Escrita Lição 1, Betel, O primeiro ato de adoração: reconhecendo a soberania de Deus desde o princípio, 2Tr25, Pr Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 1, Betel, O primeiro ato de adoração: reconhecendo a soberania de DEUS desde o princípio, Comentários Extras Pr Henrique, EBD NA TV

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EBD Revista Editora Betel | 2° Trimestre De 2025 | TEMA: MORDOMIA CRISTà– A Gratidão e Fidelidade na Administração dos Recursos que DEUS nos Confiou  | Escola Bíblica Dominical 

 


 Vídeo https://youtu.be/15ffM3rVdBw?si=id_3StKC8EsOGQtF

Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2025/03/escrita-licao-1-betel-o-primeiro-ato-de.html

Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2025/03/slides-licao-1-betel-o-primeiro-ato-de.html

PowerPoint https://pt.slideshare.net/slideshow/slides-licao-1-betel-o-primeiro-ato-de-adoracao-2tr25-pptx/277185637

ESBOÇO DA LIÇÃO

1- A QUEDA AFETOU A VERDADEIRA ADORAÇÃO

1.1. O nascimento de Caim e Abel. 

1.2. A oferta que DEUS rejeita.

1.3. A oferta que agrada a DEUS.

2- DOIS IRMÃOS, DUAS OFERTAS DISTINTAS

2.1. A perfeita adoração ao Senhor.

2.2. O caminho da adoração.

2.3. A pureza da adoração.

3- A OFERTA AGRADÁVEL A DEUS

3.1. Abel, um adorador por excelência.

3.2. Abel, um homem de fé.

3.3. O altar da adoração estava em Abel.

 

TEXTO ÁUREO

“Pela fé, Abel ofereceu a DEUS maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando DEUS testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala”, Hebreus 11.4.

 

VERDADE APLICADA

Devemos adorar ao Senhor com todo o nosso ser, conforme a vontade de DEUS revelada nas Escrituras.

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Identificar as diferenças entre Caim e Abel.
Ressaltar o valor da adoração.
Saber que a Queda afetou a verdadeira adoração.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA - GÊNESIS 4.1-5

1 E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão.
2 E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
3 E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor.
4 E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.
5 Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.

 

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA | Gn 4.2 Abel, o primeiro pastor de ovelhas.
TERÇA | Gn 4.5 Caim, um homem com uma oferta recusável.
QUARTA | Gn 4.9 Caim, um homem de coração arrogante.
QUINTA | Gn 4.10 Abel, uma vítima da violência.
SEXTA | Hb 11.4 Abel, um homem de fé.
SÁBADO | 1Jo 3.12 Caim, um homem de más obras.


HINOS SUGERIDOS: 124, 243, 244

MOTIVO DE ORAÇÃO

Ore para que o Senhor possa se agradar de nossas ofertas.

 

PONTO DE PARTIDA: A oferta que agrada a DEUS.

 

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SUBSÍDIOS EXTRAS LIÇÃO 1

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Lição 6, A Mordomia da Adoração

3º Trimestre de 2019 - Tempos, Bens e Talentos - Sendo Mordomo Fiel e Prudente com as coisas Que DEUS nos tem dado - Comentarista CPAD - Elinaldo Renovato de Lima

Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454. - henriquelhas@hotmail.com - Americana - SP

Para nos ajudar -

Caixa Econômica e Lotéricas - Agência 3151 operação 013 - conta poupança 56421-6 Luiz Henrique de Almeida Silva
Bradesco – Agência 2365-5 Conta Corrente 7074-2 Luiz Henrique de Almeida Silva
Banco do Brasil – Agência 4322-2 Conta Poupança 27333-3 Edna Maria Cruz Silva

 Slides - https://ebdnatv.blogspot.com/2019/08/slides-da-licao-6-mordomia-da-adoracao.html

Vídeo desta Lição 6 - https://youtu.be/eS2v90b2ooQ

 

TEXTO ÁUREO
“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (Jo 4.23)

  

VERDADE PRÁTICA
DEUS procura os verdadeiros adoradores, e não as celebridades.

 

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Mt 2.11 Os magos prostraram-se diante de JESUS
Terça – Jo 4.20-24 O Pai busca os verdadeiros adoradores
Quarta – Rm 12.1 O culto racional
Quinta – 1 Co 6.20 Glorificando a DEUS no corpo e no espírito
Sexta – Sl 96.9 Adorando na beleza da santidade
Sábado – Mt 26.39 JESUS prostrou-se em oração diante do Pai

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 4.19-26
19 - Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. 20 - Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. 21 - Disse-lhe JESUS: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 - Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. 23 - Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24 - DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. 25 - A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o CRISTO) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. 26 - JESUS disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo.

 

OBJETIVO GERAL - Mostrar que DEUS procura os verdadeiros adoradores.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Conceituar a palavra Adoração;
Explicar como adorar a DEUS;
Pontuar gestos e atitudes na adoração a DEUS.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
O culto a DEUS é o momento em que Ele se encontra com o seu povo. Esse conceito tem fundamento no Antigo Testamento e é aprofundado por JESUS no Novo Testamento. Aqui, a verdadeira adoração a DEUS se realiza “em espírito e em verdade”. Assim, a adoração ao Pai está centrada na pessoa bendita de JESUS CRISTO. Nesse sentido, não é o ritualismo ou o simbolismo que pauta a adoração, mas a pessoa de JESUS. Ele é o centro. Ele é o tudo. Ele é o nosso salvador!

 

PONTO CENTRAL - DEUS procura os verdadeiros adoradores, e não as celebridades.

 

 

Resumo da Lição 6, A Mordomia da Adoração

I – O QUE É ADORAÇÃO
1. No Antigo Testamento.

2. No Novo Testamento.

3. Outras palavras relativas a adoração.

II – COMO ADORAR A DEUS
1. “Em espírito e em verdade”.

1.1. Onde adorar a DEUS?

1.2. A atitude do adorador.

2. Com o “culto racional”.

III - GESTOS E ATITUDES NA ADORAÇÃO A DEUS
1. Ajoelhar-se e prostrar-se.

2. Louvar e Cantar.

3. Glorificar a DEUS.

  

Resumo Rápido do Pr Henrique da Lição 6, A Mordomia da Adoração

INTRODUÇÃO

No Antigo Testamento o culto teve início em Adão e Eva que ensinaram seus filhos Caim e Abel. Vemos que o altar era individual. Na época de Sete, seu filho Enos deu início à invocação do nome do Senhor através de altares (E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor. Gênesis 4:26). Noé, Abraão, Isaque e Jacó seguiram nesta linha de adoração erigindo altares ao Senhor (Gênesis 8:20

Gênesis 12:7; 13:18; 26:25; 33:20; 35:1; 35:3; 35:7). No tempo de Moisés a adoração passou a ser exigida através de um sistema de sacrifícios no Tabernáculo, e posteriormente, no Templo de Salomão, depois no de Zorobabel e por último, no tempo de JESUS, no templo restaurado por Herodes. Se tornou uma adoração formalista sem o ingrediente principal – o coração (a alma desejosa de adorar a DEUS).

 No Novo Testamento, JESUS CRISTO revelou o sentido de adoração que agrada a DEUS e ELE procura por esses que O adoram – agora, em Espírito e em Verdade. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (Jo 4.23). Concluímos que no Novo Testamento a adoração está na comunhão com o ESPÍRITO SANTO e centrada em CRISTO.

 

I – O QUE É ADORAÇÃO

Adoração é prestação de culto a DEUS para nós os cristãos. Pode ser realizado só ou em companhia de outras pessoas. Pode ser realizado em qualquer lugar. Adoração só é possível pelo nascido de novo em comunhão com o ESPÍRITO SANTO. Adoração só é possível em CRISTO.


1. No Antigo Testamento.

A palavra hebraica shaha ocorre mais de 100 vezes, e significa “curvar-se diante” ou “prostrar-se diante” de DEUS.

A palavra abad - “adorar”, “trabalhar” ou “servir” a DEUS (cf. 2 Rs 10.18-23).

Em Êxodo podemos ver que DEUS se agrada quando nos inclinamos diante Dele. Moisés, Arão, Nadabe e Abiú, e os setenta anciãos receberam ordem de DEUS para subirem ao monte e inclinarem-se de longe como sinal de reverência e adoração ao Eterno (24.1).

 

 

ADORAÇÃO (Strong Português) HEBRAICO שחה shachah
1) inclinar-se
1a) (Qal) inclinar-se
1b) (Hifil) deprimir (fig.)
1c) (Hitpael)
1c1) inclinar-se, prostrar-se
1c1a) diante de superior em deferência
1c1b) diante de DEUS em adoração
1c1c) diante de deuses falsos
1c1d) diante dum anjo

  

ADORAÇÃO com sentido de servir (Strong Português) HEBRAICO  עבד Ìabad
1) trabalhar, servir
1a) (Qal)
1a1) labutar, trabalhar, fazer trabalhos
1a2) trabalhar para outro, servir a outro com trabalho
1a3) servir como subordinado
1a4) servir (Deus)
1a5) servir (com tarefa levítica)
1b) (Nifal)
1b1) ser trabalhado, ser cultivado (referindo-se ao solo)
1b2) tornar-se servo
1c) (Pual) ser trabalhado
1d) (Hifil)
1d1) compelir ao trabalho, fazer trabalhar, fazer servir
1d2) fazer servir como subordinado
1e) (Hofal) ser levado ou induzido a servir

 

 

 ADORAÇÃO  A ÍDOLOS (Strong Português) סגד c ̂egid ARAMAICO
1) prostrar-se, prestar homenagem, adorar
1a) (Peal) prestar homenagem

 

 

2. No Novo Testamento.

O verbo grego proskuneo é mencionado 59 vezes - “prostrar-se” ou “adorar” ou “prestar homenagem a alguém” ou “venerar” ou “ser reverente” ou “beijar a mão”. Há também o verbo (prosekúnesa), que passou a significar “prostrar-se como sinal de reverência”, “prestar homenagem”.

Paulo nos orienta de uma posição na oração e adoração que agrada a DEUS - Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Efésios 3:14

Portanto na adoração a posição que mais agrada a DEUS é de joelhos, inclinados perante DEUS, em sinal de humilhação.

 

ADORAÇÃO (Strong Português) GREGO προσκυνεω proskuneo (significando beijar, como um cachorro que lambe a mão de seu mestre);
1) beijar a mão de alguém, em sinal de reverência
2) entre os orientais, esp. persas, cair de joelhos e tocar o chão com a testa como uma expressão de profunda reverência
3) no NT, pelo ajoelhar-se ou prostrar-se, prestar homenagem ou reverência a alguém, seja para expressar respeito ou para suplicar
3a) usado para reverência a pessoas e seres de posição superior
3a1) aos sumo sacerdotes judeus
3a2) a Deus
3a3) a Cristo
3a4) a seres celestes
3a5) a demônios

  

3. Outras palavras relativas a adoração.

 ADORAÇÃO com sentido de servir (Strong Português) GREGO λατρευω latreuo lat-ryoo’-o de latris (criado assalariado);

1) servir por salário
2) servir, ministrar, os deuses ou seres humanos. Usado tanto para escravos como para homens livres
2a) no NT, prestar serviço religioso ou reverência, adorar
2b) desempenhar serviços religiosos, ofertar dons, adorar a Deus na observância dos ritos instituídos para sua adoração
2b1) dos sacerdotes, oficiar, cumprir o ofício sacro

 

Latreía - “serviço” de adoração no culto (Êx 12.25,26; Hb 8.5; 9.9; 13.10).

Há também a palavra leitourgia, ou liturgia, que significava serviço prestado em favor do povo. Atualmente, a palavra liturgia refere-se à forma de organização do culto e seu desenvolvimento. Cada denominação cristã tem uma “liturgia” em que a adoração a DEUS se destaca como a essência do culto.

Liturgia é a compilação de ritos e cerimônias relativas ao ofícios divinos das igrejas cristãs. É uma palavra que se aplica mais a missas ou rituais da igreja católica.

Do grego leitourgia "função pública"; pelo latim liturgia.

 

QUANDO A DORAÇÃO É NULA, OU SEM VALOR, JESUS USA OUTRA PALAVRA

 Mateus 15:9 E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

 (Strong Português) σεβομαι sebomai - reverenciar, adorar - Aqui JESUS usa esta outra palavra - Não usa προσκυνεω proskuneo

  

II – COMO ADORAR A DEUS
1. “Em espírito e em verdade”.

Após a manifestação sobrenatural da Palavra de Conhecimento (ou da ciência - dom do ESPÍRITO SANTO) dada por JESUS, revelando a situação conjugal de si, a mulher samaritana percebeu que aquele que lhe falava não era apenas mais um judeu querendo fazer prosélitos, mas um profeta de DEUS.  (Jo 4.19). Neste diálogo notamos a importância da adoração ao PAI para JESUS. A Palavra adoração é mencionada dez vezes só neste capítulo de João. Desse ensino de JESUS depreendemos dois pontos essenciais da Adoração:

Primeiro, onde se deve adorar a DEUS.

Segundo lugar, como se deve adorá-Lo.
A adoração é individual, íntima e sem estímulos externos

1.1. Onde adorar a DEUS?

A mulher samaritana recebeu de seus mestres a orientação de que o lugar correto de adoração era o monte de Samaria (Gerizim). Ela disse que para os judeus, era Jerusalém (Monte Moriá).

O Senhor JESUS revelou claramente que chegou (desde o dia que ELE estava na Terra) o tempo em que o essencial da adoração não seria o lugar geográfico, pois “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.23,24).
A adoração é em Espírito.
 JESUS disse que não é propriamente em monte que se adora (posição geográfica não importa), mas, por exemplo, dentro do quarto com a porta fechada (de preferência, embora se possa adorar a DEUS em qualquer parte, mesmo dentro de uma congregação cheia - adoração é individual, íntima e sem estímulos externos). Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. Mateus 6:6
Veja que é DEUS quem procura aos verdadeiros adoradores que O adoram em Espírito e em Verdade.
Não é nem no Monte Gerizim em Samaria (templo já destruído) e nem no Monte Moriá em Jerusalém (onde estava erigido um suntuoso templo restaurado por Herodes) - mas a verdadeira adoração a DEUS é feita onde você estiver, bastando para isso erguer o pensamento a DEUS e adorá-lo, entregando-se totalmente ao ESPÍRITO SANTO.
Adorar em espírito quer dizer adorar pela ação do ESPÍRITO SANTO ligado a noisso espírito, DEUS é Espírito e só pode ser adorado espiritualmente. Para adorar a DEUS é preciso ser nascido de novo e viver em comunhão com o ESPÍRITO SANTO, em santidade no espírito, na alma e no corpo (1 Ts 5:23).

Nós recebemos o ESPÍRITO SANTO no dia em que nos convertemos a CRISTO. ELE veio morar em nós. (Efésios 1:13; 1 Co 6:19).

 

 

1.2. A atitude do adorador.

DEUS vê o coração, o desejo de adoração. O ESPÍRITO SANTO mora em nós e nos sonda (E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.
Romanos 8:27).

Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mateus 15:8

A adoração é em Verdade (Jo 4.24).

JESUS é a verdade. Só podemos adorar a DEUS se estivermos em JESUS CRISTO

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14:6

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32

 

Quase nenhum hino ou louvor apresentado na igreja é de condução à adoração. Na verdade não existe hino de adoração, pois a adoração é individual, sem interferência externa, é uma atitude de cada pessoa individualmente, pouco importando se existe alguma música sendo tocada e cantada ou não.

 

Somente DEUS pode ser o centro da adoração!

2. Com o “culto racional”.

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1

Não há manifestação de DEUS sem sacrifício.

A maneira de o adorador se chegar a DEUS para O adorar sempre foi através de um sacrifício como já vimos na introdução deste estudo. Para nossa salvação JESUS se ofereceu como sacrifício em nosso lugar. Foi um sacrifício único, perfeito, eterno, imutável, suficiente.

Porém, se desejamos adorar a DEUS, precisamos nos apresentar diante de DEUS com algum sacrifício que o agrade. DEUS não aceita mais nem sacrifícios humanos e nem de animais; agora o sacrifício é vivo, ou seja, nós mesmos sendo oferecidos a DEUS, nossa vida. O sacrifício é santo. Assim temos de nos oferecer em santificação e comunhão com o ESPÍRITO SANTO.

Como o sacrifício é racional, deve ser apresentado de livre e espontânea vontade, com desejo de servir, com humildade e reconhecimento do poder e autoridade de DEUS sobre nós, de seu domínio sobre todos e sua soberania sobre os tempos e sobre tudo o que existe e ainda existirá.

 

O objetivo do culto racional é este: “para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS” (Rm 12.2).

O comentarista está falando de um culto racional onde existe louvor, mas o culto não se resume ao louvor. Tem Salmos, doutrina, Línguas, interpretação, profecia, etc...

Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. (1 Coríntios 14:26)

  

III - GESTOS E ATITUDES NA ADORAÇÃO A DEUS
1. Ajoelhar-se e prostrar-se.

São gestos de profunda reverência diante de DEUS. Salomão, na inauguração do Templo, em Jerusalém, diante de todo o povo, se pôs de joelhos, adorando a DEUS: “Sucedeu, pois, que, acabando Salomão de fazer ao Senhor esta oração e esta súplica, estando de joelhos e com as mãos estendidas para os céus, se levantou de diante do altar do Senhor” (1 Rs 8.54).

JESUS prostrou-se diante do Pai em súplica (Mt 26.39).
Paulo nos orienta de uma posição na oração e adoração que agrada a DEUS - Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Efésios 3:14

Na verdade, na adoração verdadeira, pouco importa a posição do adorador.

O profeta Elias estava com a cabeça entre os joelhos. (1 Reis 18:42)

O rei Ezequias recebeu mais 15 anos de vida estando deitado. (Isaías 38:5)

Os apóstolos e discípulos receberam o batismo no ESPÍRITO SANTO estando assentados. (Atos 2:2)
Paulo orava de joelhos. (Efésios 3:14)

  

2. Louvar e Cantar.

Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. 1 Coríntios 14:15 CANTAREI COM O ESPÍRITO - Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; Efésios 5:19 CÂNTICOS ESPIRITUAIS.

O louvor pode nos conduzir a chegar a adoração, mas nunca fará parte da adoração.
Louva-se pelo que DEUS faz - Adora-se pelo que DEUS é.
Louvor é estar nos átrios - Adoração é chegar ao santo dos santos.

Louvai ao Senhor desde a terra: vós, baleias, e todos os abismos; Fogo e saraiva, neve e vapores, e vento tempestuoso que executa a sua palavra; Montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os cedros; As feras e todos os gados, répteis e aves voadoras; Reis da terra e todos os povos, príncipes e todos os juízes da terra; Moços e moças, velhos e crianças. Louvem o nome do Senhor, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu. Salmos 148:7-13
Para louvar não precisa ser salvo, não precisa ler bíblia, não precisa orar, não precisa jejuar. Mas para adorar só quem é nascido de novo e vive em santidade.

 

HÁ MUITA DIFERENÇA ENTRE LOUVOR E ADORAÇÃO

1- Louva-se a DEUS pelo que ELE fez ou faz, mas adora-se a ELE pelo que ELE é;
2- O louvor é um agradecimento a DEUS, a adoração é um engrandecimento de DEUS;
3- No louvor precisa-se da participação de outras pessoas e às vezes de instrumentos musicais, a adoração é individual e nasce dentro de nós, em nosso espírito;
4 - O louvor chega aos átrios, a adoração chega ao santo dos santos (presença de DEUS);
5 - No louvor são usados o corpo e a alma; na adoração são usados o corpo (mortificado), a alma (lavada no sangue de JESUS) e o espírito (“recriado”);
6 - Para louvar a DEUS não é preciso comunhão com o ESPÍRITO SANTO, pois até os animais o louvam (Sl 148, 149, 150); para se adorar a DEUS é preciso uma estreita comunhão com o ESPÍRITO SANTO, pois é ELE que nos transporta ao trono.
7 - O louvor é um aceno e cumprimento, a adoração é um abraço e um beijo cheio de amor.
8 - Tomemos como exemplo um marido que dá um fogão de presente à sua esposa e manda entregar em sua casa. A esposa louva ao marido pelo seu ato de amor, mas quando o mesmo chega em casa ela o abraça e beija agradecida e cheia de amor (isso é adoração).
9 - Para louvar não é preciso nascer de novo, para adorar só com espírito “recriado” (ligado a DEUS pelo novo nascimento, através do ESPÍRITO SANTO).
10 - Observação: Por isso se vê tão poucos adoradores e tantos que louvam.
11 - Aos homens se aplaude (manifestação externa), a DEUS se adora (manifestação interna).
12 - Note que JESUS está dizendo para a mulher que os judeus adoravam a DEUS com a palavra de DEUS (em verdade, pois possuíam todos os escritos do Pentateuco até os profetas) mas suas bocas diziam uma coisa e o coração outra. Não adoravam em Espírito, só com a verdade.
13 - Os samaritanos adoravam em Espírito, pois não tinham nem o templo legítimo e nem a palavra (só adotavam o Pentateuco), faltava-lhes portanto a verdade.
JESUS está dizendo que chegou o tempo de adorar em Espírito e em Verdade, pois ele envia o ESPÍRITO SANTO àqueles que lhe aceitarem como senhor e salvador e estes aprenderão o real sentido da adoração.

Louvor é para exaltar a DEUS pelo que Ele faz.
Adoração é para exaltar a DEUS pelo que Ele é.
Bem diferente uma coisa da outra.
O louvor pode conduzir a adoração, mas nunca será adoração.

 Antes de JESUS se buscava a DEUS sem entendimento. Não havia o ESPÍRITO SANTO morando no crente para ligá-lo a DEUS.

JESUS fala dez vezes a palavra Adorar aí neste episódio revelando a extrema importância da adoração feita em seu nome (verdade) e em comunhão com o ESPÍRITO SANTO (em espírito).
A adoração legítima exige novo nascimento. Só se adora a DEUS que é ESPÍRITO, em espírito ligado ao ESPÍRITO SANTO. Só se nasce de novo aceitando a JESUS como Salvador e Senhor.

Em espírito e em verdade já indica que na Nova Aliança não se mata animais para adorar. O "animal" já foi morto, o cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo, ELe é a verdade. Adoramos em espírito porque nosso espírito foi recriado. Está ligado ao ESPÍRITO SANTO.

 

 

3. Glorificar a DEUS.

A ti, ó Deus, glorificamos, a ti damos louvor, pois o teu nome está perto, as tuas maravilhas o declaram. Salmos 75:1

 

A glorificação de DEUS num culto tem mais a ver com louvor, acontece quando se ouve um testemunho, uma pregação, um cântico, etc... Esse "Glória a DEUS", quando legítimo, é movido pelo ESPÍRITO SANTO que glorifica a DEUS.

Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. João 16:14

 

A Glorificação para nós é o resultado da adoração. Glorificamos porque DEUS corresponde à nossa adoração.

E glorificavam a Deus a respeito de mim. Gálatas 1:24
E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. Lucas 7:16
Mas eles ainda os ameaçaram mais e, não achando motivo para os castigar, deixaram-nos ir, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera; Atos 4:21
E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna. Atos 13:48

Até mesmo os descrentes glorificam ao nome de DEUS por alguma coisa que vêem e percebem que é de DEUS.

Até rei morreu por não glorificar a DEUS (dar honra a DEUS)

E no mesmo instante feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou. Atos 12:23

   

CONCLUSÃO

Princípios de Adoração
Primeiro princípio da adoração - não há presença e manifestação de DEUS sem sacrifício.
Segundo - Adoração muito diferente de louvor.
Terceiro - Adoramos a DEUS pelo que Ele é não pelo que faz.
Quarto - Não precisamos estar em lugar determinado para adorarmos a DEUS. Somos templo do ESPÍRITO SANTO. Somos um mesmo Espírito com Ele.
Quinto - Adoração exige entrega de nossa vida a DEUS total.

Sexto - Devemos sempre glorificar a DEUS por ser Ele nosso PAI cheio de amor e misericórdia.

Como você diz querer passar a eternidade com DEUS se não dá nem uma hora de tempo para ELE em seu dia?
Mc 14:37b ...Você não pode vigiar comigo nem mesmo uma hora?

 

 Adoração nem no Monte Gerizim (Samaria) e nem no Monte Moriá (Jerusalém), mas no interior, individual, íntima. Em espírito (só salvo que nasceu de novo e tem o ESPÍRITO SANTO morando em si) e em verdade.(Em CRISTO - JESUS que disse EU SOU A VERDADE).

  

A ADORAÇÃO A DEUS (BEP CPAD)
Ne 8.5,6 “E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. E Esdras louvou o SENHOR, o grande DEUS; e todo o povo respondeu: Amém! Amém!, levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o SENHOR, com o rosto em terra.”

A adoração consiste nos atos e atitudes que reverenciam e honram à majestade do grande DEUS do céu e da terra. Sendo assim, a adoração concentra-se em DEUS, e não no ser humano. No culto cristão, nós nos acercamos de DEUS em gratidão por aquilo que Ele tem feito por nós em CRISTO e através do ESPÍRITO SANTO. A adoração requer o exercício da fé e o reconhecimento de que Ele é nosso DEUS e Senhor.

BREVE HISTÓRIA DA ADORAÇÃO AO VERDADEIRO DEUS. O ser humano adora a DEUS desde o inicio da história. Adão e Eva tinham comunhão regular com DEUS no jardim do Éden (cf. Gn 3.8). Caim e Abel trouxeram a DEUS oferendas (hb. minhah, termo também traduzido por “tributo” ou dádiva”) de vegetais e de animais (Gn 4.3,4). Os descendentes de Sete invocavam “o nome do SENHOR” (Gn 4.26). Noé construiu um altar ao Senhor para oferecer holocaustos depois do dilúvio (Gn 8.20). Abraão assinalou a paisagem da terra prometida com altares para oferecer holocaustos ao Senhor (Gn 12.7,8; 13.4, 18; 22.9) e falou intimamente com Ele (Gn 18.23-33; 22.11-18). Somente depois do êxodo, quando o Tabernáculo foi construído, é que a adoração pública tornou-se formal. A partir de então, sacrifícios regulares passaram a ser oferecidos diariamente, e especialmente no sábado, e DEUS estabeleceu várias festas sagradas anuais como ocasiões de culto público dos israelitas (Êx 23.14-17; Lv 1—7; Dt 12; 16). O culto a DEUS foi posteriormente centralizado no templo de Jerusalém (cf. os planos de Davi, segundo relata 1Cr 22—26). Quando o templo foi destruído, em 586 a.C., os judeus construíram sinagogas como locais de ensino da lei e adoração a DEUS enquanto no exílio, e aonde quer que viessem a morar. As sinagogas continuaram em uso para o culto, mesmo depois de construído o segundo templo por Zorobabel (Ed 3—6). Nos tempos do NT havia sinagogas na Palestina e em todas as partes do mundo romano (e.g. Lc 4.16; Jo 6.59; At 6.9; 13.14; 14.1; 17.1, 10; 18.4; 19.8; 22.19). A adoração na igreja primitiva era prestada tanto no templo de Jerusalém quanto em casas particulares (At 2.46,47). Fora de Jerusalém, os cristãos prestavam culto a DEUS nas sinagogas, enquanto isso lhes foi permitido. Quando lhes foi proibido utilizá-las, passaram a cultuar a DEUS noutros lugares, geralmente em casas particulares (cf. At 18.7; Rm 16.5; Cl 4.15; Fm v. 2), mas, às vezes, em salões públicos (At 19.9,10).

AS BÊNÇÃOS DE DEUS PARA OS VERDADEIROS ADORADORES. Quando os crentes verdadeiramente adoram a DEUS, muitas bênçãos lhes estão reservadas por Ele. Por exemplo, Ele promete (1) que estará com eles (Mt 18.20), e que entrará e Ceará com eles (Ap 3.20); (2) que envolverá o seu povo com a sua glória (cf. Êx 40.35; 2Cr 7.1; 1Pe 4.14); (3) que abençoará o seu povo com chuvas de bênçãos (Ez 34.26), especialmente com a paz (Sl 29.11; ver o estudo A PAZ DE DEUS); (4) que concederá fartura de alegria (Sl 122.1,2; Lc 15.7,10; Jo 15.11); (5) que responderá às orações dos que oram com fé sincera (Mc 11.24; Tg 5.15); (6) que encherá de novo o seu povo com o ESPÍRITO SANTO e com ousadia (At 4.31); (7) que enviará manifestações do ESPÍRITO SANTO entre o seu povo (1Co 12.7-13); (8) que guiará o seu povo em toda a verdade através do ESPÍRITO SANTO (Jo 15.26; 16.13); (9) que santificará o seu povo pela sua Palavra e pelo seu ESPÍRITO (Jo 17.17-19); (10) que consolará, animará e fortalecerá seu povo (Is 40.1; 1Co 14.26;2Co 1.3,4; 1Ts 5.11); (11) que convencerá o povo do pecado, da justiça e do juízo por meio do ESPÍRITO SANTO (ver Jo 16.8 nota); e (12) que salvará os pecadores presentes no culto de adoração, sob a convicção do ESPÍRITO SANTO (1Co 14.22-25).

EMPECILHOS À VERDADEIRA ADORAÇÃO. O simples fato de pessoas se dizendo crentes realizarem um culto, não é nenhuma garantia de que haja aí verdadeira adoração, nem que DEUS aceite seu louvor e ouça suas orações. (1) Se a adoração a DEUS é mera formalidade, somente externa, e se o coração do povo de DEUS está longe dEle, tal adoração não será aceita por Ele. CRISTO repreendeu severamente os fariseus por sua hipocrisia; eles observavam a lei de DEUS por legalismo, enquanto seus corações estavam longe dEle (Mt 15.7-9; 23.23-28; Mc 7.5-7). Note a censura semelhante que Ele dirigiu à igreja de Éfeso, que adorava o Senhor mas já não o amava plenamente (Ap 2.1-5). (2) Outro impedimento à verdadeira adoração é um modo de vida comprometido com o mundanismo, pecado e imoralidade. DEUS recusou os sacrifícios do rei Saul porque este desobedeceu ao seu mandamento (1Sm 15.1-23). Isaías repreendeu severamente o povo de DEUS como “nação pecadora... povo carregado da iniquidade da semente de malignos” (Is 1.4); ao mesmo tempo, porém esse mesmo povo oferecia sacrifícios a DEUS e comemorava seus dias santos. Por isso, o Senhor declarou através de Isaías: “As vossas festas da lua nova, e as vossas solenidades, as aborrece a minha alma; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue” (Is 1.14,15). Semelhantemente, na igreja do NT, JESUS conclamou os adoradores em Sardes a se despertarem, porque “não achei as tuas obras perfeitas diante de DEUS” (Ap 3.2). Da mesma maneira, Tiago indica que DEUS não atenderá as orações egoístas daqueles que não se separam do mundo (Tg 4.1-5). O povo de DEUS só pode ter certeza que DEUS estará presente à sua adoração e a aceitará, quando esse povo tiver mãos limpas e coração puro (Sl 24.3,4; Tg 4.8).

  

Ajuda da Lição CPAD 3º Trimestre de 2019

 

SÍNTESE DO TÓPICO I - Com base no Antigo e no Novo Testamento, a adoração é a veneração elevada que se presta ao DEUS único e Criador.

SÍNTESE DO TÓPICO II - Devemos adorar a DEUS “em espírito e em verdade”, a partir de um “culto racional”.

SÍNTESE DO TÓPICO III - Dentre muitos gestos e atitudes que expressam a adoração estão o ajoelhar-se, o prostrar-se, o louvar, o cantar, o glorificar a DEUS.

 

PARA REFLETIR - A respeito de “A Mordomia da Adoração”, responda:
O que significa adoração, no sentido etimológico? No sentido etimológico significa “Culto ou veneração que se presta a uma divindade”.
Atualmente, qual o significado da palavra liturgia? Atualmente, a palavra liturgia refere-se à forma de organização do culto e seu desenvolvimento.
Quais foram as duas coisas importantes que JESUS disse a respeito da adoração? Primeiro, onde se deve adorar a DEUS; em segundo lugar, como se deve adorá-Lo.
Qual é o objetivo do culto racional? O objetivo do culto racional é este: “para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS” (Rm 12.2).
Cite aos menos dois gestos e atitudes na adoração a DEUS. Ajoelhar-se e prostrar-se; louvar e cantar.
  
 

SUBSÍDIO DIDÁTICO - PEDAGÓGICO
Esse tópico tem o objetivo de explicar o conceito da palavra “adoração”. Para lhe ajudar nesse propósito, sugerimos que leve em conta, quando da preparação de sua aula, o seguinte texto: “O propósito da adoração é estabelecer ou dar expressão a um relacionamento entre a criatura e a divindade. A adoração é praticada prestando-se reverência e homenagem religiosa a DEUS (ou a um deus) em pensamento, sentimento ou ato, com ou sem a ajuda de símbolos e ritos. [...] A adoração pura expressa a veneração sem fazer alguma petição, e pressupõe a auto renúncia e a entrega sacrificial a DEUS. Estritamente falando, a adoração é a ocupação da alma com o próprio DEUS, e não inclui a oração por necessidades e ação de graças pelas bênçãos” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.31).

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
“A Verdadeira adoração não tem a ver necessariamente com canções, instrumentos, grupos musicais ou corais. A essência da adoração é uma vida inteiramente ligada a DEUS. É ter uma relação íntima com Ele. É falar, pensar, agir, cantar e viver em total sintonia com sua vontade e sua Palavra (1 Sm 15.22). Adoração é viver com Ele, por Ele e para Ele. É em tudo glorificá-Lo. É ter o desejo constante de agradá-Lo, de fazê-Lo sorrir e de exalar um cheiro suave e agradável ao Senhor em todo o tempo. É ser amante de CRISTO, amá-Lo pelo que Ele é, e não apenas pelo que Ele pode fazer.
[...] A adoração não está presa a rituais, nem a fórmulas, nem a expressões esteriotipadas e pré-determinadas pelo tempo, estilo pessoal, ou espaço. [...] A adoração deve envolver todo o nosso coração, a nossa alma, o nosso entendimento e toda a nossa força (Mt 22.37)” (SILVA, Edvanderson. Adoração sem Limites: Um coração aos pés de CRISTO. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp.20-21).

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
“Muitas coisas foram ditas sobre o que acontece quando somos cheios com o ESPÍRITO – muitas coisa estranhas e controversas, de fato. Mas a Palavra de DEUS diz que quando o ESPÍRITO de DEUS se faz presente em nosso meio, começamos a cantar. Nós admoestamos uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais. O verdadeiro cântico de adoração nasce, em primeiro lugar, desta verdade: o ESPÍRITO SANTO de DEUS veio para viver em seus filhos. Afinamos nossos corações para cantar seu louvor porque Ele é o Único que faz a perfeita afinação.
Esta é a própria confirmação de que DEUS está entre nós. Martinho Lutero uma vez escreveu: ‘O Diabo odeia a música porque ele não suporta a alegria. Satanás pode escarnecer, mas não pode rir; ele pode zombar, mas não pode cantar’. Talvez Lutero estivesse pensando neste surpreendente versículo: ‘Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de cânticos; então, se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o Senhor a estes’ (Sl 126.2)” (JEREMIAH, David. O Desejo do meu Coração: Vivendo Cada Momento na Maravilha da Adoração. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.129-30).


CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 79, p39

SUGESTÃO DE LEITURA - Adoração sem Limites, Adoração, Santidade e Serviço e O Culto e Suas Formas.



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Lição 1, CG, Abel, o Homem Cuja Oferta Agradou a DEUS,3Tr24, Comentários extra revista do Pr Henrique, EBD NA TV

 

Para me ajudar 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

  

REVISTA CENTRAL GOSPEL – 3º TRIMESTRE DE 2024 - ESTUDO BÍBLICO JOVENS E ADULTOS Nº 02

Tema: ÍCONES DA ANTIGA ALIANÇA

 

 SOBRE O TEMA:

Nesta revista, você encontrará histórias resumidas de personagens importantes do Antigo Testamento. Esses homens foram escolhidos por sua importância histórica, mas não por serem melhores do que os outros.

O objetivo do comentarista desta edição é mostrar detalhes menos conhecidos sobre treze homens que encontraram em Deus o propósito de suas vidas.

 

SOBRE O COMENTARISTA:

 Comentarista: Geziel Nunes Gomes é um pastor, conferencista e escritor brasileiro. Conhecido por sua obra e ministério, fundou a Igreja Evangélica Missionária Canaã em 1999 e a União das Igrejas Missionárias Canaã (ÚNICA) em 2010. Geziel é autor de diversos livros sobre a Palavra de Deus e tem influenciado o cenário evangélico nacional e internacional.    

 

 

POR DENTRO DAS LIÇÕES:

 

Lição 01: Abel, o Homem Cuja Oferta Agradou a Deus

 

Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454

 

AJUDA PARA A LIÇÃO 01:  Abel, o Homem Cuja Oferta Agradou a DEUS

 

 

TEXTO ÁUREO
"Pela fé, Abel ofereceu a DEUS maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando DEUS testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala." (Hb 11.4)


VERDADE PRÁTICA
O cristão deve viver de forma que agrade a DEUS, ainda que sofra por causa disso.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 4.1,2 Abel, o segundo filho de Adão e Eva
Terça - Gn 4.2 Abel, o primeiro pastor de ovelhas
Quarta - Hb 11.4 Abel, um caráter de fé viva
Quinta - Mt 23.35 Abel, um caráter justo e santo
Sexta - Gn 4.4 Abel, um caráter liberal para ofertar
Sábado - Gn 4.8 Abel, morto por seu próprio irmão


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 4.8-16
8 - E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou. 9 - E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?  10 - E disse DEUS: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra. 11 - E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão. 12 - Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e errante serás na terra. 13 - Então, disse Caim ao SENHOR: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. 14 - Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra, e será que todo aquele que me achar me matará. 15 - O SENHOR, porém, disse-lhe: Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será castigado. E pôs o SENHOR um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse. 16 - E saiu Caim de diante da face do SENHOR e habitou na terra de Node, da banda do oriente do Éden.

 

OBSERVAÇÃO DO Pr. Henrique

Abel ofereceu sua vida, como não podia se matar e oferecer-se a si mesmo a  DEUS, ofereceu o sangue de um animal no lugar de seu próprio sangue – sangue é vida.

 E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. Hebreus 9:22

 

Por isso o sacrifício fala até hoje – representa o sacrifício de JESUS na Cruz por nós – ELE deu a vida por nós.

 

 Comentários BEP  - CPAD

4.11 AGORA MALDITO ÉS TU. Caim foi amaldiçoado por DEUS no sentido de DEUS já não abençoar seus esforços para extrair da terra o seu sustento (vv. 2,3). Caim não se humilhou com tristeza e arrependimento diante de DEUS, pois afastou-se do Senhor e procurou viver sem a sua ajuda (v. 16).

4.15 UM SINAL EM CAIM. Talvez esse sinal deva ser entendido como posto em Caim para assegurá-lo da promessa de DEUS. Caim não sofreu pena de morte nesse tempo.

Posteriormente, quando a iniquidade e a violência da raça humana tornou-se extrema na terra, a pena da morte foi instituída (9.5,6).

4.16 SAIU CAIM DE DIANTE DA FACE DO SENHOR. Caim e seus descendentes foram os cabeças da civilização humana até hoje desviada de DEUS. A motivação básica de todas as sociedades humanistas está em superar a maldição, buscar o prazer e reconquistar o paraíso , sem submissão a DEUS. Noutras palavras, o sistema mundial fundamenta-se no princípio da autorredenção da raça humana, na sua rebelião contra DEUS (ver 1 Jo 5.19).

4.17 CAIM A SUA MULHER. Adão e Eva tiveram outros filhos e filhas (5.4). Caim, portanto, deve ter se casado com uma das suas próprias irmãs. Semelhante relacionamento foi uma necessidade, no início. Posteriormente, devido à proliferação dos funestos efeitos da queda e os casamentos entre parentes multiplicarem as anomalias biológicas nos filhos, esse tipo de casamento foi proibido (Lv 18.6,9; 20.12, 17-21; Dt 27.22,23).

 

OBJETIVO GERAL - Apresentar Abel como exemplo de caráter que agrade a DEUS.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Reconhecer o valor da oferta de Abel;

Mostrar a injustiça de Caim contra Abel;

Explicar porque Abel foi um homem que agradou a DEUS.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Abel tinha um caráter justo, oposto ao do seu irmão Caim. Adão e Eva devem ter dado a mesma educação aos dois filhos, todavia o ensino dos pais não foi e não é suficiente para moldar o caráter dos filhos. O ensino e o exemplo dos pais são importantes para a formação de um caráter saudável, mas somente JESUS pode transformar o verdadeiro eu, a nossa natureza adâmica. Caim tinha um coração mau, dominado pelo ódio e pela inveja, por isso, teve o seu sacrifício rejeitado. DEUS não olhou e não olha para a oferta em si, porque o mais importante é o coração, o caráter do ofertante. Por isso, JESUS declarou: "Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta" (Mt 5.23,24). Jamais poderemos comprar a DEUS ou impressioná-lo com as nossas ofertas, pois tudo que existe nos céus e na Terra pertence a Ele. O Senhor não deseja apenas a nossa oferta, Ele almeja ser o primeiro em nossos corações. Somente quando Ele tem o primeiro lugar pode-nos transformar e fazer de nós pessoas melhores, cujo caráter revele a sua glória.
 

PONTO CENTRAL - Abel é um exemplo de caráter justo que agrade a DEUS
 

Resumo da Lição 2, Abel, Exemplo de Caráter que Agrada a DEUS

I - A OFERTA DE ABEL
1. Uma oferta agradável a DEUS.

2. Uma oferta profética.

3. Uma oferta valiosa.

II - A INJUSTIÇA CONTRA ABEL

1. Abel era um homem justo.

2. Abel, o primeiro mártir.

3. O sangue de Abel.

III - UM HOMEM QUE AGRADOU A DEUS

1. Abel soube agradar a DEUS.

2. Abel, buscou a DEUS.

3. Caim agradou ao Diabo.

 

SÍNTESE Da pte1- DEUS se agradou da oferta de Abel.

SÍNTESE Da pte2 - É através de suas ações que o cristão evidencia o caráter de CRISTO em sua vida.

SÍNTESE Da pte3 - Abel foi um homem que agradou a DEUS.

 

PARA REFLETIR - A respeito de Abel, exemplo de caráter que agrada a DEUS, responda:
Por que Caim matou Abel?
"Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas".
DEUS se importa com o valor da oferta?
Não. Ele olha para o coração do ofertante.
Quando a oferta tem valor diante de DEUS?
Quando expressa o que está no íntimo de quem a oferece.
Que parte da humanidade Abel representa?
A parte da humanidade que se volta para DEUS.
Que parte da humanidade Caim representa?
A parte má da humanidade que dá as costas para DEUS.


 CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 70, p. 37.SUGESTÃO DE LEITURA CPAD

Teologia Sistemática de Norman Geisler; Manual do Pentateuco; Guia do Leitor da Bíblia

 

Resumo Rápido do Pr. Henrique

 

Introdução

Hebreus 11.4 Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.

Mateus 23.35 Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.

Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas. 1 João 3:12

 

O segredo básico que aqui encontramos e que praticamente nenhum teólogo consegue enxergar é que:

Abel ofereceu a DEUS o melhor da adoração, sua vida. Como não poderia se matar a si mesmo e se oferecer, colocou em seu lugar um cordeiro, ao invés de derramar seu sangue, derramou o sangue do cordeiro. Isso tipifica o sacrifício de JESUS CRISTO no calvário por nós.

JESUS se deu a si mesmo em preço de redenção para nos remir para o PAI.

Por isso o sangue de Abel ainda fala. Tipifica o sangue de JESUS derramado na cruz - Foi morto por adorar a DEUS com sacrifício perfeito - Sua vida.

Por que Caim matou Abel?

Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas. 1 João 3:12

Como era a fé de Abel?

Pela fé Abel ofereceu a DEUS maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando DEUS testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala. Hebreus 11:4DEUS dá testemunho da fé de Abel por que sua fé o impulsionou a oferecer um sacrifício perfeito a DEUS (obra - fez alguma coisa de sua fé - fé tem que ter ação) - Ofereceu sua Vida.

Tem alguma explicação para Caim ser rebelde, já que ele foi ensinado a servir o mesmo DEUS de seu irmão Abel e vivia em família com Adão e Eva que conheceram DEUS intimamente?

Isso é que a lição nos ensina. Diferença de Caráter - Expliquei na semana passada. Os dois foram criados na mesma família que era tão pequena, mas cada um absorveu um tipo de personalidade. Caim de Satanás e Abel de DEUS.  

O sangue que clama é o de Abel ou o de JESUS?

O sangue de Abel não poderia clamar além da existência de Caim. Já o sangue de Abel que representa o sangue de CRISTO clama pela eternidade, pois foi com o sangue de JESUS que fomos comprados para DEUS e purificados de nossos pecados.

Quem... me matará. Caim Imaginava inimigos prontos a matá-lo - quem sabe alguém da família de Abel para vingá-lo? Tanto Caim como Abel já tinham seus filhos nesta época ou pelo menos Adão e Eva já tinham outros filhos e filhas.

No fim de tudo quem se deu bem foi Abel.
Antes, quando olhava para um lado via a desviada Eva, para o outro lado o desviado Adão, para o outro lado endemoninhado Caim. Agora estava onde queria estar, com DEUS. Para Abel Caim foi apenas um instrumento para levá-lo onde queria - DEUS.

 

I - A OFERTA DE ABEL
1. Uma oferta agradável a DEUS.

DEUS se agradou da oferta de Abel, não por seu valor em si, mas pela motivação desta. Foi feita por fé, amor, por adoração, por desejo de agradar a DEUS.

2. Uma oferta profética.

A oferta prefigurava o sacrifício de JESUS por nós na Cruz. Assim como Abel substituiu-se a si mesmo por um animal e derramou o sangue daquele animal em lugar de seu próprio sangue, assim também JESUS, o cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), nos substituiu na cruz, levou sobre ELE nossos pecados e doenças e enfermidades (Is 53.4). JESUS derramou seu sangue por nós para nos comprar para DEUS e para nos purificar de todo pecado (Cl 1.14)

No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. João 1:29

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Isaías 53.4

Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; Colossenses 1:14

3. Uma oferta valiosa.

Abel deu do melhor que tinha, queria dar sua vida que era mais preciosa, mas a substituiu pelo melhor de seus rebanhos, escolheu seu melhor animal para oferecer a DEUS.

 

II - A INJUSTIÇA CONTRA ABEL

1. Abel era um homem justo.

O próprio JESUS testificou de Abel chamando-o de justo (justificado pela fé)

Mateus 23.35 Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.

2. Abel, o primeiro mártir.

Segundo o dicionário Aurélio, Mártir é uma pessoa que sofre tormentos ou a morte por uma crença, uma ideia ou uma causa. Pessoa que sofre maus tratos.

Segundo o dicionário On-line Mártir é uma pessoa que foi submetida a torturas, a sacrifícios ou à morte por um ideal ou por uma crença; quem se sacrificou em nome da fé e de suas convicções.  Quem oferece a própria vida em favor de outra coisa ou pessoa.

Abel foi morto por causa de sua fé. Por causa de seu amor a DEUS, por causa de sua intimidade com DEUS, por causa da aceitação de DEUS de seu sacrifício de adoração.

3. O sangue de Abel.

Foi chamado por JESUS de sangue justo. Foi dito que este sangue clamava  com sua voz desde a terra.

Mateus 23.35 Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.

Genesis 4.10 E disse DEUS: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.

Esse clamor é por vingança. Uma vida deveria ser dada em troca de outra vida (embora ainda não houvesse essa lei).

O teu olho não perdoará; vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé. Deuteronômio 19:21

 

III - UM HOMEM QUE AGRADOU A DEUS

1.Abel soube agradar a DEUS.

Agradou por sua intenção de adorar e agradou por oferecer seu melhor. Abel teve fé. Abel tinha um bom caráter.

2. Abel, buscou a DEUS.

Tomou a iniciativa de adorar a DEUS e ofereceu um sacrifício. A fé impulsiona, faz alguma coisa, produz.

3. Caim agradou ao Diabo.

Caim fazia o que satisfazia Satanás que veio para roubar, matar e destruir. Caim tinha um mau caráter.

Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas. 1 João 3:12

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. João 10:10

 

Conclusão

A oferta de Abel foi uma oferta agradável a DEUS. Foi uma oferta profética e muito valiosa. Caim cometeu um ato de injustiça contra Abel quando o matou. Abel era um homem justo e foi o primeiro mártir por ter sido aceito por DEUS. O sangue de Abel clamava por vingança, mas o sangue de JESUS clama por perdão. Abel foi um homem que agradou a DEUS por dar a DEUS o seu melhor. Abel buscou a DEUS pela fé. Caim agradou ao diabo.

  

Comentários de Vários Livros com algumas modificações do Pr. Henrique

 

ABEL -Dicionário Strong em Português - הבל Hebel
Abel = “fôlego”
1) segundo filho de Adão e Eva, morto por seu irmão Caim.

CAIM - קין Qayin
Caim = “possessão” n. pr. m.
1) filho mais velho de Adão e Eva e o primeiro homicida, o qual assassinou seu irmão Abel
 

Gênesis 4.8-10 Comentários da Bíblia Diário Vivir

 

Este é o primeiro assassinato: tirar uma vida derramando sangue humano. O sangue representa vida (Lev 17:10-14). Caso seja tirado o sangue de uma pessoa viva, morrerá. Já que DEUS criou a vida, só DEUS pode tirá-la.

4.8-10 A desobediência de Adão e Eva trouxe o pecado à humanidade. Talvez tenham pensado que seu pecado (comer um simples fruto) não era tão mau, mas observe quão rapidamente sua natureza pecaminosa se desenvolveu em seus filhos. A simples desobediência rapidamente degenerou em um franco assassinato. Adão e Eva atuaram unicamente contra DEUS, mas Caim atuou tanto contra DEUS como contra o homem. Um pecado pequeno tende a crescer até descontrolar-se. Permita que DEUS lhe ajude com seus pecados "pequenos" antes que se convertam em tragédias.

4.11-15 Caim foi severamente castigado por este homicídio. DEUS julga e castiga todos os pecados de maneira apropriada, mas não o faz por ira ou por vingança. Mas bem, o castigo de DEUS pretende nos corrigir e restaurar nossa relação com ELE. Quando você for corrigido, não se ressinta. Mas se converta e renove sua comunhão com DEUS.

4.14 Até aqui só escutamos falar de quatro pessoas: Adão, Eva, Caim e Abel. Surgem duas perguntas: (1) por que Caim estava preocupado com o fato de que outras pessoas o matassem?, e (2) De onde obteve a sua esposa? (veja-se 4.17).

Adão e Eva tiveram numerosos filhos, DEUS lhes havia dito que "enchessem a terra" (1.28). A culpabilidade e o temor que sentia Caim por ter matado a seu irmão eram muito grandes e provavelmente temia as repercussões de sua família. Se ele era capaz de matar, também o eram eles. A esposa que escolheu Caim pôde ter sido uma de suas irmãs ou uma sobrinha. A humanidade ainda era geneticamente pura e não existia o temor sobre os efeitos secundários que seriam ocasionados pelo casamento entre parentes.

4.15 A expressão "sete vezes será castigado", significa que o castigo da pessoa seria completo, cabal e muito pior que o que recebeu Caim por seu pecado.

4.19-26 Infelizmente, quando o homem é deixado sozinho, tende a piorar em lugar de melhorar. Esta curta narração a respeito do Lamec e sua família nos mostra a variedade de talentos e habilidades que DEUS deu ao homem. Mas também apresenta o desenvolvimento contínuo do pecado conforme passa o tempo. Ocorreu outro assassinato, presume-se que foi em defesa própria. A violência vai aumentando. Aparecem agora dois grupos distintos: (1) aqueles que mostram indiferença para o pecado e a maldade, e (2) aqueles que invocam o nome de DEUS (os descendentes de Sete, 4.26). Sete tomaria o lugar de Abel como líder de uma linha de pessoas fiéis a DEUS.

 

Gênesis 4.8-16 - COMENTÁRIO NEVES DE MESQUITA ( AT ) - Os Dois Sacrifícios (Gên. 4:3-7)

 

Os dois sacrifícios eram de natureza diferente. Um era sacrifício de sangue e era feito com os primogênitos do rebanho, figura da lei levítica, já em prática no tempo de Adão. A carne, com a gordura, seriam oferecidos sobre o altar, na dispensação Mosaica, e, a julgar pelo ritual a que Abel se submeteu, parece que já existia o altar naquele tempo, erigido por Adão. O culto estava bem elaborado. Na falta de sacerdote, o próprio pecador oferecia sua própria oferta. Os dois sacrifícios não somente são diversos em si mesmos e com valor profundamente diferente, mas os próprios ofertantes são dois tipos diferentes.

Só há uma alternativa: ou a oferta não estava de acordo com o estado espiritual do ofertante, ou a oferta não foi acompanhada do espírito de adoração, e, neste caso, era uma simples formalidade. Parece que a última conjectura é a mais razoável. De qualquer forma, DEUS aceitou uma e rejeitou a outra. Os rabis têm uma tradição de que DEUS mostrou sua aprovação pela oferta de Abel fazendo vir fogo do céu e consumindo o holocausto, como no caso de Elias com os profetas de Baal. Este era, sem dúvida, um modo por que DEUS aceitava o sacrifício de sangue, muitas vezes, mas nunca aceitava desta forma a oferta de manjares. Se a tradição fosse verídica, explicaria por que Caim se irou, vendo que o fogo não consumia sua oferta, como tinha consumido a de Abel. Entretanto, é apenas uma tradição, que pode ser ou não verídica. O autor da carta aos Hebreus diz que, pela fé, Abel ofereceu melhor sacrifício do que Caim (Hb. 11:4). A rejeição da oferta parece ter sido devida ao coração de Caim. Ele não estava adorando o Criador, mas simplesmente conformando-se com o rito da família.

A ira e o ciúme abrasaram Caim, e o seu semblante caiu. DEUS pergunta-lhe por que ficou tão irado, e diz: "Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti?" (Não terás levantado teu semblante?) A ira de Caim não era justificável; ele não tinha sido desprezado; se procedesse bem, continuaria a gozar dos favores divinos, mas, se procedesse mal, o pecado estava à porta, como um leão pronto a lançar-se sobre a presa. A última parte do verso 7 é realmente difícil de entender: " ... para ti será seu desejo, mas tu dominarás sobre ele." Há três maneiras de interpretar esta última parte do verso.

A primeira interpretação trata do significado da palavra "pecado" (se realmente significa pecado no sentido ordinário da palavra, ou oferta pelo pecado) e afirma que a palavra aqui realmente significa pecado. (Em hebraico as palavras pecado e oferta expiatória são iguais.)

A segunda interpretação é que esta palavra significa "oferta pelo pecado". Ambos os significados são amplamente justificados na Bíblia. Se, portanto, traduzirmos a palavra por "oferta pelo pecado" ou "oferta expiatória", daremos à tradução do verso o seguinte: "Se não procederes bem, a oferta pelo pecado à porta." Isto é, à porta do curral, tens animais que podem ser oferecidos, como sacrifício pelo mal que fizeres; não fiques, pois, iracundo, há um meio aceitável para ti.

Em resumo, a primeira interpretação diz que, no caso de a palavra significar "pecado" literalmente, então, este pecado está à porta, como uma fera pronta a saltar sobre Caim: " ... para ti será seu desejo, mas tu dominarás sobre ele". Este pecado será constante perseguidor de Caim, mas este conseguirá vencê-lo. A segunda interpretação diz que a "oferta pelo pecado" está à porta e pode ser usada sempre que precisar. Na terceira interpretação, alguns comentadores separam a última parte do verso 7 da primeira parte, e fazem que ela se refira à primogenitura de Caim. Caim julgou ter sido repudiado por DEUS, havendo sua oferta sido rejeitada, e a consequência lógica seria ter sido despojado dos direitos da primogenitura. A ideia de que Abel agora passava a ser seu senhor, fez-lhe cair o semblante como reflexo do estado moral em que tinha caído, pela rejeição da oferta. DEUS, que tanto via o semblante como o coração, divisou o móvel de toda a transformação e, para consolar o irado Caim, diz-lhe (parafraseando o texto): "Se fizeres bem, continuará a haver aceitação para ti; se fizeres mal, o pecado jaz à porta (segundo a primeira interpretação) e tu sofrerás as consequências de teu mau procedimento, ou (conforme a segunda interpretação), a oferta pelo pecado está à porta e teu mal pode ser expiado; não obstante tua falta agora, e tua falta possível no futuro, tu continuarás a dominar sobre teu irmão." "para ti será todo o seu desejo." (de teu irmão). O verso é difícil, mas a ideia é clara. DEUS quer desviar a ira de Caim e evitar o terrível pecado que já estava começando a dominar o seu coração. Se Caim tivesse ouvido o conselho de DEUS, qualquer que seja a verdadeira interpretação, continuaria na posse dos privilégios e bênçãos da primogenitura e a dominar sobre o irmão.

A última destas três interpretações parece ser a mais razoável e tem em seu favor a opinião dos melhores "scholars" e é a que o autor aceita, de preferência. A expressão "... para ti será todo o seu desejo e tu dominarás sobre ele" só pode referir-se a Abel e Caim, porque o pronome em ambos os lugares é masculino e não pode referir-se a pecado. Era natural a ira de Caim. Sua oferta tinha sido rejeitada, e a primeira coisa que pensou foi que tinha perdido a primogenitura. DEUS intervém e mostra-lhe que não, que ele continuaria a dominar sobre Abel e este a ser seu servo. Esta promessa, entretanto, condicionada à conduta de Caim, tendo ele se desviado pelo crime que praticou, o chefe da família, após Adão, não foi mais Caim, mas Sete que veio em lugar de Abel. Por sua atuação, o primogênito perdeu a primogenitura, que teria passado a Abel, mas como este foi morto, passou para o seu substituto, Sete. A história da raça é clara sob este ponto de vista, confirmando, destarte, esta última interpretação.

O Primeiro Homicídio

Após a cena entre DEUS, Abel e Caim, dá-se o primeiro homicídio na terra. A morte era ainda desconhecida; e foi Abel, o justo, o primeiro a prová-la. Caim tinha ficado irado contra seu irmão, e, a despeito da promessa consoladora de que ele não seria repudiado, esperou a primeira oportunidade para se ver livre de seu irmão. Abel era-lhe um estorvo, e era preciso removê-lo. Caim era incrédulo, e não tinha podido dar crédito às palavras de DEUS. Abel tinha fé, e por isso seu sacrifício foi aceitável a DEUS. Este fato é o primeiro conflito entre fé e incredulidade. A raça dividiu-se neste ponto, e está dividida até hoje. As maiores guerras têm sido guerras religiosas. A religião é um patrimônio da humanidade, e a falta dela é a causa de tantos conflitos. Daí em diante, duas linhas genealógicas podem constatar-se: a dos filhos de DEUS, os homens religiosos, os crentes, e a dos filhos dos homens, os demais que vivem sob a orientação de Satanás.

Adão e Eva estão começando a colher os frutos da sua falta. O primogênito tornou-se criminoso e proscrito, e o filho que pensavam ser da promessa estava morto.

DEUS aparece a Caim depois do crime, e pergunta-lhe por Abel. A resposta revela a perversidade de Caim: "Sou eu o guardador de meu irmão?" Outro pecado, o da mentira. Todo criminoso é mentiroso. Ele bem sabia onde estava Abel, mas achou que era melhor responder que fosse perguntar ao pai e à mãe. Ele nada tinha a ver com a conduta de quem tinha pai e mãe. Vai perguntar ao pai e à mãe, eles devem saber onde ele está. Difícil era para Caim esconder o seu crime. DEUS pergunta-lhe: que fizeste? "A voz do sangue de teu irmão clama até mim desde a terra". Não houve testemunha ocular, mas o próprio sangue do justo clamava. Há uma grande doutrina aqui. Era pelo sangue inocente que o pecador, no V.T., se reconciliava com DEUS, e foi pelo sangue da aspersão, que fala melhores coisas que o de Abel, que JESUS se tornou mediador de um novo concerto.

DEUS, supremo juiz, pronunciou a condenação de Caim e expeliu-o da sua face. É a primeira maldição descarregada sobre um homem. Quando Adão pecou, DEUS amaldiçoou a terra, mas não a ele; agora, porém, o pecado agravou-se de modo tal, a ponto de destruir a própria obra divina. A raça caminha a largos passos para a ruína. Caim não pode negar seu crime, e sua própria consciência lhe diz que a punição é maior do que se pode suportar, mas não maior do que ele merece. Considera-se indigno da presença de DEUS e, como vagabundo, sem a proteção de DEUS e do homem, será morto pelo primeiro homem que o encontrar, e para fugir à perspectiva, delibera ir para uma terra afastada, para evitar ser morto mais depressa.

DEUS, porém, dá-lhe a promessa de que não será morto e põe-lhe na testa um sinal. Duas coisas devemos notar aqui. A primeira é que a morte de Caim não expiaria seu próprio pecado. A Bíblia desconhece o costume pagão dos sacrifícios humanos. Além de outras razões, eles são incapazes de corresponder às exigências sacrificiais. A segunda é quanto ao sinal que DEUS pôs em Caim. Este sinal devia estar em lugar bem conspícuo, de modo a poder ser visto ao longe. Alguém crê que foi um sinal preto e que daqui vem a raça escura, mas isto é mera suposição. A raça preta descende de Cão (Ham), filho de Noé, e não era possível que este sinal se reproduzisse noutra pessoa que nada tinha com o crime de Caim, e muito menos que Cão fosse escuro e os demais irmãos brancos.

 

Gênesis 4.8-16 - Comentário Bíblico Wesleyano - O pecado de Caim

 

O primeiro evento significativo após o primeiro casal humano ter sido exilado do Eden foi o nascimento de seus dois filhos. O primeiro foi nomeado Caim, que Eva explicou com sua exclamação, tenho obtido um homem com a ajuda de DEUS . ("Get" em hebraico é qanah e "Caim" é Qayin .) Eva olhou para aquele filho primogênito como um dom de DEUS. Certamente a dificuldade do parto, especialmente porque Caim foi o primeiro que já nasceu, e a alegria de toda a mãe sobre seu bebê iria inspirar tal expressão de louvor e gratidão. Ela também pode ter visto nele mais uma prova de que DEUS não os abandonou, mesmo depois de pecarem, mas que suas promessas pouco veladas em relação ao futuro iriam ser trabalhadas. O nascimento de Caim foi seguido pelo de Abel. O fato de que nenhuma concepção separado é mencionado como geralmente é feito nas Escrituras, e para a construção peculiar do hebraico, que diz literalmente ", e acrescentou a nu", tem levado muitos estudiosos a acreditar que Abel era gêmeo de Caim. De qualquer forma, os dois irmãos estavam ligados por grande proximidade dos laços familiares, tinham o mesmo pai e mãe, a mesma casa, a mesma herança espiritual.

Nenhuma menção é feita da infância dos dois filhos. Pelo contrário, a história se move imediatamente para a sua masculinidade quando cada um tinha tomado seus meios de subsistência. Caim seguiu os passos de seu pai e cultivava o solo; Abel tornou-se pastor. Em seguida, no decorrer do tempo, os dois irmãos vieram adorar por meio de sacrifício. Esta é, literalmente, "no final do dia", e pode significar no dia de sábado ou no final da estação de crescimento em um tipo de ação de graças ou festival religioso. 

Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Oferta é, literalmente, o "presente" e pode se referir a qualquer coisa dada a DEUS, seja de grãos ou de animais. No entanto, é frequentemente utilizado especialmente das ofertas de cereais, como o descrito em Levítico 2: 1 e ss . Essas ofertas não eram contrárias ao sistema sacrificial ordenado por DEUS do Antigo Testamento, muito tempo depois, mas foram sim parte integrante desse sistema. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura . Abel ofereceu cordeiro dos primogênitos e o mais gordo do rebanho ou o melhor de gordura daquele que ele ofereceu. Isso foi em pleno acordo com as disposições posteriores da lei mosaica ( Ex. 13: 1-2, 11-16 ; Lev 3: 16-17 ).

Agora vem o ponto de viragem da história. Para o Senhor se agradou, ou atentou para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Atentou é, literalmente, "olhou" ou "encarou com favor." Como DEUS expressou Sua aprovação não é claro. Alguns supõem que a oferta foi consumida pelo fogo do céu tanto quanto alguns sacrifícios posteriores, especialmente desde que Hebreus 11: 4 pode ser traduzido: "DEUS deu testemunho sobre os seus presentes." Nem a razão para a aceitação do Senhor de Abel e rejeição de Caim se fez cristalina. Não poderia ter sido de natureza física dos sacrifícios, pois cada um trouxe o fruto do seu trabalho. Abel ofereceu um sacrifício de sangue, mas a linha de trabalho de Caim não poderia ter fornecido tal sacrifício, e ambos os sacrifícios, como já foi referido, foram posteriormente sancionados no código de Moisés. Há um ligeiro toque quanto a uma diferença de espírito, porque não há palavras de qualificação usados ​​sobre o sacrifício de Caim enquanto Abel ofereceu o primeiro animal nascido e sua gordura. É possível que Caim apenas seguiu a forma de adoração sem a atitude de coração necessária para adoração enquanto Abel procurou dar a DEUS o melhor que tinha como uma expressão de sua reverência e devoção. Hebreus 11: 4 deixa claro que a diferença foi de coração e atitude, pois diz: "Pela fé Abel ofereceu a DEUS sacrifício mais excelente que Caim", e em Hebreus 11:6 o escritor declara: "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de DEUS creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam". Em Caim faltava essa fé, e seus atos posteriores mostram que ele foi de um espírito completamente estranho à natureza do DEUS.

Caim ficou muito irado, e seu semblante . Caim estava consciente por alguns meios de que Abel foi aceito e ele rejeitado. Sua reação foi negativa. Mas, assim como o Senhor não abandonou Adão e Eva após o pecado no jardim, Ele se recusou a abandonar Caim. Ele não se agradou do sacrifício de Caim, mas Ele não perdeu de vista Caim. No versículo 7 DEUS procura Caim para o avisar contra os perigos da força do pecado que se esconde em seu coração e apontar o caminho para a vitória sobre ele. O verso é uma tarefa difícil de traduzir e da ASV como dado acima faz sobre o melhor que pode ser feito. Não havia nenhuma razão para que o rosto de Caim ficasse caído, ou entristecido. Se ele fizesse o bem, seu rosto seria levantado, ficaria feliz e em comunhão com DEUS. Se ele não fizesse o bem, seria porque o pecado tinha feito sua toca como um animal selvagem na porta do seu coração, definindo o seu desejo sobre Caim para consumi-lo. Mas a exortação divina era que Caim dominasse seus impulsos pecaminosos, algo que ele poderia fazer se ele procurasse a ajuda divina, se se arrependesse. Mas Caim não acatou a advertência de DEUS. Ele saiu e disse Abel (tanto a Escritura implica que ele disse a Abel que DEUS havia dito a ele ou o conteúdo da conversa não é dado). E então, quando eles estavam no campo, ele matou Abel, no calor da raiva sob o controle da fera do pecado contra o qual ele tinha sido avisado.

(2) A punição de Caim ( 4: 9-15 )

"E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? E disse DEUS: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra. E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra. Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará. O Senhor, porém, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que o não ferisse qualquer que o achasse".

Quanto tempo depois de terrível ato de Caim esta cena ocorreu não é declarado. Alguns especulam que ela teve lugar na próxima vez que Caim foi para a adoração. Mas novamente o Senhor alcançou o pecador. Assim como Ele tinha incansavelmente questionado Seu caminho para a verdade no jardim, Ele agora começou o interrogatório de Caim: Onde está Abel, teu irmão? A progressão rápida, herdada de Adão e Eva do pecado é revelado na resposta de Caim, eu não sei: eu sou guardião de meu irmão? Nem Adão nem Eva se atrevera a negar o seu pecado completamente. Mas agora Caim além de cometer  assassinato, também mente e acrescenta ainda a insolência no trato com o próprio DEUS. Mas a tentativa de Caim é de se esquivar à pergunta. DEUS com outra pergunta prossegue. Porque, como sempre DEUS fez a última pergunta a que Caim não tinha uma resposta satisfatória: Que fizeste A voz do sangue de Abel tinha falado com DEUS a partir do solo. Nenhum pecado jamais pode ser mantido oculto ou quieto. Mesmo que o homem nada sabe, DEUS ainda pode ver as coisas invisíveis aos olhos humanos e ouvir sons inaudíveis aos ouvidos humanos. É significativo que, cada vez que DEUS falou com Caim sobre Abel Ele usou as palavras teu irmão ou do teu irmão três vezes, em três versos (vv. 9,1011 ). Assim, DEUS refutou a implicação da pergunta de Caim. Ele é responsável por seu irmão, não só para evitar lesão intencional ou violência contra ele, mas para assumir a responsabilidade por seu bem-estar total. DEUS deixa claro que a conduta do homem para com o seu irmão será julgado com base no amor prático.

Uma vez que a questão estava no fim, o julgamento foi novamente pronunciado. E como o tempo anterior, no Éden, foi novamente temperado com misericórdia. DEUS declarou que o solo a partir de agora não cederia a sua força em tudo para Caim, mas ele se tornaria um fugitivo e vagabundo . Caim começou a choramingar e reclamar, Meu castigo é maior do que posso suportar . A tragédia é que Caim não se arrependeu de sua culpa, mas sim reclamou de sua punição. A graça de DEUS seria suficiente para perdoar e redimir Caim, se ele tivesse sido capaz de apropriar-se dela, mas tudo o que ele buscava era algum alívio de sua punição: como isso é típico do homem pecador convencido, mas rebelde. O Senhor, em Sua misericórdia colocou algum tipo de sinal em Caim e declarou que quem tirasse sua vida seria reembolsado, ou castigado sete vezes.

 

Gênesis 4.8-16 - Bíblia do EXPOSITOR (4003 a.C.) CAIM E ABEL  ASSASSINATO - CAIM MATA ABEL

 

8 E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e matou-o (o primeiro assassinato, a religião de Caim era muito refinada para matar um cordeiro, mas não muito culta para assassinar seu irmão; o caminho da salvação de DEUS enche o coração de amor, o caminho do homem de salvação inflama-o com ódio; "religião" tem sido sempre a maior causa de derramamento de sangue) .

9 E o Senhor disse a Caim: Onde está Abel, teu irmão? (Adão pecou contra DEUS e Caim pecou contra o homem e DEUS. Em sua conduta unida, temos pecado em todas as suas formas, já na primeira página da história humana.) E ele disse, eu não sei; sou eu o guarda do meu irmão (ele mostrou-se um "mentiroso", dizendo: "Eu não sei", "assassino, mentiroso e enganador" pensando que pudesse esconder seu pecado de DEUS; "injusto" em negar a si mesmo para ser o guardião de seu irmão; "obstinado e desesperado" em não confessar seu pecado) ?

10 E Ele (DEUS) disse: O que você fez (trata-se de pecado do homem, fruto da sua natureza pecaminosa)? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra. (pode haver possibilidade de que Caim cortou a garganta de seu irmão).

11 E agora você está amaldiçoado desde a Terra (Caim repudiou a Cruz, assassinou seu irmão, e agora é amaldiçoado por DEUS; esta é a primeira maldição literal contra um ser humano dada por DEUS ), que abriu a sua boca para receber o sangue de teu irmão de sua mão (era o início do que provou ser uma saturação, a partir de então até agora, a Terra tem sido embebida com o sangue de vítimas inocentes) ;

12 Quando você cultivar a terra, ela não deve, doravante dar-vos a sua força (apresenta o fato de que Caim tinha poluído a habitação do homem, e agora, quando ele cultivava o solo, este iria resistir a ele como um inimigo); "fugitivo e vagabundo serás na terra" (apresenta a pesquisa, não de muito melhor, mas sob a compulsão de má consciência) .

13 E Caim disse ao Senhor, Meu castigo é maior do que posso suportar (Caim não via a enormidade de seu pecado, mas a gravidade de sua punição; em outras palavras, não houve arrependimento) .

14 Eis que tu me lanças fora este dia pela face da Terra (pecado trouxe a expulsão de Adão do círculo interno de DEUS, o de Caim a partir do exterior) ; e de sua face eu devo ser escondido (a ser escondido do rosto de DEUS é não ser mais protegido por Seu cuidado) ; e serei fugitivo e vagabundo na terra (um andarilho); e agora todo aquele que me encontrar deve (procurar) matar-me. (A referência por Caim a outros indivíduos prova que havia cerca de 100 anos ou mais desde que Adão e Eva foram criados, os primeiros pais tiveram outros filhos . Por esta altura, poderia muito bem ter sido centenas de pessoas na Terra, e sem dúvida foram.)

15 E o Senhor disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, por vingança ele será vingado sete vezes (A Caim foi permitido viver a fim de que ele pudesse ser um aviso perpétuo para os outros que o sangue de seus semelhantes não devia ser derramado, no entanto, muito poucos atenderam ao aviso, como poucos atualmente atendem) . E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que qualquer que o encontrasse não procurasse  matá-lo (não nos é dito qual marca era, mas, evidentemente, todos sabiam, pois viam em Caim quando o encontravam) .

A PRIMEIRA CIVILIZAÇÃO

16 E saiu Caim da presença do Senhor (aqueles em rebelião contra DEUS não desejam sua presença, e por todas as razões óbvias) , e habitou na terra de Nod, a leste do Éden ("Nod" significa "errante"; a maioria da raça humana "vagam", porque eles não conhecem a DEUS e, portanto, não têm paz) .

 

Gênesis 4.8-16 - Comentário Bíblico Moody - C. Os Dois Irmãos. 4:1-16.

 

1. Caim (Qayin). A palavra Caim está geralmente associada com qeinâ do hebreu, "adquirir" ou "obter". A derivação está baseada na semelhança do som, mais do que por causa da etimologia básica, Poderíamos dizer que é um jogo de palavras. Eva encheu-se de alegria com o nascimento do seu filho. Ela exclamou: "Obtive um homem".

2. Abel (Hebel). O nome dado ao segundo filho indica "um hálito fugaz" ou "um vapor". Aplu, a palavra acadiana cognata, significa filho. Abel deu origem à vida pastoral, enquanto Caim seguiu a seu pai na agricultura.

4a. Uma oferta (minhâ). Cada homem trouxe um presente especial ou uma oferta a DEUS. Não se faz nenhuma menção de altar ou lugar de culto religioso. Minhâ, como os antigos o conheciam, servia para expressar gratidão, o efeito da reconciliação com o Senhor, e para adoração. Esta narrativa descreve o primeiro ato de adoração registrado na história humana. Em cada exemplo o adorador trouxe algo que era seu como oblação ao Senhor.

4b. Agradou-se o Senhor (shei'â). O presente oferecido por Caim não foi agradou ao Senhor. Aqui não se explica o porquê da rejeição. E as Escrituras não nos contam como DEUS indicou a Sua desaprovação. Talvez fogo caísse do céu e consumisse a oferta que foi aceita, mas deixasse a outra intocada.

a DEUS maior sacrifício do que Caim . . , dando DEUS testemunho dos seus dons " (Hb. 11:4). Esta explicação centraliza-se sobre a diferença do espírito manifestado pelos dois homens. Sendo Abel um homem de fé, veio com o espírito correto e adorou de maneira agradável a DEUS. Não temos motivos para crer que Abel tinha algum conhecimento de sua necessidade da expiação substitutiva. Pelas aparências ambas as ofertas expressavam gratidão, ação de graças e devoção a DEUS. Mas o homem que tinha falta de fé genuína no seu coração não podia agradar a DEUS, embora sua oferta material fosse imaculada. DEUS não se agradou de Caim porque já olhara para ele e vira o que havia no seu coração. Abel veio a DEUS com a atitude certa de um coração disposto a adorar e pela única maneira em que os homens pecadores podem se aproximar de um DEUS santo. Caim não.

5b. A ira incontida de Caim exibiu-se imediatamente. Sua fúria logo se acendeu, revelando o espírito que se aliava em seu coração. Caim tornou-se um inimigo de DEUS e hostil para com seu irmão. Assim, o orgulho ferido produziu a inveja e o espírito de vingança. E estes deram à luz ao ódio consumidor e à violência que torna possível o homicídio.

6,7a. Descaiu o teu semblante . . . serás aceito. O ódio que o queimava por dentro fez descair o seu semblante. Produziu um espírito taciturno, desagradável e mal-humorado. Com gentileza e paciência DEUS lidou com Caim, tentando salvar o pecador rebelde. Assegurou-lhe que caso se arrependesse sinceramente, readquiriria sua alegria e seria aceito por DEUS. Neisei, "levantar", empresta a idéia de perdão. DEUS misericordiosamente estendeu, assim, a Caim a esperança do perdão e da vitória diante de sua decisão momentosa.

7b. Pecado (hatt'at) jaz (reibas). Logo em cima da promessa animadora. DEUS pronunciou uma advertência severa, insistindo com o pecador a que controlasse seu gênio e tomasse cuidado para que uma besta pronta a saltar sobre ele (o pecado) não o devorasse. O perigo era real. A besta mortal estava exatamente naquele momento pronta a dominá-lo. A palavra de DEUS exigia ação imediata e forte esforço para repelir o provável conquistador. Caim não devia permitir que esses pensamentos agitados e esses impulsos o conduzissem a atitudes ruinosas. DEUS apelou fortemente para a vontade de Caim. A vontade tinha de ser posta em ação para se obter a vitória completa sobre o pecado (hatt'at). Dependia do próprio Caim vencer o pecado em si mesmo, para controlar e não ser controlado. O seu destino estava em suas mãos. Não era tarde demais para escolher o caminho de DEUS.

9. Onde está Abel, teu irmão? Falhando no domínio do selvagem monstro, Caim logo encontrou-se à mercê de uma força que o controlou completamente. Quase imediatamente um dos filhos veio a ser um homicida e o outro um mártir. Rapidamente DEUS confrontou o homicida com uma pergunta. Ao que parece, Ele quis obter uma confissão de culpa que preparasse o caminho para a misericórdia e o perdão completo. Embora Caim tivesse cometido o pecado de livre e espontânea vontade, descobriu-se perseguido por um DEUS amoroso, rico em graça.

Sou eu tutor de meu irmão? (shomer). Que resposta desavergonhada para a pergunta de um Pai amoroso! Petulantemente, desafiadoramente, Caim deu a sua resposta. O pecado já o tinha agarrado em seu domínio. Ele renunciava os direitos demandantes da fraternidade. Recusou-se a demonstrar respeito ao DEUS eterno. Descaradamente apoiou-se em sua rebeldia egoísta e falou coisas que ninguém teria coragem de pronunciar.

10. A voz (qôl) do sangue do teu irmão clama (sô'qim) da terra a mim. Sangue derramado por um homicida, embora coberto pela terra, estava clamando a DEUS. DEUS podia ouvi-lo, e Ele compreendia o significado do grito, pois Ele conhecia a culpa de Caim. Com que melancolia aquele sangue gritava por vingança! O autor de Hebreus refere-se a esta experiência na frase "o sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel" (12:24).

12. Fugitivo (nei') e errante (neid). A maldição pronunciada sobre o homicida envolvia banimento do solo produtivo para o deserto estéril. O solo, disse DEUS, seria hostil para o homicida, de modo que ele não conseguiria obter sustento do cultivo do solo. Em busca do sustento ele se tornaria um beduíno nas terras desertas, vagando cansado e desesperado. Insegurança, inquietação, luta, culpa e temores seriam seus "companheiros" constantes. A palavra fugitivo dá ideia de alguém cambaleando, andando em ziguezague, tropeçando, sem segurança, em busca infrutífera de uma satisfação. Era um projeto lúgubre e desencorajador.

13. O meu castigo ('awon). Embora a vida de Caim fosse poupada, ele tremia sob o peso do seu pecado, da sua culpa, do seu castigo e das consequências infinitas que assomavam diante dele. A palavra hebraica 'awon refere-se literalmente a sua iniquidade, mas também contém um pensamento das consequências do seu pecado. Caim estava muito mais preocupado com sua sentença do que com o seu pecado. Já não posso suportá-lo. Seu grito amargo dirigido a DEUS chamava atenção para o peso insuportável do seu castigo. Era mais pesado do que podia levantar e carregar. A palavra neisa dá a ideia de "remover" (perdão) e "levantar" (expiação). Novamente, parece claro que o apavorado homicida estava pensando no castigo que estava para ser executado sobre ele.

14b. Quem... me matará. Terror e desalento começaram a acabrunhar o pecador quando pensava nos perigos do deserto. Imaginava que cruéis inimigos se deleitariam em matá-lo (obs. Pr Henrique - quem sabe alguém da família de Abel?). Já sentia o hálito quente do vingador em sua nuca. Sua consciência ativa já estava em ação. No seu temor, tinha certeza de que a destruição estava a sua espera, pois sentia que estava completamente fora do círculo do cuidado divino.

15. Um sinal ('ot) em Caim. Mas DEUS, em sua misericórdia, assegurou a Caim que a Sua presença seria contínua e Sua proteção infinita. Colocou um sinal sobre ele evidentemente um sinal ou indicação de que Caim pertencia ao Senhor DEUS e devia ser fisicamente poupado. Não há nenhuma evidência de que o "sinal de Caim" fosse um sinal para avisar o mundo de que ele era um homicida. Era, antes, um sinal especial de cuidado amoroso e proteção. Caim continuaria sempre dentro da proteção da aliança divina. Embora um assassino, era um recipiente dos favores divinos.

16. Terra de Node (nôd). Literalmente, terra da peregrinação ou fuga (cons. 4:12, 14). Não há meio de localizarmos esta área geograficamente, exceto em falarmos dela como situada ao oriente do Éden. Caim apenas cumpriu a predição que DEUS fez quanto a sua futura existência. Pateticamente ele partiu para os ermos sem trilhas. A ideia de "fuga" e "miséria" são discerníveis na palavra hebraica para retirou-se.

 

ABEL - Enciclopédia Ilumina

 

Segundo filho de Adão e Eva. O nome Abel é provavelmente relacionado com palavras em outras línguas usada naqueles tempos para significar filho. Abel era também usado como um termo geral para a raça humana.

O irmão mais velho de Abel, Caim, era um lavrador. Abel era um pastor de ovelhas. Quando ambos levaram ofertas para DEUS, DEUS aceitou o sacrifício de animal de Abel e rejeitou a oferta de vegetais de Caim. Caim ficou com ciúmes de Abel e o matou.

De acordo com a história, o caráter de Abel era mais merecedor da benção de DEUS. Por essa razão, a oferta de Abel foi aceita e a de Caim não (Genesis 4:7). Não existe evidência nas Escrituras que ofertas vindas da terra foram vistas com menor importância de que as oferta envolvendo o derramar de sangue. Debaixo da Lei de Moises, que veio depois, os dois tipos de ofertas eram requeridas.

No novo Testamento, Abel é lembrado como o primeiro mártir (Mateus 23:35, Lucas 11:51, Hebreus 11:4).

 

CAIM - Enciclopédia Ilumina

 

Caim foi o primeiro filho de Adão e Eva. O assassinato de Caim sobre Abel tornou-se um exemplo de outra similar violência e pecado destrutivo ( Judas 1:11). Cada um dos dois irmãos trouxeram um sacrifício a DEUS (Genesis 4:3-4). De acordo com Hebreus 1:14, Abel agiu em fé trazendo um sacrifício mais aceitável do que Caim. Quando Caim ficou irado, ele se rebelou contra DEUS e também ele matou Abel (Genesis 4:5-8). Quando os Estudiosos da Palavra tentam entender o porque desta reação tão violenta de Caim, muitos deles simplesmente dizem que Caim pertencia ao maligno (1 Jo 3:12). DEUS confrontou Caim com a sua culpa, julgando-o, amaldiçoando-o e levando-o para fora da terra, para Node, a qual era ao oriente do Jardim do Éden (Genesis 4:9-16). Quando Caim reclamou que sua punição era maior do que ele podia aguentar e que alguém o acharia e o mataria, DEUS fez uma marca em Caim e prometeu se vingar de qualquer pessoa que tentasse matá-lo..

Na terra de Node, Caim construiu uma cidade e a nomeou com o nome de seu filho Enoque (Genesis 4:17). Através de Enoque e seus descendentes, Caim se tornou o cabeça de uma família muito grande. Na maior parte, as pessoas de sua família viviam em tendas. Eles viviam como pastores, músicos e artesãos que faziam objetos e ferramentas de metal (Genesis 4:18-22).

 

ABEL - Dicionário Bíblico Wycliffe

1. Segundo filho de Adão. Era pastor. Ele oferecia a DEUS “os primogênitos do rebanho”, uma oferta mais aceitável que a de Caim, composta de grãos e vegetais. Não está explícito se ele era o preferido porque sua oferta incluía a vida e, portanto, representava o símbolo da vida, ou porque era oferecida com um espírito mais sincero. Num ímpeto de ira, Caim matou-o e tentou eximir-se dessa responsabilidade. Abel tomou-se o modelo de um mártir que sofre por sua fé (Mt 23.35). Foi honrado por JESUS e aparece na galeria dos heróis da fé (Hb 11.4). Embora sua oferenda fosse superior à de Caim, era inferior à de JESUS CRISTO (Hb 12.24). Pode ser dito a respeito dele que foi o primeiro pastor, o primeiro a oferecer sacrifícios de animais, o primeiro homem justo (Mt 23.35; 1 Jo 3.12) e, o primeiro mártir. Ele foi vítima da mesma espécie de ciúme insano que tirou a vida de JESUS. G.A.T.

CAIM - Dicionário Bíblico Wycliffe

Irmão mais velho de Abel, Caim é retratado no livro de Gênesis como sendo o primeiro filho que nasceu dos primeiros pais, Adão e Eva. Esse nome tem o significado de "adquirido” (do hebraico qana, Gn 4.1), porém a forma exata qayin também pode significar “lança” ou “ferreiro”. Ele era um “lavrador da terra” (v.2).
Caim trouxe uma oferta ao Senhor “do fruto da terra” enquanto Abel ofereceu “dos primogênitos das suas ovelhas” (vv.3,4). DEUS aceitou a oferta de Abel, mas não a de Caim. Talvez Abel ofereceu o melhor que possuía, ao contrário de Caim.
O mais provável é que a atitude de Caim estava errada. Em Hebreus 11.4 lemos que foi “pela fé” que Abel “ofereceu a DEUS maior sacrifício do que Caim”.
O Senhor censurou Caim pela sua ira invejosa. An invés de se arrepender, Caim matou seu irmão e foi expulso de casa, como um homem amaldiçoado, por causa de seus pecados (Gn 4.6-12). Ele se mudou para a terra de Node, onde formou uma família e construiu uma cidade. Caim deve ter se casado com uma filha ou neta de Adão e Eva.
No NT, Caim é mencionado em Hebreus 11.4; 1João 3.12 e Judas 11. G.A.T.

ABEL - Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia

Vem de um termo hebraico que significa respiração. Mas a etimologia é incerta, e outros sentidos têm sido sugeridos, como «vapor», «fragilidade» e «filho». É possível que esse nome esteja associado ao termo acadiano aplu, "filho», ou ao sumeriano ibila, «filho•.
1. História da família. Era o segundo filho de Adão e Eva, talvez gêmeo de Caim (Gên. 4:1,2). foi instruído na adoração ao Criador e trabalhava como pastor. Seu irmão, Caim, era agricultor. Devido a essas circunstâncias, Abel ofereceu em sacrifício um animal, ao passo que Caim trouxe os frutos da terra (Gên. 4:3-5). O trecho de Heb. 11:4 mostra que DEUS agradou-se do sacrifício de Abel, mas não do de Caim. Despertou-se lhe a inveja, e segundo diz o texto samaritano, ele convidou Abel para o campo, onde o matou. O texto hebraico disponível silencia sobre o convite, embora registre o homicídio. Seja como for, é certo que o ato foi premeditado.
Interpretações simbólicas baseadas no nome «Abel».
a. Se seu sentido é «filho», então o nome simplesmente assinala o fato de seu nascimento. Visto que Caim significa «possessão», esse foi o nome do primogênito, porque ele foi uma possessão significativa para seus pais.
b. Se seu sentido é «fraqueza», «vaidade» ou «lamentação», seu nome predizia seu fim súbito e triste, tendo nele o primeiro quadro de um justo sob perseguição, fisicamente impotente perante um poder físico superior.
Um nome de fé. O trecho de Heb. 11:4 elogia Abel por sua fé, do que resultou um sacrifício superior. Seu nome figura no início da grande lista dos fiéis, tendo sido ele elogiado pelo próprio Senhor JESUS (Mat. 23:35). Presume-se que ele obedeceu a alguma ordem específica, acerca do sacrifício, que Caim ignorou, embora isso não seja declarado no Antigo Testamento.
Simbolismo. Abel tornou-se um tipo de CRISTO porquanto ofereceu um sacrifício cruento, superior (Heb. 9:26; 10:12). Ele tipifica CRISTO como o Messias e Servo sofredor, o Cordeiro de DEUS (João 1:29; Isa 53:7). Ele testifica sobre a necessidade de um sacrifício de sangue (Heb 9:22; 11:4).

ABEL - Dicionário de Nomes - hebraico: sopro, vapor, ou filho
CAIM - Dicionário de Nomes - hebraico: adquirido ou forjado

CAIM - AJUDAS BÍBLICAS EXAUSTIVAS - BÍBLIA THOMPSON -
filho de Adão
Referências gerais: Gn 4:2,16; Hb 11:4; 1Jo 3:12; Jd 11.
Fatos
Trouxe uma oferta, Gn 4:3.
Ciumento, Gn 4:5.
Endurecido ante a reprovação divina, Gn 4:6,7.
Primeiro assassino, Gn 4:8.
Irreverente e egoísta, Gn 4:9.
Perdeu o favor divino, Gn 4:14–16.

 

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LIÇÃO 1, NA ÍNTEGRA, 3Tr24

 

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 1 / ANO 1- N° 2 – 3º TRIMESTRE DE 2024

                                   

LIÇÃO 1, Abel, o Homem Cuja Oferta Agradou a Deus

 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Gênesis 4.1-4, 8-10

1- E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão.

2- E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.

3- E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor.

4- E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.

8- E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.

9- E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?

10- E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.

 

TEXTO AUREO

  (...) Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel. Hebreus 12.24

 

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira Mateus 23.35 O sangue do justo Abel

3ª feira Lucas 11.51 A prestação de contas dessa geração
4ª feira João 10.1-11 Jesus, o bom pastor
5ª feira Hebreus 10.10-14 O sacrifício único e perfeito
6ª feira Hebreus 8.6 Jesus, o mediador da superior aliança
Sábado 1 João 1.7 O sangue de Cristo purifica de todo pecado

 

OBJETIVOS

  Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:

• conhecer os fatos relacionados à biografia de Abel;
• entender que Deus se agrada mais do caráter do ofertante do que da oferta propriamente dita; 

• empenhar-se em oferecer as suas primícias, o seu melhor para Deus; 

• desejar, verdadeiramente, consagrar-se a Deus, como Abel.

 

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

  Caro professor, neste trimestre estudaremos a vida de treze servos de Deus no Antigo Testamento. Eles são exemplos do passado que nos inspiram hoje.

  Abel é um personagem importantíssimo das Escrituras Sagradas. Ele foi o primeiro pastor de ovelhas da História, além de ter sido o primeiro ser humano a passar pela experiência da morte física. De maneira trágica, este filho de Adão foi também a primeira vítima de um bárbaro fratricídio.

  Abel deixou-nos lições de trabalho, integridade, humildade e consagração ao Senhor. Por intermédio de seu testemunho, aprendemos a cultivar as mais importantes qualidades do caráter cristão.

  Grandes ensinamentos espirituais podem ser extraídos das lições deixadas por esses ícones que nos precederam, dos quais o mundo não era digno (Hb 11.38).

  Excelente aula!

 

COMENTÁRIO

Palavra introdutória

  Iniciamos esta série de lições com o estudo da vida de Abel. Pelos registros bíblicos, sabe-se pouco a respeito deste filho de Adão; entretanto, de sua história derivam diversos ensinamentos que não devem ser ignorados por aqueles que desejam servir fielmente ao Senhor.

 

1. O NASCIMENTO DE ABEL

  De acordo com o texto bíblico, Caim e Abel foram os dois primeiros filhos de Adão e Eva. Na ordem em que aparecem na narrativa, Caim nasceu primeiro; Abel, depois (Gn 4.1,2). O quinto capítulo de Gênesis relata que foram vários os filhos do primeiro casal (Gn 5.4).

  A Escritura não detalha as expectativas de Eva em relação aos seus primeiros filhos, Caim e Abel. No entanto, devido à promessa de Deus relacionada ao futuro redentor da humanidade (Gn 3.15), alguns círculos teológicos especulam que Eva pode ter concebido a ideia de que um de seus filhos seria esse libertador. Se essa suposição estiver correta, seria uma falsa esperança que surgiu no coração da mulher, pois nem Caim nem Abel cumpriram esse papel redentor.

  Não raramente também nos enganamos na interpretação da realidade; às vezes chegamos a supor que as promessas de Deus jamais se realizarão. Entretanto, o fato de a ação divina não corresponder à nossa expectativa não nos deve desesperançar.

  Com frequência, encontramos pessoas profundamente desapontadas porque ouviram ou receberam mensagens proféticas, as quais não se cumpriram no imediato. Algumas chegam até a revoltar-se contra Deus. Porém, é preciso entender as promessas divinas com inteligência e sabedoria, a fim de não nos perdermos em nossas próprias imaginações.

 

1.1. O significado do nome Abel 

  O vocábulo Abel (hb. Hebel; gr. Abel) significa "sopro, alento, hálito, vaidade, transitoriedade". O nome deste herói da fé teve um cunho profético, visto que sua vida foi curta, tendo sido apenas como um sopro sua duração. Muito provavelmente, Eva deu esse nome a seu filho por haver refletido sobre a duração da vida humana após a triste experiência da Queda.

 

1.2. Características de Abel

  Abel possuía algumas características peculiares, dentre as quais se destacam:

• Pastor de ovelhas Abel foi a primeira pessoa a exercer a profissão de pastor de ovelhas, diferente de seu irmão Caim, que se dedicou à atividade agrícola (Gn 4.2). A tarefa de pastorear ovelhas é muito representativa na Bíblia, pois prefigura a função pastoral de Cristo em relação à Igreja (Jo 10.11).
 Dedicado ao trabalho - Abel era uma pessoa cumpridora de seus deveres e realizava um trabalho diligente. Deus abomina a ociosidade. Salomão convidou os preguiçosos a observarem a diligência laboriosa das formigas (Pv 6.6).
 Homem pacífico Enquanto Caim era um homem temperamental e violento, Abel era um homem pacífico. A Bíblia declara que os pacificadores são bem-aventurados, porque eles serão chamados filhos de Deus (Mt 5.9).

  

  George Müller disse que "a fé começa onde termina o poder do homem". A Bíblia jamais relacionou a fé a Adão e/ou Eva; no entanto, o nome de Abel encabeça a monumental lista de heróis veterotestamentários, descrita na Carta aos Hebreus (Hb 11.4), donde se infere que a fé não é uma herança, mas sim uma conquista. 

  

2. ABEL, UM HOMEM DE FÉ

  Pela fé, Abel ofereceu a Deus major sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala (Hb 11.4). Meditemos em algumas lições que podem ser extraídas deste texto sagrado.

 

2.1. Abel ofereceu a Deus sacrifício maior que o de Caim

  Podemos alinhar três grandes fases de sacrifícios nas Escrituras: sacrifícios de animais, descritos no Antigo Testamento (Lv 22.22); o sacrifício de Cristo, relatado nos Evangelhos (Jo 1.29); e o sacrifício espiritual do cristão, aludido no restante do Novo Testamento (Rm 12.1).

  Existem algumas razões pelas quais o sacrifício de Abel foi considerado superior ao de Caim. A Bíblia não assegura que oferecer o produto da terra é menos importante que oferecer um animal. Em Levítico, os dois tipos de oferta são admitidos. Além disso, se Caim era agricultor, seria muito natural que sua oferta fosse do fruto da terra. Logo, a diferença básica está em outros fatores, os quais passaremos a considerar.

 

 

  Segundo a narrativa bíblica, Abel foi o primeiro homem a efetuar sacrifícios de sangue para adorar a Deus (Gn 4.4). A palavra sacrifício aparece literalmente na Bíblia em cerca de 135 versículos, na forma singular, e em 103, na forma plural. Além disso, os atos sacrificiais permeiam todo o Antigo Testamento e grande parte do Novo Testamento.

 

2.1.1. O sacrifício de Abel foi um sacrifício profético

  Em primeiro lugar, Abel se antecipou aos sacrifícios que seriam estabelecidos por Deus e oferecidos por intermédio do sacerdócio levítico e aarônico (Ex 12).

  Em segundo lugar, porque o cordeiro oferecido a Deus por Abel prefigurava o sacrifício pessoal, perfeito e único de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

 

2.1.2. O sacrifício de Abel foi um sacrifício de excelência 

  Abel ofereceu o melhor cordeiro do seu rebanho, um animal tratado com toda diligência que, se fosse vendido, custaria caro.

  Alguns estudiosos da Bíblia afirmam que a expressão "ao cabo de dias" (Gn 4.3) sugere adicionalmente que Caim não levou a Deus o fruto da terra no mesmo dia em que o colheu, mas alguns dias depois. Se estiverem certos, faltou a Caim a excelência de haver oferecido um fruto fresco ao Senhor.

  Nunca nos esqueçamos de que a Deus, sempre, devemos dar o melhor. Caim irou-se enquanto estava na presença de Deus, oferecendo o seu sacrifício (Gn 4.5). Como se entristece o coração do Senhor quando pecamos, ainda mais quando pecamos dentro de Sua casa, durante o tempo em que lhe estamos prestando culto! Tal foi o caso dos filhos de Arão que morreram diante do Senhor por haverem apresentado fogo estranho (Nm 3.4; 26.61).

  O coração de Abel estava em sintonia com o coração de Deus e, consequentemente, com o plano de redenção da humanidade. O estado de espírito de Caim, ao levar sua oferta, divergia profundamente do estado de espírito de Abel. Deus atenta, em primeiro lugar, para o ofertante e depois para a oferta (Dt 30.6).

  

  Deus sempre sabe o que se passa em nosso coração. Nada podemos esconder dele, nem mesmo as mais secretas intenções (Hb 4.12). O Senhor conhece o caminho dos justos (Sl 1.6); os dias dos retos (Sl 37.18); os pensamentos do homem (Sl 94.11) e os que são Seus (2 Tm 2.19).

 

 

2.2. Por seu sacrifício, Abel alcançou testemunho de que era justo

  A justiça que Deus encontrou em Abel procedia de sua genuína fé, que é gerada no coração do homem que ouve a Palavra eterna (Rm 10.17) e age em conformidade com ela. Não existe justiça onde não há revelação, fé e obediência. 

  A revelação divina permite que os cristãos alcancem conhecimento e sabedoria para compreenderem a vontade e os propósitos eternos. Essa revelação produz uma convicção inabalável no coração do crente, chamada de inteira certeza de fé (Hb 10.22). O sacrifício de Abel projeta uma expressa obediência a essa revelação divina alcançada pela fé.

 

2.3. Deus deu testemunho dos dons de Abel

  O Espírito de Deus permite-nos entender que os dons de Abel (Hb 11.4) se relacionam com uma vida de profunda piedade e voluntária devoção ao Senhor. Esses dons possibilitaram que Abel praticasse boas obras, ao contrário de seu irmão, cujas obras foram más (1 Jo 3.12).

 

2.4. Em razão de sua fé, Abel, depois de morto, ainda fala

  As circunstâncias da morte de Abel fizeram dele o primeiro mártir da história bíblica (Mt 23.35). Ele foi o primeiro ser humano a perecer fisicamente, e sua morte aconteceu em dolorosas circunstâncias, por um ato violento e brutal de alguém movido por profunda inveja (Gn 4.8) - vale ressaltar que o Senhor Jesus também foi vítima da inveja dos homens (Mc 15.10).

 

3. MENSAGENS CONTIDAS NO SANGUE DE ABEL

  A vida de Abel foi sacrificada em um ato abominável e injusto cometido por seu irmão, mas Deus não ignorou esse sacrifício e concedeu ao sangue de Abel um lugar de honra nas Escrituras Sagradas.

 

3.1. O sangue de Abel é um marco

  Jesus, no Evangelho de Lucas, fala do sangue de Abel como um marco histórico do Antigo Testamento: Desde o sangue de Abel, até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo; assim, vos digo, será requerido desta geração (Lc 11.51). Dificilmente encontraremos alguém neste mundo que tenha o nome Caim, mas existem milhares que receberam o nome Abel, pois a memória do justo é imperecível (Sl 112.6).

 

3.2. O sangue de Abel clama

  Deus declarou para Caim: A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra (Gn 4.10). O derramar do sangue de Abel era o derramar de sua própria vida, e grande foi o seu clamor. O sangue de Abel clamava desde a terra, subia até os céus e, diante de Deus, bradava por justiça.

 

3.3. O sangue de Jesus fala mais alto que o sangue de Abel

  O sangue de Abel é mencionado na Bíblia como sangue inocente (Mt 23.34,35); o sangue de Jesus, o Justo, fala mais alto que o de Abel porque é um sangue superior (Hb 9.11-14); é o penhor da nossa justificação (Hb 10.10-14); e é a garantia da nossa santificação (1 Jo 1.7).

  Enquanto o sangue de Abel aponta para cima e clama por justiça, o sangue de Jesus aponta para baixo e oferece misericórdia.

 

CONCLUSÃO

  Ao término desta lição, é necessário estarmos prontos para glorificar a Deus por haver inserido no texto bíblico a história de Abel, que veio a tornar-se um precioso tipo de Cristo: Abel foi pastor de ovelhas; Jesus Cristo é o sumo Pastor (1 Pe 5.4), o grande Pastor (Hb 13.20) e o bom Pastor (Jo 10.11); por isso, a Ele devemos render nossa gratidão, louvor e adoração pelos séculos dos séculos.

 

ATIVIDADES PARA FIXAÇÃO

1. Explique por que Abel é um tipo de Cristo.

R.: Abel tipifica Cristo porque há identificação entre sua atividade como pastor e sua morte violenta. 

2. Por que o sangue de Cristo é superior ao de Abel?

R.: O sangue de Abel aponta para cima e pede justiça, o sangue de Jesus aponta para baixo e oferece misericórdia.

  

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Lição 5 - Caim Era do Maligno

4º trimestre de 2015 - O Começo de Todas as Coisas - Estudos Sobre O Livro de Gênesis

Comentarista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade

Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva

 

TEXTO ÁUREO
"[...] Que nos amemos uns aos outros. Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão [...]." (1 Jo 3.11,12)

 

VERDADE PRÁTICA
Quem ama de verdade não se deixa dominar nem pela inveja nem pelo ódio.

 

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 4.1 - Caim, o primogênito de Adão, era mau
Terça - Gn 4.2 - Caim, foi um importante lavrador da terra
Quarta - Gn 4.5 - Caim e sua oferta foram rejeitados por DEUS
Quinta - Gn 4.6 - Caim tinha o seu coração tomado pelo rancor
Sexta - Gn 4.8 - O ódio e o rancor fizeram de Caim um homicida
Sábado - 1 Jo 3.12 - Caim foi dominado pelo pecado, pois seu coração era mau

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 4.1-10

1 - E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão. 2 - E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. 3 - E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. 4 - E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. 5 - Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante. 6 - E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? 7 - Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás. 8 - E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou. 9 - E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? 10 - E disse DEUS: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.

 

OBJETIVO GERAL
Conscientizar dos perigos de se deixar dominar pela inveja e pelo ódio.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Explicar porque Caim era do maligno;

Compreender porque DEUS rejeitou o sacrifício de Caim;

Explicar que ódio e a inveja de Caim o levaram a matar seu irmão.

 

PONTO CENTRAL - O coração de Caim era mau, por isso, DEUS rejeitou a sua oferta.

 

Resumo da Lição 5 - Caim Era do Maligno

I - CAIM, SEGUIDOR DE SATANÁS
1. A semente da mulher.

2. O agricultor.
3. A apostasia de Caim.

II - O CULTO DE CAIM

1. O sacrifício rejeitado.

2. A atitude interior reprovada.

3. O pecado sempre presente.

III -CAIM NÃO GUARDOU O SEU IRMÃO

1. O crime.

2. O álibi.

3. A marca do crime.


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO top2
"'E irou-se Caim fortemente' (4.5). A ira de Caim mostra quão decidido ele estava em agir por conta própria, sem se submeter a DEUS. A ira é uma emoção destruidora. Nunca poderemos nos desculpar por ter ofendido alguém dizendo: 'Tenho um temperamento agressivo'. Precisamos considerar a ira como pecado e conscientemente nos submeter à vontade de DEUS" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p 28).

 

PARA REFLETIR - A respeito do livro de Gênesis:
O que levou Caim a odiar Abel?
O fato da oferta de Abel ser aceita e a dele não.
Como era o culto de Caim?
O culto de Caim era para satisfazer o seu ego.
Por que o ofertório de Caim foi reprovado?
Porque seu coração era mau, cheio de inveja e ódio.
Que desculpa deu Caim ao Senhor?
Ele afirmou estar em outro lugar quando da morte de Abel.
Quais as características da geração de Caim?
Uma geração perversa e contumaz.

 

CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 64, p. 39.

Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos

 

SUGESTÃO DE LEITURA

Hermenêutica Fácil e Descomplicada, Quem é Você para Julgar e Visão Panorâmica do Antigo Testamento

 

Comentários extras de vários autores com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique

Caim ofertou e fez culto como todo mundo faz. Muito louvor, pregação, avisos, etc... Abel fez culto de adoração, ofereceu sua própria vida (animal em seu lugar)

Como o sangue desse animal prefigurava o sangue de JESUS na cruz e o sacrifício desse animal prefigurava o sacrifício de JESUS na cruz:

Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala. Hebreus 11:4

Primeiro. todos estavam expulsos do Éden, portanto no Éden ninguém mais entrou.
Segundo. os filhos de Adão aprenderam com seu pai a adorar a DEUS.
Terceiro. Um filho era adorador e puxou para o lado bom.
Quarto. O outro filho era do maligno. Prestou culto, nas não adorou. [Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão [...]." (1 Jo 3.11,12)]
Quem estava em Caim sabia o que era matar e instigou Caim a matar seu irmão. Ele veio para matar, roubar e destruir. Roubou a paz dos irmãos, destruiu a família de Adão, matou a semente boa de Adão, seu filho Abel.

João diz que Caim invejava Abel, pois suas obras eram más, enquanto os do seu irmão eram mais justas (1Jo 3.12), e nós Lemos em Hebreus que "pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício que Caim" (Hb 11.4).

Foi dada por DEUS a oportunidade a Caim de se arrepender e oferecer sacrifício como seu irmão, sacrifício legítimo, de adoração, com um coração contrito, cheio de paz e amor, mas Caim não atendeu a DEUS, antes saiu de perto de seus pais e foi embora para leste do Éden. Era um rebelde que alimentou ódio, inveja e até contra DEUS. deu lugar a Satanás. Veja que havia a possibilidade de Caim ser um a pessoa boa. Seu irmão foi um justo. Dois irmãos completamente diferentes. Um amava a DEUS outro era do maligno. Os dois tiveram a mesma oportunidade de escolher de que lado ficar. --- Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Deuteronômio 30:15

Ao invés de se arrepender CAIM:

1- Mentiu. 2- Deu uma má resposta a DEUS (irreverência, rebeldia). 3- Mentiu. 3- Desprezou a graça de DEUS. 4- Não creu no perdão de DEUS. 5- Ele mesmo se amaldiçoou depois de ser amaldiçoado. 6- Não acreditou na proteção de DEUS.

Caim é um exemplo de gente como Judas que traiu JESUS e depois foi tentar desfazer o engano. Se suicidou para não ter que se humilhar pedindo perdão. Caim mesmo se amaldiçoou várias vezes e não se arrependeu. -- Então disse Caim ao Senhor: É maior o meu castigo do que o que eu possa suportar. Hoje me lanças da face da terra, e da tua presença me esconderei; serei fugitivo e errante pela terra, e qualquer que comigo se encontrar me matará. DEUS não disse para ele ir embora, nem disse para se esconder da presença de DEUS, nem disse para ser fugitivo, nem disse para ser errante, nem disse que alguém o mataria, Tudo isso é resultado do pecado e de falta de arrependimento. É o desespero de uma alma ligada a Satanás.

Caim e Abel com certeza tinham conhecimento dos fatos sobre a expulsão dos pais do Éden. O interessante é que mesmo com Satanás solto e tentando a todos Abel não não se corrompeu. Não se deixou dominar por Satanás, provando que Caim escolheu ser do maligno e Abel escolheu ser de DEUS.

Não adianta prender Satanás, quem quer ser de DEUS é e quem quer ser do maligno é. No milênio Satanás será preso mil anos e CRISTO governará e mesmo assim quando Satanás for solto atrairá milhares a si.

E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. Apocalipse 20:7,8

Nessa história toda quem se deu bem foi Abel. Foi morar com o PAI, na eternidade (esse era mesmo o seu desejo ao adorar a DEUS).

 

O SINAL DE CAIM - Será???  -   Entre neste endereço para ver gigantes na terra  

por Mário Renato Castanheira Fanton.

    Em Gênesis, capítulo 4 há a descrição do pecado de Caim, ou seja, aquele em que ele matou Abel, devido a aceitação de Deus à oferta de seu irmão e rejeição da sua. Em virtude desse pecado houve uma consequência, qual foi: …"Agora maldito és desde a terra , que abriu sua boca para receber das tuas mãos o sangue do teu irmão. Quando lavrares o solo, não te dará mais a sua força: fugitivo e errante serás pela terra. …O Senhor, porém lhe disse: Portanto qualquer que matar a Caim será vingado sete vezes. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse"….(Gênesis 4:11,12e15) Agora, passaremos a analisar qual seria esse sinal: Quando a Bíblia, antes de começar a falar de Noé no capítulo 6 de Gênesis, relata um fato interessante e misterioso, que, …"os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: Não permanecerá o meu Espírito para sempre com o homem, pois este é mortal; os seus dias serão cento e vinte anos. Havia naqueles dias gigantes na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Estes foram valentes, os homens de renome que houvera na antiguidade"…. Duas teorias tem surgido para explicar o fato supra mencionado, porém somente a segunda parece-nos coerente, o que pretenderemos mostrar a seguir: A primeira diz, serem filhos de Deus, anjos, é isso mesmo, seres celestiais, baseados no texto de Jó 1:6. Os que assim o fazem, pensam que, porque o texto se refere a filhos de Deus apresentando-se perante o Senhor e logo em seguida aparece também Satanás(anjo caído). Os filhos aqui nesse caso, tem que ser igual a Satanás em espécie, o que não é verdade. Porque esses não poderiam ser aqueles que já morreram e que terão que comparecer perante o tribunal de Cristo? A Bíblia é omissa e não apresenta nenhuma margem para tal interpretação, o que torna perigoso uma análise do tipo. Esses que assim pensam, fundamentam-se também no texto de Judas 1:6 combinado com Apocalipse 9:14. (JD 1:6) "E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;" (AP 9:14) "A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates." Esses anjos, referidos nos textos mencionados, não precisam ser os mesmos de Gênesis 6, mas sim aqueles que se rebelaram juntamente com Lúcifer. Nessa rebelião, somou-se 1/3 dos anjos do céu. Todos nós sabemos que anjo é o gênero da qual existem muitas espécies(querubim, Serafim, arcanjo, etc…). Esses, referidos em Ap. 9:14, com certeza possuem diferente espécie da grande maioria, possuem graus diferentes de poder. Por isso, pelo fato de possuírem grandes poderes é que estão presos em cadeias, para que Deus os libertando façam todo o mau previsto em Apocalipse. Mas o que derruba por terra esta teoria é o que Jesus disse a respeito de anjos nos textos de Mt 22:30; Mc12:25 e Lc 20:35. Disse que no céu, todos nós seremos iguais aos anjos, não nos casaremos, nem seremos dados em casamento, ou seja, não haverá a hipótese, dentre outras, de podermos relacionarmos sexualmente. Quanto a segunda teoria, bem mais coerente do ponto de vista Bíblico e também será um ponto de apoio de nosso estudo, fundamenta-se nos seguintes argumentos: Gênesis 4:25 descreve que Adão teve um outro filho com Eva, Sete. Este veio substituir Abel, seu irmão que houvera morrido. No versículo 26 do capítulo 4, continua a dizer que Sete teve um filho, a qual pôs o nome de Enos, e foi nesse tempo que os homens começaram a invocar o nome do Senhor. Em Atos 2:21 diz que todo aquele que invocar o Senhor será salvo. Portanto, sabemos que quem é salvo, consequentemente, se torna filho de Deus. Já que é assim , esses seres mencionados em Gênesis, por analogia ao versículo de Atos, são considerados filhos de Deus. Após o pecado de Caim e sua punição por parte de Deus, ele se retirou da presença do Senhor e foi habitar numa terra ao Oriente do Éden, cujo o nome era Node. Lá ele teve filhos, e a partir do versículo 18 até o 24, do capítulo 4 de Gênesis, fala da descendência de Caim. Em seguida, no capítulo 5 descreve a descendência de Sete, filho de Adão, sendo que no final dessa última descrição há uma observação importante de que esse é o tempo em que os homens começaram a buscar a Deus. O capítulo 6 inicia falando sobre o relacionamento entre os filhos dos homens e os filhos de Deus. O interessante é que Deus no versículo 16, capítulo 34 do livro de Êxodo diz para Moisés alertar o povo de Israel que quando eles viessem a possuir a terra prometida, seus filhos não tomassem por mulheres das suas filhas, para não se prostituírem após outros deuses. O que mais chama a atenção é que Deus usa o mesmo termo de Gênesis 6, seus filhos (filhos de Deus pois era povo de Deus) e suas filhas (filhas dos homens, pois eram do mundo e adoravam outros deuses). O que vem a reforçar a idéia acima é o fato de que, após o relato inicial em Gênesis 6, o texto mostra a ira de Deus contra a corrupção humana nos versículos 6 e 7 resultando na destruição da raça humana com o dilúvio e a salvação apenas da família de Noé, porque este era justo e temente a Deus, não tendo se corrompido como os demais(Hb 11:7). Mas, como Deus destruiu a todos, exceto Noé, o que aconteceu com aquele povo de Gênesis 4:26 que começara a invocar o nome do Senhor? Com certeza se corrompeu, pois se não o tivesse, Deus os teria preservado como fez com Noé. Como se corromperam? Conforme descreve Gênesis 6:2, ou seja, tendo visto os filhos de Deus(aqueles que invocavam o nome do Senhor) que as filhas dos homens(descendência de Caim. Pecadores que se retiraram da presença do Senhor) eram formosas e tomaram mulheres para si de todas as que escolheram. Fatos semelhantes a esse aconteceu também com: Sansão que, pelo fato de ter buscado uma mulher dentre os filisteus, Dalila, se corrompeu (Juízes 14:1 a 3. Note que nesse caso, que o vers. 1 emprega o termo: "filhas dos Filisteus". Poderia ter-se dito "gentios", mas não foi); Salomão(1 Reis 11:3). O que aconteceu com Salomão e Sansão também aconteceu com esses filhos de Deus, expressão essa, usada apenas para diferenciar o povo de Deus dos gentios, e não anjos como muitos, erroneamente, pensam. O que acontece no versículo 1 de Gênesis é uma justificativa do castigo previsto no versículo 3, como também, acontece nos 5 e 6. Se fossem anjos, a punição deveria vir apenas para eles e não para os homens, posto que são de maior força, podendo dominar facilmente os humanos e fazerem o que quiser, como o diabo, também, muitas vezes faz com as pessoas. Portanto, volto a afirmar que filhos dos homens são aqueles descendentes de Sete que começaram a invocar o nome do Senhor, e filhos dos homens são os descendentes de Caim que se afastaram de Deus e começaram a pecar. Agora, passaremos a analisar o mérito do assunto. Vocês devem estar pensando, porque falar sobre Gênesis 6, sendo que o sinal está no capítulo 4. Acontece que ambos estão intimamente ligados e antes de irmos ao mérito devemos esclarecer algumas coisas preliminarmente. O versículo 4 do capítulo 6 fala que: "Havia naqueles dias gigantes na terra, e também depois, de quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens"….Por que será que há essa observação, quanto a gigantes, nessa passagem? Porque isso tem tudo a ver com o contexto, é óbvio. Repare bem, como fala o texto: "que havia naqueles dias gigantes, e também depois…".Se já havia gigantes antes da relação entre os filhos dos homens e os de Deus, da onde teriam vindo esses, sendo que Deus deveria também os ter criado, posto que Ele tudo criou? Qual seria a razão dessa criação diferente do ser humano normal?. Deus não criou os gigantes a tôa, tem um objetivo, o de diferenciar uma espécie de humanos de outros. O texto acima mostra que eles já existiam na terra antes daqueles fatos descritos. Se eles já existiam foram criados, para diferenciar Caim e seus descendentes do resto da população. O sinal colocado em Caim deveria ser um que, quem o visse ficasse com medo. Todos, ao vê-lo teriam que ter medo dele, para assim, não tentar matá-lo. Deus não iria sair avisando a todos que o homem de tais características não deveria ser morto. Deus pôs algo em Caim que já amedrontaria a todos pela aparência, afinal o objetivo desse sinal era: (GN 4:14) "Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará."(GN 4:15) "O SENHOR, porém, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs o SENHOR um sinal em Caim, para que o não ferisse qualquer que o achasse.". Tanto é verdade que quando Moisés enviou espias para Canaã, eles voltaram dizendo estar cheia de pessoas de grande estatura(Nm13:33), e no versículo 31 e 32 de Números, capítulo 13, também fala que Israel não podia atacar aquele povo, pois era mais forte, como também eram de grande estatura e a terra devorava seus moradores. Fato semelhante que ilustra essa ideia é, aquele em que Golias se apresenta para guerrear contra Israel e todos ao verem o gigante, espantaram-se e temeram muito(1Sm 17:11). É evidente, portanto, que a característica de gigante era colocar medo em quem os encontrasse. Mas, todos devem estar pensando como se explica o fato de haverem gigantes na terra após a destruição dessa pelo dilúvio e preservação apenas da família de Noé. A explicação é simples. Do casamento dos filhos de Deus(descendentes de Sete) e os filhos dos homens(descendentes de Caim), saíram os homens valentes da antiguidade. Por que a Bíblia não fala exatamente que resultou dessa união, os gigantes? Porque há que se lembrar da lei da genética. Entendemos que a Bíblia diz apenas que, Deus transformou Caim em gigante e só. Seus filhos, poderiam ser ou não gigante, já que sua esposa era normal. Um exemplo é o de um casal que tem filhos, cujo marido é alto e a esposa baixa, há a probabilidade de a criança ser alta como o pai, ou baixa como a mãe. Assim também aconteceu com os descendentes de Caim, nem todos seus filhos e filhas eram gigantes, mas apenas alguns. Os descendentes(homens ou mulheres) que não eram gigantes, mesmo assim possuíam em seu código genético "gens" de gigantes, podendo gerar filhos que fossem, conforme a genética atual explica possibilidades semelhantes, é obvio que se referindo a outras características. É claro que Deus ao fazer isso com Caim, não transformou apenas sua

estatura, mas também lhe deu mais força, proporcional ao seu tamanho, o que quer dizer que quem, dos seus descendentes, não fosse gigante poderia possuir a força de um. Isso explica o fato da Bíblia falar em homens valentes da antiguidade. Significa que esses, eram apenas homens de grande força, daí a diferenciação que o texto faz entre esses e aqueles. Com a destruição da raça humana no dilúvio e preservação da família de Noé, como se explica o surgimento dos gigantes na nova terra de Noé e sua família, já que Davi lutou contra o gigante Golias, e também Josué e os espias viram gigantes na terra prometida? É importante estabelecermos, preliminarmente que, as pessoas que entraram na arca com Noé eram: Noé, esposa, três filhos e três noras. Foi a partir desses que surgiram os gigantes, posto que todos o demais humanos foram destruídos. Dentre os filhos de Noé não poderia haver "gen" de gigante, já que Noé foi o único justo num mundo corrompido e com certeza se assim foi, não teria ele feito como os demais e tomado mulher para si dentre aquelas dos filhos dos homens(descendentes de Caim). Se seus filhos não possuíam o "gen" de gigante, quem possuía? Com certeza, uma das esposas dos filhos de Noé. Essa esposa certamente era a de Cão, porque se formos analisar algumas coisas chegaremos a conclusão clara disso. Vejamos: 1) No capítulo 9, versículo 20 em diante do livro de Gênesis notamos uma passagem onde o filho de Noé, Cão, tendo visto a nudez de seu pai fez algo de muito errado, que a palavra não especifica, mas na qual lhe gerou uma consequência muito drástica: (Gn 9:25) "E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos." (Gn 9:26) "E disse: Bendito seja o SENHOR Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo." (Gn 9:27) "Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo." Para que Cão tenha cometido tamanho pecado, com certeza a influência da convivência com sua esposa (descendente dos filhos de Caim) o tenha levado a isso. 2) Outra evidência clara é que, se formos reparar a partir do versículo 6, do capítulo 10 de Gênesis, a Bíblia começa a descrever os descendentes de Cão. O interessante, a princípio, é de se observar que um dos filhos de Cão se chama Canaã. Se vocês se lembrarem, quando Deus chama a Abrão para ir para a terra prometida, a terra é a de Canaã(GN 12:5-"E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã."). Naquela época, quando a terra era desabitada e alguém a possuísse primeiramente, colocava-se o nome do conquistador ou de seu povo àquela terra. Exemplo claro disso encontra-se em Gênesis 4:17, onde Caim tem um filho e dá o mesmo nome da criança a uma cidade que acabara de edificar. Era costume de Caim, que passou a seus descendentes dar nome às cidades, semelhantes aos dos filhos, o que também se fez com Canaã. Ela inicialmente foi habitada pelo filho de Noé, Canaã, daí advém seu nome. E como defendemos ser a mulher de Cão uma descendente dele, nada mais óbvio, seus descendentes fazerem como faziam os ascendentes no passado. Era algo que se aprendeu com os antepassados. Mas, o que isso tem a ver com o tema em análise? Tem tudo a ver. Quando Josué foi espiar a terra prometida, a terra era a de Canaã, e lá eles avistaram os gigantes (Nm 13:28,33). Agora, como se explica o fato de haverem gigantes na terra de Canaã? Então, diante de tudo que falamos, concluímos que esses encontrados naquela região eram os descendentes de Cão, filho de Noé, cuja esposa era descendente de Caim e também, talvez, podia não ser gigante, mas carregava em seu código genético o "gen" deles. O versículo 19 do capítulo 10 de Gênesis confirma tudo que foi dito, porque fala que o termo dos cananeus foi desde Sidom, em direção a Gerar, até Gaza; em direção a Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Laza. A terra de Sodoma e Gomorra é exatamente a planície que os espias avistaram e percorreram, ou seja, é o local da terra prometida. 3) Se observarmos ainda na genealogia de Cão em Gênesis, capítulo 10, versículo 14, encontramos que dentre os descendentes de Cão havia Patrusim, Casluim( donde saíram os filisteus). Agora, se verificarmos em 1Sm 17:4, a Bíblia se refere a passagem onde Israel iria guerrear contra os filisteus, até que surge no meio do povo dos filisteus um gigante, Golias, este que futuramente foi morto por Davi. O interessante é que no primeiro texto mencionado há a referência à origem do povo filisteu, que advieram dentre os descendentes de Cão. Outro ponto que merece destaque é que no versículo 11 do capítulo 17 se 1Sm observamos que a reação do povo de Israel ao ver o Gigante foi de espanto e temor, exatamente o que Caim precisava para não ser morto quando alguém lhe encontrasse(Gn 4:15). Diante de todo exposto, concluímos que o sinal posto em Caim foi transformá-lo num gigante, para que todos ao vê-lo ficassem atemorizados e com medo, não tentando, dessa forma matá-lo.

Será esse o grande segredo do sinal de Caim? Análise e tire suas conclusões! A bíblia só diz que foi um sinal colocado em Caim. Alguns dizem ser cor negra, outros sinal na testa, cada um pode imaginar o que desejar - A bíblia não nos dá luz clara sobre o assunto.

 

CAIM

Caim é o primeiro filho de Adão e Eva. Seu nome é derivado, de acordo com Gn 4.1, da raiz kanah, possuir, e foi dado a ele por consequência das palavras de sua mãe em seu nascimento: "Adquiri um varão com o auxílio do SENHOR". Nenhuma conclusão séria pode ser extraída desta derivação. O livro de  Gênesis, interessado no relato da origem das diferentes ocupações do homem, diz que Caim se tornou um homem da terra, enquanto seu irmão pastor de ovelhas. Ambos ofereceram ao Senhor um sacrifício de acordo com a analogia que seria mais tarde prescrita na Lei, sobre o poder de remissão do Criador. Caim ofereceu seus frutos da terra; e Abel as "primícias do seu rebanho e da gordura deste". De acordo com alguns significados não indicados no texto sagrado, talvez, tenha sido algum tipo de alusão ao fogo que consumiu a oferta de Gideão (Jz 6.21) ou de Elias (1Rs 18.38), Deus manifestou aos irmãos que Abel e seu sacrifício fora aceito por Ele; que, ao contrário, Ele rejeitou a oferta de Caim. Nós não falamos a respeito das razões dessa preferência. Enquanto as conjecturas do sujeito a que é mais aceita entre os comentaristas é a que foi incorporada à Septuaginta na versão do que Deus disse a Caim no verso 7: "Se não fizeres bem, o pecado jaz à porta". Isto implica que Caim cometeu a falta de apresentar  a Deus ofertas imperfeitas, reservando para si mesmo a melhor parte do que produziu a terra. No entanto, Santo Agostinho, que estava sob a influência da Septuaginta, entendeu a passagem de outra maneira. Caim, nos diz ele, deu a Deus boa parte dos seus bens, mas não deu a Ele seu coração (De Civitate Dei, XV, vii). Isto está de acordo com  a causa maior que geralmente desperta a preferência de Deus. A sequência da história nos mostra a disposição do coração de Caim para o mal. João diz que Caim invejava Abel, pois suas obras eram más, enquanto os do seu irmão eram mais justas (1Jo 3.12), e nós Lemos em Hebreus que "pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício que Caim" (Hb 11.4).
Caim irou-se com a rejeição divina. Nos versos 6 e 7 do capítulo 4 de Gênesis lemos a advertência e o aviso de Deus: "Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo". O pecado é aqui representado sob a figura de uma besta selvagem rondando a porta do coração, pronta para atacar sua vítima. Caim era capaz de resistir à tentação, mas não foi, e a história bíblica continua no relato do terrível crime que nasceu do ódio e da inveja. Ele assassinou Abel. Questionado pelo Senhor onde estaria o seu irmão ele respondeu que definitivamente não sabia. Para vingar o sangue de Abel, Deus pronunciou a sentença do primeiro homicídio. O texto no hebraico pode ser traduzido como: "E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber o sangue do teu irmão" etc., ou "maldito serás sobre a terra" etc. Esta tradução refere-se à sentença que seria dita nas palavras seguintes: "quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força", ou seja, sua produção. Por último nos é relatado que este foi banido; este afastamento seria da terra onde seus pais moravam ou estivessem, como vimos em algumas passagens apresentadas. No momento da sentença, Deus continuou a manifestar sua presença de uma maneira especial, é falado que "saiu Caim da face do Senhor". (verso 16). A terra de exílio de Caim, para onde este seria orientado e guiado, numa vida vagante, é chamada no hebraico, a terra de Nod, e é dito que se situava ao leste do Éden. Como não sabemos onde o Éden se situava, a localização de Nod também não pode ser determinada. A punição parecia a Caim maior do que ele poderia suportar; nas suas respostas, as palavras expressavam medo de vir a ser morto; Deus deu-lhe a promessa de proteção especial à sua vida e colocou nele um sinal. Não há indicação para nós qual a natureza deste sinal. O único evento subsequente da vida de Caim, dito pela Bíblia, é a fundação de uma cidade chamada Enoque, após ter um filho com este nome. Um bom número de autores acha que esta tradição, que faz de Caim o primeiro construtor de cidades, não é compatível com a história relatada; eles dizem que isto é melhor entendido como um relato popular da origem das tribos nômades do deserto. Se nos colocarmos no contexto do autor de Gênesis, elementos que este entendia de um modo geral, não há razão para supor que ele estava errado em escrever palavras da maneira que ele entendia como "construção" de uma cidade por Caim. Comentaristas mais conservadores estão provavelmente mais corretos ao julgarem que a "cidade" de Caim não foi notável em importância.

Extraído de The Catholic Encyclopedia, Volume III (tradução livre)

 

Estudo no livro de Gênesis - Antônio Neves de Mesquita - Editora: JUERP - CAIM E ABEL (Gênesis 4)

No capítulo 4 temos, no princípio, o primeiro nascimento ocorrido na terra e o primeiro ato de cultor espiritual. Em Caim e Abel, temos dois tipos diferentes de adoradores; um, que julga poder adorar a Deus segundo seu próprio modo; e outro, conformando-se com o método divino. Abel aproximou-se de Deus por meio do sacrifício de sangue, e foi aceito; Caim, aproximou-se por meio estranho, e foi rejeitado. O culto, pois, dependia do estado do coração para com Deus. Podemos notar, de passagem, que Adão e Eva não tiveram filhos antes da queda, bem como os filhos de Noé, que, sendo casados, só tiveram filhos depois do dilúvio (10:1). O primeiro filho foi motivo de admiração e regozijo da parte do casal. Caim, que significa "Aquisição", foi uma prova de estabelecimento e validez de concerto entre Deus, Adão e Eva. É possível que eles julgassem ter perdido o privilégio recebido, de povoar a terra, em vista do pecado cometido. As próprias palavras de Eva - "Adquiri um homem com o auxílio de Jeová" - mostram que a promessa da semente estava realizada e que por meio desta semente havia de ser esmagada a cabeça da serpente.

É possível que eles julgassem ser este rapaz quem esmagaria a cabeça da serpente e restauraria o primitivo estado de pureza. É difícil afirmar ou negar. Depois nasceu Abel, que significa "Vaidade". O período entre o nascimento de Caim e Abel parece ter sido infeliz e cheio de desapontamentos, de modo que Eva começou a encarar a vida, ainda nos pontos mais brilhantes, como simples vaidade. Realmente, o futuro a convenceria ainda mais da crueza da vida, com a morte do próprio Abel. Estes dois filhos seguiram profissões diferentes e tinham temperamentos diferentes. A humanidade dividiu-se por diferentes caminhos. Caim era agricultor, e Abel, pastor de ovelhas. Ambas as profissões eram lícitas, mas a de Abel era mais de acordo com a natureza sacrificial. Ao cabo de dias, Caim trouxe, dos frutos da terra, uma oferta a Jeová; e Abel, dos seus primogênitos, ofereceu um sacrifício. A expressão "ao cabo de dias" sugere o dia do culto, o sábado. O lugar do culto e da manifestação de Deus parece ter sido ao Oriente do Jardim, conforme a expressão de Caim: "Eis que hoje me lanças fora da tua presença". Havia um lugar particular para Deus ali ser adorado. É interessante perguntar quem instruiu os dois filhos de Adão a oferecerem sacrifícios. Sem que possamos responder afirmativamente, o sacrifício data da ocasião da transgressão, quando Deus usou animais, para deles tirar as peles, a fim de cobrir Adão e Eva. É natural que daí em diante os dois primeiros habitantes da terra sentissem a contínua necessidade de comunhão com Deus, por meio do sacrifício, e que toda a família participasse deste culto. O espírito de sacrifício como meio demonstrativo de gratidão e acesso à divindade ofendida encontra-se em todas as religiões do mundo; e no V. T., muito antes de a Lei ser dada, encontramos diversos homens, em ocasiões diversas, oferecendo sacrifícios. O sacrifício é parte da natureza religiosa do homem, pois que ele é incuravelmente religioso, como diz Bastian.

Os Dois Sacrifícios - (Gên. 4:3-7)

Os dois sacrifícios eram de natureza diferente. Um era sacrifício de sangue e era feito com os primogênitos do rebanho, conforme a lei levítica, já em prática no tempo de Adão. A carne, com a gordura, era oferecida sobre o altar, na dispensação Mosaica, e, a julgar pelo ritual a que Abel se submeteu, parece que já existia o altar naquele tempo. O culto estava bem elaborado. Na falta de sacerdote, o próprio pecador oferecia sua própria oferta. Os dois sacrifícios não somente são diversos em si mesmos e com valor profundamente diferente, mas os próprios ofertantes são dois tipos diferentes. Crê-se que Caim não podia oferecer sua oferta de manjares, sem primeiro oferecer sacrifício de sangue, para expiar seu pecado, a fim de, depois, oferecer das primícias da sua terra. Se isto foi a causa de Deus não haver atentado para a sua oferta, é difícil dizer. Só há uma alternativa: ou a oferta não estava de acordo com o estado espiritual do ofertante, ou a oferta não foi acompanhada do espírito de adoração, e, neste caso, era uma simples formalidade. Parece que a última conjectura é a mais razoável. De qualquer forma, Deus aceitou uma e rejeitou a outra. Os rabis têm uma tradição de que Deus mostrou sua aprovação pela oferta de Abel fazendo vir fogo do céu e consumindo o holocausto, como no caso de Elias com os profetas de Baal. Este era, sem dúvida, um modo por que Deus aceitava o sacrifício de sangue, muitas vezes, mas nunca aceitava desta forma a oferta de manjares. Se a tradição fosse verídica, explicaria por que Caim se irou, vendo que o fogo não consumia sua oferta, como tinha consumido a de Abel. Entretanto, é apenas uma tradição, que pode ser ou não verídica. O autor da carta aos Hebreus diz que, pela fé, Abel ofereceu melhor sacrifício do que Caim (Hb. 11:4). A rejeição da oferta parece ter sido devida ao coração de Caim. Ele não estava adorando o Criador, mas simplesmente conformando-se com o rito da família.

A ira e o ciúme abrasaram Caim, e o seu semblante caiu. Deus pergunta-lhe por que ficou tão irado, e diz: "Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti?" (Não terás levantado teu semblante?) A ira de Caim não era justificável; ele não tinha sido desprezado; se procedesse bem, continuaria a gozar dos favores divinos, mas, se procedesse mal, o pecado estava à porta, como um leão pronto a lançar-se sobre a presa. A última parte do verso 7 é realmente difícil de entender: " ... para ti será seu desejo, mas tu dominarás sobre ele." Há três maneiras de interpretar esta última parte do verso.

A primeira interpretação trata do significado da palavra "pecado" (se realmente significa pecado no sentido ordinário da palavra, ou oferta pelo pecado) e afirma que a palavra aqui realmente significa pecado. (Em hebraico as palavras pecado e oferta expiatória são iguais.) A segunda interpretação é que esta palavra significa "oferta pelo pecado". Ambos os significados são amplamente justificados na Bíblia. Se, portanto, traduzirmos a palavra por "oferta pelo pecado" ou "oferta expiatória", daremos à tradução do verso o seguinte: "Se não procederes bem, a oferta pelo pecado à porta." Isto é, à porta do curral, tens animais que podem ser oferecidos, como sacrifício pelo mal que fizeres; não fiques, pois, iracundo, há um meio aceitável para ti. Em resumo, a primeira interpretação diz que, no caso de a palavra significar "pecado" literalmente, então, este pecado está à porta, como uma fera pronta a saltar sobre Caim: " ... para ti será seu desejo, mas tu dominarás sobre ele". Este pecado será constante perseguidor de Caim, mas este conseguirá vencê-lo. A segunda interpretação diz que a "oferta pelo pecado" está à porta e pode ser usada sempre que precisar. Na terceira interpretação, alguns comentadores separam a última parte do verso 7 da primeira parte, e fazem que ela se refira à primogenitura de Caim. Caim julgou ter sido repudiado por Deus, havendo sua oferta sido rejeitada, e a consequência lógica seria ter sido despojado dos direitos da primogenitura. A ideia de que Abel agora passava a ser seu senhor, fez-lhe cair o semblante como reflexo do estado moral em que tinha caído, pela rejeição da oferta. Deus, que tanto via o semblante como o coração, divisou o móvel de toda a transformação e, para consolar o irado Caim, diz-lhe (parafraseando o texto): "Se fizeres bem, continuará a haver aceitação para ti; se fizeres mal, o pecado jaz à porta (segundo a primeira interpretação) e tu sofrerás as consequências de teu mau procedimento, ou (conforme a segunda interpretação), a oferta pelo pecado está à porta e teu mal pode ser expiado; não obstante tua falta agora, e tua falta possível no futuro, tu continuarás a dominar sobre teu irmão." "para ti será todo o seu desejo." (de teu irmão). O verso é difícil, mas a ideia é clara. Deus quer desviar a ira de Caim e evitar o terrível pecado que já estava começando a dominar o seu coração. Se Caim tivesse ouvido o conselho de Deus, qualquer que seja a verdadeira interpretação, continuaria na posse dos privilégios e bênçãos da primogenitura e a dominar sobre o irmão.

A última destas três interpretações parece ser a mais razoável e tem em seu favor a opinião dos melhores "scholars" e é a que o autor aceita, de preferência. A expressão ".. para ti será todo o seu desejo e tu dominarás sobre ele" só pode referir-se a Abel e Caim, porque o pronome em ambos os lugares é masculino e não pode referir-se a pecado. Era natural a ira de Caim. Sua oferta tinha sido rejeitada, e a primeira coisa que pensou foi que tinha perdido a primogenitura. Deus intervém e mostra-lhe que não, que ele continuaria a dominar sobre Abel e este a ser seu servo. Esta promessa, entretanto, condicionada à conduta de Caim, tendo ele se desviado pelo crime que praticou, o chefe da família, após Adão, não foi mais Caim, mas Sete que veio em lugar de Abel. Por sua atuação, o primogênito perdeu a primogenitura, que teria passado a Abel, mas como este foi morto, passou para o seu substituto, Sete. A história da raça é clara sob este ponto de vista, confirmando, destarte, esta última interpretação.

O Primeiro Homicídio

Após a cena entre Deus, Abel e Caim, dá-se o primeiro homicídio na terra. A morte era ainda desconhecida; e foi Abel, o justo, o primeiro a prová-la. Caim tinha ficado irado contra seu irmão, e, a despeito da promessa consoladora de que ele não seria repudiado, esperou a primeira oportunidade para se ver livre de seu irmão. Abel era-lhe um estorvo, e era preciso removê-lo. Ele era incrédulo, e não tinha podido dar crédito às palavras de Deus. Abel tinha fé, e por isso seu sacrifício foi aceitável a Deus. Este fato é o primeiro conflito entre fé e incredulidade. A raça dividiu-se neste ponto, e está dividida até hoje. As maiores guerras têm sido guerras religiosas. A religião é um patrimônio da humanidade, e a falta dela é a causa de tantos conflitos. Daí em diante, duas linhas genealógicas podem constatar-se: a dos filhos de Deus, os homens religiosos, os crentes, e a dos filhos dos homens.

Adão e Eva estão começando a colher os frutos da sua falta. O primogênito tornou-se criminoso e proscrito, e o filho que pensavam ser da promessa estava morto. Jeová aparece a Caim depois do crime, e pergunta-lhe por Abel. A resposta revela a perversidade de Caim: "Sou eu o guardador de meu irmão?" Outro pecado, o da mentira. Todo criminoso é mentiroso. Ele bem sabia onde estava Abel, mas achou que era melhor responder que fosse perguntar ao pai e à mãe. Ele nada tinha a ver com a conduta de quem tinha pai e mãe. Vai perguntar ao pai e à mãe, eles devem saber onde ele está. Difícil era para Caim esconder o seu crime. Deus pergunta-lhe: que fizeste? "A voz do sangue de teu irmão clama até mim desde a terra". Não houve testemunha ocular, mas o próprio sangue do justo clamava. Há uma grande doutrina aqui. Era pelo sangue inocente que o pecador, no V.T., se reconciliava com Deus, e foi pelo sangue da aspersão, que fala melhores coisas que o de Abel, que Jesus se tornou mediador de um novo concerto.

Jeová, supremo juiz, pronunciou a condenação de Caim e expeliu-o da sua face. É a primeira maldição descarregada sobre um homem. Quando Adão pecou, Deus amaldiçoou a terra, mas não a ele; agora, porém, o pecado agravou-se de modo tal, a ponto de destruir a própria obra divina. A raça caminha a largos passos para a ruína. Caim não pode negar seu crime, e sua própria consciência lhe diz que a punição é maior do que se pode suportar, mas não maior do que ele merece. Considera-se indigno da presença de Deus e, como vagabundo, sem a proteção de Deus e do homem, será morto pelo primeiro homem que o encontrar, e para fugir à perspectiva, delibera ir para uma terra afastada, para evitar ser morto mais depressa.

Deus, porém, dá-lhe a promessa de que não será morto e põe-lhe na testa um sinal. Duas coisas devemos notar aqui. A primeira é que a morte de Caim não expiaria seu próprio pecado. A Bíblia desconhece o costume pagão dos sacrifícios humanos. Além de outras razões, eles são incapazes de corresponder às exigências sacrificiais. A segunda é quanto ao sinal que Deus pôs em Caim. Este sinal devia estar em lugar bem conspícuo, de modo a poder ser visto ao longe. Alguém crê que foi um sinal preto e que daqui vem a raça escura, mas isto é mera suposição. A raça preta descende de Cão (Ham), filho de Noé, e não era possível que este sinal se reproduzisse noutra pessoa que nada tinha com o crime de Caim, e muito menos que Cão fosse escuro e os demais irmãos brancos.

A questão de cores deve relacionar-se com as condições topográficas, climatéricas e ecológicas. Está, pois, para ser respondida a pergunta sobre que sinal seria esse. O autor crê que foi um sinal bem visível e intransmissível.

A Mulher de Caim

Muitos crentes neófitos têm sido confundidos com a pergunta: Quem era a mulher de Caim? E não poucos críticos têm achado nesta simples narrativa suficiente material para crer que havia duas raças diferentes, uma, descendente de Adão e Eva, e outra, que tinha evoluído dos animais inferiores. Isto é ignorar propositada ou perversamente o estilo do autor e as condições da narrativa. Nada se diz de como nem de onde se originou esta mulher, mas é certo também que Moisés nada diz dos outros filhos de Adão e nem uma só palavra das filhas, não obstante dizer que teve filhos e filhas (Gênesis 5:4). A narrativa é circunscrita à linha genealógica e, portanto, deixa de parte tanto os personagens como os incidentes de valor secundário. Adão viveu 800 anos, depois que gerou o último filho mencionado, Sete, e, certamente, devia ter muitos outros filhos, nascidos antes e depois de Sete. A raça estava já espalhada no tempo em que Caim foi banido. Por outro lado, não é nada improvável que Caim tenha levado consigo sua mulher. Repugna-nos crer que levasse sua mulher, porque, neste caso, seria sua própria irmã, mas este era, indiscutivelmente, o caso. Ela podia ser sobrinha ou mesmo descendente em grau mais adiantado, mas, no caso de ser irmã, não seria ele o único a tomar por mulher sua irmã, visto que os primeiros casamentos só foram possíveis entre irmãos. Muitos anos depois desta história, Abraão casou com uma meio irmã.

Tal prática é hoje condenável e proibida pelo código e é mesmo desnecessária. Não é, pois, preciso recorrer à existência de outra raça, visto a legitimidade naquela ocasião dos casamentos consanguíneos e a numerosidade admissível da prole adâmica. Caim, em chegando à terra de Node, conheceu sua mulher, e ela lhe deu Enoque. O verbo "conhecer" aqui tem significado conjugal e nada prova em favor da teoria de que ela desconhecia a Caim. Com o medo de ser morto, edificou uma cidade murada e deu-lhe o nome de seu filho Enoque.

Estudo no livro de Gênesis - Antônio Neves de Mesquita - Editora: JUERP - CAIM E ABEL (Gênesis 4)

 

Revista CPAD - Lições Bíblicas 1942 - 1º trimestre de 1942 - A Mensagem do Livro de Gênesis - LIÇÃO 4 - 25/01/1942 – CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA - Adalberto Arraes 

LIÇÃO 4 - CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA - GÊN. 4:1-15

Texto Áureo: — "O meu pecado é muito grande, para eu poder alcançar perdão— Gên. 4:13.

 

RESUMO DA LIÇÃO

Com a expulsão do primeiro casal do jardim, se iniciava uma nova era. DEUS não os tinha abandonado, como até hoje nunca o fez, mas usava agora outros caminhos, impostos  pelo seu próprio amor, a fim de  poder assistir o homem, revelando-se a ele, pouco a pouco, até o dia em que viria o Seu  Filho, que no-lo faria conhecido, cheio de graça e de verdade.  A prole iniciada por Adão e Eva, no conhecimento  vergonhoso  da sua mudez, eles a poderiam ter conseguido na santidade  e inocência em que foram criados, obedecendo o mandato  divino (1:28). O que ora faziam com conhecimento das trevas, poderiam ter feito em luz, pois todas as coisas são  puras para aqueles que não têm maldade.  Ah! Como nós tornamos miseráveis por esse conhecimento ignominioso do pecado 1 Porém dizemos como Paulo: — Graças a DEUS que nos dá vitória por nosso Senhor JESUS CRISTO.

 

I - Iniciava-se assim a era em que os homens destituídos da lei ou mandamento obedeciam mais ou menos o seu instinto já envenenado, embora seguidos ainda pelo Criador.

II - A revelação do homem para com DEUS, antes da queda, era direta e franca.

Após o tombo, porém, outro caminho urgia ser aberto. O homem podia agora chegar-se a DEUS pela fé. A fé, que vem de DEUS, é viva e substituiu o acesso à árvore da vida, o qual fora vedado ao homem. Relação com DEUS, significa vida, e para que isso se desse, teve DEUS de dar alguma coisa em lugar da árvore vedada; deu então a Fé, já viva, fé naquele que viria (3:15). "Ao cabo de dias", provavelmente nos sábados — (J. F. and Brown) os dois irmãos vinham a DEUS com seus sacrifícios e ofertas, e aí já vemos a tendência maligna de se justificar por obras. Enquanto que Abel não se valia do sacrifício, mas sim da fé, Caim, esperava algum mérito pela oferta, pois não dedicava o seu coração a DEUS. (Heb. 11:4). Nem mesmo durante a ulterior vigência da lei, o sacrifício

tinha importância capital, mas o que valia era o sangue derramado com a reverência de quem, pela fé, dissesse contrito: "Senhor aceita este sangue em lugar do meu que devia ser derramado."

Quem se julgasse assim miserável é que poderia alcançar  misericórdia. Do contrário, são cerimônias mortas e sem aceitação na presença do Senhor (Isa. 1:13).

III - Não sabemos quais as instruções que aqueles dois irmãos receberam de se apresentarem a DEUS, mas parece (v. 5) que alguma desobediência houve.

É possível que Caim tenha desagradado, pelo fato de se apresentar com a oferta antes do sacrifício. — "O Altíssimo não aceitou o sacrifício de Caim; ninguém se pode aproximar do Altíssimo e adorá-lo, sem derramamento de sangue, mesmo sangue de Cordeiro, o qual Ele mesmo instituiu: A oferta pelo pecado  tem de vir antes da oferta de agradecimento. Podem o* entrar no SANTO dos Santos e nos apresentarmos ante o Trono da Graça somente passando através do véu rasgado — o corpo de CRISTO (Earth's Earliest Ages) -  Contudo, DEUS não abandona o pecador, mas o busca,  zeloso. O Senhor revelou a Caim que, praticando o bem, 41e  venceria o pecado que se achava próximo. Ora, como sabemos  que ninguém tem em si mesmo força sobre o pecado, obviamente  compreendemos que a vitória viria se ele praticasse a  obra da fé. Assim, pela fé, o pecado pode ser vencido.  Se o sacrifício e a  oferta forem postos nos seus lugares, DEUS será satisfeito, a fé será guardada, o homem obrará o  bem, será justificado por DEUS (pela fé obediente) e vencerá  o pecado que jaz à porta. (v. 7).  DEUS adverte sempre o homem que já uma vez O conheceu e que, aos poucos, se afasta d'Ele, pois nenhum prazer tem o Senhor na morte do ímpio.

Caim não ouviu a voz do Senhor, não voltou atrás no seu caminho e inaugurou a senda do crime. Surgiu então a bifurcação  da eternidade ante os dois primeiros irmãos na terra.  Os homens inauguraram ali duas  estradas divergentes, para  nunca mais se encontrarem. (Dan. 14:2).  Infelizmente aquele sangue não ficou isolado na terra,  mas muito sangue semelhante se tem derramado até hoje,  e ainda será derramado até o triunfo final do nosso DEUS.

Caim ficou no estado em que estão muitos, hoje. Não tinha  coragem nem sentia ânimo para clamar por perdão, mas num espírito pessimista e com os olhos fechados para a misericórdia de DEUS só exclamou: "Maior é a minha pena do que eu possa suportar." (v. 13).

 

Revista CPAD - Lições Bíblicas 1942 - 1º trimestre de 1942 - A Mensagem do Livro de Gênesis - LIÇÃO 4 - 25/01/1942 – CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA - Adalberto Arraes 

 

Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral

LIÇÃO 5 - DUAS LINHAGENS.HISTÓRICAS DE ADÃO

TEXTO ÁUREO - "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios" (Ef-5,15).

VERDADE PRÁTICA - Num mundo corrompido de maldade e violência, a linha­gem do pecado está fadada ao juízo final; mas a do bem está destinada a felicidade eterna.

LEITURA EM CLASSE - Gn 4.1, 2, 8, 11, 14

E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um homem.
E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.
E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão.

RESUMO

INTRODUÇÃO

O PECADO E A MALDIÇÃO DE CAIM
1. O primeiro crime no mundo - 2. Urna oferta rejeitada - 3. Urna maldição inevitável - 4. Caim se casa e constrói urna cidade

CONCLUSÃO

OBJETIVOS

No término desta lição, os alunos deverão ser capazes de:
. Entender que Deus não faz distinção de pessoas e nem do que elas lhe apresentam. A oferta de Caim só foi rejeitada, porque ele não era sincero, diante do seu Criador.
. Compreender que a oferta de Abe] foi bem recebida, porque Deus aprovou a sinceridade de seu coração.
. Concluir que toda a descendência de Caim foi perversa, pois seguiu o mal exemplo deixado por seu ancestral.

. Concordar que a descendência de Sete era diferente, pois seguiu a piedade de seu ancestral.

SUGESTÕES PRÁTICAS:

1. Explique aos alunos que a oferta de Caim seria recebida da mesma forma como foi aceita a de Abel, se tivesse havido sinceridade em seu coração. No entanto, ele era displicente e oferecia o pior de sua lavoura, para o Criador. Por isso, foi rejeitado e, por inveja, matou o próprio irmão.
2. Fale aos alunos a respeito da linhagem de Caim. Ele, devido o crime que praticou, fugiu da presença ele seus pais e construiu urna cidade, em um local bem distante. Por não temer a Deus, fez o que era mau aos olhos do Senhor, cujo exemplo foi seguido por todos os seus descendentes.

3. Esclareça-lhes que, por causa de sua piedade, Sete foi um bom exemplo para os seus descendentes. Por esta razão, muitos deles se des­tacaram como homens tementes a. Deus. Podemos destacar, entre eles, Enoque, que, aos 65 anos, começou a buscar intensamente a presença do Senhor.

INTRODUÇÃO

Os capítulos 4 e 5 de Genesis são narrativas históricas e genealógicas. Moisés, seu autor, procurou desen­volver a história da humanidade, a partir de Adão e Eva, com urna descrição didática. Por este motivo, não aparecem todos os filhos do primeiro casal. São destacados apenas os nomes especiais, entre os quais, registraremos alguns, ligados as duas linhagens: a de Caim e Sete.

l. O PECADO E A MALDIÇÃO DE CAIM
1. O primeiro crime no mundo (Gn 4.3-8).
Os dois primeiros versículos deste capítulo trazem a narra­tiva breve do nascimento dos dois primeiros filhos de Adão e Eva, os quais se chamaram Caim e Abel.

Caim e Abel aprenderam, desde cedo, a expiar suas culpas diante de Deus e oferecer ofertas de gratidão ao Senhor, por estarem vivos (Gn 4.3,4). O primeiro ofertava o fruto da lavoura do campo, do qual tirava para a sua subsistência. O segundo não deixava por menos, ao apresentar ao Senhor o primogênito de suas ovelhas. Mas Deus atentou mais para a oferta do mais novo. A primeira vista, parece-nos injusta a atitude divina, mas o Senhor é quem conhece e perscruta o interior das pessoas que se chegam a Ele. Abel tinha um coração sincero e voluntário, para servir a Deus, mas Caim, ao ofere­cer sua oferta do campo, não tinha urna atitude sincera e fazia isto, por um ato meramente legalista, isto é, para obedecer aos seus pais. Encheu-se de ciúme e inveja contra seu irmão, e usou ainda da traição, para matá-lo sem compaixão. Ele se tor­nou Ó primeiro homicida da Temi (Gn 4.7).
2. Uma oferta rejeitada (Gn 4.3,5). Deus rejeitou a oferta de Caim, porque percebeu que o coração deste filho de Adão não era verdadeiro e o seu presente tinha mais um caráter material. Seu culto tornou-se legalista, cheio de obras mortas; infrutífero, sem valor espiritual. Enquanto que a oferta de Abel foi aceita, não por ser um produto mais aceitável que o da lavoura, mas porque o segundo filho de Eva tinha urna atitude voluntária e gratificante diante do Criador. Seu coração era sincero. Seu culto, verdadeiro (Hb 11.4). O que oferecemos ao Senhor, hoje? Nossas ofertas demonstram a atitude real de nossos corações? (Sl 51.17)
3. Urna maldição inevitável (Gn 4.9-12). O poder do pecado dominou o coração de Caim, que se tornou maligno. Sob o domínio de um profundo ódio contra o seu irmão Abel, sem que o mesmo tivesse feito qualquer coisa que justificasse sua raiva, ele usou de engodo, ao convidá-lo a ir ao campo, para depois atacá-lo e matá-lo ((Gn 4.8). O fato de tê-lo levado, indica que o crime fora premeditado, para escapar dos olhos de seus país e, deste modo, evitar testemunhas contra o seu pecado.

Caim procurou fugir da responsabilidade de seu crime, como muita gente faz boje, por não querer as­sumir seus próprios pecados. No texto de Genesis 4. 11 e 12 Deus expressa a sua rejeição e a inevitável maldição, ao dizer-lhe: "E agora maldito és desde a terra, que abriu a sua boca para receber das tuas mãos o sangue de teu irmão".

4. Caim se casa e constrói urna cidade (Gn 4.17). Depois da maldição de Deus sobre Caim, para que fosse um peregrino na Terra (Gn 4.16), ele saiu do convívio que tinha e procurou isolar-se o quanto pode. Mas todas as regiões já eram habitadas pelos filhos e filhas de Adão (Gn 5.4,5). Em seu caminho errante, ele encontrou urna mulher e casou-se. Daí a impertinente pergunta de muitos crentes neófitos: "Com quem casou Caim? ou: "Quem era a mulher de Caim? De onde ela surgiu ?" Ora, não é preciso criar urna polemica em torno deste assunto, visto que a resposta é facilmente encontrada no contexto histórico e genealógico de Caim. Se o texto diz que ele construiu urna cidade era porque já havia muita gente naquele lugar (seus descendentes).

CONCLUSÃO
Nesta lição, além dos aspectos históricos que aprendemos, desco­brimos que, em um mundo corrom­pido e pecador, Deus tem urna linha­gem especial que preserva o seu nome, a Igreja de Jesus Cristo.

ENSINAMENTOS PRÁTICOS

1. O ambiente em que vivemos influencia, negativa ou positivamente na formação de nosso caráter. Caim, após matar seu irmão, partiu para urna terra distante, e fez o que era mau aos olhos do Senhor. Por isso, influenciou, negativamente, no comportamento de seus filhos.
2. O pecado surtiu o seu efeito, imediatamente, na face da Terra. Caim não era um pecador, ao nascer, mas já tinha a tendência para o mal. Só porque Deus recebeu o sacrifício oferecido por Abel, e não o seu, por causa de sua displicência, voltou-se contra seu irmão e o matou.

Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral

 

Gênesis a Deuteronômio - Comentário Bíblico Beacon - CPAD - O Livro de Gênesis - George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.

O Assassinato e seu Resultado, 4.1-24

Um aspecto terrível do pecado é que ele não pode ser isolado nem obliterado facilmente. Executa progressivamente sua obra devastadora na sociedade, de geração em geração. O pecado de Adão e Eva não causou infortúnio apenas para suas vidas; passou de pai para filho, de época para época. A história no capítulo 4 ilustra dolorosamente este fato e as genealogias ampliam as repercussões do mal por todas as gerações.

1. O Assassinato de um Irmão Crédulo (4.1-16)
Na estrutura geral, esta história é muito semelhante à anterior. Tem um cenário (4.1-5), um ato de violação (4.8), uma cena de julgamento (4.9-15) e a execução da sentença (4.16).
A história dos primeiros dois rapazes nascidos a Adão e Eva (1) realça as repercussões do pecado dentro da unidade familiar. Os rapazes, Caim e Abel (2), tinham temperamentos notavelmente opostos. Caim gostava de trabalhar com plantas cultiváveis. Abel gostava de estar com animais vivos. Ambos tinham uma disposição de espírito religioso.
Os filhos de Adão levaram sacrifícios ao SENHOR (3), o primeiro incidente sacrifical registrado na Bíblia.
Que Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura (4) não quer dizer necessariamente que animais são superiores a plantas para propósitos sacrificais. Por que atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta (5) fica evidente à medida que a história se desenrola.
A primeira pista aparece quase imediatamente. Caim não suportava que algum outro ficasse em primeiro lugar. A preferência do Senhor por Abel encheu Caim de raiva. Só Caim podia ser o “número um”.
O Senhor não estava ausente da hora da adoração. Ele abordou Caim e lhe deu um aviso. Deus não o condenou diretamente, mas por meio de um jogo de palavras informou Caim que ele estava em real perigo. Em hebraico, a palavra aceitação (7) é, literalmente, “levantamento”, e está em contraste com descaiu (6). Um olhar abatido não é companhia adequada de uma consciência pura ou de uma ação correta. O ímpeto das perguntas de Deus era levar Caim à introspecção e ao arrependimento.
Se Caim tivesse feito bem (7), com certeza Deus o teria graciosamente recebido. Mas, e se Caim não tivesse feito bem? Esta era a verdadeira questão que Caim ignorava, pois ele lançava a culpa em Abel. A ameaça à sua vida espiritual não estava longe. O pecado estava bem do lado de fora da porta, pronto para levar Caim à ruína.
Precisamos examinar duas palavras no versículo 7. A palavra traduzida por pecado ihatfat) pode significar pecado ou oferta pelo pecado. A última opção está fora de questão, porque a presença fora da porta não parece ser útil; é sinistra. A palavra jaz (robesh) é um substantivo verbal. O problema para o tradutor é: Esta palavra serve de verbo, jaz, ou de substantivo, dando o sentido: “O pecado está de tocaia”?

Speiser destaca que o acádio, uma das origens do hebraico bíblico, tem basicamente a mesma palavra, rabishum (note que as primeiras três consoantes são as mes­mas), que significa “demônio”. Esta história bíblica vem do mesmo local geográfico; as­sim, se considerarmos que robesh é um empréstimo do acádio, a solução está à mão. 21 O texto descreve o pecado como um demônio malévolo, pronto para se lançar sobre Caim se este sair da presença de Deus sem se arrepender. Deus graciosamente ofereceu a Caim o poder de vencer o pecado: Sobre ele dominarás.
A última porção do versículo 7 pode ser parafraseada: “Tu deixaste o fogo da raiva arder por dentro; por conseguinte, quando tu deixares meu domicílio, o pecado te toma­rá. E melhor dominares a raiva para que a destruição não te vença”.
Mas Caim saiu da presença de Deus e a raiva se transformou em ciúme, o qual, por sua vez, se tornou em ódio assassino junto com um plano ardiloso. No campo, um dia a ação má foi executada — Caim... matou (8) Abel deliberadamente e sem provocação.

Mas Caim não pôde evitar o SENHOR (9). Logo se desenvolveu a cena de julgamen­to. A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra (10) é vívida expressão idiomática que significa: “Tu podes tentar esquecer teu ato de violência, mas eu não posso. O que quer que aconteça com meus filhos é questão de preocupação pessoal para mim”. O privilégio de cultivar a vida vegetal foi tomado de Caim e ele foi banido para o deserto, a fim de ser fugitivo e errante (12).
A exposição do seu pecado mudou Caim. O ódio arrogante se tornou em medo covar­de misturado com autopiedade. Ele estaria suscetível do mesmo destino que desferiu ao irmão. Não pôde nem suportar o pensamento. Mas Deus não escarneceu dele. Mais uma vez sua misericórdia suavizou o castigo. Pôs o SENHOR um sinal em Caim (15). Assim, Caim partiu para enfrentar uma vida totalmente nova, longe de Deus. A designa­ção terra de Node (16) significa “terra de vagueação”, e não parece ser o nome de uma região específica que não seja sua direção geral para a banda do oriente do Éden.
De 4.2-9, G. B. Williamson analisa “Caim e Abel”. 1) A diferença nos homens — até entre irmãos, 2b,5b,6,8,9; 2) A diferença significativa nas suas ofertas, 3-5a (cf. Hb 11.4); 3) Eis uma revelação da bondade e severidade de Deus, 7a.
Gênesis a Deuteronômio - Comentário Bíblico Beacon - CPAD - O Livro de Gênesis - George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.

 

GÊNESIS - Introdução e Comentário - REV. DEREK KIDNER, M. A. - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo - SP, 04602-970

O HOMEM SOB O PECADO E A MORTE (4:1-6:8)

4:1-15.0 assassinato de Abel.
Se, por trás da serpente, era perceptível o diabo no capítulo 3, a carne e o mundo entram em consideração no presente capítulo (ver adiante coment. dos vs. 16-24). O pecado é revelado com os seus ciclos de evolução como em Tg 1:15, e no v. 7 é personificado quase que à maneira paulina (c/. Rm 7:8). Muitos pormenores acentuam a gravidade do crime de Caim e, portanto, da queda. O contexto é culto, a vítima, um irmão. E enquanto que Eva fora persuadida a pecar, Caim não aceita ser dissuadido de seu pecado nem sequer por Deus; também não irá confessá-lo, nem aceitar o castigo.
1. A palavra conheceu (AV), neste sentido especial, mostra muito bem o nível plenamente pessoal da verdadeira união sexual, embora possa perder completamente este elevado conteúdo (cf. 19:5, AV).
Caim tem algo do som de qãnâ, “ adquirir” . Tais comentários sobre nomes são geralmente jogos de palavras, e não etimologias, revestindo um nome padrão de um sentido particular. Assim, por ex., em 17:17,19 um nome existente, Isaque (“ ria-se [Deus]” ) foi escolhido para rememorar certo riso e a promessa que o provocou.A expressão com o auxílio do (RV, RSV, AA) é literalmente “ com” , apenas. E embora esta palavra hebraica permita outras interpretações, a de RV, RSV, AA é a mais simples. Cf. 1 Sm 14:45 (outra palavra para “ com” ). A exclamação de fé, expressa por Eva neste versículo como no v. 25, levanta a situação acima do puramente natural, para o seu verdadeiro nível (como a fé sempre faz: 1 Tm 4:45), quer esteja dando um toque no oráculo de 3:15 ou não.

GÊNESIS 4:2-7
2. O nome Abel
é, quanto à forma, idêntico ao termo hebraico para vaidade ou simples sopro (por ex., Ec '1:2, etc.). Mas a conexão é provavelmente fortuita, desde que nada se faz com ela. Pode ser que o nome seja cognato do sumério ibil(a), do acádio ab/plu, “ filho”. Os especialistas tendem a ver nesta narrativa as rivalidades de dois modos de viver, o pastoril e o agrícola.1Vê-se tal tema no Velho Testa­ mento (ex., Jr 35:6), mas aqui o contraste de culturas desempenha papel inteiramente subordinado. Deus tem lugar para as duas modalidades (cf. Dt 8), e há os passos estruturadores de um rico modelo nestas aptidões complementares e no procurado
entrelaçamento do trabalho e do culto. O esquema é feito em pedaços unicamente mediante o material humano, e é a exposição à verdade de Deus que o rompe; pondo a descoberto pela primeira vez a moral antipatia da religião carnal para com a espiritual.
3-5 A oferta é um minhâ, que nas atividades humanas era uma dádiva feita para homenagem ou para aliança e, como termo ritual, po­ dia descrever ofertas de animais e, mais frequentemente, de cereais (por ex., 1 Sm 2:17, Lv 2:1). É argumento precário afirmar que a ausência de sangue desqualificou a oferta de Caim (cf. Dt. 26:1-11); tudo que é explícito aqui é que Abel ofereceu a fina flor do seu rebanho e que o espírito de Caim era arrogante (5; cf. Pv 21:27). O Novo Testamento infere as implicações adicionais e importantes de que a vida de Caim, diversamente da de Abel, desmentia sua oferenda (1 Jo 3:12) e de que para a aceitação de Abel, sua fé foi decisiva (Hb 11:4).
6. Nos repetidos Por que...? e Se... de Deus, Seu apelo para a razão e Seu interesse pelo pecador são assinalados tão vigorosamente como Seu interesse pela verdade (5) e pela justiça (10).
7. No Hebraico, aceito (7) é literalmente “ um exaltar” (cf. RVmg), expressão que pode indicar um semblante sorridente contrariamente a um semblante carrancudo (descaído, 6). Cf. Nm 6:26. Pode ser que o sentido seja o de que o simples olhar para o rosto de Caim o traia; mais provavelmente vai além, incluindo a promessa de restauração da parte de Deus (cf. 40:13) sobre uma mudança de coração. O quadro do pecado ... recostando-se à porta (RSV; AA: o pecado jaz à porta), desenvolve-se na candente metáfora da domação de um animal selvagem. Assim, RSV: o seu desejo é por você (Moffatt: “ ansioso para 1 Cf., por ex., o conto-competição sumério de Dumuzi e Enkimdu, deus pastor e deus lavrador: A N ET , p. 41.2 Cf. M offatt.

GÊNESIS 4:8-15
estar em você” ), mas você tem de dominá-lo. A frase é uma adaptação de 3:16, sobre o qual lança melancólica luz.

8. RV traduz corretamente o hebraico: E Caim contou a Abel, seu irmão (cf. Êx 19:25). Se este é o verdadeiro texto (como parece que é ) , Caim mostra uma natural vacilação entre aceitar ou desafiar a censura de Deus. Contudo, a LXX diz: ... disse a Abel ... Vamos ao campo (RSV, AA), tornando o assassínio duplamente deliberado, se estas pa­ lavras constituem de fato uma parte autêntica do texto original.
9. Onde está Abel, teu irmão? emparelha-se a “ Onde estás?” de 3:9, como a perene e completa inquirição que Deus faz ao homem. A desumana réplica, de teor igual às evasivas respostas de 3:10ss, trai, em comparação com estas, certo endurecimento.

10. Costumamos falar de erros que “clamam” por reparação. O Novo Testamento combina com o Velho Testamento nisto, e desenvolve a metáfora (por ex., Ap 6:9,10; Lc 18:7,8) que, todavia, deve ser vista como metáfora. Em tocante contraste, o sangue de Jesus Cristo clama pela graça (Hb 12:24).
11,12. O impenitente Caim ouve palavras mais severas do que as dirigidas a Adão, para quem a maldição foi indireta, não tendo ele ouvido: “ És... maldito” .
13,14. O protesto de Caim4 ecoa o tom ofendido de Dives5 (Lc 16:24,27,28; cf. Ap 16:11), em contraste com o reconhecimento do ladrão arrependido, de que: “ ...recebemos o castigo que os nossos atos merecem” (Lc 23:41). A última frase do v. 14: “qualquer que me achar... (RSV), dá idéia de uma população em expansão, presente ou futura. Poderia implicar também em que cada pessoa encontrada seria um parente próximo de Abel — coerentemente com o contexto. Ver, porém, a Introdução, Origens Humanas, p. 25ss.
15. O interesse de Deus pelo inocente (10) iguala-se somente à Sua preocupação pelo pecador.
Mesmo a queixosa oração de Caim continha um germe de súplica; a promessa de Deus, em resposta, juntamente com a sua marca ou sinal (a mesma palavra de 9:13; 17:11) — não um estigma, e, sim, um salvo-conduto — é quase uma aliança, fazendo dele virtualmente o go’el ou protetor de Caim. Cf. 2 Sm 14:14b, AV, RV, AA. É o máximo que a misericórdia pode fazer pelos que não se arrependem.
GÊNESIS - Introdução e Comentário - REV. DEREK KIDNER, M. A. - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo - SP, 04602-970


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Escrita Lição 1, Betel, O primeiro ato de adoração: reconhecendo a soberania de DEUS desde o princípio, Comentários Extras Pr Henrique, EBD NA TV

Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

 

EBD Revista Editora Betel | 2° Trimestre De 2025 | TEMA: MORDOMIA CRISTà– A Gratidão e Fidelidade na Administração dos Recursos que DEUS nos Confiou  | Escola Bíblica Dominical 

  

ESBOÇO DA LIÇÃO

1- A QUEDA AFETOU A VERDADEIRA ADORAÇÃO

1.1. O nascimento de Caim e Abel. 

1.2. A oferta que DEUS rejeita.

1.3. A oferta que agrada a DEUS.

2- DOIS IRMÃOS, DUAS OFERTAS DISTINTAS

2.1. A perfeita adoração ao Senhor.

2.2. O caminho da adoração.

2.3. A pureza da adoração.

3- A OFERTA AGRADÁVEL A DEUS

3.1. Abel, um adorador por excelência.

3.2. Abel, um homem de fé.

3.3. O altar da adoração estava em Abel.

 

TEXTO ÁUREO

“Pela fé, Abel ofereceu a DEUS maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando DEUS testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala”, Hebreus 11.4.

 

VERDADE APLICADA

Devemos adorar ao Senhor com todo o nosso ser, conforme a vontade de DEUS revelada nas Escrituras.

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Identificar as diferenças entre Caim e Abel.
Ressaltar o valor da adoração.
Saber que a Queda afetou a verdadeira adoração.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA - GÊNESIS 4.1-5

1 E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão.
2 E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
3 E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor.
4 E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.
5 Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.

 

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA | Gn 4.2 Abel, o primeiro pastor de ovelhas.
TERÇA | Gn 4.5 Caim, um homem com uma oferta recusável.
QUARTA | Gn 4.9 Caim, um homem de coração arrogante.
QUINTA | Gn 4.10 Abel, uma vítima da violência.
SEXTA | Hb 11.4 Abel, um homem de fé.
SÁBADO | 1Jo 3.12 Caim, um homem de más obras.


HINOS SUGERIDOS: 124, 243, 244

MOTIVO DE ORAÇÃO

Ore para que o Senhor possa se agradar de nossas ofertas.

 

PONTO DE PARTIDA: A oferta que agrada a DEUS.

 

INTRODUÇÃO

Nesta lição, abordaremos os primeiros registros bíblicos de adoração com base na história de Caim e Abel, observando a atitude de cada um deles ao ofertar e a reação de DEUS diante dos ofertantes e suas ofertas. A partir de outros textos bíblicos, veremos também os princípios que devem nortear os atos de adoração do povo de DEUS nos dias de hoje.

 

1- A QUEDA AFETOU A VERDADEIRA ADORAÇÃO

No capítulo 4 do Livro de Gênesis, vemos que as consequências do pecado de Adão e Eva não ficaram restritas a eles, mas se estenderam também aos seus descendentes. Isso porque, após a Queda, o pecado passou a fazer parte da humanidade (Rm 3.23). As atitudes de Caim, o primogênito do casal, evidenciam quão perverso o homem pode ser quando dominado pelo pecado. A relação harmoniosa do Jardim deixou de existir. Caim, o primeiro homem nascido de mulher, tirou a vida do próprio irmão ao se deixar dominar pela ira após DEUS desaprovar sua atitude e sua oferta (Gn 4.8).

 

1.1. O nascimento de Caim e Abel. 

Caim e Abel foram gerados após a Queda (Gn 3), quando DEUS já havia prometido um Redentor da raça humana (Gn 3.15). Eva, por sua vez, alegrou-se com o nascimento de Caim, o seu primogênito (Gn 4.1). Segundo o Pr. Marcos Sant’anna da Silva, o nome “Caim” costuma ser associado à ideia de “aquisição”, sugerindo que o nascimento daquele menino ocorreu em meio a uma grande expectativa, talvez por Adão e Eva pensarem que a promessa feita em Gênesis 3.15 se cumpriria em Caim. Ele foi o primeiro ser humano a nascer após a Queda, uma vez que Adão e Eva foram criados por DEUS.

 

Warren Wiersbe: “Eva louvou a DEUS por ajudá-la durante a gestação. Afinal era uma experiência nova, e ela não contava com um médico ou parteira para ajudá-la. Na sua segunda gestação, ela deu à luz Abel, nome que significa “fôlego”; que é a palavra traduzida por “vaidade”, pelo menos trinta e três vezes, no Livro de Eclesiastes. O nome Caim nos lembra de que a vida vem de DEUS, enquanto Abel nos diz que a vida é breve”.

 

1.2. A oferta que DEUS rejeita. 

A Bíblia relata o assassinato de Abel pelo próprio irmão, Caim. Naquele tempo, eles adoravam o Senhor oferecendo parte de sua produção. Em um daqueles momentos de adoração, o Senhor se agradou da oferta de Abel e rejeitou a oferta de Caim. Indignado com a decisão de DEUS, Caim premeditou a morte de Abel (Gn 4.3-5,8).

 

Dicionário John Davis: “Abel ofereceu a DEUS frutos da terra, como demonstração de reconhecimento pelos benefícios recebidos. Mas o coração de Caim não era reto diante de DEUS, por isso a sua oferta foi rejeitada. Neste ato, ele revelou o seu mau caráter; mostrou-se invejoso e irado contra o irmão, recusou-se a receber as exortações necessárias para combater o pecado. Ele assassinou o irmão, negou o crime, e, quando julgado, não mostrou arrependimento. Apoderou-se de Caim o temor do castigo. DEUS o expulsou para longe. Foi morar na terra de Node, a oriente do Éden. Casou-se com alguma das suas irmãs ou netas de Adão, cujos nomes ignoramos”.

 

1.3. A oferta que agrada a DEUS. 

DEUS atentou para a oferta de Abel, diferentemente da oferta apresentada por Caim. Hoje, vemos com clareza que isso se deu porque Abel ofertou das primícias do seu trabalho, movido por fé e por um caráter justo (Gn 4.4). Essa atitude tornou Abel um exemplo de caráter que agrada a DEUS. O autor do Livro de Hebreus registrou a fé, a justiça, o testemunho e a entrega de Abel (Hb 11.4).

 

Paul Gardner: “Abel pode derivar de um vocábulo hebraico, que significa “sopro ” ou “vaidade “, para prefigurar assim que sua vida seria curta. Ele se tornou pastor de ovelhas (Gn 4.2)enquanto Caim, agricultor. Na época das colheitas, o mais velho ofereceu a DEUS alguns dos frutos escolhidos; o mais novo, porém, apresentou os melhores animais do rebanho, para enfatizar o valor e o custo deles. O sacrifício de Abel foi recebido favoravelmente pelo Senhor, mas o de Caim não”.

 

EU ENSINEI QUE

Indignado com a decisão de DEUS, Caim traiçoeiramente matou Abel, seu irmão.

 

2- DOIS IRMÃOS, DUAS OFERTAS DISTINTAS

Caim e Abel, filhos de Adão e Eva, apresentaram suas ofertas ao Senhor (Gn 4.3,4). Abel ofertou os primogênitos de suas ovelhas e sua gordura, já Caim ofertou ao Senhor do fruto da terra. O Senhor, contudo, agradou-se pela oferta de Abel, mas rejeitou a de Caim. A razão disso não foi a origem da oferta, e sim o coração deles ao ofertar (1Sm 16.7), evidenciando que o Senhor não aceita ser adorado de qualquer maneira.

 

2.1. A perfeita adoração ao Senhor. 

A história de Caim e Abel nos ensina que o Senhor é zeloso quanto à adoração que Lhe prestamos (Êx 34.14). JESUS nos ensina a excelência da adoração: “(…) Adorarás o Senhor, teu DEUS, e só a ele servirás” (Lc 4.8). Na Antiga Aliança, Moisés deixou claro que as ofertas a DEUS deveriam ser as melhores, mesmo se feitas por quem não tinha muitos recursos (Lv 22.22).

 

Bispo Abner Ferreira: “Por que DEUS se atentou para a oferta de Abel e não para a de Caim? Abel ofertou as primícias do seu trabalho, ele fez o melhor que podia fazer, e não apenas o que podia fazer. Para o Senhor, Abel separou o que tinha de melhor e o fez com cuidado. Fica-nos a lição de que não basta fazer a coisa certa, devemos também fazer do jeito certo. Dar é a coisa certa, mas dar generosamente é fazer do jeito certo. JESUS CRISTO nos disse para dar, para que também nos seja dada boa medida, recalcada, sacudida e transbordante”.

 

2.2. O caminho da adoração.

DEUS não recebe a adoração de quem não anda na vereda da fé (Hb 11.6), como declarado pelo profeta Isaías: “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso DEUS, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça, Is 59.2. O comportamento rebelde de Caim mostrou que ele vivia separado de DEUS; mais tarde, ele foi identificado como “do maligno”, ou seja, como alguém conduzido por Satanás (1Jo 3.12).

 

Bíblia de Estudo Wiersbe: “Abel trouxe o melhor que tinha e procurou agradar a DEUS; Caim, por outro lado, não teve essa atitude. O fato de ir às reuniões religiosas e participar de atividades da igreja não prova, de forma alguma, que as pessoas sejam realmente cristãs. É possível “agir de modo religioso” e, mesmo assim, nunca sentir o poder salvador de DEUS (2Tm 3.5). Os sacrifícios mais caros sem a submissão do coração nunca podem justificar o adorador diante de DEUS (Sl 51.16,17).”O caminho de Caim (Jd 11) é o da obstinação e da incredulidade”.

 

2.3. A pureza da adoração. 

Ao ter sua oferta rejeitada por DEUS, Caim foi tomado pela inveja de tal maneira que planejou o assassinato do próprio irmão (Gn 4.8). A Bíblia ressalta que o cristão fiel não se deixa levar pela inveja nem pela maldade (Pv 14.30). Caim é um exemplo de que o Senhor não aceita a adoração de aparências, mas a adoração vinda de um coração submisso, quebrantado e sincero, que expressa o amor a DEUS e a fé que move o adorador.

 

Comentário Bíblico Beacon: “Porque atentou o Senhor para Abel e sua oferta fica evidente à medida que a história se desenrola. A primeira pista aparece quase imediatamente: Caim não suportava que algum outro ficasse em primeiro lugar. A preferência do Senhor por Abel encheu Caim de raiva. (…) Só Caim podia ser o número um: Se Caim tivesse feito bem, com certeza DEUS o teria graciosamente recebido.

 

EU ENSINEI QUE

A história de Caim e Abel nos mostra que o Senhor é zeloso quanto à adoração que lhe prestamos.

 

3- A OFERTA AGRADÁVEL A DEUS

Caim levou ao Senhor o fruto da terra; já o adorador Abel ofereceu ao Senhor o melhor de seu rebanho. Isso significa que Abel não ofereceu um sacrifício qualquer, mas um sacrifício dos primogênitos do seu rebanho (Gn 4.4).

 

3.1. Abel, um adorador por excelência. 

Abel foi um homem reto (Mt 23.35; 1Jo 3.12), que ofereceu a DEUS o primeiro carneirinho nascido no seu rebanho. Ele o matou e ofereceu as melhores partes ao Senhor, que se regozijou com a oferta. Abel agradou ao Senhor com a expressão da fé de um coração sincero e cheio de amor (Mt 22.37), voltado para DEUS (1Sm 16.7), cujas obras eram justas (Hb 11.4). Abel certamente adorava a DEUS em espírito e na verdade (Jo 4.24).

 

Michael Kendrick; Daeyl Lucas: “Porque exatamente DEUS preferiu a oferta de Abel é um mistério para nós, mas não para eles. Eles sabiam. O mundo primitivo não era entremeado de barulho e distração; a vontade de DEUS devia ser clara como cristal. A vontade de DEUS para nós hoje é clara o suficiente também. Nós sabemos que o serviço amoroso é a peça central, que ambição e orgulho são corruptores. Sabemos que ‘do nosso jeito ou de nenhum outro ofende a DEUS. Sabemos que DEUS requer nossa devoção, não importa o custo”.

 

3.2. Abel, um homem de fé. 

A fé moveu Abel a oferecer um sacrifício que agradou a DEUS, fato que o colocou na galeria dos heróis da fé (Hb 11.4). O testemunho bíblico sobre Abel nos remete aos seus pais; mesmo passando pela disciplina do Senhor ao serem lançados fora do jardim, Adão e Eva não deixaram de transmitir aos filhos a fé no Criador e o que conheciam sobre DEUS e Sua vontade. Em gratidão a DEUS, Abel se dispôs a oferecer o melhor do fruto de seu trabalho.

 

Pastor Marcos Sant’Anna da Silva: “A Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a DEUS (Hb 11.6). Abel ofertou ao Senhor pela fé, com um coração disposto a adorar. Fé nos ensinamentos que havia recebido de seus pais acerca do Senhor, na promessa da vinda de um Redentor. Ao ofertar pela fé, ‘(…) prova das coisas que se não vêem’ (Hb 11.1); ele podia contemplar a reconciliação entre DEUS e o homem”.

 

3.3. O altar da adoração estava em Abel. 

O altar é um lugar de sacrifício, de oferta a DEUS. Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, “no Antigo Testamento hebreu, a palavra usual para altar é mizbeah, ‘lugar de sacrifício, que deriva do verbo zabah, ‘matar, sacrificar. Em Esdras 7.17, aparece a palavra aramaica madhbah, formada a partir da mesma palavra”. O fiel adorador oferece o seu melhor no altar. Abel ofereceu a DEUS o melhor cordeiro do seu rebanho. Antes de reverenciar a DEUS no altar, Abel já o adorava em seu coração. Ele ofereceu o melhor animal que tinha, demonstrando uma devoção que não se restringe a palavras, mas que se expressa com atitudes concretas, em espírito e em verdade (Jo 4.22,23).

 

Bispo Abner Ferreira: “É no altar que recebemos nossa vitória, é no altar que o Senhor fala conosco, é no altar que levantamos nossas mãos para louvar o Seu nome, é no altar que derramamos nosso coração para impetrar nossas orações”.

 

EU ENSINEI QUE:

O verdadeiro adorador oferece o seu melhor no altar do Senhor

 

CONCLUSÃO

DEUS encontrou em Abel a genuína fé de um adorador. Que, assim como Abel, possamos ofertar nossa adoração sincera a DEUS, para que o mundo veja a graça de CRISTO derramada sobre nossa vida.