deste século e hostes espirituais da maldade”
(6.12).
O que traduz a expressão “toda a armadura”? A expressão “toda a armadura”
traduz o termo grego panóplia que significa “a armadura completa de um soldado
fortemente armado” (6.11,13).
Que tipo de arma é “a espada do ESPÍRITO”? “A espada do ESPÍRITO” (6.17), a
única arma disponível tanto para a defesa quanto para o ataque.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Lição 13:Vencendo a guerra espiritual. Efésios 6.10 a 24
REVISTA EBD PECC (PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ CONTINUADA)
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é
igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Efésios 6.10 a 24 há 15 versos. Sugerimos começar a aula lendo,
com os alunos, Efésios 6.10-24 (5 a 7 min). A revista funciona como guia de
estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia.
Na primeira parte do capítulo 6 de Efésios, Paulo realiza ensinos
específicos a grupos de pessoas da igreja: filhos, patrões, servos. A partir do
versículo 10 desse texto, ele dirige-se a todos, dizendo inicialmente: “Sede
fortalecidos no Senhor”. Essa frase, que na língua portuguesa é imperativa, no
grego está na voz passiva; ou seja, indica que o sujeito está sofrendo a ação,
e o verbo faz o papel de sujeito. Os crentes efésios, os quais são o sujeito
nessa construção em apreço, sofrem a ação de serem fortalecidos pelo Senhor e
pela força do seu poder, que é o que o verbo indica. Dessa forma, a força que
lhes era necessária na guerra espiritual, à qual enfrentavam, não podia ser
gerada por homens, mas pelo Senhor.
pecadorconfesso@hotmail.com
OBJETIVOS
Compreender a realidade da batalha espiritual
Reconhecer o campo de batalha espiritual e as forças que atuam
sobre ele.
Conhecer as armas espirituais dadas por DEUS.
PARA COMEÇAR A AULA
Evidencie, nesta aula, que o mundo espiritual é real. Logo, vivemos
uma guerra diuturna; e nesta, só obteremos vitória mediante uma armadura
disponibilizada por DEUS, como afirma o versículo 13: “Tomai toda a armadura de
DEUS”. Expressões como: “ficar de pé” e “resistir”, no texto, são consequências
desta afirmação que está no versículo 13: “depois de terdes vencido tudo”, o
que significa ter se revestido completamente da armadura que DEUS disponibiliza
a nós. Boa aula!
LEITURA ADICIONAL
Paulo encerra suas exortações descrevendo a situação atual dos
cristãos: em vista de ataques diabólicos externos e internos, cabe alcançar uma
postura firme em CRISTO. Para isso, o Senhor coloca à disposição de Sua Igreja
a armadura completa da fé: a obra de DEUS em JESUS CRISTO protege os crentes de
forma cabal. Somente sua fidelidade, justiça e salvação, de fato, tornam viável
que se possa perseverar diante da realidade do mal que se mostra superpoderoso.
Essa proteção deve ser vestida e utilizada pela fé. Na verdade, a linguagem
figurada “bélica” aponta, com razão, para a seriedade do confronto. No entanto,
o que é transmitido nessa peleja é o Evangelho da paz. Nela se luta com a
palavra de DEUS como espada do ESPÍRITO. Essa palavra é a “palavra da verdade”,
o “Evangelho da redenção” (Ef 1.13), que abre o “acesso ao PAI” (Ef 2.18). A
despeito de todas as resistências, a poderosa palavra do Evangelho continuará
sendo disseminada. Isso deve ser fomentado pela perseverante intercessão dos
leitores em favor de seu apóstolo. Livro: Carta aos Efésios, Filipenses e
Colossenses: Comentário Esperança
(Eberhard Hahn, Werner de Boor, Esperança, 2006, Pg. 86).
Texto Áureo
“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu
poder” Ef 6.10
Leitura Bíblica Com Todos - Efésios 6.10-24
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Leitura Bíblica com Todos
Efésios 6.10–24 (ARA)
10 Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do
seu poder.
11 Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para poderdes ficar firmes
contra as ciladas do diabo;
12 porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os
principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra
as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
13 Portanto, tomai toda a armadura de DEUS, para que possais resistir no
dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.
14 Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo a couraça da
justiça.
15 Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;
16 embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os
dardos inflamados do Maligno.
17 Tomai também o capacete da salvação e a espada do ESPÍRITO, que é a
palavra de DEUS;
18 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no ESPÍRITO e para isso
vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos
19 e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a
palavra, para com intrepidez fazer conhecido o mistério do evangelho,
20 pelo qual sou embaixador em cadeias, para que em CRISTO eu seja ousado
para falar como me cumpre fazê-lo.
21 Ora, para que vós também possais saber dos meus negócios e o que faço,
Tíquico, irmão amado e fiel ministro no Senhor, vos informará de tudo.
22 Foi para isso que eu vo-lo enviei, para que saibais a nosso respeito e
ele console o vosso coração.
23 Paz seja com os irmãos e amor com fé, da parte de DEUS PAI e do Senhor JESUS
CRISTO.
24 A graça seja com todos os que amam sinceramente a nosso Senhor JESUS CRISTO.
EFÉSIOS 6.10-24
CONTEXTO GERAL
A carta aos Efésios encerra-se com um chamado à vigilância
espiritual. Paulo exorta os cristãos a se revestirem de toda a armadura de DEUS
para resistirem no dia mau. Esse trecho é profundamente teológico, pois revela
a realidade invisível da guerra espiritual e a suficiência da graça de DEUS
para a batalha.
I. FORTALECIDOS NO SENHOR (v.10)
"Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu
poder."
Palavra-chave:
Fortalecidos (Gr. endunamousthe) – verbo no presente
passivo imperativo, que implica ação contínua recebida de uma fonte externa, ou
seja, a força vem do Senhor, não de nós mesmos.
Poder (Gr. kratos) – poder manifestado, força que se
exerce com eficácia (cf. Ef 1.19).
Referência teológica:
John Stott comenta que "não podemos enfrentar as forças das
trevas sem o poder de CRISTO que já venceu na cruz" (The Message of
Ephesians, 1979).
II. A ARMADURA DE DEUS (v.11-17)
“Revesti-vos de toda a armadura de DEUS...”
Expressões gregas relevantes:
Revesti-vos (Gr. endyō) – usado para colocar uma
vestimenta; ideia de ação intencional.
Armadura (Gr. panoplía) – conjunto completo de armamento
de um soldado romano.
Componentes:
Cinturão da verdade (aletheia): integridade, firmeza contra o
engano.
Couraça da justiça (dikaiosynē): justiça imputada e vivida.
Calçados da paz (hetoimasia tou euangeliou): prontidão para
anunciar o evangelho.
Escudo da fé (thureos): defesa contra os dardos inflamados (belē)
do maligno.
Capacete da salvação (perikephalaia): proteção da mente pela
certeza da salvação.
Espada do ESPÍRITO (machaira tou pneumatos): a Palavra de DEUS
como arma ofensiva.
Teologia prática:
A armadura representa CRISTO. Revestir-se dela é revestir-se de CRISTO
(Rm 13.14). Não se trata de misticismo, mas de viver segundo o Evangelho.
III. ORANDO EM TODO TEMPO (v.18-20)
“Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no ESPÍRITO...”
Palavra-chave:
Orando (Gr. proseuchomenoi) – presente particípio,
expressa constância na oração.
No ESPÍRITO – oração conforme a vontade e direção do ESPÍRITO SANTO
(Rm 8.26-27).
Comentário:
Calvino ressalta: “A oração é o elo que ativa e sustenta toda a
armadura espiritual.” (Comentários sobre Efésios).
Paulo pede intercessão, demonstrando humildade e dependência da
oração da Igreja (v.19).
IV. TÍQUICO, O AMADO IRMÃO (v.21-22)
Tíquico é um exemplo de cooperador fiel, portador da carta, modelo
de encorajamento pastoral.
V. A BÊNÇÃO FINAL (v.23-24)
“A paz seja com os irmãos, e amor com fé da parte de DEUS PAI e do
Senhor JESUS CRISTO.”
Destaques:
Paz (Gr. eirēnē) – mais que ausência de conflito, é
plenitude e reconciliação com DEUS.
Graça com todos os que amam a CRISTO com amor
incorruptível (v.24): expressão singular (aphtharsia) – amor puro, eterno,
sem corrupção.
APLICAÇÃO PESSOAL
Disciplina Espiritual: Nossa luta é espiritual; precisamos nos
revestir da verdade e viver pela fé.
Constância na oração: A oração não é um apêndice, mas a respiração
da vida cristã.
Amor incorruptível: Nosso amor por CRISTO deve ser sincero e
permanente.
TABELA EXPOSITIVA: EFÉSIOS 6.10-24
|
Versículo |
Tema |
Palavra Grega |
Aplicação Espiritual |
|
6.10 |
Fortalecimento espiritual |
endunamousthe |
A força vem do Senhor, não de nós mesmos |
|
6.11-13 |
Armadura de DEUS |
panoplía |
Lutar firmes contra o diabo com armas espirituais |
|
6.14-17 |
Componentes da armadura |
aletheia, dikaiosynē, pneuma |
Cada parte da armadura representa uma virtude cristã |
|
6.18-20 |
Oração no ESPÍRITO |
proseuchē, pneumati |
Perseverança em oração e intercessão mútua |
|
6.21-22 |
Envio de Tíquico |
diakonos |
A importância do serviço fiel no Reino |
|
6.23-24 |
Bênção apostólica |
eirēnē, aphtharsia |
Amor e fé como fundamentos da comunhão cristã |
Verdade Prática
Numa guerra espiritual, só vence quem está revestido da Palavra de DEUS
e do ESPÍRITO SANTO.
INTRODUÇÃO
I- O PREPARO PARA A BATALHA 6.10
1- O poder para vencer a guerra 6.10
2- Não subestimar o inimigo 2Co 2.11
3- Não superestimar o inimigo Tg 4.7
II- O CAMPO DE BATALHA ESPIRITUAL 6.11-12
1- As ciladas do diabo 6.11
2- A came e o sangue 6.12
3- Principados e potestades 6.12b
III- AS ARMAS ESPIRITUAIS QUE PRECISAMOS 6.13-24
1- Toda a armadura de DEUS 6.13
2- As armas de defesa 6.14-16
3- Única arma de ataque e defesa 6.17-18
APLICAÇÃO PESSOAL
DINAMICA EXTRA
Comentário de Hubner Braz
DINÂMICA: "Vestindo-se para a Guerra"
Objetivo:
Levar os alunos a compreenderem, de forma prática e simbólica, a
importância de estar revestido com toda a armadura de DEUS para
vencer as batalhas espirituais.
Materiais:
Peças representativas da armadura (pode ser simbólico ou recortes
de papel): capacete, couraça, cinto, escudo, espada, sandálias.
Versículos de Efésios 6.10-18 impressos separadamente.
Etiquetas ou crachás com os nomes das partes da armadura.
Cartolina ou quadro com uma figura de um guerreiro/desenhada ou
impressa em tamanho médio.
Fita adesiva.
Tempo estimado: 15–20 minutos
Passo a Passo:
1. Introdução (2 minutos)
Apresente o tema: "Estamos em guerra!" – não
contra pessoas, mas contra forças espirituais (Ef 6.12). E DEUS nos oferece uma
armadura completa para resistirmos no dia mau.
2. Montagem da Armadura (10 minutos)
Coloque a figura do guerreiro no centro (quadro ou parede).
Distribua entre os alunos os itens da armadura com seus
respectivos versículos (Ef 6.13-17):
Cinto da verdade
Couraça da justiça
Sandálias da preparação do evangelho da paz
Escudo da fé
Capacete da salvação
Espada do ESPÍRITO (que é a Palavra de DEUS)
Cada aluno que tiver um item:
Lê o versículo.
Explica com suas palavras por que essa parte da armadura é
essencial.
Cola a peça correspondente no guerreiro.
3. Aplicação Espiritual (5 minutos)
Explique que:
A armadura é espiritual, não visível.
Cada peça representa uma atitude, valor ou prática espiritual:
Verdade combate as mentiras do diabo.
Justiça protege nosso coração e caráter.
Evangelho da paz prepara-nos para avançar com firmeza.
Fé apaga os dardos inflamados do inimigo.
Salvação protege nossa mente contra dúvidas e acusações.
Palavra de DEUS é nossa única arma ofensiva.
A oração (v.18) é o oxigênio da batalha —
precisamos orar em todo tempo no ESPÍRITO.
Reflexão Final:
Faça um pequeno apelo:
"Você tem se vestido dessa armadura diariamente? Em que áreas
você precisa se fortalecer? Lembre-se: não lutamos sozinhos. DEUS está conosco
na batalha."
Conclusão:
Distribua uma pequena lembrança com a frase:
“Revesti-vos de toda a armadura de DEUS” (Ef 6.11)
Ou ofereça um marcador de Bíblia com a armadura desenhada (posso
montar se desejar).
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INTRODUÇÃO
A caminhada terrena da Igreja, certamente, comporta muitas bênçãos,
mas cada cristão deve estar consciente de que também vive em um campo de
batalhas espirituais. Essa luta é contínua e nela não existe acordo de paz,
pois sempre será travada entre os que estão debaixo do princípio da autoridade
de DEUS, e os que estão sob o princípio da rebelião de Satanás.
I- O PREPARO PARA A BATALHA (6. 10)
Para ser um vencedor nessa guerra espiritual o cristão precisa
assumir três importantes posturas:
1- O poder para vencer a guerra (6.10) Quanto ao mais, sede
fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.
Se a guerra é de caráter espiritual, não poderemos entrar em
combate usando armas materiais. A expressão “sede fortalecida” significa
“tornar-se forte” e é uma convocação dos crentes a buscarem o revestimento de
poder espiritual. Paulo quer dizer que ao nos revestirmos desse poder, nos
tornamos poderosos diante do inimigo. Em 2 Coríntios 10.4, Paulo afirma
que “as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em DEUS para
destruição das fortalezas”. Não estamos enfrentando um inimigo convencional.
Enfrentamos o mesmo adversário que se levantou contra a autoridade de DEUS nos
céus e que atuou contra CRISTO desde Sua encarnação até Sua crucificação. Seus
métodos são os mesmos usados contra JESUS durante a tentação no deserto. Por
essa razão, apenas revestidos do poder de DEUS podemos fazer frente a esse
adversário. A Bíblia nos adverte a vigiar, pois o diabo anda ao redor como um
leão, buscando a quem devorar. No entanto, podemos confiar que DEUS não
permitirá que sejamos tentados além das nossas forças, mas sempre proverá o
livramento necessário (1Pe 5.8-9; 1Co 10.13).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
O preparo para a batalha espiritual
Texto-chave:
“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu
poder.” (Ef 6.10)
ANÁLISE DAS PALAVRAS GREGAS
“Sede fortalecidos” – grego: ἐνδυναμοῦσθε (endunamoûsthe)
Verbo passivo no imperativo presente: significa "tornar-se poderoso",
mas implica que a força vem de fora do indivíduo, ou seja, do Senhor.
É um chamado contínuo a depender da fonte de poder divina, não da força humana.
“No Senhor” – grego: ἐν κυρίῳ (en kyríō)
Indica a esfera da força espiritual, ou seja, a unidade com CRISTO.
Estar "no Senhor" é viver em plena comunhão com Ele, de modo que Sua
força flua por meio do crente.
“Na força do seu poder” – grego: ἐν τῷ κράτει τῆς ἰσχύος
αὐτοῦ
krátos – poder que se manifesta com eficácia (força ativa e
visível);
ischýs – capacidade ou vigor interno.
Juntas, essas expressões indicam que a eficácia do poder de DEUS é
ativa e se mostra em quem nele confia.
REFERÊNCIAS ACADÊMICAS CRISTÃS
John Stott, em A Mensagem de Efésios (ABU Editora),
comenta:
“É na união com o Senhor que os cristãos são fortalecidos, pois a batalha
espiritual jamais poderá ser vencida com esforços humanos. Toda vitória começa
na dependência da força que Ele provê.”
Andrew Lincoln, no Word Bíblica Commentary, afirma:
“O chamado de Paulo é para que os crentes estejam conscientes de sua
fragilidade pessoal e vivam baseados na força sobrenatural que emana de sua
união com CRISTO.”
Gordon Fee, em A Epístola aos Efésios (Zondervan),
reforça:
“A tensão escatológica entre o já e o ainda não exige vigilância constante e um
viver robusto na fé, sempre firmado no poder de DEUS e não na própria
performance.”
APLICAÇÃO PESSOAL
Reconhecer nossa insuficiência humana: A guerra espiritual que
travamos não pode ser vencida com carisma, intelecto ou experiência. Só com a
força do Senhor (cf. Zc 4.6).
Buscar comunhão contínua com CRISTO: Estar “no Senhor”
exige vida devocional ativa, estudo da Palavra e oração.
Revestir-se diariamente: Assim como um soldado não entra em combate
sem armadura, o cristão precisa se fortalecer a cada dia antes de enfrentar os
desafios espirituais.
TABELA EXPOSITIVA – EFÉSIOS 6.10
|
Elemento do Verso |
Palavra Grega |
Sentido Bíblico |
Aplicação Prática |
|
“Sede fortalecidos” |
endunamoûsthe |
Ser capacitado externamente pelo poder de DEUS |
Depender da força divina, não da nossa própria |
|
“No Senhor” |
en kyríō |
Vivendo em união com CRISTO |
Manter comunhão diária com CRISTO |
|
“Na força do seu poder” |
krátos e ischýs |
Poder eficaz e força ativa de DEUS |
Confiar que o poder de DEUS se manifesta em nós |
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
Efésios 6.10 é um chamado à realidade espiritual: o mundo está
em guerra e o povo de DEUS está na linha de frente. A vitória, porém, não
depende da força do braço, mas da vida no ESPÍRITO e da confiança plena no
poder de DEUS. Como soldados do Reino, não podemos lutar desarmados nem
confiando em métodos humanos — nossa força vem do Senhor.
“Não por força nem por poder, mas pelo meu ESPÍRITO, diz o Senhor
dos Exércitos.” – Zacarias 4.6
2- Não subestimar o inimigo (2Co 2.11) Para que Satanás não
alcance vantagem sobre nós, pois não ignoramos os desígnios.
É um grande erro negar a existência de um inimigo que peleja contra
nós no mundo espiritual. Muitos acusam a Igreja de ter criado a figura do Diabo
e do inferno, enquanto outros acreditam que o Diabo não passa de uma lenda ou
conto. No entanto, essa negação não altera a realidade espiritual. Satanás não
faz nenhuma questão de que o homem creia na sua existência, pois, assim, poderá
fazer o seu trabalho sem ser percebido. Satanás está solto e ativo em meio à
humanidade, mas a cegueira espiritual não permite que muitos percebam como ele
destrói a alma, a fé e a família. Em 2 Coríntios 11.14, Paulo diz:
“E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.”
3- Não superestimar o inimigo (Tg 4.7) Sujeitai-vos, portanto,
a DEUS; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Um cristão esclarecido sabe que Satanás está em plena atividade
neste mundo. Mas também sabe que esse ser maligno é limitado. Há pessoas que
tratam o diabo como um ser onipotente e onipresente. Acham que ele pode fazer
tudo o que quer e o enxergam em tudo e em todo lugar. Satanás é o agente do mal
e da tentação no mundo, mas há cristãos que exageram na dose ao colocarem
Satanás como o responsável de tudo de ruim que acontece no mundo. Assim,
terminam transferindo ao inimigo suas responsabilidades pessoais e se vendo
como vítimas. Ninguém é possuído por um espírito de adultério porque adultério
não é um espírito maligno, mas uma obra da carne que requer arrependimento.
Quem está traindo sabe o que está fazendo e é responsável pelo seu ato, e não
apenas vítima do inimigo.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
2 – Não subestimar o inimigo (2 Co 2.11)
“Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não
ignoramos os seus desígnios.”
Análise da Palavra Grega
“Desígnios” – νοήματα (noēmata)
De noeō, “pensar, planejar, maquinar”. Refere-se às intenções ou
esquemas mentais. Satanás possui estratégias calculadas para enganar, dividir,
seduzir e destruir.
“Alcance vantagem” – πλεονεκτήσῃ (pleonektēsē)
Deriva de pleonekteō – “explorar, tirar proveito”. A ideia
é: “não permitir que ele leve vantagem sobre nós ou nos engane.”
Comentário Teológico
O apóstolo Paulo alerta à igreja em Corinto sobre os perigos
espirituais oriundos da atuação sutil do inimigo. Ele não é uma invenção
mitológica: é um ser real e inteligente que busca “tirar vantagem” (pleonektēsē)
dos desavisados, especialmente por meio de falta de perdão, divisões e
ignorância espiritual (2 Co 2.10, contexto imediato). Negar sua existência
ou sua atividade é uma brecha perigosa que dá vantagem a ele. Como
aponta Wayne Grudem, em Teologia Sistemática (Vida Nova):
“Negar a realidade da atuação demoníaca é negligenciar um
componente essencial da cosmovisão do Novo Testamento.”
Aplicação Pessoal
Muitos são enganados porque:
Acham que tudo é natural, e não há guerra espiritual.
Ignoram que Satanás pode agir dentro de contextos religiosos,
parecendo “anjo de luz” (2 Co 11.14).
Relaxam na vigilância espiritual, negligenciando a oração, a
comunhão com a Palavra e o discernimento do ESPÍRITO.
3 – Não superestimar o inimigo (Tg 4.7)
“Sujeitai-vos, portanto, a DEUS; mas resisti ao diabo, e ele fugirá
de vós.”
Análise da Palavra Grega
“Sujeitai-vos” – ὑποτάγητε (hypotágēte)
Do verbo hypotássō, que significa “colocar-se sob ordem”.
Implica humilde submissão à autoridade divina, condição indispensável para
vencer.
“Resisti” – ἀντίστητε (antístēte)
“Ficar firme contra, opor-se com firmeza”. Trata-se de uma resistência
ativa, consciente, fundamentada na autoridade e proteção de DEUS.
“Fugirá” – φεύξεται (pheúxetai)
Significa literalmente “fugir, escapar rapidamente”. É uma
promessa: quando nos submetemos a DEUS, Satanás não permanece.
Comentário Teológico
Tiago apresenta o equilíbrio perfeito:
Submissão a DEUS é o ponto de partida. A resistência ao diabo
não é baseada em gritos, rituais ou autoconfiança, mas na vida rendida ao
Senhor.
Resistência é atitude ativa, firme, fundamentada na verdade
(Ef 6.14), oração (Ef 6.18) e na Palavra de DEUS (Mt 4.1-11).
O teólogo Craig Blomberg, em seu comentário de Tiago (NAC),
escreve:
“A chave da vitória espiritual não está na obsessão com o inimigo,
mas na obediência contínua ao Senhor e na confiança no seu poder libertador.”
Aplicação Pessoal
A luta espiritual não deve gerar paranoia,
mas dependência de DEUS.
O cristão não deve usar Satanás como desculpa para
pecar ou para se isentar da responsabilidade moral.
A autoridade para resistir não está em nós, mas na submissão
ao Senhor e no uso da armadura de DEUS (Ef 6.11-13).
TABELA EXPOSITIVA COMPARATIVA
|
Verso Bíblico |
Palavra-Chave Grega |
Ensinamento Central |
Aplicação Prática |
|
2 Co 2.11 |
noēmata (desígnios) |
Satanás tem estratégias sutis e reais |
Não ignore o inimigo; vigie espiritualmente |
|
|
pleonektēsē (tirar vantagem) |
Ele busca explorar nossas fraquezas |
Identifique brechas e feche-as com oração |
|
Tg 4.7 |
hypotágēte (sujeitai-vos) |
Submissão a DEUS é base da resistência |
Renda-se ao senhorio de CRISTO |
|
|
antístēte (resisti) |
Resistência ativa no poder de DEUS |
Oponha-se com firmeza, baseado na Palavra |
|
|
pheúxetai (fugirá) |
Vitória garantida pela submissão a DEUS |
A autoridade sobre o mal está no Senhor |
Conclusão Teológica
O equilíbrio bíblico entre
não subestimar nem superestimar o inimigo é essencial para
a maturidade espiritual. A vitória não vem da negação do inimigo, nem do medo
dele, mas da plena sujeição a DEUS e da confiança em Seu poder.
“Maior é o que está em vós do que o que está no mundo.” – 1 João
4.4
II- O CAMPO DE BATALHA ESPIRITUAL (6.11-12)
Quem quer vencer uma guerra, deve conhecer o campo de batalha. Se
um exército consegue descobrir os planos e as estratégias do adversário, já dá
um bom passo para a vitória.
1- As ciladas do diabo (6.11) Revesti-vos de toda a armadura de DEUS,
para poderes ficar firmes contra as ciladas do diabo.
“Ciladas” é a tradução do termo grego methodeia e
significa “astúcias”, “planos”, “esquemas”. Os militares chamam isso de
estratégias de combate. Sempre que o Novo Testamento aplica essa palavra a
Satanás, está a se referir aos seus desígnios malignos e destrutivos. Ele usa
ciladas, armadilhas e todo tipo de malícia a fim de alcançar seus
maléficos objetivos.
O diabo é um ser real e comanda todas as forças do mal, mas
geralmente não se apresenta como realmente é. Ele é o rei do disfarce e da
camuflagem. Satanás não gosta nem um pouco do retrato que lhe é dado pela
cultura popular como aquele personagem com chifres, rabo de dragão e um
tridente nas mãos. Ele prefere que as pessoas sequer acreditem na sua
existência. Age de forma sorrateira e prefere o anonimato.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
1 – As ciladas do diabo (Ef 6.11)
“Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para poderes ficar firmes
contra as ciladas do diabo.”
Análise da Palavra Grega
“Revesti-vos” – ἐνδύσασθε (endúsasthe)
Verbo no imperativo aoristo médio, do grego endýō, que
significa “vestir-se com uma roupa para proteção”. A ênfase está
na ação deliberada e pessoal de se preparar espiritualmente. Assim
como o soldado romano não podia sair para a guerra sem sua armadura, o
cristão não pode viver sem o revestimento de DEUS.
“Armadura” – πανοπλία (panoplía)
De pan- (todo) + hoplon (arma), significa
literalmente “conjunto completo de armamentos”. É a mesma palavra usada em
Lucas 11.22 para descrever a armadura de um homem forte. Refere-se
à provisão total de DEUS para a batalha espiritual.
“Ciladas” – μεθοδείας (methodéias)
De meta (através de) + hodos (caminho), traduz-se
como “estratagemas, esquemas astutos, enganações sistemáticas”. Refere-se
à habilidade de Satanás de atacar por meios ocultos, manipuladores, e não
óbvios. A ideia é de um plano estruturado para destruir ou enganar.
Comentário Teológico
Paulo usa linguagem militar para descrever a necessidade
de preparo espiritual dos crentes. O uso da palavra panoplía mostra
que não podemos escolher quais peças da armadura usar – devemos
vestir toda ela. O combate não é físico, mas espiritual (cf. v.12), e
o inimigo usa métodos inteligentes e malignos (methodeia) que não podem ser
enfrentados com recursos humanos ou carnais (cf. 2 Co 10.4).
Como escreve John Stott, em seu comentário sobre Efésios:
“O diabo é um estrategista. Ele não se mostra como é. Seus ataques
não são aleatórios, mas bem planejados. O cristão precisa conhecer suas ciladas
para não cair nelas.”
A luta cristã se trava em um teatro de guerra invisível, mas
real. Satanás age por trás de filosofias, sistemas religiosos distorcidos,
tentações morais e divisões dentro da igreja, sempre
buscando desestabilizar a fé, minar a obediência e gerar desconfiança de DEUS.
Aplicação Pessoal
Não subestime a sutileza do inimigo. Satanás raramente se
apresenta de forma direta. Ele atua com sutilezas, meias-verdades e distorções
(cf. Gn 3.1).
Revestir-se da armadura é responsabilidade diária. Não basta
apenas conhecer a Palavra; é preciso aplicá-la em oração, fé e prática
constante.
O cristão não luta para obter vitória, mas a partir da vitória
conquistada por CRISTO (Jo 16.33; Cl 2.15). A armadura é o meio de
permanecer firme nessa posição de vitória.
TABELA EXPOSITIVA
|
Elemento |
Palavra Grega |
Significado |
Implicações Espirituais |
|
Revesti-vos |
endúsasthe |
Vestir-se como com uma armadura |
A ação é pessoal e urgente – exige preparo |
|
Armadura |
panoplía |
Equipamento completo de guerra |
A provisão de DEUS é suficiente e total |
|
Ciladas |
methodeia |
Engano estratégico, astúcia, plano ardiloso |
Satanás não age aleatoriamente, mas com cálculo e disfarce |
Citação de Apoio Acadêmico
F. F. Bruce, em The Epistle to the Ephesians (NICNT),
observa:
“O termo ‘methodeia’ revela que o diabo trabalha mais com persuasão
e ilusão do que com força bruta. Ele é o mestre da propaganda espiritual
enganosa.”
Conclusão
O campo de batalha espiritual é real, ativo e sutil. A vitória
começa com o revestimento da armadura de DEUS, uma expressão da graça de DEUS
operando em nós para fortalecer a nossa posição em CRISTO. Ignorar o
inimigo é negligência; temê-lo em excesso é incredulidade. Mas confiar em CRISTO
e se revestir com responsabilidade é maturidade espiritual.
2- A carne e o sangue (6.12) Porque a nossa luta não é contra
o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os
dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas
regiões celestes.
O apóstolo Paulo quer dar a entender aqui, simplesmente, que a
“natureza humana” está em contraste com os “seres espirituais” que não possuem
matéria. Ele quer dizer que esse combate se dá entre humanos e sobre-humanos,
onde carne e sangue simbolizam a fragilidade humana diante do poder de fogo dos
seres espirituais da maldade. Os humanos, no caso aqui os crentes, só podem
vencer essa guerra se estiverem revestidos do poder que está acima de todos os
poderes no universo; o poder de DEUS.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
2 – A carne e o sangue (Efésios 6.12)
“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra
os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso,
contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.”
Análise das Palavras Gregas
“Luta” – πάλη (palē):
Palavra usada apenas aqui no NT. Refere-se à luta corporal, combate direto,
como numa luta greco-romana. Indica uma batalha pessoal, intensa,
contínua, que exige resistência e contato direto com o inimigo. Não se trata de
um ataque distante, mas um confronto cara a cara com forças
espirituais.
“Sangue e carne” – αἷμα καὶ σάρξ (haima kai sarx):
Uma forma de enfatizar seres humanos frágeis, ou seja, pessoas naturais e
limitadas. Paulo está destacando que o inimigo principal não são pessoas,
mas poderes espirituais invisíveis, o que exige armamento espiritual, não
físico.
“Principados e potestades” – ἀρχάς καὶ ἐξουσίας (archás
kai exousías):
Referência a ordens hierárquicas de anjos caídos, com destaque para a
organização e autoridade que esses seres malignos possuem. O mesmo par aparece
em Ef 1.21 e Cl 2.15, indicando que o reino das trevas é estruturado,
coordenado e perigoso.
“Dominadores deste mundo tenebroso” – κοσμοκράτορας τοῦ
σκότους (kosmokratōras tou skótous):
Palavra composta rara, usada em contextos extrabíblicos para
designar poderes cósmicos, e aqui associada à “escuridão” espiritual.
Designa espíritos que atuam sobre estruturas do mundo corrompido,
influenciando ideologias, sistemas, governos e culturas com valores opostos ao
Reino de DEUS.
“Regiões celestes” – ἐπουρανίοις (epouraniois):
Refere-se às esferas espirituais onde se travam essas batalhas
invisíveis (ver Ef 1.3; 2.6; 3.10). Não significa o céu literal,
mas um espaço espiritual que influencia o mundo natural.
Comentário Teológico
Neste versículo, Paulo amplia a visão da batalha espiritual: o
crente não luta contra pessoas, mas contra forças espirituais organizadas
em hierarquias, operando nos bastidores da realidade. O mundo natural é afetado
por forças sobrenaturais, e a verdadeira oposição à Igreja vem dessas
fontes espirituais, e não de governos, vizinhos, ou até mesmo crentes em
conflito.
Clinton Arnold,
no Commentary on Ephesians, destaca:
“O uso de termos militares e cósmicos aqui mostra que Paulo
compreendia a guerra espiritual como uma realidade universal, com influência
direta nas esferas políticas, religiosas e morais do mundo.”
A batalha é travada “nas regiões celestiais”, onde JESUS já
foi exaltado (Ef 1.20-21), mas onde ainda há atividade demoníaca até
que CRISTO venha estabelecer plenamente Seu Reino.
Aplicação Pessoal
Discernimento espiritual é vital. Devemos aprender a distinguir
entre problemas naturais e ataques espirituais. Há crises na vida, família e
ministério que não se resolvem com inteligência ou força humana, mas com
intercessão e autoridade espiritual.
Não devemos lutar contra as pessoas, mas contra o espírito que atua
por trás das circunstâncias. Muitos relacionamentos são destruídos porque se
perde a consciência de que o verdadeiro inimigo é espiritual (2Tm 2.26).
Devemos nos posicionar espiritualmente com a armadura de DEUS,
pois é a única forma de permanecer firme em meio ao conflito.
TABELA EXPOSITIVA
|
Termo |
Palavra Grega |
Significado |
Implicações Espirituais |
|
Luta |
palē |
Combate corpo a corpo |
Batalha direta, intensa, pessoal |
|
Sangue e carne |
haima kai sarx |
Seres humanos frágeis |
O inimigo não é humano |
|
Principados e potestades |
archás kai exousías |
Hierarquias demoníacas |
Inimigos organizados e com autoridade |
|
Dominadores do mundo |
kosmokratōras tou skótous |
Poderes cósmicos da escuridão |
Influenciam sistemas sociais e políticos |
|
Regiões celestiais |
epouraniois |
Esferas espirituais invisíveis |
Onde a batalha se trava |
Citação Acadêmica
John MacArthur, em seu comentário sobre Efésios:
“Paulo não exagera ao descrever o poder do inimigo. Satanás e seus
exércitos são reais, bem-organizados, e implacáveis. Mas a Igreja está firmada
em CRISTO, que já venceu todas as potestades.”
Conclusão
Efésios 6.12 é um alerta: não podemos vencer a guerra
espiritual com armas carnais nem ignorando o inimigo. Nossa única esperança
está em CRISTO, nossa armadura e nosso Capitão, que já venceu na cruz e
nos deu acesso ao poder de DEUS para resistir firmes até o fim (cf. Ef 6.13).
3- Principados e potestades (6.12b) E sim contra os
principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra
as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
Aqui, o apóstolo Paulo identifica um conglomerado de forças
malignas que marcham contra a Igreja e as chama de principados, potestades,
dominadores deste mundo tenebroso e forças espirituais do mal. Douglas Baptista
discorre sobre três importantes aspectos das forças malignas que lutam contra DEUS
e seu povo:
a) Eles são poderosos. Os títulos “principados e potestades”
indicam poder, primazia e autoridade para agir; “príncipes das trevas” são
líderes de anjos decaídos, que sob o comando do Diabo exercem domínio;
b) Eles são malignos. Esses agentes formam “as hostes espirituais
da maldade”. Refere-se a demônios que empregam seu poder destrutivamente para o
mal;
c) Eles são astutos. São cheios de sutilezas e maquinam a queda da
Igreja.
Podemos perceber que estamos a enfrentar um inimigo terrível, mas a
Igreja sempre prevalecerá porque essa garantia nos dada pelo próprio CRISTO:
“Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”
(Mt 16.18).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
3 – Principados e potestades (Ef 6.12b)
“...e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores
deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões
celestes.” (Ef 6.12b)
Análise das Palavras Gregas
Principados – ἀρχάς (archás):
Deriva de archē, que significa “início”, “governo” ou “autoridade”. No
contexto espiritual, refere-se a espíritos que ocupam posições de comando
no reino das trevas. Possuem jurisdição espiritual sobre territórios, culturas
e estruturas humanas (cf. Dn 10.13; Cl 2.15).
Potestades – ἐξουσίας (exousías):
Denota autoridade delegada ou capacidade de exercer controle. Em termos
demoníacos, aponta para entidades com liberdade operacional, sujeitas à
liderança satânica e que atuam diretamente para executar ordens malignas.
Dominadores deste mundo tenebroso – κοσμοκράτορας τοῦ
σκότους (kosmokratōras tou skótous):
Palavra rara no Novo Testamento. Refere-se a governantes espirituais que
dominam sistemas mundanos com ideologias contrárias a DEUS. São
influências ativas por trás de estruturas sociais, políticas e culturais
corrompidas.
Forças espirituais da maldade – πνευματικὰ τῆς πονηρίας (pneumatiká
tēs ponērías):
Indica seres espirituais (demônios) que operam com natureza perversa e
degenerada, promovendo o pecado, engano e opressão. Estão associadas ao caos
moral e à desordem espiritual.
Regiões celestes – ἐπουρανίοις (epouraniois):
Um termo recorrente em Efésios (1.3, 1.20, 2.6, 3.10), indicando o plano
espiritual invisível onde se trava a guerra entre o Reino de DEUS e as forças
do mal.
Comentário Teológico
O apóstolo Paulo apresenta aqui uma estrutura hierárquica
demoníaca, semelhante à de um exército organizado. As expressões “principados”,
“potestades”, “dominadores” e “forças espirituais” sugerem níveis de
autoridade e funções distintas no reino das trevas,
atuando coletivamente contra a Igreja.
Douglas Baptista, citado corretamente, resume bem as
características dessas entidades:
Elas são poderosas, possuem autoridade e comando.
São malignas, pois suas intenções e ações são contrárias ao
caráter de DEUS.
São astutas, operando com engano, disfarce e sedução.
John Stott, em The
Message of Ephesians, comenta:
“Paulo não está sendo simbólico. Ele está descrevendo uma realidade
invisível e cósmica de guerra espiritual. O cristão não enfrenta apenas
oposição terrena, mas inimigos sobrenaturais com estratégias diabólicas.”
Apesar disso, Paulo não termina a mensagem com medo ou derrota. Ele
destaca que a Igreja, revestida da armadura de DEUS, pode permanecer firme
(v.11) e resistir no dia mau (v.13). A vitória da Igreja não está em sua força
humana, mas na autoridade de CRISTO, já exaltado acima de todo
nome (Ef 1.21-22).
Aplicação Pessoal
Discernimento espiritual é essencial: muitas vezes lutamos contra
as pessoas, mas esquecemos que a verdadeira batalha é contra as forças
espirituais que operam por trás dos conflitos.
O crente não deve subestimar nem superestimar o inimigo. O diabo é
real, organizado e ativo, mas está sujeito à autoridade de CRISTO (Mt
28.18; Cl 2.15).
A vida cristã não é uma zona de conforto, mas um campo de batalha.
Quem está em CRISTO precisa estar alerta, vigilante e firmemente revestido da
armadura espiritual.
A Igreja é vitoriosa, não porque é perfeita, mas porque foi chamada
por CRISTO e é sustentada por Sua graça (Mt 16.18; Rm 8.37-39).
TABELA EXPOSITIVA – Efésios 6.12b
|
Termo |
Palavra Grega |
Significado |
Função Espiritual |
|
Principados |
archás |
Comandantes espirituais |
Exercem liderança estratégica no mundo espiritual |
|
Potestades |
exousías |
Autoridades operacionais |
Executam planos e dominam esferas |
|
Dominadores |
kosmokratōras |
Governantes do mundo das trevas |
Influenciam sistemas mundanos e estruturas sociais |
|
Forças espirituais da maldade |
pneumatika tēs ponērías |
Entidades malignas |
Promovem o pecado, a corrupção moral e espiritual |
|
Regiões celestes |
epouraniois |
Esfera espiritual invisível |
Lugar de conflito entre o Reino de DEUS e o reino das trevas |
Conclusão
Efésios 6.12b revela com clareza que a batalha da Igreja não é
contra homens, mas contra potências espirituais altamente organizadas e
estrategicamente ativas. No entanto, a Igreja do Senhor está firmada em CRISTO,
que já derrotou os poderes do mal na cruz (Cl 2.15). Por isso, revestidos da
armadura de DEUS, permanecemos firmes e vitoriosos.
III- AS ARMAS ESPIRITUAIS QUE PRECISAMOS (6.13-24)
1- Toda a armadura de DEUS (6.13) Portanto, tomei toda a
armadura de DEUS, para que possais resistir no dia mal e, depois de terdes
vencido tudo, permanecer inabaláveis.
Toda batalha tem seu campo de operação e envolve aspectos como: o
lugar de combate; o tipo de inimigo; a estratégia; as armas de defesa e de
ataque. O apóstolo Paulo usa todo o vasto conhecimento que tinha sobre as
campanhas militares dos romanos para discorrer sobre o armamento que precisamos
para enfrentar essa guerra espiritual. A expressão “toda a armadura” é a
tradução do termo grego panóplia e significa a armadura completa de um soldado
fortemente armado. Nenhuma porção das armaduras de DEUS pode ser negligenciada
na vida do crente, pois, o nosso inimigo saberá aproveitar qualquer sinal de
fragilidade para nos vencer.
2- As armas de defesa (6.14-16) Estai, pois, firmes,
cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés
com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o
qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
a) O cinturão da verdade (v.14). Prendia a roupa do soldado e dava
estabilidade; tem relação com a integridade do combatente (Is 11.5; 2Co 13.8);
b) A couraça da justiça (6.14). Cobria o corpo do pescoço às coxas
e protege órgãos vitais. Refere-se à justiça de CRISTO e à retidão do soldado
no campo de batalha (Rm 5.1; 2 Co 6.7);
c) Os pés calçados no evangelho. Uma espécie de bota que o soldado
romano usava em combate; tem relação com a prontidão para pregar o Evangelho
(Is 52.7; Rm 1.16);
d) O escudo da fé. Média 1.60 de altura por 70 de largura. Longo,
retangular, feito de madeira e couro, o escudo protege o corpo inteiro dos
dardos incendiários. Refere-se à fé inabalável em DEUS, que detém a eficácia
das calúnias, dúvidas e rebeliões disparadas pelo Diabo (Pv 30.5);
e) O capacete da salvação (6.17). Pesado, resistente e fabricado
com bronze ou ferro, o capacete serve de proteção para a cabeça. Refere-se à
proteção de nossa mente (Rm 12.1,2).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
1. Toda a armadura de DEUS (Ef 6.13)
“Portanto, tomai toda a armadura de DEUS, para que possais resistir
no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.”
Palavra-chave: panoplia (πανοπλία) – “armadura completa”.
É o termo técnico grego para o conjunto completo da armadura de um soldado
romano.
A expressão “toda a armadura” comunica que o crente
precisa estar plenamente equipado, pois o inimigo conhece cada brecha.
O propósito é claro: resistir no dia mau (aqui antistēnai,
do gr. ἀνθίστημι, “opor-se, resistir”) e permanecer inabalável (histēnai,
do gr. ἵστημι, “ficar de pé, permanecer firme”).
John MacArthur comenta:
“A armadura não é algo opcional; ela é essencial para o combate
espiritual. O crente não é convidado a lutar com suas próprias forças, mas a se
revestir da provisão divina para permanecer firme.”
2. As armas de defesa (Ef 6.14-17)
a) Cinturão da Verdade (v.14)
“Cingindo-vos com a verdade…”
Palavra grega: alētheia (ἀλήθεια) – verdade, realidade,
integridade.
Assim como o cinturão romano sustentava toda a armadura, a
verdade dá estrutura e firmeza à vida cristã. Trata-se tanto da verdade do
evangelho quanto da sinceridade de coração (Jo 17.17; 2Co 13.8).
William Barclay: “Sem a verdade como base, toda armadura desmorona.
A integridade é o que sustenta o caráter cristão em meio à batalha.”
b) Couraça da Justiça (v.14)
“Vestindo-vos da couraça da justiça…”
Palavra grega: dikaiosynē (δικαιοσύνη) – justiça,
retidão.
A couraça protege os órgãos vitais e simboliza tanto
a justificação em CRISTO (posição) quanto a vida
reta (prática). Sem essa justiça, o coração do crente fica vulnerável (Rm
5.1; 1Ts 5.8).
Wayne Grudem, em Teologia Sistemática: “A justiça atribuída
por CRISTO é a nossa defesa contra as acusações do diabo.”
c) Calçado do Evangelho da Paz (v.15)
“Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz…”
Palavra grega: hetoimasia (ἑτοιμασία) – preparação,
prontidão.
Refere-se à agilidade e prontidão para anunciar o
evangelho, como um soldado preparado para marchar em qualquer terreno (Is
52.7). A paz com DEUS nos capacita a levar paz aos outros (Rm 5.1; Rm 10.15).
Comentário Bíblico Beacon: “A prontidão para proclamar o Evangelho
protege o cristão contra a passividade espiritual e o prepara para o avanço do
Reino.”
d) Escudo da Fé (v.16)
“Embraçando sempre o escudo da fé…”
Palavra grega: thureos (θυρεός) – escudo grande,
retangular (1,2m x 0,7m).
Simboliza a confiança plena no caráter e nas promessas de DEUS.
A fé verdadeira apaga os dardos inflamados da dúvida, medo, tentação
e mentira do inimigo (Pv 30.5; Hb 11.6).
Matthew Henry: “A fé aplica a Palavra de DEUS contra as setas do
diabo e as extingue com a água viva do ESPÍRITO.”
e) Capacete da Salvação (v.17)
“Tomai também o capacete da salvação…”
Palavra grega: perikephalaia (περικεφαλαία) – proteção da
cabeça.
A cabeça é sede da mente e pensamentos. Esse capacete
simboliza a segurança e certeza da salvação, que protege nossa mente
contra o desespero, acusação e incerteza (1Ts 5.8; Rm 12.2).
John Stott: “Nada inspira mais coragem em um soldado do que saber
que a vitória já está garantida. O capacete protege contra a desesperança.”
TABELA EXPOSITIVA – ARMADURA DE DEUS (Efésios 6.13-17)
|
Arma Espiritual |
Palavra Grega |
Função Simbólica |
Referência Complementar |
|
Cinturão da Verdade |
Alētheia |
Integridade, base da armadura |
Jo 17.17; 2Co 13.8 |
|
Couraça da Justiça |
Dikaiosynē |
Protege o coração; retidão diante de DEUS |
Rm 5.1; 2Co 6.7 |
|
Calçado do Evangelho |
Hetoimasia euangeliou |
Prontidão para proclamar a paz |
Is 52.7; Rm 10.15 |
|
Escudo da Fé |
Thureos |
Protege de dardos inflamados (dúvidas, tentações) |
Hb 11.6; Pv 30.5 |
|
Capacete da Salvação |
Perikephalaia |
Segurança espiritual, proteção da mente |
1Ts 5.8; Rm 12.2 |
Aplicação Pessoal
Revestir-se da armadura exige intencionalidade. Não se trata de uma
peça mística, mas de práticas espirituais reais: oração, verdade, fé,
evangelismo, santidade e estudo da Palavra.
A batalha espiritual é diária, e não podemos negligenciar nenhuma
parte da armadura.
O campo de batalha é a mente, o coração, a conduta e os
relacionamentos. Precisamos manter firmeza no
Evangelho e confiança inabalável em CRISTO.
CRISTO já venceu o maligno (Cl 2.15), e em sua vitória somos
chamados a permanecer firmes, não como soldados amedrontados, mas como
guerreiros confiantes no Senhor dos Exércitos.
3- Única arma de ataque e defesa (6.17-18) Tomai também o
capacete da salvação e a espada do ESPÍRITO, que é a palavra de DEUS; com toda
oração e súplica, orando em todo tempo no ESPÍRITO e para isto vigiando com
toda perseverança e súplica por todos os santos.
A espada é do ESPÍRITO. O ESPÍRITO SANTO que inspirou a Palavra é o
mesmo que a usará através de nós na batalha espiritual. Somente pelo poder do ESPÍRITO
SANTO é que a Palavra de DEUS pode nos oferecer qualquer utilidade. Não adianta
colocar a Bíblia aberta no salmo 91 atrás do carro se essa palavra não estiver
em plena ação em nosso íntimo.
A “espada do ESPÍRITO” é a única arma disponível tanto para a
defesa quanto para o ataque. O termo grego para ela é machaira (espada curta),
isso significa que o combate é pessoal, diário e “corpo a corpo”. A espada do ESPÍRITO
é a “Palavra de DEUS” inspirada e penetrante (2Tm 3.16; Hb 4.12). Ela deve ser
usada tanto para resistir às ciladas do Diabo (Mt 4.1-10), quanto para derrubar
as fortalezas de Satanás (Mt 10.19,20; 2Co 10.4). Lembremos que esta foi a arma
preferida de JESUS em todos os embates com Satanás, deixando-nos o exemplo. Ele
venceu Satanás proferindo as palavras: “Está escrito.” (Mt 4.1-11). Imagine
esta arma associada à oração. Bíblia e oração são invencíveis! Devemos
permanecer, portanto, “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no ESPÍRITO
e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.”
(6.18).
APLICAÇÃO PESSOAL
O cristão precisa estar revestido de todas as armas espirituais em DEUS
para estar firme na batalha contra o mal.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
3- Única arma de ataque e defesa (Ef 6.17-18)
"Tomai também o capacete da salvação e a espada do ESPÍRITO,
que é a palavra de DEUS; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no ESPÍRITO..."
A Espada do ESPÍRITO (Ef 6.17b)
Palavra grega: machaira (μαχαίρα) – espada curta, de
cerca de 50 cm, usada em combates corpo a corpo.
A expressão “espada do ESPÍRITO” revela que esta arma não
é humana, mas divina, concedida pelo ESPÍRITO SANTO, e sua eficácia
depende da ação do ESPÍRITO em nós (cf. 2Pe 1.21; 1Co 2.13).
A espada é identificada com a Palavra de DEUS – aqui, a
palavra usada para “palavra” é rhema (ῥῆμα), não logos.
Rhema significa palavra específica, viva, apropriada para
o momento, diferente de logos que é o conjunto da mensagem divina.
Assim, trata-se de uma palavra direcionada pelo ESPÍRITO, usada
com discernimento em meio à batalha espiritual.
Comentário de F.F.
Bruce (The Epistle to the Ephesians):
“A espada do ESPÍRITO é eficaz não por seu conteúdo textual em si,
mas porque é manejada pelo crente cheio do ESPÍRITO, no tempo certo, contra o
inimigo certo. É uma aplicação viva da verdade bíblica, tal como CRISTO
demonstrou no deserto.”
Hebreus 4.12: "Porque a palavra de DEUS é viva e eficaz, e
mais cortante do que qualquer espada de dois gumes..."
A espada penetra onde nenhuma arma humana pode alcançar: a alma e o espírito.
Mateus 4.4-10: JESUS resistiu a todas as tentações de Satanás com a
repetição de uma única fórmula: “Está escrito...”
A Oração no ESPÍRITO (Ef 6.18)
“Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no ESPÍRITO...”
O versículo 18 não rompe com a metáfora militar. A oração
é o suporte estratégico constante para o uso de todas as outras
armas.
"Orando em todo tempo" – indica oração
contínua, persistente, vigilante.
"No ESPÍRITO" – aponta para oração
com dependência da direção, motivação e poder do ESPÍRITO SANTO (cf.
Jd 20; Rm 8.26-27).
A oração é tanto defensiva (protegendo contra-ataques)
quanto ofensiva (intercedendo, resistindo, expulsando, derrubando
fortalezas – 2Co 10.4-5).
Andrew Murray, em Com CRISTO na Escola de Oração:
“A oração não é uma preparação para a batalha, é a batalha. Sem
ela, todas as outras armas ficam inertes.”
Aplicação Pessoal
O cristão não pode confiar em si mesmo, mas deve manejar
a Palavra com discernimento, com a espada bem afiada e empunhada pela fé no ESPÍRITO.
A oração constante mantém a comunicação com o Comandante
Supremo, dá sensibilidade à voz do ESPÍRITO e renova as forças para a batalha
diária.
✝ A vitória
espiritual é conquistada não apenas por conhecimento bíblico, mas
por vida cheia do ESPÍRITO e oração perseverante.
TABELA FINAL – ARMADURA E ARMAS ESPIRITUAIS (Efésios 6.10-18)
|
Arma Espiritual |
Palavra Grega |
Tipo de Arma |
Função Espiritual |
Referência Comple- mentar |
|
Cinturão da Verdade |
Alētheia (ἀλήθεια) |
Defesa |
Base da integridade e estabilidade |
Jo 17.17; 2Co 13.8 |
|
Couraça da Justiça |
Dikaiosynē (δικαιοσύνη) |
Defesa |
Protege o coração; justificação e retidão |
Rm 5.1; 2Co 6.7 |
|
Calçado do Evangelho |
Hetoimasia (ἑτοιμασία) |
Defesa |
Prontidão para pregar; estabilidade espiritual |
Is 52.7; Rm 10.15 |
|
Escudo da Fé |
Thureos (θυρεός) |
Defesa |
Protege de ataques diretos e dúvidas; confiança em DEUS |
Pv 30.5; Hb 11.6 |
|
Capacete da Salvação |
Perikephalaia |
Defesa |
Protege a mente com a certeza da salvação |
1Ts 5.8; Rm 12.2 |
|
Espada do ESPÍRITO |
Machaira (μαχαίρα) |
Ataque e defesa |
Palavra viva (rhema); instrumento para resistir e atacar |
Hb 4.12; Mt 4.1-11 |
|
Oração no ESPÍRITO |
Proseuchē (προσευχή) |
Estratégia |
Comunicação com DEUS, sustentação contínua e vigilância |
Rm 8.26; Jd 20; Cl 4.2 |
RESPONDA
1) Qual a única maneira de fazer frente a Satanás no campo de
batalha espiritual?
R. Revestindo-nos do poder de DEUS.
2) Segundo Paulo, contra quem é a nossa luta?
R. Contra os principados, potestades, dominadores deste mundo tenebroso e
forças espirituais do mal.
3) Dentre as armas mencionadas por Paulo, qual é a única que é tanto de ataque
como de defesa?
R. A espada do ESPÍRITO.
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REVISTA
NA ÍNTEGRA - LIÇÃO 7, BETEL, VENCENDO AS ESTRATÉGIAS E PROPOSTAS DO
INIMIGO, 1º TRIMESTRE DE 2026
Escrita Lição
7, Betel, Vencendo as estratégias e propostas do inimigo, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique
Para
nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
1. AS PROPOSTAS
ARDILOSAS DO INIMIGO
1.1. Um inimigo
em comum
1.2. As
tentativas de nos afastar de CRISTO
1.3. As
tentativas de nos parar por medo
2. AS SUTIS
ESTRATÉGIAS DO INIMIGO
2.1. O inimigo
tenta enfraquecer a nossa fé
2.2. O inimigo
ataca a obra missionária
2.3. O inimigo
nos incita a ceder aos desejos da carne
3. AS TÁTICAS
DE SATANÁS CONTRA A IGREJA
3.1. O inimigo
tenta nos parar com enfermidades
3.2. O inimigo
tenta nos parar com atrativos
3.3. O inimigo
se opõe ao perdão
TEXTO ÁUREO
Revesti-vos de
toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as astutas
ciladas do diabo·, Efésios 6.11
VERDADE
APLICADA
É preciso
vigilância e estar revestidos de toda a Armadura de DEUS para resistir e
permanecer firmes contra as investidas do maligno.
OBJETIVOS DA
LIÇÃO
- Saber que
Satanás se esforça para nos afastar de
CRISTO.
- Identificar
as artimanhas do inimigo contra o povo de DEUS.
- Ressaltar que
Satanás usa estratégias para nos parar.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA - Efésios 4.27, 6.10-12
Efésios 4.27.
Não deis lugar ao diabo.
Efésios 6.10 No
demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 11
Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as
astutas ciladas do diabo. 12 Porque não temos que lutar contra a carne e o
sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os
príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos
lugares celestiais.
INTRODUÇÃO
Nesta lição refletiremos sobre a realidade da ação de Satanás
contra o povo de DEUS, algumas investidas do maligno e a importância do
discípulo de CRISTO saber que é possível resistir e ficar firme, cultivando um
viver conforme os princípios bíblicos no poder do ESPÍRITO SANTO.
1. AS PROPOSTAS ARDILOSAS DO INIMIGO
A Bíblia deixa claro que Satanás é um inimigo ardiloso, que anda ao
nosso derredor como um leão, procurando a quem devorar (1Pe 5.8). Ele age
sagazmente com propostas que parecem legítimas, mas seu intuito é tirar o foco
dos cristãos, que é JESUS CRISTO (Hb 12.2).
Ele emprega artifícios tentadores, como: dinheiro, fama, riquezas,
orgias e outros prazeres mundanos.
1.1. Um inimigo em comum
Os seres humanos possuem um inimigo em comum, que busca manter a
mente das pessoas na escuridão para que não percebam a luz do Evangelho de CRISTO
(2Co 4.4). Assim como tentou JESUS no deserto, Satanás continua a nos tentar
para nos conduzir para fora da vontade de DEUS. Infelizmente, muitos são iludidos pelas ofertas do inimigo e se tornam
escravos dos prazeres que ele oferece.
1.2. As tentativas de nos afastar de CRISTO
Muitas pessoas acham que aceitar a CRISTO como seu Senhor e Salvador
é sinônimo de uma vida tranquila. Porém, CRISTO nos disse que neste mundo nós teríamos
tribulações. O inimigo ataca os seguidores de JESUS continuamente (Jo 16.33). Os
primeiros cristãos sofreram muitas aflições. O rei Herodes, por exemplo, resolveu
perseguir os membros da Igreja e mandou matar Tiago, irmão de João, à espada (At
12.2). Desde o início da Igreja, o inimigo usa suas estratégias diabólicas como
obstáculos na vida daqueles que decidem seguir o Senhor.
1.3. As tentativas de nos parar por medo
A guerra contra o inferno faz parte da jornada do discípulo de CRISTO
nesta terra. É o que Paulo chamou de "o bom combate" (1Tm 1.18). Após
Elias derrotar os profetas de Baal, o inimigo usou Jezabel para tentar parar o profeta,
que chegou a pedir a morte (1Rs 19.2,4). Elias achou que estava sozinho no combate
contra a idolatria: "[...] e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma tirarem",
1Rs 19.10. DEUS, porém, mostrou a Elias que ele não está sozinho; havia outros sete
mil que não se dobraram a Baal e não beijaram a sua imagem (1Rs 19.18). Isso mostra
que DEUS zela por sua Palavra e não nos deixa desamparados nesta luta.
2. AS SUTIS ESTRATÉGIAS DO INIMIGO
O inimigo de nossas almas faz de tudo para enfraquecer a nossa fé (Lc
22.32) e nos enganar com doutrinas demoníacas (1Tm 4.1). A Igreja enfrentará essas
investidas até que seja arrebatada na Vinda do Senhor. Não por acaso o Apóstolo
Pedro nos alertou a respeito da sagacidade do Inimigo (1Pe 5.8).
2.1. O inimigo tenta enfraquecer a nossa fé
Na Parábola do Semeador (Mc 4.1-9), quando a Palavra de DEUS foi semeada,
uma parte caiu à beira do caminho, e as aves a comeram (Mc 4.4). O objetivo
da parábola é mostrar que a Palavra é semeada (Mc 4.14), mas alguns são como a semente
que cai à beira do caminho. Assim que ouvem a Palavra, o inimigo arranca o que foi
plantado neles (Mc 4.15). O inimigo rouba a Palavra de DEUS porque odeia a fé que
ela produz no coração das pessoas (Rm 10.17). O Apóstolo Paulo sabia que Satanás
tenta sufocar a fé das pessoas que ouvem a Palavra de DEUS (1Ts 3.5).
2.2. O inimigo ataca a obra missionária
Desde as raízes da fé cristã até os dias atuais, o inimigo tem empregado
várias estratégias para destruir a Igreja e levar as almas à perdição. Uma dessas
estratégias é tentar frustrar os planos dos missionários, como aconteceu com Paulo
(1Ts 2.17,18). O inimigo detesta os missionários, por isso se empenha para colocar
empecilhos no caminho deles. Portanto, os missionários devem fazer uso da Armadura
de DEUS para se manterem firmes diante das investidas do diabo.
2.3. O inimigo nos
incita a ceder aos desejos da carne
O inimigo das nossas almas, desde a criação do mundo, ilude e coloca
em conflito os desejos da carne e os do ESPÍRITO. Porém, quem vive pelo ESPÍRITO
não satisfaz os desejos da carne (Gl 5.16). Na luta contra os desejos da carne,
não devemos ceder a sentimentos, palavras e ações que afrontam a nossa identidade
em CRISTO.
3. AS TÁTICAS
DE SATANÁS CONTRA A IGREJA
A Queda acarretou implicações graves para todo ser vivente (Rm 8.22).
A relação entre o ser humano e DEUS foi afetada a partir daquele dia (Gn 3.10).
A inocência do homem se foi pela desobediência à Lei de DEUS (Gn 3.11). Por meio
de um homem, Adão, sobreveio toda espécie de sofrimento aos humanos (Rm 5.12). Entretanto,
também por meio de um Homem, JESUS CRISTO, todos que nEle creem e O recebem serão
vencedores e triunfantes (Rm 5.17).
3.1. O inimigo tenta
nos parar com enfermidades
Quem não gostaria de ter uma vida pujante e livre de doenças? DEUS nos
criou para termos sempre uma boa saúde. Porém, quando o inimigo induziu Adão e Eva
ao pecado, isso trouxe doença, dor e morte ao ser humano (Rm 5.12). Assim, sabemos
que enquanto existirmos em um corpo corruptível, por mais que cuidemos dele, permaneceremos
sujeitos a doenças, dores e morte. As Escrituras relatam que o inimigo, com a permissão
de DEUS, produziu em Paulo grande desconforto (2Co 12.7). A boa notícia é que as
doenças não durarão para sempre, porque a promessa é que receberemos um corpo glorificado,
não mais sujeito a doença ou morte (1Co 15.52).
3.2. O inimigo tenta nos parar com atrativos
Precisamos nos fortalecer espiritualmente. As pessoas hoje se atentam
para o exterior, perdem horas em academias para fortalecer o corpo, mas não fazem
nada para fortalecer o espírito. A Bíblia atribui o fortalecimento espiritual ao
Poder de DEUS (2Co 9.8; Ef 3.20; 2 Tm 1.12; Hb 7.25; Jd 24). Sem fortalecimento
espiritual, somos levados para longe da Presença de DEUS com facilidade. Ficamos
vulneráveis às estratégias que o inimigo usa para nos destruir, assim como ele fez
com Davi, Geazi, Acã, Sansão, Demas, Judas e tantos outros.
3.3. O inimigo se opõe ao perdão
O perdão é eficaz, mas não podemos dar brecha para o inimigo. Porquanto,
não basta perdoar, mas evidenciar o perdão. Não havendo a prática do perdão sincero
na igreja local, como em Corinto (2Co 2.7-11), o povo de DEUS proporcionará
ao inimigo a oportunidade de se aproveitar da falta de reconciliação para enfraquecer
a Igreja. Faz parte do novo viver o exercício da misericórdia e do perdão (Ef 4.32).
CONCLUSÃO
Enquanto a Igreja estiver nesta terra terá de enfrentar as investidas do maligno, as
quais podem ser sutis e quase imperceptíveis. Por isso precisamos viver em
constante vigilância, fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder para, com
a ajuda do ESPÍRITO SANTO estar atentos aos princípios bíblicos para um viver
vitorioso.
